O pavilhão comemorativo valoriza a memória do Museu Nacional e reforça a importância de preservar o patrimônio cultural. Com uma experiência imersiva, convida o público a conhecer sua história e participar da reconstrução desse símbolo da ciência e da identidade brasileira.
Tipologia Arqutetônica
A tipologia arquitetônica do projeto do Pavilhão
Comemorativo do Museu Nacional é definida com base em três critérios principais:
1. Função temporária do espaço
2. Uso cultural e expositivo
3. Integração com o entorno natural (Quinta da Boa Vista)
Público Alvo
Famílias com crianças buscam lazer e aprendizado, principalmente nos fins de semana. Se conectam bem com propostas interativas e emocionais.
Excursões escolares vêm com foco educativo. Ajudam a cumprir a missão do Museu e aproximam os alunos da história do Brasil.
Turistas culturais se interessam pela história e costumam incluir o Museu nos seus roteiros. O pavilhão é um bom ponto de entrada para esse público.
Programa de necessidades e setorização
PAVILHÃO COMEMORATIVO: MUSEU NACIONAL
Fluxograma
EXPOSITIVO SERVIÇO LAZER
FLUXO DE SERVIÇO
FLUXO DE SERVIÇO
LEGENDA DE SETORES E FLUXOS
Estudo de Caso
Pavilhão de Pallets Reciclados / Avatar
Architettura
É uma instalação temporária feita com pallets reutilizados. Com montagem simples e modular, destaca a sustentabilidade, ventilação e iluminação natural, funcionando como um manifesto sobre reaproveitamento e consumo consciente.
Pavilhão Sealight / Universidad de Monash + Rintala Eggertsson, Grimshaw e Felicetti
A instalação foi feita em 14 semanas com madeira reaproveitada e materiais sustentáveis. Tem uma estrutura leve que deixa a luz entrar e se conecta com a natureza. O espaço convida à reflexão sobre como vivemos e cuidamos do meio ambiente.
Pavilhão de papel reciclado para o Festival
Coachella 2015, por Ball-Nogues Studio O “Pavilhão Pulp” é uma estrutura leve e independente feita com papel reciclado, água e tinta em uma base de material orgânico. Foi usado como abrigo temporário no festival Coachella de 2015.
Partido e Conceito
Partido
A ideia da “Árvore da Memória” guia o projeto, simbolizando os 210 anos do Museu Nacional. As raízes representam sua história e legado, enquanto os galhos apontam para o futuro, mostrando crescimento e renovação. A proposta busca refletir essa conexão entre passado e futuro, criando um espaço que valoriza a memória, o conhecimento e a transformação.
Conceito
A Árvore da Memória é o elemento central do projeto, localizada na área expositiva, a árvore convida os visitantes a pendurarem bilhetes com suas visões para o museu, tornando-se uma instalação viva e participativa. O espaço ao redor funciona como um ambiente de reflexão e troca, reforçando a conexão entre memória, conhecimento e transformação.
Condicionantes de projeto
Local: Quinta da Boa Vista, área histórica.
Limites: Projeto respeita o lote e área máxima de 750m².
Insolação: Boa incidência solar ao sul e leste; necessário sombreamento nas áreas externas.
Ventilação: Ventos predominantes de leste/sudeste favorecem ventilação cruzada.
Vistas: Aberturas voltadas para áreas verdes; integração com o parque.
Ruído: Poluição sonora nas vias movimentadas; usar materiais acústicos.
Fluxos: Circulação fluida e acessível para famílias e escolas, com entrada/saída bem definidas.
Plano de Massas
Estudo Preliminar
O pavilhão será construído com uma estrutura leve e eficiente, utilizando aço reciclado, garantindo resistência, reaproveitamento e desmontagem futura, e tijolos de solocimento, que oferecem conforto térmico e baixo impacto ambiental. Na área expositiva, amplos painéis de vidro serão utilizados para criar uma sensação de integração com o parque, conectando o espaço interno ao ambiente natural ao redor.
Na cobertura, será adotado um sistema de telas tensionadas feitas com tecido reciclado, concebido para simular a copa de uma árvore, funcionando como um abrigo leve e fluido, inspirado nas comemorações que acontecem no parque, onde as pessoas naturalmente buscam a sombra das árvores para se reunir, descansar e celebrar. Essa solução traz uma referência simbólica e sensorial ao uso do espaço ao ar livre.
O piso será revestido com bambu prensado, uma alternativa renovável, durável e de apelo estético natural. Como solução complementar, o projeto incluirá captação e reuso de água da chuva, promovendo o uso consciente de recursos hídricos e reforçando o compromisso ecológico da estrutura.