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Albertina Prates Ficha Técnica da Exposição Presidência da Fundação Catarinense de Cultura (até janeiro de 2017) Maria Teresinha Debatin

Projeto Expográ co Albertina Prates Produção Studio de Ideias

Presidência da Fundação Catarinense de Cultura Rodolfo Joaquim Pinto da Luz

Design Grá co Arturo Valle Junior

Diretoria de Administração Sidneya Gaspar de Oliveira

Artistas convidados que interferiram na exposição Adriana Maria dos Santos · Carlos Roberto Nascimento de Oliveira (Bebeto) · Denilson Antônio · Elke Otte Hülse · Fabiana Machado Didoné · Fábio “Duke” Orleans · Fernando Albalustro · Flávia Fernandes · Francine Faraco · Gelsyr Ruiz · Lena Costa · Luciana Petrelli · Luciane Garcez · Marcoliva · Maria Lydia Fiaminghi · Maria Selenir Nunes dos Santos (Sela) · Marinela Goulart · Martha Ozol · Meg Tomio Roussenq · Nani Eskelsen · Nelson Teixeira Netto · Neno Brazil · Patrícia Amante · Patricia Di Loreto · Paulo Burani · Pedro Driin · Rafael João Rodrigues · Roberto Rita (Ro Rita) · Rosana Bortolin · Sandra Cavallazzi · Sara Ramos · Simone Michielin · Viviany Amorim

Diretoria de Difusão Artística Mary Elizabeth Benedet Garcia Administração do Museu de Arte de Santa Catarina (até março de 2017) Isac Nascimento Administração e Curadoria Geral do Museu de Arte de Santa Catarina Josué Mattos

Participação Escola Dinâmica

Curadoria Adjunta e Coordenação de Ação Educativa Edina De Marco

Montagem Expográ ca Anézio Antônio Ramos Sérgio Ado o Guint Iluminação Edimar Nascimento Maurício Pereira A exposição foi um projeto cultural patrocinado parcialmente pelo Município de Florianópolis, por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.

Assessoria de Imprensa Letícia Kapper

2017 . Tubarão, SC


Ficha Técnica do Catálogo

© Albertina Prates 2017 Projeto editorial e Coordenação Albertina Prates Projeto grá co e Edição de imagens Fernanda do Canto Texto de apresentação Rosângela Cherem Eneléo Alcides Texto de abertura da exposição Albertina Prates

Revisão de texto Rosângela Cherem Fernanda do Canto Fotogra a Aira Junges Paula Borges Reis Volo Filmes & Fotogra a Grá ca Copiart

Texto de geologia e arte Fernando Jacques Altho Poema Osvaldo João Pereira Filho

Este catálogo é um produto cultural totalmente patrocinado com recursos próprios.

Ficha catalográfica elaborada por Sibele Meneghel Bittencourt - CRB 14/244 Prates, Albertina,1954 P92

A pele / Albertina Prates. - - Tubarão : Copiart, 2017. 52 p. : il. color.; 25 cm ISBN 978.85.8388.082.0 1. Arte brasileira - Santa Catarina. 2. Artistas - Santa Catarina. I . Título. CDD (22. ed.) 709.8164


Uma poética pensada através de véus Rosângela Cherem · Eneléo Alcides Sei quem são vocês, disse a mulher robótica para as três jovens. Indiferentes a este reconhecimento, moviam-se Cloto, a andeira do nascimento; Láquesis, a poderosa detentora dos os do destino; Átropo, atenta ao momento de cortar o o da vida. Vocês são o artifício pelo qual os homens seguem pensando que comandam a vida, esquecidos de sua mortalidade. Enganados, acham que há algo mais profundo e essencial na beleza, sem saber que ela não passa de um ardil por onde se tece o absurdo do mundo. Silenciosas e sorridentes, as moiras continuaram sua ocupação, enquanto o vento esvoaçava seus véus...

Primeiro véu ou um olhar em movimento. Visitamos a exposição de Albertina Prates num nal de tarde em que o MASC parecia bastante silencioso e calmo. Enquanto íamos observando as obras, encontramos outros visitantes atentos que, como nós, olhavam os diversos ambientes expositivos, possivelmente procurando compreender as singularidades de seu pensamento plástico, detalhes de seus procedimentos e suas soluções matéricas, seus lances e recorrências. Alguns destes observadores desconhecidos pareciam experimentar as obras num tempo para além da duração de uma vitrine de shopping ou prateleira de supermercado. Ao olhar os que olhavam, pensamos no ritmo com que percorriam os trabalhos, no que signi ca olhar uma obra, deparar-se com ela para além do juízo do gosto e da beleza, da identi cação com certos circuitos legitimados ou saberes sobre o contemporâneo que já se tornaram meros clichês. Vivendo um tempo em que todas as imagens parecem se equivaler e pensar se torna sinônimo de reagir

e curtir, num mundo em que tudo conspira para os efeitos anestésicos, que tornam homogêneas as percepções e obliteram as sensibilidades, torcemos para que pudessem alcançar o que viam como uma extensão de suas vidas ou das demasias humanas, que pudessem tangenciar as coisas que não têm função, mas nos fazem perceber estranhezas e interrogar certezas. Ao reler o texto de apresentação feito pela artista foi possível reconhecer sua proposta: todo o conjunto expositivo como um site speci c, uma grande instalação destinada a pensar as diferentes camadas de sua própria poética. O tema remetia àquilo que veio antes e sobreviverá depois de nós, o tempo e a imagem, o mineral e o vegetal, o corpo perecível e as persistências para além da matéria. A fatura indicava os gestos, tais como o recurso do desenho em grandes dimensões, as injunções de uma pintura que remete aos clássicos como nas proporções anatômicas de Leonardo da Vinci, na languidez feminina de Sandro Botticelli, nas torções de Michelangelo. Mas também


constatamos uma preferência pela matéria bruta como o barro e o carvão, um primor exacerbado pelo material processado, tal como no caso dos espelhos-árvore-totem com peles humanas bordadas com os de seda. Destaque para o fato de que, em cinco dos nove trabalhos, diferentes artistas interagem e compõem a partir de determinado lance, conforme solicitado por Albertina. Assim, quando nos demos conta, já estávamos desejando voltar e pensar melhor sobre a poética e o processo que envolvia aquelas obras, ampliando um horizonte de relações com outras obras e artistas, cujas noções operatórias pareciam guardar certas a nidades. Nosso arquivo de leituras e memórias havia sido acionado. O texto que segue é o resultado desta interlocução. Segundo véu ou uma teoria das peles. De maneira desordenada, vinham ao nosso encontro os fragmentos do pensamento da artista: Pontuo A PELE como uma reverência à vida. A pele do corpo e a pele do planeta, essas geologias [...] a Terra é a substância universal, é a matriz que concebe as fontes, os minerais, os metais [...]. Nosso planeta viverá ainda por bilhões de anos sem nós, e ele sobrevive melhor sem nós... mas nós ainda somos cativos aqui [...]. A Terra é a mãe que alimenta permitindo-nos viver de sua vegetação [...]. Antagonicamente devastações, queimadas de orestas e o vigor do planeta vivo guardam cicatrizes abertas de um planeta submetido e que também, visceralmemte, submete-nos [...]. A pele do corpo e a pele do planeta são muito parecidas – têm estruturas orgânicas, químicas, espaços, rami cações: fundem-se, complementam-se, brotam-se e se fazem pó [...] a vestimenta indica um tempo, um espaço [...] é comum eu desenhar guras do ser humano em “pelo” – a “pele” é sua roupagem. Lembramos de um artista com preferência por cores fortes e ideias contundentes. Trata-se de Friedensreich Hundertwasser (1928-2000), cuja obra pode ser compreendida a partir de sua teoria sobre as cinco peles do ho-

mem: sua epiderme natural, seu vestuário, sua casa, o meio ambiente onde vive e a pele planetária ou crosta terrestre onde todos vivemos. Para ele, no centro de cada um está seu “ser”, que ao longo da vida vai se rodeando de camadas de signi cação e que determinam sua relação com o universo. Nascido num país que foi o importante império dos Habsburgos, dos primórdios do renascimento ao barroco, que acabou avassalado pelas disputas territoriais, tornando-se parte dos acertos de duas guerras mundiais, mas que também foi palco de importantes nomes no plano da cultura ocidental, como Freud e Schoenberg, passando por Schnitzler, Hofmannsthal, Kokoschka e Klimt, o pintor e arquiteto austríaco, autor da teoria das peles, foi um humanista que desenvolveu um entendimento muito singular sobre a relação entre o homem e a natureza. Em meados do século XX, apresentou uma série de ensaios contra a arquitetura racional, em proveito de formas orgânicas e de um espaço habitável em harmonia com o meio ambiente. Seus pressupostos aparecem em textos críticos à energia nuclear e favoráveis à proteção da natureza, incluindo a recuperação dos oceanos, das baleias e da selva tropical. Em vários de seus trabalhos, Albertina leva o espectador a estabelecer uma relação entre a natureza e a vida humana. Este vínculo é ancestral, tal como se apresenta na performance de Duke Orleans na noite de abertura, onde fez incidir o próprio ato de criação da vida através do barro, mas, igualmente, se deu a ver como uma escultura viva. Após a performance, o material utilizado permaneceu na exposição como vestígio da passagem do artista e como reminiscência da pele da própria Terra. A insistência na preocupação ecológica reverbera com intensidade em três trabalhos, onde a temática é a árvore. No primeiro, a árvore do Gênesis remete a uma vida orgânica muito anterior ao humano, cujos efeitos destrutivos se devem à interferência deste. No segundo, a oresta constitui não apenas a diversidade natural e humana, como também remete à visão de que apenas a consciência coletiva poderá ser um caminho para a sobrevivência do planeta. No terceiro trabalho, a inversão da árvore consiste


numa espécie de re exão sobre o lugar do homem no mundo, onde nem ele é o centro, nem o mundo é o seu palco. Nas suas palavras: A grande árvore do Gênesis desenhada com carvão diretamente na parede evoca o homem nos primórdios dos tempos, registrando seus símbolos mágicos no fundo da caverna. [...] Do homem ancestral ao homem contemporâneo que interfere na natureza, forma-se um istmo de tempo [...]. A instalação no chão com uma espécie de caminho-túmulo de carvão vegetal, remete às queimadas e aos desmatamentos [...]. Semelhante ao ser humano, a oresta se apresenta como um mundo rico, misterioso e complexo [...]. Os pintores, arquitetos, designers, fotógrafos, ceramistas, escultores, gra teiros, ourives, tapeceiros que comparecem, resultando numa multiplicidade de árvores, metaforizam esta diversidade através de seu fazer, com pesquisas de materiais telúricos como a terra, areia, pedra, metal, seda, madeira, papel, argila etc. [...] com tronco branco, a árvore que vem do teto, feita em papel plissado, que está assentada sobre pedras da Ilha, consiste numa inversão, destinada a alterar nosso sentido da verticalidade ascendente. A preocupação ecológica continua com a obra “Os Quatro Apocalípticos”, cujo título sugere a destruição e o nal dos tempos. As três guras incompletas formam uma única, quando vistas a partir do banco em que se pode sentar. A provocação do título sugere que o quarto apocalíptico seja o observador. Marcoliva é o artista que interfere na capa-cauda com peças de argila crua, além de suporte para elementos de terra preta, sucata de ferro e argila crua como terra craquelada. Terceiro véu ou a pele que habitamos. Duas cenas de infância compõem o principal eixo autobiográ co destacado pela artista com relação ao tema da exposição: Eu tinha uns cinco anos de idade quando vi um homem jovem desenhando [...] a partir dali, comecei a desenhar [...] Meu primeiro desenho foi uma mulher ultra colorida – minha avó materna cou surpresa e por brincadeira me pediu

um desenho de um casal nu. Eu desenhei [...] ganhei uma surra com vara de marmelo da minha mãe. [...] Olhei minha mãe estirada no chão como um saco amontoado – os braços e as pernas quebradas [...] uma perna presa apenas por uma lasca de pele. Por ali escorria todo o sangue de seu corpo [...] tonteei e me segurei no carro à minha frente [...] minha mão tocou na lataria com pele e gordura, com a visão agora turvada senti nojo! Ao ler estes eventos, o castigo pelo desenho e a morte da mãe por atropelamento, referidos pela artista para destacar a importância do tema da pele sobre seu trabalho, estabelecemos a relação entre vida e obra com o lme “A pele que habito”, dirigido por Pedro Almodóvar e lançado em 2011. No início, um conceituado cirurgião plástico profere uma conferência sobre a importância da reconstituição do rosto como modo de recuperar os pacientes com graves queimaduras. Mas logo aparecem as implicações biográ cas do protagonista, cuja lha apresenta sérios transtornos causados pela morte da mãe, a qual teve o corpo inteiramente queimado num acidente de carro e acabou se desesperando quando viu sua imagem re etida na janela, suicidando-se logo em seguida. Por vias labirínticas, vão aparecendo outras situações onde há um o para abordar a identidade humana e a importância da pele e da aparência neste processo. Entre cicatrizes e vestimentas, acasos e obstinações, os fragmentos vão compondo o enredo, até nalmente podermos entender que somos um entre, situado em algum ponto que se constrói no jogo de interioridades e exterioridades, aparências moventes e essências intangíveis. Somos feitos de memórias e apagamentos, paixões e errâncias. Nos trabalhos de Albertina há uma prevalência de atributos convencionalmente considerados femininos: ornamento, sensualidade, delicadeza, leveza e movimento; trabalhados por meio de materiais como os de seda e espelhos; no modo como usa cores como vermelho e rosa. Também há um protagonismo da terra, natureza, oresta,


árvore, pele. Os desenhos anatômicos masculinos não se distinguem do modo como concebe as guras femininas, muitas vezes representadas em roupagens mitológicas ou robóticas. No feminino exacerbado de certos corpos, o que se a rma é uma redução signi cativa das referências masculinas hegemônicas. Nas anatomias femininas há uma musculatura dotada de robustez e energia. Pode-se facilmente tomar a gura de um gênero por outro. Assim, as identidades nada mais são do que partes compostas por constantes equívocos e deslocamentos. No plano de uma história do corpo, inscrita na cultura ocidental, Albertina coloca algumas camadas, re etindo como a questão das peles já foi anteriormente tratada. Observando que “em épocas remotas a bibliopegia antropodérmica não era incomum”, lembra que em “Metamorfoses”, de Ovídio, os seres se transformam em animal, vegetal ou mineral, havendo registro de edições encadernadas com capa de pele humana. “Essa prática tem início no século XVI. Era comum encadernar as con ssões de assassinos com suas próprias peles.” Há registros de pessoas que quiseram ser “imortalizadas” depois de mortas com o propósito de deixar uma lembrança para seus familiares e amigos. A Universidade de Harvard tem em sua biblioteca um livro intitulado “Des destinées de l´ame”, escrito no século XIX por Arsène Houssaye que presenteou o médico Ludovic Bouland, encadernando-o com pele de uma paciente que havia morrido. “Na Segunda Guerra Mundial muita pele humana serviu de estudos tidos como cientícos e também para rituais satânicos.” Procurando juntar um o histórico remoto a um plano mais contemporâneo, a pele se oferece como uma instalação: Sobre quatro pedestais de vidro e espelhos estão acondicionadas, em três oratórios de vidro, folhas curtidas de pele humana expostas como em um altar [...] A pele, o maior órgão do nosso corpo e a pele do planeta é complexa e completa [...] Acima ou abaixo dos oratórios, fragrâncias da árvore melaleuca tea tree [...] A pele íntegra delimita, protege e

permite o respirar [...] utilizo peles descartadas em cirurgias plásticas que têm como reverência a beleza física [...] No quarto pedestal, só há espelho, para que o espectador possa se surpreender com a própria imagem saindo da estranheza da visão da pele do “outro”. No chão, ao redor da obra, há um círculo com uma citação dos Gálatas, depois reescrita nos termos da artista, instalando pela palavra talvez, uma dúvida e uma indeterminação. Quarto véu ou a beleza como uma armadilha. Uma característica central das vanguardas do século XX foi o rompimento com valores do classicismo. A beleza exaltada pelos cânones acadêmicos foi colocada de lado. A negação aos critérios de harmonia, simetria e proporção funcionou como elemento constitutivo na a rmação das concepções de ruptura e pressupostos de inovação e experimentação dos grupos vanguardistas. A arte contemporânea rea rmou e fortaleceu essa tradição, gerando percepções e entendimentos de recusa aos antigos parâmetros sobre beleza. Ao caminhar pela mostra “A Pele”, a beleza, enquanto concepção clássica, talvez seja a primeira questão enfrentada pelo espectador, ao qual será demandada uma espécie de inversão: desde muito pequena o tema “a pele” foi motivo particular de questionamentos losó cos à respeito da vida e da sociedade em que estava integrada [...] me perguntava como seria meu olhar para as pessoas e para o mundo se eu tivesse nascido em família de outra nacionalidade [...] e se eu tivesse nascido negra, japonesa, sueca ou índia [...]. Me permitia, com o pouco ou nada de conhecimento que tinha, me colocar na “pele” de uma criança de outras etnias, então apesar das muitas di culdades que tínhamos me sentia muito, muito feliz por ter nascido aqui na terra com esse corpo, com essa cor e nessa família. A artista escolhe permear sua fatura desa ando o valor estético mais restritivo que prioriza o campo


conceitual. O óbvio pode ser dito e a beleza, a reverência ecológica e os parâmetros humanistas podem ser acolhidos. Porém, é sobre a beleza que a artista parece ter uma intuição muito aguçada e perturbadora. Como uma camada de revestimento sobre as coisas, a beleza pode produzir efeitos de cintilação e de fascínio, mas também é um perigo que pode impedir que se adentre pela complexidade de outras camadas. Como efeito, ela pode ser enganosa, como essência ela pode ser falsa. Isto permite compreender algumas razões pelas quais, ao mesmo tempo em que afirma sua poética como algo genuíno e que lhe pertence, também arrisca a desconstrução, combinando gestos e procedimentos bastante ecléticos ou díspares. Quinto véu ou aquilo que se constrói sob esse céu e sobre essa terra. A obra “Piso”, curiosamente um painel colocado sobre a parede e à altura dos olhos do espectador e não como camada de revestimento sobre o chão, constitui uma espécie de síntese sobre os principais elementos que existem no planeta, incluindo elementos do reino mineral, vegetal e animal, onde o humano ocupa uma parte. A recorrência de imagens e os procedimentos próprios ao processo de Albertina produzem uma espécie de montagem sobre espacialidades que tanto relacionam homem e natureza, como aproximam humano e biográfico. É aqui que parece ficar mais explícito que a direção de sua poética se dá da obra para o planeta, ou seja, é no processo de criação que a artista constrói a questão do habitar a Terra, é no interior de sua poética que existe a referência ao lugar onde se reconhece como habitante, seja a cidade onde mora ou o planeta onde vive: A imagem recorda camadas da crosta terrestre com raízes de vegetais vista em secção. Um minúsculo homem corre na linha do horizonte visto em linear. Uma mão se expõe... um dos dedos apresenta um grande anel, nele está incrustada devidamente acondicionada cedida por clínica de análise uma amostra real de pele.

Trata-se de um painel, onde o micro e o macro se equivalem, onde constam desenhos, fotos, colagens de imagens e sobreposições de imagens da pele humana, da terra craquelada e da pedra que sustenta a Ilha de Florianópolis, sob a orientação em Geologia do Dr. Fernando Jacques Altho , professor na UFSC através do Projeto de Extensão “Geologia e Arte”, contribuição para a realização da exposição “A Pele”. Num texto feito para uma conferência proferida em 1951, intitulado “Construir, habitar, pensar”, Heidegger coloca a pergunta sobre o que signi ca habitar, abrindo a questão tanto para os problemas da arquitetura, como também para o lugar da criação humana no mundo, numa Alemanha ainda às voltas com o m da Segunda Guerra Mundial. Partindo da premissa de que só é possível habitar o que se constrói, ressalva que nem toda construção é uma habitação, que habitar não é o mesmo que residir, do mesmo modo que construir não é o mesmo que produzir. Num exercício lológico, percorrendo as diferentes etimologias relacionadas às palavras construir e habitar, observa que, se a linguagem constitui o humano, isto também acontece com aquilo que se edi ca sobre essa Terra e sob esse Céu. Assim, os divinos e os mortais são parte de uma unidade originária. Construir-habitar é permanecer, resguardar-se, demorar-se, sendo esse o traço fundamental do humano. O espaço não é uma pura exterioridade, nem uma mera interioridade, mas um entre, onde o de-morar acontece. Construir signi ca edi car estâncias e circunstâncias que resguardam os elos entre a terra e o homem, o céu e os deuses. Os mortais são, enquanto habitam, uma travessia, um em. Salvar a terra, acolher o céu, aguardar os divinos, acompanhar os mortais seria, então, a essência do habitar. Além de incluir diferentes artistas em suas obras, Albertina traz para esta exposição um ambiente onde comparecem dípticos e trípticos de grandes dimensões, feitos com pintura acrílica e complementados com desenho com gra te, destacando-se as guras humanas que remetem às


guras arquetípicas das moiras – ora ctonianas, ora robóticas – além das proporções do corpo humano como medidas divinas. Contrapondo-se às formas exageradas e imagens de anciões, estão os grá cos, sinônimo de registros verdadeiros, das conexões globais e de tudo que é imediato. No mesmo espaço expositivo onde estão estas telas com predomínio de branco e preto, azul e vermelho, encontram-se bolas azuis que funcionam como metáfora para pensar o próprio planeta, a partir de palavras escolhidas por crianças de uma escola, sob orientação de seus professores. Soltas no chão, cem bolas azuis, onde estão escritas palavras com a cor branca, de nidas por crianças, demandam de nições de percurso e posicionamento do corpo de quem adentra naquele ambiente, provocando percepções sobre suas escolhas e suas consequências. O conjunto deste ambiente se intitula “Catarse”, meio caminho entre arte-educação e performance, onde a artista propõe re exões que vão das questões sobre o planeta às escolhas pessoais. Neste processo intuitivo, as bolas se contrapõem ao espaço da galeria como lugar de mera experiência visual, demandando um corpo que se depara com escolhas entre chutes e desvios, desarranjos e ordenamentos, controles e imprevistos. O objeto artístico se oferece como parte de um jogo que vai além do re exo ou do impulso como resposta, diz respeito tanto às crianças que elegeram as palavras, como aos espectadores que elegem o percurso e os movimentos a serem feitos no ambiente. Assim, imaginar, propor, escolher, cuidar, brincar, chutar ou mesmo levar para casa se a rma como um lance que remete às possibilidades estéticas e às escolhas éticas. Maneiras de habitar um mundo onde estamos implicados para além de nossos arbítrios e desejos, mas também de construir mundos a partir de nossas opções e de nições para além das imposições. Sexto véu ou aquilo que não se cobre e nem se descobre. A terra e o homem, a vida orgânica como um todo e o destino de cada um, o que fascina e o que interroga ou inquieta,

o que se a rma e o que se questiona, o que se esclarece e o que se interdita, o que persiste no tempo e se inscreve na pele como força atávica, eis as questões consideradas por Albertina: A dúvida da eternidade e o desejo da sua existência me instigam a pensar sobre quem somos, sobre o que estamos fazendo e o que faremos aqui, pois neste lugar onde nos encontramos e os rumos do que seremos é para mim um desao e um mistério. O que restou ao sairmos da exposição? A compreensão rea rmada de que para além de um produto estético, da subjetividade romântica e da arte como mera expressão individual, para a artista trata-se de formular questões e perscrutar inquietações. Assim, seu gesto consiste num feito que, diferente do hábito consciente ou impremeditado, do movimento ordinário ou extraordinário, da intenção ou do estilo, precisa ser considerado como o ato de produzir um pensamento, demandar uma perturbação, um ruído, uma ssura. Discordando do entendimento de que o gesto artístico é produzido por um ser mediúnico, situado num labirinto que está para além do tempo e do espaço, que se conduz em direção a uma clareira, em “O ato criador”, Marcel Duchamp reconhece duas pontas. Numa delas está o que acontece através de uma série de esforços, sofrimentos, satisfações, recusas, decisões que não são totalmente conscientes ao artista. Disto resulta um coe ciente entre a intenção e sua realização, ou seja, o que permanece inexpresso, embora intencionado, e o que o artista consegue realizar, embora não de modo completamente consciente e premeditado. Na outra ponta está o que acontece quando o espectador se depara com a transformação da matéria inerte em obra de arte, cabendo-lhe o papel de determinar qual seu peso na balança estética. Neste sentido, o ato criador não é executado pelo artista sozinho; o público estabelece o contato entre a obra de arte e o mundo exterior, decifrando e interpretando suas qualidades intrínsecas e, desta forma, acrescenta sua contribuição ao ato criador.


Numa das paredes do espaço expositivo, lê-se a frase “O silêncio tem um silvo”. Mas se as obras querem dizer sobre o que perturba e interroga a artista, por que ela escreve uma frase sobre o silêncio? Comecemos lembrando que nenhum silêncio é absoluto, todo ele traz consigo impurezas acústicas e persistências sonoras que podem ser reconhecidas como elementos renitentes e indômitos. É aqui que o silvo se situa, como uma camada, uma veladura que persiste no silêncio. Assim, por exemplo, um silvo pode ser tanto o som emitido pelas cobras, como uma predição emitida pelas antigas adivinhas, a quem os gregos chamavam de sibilas. Um silvo pode avisar um perigo ou causar desconforto, pode ainda se con gurar como um balbucio, murmúrio ou zumbido, uma cintilação, um mistério. Sobre esta Terra e sob este céu, somos ao mesmo tempo, seres diminutos e grandes enigmas. Albertina parece pedir que não nos esqueçamos disso: que as coisas, como os seres, não se cobrem nem se descobrem, mas se encobrem o tempo todo com véus. Eles são a matéria de sua arte e, crepitando, sibilam segredos, silvam...

Rosângela Miranda Cherem Doutora em História pela USP (1998) e Doutora em Literatura pela UFSC (2006); Profª. Associada de História e Teoria da Arte no Curso Artes Visuais e Programa de Pós-graduação em Artes Visuais no CEART/ UDESC; Coordenadora do Grupo de Estudos de Percepções e Sensibilidades e do Grupo Imagem-acontecimento; Orienta, possui pesquisas e publicações sobre História das Sensibilidades e Percepções Modernas e Contemporâneas; Atualmente desenvolve pesquisa intitulada “Maneiras de arquivas, modos de experimentar, paradoxos e singularidades do gesto artístico na contemporaneidade”.

Eneléo Alcides da Silva Gestor cultural, pesquisador autodidata em fotografia e antropologia da imagem; Dr. em Ciências Jurídicas. Atuou como professor de Educação Artística no Ensino Fundamental e Médio e como professor universitário ministrando as disciplinas de Sociologia, Antropologia, Gênero, Modernidade e Direitos Humanos, entre outras. Integrou mostras coletivas, atuou como curador, assinou a assistência de direção e fotografia do documentário “Inani e Banu: Imagens da mulher Huni Kuin”. Realiza mini-documentários sobre artistas e seus processos criativos. Há quatro anos é Diretor Geral da Fundação Cultural Badesc.


A Pele A dúvida da eternidade e o desejo da sua existência me instigam a pensar sobre quem somos, sobre o que estamos fazendo e o que faremos aqui, pois não há dúvida sobre o mistério “deste lugar” onde atualmente nos encontramos.

Na minha pele percebo de imediato o trato ou mau trato que a exponho: o Sol em excesso ou o carinho de um afeto.

Sabemos que o caráter primitivo indica a produção dos seres pela terra. Então como esquecer que a Terra é a substância universal, é a matriz que concebe as fontes, os minerais, os metais?

Percebo a pele da terra do mesmo jeito porque ela também reage... a diferença está no tempo em que percebo sua interação.

Que é a mãe que alimenta permitindo-nos viver de sua vegetação? Das inefáveis árvores simbióticas, cosmo vivo em perpétua regeneração? Antagonicamente devastações, queimadas de orestas e o vigor do planeta vivo pontuam cicatrizes abertas de um planeta submetido e que também viceralmente submete-nos... mas tem um preço, precisa dos mortos (eterna transformação) para alimentar a si mesmo... tira-lhe o alimento, ele se negará a provê-lo e para nosso infortúnio sua casca endurecida e craquelada será a herança para os próximos séculos. Nessa exposição eu pontuo “A PELE” como uma reverência à vida. A pele do corpo e a pele do planeta, essas geologias coloco-as como análogas, tanto uma quanto outra carecem de cuidados, de respeito! Expô-las, estudá-las, compará-las, mimetizá-las permite compreensões... Qual a diferença da pele que nos circunda e a pele da terra que pisamos? A meu ver, o tamanho, o espaço-tempo, ambas circundam, ambas protegem, ambas estão vivas!

Vejo a resposta porque enxergo num olhar; sinto porque sou feita de centro, de núcleo.

A pele do corpo e a pele do planeta são muito parecidas – têm estruturas orgânicas, químicas, espaços, rami cações: fundem-se, complementam-se, brotam-se e se fazem pó! Neste aspecto, pretendo destacar principalmente o sagrado, apresentando como simulacro, de forma metafórica e também real a pele que nos circunda e a pele do manto terrestre que pisamos... E como num chamado, artistas de vários segmentos da Arte tangem com interferências a exposição em cinco dos nove espaços: “A Pele”, “Os Quatro Apocalípticos”, “Floresta”, “Catarses” e “Piso” pontuando a re exão pungente sobre a existência. Pois como num recanto secreto o conceito da exposição é o de instigar e suscitar no outro questionamentos sobre a mágica da vida. Assim, a arte entra em cena para registrar o seu tempo de uma forma difusa, simples e sincera. Albertina Prates


crĂŠditos: Volo Filmes & Fotografia

A pele na pele Dentro de um dique de argila Ăşmida o artista performĂĄtico Duke Orleans fez movimentos como uma escultura de barro viva.


Memórias da Pele Eu tinha uns cinco anos de idade quando vi um homem jovem desenhando repetidamente com caneta preta e em folhas de papel branco um casal de noivos... a partir dali como mágica comecei a desenhar. Meu primeiro desenho foi uma mulher ultra colorida –minha avó materna cou surpresa e por brincadeira me pediu um desenho de um casal nu, e, eu desenhei... e... ganhei uma surra com vara de marmelo da minha mãe. Não me recordo de ter cado magoada com ela, me recordo das marcas na pele e entendi que ela tinha suas razões, então continuei a desenhar guras com roupas para não afrontá-la. Depois de adulta entendi que a vestimenta indica um tempo, um espaço. Agora é comum eu desenhar guras do ser humano “em pelo” – a pele é sua roupagem. Desde pequenina, o tema “a pele” foi motivo particular de questionamentos losó cos a respeito da vida e da sociedade em que estava integrada... me perguntava como seria meu olhar para as pessoas e para o mundo se eu tivesse nascido em família de outra nacionalidade... e se eu tivesse nascido negra, japonesa, sueca ou índia? Me permitia com o pouco ou nada de conhecimento que tinha me colocar na pele de uma criança de outras etnias, então apesar das muitas di culdades que tínhamos me sentia muito, muito FELIZ por ter nascido aqui na terra com esse corpo, com essa cor e nessa família... Sempre tive um sentimento de conexão com o DIVINO a partir da minha mãe. Quando Ela morreu atropelada no asfalto e eu corri para socorrê-la, lá já estavam dezenas de pessoas observando o acidente como numa grande arena. Olhei minha mãe estirada no chão como um saco amontoado –os braços e as pernas quebradas... uma perna presa apenas por uma lasca de pele, por ali escorria todo o sangue de seu corpo... tonteei e me segurei no carro à minha frente... minha mão tocou na lataria com pele e gordura, com a visão agora turvada senti nojo! Em épocas remotas a bibliopegia antropodérmica não era incomum... “Metamorfosea” (poemas sobre corpos em

transformação em animal ou árvore) de Ovídio tem uma de suas edições encadernada com capa de pele humana. A Universidade de Harvard tem em sua biblioteca um livro do século XIX, a obra “Des destinées de l´ame” (Os destinos da alma) escrita pelo francês Arsène Houssaye. Ele presenteou o médico Ludovic Bouland, que encadernou o livro com pele de uma paciente que havia morrido. Essa prática tem início no século XVI. Era comum encadernar as con ssões de assassinos com suas próprias peles. Também houve muitas pessoas que quiseram ser “imortalizadas” depois de mortas com o propósito de deixar uma lembrança para seus familiares e amigos. Na Segunda Guerra Mundial muita pele humana serviu de estudos tidos como cientí cos e também para rituais satânicos. Mas aqui no nosso tempo coloco “A PELE” como a que me envolve e a que piso, não da forma mórbida porque não utilizo pele de pessoas mortas, mas de peles descartadas em cirurgias plásticas que tem como reverência a beleza física. A pele, o maior órgão do nosso corpo e a pele do planeta é complexa e completa. A pele íntegra delimita, protege e permite o respirar. Eu pontuo “A Pele” como uma reverência à vida. A pele do corpo e a pele do planeta, essas geologias coloco-as em análogas, tanto uma quanto outra carecem de cuidados, de RESPEITO. Expô-las, estudá-las, compará-las, mimetizá-las permite compreensões. Nosso planeta viverá ainda por bilhões de anos sem nós, e ele sobrevive melhor sem nós... mas nós ainda somos cativos aqui... Nessa exposição proponho formas antagônicas de valores para sacudir um pouco um mundo que caminha pela via da robotização das expressões do humano. Albertina Prates


créditos: Volo Filmes & Fotogra a

Ficha técnica de “Olhares de Albertina”

Tour Virtual Exposição “A Pele”

DIREÇÃO: Maiko Prates

Estudantes da 5ª fase do curso de Cinema UNISUL 2017.1

IMAGENS: Maiko Prates, Albertina Prates, Paulo Henrique, Mara Salla SOM: Sérgio Ouriques

Trabalho realizado na Unidade de Aprendizagem Montagem Narrativa e Construção de Sentidos sob orientação da Prof.ª Mara Salla

MONTAGEM: Victor Gnecco, Mara Salla

PRODUÇÃO: Curso de Cinema UNISUL


Árvore que dá frutos A grande árvore do Gênesis desenhada com carvão diretamente na parede evoca o homem nos primórdios dos tempos registrando seus símbolos mágicos no fundo da caverna. Do homem ancestral ao homem contemporâneo que interferem na natureza forma-se um istmo de tempo.

créditos: Volo Filmes & Fotogra a

Jaz o túmulo de brasas mortas... remetendo às queimadas e aos desmatamentos.

Árvore que dá frutos (nesta e na próxima pág.)

Instalação Desenho a carvão sobre parede Dimensões: 4x18m Tapete de carvão de galhos queimados Dimensões: 0,6x0,4x12m


crĂŠditos: Paula Borges Reis


crĂŠditos: Paula Borges Reis


Os Quatro Apocalípticos O título sugere a destruição ao nal dos tempos. O plástico representa os grandes lixões oceânicos. As três guras incompletas formam uma única, quando vista de um ponto especial. A provocação do título sugere que o quarto apocalíptico seja o observador. Marcoliva é o multiartista convidado que interfere na capa com peças de argila crua.

Os Quatro Apocalípticos (nesta e na pág. seguinte)

Instalação Impressão digital e pintura acrílica em plástico translúcido sobre chassi de aço. A capa cauda é suporte para elementos de sucata de ferro, de terra preta e cerâmica como terra craquelada. Dimensões: 3x1,4x12m


crĂŠditos: Paula Borges Reis


créditos: Paula Borges Reis

Floresta A oresta é múltipla em espécies... com esse mundo rico, misterioso e complexo é feita a analogia com o SER humano. Aqui como na oresta onde a cada passo é possível ver mistérios, é possível se surpreender com a criatividade de cada artista que se incubiu de representar uma árvore dentro do conceito da proposta da exposição, respeitando cada qual sua própria poética.

Foram convidados artistas cujo fazer fosse dentro de pesquisas de materiais telúricos como terra, areia, pedra, metal, seda, madeira, papel, argila, etc... Presos um no outro, formando um gigantesco biombo, está o resultado multidiciplinar do conceito de cuidar o seu sagrado. Juntas num grande abraço estão as Artes de pintores, arquitetos, designers, fotógrafos, ceramistas, escultores, gra teiros, ourives, tapeceiros, gravadores.

créditos desta série: Volo Filmes & Fotogra a


Adriana Maria dos Santos

Albertina Prates

Albertina Prates

Título: Sem Título Dimensões: 250x100mm Técnica: Mista (desenho, colagem, pintura acrílica)

Título: Sem Título Dimensões: 250x100mm Técnica: Mista (desenho, colagem, pintura acrílica)

créditos: Paula Borges Reis

Título: Kodama Dimensões: 250x100cm Técnica: Acrílica, sanguínea, percevejos dourados e crayon sobre tela

Albertina Prates Título: Sem Título Dimensões: 250x100mm Técnica: Mista (desenho, colagem, pintura acrílica)

Albertina Prates Título: Sem Título Dimensões: 250x100mm Técnica: Mista (desenho, colagem, pintura acrílica)

Bebeto Título: Sem Título Dimensões: 250x100cm Técnica: Xilogravura e pintura sobre madeira


créditos: Paula Borges Reis

Denilson Antônio Título: Sem Título Dimensões: 250x100cm Técnica: Pintura em campo expandido, tridimensional com modelagem em papel

Fabio “Duke”Orleans Título: Terráqueo Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (cobre, barro)

Elke Otte Hulse Título: Tronco Dimensões: 250x100cm Técnica: Tapeçaria em tear de pedal

Fernando Albalustro Título: Não Branco e Vermelho Dimensões: 250x100cm Técnica: Collage (papel e cola sobre tecido)

Fabiana Machado Didone Título: Ciclos de Memória Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista

Flávia Fernandes Título: Corte Dimensões: 250x100cm Técnica: Pastel sobre maderite e galhos de árvore


Francine Faraco Título: Favela Enraizada Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista

Gelsyr Ruiz Título: S.T., da série “Olhares por enquanto” Dimensões: 250x113cm Técnica: Mista sobre pano

Luciana Petrelli

Luciane Garcez

Título: Amantes Dimensões: 250x100cm Técnica: fotografia sobre tecido em formato bandeira

Título: Fantasmas Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (massa acrílica, tinta acrílica)

Lena Costa Título: Força Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (terra, acrílica e óleo sobre tela)

Maria Lydia Fiaminghi Título: Sem Título Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (colagem, pintura)


Maria Selenir Nunes dos Santos (Sela) Título: Araucária Dimensões: 250x100cm Técnica: Pintura com terras

Meg Tomio Roussenq Título: Multiversos Dimensões: 250x100cm Técnica: Aquarela acrílica sobre tela

Marinela Goulart Título: Astarte Dimensões: 250x100cm Técnica: Acrílica sobre tela

Nani Eskelsen Título: Sem Título Dimensões: – Técnica: Instalação (objeto sobre tela)

Martha Ozol Título: Árvore Genealógica Dimensões: 250x100cm Técnica: Acrílica e verniz sobre tela

Nelson Teixeira Netto Título: Multiuniversos da Consciência Quântica Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista


Neno Brazil Título: L. C. Tree Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (desenho e pintura)

Paulo Burani Título: Árvore Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (barro, gelatina, óleo, cera, verniz)

Patricia Amante Título: Arvorign Dimensões: 250x100cm Técnica: Papel, colagem sobre tela

Pedro Driin Título: Árvore Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (barro, gelatina, óleo, cera, verniz)

Patricia Di Loreto Título: Árvore do Galo Vermelho Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista

Rafael João Rodrigues Título: Sem Título Dimensões: – Técnica: Totem (madeira e pedra mármore)


Roberto Rita (Rô Rita) Título: Micuns Descendo da Árvore Dimensões: 250x100x30cm Técnica: Mista

Sara Ramos Título: Kurundan Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (tinta acrílica sobre tela)

Rosana Bortolin Título: Edital Dimensões: 250x100cm Técnica: Desenho com argila e caneta

Simone Michielin Título: Memórias Dimensões: 250x100cm Técnica: Acrílicos sobre tela e colagem

Sandra Cavallazzi Título: Sem Título Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista (acrílico, encáustica e colagem)

Viviany Amorim Título: O Encontro Dimensões: 250x100cm Técnica: Mista


créditos: Paula Borges Reis

Albertina Prates Título: VORTEX- 1 Dimensões: 4 x 1,5 x 1,5m Técnica: Instalação, cone de papel e pedras da ilha

“A insólita árvore invertida, que choca nosso sentido da verticalidade ascendente, é um indício certo, no arquétipo da árvore, da coexistência do esquema da reciprocidade cíclica.” (D. URS 371) Gilbert Durand


créditos: Volo Filmes & Fotogra a

A Pele Acima ou abaixo dos oratórios fragrâncias da árvore melaleuca tea tree (nos conecta à ancestralidade) perfumam o espaço –assessoria de Fábio Gomes dos Santos, especialista em fragrâncias. Sobre quatro pedestais de vidro e espelhos estão acondicionadas, em três oratórios de vidro, folhas curtidas de pele humana expostas como em um altar.

A Pele (nesta e na pág. seguinte)

Instalação Pele humana, fios de seda, vidro e espelhos Dimensões: 7m circular


créditos desta série: Paula Borges Reis

O quarto pedestal é só espelho e ca atrás, justamente para o observador se surpreender com a própria imagem saindo da estranheza da visão da pele do “outro”.


O Círculo “[...] Nem grego, nem judeu; Nem escravo, nem liberto; Nem homem, nem mulher...” Gálatas, 3:28 “Talvez grego, talvez judeu; Talvez escravo, talvez liberto; Talvez homem, talvez mulher.”


CATARSES Figuras que remetem a arquétipos, programas mentais; a imagens das Moiras, ora ctonianas, ora robóticas; as medidas do corpo humano como medidas divinas mas agora atendendo ao gosto pelo excesso por formas exageradas; imagens de anciãos remetendo ao TEMPO inexorável TEMPO; aos gráficos, sinônimo de registros verdadeiros; às conexões globais e a tudo que é imediato.

Técnica desta série: Pintura acrílica sobre tela Dimensões: 2,5x1m

créditos desta série: Aira Junges


Página anterior: Técnica: desenho com grafite e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 2,5x4m

Técnica: Pintura acrílica sobre tela Dimensões: 1x2m

Técnica: Desenho em grafite e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 2,5x1m


Técnica: Pintura acrílica sobre tela Dimensões: 1x2m


Técnica: Desenho com grafite, colagem e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 1x2m Técnica: Desenho em grafite e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 2,5x1m


Técnica: Desenho com grafite, colagem e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 1x2m


créditos: Volo Filmes & Fotogra a

O ESCURO DA NOITE Soltas no chão, 100 bolas azuis estão escritas com palavras sobre a vida escolhidas e desenhadas em branco por alunos da Escola Dinâmica (Vargem Grande) sob orientação de Arte-Educadores da Escola. Para circular na sala as pessoas acabarão movimentando as bolas, muitas vezes sem querer, outras por querer... A lei da ação e da reação... do retorno.


Escola Dinâmica Professoras: Mariléia Pires, Charles de Miranda e Camila Borba. Alunos do 6º ano da Escola Dinâmica que participaram da vivência artística:

Adrian Lorenzo de Castro Faria Amanda Martins Costa Ana Luiza Wendt Antônio Santos Silva Filho Arthur Martini Odebrecht Artur Grieco Carioni Bianca Fonseca Vieira Bruno Debatin Brzezinski Camila Fertig Cauê Lanius Cristian Gerken Kogachi Danielle Silveira Timm Enrico Catapan Narciso Giovana Lucena de Almeida Gustavo Martins Castilhos Isabela de Sá Velasco Isabela Possebon Dutra Joanna Nuernberg Dias Joanna Ybarra Lopez João Gabriel D’acampora Vieira Júlia Cardoso Bittencourt Julia Maria Feier Peruzzo Laura Lorenzi Luca Lanius Lucas Barato Magrin Colombo Luisa Thomas Dias Ramos Luiza Pruner Sebastiani Marco Gassner Braitt Maria Eduarda Trivelloni Forte

Mariana de Ávila Franco Mateus Calçada Matheus Floriani Marino Nathalia de Oliveira de Melo Nicolas Pini Pietra Borges Garcia de Vasconcelos Tiago de Mendonça Pereira Treicy Darski Costa Valentina Reis Victor Hugo de Souza Victória Mallmann Muller Yasmin Avila Nunes


Piso Painel micro e macro – com desenhos, fotos, colagens e sobreposições de imagens micro e macro da pele humana, da terra craquelada e da pedra que sustenta a Ilha de Florianópolis, sob a orientação em Geque realizou o Projeto de Extensão Geologia e Arte/ UFSC, contribuição para a realização da exposição A Pele.

A imagem recorda camadas da crosta terrestre com raízes de vegetais vistos em secção. Um minúsculo homem corre na linha do horizonte visto em linear. Uma mão se expõe... um dos dedos apresenta um grande anel, nele está incrustada devidamente acondicionada cedida por clínica de análise, uma amostra real de pele humana.


créditos desta imagem: Aira Junges

Piso Painel Técnica: desenho, colagem, metal, pele humana, fotografias e pintura acrílica sobre tela Dimensões: 2x13m


crĂŠditos desta sĂŠrie: Paula Borges Reis


Piso Na tela “Piso”, Albertina Prates se vale de imagens obtidas com microscópios para transitar entre a pele humana e a pele do planeta. Ao longo do painel, na sua porção superior, fotos de pele humana misturam-se a fotos de minerais constituintes de rochas e fotos de terra craquelada. Do diálogo entre a artista plástica e o geólogo resultou que deveríamos fotograr amostras de granito e de basalto; rochas com signi cado na evolução do planeta e diretamente relacionadas à origem da Ilha de Santa Catarina. Pedaços destas rochas (o granito é rosa, o basalto é negro) podem ser observados no chão em torno da escultura instalação “VORTEX-1”. Granitos compõem a crosta continental, a parte emersa da pele do planeta. O Granito Ilha (os geólogos dão nomes às rochas), alicerce da Ilha de Santa Catarina, formou-se há cerca de 525 milhões de anos. Hoje exposto na maior parte da superfície da Ilha, quando se formou estava a vários quilômetros de profundidade. Naquela época a Ilha de Santa Catarina ainda não existia; América do Sul e África estavam unidas e faziam parte do grande continente de Gondwana. Basaltos compõem a crosta oceânica, o assoalho dos mares. Na Ilha esta rocha é comum na forma de corpos

tabulares (diques) que cortam o Granito Ilha, como se vê, por exemplo, na Ponta da Pedra (Praia da Joaquina) e no Morro das Pedras (Campeche). O basalto exposto na Ilha formou-se há 130 milhões de anos. Sua origem está ligada à separação entre América do Sul e África, que levou à formação do Oceano Atlântico. Portanto, os basaltos fotografados se formaram quando a Ilha de Santa Catarina começou a existir. Desde então a separação América do Sul – África prossegue, atualmente com velocidades de 4 a 5cm por ano. A analogia entre a pele humana enrugada e a terra craquelada é evidente. A terra craquelada (que os geólogos denominam gretas de contração) se forma pelo ressecamento do solo. Gretas de contração observadas em camadas antigas da Terra, com milhares ou milhões de anos, indicam a in uência do Sol (às vezes em clima desértico) sobre a superfície do planeta. Hoje, estas estruturas podem se formar pela ação das queimadas. Assim como o craquelamento da tinta em uma tela antiga, a pele do planeta se resseca, mas agora também pela ação humana. Dr. Fernando J. Altho

Fernando J. Altho nasceu em Rio do Sul/SC. É geólogo e professor do Departamento de Geociências da UFSC, com doutorado em Física e Química da Terra pela Universidade Nancy I, da França. Nos últimos 20 anos tem se dedicado ao estudo de rochas antigas (2,8 bilhões de anos) da região amazônica. É apreciador de jazz, em particular de Philip Catherine.


Pele Pele que me contém e me expande No seu íntimo corre meu sangue, minha linfa Pele que me protege da bactéria, do trauma, do mal Pele que guarda minha história nos sulcos, manchas e rugas Pele que me revela quando cedo às carícias na preliminar da paixão Me denuncia ao eriçar meus pelos ao toque da mão divinamente atrevida Pele que implora teu cheiro, tua carícia, teu abraço Teu contato que excita, teu toque que arrepia, teu beijo que atiça Pele que é o invólucro que esconde a magia da alma Pele que tem a cor do teu desejo e refuta teu preconceito Pele que tem os poros por onde exalam feromônios Que lubri cam a película do nosso sexo Que seduzem a tua pele aventureira para o leito do amor E te atrai às entranhas que culminam com o clímax do gozo Queres me descobrir? Toca-me. Osvaldo Pereira Poeta

Dr. Osvaldo João Pereira Filho é cirurgião plástico de Florianópolis, Coordenador do Centro Humanitas de Cirurgia de 1991 a 2009, no Hospital Florianópolis, Coordenador da campanha “Não se queime na parada”, destinada à prevenção de queimaduras, iniciada em dezembro de 2000. Autor de várias publicações em revistas indexadas nacionais e internacionais. Colaborador de capítulos de livros na especialidade em publicações nacionais e internacionais. Ganhador de prêmios em congresso nacional e nos EUA. Coordenador do clip pedagógico Dengue-Zika em português, inglês, francês e espanhol. Lançará em 2018 duas peças de teatro nos gêneros de comédia e drama.


Currículo resumido dos artistas Adriana Maria dos Santos

Natural de Rio do Sul/SC. Doutora em Teatro, PPGT CEART/UDESC. Mestre em Poéticas Visuais, Instituto de Artes/ UFRGS. Idealizadora do Projeto “Desenho de Monstro”.

Carlos Roberto Nascimento de Oliveira (Bebeto)

Gelsyr Ruiz

Natural de Bagé/RS. Cursou Arquitetura e Urbanismo, UFSC. Membro da Associação de Artistas Plásticos/ACAP e da Associação ARTEJOSÉ-SC. Participou do Projeto PRETEXTO/ SENAI e de diversas exposições coletivas.

Natural de Florianópolis/SC. Artista visual, gravador, pintor. Professor responsável pelo Atelier de Gravura da FCC, desenvolve trabalhos de xilogravura, litogravura, gravura em metal, monotipia. Dá o cinas por todo Estado de SC.

Lena Costa

Denilson Antônio

Luciana Petrelli

Artista, professor, pesquisador. Atua como curador e coordenador do setor educativo no Museu Hassis. É coordenador da Rede de Educadores de Museus de Santa Catarina.

Elke Otte Hülse

Natural de Blumenau/SC. Mestre em Teoria e História da Arte/ UDESC. Formação em Tapeçaria com o método de Ernesto Aroztegui. Participa de exposições têxteis.

Fabiana Machado Didoné

Natural de Florianópolis/SC. Mestre em Artes Visuais, PPGAV/ UDESC. Participou de exposições coletivas e individuais. Ministra aulas particulares de História da Arte.

Fábio “Duke” Orleans

Natural de Florianópolis/SC. Designer grá co. Artí ce, dedicado à cerâmica. Realizou cursos no Instituto Condorhuasi, Argentina. Cursa Artes Visuais, FURG.

Natural de Criciúma/SC. Expôs na Galeria Beatriz T. Ferreira; Salão de Beaux Art, Paris; Bienal de Firenze, Itália. Estudou em Madri, Espanha, com Soto Meza. Natural de Curitiba/PR. Fotógrafa. Iniciou sua carreira no fotojornalismo. Desenvolveu o Festival de Artes Plásticas Contemporâneas de Gov. Celso Ramos, com a artista Flavia Fernandes. Participou de diversas exposições.

Luciane Garcez

Crítica de arte e professora na UDESC e Univille. Doutora pela Université Aix-Marseille, França. Membro na ANPAP e ABCA. Atuante em artes visuais, pesquisadora em história da arte, arte contemporânea, Hubert Duprat. Produção em cerâmica.

Marcoliva

Artista multimídia. Gravou cinco álbuns em parceria com Tatiana Cobbett, publicou três livros. Como ceramista estudou e trabalhou no Studio Moquém. Desenvolve trabalhos de arte-educação, envolvendo cerâmica, música e poesia.

Maria Lydia Fiaminghi

Fernando Albalustro

Artista, consultor cultural, arte-educador especialista em cultura e criação e pesquisador da Teoria da Cor. Utiliza a collage como expressão.

Natural de São Paulo/SP. Formada em Artes Plásticas, USP. Foi pesquisadora de documentos no Centro Cultural São Paulo. Atuou em agências de publicidade. Foi professora no Departamento de Moda na Faculdade Sta. Marcelina.

Flávia Fernandes

Maria Selenir Nunes dos Santos (Sela)

Mestre em Artes Visuais, UFRGS. Atua em pintura, gravura, instalações, intervenções e vídeos. Participou de diversas exposições, possui obras em várias coleções públicas. Ministra aulas de arte e faz curadorias.

Bacharel em Artes Plásticas, UDESC. Desenvolve a pintura desde a infância. Participou de diversos salões e exposições. Suas obras estão em acervos de museus em diversos países.

Francine Faraco

Natural de Videira/SC. Formada em Artes Plásticas, UDESC. Estudos esculturas nos EUA. Participou de exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior. Realiza arte pública, pintura e escultura.

Atua como arquiteta e designer. Especializada em Conforto e Tecnologia nos Ambientes, tem participações em mostras regionais e nacionais, com foco na arquitetura de interiores.

Marinela Goulart


Martha Ozol

Natural de Urubici/SC. Estudou com Dudi Maia Rosa, Arnaldo Bataglini, Rubens Oestroem, Flávia Duzo, Flávia Fernandes, Fernando Lindote. Preside atualmente a ARTEJOSE – Associação dos Artistas Plásticos de São José/SC.

Meg Tomio Roussenq

Natural de Rio do Sul/SC. Especialista em pintura mural e afresco, Itália. Mestre em Poéticas Visuais, PPGAV–UFRGS. Trabalha como artista e orientadora há mais de 25 anos, e faz parte do coletivo artístico NACASA desde a sua criação.

Nani Eskelsen

Natural de Rio do Oeste/SC. Pós-graduada em Artes Visuais, UDESC. Atua como artista há mais de 35 anos. Desenvolve trabalhos de obras públicas na região da Grande Florianópolis e no interior de Santa Catarina.

Nelson Teixeira Netto

Formou-se em Arquitetura, UFRGS. Possui mestrado em Arts, Royal College of Art, Inglaterra. Representou o Brasil na 13ª Bienal Internacional de São Paulo 1973. Integra a arte e o ambiente construído ao ambiente natural.

Neno Brazil

Artista visual autodidata, publicitário, documentarista, diretor de arte e cenógrafo. Foi professor nas O cinas de Arte e presidente da APLASC. Pertenceu à Setorial de Artes Visuais FUNARTE e ao Conselho Municipal de Cultura.

Patrícia Amante

Possui graduação em Artes Plásticas, UDESC e especialização em Linguagem Plástica Contemporânea, UDESC. Técnica em assuntos culturais da Fundação Catarinense de Cultura, professora nas O cinas de Arte e docente.

Patricia Di Loreto

Artista visual argentina residente no Brasil. Muralista, pintora e cenógrafa. Realizou trabalhos de cenogra a no Teatro Colón. Realizou murais em Florianópolis e no projeto “Arte en el Subte” de Buenos Aires. Suas obras estão em acervos de diversos museus.

Paulo Burani

Natural de Presidente Prudente/SP. Formado em Artes Visuais, UNOESTE/SP. Seu trabalho transita entre desenho, pintura, fotogra a, vídeo e instalações. Realizou diversas o cinas e exposições.

Pedro Driin

Formado em Design Grá co e Mestre em Artes Visuais, UDESC. Artista visual, tatuador, gra teiro.

Rafael João Rodrigues

Natural de Itapema/SC. Mora e trabalha em Florianópolis.Artista visual, escultor e restaurador de patrimônio.

Roberto Rita (Ro Rita)

Natural de Florianópolis/SC. É arquiteto, trabalha com esculturas em metais, com as guras de Micunfas e Micuns. Possui trabalhos em arte pública, expôs no Home Design D’Art 2012.

Rosana Bortolin

Natural de Passo Fundo/RS. Dnda. em Escultura, Universidade do País Vasco-UPV, Espanha, com estágio na FBAUL, Portugal. Professora no CEART/UDESC. Possui obras em acervos de museus em diversos países.

Sandra Cavallazzi

Natural de Laguna/SC. Pós-graduação em Ciências Sociais, UFSC. Fez diversos cursos com Fernando Lindote, José Maria e Cruz, Charles Watson e Agnaldo Farias; Pintura com Rubens Oestroem; Desenho com Paulo Gaiad.

Sara Ramos

Natural de Florianópolis/SC. Formada em Artes Visuais e em Letras Português. Escultora e ceramista, expôs em várias mostras e em salões de arte. Possui obras em acervos de museus e espaços públicos em diversos países.

Simone Michielin

De formação jurídica, abandonou a carreira de 15 anos para assumir a arte como pro ssão. Participou de diversas exposições individuais e coletivas, além de duas mostras Casa Cor/SC, Casa & Cia, e duas exposições em Florença, Itália.

Viviany Amorim

Possui formação em balé clássico. Cursou Tecnologia em Design de Moda, UNISUL. Estuda e trabalha com joalheria. Possui diversos estudos em ourivesaria.


Albertina Prates Nasceu em Criciúma, Santa Catarina, e desde pequenina, desenhar e pintar é sua grande paixão. Formou-se em Artes Plásticas–UDESC. Pós-graduada em Gerontologia–UFSC e em Artes Visuais Contemporâneas –UDESC. Foi apresentadora do programa Variedades do Jornal do Almoço–RBS TV. Atuou no cinema e teatro como atriz, cantora, gurinista e diretora artística. Nas escolas de samba, como Carnavalesca criando enredos, gurinos, carros e alegorias. Criou o selo emissão especial “Área de proteção Ambiental da Baleia Franca”. Participou de Salões de Artes Contemporânea em Blumenau e Itajaí–SC. Criou grandes painéis em mosaico e em pintura acrílica em importantes obras públicas–SC. Tem pinturas espalhadas pelo Brasil e Europa em coleções particulares. Tem participado de exposições coletivas e individuais desde 1975. A obra “BEEMOT” recebeu prêmio de reconhecimento em Belgrado (medalha de prata) – Serbia – Museum Night 2013; A obra “CASULO” recebeu prêmio de reconhecimento em Budapeste (medalha de ouro) – Nádor Galéria – e participou de uma exposição coletiva itinerante por Viena, Madri e Berlim (2013); A obra “CHEIRO DE JARDIM” está catalogada no livro do Salon SNBA (2013) Carrousel Du Louvre – Paris; A obra “CHEIRO DE JARDIM III” , recebeu prêmio (medalha de prata) no Salão Internacional de Arte (2013) Araras – São Paulo. Seu nome consta no livro Indicador Catarinense de Artes Plásticas (2010) do Museu de Arte de Santa Catarina (MASC). Participa do Catálogo de Arte e do Anuário de Arte (2014) Arte Atual – Salvador, Bahia. Recebeu prêmio (medalha de bronze) SBBA – Rio International Exhibition – Rio de Janeiro (2014). Participou da II Bienal Internacional de Arte Contemporânea – Argentina (2014). Participou do livro “Arte Brasileira na Contemporaneidade” – São Paulo – Nova York – Editora Ornitorrinco, 2016. Artistas que admira: William Blake, Lucian Freud e Francis Bacon.

“Na composição de minhas obras o nu é o ponto de partida– a vestimenta indica o tempo e a minha proposta é o ATEMPORAL pois falo do ‘SER HUMANO’: homens, mulheres, crianças e sua HUMANIDADE.” Albertina Prates “…na pintura de Albertina Prates percebe-se uma clara dimensão cenográ ca...” Rodrigo de Haro – poeta, gravurista, pintor e Membro da Academia Catarinense de Letras “…Albertina Prates lutou com a anatomia para inventar torções, que correspondem ao imperativo categórico de mãos e braços com que o artista busca, traçando, a linha, o ritmo e o espaço.” João Evangelista de Andrade Filho – Membro da AICA “Sua pintura com desenhos e colagens o gurativismo deságua em um simbolismo onírico e telúrico.” Martim Afonso Palma de Haro – Historiador, Mestre enxadrista “…Albertina Prates desenvolve uma experiência neo-simbolista de caráter muito especial, que adquire densa materialidade.” Jânio V. Weck-Barros – Crítico de Arte, Rio de Janeiro “…Ultrapassando ao gurativo, a pintura de Albertina Prates revela sensualidade e paixão, em uma poética de pessoal dramaturgia.” Giovana Zimermann Especialista em Linguagem Plástica Contemporânea “…As imagens de Albertina Prates nos convidam a sair da posição confortável de senhores da visão, levando-nos a situações de vertigens ou de pequenos imprevistos, fazendo-nos atravessar a estrutura da vigília e alcançar a sonoridade de situações silenciadas e indizíveis…” Lígia Czesnat Professora do Depto de História/UFSC e Artista Plástica “…Questionamentos sobre a atuação do ser humano no mundo provocam artista e público a se repensarem induzindo a pensar para além das obviedades…” Gizely Cesconetto – Professora de Arte IFSC

albertina.prates@hotmail.com · www.albertinaprates.com.br


Exposição A Pele de 16/03 a 16/04/2017

MASC · Museu de Arte de Santa Catarina CIC · Centro Integrado de Cultura

Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5.600 – Agronômica (48) 3664-2631 · masc@fcc.sc.gov.br Florianópolis, Santa Catarina


A Pele · Albertina Prates  

Catálogo da Exposição "A Pele", realizada de 16/03 a 16/04/17 no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), em Florianópolis/SC.

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