

OFICINAS CRIVO
OFICINA “CONSTRUÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS DE CORDAS”
Violão Tradicional das Tunas Rurais da Serra do Marão
Formador/Luthier: António Santos Silva
Duração total: 60h
Total de sessões: 20
Duração por sessão: 3h/dia
Horário: Sábados, 14h30 – 17h30
Início: 18 de outubro de 2025
Fim: 28 de março de 2026
Público-alvo: Jovens e adultos
N.º máximo de formandos: 8
Pré-requisitos: Interesse pelas artes tradicionais, motricidade fina e destreza manual. Gosto pela área da música.
Inscrições até 12 de outubro de 2025 em https://forms.gle/39BcJmy2QTf2AQhK7 crivo@museudodouro.pt

OFICINA “ARTES DA TERRA”
Criação de Figuras Transmontanas-Durienses
Formadora/Artesã: Esmeralda Ribeiro Pereira
Duração: 42h
Total de sessões: 14
Duração da sessão: 3h/Dia
Horário: Sexta-feira, 14h30m – 17h30m
Inicio: 17 de outubro de 2025
Fim: 15 de janeiro de 2026
Público-Alvo: Jovens e Adultos
N.º máximo de formandos: 8
Pré-requisitos: Perfil de interesse e apetência para as artes tradicionais e /ou artes criativas; Motricidade fina e destreza manual; Flexibilidade e abertura a aprendizagens tradicionais e à respetiva fusão com novos conhecimentos; Sentido de salvaguarda/pertença/aquisição de identidades culturais com sustentabilidade.
Inscrições até 12 de outubro de 2025 em https://forms.gle/39BcJmy2QTf2AQhK7 crivo@museudodouro.pt

ACONTECEU NO MUSEU DO DOURO
Encontro Nacional da Federação de Amigos dos Museus de Portugal
A Associação de Amigos do Museu do Douro recebeu, nos dias recebeu nos dias 26, 27 e 28 de setembro, em coorganização com a Federação de Amigos dos Museus de Portugal, o Encontro Nacional FAMP 2025.
Marcaram presença neste encontro além da Presidente da FAMP, Dra. Maria do Rosário Alvellos, o Presidente do Conselho de Administração da Museus e Monumentos de Portugal, EPE, Dr. Alexandre Pais e os Diretores/Representantes dos Amigos das seguintes entidades:
- Museu do Douro
- Museu Nacional dos Coches
- Solar dos Condes de Resende
- Museu de Lamego
- Museu Nacional Machado de Castro
- Museu Municipal de Penafiel
- Museu de Alberto Sampaio
- Museu Francisco Tavares Proença Júnior
- Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves
- Museu de Arqueologia D. Diogo de Sousa
- Liga dos Amigos do Douro Património Mundial


© 2025, Maria Eugénia Monteiro
FAZ FALTA SABER SONS DO DOURO
26 de outubro
16:00 Caderno de viagem “767 milhas até Bristol”
16:30 Filme-documentário “767 milhas ate Bristol” Teatro Ribeiro Conceição, Lamego

MUSEU DO DOURO
Em setembro o Museu do Douro apresentou, em diferentes formatos, a exposição Rui Pires na coleção Museu do Douro, em Águeda e em Lisboa, numa parceria com a Câmara Municipal de Águeda, Autoridade Tributária e INATEL.
No dia 19 associámo-nos à comemoração e homenagem aos funcionários que perfizeram 40 anos de carreira e serviço público na AT, que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Águeda, e no fim de semana de 26 a 28 de setembro, participámos no evento «Cidade das Tradições». Este evento, que decorreu no Parque de Jogos 1.º de Maio, em Lisboa, foi inteiramente dedicado à região Norte, celebrando o seu Património Cultural Imaterial.


Exposição Rui Pires © 2025, Rui Pires
Da direita para a esquerda, o Presidente da Câmara Municipal de Águeda, o Diretor da Autoridade Tributária (AT) para o distrito de Aveiro, o fotógrafo Rui Pires, a Diretora-Geral da AT, e o Diretor das Alfândegas da AT © 2025, Rui Pires

Cidade das Tradições - INATEL, Lisboa © 2025, MD
DESTAQUE - NORTE 2030
DIGITALIZAR PATRIMÓNIOS DURIENSES:
PARTILHAR É PRESERVAR
Pela especificidade do projeto, que implica a criação e gestão de um grande volume de objetos digitais, cuja partilha e longevidade é fundamental para a eficácia do trabalho que estamos a desenvolver, uma das primeiras etapas da implementação do programa Digitalizar Patrimónios Durienses centra-se na formação da equipa de museologia e de informática do Museu. Assim, conforme previsto, iniciámos as ações de formação especializada em gestão de metadados e ferramentas de acesso aberto para gestão de coleções de imagens digitais.
Estes instrumentos são fundamentais para a organização e preservação do arquivo digital do Museu, otimizando o acesso à informação e garantindo a sua preservação para o futuro e a maior sustentabilidade do investimento.
A formação desenvolveu-se ao longo de cinco semanas nas instalações do Museu e à distância, e incluiu o conhecimento de conceitos básicos sobre metadados e programas de gestão dos mesmos, que irão facilitar a preparação dos ficheiros digitais para a futura partilha no portal Europeana.


©2025, MD
DESTAQUE EXPOSIÇÃO
PERMANENTE
No final de 2024 abrimos ao público novos núcleos da exposição permanente Douro: Matéria e Espírito. Concebida desde o início como uma exposição evolutiva, temos vindo a adicionar conteúdos, criando novos núcleos e melhorando alguns pontos da visita.
Esta intervenção, apoiada pelo programa ProMuseus do Ministério da Cultura, foi pensada para dar a conhecer artefactos recentemente incorporados na nossa coleção, permitindo, ao mesmo tempo, melhorar alguns aspectos quer do discurso expositivo quer da sua acessibilidade. O objetivo é alargar a compreensão do território duriense, que é também património mundial, visto numa perspetiva global e integradora do espaço e do tempo.
Começamos pela entrada do Museu, onde uma maquete interativa da Região Demarcada permite conhecer melhor o território e localizá-lo no espaço. O entendimento da região, conta agora também com um núcleo dedicado à fauna e flora, centrado na biodiversidade do vale do Douro. Aqui é possível conhecer a coleção de taxidermia depositada no Museu pela Real Companhia Velha, proveniente da Quinta das Carvalhas.
O núcleo dedicado à Pré-História ganhou maior fluidez de discurso e novas peças, que facilitam o entendimento desta época remota. Os artefactos expostos são cedidos pelo Museu do Côa, juntamente com uma peça cerâmica da Idade do Ferro, proveniente do Castro de Palheiros (Murça).
Com o depósito do material arqueológico proveniente das escavações da Fonte do Milho pelo Estado Português, através da antiga DRCN, juntamente com o espólio do IVP e de outras estações arqueológicas, era imperiosa a criação de um núcleo dedicado à romanização. Esta civilização fundamental para a estruturação do nosso território sob o ponto de vista económico, social e administrativo, conta agora com vestígios expressivos da sua cultura material que nos dão a conhecer o seu quotidiano.
No piso superior, em paralelo com a parede dedicada à diversidade de vinhos que atualmente se produzem, abrimos ao público a enoteca histórica do IVP, criada ao longo de várias décadas. Em exposição estão 1152 garrafas, provenientes de uma grande diversidade de casas exportadoras.
Além destas coleções de maior dimensão, vários pontos da exposição foram enriquecidos com peças doadas ao Museu que se encontravam guardadas em reserva e que têm valor e significado histórico.
Estes são motivos de sobra para (re)visitar o Museu do Douro.

Publicação: Loarer, Edouard - APhilloxera pulgão da vinha: origem, introducção em França,seus estragos,estudos dos meios,ensaios para impediros seus estragos. Lisboa: Typ. Progressista, 1873, Coleção Museu do Douro
Peça: Amostra de Sulfureto - Produto químico líquido aplicado na raiz da videira para combater a filoxera.
©2025, José Miguel Pires


Cesto vindimo com trouxa e gancha ©2014, MD
DESTAQUE EXPOSIÇÃO PERMANENTE
"OS TRABALHOS E OS DIAS"
Designação: Cesto vindimo
Número de inventário: MD/M-007934
Material: Madeira de castanho e folha de ferro
Dimensões: A 750 x L 486 x P 543 mm
Incorporação: Pertenceu a Isabel Perfeito de Magalhães, de Rio Bom, Cambres, Lamego. Foi oferecido à Associação Cultural do Alto Douro (ACAD), cuja coleção foi incorporada no Museu do Douro.
Descrição Técnica
Instrumento de acarreio humano usado na vindima para transporte das uvas pelos carregadores. Apresenta fundo quadrado e corpo oblongo, mais largo em cima. Duas asas em arco, reforçadas por fitas, cravadas no bordo, dispostas simetricamente. A meio emerge a estribeira. O interior tem fundo amovível de folha. Usado com auxílio de uma trouxa, rodilha e gancha.
Função
Usado até meados da 2ª metade do século XX para carretar as uvas para o lagar. Além dos apoios da trouxa e rodilha, que permitiam distribuir o peso entre as costas e cabeça do carregador, a estribeira do cesto facilitava a sua colocação e ajudava a equilibrá-lo, juntamente com a gancha, que o carregador segurava com a mão oposta à da estribeira. Os mais antigos tinham uma capacidade que podia atingir os 100 Kg. Atualmente foram preteridos em relação a baldes e contentores de plástico, sendo o seu uso maioritariamente turístico.

Coleção: https://tinyl.co/3jh3
Ficha de inventário: https://tinyurl.com/ym3weejm Google Arts & Culture: https://tinyurl.com/bdhynjdy
Conduzindo as Uvas para os Lagares. Rio Torto - Pinhão. Col. MD/IVDP, MD/M-2945.19 © c.1940, Álvaro Azevedo, Fotografia Alvão/IVP
EXPOSIÇÕES ITINERANTES DO MUSEU DO DOURO



COADOURO – PARA UMA MEMÓRIA FUTURA
CITICA, Centro de Inovação Tecnológica
INOVARURAL de Carrazeda de Ansiães
> Até 2 de novembro de 2025
DOURO, LUGAR DE UM ENCONTRO FELIZ
Centro Cultural, Vila Flor
> Até 2 de novembro de 2025
O SONHO DE MAGALHÃES –DOMINIQUE PICHOU
Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela
> Até 5 de janeiro de 2026


CARLOS CABRAL: RÓTULOS DE VINHO DO PORTO
O Mundo do Vinho, 8ª edição 2025 Galeria da Previdência Portuguesa, Coimbra > 16 de outubro a 8 de novembro de 2025
CONCURSO INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA 2022 - ALTO DOURO VINHATEIRO: 20 ANOS PATRIMÓNIO MUNDIAL
Museu de Arqueologia e Numismática, Vila Real > 30 de outubro de 2025
*As datas apresentadas poderão sofrer alterações de acordo com a agenda do Museu do Douro e/ou dos locais mencionados
EXPOSIÇÃO MÉDIA DURAÇÃO
NO MUSEU DO DOURO
FOTOGRAFIA ALVÃO
COLEÇÃO IVP
Mostra de uma pequena parte do importante acervo de imagens da Fotografia Alvão, pertencente à Coleção do Instituto do Vinho do Porto, incorporada no Museu do Douro desde 2021.
Este conjunto de fotografias, sob diversos suportes, evidencia as diferentes encomendas do organismo à conhecida casa fotográfica do Porto. Documentando aspectos das lides vitivinícolas durienses, do património do Douro e do Entreposto e também do próprio Instituto, estas imagens foram utilizadas ao longo de décadas para dar a conhecer o Douro e o vinho do Porto em publicações, exposições e ações de propaganda em Portugal e no estrangeiro.

ATÉ MAIO DE 2026
Presegueda - Panorama do Baixo CorgoCol. MD/IVDP MD/M-2952.16
© Álvaro Azevedo, Fotografia Alvão / MD/IVDP

©2009, MD/João Paulo Sotto-Mayor
EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NO MUSEU DO DOURO
VIAGEM
AO DOURO
POR JOAQUIM LOPES
OS PAINÉIS DA CASA DO DOURO
ATÉ 25 DE NOVEMBRO 2025
Joaquim Lopes fixou nos painéis que concebeu para a Casa do Douro, em 1934, o Douro como o rio do vinho do Porto. As obras produzidas para o friso decorativo do stand desta instituição duriense na I Exposição Colonial Portuguesa, que decorreu no Palácio de Cristal, foram concebidas como obras de arte efémera. Frágeis por natureza, foram resistindo à ação do tempo e aos agentes a que estiveram expostas, apresentando sinais de degradação que punham em risco a sua continuidade.
Esta exposição dá conta da profunda intervenção de conservação e restauro realizada pelo Museu do Douro, que lhes restituiu os valores estéticos e físicos próximos dos originais, procurando no discurso expositivo uma leitura próxima da estereotomia primitiva.
EXPOSIÇÕES VIRTUAIS
ARQUITETURAS DA PAISAGEM
DO DOURO
Em 2007, o Museu do Douro levou a cabo um inventário indicativo das arquiteturas da paisagem do Douro, centrado nas formas históricas de armação do terreno para o cultivo da vinha. Estas empregam muros de pedra seca, distinguindo-se dois tipos: pré e pós-filoxera. São estas que formam o mosaico da paisagem, juntamente com outras culturas, como a oliveira, as árvores de fruto e hortas.
Convidamos o público a conhecer esta exposição virtual onde se abordam os diferentes tipos de armação do terreno e a sua implementação na paisagem vinhateira. https://tinyurl.com/ynz7bych

Mancha de vinha na Balsa, Tabuaço, Desejosa ©2007, Egídio Santos/MD
COLEÇÃO MUSEU DO DOURO
BIBLIOTECA
Este mês, destacamos na nossa coleção o tradicional cesto vindimo, símbolo marcante das vindimas na região do Douro.
Para aqueles que desejem aprofundar os seus conhecimentos sobre este tema, convidamos à consulta das seguintes monografias, disponíveis na biblioteca do Museu:
- OLIVEIRA, Ernesto Veiga de, GALHANO, Fernando, PEREIRA, Benjamim - Alfaia agrícola portuguesa. Lisboa: Dom Quixote, 1995.
- BRITO, Joaquim Pais de - O voo do arado. Lisboa: Instituto Português de Museus, 1996.
- LIMA, Rui de Abreu de - Artesanato tradicional português: V-Trás-os-Montes e Douro. Amadora: Edição do Autor, 1999.



O voo do arado
Alfaia agrícola portuguesa
Artesanato tradicional português: VTrás-os-Montes e Douro
COLEÇÃO IVP
NO MUSEU DO DOURO
DESTAQUE DO MÊS
Destaque da coleção do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto dedicado às empresas exportadoras de vinho do Porto e cujo espólio de rótulos foi conservado durante décadas pelo Instituto. No portal de coleções do Museu do Douro é possível consultar o espólio inventariado até ao momento, podendo conhecer um pouco mais da história da região.
PEDRO LOPEZ & Cª, LDA.
Empresa exportadora de vinho do Porto fundada em 1830. Inscreveu-se em 1924 na Alfândega do Porto como negociante exportador de vinho do Porto, sob o número 67. Cessou atividade em 1933. No entanto, os vinhos com esta marca persistiram no mercado, supondo-se que foi adquirida por outra companhia.
Coleção: https://tinyl.co/3jh3
Fontes:
Arquivo Histórico do IVP (Comissão Viticultura da Região do Douro) PINTÃO, M.; CABRAL; C. - Dicionário ilustrado do vinho do Porto.


Rótulo de vinho velho do Porto branco, marca Divino, da empresa Pedro Lopez & Co. (MD/M- 004051.162).
Rótulo de vinho do Porto Ruby Tawny, marca Pedro Lopez's Princessa, da empresa Pedro Lopez & Co. (MD/M- 004051.163).
CRONOLOGIA
1830 – Ano de fundação da empresa de acordo com a informação presente nos rótulos.
1924 – Inscrita na Alfândega do Porto como negociante exportador de vinho do Porto sob o número 67.
1926/1931 – No livro da Comissão de Viticultura da Região do Douro relativo aos anos 1926/31 surgem os seguintes movimentos:

1933 – No arquivo da Comissão de Viticultura da Região do Douro surgem os seguintes movimentos:
Existências em 31 de dezembro de 1932: 20 248 litros
Maio: cedência de 19 776; quebra e derrame: 472 litros
Existência anual: 000
1933 – Cessa atividade

Rótulo de vinho muito velho do Porto, marca Perfection, da empresa Pedro Lopez & Co. (MD/M- 004051.166).




©2025, MD
CONSERVAÇÃO CRIATIVA
INTERVENÇÃO NUM CONJUNTO ESCULTÓRICO DA IGREJA MATRIZ
DE PESO DA RÉGUA
Em resposta a um pedido do Município de Peso da Régua, encontra-se em curso no Museu do Douro uma intervenção de higienização e estabilização de um conjunto de esculturas sacras, que permaneceram durante décadas esquecidas na estrutura interna do altar-mor da Igreja Matriz deste concelho.
A iniciativa é orientada pela equipa do Museu e tem contado com os contributos de um estágio voluntário de verão, desenvolvido por Pedro Mendonça, estudante de Conservação e Restauro do Instituto Politécnico de Tomar, com o voluntariado da conservadora restauradora Ana Lucas e com a colaboração de dois voluntários da nossa instituição (Rui e Camilo Joaquim).
O conjunto, composto por dez esculturas de vulto, datáveis entre os séculos XVIII e XX, integra peças de madeira dourada e policromada, exemplares articulados de madeira e outros materiais policromados, bem como esculturas de gesso policromado. Todas apresentam um estado de conservação bastante precário, exigindo intervenção especializada para garantir a sua preservação e valorização como património da comunidade.

PATRIMÓNIO RDD
CAMILO DE ARAÚJO CORREIA
(28/7/1925 - 31/10/2007)
Vila Nova de Famalicão, 28 julho 2015 A Carta que faltava
Acho que nunca lhe disse o quanto o admiro como Médico. Mesmo tendo seguido a mesma profissão, não consigo imaginar-me na vida que levou durante 35 anos, como único Anestesista da Régua e de Lamego, sempre em disponibilidade total, de dia ou de noite, a calcorrear aquela estrada repleta de curvas. Poder ser chamado a qualquer hora, sem nada poder programar da sua vida, é algo inimaginável nos dias de hoje. Peço-lhe desculpa de muitas vezes ter ficado zangado consigo por apenas termos oito dias seguidos de férias. Na altura não tinha idade para entender tanta dedicação e abnegação ao trabalho, e não sabia que não era possível haver cirurgia na região enquanto não voltasse para anestesiar os doentes. Também não compreendia muito bem aqueles períodos de cirurgias infindáveis, que entravam pela madrugada dentro, em que tardava em chegar a casa, para anestesiar os doentes dos senhores especialistas que vinham do Porto. Vejo agora com clareza, que foi assim que se tornou possível desenvolver os Hospitais da Régua e de Lamego e servir toda aquela gente.
Confesso-lhe, que o seu exemplo de trabalhador incansável, ainda hoje me serve de alento para encontrar novas forças, quando estou totalmente esgotado, depois de um dia de urgência. Mas, o mais notável foi que essa devoção à profissão e aos doentes, não o tornou azedo ou de mal com a vida. Vivi a ouvir-lhe histórias deliciosas de humor, de partidas entre colegas e de imensas gargalhadas, que passavam do bloco operatório para os corredores.
Às vezes pergunto-me porque razão foi o único, de cinco irmãos, a ficar na Régua.
A primeira ideia que me vem à mente, é a de que resolveu ficar por amor à terra e ao Douro, que nunca deixou de o estarrecer, tanta era a beleza que via nos montes e no rio, em todas as estações do ano. Havia também os Bombeiros, que não eram para si apenas “apagadores de incêndios”, mas uma instituição de bem-fazer, com uma marca cultural indelével, onde se podia ver uma biblioteca, um museu e o Jornal “Vida por Vida”. Mas, julgo que o que mais contou na decisão, foi a sua impressionante dedicação ao Pai João de Araújo Correia.
Tenho a certeza de que nunca fui muito veemente acerca do que pensava dos seus escritos. Talvez por pudor de filho ou porque me tivesse sempre faltado a coragem de dizer tudo. Digo-lhe agora, que tenho muita pena de que nunca tenha tido o tempo e a disposição mental, que lhe permitisse construir uma obra literária de fôlego. Entre pequenos livros e opúsculos, conto 12 publicações e muitos quilómetros de artigos de jornal. Os seus contos e crónicas, revelam uma linguagem metafórica inigualável, com imagens e sentimentos inesquecíveis.
Cresci a ouvi-lo falar de Coimbra, da república do Palácio da Loucura, onde foi Louco-mor, das figuras típicas da época, dos futricas e dos colegas, inigualáveis no espírito e na amizade. As fantásticas memórias que tinha da vida académica, aliadas à qualidade literária que põe em tudo o que escreveu, explicam os seus maiores êxitos de vendas, com os livros “Coimbra Minha”(1989) e “Coimbra Outra vez ”(1998).
Quanto a mim, é o seu exemplo, em todas as vertentes, que sempre me irá nortear.
Muitos beijos do filho muito amigo,
João
SERVIÇO EDUCATIVO
eusoupaisagem – educação e território eusoupaisagem é o programa de educação do Museu do Douro que opera nos territórios dos 21 concelhos da Região Demarcada do Douro.
eusoupaisagem assenta na presença! Presença no território para conhecer as paisagens e as pessoas que as habitam. eusoupaisagem é feito com pessoas de todas as idades, em contexto escolar, associativo e de coletivos informais.
eusoupaisagem propõe contextos de experimentação, abertos ao conhecimento pluridisciplinar, para melhor conhecer as paisagens.
eusoupaisagem é um programa que cruza os campos da paisagem e da educação e das artes.

FAZER ACONTECER 2025E2026 | De setembro a dezembro de 2025 e ao longo do ano de 2026, cada um destes programas é realizado com as escolas e as bibliotecas, com as associações culturais e recreativas, com bandas filarmónicas com coletivos informais que vivem e habitam a região demarcada do douro. É com estas pessoas, de diferentes idades e de diferentes concelhos da Região Demarcada do Douro que fazemos acontecer mais um ano do eusoupaisagem | educação museu do douro. Nas páginas seguintes, são realizados destaques de ações educativas.
O QUE HÁ AQUI?
Programa de práticas oficinais de escrita, leitura, movimento e fotografia, realizado em parceria com os grupos de professoras/es bibliotecários.

São Martinho de Anta, Sabrosa. ©2021, Paula Preto
PÚBLICO COMUM
Programa de experiências na paisagem urbana e não urbana, em articulação com o Centro Escolar de Lamego N.º 1.

Teatro Ribeiro Conceição, Lamego. ©2025, MD
CADERNOS DE CAMINHAR
Edição artesanal, ao longo de 2025 e 2026, de cadernos de caminhar a partir das práticas de caminhada do coreógrafo e encenador António Júlio.

Caminho: Covas do Douro – Gouvães – São Martinho de Anta (Sabrosa) | Caminho: Goujoim - Granja do Tedo (Tabuaço), © 2021 , Paula Preto
CAFÉ CENTRAL
Programa para estar presente em diferentes cafés do território da Região Demarcada do Douro com Paula Preto.

Provesende, Sabrosa. ©2021, Paula Preto.
APEADEIROS
Levantamento em som e em vídeo, habitando temporariamente os apeadeiros importantes da Região Demarcada do Douro da linha do Douro: Ermida e Ferrão.

Miradouro de Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta. ©2021, Paula Preto.
PRÁTICAS PARTILHADAS
Programa de partilha de experiências com as educadoras do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, Vila Real e os seus grupos da primeira infância.

Granja do Tedo, Tabuaço. ©2021, Paula Preto.
UM+UM OFICINAS E PERCURSOS
Programa de oficinas e percursos pedestres para grupos de crianças, jovens e/ ou seniores.

Godim, Peso da Régua. ©2025, MD
LABORATÓRIO DO VER
Trabalho com crianças e jovens, a partir de ilustração de fauna e flora do Douro, concebida e orientada por Sónia Borges, a partir de intervenção nas paredes de vidro do edifício sede - serviço educativo.

©2025, Sónia Borges.
LER DEBAIXO DA ÁRVORE
Programa de leitura e aposta na literacia para crianças e jovens, em árvores importantes das paisagens do Douro

Coleja, Carrazeda de Ansiães. ©2021, Paula Preto.
I JORNADAS PEDAGÓGICAS AEJAC
«Escola + Feliz: caminhos para o sucesso e o bem-estar»
02 a 05 setembro 2025
Parceria com Museu do Douro
No âmbito das Jornadas Pedagógicas do Agrupamento de Escolas João de Araújo
Correia: Escola+Feliz:caminhosparaosucessoebem-estar, decorreram nos espaços do Museu do Douro e do Teatrinho da Régua, as oficinas com Carla Cabral –Arte e Bem-estar: oficina de corantes naturais e impressão em tecido com materiais orgânicos; Roberto Sabença – Arte e bem-estar: oficina de movimento/danças urbanas e Susana Pimenta – Comunicação Compassiva e Positiva.

©2025, MD

Mostra em cartazes | Museu do Douro, Peso da Régua | maio a novembro2025
dizer ALTO
[Neblina]
Um dedo a bordo aponta a neblina sentada, sustentada sobre o topo do monte.
O céu está todo azul, com excepção daqueles trapos brancos, como roupa de alguém que passou por uma planta com espinhos e não se acautelou.
É uma espécie de água altaneira, evadida do rio, que ora entremostra ora esconde fragadas, pinhal, terra arroteada.
Sim, concedo, é muito sugestivo.
Mas, cansado de pairar nestes transes de lirismo que me escaldam sem me purificar, prefiro a água propriamente dita: água com peso, esta boa água, sólida, palpável, que, poupando-me a pele, me humedece as entranhas (para não falar dos olhos, mas isso é outra história)
- e à flor da qual se repete a neblina do monte.
Ou não fosse o rio um espelho antes do rio.
Cabral,A. M. Pires: Douro: Pizzicato e Chula, p.29 e 30, Edições Cotovia Lda, Lisboa,2004

©2023, Inquieta - agência criativa
A Rede de Museus do Douro, ao unir diferentes tipos de espaços museológicos, pretende também contribuir para a sua divulgação junto das comunidades de visitantes. Seja aproximando a comunidade local dos seus espaços, seja divulgando estas estruturas a quem nos visita, esta publicação é também um incentivo para partir à descoberta do território duriense. Através de diferentes coleções, os espaços aderentes permitem conhecer outras facetas do Douro, um território cuja paisagem é património Mundial!
A MuD – Rede de Museus do Douro conta com 62 membros.
DESTAQUE MUD
NÚCLEO MUSEOLÓGICO DA CASA DA RODA, TORRE DE MONCORVO
Pelo Município de Torre do Moncorvo

Informações úteis
Horário de funcionamento: Segunda-feira a domingo 09:30 às 17:30
Condições de Acesso:
Entrada individual: 0,50€; Pacote 5 Museus: 2,00€; Isenções: crianças até 12 anos, todos os residentes no concelho de Torre de Moncorvo e grupos organizados (escolas, associações e instituições) mediante solicitação
Contactos: turismo@torredemoncorvo.pt 279 252 289
Rua da Misericórdia 5160-254 Torre de Moncorvo https://www.cm-moncorvo.pt/pages/997?poi_id=290
A Casa da Roda dos Expostos de Torre de Moncorvo, é um núcleo museológico ao serviço de toda a comunidade, aberto ao público, e que se ocupa da investigação dos testemunhos culturais da comunidade local, adquirindo-os, conservando-os e dando-os a conhecer através da sua exposição para fins de estudo, de educação e lazer. O espaço localiza-se no Núcleo Medieval do Centro Histórico de Torre de Moncorvo.
Casa da Roda
Este espaço pretende estudar e preservar o património etnográfico e a importância que as instituições de assistência tiveram no nosso país ao longo dos séculos, bem como promover a sua divulgação.
A criação deste núcleo museológico parte da iniciativa do Município de Torre de Moncorvo que, após a aquisição e reabilitação do edifício, criou o programa expositivo, sendo fundamental a colaboração dos munícipes na doação da maioria do acervo existente.
A criação de casas da roda para a colocação de crianças expostas, no território nacional, remonta ao reinado de D. Maria I, sendo que nesta localidade há referências desde 1783. O edifício é uma casa típica transmontana, com escadas exteriores em xisto que conduzem a um alpendre. Ao lado da porta, à esquerda, há uma pequena janela com a data de 1785, onde estava instalado o mecanismo giratório – a Roda - aberto de um lado e colocado verticalmente, servindo para ali deixarem os desvalidos, sem contato direto com o exterior.
As rodas tinham formas próprias de funcionamento. A mãe ou a pessoa que ela indicasse, colocava a criança no recetáculo, rodava-o, e dava um sinal (pancadas leves na roda ou na porta) para avisar que estava um bebé na roda. A criança, por vezes, trazia um bilhete que era arquivado junto ao registo, ou transcrito para o registo de matrícula, com os seus dados pessoais mais básicos. A rodeira recolhia a criança, dava-lhe os cuidados de higiene e alimentação e só depois se procedia ao seu registo. No dia seguinte era vista pelo médico municipal. Caso estivesse bem de saúde podia ser entregue à ama, e se estava doente permanecia na Roda.
A Casa da Roda de Torre de Moncorvo recebeu, durante alguns anos, crianças dos concelhos de Alfândega da Fé e Carrazeda de Ansiães. O fim da Casa da Roda de Torre de Moncorvo inicia-se com a criação da Roda Hospício em Bragança em 1872, vindo a encerrar definitivamente em 1906.
O núcleo museológico está dividido em dois pisos, no primeiro andar, o espaço está redecorado à época e com o mesmo ambiente em que a ‘rodeira’ e o ‘rodeiro’ recolhiam as crianças, logo à entrada, encontram-se dois berços onde eram colocados os expostos, a rodeira vestida com os trajes da época e uma mala com as roupas das crianças. A cozinha possui um armário “Cantareira”; escano com preguiça, bem como todos os utensílios para a confeção e elaboração das refeições utilizados na época (pratos, panelas de ferro, cântaros de barro, entre outros). O último espaço, destinado a quarto da rodeira apresenta uma cama em ferro e uma cópia do livro de registo dos expostos da Roda de Moncorvo. No rés-do-chão encontra-se uma exposição das várias fases do restauro da casa, seguindo as técnicas tradicionais, bem como alguns achados que apareceram ao longo da obra, tais como, uma moeda de 1751 e um poço para aproveitamento das águas escavado na própria rocha.

Casa da Roda


Casa da Roda
MUSEU DE GEOLOGIA FERNANDO REAL



ADEGA DAS GIESTAS NEGRAS
Durante o mês de outubro estão disponiveis as seguintes visitas:
- Visita guiada ao Museu “Adegas das Giestas Negras 1575”; - Visita guiada às instalações de vinificação e envelhecimento, com degustação de vinhos Douro e Porto.
Informações úteis
Horário de funcionamento:
De segunda a sexta: das 09:30 às 17:00
Sábado e domingo: mediante reserva
Preçário
Passaporte Mud: 20% desconto
Contactos: geral.coimbrademattos@gmail.com 968507693
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Novidades de outubro. na Loja do Museu do Douro.
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