Museu do Douro // novembro 25

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DESTAQUE - NORTE 2030

DOURO EM RESERVA:

PRESERVAR PARA O FUTURO

A candidatura apresentada pelo Museu do Douro ao aviso «Rede Regional de Museus de Identidade Territorial» - programa NORTE2030, com a designação Douro em Reserva: Preservar para o Futuro foi aprovada durante o mês de outubro. Com um montante global de investimento no valor de 284 055,25 €, o financiamento do projeto será de 213 041,44 €.

Contando com a parceria institucional do Município de Peso da Régua, o investimento prevê operações de aquisição e instalação de equipamentos para melhoria das Reservas de património cultural incorporado no Museu do Douro e a sua abertura a um público específico, de acordo com a sua missão.

Os objetivos gerais do projeto são:

1. Maximizar a capacidade de armazenamento das Reservas do MD considerando a tipologia de bens e as suas necessidades de acondicionamento e conservação;

2. Melhorar as condições ambientais dos espaços de Reserva;

3. Melhorar os equipamentos de apoio à gestão das reservas e de investigação dos bens culturais aí guardados;

4. Partilhar com a comunidade de especialistas a experiência do projeto, bem como com a comunidade de doadores do Museu.

PROJETO COFINANCIADO PELO PROGRAMA REGIONAL NORTE 2030

©2025, MD

DESTAQUE - NORTE 2030

DIGITALIZAR PATRIMÓNIOS

DURIENSES: PARTILHAR É PRESERVAR

Durante o mês de outubro adquiriu-se o digitalizador com capacidade até ao tamanho A2, com compensador de lombadas e vidro plano e em V. Este equipamento irá permitir a realização de diferentes formatos digitais compatíveis, sendo uma mais-valia acrescida, dado que permite a salvaguarda do documento original, restringindo o seu manuseamento e garantindo a preservação para as gerações futuras de acervos documentais, fotográficos, cartográficos e artísticos.

O processo de digitalização iniciou-se com a contratação de serviços técnicos especializados nesta área. Após os primeiros testes, o mês de novembro será para dar andamento às digitalizações previstas na candidatura.

DESTAQUE EXPOSIÇÃO

PERMANENTE

No final de 2024 abrimos ao público novos núcleos da exposição permanente Douro: Matéria e Espírito. Concebida desde o início como uma exposição evolutiva, temos vindo a adicionar conteúdos, criando novos núcleos e melhorando alguns pontos da visita.

Esta intervenção, apoiada pelo programa ProMuseus do Ministério da Cultura, foi pensada para dar a conhecer artefactos recentemente incorporados na nossa coleção, permitindo, ao mesmo tempo, melhorar alguns aspectos quer do discurso expositivo quer da sua acessibilidade. O objetivo é alargar a compreensão do território duriense, que é também património mundial, visto numa perspetiva global e integradora do espaço e do tempo.

Começamos pela entrada do Museu, onde uma maquete interativa da Região Demarcada permite conhecer melhor o território e localizá-lo no espaço. O entendimento da região, conta agora também com um núcleo dedicado à fauna e flora, centrado na biodiversidade do vale do Douro. Aqui é possível conhecer a coleção de taxidermia depositada no Museu pela Real Companhia Velha, proveniente da Quinta das Carvalhas.

O núcleo dedicado à Pré-História ganhou maior fluidez de discurso e novas peças, que facilitam o entendimento desta época remota. Os artefactos expostos são cedidos pelo Museu do Côa, juntamente com uma peça cerâmica da Idade do Ferro, proveniente do Castro de Palheiros (Murça).

Com o depósito do material arqueológico proveniente das escavações da Fonte do Milho pelo Estado Português, através da antiga DRCN, juntamente com o espólio do IVP e de outras estações arqueológicas, era imperiosa a criação de um núcleo dedicado à romanização. Esta civilização fundamental para a estruturação do nosso território sob o ponto de vista económico, social e administrativo, conta agora com vestígios expressivos da sua cultura material que nos dão a conhecer o seu quotidiano.

No piso superior, em paralelo com a parede dedicada à diversidade de vinhos que atualmente se produzem, abrimos ao público a enoteca histórica do IVP, criada ao longo de várias décadas. Em exposição estão 1152 garrafas, provenientes de uma grande diversidade de casas exportadoras.

Além destas coleções de maior dimensão, vários pontos da exposição foram enriquecidos com peças doadas ao Museu que se encontravam guardadas em reserva e que têm valor e significado histórico.

Estes são motivos de sobra para (re)visitar o Museu do Douro.

Apito de chefe de Estação Coleção António Manuel P. Coelho ©2025, José Miguel Pires

DESTAQUE EXPOSIÇÃO

PERMANENTE

"OS TRABALHOS E OS DIAS"

Designação: Lote de pipas

Número de inventário: MD/M-000370 a MD/M-000373

Material: Madeira de castanho e folha de ferro

Dimensões (conjunto) A980 x L1465 x P980mm

Incorporação: Pertenceu à Quinta do Infantado, Chanceleiros, Covas do Douro (Sabrosa). Oferecido ao Museu do Douro em 2007.

Descrição/Função

Conjunto de pipas de madeira de carvalho francês, usadas para o armazenamento e o envelhecimento do vinho do Porto, dispostas em lote.

Google Arts & Culture: https://g.co/arts/aoqChviKNniLMhKa6

Lote de pipas. ©2014, MD

ITINERANTES

CARLOS CABRAL: RÓTULOS

DE VINHO DO PORTO

O Mundo do Vinho, 8ª edição 2025

Galeria da Previdência Portuguesa, Coimbra

> Até 8 de novembro de 2025

DOURO, LUGAR DE UM

ENCONTRO FELIZ

Centro Cultural, Vila Flor

> Até 17 de novembro de 2025

O SONHO DE MAGALHÃES –DOMINIQUE PICHOU

Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela

> Até 5 de janeiro de 2026

CONCURSO INTERNACIONAL DE FOTOGRAFIA

2022 - ALTO DOURO VINHATEIRO: 20 ANOS PATRIMÓNIO MUNDIAL

Museu de Arqueologia e Numismática, Vila Real

> Até 15 de janeiro de 2026

CELEBRAR O DOURO, SEMPRE

Clube Gondomarense, Gondomar

> 7 de novembro a 30 de dezembro de 2025

CARLOS CABRAL: RÓTULOS DE VINHO DO PORTO

Biblioteca Municipal, Torre de Moncorvo > 15 de novembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026

VIA ESTREITA, DE CARLOS CARDOSO

Biblioteca Municipal, Mesão Frio

> 30 de novembro de 2025 a 29 de janeiro de 2026

*As datas apresentadas poderão sofrer alterações de acordo com a agenda do Museu do Douro e/ou dos locais mencionados

©2009, MD/João Paulo Sotto-Mayor

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NO MUSEU DO DOURO

VIAGEM

AO DOURO

POR JOAQUIM LOPES

OS PAINÉIS DA CASA DO DOURO

ATÉ 25 DE NOVEMBRO 2025

Joaquim Lopes fixou nos painéis que concebeu para a Casa do Douro, em 1934, o Douro como o rio do vinho do Porto. As obras produzidas para o friso decorativo do stand desta instituição duriense na I Exposição Colonial Portuguesa, que decorreu no Palácio de Cristal, foram concebidas como obras de arte efémera. Frágeis por natureza, foram resistindo à ação do tempo e aos agentes a que estiveram expostas, apresentando sinais de degradação que punham em risco a sua continuidade.

Esta exposição dá conta da profunda intervenção de conservação e restauro realizada pelo Museu do Douro, que lhes restituiu os valores estéticos e físicos próximos dos originais, procurando no discurso expositivo uma leitura próxima da estereotomia primitiva.

© Fotografia Alvão. Coleção MD/IVDP

EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA DO MUSEU DO DOURO

HOMENAGEM A JOSÉ

JOAQUIM DA COSTA LIMA (1896-1977)

Presidente do Instituto do Vinho do Porto entre 1935-1937 e 1939-1958.

Engenheiro agrónomo de formação, destacou-se pelas importantes reformas da viticultura duriense.

Exposição realizada pelo Museu do Douro, em parceria com a Confraria dos Vinhos do Douro.

Patente na sala do Tribunal do Museu, de 22 de novembro de 2025 a 30 de janeiro de 2026.

EXPOSIÇÃO MÉDIA DURAÇÃO

NO MUSEU DO DOURO

FOTOGRAFIA ALVÃO

COLEÇÃO IVP

Mostra de uma pequena parte do importante acervo de imagens da Fotografia Alvão, pertencente à Coleção do Instituto do Vinho do Porto, incorporada no Museu do Douro desde 2021.

Este conjunto de fotografias, sob diversos suportes, evidencia as diferentes encomendas do organismo à conhecida casa fotográfica do Porto. Documentando aspectos das lides vitivinícolas durienses, do património do Douro e do Entreposto e também do próprio Instituto, estas imagens foram utilizadas ao longo de décadas para dar a conhecer o Douro e o vinho do Porto em publicações, exposições e ações de propaganda em Portugal e no estrangeiro.

ATÉ MAIO DE 2026
Presegueda - Panorama do Baixo CorgoCol. MD/IVDP MD/M-2952.16
© Álvaro Azevedo, Fotografia Alvão / MD/IVDP

EXPOSIÇÕES VIRTUAIS

ARQUITETURAS DA PAISAGEM

DO DOURO

Em 2007, o Museu do Douro levou a cabo um inventário indicativo das arquiteturas da paisagem do Douro, centrado nas formas históricas de armação do terreno para o cultivo da vinha. Estas empregam muros de pedra seca, distinguindo-se dois tipos: pré e pós-filoxera. São estas que formam o mosaico da paisagem, juntamente com outras culturas, como a oliveira, as árvores de fruto e hortas.

Convidamos o público a conhecer esta exposição virtual onde se abordam os diferentes tipos de armação do terreno e a sua implementação na paisagem vinhateira. https://tinyurl.com/ynz7bych

Mancha de vinha na Balsa, Tabuaço, Desejosa ©2007, Egídio Santos/MD

COLEÇÃO MUSEU DO DOURO

BIBLIOTECA

CRIAÇÃO DA CASA DO DOURO

Este mês assinalamos os 93 anos da criação da Casa do Douro, fundada a 18 de novembro de 1932, pelo Decreto n.º 21.883.

A sua origem está ligada ao chamado "Movimento dos Paladinos", um grupo de viticultores e figuras influentes da região duriense, que uniram esforços para criar uma associação capaz de defender e regular o setor do vinho no Douro. Durante décadas, funcionou como associação dos viticultores da Região Demarcada do Douro e teve um papel importante na fiscalização e certificação das denominações de origem.

A nossa biblioteca dispõe de um conjunto de monografias dedicadas à Casa do Douro, bem como do Boletim da Casa do Douro, uma publicação periódica com as atividades e evolução da instituição ao longo das décadas.

- FONSECA, Álvaro Moreira da; PINHEIRO, Altino Dias - Três anos na Direção da Casa do Douro. Régua: Imprensa do Douro,1951.

- Contra-projectosdoEstatutoda“CasadoDouro”edoDecretoSobreaguardentes e álcoóis vínicos. Porto: Imprensa Moderna, 1932.

- COSTA, Gastão José Gonçalves - A actividade da Casa do Douro. Porto: Tipografia Mendonça, Ld.ª, 1948. (Separata do n.º 2130 da Gazeta das Aldeias).

- Boletim da Casa do Douro. Propriedade Federação dos Vinicultores da Região do Douro (Casa do Douro); ed. Fernando Augusto Bandeira - Régua: Casa do Douro, 1946 -1989.

Contra-projectos do Estatuto da “Casa do Douro” e do Decreto Sobre aguardentes e álcoóis vínicos

A actividade da Casa do Douro

Boletim da Casa do Douro
Três anos na Direção da Casa do Douro

INCORPORAÇÕES

No passado mês de outubro a artista plástica Marta de Aguiar doou o trabalho de sua autoria Esox Lucius, datado de 2013. Esta obra passou a integrar a coleção de arte do Museu do Douro com o número de inventário MD/M-10026. O Museu do Douro agradece publicamente esta generosa oferta.

Link: https://tinyl.co/3s9A

Esox Lucius, técnica mista sobre contraplacado (grafite, colagem e acrílico), 2013 (MD/M-10026) © 2025, MD

ARQUIVO VISITA DO IVDP

No passado dia 23 de outubro, o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, I. P. (IVDP, IP) proporcionou aos seus trabalhadores uma visita guiada ao Museu do Douro, com a finalidade de conhecer e/ou recordar o património cultural pertencente ao IVDP, IP. Este património, que testemunha o percurso do Instituto ao longo do século XX, reúne documentos, objetos e outros itens que refletem a identidade cultural do IVDP, I.P.

Foi possível mostrar o espólio em reserva, em tratamento e ainda em exposição, permitindo entender toda a dinâmica realizada para valorizar este importante espólio da Região do Douro.

A visita contou com a participação de 25 funcionários da sede e da delegação do Porto

CONSERVAÇÃO

IDENTIFICAR PARA CONSERVAR

Este mês concluímos a intervenção na pintura O milagre da bilocação de Santo António, de autoria desconhecida, com produção datável do século XVII. A obra pertence a Paulo Fonseca, estando em depósito no Município de Torre de Moncorvo. Esta pintura chegou até nós num estado de conservação que reflete uma intervenção anterior, em que o levantamento irregular do verniz de proteção resultou numa descompensação de leitura, por falta de uniformidade da camada de proteção. Daqui resultaram áreas com translucidez regenerada e outras onde se manteve o verniz oxidado e amarelecido.

Intervir numa obra de arte neste estado é sempre uma responsabilidade redobrada, pelo que foi fundamental recolher dados de suporte através de técnicas de exame e análise, mas também de tecnologia de conservação de ponta. Foi precisamente desta forma que se estudou a fundo esta pintura, para que a intervenção fosse devidamente suportada e fundamentada, realizando-se exames de raio X, fotografias de fluorescência da radiação ultravioleta induzida e de fotografia no infravermelho. Ao mesmo tempo foram feitas análises através da tecnologia de espectroscopia no infravermelho por transformada de Fourier (FTIR), que permitiram caracterizar os materiais presentes nos estratos pictóricos.

Com base nestes elementos optou-se pelo levantamento da camada de verniz alterada através de nanotecnologia (enzimas) ajustada às necessidades da pintura. Este projeto foi possível pela articulação do Museu do Douro com a Universidade Católica e com o Centro Hospitalar de Trás os Montes e Alto Douro, a colaboração do especialista em fotografia para conservação de obras de arte José Pessoa, do Professor Doutor Vítor Serrão e do desenvolvimento paralelo de uma investigação de mestrado, orientada pelo técnico do Museu do Douro Carlos Mota. O trabalho desenvolvido pela conservadora Ana Lucas, prolongou-se a título de voluntariado, mesmo após a defesa da tese, envolvendo-se na conclusão do restauro cujo resultado se divulga.

Obra após a intervenção. ©2025, MD

SERVIÇO EDUCATIVO

eusoupaisagem – educação e território eusoupaisagem é o programa de educação do Museu do Douro que opera nos territórios dos 21 concelhos da Região Demarcada do Douro.

eusoupaisagem assenta na presença! Presença no território para conhecer as paisagens e as pessoas que as habitam. eusoupaisagem é feito com pessoas de todas as idades, em contexto escolar, associativo e de coletivos informais.

eusoupaisagem propõe contextos de experimentação, abertos ao conhecimento pluridisciplinar, para melhor conhecer as paisagens.

eusoupaisagem é um programa que cruza os campos da paisagem e da educação e das artes.

FAZER ACONTECER 2025E2026 | De setembro a dezembro de 2025 e ao longo do ano de 2026, cada um destes programas é realizado com as escolas e as bibliotecas, com as associações culturais e recreativas, com bandas filarmónicas com coletivos informais que vivem e habitam a região demarcada do douro.

É com estas pessoas, de diferentes idades e de diferentes concelhos da Região Demarcada do Douro que fazemos acontecer mais um ano do eusoupaisagem | educação museu do douro. Nas páginas seguintes, são realizados destaques de ações educativas.

O QUE HÁ AQUI?

Programa de práticas oficinais de escrita, leitura, movimento e fotografia, realizado em parceria com os grupos de professoras/es bibliotecários.

Sendim da Serra, Alfândega da Fé. ©2022, Paula Preto

PÚBLICO COMUM

Programa de experiências na paisagem urbana e não urbana, em articulação com o Centro Escolar de Lamego N.º 1.

Ruas de Lamego.. ©2025, MD

CADERNOS DE CAMINHAR

Edição artesanal, ao longo de 2025 e 2026, de cadernos de caminhar a partir das práticas de caminhada do coreógrafo e encenador António Júlio.

Granja do Tedo, Tabuaço. © 2022 , Paula Preto

CAFÉ CENTRAL

Programa para estar presente em diferentes cafés do território da Região Demarcada do Douro com Paula Preto.

Lagoaça, Freixo de Espada à Cinta. ©2020, Paula Preto.

APEADEIROS

Levantamento em som e em vídeo, habitando temporariamente os apeadeiros importantes da Região Demarcada do Douro da linha do Douro: Ermida e Ferrão.

Necrópole de Touças - São Martinho de Anta, Sabrosa. ©2022, Paula Preto.

PRÁTICAS PARTILHADAS

Programa de partilha de experiências com as educadoras do Agrupamento de Escolas Diogo Cão, Vila Real e os seus grupos da primeira infância.

Granja do Tedo, Tabuaço. ©2022, Paula Preto.

UM+UM OFICINAS E PERCURSOS

Programa de oficinas e percursos pedestres para grupos de crianças, jovens e/ ou seniores.

Museu do Douro, Peso da Régua. ©2018, MD

LABORATÓRIO DO VER

Trabalho com crianças e jovens, a partir de ilustração de fauna e flora do Douro, concebida e orientada por Sónia Borges, a partir de intervenção nas paredes de vidro do edifício sede - serviço educativo.

©2025, Sónia Borges.

LER DEBAIXO DA ÁRVORE

Programa de leitura e aposta na literacia para crianças e jovens, em árvores importantes das paisagens do Douro

Santa Marta de Penaguião. ©2013, MD

CARTAS DA PAISAGEM BIOS 2025

E 2026

O que há aqui…Bibliotecas Programa de práticas oficinais de escrita, leitura, movimento e imagem, realizado em parceria com os grupos de professoras/es bibliotecários da RDD.

Oficina: Poesia à mão - 22 outubro 25

Biblioteca escolar da EB2,3 de Peso da Régua

Mostra em cartazes | Museu do Douro, Peso da Régua | maio a novembro2025

dizer ALTO

[O reino das garças]

Decididamente, aqui é o reino das garças.

São elas talvez, de tão tranquilas, a chave do enigma deste lugar de raríssimos rumores.

Algumas já se habituaram ao tráfego dos barcos: olham maquinalmente, como um obreiro que cumpre o dever fastidioso de contar coisas que transitam - cestos de uvas, barcos, horas, outras aves -, sem ordem do patrão para abandonar o posto de vigia.

Outras, timoratos riscos brancos, vê-se que temem o contágio dos poetas, põem-se em fuga, sobrevoando os juncos.

E eu a bordo sigo as garças: às vezes sou a que fica, às vezes sou a que voa.

Cabral, A. M. Pires: Douro: Pizzicato e Chula, p. 42, Edições Cotovia Lda, Lisboa, 2004
©2023, Inquieta - agência criativa

A Rede de Museus do Douro, ao unir diferentes tipos de espaços museológicos, pretende também contribuir para a sua divulgação junto das comunidades de visitantes. Seja aproximando a comunidade local dos seus espaços, seja divulgando estas estruturas a quem nos visita, esta publicação é também um incentivo para partir à descoberta do território duriense. Através de diferentes coleções, os espaços aderentes permitem conhecer outras facetas do Douro, um território cuja paisagem é património Mundial!

A MuD – Rede de Museus do Douro conta com 62 membros.

DESTAQUE MUD

MUSEU E LABORATÓRIO DE GEOLOGIA DA UTAD

Pelo Museu de Geologia Fernando Real (MGFR)

Informações úteis

Horário de funcionamento: Segunda a sexta 09:00 às 17:00 Excecionalmente abre à noite ou ao fim de semana, mediante pedidos específicos. Marcação prévia das visitas através de email: estudarnautad@utad.pt

Condições de Acesso: Entrada livre; Visita guiada tem o custo de 1€/pessoa.

Contactos: museugeo@utad.pt 259 350 351

Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro- Edifício Geociências Pólo I ECVA, Quinta de Prados | 5001-801 Vila Real http://museudegeologia.utad.pt/ https://www.facebook.com/pages/Museu-de-Geologia-da-Utad/

O Museu e Laboratório de Geologia (MLG) é uma unidade prestadora de serviços da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que se encontra integrada no Centro de Investigação e Desenvolvimento (CIDE). O seu reconhecimento ocorreu em 21 de dezembro de 2021 através do Despacho RT 75/2021. A sua origem remonta a 1986, ano em que, quer o Museu de Geologia, quer o Laboratório do Departamento de Geologia da UTAD, iniciaram as atividades de apoio ao ensino e à investigação. De facto, o Laboratório e o Museu de Geologia

Museu e Laboratório de Geologia da UTAD © UTAD

têm sido fundamentais para o desenvolvimento de várias teses de doutoramento, dissertações de mestrado e trabalhos de investigação nas áreas da Mineralogia, Petrologia, Geoquímica, Arqueologia, Engenharia Civil, Informática, entre outras. Nas últimas duas décadas, assistiu-se a um aumento regular de serviços prestados a outras instituições de ensino superior (IES), bem como a diversas empresas, fundações e autarquias.

O Museu de Geologia Fernando Real (MGFR), graças à generosidade dos beneméritos, é possuidor de um espólio de vários milhares de peças organizadas por coleções de minerais, rochas, fósseis e minérios de várias partes do mundo. O espaço de exposições temporárias, desde 2011, renova anualmente o interesse da visita ao Museu.

Tem como principal objetivo divulgar as Ciências da Terra e os recursos geológicos, assim como a promoção científica, técnica e cultural da Universidade, estimulando e propiciando a interação com outros parceiros nos mais diversos domínios. Cumprindo a sua missão, o MGFR tem vindo a afirmar-se como um espaço de promoção e divulgação das Ciências da Terra e dos recursos geológicos, ao serviço dos seus visitantes, particularmente alunos e professores das escolas da região.

O Museu faz parte da Rede de Museus do Douro, do Roteiro das Minas e Pontos de Interesse Geológico e Mineiro de Portugal, da Rede Ibérica de Espaços Geominerais e dos Circuitos Ciência Viva.

Como disse Santo Agostinho, «só se ama o que se conhece». Por isso, o conhecimento da região de Trás-os-Montes e Alto Douro é uma prioridade para o Museu,

criando a sua própria dinâmica de colaboração com várias associações, municípios, CIM (Comissão Inter Municipal), etc. para valorizar o conhecimento deste território, que possui uma imensa geodiversidade!

Jardim Geológico

O Museu sempre quis expandir-se para além da cave das Geociências na UTAD! Assim, criámos no Campus da UTAD, o Jardim Geológico, que continua a crescer e a melhorar a sua informação, disponível na aplicação zoomguide.app e códigos QR. O MGFR ao constituir o Jardim Geológico reforça o seu papel na formação científica e de valores culturais, promovendo, não só uma função educacional de divulgação e contextualização da geologia da região, mas, também, motivando para a participação e o envolvimento ativo da comunidade, consolidando a importância da ciência e do Património Natural. O Jardim Geológico da UTAD pretende dar a conhecer a geodiversidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e desmistificar a ideia pré-concebida que para se poder observar rochas e Património Geológico é necessário a deslocação ao local onde estas afloram naturalmente.

Jardim Geológico © UTAD
Jardim Geológico © UTAD

Extensão do Museu de Geologia no

Parque Termal das Pedras Salgadas

“A arte inspirada nas rochas e minerais”

No caso do Município de Vila Pouca de Aguiar, entre outros recursos, destacam-se o ouro, extraído pelos romanos e, num passado recente, até 1992; os granitos amarelos e cinzentos, utilizados como materiais inertes e rochas ornamentais; e, atravessado pela Falha de Vila Real, possui uma paisagem única marcada pelas termas e águas de Pedras Salgadas e Vidago, entre muitas outras!

A exposição «Arte Inspirada em Minerais e Rochas», aberta no antigo bazar do Parque Termal de Pedras Salgadas, apresenta seis microfotografias de rochas e minerais, com poemas de autores portugueses conhecidos e duas pinturas de rochas vistas ao microscópio, da autoria dos técnicos do Laboratório de Geologia

Tito Azevedo e Márcio Silva. Além disso, estão em exposição várias dezenas de minerais, principalmente de rochas graníticas da região de Pedras Salgadas, bem como exemplos do seu uso no nosso quotidiano.

A visita é gratuita e aberta ao público.

Para mais informações, consulte: museugeo@utad.pt ou pedrasexperience@pedrassalgadaspark.com

Exposição temporária LITOARTE

52 esculturas em 52 rochas

Sala de Exposições Museu de Geologia Fernando Real

Até janeiro de 2026

O Museu de Geologia comemorou, no passado dia 6 de outubro, o Dia Internacional da Geodiversidade com uma palestra intitulada “Minerais de Terras Raras” e a inauguração da nova exposição temporária “52 Esculturas em 52 Rochas”, da coleção particular de António Moura.

A exposição, que pode ser visitada na sala de Exposições temporárias do Museu de Geologia – Fernando Real, reúne um conjunto singular de esculturas que revelam a extraordinária diversidade do mundo litológico, convidando o público a descobrir a riqueza estética e científica das rochas.

Entre os exemplares expostos, é possível apreciar uma paleta de cores que vai do preto ao branco, passando por tons de vermelho e verde, refletindo a imensa variedade presente na natureza. Mais do que objetos de contemplação, estas rochas são testemunhos da antiguidade do planeta, abrangendo formações do Arcaico (com mais de 2.500 Ma) até exemplares com menos de cinco anos, permitindo ao visitante uma autêntica viagem pelo tempo geológico.

NOTÍCIAS MUD

MUSEU LAGAR DO AVÔ

No passado dia 15 de outubro o secretariado da MuD recebeu um comunicado do membro MuD, Lagar do Avó, dando conta do seu encerramento definitivo.

Transcreve-se o comunicado recebido, lamentando o fecho desta estrutura de Freixo de Numão, concelho de Vila Nova de Foz Côa.

Interior da exposição permanente, ©2019, Lagar do Avô

Identificação e missão

Fundado em 2010, o Museu Lagar do Avô preservou e divulgou um lagar de vara e fuso de vinho e a memória etnográfica local. Desde 2014 integrou a Rede de Museus do Douro. O acesso foi gratuito e o acervo foi digitalizado de forma pioneira no país, mantendo independência face ao poder local.

Sustentabilidade

Durante 15 anos, os custos de investigação, investimento e manutenção recaíram exclusivamente numa estrutura privada, sem enquadramento financeiro estável.

Enquadramento institucional

Pedidos de apoio e acompanhamento técnico tiveram respostas insuficientes ou inconclusivas (nomeadamente por sermos “entidade privada”), inviabilizando a continuidade com padrões adequados de responsabilidade, rigor e serviço público.

Condições mínimas para continuidade

(1) Financiamento plurianual transparente; (2) Acompanhamento técnico regular; (3) Metas e indicadores públicos de desempenho. Estas condições não foram garantidas.

Decisão

O Museu Lagar do Avô encerra definitivamente.

Agradecimentos

Agradecemos a visitantes, artistas e investigadores e vizinhos pelo apoio prestado.

Solicito a exclusão do Museu Lagar do Avô de todas as estruturas, diretórios e canais sob a vossa gestão.

José Morgado

Responsável / Curador — Museu Lagar do Avô

NOTÍCIAS MUD

Município de Mirandela vê aprovada candidatura para a “Requalificação e Inovação do Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes” O Município de Mirandela viu aprovada a candidatura da operação “Requalificação e Inovação do Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes”, submetida ao Aviso NORTE2030-2024-94 – Rede Regional de Museus de Identidade Territorial, do Programa Regional do Norte (NORTE2030), cofinanciada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

A operação representa um investimento total de 899.137,60€, integralmente elegível, contando com um cofinanciamento de 70%, correspondente a 629.396,32 €.

O projeto tem como objetivo central a requalificação e capacitação do Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes (MATL), dotando-o de melhores condições físicas, técnicas e expositivas e reforçando a sua ligação ao território e à comunidade.

Entre as principais ações previstas, destacam-se: a requalificação física do edifício, garantindo as melhores condições de exposição, mediação e conservação; a preservação e digitalização das coleções e do espólio existente; a capacitação das unidades de reserva e áreas técnicas especializadas; o desenvolvimento de um programa museológico inovador; e o fomento da acessibilidade digital.

Com esta intervenção, o Município pretende consolidar o MATL como um verdadeiro Museu do Território, reafirmando o seu compromisso com a valorização do património cultural e a promoção da identidade mirandelense, através de um modelo museológico renovado, inclusivo e atualizado, que contribuirá para o reforço da atratividade cultural e turística do concelho.

A conclusão da operação está prevista para 28 de fevereiro de 2027.

Museu Armindo Teixeira Lopes © 2009, MD

NOTÍCIAS MUD

Museu da Memória Rural vai ter novo Núcleo Museológico no Mogo de Ansiães. Candidatura já foi aprovada

A candidatura para a criação do Núcleo Museológico da Tanoaria, integrada no Museu da Memória Rural, foi aprovada pela Autoridade de Gestão do Norte 2030, marcando um passo decisivo na estratégia do Município de Carrazeda de Ansiães para a valorização, preservação e interpretação do património cultural das comunidades rurais.

O novo núcleo será instalado na aldeia de Mogo de Ansiães, localidade onde a arte da tanoaria possui raízes profundas. No passado, chegaram a existir em simultâneo oito oficinas de tanoaria nesta aldeia; hoje, apenas uma continua em plena atividade, exportando pipos para vários mercados.

Com este projeto, orçado em cerca de 700 mil euros, o município pretende preservar a memória e o saber-fazer tradicional desta arte, enquanto cria um espaço de interpretação e investigação sobre a tanoaria na Região Demarcada do Douro, reunindo informação, objetos, testemunhos e técnicas dos últimos mestres tanoeiros.

O projeto contempla a reabilitação de um edifício pré-existente, que será adaptado a novas funções museológicas. O espaço vai dispor de área de receção e acolhimento ao visitante, uma exposição permanente distribuída por dois pisos e várias zonas temáticas, um espaço de produtos locais, e uma zona infantil (kids).

A exposição procurará combinar tecnologia interativa com elementos tradicionais, permitindo ao visitante mergulhar na história e nas vivências ligadas à tanoaria.

Entre os objetivos do projeto estão a valorização do património imaterial do concelho de Carrazeda de Ansiães e da região duriense, a preservação de um ofício em risco de desaparecimento, e a candidatura da tanoaria ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial. O projeto prevê ainda a qualificação dos serviços municipais de preservação patrimonial, a dinamização turística da localidade e o reforço da atratividade do concelho, com impacto positivo nos setores da restauração e alojamento.

Com a criação deste novo núcleo, o Museu da Memória Rural reforça a sua missão enquanto museu de identidade territorial, continuando a agregar e a valorizar os saberes das comunidades do concelho de Carrazeda de Ansiães.

Tanoeiro ©Museu da Memória Rural, Carrazeda de Ansiães

Novidades de novembro. na Loja do Museu do Douro.

http://loja.museudodouro.pt/

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RESTAURANTE

PRISMA DO VISITANTE

Título: Museu do Douro

Subtítulo: Bloco de Notas do MD

Nome do Editor: FUNDAÇÃO MUSEU DO DOURO

Periodicidade: mensal

URL: https://issuu.com/museudodouromd ISSN 2795-5877

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geral: (+351) 254 310 190 | loja: (+351) 254 310 193 geral@museudodouro.pt www.museudodouro.pt

Rua Marquês de Pombal 5050-282 Peso da Régua Ficha técnica:

Aberto todos os dias, das 10:00 às 17:30

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