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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares Organizadores

Alba Lucia Ferreira de Almeida Lins Maria Luiza Videira Marceliano Amilcar Carvalho Mendes Inocêncio de Sousa Gorayeb


GOVERNO DO BRASIL PRESIDENTE DA REPÚBLICA Dilma Vana Rousseff MINISTRO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO Clelio Campolina Diniz

MUSEU P ARAENSE EMÍLIO GOELDI PARAENSE DIRETOR Nilson Gabas Júnior COORDENADORA DE PESQUISA E PÓS-GRADUAÇÃO Marlúcia Bonifácio Martins COORDENADORA DE COMUNICAÇÃO E EXTENSÃO Maria Emília da Cruz Sales NÚCLEO EDITORIAL DE LIVROS EDITORA EXECUTIVA Iraneide Silva EDITORAS ASSISTENTES Angela Botelho Tereza Lobão EDITORA DE ARTE Andréa Pinheiro APOIO

INSTITUIÇÃO FILIADA


Museu Paraense Emílio Goeldi

Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares Organizadores

Alba Lucia Ferreira de Almeida Lins Maria Luiza Videira Marceliano Amilcar Carvalho Mendes Inocêncio de Sousa Gorayeb

Belém 2014


Produção editorial Iraneide Silva Angela Botelho Projeto gráfico, capa e editoração eletrônica Andréa Pinheiro Foto da capa Hely Pamplona

Ficha catalográfica Coordenação de Informação e Documentação (CID/MPEG) Impressão e acabamento Smith Gráfica e Editora Belém-Pará

Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares / Alba Lúcia Ferreira de Almeida Lins, Maria Luiza Videira Marceliano, Amilcar Carvalho Mendes, Inocêncio de Sousa Gorayeb, organizadores. Belém: Museu Paraense Emílio Goeldi, 2014. 354 p.: il. color. ISBN: 978-85-61377-74-8 1. Zona Costeira (Amazônia, Brasil) - Terminologia. I. Lins, Alba Lúcia Ferreira de Almeida, II. Marceliano, Maria Luiza Videira. III. Mendes, Amilcar Carvalho. IV. Gorayeb, Inocêncio de Sousa. CDD 551.45709811

© Direito de cópia/copyright por/by Museu Goeldi, 2014.


Um bando de guarás retornando ao ninhal. Uma canoa singrando o mar, veloz, voltando da pesca de espinhel. Uma mulher no jirau tratando a fieira de caranguejos. A bruma úmida tecendo as luzes do amanhecer das pescarias. Um jovem carregado de peixes descendo na beira-mar. Cenas marcantes da zona costeira amazônica. Um aprendizado constante. Beleza exuberante das paisagens e da dinâmica da vida. Pureza, harmonia, sensibilidade, respeito, amizade, resistência e felicidade. Estou falando das comunidades tradicionais do litoral norte. Inocêncio Gorayeb

Foto: Dirk Schories


Foto: Hely Pamplona


Fui remar vento e saudade Vou embora à beira-mar ... Caminho d’água e canoa Meu amor vou mergulhar ... E eu desço o rio correnteza Só “pra mode” navegar ... Ronaldo Silva Trecho da canção “Maída” CD Música do Litoral Norte, Arraial do Pavulagem, 2004


Foto: Hely Pamplona


Apresentação A zona costeira, situada na interface oceano-continente, possui ambientes de transição ecológica que desempenham importantes funções de ligação e de trocas genéticas entre os ecossistemas terrestres e marinhos, fato que a classifica como ambiente complexo, diversificado e de extrema relevância para a vida no mar (MMA, 2002). O estudo das áreas costeiras é uma das linhas de atuação do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), instituição científica vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que tem como missão realizar pesquisas, promover a inovação científica, formar recursos humanos, conservar acervos e comunicar conhecimentos nas áreas das ciências naturais e humanas, relacionadas à Amazônia. Nesse contexto, em 1997 foi criado o Programa de Estudos Costeiros (PEC-MPEG), cuja missão é gerar, integrar e comunicar conhecimentos sobre sistemas naturais e a diversidade sociocultural da Amazônia Costeira e Marinha. Parte-se da premissa que o litoral amazônico é um espaço de desenvolvimento, cuja articulação local e regional deve ser objeto de uma política científica tecnológica específica, com promoção de parcerias em torno das diferentes sustentabilidades (ambiental, ecológica, social, cultural e econômica). Durante os projetos de pesquisa e ações interdisciplinares executados ou liderados pelo PEC-MPEG, os pesquisadores das equipes temáticas sentiram a necessidade de criar uma “linguagem comum” que facilitasse o intercâmbio. Outrossim, constatou-se, na mesma ocasião, a carência de obras que reunissem, mediante uma visão ecossistêmica, conceitos referenciais nas diversas áreas temáticas, e que diminuíssem as fronteiras linguísticas e semânticas entre termos técnicos e populares nos diferentes campos do conhecimento. Estas foram, então, as principais razões que justificaram a organização desta coletânea de termos interdisciplinares referenciais aplicados ao litoral amazônico. Para ter confiabilidade e sustentabilidade, os organizadores tiveram o cuidado de selecionar os termos que, muito embora sejam de emprego específico em várias áreas do conhecimento, apresentam interfaces com as características socioambientais da zona costeira amazônica. Através da integração sólida e didática dos conceitos relativos aos componentes bióticos, abióticos e socioculturais, mediante linguagem técnica e coloquial, objetiva-se que o alcance desta coletânea seja o mais vasto possível. Para tanto, na medida do possível, os termos técnicos foram correlacionados com sua terminologia popular e, mais do que isso, foram apresentados conceitos interativos, buscando as diferentes interfaces do conhecimento. Não há pretensão de que esta obra seja um dicionário técnico ou uma obra acabada, contendo todos os termos aplicados à zona costeira amazônica, tanto que uma das estratégias pretendidas é assegurar a atualização da publicação, enriquecendo-a com termos relativos a outras áreas temáticas, bem como novos termos relevantes que não constam nesta edição.


Pretendemos que esta coletânea seja um contributo muito importante para a difusão do conhecimento científico, sobretudo para o público fora do circuito acadêmico, despertando e aumentando o interesse pela ciência. Esperamos que este esforço de integração seja útil desde agora, a um público amplo e heterogêneo, em diferentes níveis de pesquisa, ensino e extensão, de forma a atingirmos um dos principais objetivos do programa que é o de organizar, estimular e compartilhar uma linguagem plenamente acessível aos demais atores do desenvolvimento.

Maria Thereza Prost Presidente do Conselho Científico Programa de Estudos Costeiros (PEC/MPEG)


Agradecimentos Este livro contou com valiosas contribuições recebidas de instituições, pesquisadores e comunidades tradicionais do litoral norte, aos quais expressamos nossos agradecimentos. Ao Governo do Estado do Pará, por meio da Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa (FAPESPA), pelo aporte financeiro para a edição desta coletânea. Ao Museu Paraense Emílio Goeldi, nas pessoas do Diretor Geral, Dr. Nilson Gabas Júnior, e do então Coordenador de Pesquisa e Pós-Graduação, Dr. Ulisses Galatti, pelo apoio contínuo no desenvolvimento do trabalho, durante a sua gestão naquela Coordenação. Aos autores e colaboradores, que produziram o conteúdo com base nos termos relacionados às suas respectivas linhas de pesquisa. À equipe do Núcleo Editorial de Livros do Museu Goeldi (NED/Livros), composta por Iraneide Silva, Andréa Pinheiro, Ângela Botelho e Tereza Lobão. Aos pesquisadores convidados pelo NED/Livros, que atuaram como avaliadores e revisores desta obra. Aos pescadores e aos demais atores sociais das comunidades tradicionais do litoral norte, pela acolhida hospitaleira em suas residências durante as várias etapas de trabalhos de campo por onde passamos e buscamos a essência de nossas pesquisas. Esse convívio amigo nos levou a conhecer um pouco mais das suas relações cotidianas com a natureza, auxiliando na composição deste livro. De maneira especial, ao Sr. Josué Monteiro, pescador da ilha de Algodoal-Maiandeua, Maracanã, Pará, pela revisão e inserção de terminologias populares a vários verbetes incluídos nesta coletânea.


Foto: Hely Pamplona


Prefácio Esta publicação foi desenvolvida pelo Programa de Estudos Costeiros (PEC) do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG), que prioriza estudos científicos no litoral amazônico, abrangendo principalmente aspectos da biodiversidade, do meio físico-químico, da paisagem, da sociedade, da gestão e das políticas públicas. O PEC, portanto, está intimamente inserido na missão mais ampla do MPEG, na produção e difusão de conhecimentos científicos na Amazônia, na formação e manutenção de acervos científicos sobre sistemas naturais e socioculturais e na capacitação de recursos humanos. Este trabalho consiste na coletânea de termos e taxa relativos à zona costeira amazônica, tendo como objetivo compilar e explicar termos utilizados pelas comunidades litorâneas relativos a termos e comentários científicos. Objetiva, também, integrar os conceitos referentes aos componentes bióticos, abióticos e socioculturais através de uma linguagem técnica e popular. A produção desta coletânea foi um primeiro esforço de pesquisadores de diversas especialidades, que em suas atividades de campo conviveram com as comunidades costeiras e relacionaram os termos mais utilizados por estas comunidades tradicionais, na intenção de refletir sobre as relações do homem com a natureza. Obviamente, tem-se a consciência de que a compilação não esgota o assunto, e que serão necessárias futuras inserções para ilustrar a riqueza dessas relações. O livro está dividido em duas seções, com o objetivo de facilitar a consulta e destacar as interações entre os termos populares e técnico-científicos, nomes científicos das espécies e de grupos de seres vivos. Os termos técnicos que não possuem terminologia popular foram destacados. Os termos tratados são evidenciados com asteriscos em todas as suas inserções no texto. O trabalho está direcionado para um público heterogêneo, em diferentes níveis de formação, pesquisa, ensino, extensão e à sociedade em geral. Pretende contribuir para preencher a carência de artigos quanto a conceitos referenciais nas diferentes áreas do conhecimento, apresentando informações com visão ecossistêmica e promovendo a difusão do conhecimento popular relacionado ao científico. Inocêncio de Sousa Gorayeb Membro do Conselho Científico Programa de Estudos Costeiros


Foto: Hely Pamplona


Autores ALBA LÚCIA FERREIRA DE ALMEIDA LINS (lins@museu-goeldi.br) - Coordenação de Botânica, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ALEXANDRA FERNANDES COSTA (alexandrafernandescosta@gmail.com) - Programa de Pós-Graduação de Zoologia, Universidade Federal do Pará, Rua Augusto Correa, 1 CEP: 66075-110, Guamá, Belém (PA). AMILCAR CARVALHO MENDES (amendes@museu-goeldi.br) - Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, Museu Paraense Emílio Goeldi. Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ANA CÉLIA SFAIR ALVARES BARBOSA (sfair@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Ornitologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ANA YOSHI HARADA (ahara@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Entomologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ANDREZA DE LOURDES DE SOUZA GOMES (algomes@museu-goeldi.br) - Programa de Pós-Graduação em Zoologia, Universidade Federal do Pará, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). BRUNA MARIA LIMA MARTINS (bruna_oceano@yahoo.com.br) – Coordenação de Zoologia/Mastozoologia, Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). CARLOS AUGUSTO RAMOS CARDOSO (augustopesca@yahoo.com.br) - Programa de Pós-Graduação em Ecologia Aquática e Pesca, Universidade Federal do Pará, Rua Augusto Correa, 1 CEP: 66075-110, Guamá, Belém (PA). CLÉVERSON RANNIÉRI MEIRA DOS SANTOS (crsantos@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Entomologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ELISÂNGELA REGINA DE OLIVEIRA (elisre.oliveira@ymail.com) - Coordenação de Ciências Humanas, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). GLEYCE MARINA MORAES DOS SANTOS (gleyce_marinaagro@hotmail.com) - Programa de Iniciação Científica 2012, Universidade Federal Rural da Amazônia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). GILBERTO FERREIRA DE SOUZA AGUIAR (gfsaguiar@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA).


HELEN MARIA PONTES SOTÃO (helen@museu-goeldi.br) - Coordenação de Botânica, Museu Paraense Emílio Goeld, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). HORÁCIO HIGUCHI (hhiguchi@museu-goeldi.br) - Coordenação de Museologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Magalhães Barata, 376, São Braz, CEP: 66040-170, Belém (PA). IDEMÊ GOMES DO AMARAL (ideme@museu-goeldi.br) - Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). INOCÊNCIO DE SOUSA GORAYEB (gorayeb@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Entomologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). JOÃO UBIRATAN MOREIRA DOS SANTOS (bira@museu-goeldi.br) - Universidade Federal Rural da Amazônia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). JOSÉ FRANCISCO BERRÊDO (berredo@museu-goeldi.br) - Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). JÙLIO DOS SANTOS DE SOUSA (jssousa@museu-goeldi.br) - Coordenação de Botânica, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). LOURDES DE FÁTIMA GONÇALVES FURTADO (lgfurtado@museu-goeldi.br) - Coordenação de Ciências Humanas, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). LUIZ CARLOS BATISTA LOBATO (lcbatista@museu-goeldi.br) - Coordenação de Botânica, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). MARIA DE NAZARÉ DO CARMO BASTOS (nazir@museu-goeldi.br) - Coordenação de Botânica. Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). MARIA IVANEIDE DA SILVA ASSUNÇÃO (assuncao@museu-goeldi.br) - Coordenação de Museologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Magalhães Barata, 376, São Braz, CEP: 66040-170, Belém (PA). MARIA IVETE HERCULANO DO NASCIMENTO (ivetenascimento2003@yahoo.com.br) - Coordenação de Ciências Humanas, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901, Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). MARIA LUÍZA VIDEIRA MARCELIANO (mlvideira@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Ornitologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). MARIDALVA MENDES RIBEIRO (maridalvamendes@yahool.com.br) - Programa de Capacitação Institucional, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA).


MAURA ELISABETH MORAES SOUSA (maura.manatee@gmail.com) - Coordenação de Zoologia/Mastozoologia, Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). MAURA IMAZIO DA SILVEIRA (maura.imazio@gmail.com) - Coordenação de Ciências Humanas, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). RAPHAEL DE VASCONCELOS NUNES (rphvn@hotmail.com) - Programa de Iniciação Científica 2012, Universidade Federal do Pará, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). RENATA EMIN-LIMA (sotalis@gmail.com) - Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia, Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). ROSECÉLIA MOREIRA DA SILVA (celitamoreira@hotmail.com) - Coordenação de Ciências da Terra e Ecologia, Programa de Capacitação Institucional, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). SEBASTIÃO MACIEL DO ROSÁRIO (maciel@yahoo.com.br) - Coordenação de Botânica, Programa de Capacitação Institucional, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). SUELY APARECIDA MARQUES AGUIAR (samaguiar@museu-goeldi.br) - Coordenação de Zoologia/Mastozoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). TAYANA MARIA CABRAL FERREIRA - Programa de Pós-Graduação em Zoologia. Universidade Federal do Pará, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). THIAGO TEIXEIRA DE OLIVEIRA (thiagoufra88@yahoo.com.br) - Coordenação de Botânica, Programa Institucional de Iniciação Científica 2012, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA). VICTOR FONSÊCA DA SILVA (vitorfsilva@vmail.com) - Programa de Pós-Graduação em Zoologia, Universidade Federal do Pará, Museu Paraense Emílio Goeldi, Av. Perimetral, 1901,Terra Firme, CEP: 66077-530, Belém (PA).


Foto: Amilcar Mendes


Sumário

Apresentação Agradecimentos Prefácio Autores Museu Paraense Emílio Goeldi: 46 anos de pesquisas sobre os ecossistemas costeiros amazônicos ..................................................... 21 Termos técnicos e populares relativos à zona costeira amazônica ........................................................................................................................ 23 Espécies, gêneros e famílias de seres vivos relativos a termos populares da zona costeira amazônica .............................................. 201 Referências ................................................................................................................................................................................................................................. 283 Índice remissivo da terminologia popular .................................................................................................................................................................... 341


Ilha Canela

Augusto Corrêa Bragança

Viseu


Museu Paraense Emílio Goeldi: 47 anos de pesquisas sobre os ecossistemas costeiros amazônicos O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) realiza pesquisas, promove a inovação científica, forma recursos humanos e comunica conhecimentos nas áreas das ciências naturais e humanas, relacionadas à Amazônia. A compreensão da estruturação do espaço geográfico da costa amazônica, o funcionamento dos ecossistemas ali existentes e seus diferentes componentes (bióticos, abióticos e socioeconômicos) e as inter-relações também constituem-se em objetivos das pesquisas realizadas pelo MPEG, através do Projeto Recursos Naturais e Antropologia das Sociedades Marítimas, Ribeirinhas e Estuarinas da Amazônia: Relações do Homem com o seu Meio Ambiente (RENAS) e do Programa de Estudos Costeiros (PEC). Os estudos costeiros no MPEG iniciaram-se na década de 1960, através do Projeto RENAS, que objetivava identificar, descrever, analisar e difundir as relações e processos pertinentes às sociedades haliêuticas e sua dinâmica na Amazônia, sobretudo com foco na realidade do setor pesqueiro. Atualmente, enfoca como temáticas a organização social, o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável para as comunidades pesqueiras da Amazônia. Dado o caráter multi e interdisciplinar das questões ambientais relativas à zona costeira amazônica, houve a necessidade de um novo direcionamento das pesquisas realizadas pelo MPEG, de maneira que fossem reunidas diferentes competências em um programa interdisciplinar de pesquisa, de cunho institucional, no qual o Projeto RENAS se insere. Assim, em 1997 foi criado o Programa de Estudos Costeiros (PEC), com enfoque específico para os ecossistemas costeiros amazônicos, com o objetivo de gerar subsídios para a gestão territorial, utilização dos recursos naturais e a formulação de políticas públicas. O Programa encontra-se estruturado em seis componentes temáticos que desenvolvem suas atividades de forma integrada: A) Dinâmica do Meio Físico Costeiro (estuda a geodinâmica dos ambientes costeiros); B) Inventário, Dinâmica Biológica e História Evolutiva (conhecimento da estrutura e dinâmica dos ecossistemas costeiros, visando à conservação da biodiversidade e o estabelecimento de indicadores de sustentabilidade para as populações); C) Dinâmica Sociocultural e Ambiental (estuda os impactos ambientais, usos sociais, riscos e conflitos provocados por processos de ocupação humana); D) Gestão Ambiental e Políticas Públicas (estuda o processo de ocupação e uso do solo, a importância das áreas protegidas, as ameaças à biodiversidade e aos recursos naturais e as políticas públicas existentes para a região costeira); E) Formação e Capacitação de Recursos Humanos (qualificação em vários níveis, tendo com premissa as demandas dos grupos de pesquisa e das comunidades locais); F) Comunicação e Extensão (apresenta para a sociedade os resultados das pesquisas, objetivando dar visibilidade pública para a importância socioambiental da zona costeira amazônica).


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A zona costeira amazônica corresponde a um espaço de desenvolvimento cuja articulação, tanto local quanto regional, deve ser objeto de uma política científica e tecnológica específica, com promoção de parcerias em torno das diferentes sustentabilidades (ambiental, social, cultural e econômica). Nesse contexto geopolítico e socioambiental, o MPEG, através do PEC, tem contribuído não somente na produção de conhecimento a cerca da estrutura e funcionamento dos ecossistemas, mas também com a formação de recursos humanos qualificados para atuação na minimização e resolução de questões socioambientais da zona costeira amazônica Amilcar Carvalho Mendes Pesquisador Programa de Estudos Costeiros


Foto: Hely Pamplona

Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Termos técnicos e populares relativos à zona costeira amazônica

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Foto: Hely Pamplona


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

TÉCNICO

O INTERATIV TIVO INTERA TIV

Abiótico – Lugar ou processo sem a presença e/ ou atuação de seres vivos (GOODLAND, 1975). Segundo Brasil (2004), é o termo aplicado geralmente às características físicas e químicas dos ecossistemas*, como umidade, nutrientes, solo, radiação solar etc.

Componente não vivo do ambiente, ou seja, inclui Sem terminologia popular. somente as condições físicas e químicas do meio. Em suma, corresponde ao local ou processo que se caracteriza pela ausência de seres vivos no sistema. São os fatores químicos e físicos não vivos do ambiente. Graças a eles (água em estado líquido, temperatura ideal, atmosfera* com oxigênio, dentre outros fatores), surgiram os componentes bióticos* do ambiente.

Ablação eólica – Processo geológico de desbaste pelo vento em terrenos com sedimentos soltos (ex. dunas e praias), com uma taxa de remoção maior do que a de deposição, afetando preferencialmente as partículas menores e menos densas (WINGE et al., 2001).

Erosão* pelo vento, que consiste na retirada de Sem terminologia popular. material superficial mais fino (areia*, silte). Em dunas* e praias que, em geral, são submetidas a tempestades ou ventos fortes, certos trechos com grãos cimentados, com vegetação rasteira protetora ou protegidos por obstáculos, podem resistir melhor à ablação eólica.

Abrasão – Processo mecânico de desgaste das superfícies terrestres causado pelo material sólido transportado pelas correntes marinhas (abrasão marinha*), rios (abrasão fluvial), geleiras (abrasão glacial) e ventos (abrasão eólica).(MINEROPAR, 2003). Segundo Suguio (1998), corresponde ao efeito de desgaste de uma superfície rochosa ou de um elemento clástico (detrítico) por ação de atrito, cujos agentes podem ser: vento (abrasão eólica), gelo (abrasão glacial), ondas e correntes (abrasão marinha).

Processo mecânico de desbaste e/ou desgaste Corrosão; do relevo e de outros materiais sólidos naturais, Desgaste; causado por fricção; ou os efeitos resultantes Desbaste. desse fenômeno ocasionado por agentes marinhos (ondas, correntes de maré* e oceânicas), fluviais (correntes fluviais), glaciais (geleiras) e eólicos (ventos). No caso da abrasão marinha*, por exemplo, a violência dos choques das ondas contra falésias* faz com que a água, ao penetrar nas fendas, atue como cunha, removendo blocos de rocha.

Abrasão marinha – Desgaste de uma superfície rochosa pelo vaivém de fragmentos minerais e líticos (rochosos), mais frequentemente de granulação de areia* sob a influência de ondas (SUGUIO, 1992).

Erosão* provocada pelo mar, sendo notada Sem terminologia popular. especialmente em bordas de falésia* e escarpas de praia, cuja base é solapada por ação gravitacional, originando no sopé um amontoado de blocos rochosos, formando, assim, a plataforma de abrasão. A abrasão

TERMINOLOGIA POPULAR

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TÉCNICO

INTERA TIV O TIVO INTERATIV

TERMINOLOGIA POPULAR

marinha é condicionada por vários fatores, entre eles o tipo de rochas (mais ou menos resistente), o grau de meteorização e qestrutura geológica. Abundância – Medida baseada no número de indivíduos de uma espécie, tipos de organismos ou unidades orgânicas (ACIESP, 1980). Este termo é geralmente usado para designar uma estimativa grosseira de densidade*, quando se deseja informação superficial e mais rápida sobre determinada situação de uma planta ou animal (por exemplo, na seguinte classificação: 1) muito raro; 2) raro; 3) ocasional; 4) abundante; 5) muito abundante (GRISI, 2007).

Quantidade de indivíduos de uma espécie presente Quantidade; na natureza, unidades orgânicas e inorgânicas, Ruma. expressas em percentagens. É um atributo importante em uma comunidade (vegetal ou animal), uma vez que pode estar relacionada a diferenças ecofisiológicas ligadas ao tamanho ou atividade metabólica dos organismos, podendo ser utilizado como indicador das espécies com maior sucesso ecológico.

Acamamento – Estrutura sedimentar em forma de camadas*, com espessura e extensão variáveis e características químicas, biológicas e físicas próprias. Estas últimas, no que tange a sua granulometria, grau de esfericidade, arredondamento*, tipo de cimento, seleção e coloração, refletem as condições do ambiente em que se formaram as rochas sedimentares (CPRM, 2008). Segundo Suguio (1998), é a propriedade presente na maioria das rochas sedimentares caracterizadas por planos mais ou menos definidos de separação interna, determinados, em geral, por diferenças de mineralogia, forma ou tamanho das partículas componentes.

Estrutura sedimentar originada por acumulação Camada. progressiva de material (ex. partículas clásticas, precipitados químicos etc.) cujas características físicas, químicas e, se presente, o conteúdo biológico fossilizado indicam as características geoambientais e interações físico-químicas e biológicas no ambiente de formação.

Acasalamento – Ato de reunir um casal para a vida em comum, procriação e defesa da prole. Frequentemente, a preferência reprodutora está baseada nas características do eventual par como cor, tamanho ou comportamento (ACIESP, 1997).

Convivência de macho e fêmea da mesma espécie para a reprodução. Em algumas espécies os pares são formados somente durante o período de reprodução; outras formam pares que permanecem por longos períodos, além do reprodutivo; e algumas formam pares para a vida

Formação de pares; Viver junto; Transar; Cobrir; Trepar.


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

TÉCNICO

INTERA TIV O INTERATIV TIVO

TERMINOLOGIA POPULAR

inteira. A atração do sexo oposto para a cópula* envolve uma variedade de comportamentos essenciais para o sucesso reprodutivo, envolvendo corte, vocalizações, briga, dança, eliminação de substâncias químicas etc. Acidente – Evento ou sequência de eventos que conduz a consequências indesejadas como mortes e danos materiais (DENNIS; NOLAN, 1994). Segundo Alves (2011), eventos naturais como raios, trovões e outros, podem causar acidentes ambientais. Entretanto, a maioria deles é causada pelo homem e classificada como acidentes tecnológicos. Os acidentes ambientais de “causa tecnológica” podem ter origem no derramamento de produtos químicos nocivos durante o transporte de cargas perigosas, por exemplo, vazamentos em indústrias, incêndios, explosões, descarrilamentos, derramamento de óleo em alto mar etc.

Acontecimentos indesejáveis de origem natural Acidente. ou antrópica, que ocorrem de modo não intencional e podem causar danos físicos, morte e impactos ambientais. Milhares podem ser as causas de um acidente, mas todas podem ser agrupadas em duas categorias: a) condição insegura; b) ato inseguro. A prevenção de um acidente ambiental inclui a avaliação do risco ambiental. Também faz parte do controle de um acidente ambiental o monitoramento de recuperação da área atingida.

Acidez – Presença de ácido, ou seja, de um composto hidrogenado que em estado líquido ou dissolvido se comporta como um eletrólito. A concentração de íons H+ é expressa pelo valor do pH (APRH, 2007). Segundo Suguio (1998), exprime a intensidade da reação ácida de uma solução, sendo normalmente representada por pH ou concentração de íons de hidrogênio.

Estado daquilo que é azedo, possui sabor ácido Azedume. ou amargo. Esse fato se explica pela presença do cátion H+, que diante das células da língua produz mais saliva.

Acidez de solo – Grau de acidez* medido adicionando-se água ao solo, que é resultante da liberação de íons de hidrogênio adsorvidos fracamente aos coloides do solo ou da dissolução de substâncias ácidas solúveis em água (SUGUIO, 1992). Segundo Lopes et al. (1992) há duas

A acidificação se inicia ou se acentua devido à Sem terminologia popular. remoção de bases da superfície dos coloides do solo. Os solos podem ter sua acidez* aumentada por cultivos e adubações. A maioria dos solos do Brasil é ácida. A acidez dos solos, promovendo o aparecimento de toxidez de

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

TÉCNICO

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TERMINOLOGIA POPULAR

maneiras principais que provocam a acidificação do solo: a) naturalmente pela dissociação do gás carbônico: CO2 + H2O / H+ + HCO3-, onde o H+ transfere-se então para a fase sólida do solo e libera um cátion trocável, que será lixiviado com o bicarbonato; b) acidificação ocasionada por alguns fertilizantes (sobretudo os amoniacais e a uréia) que durante a sua transformação no solo (pelos micro-organismos) resulta H+. Além desses motivos citados, Vitti e Luz (1997), defendem que a atividade biológica dos micro-organismos leva à produção de ácidos no solo.

alumínio e manganês e afetando negativamente a disponibilidade de nutrientes para as plantas, prejudica seriamente os rendimentos da maioria das culturas. Em solos ácidos e com baixos teores de fósforo (P) e de potássio (K), a aplicação e incorporação de calcário e de fertilizantes na camada* de 0 a 20cm de profundidade são fundamentais para viabilizar o sistema de plantio direto nos primeiros anos.

Acidez livre – Acidez* produzida por adição de água a um solo, que é mais acentuada em solos com mais matéria orgânica, pois pela sua decomposição* há formação de vários ácidos orgânicos (SUGUIO, 1998).

Acidez* devida aos ácidos minerais existentes na Sem terminologia popular. água ou outra solução ou líquido. Na determinação da acidez livre, como indicador, utiliza se solução de alaranjado de metila.

Ácido – Segundo a definição do químico sueco Svant August Arrhenius, ácido é um composto químico que, em solução em água, libera íons hidrogênio (H+). Segundo a teoria de Lewis, um ácido é aquela espécie química que, em qualquer meio, pode aceitar um par de elétrons. (LAVORENTI, 2003). Segundo Lana (2005), são matérias-primas indispensáveis em um vasto universo de aplicações industriais, a tal ponto que a produção de ácido sulfúrico de um país chega a ser considerada um dos indicadores do seu nível de atividade econômica.

Substâncias que têm sabor azedo (Ex: o vinagre Azedo; deve o seu sabor ao ácido acético, e o limão ao Amargo. ácido cítrico). Quando adicionados ao mármore e a outros carbonatos, produzem efervescência, com liberação de gás carbônico. São componentes usuais de refrigerantes, alimentos, remédios, produtos de higiene ou cosméticos. São, ainda, matérias-primas indispensáveis em um vasto universo de aplicações industriais.

Ácido fúlvico – Mistura de substâncias orgânicas que permanecem em solução após acidificação de um extrato do solo, usando um álcali diluído (IBGE, 2004). Segundo Silva Filho e Silva (2002),

Ácidos* que possuem estrutura simples. Formam- Sem terminologia popular. se em todos os solos onde as condições para a vida de micro-organismos são precárias. São muito móveis e facilmente lixiviados do solo.


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esses ácidos são quimicamente constituídos, Possuem propriedades redutoras e formam sobretudo por polissacarídeos, aminoácidos, complexos estáveis com Fe, Cu, Ca e Mg. compostos fenólicos etc.; apresentam alto conteúdo de grupos carboxílicos e seu peso molecular é relativamente baixo. Combina-se com óxidos de Fe, Al, argilas* e outros compostos orgânicos. Ácido húmico – Solução ácida resultante da extração de componentes orgânicos do solo ou do subsolo por soluções aquosas percolantes (IBGE, 2004). Segundo Silva Filho e Silva (2002), quimicamente são muito complexos, formados por polímeros, compostos aromáticos e alifáticos, com elevado peso molecular e grande capacidade de troca catiônica. Combina-se com elementos metálicos formando humatos, que podem precipitar (humatos de cálcio, magnésio etc.) ou permanecer em dispersão* coloidal (humatos de sódio, potássio, amônio etc.).

Ácido* proveniente da transformação biológica Sem terminologia popular. de células mortas (decomposição* de matéria orgânica) existente na camada* superficial do solo (húmus).

Aclimação – Mudança reversível na morfologia ou fisiologia de um organismo, em resposta a uma mudança ambiental (RICKLEFS, 1996). Segundo Ormond (2004), é a faculdade que tem um ser vivo de, à custa de algumas modificações, viver e reproduzir-se em novo meio, diferente do habitual.

Adaptação* de forma e fisiologia de organismos Adaptação*; (animais e plantas) a condições ambientais Aclimatação. diferentes das habituais. Geralmente a capacidade dos seres vivos de se adaptarem a mudanças no clima* durante um curto período de tempo na vida de um determinado animal ou planta, o que pode cobrir várias gerações e incluir mudanças nos genes.

Acreção marinha – Fenômeno de sedimentação costeira de partículas clásticas (detríticas) carregadas por ondas* e/ou correntes litorâneas, ocasionando o avanço do continente mar adentro. Pode ocorrer tanto de maneira natural quanto artificialmente; esta última por ação antrópica*

Processo físico de crescimento contínuo e Sem terminologia popular. gradual da orla costeira por deposição de material detrítico transportado pela ação de ondas*, correntes de maré* e correntes litorâneas.

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(construções de estruturas rígidas como quebramares, enrocamentos, molhes etc.), perpendiculares à linha de costa* (SUGUIO, 1992). Acrodêndrico – Organismo que vive em ou sobre Animais que habitam a copa de árvores. Também Sem terminologia popular. as copas de árvores (ACIESP, 1997). conhecidos como arborícolas ou dendrícola. Acumulação – Processo de deposição de Ação ou efeito de acumular. Quantidade excessiva Montueira. produtos oriundos de erosão ou abrasão, de sais, de alguma coisa. Formação ou acúmulo de grande de sedimentos etc., em massas de água naturais quantidade de sedimentos (sedimentação). ou artificiais (ANA, 2002). Acumulação biológica – Concentração progressiva de uma substância persistente por organismo, ao longo de uma cadeia alimentar, de forma a apresentar níveis mais elevados nos tecidos de níveis tróficos mais altos (ACIESP, 1997). Segundo Lima (2009), o bioacúmulo de uma substância ocorre no organismo quando a absorção de tal substância é mais rápida do que sua excreção/eliminação.

Concentração de elementos (ex. metais pesados) Contaminação. em plantas ou tecidos humanos, em teores acima do nível máximo estabelecido por lei. Há acúmulo progressivamente maior de um produto tóxico de um nível trófico para outro ao longo da cadeia alimentar. Desse modo, os consumidores apresentam maior concentração dos produtos tóxicos que os produtores.

Aeróbios/aeróbicos – Organismos para os quais o oxigênio livre do ar é imprescindível à vida (DA JOZ, 1973). O organismo humano, por exemplo, retira oxigênio do ar ambiente e elimina gás carbônico (CO2) para manter as suas funções vitais, sendo, por isso, denominado organismo aeróbio (AZEVEDO, 2000).

Organismos que não podem viver em ausência Sem terminologia popular. do oxigênio, ou seja, que utilizam o oxigênio molecular para obter energia durante o seu processo respiratório. O organismo humano, por exemplo, retira oxigênio do ar ambiente e elimina gás carbônico (CO 2 ) para manter as suas funções vitais, sendo por isso denominado organismo aeróbio.

Afossilífer o – Terreno ou depósito que não Local que não possui qualquer vestígio de Sem terminologia popular. Afossilífero possui fósseis (GUERRA; GUERRA, 2006). material vegetal ou animal fossilizado. Agentes exógenos – Elementos/fatores que Agentes externos que esculpem o relevo terrestre Sem terminologia popular. atuam externamente modelando o relevo terrestre através do intemperismo químico (alteração da (ex: chuva, rios, ventos...). Em suma, realizam um constituição da rocha), físico (desintegração) ou


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trabalho escultural ou de modelagem da biológico (ação dos seres vivos). O homem paisagem terrestre e têm atuação contínua e também é um agente exógeno de transformação prolongada (GUERRA; GUERRA, 2006). do relevo; as modificações são provenientes das atividades e das relações humanas. Agradação – Relevo de acumulação, definido pela interação dos processos fluviais, estuarinos e marinhos, determinados pelos ciclos transgressivo-regressivos e que deram origem a terrenos planos (declividades < 2%), de natureza sedimentar quaternária. Para que haja agradação da margem, há necessidade de, no mínimo, dois fatores: a) um membro-chave a ser depositado paralelamente (ou obliquamente) ao fluxo e próximo a uma margem; b) tornar-se estável neste local (BINDA; LIMA, 2008). Segundo Cassetti (2005), como formas de agradação, destacam-se os depósitos aluviais em planícies de inundação, concentração de colúvios pedogenizados ou pedimentos detríticos inumados.

Processo que leva a construção de uma superfície Sem terminologia popular. plana (baixa declividade) desenvolvida por processos deposicionais (acumulação de sedimentos) em áreas continentais (planícies aluviais e fluviais) ou litorâneas (planícies de maré, cordões de restinga e praias).

Agroecossistema – Sistema ecológico natural, transformado em espaço agrário, utilizado para produção agrícola ou pecuária segundo diferentes tipos e níveis de manejo. Em muitos casos funciona como sistema monoespecífico (monoculturas), provocando problemas ambientais (IBGE, 2004). Segundo Conway (1987), os agroecossistemas possuem quatro propriedades (produtividade, estabilidade, sustentabilidade e equidade) que avaliam se os objetivos do sistema – aumentar o bem-estar econômico e os valores sociais dos produtores – estão sendo atingidos.

Unidade espacial que abrange ecossistemas* Sem terminologia popular. naturais e ambientes com intervenções antrópicas constantes, objetivando a geração de produtos agropecuários. Podem ser classificados em três categorias: a) cultivo de raízes (batata, mandioca etc.), que são os alimentos principais em muitos países de latitudes tropicais; b) cultivo de grãos (milho, trigo, arroz etc.), alimentos de maior produção em latitudes temperadas e em climas de monções; c) produção de carne (gado, aves etc.), comum em países com economia altamente desenvolvida e em muitos países frios.

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Ação antrópica – Qualquer atividade desenvolvida pelo homem que, independentemente de ser maléfica ou benéfica, cause modificações nos componentes físico, biótico* e socioeconômico do meio ambiente (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1998), pode ser entendida como atividade do homem como agente geológico de dinâmica externa (superficial) da Terra, modificando o relevo, a drenagem etc., e interferindo, desta maneira, nas dinâmicas de sedimentação e erosão*.

Quaisquer efeitos, processos, atividades ou Atividade humana; grupo de atividades desenvolvidas pelo homem Ação do homem. sobre o meio ambiente, independentemente de ser maléfica ou benéfica. Cabe ressaltar que a ação antrópica na natureza sempre aconteceu, desde os tempos antigos até os dias atuais.

Açude – Obra de terra para conter as águas de um rio em um determinado trecho ou para evitar as inundações decorrentes de ondas de cheias ou de maré (ANA, 2002). Segundo Molisani et al., (2007) a posição da cascata de açudes em uma bacia de drenagem* tem importante papel nas modificações do aporte fluvial.

Construção para represar águas de rio, para fins Açude. de abastecimento zonas residenciais, agrícolas, industriais ou regularização de um caudal. As modificações ocasionadas pelos açudes variam desde alterações perceptíveis como rios que se transformam em lagos, mudanças no transporte, passando por mudanças ambientais sutis e extremamente controversas, como as alterações nos ciclos biogeoquímicos e na estrutura física e ecológica de ecossistemas*.

Adaptação – Consiste em uma característica estrutural ou comportamental, que contribui para o ajuste de um organismo ao seu ambiente, geralmente favorecendo a sobrevivência da espécie por meio da seleção natural (HILDEBRAND; GOSLOW, 2006). São mudanças evolutivas (modificações genéticas) que permitem às populações viverem nas condições ambientais prevalecentes (ART, 1998).

É o resultado do processo de seleção natural ao Sem terminologia popular. longo de várias gerações, seguidas de mudanças em diferentes níveis de aptidão conferidos por variações aleatórias hereditárias em algum caractere.

Adsorção – Processo através do qual átomos, Enriquecimento da interface sólida em um ou Grude; moléculas e íons são retidos na superfície de mais componentes. Mais precisamente, a Grudagem. sólidos por intermédio de ligações físicas ou adsorção corresponde ao enriquecimento de um


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químicas (IBGE, 2004). Na adsorção física, as partículas do fluído apenas ficam retidas à superfície de sólido, devido a interações moleculares. Na adsorção química, estabelecemse ligações entre átomos ou moléculas da superfície do sólido e átomos ou moléculas do fluído. Na adsorção de troca iônica, o sólido cede íons ao fluído recebendo deste outros íons (INFOPEDIA, 2003).

dado fluido, ou o aumento da densidade desse fluido, na vizinhança da interface Processo utilizado em larga escala na separação e purificação de gases e líquidos, bem como no controle da poluição quer em fase líquida quer em fase gasosa.

Aerossol – Finíssimas partículas sólidas (poeira, gelo, pólen e alguns minúsculos animais) ou líquidas (nevoeiros, vapores, nuvens, etc.) de origem natural ou antrópica, que devido ao seu tamanho permanecem em suspensão no ar (IBGE, 2004). Segundo Marques (2008) são suspensões relativamente estáveis de partículas sólidas ou gotículas dispersas em um gás. Em qualquer dos casos, partículas e gotículas apresentam dimensões inferiores a 100 µm e superiores ao tamanho de moléculas individualizadas (> 0,001 µm). Sob a designação de aerossóis incluem-se as neblinas, fumos, poeiras, névoas, nevoeiros, ou sprays. Segundo Alves (2005) os aerossóis estão incluídos entre os principais vetores da poluição e da radioatividade atmosféricas, participam em diversos fenômenos naturais que abrangem a formação de nuvens e de precipitação, o balanço radiativo da atmosfera*, a visibilidade, as trocas entre o oceano e a troposfera e as eventuais modificações na camada de ozônio.

Concentração de pequenas partículas originadas pela vegetação viva, da pulverização da água, dos vulcões, das tempestades de areia* ou pó ou de incêndios florestais. Algumas atividades humanas, como o uso de combustíveis fósseis e alteração da superfície terrestre também geram aerossóis, em concentrações que podem afetar os raios de luz provocando reflexão, refração e difusão. O tamanho das partículas do aerossol desempenha um papel fundamental na química da atmosfera*, no transporte de poluentes e nos efeitos sobre a saúde humana.

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Nevoeiro; Fuligem; Poeira; Fumaça.

Aerossol marinho – Suspensão no ar de Gotículas de água do mar que, pela ação das Sal; partículas muito finas de água do mar, formadas ondas, se desprendem da superfície da água e Salitro; por efeito de quebra de ondas em zonas entram em suspensão na atmosfera*. Os sais Salitre.

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costeiras e carreadas continente adentro pelos ventos (SUGUIO, 1992). Segundo Monaham (1968), ventos marinhos comuns carregam de 1 a 20µg/m3 de sal marinho, mas em ventos com velocidades superiores a 9 m/s a concentração cresce rapidamente. Segundo Dionísio et al. (2005), o aerossol marinho é constituído por sódio, cloro magnésio, potássio, cálcio e sulfatos.

constituintes (sódio, cloro magnésio, potássio, cálcio e sulfatos) do aerossol marinho podem ser depositados diretamente nas superfícies ou podem ser solubilizados e transportados pela água da chuva, podendo igualmente entrar em contato com essas superfícies e, caso as condições termohigométricas sejam favoráveis, precipitarem no interior. Os efeitos do aerossol marinho se fazem sentir com maior intensidade nos materiais de construções erguidas a beira mar. Esse tipo de material particulado atmosférico pode neutralizar parte da acidez* da chuva por interação gás/ partícula ou partícula/partícula.

Afloramento – Exposição natural em superfície, de rochas acessíveis à observação humana, tais como: corte de estradas, túneis, galerias subterrâneas, poços etc. (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1992), corresponde à exposição do substrato rochoso ou de camadas* sedimentares que despontam acima do manto de intemperismo, solo ou outros tipos de coberturas superficiais.

Exposição de rochas na superfície, em Barranco; decorrência da denudação do relevo (escarpas Lajedo; rochosas e os com matacões ou boulders) ou de Paredão. intervenções antrópicas como cortes de estradas, túneis, poços etc. Na costa paraense são comuns os afloramentos de rochas carbonáticas ricas em fósseis (calcáreos da Formação Barreiras) em zonas intertidais (estirâncio*) de praias.

Afluente – Curso d’água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar outro, de maior largura, extensão e volume, no qual este desemboca (IBGE, 2004). Para Guerra (1987), este conceito também se aplica para o curso d’água que desemboca num lago* ou em uma lagoa.

Cursos de água menores, que deságuam em rios Braço de rio. principais ao longo do seu percurso. Um afluente não flui diretamente para um oceano, mar ou lago*.

Agente intermediário de pesca – Agente da pesca (pessoa física que compra a produção do pescador na localidade da pesca ou no desembarque pesqueiro visando a revendê-la ao consumidor (CORRÊA et al., 2012). Segundo Santos (2005), esses agentes intermediários, em nível de atacado,

Comerciantes que assumem um papel destacado Marreteiro; na cadeia comercial da pesca, seja financiando o Patrão; esforço de pesca, custeando o combustível, Intermediário. alimentação (rancho) e o gelo; ou adquirindo parte ou o total da produção do pescado diretamente dos pescadores, para posterior-


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assumem formas variadas na cadeia de mente, comercializá-los nas vilas, sedes comercialização, podendo exercer a função de municipais ou, até mesmo, em outros municípios patrão-aviador, intermediário e marreteiro. adjacentes. Agregação (Pedologia) – União de partículas primárias do solo (areia*, silte e argila*) para formar partículas secundárias ou agregadas, através de forças naturais e substâncias derivadas da atividade microbiana e exsudadas pelas raízes (IBGE, 2004). Segundo Verhaegen (1984), a agregação do solo é uma propriedade importante, sobretudo por estar relacionada à porosidade. A matéria orgânica influencia bastante a agregação, conferindo maior estabilidade aos agregados através da cimentação das partículas e, com isso, proporciona maior resistência à ação das gotas das chuvas e das enxurradas resultando em menor desestruturação e carreamento de solo.

Processo de união de partículas primárias do solo, Ajuntamento. de diferentes classes granulométricas, para formação de agregados que influenciarão diretamente a estrutura, porosidade, resistência do solo à penetração, retenção e movimento de água e fluxo de gases e calor no perfil de solo, refletindo na distribuição da biota* em seus diferentes níveis.

Agregado (Pedologia) – Conjunto coerente de partículas primárias do solo (areia*, silte, argila*) com forma e tamanhos definidos. Comporta-se mecanicamente como uma unidade estrutural (IBGE, 2004). Do ponto de vista geológico, consiste em um material particulado de granulometria grossa, utilizado em construção civil, incluindo cascalho*, areia* e rocha britada, sendo que os dois primeiros são extraídos dos rios ou praias, o que, com frequência, induz a impactos muito negativos ao litoral (APRH, 2007).

Massa distinta formada a partir de agregação* Torrão (pedologia); de partículas primárias (areia*, silte e argila*), a Areia (geologia). matéria orgânica, os calcários e os sais presentes no solo. Correspondem a materiais com forma e volume aleatórios, bastante utilizados na construção civil, por apresentarem dimensões e propriedades adequadas para a mistura de concreto e argamassa.

Agricultura – Atividade produtiva integralmente Conjunto de técnicas utilizadas para cultivar Lavoura; desenvolvida pelo setor primário da economia. vegetais, com o objetivo de obter alimentos, fibras Trabalho no campo; Caracteriza-se pela produção de bens e, mais recentemente, energia (biocombustíveis). Roça. alimentícios e matérias-primas decorrentes do

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cultivo de plantas (SANDRONI, 2003). Segundo Diehl (1984), consiste no esforço para situar a planta cultivada nas condições ótimas de meio (clima*, solo) para lhe tirar o máximo rendimento em quantidade e em qualidade. Agricultura ecológica – Conjunto de técnicas agrícolas baseadas em conceitos de conservação de energia e matéria, reproduzindo processos ecológicos naturais e aproveitando a economia da natureza, inclusive de organismos vivos do ambiente, como decompositores parasitas e predadores existentes (IBGE, 2004). É todo sistema agrícola em que se adotam tecnologias que otimizem o uso de recursos naturais e socioeconômicos, respeitando a integridade cultural e tendo por objetivo a autossustentação no tempo e no espaço, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energias não renováveis e a eliminação do emprego de agrotóxicos e outros insumos artificiais tóxicos, organismos geneticamente modificados (OGM/transgênicos) ou radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e de consumo, privilegiando a preservação da saúde ambiental e humana, assegurando a transparência em todos os estágios de produção e transformação (BRASIL, 1999).

Conjunto de práticas agrícolas que dispensa Lavoura; totalmente o uso de insumos químicos e Trabalho no campo; mecanizados. É uma opção para os agricultores Roça. de assentamentos porque permite melhor aproveitamento de mão de obra familiar, diminuição de custos de produção, aumento da comercialização direta e, o que é mais importante, traz consideráveis benefícios ao meio ambiente.

Água – Substância mineral encontrada na natureza em estado líquido, sólido ou em forma de vapor, formada por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O), sendo responsável pela existência e manutenção de toda a vida na Terra (IBGE, 2004). É encontrada

Substância química, composta de hidrogênio e Água. oxigênio, encontrada na natureza em estado líquido, sólido ou em forma de vapor, sendo responsável pela existência e manutenção de todas as formas de vida no planeta. Na natureza, ela contém pequenas quantidades de água pesada,


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principalmente nos oceanos e em outros corpos d'água grandes, 1,6% em aquíferos* e 0,001% na atmosfera* como vapor, nuvens (formada de partículas de água sólidas e líquidas suspensas no ar) e precipitação. Os oceanos detêm 97% da água superficial*, geleiras e calotas polares detêm 2,4%, e outros, como rios, lagos* e lagoas detêm 0,6% da água do planeta. Uma pequena quantidade da água da Terra está contida dentro de organismos biológicos e de produtos manufaturados (KULSHRESHTHA, 1998).

de gases e de sólidos (principalmente sais) em dissolução. Recobre 71% da superfície da Terra e se move continuamente por um ciclo de evaporação e transpiração (evapotranspiração), precipitação e escoamento superficial, geralmente atingindo o mar. Foi considerada como bem econômico na Conferência Internacional sobre a Água e o Meio Ambiente em Dublin (1992). Considerada também como um bem mineral, energético, comum, social e estratégico.

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Água alcalina – Água rica em oxigênio, que Água rica em bicarbonatos, carbonato de cálcio e Água. apresenta potencial hidrogeniônico (pH) hidróxidos com propriedades antioxidantes, superior a 7 (IBGE, 2004). contendo minerais benéficos ao corpo humano. Água agressiva – Água naturalmente ácida e que apresenta uma ação corrosiva, devido principalmente ao conteúdo de anidrido carbônico dissolvido (IBGE, 2004). Segundo Ferraz (2007), a agressividade de uma água é medida através do Índice de Langelier (L.S.I.), também conhecido como índice de saturação; sendo esse índice negativo, a água é considerada agressiva.

Água que por sua composição química (elevado Água forte. conteúdo em cloretos, gás carbônico, oxigênio, sulfetos e outras substâncias) e propriedades físicas, têm grande poder corrosivo. Dado seu pH baixo (ácida), possui tendência a dissolver componentes dos materiais com que entra em contato. Esta ação é bem conhecida por quem mora em regiões litorâneas, através da ação corrosiva da água do mar levada pelo vento para o continente, como gotículas em suspensão.

Água artesiana – Água subterrânea confinada Água proveniente de lençóis subterrâneos Água de poço fundo. submetida a uma pressão suficiente para fazer com profundos. Normalmente são águas utilizadas que se eleve acima do fundo de uma fissura ou para consumo, sem necessidade de tratamento. outra abertura na camada confinante, situada acima do aquífero, e jorre na superfície (ANA, 2002). Água bruta – Água que se encontra em fonte Água não tratada, que pode ser encontrada em Água natural; de abastecimento, antes de receber qualquer uma fonte como rio, lago*, poço, barragem etc. Água não tratada. tipo de tratamento. São considerados como Pode ser ou não potável. parâmetros de qualidade da água bruta: turbidez,

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cor verdadeira, sólidos em suspensão, coliformes totais, Escherichia coli e densidade de algas* (IBGE, 2004). Segundo a ANA (2002), o índice de qualidade da água bruta para fins de abastecimento público (IAP) é composto por três grupos de parâmetros: a) índice de qualidade das águas (IQA): temperatura d’água, pH, oxigênio dissolvido, demanda bioquímica de oxigênio, coliformes fecais, nitrogênio total, fósforo total, resíduo total e turbidez; b) parâmetros que avaliam a presença de substâncias tóxicas (teste de mutagenicidade, potencial de formação de trihalometanos, cádmio, chumbo, cromo total, mercúrio e níquel); c) parâmetros que afetam a qualidade organoléptica da água (fenóis, ferro, manganês, alumínio, cobre e zinco). Água capilar – Água fixada entre superfícies sólidas pouco distanciadas (mm), devido ao balanço entre as forças de coesão/tensão superficial das moléculas do líquido, adesão entre líquido e sólido e peso do líquido. Ocorre tanto na zona saturada como na não saturada. No topo do aquífero livre forma a zona capilar (IBGE, 2004). Segundo Larcher (1995), a água capilar é retida e armazenada nos poros do solo e a quantidade depende da natureza do solo e das dimensões e distribuição dos seus poros, onde aqueles com menos de 10 mm de diâmetro retêm a água por capilaridade, enquanto que os poros maiores (> 60 mm de diâmetro) deixam a água infiltrar-se mais rapidamente.

Água retida sobre a superfície das partículas do Sem terminologia popular. solo ou das rochas e nos interstícios entre elas, em decorrência de forças elétricas maiores do que a força da gravidade que age sobre a mesma. Muitos vegetais absorvem a água da zona de capilaridade nos aquíferos freáticos rasos. Se o nível freático estiver mais profundo, somente os vegetais com longas raízes conseguem absorvê-la.

Água conata – Água armazenada nos interstícios Água de origem continental ou marinha, Sem terminologia popular. de um sedimento inconsolidado ou de uma rocha associada aos interstícios de uma rocha sedimentar, incorporada durante o processo sedimentar ou sedimento inconsolidado, desde


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deposicional. Pode ser doce ou salgada, dependendo do ambiente deposicional (SUGUIO, 1992). Segundo Dickey e Soto (1974), as águas conatas têm sido definida como as águas que foram removidas do ciclo hidrológico* por soterramento em sedimentos por longos períodos do tempo geológico.

a época de deposição e que é alterada quimicamente pelos processos diagenéticos. São mais comuns em rochas sedimentares que formam aquíferos confinados. Em rochas ígneas e metamórficas são representadas pelas inclusões de água em seus minerais constituintes. O estudo químico e isotópico desse tipo de água é muito importante para definir aspectos geoquímicos primordiais do ambiente de transporte e de deposição dos sedimentos.

Água continental – Corpo e fluxo de água (rios, lagos* etc.) situados no interior das massas continentais (ACIESP, 1997). Do total da água continental disponível no planeta, 68,9% estão concentrados nas calotas polares, restando apenas 31,1% para utilização imediata (FERREIRA, 2003).

São as águas que correm ou se acumulam na Água interna. superfície da Terra, representada pelos rios, lagos e geleiras. Uma vez que da água do planeta 97% estão no mar, somente 3% estão nos lagos, rios, nascentes e lençóis. O Brasil possui um dos maiores potenciais de água continental, distribuídos em uma das mais extensas e densas redes hidrográficas do mundo, representada, sobretudo, pela bacia amazônica, constituindo um capital ecológico de inestimável importância.

Água costeira – Água de superfície que se encontram entre terra e uma linha cujos pontos se encontram a uma distância de uma milha náutica, na direção do mar, a partir do ponto mais próximo da linha de base de delimitação das águas territoriais, estendendo-se, quando aplicável, até o limite exterior das águas de transição (IBGE, 2004). Segundo DHN (1989), na região da plataforma continental amazônica a água costeira é identificada pelo seu alto valor de temperatura e baixo valor de salinidade, como resultado do aporte de água doce proveniente do rio Amazonas.

Água das zonas litorâneas (mais precisamente Água do mar. da plataforma continental) cujas propriedades físicas, químicas e biológicas são influenciadas mais diretamente pelos processos físicos costeiros. O grau de influência varia conforme os fatores oceanográficos, meteorológicos e hidrográficos.

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Água de escorrência – Água das chuvas, que corre sobre a superfície do terreno e vai alimentar diretamente os cursos de água (APRH, 2007). Segundo Neves (2004), as águas de escorrência, também chamadas de águas selvagens, águas bravas ou águas de arroiamento, escorrem, em uma primeira etapa, em camadas superficiais difusas e de pequena extensão, até formarem fios de água que vão se fundindo em arroios de hierarquia sucessivamente crescente. Posteriormente, reúnem-se em unidades cada vez mais importantes, formando cursos de água de traçado mais ou menos fixo, em geral, uns temporários (torrentes) e outros permanentes (córregos, riachos, ribeiros, ribeiras e rios).

Água que flui a partir do momento em que o solo Água de chuva; se encontra saturado de umidade. A fase de Torrente. escorrência é excessivamente complexa e variável devido ao extenso envolvimento com a biota*, à extrema heterogeneidade da estrutura e composição do solo e às variações climáticas. As águas de escorrência de estradas (AEE), são uma fonte de poluição difusa linear e podem originar impactos ambientais significativos (do tipo cumulativo), afetando o solo e o meio hídrico, sobretudo as massas de água superficiais.

Água de fundo – Água presente na parte mais Água com densidade elevada e temperatura Água funda. profunda de uma coluna de água, sendo baixa, encontrada na porção basal de uma coluna caracterizada por densidade mais elevada do que d’água. a água de superfície*, principalmente devido a sua temperatura mais baixa (IBGE, 2004). Água de retenção – Água contida nos interstícios Água absorvida pelas rochas e pelos solos, que Sem terminologia popular. de um meio poroso, e não mobilizável pela ação não é drenada pela ação da gravidade e nem da gravidade (IBGE, 2004). Segundo Cavalcanti e afetada por fenômenos de capilaridade. Freire (2007), corresponde à água que permanece fixa, sob a forma de uma película na superfície dos grãos, o que define que o teor de sal residual de uma areia*/solo* será função de seu teor de água de retenção. Água de superfície – Águas interiores, com exceção das águas subterrâneas, de transição e costeiras, exceto no que se refere ao estado químico. Este estado aplica-se também às águas territoriais (IBGE, 2004). Segundo INETI (2007),

Água que ocorre em corpos cuja superfície livre Água doce. encontra-se em contato direto com a atmosfera*, isto é, acima de superfície topográfica, em lagos*, rios, lagoas e represas, renovando-se em períodos muito curtos. Os


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corresponde à água proveniente de rios e lagos* e que constitui uma das mais importantes fontes de abastecimento, devido às grandes quantidades que permite captar.

aportes dependem das taxas de precipitação, enquanto que as perdas por evapotranspiração são contínuas, pelo fato de esta água estar diretamente exposta às influências dos agentes e fatores climáticos (temperatura, ventos, umidade relativa, insolação etc.). A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, na região sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponível 6% do total da água.

Água destilada – Água purificada por aquecimento, vaporização e posterior condensação (destilação simples), de modo a eliminar os sais dissolvidos e outros compostos (IBGE, 2004).

Água na forma mais pura, que foi purificada Água limpa. por destilação simples. Nestas condições, a água não apresenta em sua composição nenhum outro elemento além do hidrogênio e oxigênio. É utilizada em laboratório ou industrialmente como reagente ou solvente, sendo imprescindível para diversos segmentos das ciências exatas e biológicas, como a química, biologia, medicina, física e engenharia de alimentos, entre outros.

Água disponível – Corresponde à água situada entre a capacidade de campo e o ponto de murcha permanente (IBGE, 2004). O primeiro representa o limite superior desse intervalo, aceito como máximo conteúdo retido pelo solo depois que o excesso tenha sido drenado. O ponto de murcha permanente refere-se ao teor de água abaixo do qual a planta não consegue absorver, pela forte retenção matricial (MELLO et al., 2002). É obtida pela razão entre a capacidade de armazenamento atual de água do solo e a capacidade máxima de armazenamento de água disponível do solo (MICHELON et al., 2003).

Quantidade de água a ser consumida pelas Umidade do solo. plantas. Corresponde ao intervalo de umidade no qual está retida pela matriz do solo e pode ser absorvida pelas raízes.

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Água doce – Água que possui baixas concentrações de matéria dissolvida (salinidade <2000), principalmente cloreto de sódio (NaCl) (IBGE, 2004). Segundo Decicino (2007), a quantidade de água doce produzida pelo seu ciclo natural é hoje basicamente a mesma que em 1950, e que deverá permanecer inalterada até 2050, o que leva especialistas a alertarem para um possível colapso das reservas de água doce, que vêm se tornando uma raridade em diversos países.

Líquido incolor e inodoro, formado por partículas Água doce; minúsculas chamadas átomos, que agrupados Água boa. formam moléculas. A molécula de água é formada por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio (H2O). Água que ocorre naturalmente (em rios, lagos* e fontes subterrâneas), com baixa concentração de sais, cuja composição química é considerada adequada para consumo humano. O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios. O CONAMA, pela resolução 20/86, classifica como águas doces no Brasil aquelas cuja salinidade é inferior a 0,5.

Água dura – Água que apresenta concentrações de Ca e Mg (>100 mg/L) capazes de provocar o aparecimento de um resíduo insolúvel ao contato com sabão ou ao ser fervida (IBGE, 2004). Segundo Silva e Carvalho (2007), essa água é imprópria para o abastecimento de equipamentos geradores de vapor. As caldeiras industriais requerem o uso de água com baixa dureza, pois o cálcio e o magnésio possuem características naturais de se agregarem nas paredes das tubulações, causando sérios danos às caldeiras.

Água que contém quantidades relativamente Sem terminologia popular. elevadas de minerais dissolvidos, principalmente sais de cálcio e de magnésio, que em altas temperaturas cristalizam-se formando incrustações. Quando em contato com sabão, a água dura não faz espuma, pois os íons Ca2+ e Mg2+ reagem com o sabão e formam um precipitado. O tratamento para a retirada de Ca2+ e Mg2+ é conhecido por abrandamento e pode ser realizado de duas maneiras: precipitação química e troca iônica. No Brasil, a portaria nº 1469, de 29 de dezembro de 2000, estabelece o limite máximo de 500 mg CaCO3/l para que a água seja admitida como potável.

Águas interiores – Águas lênticas ou correntes e todas as águas subterrâneas que se encontram entre terra e a linha de base, a partir da qual são marcadas as águas territoriais (IBGE, 2004). Nesse contexto, BRASIL (2000) define como águas interiores aquelas referentes às águas dos portos, das baías*, dos rios e de suas desembocaduras,* dos lagos*, das lagoas e dos canais; dos arquipélagos* e das águas entre os baixios, a descoberta e a costa.

Correspondem aos mares completamente Águas de dentro. fechados, aos lagos* e aos rios, bem como às águas no interior da linha de base do mar territorial. Apresentam biota* muito mais diversa e rica do que a dos oceanos.


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Água intersticial – Solução aquosa que ocupa os espaços porosos entre as partículas de solo, sedimentos e rochas. Está envolvida na maioria das reações diagenéticas pós-deposicionais de rochas sedimentares (SUGUIO, 1992). Segundo Winge et al. (2001), pode ser facilmente expulsa por aquecimento ao ponto de ebulição da água, distinguindo-se da água estrutural (moléculas de oxidrila) que faz parte da estrutura cristalográfica de minerais hidratados como as argilas*.

Água contida nos interstícios de uma rocha, solo Sem terminologia popular. ou sedimento. É de fundamental importância para a produtividade do ecossistema* aquático, uma vez que sofre um processo constante de enriquecimento de nutrientes.

Água lêntica – Denominação genérica para indicar toda água parada, como a dos lagos* (IBGE, 2004). Em geral, apresentam padrões verticais e horizontais das variáveis físicas, químicas e biológicas que influenciam diretamente a composição, a estrutura e a dinâmica da cadeia trófica presente no sistema (OLIVEIRA; GOULART, 2000).

Água parada, com movimento lento ou estagnado, Água parada. cujos padrões verticais e horizontais das variáveis físicas, químicas e biológicas influenciam a composição, a estrutura e a dinâmica da cadeia trófica presente. A este grupo pertencem as águas de lagos*, lagunas e pântanos.

Água lótica – Denominação utilizada para as águas correntes como a dos rios, que apresentam fluxo unidirecional temporário ou permanente de água e de materiais orgânicos e inorgânicos, suspensos ou dissolvidos (IBGE, 2004).

Incluem todas as massas de água que se movem Água corrente. continuamente em uma mesma direção. Correspondem às águas correntes de riachos, ribeirões e rios. O tipo de fundo onde ocorrem as águas lóticas, seja de areias*, argila*, laje rochosa ou cascalho*, tem muita importância na determinação da natureza das comunidades e na densidade* populacional dos respectivos dominantes.

Água marinha – Aquela que apresenta alta concentração em sais dissolvidos e que ocorre em ambientes hídricos marinhos. A salinidade média é de 35, ou seja, em cada quilograma de água do mar estão dissolvidos, em média, cerca de 35g de sais (sobretudo NaCl). Para todos os

Água que cobre mais de 70% da superfície Água salgada; terrestre e apresenta salinidade média de 35. Água do mar. Responsável pelo transporte e armazenamento de gases, nutrientes inorgânicos, e compostos orgânicos vitais ao funcionamento dos mecanismos celulares. É utilizada também como

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oceanos, embora a quantidade total de sais dissolvidos seja variável, as proporções relativas dos principais elementos (Sódio – Na+, Cloro – Cl--, Magnésio – Mg++, Cálcio – Ca++, Potássio – K+, Sulfato – SO4--) são constantes. Esses elementos correspondem a 99% do total de elementos na água do mar. (BONETTI FILHO, 2007). Segundo Libes (1992), embora os mares e oceanos estejam sujeitos a movimentos oriundos dos ciclos hidrológicos, que promovem precipitações e dissoluções de diferentes solutos, em diferentes tempos, a água do mar apresenta características de concentração aproximadamente constantes, tanto em sua profundidade quanto em sua extensão.

meio de transporte de gametas, ovos, larvas* e esporos, viabilizando a reprodução dos seres vivos marinhos. Possibilita também a comunicação entre os organismos que nela liberam substâncias como hormônios e mensageiros químicos, além de receber os excrementos e resíduos metabólicos da atividade biológica.

Água mole – Água doce que apresenta baixas concentrações de sais alcalinos terrosos (Ca, Mg), isto é, poucas dezenas de miligramas por litro – mg/l. (IBGE, 2004).

Água que apresenta concentrações de sais Sem terminologia popular. alcalinos (ex: CaCO3) na faixa de 0-75 mg/l. A água destilada, por exemplo, que não contém nenhum mineral em sua composição é considerada uma água mole.

Água potável – Água disponível na natureza que se destina ao consumo humano, devendo se apresentar incolor e transparente a uma temperatura compreendida entre 80ºC e 110ºC, além de não poder conter nenhum germe patogênico ou substância nociva à saúde (IBGE, 2004). Segundo Fachin e Silva (2010), o acesso à água potável é um direito fundamental, dada a sua imprescindibilidade para a subsistência humana.

Água que pode ser consumida por pessoas e Água boa; animais, sem riscos à saúde, ou seja, que preenche Água de beber. todos os requisitos de natureza física, química e biológica, seguindo os padrões estabelecidos pela legislação nacional e internacional. Pode ser oferecida à população urbana ou rural com ou sem tratamento prévio, dependendo das condições ambientais do manancial.


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Água residuária – Qualquer despejo ou resíduo líquido ou de natureza sólida conduzidos pela água, gerados pelas atividades comerciais, domésticas ou industriais, com potencialidade de causar poluição ou contaminação (INGA, 2008). Para Mehnert (2003), o aproveitamento planejado de águas residuárias na agricultura* (área restrita, fácil de confinar e controlar, e altamente eficiente na remoção de poluentes e contaminantes) é uma alternativa para controle da poluição de corpos d'água, disponibilização de água para as culturas e aumento de produção agrícola.

Águas descartadas que resultam da utilização para Água servida; diversos processos. Exemplos destas águas são: Água poluída; a) águas residuais domésticas (provenientes de Água contaminada. banhos; cozinhas; lavagens de pavimentos domésticos). b) águas residuais industriais (resultantes de processos de fabricação); c) águas de infiltração (resultam da infiltração nos coletores de água existente nos terrenos); d) águas urbanas (resultam de chuvas, lavagem de pavimentos, regas, etc.). A utilização de águas residuárias na agricultura* é uma tendência mundial.

Água salobra – Água com salinidade intermédia entre a água salgada (marinha) e a água doce, isto é, com salinidade entre 5 e 30, e que apresenta gosto sensível ao paladar devido às concentrações de sólidos totais dissolvidos estimados entre 500mg/l e 1.000mg/l. (IBGE, 2004). Segundo Santos (2011), estima-se que cerca de 70% das espécies com interesse piscatório passam uma parte do ciclo de vida em ambientes de água salobra, o que demonstra a sua importância em termos econômicos.

Mistura de águas doces e salgadas que ocorre Água salobra; principalmente em estuários* e lagunas, criando Água saloba. condições físico-químicas peculiares e, consequentemente, adaptações da biota* a essas condições. Corresponde a águas que contêm mais sais dissolvidos que a água doce e menos que a água do mar. As características únicas da mistura entre água doce e salgada proporcionam habitat* a muitos tipos diferentes de pequenos invertebrados e algas*, e, consequentemente, a diversas espécies de aves que deles se alimentam.

Água subterrânea – Água presente no subsolo, ocupando a zona saturada dos aquíferos, e movendo-se sob o efeito da força gravitacional (IBGE, 2004). Em geologia, corresponde à água que ocupa todos os espaços vazios de uma formação geológica, os chamados aquíferos. Segundo Azevedo (2006), na Amazônia é crescente a perspectiva de explotação da água subterrânea, por apresentar vantagens práticas e econômicas quanto à sua captação, por

A água proveniente da infiltração que provém Água de poço. da precipitação pluviométrica (chuva) e da alimentação direta dos rios e lagos*. Faz parte do ciclo hidrológico* e, portanto, encontra-se intimamente relacionada com processos atmosféricos e climáticos, com o regime de águas superficiais de rios e lagos* e com as nascentes e as terras úmidas que a água subterrânea alimenta naturalmente. Estas reservas correspondem a águas infiltradas normalmente há bastante tempo

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dispensar tratamentos químicos – exceto (anos, décadas...), que mantêm grande desinfecção – e ser de excelente qualidade, além estabilidade físico-química e com características de abundante, justificando sua utilização. qualitativas que podem responder aos diferentes usos. A água subterrânea tanto pode tornar-se superficial nas nascentes de um rio ou alimentando-o pela base, como um rio pode alimentar um reservatório natural de água subterrânea, como costuma acontecer em certas regiões de clima seco. Este pressuposto subsidia a gestão integrada da água, entrando os dois tipos de água na contabilidade geral das disponibilidades hídricas. Água superficial – Água encontrada na rede de rios das bacias hidrográficas (TUCCI, 1999). Segundo Chow et al. (1988) corresponde à parcela armazenada ou fluindo sobre a superfície, que está continuamente interagindo com a atmosfera* e com o solo

Água que se encontra em cursos de água Água. aproveitáveis, sem que para isso sejam feitas perfurações no solo. No entanto, a água superficial e água subterrânea* podem estar intimamente ligadas mesmo quando espacialmente separadas. Cada uma contribui para a outra, tendo estas interações um papel importante na hidrologia de uma região.

Água tratada – Água que passa por um processo de tratamento para tornar-se adequada ao consumo humano (IBGE, 2004). Segundo Branco (2009), é a água da qual foram eliminados os agentes de contaminação que possam causar algum dano à saúde, tornando-a potável.

Água submetida a processos de limpeza e Água tratada; tratamento destinados a eliminar os agentes de Água boa. contaminação que possam causar algum risco à saúde, tornando-a potável. Normalmente, a cadeia de tratamento é constituída pelos seguintes processos: floculação, decantação, filtração, cloração, fluoretação. Segundo dados do IBGE, essa operação de impeza atende cerca de 80% dos brasileiros.

Alcalinidade – Capacidade de um sistema aquoso em neutralizar compostos de caráter ácido*, propriedade esta devido ao conteúdo de carbonatos, bicarbonatos, hidróxidos e,

Capacidade que um sistema aquoso tem para Sem terminologia popular. neutralizar ácidos* sem perturbar de forma extrema as atividades biológicas que nele ocorrem. A alcalinidade da água natural é, em geral, uma


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ocasionalmente, boratos, silicatos e fosfatos. É combinação de íons bicarbonato (HCO3-), íons expressa em miligramas por litro ou equivalentes carbonato (CO32-) e hidroxilas (OH-). Valores de carbonato de cálcio (IBGE, 2004). muito elevados de alcalinidade são indesejáveis em uma água a ser utilizada para fins industriais, pois ocasionam problemas de formação de depósitos e corrosão. Alcantilado – Tipo de relevo que possui grandes Relevo desnivelado, abrupto, escarpado e Sem terminologia popular. desnivelamentos relativos. Muito utilizado por íngreme (ex: falésias*, barrancos de rios). geomorfólogos para desnivelamentos em áreas costeiras, como nas falésias* (GUERRA; GUERRA, 2006). Alga – Organismos muito diversos, ocorrendo geralmente em zonas úmidas, quase sempre fotossintéticos e possuindo clorofila a; sua estrutura vegetativa é um talo; seus órgãos reprodutores são cistos. Neste grupo incluem-se as macroalgas bentônicas, marinhas ou de água doce e um conjunto de organismos microscópicos muito variados, marinhos ou dulciaquícolas, plânctonicos ou bentônicos, qualificados de microalgas. As algas não constituem um táxon e não podem ser definidas como tal (REVIERS, 2006). Segundo a ANA (2002), esses organismos se desenvolvem intensamente nos corpos de água, devido à presença de nutrientes (fosfatos, nitratos) geralmente provenientes de lançamento de poluentes orgânicos.

Termo usual para designar um verdadeiro Limo; universo de organismos, tão diferentes quanto Lodo. sua morfologia, reprodução, fisiologia e ecologia, o que torna praticamente impossível sua definição. Portanto, são organismos muito diversos, verdes, que realizam fotossíntese* e ocorrem em diferentes substratos de zonas úmidas, inundáveis, submersas e flutuantes. Vivem em água doce*, salobra* e salgada*. Dependendo da visibilidade a olho nu, são considerados macro e microalgas. Podem causar sérios problemas de qualidade das águas, uma vez que são os principais agentes causadores de problemas de sabor desagradável na água tratada.

Alísios – Ventos constantes que sopram das regiões subtropicais de alta pressão em direção às regiões equatoriais. As direções predominantes são de nordeste, no hemisfério norte, e sudeste, no hemisfério sul (IBGE, 2004). Resultam da ascensão de massas de ar que convergem de

Ventos que ocorrem durante todo o ano nas Vento leste; regiões tropicais. Devido a um efeito ocasionado Vento de proa. pelo movimento de rotação da Terra, o Efeito de Coriolis, os ventos nas faixas intertropicais sopram no sentido leste-oeste no hemisfério sul, e no sentido oeste-leste no hemisfério norte. São

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zonas de alta pressão (anticiclônicas), nos trópicos, para zonas de baixa pressão (ciclônicas) no equador, formando um ciclo. Para Mendes e Gomes (2007), correspondem aos ventos que ocorrem entre 0º e 30º de latitude, soprando do leste para o oeste que, ao convergirem na região de fronteira entre os hemisférios norte e sul, dão origem à Zona de Convergência Intertropical.

ventos úmidos, provocando chuvas nos locais onde convergem. A região de encontro dos alísios vindos dos dois hemisférios é chamada Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A costa amazônica encontra-se sob influência permanente desses ventos, que sopram de nordeste para sudoeste.

Alóctone – Organismo também chamado de invasor, é aquele que se origina em outro local e é transportado para determinado ambiente na forma vegetativa ou de esporo. Animais que foram inadvertidamente introduzidos pelo homem em ambientes a que são estranhos; são também alcunhados de invasores (GRISI, 2007).

Os animais alóctones também são chamados de De fora; introduzidos. Na costa amazônica, por exemplo, Introduzido. o camarão gigante da Malásia (Macrobrachium rosembergii) foi introduzido e é encontrado em várias localidades.

Altitude – Distância na vertical obtida a partir de um datum, geralmente o nível médio do mar, até um ponto ou objeto situado na superfície da Terra (IBGE, 2004). Segundo Escobar et al. (2007) o objetivo básico da altitude é definir o posicionamento vertical e, para tal, a altitude deve preencher os seguintes requisitos: a) deve estar ligada a um referencial terrestre, suficientemente bem definido e fisicamente acessível; b) deve ser univocamente definida.

Distância vertical, a partir de um referencial Altura; (geoide), o ponto considerado na superfície da Elevação. Terra. O objetivo básico da altitude é definir o posicionamento vertical. Altitude não é o mesmo que altura, ou seja, tem relação estrita de distância com o nível do mar, enquanto que a altura é a distância do chão.

Aluimento – Colapso considerável de uma superfície de terra, devido à remoção de líquidos ou sólidos do seu interior ou remoção de material solúvel através da água (IBGE, 2004).

Fenômeno de ordem geológica, pedológica e Desabamento; climatológica, que pode ter como causas Terras caídas. quedas de rochas e falência de encostas. Fluxos superficiais de detritos, erosão de barrancos e falésias, saturação do solo quando da ocorrência de grandes chuvas, excesso de peso por acumulação de chuva ou outra carga de origem antrópica.


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Aluvião – Depósitos detríticos formados pela ação da água em sistema deposicional fluvial ou lacustre, com granulometria variável (cascalho*, areia*, silte e argila*), que refletem as condições hidrodinâmicas reinantes no momento de sua deposição (IBGE, 2004). Segundo Gonçalves (2007), em termos legais, o aluvião trata-se de um meio originário de aquisição da propriedade imóvel por acessão, em decorrência do aumento vagaroso de terras à margem de rios, resultante do desvio das águas ou de enxurradas.

Depósito sedimentar, em geral, formado por Grota; materiais de granulometria grossa e muito grossa, Aluvião. mal selecionados, mais ou menos soltos, transportados por águas correntes. Depósitos na região do alto curso tendem a ser pouco selecionados e pouco trabalhados, ao passo que depósitos no médio e baixo curso tendem a ser bem selecionados. Os depósitos aluvionares, normalmente muito férteis para a agricultura*, têm sido um fator da maior importância para o desenvolvimento das sociedades .

Ambiente abiótico – Complexo de condicionantes não biológicas (estruturais, energéticos, químicos e outros) do meio, que atua sobre indivíduos ou populações (ACIESP, 1997). Segundo Oaigen et al. (2001), o ambiente abiótico reúne as condições físicas, químicas, edáficas, climáticas e hídricas do meio.

Ambiente constituído de muitos agentes (água, Sem terminologia popular. atmosfera*, solos etc.) e forças (radiações etc.) que se influenciam entre si e influenciam a comunidade de seres vivos que os cercam. O ambiente abiótico sustenta a biota de um ecossistema. Juntamente com o meio biótico formam a Biosfera, componente do sistema climático.

Ambiente biótico – Complexo de condicionantes gerado pelos organismos que atuam sobre indivíduos ou populações (ACIESP, 1997). Segundo Chapman e Reiss (1999), este ambiente envolve interações dos organismos e incluem aspectos de competição, predação, herbivoria, reprodução e dispersão, as chamadas interações intra e interespecíficas, das quais resulta o padrão de distribuição das espécies, bem c omo a sua abundância.

Todo o conjunto de seres vivos que habitam um Sem terminologia popular. meio ambiente. Inclui alimentos, plantas e animais, e suas relações recíprocas e com o meio abiótico*. Envolve as interações entre organismos, incluindo as ações antrópicas, como aquelas causadas pelas modificações ambientais e na biodiversidade.

Ambiente de alta energia – Ambiente aquático ou subaquático caracterizado por uma turbulência que não permite que partículas finas assentem e, portanto, sejam acumuladas (IBGE, 2004).

Ambiente aquático ou subaquático caracterizado Sem terminologia popular. por uma considerável movimentação de água pela ação das ondas e correntes, que não possibilita condições para sedimentação de sedimentos políticos (finos).

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Ambiente euxínico – Ambiente marinho ou associado, restrito e com pouca comunicação, anaeróbico, com circulação muito limitada de águas, que se apresentam estagnadas e ricas em H2S. Além de fossas marinhas profundas e com águas estagnadas, ambientes como estuários* profundos do tipo fjords, lagos* em zonas pantanosas mal drenadas, bacias isoladas por barreiras, podem desenvolver condições ambientais euxínicas (WINGE et al., 2001).

Ambiente marinho ou lacustre, sem oxigenação Sem terminologia popular. e cuja presença de H2S dissolvido na água inibe a vida. Ocorrem frequentes mortandades de seres que se depositam originando camadas* sedimentares escuras ricas em matéria orgânica. Em decorrência, é comum a fixação de metais como sulfetos (ex. pirita), o que, eventualmente, pode levar a concentrar elementos de interesse econômico (ex. Cu, Pb, Zn, Au).

Ambiente halófito – Ambiente terrestre, na faixa litorânea, caracterizado por altos teores de sais no solo e, consequentemente, presença de vegetação tolerante ao sal (IBGE, 2004). Segundo Herz (1999) muitos fatores hidrome-teorológicos interagem nas propriedades físicas do ambiente halófito, refletindo na estrutura e morfologia botânica.

Ambiente litorâneo* constituído por solos Ambiente salgado; alcalinos, ricos em sais de cálcio e sódio. Nesse Beira do mar. ambiente proliferam espécies vegetais adaptadas a solos com elevada concentração de sódio, em geral com caule e folhas carnosas, plantas halófitas*.

Amplitude de maré – Diferença de altura alcançada pela maré* entre os níveis da preamar e da baixa-mar* consecutivos (IBGE, 2004). Segundo Pugh (1987), a amplitude de maré varia progressivamente ao longo dos litorais de todo o mundo; no Brasil, por exemplo, a amplitude mínima em costa aberta é registrada no extremo sul, na região da embocadura da Lagoa dos Patos (RS), onde chega a poucas dezenas de centímetros, enquanto que as amplitudes máximas, também em costa aberta, chegam a valores superiores a 4 m no litoral norte.

Diferença vertical entre o nível atingido pela Altura da maré; maior das marés* cheias e a menor das marés* Maré. vazias. A amplitude da maré influencia a disponibilidade de alimento e o tempo de forrageamento, afetando a presença de aves em ambientes estuarinos. Em oceano aberto é da ordem de 0,6 metros, mas normalmente aumenta próxima da costa. A zona com maior amplitude de maré é a Baía de Fundy, no Canadá, aonde a variação da maré* chega a ultrapassar 17 metros. No Brasil, há setores da costa onde a amplitude de maré costuma ultrapassar os 8 metros, como no Maranhão e no Amapá (Igarapé do Inferno). Há, portanto, um vasto potencial na costa amazônica para a implementação de sistemas de geração de energia a partir da força da maré (usinas maremotriz).


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Amplitude térmica – Oscilação ou diferença entre as temperaturas máximas e mínimas, ou entre temperaturas médias, a mais elevada e a mais baixa, no decorrer de um intervalo de tempo. Pode ser anual, mensal ou diária (IBGE, 2004). Segundo Myers et al. (2000), no Brasil, as menores amplitudes térmicas anuais são observadas na região amazônica e na costa atlântica tropical, regiões internacionalmente reconhecidas pela sua diversidade biológica e número de endemismos*. A ocorrência de amplitudes térmicas menores nessas regiões é esperada, uma vez que a amplitude térmica apresenta relação direta com a latitude e a continentalidade (VIANELLO; ALVES, 1991).

Diferença entre as temperaturas, máxima e Diferença de temperatura. mínima, registrada em um determinado período de tempo. A amplitude térmica anual designa a diferença entre as temperaturas médias do mês mais quente e do mês mais frio. Amplitude térmica diária, refere-se à diferença entre a temperatura máxima e mínima de um dia. O clima* continental ou das zonas interiores tende a produzir fortes oscilações, tanto térmica diária quanto anual, com exceção das zonas equatoriais e tropicais, onde altas temperaturas são constantes e zonas polares, onde baixas temperaturas são constantes. Nas regiões litorâneas a amplitude térmica é bem menor devido ao alto calor específico da água em relação a outras substâncias. A amplitude térmica influencia diretamente na diversidade biológica de uma região. Áreas sujeitas a menor amplitude térmica favorecem a ocorrência de um número maior de espécies.

Anádromo – Animais que vivem a maior parte São os peixes e outros animais marinhos que, no Sem terminologia popular. do seu ciclo de vida no mar e se reproduzem na período reprodutivo, procuram a água doce ou a água doce ou salobra dos estuários* (REIS, 2007). água salobra* dos estuários* para reprodução. Anaeróbios – Organismos que não requerem ar ou oxigênio livre para manter a vida, ou seja, vivem na total ausência do oxigênio livre. Aqueles que vivem somente na total ausência do oxigênio livre são os anaeróbios, estritos ou obrigatórios; os que vivem tanto na ausência quanto na presença de oxigênio livre são os anaeróbios facultativos (DAJOZ, 1973).

Organismos que se desenvolvem na total Sem terminologia popular. ausência de oxigênio, também denominados de anaérobios estritos. Eles não necessitam de oxigênio para produção de energia.

Análise ambiental – Exame detalhado de um sistema Estudo integrado (multi e interdisciplinar) e Sem terminologia popular. ambiental, por meio do estudo da qualidade de seus analítico da estrutura, funcionamento, dinâmica fatores, componentes ou elementos físicos, e conexões dos elementos componentes

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biológicos e socioeconômicos (antrópicos*), assim bióticos*, abióticos* e antrópicos* de um como dos processos e interações que nele possam território. ocorrer (FEEMA, 1990). Análise granulométrica – Metodologia para determinação das quantidades expressas em g/ kg de partículas do solo ou sedimento, das frações areia*, silte e argila* (IBGE, 2004) e no tratamento estatístico dessa informação (DIAS, 2004). Pode ser realizada por peneiramento (seco e úmido), e por sedimentação, no caso de solos com alto percentual de material pelítico (argilosos), ou pela combinação de ambos os processos.

Processo que visa definir, para determinadas Sem terminologia popular. faixas pré-estabelecidas de tamanho de grãos, a percentagem em peso que cada fração (areia*, silte, argila*) possui em relação à massa total da amostra de solo ou sedimento em análise. Permite deduzir indicações preciosas sobre a proveniência, o transporte e sobre os ambientes deposicionais.

Andada – Período que os caranguejos saem das tocas e vagam pelo chão da floresta em busca de parceiros para acasalamento*. Este comportamento é denominado de andada, andança ou soatá pelos moradores ribeirinhos ao longo da costa brasileira. Quatro a cinco episódios dessa andada ocorrem entre dezembro e abril. Após o acasalamento, os animais passam a maior parte do tempo nas tocas, onde ocorre a muda (troca de casco ou carapaça) (NUNES-SANTOS; FERNANDES, 2008).

O defeso, período de janeiro a março, é Andança: marcado pela andança do caranguejo macho Andada: atrás das fêmeas para acasalar, o que muitas Soatá. vezes é confundido com a safra. A biologia do caranguejo uçá (Ucides cordatus) apresenta uma variação muito marcante ao longo de um ciclo anual. A reprodução, por exemplo, ocorre nos meses de temperatura e pluviosidade mais elevadas, nas marés* mais altas (maré sizígia).

Anfídromo – Organismos primariamente de água doce que, por questões fisiológicas ou ontogenéticas, mudam seu habitat* para água salgada (FROESE; PAULY, 1994).

São peixes ou outros animais aquáticos que mudam Sem terminologia popular. diversas vezes o seu habitat*, originalmente de água doce para salgada durante o seu ciclo de vida. Mudam de habitat* por razões fisiológicas, ligadas à origem e ao desenvolvimento até sua forma adulta, mas não especificamente para fins de reprodução.

Ângulo de rrepouso epouso – Valor limite de inclinação Ângulo mais inclinado de um relevo no qual o Sem terminologia popular. que permite a um material inconsolidado material friável (solo ou sedimento) permanece ainda se manter em equilíbrio. Depende da sem deslizar até ao sopé. Na região de sotavento


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granulometria e da forma dos grãos, além do das dunas*, o ângulo de repouso da areia* é meio em que se encontra, se aquático ou próximo de 30º e quando mais areia é acumulada subaéreo (IBGE, 2004). pelo vento junto à crista, ocorrem pequenos deslizamentos, buscando o ajuste ao ângulo de repouso. Anilhamento – É uma técnica de marcação de aves com anéis numerados, que permite identificar e monitorar as espécies quanto ao tempo de vida, rotas migratórias, locais de reprodução e repo uso, pontos de parada, dentre outras informações fundamentais para conservação das aves e seus ambientes (CEMAVE, 1980).

Metodologia utilizada em ornitologia, que consiste na colocação de anéis invioláveis (plástico ou metal com numeração), nos tarsos de aves, para estudos científicos. Nos ambientes costeiros os pecadores encontram com frequência aves com anilhas. Se a ave estiver morta, recomenda-se retirar a anilha, conservar em seu poder até enviar as informações ao CEMAVE. Quando a ave estiver viva, anotar as informações contidas na anilha, local, data e outras observações e liberar a ave em seguida.

Anteduna – Duna* geralmente pouco desenvolvida, situada logo atrás da zona de praia, apresentando dimensões reduzidas (IBGE, 2004). Também chamadas de dunas exteriores, podem ser cobertas periodicamente pelo mar, que ao recuar, a água que persiste entre as partículas de areia* evapora e um grande teor salino se origina. Por conseguinte, somente as plantas que toleram um alto teor de sal se estabelecem e se desenvolvem, desde que providas simultaneamente de adaptações que lhes permitam viver sobre a areia* (FERRI et al., 1981).

Faixa entre o limite da maré* alta e o início das Beira de mar; dunas*. Uma vez ou outra é coberta pelo mar e, Praia. por essa razão, a areia* contém sal que as chuvas não conseguem eliminar completamente. Nessa área ocorrem algumas espécies vegetais halófilas (gramíneo-herbáceas que convivem com o sal), comuns em tal habitat* em toda a América tropical.

Antepraia – Zona da praia constantemente submersa, que se estende desde a superfície mais elevada, sempre coberta pelas águas, até a profundidade onde cessa o movimento do material da praia (IBGE, 2004). Segundo Hoefel (1998) corresponde à porção do perfil praial

Setor do perfil de praia localizado entre os níveis Praia; de marés* baixa e alta. É a porção da praia que Estirão. sofre normalmente a ação das marés* e os efeitos do espraiamento e refluxo da água. Também chamada de estirâncio ou estirão.

Colocar anel; Colocar pulseira; Anilhar; Marcar.

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dominada por processos de empinamento de onda*, que se estende em direção ao continente, a partir da profundidade de fechamento externa até a profundidade de fechamento interna ou até o início da zona de arrebentação*. Antiplástico – Matéria-prima introduzida na Material acrescentado na pasta/barro, com a Tempero. pasta para conseguir condições técnicas finalidade de tornar a cerâmica* resistente. propícias a uma boa secagem e queima, como: Conhecido também como tempero. cacos triturados, areia*, quartzo, conchas e osso moídos, cauixi*, cariapé*, etc. Distinguem-se entre minerais e orgânicos (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Antrópico – Relativo à humanidade, à sociedade, Relacionado à ação e intervenção do homem no Coisa do homem; à ação do homem. Qualquer alteração no ambiente meio ambiente, alterando as condições naturais. Ação do homem. causada por atividade do homem de forma direta ou indireta (ORMOND, 2004). Relativo ao homem, em termos daquilo que lhe pertence e as suas ações e modificações na natureza (GRISI, 2007). Antr opo fílico – Termo utilizado para referir o Insetos hemáfagos que incluem espécies de Pica-animais; Antropo opofílico comportamento de insetos hematófagos que têm importância médica que causam incômodos, Suga-sangue. preferência por humanos (FORATTINI 1996, 2002). estresse e podem transmitir doenças. Pertencem aos seguintes grupos taxonômicos: Diptera (Culicidae; Psychodidae – Lutzomyia; Simuliidae; Tabanidae), (Triatominae; Cimicidae), Anoplura* (Pediculidae; Pthiridae), Siphonaptera. Com exceção, somente as fêmeas buscam o repasto sanguíneo porque necessitam de proteínas do sangue para viabilizar o desenvolvimento dos ovos. Apicum – Zonas marginais de manguezais, na interface médio/supralitoral, caracterizadas por solo geralmente arenoso*, desprovidas de cobertura vegetal ou abrigando uma vegetação herbácea em

Ecossistema* costeiro caracterizado por área Apicum. plana com elevada salinidade*, associada às bordas de manguezais, na região de supramaré. Caracteriza-se pela ausência ou reduções de


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função da alta salinidade; aparentemente desprovida de fauna (NASCIMENTO, 1993). Seu limite é estabelecido pelo nível médio das preamares de sizígia e o nível das preamares equinociais (MACIEL, 1991).

vegetação em função da alta salinidade. De acordo com sua gênese, é considerado como parte do manguezal*, inclusive quanto à aplicação da legislação, uma vez que em alguns documentos legais já se encontra a expressão manguezal*, em toda a sua extensão, reconhecendo os diferentes compartimentos como parte do ecossistema*.

Aquecimento global – Elevação da temperatura média anual do planeta Terra, causada pelo aumento das concentrações dos chamados gases do efeito estufa na atmosfera, provocada, sobretudo, pelas atividades antrópicas (IBGE, 2004). Entre as evidências do aquecimento global incluem-se o aumento observado das temperaturas globais do ar e dos oceanos, o derretimento generalizado dos glaciares e a subida do nível médio do mar (IPCC, 2007).

Mudança climática em escala global decorrente Sem terminologia popular. do aumento da temperatura média dos oceanos e do ar perto da superfície da Terra. Um aumento nas temperaturas globais pode causar alterações como elevação no nível do mar e mudanças nos padrões de precipitação, resultando em enchentes e secas. Outros efeitos prováveis incluem alterações na frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos, extinção de espécies e variações na produção agrícola.

Aquicultura – Criação de organismos aquáticos, incluindo répteis, anfíbios, peixes, moluscos, crustáceos e plantas, onde os produtores os submetem, sejam juvenis ou adultos, às condições de cativeiro (COSTA-PIERCE, 2002). Cultivo de organismos aquáticos de água doce ou salgada (ostras, peixes, camarões, caranguejos, siris etc.). Ao cultivo de organismos marinhos dá-se o nome de maricultura (GRISI, 2007).

Manipulação do ecossistema* aquático, Criação de peixe; objetivando controlar a natalidade, crescimento Criação de camarão. e mortalidade, através do aumento da produtividade e extração de organismos no menor tempo possível (Aquacultura).

Aquífero – Corpo hidrogeológico com capacidade de acumular e transmitir água através dos seus poros, fissuras ou espaços resultantes da dissolução e carreamento de materiais rochosos (CNRH, 2001).

Estrutura em subsuperfície formada por massas Lençol de água. rochosas altamente porosas e permeáveis, que acumulam água em quantidade e vazão elevadas, permitindo a sua exploração em fontes naturais ou através de poços tubulares. Muitos dos melhores aquíferos são arenitos* ou rochas

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sedimentares clásticas, porém qualquer rocha suficientemente porosa e permeável, por exemplo, um calcário poroso, um basalto fraturado ou um granito com diáclases e erodido podem funcionar como aquíferos. Esses reservatórios aos poucos abastecem rios e poços artesianos. Podem ser utilizadas pelo homem como fonte de água para consumo. Tal como ocorre com as águas superficiais, demandam cuidados para evitar o comprometimento de sua qualidade. O uso crescente pela indústria, agricultura* e consumo humano ameaça os aquíferos e coloca esse assunto na agenda ambiental global. Estudos apontam o Aquífero Alter do Chão, localizado no subsolo dos estados do Pará, Amazonas e Amapá, como o de maior volume de água potável do mundo. Aquífero confinado – Aquífero* situado entre duas camadas impermeáveis, e que apresenta a água contida sob uma pressão maior do que a atmosférica (IBGE, 2004). Em decorrência, quando se faz um furo para extração, a água sobe até a superfície piezométrica, dando origem a um furo artesiano. Assim, a água chega até a superfície sob a forma de repuxo (MARTINEZ, 2010).

O mesmo que aquífero artesiano. São aquíferos Sem terminologia popular. que estão limitados por materiais não permeáveis que impedem que a água flua livremente para baixo e para cima, confinando-a. Quase sempre estão em locais onde ocorrem rochas sedimentares profundas (bacias sedimentares).

Aquífero livre – Aquífero* no qual a superfície da água encontra-se submetida à pressão atmosférica, ou seja, a superfície piezométrica coincide com o nível d´água, facilitando a sua exploração, recarga e poluição/contaminação (IBGE, 2004).

Aquífero raso em que o lençol d’água se comunica Poço raso. livremente com as camadas superiores e com a atmosfera*, sendo, por essas razões, muito vulneráveis à poluição e/ou contaminação. No furo do aquífero livre o nível da água não sobe e corresponde ao nível da água no aquífero*, pois a água está à mesma pressão que a pressão atmosférica.


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Aragem – Vento muito brando que encrespa a Vento brando, fresco e suave, sem aspectos Brisa; superfície do mar durante uma calmaria (IBGE, trágicos. Sopro. 2004). Arbust o – Vegetal lenhoso de porte não muito Toda planta que se ramifica desde a base e não Sem terminologia popular. Arbusto avantajado, ramificado desde a base e, por atinge alturas superiores a 6 metros. consequência, é desprovido total ou quase totalmente de um tronco (FERRI et al.,1981). Área alagável – Planícies alagáveis ou áreas periodicamente inundáveis por sobrefluxo lateral de rios ou lagos* e/ou pela precipitação direta ou pela água subterrânea*, resultando em um ambiente físico-químico que leva a biota* a responder com adaptações morfológicas, anatômicas, fisiológicas e/ou etológicas e a produzir estruturas de comunidades características (JUNK et al., 1989). Segundo Campos (2003), correspondem às várzeas, planícies inundáveis como mangues*, pântanos, charcos, turfas e corpos de águas naturais ou artificiais, salobra ou salgada, incluindo estuários*, planícies costeiras inundáveis, ilhas* e áreas marinhas costeiras.

Espaços territoriais planos ou levemente rebaixados, associados às planícies de inundação de corpos hídricos (rios, córregos, igarapés, lagos*) que, por ação de transbordamento periódico dos mesmos, aumentada pela precipitação pluviométrica (chuva) ou de afloramento* de águas subterrâneas*, adquirem condições físico-químicas peculiares, que forçam a biota* a adaptações de toda ordem (fisiológica, anatômica, morfológicas etc.) para a sua sobrevivência. Constituem um ecossistema* extremamente rico em biodiversidade* gerando o desenvolvimento de inúmeras atividades humanas como, por exemplo, a pesca, atividades madeireiras e a criação de animais.

Área contaminada – Área onde há comprovadamente poluição causada por quaisquer substâncias ou resíduos que nela tenham sido depositados, acumulados, armazenados, enterrados ou infiltrados, e que determina impactos negativos sobre os bens a proteger (CETESB-SEMA, 2008). Para Bieber et al. (1998) corresponde a locais abandonados,de disposição, tratamento ou armazenagem de resíduos e áreas industriais abandonadas, onde substâncias ambientalmente perigosas foram manejadas, causando mudanças prejudiciais à

Área, terreno, local, ou benfeitoria que contenha Área poluída; quantidades ou concentrações de matéria em Área suja; condições que causem ou possam causar danos Área podre. à saúde humana e ao meio ambiente. Nessa área, as substâncias contaminantes podem se concentrar em superfície e subsuperfície, nos diferentes fatores do ambiente, por exemplo no solo, sedimentos, rochas, nos aterros de terrenos, nas águas superficiais e subterrâneas.

Várzea; Varja; Alagado; Brejo; Igapó; Gapó.

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qualidade do solo ou outros perigos para o indivíduo ou para o público em geral. Área de endemismo – Área de elevada concentração de espécies com distribuição restrita. Cracraft (1985) identificou quatro áreas de endemismo* no distrito Brasil: Rondônia, Pará e Belém. Na Amazônia são encontrados pelo menos oito centros de endemismo*, cada qual com uma história biogeográfica distinta (SILVA, 2007).

Regiões que contêm várias espécies com Sem terminologia popular. distribuição restrita e, por sua importância ecológica, são prioritárias para ações de conservação de habitat* e espécies. Na Amazônia brasileira, as maiores ameaças às áreas de endemismo* são a perda de habitat*, a degradação e a fragmentação causada pelo desmatamento e extração indiscriminada de madeira.

Área de invernada – Local temporariamente utilizado pelas aves migratórias* para alimentação e processo de muda das plumagens (RODRIGUES, 2001).

Áreas atrativas para animais migrantes, em razão Invernada. da disponibilidade de recursos tróficos. São utilizadas temporariamente pelas aves, com finalidade de repor o gasto energético para continuar a migração para áreas de descanso.

Ár ea de Pr ot eção Ambiental (AP A) – Área em Área Prot oteção (APA) geral extensa, com certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos*, bióticos*, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais (BRASIL, 2000). Segundo IBGE (2004), corresponde a uma área inserida no grupo das Unidades de Conservação de Uso Direto, regida por dispositivos legais, cujo objetivo é disciplinar o uso sustentável dos recursos naturais e promover, quando necessário, a recuperação dos ecossistemas* degradados.

São espaços territoriais de planejamento e gestão APA. ambiental de áreas que possuem ecossistemas* de importância ecológica e socioambiental, englobando um ou mais atributos ambientais. Devem possuir ordenamento territorial e disciplinamento de uso sustentável dos recursos naturais, elaborado por meio de processos participativos da sociedade, que resultem na melhoria da qualidade de vida das comunidades locais. Constituem uma importante categoria de unidade de conservação, apesar da complexidade das relações políticas, econômicas e sociais nas áreas. Cabe ao Instituto Chico Mendes estabelecer as condições para pesquisa e visitação pública. Dados recentes mostram que já foram criadas 211 unidades de conservação nas zonas costeira e marinha no Brasil. Dessas, 59 são federais, 109


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estaduais e 42 municipais. No litoral paraense existem duas APAs: Ilha do Combu e Ilha de Algodoal-Maiandeua. Área de Preservação Permanente (APP) – Área protegida* nos termos dos arts. 2º e 3º da Lei Federal nº 4.771/65 (alterados pela Lei Federal nº 7.803/89), coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade*, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas (BRASIL, 1965). Segundo a Lei Federal nº 12.651/2012 (BRASIL, 2012), os ambientes costeiros considerados como área de preservação permanente são as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues, e os manguezais em toda a sua extensão.

Áreas descritas pelo Código Florestal como com APP. desempenho de funções específicas de proteção aos cursos d´água, lagoas, lagos* ou reservatórios (naturais ou artificiais), nascentes, topos de morro, montes, montanhas e serras, encostas com declividades superior a 45 graus, restingas fixadoras de dunas* ou estabilizadoras de mangues*, bordas de tabuleiros ou chapadas, em altitudes* superiores a 1.800 metros.

Área degradada – Área onde há ocorrência de alterações negativas das suas propriedades físicas, tais como a sua estrutura ou grau de compacidade, a perda de matéria devido à erosão* e alteração das características químicas, devido a processos como a salinização, lixiviação*, deposição ácida e a introdução de poluentes (CETESB-SEMA, 2008).

Área que sofreu perturbações antrópicas de Área destruída. grande significância e magnitude em sua integridade, sejam elas de natureza física, química ou biológica, impossibilitando, assim, sua capacidade de autorregeneração. Em suma, é a área que sofreu perda de elementos do ambiente, de funções ambientais, alterações da paisagem e que pode oferecer riscos à saúde e segurança das pessoas.

Área natural tombada – Área pública ou privada com restrições na sua utilização, para garantir a preservação de suas características ecológicas, históricas e culturais (ACIESP, 1997).

Áreas ou monumentos naturais, cuja conservação Sem terminologia popular. é de interesse público, dado seu valor ambiental, histórico, arqueológico e paisagístico. Podem ser instituídas em terras públicas ou particulares e passam a ter restrições quanto ao uso, de modo a garantir a conservação de suas características originais.

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Área protegida – Superfície de terra e/ou de água especialmente consagrada à proteção e à manutenção da diversidade biológica, assim como dos recursos naturais e os recursos culturais associados, e manejada através de meios jurídicos ou outros meios eficazes (IUCN, 1994). Para Lino e Bechara (2002), corresponde à área legalmente excluída do espaço sujeito ao uso e ocupação humana e exploração da iniciativa privada.

Espaço geográfico claramente definido, instituído Área Protegida. pelo Poder Público, dedicado e gerido com objetivo de conservar ao longo do tempo a natureza com os serviços associados ao ecossistema* e os valores culturais. As áreas protegidas são chamadas pela legislação brasileira de Unidades de Conservação, fazendo parte do sistema brasileiro de proteção ao meio ambiente, sendo controladas pelo Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), compondo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC).

eas úmidas – Toda extensão de pântanos, Ár Áreas charcos e turfas ou superfícies cobertas de água, de regime natural ou artificial, permanentes ou temporárias, contendo água parada ou corrente, doce, salobra ou salgada. Áreas marinhas com profundidade de até seis metros em situação de maré* baixa, também são consideradas zonas úmidas (IUCN 1971). Segundo MMA (2010), as zonas úmidas fornecem serviços ecológicos fundamentais para as espécies de fauna e flora, para o bem-estar de populações humanas, além de regular o regime hídrico de vastas regiões, cumprindo ainda papel relevante de caráter econômico, cultural e recreativo.

Áreas situadas na interface entre a água e o solo (terra firme) que abrigam ecossistemas* complexos, com águas permanentes ou temporárias, estancadas ou correntes, doces, salobras ou salgadas, incluindo as extensões de água marinha*, cuja profundidade na baixamar* seja inferior a seis metros. Nestas zonas ocorre enorme variedade de espécies endêmicas, mas também, periodicamente, espécies terrestres e de águas profundas e, portanto, contribuem de forma significativa para a biodiversidade* do planeta. Desempenham papel muito importante na manutenção do ciclo hidrológico*, ampliando a capacidade de retenção de água das regiões onde estão inseridas. Pela sua biodiversidade* e fácil acesso, são importantes áreas para o ecoturismo. Ao mesmo tempo, atendem necessidades de água e alimentação para uma ampla variedade de espécies e para comunidades humanas.

Área vulnerável – Área no entorno da atividade na qual ambiente, população e trabalhadores encontram-se expostos aos efeitos de acidentes* (FEPAM, 2001).

Espaço territorial ou parte de um ecossistema*, Área de perigo; onde os componentes físicos, bióticos* e Área perigosa. socioculturais se interrelacionam, correndo riscos de acidentes* por causas naturais e/ou antrópicas.

Várzea; Varja; Igapó; Gapó.


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Areia – Sedimento sem coesão cujos grãos ou elementos do arcabouço possuem granulação compreendida entre 0,062 mm (4F) e 2 mm (1F), de acordo com a escala de Wentworth (IBGE, 2004). Segundo ABNT (1983), divide-se granulometricamente em: areia muito fina (entre 0,15mm e 0,6mm); areia fina (entre 0,6mm e 1,2mm); areia média (entre 1,2mm e 2,4mm); areia grossa (entre 2,4mm e 4,8mm).

Material de origem mineral finamente composto Areia; por grãos de diferentes diâmetros (0,063 a 2 mm), Terra. que se forma à superfície pela fragmentação das rochas por ação erosiva ou por intemperismo. Possui aplicação direta nas obras de engenharia civil (aterros, execução de argamassas e concretos) e na fabricação de vidro.

Arenito – Rocha sedimentar formada por areia* litificada. É composta por grãos de quartzo, feldspato (ou outros minerais de origem ígnea) e fragmentos líticos (MACHADO et al., 2010).

Rocha sedimentar resultante da junção e Pedra. agregação* de grãos de areia* por cimentação. São rochas que tendem a ser formadas em camadas*, em decorrência da sedimentação em estratos, normalmente em ambientes de baixa energia. São rochas também designadas por grés e muitas vezes são classificadas pela natureza do cimento. Os grandes corpos areníticos são aproveitados como material de construção e podem constituir um importante reservatório de petróleo ou água.

Ar enoso (Pedologia) – Termo aplicado a algumas São solos que possuem poros grandes Areento; Arenoso classes texturais* do solo, que apresentam grande (macroporos) entre os grãos de areia*, pelos quais Arenoso. quantidade (>70%) de areia* (IBGE, 2004). água e ar circulam facilmente, tornando o escoamento rápido. Nesse processo de escoamento, a água pode transportar consideráveis quantidades de sais minerais, contribuindo, assim, para tornar o solo empobrecido desses nutrientes. Argila – Material proveniente da decomposição, durante milhões de anos, das rochas feldspáticas, em decorrência de efeitos de agentes geológicos como vento, chuvas, temperaturas frias e quentes. Composto por minerais filossilicáticos hidratados (caolinita, esmectita, montmorillonita,

Sedimento com elevada coesão e porosidade extremamente reduzida. Argilas são materiais plásticos e, quando misturados com água em devidas proporções, apresentam a possibilidade de serem amassados e trabalhados mantendo a forma que se quer. Em termos granulométricos,

Lama; Barro; Tijuco; Cerâmica.

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illitas), aluminosos, de baixa cristalinidade e diminutas dimensões (entre 0,000975mm e 0,0039mm de diâmetro). Em termos geoquímicos corresponde a um silicato de alumínio hidratado, composto por alumínio (óxido de alumínio), sílica (óxido de silício) e água (ROSSI, 1999). Na sedimentologia corresponde ao termo descritivo utilizado para indicar partículas que na escala de Wentworth apresentam diâmetro compreendido entre 0,000975 mm e 0,0039 mm (IBGE, 2004). Na arqueologia é utilizado o conceito de Mendonça de Souza (1997), que considera argila como uma rocha constituída por silicatos hidratados de alumínio que, quando pura, apresenta cor branca (caulim), mas frequentemente contém impurezas como o ferro, que a tornam colorida. Não é uma unidade química, mas uma rocha coloidal, com grãos menores que 0,002 mm.

corresponde ao material constituído de partículas com menos de 1/256 mm (< 4 µm) de diâmetro. Quando componente principal de material sedimentar, denomina-se sedimento argiloso, o qual compactado e litificado dá origem às rochas sedimentares clásticas mais finas (lutitos ou pelitos) como os folhelhos, bem estratificados, e os argilitos, com pouca ou nenhuma estratificação. Na arqueologia corresponde à matéria prima utilizada para produção de artefatos* de cerâmica*.

Argissolo – Solo constituído por material mineral, apresentando horizonte B textural imediatamente abaixo do A ou E, com argila* de atividade baixa ou com argila de atividade alta conjugada com saturação por base baixa e/ou caráter alítico na maior parte do horizonte B (EMBRAPA, 2006).

Solo constituído por material argiloso de Barro. atividade baixa e horizonte B textural (Bt) imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte superficial. O teor de argila* aumenta em profundidade e, por essa razão, a velocidade de infiltração da água é muito rápida na superfície e lenta em subsuperfície, causando erosão* laminar severa e lixiviação* de nutrientes, diminuindo, portanto, a fertilidade do solo.

Ar mazenabilidade – Volume de água que um Armazenabilidade aquífero é capaz de receber/ceder, em função de uma variação unitária da superfície potenciométrica (IBGE, 2004).

É a capacidade em água do aquífero, ou seja, é o Sem terminologia popular. parâmetro hidráulico que expressa o volume de água que um aquífero capaz de armazenar ou disponibilizar. Está associada à porosidade e a fenômenos elásticos, tanto da água como da litologia.


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Arquipélago – Grupo de ilhas* próximas entre si e que apresentam a mesma origem e estrutura geológica. Este conjunto pode ser de ilhas* vulcânicas, coralíneas ou continentais. Os arquipélagos* continentais são formados de partes dos continentes que se soltaram e começaram a se formar na época da desfragmentação do supercontinente (Pangea) e estão sempre próximos dos continentes. Os arquipélagos* vulcânicos tiveram sua formação a partir da erupção de vulcões submarinos. Os arquipélagos* coralinos se formam pelo movimento das ondas e correntes marinhas no carbonato de cálcio proveniente do exoesqueleto de corais (PACIEVITCH, 2008). Segundo Guerra e Guerra (2006), esses agrupamentos de ilhas* podem se formar na desembocadura* de rios, dando origem aos deltas*.

Palavra de origem grega que significa mar Ilhas. principal. Aplica-se, hoje, a qualquer extensão de água contendo ilhas*. Os principais arquipélagos* brasileiros são: Fernando de Noronha, Abrolhos e Marajó.

Arrasto – Processo fluvial de transporte de partículas sedimentares de dimensões e/ou densidades tais que rolam ou deslizam porque a energia de transporte, com relação ao tamanho e peso da partícula, não é capaz de promover suspensão nem saltação da partícula (WINGE et al., 2001). Segundo Jorge e Uehara (1991), está relacionado aos esforços tangenciais ao longo do fundo, provocados pela água em movimento, reforçado pelas forças ascensionais devidas ao fluxo turbulento.

Tipo de transporte pelo qual partículas de Arrastro. sedimentos se deslocam por rolamento ou escorregamento no fundo de um corpo hídrico, por ação de uma corrente, sem perder o contato com o fundo, ou seja, sem entrarem em suspensão na coluna d´água.

Arrebentação – Processo de quebra de ondas na praia, que acontece quando a proporção entre a altura da onda e a profundidade da água no local estiver na razão ¾. Nessas condições as ondas que se aproximam da praia sofrem alterações

Processo de quebra das ondas da praia, que ao Arrebentação; se aproximarem de águas progressivamente mais Zona de onda. rasas, tendem a diminuir a velocidade e ganhar altura, até que a velocidade na crista da onda exceda a velocidade de grupo da mesma, ponto

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como aumento da altura e uma proporcional diminuição de seu comprimento (Galvin apud CERC, 1984). De acordo com Galvin apud Hoefel, (1973) a arrebentação pode ocorrer de quatro modos: a) progressiva ou deslizante*; b) mergulhante*; c) ascendente*; d) frontal*.

no qual quebrará ou arrebentará, gerando grande turbulência e correntes. Corresponde ao processo que representa o modo de dissipação energética da onda sobre a praia.

Arrebentação ascendente – Arrebentação* em que a crista da onda não chega verdadeiramente a arrebentar por completo, embora a face da onda se torne progressivamente mais inclinada. Ocorre normalmente quando o declive da praia é grande (entre 11º e 15º) e/ou a declividade da onda é relativamente pequena. Parte da energia associada à onda acaba por ser refletida na praia, voltando para o oceano, interferindo com as ondas incidentes (APRH, 2007). Segundo Bulhões (2010), a arrebentação* ascendente está associada a praias refletivas e a gradientes topográficos elevados.

Tipo intermediário de arrebentação* entre o Onda. mergulhante e o oscilante. Corresponde a uma zona de ondas de grande inclinação e não há caminhamento pós-arrebentação*. Este tipo de arrebentação* é o mais difícil de se identificar, sendo que ocorre em praias de elevada inclinação.

Arrebentação deslizante – Arrebentação* em que a crista da onda sofre deformação e se desestabiliza, resultando na formação de novelos de espuma que deslizam na frente da onda. Ocorre quando o declive da praia é suave (< 3º) e/ou a declividade da onda é grande (APRH, 2007). Segundo Candisani (2007), esse tipo de arrebentação* é típico de praias de baixa declividade, em que a onda desliza dissipando a energia em uma faixa larga do perfil praial.

Tipo de arrebentação* que ocorre em praias de Onda. baixa declividade, nas quais a onda dissipa sua energia através do perfil. Por essa razão, tendem a ser menos efetivas no transporte de sedimentos. Usualmente inicia-se a alguma distância da praia, e devido à gradual dissipação de energia, as ondas nesse tipo de arrebentação* quebram por longas distâncias.

Arrebentação mergulhante ou tubular – Arrebentação* em que a crista da onda tende a enrolar-se em espiral e quebra de forma ruidosa sobre a cava. Ocorre quando o declive da praia

Tipo de arrebentação* que ocorre em praias de Onda. declividade moderada a alta. As ondas quebram de forma violenta, formando um tubo sobre uma pequena porção do perfil, dissipando sua energia.


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é intermediária (entre 3º e 11º) e/ou a declividade Por essa razão, apresentam alta competência de da onda não tem valor muito elevado (APRH, transporte sedimentar. São os tipos mais 2007). espetaculares de quebra de onda e, por essa razão, muito procuradas por praticantes de surf, devido gerarem ondas arqueadas, côncavas na parte de trás e convexa no setor frontal. Arrebentação oscilante ou em vagalhão – Arrebentação* em que a crista da onda não chega verdadeiramente a arrebentar, verificando-se apenas forte deformação. É o tipo extremo de arrebentação* correspondente a declives de praia muito grande (superior a 15º) e/ou a pequena declividade da onda (APRH, 2007).

Tipo de arrebentação* que ocorre em praias de Onda; declividade alta, onde grande parte da energia Vagalhão. associada à onda é refletida no litoral, voltando para o oceano, interferindo com as ondas incidentes. Como resultado deste processo, geram-se ondas estacionárias junto ao litoral.

Arredondamento – Grau de agudeza ou curvatura das arestas de uma partícula. Depende da intensidade de abrasão* sofrida durante o transporte e da natureza da partícula. Podem ser distinguidos cinco graus de arredondamento: angular, subangular, subarredondado, arredondado e bem arredondado (IBGE, 2004).

Processo natural em que choques entre grãos Arredondamento. minerais e ou fragmentos de rochas entre si e o atrito com as rochas da superfície, fazem com que esses percam arestas e vértices, tornando a superfície progressivamente mais lisa e curva. Consequentemente, os grãos e detritos inicialmente angulosos tornam-se mais arredondados. Pelo grau de arredondamento, podem ser feitas conjecturas sobre a duração do transporte.

Arribação – Atividade de deslocamento em grandes Referente a animais que se deslocam em bandos* Arribação; grupos (bandos*) em busca de áreas para se para áreas com melhores condições de Arribar deste lugar. alimentar ou por mudanças do clima*. Ex: a pomba sobrevivência. avoante (Zenaida auriculata), que se desloca para os locais onde o marmelo frutifica, após o período de chuvas no nordeste brasileiro (SICK, 2001). Para Bueno (2007), o termo se aplica ao ato de arribar; relativo às aves de arribação. Ar e – Toda e qualquer manifestação Pinturas e/ou gravuras feitas nas rochas pelo Desenho na pedra; Artte rupestr rupestre plástica pré-histórica que tenha por suporte a homem da pré-história, com materiais como Escrita na pedra.

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pedra. Geralmente classifica-se em: grafitos, sangue, saliva, argila*, e excrementos de pintura rupestre, petróglifos, geoglifos e arte morcegos, com um cunho ritualístico. mobiliar (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Ar o – Todo e qualquer objeto produzido pelo Qualquer objeto ou parte dele feito e/ou utilizado Objeto; Arttefat efato homem pré-histórico, incluindo ferramentas, pelo homem e que fornece indicações sobre a Coisa. utensílios, objetos de adorno (MENDONÇA DE época a que pertenceu. SOUZA, 1997). Artefatos de pesca – Instrumentos utilizados na Apetrechos de pesca artesanal, que podem ser Arreios; captura (pesca e coleta) das espécies-alvo* da fixos (armadilhas como o curral*) e móveis (redes Traste; pesca artesanal (FURTADO, 1987). Para Carneiro et de emalhar). Petrechos. al. (2002), cada artefato pode ser usado no mar e/ ou no rio e possui uma ou mais espécies-alvo*, às quais o esforço de pesca é predominantemente dirigido. Árvore emergente – Árvore que se estende Árvore que cresce mais que as outras do mesmo Sem terminologia popular acima do nível do dossel* circundante da floresta ambiente, ultrapassando a copa das demais. (ACIESP, 1997). Associação (Pedologia) – Agrupamento de classes de solos, associadas geográfica e regularmente em um padrão de arranjo definido (IBGE, 2004).

Grupamento de classes de solos distintos, com Sem terminologia popular limites nítidos ou pouco nítidos entre si, que normalmente podem ser separados em levantamentos de solos mais pormenorizados.

Assoreamento – Deposição de material sedimentar ou material coluvionar, resultando no aterramento ou entulhamento de áreas mais baixas como canais e estuários* (WINGE et al., 2001).

Diminuição e/ou obstrução gradativa do leito de Raseamento; um corpo d’água pela deposição de material Aterramento; sólido (areia*, argila*), que pode causar a redução Tapagem. da velocidade de fluxo, trazendo impactos diretos na navegabilidade do corpo hídrico e para a biota* aquática. Cabe ressaltar que do ponto de vista geológico o assoreamento é um processo natural, decorrente da erosão*, mas sua aceleração, devido a fatores antrópicos*, resulta em uma série de efeitos indesejáveis no meio


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ambiente. As principais causas do assoreamento de corpos d´água estão relacionadas aos desmatamentos, tanto das matas ciliares quanto das demais coberturas vegetais que protegem os solos. Ást ea – Vara fina que se acopla às pontas projéteis Espécie de arpão, muito utilizada na pesca, Arpão. Ástea de pesca (FURTADO, 1993). sobretudo de pirarucu, pelos ribeirinhos da Amazônia. Atmosfera – Camada fina de gases (nitrogênio, oxigênio, argônio, dióxido de carbono, ozônio e vapor d’água), inodora, sem cor, insípida, e presa à Terra pela força da gravidade (IBGE, 2004). O nitrogênio e o oxigênio juntos, somam cerca de 99% dos gases que compõem a atmosfera terrestre.

Corresponde a uma camada de gases insípidos, Ar. incolores e inodoros, que envolve a Terra graças à força da gravidade e do campo eletromagnético. A atmosfera terrestre protege a vida no planeta, pela absorção da radiação ultravioleta solar, reduzindo os extremos de temperatura entre o dia e a noite. Vista do espaço, a Terra apresenta coloração azul, que nada mais é do que um efeito cromático produzido pela dispersão* da luz solar sobre a atmosfera. Dos gases que compõem a atmosfera, o oxigênio é consumido pelo seres vivos através do processo de respiração e transformado em dióxido de carbono e vapor d’água, que serão depois reabsorvidos pelos organismos. O dióxido de carbono é consumido no processo de fotossíntese. O vapor d’água, responsável por redistribuir a energia na Terra através da troca de energia de calor latente, produzir o efeito estufa e causar as chuvas, é consumido pelos organismos vivos na sua forma líquida.

Ator es sociais – Todos os indivíduos, grupos, ores organizações e comunidades envolvidos ou afetados por decisões tomadas para planejar e gerenciar recursos costeiros (ROCKLOFF; LOCKIE, 2004). Kay e Alder (1999) incluem na conceituação

Toda e qualquer pessoa, grupo social ou Praiano; instituição que resida e/ou atue na zona costeira, Ribeirinho. tenha interesse ou que seja afetada por decisões tomadas pelo poder público ou por terceiros.

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as pessoas que vivem na zona costeira, que usam os recursos costeiros e aquelas cujo trabalho seja administrar e regular o uso desses recursos. Aut óct one – Termo utilizado para designar o Autóct óctone formato originário do próprio local (in situ); (CAMERO et al., 2009). Em Biologia, é utilizado para denominar micro-organismos que exibem os processos de renovação mais ou menos constantes, a baixas concentrações de elementos nutritivos (ODUM, 1972). Em Geologia, denomina a formação originária in situ (GUERRA, 1978).

Termo usado principalmente para designar Nativo; espécies da flora e da fauna cujo habitat*, pelo Do lugar. que se conhece, não apresenta variações. Empregado em outras áreas de conhecimento para qualificar aquilo que se forma ou ocorre no lugar considerado. Formato in situ: originário do próprio lugar onde habita atualmente.

Autodepuração – Capacidade de um corpo d’água de recuperar suas qualidades ecológicas e sanitárias, após receber uma carga poluidora através de processos naturais (físicos, químicos e biológicos). Depende dos micro-organismos presentes (bactérias, algas, fungos, protozoários), das possibilidades de oxigenação e reoxigenação, da atmosfera* e da luz (fotossíntese) (LEMAIRE; LEMAIRE, 1975). Para ACIESP (1980), este processo resulta na redução bacteriana, satisfação de Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), estabilização dos constituintes orgânicos, renovação do oxigênio dissolvido consumido e o retorno às características (biota*) normais do corpo d’água.

Capacidade que um corpo hídrico possui para Sem terminologia popular. processar e armazenar os produtos naturais da excreção como os nutrientes, metais pesados e bactérias. O processo da autodepuração da água é feito em graus vaviados em diferentes ecossistemas* como os ribeirões, várzeas, estuários*, e florestas. As várzeas e matas ciliares, por exemplo, atuam como tampões que filtram e processam a carga poluente antes que esses cheguem aos corpos hídricos.

Autótrofo – Organismo que é capaz de sintetizar Todos os organismos que realizam fotossíntese, Plantas verdes. as substâncias nutritivas por ele requeridas, a ou seja, elaboram seu próprio alimento. São os partir de substâncias inorgânicas obtidas do seu produtores primários na cadeia alimentar. ambiente (RAVEN, et al., 2007).


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Aves costeiras – Aves que frequentam o ambiente litorâneo para realizar atividades de alimentação, descanso e reprodução. Muitas espécies são migratórias, procedentes do hemisfério norte entre os meses de setembro a maio, e do extremo meridional entre maio a agosto (VOOREN; BRUSQUE, 1999).

Aves que ocorrem na zona litorânea, incluindo Aves-da-praia; os seus diversos ambientes (praias, lagoas entre Aves-da-costa; dunas*, restingas, manguezais, apicuns, falésias* Aves-da-beira. etc.), onde têm seu habitat estabelecido; se alimentam e se reproduzem.

Aves limícolas – Aves que se alimentam em áreas litorâneas lodosas (sedimentação pelítica). Segundo Lyons e Haig (1997), a dieta dessas aves consiste de invertebrados macrobênticos.

São espécies que vivem essencialmente em áreas Aves-que-mariscam-na-lama. alagadas e lamosas da zona costeira. No Brasil, ocorre a presença periódica de milhares de aves limícolas migratórias que se deslocam do Ártico para a América do Sul, ocupando vários ambientes, dentre os quais, o litoral norte e nordeste.

Aves marinhas – Aves que obtêm o alimento no Grupo diversificado de aves adaptadas ao ambiente Aves-do-mar. setor litorâneo que vai desde a linha da baixa- marinho. Muitas espécies são conhecidas por mar* até o mar aberto (BRANCO, 2004). efetuarem grandes migrações anuais. Aves migratórias – São espécies que se deslocam sazonalmente para uma determinada região, utilizando-a como área de invernada* e depois retornam à área de reprodução (ALESTAM, 1994).

São aves que executam migrações sazonais ou Aves-de-outro-lugar; periódicas. Algumas aves orientam-se principal- Aves-de-temporada; mente através da capacidade de reconhecer Aves-estrangeiras. características topográficas do litoral, pela posição do sol e, durante a noite, pelo eixo de rotação.

Avuado – Termo utilizado para designar o método de preparar peixe assado, característico da costa amazônica. Consiste em preparar o peixe abrindoo com uma faca, removendo as vísceras, lavando na água da maré e acomodando-o diretamente sobre os pedaços de carvão, com a pele encostada ao carvão; após pouco tempo é removido e está pronto para ser comido com colher ou mesmo com a mão. O fogo é produzido

Alimentação frugal e rápida dos pescadores Avuado; artesanais da costa amazônica, quando em Piracaia; trabalho no alto-mar ou na salga do peixe. Mauassu. Consiste em um assado de peixe diretamente na brasa do carvão colocada em uma espécie de fogareiro (conhecido como laqueiro). O peixe é colocado por alguns minutos diretamente sobre a brasa, primeiramente com o lado onde tem pele ou escama e, posteriormente virado, Após assado

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com pedaços de carvão acomodados em buraco o peixe é comido com farinha d´água, pimenta e de areia* para proteger do vento; ou em qualquer limão. Pode ser servido na pá do remo, ou com a lugar improvisado. Pode-se utilizar sal ou limão, mão, ou em utensílio que esteja à mão. mas a água do mar já é suficiente para temperálo. As espécies mais utilizadas e apreciadas neste processo são: bandeirado, pescada-gó, caíca e pratiqueira. Avulsão – Processo que consiste no abandono relativamente rápido de parte do conjunto de meandros, passando então o rio a mover-se em um novo curso, situado em um nível mais baixo da planície de inundação (IBGE, 2004). Segundo Assine et al. (2005), a avulsão se inicia com o rompimento dos diques marginais e progradação sedimentar sobre a planície de inundação

Conjunto de processos físicos autocíclicos Arrombado. (decorrente do próprio sistema deposicional) que causam mudanças morfológicas significativas em um curso fluvial, sobretudo aqueles situados em sítios de sedimentação ativa. Nesse processo, os canais abandonados são lentamente entulhados por sedimentos, deixando verdadeiras cicatrizes morfológicas no terreno, quando observadas através de fotografias aéreas e imagens de satélite.

Bacia hidrogeológica – Região geográfica cujo volume de água subsuperficial flui desde o lençol freático até uma zona de descarga específica (TIEDMAN et al., 1998). Para Arraes e Campos (2007), pode ser entendida como o limite entre as zonas de recarga e descarga de um determinado aquífero*, sendo a zona de recarga considerada a partir da região onde as águas ou plumas descendentes de umidade alcançam o topo da zona saturada dos aquíferos, e os exutórios os pontos onde as águas retornam à superfície.

Domínio de águas subterrâneas (aquífero* Sem terminologia popular. simples ou complexo), no qual a água flui para um ponto comum (exutório), delimitado por uma linha divisória de águas subterrâneas.

Bacia hidrográfica ou Bacia de drenagem – Conjunto de terras drenadas por um rio e seus afluentes*, formada nas regiões mais altas do relevo por divisores de água, onde as águas das chuvas, ou escoam superficialmente formando os riachos e rios, ou infiltram no solo

Área limitada por divisores de água, dentro da Malha de rio. qual são drenados os recursos hídricos para um rio principal e seus afluentes*. Evidencia, portanto, a hierarquização dos rios, ou seja, a organização natural por ordem de menor volume para os mais caudalosos, dos desníveis dos


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para formação de nascentes e do lençol freático. As águas superficiais escoam para as partes mais baixas do terreno, formando riachos e rios, sendo que as cabeceiras* são formadas por riachos que brotam em terrenos íngremes das serras e montanhas e, à medida que as águas dos riachos descem, juntam-se a outros riachos, aumentando o volume e formando os primeiros rios. Esses pequenos rios continuam seus trajetos recebendo água de outros tributários, formando rios maiores até desembocarem no oceano (BARELLA et al., 2001). Para Lima e Zakia (2000) são sistemas abertos, que recebem energia através de agentes climáticos e perdem energia através do deflúvio*, podendo ser descritas em termos de variáveis interdependentes, que oscilam em torno de um padrão e, desta forma, mesmo quando perturbadas por ações antrópicas, encontram-se em equilíbrio dinâmico.

terrenos que orientam os cursos da água, sempre das áreas mais altas para as mais baixas. Assim, o conceito de bacia hidrográfica pode ser entendido através de dois aspectos: rede hidrográfica e relevo. Constitui-se em unidade fundamental de análise ambiental* e de planejamento e de execução de atividades socioeconômicas e ambientais.

Bacia sedimentar – Região caracterizada pela acumulação de uma pilha espessa de sedimentos por um longo período no tempo geológico, sem levar em consideração a existência de significativos hiatos e/ou discordâncias* dentro do pacote, muitas vezes envolvendo um intervalo de tempo de algumas centenas de milhões de anos,e o empilhamento de mais de um ciclo de 1ª ordem (ALLEN; ALLEN 1990). Para Martins Neto (2006), corresponde à estrutura definida pela atuação de mecanismos de subsidência interligados, relativos ao mesmo regime tectônico ou evento tectono-termal, responsável pelo desenvolvimento de um ciclo de embaciamento de primeira ordem.

Depressões na superfície que, com o tempo, Sem terminologia popular. foram sendo preenchidas por sedimentos (substâncias depositadas nestas depressões) de três tipos principais diferentes de acordo com a origem: estruturas ou materiais de origem biológica como restos de animais, fragmentos de conchas, ossos, recifes de coral (até mesmo inteiros), ou restos de animais; materiais depositados pelo efeito da erosão* de áreas adjacentes à bacia pela ação do vento, água, geleiras ou rios; e materiais precipitados em corpos d’água dentro da bacia (quando no local da bacia existiu um lago*, ou mesmo regiões ocupadas pelo mar, por exemplo). As bacias sedimentares estão presentes em todos os

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continentes do planeta e o registro geológico mostra que elas existem desde os primórdios da evolução da Terra. O registro sedimentar dessas áreas é geralmente composto por um espesso pacote sedimentar no seu interior, o qual diminui de espessura ao se aproximar das bordas da bacia e apresentam camadas de rochas que mergulham da periferia para o centro. Servem como importante repositório de recursos naturais, tais como água subterrânea*, petróleo e recursos minerais diversos. Constituem um elemento importantíssimo do relevo terrestre, pois constituem a maior fonte de informações sobre o passado da Terra, principalmente no que diz respeito aos tipos de fauna e flora e constituições do relevo que já existiram na superfície. Baía – Porção do oceano, mar ou lago* que adentra pelo continente, caracterizando-se por apresentar uma linha de costa* com a concavidade voltada para o exterior (IBGE, 2004).

Acidente geográfico em que uma porção de mar Baía. avança para dentro do continente, formando uma reentrância, morfologia típica de costas estuarinas. Por sua condição abrigada de ondas, caracteriza-se como local bastante adequado para fins de uso e ocupação territorial.

Baía aberta – Baía* delimitada por dois pontões rochosos, com uma distância suficiente de modo a permitir que as ondas no seu interior tenham as mesmas características das observadas em mar aberto (IBGE, 2004).

Setor côncavo do litoral, delineando uma baía* Baía. muito aberta, em forma de meia-lua. A enseada* desenvolve-se frequentemente entre dois promontórios e penetra muito pouco na costa.

Baía fechada – Baía* que se comunica indiretamente Reentrância costeira, delimitada entre dois Baía. com o mar aberto através de passagens estreitas promontórios, cabos ou penínsulas que se (IBGE, 2004). comunicam com o mar através de passagens estreitas, sendo, normalmente, menor que um golfo e maior que uma enseada*, onde a largura de sua entrada é menor que seu comprimento


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transversal. Nestas reentrâncias ocorre a mistura de água doce do rio e salgada do mar, sob influência de correntes de maré*. Baixada – Área deprimida em relação aos terrenos contíguos. Termo geralmente utilizado para terrenos situados próximos ao mar, com pequenas altitudes* (GUERRA; GUERRA, 2006).

Área de baixa declividade em relação aos terrenos Baixada; de entorno, normalmente localizadas em Baixio. planícies de inundação de corpos hídricos, quase sempre ocupadas por população de baixa renda.

Baixamar – Nível mínimo de uma maré*. Por vezes, quando há duas baixa-mares no mesmo dia (marés semidiurnas), designa-se a de menor altura por baixa-mar inferior, e a de maior altura por baixa-mar superior. (APRH, 2007).

Elevação mínima alcançada por cada maré* Maré baixa; vazante. É o nível mínimo da curva da maré, ou Maré seca. seja, maré* baixa, responsável por expor a zona intertidal ou estirâncio às ações de ventos e chuvas.

Balneabilidade – Monitoramento da qualidade das águas dos balneários e praias, tendo como base legal a Resolução nº 274 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que classifica a água como imprópria para banho quando está contaminada por bactérias provenientes de esgoto (acima de 1.000 coliformes fecais por 100 ml de água ou 800 Escherichia Coli por 100 ml de água) em no mínimo duas amostras de cinco analisadas ou quando o valor obtido na última amostragem for superior a 2500 coliformes fecais ou 2000 Escherichia Coli (FEPAM, 2002).

Medida e monitoramento das condições Sem terminologia popular. sanitárias das águas destinadas à recreação de contato primário, direto e prolongado com a água (natação, mergulho, esportes aquáticos etc.). A balneabilidade é feita conforme a Resolução CONAMA n. 274, de 29 de novembro de 2000, para Coliformes Fecais, Escherichia coli e/ou Enterococos. As águas impróprias para banho são as que apresentam acima de 1.000 coliformes fecais por 100 ml de água.

Bando – Grupo de animais; conjunto de indivíduos permanentemente associados, que vive numa determinada região (FERREIRA, 1980). Andar em bando como resultado de atração social entre indivíduos; alguns autores usam este termo quando se referem aos pássaros (GRISI, 2007).

Termo popularmente utilizado para referir-se a Bando. agrupamentos de animais. Na zona costeira é comum observar que muitas espécies de aves vivem em bandos, tanto de aves migratórias* como residentes, como por exemplo: guarás, marrecas, maçaricos, batuíras, corta-água e outras.

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Banhado – São áreas alagadas permanente ou temporariamente, conhecidas na maior parte do país como brejos*, sendo também denominadas de pântanos, pantanal, charcos, varjões e alagados, entre outros. Caracterizam-se pela presença de água rasa ou solo saturado de água, acúmulo de material orgânico proveniente da vegetação e a presença de plantas e animais adaptados à vida aquática. A zona costeira da região norte brasileira possui extensas áreas de banhados, conhecidas na região como ressacas. (BURGUER, 2003).

Setor de uma planície de inundação em que normalmente se processa o extravasamento de águas fluvias durante a estação chuvosa. São áreas de rica produtividade primária e formação de solos hidromórficos. Este ecossistema*, em sua grande maioria, ocorre associado com outros tipos de ecossistemas* existentes na zona costeira, como mangues*, estuários*, deltas*, restingas. As macrófitas aquáticas são os vegetais que melhor caracterizam os banhados, por serem adaptados a ambientes alagados.

Brejo; Charco; Varja; Igapó; Gapó.

Barcana – Duna* que apresenta forma de meialua, mostrando sua face convexa voltada para barlavento*, e a face côncava para sotavento (IBGE, 2004). Segundo Nickling (1994), as dunas barcanas ocorrem em áreas onde o suprimento de areia* é limitado, o vento é unidirecional, as superfícies regionais são relativamente planas e onde existe uma limitada cobertura vegetal.

Duna* de areia* muito fina, com forma de C ou de Duna. lua crescente, com as extremidades direcionadas para o lado contrário ao do vento (sotavento). Podem atingir cerca de 30 m de altura e a extensão de até 300m. A origem desses depósitos eólicos está relacionada à existência de ventos moderados e relativamente constantes, e suprimento moderado de areia* muito fina a fina. Normalmente são dunas móveis e desprovidas de vegetação.

Barlavento – Face da duna* voltada para o lado Termo utilizado para definir o lado do anteparo Sem terminologia popular. que sopra o vento (IBGE, 2004). (duna*, embarcação etc.) de onde sopra o vento, opondo-se ao sotavento. Também se referem às construções quando se estuda o comportamento das estruturas sob a ação do vento, como, por exemplo, nos edifícios, as fachadas a barlavento. Barra – Banco de areia* ou lama formado pelo transporte dos sedimentos do fundo marinho até a costa pelas ondas do mar, ou pela diminuição da capacidade de carga de sedimentos em sistemas fluviais e estuarinos, formando as chamadas praias fluviais e estuarinas (IBGE, 2004).

Banco de areia* ou lama no canal* principal de Croa; um rio ou estuário*. Pode ser submarina, insular Coroa; ou litoral ou, ainda, um banco de areia*, cascalho* Banco de areia. ou outro material submerso ou emerso construído por ação das ondas ou correntes. Este ambiente é caracterizado por condições hidrodinâmicas


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complexas, associadas a fluxos distintos e velocidade crítica de acumulação de sedimentos, fazendo com que a mistura dos fluxos fluviais distintos, tanto na carga sedimentar quanto nas características físico-químicas da água propiciem um local com características peculiares de grande importância à ecologia fluvial. Local geralmente relacionado à exploração de recursos vivos como peixes (através da pesca de currais) e moluscos. Podem causar problemas à navegação fluvial e/ ou marítima. Outra atividade corresponde ao turismo e veraneio, notadamente no período seco, quando as barras arenosas ficam emersas e transformam-se em verdadeiras praias. Barra cuspidada – Barra* que se apresenta em Depósito sedimentar subtidal, caracterizado pelo Croa; forma de crescente, unida à praia por ambas as formato semicircular, cujas extremidades estão Coroa; extremidades (IBGE, 2004). conectadas à linha de praia. Banco de areia.

Barra de arrebentação – Barra* que apresenta Depósito sedimentar arenoso*, subtidal, Croa; sedimentos mais grosseiros do que aqueles das normalmente paralelo à linha de costa* e formado Coroa; áreas adjacentes. Formada no local onde ocorre por ação de ondas. Banco de areia. a arrebentação* das ondas (IBGE, 2004). Barra de canal – Forma de leito de ocorrência não periódica, e que se desenvolve sob condições de baixa profundidade, nas quais pequenas mudanças no fluxo podem ser responsáveis por uma considerável variação na sua morfologia. Resulta de simples feições deposicionais e formas complexas, devido à atuação de múltiplos eventos erosivos e deposicionais. Levando em conta o fluxo e o padrão de crescimento pode ser longitudinal (paralela ao canal*), transversal (fazendo ângulo

Forma de leito de baixa profundidade, nas quais Croa; pequenas mudanças no fluxo são responsáveis Coroa; por variação na sua morfologia. Normalmente Banco de areia. formada por sedimentos arenosos*, evoluem para a formação de ilhas*. Locais escolhidos por pescadores artesanais para a construção de currais de pesca.

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com o eixo de maior comprimento do canal*), pontal (formato convexo e atrelada a uma margem sinuosa) ou diagonal (APRH, 2007). Barra de desembocadura – Acumulação sedimentar subjacente a um canal* distributário de um delta*. Normalmente a barra* é mais larga do que a seção do canal*, e é formada pelo avanço progradante de uma barra* em meia lua (APRH, 2007).

Depósito sedimentar subjacente a um canal* Croa; distributário de um delta*, sendo constituído por Coroa; areia* e silte e sujeito a constantes retrabalhamentos Banco de areia. pelas correntes fluviais e ondas. Normalmente é formada pelo avanço progradante de uma barra* em meia lua.

Barra em pontal – Acumulação sedimentar devido à migração lateral do canal* de rios meandrantes, que provoca erosão* na margem côncava (externa) do meandro e deposição na margem convexa (interna) (IBGE, 2004).

Depósitos sedimentares fluvio-estuarinos, Croa; localizados na parte convexa da curva do canal*. Coroa; Podem evoluir para a forma de ilha vegetada e Banco de areia. estável se forem cumpridas as seguintes condições: presença de baixo gradiente hidráulico, disponibilidade de material sedimentar, presença de vegetais pioneiros logo no início dos núcleos de detritos/sedimentos.

Basidioma – Basidiocarpo – Corpo de frutificação dos Basidiomicetos, onde são produzidos os basídios e os esporos denominados basídiosporos (GUERREIRO; SILVEIRA, 2003; KIRK et al., 2008).

Tipo de estrutura dos fungos conhecida como corpo de frutificação dos Basidiomicetos, geralmente macroscópico, com grande variação da morfologia.

Batimetria – Ciência para determinação e representação gráfica do relevo de fundo de áreas submersas (mares, lagos*, rios). É expressa cartograficamente por curvas batimétricas que unem pontos da mesma profundidade, à semelhança das topográficas. A ecobatimetria é a medição das profundidades submersas com um aparelho denominado de ecobatímetro, que utilizam ondas de radar. O equipamento consiste em uma fonte emissora de sinais acústicos e um

Conjunto de métodos e convenções utilizados Medida de fundura. para determinar a medida do contorno, da dimensão e da posição relativa da superfície submersa dos mares, rios, lagos*, represas e canais. A metodologia empregada alia sondagens de campo à modelagem digital 3D através de interpoladores e algoritmos sofisticados. A técnica se baseia no emprego de sondas acústicas de ultrassons (sonar). A medição da profundidade dos corpos hídricos é expressa cartograficamente

Urupê; Cogumelo; Orelha de pau; Orelha de judas; Orelha de macaco.


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relógio interno que mede o intervalo entre o por curvas batimétricas, que unem pontos da momento da emissão do sinal e o instante em mesma profundidade, à semelhança das curvas que o eco retorna ao sensor. O som é captado de nível topográfico. pelo transdutor que consiste basicamente de um material piezoelétrico que converte as ondas de retorno do eco em sinais elétricos. Os ecobatimetros fornecem informações pontuais de profundidade no local imediatamente abaixo do transdutor, ou seja, indica a distância vertical entre o casco do barco, onde está instalado o sensor, e o piso aquático (PEREIRA; FERNANDES NETO, 2008). Beach rock – Rocha arenítica resultante da cimentação das areias* de praia por carbonato de cálcio, proveniente da água do mar e da dissolução das conchas (APRH, 2007). Segundo Coutinho e Farias (1979) o processo de cimentação estaria relacionado à: a) percolação e litificação em profundidade; b) evaporação da água salgada; c) atividade metabólica por algas e bactérias. Quanto ao ambiente de formação Muehe e Ignara (1984) advogam que essas rochas são formadas na zona inframaré superior, com profundidade máxima de 2 metros e são posteriormente cimentadas por carbonato de cálcio, sendo finalmente expostas pela remoção da cobertura de areia* da praia.

Formação rochosa do período Quaternário, que Pedra de praia; ocorrem submersos ou quase submersos no Pedra jacaré. litoral brasileiro. São formados predominantemente por grãos de quartzo e fragmentos carbonáticos, cimentados por carbonato de cálcio. A origem do cimento está relacionada à precipitação de carbonatos contidos na água do mar com evaporação da água intersticial*, por processos físico-químicos ou por crescimento microbiológico que produz calcita magnesiana. Essas rochas podem ser utilizadas como geoindicadores de variações do nível do mar.

Bentônico – Organismos sem capacidade de locomoção ou de locomoção limitada que vivem no fundo, em contato com o substrato (REIS, 2007). Segundo Restrepo (2007), esses organismos se alimentam de detritos do fundo por filtração ou ingestão.

Seres de habitat* marinho do fundo dos manan- Peixe do fundo; ciais oceânicos e costeiros, onde se fixam corais, Peixe que come lama; algas e outros seres que caminham ou arrastam- Bicho da lama. se como lagosta, camarão etc. Várias espécies são úteis para fins de monitoramento da qualidade ambiental.

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Berma – Zona da praia quase horizontal, constituída pela deposição de sedimentos pelas ondas, e que, em geral, apresenta suave pendor em direção ao continente, e pendor mais abrupto em direção ao mar. Correspondem a acidentes fisiográficos não permanentes, sendo normalmente destruídos e/ou construídos durante ou após temporais. Algumas praias não têm bermas, enquanto que outras apresentam duas ou mais (APRH, 2007). Segundo Giannini (2002), em áreas com aporte eólico mais efetivo, a deposição de areia* eólica na berma praial ocorre em taxa maior que a velocidade de crescimento normal de vegetação pioneira, o que dificulta o desenvolvimento perene de dunas frontais, dando vez ao desenvolvimento de extensos lençóis de areia* (campos de dunas*).

Depósito arenoso*, disposto paralelamente à Praia. costa, formado pela porção subhorizontal (terraço) da pós-praia, que permanece elevado acima da maré* mais alta, possibilitando a colonização por vegetação halófita (vegetação de restinga). O uso recreativo das praias em toda a orla marítima está associado às atividades comerciais (barracas, quiosques, pousadas etc.) que ocupam o berma das praias.

Berne – Denominação aplicada às dermatobioses causadas por larvas* da Dermatobia hominis (Fam. Cuterebridae), conhecida popularmente por mosca do berne, que se desenvolvem subcutaneamente no homem e em vários animais domésticos (LENKO; PAPAVERO, 1996). Segundo Donoso (1947), as larvas* de Dermatobia determinam uma forma de miíase não invasiva, que se instala sobre a pele íntegra e se caracteriza pela produção de lesões de aspecto furunculoide.

Infestação por larvas* de moscas da família Ura. Cuterebridae. No Brasil a infestação (miíase) no homem mais comuns é causada pelas larvas* da moscas da espécie Dermatobia hominis , conhecida vulgarmente como Berne ou Ura. A larva* do referido inseto é responsável por miíases furunculosas de bovinos e demais animais domésticos e selvagens, inclusive o homem.

Biocenose – Conjunto de populações animais ou vegetais, ou de ambos, que vivem em determinado local. Em suma, constitui a parte referente aos organismos vivos de um ecossistema* (CARVALHO, 1981). Segundo Maglioca (1987), em estratigrafia corresponde a

Conjunto de animais e vegetais inseridos em um Sem terminologia popular. mesmo biótopo, cujos membros formam, de maneira interdependente, um equilíbrio biológico dinâmico. A biocenose de um bosque de manguezal*, por exemplo, compõe-se de populações de árvores, pássaros, formigas,


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uma associação de organismos que viveram em crustáceos micro-organismos etc., que convivem um mesmo local, no qual morreram, foram e se inter-relacionam. soterrados e fossilizados. Biodegradação – Decomposição* por processos biológicos naturais. Refere-se à transformação de moléculas xenobióticas por micro-organismos (FEEMA, 1990). Segundo Carvalho (2012), corresponde à troca produzida por um sistema biológico de uma substância orgânica em uma outra, independentemente da extensão da mudança.

Processo natural de decomposição* de materiais Apodrecimento. orgânicos por ação de seres vivos, sobretudo os pertencentes à microfauna do solo, denominados decompositores. Ocorre, sobretudo, ao nível dos solos e com grande importância nos ciclos pedológicos.

Biodiversidade – Número e abundância* relativa de genes diferentes (diversidade genética), espécies e ecossistemas* (comunidades) que ocorrem em uma área específica (SILVA, 1996). Segundo Rodrigues et al., (2008), inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade) complementaridade biológica entre habitats* (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Para IBGE (2004), a biodiversidade pode ser subdividida nos seguintes eixos de diversidade: a) genética – variação dos genes dentro das espécies, cobrindo diferentes populações da mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população; b) de espécies – refere-se à variedade de espécies existentes dentro de uma região; c) de ecossistemas* – variedade de ecossistemas de uma dada região; d) diversidade cultural humana – alguns atributos das culturas humanas representam soluções aos problemas de sobrevivência em determinados ambientes.

Complexo resultante da variedade de número e Sem terminologia popular. abundância* de espécies, comunidades biológicas e genes diferentes em determinado local, habitat* ou bioma. É a diversidade da natureza viva e pode ser mensurada pelo número total de espécies vivas presentes em um determinado ecossistema*. Pode ser entendida como uma associação de vários componentes em organização hierárquica: ecossistema*, comunidade, espécies, populações e genes, interagindo em um determinado espaço geográfico, onde cada ser, por mais simples que seja, tem uma função fundamental na composição do ecossistema*.

Bioindicadores – Espécies ou grupo de espécies Espécie ou grupo de espécies que reflete a Sem terminologia popular. de animais ou vegetais que indicam a situação qualidade ambiental de um ecossistema*,

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ambiental de um determinado ecossistema* o impacto produzido sobre um habitat*, (CAPOBIANCO, 1998). comunidade ou ecossistema*, ou que também indica a diversidade de um conjunto de táxons ou biodiversidade* de determinada região. As alterações observadas nestes organismos podem ser genéticas, bioquímicas, fisiológicas, morfológicas, ecológicas ou, até mesmo, comportamentais. Bioluminescência – Emissão de luz (luminescência) produzida por um ser vivo, como, por exemplo, os vagalumes (IBGE , 2004). Segundo Orr (1986), corresponde a emissão de luz por certos organismos, resultante da oxidação de algum substrato, na presença de uma enzima. O substrato é um composto termoestável, conhecido como luciferina, e a enzima sensível ao calor, que serve como elemento catalisador para provocar esta oxidação, que resulta em luz fria, chama-se luciferase. A bioluminescência é produzida por certas bactérias, fungos e muitos animais invertebrados. Entre os vertebrados, porém, só os peixes são capazes de produzir luz. Órgãos luminescentes foram encontrados em alguns tubarões, na raia elétrica (Benthobatis moresbyi) e em vários peixes ósseos, especialmente nas espécies que vivem nas profundezas do oceano.

Emissão de sinais luminosos por certas espécies Sem terminologia popular. animais, utilizada na captura de presas ou reprodução. Insetos como o vaga-lume, moluscos como os foladídeos e diversos cefalópodes, peixes e bactérias emitem luminescência, em geral, como resultado de uma reação química durante a qual energia química é transformada em energia luminosa, sem geração de calor.

Biomassa – Massa total de organismos vivos em uma área ou volume específicos; recentemente, plantas mortas passaram a ser classificadas como biomassa morta. A biomassa pode ser expressa em peso, volume ou área ocupada (TAIZ; ZEIGER, 2004).

Matéria orgânica viva ou morta, existente nos Sem terminologia popular. organismos (animais ou vegetais) de uma determinada comunidade, em uma determinada área. Pode ser recuperada através dos resíduos florestais, agrícolas, pecuários e até mesmo urbanos, podendo ser utilizada na fertilização de solos para agricultura* ou a produção de energia primária.


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Biota – Conjunto de seres vivos – flora e fauna – que habitam ou habitavam um determinado ambiente geológico, como, por exemplo, biota marinha e biota terrestre, ou, mais especificamente, biota lagunar, biota estuarina, biota bentônica (WINGE et al., 2001).

Conjunto de seres vivos de um ecossistema*, o Sem terminologia popular. que inclui a flora, a fauna, os fungos e outros grupos de organismos, que se inter-relacionam em uma determinada região.

Biótico – É o comportamento vivo do meio Aquilo que é característico dos seres vivos ou Sem terminologia popular. ambiente. Inclui flora, fauna, bactérias etc. que está vinculado a estes, ou seja, pertencente (CETESB, 2008). ou relativo à biota* (o conjunto da flora e da fauna numa determinada região). Bioturbação – Processo de construção de estruturas sedimentares de origem biológica, características de ambientes específicos, perturbando a estrutura sedimentar ou pedogênica a que se sobrepõem (APRH, 2007). Segundo Svensson (1998) a influência da bioturbação também se faz sentir sobre os fluxos de nutrientes, mediante os seguintes processos: a) transporte de materiais dissolvidos e/ou particulados das camadas internas do sedimento para a coluna d’água por bombeamento e/ou ventilação mecânica; b) excreção do organismo; c) estímulo à atividade microbiana no interior dos tubos (mineralização da matéria orgânica).

Estrutura sedimentar formada pela ação de seres Caminho de bicho. vivos (animais e/ou vegetais) em substrato não consolidado (sedimentos ou solos), causando a deformação e/ou mistura de material, que após litogênese fica registrado nas rochas sedimentares. Exemplos dessas ações são as marcas deixadas nos leitos de corpos d´água por organismos bentônicos* (que se alimentam da matéria orgânica dos fundos) e as estruturas geradas pelos organismos que vivem no sedimento (construção de estruturas tubulares, galerias, rastros de locomoção).

Bloco – Fragmento rochoso, menor do que matacão e maior do que seixo, e que na escala de Wentworth, de uso principal em sedimentologia, corresponde a diâmetro maior do que 64 mm e menor do que 256 mm (WINGE et al., 2001).

Partícula (fragmento de rocha) de sedimentos Sem terminologia popular. clásticos não consolidados, com diâmetro variando, na escala de Wentworth, de 64 mm e 256 mm. O termo bloco rochoso é usado para massas rochosas com dimensões métricas ou maiores.

Boia – Instrumentos flutuadores para as redes Artefato utilizado para fazer a flutuação das redes Boia. malhadeiras. Tipo de bóia, popularmente conhecida de pesca. Podem ser fabricadas de maneira

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como boia-mestra, colocada na parte dianteira, guia artesanal (cortiça, miriti ou garrafas pet) ou a pesca com as redes malhadeiras (FURTADO, 1987). industrializadas (plástico, isopor). Borda – Extremidade de uma superficie; beira, Franja ou faixa decorativa de um artefato Beiço do pote; margem, orla, fimbria (FERREIRA, 1999). Segundo arqueológico. Boca do pote. Mendonça* Souza, na arqueologia é utilizado para a extremidade superior do vaso (artefato arqueológico), ou seja, a parte terminal da parede, junto a boca. ejo – Terrenos planos e encharcados, que Br Brejo ocorrem nas regiões de cabeceiras* ou em zonas de transbordamento dos rios (GUERRA; GUERRA, 2006). Segundo Ferreira (1999), corresponde a qualquer lugar baixo onde há cacimbas, olho d’àgua ou nascente. Para FEEMA (1990), nesses locais ocorre vegetação própria, onde predominam arbustos*, gramíneas e pequenas espécies arbóreas.

Baixadas* ou depressões, onde a saturação hídrica do solo é consequência do afloramento da água do lençol freático*. Essa umidade do solo contribui para a seletividade das espécies ocorrentes nas formações vegetais de brejo, relacionada à adaptabilidade fisiológica das mesmas para resistir à saturação hídrica.

Brejo herbáceo ou brejo costeiro – Depressões úmidas separando cordões paralelos, englobando uma gama de comunidades vegetais, desde as herbáceas nos trechos mais úmidos até as herbáceo-arbustivas nos mais secos, dominados por Gramineae e Cyperaceae (ARAÚJO; HENRIQUES, 1984). Constituem depressões periodicamente alagadas em épocas de maior precipitação, que constituem os habitats* de maior complexidade ambiental e diversidade biológica dos ecossistemas* de dunas*. Geralmente de pouca profundidade, estes ambientes apresentam variações sazonais marcantes no nível de inundação, podendo secar durante certas épocas do ano. Chapman (1976) e Lacerda et al. (1986).

Zona hidromórfica na região interdunar, entre Brejo. os primeiros cordões arenosos localizados nos setores mais internos da planície costeira, que permanece alagada em um período do ano, devido ao volume de chuvas e transbordamento do lençol freático. Composta de vegetação predominantemente herbácea, dominada por capins (Gramineae e Cyperaceae). Esta formação apresenta variações sazonais marcantes no decorrer do ano, tanto na composição florística quanto no nível de inundação.

Brejo; Igapó; Lamaçal; Banhado.


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Brisa – Corrente de ar de baixa intensidade e com velocidade média de até 50 km/h (forças de 1 a 6 na Escala de Beaufor (IBGE, 2004). Segundo Atkinson (1981), a brisa ocorre mais frequentemente nos trópicos do que em médias ou altas latitudes.

Vento próximo da superfície do mar (brisa Brisa; marítima) ou terrestre (brisa terrestre), causado Vento. pelo aquecimento desigual da superfície terrestre ou do mar. Em geral, a brisa marítima é mais intensa e mais persistente do que a brisa terrestre.

Brisa marítima – Corrente de ar (vento) que ocorre próximo à superfície, no sentido do mar para o continente, que se desenvolve nas regiões litorâneas no período da tarde. Este fenômeno deve-se à variação da pressão na horizontal devido ao aquecimento diurno sobre o continente em relação ao mar adjacente. A brisa marítima normalmente penetra de alguns quilômetros até 100 km continente adentro. A circulação no plano vertical, perpendicular à costa, é fechada em uma profundidade de 1 a 2 km (CEMBA, 2008). Segundo Oliveira Jr. et al., (2005), a brisa marítima se desenvolve melhor num dia de tempo bom, onde a sua evolução é geralmente caracterizada pelo desenvolvimento do vento próximo à costa em superfície, fluxo de retorno em altitude, diminuição da temperatura em superfície e aumento da umidade. Segundo Atkinson (1981), nos trópicos, em geral, a brisa marítima sopra entre 12h e 20h no horário local.

Vento local que sopra do mar para a terra durante Brisa; o dia, causado pelo aquecimento desigual entre Brisa do mar; as superfícies terrestre e marinha, quando sobre Vento do mar. elas incide a radiação solar. Esse fenômeno é bastante evidente no litoral, quando, durante o dia o solo costeiro esquenta mais facilmente do que a água do mar. Dessa forma, a massa de ar existente logo acima do solo é empurrada para cima pelo ar frio que vem das camadas mais próximas à água para substituí-lo, formando assim a brisa marítima

Brisa tterr err estr e – Vento local que sopra da terra errestr estre para o mar durante a noite, face ao resfriamento noturno que a superfície terrestre sofre devido ao efeito da radiação (IBGE, 2004). Segundo CEMBA (2008), a brisa terrestre afeta alguns quilômetros até 100 km mar adentro. A circulação no plano vertical, perpendicular à costa, é

Vento local próximo à superfície, que sopra no Vento Terral. sentido da terra para o mar, que se desenvolve nas regiões litorâneas durante a noite. Esse processo se deve à variação da pressão na horizontal devido ao resfriamento noturno sobre a terra em relação ao mar adjacente.

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fechada em uma profundidade de 1 a 2 km. Segundo Atkinson (1981), nos trópicos a brisa terrestre sopra entre 23 h e 7 horas. Cabeceira – Porção superior de um curso d’água, Área da bacia de drenagem*, onde surgem Cabeceira; Nascente; Fonte; próximo a sua nascente (IBGE, 2004). nascentes que, por sua vez, dão origem a um rio. Olho d’água; Mina d’água. Cabo – Denominação utilizada na topografia costeira, para designar a parte saliente da costa, que avança em direção ao mar. Os cabos avançam em forma de pontas, sendo, portanto, decrescente a sua largura em direção ao mar (GUERRA; GUERRA, 2006)

Espécie de acidente geográfico formado por uma Ponta. massa de terra emersa que se estende em direção ao mar adjacente. Um cabo em geral exerce influência sobre correntes costeiras e outras características oceanográficas de seu meio. São exemplos deste tipo de topografia os cabos Cassiporé e Orange, na costa do Amapá.

Cabotagem – Transporte marítimo realizado entre dois portos da costa de um mesmo país ou entre um porto costeiro e um fluvial (SAMPAIO, 2006).

Navegação para transporte de cargas e Navegação interna. passageiros, mediante rotas entre portos interiores do país, quer seja pelo litoral ou por vias fluviais. Caso a navegação ocorra entre dois portos fluviais, então não é considerada cabotagem, mas navegação interior.

Cabeça de prego – Larvas* e pupas aquáticas de Nome vulgar utilizado para designar as larvas* Cabeça-de-Prego. mosquitos (FERREIRA, 1980). de mosquitos. Calha de onda – Porção mais baixa de uma onda, situada entre duas cristas sucessivas (IBGE, 2004). Quando as ondas correspondem a sinusoides perfeitos, as cavas de todos os ciclos têm igual elevação. Se não, são perfeitamente sinusoidais, o valor da elevação da cava vai variando, obedecendo com frequência a uma ciclicidade secundária (APRH, 2007).

Ponto mais deprimido (menos elevado) de uma Cava. onda. Também pode ser entendida como a parte da onda situada abaixo do nível de águas tranquilas.

Camada – (= estrato) Unidade litoestratigráfica, Membro unitário de uma rocha sedimentar Sem terminologia popular. que se apresenta como um corpo rochoso estratificada. Normalmente homogênea em sua


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aproximadamente tabular e litologicamente diferençável das rochas sobre e sotopostas. Podem variar de poucos centímetros a dezenas de metros de espessura (IBGE, 2004).

composição granulométrica e/ou mineralógica, com continuidade lateral e bem delimitada das camadas inferiores e superiores. Cada camada ou estrato origina-se de uma modificação por vezes muito acentuada na qualidade do material depositado ou nas condições de sedimentação. As características físicas e registros fósseis são distintos de uma camada para outra que precede ou sucede. As camadas sucessivas de rochas podem contar a história geológica e indicar a idade da camada e o tipo de ambiente que originou aquela rocha. As camadas podem ter espessuras variáveis e, não ocorrendo nenhuma falha ou dobramento geológico, a camada mais antiga será aquela que está mais abaixo, e a mais recente a que está por cima no arranjo estrutural.

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Campo – Vegetação constituída essencialmente Vegetação rasteira constituída por plantas de Campo. por formas herbáceas e/ou subarbustivas hábito herbáceo (a maioria capim) ou pequenos (ACIESP, 1997). arbustos* distantes uns dos outros. Campo arbustivo aberto (Campo com moitas) – Formação da restinga, constituída por um estrato herbáceo (região de entre moitas) intercalado por ilhas de vegetação de forma hemisféricas (moitas), composta por indivíduos arbustivos e arbóreos. Em época de maior intensidade pluviométrica essa formação apresenta afloramento do lençol freático ou, em algumas partes mais elevadas, este fica próximo à superfície (ULE, 1967; DAU, 1960; ARAÚJO; HENRIQUES, 1984; PEREIRA, 1990, AMARAL et al. 2008).

Formação vegetal que se localiza na parte interna da restinga*, em região plana. É composta por dois estratos vegetais: um herbáceo e outro arbustivo-arbóreo. O estrato herbáceo, também denominado de região de entre moitas*, é formado por diversos tipos de capins e ervas de pequeno porte. O estrato arbóreo-arbustivo é formado por plantas que se agrupam em moitas* (ilhas de vegetação), em geral dominadas por uma espécie vegetal, com frequência o umiri ou miri (Humiria balsamifera (Aubl.) J. St. Hil.), a cebola-brava (Clusia hoffmannseggiana Schltdl.), ou o muruci (Byrsonima crassifolia (L.) Kunth). No interior das moitas* é comum a presença de orquídeas e aráceas, ocorrendo eventualmente

Campo de Umiri; Campo de Miri; Mirizal; Campo de murici; Campo de mirici; Miricizal.

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espécies trepadeiras. Na época de maior intensidade de chuvas essa formação apresentase alagada ou em algumas partes mais elevadas fica encharcada. Campo entre dunas – Formação vegetal (campo*) entre dunas* está localizada na região plana entre as dunas* intermediárias e interiores. No período chuvoso apresenta depressões alagáveis, cujas as mais profundas formam pequenos lagos* temporários. Caracteriza-se pela presença de indivíduos herbáceos, dominados por Cyperaceae e Poaceae (BASTOS, 1996).

Localizado na região plana interdunar mais Areial. evidente entre as dunas* intermediárias e interiores. Caracteriza-se por uma vegetação herbácea com predominância de Poaceae e Cyperaceae (capins) e grande espaços sem vegetação. Esta formação apresenta forte sazonalidade, modificando grande parte de sua composição florística em função do regime de chuvas. No período chuvoso apresenta depressões alagáveis, cujas mais profundas formam pequenos lagos* temporários.

Camuflagem – Procedimento de dissimulação ou disfarce que ocorre quando determinados animais, possuem a mesma cor (homocromia) e/ ou a mesma forma (homotipia) do meio em que vivem (BUENO, 2007).

Fenômeno adaptativo em que um organismo se Disfarce. confunde com o ambiente físico em que vive, como proteção ou para facilitar o ataque. Um exemplo deste fenômeno ocorre com o bicho-pau (inseto da ordem Phasmatodea), que apresenta incrível similaridade com fragmentos de madeira ou gravetos. Existem dois tipos de camuflagem, a Homocromia, onde o animal tem a mesma cor do meio onde vive, e a Homotipia, onde o animal tem a forma de objetos que compõem o meio.

Canal – Curso de água natural ou artificial que Local por onde escoa o fluxo das águas de um Canal. contém água em movimento, de maneira rio ou curso d´água de origem artificial. contínua ou periódica, ou então que estabelece uma interconexão entre dois corpos de água (IBGE, 2004). Segundo Guerra e Guerra (2006), os canais fluviais podem ser classificados em: meandrantes, anastomosados, retos, deltaicos, ramificados, reticulados e irregulares.


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Canal de maré – Canal* natural formado sobre a planície de maré e que é mantido pelo fluxo das correntes de maré* (IBGE, 2004). Para Melo et al., (1997), devido ao caráter periódico da maré*, o escoamento em um canal de maré é fundamentalmente oscilatório, ou seja, apresenta inversões periódicas e sistemáticas de sentido de corrente.

Curso d´água em ambiente estuarino, normal- Braço de mar; mente instalado em planície de maré lamosa, Braço de rio; bordejada por manguezal*. O caudal e o nível de Igarapé. água estão sujeitos à influência direta das marés* (enchente e vazante).

Canal de primeira ordem – Canal* que não Pequeno canal* que não tem tributário/afluente*, Igarapé. possui tributário, isto é, encontra-se diretamente podendo ter o curso de água perene ou ligado à nascente (IBGE, 2004). intermitente. Canal de segunda ordem – Canal* que surge da Canal* formado pelo encontro de dois outros Igarapé. confluência de dois canais de primeira ordem, canais de primeira ordem. É o canal* que só recebendo somente afluentes* de primeira ordem recebe afluentes de primeira ordem. (IBGE, 2004). Canal de retorno – Canal escavado pelo fluxo das correntes de retorno, em direção ao mar aberto, podendo seccionar as barras* longitudinais (IBGE, 2004).

Canal* estabelecido pelo refluxo do volume de água Correnteza. que retorna da costa de volta para o mar, em virtude da força gravitacional. A ação das marés* intensifica o perigo das correntes nesse canal*, em especial em condições de maré* vazantes.

Canaleta – Depressão situada no flanco das cristas de praias e voltada para o continente, por onde as águas são obrigadas a correr paralelamente à praia durante a maré* vazante (IBGE, 2004).

Pequenas depressões formadas em ambiente Sem terminologia popular. praial, mais precisamente na zona intertidal, devido à interação das marés*, das correntes, dos sedimentos e da topografia da praia. Essas feições são bastante características na Praia do Atalaia (Salinópolis, PA).

Canibalismo – Forma especial de predação em que o predador mata presas pertencentes a sua mesma espécie. Esse comportamento evoluiu para reduzir a competição entre os indivíduos da população por alimento, abrigo e locais de

Relação ecológica em que certas espécies de Sem terminologia popular. animais se alimentam de indivíduos da mesma espécie. Essa prática é resultado da evolução das espécies, com o objetivo de eliminar os indivíduos menos aptos, por exemplo, provenientes

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reprodução existentes em quantidade limitada de uma ninhada em que alguns filhotes nascem no meio ambiente (WATANABE, 2001). defeituosos ou imaturos. No caso do canibalismo entre seres humanos, a prática é denominada antropofagia, considerada crime de mutilação e profanação de cadáver. Canto – É uma série de notas, geralmente de mais de um tipo, emitidas em sucessão e relacionadas entre si, formando uma sequência de sons bem reconhecidos, e que possuem complexidades e características de ritmo e de modulação que os diferenciam entre as espécies. O canto das aves está basicamente sob controle dos hormônios sexuais, relacionando-se com a época da reprodução, bem como para estabelecimento e defesa do território e, ainda, com a manutenção do par (macho e fêmea) (MARCELIANO, 2010).

Vocalizações inatas (características genéticas) e aprendidas (ontogenia) emitidas por algumas aves, relacionadas à reprodução, estabelecimento e defesa de territórios.

Capoeira – Vegetação secundária que sucede a derrubada das florestas. Constituída principalmente por indivíduos lenhosos de segundo crescimento, na maioria, da floresta anterior e por espécies espontâneas que invadem as áreas devastadas. Apresenta porte desde arbustivo até arbóreo, porém com árvores finas e compactamente dispostas (MARTINELLI, 2010). Segundo Sampaio et al., (2007) em condições de pousio, a capoeira se refaz por meio de rebrotas de tocos, raízes e sementes, principalmente aquelas que sobrevivem ao corte e a queimada.

Vegetação que nasce após a derrubada de mata Mato; nativa, sendo, portanto, uma vegetação Juquira; secundária. Para que a vegetação da capoeira se Matagal. estabeleça é necessário um período de repouso (pousio) longo para a recomposição e introdução de espécies que farão parte da composição e diversidade florística deste ambiente.

Captura acidental – (by catch); Denomina-se aos organismos invertebrados e, na maioria das vezes, vertebrados não alvos da pescaria. Segundo McCaugrham (1992), a captura acidental ou by catch é definida como a fração da captura

A captura acidental em redes de pesca Pego na rede; corresponde ao emalhe* de indivíduos não alvo Caído na rede; da pescaria e, por não constituírem preferência Preso na rede. da atividade, são descartados. As capturas acidentais ou by catch envolvem aves, tartarugas,

Canto; Assovio; Assobio; Chamado.


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proveniente da pesca que é devolvida ao mar baleias e golfinhos, representando risco à (morta ou debilitada), comprometendo desse conservação desses grupos. modo sua sobrevivência. Caranguejeiro – Catador de caranguejo (MOREIRA, Profissionais da pesca do caranguejo. Ofício que Caranguejeiro. 2009). normalmente é passado de pai para filho, mas dada a vida sofrida, de labuta intensa, árdua e de pouco rendimento econômico, os pais, em geral, não querem que os filhos tenham o mesmo destino. Caranguejo fêmea – Fêmea do caranguejo uçá Caranguejo uçá fêmea. Protegido por ocasião do Baronesa; (MOREIRA, 2009). defeso do caranguejo. Baroa; Condessa; Condurua. Carcinicultura – Atividade que visa a criação racional de camarões em cativeiro (FERREIRA et al., 2010). Segundo SEPAQ (2010), a carcinicultura regional está instalada na região do Salgado, notadamente nos municípios de Curuçá e Salinópolis, que juntos produzem uma média de 200 toneladas/ano, as quais são comercializadas no mercado interno.

Modalidade de cultivo de camarão em cativeiro. Fazenda de camarão; Uma das práticas econômicas em franca Fazenda camaroneira. expansão nas últimas décadas, especificamente nas regiões de manguezais. A pressão sobre esses ecossistemas tem comprometido o equilíbrio ecológico dos mesmos. A introdução de espécies exóticas, entendidas essas como não nativas das regiões em que se encontram, representam risco significativo ao equilíbrio ecológico preexistente. A carcinicultura também interfere na ocupação territorial, na utilização de recursos hídricos e na biodiversidade, havendo impactos químicos e socioeconômicos. Ao atingir o meio ambiente, a carcinicultura ameaça a fonte de sobrevivência e a cultura de milhares de pessoas que habitam tradicionalmente as regiões de, muitas vezes vítimas de violência, expulsão e superexploração por parte das empresas, que comumente se apropriam de terras públicas da União.

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Cardume – Grupos de três ou mais peixes que se agregam mutuamente. Geralmente, membros de um mesmo cardume apresentam tamanhos semelhantes e, constantemente, ajustam sua velocidade e direção em relação aos demais indivíduos do grupo (HELFMAN, 1984). Segundo Shaw (1978), mais de 10.000 espécies de peixes formam cardumes e destes 50% os fazem na fase juvenil.

Grupo de peixes, em geral da mesma espécie e Cardume. grupo etário, que nadam como se fossem um Cumidia. único indivíduo, sem relação de liderança A defesa é uma das principais funções do cardume. Os peixes movendo-se de forma sincronizada, confundem possíveis predadores, dando a impressão de tratar-se de um enorme e ameaçador peixe. Cardumes de espécie de pequenos tamanhos são utilizados como verdadeiro bando de iscas para a pesca de espinhel.

Cariapé – Tipo de tempero para cerâmica arqueológica, o qual consiste em cinzas obtidas pela queima do córtex de árvores ricas em sílica, muito comum na Amazônia central e no Brasil central (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Mistura obtida através de carvão moído e cinzas Caraipé. oriundas da casca da árvore cariapé. Usado, misturado ao barro, para dar maior resistência e leveza ao material cerâmico.

Carnívoro – Animal que se alimenta exclusiva- Animais que se alimentam predominantemente Carnivo; mente de carne ou que prefere a carne como de carne de animais vivos ou mortos. Geralmente Carnivro. alimento (IBGE, 2004). bem adaptados ao seu tipo de alimentação, sendo providos de mandíbulas fortes, com dentes caninos bem desenvolvidos e dentes molares adaptados a cortar e esmagar a carne dos animais de que se alimentam. Existem carnívoros de vários táxons, como, por exemplo, o falcão, o tubarão e o crocodilo. Cascalho – Conjunto de partículas sedimentares cujas dimensões estão compreendidas entre 2mm (-1F) e 32mm (-5F). É constituída por 4 frações granulométricas: a) muito grosseiro (32mm a 16mm); b) grosseiro (16mm a 8mm); c) médio (8mm a 4mm); d) fino (4mm a 2mm) (APRH, 2007). Segundo Guerra e Guerra (2006), em termos de ambiente deposicional, o cascalho corresponde

Conjunto de partícula poliminerálicas (fragmen- Cascalho. tos de rochas com diâmetro variando de 2 a 32 mm. Podem ser constituídos também por fragmentos bioclásticos* (conchas de moluscos, fragmentos coralinos, bioconcreções etc). O transporte é efetuado por rolamento.


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a um depósito aluvial situado no leito maior de um rio ou um terraço. Catádromo – Migração realizada por algumas Espécies de peixes e outros organismos aquáticos Sem terminologia popular. espécies de peixe das águas doce para o oceano que descem para o mar a fim de realizar a postura (USP, 2007). e reprodução. As enguias constituem o exemplo típico deste comportamento. Cauixi – Tipo de tempero orgânico empregado na cerâmica arqueológica da Amazônia. Consiste em microscópicas lentes de sílica pura, que originalmente integravam o esqueleto de um micro espongiário de água doce (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Espongiário comumente encontrado preso aos Cauixi; galhos de árvores que ficam submersos durante as Ouriço. cheias dos rios e igarapés amazônicos. As espículas provocam coceira em contato com a pele. Na cerâmica arqueológica é registrado como um dos tipos de tempero adicionado à argila*/barro.

Caules rastejantes ou prostrados – Caules aéreos Caule aéreo que cresce rastejando sobre o solo, Cipó. que se prostam no solo, incapazes de permanecer semelhança de uma cobra. eretos. Podem desenvolver raízes adventícias nos nós, que se fixam no solo, auxiliando na nutrição da planta (SOUZA, 2003). Cerâmica – Artesanato de barro queimado. Com Artefato* feito de argila*/barro queimado. a queima acima de 400°C, a argila* torna-se Podem ser vasilhames, pratos, rodelas de fuso, impermeável originando a cerâmica. Acima de cachimbos, estatuetas. 700°C se obtém cerâmica de boa qualidade, bem queimada. A temperatura da queima depende do tipo e da quantidade da madeira empregada (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Pote; Vasilha; Alguidar; Tigela; Panela de barro; Cumbuca; Travessa de barro.

Cesto – Espécie de recipiente cilíndrico, trançado Paneiro com alça para colocar à cabeça para Aturá; em talas e cipós para carregar macaxeira ou carregar mandioca e peixes, entre outros produtos. Paneiro. outros pertences da roça (FURTADO, 1987). Normalmente são utilizados o cipó-ambé (Philodendron fragrantissimum) para a produção de paneiro, e o cipó arumã duro (Ischnosiphon arouma) para confecção de peneiras.

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Chenier – Crista arenosa, sobrejacente a depósitos siltosos ou argilosos, que foi isolada da costa por uma planície lamosa, o que, em gênese, implica em progradação desta, interrompida pela formação do chenier (OTVOS; PRICE, 1979). Geneticamente o chenier ocorre em costas estáveis, normalmente sujeitas à moderada energia de ondas, onde os sedimentos pelíticos são supridos por lentas, mas persistentes correntes marinhas. Para Augustinus (1989), além de ocorrência em costas progradantes, os cheniers também podem ser cheniers também podem ser formados em ambiente deltáico, quando a progradação costeira é temporariamente interrompida, e cristas arenosas podem ser formadas como depósitos fluviais. De acordo com a origem dos sedimentos relacionados, os cheniers podem ser distinguidos em dois tipos: a) Desenvolvidos devido a onda de sedimentos lamosos e a subsequente concentração de partículas grosseiras que formam uma barra litorânea ou uma crista arenosa, que se desloca em direção à linha de costa; b) Construídos pela deriva litorânea.

Cordões arenosos litorâneos separados entre si Sem terminologia popular. por planícies de maré lamosas. Apresentam leve ressalto topográfico, dezenas de quilômetros de comprimento e centenas de metros de largura; Frequentemente apresentam cobertura vegetal. Ocorrem sempre em costas em progradação, em todas as latitudes e são considerados como registros de antigas linhas de costa. Em alguns casos desempenha funções ecológicas, particularmente como habitat e pousio para aves migratórias. O arranjo e composição desses depósitos arenosos levam a interpretações de que os mesmos estão frequentemente associados a variações morfossedimentares da linha de costa. Há também evidências que apontam que, em alguns poucos casos, podem estar associados às flutuações do nível médio do mar. No litoral amazônico são encontrados nas planícies costeiras do Suriname, Guiana, Guiana Francesa e Amapá.

Chuva – Precipitação atmosférica em forma de gotas de água, com diâmetro entre 0,5 e 3.0 mm. É o efeito de condensação do vapor d’água contido na atmosfera. Muitas vezes ocorrem em forma de temporais., que se se caracterizam pelos ventos fortes, trovoadas e relâmpagos. Quando o diâmetro das gotas é inferior a 0,5mm recebe a denominação de chuvisco (BRASIL, 2002).

Fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água sobre a superfície da Terra. Desempenha papel importantíssimo na manuntenção do ciclo hidrológico. Na região Norte do Brasil são conhecidas como chuvas convectivas ou de convecção, causadas por intensa evapotranspiração da floresta amazônica e evaporação de águas oceânicas.

Toró; Pampeiro; Pau d´água; Chuvisco.

Cianobactérias – Uma divisão das bactérias Organismos unicelulares e filamentosos, Sem terminologia popular. fotossintéticas, antigamente referidas como algas fotossintetizantes, causadores de toxidez em lagos verde-azuladas. Elas carecem de reprodução e rios de captação de água para abastecimento


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sexuada e usam clorofila a em sua fotossíntese público. A concentração de cianobactérias nestas (PURVES, et al. 2002). águas, por falta de tratamento de esgotos, pode causar vítimas humanas. Ciclo hidrológico – Sistema pelo qual a natureza faz a água circular do oceano para a atmosfera* e daí para os continentes, de onde retorna, superficial e subterraneamente, ao oceano. Envolve processos de precipitação, infiltração, escorrimento superficial e evaporação (IBGE, 2004).

Também conhecido como ciclo da água, Sem terminologia popular. corresponde ao fenômeno de escala global de circulação fechada da água entre a superfície terrestre e a atmosfera*, impulsionado fundamentalmente pela energia solar associada à gravidade e à rotação terrestre. Em suma, consiste na constante mudança de estado da água na natureza, fazendo com que a mesma sempre se renove à cada ciclo completo, ou seja, corresponde ao movimento das águas pelos ecossistemas.

Ciclo regressivo – Ciclo de erosão* e deposição originada pela descida do nível dos oceanos, provocando a exposição das regiões oceânicas submersas (CPRM, 2008).

Ciclo de erosão* e deposição ocorrido em Sem terminologia popular. períodos glaciais, quando as temperaturas do planeta diminuíram e, consequentemente, o volume de água nos oceanos também, diminuindo assim o nível do mar e expondo as regiões oceânicas até então submersas.

Ciclo transgressivo – Ciclo de erosão* e deposição originado pela subida generalizada do nível dos oceanos, provocando a inundação de regiões costeiras (CPRM, 2008).

Ciclo de erosão* e deposição, ocorrido em Sem terminologia popular. períodos interglaciais, quando as temperaturas do planeta aumentaram e, consequentemente, devido à extensão das coberturas glaciais e à intensidade do degelo (fusão parcial e recuo, aporte de água doce para os oceanos) o volume de água nos oceanos também, aumentando assim o nível do mar.

Classes texturais – Designação que frequentemente se dá às grandes classes granulométricas dos sedimentos. As principais classes texturais são: cascalho*, areia*, silte, argila* (APRH, 2007)

Classes granulométricas de sedimentos baseada Sem terminologia popular. nas definições dimensionais dos grãos constituintes. Via de regra, estão presentes nos sedimentos quatro classes texturais: cascalho*, areia*, silte e argila*.

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Clima – Conjunto de estados de tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região ao longo do ano, incluindo o comportamento habitual e as flutuações, resultante das complexas relações entre a atmosfera*, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera (IBGE, 2004).

O clima compreende os diversos fenômenos Clima; meteorológicos que ocorrem na atmosfera* da Tempo. Terra. Fenômenos como frentes frias, tempestades, furacões entre outros estão associados às variações meteorológicas preditas pelas leis físicas e a um conjunto de variações dos elementos meteorológicos (temperatura, precipitação, vento, umidade, pressão do ar).

Clima equatorial – Clima* característico das regiões que estão sujeitas a influência das baixas pressões equatoriais, apresentando médias de temperaturas superiores a 25ºC, amplitude térmica* anual que oscila entre 10ºC e 30ºC e índices pluviométricos que podem ultrapassar os 3000 mm anuais (IBGE, 2004).

Clima* das zonas geográficas caracterizadas pela Sem terminologia popular. elevada temperatura média do ar (24ºC e 27ºC) e pela alta pluviosidade (> 2 000 mm de precipitação total anual). Estas zonas estão concentradas numa faixa de 5 graus de latitude em torno da linha do Equador, razão que justifica a atribuição da designação de clima equatorial.

Clima marítimo – Clima* das regiões contíguas ao mar, caracterizado por fraca amplitude tanto anual quanto diária da temperatura e por elevada umidade relativa (IBGE, 2004).

Clima* encontrado tipicamente ao longo das Sem terminologia popular. costas ocidentais nas latitudes médias de continentes de todo o mundo. As chuvas são abundantes e bem distribuídas ao longo de todo o ano, sendo o verão bastante fresco e úmido.

Clone – Grupo de indivíduos produzidos por reprodução assexuada (ex. propagação vegetativa), a partir de um único indivíduo. Todos os indivíduos de um clone têm um mesmo genótipo (ACIESP, 1997).

Quando uma planta é reproduzida a partir de um Planta de galho. galho, estaca ou ramo, formando um indivíduo com as mesmas características genéticas da planta que o originou.

Coeficiente de reflexão de onda – Razão entre a altura da onda refletida (Hr) e a altura da onda incidente (Hi), ou a razão entre a energia refletida (Er) e a energia incidente (Ei). Varia entre 1,0 (quando se verifica reflexão total) e 0 (ausência de reflexão).

Quociente entre as alturas das ondas refletida e Sem terminologia popular. incidente na área litorânea. Parâmetro muito importante no cálculo de obras hidráulicas de geometria vertical, construídas para acostagem de embarcações ou para retenção marginal, no mar, nos estuários* ou nos rios.


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Cofo – Cesto grande feito de talas de miriti e folhas de palmeiras, utilizado para o transporte de pescado, camarão e, principalmente, caranguejo (MOREIRA, 2009).

Cesto para transporte de caranguejo, peixes e Cofo; camarões. Também utilizado como unidade de Coifo. medida matemática dialógica dos caboclos ribeirinhos.

Coliformes – Grupo de bactérias, que inclui os gêneros Kebsiella, Escherichia, Seratia, Ervennia e Enterobactérias. Estão associadas a fezes de animais de sangue quente e com o solo CETESB (2008). No Brasil, a Portaria nº 36 do Ministério da Saúde, elaborada segundo as normas da OMS de 1984, define o parâmetro microbiológico baseado na frequência e na ausência de coliformes fecais na água distribuída à população (BRASIL, 1990).

Normalmente associados à presença de organismos Vermes. patogênicos transmissores de doenças de veiculação hídrica. Podem ocorrer em corpos aquosos com altos teores de matéria orgânica, por exemplo, em efluentes industriais ou em material vegetal e solo em processo de decomposição. Na legislação brasileira, os coliformes fecais são utilizados como padrão para definição da qualidade de águas superficiais destinadas a abastecimento, balneabilidade, irrigação e piscicultura.

Colmatagem – Processo de entulhamento ou enchimento de bacias ou planícies, através da deposição de sedimentos, realizada pelos agentes naturais ou pelo homem (CURI et al., 1993).

Deposição e acumulação de sedimentos finos no Atulhamento. fundo de rios, lagos* e brejos*, reduzindo a sua profundidade. É um processo natural, mas pode ser intensificado pela ação do homem.

Colônia de pescadores – Órgão governamental Organizações que correspondem aos sindicatos, Colônia. de representação de classe dos pescadores na busca pelos direitos dos pescadores. São artesanais no Brasil (FURTADO, 1987). organizadas em nível federal e estadual, em confederação e federação. Em cada município há uma colônia designada pelo prefixo Z (zona) e tem como representações locais, as capatazias. Compactação – Decréscimo volumétrico dos sedimentos em consequência do esforço compressivo, causando um rearranjo mais denso das partículas do solo e a consequente redução da porosidade, Em termos geológicos corresponde à eliminação ou enorme redução dos poros das rochas/sedimentos, por rotação e deformação dos grãos (IBGE, 2004).

Processo natural ou antrópico de adensamento Endurecimento. das partículas de solo/sedimentos, diminuindo sua porosidade e permeabilidade. A compactação do solo é danosa para a produção agrícola, pois dificulta o crescimento de raízes, fazendo com que a planta tenha problemas em seu desenvolvimento.

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Comprimento de onda – Distância entre duas Distância horizontal entre qualquer ponto de uma Sem terminologia popular. cristas ou duas cavas sucessivas (APRH, 2007). onda e o ponto correspondente da próxima onda. Comunidade – Pequena vila, povoado, sítio No caso de comunidades de pescadores, Comunidade; (FURTADO, 1987). corresponde à população tradicional localizada Lugar. na linha de costa, margens de rios, estuários e lagos ao longo do litoral, portadoras de um modo de vida baseado principalmente na pesca, ainda que exerça outras atividades econômicas complementares, como a agricultura de subsistência. Comunidades Eclesiais de Base (CEBS) – grupos sociais organizados no entorno da paróquia, por leigos ou clérigos. Compostas principalmente por membros das classes populares, vinculadas a uma igreja, cujo objetivo é a leitura bíblica em articulação com a vida. Através do método ver-julgar-agir buscam olhar a realidade em que vivem (VER), julgála com os olhos da fé (JULGAR) e encontrar caminhos de ação impulsionados por este mesmo juízo à luz da fé (AGIR). A ação encontra respostas variadas segundo as circunstâncias, transcendendo os limites das igrejas. Estas comunidades impulsionaram a criação de clubes de mães, associações de moradores, inserção no movimento operário e outras iniciativas que fortaleceram o movimento social (BETTO, 1985).

Organizações de comunidades historicamente Comunidade da igreja. ligadas à renovação da Igreja Católica, no Concílio Vaticano II, com base na identidade territorial e necessidades conjuntas. Reúnem-se em assembleia participativa, organizada por agentes pastorais em um espaço de discernimento crítico. Proliferaram nos anos 1960, na luta conta a ditadura militar. Com a redemocratização e modificação da conjuntura nacional, a igreja perdeu a hegemonia, mas as CEBs continuam atuantes em novas bases. Por esta via, o termo comunidade é incorporado ao cotidiano dos pequenos aglomerados e continua se colocando como espaço de luta pela cidadania.

Comunidade vegetal – Diferentes fisionomias Grupo de plantas que interagem entre si e que Sem terminologia popular. que expressam alterações na combinação de ocorrem no mesmo espaço, formando fisiotipos de vegetais que ocorrem juntos em um dado nomias diferentes em um ambiente. espaço (PILLAR, 2002). Concha de molusco – Carapaças (exoesqueleto) Órgão rígido, externo, característico dos Concha; de moluscos gastrópodes ou bivalves, tanto de moluscos. Podem ser classificadas segundo a Ostra; água salgada ou doce, quanto terrestres, com morfologia dos organismos em: a) concha de Mexilhão;


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ocorrência muito comum como restos alimentares em sítios arqueológicos do litoral e do interior. São trituradas e usadas como tempero de cerâmica*, ou como matéria-prima na elaboração de artefatos* e objetos de adorno (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

bivalves (formada por duas peças); b) concha de gastrópodes (concha assimétrica, muitas vezes enrolada em forma de espiral); c) concha de cefalópodes (têm uma concha interna, mas o náutilo possui uma concha exterior). Na cerâmica* arqueológica as conchas moídas são registradas como um dos tipos de tempero adicionados à argila*/barro.

Sururu; Sernambi; Uruá; Caramujo.

Cone de água salgada – Protuberância vertical de água salgada, resultante do bombeamento e/ ou drenagem locais em uma zona onde existe água doce sobre água salgada (IBGE, 2004).

Movimento ascendente de água salgada, sobre a Sem terminologia popular. interface água doce/água salgada, causando uma espécie de empolamento da interface, provocado pelo bombeamento de água doce acima dessa interface.

Concreção – Agregado presente em sedimentos, formado de matéria inorgânica com formas diversas (nodular, discoidal, rizoide, cilíndrica etc.) (IBGE, 2004).

Agregado de forma geralmente esférica ou Sem terminologia popular. discoide, de dimensões centimétricas, resultante da precipitação de hidróxidos (Fe, Mn, etc.), carbonatos, sílica. Pode fechar os poros de uma rocha e substituir minerais e partículas da rocha em torno de um núcleo que favorece esta precipitação.

Conflito – Situações ou circunstâncias onde ocorre uma divergência forte e persistente de posições (relacionadas com necessidades, valores, etc.) entre usuários e outros atores sociais*, representando um obstáculo para a gestão de uma área costeira específica (RIJSBERMAN, 1999). É a situação na qual uma ou mais partes entendem que a habilidade de atender suas necessidades ou de manter seus posicionamentos encontra-se em oposição direta à habilidade de outras partes em atenderem as suas necessidades ou manterem seus posicionamentos (FISHERIES AND OCEANS CANADÁ, 2005).

Situações que ocorrem quando os interesses de Briga; duas ou mais partes colidem, e pelo menos uma Duelo; das partes tenta impor seus interesses às custas Interesses. dos interesses da outra parte. Em um conflito, os atores sociais* estrategicamente mobilizam recursos de poder que dispõem, cuja distribuição é corriqueiramente assimétrica e/ou desproporcional, e adotam cursos de ação para atingir seus objetivos.

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Conglomerado – Sedimento constituído predominantemente por clastos arredondados correspondentes a seixos, com matriz arenosa e/ ou argilosa e um cimento de natureza química variável (IBGE, 2004).

Sedimento formado por fragmentos arredon- Pedregulho. dados de rochas preexistentes, na maioria, de tamanho superior a um grão de areia* (acima de 2 mm na classificação de Wentworth), unidos por um cimento de material calcário, óxido de ferro, sílica ou argila* endurecida. São depósitos sedimentares típicos de ambiente de alta energia. São variadas as implicações econômicas dos conglomerados*, destacando-se o emprego na construção civil.

Conhecimento tradicional – Saber acumulado das populações tradicionais sobre os ciclos naturais processos culturais e históricos (DIEGUES, 1994).

Entende-se como o acumulo de conhecimento e Sabedoria popular. práticas relacionadas ao uso dos recursos naturais, ou culturais repassados pelas gerações por meio da oralidade.

Controle biológico – Utilização de inimigos naturais para reduzir a população de um organismo considerado prejudicial ao homem ou aos organismos de seu interesse, por exemplo, controlar ou combater mosquitos pela criação de peixes que ingerem larvas de insetos. Visa a redução ou eliminação do uso de produtos químicos (agrotóxicos) no combate às pragas (IBGE, 2004).

Conjunto de métodos para controlar uma praga Sem terminologia popular. pela introdução, no ambiente, de um de seus inimigos naturais para promover algum controle no crescimento da população. Tratase de uma estratégia muito utilizada em sistemas agroecológicos, assim como na agricultura convencional. Um exemplo de sucesso é o controle da lagarta da soja ( Anticarsia gemmatallis ) por meio do Baculovirus anticarsia . O controle biológico tem as seguintes vantagens: protege a biodiversidade, maior especificidade e, portanto, com menor risco de atingir organismos não-alvos, não deixa resíduos tóxicos em alimentos, água e solo e aumenta o lucro do produtor, uma vez que tende a ser mais barato que os agrotóxicos.


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Convecção termohalina – Movimentação vertical de massas em um corpo d’água, devido à diferença de densidade entre duas ou mais regiões, ocasionada pela temperatura e salinidade (IBGE, 2004).

Movimento vertical descendente que ocorre Sem terminologia popular. quando uma massa d’água torna-se mais densa, devido a um decréscimo de temperatura ou aumento na salinidade, causando perturbação no equilíbrio vertical e ocasionando na ascensão de uma água menos densa.

Cópula – Ato sexual entre macho e fêmea para a O macho e fêmea de uma dada espécie animal, Formação de pares; procriação (BUENO, 2007). formam pares para a cópula e procriação. Copula; Coito. Coquina – Depósito formado por restos de Depósito sedimentar constituído por conchas e/ Concheiro. conchas e outras partes duras de animais (IBGE, ou fragmentos de conchas e corais, que são 2004). parcialmente cimentados por uma matriz decarbonato de cálcio. Cordão litorâneo – Depósito de areia* ou seixos, mais raramente lama, acumulado ao longo das costas, pela ação das ondas e correntes durante o processo de evolução geológica da linha de costa*. Apresenta uma forma alongada paralela à linha de costa* (IBGE, 2004). Segundo Souza (2008). corresponde a uma paleolinha de praia oceânica, cuja gênese esteve relacionada a processos de dinâmica costeira, principalmente associada a correntes de deriva litorânea (formação de praias) e aos eventos transgressivos e regressivos marinhos ocorridos durante o período Quaternário, podendo ainda ter ocorrido atuação de processos de sedimentação eólica sin- ou pós-sedimentar.

Feições arenosas tipicamente costeiras, localizadas Crista de Praia. a partir da zona de pós-praia em direção ao interior do continente. Correspondem a um conjunto de formas arenosas lineares, que se apresentam paralelas ou subparalelas à linha de costa*. São afetadas pelo retrabalhamento eólico, que alcança sua maior expressão, naqueles cordões que tiveram sua origem como dunas frontais. As zonas entre os cordões litorâneos denominadas de regiões intercordões, normalmente por serem mais baixas, coletam mais água na estação chuvosa quando o terreno fica então mais saturado. Essas feições são consideradas como verdadeiros anéis de crescimento das planícies costeiras, constituindo um registro da história evolutiva das mesmas.

Corrasão eólica – Desgaste produzido pela ação do vento, que, ao transportar partículas, provoca o choque destas contra material mais grosseiro (IBGE, 2004).

Processo de deterioração dos materiais pela ação Desbaste; química ou eletroquímica do meio, associada à Ferrugem. ação de ventos carregados de material salino particulado. Pode incidir sobre diversos tipos de materiais, sejam metálicos como os aços ou as

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ligas de cobre, por exemplo, ou não metálicos, como plásticos, cerâmicas* ou concreto. Corrente de deriva – Corrente produzida diretamente pelo vento, provocando o arrastamento da água superficial* em forma de ondas, e que é transmitido às maiores profundidades por viscosidade (IBGE, 2004).

Correntes induzidas por ondas que se aproximam Correnteza. obliquamente do litoral, movimentando grandes quantidades de sedimento ao longo do litoral. Quando a frente de onda é paralela à linha de costa*, as correntes induzidas são mínimas e os sedimentos fazem somente um movimento de fluxo e refluxo (vai e volta), não sofrendo transporte lateral. Quando as ondas se aproximam de forma oblíqua os sedimentos tem uma trajetória em zigue-zague, isto é, no fluxo eles são transportados para cima e para o lado e no refluxo da onda eles são transportados direto para baixo sem movimento lateral.

Corrente de fundo – Movimento horizontal da Massa d´água que retorna pelo fundo, com Corrente de fundura. massa d’água mais profunda, em uma direção ortogonal ou oblíqua à linha de costa* e determinada direção (IBGE, 2004). não apresenta grandes riscos aos banhistas por fluir pelo fundo. Correntes de maré – Correntes geradas pela ação de marés*, ou melhor, pela ação gravitacional da Lua e, em menor escala, do Sol sobre a Terra, fazendo com que as águas dos oceanos sofram distensão nos lados opostos da Terra, o que causa elevação no nível de água nos locais alinhados à Lua e uma depressão no nível de água nos locais a meio caminho entre esses dois pontos. O movimento horizontal das águas, de um local para outro, provocado pela diferença de alturas de maré corresponde à corrente de maré. São negligenciáveis em águas profundas, no entanto, sua intensidade aumenta na medida em que a profundidade diminui. São relativamente

Movimento das águas do mar no sentido horizontal, Correnteza; durante o fluxo (enchente) ou o refluxo (vazante) Força de Maré. da maré*. A corrente de maré não exatamente flui como corrente contínua. Ela muda de direção a cada vez que a maré* muda de alta para baixa. Ainda que as marés* e as correntes de maré não tenham grande impacto sobre o oceano aberto, podem criar uma corrente rápida que arrastam sedimentos e afetam a vida animal e vegetal. As correntes podem, por exemplo, levar as ovas de um peixe de um estuário* para o mar aberto, ou levar os nutrientes de que um peixe precisa do mar para o estuário*. As mais fortes correntes de maré acontecem por volta do pico das marés* altas e


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insignificantes em costa aberta, atingindo um máximo além da linha de quebra, mas em águas fechadas, onde a maré* sobe substancialmente, as correntes associadas tornam-se significantes (CANDISANI, 2007).

baixas. Quando a maré* sobe e o fluxo de corrente é dirigido à costa, a corrente de maré é conhecida como corrente de alta. Quando o movimento ocorre na direção oposta, rumo ao mar, trata-se de uma corrente de baixa. De importância (e magnitude) variável; cíclicas (multicomponente); são significativas para a engenharia costeira, especialmente nas embocaduras de estuários*.

Corrente de retorno – Corrente litorânea localizada, que flui de terra para o mar através de uma “abertura” criada na zona de arrebentação* É uma das formas de compensar o excesso de acumulação de água junto à costa provocada pela incidência das ondas. O “motor” destas correntes é a força da gravidade (DIAS, 2004).

Refluxo do volume de água que retorna da costa Corrente de revestrés. de volta para o mar, em virtude da força gravitacional. Após a passagem da zona de rebentação abre-se em leque e divide-se em ramos que regressam à costa novamente. Apesar das correntes de retorno existirem independentemente ao fenômeno das marés*, estas podem intensificar o perigo das correntes de deriva, em especial na maré* baixa. Algumas correntes de retorno dissipam muito próximo à praia, enquanto que outras podem continuar por centenas de metros. A velocidade da corrente que lhe está associada e o fato dessa corrente se dirigir para o largo induzem com facilidade o pânico aos banhistas nesta situação, com consequências imprevisíveis.

Correntes geradas pelo vento – Correntes que têm a mesma direção do vento e velocidade máxima na superfície (CANDISANI, 2007). Segundo Dottori (2011), essas correntes, em escala global, formam grandes células de circulação, denominadas “giros”, localizadas, por exemplo, no Oceano Atlântico, no hemisfério sul, entre as latitudes de 15º e 45º, com rotação no sentido anti-horário. A Corrente do Brasil faz parte deste giro em sua porção oeste. No hemisfério norte, além de um giro subtropical equivalente àquele

Correntes associadas aos padrões de Correntes; distribuição de ventos globais que formam os Correnteza. giros oceânicos em escalas de bacias. Toda esta circulação na superfície marítima é extremamente relevante, não apenas por transportar água, mas também pelo transporte de calor associado, onde o excedente absorvido nas regiões equatoriais é distribuído para regiões de mais alta latitude. Juntamente com a circulação termohalina, faz parte de uma mesma engrenagem, conectando os oceanos e

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observado no hemisfério sul, mas que gira em transpor tando calor, água e substâncias sentido horário – e do qual faz parte a Corrente do químicas para todas as regiões do oceano. Golfo, com papel similar à Corrente do Brasil, no giro do hemisfério sul –, existe um giro subpolar, entre as latitudes de 45º e 60º, aproximadamente, girando em sentido anti-horário. Correntes geradas por ondas – Correntes formadas por parte da energia dissipada pelas ondas na zona de surfe. Podem ser de dois tipos: longitudinais à costa e transversais à costa (CANDISANI, 2007).

Correntes formadas por parte da energia dissipada Correntes; pelas ondas. Representam importantes agentes Correnteza. transportadores de sedimento na zona de surfe, gerando campos de velocidades efetivos na modificação do relevo praial. Estas correntes também representam importante fator de risco para os banhistas.

Costa – Faixa de terreno de largura variável (podendo alcançar vários quilômetros), que se estende da linha de costa* para o interior do continente até as primeiras mudanças significativas da fisiografia. Conforme a configuração geral pode-se falar em costa baixa (com praia) ou alta (com falésia*). (APRH, 2007).

Zona de largura indeterminada que se estende Praia; do oceano até a região interior, onde o ambiente Beira-Mar. sofre influência de processos marinhos. Nas cartas náuticas, corresponde ao limite das marés* altas. O mesmo que litoral, no sentido amplo da palavra.

Costa afora – Zona plana de largura variável, Região que vai desde a zona de arrebentação* Mar Aberto. submersa, e que se estende desde a zona de das ondas (linha de precipitação das ondas junto arrebentação* até ao limite da plataforma à praia) até a borda da plataforma continental. continental (APRH, 2007). Costa de abrasão – Litoral caracterizado pela Litoral de natureza alta e íngreme (escarpada), Barranco. predominância dos fenômenos de abrasão* onde predominam processos erosivos causados marinha (IBGE, 2004). pela ação de ondas e correntes. Devido à instabilidade do terreno, constituem-se em áreas de risco ao uso e ocupação. Cota fluviométrica – Altura alcançada pela É a altura (nível) da superfície da água de um rio, Altura do Rio. superfícies das águas de um rio em relação a uma em referência a um zero de uma escala graduada


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determinada referência (IBGE, 2004). Segundo ELETROBRAS (1999) a determinação da cota fluviométrica é feita mediante a instalação de uma régua em alumínio anodizado, com escala centimétrica estampada, com comprimento (lances) de 1,0 m, na seção de medição ou próxima desta, na margem do rio, em posição vertical, fixada a uma estrutura de apoio sólida e estável. O zero da régua deverá ficar abaixo do nível mínimo a que possam chegar as águas, a fim de se evitarem leituras negativas. A altitude* do zero da escala será determinada na instalação por transporte topográfico de pontos de altitude* conhecida. A cota fluviométrica também pode ser obtida através de registradores contínuos, denominados linígrafos que, apesar de semiautomáticos, não dispensam a presença de um operador na realização de tarefas de manutenção e troca de materiais, tais como papel para gráficos, penas, tinta etc.

em centímetros. Medida a partir da leitura de réguas ou fornecidas por aparelhos (limnígrafo) instalados nas margens de rios, em contato com a água, para o registro contínuo das variações no nível da água.

Cotilédone – Primeira(s) folha(s) de um embrião ocasionalmente armazenando reservas para a germinação. Normalmente, os cotilédones estão solitários ou em dupla, mas podem estar em maior número em grupos gimnospérmicus. (GONÇALVES; LORENZI, 2011).

Folhas componentes do embrião, primeiras folhas Bandas da semente. embrionárias, geralmente, contém reservas para nutrir o embrião. A semente do feijão Phaseolus vulgaris L., apresenta dois cotilédones (gr. Kotyledon=cavidade ou corpo) ricos em reservas nutritivas e a semente da Avicennia, (Siriúba ou mangue preto) contém 4 folhas embrionárias ou seja, 4 cotilédones.

Cutuca – É uma espécie de enguia da família Gobiidae da espécie Gobioides grahamae (PALMER; WHEELER, 1955) que tem forma de cobra, muito liso e dotado de um forte odor. É pescado com linha e ocorre na costa das Guianas e norte do Brasil em habitat lamacento, nas raízes dos manguezais e barrancos de tijuco.

Tem carne rígida por isso é utilizado para isca na Amuré; pesca de espinhel, por ser mais resistente à Amoreia. correnteza. Não possuem escamas, sendo que para efeito de proteção algumas espécies secretam da pele um muco de odor desagradável, composto por toxinas. São animais de hábitos solitários e noturnos. Sua dieta é constituída basicamente de

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crustáceos, peixes e polvos. Habitam águas tropicais e subtropicais do Atlântico, sendo encontrada em toda a costa brasileira. Crista de praia – Acumulação de areia* (ou, com menos frequência, de cascalho*) emersa, com forma alongada e com disposição paralela à praia ativa, mas localizada mais para o interior. Por vezes existem várias, tendencialmente paralelas entre si e separadas por depressões. São formadas por ação das ondas de temporal ou por abaixamento do nível médio do mar (APRH, 2077). Segundo Hesp (1999) correspondem a depósitos de construção marinha alinhados ao swash ou representando cristas construídas por ondas de tempestade, formadas primariamente por areia* e/ou areia e cascalho*.

Depósitos arenosos* alongados (longitudinais) Cabeça da Praia; e com disposição paralela à praia. Em termos de Testa da Praia. gênese representa um depósito individualizado associado a uma antiga linha de praia localizada em setor costeiro progradante, ou seja, que cresce em direção ao mar. Em suma, são depósitos de origem puramente marinha, gerados pela ação das ondas. Podem ou não apresentar vegetação herbácea.

Crepuscular – O que se dá durante o nascer ou o Termo usado para descrever animais que são mais pôr do sol, ou é relativo a esses períodos. ativos durante o crepúsculo, ou seja, ao amanhecer (MARCELIANO, 2010). e ao anoitecer. Dentro da definição de crepuscular estão os termos matutino (ou “matinal”) e vespertino, denotando espécies ativas no amanhecer e anoitecer, respectivamente. Crista de onda – Ponto mais elevado de uma onda. Quando as ondas correspondem a sinusoides perfeitas as cristas de todos os ciclos têm igual elevação. Se não são perfeitamente sinusoidais, a elevação da crista vai variando, obedecendo, em geral, a uma ciclicidade secundária (APRH, 2007).

Amanhecer; Entardecer; Tardinha; Logo cedo.

Corresponde ao ponto mais alto de uma onda. À Crista. medida que uma crista de onda está sendo forçada para baixo, uma porção de água próxima a ela está se elevando, o que provoca a propagação das ondas.

Cunha de água salgada – Intrusão de água Massa de água salgada que se estende Água saloba. salgada, em forma de cunha, que ocorre em um subterraneamente por toda a região costeira e estuário*. A cunha mergulha no sentido do fluxo, possui seção em forma de cunha, com o vértice


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sendo que a salinidade aumenta com a apontado para o continente, já que a densidade profundidade devido a maior densidade da água da água salgada é maior que a densidade da água salgada (IBGE, 2004). doce. Nas áreas costeiras os rios normalmente descarregam suas águas no mar. Existe um equilíbrio dinâmico entre as águas subterrâneas, de baixo conteúdo salino, e as águas salgadas que saturam as rochas ou sedimentos sob o mar. A água do mar é mais densa que a água subterrânea* e isto faz com que uma cunha de água salgada se posicione sob a água doce do aquífero. Um grave problema envolvendo a propagação da cunha salina é o avanço da mesma para o continente, provocando a contaminação irreversível do poço por água do mar. Curral – Instrumento de captura de espécies Armadilha de pesca que consiste em um recipiente Curral; variadas instalados nas margens do mar, rios e com abertura única e estreita, construído com Cacuri. córregos (FURTADO,1987). varas, que retêm o peixe quando as águas baixam. Os trabalhadores que a utilizam são os curralistas. Têm proporções e formas variadas, sendo classificados em Coração, Meia Lua e Cachimbo. Em relação a distância da costa são de beira e de croa . Quando são pequenos são chamados de Cacuri. A matéria prima para sua construção, vinda da natureza, está sendo substituída por material sintético e as formas tradicionais de organização do trabalho estão igualmente sofrendo alterações. Curralista – Pescador que pesca com curral. Trabalhador autônomo da pesca, pertencem à Curralista. (FURTADO, 1987). uma categoria de trabalhador da pesca em geral de menor renda que os redeiros. Curva batimétrica – Linha que une pontos de igual profundidade em um corpo d’água, ou seja, representa a topografia do fundo de uma bacia, abaixo do nível da água. Os valores da

Curva que conecta os pontos de mesma Linha de fundura. profundidade. A configuração destas curvas permite inferir o gradiente relativo da profundidade em um corpo hídrico.

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profundidade são determinados em relação ao nível do mar (IBGE, 2004). Curva de nível – Linha que se apresenta em um mapa ou carta, unindo todos os pontos de igual altitude*, situados acima ou abaixo de uma superfície de referência, em geral o nível médio do mar (IBGE, 2004). Segundo Faria (2008), pela proximidade das linhas pode-se verificar se o terreno tem um declive muito acentuado ou não. Se as linhas estiverem muito próximas entre si, significa que o declive é bastante acentuado (um pico, por exemplo), já se elas estiverem muito distantes entre si, significa que o declive é suave (uma planície com pequenas elevações, por exemplo).

Linha imaginária que une pontos de mesma Sem terminologia popular. altitude*. Corresponde a uma maneira de se representar graficamente as irregularidades, ou o relevo, de um terreno. A distância vertical entre as curvas de nível é conhecida como equidistância. Para facilitar a elaboração de uma planta topográfica com curvas de nível, primeiramente plota-se o traçado da rede de drenagem do terreno, pois é a rede de drenagem (rios, ribeirões, riachos, cachoeiras…) que determina, de forma geral, a topografia do terreno.

Cúspides de praia – Acumulações de sedimentos regularmente espaçadas em forma de crescente, que variam quanto ao tamanho dos grãos, desde areia* até calhaus (IBGE, 2004). Segundo Masselink et al. (1997), podem alcançar de 10 cm a 70 m de espaçamento e são formadas na antepraia* superior, comumente mais próximo ao nível de maré* mais alta, correspondendo à face praial*. Mostram melhor desenvolvimento sobre praias de grãos mais grossos, de pequeno alcance de maré* e com grande declive. As hipóteses mais discutidas são sobre sua formação por ondas de borda ou através de auto-organização devido à ação do espraiamento (KOMAR, 1998).

Correspondem a cristas triangulares, separadas Praia. por depressões em forma de meia-lua (cavas), regularmente espaçadas. Normalmente estão associadas às correntes de retorno e apresentam maior desenvolvimento em praias de estado morfodinâmico intermediário com barra* transversal. Nas cristas das cúspides geralmente ocorre a formação de escarpas praiais, processo que acelera a erosão* na linha de costa*, transformando esses setores praiais em áreas de risco ao uso e ocupação.

Decomposição – Processo de transformação da Processo de transformação de matéria orgânica Estrago; matéria orgânica em minerais, que podem ser em substâncias inorgânicas, que ocorre no solo, Apodrecimento. assimilados pelas plantas para a produção de geralmente de forma lenta, a partir do qual


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matéria viva, fechando assim os ciclos retornam ao solo os nutrientes retirados pelas biogeoquímicos (VENDRAMI; LOPES, 2008). plantas. Deflação – Remoção e transporte, pela ação do vento, das partículas mais finas (areia* e argila*) (IBGE, 2004). Segundo Winge et al. (2001), em locais de forte e constante deflação podem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos* rasos intermitentes. Este processo afeta, preferencialmente as partículas mais finas.

Processo geológico erosivo causado pela ação Sem terminologia popular. de ventos, que remove fragmentos mais finos. Bastante frequente em ambiente de campos de dunas*, com uma taxa de remoção maior do que a de deposição ou redeposição, afetando referencialmente as partículas menores e menos ensas. Em locais de forte e constante deflação odem se formar zonas rebaixadas, em meio a regiões desérticas, e que com as escassas chuvas formam lagos* rasos intermitentes. Este processo afeta preferencialmente as partículas mais finas que transportadas à distância são depositadas como camadas* de argilas* originando terras muito férteis.

Deflúvio – Volume total de água que passa, em um determinado espaço de tempo, em uma seção transversal de um curso d’ água (IBGE, 2004). Para Donatto et al. (2008) o deflúvio de uma microbacia pode ser considerado como o produto residual do ciclo hidrológico*, incluindo características climáticas, fisiográficas e o uso do solo. É composto de dois componentes: o escoamento direto, que é o volume de água que deixa a microbacia durante e imediatamente após a chuva; e o escoamento de base, que alimenta o curso d’água através da água subterrânea*.

Volume de água que escoa da superfície de uma Escorrimento. determinada área. A determinação precisa deste volume de água possibilita avaliar as condições para que sejam projetadas obras dimensionadas adequadamente, alcançando-se os objetivos pretendidos com a implantação de qualquer sistema de drenagem indicado para a área. Os deflúvios agrícolas, das estradas e de outras atividades humanas podem ser uma importante fonte de poluição da água.

Deflúvio superficial – Processo pelo qual a água de chuva flui, pela ação da gravidade, das partes mais altas para as mais baixas, nos leitos dos rios e riachos (IBGE, 2004). Segundo Merten e Minella (2002), em bacias hidrográficas com topografia

Processo físico causado por meio do ciclo Escorrimento. hidrológico*, que faz com que as chuvas precipitadas sobre as vertentes formem o escoamento superficial que irá carrear sedimentos e poluentes para a rede de drenagem. Por

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acentuada, exploradas por agricultura* intensiva (culturas anuais, por exemplo), o deflúvio superficial apresenta grande energia para desagregar o solo exposto e de transportar sedimentos para os corpos de água. Estes sedimentos são capazes de carregar, adsorvidos na sua superfície, nutrientes como o fósforo e compostos tóxicos, como agroquímicos.

exemplo, os poluentes resultantes do deflúvio superficial agrícola são constituídos de sedimentos, nutrientes, agroquímicos e dejetos animais. A remoção da camada vegetacional de uma área pode causar aumento no deflúvio superficial e, por consequência, cheias, a erosão* e lixiviação* do solo.

Delta – Segundo Winge et al. (2001), corresponde a região terrestre, plana, constituída por depósito sedimentar complexo, maiormente aluvionar, cortada por muitos canais distributários junto à desembocadura* de um rio principal e que tem a forma triangular (letra delta do grego). Para Elliott (1986) são discretas protuberâncias da linha de costa* formadas quando um rio desemboca no mar, laguna ou lago*, com uma carga de sedimentos maior do que a capacidade de redistribuição pelos processos da bacia de recepção. Quanto ao processo físico dominante podem ser classificados em delta influenciado por rios, ondas e marés*.

Foz de um rio formada por vários canais ou Sem terminologia popular. braços do leito do rio que originam depósitos sedimentares aluviais. Esse tipo de foz é comum em rios de planícies, devido à pequena declividade e, consequentemente, pequena capacidade de descarga de água, o que favorece o acúmulo de areia* e aluviões na desembocadura*, formando um depósito sedimentar complexo que tem a forma triangular da letra grega delta, com camadas* de fundo, de frente e de topo deltaico. Os deltas se formam tanto no litoral marítimo como na entrada de um rio num lago*. Além disso, não são necessariamente emersos; podem ser submarinos, embora tendam a emergir com a progressiva acumulação de sedimentos. Em suma, consiste na foz de um rio em forma de leque, com grande acumulação de sedimentos. Um delta surge sempre que a velocidade de sedimentação junto à foz é superior à velocidade da erosão* provocada pelas correntes e pelas marés*. No entanto, a forma do delta depende do clima*, topografia da planície costeira, processos fluviais, energia e batimetria da bacia de recepção onde o rio vai desaguar. O aproveitamento agrícola dos deltas depende dos trabalhos prévios de dessecação, já que as


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culturas são dificultadas pela salinidade dos solos. Os deltas em que não são levadas a cabo obras de saneamento básico, normalmente são zonas insalubres e pobres. Delta alongado – Formado pelo crescimento das barras* de desembocadura*, acompanhadas de diques marginais, resultando em um padrão denominado pé-de-pássaro, na sua porção emersa (IBGE, 2004).

Delta* do tipo construtivo fortemente influenciado Sem terminologia popular. por processos fluviais. Formado por crescimento das barras de desembocadura*, acompanhadas de diques marginais, resultando em uma configuração em forma de pé-de-pássaro. Em suma, esse tipo de delta* se forma quando cada canal* distribuidor origina uma longa projeção de sedimentos que penetra mar adentro.

Delta construtivo – Formado pela dominância dos processos fluviais sobre os processos dinâmicos costeiros, ligados principalmente às marés* e ondas (IBGE, 2004).

Foz de um rio formada por vários canais ou Sem terminologia popular. braços do leito do rio que originam depósitos sedimentares aluviais fortemente influenciados por processos fluviais, em detrimento aos processos decorrentes de ondas e marés*.

Delta cuspidado – Delta* em forma triangular, sendo originado predominantemente em locais com forte atuação de ondas e correntes litorâneas (IBGE, 2004).

Delta destrutivo* sob forte influência de processos Sem terminologia popular. costeiros (ondas e marés*). Suas bordas são ligeiramente côncavas em direção ao mar. Este tipo de delta* se origina quando um rio desemboca na linha de costa*, onde o a ação das ondas é muito forte, e o sedimento transportado pela corrente fluvial se distribui pela praia em duas direções, a partir do ponto de confluência.

Delta de baía – Formado na foz de um curso d’água que desemboca em uma baía* ou vale afogado, preenchendo-o parcial ou totalmente com sedimentos (IBGE, 2004).

Delta construtivo* fortemente influenciado por Sem terminologia popular. processos fluviais, cuja gênese está ligada ao deságue de um curso d’água em um corpo hídrico abrigado (baía*, vale fluvial afogado), proporcionando o entulhamento gradual com sedimentos.

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Delta destrutivo – Delta* formado pela predominância dos processos da dinâmica costeira sobre os processos fluviais (IBGE, 2004). Então, neste caso, tem-se segundo Scott e Fisher (1969) os deltas* dominados por ondas (ou deltas cuspidados) e os deltas* dominados por marés* (ou deltas franjados).

Delta* formado pela predominância de processos Sem terminologia popular. de dinâmica costeira (ondas e marés*) sobre os processos fluviais. A atividade marinha representada pela ação conjunta das correntes e ondas, destroem e transportam os detritos e os depósitos nas proximidades da foz.

Delta lacustre – Delta* do tipo construtivo formado na desembocadura* fluvial em um lago*. As camadas* de topo mostram características essencialmente fluviais e as basais, lacustres (IBGE, 2004).

Delta construtivo* formado quando um rio Sem terminologia popular. desemboca em um lago* e, devido sua velocidade diminuir mais bruscamente, haver a sedimentação dos elementos detríticos transportados em suas águas, no fundo do lago*. Nesses depósitos os sedimentos grosseiros ficam próximo ao cume; sedimentos mais finos são levados, no entanto, mais longe, processando-se uma classificação por tamanho, como em um cone de dejeção.

Delta lobado – Delta* que apresenta um crescimento mais moderado das barras* de desembocadura* e dos diques marginais, do que aquele apresentado pelo delta* alongado (IBGE, 2004).

Delta construtivo* caracterizado por depósitos Sem terminologia popular. arenosos* nos canais distributários, enquanto que depósitos de granulação fina (silte e argila*) acumulam-se nas baías interdistributárias; depósitos lamosos colonizados por manguezais e vegetação de pântanos são comuns na planície deltaica; finalmente, sedimentos argilosos concentram-se na região de prodelta.

Demersal – Organismos de locomoção ativa que Seres aquáticos de natação ativa que vivem, Come Lama. vivem próximo ao fundo, cujo ciclo biológico na maior parte do tempo, próximo ao fundo está associado ao substrato (AUSTER et al., 2009). marinho, em associação com o substrato, seja arenoso* ou rochoso, que utilizam para fins de reprodução, alimentação e repouso. Muitas espécies demersais apresentam hábitos territoriais, defendendo o seu território ativamente, atacando qualquer animal que se aproxime, como é o caso das moréias. Os peixes explorados da plataforma


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continental são geralmente divididos em duas categorias, pelágicos e demersais. Densidade – É a quantidade de indivíduos de Número de indivíduos de uma espécie por área. Ruma; determinada espécie que ocorre em um local ou (vide Abundância). Monte; em uma amostra (PIANKA, 1994; MORENO apud Porção. SIDCLAY, 2004). Densidade de drenagem – Um dos principais parâmetros na análise morfométrica de bacias hidrográfica. Corresponde ao comprimento total dos segmentos dos cursos d’água (efêmeros, intermitentes e permanentes), de todas as ordens, de uma bacia de drenagem*, dividido pela área da mesma (IBGE, 2004). Segundo Horton (1945), pode ser expressa pela equação: Dd =IUA, onde Dd é a densidade de drenagem, IL, o comprimento total de canais e A, a área da bacia. Destacou dois importantes fatores que determinariam a Dd. Segundo este autor, o regime de chuvas, o relevo, a capacidade de infiltração do solo e a resistência inicial do terreno à erosão* constituem-se nos fatores determinantes da densidade de drenagem em uma área.

Relação existente entre o comprimento total de Sem terminologia popular. todos os cursos d´água (rios, igarapés, furos etc.) de uma bacia hidrográfica* com a área ocupada pela mesma. Reflete a influências da topografia, constituição litológica e pedológica, bem como da cobertura vegetal e ação antrópica*. Seu estudo permite caracterizar se a bacia apresenta boa drenagem (quanto maior a densidade maior o escoamento superficial) e inferir tendências para a ocorrência de cheias e inundações. A densidade de drenagem evidencia a intensidade com que uma área está sendo dissecada. É um excelente indicador da permeabilidade do solo (solos arenosos*, mais permeáveis, apresentam densidade de drenagem menor do que solos mais argilosos).

Densidade hidrográfica – Número de segmentos Parâmetro morfométrico que relaciona o número Sem terminologia popular. de cursos d’água de todas as ordens, em uma dada de rios ou canais com a área da bacia hidrográfica*. bacia, dividido pela área da mesma (IBGE, 2004). Expressa a magnitude da rede de drenagem, indicando sua capacidade de gerar novos cursos d’água em função das características litológicas, pedológicas, geológicas e climáticas da bacia. Depósito de transbordamento – Formado por sedimentos transportados pelas águas das enchentes dos rios, e levados por sobre os diques naturais, inclusive dando origem a estes, bem

Depósitos fluviais formados quando do período Sem terminologia popular. de enchentes, a partir do rompimento de margens (diques marginais), e extravasamento da carga transportada (sedimentos) pelo curso d´água na

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como preenchendo depressões nas barras em pontal, nos canais abandonados e, principalmente, formando os depósitos de várzeas através do acréscimo lateral (IBGE, 2004).

planície de inundação. No período de estiagem tornam-se terrenos bastante férteis para a agricultura*, dada a alta carga de nutrientes e matéria orgânica.

Deriva litorânea – Movimentação de sedimentos (areias*, cascalhos* e outros materiais componentes das barras* e praias ao longo da costa, por ação de ondas e correntes (SUGUIO, 1992).

Movimentação de sedimentos costeiros ao longo Sem terminologia popular. do litoral, induzida por ondas que se aproximam obliquamente do litoral. Quando a frente de onda é paralela à linha de costa*, as velocidades de correntes são mínimas e os sedimentos praiais fazem somente um movimento de fluxo e refluxo (vai-e-volta), não sofrendo transporte longitudinal. Quando o trem de ondas se aproxima obliquamente, os sedimentos apresentam uma trajetória em zigue-zague, isto é, no fluxo há transporte de material para cima e para o lado, enquanto que no refluxo da onda o transporte ocorre para baixo sem movimentação lateral.

Descarte – São as espécies capturadas junto com as espécies-alvo* que são rejeitadas e devolvidas ao ambiente debilitadas ou mortas (AGGIO et. al., 2007). Segundo Alverson et al. (1994), o descarte de parte da captura é prática comum em pescarias no mundo todo. A magnitude tem sido estimada em pelo menos 20% do total pescado no mundo, e quase todo pescado descartado está morto ou morre em seguida.

Espécies sem aceitação no mercado consumidor, que depois de triadas são descartadas no local da pesca. Isso ocorre com os caranguejos, para a retirada das patolas, e com os cações, para a retirada das barbatanas. As razões do descarte são comerciais, ou seja, não se deseja manter a bordo um pescado sem mercado ou preço compensatório. Excepcionalmente são encontrados casos de descarte por excesso de captura.

Desembocadura – Local onde o curso de um rio encontra as águas (fluviais, estuarinas ou marinhas). Este desaguamento pode ser feito em lago*, lagoa, no mar ou mesmo em outro rio. A forma da foz pode ser classificada em dois tipos: estuário* e delta* (APRH, 2007).

Local onde um curso de fluvial desemboca em Boca do rio. outro corpo d’água. Sendo assim, um rio pode ter como foz outro rio, um lago*, uma lagoa, um delta ou o mar.


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Diádromo – Peixes e outros animais aquáticos que para completar seu ciclo de vida migram entre a água doce e a salgada (FROESE; PAULY, 2011).

Peixes ou outros animais aquáticos que ao longo Sem terminologia popular. do seu ciclo de vida migram entre ambientes de água doce e de água salgada. Estas migrações podem ser de vários tipos: anádromo, catádromo e anfídromo.

Diagnóstico Ambiental – Estudo de todos os componentes e recursos ambientais e suas interações, em uma determinada área (país, estado, bacia hidrográfica ou município) para a caracterização da sua qualidade ambiental. Portanto, deverá caracterizar: a) o meio físico – (solo, subsolo, águas, ar, clima, recursos minerais, topografia e regime hidrológico); b) o meio biológico (fauna e flora); c) o meio socioeconômico (uso e ocupação do solo, uso da água, estruturação socioeconômica da população, sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais; organização da comunidade local e o potencial de uso dos recursos naturais e ambientais da região) (SILVA; SILVA, 2005).

Levantamento de dados primários e secundários Sem terminologia popular. para a interpretação da situação ambiental de determinada área, a partir da interação e da dinâmica de seus componentes físicos, biológicos e socioeconômicos. Tem por objetivo fundamental servir de base para o conhecimento e o exame da situação ambiental, visando traçar linhas de ação para prevenção, controle e correção de problemas ambientais.

Diapausa – Interrupção temporária no desenvolvimento dos ovos ou mesmo das larvas de organismos, normalmente insetos, devido a um período de dormência (IBGE, 2004). Segundo Silva (2004), o fotoperíodo (duração do comprimento do dia) e a temperatura influenciam diretamente a diapausa.

Período de dormência espontânea, independente Sem terminologia popular. das condições do ambiente, com interrupção das atividades de desenvolvimento, num embrião, larva ou pupa, ou com suspensão da atividade reprodutiva em um inseto adulto, sendo subitamente reativados por mudanças climáticas ou biológicas. Ocorre comumente durante a hibernação ou a estivação.

Diatomáceas – São organismos unicelulares muito pequenos, às vezes reunidos em colônias e providos de uma frústula silicosa bivalve complexa. Podem ser bentônicas ou planctônicas. Depois das bactérias, são, provavelmente, os organismos

Organismos aquáticos unicelulares, sendo que Sem terminologia popular. algumas espécies se associam em filamentos. São todas simétricas, com paredes celulares siliconadas rígidas, de padrões morfológicos muito diversos. Após sua morte as paredes de silicone podem se

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aquáticos de distribuição mais ampla, exercendo agrupar constituindo uma massa compacta um papel muito importante como produtores denominada de diatomito*. Estão amplamente primários (REVIERS, 2006). distribuídas em todos os meios aquáticos (água doce e salgada), frequentemente em grande número, o que faz delas fotossintetizantes importantes em águas costeiras. Diatomito – Sedimento silicoso resultante de Sedimento resultante do acúmulo de paredes Sem terminologia popular. acúmulo de frústulas fósseis de diatomáceas*. celulares siliconadas de diatomáceas mortas. (REVIERS, 2006). Conhecida como terra de diatomácea é muito usada na indústria de isolantes térmicos, filtros, tintas, polimentos etc. Difração de ondas – Fenômeno de transmissão lateral da energia de uma onda, ao longo de sua crista, manifestando-se quando existe propagação de ondas em um setor restrito, ou quando um trem de ondas é interceptado por um obstáculo (IBGE, 2004). Assim, para Suguio (1992) ocorre a transmissão lateral de energia da onda ao longo de sua crista.

Processo de encurvamento sofrido pelos raios Sem terminologia popular. de onda quando há propagação em um setor restrito ou quando estas encontram obstáculos (ex. ilhas* e obras de engenharia) à propagação. Em suma, é a capacidade que as ondas possuem de contornar obstáculos, alcançando regiões as quais normalmente não seria possível chegar.

Dique marginal – Dique natural de pequena altura, formado nas margens dos canais fluviais, e que mostra melhor desenvolvimento nos bancos côncavos dos rios. Sua deposição ocorre quando do transbordamento do rio (IBGE, 2004).

Depósito aluvial estreito, formado nas margens Margem; do canal* durante o período de inundação, Beira do rio. quando o fluxo ultrapassa as margens do canal* e abandona parte da carga transportada, permitindo a edificação do dique marginal. Os sedimentos mais grosseiros são depositados nas proximidades do canal*, enquanto os mais finos são transportados para locais mais distantes.

Discordância – Superfície que separa estratos, ao longo da qual existe evidência de truncamentos erosivos ou exposições subaéreas, implicando em um hiato significativo na deposição sedimentar (IBGE, 2004). Segundo Winge et al. (2001), a

Superfície que separa camadas* ou unidades Sem terminologia popular. estratigráficas cronologicamente diferentes, interpretada como o registro de grande período de não deposição ou de erosão* das camadas* abaixo e acima desta superfície de discordância.


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discordância pode ser paralela, angular ou inconforme com relação à estruturação das rochas acima e abaixo da superfície de discordância. A própria superfície de discordância pode ser irregular (desconformidade) ou plana, paralela aos estratos (paraconformidade). Discordância angular – Duas sucessões de estratos que apresentam mergulhos diferentes (IBGE, 2004). Para Winge et al. (2001), corresponde a uma estrutura organizacional na qual as camadas* abaixo da superfície de discordância* apresentam atitude diferente e são truncadas pelas camadas* mais novas.

Estrutura sedimentar que reflete a ausência de Sem terminologia popular. paralelismo entre camadas* geológicas adjacentes. Em geral, separa duas camadas* ou estratos em que a inferior está inclinada ou dobrada, de forma que a sequência superior trunca as camadas* da sequência inferior. Há uma clara diferença de direção e ângulos de mergulhos entre as duas sequências.

Discordância erosiva – Superfície que separa dois conjuntos de rochas estratificadas paralelas, caracterizando-se por uma antiga superfície de erosão* de relevo considerável (IBGE, 2004).

Superfícies que separam duas sequências de rochas Sem terminologia popular. sedimentares não perturbadas, com paralelismo dos planos de estratificação, havendo entre ambas uma superfície de erosão*. São estruturas que podem apresentar expressão local e regional.

Discordância paralela – Superfície de estratificação que separa dois conjuntos de rochas estratificadas, paralelas entre si e a superfície, mas que apresentam idades bem distintas (IBGE, 2004). Segundo Winge et al. (2001), podem ser classificadas em desconformidade ou paraconformidade. A primeira é representada por uma superfície de erosão* irregular e a segunda por superfície paralela aos estratos, e que representa um longo período de não deposição ou de erosão* paralelizada com os estratos.

Superfície de discordância* que separa duas Sem terminologia popular. sequências sedimentares com camadas* paralelas entre si, mas de idades diferentes, havendo entre ambas uma superfície plana que representa o hiato ocorrido no processo de deposição. Esse tipo de discordância* invariavelmente é reconhecida pela diferença de conteúdos fossilíferos entre as duas camadas*.

Disper são – Termo, de uso geral, que implica, por Capacidade que os seres vivos têm de se espalhar, Espalhamento. Dispersão exemplo, na diluição e redução da concentração ampliando a sua área de ocorrência, possibilitando,

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de poluentes na água ou no ar. No caso de dispersão clonal, significa o movimento ou crescimento à parte de um organismo modular, que se destaca de sua fonte de origem. Dispersão da população é o movimento de indivíduos ou de seus propágulos (sementes, esporos, larvas etc.) para dentro ou para fora da população ou da área ocupada pela população. São mencionadas três formas de dispersão: a) Migração: deslocamento periódico e com retorno. Nos animais o deslocamento se dá comumente em massa, e com propósito de procriar. b) Emigração: deslocamento para outra região. c) Imigração: deslocamento definitivo proveniente de outra região (GRISI, 2007).

assim, a cada espécie, proliferar e encontrar novos meios onde possa viver de acordo com suas adaptações. Nos vegetais, consiste no processo de remoção e transporte dos frutos e/ou sementes da área em volta da planta-mãe para outras áreas. O transporte está condicionado à forma e estrutura dos frutos e/ou sementes e ocorre de diversas maneiras, dentre elas a abiótica, transporte pelo vento e pela água, e a biótica, dispersão por animais através do pelo, da boca, do bico ou ainda através de ingestão. Há também aquelas que são liberadas pela própria planta, de maneira explosiva, como é o caso dos frutos da seringueira, que lançam suas sementes a grandes distâncias.

Dispersão biológica – Afastamento ativo ou passivo de organismos, especialmente de indivíduos parentais, para outras áreas em condições plenas de desenvolvimento (ART, 1998).

Capacidade que os seres vivos têm de se espalhar, Espalhamento. ampliando a sua área de ocorrência, possibilitando, a cada espécie proliferar e encontrar novos meios onde possa viver de acordo com suas adaptações. No que concerne aos vegetais, consiste no processo de migração e remoção das sementes da área da planta-mãe para outras áreas, em condições ideais de desenvolvimento. É condicionada pela estrutura da semente, bem como de sua relação e interação com o meio. Naturalmente, a dispersão* das sementes ocorre de várias formas, dentre elas a abiótica, como o transporte pelo vento e pela água, e a biótica, dispersão* por animais, através do pelo, da boca, do bico ou ainda através de ingestão. Há também a dispersão em que as sementes são liberadas pela própria planta.

Distribuição da pesca por parte ou quinhão – Produto Parte do produto da pescaria destinada ao Quinhão da boia. do trabalho de uma jornada, definido de acordo com o consumo das famílias dos tripulantes, que não entra direito consuetudinário (FURTADO, 1987). na comercialização, sendo regido pelo costume.


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Divisor de águas – Linha imaginária definida pelas partes mais elevadas do relevo, que define a direção do escoamento da água, oriunda da chuva ou da neve acumulada nas montanhas (ARAUJO et al., 2002).

Topo de morros e serras, onde duas vertentes se Linha de Cumieira. encontram e a partir das quais o fluxo das águas superficiais se dá em sentidos opostos. De uma forma geral os divisores de águas superficiais também o são para as águas subterrâneas livres, isto é, para os lençóis freáticos. A identificação dos divisores de águas em um mapa topográfico consiste em procurar os locais onde duas curvas de nível, de altitude* elevada, apresentem o mesmo valor e sejam adjacentes, correndo paralelamente e formando a cumeeira. De modo geral, a linha divisora de águas será traçada ente as duas curvas encontradas.

Dossel – Estrato superior das florestas e bosques que, ao que tudo indica, guarda a maior parte da biodiversidade do planeta, contendo, segundo estimativas, até 65% das formas de vida das florestas tropicais, onde atinge de 30 a 60 m de altura (GOODLAND, 1975).

Na estrutura da vegetação corresponde ao Cobertura vegetal; estrato superior da formação vegetal, ou seja, a Copas fechadas; camada de folhagem contínua mais alta das Copa da mata. copas das árvores. É considerado um dos mais ricos habitats para a vida das plantas e animais. Muitos animais como os macacos, sapos, lagartos, pássaros, preguiças, cobras e pequenos felinos são encontrados no dossel. Muitas espécies de insetos ocorrem neste estrato, algumas específicas. Na zona costeira amazônica há florestas de manguezais muito altas, com dossel acima de 20 m de altura; e florestas de restinga com dossel, em média, de 4 a 5 m de altura.

Drenagem – Feição linear negativa, produzida Conjunto de canais de escoamento superficial Sem terminologia popular. por água superficial de escorrência e que modela inter-relacionados, cujo arranjo organizacional a topografia de uma região (IBGE, 2004). forma a bacia de drenagem*. Drenagem anastomosada – Padrão de Organização da rede de drenagem segundo Sem terminologia popular. drenagem* em que o rio flui por vários canais vários cursos d´água que se ramificam e se unem, que se abrem em dois ou mais e confluem, mais formando um conjunto complexo de canais

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adiante, com os mesmos ou com outros canais interligados e separados por grande quantidades em complexo e variável sistema fluvial com várias de ilhas* e/ou bancos de areia*. ilhas*, comum nas zonas deltaicas e em leques aluviais, onde a quebra de relevo propicia maior deposição do que erosão* (WINGE et al., 2001). Duna – Corpo de areia* acumulada pelo vento, que se eleva formando um cume único. Pode ocorrer isoladamente ou em associação (IBGE, 2004). Segundo Hesp e Thom (1990), correspondem a depósitos arenosos* litorâneos, alimentados por areias* praiais, que quando não vegetados, migram para o interior da costa, recobrindo ou transgredindo terrenos mais antigos. As dunas podem também ser fósseis, ou seja, consolidadas e formadas em época geológica antiga.

Elevação formada pela ação do vento e Morro de areia; constituída basicamente por areia* fina, bem Areal; selecionada. Têm sua origem ligada à obstrução Duna. por algum anteparo ao vento carregado principalmente de areia*. Uma vez originadas, as dunas passam a oferecer resistência ao vento, tomando formas variadas. Podem ser cobertas ou não por vegetação. As dunas externas (as mais próximas do mar) quando vegetadas possuem predominância de ajiru (Chrysobalanus icaco L). As dunas intermediárias, sujeitas à ação menos intensa do vento, possuem na base vegetação com indivíduos de porte herbáceos que vão sendo substituídos por arbustivos, arbóreos, que por sua vez podem sustentar cipós, numa sequência em direção às suas porções mais altas. As dunas interiores, quase sempre estabilizadas, apresentam-se com vegetação diversificada, em geral, com espécies lenhosas de cerca de 4m de altura. As dunas são importantes, pois fazem a transição entre o ambiente marinho e o meio terrestre, servindo de área de recarga de aquíferos. São consideradas Áreas de Preservação Permanente. É um ecossistema especial, com plantas e animais típicos de regiões com pouca chuva, além de serem bons reservatórios de água doce, porque a água da chuva penetra e se acumula facilmente através dos poros existentes entre os grãos de areia*.


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Duna ativa ou móvel – Duna desprovida de vegetação, e que se desloca incessantemente pela ação do vento (IBGE, 2004). Segundo Sales (1993), essas dunas formam um cordão praticamente contínuo, paralelamente à linha da costa, e migram livremente pela planície litorânea quando não ocorrem obstáculos estruturais à mobilização de sedimentos. O predomínio e a intensidade dos ventos oriundos do mar são, portanto, os principais fatores de formação e mobilização das dunas móveis, que em geral têm encosta suave a barlavento e uma mais abrupta a sotavento.

O mesmo que duna móvel ou frontal, ou seja, Morro de areia; são dunas adjacentes e paralelas à linha de praia, Areal; que migram mesmo encontrando obstáculos Duna. como casas, rodovias, lagos etc. São depósitos arenosos* eólicos bem classificados, com granulometria fina a muito fina. Caracterizadas pela escassez de nutrientes e água, a rara presença de plantas se restringe a poucas espécies com rizoma* (caule subterrâneo), que suportam grandes quantidades de sal no solo (halófitas*).

Ecossistema – Complexo sistema de relações mútuas entre os fatores bióticos* (organismos vivos) e fatores abióticos* (elementos físicos e químicos do ambiente) que interagem entre si, havendo transferência de energia e matéria entre esses componentes (IBGE, 2004).

Sistema *de interação de organismos vivos e o Sem terminologia popular. meio ambiente em que vivem, organizados em produtores, decompositores e compositores, de tal forma que um fluxo de energia produza estruturas bióticas bem definidas e uma ciclagem de materiais entre as partes vivas e as não vivas.

Ecótono – Zona de transição entre comunidades ecológicas ou biomas adjacentes, podendo ser gradual ou abrupta (ruptura), em mosaico ou apresentar estrutura própria (ACIESP, 1997).

Zona de transição entre duas comunidades Sem terminologia popular. vegetais ou ecossistemas*, um ambiente intermediário contendo várias espécies em comum a ambas as comunidades, além das espécies próprias. Ex. zona de transição entre manguezal e restinga.

Ectoparasita – Parasita que se desenvolve sobre a superfície do hospedeiro, aderindo a ele através de órgãos especiais, podendo ser temporário ou permanente (IBGE, 2004). Segundo Santos (2011), com exceção dos ácaros e dos ácaros da sarna, todos os outros ectoparasitas são macroscópicos, e muito comumente causam prurido e irritação extrema da pele, podendo, inclusive, criar bolsas ou necroses locais.

Parasitas que se instalam fora do corpo do Sem terminologia popular. hospedeiro, como no caso de piolhos, pulgas, carrapatos e sanguessugas. Por exemplo, o carrapato Rhipicephalus microplus é um ectoparasita prejudicial à pecuária, sendo vetor dos agentes de enfermidades que afetam a produção de carne, leite e a qualidade do couro.

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Emalhe – Ocorre quando um animal colide com Acidente* entre um animal: peixes, cetáceos, Enredamento; redes de pesca e fica preso nas malhas do tartarugas etc. com as redes de pesca, nas quais Malhe. artefato* (FREITAS NETTO, 2003). ficam presos nas aberturas das redes. Empilhamento de água – Elevação do nível médio do mar junto à costa, em determinado momento, devido à rebentação das ondas. Pode ser provocado também pela ação do vento do mar para terra (APRH, 2007). Segundo Mehta (1990), esse processo também ocorre em regiões estuarinas, notadamente no pico de descarga fluvial, provocando superelevações de água.

Também conhecido como maré* meteorológica, Marezão; consiste na elevação do nível médio do mar junto Águas-vivas; à costa, devido ao transporte de massa das ondas, Represo. que provocam a existência de um excesso de água (empilhamento) no litoral. Em algumas ocasiões, dependendo das características da praia e da magnitude do sistema atmosférico, podem causar estragos e danos materiais à comunidade, pois as ondas que antes quebravam em um nível mais baixo de água, dissipando a sua energia, passam a atuar em regiões onde comumente não atuavam.

Endemismo – Termo relativo a uma determinada área isolada, que é diferente de outras áreas adjacentes ou não. Espécies endêmicas são aquelas que ocorrem somente em uma determinada área (GRISI, 2007).

Na Amazônia, os rios separaram os terrenos e os Daqui. interflúvios foram classificados em diversas áreas de endemismo. Um grupo de animal interessante e ilustrativo deste processo é o dos primatas, que geralmente são avessos à água, e o processo de formação dos rios separaram suas populações que evoluíram se diferenciando em várias espécies encontradas somente em determinados interflúvios. Assim como os primatas todas as populações de espécies de seres vivos sofreram este processo em graus diferentes de isolamento reprodutivo. Este processo é um dos fatores que explica a alta diversidade na Amazônia.

Endoparasita – Parasito que vive no interior dos Parasito que vive no interior do corpo do seu Verme; tecidos ou encontra-se presente na corrente hospedeiro, como é o caso de muitas bactérias e Micróbio. sanguínea de seus hospedeiros (IBGE, 2004). das tênias. Invadem o corpo do hospedeiro para alimentar-se ou procriar. Utilizam-se do processo digestório do hospedeiro para se alimentar quando


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o mesmo não se alimenta do próprio sangue ou outros tecidos do hospedeiro. Endosper ma – Tecido nutritivo triploide, usado Tecido nutritivo fora do cotilédone, que tem a Sem terminologia popular. Endosperma pelo embrião zigótico que se desenvolve no função de alimentar o embrião verdadeiro no interior da semente. É a fase triploide do ciclo de interior da semente. vida das angiospermas (APPEZZATO-DA-GLÓRIA; CARMELLO-GUERREIRO, 2003). Enseada – Setor côncavo do litoral, delineando uma baía* muito aberta, em forma de meia-lua, que se desenvolve normalmente entre dois promontórios (ou cabos) (SUGUIO, 1992).

Pequena reentrância aberta no traçado da linha Enseada; de costa*, em forma de arco ou meia-lua, sendo Baía. normalmente limitada por dois promontórios ou duas porções mais elevadas topograficamente.

Enterramento – Ato ou maneira de sepultar uma Ação de enterrar; enterro. Sepultamento. Quando pessoa morta. Sepultamento, inumação. O existem vários enterramentos em um local muitas enterramento pode ser: primário, quando é vezes são chamados de cemitérios dos índios. realizado de uma só vez; secundário, se for duas ou mais etapas; direto, se o corpo for enterrado diretamente no solo; indireto, se o corpo for colocado em urna ou outro tipo de receptáculo; simples, se não apresenta acompanhamento ou mobiliário funerário; individual ou coletivo etc. (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Esqueleto; Sepultura; Caveira; Defunto.

Entremarés – É a zona delimitada pelas altas e Termo utilizado para referir o período entre as Sem terminologia popular. baixas marés*, ou seja, preamar e baixa-mar* marés* cheias ou entre as marés* cheia e seca. (GRISI, 2007). Também é utilizado para referir as áreas que ficam secas nos intervalos entre as marés* cheias. Epipelágico – Organismos que se distribuem na coluna d’água, até a profundidade de 200 m acima da zona mesopelágica (REIS, 2007). Segundo Palomares e Pauly (2011), corresponde à camada superior, normalmente zona fótica dos oceanos entre a superfície e a termoclina.

Seres que vivem no extrato mais superficial da Sem terminologia popular. coluna d’água (profundidade de 0-200m), em uma região onde a vida submarina é abundante, uma vez que há penetração da luz solar e, graças a isso, da fotossíntese. É o estrato mais importante do ponto de vista biológico, não só porque é

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onde existe produção primária, mas também devido ao fato de abrigar 90% do total de biomassa* existente no oceano. Equinócio – Ponto da órbita da Terra, em que o Sol, em seu movimento anual aparente, cruza o plano do equador celeste. Nessas condições se registra uma igual duração do dia e da noite, o que ocorre nos dias 23 de março e 23 de setembro. Nesse período ocorrem as maiores marés* do ano (BRASIL – AGRITEMPO, 2002).

O termo equinócio tem origem no termo latino Sem terminologia popular. aequinoctiu, que quer dizer noite igual (aequale = igual + nocte = noite). Corresponde à época do ano em que o Sol, em seu movimento próprio aparente na eclíptica, corta o equador celeste, e que corresponde à igualdade de duração dos dias e das noites. O equinócio ocorre quando a incidência maior de luz solar se dá exatamente sobre a linha do Equador. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro, e definem as mudanças de estação. No hemisfério norte a primavera inicia-se em março, e o outono em setembro. No hemisfério sul é o contrário: a primavera inicia-se em setembro, e o outono em março.

Erosão – Processo de esculturação e modelamento do relevo, que se dá através da ação de agentes externos (chuva, rios, gelo, vento, mar) (GUERRA; GUERRA, 2006). Segundo Guerra (1987), a ocorrência dos processos erosivos envolve uma série de fatores que determinam as variações nas taxas de erosão e podem ser subdivididos em: erosividade (causada pela chuva) e erodibilidade (proporcionada pelas propriedades dos solos), características das encostas e natureza vegetal.

Processo geomorfológico de desbaste da Erosão; superfície terrestre mediante a ação de agentes Desgaste. exógenos* como vento, chuva, gelo, águas correntes, responsáveis pela desagregação e remoção de estruturas geológicas, areias*, argilas, óxidos e húmus que compõem o solo e sedimentos. Além de alterar a morfologia local, leva sedimentos para os corpos d’água, ocasionando o assoreamento*. Pode ser acelerada por intervenções antrópicas como, por exemplo, desmatamento, remoção de dunas* etc.

Erosão costeira – Fenômeno global que ocorre essencialmente nas margens oceânicas, lacustres e estuarinas (CHARLIER; MEYER, 1998). Trata-se do recuo da linha de costa*, resultante da

Processo natural que afeta grande parte das linhas Força do mar; de costa do mundo, e ocorre basicamente quando Força da maré. a taxa de remoção de sedimentos é maior do que a de deposição. Inúmeros são os fatores que


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contribuição de diversos processos e fatores que frequentemente atuam em conjunto (BIRD, 2000). Para Dias (1993), os principais fatores responsáveis pela erosão costeira e consequente recuo da linha de costa* são: elevação do nível do mar; diminuição da quantidade de sedimentos fornecidos ao litoral; degradação antropogênica das estruturas naturais; obras pesadas de engenharia costeira.

causam este desequilíbrio no balanço de sedimentos, tais como tempestades, elevação do nível relativo do mar, falta de fonte de sedimentos, correntes paralelas à costa, entre outros. O resultado desse desequilíbrio é a migração da linha de costa* em direção ao continente, muitas vezes causando danos materiais e deslocamento de populações litorâneas, demandando medidas emergenciais de contenção e/ou recuperação.

Escarpa de praia – Superfície subvertical talhada no perfil de praia (acima da face da praia) pela ação erosiva das ondas (APRH, 2007). Surge normalmente cortando a berma* da praia em desmantelamento, nas escarpas antigas podem ocorrer em posição superior, que testemunham períodos erosivos anteriores. Segundo Suguio (1992), a altura pode variar de alguns centímetros a dezena de centímetros, dependendo da natureza das ondas e da composição sedimentológica da praia.

Superfície inclinada formada pela ação de ondas Cabeça da praia; normais de maré* alta que cortam a praia, Rampa da praia. originando essa abrupta mudança em sua inclinação. Normalmente as escarpas possuem estreita faixa de vegetação herbácea (espécies suculentas e estoloníferas) e a sua formação impede que ondas de tempestade menos bruscas e marés* com menores amplitudes afetem a vegetação frontal localizada sobre ela, agindo como uma espécie da área tampão.

Escleromorfismo – Conjunto de qualidades que Plantas de aspecto tortuoso, folhas rígidas, com Sem terminologia popular. dão a certas plantas aparência geralmente características de espécies de ambientes secos atribuída à escassez de água (xeromorfismo), mas ou com carência nutricional. que, muitas vezes, é, na verdade, resultante de escassez de nutrientes no solo (FERRI et al., 1981). Espécies acessórias (fauna acompanhante) – É o conjunto de espécies de baixo valor comercial que são capturadas junto com as espécies-alvo*. (CASTRO, 2000). Segundo Keunecke e D’Incao (2001), corresponde a todo indivíduo, de qualquer tamanho ou espécie, capturado em uma pescaria, com exceção da espécie-alvo.

São os peixes retidos na rede durante a pesca das Sem terminologia popular. espécies-alvo*. Tradicionalmente, as pescarias que apresentam maior descarte* de espécies acessórias são as que se utilizam de redes de arrasto*, devido à baixa seletividade desse tipo de aparelho de captura. As estimativas mundiais indicam que a rejeição de fauna acompanhante é, no mínimo,

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Basicamente compõem-se de uma captura acessória, que é a retenção de espécies que não constituem o alvo de uma pescaria; e da captura descartada, que é a porção da captura que é devolvida ao mar como resultado de considerações econômicas, legais ou pessoais.

cerca de cinco vezes a produção, sendo, na atualidade, um dos maiores problemas no uso de recursos do mar, uma vez que a captura de fauna acompanhante pode reduzir a biomassa* e, consequentemente, a produtividade de estoques, que são a base de diferentes pescarias. Em suma, do ponto de vista ecológico, a captura de fauna acompanhante pode representar um risco potencial ao equilíbrio ambiental.

Espécies-alvo – São os pescados para os quais determinadas artes de pesca e o mercado consumidor estão direcionados (CASTRO, 2000). Segundo Rodrigues et al. (2002), o valor de mercado e o tipo de arte de pesca têm um papel fundamental na definição da espéciealvo, pois uma espécie de valor elevado é geralmente alvo, ou seja, a arte de pesca se restringe intencionalmente à captura dessa espécie.

Espécie ou grupo de espécies para as quais a Sem terminologia popular. pescaria é direcionada. São as espécies que se deseja capturar, utilizando-se aparelhos de pesca específicos.

Espécies residentes – São espécies que Constituem as espécies que efetuam todo o seu Espécies daqui. completam todo o ciclo de vida no ambiente de ciclo de vida (nascem, crescem, reproduzem-se origem (RECHI, 2008). e morrem) no mesmo local de origem. Espinhel de superfície – Arte de pesca que utiliza vários anzóis em linhas secundárias, distribuídas em uma linha principal. Para cada trinta anzóis, aproximadamente, um peso é acrescentado para facilitar a descida do material na água; e a cada 150 anzóis, em média, uma boia (de isopor ou cabaça) fica na extremidade superior. A pesca de espinhel é classificada quanto à sua posição na coluna d’água, dependendo da numeração (tamanho do anzol – quanto menor a numeração maior o anzol) e das espécies de peixes alvos da

Técnica de pesca introduzida no Brasil por Espinhel. japoneses, na década de 1950 . É constituída por um número variável de anzóis que funciona de forma passiva, com as iscas atuando na atração do peixe. É formado pela linha principal, linhas secundárias (alças) e o anzol. Em muitas ocasiões as aves, atraídas pelas iscas do espinhel, ficam presas nos anzóis e morrem afogadas. Esse ntipo de pesca também provoca a morte de tartarugasmarinhas.


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pescaria. Geralmente capturam espécies diferentes das pescadas por outros métodos, como as predadoras, dentre elas, cação, bandeirado, bagres, cangatá, corvina, arraia e pescada. O Espinhel configura-se como um dos tipos de pesca menos agressivos em relação aos recursos naturais, em virtude da seletividade sobre as espécies que são capturadas, de acordo com o tamanho do anzol e a própria quantidade a ser capturada (FURTADO; NASCIMENTO, 1982; NERY, 1995; SCHORIES; GORAYEB, 2001; ROSA, 2007). Esporão – Feição deposicional em geral arenosa, formada por uma série de cristas praiais conectadas ao continente ou a uma ilha* através de uma de suas extremidades. Sua origem está associada a ação das correntes de deriva litorânea* e de marés* (SUGUIO, 1992). Segundo Souza et al. (2008), são feições deposicionais de linha de costa* oceânica, de natureza essencialmente arenosa, ancoradas em sítios rígidos da costa, e mantidas parcialmente submersas/emersas. Em geral, crescem isoladas, tendendo a fechar as reentrâncias costeiras e podendo mudar de forma, comprimento e direção de crescimento conforme a atuação dos agentes da dinâmica costeira.

Morfologia costeira caracterizada por depósitos Ponta de areia; arenosos* encurvados (com as extremidades Croa; voltadas para o interior de uma foz estuarina). Coroa. Podem apresentar sua face interna colonizada por espécies arbustivas halófitas*. Pode ser grosseiramente considerada como uma barra* ou uma praia que se desenvolve onde há reentrâncias na linha de costa*. São depósitos formados por areia* fina a muito fina, bem selecionada e com ocorrência de minerais pesados. Infauna e epifauna (ex. microfauna intersticial, crustáceos, vermes e moluscos) podem ocorrer.

E s p o r ã o b a r r e i r a – Feição deposicional arenosa, com uma extremidade livre e a outra conectada ao continente, que se desenvolve, de modo geral, paralelamente à linha de costa*, separando um corpo d’água relativamente estreito e raso do contato direto com o mar aberto (SUGUIO, 1992).

Tipo de esporão* arenoso* que apresenta uma Ponta de areia; de suas extremidades ligadas à face praial*, Croa; enquanto que a outra permanece em contato Coroa. direto com o mar aberto. Essa configuração permite o desenvolvimento de áreas rebaixadas e acumuladoras de água salgada, isoladas do contato direto com o mar.

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Espraiamento – Cota máxima atingida por uma onda, ao interagir com uma praia ou estrutura costeira. A cota é medida na vertical e tem por referência o nível de repouso. Os sucessivos fenômenos de espraiamento são intercalados por fenômenos de refluxo, correspondendo ao refluxo máximo a cota mais baixa atingida na interação referida. A resultante dos processos de espraiamento e refluxo das ondas tende a concentrar partículas menores na parte superior da face da praia e partículas maiores na parte inferior. O jogo entre os dois processos, dependente das características da onda incidente, resulta em fases destrutivas ou construtivas da praia (GOMES, 2001). Segundo APRH (2007), esta movimentação de água transporta sedimentos para a parte superior da face da praia, embora de forma seletiva, pois a medida que o fluxo vai perdendo força transportadora, os grãos de sedimentos vão se depositando de acordo com o seu diâmetro.

Movimentação ascendente e descendente Espraiamento (fluxo e refluxo) da água trazida por ondas incidentes, após a arrebentação*, através da face da praia ou zona intertidal (intermarés). A direção do espraiamento é fortemente influenciada pela direção do vento e a escala temporal é bastante variável. Dessa forma, o espraiamento se caracteriza por fluxos e refluxos fortes e instáveis (sobretudo em praias reflexivas), altos níveis de turbulência, grandes taxas de transporte de sedimentos e rápidas mudanças morfológicas.

Estirâncio – Porção da praia situada entre o limite superior da preamar e a linha de baixamar* ordinária, ou seja, a parte anterior da praia que sofre normalmente a ação das marés* e do espraiamento de ondas, após a arrebentação* (SUGUIO, 1992). Segundo Fox et al. (1966), os maiores tamanhos de grãos são encontradas na base do estirâncio,onde ocorre o ponto de máxima turbulência.

O mesmo que antepraia*. Corresponde à zona Estirão; frontal situada entre as linhas normais da preamar Praia e baixamar*. No litoral norte brasileiro o estirâncio mostra-se muito largo e com uma declividade muito suave, o que caracteriza as praias dissipativas.

Estofo de maré – Período em que a maré* enchente atinge o nível mais elevado e passa para o estado de maré* vazante, fazendo com que ocorra estabilização do nível de maré* e das correntes. Pode ser estofo de enchente (ponto

Ponto de estabilização entre a preamar e a Reponta da maré; baixamar* e vice-versa, não havendo, nesse Remanso período, qualquer alteração do nível da superfície da água e a intensidade da corrente da maré* atinge o valor zero.


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de alcance da preamar) ou de vazante (ponto de alcance da baixamar*) (DHN, 1998). Estolho ou estolhão – Caule que cresce horizontalmente ao longo da superfície do solo e que pode formar raízes adventícias, tal como ocorre no morango. Também chamado estolão (RAVEN et al., 2007).

Caule rastejante que, de espaço a espaço, lança Sem terminologia popular folhas e raízes adventícias, que são pontos de formação de novas plantas. Por exemplo, os capins que ocorrem em praias e dunas (ex. Spartina) se reproduzem por estolhos e rizomas.

Estolonífera – Espécie vegetal que tem estolho* Planta que possui caule, geralmente rastejante, Sem terminologia popular (FERRI et al., 1981). mas que ao longo de seu corpo emitem raízes formando novos indivíduos. Estratificação – Estrutura sedimentar originada pela acumulação progressiva de qualquer material (partículas clásticas, precipitação química ou decantação de colóides floculados), tendendo a formar estratos ou camadas* definidas por descontinuidades físicas e/ou por passagens bruscas ou transicionais de mudanças de textura, estrutura ou quimismo. Origina-se com a variações das condições geológicas, físicas, químicas e/ou biológicas durante a deposição do sedimento (WINGE et al., 2001).

Estrutura sedimentar caracterizada pela separação Bandamento em camadas* ou estratos superpostos. Esta disposição resulta das diferenças de condições físicas, químicas e biológicas de sedimentação. Os estratos diferem pela cor, composição mineralógica e granulometria.

Estreito – Canal* de pequena largura até poucas Canal* natural que une dois corpos d’água (mares, centenas de metros, que liga dois corpos de água rios) e separa duas massas de terra. Na região amazônica um estreito é formado por um conjunto de dimensões maiores (IBGE, 2004). entremeado de pequenos rios e ilhas*, como, por exemplo, o que ocorre no Furo de Breves.

Estridular – Fazer estridor; produzir som agudo e penetrante; cantar com som estrídulo (FERREIRA, 1980). Trata-se de um mecanismo de comunicação utilizado por insetos, como os

Estreito; Canal; Passagem; Braço de mar

Ato de alguns insetos produzirem som através Canto-da-cigarra; de fricção ou impacto de estruturas duras de seu Canto-do-grilo exoesqueleto, localizadas nas asas, pernas ou abdômen. Ex. grilos, gafanhotos, cigarras etc.

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grilos e também pelas víboras, que produzem sons por friccionar duas partes do corpo (RAFAEL, 2012). Estuário – Reentrância do mar em um vale fluvial, estendendo-se até o limite de propagação da maré* dinâmica, e divisível em três setores: a) baixo estuário ou zona marítima, com ligação aberta com o mar; b) estuário médio, onde ocorre mistura intensa de água doce e salgada; c) estuário superior ou flúviomarítimo, com água doce, mas sujeito à maré* dinâmica (FAIRBRIDGE, 1980). Segundo IBGE (2004), trata-se de um corpo aquoso litorâneo que apresenta circulação mais ou menos restrita, porém ainda mantendo-se ligado ao oceano aberto, ou seja, corresponde a desembocaduras* fluviais afogadas, sendo que outros são apenas canais que drenam zonas pantanosos costeiras. Com base no processo físico dominante, pode ser classificado como: dominados por ondas e dominados por marés*.

Os estuários são ambientes de transição entre os Boca do rio; ecossistemas* terrestres e os marinhos, ou seja, Baía são zonas alagáveis onde ocorre o encontro e mistura de águas fluviais e marinhas e, por essa razão, suas águas são salobras. Constituem-se em um corpo hídrico semifechado, no qual a água do mar adentra, sendo progressivamente diluída pela água doce proveniente da descarga fluvial. Nesse ambiente, bordejado normalmente por manguezais, desenvolvem-se espécies biológicas eurihalinas que lá permanecem durante parte ou a totalidade de seu ciclo de vida. A dinâmica das águas, associada à vegetação que coloniza suas margens (mangue*), proporciona o desenvolvimento de uma exuberante fauna. Algumas espécies de pássaros são comuns nesse ecossistema*, como as gaivotas, garças e guarás que se alimentam no lodo do estuário. Devido a elevada carga de nutrientes que as águas fluviais transportam; um estuário é geralmente uma região com elevada produtividade biológica. Devido a sua localização geográfica, os estuários normalmente são áreas ideais para o desenvolvimento de cidades e, portanto, abrigam uma grande concentração populacional.

Etnoecologia – Ciência que investiga como a Ramo da ciência que busca aliar o conhecimento Ciência da comunidade natureza é vista, manejada e apropriada pelos científico com o tradicional, a respeito dos usos grupos humanos (TOLEDO, 1992). dos recursos naturais pelos grupos humanos. Face praial – Estreita zona que se inicia no nível Setor mais inclinado da praia, em posição inferior Praia de maré* baixa ordinária, e estende-se mar ao berma* (em direção ao mar) e que normalmente


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adentro, até além da zona de arrebentação*, em geral até a base de onda (SUGUIO, 1992). Segundo APRH (2007), via de regra as partículas mais grosseiras concentram-se na base da face praial, e normalmente na zona onde a onda arrebenta forma-se um pequeno ressalto topográfico, designado por degrau de arrebentação*.

está exposta à atuação da arrebentação* e do espraiamento das ondas. No litoral paraense as faces de praia normalmente são largas, planas ou levemente inclinadas, típicas de ambientes de praias dissipativas.

Falésia – Segundo Alexandre et al. (2009) corresponde a paredões escarpados, que ao longo dos anos, por sua constituição sedimentar, em conjunto com o solapamento em sua base (causado pelo movimento das marés*) e a ação erosiva das ondas, ventos e da chuva, vêm sofrendo desmoronamento. Determinada ação resultou no surgimento de falésias vivas ou ativas e mortas ou inativas, onde as primeiras são aquelas submetidas à abrasão* do mar e as segundas aquelas em que esse contato não mais existe.

Forma de relevo litorâneo caracterizada pelo Barranco; escarpamento (alta declividade) e contato Beirada; abrupto com o mar. Encontra-se permanente- Ladeira. mente sob a ação erosiva das ondas, ventos e chuvas. A ação de ondas desgasta constantemente a costa, o que por vezes pode provocar desmoronamentos ou instabilidade da falésia. O material desmoronado é transportado pelas correntes litorâneas, mantendo a base da falésia exposta à ação posterior de novas ondas marinhas, levando a sucessivos desmoronamentos e ao avanço do mar sobre o continente, conforme evidenciado pelas plataformas de abrasão* marinha. Geralmente, as falésias são constituídas por material rochoso consolidado, com pouca ou nenhuma cobertura vegetal.

Família extensa – Grupo de parentesco que Grupo que inclui a família biológica, os parentes Monte; engloba a família nuclear, os afins e agregados pelo casamento, as relações de compadrio e Parentada. (SARACENO, 1997). amizade. Fit ossociologia – Estudo quantitativo das interFitossociologia relações de espécies vegetais dentro da comunidade vegetal, no espaço e no tempo. Na taxonomia, tem estreita relações com fitogeografia e ciências florestais (BRAUNBLANQUET, 1979).

Relação entre as espécies e a organização delas Sem terminologia popular na comunidade, ou seja, quais os componentes constituem tal comunidade e como estão arranjados espacialmente, isto é, estuda a sociabilidade entre as plantas, em base numérica.

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Fitoplâncton – Organismos aquáticos micros- Organismos fotossintetizantes de diferentes Microalgas. cópicos, fotossintetizantes e livre-flutuantes grupos, encontrados em suspensão em águas (RAVEN et al., 2007). doces, salobras ou salgadas. Também são conhecidos como microalgas. Floresta de restinga (Mata de restinga, Mata arenosa, Mata de Mirtáceas) – Formação vegetal composta de árvores e arbustos* de pequeno porte, altura média de 4m, podendo atingir até 10m. Apresenta abundância* de espécies e indivíduos de Myrtaceae. Nesta formação também é comum a presença de epífitas e cipós (ULE, 1967; PEREIRA, 1990; ARAÚJO; HENRIQUES, 1984; WAECHTER, 1985; SILVA et al., 1994).

Formação vegetal que se localiza em região Mata. plana, sujeita ou não a inundações, ou sobre dunas, composta de árvores e arbustos* de pequeno porte com altura média de 4,0m, podendo atingir até 10m, troncos finos e copas contíguas, porém, pouco densas, permitindo penetração de luz em muitos trechos.

Floresta primária – É a floresta intocada ou Floresta intacta, que existe em sua condição Mata virgem; aquela em que a ação humana não provocou original, ou seja, mantendo todos os aspectos Mata fechada. significativas alterações em suas características estruturais e funcionais. originais, de estrutura e de espécies (ODUM, 1988). Floresta secundária – É a floresta resultante de um processo natural de regeneração da vegetação, em áreas onde, no passado, houve corte raso da floresta primária* (ODUM, 1988). Para Lamprecht (1990), a designação floresta secundária abrange todos os estádios de sucessão, desde a floresta incipiente, que se instala em superfícies sem vegetação, em virtude de distúrbios naturais ou antrópicos, até ao estádio de floresta clímax.

Vegetação resultante dos processos naturais de sucessão (a partir do banco de sementes e/ou de plântulas existentes no solo), após supressão total ou parcial da vegetação primária por ações antrópicas* ou causas naturais.

Formação h alófila – Formação vegetal da restinga, constituída por espécies vegetais herbáceas, estoloníferas ou rizomatosas, com folhas suculentas, recobrindo pequenas dunas de areia fina, de aproximadamente 40 cm de

Formação vegetal que se instala na praia, capaz Sem terminologia popular. de suportar alta salinidade ou, em geral, em áreas de interior de baía (planícies de maré lamosa ou arenosa), com águas calmas. Esta formação apresenta plântulas de espécies típicas dos

Capoeira; Capoeirão; Capoeirinha; Juquira.


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altura, sujeita a ação das marés. Esta formação manguezais e está sujeitas à ação das marés, sendo pode ser destruída por marés de tempestades destruída por aquelas de tempestades ou de ou de sigízia, voltando a se reconstituir sigízia, voltando a se reconstituir. (BASTOS, 1987; ARAUJO; HENRIQUES, 1984; COSTA NETO et al., 1996; COSTA NETO et al., 2001). Segundo Costa Neto et al. (1996), devido às condições ambientais estressantes, esta vegetação tem um caráter constante de comunidade pioneira. Fotossíntese – Conversão de energia luminosa em energia química por pigmentos fotossintéticos, usando água e CO 2 e produzindo carboidratos (TAIZ et al., 2004). Segundo Blankenship (2008), a fotossíntese inicia a maior parte das cadeias alimentares na Terra. Sem ela, os animais e muitos outros seres heterotróficos seriam incapazes de sobreviver porque a base da sua alimentação estará sempre nas substâncias orgânicas proporcionadas pelas plantas verdes.

Transformação de substâncias inorgânicas, gás Sem terminologia popular. carbônico (CO2) e água (H2O), em substâncias orgânicas, carboidratos (CH2O)n, pela captura da luz por pigmentos fotossintetizantes (clorofilas). Além das plantas verdes, incluemse entre os organismos fotossintéticos, algumas microalgas (diatomáceas e as euglenoidinas), as cianófitas (algas verde-azuladas) e diversas bactérias.

Fóssil – Evidência de vida do passado geológico, sendo representados, em geral, por ossos, dentes e conchas, isto é, partes duras de organismos, que são incorporados principalmente às rochas sedimentares. Esses restos orgânicos encontram-se em geral alterados em vários graus e podem apresentar composições diferenciadas (carbonática, fosfática, silicosa, quitinoide etc.) (SUGUIO, 1992).

Seres vivos que habitaram a Terra ou vestígios de Bicho na pedra. atividades biológicas (ovos, pegadas etc.) petrificados ou endurecidos, que se conservaram até a atualidade, por milhares ou até milhões de anos em contextos geológicos, isto é, nas rochas, como moldes do corpo ou partes do próprio ser vivo (fóssil vegetal), seus rastros e pegadas, sem perder as características essenciais.

Fracasso na pesca – O conceito indígena de panema* é frequentemente utilizado por pescadores do litoral paraense para designar a falta de sorte em uma pescaria, muitas vezes associado a pragas e maus-olhados.

A palavra panema* indica um estado da pessoa Panema*. afetada, e é utilizada como predicativo: “fulano está panema”. Expressão comum entre pescadores de mar e de água doce no Pará.

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Fragmentos bioclásticos – Restos orgânicos, sendo mais frequentes as conchas de moluscos, constituídos por carbonato de cálcio (CaCO3) (SUGUIO, 1992).

Fragmento de material orgânico (conchas e Pedaço de Concha; carapaças, algas coralíneas, moluscos, briozoários, Areia de Concha. foraminíferos bentônicos). Do ponto de vista tecnológico, o granulado bioclástico é um recurso importante, dada sua utilização como fertilizante, suplemento de ração animal, farmacologia/cosmética, biotecnologia e, ainda, como filtros para tratamento de água e esgotos domésticos e industriais.

Fragmento cerâmico – Fragmento de artefato* Parte de uma peça arqueológica. Também Caco; de barro queimado, usualmente parte de um conhecido como caco de peça cerâmica*. Caco veio; vasilhame (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Panela de índio. Fungos – Organismos eucarióticos, aclorofilados, heterotróficos, geralmente filamentosos, macro ou microscópicos, que se propagam por meio de esporos* ou hifas e armazenam glicogênio como substância de reserva (GUERREIRO; SILVEIRA, 2003). Entre os seres vivos são classificados no reino dos fungos (Fungi). Podem viver como sapróbios, parasitas de plantas e animais e em simbiose com plantas ou algas.

Constituem um grupo de organismos com grandes variações morfológicas, com espécies unicelulares e multicelulares. Os fungos ocorrem em todos os lugares. São encontrados nos diversos ecossistemas aquáticos e terrestres, vivendo nos mais diferentes tipos de substratos. São importantes decompositores de matéria orgânica.

Urupê; Cogumelo; Orelha de pau; Orelha de judas; Orelha de macaco; Mofo; Leveduras; Estrela da terra.

Fungos macr oscópicos ou macr ofungos – Termo macroscópicos acro utilizado para as espécies de fungos que produzem estruturas reprodutoras (corpo de frutificação) visíveis a olho nu, entre os quais se incluem diversos táxons, a maioria classificada nos filos Basidiomycota e Ascomycota, incluindo espécies parasitas, sapróbias e micorrízicas. Na qualidade de decompositores, desempenham importante papel nos ecossistemas, principalmente no ciclo mineral e do carbono, sustentando o funcionamento dos ecossistemas (KIRK et al., 2008).

Como macrofungos são consideradas as espécies de fungos que produzem corpos frutíferos visíveis a olho nu, chamados basidiomas* (Basidiomicetos) ou Ascoma (Ascomicetos). Entre estes estão fungos capazes de decompor a lignina (basidiomicetos), o que os tornam relevantes no processo de reciclagem de nutrientes nos ecossistemas florestais.

Urupê; Cogumelo; Orelha de pau; Orelha de judas; Orelha de macaco; Estrela da terra.


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Galha – Deformação de tecidos vegetais, geralmente causada por insetos através de estímulo externo da própria planta. Também pode ser causada por fungos, parasitas e outras doenças da planta (TORRE-BUENO, 1937). Segundo Gonçalves et al. (2005), são estruturas que se originam em determinado órgão de uma planta através de hipertrofia e hiperplasia de tecidos, inibição do desenvolvimento ou modificação citológica e/ou histoquímica, em resposta ao ataque de organismos indutores, que podem ser vírus, bactérias, fungos, nematódios, ácaros ou insetos – parasitas geralmente específicos à espécie (ou ao gênero ou família) da planta.

Nódulos, tumefações e outras deformações encontradas em folhas, mas também em ramos, que surgem como resposta tecidular a diferentes fatores externos, principalmente a deposição de ovos de insetos, onde em seu entorno é formado um tecido de diferentes formatos, a depender da espécie de planta e do inseto, sendo que a larva ao eclodir deste ovo no interior do tecido o utiliza como alimento. Na fase adulta sai para o ambiente externo, onde reinicia seu ciclo de vida. As galhas, dependendo do órgão e da planta galhada, são interpretadas em sua maior parte como reação defensiva contra o galhador.

Galha; Nódulo; Deformações; Doença de planta.

Gamboa – Para a Arqueologia as gamboas são currais feitos de pedras, com a finalidade de capturar crustáceos (camarões), moluscos e pequenos peixes. As pedras destes currais são provenientes de afloramentos* rochosos, em geral de arenito* ferruginoso, e empilhadas junto a eles formando uma mureta semicircular de 20 a 40 cm de altura, que represa água e animais durante a maré* baixa. Durante a maré* cheia a maior parte do pedral, assim como as gamboas, ficam submersas (SILVEIRA; OLIVEIRA, 2011).

São pequenos trechos de rio ou de mar que só Enseada; têm água na preamar, ou pequeno braço de mar Barragem. ou de rio que serve como armadilha natural para prender peixes no fluxo enchente da maré* ou ainda lugar em que remansa a água dos rios, dando a impressão de lago* tranquilo.

Gancho para caranguejos – Aparato que consiste de um pedaço de vara fina, medindo cerca de 1 metro, que é presa a um vergalhão (de 5mm ou mais) cuja ponta é dobrada em forma de “J”. É utilizado para puxar os caranguejos que estão em buracos mais fundos que o braço do catador. (NERY, 1995; ROSA, 2007).

Vergalhão com ponta curvada ou uma haste de Gancho; madeira com uma alça de vergalhão amarrada Cambito. na ponta, que serve como prolongamento do braço do catador. A extração de caranguejo com o gancho (cambito) é considerada predatória, pois parte considerável dos indivíduos coletados acaba morrendo antes de chegar ao consumidor. O IBAMA, através de portaria, proíbe a utilização desse artefato na extração de caranguejos.

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Gleissolos – Solos minerais, hidromórficos, com horizonte glei dentro de 50 cm da superfície do solo (EMBRAPA, 1999). Segundo Valladares (2009), são solos que não apresentam horizonte plíntico ou vértico acima do horizonte glei ou coincidente com este, nem horizonte B textural com mudança textural abrupta coincidente com horizonte glei, nem qualquer tipo de horizonte B diagnóstico acima do horizonte glei.

Solos formados por depósitos recentes, sob Lama. condições de encharcamento prolongado (hidromorfismo), fazendo com que ocorra aumento na concentração de agentes complexantes orgânicos e maior abundância de elétrons no meio, havendo então uma redução intensa de nitrogênio, ferro e manganês, que são transportados para fora do perfil, e como os principais agentes pigmentantes são os óxidos e matéria orgânica, os horizontes superficiais ficam com coloração acinzentada, que é a coloração típica dos outros argilominerais que permanecem no perfil.

Grés do Pará – Rocha arenoconglomerática, quartzosa, cimentada epigeneticamente por oxihidróxidos de ferro (IBGE, 2004). Segundo Costa (1991), as primeiras ocorrências de lateritos na região amazônica foram feitas no início do século XX por F. Katzer, que os descreveu como arenitos* ferruginosos, aos quais deu a denominação de Grés do Pará.

Rocha sedimentar (arenito*) ferruginosa, Pedra jacaré; considerada como uma pseudo laterita, composta Pedra preta. por oxi-hidróxidos de ferro. Utilizada como matéria prima na construção civil.

Gretas de contração – Rachadura formada por contração, como resultado da ressecação de camadas* argilosas por efeito do calor solar. Como estrutura sedimentar primária, serve para identificar ambientes submetidos à exposições subaéreas periódicas, tais como planícies de maré (SUGUIO, 1992).

Estrutura sedimentar formada pela exposição Rachadura. subaérea de solos e sedimentos argilosos, em condições de temperatura bastante elevada, que faz com que o material argiloso sofra a perda de água por evaporação e, consequentemente, ressecamento, contração e ruptura devido à perda de volume.

Habitat – Ambiente que oferece um conjunto de condições favoráveis para o desenvolvimento, sobrevivência e reprodução de determinados organismos (ACIESP, 1997). O ambiente de um organismo; o local onde ele é encontrado (RAVEN et al., 2007).

Lugar onde o organismo vive. Refere-se a um Lugar onde vivem. determinado espaço ou ambiente onde os fatores físicos e biológicos se interagem, formando condições mínimas para a manutenção de um ou de muitos organismos. Este termo é utilizado tanto de maneira restrita (o habitat de um organismo)


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como de maneira muito ampla (o habitat de floresta). Halófitas – São plantas capazes de tolerar ambientes salinos e ocuparem, em geral, locais com baixa disponibilidade de matéria orgânica, drenagem rápida da água, luz solar direta e intensa (DICKISON, 2000).

Plantas que se desenvolvem em áreas inundáveis Plantas de mangal; por águas salgadas ou sofrem respingos das Planta de sal. ondas, além de expostas a forte insolação. Sua estratégia de adaptação* e sobrevivência se fundamenta na absorção do cloreto de sódio em altas taxas, acumulando-o em suas folhas e, desta forma, estabelecendo o equilíbrio osmótico com o baixo potencial da água presente no solo.

Halomórfico – Solo cuja gênese foi muito influenciada pelo excesso de sais, cujo acúmulo é maior nas depressões do terreno (IBGE, 2004). Segundo Gonçalves (1982) em relação ao crescimento das plantas, os solos halomórficos podem ser classificados em: a) salinos; b) salinosódicos e c) sódicos.

Solos que apresentam altas concentrações de Solo salgado. sais solúveis, sódio trocável ou ambos. Quando os níveis de salinidade são elevados, pode-se ver eflorescências de sais na superfície do solo. Os processos que contribuem para o desenvolvimento dos solos halomórficos são: a) excesso de sais minerais na água de irrigação; b) solos com quantidades de sais no subsolo que sobem para a superfície devido à má drenagem* e/ou alta taxa de evapotranspiração; c) calagem excessiva; d) influência marinha.

Hemat ofagia – Habito alimentar, geralmente de Hemato algumas espécies de insetos e de morcegos, de sugar o sangue de vertebrados. A hematofagia de vários artrópodes lhes permitiu a exploração de um novo e importante nicho ecológico e apresenta uma série de características cujo conhecimento é importante para a compreensão da epidemiologia das parasitoses por eles transmitidas (MARCONDES, 2001).

Comportamento alimentar de vários insetos de Vampiro; sugar sangue de animais. Várias doenças Suga sangue; vetoriadas por insetos hematófagos são sérios Pica animais. problemas na Amazônia, como malária, dengue, febre amarela, leishmanioses, doença de chagas, oncocercose, mansonelose, filariose e várias arboviroses. Algumas espécies de morcegos são hematófagas e podem transmitem o vírus da raiva.

Hipocótilo – Parte do eixo (caule) do embrião Porção do eixo (caule) da plântula, ou mais Sem terminologia popular. ou plântula situada entre o ponto de inserção raramente do embrião, situada entre os

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dos cotilédones* e o ponto em que tem início a pontos de inserção dos cotilédones* e da raiz radícula (APPEZZATO-DA-GLÓRIA; CARMELLO- primária. GUERREIRO, 2003). Horizontes do solo – Organização de uma série de camadas* sobrepostas, de aspecto e constituição diferentes, aproximadamente paralelas à superfície (LEPSCH, 2002). Segundo Vieira (2012), são camadas* sobrepostas pela ação simultânea de processos físicos, químicos e biológicos e podem distinguir-se ente si através de determinadas propriedades, como, por exemplo, a cor, a textura e o teor em argilas*.

Camadas* individualizadas que compõem um Camadas. perfil de solo. São diferenciadas de acordo com o grau de hidratação do ferro, dos teores de cálcio e óxido de silício, além do teor de matéria orgânica. Por conveniência para o estudo do solo e sua descrição, são reconhecidos cinco horizontes principais. São designados utilizando as letras maiúsculas O, A , E , B e C. As camadas* superiores ou horizontes do perfil do solo são geralmente de cor mais escura que as camadas* inferiores. Esta diferença de cor é devida à acumulação de matéria orgânica resultante do apodrecimento das raízes e outros resíduos orgânicos, que são incorporados nas camadas* superiores do solo.

Ilha – Porção de terra firme situada no mar, lago* ou rio, e cercada de água por todos os lados (IBGE, 2004). O conceito de ilha, conforme a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (1982), resulta da combinação de dois critérios: a) geológico, que diferencia as ilhas propriamente ditas das “ilhas artificiais”: É um espaço natural de terra, rodeada por água; b) hidrográfico, que distingue as ilhas dos “fundos elevados” que se descobrem na baixamar* e ficam cobertos na maré* alta.

Extensão de terra, em prolongamento do relevo, Ilha. estando numa depressão absoluta preenchida por água em toda sua volta. As ilhas nos oceanos e mares são chamadas de ilhas marinhas, as localizadas em rios são conhecidas como ilhas fluviais, enquanto que as que se situam em lagos* são as ilhas lacustres.

Ilhar ga – Termo utilizado para se referir ao lado Refere-se ao flanco ou lateral do corpo humano Ilharga de alguém, junto de alguém, à cote de (FURTADO, (quadril aos ombros); dos animais (abdome e 1987). costelas), e de coisas. Como matáfora, refere-se ao indivíduo que anda sempre junto de aguém (HOUAISS, 2009).


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Indicadores a mbientais – A Organisation for Economic Cooperation and Development (OECD, 2007) definiu indicador ambiental como um parâmetro ou um valor derivado de parâmetros que apontam, fornecem informações ou descrevem o estado do meio ambiente. Pode abranger indicadores de estado (qualidade do meio ambiente e qualidade e quantidade dos recursos naturais), de pressão ambiental (descrevem as pressões exercidas pelas atividades humanas sobre o meio ambiente e sobre os recursos naturais) e de resposta (mostram em que grau a sociedade responde às questões ambientais).

Parâmetros que fornecem informações a respeito Sem terminologia popular. de uma atividade ou cenário em relação aos fatores ambientais (bióticos, abióticos e antrópicos), possibilitando a realização de análises, conclusões e tomadas de decisão. Para tanto, devem ser mensuráveis e fornecerem uma imagem representativa das condições do meio ambiente, das pressões exercidas sobre ele ou das respostas da sociedade.

Intermediário – Indivíduo que exerce a Indivíduo que compra a produção do pescador e Marreteiro. intermediação na cadeia produtiva da pesca a repassa a outros compradores ou ao artesanal (LEITÃO; SOUSA, 2006). consumidor final, auferindo lucros em uma relação comercial aviltante. Istmo – Faixa de terra cercada de água por dois lados, que serve de ligação para corpos continentais bem maiores (SUGUIO, 1992). Segundo Dannemann (2008), esta estreita faixa de terra de comprimento variado pode ligar uma ilha a outra, uma ilha* a um continente ou um continente a outro continente.

Estreita faixa de terra situada entre dois mares. O Língua de terra. trabalho de rasgamento de uma estrutura morfológica como essa pode fazer com que ocorra grande economia de tempo e valor do frete do transporte marítimo.

Jusante – Direção que acompanha o mesmo Direção do curso fluvial para onde desce a água Descendo o rio. sentido de uma corrente (IBGE, 2004). do rio. Se este sofre influência de maré*, corresponde à direção da maré* vazante. Corresponde à região situada entre um ponto onde se encontra o observador ou a referência física e a foz do curso de água. Lagarta – Designação comum dada às larvas* Termo utilizado para designar as larvas* de Larvas. dos insetos lepidópteros, cujo tipo é cruciforme; borboletas e mariposas, geralmente observadas

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a primeira fase da vida das borboletas até a comendo a folhagem. Alimentam-se vorazmente metamorfose em crisálida (FERREIRA, 1980). e podem atingir tamanhos de mais de 10 cm. Algumas podem se constituir em pragas nos cultivos e jardins. Lago – São massas d’água estagnadas, de origem natural, não antrópica, maiores de 0,1 km 2, situadas em depressões do terreno e sem conexão com o mar (RICCOMINI et al., 2001). Segundo Herbich e Haney (1982), o lago costeiro é um corpo d’água que foi completamente isolado do mar por processos costeiros.

Depressão natural na superfície do terreno, Lago. permanentemente abastecida com uma quantidade variável de água, que pode ser proveniente da chuva, de uma nascente local ou de cursos d’água que nela vertem.

Lâmina de machado lascada – Nomenclatura funcional-morfológica. Artefato* elaborado por lascamento de rocha, que servia para cortar, fender, retalhar um animal ou escavar o solo para retirar raízes, além de poder ser encabado em um cabo de madeira e usado manualmente para derrubar árvores (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Artefato* lítico em fragmento de rocha lascada, Pedra de raio; normalmente com entalhes laterais para Pedra de corisco; encabamento. Poderia ser um símbolo de poder, Machado de pedra. de masculinidade ou ainda uma peça de família, ou seja, um objeto herdado de pai para filho.

Lâmina de machado polido – Nomenclatura funcional-morfológica. Artefato* elaborado por lascamento de rocha, posteriormente submetido a polimento. Diverge da lâmina de machado lascada somente pela técnica de fabricação e pela maior variabilidade das formas. Gume em bisel duplo, contato por uma linha agindo por percussão (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Artefato* lítico em fragmento de rocha polida, normalmente com entalhes laterais para encabamento. O machado de pedra polida era tradicionalmente um elemento básico da tecnologia da tribo.

Lar va – Todas as formas que eclodem do ovo Larv em um estágio imaturo de desenvolvimento são denominadas “larvas” (para as ordens de insetos de metamorfose completa, que passam pelos estágios de ovo – larva – pupa – adulto). Já as

Estágio de desenvolvimento imaturo de insetos Tapuru; que apresentam desenvolvimento completo. São Lagartas. vários os instares larvais separados por mudas, até alcançarem o estágio de pupa, e depois a eclosão do adulto. As larvas têm forma, modo

Pedra de raio; Pedra de corisco; Machado de pedra; Machado polido; Machadinha de índio.


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formas que eclodem do ovo com a forma dos de vida, habitat*, alimento, comportamento e adultos, mas pequenos e ainda sem asas, são hábitos alimentares diferentes do adulto. denominadas “ninfas” (COSTA et al., 2006). Lasca – Fragmento de rocha debitado por uma Pedaço de pedra lascada que pode ser utilizado Pedra; percussão aplicada em um ponto determinado para cortar, raspar ou furar. Pedra lascada; do núcleo (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Raspador de pedra; Faca de pedra; Lastro de rede de pesca – Pedaços de chumbo Obstante ao uso das chumbadas como lastro Chumbada. que são colocados nas partes inferiores das redes das redes de pesca, está o fato de algumas de pesca ou ao redor do saco da tarrafa, para dar espécies, sobretudo de aves piscívoras, sofrerem estabilidade a esses instrumentos de pesca envenenamento pela ingestão desses pequenos (FURTADO, 1993). instrumentos de lastro de redes. A alternativa é o uso de chumbadas ecológicas, fabricadas com argila, areia e pó de pedra, os quais são biocompatíveis com o fundo dos rios e lagos. Leito fluvial – Parte mais baixa do vale de um rio, modelado pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam, em períodos normais, água e sedimentos (IBGE, 2004). Segundo Batista e Sperling (2007), podem ser classificados em: granular (constituídos de partículas soltas de diversos tamanhos e formas) ou coesivo (constituídos por materiais mais resistentes à erosão*).

Rego ou sulco escavado no talvegue do rio, por Calha do rio. onde fluem as águas. As calhas fluviais podem acumular sedimentos, os quais podem aflorar sobre a superfície da água, principalmente em condições de baixa vazão, podendo acarretar interferências significativas nas condições de escoamento, sobretudo nos períodos de estiagem.

Leito menor – Calha ocupada pelo rio na época Setor do canal* ocupado pelo rio no período das Calha do rio. de seca. Bem delimitado, encontra-se encaixado águas baixas, durante os meses de estiagem. entre margens bem definidas (IBGE, 2004). Segundo Christofoletti (1980), a frequência de escoamento nesse tipo de leito é suficiente para impedir o estabelecimento de vegetação. Lençol de areia – Depósito psamítico tabular Depósitos arenosos* sem morfologia preservada, Lençol de areia. cujas bordas são bem definidas, mas que resultantes de acumulações de areia* diferentemente das dunas*, não apresenta faces transportada pelo vento e depositada sem que

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com deslizamento de areia* (IBGE, 2004). Segundo Bigarella et al. (1965), a gênese desses depósitos está associada ao processo de dissipação, em função de mudanças climáticas (do úmido para o semiárido), provocando a diminuição da cobertura vegetal e favorecendo (sob o efeito de chuvas concentradas) o colapso ou a dissipação de dunas*, restando apenas um perfil ondulado, morfologicamente indefinido.

ocorra a formação de dunas*. Não apresentam feições morfológicas como crista ou face de deslizamento. Sua formação pode se dar próximo às margens do campo de dunas livres.

Linha de costa – Linha que limita a margem das águas do mar, correspondente ao nível máximo da preamar em zona costeira aberta (IBGE, 2004). Segundo Winge et al. (2001) corresponde à faixa de área terrestre junto à margem de oceano, mar ou lago* que caracteriza um ambiente geológico próprio afetado pelas duas condições, terrestre e aquática.

Linha que forma o limite entre a costa e a praia, ou seja, o limite água-continente e varia segundo uma faixa mais ou menos estreita determinada pelas preamares e baixamares* e pelo relevo da costa. Pode abrigar praias arenosas, costões de rochas, falésias*. É uma das feições mais dinâmicas do planeta e sua posição no espaço muda constantemente devido a fatores de origem natural ou relacionados a intervenções humanas na zona costeira. Como resultado dessas interações, a linha de costa pode avançar mar adentro, recuar em direção ao continente ou permanecer estabilizada. Quando a linha de costa recua em direção ao continente, diz-se que a mesma está experimentando erosão*, fenômeno que pode resultar em prejuízos econômicos para as comunidades costeiras.

Linha de deixa – Cordões anastomosados, frequentemente encontrados em praias, formados pelo acúmulo de materiais leves (fragmentos de conchas, madeiras, algas etc.) e que acompanham aproximadamente a linha do litoral* (IBGE, 2004). Para Conti e Rodrigues (2011), a linha de deixa é a definição mais direta e efetiva de linha de costa*, e é potencialmente válida para determinar variações em processos sedimentares.

Área de interface entre o sistema oceânico e o Linha da praia; sistema terrestre, caracterizado pelo limite de Linha de sujo. avanço da água sobre a areia* da praia. Corresponde a uma linha curva bastante dinâmica, mostrando a convexidade voltada em direção ao continente. Sua mobilidade está associada às condições de maré* (quadratura e sizígia). Não raro, suporta uma rica fauna de invertebrados.

Beira; Beirada; Beira de Praia; Beiramar.


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Litoral – Faixa de terra que abrange a costa e o estirâncio (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1992), corresponde à zona relativamente estreita que se estende desde a linha praial até um pouco além da zona de arrebentação*.

Faixa de terra emersa, banhada pela água do mar, Beira-mar; ou seja, a área de influência do mar em relação Praia; às variações de maré*, ondas e correntes Beira da praia. marinhas. Caracteriza-se por exuberante beleza cênica dada pelo contraste de diferentes unidades de paisagem com alta sensibilidade ambiental e potencial de uso. É um lugar de trocas entre os ambientes marinhos e terrestres.

Lixiviação – Processo de remoção de substâncias Processo de extração ou solubilização seletiva de Sem terminologia popular. solúveis do solo, através da água que percola constituintes químicos de um solo, pela ação de (drena) pelo perfil (TOMÉ JÚNIOR, 1997). um fluido percolante (água). Em regiões equatoriais, onde o clima* é úmido e com abundantes precipitações sazonais, os efeitos da lixiviação do solo ocorrem com maior frequência. Macrófita aquática – O termo macrófitas aquáticas define todos os vegetais, desde macroalgas até angiospermas, que habitam os brejos* e outros ambientes verdadeiramente aquáticos (ESTEVES, 1988). Este termo foi padronizado em 1969, pelo Programa Internacional de Biologia (IBP). Estes vegetais também foram ordenados por formas biológicas em: anfíbia, emersa, flutuante, submersa, flutuante-livre e fixa, submersa-livre e fixa. (IRGANG et al., 1994).

São todos os vegetais vistos a olho nu, desde Plantas aquáticas; macroalgas, musgos, samambaias, até as plantas Plantas da água. com frutos, inclusive as árvores que vivem na água, em solos inundados, inundáveis e saturados de água. Podem, ainda, ser classificadas em formas biológicas, considerando-se a maior ou menor relação da planta com a água, denominadas de anfíbias, emersas, flutuantes, submersas, flutuantes – livres e fixas e submersas – livres e fixas.

Macromarés – Marés* onde a amplitude é superior a 4 mes. No Brasil, ocorre somente na costa norte, no setor que vai do Maranhão ao Amapá (SUGUIO, 1992).

Marés* onde a diferença entre o nível de preamar Maré. e baixamar* é superior a 4 m. Na costa norte do Brasil, dada a baixa declividade, este regime de maré* permite a entrada da cunha de água salina dezenas de quilômetros costa adentro, possibilitando condições físico-químicas para estabelecimento de estuários bordejados por extensos bosques de manguezais.

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Manguezal – Ecossistema* formado por vegetação tipicamente halófita, que se desenvolve na zona litorânea, em substrato lamacento, margeando enseadas*, barras*, desembocaduras* de rios, lagunas e reentrâncias costeiras (AVELINE, 1980). A ação mecânica das marés* proporciona ao solo ser uma área de baixa energia, que permite a estabilização de sedimentos e desova de peixes. Muitas espécies vegetais deste ecossistema* possuem adaptações que possibilitam a manutenção de sua homeostase em relação ao excesso de sal no meio (MARTINS, 1993). Caracteriza-se pela presença de um solo argiloso, água salobra* e espécies vegetais exclusivas: Rhizophora mangle; Laguncularia sp. e Avicennia sp. (POR, 1994).

Ecossistema* de transição entre os ambientes Mangal; terrestre e marinho, associado às margens de Siriubal. baías*, desembocaduras* de rios, e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa. Constituído por comunidades vegetais halófitas* típicas de ambientes alagados, resistentes à alta salinidade da água e do solo. Estendem-se pelas costas tropicais e subtropicais das Américas, África, Ásia e Oceania. No Brasil, ocorrem desde o Cabo Orange (AP) até Laguna (SC). Desempenha importante papel como exportador de matéria orgânica e nutrientes para os estuários, contribuindo, desta maneira, para a produtividade primária na zona costeira. A sua biodiversidade* faz com que essas áreas se constituam em grandes berçários e abrigos naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que encontram condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e descanso.

Marcas de onda – Ondulações rítmicas que se desenvolvem na superfície das camadas, sob a ação de correntes ou ondas (IBGE, 2004). Segundo Mariano (2011), a forma da marca de onda é função da energia do ambiente, ou seja, com o aumento da velocidade de fluxo as marcas de ondas variam de cristas retas, sinuosas a lunadas.

Formas onduladas devido ao ataque sistemático Marca da onda. das ondas sobre uma superfície arenosa. Geralmente é composta por matriz sílticoargilosa. Quando registradas nas rochas sedimentares possibilitam que sejam avaliados o sentido das correntezas e a profundidade das águas, quando da deposição do sedimento.

Maré – Fenômeno de subida e descida periódicas dos níveis marinhos e de outros corpos d’água ligados aos oceanos (mares estuários e lagunas), causados principalmente pela atração da Lua e

São movimentos de fluxo e refluxo das águas Maré. dos mares, provocados pela atração que a Lua e secundariamente o Sol exercem sobre os oceanos. Esse fenômeno origina protuberâncias


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do Sol, causando interferência sobre o campo gravitacional da Terra (SUGUIO, 1992). Segundo Pacievitch (2009), esta mudança ocorre a cada seis horas, de tal forma que, em um dia, o nível das águas sobe e desce duas vezes. O nível mais alto da maré é chamado de preamar e o mais baixo de maré baixa ou baixa-mar*. A mudança diária do nível das águas acontece porque a Terra gira sobre si mesma em 24 horas, por isso, um lugar qualquer da superfície terrestre terá, no decorrer do dia, diferentes posições em relação à Lua. Se este local está alinhado com a Lua, serão produzidas marés altas. As posições contrárias correspondem à maré baixa.

de água na superfície do planeta. Apesar da imensa massa do Sol, 27 milhões de vezes maior que a da Lua, o fato desta se encontrar mais próxima da Terra faz com que a influência da Lua seja mais que o dobro da do Sol. Enquanto a água sobe e desce, move-se em direção da costa e se afasta dela, alternadamente. Esse movimento da água é chamado fluxo da maré enchente, quando a água se move em direção à costa, e fluxo de maré vazante quando se desloca para o mar aberto. Dependendo da posição dos dois astros em relação ao nosso planeta, as marés têm comportamentos diferentes. Quando a lua é nova ou cheia, o sol está alinhado com a lua, de forma que as forças gravitacionais e centrífugas dos dois sistemas vão se somar e causar maiores saliências de maré, denominadas marés de sizígia. Quando a lua é crescente ou minguante, as forças dos dois sistemas (TerraSol e Terra-Lua) fazem ângulo reto, de forma que não contribuem umas com as outras. Por isso, as saliências serão relativamente pequenas, denominadas marés de quadratura. O contorno da costa e as dimensões do fundo do mar também alteram a dimensão das marés. Quando afuniladas em baías*, as marés podem atingir até 15 metros de desnível. O fenômeno das marés é de extrema importância, sobretudo quando se navega em águas restritas, já que o calado da embarcação nessas águas pode ser decisivo durante a navegação.

Maré diurna – Maré* com uma preamar e uma baixamar* em cada período ou ciclo de maré, ou seja, em cada dia lunar (24 horas e 50 minutos) (SUGUIO, 1992).

Efeito de subida e descida do nível do mar, que Maré. ocorre apenas uma vez ao dia, ou seja, ocorre apenas uma maré* alta e uma maré* baixa a cada dia.

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Maré enchente – Fase de subida lenta do nível do mar e de outros corpos de água ligados ao oceano (estuários, lagunas etc.). Nesta fase estabelecem-se correntes dirigidas do oceano para o continente (SUGUIO, 1992).

Período entre uma baixa-mar* e uma preamar Maré de enchente. sucessivas, quando a altura de maré* aumenta. Em regiões estuarinas a duração da maré* enchente vai diminuindo para montante, aumentando, proporcionalmente, a duração da vazante. A soma dos dois movimentos não ultrapassa, porém, o tempo decorrido entre as duas baixamares* consecutivas na foz.

Maré equinocial – Maré* que ocorre nos períodos de equinócio*, ou seja, em março e em setembro, quando o Sol cruza o plano equatorial terrestre. Nestas ocasiões, a amplitude da maré* é máxima (SUGUIO, 1992).

Maré* mais alta que a comum por causa do alinhamento do Sol e da Lua sobre a Linha do Equador, situação que ocorre durante os meses de março e setembro. São responsáveis pelas maiores variações morfológicas no perfil praial.

Maré grande; Água grande; Água ruim; Água de lançante; Água tufada.

Maré meteorológica – Sobre-elevação do nível do mar causada por efeitos meteorológicos (vento, pressão atmosférica) (SUGUIO, 1992). Para Pugh (1987), corresponde à diferença entre a maré* observada e aquela prevista pela Tábua de Marés. Segundo Camargo et al. (2002), os efeitos devidos unicamente à ação da pressão atmosférica são inferiores a 10% do efeito total observado, sendo o restante devido exclusivamente à tensão de cisalhamento do vento na superfície do oceano.

Variações do nível dos mares devidas às interações destes com a atmosfera* (variações da pressão atmosférica e a troca de momento linear entre o vento e a água). É um fenômeno que ocorre com certa frequência e possui grande importância devido à sua influência sobre a navegação, pesca, processos de erosão* costeira etc., caracterizado pelo avanço do mar em áreas normalmente não alcançadas, causando assim danos a propriedades e também provocando inundações. Embora as ondas de superfície possuam um alto poder destrutivo, as inundações associadas às marés* meteorológicas podem se manter durante um intervalo de tempo muito maior, aumentando ainda mais os problemas relacionados a esse fenômeno, como, por exemplo o represamento de águas de drenagem continental.

Águas grandes; Águas vivas; Água ruim; Água de lançante; Água tufada.

Maré semidiurna – Regime de maré* com Regime de maré caracterizado por duas baixa- Maré. periodicidade de cerca de 12h25 (meio dia mares* no período de 1 dia lunar, sendo que o


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lunar), caracterizado por duas preamares e duas baixa-mares* em cada período ou ciclo de maré, ou seja, em cada dia lunar (24 horas e 50 minutos) (SUGUIO, 1992).

intervalo de tempo entre uma preamar e a baixamar* consecutiva é de pouco mais de 6 horas. No registro marégráfico apresenta uma curva aproximadamente sinusoidal, com duas preamares e duas baixa-mares* por dia.

Maré de sizígia – Maré* cuja amplitude corresponde aos valores mais altos e mais baixos em relação ao nível médio do mar, que ocorrem durante as fases de lua cheia e lua nova (SUGUIO, 1992).

Maré* de grande amplitude que ocorre quando do alinhamento da lua nova e/ou lua cheia no mesmo plano do Sol e da Terra, fazendo com que a maré* seja mais alta pelos efeitos gravitacionais dos dois astros sobre as massas d’água na Terra. Durante estas marés*, que ocorrem de dois a três dias após o período lunar (lua cheia e lua nova), as marés* altas são muito altas e as marés* baixas são muito baixas, ou seja, há um aumento da zona de espraiamento e, consequentemente, da face de praia.

Maré de quadratura – Maré* com amplitude de 10 a 30% menor do que a média de maré* local, que ocorre a cada duas semanas, quando a Lua estiver em quadratura com o Sol, isto é, durante os quartos crescente e minguante (SUGUIO, 1992).

Maré* que ocorre durante os quartos crescente e Maré de quebra; minguante, quando a Lua e o Sol formam um Água morta. ângulo reto em relação à Terra. Os efeitos gravitacionais são menores, refletidos por uma baixa preamar e uma alta baixa-mar*, onde as águas são calmas e de pouca velocidade.

Maré vazante – Fase de descida lenta do nível do mar e de outros corpos de água ligados ao oceano (estuários, lagunas etc.). Nesta fase estabelecem-se correntes dirigidas do continente para o oceano (APRH, 2007).

Movimento descendente das águas que ocorre Maré de vazante. na transição da preamar para baixamar*. Normalmente a corrente de vazante é mais rápida e, portanto, mais intensa que a corrente de maré* de enchente.

Margem – Limite lateral do canal* fluvial caracterizado pela presença de setores de erosão* ativa ou deposição ativa (HOEFEL, 1998). Segundo IBGE (2004), a margem direita corresponde ao lado direito de um curso d’água

Local onde a água se encontra com a terra Beira; (continente), ou seja, pode ser a beirada da água Beirada. de um rio, do mar, de uma lagoa ou de um lago. As margens de um rio, por exemplo, podem ser classificadas como margem direita e margem

Maré de lance; Água viva; Maré de lua; Água ruim; Água de lançante; Água tufada.

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quando se olha para jusante*; enquanto que a esquerda, segundo o lado do rio em que se margem esquerda consiste no lado esquerdo de encontram, tendo como referência o sentido da um curso d’água na mesma situação. corrente. Maritimidade – Efeito regulador de caráter térmico exercido pelos oceanos sobre as terras adjacentes, minimizando as amplitudes térmicas (IBGE, 2004). Segundo Faria (2008), esse efeito é causado pelo fato das massas de água reterem calor por mais tempo que o solo, fazendo com que a temperatura das regiões litorâneas se mantenham praticamente constante, pois de dia, enquanto ainda está quente, a água absorve o calor do sol, e à noite, quando deveria estar frio, a irradiação lenta do calor absorvido pela massa de água faz com que o ar em torno se aqueça, mantendo a temperatura.

Influência da umidade do mar sobre localidades e Brisa do mar. cidades localizadas na zona litorânea, possibilitando a ocorrência de chuvas e fazendo com que a temperatura das regiões litorâneas se mantenha praticamente constante. Regiões que estão expostas a este efeito possuem pouca variação da temperatura ao longo do ano, e entre a temperatura de dia e de noite. É a maritimidade que explica o fato de o clima* de regiões de altas latitudes, localizadas próximas ao mar, ser mais ameno, e também os solos nessas regiões serem mais úmidos e terem possibilitado a formação de vegetação densa.

Marulho – Agitação da água em um rio ou mar, Ruído produzido pela agitação das águas de um Marulho; causada pela interação de correntes ou por uma rio ou do mar, de caráter permanente, que produz Barulho do mar. corrente rápida que passa sobre um fundo um barulho bastante particular. irregular (IBGE, 2004). Matapi – Armadilha de pesca feita de guarimã (Ischnosiphon spp.) ou tucumã (Astrocaryum vulgare Mart.) e ainda de Inajá (Maximiliana regia ), de forma cônica ou cilíndrica. Sua confecção consiste em se juntar várias talas com o comprimento de até 1 metro, enfeixados e arrumados com cipó titica (Heteropsis jenmanii Oliv.). São utilizados para pesca de peixes pequenos e camarões (NERY, 1995; ROSA, 2007).

É uma espécie de gaiola cilíndrica feita Matapi. artesanalmente de talas, que têm entre 40 e 50 centímetros, e de 1 a 2 metros de comprimento, utilizada para a pesca de peixes e camarões de água doce. Em suas extremidades há uma espécie de funil, que permite que o crustáceo entre, mas não saia.

Meandro – Curva por vezes bastante apertada, Curva acentuada de um rio, que muda de forma e Curva do rio; produzida pela oscilação de um lado para o outro, posição com as variações do nível energético da Volta do rio. de uma corrente de água, normalmente em corrente fluvial durante as várias estações do ano,


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decorrência de um aumento na velocidade de fluxo ou da sua capacidade de carga de sedimento (IBGE, 2004). Segundo Strahler (1992), os meandros formam-se mais facilmente nos rios das planícies aluviais com pendente muito escassa, dado que os sedimentos costumam se depositar na parte convexa do meandro, enquanto na côncava, devido à força centrífuga, predomina a erosão* e o retrocesso da orla.

através de um processo contínuo de erosão* e deposição em suas margens. As margens côncavas do meandro, devido à força centrífuga exercida pela corrente fluvial, sofrem forte ataque erosivo, enquanto que na margem convexa ocorre deposição. Este processo faz com que a curvatura do meandro se acentue, muitas vezes levando ao truncamento em um ponto por onde passa a escoar a corrente fluvial, deixando o meandro antigo abandonado e fechado como um lago* em forma de U.

TERMINOLOGIA POPULAR

Mesomaré – Maré* cuja diferença entre os níveis Maré* cuja altura (diferença entre a preamar e Maré. de preamar e baixa-mar* é da ordem de 2 a 4 baixamar*) varia na faixa de 2 a 4 metros. metros (HOEFEL, 1998). Micromaré – Maré* cuja diferença entre os níveis Tipo de maré* cuja variação da amplitude é Maré. de preamar e baixamar* são inferiores a 2 metros inferior a 2 metros. Essa variação de maré* impõe (HOEFEL, 1998). características intrínsecas à morfologia das praias do tipo micromaré e é dominada pelos processos da zona de espraiamento e da zona de surfe. Migração – Deslocamento periódico e com retorno de alguns animais, feito geralmente com o propósito de procriar. As espécies que migram e retornam diversas vezes durante o seu ciclo de vida, orientam-se não somente pelo geomagnetismo e/ou “informação do sol e das estrelas, como também pelo aprendizado da rota de migração”. Há evidência de que diversos insetos, peixes, uma espécie de salamandra, certas espécies de bactérias e aves são capazes de deduzir informação direcional a partir do fraco campo magnético da Terra. As espécies que fazem somente uma viagem de retorno têm grande capacidade de percepção olfativa e/ou de memorização topográfica (GRISI, 2007).

Movimento de entrada e saída percorridos Debandada. sazonalmente por indivíduos de uma espécie ou por uma população dentro da sua área de ocorrência. Migrações temporárias são conhecidas em muitas espécies de animais e podem ter periodicidades muito diferentes, desde as migrações diárias, normalmente verticais do plâncton na coluna d’água, ou anuais, como as das andorinhas e de outros animais.

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Miíase – Infestação de animais vertebrados vivos Infestação por larvas* de moscas em animais e com larvas* de dípteros, que, no mínimo, durante no homem, geralmente nas narinas, ouvidos, certo período de tempo comem tecidos vivos, boca, cabeça e na pele. substâncias líquidas do corpo ou alimentos não digeridos dos hospedeiros (GUIMARÃES; PAPAVERO, 1999). Segundo Azulay e Azulay (1997) há duas formas de miíases: a primária e a secundária. Na primária, a larva* da mosca invade o tecido sadio e nele se desenvolve (nesta fase, como parasita obrigatório). Na secundária, a mosca coloca seus ovos em ulcerações na pele ou mucosas, e as larvas* se desenvolvem nos produtos de necrose tecidual. Mimetismo – Fenômeno comum ao reino animal, em que uma determinada espécie mimetiza (imita) um organismo que possa parecer não palatável ou indesejável aos predadores (venenosa, por exemplo). Aplica-se também este termo para definir o fenômeno em que diversos animais tomam a cor dos objetos do meio em que vivem, embora para esta característica o termo mais apropriado seja camuflagem* (GRISI, 2007). Segundo Butler (2008), existem três formas de mimetismo utilizadas por ambos os predadores e presas: a) Batesiano – duas ou mais espécies que são semelhantes na aparência, mas somente uma dispõe de características morfológicas (ex: espinhos) que afetam os predadores; b) Mulleriano – duas espécies de coloração e aspectos morfológicos semelhantes, sendo que apenas uma delas apresenta gosto desagradável aos predadores; c) Automimetismo – animais que têm um corpo que imita outra parte para aumentar a sobrevivência durante um ataque ou ajuda os predadores a parecerem inofensivos, facilitando a caça.

TERMINOLOGIA POPULAR Bicheira; Ferida; Ura; Berne.

Referente a animais que se confundem com Disfarce; outros que apresentam algum caráter que lhes Camuflagem; confere proteção; por exemplo: imitação de Imitação. gravetos e folhas; possuírem ferrão e veneno; terem um gosto ruim (não palatável). Alguns animais se confundem com o ambiente, por exemplo: com a folhagem, com detritos, areia*, lama e cores dos substratos. Tanto servem de proteção para confundir os predadores, como aos predadores para capturar suas presas.


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TERMINOLOGIA POPULAR

Moita – Conjunto de plantas que se agrupam Conjunto de espécies vegetais de pequeno a Moita. formando ilhas de vegetação, em geral dominadas médio portes (árvores e arbustos*), que formam por uma espécie (BASTOS et al., 2003). ilhas de vegetação, entre estas, espaços com vegetação esparsa, constituída por espécies de hábito rasteiro, ou mesmo sem vegetação. Mosqueado – Pontos ou manchas de cor ou tonalidade diferente, entremeadas com a cor dominante da matriz de um horizonte do solo. Pode ocorrer em vários horizontes ou camadas* do solo, especialmente em zonas de flutuação do lençol freático (drenagem imperfeita), podendo ser também decorrente de variações no material de origem (CURI et al., 1993).

Pequenas manchas que ocorrem em um Ferrugem. horizonte ou camada* de solo, geralmente apresentando cor de ferrugem, com tonalidades variadas, devido normalmente às condições de encharcamento do solo.

Mound – Determinação dada a alguns aterros encontrados na Ilha do Marajó (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Na verdade, por viverem em planícies inundáveis, os povos pré-históricos procuravam os lugares mais altos para construírem suas habitações e templos. Neste sentido, os tesos – camadas de areias* postas anualmente e revestidas por camadas de argila* queimada – foram a solução achada, a fim de se adaptarem às inundações.

Aterros do Marajó, denominados de tesos. Estas Teso. estruturas são encontradas também na região do Pantanal e no sul do país (cerritos). Consistem de um relevo positivo, com leve ressalto topográfico, em decorrência de um amontoado de areia*, cascalho*, pedras ou detritos criados pelo homem para fins cerimoniais, enterros e abrigos durante inundações.

Mutirão – Forma de ajuda mútua, típica das Grupo que se reúne para desenvolver tarefas, onde Mutirum; comunidades tradicionais rurais, onde se articula há dificuldade de arregimentar trabalhadores Puchirum. a produção e o lúdico (FRAXE, 2000). assalariados, tanto nas atividades agrícolas quanto pesqueiras, congregando trabalho e festa.

Muzuá – Instrumento de pesca feito de talas de Artefato* de pesca em formato redondo- Munzuá; miriti* para captura de peixes de tamanho oblongo, confeccionado com talas de bambu ou Muzuá. pequeno e médio . É um cesto cilíndrico, que miriti, utilizado para captura de peixes. possui em suas extremidades um pequeno

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prolongamento em forma de cone virado para dentro, que permite a entrada e não a saída (ESPÍRITO SANTO; GIARRIZZO, 2001). Nectônico – Organismos que se movimentam ativamente na água, como os peixes e anfíbios marinhos (FROESE; PAULY, 2009). Segundo Ré (2000), de um modo geral, a grande maioria dos organismos nectônicos são predadores de outros nectônicos, mas alguns consomem zooplâncton.

Organismos ou seres que não dependem das Sem terminologia popular. correntes ou do vento para se locomover, ou seja, nadam livremente tanto nos sistemas de água doce como nos oceânicos. Não são considerados como nectônicos os numerosos organismos microscópicos que são capazes de um movimento autônomo, mas cujo deslocamento é determinado mais pelas correntes do que por sua própria atividade. Os organismos nectônicos, com algumas exceções, não são capazes de se deslocar por toda a extensão dos oceanos, pois mudanças graduais da temperatura, salinidade, viscosidade e disponibilidade de nutrientes criam barreiras invisíveis, mas impenetráveis, que efetivamente limitam os seus movimentos.

Nidícolas – São espécies de aves que permanecem no ninho até adquirirem penas e desenvolvimento muscular suficiente para terem a capacidade de voar. São espécies cujos filhotes nascem de olhos fechados e sem plumagem. O seu desenvolvimento requer um grande gasto energético nos primeiros quatro dias de vida, pela qualidade da alimentação e capacidades maternais dos reprodutores (SICK, 2001; PEREIRA, 2004).

São aves cujos filhotes permanecem mais tempo Sem terminologia popular. no ninho. Geralmente a espécie é monogâmica e os cuidados dos pais são prestados tanto pela fêmea como pelo macho.

Nidífugas – São espécies de aves cujos filhotes abandonam o ninho precocemente, e geralmente são menos dependentes dos pais; começam a se alimentar sozinhas, mas seguem a progenitora até serem independentes (SICK, 2001).

Espécies de aves cujos filhotes saem do ninho Sem terminologia popular. após a eclosão dos ovos. Apresentam, ao nascer, estágio avançado de desenvolvimento, sendo capazes de viver independentemente de seus pais.


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Ninho – Local destinado à postura, incubação dos ovos e abrigo dos filhotes. Apresentam várias formas e são construídos em vários locais, desde o solo, galhos de árvores, buracos em troncos, e até frestas em rochas (SICK, 2001).

Local onde um animal deposita seus ovos e abriga Ninho; seus filhotes. São, em geral, construídos com Ponhadeira. diversos materiais, muitas vezes “atapetados” com penas macias do seu próprio corpo.

Ocr e – Termo genérico utilizado para designar Corante, pedra de coloração vermelha ou amarela, Corante; Ocre matéria corante produzida a partir da hematita utilizada para fazer tinta ou pigmento com a Pedra vermelha ou amarela. finalidade de realizar pinturas corporais ou em ou limonita (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). artefatos* (vasilhas cerâmicas ou de palha), e também como acompanhamento funerário. Onda – Alterações na superfície de um corpo hídrico (mar, estuário etc.) causada por ação de vento, que se somam para formar ondas, cujo tamanho é limitado pela velocidade e duração (tempo) da ação do vento e pela pista, ou seja, a extensão da superfície aquosa sobre a qual o vento está soprando. Uma vez geradas, as ondas viajam mantendo sua trajetória mesmo depois de cessada a influência dos ventos (SILVA et al., 2004). Segundo Schmiegelow (2007), as ondas podem ser classificadas em dois tipos: de águas rasas, quando a metade de seu comprimento é maior que a profundidade local; e de águas profundas, quando a metade do comprimento é menor do que a profundidade local. Assim, essa classificação depende do tamanho da onda e da bacia na qual se desloca.

As ondas constituem um dos processos marinhos Onda. mais efetivos no selecionamento e redistribuição de sedimentos depositados nas regiões litorâneas e plataforma continental adjacente. Atuam como importantes agentes de energia no litoral, constituindo-se na principal causa de erosão costeira e gerando diversos tipos de correntes e diferentes padrões de transporte de areia*. Consequentemente, a morfologia dos perfis praiais é definida em função do nível energético das ondas.

Onda ascendente – Onda que ocorre em praias de declividade tão alta que não chega a quebrar propriamente, ascendendo sobre a face praial* e interagindo com o refluxo das ondas anteriores (HOEFEL, 1998).

Tipo de onda que ocorre em praias de declividade Onda. tão alta que a onda não chega a quebrar propriamente, e apenas sobe e desce na beira de praias muito protegidas e/ou muito inclinadas, interagindo com o refluxo das ondas anteriores,

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sem produzir turbulências. Por essa razão, não representam perigo ao banho. Onda construtora / construtiva – Onda com Tipo de onda que ajuda a criar uma praia, Onda. maior inclinação que a onda destruidora, e que transportando sedimentos arenosos* para a parte transporta os sedimentos para a praia, sem possuir superior da face praial*. competência suficiente para trazê-los de volta quando do seu retorno (IBGE, 2004). Segundo APRH (2007), a sedimentação se dá de forma seletiva, uma vez que as partículas arenosas, à medida que o fluxo vai perdendo força transportadora, vão se depositando de acordo com o diâmetro de sedimentação. Onda destruidora – Onda que apresenta pequena inclinação, varre a praia no seu retorno e leva os sedimentos para o fundo do mar (IBGE, 2004).

Ondas grandes e com alto poder de destruição, Onda. que removem grande parte do sedimento arenoso* da face praial*, destruindo-a e estabelecendo zonas de erosão*.

Onda mergulhante – Onda que ocorre em praias de declividade moderada a alta, onde se empina abruptamente ao aproximar-se da costa, e quebra violentamente formando um tubo, dissipando sua energia sobre uma pequena porção do perfil, através de um vórtice de alta turbulência (GALVIN, 1968). A parametrização é dada pelo “Surf-Similarity Parameter ”. Representado por ξo = tanß (Ho/Lo)-½ , onde tanß é o gradiente do sistema praia-antepraia* e o subscrito “o” denota condições de águas profundas. Para arrebentação* mergulhante o valor é de 0.5 < ξo < 3.3 (CERC, 1984).

Onda típica de praias de alta declividade, e que Onda. devido a essa configuração morfológica, quebra abrupta e violentamente, formando um tubo que se fecha abruptamente, gerando grande turbulência. Essas ondas oferecem um impacto muito forte a quem o recebe e, mesmo ocorrendo na beira da praia, são muito perigosas, principalmente para crianças e idosos.

Onda progressiva ou deslizante – Onda que Onda típica de praias de baixa declividade, em Onda. ocorre em praias de baixa declividade, na qual a que a crista da onda se torna instável e em forma onda gradualmente empina-se para então deslizar de cascata; rompe gradativamente sobre a porção


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pelo perfil, dissipando sua energia través de uma frontal, produzindo uma espécie de espuma na longa faixa (GALVIN, 1968). superfície do mar. Onda rrefletida efletida – Onda que retorna após chocar- Onda mergulhante ou progressiva, que ao Onda. se contra uma costa abrupta ou outra superfície encontrar uma costa rochosa ou um obstáculo refletora qualquer (SUGUIO, 1992). rígido (construção, muros, espigões etc.), muda de sentido em 180º, retornando à zona intertidal. Onda solitária – Onda que consiste em uma única Onda mergulhante ou progressiva resultante do Onda. elevação da superfície da água, não sendo deslocamento de uma grande massa de água em acompanhada nem antes e nem depois por outra um só pulso. onda (SUGUIO, 1992). Onda de tempestade – Onda de grandes dimensões, ocasionada fundamentalmente por ventos fortes ligados a tempestades, levando à inundação de costas baixas, normalmente não alcançadas pelas águas. Eventualmente pode ocorrer a coincidência deste fenômeno com forças gravitacionais ligadas a fatores astronômicos (SUGUIO, 1992).

Consiste na elevação da água próxima à costa, Onda. associada com um sistema de condições climáticas de baixa pressão. O vento faz com que a água se empilhe mais elevadamente do que no nível do mar normal. Essa onda normalmente é acompanhada de chuva e vendaval, que causam graves inundações nas zonas costeiras, particularmente catastróficas se a população é densa. As correntes criadas pela maré* de tempestade, combinadas com a ação das ondas, podem provocar uma forte erosão* das praias, podendo acabar por destruir construções litorâneas. No futuro, a elevação do nível do mar poderá se traduzir em ondas de tempestade mais fortes. Assim, pode-se temer que o aumento da temperatura da superfície do mar aumentará o número de ciclones tropicais que atingem as costas e, portanto, a frequência das ondas de tempestade.

Órgão eletrogênico principal do poraquê – O maior dos três órgãos eletrogênicos persentes na região abdominal do poraquê, Electrophorus electricus (Gymnotidae). Juntamente com o órgão

Os órgãos elétricos ocupam cerca de quatro Loloia. quintos do corpo do poraquê, e são removidos para consumo pelos pescadores de Ourém, Pará, que chamam o órgão principal de “loloia”.

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de Hunter, é responsável pela produção de choques elétricos de alta voltagem (até 500V) com que o animal atordoa suas presas. O terceiro órgão eletrogênico, o órgão de Sachs, localizado mais próximo à cabeça, emite descargas de baixa voltagem utilizadas para comunicação e eletrolocação (MOLLER, 1995). Paleossolo – Solos antigos, soterrados e preservado saté os dias atuais (CPRM, 2008). Para Bueno e Ladeira (2008), é um solo formado em superfície pretérita e, apesar de mudada das condições ambientais características de sua formação, as particularidades do mesmo foram mantidas.

Solo formado em condições antigas, que se Solo antigo. encontra em um corte ou perfil coberto por uma formação mais recente. Em alguns casos, várias camadas* de solo podem ser empilhadas uma sobre a outra, sendo as camadas* mais inferiores consideradas como paleosolo. O paleosolo preserva informações sobre as condições vigentes durante sua formação e, a partir da análise do mesmo, podem ser feitas inferências sobre a forma do relevo, o clima* vigente no período da formação e a vegetação existente sobre ele.

Paludícola – São espécies que habitam as Espécies que possuem como habitat* áreas cujos Bichos-da-várzea. margens de lagos* e rios com densa vegetação solos encontram-se permanentemente Bichos-do-igapó. arbórea, aningais e manguezais (SICK, 2001). encharcados, ou seja, sempre associadas a ambientes aquáticos. Panema – Termo utilizado na Amazônia, muito frequente na zona costeira, que se refere a um estado alterado de uma pessoa que, por diversos motivos, fica triste, incapaz, sem sorte e infeliz.

As pessoas são levadas a este estado por diversos motivos, dentre os quais “vítima de feitiço”. Há crenças de que mulheres grávidas e menstruadas que tocam em objetos de trabalho de pescadores e caçadores, podem causar a má sorte e panema. A má sorte e fracassos de pescadores e caçadores são associados à panema.

Alesado; Panemado; Enfeitiçado; Fracassado.

Perfil de solo – Seção vertical que, partindo da Empilhamento de camadas* horizontais de Sem terminologia popular. superfície, aprofunda-se até onde chega a ação morfologias diferentes entre si. Como a ação


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do intemperismo, mostrando, na maioria das vezes, uma série de camadas* dispostas horizontalmente (horizontes), paralelas à superfície do terreno, que possuem propriedades resultantes dos efeitos da pedogênese (MORAES et al., 2007).

pedogenética, tal como perturbação de seres vivos, infiltração de água, entre outros, é variável ao perfil, é constante o desenvolvimento de alguns horizontes.

Pesca de arrasto – Modalidade de pesca na qual a embarcação é dotada de tangones (grandes braços laterais), que permitem o arrasto* simultâneo de duas redes cônicas idênticas. Cada rede apresenta um par de portas retangulares, e em sua parte posterior encontra-se o saco para o aprisionamento. Esta rede, sempre em número de duas, uma a boreste e outra a bombordo, são arrastadas pela embarcação sobre o fundo do local escolhido (BARROS et al., 2007).

Tipo de pesca onde um barco opera redes de Arrastro. arrasto*, ou seja, redes em forma de saco, que são puxadas a uma velocidade que permite que os peixes, crustáceos ou outro tipo de pescado sejam retidos dentro das redes. Essa atividade revolve o fundo do oceano e captura espécies em fase de desenvolvimento e a flora marítima, sem qualquer seleção. É uma prática considerada predatória quando a malha das redes é pequena, fora dos padrões fixados pelo IBAMA.

arttesanal – Trabalhador que faz da Pescador ar pesca sua principal ocupação, organizando a produção e comercialização de forma tradicional (SANTOS, 1997).

Trabalhador que retira dos meios aquáticos a sua Pescador. subsistência, utilizando tecnologia simples, mão de obra familiar e comercializando o produto através de intermediários*.

Pesca de rrede ede apoitada – Técnica de pesca realizada com redes de nylon (acima de 35 mm entrenós opostos) com 1m de altura, e comprimento que chega a 400m. São dispostas ortogonalmente ou paralelamente à linha da costa para capturar peixes de fundo, de médio a grande portes, que se deslocam com as correntes marinhas. As redes são colocadas com o sustento de varas de madeira de mangue a cada 10m. (NERY, 1995; ROSA, 2007).

Tipo de pescaria onde as redes são armadas Rede-de-apoita; perpendicularmente e, mais raramente, paralela- Ferreada. mente à linha de costa, e ficam presas no fundo. Os pescadores fixam a rede, por exemplo, na vazante, e esperam a maré encher, e na próxima vazante recolhem os peixes.

Pesca de tapagem – Modalidade de pesca onde É uma armadilha geralmente colocada na Tapagem; se utiliza uma rede, geralmente de nylon e malha desembocadura (foz) dos braços de mar (canais Cacuri;

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pequena, que é fixada de uma margem a outra do curso d’água, onde a vazante possibilita o escoamento quase total da água, ficando com as extremidades presas no mangal. Fixada por varas enterradas no leito, a rede é fixada nessas estacas na meia-maré, quando a maré está enchendo, ficando presa embaixo por ganchos improvisados em cada estaca, e em cima é amarrada com cipós ou fios de nylon. Essa estruturação impede o deslocamento total de qualquer espécie, sendo que em uma das extremidades fica o cacuri ou curralzinho, para aprisionar o pescado. A rede de tapagem é fácil de ser localizada pela presença das estacas e sua localização se dá em áreas que secam com a vazante. Este tipo de pesca é proibido pela legislação (NERY, 1995; ROSA, 2007).

de maré). A pesca de tapagem é pouco seletiva, Curralzinho. pois captura peixes de diferentes espécies e tamanhos variados. Em muitos casos é utilizada juntamente com o uso do timbó.

o – Trabalhador não proprietário Pescador que trabalha em parceria com outros Companheiro. ceir Pescador p ar ceiro par arceir dos meios de produção, remunerado de acordo que possuem barcos e apetrechos de pesca, com normas consuetudinárias (SANTOS, 1997). recebendo em parcelas (partes) o equivalente ao seu trabalho, definido pelo costume. pH – Parâmetro químico que indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução aquosa, variando de 0 a 14, sendo 7 o neutro. Valores abaixo de 7 indicam uma solução ácida (corrosiva), e acima, básica (incrustante) (IBGE, 2004). Segundo Oliveira e Fernandes (2007), do ponto de vista analítico, o pH é um dos parâmetros mais importantes na determinação da maioria das espécies químicas de interesse tanto da análise de águas potáveis como na análise de águas residuárias.

Potencial hidrogeniônico que indica a acidez*, Sem terminologia popular. neutralidade ou alcalinidade* de uma solução aquosa. Pode ser determinado indiretamente pela adição de um indicador de pH na solução em análise. A cor do indicador varia conforme o pH da solução. Indicadores comuns são a fenolftaleína, o alaranjado de metila e o azul de bromofenol. A determinação do pH é uma das mais comuns e importantes no contexto da química da água. O padrão de potabilidade em vigor no Brasil preconiza uma faixa de pH entre 6,5 e 8,5.

Placer praial – Acumulação natural de minerais Depósito de minerais pesados em ambiente Terra negra; pesados na praia, seletivamente concentrados pela praial, originado por separação por gravidade Areia negra.


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ação das ondas, correntes e ação do surfe, a partir da areia* da praia, comum onde estão presentes como minerais acessórios (IBGE, 2004). Segundo Cascalho (2000), no ambiente praial estão, muitas vezes, reunidas condições energéticas que possibilitam a grande concentração de partículas de minerais pesados, constituindo-se, assim, em ótimos laboratórios para o desenvolvimento de teorias sobre o comportamento hidrodinâmico das diferentes partículas.

durante os processos sedimentares. Normalmente os ambientes de placer tipicamente contêm areia* negra, uma mistura brilhante de óxidos de ferro, principalmente magnetita, com quantidades variáveis de ilmenita e hematita.

Planalto – Regiões da superfície terrestre de relevo suave, porém de altitude* relativamente mais elevada, podendo ou não ser contornada por relevos mais rebaixados, apresentando, contudo, sempre em um dos lados, um desnível altimétrico (IBGE, 2004). Segundo Guerra (1987), em geomorfologia o termo às vezes é usado como sinônimo de superfície pouco acidentada, para designar grandes massas de relevo arrasadas pela erosão*, constituindo, assim, uma superfície de erosão*.

Superfície levemente ondulada, de baixa altitude*, Sem terminologia popular. delimitada por escarpas íngremes, onde o processo de desgaste (agradação*) supera o de deposição (agradação) de relevo. Na região costeira amazônica, esta forma de relevo se desenvolve como uma superfície preservada e dissecada, edificada em terrenos do Terciário e, quando atinge a linha de costa*, forma falésias*, áreas reconhecidamente de risco para ocupação humana.

Plâncton – Comunidade biológica constituída por organismos vegetais e animais que se encontram em suspensão em águas doces, salobras ou salgadas (FERRI et al., 1981).

Comunidade biológica constituída por Sem terminologia popular. organismos vegetais e animais que flutuam passivamente em ambientes aquáticos dulcícolas, salinos ou salobros.

Planície – Área plana ou suavemente ondulada, de dimensões variadas, que ocorre mais frequentemente em áreas de baixa altitude*, e onde são predominantes os processos de deposição e acumulação de sedimentos (IBGE, 2004). Segundo Guerra (1987), trata-se de uma forma de relevo geralmente extensa, cuja superfície plana lhe confere um caráter

Forma de relevo caracterizada por terrenos mais Plano. ou menos planos, de origem sedimentar recente, de baixa altitude*, isto é, pouco elevada em relação ao nível do mar, e delimitada por aclives. Na Amazônia, as áreas de várzea correspondem à planície. É um dos tipos de relevo mais aproveitados pelo homem para uso (ex: atividades agrícolas) e ocupação.

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morfológico eminentemente monótono. Este autor classifica as planícies em: marítimas ou costeiras (quando o agente de sedimentação é o mar) e continentais. Planície de inundação – Terrenos planos, próximas ao fundo de um vale de um rio, inundadas quando o escoamento do curso d’água excede a capacidade normal do canal* (DNAEE, 1976). Segundo Guerra (1987), corresponde à banqueta pouco elevada, acima do nível médio das águas, sendo frequentemente inundada por ocasião das cheias e, por essa razão, também é chamada várzea, leito maior etc.

Terreno que margeia um rio, formado por Várzea; sedimentos provenientes do transbordamento e Varja. sujeito a inundação no período de cheia. Ocorrem normalmente no baixo curso fluvial, onde o relevo é mais desgastado pelos processos erosionais; em consequência, a energia fluvial é diminuída e há perda de competência de transporte, podendo ocasionar colmatação do vale com sedimentos fluviais.

Planície de maré – Área pantanosa ou lamacenta, de baixo gradiente, coberta pelas águas durante a maré* enchente, e descoberta durante a maré* vazante. Pode ser recortada por canais de maré* acentuadamente curvilíneos. Normalmente se desenvolve em áreas costeiras abrigadas da ação efetiva de ondas, isto é, no interior de estuários, baías*, lagunas (SUGUIO, 1992). Segundo Souza Filho e El-Robrini (1996), na costa amazônica os ambientes de planície de maré desenvolvem-se em costas dominadas por maré*, protegidas por barreiras arenosas. Para Reise (1985), devido às características morfológicas de uma planície de maré, a comunidade de organismos, além de ser influenciada pela salinidade, temperatura e oxigênio dissolvido na água, é afetada, ainda, pelo clima* da região, geomorfologia do ambiente, inclinação da costa, ondas, amplitude, ciclo e correntes de maré*.

Área litorânea plana ou suavemente inclinada e Beira. alternadamente coberta e descoberta pelas marés* diárias. Representa uma zona de transição entre os ambientes terrestre e marinho. Nesses terrenos a energia da maré* prevalece sobre a ação efetiva de ondas, sendo responsável pelo carreamento de sedimentos de granulometria fina (silte, argila* e areia* muito fina), que são depositados conforme a diminuição da competência das correntes, e durante o estofo da maré. Apresenta morfologia instável, modificada pela ação hidrodinâmica cíclica das correntes de maré*. Em zonas equatoriais e tropicais, normalmente apresentam-se colonizadas por manguezais.


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Plântula – Diz-se do embrião vegetal que começa a se desenvolver na germinação da semente; pequena planta recém-nascida. (FERRI et al., 1981). A primeira fase vegetativa de uma planta após a germinação da semente (SOUZA, 2003).

Embrião ou planta recém-nascida, desde os Plantinha. primeiros sinais de germinação até a perda dos cotilédones,* quando já é capaz de realizar fotossíntese. Alguns autores preferem indicar a idade em dias (plântula de 1 dia, 2 dias etc.). A identificação morfológica de plântulas permite a caracterização de famílias, gêneros e até espécies, tendo sido, por essa razão, bastante aplicada nos estudos de inventário florestal em regiões de climas temperado e tropical.

Plântula vivíp ara – Vegetal cujo embrião vivípara prossegue o seu desenvolvimento com a semente germinando ainda presa à planta mãe, sendo liberado desta em estádio adiantado de desenvolvimento, como se observa em Rhizophora (FERRI et al.,1981).

Planta cuja semente germina ainda presa à mãe e Caneta do mangue. no interior do fruto, como ocorre em Rhizophora (mangue-vermellho), que permanece ligada à planta-mãe até seu hipocótilo* atingir uns 10 cm de comprimento, quando se desprende e penetra no substrato lamoso, produzindo raízes e folhas, constituindo assim um indivíduo.

Plataforma continental – Zona marginal dos continentes, caracterizada por suave declividade (menos de 1:1000), que se estende desde a praia até a profundidade máxima de 180 m, quando tem início o talude continental. Esta porção da margem continental esteve quase que totalmente emersa durante o clímax da última glaciação pleistocênica do hemisfério norte, há cerca de 18.000 anos A.P. (SUGUIO, 1992). Segundo Guerra (1987), a plataforma continental possui depósitos de sedimentos de origem continental, algumas vezes grosseiros, que vão se tornando mais finos à medida que aumenta a profundidade e a distância da linha de costa*.

Zona imersa que declina suavemente, a começar Mar. da praia até o talude continental, há cerca de 180200m de profundidade. O aspecto topográfico é o de uma superfície quase plana, cujos declives são pouco acentuados. A largura da plataforma continental é variável, podendo atingir até 300 km, como ocorre no setor adjacente à foz do rio Amazonas. As características estruturais da plataforma continental são importantes científica e economicamente. Na vertente econômica, pelo fato de grande parte do petróleo explorado no mundo se encontrar nessas regiões sedimentares. Cientificamente, porque na plataforma continental é o local que abriga os principais vestígios e evidências geológicas de flutuações do nível do mar (ex: vales entalhados, linhas de costas registradas e sua fauna fossilizada etc.).

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Plataforma de abrasão – Superfície mais ou menos plana e de declive suave, talhada na rocha quando do retrocesso da falésia* e aplainada pela ação abrasiva do mar (IBGE, 2004). Segundo Leinz e Leonardos (1977), corresponde a uma feição atingida em estágio avançado de evolução de uma costa.

Terraço litorâneo construído pela ação abrasiva Beira; de ondas, que se inicia normalmente a partir da Barranco. base de uma falésia*. É originada pelo desmoronamento e contínuo recuo de falésias*, sendo constituída por blocos* e sedimentos de grandes dimensões. Funciona como retenção à abrasão* do sopé da falésia*, até ao momento em que os blocos rochosos se desgastam, e o processo de erosão* da base da falésia* é retomado.

Pneumatóforo – Extensões dos sistemas de raízes com gravitropismo negativo, presentes em algumas árvores que se desenvolvem em habitats* pantanosos; os pneumatóforos crescem para cima e para fora d’água e têm a função de assegurar aeração adequada. Estas estruturas são importantes para as trocas gasosas entre a planta e o meio, pois possuem pequenos poros chamados lenticelas (RAVEN et al., 2007).

São ramificações de raízes primárias e secundárias Raiz de mangal. que emergem eretas do solo geralmente muito pobre em oxigênio, e apresentam poros (pneumatódios) que permitem trocas gasosas. Estas raízes são comuns em algumas plantas de manguezais, como a siriúba e o mangue-branco. O pneumatóforo, por sua condição ereta e fora do substrato, possibilita que algas* e crustáceos possam utilizá-lo como substrato.

Poça de mar é – Corpo restrito de água do mar, maré que se forma na superfície deprimida de uma rocha ou de um recife após o recuo da maré* (IBGE, 2004). Segundo Macieira (2008), as poças de maré têm como características bordas bastante verticais e recortadas, com muitas fendas e buracos no substrato rochoso (recifal).

São poças d’água formadas em depressões na Poço. superfície de uma rocha ou de um recife. Proporciona uma maior diversidade e riqueza de espécies, devido à oferta de microhabitats, como as fendas nas rochas e esconderijos sob a areia*. Por isso são utilizadas para a reprodução e o crescimento de várias espécies de peixes.

Polidores e afiadores fixos – São marcas observadas em blocos de rochas resultantes do processo de confecção de objetos polidos (TENÓRIO, 2003).

São depressões/cicatrizes de origem antrópica Prato ou bacia de índio; observadas nas rochas. Em geral, são Amoladores. encontrados em afloramentos* rochosos próximos aos cursos d’água, onde há disponibilidade de areia*, utilizada como abrasivo no processo de polimento para a obtenção de superfícies regulares em artefatos* líticos como,


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por exemplo, lâminas de machados. Também podem ter sido utilizados para moer grãos. Polinização – Transferência dos grãos de pólen (estado bicelular ou tricelular) das anteras para o estigma das flores. Nas plantas podem ocorrer dois tipos de polinização: a autopolinização, na qual a polinização ocorre no interior da mesma flor; e a polinização cruzada, quando o grão de pólen de uma flor é levado para o estigma da outra flor.

Transporte de grãos de pólen, para a fecundação Sem terminologia popular. das flores. Pode-se dizer que a polinização é o ato sexual das plantas, uma vez que ocorre a transferência do gameta masculino, que se encontra no interior do grão de pólen, até o gameta feminino em uma mesma flor ou em flores diferentes. A polinização pode ser através de agentes bióticos* (abelhas, borboletas, besouros, morcegos, aves etc.) ou abióticos* ( vento e água). Muitas plantas polinizadas por insetos apresentam pétalas coloridas, produzindo também substâncias aromáticas que atraem os insetos (animais com olfato bem desenvolvido).

Ponta – Porção terminal de um cabo ou extremidade externa de qualquer área continental, que avança para o interior do corpo d’água, sendo, em geral, menos proeminente que um cabo (SUGUIO, 1992).

Morfologia costeira caracterizada por uma Ponta. extremidade do continente de baixa elevação, que se projeta em direção ao mar. Do ponto de vista geomorfológico, as pontas muitas vezes coincidem com os afloramentos* de rochas (costões rochosos), mais resistentes aos processos erosivos. Na costa norte brasileira, essa configuração é representada pelo aspecto trombetiforme de baías* e estuários.

Pontal – Depósito sedimentar em forma de língua de areia* e seixos, de baixa altura, disposta de modo paralelo, oblíquo ou mesmo perpendicular à costa, que se prolonga algumas vezes sob as águas, em forma de banco (IBGE, 2004). Segundo Guerra (1987), no primeiro caso pode ser considerada uma restinga.

Depósitos litorâneos, arenosos* e emersos, de Ponta. baixo gradiente, disposição variada, ocorrendo ora paralelo à linha de costa*, ora paralelamente a esta. Em alguns casos, podem ocorrer ligando uma ilha ao continente.

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Ponta de projétil – O mesmo que ponta de arremesso. As pontas de lança e pontas de arremesso são tipicamente simétricas, com dois gumes laterais, separados por uma ponta mediana (MENDONÇA DE SOUZA, 1997).

Artefato* de pedra em forma triangular, fixado Ponta de flecha. na extremidade de uma vara e lançado manualmente ou com o auxílio de um arco por populações indígenas durante a caça. Pode apresentar ainda aletas e pedúnculo.

Ponto anfidrômico – Ponto central de um sistema anfidrômico, onde a amplitude da maré é nula, e para onde convergem as linhas comareais (APRH, 2007). Segundo Suguio (1992), esse ponto pode ser efeito da rotação terrestre ou pela interferência de duas ondas de maré.

Ponto da superfície do mar onde o efeito de Sem terminologia popular. maré* é desvanecido, ou seja, um ponto de maré* neutra, onde não existe movimento vertical de maré*. Nesses pontos giram de maneira quase circular as linhas de co-oscilação (linhas de amplitude de maré* constante). Por outro lado, as linhas de co-fase (linhas de mesma fase) se propagam a partir dos pontos anfidrômicos. A altura das marés* em mar aberto é pequena, com variações inferiores a 50 cm, entretanto, tendem a aumentar conforme se afasta em relação ao ponto anfidrômico. Por essa razão, as marés* próximas à costa tendem a ser maiores que aquelas no oceano.

População – Qualquer grupo de organismos Conjunto de indivíduos da mesma espécie, que Monte; coexistindo ao mesmo tempo, no mesmo lugar e ocupa uma determinada área ao mesmo tempo. Ruma. capazes de intercruzarem uns com os outros (PURVES et al., 2002). Pororoca – Fenômeno que ocorre quando as águas do mar elevam seu nível e penetram no estuário ou rio, nas marés* enchentes. Na preamar, a massa fluvial opõe-se à velocidade da onda de maré, que vai elevando o volume das águas do rio (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1992), este fenômeno pode atingir níveis de destruição comparáveis aos maremotos ou de marés de tempestade.

Fenômeno natural causado pelo encontro das Pororoca. correntes fluviais com as águas oceânicas, originando violento avanço de ondas de maré no estuário ou rio acima, como acontece nos rios Amazonas, Araguari (AP), Capim (PA) e Mearim (MA). Este fenômeno tem grande poder de destruição, causando estragos consideráveis nas margens dos rios e em benfeitorias ali construídas. Recentemente, esse fenômeno tem atraído praticantes do surfe e da mídia esportiva,


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transformando-se numa atração turística regional amazônica. Porronca – Cigarro feito de tabaco desfiado, com Cigarro rústico, feito manualmente com o tabaco Porronca. bastante papel, para afugentar os mosquitos de corda triturado, envolvido em papel fino abundantes no mangal (DRUDE, 2003). (papel de seda), utilizado pela população ribeirinha para distrair a lida na pesca ou na extração de moluscos e caranguejos Pós-praia – Zona da praia que se estende do limite superior da zona de espraiamento até ao início dos corpos dunares ou de qualquer outra unidade fisiográfica. Só é afetada pela atuação das ondas durante temporais excepcionais. Nesta região formam-se os terraços denominados bermas* ou, ainda, as escarpas de praia (APRH, 2007). Segundo Hoefel (1998), corresponde à zona que se estende do limite superior do espraiamento até o início das dunas* fixadas por vegetação ou de qualquer outra mudança fisiográfica brusca.

Setor do perfil praial que se localiza fora do Praia. alcance das ondas e mares normais, e somente alcançada pela água quando da ocorrência de marés* excepcionalmente muito altas (marés de tempestades). Por essas características, corresponde ao setor praial onde ocorre a ocupação humana, muitas vezes trazendo impactos à qualidade sanitária da areia* da praia e à balneabilidade*.

Praia – Trecho da costa onde ocorre acumulação de sedimentos inconsolidados, de granulometrias diversas como areias*, cascalho* e seixos, que se estende em direção à costa, do nível médio de maré baixa até alguma alteração fisiográfica (ex. falésia*, campo de dunas*). Para Korikawa (1988), o limite da praia se estende em direção à terra a partir da profundidade de mobilização efetiva de sedimento pelas ondas, até o limite máximo de ação de ondas de tempestade sobre a praia. Formada pela ação conjunta das ondas, correntes e das marés* (ou nas praias fluviais, por ação das correntes fluviais) (APRH, 2007). Em sentido estrito, a praia é uma acumulação de sedimento

Ambientes deposicionais transicionais altamente Praia. dinâmicos e sensíveis, em geral arenosos, acumulados por agentes de transporte marinho, estuarino ou fluvial, que constantemente se ajustam às flutuações dos níveis de energia locais e sofrem retrabalhamento por processos marinhos (ondas geradas pelo vento, correntes litorâneas e marés*), eólicos e biológicos. As praias atuam como uma espécie de zona de amortecimento, protegendo a costa da ação direta da energia do oceano, sendo esta a sua principal função ambiental. Apesar da aparente pobreza das comunidades biológicas, as praias arenosas apresentam uma fauna residente altamente

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não consolidado, que pode incluir a área costeira abaixo do nível do mar (a profundidade de 10 a 20 m), a qual é ativa sob a influência das ondas de superfície (KOMAR, 1977). Para Hoefel (1988), do ponto de vista hidrodinâmico, uma praia apresenta a seguinte zonação: a) Zona de Arrebentação*; b) Zona de Surfe; c) Zona de Espraiamento. Em termos ecológicos, as praias são consideradas ecossistemas* viáveis e produtivos, que sustentam uma comunidade variada de invertebrados, como equinodermos, moluscos crustáceos e artrópodes, além de vertebrados, como as aves marinhas e peixes litorâneos (HOEFEL, 1998). Klein e Menezes (2001) classificaram as praias conforme a sua exposição às ondas de maior energia em: a) Praias expostas, quando estão totalmente sujeitas às ondulações de alta energia; b) Praias semiprotegidas, quando apenas parte das mesmas estão sujeitas às ondulações; c) Praias protegidas, quando não sofrem influência de ondulações. Wrigth e Short (1984) classificaram as praias arenosas oceânicas em: a) Rasas ou dissipativas; b) Praias de tombo ou reflexivas; c) Intermediárias. Caricchio (2009) ressalta que, por serem ambientes dinâmicos, as praias não podem ser classificadas permanentemente como de um tipo, uma vez que eventos de tempestade, mudança no padrão de ondas, elevação do nível do mar e deriva de sedimentos podem ser fatores que fazem com que as praias migrem de um tipo a outro.

adaptada às condições adversas predominantes na faixa intertidal (entremarés). Embora ocupem uma parcela muito reduzida da superfície do planeta, possui larga ocorrência e utilização ao longo da maior parte das costas tropicais e temperadas do mundo, assumindo relevante importância socioeconômica e ambiental nessas regiões, uma vez que representam importantes áreas recreacionais, em torno das quais ocorre o desenvolvimento de cidades, balneários, atividades turísticas, comerciais e industriais. Por essa razão, as praias recebem os efeitos diretos do crescimento demográfico, especulação imobiliária e uma série de usos deletérios.

Praia barreira – Crista arenosa empilhada até pouco acima do nível da maré* alta, sendo disposta paralelamente à costa, da qual está separada por uma laguna (SUGUIO, 1992).

Praia longa e estreita de areia* e/ou cascalho*, Praia. que ocorre paralela à costa, e não é submersa pela maré*. Se for alta o suficiente para permitir o crescimento de dunas* é chamada de ilha


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Segundo Roy et al., (1994), a origem, a evolução e a morfologia dessas barreiras arenosas estão associadas a uma gama de fatores, a saber: flutuações do nível do mar, espaço de acomodação na linha de costa*, disponibilidade de sedimentos, dinâmica sedimentar na zona de surfe e na face litorânea, influência de sedimentação fluvial, orientação da linha de costa*, clima de ondas, atuação de correntes de deriva litorânea intensas, transporte predominante de sedimentos, regime de sedimentação da zona submarina, variações maregráficas e, eventualmente, eventos neotectônicos.

barreira. Desenvolvem-se especialmente em costas abertas, principalmente em praias dissipativas de alta energia, e intermediária com tendências dissipativas. Desempenham um papelchave na dinâmica ambiental costeira, atuando como dispersor de energia de ondas sobre as costas e áreas úmidas* litorâneas. Além disso, são excelentes locais para nidificação e para aves costeiras*, e pousio para aves migratórias*.

Praias bravas ou de tombo – Praias que recebem um forte impacto de ondas com regularidade, modificando o perfil praial e impedindo que muitas espécies se estabeleçam nesse local. A areia* dessas praias geralmente é composta por grãos mais grossos (CANDISANI, 2007).

Praia quase sempre formada por areia* grossa, com Praia inclinada. forte declive, e cuja profundidade aumenta abruptamente após uns passos em direção ao mar. Os principais perigos dessas praias estão relacionados ao forte varrido da onda na beira da praia e ao aumento rápido da profundidade, que pode ocasionar acidentes e quedas em banhistas.

Praia de bolso – Praia de pequenas dimensões, algumas centenas de metros de comprimento, situada em uma reentrância litorânea ou entre dois cabos ou pontas (SUGUIO, 1992).

Praia pequena e estreita, formada em reentrâncias Praiazinha. entre dois promontórios, com a borda côncava em direção ao mar. Normalmente são formadas por areias* bem selecionadas e fornecem habitats* isolados para uma variedade de plantas e animais.

Praia intermediária – Praia que possui inclinação média, sendo que a arrebentação* ocorre próximo da praia e o relevo do fundo é caracterizado por bancos de areia* regulares, onde quebram as ondas (CANDISANI, 2007). Segundo HESP (2000), esse tipo de praia mostra uma combinação de energia de onda de dissipativa a reflexiva. Os

Praia definida por uma combinação de Praia. características de praias rasas e de tombos, ou seja, embora o perfil tenha uma inclinação notável, as ondas quebram quando chegam à praia, formando um tubo que se fecha lentamente (arrebentação tubular*) a pequenas distâncias da beira d’água. Possuem um relevo

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bancos são comumentes transversais (bancos de de fundo bastante variável, com bancos (cristas) areias* são formados em ângulos retos), crescentes e cavas (calhas), onde ocorrem buracos. ou rítmicos (bancos de areias* com formato de meia lua ao longo da costa), muitas vezes cortados por canais, nos quais se desenvolvem as correntes de retorno, frequentemente presentes nessas praias. As praias intermediárias variam de planas e amplas, para relativamente profundas e estreitas. Praia média – Porção do perfil praial sobre a É o setor intermédio da praia de declive mais forte Praia; qual ocorrem os processos da zona de surfe e da entre a linha de inflexão e o limite da preamar de Estirão. zona de arrebentação* (HOEFEL, 1998). Segundo águas mortas. APRH (2007), é a zona intermédia da praia que só é inundada por ação de ondas de maior altura ou de marés* com grande amplitude. Praia oceânica – Ambiente costeiro formado mais comumente por areias* de diferentes granulometrias e condicionado pela interação de ondas incidentes sobre a costa. Os limites externos e internos são determinados, respectivamente, pela profundidade, a partir da qual as ondas passam a provocar movimentos de sedimentos sobre o fundo, e pelo limite superior da ação destas sobre a costa (KING, 1952).

Ecossistema* transicional, altamente dinâmico, Praia. sensível e produtivo, que sofre retrabalhamento por processos eólicos, biológicos e hidráulicos. Sustenta comunidades vegetais, invertebrados (equinodermos, moluscos, crustáceos e artrópodes), vertebrados (aves e peixes). Servem como área recreacional, em torno das quais se desenvolvem ocupações, balneários, atividades turísticas, comerciais e industriais.

Preamar – Nível máximo de uma maré* cheia (IBGE, 2004). Segundo ACIESP (1980), esse nível máximo de maré pode ser determinado apenas pelas forças periódicas ou superpostas por efeitos meteorológicos.

Nível máximo da maré cheia, ou seja, é o período Maré cheia; final da enchente da maré*. É, portanto, o Maré alta. indicativo do auge da maré* cheia, cujo limite é dito linha de preamar.

Precipitação – Queda de água no estado líquido (chuva) ou sólido (neve e granizo). Resulta da condensação do vapor de água que existe na atmosfera* (VIANELLO; ALVES, 1991).

Fenômeno meteorológico que consiste na Chuva. precipitação de gotas d'água no estado líquido ou sólido (neve, granizo) sobre a superfície da Terra.


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Prisma de mar é – Volume de água acumulado maré em um estuário entre a baixa-mar* e a preamar. Este prisma gera inicialmente correntes dirigidas para o interior do estuário, que posteriormente se dirigem para fora (IBGE, 2004). Segundo Miranda et al. (2002), está intimamente relacionado com a altura da maré, pois é calculado pelo produto entre a altura de maré e a área do sistema.

Volume de água que entra na enchente, e que Maré. sai durante a vazante em um estuário. Em estuários de macromarés*, como os que ocorrem na costa do Pará e Maranhão, o prisma de maré é função da variação de maré*, a qual se sobrepõe completamente aos efeitos da descarga de água fluvial no estuário. Em termos geoambientais, o prisma de maré corresponde à capacidade da massa de água salgada que penetra ciclicamente no estuário, em transportar sal, poluentes e partículas em suspensão. Portanto, a importância do prisma da maré no ambiente estuarino está relacionada à capacidade de renovação da massa de água a cada ciclo completo de maré*.

Prisma praial – Volume total de areia* existente em uma praia, que é modificado pela subida ou descida do nível do mar, respectivamente, pela atuação de processos erosivos ou deposicionais que conduzirão a praia a um perfil de equilíbrio (SUGUIO 1992). Segundo Short (1999), o prisma praial engloba as seguintes subdivisões: a) antepraia*; b) zona de surf; c) pós-praia.

Acumulação de sedimentos arenosos* da zona Praia. subtidal até a feição emersa mais elevada de uma praia. Corresponde à região do ambiente praial, limitada entre o pós-praia e a antepraia* (até a zona de arrebentação*), onde ocorrem os processos morfodinâmicos, transporte e as trocas de sedimentos, tanto em planta como em perfil, regulando a distribuição da comunidade faunística do ambiente praial.

Prodelta – Uma das três províncias de sedimentação que formam os deltas*, sendo composto por silte e argila*, que permanecem sempre submersos, sendo localizados embaixo dos depósitos de frente deltaica (SUGUIO, 1992). Para Allaby (2004), correspondem aos depósitos do setor mais externo do ambiente deltaico, caracterizado por taxas de deposição de sedimentos pelíticos (silte e argila*) bastante lentas. Segundo Trincardi et al. (2004), os depósitos

Ambiente deposicional localizado abaixo da Sem terminologia popular. profundidade efetiva de erosão* das ondas, encontrando-se além da frente deltáica e ligeiramente inclinado para baixo (assoalho da bacia/plataforma continental), sobre o qual o ambiente deltaico está avançando. A configuração dos depósitos é normalmente em forma de lobos. Basicamente, a carga sedimentar desses depósitos é de origem fluvial. Não raro, podem apresentar concentrações expressivas de metano.

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de prodelta constituem-se em potenciais arquivos de paleoclimas. Produtor primário – Organismo fotossintético Todo organismo que realiza fotossíntese, ou seja, Sem terminologia popular. ou quimiossintético que sintetiza moléculas produz o seu próprio alimento. É o produtor de orgânicas complexas a partir de moléculas primeira ordem na cadeia alimentar. inorgânicas simples (PURVES et al., 2002). Progradação – Mecanismo de avanço da linha costeira mar adentro, normalmente relacionado à sedimentação por processos marinhos litorâneos ou fluviais (SUGUIO, 1992). Segundo Muehe e Nicolodi (2008), as costas paraense e maranhense são consideradas como de progradação lamosa, digitiforme, tendo como reflexo um litoral afogado pela transgressão marinha, caracterizado por uma sucessão de pequenos estuários e acréscimos sedimentares que, em conjunto, dão um aspecto de rias, muitas das quais resultaram da progradação de depósitos lamosos, formando feições alongadas de orientação mais ou menos perpendicular à costa.

Processo deposicional responsável pelo Crescimento da praia; estabelecimento de trechos na linha de costa*, Alargamento da praia. onde se verifica acumulação significativa de sedimentos (fluviais, estuarinos ou marinhos), possibilitando a recomposição da vegetação e alargamento da faixa de praia. Trata-se de um processo natural, mas que também pode ter origem em decorrência de ações antrópicas, como, por exemplo, a construção de grandes obras costeiras como portos, que implica em uma readaptação do ambiente, podendo ocasionar a progradação da praia, alterando a sua morfologia.

Promontório – Porção saliente e alta de qualquer Porção de terra elevada que avança para o mar. Ponta. área continental que avança para dentro de um Muitas vezes exerce influência sobre correntes corpo aquoso (SUGUIO, 1992). costeiras e outras características oceanográficas de seu meio. Por suas características defensivas naturais, durante toda a história muitos fortes foram construídos em promontórios. Prurido – Coceira causada por uma lesão cutânea, picadas de insetos ou por uma doença sistémica (que afeta o corpo em geral). Causa sensação desagradável na pele, a qual leva o indivíduo a se coçar, em busca de alívio (ABC.MED. BR, 2012).

Coceira persistente na pele, produzida por Comichão; doença de pele primária, eczema, alergia, picada Curuba. de insetos, escabiose e infecções fúngicas. As arranhaduras a que o prurido leva podem gerar escoriações, rubor, urticárias, infecções e pigmentação alterada da pele ou das mucosas.


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Psamófila reptante – Formação vegetal da restinga, formada por espécies herbáceas de hábito estolonífero e/ou rizomatoso, resistentes ao acúmulo de areia*, constante exposição ao vento, altas temperaturas e ação da salsugem. Normalmente se estabelece sobre os primeiros cordões dunares, em areia* móvel, não lavada pelo mar, a não ser eventualmente, por ocasião de marés* altas ou de tempestade (CORDAZZO, 1987).

Formação vegetal localizada após a zona de praia, Sem terminologia popular. acima do nível médio de maré* alta, sobre os primeiros montes de areia* não lavada pelo mar, exceto eventualmente, por ocasião de marés altas* ou de tempestade. Caracterizada pela presença de vegetais, em geral de caules rastejantes*, de crescimento rápido, grande capacidade de brotação e resistentes à movimentação de areia*. Devido à constante deposição de areia* durante períodos de ventos fortes, a vegetação psamófila reptante apresenta grande importância na formação das dunas* costeiras

Quaternário – Período geológico mais moderno, subdividido em duas épocas: Pleistoceno (1.800.000 anos até 10.000 anos AP) e Holoceno (10.000 anos AP até hoje) (SUGUIO, 1992). Segundo Guerra e Guerra (2006), nesse período houve várias flutuações climáticas, com estabelecimento de glaciações, seguidas de períodos interglaciais. Para Guerra (1987), a grande característica deste período é o aparecimento, entre os mamíferos, dos primeiros Hominíanos (grupo de primatas muito evoluídos, caracterizados pela posição ereta e bípede), que marca o início da era Antropozoica.

Período geológico da era Cenozoica, éon Sem terminologia popular. Fanerozoico, compreendendo os últimos 1,8 milhões de anos da Terra, divididos em duas épocas (Pleistoceno e Holoceno). Destacam-se, nesse período, as flutuações climáticas (glaciações e períodos interglaciais) e o aparecimento do Homem, e sua evolução na face da Terra.

Radícula – Parte do embrião que dará origem à É a porção do eixo embrionário que se diferencia Sem terminologia popular. raiz primária (FERRI et al., 1981). em raiz, no interior da semente. Corresponde à primeira parte da semente a emergir durante a germinação, em direção ao solo. Raiz adventícia – São raízes que se originam em Raiz que tem surgimento em caules, folhas ou Sem terminologia popular. partes aéreas das plantas (caules e, às vezes, em outra raiz adventícia. folhas) (APPEZZATO-DA-GLÓRIA; CARMELLOGUERREIRO, 2003).

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Raiz pivotante – Raiz primária de uma planta, formada como continuação direta do ápice da radícula do embrião; a raiz principal vigorosa, da qual se originam as raízes laterais menores (RAVEN et al., 2007).

Raiz principal e primária, que se desenvolve Sem terminologia popular. bastante, penetra no solo como um pivô, produzindo geralmente muitas raízes laterais, de várias ordens. Também chamadas de raízes axiais, ocorrem em plantas como o feijão, a laranjeira, o abacateiro, o ipê etc.

Raiz primária – A primeira raiz da planta, É a raiz resultante da radícula, após a germinação. Primeira raiz da planta. desenvolvendo-se como uma continuação do ápice da radícula do embrião; a raiz principal. (RAVEN et al., 2007). Rancho – Casas feitas de madeira e palha, utilizadas como moradia temporária para os pescadores; como local de armazenamento de petrechos* de pesca e de pescados salgados (SCHORIES; GORAYEB, 2001).

Os pescadores constroem casas simples, feitas Rancho de pesca. de madeira e folhas de palmeiras do lugar, nas praias, às margens e às vezes na borda do mangue*. Estas casas são utilizadas como moradas temporárias de grupos de pescadores que guardam seus apetrechos de pesca e armazenam peixe salgado. Algumas são utilizadas como moradias permanentes.

Rastro de peixe – Ondulação na superfície Provavelmente derivado de “repuxo”, no sentido Ribujo. d’água, produzida pelo movimento natatório de de “chafariz” ou borrifo produzido na superfície, um peixe, revelando a sua presença ao pescador. pelo deslocamento do peixe. Regionalismo do litoral paraense. Recarga de aquífero – Processo pelo qual uma quantidade de água é recebida por um aquífero durante um ano, na sua área de afloramento, diretamente, a partir da precipitação pluviométrica ou da rede hidrográfica (IBGE, 2004). Para Tomaz (2010), é o processo pelo qual a água se move da zona não saturada para a zona saturada do aquífero*, seja de maneira natural ou artificial (através de reservatórios ou trincheiras de

Processo pelo qual um aquífero* recebe água Sem terminologia popular. externa sua zona de saturação, seja de forma direta ou indireta, isto é, o processo em que a água infiltra no solo e percola até atingir o aquífero subterrâneo. A recarga das águas subterrâneas é um dos componentes do ciclo hidrológico*.


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infiltração, poços secos de recarga ou poços tubulares profundos de recarga). Recursos hídricos – Quantidade das águas superficiais e/ou subterrâneas, presentes em uma região ou bacia, disponíveis para qualquer tipo de uso (IBGE, 2004). Segundo Fietz (2006), o Brasil é um país privilegiado em recursos hídricos, pois possui 14% das reservas mundiais de água doce superficial do mundo, seguido pela China (9%), Estados Unidos (8%) e Canadá (8%). No entanto, a Bacia Amazônica concentra cerca de 73% da água doce do país, e é habitada por 5% da população brasileira. Portanto, apenas 27% dos recursos hídricos do Brasil estão disponíveis para 95% da população.

Águas superficiais ou subterrâneas disponíveis Água. para qualquer tipo de uso. Na ótica do desenvolvimento sustentável, o manejo dos recursos hídricos compreende as ações que visam garantir os padrões de qualidade e quantidade da água dentro da sua unidade de conservação, a bacia hidrográfica*, tendo como premissa que os recursos hídricos superficiais e subterrâneos são estratégicos para o homem, plantas e animais.

Recursos pesqueiros – Animais e vegetais hidróbios, passíveis de exploração, estudo ou pesquisa pela pesca amadora, de subsistência, científica, comercial e pela aquicultura (BRASIL, 2009). Segundo FAO (2007), mais de 75% dos estoques mundiais de recursos pesqueiros, para os quais existe informação disponível, estão completamente explorados ou sobre-explorados (ou ainda esgotados e a recuperar), o que sugerem que o potencial máximo de capturas de todos os oceanos foi provavelmente atingido, sendo então requerida uma gestão rigorosa da pesca em nível mundial. Para Barthem e Fabré (2003), a disponibilidade, a acessibilidade e a vulnerabilidade dos recursos pesqueiros da Amazônia, que representam a base de produção de um setor econômico que mobiliza mais de US$ 200 milhões/ano, é o resultado da interação entre os componentes: sazonalidade ambiental, recurso natural e capacidade pesqueira.

Recursos aquáticos vivos, que proporcionam Pescado. renda e alimento para milhões de pessoas. A produção biológica dos recursos pesqueiros é condicionada por um complexo de fatores bióticos* e abióticos* que estão fora do controle humano (forçantes físicas, oceanográficas e climáticas, competição inter e intraespecífica, interações com outras pescarias etc.). Os recursos pesqueiros são uma fonte vital de alimento e contribuem economicamente para os povos do mundo.

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Redes de emalhar à deriva – Instrumento de captura feito de fio sintético, para pesca de espécies variadas. Sâo mantidas à superfície por flutuadores, tendo a borda inferior dotada de pesos (FURTADO, 1987). Segundo Spare e Venema (1997), as redes de emalhar de deriva frequentemente são compostas por diversas redes de diferentes tamanhos de malha, sendo consideradas artes passivas, isto é, os peixes têm que nadar para dentro da rede para serem capturados.

Redes utilizadas ao sabor das correntes (sem Malhadeira; poita) para emalhar os peixes. A sua altura varia Rede de bubuia. conforme a pescaria em causa, mas no caso das grandes redes, situa-se geralmente entre 20 e 30 metros. As redes são lastradas na parte inferior, de modo a que a tensão criada entre as boias e os lastros mantenha a rede vertical no mar. De acordo com a dimensão de suas malhas, são direcionadas a determinadas espécies, sendo conhecidas como serreira (para captura do peixeserra) caiqueira (para captura de caíca/ pratiqueira), douradeira (para captura de dourada), entre outras. Podem ter vários quilômetros de extensão e, quando perdidas, podem continuar a matar peixes e até mesmo mamíferos marinhos.

Rede de neblina ornitológica – Armadilha utilizada para captura de aves e morcegos. Em geral, são confeccionadas em fios de seda, nylon ou material sintético (MATTER, 2008).

Armadilha utilizada na captura de aves e Armadilha. morcegos, para fins científicos. Quanto mais invisível uma rede de neblina estiver, maiores serão as chances de captura. Isso depende da luminosidade e do plano de fundo. A utilização das redes de neblina requer a autorização prévia do IBAMA.

Região hidrográfica – Área de terra e de mar constituída por uma ou mais bacias hidrográficas vizinhas, e pelas águas subterrâneas e costeiras associadas (APRH, 2007). Segundo Faria (2008), de acordo com a Resolução CNRH nº 32, do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, o Brasil está dividido em regiões hidrográficas assim denominadas: Região Hidrográfica Amazônica, do Tocantins-Araguaia, do Atlântico Nordeste Ocidental, do Parnaíba, Atlântico Nordeste Oriental, do São Francisco, do Atlântico Leste,

Região formada por diversas bacias que fluem Sem terminologia popular. para um corpo d’água único, seja rio, lago*, laguna ou oceano. A Região Hidrográfica Amazônica é constituída pela bacia hidrográfica* do rio Amazonas, situada no território nacional, pelas bacias hidrográficas dos rios existentes na Ilha de Marajó, e pelas bacias hidrográficas dos rios situados no Estado do Amapá que deságuam no Atlântico Norte. Em termos de gestão, a região hidrográfica é uma divisão administrativa, constituindo-se como a unidade principal de


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do Atlântico Sudeste, do Paraná, do Uruguai e planejamento e gestão das águas, tendo por base do Atlântico Sul. a bacia hidrográfica*. Reserva Extrativista – Área utilizada por populações extrativistas tradicionais litorâneas, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura* de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. Tem como objetivos básicos proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. É de domínio público, com uso concedido às populações extrativistas tradicionais, sendo que as áreas particulares incluídas em seus limites devem ser desapropriadas, de acordo com o que dispõe a lei (BRASIL, 2000). Na zona litorânea, recebe a denominação de reserva Extrativista Marinha (RESEX Marinha). Segundo Chamy (2004), as Reservas Extrativistas Marinhas, ao determinar áreas até então consideradas de livre acesso, transformando-as em espaços onde os recursos são explorados de forma comunitária por pescadores artesanais organizados, reconhece o direito consuetudinário desses grupos sobre territórios marinhos (onde se incluem territórios fronteiriços entre terra e mar como mangues* e estuários), as formas de arranjos e representações simbólicas de tradição pesqueira secular e exclui os não comunitários do aproveitamento dos recursos do mar nas áreas delimitadas.

Áreas de exploração autossustentável e RESEX Marinha. conservação dos recursos naturais por população extrativista localizada na zona costeira. São áreas de domínio público e, sendo assim, dependem de uma concessão real de uso do território destinado à reserva, que é outorgada à comunidade, e não individualmente. Atualmente, estão decretadas dez (10) RESEXs Marinhas no estado do Pará.

Resiliência – Capacidade de um ecossistema de se recompor e restabelecer o seu nível de sustentabilidade (FEEMA, 1990). Segundo UNFCCC (2008), é a quantidade de mudanças que um

Capacidade de um ecossistema absorver alterações Resistência. ambientais sem mudar seu estado ecológico pretérito, ou seja, é a capacidade concreta de retornar ao estado natural de excelência,

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ecossistema pode suportar, sem que com ela mude o seu estado original. Para Araújo (2008), observar e administrar a resiliência ecológica de ecossistemas, mais que otimizar recursos, envolve a compreensão das vulnerabilidades e incertezas que podem ocorrer, e que devem informar políticas de desenvolvimento e proporcionar evidências mais seguras para a tomada de decisão.

superando uma situação ambiental crítica. A resiliência reflete a persistência das relações internas dos ecossistemas, a capacidade dos mesmos voltarem às condições originais após serem impactados por forças externas a eles. O conhecimento da resiliência dos ecossistemas é extremamente importante, por focalizar os limiares além dos quais esses não poderão mais se recuperar ou voltar ao estado original. O Manguezal é altamente resiliente, sendo que, retirada a interferência causadora da degredação, este é capaz de retornar às condições satisfatórias para manutenção da biota* residente.

Ressaca – Expressão regional empregada para designar um ecossistema* típico da zona costeira do Amapá, que se desenvolve em áreas encaixadas em terrenos quaternários, que se comportam como reservatórios naturais de água, caracterizando-se como um ecossistema* complexo e distinto, sofrendo os efeitos da ação das marés*, por meio de uma intricada rede de canais e igarapés e do ciclo sazonal das chuvas (NERY, 2004). Para Coelho (2006), as ressacas são bacias de recepção, ricas em biodiversidade*, de dimensões e formas variadas, configurando-se como fontes naturais hídricas de composição clorídrica e fauna variada ( junco, buritizeiro, aningas, caranã, camaleões, camarões, jacuruarus, insetos, ofídios etc.), encravadas na formação barreira, apresentando características evidentes de argila* e areia* no seu domínio, com comunicação endógena e exógena pertencente à rede de drenagem da bacia do Amazonas confluindo com o Oceano Atlântico. A vegetação é predominantemente herbácea e, segundo

Áreas da costa amapaense com fisionomia Ressaca; campestre, dominadas por capins (Poaceae e Pirizal. Cyperaceae), tendo como espécies dominantes Eleocharis interstincta (Vahl) Roem e Schult, o junco, também conhecido como Piripiri. O substrato inclui areia*, silte, argila* e turfa, o que torna o substrato inadequado para suportar determinados tipos de construções devido à baixa resistência. Servem de lar para as diversas formas de vida (plantas e animais), de grande importância para a cidade de Macapá, visto que o sítio urbano encontra-se permeado por várias áreas de ressaca.


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inventário florístico realizado por Thomaz et al. (2004), as espécies dominantes são: Eleocharis interstincta (Vahl) Roem. e Schult (piripiri), Thalia geniculata L. (sororoca), Sagittaria rhombifolia Cham (chapéu-de-couro), Montrichardia arborescens Schott. (aninga) e Mauritia flexuosa L.f. (buriti). Restinga – Cordão litorâneo* com uma extremidade e a outra ancorada na costa. Formase pelo crescimento das cristas pré-litorais e/ou dos bancos de areia* dos estuários, por ação das correntes de deriva litorânea e das correntes de maré* (APRH, 2007). De acordo com a resolução CONAMA nº 261, de 30 de junho de 1999, as restingas são definidas como um conjunto de ecossistemas que compreendem comunidades vegetais florísticas e fisionomicamente distintas, situadas em terrenos arenosos de origem marinha, fluvial, lagunar, eólica ou combinações destas, de idade quaternária, em geral com solos pouco desenvolvidos (BRASIL, 2006).

Ecossistema costeiro que ocorre nas praias e Praia. planícies arenosas marinhas e flúvio-marinhas, de origem quaternária. Constituída por formações vegetais que mantêm interação com o sistema solo-atmosfera, tanto na sua origem como nos processos atuantes. Possui características próprias, relacionadas à estrutura da vegetação e à composição florística, e com vegetais tolerantes à salinidade, altas temperaturas, baixa concentração de nutrientes no solo e movimentação de areia*pela ação eólica.

Ria – Tipo de costa que apresenta vales largos, com a foz em forma de trombeta, e cujos rios p o s s u e m a f o z a f o g a d a, em virtude de transgressões marinhas (IBGE, 2004). Segundo Guerra (1987), nessa configuração morfológica o leito atual dos rios é desproporcional à largura do vale, cujo talvegue anterior à transgressão marinha estava muito abaixo do nível das planícies do leito maior do atual fundo do vale.

Tipo de morfologia costeira originada pelo Baía. afogamento (por transgressão marinha) de vales fluviais que atingem a linha de costa*, ou seja, é típica de costas de submersão. São comuns nos litorais paraense e maranhense, onde ocorrem uma profusão de baías* e estuários, cuja configuração evolutiva estaria relacionada aos episódios finais da Transgressão Holocênica.

Rio – Curso natural de água doce, com canais Corrente natural de água que flui com Rio. definidos e fluxo permanente ou sazonal para um continuidade e serve de canal* natural para a oceano, lago* ou outro rio, podendo ser drenagem de uma bacia. Possui um caudal

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classificados quanto à morfologia em sinuosos, anastomosados, meandrantes, retos e ramificados (RICCOMINI et al., 2001). Para MMA (2009), o conceito de rio é bem mais abrangente, consistindo em um sistema em rede, com conectividade tanto a montante quanto a jusante*, em que parte dos fluxos são movidos pela gravidade, como os escoamentos, no sentido de montante para jusante*, mas onde existem também outros fluxos, nem sempre tão visíveis, porém não menos providos de importância ecológica, que são os fluxos resultantes do consumo de energia metabólica dos organismos (que podem mover nutrientes e biomassa* no sentido jusante* para montante, como os peixes migradores) ou aqueles fluxos determinados pelo consumo de energia fóssil, que redistribuem e transportam materiais, energia e informação, independentemente da gravidade ao longo da bacia.

considerável e desemboca no mar, em um lago* ou em outro rio, e em tal caso denomina-se afluente*. De acordo com o fluxo de água que recebem durante o ano, podem ser classificados em efêmeros, intermitentes e perenes. Os rios constituem os agentes mais importantes nos processos de elaboração do modelado terrestre, através da erosão*, deposição e transporte dos materiais intemperizados, das áreas mais elevadas para as mais baixas, e dos continentes para o mar.

Rio consequente – Rio cujo curso é controlado pelo caimento da estrutura planar (camada* e foliação), que geralmente coincide com a inclinação do terreno (IBGE, 2004). Segundo Winge et al. (2001), corresponde à drenagem* ou rio maior, que mostra escoamento no sentido geral do mergulho das camadas*, e que se desenvolveu simultaneamente com o soerguimento da área, e segundo o declive regional, erodindo perpendicularmente às cristas, à medida que estas se formavam.

Rio que tem seu curso determinado, original- Rio. mente, pela inclinação da superfície do terreno, ou seja, tem seu curso influenciado pela formação geológica do terreno.

Rio intermitente – Curso d’água que circula em Rio que durante o período das chuvas apresenta Rio. certas épocas do ano, sendo alimentado por água bastante água em seu curso, mas que durante de nascentes, por águas superficiais (IBGE, 2004). o período de estiagem seca totalmente, desaparecendo temporariamente. Devido a sua


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natureza cíclica, pode conter uma biota* que não é encontrada em nenhum outro tipo de habitat* ou que possui suas maiores populações neste habitat*. Rio perene – Rio cujo escoamento não é interrompido, nem no espaço e nem no tempo (IBGE, 2004). Segundo Guerra (1987), é um curso d´água cujo leito menor* está sempre transportando o deflúvio* da bacia contribuinte.

Rio em que há sempre água fluindo em seu leito, Rio. ou seja, nunca seca, nem nos períodos de maior estiagem, quando há forte diminuição do volume de suas águas. Na região Amazônica, todos os rios são perenes, ao contrário da região semiárida do nordeste, onde o Rio São Francisco é o único rio perene que atravessa a região.

Rio subsequente – Rio que se desenvolve ao longo de uma linha de fraqueza estrutural, que pode ser uma fratura, uma discordância*, um contato entre litotipos etc., apresentando, portanto, controle estratigráfico ou estrutural (IBGE, 2004).

Rio cuja direção de fluxo é controlada pela Rio. estrutura rochosa, acompanhando sempre uma zona de fraqueza, tal como uma falha, junta, camada rochosa delgada ou facilmente erodível.

Riqueza – Quantidade de espécies (vegetal ou animal) que ocorre em um local ou em uma amostra (MORENO apud SIDCL AY, 2004). Segundo Melo (2008), para se ter certeza da riqueza de espécies em uma área, deveríamos identificar todos os indivíduos, o que se torna impossível em comunidades preservadas, com grande quantidade de micro-organismos e invertebrados.

Abundância* numérica de espécies (vegetal ou Riqueza. animal) que ocorre em uma determinada área geográfica, região ou comunidade. Constitui-se na medida mais simples disponível para quantificar a diversidade de uma amostra, de um local ou de uma região. A riqueza de espécies nas regiões tropicais é muito elevada, porque existem espécies diferentes em cada local, consequência de uma adaptação* fina a uma elevada diversidade e heterogeneidade de nichos ecológicos.

Rizóforo – Órgão que em certas plantas produz raízes (FERRI et al., 1981). São caules que crescem com geotropismo positivo, portando raízes na extremidade; podem ser compostos de nós, inter-

Caule com múltiplas ramificações invertidas, Raiz de mangueiro. emitindo raízes nas extremidades quando em contato com o solo lamoso, como o do manguezal. São conhecidos como raízes-escora

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nós e com catafilos protegendo gemas laterais característico da Rhizophora mangle L. ou pode não possuir nós e formar apenas gemas (mangueiro). adventícias (MENEZES, 2007). Rizoma – Caule subterrâneo, aclorofilado, ramificado ou não, com folhas escamiformes, que se desenvolve horizontalmente no interior do solo e forma raízes adventícias nos nós. Pode ser delgado ou espesso e desenvolve brotos aéreos mediante gemas laterais (SOUZA, 2003).

Caules subterrâneos que se desenvolvem Sem terminologia popular. paralelamente ao solo, possuem nós, entrenós, gemas e raízes adventícias*. São importantes como órgãos de reprodução vegetativa ou assexuada de diversas plantas ornamentais, e podem ser confundidos com raizes.

Roça – Sistema de cultivo utilizado por pequenos agricultores. Constitui-se em uma tradição milenar da maioria das populações indígenas, sendo assimilada pelas populações remanescentes dos processos de colonização (OLIVEIRA, 2002). Segundo Siminski e Fantini (2007), o sistema é baseado na derrubada e queima da vegetação, seguindo-se de um período de cultivo, e após o declínio da fertilidade do solo, um período de pousio para restauração da fertilidade.

Terreno de cultivo, normalmente unifamiliar, sendo os cultivares mais comuns a mandioca, o milho e o feijão. Normalmente é utilizado para a agricultura de subsistência, sendo que o pequeno excedente da produção é comercializado em feiras livres locais.

Rodízio – Deslocamento sazonal dos pescadores Movimento em busca dos cardumes, que caracteriza Rodijo. do litoral nordeste do Pará, que se integra às fases os pescadores que desenvolvem a pesca de redes, marcado pelo verão e inverno amazônicos. de vazão do rio Amazonas (FURTADO, 1987). Rostro de peixe-serra – O rostro alongado, rígido e munido de dentes laterais afiados do peixe-serra, Pristis spp., serve-lhe para cavocar o substrato à procura de pequenos crustáceos dos quais se alimenta. No litoral norte do Brasil ocorre a espécie P. perotteti , cuja presença já foi registrada até Santarém, subindo o rio Amazonas; atualmente, ela se encontra em estado crítico de ameaça de extinção (CHARVET-ALMEIDA et al., 2006). (Atenção: o nome popular desta espécie

O rostro do peixe-serra é frequentemente Catana. amputado e preservado à guisa de troféu ou amuleto. O nome da palavra é, com toda a probabilidade, derivado de katana, palavra japonesa que designa “espada”.


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no litoral paraense é espadarte, denominação normalmente dada em outras partes do Brasil e em Portugal a uma espécie completamente diferente, o teleósteo Xiphias gladius (Xiphiidae). Salcrete – Crosta superficial branca a cinza de areia* de praia, cimentada por halita e quantidades menores de outros sais marinhos, concentrados por evaporação de aerossol marinho* que se dirige costa adentro, após a quebra das ondas (YASSO, 1966). Segundo Suguio (1992), a espessura do salcrete seria função das características da brisa marinha, apresentandose mais espesso nas áreas do berma* e da antepraia* superior.

Crosta salina de coloração branca a cinza, Salítru. decorrente da precipitação de cristais de cloreto de sódio (NaCl) e outros sais marinhos em grãos de areia*, concentrados por evaporação do aerossol marinho sobre a vegetação halófita ou, ainda, sobre superfícies construídas em zona litorânea, onde pode vir a causar corrosão.

Salinidade do solo – Quantidade de sais solúveis em determinado solo. A medida convencional da salinidade do solo é a condutividade elétrica do extrato de saturação, ou seja, da fase líquida do solo (CURI et al., 1993). Segundo EMBRAPA (1999), o caráter salino corresponde à condutividade elétrica maior ou igual a 4 e menor que 7 dS/m (a 25 ºC). O caráter sálico corresponde à condutividade elétrica maior ou igual a 7 dS/m (a 25 ºC). Quanto mais sais, maior a condutividade elétrica.

Teor de sais solúveis (cloretos, sulfatos, Sem terminologia popular. bicarbonatos de sódio, cálcio ou magnésio) presentes no solo, seja por ascensão capilar da água do lençol freático rica em sais solúveis, e sua deposição pela evaporação ou por má drenagem do solo. Outras possibilidades são o intemperismo de minerais, os sais depositados por longos períodos e, em pequeno grau, as chuvas; estas últimas contribuem com sais, especialmente em regiões próximas ao oceano. A principal consequência do aumento da concentração total de sais no solo é a elevação do seu potencial osmótico, prejudicando as plantas em razão do decréscimo da disponibilidade de água.

Salinização – Processo de acumulação no solo de sais solúveis em água. Estes sais contêm os íons potássio (K+), magnésio (Mg 2+), cálcio (Ca2+), cloreto (Cl-), sulfato (SO42-), carbonato

Concentração progressiva de sais, provocada Sem terminologia popular. pela evapotranspiração intensa, principalmente em locais de climas tropicais áridos ou semiáridos, onde normalmente existe drenagem

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(CO32-), bicarbonato (HCO3-) e sódio (Na+). A salinização primária consiste na acumulação de sais por processos naturais, devido a um elevado teor de sais nos materiais de origem ou nas águas subterrâneas (EUROPEAN COMMISSION, 2009). Para Lannetta e Collonna (2008), a salinização é um processo que pode levar à desertificação, tendo como causa: a) a subida do nível freático até ou perto da superfície; b) excessivo uso de água para irrigação em regiões de clima seco e solo pesado; c) intrusão de água salgada (típico de áreas costeiras).

ineficiente. O aumento de sais solúveis no solo eleva o seu potencial osmótico, fazendo com que as plantas tenham dificuldade de absorção água e nutrientes, provocando a redução do seu crescimento, sua produtividade e, nos casos mais sérios, levando à morte generalizada das plantas.

Sambaqui – Sítio testemunho de bandos* coletores e pescadores do litoral. Apresentamse como uma pequena colina arredondada, constituída quase que exclusivamente por carapaças de moluscos marinhos, fluviais ou terrestres. Os sambaquis podem chegar a 30 m de altura. Sítio arqueológico cuja composição seja predominantemente de conchas. A origem da palavra é Tupi-guarani: Tambá = monte; qui = conchas (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Segundo Suguio (1992), alguns sambaquis foram encontrados a dezenas de quilômetros da linha de costa* atual, evidenciando, assim, fases de nível marinho pretérito acima do atual.

Tipo de sítio arqueológico com grande quantidade de carapaças de moluscos e restos de peixes, no qual sepultamentos humanos ficam bem preservados graças à presença da cal proveniente das conchas. No Brasil, os sambaquis estão distribuídos por toda a costa (sendo que em Santa Catarina estão os maiores sambaquis) e predominam em regiões litorâneas de recorte acentuado, como baías*, enseadas*, restingas, ilhas* próximas à costa ou estuários. Por serem fonte fácil e abundante de calcário utilizado na construção, muitos sambaquis foram destruídos para a edificação de povoações iniciadas pelos europeus.

Sedimentação – Deposição de material sob a forma sólida em condições físico-químicas normais na superfície terrestre. O material pode ser de origem inorgânica (decomposição de rochas pré-existentes) ou orgânica, por meio de processos biológicos (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1992), a sedimentação tem início quando a força transportadora é sobrepujada pelo peso

Consiste no processo de deposição de sedimentos Acumulação. (orgânicos e inorgânicos), que poderão ser mineralizados e sofrerem processos diagenéticos e dar origem a uma rocha sedimentar (ex: brechas, conglomerados*, arenitos*, siltitos, argilitos), ou quando edafizados se transformam em solos. A água e o vento são os principais agentes de transporte de sedimentos. Quando estes agentes

Mina; Cemitério de índio; Sernambi; Casqueiro; Concheiro.


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das partículas (sedimentos clásticos ou detríticos) perdem a capacidade de transporte, devido a uma ou quando a água torna-se supersaturada em diminuição da velocidade, ocorre a sedimentação. solutos (sedimentos químicos) ou após a atividade ou morte de organismos (sedimentos orgânicos ou bioquímicos). Sedimento eupelágico – Sedimento de águas mais profundas (fundo oceânico), formado por material fino (argila*) que precipita diretamente do corpo d’água (IBGE, 2004). Segundo DíazNaveas e Frutos (2010), esse tipo de sedimento ocorre geralmente na zona abismal e se caracteriza pela ausência de material terrígeno.

Sedimento (terrígeno ou biogênico) do fundo Sem terminologia popular. oceânico profundo (região abissal), que sofre decantação a partir da suspensão na superfície da coluna d’água.

Sedimentos hemipelágicos – Sedimentos constituídos pelo acúmulo de carapaças de animais marinhos, cujos detritos foram transportados e depositados a pouca distância da costa (IBGE, 2004). Segundo Dias-Navaes e Frutos (2010), o material biogênico corresponde a um percentual variando de 5 a 75% do volume total, e mais de 40% do material é limo.

Partículas finas associadas a restos de organismos Sem terminologia popular. planctônicos depositados em mar aberto e profundo, mas próximo à margem continental. Podem apresentar significativo teor de elementos terrígenos, vulcanogênicos e/ou neríticos, geralmente na fração silte. O componente biogênico dos sedimentos hemipelágicos é formado na superfície da água do mar, por plânctons e no fundo do mar por bentos (conjunto de seres vivos que habitam o fundo do mar), portanto, a diversidade na produção é bem grande.

Sedimento palimpsético – Sedimento relíquia que foi retrabalhado por processos físicos ou biológicos sob condições ambientais atuais (IBGE, 2004). Segundo Suguio (1992), corresponde ao sedimento existente na plataforma continental atual, quase sempre resultante da sedimentação fluvial e posterior retrabalhamento marinho, ou seja, estão presentes feições texturais representativas de ambos os ciclos de sedimentação.

Sedimento constituído por material holocênico Sem terminologia popular. atualmente sendo depositado na plataforma e material previamente ali depositado, ou seja, sedimento que exibe atributos petrográficos de um ambiente deposicional anterior, e outro atual.

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Sedimentos pelágicos – Sedimentos de águas profundas, classificados em duas categorias: eupelágicos e hemipelágicos (IBGE, 2004). Segundo Dias (2004), esses sedimentos localizam-se na parte central das bacias, em zonas onde a produtividade em organismos silicosos não é grande. Consequentemente, a quantidade de partículas que chegam ao fundo é muito pequena. As taxas de acumulação são extremamente reduzidas, da ordem de 1mm/milênio.

Sedimentos plataformais depositados a Sem terminologia popular. grandes profundidades, caracterizados por baixas taxas de sedimentação, o que os tornam sujeitos a processos de oxidação, dissolução e bioturbação* por organismos bentônicos*.

Seixo – Partícula de sedimento clástico não consolidado, com diâmetro variando na escala de Wentworth entre 2 mm e 64mm (IBGE, 2004). Segundo Guerra e Guerra (2006), corresponde a um fragmento de rocha transportado no leito fluvial* e que tende a possuir certo grau de arredondamento*, dependendo do tipo de rocha e da frequência e volume da água que flui pela calha fluvial.

Fragmento de mineral ou de rocha, maior que 2mm Pedra. (grânulo) e menor do que 64 mm (calhau) na escala de Wentworth. Podem ser arredondados ou subarredondados, quando há significativo desgaste pelo atrito ao ser rolado pela água do mar ou de rios caudalosos. Utilizada na construção civil, filtração de partículas sólidas ou como decoração e paisagismo de áreas externas (jardins).

Serrapilheira – Camada* composta por material vegetal senescente (folhas, caules, flores e frutos) que se deposita no solo (GOLLEY, 1978). a composição da serrapilheira é determinada qualitativa e quantitativamente por diversos fatores, tais como: a) fitofisionomia do bioma (vegetação madura dominante); b) macrofauna e mesofauna presentes; c) diversidade da microbiota decompositora; d) taxas em que ocorre a decomposição*; e) biogeoquímica do solo ou do sedimento aquático; f) pH; g) variáveis ambientais como clima* umidade, temperatura, precipitação pluviométrica, topografia e latitude (BARBOSA; FARIA, 2006).

Camada* de materia orgânica (folhas, caules, Liteira; ramos, frutos, flores, sementes, restos de animais, Manta; excretas e material fecal) em diferentes estágios Folhiço. de decomposição* depositada sobre o solo em ecossistemas* florestais e agroflorestais. Corresponde à camada* principal de fonte de nutrientes para ciclagem. Sua importância ecológica e ambiental reside em manter a integridade de sistemas florestais, pois atenua processos erosivos, fornece substâncias que agregam as partículas do solo. Além disso, funciona como isolante térmico e, ao mesmo tempo, age como uma barreira que evita a intensa lixiviação* pela ação das chuvas, retém considerável proporção de água, reduzindo a evaporação do


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solo. Essas funções permitem o desenvolvimento de um amplo espectro de nichos para a meso e microfauna, contribuindo assim para a ciclagem e nutrientes e, consequentemente, para o desenvolvimento das plantas. Silte – Conjunto de partículas sedimentares (grãos) cujas dimensões estão compreendidas entre 63µm (4F) e 4µm (-8F). É constituído por partículas monominerálicas (quartzo é preponderante). Os elementos bioclásticos são constituídos por endo e exoesqueletos variados. Há coesão entre as partículas, mesmo quando o sedimento está seco. O transporte é efetuado em suspensão. A porosidade é muito pequena e os fenômenos de capilaridade são intensos. Existe alguma plasticidade, bem como fenômenos de adsorção* (APRH, 2007). Segundo Guerra e Guerra (2006), o silte possui alta susceptibilidade à erosão*, sendo mais facilmente transportado do que as areias* e as argilas*.

Fração granulométrica situada entre as frações Areia fina. areia* muito fina e argila*, cujos diâmetros variam de 0,002mm a 0,002mm. O silte é facilmente transportado pela água e pode ser carregado a longas distâncias pelo ar como poeira. Do ponto de vista pedológico, o silte corresponde ao solo que apresenta baixa ou nenhuma plasticidade e que exibe baixa resistência quando seco o ar.

Sistema cognitivo do pescador artesanal – Conjunto de práticas desenvolvidas tradicionalmente, que garantem o resultado da atividade pesqueira (MALDONADO, 1993). Segundo Pavan (2011), cognição é o ato ou processo de conhecer ou o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, na percepção, na classificação e na compreensão para o julgamento através do raciocínio baseado no aprendizado. Assim, cognição, mais do que conhecer, é a capacidade ativa de construir conhecimento.

Conhecimentos sobre a natureza acumulados na Saber do pescador; vida cotidiana, passados de geração a geração, Arte do pescador. como sistemas de marés*, correntes e comportamento das espécies necessário para o bom resultado das pescarias. É a aquisição de conhecimento através da percepção.

Sistema de crista-calha – Morfologia da praia Sistema morfológico de praias planas, Sem terminologia popular. caracterizada pela existência de uma pequena influenciadas por ondas e macromarés*,

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elevação e de uma pequena depressão, dispostas longitudinalmente, e que ocorre na zona entre marés (APRH, 2007). Para Allaby e Allaby (1999), consiste em um sistema formado por uma série de cristas assimétricas paralela à linha de costa*, separadas por depressões superficiais (calhas) com dezenas a centenas de metros de largura, desesenvolvido na região de foreshore de praias mesotidais ou macrotidais.

caracterizado pela alternância de cristas e calhas na zona de estirâncio. O desenvolvimento destas formas é favorecido pela energia moderada de ondas e um suprimento de sedimento abundante. Sua gênese está associada à migração de barras* arenosas da zona subtidal para a zona intertidal, ates do estabelecimento definitivo das mesmas na face praial*.

Sítio arqueológico – Local onde se encontram restos de cultura passada (MENDONÇA DE SOUZA, 1997). Segundo Kaká Werá (JECUPÉ, 1998), antes da escrita, a história pode ser “lida”, isto é, revelada através do estudo dos sítios arqueológicos, locais onde se encontram vestígios de quaisquer atividades humanas. Podemos citar como exemplos: um local de moradia (antiga aldeia), com cabanas de palha ou madeira, ou uma gruta ou caverna, um monte artificial (tais como os tesos encontrados na ilha do Marajó ou os sambaquis do litoral), um cemitério, um depósito de lixo, uma roça, ou ainda um acampamento – lugar ocupado provisoriamente para realização de caçadas ou para pintar paredões ou, ainda, uma oficina para confecção de instrumentos líticos (de pedra) ou adornos – entre outros. O sítio arqueológico não apresenta limites bem definidos e facilmente perceptíveis. Ele é composto também dos caminhos, do local onde se buscava água, das áreas de coleta, dos locais sagrados etc. (DUNNELL, 2006).

Local onde são encontrados vestígios de ocupações humanas pretéritas, ou seja, é o local onde ficaram preservados testemunhos e evidências de atividades do passado histórico e/ ou pré-histórico. Alguns exemplos de tipos de sítios: a) sítios cerâmicos; b) sítios líticos ou oficinas líticas; c) sítios de arte rupestre* (gravuras ou pinturas); d) sambaquis; e) sítios históricos.

TERMINOLOGIA POPULAR

Antiga morada de índio; Local com muitos cacos de cerâmica; Local com terra preta.

Solo de mangue – Solo halomórfico*, de áreas Solo muito lamacento, rico em matéria orgânica Lama; alagadas, formado sob influência das marés* e em decomposição* e, portanto, pobre em Lodo.


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TERMINOLOGIA POPULAR

com vegetação característica, denominada mangue* (IBGE, 2004). Para Cintron e SchaefferNovelli (1983a), os solos de mangue* são formados por sedimentos autóctones ou alóctones*; esses ambientes em geral são de baixa energia com predomínio de acúmulo de frações finas (argilas* e limos). Com frequência, podem atingir vários metros de profundidade sendo pobremente consolidados e semifluídos e das flutuações do nível freático.

oxigênio, que é totalmente retirado pelos microorganismos que o utilizam para decompor a matéria orgânica, juntamente com o enxofre, liberando o gás sulfídrico durante o processo de decomposição* dos resíduos, formando assim compostos químicos que apresentam forte odor.

Solo halomórfico – Solo cuja qualificação genérica foi muito influenciada pelo excesso de sais, e cujo acúmulo é maior nas depressões (IBGE, 2004). Segundo Buckman e Brady (1969), caracterizam-se pela alta concentração de sais solúveis e/ou de sódio retido no complexo coloidal.

Solos com quantidades excessivas de sais (baixa Sem terminologia popular. fertilidade). Típicos de locais áridos ou semiáridos ou de ambientes litorâneos (ex. estuários, manguezais etc.). Tal tipo de solo favorece o aparecimento de vegetação também típica dos manguezais.

Solo hidromórfico – Solo formado sob condições de drenagem deficiente, em pântanos, brejos*, áreas de surgência ou planícies. Podem ser orgânicos ou minerais (CURI et al., 1993). Segundo Souza (2009), são solos que se desenvolvem sob a influencia de lençol freático alto e, portanto, estão a maior parte do tempo saturados com água. Em casos extremos de excesso de umidade há um grande acúmulo de restos de vegetais e formação de solos orgânicos. Em outras circunstâncias, o acumulo de matéria orgânica não é tão intenso e os solos são minerais, mas o encharcamento é suficiente para que o ferro seja em grande parte reduzido e removido do perfil que, em consequência, adquire cor acinzentada.

Solos aluviais e orgânicos que em condições Solo de brejo; naturais se encontram saturados por água, Solo de várzea. permanentemente ou em determinado período do ano, que determinam um relevo plano, pouca profundidade e favorecem os encharcamentos. Apresenta, comumente, cores acinzentadas, azuladas ou esverdeadas e/ou cores pretas resultantes do acúmulo de matéria orgânica. A fertilidade natural dos solos hidromórficos é bastante variada. São utilizados na agricultura* depois que o excesso de água é eliminado com canais de drenagem. Alguma vezes os solos minerais hidromórficos formam depósitos argilosos, conhecidos popularmente como tabatinga, usados como matéria-prima para indústrias de cerâmica.

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Sotavento – Lado da embarcação (ou de uma duna*) para o qual sopra o vento. Nas dunas*, corresponde ao lado jusante*, com ângulo de 25º a 30º (SUGUIO, 1992). Segundo Carter (1991), a medida que a duna* cresce, começa uma migração da mesma para sotavento, provocada pelos movimentos dos grãos de areia* empurrados pelo vento da face exposta, caindo depois para a face protegida. É por isso que elas têm ângulos diferentes, mais suave na face a barlavento*, mais inclinada a sotavento.

Lado contrário ao de onde vem o vento ou lado Sem terminologia popular. protegido do vento. Em termos náuticos, referese ao lado da embarcação de onde e para onde sopra o vento, respectivamente.

Talude continental – Porção da margem continental, com gradiente superior a 1:40, delimitada entre a porção externa da plataforma continental e a parte que recebe um rápido incremento na declividade, situada entre 1.373 e 3.050 m, onde se inicia o sopé continental (SUGUIO, 1992). Segundo Winge et al. (2001), é no talude continental que são geradas, com frequência, correntes de turbidez.

Porção do fundo marinho com declive muito Sem terminologia popular. pronunciado, que se localiza entre a plataforma continental e a margem continental (ou "sopé continental"), onde começam as planícies abissais. Do ponto de vista biológico, corresponde à zona batial. O relevo do talude continental não é regular, ocorrendo frequentemente cânions e vales submersos. Nessa área encontram-se restos de seres marinhos e argila* muito fina.

Talv egue – Linha que resulta da união de todos alvegue os pontos de maior profundidade de um canal de maré* ou leito fluvial* (SUGUIO, 1992). Segundo Guerra e Guerra (2006), resulta da interseção dos planos das vertentes, com dois sistemas de declives convergentes.

Linha variável ao longo do tempo, que se Sem terminologia popular. encontra no meio da parte mais profunda de um curso fluvial. Faz-se referência a talvegues quando se trata de fixar a linha de fronteira sobre um curso d’água. Outra aplicação é quando se deseja estabelecer a relação rio principalafluente*, sendo considerado drenagem principal o rio que obtiver o talvegue mais profundo.

Tapuru – Designa larvas* de dípteros em geral, desde as larvas* produtoras de bicheira (Caliphoridae), até as larvas* de Syrphidae e Stratiomyidae que se criam na manipueira ou na

Termo utilizado para designar vários tipos de Larvas. larvas* que se desenvolvem em frutos, sementes, caules e raízes de vegetais, ou em lama e matéria orgânica em decomposição*.


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casca fermentada da mandioca (LENKO; PAPAVERO, 1996). Terraço fluvial – Superfície sub-horizontal, muitas vezes escalonada em degraus, encontradas nas margens de rios. Segundo Winge et al. (2001), a formação de um terraço fluvial pode ter várias causas, tais como: soerguimento epirogenético da região; falhamento soerguendo localmente ou abatendo a jusante*; captura fluvial na bacia o poder erosivo do rio.

Antiga planície de inundação abandonada, Beira do rio. posicionada a uma determinada altura acima do curso fluvial atual. Trata-se, portanto, de um antigo nível de planície que não pode mais ser alcançado pelas águas do rio, nem mesmo em condição de grandes cheias. Normalmente esses terraços são erodidos, mas, em alguns casos, ficam preservados em patamares escalonados.

queológica (TP Terra Pr eta Ar (TPA) Preta Arqueológica A) – Solo escuro, fértil e antropogênico encontrado na região amazônica. A coloração das TPAs se deve principalmente ao material orgânico decomposto, em parte na forma de carvão, como resíduo de fogueiras domésticas e de queimadas para uso agrícola do solo. Por isso, o teor de C orgânico nas TPAs é elevado, bem como o de P, Ca, Mg, Zn e Mn resultante de cinzas, de resíduos de peixes, conchas, caça e dejetos humanos, além de resíduos de vegetais amplamente utilizados como as palmeiras (KÄMPF; KERN, 2005). Além da sua alta fertilidade química resultante da prolongada ocupação humana, as modificações nesses solos estão associadas com fragmentos de artefatos* cerâmicos e líticos, restos de fauna e flora, bem como por padrões distintos da vegetação (KERN 1996).

Tipo de solo de coloração preta, ou marrom Terra preta; muito escuro, rico em nutrientes e muito Terra boa para roça; propício para cultivo/roça. Designação popular Terra preta de índio. utilizada para indicar sítios arqueológicos. As áreas com Terra Preta Arqueológica (TPA) são encontradas sobre os mais diversos tipos de solos e normalmente se localizam em terra firme, próximas às margens de rios, em locais bem drenados. A TPA pode ser identificada por sua cor escura, resultado da concentração de substâncias orgânicas depositadas no solo que apresentam altos teores de cálcio, carbono, magnésio, manganês, fósforo e zinco, elementos que tornam a terra fértil.

Textura – Arranjo existente entre os diferentes minerais ou grãos constituintes de uma rocha e que confere uma determinada aparência a esta (CPRM, 2008). Segundo Menezes (2008), esta propriedade depende do tamanho, da forma, do

É o “aspecto” de uma rocha, solo ou sedimento, Sem terminologia popular. que permite identificá-los e distinguí-los. Em termos pedológicos, corresponde à proporção relativa das frações argila*, silte ou areia* no solo.

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arranjo e da distribuição dos componentes das rochas, solos e sedimentos. Tômbolo – Barreira ou esporão* arenoso* simples, duplo ou triplo, acima do nível de maré* alta ordinária, através do qual uma ilha* fica unida ao continente ou a outra ilha* (SUGUIO, 1992). Segundo APRH (2007), os tômbolos podem ser simples, isto é, constituídos por um único cordão sedimentar ou podem ser compostos (duplos, triplos etc.), quando possuem mais do que um cordão, cada um deles formado num período diferente. Neste caso, podem existir lagunas entre os cordões.

Feição morfológica litorânea no qual uma ilha* é Língua de areia; unida ao continente por uma estreita trilha de Croa. terra (barra* arenosa), resultante do acúmulo de sedimentos induzido pela difração e refração da onda nas extremidades de um obstáculo (natural ou artificial) inicialmente destacado, isto é, sem conexão com o continente, e que acaba por ficar ligado a esta pela acumulação aludida. Quando plenamente estabilizadas, podem transformaremse em restinga.

Transgr essão marinha – Fenômeno de avanço ransgressão progressivo do mar sobre as áreas continentais, levando a submersão em consequência da subida do nível do mar, da subsidência do continente ou pelo movimento vertical de ambos (SUGUIO, 1992). Para Soares e Martins (2011), o aumento da temperatura média global do planeta (períodos interglaciários) vai provocar quer a expansão térmica dos oceanos, quer a fusão das massas de gelo, o que originaria um maior volume de água. Esta situação pode levar a uma subida do nível médio das águas e, consequentemente, ao avanço do mar relativamente à linha de costa*, ultrapassando o território onde se encontrava anteriormente a faixa litoral.

Invasão de uma grande extensão de terra pelo Avanço do mar; mar, com a consequente deposição de sedimentos Força do mar. marinhos em discordância* com as rochas ou sedimentos mais antigos existentes na zona litorânea. Estudos climatológicos, geológicos e biogeográficos demonstram que desde a existência do planeta Terra ocorrem as transgressões e regressões marinhas. Durante um evento de transgressão marinha, o trabalho do mar sobre certos litorais pode produzir uma intensa erosão* por solapamento, inundações e destruição de estruturas rígidas construídas pelo homem (antrópicas) na linha de costa*.

Transpor orâneo – Movimento de sedimentos ransportte lit litorâneo na zona litorânea por ondas e correntes, incluindo tanto os movimentos paralelos (transporte por deriva litorânea*) como os perpendiculares (transporte por correntes de retorno) à linha de costa* (SUGUIO, 1992). Segundo Araújo e Alfredini

Consiste no caminhamento longitudinal dos Sem terminologia popular. sedimentos paralelamente à linha de costa*, ora em um sentido, ora em outro, e ocorre quando do ataque oblíquo das ondas, responsáveis pela criação de correntes hidráulicas longitudinais, que mobilizam e transportam (em suspensão e


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(2001) o conhecimento do transporte de sedimentos litorâneos é fundamental para o projeto de qualquer obra costeira que venha interferir na movimentação de sedimentos na área litorânea.

arraste de fundo) grande quantidade de sedimentos. O sentido do transporte de sedimentos litorâneos será função direta da incidência do trem de ondas, batimetria, alinhamento e exposição da costa.

Tratament o de água – Conjunto de ações ratamento destinado a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade adotado pela autoridade competente (IBGE, 2004).

Conjunto de procedimentos físicos e químicos Sem terminologia popular. que são aplicados na água doce, para que esta fique em condições adequadas para o consumo, ou seja, para que a água se torne potável. O processo de tratamento de água a livra de qualquer tipo de contaminação, evitando a transmissão de doenças.

Tr em de ondas – Conjunto de ondas que apresentam a mesma direção e o mesmo sentido de propagação (SUGUIO, 1992). Segundo Meireles e Violante-Carvalho (2007), conforme a profundidade decresce, a influência do fundo se torna importante, causando uma redução da velocidade de propagação do trem de ondas.

Grupos ou conjunto de ondas de tamanho Ondas; variado que se propagam de forma regular pela Maresia. mesma fonte. Quando a propagação de um trem de ondas é interrompida por uma superfície delimitadora do meio, o trem de ondas volta ao meio primitivo, mudando o seu sentido (reflexão). Quando o trem de ondas volta sobre a direção de incidência, acontece uma sobreposição de ondas, resultando em um sistema de ondas estacionárias.

Tubos biogênicos – Tubos de comprimento, diâmetro e formas variáveis construídos por organismos (vermes, moluscos e crustáceos), acompanhando ou atravessando planos de acamamento* de sedimentos (SUGUIO, 1992).

Tubos ou tocas construídos por organismos, cujas Caminho de bicho. paredes encontram-se endurecidas por algum tipo de secreção animal. Quando fossilizados, são conhecidos como fósseis-traços, sendo utilizados nas reconstruções de antigas comunidades biológicas, condições paleoambientais, paleoecológicas e paleobatimétricas.

Tur fa – Resíduo carbonoso, castanho-escuro ou Material de origem vegetal, parcialmente decom- Sem terminologia popular. urfa preto, produzido por decomposição* de plantas posto, encontrado em camadas horizontalizadas, em área pantanosa. Corresponde à primeira etapa geralmente em regiões pantanosas. Quando

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da incarbonização, levando através de fases sucessivas à formação do carvão ou hulha (SUGUIO, 1992). Para Toledo (2008), a turfa é considerada um mineral formado nos últimos dez mil anos, resultante do atrofiamento e da decomposição* incompleta de material lenhoso e de arbustos*, musgos e liquens em condições de umidade excessiva.

submetida a condições geológicas adequadas, transforma-se em carvão, através de emanações de metano e da preservação em ambiente anóxico. Em geral, os fragmentos de plantas vasculares das turfas conservam ainda a estrutura, possibilitando a identificação das plantas que lhe deram origem. Por ser um material de baixo custo e boa disponibilidade, a turfa vem sendo estudada para uso em biorremediação na agricultura*, como insumo para produção de condicionadores de solos, biofertilizantes, substratos de mudas ou aplicação in natura no solo.

Turbidez – É a medida da capacidade da água em dispersar a radiação. Os principais fatores responsáveis pela turbidez da água são as partículas em suspensão e os compostos dissolvidos (ESTEVES, 1988). Segundo Pádua (2001), a turbidez da água, pois aponta a quantidade de sólidos em suspensão, responsáveis por variações quantitativas e qualitativas da qualidade das águas, como penetração da luz, fotossíntese e produtividade. Até certo ponto a turbidez é desejável, na medida em que reduz a penetração de luz, impedindo a manifestação das macrófitas.

Medida da dificuldade de um feixe de luz Água turva. atravessar certa quantidade de água, conferindo, assim, uma aparência turva à mesma. As principais causas da turbidez da água são a presença de matérias sólidas em suspensão (silte, argila*, sílica, coloides), matéria orgânica e inorgânica finamente divididas, organismos microscópicos e algas*. Esses materiais se apresentam em tamanhos diferentes, variando desde partículas maiores (> 1), até as que permanecem em suspensão por muito tempo, como é o caso das partículas coloidais. A turbidez é encontrada em quase todas as águas de superfície, em valores elevados (até 2.000 mg/l de SiO2), mas está normalmente ausente nas águas subterrâneas. A turbidez, além de reduzir a penetração da luz solar na coluna d´água, prejudicando a fotossíntese das algas* e plantas aquáticas submersas, pode recobrir os ovos dos peixes e os invertebrados bênticos (que vivem no fundo). Os sedimentos em suspensão podem carrear nutrientes e pesticidas, obstruindo as guelras dos peixes, e até interferir na habilidade


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do peixe em se alimentar e se defender dos seus predadores. As partículas em suspensão localizadas próximo à superfície podem absorver calor adicional da luz solar, aumentando a temperatura da camada superficial da água. Esse parâmetro assume grande importância em limnologia e em oceanografia, por ser o principal fator na determinação da espessura da zona eufótica, e no estudo da qualidade das águas, em especial das águas para consumo humano. Turbulência – Em mecânica dos fluidos, designa- Referente ao movimento e dinâmica acentuada Reboliço; se por escoamento turbulento, fluxo turbulento das águas quando fazem redemoinhos, Marezia; ou simplesmente turbulência do escoamento de corredeiras, reboliços e barulhos. Banzeiro. um fluido em que as partículas se misturam de forma não linear, isto é, de forma caótica com turbulência e redemoinhos, em oposição ao fluxo laminar. No âmbito da hidráulica é definido como um fluxo no regime turbulento (ALMEIDA-DESOUZA et al., 2011). Umidade – Quantidade de vapor d’água contido na atmosfera*. Não abrange outras formas nas quais a água pode estar presente na atmosfera*, como na forma líquida e sólida (gelo). A unidade de medida é quilogramas por metro cúbico (kg/m³) (IBGE, 2004).

Quantidade de vapor d’água presente no ar Umidade; atmosférico. A alta umidade durante dias quentes Umidez. faz com que a sensação térmica aumente, ou seja, a pessoa tem a impressão que está fazendo mais calor, devido à redução da eficácia da transpiração da pele, o que causa uma redução no resfriamento corporal.

Unidade de conservação – Espaço territorial e seus componentes, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo poder público, com objetivos de preservação e/ou conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. Podem

Porção do território nacional, incluindo as águas APA. marinhas, que devido suas características naturais relevantes, é instituída pelo poder público municipal, estadual ou federal, como área sob regime especial de administração, garantindo-lhe a proteção de seus recursos naturais e serviços ambientais. Algumas

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ser de uso indireto, quando não envolvem consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais; e de uso direto, quando envolvem o uso comercial ou não dos recursos naturais (IBGE, 2004).

apresentam caráter mais restritivo, voltadas para pesquisa e proteção ambiental (Unidades de Proteção Integral), outras de caráter mais conservacionista, que conciliam habitação e uso produtivo e urbano do território (Unidades de Uso Sustentável).

Vale afogado – Baía* formada por submersão de um vale costeiro por subsidência do continente ou elevação do nível do mar. A sedimentação no interior do vale pode progredir rapidamente por efeito combinado da baixa energia e aporte de sedimentos terrígenos por um rio (SUGUIO, 1992).

Vale relativamente profundo, formado pela Baía. erosão* fluvial, na foz de um rio, no qual as águas do mar invadiram. Recebe sedimento tanto fluvial quanto marinho e que contém fácies influenciadas por processos de maré*, marinho e fluvial.

Varinhas-da-conquista – Varinhas decoradas feitas com traços artísticos marajoaras, desenhados na casca. As varinhas eram retiradas das plantas Capitiu ( Siparuna guianensis Aubl., família Monimiaceae) e Taquari (Mabea angustifolia Spruce ex Benth, família Euphorbiaceae). Eram guardadas como lembrança por conter registrado o ano, mensagens entre namorados ou simplesmente o nome de uma pessoa, e também eram vendidas como artesanato para os turistas (GORAYEB, 2008b).

São varinhas decoradas na casca, com desenhos Varinhas-do-amor; artísticos, nomes de pessoas, datas ou mensagens Va r i n h a s - d a - l e m b r a n ç a ; de amor, confeccionadas na ilha de Mosqueiro e Varinhas-bordadas. Soure (Pará), utilizadas pelas pessoas por um costume simbólico, característico nos meses de veraneio (julho). O charme era as moças e rapazes portarem as varinhas nos passeios vespertinos na praça da vila.

Vasa – Depósito pelágico de granulação fina, contendo normalmente mais de 30% de material de origem orgânica (SUGUIO, 1992). Segundo Neves (2004), a vasa de foraminíferos é formada por sedimentos arenosos* ou siltosos compostos por conchas de foraminíferos. Outras vasas carbonatadas são compostas das carapaças de diferentes organismos, chamados cocolitoforídeos, que são algas* unicelulares. As vasas de foraminíferos e outras vasas carbonatadas são

Depósito de sedimento fino do fundo do mar Lama. (grandes profundidades), constituído principalmente por restos orgânicos (carapaças microscópicas de foraminíferos, radiolários e algas silicosas) e formado à distância significativa do litoral.


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abundantes a profundidades inferiores a 4000 metros, sendo raras abaixo desta profundidade.

Vegetal – Membro do reino Plantae. Multicelulares, garantem sua nutrição por fotossíntese (PURVES et al., 2002). É um dos principais grupos em que se divide a vida na Terra (com cerca de 350.000 espécies conhecidas, incluindo uma grande variedade de ervas, árvores, arbustos*, plantas microscópicas etc.). São, em geral, organismos autotróficos cujas células incluem uma ou mais organelas especializadas na produção de material orgânico a partir de material inorgânico e da energia solar, os cloroplastos (MARGULIS, 1974).

É um dos principais grupos em que se divide a Planta. vida na Terra, abrangendo todo organismo que possui clorofila em sua composição, ou seja, tem a capacidade de fazer fotossíntese, em presença de luz adequada. O termo vegetal pode também ser usado para designar o reino plantae.

Vent os alísios – Ventos constantes que sopram entos das regiões subtropicais de alta pressão em direção às regiões equatoriais. As direções predominantes são de nordeste no hemisfério norte e sudeste no hemisfério sul (IBGE, 2004). Resultam da ascensão de massas de ar que convergem de zonas de alta pressão (anticiclônicas), nos trópicos, para zonas de baixa pressão (ciclônicas) no equador, formando um ciclo.

Ventos que ocorrem durante todo o ano nas Vento leste; regiões tropicais. Devido a um efeito ocasionado Vento de proa. pelo movimento de rotação da Terra, o efeito de Coriolis, os ventos nas faixas intertropicais sopram no sentido leste-oeste no hemisfério sul, e no sentido oeste-leste no hemisfério norte. São ventos úmidos, provocando chuvas nos locais onde convergem. A região de encontro dos alísios* vindos dos dois hemisférios é chamada Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

Vocalização – Manifestação sonora produzida por animais determinada geneticamente, rigorosamente definida para seu reconhecimento específico (VIELLIARD, 1987).

Sons utilizados pelos animais para a comunicação, por exemplo, cantos*, pios, gritos, chamados, que podem ser utilizados durante a corte. São considerados como importantes caracteres utilizados em estudos taxonômicos.

Canto; Pio; Piado; Grito.

Uso da terra – O total de arranjos, atividades e Forma pela qual o espaço geográfico está sendo Uso da terra. insumos realizados em um determinado tipo de ocupado e utilizado pelo homem. Atividades cobertura do solo (um conjunto de ações desenvolvidas pelo homem em um determinado

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humanas) (PRIMAVESI, 2006). Para De Bie et al., (1996), corresponde às atividades conduzidas pelo homem, relacionadas a uma extensão de terra ou a um ecossistema*, com a intenção de obter produtos e benefícios, através do uso dos recursos da terra. O uso da terra está, portanto, relacionado à função socioeconômica (agricultura*, habitação, proteção ambiental) da superfície básica (HEYMANN, 1994).

setor do território, com fins agrícolas, habitacionais, industriais, recreativos e de lazer. Essas atividades modificam direta e/ou indiretamente o meio biofísico, representando o ponto de interseção entre os processos físico e o comportamento humano. Geralmente, onde não há adequado planejamento da ocupação e uso da terra ou sua execução não segue o planejado, ocorre degradação exacerbada de seus recursos naturais e serviços ambientais.

Zangaria – Modalidade de pesca que ocorre sempre na maré de quarto – na lua minguante. Nesse período a maré está mais lenta para secar, as águas ficam com menos movimento, o que se faz necessário, visto que a zangaria fica posicionada no meio do curso d’água e em virtude de sua extensão. A zangaria é colocada com a maré seca, margeando o curso d’água, no sentido de meia lua; suas extremidades ficam localizadas na “croa”e sua extensão alcança o meio do curso d’água ou, como dito, no local a “meia maré”. Sua posição deve obedecer ao sentido da vazante para que a abertura em forma de meia lua possa aprisionar o pescado – na faixa de 700 braças, cada braça corresponde a 1,5m – pode ser arrancada pela força das águas (NERY, 1995; ROSA, 2007).

Rede de emalhe de no máximo 2 cm de malha, Zangaria. usada em cercos na desembocadura de pequenos canais de maré, armada na maré de quarto minguante, propícia para o uso desse tipo de pesca, em virtude da extensão da rede, que se usada durante as outras marés, pode ser arrancada pela força das águas. É uma modalidade de pesca considerada como de alto impacto nos estoques pesqueiros, tanto que é proibida pelo IBAMA e censurada pela população pesqueira.

Zarcão – Denominação comercial do óxido de chumbo vermelho, com teor mínimo de 97% de Pb 3O 4. Classificado como substância tóxica (venenosa), é muito usado, especialmente a bordo de embarcações, para a primeira demão da pintura nas peças de ferro ou de aço, para evitar a ferrugem (SOUZA, 2009).

Emulsão em óleo normalmente aplicada em Zarcão. superfícies de ferro, como proteção contra a ferrugem em embarcações com casco de ferro. Muito tóxico para os organismos aquáticos. Pode provocar, a longo prazo, efeitos muito negativos no meio ambiente aquático.


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Zero hidrográfico – Nível de referência utilizado na medição das sondagens batimétricas e das alturas da maré*, situado perto do nível atingido pelas mais baixas baixamares* (GASPAR, 2004).

Altitude* de referência a partir da qual são Sem terminologia popular. medidas as profundidades e alturas das marés*. Varia de local para local, sendo normalmente definida pelo nível da mais baixa das baixa-mares* registradas em um determinado período de observação marégráfica.

Zona afótica – Parte do corpo d’água situada abaixo da zona fótica, na qual a escuridão é permanente e não permite produção primária (IBGE, 2004).

Camada profunda dos ecossistemas* aquáticos, Sem terminologia popular. onde já não se faz sentir a ação direta da luz solar, ou seja, impedindo o crescimento de seres fotossintetizantes e, por essa razão, os seres que nela habitam alimentam-se pela predação.

Zona costeira – Espaço geográfico de interação do ar, do mar e da terra, incluindo seus recursos ambientais, abrangendo uma faixa marítima que se estende mar afora, até 12 milhas marítimas (22,2 km) das Linhas de Base estabelecidas de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, compreendendo a totalidade do Mar Territorial e uma faixa terrestre, formada pelos municípios que sofrem influência direta dos fenômenos ocorrentes na Costa (BRASIL, 1988). Segundo Holligan e Bois (1993), corresponde à área abrangida desde as planícies costeiras até as bordas externas das plataformas continentais, correspondendo a região que tem sido alternadamente inundada e exposta durante as flutuações do nível do mar do final do período Quaternário.

Área de abrangência dos efeitos naturais Litoral; resultantes das interações terra-mar-ar. Costa. Constitui-se em importante zona de produção de alimentos através da agropecuária, pesca e aquicultura. É objeto de desenvolvimento industrial, de transporte e de turismo; fonte significativa de recursos minerais, incluindo petróleo e gás natural. É abundante reservatório de biodiversidade*. Abriga um mosaico de grande diversidade de paisagens como dunas*, ilhas*, recifes, costões rochosos, baías*, estuários*, praias, restingas, manguezais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas e geológicas.

Zonação biótica – Disposição de grupos de organismos em faixas contendo espécies caracterizadas por tolerâncias e requisitos ecológicos semelhantes, distribuídos perpendicularmente aos gradientes ambientais (SUGUIO, 1992).

Corresponde às regiões, setores ou zonas Sem terminologia popular. estabelecidos a partir das habilidades adaptativas dos organismos relacionadas aos fatores abióticos* e bióticos* (em diversos níveis de interações biológicas).

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Zona de amortecimento – Entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade (BRASIL, 2000).

Espaço geográfico no entorno de unidades de Sem terminologia popular. conservação, com restrições específicas, que se destinam a conter os efeitos externos que possam influenciar negativamente na conservação das mesmas. O termo zona de amortecimento passou a ser amplamente utilizado após a criação do programa MAB (Man and Biosphere) da UNESCO, nos anos 1970, onde foi adotado o conceito de Reserva da Biosfera, o qual estabelecia uma região com a referida denominação. As zonas de amortecimento se inserem no Sistema Nacional de Unidades de Conservação, com o objetivo de contribuir para a manutenção da estabilidade e equilíbrio dos ecossistemas*, garantindo a integridade da área protegida*, minimizando consequências do efeito borda, estabelecendo uma gradatividade na separação entre os ambientes da área protegida* e de sua região de entorno. São frequentemente aplicadas para simultaneamente minimizar o impacto humano na unidade protegida e como região para a transferência das necessidades socioeconômicas das populações tradicionais afetadas pela criação da unidade de conservação. Todas as categorias de unidades de conservação, exceto área de proteção ambiental* (APA) e reserva particular do patrimônio natural (RPPN), devem possuir zona de amortecimento.

Zona de arrebentação (zona de surf) – Porção do perfil de praia caracterizada pelo empinamento e quebra das ondas incidentes, que produzem um fluxo de alta turbulência (HOEFEL, 1998). Segundo Candisani (2007), em praias de baixa declividade, as ondas espraiam-se ao longo da zona de surfe, percurso durante o qual a energia transferida é

Zona do perfil praial situada entre o limite externo Praia; de arrebentação* e o limite de espraiamento de Pancada; ondas. É a parte da praia onde as ondas Área da pancada. arrebentam ou quebram. Se houver bancos de areia afastados da praia, podem ocorrer outras zonas de arrebentação* sobre estes. Algumas zonas de arrebentação* de praias arenosas do


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utilizada para a geração de correntes. Em praias de alta declividade, a zona de surfe é caracterizada por movimentos de período igual ao dobro do período da onda incidente.

mundo apresentam manchas, persistentes e visíveis, de coloração marrom escura, causada pelo acúmulo localizado de células de diatomáceas*, entendidas como um fenômeno natural e não floração causada por poluição da água ou qualquer outra causa antropogênica. Os pescadores sabem que determinadas espécies de peixes são atraídas para estas manchas, principalmente a tainha (Mugil sp).

Zona de espraiamento – Setor da praia delimitado entre a máxima e a mínima excursão das ondas sobre a face praia (HOEFEL, 1998). Segundo Suguio (1992), corresponde à zona do perfil praial onde ocorre o espalhamento da água do mar, após a arrebentação* das ondas, seguindo declive acima sobre a superfície praial.

Região da praia delimitada entre a máxima e a Praia. mínima excursão das ondas sobre a face praial*. Nesta zona, durante o avanço das águas do espraiamento e retorno gravitacional, os sedimentos praiais movem-se obliquamente à linha de costa* e paralelamente à crista das ondas, fazendo com que o movimento de deriva das areias* na praia siga um padrão em ziguezague. Os processos do espraiamento, principalmente sua máxima excursão vertical, têm importância fundamental para a engenharia costeira, por representarem as condições de contorno do ambiente praial.

Zona de pesca – Área piscosa, periodicamente Local de abundância* de peixes, definido e usado Pesqueiro. utilizada com padrões de usufruto definidos de tradicionalmente pelos pescadores artesanais. forma consuetudinária pelos pescadores artesanais (FURTADO, 1987). Zona disfótica – Zona marinha com fraca iluminação e, portanto, inadequada para a fotossíntese; situada abaixo da zona eufótica, isto é, entre 80 e 200 metros de profundidade (SUGUIO, 1992).

Zona marinha fracamente iluminada, onde a Sem terminologia popular. intensidade luminosa, apesar de perceptível ao olho humano, encontra-se abaixo do ponto de compensação fotossintético. Por essa razão ocorrem ali poucos seres fotossintetizantes e verifica-se notável redução da biomassa* planctônica. Abriga seres necróvoros e carnívoros*.

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Zona eufótica – Camada superficial da água, cuja espessura varia com o coeficiente de extinção de luz, em geral, com menos de 60 a 80m, que apresenta boas condições de iluminação solar para fotossíntese (SUGUIO, 1992).

Parte de um corpo d’água (oceano ou lago*) que Sem terminologia popular. recebe luz solar suficiente para que ocorra a fotossíntese. Sua espessura é fortemente afetada pelas variações que possam ocorrer na turbidez da água, ou seja, pela atenuação da luz ao longo da coluna de água. É a única zona da coluna de água em que existe produtividade primária (algas* e muitos animais que se alimentam delas), com exceção daquela associada a exalações hidrotermais, em zonas abissais e ao longo de cristas meso-oceânicas.

Zonação fitológica – Distribuição preferencial de vegetais em faixas de limites mais ou menos definidos, de acordo com a história da evolução geológica, como a verificada, por exemplo, em alguns manguezais brasileiros (DIAS BRITO; ZANINETTI, 1979).

Distribuição de espécies em zonas definidas de Sem terminologia popular. acordo com características/parâmetros físicos. Em manguezais da costa paraense esse zoneamento pode ser constatado, onde a Spartina ocorre como espécie colonizadora dos bancos de lama, seguida de uma estreita faixa dominada por Laguncularia racemosa delimitando o manguezal mais desenvolvido, composto pelas espécies Rhizophora mangle e Avicennia germinans.

Zona intermaré – Zona compreendida entre os níveis de preamar e baixa-mar* de sizígia, que pode ser constituída de cascalho*, areia* ou lama (SUGUIO, 1992).

Porção da planície de maré pouco inclinada, e Praia. que se apresenta totalmente exposta na baixamar* e quase inteiramente coberta na preamar. Na zona intermaré vivem alguns moluscos, crustáceos e vermes.

Zoocoria – Modalidade de dispersão* na qual os diásporos são levados para longe da plantamãe por animais (ART, 1998). Segundo Haven et al. (2001), é a forma de dispersão* de sementes ou propágulos em que os agentes dispersores são os animais, que atuam de forma crucial na manutenção e restauração dos ambientes naturais.

Nas florestas tropicais, a maioria das espécies de Carregar fruto. plantas é dispersa pelos animais. De acordo com o agente dispersor, podem ser classificadas em: mirmecoria (formigas), ictiocoria (peixes), ornitocoria (aves), mamalocoria (mamíferos) e, em especial, pelos morcegos (quiropterocoria).


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Zooplâncton – Grupo de diferentes animais que vivem flutuando em águas abertas ou associados às plantas aquáticas nas margens de lagos* e rios. Ao microscópio, podem ser vistos protozoários, pequenos crustáceos, rotíferos e larvas* de insetos e, com menor frequência, vermes, cnidários e larvas* de moluscos. Compõe um importante elo na cadeia alimentar aquática, sendo alimento para animais maiores, como os peixes e, por outro lado, consumindo algas* e bactérias (FONSECA et al., 2005). Compreende organismos de tamanhos que variam de 40 mm a 2,5 cm ou até mais, agrupados em Rotifera, Cladocera e Copepoda, podendo fazer parte, ocasionalmente, outros grupos (dependendo do sistema considerado), como Protozoa, Diptera (Chaoborus), Molusca (Physiocypria) e Turbelaria (TUNDISI, 2002).

Colônia de micro-organismos animais que habitam Sem terminologia popular. a coluna d´água, que em decorrência de seu tamanho microscópico e baixíssima capacidade de locomoção, tornam-se incapazes de sobrepujar o transporte pelas correntes. São considerados como o segundo elo da cadeia alimentar dos ecossistemas* aquáticos, alimentando-se do fitoplâncton e do bacterioplâncton. Servem de alimentação a organismos maiores. A partir daí, representam uma fonte alimentar essencial no cultivo e produção de alimentos para o homem, incluindo desde peixes a crustáceos. São utilizados como indicador da qualidade da água, uma vez que respondem rapidamente às modificações do ambiente.

Xerófita – Planta adaptada a habitat* árido (RAVEN et al., 2007). São plantas que toleram condições edáficas restritas de água, além de tolerar a salinidade. O porte predominante é o arbustivo e herbáceo, geralmente com ramificações tortuosas (MAZZER; POLETTE, 2008).

Espécie vegetal adaptada a viver em ambientes Sem terminologia popular. de clima seco, com seus diversos mecanismos de adaptação*, como: a) caules ou raízes, que armazenam água; b) folhas pequenas com cobertura de cera ou reduzidas a espinhos para diminuir a evaporação; c) raízes que se aprofundam bastante no solo para buscar lençóis subterrâneos de água. A vegetação xerófita associada a arenitos* com concreções de ferro podem ser indicadoras de condições paleoclimáticas áridas ou semiáridas.

Xeromorfo – Característica da planta com Planta que apresenta morfologia adaptada ao Plantas de dunas. adaptações estruturais ou funcionais que reduzido consumo de água, mesmo que ocorra impedem ou reduzem a perda de água por em ambiente de bom suprimento hídrico. evaporação, não necessariamente confinadas a habitats* secos (ACIESP, 1997).

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Xilófago – Denominação geral utilizada para indicar animais – alguns insetos, moluscos e crustáceos – que se alimentam das madeiras e materiais celulósicos em que vivem (IBGE, 1994).

Animais que se alimentam de madeira. O intestino Bicho da madeira. desses seres abriga simbiontes (bactérias, protistas) que digerem a madeira. Turus e cupins são exemplos de animais xilófagos.


Espécies, gêneros e famílias de seres vivos relativos a termos populares da zona costeira amazônica

Foto: Hely Pamplona


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Acetes sp. – Camarões bastante pequenos encontrados em águas de baixa salinidade e doce. São pertencentes à família Sergestidae e apresentam um rostro agudo, porém menor do que o pedúnculo ocular, com um ou mais dentes na altura ou logo após a região orbital. São usualmente translúcidos quando vivos e com hábito de vida pelágico (D’INCAO, 1995; MELO, 2003).

Os camarões deste gênero são utilizados Aviú; amplamente na culinária paraense, em uma Avium. grande diversidade de pratos. Usualmente são encontrados para compra já secos, mas podem ser utilizados na forma fresca ou congelados. A espécie A. americanus Ortmann, 1893 é tida como a mais capturada, porém, é provável que outras também o sejam.

Acrostichum aureum L. – Espécie da família Pteridaceae (PRADO, 2012). Plantas terrestres em áreas alagadas, anfíbias. Caule com grandes escamas castanho-escuras, ovoides. Frondes até ca. 2 metros de comprimento, eretas ou arqueadas; pecíolo glabro, frequentemente com curtos espinhos (pinas abortivas) na porção distal; lâmina subcoriácea a coriácea; pinas de 8-15 pares, não imbricadas, somente os cinco pares de pinas apicais e terminal férteis; Soros acrosticoides, em todas ou somente nas pinas distais; esporângios abaxiais, cobrindo densamente a superfície laminar (MACIEL; PIETROBOM, 2010).

Macrófita aquática* ocorrente em áreas Samambaia-do-mangue; indundáveis, principalmente, as de águas salinas Samambaia-açu. e salobras como as dos manguezais do Pará e das Guianas. Samambaia com folhas longas que partem da base da planta, formando tufos circulares. Na Guiana francesa é considerada indicadora de áreas em processo de dessalinização.

Aedes – Gênero de mosquitos da família Culicidae, Os insetos da família Culicidae*, conhecidos Mosquito; ordem Diptera, classe Insecta (FORATTINI, 1996, popularmente como mosquitos, carapanãs e Carapanã; 2002). pernilongos, sem fazer distinção dos gêneros Pernilongo. (como Aedes, Anopheles, Culex e outros). Allamanda cathartica L. – Espécies da família Apocynaceae. (KOCH; RAPINI, 2011). Trepadeira lactescente, semilenhosa, muito vigorosa e bastante variável, com folhas verticiladas brilhantes e florescimento exuberante. Inflorescência com flores amarelas, infundibiliforme, formadas durante o ano todo (LORENZI; SOUZA, 2008).

Arbusto* escandente de folhas verticiladas, flores Alamanda-amarela; amarelas, látex branco abundante e fruto cápsula Dedal-amarelo. espinhosa. Usado como ornamental em jardins tropicais e como medicinal pelas populações indíginas.

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Alouatta belzebul (Linnaeus, 1766) – Mamífero da ordem Primates, família Atelidae. Comprimento corporal de 45-65 cm, cauda de 50-70 cm, peso de 4,5-8,5 kg. Possui pelagem curta e áspera, muito desenvolvida sob o focinho, na forma de densa barba. Sua coloração é comumente toda negra, sendo apenas as extremidades ruivas, mas também se observam indivíduos ruivos ou apresentações intermediárias entre o negro e o ruivo. Distribuise em duas regiões separadas (disjuntas): (i) na Amazônia, ao sul do rio Amazonas e leste dos rios Iriri e Xingu, assim como no sudeste do Amapá; (ii) na Mata Atlântica, em uma faixa costeira da região Nordeste (SILVA-JÚNIOR et al., 2008). Pode ser visto em matas contíguas à zona costeira do Pará e de parte do Amapá e do Maranhão (AGUIAR et al., 2008; SILVAJÚNIOR et al., 2010). Embora essencialmente de floresta, é residente potencial e parcial de manguezais (FERNANDES; AGUIAR, 1993).

Este símio é conhecido por seu uivo poderoso, de tonalidade soturna, que atravessa as matas, geralmente ao amanhecer ou no crepúsculo. Desloca-se facilmente nas copas arbóreas graças à cauda ágil e preênsil, usada como se fosse uma “quinta mão”. Alimenta-se de folhas, brotos, flores e outras partes vegetais. Endêmico do Brasil, está sob ameaça de extinção, classificado na categoria “Vulnerável” na Lista Vermelha da IUCN (2012).

Guariba-preto; Guariba-de-mãos-ruivas; Guariba-de-mãos-vermelhas; Bugio-preto; Barbado; Guariba.

Alpheus sp. – São camarões carídeos. Este gênero É conhecido como camarão-pistola, devido à está entre os mais abundantes e diversos de característica de produzir um forte estalo com o camarões e podem ser encontrados numa grande quelípodo. variedade de habitats* em águas tropicais de todo o mundo. Há em torno de 250 espécies descritas. Possuem o primeiro par de pereiópodos bastante distinto, com quelas assimétricas em forma e tamanho (KIM; ABELE, 1988). No Brasil são registradas atualmente 29 espécies (ALMEIDA; ANKER, 2011).

Camarão-pistola; Tamuari; Tamuaru; Tamaru.

Amazona amazonica (Linnaeus, 1766) – Espécie O papagaio-do-mangue vive nas matas do litoral Papagaio-do-mangue; da ordem Psittaciformes, família Psittacidae atlântico, atingindo os manguezais. Nidifica em Curica. (CBRO, 2011). Possui comprimento em torno de cavidades, aproveitando principalmente ocos de


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34 cm e peso variando entre 298-469g. Em sua plumagem predomina o verde; com faixa supraocular azul; face e fronte amarelas; alaranjado no espelho alar e áreas da cauda, bem visível em voo. Ocorre na Colômbia, Venezuela, Guianas e em todas as regões do Brasil. Encontrado em quase todos os tipos de florestas densas, permanecendo comumente em suas bordas, bem como em áreas abertas adjacentes, em fazendas, clareiras e plantações. Alimenta-se de frutos, especialmente dos coquinhos de palmeiras diversas (SICK, 2001; SIGRIST, 2009).

árvores. Procura os manguezais, buritizais e emaranhados densos de vegetação para o pernoite, congregando-se em grandes bandos,* quando fazem bastante barulho. Como muitas espécies de papagaios, são também ameaçados pela caça e comercialização ilegal. Os habitantes das comunidades costeiras costumam criá-los como animais de estimação xerimbabo (aquele que atua como vigia e protetor de males em geral).

Amblyomma cajennense (Fabricius, 1787) – Espécie de carraparo da família Oxodidae, ordem Acarina, Classe Aracnida. Parasitam diferentes espécies de hospedeiros, incluindo o homem. Além de causar incômodos, podem transmitir doença séria como a febre maculosa, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012).

Os indivíduos adultos são conhecidos como carrapato-estrela. Os imaturos, conhecidos como mucuins, micuins ou vermelhinho. São muito pequenos, vermelhos e infestam as pessoas principalmente na região inguinal e nas dobras do corpo, causando muita coceira.

Anableps anableps (Linnaeus, 1758) – Ordem Cyprinodontiformes, família Anablepidae. O gênero Anableps inclui três espécies, uma na costa do Pacífico, do sudeste do México à Guatemala e duas no Atlântico ocidental, da Venezuela ao nordeste do Pará (A. anableps e A. microlepis) (NASCIMENTO; ASSUNÇÃO, 2008). Anableps anableps não tem importância para o consumo humano, sendo explorado na pesca ornamental. É um peixe de pequeno porte, em torno de 30cm de comprimento, tem o corpo cilíndrico, cinza- esverdeada no dorso e mais claro no restante do corpo. Entre outros caracteres, A. anableps tem as escamas grandes,

Esta espécie não tem importância na dieta Tralhoto; humana das comunidades costeiras, que Quatro-olhos. consideram a carne amarga. Nesses peixes podese facilmente distinguir os machos das fêmeas pela presença do gonopódio dos machos, uma estrutura carnosa e alongada, formada nos primeiros raios da nadadeira anal, que no processo reprodutivo é introduzido na fêmea para fecundar os óvulos. Durante a gestação, há a transferência de nutrientes do corpo da mãe para o embrião. O tralhoto forma pequenos cardumes que frequentam os córregos de maré e os baixios, porém, nas áreas mais salobras se agrega aos cardumes de A. microlepis.

Carrapato-estrela; Mucuim; Micuim; Vermelhinho.

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TERMINOLOGIA POPULAR

em torno de 64 na região lateral; os olhos se destacam no topo da cabeça e são divididos horizontalmente por uma membrana, que permite a visão encima e embaixo d’água (SCHWASSMANN; KRUGER,1965). A. anableps é pelágico, forma cardumes de ao menos 50 indivíduos, que transitam nos baixios dos ambientes salobro e doce do estuário* amazônico. Apresenta dimorfismo sexual, os machos possuem um órgão copulador e são menores que as fêmeas. O tralhoto se reproduz o ano todo, e tanto a fecundação quanto o desenvolvimento do embrião são internos (NASCIMENTO; ASSUNÇÃO, 2008). Na costa do Pará, a espécie se alimenta de macroalgas e de pequenos caranguejos da família Grapsidae (BRENNER; KRUMME, 2007).

Anableps micr olepis Müller e Troschel, 1844 – microlepis Ordem Cyprinodontiformes, família Anablepidae. A. microlepis se distribui da Venezuela ao Maranhão (NASCIMENTO; ASSUNÇÃO, 2008); tem pouca importância econômica, sendo explorado em pequena escala na pesca ornamental. É um peixe de pequeno porte, em torno de 35cm de comprimento e 400g de peso. Tem o corpo alongado, cinza-esverdeado no dorso e esbranquiçado no ventre, com listras longitudinais escuras, bem definidas em cada lado do corpo. As escamas são pequenas e numerosas, mais que 75 nas laterais. Os olhos no topo da cabeça são divididos e adaptados para a visão aérea e aquática (SCHWASSMANN; KRUGER,1965). A. microlepis é pelágico, gregário explora ambientes mais salobros do estuário* do que A. anableps (NASCIMENTO; ASSUNÇÃO, 2008); se reproduz do mesmo modo que A. anableps e se alimenta de insetos, crustáceos e outros.

É conhecido como tralhoto por causa da Tralhoto; particularidade dos olhos grandes, esbugalhados Quatro-olhos. e divididos horizontalmente, cuja metade superior é fortemente convexa e se projeta acima da linha d’água, o que permite a visão aérea. A outra metade inferior é plana e adaptada à visão aquática. Essa espécie é mais bem adaptada aos ambientes com altos teores salinos do que A. anableps. Semelhante aos outros membros do grupo, a fecundação dos ovos e o desenvolvimento dos filhotes de A. microlepis ocorrem dentro do organismo da mãe, de onde são transferidos os nutrientes para os embriões.


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O TIVO INTERATIV TIV INTERA

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Anacardium occidentale L. – Espécie da família Anacardiaceae (SILVA-LUZ; PIRANI JR., 2012). Arbusto* ou pequena árvore de 3-8 m de altura, com os ramos tortuosos, irregularmente orientados, ocupando extensa área. As folhas são alternas, simples, coriáceas, em geral obovadas. A inflorescência é uma panícula pouco ramificada; flores perfeitas e estaminadas na mesma inflorescência. O fruto (castanha) é um aquênio reniforme, de 3-5 cm, com mesocarpo resinoso, preso a um pedúnculo espessado e carnoso (pseudofruto, a parte coméstivel), de cor amarela ou vermelha e tamanho variado (CAVALCANTE, 2010).

Árvore de copa grande, com ramificações Cajueiro. geralmente soterradas, que emergem do substrato arenoso*, à grande distância do tronco, dando a impressão de ser outro indivíduo. Na restinga*, suas raízes atingem o lençol freático a mais de 4 m de profundidade, mantendo o suprimento hídrico da planta. Do fruto (castanha de caju) são comestíveis apenas os cotilédones* e de sua casca (mesocarpo) é obtido um óleo resinoso, utilizado na fabricação de vernizes e biodiesel. O pseudofruto (pedúnculo desenvolvido) é consumido in natura, como suco e doce.

Anaplasma mar ginale (Theiler, 1910) – Família marginale Anaplasmataceae, ordem Rickettsiales, classe Bacteria. A anaplasmose ocorre em áreas de clima tropical, subtropical e temperado (EMBRAPA GADO DE CORTE, 2012).

É um dos agentes etiológicos da tristeza Tristeza-bovina. parasitária bovina, juntamente com dois hemoprotozoários, Babesia bovis e Babesia bigemina.

Anomalocardia brasiliana (Gmelin, 1791) – Classe Bivalvia, família Veneridae. Possui valvas trigonais e amareladas, podendo ocorrer tons de púrpura a castanho (RIOS, 2009). O exterior da concha possui raios radiais e na região posterior é carenada com manchas irregulares marrons, além de um tom escuro. Possui lúnula e umbos grandes e um ligamento de concha externo. As margens internas da concha são crenuladas (AMARAL et al., 2005; FARIAS, ROCHA-BARREIRA, 2007; RIOS, 2009). Tem ampla distribuição desde o Caribe, Suriname, Brasil até o Uruguai (RIOS, 2009). Para esta espécie tem-se o registro de uma pequena pérola negra encontrada em um exemplar no litoral de São Paulo (AMARAL et al., 2005).

Esta espécie é comumente encontrada em fundos Sarnambi; arenosos*, com lamas e em águas rasas. Também Berbigão. é uma das espécies mais estudadas de bivalve. É utilizada para consumo humano. A espécie é conhecida popularmente na costa norte do Brasil como Sarnambi, embora possa ser chamada de Berbigão em outras regiões.

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Anopheles – Gênero de mosquitos subfamília Os insetos da família Culicidae são conhecidos Carapanã; Anophelinae, família Culicidae, ordem Diptera, popularmente como mosquitos, carapanãs e Mosquito; classe Insecta (FORANTINI, 1996, 2002). pernilongos, sem fazer distinção dos gêneros Pernilongo. (como Aedes, Anopheles, Culex, e outros). Anoplura – Subordem da ordem Phthiraptera, que São pequenos parasitos externos, cosmopolitas, Piolho-da-cabeça; inclui os piolhos-sugadores (RAFAEL et al., 2012). hematófagos, com os adultos e ninfas (também Lêndia; chamadas de lêndias) alimentando-se diretamente Chato. dos capilares, conhecidos como piolhos-dacabeça, piolhos pubianos ou chatos.

Artibeus planirostris (Spix, 1823) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Phyllostomidae, subfamília Stenodermatinae. Comprimento do antebraço de 62-73 mm, peso de 40-69 g. Com listras faciais pouco evidentes, possui coloração cinza a marrom-acinzentada, sendo o ventre mais claro e de aparência agrisalhada. As orelhas são pequenas e a folha nasal bem desenvolvida (REIS et al., 2007). Distribui-se no sudeste da Colômbia, Venezuela (principalmente ao sul do rio Orinoco), Guianas, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina, assim como na ilha de São Vicente, no Caribe (MARQUES-AGUIAR, 2007). Encontrado tanto em florestas quanto em áreas de caatinga e manguezais (MARQUES-AGUIAR, 2007; ANDRADE et al., 2008), conta com diversos registros na costa norte: em Santa Luzia do Pacuí, no Amapá (PERACCHI et al., 1984), localidades na ilha de Marajó e Bragança, no Pará, e na ilha de São Luís, no Maranhão (CRUZ et al., 2007).

Abundante na Amazônia, é um quiróptero Morcego. frugívoro, mas sua dieta também inclui, com menor frequência, flores, folhas e insetos. Contribui para a dispersão de sementes de uma variedade de plantas, entre as quais figueiras (Ficus sp.) e pau-de-lacre (Vismia sp.), auxiliando na recuperação de áreas perturbadas.

Astrocaryum vulgare Mart. – Espécie da família Arecaceae (LEITMAN et al., 2011). Palmeira cespitosa, com cerca de 7 m de altura, estipe ereto, entrenós cobertos por espinhos achatados e

Palmeira que cresce em touceiras na mata de Tucumã. restinga,* contendo espinhos no caule e nas folhas. Folhas pinadas, em forma de penas, frutos comestíveis, globosos a elípticos, lisos,


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negros. Folhas pinadas, cobertas por espinhos da base ao ápice. Inflorescência interfoliar; bráctea peduncular, com espinhos e tricomas hirsutos. Fruto drupáceo, globoso a eléptico, apiculado com perianto persistente (OLIVEIRA et al., 2009).

alaranjados muito apreciáveis em toda a região Norte, principalmente pelos amazonenses. É considerada planta fibrosa e utilizadas pelos nativos na fabricação de cordas para arcos e redes de pesca e de dormir. O caroço é muito usado na fabricação de ornamentos como anéis e colares.

Avicennia germinans (L.) L. – Espécie da família Acanthaceae (PROFICE et al., 2013). Árvore ou arbusto*, 3-10 m de altura. Folhas elípticas a oblongas, ápice agudo a obtuso, base cuneada. Inflorescência terminal em forma de panícula, flores sésseis; corola campanulada. Fruto tipo cápsula elíptico, apiculado, verde-amarelado, finamente aveludado. Germina na árvore e ao cair, a planta jovem pode flutuar e ser transportada pela água (SCHAEFFER-NOVELLI; CINTRÓN, 1996).

É uma das árvores mais altas dos manguezais*. Mangue-preto; Na costa paraense, atinge mais de 15m de Siriubeira; altura. Apresenta forma piramidal, folhas Siriúba. alongadas, verde-claro, com glândulas excretoras de sal (estruturas especializadas em eliminar o sal absorvido pela planta), o que pode ser observado a olho nu, através de grãos de sal depositados sobre elas. Flor perfumada que atrai insetos, principalmente abelhas, sendo considerada uma planta melífera, que produz mel de excelente qualidade. Cresce onde o solo lamoso é mais firme e com pouco oxigênio. Suas raízes se dispõem horizontalmente no solo, em forma radial, e emitem prolongamentos indivisos para fora do mesmo (geotropismo negativo geo=terra tropismo= direção). Estas raízes são especializadas na captação do ar atmosférico, e se chamam de pneumatóforos* (portadores de ar), que também possuem lenticelas.

Azteca – Gênero de formigas pequenas, corpo macio, flexível, reconhecidas por flexionarem o gáster (parte posterior do abdome) em um ângulo de 90°, e emitirem odor desagradável quando perturbadas (FOREL, 1904). Segundo Ribeiro et al. (1999), algumas espécies desse gênero possuem relação de mutualismo com espécies do gênero

Formigas que constroem ninhos de cartão ou Tapina; vivem em estruturas especializadas (domáceas) Tapiba. de plantas. Ocorrem em áreas degradadas de várzea, terra firme e mangue*. No mangue* competem com outras espécies de formigas por recurso alimentar proteico. Os índios utilizam esse tipo de formiga para mudar o cheiro do seu corpo,

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Cecropia (Urticaceae), nidificando em seus caules para confudir e evitar a aproximação de animais ocos. As formigas do gênero Azteca que vivem em perigosos. Cecropia pachystachya (embaúba-vermelha), respondem aos compostos voláteis liberados pelas folhas atacadas por herbívoros, atraindo grande número de operárias para as folhas danificadas (CORTE, 2008). Bagre bagre (Linnaeus, 1766) – Ordem Siluriformes, família Ariidae. Dentre as duas espécies do Atlântico ocidental, B. bagre é a mais comum. Tem grande participação na pesca comercial da costa norte do Brasil. Apresenta o corpo alongado, podendo atingir 55cm de comprimento e até 1 kg de peso (CERVIGON et al., 1992). A coloração não é uniforme, sendo cinza-azulado intenso na região dorsal e mais claro na parte inferior (FIGUEREDO; MENEZES, 1978; 1980). Possui dois pares de barbilhões: um pequeno, localizado na mandíbula; e outro longo, na porção posterior dos maxilares. Os barbilhões maxilares são achatados, em forma de fita e se prolongam além da origem da nadadeira anal. Essa espécie é demersal*, frequenta ambientes marinhos e estuarinos e transita em profundidades de até 50m (CERVIGON et al., 1992). O gênero Bagre é representado por quatro espécies: duas na costa do Pacífico, da California ao Peru (FROESE; PAULY, 2011) e duas na costa oeste do Atlântico, da Colômbia ao sudeste do Brasil (FIGUEREDO; MENEZES, 1978).

O bagre é popularmente conhecido como Bandeirado. bandeirado na costa do Pará. É do grupo dos peixes de couro, tem hábito crepuscular* e normalmente forma grupos de 5 a 100 indivíduos que frequentam os manguezais, os estuários* e outros ambientes costeiros. Apesar de nadar ativamente pela coluna d’água, passa a maior parte do tempo associado ao substrato, em profundidades de até 50m, onde se alimenta e se reproduz. Após a desova, o macho incuba os ovos na boca, onde também guarda os recém-nascidos enquanto eles se desenvolvem. A prole é liberada quando já está apta a explorar o ambiente externo com segurança. O seu alimento é constituído principalmente de pequenos peixes e crustáceos, e seus principais predadores são cações e raias. Reproduz-se de novembro a janeiro, e exibe cuidado parental característico da família Ariidae. É muito apreciado pelos pescadores sendo uma das espécies mais utilizadas no avuado*.

Belostomatidae – Família de percevejos Percevejos aquáticos da família Belastomatidae, Barata-d’água. aquáticos, ordem, classe Insecta (GOOGWYN, predadores de outros insetos, girinos e pequenos 2006; RAFAEL et al., 2012). peixes. Existem várias espécies de diversos tamanhos, mas as pessoas estão mais


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familiarizadas com a espécie Lethocerus maximus ; grande, alcançando até 12cm de comprimento, isso porque estes insetos são atraídos pelas luzes e são encontrados mortos ou se debatendo nas proximidades dos postes de luz.

Blechnum serrulatum Rich. – Espécies da família Blechnaceae (DITTRICH, 2005). Plantas terrícolas ou muito raramente rupícolas; caule longoreptante, subterrâneo, folhas monomorfas; lâmina lanceolada a oblonga, pinada, reduzida no ápice a uma pina apical cartácea a coriácea; pinas com 13-30 pares, sésseis, lineares ou linearoblongas, margem serreada, ápice agudo a acuminado, nervuras livres, indivisas ou 1-2x furcadas, terminando na margem (MACIEL; PIETROBOM, 2010).

Avenca terrestre de áreas inundáveis, crescendo Avenca-aquática. em brejo herbáceo, podendo ser encontrada em áreas com muita umidade ou temporariamente alagadas.

Blutaparon portulacoides (A.St.-Hil.) Mears. – Espécie da família Amaranthaceae (MARCHIORETTO; SENNA, 2011). Erva perene, com estolhões cilíndricos, ramificados. Folhas decussadas, sésseis, glabras em ambas as faces, carnosas, lineares a lanceoladas, com nervuras proeminentes na face dorsal. Ápice e base agudos. Inflorescência capituliforme, axilar e terminal, corola branca protegida por brácteas paleáceas. Dominante na formação halofila (COSTA-NETO et al., 2000).

Erva halófita, de ocorrência comum na margem Princesinha-das-praias. das praias. Caule vermelho reptante, folhas opostas, carnosas, Inflorescência em glomérulo com flores brancas protegidas por brácteas paleáceas. Em geral, suas populações são parcialmente destruídas durante o período de marés de equinócio, de sizígia e de tempestades.

Brachyplatystoma filamentosum (Lichtenstein, 1819) – Ordem Siluriformes, família Pimelodidae. Cresce até 360 cm e 200 kg de massa (LUNDBERG; LITTMANN, 2003), sendo mais comum nas capturas os exemplares de 120 cm de comprimento

O filhote, assim como todos os membros da ordem Piraíba; Siluriformes tem o corpo desprovido de escamas, Filhote. sendo, por essa razão, denominado pela populações tradicionais de peixe liso ou peixe de pele. É considerado o maior bagre de água doce da

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e com 200 kg de massa (BOUJARD et al., 1997). De acordo com Santos et al. ( 2006), distinguemse B. filamentosum das outras espécies do mesmo gênero, pela forma do corpo roliço, com a linha lateral proeminente. Os adultos têm a coloração cinza-amarronzada no dorso e clara no ventre. O corpo dos jovens é amarelado, com várias máculas escuras arredondadas, que desaparecem à medida que o peixe cresce. Vive nas bacias dos rios Amazonas, TocantinsAraguaia, Orinoco e nos rios das Guianas. O seu gênero é representado por sete espécies válidas, presentes nos rios da América do Sul (FROESE; PAULY, 2011).

América do Sul. Quando jovem, com até mais ou menos 1 m de comprimento e 60 kg de massa, é denominado de filhote. Quando adulto, passa a ser chamado de piraíba. A carne do filhote é considerada de boa qualidade, o que o torna importante para a pesca. Devido à pesca excessiva, raramente se captura uma piraíba; a maioria dos exemplares capturados são muito jovens, com o peso abaixo de 10 kg. Este peixe vive no leito dos rios, em lugares profundos como poções, remansos e encontros de rios. Na época da reprodução realiza longas migrações para as cabeceiras* dos rios. É demersal* e potamódromo. Apesar de habitar na água doce, os jovens e os subadultos frequentam o ambiente salobro do estuário*.

Brachyplatystoma rousseauxii (Castelnau, 1855) – Ordem Siluriforme, família Pimelodidae. Cresce até 130 cm e, com esse tamanho, chega a pesar de 30-50 kg (LUNDBERG; LITTMANN, 2003). Como descreve Santos et al. (1984 e 2006), a dourada tem o corpo alongado, roliço e prateado com reflexos dourados, mais escuro no dorso. A cabeça é achatada, com a boca terminal e os olhos pequenos, situados no alto da cabeça. Os barbilhões maxilares são curtos e roliços, e o segundo par de barbilhões mentoniano é aproximadamente do mesmo tamanho da base da nadadeira anal. Habita nos rios da bacia amazônica, dos estuários* às cabeceiras*. É um dos bagres de água doce de maior importância na indústria de pesca. É pelágico, reúne-se em grandes cardumes e empreende longas rotas migratórias. No período chuvoso entra nos rios costeiros para se alimentar. Do mês de agosto em diante, migra do estuário* para a área pré-

Esse peixe vive no leito dos rios, em lugares Dourada. profundos como poções, remansos e encontros de rios. Na época da reprodução realiza longas migrações para as cabeceiras* dos rios. Vive a maior parte do tempo em associação com o substrato, e realiza as suas migrações sempre em água doce. É uma das duas espécies de bagres mais importantes para a pesca da região Norte, sendo capturada comercial e artesanalmente desde Iquitos, no Peru, até a região do estuário* do rio Amazonas, em Belém.


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andina, Colômbia, Peru e Bolívia, e se reproduz nas cabeceiras* dos rios Amazonas, Solimões e afluentes*. Das áreas de desova, os ovos e as larvas* são carregados pelas correntezas de volta para o estuário*, que é o local de alimentação e crescimento da espécie (BARTHEM; GOULDING, 1997). Na faixa de 1 m de comprimento, a dourada atinge a maturidade sexual aos 4 anos de idade (BATISTA, 2006).

Brachyplatyst oma vvaillantii aillantii (Valenciennes, Brachyplatystoma 1840) – Ordem Siluriforme, família Pimelodidae. Cresce até 110 cm e chega a pesar 20 kg, porém, os maiores exemplares comumente capturados são na faixa de 80 cm de comprimento, com 8 kg de massa (CERVIGON et al., 1992). De acordo com Santos et al. (1984 e 2006), B. vaillantii difere das outras espécies do mesmo gênero por apresentar o corpo denso, ligeiramente comprimido e a coloração cinza uniforme. Tem a cabeça deprimida, a boca terminal e os dentes viliformes, dispostos em duas placas que se sobrepõem. A base da nadadeira adiposa tem cerca de duas vezes o tamanho da base da anal. O processo umeral é grande, exposto e granuloso. É demersal* e potamódromo (READER, 2004). Habita nos rios Amazonas, Orinoco e nos rios das Guianas, onde é alvo preferencial da pesca comercial (CERVIGON et al., 1992). Para fechar um ciclo biológico, empreende ao menos duas migrações no eixo Solimões-Amazonas, numa viagem de mais de 4.000 km. Cresce no estuário* e, ainda jovens, os cardumes se deslocam rumo ao trecho Almerim-Manaus, onde se tornam adultos. Já adultos, empreendem uma segunda migração rumo às cabeceiras* dos rios Amazonas,

A piramutaba, juntamente com a dourada, é alvo Piramutaba. preferencial da pesca na bacia amazônica, principalmente no estuário*, onde é capturada tanto pela frota artesanal quanto pela industrial. É a espécie de peixe mais importante dentre aquelas que são exportadas da Amazônia. O manejo sustentável da pesca da piramutaba e da dourada trouxe benefícios sociais e econômicos para as populações ribeirinhas. A piramutaba fecha seu ciclo de vida com três deslocamentos distintos: um descendente, no sentido Solimõesestuário, e dois ascendentes, no sentido estuárioMédio Amazonas e Médio Amazonas-Solimões. No movimento descendente, ovos e larvas* são levados pela correnteza, das áreas de desova para o estuário*. Nos ascendentes, os jovens migram do estuário* para o Médio Amazonas, onde se tornam adultos. Em seguida, os adultos migram para desovar no alto das cabeceiras* dos rios Amazonas, Solimões e dos afluentes* onde provavelmente nasceram.

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Bradypus tridactylus Linnaeus, 1758 – Mamífero da ordem Pilosa, família Bradypodidae. Até há alguns anos integrava a ordem Xenarthra, denominação hoje atribuída à superordem de Cingulata (tatus) e Pilosa (tamanduás e preguiças) (GARDNER, 2005). Comprimento médio corporal de 50 cm, cauda de 3-8 cm, peso de 3-6 kg. Tem pelagem áspera marrom-acinzentada, com uma marca escura nos ombros e pelos amarelos na testa, sendo a região da garganta de cor amarelobrilhante. Distribui-se no norte da América do Sul, de forma quase complementar à sua aparentada B. variegatus , desde o leste da Colômbia e Venezuela até as Guianas e norte da Amazônia brasileira (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). Sua presença está confirmada na costa amapaense (SILVA-JÚNIOR et al., 2010).

Muito dócil, vive em hábitat de mata, onde se alimenta quase que exclusivamente de folhas e brotos, com marcada predileção pelos da embaúba (Cecropia sp.). Em geral silenciosa, pode emitir gritos agudos e tristes, ouvidos à grande distância. Passa a maior parte do tempo a deslocar-se no alto das árvores, solitária, e desce ao solo com pouca frequência; quando o faz, tende a buscar outra árvore para escalar. Sua atividade parece ter predomínio à noite. Durante o dia, em épocas úmidas, consegue camuflar-se pela coloração esverdeada, decorrente da proliferação de algas em sua pelagem.

Preguiça-de-gargantaamarela; Preguiça-de-bentinho, Preguiça-de-três-dedos; Preguiça-comum.

Bradypus variegatus Schinz, 1825 – Mamífero da ordem Pilosa, família Bradypodidae. Comprimento do corpo de 40-75 cm, cauda de 4-9 cm e peso de 2-6 kg. Apresenta pelos corporais longos e ásperos, de cor marrom-pálida ou amarela, com manchas brancacentas no dorso, sendo traço peculiar o marrom na região da garganta, em contraste com o amarelo em B. tridactylus (EISENBERG; REDFORD, 1999). Sua distribuição abrange desde Honduras ao oeste do Equador, Colômbia e Venezuela,

Espécie de preguiça de mais ampla distribuição na região neotropical, ocorrendo em todos os biomas brasileiros, embora a sua presença na planície pantaneira seja contestada. Arborícola, tem comportamento e ecologia similares aos de B. tridactylus e, como esta, nada muito bem, chegando a atravessar rios. A fêmea cuida do filhote único até este completar seis meses de vida, quando busca outro ambiente a fim de evitar a competição com a prole.

Preguiça-de-gargantamarrom; Preguiça-de-bentinho; Preguiça-de-três-dedos; Preguiça-marmota; Preguiça-comum.

Solimões e afluentes* como os rios Juruá, Purus, Madeira, Içá, Japurá e outros, onde desovam. Carregados pelas correntezas, ovos e larvas* fazem a viagem de volta para o estuário*, onde se desenvolvem até atingirem a idade da primeira e, depois, da segunda migração, fechando, assim, um ciclo biológico (BARTHEM; GOULDING, 1997).


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continua a leste dos Andes, nas florestas do Peru e Bolívia, e percorre as florestas do Brasil, exceto o norte da Amazônia até o sudeste do país, estando ausente no extremo-sul (WETZEL, 1982; MEDRI et al., 2011). Ocorre na costa norte, em sua extensão nos estados do Pará e Maranhão, destacando-se registros pontuais recentes na ilha de Marajó e em fragmentos florestais da grande Belém (MARQUESAGUIAR et al., 2002b; STONE et al., 2009).

Bursaphelenchus cocophilus (Cobb, 1919) – Espécie de nematoide transportado por besouros Anel-vermelho-dasFamília Aphelenchoididae, ordem Tylenchida, Rhynchophorus palmarum * (que brocam as palmeiras. classe Secernentea (Nematoda). palmeiras), que coloniza os coqueiros e dendezeiros causando a doença conhecida como anel-vermelho, podendo até causar a morte das plantas. Buteogallus aequinoctialis (Gmelin, 1788) – Espécie da ordem Accipitriformes, família Accipritidae (CBRO, 2011). Cresce de 42-47 cm, e pesa de 595-796 g. Na plumagem do macho adulto predomia a cor marrom na região dorsal e ferrugem barrada de negro na região vental; cabeça, pescoço e garganta negras; olhos marrons, cera e tarsos amarelos; cauda anegrada com estreita faixa mediana e ponta branca. O imaturo apresenta amarelo-escuro na asa. Distribui-se na região costeira do Brasil, do Amapá ao Paraná (SOUZA et al., 2008).

É o gavião mais típico dos manguezais. Na região Gavião-do-mangue; costeira, vive também em pântanos e bordas de Gavião-caranguejeiro. rios. Plana a grandes altitudes* e constrói o seu ninho com gravetos e galhos sobre árvores altas de mangue branco (Avicennia sp.). Alimenta-se principalmente de caranguejos, que captura após o megulho a partir de um poleiro.

Butorides striata (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae, (CBRO, 2011). Cresce de 35-48 cm e pesa de 135-250 g. Possui capuz preto, dorso e flancos cinza; faixa branca que se estende do centro do pescoço ao peito; coberteiras das asas cinza com pontas

É um dos menores representantes de sua família. Socozinho; Ocorre em todos os ambientes aquáticos de água Socó-mirim. doce ou salgada, na vegetação marginal de qualquer corpo d’água. Permanece imóvel por um longo período de tempo, pousado em galhos próximos à superfície da água, confundindo-se

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brancas; pernas curtas e amarelas. Plumagem com a vegetação. Normalmente é solitário, carijó no imaturo. Espécie de habito paludícola. formando pares na época de reprodução. Ocorre nas áreas alagadas das Américas e em Alimenta-se de pequenos peixes e anfíbios. grande parte do mundo. É comum em todo o Brasil (SICK, 2001; SOUZA et al., 2008).

Byrsonima crassifolia (L.) Kunth – Espécie da família Malpighiaceae (MAMEDE, 2013). Arbusto de 2-6m de altura, tronco tortuoso, ramos muitas vezes decumbentes tocando o solo; folhas simples, elípticas, opostas, coriáceas, com tricomas ferrugíneos na face dorsal. Inflorescência em racemos terminais, flores bissexuadas, amarelas. Fruto drupa globosa-depresso, exocarpo de cor amarela e mesocarpo pastoso, amarelo, comestível (CAVALCANTE, 2010).

Arbusto de cerca de 4m de altura, folhas amarelo- Muruci; dourado, face dorsal ferrugínea cerosa, frutos Muruci da praia; com cálice persistente, com pequnas glândulas Murici. no dorso, casca e polpa amarelos, utilizados na fabricação de sucos e sorvetes. Comum sobre dunas e nas moitas da formação arbustiva aberta. Agumas vezes a copa é tão grande e os ramos muito espalhados, que parece uma moita na formação arbustiva aberta.

Cabomba aquatica Aubl. – Espécie da família Cabombaceae (AMARAL, 2010). Do norte do Brasil e Guianas, tem folhas imersas opostas ou alternas, multipartidas em segmentos capiláceos ramosos e as flutuantes peltadas orbiculares até elípticas; flores com pétalas amarelas, seis estames em dois cilclos, sementes elipsoides, papiloso-equinadas. (HOEHNE, 1948).

Planta aquática, que apresenta dimorfismo foliar, Cabomba. sendo as folhas flutuantes peltadas a elípticas e as submersas partidas em filamentos, evitando o impacto das águas. Flores amarelas. Vive em águas lentas, lagos, e quando ensolaradas, crescem rapidamente formando populações densas. Servem de abrigo ou alimentação para uma fauna abundante.

Calidris alba (Pallas, 1764) – Espécie da ordem Charadriiformes, família Scolopacidae. Visitante sazonal oriunda do hemisfério norte (CBRO, 2011). Maçarico de porte médio, 20-21cm; 40 110g; 35-39 cm de envergadura. Facilmente indentificável pela sua cor clara em plumagem de inverno. Apresenta as regiões ventrais brancas e as dorsais cinza-claro, onde se destacam as pequenas coberteiras das asas pretas, formando

O maçarico-branco é uma ave migratória, que Maçarico-branco; ocorre em todo o litoral brasileiro. Pode ser Branquinho. observado em praias arenosas, acompanhando o vaivém das ondas sobre a areia*, movimentando as perninhas com extraordinária velocidade à procura de suas presas, que são principalmente pequenos crustáceos, poliquetas e moluscos.


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Calidris pusilla (Linnaeus, 1766) – Espécie da ordem Charadriiformes, família Scolopacidae. Visitante sazonal oriundo do hemisfério norte (CBRO, 2011). Maçarico de pequeno porte, 1418cm; 18-41g e 28-33cm de envergadura. A plumagem de repouso é pardo-cinzento uniforme no dorso e região ventral branca, alto da cabeça e faixa ocular escura, que se estende até o bico; bico e pernas escuras (PIERSMA, 1996). Ocorre no Canadá e Alasca, invernando no hemisfério sul, sendo encontrado desde o Caribe até a Argentina, incluindo todo o litoral brasileiro, e do sul do México ao sul do Peru (na costa do Pacífico) (PIERSMA, 1996). Alimenta-se de invertebrados capturados na areia* ou em alagados (SICK, 2001).

Ave migrante do hemisfério norte, comum nas áreas de costões rochosos e zonas lamosas, muito abundantes no litoral amazônico. Invernam no litoral das Guianas, região importante para a sua conservação. Em território brasileiro, encontramse indivíduos em várias fases de plumagens, tanto na de descanso reprodutivo, como em fase pré-nupcial. Bandos* deste maçarico podem ser observados voando rente à linha das ondas nas praias, em águas rasas ou em planícies de maré (lamosas e arenosas).

Maçarico-rasteirinho; Maçariquinho; Maçariquinho-de-pernapreta.

Callinectes sp sp. – Caranguejos da família Portunidae, os quais se diferenciam dos demais braquiúros por apresentar, o último par de pereiópodos com dátilo achatado. As espécies deste gênero são diagnosticadas por não apresentarem um forte espinho interno no carpo

Algumas espécies deste gênero possuem grande Siri; importância econômica para a pesca como C. Siri-vermelho. sapidus Rathbun, 1896 e C. danae Smith, 1896. Sete espécies ocorreem no Brasil, sendo que C. bocourti A. Milne Edwards, 1879 (siri-vermelho) é a mais explorada no estuário da b aía de Marajó.

uma mancha escura no ombro; bico e pernas pretas. Ocorre nas áreas árticas do Canadá, Groenlândia e Alaska; passa o inverno do hemisfério norte no litoral, de norte a sul da América do Sul e de oeste a sul da Europa, iInclusive em todo o litoral brasileiro (JUTGLAR, 1996). Segundo Azevedo Junior, Larrazábal e Pena (2004), é um maçarico que se reproduz em junho, no Polo Norte e costuma ocupar praias oceânicas e estuarinas. Alimenta-se no inverno de moluscos, pequenos crustáceos, vermes poliquetas, insetos, larvas* e pupas (BLI, 2009).

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do quelípodo e os machos por possuírem abdomên em forma de um T invertido (SANTOS, 2007). As espécies de Callinectes podem ocorrer desde águas doces ou estuarinas até águas marinhas. Das sete espécies presentes no Brasil, quatro ocorrem no litoral paraense (SANTOS, 2007).

Carollia perspicillata (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Phyllostomidae, subfamília Carolliinae. Comprimento do antebraço de 40-45 mm, peso de 10-23 g. Tem cauda curta e folha nasal bem pequena. A pelagem é bicolorida, geralmente marrom com tons de cinza, podendose observar tons alaranjados em espécimes centroamericanos (NOWAK, 1994). Na América do Sul, distribui-se da Colômbia para o leste, incluindo as Guianas e a maior parte do Brasil (exceto extremosul), e para o sul até a Bolívia, Paraguai e pequena área no nordeste da Argentina. Também ocorre no sudeste do México e em toda a América Central (McLELLAN; KOOPMAN, 2007). Costuma formar colônias que congregam centenas de indivíduos (MARQUES, 1985). Por sua abundância* e ação dispersora de sementes, exerce importante papel na dinâmica e recuperação das florestas neotropicais (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2002a).

Espécie muito comum, adaptada às florestas, mas Morcego. tolerante à aproximação antrópica* (p.ex. áreas de cultivo perturbadas ou urbanas). Apesar de preferir frutos, apresenta dieta oportunista e também consome insetos e partes florais. Na faixa costeira amazônica, teve registro confirmado no Amapá (Igarapé Novo), Pará (Belém, incluindo ilha de Cotijuba, e Bragança) e Maranhão (ilha de São Luís). Plantas dispersadas ou polinizadas por quirópteros são comuns no litoral, casos do ajuru ( Chrysobalanus icaco ) e da salsa-da-praia (Ipomoea asarifolia).

Canav alia rrosea osea (Sw.) DC. – Espécie da família Canavalia Fabaceae (QUEIROZ, 2011). Trepadeiras estoloníferas; trifoliolada, com folíolos ovados, obovados ou orbiculares; flores andróginas, róseas, zigomorfas, nectaríferas, agrupadas em inflorescências racemosas. Fruto do tipo legume, de pericarpo espesso e coloração verde a marrom (GONÇALVES et al., 2008).

Erva rastejante, estolonífera, folhas trifolioladas, Feijão da praia; alternas, folíolos obovados com ápice Patinho da praia. emarginado, mucronado. Inflorescência com flores lilases, vistosas, semelhantes a um pato, usadas como apito nas brincadeiras de crianças. Fruto seco, tipo legume, com várias sementes. Nas restingas* do Pará, a espécie ocorre logo na formação psamófila reptante*, nas primeiras


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dunas perto da praia, auxiliando na fixação da areia*, impedindo a sua movimentação pela ação do vento.

Cathartes aura (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Cathartiformes, família Cathartidae (CBRO, 2011) 64-81cm, 850-2000g; 1,80m de envergadura. A plumagem é marrom enegrecida; pescoço vermelho; asas cinza-escuro; cabeça e pescoço nus, róseos ou vermelhos; occipital branco ou amarelo, frequentemente transfaciado de azul; vértice esbranquiçado ou azulado, colar de penas bem destacado. O filhote é branco. Apresentam ampla distribuição, ocorrendo desde a América do Norte até a Terra do Fogo, e por todo o território brasileiro (SICK, 2001).

O urubu-caçador ocorre em florestas, manguezais, Urubu-de-cabeça-vermelha; terrenos abertos, fazendas e em beiras de estradas Urubu-caçador. onde as presas são comuns. Planando baixo sobre as copas das florestas e de manguezais, captura pequenos vertebrados em voos rasantes e rouba ovos de garças em ninhais. Alimenta-se de carcaças e, graças ao seu olfato apurado, geralmente é o primeiro dos urubus a encontrá-las. Come também gafanhotos e pequenos peixes. Aprecia frutos como o abacate e cocos-de-dendê. Remexe esterco fresco de gado buscando alimento. Dorme em bandos* grandes sobre árvores secas e toma banho em água rasa.

Cerdocyon thous (Linnaeus, 1766) – Mamífero da ordem Carnivora, família Canidae. Comprimento corporal até 76 cm, cauda até 33 cm, peso de 3,7-11,0 kg. A pelagem é constituída de pelos cinzentos ou castanhos, de base amarelada, com destaque para uma faixa dorsal enegrecida que se estende do pescoço à cauda, sendo a região ventral de tonalidade creme (EMMONS; FEER, 1997; NOWAK, 1999). Sua distribuição restringe-se à América do Sul, onde ocorre ao norte, na Colômbia, Venezuela e Guianas, e no centro-leste, incluindo leste da Bolívia, Paraguai, norte de Argentina e Uruguai, e Brasil, excetuando grande parte da bacia amazônica (COURTENAY; MAFFEI, 2008). Ocorre em todos os biomas brasileiros e é visitante eventual da costa atlântica, inclusive na Amazônia oriental, com registro confirmado para a região

De atividade mais crepuscular e noturna, repousa durante o dia em tocas no solo. Sua dieta é generalista e oportunista: consome pequenos vertebrados (p.ex. roedores, aves, peixes), crustáceos (p.ex. caranguejos), insetos e carniça, além de frutos, atuando eventualmente como dispersor de sementes. Exibe tendência à caça solitária e costuma explorar o entorno de matas e ambientes alterados pelo homem, sofrendo frequentes atropelamentos em rodovias.

Cachorro-do-mato; Raposa; Graxaim; Guaraxaim; Graxaim-do-mato; Lobinho.

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de Bragança e costas do Amapá e Maranhão (ANDRADE; FERNANDES, 2005; AGUIAR et al., 2008; SILVA-JÚNIOR et al., 2010).

Chamaecrista ramosa (Vogel) Irwin e Barneby var. ramosa (SOUZA; BORTOLUZZI, 2013) – Arbustos decumbentes, de 0,6-1,0 m de altura. Folhas alternas, compostas paripenadas, dois pares de folíolos opostos, obliquamente obovados a oblanceolado-obtusos ou mucronado-subagudos. Inflorescência axilar, com uma flor ressupinada. Brácteas duas, oval-lanceoladas, pálidoamarronzada. Sépalas cinco, lanceoladas a linearelípticas, paralelinérveas. Pétalas cinco, amarelas. Frutos legume, deiscentes, amarronzados quando maduros. Sementes, obovadas ou oblanceoladas. Charadrius semipalmatus Bonaparte, 1825 – Espécie da ordem Charadriiformes, família Charadriidae. Visitante sazonal oriunda do hemisfério norte (CBRO, 2011). Mede 17-19 cm , pesa 28-69 g e tem 43-52 cm de envergadura (PIERSMA, 1996). Ocorre em território brasileiro em várias fases de plumagem, tanto na de descanso reprodutivo (com colar peitoral pouco definido) como na fase pré-nupcial (com colar peitoral preto); bico preto com base amarela e pernas amarelas (SIGRIST, 2009). Invernam nos litorais das Américas do Norte e do Sul, da California ao Chile, e da Carolina do Sul à Patagônia. Também ocorre no Caribe e ilhas Galápagos, e no Pará, no estuário* do rio Tocantins. Reproduz em junho, nas áreas árticas do Alaska e Canadá.

Arbusto decumbente formando touceiras, folgas Carquejinha. compostas, alternas, flores amarelas, comum entre dunas e na região de entre moitas do campo arbustivo aberto.

Ave migrante, encontrada nas praias lodosas ou Batuira-de-bando. arenosas do litoral; em toda a costa brasileira até a Argentina. Durante as marés altas repousa em grupos pequenos, frequentemente com outras aves costeiras* e marinhas. Alimenta-se de caramujos, crustáceos, vermes marinhos, e também de insetos como gafanhotos, besouros e formigas. Caça visualmente tanto à noite quanto de dia, apenas na maré* baixa. Pode apresentar comportamento territorialista enquanto se alimenta.

Chironectes minimus (Zimmermann, 1780) – É um marsupial semiaquático que vive próximo a Cuíca-d’água; Mamífero da ordem Didelphimorphia, família riachos e lagos. O marsúpio (bolsa abdominal de Mucura-d’água; Didelphidae. Comprimento corporal de 26-40 cm, acolhimento dos filhotes recém-nascidos) tem Chichica-d’água.


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cauda de 31- 43 cm, peso de 550-790 g. A pelagem, curta e impermeável, tem cor cinzaagrisalhada no dorso, com grandes manchas marrom-escuras ou negras, unidas por uma linha longitudinal. A cauda é quase toda nua e dotada de escamas (ROSSI; BIANCONI, 2011). Sua distribuição abrange desde o sul do México ao norte da Argentina, de forma disjunta, incluindo a costa atlântica sul-americana da Colômbia ao estuário amazônico, sem registros confirmados na Amazônia central e na região Nordeste do Brasil (BROWN, 2004). Na Amazônia brasileira, estende-se pela faixa costeira do Amapá e Pará, confirmando-se o seu registro na ilha de Marajó e fragmentos florestais da Grande Belém (MARQUES-AGUIAR et al., 2002b; STONE et al., 2009).

abertura voltada para a cauda, o que evita a entrada de água durante o nado, sendo este facilitado por patas traseiras com membranas interdigitais. Alimenta-se de pequenos peixes e invertebrados aquáticos, principalmente crustáceos, por vezes plantas aquáticas e frutos. É solitário e noturno, ocorrendo em baixa densidade em grande parte de sua distribuição.

Chiropotes satanas (Hoffmannsegg, 1807) – Mamífero da ordem Primates, família Pitheciidae. Comprimento corporal de 33-48 cm, cauda de 3047 cm, peso de 2-4 kg. Macho discretamente maior que a fêmea. Sua pelagem é espessa e negra, recobrindo todo o corpo, destacando-se dois tufos peculiares lado a lado no topo da cabeça, como uma espécie de peruca, além de uma barba comprida e cauda não preênsil de pelos longos e densos. A pele da face é também negra. Distribuise exclusivamente na Amazônia oriental, entre a margem direita do rio Tocantins e os limites orientais da floresta amazônica no Pará e Maranhão (SILVA-JÚNIOR et al., 2008). Organizase em grupos sociais numerosos, que chegam a mais de 30 indivíduos (NORCONK et al., 2003) e têm sofrido declínio populacional grave nos últimos 30 anos (VEIGA et al., 2008).

É um macaco diurno e arborícola, que utiliza os Cuxiú-preto; estratos médio e superior do dossel e pouco Cuxiú. desce ao solo. Alimenta-se essencialmente de frutos, em particular sementes, que representam até 90% de sua dieta em certos meses. A Lista Vermelha da IUCN (2012) classifica a espécie como ameaçada na categoria “Criticamente em Perigo”. É visitante eventual dos manguezais do nordeste paraense e noroeste do Maranhão, onde pode forragear em árvores como o manguevermelho (Rhizophora mangle).

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Chloroceryle amazona (Latham, 1790) – Ordem Coraciiformes, família Alcedinidade (CBRO, 2011). Chega a 30 cm e de 125-140 g. Verde-escuro, com colar largo branco. Garganta branca. Faixa avermelhada no peito, com lados verde-escuro. Ventre branco. Bico preto. A fêmea possui peito branco, com estreita faixa verde. Distribui-se do sul da América do Norte, América Central e do Sul, e em todo o Brasil (SOUZA et al., 2008).

Ave que pesca a partir de um poleiro próximo à Martim-pescador-verde. água, onde mergulha para capturar a presa, utilizando-se de seu bico comprido. Captura principalmente peixes e crustáceos. Ocorre em rios, lagoas de marés, canais de manguezais e estuários*. No período reprodutivo, o macho corteja a fêmea oferecendo-lhe alimento. Vive aos pares, mas é usualmente observado sozinho.

Chloropidae – Família da ordem Diptera, classe Insecta. Família de insetos cosmopolita, que possui aproximadamente 2.000 espécies descritas, distribuídas em três subfamílias: Siphonellopsinae, Chloropinae e Oscinellinae. Apresentam tamanho pequeno (1,0-5,0 mm), e são facilmente caracterizados por possuírem o triângulo ocelar bem desenvolvido. As larvas* podem ser saprófagas, fitófagas, formadoras de galha*, parasitoides de ootecas de aranhas e de mantódeos, de ovos de gafanhotos e de mariposas (Lymantriidae) (TURCATEL, 2006).

Insetos conhecidos vulgarmente como mosquito- Lambe-olho; ramela ou mosquinha-lambe-olho. São comuns Mosquito-remela. e abundantes em material vegetal em decomposição*. Alguns são encontrados em flores e outros incomodam homens e animais, pois se alimentam de secreções corporais em ferimentos abertos e pousam frequentemente em olhos e orelhas buscando sais nas secreções. Os gêneros Liohippelates Duda, 1929 e Hippelates Loew, 1863 são importantes em termos médico-veterinários na região Neotropical, principalmente no Brasil. As espécies destes gêneros costumam pousar de uma pessoa a outra, facilitando a veiculação mecânica de vários patógenos. São envolvidos na transmissão de bactérias que causam doenças nos olhos, como Tracoma (GORAYEB, 2010a).

Chrysobalanus icaco L. – Espécie da família Chrysobalanaceae (PRANCE; SOTHERS, 2010). Pequena árvore ou arbusto*, tronco inclinado ou ramificado desde a base, ramos jovens geralmente castanho-avermelhados. Folhas alternas, subsésseis, elípticas, obovadas ou arredondadas, ápice obtuso a emarginado, coriáceas. Flores pequenas, brancacentas, em

Arbusto* de ramos lenticelados, com ramifica- Agiru; ções geralmente soterradas, emergindo do solo Ajiru. à grande distância do tronco, dando a impressão de ser outro indivíduo. Folhas alternas, coriáceas, obovadas. Inflorescência com flores alvas. É muito comum sobre dunas e nas margens de praias de água doce. O fruto é comestível, muito apreciado in natura, e como doce em calda no México e


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racemos axilares. O fruto é uma drupa Venezuela. As raízes, casca, folhas e flores são arredondada, cerca de 3 cm de diâmetro, de cor adstringentes e utilizadas como medicinais em rósea, branco-creme, purpúrea, às vezes quase doenças infecciosas. preta. O mesocarpo (parte comestível) é bracacento, mole-esponjoso, adocicado ou algo insípido, adstringente no fruto não bem maduro (CAVALCANTE, 2010).

Clusia hoffmannseggiana Schltdl. – Espécie da família Clusiaceae (BITTRICH, 2012). Árvore ou arbustos* de 2-7 m de altura, ramos cilíndricos, glabros, nós e entrenós definidos, com látex amarelo. Folhas decussadas, glabras em ambas as faces, obovadas. Inflorescências terminais em dicásio; flores dioicas; flores estaminadas: sépalas coriáceas, livres, obovadas a largo-elípticas, persistentes, pétalas carnosas, livres, com estrias longitudinais; androceu em feixes de estames, estaminoides presentes no centro da flor; flor pistilada: sépalas, persistentes, 6-7 pétalas, carnosas, livres; gineceu com estigma retangular, ovário súpero, circundado por 1-2 séries de estaminoides. Fruto seco, globoso com fendas longitudinais tipo cápsula deiscentes.

Árvore de folhas obovadas, coriáceas com flores Cebola-brava. unisexuais vistosas, de coloração rósea, apresenta resina viscosa no centro. Frutos semelhantes a uma cebola, quando maduros abrem-se ficando com aparência de uma flor. Suas sementes apresentam um envoltório alaranjado. É comum sobre dunas*, na floresta de restinga e nas moitas da formação arbustiva aberta da restinga.

Cocos nucifera L. – Espécies da família Arecaceae (LEITMAN et al., 2011). Palmeira de até 20 m de altura, com caule simples, ereto ou levemente curvado, irregularmente anelado. Folhas com pinas regularmente distribuídas e inseridas no mesmo ponto. Inflorescências andróginas, flores em tríades, uma pistilada central, ladeada por duas estaminadas. Frutos ovoides, com epicarpo fino, variando de verde a amarelo-alaranjado (LORENZI et al., 2004).

Palmeira de folhas pinadas, fruto drupa, com mesocarpo fibroso, muito usado na culinária brasileira e como água para hidratação . Esses frutos foram trazidos pelos colonizadores do Brasil na forma de lastros das caravelas, formando os grandes coqueirais da zona costeira.

Coqueiro; Coco; Coco-da-bahia; Coco-da-praia.

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Conocarpus erectus L. – Combretaceae (MARQUETE; LOIOLA, 2009). Árvore de 2-5 m de altura. Folhas alternas, lanceoladas, base cuneada, ápice agudo, biglandulosa na base do limbo. Inflorescência em capítulos globosos pedunculados, axilares ou terminais. Flores inconspícuas, apétalas, lobos do cálice triangulares, disco nectarífero curto. Frutos globosos, suberoso-coriáceos, axilares ou terminais, subsésseis, escamiformes, apiculados (LINSINGEN; CERVI, 2007).

Arbusto* com o tronco áspero de cor castanha. Mangue-bolota; Folha de pecíolo curto ligeiramente alado. Mangueiro-de-botão. Infrutescência arredondada, com frutos semelhantes a escamas, agrupados em um eixo. Cresce, em geral, em terras elevadas e secas atrás do mangue* propriamente dito. Também ocorre em muitos locais não pantanosos, tais como praias de areia* e costas rochosas. É comum a sua presença em apicum*. A casca do mangue*bolota é usada para banhos de assento contra hemorroida.

Crassostrea sp. – Pertence à classe Bivalvia, Ostras bastante usadas como alimento humano Ostra-do-mangue; Ostra-de-fundo. família Ostreidae. Conchas sólidas, de formato e possuem grande importância comercial. bastante irregular devido à cimentação ao substrato. Caracteriza-se por possuir valvas bastante diferentes, charneiras edêntulas e unidas por um ligamento externo, sendo a esquerda (valva que cimenta no substrato) de maior tamanho do que a valva direita, característica comum a este gênero (ABBOTT, 1974). Na borda da valva direita geralmente encontram-se estruturas lamelares, e na parte interna tem uma única cicatriz de músculo adutor bem próxima ao centro da concha. É comumente encontrada fixada em raízes e galhos de mangues* na zona entremarés* e em fundos lamosos de regiões salgadas dos estuários* (BOFFI, 1979). Espécies deste gênero, que são nativas da costa brasileira, têm distribuição geográfica no leste do Atlântico, desde o Senegal a Angola, e na Costa Ocidental do Atlântico, desde o baixo Caribe até o Uruguai (RIOS, 2009). No litoral norte do Brasil ocorrem duas espécies nativas: Crassotrea gasar (Dautzenberg, 1891) e Crassostrea rhizophorae


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(GUILDING, 1828), sendo a primeira mais abundante, pois cresce e engorda melhor em zonas de salinidades baixas, porém os juvenis se adaptam melhor em áreas de salinidade alta (MELO et al., 2010).

Culex Linnaeus, 1758 – Família Culicidae, ordem Os insetos da família Culicidae são conhecidos Diptera, classe Insecta (FORANTINI, 1996, 2002). popularmente como mosquitos, carapanãs e pernilongos, sem fazer distinção dos gêneros (como Aedes, Anopheles, Culex e outros). [ver Culicidae]

Carapanã; Mosquito; Pernilongo; Muriçoca.

Culex quinquefasciatus Say, 1823 – Família É uma das espécies de carapanã que mais Carapanã; Mosquito; Culicidae, ordem Diptera, classe Insecta perturbam as pessoas na região amazônica. [ver Culicidae] Pernilongo. (FORANTINI, 1996, 2002). Culicidae – Família de insetos da subordem Nematocera, ordem Diptera, classe Insecta (RAFAEL et al., 2012). Inclui insetos que as fêmeas geralmente sugam sangue de vertebrados, incluindo os humanos, e causam incômodos, estresse e podem transmitir doenças como malária, febre amarela, dengue e arboviroses (FORANTINI, 1996, 2002).

Os principais gêneros das espécies de importância médica são Culex, Anopheles e Aedes. Na zona costeira da Amazônia são mais conhecidos como carapanãs (Culex, Anopheles, Aedes) e muriçocas ( Mansonia ). A espécie mais abundante que perturba as pessoas são: Culex quinquefasciatus nas residências; Aedes taeniorhynchus nas restingas; e Mansonia sp. nos manguezais.

Culicidae imaturos – São imaturos, larvas* e pupas de mosquitos da família Culicidae, subordem Nematocera, ordem Diptera (FORATTINI, 1996,2002).

A família Culicidae contém os gêneros Culex, Cabeça-de-prego. Anopheles e Aedes, das espécies de importância médica que transmitem elefantíase (filariose), malária e dengue, dentre outras doenças. É uma das espécies que mais atacam as pessoas nas residências, causando incômodos, como Culex quinquefasciatus, dentre outras. Os imaturos, larvas* e pupas são aquáticos, encontrados em poças e águas estagnadas, margens de lagos*, igarapés e rios, e são conhecidos vulgarmente como cabeça-de-prego.

Carapanã; Mosquito; Pernilongo; Muriçoca.

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Culicoides Latreille, 1809 – Família Ceratopogonidae, ordem Diptera, classe Insecta. Gênero que inclui pequenas moscas que as fêmeas picam os vertebrados à procura de sangue, geralmente em horas crepusculares. Segundo Trindade (2010), são consideradas as menores moscas hematófagas do mundo.

Mosquitos pequenos vulgarmente conhecidos Maruim. como maruins. Suas larvas* vivem em ambientes semiaquáticos doces ou salgados, conforme a espécie. São hematófagos, antropofílicos*, encontrados em matas e capoeiras úmidas, manguezais, brejos* etc. Colonizam lugares alagados onde existe matéria orgânica em decomposição*. A espécie Culicoides paraensis é incriminada na transmissão da virose Oropoche, que deixa o paciente de cama por até doze dias, com dores no corpo, febre e fotofobia. Mosquitos desta família são também incriminados como vetores de Mansonelose e do vírus da doença denominada Língua Azul (LA), que acomete ovinos e bovinos (TRINDADE, 2010).

Culicoides paraensis (Goeldi, 1905) – Família Espécie de maruim incriminada na transmissão Maruim. Ceratopogonidae, ordem Diptera, classe Insecta da virose Oropoche, que deixa o paciente de (TRINDADE, 2010). cama por até doze dias, com dores no corpo, febre e fotofobia. [ver Culicoides]. Cuniculus paca (Linnaeus, 1766) – Mamífero da ordem Rodentia, família Cuniculidae. Comprimento corporal de 61-78 cm, cauda de 1,2-3,2 cm, peso de 5-13 kg. Possui corpo robusto e rechonchudo, cauda quase imperceptível, cabeça larga e focinho com longas vibrissas (bigodes). As pernas são curtas e a porção posterior do corpo mais alta que a anterior. A pelagem é curta e lustrosa, de cor castanhoamarelada a castanho-escura, destacando-se no dorso listras longitudinais de grandes manchas claras, por vezes alongadas (PÉREZ, 1992). Ocorre desde o sudeste do México até o Paraguai e nordeste da Argentina, com registro em todos os biomas e estados brasileiros (OLIVEIRA;

Grande roedor com preferência por hábitat Paca. florestal à beira-rio, costuma passar o dia em sua toca cavada em áreas secas ou em outros abrigos que encontra, para à noite sair à procura de alimentos, principalmente frutos caídos, grãos, brotos e tubérculos. Terrestre e territorial, é de hábito solitário, às vezes vivendo aos pares, e muito caçada por sua carne saborosa, embora não se encontre ameaçada. Pode ser vista em diversos ambientes florestados, inclusive nos manguezais.


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BONVICINO, 2011). Tem a peculiaridade de buscar refúgio na água quando perseguida (MARQUESAGUIAR; AGUIAR, 2010). Conta com registros costeiros no Amapá e Pará, incluindo o arquipélago do Marajó e Grande Belém (SILVAJÚNIOR et al., 2010).

Cyclopes didactylus (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Pilosa, família Cyclopedidae. Comprimento corporal de 15-23 cm, cauda de 16-30 cm, peso de 150-400 g. Conta com pelagem densa e curta, de coloração amarelo-dourada, podendo adquirir tons cinzentos e dispor de uma listra dorsal escura (NOWAK, 1999). Ocorre do sul do México à América do Sul, nesta distribuindo-se de forma separada (disjunta): a oeste dos Andes, na Colômbia e Equador; a leste, através da maior parte da bacia amazônica, na Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Brasil e Guianas, além da costa nordestina até Alagoas (GARDNER, 2007b). Teve registro confirmado em toda a costa amazônica, sendo exemplo a ilha de Marajó e os manguezais bragantinos (MARQUESAGUIAR et al., 2002b; ANDRADE; FERNANDES, 2005; AGUIAR et al., 2008).

Pequeno tamanduá de atividade noturna. No Tamanduaí. Brasil, pode ser visto em áreas de mata da Amazônia e da Mata Atlântica nordestina, assim como no norte do Cerrado. Sua cauda preênsil e as garras fortes favorecem o deslocamento pelas copas das árvores, onde busca aglomerações de formigas, que são o seu alimento predileto, chegando a consumir milhares de espécimes por dia. Normalmente não é caçado, mas sofre as consequências da perda de hábitat e do isolamento populacional.

Cynoscion acoupa (Lacepède, 1801) Ordem Perciforme – Família Sciaenidae. Atinge cerca de 110 cm de comprimento e 10 kg de peso (CERVIGON et al., 1992). De acordo com Chao (2002), a espécie é reconhecida por apresentar o corpo alongado, com o dorso acinzentado e o restante do corpo amarelado. A boca é terminal, grande e oblíqua, com a mandíbula ultrapassando discretamente a maxila. C. acoupa é demersal* e forma cardumes. Tem grande

É bastante valorizada na indústria da pesca, tanto Pescada-amarela. pela carne quanto pela bexiga natatória (grude), importante fonte de colágeno. Dentre as várias utilizações, essa substância é empregada na clarificação de bebidas. É possível reconhecer a pescada amarela pelo jeito e coloração do corpo, associados ao número de espinhos e de raios das nadadeiras. Essa espécie tem o hábito de produzir sons, por meio de músculos ligados à bexiga natatória e de nadar em cardumes, sendo mais

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importância na pesca comercial, sendo pescada em toda a sua área de distribuição, do Panamá à Argentina. Vive em ambiente costeiro de pouca profundidade, até 20 m (CHAO, 1978), perto da desembocadura* de rios e em lagoas estuarinas, sendo às vezes encontrada em água doce (READER, 2004). Já os juvenis são restritos ao ambiente salobro e doce (KEITH et al., 2000).

ativo durante a noite. Prefere ambiente com fundo de lodo, areia* ou cascalho*. Frequenta as águas rasas próximas da costa, lagoas salobras e poções no fundo de baias, de estuários* e canais. Entra também no mangue* à procura de alimento. C. acoupa tem o ciclo reprodutivo longo, da primavera ao verão. As larvas* se desenvolvem em águas rasas de baixa salinidade.

Cynoscion micr olepidotus (Cuvier, 1830) – microlepidotus Ordem Perciforme, família Sciaenidae. Ocorre no Atlântico ocidental, da Venezuela ao sudeste do Brasil. Cresce até 92cm e chega a pesar 3,0kg (CHAO, 1978). É uma espécie de grande valor comercial. É um peixe de escama, tem o dorso acinzentado, os flancos prateados e as nadadeiras amareladas. Os olhos são grandes e os dentes caninos, sendo o par da porção anterior da mandíbula superior mais longo que os demais. Tem dois poros marginais no focinho e não possui barbelas. As escamas são pequenas, cerca de 140 escamas transversais acima da linha lateral; os raios moles da nadadeira dorsal são escamados na base (CHAO, 1978). A corvina é demersal* e pelágica, forma cardumes e explora as águas rasas próximas da costa, baías e enseadas*, podendo ser encontrada a profundidades de até 30m; prefere os fundos pedregosos, lamacentos e fundos de lama e areia* (FAO-FIES, 2010). De acordo com Santos (2007), a corvina atinge a maturidade sexual com 23,5 a 32cm de comprimento e se reproduz o ano todo, tendo picos reprodutivos sazonais. Alimenta-se de pequenos peixes e crustáceos (FAO-FIES, 2010).

É popularmente conhecido como corvina, tem grande importância na pesca comercial, sendo capturado em todo o litoral brasileiro. Tipicamente estuarina, a corvina tem a capacidade de produzir sons por meio de músculos associados à bexiga natatória.

TERMINOLOGIA POPULAR

Corvina; Corvina-açu; Corvina-zolhuda; Dentão.


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Cyperus articulatus L. – Espécie da família Cyperaceae (ALVES et al., 2011). Ervas perenes, rizomatosas. Folhas reduzidas a catáfilos; bainha papirácea, púrpura na base e paleácea no ápice. Escapo cilíndrico, ereto, septado. Inflorescência em antela terminal, composta por umbelas; espiguetas plurifloras; glumas oval-lanceoladas, guilhadas. Fruto do tipo aquênio, trigonos, elíptico, dourado a castanho (ROCHA, 2008).

Planta herbácea, aromática, tanto de uso Priprioca; aromático como medicinal. A parte subterrânea, Priprioca-verdadeira. formada por tubérculos e rizomas, é utilizada como aromatizante, sendo um dos principais componentes do cheiro-do-Pará, macerado em água para aromatizar roupas no enxague, na perfumaria artesanal e industrial.

Cyrtopleura costata (Linnaeus, 1758) – Classe Na costa norte é pouco abundante e os espécimes Asa-de-anjo. Bivalvia, família Pholadidae. Possui valvas encontrados geralmente são usados em alongadas, frágeis e de coloração esbranquiçada, artesanato. que podem atingir até 20 cm. Tem umbos proeminentes e surperfície da concha esculturada externamente com 28 a 32 fortes imbricadas costelas radiais (RIOS, 2009). Perióstraco fino, acinzentado. Pode se enterrar em substratos areno-lamosos da zona entremarés* e abaixo do infralitoral (RIOS, 1994). Distribui-se desde o sul do estado de Massachusetts, Flórida, Texas (EUA), Caribe, Suriname até o Brasil (do estado do Pará até o Chuí-RS) (RIOS, 2009). Dasymutilla Ashmead, 1899 – Gênero da família Mutilidae, ordem Hymenoptera, classe Insecta. Vespas solitárias, geralmente de coloração vermelha ou amarela, com máculas arredondadas no abdome (LENKO; PAPAVERO, 1996; ARANDA; CATIAN, 2008.

Alguns insetos da família Mutilidae, ordem Hymenoptera são parecidos com formigas, mas possuem o tegumento piloso, aveludado com desenhos coloridos em vermelho, amarelo e branco sobre o corpo. Aplicam forte ferroada. Ocorrem em terrenos arenosos* secos, como praias, dunas* e outros solos arenosos*. Outros vivem em ninhos de abelhas, alimentando-se de ovos e pupas, e são solitários. Algumas comunidades humanas amazônicas fazem

Feiticeira; Formiga-chiadeira; Piolho-de-onça; Oncinha; Formiga-de-bentinho.

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TERMINOLOGIA POPULAR

relação com as onças, por isso existem outros termos vulgares como oncinha. O termo formigafeiticeira é aplicado porque o animal era utilizado na prática de feitiçaria, que consiste em tornar apaixonada a mulher pretendida. Uma das muitas variantes destas práticas sugere que se deve procurar o local onde a mulher pretendida urinou, para colocar a terra ainda molhada em uma caixa de fósforo e uma formiga-feiticeira; ela irá morder a terra, o que causará libido na mulher.

Dasypr octa pr ymnolopha Wagler, 1831 – Dasyprocta Mamífero da ordem Rodentia, família Dasyproctidae. Comprimento corporal de 3753cm, cauda de 1,2-2,5 cm, peso de 1,4-3,0 kg. Apresenta orelhas muito pequenas, patas longas e finas, pelagem corporal áspera de coloração amarelo-alaranjada, com tonalidade enegrecida na faixa mediana do dorso e esbranquiçada ou amarelada nas partes inferiores. No focinho se destacam longas vibrissas (bigodes). Ocorre somente no Brasil, desde o leste do rio Tocantins, no Pará, até a Bahia e o norte de Minas Gerais (IACK-XIMENES, 1999; CATZEFLIS et al., 2008). Prefere ambientes florestais úmidos na Amazônia e Mata Atlântica, mas também ocorre no Cerrado e na Caatinga, em áreas associadas a cursos d’água (BONVICINO et al., 2008). Foi registrada na costa do Maranhão e no nordeste do Pará, enquanto outro dasiproctídeo, a cutia-vermelha (D. leporina), no Amapá, ilha do Marajó e região de Belém (STONE et al., 2009).

Roedor de temperamento irrequieto, desloca-se Cutia. rapidamente entre os arbustos, o que favorece uma maior dispersão das sementes pelo chão. Sua atividade concentra-se no início da manhã e crepúsculo, quando busca os frutos, sementes e raízes de que se alimenta. Em situações de alarme ou estresse, eriça seus pelos dorsais.

Dasypus novemcinctus Linnaeus, 1758 – Adaptado a florestas, campos e até regiões áridas, Tatu-galinha; Mamífero da ordem Cingulata, família exibe atividade mais à noite, valendo-se das Tatuetê,


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Dasypodidae. Tem comprimento cabeça-corpo de 39,5-57,3 cm, cauda de 29-45 cm, peso de 3,2-4,1 kg. A cabeça é pequena e alongada, com olhos reduzidos, focinho fino e orelhas destacadas superiormente, enquanto o corpo se reveste de uma carapaça convexa pardoescura, quase toda nua e contendo geralmente nove cintas transversais de placas móveis. A comprida cauda é cônica e de ponta afilada (WETZEL et al., 2007). Espécie de tatu com maior distribuição geográfica na atualidade, presente desde os Estados Unidos até o Uruguai e norte da Argentina, estendendo-se por todos os biomas e estados brasileiros (MARQUESAGUIAR; AGUIAR, 2010). Foi registrado em todo o litoral brasileiro, com achados recentes na ilha de Marajó e em fragmentos florestais da Grande Belém (MARQUES-AGUIAR et al., 2002b; STONE et al., 2009).

garras recurvadas em ágeis explorações no solo, Tatu-de-folha; tanto para encontrar alimentos quanto para Tatu-veado. escavar tocas e túneis, usados de abrigos temporários ou para reprodução. Alimenta-se principalmente de invertebrados, como cupins, besouros, formigas e minhocas. Tem a peculiaridade reprodutiva de que os filhotes de uma gestação nascem todos idênticos, oriundos de um mesmo óvulo fertilizado (poliembrionia). É muito caçado, devido à carne de sabor apreciado.

Der mat obia hominis Linnaeus Jr., 1781 – Família Dermat matobia Cuterebridae, ordem Diptera, classe Insecta. Conhecida popularmente por mosca-do-berne, que se desenvolve subcutaneamente no homem e em vários animais domésticos (LENKO; PAPAVERO, 1996). As larvas* de Dermatobia determinam uma forma de miíase não invasiva, que se instala sobre a pele íntegra e se caracteriza pela produção de lesões de aspecto furunculoide (GUIMARÃES; PAPAVERO, 1999).

Berne* – Infestação causada por larvas* de moscas da família Cuterebridae e Oestridae, popularmente conhecidas como varejeiras. No Brasil, a infestação mais comum (miíase) no homem é causada pelas larvas* da moscas da espécie Dermatobia hominis , conhecida vulgarmente como Berne* ou Ura. A larva* do referido inseto é responsável por miíases furunculosas de bovinos e outros animais, inclusive o homem.

Desmodus rotundus (É. Geoffroy St.-Hilaire, 1810) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Phyllostomidae, subfamília Desmodontinae. Comprimento do antebraço de 50-63 mm, peso de 25-40 g. Sua pelagem dorsal é macia, de cor

Esta é a única das três espécies de morcegos Morcego-vampiro. hematófagos que se alimenta de sangue de mamíferos, inclusive o humano. Ocorre em diversos ambientes, desde áreas florestadas a regiões desérticas. Recomenda-se a sua proteção

Berne; Ura; Varejeira; Bicheira.

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TÉCNICO

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marrom-acinzentada, contrastando com o cinzaprateado do ventre. Tem lábio inferior profundamente sulcado, enquanto os incisivos superiores são grandes, com pontas triangulares e bordas cortantes (EMMONS; FEER, 1997; REIS et al., 2007). É encontrado amplamente desde o norte do México até a Argentina e o Chile, distribuído em todos os estados e biomas brasileiros (KWON; GARDNER, 2007). Já foi registrado em várias localidades da costa amazônica. Em 2004 e 2005, mais de 30 óbitos por raiva humana, transmitida por D. rotundus, ocorreram em três municípios da faixa litorâneoestuarina paraense: Viseu, Portel e Augusto Corrêa (AGUIAR et al., 2008).

em ambiente florestal, mas controle nos espaços abertos e próximos da presença humana, devido ao risco de transmissão de raiva, tanto para animais domésticos e de criação quanto para o homem.

Didelphis marsupialis Linnaeus, 1758 – Mamífero da ordem Didelphimorphia, família Didelphidae. Comprimento corporal de 40-50 cm, cauda de 37-50 cm, peso de 1,0-1,7 kg. Tem corpo maciço, pescoço grosso, focinho alongado e pontudo, com longas vibrissas, membros curtos e cauda preênsil, bastante grossa, redonda e afilada, peluda somente na base, enroscando-se nos galhos à semelhança do observado em alguns símios (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). A pelagem é de coloração marrom-escura ou negra-agrisalhada no dorso, e cremeamarelada no ventre. Conta com marsúpio bem desenvolvido (ROSSI; BIANCONI, 2011). Sua ocorrência é extensa, desde o México até o norte da Bolívia e região central do Brasil (STEIN; PATTON, 2007). Há registros de sua presença em toda a costa norte, incluindo fragmentos florestais em Belém (ANDRADE; FERNANDES, 2005; STONE et al., 2009).

Marsupial noturno, comum na Amazônia. É encontrado em uma variedade de hábitats, incluindo florestas de terra firme, florestas de várzea, manguezais e áreas urbanas. Sua cauda longa a auxilia a deslocar-se com segurança em árvores, longe do solo. Conhecida pelo odor repulsivo que exala quando ameaçada, tem dieta diversificada, que compreende insetos, frutos, pequenos vertebrados, larvas e néctar. Repousa de dia em ocos de árvores, emaranhados de cipós e forros de residências.

TERMINOLOGIA POPULAR

Mucura; Mucura-de-orelha-preta; Gambá; Saruê.


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Donax striatus Linnaeus, 1767 – Classe Bivalvia, A espécie é bastante usada em artesanato. família Donacidae. Caracteriza-se por possuir valvas trigonais e coloração com combinações de cores creme a púrpura (AMARAL et al., 2005). Tem concha equivalve, equilateral e moderadamente inflada e margem posterior achatada e levemente côncava. Possui no lado externo da sua concha numerosas linhas radiais regulares (MATTHEWSCASCON, LOTUFO, 2006). Vive enterrado em fundos de lama e areia*. A espécie tem distribuição desde o Caribe, Venezuela, Suriname até o Brasil (RIOS, 2009).

TERMINOLOGIA POPULAR Sarnambi-branco-da-praia.

Dr osera capillaris Poir. – Espécie da familia Drosera Droseraceae (SILVA, 2010). É uma planta carnívora que captura insetos mediante glândulas pegajosas e com pelos em suas folhas. Esta espécie é nativa no norte da América do Sul. A roseta de folhas avermelhadas fica a menos de um centímetro de altura, com uma haste curta de flores róseas (UNF, 2011).

Planta carnívora que ocorre em solos úmidos e Planta comedora de inseto. pobres como as turfeiras. Possui folhas recobertas por pelos glandulares (tentáculos) que excretam substância viscosa. Os pelos ou tricomas são vermelhos com glândulas nas extremidades, com aparência de uma pequena gota brilhante. Os insetos são atraídos pela cor da planta, e quando pousam na folha, que é sensitiva, ela se fecha e apreende os insetos; os pelos se curvam e liberam enzimas que vão digerir as presas. Os insetos capturados nas folhas fornecem os minerais que são absorvidos pela planta, ajudando-a a sobreviver em solos pobres.

Dyscinetus sp sp. – Inseto da família Scarabaeidae, ordem Coleoptera, classe Insecta (RAFAEL et al., 2012). Segundo Picanço (2010), apresentam cor marrom-escura a preta e os adultos medem até 20 mm. As posturas são feitas no solo e larvas* de 3 mm eclodem delas. Essas possuem cabeça marrom-clara, abdome com extremidade escura e chegam a medir 500mm.

Besouros que eclodem em grande quantidade nos Besouro-preto. campos* litorâneos da costa amazônica, no início do período chuvoso. Os adultos dos besouros pretos são atraídos pela luz e perturbam as pessoas dentro de suas casas; caem nas redes e camas, dentro de pratos e panelas de comida, porque permanecem rondando as fontes de luz. Estes besouros se desenvolvem no solo, nas raízes dos capins dos campos*.

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TERMINOLOGIA POPULAR

Egretta caerulea (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae (CBRO, 2011). Mede de 60-70 cm e pesa 350 g. Adultos com plumagem roxo-azulada e juvenis brancos ou mesclados em tons de branco, cinza e azul. Distribui-se do sul dos Estados Unidos e América Central ao Peru, Colômbia e Brasil, acompanhando o litoral até o Rio Grande do Sul; também Mato Grosso (Pantanal), médio Solimões e Uruguai (SICK, 2001). Segundo Adriaens (2011), sua dieta inclui peixes, sapos, lagartos, cobras, tartarugas e crustáceos, como caranguejos, lagostas e camarões, além de insetos aquáticos e aranhas.

Garça encontrada no litoral amazônico em águas Garça-morena; doce, estuarinas e em baixios do litoral. Vive em Garça-azul. manguezais, forma colônias e nidifica em ninhais, associada a outras espécies de garças. Alimentase de peixes, répteis, crustáceos, insetos e outros artrópodes.

Egretta thula (Molina, 1782) – Espécie da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae (CBRO, 2011). Mede de 56-66cm, pesa 370g e tem 100 cm de envergadura. Os machos tendem a ser ligeiramente maiores que as fêmeas. Caracterizase por sua plumagem inteiramente branca e um longo, delgado e brilhante bico preto (PARSONS; MASTER, 2000). Difere-se de outras garças brancas pelas pernas negras com pés amarelos (SIGRIST, 2009). Ocorre na maior parte da América do Sul, em todo o Brasil, sudeste dos Estados Unidos e Antilhas. Habita o litoral marítimo, em beiras de rios e igarapés, em campos* inundáveis e manguezais. Alimenta-se de peixes, insetos aquáticos e terrestres, crustáceos e moluscos, anfíbios e répteis (MARCELIANO, 2010).

Ave que geralmente prefere ambientes de Garça-branca; enseadas* de águas rasas para se alimentar, mas Garça-branca-pequena. ocorre em pântanos salinos, canais de maré e manguezais. É observada também em parques urbanos onde procura alimentos. Desempenha um importante papel como indicador biológico da saúde dos ecossistemas* e da qualidade do habitat*, uma vez que sua ausência pode refletir distúrbios no ambiente, como a poluição, contaminação da água, perda de habitat* ou perturbação humana. Reproduz-se em ninhais ao lado de outras garças e de outras aves aquáticas.

Egr etta tricolor (Statius Muller, 1776) – Espécie da Egretta ordem Pelecaniformes, família Ardeidae (CBRO, 2011). Mede 56-76 cm e pesa de 350-415g. Apresenta plumagem dorsal cinza; bico e pernas negras; tarso amarelo; cabeça e pescoço violáceos; barriga e

Ocorre principalmente em manguezais, zonas Garça-tricolor; costeiras, estuários* e na vegetação palustre Garça-de-três-cores. adjacente; em todo ambiente aquático e áreas alagadas, mas sempre próximo à costa. Reproduz-se nos manguezais, onde constrói


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uropígio branco; garganta e pescoço adjacentes esbranquiçados, manchados de ferrugíneo. No imaturo, o pescoço é ruivo (amarelo-avermelhado ou louro-avermelhado). Ocorre do sul dos Estados Unidos até o norte da América do sul, sendo o litoral do Piauí e Ceará o limite da área de ocorrência no Brasil. É presente também nos litorais da Colômbia e Peru (SICK, 2001).

ninhos com gravetos em forma de plataformas. São usualmente encontradas solitárias ou em casais. Capturam peixes, caranguejos, caracóis diversos e outros moluscos, geralmente ao lado da garça-morena (Egretta caerulea).

Eichhornia crassipes (Mart.) Solms – Espécie da família Pontederiaceae (AMARAL, 2012). Plantas flutuantes livres, rizomatosas, estoloníferas; folhas emergentes, em rosetas, obovadas a elípticas; inflorescência espiciforme; perigônio lilás; externamente pilosoglandular; tépalas externas e internas de margens inteiras. Floração durante todo o ano, principalmente nos meses de março a junho (SANCHES et al., 2000). O pecíolo inflado e a cor das suas flores dependem da quantidade de nutrientes (GUARIM-NETO, 1991).

Macrófita aquática,* flutuante livre, estolonífera* Mururé; e pioneira. Folhas com pecíolo inflado ou não, Aguapé. inflorescência com flores azuis a lilás. Tamanho variável, que parece ser outra espécie, principalmente quando não tem predador natural e ocorre em água rica em nutrientes e sol pleno. Importante na alimentação de peixe-boi, aves, capivara, búfalos e porco. Tem utilização vasta, suas raízes servem de refúgio a peixes e como despoluidora de águas. Sua cinza é usada como sal pelos índios. É uma das plantas aquáticas mais estudadas.

Epinephelus itajara (Lichtenstein, 1822) – Ordem Perciformes, família Serranidae. Vive nas águas tropicais e subtropicais do Atlântico e do Pacífico. No Atlântico ocidental se distribui da costa da Flórida (EUA) ao sul do Brasil, incluindo o Golfo do México e o Caribe; no Atlântico oriental encontra-se na costa da África, do Senegal ao Congo; no Pacífico ocorre do golfo da Califórnia ao Peru (GERHARDINGER et al., 2006). O mero é um peixe de grande porte e importante na pesca. Segundo Sadovy e Eklund (1999), cresce acima de 250 cm de comprimento, ultrapassa 300 kg e chega a viver por 30 anos. Atualmente encontrase criticamente em perigo de extinção. Fatores

Peixe muito apreciado na alimentação por causa Mero. de sua carne de excelente qualidade. Por muito tempo o mero tem sido submetido à intensa pressão da pesca, e hoje tornou-se raro onde outrora era abundante. Já à beira da extinção, passou a ser protegido por lei em muitos países, inclusive no Brasil. Considerado o gigante dos mares, esse peixe ultrapassa 2,0 m de comprimento e 300 kg de peso. É solitário, vive entre rochas, corais, em fundos de lama e entre restos de troncos. Na Amazônia, entra nos trechos inferiores dos rios e explora as imbirateuas. As áreas salobras dos estuários* e os manguezais são importantes zonas de

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como a sobrepesca e a destruição dos manguezais alimentação e crescimento da espécie. Peixes e têm dificultado a recuperação dos estoques invertebrados constituem os principais itens de dessa espécie (GERHARDINGER et al., 2006). Pode sua dieta. ser reconhecido pelo corpo robusto, de coloração que varia de castanho a cinzaesverdeada. Tem a cabeça comprida, a nadadeira dorsal com 11 espinhos e 15 a 16 raios, e a anal três espinhos e oito raios. As bases da dorsal e da anal são escamadas (BULLOCK et al., 1992). Vive em profundidades de 40 a 100 m, explora ambientes marinho, estuarino associado a recifes e ambientes com grande aporte de água doce, onde repousa em troncos submersos. Com 128cm atinge a maturidade sexual. Durante a reprodução, agregam-se e ficam vulneráveis à pesca. Os juvenis se abrigam nos manguezais, onde se alimentam de crustáceos e pequenos peixes (GIARRIZZO; KRUMME, 2007).

Eudocimus ruber (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Pelecaniformes, família Thereskiornithidae (CBRO, 2011). Mede 60 cm e pesa 650 g. Plumagem inteiramente vermelho-escarlate brilhante, exceto pelas extremidades negras das rêmiges primárias; o bico pardacento nas fêmeas, e nos machos torna-se preto brilhante durante a época de reprodução (ORR, 1986). Ocorre do norte da América do Sul até o sudeste do Brasil. É abundante no litoral dos estados do Amapa, Pará e Maranhão. Pequenos bandos* formam uma população isolada na costa de São Paulo e Paraná (SOUZA et al., 2008). Alimenta-se de caranguejos, caramujos e insetos (SICK, 2001). Segundo Hass, Matos e Marcondes-Machado (1996), registraram a ocorrência de cinco espécies de crustáceos decápodes e uma espécie de craca na dieta desta

Ave comum no litoral amazônico, endêmica da Guará. zona costeira. Desenvolve-se em ninhais nos manguezais, nos meses mais chuvosos, quando grupos se reúnem para o acasalamento*. Os guarás são muito sensíveis às alterações antrópicas, principalmente à destruição das áreas onde constroem seus ninhais. Outras ameaças são: a caça de seus ovos, utilizados como alimento, a captura dos filhotes como animais de estimação e a utilização de suas penas para enfeites. Diante destas ameaças, vem sofrendo a perda de hábitat* e extinção local.


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espécie na Ilha do Cajual, Maranhão. Reproduz-se associado a outras aves, como colhereiros (SICK, 2001) e várias espécies de garças em Bragança, Pará (SCHORIES; GORAYEB, 2001).

Eugenia biflora (L.) DC. – Espécie da família Myrtaceae (SOBRAL et al, 2014). Arbusto* de 1,5m de altura, folhas opostas, coriáceas, oval a ovalelíptica, pubescentes em ambas as faces, a abaxial velutina, glândulas translúcidas pouco evidentes, ápice acuminado a cuspidado. Inflorescência axilar ou terminal, flores formando fascículos, pediceladas, cálice densamente pubescente, pétalas livres, numerosos estames. Fruto baga com glândulas translucidas, tricomas simples. (ROSÁRIO et al., 2005).

Arbusto* de folhas simples, opostas, ovais- Murtinha. eliptícas, ápice longamente acuminado. Frutos vermelhos quando imaturo e preto quando maduro, com polpa adocicada. Comum nas dunas*, no campo arbustivo aberto.*

Euphractus sexcinctus (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Cingulata, família Dasypodidae. Comprimento corporal de 40-50 cm, cauda de 1124 cm, peso de 3-7 kg. Apresenta cabeça cônica, com certo achatamento superior, e orelhas pequenas bem afastadas. A carapaça tem coloração amarelopálida a marrom-clara, provida de longos pelos esparsos e brancos, com a presença característica de seis a oito cintas móveis bem definidas (REDFORD; WETZEL, 1985; EMMONS; FEER, 1997). Ocorre principalmente na parte leste da América do Sul, desde o sul do Suriname até o Uruguai e nordeste da Argentina, estando presente na maior parte do território brasileiro e em todos os biomas do país (WETZEL et al., 2007). Existem vários registros costeiros da espécie no Brasil, tendo havido expansão de sua área de ocorrência conhecida, nos últimos anos, mediante achados na costa norte, desde o Amapá até o Maranhão (SILVA-JÚNIOR et al., 2010).

Este mamífero desdentado deixa odor peculiar por onde caminha, causado por secreções de glândulas odoríferas na carapaça, provavelmente para demarcação de tocas e informação sexual. Sua dieta é variável, incluindo insetos, minhocas, outros pequenos animais, larvas, ovos, frutos, raízes e carniça (daí a sua alcunha de “papadefunto”). Ocupa principalmente áreas abertas, savanas, cerrados, matas de galeria e entorno de florestas, podendo construir aglomerados de tocas.

Tatupeba; Tatu-peludo; Tatuíva; Peba; Papa-defunto; Tatupoiú; Tatu-de-mão-amarela; Tatu-cascudo; Cascudo.

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Euvola marensis (Weisbord, 1964) – Classe Bivalvia, família Pectinidae. Possui concha circular e brilhante na parte externa. Sua valva direita é mais convexa, de cor branca e com uma borda amarela ou marrom (RIOS, 1994). A valva esquerda é constituida por uma coloração marrom-avermelhada e possui em seu interior de 22 a 24 pares de costelas, que irradiam até a borda da concha (RIOS, 2009). Esta espécie é encontrada em substratos areno-lamosos a uma profundidade de 30 a 120 m (MASSEMIN et al., 2009). Ocorre no Golfo do México, sul do Texas (EUA), Caribe, Suriname, e Norte do Brasil (Amapá) (RIOS, 2009).

A espécie é trazida como fauna acompanhante por Vieira-de-fundo. barcos de pesca e é utilizada no artesanato local. É chamada de Vieira de fundo, principalmente por comunidades que usam as conchas em artesanato.

Farfantepenaeus subtilis (Peréz Farfante, 1967) – Camarão penaídeo que habita grande porção do Atlântico Ocidental, desde o Caribe até Cabo Frio, no Rio de Janeiro. São encontrados no litoral, preferencialmente nas águas rasas até 75 m de profundidade, em fundos de lama e areia* ou com conchas (D’INCAO, 1995).

É um dos principais recursos pesqueiros Camarão-rosa. industriais da costa norte do país, mas também é pescado artesanalmente, sendo importante para a subsistência de populações ribeirinhas (ISAAC et al., 1992). Farfantepenaeus brasiliensis (LATREILLE, 1817) é outra espécie que ocorre no litoral paraense, à qual se aplica a mesma terminologia popular.

Fregata magnificens Mathews, 1914 – Espécie da ordem Suliformes, família Fregatidae (CBRO, 2011). Mede de 90-115cm, pesa de 110-1.587kg e tem de 215-245 cm de envergadura (SIGRIST, 2009). O macho apresenta plumagem inteiramente preta, com brilho verde-arroxeado no dorso. Possui gravata vermelha (parte do saco gular) que é inflado no período reprodutivo. A plumagem da fêmea é preta, com peito branco, colar cinza na nuca e linhas brancas axilares. Ocorre da costa do Amapá ao Rio Grande do Sul e Argentina; Ilha do Cabo Verde, mar das Antilhas, costas pacíficas da

A fragata é observada em áreas costeiras nidificando Tesourão; em colônias. Realiza voo a longas distâncias, Fragata. planando sob a influência de correntes de ar ascendentes. Alimenta-se principalmente de peixes, mas também de lulas, tartarugas, caranguejos, ovos e filhotes de aves. No período reprodutivo, o macho infla o saco gular até formar uma grande bola encarnada, que fora deste período permanece coberto pela plumagem. Esta ave é utilizada como bioindicadora do ecossistema*.


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América do Sul, Galápagos e México (SICK, 2001; SOUZA et al., 2008).

Glossophaga soricina (Pallas, 1766) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Phyllostomidae, subfamília Glossophaginae. Comprimento do antebraço de 31,8-39,8 mm, peso de 7-17 g. Apresenta focinho longo, com língua extensa e afilada que favorece o alcance do alimento, e sua pelagem tem coloração variável de marromescura a marrom-avermelhada (REIS et al., 2007). Ocorre no México, América Central e grande parte da América do Sul: Colômbia, Venezuela, Trinidad, Guianas, Brasil, Equador, Peru, Bolívia, Paraguai e norte da Argentina (GRIFFITHS; GARDNER, 2007). Adapta-se ao meio rural e às grandes cidades (BREDT et al., 1996). Sua presença na costa amazônica está bem demonstrada, com registros pontuais no litoral amapaense, ilha de Marajó (MARQUES-AGUIAR et al., 2002b), Grande Belém, incluindo suas ilhas (ROCHA, 1999), planície bragantina e litoral maranhense, incluindo a ilha de São Luís (CRUZ et al., 2007).

Morcego pequeno, adaptado a todos os biomas Morcego. brasileiros; exibe certa preferência por áreas mais úmidas. Seus alimentos principais são pólen e néctar, constituindo-se, por isso, em importante agente polinizador, embora também consuma insetos e frutos. Tem ampla versatilidade no uso de abrigos.

Heliconia psittacorum L.f. – Família Heliconiaceae; Divisão Angiospermae. Planta essencialmente tropical, entouceirada e rizomatosa, com ramos de textura herbácea. Suas folhas são coriáceas, verdes e lisas, com formato oval-lanceolado, sustentadas por ramos eretos com cerca de 1,5 m de altura e que formam densas touceiras com o tempo. Suas inflorescências curtas são produzidas em hastes longas e eretas, e são compostas de brácteas brilhantes e cerosas, de colorido vibrante, que vai do amarelo ao vermelho, e pequenas flores

Planta arbustiva associada a locais úmidos e Tracoá; bastante adequada para jardins tropicais. Caetezinho; Crescem geralmente até cerca de 1 m de altura, Planta-papagaio. em populações densas. As inflorescências duráveis são formadas por duas a quatro brácteas lisas, de cor alaranjada viva, com cinco a oito flores. É largamente aproveitada em arranjos florais. Deve ser cultivada sob pleno sol ou meiasombra, em solo fértil, enriquecido com matéria orgânica e mantido úmido.

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verdadeiras, que surgem de dentro das brácteas (PATRO, 2011). As inflorescências são formadas por 2 a 4 bracteas lisas, de cor alaranjada viva, com 5 a 8 flores. (GIRAULT et al., 2008).

Hippeastrum puniceum (Lam.) Kuntze – Família Amaryllidaceae; Gênero Hippeastrum. Espécie nativa da América do Sul (Guiana Francesa, Guyana; Suriname; Venezuela, Equador e Peru). A família apresenta flores com coloração variando de branca a violeta, daí sua importância econômica como planta ornamental (USDA, 2011). Segundo Peixoto (2009), as plantas desta espécie podem atingir até 50 cm, com tamanho de flor na faixa de 15 cm. Tolera clima moderado e é considerada uma planta bulbosa de campo aberto, crescendo a pleno sol. De acordo com Martins e Bernardo (2010), no norte do Brasil se distribui por Roraima, Amapá, Pará, Amazonas e Rondônia.

Gênero botânico com cerca de 70 espécies. São Açucena. herbáceas bulbosas, com folhagem ornamental. Suas flores, embora durem pouco, destacam-se pela intensa coloração avermelhada e grandes dimensões.

Hip pelat es Loew, 1863 – Gênero de moscas da Este gênero inclui algumas espécies de mosquitos Lambe-olhos; Hippelat pelates família Chloropidae*, ordem Diptera, classe que são importantes porque buscam exutados Mosquito-remela. Insecta (FRANCISCO, 2005). nos animais, tentando pousar nas narinas, orelhas, nos olhos e lesões, causando incômodo e transmitindo doenças. Humiria b alsamifera (Aubl.) J.St.-Hil. – Espécie balsamifera da família Humiriaceae (MEDEIROS; AMORIM, 2010). Árvore pequena ou grande, dependendo do hábitat. Folhas subsésseis, subcoriáceas, de forma e tamanho variáveis, geralmente obovadas. Inflorescências cimosa-paniculadas, axilares ou terminais, flor branca. Fruto drupa oblongoelipsoide de cor roxo-escura quando maduro (CAVALCANTE, 2010).

Arvore de 4 a 8m de altura, flores esverdeadas, Umiri; fruto enegrecido quando maduro, comestível, Miri; muito apreciado pelos nativos. A casca da árvore Mirim. adulta produz um bálsamo resinoso de cheiro agradável, usado na medicina popular como expectorante. O caule é utilizado na fabricação de carvão e confecção de cercas.


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Hyblaea puera (Cramer, 1777) – Família Hyblaeidae, ordem Lepidoptera, classe Insecta. Espécie de mariposa originária do sudeste da Ásia que foi introduzida em diversos continentes e registrada no Brasil como praga de teca (Tectona grandis), nos estados do Mato Grosso, Goiás e Rio de Janeiro (PERES-FILHO, DORVAL; BERTIFILHO, 2002). Nos períodos de alta temporada de veraneio as mariposas, atraídas pelas luzes, invadem as cidades costeiras e as casas, podendo causar acidentes*, problemas alérgicos ou penetrar nos ouvidos das pessoas (GORAYEB, 2008a).

Mariposa originária do sudeste da Ásia, Mariposa-de-parede; introduzida em outros continentes, levadas em Mangue-vermelho. terras usadas em lastro de navios. Na costa amazônica registramos a ocorrência desta espécie infestando árvores de siriúba (Avicennia germinans) nos manguezais da zona costeira. Em alguns anos suas populações são grandes e os ataques das lagartas* aos bancos de siriúbas causam a secagem das folhas, que ficam avermelhadas; os pescadores designam este fenômeno de mangue-vermelho, e o inseto adulto de mariposa-de-parede. Nas altas temporadas, atraídas pelas luzes, as mariposas invadem as cidades costeiras e podem causar acidentes*, reações alérgicas oupenetrar nos ouvidos das pessoas (GORAYEB, 2008a) [ver Avicennia germinans].

Hydrochoerus hydrochaeris (Linnaeus, 1766) – Mamífero da ordem Rodentia, família Caviidae. Comprimento corporal de 1,0-1,3 m, peso de 3573kg. Possui cauda rudimentar quase imperceptível, corpo robusto e cabeça grande, com olhos e orelhas proporcionalmente pequenos e de localização dorsal. Focinho pouco pronunciado e pernas curtas. A pelagem, longa e áspera, é marrom-avermelhada no dorso e de tons amarelados nas partes inferiores (MONES; OJASTI, 1986). Ocorre desde o Panamá, por toda a América do Sul a leste dos Andes até a bacia do rio Uruguai, na Argentina, presente em todos os países do subcontinente, exceto no Chile; tem distribuição em todos os biomas e estados brasileiros (QUEIROLO et al., 2008). Ocorre nas planícies alagadas do Cabo Norte, frequentando

Maior roedor do planeta, gregário e com hábito Capivara. semiaquático, costuma se organizar em bandos à beira-rio. É excelente nadadora e mergulha quando se sente em perigo. Apesar de corpulenta, mostra-se ágil também no seco, onde salta e corre com habilidade. Exclusivamente herbívora, aprecia gramíneas e plantas aquáticas. Seu nome provém do tupi “kapi’wara” (“comedor de capim”). É muito perseguida para a caça, pois a sua carne tem sabor apreciado, porém não se encontra ameaçada.

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Inia geoffrensis (de Blainville, 1817) – Mamífero da ordem Cetacea, família Iniidae. Pode chegar a 2,5 m de comprimento e 185 kg de massa corporal, sendo os machos maiores. Na parte anterior do corpo se destacam o focinho alongado e esguio, o melão (projeção frontal) bem proeminente e os olhos pequenos. Dispõe de nadadeiras peitorais largas, que lembram remos, enquanto a nadadeira caudal é triangular e também larga. Sua coloração varia do cinza ao rosa intenso (MONTEIRO-FILHO et al., 2011). Possui ampla distribuição nas bacias dos rios Amazonas e Orinoco. Corredeiras e cachoeiras são consideradas barreiras físicas para a ocorrência da espécie (BEST; DA SILVA, 1993). Tende a se concentrar nas bocas de rios e abaixo de correntezas (MONTEIRO-FILHO et al., 2011). Parece constituir-se em habitante regular da baía do Marajó (EMIN-LIMA et al., 2007).

Maior golfinho de água doce, nada lentamente, quase sempre solitário. Sua dieta predominante são peixes, mas pode consumir outros animais, como pequenos crustáceos ou quelônios. Curioso, é comum aproximar-se de nadadores sem atacá-los, assim como de embarcações. Raramente salta. Há evidências de sua adaptação ao ambiente flúvio-marinho do estuário amazônico, associado a faixas de manguezal intermitente da costa oriental da ilha de Marajó. A lenda do cetáceo a emergir dos rios para transformar-se em belo cavalheiro e seduzir mulheres ribeirinhas refere-se a esta espécie e faz parte do imaginário popular amazônico.

Boto-vermelho; Boto-cor-de-rosa; Boto-malhado; Boto-branco.

Iphigenia brasiliana (Lamarck, 1818) – Classe Bivalvia, família Donacidae. É caracterizada por uma concha romboide, inflada, com uma carena radial posterior e perióstraco fino e marrom. No lado interno apresenta um seio palial profundo, em forma de U. A espécie é suspensívora e se enterra cerca de 20 cm de profundidade no sedimento (BOFFI, 1979; AMARAL et al.,2005; RIOS, 2009). Tem distribuição na Flórida, Caribe, Suriname, Brasil e Uruguai (RIOS, 2009).

A espécie é utilizada como alimento humano, no Sarnambi; entanto é pouco abundante na costa norte. Como Tarioba. a maioria dos bivalves na costa norte, esta espécie também é denominada sarnambi nas comunidades litorâneas.

os banhados costeiros, na Guiana Francesa, costa amapaense e arquipélago do Marajó (AGUIAR et al., 2008).


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Ipomoea imperati (Vahl.) Griseb. – Espécie da família Convolvulaceae (BIANCHINI; FERREIRA, 2011). Erva reptante, estolonífera. Folhas simples, alternas, cartáceas, lineares. Flores solitárias ou em dicásio, axilares, corola gamopétala branca, infundibuliforme, fruto cápsula globosa (COSTANETO et al., 2000).

Erva rastejante, estolonífera. Folhas com dois a Salsa-da-praia. três lobos na base. Flores brancas em dicásio ou solitárias. Fruto cápsula. Comum nas formações Psamófila reptante, sobre as primeiras dunas e nas margens de brejo herbáceo.

Ipomoea pescaprae (L.) R.Br. – Espécie da família Convolvulaceae (BIANCHINI; FERREIRA, 2011). Cipó rastejante, com ramificação estolonífera. Facilmente reconhecida por suas flores infundibiliformes e corola lilás; folhas suborbiculares. É comum nas restingas, onde retém areia* e atua no processo de formação de dunas* (BASTOS et al., 2003).

Planta fixadora de dunas, ornamental e Salsa. facilmente reconhecida por suas flores lilases, vistosas. Suas raízes são utizadas como cicatrizantes, na forma de chá, para limpar ferimentos, e suas folhas fervidas são usadas como cicatrizante.

Ischnosiphon arouma (Aubl.) Körn. – Plantas da família Marantaceae (BRAGA, 2013). Planta de 3-4 m de altura, rizomatosa e paludosas. Caule cilíndrico, liso. Folhas ovaladas, em rosetas, no ápice do caule de consistência papiráceas. Pecíolo cilíndrico com longa bainha, flores em espigas peducunladas amarelas (POTIGUARA et al., 1987), cujas fibras são utilizadas na confecção de diferentes artefatos por caboclos ribeirinhos e diferentes etnias indígenas. O arumã é uma erva perene, rizomatosa, caulescente, de tamanho médio a grande, que cresce em locais alagados, distribuindo-se desde o alto rio Orinoco, na bacia do rio Negro, ao longo do rio Amazonas, desde Tefé até a desembocadura desse rio no oceano. A espécie ocorre sob a forma de touceiras, cada uma delas composta por vários caules aéreos, enquanto os caules subterrâneos, rizomatosos, desenvolvemse a profundidades de 0,10 a 0,50 m (ANDERSON, 1977; NAKAZONO; PIEDADE, 2004).

Espécie fibrosa, com caule liso e resistente, cujas Guarumã; talas (casca da haste caulinar) são utilizadas em Arumã. cestarias em geral, como trançados na confecção de paneiros, peneiras, cestas e tipitis. Usa-se a folha para forro de paneiros e para embrulho de carne, peixes e verduras e de iscas nos instrumentos de pesca.

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Laguncularia racemosa (L.) C.F. Gaertn. – Espécie da família Combretaceae (MARQUETE, 2013). Árvore ou arbustos*, folhas opostas, verdes mais claras no dorso, espessas e coriáceas, oblongas, obovadas ou elípticas com ápices arredondados e emarginados, pecíolo vermelho com duas glândulas na parte superior. Flores pequenas, campanuladas de cor cinza esbranquiçada em racemos terminais. Fruto obovoide achatado (SCHAEFFER-NOVELLI, 1996).

Dentre as três principais espécies componentes Mangue branco; do manguezal, esta apresenta-se com menor Tinteiro. porte (altura) e ocorre geralmente na borda do manguezal, em solo mais arenoso* do que lamoso. As folhas são arredondadas, com pecíolo avermelhado e duas glândulas na base. O fruto tem a forma elíptica, mais alargada na região apical, possui cálice persistente e pequenos sulcos longitudinais.

Lepiselaga crassipes (Fabricius, 1805) – Família Tabanidae, ordem Diptera, classe Insecta. Mutuca comumente encontrada em locais adjacentes a pântanos, lagos* e grandes rios. Em estágio imaturo vive associada à vegetação aquática flutuante, como os aguapés. As fêmeas se alimentam de sangue de mamíferos, inclusive do homem (HENRIQUES, 1999).

Moscas, mutucas da família Tabanidae, da espécie Mutuca-preta; Lepiselaga crassipes, que picam humanos Bijogó; causando pústula e prurido. São moscas de cerca Cabo-verde. de 1cm, de cor preto-esverdeado metálico, com a ponta das asas transparentes. Criam-se em margens de rios e lagos* com macrófitas aquáticas, principalmente nas raízes de aguapé (Eichornia crassipes). Colonizam em superpopulação as margens do lago* da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, causando grande incômodo e estresse aos ribeirinhos. Ocorre em toda a América do Sul.

Lethocerus maximus De Carlo, 1938 – Família Esta é a espécies de barata-d’água que as pessoas Barata-d’água. Belastomatidae*, ordem, classe Insecta estão mais familiarizadas (é grande, alcançando (GOOGWYN, 2006). até 12cm de comprimento), isso porque são atraídos pelas luzes e são encontrados mortos ou se debatendo nas proximidades dos postes de luze. Leucophaeus atricilla (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Charadriiformes, família Laridae (CBRO, 2011). Mede entre 39-46 cm; pesa de 240-400g e tem de 102-107 cm de envergadura (BURGER; GOCHFELD, 1990). Visitante sazonal regular na costa norte brasileira (CBRO, 2011; SICK, 2001).

Estima-se que aproximadamente 30.000 Gaivota-de-capuz; indivíduos de gaivota-alegre passem o período Gaivota-alegre; não reprodutivo (agosto a março) na costa norte Gaivota-risonha. brasileira, principalmente nos estados do Amapá, Pará e Maranhão, onde numerosos bandos* podem ser vistos descansando na areia* ou


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Plumagem em geral cinzenta nas regiões do dorso e asas com marcas escuras na região da nuca; primárias negras com pontas brancas (SIGRIST, 2009). Segundo Scott et al. (1987), no período reprodutivo apresenta um capuz preto na cabeça; região ventral branca; flancos cinza-ardósia e asas pretas. Procria na costa pacífica e atlântica da América do Norte (dos Estados Unidos e do México à América Central e Antilhas), deslocandose para o sul durante o inverno, quando visita o norte da América Meridional, a oeste (Colômbia, Equador e Peru) e a leste dos Andes (Venezuela, Guiana), com ocorrências no litoral norte do Brasil (estuário do rio Amazonas até o Maranhão) (PINTO, 1978; SICK, 2001). Na costa do Pará, foi registrada na ilha do Marajó e municípios de Marapanim, Maracanã, Salinópolis, São João de Pirabas e Bragança (LIMA et al., 2010).

forrageando, desde a beira da praia até onde a vista permite alcançar mar adentro. É uma espécie carnívora, que se alimenta de insetos, peixes, mariscos e caranguejos.

TERMINOLOGIA POPULAR

Liohippelates Duda, 1929 – Gênero da família Algumas espécies deste gênero buscam sais em Lambe-olhos; Chloropidae, ordem Diptera, classe Insecta exsudatos de lesões, das narinas, olhos, ouvido Mosquito-remela. e lesões em animais, assim transmitindo (FRANCISCO, 2005). mecanicamente bactérias patogênicas. [ver Chloropidae] Litopenaeus schmitti (Burkenroad, 1936) – Família É utilizada como recurso pesqueiro em associação Camarão-branco. Penaidae. Espécie de camarão que ocorre no com outras espécies de camarão. Atlântico Ocidental, desde o Caribe (Cuba) até o Rio Grande do Sul, em águas rasas até 50 m de profundidade, associada a tipos de fundo com areia*, lama, pradarias de algas* e conchas (D’INCAO, 1995). Ocupa tanto a porção marinha como estuarina (SANTOS et al., 2008) e é importante para a subsistência de comunidades ribeirinhas, principalmente em determinados períodos quando outros recursos são escassos (SILVA-JUNIOR et al., 2010).

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Lucina pectinata (Gmelin, 1791) – Pertence à classe Bivalvia, família Lucinidae. É diagnosticada com valvas circulares, sólidas e infladas medindo de 51 mm de comprimento ântero-posterior e com coloração branco-amarelada e a superfície externa da concha é esculpida em elevações espaçadas (FARIAS, ROCHA-BARREIRA, 2007). Distribui-se na Nova Carolina, Flórida e Texas (EUA), Caribe, Venezuela, Suriname e Brasil (Amapá até Santa Catarina) (RIOS, 2009).

São filtradores e vivem normalmente em zonas de Sarnambi-da-lama; águas calmas, enterrados nos substratos lodosos Lambreta. dos manguezais, que variam de 15 a 20 cm de profundidade (MATTHEWS-CASCON, LOTUFO, 2006). É utilizada como alimento, mas pouco frequente na costa norte.

Lycopodiella cernua (L.) Pic. Serm. – Grupo Lycopod; Família Lycopodiaceae. Espécie caracterizada por apresentar ramos primários arqueados ou raramente eretos, com ramificações laterais arqueadas, portando estróbilos sésseis e pendentes. Em hábitats úmidos e sombreados, onde os ramos aéreos se ramificam, pode apresentar mais de 2 m de comprimento, tornando-se pendentes ou subescandentes. Floração/frutificação normalmente ocorre de janeiro a agosto. É uma espécie pantropical, pioneira, terrícola ou rupícola, que ocorre geralmente em borda de mata, formando populações junto a gramíneas, em locais bem iluminados, e também em solos perturbados, longe de trilhas, rios, clareiras e florestas, crescendo do nível do mar até ca. 2.200 m de altitude*. Na medicina popular possui as seguintes aplicações: diurética, antidiarreica, adstringente, anti-inflamatória e antirreumática (SCHWIRKOWSKI, 2011).

Nativa, não endêmica do Brasil. Ocorre na Amazônia, Pinheirinho; Cerrado e Mata Atlântica em todas as formações Palma-de-São-João; florestais. Espécie de fácil reconhecimento no Pé-de-galinha. campo, devido ao aspecto do ramo secundário em forma de pinheiro (deltoide), do qual deriva seu nome popular. Muito comum na borda de estradas e em áreas mais úmidas. Tem aspecto fino, delicado, lembrando um pequeno pinheiro, por vezes é usada em decoração.

Mabea angustifolia Spruce ex Benth – Espécie Espécie comum das capoeiras de restinga*. Seus Taquari; da família Euphorbiaceae (CORDEIRO et al., 2010). galhos de menor diâmetro (varinhas), até os Varinhas-da-conquista. Árvore de até 5 m de altura, ramosa, com ramos anos 1970 eram usados no artesanato dos


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pubescentes, estipulas compridas e lineares; folhas pecioladas, lineares, escuras e com pecíolos pubescentes; flores em grande quantidade agrupadas em racemo ou cacho (DI STASI; HIRUMA-LIMA, 2002). Até os anos 1970, os ramos menores desta espécie eram utilizados no artesanato de veraneio ( julho), em Mosqueiro e Soure (PA), com decorações artísticas da cultura Marajoara (GORAYEB, 2008b).

balneários de Mosqueiro e Soure, como costume simbólico no mês de veraneio ( julho). Estes galhos recebiam decoração com traços artísticos da cultura marajoara, no contraste entre as partes da casca removida. As varinhas eram guardadas como lembrança do veraneio, e faziam parte do artesanato local vendido aos turistas.

Machaerium lunatum (L.f.) Ducke – Espécie da família Fabaceae (FILARDI, 2014). Arbusto escandente com ramos sinuosos, esgalhado, estípulas transformadas em acúleos uniformes. Folhas compostas; folíolo oblongos, elípticooblongos ou elíptico de base obtusa, ápice arredondado ou retuso, curto mucronado, cartáceos a subcoriáceos. Esta espécie apresenta aspectos muito semelhantes aos de M. ferox (Mart. ex Benth) Ducke, mas diferem quanto ao número de folíolos, e forma orbicular dos frutos (BASTOS, 1987).

Macrófita aquática emergente, componente das Aturiá; margens de rios e igarapés de água branca, Cortiça. substituindo os pioneiros aningais (populações de Montrichardea*) nos quais apoia seus galhos espinhentos, local onde as ciganas (Opisthocomus hoazin*) fabricam seus ninhos e alimentam-se das folhas jovens destas espécies.

Macoma constricta (Bruguière, 1792) – Pertence É utilizada na alimentação humana, no entanto é Sarnambi-branco. à classe Bivalvia, família Tellinidae. É pouco ambundante. diagnosticada com concha suboval, inflada com uma carena radial posterior, tendo no lado interno das valvas o seio palial profundo e simétrico. É um animal que se alimenta de matéria orgânica depositada na superfície do substrato, pondendo enterrar-se até 30 cm de profundidade (AMARAL et al.,2005). É encontrada em regiões de entremarés* de praias areno-lamosas. Ocorre no oceano Atlântico na Flórida, Carolina do Norte, Texas (EUA), Caribe, Suriname e Brasil (Pará a Santa Catarina) (RIOS, 2009).

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Macrobrachium sp sp. Bate, 1868 – São camarões carídeos pertencente à família Palaemonidae, que em grande parte habita a água doce. O gênero Macrobrachium possui mais de 240 espécies reconhecidas ocorrendo em regiões tropicais e subtropicais de todo o mundo (WOWOR et al., 2009). No Brasil, podemos encontrar 18 espécies, das quais oito ocorrem no Pará (MELO, 2003), habitando desde águas escuras com vegetação emergente ou folhiços e substrato lodoso, até águas claras com gramíneas, areia* ou rochas, ou ainda em águas salobras. No Pará, do gênero Macrobrachium se destaca a espécie M . amazonicum (Heller, 1862), pelo seu valor comercial e por ser uma das mais consumidas por populações ribeirinhas (BENTES et al., 2011).

As espécies de maior porte são utilizadas na Camarão-cascudo; aquicultura* e também exploradas pela pesca, Camarão-regional; geralmente artesanal. No Pará, destaca-se a Pitú. espécie M. amazonicum (HELLER, 1862), uma das mais consumidas por populações ribeirinhas, como também é utilizada na pesca, conhecida pelos mesmos nomes populares: M. acanthurus (Wiegmann, 1836), M. brasiliense (Heller, 1862), M. carcinus (Linnaeus, 1758) e M. surinamicum (Holthuis, 1948).

Macrobrachium rosenbergii (De Man, 1879) – É a espécie que atinge o maior tamanho entre os Palaemonidae. Apresenta o rostro longo e sinuoso, com o segundo pereiópodo longo, subcilíndrico, com carpo estendendo-se além do escafocerito e mais longo que o mero, coberto com espinhos grandes e pequenos, exceto no dáctilo, que é pubescente (WOWOR; NG, 2007). Habita em águas doces e salobras. No Pará, sua ocorrência livre no estuário da baía de Marajó foi registrada em 2003, inclusive com fêmeas ovígeras, provavelmente devido a exemplares foragidos de viveiros de criação (CINTRA et al., 2003).

Sua origem é do Indo-Pacífico, mas devido ao Camarão-gigante-daseu valor comercial, tem sido cultivada em malásia; diversos lugares do mundo. Foi introduzida no Camarão-da-malásia. Brasil em 1978.

Malophaga – Subordem Phthiraptera, classe São pequenos parasitos externos de aves e Piolho-de-aves. Insecta, que inclui piolhos que são ectoparasitas mamíferos, achatados, e a maioria parasita aves. de aves (BORROR; DELONG, 1964). Possuem peças bucais mastigadoras e alimentamse de fragmentos de pelos, penas ou pele do


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hospedeiro. Muitos malófagos são pragas importantes de animais domésticos, causando grande irritação da pele e os animais muito infestados ficam debilitados.

Mansonella ozzardi (Manson, 1897) – Família Onchocercidae, ordem Spirurida, classe Secernentea (Nematoda). Ocorre na Amazônia central e ocidental (MEDEIROS; PY-DANIEL, 2009).

Espécie de filária que invade o sistema linfático e Filária. cavidade abdominal, habitando o sistema nervoso central e os tecidos de proteção em torno do coração. A doença provoca sintomas como dores nas articulações do corpo e cabeça, coceira, febre e frio nas pernas [ver Culicoides].

Martesia striata (Linnaeus, 1758) – Classe Bivalvia, ordem Pholadina, família Pholadidae. Inclui moluscos adaptados para cavar e construir galerias nos mais diferentes substratos. Caracteriza-se por possuir valvas em forma de pera (piriforme) com até 40 mm de comprimento (RIOS, 1994). Tem coloração de branco ao cinzento. É cosmopolita, vivendo em águas tropicais e subtropicais (BOFFI, 1979). Ocorre na Amazônia central e ocidental (MEDEIROS; PYDANIEL, 2009). É uma espécie altamente destrutiva, causando muitos danos aos cascos de barcos e pilares de cais (BOFFI, 1979).

Vive enterrado na madeira, onde se fixa pelo pé, Turu. perfurando-a com a porção anterior e afiada da concha. É capaz de perfurar a madeira, mesmo não possuindo as características de corpo longo e vermiforme como os teredinídeos.

Mazama americana (Erxleben, 1777) – Mamífero da ordem Artiodactyla, família Cervidae. Comprimento corporal médio de 1,3 m, altura de 50-80 cm, peso de 20-40 kg. O tamanho do corpo parece estar associado à região geográfica onde o animal vive. A cabeça é acinzentada e os chifres são curtos, retos e sem ramificações, próximos às orelhas lanceoladas. A pelagem do corpo e das pernas esguias é marrom-avermelhada, em tom ferrugem, enquanto na parte inferior da

Associado a ecossistemas tropicais e Veado-mateiro; subtropicais, pode ser encontrado em toda a Veado-vermelho. Amazônia, ao lado de outras espécies de veado. Vive isolado ou aos pares, pastando em mata densa, principalmente de manhã cedo e no início da noite. Em geral é dócil e tímido, mas agressivo em situações de disputa de fêmeas no cio. Alimenta-se de frutos, ocasionalmente de outros itens vegetais ou fungos.

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cauda é branca. Distribui-se em toda a América do Sul, exceto no Chile, desde a Colômbia até o Paraguai, norte da Argentina e sudeste do Brasil (VARELA et al., 2010). Está ausente na caatinga e nos campos abertos do extremo-sul do país (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). Parece visitante esporádico dos mangues da costa norte, consumindo folhas de mangue-branco ( Laguncularia racemosa ), com tendência ao declínio de sua densidade pelo corte de manguezais e destruição de áreas florestadas adjacentes (FERNANDES, 2000).

Melampus coffea (Linnaeus, 1758) – Pertence à Vive em raízes de mangue* e planícies de lama Concha. classe Gastropoda, família Ellobiidae e no supralitoral. Raramente é utilizada no caracteriza-se por possuir conchas ovaladas, lisas, artesanato local. com 4 a 5 voltas e com espira baixa (RIOS, 2009). Sua coloração é marrom, com 1 a 4 faixas brancas sobre o giro corporal (THOMÉ et al., 2010). Lábio externo possuindo de 10 a 15 liras adentrando a concha com abertura estreita. A espécie possui longos tentáculos com olhos basais (RIOS, 2009). Distriubui-se desde a Flórida (EUA), Região Caribenha, Suriname, Brasil até o Uruguai (RIOS, 2009; MASSEMIN et al.,2009). Milvago chimachima (Vieillot, 1816) – Espécie da ordem Falconiformes, família Falconidae (CBRO, 2011). Mede 40-46 cm, e pesa 315-335 g. A plumagem da cabeça e corpo é brancoamarelada; dorso marrom-escuro; listra pósocular negra; asas longas com mancha branca perceptível quando em voo; cauda longa, com larga listra marrom-escura na ponta. O jovem apresenta plumagem escura com listras claras, e o imaturo tem a cabeça, pescoço e regiões

O carrapateiro é comum em ambientes aquáticos e áreas alagadas. É frequentemente encontrado nas bordas de mangue* e nas fazendas de gado, pastagens, campos* com árvores esparsas, vizinhanças de cidades e margens de rodovias. Captura invertebrados, aves e outros animais. Alimenta-se de animais vivos ou mortos (carniça), aprecia frutos como o do dendê. Pousa no dorso de equinos e do gado para capturar carrapatos e arrancar larvas* da mosca do berne.

Carrapateiro; Caracará-branco; Chimango-carrapateiro; Chimango-do-campo.


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ventrais camurça, estriados com pardo-escuro. Ocorre da América Central, ao norte do Uruguai e da Argentina, e em todo o território brasileiro (SICK, 2001).

Molossus molossus (Pallas, 1766) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Molossidae. Comprimento do antebraço de 38-42 mm, peso médio de 13 g. Apresenta pelagem longa (mais de 4 mm de comprimento), aveludada e distintamente bicolorida, preta ou marromescura, um pouco mais clara no ventre (REIS et al., 2007). Estende-se desde o México até o Peru, grande parte da Bolívia oriental, Paraguai, Uruguai e norte da Argentina, abrangendo todo o território brasileiro, assim como a maioria das ilhas caribenhas (EGER, 2007). Confirmou-se seu registro em alguns pontos da Amazônia costeira: região do rio Maruanum e Macapá, no Amapá, e Bragança, no Pará (ANDRADE et al., 2008). No Maranhão, também teve ocorrência atestada (BERNARD et al., 2011), sendo provável a presença no litoral, dada a sua ampla distribuição, inclusive em áreas de ocupação humana.

É uma espécie abundante, encontrada em diversos Morcego. ambientes, que pode formar grandes colônias. Tem por refúgios diurnos, entre outros, palmeiras, ocos de árvores e forros de construções. Com hábito estritamente insetívoro, aprecia mariposas, besouros e formigas voadoras, daí sua atuação no controle populacional da entomofauna, tanto em zona silvestre quanto urbana.

Montrichardia linifera (Arruda) Schott – Espécie da Família Araceae (COELHO, 2010). Macrófita aquática* anfíbia, pioneira, folhas cordiforme de ápice obtuso e nervuras proeminentes, caule aéreo com até 8 m de altura e o caule subterrâneo (rizoma*) produz extensas populações clonais (clone*) pela brotação dos meristemas* de seus entrenós. Caracteriza-se por grande amplitude ecológica, ou seja, pode ser encontrada de emergente a terrestre em solo saturado de água. Tem importância ecológica na formação das

Uma população de Montricharida linfera constitui Aninga. um aningal, que além da importancia ecológica como pioneira, fornece alimento e refúgio para peixes, répteis, mamíferos e aves como a cigana (Opisthocomus hoazin)*, que se alimenta dos brotos de folhas. As sementes são preferidas por peixes (pacus) e tartarugas. O caule serve de flutuadores no transporte de toras de madeira ao longo dos rios amazônicos, na fabricação de papel e cordas. Tem importância medicinal como repelente, cicatrizante e nos estudos de malária e

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margens de rios e igarapés de águas brancas Leshimaniose. As diferenças com Montrichardia (barrentas), pois é a primeira vegetação na arborescens (L.) Schott, são provavelmente formação de ilhas aluviais (LINS, 1994). fenotípicas, e quanto ao diâmetro do caule aéreo e a cor da infrutescência.

Myrmecophaga tridactyla Linnaeus, 1758 – Mamífero da ordem Pilosa, família Myrmecophagidae. Comprimento corporal de 1,0-1,2 m, cauda de 65-90 cm, peso de 22-45 kg. Pelagem densa de cor cinza-acastanhada a marrom-escura, destacando-se uma faixa diagonal preta com orla branca, que segue lateralmente do pescoço e peito até a metade do dorso. Focinho muito longo e de aspecto tubuloso (SMITH, 2007). Distribui-se desde Belize e Guatemala, na América Central até o norte da Argentina, ocorrendo em todos os estados e biomas brasileiros (GARDNER, 2007b). Conta com vários pontos de ocorrência na zona litorânea, inclusive no Amapá e arquipélago do Marajó (SILVA-JÚNIOR et al., 2005, 2010).

Conhecido por alimentar-se de formigas e cupins, Tamanduá-bandeira; escava ninhos desses insetos usando as garras e Tamanduá-açu. os captura com a língua extensível e aderente. Sua cauda exuberante, em forma de plumagem (a “bandeira” de seu nome vulgar), serve-lhe de cobertura enquanto dorme, tanto para conservar a temperatura corporal quanto para camuflagem. Solitário, dócil, tem hábito terrestre e diurno, podendo ser visto em uma variedade de ambientes, desde matas a áreas inundáveis, embora prefira vegetação aberta. Está ameaçado de extinção, classificado como “Vulnerável” na Lista Vermelha da IUCN (2012).

My Myttella charruana (d’Orbigny, 1842) – Pertence à classe Bivalvia, ordem Mytiloida, família Mytilidae. É encontrada em muitos trabalhos científicos com a sinonímia de Mytella falcata (d’Orbigny, 1842) (RIOS, 1994). A espécie é caracterizada por apresentar uma margem anterior curta e arredondada, com um ângulo proeminente dorsal (RIOS, 2009). No exterior das valvas possui coloração de tonalidade marromamarelada a esverdeada, enquanto que na região interna é visível a tonalidade púrpura (BOFFI, 1979). Esta espécie vive em fundos de lamas aderido a substratos através de fios de bissos (FARIAS, ROCHA-BARREIRA, 2007). Ocorre da

Na costa amazônica, a espécie é chamada de Mexilhão; mexilhão. Também é comum ouvir o termo Mexilhão-de-pasta. mexilhão de pasta, que faz alusão às características dos mitilídeos de se agregarem com fios de bisso e lama. É muito usada como alimento humano.


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costa oeste do Pacífico, desde o México à Guianas e Ilha Galápagos, no Equador (RIOS, 2009). No leste do Atlântico tem ocorrência na Venezuela, Suriname, Brasil, Uruguai até San Antonio, na Argentina (BOFFI, 1979).

Mytella guyanensis (Lamarck, 1819) – Pertence É utilizada como alimento humano e apresenta Sururu; à classe Bivalvia, família Mytilidae. Possui uma grande importância comercial. Mexilhão-de-dedo. concha grande com umbo subterminal, charneira edêntula e uma carena dividindo a valva numa região anterior brilhante e outra opaca. Valvas com cicatrizes dos músculos retratores médio e posterior e adutor posterior indistintas e contínuas (BOFFI, 1979; RIOS, 2009). Vive em manguezais e em áreas arenolamosas, e quando fica exposta à maré* baixa, pode enterrar-se no substrato até uma profundidade de 20 cm. Distribui-se no Atlântico, desde Porto Rico até o Brasil. No Pacífico Oeste, desde os Estados Unidos (Califórnia) até o Peru (RIOS, 2009). Nassarius vibex (Say, 1822) – Pertence à classe Suas conchas são utilizadas no artesanato local. Concha. Gastropoda, família Nassariidae. Caracteriza-se por possuir conchas ovais, cônicas, com sete voltas convexas e com uma espira em ângulo de 55º. Cor esbranquiçada a cinza, geralmente com faixas marrons e escudo pariental bem desenvolvido. Escultura da espira com linhas cruzando nervuras axiais. Lábio externo dentado e espesso internamente (RIOS, 2009). Distribuise desde os EUA (Flórida), Caribe, Venezuela e Brasil (Pará a Santa Catarina) (RIOS, 1994). A espécie vive em locais com lama e areia* e alimenta-se de animais mortos (MASSEMIN et al.,2009).

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Nasua nasua (Linnaeus, 1766) – Mamífero da Ordem Carnívora, família Procyonidae. Comprimento corporal de 40-65 cm, cauda de 42-55 cm, peso de 2,7-10,0 kg. Sua pelagem tem cor uniforme entre o alaranjado e o marromescuro, mais clara no ventre. Na cauda, quase sempre ereta, observa-se uma alternância de anéis claros e escuros. Manchas brancas se destacam em torno dos olhos (MARQUESAGUIAR; AGUIAR, 2010). A cabeça é alargada, com um focinho longo e de extremidade flexível (GOMPPER; DECKER, 1998). Distribui-se exclusivamente na América do Sul, da Colômbia ao norte da Argentina e Uruguai, observado na maior parte do território brasileiro e em todos os biomas do país (TEIXEIRA; AMBROSIO, 2007). Parece visitante eventual dos manguezais, com registro costeiro no Amapá, Pará e Maranhão (SILVA-JÚNIOR et al., 2010).

É um carnívoro semiarborícola curioso e inquieto, Quati. ágil tanto nos galhos quanto em suas andanças pelo solo. Fareja tudo o que encontra à procura de seus alimentos: invertebrados (moluscos, crustáceos), ovos, frutos, larvas, pequenos vertebrados (peixes, anfíbios) e até animais maiores como macacos e pacas. Enquanto o macho tende ao isolamento, fêmeas e jovens deslocam-se geralmente em bandos, que chegam a mais de 30 indivíduos. Sua atividade predomina no início da manhã e fim de tarde. Prefere as matas, mas se adapta a vários ambientes, inclusive áreas antropizadas.

Neoteredo reynei (Bartsch, 1920) – Classe Bivalvia, família Teredinidae. É um bivalve perfurador que possui concha simples, com paletas de 6 a 8 mm de comprimento, com lâminas de formato triangular a oval, lado externo convexo e com uma depressão na extremidade distal da concha, que geralmente está desgastada. Os animais possuem corpo vermiforme e bastante longo, com diâmetro de tubo (galerias) entre 11 e 13 mm (ANDRADE, 1979; BOFFI, 1979; RIOS, 2009). Distribui-se desde o Suriname até o Brasil (do Amapá ao Paraná) (RIOS, 2009).

Por ser um perfurador da madeira, provoca sérios Turu. danos a estruturas e artes de pesca fixas nas zonas costeiras. É famoso e muito consumido como alimento pelas comunidades do litoral norte.

Nerita fulgurans Gmelin, 1791 – Pertence à classe Vive em rochas de regiões próximas a Concha. Gastropoda, ordem Archaeogastropoda, a qual manguezais, alimentando-se de algas*. É utilizada inclui a família Neritidae (RIOS, 1994). A espécie no artesanato local. caracteriza-se por possuir concha com até 25 mm


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de comprimento. Também possui externamente de 22 a 30 nervuras espirais grossas e opérculo cinza. É uma espécie dioica. Distribui-se da Flórida, Texas (EUA), Caribe e região ocidental da Colômbia e da Venezuela, ao Nordeste do Brasil (RIOS, 2009).

Neritina virginea (Linnaeus, 1758) – Pertence à Vive sobre as raízes da vegetação de mangues* e Aruá; classe Gastropoda, família Neritidae e possui espira é muito utilizada em artesanato. Conchinha. menor que 1/6 do comprimento total da concha. Tem sutura bem marcada e volta corporal lisa representando a maior parte da concha. Abertura de formato oval, lábio columelar com dentes muito pequenos de formato e tamanho irregulares. Lábio externo com margem fina. A concha apresenta coloração variada entre o vermelho, amarelo, preto, branco, roxo, cinza com listras axiais ou em ziguezague ou em aspectos de escamas imbricadas com bordas pretas. Opérculo liso, geralmente de cor preta (MATTHEWSCASCON; LOTUFO, 2006). Ocorre deste o Pará até Santa Catarina (THOMÉ et al., 2010). Neritina zebra (Bruguière, 1792) – Pertence à Tem importância econômica, pois é comestível e Conchinha; classe Gastropoda, família Neritidae e caracteriza- sua concha é utilizada no artesanato. Conhecida Caramujo. se por possuir concha com superfície pelos aquariofilistas como Neritina. ornamentada com linhas em zigue zague sobre o fundo de cor creme a castanho. Possui volta corporal ampla e um lábio interno caloso e com pequenos dentículos na margem. Distribui-se no Atlântico Ocidental em Honduras, Panamá, Venezuela, Guiana, Suriname, Guiana Francesa e Brasil (Pará, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Rio de Janeiro) (FARIAS, ROCHA-BARREIRA, 2007). Seu habitat é entremarés de fundos de lamas e rochas e em águas doces e salobras de estuários (RIOS, 2009).

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Noctilio leporinus (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Noctilionidae. Comprimento do antebraço de 70-90 mm, peso de 50-64 g. A pelagem é curta, de cor alaranjada em tom ferrugem, destacando-se dorsalmente uma fina faixa pálida na linha mediana. O focinho, pontudo, conta com dobras cutâneas nas porções laterais sobre o queixo, lembrando o de um buldogue (EMMONS; FEER, 1997). Ocorre no México, América Central, e na América do Sul vai até o leste do Peru, leste da Bolívia e norte da Argentina, distribuindo-se em quase todo o Brasil. Estende-se ainda por diversas ilhas caribenhas, inclusive Cuba (GARDNER, 2007a). Sua presença na costa amazônica foi comprovada em vários pontos, entre outros: Lago Comprido, no Amapá (PICCININI, 1974), ilha de Marajó, Belém, região de Bragança e ilha de São Luís (CRUZ et al., 2007).

Observado em todos os biomas brasileiros, Morcego-pescador. habita principalmente terras baixas neotropicais, onde busca o seu alimento (peixes) sobrevoando lagos, igarapés, rios e áreas estuarinas, assim como baías costeiras. Os pés robustos, dotados de garras afiadas e recurvadas, favorecem a captura das presas durante o voo. Abriga-se durante o dia em cavernas, ocos de árvores e fendas nas rochas. Pesca tanto em água doce quanto na salgada, e pode complementar sua dieta com insetos, aracnídeos e crustáceos.

Nycticorax nycticorax (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Pelecaniformes, família Ardeidae (CBRO, 2007). Tem entre 56-65 cm, e 525-800 g. O adulto apresenta o alto da cabeça e o dorso negros; asas cinzentas; testa, região ventral e alongadas penas nucais brancas; tarso amarelo-esverdeado; íris vermelha e bico negro. O jovem apresenta íris amarelada, e o imaturo tem plumagem marrom-clara, malhada com tons mais escuros. Presente em quase todo o Brasil, com ampla distribuição geográfica ocorrendo do Canadá à Terra do Fogo e Velho Mundo (SICK, 2001).

Vive nos manguezais e em ambientes aquáticos. É cosmopolita, sendo que nos países mais frios é migratória e forma grupos, enquanto nos países tropicais é geralmente solitária. Durante o período reprodutivo, entre a primavera e o verão, nidifica em ninhais de garças e em colônias mistas nos bambuzais, nos mangues* e nas ilhas* fluviais. Captura peixes e pequenos vertebrados em águas rasas, ao lado de outras aves aquáticas durante o crepúsculo. Em locais de pesca, aproveita os pequenos peixes descartados pelos pescadores ou os apanha da mão do pescador, e muitas vezes acaba se enroscando em anzóis e linhas, o que pode ocasionar hemorragia, asfixia e até a morte.

Savacu; Garça-dorminhoca; Garça-noturna; Dorminhoco; Taquiri; Tamatião; Garça-cinzenta.


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Ocypode quadrata (Fabricius, 1787) – Caranguejo Apresentam várias terminologias populares sendo Maria-farinha; da família Ocypodidae. Possui carapaça sub- maria-farinha a mais conhecida no Brasil. Vasa-maré; retangular, com superfície granulada e sem Guaru-guri. pubescência. Olhos longos ocupando mais que a metade do pedúnculo ocular. O quelípodos são desiguais em ambos os sexos, e os demais pereiópodos possuem longas cerdas, especialmente nos carpos e própodos (MELO, 1996). Coloração esbranquiçada a branco-amarelada. Distribuem-se ao longo do oceano Atlântico Ocidental, desde a Carolina do Sul (KNOTT, 2005) até o Rio Grande do Sul (MELO, 1996). Ocorrem do litoral médio e supralitoral do ecossistema de praias arenosas até a área de dunas, escavando galerias típicas (MELO, 1996). As tocas podem chegar até a 1,3 m de profunidade. São encontrados mais frequentemente à noite (KNOTT, 2005). Odont omachus b auri Emery, 1892 – Família Espécie de formiga carnívora que ocorre no Tec-tec. Odontomachus bauri Formicidae, ordem Hymenoptera, classe Insecta. mague da zona bragantina do estado do Pará. Tem preferência por presas vivas e nidifica diretamente no solo, próximo à mata, que inunda apenas durante as grandes marés* (FERREIRA; HARADA, 2010). Odontomachus Latreille , 1804 – Gênero de formigas da subfamília Ponerinae, que apresenta carina nucal na superfície posterior dorsal da cabeça, um corpo esbelto com cerca de 15mm, mandíbulas lineares alongadas, dentes intercalados e apicais e um pecíolo cônico. Anda com as mandíbulas abertas em ângulo de 180°, pode fechar rapidamente quando ataca uma presa ou quando perturbada. Ocorre nas regiões temperadas e tropicais. Nidifica no solo e em troncos de palmeiras na Amazônia brasileira (BROWN JR., 1976).

Formigas carnívoras que têm poderosa ferroada; Tec-tec. são facilmente reconhecidas pela forma da cabeça e das mandíbulas. Ao serem tocadas produzem som mecânico.

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Onchocerca volvulus (Leuckart, 1893) – Família A microfilaria tem como agente vetor para o Filária-da-pele. Onchocercidae, ordem Spirurida, classe homem uma mosca da família Simuliidae (Insecta, Secernentea (Nematoda). Microfilária que migra Díptera) [ver Culicoides]. na derme humana, causando a oncocercose, doença que causa coceira e pode levar à cegueira caso a filaria se instale na córnea (PY-DANIEL; MEDEIROS, 2009). Opisthocomus ho azin (Müller, 1776) – Espécie da hoazin ordem Opisthocomiformes, família Opisthocomidae (CBRO, 2011). Mede 62cm, e pesa 750g. Apresenta plumagem de cor marrom-amarelada; cabeça pequena em relação ao tamanho do corpo, ornamentada com uma crista de penas longas e flexíveis, quase sempre eriçadas; faces e região ao redor dos olhos azuis brilhantes e íris vermelhovivo; bico preto e robusto; dorso marrom com brilho esverdeado e estrias longitudinais esbranquiçadas; asas castanho-escuras; cauda preta, com larga barra terminal creme; peito marrom-claro, gradativamente tornando-se marrom-escuro no ventre. Distribui-se desde o norte da América do Sul (sudeste da Colômbia à Guiana Francesa) até o leste do Equador e do Peru, norte da Bolívia e em toda a Amazônia brasileira. Ocorre em áreas costeiras associado a manguezais de Avicennia , em vegetações arbóreas de beiras de rios e igarapés das Guianas, bacias dos rios Orinoco e Amazonas, sendo restrita à América do Sul (MARCELIANO, 1996, 2010). A cigana é predominante um folívoro, sendo que cerca de 80% de sua dieta é composta de folhas novas e brotos de mais de 50 espécies, inclusive aninga (Montricardia linifera)* e aturiá (Machaerium lunatum)*. Também consome flores e frutos de alguns vegetais (THOMAS, 1996; MARCELIANO, 1996, 2010a, 2010b).

Ave emblemática da região amazônica. Apesar Cigana; da plumagem colorida e vistosa, é mais Catinguenta; conhecida como ave malcheirosa, devido ao Catingueira. cheiro forte e penetrante característico, que persiste nos seus músculos, podendo ser eficaz como defensor de predadores carnívoros*, como também da perseguição humana. Este odor desagradável, semelhante ao esterco fresco dos ruminantes, é provavelmente resultante da fermentação microbiana pré-gástrica de sua dieta herbívora. Gregárias e sociais, são territoriais, especialmente durante a época de reprodução, quando separam-se em casais. Uma particularidade das jovens ciganas é a grande habilidade de locomoção no trançado da vegetação; trepam nos galhos próximos ao ninho, auxiliadas pelo bico, pés e pelas garras funcionais das asas. Quando em perigo, jogam-se na água, mergulham, nadam e voltam ao ninho. Nos adultos, essas garras reduzem-se a pequenos tubérculos.


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Paederus amazonicus Sharp, 1876 – Família [ver Paederus spp.] Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta.

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Paederus brasiliensis Erichson, 1840 – Espécie [ver Paederus spp.] da família Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta.

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Paederus columbianus Laporte, 1834 – Espécie [ver Paederus spp.] da família Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta.

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Paederus fuscipes Curtis, 1826 – Espécie da [ver Paederus spp.] família Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta.

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Paederus goeldi Wasmann, 1905 – Espécie da [ver Paederus spp.] família Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta.

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Paederus spp spp. – Família Staphylinidae, ordem Coleoptera, classe Insecta. É um gênero que não se parece com besouros porque tem o corpo esguio, asas coriáceas (élitros) curtas, que não cobrem o abdômen, e andam com a ponta final do corpo levantada, como se estivessem avisando a presença do veneno. São mais comuns nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Medem de 7 a 13mm e ocorrem em vegetação e plantações abertas. Cinco espécies são associadas a acidentes* humanos no Brasil: Paederus amazonicus , P. brasiliensis , P. columbinus , P. fuscipes e P. goeldi. As alterações antrópicas de desmatamento e monoculturas de arroz, milho, algodão etc., têm aumentado as populações de potós e surtos endêmicos (GORAYEB, 2010c).

Potó; Rabo-quente; Caga-fogo; Pela-égua.

Os acidentes* com os potós geralmente ocorrem porque são atraídos por luzes artificiais e quando andam pelo corpo das pessoas, são batidos com as mãos, e então eliminam substâncias tóxicas de efeito cáustico, segregadas pela glândula pigidial. Em algumas épocas do ano, dependendo da região, as populações de adultos são grandes e o número de acidentes* aumenta. A secreção glandular do potó contém uma potente toxina de contato, a pederina. Os órgãos de saúde informam que os acidentados sentem ardor e os quadros clínicos podem ser leves até graves. Desde discreto eritema por 48 horas ou eritema marcado, ardor e prurido que se mantêm por 8 dias e manchas que persistem por até um mês. Os quadros graves causam febre, dor local e em

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articulações e vômito. Os esfregaços com os dedos podem levar as toxinas à mucosa conjuntival, provocando dano ocular.

Pandion haliaetus (Linnaeus, 1758) – Espécie da ordem Accipitriformes, família Pandionidae, visitante sazonal, oriunda do hemisfério norte (CBRO, 2011). Mede 55-58 cm, pesa 1200-1600 g e tem 145-170 cm de envergadura. Penas nucais eriçadas, cabeça e regiões ventrais brancas, regiões dorsais pardo-anegradas; faixa pós-ocular negra, alcançando os lados do pescoço; asas longas e estreitas, com mancha negra na face ventral; tarsos azul-claro-acinzentados e bico preto (SNYDER; SNYDER, 1991; SICK, 2001). Distribui-se na região ártica da América do Norte, migrando para a América do Sul. Ocorre em todas as regiões do Brasil, próximo a corpos d’água, em lagos*, grandes rios, estuários* e no mar, perto da costa. Sua dieta consiste quase que exclusivamente de peixes (SOUZA et al., 2008; SIGRIST, 2009).

Grande ave de rapina de plumagem negra e Águia-pescadora. branca, especialista na pesca no mar e nos estuários*. É considerada uma espécie indicadora valiosa para monitorar a qualidade ambiental a longo prazo de grandes rios, baías* e estuários*, por sua sensibilidade conhecida a muitos contaminantes. Possui eficientes válvulas nasais, que impedem a entrada de água nas narinas quando mergulham para pescar.

Panstrongylus Berg, 1879 – Gênero da família Algumas espécies deste gênero são vetores da Barbeiro; Chupança; Reduviidae, ordem, classe Insecta. (CARÇAVALLO doença de Chagas. [ver Triatominae]. Chupão; Fincão; et al., 1997; JURBERG et al., 2005). Bicudo; Procotó. Panthera onca (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Carnivora, família Felidae. Comprimento corporal de 110-185 cm, cauda de 44-65 cm, peso de 56-158 kg. Robusta e musculosa, tem pelagem amarelo-avermelhada, que clareia nas partes inferiores, havendo indivíduos melânicos (escuros). O corpo é coberto de manchas e pintas pretas, simétricas, em aspecto de roseta nas porções dorsais (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). Sua distribuição original abrangia desde o

Tipicamente carnívora, tem como presas principais Onça-pintada; a queixada e a capivara, caçando também outros Onça; mamíferos de médio e grande portes (veados, Onça-preta. antas e pacas), além de pássaros, répteis e peixes. É o maior felino das Américas e sua ocorrência está fortemente associada com a presença de água. É classificada como “Vulnerável” na lista vermelha da fauna brasileira ameaçada, devido a fatores como perda de hábitat, caça de espéciespresa e perseguição por fazendeiros.


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sudoeste dos Estados Unidos até a região do rio Negro, no centro da Argentina. Atualmente, ocorre das planícies costeiras do México ao norte da Argentina, através da bacia amazônica, já extinta nos EUA, El Salvador e Uruguai (CASO et al., 2008). Sua sobrevivência depende de ambientes bem preservados (OLIVEIRA; CASSARO, 2005) e mais de 80% de sua área de ocorrência estão na bacia amazônica (CASO et al., 2008), tendo sido registrada no estuário (MARQUES-AGUIAR et al., 2002b).

Pediculus humanus Linnaeus, 1758 – Família Espécie de inseto piolho que coloniza rapida- Piolho. mente a cabeça de humanos e picam o couro Pediculidae, ordem Anoplura*, classe Insecta. cabeludo para sugar sangue e transmitem doenças importantes como tifo, febre recorrente e febre das trincheiras. O ovo é fixado ao fio de cabelo e é chamado vulgarmente de lêndea (RAFAEL et al., 2012). Phaetusa simplex (Gmelin, 1789) – Ordem Charadriiformes, família Sternidae (CBRO, 2011). 43cm. Com plumagem cinzenta, asas brancas, seguida por uma área negra na ponta, bem como a cabeça negra, pele da face e garganta vermelhas e bico amarelo-limão. Dorso cinza-claro e região ventral branca. Cauda relativamente curta, clara e levemente bifurcada (BIRDELIFE INTERNATIONAL, 2009). Comum da Amazônia até o Uruguai e a Argentina (SICK, 2001).

O trinta-réis-grande é observado no período Trinta-réis-grande. reprodutivo, nas praias do rio Amazonas e de seus afluentes* maiores, quando as águas estão baixas e a faixa de areia* onde põe seus ovos é maior. No período não reprodutivo é visto na costa do Brasil em grandes concentrações, voando sobre as águas, tanto próximo à superfície como nas alturas. Mergulham de poleiros de até 10 m de altura, capturando a presa e comendo-a em voo. Quando encontram um cardume, voam sobre a água com seguidos mergulhos. Apanham peixinhos de 4 a 12 cm de comprimento, bem como insetos próximos à superfície. Normalmente vive solitário ou aos pares, porém pode se juntar em bandos* para descansar ou pernoitar. Seus filhotes são tratados pelos

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índios do alto Xingu como xerimbabo (animais de estimação).

Phellinus mangrovicus (Imaz.) Imaz. (CAMPOS; CAVALCANTI, 2000) – Basidioma anual, séssil, 1,89,0 x 1,4-5,8 x 1,3-5,3 cm. Píleo conchado, imbricado, lenhoso. Superfície abhimenial glabra a velutina, zonada, profundamente sulcada, marrom. Margem lobada, inteira, marrom. Contexto duplex com uma linha preta fina a espessa bem distinta, concolor com a margem, 0,2-0,3 cm espesso. Superfície himenial poroide com poros circulares a angulares, ferrugínea, 5-6 poros por mm. Sistema hifálico dimítico; hifas generativas septadas, sem ansas, hialinas a levemente amareladas, parede fina, 2,5-5,0mm diâm.; hifas esqueléteas castanhas, não ramificadas, tortuosas, parede espessa, 3,06,0mm diâm. Basidiosporos castanhos, muito numerosos, parede espessa, lisa, ocasionalmente unigutulados, contendo em seu interior uma substância refringente, 5,0-6,5 x 5,0mm.

Fungo macroscópico de coloração marrom, Orelha-de-pau. lenhoso, em forma de concha. Tem ocorrência restrita a ecossistema de manguezais. Foi encontrado pela primeira vez no Japão e pela segunda na região norte do Brasil (Rhizophora).

Plagioscion squamosissimus (Heckel, 1840) – Ordem Perciformes; família Sciaenidae. É um peixe de médio porte que cresce até 50 cm de comprimento, e 1,5 kg de massa (CASATTI, 2003). De acordo com Santos et al. (1984) e Santos et al., (2006), caracteriza-se por apresentar a coloração do corpo cinza metálica com uma mancha preta na base das nadadeiras peitorais. A nadadeira dorsal tem 11 espinhos com 30 a 34 raios; a anal 2 espinhos e 5 a 6 raios. O segundo espinho da nadadeira anal é curto e fino, sempre menor do que os raios moles seguintes. É bentopelágico e potamódromo (READER, 2004).

É muito apreciada na alimentação, o que a torna Pescada-branca. um pescado de grande importância para a pesca comercial da Amazônia. Tem hábito noturno, nada em cardumes, sendo a quantidade de fêmeas maior que a de machos. Pode ser encontrada tanto à meia água quanto nas regiões mais profundas do leito dos rios, do estuário*, dos lagos* e nos canais, poções e, em algumas ocasiões, frequenta os baixios. Não realiza migração reprodutiva. Quando atinge a faixa de 20 cm de comprimento, ocorre a primeira reprodução. Nessa época ,os machos produzem sons iguais a roncos. A desova é parcelada e dura o ano todo, tendo maior pico


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O gênero Plagioscion reúne sete espécies válidas, na enchente. A espécie é carnívora e se alimenta distribuídas na America do Sul, da Venezuela ao principalmente de peixes e camarões. Brasil (FROESE; PAULY, 2011). Ocupa diversos biótopos e completa seu ciclo biológico tanto em água doce como em água salobra* (BOUJARD et al., 1997). De acordo com Santos et al. (1984), a espécie atinge a maturação sexual com 20 cm de comprimento e desova o ano todo, tendo o pico reprodutivo durante a enchente. Os filhotes se alimentam de insetos aquáticos e larvas* de crustáceos, principalmente Macrobrachium e copepoda. Já os adultos se alimentam basicamente de pequenos peixes e crustáceos.

Plagioscion surinamensis (Bleeker, 1873) – Ordem Perciformes; família Sciaenidae. Cresce até 70 cm de comprimento (KEITH et al., 2000). Segundo Santos et al. (1984), essa espécie apresenta quase o mesmo padrão de coloração de P. squamosissimus, no entanto, é possível diferenciar uma da outra, pelo segundo espinho da nadadeira anal, que em P. surinamensis é grosso e maior que os raios moles seguintes. Habita nas regiões costeiras, estuarinas e nos rios, da Colombia ao norte do Brasil. É bentopelágico, encontrado em ambientes de água doce e dos estuários* e nas partes baixas dos rios. Alimentase de peixes e crustáceos (KEITH et al., 2000).

Quanto ao aspecto do corpo, assemelha-se à Pescada-cacunda; pescada-branca, no entanto, é possível Pacora. distinguir prontamente uma da outra pela coloração, que na pescada-cacunda é mais escura, e pelo segundo espinho da nadadeira anal que é grosso e maior que os raios moles seguintes. Aparentemente, suporta melhor ambientes com maiores teores de salinidade do que a pescada branca.

Pr ocy on cancriv orus (G. [Baron] Cuvier, 1798) – Procy ocyon cancrivorus Mamífero da ordem Carnivora, família Procyonidae. Comprimento corporal de 40100cm, cauda de 20-38 cm, peso de 2,5-10,0 kg. Sua pelagem é densa e curta, de cor marromescura a grisalha. Na face, uma mancha em forma de máscara rodeia os olhos e desce até a base da

Noturno e solitário, associado a banhados, rios e Mão-pelada; praias, este procionídeo se desloca facilmente em Guaxinim; terrenos alagadiços por ser plantígrado (apoiar- Cachorro-do-mangue. se na planta dos pés), repousando de dia em ocos de árvores e tocas. Tem dieta variada, na qual predominam moluscos, crustáceos, insetos, peixes e outros pequenos animais, com notória predileção

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mandíbula. Conta com vários anéis escuros na cauda. As pequenas patas anteriores são desprovidas de pelos, explicando-lhe o nome vulgar (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). Distribui-se na América Neotropical, desde a Costa Rica e Panamá até o Uruguai e nordeste da Argentina, e presente em todos os estados e biomas brasileiros (TEIXEIRA; AMBROSIO, 2007). Sua afinidade pelas florestas de manguezais o torna residente de longa duração neste ecossistema (ANDRADE; FERNANDES, 2005). Na costa paraense, teve ocorrência confirmada em manguezais da península bragantina (AGUIAR, et al., 2008).

por caranguejos. Costuma lavar o alimento antes de ingeri-lo. Além de áreas alagadas, pode explorar espaços antropizados, sendo capaz de causar sérios estragos em galinheiros na zona rural.

Protium heptaphyllum (Aubl.) Marchand. – Espécie da família Burseraceae. (DALY, 2011). Árvore de até 10 m de altura, tronco 50-60 cm DAP, casca avermelhada, resinosa. Folhas compostas, imparipinadas, 2-4 pinas, opostas. Inflorescência em panículas terminais. Fruto do tipo drupa, de coloração avermelhada (MATOS, 1997).

Árvore componente da floresta de restinga*; Breu; produz resina utilizada como inflamável, na Breu-branco. defumação repelente de insetos, como incenso nos rituais religiosos de povos nativos e na calafetagem de embarcações.

Protothaca pectorina (Lamarck, 1818) – Classe Bivalvia, ordem Veneroida, família Veneridae. Caracteriza-se por apresentar uma concha subtrigonal-oval à suborbicular inflada, espessa, com margem dorsal posterior suavemente convexa e margens anterior e ventral, uniformemente arredondadas (DENADAI et al., 2006). Superfície da concha apresenta-se com numerosas costelas radiais atravessadas por finas linhas concêntricas resultando um padrão cancelado (AMARAL et al., 2005). Distribui-se no lado oeste do Atlântico, desde o baixo Caribe (Trinidad e Tobago), Golfo de Paria na Venezuela,

É uma espécie encontrada na região entremarés Sarnambi. enterrada em hábitats com areia*, fundo de lama e cascalhos. Sua importância econômica, devese seu uso no artesanato local e para o consumo em comunidades litorâneas.


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Suriname e Guiana Francesa até o Brasil (desde o Pará até Santa Catarina) (RIOS, 2009). Nas comunidades litoraneas, são utilizadas para o consumo e artesanato (ROCHA, 2004).

Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788) – Mamífero da ordem Carnivora, família Mustelidae. Comprimento corporal de 96-130 cm, cauda de 55-75 cm, peso de 22-35 kg. Tem corpo robusto e musculoso, de cor castanho-escura a marrom, recoberto de pelos densos e macios, focinho com longas vibrissas e cauda achatada em forma de remo. Na parte anterior do pescoço e ao redor da boca se vêem manchas de cor creme. Ocorre na América do Sul, desde a Colômbia ao leste do Paraguai e sudeste do Brasil, predominando no Pantanal e bacia amazônica (SCHWEIZER, 1992; ROSAS, 2004). É residente parcial dos manguezais da costa norte do Brasil (FERNANDES, 2000) e se notabiliza por vocalizações que compõem um vozerio ensurdecedor próximo aos cursos d’água (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010).

Espécie semiaquática, encontrada em lagos e rios Ariranha de pouca correnteza junto a áreas florestadas, em Lontra-gigante; bandos extremamente territoriais. Diurna e Onça-d’água. irrequieta, passa a maior parte do tempo na água, nadando de forma rápida e graciosa. Alimenta-se de peixes, eventualmente de outros pequenos vertebrados. Na natureza, não demonstra agressividade a humanos, aproximando-se das embarcações por curiosidade. A destruição de seus hábitats e a exploração mineral têm prejudicado a sobrevivência da espécie, incluída como ameaçada na categoria “Em Perigo” na Lista Vermelha da IUCN (2012).

Pthirus pubis (Linnaeus, 1758) – Família Pthiridae, Espécie de piolho que coloniza a região pubiana Chato. ordem Phthiraptera, classe Insecta (RAFAEL et al., de humanos. Podem colonizar também a região 2012). dos pelos anais e ser encontrado nos cílios em crianças; e isto pode indicar abuso sexual, já que a transmissão é feita principalmente pelo contato sexual. Pugilina morio (Linnaeus, 1758) – Pertence a classe Gastropoda , família Melongenidae que se caracteriza por possuir concha sólida com 9 a 10 voltas convexas com um ângulo espiral de 55º. Coloração castanho-chocolate, geralmente com uma fina linha espiral de cor amarelada

No Nordeste brasileiro é consumida pelas Cupaxi; comunidades litorâneas, no entanto, ainda não Caramujo. há registros de consumo desta espécie na costa norte. Sua concha é usada no artesanato local.

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(FARIAS, ROCHA-BARREIRA, 2007). Possui uma abertura de concha subquadrada e um opérculo córneo, fino e de formato elíptico e de cor marrom-escuro (RIOS, 2009). Distribui-se desde a costa oeste da África e leste da América: da Martinica, Venezuela, Suriname e Brasil (Pará até Santa Catarina) (THOMÉ et al.,2010). Espécie que vive em zonas entremarés e tem hábito predatório, embora possa se alimentar de animais mortos (RIOS, 2009).

Rhabdadenia biflora (Jacq.) M. Arg. – Espécie da família Apocynaceae (KOCH et al., 2012). Erva perene, ramos cilíndricos, delgados, glabros. Folhas opostas simples, pecioladas, glabras em ambas as faces, oblongas-ovatas, ápice cuspidado, base aguda. Flores solitárias, axilares e terminais, corola gamopétala, infundibuliforme, branca, centro amarelo, lobos obovados (COSTANETO et al., 2000).

Arbusto escandente, flores solitárias brancas, Caí-seca. látex branco. Habita as margens dos manguezais em estabelecimento e em zonas de transição manguezal restinga.

Rhizophora mangle L. – Espécie da família Rhizophoraceae (MANSANO; BARROS, 2013). Árvore com folhas coriáceas ovado-lanceoladas, de cor verde brilhante, glabras; ápice intermediário entre obtuso e agudo. Inflorescência cimosa com duas a 4 flores de pétalas branco-amareladas. Fruto cônico, com semente solitária, radícula longa estreita de cor verde, exceto na extremidade ponteaguda que é castanho-escuro (SCHAEFFERNOVELLI, 1996.)

Árvore típica do manguezal, caracterizada pela Mangue vermelho; presença de rizóforos* (considerados raízes Mangueiro. escoras com função de sustentar a planta no solo lamoso). Planta vivípara, apresenta viviparidade, isto é, suas sementes germinam no interior do fruto, quando ele ainda está preso à planta-mãe, formando uma plântula* que desenvolve hipocótilo* longo e rígido, suficiente para se estabelecer em solo lamoso e exposto a inundações. Pode ser encontrada também em contato com o mar, ao longo dos canais de maré, boca de alguns rios e bacias interiores, onde a salinidade já não é tão alta. Suas folhas maduras quando caem servem de alimentos aos caranguejos (ver hipocótilo, lenticelas, plântula, rizóforos, viviparo).


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Rhodnius Stál, 1859 – Gênero da família Algumas espécies deste gênero são vetoras da Barbeiro; Chupança; Reduviidae, ordem , classe Insecta (CARÇAVALLO doença de Chagas. Chupão; Fincão; et al., 1997; JURBERG et al., 2005). [ver Triatominae]. Bicudo; Procotó. Rhynchophorus palmarum Linnaeus, 1764 – Família Curculionidae, ordem Coleoptera, classe Insecta. Besouro preto de comprimento que pode variar de 20 a 60 mm. Apresenta, entre outras características, um rostro forte, antenas em forma de cotovelo e élitros curtos não cobrindo o extremo do abdome e com oito sulcos longitudinais (BONDAR, 1940). Apresenta dimorfismo sexual em nível do rostro, sendo mais comprido, delgado e curvo na fêmea do que no macho. Este pode ter abundantes pelos rígidos na parte dorsal do rostro, exceto em indivíduos de pequeno tamanho (MEXZÓN et al., 1994). Segundo Griffith (1968), uma população de 30 larvas* é suficiente para matar uma planta adulta. Em plantas jovens, é possível que um número menor de larvas* cause o mesmo efeito (SÁNCHEZ; CERDA, 1993). Vários autores observaram larvas* do gênero Rhynchophorus alimentando-se de uma grande variedade de plantas das famílias Arecaceae, Gramineae, Caricaceae, Bromeliaceae e Musaceae (WATTANAPONGSIRI, 1966). BOTELHO; ROGACIANO, 2011.

Espécie de besouro que é uma das principais pragas das culturas do coqueiro e do dendezeiro, pois além de causar danos diretos (as larvas* destroem os tecidos meristemáticos durante a sua alimentação, fazendo galerias em diversas direções), o inseto também é vetor do nematoide Bursaphelenchus cocophilus, agente causal do anel-vermelho, que ocasiona a morte das plantas.

Aramandaia; Broca; Bicudo-do-coqueiro; Broca-do-olho-do-coqueiro.

Rickettsia rickettsii (Ricketts, 1909) – Família Bactéria causadora da febre maculosa, doença Sem terminologia popular. Rickettsiaceae, ordem Rickettsiales, classe Alpha séria transmitida pelo carrapato-estrela. Proteobacteria (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012). [ver Amblyomma cajennense] Rosthramus sociabilis (Vieillot, 1817) – Espécie da ordem Accipritiformes, família Accipritidae (CBRO, 2011). Mede 38-41 cm, e pesa 205-250 g. Bico extremamente curvo; o macho de coloração

É um gavião paludícula. Alimenta-se de grandes Gavião-caramujeiro; caramujos aquáticos, chamados aruás, e Caramujeiro; pequenos caranquejos. Captura os aruás em voo Gavião-de-aruá. rasante, pegando-os com uma das garras e

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cinza-ardósia, cauda com base branca, cera e empolerando-se para comer. Utiliza o bico curvo garras laranja; a fêmea e o imaturo têm faixa para retirar as partes moles do caramujo, deixando supra-ocular e garganta esbranquiçadas, e região cair a concha vazia. ventral barrada de creme. Tem ampla distribuição no Continente americano, ocorre desde a Flórida, nos Estados Unidos, ao Uruguai. No Brasil, está presente em todas as regiões, próximo a corpos d’água, em pantanos e alagados (SICK, 2001). Registrado em manguezais na Ilha Canela, Bragança, Pará (SCHORIES; GORAYEB, 2001).

Rynchops niger Linnaeus, 1758 – Espécie da ordem Charadriiformes, família Rynchopidae (CBRO, 2011). Mede 41-46 cm; pesa 308-374 g e rem 112 cm de envergadura. Região dorsal preta; fronte, margem posterior das asas e região ventral branca; bico vermelho-alaranjado brilhante com ponta preta; a mandíbula é maior que a maxila, com diferença de 2-3 cm; pé vermelho-alaranjado (GOCHFELD; BURGER, 1996; SICK, 2001). Sua dieta consiste de peixes, crustáceos e outros invertebrados marinhos (GOCHFELD; BURGER, 1994). Distribui-se no litoral sul e leste da América do Norte, toda a América Central e América do Sul, com exceção do extremo sul, e todo o Brasil. Habita praias costeiras, grandes rios, lagoas, estuários*, bancos de areia e praias de rios durante a estação seca (MASCARELLO et al., 2005; SOUZA et al., 2008).

Ave que lembra uma gaivota, porém possui asas Corta-água; mais compridas e estreitas, além de cauda Talha-mar; bifurcada. São as únicas aves em que a pupila do Atim-cachorro. olho contrai a uma fenda estreita vertical, uma adaptação* que protegem os olhos do clarão luminoso da luz solar na água e areia* durante o dia. Quando está pescando, voa rente à água mantendo o bico aberto, com a mandíbula imersa, fechando-o quando sente o toque de uma presa. É observada tanto em praias de ambientes costeiros quanto em praias fluviais. Nidifica em colônias, chocando seus ovos na areia* da praia ensolarada.

Sagittaria lancifolia I. – Espécie da família Alismataceae (MATIAS, 2011). Ervas perenes de até 2 m altura, glabras a papilosas, rizomatozas. Folhas emergentes, lineares a ovadas ou elípticas. Inflorescência em escapo simples ou paniculado; pedúnculos triangulares. Flores unisexuadas; com

Macrófita aquática* emergente, muito comum Noivinha-do-lago. em lagos* que se formam no período chuvoso entre as dunas*. Suas flores são alvas (brancas) e suas pétalas se desprendem (caem) facilmente pela ação do vento forte.


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Saguinus niger (É. Geoffroy St.-Hilaire, 1803) – Mamífero da ordem Primates, família Cebidae. Comprimento corporal de 20-28 cm, cauda de 31-42 cm, peso de 35-55 g. A pelagem macia e densa, possui coloração negra em praticamente todo o corpo, com tons amarelados no dorso. Ao invés de ser oponível, o polegar se alinha aos demais dedos das mãos (HERSHKOVITZ, 1977). Ocorre apenas no Brasil, ao sul do rio Amazonas e a leste do Xingu, nos estados do Pará e Maranhão (GREGORIN et al., 2010). Encontrado no estuário amazônico, em áreas florestadas da ilha do Marajó (FERRARI; LOPES, 1996), geralmente vive em grupos sociais de 2 a 8 membros, podendo chegar a 15 (RYLANDS; MITTERMEIER, 2008).

Endêmico da Amazônia oriental, este pequeno macaco de comportamento travesso e ágil emite guinchos e assobios ouvidos ao longe. Seus dedos providos de garras lhe favorecem os movimentos a saltos bruscos entre galhos. Em cada bando somente uma fêmea reproduz, dando à luz filhotes gêmeos. Conta com olfato apurado, que proporciona habilidade em localizar o seu alimento, composto de artrópodes, frutos, pequenos vertebrados e exsudados. Está ameaçado de extinção, listado como “Vulnerável” na Lista Vermelha da IUCN (2012).

Sagui-uma; Sagui; Soim; Sauim; Sauim-preto.

Saimiri sciureus (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Primates, família Cebidae. Comprimento corporal médio de 26 cm, da cauda, 38 cm, peso de 0,8-1,0 kg. Macho maior que a fêmea. A pelagem é curta e espessa, de coloração geral pardoacinzentada. Apresenta orelhas e face claras, e pelos escuros no capuz que formam um desenho em forma de V entre os olhos, destacando-se ainda a mancha escura em torno da boca. Está presente no Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guianas e Brasil, onde se estende até os limites orientais da floresta amazônica, no Maranhão, não sendo encontrado ao sul do rio Amazonas entre os afluentes Juruá e Tapajós (SILVA-JÚNIOR et al., 2008).

Fortemente associado às matas, tem pequeno porte Macaco-de-cheiro; e vive em bandos numerosos, de 50 indivíduos, em Boca-preta; média, podendo agrupar-se e forragear com outras Jurupari. espécies de primatas, principalmente macacospregos. Embora arborícola, desloca-se com agilidade também no solo e sua atividade se concentra no início da manhã e no crepúsculo. Alimenta-se de frutos e insetos, eventualmente de folhas, pequenos vertebrados e ovos. Pode explorar árvores típicas da costa, como o mangue-vermelho (Rhizophora mangle).

pétalas unguiculadas. Fruto rostrado, margens inteiras ou ligeramente dentadas, com uma ala dorsal inteira e uma glândula central (STEVENS et al., 2001).

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É comum em florestas de mangue e de várzea do Amapá, com observações também em manguezais do Pará, incluindo ilha de Marajó, e Maranhão (FERNANDES, 2000).

Sapajus apella (Linnaeus, 1758) – Mamífero da ordem Primates, família Cebidae. Comprimento corporal de 35-49 cm, cauda de 37-49 cm, peso de 1,3-4,8 kg. Macho maior que a fêmea. De corpo robusto, tem dorso, flancos e porção dos membros junto ao tronco de coloração marromescura, enquanto a cauda e as extremidades são marrom-enegrecidas. A pelagem da cabeça, em forma de capuz (boné), é preta ou marrom-escura, com costeletas, destacando-se dois tufos frontais de pelos proeminentes, como “chifres” (GROVES, 2001). Presente na Venezuela, Guianas e Brasil, onde se distribui amplamente pela Amazônia, a leste dos rios Negro e Madeira até a costa atlântica (GREGORIN et al., 2010). Vive em bandos, geralmente de oito a dez membros, podendo chegar a 40 (SILVA-JÚNIOR et al., 2008), sendo residente parcial e predador potencial nas matas de manguezais da costa amazônica (ANDRADE; FERNANDES, 2005).

Até recentemente denominado Cebus apella, este Macaco-prego; é um símio diurno e arborícola, que se alimenta Mico. principalmente de frutos e insetos, complementando sua dieta com itens como flores, sementes e pequenos vertebrados. Inteligente, é capaz de fazer uso de ferramentas, especialmente para fins de alimentação e defesa. Ocupa vários tipos de ambientes, desde florestas úmidas de várzea a matas de cerrado e capoeiras. Nos manguezais, explora recursos como ostras-do-mangue ( Crassostrea rizophorae ), turus (gusanos) e crustáceos.

Scapharca (Anadara) brasiliana (Lamarck, 1819) – Pertence à Classe Bivalvia, família Arcidae e apresenta concha quadrangular com região posterior um pouco alongada, coloração esbranquiçada e com perióstraco marrom-claro (AMARAL et al.,2005). A concha apresenta-se inflada e com esculturas que variam de 24 a 26 fortes costelas radiais, possuindo também umbos inflados e bem separados (às vezes corroídos). Vivem em fundos de areia* e cascalho* no

Espécie utilizada na alimentação humana, Marisco-da-praia. principalmente no Nordeste do Brasil. No litoral norte não é abundante, e suas conchas são usadas no artesanato.


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infralitoral de 15 a 75m. Ocorre no Atlântico em Nova Carolina, Flórida, Texas (EUA), Caribe, Colômbia, Venezuela, Brasil (do Amapá a Santa Catarina) (MASSEMIN et al.,2009).

Sciades couma (Valenciennes, 1840) – Ordem Siluriformes, família Ariidae. Atinge comprimento máximo de 97cm e 30 kg de massa (CERVIGÓN et al., 1992). A espécie é reconhecida por apresentar a cabeça arredondada e achatada na parte superior, com a superfície cefálica rugosa. Possui três pares de barbilhões: um na maxila e dois na mandíbula. A boca é levemente inferior e a bexiga natatória é dividida em duas câmaras (LE BAIL et al., 2000). O gênero Sciades é composto por sete espécies válidas: uma na Austrália, uma na costa oriental do Pacífico, do Panamá ao Equador, e cinco na costa ocidental do Atlântico, da Venezuela ao norte do Brasil (FROESE; PAULY, 2011). Distribui-se do Golfo de Paria à boca do Amazonas, é demersal*, e vive nas águas túrbidas dos estuários* e na foz dos rios. Durante a reprodução, a fêmea deposita de 100 a 165 ovos em uma depressão na areia* e, após fertilizá-los, o macho recolhe-os na boca, onde permanecem até a eclosão (BOUJARD et al., 1997). Alimentase basicamente de crustáceos e peixes (LE BAIL et al., 2000).

Os bagres da família Ariidae apresentam Bagralhão; distribuição circum-global, nas regiões tropicais Bragalhão. e temperadas. Habitam nas regiões litorâneas, estuarinas e bocas de rios, sendo que a maioria das espécies ocorre em áreas costeiras rasas e em estuários*. S. couma vive nos estuários* e nos trechos médios e baixos dos rios costeiros. Sua carne de excelente sabor é bastante valorizada no mercado. Quanto ao comportamento reprodutivo, o bagralhão exibe cuidado parental; o macho encuba os ovos e guarda os filhotes na boca. Crustáceos e peixes compõem a base alimentar do bagralhão.

Sciades p ark eri (Traill, 1832) – Ordem Siluriformes, park arkeri família Ariidae. Atinge comprimento máximo de 190 cm, e 50 kg de massa (CERVIGÓN et al., 1992). Segundo Betancur-R et. al. (2008), reconhecese S. parkeri pelos seguintes caracteres: corpo alongado de coloração amarelada; cabeça grande e achatada. Tem um espinho e 7 raios na

Importante na pesca comercial da costa norte do Gurijuba; Brasil. Sua carne, juntamente com a bexiga Gorijuba. natatória, é exportada para vários países. O grude, extraído da bexiga natatória é muito cobiçado no mercado, por causa de sua ampla utilização. É empregado nas indústrias farmacêuticas, de bebidas, de instrumentos musicais, de filmes, de

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nadadeira dorsal e 18-20 raios na anal; a bexiga natatória é dividida internamente em 3 câmaras, sendo a terceira de tamanho moderado. Os ossos da cabeça são expostos e granulosos nas regiões orbitais e pós-orbitais. A placa prédorsal é rugosa e tem a forma de escudo. É capturado em toda a sua área de distribuição, da Costa das Guianas ao nordeste do Brasil (FROESE; PAULY, 2011). É demersal*, frequenta as áreas costeiras, estuarinas e os manguezais. Habita em profundidade de 15-20 m em águas túrbidas com fundo lamacento Betancur-R et al. (2008). Alcança a maturidade sexual aos dois anos de idade, na faixa de 46-59cm de comprimento. A fêmea deposita em média 40 a 60 ovos que, depois de fertilizados, são incubados na boca do macho. Após a eclosão, os filhotes permanecem por dois meses na cavidade oral, sendo liberados com 13-15 cm de comprimento. Assim que libera a cria, afasta-se da costa (LE BAIL et al, 2000).

colas e outras. Mas, devido à intensa pressão da pesca a que está submetido, atualmente capturam-se exemplares cada vez menores. No período reprodutivo, que vai de novembro a março, os cardumes migram das zonas mais profundas para as áreas rasas e barrentas da costa, vindo desovar próximo dos manguezais. Alimenta-se basicamente de peixes.

Sciades pr oops (Valenciennes, 1840) – Ordem proops Siluriformes, família Ariidae. Atinge comprimento máximo de 1 m, e 9 kg de massa. A espécie diferencia-se das congêneres por ter a cabeça mais ou menos achatada, as narinas arredondadas e a boca inferior. Tem três pares de barbelas, um na maxila e dois na mandíbula. O terceiro compartimento da bexiga natatória é bem reduzido e a porção posterior do processo occipital pontiaguda (CERVIGÓN et al., 1992). Distribui-se do Caribe e costa ocidental do Atlântico, da Colombia ao nordeste do Brasil. (FROESE;PAULY, 2011). É demersal*, vive em ambiente marinho, estuarino, e também em água doce, nas partes baixas dos rios costeiros

É peixe de interesse na pesca comercial. Recebe Uritinga; a denominação de crucifixo, devido à Crucifixo. semelhança do osso do crânio com um crucifixo. É um peixe de fundo, que ocupa vários biótopos. Frequenta ambiente marinho, estuarino e de água doce nas partes baixas dos rios. Tem um período reprodutivo relativamente longo, de novembro a abril. Após a desova, o macho incuba os ovos na boca. Alimenta-se principalmente de camarão. É consumido como alimento humano em toda a sua área de distribuição.


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(MARCENIUK; MENEZES, 2007). Alcançam a maturidade sexual aos 1,5 a 2 anos de idade, com o período reprodutivo de novembro a abril e, semelhante ao comportamento reprodutivo de outros representantes da família Ariidae, exibe cuidado parental, onde o macho incuba os ovos na cavidade bucal (LE BAIL et al, 2000).

Scomberomorus brasiliensis Collette, Russo e Zavala-Camin, 1978 – Ordem Perciformes, família Scombridae. Ocorre desde Belize no Caribe até o Rio Grande do Sul, no Brasil (CARVALHO-FILHO, 1999). Devido ao valor nutritivo e a carne saborosa, a espécie é explorada pela pesca comercial em toda a sua área de distribuição. Pode atingir 125 cm de comprimentos e 6,0kg de peso. Tem o corpo fusiforme, ligeiramente comprimido, de coloração azul-acinzentada no dorso e branco-prateada na porção ventral. De ambos os lados do corpo apresenta manchas pequenas e arredondadas, cuja coloração varia de amarelo dourado a marrom; a linha lateral é curvada e termina numa quilha no pedúnculo caudal (COLLETTE; NAUEN, 1983). O peixe-serra explora as regiões costeiras junto a ilhas, praias abertas e costões, até a uma profundidade de 50 m. Vive em cardumes e realiza movimentos sazonais entre a costa e o alto-mar durante o período reprodutivo (BATISTA; FABRÉ, 2001). A espécie alcança a maturidade sexual aos 3-4 anos de idade. Os ovos são flutuantes, podendo ser transportados pelas correntes e as larvas* crescem próximas da superfície (LIMA et. al., 2009). É um peixe ativo, voraz, que se alimenta de peixes, lulas, crustáceos e outros.

Peixe que forma grandes cardumes, mas não Peixe-serra; realiza migrações extensivas. As migrações Serra. ocorrem durante o período reprodutivo, que varia de região para região. Nessa época, os cardumes saem da costa rumo ao mar aberto e retorna após as desovas. No Brasil, não se conhece as áreas de desova do peixe-serra.

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Sesuvium portulacastrum L. – Espécie da família Aizoaceae (ZAPPI, 2012). Erva perene, formando estolhões bastante ramificados. Folhas simples, opostas, carnosas, lineares a obovadas, ápice e base agudos. Flores pequenas, solitárias, axilares ou terminais, tépalas róseas com apêndices verdes (COSTA-NETO et al., 2000).

Erva dominante na formação halófila e comum Beldroega-da-praia; na formação brejo herbáceo. Apresenta folhas Bredo-da-praia. carnosa e flores róseas. É arrancada após marés de quadratura* e de tempestade, e por ser estolonífera, se reproduz facilmente quando lançada na praia.

Siparuna guianensis Aubl. – Família Sipanunaceae (PEIXOTO, 2011). Arbusto ereto ou arvoreta de 3-5 m de altura, aromática, com ramos jovens rufo-pubescente, nativa de quase todo o Brasil em sub-bosques de matas secundariás e capoeiras, porém com maior frequência na região amazônica. Folhas simples membranáceas, de margens lisas. Flor unisexuadas, de cor amareloesverdeadas, dispostas em inflorescências hermafroditas ou unissexuadas. Os frutos são cápsulas elipsoides deiscentes, de cor verde, que ao abrirem deixam expor o interior de cor róseoavermelhada, com as sementes fixadas. Multiplica-se apenas por sementes (VAN DEN BERG, 1993). Os galhos de menor diâmetro desta espécie, até os anos 1970, foram usados no artesanato em balneários durante o verão, e recebiam decoração com traços artísticos da cultura marajoara, no contraste entre as partes da casca removida (GORAYEB, 2008b).

Arbusto* de ocorrência comum nas capoeiras Capitiu; (mata secundária) da restinga*. Seus galhos Varinhas-da-conquista. apresentam uso semelhante ao de Mabea angustifolia Spruce ex Benth.* no artesanato de veraneio nas ilhas do Marajó e de Mosqueiro, no Pará. Considerada medicinal, apresenta forte odor, sendo utilizada em banhos de caninos com inflamações na pele.

Sotalia guianensis (E. van Bénéden, 1864) – Mamífero da ordem Cetacea, família Delphinidae. Comprimento corporal de 1,65-1,75 m (máximo de 2,2 m), peso até 90 kg. Macho maior que a fêmea. Apresenta nadadeira dorsal triangular, e transição suave entre o melão (fronte) e o focinho. A coloração predominante

De hábitat costeiro e estuarino, é muito similar em aparência ao tucuxi fluvial (Sotalia fluviatilis), mas de maior tamanho e com distinções tanto genéticas quanto morfológicas. Sua dieta compreende peixes, camarões e moluscos cefalópodes, principalmente lulas. É uma espécie gregária, de índole pacífica, e costuma interagir com atividades pesqueiras.

Boto-cinza; Boto-comum; Boto-preto; Boto-tucuxi; Tucuxi.


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é acinzentada, com o ventre mais claro (SICILIANO et al., 2005, 2008; MONTEIRO-FILHO et al., 2011). Possui ampla distribuição, aparentemente contínua, na costa atlântica das Américas Central e do Sul, desde Honduras até a baía Norte, em Santa Catarina, no sul do Brasil (BOROBIA et al., 1991; DA SILVA; BEST, 1996). Exibe área de vida pequena, e se associa com faixas de manguezais e desembocaduras de rios (EMIN-LIMA et al., 2010a, 2010b; MONTEIROFILHO et al., 2011). Suas populações sofrem com o tráfego de embarcações, capturas acidentais, urbanização de áreas costeiras, exploração de manguezais e estuários, e poluição das águas (IBAMA, 2001; ROSAS, 2000; ROSAS; MONTEIROFILHO, 2002).

Stramonita haemastoma (Linnaeus, 1767) – Esta espécie habita a zona entremarés* de praias Sapequara. Classe Gastropoda, da família Muricidae. A rochosas em águas tropicais. Suas conchas são concha é polimórfica, com 6 a 7 voltas convexas utilizadas no artesanato local. angulares. Possui coloração marrom-amarelada a cinza, existindo alguns exemplares com linhas em espiral marrom-escuras. Alguns espécimes apresentam nódulos. O lábio desta espécie é sub-oval e de cor rosa-salmão internamente (RIOS, 2009). Possui interior do lábio externo crenulado, canal sifonal curto, canal posterior bem marcado e um opérculo córneo (BOFFI, 1979; FARIAS, ROCHA-BARREIRA , 2007). Distribui-se no Mar Mediterrâneo, Ilhas da Madeira, Canárias e Cabo Verde; África Ocidental (desde o Senegal até o Congo); da Carolina do Norte ao Texas (EUA); Ocorre desde o norte da América do Sul, em toda a costa brasileira até o Uruguai (RIOS, 1994).

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Tab anidae – Ordem Diptera, classe Insecta abanidae (RAFAEL et al., 2012). Os tabanídeos constituem um grupo de dípteros (moscas) brachíceros, diversificado e de larga distribuição geográfica no mundo. As fêmeas da maioria das espécies são hematófagas e comumente requerem um repasto sanguíneo para maturação dos ovos. Os machos alimentam-se exclusivamente de néctar ou não se alimentam. Atacam uma larga série de vertebrados, desde tartarugas, cobras e crocodilos até preguiças, tapires, ungulados domésticos e selvagens e o homem. A maioria das espécies é relativamente pouco seletiva. Medem de 5 a 25mm (FAIRCHILD, 1981). Segundo Foil (1989), são considerados vetores mecânicos de mais de 35 agentes patogênicos aos animais, incluindo o vírus da Anemia Infecciosa Equina (AIE), Anaplasma marginale, Trypanosoma evansi e T. vivax.

Moscas conhecidas vulgarmente como mutucas. Mutuca. Algumas espécies causam incômodo e estresse aos animais e ao homem, por suas picadas. São importantes transmissores mecânicos de diversos agentes patogênicos, incluindo vírus, bactérias, protozoários e helmintos, a hospedeiros silvestres e domésticos. A família Tabanidae apresenta importância médico-veterinária e econômica, devido à hematofagia* realizada pelas fêmeas, que pode ocasionar a transmissão de agentes patogênicos e pela ação espoliadora e irritativa que provocam, principalmente em equinos e bovinos, interferindo na alimentação e descanso do animal, ocasionando perda de produção de leite e peso, e devido a miíases, que depreciam o couro.

Tagelus plebeius (Lightfoot, 1786) – Classe Bivalvia, família Solecurtidae. Apresenta suas valvas retangulares e em forma de navalha, tendo uma superfície lisa, com linhas de crescimento concêntricas. Possui perióstraco bastante espesso e de coloração marrom-amarelado (MATTHEWSCASCON, LOTUFO, 2006). Os umbos estão localizados na região posterior das valvas.

É uma espécie de sarnambi comestível. É Sarnambi-amarelo; encontrada geralmente em estuários* com areia* Mexilhão-amarelo; e substrato areno-lodoso, e em águas rasas até Unha-de-velha. 10m de profundidade. Distribui-se desde a Carolina do Norte, Flórida, Texas (EUA), Caribe, Venezuela, Suriname, Brasil até o sudeste da Argentina (RIOS, 2009).

Tapirus tterr err estris (Linnaeus, 1758) – Mamífero errestris da ordem Perissodactyla, família Tapiridae. Comprimento corporal de 2,0-2,2 m, altura de 77108 cm, cauda de 4,6-10,0 cm, peso de 150-300 kg. Com corpo robusto, tem pelagem lisa e curta, marrom-enegrecida no dorso e marrom-escura no peito. Os filhotes exibem um padrão malhado de preto e branco. Seus olhos são miúdos e o focinho

Única espécie nativa de perissodáctilo no Brasil Anta; e o maior animal selvagem atual do país. Tem Tapir. atividade preferencialmente noturna. É solitária e associada às matas próximas de riachos, lagos e pântanos. Apesar do corpo pesado, nada e mergulha muito bem. Herbívora, alimenta-se principalmente de frutos, mas também de brotos, caules tenros, folhagens e outras partes vegetais,


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dobra-se para baixo como uma tromba curta numa dieta que parece sofrer influência da área (MARQUES-AGUIAR; AGUIAR, 2010). Ocorre na onde o animal vive e da época do ano, variando América do Sul, da Colômbia ao Paraguai e norte conforme a diversidade da vegetação disponível. da Argentina, encontrado na maior parte do território brasileiro, exceto em áreas de Caatinga e no extremo sul do país (MARGARIDO; BRAGA, 2004). De distribuição ampla, incluindo ecossistemas litorâneos, sua presença foi atestada na faixa costeira do Amapá e Pará (SILVA-JÚNIOR et al., 2010).

Thaisella sp sp. Clench, 1947 – Classe Gastropoda, São encontradas em zonas entremarés* sobre Sapequara. família Muricidae. Caracteriza-se por possuir rochas, troncos e raízes próximas ao manguezal*. concha oval-oblonga e espira moderadamente Suas conchas são usadas em artesanato. elevada, com sulcos espirais nodulosos e raramente lisos (RIOS, 1994). Abertura de concha grande, oval, terminando no entalhe do canal sifonal; possuem seis voltas. Espécies desse gênero têm ocorrência nas Ilhas de Cabo Verde ao Senegal. No Brasil, ocorre do Pará ao Piauí (de coloração esbranquiçada a marrom, apresentando nódulos na espiral, abertura subcircular e opérculo córneo e lábio externo crenulado. Na costa norte existe a ocorrência de duas espécies desse gênero: T. coronata (Lamarck, 1816) e T. trinitatensis (Guppy, 1869) (RIOS, 2009). Thalasseus maximus (Boddaert, 1783) – Espécie da ordem Charadriiformes, família Sternidae. (CBRO, 2011). Mede 45-51cm, pesa 350 -450 g e tem 100-135cm de envergadura. Apresenta plumagem branca e cinza-claro no dorso e asas; com penas nucais negras arrepiadas; bico vermelho-alaranjado; pés negros. Em plumagem de repouso, a cor negra se restringe à face e à nuca, e os imaturos apresentam a plumagem manchada, com bico e pernas amarelados.

É o maior dos trinta-réis registrados no Brasil. Trinta-réis-real. Passa muito tempo voando, e quando percebe uma presa, faz um voo estacionário bem acima da mesma, com bico voltado para baixo, mergulhando logo em seguida na vertical, capturando-a com o bico. Ocasionalmente rouba alimentos de outras aves marinhas*. Alimenta-se principalmente de peixes, mas inclui lulas, camarões e caranguejos em sua dieta. Esta espécie é considerada ameaçada no Brasil, por

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Ocorre no hemisfério Norte, onde procria, até a vários fatores antrópicos*, como coleta de ovos, Argentina. Nidifica na costa sudeste do Brasil e perturbações nas praias. (SICK, 2001; SIGRIST, 2009).

Thelypteris interrupta (Willd.) K.Iwats. – Espécie da família Thelypteridaceae. Plantas terrestres. Caule longo-reptante, com escamas esparsas, linear-lanceoladas, castanho-escuras. Frondes monomorfas; lâmina cartácea a subcoriácea, 1-pinado-pinatífida a crenada. Soros arredondados supramedianos; esporângios com tricomas glandulares no pedicelo (NÓBREGA; PRADO, 2008).

Avenca de áreas pantanosas, com bastante sol. É Avenca-do-brejo. frequente no meio de turfas e de plantas flutuantes. Suas folhas lembram plumas de pássaros.

Trachops cirrhosus (Spix, 1823) – Mamífero da ordem Chiroptera, família Phyllostomidae, subfamília Phyllostominae. Comprimento do antebraço de 57-64 mm, peso de 28-45 g. Tem corpo recoberto por pelagem longa e felpuda, de cor pardo-ferrugínea chamuscada de marromclaro, com ventre mais claro e acinzentado. Traço peculiar consiste nas numerosas verrugas de formato cônico sobre o focinho. Suas orelhas amplas e erguidas, passam do topo da cabeça em comprimento (NOWAK, 1994). Pode ser encontrado desde o sul do México e América Central a vários países da América do Sul: Equador, Colômbia, Venezuela, Trinidad, Guianas, Brasil, Peru e Bolívia (WILLIAMS; GENOWAYS, 2007). Há vários registros pontuais na costa amazônica: no rio Maruanum, no Amapá, na ilha de Marajó e áreas protegidas em Belém (HANDLEY, 1967; MARQUES-AGUIAR et al., 2003, 2004) e planície bragantina. Também foi observado na Amazônia maranhense (OLIVEIRA et al., 2011), com provável extensão ao litoral.

Embora comumente associado a ecossistemas Morcego. com florestas e córregos, também habita formações vegetais baixas, como savanas. É de dieta carnívora, predando pequenos vertebrados (p. ex. rãs, lagartos, aves, roedores e até mesmo outros quirópteros), além de insetos, como besouros e dípteros. De dia, abriga-se em troncos ocos, cavernas e eventualmente em bueiros de estradas.


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Triat oma Laporte, 1832 – Gênero da família Gênero de Inseto hematófago da família Barbeiro; Chupança; riatoma Reduviidae, ordem, classe Insecta (CARÇAVALLO Triatomidae, transmissor da Doença das Chagas* Chupão; Fincão; et al., 1997; JURBERG et al., 2005). Bicudo; Procotó. [ver Triatominae] Triat ominae – Família Reduviidae, subordem riatominae Heteroptera, ordem Hemiptera, classe Insecta. Inclui as espécies de importância médica por transmitirem a doença de Chagas (CARÇAVALLO et al., 1997; JURBERG et al., 2005).

Insetos hematófagos da família Reduviidae, da subfamília Triatominae, dos gêneros Panstrongylus, Rhodnius e Triatoma. Estes gêneros incluem as espécies transmissoras de tripanossomíneos causadores da Doença de Chagas. Estes insetos são popularmente conhecidos como barbeiros. Têm hábitos noturnos, e tanto os machos como as fêmeas e imaturos (ninfas) sugam sangue de animais e humanos. Na Amazônia, recentemente foram incriminados na transmissão da Doença de Chagas através da ingestão de açaí contaminado pelos barbeiros.

Barbeiro; Chupança; Chupão; Fincão; Bicudo; Procotó.

Trichechus inunguis (Natterer, 1883) – Mamífero da ordem Sirenia, família Trichechidae. Comprimento corporal de 2,8-3,0 m, peso até 450 kg. O corpo é grande e fusiforme, dotado de nadadeira caudal larga, em forma de remo, e nadadeiras peitorais sem unhas. Não possui membros posteriores. O focinho quadrangular dobra-se suavemente para baixo, com narinas protegidas por membranas. Sua pelagem é rarefeita sobre uma pele grossa de coloração cinza-chumbo, interrompida no peito por uma região esbranquiçada (CALDWELL; CALDWELL, 1985; EMMONS; FEER, 1997). É endêmico dos rios e lagos da bacia amazônica, registrado em todos os estados da região Norte, exceto Tocantins (MONTEIRO-FILHO et al., 2011). Na costa norte se associa às faixas de manguezais (EMIN-LIMA et al., 2010b), sendo um animal difícil de avistar (AGUIAR et al., 2008).

Exclusivo de água doce, vive em áreas de grande concentração de vegetação aquática, onde se alimenta principalmente de gramíneas, como a canarana ( Hymenachne amplexicaulis ); e macrófitas, como aguapés (Eichhornia sp.) e alfaces-d’água ( Pistia sp.). O nado lento e comportamento inofensivo facilitaram para que se tornasse vítima de caça predatória para aproveitamento do seu couro e, principalmente, de sua grossa camada de gordura corporal, sofrendo também com capturas acidentais em redes de pesca e poluição aquática. Integra a lista de mamíferos brasileiros ameaçados de extinção e está classificado como “Vulnerável” na Lista Vermelha da IUCN (2012).

Peixe-boi-da-amazônia; Peixe-boi-de-água-doce; Manati; Manatim; Guaraguá.

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Trichechus manatus Linnaeus, 1758 – Mamífero da ordem Sirenia, família Trichechidae. Pode atingir 3,5-4,5 m de comprimento e até 1.000 kg de peso. O corpo tem aspecto similar ao do peixeboi-da-amazônia, porém é significativamente maior. As nadadeiras peitorais são um pouco mais cur tas que as de T. inunguis e têm por característica marcante a presença de três unhas destacadas (HUSAR, 1977, 1978; ODELL, 1982). Distribui-se pela costa atlântica do continente americano, desde o sudeste dos Estados Unidos, no estado da Flórida, até o nordeste do Brasil, estado de Alagoas, com descontinuidade de ocorrência em parte do Golfo do México; presente ainda nas ilhas do Caribe (HUSAR, 1978). É o mais ameaçado dos mamíferos aquáticos brasileiros (DA SILVA et al., 2008), e habita principalmente águas costeiras oceânicas rasas, mas também estuários e rios (LEFEBVRE et al., 2001).

Passa quase todo seu tempo de vida completamente submerso, podendo, devido ao porte robusto, assustar pescadores desavisados ao vir à superfície, embora tenha comportamento dócil e discreto. Alimenta-se de gramíneas marinhas, algas, macrófitas e sementes de mangue. Corre risco de extinção, principalmente devido à perda de hábitat, que precipita o encalhe de filhotes, e ao tráfego de embarcações. Associa-se às faixas de manguezais na costa norte, podendo-se encontrar as duas espécies neotropicais de peixesbois – a amazônica e a marinha – nas águas do Golfão Marajoara.

Peixe-boi-marinho; Vaca-marinha; Manati-marinho; Manatim; Guaraguá.

Tr yp anosoma ev ansi Steel, 1884 – Família [ver Tabanidae] ypanosoma evansi Trypanosomatidae, ordem Trypanosomatida, classe Kinetoplastea (SILVA; BARROS; HERRERA, 1995).

Sem terminologia popular.

Tr yp anosoma viv ax (Ziemann, 1905) – Família [ver Tabanidae] ypanosoma vivax Trypanosomae, ordem Trypanosomatida, classe Kinetoplastida (SILVA et al., 1997).

Sem terminologia popular.

Tunga penetrans Linnaeus, 1758 – Família Tungidae, ordem Siphonaptera, classe Insecta. Espécie de inseto conhecido como pulga, de origem sul-americana (RAFAEL et al., 2012).

As pulgas, conhecidas como bicho-de-pé, são Pulgas; relativamente comuns nas zonas rurais. A fêmea Bicho-de-pé. fecundada penetra na pele humana ou de outros animais, causando coceira e ulceração. Pessoas descalças podem se infestar em currais, chiqueiros e praias.


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Uca sp sp. (Leach, 1814) – São caranguejos pequenos pertencentes à família Ocypodidae. O sarará é amplamente distribuído nos trópicos e subtrópicos, habita a zona entremarés*, lagoas, estuários*, margens de rios, manguezais e praias areno-lodosas. Tem hábito cavador do sedimento e se alimenta de matéria orgânica (CRANE, 1975). É caracterizado pelo macho apresentar um enorme quelípodo em relação ao tamanho do corpo.

O gênero é representado por dez espécies no Sarará; litoral brasileiro, das quais pelo menos quatro Chama-maré; Maraquanim; são encontradas no Pará. Junto com espécies de Marapanim. Uca podem ser encontradas outras espécies de caranguejos, também de pequeno porte, como algumas pertencentes à Grapsidea, às quais se aplicam as mesmas terminologias populares. Na maré baixa sempre ficam movimentando sua pata grande e, por isso, os nativos o chamam de chama-maré.

Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) – Caranguejo da família Ucididae, de médio a grande porte. Os adultos, semiterrestres, vivem em manguezais, construindo galerias com tocas retas e rasas. Ocorrem no Atlântico Ocidental desde a Flórida até Santa Catarina (MELO, 1996) e nas regiões Norte e Nordeste do país (HATTORI; PINHEIRO, 2003). Possui grande importância ecológica no fluxo de nutrientes do manguezal, sendo responsável por parte do reaproveitamento da serapilheira (SCHORIES et al., 2003).

Espécie muito explorada na pesca artesanal Caranguejo; através da catação, sendo muitas vezes a principal Caranguejo-uçá; fonte de renda de populações costeiras, Caranguejo-do-mangue. principalmente nas regiões Norte e Nordeste do país*. Na maioria das regiões do Brasil é conhecida como Caranguejo-uçá.

Utricularia ffumbriata umbriata Kunth. – Espécie da família Lentibulariaceae (MIRANDA; RIVADAVIA, 2012). Planta aquática, carnívora, adaptada para captura de pequenos animais. Caracteriza-se pelos estolões achatados. Os frutos são do tipo bacáceo e as sementes lenticuladas (TAYLOR, 1989).

Considerada planta aquática, sem raízes, Macarrãozinho-do-brejo. carnívora, adaptada para capturar e digerir seres microscópicos por utrículos (estrutura especializada para captura e digestão). Caracterizase pelas flores amarelas, brácteas basifixas não auriculadas e utrículo nos estolões e folhas submersas. Cresce como uma planta terrestre em áreas úmidas*, solos arenosos*, entre dunas e formação arbustiva aberta das restingas.

Vespidae – Família da ordem Hymenoptera, classe Chamadas vulgarmente de marimbondos, vespas Cabas; Insecta. Inclui espécies sociais que geralmente e cabas (na Amazônia). Existem muitas espécies Marimbondos; picam os vertebrados (RAFAEL et al., 2012). que atacam as pessoas com diferentes graus de Vespas.

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agressividade e que aplicam ferroadas com diferentes níveis de dor e reações.

Vigna luteola (Jacq.) Benth – Espécie da família Fabaceae (PEREZ, 2012). Ervas prostradas ou volúveis. Folíolos lanceolados a ovados, glabros a glabescentes. Flores com cálice campanulado, 4-lacíniado; corola amarela; estandarte simétrico com um par de apêndices basais; asas alongadas a arredondadas. Fruto do tipo legume, pilosos ou seríceos, com sementes castanhas à enegrecidas (SNAK, 2011).

Nas restingas* do litoral paraense, destaca-se por Patinho-amarelo; se apresentar como erva reptante, prostrada, Feijãozinho-do-brejo. folhas trifolioladas, flores amarelas e fruto legume, linear e achatado. Habita as primeiras dunas perto da praia, auxiliando na fixação da areia*, evitando a movimentação da mesma pelo vento.

Xiphopenaeus kr oy eri (Heller, 1862) – Esta kroy oyeri espécie de camarão da família Penaidae foi descrita originalmente para o Brasil (Rio de Janeiro) e ocorre no Atlântico ocidental, desde a Virgínia (Estados Unidos) até o litoral do Rio Grande do Sul. É mais frequente à profundidade de 30 m, podendo alcançar os 70 m, associada a fundos com lama, areia* ou pradarias (D’INCAO, 1995). As regiões mais próximas à praia podem ser áreas de crescimento da espécie e apresentam indivíduos menores (NATIVIDADE, 2006).

Espécie com importante papel para a pesca, Camarão-sete-barbas; sendo explorada em diversas regiões do Brasil, Piticaia. geralmente em associação com outras espécies de camarões. Em alguns locais pode ser chamado de Camarão-chifrudo.


ReferĂŞncias

Foto: Stephen Zechlin


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Foto: Maria de NazarĂŠ Bastos


Ă?ndice remissivo da terminologia popular


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Acidente - 27

Água natural –37

Amuré - 103

Aclimatação - 29

Água não tratada - 37

Andada - 52

Acumulação - 180

Água parada - 43

Andança - 52

Ação do homem - 32, 54

Água poluída - 45

Anel - vermelho - das - palmeiras - 215

Açucena - 240

Água ruim - 144, 145

Anilhar - 53

Açude - 32

Água salgada - 43

Aninga - 251

Adaptação - 29

Água saloba - 45, 104

Anta - 276

Agiru - 222

Água salobra - 45

Antiga morada de índio - 184

Água - 36, 37, 46, 171

Água servida - 45

APA - 58, 191

Água grande - 144

Água tratada - 46

Apicum - 54

Águas grandes - 144

Água turva - 190

Apodrecimento - 79, 106

Águas vivas - 144

Águas vivas - 144

APP - 59

Água ruim - 144, 145

Aguapé - 235

Ar - 67

Água de lançante - 144, 145

Águia-pescadora - 260

Aramandaia - 267

Água tufada - 144, 145

Ajiru - 222

Área de perigo - 60

Água boa - 42, 44, 46

Ajuntamento - 35

Área destruída - 59

Água contaminada - 45

Alagado - 57

Área perigosa - 60

Água corrente - 43

Alamanda-amarela - 203

Área podre - 57

Água de beber - 44

Alargamento da praia - 168

Área poluída - 57

Água de chuva - 40

Alesado - 154

Área protegida - 60

Água de poço - 45

Alguidar - 91

Área suja - 57

Água de poço fundo - 37

Altura - 48

Areento - 61

Águas de dentro - 42

Altura da maré - 50

Areia (geologia) - 35

Água doce - 40, 42

Altura do rio - 102

Areia de concha - 132

Água do mar - 39, 43

Aluvião - 49

Areia fina - 183

Água forte - 37

Amanhecer - 104

Areia negra - 156

Água funda - 40

Amargo - 28

Areial - 86

Água interna - 39

Ambiente salgado - 50

Arenoso - 61

Água limpa - 41

Amoladores - 160

Ariranha - 265

Água morta - 145

Amoreia - 103

Armadilha - 172

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Arpão - 67

Aves-que-mariscam-na-lama - 69

Beira do mar - 50

Arrastro - 155

Aviú - 203

Beira-Mar - 102, 141

Arrebentação - 63

Avium - 203

Beirada - 129, 140, 145

Arredondamento - 65

Avuado - 69

Beiramar - 140

Arreios - 66

Azedume - 27

Beldroega-da-praia - 274

Arribação - 65

Bagralhão - 271

Berbigão - 207

Arribar deste lugar - 65

Baía - 72, 121, 128, 175, 192

Berne - 148, 231

Arrombado - 70

Baixada - 73

Besouro - preto - 233

Arte do pescador - 183

Baixio - 73

Bicheira - 148, 231

Aruá - 255

Banco de areia - 74, 75, 76

Bicho da lama - 77

Arumã - 243

Bandamento - 127

Bicho da madeira - 200

Asa-de-anjo - 229

Bandas da semente - 103

Bicho-de-pé - 280

Assobio - 88

Bandeirado - 210

Bicho na pedra - 131

Assovio - 88

Bando - 73

Bichos-da-várzea - 154

Aterramento - 66

Banhado - 82

Bichos-do-igapó - 154

Atim-cachorro - 268

Banzeiro - 191

Bicudo - 260, 267, 279

Atividade humana - 32

Barata - d’água –210, 244

Bicudo-do-coqueiro - 267

Atulhamento - 95

Barbado - 204

Bijogó - 244

Aturá - 91

Barbeiro - 260, 267, 279

Boca do rio - 112, 128

Aturiá - 247

Baroa - 89

Boca do pote - 82

Avanço do mar - 188

Baronesa - 89

Boca-preta - 269

Avenca-aquática - 211

Barragem - 133

Boia-81

Avenca-do-brejo - 278

Barranco - 34, 102, 129, 160

Boto-branco - 242

Aves-da-beira - 69

Barro - 61, 62

Boto-cinza - 274

Aves-da-costa - 69

Barulho do mar - 146

Boto-comum - 274

Aves-da-praia - 69

Batuira-de-bando - 220

Boto-cor-de-rosa - 242

Aves-de-outro-lugar - 69

Beiço do pote - 82

Boto-malhado - 242

Aves-de-temporada - 69

Beira - 140, 145, 158, 160

Boto-preto - 274

Aves-do-mar - 69

Beira de praia - 140

Boto-tucuxi - 274

Aves-estrangeiras - 69

Beira de mar - 53

Boto-vermelho - 242


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Braço de mar - 87, 127

Calha do rio - 139

Caranguejo - 281

Braço de rio - 34, 87

Camada - 26, 136

Caranguejo - do - mangue - 281

Bragalhão - 271

Camarão-branco - 245

Caranguejo-uçá - 281

Branquinho - 216

Camarão-cascudo - 248

Caramujo - 97, 255, 265

Bredo-da-praia - 274

Camarão-da-Malásia - 248

Caramujeiro - 267

Brejo - 57, 74, 82

Camarão-gigante-da-Malásia - 248

Carapanã - 203, 208, 225

Breu - 264

Camarão-pistola - 204

Caranguejeiro - 89

Breu - branco - 264

Camarão-regional - 248

Cardume - 90

Briga - 97

Camarão-rosa - 238

Carnivo - 90

Brisa - 57, 83

Camarão-sete-barbas - 282

Carnivro - 90

Brisa-do-mar - 83, 146

Cambito - 133

Carrapateiro - 250

Broca - 267

Caminho de bicho - 81, 189

Carrapato-estrela –205

Broca-do-olho-do-coqueiro - 267

Campo - 85

Carregar fruto - 198

Bugio-preto - 204

Campo de miri - 85

Cascalho - 90

Cabas - 281

Campo de mirici - 85

Cascudo - 237

Cabeça da praia - 104, 123

Campo de murici - 85

Casqueiro - 180

Cabeça-de-prego - 84, 225

Campo de umiri - 85

Catana - 178

Cabeceira - 84

Camuflagem - 148

Catingueira - 258

Cabo-verde - 244

Canal - 86, 127

Catinguenta - 258

Cabomba - 216

Caneta do mangue - 159

Cauixi - 91

Cachorro-do-mangue - 263

Canto - 88, 193

Cava - 84

Cachorro-do-mato - 219

Canto-da-cigarra - 127

Caveira - 121

Caco - 132

Canto-do-grilo - 127

Cebola-brava - 223

Caco veio - 132

Capitiu - 274

Cemitério de índio - 180

Cacuri - 105, 155

Capivara - 241

Cerâmica - 61, 184

Caetezinho - 239

Capoeira - 130

Chama-maré - 281

Caga-fogo - 259

Capoeirão - 130

Chamado - 88

Caí-seca - 266

Capoeirinha - 130

Charco - 74

Caído na rede - 88

Caracará - branco - 250

Chato - 208, 265

Cajueiro - 207

Caraipé - 90

Chichica-d’água - 220

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345


346

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Chimango-carrapateiro - 250

Concha - 96, 250, 253, 254

Cuíca - d’água - 220

Chimango-do-campo - 250

Concheiro - 99, 180

Cumbuca - 91

Chumbada-139

Conchinha - 255

Cumidia - 90

Chupança-260, 267, 279

Condessa - 89

Cupaxi - 265

Chupão-260, 267, 279

Condurua - 89

Curica - 204

Chuva-166

Contaminação - 30

Curral - 105

Chuvisco-92

Copa da mata - 117

Curralista - 105

Ciência da comunidade - 128

Copas fechadas - 117

Curralzinho - 156

Cigana - 258

Copula - 99

Curuba - 168

Cipó - 91

Coqueiro - 223

Curva do rio - 146

Clima - 94

Corante - 151

Cutia - 230

Cobertura vegetal - 117

Corvina - 228

Cuxiú - 221

Cobrir - 26

Corvina - açu - 228

Cuxiú - preto - 221

Coco - 223

Corvina - zolhuda - 228

Daqui - 120

Coco-da-Bahia - 223

Coroa - 74, 75, 76, 125,

Debandada - 147

Coco-da-praia - 223

Correntes - 101, 102

Dedal - amarelo - 203

Coifo - 95

Corrente de fundura - 100

De fora - 48

Cofo - 95

Corrente de revestrés - 101

Deformações - 133

Cogumelo - 76, 132

Correnteza - 87, 100, 101, 102

Defunto - 121

Coisa - 66

Corrosão - 25

Dentão - 228

Coisa do homem - 54

Corta - água - 268

Desbaste - 25, 99

Coito - 99

Cortiça - 247

Desenho na pedra - 65

Colocar anel - 53

Costa - 195

Desgaste - 25, 122

Colocar pulseira - 53

Crescimento da praia - 168

Desabamento - 48

Colônia - 95

Criação de camarão - 55

Descendo o rio - 137

Come Lama - 110

Criação de peixe - 55

Diferença de temperatura - 51

Comichão - 168

Crista - 104

Disfarce - 86, 148

Companheiro - 156

Crista de praia - 99

Do lugar - 68

Comunidade - 96

Croa - 74, 75, 76, 125, 188

Doença de planta - 133

Comunidade da igreja - 96

Crucifixo - 272

Dorminhoco - 256


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Dourada - 212

Filária - 249

Garça-noturna - 256

Duelo - 97

Filária-da-pele - 258

Garça-tricolor - 234

Duna - 74, 118, 119

Filhote - 211

Gavião-caramujeiro - 267

Elevação - 48

Fincão - 260, 267, 279

Gavião-caranguejeiro - 215

Endurecimento - 95

Folhiço - 182

Gavião-de-aruá - 267

Enfeitiçado - 154

Fonte - 84

Gavião-do-mangue - 215

Enredamento - 120

Força da maré - 122

Gorijuba - 271

Enseada - 121, 133

Força de maré - 100

Grito - 193

Entardecer - 104

Força do mar - 122, 188

Grota - 49

Erosão - 122

Formação de pares - 26, 99

Grudagem - 32

Escorrimento - 107

Formiga-chiadeira - 229

Grude - 32

Escrita na pedra - 65

Formiga-de-bentinho - 229

Guará - 236

Espalhamento - 115, 116

Fracassado - 154

Guaraguá - 279, 280

Espécies daqui - 124

Fragata - 238

Guaraxaim - 219

Espinhel - 124

Fuligem - 33

Guariba - 204

Espraiamento - 126

Fumaça - 33

Guariba-de-mãos-ruivas - 204

Esqueleto - 121

Gaivota-alegre - 244

Guariba-de-mãos-vermelhas - 204

Estirão - 53, 126, 166

Gaivota-de-capuz - 244

Guariba-preto - 204

Estrago - 106

Gaivota-risonha - 244

Guaru-guri - 257

Estreito - 127

Galha - 133

Guarumã - 243

Estrela da terra - 132

Gambá - 232

Graxaim - 219

Faca de pedra - 139

Gancho - 133

Graxaim-do-mato - 219

Fazenda camaroneira - 89

Gapó - 57, 60, 74

Guaxinim - 263

Fazenda de camarão - 89

Garça-azul - 234

Gurijuba - 271

Feijão da praia - 218

Garça-branca - 234

Igapó - 57, 60, 74, 82

Feijãozinho do brejo - 282

Garça-branca - pequena - 234

Igarapé - 87

Feiticeira - 229

Garça-cinzenta - 256

Ilhas - 63, 136

Ferida - 148

Garça-de-três-cores - 234

Imitação - 148

Ferreada - 155

Garça-dorminhoca - 256

Interesses - 97

Ferrugem - 99, 149

Garça-morena - 234

Intermediário - 34

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347


348

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Introduzido - 48

Logo cedo - 104

Mar - 159

Invernada - 58

Loloia - 153

Mar aberto - 102

Juquira - 88, 130

Lontra-gigante - 265

Marapanim - 281

Jurupari - 269

Lugar - 96

Maraquanim - 281

Ladeira - 129

Lugar onde vivem - 134

Marca da onda - 142

Lagartas - 138

Macaco-de-cheiro - 269

Marcar - 53

Lago - 138

Macaco-prego - 270

Maré - 50, 141, 142, 143, 144, 147, 167

Lajedo - 34

Macarrãozinho-do-brejo - 281

Maré alta - 166

Lama - 61, 134, 184, 192

Maçarico-branco - 216

Maré baixa - 73

Lamaçal - 82

Maçarico-rasteirinho - 217

Maré cheia - 166

Lambe-olhos - 240, 245

Maçariquinho - 217

Maré de enchente - 144

Lambreta - 246

Maçariquinho-de-perna-preta - 217

Maré de lance - 145

Larvas - 137, 186

Machadinha de índio - 138

Maré de lua - 145

Lavoura - 35, 36

Machado de pedra - 138

Maré de quebra - 145

Lençol de água - 55

Machado polido - 138

Maré de vazante - 145

Lençol de areia - 139

Malha de rio - 70

Maré grande - 144

Lêndia - 208

Malhadeira - 172

Maré seca - 73

Leveduras - 132

Malhe - 120

Marezia - 191

Limo - 47

Manati - 279

Marezão - 120

Língua de terra - 137

Manatim - 279, 280

Maria-farinha - 257

Linha da praia - 140

Manati-marinho - 280

Margem - 114

Linha de cumieira - 117

Mangal - 142

Marimbondos - 281

Linha de fundura - 105

Mangue-bolota - 224

Mariposa-de-parede - 241

Linha de sujo - 140

Mangue-branco - 244

Marisco-da-praia - 270

Liteira - 182

Mangue-preto - 209

Marreteiro - 34, 137

Litoral - 195

Mangue-vermelho - 241

Martim-pescador-verde - 222

Lobinho - 219

Mangueiro - 266

Maruim - 226

Local com muitos cacos de cerâmica - 184 Mangueiro-de-botão - 224

Marulho - 146

Local com terra preta - 184

Manta - 182

Mata - 130

Lodo - 47, 184

Mão - pelada - 263

Mata fechada - 130


Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Mata virgem - 130

Mucuim - 205

Orelha de Judas - 76, 132

Matagal - 88

Mucura - 232

Orelha de macaco - 76, 132

Matapi - 146

Mucura-d’água - 220

Orelha de pau - 76, 132

Mato - 88

Mucura-de-orelha-preta - 232

Ostra - 96

Mauassu - 69

Munzuá - 149

Ostra-de-fundo - 224

Medida de fundura - 76

Murici - 216

Ostra-do-mangue - 224

Mero - 235

Muriçoca - 225

Ouriço - 91

Mexilhão - 96, 252

Murtinha - 237

Paca - 226

Mexilhão-amarelo - 276

Muruci - 216

Pacora - 263

Mexilhão-de-pasta - 252

Muruci da praia - 216

Palma-de-São-João - 246

Mexilhão-de-dedo - 253

Mururé - 235

Pampeiro - 92

Mico - 270

Mutirum - 149

Paneiro - 91

Micróbio - 120

Mutuca - 276

Panela de barro - 91

Micuim - 205

Mutuca - preta - 244

Panela de índio - 132

Mina - 180

Muzuá - 149

Panema - 131

Mina d´água - 84

Nascente - 84

Panemado - 154

Miri - 240

Nativo - 68

Papa-defunto - 237

Miricizal - 85

Navegação interna - 84

Papagaio-do-mangue - 204

Mirim - 240

Nevoeiro - 33

Paredão - 34

Mirizal - 85

Ninho - 151

Parentada - 129

Mofo - 132

Nódulo - 133

Passagem - 127

Moita - 149

Noivinha - do - lago - 268

Patinho amarelo - 282

Monte - 111, 129, 162

Objeto - 66

Patinho da praia - 218

Montueira - 30

Olho d´água - 84

Patrão - 34

Morcego - 208, 218, 239, 251, 278

Onça - 260

Pau d´água - 92

Morcego-pescador - 256

Onça-d’água - 265

Peba - 237

Morcego-vampiro - 231

Onça-pintada - 260

Pedaço de concha - 132

Morro de areia - 118, 119

Onça-preta - 260

Pé-de-galinha - 246

Mosquito - 203, 208, 225

Oncinha - 229

Pedra - 61, 139, 182

Mosquito-remela - 222, 240, 245

Onda - 64, 65, 151, 152, 153, 189

Pedra de corisco - 138

|

349


350

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Pedra de praia - 77

Piolho - de - onça - 229

Potó - 259

Pedra de raio - 138

Piracaia - 69

Pedra jacaré - 77, 134

Piraíba - 211

Praia - 53, 78, 102, 106, 126, 128, 141, 163, 164, 165, 166, 167, 175, 196, 197, 198

Pedra lascada - 139

Piramutaba - 213

Praia inclinada - 165

Pedra Preta - 134

Pirizal - 174

Praiazinha - 165

Pedra vermelha ou amarela - 151

Piticaia - 282

Praiano - 67

Pedregulho - 98

Pitú - 248

Prato ou bacia de índio - 160

Pego na rede - 88

Plano - 157

Preguiça-comum - 214

Peixe-boi-da-amazônia - 279

Planta - 193

Preguiça-de-bentinho - 214

Peixe-boi-de-água-doce - 279

Plantas aquáticas - 141

Preguiça-de-garganta-marrom - 214

Peixe-boi-marinho - 280

Planta comedora de inseto - 233

Preguiça-de-três-dedos - 214

Peixe do fundo - 77

Plantas da água - 141

Preguiça-marmota - 214

Peixe que come lama - 77

Plantas de dunas - 199

Preso na rede - 88

Peixe-serra - 273

Planta de galho - 94

Primeira raiz da planta - 170

Pela-égua - 259

Plantas de mangal - 135

Princesinha-das-praias - 211

Pernilongo - 203, 208, 225

Planta de sal - 135

Priprioca - 229

Pescada - amarela - 227

Planta-papagaio - 239

Priprioca-verdadeira - 229

Pescada - branca - 262

Plantas verdes - 68

Procotó - 260, 267, 279

Pescada - cacunda - 263

Plantinha - 159

Puchirum - 149

Pescado - 171

Poeira - 33

Pulgas - 280

Pescador - 155

Poço - 160

Quantidade - 26

Pesqueiro - 197

Poço raso - 56

Quati - 254

Petrechos - 66

Ponhadeira - 151

Quatro-olhos - 205, 206

Piado - 193

Ponta - 84, 161

Quinhão da bóia - 116

Pica-animais - 54

Ponta de areia - 125

Rabo - quente - 259

Pinheirinho - 246

Ponta de flecha - 162

Rachadura - 134

Pio - 193

Porção - 111

Raiz de mangal - 160

Piolho - 261

Pororoca - 162

Raiz de mangueiro - 177

Piolho-da-cabeça - 208

Porronca - 163

Rampa da praia - 123

Piolho-de-aves - 248

Pote - 91

Rancho de pesca 170


Raposa - 219

Sapequara - 275, 277

Talha-mar - 268

Raseamento - 66

Sarará - 281

Tamanduaí - 227

Raspador de pedra - 139

Sarnambi - 207, 242, 264

Tamanduá - açu - 252

Reboliço - 191

Sarnambi-amarelo - 276

Tamanduá-bandeira - 252

Rede - de - apoita - 155

Sarnambi-branco - 247

Tamaru - 204

Rede de bubuia - 172

Sarnambi-branco-da-praia - 233

Tamatião - 256

Remanso - 126

Sarnambi-da-lama - 246

Tamuari - 204

Reponta da maré - 126

Saruê - 232

Tamuaru - 204

Represo - 120

Sauim - 269

Tapagem - 66, 155

RESEX Marinha - 173

Sauim-preto - 269

Tapiba - 209

Resistência - 173

Savacu - 256

Tapina - 209

Ressaca - 174

Sernambi - 97, 180

Tapir - 276

Ribeirinho - 67

Serra - 273

Tapuru - 138

Ribujo - 170

Siriúba - 209

Taquari - 246

Rio - 175, 176, 177

Siriubal - 142

Taquiri - 256

Riqueza - 177

Siriúbeira - 209

Tardinha - 104

Roça - 35, 36

Soatá - 52

Tarioba - 242

Rodijo - 178

Sepultura - 121

Tatu-cascudo - 237

Ruma - 26, 111, 162

Siri - 217

Tatu-de-folha - 231

Sabedoria popular - 98

Siri-vermelho - 217

Tatu-de-mão-amarela - 237

Saber do pescador - 183

Socó-mirim - 215

Tatuetê - 230

Sagui - 269

Socozinho - 215

Tatu-galinha - 230

Sagui - uma - 269

Soim - 269

Tatu-peludo - 237

Sal - 33

Solo antigo - 154

Tatu-veado - 231

Salitre - 33

Solo de brejo - 185

Tatuíva - 237

Salitro - 33

Solo de várzea - 185

Tatupeba - 237

Salsa - 243

Solo salgado - 135

Tatupoiú - 237

Salsa-da-praia - 243

Sopro - 57

Tec-tec - 257

Samambaia-açu - 203

Suga-sangue - 54

Tempero - 54

Samambaia-do-mangue - 203

Sururu - 97, 253

Tempo - 94


352

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Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares

Terra boa para roça - 187

Tristeza-bovina - 207

Varinhas-do-amor - 192

Terras caídas - 48

Tucumã - 208

Varja - 57, 60, 74, 158

Terra preta - 187

Tucuxi - 274

Várzea - 57, 60, 158

Terra preta de índio - 187

Turu - 249, 254

Vasa-maré - 257

Teso - 149

Umidade - 191

Vasilha - 91

Tesourão - 238

Umidade do solo - 41

Veado-mateiro - 249

Testa da praia - 104

Umidez - 191

Veado-vermelho - 249

Tigela - 91

Umiri - 240

Vento - 83

Tijuco - 61

Unha-de-velha - 276

Vento de proa - 47, 193

Tinteiro - 244

Ura - 78

Vento do mar - 83

Toró - 92

Uritinga - 272

Vento leste - 193

Trabalho no campo - 35, 36

Uruá - 97

Vento Terral - 83

Tracoá - 239

Urubu-caçador - 219

Verme - 95, 120

Tralhoto - 205, 206

Urubu-de-cabeça-vermelha - 219

Vermelhinho - 205

Trinta-réis-real - 277

Urupê - 76, 132

Vespas - 281

Torrão (pedologia) - 35

Uso da terra - 193

Vieira - de - fundo - 238

Torrente - 40

Vaca-marinha - 280

Viver junto - 26

Transar - 26

Vagalhão - 65

Volta do rio - 146

Traste - 66

Vampiro - 135

Zangaria - 194

Travessa de barro - 91

Varinhas-bordadas - 192

Zarcão - 194

Trepar - 26

Varinhas-da-conquista - 246, 274

Zona de onda - 63

Trinta-réis-grande - 261

Varinhas-da-lembrança - 192


Impresso pela Smith Gráfica e Editora, Belém-PA. Miolo na fonte Gisha, em papel couchê fosco 115g/m2 e capa em cartão triplex 280g/m2.

Profile for Museu Paraense Emílio Goeldi

Amazônia, zona costeira: termos técnicos e populares  

Buscando esclarecer conflitos conceituais nas pesquisas realizadas na zona costeira da Amazônia, o Programa de Estudos Costeiros (PEC) do Mu...

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