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A nova fase de Guga

Kuerten

por Olavo Moraes

MAX GONÇALVES, O MULTI-HOMEM O melhor do verão na ilha

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editorial

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A CARA DA ILHA É

foto caio cezar

com muita honra que a Mural chega à edição 63 trazendo na capa Gustavo Kuerten, o manezinho mais famoso do Brasil. Tricampeão de Roland Garros, a fama e fortuna não subiram à cabeça do nosso Guga, que anda por aí de chinelo e bermuda e trata a todos com a mesma doçura e simplicidade que conquistaram a simpatia de milhares de fãs ao redor do planeta. Um dos atletas mais importantes do século, Guga prefere a Praia Mole a Saint Tropez e vai sempre que pode acompanhar as partidas de futebol do Avaí, seu time do coração. Numa tarde de verão, o “rei de Paris” recebeu em seu escritório a equipe da Mural e concedeu uma entrevista exclusiva a Olavo Moraes, jornalista que acompanha a carreira do tenista desde a época em que Roland Garros era apenas um sonho de menino. Entrevistamos também o multitalentoso Max Gonçalves, que já foi o homem forte da Fenasoft e aos 70 anos se reinventa como escritor, lançando o ótimo “Seduções, Remissões e Submissões”, seu primeiro livro, pela editora River Gauche. Morando em Miami, Max já está com o segundo livro quase pronto e também iniciou a carreira de jogador profissional de poker, contratado por um famoso canal de televisão a cabo. E tem muito mais gente interessante nas próximas páginas: o arquiteto e urbanista Jaime Lerner fala sobre o projeto que ele assina na Grande Florianópolis, a personal trainer Carol Saraiva relembra sua trajetória de sucesso e Michelle Franzoni, a Mimis, conta como perdeu 33 quilos e virou exemplo de disciplina entre as mulheres que sofrem com dietas que não dão certo. Falando em saúde, a dermatologista Mariana Barbato explica como usar corretamente o filtro solar e a nutricionista Ana Carolina Abreu fala sobre a dieta da fertilidade, que cada vez mais tem ajudado mulheres a engravidar sem ajuda de tratamentos médicos. E já que é verão, a Mural traz centenas de fotos das melhores festas nos lugares mais legais da Ilha de Santa Catarina: P12, El Divino Lounge, Donna, Ponta do Tinguá, Prainha, Devassa On Stage, Fields e o famoso Kioske do Pirata, que saiu da Praia Brava e aportou em grande estilo em Jurerê Internacional. Aproveitem o verão. Um beijo e um abraço,


índice

8 DIREÇÃO MARCO CEZAR marcocezar@marcocezar.com.br

Entrevista Um Pirata em JurerÊ

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lançamento 24 O segundo tempo de Max Gonçalves

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urbanismo CIDADE DOS SONHOS

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esporte O SONHO DE VOAR CONSTELAÇÃO DO ASFALTO

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entrevista FORÇA E DELICADEZA

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entrevista CORPORE SANO

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beleza VERÃO SAUDÁVEL

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fruto da hora cacau jamelão

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nutrição DIETA DA FERTILIDADE

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comer & beber Bobó de Camarão

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oculto UM MALUCO NO PEDAÇO

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fotografia show de fogos

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EDITOR CHEFE MARCO CEZAR EDITOR assistente CAIO CEZAR JORNALISTA RESPONSÁVEL marcos heise (MTb-SC 0932 JP) PLANEJAMENTO GRÁFICO ayrton cruz COLABORARAM NESTA EDIÇÃO Adriana Baldissarelli Adriel Douglas Agatha FernandA Ana Carolina Abreu Carol Brasil Cassiano de Souza Celso Martins david collaço Eduardo Valente Fernando Pradi Henrique Pereira Julia Hoebel laura sacchetti Leo Comin MARCO DUTRA Marcos Heise mariana Barbatto Olavo Moraes petra mafalda Tarcísio Mattos COMERCIAL 48 3025-1551 marcocezar@marcocezar.com.br www.marcocezar.com.br www.revistamural.com.br impressão Maxigráfica | Curitiba/PR


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show de verão FLORIPA É SHOW

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mural el divino lounge REVISTA FESTIVA

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mural p12 PISTA DE PRAIA MACARRONADA DO LEO MAJESTADE

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mural pirata O NOVO VELHO PIRATA

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mural Devassa On Stage O TOP DOS TOP`S

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mural Donna Dinning Club SABOR DO LUXO

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mural posh A CASA DOS FAMOSOS

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mural da fields No coração de Floripa

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mural In The Mix Mix eletrônico

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mural prainha Luxo à beira-mar

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iguatemi NAVEGAR É preciso

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cerâmica O HOMEM DE BARRO

índice

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capa guga kuerten Fotos caio cezar


entrevista

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M MENT PLEN texto Olavo Moraes

fotos caio cezar


Guga celebra duas décadas de intimidade com as finais em Paris, o troféu de duplas juvenil e o reinício da vida livre de dores no quadril

Longe das dores que abalavam o cotidiano, Gustavo Kuerten é um novo Guga. Ídolo mundial, o maior tenista da história do Brasil ajeitou espaço na espremida agenda de final de ano e abriu as portas da “Batcaverna” para receber a equipe da Revista Mural. Lá, onde casou com Mariana Soncine, sob a benção dos deuses do tênis e o inigualável acervo por testemunha, o pai de Maria Augusta, dois anos, e Luis Felipe, um ano incompleto, falou do atual momento de vida. Número 1 do mundo por 46 semanas, o filho de dona Alice lembrou o primeiro título em Paris, quando começou a ganhar intimidade com o saibro sagrado de Roland Garros. Recordou curiosidades acerca da conquista que completa 20 anos em 2014, quando foi campeão de duplas juvenil ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti, em 1994. Relaxado e exibindo o sorriso tradicional, vestido com camiseta de um dos patrocinadores, bermuda e tênis — e entre um gole e outro de água mineral sem gás —, Guga ressaltou a qualidade de vida após o implante de uma prótese no quadril no início do ano passado, sua terceira cirurgia. Antes, sofria com as dores 24 horas por dia: “Minha rotina é normal, não sinto nada. Antigamente eu ficava sentado aqui (aponta a cadeira) e tinha que levantar depois de 20 minutos. Não conseguia dormir direito, agora descanso com tranquilidade.” Essa nova condição de saúde mudou o astral do tricampeão do Aberto de Paris. Guga prepara a volta ao surfe neste início de ano, e planeja o retorno às quadras e aos jogos-exibição. Mas não estabelece prazos: “Daqui há uns seis meses eu terei a condição e o tempo necessários para poder discernir melhor, confirmar se é possível.” De acordo com o mais badalado Manezinho da Ilha, embaixador de Santa Catarina, são três estágios de recuperação: “O primeiro já foi alcançado, minha rotina. O segundo são algumas atividades esportivas, e o terceiro, poder jogar tênis de novo, no nível de exibição, duas, três vezes por ano. É a cereja do bolo.” Mas é preciso ter paciência. “Até agora, zero de atividade física, pretendo voltar com um surfezinho de leve. Com a evolução paulatina e linear. Foram praticamente dez anos com a lesão, estou supercauteloso.” Pai coruja, aprendeu a controlar seu tempo. Divide as atividades de empresário bem-sucedido — em expansão de negócios como a loja virtual de vendas Tiguana, as academias Fórmula e as escolinhas Guga Kuerten —, as atividades sociais e eventos de sucesso como a semana GK e o lazer e convívio com a família. “Monto minha agenda de trabalho em função do que deixo sacramentado para estar com a minha família. Tenho uma estrutura forte por trás das minhas decisões.” Na entrevista exclusiva, Guga fala da família e a condição de papai, dos planos e desafios para 2014 e da biografia que pretende lançar ainda neste primeiro semestre.

entrevista

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Cirurgia Até agora, zero de atividade física. Pretendo voltar com um surfezinho de leve. Bem linear e paulatina a minha evolução. Foram dez anos com a lesão. Estou supercauteloso. O tempo hoje é uma questão distinta do que era. Foram três cirurgias. Um desgaste enorme. Fiz na intenção de ter a oportunidade de voltar à quadra, disputar jogos de exibição, ter um dia a dia normal. Me sinto muito melhor. Antes eu ficava sentado (na cadeira) e tinha que levantar depois de 20 minutos. Não conseguia dormir direito. Hoje é muito melhor.

Jogos-exibição Eu gostaria de ter um jogo programado para 2014, mas ainda é impossível prever. Depende dos próximos meses. É possível bater uma bolinha, mas a minha pretensão é ter nível de performance. Então é mais tranquilo começar surfando um pouco. Volta e meia brincar parado, alguém lançando bolas. Ir para a quadra e desempenhar um tênis razoável, falta muito.

Qualidade de vida fotos marco cezar

entrevista

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Estou bastante satisfeito com a qualidade de vida. Meu dia a dia estava impossível. Para chegar à decisão de colocar prótese é porque não dá para fazer mais nada. Faço fisioterapia quase diariamente. É um processo de bastante empenho. São três estágios: o primeiro foi alcançado, a minha rotina. Ainda tem o segundo, praticar atividades esportivas; e o terceiro, voltar ao tênis no nível de jogar duas, três vezes por ano. Nestes estágios, o primeiro me conforta bastante, de saber que tomei a decisão certa. O segundo seria maravilhoso: poder surfar, jogar futebol, entrar em quadra. O terceiro é a cereja do bolo, a oportunidade de rever os momentos.

Objetivo alcançado Prancha

Estou vivendo com uma qualidade de vida diferente, um padrão de vida muito melhor. Agora é possível medir as etapas, que vem de uma outra forma. O principal objetivo foi alcançado. Poder brincar com a minha filha, meu pequeno. Abaixar, levantar. É não ter que ficar deitado três dias sem sair da cama. Mas ainda dói um pouco o meu quadril. Devo ter uns 20% de dor em relação ao que eu tinha antes no quadril.

A prancha está com teia de aranha (risos). Tem 1 ano e 9 meses que está parada. No verão é mais fácil. Já podia ter encarado um pouquinho, mas aí teve o inverno (risos), os filhos.

Dores

Família

Agora não é nada. Eu sabia muito bem lidar com as dores. Foram 10 anos levando assim, precisava encontrar um jeito para competir. Em casa queria descansar, mas não dava. A cabeça ficava vinculada 24 horas. Foi muito pesado. Antes não parava nunca. Agora minha rotina é normal. Mas se mexo, provoco, tem uma irritação. É natural. Fiquei seis meses caminhando limitado. Um processo para colocar uma prótese é muito invasivo.

Sempre fui muito cuidadoso em reservar tempo para o meu bem estar e a minha vida pessoal. É fundamental para qualquer atividade que eu encare nos meus desafios profissionais. Dei uma margem maior com a experiência de pai. O bebê vai crescer rapidamente. Eles crescem de uma forma impressionante. A minha pequena, acho que o ano que vem ela pede para sair de casa (gargalhada geral)... Ela faz tudo. Eles são muito ligeiros, passa rápido.


Depois do circuito

Raquete para os filhos

Acho que esse equilíbrio (trabalho x família) ficou superidentificado. Desde a época em que eu parei (de disputar o Circuito Mundial) ficou mais fácil de controlar. Na minha cabeça ficou claro que o leme do meu barco não era mais o tênis de alto rendimento. As vezes, as coisas são incontroláveis. No circuito era assim. Agora posso dispor da minha vida, as decisões estão na minha mão. Não é correndo atrás da máquina, como antes.

Com cinco meses um dos professores da escolinha (Guga Kuerten) deu uma raquete para a Maria Augusta. Agora ela tem a segunda, dá uma brincada. O Luís Felipe não dá para dizer muito, está com sete meses. Só está começando a ciscar, para lá e para cá (risos).

Encarar desafios Controlar o meu tempo facilita para encarar desafios, novas metas. A minha sorte é ter uma estrutura forte por trás. Tem o instituto (Guga Kuerten), nossos projetos com tênis, a consagração da semana Guga, os garotos que a gente ajuda. E tem os novos negócios, na academia Fórmula, o site de vendas Tiguana. Monto a minha agenda de trabalho em função do que eu deixo sacramentado para estar com a minha família. Eu não abro mão disso. Sou muito grato à estrutura que o meu irmão, minha mãe, e o Larri me ajudaram a montar.

Sala de acervo Aqui tem um símbolo, o meu espírito. Me sinto muito bem. Quando estou nesta sala começam os flashes, as lembranças. É um reflexo do que eu sou, além da carreira. É aconchegante, familiar. Tu, que estivestes aqui várias vezes, tenho certeza de que te sentes em casa. Tem uma relação direta com a história. Vais olhar muita coisa, que ninguém consegue fazer relação direta, e lembrar o que era: Jogos Abertos, detalhezinhos, lembranças. Para mim tem muito valor.

Empresário Agora estamos consolidando o Grupo Guga Kuerten, com diversas empresas, cada uma com o seu foco. O que eu gosto de trabalhar está muito claro. É a educação, o esporte. Para o ano que vem, a gente (a equipe) quer deixar tudo montado, até pensando nas próximas gerações. Dá uma satisfação especial. Aí eu lembro do meu pai (Aldo), meu irmão (Guilherme), que, dentro deste universo, estão sempre presentes. Traz o conforto suficiente para sair um pouco deste plano (de trabalho) e curtir ir para casa e ver a natureza, a família. As crianças ajudam muito a encontrar esta sintonia com facilidade.

Papai Guga O meu pequeno (Luís Felipe) não fala, mas a mais velha (Maria Augusta) olha pra mim e diz “pooode ?” (risos geral)... Eu não consigo dizer “não pode”. Ou eu tento enrolar e já mudo, saio pela tangente, ou tem que poder (risos). A minha esposa (Mariana) é uma mulher espetacular. Ela sempre me apóia.

Biografia e 2014 Para 2014 o nosso projeto principal é o lançamento da biografia, escrita pelo jornalista paulista Luís Colombini. A intenção é lançar neste primeiro semestre. Tem o projeto das escolinhas, que começou com franquias. A meta é ampliar em 2014. Tem o IGK, que está definido com 700 crianças. Vamos dar uma ampliada no FAPS, o fundo de apoio a projetos sociais com deficientes. São 20 entidades, vamos passar para 30. Tem também a Semana Guga Kuerten. Mas o livro vai dar o norte para o ano.

Paixão avaiana No ano da Copa o Avaí vai proporcionar uma surpresa (risos). Estava esperando, não queria dar esta alavancada em 2013... Se for falar mais seriamente, é frustrante ver que o Avaí ficou na Série B, mas ter três catarinenses na Série A é muito bacana.

entrevista

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entrevista

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guga e olavo durante a entrevista


fotos marco cezar e ĂĄlbum de famĂ­lia

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entrevista

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Vinte anos do primeiro título em Roland Garros fotos divulgação

Flerte com Paris

Ainda adolescente, Guga começou a flertar com Paris. Foi precoce, aos 17 anos, enquanto juvenil. Ao contrário do que muitos pensam, o filho de dona Alice ergueu um troféu pela primeira vez em Roland Garros em 1994, quando ganhou o título de duplas ao lado de Nicolas “Nico” Lapentti. Foram cinco vitórias até a conquista do campeonato e apenas um set perdido. Na decisão, eles derrotaram os franceses Maxime Boye e Nicolas Escudé por 2 sets a 0.


Duas décadas Aquele ano (do título em dupla com Lapentti) teve situações engraçadas. Cheguei com uma boa expectativa de simples. Em 1993 joguei as quartas de final, perdi para o Albert Costa (tenista espanhol). Foi duríssimo. Mas ali deu a luz de que, em Roland Garros, as coisas seriam diferentes. Mas foi bom para entender o nível de um grand slam. Em 1994 foi a segunda vez que eu estava disputando um grand slam. Dois anos antes eu fui para lá, com 15, para tentar jogar. Nem no qualifying entrei.

A história Em 1993, Lapentti foi para Roland Garros incumbido de fazer a nossa inscrição e esqueceu. Começamos a olhar a chave, de cima a baixo (risos). Mas o nosso nome não estava. Passou em branco (risos). Então, em 1994, ficou a única chance de tentar levar na dupla.

Só top Para treinar na quadra principal é muito difícil. Tem jogador que é 30 do mundo e nunca chegou lá. É preciso marcar um treino com um cabeça-de-chave entre os dez melhores para poder entrar, ou com um francês. No nosso caso, sei lá o que aconteceu, o cara se confundiu, achou que Lapentti era um juvenil francês (risos). É essa luz, todo o ano tinha uma surpresinha em Roland Garros.

Virada de Oncins Na reta final tudo começou a ficar mais saboroso, ao ponto de jogarmos a semifinal com muita expectativa. Na decisão pegamos uma dupla francesa (Maxime Boye e Nicolas Escudé). Chegamos à final na quadra 2, a mesma em que, na primeira vez que entrei, o Jaime (Oncins) venceu o Lendl. Era uma quadra com muita torcida. Naquele dia estava claro. Decidi que era aquilo que eu queria viver. Um dia eu pretendia estar lá. Depois de dois anos estava jogando a final de duplas. Em uma final de grand slam ninguém quer saber se é simples ou duplas. Está louco para levar o troféu para casa. foto Tarcísio Mattos/AE – 1992

Coincidência Houve uma outra coincidência. Normalmente o tenista juvenil tem um bom tratamento, mas que não chega perto do profissional. É um começo. Mesmo assim lá é a Disneylândia para quem joga tênis. Fomos treinar. Pegamos o papel de marcação da quadra. Estavam o Larri (técnico do Guga) e o treinador do Lapentti, olhando. Eles não entendiam em que quadra era. “Será um 9, um 6?” A gente olhava e só tinha um C. “Será que é a central?” Isto jamais iria acontecer. Mostramos para o guardinha, ele não falou nada, entramos (risos), não tinha ninguém (mais risos).

Bruguera e Courier O Larri entrou na quadra, o treinador dele também. Ficamos uns dez minutos sem errar uma bola... Sem querer o diretor botou a gente na central. Depois chegou o Bruguera (Sergi, espanhol, que fez a final com Guga, em 1997, e perdeu) e o Courier (Jim, norte-americano) para aquecer. A gente já estava lá (gargalhada), para não ter dúvida que éramos nós. Essas coisas são incríveis.

Esquecimento O Rafa e a mãe estavam lá na decisão. Todos os dias eles levavam câmera fotográfica, filmadora. Contra os franceses saímos jogando nervosos, vencemos o primeiro set. Depois, fechamos o jogo no segundo, em 7/6. Quando ergui o troféu, vi o Rafa e a mãe. Eles esqueceram de levar a máquina (risos), esqueceram de tudo (risada geral)... Ainda bem que o pai do Lapentti é profissional. Bate foto do tênis, da cadeira. Registrou tudo (risos). Senão os caras iam achar que era mentira. Eu ia ligar: “Olavo, ganhamos (gargalhada geral)” e tu ia dizer: “Será? Manda a foto”. Não tem, aí ferrou (risos geral).

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Grand Slam

Foi meu primeiro grand slam. Sensação igual a de quando conquistei os títulos no profissional. Só que o significado é diferente para o mundo do tênis. Mas para quem vive, era tudo. Descobri que era possível enfrentar aquela jornada. Contribuiu bastante, porque, por ser lá em Paris, foi uma relação direta. Em 1997 (ano do primeiro título profissional), vinha a lembrança. Lá, era mágico. Se tivesse perdido na final de duplas, em 1997, seguramente a minha cabeça seria outra. Iria pensar: “não consegui alcançar o máximo”.

Sentimento O título foi espontâneo, como tudo na minha carreira. É um título que não só deixa vontade, porque naquele instante já estava me sentindo em casa, mas te dá o conforto de uma pretensão diferente. Posso me considerar um dos melhores do mundo, quem deixa passar Roland Garros? Começa a abrir um novo horizonte. O titulo está sempre presente, mesmo lá atrás. É mais um selo que se apresenta na carreira. Me deu a sustentação para o ano mais difícil que viria pela frente, quando entrei no profissional. A parte mais complicada da carreira.

A recordação Sempre lembro do título de duplas. Principalmente quando é feita uma análise mais profunda, ou quando precisa de uma motivação. Ela (a lembrança) está lá, porque a sensação é muito gostosa. Ser campeão é muito bom, de um grand slam é muito melhor. Se é juvenil, não tem problema. Se é de simples ou é de duplas, não importa. Um dia vim aqui (em Paris), nem consegui entrar. No outro ano comecei a me acostumar.

Lanche na bandeja Sai de Roland Garros com troféu. Deste tamanho (faz o gesto). É maior até do que somando os meus três de profissional (sorriso). Uma bandejona. No final daquele ano eu e o Gui (irmão mais novo, falecido) lanchamos em cima da bandeja, comemos juntos (risos). Isso é lindo.

Raio-x Nascimento | 10/09/1976,

em Floripa, onde mora 1995 Títulos de simples | 20 (três grand slams Roland Garros, um Masters e cinco Masters Series Títulos de duplas | 8 Melhor ranking | 1.o (dez., 2000 — 43 semanas no topo) Joga tênis | desde os seis anos de idade Prêmios na carreira | US$ 14.807.000 Profissional | desde

Vitórias e derrotas (simples) | 358

/ 191

Quadra rápida | 147/88 Saibro | 181/75 Carpete | 23/20 Grama | 7/8

Melhores resultados em grand slams Australian Open | terceira

rodada, 2003 em 1997, 2000 e 2001 Wimbledon | Quadrifinalista em 1999 US Open | Quadrifinalista em 1999 e 2001 Masters Cup | Campeão 2000 (Lisboa) Roland Garros | Campeão

Copa Davis Vitórias e derrotas | 34/18 Primeiro troféu | 1994

Juvenil Simples | vice-campeão do Orange Bowl, número 3 do mundo em simples e número 2 em duplas Duplas | campeão em Roland Garros, 1994 (ao lado do equatoriano Nicolas Lapentti)


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Um Pirata em JurerÊ Lendária casa da Praia Brava muda para Jurerê Internacional texto da redação foto marco cezar


Um nativo da capital recebeu uma ligação de um turista lá pelo mês de novembro de 2012, querendo saber se estava tudo certo para a temporada de verão na Praia Brava, onde eles, que eram amigos, sempre se encontravam a cada mês de janeiro. — Tudo certo — respondeu o nativo. — E o Pirata, vai ter? — Acho que não, derrubaram tudo. — Ih, cara, então acho que dessa vez eu não vou... O episódio, verídico, indica a importância que o bar do Pirata tinha no contexto da praia Brava. Era “o” lugar, assim como o Chico o foi na época áurea da Joaquina. A referência da praia era o Pirata. E o melhor: as mulheres mais bonitas do verão batiam seu ponto por lá, assim como os colunáveis, políticos, empresários e aquela entourage de bajuladores, os chatos e os não-chatos. Os verões se passaram e alguns incêndios depois o Pirata foi ao chão e sua licença para funcionar no local não foi renovada. Enquanto isso o eixo da badalação do Norte da Ilha estava se mudando para Jurerê, assim como no leste, a praia Mole roubava a cena em relação à Joaquina. Mas a partir deste verão de 2014 o Pirata volta à orla, desta vez na praia de Jurerê, sob o mesmo comando, do Mário, nosso entrevistado.

revista mural | O que mudou do Pirata que funcionava na praia Brava para este que se instalou em Jurerê? Mário Pirata | Além da localização, mudam as instalações. Pegamos um prédio existente e remodelamos quase por inteiro, sendo que a maior novidade é que agora tem dois espaços, o do bar junto à praia e o do restaurante e lounge na parte de cima, trazendo muito mais comodidade aos clientes. Agora o pirata é um “beach bar”. revista mural | E o que não mudou? Mário Pirata | A qualidade do serviço e

o preço justo, marcas do Kioske do Pirata, além do bom atendimento. revista mural | Como ganhar dinheiro com turismo em Floripa enfrentando a sazonalidade? Mário Pirata | Creio que esta é uma preocupação de todo o trade turístico, ainda mais se existe uma turma que, inclusive no verão, quer banir espaços que atendem ao turista. Na realidade, fatos como este ajudam a unir ainda mais o setor, que já tem pensado e criado novos produtos pensando na sazonalidade. O Kioske do Pirata permanecerá aberto para jantar e passa a atender a eventos privados e a promover seus próprios eventos. revista mural | Os moradores de Jurerê pagam um preço alto

com falta de sossego na temporada de verão. Você acha que existe alguma compensação para eles por conta do agito temporário? Mário Pirata | Primeiro, que verão é tempo de alegria e sair de casa. Segundo, vivemos numa cidade onde os outros vem passar férias, o que gera emprego e renda, principalmente numa cidade que vive essencialmente de turismo, tecnologia e serviços. Portanto temos que conviver harmoniosamente com o turista e fazer com que o poder público fiscalize os horários de funcionamento, o som e a limpeza, como proposto pelo vereador Ed nas audiências públicas e reuniões e acatado e encaminhado pelo Prefeito Cesar Junior, criando-se um pacto no sentido de atendimento, através dos órgãos públicos responsáveis, dos problemas que possam surgir. Agora, problemas sempre existirão. Lembra dos argentinos que queriam tomar banho pelados em Canasvieiras? Os tempos mudam e com eles também mudam os problemas. | O que não pode faltar no cardápio de um bar de praia? Liste cinco itens de comida e cinco itens de bebida. Mário Pirata | Frutos do mar em geral, seja na forma de petiscos ou em pratos tradicionais ou, como é praxe em Jurerê Internacional, pratos assinados por chefes locais e internacionais. Saladas, e no caso do Kiosque do Pirata a tradicional churrasqueira, com carnes e pescados da hora, que eu mesmo ou os amigos preparam. Quanto à bebida, é mais fácil: caipirinha, em suas várias concepções, cerveja e chope, champanhe, refrigerantes e água.

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| Qual o mix ideal de tribos para se ter aqui em frente ao bar e ao mar nos dias de verão? Mário Pirata | Aquelas que gostam de praia (risos). Olha, o Kioske do Pirata aceita todas as tribos, porque é o colorido delas que fazem da praia um local divertido, onde impera a liberdade. Mas desde o início falamos que o Kioske do Pirata em Jurerê Internacional será o local onde reuniremos a galera da cidade, o ponto de encontro no verão.

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entrevista

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revista mural | E o som que rola na caixa, precisa ter o que? Mário Pirata | De tudo! Assim era na Brava e assim será em Jurerê Internacional. Teremos ainda os dias com DJ’s como o amigo Cacau Menezes e outros da cidade, do Brasil e internacionais. Foi o caso do réveillon, quando fizemos um mix local-internacional, com KeeMo, Edu K e Fernanda Riffel. revista mural | O Pirata veio pra ficar na praia de Jurerê ou ainda tem uma chance de retornar à praia Brava? Mário Pirata | Quando iniciei os contatos com a Andréia Druck, ela me disse que Jurerê Internacional era eterna. Gostei muito desta colocação, pois é minha intenção permanecer em Jurerê eternamente (risos). Posso dizer ainda que já temos propostas de instalação em outras cidades, como é o caso de Porto Alegre, no cais Mauá. Quanto a voltar pra Brava, devemos aguardar a nova licitação de ocupação dos postos turísticos, que vai acontecer em 2014, para saber o que vai acontecer.

| O Pirata já foi eleito por duas vezes o melhor Bar de Praia do Brasil. Quais as novidades para o novo endereço? Mário Pirata | Se a qualidade e o preço justo já são marcas fortes, no Pirata de Jurerê Internacional o ponto alto é realmente o espaço físico, projeto do arquiteto Carlos Lopes, que ficou sensacional.

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revista mural | Fale sobre os 20 anos do Pirata. Mário Pirata | Essas duas décadas valem um livro! Foram muitas as histórias da Brava e desta maravilhosa cidade que é Floripa. Histórias escritas por famosos e anônimos, ricos e não ricos, mas todos criando a aura que deu vida e sucesso ao Kioske do Pirata. Profissionalmente se tornou uma referência na área do entretenimento, coroado pelas duas eleições como melhor bar de praia do Brasil. Serviço de qualidade, diversão e gente interessante. Bombava da manhã até de noite, e para quem o frequentava parecia feriado todo dia. Carnavais com shows ao vivo durante o dia, churrascos com os amigos, nove pré-réveillons com shows nacionais de Cláudio Zolli, Papas na Língua, Fernanda Abreu e Jota Quest, só para citar alguns, e tudo na beira da praia, à vontade. Além disso, participamos de 29 edições do Planeta Atlântida, e também do projeto Floripa Tem, com participação de músicos renomados como Zeca Baleiro, Marcelo D2, Lenine, Maria Gadú, Zélia Duncan, Martinália e tantos outros. Esses momentos a cidade não esquece.


lanรงamento

24 foto caio cezar


Multitalentoso, o homem da Fenasoft estreia na carreira de escritor texto da redação

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os 70 anos, Maximiano Augusto Gonçalves Filho, o Max da Fenasoft, está vivendo o que ele chama de “segundo tempo”. “Quando vamos ficando mais velhos, os valores mudam com muito mais rapidez. Estamos mais perto de morrer. Apesar de isso parecer óbvio, não é. Quando somos jovens, temos a imortalidade dentro da gente, e a mortalidade é uma coisa muito obscura e longínqua”, filosofa, enquanto conversa com a equipe da Mural num café em Florianópolis às vésperas do lançamento de “Seduções, Remissões e Submissões” pela Editeur Rive Gauche. Escrever livros é uma das novidades na rotina de vida desse carioca inquieto e ousado que, entre outras façanhas, formouse em Matemática em Harvard (EUA), presidiu a Petrobrás Internacional no governo Geisel, coordenou a campanha presidencial do amigo Fernando Collor em Santa Catarina e, nos anos 90, conseguiu atrair 1 milhão de visitantes à maior feira de tecnologia da história do país, em São Paulo. Max agora também é jogador profissional de pôquer e tem viajado pelo mundo participando de torneios. Desde que se separou da última mulher, há quatro anos, Max vive sozinho num apartamento em Miami. “Minha segunda mulher, mãe dos meus dois filhos mais novos, era de Florianópolis. Tive vários casamentos, mas agora, aos 70, tenho a coragem e a condição de dizer: não vou me casar nunca mais. Namorar, ok, mas casar de novo, não”, anuncia. “Vivi muito tempo com mulheres do lado. Não estou condenando, sempre tive uma atração fantástica pelas mulheres, não é que elas sejam ruins... mas é que fica uma obrigação de você viver mais a vida delas do que a sua. O que eu quis fazer foi criar um tempo para mim, não depender mais de horário, não ter obrigação de nada, nem responder ninguém. O choque com a própria liberdade é uma coisa muito boa!”. Max não se constrange em comentar sobre as dores de cabeça que teve com o fim tumultuado de um dos seus relacionamentos amorosos. “Um dos problemas sérios do Brasil é o Judiciário. As pessoas não são eleitas, ficam lá, não tem preparação, é um

desastre. O que me chateou é que tive que aguentar anos de ações por um problema particular. No final, ganhei todas as ações, mas elas me custaram uma nota preta, me incomodaram, me tomaram horas, meses, anos da minha vida”. De tudo isso, restou mágoa? “Não, ficou só desconforto. O que a minha história me ensinou é ter sempre um olhar de compaixão e tentar entender as pessoas”. Os tempos do gigantismo da Fenasoft ficaram para trás. “Ela acabou porque se tornou grande demais, seu tamanho se tornou incompatível com o Brasil. Quando o evento passou a custar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões, o retorno podia ser eventualmente grande, mas o risco aumentou exponencialmente. E a gente passou a ser explorado: o Anhembi aumentava em 500%, os hotéis aumentavam 400%, e por quê? Porque viam 1 milhão de pessoas lá dentro.” Habilidoso como poucos em multiplicar dinheiro, Max segue atuando no mercado financeiro à frente de uma pequena empresa de investimentos em São Francisco, na Califórnia. A criação literária, porém, passou a ocupar lugar central na sua vida. “Quero sentir a emoção de entrar para valer no mercado, porque brincar nunca foi do meu feitio. Lançar livros não é um capricho pra mim. Quero vender, fazer um segundo livro, quero que as editoras corram atrás. Por isso, me obrigo todo dia a sentar e escrever”, revela. O prazer com as letras foi herdado do pai, Max Gonçalves. Professor e sócio de uma das primeiras faculdades particulares de Direito do país, ele escrevia novelas na era dourada do rádio brasileiro. Uma das suas obras rivalizou com O Diretor de Nascer em popularidade. “Eu nasci muito bem. A parte da família da minha mãe, filha única, era muito rica. Nasci numa casa bastante estruturada e com uma família totalmente europeia. Meu pai escrevia ficção usando um pseudônimo porque era professor e não queria aparecer como noveleiro. Ele tinha uma revista A Modinha Popular, que vendia muito, onde ele publicava as novelas dele em capítulos”, relembra. O exercício da escrita tornou-se mais intenso durante uma temporada de estudos em Paris. Embalado por contatos quentes nos meios jornalísticos, Max acabou sendo chamado para assinar

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O segundo tempo de Max Gonçalves

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26 roteiros de documentários — um deles, no Afeganistão — e textos para revistas como Vanity Fair e Squire. O título do primeiro livro nasceu bem antes, nas aulas que Max dava de lógica matemática. Durante um debate com alunos, Max propôs o desafio: existe um teorema da vida? “Cada um de nós ficou pensando e então eu saí com este. A vida de todas as pessoas cabe dentro deste teorema: seduções, remissões e submissões. Você sempre começa sendo seduzido por alguma coisa, pela fotografia, pelo jornalismo, por qualquer trabalho. Logo depois, vem uma remissão em que você começa a ver o que essa sedução está te levando. Ok, eu amo fotografia, mas como vou viver sendo fotógrafo, o que eu preciso fazer para isso... A remissão vai analisar a tua sedução e ser parte da tua vida. E no fim você tem que se submeter a alguma coisa. A submissão é que vai determinar a tua vida, as coisas que você construiu e as que tem que se submeter: onde eu moro, ao trabalho, ao salário que eu tenho, à sociedade que depende do dinheiro para tudo.” A submissão a que o autor se refere é a submissão feliz, “quando você diz ‘estou contente comigo, eu cheguei aqui, mas eu estou bem, não estou desejando o que não posso ter ou arrependido pelo que não tive’. Sem raiva, sem mágoa, sem ódio, você venceu a remissão ruim e você se submeteu a uma realidade que você construiu. Mesmo que ache que não, você sempre vai se submeter ao que planta e constrói, e não ao que os outros impõem. Aí tem que replantar, reconstruir e procurar outras submissões”. O livro traz duas novelas sobre duas mulheres reais, uma indiana e uma argentina cujos nomes verdadeiros não são revelados. “Elas me forneceram a ideia das histórias. Não são biografias.” Nos dois casos, as personagens Tava Sheidy e Maria Alfonsa Gavon superaram a dor e modificaram suas vidas. A argentina, ligada ao movimento das Avós da Praça de Maio, foi encontrada sem memória. Não sabia nem o próprio nome. “A historia é: como uma pessoa que estava vagando pela rua vai recuperando a memória com a ajuda da psicanálise”, resume. Maria Alfonsa vive hoje no Vale Sagrado dos Incas, em Cusco, no Peru, onde se encontrou com Max durante a confecção do livro. O eixo da história de Tava, hoje residente na Nigéria, é a opressão produzida pela cultura indiana: “Ela é de uma casta nobre, é professora universitária, mas mesmo assim foi expulsa da Índia e não pode mais ver a família porque, entre outras atitudes, discordou da tradição de as mulheres serem desvirginadas pelas mães antes do casamento. Como grande parte dos indianos, ela sempre se posicionou contra o Gandhi. Ele é herói para nós, mas para muitos indianos ele foi a pior coisa que aconteceu no país, um horror, porque ele manteve o status quo inglês com aquela situação horrorosa das castas. Quando soube da experiência de Tava, mandei um e-mail para ela dizendo que procurava contar histórias interessantes. Fui à Nigéria, ela se interessou, então eu disse que poderíamos fazer uma novela que a gente quase que escrevesse junto. E assim foi: ela foi me mandando e eu fui dando formato, equilíbrio e timing”. Agora que começou, Max não pretende mais recuar do ofício de escritor. Já tem pronto para lançar o livro “Os Garotos de Ipanema”, com crônicas leves e divertidas sobre o Rio de Janeiro da época de Tom Jobim, Vinícius de Moraes e outros mestres da Bossa Nova. Enquanto isso, está trabalhando em outro título, “Aula de Tango”, sobre a vida de Carmen Olivos (nome verdadeiro), que durante 30 anos foi secretária do traficante colombiano Pablo Escobar. “Eu já me encontrei com ela em Medellín. Carmen, aliás, tem um irmão no

corredor da morte na Flórida acusado pela morte de um professor de tango, e ela acha que isso é armação do Escobar pra condenar seu parente.” Uma das novelas de “Seduções, Remissões e Submissões” pode ganhar a telona em breve. O diretor francês Luc Bresson já se interessou em fazer um filme contando a trajetória de Maria Alfonsa e a luta contra a ditadura. O livro está sendo lançado neste início de 2014 em São Paulo, Rio e Belo Horizonte. Ainda neste semestre, deverá ser lançado em Portugal e na França. foto marco cezar


“A primeira lembrança que tenho é de estar deitada, amarrada numa cama de ferro, branca, num hospital que identifiquei pelo cenário e pelos barulhos típicos desses lugares. Não entendia por que estava amarrada, não sabia por que estava ali. Apareceu uma enfermeira, ou médica — não conseguia distinguir. Falou comigo brandamente e, confesso, não escutava direito o que ela dizia. Via sua boca se mexer, formar palavras, mas não conseguia ouvir e não estava surda, ouvia os barulhos do hospital, rodas de carrinho, sussurros, passos abafados.” Trecho de “Seduções, Remissões e Submissões”

Esporte da mente Max já perdeu a conta de quantos países visitou, mas de um tempo para cá as viagens ganharam novo sentido com sua entrada no cobiçado circuito internacional de pôquer. Os jogos são transmitidos ao vivo pela TV. “É igual à Fórmula 1: sou obrigado a participar de 10 torneios por ano em 10 países diferentes.” Patrocinado pela PokerStars, maior empresa de pôquer do mundo, ele explica que teve a sorte de ter aderido ao esporte numa idade bem acima da média dos jogadores. “A garotada é maioria, mas os mais velhos é que têm mais dinheiro. Por isso, é interesse dos patrocinadores ter jogando — e vencendo as partidas — uma pessoa mais velha, que chegou lá, na mesa final. Isso ajuda a encorajar muitas pessoas.” As cifras do mundo do pôquer são superlativas até para quem já está acostumado à fortuna. O maior jogador do mundo, o americano Daniel Negreanu, chegou a faturar cerca de 100 milhões de dólares num único ano. “Eu joguei o torneio de Barcelona, que faz parte do circuito europeu. O primeiro vencedor ganhou 1,076 milhões de euros. São Paulo, em novembro, pagou R$ 1 milhão ao primeiro colocado. Os prêmios são sempre bons, compatíveis com o nível dos torneios.” Além do talento para a matemática, o que mais é necessário para ser um vencedor no pôquer? Max não hesita em responder: “Precisa ter paciência e estratégia contra o tempo. Não pode arriscar todas as fichas no começo. É um jogo de sobrevivência. Os torneios duram uma média de 12 a 14 horas por dia. Por isso, tem que estar preparado mental e fisicamente.” foto marco cezar

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MAX GONÇALVES, ESCRITOR

Empresário esteve em Floripa para lançar sua primeira obra literária texto Julia Hoebel fotos Henrique Pereira

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empresário Max Gonçalves lançou no dia 12 de dezembro na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi a sua primeira obra literária, intitulada Seduções, Remissões e Submissões, que conta a história verdadeira de duas mulheres excepcionais, uma na Índia e outra na Argentina, que modificaram suas vidas através da superação da dor. Lançado simultaneamente em Portugal, pela Editora Chiado, e na França, pela Editora Gallimard, o livro foi escrito através de uma série de entrevistas com pessoas as mais diversas, mulheres na maioria, homens, poucos, e transcorre nas entrelinhas sobre sedução, remissão e submissão, atos que estão embutidos nas vidas das heroínas, e que nos fazem refletir sobre compaixão e compreensão. Vips da ilha, amigos e curiosos passaram por lá para levar o seu abraço a esta personalidade que ficou conhecida no Brasil e no mundo por ter sido um dos maiores e mais atuantes empresários na área de Tecnologia. Confira quem passou por lá!


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CIDADE DOS SONHOS Arquiteto e urbanista Jaime Lerner assina projeto na Grande Florianópolis texto Marcos Heise fotos marco cezar

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uas empresas com forte atuação no segmento da construção civil, a Cota Empreendimentos e Beco Castelo estão trazendo para a grande Florianópolis um projeto urbanístico assinado pelo arquiteto, urbanista, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, Jaime Lerner. O Projeto Ativa Biguaçu fica localizado junto à BR-101 e segue um conceito urbanístico que consiste na concentração de trabalho, moradia e lazer no mesmo lugar. O projeto teve seu conceito apresentado para, a partir daí, estabelecer metas e objetivos dentro de um cronograma de etapas, ainda em fase de definição. Após diversos estudos, o terreno às margens da BR foi considerado o mais adequado para a viabilidade do projeto, exatamente pela localização estratégica, pois além de estar dentro de um vetor natural de desenvolvimento da Grande Florianópolis, tem fácil acesso e está inserido numa rede de mobilidade que futuramente contemplará ligações hidroviárias para toda a região. Os empreendedores estimam a consolidação plena do Projeto Ativa Biguaçu para os próximos 15 anos. Só a etapa de planejamento entre os empreendedores e o escritório de Jaime Lerner consumiu incontáveis horas de trabalho durante os últimos 3 anos. “O Projeto Ativa Biguaçu propõe um futuro onde o crescimento e o desenvolvimento da região ocorram com sustentabilidade e garantindo qualidade de vida. Isso só acontece quando o projeto, além de respeitar as questões ambientais, molda-se a todos os interesses das pessoas, gerando identidade, criando oportunidades e acolhendo os desejos de cada um.” Segundo o engenheiro civil Eugênio Leal da Silva, diretor do Projeto Ativa Biguaçu, será realmente um bairro completo, com grande autonomia e referência em qualidade de vida e sustentabilidade, com facilidade de mobilidade urbana. “A sequência de implantação do projeto será por etapas, de acordo com a viabilidade e a pertinência de cada segmento que for sendo agregado”, afirmou. O projeto prevê lojas comerciais de grande porte, centro empresarial, torres residenciais, centro médico, posto de saúde, serviços públicos, creche, ensino privado, praças públicas, mercado público, centro cultural, lojas satélites, marina, hotel e gastronomia.

Conceitos essenciais do projeto Identidade

Elemento fundamental para a criação de uma ambiência urbana saudável e o sentido de pertencimento dos indivíduos em relação a sua cidade, bairro ou lugar.

Acupunturas urbana

Intervenções pontuais estratégicas, de uso público, que criam pontos de referência e produzem um efeito demonstração de curto prazo da visão de futuro desejada em um projeto.

Diversidade

Se expressa na mistura e na sinergia de pessoas e de usos compatíveis no território gerando um desenho físico que crie oportunidade para todos.

Densidade

Os Eixos de Adensamento provêm uma importante referência de orientação aos usuários da cidade e permitem racionalizar e utilizar de forma adequada os investimentos em infraestruturas urbanas.

Sustentabilidade

A sustentabilidade ambiental das escalas da arquitetura e do desenho urbano, em que as soluções dialogam intimamente com o meio ambiente.

Mobilidade

Os projetos devem prever o privilégio do transporte coletivo sobre o individual, valorização do espaço do pedestre, dos ciclistas, da multimodalidade e a utilização de veículos com uma matriz energética mais limpa.


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“Você começa a gostar de uma cidade quando começa a entendê-la.”


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“Em termos de empreendimentos, bons exemplos começam a frutificar aqui nesta região.” “Florianópolis tem um povo gregário por natureza. A cidade precisa mostrar a força das ruas. É nas ruas que tudo acontece. Só que tem que ter gente na rua. Não adianta ter rua e não ter gente.” “Automóvel é como a sogra, a gente precisa ter, mas não podemos deixar que comande a nossa vida.” “Muros cada vez mais altos formam guetos. Quanto mais altos os muros, mais gente lá fora para te esperar.” “A cidade tem que ser uma integração de vida, trabalho, movimento, tudo isso junto. Se você separar as funções da cidade, você já vai ter uma anticidade, vai trabalhar contra a cidade.”


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araguá do Sul recebeu dois pilotos de acrobacia que estão entre os melhores do mundo. O brasileiro Rafael Goberna e o argentino Hernan Pitocco treinaram e testaram os novos equipamentos da Sol Paragliders, nos presenteando com belíssimas imagens de parapentes colorindo o céu da região, no ensaio fotográfico que mostra o design, as cores e o desempenho do modelo Synergy Five.

Rafael Goberna e Hernan Pitocco enfeitam o céu de SC fotos Fernando Prandi

O SONHO DE VOAR

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Rafael Goberna Hernan Pitocco


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CONSTELAÇÃO DO ASFALTO da redação fotos eduardo valente

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oi um domínio poucas vezes visto. A nona edição do Desafio das Estrelas teve em Vitantonio Liuzzi seu principal protagonista. O italiano, que tem no currículo um título mundial de kart (2001), liderou quatro dos cinco treinos realizados no Kartódromo Beto Carrero, em Penha (SC). E o desempenho nos treinos acabou refletido na corrida deste domingo, quando Liuzzi derrotou um grid de 24 grandes pilotos com larga experiência internacional. Depois de cruzar a bandeira quadriculada, Luizzi sentiu forte emoção: “Quando recebi o Troféu Ayrton Senna, me emocionei muito. Foi um momento especial para mim. Este troféu terá um lugar muito especial na minha casa. Vou fazer uma redoma para que fique em destaque”. O belíssimo Troféu Ayrton Senna é uma estatueta banhada em ouro esculpida pelo artista plástico paulista Wilson Iguti. A peça relembra o legado do tricampeão brasileiro no ano em que se completam duas décadas de sua morte.

Nona edição do Desafio das Estrelas homenageia Senna


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Dez perguntas para a personal trainer Carol Saraiva Da redação fotos Caio Cezar/RM

Aos 28 anos, Carol Saraiva é uma mulher de parar o trânsito. Morena, alta, linda e sarada como poucas, a personal trainer tem uma legião de fãs que se inspiram em seu exemplo para adotarem um estilo de vida mais saudável. Casada com o fisiculturista Eduardo Correa, Carol é adepta da malhação desde os 12 anos e percorre o Brasil e exterior dando palestras sobre nutrição esportiva e fisiologia do exercício, participando de eventos de seus patrocinadores, treinando e motivando atletas, com a simpatia e doçura que sempre a acompanharam em sua trajetória.

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FORÇA E DELICADEZA

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44 revista mural | Você começou a malhar aos 12 anos, e mantém sempre um ritmo forte de treinos. Como é sua rotina na academia? Carol Saraiva | Meu treino com pesos (musculação) tem duração em de 1 hora, de 5 a 6 vezes por semana. Os aeróbicos variam de acordo com meus objetivos, normalmente entre 20 minutos a uma hora por dia.

| As pessoas que querem um corpo como o seu costumam te abordar com perguntas? Carol Saraiva | As pessoas sempre me perguntam qual a minha alimentação e rotina de exercícios. Também pedem dicas e querem saber o que elas podem fazer para melhorar.

| Você dedica um tempo especial ao Cross Fit. Quais as principais características desta atividade? Carol Saraiva | Eu iniciei o Cross Fit como um desafio e uma nova experiência, para vivenciar novos exercícios e técnicas de treinamento. Acho importante como profissional da área. E para ficar mais motivada, porque para mim uma das melhores maneiras de superar a falta de motivação é me desafiar com algo diferente, tentar um novo esquema de repetições, mudar a divisão de treinos, treinar em locais diferentes. Fica a dica: antes de jogar a toalha, tente mudar as coisas! O Cross Fit não é um programa de condicionamento físico especializado, mas uma tentativa deliberada de otimizar a competência física em cada um dos dez domínios de aptidão reconhecidas. São eles: capacidade cardiovascular e respiratória, resistência, força, flexibilidade, potência, velocidade, coordenação, agilidade, equilíbrio e precisão. Defende um mix de exercícios funcionais, aeróbicos, exercícios de ginástica e exercícios do levantamento de peso. Utilizando equipamentos como barra, halteres, argolas, medice balls, corda, kettlebells, pneus, caixa para saltos, esses elementos são utilizados em diversas combinações de exercícios.

horas.

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revista mural | Carol Saraiva |

Quantas refeições faz ao dia? Faço de seis a sete refeições por dia, a cada três

| Qual o ponto de partida recomendado para uma pessoa sedentária que quer começar a malhar? Carol Saraiva | A primeira dica é criar um plano de ação para que possa atingir os objetivos. Se você não sabe como criar um, procure informações confiáveis e veja qual a melhor maneira de chegar lá. Hoje vivemos na era da informação, não há desculpas para não ir buscar a melhor maneira de começar. Também é importante escolher um programa de treinamento que você goste de fazer, pensar a longo prazo e ser paciente com os resultados. Cuidado com as soluções mágicas que prometem muitos resultados em pouco tempo. Resumindo: seja consistente e paciente, mantenha-se no plano e confie no processo. Os resultados podem não aparecer imediatamente, mas é só questão de tempo. revista mural


revista mural | Nessa vida agitada, dá tempo de ir pra balada ou

o lance é dormir cedo e acordar cedo? Carol Saraiva | Na minha profissão eu viajo bastante, então sempre posso conhecer lugares novos, tanto no Brasil como no exterior, e as baladas também. No dia-a-dia não costumamos ir muito em baladas, mas no verão vamos a algumas. revista mural | O que você gosta de fazer no tempo livre? Carol Saraiva | Amo ir à praia, viajar e sair com os amigos. revista mural | O que você gosta de comer e não abre mão em nome do treinamento? Carol Saraiva | Chocolate e sushi.

revista mural | Quais os planos para o futuro? Carol Saraiva | Vivo meu dia-a-dia ajudando outras

pessoas a atingirem seus objetivos, melhorando a estética, ganhando saúde e qualidade de vida, para que fiquem mais confiantes e motivadas. Meu plano é continuar orientando as atletas para conquistarem títulos, otimizando o melhor de cada uma delas. Nos últimos dois anos teve um crescimento muito grande da modalidade, principalmente da categoria bikini, então aumentou muito a procura de mulheres interessadas em competir que buscam auxílio profissional para isso. Além disso, quero continuar representando meus patrocinadores e ministrando palestras pelo Brasil. E continuar compartilhando conhecimento e experiências e motivando outras pessoas a iniciar ou continuar uma rotina de exercícios físicos e alimentação saudável. Também tenho planos de escrever um livro para mulheres e gravar meu primeiro DVD.

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“Fica a dica: antes de jogar a toalha, tente mudar as coisas!�


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Onze perguntas para Michele Franzoni, a Mimis, que perdeu 33 quilos com reeducação alimentar e exercícios fotos divulgação | O fato de sua trajetória ter atraído mais de 450 mil seguidores indica que temos um país com sobrepeso. Isso chama sua atenção no dia a dia? mimis | Já são mais de 720 mil! Uma loucura, né? Eu acredito que o fato não esteja somente relacionado ao sobrepeso. Eu entendo que o país acordou para a saúde, afinal são pessoas de todas as faixas etárias e classes sociais que estão em busca de dicas e mais informação sobre qualidade de vida. Minha história de emagrecimento apenas serve de inspiração para as pessoas acreditarem que todo mundo é capaz de mudar hábitos, ser saudável e feliz. Quando tive a ideia de criar o Blog da Mimis vi que existia uma carência de conteúdo nesse sentido. Tinha o site de emagrecimento, o site de culinária, o site de esportes, o site de comportamento. E pensei: vou fazer um site que reúna tudo isso e que sirva de exemplo para as pessoas viverem melhor e com mais qualidade. Assim surgiu o Blog da Mimis.

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| Que conselhos você daria para quem quer seguir teu exemplo? mimis | A mudança ocorre na cabeça. É o principal. Cansei de emagrecer e engordar a vida inteira, até que acordei. Resolvi adotar um outro estilo de vida e não somente emagrecer. A partir daí, o universo saudável foi entrando na minha vida. E eu fui gostando cada vez mais. Saber que a comida serve para alimentar o corpo e não a cabeça é uma das grandes sacadas. Comece querendo mudar não apenas o corpo, mas a vida.

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CORPORE SANO

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50 revista mural | Quer dizer que pizza, refrigerante e cerveja nunca

mais? mimis | Eu não sou radical. Acredito que ser saudável é ter equilíbrio e não ser neurótico a ponto de deixar de comer as coisas que gosta ou socializar com os amigos. Eu como de tudo, porém não mais todos os dias, como era antes. Hoje tenho meus extras, mas deixo para os finais de semana, festas e viagens. | Quais são as maiores dificuldades de quem se propõe a mudar o estilo de vida com exercícios e alimentação? mimis | A maior dificuldade reside na falta de força de vontade e coragem. Pode ser duro no início, pode ser difícil, mas a recompensa é gratificante demais. E um dia você acorda e diz: eu sou saudável. Esse era o meu objetivo inicial e é disso que mais me orgulho: ser saudável é minha maior conquista. Outra dificuldade é a sociedade e isso inclui a família e amigos. Eles vão te cobrar, eles não vão entender, eles vão querer que você seja como eles e relaxe. Contorne a situação, seja firme e tenha seus propósitos e não desista. Depois de um tempo eles vão entender que você mudou e é feliz assim. E quem sabe não mudam um pouco também?

revista mural | É preciso arrastar todos da casa para dentro desse processo para a mudança dar certo? mimis | Não! Isso é errado. É preciso mudar a si mesmo. Ninguém consegue mudar os outros. Se os demais quiserem vir junto, ótimo! Se não quiserem, não se incomode nem tente convencer o mundo que você está certo. Eu aprendi isso quando iniciei meu processo de emagrecimento, depois de passar uma vida tentando mudar o mundo. E foi aí que minha vida começou a mudar.

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revista mural | Onde estão e como fazer para evitar os perigos do efeito sanfona? mimis | O perigo do efeito sanfona é querer emagrecer pelo simples fato de ter um corpo bonito. Aí você faz dieta, exercícios e emagrece. E depois de um tempo começa a comer igual a antes e deixa de praticar atividade física. O resultado é lógico: o peso volta, e às vezes mais ainda. Por isso insisto na mudança de hábitos. Se ela não ocorrer, o risco de você voltar a engordar é enorme. Mude a cabeça que seu corpo mudará junto.

“Eu não sou radical. Acredito que ser saudável é ter equilíbrio e não ser neurótico a ponto de deixar de comer as coisas que gosta ou socializar com os amigos. Eu como de tudo, porém não mais todos os dias, como era antes. Hoje tenho meus extras, mas deixo para os finais de semana, festas e viagens.”

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quando bate aquela vontade de tentar resolver o problema com uma cirurgia? mimis | Se existisse uma cirurgia para a cabeça gordinha, tudo estaria resolvido. Porque é na cabeça que a mudança precisa ocorrer. Muitas pessoas acham que fazer cirurgia é simples, e que ao acordar seus problemas estarão resolvidos. Mas muitas vezes não entendem que é preciso uma mudança de hábitos, porque senão voltarão a engordar.


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revista mural | Muita

gente come demais à noite, como se fosse uma recompensa pelo dia de trabalho. Como fazer uma troca para uma outra recompensa? mimis | As pessoas comem demais a noite porque não se alimentam direito durante o dia. Ou também pela ansiedade do dia agitado ou estresse. Comer de 3 em 3 horas é fundamental para a saúde e para o equilíbrio alimentar. O metabolismo funciona melhor e o risco de você atacar o jantar com voracidade diminui. Eu como 6 vezes ao dia: café, lanche, almoço, dois lanches à tarde e jantar. E, às vezes, ainda como antes de dormir (ceia). Quem se alimenta direitinho, sem pular refeições geralmente não sente fome à noite, dorme melhor, e mantém o peso saudável. revista mural | Quais as recomendações para as crianças, com paladar tão aguçado e em fase de descobertas de novas comidinhas? mimis | Os hábitos alimentares das crianças são ensinados pelos pais. São eles que devem ensinar a boa alimentação. A criança não conhece o gosto do açúcar até que alguém ofereça. Por que não oferecer frutas ao invés de bolachas e doces? É mais fácil para os pais dar lanches práticos e industrializados do que preparar um sanduíche saudável e um suco natural? A resposta é sim. Aí você começa a enxergar que a cultura alimentar do indivíduo é familiar. Estimular as crianças a comerem alimentos saudáveis e terem limites para as coisas não tão saudáveis é a solução. É isso que ensinarei aos meus futuros filhos.

| Você acha que as redes sociais ajudam nesse processo? É importante compartilhar os resultados? mimis | Esse é o meu trabalho. Compartilhar informação sobre qualidade de vida, comportamento e saúde. A partir da minha história de transformação, enxerguei a possibilidade de colocar em prática todo o meu currículo profissional diversificado. E assim nasceu o Blog da Mimis. No meu doutorado estudei exatamente isso: compartilhamento de conhecimento em redes sociais. Esse é o grande lance da nossa era: compartilhar informação. E as redes sociais e a internet surgem como um veículo perfeito para promover o encontro entre as pessoas, que se unem em comunidades com interesses comuns em busca de conhecimento e troca de experiências. revista mural

revista mural | Quais os planos para o futuro? mimis | Meu primeiro livro já está a caminho. Um

projeto lindo que será lançado ainda este ano. Também quero expandir meu trabalho para outras plataformas de mídias e informação. O Blog da Mimis é um projeto de vida, uma realização pessoal e profissional.


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VERÃO SAUDÁVEL Como escolher e usar o filtro solar

texto dra. mariana Barbatto* (CRMSC: 10877 / RQE: 6741) foto banco de imagens/RM

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s filtros solares estão cada vez mais modernos. Existem filtros em creme, gel, loção, mousse, aerossol, pó ou bastão. O importante na escolha do filtro é que este tenha uma boa proteção UVA (ultravioleta A) e UVB (ultravioleta B). Crianças a partir dos 6 meses de idade já podem usar protetor solar. Existem protetores físicos e químicos. Os filtros químicos absorvem a radiação e os filtros físicos refletem a radiação. Estes últimos são uma ótima opção, já que fazem uma barreira de proteção na pele, pois contém na formulação óxido de zinco e dióxido de titânio. A quantidade de produto aplicada na pele é de suma importância, já que para se obter a proteção descrita na embalagem do produto não se deve economizar. Na pele da face e pescoço, por exemplo, deve-se aplicar a quantidade equivalente a uma colher de chá. Os protetores podem conter ativos antioxidantes, controladores de oleosidade e pigmentos (base). Esta é uma forma prática de proteger e tratar a pele, mas o excesso de ativos no filtro pode interferir no fator de proteção, sendo, portanto, recomendado o filtro solar puro (apenas com função de proteger contra os raios solares) na praia. O termo bloqueador solar deve ser desconsiderado, já que traz a ideia de proteção total e

isso não ocorre. Nenhum produto é capaz de barrar 100% dos raios solares. Os fotoprotetores orais, conhecidos como nutricosméticos, diminuem os efeitos nocivos da radiação. São eles: vitamina C e E, carotenoides, polifenóis e polipodium leucotomos. É importante ressaltar que estes produtos não substituem o protetor tópico, mas apenas auxiliam na proteção. No Consenso de Fotoproteção elaborado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) em 2013 encontram-se recomendações que devem ser seguidas: w Não se expor ao Sol das 10 horas da manhã até às 3 horas da tarde. w O FPS (Fator de proteção solar do produto) deve ser no mínimo 30. w Os fotoprotetores devem ser aplicados 15 minutos antes da exposição e em todas as áreas expostas do corpo. w Reaplicar o produto a cada 2 ou 3 horas e após longos períodos na água. Para conseguir uma proteção adequada o uso de protetor não basta. Cuidados como andar na sombra e o uso de chapéu e roupas adequadas são tão importantes quanto a aplicação do creme. Se não forem tomados os devidos cuidados com o Sol poderão surgir problemas graves, como queimaduras e câncer de pele. Com o passar do tempo, a exposição em excesso causa manchas e envelhecimento precoce. *

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M

w 5 amêndoas (sementes) de cacau

esmo sendo um dos frutos mais famosos do mundo, por ser a base na fabricação do chocolate, raramente se consome o cacau in natura e poucos sabem dos benefícios que seu consumo traz à saúde. Nativo da América Central, o cacau era considerado um presente dos deuses (acho que nisso todo mundo concorda) e era consumido na forma de bebida amarga, quase sempre acrescida de pimenta. Suas sementes eram utilizadas como moeda de troca e valiam mais do que ouro. A polpa que envolve a semente tem sabor adocicado quando a fruta está madura. Por aqui encontramos a polpa congelada, que pode ser utilizada no preparo de sucos, sorvetes e sobremesas. A semente do cacau é a parte da fruta consumida e utilizada para fazer o nosso tão adorado chocolate, mas se você pensa que o sabor é o mesmo, está enganado. O cacau puro tem sabor bem amargo, que só vai lembrar o chocolate se adicionarmos açúcar. Para fazer o chocolate, as sementes são fermentadas e depois tostadas. Em relação ao valor nutricional podemos dizer que o Cacau realmente vale ouro. É uma das frutas mais ricas em antioxidantes com alta concentração de polifenóis que neutralizam a formação de radicais livres. Sua ação vasodilatadora melhora a circulação e também diminui o LDL, o “mau colesterol”. Tem ação antiinflamatória, controla a glicemia e pode ser considerado um antidepressivo natural, pois estimula a liberação de endorfinas e melhora a disposição mental. Ainda contém substâncias como teobromina, fenilalanina, feniletilamina e tirosina, que aumentam a sensação de bem estar, combatem a depressão, reduzem a ansiedade e a vontade de doces. Mas atenção | Os benefícios valem para o consumo da polpa e da semente, sem a adição de açúcar, leite e gordura.

Ingredientes (para um copo) w 1 polpa congelada de cacau w 5 amêndoas ou castanhas cruas w 1 copo de água mineral ou água de coco w 1 banana congelada w 1 colher de sobremesa de chia ou linhaça hidratadas Modo de preparo w Hidratar por 8 horas as sementes de cacau e as amêndoas. Escorrer e bater com todos os outros ingredientes. Servir gelado.

Curiosidades w 1 cacau grande chega a ter 50 sementes. w Valor nutricional (100g): 300Kcal, 1g PTN, 19g CHO, 0,1 LIP, 2,2g fibras, cálcio, magnésio, cobre, zinco, vitaminas B1 e B6.


58 fruto da hora

Jamelão Rico em vitamina C, seu gosto exótico lembra melão, maçã e maracujá misturados

T

ambém conhecida por Jambolão, cruá, melão caboclo e fruta mortadela, o jamelão é da família das cucurbitáceas (a mesma do melão e da melancia) e às vezes é confundido com outro fruto do Nordeste que é conhecida pelo mesmo nome, mas com características bem diferentes. O jamelão é da família das cucurbitáceas (a mesma do melão e da melancia), enquanto a outra é parente da acerola e da pitanga. Sua fragrância agradável é uma de suas qualidades. Tem sabor exótico, uma mistura de melão, maçã e maracujá. A época mais comum para encontrar é de abril a agosto. Na medicina popular seu licor é utilizado para aliviar dores de garganta e as folhas como laxante e vermífugo. Quando ainda está verde, é consumido como legume e depois de maduro fica ótimo para fazer sucos. É rico em vitaminas do complexo B, cálcio, fósforo e vitamina C.

Sorbet de jamelão Ingredientes w 1 xícara de polpa de jamelão w ½ xícara de suco de laranja w 1 colher de chá de mel w 1 colher de chá de cointreau Modo de preparo w Levar os 3 primeiros ingredientes ao fogo baixo, até incorporar. Misturar o cointreau e levar ao freezer. Depois de congelado bater no processador e servir. Decore com folhas de manjericão.


buffet & grill costelaria Cardápio da Semana segunda-feira . Grelhados terça-feira . Itáliana quarta-feira . Brasileira quinta-feira . Alemã sexta-feira . Açoriana Sábado . Carnes

Chef Alzir Krauss Imigrantes Restaurante Buffet-Eventos Rua São Jorge . 225 . Centro Convenções Baía Sul www.imigrantesbuffet.com.br fones 3028-5922 . 9982-2946


60 nutrição

O

que para muitos pode parecer simples, para alguns casais torna-se uma jornada lenta e cheia de expectativas e frustações em busca do sonho de ter um filho. Hoje, a cada dez casais em idade fértil tentando engravidar, pelo menos dois apresentam algum problema. Com o estilo de vida moderno e os projetos de aumentar a família cada vez mais sendo prorrogados, as chances têm se tornado cada vez menores. Durante este processo, onde todo mês a esperança de engravidar vai sendo adiada, muitos casais recorrem aos tratamentos de fertilidade em busca da realização de um sonho. Esses tratamentos estão cada vez mais modernos, mas também têm um custo alto. E apesar da medicina ter evoluído muito, engana-se quem pensa que este processo é simples e que as chances de sucesso são altas. Ao contrário do que pensamos, o nosso organismo ainda tem uma idade fisiológica e precisa de nutrientes para que ele possa fazer a sua parte. O que muita gente não sabe é que, em alguns casos, uma mudança na alimentação pode aumentar significativamente as chances de gravidez, tanto para casais que não se submetem ao tratamento de fertilidade.

DIETA DA FERTILIDADE Como pequenas mudanças na alimentação podem aumentar as chances de engravidar texto Ana Carolina Abreu foto marco cezar

Mas porque a nutrição é tão importante? Os estudos na área de programação metabólica e genética demonstram que a constituição das nossas células é determinante no aparecimento e prevenção de doenças. Com isso, os pesquisadores perceberam que é possível programarmos e melhorarmos a qualidade dos nossos genes se nutrirmos nosso organismo da forma correta, melhorando a fertilidade. O excesso de peso é um dos fatores que mais atrapalham a concepção. Estudos demonstram que resistência à insulina, muito comum em indivíduos obesos, pode aumentar a homocisteína, hoje já associada, quando em níveis elevados, à ocorrência de abortos. As vitaminas B6, B12 e ácido fólico são indispensáveis para manter os níveis de homocisteína adequados e para garantir a proliferação celular e uma gestação adequada. A vitamina D também é um nutriente importante e deve ser avaliada, já que os níveis estão reduzidos na maioria dos pacientes e ela contribui para melhorar a ação e secreção da insulina. Os carboidratos refinados atrapalham a fecundação e dificultam a ovulação. A melhor opção para quem quer engravidar são os carboidratos integrais e com poucos aditivos químicos. Os cereais integrais são ricos em complexo B e minerais como zinco e magnésio, importantes para melhorar a qualidade do óvulo e motilidade do espermatozoide.


Outros fatores que podem afetar a fertilidade — e como a nutrição pode ajudar Síndrome do ovário policístico (SOP) Nas mulheres que apresentam a síndrome do ovário policístico, desordens como menstruação irregular, ausência de ovulação, infertilidade e abortos são mais comuns. A principal orientação é modificar principalmente a carga glicêmica das refeições e regulação dos níveis de insulina. Alimentos ricos em açúcar, carboidratos refinados e leite de vaca interferem no metabolismo de insulina, aumentando a produção de hormônios masculinos e dificultando as chances de ovulação. Alergias alimentares Muitas vezes os alimentos que consumimos regularmente podem gerar processo inflamatórios, impedindo que o organismo funcione de forma plena. A permeabilidade intestinal é um dos fatores que contribuem para as alergias alimentares. Recuperar o intestino é fundamental para garantir um tratamento bem sucedido. Estudos comprovam que a sensibilidade ao glúten também pode causar problemas de infertilidade e abortos de repetição. Identificar os possíveis alimentos alergênicos pode facilitar as chances de gestação. Gorduras são fundamentais para uma produção hormonal adequada. Portanto, nada de cortar todo tipo de gordura porque está tentando engravidar, mas atenção ao tipo de gordura consumida. Gorduras mono e poliinsaturadas (provindas de oleaginosas, peixes de água fria e cereais integrais) são benéficas e auxiliam na formação do óvulo e espermatozoides. Já as gorduras trans atrapalham, e muito. Estudos mostram que consumir biscoitos recheados, fast food e comidas congeladas frequentemente já dificultam a fecundação e implantação do embrião. Dê preferência às proteínas vegetais e magras, ricas em nutrientes como ácido fólico, determinante para a renovação celular, fecundação e formação do sistema nervoso do bebê. Além disso, as proteínas também são fonte de ferro, mineral indispensável para a ovulação. O contato com agrotóxicos e BPA (bisfenol A) também dificultam este processo. O bisfenol é encontrado em embalagens plásticas e afeta o equilíbrio de glândulas e hormônios, interfere na atividade estrogênica, tireoidiana e predispõe à obesidade.

Além da alimentação

A prescrição de fitoterápicos também pode contribuir para melhorar a fertilidade. Dependendo da situação, os fitoterápicos podem auxiliar na produção hormonal e reequilíbrio do organismo.

Qualidade e contagem dos espermatozoides A suplementação de zinco é fundamental para a produção de hormônios sexuais, melhora da qualidade (motilidade) e quantidade dos espermatozoides. Selênio, licopeno e coenzima Q10 também não podem faltar. Qualidade do óvulo Nutrientes como o inositol, CoQ10, cloridrato de betaína contribuem para a formação e qualidade do óvulo. Endometriose Estudos demonstram que há um aumento de radicais livres nas mulheres com endometriose. Nutrientes antioxidantes são importantes para evitar a progressão. A vitamina E, vitamina C e a CoQ10 podem aumentar a fertilidade. Sabemos que a nutrição não é o único fator, mas ela pode contribuir, inclusive para o bem estar emocional. Considerando que até a produção e equilíbrio de neurotransmissores dependem de nutrientes, precisamos nos conscientizar de que é importante pensar na qualidade da alimentação antes de engravidar. Procurar profissionais capacitados pode tornar todo o processo mais curto e prazeroso.

Ana Carolina Abreu, é graduada em nutrição pela UFSC e pós-graduada em nutrição clínica funcional pela CVPE/Unisul. Pós-graduanda em Nutrição Funcional Esportiva, pós-graduanda em Fitoterapia e membro do Instituto Brasileiro de Nutrição Funcional. Atendimento na Clínica Primordiale (48) 3223-4003 (www.clinicaprimordiale.com.br).

nutrição

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comer & beber

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Bob贸 de Camar茫o texto e foto Marcos Heise


Nesta edição vamos apresentar uma receita diferente de bobó de camarão, que usa batata baroa no lugar do aipim. Essa batata, também conhecida como batata salsa ou mandioquinha, tem um sabor todo característico e não pesa tanto. Ingredientes w 2kg de camarão do tipo branco limpo w 1kg de batata baroa w Sal, pimenta do reino w 2 folhas de louro w Farinha de trigo o quanto baste w Manteiga w Azeite de oliva w Água para cozimento w Duas cebolas brancas inteiras w Leite w Queijo brie – três cunhas de 150 gramas cada w Um pote de creme de leite de 200ml w O equivalente a meia xícara de ciboulette bem picada

Para servir w Monte os pratos colocando o purê de mandioquinha primeiro e faça uma abertura no centro, onde será colocado o camarão.

Preparo w Limpe os camarões. Se for pedir camarão já limpo peça para o peixeiro reservar todas as cascas e as cabeças. Os camarões limpos precisam ser lavados e vão para um pano seco ou papel toalha para que fiquem bem secos. w Cozinhe as cabeças e cascas do camarão em água suficiente para cobrir tudo e mais um pouco acima. Depois que começar a ferver, acrescente as cebolas inteiras sem casca e as folhas de louro. Salgue a gosto e aguarde 30 minutos. w Coe a água. É nela que será preparada a batata salsa, aproveitando que a água já está quente. Cozinhe as batatas baroa até que fiquem macias. Deixe um pouco da água no fundo para o gosto do camarão ficar mais acentuado. w Passe as batatas pelo aparelho de purê ou bata no processador/ liquidificador, e, neste caso, prepare-se para usar mais líquido do cozimento. w Acrescente o leite mexendo para sentir a consistência de um purê liso e bem mole. Acerte o sal (a batata baroa é meio adocicada). w O camarão que ficou reservado é temperado com sal e na mesma hora passado no trigo bem rápido, apenas para selar. w Sele o camarão aos poucos numa frigideira antiaderente com manteiga misturada com azeite de oliva. É rápido, um minuto de cada lado. Essa operação vai preservar a “crocância” do bicho. w Em seguida coloque umas duas colheres de manteiga numa panela que estará em banho-maria, espere derreter, acrescente o creme de leite e depois o queijo brie, mexendo até derreter e se tornar um creme de respeito. Não deixar ferver. Este creme vai ser misturado com muita delicadeza com o camarão. w Acrescente por último a ciboulette picada e decore o prato com hastes.

Rendimento w De 4 a 6 porções bem servidas como prato único.

comer & beber

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oculto

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UM MALUCO NO PEDAÇO Rzilla e Ousagang preparam lançamento de EP gravado em São Paulo texto Leo Comin fotos marco cezar

A evolução do rap em Florianópolis vive me surpreendendo. Nesta edição tive a satisfação de passar uma tarde no Canto do Noel, ali na rua Tiradentes, com Rzilla e sua trupe, refrescando com cerveja o calorão de janeiro.


revista mural | Como começou sua carreira? Rzilla | A música sempre esteve presente lá em

casa. Minha família é envolvida com escola de samba, meu tio Celinho da Copa Lord, um compositor monstro, sempre incentivou a gente. Desde muito novos eu e meus primos já fazíamos umas rodas de samba tocando balde, batendo garfo na garrafa, cantando e dando risada. E o mais maneiro é que a gente faz essas rodas se samba até hoje. Mas o rap mesmo comecei a fazer em 2012, depois de uma longa vivência nas ruas fazendo grafite e freestyle.

revista mural | Quais as apresentações que mais te marcaram? Rzilla | A gente já bagunçou em vários lugares por aí. Uma experiência

bacana foi abrir para o Planet Hemp no Devassa Music Stage com o amigo MC Eltin. Abrir o show do Ja Rule fazendo nosso show completo também foi inesquecível! No Rio de Janeiro fiz apresentações com meus amigos do START (grupo do Stephan, filho de Marcelo D2) e em SP fiz umas rimas no festival gigante Lollapalooza com o patrão Dj Cia. Em Santos tocamos com Haikaiss, também muito massa. Rzilla e OusaGang estão por aí bagunçando, cara, nos divertindo! Live free! revista mural | A formação do grupo ainda é a mesma? Rzilla | Sim! Eu, o maestro Dj Carioca, Will Porto e Fli são

o meio campo habilidoso do time. Ramom Ribeiro videomaker fazendo as imagens, Lucas Nienkotter violão e guitarra, e Waltinho na contenção da rapaziada. Isso é Rzilla e Ousagang, meu filho!

revista mural | Quais os projetos para 2014? Rzilla | A meta principal é lançar o EP “Um Maluco no Pedaço”, que

é meio que nosso cartão de visita para a cena nacional. A distribuição e produção fica por conta da BeatLoko. O EP tem o Dj Cia nos beats e várias participações maneiras, como Maomé (Cone Crew), Pollo, Billy (Samprazer), e outras que ainda não posso contar (risos). | Como rolou o contato com o Dj Cia e com a gravadora BeatLoko? Rzilla | O Cia viu um show nosso em janeiro de 2013, se amarrou no trabalho e quis produzir o meu EP de estreia. Aí fui morar em São Paulo para produzir essa parada com o vilão dos toca discos! Abençoado pela música, se dedicando sempre, dando a cara a tapa, correndo atrás da informação, estamos aí, voando! Quero aproveitar o espaço para agradecer a essa rapaziada que corre junto nessa bagunça que é a OusaGang! Todos os fã clubes que dão aquela moral nas redes sociais e pedem as músicas na rádio, muito obrigado. Agradecimentos especiais à Dj Naomi e Ana Sampaio que me adotaram em São Paulo! Mina Pretinha, meu irmãozinho pequeno e à rapaziada da pelada de sexta. “Um Maluco no Pedaço” nas ruas em 2014! BeatLoko Ousagang Fazendinha ! revista mural

Na próxima edição um resumo das quatro últimas festas no Confraria com a Família LIKE A BOSS. “Peganóis”!

oculto

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fotografia

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show de fogos Com 17 toneladas de fogos, 24 mil tiros multicoloridos foram disparados para o alto na Capital fotos petra mafalda


fotografia

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U

ma festa emocionante e repleta de novidades marcou o último dia de 2013 em Florianópolis. Cores e formas mudaram o céu da Ilha da Magia e transformaram a beleza da ponte Hercílio Luz durante 20 minutos — um dos maiores e mais duradouros shows pirotécnicos do país — acompanhado pelo ‘Rancho de Amor à Ilha’, hino oficial da cidade. “Agradeço e parabenizo a todos que participaram do réveillon. A população se planejou para a virada, que transcorreu na mais

absoluta paz. Vamos continuar trabalhando em 2014, para fazer ainda mais pela cidade que é a mais bonita desse país”, elogiou o prefeito Cesar Souza Júnior. Mais de 15 atrações fizeram parte da programação do Fim de Ano da Magia, promovido pela Prefeitura, em parceria com o Governo do Estado, na Ilha e no Continente. No Centro, de acordo com a Polícia Militar, 300 mil pessoas festejaram a chegada de um novo ano com shows de artistas locais e nacionais.


show de ver達o

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FLORIPA


show de verão

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É SHOW O melhor do verão 2014

fotos MArco cezar e MARCO DUTRA

S

empre que chega o verão, nossa Ilha da Magia adquire um colorido especial. Gente do mundo todo, celebridades, mulheres lindas, praias paradisíacas e baladas de alto nível marcam a passagem da estação mais alegre e festiva do ano. E a Revista Mural acompanha tudo de perto, trazendo nas próximas páginas as fotos das festas nos melhores lugares deste nosso amado pedacinho de terra.


mural el divino lounge

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REVISTA FESTIVA

a turma do claudinho sabonete

Edição 62 é lançada com festa no El Divino Lounge fotos MArco cezar

C

omo de costume, leitores, parceiros e amigos se reuniram no El Divino Lounge para celebrar a chegada de mais uma edição da revista Mural, que completa em 2014 seis anos de atividade. Ao som do DJ Leo Comin e regada com muito espumante, a festa bombou até alta madrugada, cheia de gente bonita e animada, como você pode conferir nas fotos. Nos vemos na festa de lançamento da próxima edição.

a turma do joão

clever e cléia aldo e vivian

Álvaro e fernanda

EVANDRO e GABRIELLA

dani daltron e celso daltron

joão e joana

Janaína e André Gassen

sílvia e vitinho


mural el divino lounge

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ana paula

carol

ana paula

emanuela

eduarda テ》ila e gabriela vargas

priscila barbi

beatriz

raテァa do nado

luテュza

manu e moises

DJS DA FESTA: LテゥO, ADINHOAlice e DU PEREIRA Harger

turma do tarcizo

renata e alzir


mural el divino lounge

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lia lemos

turma do margarida

márcio, joão, léo e ulisses

féfi, laura e jeanine

priscila e rafael

turma do caio

flávia e bernardo_

patrícia

maria e joana

priscila, carla e adriana


mural p12

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PISTA DE PRAIA

kelen muniz

Agatha Luzzoli

Aline Pires e Maria Aparecida Pires

arabella medeiros, gabriela bertoldi e lorraine medeiros

Ely Yabu e Antônio Eudi

Camila Zerlotti

Camila Ferrarezi

Gabriele Matias

Carolina Pellenz

Flavia Rossi e Aline Marques

Carolina Sitonio

Com muitas celebridades e DJs internacionais, P12 vive um verão inesquecível fotos david collaço, Marco Dutra e Marco Cezar

N

a temporada de 2014 não teve chuva ou tempo ruim que afastasse o público do P12, divertido beach club de Jurerê. Top DJs como o holandês Nicky Romero, o francês Martin Solveig e o duo belga Dimitri Vegas & Like Mike fizeram a alegria dos festeiros. Celebridades como o ator Reinaldo Gianecchini, o jogador Ronaldinho Gaúcho, o deputado Romário e o dj Olin Batista, filho do empresário Eike Batista, marcaram presença por lá. Pista, piscinas e camarotes lotados foram a prova de que o P12 é um dos melhores endereços no mais badalado balneário de Floripa.

ronaldinho gaúcho

romário

mariana roxo

Shayane Casonatto


mural p12

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Pinho Menezes e Du Oliveira

Barbara Pavanello

Dado Prisco e Bruna Prisco

maria augusta passos

rafaela rocha

Jaqueline Coelho

Grazi Delanutta

Romeo Blanco

simone guimarテテs, mirela garcia e sara phillipi

Grazi Delanutta

Joテ」o Pedro Nienow e Siluテェ Hoffmeister

adriele guimaraes e mariana pelegrini

Gabriela Watanabe, Filipe Palanowski, Eduardo de Queiroz e Jaqueline Lavina

Maria Eduarda Amaral

Thayane Oliveira


mural p12

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MACARRONADA DO LEO Com muito Axé Music, festa completa dez anos e lota o P12 fotos Marco Cezar e Marco Dutra

O

último feriado de 15 de novembro foi a data escolhida para mais uma Macarronada do Leo. O Almoço Oficial do FOLIAnópolis lotou o P12, que recebeu um público animado e divertido vindo dos quatro cantos do Brasil. Mais uma vez a cantora catarinense Diana Dias roubou a cena, interpretando grandes sucessos do axé nacional.


MAJESTADE

mural p12

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Fat Boy Slim lota P12 em noite inesquecível

anjinho e marina

pedro e camila

daniel mirkin

gui pereira e vanessa

rafael e letícia

flávia e ronan koerich

fotos marco cezar

O

cinquentão Fatboy Slim passou pela ilha como um furacão. Acostumado a tocar para multidões em noites sold out, o dj comandou descalço as pick-ups sempre com as famosas cornetas ensurdecedoras, promovendo um buzinaço que levou a galera ao delírio.

bruna, márcia e juliana

luciele, marlori, letécia, angélica, luciana e andréia

cris e aroldo

julia e guto

carol, aline e karine

flávia e marcelo

rita e marcelo

mônica, valéria, laura e ana


mural pirata

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O NOVO VELHO PIRATA Com 20 anos de história, Kioske chega em Jurerê Internacional fotos marco cezar

A

abertura do Pirata em Jurerê Internacional mostra que o lendário Kioske da Praia Brava mudou de endereço mas continua com a mesma descontração, gente bonita e animada, cardápio de primeira – assinado pelo chef Narbal Correa – e bebidas sempre geladas esperando pelos clientes. No primeiro dia de funcionamento, com djs animando o sunset, muita gente da cidade foi matar as saudades do Kioske que há 20 anos faz parte da história da cidade.

pati e mário

família pirata

cinthia heinzen e malu ferreira

addo guimarães e mário kenji

cacau menezes

eduardo e patrícia

luiza brunet e lírio parisotto

maria do roccio e cesar abreu_

a turma da praia brava

a raça dos manés e dos cariocas


mural pirata

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aninha carvalho

amilcar e joice

cristinha de vincenzi

paulo bauer

a raça

caio cezar

leticia birkheuer

lucinha e luiz

clĂĄudia e paulo cordeiro

a turma da daninha

Graziela godoy

cintra e rĂ´

marcelo e raul boesel

maria, najila, paula, elaine e alice

duda cunha


mural estação pirata

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liliane e egidio martorano

kyka orlandi e amandinha lima

tatiane e leaozinho

delcidio amaral e maika amaral

dj fernanda riffel

jaime de paula e jadna freitas

andréa druck e Pericles druck

cristiane, cláudia e jorge

jorge freitas e valério gomes

içuriti

senador zezé perrella

jeanine, franciele, fran e camila

fernando marcondes

pc e wilfredo

xandi e beti

ale, dani, grasi, mohamed e eliane

mariana e marcelo gomes


A cozinha do Yaah ganhou novos temperos, juntou outros ingredientes e criou o Yaahkisoba. Uma combinação de legumes, carnes, molhos, macarrão ou arroz que você mesmo pode montar, ou saborear os clássicos e tradicionais pratos da cozinha oriental.

Yaah (Centro) Rua Bocaúva, 2.300 (48) 3879.9693

www.yaah.com.br

Yaah (Kobrasol) Rua Koesa, 255 (48) 3034.7794

Yaahkisoba (Trindade) Rua Lauro Linhares, 1.015, loja 8 (48) 3879.9694

Yaahkisoba Delivery (48) 3879.9694

www.yaahkisoba.com.br


mural estação pirata

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salete e marcos

jorge bornhausen e dulcinha

Monique Amin

Caio e cesar souza

turma da cris

maria eduarda

horacio ramiro gonzalez

eric love

joão james

ed pereira, patrick goedert e joão toledo

laura schaccetti

tati kindermann

a turma da márcia

Celso Raimundo, Beto Agostini e Cesar Faria

ricardo bornhausen


mural Devassa On Stage

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O TOP DOS TOP`S

andre sada, edo krause, doreni caramori, eduardo gutierrez e pedro freitas

David Guetta enlouquece público num dos shows mais esperados do verão

anjinho e marina

denise e alex

fotos Marco Cezar

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reze mil pessoas foram ao delírio na Devassa On Stage durante o megashow de David Guetta, o dj das multidões. Com ingressos esgotados, o francês — considerado um dos melhores djs do mundo — fez jus à fama e manteve a pista fervendo até os primeiros raios de sol do dia seguinte, num dos grandes momentos da temporada de 2014. lia, fabiana, shirlei e daninha

juliana e doreni

natália costa e rodrigo

jaqueline e vitor

amanda e wilfredo

a turma da laura

letícia e rafael

kisy e leo coelho

aninha e jorge

pablo e litiane


mural Donna Dinning Club

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Yasmin Muniz, Lorraine e Arabella Medeiros

SABOR DO LUXO

andressa urach

camila dauer e stefani lunkes

Dani Carruthers

Layze Matos e Pierre Góes

juliana warpechowski

Monique Sainz

mariana pelegrini e adriele guimaraes

Carol Lobatto e Tati Kinderman

mariana brandalise e marilia recamonde

Flávia Cavasotti

Dj Vini Gomide

Donna Dinning Club une gastronomia e entretenimento em Jurerê Internacional fotos marco dutra

Q

uem gosta de boa comida e diversão de qualidade tem destino certo em Floripa. O Donna Dinning Club reúne a nata da sociedade local e muitos turistas, que se alternam entre as mesas de jantar e a pista de dança. Excelente dica para o esquenta de sábado à noite — um clássico da casa — antes das festas da madrugada.

daniel aguiar, naiana stringuini e taty irie

betina sens, mariana altoff e bruna sens

Cynthia Bolzan e Pinho Menezes

Shirlei Albuquerque, Caio e Claudinho Silva

chris cruz lima, Cynthia Bolzan e Bernardo Amorim

laura abreu, juliana salgado, tatiana alvim e adriana thebit


mural posh

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A CASA DOS FAMOSOS Sétima temporada da Posh mantém o alto nível das atrações e do público fotos Cassiano de Souza

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Reynaldo Gianecchini. Andre Sada e Jamil Nicolau

foto Daniel Oliveira

laudia Raia, Minotauro, Reynaldo Gianechini e Monique Alfradique são alguns dos famosos que foram prestigiar as primeiras semanas da VII temporada da Posh Club, em Florianópolis (SC). De 25 de dezembro de 2013 a 04 de janeiro de 2014 a luxuosa casa recebeu vips e jet setters internacionais, que puderam se divertir ao som de DJs renomados como Jack-E, Mitch LJ, Martin Solveig, Tito, Jetlag Live! e Pete Tha Zouk, entre outros. Além dos DJs, o iluminador Charles Martinet foi quem deu o clima da festa, brincando com as luzes de acordo com o que o público sentia a cada música. A Posh segue com programação até o final do verão, sempre abrindo aos finais de semana.

Jarbas Homem de Melo e Claudia raia

Bárbara Amin

Thiena Sickert, Manoella Neschamps e Vivian Amorim

Doreni Caramori Jr. e Juliana Ferreira

Jamille Nedeff

Viviana Selene e Mário de Lara


mural posh

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Ana Werneck

Cinthya Hygidio

Karen Beringhs

Wilfredo Gomes e Amanda Gomes

joรฃo amin

Luisa Passinatto

Luiza Freyesleben e Matheus Mazzafera

Laura Kubrusly

Thiago Vianna

minotauro

San Novakoski e o DJ Pete Tha Zouk

Isabela Furtado

Natรกlia Casassola

Valdir Piran


Brincar, assim se aprende a viver!

Unidade Hermínio Jacques no 196 . Centro . Florianópolis/SC 48 3028.2751

turno integral colônia de férias atendemos o ano inteiro

Unidade Urbano Salles no 99 . Centro . Florianópolis/SC 48 3028.2750

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mural da fields

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No coração de Floripa

Isabelle Giassi, Stephanie Almeida e Stefani Paula Goes

Majeid Famakhiri, Milton Garcia e Adriano Lima

Reduto de lindas mulheres, Fields segue firme no sertanejo

Manoella Heiterscheidt e Felipe Valerio

fotos Adriel Douglas

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reparada para encarar mais um verão, a Fields — O Sertanejo da Magia é a primeira casa de luxo voltada para o ritmo sertanejo em Florianópolis. Comandada por um grupo de empresários do entretenimento noturno, a casa abre todas as quartas, sextas e sábados e é considerada por muitos como o reduto das mais lindas da Ilha, conquistando desde jovens universitários aos casais mais maduros que curtem uma noite regada a muita alegria, música de qualidade e diversão entre amigos.

Gustavo Vieira e Lilian Guesser

Kika Orlandi D’avila

Luiz Kirinus e Karolina Krueger

Lucas Vereza e Mariana Giordani

Jeniffer Rozar

Fernanda Guedes

Laura Cruzeiro

Andrey Campos e Letícia Quirino

Vanessa Hasckel e Jéssica Franzoni

Schandi Devi

Francielly Ouriques


mural In The Mix

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dj junior ramos

Mix eletrônico

Felipe Fernandes, Bruno Be e Sandro Horta

dj junior ramos

Primeira edição do In The Mix agitou o complexo Fields fotos Adriel Douglas

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festa In The Mix misturou o sertanejo top na Fields e a música eletrônica no Espaço Floripa. Foi uma noite perfeita para quem curte uma balada eletrônica, mas que também gosta do clima de paquera constante no “lêlêlê” que conquistou a Ilha da Magia. No lado sertanejo, a dupla Sandro e Cícero e o cantor Junior Bueno, cantaram os grandes sucessos que conquistaram o público da casa mais charmosa da cidade. Já no Espaço Floripa, o eletrônico ficou por conta de Ber Bush nas pick-ups e Gutto Serta na percussão, integrantes do Hands’Up, e do DJ e produtor Bruno Be, que está preparando um setlist especial para agitar a galera. A In The Mix promete entrar para a lista de grandes festas promovidas pela casa, e as próximas edições com misturas diferentes já estão sendo pensadas para surpreender o público fã da casa.

Carol Justino

Gutto Serta

Gabrielle Veras

Flávia Tirloni e Marcel Fabres

ariany Mattos

Gabriel Rocha e Duda Cunha

Maurício Machado e Patrícia Koerich

Rafael Setrak e DJ Bruno Be

Cristina Nunes

Maria Eduarda Garbelotto, Letícia Olivo e Joana De Marco


mural prainha

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Luxo à beira-mar Pré-reveillon da Prainha reúne o primeiro time de Floripa fotos Carol Brasil e Agatha Fernanda

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ão é apenas em Jurerê Internacional que rolam as festas mais disputadas e exclusivas da temporada de verão. Em Governador Celso Ramos, uma pequena cidade a 40km de Floripa (onde Beyoncé se hospedou quando passou por Santa Catarina em 2010), o último domingo do ano foi celebrado na Prainha Xanahi. A praia de pouco mais de 300 metros de areia, banhada por água cristalina e cercada de mata nativa, recebeu mais uma edição da festa de Pré-Réveillon que atraiu todo o jet set que se encontra em SC neste final do ano. A maior parte dos convidados chegou à festa pelo mar – e aí está um dos charmes da noite: cerca de 60 lanchas ficaram ancoradas até o sol nascer desta segunda-feira. Reynaldo Gianecchini marcou presença na festa, por onde também passou a ex Miss Brasil e ex-BBB Joseane Oliveira.


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NAVEGAR É PRECISO Festa Al Mare leva vips, lanchas e iates ao Tinguá fotos Marco Cezar

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só o verão chegar para os luxuosos balneários começarem a receber festas em alto mar. Por aqui, a temporada iniciou com a Al Mare, balada promovida pelo Shopping Iguatemi, no dia 21 de dezembro, no Tinguá. Além de convidados ultra vips, o shopping também distribuiu kits com champanheira, vodka e energético para outras lanchas que estiveram por lá. A lista seletíssima da embarcação foi comandada pelas meninas do High Floripa e reuniu nomes como André Sadá, sócio da Posh e do Grupo All, o casal de empresários Marcel Fabre e Flavinha Tirloni e a top model Isabela Soncini.


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A delicadeza da obra de José Geraldo Germano

textos e fotos celso martins

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as mãos do artista José Geraldo Germano o barro bruto é amaciado e transformado em finas e delicadas peças decorativas que recriam seu cotidiano da infância, a infância de um menino simples, filho de pai sapateiro e mãe cantora lírica, que se encantou pelo canto, o saber fazer, as cores e as formas da natureza e o labor cultural. Nascido em 1952 no pé da Serra do Rio do Rastro, em Guatá, município de Orleans/SC, sempre foi um observador arguto e crítico perspicaz, sempre a uma distância necessária para não ser notado, mas próximo o suficiente para fazer sua leitura particular do que acontece. É o mestre do imaterial e do subjetivo, externando o singelo e o frágil. Desse processo surgiram os desenhos, seguidos de quadros a óleo e outras tintas, até chegar à decoração de peças de cerâmicas. Era um artista plástico. No final da década de 70 do século passado conheceu o senhor José de Souza, o Zequinha, mestre oleiro da Ponta de Baixo (São José/ SC). Desde então abandonou o desenho e as telas e se tornou um oleiro. Quase sempre que traçamos o perfil de um artista precisamos citar as exposições de que participou, mas no caso de Geraldo elas nunca aconteceram. O personagem em cena privilegiou por cerca de quatro décadas o querer, o fazer, o se aperfeiçoar e tornar a obra bem acabada, pronta. Labuta acompanhada do eterno desejo de aprender as técnicas, abordagens e conteúdos, o que lhe consumiu o tempo, mas não a disposição. O resultado disso tudo é a delicadeza presente em suas obras, o traço peculiar e o estilo próprio, assinando no barro o seu jeito de ser, criar e ver o mundo. Com muito custo ele acabou realizando sua primeira exposição individual somente em 2013, aos 61 anos de idade, no Espaço Cultural do Núcleo de Estudos Açorianos (NEA) da UFSC, em Florianópolis. Antes de elaborar esse texto consultei sobre novos projetos, outras exposições. Está com com oficina na Fundação Cultural de Porto Belo e planeja exposição nos 264 anos de São José e com agenda cheia na Olaria Beira Mar (São José). Sempre vai estar mexendo com adereços de Carnaval e presépios, além da produção ordinária e permanente de novas peças — cenas da infância, pescadores e rendeiras, o trabalho nos engenhos, as festividades do Divino Espírito Santo, o sapateiro, a cantora lírica.

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O HOMEM DE BARRO

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106 É na simplicidade desse universo que ele captura o belo, enaltece a vida com a sensibilidade inflada e o aguçado enxergar das sutilezas. “A vida e a arte para mim se completam quando a experiência com a terra é feita da lama do barro que moldo numa roda de tradição”, resume. Goethe dizia que “as pessoas tendem a colocar palavras onde faltam ideias”. Em Geraldo temos um aporte de ideias onde faltam palavras, um desnudar perene das texturas humanas. Ele cita Kant, para quem o belo é “tudo quanto agrada desinteressadamente”, tendo em mente uma frase de Jean-Paul Sartre: “O homem tem de se inventar todos os dias”.


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O que o artista pensa? “É fruto da terra moldada misturada com a água da vida na alquimia do ar a plenitude e na contemplação do fogo momento de emoção e dúvida.”


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“Assim como recordar os momentos da infância, de soltar pipa no ar, de beber a água do pote e de atear fogo em gravetos, a terra era misturada com a água na tentativa de modelar bonequinhos e pequenas loucinhas. Não poderia imaginar que uma brincadeira fosse se transformar, anos mais tarde, em trabalho, divertimento e prazer. Hoje, a cerâmica é um sonho que se descortina com bravura e conduz à liberdade, dando cor, forma, descobrindo e explorando todo um universo sempre novo e fantástico.”

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