TOP Magazine edição 247

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Paolla Oliveira

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No trânsito, dê sentido à vida.










TOP MAGAZINE EDIÇÃO 247 / 2020

Sumário 14

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CULTURA

MODA

BELEZA

LIFESTYLE

PESSOAS

Sumário 36

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André Heller

Niina Secrets

Paolla Oliveira

O campeão olímpico pela seleção brasileira de vôlei conta como fez sua transição de carreira

Os truques de beleza você já sabe pelas redes sociais. E os segredos do sucesso de uma das maiores influencers do ramo? TOP conta

Furacão de carisma e talento, ela sonha e nos faz sonhar. Confira entrevista com a atriz e ensaio assinado por Miro

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Rei do e-commerce

Lady da arquitetura

Maestro da cozinha

A trajetória do businessman Jonathan Graicar, especialista em alçar empresas ao sucesso

Veja como Maria Clara Spyer tem ajudado a construir, decorar casas e até realizar sonhos

Com oito restaurantes sob sua batuta, o chef italiano Rodolfo De Santis se prepara para abrir três novas casas

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Ensaio Nu

Ballet Fitness

Beauty

A modelo venezuelana Patricia Jurado por Luca Pucci

Como e por que Betina Dantas inventou a modalidade que tem feito o corpo e a cabeça da mulherada

Aqueles produtos necessários para a gente se cuidar

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Mundo TOP

Trend

Top Trend

Decorado com as icônicas asas da Aston Martin, a Airbus Helicopters apresenta seu exclusivo ACH130

Você sabe qual é a nova loja de Ipanema exclusivamente para collabs que traz peças must-have?

As novas malas da marca suíça Victorinox, a inspiração da Louis Vuitton nos felinos e muito mais...

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Zélia Duncan

Studio Mundo TOP

A voz e o rosto você já conhece, seus posts virais provavelmente também. Mas apostamos que você ainda não encarou “ZD Zóionozóio”

Confira as atrações que passaram por nosso estúdio para uma live que você assiste na íntegra no IGTV @topnagazine




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Colaboradores

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Quem Fez Luca Pucci Ele coleciona diplomas da ESPM - Publicidade & Marketing, Arts University College at Bournemouth (AUCB), EPA - Escola Panamerica de Arte, entre outros. Mas o que nos interessa aqui são seus artísticos cliques da venezuelana Patricia Jurado.

Gustavo Lacerda Formado em jornalismo, escolheu a fotografia como profissão, que lhe rendeu vários prêmios. Emprestou seu apurado olhar para a série de perfis de empreendedores de sucesso desta edição.

Rodrigo Braga Das lentes deste premiado fotógrafo manauara saíram os cliques que nos dão vontade de fazer ballet fitness com Betina Dantas.

Ricardo dos Anjos Com mais de 15 anos de profissão, ele é um dos beauty artists mais requisitados do Brasil. Nesta edição, foi responsável por cuidar da (nada pouca) beleza de nossa capa, Paolla Oliveira.

Manu Carvalho Quando se fala em elegância, seu nome surge como um gatilho mental. Chiquérrima e com looks de muito poder, foi ela quem assinou o styling de nossa cover girl.


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Publisher Claudio Mello Secretária Executiva Carolina Kawamura Redação TOP Magazine | Studio Mundo TOP Diretora de Redação / Editora-Chefe: Melissa Lenz Diretora de Arte: Rosana Pereira Editora: Simone Blanes Repórteres: Carla Ferraz e Vivian Monicci Assistente de Arte: Luana Jimenez Assistente de Mídias Sociais e Studio: Diego Almeida Estagiária de Redação: Gabriela Del Carmen Revisão Geral: Letícia Ippolito Projeto Gráfico Marcus Sulzbacher Lilia Quinaud Paulo Altieri Fabiana Falcão Colaboradores Texto João Luiz Vieira, Renata Zanoni Foto Fábio Salles, Gustavo Lacerda, Luca Pucci, Miro e Rodrigo Braga Produção Andre Anjos, Belinha Almendra, Cristiana das Graças, Dri Campos, Eliseu Santana, George Gargiulo, Manu Carvalho, Monica Santana, Muniky Sena (Stampa Comunicação), Nathara Imbá, Patrícia Albuquerque, Raizza Coelho, Raphael Jacomini, Renata Bonvino, Ricardo dos Anjos, Simone Gomes, Tiago Rossetti, Tina Ramalho Tratamento de Imagens Fujocka Creative Images, JC Silva Editora Todas as Culturas Diretores de Criação: Lucas Buléd e Ricardo Polinesio Diretora Executiva: Amanda Beraldi Gerência Financeira: Thiago Alves e Cezar R. Cruz Gerência de Relacionamento: Carolina Alves Produção Executiva: Camila Battistetti RP & Interface de Atendimento: Dianine Nunes e Jessica Andrade Analista Financeira: Regiane Sampaio Assessoria Jurídica: Bitelli Advogados Pré-Impressão: Editora Gráfica Nywgraf Distribuição: Dinap S.A. Top Magazine é uma publicação da Editora Todas As Culturas Ltda. Rua Pedroso Alvarenga, 691 - 14º Andar - Itaim Bibi - Cep 04531-011 - São Paulo/SP Tel.: (11) 3074 7979 As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da revista. A revista não se responsabiliza pelos preços informados, que podem sofrer alteração, nem pela disponibilidade dos produtos anunciados. /topmagazineonline

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NOVO JAGUAR I-PACE

JÁ PODEMOS CHAMAR O FUTURO DE HOJE. VENHA CONHECÊ-LO.

O primeiro SUV 100% elétrico da Jaguar acaba de chegar ao Brasil. E além de oferecer total tranquilidade com cinco anos de manutenção básica e Assistência 24h inclusos no preço1, também garante o que nenhum outro carro tem: os prêmios de “Carro do Ano”, “Design do Ano” e “Carro Verde do Ano” obtidos no World Car Awards de 2019. Com 400 cv, torque instantâneo, 470 km de autonomia2 e aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos, o Novo Jaguar I-PACE é tudo aquilo que você esperava do futuro. Visite uma de nossas concessionárias e venha conhecê-lo o quanto antes.

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Jaguar Care é para o JAGUAR I-PACE EV 400 SE Modelo 2020. O plano Jaguar Care inclui os seguintes itens de revisão básica: filtro de ar da cabine, fluído limpador do para-brisa, fluido de freio, tubo flexível dos freios dianteiros e traseiros (esquerdo e direito) e mão de obra para estes itens. Pacote válido para até 3 (três) revisões básicas


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pelo período de 6 (seis) anos ou 105.000 km, o que ocorrer primeiro. As revisões devem ocorrer em intervalos de 24 (vinte e quatro) meses ou 34.000 km, o que ocorrer primeiro. O descumprimento ao plano de manutenção do veículo cancela o plano. 2Dados obtidos durante testes no ciclo WLTP.


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Cultura

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Top Five UMA SELEÇÃO DAS MELHORES ATRAÇÕES MUNDIAIS DE MÚSICA, ARTE E EVENTOS

TINA: THE TINA TURNER MUSICAL Sucesso nos prestigiados palcos da Broadway, em Nova York, o espetáculo (@tinabroadway) segue a trajetória da cantora Tina Turner desde o seu começo em Nutbush, Tennessee, até a transformação em ícone global do rock’n’roll. Criado com a colaboração da própria artista, o show traz ainda 23 músicas de seu repertório, incluindo os hits What’s Love Got to Do With It, The Best, Private Dancer e Proud Mary, e um elenco com a indicada ao Tony Award, Adrienne Warren, no papel principal. No Lunt-Fontanne Theatre. TOP amou!

Até 22 de novembro de 2020. boxoffice.nyc.com



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Cultura

Top Five

STREET ART Conhecidos por seus trabalhos de grafite e arte de rua contemporânea, OSGEMEOS espalham críticas sociais e personagens inspirados no hip-hop nas paredes de prédios, muros, galerias e museus ao redor do mundo. Em março, os irmãos ganham uma exposição especial na Pinacoteca, em São Paulo. A mostra panorâmica irá reunir obras clássicas e inéditas da dupla, ocupando as sete galerias do primeiro andar do museu. A programação também contará com atividades interativas relacionadas ao grafite e à arte urbana. De 28 de março a 3 de agosto de 2020. pinacoteca.org.br


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ARTE ORIENTAL O artista Tadashi Kawamata traz sua exposição Construção para a Japan House São Paulo. Suas obras contam com materiais pouco convencionais, como mais de 5 mil pares de hashis, e levantam questões sobre necessidades e desejos humanos. Outra exposição do espaço é a instalação imersiva criada por Danny Rose Studio, intitulada Japão em Sonhos e organizada em grandes projeções de vídeo que retratam a cultura japonesa. Pensada para todas as idades, as imagens prometem maravilhar os visitantes. Construção De 4 de fevereiro a 12 de abril de 2020. Japão em Sonhos A partir de 18 de fevereiro de 2020. japanhouse.jp/saopaulo


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Cultura

Top Five

TEATRO BESTEIROL Luis Miranda e Mateus Solano estão de volta aos palcos com a nova temporada da peça O Mistério de Irma Vap. Sucesso de público e crítica, a comédia besteirol conta a história da nova esposa de Lord Edgar, Lady Enid, que deve se adaptar à vida em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa do marido. Com texto de Charles Ludlam e direção de Jorge Farjalla, os atores interpretam diversos personagens, desde meros humanos às terríveis assombrações. No teatro Procópio Ferreira, em São Paulo. De 7 de fevereiro a 31 de março de 2020. sympla.com.br


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FORÇA FEMININA Para celebrar a presença e relevância feminina na cultura, São Paulo ganha um festival composto 100% por mulheres e não binários. O evento contará com a presença de artistas nacionais e internacionais em palestras, workshops, debates e muita música, com line-up que inclui grandes nomes como Kylie Minogue, Linn da Quebrada e IZA, além da premiada escritora Conceição Evaristo e da filósofa e acadêmica Djamila Ribeiro. O público pode comprar ingressos para o festival completo ou separadamente, para shows e palestras. GRLS! acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo. Dias 7 e 8 de março de 2020. ticketsforfun.com.br




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Lifestyle

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Mundo Top UMA SELEÇÃO DE TUDO O QUE INTERESSA SOBRE AERONÁUTICA / GRAFITE / WORLD CUP /

carro

Elegância aeronáutica Helicóptero com asas de Aston Martin A Airbus Helicopters, líder global em aeronáutica, lançou um modelo exclusivo do ACH130, em parceria com o grupo automotivo de luxo Aston Martin Lagonda. Com rigorosa atenção aos detalhes, os helicópteros são decorados com as icônicas asas da Aston Martin, estampadas em couro e posicionadas em toda a cabine. “A beleza é de vital importância para a marca e para nossos clientes, e acreditamos que o novo ACH130 seja uma máquina inerentemente bonita”, afirma Marek Reichman, vice-presidente e diretor de criação da Aston Martin. A edição especial está disponível em quatro opções de design de interiores e exteriores. Nos temas Stirling Green, Xenon Gray, Arizona e Ultramarine Black, a aeronave combina elegância estética com a excelência e qualidade do produto. No interior, a cabine de inspiração automotiva é revestida em ultracamurça Pure Black, que oferece alto conforto ao passageiro. Frédéric Lemos, diretor da Airbus Corporate Helicopters, destaca também que “o ACH130 Aston Martin Edition está idealmente posicionado no mercado para os proprietários que têm satisfação em pilotar pessoalmente suas aeronaves”. O ACH130 já está disponível para encomenda. airbuscorporatehelicopters.com


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FOTOGRAFIA / ARTES / TECNOLOGIA / PETS E MUITO MAIS


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Lifestyle

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arte

Foco no grafite Museu exclusivo em Miami Criado em 2019 por Alan Ket, Museum of Graffiti é o primeiro dedicado exclusivamente para essa arte. O acervo é variado, inclui esculturas de mídia mista, instalações interativas e pinturas expostas em murais internos e externos. Indicada para todas as idades, a coleção celebra o surgimento do grafite no design, na moda, na publicidade e nas galerias, além de expor as obras de alguns dos artistas mais talentosos do mundo,

como Abstrk, Bacon, CES, Adiar, Pombas, Wane One, Rasterms, Ola Kalnins e muitos outros. Localizado em Miami, os visitantes são convidados a interagir com as instalações e viajar cronologicamente desde o surgimento humilde do grafite nas paredes e muros de Nova York, em 1970, até sua evolução global como expressão artística da atualidade. museumofgraffiti.com


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esporte

World Cup 2022 Catar garante luxo e deslumbre para o Mundial Catar, sede da Copa do Mundo de 2022 e conhecido como um dos países mais ricos do mundo — e com um investimento de US$ 200 bilhões em infraestrutura —, promete um dos Mundiais com as arenas mais luxuosas da história. A primeira atitude estabelecida é pensada no calor, já que, durante o verão, as temperaturas costumam variar entre 40 e 50 ºC. Por isso, todos os estádios estão sendo equipados com aparelhos de ar-condicionado. Em relação à hospitalidade, o país utilizará dois navios de cruzeiro, que somam 4 mil cabines, para comportar os turistas sem ter que gastar milhões com novos hotéis que ficariam desocupados após a competição. Além disso, o estádio Al Bayt, o único que fica fora da região de Doha (capital), foi organizado em formato de uma gigante tenda, inspirada nas que os povos nômades do deserto armavam em meio às areias. O revestimento conta com mais de 194 mil metros de plástico PVC. O

estádio ainda inclui em seu interior 96 quartos de hotel cinco estrelas em meio às arquibancadas para auxiliar na acomodação. Catar também conta com um projeto inovador para o Mundial de 2022: a construção de uma nova cidade, Lusail, cujos gastos estimados são de R$ 176 bilhões. A região já tem cara urbana, com avenidas, ruas, prédios, hotéis e comércios. Apesar de já estar com 70% de suas obras concluídas, ainda não tem pessoas para ocupar o local, o que levou o povo catari a apelidá-la de “cidade fantasma”. O estádio local da cidade, que sediará a abertura e final da Copa, vai custar o dobro do que o Brasil gastou em 2014 com seu estádio mais caro, o Mané Garricha, de R$ 1,5 bilhão. Além da competição, as medidas são pensadas para acelerar o desenvolvimento do país, que pretende tornar-se uma potência mundial até 2030. Já reservou seu voo? qatarairways.com


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Lifestyle

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arte

Aposta nacional Com traços marcantes, Sanches ressignifica a tipografia Um dos nomes mais requisitados na arte urbana atual, o artista plástico Rafael Sanches tem obras nas casas de KondZilla, Anitta, Neymar e Steve Aoki, e já colaborou com grandes marcas como BMW, Nike, Johnnie Walker, Blue Gardenia e Google. “A arte me atrai pelo potencial infinito de possibilidades que ela nos traz, sendo através da matéria ou do olhar singular de cada pessoa”, afirma. Sanches já é a grande aposta na geração de novos artistas urbanos. Os traços, cores, texturas e ornamentos de suas obras nascem da inquietude com a interpretação semântica. A principal característica de seu trabalho é a composição tipográfica, conhecido mundialmente por seus letterings, em um estudo de desconstrução — física e emocional — das palavras. Apesar disso, o olhar estético para a arquitetura sempre esteve presente nas entrelinhas de sua arte, por meio de elementos como a materialidade, organicidade e tridimensionalidade. Sua última exposição, Composições, rolou no último mês de fevereiro, na Garden Art Gallery, em São Paulo. Ao invés de revelar o significado de cada obra, a proposta foi convidar o espectador a montar a sua própria interpretação sobre elas, além de dar um sentido único e determinado pela bagagem subjetiva que acompanha cada indivíduo. “Quando se explica o porquê de um trabalho, criamos apenas uma opção interpretativa. Gosto de deixar o campo aberto às interpretações”, reflete. sanchesart.com


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audiovisual

Arte moderna Marcos Mello Cavallaria é referência internacional na fotografia Com mais de 500 filmes e campanhas no currículo, o fotógrafo e artista visual Marcos Mello Cavallaria já colaborou com Gisele Bündchen, Kendal Jenner, Jaafar Jackson, Anitta e muitos outros. Seu projeto Cavallaria Exhibition foi exposto na consagrada Arte Basel, em Miami, e no Burning Man, maior festival de arte do mundo. Em 2020, ele retorna ao Brasil para um workshop no morro do Vidigal, no Rio de Janeiro, com o qual pretende capacitar jovens a empreenderem com o audiovisual. Além disso, Mello ganhará um documentário exclusivo da RED Digital Cinema, em que mostrará o processo de criação de seu trabalho e algumas de suas obras.

Museu Camille Claudel abre as portas na França Embora tenha sido uma das maiores escultoras de todos os tempos, Camille Claudel demorou décadas para ter seu trabalho reconhecido devido ao machismo de sua época. Felizmente, em 2017, foi inaugurado o Museu Camille Claudel para destacar o talento da artista. É uma experiência intimista e introspectiva pela evolução de seu trabalho, com um acervo que inclui desde sua primeira obra, em 1882, até suas últimas esculturas, de 1905. O museu fica em Nogentsur-Seine, na França. museecamilleclaudel.fr

tecnologia

Podcast para pets Spotify cria ferramentas para eles desestressarem A novidade é que é possível criar uma playlist com músicas que combinam com a personalidade de cada pet e com as canções que o dono escuta. O usuário indica as características básicas de seu bichinho e o algoritmo faz a seleção. “Por exemplo, um cão com mais energia pode obter uma lista de reprodução com músicas mais alegres, quando um gato prefere ter ritmos mais lentos”, diz o comunicado. Além disso, o serviço de streaming lançou um podcast com músicas suaves, elogios e mensagens direcionadas ao animal, a fim de aliviar o estresse do pet quando estiver sozinho em casa. pets.byspotify.com


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Profissão: André Heller

ELE CONTA COMO CONSTRUIU SEU PRÓPRIO TALENTO NO ESPORTE PARA SE TORNAR UM CAMPEÃO OLÍMPICO E, AINDA, COMO FAZER UMA TRANSIÇÃO DE CARREIRA


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Por Vivian Monicci Fotos Gustavo Lacerda

5 min

“Acabooooooou! Acaboooooou! É de ouro! É de ouro a medalha brasileira no voleibol masculino! 25 a 22 para o Brasil! Três sets a um pro Brasil! Que beleza, com o hino brasileiro! É de ouro, medalha de ouro para o Brasil!” Essa foi a narração de Galvão Bueno quando a seleção masculina de vôlei ganhou a medalha de ouro na Olimpíada de Atenas, em 2004. Emocionante e de arrepiar, a final está marcada até hoje na mente dos brasileiros, especialmente daqueles que tiveram a honra de viver esse momento ao vivo e a cores. Ou melhor, daqueles que foram os responsáveis pela grande vitória. O atleta André Heller, central da seleção, era um dos 12 jogadores em quadra que suaram a camisa para chegar ao ápice da carreira: carregar no peito uma medalha olímpica de ouro. “André, qual é a sensação de ser campeão olímpico pela primeira vez?”, perguntou o repórter da TV Globo. “Vou pedir permissão pro [Carlos Alberto] Parreira para usar uma frase que falou quando conquistaram o tetra no futebol: a sensação é que a gente fez alguma coisa na vida. São quatro anos, e sem essa história vencedora, não conseguiríamos. A concentração, o treinamento, o sacrifício, tanto tempo longe das nossas famílias, tudo valeu muito pelo que conquistamos”, contou Heller na época, com sorriso de ponta a ponta e felicidade que não cabia no coração. Ele é de ouro! Heller veio à redação da TOP Magazine para participar da nossa live. Coincidência ou obra do destino, o fato é que exatamente no mesmo dia em que ele esteve aqui, só que 15 anos atrás, eles conquistavam o ouro em Atenas. Com a medalha no bolso — que fez questão de mostrar e deixar todo mundo vestir e tirar foto — e um sorrisão no rosto, demonstrava a mesma emoção ao descrever aquele dia histórico de 2004. “É uma data muito especial para todos nós, profissionais envolvidos nessa grande conquista: equipe, comissão técnica, departamento médico, confederação brasileira, profissionais que faziam a limpeza da quadra, as pessoas que faziam com carinho a nossa comida no centro de treinamento em Saquarema... Cada um se tornou um guardião — nos foi dito que no verso da medalha está escrito em grego antigo que nós somos apenas os guardiões. Mas a conquista transcende qualquer tipo de vitória e de título: ela transformou nossas vidas. Foi uma experiência intensa de trabalho, doação, entrega, cultura colaborativa, excelência e alta performance. O símbolo é a medalha, mas o legado vai além de qualquer valor material, qualquer conquista, e isso nós levamos pra vida inteira.” Um ciclo olímpico dura quatro anos. Apesar de muitos acharem que o que vale é o momento final e decisivo, vale lembrar que a vitória só aconteceu por conta dos três anos anteriores. E a seleção venceu praticamente todas as competições nesse período. “Nos sentíamos muito confiantes na época, não por qualquer tipo de soberba, mas porque nos preparamos, trabalhamos de maneira dura, entendendo que éramos uma família e que todos eram importantes.” E o que ele lembra daquele jogo? “É bem difícil descrever o que aconteceu naquele dia, porque estávamos em êxtase em todos os sentidos. Eu tenho uma memória de entrar no jogo muito concentrado, confiante e alegre. Era a nossa profissão, o que nós amávamos, e por respeito a todo esse processo, era necessário que colocássemos amor e alegria — e assim foi feito. Nós jogamos uma partida regular, constante e a equipe estava mais sincronizada do que nunca.”

“O símbolo é a medalha, mas o legado vai além de qualquer valor material, qualquer conquista, e isso nós levamos pra vida inteira“


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“A gente pode se capacitar e seguir uma nova área de atuação. O esporte nos ensina isso, todo dia temos a possibilidade de nos reinventar e renascer”


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Ganso campeão Quem vê Heller hoje em dia, aos 44 anos, com uma carreira de sucesso que durou mais de duas décadas, campeão olímpico, casado com Marcelle Rodrigues — também ex-jogadora de vôlei — e com dois filhos, não imagina que ele já sofreu bullying na adolescência. Fun fact: ele tem dois metros de altura (para ser mais exata, 1,99 metro quando não está de tênis ou sapato) e calça 46. “Eu era muito alto, tinha muita perna, e era desengonçado. As pessoas brincavam que eu não sabia caminhar e mascar chiclete ao mesmo tempo (risos). Tinha até um apelido que, no início, me desagradava, mas depois virou carinhoso: ganso, porque eu caminhava igual! Ficava chateado, mas entendi que estava observando como uma ofensa. Parei de enxergar dessa forma e esqueci. Agora, meus grandes amigos do vôlei como o Giba e o Ricardinho nem lembram que sou o André Heller: me chamam de Gansinho (risos).” Brincadeiras à parte, o que importa é que o Ganso virou um campeão. Natural de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e de família humilde, começou no esporte na década de 1990 para aumentar o condicionamento físico e melhorar a asma. Tentou fazer natação e acabou descobrindo que tinhas todas as “ítes” do mundo (sinusite, rinite...), como ele mesmo diz. Passou para o basquete, mas não acertava uma bola no cesto. Por ser bem alto, magro e rápido, conseguiu migrar para o atletismo, mas não era isso que disparava seu coração. “Eu tinha o vôlei no meu DNA, meu pai foi atleta e treinador. Com 14 anos, pedi para o professor de educação física me colocar no time de vôlei, mas não fui aceito. Eu não era um bom jogador. Porém, por uma bênção do destino, fui chamado pelos meus amigos para fazer uma peneira em um clube da minha cidade. Passei, comecei a treinar regularmente e percebi que estava me desenvolvendo. Isso melhorou minha autoestima. Me apaixonei de vez e até hoje não deixei o ambiente do vôlei.” Tirando o time de quadra Depois de tantas vitórias — campeão olímpico, bicampeão da Copa do Mundo, campeão mundial, campeão Pan-Americano, hexacampeão da Liga Mundial de Vôlei — e de trabalhar 12 anos na seleção brasileira, decidiu anunciar sua aposentadoria em 2014. “Saí da seleção em 2008, depois da conquista da medalha de prata na Olimpíada de Pequim, e fui capitanear um time em Campinas, onde moro até hoje. Lá, vi a possibilidade de fazer uma transição de carreira. Já estava perto dos 39 anos e comecei a ser maltratado por uma lesão grave na articulação esternoclavicular, o que me impossibilitou de jogar bem e praticar o meu esporte. Porém, já tinha outra área de atuação em vista. Fiz a graduação em doses homeopáticas e vi uma chance de voltar pra universidade, terminar meu curso e buscar outras formações. É importante que todos os atletas entendam que o final de uma carreira esportiva não precisa ser uma aposentadoria. A gente pode se capacitar e seguir uma nova área de atuação. O esporte nos ensina isso, todo dia temos a possibilidade de nos reinventar e renascer.” Fala que eu te escuto Há dez anos, descobriu nas palestras essa tal possibilidade. Mas a vocação já vem de antes. No Ensino Médio, teve que escolher entre cursar uma faculdade ou investir para valer no vôlei. Foi confrontado por suas duas irmãs professoras: elas patrocinariam o seu sonho durante um ano e, em contrapartida, ele teria que ir em todas as escolas em que


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Asssitente de fotografia Raphael Jacomini


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trabalhavam para falar sobre o que é ser um atleta. Após sair de vez das quadras, voltou a investir nisso. “Para falar da importância do esporte na nossa sociedade e como seus valores podem ser replicados e aplicados no ambiente corporativo e na nossa vida.” Atulamente, mais de 30 mil pessoas já assistiram à sua palestra Momentos de Ouro. “Minha história foi transformada pela de outras pessoas, atletas, professores, técnicos, treinadores, meus pais e irmãs, e saber que posso compartilhar as minhas experiências para de alguma maneira inspirar e transformar outras histórias é motivo de orgulho, felicidade e responsabilidade. O esporte tem muito a ensinar, principalmente num país como o nosso, em que vivemos numa eterna crise de valores. Pode ser uma plataforma poderosa de transformação, educação e desenvolvimento integral do ser humano.”

“Sempre escutei que para engrenar no caminho do esporte precisava ter um talento. Não acredito nisso, e sou a prova viva”

A bola do bem Desde o início da sua união com Marcelle, o casal quis retribuir tudo o que o esporte tinha lhes proporcionado. Foi desse desejo que nasceu o programa de iniciação de crianças e adolescentes ao mundo esportivo por meio da escola Voleibol André Heller, parte do quadro de atividades extracurriculares do Colégio Liceu Salesiano, em Campinas. “Nós cuidamos in loco, não é só o nome André Heller. Estamos em todas as aulas com os alunos, em turmas lotadas. Atendemos mais de 60 crianças e jovens, e é um sonho que se realiza todo dia, porque percebemos as melhoras de uma aula para outra, não só no sentido técnico, tático e físico, mas porque entendem qual é o verdadeiro valor do esporte. Essas sementinhas que a gente vai plantando são do bem, é nossa obrigação num país como o nosso: divulgar e fazer uma corrente para unir os elos e levar essa mensagem em qualquer tipo de esporte.” Também participa do Projeto Viva Vôlei, que funciona em Lavras, Minas Gerais — cidade natal de sua esposa —, dentro da Universidade Federal (UFLA), e já atendeu mais de 10 mil crianças das periferias. “É um centro social para desenvolvimento não só de atletas, mas sobretudo da construção de valores e cidadania. Um dos nossos primeiros alunos agora é professor, e isso vale mais do que qualquer medalha. O processo de educação é de dentro pra fora, e o esporte é uma ferramenta muito poderosa.” Além disso, é embaixador e coordenador do projeto social do Vôlei Renata, em Campinas, em parceria com o Instituto Compartilhar, presidido pelo técnico Bernardinho. Eles atendem anualmente cerca de 500 crianças das periferias de Campinas e Itu. Transformação pessoal “Sempre escutei que para engrenar no caminho do esporte precisava ter um talento. Não acredito nisso, e sou a prova viva. Eu não tinha talento pra ser atleta de vôlei, não fui aceito no time da escola, não era um dos melhores no início da minha carreira, aliás, nunca fui, mas sabia que através das minhas escolhas, dedicação, capacitação, engajamento e comprometimento com meu processo de aprendizagem e desenvolvimento, eu poderia construir um talento. Sem dúvida, o esporte, o vôlei, é transformação, ação, ressignificação, é uma possibilidade de a gente lutar pelo que queremos a todo momento. Hoje, aplico e replico esses conceitos em outras áreas de atuação e da minha vida com sucesso. Lembrando que, para mim, sucesso não é uma medalha, um título, uma conquista ou ter dinheiro. Sucesso para mim é ser feliz.”


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Os Segredos de Niina QUER SABER QUAIS SÃO OS TRUQUES DE NIINA SECRETS PARA SE MANTER COMO UMA DAS MAIS INFLUENTES YOUTUBERS DE BELEZA? PLAY... Por Vivian Monicci Fotos Divulgação 3 min /niinasecrets @niinasecrets /NiinaSecrets

É impressionante como a palavra “segredos” desperta a curiosidade. O simples fato de acrescentá-la em uma frase pode mudar completamente seu significado. Façamos uma reflexão: você se sentiria tentado a ler uma matéria com o título “conheça a vida de fulano de tal”? Se for fã da pessoa, talvez sim. Mas e se fosse: “Conheça os segredos de fulano de tal”? Muda, né? Quem nunca ouviu falar da pessoa, com certeza, sentiria vontade de descobrir. Agora, insira essa receita no universo da beleza, cheio de truques de maquiagem... Bom, apesar de a influenciadora e youtuber Bruna Santina Martins, conhecida como Niina Secrets, garantir que o “secrets” não tem nada de especial, pode, sim, ter feito toda a diferença na hora de atrair o seu público formado por mais de 3,6 milhões de seguidores no Instagram e quase 4 milhões em seu canal homônimo no YouTube, sua plataforma queridinha e onde tudo começou. De Bruna para Niina E de onde veio Niina? “Eu tenho o apelido Nina desde muito pequenininha. Todo mundo só me chama assim, então não faria sentido usar outro nome. E o Secrets veio mesmo da ideia de compartilhar segredos de beleza, sabe? Achei que ficou uma combinação interessante. Não tem nenhum motivo especial para eu ter dobrado o ‘i’, nem numerologia, nem nada. Eu fiz o Nina Secrets com um ‘i’ só e não consegui registrar no YouTube. Como não queria acrescentar nenhum número — na época, era muito comum ter ‘fulana03’, por exemplo —, eu dobrei o ‘i’ e ficou”, conta. Apesar de ter apenas 25 anos, Niina já é uma veterana no mercado. Nascida e criada em São Paulo, aos 15 descobriu no YouTube o mundo dos tutoriais de maquiagem. “Fiquei encantada, apaixonada. Eu chegava da escola e consumia aquele conteúdo. Aí pensei: por que não compartilhar as minhas dicas? Sempre fui vaidosa e gostava muito de me maquiar. As meninas que estavam ali fazendo os vídeos eram normais, comuns, e pensei: posso ensinar alguma coisa.” Quem vê a sua desenvoltura atual não imagina que a timidez foi um obstáculo a ser superado. “Morria de vergonha, a ponto de, naquela época, não querer que ninguém descobrisse o meu canal. Então, criei sem ninguém saber, foi segredo mesmo. Comecei a gravar escondida no meu quarto, com a webcam do meu computador.” Seus primeiros vídeos de beleza foram postados em 2010 e, desde então, não parou mais. E formou-se como maquiadora para poder passar uma informação mais completa e técnica aos seus inscritos, que foi conquistando aos poucos. “Tenho muito orgulho disso. São dez anos de trabalho, mas não tive um momento de boom. Não teve um vídeo que estourou, fez sucesso e ganhei muitos seguidores; foi uma construção orgânica e fiel.” Hoje, seu público é 95% feminino e formado em sua maioria por jovens de 18 a 25 anos.

“Morria de vergonha, a ponto de, naquela época, não querer que ninguém descobrisse o meu canal”


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Virando a chave Muitas vezes, temos a impressão de que o retorno financeiro é imediato no universo online. Grande engano! Niina levou três anos para realmente conseguir viver disso, em uma época em que esse mercado ainda não existia — de certa forma, ela e suas contemporâneas ajudaram a moldar a nova profissão. “Fui fazendo até que algumas oportunidades de trabalho começaram a aparecer. Em 2013, consegui o meu primeiro grande contrato — com o Google e a L’Oréal —, tive que abrir uma empresa, emitir nota fiscal, algo marcante, porque ninguém sabia exatamente como esse mercado iria funcionar. Foi superespecial, virou uma chave.” Outro momento incrível foi quando atingiu a tão sonhada marca de 1 milhão de inscritos em seu canal, sendo uma das primeiras youtubers brasileiras a alcançar essa proeza. O segredo do sucesso A pergunta que todos querem fazer: qual é o seu diferencial para cativar milhões de seguidores e se manter no topo há dez anos? “Acho que é a minha credibilidade. Eu já tenho uma história longa, o meu público me conhece. E isso é algo delicado que tenho que trabalhar todos os dias. Hoje, eu mais nego do que aceito trabalhos, porque não adianta nada fazer alguma coisa que seja legal financeiramente, mas que vá contra o que eu acredito ou que não tem nada a ver comigo e com o meu público. Minha empresa leva isso muito a sério.” Em 2018, Niina realizou o sonho de lançar um batom em parceria com a MAC, marca que sempre admirou. Na época em que recebeu o convite, ela estava com a data de seu casamento marcada e, em meio a um universo de possibilidades de tons e acabamentos, decidiu criar a cor que usaria em seu grande dia — um nude rosado. “Foi um projeto relevante na minha carreira. Todo mundo lembra e quer o batom até hoje.” Além de projetos especiais como esse, a influencer também sustenta parcerias de longo prazo com grandes marcas de beleza como a Unilever — da qual é embaixadora de cabelo há cinco anos e tem a sua linha com a Seda, a Seda by Niina —, a Ruby Rose e a Eudora. “O ano de 2020 será importante em termos de novidades, produtos e lançamentos. Será uma trajetória de muitos meses para um projetão final”, adianta. Seus segredos de beleza Truque número um: “Cuidados diários com a pele. Se não estiver bonita e bem cuidada, a maquiagem não vai ficar boa. Limpe, hidrate e proteja.” Olho esfumado: “Ir aos poucos. Pegar um pouquinho de sombra e ter um pincel bom. Se é iniciante no assunto, aposte no marrom, porque fica bonito e é muito mais fácil. Quanto mais você faz, melhor fica!” Delineado perfeito: “Ninguém vai aprender olhando, tem que fazer. Existem vários tipos de delineadores, então tem que descobrir de qual você gosta mais, se é o líquido, em caneta, gel, lápis preto... Teste todos, veja com qual se adapta melhor e treine muito.” Acredite no pó: “É o segredo para a maquiagem durar. Hoje em dia, são muito leves e finos, não precisa ter medo de usar. Eu sou fã de pó solto, geralmente translúcido, porque não adiciona cobertura nem cor. Dá apenas um efeito matte e funciona para todos os tons de pele.” Essenciais no nécessaire: “Um BB Cream, que tem vários produtos em um só: proteção solar, hidratante e cobertura. Corretivo, um pó, um blush da cor de sua preferência, máscara de cílios, uma sombra, um lápis para preencher a sobrancelha e batom.”

“Hoje, mais nego do que aceito trabalhos, porque não adianta nada fazer algo legal financeiramente, mas que vá contra o que acredito”


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ELA É UM FURACÃO DE CARISMA E TALENTO QUE, COM SUAS PERSONAGENS, SONHA E FAZ SONHAR. NA VIDA REAL, PREENCHE QUALQUER LUGAR COM SUA BELEZA SOLAR, SEU SORRISO SINCERO E A ATITUDE DE UMA MULHER FORTE, QUE É, SIM, DONA DE SUA PRÓPRIA BIOGRAFIA. PAOLLA OLIVEIRA, E PONTO Por Simone Blanes Fotos Miro Styling Manu Carvalho Beleza Ricardo dos Anjos 7 min @paollaoliveirareal /paollaoliveirareal

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“Se olhar para trás, há 15 anos, tudo era um sonho. E hoje é realidade. Eu já era feliz, mas agora sou mais. O que eu desejava? Estar aqui. Conquistei a liberdade de ter opiniões, de ter escolhas e vi a minha felicidade acontecer. Quando saio de um trabalho, saio de um sonho... De um personagem criado, que ao ter o final de sua história, me faz voltar à minha realidade. Estou o tempo inteiro entre a realidade e a fantasia, mas fico encantada quando as pessoas me tiram desse lugar inatingível de sonho, e com todo o carinho, me colocam como alguém real.” Foi com essa reflexão que Paolla Oliveira encerrou nossa entrevista, após quase duas horas de conversa. E em seus olhos, notava-se a sinceridade de uma mulher que, claro, é uma estrela da Rede Globo, mas busca, acima de tudo, manter sua essência. “Continuo muito voltada para o meu mundo”, diz a atriz, que anos atrás já havia me alertado: “Sou uma pessoa absolutamente normal”. A frase não prescreveu. Não é que queira se esconder dos olhos dos outros, apenas não deseja ver padrões e expectativas projetados nela. E prefere conservar um espaço íntimo cujo acesso resguarda, por um único motivo: é 100% fiel a ela mesma. Por isso, gosta das redes sociais. “Ali, quem fala sou eu.” Traços de uma personalidade marcante, em parte moldada por uma criação rígida e colada aos três irmãos, na Zona Leste de São Paulo, e que tinha tudo para não ter chegado nem perto da televisão. Em casa, era guardada como uma princesa, mas sem a chance do “dream come true”. “Não tinha espaço para esse tipo de sonho.” Ao contrário da realidade, que se impunha através do cotidiano e da faculdade de fisioterapia. Mas Paolla queria saber mais do mundo. “Tenho uma alma inquieta.” E assim, buscando outras coisas, achou um curso, gratuito, de teatro. E ali abriramse as portas das “novas possibilidades”: as sensações e esse “experimentar” que se contrapôs à realidade. Era o sonho vindo à tona, que, até ali, ela nem desconfiava do que se tratava. Foi descobrindo até que surgiu um teste para a novela Belíssima (2005). “Fiz com a ideia de que se passar bem, se não, vou tocar a vida, fazendo o meu teatro. E não é que fui passando nos

testes?”, conta a atriz, que interpretou a fogosa Giovana. Não parou mais: logo veio a primeira protagonista, a romântica Sônia, de O Profeta (2006); estreou como vilã em Cama de Gato (2009), até que, em agosto de 2010, recebeu uma ligação da Globo para um desafio: fazer sua primeira protagonista em horário nobre: a Marina, de Insensato Coração, substituindo Ana Paula Arósio. Paolla não só deu conta do recado, como brilhou e foi alçada ao olimpo da emissora carioca como uma de suas grandes estrelas. Segue assim, até hoje: uma diva da televisão, que arrebatou até as fronteiras do real e virtual na pele da digital influencer Vivi Guedes, em A Dona do Pedaço (2019), e brilhou novamente no Carnaval – após dez anos voltou a ser Rainha de Bateria da Grande Rio. O que mudou? “Na minha essência nada, mas acho que é um momento mais calmo, maduro, e ainda de muitas descobertas”, pontua. Mas se, para Paolla, a busca é exercer o poder e o prazer da liberdade, a melhor parte disso é ser o que de fato ela é: uma mulher real, que acredita na felicidade, desde que seja liberta de padrões e possa manter suas escolhas. A nós, cabe admirála como um furacão de carisma e talento que, com suas personagens, sonha e faz sonhar, e na vida real, preenche qualquer lugar com sua beleza solar, seu sorriso sincero e a atitude de uma mulher forte, que é, sim, dona de sua própria biografia. Paolla Oliveira, e ponto. Algo mais a dizer? Ela mesma diz... Ser atriz era sonho de infância? É engraçado, porque normalmente as pessoas têm uma história: sempre quis, sabia no meu íntimo que seria atriz, mas comigo não foi nada disso. Tive uma infância tranquila. Os passeios eram familiares para a casa dos avós. Meu pai é do Nordeste e minha mãe é do interior de São Paulo, aonde íamos nas folgas. E quando a gente vive em São Paulo, mas num bairro pequeno da Zona Leste e conhece todo mundo, acaba identificando como interior. Sempre tive essa sensação de interior, não parecia que morava na cidade grande. Só soube um pouco mais quando fui estudar no Tatuapé, onde construíram um shopping. Era uma família de mulheres


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muito presentes — avós, tias —, mas colada aos meus três irmãos e meu pai, que era bastante rígido, por isso não tinha sonho de ser atriz. Não existia essa possibilidade: trabalhar na televisão, ser uma figura exposta. Para ele, a menina era mais guardada. Como entrou no mundo das artes? Eu sou uma escolhida das artes. Mesmo com o pai rígido, queria aprender as coisas, estar em lugares diferentes, gostava de ler. Tinha uma inquietude de alma. Por isso, quando encontrei a possibilidade de fazer um curso de teatro, nem sabia direito o que era, mas me encantei com aquilo de imaginar e descobrir sensações, de experimentar. Mas continuei estudando, entrei na faculdade de fisioterapia, comecei a fazer comerciais para ganhar um dinheirinho, tudo junto. Mas nunca me imaginei fazendo televisão. Mas entrou na TV. Tinha feito algumas provas específicas para trabalhar em hospital e na AACD, e no meio do caminho apareceu um teste para a novela Belíssima. Mas foi batalhado, como tudo na minha vida. O teste deu errado duas vezes, meu sapato quebrou, mas improvisei e deu certo. Depois, quando vi, estava com o Roberto Talma na minha frente, dizendo: você quer fazer mais novela? Quero. Então fiz o teste para a Sônia, de O Profeta, minha primeira protagonista. E o pânico? Nessa criação que não me trouxe nada de arte? Mas passei a novela toda estudando, aprendendo coisas e efetivamente fazendo, porque estava no ar todos os dias. Lembra-se de coisas do tipo primeiro alguma coisa, que te marcaram? Lembro do meu primeiro salário e da sensação de independência, porque veio do meu trabalho com publicidade. Saí com a minha mãe, dizia: quero essa, essa e essa. Meu dinheiro dá? Aquela coisa boa de comprar uma roupa e um sapato que eu queria. Meu trabalho também me levou para o Rio, me fez morar sozinha, aprender a me virar e, inclusive, a lidar com a exposição. Entender o tamanho que era a televisão e uma novela das oito.

Hoje, você é uma estrela. O que isso significa: ser reconhecida nas ruas, ter milhões de seguidores? Continuo muito voltada para o meu mundo, como aquela pessoa que vive no interior. Algumas coisas mudaram, mas não o que sou. Continuo focada nas pessoas que estão próximas a mim. Quando se fala em seguidores, como os 24 milhões que tenho, não sei nem quantos zeros tem esse número, mas nada muda efetivamente, entende? Minha exposição e meu cuidado são os mesmos com as redes sociais. As coisas em volta de mim mudaram, mas o que é essencial se mantém. Isso é algo curioso: você vivenciou os dois lados, com e sem rede social. Os mais jovens já nasceram nisso e tem pessoas que talvez nunca vivam esse lado. Sei lá, não vejo o Tony Ramos numa rede social. E tem a minha galera, que veio desbravando esse mundo que veio de repente. Eu não queria, não entendia. Justamente eu que não gostava de me expor, que estava aprendendo a lidar com isso, me coloco ali? Mas eu aprendi: consigo ter uma rede em que compartilho coisas, fico feliz com isso, não me sinto invadida, e descobri algo que me faz muito bem: ali, quem fala sou eu. Nas redes ou ao vivo? Ao vivo. Nossa, muito ao vivo. Adoro encontrar, falar com as pessoas. Quando eu fazia testes de publicidade e ia pessoalmente, pegava todos os trabalhos. Minha vida sempre foi ao vivo, somos mais poderosos. Adoro foto, claro, mas nunca vai substituir o olho no olho. Nem nas relações mais íntimas, nem em qualquer outra. Temos essa percepção de você ser uma mulher independente. Já se sentiu insegura? Todo o tempo! A hora que o ser humano for totalmente seguro vira uma outra criatura. E não tem nada de errado nisso. Só não podemos deixar as inseguranças dominarem. O medo e nada dessas coisas podem ser maiores do que a vontade de fazer alguma coisa, de aprender, de viver.


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Paolla Oliveira Blusa Dior para Trash Chic Saia Jemap Paris Pulseira Aisha Bota Gloria Coelho


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Não tem como não reparar em sua beleza. Como é ser linda assim? Ah, até parece! (risos) O que mais me chama atenção não é só essa coisa da beleza. Eu gosto quando uma pessoa me diz: ah, minha mãe gosta de você! Isso me deixa feliz, sabe? Mas a beleza, acho que é muito pelo que é feito, meu jeito, como eu falo ou trato as pessoas. Para mim, a beleza vem em um pacote, não é só imagem. Beleza se põe na mesa? Como um arranjo lindo, depois que a mesa está montada, com uma comida maravilhosa. Acho que a beleza não pode ser um peso, tem que ser colocada como um adorno, que inclusive tem limites, até porque vai se transformando. A gente vai envelhecendo, às vezes, não está 100%, mas continua bonita. A beleza para mim é isso. Tem que ser cultivada e agraciada, mas como um adjetivo. Mas é uma preocupação? Sim, claro. Estamos sempre de dieta, fazendo nosso melhor. Já passei por várias etapas de tentar entrar num padrão, sofrer muito, me sentir feia, mas quem falou que tenho que entrar nesse raio desse padrão? Depois vieram os aprendizados, desde uma roupa que serve bem o meu corpo até me redescobrir. Fui mudando. E mudar não significa deixar de cuidar: eu malho, sou normal com essas coisas. Se te falar que não faço nada, é mentira. Mas quero envelhecer de uma maneira que fique confortável, sem precisar estar o tempo inteiro vendo em qual gaveta vou me encaixar. Imagina, agora, depois de dez anos, voltei para a avenida. Muito louca, né? (risos) Sei que toda a expectativa vinha em cima daquela mulher, mas ela não existe mais. Eu amo carnaval, mas não voltaria para mostrar uma imagem. Como estava seu coração nesse retorno como rainha de bateria? Estava ansiosa. As pessoas perguntaram por que resolvi voltar? Gente, quis voltar com a escola que fui a primeira vez. E sou muito emotiva. Todos os anos me chamavam, eu falava não, aí teve

uma comoção da escola com a hashtag #voltapaolla. Se não voltasse agora, não voltaria mais. Achei lindo isso porque não sou do Rio, não tenho uma história com a comunidade em si e nem com o mundo do samba, mas teve essa energia da Grande Rio. Eu voltei! (risos) Falando em Carnaval, um segredo para arrasar na avenida? É não sentir dor. É você entrar e dizer: não sinto nada, estou leve e vou até o final assim! Gostar, estar se sentindo bonita mesmo e ir aos ensaios, né? Sambar é bem diferente de correr na esteira. Mas você tem samba no pé, vai... Acho que aprendi com a Globeleza, pela televisão (risos). Antes de mudar para o Rio, eu nunca tinha visto o Carnaval. A primeira vez em que fui a um camarote, fiquei alucinada. Acho tudo aquilo lindo, não tem explicação. Vivi Guedes foi um furacão que ultrapassou as barreiras da fantasia para o real nas redes sociais. Como foi lidar com essas duas mulheres, que, na realidade, eram você? Antes tive que lidar com outras coisas. A personagem era muito mais jovem que eu, com um mundo que está na cabeça das pessoas. Como conseguir a empatia do público onde a imagem é tão forte? Como ser ousada como ela? Trazer moda ou fazer aquelas fotos sensuais sem ultrapassar um limite? A primeira coisa foi encontrar essa mulher. Eu não sabia o que viria depois, então fui descobrindo a Vivi e encarando esses desafios: Instagram, crossover, jornada dupla, em saber como esses dois mundos se mesclavam: a dramaturgia com um fôlego novo da internet. E tinha coisa que achava que não ia conseguir fazer: ela era muito espontânea, pra frente, destemida, jovem, cheia de trejeitos. Fui aprendendo e crescendo com ela. Mas eram mais de 3 milhões de seguidores... Você teve alguma questão de identidade? Não, foi tudo pensado. O meu Instagram é muito natural, tem fotos do meu dia a


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dia, com meus bichos, e claro, fala dela, mas sabiam que era diferente: agora você está de Vivi Guedes! Ela era mais pra frente, nasceu para aquilo, e eu não, né? Eu fui buscar. Ela fazia coisas, gostava de aparecer, com um jeito especial que uma maluca chamada Paolla criou não sei nem como. Ela era muito abusada. (risos) Ela largou tudo para viver um grande amor. Você faria isso? É romântica? Vivi optou por viver um romance, mas acho que, se tivesse uma continuação da história, ela voltaria. Romântica? Acho que sou sim! (risos) O que um homem precisa para te conquistar? Ter bom humor, ser de bem com a vida. Sou muito tranquila. Acho que é mais um jeito de ser do que uma imagem. E ser mamãe, tem vontade? Você já me disse que tinha medo e agora soube que congelou seus óvulos... Essa coisa da maternidade já passou várias vezes por mim: pelo medo, pela expectativa, pela pressão da sociedade. E agora está num período um pouco mais adormecido, tanto é que congelei os óvulos. Mas quero poder escolher ser mãe, ter essa opção no futuro. A maternidade não está fora dos planos, de jeito nenhum, mas eu diria que é fora dos padrões que as pessoas estão acostumadas. Gira em torno do quanto eu posso optar pelas minhas coisas, dizer sim ou não para a minha vida e me apossar desse caminho que é meu. É feminista? Sim. Quando você vive em uma família de homens, ou aprende a ser feminista ou não tem muito espaço. Pensando que feminismo é igualdade, gosto muito dessa palavra. Você é um sex symbol. É um elogio ou te incomoda? Não me incomoda, não. Mas me sinto mais sexy quando estou natural. Com um vestido, pé no chão, o cabelo mais wild. É um título que não parte de mim, e sim dos outros, mas, que eu acho, ganha

potência na espontaneidade. De forma genuína e não armada, porque senão é um personagem, né? Falando em personagens, como é seu processo de construir e sair de um personagem? É apegada ou desencana fácil? Depende. Se é uma personagem que existiu ou é criada, se é de cinema, televisão, em quanto tempo é contada essa história, eu percebo tudo isso. E sou muito física nesse sentido, então faço aula de corpo, dança, luta, se for o caso. E na sequência vêm o texto, as referências de quem está me dirigindo... Não tem um roteiro maior que esse. E sair, fico apegada, sim. Mudar o cabelo sempre dá certo (risos), ficar de férias em um lugar bem distante também, mas eu fico saudosa. Tem algum projeto novo? O melhor agora é eu conseguir ter férias. (risos) O que gosta de fazer nas férias? Não ter hora. A coisa mais difícil é organizar. Imagina na época da novela, arrumar as agendas minha e da doida da Vivi? Dava um trabalhão (risos). Essa liberdade de poder escolher entre ir e vir e ficar um pouco mais comigo. Sou normal, gosto de viajar, ficar com a minha família, com meus bichos (ela tem dois cachorros, dez gatos e por aí vai), e de não fazer nada também. Sonho realizado e sonho a realizar? Sonho realizado é me manter do meu trabalho, do que eu gosto de fazer. E a realizar, viajar o mundo. O que você adora e o que você odeia? Adoro bichos. Adoro rir, bater papo, conversar sem ter roteiro. E detesto fofoca. O que te faz chorar? Rir? E chorar de rir? O que me deixa completamente sem rumo é maus tratos a animais. Não consigo ver, eu choro. Rir é mais fácil, qualquer piada me deixa feliz. E chorar de rir? Outro dia vi aquele Perrengue Chique, e aquelas coisas que saem do roteiro, tipo a pessoa


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Paolla Oliveira Body Andressa Salomone Saia PatBo Corset Madame Sher Pulseiras Marisa Clermann e Aisha Piercing Marisa Clermann Brinco Aisha Choker Marisa Clermann


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Paolla Oliveira Top Skazi Choker Aisha Pulseiras Marisa Clermann e Aisha


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Paolla Oliveira Body Lethicia Bronstein Joias Marisa Clermann e Aisha


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vai tirar uma foto com o guarda-chuva e ele vira para cima, me fazem rir muito. Dou risada à toa.

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Arrependimento? Quando a gente se conhece melhor, se acalma. Em relação à beleza, por exemplo, que vou envelhecer, que não preciso estar em parâmetro nenhum, não preciso me encaixar em nada para os outros. Acho que quando entendemos isso, somos mais felizes, e eu queria ter entendido isso um pouco antes. Ia evitar muito sofrimento e ansiedade. Superstição? Várias. Se falar assim para mim: usa azul hoje. Por quê? Não sei, disseram que é bom, eu vou usar. Claro, nos devidos limites. A única superstição que não tenho: gato preto dá azar. Isso é uma bobagem. Todo o resto eu faço, como sete uvas, pulo sete ondas, o “l” a mais no meu nome. Acredito que a gente é o que tem na cabeça. Lado B, tem? Tenho. Sou ariana quente. Vai, ferve, fica com a cabecinha vermelha, aí volta e está tudo certo. Sabe a panela de pressão,

Agradecimento

Sociedade Hípica Paulista

Assistente de fotografia Dri Campos

Produtora de fotografia Mônica Santana

Produção de moda Raizza Coelho

Video

Tiago Rossette

Assistente de video George Gargiulo

Camareira

Tina Ramalho

Catering

Simone Gomes

que ferve cinco minutos, mas a comida fica maravilhosa? Sou eu (risos). E sou agitada, meus olhos estão em todas as coisas. Tenho mais olhos do que parece. Futuro? O futuro é agora. Se olhar muito para trás, fica triste; se projetar muito para a frente, cria inseguranças e corre um grande risco de se decepcionar, então eu gosto do presente. Há 15 anos Eu era: jovem Eu usava: calça justa Eu sabia: que queria ser atriz Eu desejava: estar exatamente aqui hoje, falando com você Eu amava: um tantão Eu achava sexy: salto alto Hoje Eu sou: jovem Eu uso: pantalona Eu sei: que só poderia fazer isso na minha vida: ser atriz Eu desejo: estar tão feliz, realizada e vibrante daqui a 15 anos Eu amo: mais ainda Eu acho sexy: ser cada vez mais espontânea


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Em sentido horário, a partir da seta: Paolla Oliveira como Sônia, sua primeira protagonista em O Profeta (2006); com o pai José Everardo Oliveira; em momento relax com seu cachorro; durante a Dança dos Famosos, no Domingão do Faustão, quadro que sagrou-se campeã em 2009; na pele da policial e lutadora Jeiza, em A Força do Querer (2017); posando com um gato preto: “ele não dá azar”; saudando a Grande Rio, escola da qual é Rainha de Bateria; e em cena como Vivi Guedes, em A Dona do Pedaço (2019)




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Sacada nos Negócios CARISMÁTICO E INOVADOR, JONATHAN GRAICAR NÃO SÓ TOCA A COMPANHIA DA FAMÍLIA COMO AJUDA OUTRAS EMPRESAS — COMO SÓCIO OU INVESTIDOR — A SAÍREM DO ZERO RUMO AO SUCESSO... TOP CONTA!


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Por Simone Blanes Fotos Gustavo Lacerda @inovacasa

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Negócios sempre foram a tônica das conversas na família de Jonathan Graicar. Era só se reunirem na casa da avó para jantar nas sextas-feiras e pronto: virava tema de discussão (no bom sentido, é claro). Em especial, sobre a Day Brasil, companhia de distribuição, produtos e soluções para construção civil, comunicação visual e industrial, fundada por seu pai Abraham Graicar em 1967 e líder de mercado há mais de 50 anos. “É um negócio importante, porque o trabalho sempre foi o alicerce da nossa casa e até agora é a base da família. Mas ela vai muito bem”, diz o empresário e CEO da empresa que, atualmente, fatura cerca de R$ 300 milhões ao ano. “É um bom case de sucesso. Bem gerida, já passou por muitas situações, nove planos econômicos e moedas, hiperinflação, governo militar e aprendeu a se adaptar. Apesar de atuarmos em um segmento específico, ninguém dura tanto tempo, até porque é difícil ser empresário no Brasil.” Sim, realmente é, mas também pode depender de um certo talento em administrar. Caso de Jonathan, que, por genética da família ou acaso do destino, tem um real tino para os negócios. Prova disso é que não ficou apenas na Day Brasil. Quis empreender e, hoje, está envolvido em vários outros business diferentes. “Queria inovar”, diz o empresário, que é sócio majoritário da Baueco, empresa de pisos e revestimentos, que, segundo ele, veio “como uma oportunidade” e agora é líder no mercado de pisos especiais feitos para espaços de circulação pública, como hospitais, aeroportos e estádios de futebol; investidor anjo da GVAngels, grupo composto por ex-alunos da FGV (Fundação Getulio Vargas — faculdade em que é formado em administração de empresas) —, no qual possui investimentos em startups como a Fishag, B2B de venda de pescados, e a AgroInteli, de agronegócio, “que não entendo nada. Um tiro no escuro (risos)”; e é um dos proprietários da Inovakasa, importadora de móveis e decoração, que vende através de seu próprio e-commerce, marketplaces e vendas corporativas, empresa xodó de Jonathan. “É algo bem novo, 18 meses de operação e 100% online. A última Black Friday nos fez vender 32 mil cadeiras em cinco dias e já projeta faturar R$ 26 milhões em 2020. O e-commerce é o negócio que mais cresce atualmente: 15% ao ano, faturou 60 bilhões no ano passado, com cerca de 29 milhões de pessoas que compram online, 36% pelo celular”, explica ele, que assume: sua maior satisfação é tirar uma empresa do zero. “A Inovakasa e a Baueco comecei do nada. Tenho esse lado empreendedor forte porque minha história sempre foi mão na massa. Fazer funcionar em três, quatro anos e depois vender me dá um prazer incrível. No Brasil, tudo é tão volátil que um empresário levar alguma coisa a ser rentável já é por si só um mega reconhecimento.” Outras experiências Mas nem tudo foram rosas para Jonathan. Até chegar a essa bemsucedida trajetória, ele passou por poucas e boas. “Lá em casa, os sonhos eram meio limitados. Não tinha como eu querer ser astronauta, por exemplo. Os negócios eram o mote, então você podia até sonhar, mas tinha que ser algum negócio”, sorri. Assim, após se formar, não foi direto para a companhia da família. Preferiu buscar experiências fora. “Fui trabalhar em banco e em fundos de investimentos, bem na

“E-commerce é o negócio que mais cresce hoje (...) Cerca de 29 milhões de pessoas compram online, 36% pelo celular”


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época que estourou a bolha da internet”, diz. Um deles foi a InternetCo Investments, pioneira no ramo de aplicação de capital em empresas de internet. “A gente quebrou todas elas, até que o fundo faliu. Era muito cedo no Brasil. Só eu quebrei três. Foi, porém, o melhor aprendizado que poderia ter.” Mas como diria Steve Jobs: “Às vezes, quando você inova, comete erros. É melhor admiti-los rapidamente e continuar a melhorar suas outras inovações”. Jonathan seguiu em frente... Atuou no banco francês BNP Paribas e no Grupo Semco, de Ricardo Semler, expert em negócios e autor do best-seller Virando a Própria Mesa, para quem anos depois fez o projeto financeiro do Hotel Botanique, em Campos do Jordão. “Esse deu certo, né? A vantagem é que aprendi com o dinheiro dos outros”, diverte-se. “Depois, o José Carlos Reis de Magalhães (Zeca) me chamou para a Tarpon, melhor gestora de private equity no Brasil entre 2005 e 2010. Trabalhei diretamente com ele até aceitar a proposta do meu pai para tocar um novo negócio de offset da Day no mercado externo. Foi um daqueles momentos decisivos, e optei pela empresa familiar. Não era bem minha ideia, mas os planos foram feitos para serem quebrados.” Decisão acertada De mala e cuia, ele se mudou para a França com a namorada Ana Lia Salguero. “Era minha primeira experiência em tudo: nesse negócio, em viver fora, em morar junto.” Deu certo. Após dez anos entre a França, Hong Kong e Miami, Jonathan conseguiu dominar 10% do mercado mundial com suas habilidades em relações internacionais. Tacada de mestre. E com Ana Lia tem dois filhos: Sofia, de 13 anos, e Rafael, de 12, que, junto com seus amigos — uma turma boa de infância — e trabalho são os maiores pilares de sua vida. Para sua surpresa, a genética já anda se manifestando no caçula. “Em casa eu deixo sonhar livremente, mas acredita que o moleque só quer saber de negócios? Muito pior que eu”, diverte-se o carismático empresário, que, hoje, aos 39 anos, está feliz: além de ser um respeitado businessman dos mercados de distribuição, logística e investimentos, tem sua família por perto. Mas, como bom leonino, quer mais: “Preciso ganhar alguma coisa no tênis, né?”, sorri Jonathan, fã confesso de esporte e de futebol americano. “Se deixar, passo noites assistindo.” E, claro, levar mais negócios para a frente. “Temos uma chance de ouro nos próximos cinco anos. Dá para ganhar muito dinheiro. É um momento bom para os empresários e para investimentos”, avisa. Fica a dica!

“Às vezes, quando você inova, comete erros. É melhor admiti-los rapidamente e continuar a melhorar suas outras inovações”, Steve Jobs Assistente de fotografia Raphael Jacomini


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Nos Mínimos Detalhes SEJA PARA AJUDAR A CONSTRUIR, DECORAR OU ATÉ REALIZAR UM SONHO, AS PESSOAS QUEREM O SEU OLHAR. CONHEÇA MARIA CLARA SPYER...


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Por Simone Blanes Fotos Gustavo Lacerda Beleza Eliseu Santana @mclaraspyer @mcs_arq

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Lá estavam elas: as Barbies, prontas para serem vestidas e penteadas em mais uma brincadeira entre as amigas de Maria Clara Spyer Vieira. Só que ela mesma não dava tanta atenção assim às bonecas. Preferia montar o cenário — a casa, o shopping, a cozinha — e decorar o ambiente, deixar lindo, em seus mínimos detalhes. Quando estava tudo pronto para a boneca entrar em cena, ela disparava. “Não quero mais brincar.” As amigas ficavam chateadas, mas não tinha jeito. “Eu amava arrumar as coisas. Desde pequenininha”, lembra a arquiteta, que também gostava de passar seu tempo observando seus pais, ambos arquitetos, enquanto trabalhavam. “Mas eles queriam que eu fizesse outra coisa. Entrei na faculdade de administração, mas não demorou para não querer mais ver aquilo na minha frente. Prestei outro vestibular para arquitetura e a verdade é que, como sempre gostei, não tiveram muita saída”, conta. Formou-se pela PUC Rio em 2009, e — como disse o arquiteto suíço Le Corbusier, “arquitetura é um estado de espírito, e não uma profissão” — incorporou totalmente a arte de desenhar, construir e decorar em sua vida. E garante: não se imagina fazendo outra coisa. Mais do que talento para o ofício, Maria Clara sabe que possui um dom especial, primordial para arquitetura, design de interiores e decoração, e que, é claro, ajudou-a a chegar lá: seu olhar. Atento a cada mínimo detalhe e que vai muito além do óbvio. “Sou carioca, tenho um estilo mais despojado. Não gosto de fazer um ambiente Casacor, que nada se mexe, que a almofada não sai do lugar. Faço casa com cara de casa, com a xicrinha que a pessoa comprou numa viagem, o porta-retrato que ganhou da mãe... Eu mesma tenho coisinhas que têm história, que eram do meu avô. E amo desenhar móveis, fazer um criado-mudo, um buffet diferente, sem ser cara de loja, sabe?”, explica. “Também tem que ser funcional. Gosto do detalhezinho, da florzinha ali ou aqui, mas não adianta ser bonito e não funcionar.” Exatamente por isso, Maria Clara é bastante requisitada para projetos

“Chamar um arquiteto pode sair bem mais barato do que fazer por conta”


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residenciais e virou queridinha de influenciadoras como Anna Fasano, Fabi Justus e Carol Celico. Assim como marcas de moda, que querem ter um olhar mais aconchegante e exclusivo em suas lojas, como A.Brand, Amaro e Schutz. Mas a arquiteta também credita seu sucesso à rede de bons relacionamentos que vem desde quando atuava em escritórios no Rio de Janeiro. “Já tinha algumas amigas em São Paulo, e isso foi importante para a minha carreira. Relacionamento é tudo, e uma coisa chama a outra. Consegui muitos clientes em almoços ou jantares, e agora ainda tem o Instagram”, diz ela, que há dois anos abriu seu próprio escritório no Itaim Bibi. “Na real, nunca tive essa vontade, mas como precisei vir para São Paulo por conta do Ruly (Vieira, seu marido, proprietário do Banana Café — que, aliás, também tem projeto assinado por Maria Clara), começou a cair muita coisa no meu colo. Vinham as amigas, e as amigas das amigas pedindo para fazer um apartamento aqui, outro ali, até que pensei: não existe eu trabalhar para alguém. Em setembro de 2017, abri a MCS Arquitetura.” Mas é tanto trabalho que, tem vezes, dá vontade de voltar no tempo, em especial por conta da rotina (ou falta de) que exige um negócio próprio. “Foi muito rápido. Faço tudo, desde o planejamento até a entrega final, mas quero, mais para a frente, não acompanhar a obra, porque é muito trabalhoso e desgastante. Como fornecedores, que indico, mas não contrato. Tem vezes que paro e penso: será que desisto de tudo e volto a trabalhar em um escritório para ter um horário? Logo depois: ah, não dá!”, diz. “Tive uma cliente que dizia: ‘Meu sonho era fazer meu apartamento com a Maria Clara, mas deve ser uma fortuna’. Pedi para me ligar e fiz um preço especial. Viramos superamigas, mas ela tinha esse pensamento de que era caro. O que muita gente não sabe é que chamar um arquiteto pode sair bem mais barato do que fazer por conta. Porque você consegue fornecedor mais barato, não vai ter que refazer uma coisa que pode dar problema, e por aí vai. E as pessoas também acham que só vou comprar coisa cara. Não necessariamente, faço casa de gente com muito dinheiro até quem não quer gastar tanto. É legal mesclar”, explica a arquiteta de 35 anos, que ainda faz a vez de psicóloga. “A pessoa vai abrir a intimidade dela: ‘Não durmo com meu marido, então tem que ter um quarto para cada um’; ou ‘a gente quer dois banheiros’; ou ‘a minha filha só dorme num quarto preto, escuro, não gosta de rosa’. Você entra na vida dela, é um casamento.” Falando em casamento, o de Maria Clara vai muito bem, obrigado. Para ela, só faltam os filhos — ela quer um casal — e arrumar a própria casa. “Com a correria do dia a dia, está difícil. Mas o Ruly me cobra”, gargalha. Também precisa achar um tempo para voltar a praticar ioga e meditação, mas para matar a saudade do Rio, já deu um jeito. “Coloco um biquíni, vou no jardim de casa e me jogo no chuveirão”, sorri. E não abre mão da companhia de amigos. “Eu amo comer. Almoçar, jantar, barzinho, restaurante, churrasco. E adoro receber. É meu momento de relaxar.” Para quem trabalha tanto justamente arrumando tudo para que as pessoas se sintam em casa e tenham esses momentos relax, ela merece, né?

“Faço casa de gente com muito dinheiro até quem não quer gastar tanto. É legal mesclar”




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Maestro da Cozinha AOS 33 ANOS E CHEIO DE ESTILO, O ITALIANO RODOLFO DE SANTIS É UM DOS MAIORES CHEFS DE SÃO PAULO, COM OITO RESTAURANTES SOB SUA BATUTA. AGORA, PREPARA-SE PARA ABRIR MAIS CASAS: UM FRANCÊS, UMA ROTISSERIE E UM AUTORAL DE ALTA GASTRONOMIA PARA ELE COZINHAR...


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Por Simone Blanes Fotos Gustavo Lacerda

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Ao chegar no recém-inaugurado Forno da Pino, um dos oito restaurantes de Rodolfo De Santis, uma surpresa: lá estava ele, em meio a massas e tomates, todo cheio de farinha, completamente imerso no conceito de fotos proposto pela TOP Magazine. Além do porte físico, que poderia facilmente tê-lo levado às passarelas — ele é alto, lindo e loiro —, chamavam a atenção seu foco e sua entrega àquele momento, duas características que logo depois, durante um bate-papo, me fizeram entender por que conseguiu chegar tão longe: além de badalado chef de cozinha — foi eleito o restaurateur do ano em 2019 pela revista Veja São Paulo Comer & Beber —, tornou-se um brilhante empresário de sucesso. Por que abrir tantos restaurantes? “Sou muito ambicioso. E uma pessoa que nunca teve nada na vida, sabe? Então, além de poder comprar as coisas que eu quero e viver bem, tenho essa vontade de dar oportunidades, ensinar, pegar uma galera que nunca trabalhou com isso e ver crescer, ganhar dinheiro. Não tenho família aqui, então meu trabalho é a minha vida”, diz ele, que de uma infância muito pobre na pequena cidade de Gallipoli, região de Puglia, na Itália, virou chef grife em São Paulo. Na real, foi exatamente essa vida difícil, cheia de traumas pelo pai problemático e tendo que cortar um dobrado para ajudar a mãe a colocar comida na mesa para seus irmãos mais novos em Brescia, no norte de seu país natal, que moveu Rodolfo a querer mudar sua história. Para isso, escolheu seguir algo que desde pequeno fazia seus olhos brilharem: a cozinha. “Antes de ir à escola, assistia a um programa de televisão com um chef famoso, e vi que se tivesse alguma chance na vida, era nisso. Aos 14 anos, entrei em uma pizzaria, mas não quis ficar porque os caras tratavam a comida como se fosse qualquer coisa.” Arrumou então uma vaga como ajudante em um restaurante, enquanto estudava na escola de culinária Alberghiera. Era só o começo. Já como cozinheiro, conseguiu entrar no conceituado Le Cinq, do Hotel Four Seasons, em Paris. “Peguei minha malinha e fui”, sorri. Depois, trabalhou no La Pergola, em Roma — ambos com três estrelas Michelin —, até chegar ao Brasil, onde decidiu ficar e montar seu império, após passagens pelos extintos Biondi e Domenico, além do Tappo Trattoria. “Foram anos difíceis. O mercado é gigante, um dos melhores que existe no mundo, pela possibilidade de mudanças e a necessidade de conhecer, de experimentar. Mas a maioria confunde abrir um restaurante com uma extensão de sua casa e faz tudo errado.” Desses erros que observava, vieram os acertos de De Santis. “Faço exatamente o contrário de tudo que aprendi aqui.” A grande virada veio em 2015, quando abriu o Nino Cucina & Vino, tradicional italiano, mas repleto de toques autorais, que lhe rendeu o título de chef do ano em 2016. “Para mim, um bom restaurante tem que trazer experiências completas. Da cozinha à decoração”, afirma Rodolfo, que faz questão de cuidar de tudo pessoalmente: só de entrar, percebe-se que de fato existe uma conversa estética entre o ambiente e os deliciosos e elaborados pratos. “E sempre converso com os clientes para aperfeiçoar. Além do relacionamento ser muito importante, são eles que pagam”, pontua. Outra exigência de Rodolfo tem a ver com a simplicidade, em especial, ligada ao caráter das pessoas que trabalham com ele. “Se tem uma coisa que eu odeio é arrogância. Já contratei dois italianos com cargos altos e foi a pior coisa que fiz na vida. Não admito que ninguém trate as pessoas como lixo, falte com o respeito. Qualquer um que você olha aqui chegou sem

“Gosto de coisas que tenham assinatura. Não sigo receitas, sou de energias, de ir ao supermercado, ver o que tem e criar”


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experiência, mas dei a oportunidade de aprender, trabalhar e crescer. Antes de contratar, faço questão de olhar nos olhos e ver se tem vontade de trabalhar. Não gosto de gente acomodada. Quando você apanha na vida, já percebe se o cara é folgado, se é arrogante, e aqui não tem vez”, explica o empresário de 33 anos, que hoje emprega 330 funcionários. O céu é o limite Fórmulas que vêm dando muito certo. É só ver as oito casas de Rodolfo, que, juntas, recebem mais de mil pessoas por dia. Além do Nino, considerado “o melhor italiano de São Paulo”, tem o Da Marino, de cozinha mediterrânea, especializado em pescados; a Salumeria, que ele descreve como “um lugar para comprar algo mais leve e consumir na calçada”; o Giulietta — que lembra uma antiga fábrica —, dedicado ao “fogo”, com carnes e vegetais preparados na brasa, lenha ou grelha; e o Forno da Pino, de culinária mais suave, com opções de massa e legumes — todos na Rua Jerônimo da Veiga, no Itaim Bibi —; além do Peppino, uma versão moderna de cantina focada em pastas; Osteria Nonna Rosa, italiano descolado nos Jardins; e Bodega La Barra, espanhol com menu do chef argentino Julian Rigo, parceiro de Rodolfo neste último. “Agora vou inaugurar um de comida tradicional francesa. Morei na França e quero fazer a minha versão. E uma rotisserie, com comida para entregar ou levar para casa.” Pretende também abrir um restaurante de alta gastronomia, mais exclusivo e autoral, para ele cozinhar. “É meu sonho. Gosto de coisas que tenham assinatura. Não sigo receitas, sou de energias, de ir ao supermercado, ver o que tem e criar.” E quem sabe ainda duas ou três casas internacionais em Miami e Nova York, e assim virar estrelado Michelin. “Tá na lista”, abre um sorriso. Mesmo nesse turbilhão de ideias, Rodolfo diz que este ano se impôs uma regra: ter tempo para se cuidar. “Faço planos o tempo inteiro, é muita inspiração, mas não adianta trabalhar igual um psicopata. Você produz mais se o seu psicológico estiver melhor, então estou tomando conta da minha cabeça, da alimentação, além de praticar boxe, algo bom para baixar o estresse e melhorar a aparência”, diz ele, que, mesmo tímido, sabe que é seu melhor garoto-propaganda. “Passei a vida me transformando. Era um garoto que pesava 80 quilos, andava de cabeça baixa na escola, tinha vergonha de todo mundo. Mas sempre pensava: amanhã quero ser melhor. E sou assim até hoje. Não adianta o cozinheiro só olhar o prato, as pessoas têm que gostar de você.” Vendo a trajetória do chef, é fácil saber que está no caminho certo. Não se trata apenas de culinária. Para realmente saborear e sentir o gosto da comida, é preciso vivenciar uma experiência que aguce todos os sentidos. Esse é o verdadeiro luxo da gastronomia. E Rodolfo, cheio de estilo e tempero, é a perfeita personificação desse universo.

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Por Que Precisamos Dela? A VOZ E O ROSTO VOCÊ JÁ CONHECE; OS POSTS — NOS TRENDING TOPICS DAS REDES SOCIAIS —, PROVAVELMENTE TAMBÉM. MAS SERÁ QUE VOCÊ SABE A FUNDO O QUE PENSA E SENTE ESSA ARTISTA QUE TEM SE PROVADO CADA VEZ MAIS ESSENCIAL PARA OS DIAS ATUAIS? ENTÃO COLA AQUI E ENCARA ZÉLIA DUNCAN “ZÓIONOZÓIO”

Por Melissa Lenz Fotos Divulgação @zeliaduncan

“Você não precisa de artistas? Então me devolve os momentos bons. Os versos roubados de nós. As cores do seu caminho. Arranca o rádio do seu carro, destrói a caixa de som”, diz a cantora e compositora Zélia Duncan, 55, em um dos autênticos vídeos da série “ZD Zóionozóio” postados com frequência em seu perfil do Instagram (ver pág. 108). “Foi poderoso, porque foi espontâneo”, ela comentou dois dias após o post ter ido parar nos Trending Topics, a lista dos assuntos mais comentados do Twitter — rede na qual ela é ainda mais assídua. Mas quem a segue pensando só em stalkear sua rotina na música, vai cair do cavalo. Mesmo que likes e conteúdo sobre uma

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artista prestes a completar 40 anos de uma bem-sucedida carreira jamais seriam problema para timeline — especialmente com turnê e dois álbuns novos para promover (Tudo é Um e Eu Sou Mulher, Eu Sou Feliz, com Ana Costa) —, ela prefere apostar em outros temas. “É evidente que preciso de marketing, mas não faço isso o tempo todo. Tenho um pouco de pudor. Num mundo tão cheio de questões, num Brasil indo pro abismo todo dia, não dá pra simplesmente botar fotos do meu show toda hora.” Confira abaixo os melhores momentos de nosso bate-papo, realizado no Studio Mundo TOP, em São Paulo, com a presença de uma seleta plateia de fãs de ZD.


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Zélia, em 2021 você fará 40 anos de carreira. Que perguntas tem se feito ultimamente? Como artista, sempre me pergunto: para que vou subir no palco? Tenho uma obsessão que é não fazer isso à toa. Claro que é meu trabalho e preciso ganhar dinheiro como qualquer pessoa. Mas é uma atividade delicada, que só se completa no outro. Às vezes você se repete por medo, por achar que uma coisa deu certo e temer não conseguir mais encontrar ninguém. Mas aí a possibilidade de perder pessoas é muito grande também. Você não tem garantia de nada. Vai envelhecendo enquanto os mais jovens, chegando. Existe uma parte enorme do público que é o do sucesso, não o do artista. São muitos mistérios que permeiam essa carreira e nossa vida, de modo geral. Então a pergunta principal é: para que subir no palco? Tenho que dar algo genuíno, honesto. É óbvio que quero agradar, mas não posso viver para isso. É muito sutil. O princípio é até um pouco egoísta: quero que eles gostem do que faço, mas, principalmente, eu preciso gostar e acreditar naquilo para convencê-los de que é bom e que vale a pena ser visto. Pro Fabiano (na plateia) vir de Brasília e querer me ver, não posso simplesmente fazer as coisas de sempre. E não sinto isso como um peso, mas um estímulo. Realmente quero trazer um frescor. Então me pergunto o tempo inteiro: o que pode ser um frescor? Ou, dentro do que já fiz, algo que seja motivo para continuar fazendo? Como artista me faço essas perguntas o tempo todo. Por um lado é torturante, mas por outro você vai achando o jeito. Você está nua e cheia de frescor na capa de Tudo é Um! (risos na plateia) Na época, quando vi o que estava por

acontecer, falei: mas que loucura, você vai pagar peitinho aos 54! (risos) Mas não é o desejo absolutamente de estar nua — mesmo que fosse, não teria nenhum problema —, mas tem a ver com querer se expor no sentido artístico, musical, e ser pessoal pra tentar ser universal. A minha dor é a sua dor, só vai mudando de endereço e de maneira de dizer, assim como minha alegria e todos os sentimentos. Então é um desejo de estar no essencial, é assim que você nasce. E o começo do meu novo show tem a ver com isso também. A música surge do silêncio, e a gente, em geral, está num ambiente íntimo para criar. Aquela cadeira que acabou ficando pelo show inteiro é a do meu quarto mesmo. E essa nudez aos pedaços (da capa do disco) é porque faço tantas coisas, mas na verdade eu sou eu, a Zélia, a Zélia Cristina, que nasceu em Niterói, foi pra Brasília... É sempre a mesma pessoa tentando arranjar motivo todo dia para sair da cama. E, como artista, tenho que fazer isso em dobro. Porque ainda tenho que fazê-los irem me ver. Ou terem vontade de botar uma música em que eu possa dizer algo que os alegre, ou dê vontade de dançar, de chorar... Sei lá, a gente está numa época em que as pessoas querem remédio para tristeza. Se eu não tivesse ficado triste, não teria feito várias letras. Não que eu precise necessariamente ficar triste, mas no sentido da introspecção. De precisar de vida interior para enfrentar os dias. Não tem jeito, você tem que procurar isso. E como artista, vai tudo se misturando nesse lugar. Existe uma responsabilidade como artista? É até engraçado, comecei a cantar com 16, estou com 54, e com cada vez mais vontade de me desnudar, de ser quem sou,

“Todas as causas valem a pena. Contra a homofobia, é óbvio que vou sempre lutar. E a agressão contra a mulher vai sempre me causar espanto”


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com todas as minhas opções, e de falar sobre isso. Quando a gente é artista e tem um microfone na mão, também tem um pouco de acolher as pessoas. É legal que o teu som de alguma maneira faça isso, o que saquei até cantando algumas músicas de novo, que elas também eram um encorajamento. Não dou para mim essa missão, porque acho que fica parecendo que você se acha de alguma maneira superior. Tenho uma coisa pra dizer: não é isso, mas o artista está aqui dizendo coisas. Como diz Rappin’ Hood, “eu tô com o microfone, é tudo no meu nome”. Naquele momento em que estou ali, existe, sim, uma responsabilidade. Por que causas você acha que vale a pena lutar hoje? Acho que por todas. Onde tem pessoas sofrendo vale a gente olhar e se ajudar. Tô sempre pronta a aderir a alguma coisa. Claro que tenho as minhas pessoais, que me afetam mais. Contra a homofobia, é óbvio que vou sempre lutar; pela vida que tenho, pelo que eu sou, pelos amigos, pelas pessoas. A agressão contra a mulher também, vai sempre me causar espanto. Hoje aprendi que não basta não ser racista, tem que ser antirracista, um ensinamento de Angela Davis (ver pág. 144) que jamais abandonarei. É preciso reconhecer no dia a dia nossos privilégios, questões que batem em nossos ouvidos e parecem frases feitas, só que não. Tem que rever todo dia, toda hora. Quando entrar num ambiente, reparar quantos pretos estão ali, quantos deveriam estar. Isso me interessa profundamente hoje em dia. E a causa feminista também. Nas redes sociais você mais expõe suas convicções do que sua música... Hoje acordei e escrevi: não acredito que em plena segunda-feira eu, como cidadã, preciso falar e defender a luta contra o trabalho infantil. Não é possível que a gente não saiba que isso é um absurdo! No Brasil, hoje em dia você tem que falar e lutar pelo óbvio todo dia. E não vou deixar de falar sobre isso. É evidente que preciso de marketing, mas não faço isso o tempo todo. Tenho um pouco de pudor. Num mundo tão cheio de questões, num

Brasil indo pro abismo todo dia, não dá pra simplesmente botar fotos do meu show toda hora. Tem coisas mais urgentes acontecendo sobre as quais tento falar antes. Procuro reparar em como posso contribuir e, como artista, não parecer estar me achando mais importante do que as causas todas, porque ninguém é. Nem do que a música, muito menos. Confesso que fico com preguiça, não tenho muito saco pra muitas coisas. Já não tinha quando era mais nova. Hoje em dia olho, “não, obrigada, vai indo que eu não vou.” Não tenho paciência pra várias coisas que envolvem o mundo artístico. Às vezes escrevo algo e digo “que besteira”, e apago antes de enviar. É um paradoxo. Fico entre não querer me promover e precisar, de alguma maneira, divulgar o meu trabalho. Mas acho que essas causas todas que você me perguntou, isso tudo é muito mais importante. E se eu, como artista, tenho alguma voz, vou tentar falar disso. Por que mudou a letra da música Sexo na nova turnê? Na versão do disco (Acesso, 1998) eu queria falar de homem e de mulher (“seu corpo forte e bonito não é só por prérequisito pra minha satisfação (...) mas suas mãos de veludo nem sempre dizem tudo o que meu corpo quer saber”). Não é porque você tem uma beleza óbvia que dará prazer pro outro, ou que na hora que ficarem juntos vai ser incrível, era isso que eu estava questionando. Mas hoje me considero uma feminista. Esses últimos anos me serviram muito para observar a posição da mulher, entender o que é sororidade. Você tem que ter esse olhar: se somos mulheres, somos irmãs. Não comprar esse negócio de somos rivais. Não somos inimigas. A gente tem que se cuidar. Então essa letra não é mais o que quero dizer. Eu disse: “Sexo é consentimento, não é abuso, não é assédio. Você pode desistir em qualquer estágio, do medo ao tédio, de longe ou de perto. Mulher, atenção: saia curta não é convite, lésbicas não precisam de corretivo e nem de palpite. Mulheres negras não estão à disposição. Nossos corpos não estão à disposição. Pode ser bom, e tem que ser


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bom”. O primeiro refrão dizia: “Pode ser bom e pode ser não”. Agora eu digo: “pode ser bom, deve ser bom, tem que ser bom ou não vai ser”. É isso. Você sempre disse querer ser uma artista do seu tempo! É, e continuo tentando, desesperadamente. E nasceu no “dia do santo das causas impossíveis”... São Judas (28 de outubro), exatamente! (risos) Já apelou muito para ele? (risos) Talvez tenha nascido nesse dia pra me ajudar (risos), mas não sou uma pessoa religiosa. Porém, respeito muito a crença das pessoas. Acho bonito o que ele representa. É que nem quando a gente é bairrista: sou bairrista com São Judas, tenho uma intimidade com ele. Fico achando até que é meu chapa! (risos) Você não sente medo? Ainda hoje minha mãezinha, que tem 83 anos e é muito lúcida e participativa na minha vida, mandou uma mensagem: “Zélia, eu não acompanho as suas redes, mas as pessoas me enviam coisas que você diz e, às vezes, tenho medo. Você não tem?” Eu não. Claro, não sou maluca, burra nem kamikaze. Mas a gente tem que falar as coisas de uma maneira que seja

razoável, mas tem que falar. Respondi: “Mãe, sou só uma pessoa aqui e não tenho essa importância toda. Tô falando o que penso, mas sem agredir ninguém”. A não ser que você se sinta agredido com o que falo contra o trabalho infantil. Mas aí, dane-se. Se acha normal uma criança trabalhar numa carvoaria, num canavial, se isso vai me fazer correr perigo, paciência. A gente não pode virar um rato. Claro, eu quero me manter íntegra, mas não vou deixar de falar. Até porque a arte pode ajudar na transformação da consciência. Eu acho. Pode e deve, tá implícito nisso. Mas, de novo eu te falo, não me coloca essa missão. E nem gosto dessa palavra, nesse sentido. Eu tenho a missão? Não. Mesmo porque, como acabei de confessar, cantar nasce de um desejo egoísta. Egoísta de me fazer feliz, e deságua nos outros… Nós, que vamos aos seus shows, somos todos egoístas também. O amor é egoísta, né? E é importante que a gente saiba disso. Quero você porque me dá prazer. Mas isso não precisa ser selvagem. Eu posso ter compaixão, que é uma palavra que adoro. Posso ter generosidade, solidariedade, embora o meu princípio primeiro seja ser feliz, eu. Mas não vou ser feliz se todo mundo estiver infeliz.

Vida em Branco Você não precisa de artistas? Então me devolve os momentos bons. Os versos roubados de nós. As cores do seu caminho. Arranca o rádio do seu carro, destrói a caixa de som. Joga fora os instrumentos e todos aqueles quadros, deixa as paredes em branco, assim como a sua cabeça. Seu cérebro cimento, silêncio, cheio de ódio. Armas para dormir, nenhuma canção de ninar, e suas crianças em guarda, esperando a hora incerta para mandar ou receber rajadas. Você não precisa de artistas? Então fecha os olhos, mora no breu. Esquece o que a arte te deu, finge que não te deu nada. Nenhum som, nenhuma cor, nenhuma flor na sua blusa. Nem Van Gogh, nem Tom Jobim, nem Gonzaga, nem Diadorim. Você vai rimar com números. Vai dormir com raiva, e acordar sem sonhos, sem nada. E esse vazio no seu peito não tem refrão para dar jeito, não tem balé para bailar. Você não precisa de artistas? Então nos perca de vista. Nos deixe de fora desse seu mundo perverso, sem graça, sem alma. Bom dia para quem tem alma. @zeliaduncan


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Por João Luiz Vieira @patriciajuradob

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Primeiramente aos clichês que, involuntariamente, erguemos sob manto, cetro, faixa e coroa. Ao saber que dialogaria com uma mulher de um dos países que mais mulheres bonitas produz, a pergunta saiu como assobio: “Você já participou de algum concurso de miss, já que é da Venezuela?” A resposta atende ao clichê. “Sim, fui uma das favoritas quando me candidatei em 2006”, afirma Patricia Jurado, 1,76 metro e prováveis 57 quilos, porque não se pesa há um ano. Não ganhou, mas representou seu país em outros concursos de beleza e até à China foi. A menina que de tão tímida não conseguia falar com ninguém na adolescência fez do concurso passarela para desfilar sua autoestima. Seguiu, portanto, os passos de scarpin da mãe, Maria Elisa Ganem, que tentou o mesmo pleito há 50 anos, mas perdeu a faixa por não ser uma caraqueña legítima. Nasceu na Colômbia, naturalizou-se, mas não alcançou voos maiores enquanto miss por não ser uma legítima. Voar, no entanto, voou, já que se formou piloto de avião. A filha de Maria Elisa acha interessante que modelos e misses têm o mesmo status onde nasceu, mas pertencem a horizontes diferentes no Brasil, onde acomodou suas malas desde a última vez que se pesou. “Aqui é miss ou modelo. Lá as coisas se misturam”, diz. Entre um e outro tropeço no português, que tenta falar com a mesma velocidade com que desfila seu espanhol, Patricia está apaixonada pela nação que a acolheu depois de ter escapado da crise que ainda acomete seus conterrâneos, inclusive seus familiares, alguns deles vítimas de sequestro desde que a oposição entrou em confronto com o governo de Nicolas Maduro, presidente desde 2013. “Saí de minha casa por causa da crise, que começou a piorar seriamente. Desde (Hugo) Chávez (que governou a Venezuela por 14 anos, de 1999 até sua morte, em 2013) estava ruim, mas agora Caracas se tornou a cidade mais perigosa do mundo, além das muitas pessoas que estão morrendo de fome”, diz. Advogada formada, Patricia não conseguiu praticar a carreira na capital venezuelana porque as leis mudavam mais que os inquilinos do Palácio de Miraflores, sede do governo executivo. Seguindo conselhos de amigos e de uma irmã, que mora nos Estados Unidos, carregou sua beleza para o México, Turquia, Itália, Líbano e Espanha. Em todos os ambientes, conheceu brasileiros e, assim, vislumbrou a ideia de se mudar para a nação tecnicamente mais democrática. “Aqui posso andar de metrô, ônibus, confiando que nada vai me acontecer. Tenho de estar atenta, mas há segurança, polícia. Meu país está terrível, esquisito. Mesmo que (Juan) Guaidó (autoproclamado presidente em 2019) tenha nos dado um pouco de esperança, as mudanças levam tempo, porque a milícia está do lado de Maduro.” Assim sendo, ela guardou a saudade de comer arepa (pão tradicional venezuelano, à base de fubá) para mastigar a ideia de estabelecer raízes no Brasil. Hoje tem residência temporária, ou seja, está de acordo com a ideia de viver: a única permanência desta vida é a impermanência.

Assistente de fotografia Andre Anjos

Assistente de styling Nathara Imbá

Agradecimento Bar Rey Castro


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Patricia Jurado SutiĂŁ I Like It


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Por Ela, Para Ela e Para o Mundo

100% BRASILEIRO, O BALLET FITNESS DE BETINA DANTAS ANDA FAZENDO A CABEÇA — E O CORPO — DAS MULHERES DOS 15 AOS 80 ANOS. VEM SABER


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“O ballet fitness é liberado para qualquer pessoa que não tenha nenhuma lesão séria. A idade inicial indicada é de 15 anos, mas uma senhora de 80 pode praticálo em busca de fortalecimento muscular”


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Por Carla Ferraz Fotos Rodrigo Braga @balletfitness

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Do plié ao agachamento, do elevé ao abdominal, do passé à flexão de braço. Quem vê os passos de balé clássico se intercalando com exercícios de ginástica, não imagina que os dois podem ser grandes aliados. Foi a partir dessa junção que nasceu o tão adorado ballet fitness, criado por Betina Dantas, goiana de 43 anos, formada em psicologia, educação física e, claro, em balé clássico pela Royal Academy of Dancing, de Londres. Sua paixão pela dança e pelo exercício físico vem desde sempre, mas nem ela própria imaginaria que, ao longo de sua vida, lançaria uma modalidade que viraria febre entre celebridades, artistas e influencers. Ainda mais após ter sofrido uma lesão no tornozelo, aos 15 anos, que a proibiu de subir na sapatilha de ponta. Foi muito difícil para ela, que vivia dessa arte, mas não desistiu: partiu para o esporte. Procurou atividades que não forçassem uma contusão, chegando até a competir natação, mas nada que substituísse o balé na questão do corpo longilíneo e bem definido que desejava. Assim, surgiu a ideia do ballet fitness, um treino feito por ela e para ela, que misturava movimentos de musculação com dança e isometria. Não demorou muito para o exercício chamar a atenção de outras alunas que treinavam na mesma academia, a Bodytech de Goiânia, onde também dava aulas de balé infantil. “Em pouco tempo as classes começaram a crescer. No início eram só minhas amigas, mas logo virou uma turma de dez, 20, 30, 40 mulheres...”, conta Betina, que em pouco tempo viu seu ballet fitness na grade da rede BodyTech de todo o Brasil. Ela se mudou então para São Paulo a fim de licenciar a modalidade e passou por um longo processo de criação de apostilas categorizadas, cada uma com cerca de 400 a 500 exercícios minuciosamente estudados sobre os benefícios ao corpo e acompanhados por educadores e pelo médico do esporte Franz Burini, que não só a ajudou a desenvolver o método como também conquistou seu coração, tornando-se seu marido. A diferença do método oficial O ballet fitness se espalhou rapidamente com professores credenciados nos Estados Unidos, Alemanha, Argentina, Uruguai, Venezuela, Irlanda e Dubai. O sucesso foi tanto que a atividade chegou a ser plagiada, com academias oferecendo aulas fora do método oficial. Betina não lamenta as cópias, mas alerta o perigo de praticá-las sem embasamento. “Minha aula é diferente em tudo, na metodologia e na preparação das professoras. Cada dia é uma atividade, não temos equipamentos, tudo é feito com o peso do próprio corpo, deixando-o definido, sem deixar inchar ou crescer”, explica a bailarina que planejou a modalidade com foco no bumbum durinho e na barriga seca que as brasileiras tanto almejam. Ministradas em circuitos de balé clássico na barra e exercícios de ginástica, as aulas resultam em um fortalecimento muscular com alta queima calórica — em nível avançado, pode-se gastar até 794 calorias em meia hora. De acordo com testes metabólicos, o ballet fitness pode ser comparado a 30 minutos de corrida, tendo menor predomínio do tônus simpático (estresse cardiovascular) e maior oxidação de gordura. Mas não são apenas os laudos que chamam atenção: o método é bastante procurado por ser “dinâmico e viciante”, além de mostrar diferença no corpo em apenas dois meses. “Quem começa, nunca mais para. Muita gente entra no estúdio com plano de duas vezes por semana e acaba mudando para três, quatro vezes. Temos alunas fiéis”, afirma.


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# studio mundo top


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AO VIVO

OS DESTAQUES DAS ATRAÇÕES QUE PASSAM DIARIAMENTE PELO #STUDIOMUNDOTOP E FAZEM A ALEGRIA DO UNIVERSO DIGITAL E DA PLATEIA CONVIDADA, QUE VEM ACOMPANHAR AO VIVO AS ENTREVISTAS QUE VOCÊ ASSISTE NA ÍNTEGRA PELO IGTV DA @TOPMAGAZINE Fotos Fábio Salles


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DON CHARLES @eudoncharles

Ele resolveu apostar suas fichas no universo musical após atuar nos videoclipes de Anitta e Ludmilla, e participar do reality show De Férias Com o Ex Brasil, da MTV, como ex de Gabi Prado. Com o nome artístico de Don Charles, o carioca Elton Charles já tem quase 20 singles gravados, três videoclipes e contou como está conciliando as passarelas da vida de modelo com sua nova carreira musical. “Eu trabalho com moda, canto, acho que juntos um levanta o outro”, disse ele no bate-papo que você assiste na íntegra no IGTV da @topmagazine #doncharlesnatop

BRUNA MASCARENHAS @brunamascarenhasbm

Ela teve apenas duas semanas para se preparar para protagonizar a série Sintonia, idealizada por KondZilla e lançada em 190 países pela Netflix. De quebra, teve que perder o sotaque carioca para encarnar Rita, uma jovem paulistana da periferia. “Foi baque. Eu não conseguia me concentrar em fazer a cena e ao mesmo tempo pensar em cada palavra como paulista”, relembrou no Studio Mundo TOP. Aos 23 anos, Bruna Mascarenhas é formada em artes cênicas pela Casa das Artes de Laranjeiras (CAL). Já passou pelo ballé clássico, jazz, teatro musical e, no ano passado, mudou-se de Niterói para São Paulo, onde começou fazendo bicos como garçonete até conseguir o papel na série. O resto da história você descobre em #brunamascarenhasnatop


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BANDA 3030 @3030oficial

Formado por LK, Bruno Chelles e Rodrigo Parracho, o grupo 3030 fez o maior sucesso em nosso estúdio. Na presença de vários fãs, eles cantaram os hits Mundo de Ilusões e Meu Deus, e falaram sobre a sonoridade própria da banda, que explora a musicalidade brasileira e une o rap com elementos da bossa nova, samba e MPB. “É a nossa proposta desde o começo. E agora com as parcerias, conhecendo tanta gente, conseguimos fazer ainda mais”, disse LK. Eles, que já gravaram com Cleo, Lary, Cacife Clandestino, Emicida, MC Bill, Rodrigo Cartier, os americanos do Big Mountain, entre outros, também contaram de seus processos de criação e definiram a experiência de tocar no Rock In Rio como “um sonho realizado”. Preparando-se para fazer um show no festival Planeta Atlântida, no Rio Grande do Sul, revelaram que pretendem lançar mais parcerias em 2020. #3030natop

MC CABELINHO @mccabelinho

Em sua passagem pelo Studio Mundo TOP, o cantor, compositor e ator carioca contou sobre seu novo single 6 horas, e o recente feat com Anitta, Até O Céu, cantora que definiu como “carismática e que me deixou muito à vontade”. Também falou de seu personagem na novela Amor de Mãe, o traficante Farula, para quem deseja “a redenção, que ele saia do tráfico”. Tranquilo, Cabelinho ainda falou sobre seus ídolos MC Orelha e Amy Winehouse, a quem fez uma homenagem tatuando-a no braço, e o sonho realizado de conseguir comprar uma casa para a mãe. “Ela tá feliz!” Sobre ser considerado uma revelação do funk e uma inspiração para sua comunidade do complexo Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio, ele sorriu e disse: “Quero levar consciência para as pessoas. Fé”. #mccabelinhonatop


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KISSA @kissaoficial

Dona de uma voz rouca e de um timbre único, bem no estilo rock and roll, Kissa canta desde os 7 anos, mas faz pouco tempo que viu sua carreira mudar no mundo da música. “Parece bizarro uma criança saber o que quer fazer da vida. Mas desde lá eu nunca mais parei, e estou aqui hoje, com 31 anos, mostrando um trabalho mais maduro.” Em 2019, lançou seu EP Estrela Roxy e, recentemente, disponibilizou o single Do Começo Ao Fim. Apesar da semelhança física com Rita Lee, Kissa tem estilo próprio e quer deixar sua marca. Com muito carisma, falou também de sua trajetória e planos para 2020. #kissanatop

MATEUS CARRILHO @mateuscarrilho

O cantor Mateus Carrilho vem trilhando uma carreira promissora na música popular brasileira. “Eu cresci escutando pop, ficava assistindo aos videoclipes, dançava e fingia que estava cantando. Esse era meu sonho, me sinto muito feliz por estar realizando”, comenta. Após seis anos como integrante da banda Uó, Mateus decidiu seguir carreira solo, que em menos de dois anos o levou aos maiores festivais de música do gênero, fora dividir feats com vários artistas, como Pabllo Vittar, MC Tha e Tainá Costa. Agora, acaba de lançar a segunda música de seu projeto Dose Dupla, com duas faixas e videoclipe: Motor Acelerado e Inimigos do Fim. #mateuscarrilhonatop


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AO VIVO

CARLINHOS VERGUEIRO @carlinhosvergueiro

O inigualável cantor, compositor e produtor Carlinhos Vergueiro largou o emprego na Bolsa de Valores para viver de música, 45 anos atrás. Com 21 álbuns solos e mais de 150 canções gravadas — somando parcerias com Vinicius de Moraes, Chico Buarque, Toquinho, Paulinho da Viola, entre outros —, ele nos presenteou com sua vinda ao Studio Mundo TOP, onde apresentou seu novo projeto Tô Aí — que encontra novas gerações e canções inéditas. “Eu tive muita sorte na vida, porque acabei convivendo e fazendo música com vários ídolos meus”, contou. “Viver de música não é fácil, você tem que ter garra, força. E eu vivo disso há 45 anos. Fazer música para mim é que nem fazer um gol”, completou o artista, que tem o futebol como uma de suas maiores paixões. #carlinhosvergueironatop

BANDA VERSALLE @bandaversalle

Dos mais ascendentes nomes do indie rock nacional, o grupo é formado por Criston Lucas, Igor Jordir e Paulo “Casca”. Em entrevista no #StudioMundoTOP, falaram sobre a proposta musical da banda, a passagem pelo reality Superstar e o novo disco Escape, lançado em 2019. Também cantaram Luz, Essa Noite e Coração de Merda, contaram sobre o processo de criação de suas músicas e os planos de lançar novas parcerias em 2020, além de sair em turnê pelo Brasil e, claro, continuar fazendo muita música. “Este ano a gente está focando em singles, lançar bastante coisa nova e participação especial”, disseram os músicos. Confira a entrevista completa em #bandaversallenatop.


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Quem Ama, Cuida

PROTEGER SUA PELE, ROSTO OU CORPO NUNCA É DEMAIS. QUE TAL SE PREPARAR PARA O VERÃO?

TCHAU, OLEOSIDADE

BARBA IDEAL

A espuma facial e sérum control da Simple Organic promovem controle da oleosidade, prevenção de acne, uniformização do tom da pele e melhora dos microrrelevos. R$ 85 e R$ 120. simpleorganic.com.br

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PELE PERFEITA O duo de pós translúcidos da Laura Mercier cria um jogo de luz e sombra em uma só maquiagem ao iluminar as têmporas e matificar a zona T do rosto. R$ 209. lauramercier.com

GLOW CORPORAL O novo gel hidratante corporal da Dior, o J’Adore Gelée D’Or, é feito para todos os tipos de pele e carrega uma fragrância floral enquanto ilumina e hidrata o corpo. R$ 399. dior.com/pt_br

PROTEÇÃO FACIAL Indicado para todos os tipos de pele brasileira, o fotoprotetor Absolut 360° da Mutari promove alta cobertura e proteção contra a luz digital. R$ 100. mutari.com.br PELE JOVIAL A nova base Everlasting Youth Fluid da Clarins restaura a aparência jovem. Com dupla ação suavizante e de firmeza da pele, aumenta a síntese de colágeno e remove as células mortas. R$ 339. clarins.pt

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O perfume Woman Intense, da Ralph Lauren, traz a essência da intensidade feminina em uma fragrância oriental e floral. R$ 499 (50 ml). womanbyralphlauren.com

UP NAS UNHAS Linha de esmaltes vegana e cruelty free da Haskell com 38 cores exclusivas de alta cobertura, secagem rápida e brilho intenso. R$ 7,50. haskellcosmeticos.com.br



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Moda

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A União Faz a Força NA MÚSICA, FEAT; NA MODA, COLLAB... MAIS DO QUE NUNCA, AS PARCERIAS SÃO COOL

Loja exclusivamente para collabs, em Ipanema, no Rio de Janeiro, a RSV+ traz peças incríveis, frutos da união entre marcas nacionais e internacionais, não necessariamente de moda. Do grupo Reserva, vem se consolidando no mercado com coleções mensais superestilosas, como a junção da RSV+ com a Heinz, marca americana de molhos como mostarda e ketchup, que celebra 150 anos. O mix conta com camisetas, blusas e shorts para todos os gostos, e já está disponível nas lojas físicas e através do site da Reserva. usereserva.com.br


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A evolução do unissex RS-X³ Puzzle da Puma vem com detalhes amplificados na parte superior e novas camadas, texturas e combinações de cores. R$ 550. puma.com

Predator Helios 300 com SSD (PH315-5279MF) da Acer tem processador Intel Core i7 de 9ª geração, 16GB de memória DDR4 e mais 512GB SSD + 1TB de armazenamento. R$ 14.000. acer.com

Ótima pedida para o verão, Freixenet Ice Brut é um cava refrescante para ser apreciado em uma grande taça de vinho com cubos de gelo. R$ 100. freixenet.com.br

O maiô Maria Crepe com um ombro só, da Haight, tem 96% de poliéster e 4% de elastano. A peça acompanha uma faixa removível e tem uma modelagem que valoriza a cintura. R$ 368. haight.com.br

Com estrutura estofada aconchegante e pés em aço, o sofá Dora Petróleo do designer Jader Almeida vem na cor de 2020, pantone tendência deste ano. Preço sob consulta. prjaderalmeida.com

No mix entre clássico e moderno, a Handred traz o macacão Cava Linen vermelho, unissex, com camisa ampla feita em 100% linho. R$ 644. handred.com.br

Os óculos gatinho da Vogue são a cara do verão. Com um ar romântico, sua armação de metal mistura o moderno e retrô em versões delicadas e versáteis. R$ 440. eotica.com.br

Os incansáveis fantasminhas que perseguem Pac Man se transformam em peso de porta, com três funções diferentes de piscar e LED. Disponíveis em azul e vermelho. R$ 60,50. lojakathavento.com.br

A blusa de listras com 81% de viscose e 19% de linho da Lunender é leve e fresquinha para dias quentes. O estilo cropped possui alcinhas ajustáveis e detalhes de amarração. R$ 98. lunender.com

O icônico tênis francês Bensimon celebra seus 40 anos e chega ao Brasil com delicados tênis sapatilhas feitos de borracha natural e algodão. Leves, têm cores divertidas tingidas manualmente. R$ 328. prisse.com.br

A Calça Pantacourt 100% algodão, da Etro, possui bolsos e fendas na lateral, zíper invisível e pences na cintura. A modelagem larga é perfeita para quem busca conforto e muito estilo. R$ 2.787. farfetch.com

O par de brincos life floco de neve é da coleção Vivara junto com a Disney, inspirada no filme Frozen 2. De prata 925, traz espinélios e zircônias. R$ 600. vivara.com.br


Cinema, Série, Discos e Livros

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Cultura

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Um Lugar Silencioso - Parte II

Avenue 5

Emily Blunt na continuação do fenômeno de bilheteria

Hugh Laurie em nova comédia de ficção científica

Obrigados a se aventurar pelo desconhecido, eles rapidamente percebem que as criaturas que caçam pelo som não são as únicas ameaças que os observam pelo caminho de areia. Assim promete ser Um Lugar Silencioso – Part II (A Quiet Place – Part II), sequência do fenômeno mundial de bilheteria lançado em 2018 pela Paramount, escrito e dirigido por John Krasinski. Com Emily Blunt, Millicent Simmonds e Noah Jupe, a estreia será dia 19 de março nos cinemas. E fiquem ligados na entrevista exclusiva com as estrelas Emily Blunt e John Krasinski, na próxima edição da TOP Magazine.

A nova série da HBO narra a partida de uma nave para uma viagem rumo a Saturno. Ambientada 40 anos no futuro, o conflito se inicia quando o cruzeiro espacial, denominado Avenue 5, enfrenta dificuldades técnicas e a tripulação, despreparada, deve encontrar uma forma de lidar com o ocorrido para manter a ordem e retornar à Terra com segurança. Criada por Armando Iannucci, a produção traz Hugh Laurie como o protagonista Ryan Clark, capitão do navio interplanetário. hbobrasil.com

Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você

Pearl Jam

Angela Davis

O aguardado retorno

Uma autobiografia

Sucesso original da Netflix ganha sequência

Gigaton (Universal Music) é o próximo álbum da banda norte-americana Pearl Jam, sete anos após o premiado Lighting Bolt. O disco conta com o single Dance of the Clairvoyants, e será lançado dia 27 de março, seguido de uma turnê norte-americana com 16 datas já anunciadas. Aguardamos a nossa vez! pearljam.com

Ativista na luta pela igualdade e ícone dos movimentos negro e feminista, Angela Davis comenta suas experiências de vida com detalhes. Desde a infância à carreira de professora universitária, passando pelas falsas acusações a seu respeito, fuga e prisão. (Boitempo, R$ 58)

Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você, filme americano de romance adolescente, traz a continuação da história do casal Lara Jean (Lana Condor) e Peter Kavinsky (Noah Centineo), de Para Todos os Garotos que Já Amei. Depois de fingirem um namoro durante o primeiro filme, agora a história traz os jovens em um relacionamento real. O grande problema? Tudo parece se complicar quando Lara Jean se reencontra com uma paixão do passado, que entra na briga pelo coração da protagonista. netflix.com.br



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Backstage

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Por Trás Desta Edição

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1. A modelo Patricia Jurado posa para Luca Pucci; 2. e a modelo com a equipe; 3. a banda Versalle ao lado de um fã após live no #StudioMundoTOP; 4. Ricardo dos Anjos retoca a make de Paolla Oliveira; 5. o chef Rodolfo De Santis e Dianine “à milanesa”; 6. Miro em ação durante clique da capa com Paolla Oliveira; 7. momento de carinho entre Melissa Lenz e Zélia Duncan; 8. o “par de vasos” Dianine Nunes e Lucas Buled; 9. Jonathan Graicar, CEO da Day Brasil, se prepara para a foto; 10. Dianine e Maria Clara Spyer; 11. Simone Blanes e Paolla Oliveira nos bastidores do ensaio de capa; 12. Diego Almeida e Mateus Carrilho; 13. os meninos da Banda 3030 durante live repleta de fãs no #StudioMundoTOP; 14. André Heller e sua medalha olímpica com Vivian Monicci; 15. Claudio Mello e André Barone, EKB & Combo MKT da Yamaha; 16. Zélia com a galera de seu fã-clube; 17. André Heller com Gustavo Lacerda, Leo Picharelli, Rapha, Jacominie e Dianine; 18. Claudio e a cantora Kissa; 19. Eliseu Santana com Patrícia Jurado.

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