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ELEIÇÕES SJPMG: De 10 a 12 de maio, exerça seu direito sindical. Vamos lutar juntos!

Revista de Campanha da Chapa 3 - Distribuição gratuita

Um novo tempo para os jornalistas mineiros Chapa 3 apresenta suas propostas para a valorização da categoria em todo o Estado e promete resgatar a tradição de democracia e cidadania no nosso Sindicato. APOSENTADOS E PROFISSIONAIS DO INTERIOR: Novas propostas para todos os jornalistas


Informe Publicitรกrio


Por Um Novo Tempo!

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Chapa 3, Por um novo tempo!, surgiu como resposta a um apelo democrático: mais de duas chapas, em eleições sindicais, é exercício de democracia. Há 12 anos, apenas duas chapas vêm concorrendo para a renovação da diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG). Este ano, mudamos o rumo deste processo dicotômico (oposição x situação) e optamos por um novo tempo para o processo eleitoral, o que tornará, em caso de vitória, um sindicato mais participante e participado. Sim, daremos novo ânimo às lutas sindicais e tornar nossa entidade mais participativa, democrática e suprapartidária é nosso objetivo básico. Por que? Porque defendemos nosso Sindicato politicamente engajado, mas não aceitamos vê-lo transformado em entidade de célula partidária e com arrogância burocrática. Queremos um SJPMG combativo, que respeite as bases e se espelhe em toda sua história de pujança em Minas e no Brasil. Por seus 66 anos de luta e participação, o SJPMG é considerado, politicamente, a mais importante entidade da categoria do País. E foi assim que surgiu como cabeça-de-chapa o jornalista Antônio Melane Neves, que vai estender e ampliar sua experiência profissional na defesa da categoria, por um SJPMG suprapartidário. A Chapa 3 Por um novo tempo! mescla experiência e renovação. Temos um índice de 50% de novos companheiros que, pela primeira vez, se candidatam; uma ex-presidenta, a primeira mulher a ocupar a presidência do SJPMG; diretores de gestões passadas e atual. Todos os 18 componentes

da Chapa 3, Por um Novo tempo!, comprometem-se a lutar com responsabilidade, coragem e talento na liderança da entidade, para que os jornalistas mineiros possam se orgulhar, cada vez mais, do nosso sindicato. Enfim, a Chapa 3 Por um novo tempo! quer pleitear um SJPMG que assuma o papel de vanguarda dos jornalistas e de todo o cidadão na defesa dos direitos humanos; pelo direito de resposta inegociável; pela liberdade e a democracia sem adjetivos, por mais justiça, trabalho e políticas públicas mais responsáveis, mobilizadoras e transformadoras. Mas para atingir esse nível de conscientização política, não ignoramos o desafio que temos pela frente, a saber, uma intensa campanha para convencer a categoria de uma realidade comprovada: coletivamente o trabalhador tem muito mais condições de defender seus interesses. E isso não é utopia. É desafiar nossos companheiros a exercitar a cidadania, pois cogitar de práticas sindicais é considerar o coletivo, o colega de trabalho, a participação em assembleias, em última análise, o aspecto solidariedade, mesmo porque, ao final, tudo retorna ao indivíduo. Por tudo isso, pedimos seu apoio, seu voto. Pedimos um voto de confiança! Que este se expresse nos nos dias 10, 11 e 12 de maio, votando na Chapa 3, Por um novo tempo!, de que você, eleitor da Capital e do Interior, será participante fundamental, na construção desse novo tempo!


DIRETORIA EXECUTIVA MG arenga/SJP

Marcos Alv

PRESIDENTE - ANTÔNIO MELANE NEVES

Jornalista, redator do caderno de Esportes do jornal Estado de Minas, ex-assessor de imprensa na Secretaria Estadual do Trabalho e Ação Social e da Secretaria de Governo, bi-campeão do Prêmio Fiat de Reportagem, vencedor do Prêmio Itaú de Jornalismo, entre outras premiações regionais. Atua há 35 de anos em redações.

VICE-PRESIDENTA - Valéria Said

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Jornalista, articulista, pesquisadora e professora universitária. Ex-editora-chefe do Jornal Pampulha e ex-repórter e editora de programas de produção independente veiculado na extinta Rede Manchete. Pós-graduada em Novas Tecnologias e Hipermídia pelo Uni-BH, e graduada em Comunicação wpela PUC-MG. Formada em Gestão de Fundações (Curso de Fundações e Organizações do Terceiro Setor), pela Fundação João Pinheiro. Ex-diretora de Integração com as Universidades, Centros Universitários e Faculdades de Minas Gerais pelo SJPMG, no triênio 2008/2011. Membro do Fórum Mineiro dos Professores de Jornalismo. sceno

Fátima Dama

DIRETORA FINANCEIRA - DINORAH CARMO

Graduada em Comunicação Social/Habilitação Polivalente pela Fafich/UFMG (1974),

tendo recebido o “Prêmio Jornalista Geraldo Teixeira da Costa”, como a melhor aluna do curso. Repórter, editora e crítica de teatro trabalhou nos principais jornais e revistas de BH e fez carreira no Serviço Público Estadual, por concurso, atuando como assessora de imprensa em secretarias e autarquias. Ex-professora do curso de Jornalismo da Fafi/BH. Primeira Presidenta do SJPMG (1999/2002); coordenadora do colegiado da Casa do Jornalista (1987/90); diretora de Patrimônio do SJPMG (1996/99); diretora da Casa do Jornalista (1975/78 e 1979/82); membro da 1ª Comissão de Ética do SJPMG (1991/93). Aposentada. Co-autora do livro histórico-documental “Mulheres de Minas: Lutas e Conquistas” (2008) .

SECRETARIA-GERAL - AÍDA LOPES

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Jornalista e Relações Públicas, com passagens pelos jornais Estado de Minas, Hoje em Dia, O Tempo e Tvs Alterosa, Bandeirantes e Record Minas. Bi-campeã do Prêmio PQN de Ouro como melhor Apuradora e Produtora. Também condecorada com a Medalha da Inconfidência em 2010. Atualmente é chefe de reportagem da Rede Record Minas, onde trabalha desde 2003. MG arenga/SJP

Marcos Alv

FISCALIZAÇÃO/REGISTRO - WALTER FREITAS

Jornalista, graduado pela Fafi-BH, e Relações Públicas pela PUC-Minas e em Direito pela UNI-BH. Trabalhou nas rádios Inconfidência, Cultura, Capital e Mineira. Trabalhou no CBH e Rede Minas. Membro do Centro de Cronistas Políticos e Parlamentares de Minas Gerais. Na ALMG, assessorou dois deputados. Ex-assessor de imprensa da Secretaria de Segurança Pública e do Detran. Advogado, preside a 2ª Comissão Disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva de MG (TJD-MG). É assessor de Comunicação da Fundação ZooBotânica.

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DIRETORIA SETORIAL al

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INTEGRAÇÃO COM ESCOLAS - JULIANO AZEVEDO

Jornalista graduado pelo Centro Universitário Newton Paiva, especialista em Jornalismo Contemporâneo, pela Puc Minas, em Comunicação Corporativa pela Fundação Álvares Penteado (Fecap), e em Jornalismo Digital pela Uninter. Editor assistente do programa TV Verdade, na TV Alterosa. Professor universitário no curso de Design Gráfico, na Faculdade INAP. Representante em Belo Horizonte, na área de cursos do Comunique-se. Possui experiência também em assessoria de imprensa e é co-autor em dois livros de contos.

DIRETORIA JURÍDICA - OTACÍLIO FERREIRA DA COSTA

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Jornalista e advogado. Um dos fundadores do Centro dos Repórteres Econômicos de MG (CRECO), entidade que trabalhou intensamente pela fundação do BDMG. Trabalhou na Folha de Minas, Última Hora, Gazeta Esportiva, Correio da Manhã, tribuna de Minas, Correio de Minas, O Diário, Diário de Minas e Jornal de Minas. Fundou os jornais O Alvorada, Cidade de Minas e Nosso Caminho, do qual é o editor. Foi um dos fundadores da Casa dos Jornalistas, sendo diretor do SJPMG à época. Ex-cronista do Diário da Tarde, exercendo as editorias de Economia, Política e Esporte nos jornais em que trabalhou. al

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DIREITO AUTORAL E IMAGEM - OSVALDO AFONSO

Repórter fotográfico, ex-presidente da ARFOC, atuou na Rede Globo, na assessoria de imprensa da Prefeitura de Contagem, Diário de Minas, Jornal de Minas, Imprensa Oficial, e desde 1994 é repórter fotográfico da Secretaria de Comunicação do Estado de Minas Gerais (Secom).

DIRETORIA DE SAÚDE - ALENCAR ABUJANRA

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Graduado em Comunicação Social/HabilitaçãoPolivalente pela Fafich/ UFMG, em 1972. Ex-repórter da Rede Globo até 1982. Atuou em assessorias de imprensa como Açominas, Camig, Secretaria de Estado da Agricultura e Belotur. Atualmente aposentado, já trabalhou como repórter e editor na Rede Minas, Rádio Guarani, Onda Rural, Diário de Minas, Jornal de Domingo e O Tempo. Escritor com 15 livros, sendo a obra “Um Amigo Hamister,” infanto-juvenil paradidático, adotada pela Secretaria de Educação de São Paulo.

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APOSENTADOS E PREVIDÊNCIA SOCIAL - HERALDO LEITE Jornalista, graduado em Comunicação Social pela PUC-Minas, em 1986. Participou da fundação do jornal Hoje em Dia e também passou pelas redações do Diário do Comércio e Estado de Minas. Foi da assessoria de imprensa da Açominas e da Prefeitura de Ouro Preto. Como repórter e redator de Política de O Tempo cobriu as eleições de 2006, 2008 e 2010. Foi diretor da Casa do Jornalista, da qual está licenciado. Atualmente é pós-graduando do MBA em “Mídias Sociais e Gestão da Comunicação Digital” e faz free-lancers para revistas especializadas.

ASSESSORIA DE IMPRENSA - ELISANDRA AMÂNCIO

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Jornalista profissional, assessora de imprensa desde 2007. Já prestou serviços para Rádio CBN, 2 Comunicação & Marketing, Diante do Trono e Igreja Batista da Lagoinha. Tem matérias publicadas em revistas como PQN, Show Gospel, BH Mais, Acesso Gospel e jornais como Nosso Tempo (RJ), O Estado RJ, entre outros. Atualmente, trabalha como assessora de imprensa e também como jornalista no site de notícias no portal de notícias Lagoinha.com. Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá (BH), graduanda em MBA em “Mídias Sociais e Gestão de Comunicação Digital” . al

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DIRETORIA DE INTERIOR - MÁRIO MARTINS

Ex-diretor do SJPMG na gestão 1999/2001. Como diretor sócio-cultural e projetos, teve como meta principal buscar e formalizar parcerias com clínicas médicas, odontológicas, promoções culturais e lazer. Ex-repórterfotográfico do jornal Toronto Star no Canadá. Em Sete Lagoas, RMBH, fundou a Frente Voluntária contra a Dengue, presta assessoria de comunicação da franquia do CCAA, produz documentário para empresas locais, é repórter-fotográfico independente, participa do Conselho Comunitário da Rádio Santana FM, e do programa Comunicação Total da emissora.

CONSELHO FISCAL Arquivo pe sso

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CONSELHO FISCAL - Valéria FLORES

Jornalista, diretora da Política Pública Comunicação, Consultora em Comunicação Estratégica para Mobilização Social, editora do caderno Eu Acredito! do jornal Hoje em Dia, colunista da revista PQN e do programa Estação Cidadã na Bandnews. Ex-diagramadora do Diário da Tarde e membro da Rede Mídia Consciente.

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CONSELHO FISCAL - JOSÉ ANTÔNIO PEREIRA

Graduado em Jornalismo, com pós-graduação em Jornalismo e Práticas Contemporâneas pelo Uni-BH, e Relações Públicas pela Newton Paiva. Trabalhou como repórter nas rádios Inconfidência, Capital, Atalaia, Mineira, LBV e Favela.Trabalhou, também, na Rede Record Minas, TV Uni-BH e no jornal Edição do Brasil. Atualmente é repórter da Rádio Sintonia, emissora comunitária de Ribeirão das Neves. Arquivo pe sso

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CONSELHO FISCAL - LENA BRANDÃO

Ex-repórter da Rede Globo Minas e da Rádio Capital. Ex-assessora de imprensa da Golden Cross em Minas e Espírito Santo. Atualmente dirige a IB Assessoria de Imprensa e é editora do Jornal da Savassi. Fez parte da diretoria da Casa do Jornalista na gestão de Manoel Guimarães (1983/86). al

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CONSELHO FISCAL - JORGE GONTIJO

Repórter-fotográfico, desde 1967, na Gazeta Esportiva. Atuou na Rede Globo Minas, Jornal de Minas e Estado de Minas, onde está atualmente. Faz cobertura fotográfica nacional e internacional nas editorias de Geral e de Esporte, tendo inclusive fotogrado cinco Copas do Mundo. Ar

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CONSELHO FISCAL - fRANCISCO TOVO

Jornalista, formado em Comunicação Social pelo Unicentro Newton Paiva (BH) desde 2004. Pós-graduado em Produção de Mídias Digitais, desenvolvedor de conteúdo para internet e analista de mídias sociais. al

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CONSELHO FISCAL - ROBHSON ABREU

Jornalista graduado pela Fafi-BH e pós-graduado em Comunicação e Marketing pelo Uni-BH. Ex-repórter dos jornais Estado de Minas e Hoje em Dia; ex-correspondente da Veja Minas; foi assessor de comunicação do Sindicato das Empresas de Informática de Minas Gerais, do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, e do Centro Industrial e Empresarial de Minas Gerais (CIEMG). Criador da maior newsletter voltada aos comunicadores, a Pão de Queijo Notícias, hoje com mais de 185 mil e-mails cadastrados; editor-chefe da revista PQN; criador do Prêmio PQN de Ouro, o Oscar da Imprensa Mineira; do Portal PQN; da PQN Search, além de ministrar oficinas de Comunicação. EXPEDIENTE Revista de Campanha da Chapa 3, Por Um Novo Tempo! Redação, edição e REVISÃO: Dinorah Carmo, Robhson Abreu e Valéria Said Colaboração: Heraldo Leite e Marcelo Dias DIAGRAMAÇÃO: Pubblicità Comunicação Total Contatos: chapa3sjpmg@yahoo.com.br Facebook: http://www.facebook.com/3ªchapa#!/home.php?sk=group_152189364842189&ap=1 Fone: 2127-4651 8428-3682

al


ENTREVISTA

“Por um novo tempo, apesar dos castigos; apesar dos perigos; da força mais bruta; da noite que assusta; estamos na LUTA!...” Ivan Lins

Auremar de

o de Minas

Castro/Estad

Antônio Carlos Melane Neves, 61, belorizontino, duas vezes vencedor dos Prêmios Fiat de Reportagem, Itaú e de outros concursos regionais. Ex-assessor de imprensa na Secretaria Estadual do Trabalho e Ação Social e da Secretaria de Governo, redator do caderno de Esportes do jornal Estado de Minas.

1 - Quais os motivos que o levaram a assumir a candidatura à presidência do SJPMG pela Chapa 3 - Por um novo tempo? Ver a cada ano uma nova safra de jornalistas sendo formada e sem nenhum estímulo para participar politicamente do sindicato, por meio da sindicalização, como vejo em outros segmentos. Nosso SJPMG tem de ser o coração dos jornalistas mineiros. A maioria de nossos companheiros não se interessa pela participação sindical. É comum a aprovação de convenções ou acordos coletivos pelo quórum mínimo, visto que é reduzido o número de trabalhadores que comparecem às assembleias da categoria. Por isso, é necessário fazer uma intensa mobilização sindical para que possamos chegar aos patrões e dizer que temos um SJPMG forte e representativo, para que possamos avançar na luta por melhores condições para nossos trabalhadores. Outro motivo que me fez assumir essa candidatura foi a preocupação com nossos colegas aposentados. Precisamos de uma política

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sindical mais consequente voltada para eles, bem como para os nossos companheiros do Interior. 2 - Você está nas redações há quase 40 anos. Conte-nos um pouco de sua trajetória profissional. Tive o privilégio de aprender com vários personagens da imprensa e que fazem parte de nossa história. Aprendi com eles que o jornalismo ético me daria mais sabedoria, experiência, humildade e muito companheirismo. Graças à prática desse jornalismo participei e participo de grandes coberturas - Copa do Mundo, Jogos Pan-Americanos, Campeonatos Brasileiros de Futebol, Atletismo e de vários outros esportes. Por 10 anos acompanhei o circo do automobilismo de Fórmula1 pelo mundo. 3 - Há 12 anos não temos mais de duas chapas concorrendo para a renovação da diretoria do SJPMG. Qual sua opinião sobre três chapas disputando a gestão 2011/2014? Nossa

chapa

surgiu

exatamente

do


entendimento de que, mais de duas chapas, em eleições sindicais, é exercício de democracia. Estamos vivendo um momento ímpar nestas eleições! Temos a oportunidade de travar uma luta de ideias, de opiniões que, naturalmente, se divergem em uma campanha eleitoral, dentro de um processo democrático, e que demostram um profundo e legítimo desejo de mudanças políticas em nosso SJPMG. É por isso que estamos fortes na nossa proposta “Por um novo tempo” para o nosso sindicato! 4 - Qual deve ser a prioridade da nova gestão do SJPMG? A prioridade será devolver à categoria um SJPMG suprapartidário e representativo, que pratica o diálogo entre a categoria e o patronato, sempre em defesa dos nossos interesses. 5 - Por que as propostas da Chapa 3 contribuem para ‘um novo tempo’ no SJPMG? Porque todas as nossas propostas convergem para um único objetivo: fortalecer nossa dignidade profissional, por meio de um SJPMG político, sem, contudo, jamais se tornar uma entidade de célula partidária. Queremos nossa entidade renovada. Não é por acaso que temos um índice de 50% de novos companheiros que se candidatam pela primeira vez. Queremos, sim, novos tempos para o SJPMG, que tem um histórico de lutas e pujança sindical em Minas Gerais e no Brasil. Temos orgulho do nosso SJPMG!!

vamos assumir com nossos companheiros e companheiras. Mas, somente por meio da sindicalização, é possível que nossa categoria alcance representatividade para defender nossas conquistas históricas e avançar na luta por melhores condições salariais e de trabalho. E sempre por meio de um diálogo permanente e firme com o patronato. 7 - Como a Chapa 3 vai lutar pelo restabelecimento da exigência do diploma, em forma de ações sindicais, caso vença as eleições? Em hipótese alguma abriremos mão da exigência do diploma para o exercício da profissão. Vamos intensificar a política de não-concessão de carteira da Fenaj para os ‘precários’ e reivindicaremos que só jornalistas formados em cursos superiores de Jornalismo usufruam dela. Por isso, estamos acompanhando de perto a iminência da votação da Proposta de Emenda Constitucional 033/2009 - a PEC do Diploma – pelo Senado, a fim de que haja o restabelecimento legal da exigência de curso superior para todos os que querem exercer a profissão. Outra ação será rever a questão dos estágios, de modo que sejam regulamentados, remunerados e com carga horária definida, por Marcos Alv

arenga/SJP MG

6 - Sabemos que a categoria tem sofrido com demissões em massa, assédio moral e precarização do trabalho, como o acúmulo de funções, por exemplo. De que forma a Chapa 3 pretende trabalhar essas e outras questões de melhorias das condições de salário durante a nova gestão? Nosso programa destaca várias ações que

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ess.com do.wordpr

henriquecen

meio da implantação do projeto-piloto de estágio acadêmico, pois sabemos que muitos estágios ilegais têm contribuído para a precarização da categoria. 8 - Uma das propostas que só a Chapa 3 defende é o fim da contribuição sindical compulsória. Como o fim deste imposto sindical traria ‘um novo tempo’ para o SJPMG? Realmente uma proposta para mostrar que estamos à frente e dispostos a buscar um novo tempo. O importante é encontrarmos alternativas de receitas, porque sabemos que é muito alto o custo anual do Sindicato, com despesas diversas. De qualquer forma, é imprescindível a participação dos trabalhadores na vida sindical, porque é exatamente nas assembleias o melhor lugar para se debater o tema. Talvez, com o fim do imposto, possamos trazer de volta muitos companheiros que deixaram o sindicato por discordarem também desta contribuição compulsória e, com eles, novos sindicalizados. E, por essa mesma razão, podemos contribuir para uma reaproximação político-sindical com a categoria. 9 - A Chapa 3 tem usado em sua campanha várias mídias sociais para buscar o eleitorado. Isso quer dizer que seus representantes reconhecem a força desses novos veículos e que vão, caso vençam as eleições, valorizar os profissionais que nela atuam? As redes sociais ainda estão em fase de consolidação e não têm, de maneira efetiva, um formato editorial definido e muito menos comercial. Aí é que está a importância de estarmos atentos a essas novas frentes de trabalho. É um mercado novo, com perspectivas de absorção de grande volume

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de mão de obra. Precisamos crescer com esse mercado, ajudá-lo a se desenvolver e negociar nosso espaço à medida de sua evolução. É nicho que atravessa um momento delicado, de busca do formato ideal, o que vai exigir muito de nossa sabedoria. 10 - Como a Chapa 3 pretende valorizar os profissionais que atuam em assessoria de imprensa, já que esse segmento de mercado tem atraído a maior parte do novos jornalistas? A Chapa 3 quer novos tempos para a relação entre os profissionais das assessorias e o SJPMG, comprometendo-se a promover ações de sindicalização específicas, pois nosso sindicato tem um importante papel nesse mercado e um compromisso moral com esses companheiros. Mas a valorização é como um todo. Precisamos, sim, nos valorizar; valorizar o jornalista profissional. Somente uma categoria forte vai se impor em qualquer segmento, por meio de um SJPMG representativo. 11- Que mensagem você deixa para aqueles companheiros e companheiras que ainda estão indecisos em que chapa votar? Peço que leiam com atenção todo o nosso programa, que entrem em contato com a Chapa 3 para tirarem qualquer dúvida sobre nossas propostas. E, ao final, façam suas reflexões, a fim de que os melhores argumentos programáticos possam convencer a categoria como um todo, e cada cidadão em particular, a se posicionar crítica e eticamente sobre o verdadeiro papel de um sindicato nas lutas que terão validade para todos nós. E, por tudo que defendemos, gostaria de pedir o voto de confiança desses companheiros (as) para se decidirem, nos dias 10, 11 e 12 de maio, pela Chapa 3, pois a opção dos nossos colegas determinará um novo tempo para o SJPMG nos próximos três anos. No mais, rumo à vitória!


PARTICIPAÇÃO

Veja quem quer e apóia um novo tempo para o SJPMG! www.dzai.com.br

Arquivo pessoal

Estou apoiando a Chapa 3 porque acredito nas pessoas escolhidas para mudar o nosso sindicato. Chegou a hora realmente de termos uma representação para orgulhar toda a nossa classe, sem fazer milagres.

Eu, Déborah Rajão, estou com a Chapa 3, porque acredito na capacidade de trabalho e luta da equipe. Também apóio as propostas apresentadas pela Chapa 3 que objetivam conquistar a valorização e o respeito que nossa categoria merece.

Sônia Mineiro TV Alterosa

Déborah Rajão Jornalista e apresentadora dos programas Revista da Tarde e Prosa de Mulher Rádio Inconfidência Am 880

www.vozesdeminas.com.br

Praticar a democracia é, em primeira instância, se integrar ao seu sindicato. Eu, Luiz Seabra, declaro apoio à Chapa 3 nas próximas eleições do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais. Está na hora de mudar esse quadro, mostrar vigor e conquistar um discurso que calem argumentos mesquinhos, não comprometidos com a verdadeira comunicação pública. Afinal, foi para isso que fomos lapidados. Luiz Seabra Jornalista e Locutor

Arquivo pessoal

A Chapa 3 é o retrato perfeito da categoria dos jornalistas mineiros. Ela é representativa, autêntica, profissional e tem como prioridade o Sindicato dos Jornalistas para os jornalistas. Washington Mello Ex-presidente do SJPMG e Fenaj Marcos Alvarenga/SJPMG

Por uma questão de coerência, estou com a chapa 3 desde o começo.

Mesmo antes de conhecer os demais concorrentes das chapas 1 e 2. Symphronio Veiga Jornalista Arquivo PQN

Apóio a Chapa 3, Por um novo tempo!, porque é a única que defende o princípio democrático do pluralismo sindical. Na época da ditadura, em minha gestão como presidente do SJPMG (1975-1978), condenávamos o sindicato único, exigíamos ampla liberdade sindical, com pluralismo e não obrigatoriedade de filiação, por meio do Manifesto de João Monlevade (1980), cujo documento foi redigido por mim, João Paulo Pires de Vasconcelos, Arlindo José Ramos e revisado pelo professor Sami Sirihal. Só assim teremos um novo tempo para o sindicalismo brasileiro! Dídimo Miranda de Paiva Ex-presidente do SJPMG e co-fundador do Dieese

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Divulgação/Copasa

A natureza nos convida a admirar a biodiversidade. As espiritualidades nos convidam a praticar o ecumenismo. As ideias, as filosofias, as ideologias, os partidos, os sindicatos e as centrais sindicais nos incitam a buscar o pluralismo e a independência. É com este sentimento que caminharei para as urnas do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, que tive a honra, a alegria e o orgulho de presidir, de 1981 a 1984; e de nele militar desde 1974. Obrigado, Melane, pelo convite para votar em você e nos demais colegas da sua patota, componentes da Chapa 3. Até a vitória: muita luta pela frente! Com muito respeito aos demais concorrentes. Tilden Santiago Ex-presidente do SJPMG Estou com a Chapa 3. Lá estão muitos dos meus amigos e acredito na proposta deles de buscar um novo tempo para o nosso sindicato. O importante é que o espaço existe e, dentro de um processo democrático, a grande vitória será dos jornalistas. Precisamos de mudanças. Sidney Lopes Estado de Minas

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A Chapa 3 tem meu total apoio. Tenho certeza de que estes profissionais têm ótimas ideias e competência para nos representar frente ao Sindicato. Conheço grande parte deles, convivi bastante tempo com alguns e conheço de perto o profissionalismo desta galerinha do bem. Sucesso!

Após ler as propostas no grupo do Facebook, não tive mais dúvidas, Chapa 3 para renovar o SJPMG. É o única que defende o suprapartidarismo, demonstrando que está disposta a levar novos tempos para o nosso sindicato. Torço por vocês e contem comigo!

Liliane Martins Jornalista

Marcelo Dias Jornalista

Eles também querem um novo tempo! Paulo Lott, Suelen Ogando, Neide Pessoa, Luciana Kelly, Angela Dias, Brenda Silveira, Fabíola Brant, José Geraldo Castro Duarte, Ernesto Boaviagem Hodge, Nicolau Campedelli, Eustáquio Oliveira, Jairo Mendes, Flávia Presoti, Ana Simões, Luciana Aquino, Márcio Antunes Silveira, Márcio Fagundes, Rejane Ayres, Bette Romero Burlamaqui, Raquel Santiago, Renato Lombardi, Hércules Santos, Aline do Espírito Santo, Angelina Zanandrez, Liliane Martins, Carem Abreu, Mirna Tonus, Vera Lima, Armand Tapiero, Mauro Werkema, Hogenério, Roberto Caiafa, Ronaldo Lenoir, Antônio Geraldo Bandeira de Melo Filho, Marcus Mendra, Sérgio Neves, Marina Durães, Danúzia Matos Rocha, Cássio Caldas, Rodrigo Coimbra, Joelma Matos, Christian Catão, José Netto, Normando Lima, Flávya Pereira, Flávia Freitas, Karina Vianello, Ludmilla Fonttainha, Nico Andrade, AnaLu Leite de Oliveira, Arão Parnes, Michel Tapiero, Kenia Bolognani, João Vitor Viana Cavalcanti, Marcelo Dias, Marcelo Moreira, Janaína Rochido, Fernanda Cordeiro, Tania F de Miranda, Ponce de Léon, Daniele Ponce de Leon, Robson Rodrigues, Samantha Mapa, Danielly Tolentino, Fernanda Nazaré Assis, Janaína Oliveira, Clarissa Guimarães, Leila Lopes, Mariana Lara, Priscila Armani, Hellenna Dias, Washington Alves, Vilma Teixeira, Bertha Maakaroun, Ulisses Magno, Dimara Oliveira, Thiago Reis, Alberto Rodrigues, Sérgio Toledo, Euller Jr., Carlos Cortês, Ênio Greco, Mariana Peixoto, Helvécio Carlos, Silvio Scalioni, Augusto Pio, João Vítor Xavier, Daniel Antunes, Luiz Ribeiro, Leonardo Morais, Afonso Souza, Odilon Braga e muitos outros!


HISTÓRIA

Para a defesa da categoria só um SJPMG democrático

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undado em 1945, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG) sempre se caracterizou pela independência e pela defesa intransigente da categoria. Nos anos 40 e 50 foi importante nas discussões e lutas pela regulamentação da profissão, no momento em que diversas profissões também obtiveram avanços na obtenção de direitos trabalhistas mínimos. Era a época do presidente Getúlio Vargas e das conquistas da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Mas o SJPMG sempre se caracterizou por uma participação política suprapartidária, sem abandonar os interesses corporativos. Em plena ditadura militar, nas décadas de 60 e 70, tanto o sindicato mineiro quanto a Casa do Jornalista se firmaram como símbolo de resistência ao regime implantado em 1964. Nos anos mais duros do período conhecido como “Anos de Chumbo”, era o local onde as outras categorias podiam se reunir para a realização de assembleias, reuniões e manifestações. Fotos:

Carlos

G /SJPM Avelin

Foram dezenas de entrevistas coletivas realizadas no sindicato, quando movimentos sociais e categorias profissionais podiam denunciar e chamar a atenção da opinião pública para os abusos e excessos cometidos pelos militares. E a partir daí nossa entidade passa a ter o ‘codinome’ de “Casa da Liberdade”. Além da pauta específica de reivindicações da categoria, os jornalistas sempre conseguiram ampliar o debate, incluindo a democratização e participação política da sociedade, as discussões em torno dos direitos humanos e o respeito à diversidade, como a inclusão de negros e homossexuais na sociedade. Ainda na década de 60, o Sindicato dos Jornalistas realizou um seminário nacional sobre regulamentação profissional, que reuniu os mais importantes profissionais da época, O então ministro do Trabalho convocou para colaborar na redação do Decreto-Lei 972, editado em abril de 69, o presidente do SJPMG na época, e sua equipe, Virgílio de Castro Veado (1963/1972). Na década de 70, com intuito de mobilizar a categoria para o importante papel do SJPMG na melhoria das condições Atentado à bomba na década de 80, e visita de Ulisses Guimarães

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Carlos

G /SJPM Avelin

Policiais investigam o local do atentado; abaixo, palestra do professor e jornalista Anis Leão

Divulgação

/SJPMG

de salário e direitos do trabalhador, foi idealizada e implementada uma reformulação no plano de ação do Sindicato, quando a maioria dos jornalistas manteve em dia suas contribuições sindicais e novos associados foram adicionados aos quadros. O resultado foi um SJPMG forte e representativo, que conseguiu sobreviver com recursos próprios, ampliando sua autonomia e capacidade de mobilização. Durante a ditatura, nossa entidade se tornou um bunker democrático em defesa da categoria, uma legeda para os jornalistas e uma frente político-sindical forte. As mais autenticas lideranças sindicais de trabalhadores de todo o Brasil se abrigaram na Casa de Jornalista de Minas a convite e liderança de Dídimo Paiva, inclusive o então líder metalúrgico, Luis Inácio da Silva, o Lula. Importantes manifestos em favor das liberdades civis saíram daqui de Minas, da nossa entidade, como o Manifesto Cultural, protestando contra violência ditatorial e exigindo restabelecimento da legalidade constitucional no País (1964), redigido pelo nosso ex-presidente Dídimo, também autor do manifesto contra a Lei de Segurança

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Nacional (1967) e co-autor da primeira proposta de código de ética para os jornalistas brasileiros, após a criação da federação nacional da categoria, entre outras ações não menos ousadas, que o transformou em liderança nacional do movimento sindical. A posição intransigente contra qualquer afronta às liberdades civis culminou, inclusive, em um atentado à bomba na Casa dos Jornalista de Minas, quando terroristas invadiram a sede do SJPMG e colocaram duas bombas, tentando destruí-la. Nós, da Chapa 3, Por um novo tempo!, queremos resgatar este SJPMG, de modo que volte a ter toda a pujança sindical em Minas e no Brasil, caminhando com a nova geração de jornalistas que também defende um novo tempo para o SJPMG. Um Sindicato que continue a fazer história na imprensa mineira e na história do próprio Brasil. Mas, para atingirmos esse objetivo, precisamos que a categoria se posicione crítica e eticamente sobre o verdadeiro papel de um sindicato suprapartidário e representativo.

E

um bom ponto de partida, para essas Números da Eleição 2011

reflexões, é nos espelharmos em nosso Eleitores a votar:para 1.019entender a passadoaptos glorioso, 268 jornalistas Aposentados, complexidade do presente e, assim, projetar sendo 216pois, de BH nosso futuro, como nos ensina o filósofo Quórum Mínimo: Cícero, há mais de dois306 mil(30%) anos: “desconhecer Eleitores de Belo Horizonte: 766 Do Interior e de outros Estados: 253 Fonte: Junta Eleitoral do SJPMG


CASA DO JORNALISTA

Qual será o destino da Casa do Jornalista, após as eleições?

A

resposta a esta pergunta-título depende da categoria, dos jornalistas sensatos que sempre valorizaram e se orgulharam da entidade cultural e assistencial Casa do Jornalista. Criada em 1965, na gestão do presidente Virgílio Horácio de Castro Veado, tinha aquelas duas características que, com o passar dos anos, foram transferidas para novas diretorias do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais, uma forma de esvaziar o papel da Casa, entidade de utilidade pública que muitos benefícios prestou à categoria, em várias décadas. Um pouco da história dessas duas entidades irmãs (Casa e SJPMG) merece ser relembrado.

e era uma das mais chics residências desta capital. Seu proprietário teve graves problemas financeiros e o imóvel foi penhorado, passando então para o domínio do Estado. O presidente do SJPMG, Virgílio Horácio, exercia no Palácio dos Despachos o cargo de secretário particular do então governador José de Magalhães Pinto. Nosso Sindicato funcionava numa modesta sala do Edifício Mariana, na avenida Afonso Pena, quase esquina com rua São Paulo. Ele pediu ao governador Magalhães Pinto que doasse o imóvel para todos os jornalistas de Minas, pois seria uma oportunidade única de o SJPMG adquirir um lugar digno, espaçoso e elegante para abrigar todas as atividades da categoria.

O imóvel de que tanto nos orgulhamos, pois tornou-se um ícone de nossas entidades com reflexos luminosos em nossa categoria, por tudo que ali acontece e acontecia, foi construído na década de 50 ao estilo bangalô,

O governador concordou e concedeu a doação, cumprindo todos os trâmites legais, inclusive de tal doação passar pela Assembleia Legislativa. Estávamos no princípio de um regime ditatorial que assustava toda a população brasileira e mineira, pois havia pouco mais de um ano que tinha sido implantado, em 1964, a ditadura no país, com aquele golpe de 31 de março. O presidente Virgílio Veado, sabendo que o Sindicato naqueles tempos estava vulnerável, criou brilhantemente uma estratégia perfeita, ou seja, a criação de uma entidade, denominada Casa do Jornalista, tendo como condição sine qua non, na doação feita pelo Estado, para que dentro do Sindicato, funcionasse essa

Tomáz

Cintra

A Chapa 3 quer uma Casa do Jornalista que tenha função político-cultural, como nos bons tempos

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entidade de utilidade pública. Ela se tornou um espaço importantíssimo, que ia desde lançamento de livros, passando por atos públicos, palestras e conferências, debates e mesas-redondas de questões emergentes no país e no mundo, atividades culturais, além de festas variadas em seu lazer para adultos e crianças. Famosas eram suas festas de Natal, na década de 60 e 70.

domínio absoluto sobre o imóvel, sem qualquer condicionamento. Em se tratando de uma doação pública, a lei foi sancionada pelo então governador Tancredo Neves. Os tempos eram outros e uma nova República se anunciava para o Brasil e Minas Gerais. Era a hora de o Sindicato aparecer mais, se fortalecer mais e assumir suas ações ousadas e/ou rotineiras sem tantos cuidados e prudências.

Havia assistência médica e odontológica, cujo atendimento dos consultórios se dava nas salas do imóvel da avenida Álvares Cabral 400. Nas décadas de 60 e 70 as famílias de jornalistas ali a frequentavam, sempre com muito entusiasmo e orgulho de possuírem uma Casa em seus dois sentidos - físico e institucional - tão bem aparelhados, com destaque para a decoração requintada de seus móveis, tapetes e lustres de cristal lindíssimos e uma biblioteca com precioso acervo. E, assim, naqueles “Anos de Chumbo” a Casa ia cumprindo seu papel de biombo protetor, blindando o Sindicato ao realizar ações até mais ousadas, mas que nela, como entidade de utilidade pública, era mais aceitável e não despertava nem a desconfiança nem a ira do regime.

No princípio do novo milênio, entre 2001 e 2002, foi processado pela primeira vez na Prefeitura de Belo Horizonte o alvará de habite-se da Casa do Jornalista, o qual, por um descuido desde sua criação, nunca fora providenciado. Também houve nesse período a atualização do registro, com novo número de inscrição para o imóvel, no Cartório de Registro de Imóveis Segundo Ofício, sito na rua dos Guajajaras, nº 771, já que o primeiro estava “caduco”, conforme novas normas cartoriais.

Não se sabe o porquê, a escritura do imóvel estava tão bem guardada, que não aparecia, o que levava sempre a gerar a polêmica: O dono do imóvel é a Casa ou o Sindicato? Quem habita a propriedade de quem? A dúvida foi tirada, quando a jornalista Dinorah Carmo, em 1983, na gestão do presidente Manoel Marcos Guimarães, se predispôs a fazer uma pesquisa em todos os 7 ou 8 cartórios de Belo Horizonte, até encontrar em um deles a escritura, cujo proprietário era, de fato, o Sindicato. Então, em 1983, segundo a atual Diretoria da Casa do Jornalista, o dispositivo que obrigava o funcionamento da Casa naquele espaço, acoplado ao SJPMG, foi revogado e este passou a ter

Como é sabido, cabe à diretoria do Sindicato dos Jornalistas, caso queira, indicar a Diretoria da Casa, de acordo com os últimos desdobramentos. Mas há controvérsias... Portanto, nestes novos tempos, qualquer das três chapas que sair vitoriosa, depois do pleito de maio, terá que enfrentar esse problema de frente, dando um destino digno para a Casa do Jornalista de Minas. E a Chapa 3 quer encarar mais esse desafio, com a ajuda da categoria, de peito aberto, pois o passado da Casa do Jornalista é parte da memória presente e futura do nosso SJPMG. Tudo o que essas duas entidades fizeram e fazem de bom e de sólido por nós, merece respeito e a mais franca admiração, sem que os debates sobre o tema se dissolvam em decisões partidárias!

Casa do Jornalista, parte da memória presente e futura do SJPMG

16 Jaques

Diogo


PROPOSTAS

Um Sindicato dos Jornalistas para os Jornalistas! É com muito prazer que apresentamos abaixo nossas propostas políticas. Se você se identifica com os nossos propósitos, pedimos o seu voto! De 10 a 12 de maio, vote na Chapa 3 Por Um Novo Tempo! - Repudia o alinhamento do movimento sindical a governos e governantes e defende veementemente a liberdade de manifestação: O maior empregador da categoria e anunciante é o Estado. Mas a relação do SJPMG com governos deve se pautar, como imperativo categórico, pela defesa intransigente dos interesses da categoria e não de governantes. O que implica dizer que vamos denunciar e lutar contra qualquer tipo de ingerência ou censura político-econômica sobre nossos trabalhadores, bem como a defesa inegociável da liberdade de manifestação de pensamento. - Defende um SJPMG politicamente engajado, mas não aceita transformá-lo em entidade de célula partidária: O SJPMG tem um histórico de lutas e pujança sindical em Minas Gerais e no Brasil. Durante a ditatura, nossa entidade se tornou um banker democrático em defesa da categoria, uma legenda para os jornalistas e uma frente político-sindical suprapartidária forte. As grandes lideranças sindicais de todo o Brasil se agregaram em torno do nosso SJPMG. E muitos manifestos em favor das liberdades civis saíram daqui de Minas. Por tudo isso, a defesa suprapartidária deveria ser a bandeira de luta de qualquer sindicato que queira representar sua categoria, mas o atual direcionamento da nossa entidade o tem instrumentalizado como célula partidária. E nesse contexto político, defendemos uma gestão democrática, transparente e participativa, cujas deliberações sejam socializadas por toda a diretoria estadual colegiada e não apenas por sua Diretoria Executiva, além de a fundamental participação da categoria nas assembleias ordinárias e extraordinárias.

- Apóia a autonomia sindical e exige o fim da contribuição sindical compulsória: No âmbito da reforma sindical, a chapa Por um novo tempo! defende, prioritariamente, a liberdade e a autonomia sindical e o fim do imposto sindical.Com efeito, entendemos que a obrigatoriedade deste imposto é extremamente oneroso ao trabalhador brasileiro, que tem um dos menores salários do mundo!. Assim, com todos os obstáculos que os sindicatos enfrentam em termos de baixos índices de sindicalização, como também é o caso do nosso SJPMG, seja por questões culturais, ideológicas ou financeiras, defendemos a política da filiação espontânea dos trabalhadores, com o seguinte argumento: nossos companheiros associam-se porque o sindicato bem os representa; o sindicato é forte, porque tem grande número de associados que participam da vida dele; são sindicalizados porque conscientes de seus direitos individuais e das reivindicações coletivas! - Valoriza e fortalece a atividade dos jornalistas de assessorias de imprensa públicas e privadas: No campo do setor público e das grandes empresas estão as assessorias de imprensa que, a todo momento, recebem novos profissionais para implantar uma politica comunicacional ética e eficiente entre seus públicos. Existem em BH mais de 40 empresas de comunicação on line e mais de 200 de assessorias de imprensa/comunicação. A Chapa 3 quer novos tempos para a relação entre os profissionais das assessorias e o SJPMG, comprometendo-se a definir uma política sindical, ações de sindicalização e oferta de cursos específicos, pois o Sindicato tem um importante papel nesse mercado e um compromisso moral com esses companheiros. - Faça valer os direitos do jornalista do Interior: Sabemos da realidade aviltante em que se encontram nossos colegas do Interior: são oprimidos por empresários da comunicação sem nenhum respeito

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pelo trabalhador, remuneram (e atrasam pagamentos) com valores inferiores ao piso salarial mínimo estabelecido por acordos coletivos. Sem contar o agravante , quando essas empresas contratam pessoas sem nenhuma qualificação profissional, contribuindo, assim, para a precarização dos trabalhadores. A Chapa 3 se compromete a fazer valer os direitos dos nossos companheiros interioranos e a investir em campanhas de regularização profissional dos jornalistas provisionados do Interior. - Defende o piso salarial único: Defendemos o piso salarial único, com base nos respectivos índices de faturamentos empresariais, incentivos e outros indicadores econômicos, como o INPC, além do valor mínimo de gratificação de chefia e cargos de confiança, registrados em Acordos Coletivos anuais. Vamos valorizar e defender, também, com reivindicações pertinentes às suas necessidades, a atividade da área considerada técnico-jornalista, como repórter fotográfico, diagramador, ilustrador/ infogravurista. Para isso, a Chapa 3 entende ser necessário uma maior intensificação, em assembleias gerais, sobre acordos coletivos por empresa ou grupos de empresas jornalísticas e veículos de comunicação. - Defende intransigentemente o retorno da obrigatoriedade do diploma superior em Jornalismo para o exercício da profissão e a implantação do projeto-piloto de estágio acadêmico: Vamos intensificar a política de não-concessão de carteira da Fenaj para os ‘precários’ e reivindicamos que só jornalistas formados em cursos superiores de Jornalismo usufruam dela. Por isso, defendemos radicalmente a Proposta de Emenda Constitucional 033/2009 - a PEC do Diploma -a fim de que haja o restabelecimento legal da exigência de curso superior para todos os que queiram estar efetivamente habilitados a servir à sociedade no seu direito inalienável de ser informada com pluralidade, ética, espírito crítico e proficiência técnica. Queremos rever a questão dos estágios, de modo que sejam regulamentados, remunerados e com carga horária definida, por meio de ações como: implantação do projeto-piloto de estágio acadêmico (realizando periodicamente seminários para troca de experiências e avaliação dos estágios acadêmicos em andamento), intensificar uma maior interlocução

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do SJPMG com as universidades, com os professores e os estudantes de Jornalismo, bem como contribuir para a implementação do Fórum Mineiro dos Professores de Jornalismo. Promover gestões continuadas e debates junto às universidades, para que elas se envolvam, mais oficialmente, com a questão da supressão X exigência do diploma, uma vez que, até aqui, seu papel e posicionamento têm sido marcados pela indiferença e omissão. - Reaproxima-se do mercado profissional e prepara a categoria para as novas mídias, sem o aviltamento do acúmulo de funções: O mercado exige um profissional multifuncional, o que não implica o acúmulo de funções sem os adicionais garantidos em acordos salariais. O jornalismo de rede, como os blogs informativos, multiplicam-se a cada dia e é hoje o reflexo da democratização da comunicação. A Chapa 3 vai incentivar os jornalistas empreendedores jovens, veteranos e aposentados que querem um novo tempo que não seja como empregado de nenhuma instituição ou como aposentado sem nenhuma perspectiva de retornar ao mercado. Vamos lutar pela expansão da mídia pública, da mídia legislativa e da comunicação universitária, que façam gerir novos postos de trabalho. - Defende conquistas e vantagens para os aposentados: Além de atividades de lazer, de trabalho por meio de cursos/reciclagem, estabelecer convênios que possam favorecer os aposentados, e estudar a possibilidade de criação de Fundos de Pensão, estimulando, inclusive, a participação dos jornalistas mineiros no Fundo já proposto pela Fenaj. - Revitaliza os convênios entre o Sindicato e as diversas áreas de Saúde: Os convênios médicos, odontológicos, psicológicos, além de os firmados com laboratórios e clínicas, sempre foram uma tradição de nossas entidades (SJPMG e Casa do Jornalista), o que muito ajuda financeiramente a categoria, face ao percentual de descontos. Reativar esses convênios, hoje inexistentes (só há dois convênios médicos), é condição sine qua non da Chapa 3 junto ao nosso Sindicato. - Defende a criação de Conselhos Regionais e Federal do Jornalismo e a ampliação das emissoras


de interesse público: Durante a 1ª Confecom foi proposta a criação dos Conselhos Federal e Regionais de Jornalismo (CFJ), fundamentais para efetivar a insuficiência das Delegacias Regionais e Subdelegacias locais do Ministério de Trabalho (DRTs), devido às especificidades da nossa profissão. A Chapa 3 quer mobilizar intensamente a categoria, com o apoio da sociedade, e convencer os parlamentares de que esses mecanismos regionais e federal, como todo conselho profissional, visam garantir socialmente uma profissão que demanda um trabalhador de nível superior com competência crítico-ética e proficiência técnica. Entretanto, a chapa Por um novo tempo! se compromete a realizar um plebiscito sobre o CFJ na categoria, para aferir a vontade majoritária dos jornalistas mineiros com relação a este tema, tendo como pressuposto o princípio do contraditório. E na luta pela democratização da comunicação, defendemos o fortalecimento e a ampliação das emissoras de interesse público, fundamentais para a consolidação da democracia. - Resgata a Comissão de Ética: A Chapa 3 assume o compromisso de resgatar o efetivo e importante papel da nossa Comissão de Ética, inativa neste último triênio. - Intensifica campanha de sindicalização e reforça nossa identidade profissional: Somente com um sindicato forte é possível que nossa categoria alcance representatividade para defender nossas conquistas históricas e avançar na luta por melhores condições salariais e de trabalho. E é por meio da sindicalização e da participação efetiva no SJPMG que teremos forças para encaminhar as lutas que terão validade para todos nós. A Chapa 3 vai investir em campanhas de sindicalização da categoria e pré-sindicalização de estudantes para, juntos, continuar a luta pelos nossos direitos. Sabemos do papel que nosso SJPMG deve assumir efetivamente na constituição da identidade (ethos) profissional do jornalista mineiro. - Intensifica as lutas pelos Direitos Autorais e contra o Assédio Moral: Queremos intensificar as lutas pelos direitos autorais para que haja mais reconhecimento profissional e sua adequada compensação econômica. Nesse sentido, vamos sugerir a coordenadores de cursos de Jornalismo sobre a importância de incluir nos

conteúdos programáticos o tema “Direito Autoral” na disciplina de Legislação, bem como propor parcerias com o SJPMG para a realização de palestras com diretores da entidade. Por um novo tempo! quer ampliar as ações da nossa entidade sobre o assédio moral, prática que degrada a integridade e a dignidade de muitos trabalhadores. Este tipo de violência moral tem causado muitos problemas de saúde e de direitos do trabalhador entre os jornalistas, o que requer o cultivo de uma cultura da denúncia por parte da categoria. - Defende um nova Lei de Imprensa: A queda da Lei de Imprensa e da exigência do diploma são efeitos das políticas neoliberais desregulamentadoras. No caso específico da Lei de Imprensa, o Supremo Tribunal Federal (STF) demonstrou que seu único compromisso, em matéria de comunicação social, é com os patrões da mídia, e não com a sociedade brasileira. A Chapa 3 entende que o SJPMG pode ser instrumento para reverter este vácuo ético e jurídico, defendendo a aprovação, pelo Congresso Nacional, de um substitutivo ao PL 3.232/92, pronto para votação há 12 anos e que, democraticamente, regula os crimes cometidos na e pela imprensa, ao mesmo tempo em que moderniza as penas impostas aos jornalistas faltosos, e assegura o inegociável Direito de Resposta. - Valorização da Casa do Jornalista/SJPMG: Esta é uma entidade político-cultural de utilidade pública e deve continuar atuando harmonicamente com o nosso Sindicato.

Informações úteis: - Todos os jornalistas sindicalizados e em dia têm direito a voto. - Profissionais aposentados e desempregados estão isentos da anuidade e podem votar comprovando sua situação. - O profissional que não estiver em dia com o SJPMG poderá regularizar sua situação durante os dias de votação. - A votação acontecerá das 8h às 20h, nos dias 10 e 11 e de 8h às 21h, no dia 12, na sede do SJPMG ou nas urnas fixas e volantes que percorrerão vários trajetos. - Profissionais do Interior já receberam cédula para votar e deverão postar seus votos até o dia 04/05. Serão válidos os votos que chegarem até às 20h do dia 12/05 na sede do SJPMG.


Venha fazer parte de um novo tempo para o SJPMG! Chopada de Confraternização da Chapa 3 Por um Novo Tempo! Dia 06/05 Espaço Cultural do SJPMG A partir das 20h30 Entrada franca! indispensável a apresentação deste.

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Revista Chapa 3 SJPMG