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DUCATI DIAVEL 1260 S UMA ITALIANA DE ARRANCAR ASFALTO

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HONDA CB 650R E CBR 650R

Com chassi mais leve e mudanças no motor, as novas CB estão mais empolgantes na pilotagem DAFRA CITYCOM HD300 CLÁSSICAS RAIZ

Royal Enfield Interceptor 650 e Triumph Bonneville T100 Black: comparamos duas motos estilosas, parecidas, mas nem tanto

E MAIS!

ENTREVISTA: SÔNIA HARUE FALA SOBRE A KAWASAKI

Nossas impressões de um scooter competente Nº 268 • Ano 22

Abril 2020

ISSN ISSN 1415-1863 1415-1863 R$ 15,90 00268

9 771415 186009


SUMÁRIO Nº 268 n ABRIL 2020

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34

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COMPARATIVO

Beleza clássica Interceptor 650 e T100 Black são duas boas opções do segmento e repletas de qualidades ...................................................... 34

APRESENTAÇÃO

CB 650R e CBR 650R Conhecemos a família CB 650 debaixo d’água. Ainda assim, elas mostraram suas virtudes...........................................18

TESTE

Ducati Diavel 1260 S A musculosa moto italiana é capaz de arrancar suspiros de emoção na pilotagem .............................44

ENTREVISTA

Dafra Citycom HD300

Kawasaki

O novo scooter da Dafra chegou para enfrentar o Yamaha XMAX ABS......................28

Sônia Harue, do marketing da Kawasaki, falou sobre alguns planos da marca no Brasil..................52

SEÇÕES

12

EDITORIAL................................................................6 PLANETA MOTO......................................12 COLLECTION....................................................56 VITRINE...................................................................60 MERCADO............................................................62 TABELA DE PREÇOS ...................64 COLUNA................................................................... 66 Acesse nosso site também pelo celular ou tablet usando o QR code abaixo

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EDITORIAL

E

Saúde, economia e motocicletas

sta edição de MOTOCICLISMO foi fechada em quarentena e no meio de uma confusão lascada, do tipo: se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come. A mesma situação bizarra que você, eu e toda a população do Brasil e do mundo vive por causa do coronavírus. Eu, na minha ignorância, fico dividido e assustado com a situação que o Covid-19 nos obrigou a enfrentar, afinal, as opiniões divergem e, pelo menos eu, concordo com os dois lados. Ora, é óbvio, se este vírus é tão contagioso e letal, temos que fazer o que pudermos para eliminá-lo ou anulá-lo, mas também parar tudo por tempo (aparentemente) indeterminado até que a questão seja resolvida parece suicídio, ou melhor, genocídio das empresas, principalmente as de pequeno e médio porte. O reflexo chegou ao nosso meio, atingiu concessionárias, lojas, transportadores e também chegou às fábricas, que paralisaram suas produções por conta do Covid-19, uma situação sem precedentes no mundo, que está levando pessoas embora mas, se continuarmos enclausurados, também vai quebrar muitas empresas. Difícil! Mesmo com todo este embroglio, conseguimos produzir a edição que está em suas mãos. A última moto testada foi devolvida já em modo de segurança, diretamente na concessionária já de portas fechadas ao público. O esforço valeu a pena e conseguimos trazer pautas interessantes como os lançamentos das CB 650 e da Dafra Citycom HD 300. Também pusemos à prova a Ducati Diavel 1260 S, uma moto que impressiona pela vertiginosa capacidade de aceleração, agilidade e beleza. Dias antes de começar a quarentena pudemos fazer também um comparativo da nova Royal Enfield Interceptor 650 com a Triumph Bonneville T100 Black, duas clássicas que agradam pelo design e cumprem suas propostas com maestria, foi uma pauta divertida. Retomando as entrevistas, este mês falamos com Sônia Harue, gerente de marketing da Kawasaki, que deu bons sinais da marca para o país. Na seção Collection, você vai saber como começou a história da Montesa no Brasil, e do Carlãozinho com a marca espanhola, paixão contagiada pelo DNA do pai. Espero que você curta o conteúdo e que a situação se normalize rapidamente. Deus abençoe a todos!

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Moto de Ouro

Ismael Baubeta - Editor ismael.baubeta@motociclismoteam.com.br

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PLANETA MOTO Notícias e curiosidades do mundo motociclístico

Em foco A Rocket 3 empurra como poucas e apesar do porte, é muito ágil

TRIUMPH ROCKET 3 ESTABELECE NOVO RECORDE DE ARRANCADA A moto inglesa confirma que o enorme motor de três cilindros, dispostos longitudinalmente, é capaz de enrugar o asfalto com seus 22.9 kgf.m de torque máximo

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novíssima Triumph Rocket 3 é a motocicleta de produção em série com o motor de maior cilindrada disponível. Com 2.500 cm³ distribuídos nos três cilindros em linha, esse propulsor rende 182 cv de potência a 7.000 rpm, além de um fabuloso torque de 22,9 kgf.m a 4.000 rpm. Ele é capaz de entregar uma aceleração incrível, tanto que estabeleceu um novo recorde de aceleração, levando apenas 2,73 segundos para alcançar 60 milhas por hora, partindo do zero. Aqui no Brasil utilizamos o quilô-

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metro como unidade de medição da velocidade, então para nós vale a regra do 0 a 100 km/h, apesar da conversão de milhas em quilômetros ser exatamente 96 km/h. Esse novo recorde de arrancada da Rocket 3 é um marco inédito para a Triumph, já que esse era um território desconhecido pela marca inglesa. O novo recorde de 2,73 segundos foi estabelecido na pista da Cartagena, na Espanha, no dia 6 de outubro de 2019, um domingo. Fora a aceleração, a equipe conseguiu constatar a alta performance

da Rocket 3 em curvas, afirmando o quanto a nova motocicleta é ágil e dinâmica na pilotagem. Conforme os especialistas, a nova Rocket 3 é tão fácil de pilotar que poderia ser comparada com a Speed Triple, e não com as roadster musculosas. A única preparação feita para a avaliação foi a retirada dos espelhos retrovisores e do suporte da placa. A Triumph contou com apoio da britânica Avon, que desenvolveu pneus Cobra Chrome exclusivamente para a Rocket 3, oferecendo aderência e durabilidade incríveis.


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Uma Indian mais barata

Sacramento Motorsport apresenta novo e-commerce

A Sacramento Motorsport, boutique de acessórios premium para motociclistas, apresentou o seu novo e-commerce. Por meio da plataforma, os clientes terão acesso a todos os produtos comercializados nas unidades físicas da empresa, localizadas em Itupeva (SP), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Tijucas (SC). Em www.sacramento.com.br será possível fazer compras e recebê-las em casa, ou retirá-las diretamente em uma das lojas. A navegação é simples, oferecendo ao usuário diversas formas de busca: por produtos, marcas, tamanhos e até mesmo por cores. Se o cliente precisar de ajuda, uma equipe exclusiva de atendimento estará pronta para prestar suporte, orientando na compra do produto correto para seu tipo de utilização e pilotagem. Além da descrição técnica e das fotos dos produtos, o e-commerce da Sacramento disponibiliza um vídeo review técnico, permitindo ao cliente visualizar as características técnicas de cada produto, suas utilizações e peculiaridades que só poderiam ser visualizadas pessoalmente. As compras feitas via e-commerce terão prazo de 30 dias para trocas.

fotos: divulgação

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Indian lança versão mais acessível da Scout Bobber A Indian Motorcycle apresentou uma versão mais acessível para a Scout Bobber. Com o estilo minimalista da sua “irmã”, a nova Scout Bobber Sixty chega oferecendo a mesma posição de pilotagem, e traz para-lama encurtado, novas rodas raiadas de 16 polegadas, calçadas com pneus Pirelli Night Dragon. O preto predomina, o assento é rebaixado e ganhou novo logotipo Indian no tanque. Ela vem com o mesmo motor da Scout Sixer, um bicilíndrico em V de 999 cm³ capaz de entregar 79 cv de potência. O propulsor tem refrigeração líquida, cinco marchas e transmissão final por corrente. Na Scout Bobber convencional, o motor é mais forte, de 1.133 cm³ e rende 99 cv de potência, mas a Scout Bobber Sixty compensa no peso, já que é 10,8 kg mais leve do que a versão convencional. Nos Estados Unidos, a nova Indian Scout Bobber Sixty já está disponível por US$ 8.999, cerca de R$ 41.500. Vale lembrar Preto que a Indian não opera no Brasil desde 2018, básico, ou seja, não estará disponível por aqui. resultado incrível

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YAMAHA TRACER 700 2020: remodelada e mais refinada

Moto elétrica da Xiaomi vai de 0 a 100 km/h em menos de 5 segundos Já ouviu falar da marca chinesa Xiaomi? Ela é muito conhecida no Brasil por seus modernos smartphones, mas também produz outros produtos como filtros de água, câmeras, patinetes e motos elétricas. Isso mesmo, a fabricante também produz motos. Inclusive apresentou uma esportiva elétrica capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em pouco menos de 5 segundos. Chamada Segway Apex, a motocicleta foi desenvolvida pela Xiaomi em parceria com a também chinesa Ninebot, uma empresa que tem a fabricante de smartphones como uma de suas principais investidoras. Além de sua incrível aceleração, a Xiaomi Segway Apex tem potência equivalente a 150cv e atinge velocidade máxima de 200 km/h. Porém, os desenvolvedores não apresentaram os dados de autonomia do modelo e tempo para recarga de baterias. De acordo com sites chineses, ela deve chegar ao mercado local ainda em 2020. Seu preço e a data de início das vendas não foram divulgados.

A nova Yamaha Tracer 700 chega com visual mais agressivo, corpo compacto e esguio. A semicarenagem frontal chancela o caráter dinâmico desta crossover. As luzes de posição em LED fluem perfeitamente com os dois faróis embutidos logo abaixo e com as setas escondidas nos protetores de mão fortalecendo o visual esportivo e moderno que define perfeitamente quem ela é. Foi desenvolvido um chassi leve e compacto de aço com uma balança longa de alumínio para fortalecer o espírito esportivo da máquina, combinando um motor rico em torque para alcançar a melhor relação peso-potência da categoria, proporcionando uma pilotagem prazerosa. O motor é o mesmo bicilíndrico paralelo que equipa a MT-07, com virabrequim de tecnologia crossplane da Yamaha para fornecer alto torque numa faixa bastante linear e sem surtos explosivos de entrega. Eletrônica e sistema de escapamento foram atualizados para atender as normas Euro5. Ainda assim ele é capaz de entregar 6,83 kgf.m de torque máximo a 6.500 rpm, números excelentes para uma motocicleta magrinha, que pesa só 196 kg abastecida. As suspensões foram atualizadas e agora dispõem de um garfo convencional de 41 mm com ajustes na pré-carga da mola e de retorno. O monoamortecedor traseiro traz as mesmas regulagens. Por isso, a Tracer 700 facilita o desempenho de acordo com o gosto de piloto. Seu guidão é mais largo, oferecendo uma posição de pilotagem mais imponente. A nova ergonomia também melhorou o conforto e a agilidade, enfatizando a sensação de confiança e segurança desta versátil peso médio. O painel digital recebeu uma ampla atualização e apresenta perfeitamente as rotações, velocidade, marcha engatada e demais informações com computador de bordo e tudo pode ser acessado através do punho esquerdo do guidão. A Tracer 700 é uma das mais ágeis motos touring de apelo esportivo, um modelo versátil para atender aos mais exigentes motociclistas na categoria das médias. Infelizmente ela ainda não está disponível no Brasil, mas torcemos para que a Yamaha se anime e traga seu lançamento por aqui, afinal a irmã maior de 900 cm³ já está no país.

Faróis de LED redondos lembram os da R1

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fotos: divulgação

Fotos: divulgação

PLANETA MOTO


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VISÃO DA INDÚSTRIA Por ORLANDO CESAR LEONE presidente da Anfamoto

O EFEITO CORONAVÍRUS

MV Agusta pode retomar a produção da Cagiva Elefant Nas últimas semanas foi noticiado que a Cagiva pode retornar ao mercado em 2021 com foco em motos elétricas. Rumores que circulam na imprensa internacional indicam que um ícone da marca italiana poderia voltar ao mercado: a Cagiva Elefant. Dona da marca, a MV Agusta fez o registro comercial do nome do clássico modelo para usar em novos produtos, como motos, peças e acessórios. Vale lembrar que a Casa de Schrianna tem uma parceria com a chinesa Loncin, que vai cooperar com os italianos na criação de modelos de menor cilindrada. Em contrapartida, a MV Agusta ajudará os chineses no desenvolvimento de motocicletas com mais de 800 cm³.

Suzuki pode lançar moto elétrica em 2021 As motocicletas elétricas estão cada vez mais ganhando espaço no exterior. E segundo fontes internacionais, a Suzuki deve ser a próxima marca a ingressar no segmento elétrico. A Casa de Hamamatsu não fez nenhuma divulgação oficial nesse sentido, mas executivos da Suzuki Índia revelaram ao portal Autocar India que um modelo elétrico da marca será lançado em 2021, mas não confirmaram se seria uma moto ou scooter. Vale lembrar que recentemente a Suzuki trabalhou em conjunto com Yamaha, Honda e Kawasaki no desenvolvimento de veículos que utilizam baterias intercambiáveis.

C

om o primeiro caso de Covid-19 na China, anunciado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em dezembro de 2019, o surgimento do novo vírus estava inicialmente confinado à cidade de Wuhan. O coronavírus tem transmissão rápida e o contágio é fácil, pelo contato, pois se trata de um vírus respiratório. Não demorou a se espalhar e tornar-se uma grande pandemia. Depois da China, chegou ao Irã e logo depois à Europa. A Itália rapidamente tornou-se o epicentro da epidemia, como o maior foco do Covid-19. Não tardou para os efeitos desastrosos do vírus arrebatarem o mundo. Para o Brasil, além da crise de saúde pública, diga-se de passagem, já um terror, também ficará a devastação econômica e social. O País, que vinha demonstrando sinais de recuperação econômica, teve que se adequar à situação. A reviravolta causada pelo coronavírus paralisou a economia mundial, deixou milhões em quarentena, obrigou as empresas a reverem seus modos de trabalho, impactando duramente a cadeia de produção e suprimentos. A China, a “fábrica do mundo”, ditou não só o início da epidemia como também a derrocada dos mercados financeiros pelo mundo. Mas foi a primeira a se recuperar também. Desde que o Brasil teve seu primeiro caso detectado e a eminência da contaminação se concretizou, tudo parou, quase tudo fechado. O isolamento e a higienização são as medidas mais eficazes para tentar diminuir a propagação do vírus. Neste tempo de isolamento e precaução, não posso deixar de falar dos motoboys e motofretistas, que têm se destacado por não parar e desempenhar um papel fundamental de colaboração e sustentabilidade econômica. Eles continuam cortando as cidades com suas entregas de todo tipo. Esses profissionais também correm riscos, então sejamos conscientes na hora de pedir as entregas e incentivemos que eles deixem o pedido na porta. Agradecemos muito toda a categoria pelo empenho, as empresas de delivery têm que olhar para esses profissionais com todo o respeito e melhorar suas condições de trabalho, fornecendo os meios para que eles se higienizem durante o trabalho. Nosso agradecimento também a todos os profissionais da saúde que estão se desdobrando para dar conta de todos os atendimentos necessários neste momento. Estamos acompanhando e torcendo para que esta fase passe rapidamente, com a colaboração e conscientização de todos para se proteger e proteger o próximo. As incertezas são grandes, mas, mesmo à distância, podemos nos unir para enfrentar a crise e colaborar para que ela passe logo. Desejo saúde a todos. Até breve. * A opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da revista

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APRESENTAÇÃO CB 650R E CBR 650R

As CB 650 chegam renovadas e bem melhoradas

Depois da família CB 500, foi a vez das CB 650 chegarem em grande estilo. A naked inaugura o conceito Neo Sports Café na cilindrada, a CBR 650R segue a linha superesportiva Texto ISMAEL BAUBETA Fotos CAIO MATTOS

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APRESENTAÇÃO CB 650R E CBR 650R

SOB CHUVA O mau tempo serviu para testar melhor o ABS e a embreagem deslizante

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ESTILO O conceito Neo Sports Café agrada e tem personalidade

NEO SPORTS CAFE NÃO É RETRÔ

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1 O painel digital LCD tipo blackout é sucinto, tem indicador de marcha e shift light 2 Balança traseira em alumínio 3 Agora, na dianteira, os discos são mordidos por pinças radiais de quatro pistões, mais eficácia nas frenagens com menos esforço 4 A rabeta e o banco do garupa pequenos fazem a traseira da moto bem compacta

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renovação do line-up da Honda continua a todo vapor. Depois das CB 500, em fevereiro, foi a vez da Honda lançar a CB 650R e a CBR 650R. As modificações foram muito além da perceptível mudança de linhas da CB 650R, que abandona o “F” e agora recebe o “R” do conceito Neo Sports Café, tal qual a CB 1000R. Por seu lado, a CBR 650R ficou mais radical e ganhou desenho que lembra muito a irmã esportiva CBR 1000RR Fireblade. A modernização do design das duas motos agrada bastante. A naked CB 650R também se confunde com a irmã de 1.000 cm³, os menos atentos precisam colocar mais atenção para identificá-la, tamanha a semelhança. O mesmo acontece com a CBR 650R que tem a carenagem completamente inspirada na superesportiva da marca da asa. Embora gosto não se discuta, basta ver as fotos das duas novas CB 650 (comparar com as antecessoras) para perceber que estão muito mais modernas e bonitas e também mais prazerosas de se pilotar.

Motor mais vitaminado

A tradicional arquitetura dos quatro cilindros em linha foi mantida nas novas CB 650R e CBR 650R 2020, mas várias melhorias foram implementadas para dar mais pegada ao girar o acelerador. Para começar, os pistões foram redesenhados, assim como as câmaras de combustão e o comando das 16 válvulas, tipo DOHC, também foi readequado para melhorar o caráter do motor. ABRIL 2020

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APRESENTAÇÃO CB 650R E CBR 650R ESPORTIVIDADE A nova ergonomia deixou a posição de pilotagem mais agressiva

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ESPORTIVA A CBR 650R tem as linhas agressivas da Fireblade e chama a atenção

O sistema de alimentação também foi oxigenado através das novas caixas de ar, situadas nas abas laterais na CB 650R e sob os faróis na carenagem da CBR 650R, que agora recebem mais ventilação para ajudar na mistura mais rica e melhorar o desempenho do motor. Os coletores de escape foram aumentados de 35 mm para 38,1 mm para atender a nova demanda de potência e torque máximos do motor, melhorando o fluxo dos gases de escape. Os 649 cm³ deslocados pelo motor rendem 88,4 cv a 11.500 rpm e 6,13 kgf.m a 8.000 rpm de potência e torque máximos, respectivamente, números que confirmam que ele precisa de rotações para impressionar, quem está no seu comando. O som rouco dos quatro cilindros, como sempre, agrada e empolga proporcionalmente à medida que os giros sobem. A eletrônica inclui ABS e controle de tração Honda Selectable Torque Control (HSTC), o câmbio foi atualizado, para isso recebeu embreagem assistida e deslizante que facilita ainda mais as mudanças de marcha que já eram destaque pela suavidade e bom escalonamento, agora nem propositadamente você vai travar a roda traseira nas reduções de marchas mais bruscas, e olha que nosso teste foi debaixo de chuva, com uma boa camada de água na pista. É um pacote tecnológico relativamente simples, mas muito honesto para as duas novas CB 650. Melhorias que justificam o aumento de cerca de 5% nos preços sugeridos ao público.

NOVA ERGONOMIA

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Posição dos semiguidões e bolha maior foram pensados para o piloto “carenar” melhor 2 Mesmo sistema de freio com pinças radiais na dianteira 3 Na carenagem, mais vincos e recortes permitem a passagem do ar para melhor refrigeração 4 Rabeta minimalista se repete na versão esportiva

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APRESENTAÇÃO CB 650R E CBR 650R

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Na prática

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Foi debaixo de muita chuva que testamos as novas CB 650R e CBR 650R. Bom para testar os sistemas de segurança como ABS, controle e tração e embreagem deslizante, mas nem tanto para sentir as reações com a moto mais inclinada e em frenagens mais agressivas, no limite, como o asfalto seco e aderente permitem, mas o breve teste agradou. A ergonomia da CB 650R está um pouco mais esportiva, a posição do guidão ficou levemente mais para a frente e para baixo, e as pedaleiras, ligeiramente mais altas e recuadas, essas mudanças deixam o corpo mais à frente, e isso pode cansar um pouco mais que na versão anterior, para rodar por mais quilômetros, a mesma percepção que tive na CB 1000R, que causou certo cansaço nos ombros depois de duas horas na estrada sobre ela. Na CBR 650R o guidão avançou 30 mm para facilitar a posição “carenada” do piloto.

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As respostas ao giro do acelerador estão mais incisivas, sem ser agressivas, em média e alta rotações é que ela fica mais desinibida e seduz de verdade, causando descarga de endorfina maior. O barulho dos quatro cilindros instiga (como de costume) e só não foi melhor porque era preciso tirar a mão bem antes do normal, em quarta marcha, por conta do estado da pista, mas a sensação é muito boa. A suavidade e o baixo nível de vibração do motor também impressionam, e o câmbio suave e bem escalonado colabora com a tocada esportiva, é fácil trocar as marchas para cima sem o auxílio da embreagem. Na hora de frear no final da pequena reta do circuito de Capuava, mesmo tendo que fazê-lo antes do normal, pela pista escorregadia, o sistema de freio (agora com pinças radiais de quatro pistões) ofereceu muita confiança, e excelente tato e, mesmo com a entrada do ABS por conta da pouca aderência, não causou sustos.

Punhos robustos e de excelente acabamento 2 As bengalas Showa têm funções separadas, de um lado, atuação hidráulica, do outro a mola 3 Banco bipartido com espaço de sobra para o piloto, mas sacrificante para o garupa 4 Sob os faróis da CBR 650R os dutos da entrada de ar, agora com caixa de ar mais generosa 5 A CB 650R também não ajuda a vida do garupa, banco pequeno 6 Farol de LED é assinatura da CB 650R


Dados de fábrica CB 650R • Tetracilíndrico, arrefecido a líquido DOHC I 8 válvulas I câmbio de 6 velocidades

CBR 650R• Tetracilíndrico, arrefecido a líquido DOHC I 8 válvulas I câmbio de 6 velocidades

Cilindrada 649 cm³ 649 cm³ Potência máxima 88,4 cv a 11.500 rpm 88,4 cv a 11.500 rpm Torque máximo 6,13 kgf.m a 8.000 rpm 6,13 kgf.m a 8.000 rpm Diâmetro x curso do pistão n.d. n.d. Taxa de compressão n.d. n.d. Quadro Dupla trave tipo Diamond em aço Dupla trave tipo Diamond em aço Cáster 25,5° n.d. Trail 101 mm n.d. Suspensão dianteira Garfo telescópico invertido com 120 mm Garfo telescópico invertido com 120 mm de curso sem regulagens de curso sem regulagens Suspensão traseira Monoamortecedor com 128 mm de curso Monoamortecedor com 135 mm de curso Freio dianteiro Discos de 310 mm, pinça radiais de 4 pistões (ABS) Discos de 310 mm, pinça radiais de 4 pistões (ABS) Freio traseiro Disco de 240 mm, pinça de 2 pistões (ABS) Disco de 240 mm, pinça de 2 pistões (ABS) Modelo do pneu Metzeler Roadtec 01 Dunlop Sportmax D214 Roda dianteira 120/70 - 17” 120/70 - 17” Roda traseira 160/60 - 17” 180/55 - 17” MEDIDAS MEDIDAS Comprimento • 2.135 mm Largura • 784 mm Comprimento • 2.136 mm Largura • 784 mm Altura do assento • 810 mm Entre-eixos • 1.449 mm Altura do assento • 810 mm Entre-eixos • 1.449 mm Tanque • 15,4 litros Peso seco • 196 kg Tanque • 15,4 litros Peso seco • 196 kg

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Preço: R$ 39.500

PRIMEIRA IMPRESSÃO A primeira impressão

ESTILOS Cada um na sua. Estilo de sobra em qualquer uma das duas CB 650, qual é o seu?

Mudança estrutural

As duas novas máquina japonesas receberam um novo chassi seis quilos mais leve, que permitiu uma redução total de quatro quilos. Na dianteira as bengalas são invertidas Showa, tipo Separated Function Fork (SFF), que têm de um lado, a ação de amortecimento de dupla ação (compressão e retorno), e o outro lado tem a função de mola. Na traseira um amortecedor com sete regulagens de pré-carga da mola. Outra coisa que chama a atenção na pilotagem é a rapidez com que é possível mudar de direção e o pouco esforço para direcionar a moto, mesmo em sequência de curvas fechadas mostra agilidade e segue no trilho com bastante firmeza. No asfalto do circuito não há buracos nem ondulações severas, e as suspensões se mostraram eficientes e mais rígidas. O preço das duas é competitivo, e seus atributos fazem valer o investimento para se divertir.

sempre é a visual, neste quesito, as motos impressionam pelo aspecto moderno e similaridade com os modelos da gama alta da Honda. As duas têm propostas diferentes, mas estão muito bem resolvidas para o que propõem. A CB 650R é mais confortável pelo posicionamento mais relaxado para uso urbano, enquanto a CBR 650R tem o propósito de divertir também na estrada e track days, com mais proteção aerodinâmica para quem curte raspar o joelho no chão. Os preços atrativos são outro importante fator para manter o sucesso que a família tem desde épocas mais remotas, com a extinta CB 600F Hornet. A escolha entre elas é difícil, depende do seu perfil.

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brand

PUBLIEDITORIAL

Compre peças pelo site: a Honda garante! A Honda oferece novo serviço para trazer mais praticidade a seus clientes

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ensando em facilitar ainda mais a vida de seu cliente, dentro e fora das concessionárias, a Honda acaba de incorporar outra importante funcionalidade em seu site. Agora, o cliente Honda pode fazer o pedido das peças que precisar para a revisão ou reposição em sua motocicleta através do site https://www.honda.com.br/pecas/motos. Inicialmente o e-commerce vai oferecer um catálogo de peças de maior giro, como filtros, óleo Pro Honda, fluidos, velas de ignição, pneus, baterias, relação de transmissão final, rodas, entre outros. Em breve, a Honda vai ampliar a gama de produtos de acordo com a demanda e as necessidades de seus clientes. O canal se destaca pela simplicidade das funcionalidades e funcionamento intuitivo. Os produtos têm imagens em alta resolução e em poucos passos é possível fazer o pedido e registrar seus dados de forma simplificada e rápida. A concessionária escolhida pelo cliente atenderá a solicitação e fará contato para acertar os detalhes da retirada ou entrega e formas de pagamento da encomenda. O e-commerce também vai facilitar a vida das oficinas que prezam pela utilização de peças originais Honda e precisam manter estoque de peças de maior giro ou para reparos pontuais. O processo é o mesmo: depois de feito o pedido e cadastrada a oficina pelo site, as peças deverão ser retiradas na concessionária escolhida, mantendo as mesmas condições comerciais que a oficina tem nas concessionárias.

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Baterias originais

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Kit de relação (corrente, coroa e pinhão)

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Velas de ignição

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Pneus originais de fábrica

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Lanterna, faróis, piscas e lâmpadas

PRO HONDA 10W30 O novo óleo genuíno Honda é a melhor forma de proteger seu motor e deixá-lo sempre bem lubrificado, seja nas partidas a frio, com baixa temperatura, seja em condição de uso severa.

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O Óleo Genuíno Honda agora é Pro Honda


APRESENTAÇÃO DAFRA CITYCOM HD 300 COMPACTA A Citycom HD 300 é mais leve e compacta do que a versão S

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Reforço na linha de frente da Dafra A Dafra antecipa o lançamento da Citycom HD 300 para reforçar sua linha de scooter e enfrentar com mais opções a Yamaha e seu novo XMAX ABS. Boas opções para quem está pensando em se locomover com mais mobilidade Texto ISMAEL BAUBETA Fotos RENATO DURÃES

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APRESENTAÇÃO DAFRA CITYCOM HD 300 MAIS LEVE A Citycom HD 300 é 13 quilos mais leve que a versão S, sua maior agilidade é perceptível

NA ERA DO LED A HD 300 ganhou farol de LED no guidão, no escudo frontal os piscas compõem o design

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SIMPLICIDADE Painel analógico é simples e completo

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1 A trava de contato é útil para a segurança 2 Tomada USB no porta-luvas 3 Espaço no escudo frontal é limitado, o gancho retrátil ajuda

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3

A

A Dafra lança o Citycom HD 300 e aumenta seu line-up, agora com duas concorrentes contra, a recém-chegada Yamaha XMAX ABS. Junto a ela a marca vai manter a Citycom S 300i CBS e a versão ABS deixa seu lugar para a HD. A novidade é um bom motivo para quem pretende comprar seu scooter de média cilindrada fazer um test ride. A base mecânica do Citycom HD 300 é a mesma do Citycom S 300i que está à venda no país. São dez anos de história do scooter que foi o primeiro de média cilindrada a chegar por aqui, agradou e se tornou líder em vendas da categoria.

Semelhanças

ESPAÇO O banco é menor do que o da versão S, mas embaixo há mais espaço

O chassi da HD 300 é o mesmo da Citycom S, só recebeu as alterações necessárias para serem instaladas as novas carenagens e a colocação da bateria no escudo frontal, para ganhar mais espaço sob o banco (agora com 38 litros, na Citycom são 30). O farol na HD é de LED, foi instalado no guidão e não tem para-brisas. O Citycom HD 300 é 13 quilos mais leve do que a Citycom S 300i. Segundo a Dafra, o motor, apesar de ser o mesmo, recebeu pequenas alterações que fazem o torque máximo de 2,6 kgf.m aparecer 500 rpm mais cedo, ou seja, na Citycom HD 300 o empuxo máximo chega a 6.000 rpm. As rodas mantêm o diâmetro de 16 polegadas,

assim como as medidas dos pneus, 110/7016 na dianteira e 130/70-16 atrás. As rodas da HD 300 são diferentes, têm design mais moderno com dez raios curvos. O sistema de freios também foi compartilhado, um generoso disco de 287 mm na dianteira e um de 260 mm na traseira, ambos com pinças de dois pistões e assistidos por ABS. O Citycom HD 300 também ganhou uma tomada USB de carregamento rápido no porta-luvas do escudo frontal, onde também fica o gancho escamoteável para pendurar sacolas.

Acelerando o HD 300

O porte do HD 300 é menor que o do Citycom S, por ser mais estreito, principalmente na parte da frente do banco, colocar os pés no chão é mais fácil que no Citycom S, mas o banco é espaçoso e o conjunto tem boa ergonomia, mesmo para caras com 1,8 metro, como eu. O assoalho tem espaço mais limitado e não permite muita mobilidade para os pés. O teste teve suas limitações por ter sido feito num kartódromo, que tem asfalto muito bom, totalmente diferente da condição de nossas ruas. Por isso, tive que buscar os pequenos degraus das zebras para sentir o trabalho das suspensões, um tanto rígidas, mas mesmo assim, se saiu bem. ABRIL 2020

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APRESENTAÇÃO DAFRA CITYCOM HD300 Dados de fábrica Monocilíndrico, arrefecido a líquido OHC I 4 válvulas I câmbio tipo CVT Cilindrada 278,3 cm³ Potência máxima 27,6 cv a 8.000 rpm Torque máximo 2,6 kgf.m a 6.000 rpm Diâmetro x curso do pistão n.d. Taxa de compressão n.d. Quadro Tubular em aço Cáster n.d. Trail n.d. Suspensão dianteira Garfo telescópico Suspensão traseira Duplo amortecedor com ajuste pré-carga Freio dianteiro Disco de 287 mm, pinça de 2 pistões ABS Freio traseiro Disco de 260 mm, pinça de 2 pistões ABS Modelo do pneu Metzeler Feelfree Roda dianteira 110/70 - 16 M/C Roda traseira 130/70 - 16 M/C MEDIDAS

Comprimento • 2.220 mm Largura • 770 mm Altura do assento • 800 mm Entre-eixos • 1.500 mm Tanque • 10 litros Peso (OM) • 176 kg

Preço: R$ 21.490

PRIMEIRA IMPRESSÃO A Dafra, com certeza, está tentando proteger um filão em que esteve reinando sozinha por um bom tempo, isso é bom para o consumidor, que passa a ter mais uma opção de compra na categoria. A mira é o XMAX ABS, que também acaba de chegar e já está causando furor. O Citycom HD 300 tem a seu favor quesitos como porte compacto, agilidade e preço. Do seu lado o Yamaha XMAX ABS se defende com muito mais espaço sob o banco, maior nível de conforto e apesar do porte mais avantajado, sua agilidade também impressiona. Em contrapartida, os quase R$ 23.000 podem pesar na hora da escolha. De qualquer maneira, o motociclista que quer um scooter dessa categoria terá que dirigi-los para se decidir e comprovar que todos têm várias virtudes. 1

1 2

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LED A HD 300 vem com iluminação full LED

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O sistema de freios é compartilhado com a Citycom S 2 O ABS de dois canais ajuda nas frenagens mais fortes 3 Mais espaço sob o banco, o HD 300 tem 38 litros de capacidade contra 30 do Citycom S 4 Escape com formato mais bonito e moderno do que no Citycom S As respostas do motor são boas, os 13 quilos a menos e o novo ajuste do motor fazem parecer que ele é bem mais esperto, principalmente nas arrancadas, embora as curtas retas do kartódromo não permitissem ultrapassar os 90 km/h no painel. As suspensões me pareceram bem rígidas e transmitiram bom feeling para contornar as curvas do travado circuito, o que nesta situação foi bom, mas, talvez, nas lunáticas ruas das cidades possam comprometer o conforto. O sistema de freio teve funcionamento perfeito, permitindo frenagens fortes bem próximas das curvas, com bom tato e pegada progressiva sem muita intrusão do ABS nas frenagens. O ABS também mostrou bom funcionamento no asfalto abrasivo da pista. O Citycom HD 300 é competente, o preço de R$ 21.490 vai complementar a gama de produtos da Dafra, que mantêm o Citycom S 300i CBS como opção mais barata, de R$ 18.490. As opções de cores são preto e cinza foscos.


COMPARATIVO INTERCEPTOR 650 x BONNEVILLE T100 BLACK

Disputa pelo trono que já foi britânico As inglesas Triumph e Royal Enfield (hoje indiana) já brigaram nos anos 1950 para conquistar clientes e agora voltam a competir com modelos atualizados de desempenho digno dos novos tempos Texto

ALEXANDRE NOGUEIRA

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Fotos

RENATO DURÃES


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COMPARATIVO INTERCEPTOR 650 x BONNEVILLE T100 BLACK

Visual clássico

No quesito visual, a Interceptor pode até ser confundida com a T100, que é a precursora das modern classics atuais

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A

Triumph e a Royal Enfield fazem parte da categoria de motos clássicas modernas, com linhas e filosofia que evocam os tempos áureos do motociclismo britânico da década de 1960. Ao primeiro olhar elas são muito semelhantes e podem facilmente ser confundidas. Tanto a Triumph Bonneville T100 como a Royal Enfield Interceptor 650 são dois exemplares que ilustram bem uma era do motociclismo nostálgica que agora vem sendo cultuada e é fonte de inspiração para customizadores e também um lifestyle. Pilotos atrevidos com seus penteados feitos com brilhantina enfeitavam o cenário onde as motos com motores de dois cilindros paralelos eram as rainhas dos cafés com quem os rockers praticavam o Ton-Up, a arte de preparar suas máquinas para ultrapassar a barreira das 100 milhas por hora, conhecida como Ton. Essa prática originou modelos híbridos curiosos como as Triton, de quadro Norton com mo-

tores Triumph, as Tribsa, de motores Triumph e chassi BSA, as Norbsa, com quadro Norton e motor BSA ou as Norvin, com chassi Norton e motor Vincent, numa busca desenfreada por mais desempenho e equilíbrio perfeito. Tendo em conta as diferentes filosofias dos seus fabricantes e a grande discrepância do seu preço de venda, com a Interceptor 650 a custar quase R$ 17.000 a menos que a T100, é de esperar diferenças substanciais entre elas.

Triumph Bonneville T100

Reeditada em 2002, a Triumph Bonneville T100 é um dos modelos mais bem aceitos por aqui, remonta à Tiger 100, um modelo de 1939, desenhado pelo mítico Edward Turner, e que mais tarde, em 1959, deu origem à primeira T100, modelo que, com algumas variações, se manteve em produção até 1973. Mas as semelhanças ficam no design da éppoca, pois a quantidade de tecnologia embarcada está prodigiosamente camuflada sob as nos-


tálgicas linhas de design e o excelente cuidado, nos mínimos detalhes, dos acabamentos. A Triumph T100 proporciona um grande prazer ao pilotar, revelando-se extremamente fácil de conduzir e manobrar. O seu motor mostra uma grande regularidade de funcionamento, com entrega de potência surpreendente, mas perfeitamente gerenciável, e marcas de consumo bem contida na casa dos 20 km/l. Conta com controle de tração, sistema ABS nos freios, três modos de condução e um painel de instrumentos analógico com visor LCD completo. O câmbio de cinco marchas é muito preciso e de engates suaves, ajudado por uma embreagem assistida que torna a manete muito leve. O sistema de freios é dos mais simples, com disco único na dianteira e na traseira, de funcionamento bem competente, permitindo uma boa dosagem do manete e do pedal. A suspensão enfrenta com maestria os pisos mais degradados, mantendo-se bem comportada também em curvas e frenagens mais fortes.

Simplicidade

O painel e os punhos da Interceptor são bem simples e espartanos, só o essencial

Acabamento de primeira O painel e os punhos da T100 são mais sofisticados e incluem os comandos da eletrônica

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COMPARATIVO INTERCEPTOR 650 x BONNEVILLE T100 BLACK Agilidade

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Por ser mais leve e um pouco menor, a Interceptor é mais ágil e responsiva nas manobras

2

3 4

A ergonomia é perfeita para enfrentar a cidade ou as estradas com o vento a bater no peito, bem à moda de quem gosta de desfrutar de passeios relaxados. O conforto é reforçado por uma suspensão bem equilibrada e pelas já referidas ajudas eletrônicas à condução. Como bônus ainda oferece um ronco muito interessante a partir das carismáticas ponteiras de escape pea shooter, uma imagem típica do modelo.

Royal Enfield Interceptor 650

A Royal Enfield Interceptor 650 descende de uma linhagem igualmente nobre, já que a primeira versão deste modelo remonta à década de 1960, mantida em linha ao longo de dez anos. Claro que as semelhanças deste novo modelo com o seu antecessor, em termos de desempenho, são praticamente inexistentes, e apesar de a marca ter apostado na simplicidade como forma de conter os custos, nem o prazer de condução, nem a segurança foram minimamente sacrificados, e a Interceptor 650 revela-se extremamente dinâmica, fácil e muito prazerosa de conduzir. O acabamento é honesto e não desilude, resumindo na perfeição o princípio de “a função define a forma”, sem dar preferência a tendências estéticas ou a detalhes de demasiado cuidado. Ela carrega apenas o essencial. O mesmo acontece em termos de equipamento, estando despojada de qualquer ajuda eletrônica para o condutor, com exceção do sistema ABS dos freios, fato que se reflete no painel de instrumentos que apenas oferece as informações básicas como velocidade, hodômetros total e parciais e nível de combustível.

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1 O assento é confortável para a cidade, mas cansativo para rodar por mais tempo 2 e 3 A tampa do tanque de combustível com chave é um charme 4 A iluminação ainda é totalmente convencional 5 Motor da Interceptor tem virabrequim defasado em 270º e injeção eletrônica 6 e 7 O freio a disco único nas duas rodas com ABS garante maior segurança

5 6

7


Bluetooth 5.0

BEM-VINDO AO

PROXIMO NIVEL CONEXÃO 8 PILOTOS

MÚSICA E GPS EM 2º PLANO

ALCANCE 1700 M

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COMPARATIVO INTERCEPTOR 650 x BONNEVILLE T100 BLACK Design

A T100 deste teste tinha vários acessórios (você vai notar), mas não contaram pontos extras, seria injusto 1

2 3

O motor refrigerado a ar entrega menos potência que o da Triumph, afinal tem menor cilindrada, mas em andamento disfarça bem a diferença com a ajuda do peso mais baixo e do câmbio de seis marchas que proporciona um melhor escalonamento que o da Triumph T100, que conta com cinco marchas bem longas. O seu funcionamento é regular, e a entrega de potência é igualmente linear e suave, apesar da resposta imediata e sem hesitações ao acelerador, graças a um sistema de injeção e ignição assinados pela Bosch. A ciclística é suportada por um quadro desenvolvido pelos especialistas da Harris Performance que, a par com a suspensão dianteira convencional, mas bastante eficaz, promove uma condução bastante divertida e confortável. Quanto aos freios, a Royal Enfield Interceptor 650 está também servida por um sistema assinado pela Brembo, ainda que na sua forma mais modesta, sob a sigla Bybre, de by Brembo, com disco único na dianteira e na traseira e cujo desempenho está perfeitamente ao nível do conjunto.

Condução confortável

A ergonomia é típica do gênero e prioriza o conforto, prejudicado apenas em altas velocidades pela falta de proteção aerodinâmica. No entanto, os comandos são leves e precisos. Por isso a Interceptor 650 presta-se mais a ritmos descontraídos. A sonoridade do motor, típica de uma ignição a 270 graus, tal como na Triumph, contribui para uma experiência de condução bastante agradável.

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1 O banco personalizado é bonito e elegante, mas menos confortável 2 Tampa do tanque de combustível com trava 3 Kit de personalização inclui espelhos, lanterna e setas em LED 4 O acabamento é de alta qualidade 5 As ponteiras simbolizam a elegância das clássicas 6 Freio a disco único nas duas rodas contam com sistema ABS

4

5

6


brand

PUBLIEDITORIAL

Seis fatos sobre os faróis de LED que você deve conhecer

1

As lâmpadas de LED podem ser instaladas em qualquer motocicleta? Sim, a legislação brasileira garante a troca da lâmpada halógena pelo LED, basta manter o formato da lâmpada, ou seja, H4 ou H7 etc. Entretanto é importante observar o tamanho interno do farol de sua motocicleta para ver se há espaço para a instalação da lâmpada de LED, geralmente maiores que as halógenas. Uma vantagem para as lâmpadas de LED da Philips, que são mais compactas, justamente para esse tipo de farol. As lâmpadas de LED podem ser utilizadas tanto em motos de corrente contínua como alternada? As lâmpadas de LED Ultinon Philips são as únicas que podem ser instaladas em motos de corrente alternada e contínua. As motos de baixa cilindrada geralmente têm corrente alternada (que vem diretamente do alternador) e sofrem falhas e variações na iluminação, o que pode diminuir a vida útil do LED ou até queimá-lo. As lâmpadas Ultinon da Philips são fabricadas para funcionar nos dois tipos de corrente sem ter a durabilidade afetada, por isso a Philips oferece dois anos de garantia.

2

As lâmpadas de LED Philips oferecem mais visibilidade, durabilidade e estilo do que as halógenas

3

Quais os benefícios das lâmpadas de LED em relação às halógenas? As lâmpadas de LED Philips se sobressaem às halógenas nos três principais quesitos: visibilidade, durabilidade e estilo. As lâmpadas Ultinon Philips iluminam 130% a mais, duram até cinco anos e têm muito mais estilo, com mais temperatura de cor, de 6.000 K até 6.500 K. Todas as lâmpadas de LED são iguais? Não. As lâmpadas de LED não são todas iguais. As da Philips têm maior robustez e, por isso mais durabilidade, o que as faz se diferenciar das lâmpadas encontradas no mercado. Outro fator importante é a precisão na emissão da luz e temperatura de cor. Além disso, as lâmpadas da Philips são submetidas a testes em laboratórios credenciados pelo Inmetro e superam todas as exigências do órgão. As lâmpadas LED Ultinon da Philips possuem a tecnologia chamada “AirFlux” e “Air Cool” que permitem o resfriamento de forma mais eficiente, o que ajuda na durabilidade do produto. Como posso saber se a lâmpada de LED é de boa qualidade? É importante saber que a Philips de-

4

5

senvolve sua tecnologia e produz suas lâmpadas em laboratório e fabrica próprios com materiais de extrema qualidade. Os produtos são testados à exaustão, por isso atingem o melhor desempenho. Diferente de algumas marcas que utilizam peças de terceiros em suas lâmpadas, buscando baixo custo, comprometendo o desempenho na iluminação, na precisão e na durabilidade. Quanto dura, em média, uma lâmpada de LED? As lâmpadas de LED Ultinon da Philips têm durabilidade de até cinco anos graças a algumas das tecnologias nelas incorporadas como: Safe Beam (para projetar a luz no lugar certo sem ofuscar), resistência à água e à poeira (certificação IP65), ThermaCool (para controle de temperatura) e resistência de 10G aos impactos. O uso dessas tecnologias combinadas tornam as lâmpadas LED Ultinon Philips muito mais resistentes e duráveis do que qualquer outra.

6

Para mais informações acesse: philips.com.br/moto


COMPARATIVO INTERCEPTOR 650 x BONNEVILLE T100 BLACK ANÁLISE TÉCNICA Dados de fábrica

Interceptor 650

Bonneville T100 Black

Motor Bicilíndrico paralelo SOHC Bicilíndrico paralelo SOHC intervalo de ignição de 270º intervalo de ignição de 270º Arrefecimento a ar e óleo a líquido Válvulas 8 8 Alimentação injeção eletrônica injeção eletrônica 649 900 Cilindrada Diâmetro x curso 78 x 67,8 mm 84,6 x 80 mm Taxa de compressão 9,5:1 10,5:1 Potência 47 cv a 7.100 rpm 55 cv a 5.900 rpm Torque 5,3 kgf.m a 4.000 rpm 8,1 kgf.m a 3.230 rpm TRANSMISSÃO Embreagem Câmbio Secundária CHASSI Tipo Balança Cáster/trail

Berço duplo em aço Bilateral em aço 24º/106 mm

Berço duplo em aço Bilateral em aço 25,5º/104 mm

SUSPENSÃO Dianteira Barras Curso Regulagens Traseira Curso Regulagens

Garfo telescópico 41 mm 110 mm Sem regulagem Bichoque a gás 88 mm Pré-carga da mola

Telescópico 41 mm 120 mm Sem regulagem Bichoque Kayaba 120 mm Pré-carga da mola

Disco único 320 mm 2 pistões Bybre ABS Disco único 240 mm 1 pistão Bybre ABS

Disco único 310 mm 2 pistões Nissin ABS Disco único de 255 mm 2 pistões Nissin ABS

FREIOS Freio dianteiro Pinça Freio traseiro Pinça

Proposta urbana Ambas têm proposta

urbanística, a maior diferença está na potência e a eletrônica da T100, mais elaboradas Podemos dizer que entre estes dois modelos há mais pontos em comum do que pontos diferentes. O conceito, a estética e a experiência de condução são muito semelhantes, e apenas em termos de equipamento e qualidade de construção, sobretudo ao nível dos pormenores, é que existem diferenças mais evidentes e que consistem, principalmente, no maior refinamento da Triumph. A maior potência do motor permite retomadas mais vigorosas e velocidades de ponta mais elevadas na T100, mas numa moto desse tipo, esses fatores podem não ser imprescindíveis. A simplicidade e o menor preço da Royal Enfield Interceptor 650 pode ser bastante atrativa para os iniciantes ou para quem procura uma motocicleta estilosa como meio de locomoção. Ambas são excelentes opções para uma utilização diária, em ambiente urbano ou para ir espalhar charme em pequenos passeios pela cidade ou no fim de semana, e quem realmente gosta do estilo retrô ficará bem servido com qualquer uma delas.

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Multidisco banhada a óleo Multidisco banhada a óleo 6 marchas 5 marchas Corrente Corrente

RODAS E PNEUS Dianteira Traseira Modelo de pneu

100/90-18 100/90-18 130/70-17 150/70-17 Pirelli Phanton Pirelli Phanton

RENDIMENTO Potência específica Relação peso-potência

Pontos POSITIVOS Interceptor

• Pegada do motor •Praticidade •Leveza

72,40 cv 4,21 kg/cv

Pontos NEGATIVOS •Painel • Rede de concessionárias

Medidas Comprimento Largura Entre-eixos Alt. do assento Capac. tanque Peso (OM)

CORES Interceptor

T100

• Ergonomia • Design • Eletrônica

• Consumo em alta rotação • Esterço do guidão T100

61,11 cv 4,18 kg/cv

Royal Enfield Interceptor 650

2.122 mm 789 mm 1.400 mm 804 mm 13,7 litros 198 kg

Bonneville T100 Black

2.230 mm 740 mm 1.450 mm 790 mm 14,5 litros 230 kg


Nossa avaliação

Interceptor

MOTOR

Interceptor

RENDIMENTO 10%

8,0 8,0 8,0 8,5 8,5 8,5

Velocidade máxima Aceleração Retomada MOTOR 15%

8,5 8,0 8,5 8,0 8,5 8,0 8,5 8,0

Entrega de potência Resposta ao acelerador Nível de vibração Aspereza TRANSMISSÃO 5%

Tato e precisão do câmbio Relação de marchas

8,0 9,0 8,0 8,0

CHASSI COMPORTAMENTO 20%

Estabilidade em retas Estabilidade em curvas Precisão da direção Agilidade Suspensões Suspensões com garupa Distância livre do solo Comportamento frenagem

8,0 8,0 8,0 8,0 8,0 8,5 8,0 8,5 8,0 8,0 7,5 7,5 8,0 8,0 8,0 8,0

CV

KGF.M

35

7,0

30

6,0

25

5,0

20

4,0

15

3,0

10 5 0

2,0

38,79 cv a 6.660 rpm 4,49 kgf.m a 5.050 rpm

3

3,5 4

4,5 5

5,5 6

6,5 7

1,0 0 7,5 RPM X 1000

T100 Black

FREIOS 10%

8,0 8,5 8,0 8,5

Potência Dosagem

KGF.M

CV

45

USUÁRIO Facilidade para manobrar Posição de pilotagem Conforto do piloto Conforto do garupa Sensação de qualidade Prazer ao pilotar Autonomia Equipamentos Acabamento

8,0 9,0 9,0 9,0 9,0 9,0 8,0 8,0 9,0 8,0 9,0 9,0 8,5 8,5 7,5 9,0 8,0 9,0

ECONOMIA 20%

Preço de aquisição Garantia Consumo médio

Média final técnica

7,0

40

USO DIÁRIO 20%

A

Resultados obtidos no dinamômetro do centro técnico da revista MOTOCICLISMO

Banco de potência

T100

9,0 7,5 8,0 8,0 8,5 8,5

8,18 8,34

CONCLUSÃO

6,0 35 5,0

30

4,0

25 20

3,0

15 2,0

48,55 cv a 5.750 rpm 7,23 kgf.m a 3.260 rpm

10

1,0

5 0

3

3,5

4

4,5

5

5,5

650 1º R$Interceptor 25.990

6

6,5

7

É fato que motores cheios de potência e torque agradam a todos, mas quando o assunto é pura e simplesmente mobilidade urbana, quesitos como facilidade de condução e economia de combustível são fatores preponderantes. A família Bonneville da Triumph é sensacional, tem torque de sobra, é bonita de se ver, mas é uma motocicleta de alta cilindrada e requer cuidados e atenção condizentes, tudo tem um preço. A Royal Enfield Interceptor entrega o que promete com maestria e não deixa nada a desejar quando se pensa em mobilidade com estilo, afinal é uma 650.

!

0

RPM X 1000

Bonneville T100 2º R$42.600

s modern classic são sensação e têm arrebanhado uma enorme legião de fãs, não só pelo visual simples, elegante e divertido, mas também pelo ótimo desempenho que os motores bicilíndricos proporcionam. A Triumph Bonneville é a precursora das clássicas modernas e tem uma construção mais refinada, mais eletrônica embarcada e motor com alto torque, mas também é mais pesada e um pouco mais difícil de pilotar. A Interceptor chega com uma proposta de fácil acesso, de aquisição e de condução, pois o menor peso torna a vida mais fácil para iniciantes, mas também é muito prazerosa para os mais experientes. A intenção de ambas é agilizar o dia a dia com classe e personalidade. Como elas são muito parecidas no visual, eu escolheria a Interceptor (apesar da nota final menor) simplesmente por ser mais em conta (questão de bolso) e também por agradar ao girar o acelerador. Com ela me senti mais à vontade serpenteando no trânsito, com a diferença do dinheiro, pensaria em instalar acessórios para deixá-la com a minha cara, a Triumph dispensa acessórios pelo nível de acabamento.

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TESTE Ducati Diavel 1260 S

Mad Max à italiana A Ducati Diavel 1260 S tem um visual impactante, mescla características de naked e de custom com o desempenho das superesportivas italianas, uma receita carregada de emoção Texto ALEXANDRE NOGUEIRA Fotos GUSTAVO EPIFÂNIO

D

esde seu lançamento, a Ducati Diavel causou grande impacto, quebrando todas as regras de design e desempenho. É fato que suas linhas diabólicas e seu desempenho alucinante não agradaram aos mais puristas, mas eu particularmente adoro a construção artesanal e a pegada explosiva e divertida que a Ducati Diavel 1260 S proporciona, seguindo com maestria o legado italiano de produzir verdadeiras obras de arte sobre rodas. A 1260 S é uma Diavel melhorada em relação à geração anterior, principalmente pelo motor bicilíndrico em L de 1.262 cm³ com comando de válvulas desmodrômico variável (DVT) que já equipava a XDiavel. São declarados 162 cv a 9.500 rpm e 13,1 kgf.m a 7.500 rpm de torque, um dos motores Ducati de maior rotação máxima, com faixa de corte nas 10.000 rpm e funcionamento liso, com pouca vibração, e que na faixa entre 3.000 e 7.000 rpm tem respostas sempre rápidas ao menor toque no acelerador eletrônico. O câmbio de seis marchas tem engates precisos e está perfeitamente escalonado para aproveitar o alto torque disponível em todas as marchas. Comprovei isso durante os testes de estrada ao notar que mesmo em sexta e última marcha a 1.500 rpm ela empurra com um vigor impressionante, chegando a assustar porque sua tocada é muito diferente de uma superbike pelo fato de não haver carenagem para cortar o vento, dando sensação de velocidade muito maior. De qualquer maneira, garanto que a Diavel 1260 S é de colar os olhos na nuca.

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OBRA DE ARTE Imponente e impactante, a Ducati Diavel 1260 S também é vertiginosa

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TESTE Ducati Diavel 1260 S CONFORTO Posição de pilotagem neutra com desempenho surreal para a categoria

Motor em “L” bem acertado

O motor Ducati Testastretta Desmodrômico DVT de 1.262 cm³ derivado da Multistrada 1200 tem menos potência específica, com uma faixa de utilização do torque mais ampla e que se apresenta mais cedo, característica que veio com a adoção do maior curso dos pistões. Duas velas por cilindro otimizam a combustão aliadas a um completíssimo pacote eletrônico com acelerador eletrônico (Ride-by-Wire), três modos de condução e de potência do motor, piloto automático e uma ECU que inclui a Unidade de Medição Inercial (IMU) capaz de controlar o sistema Ducati Safety Pack que inclui ABS, Ducati Traction Control (DTC) e o Black Box System, este para gerenciar com maior precisão o DTC e o piloto automático. Seis ECU de alta tecnologia controlam tudo em milissegundos para proporcionar a melhor performance em qualquer situação. O pacote eletrônico, a partir da IMU, proporciona uma leitura minuciosa do que está acontecendo com a moto, como aceleração, desaceleração e inclinação do conjunto, permitindo frenagens e acelerações com a moto inclinada. Para rodar na cidade em meio ao trânsito, escolhi o modo Urban de pilotagem para amansar a fera e deixar a motocicleta menos arisca. Rodando numa boa na cidade ela chega a fazer

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1 2

1 No punho direito, o botão de acesso ao menu principal 2 O punho esquerdo comanda toda a eletrônica facilmente 3 O painel TFT multicolorido é um show à parte e tem conexão Bluetooth com o app Ducati Link

3


VISUAL DARK O acabamento total black torna o visual ainda mais impactante

4 5

6

4 O banco em dois níveis com acabamento premium segura nas arrancadas 5 A lanterna traseira em LED destaca o modelo 6 O belo farol em LED tem Day Light Position em forma de ferradura

20 km/l, mas, andando a velocidades obscenas às leis de trânsito, o computador de bordo mostra apenas 5 km/l. Ao dar a partida, o motor de arranque parece preguiçoso e dá aquela sensação de bateria fraca por causa da alta taxa de compressão de 13:1. Mas, uma vez ligado sua batida penetra no corpo como uma britadeira. Sensacional! O tanque comporta 18 litros de gasolina, portanto é bom controlar a mão direita durante os passeios para não ficar pelo caminho.

Eletrônica mais avançada da atualidade

O pacote eletrônico inclui ainda o controle de assitência em arrancadas Ducati Power Launch DPL, sistema keyless Hands Free, iluminação Full LED com Daytime Running Lights, punhos do guidão retroiluminados em vermelho, painel com display TFT colorido, módulo Bluetooth com sistema Infotainment e acesso ao aplicativo Ducati Link. O motor tem os cabeçotes reforçados para maior integridade estrutural do conjunto, formado por um chassi artesanal em treliça de aço, conceito semelhante ao da Panigale, dividido em uma parte frontal com a caixa de direção e os equipamentos eletrônicos e uma parte traseira que comporta o belo assento em dois níveis tipo rabeta. ABRIL 2020

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TESTE Ducati Diavel 1260 S

Equipamentos de alta especificação

Esta Ducati Diavel 1260 S que apresentamos traz agregado ao chassi um garfo dianteiro Öhlins invertido de 48 mm multiajustável e uma balança traseira monobraço em alumínio equipada com um monoamortecedor também Öhlins multiajustável que suporta perfeitamente as fortes arrancadas e proporciona ótima estabilidade em curvas e retas em altas velocidades, mantendo o enorme pneu Pirelli Diablo Rosso II de 240 mm grudado ao chão. A Ducati Diavel 1260 S é leve e ágil, apesar do longo entre-eixos, acelera rápido e freia com muita precisão, transmitindo a sensação de total domínio da máquina, até certo ponto fácil para pilotos experientes e acostumados com máquinas possantes. A esportividade que se consegue na tocada da Diavel 1260 S é surpreendente. A Diavel 1260 S vem equipada com dois discos de freio dianteiros de 320 mm mordidos por pinças Brembo M50 de quatro pistões e fixação

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AGILIDADE O porte da Diavel não condiz com a capacidade de diversão que oferece

1

2

radial, que garantem uma modulação perfeita da força exercida na alavanca, proporcionando um ótimo feedback e confiança ao piloto. A unidade de medição inercial IMU atua suavemente no ABS permitindo aquela “carcada” no freio dianteiro mesmo com a motocicleta inclinada ao máximo. A ergonomia é neutra, bem natural e ereta, com postura bem encaixada à moto, graças ao largo guidão e ao assento baixo. Em ordem de marcha ela chega perto de 250 kg, mas parece ter bem menos pela boa ergonomia e leveza do conjunto, o que garante muita confiança ao piloto nas baixas velocidades e manobras de estacionamento. Os mais baixinhos poderão ter alguma dificuldade para manobrá-la por conta do largo guidão, mas, acredite, vai valer o esforço. O acabamento é refinado nos mínimos detalhes e o contraste entre tons de preto brilhante e preto fosco faz reluzir ainda mais a sofisticação e o requinte desta máquina genuinamente italiana. O enorme assento tem acabamento

3 1 Sistema de freios poderoso da Brembo 2 Monobraço facilita retirada da roda traseira 3 As suspensões aliam conforto e performance 4 Dupla saída de escape acentua o visual esportivo

4

premium e proporciona muito conforto. O sofisticado painel multicolorido TFT traz velocímetro, computador de bordo com consumo instantâneo, indicador de marcha, conta-giros em escala de barras com shift light, cronômetro, piloto automático e todas as configurações de DTC e ABS, tudo facilmente acessado pelos botões do punho esquerdo. Esteticamente não há comparação sequer que possa ser feita com nenhuma outra motocicleta do segmento. A Ducati Diavel 1260 S é uma moto diferente, ousada, é preciso saber apreciá-la e dominá-la para que ela ofereça as excitantes sensações de sua performance diabolicamente irresistível de forma confiável. O alto torque para as arrancadas nas longas retas ou para as saídas de curvas de uma serrinha sinuosa recompensa alta dose de satisfação e prazer. Aqui a Ducati só oferece a 1260 S na cor preta, o preço é de R$ 94.900. ABRIL 2020

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TESTE Ducati Diavel 1260 S FICHA TÉCNICA Dados de fábrica

Resultados obtidos no dinamômetro de rolo inercial Servitec modelo 2010, do centro técnico da revista MOTOCICLISMO

Banco de potência

Nossa avaliação

KGF.M

CV

MOTOR Tipo Bicilíndrico em L Testastretta DVT Arrefecimento A líquido Válvulas 8 Alimentação Injeção eletrônica Cilindrada 1.262 cm³ Diâmetro x curso do pistão 106 x 71,5 mm Taxa de compressão 13,1:1 Potência máxima 162 cv a 9.500 rpm Torque máximo 13,1 kgf.m a 7.500 rpm TRANSMISSÃO Embreagem Câmbio Secundária

Multidisco banhada a óleo 6 marchas Corrente

CHASSI Tipo Balança Cáster/trail

Treliça em aço Monobraço em alumínio V-Twin

SUSPENSÃO Dianteira Curso Regulagens Traseira Curso Regulagens

Garfo Öhlins 48 mm 120 mm Multiajustável Monoamortecedor Öhlins 130 mm Multiajustável

FREIOS Dianteiro Disco duplo 320 mm Pinça 4 pistões Brembo M50 ABS Traseiro Disco 265 mm Pinça 2 pistões Brembo ABS PNEUS Modelo Dianteiro Traseiro

Pirelli Diablo Rosso III 120/70 ZR17 240/45 ZR17

MEDIDAS Comprimento Largura Entre-eixos Altura do assento Distância mínima do solo Capacidade do tanque Peso (em ordem de marcha) Capacidade máxima de carga

n.d. V-Twin 1.600 mm 780 mm n/d 17 litros 244 kg n/d

128,36 cv/l 1,50 kg/cv 18,62 kg/kgf.m 16 km/l / 272 km

CORES

PREÇO

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RENDIMENTO

10%

Velocidade máxima Aceleração Retomada

9,0 9,0 9,0

MOTOR

15%

Entrega de potência Resposta ao acelerador Nível de vibração Aspereza

9,0 9,0 8,0 8,0

TRANSMISSÃO

5%

80

8

60

6

Tato e precisão do câmbio 9,0 Relação de marchas 9,0

CHASSI COMPORTAMENTO

Estabilidade em retas Estabilidade em curvas Precisão da direção Agilidade Suspensões Suspensões com garupa Distância livre do solo Comportamento frenagem

R$ 94.900

20%

9,0 8,0 8,5 8,0 8,5 8,5 8,0 9,0

FREIOS 10%

9,0 9,0

Potência Dosagem

USUÁRIO USO DIÁRIO

140

14

120

12

100

10

40

4

140,81 cv a 9.060 rpm 12,21 kgf.m a 7.490 rpm

2

20 0

3

1

4

5

6

7

8

9

10 RPM X 1000

O motor de 1.262 cm³ e dois cilindros em V a 90º com comando de válvulas desmodrômico e variável tem torque abundante em uma ampla faixa de rotações, facilitando a tocada.

!

20%

Facilidade para manobrar Posição de pilotagem Conforto do piloto Conforto do garupa Sensação de qualidade Prazer ao pilotar Autonomia Equipamentos Acabamento ECONOMIA

8,0 9,0 8,5 8,0 9,0 9,0 7,0 9,0 9,0 20%

Preço de aquisição Garantia Consumo médio

Média final técnica

Dados verificados Potência específica Relação peso/potência Relação peso/torque Consumo/autonomia média

MOTOR

7,0 8,0 7,5

8,41

Cesta de peças* Pastilha freio dianteiro R$ 796 Pastilha freio traseiro R$ 695 Filtro de óleo R$ 100 Filtro de combustível Não utiliza Filtro de ar R$ 322 Corrente de transmissão R$ 1.017 Pneu traseiro Indisponível na loja Vela de ignição (cada) R$ 217 Retrovisor direito R$ 495 Manete de freio R$ 899 Seta dianteira direita R$ 1.264 Farol R$ 4.682

CONCLUSÃO por ALEXANDRE NOGUEIRA

A

Ducati Diavel 1260 S tem um visual extraordináriamente exclusivo e um desempenho pra lá de excitante. Sua mistura de naked com custom oferece uma posição de pilotagem confortável e uma tocada muito divertida, com desempenho digno de superesportiva. Não há comparação plausível que possa ser feita com nenhuma outra motocicleta por aqui. Uma coisa é certa, sua performance não condiz com passeios românticos, mas é possível levar uma garupa para um passeio inesquecível. A Ducati Diavel 1260 S é uma obra de arte e deve ser apreciada. Seu preço pode assustar, mas a tecnologia embarcada e o nível de diversão que oferece fazem o investimento valer a pena.

0


ENTREVISTA Sônia Harue, gerente de marketing da Kawasaki

O recado da Kawasaki é claro: aguardem muitas novidades Em poucas palavras, Sônia Harue, gerente de marketing e vendas da Kawasaki, garante que chegarão mais motos em breve. Não somente a nova Z900 e a KX 250, expostas no Salão Duas Rodas. Façam suas apostas Texto ISMAEL BAUBETA Fotos THOMAS BENTO/DIVULGAÇÃO Edição WILLIAN TEIXEIRA

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FAMÍLIA Z A última a chegar foi a Z400, a próxima na lista da família é a Z900, outras novidades deverão chegar

D

iscreta, quase monossilábica, porém precisa. Essa é Sônia Harue, gerente comercial e de marketing da Kawasaki do Brasil. Nosso editor, Ismael Baubeta, a recebeu para um bate-papo no qual puderam falar sobre tendências, planos e perspectivas da marca para o Brasil. MOTOCICLISMO: Sônia, são praticamente 12 anos da Kawasaki no Brasil com operação própria, nos conte um pouquinho o que aconteceu nesses anos. SÔNIA HARUE: Nesses 12 anos, nós chegamos ao Brasil em 2008, já fizemos muita coisa. Muitos trabalhos, lançamentos. Praticamente 99% dos nossos modelos são produzidos em Manaus, abrimos muitas concessionários, também fechamos

Tivemos tempos ruins, um período que foi ruim para todo mundo, de crise, mas eu acho que eles (da matriz)... estão mesmo bem otimistas com o Brasil. algumas. Hoje estamos fortalecendo muito a rede de concessionários, estamos fazendo com que o consumidor final conheça melhor nossos produtos, e estamos conseguindo atingir isso. Esses 12 anos foram muito bons para a Kawasaki. MOTOCICLISMO: E como a matriz vê o Brasil? SÔNIA HARUE: Nossa matriz, lá no Japão, nos vê com ótimos olhos. Eles acreditam muito no mercado brasileiro. Tivemos tempos ruins, um período que foi ruim para todo mundo, de crise, mas eu acho que eles estão muito esperançosos de que as coisas vão melhorar, estão mesmo bem otimistas com o Brasil.

MOTOCICLISMO: E quais são os planos da Kawasaki para 2020? SÔNIA HARUE: Em 2020 vem coisa bacana. Não posso contar todos os planos, mas vem muita coisa boa por aí. Acho que todo mundo vai ficar bem feliz. MOTOCICLISMO: E vocês continuam com planos para expandir a rede no Brasil? SÔNIA HARUE: Sempre! Existem momentos também. A primeira coisa que temos que fazer é fortalecer a rede que temos, e o segundo passo é expandi-la. MOTOCICLISMO: E quantos concessionários a Kawasaki tem hoje? SÔNIA HARUE: Hoje temos 33 concessionários no Brasil. MOTOCICLISMO: No Salão Duas Rodas nós vimos as novidades da Kawasaki, a Z900 e a KX250. Ao longo deste ano eles serão lançados e comercializados por aqui. Existe mais alguma coisa vindo por aí? Sônia: Sempre. Existe. Podem esperar. MOTOCICLISMO: Ainda para 2020? SÔNIA HARUE: Isso, para 2020. MOTOCICLISMO: O mercado de scooters vem crescendo exponencialmente. Conhecemos alguns scooters que a Kawasaki tem no exterior, como J125, J300. A Kawasaki pretende entrar no segmento? SÔNIA HARUE: Realmente o mercado de scooters tem crescido muito no Brasil, não é. Temos conversado insistentemente com nossa matriz. Estamos esperançosos que, de repente, venha um ok de lá. Mas ainda estamos negociando. MOTOCICLISMO: Então depende de muita negociação com o Japão? SÔNIA HARUE: Depende de negociações (risos). MOTOCICLISMO: E mesmo com os números expressivos em vendas? ABRIL 2020

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ENTREVISTA Sônia Harue, gerente de marketing da Kawasaki

MULHER Discreta e observadora, Sônia Harue é precisa com as palavras e decisões

SÔNIA HARUE: Mesmo com os números. Acho que, na verdade, a J300 atende ao mercado europeu e asiático, e temos conversado já tem um certo tempo, mas ainda não recebemos o ok. Mas vamos ver, de repente... MOTOCICLISMO: Por que em 2017, se não me engano, vocês trouxeram... SÔNIA HARUE: Acho que foi em 2013... Em 2011 e 2013 nós trouxemos a Kymco, mas acabou não dando certo. Continuamos ainda parceiros da Kymco, temos negócios com a Kymco, mas os negócios com scooters acabaram não dando certo. MOTOCICLISMO: Vamos aguardar... SÔNIA HARUE: (risos). MOTOCICLISMO: E quanto ao segmento de clássicas, que também está em ascendência. Vocês pensam em aumentar o line-up? Já que a Z900 RS é um sucesso. SÔNIA HARUE: A Z900RS realmente é um sucesso, a moto já recebeu vários prêmios, e estamos fazendo um trabalho intensivo nela. Estamos fortalecendo o trabalho em cima desse modelo, fortalecendo o público para ela e vamos ver se conseguimos trazer mais modelos.

Os fãs da Kawasaki podem esperar muitas coisas boas. A marca produz o produto pensando em vocês.

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CLÁSSICAS O sucesso da Z900RS pode ser o passaporte para a vinda de outros modelos disponíveis na Europa, como as clássicas W800 MOTOCICLISMO: Faz pouco tempo que vocês lançaram a H2R e a Ninja H2 SX. Essa tecnologia de turbocompressor mecânico, pode vir para motos de menor cilindrada? SÔNIA HARUE: Eu acredito muito nisso. A Kawasaki sempre vem trabalhando, inovando, trazendo coisas diferentes. Eu acredito que no futuro, quem sabe, eu estou torcendo muito por isso. MOTOCICLISMO: E qual é o recado da Sônia Harue e da Kawasaki para todos os viciados em motocicletas? SÔNIA HARUE: Os fãs da Kawasaki podem esperar muitas coisas boas. Como sempre a Kawasaki fez, ela produz o produto pensando em vocês. Estamos sempre em busca da perfeição para o consumidor final. Eles podem ter certeza de que isso acontecerá sempre! MOTOCICLISMO: E vem alguma coisa para o primeiro semestre? SÔNIA HARUE: O primeiro semestre já está acabando (risos)... MOTOCICLISMO: Mas estamos no meio do primeiro semestre! (risos) Daria tempo! Ou não? SÔNIA HARUE: Não, está muito perto. Vamos aguardar um pouquinho! (Risos).


COLLECTION Histórias e motocicletas

Viva Montesa! Nossa história e a marca espanhola Todo motociclista se identifica por uma marca ou modelo de moto, por ser a primeira, a mais emocionante ou a que apaixona. No nosso caso, é a Montesa Texto CARLÃOZINHO COACHMAN

Fotos ACERVO MOTOSTORY

AMIGOS PARA SEMPRE Carlão Coachman e a Yamaha DT 250 (esq.), Claudio Carmona e Decio Fantozzi, com duas Montesa Cota 247, no campus da USP, em São Paulo

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T

rabalhando entre janeiro e março na exposição Duas Rodas e Uma Nação, que realizamos em Socorro, SP, tivemos que fazer um tremendo exercício para escolher as 38 motos que estariam expostas lá. Isso entre as mais de 250 que pertencem ao Moto Classic Museum, as motos cedidas pelo Remaza Collection, pela Tec Moto e pelo Edgard Soares, fora as outras que poderíamos ter levado e que simplesmente não couberam. Se o Motostory se propôs a falar das histórias das pessoas e suas motos, era preciso falar um pouco também sobre a minha própria história e a do meu pai, o Carlão Coachman. Definir as motos que fariam esse papel não foi assim um desafio tão grande, afinal, nossa trajetória está intimamente ligada à história da espanhola Montesa no Brasil. O que não deixou de ser uma surpresa, foi descobrir a quantidade de pessoas impactadas pela presença da marca, especialmente pelas icônicas Enduro 250 e 360 H6 e H7. Você se lembra delas? Sabe da história? Muitas vezes já contei sobre o primeiro contato de meu pai com a famosa Cota 247 de trial. Carlão

havia ganho de presente da minha mãe, Lídia, o dinheiro de uma pequena herança. Era para comprar uma moto. Ele foi até a loja de compressores de um espanhol chamado Ramires, na Rua dos Pinheiros, em São Paulo, e tentou comprar uma Cota 247. Meu pai já tinha notícias da moto, sabia o que ela era capaz de fazer, mas o teimoso espanhol não quis vender a moto ao meu pai por julgar que ele tinha pouca experiência, e que ela “era muito brava”. Inconformado, Carlão saiu de lá e comprou a Yamaha DT 250 que se vê na foto da abertura. Pouco tempo depois, montado na DT e com um empréstimo aprovado, voltou à loja do Ramirez e disse: “Pronto, se posso pilotar esta DT, também posso pilotar a Cota”. Naquela época, o modelo já era famoso na Europa e havia, inclusive, protagonizado o filme Duas ovelhas negras no cinema, em 1974, com o ator James Caan, em que ele interpreta um detetive que persegue um fugitivo pilotando uma. Meu pai enlouqueceu vendo o filme e decidiu que aquele seria o seu esporte. Nascia o trial no Brasil, a partir de um pequeno grupo de donos de Cotas, liderados por ele.

A PRIMEIRA LEVA de Montesas foi o modelo de trial, a Cota 247. Na primeira foto, Carlão e Ronnie rebocam o Bitencas e sua Puch 125. (foto de Julio Carone). Com a decisão da Ibramoto de nacionalizar os modelos Enduro 250 e 360 H6, as trilhas ficaram amarelas, mesmo elas sendo motos mais caras do que a Honda CB 400

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COLLECTION Histórias e Motocicletas

1

Nesse grupo havia um grande amigo chamado Sinésio Fernandes, de Campinas, que era muito ligado ao dono da empresa Ibramoto, o Sr. Isidoro Trozman. Ansioso por ampliar seus negócios em uma jovem indústria brasileira de motocicletas, Trozman decide acrescentar a Montesa ao portfólio de marcas da Ibramoto, que já produzia também as Garelli. Em um encontro entre os três, Isidoro pergunta: “Mas vocês acreditam mesmo na Montesa?”. Sinésio de pronto responde: “Tanto acredito que serei seu primeiro revendedor!”. E Carlão completa: “Eu compro a primeira H6, e nossa turma toda o primeiro lote, mas você precisa trazer também as novas trial Cota 349”. Assim, no princípio dos anos 1980, começa a produção das primeiras Enduro H6, nas cilindradas 250 e 360, que logo se tornariam as rainhas das trilhas brasileiras. As novas Yamaha DT 180 e Honda XL 250 ainda não tinham chegado, e a TT 125 custava um terço do preço de uma 360, e elas pareciam pouco para enfrentar as especialistas fora de estrada vindas da Espanha. Como não eram baratas, seu mercado ficou restrito, mas a esses dois modelos ainda foram acrescidas a atualizada H7, um foguete nas trilhas, e a cross Capra 250. Com o fora de estrada explodindo e o surgimento dos primeiros enduros, as Montesa viraram sonho de consumo e verdadeiro objeto de desejo até os dias de hoje. Foi justamente isso que me surpreendeu em Socorro, durante a nossa exposição: sonho vivo até os dias de hoje.

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3

2 1

Ronnie Kopenhagen, em foto de Flavio Freire, empina sua Cota 247 2 Carlãozinho e sua 349, moto recuperada ano passado e que será restaurada 3 Carlão em foto maravilhosa de Claudio Laranjeira 4 Carlãozinho no Pico do Jaraguá, em 1987 5 Pai e filho tentando resolver mais uma crise de “Montesite” e caminhando lado a lado em Jacarepaguá 6 Carlãozinho “voa” com a H6 em uma prova Contra o Relógio organizada pelo saudoso Bira, da Red Zone

4 5

6


VITRINE Texto WILLIAN TEIXEIRA

2

1

4

3

*Preços sugeridos

5

ABUS COMBIFLEX Trava para capacetes e objetos pessoais. Tem com cabo retrátil e desbloqueio por senha, é compacto e cabe no bolso R$ 165 abus.com/br 2 CASUSGRILL Churrasqueira portátil descartável e biodegradavel, ideal para trilhas e viagens. Acendimento sem produtos inflamáveis, mantém as brasas por mais de 90 minutos R$ 40 casusgrillbrasil.com.br 3 ALPINESTARS FIRM Bota em couro com reforço interno na região dos dedos. Tem fechos de zíper e cadarço, palmilha em EVA substituível e sola de borracha vulcanizada. R$ 1.499 starracer.com.br 4 TEXX G2 Capacete em ABS de dupla viseira com película antirrisco. A viseira interna protege contra os raios solares. A forração é antibacteriana e antialérgica. R$ 399 texx.com.br 5 COFRINHO CAPACETE PRO TORK Estiloso para crianças (de todas as idades) que curtem guardar moedas. Disponível em várias cores. R$ 44 sportbay.com.br 1

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MERCADO Ranking

F

Coronavírus deve aumentar retração

evereiro é um mês curto e neste ano ainda tivemos o Carnaval para atrapalhar ainda mais, no entanto, a retração dos emplacamentos em relação a fevereiro de 2019 foi “só” de 5,23%, não podia ter sido pior. Com o alastramento do coronavírus e as medidas de quarentena impostas pelo governo, os próximos meses devem ficar comprometidos também, mas isto, perto do problema que a pandemia pode causar na vida das pessoas, é insignificante. Por isso, a nossa torcida é para que a pandemia seja controlada. Façamos a nossa parte. Em breve, quando as coisas se normalizarem, poderemos voltar a pensar nos números. por ISMAEL BAUBETA

Fevereiro já foi pior que o mesmo mês de 2019 e do que janeiro deste ano e com a quarentena a situação deve piorar

LICENCIAMENTOS POR MOTO

PARTICIPAÇÃO DE MERCADO em %

Variação Acum. Acum. Fevereiro/20 Janeiro/20 Pos. Modelo % 2020 2019

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º

Honda 160 Fan / Start Honda NXR 160 Bros

16.619 8.106

- 8,7

34.827 222.977

10.408 - 22,1

18.514 120.234

18.208

Honda Biz 125i

7.454

7.808

- 4,5

15.262

96.165

Honda Pop / 110i

6.819

8.793 - 22,4

15.612

103.143

Honda 160 Titan

4.896

5.613 - 12,7

10.509

73.070

Honda Biz 110i

4.570

5.174

- 11,6

9.744

58.647

Honda PCX

2.955

3.046

-3

6.001

30.189

Honda CB 250F Twister

2.760

3.275 - 15,7

6.035

36.014

Yamaha Fazer 250

2.132

2.371

- 10,1

4.503

25.272

Honda XRE 300

2.065

2.497

- 17,3

4.562

24.629

Yamaha YBR 150 Factor

1.846

2.047

- 9,8

3.893

23.340

Yamaha XTZ 150 Crosser

1.817

2.198

- 17,3

4.015

24.454

Honda Elite 125

1.721

1.950 - 11,70

3.671

17.781

Yamaha NMax

1.561

1.605

- 2,7

3.166

15.167

Honda XRE 190

1.449

1.942 - 25,4

3.391

20.237

Yamaha XTZ 250 Lander

1.323

1.795 - 26,3

3.118

15.791

Yamaha Neo 125

1.052

1.129

- 6,8

2.181

12.572

Honda CG 160 Cargo

959

965

- 0,6

1.924

10.966

Yamaha Fazer 150

904

850

6,3

1.754

10.741

Yamaha YBR 125 Factor

730

924

- 21

1.654

10.598

Fevereiro/2020

2020

CUB/CICLOMOTOR Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

7.454 6.819 4.570 103 51 44 21 16 14 6

15.262 15.612 9.744 227 97 105 40 36 19 18

Fevereiro/2020

Honda PCX Honda Elite 125 Yamaha NMax Yamaha Neo 125 Honda SH 150i Haojue Lindy 125 Dafra Citycom 300i Honda SH 300i Kymco Downtown 300i Kymco People GT 300i

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ABRIL 2020

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Fevereiro 2020 Janeiro 2020

15,57 15,38

Honda

Yamaha

2.955 1.721 1.561 1.052 315 212 139 72 40 14

2020

6.001 3.671 3.166 2.181 738 454 315 149 84 29

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

16.619 4.896 1.846 959 904 730 522 255 9 5

2020

34.827 10.509 3.893 1.924 1.754 1.654 1.026 524 16 7

3 Fevereiro/2020

Honda CB 250F Twister Yamaha Fazer 250 Yamaha MT-03 Yamaha YZF-R3 Kawasaki Ninja 400 BMW G 310 R Kawasaki Z400 KTM Duke 390 Dafra Next 300 KTM Duke 200

1,27 1,13

0,94 0,87

0,65 0,70

Haojue

BMW

Shineray

4,0

4,0

Outras

TRAIL até 600 cm3

Fevereiro/2020

Honda CG 160 Fan / Start Honda CG 160 Titan Yamaha YBR 150 Factor Honda CG Cargo Yamaha Fazer 150 Yamaha YBR 125 Factor Haojue DK 150 Haojue Chopper Road 150 Bull BM-S180S Dafra Horizon 150

CITY + 160 cm

SCOOTER 1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

77,75 78,42

CITY até 160 cm3

Honda Biz 125i Honda Pop 110i Honda Biz 110i Shineray XY 50 Bull KRC 50 Wuyang WY 48Q2 Traxx Star 50 (q2) Dafra Zig 50 Haojue Nex 115 Bull Liv 125

Pos. Modelo

O mês de fevereiro mostra que Honda e Yamaha venderam menos e apesar do percentual pequeno, o volume total é grande. Na tabela das motos mais vendidas (ao lado) você pode ver que, com exceção da Yamaha Fazer 150, todas as demais motos sofreram queda de vendas.

2.760 2.132 570 121 82 73 62 27 22 9

2020

6.035 4.503 1.244 257 172 147 146 81 56 14

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6° 7º 8º 9º 10º

Fevereiro/2020

Honda NXR 160 Bros Honda XRE 300 Yamaha XTZ 150 Crosser Honda XRE 190 Yamaha XTZ 250 Lander BMW G 310 GS Royal Enfield Himalayan Kawasaki Versys-X 300 Dafra NH 190 -

8.106 2.065 1.817 1.449 1.323 151 114 99 42 -

2020

18.514 4.562 4.015 3.391 3.118 353 241 216 69 -

MAXITRAIL + 600 cm3 Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Fevereiro/2020

BMW R 1250 GS Triumph Tiger 800 BMW F 850 GS BMW F 750 GS Suzuki V-Strom 650 Triumph Tiger 1200 Honda Africa Twin Yamaha Super Ténéré Suzuki V-Strom 1000 Ducati Multistrada Enduro

267 230 162 85 71 48 35 18 12 2

2020

529 394 332 159 162 97 40 28 29 10


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LICENCIAMENTOS POR MARCA Pos.

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º

Marca

Fevereiro Fecham. 2020 2020

DESTAQUES EM FEVEREIRO RANKING DAS CIDADES

Honda

62.027 133.930 853.222

Yamaha Haojue BMW Shineray

Triumph Dafra Suzuki Royal Enfield Avelloz Aima Ducati Traxx Bull Kymco Wuyang Souza KTM

12.423 1.012 752 519 498 387 369 365 278 234 176 97 76 69 69 68 50 40 38

TOTAL GERAL

79.547 170.925 1.074.287

Kawasaki Harley-DaviDon

26.525 2.045 1.550 1.165 1.095 796 683 723 547 417 364 189 146 157 145 140 113 98 97

Variação

2019

151.142 12.201 10.158 9.560 7.453 6.048 5.321 4.100 4.104 1.445 1.518 288 1.188 1.244 1.555 1.438 1.475 485 342

Dafra NH 190 A trail da Dafra já figura na lista de emplacamentos com 42 motos

Honda NC 750 X A Honda emplacou 231 unidades da Crossver de 750 cm³

KTM Duke 390 Abastecimento da KTM normal? Foram 27 emplacamentos

PARTICIPAÇÃO POR REGIÃO em % 39,73

28,23 10,95

CO

11,26

9,83

NE

N

SE

Royal Enfield Interceptor 650 A nova clássica indiana começou bem, emplacou 63 unidades

S

CROSSOVER Pos. Modelo

1º 2º 3° 4º 5º 6º 7º 8º 9° 10º

231 141 58 41 23 16 7 2 -

2020

481 322 97 108 38 44 16 3 -

ESPORTIVA 1º 2º 3º 4° 5º 6º 7° 8º 9° 10º

Honda CBR 650F Kawasaki ZX-6R Suzuki GSX-R 1000 Kawasaki ZX-10R Honda CBR 1000RR Kawasaki Ninja 1000 Ducati Panigale V4 Suzuki GSX-S1000F BMW S 1000 RR Kawasaki Ninja 650

São Paulo

NAKED Fevereiro/2020

Honda NC 750X Honda CB 500X Yamaha Tracer 900 GT Kawasaki Versys 650 Ducati Multistrada 1260 Kawasaki Versys 1000 BMW S 1000 XR Ducati Multistrada 950 -

Pos. Modelo

Cidade

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º

● ● ● ● ● ▲ ▲ ▲ ▲ ▼ ▼ ▲ ▲ ▲ ▲ ▼ ▲ ● 19º ▲ 20º ▼ 21º ▼ 22º ▼ 23º ▲ 24º ▲ 25º ▼ 26º ▼ 27º ▲ 28º ▲ 29º ▲ 30º ▼ 31º ▲ 32º ▲

FEVEREIRO

A maioria das cidades da tabela ao lado teve retração nos emplacamentos, mas não foi suficiente para inibir o crescimento

Pos.

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7° 8º 9° 10°

26 20 19 17 10 4 3 2 1 0

2020

Yamaha MT-07 Suzuki GSX-S750A Honda CB 500F Honda CB 650F Kawasaki Z400 Kawasaki Z900 Honda CB 1000R Suzuki GSX-S1000A Kawasaki Z1000 Triumph Street Triple

67 49 34 32 14 8 14 2 2 1

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8° 9º 10º

%

4.585

3.248

41,1

Rio de Janeiro

1.622

1.431

13,4

Fortaleza

1.283

1.316

-2,5

Belo Horizonte

1.224

1.153

6,2

Brasília

1.163

1.094

6,3

Manaus

959

837

14,6

Campo Grande

762

562

35,6

Goiânia

705

554

27,5

Curitiba

663

625

6,1

Teresina

633

764

-17,1

Belém

632

762

-17

Salvador

624

560

11,4

Campinas

541

341

58,6

Cuiabá

528

543

-2,8

Varzea Grande

490

229

114

Recife

486

906 -46,3

Guarulhos

459

343

São Luís

428

405

5,7

Maceió

419

325

28,9

Ribeirão Preto

417

360

15,8

João Pessoa

394

610 -35,4

33,8

Feira de Santana

369

342

7,9

Sorocaba

353

299

18,1 17,8

São Bernardo do Campo

318

270

Rio Branco

316

425 -25,6

Natal

314

322

-2,5

Guaruja

308

182

69,2

São José do Rio Preto

304

244

24,6

Santo André

301

294

2,4

Porto Alegre

287

245

17,1

Santos

273

194

40,7

Aparecida de Goiânia

270

193

39,9

CUSTOM Fevereiro/2020

151 120 106 91 62 61 41 29 18 18

2020

318 230 268 255 146 128 80 51 38 38

CLÁSSICAS/RETRÔ Fevereiro/2020

Fevereiro Janeiro

FONTE FENABRAVE DEZEMBRO/2019 - FOTOS DIVULGAÇÃO

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Fevereiro/2020

Harley-Davidson Fat Boy Kawasaki Vulcan S Harley-Davidson Iron 1200 Harley-Davidson Fat Bob

Harley-Davidson FXDR Harley-Davidson Sport Glide Harley-Davidson Breakout Ducati Diavel 1260 S Triumph Bobber

Harley-Davidson Iron 883

64 60 49 25 15 12 9 7 7 4

2020

160 120 79 101 36 29 15 12 9 38

TOURING

Fevereiro/2020

Royal Enfield Intercep 650 Royal Enfield Bullet CL 500 Royal Enfield Cont. GT 650 Triumph Street Twin Kawasaki Z900 RS Triumph Street Scrambler Triumph Bonneville T120 Triumph Bonneville T100 Triumph Speed Twin Ducati Scrambler

Pos. Modelo

63 39 17 16 13 10 10 9 9 1

2020

78 76 21 34 23 23 21 21 17 3

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5° 6º 7º 8º 9º 10°

Fevereiro/2020

H-D Ultra Limited/CVO H-D Road King Special H-D Street Glide/CVO H-D Road Glide Spec./CVO Honda Gold Wing GL1800 BRP Can-Am Spyder H-D Road Glide Ultra BMW K 1600 GTL H-D Heritage Classic -

53 26 21 15 8 4 0 2 0 -

ABRIL 2020

2020

85 42 33 24 15 10 1 3 0 -

motociclismo 63


MERCADO Tabela de preços POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

CILINDROS

CATEGORIA

MODELO

PREÇO

MARCA

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

DUCATI BMW

94.900

CUSTOM

2 1 262

162

G 310 R

22.250

CITY

1 313 34

XDIAVEL DARK

87.900

CUSTOM

2 1 262

152

G 310 GS

25.250

TRAIL

1 313 34

XDIAVEL S

95.900

CUSTOM

2 1 262

152

F 750 GS SPORT

42.950 MAXITRAIL

2 853 77

MONSTER 797

42.900

NAKED 2 803

F 750 GS PREMIUM

46.950 MAXITRAIL

2 853 77

MONSTER 1200 S

65.900

NAKED

F 750 GS PREMIUM KIT BAIXO 45.950 MAXITRAIL

2 853 77

MULTISTRADA 950

59.900 CROSSOVER 2 937 113

49.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA ENDURO

94.900 MAXITRAIL 2 1.198 150

F 850 GS PREMIUM KIT BAIXO 48.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA ENDURO LE

97.900 MAXITRAIL 2 1.198 150

52.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA 1260

74.900 CROSSOVER 2 1.262 158

F 850 GS ADVENTURE SPORT 50.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA 1260 S

87.900 CROSSOVER 2 1.262 158

F 850 GS PREMIUM

F 850 GS PREMIUM TFT

F 850 GS ADV. PREMIUM

56.950 MAXITRAIL 69.950 MAXITRAIL

R 1250 GS SPORT

2 853 80 2 1.170 125

R 1250 GS PREMIUM

82.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

R 1250 GS ADVENTURE

94.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

R 1200 GS ADV. EXCLUSIVE HP 95.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

DIAVEL 1260S

75

2 1.198 150

PANIGALE 959

70.900

SPORT

2 955 157

PANIGALE V4 S

109.900

SPORT

4 1.285 217

PANIGALE V4 R

250.000

SPORT

4 1.285 217

SUPERSPORT S

64.900

SPORT

2 937 113

SCRAMBLER CUSTOM

41.900

NAKED 2 803

75

X-ADV 750

57.096 SCOOTER 2 745 54,8

CG 160 FAN CARGO

10.190

CITY

1 163 14,9

9.080

CITY

1 163 14,9

CG 160 FAN

10.190

CITY

1 163 14,9

CG 160 TITAN

11.312

CITY

1 163 14,9

CB TWISTER CBS

14.636

CITY

1 250 22,4

CB TWISTER ABS

15.644

CITY

1 250 22,4

CG 160 START

S 1000 R

66.950

NAKED

4 999 165

S 1000 R PREMIUM HP

68.950

NAKED

4 999 165

S 1000 XR

78.950 CROSSOVER

4 999 165

HARLEY-DAVIDSON

S 1000 XR TRICOLOR HP

80.950 CROSSOVER

4 999 165

IRON 883

39.990

CUSTOM

2 883 N/D

NXR 160 BROS ESDD

12.860

TRAIL

1 163 14,6

S 1000 RR

91.950

SPORT

4 999 199

IRON 1200

43.900

CUSTOM

2 1.202 N/D

XRE 190

14.490

TRAIL

1 184 13,6

S 1000 RR TRICOLOR

96.950

SPORT

4 999 199

FAT BOB

67.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

XRE 300

18.590

TRAIL

1 292 26,1

151.500 TOURING

6 1.649 160

FAT BOB 114

74.800

CUSTOM

2 1.868 N/D

XRE 300 RALLY / ADV

19.090

TRAIL

1 292 26,1

74.800

CUSTOM

2 1.745 N/D

AFRICA TWIN

58.860 MAXITRAIL 2 999 90,2

74.800

CUSTOM

2 1.745 N/D

AFRICA TWIN AS TE

71.040 MAXITRAIL 2 999 90,2 28.900 CROSSOVER 2 471 50,4 33.980 CROSSOVER 2 745 54,8

K 1600 GTL K 1600 BAGGER

150.000

TOURING

6 1.649 160

LOW RIDER S

HP4 RACE

550.000

SPORT

4 999 215

DELUXE

DAFRA CITYCLASS 200i 10.690 SCOOTER 1 199 14 CITYCOM 300i S CBS CITYCOM HD300

18.490 SCOOTER 1 278 28

21.490 SCOOTER 1 278 28

MAXSYM 400i 26.690 SCOOTER 1 399 33

FAT BOY

74.800

CUSTOM

2 1.745 N/D

CB 500X

FAT BOY 114

80.900

CUSTOM

2 1.868 N/D

NC 750X

SPORT GLIDE

76.800

CUSTOM

2 1.745 N/D

BREAKOUT 114

77.900

CUSTOM

2 1.868 N/D

HERITAGE CLASSIC 114

79.400

CUSTOM

2 1.868 N/D

FXDR 114

79.900

CUSTOM

2 1.868 N/D

ROAD KING SPECIAL

85.500

TOURING

2 1.868 N/D

STREET GLIDE SPECIAL

98.900

TOURING

2 1.868 N/D

ROAD GLIDE SPECIAL

100.900

TOURING

2 1.868 N/D

HORIZON 150

9.390

CITY 1 149

13

ROAD GLIDE LIMITED

105.500 TOURING

2 1.868 N/D

APACHE 200

12.490

CITY 1 198

21

ULTRA LIMITED

106.500

TOURING

2 1.868 N/D

NEXT 300

15.590

CITY 1 278

27

CVO STREET GLIDE

159.800 TOURING

2 1.923 N/D

18

CVO LIMITED

177.300

TOURING

2 1.923 N/D

NH 190

2.890

TRAIL

1 183

CB 500F

26.900

CB 650R

37.900

NAKED 4 649

87

CBR 650R

39.500

SPORT 4 649

87

CB 1000R

60.900

NAKED

4 998 141,4

CBR 1000RR

72.790

SPORT

4 1.000 191,7

CBR 1000RR SP

83.190

SPORT

4 1.000 191,7

GL 1800 GOLDWING

142.012

TOURING

6 1.832 126

GOLDWING TOUR

162.812

TOURING

6 1.832 126

HONDA CITY 1 109

BIZ 110i

8.150

CUB 1 109 8,3

BIZ 125

10.077

CUB 1 125 9,1

ELITE 125

64 motociclismo

ABRIL 2020

CITY

1 373 43,5

NAKED

1 693 74,8

VITPILEN 701

69.900

701 SUPERMOTO

79.000 MAXITRAIL 1 693 74

701 ENDURO

79.000 MAXITRAIL 1 693 74

8

8.585 SCOOTER 1 125 9,3

PCX 11.990 SCOOTER 1 149 13,2 PCX DLX / SPORT

2 471 50,4

HUSQVARNA SVARTPILEN 401 49.900

POP 110i 6.326

NAKED

13.590 SCOOTER 1 149 13,2

JTZ KYMCO / HAOJUE SCOOTER 1 163 12,5 AGILITY 200i 11.990 SCOOTER 1 299 30 DOWNTOWN 300i 23.900

PEOPLE 300i 16.900 SCOOTER 1 299 28

SH 150i 13.208 SCOOTER 1 149 14,7

CHOPPER ROAD CBS

7.987

CITY

1 149 11,3

SH 150i DLX

13.739 SCOOTER 1 149 14,7

DK 150 CBS

8.490

CITY

1 149 11,3

SH 300i

23.590 SCOOTER 1 279 24,9

NEX 115

7.880

CITY 1 113

SH 300i Sport

24.090 SCOOTER 1 279 24,9

LINDY 125

7.985 SCOOTER 1 125 8,4

9


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23.290

NAKED

2 1.200

80

97.500

NAKED

2 1.301 172

BONNEVILLE BOBBER

51.200

CUSTOM

2 1.200

77

BONNEVILLE BOBBER BLACK 55.800

CUSTOM

2 1.200

77

SCRAMBLER 1200 XC

55.990

NAKED

2 1.200

77

SCRAMBLER 1200 XE

59.990

NAKED

2 1.200

77

ROYAL ENFIELD

SPEED TWIN

47.990

NAKED

2 1.200

97

BULLET EFI

18.900

NAKED

1 499 27,6

STREET SCRAMBLER

43.850

NAKED 2 900

55

CLASSIC 500

19.900

NAKED

1 499 27,6

STREET TWIN

40.300

NAKED 2 900

55

CLASSIC 500 ABS

20.900

NAKED

1 499 27,6

THRUXTON R

58.800

NAKED

2 1.200

97

CLASSIC 500 ABS (CORES)

22.000

NAKED

1 499 27,6

STREET TRIPLE 765 S

41.000

NAKED

3 765 113

1

STREET TRIPLE 765 RS

51.790

NAKED

3 765 123

TIGER 800 XR

43.190 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 800 XRx

48.890 MAXITRAIL 3 800 95

25.990 NAKED

HIMALAYAN

18.990

HIMALAYAN SLEET

22.990

INTERCEPTOR 650

24.990

TRAIL TRAIL NAKED

648 47

1 411 24,5 1 411 24,5 1

648 47

CITY 2 399

48

JEF 150

5.490

CITY 1

CITY 2 399

48

32.990

SPORT 2 649

68

NINJA 1000

53.990

SPORT

4 1.043 142

NINJA 1000 TOURER

56.990

SPORT

4 1.043 142

NINJA H2

168.000

SPORT

POTÊNCIA

48.200

1290 SUPER DUKE GT

CUB 1 120 7,2

25.990

CILINDRADA

BONNEVILLE T120 BLACK

5.190 CICLOMOTOR 1 48 2,7

NINJA 650

CILINDROS

2 1.301 180

5.490

NINJA 400 KRT EDITION

CATEGORIA

NAKED

JET 50

24.990

sugerido (R$)

91.000

JET 125

NINJA 400

MODELO

1290 SUPER DUKE R

48

CITY 2 399

MARCA

PREÇO

POTÊNCIA

CILINDRADA

CILINDROS

CATEGORIA

MODELO

ESPECIFICAÇÕES

SHINERAY

KAWASAKIW

TIGER 800 XRt

54.890 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 800 XCx

51.390 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 800 XCa

55.890 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 1200 XR

60.700 MAXITRAIL 3 1.215 139

TIGER 1200 XCx

73.900 MAXITRAIL 3 1.215 141

TIGER 1200 XCa

85.200 MAXITRAIL 3 1.215 141

- -

YAMAHA

4 998 231

SUZUKI

NEO 125

SPORT

4 999 202

NMAX 160

SPORT

8.790 SCOOTER 1 125 9,8 12.890 SCOOTER 1 155 15

NINJA H2 CARBON

178.000

SPORT

4 998 231

GSX-R1000 73.340

NINJA H2R

357.000

SPORT

4 998 326

GSX-R1000R

79.395

4 999 202

FACTOR 125i

9.390

41.908 MAXITRAIL 2 645 71

FACTOR 150

10.390

CITY

1 149 12,2

CITY 1 124

11

139.990

SPORT

4 998 210

V-STROM 650

NINJA ZX-6R

50.990

SPORT

4 636 136

V-STROM 650 XT

42.990 MAXITRAIL 2 645 71

FAZER 150

11.490

CITY

1 149 12,2

NINJA ZX-10R

73.990

SPORT

4 998 200

V-STROM 1000

46.897 MAXITRAIL 2 1.037 101

FAZER 250

16.390

CITY

1 249 21,3

NINJA ZX-10R SE

95.990

SPORT

4 998 213

V-STROM 1000 XT

54.849 MAXITRAIL 2 1.037 101

YZF-R3

24.890

CITY 2 321

42

VERSYS-X 300

23.540

TRAIL 2 296

40

V-STROM 1000 XT ADVENTURE 58.900 MAXITRAIL

2 1.037 101

MT-03

22.590

CITY 2 321

42

VERSYS-X 300

23.540

TRAIL 2 296

40

GSX-S750 39.875

NAKED

4 749 114

MT-07

35.890

NAKED

2 689 74,8

VERSYS-X 300 TOURER

26.990

TRAIL 2 296

40

GSX-S1000 48.895

SPORT

4 999 145

MT-09

45.390

NAKED

3 847 115

VERSYS 650

32.990 CROSSOVER 2 649 64

GSX-S1000F 52.614

NAKED

4 999 150

TRACER 900 GT

50.090 CROSSOVER 3 847 115

VERSYS 650 TOURER

37.490 CROSSOVER

BURGMAN 650 EX

VERSYS 1000

55.490 CROSSOVER 4 1.043 120

HAYABUSA 67.773

VERSYS 1000 GT

68.990 CROSSOVER 4 1.043 120

M1800R

VULCAN S

32.590

CUSTOM 2 649

61

M1800R BOSS

VULCAN S CAFÉ

33.990

CUSTOM 2 649

61

Z 650

30.990

NAKED 2 649

68

Z 900

43.490

NAKED

4 948 125

Z 900 RS

48.990

NAKED

4 948 109

Z 900 RS CAFÉ

49.990

NAKED

4 948 109

Z 1000

56.490

NAKED

4 1.043 142

Z 1000 R

61.490

NAKED

4 1.043 142

NINJA H2 SX SE

I Preços e dados fornecidos pelos fabricantes

PREÇO

MARCA

CONTINENTAL GT 650

Z 4O0 ABS

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

2

649

64

55.893 SCOOTER 2 638 54,3 SPORT

4 1.340 197

60.237

CUSTOM

2 1.783 125

62.390

CUSTOM

2 1.783 125

XMAX ABS 250

28,2 21.990 SCOOTER 1 250

XTZ CROSSER 150 S

12.390

TRAIL

1 149 12,2

XTZ CROSSER 150 Z

12.590

TRAIL

1 149 12,2

LANDER 250

16.990

TRAIL

1 249 20,7

SUPER TÉNÉRÉ 1200 DX

65.990 MAXITRAIL 2 1.199 112

TRAXX SKY 50

5.099 CICLOMOTOR 1 50 2,7

SKY 50 PLUS

5.399 CICLOMOTOR 1 50 2,7


SKY 125

6.499

CUB 1 124 8,8

TSS 150

6.499

CITY

TSS 250

10.690

FLY 150

7.799

FLY 250

10.490

1 149 12,2

CITY 1 223 TRAIL

16

1 149 12,2

TRAIL 1 223

16

KTM DUKE 200

17.900

CITY 1 200

26

DUKE 390

24.990

CITY 1 373

44

1290 SUPER ADVENTURE S

92.500 MAXITRAIL 2 1.301 160

TRIUMPH

1290 SUPER ADVENTURE R

99.783 MAXITRAIL 2 1.301 160

BONNEVILLE T100 BLACK

42.600

NAKED 2 900

55

ABRIL 2020

motociclismo 65


COLUNA por RAUL FERNANDES JR.

Raul Fernandes Jr. Ex-diretor de redação da MOTOCICLISMO, é especialista em mercado de motocicletas

A COVID-19 afetando as motos A pandemia do coronavírus é uma crise sem precedentes. Além da saúde, ameaça a estabilidade econômica global

O

foto Stock Photo

Se você tem sugestões para esta coluna, envie para: redacao@ motociclismo team.com.br

s governos pelo mundo afora, políticos e as organizações internacionais estão trabalhando juntos para enfrentar esses dois grandes desafios. Os setores industrial e de varejo já foram severamente impactados, incluindo os da indústria de motos. Todos os esforços estão sendo empreendidos pela indústria de motocicletas para proteger os funcionários e clientes. Saúde pública é a prioridade número um de todos, mas a preservação da economia mundial e a proteção do emprego também são fundamentais. A situação atual é particularmente desafiadora para revendedores e fabricantes de motocicletas. A pandemia em andamento interrompeu gravemente as cadeias de suprimentos, as operações de fabricação e o desenvolvimento de novos modelos Euro 5, especialmente na Europa. Essa interrupção, além das medidas de contenção de vírus adotadas nas fábricas, levou a uma paralisação quase completa do setor em muitos países, algo inédito.

66 motociclismo

ABRIL 2020

As recentes medidas rigorosas de bloqueio para conter a pandemia também paralisaram a atividade comercial de motocicletas. Isso afeta progressivamente todos os mercados mundiais, criando incertezas inquietantes para o ramo de motocicletas. A crise da Covid-19 está colocando concessionárias europeias (a maioria são pequenas operações familiares) sob extrema dificuldade financeira. Governos deverão tomar medidas para evitar a quebradeira geral. Neste contexto, a indústria de motocicletas pede urgentemente à Comissão Europeia e às administrações nacionais medidas rápidas para ajudar o setor a passar por esta crise sem precedentes e proteger os 300.000 empregos vinculados (somente na Europa) ao setor motociclístico. Vamos aguardar para ver o impacto da pandemia no Brasil. Se as atividades industriais e comerciais se mantiverem paralisadas o tempo que ficaram na China e na Europa (que continuam sem funcionar), muitas empresas daqui poderão não resistir à pandemia. Embora o governo já tenha oferecido linhas de crédito do BNDES, a realidade dos valores do rombo causado pela paralização só será conhecida daqui a alguns meses. O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, disse: “Grande parte da rede de distribuição não vai suportar mais essa crise. Muitas delas estão com problemas desde a crise de 2008. A preocupação grande não é com a gestão, mas com o fluxo de caixa. Nós respondemos por 4,5% do PIB nacional. São 7,2 mil revendas em 1.050 cidades do país que geram 315 mil empregos diretos. Vamos fazer de tudo para preservar essa mão de obra, mas se a crise persistir muitos não vão aguentar.” Com certeza, serão tempos de muita dificuldade e resiliência para o mercado motociclístico mundial. Os sábios dizem que nas crises surgem as oportunidades. Vamos ver quais serão neste momento de “guerra” contra o coronavírus!


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Motociclismo 268 - Abril  

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