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BIMOTA A TESI VOLTA COM INVESTIMENTO DA KAWASAKI

www.motociclismoonline.com.br Nº 266 • Ano 22 FEVEREIRO 2020

ISSN ISSN 1415-1863 1415-1863 R$ 15,90 00266

9 771415 186009

ROYAL ENFIELD

INTERCEPTOR

Conheça as bicilíndricas que chegam ao Brasil como excelentes e acessíveis opções no segmento das clássicas

KAWASAKI VULCAN S 650 Uma custom leve e ágil

E MAIS!

DAFRA NH 190

A nova trail da Dafra vai encarar motos consagradas

HONDA BIZ 125

Cada vez mais bonita e eficiente no tráfego

COLLECTION: A HISTÓRIA DA MOTOCICLETA NA CIDADE DE SOCORRO


SUMÁRIO Nº 266 n FEVEREIRO 2020

38

20

Bimota Tesi H2

26 APRESENTAÇÃO

Honda Biz 125 Aceleramos a Cub mais vendida do Brasil e comprovamos por que é tão querida................. 20

Dafra NH 190 Andamos na nova trial que a Dafra traz para enfrentar as motos da Honda e da Yamaha.... 26

Nasce a primeira moto depois que a Kawasaki se tornou sócia da mítica marca italiana............. 32

Duas novas Royal Enfield

SEÇÕES

14

EDITORIAL............................................................. 66 PLANETA MOTO......................................12 COLLECTION...................................................56 VITRINE...................................................................60 MERCADO............................................................62 TABELA DE PREÇOS ...................64 COLUNA....................................................................66 Acesse nosso site também pelo celular ou tablet usando o QR code abaixo

Veja mais conteúdo exclusivo: motociclismoonline.com.br Com atualização diária de notícias, tem sempre a motocicleta como tema, além de matérias de serviços e mercado.

Conhecemos a Interceptor 650 e a Continental GT 650 em rolé entre Cunha e Paraty....................38

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Kawasaki Vulcan S 650

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A única custom de média cilindrada disponível no país mostra por que é sucesso ........................... 44

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TURISMO

Centro-Oeste do Brasil a dois

Saiba o que visitar na região das Chapadas......50

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EDITORIAL

N

Motivos para manter o otimismo em alta

a edição número 265 de janeiro ainda não tinham sido compilados os dados do fechamento de 2019 pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), agora que foram confirmadas as expectativas de crescimento, todos comemoram, afinal, em relação a 2018 o crescimento foi de 14,59%, totalizando 1.077.553 unidades emplacadas no país. Embora seja expressivo, o número fica muito aquém do melhor ano de todos os tempos, 2011, no qual 1.940.531 motocicletas foram lacradas. A diferença é grande, mas o que realmente importa são as projeções otimistas, pois, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo), deve haver crescimento de 6,1% em 2020 - tomara! Nós aqui na redação continuamos acelerando para trazer bom conteúdo para você curtir. Andamos na Biz 125, a CUB mais vendida do Brasil, que mostra por que tanta gente gosta dela. Aceleramos a nova Dafra NH 190 que chegou para tentar marcar território em terra de gigantes. Mais adiante você vai conhecer a primeira criação da Bimota depois que a Kawasaki entrou como sócia no negócio, a Tesi H2, construída sobre o poderoso motor turboalimentado japonês da moto que empresta suas duas letras ao nome da italiana. Outra boa surpresa desta edição foi com a Royal Enfield, que nos levou para um ride com as novas 650 cm³, Interceptor e Continental GT, duas máquinas que superam as expectativas e são o divisor de águas da nova era da marca indiana, que depois de muitos anos volta a fazer motores de dois cilindros. A Kawasaki Vulcan S 650 volta a nossas páginas para comprovar por que é uma boa custom, a única de média cilindrada. Segundo a Fenabrave, vendeu tanto quanto a Fat Boy. Na seção Turismo, Ton Pederneiras, do Destino Incerto, desbrava as chapadas da região Centro-Oeste com sua Triumph Tiger 800, onde foi com sua mulher passar o réveillon de forma bem inusitada. Vale a pena conferir e, quem sabe, programar sua viagem para a região. Ainda tem as histórias do Carlãozinho Coachman na seção Collection e as tradicionais tabelas de ranking e preços para você consultar. Um abraço e boa leitura! Ismael Baubeta - Editor ismael.baubeta@motociclismoteam.com.br

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PLANETA MOTO Notícias e curiosidades do mundo motociclístico

Em foco

Honda rompe 18 anos de hegemonia KTM Com a Honda, o norte-americano Ricky Brabec conquistou o título do Rally Dakar nas motos, colocando fim ao domínio da KTM

O

norte-americano Ricky Brabec venceu o Rally Dakar 2020 nas motos, tornando-se o primeiro piloto dos Estados Unidos a obter o título da maior prova off-road do mundo. Além disso, ele acabou com um longo domínio da KTM, que sagrou-se campeã por 18 edições seguidas, entre 2001 e 2019. E tudo isso acontece oito anos após o retorno da equipe oficial da Honda, que havia conquistado o Dakar pela última vez em 1989, com o francês Gilles Lalay. Com sua CRF 450 Rally, Brabec assumiu a liderança da prova após vencer a terceira especial da prova, em Neom, e não largou mais. O piloto da Honda ainda venceu a sexta etapa, entre as cidades de Ha’il e Riad. Nos estágios seguintes ele foi administrando sua vantagem em relação ao chileno Pablo Quintanilla, da Husqvarna, que finalizou na segunda colocação, com 16 minutos de atraso. Fechou o pódio o australiano Toby Price, campeão em 2019, que com sua KTM concluiu a prova com 24 minutos de atraso sobre Brabec. Único brasileiro nas motos, Lincoln Berrocal conseguiu atingir seu principal objetivo, que era o de completar o maior rali do mundo. O piloto paranaense de 61 anos terminou a prova com mais de 19 horas de atraso em relação ao campeão.“Quero deixar um abraço a todas as pessoas que me apoiaram. Gente do mundo inteiro que torceu, mandou palavras de carinho. Com o auxílio de todos pude realizar um sonho e garantir essa alegria para o Brasil”, disse Berrocal. Entre as mulheres, a mais bem colocada foi a espanhola Laia Sanz, que concluiu o Dakar 2020 em 44h00min52s, levando cerca de 4 horas a mais do que o campeão e finalizando a caravana na 18ª colocação geral das motos. A nota triste desta edição foi a morte de Paulo Gonçalves. O experiente piloto português, que disputava o Dakar pela 13ª vez, não resistiu a uma queda sofrida durante a sétima etapa da prova, entre as cidades de Riad e Wadi Al Dawasir, na Arábia Saudita. Desde 2015 nao havia um acidente fatal no Dakar. Nossos sentimentos aos familiares e amigos. Descanse em paz, Speedy!

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À esquerda Laia Sanz, vencedora na categoria de motos feminina, chegou em 18° na geral; no centro, o pódio das motos com Ricky Brabec no meio, Pablo Quintanilha (2°) a sua esquerda e Toby Price (3° e vencedor do Dakar no ano passado) do outro lado; à direita, o vencedor, Brabec, exibe seu troféu pela conquista de 2020

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PLANETA MOTO As duas médias cilindradas da Honda foram remodeladas e ficaram ainda mais bonitas

Honda inicia pré-venda das novas CB 500 Mostradas no estande da marca no Salão Duas Rodas, as novas CB 500 estão em pré-venda nas concessionárias do país, com chegada prevista para março. A CB 500X vem com proposta aventureira, trazendo roda dianteira de 19 polegadas e traseira aro 17, para conferir melhor dirigibilidade em pisos irregulares. Já a naked CB 500F vem com rodas 17 polegadas tanto na dianteira quanto na traseira, se destacando com visual mais radical. Os modelos compartilham o mesmo motor bicilíndrico de 471 cm³ que ganhou novos comandos de válvulas e dutos de admissão e escape redesenhados. Apesar disso, potência e torque máximo permaneceram inalterados: 50,4 cv a 8.500 rpm e 4,53 kgf.m a 6.500 rpm respectivamente. A naked CB 500F será oferecida nas cores vermelha, prata e laranja, com preços a partir de R$ 26.900, enquanto a aventureira CB 500X parte de R$ 28.900, nas cores vermelha, preta e prata (valores para o estado de São Paulo – sem frete). Aro de 19 polegadas na dianteira dá mais condições de se aventurar no off-road

Produção nacional de motos cresce 6,8%, melhor resultado desde 2015 A produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus em 2019 fechou em alta, com um crescimento de 6,8% em relação a 2018. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), foram fabricadas 1.107.758 unidades no ano passado, contra 1.036.788 unidades em 2018. O resultado é o melhor desde 2015, ano que se encerrou com 1.262.708 motocicletas produzidas. Para 2020, a Abraciclo projeta novo crescimento, com volume total estimado em 1.175.000 motocicletas, o que representaria um avanço de 6,1% sobre os resultados obtidos pela indústria em 2019. Caso a estimativa se confirme, 2020 será o terceiro ano consecutivo em que o segmento ultrapassará a marca de 1 milhão de unidades produzidas. “Os motivos para esta expectativa de crescimento estão no aumento da confiança do consumidor, maior oferta de crédito, lançamento de novos produtos e evolução da demanda por veículos de duas rodas para mobilidade, mais econômicos, flexíveis e ágeis”, afirma Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo. SCOOTERS REGISTRAM CRESCIMENTO HISTÓRICO Falando em mobilidade, o segmento de scooters vem apresentando um crescimento constante. De acordo com o último balanço da Abraciclo, as vendas no atacado da categoria, que correspondem ao repasse das fábricas para as lojas, cresceram 43,8% em 2019 na comparação com 2018, passando de 67.183 para 96.577 unidades.

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Brasil é o país onde a Triumph mais vende a linha Tiger A Triumph apresentou seus resultados no mercado brasileiro em 2019, e registrou um crescimento de 21% no número de motos emplacadas no país no ano passado. A Casa de Hinckley superou pela primeira vez a marca dos 5 mil emplacamentos, totalizando 5.231 unidades. Para 2020, a meta estabelecida é se aproximar das 6 mil unidades emplacadas. A motocicleta Triumph mais vendida no Brasil em 2019 foi a Tiger 800, com 2.835 unidades, praticamente 50% do volume emplacado no país no ano passado. O segmento Adventure, das maxi trails Tiger 800 e Tiger 1200, segue liderando com folga as vendas da empresa no país, respondendo por 75% do volume total no varejo, seguido pelas Clássicas, com 20%, e Roadsters, com 5%. “Proporcionalmente somos o país que vende mais motocicletas da linha Tiger no planeta. Enquanto no Brasil, essas motos respondem por 75% dos nossos resultados, nas demais subsidiárias da Triumph a média é de 24%”, destaca Renato Fabrini, diretor-gaeral da Triumph.

Esportiva elétrica de startup canadense atinge 300 km/h e tem dispositivos antiacidente

Desenvolvida pela startup canadense Damon Motorcycles, a esportiva elétrica Hypersport foi apresentada na Consumer Electronics Show 2020 e premiada como uma das maiores inovações do tradicional evento de tecnologia realizado em Las Vegas, na categoria inteligência de transportes e veículos. Ela tem números dignos de uma esportiva, acelerando de 0 a 100 km/h em menos de três segundos, alcança velocidade máxima de 300 quilômetros por hora e possui autonomia para rodar 320 quilômetros na estrada. Além disso, traz rica tecnologia de segurança e conforto embarcada, e sua bateria é recarregada em menos de três horas. Por meio do Shift, o condutor tem a possibilidade de ajustar a posição de pilotagem em quatro pontos diferentes, inclusive em movimento. Basta pressionar um botão que a altura do assento, da bolha, das manoplas e das pedaleiras podem ser reajustadas, proporcionando maior conforto ao usuário. Já o CoPilot, sistema desenvolvido em parceria com a fabricante de

smartphones BlackBerry, usa câmeras e sensores espalhados pela motocicleta que permitem ao piloto ter uma visão de 360º ao seu redor para monitorar o tráfego e identificar possíveis perigos. De acordo com Jay Giraud, CEO da Damon Motorcycles, a companhia está em uma missão para liberar todo o potencial da mobilidade urbana a todos. “Passamos os últimos três anos desenvolvendo uma plataforma de motocicleta eletrônica totalmente conectada e equipada com inteligência artificial que incorpora o CoPilot, nosso próprio sistema de aviso de 360º. Ao construí-lo com a melhor tecnologia do mundo, com certificação de segurança, as motocicletas Damon serão as motocicletas elétricas mais seguras e avançadas do mercado”, comenta o executivo. A pré-venda do modelo já começou, e os preços partem de US$ 24.995 (algo em torno de US$ 102 mil). As encomendas são feitas pelo site da Damon Motorcycles. Será que teremos alguma no Brasil? Vamos acompanhar!

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PLANETA MOTO A Ducati número 04 de Dovizioso tem mais componentes aerodinâmicos do que em 2019

Ducati

pronta para a temporada 2020 da MotoGP

De olho na temporada 2020 da MotoGP, a Ducati foi a primeira equipe a apresentar sua moto. Em um evento realizado dia 23 de janeiro no Palazzo Re Enzo, em Bolonha, a Desmosedici GP20, que será pilotada pelos italianos Andrea Dovizioso e Danilo Petrucci, foi revelada. Ela tem predominância da tradicional cor vermelha da equipe italiana, trazendo detalhes em preto, branco e cromado. A escuderia, que soma três vice-campeonatos consecutivos, trabalha para buscar o título da categoria rainha do Mundial de Motovelocidade 13 anos após a última conquista, obtida pelo australiano Casey Stoner em 2007. Na última temporada, Dovizioso terminou no 2º lugar, 151 pontos atrás do campeão Marc Márquez. A Desmosedici GP20 vai para a pista durante os testes oficiais da MotoGP em Sepang, na Malásia, de 7 a 9 de fevereiro. A temporada 2020 começa em 8 de março, com o GP do Catar.

Danilo Petrucci continua com a Ducati número 9, aposta 100% italiana

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Atrás da coroa de campeão. Dovizioso, vice-campeão ano passado, está otimista


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VISÃO DA INDÚSTRIA Por ORLANDO CESAR LEONE presidente da Anfamoto

A CAIXA-PRETA DO DPVAT

P Dafra antecipa lançamento do HD 300 Sua chegada estava prevista para maio, mas foi antecipada para o mês de março. Apresentado em agosto, o scooter Dafra HD 300 vem aí, como mais uma opção para o concorrido mercado dos scooters, que vem crescendo ano a ano. O HD 300, que também faz parte dos produtos desenvolvidos pela marca em parceria com a taiwanesa SYM, chega com motor monocilíndrico de 273,8cm³, quatro válvulas e refrigeração líquida. Ele utiliza a base do Citycom, mas tem personalidade própria no design, com linhas mais arredondadas. Entre as diferenças entre eles estão o ABS de série (no Citycom há versões com CBS e ABS) e o espaço de 38 litros sob o banco (o do Citycom é 27% menor). Os preços ainda não foram revelados pela Dafra, mas devem ser parecidos com o do Citycom 300, que parte dos R$ 19.990 na versão com CBS.

Mais uma opção de scooter para o segmento que cresce em nome da mobilidade urbana

or ser obrigatório, sempre foi alvo de discussão e de atenção. O seguro DPVAT (Danos Pessoais por Veículos Automotores Terrestres) é cobrado de todos os proprietários de veículos no país, e a destinação do dinheiro arrecadado se divide da seguinte forma: 45% para o Ministério da Saúde, 5% para o Denatran e os 50% restantes para a seguradora pagar as indenizações das vítimas. O seguro serve para amparar todas que se envolvem em acidente de trânsito (motoristas, pedestres, passageiros) independentemente do culpado, cobrindo pagamento por invalidez permanente, morte e reembolso de despesas médicas. A discussão sobre a extinção do DPVAT é por conta das inúmeras fraudes aplicadas nas vítimas, que muitas vezes não recebiam o valor da indenização. Segundo investigações, a seguradora responsável teria desviado R$ 4,8 bilhões do dinheiro público recolhido. Por ser obrigatório e pouco divulgado, o seguro tornou-se uma caixa-preta, já que a maior parte do público motorizado não sabe a que se destina o DPVAT e muito menos ao que dá direito. A situação foi propícia para a indústria da corrupção enxergar um filão e atuar. A preocupação do poder público é proteger de danos pessoais todos os envolvidos no trânsito em caso de acidente. Seria possível isentar o proprietário do seguro caso ele tivesse outra apólice particular, mas com o alto risco, provavelmente o preço seria mais alto que o do DPVAT A motocicleta é considerada a vilã do aumento do seguro, mas pouco se fala na arrecadação bilionária do prêmio do DPVAT. Um dado curioso é que a compra da motocicleta se dá por ela ser um veículo mais barato e mais econômico, porém, os proprietários se surpreendem ao ver que o valor do seguro da moto corresponde ao de três carros de passeio. O DPVAT em 2020 custará R$ 5,23 para carros e R$ 12,30 para motocicletas. Os ciclomotores pagarão R$ 5,67. Realmente, o governo deveria determinar que o veículo tivesse seguro, com valores de coberturas mínimos, assim o proprietário poderia optar por uma das tantas seguradoras que operam no mercado, negociar valores e ser mais bem orientado. O governo só fiscalizaria as seguradoras. Qualquer monopólio, como o do DPVAT, é ruim e só favorece um grupo econômico, fórmulas mágicas para acabar com as fraudes não existem, desburocratizar não é extinguir, é facilitar. Queremos a extinção da impunidade e que os fraudadores sejam punidos de verdade. * A opinião dos colunistas não reflete necessariamente a opinião da revista

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brand

PUBLIEDITORIAL

P

ilotar uma moto traz uma maravilhosa sensação de liberdade e de bem-estar. Entretanto, para que essa felicidade seja plena, a sua motocicleta precisa estar em ordem e longe de panes. Tais cuidados passam obrigatoriamente pela manutenção preventiva de todos os seus componentes. O maior e principal componente da moto é o motor. Pode-se dizer que também é o mais crítico, em função de suas características de funcionamento. Afinal, a maioria de suas peças tem encaixes micrométricos, são móveis e geram atrito entre si. Daí a grande importância do sistema de lubrificação para minimizar o desgaste destas peças. Porém, de nada vale um bom sistema se o próprio lubrificante não for capaz de manter protegidas todas as peças que sofrem o atrito nas mais diversas situações de uso, como na partida a frio e em altas temperaturas. Portanto, um bom lubrificante é aquele capaz de chegar o mais rápido possível a zonas importantes do motor como comando de válvulas, camisa dos cilindros, virabrequim, bielas, transmissão e embreagem. Na partida a frio, por exemplo, mesmo em inverno rigoroso e depois de dias sem o motor ter funcionado, a lubrificação correta protege todos os componentes do desgaste prematuro. Ao mesmo tempo, o óleo não pode perder eficácia na capacidade de lubrificação em temperaturas mais altas de funcionamento. A tecnologia dos lubrificantes vem acompanhando o desenvolvimento dos motores e cada vez mais se conforma às exigências dos fabricantes para o seu bom funcionamento, fornecendo a melhor capacidade lubrificante em qualquer regime de utilização e menor arrasto interno do motor. O que faz o óleo semissintético Pro Honda 10W30 Pensando no benefício para seus clientes, a Honda desenvolveu o óleo semissintético Pro Honda 10W30.

Óleo Pro Honda 10W30:

a melhor lubrificação para a sua moto

Entre as suas qualidades, destacam-se: • menor atrito e arrasto interno das peças do motor; • melhor refrigeração; • mais economia de combustível; • menor oxidação; • ótimo desempenho na lubrificação tanto no uso de etanol como de gasolina; • alta performance em qualquer temperatura; • baixo consumo de óleo; • evita formação de depósitos ou borra mesmo em alta temperatura; • baixo nível de emissão de gases nocivos. O óleo semissintético tem menor coeficiente de atrito, o que permite menor geração de calor através do fluido e maior eficiência energética do motor com menor consumo de combustível. A sigla 10W30 do lubrificante indica que é um óleo multiviscoso, ou seja, tem menor viscosidade, sendo mais fluido a frio e é mais viscoso em alta temperatura, menos fluido (o 10W indica a viscosidade a frio e o 30 a quente).


Portanto, o óleo é capaz de percorrer todos os dutos mais rapidamente na primeira partida pela sua maior fluidez, protegendo do atrito componentes cruciais para a longa vida do motor. Ao mesmo tempo em que é capaz de ser mais viscoso em temperaturas de funcionamento mais altas, protegendo o motor nessa condição também, sem afetar o seu funcionamento. Conheça os aditivos especiais do óleo Pro Honda 10W30: • Melhoradores do Índice de Viscosidade (IV) São compostos químicos que reduzem a variação de viscosidade em função da temperatura. • Antioxidantes Prolongam a vida útil da utilização do óleo, evitando as reações de oxidação, pois possuem maior afinidade química com o oxigênio, não permitindo a oxidação com o metal, aumentando também a vida útil do motor da motocicleta.

Todas as concessionárias Honda têm o óleo Pro Honda

• Inibidores de ferrugem e corrosão Utilizados para prevenir a corrosão das superfícies metálicas dos componentes, neutralizam os materiais ácidos, formando uma película química sobre as superfícies metálicas. • Abaixadores do ponto de fluidez Permitem maior fluidez do lubrificante em baixas temperaturas. • Dispersantes / Detergentes Aplicados para manter a limpeza dos componentes do motor, mantendo os materiais insolúveis em suspensão no óleo, sendo drenados posteriormente na troca do óleo.

Faça a troca de óleo na quilometragem recomendada

• Antidesgastes / Redutores de atrito Reduzem o atrito entre as peças, diminuindo o desgaste dos componentes e aumentando a durabilidade, deixando o motor girar mais livre. • Antiespumantes Reduzem a formação de espuma estável, atuando na redução da tensão ar e óleo, dificultando a formação de bolhas que prejudicam a lubrificação.

Óleo Pro Honda, mais economia e durabilidade para o motor

A Honda está sempre trabalhando para melhorar os seus produtos e o novo óleo Pro Honda 10W30 vai garantir mais desempenho e maior vida útil do motor da sua moto. Aproveite e programe a sua troca em uma das muitas concessionárias Honda. Não se esqueça: sempre utilize o Pro Honda 10W30. A sua moto vai agradecer e você vai rodar com toda a satisfação e segurança. O óleo Pro Honda pode ser encontrado em todas as concessionárias Honda do Brasil.

Para mais informações acesse: www.honda.com.br/pos-venda/motos/


APRESENTAÇÃO HONDA BIZ 125

Um oferecimento

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O Óleo Genuíno Honda


A CUB mais querida do Brasil A Biz 125 mantém a identidade da sua precursora, a C-100 Dream, só que é muito mais bonita e avançada tecnologicamente Texto ISMAEL BAUBETA Fotos CHRISTIAN CASTANHO

B FACILIDADE Muito leve e estreita, a Biz 125 se mostra obediente na direção

agora é Pro

onita, estilosa, leve, ágil, não tem embreagem para acionar o câmbio, muito fácil de pilotar e acessível, esses são alguns dos atributos que fazem da Biz 125 a segunda moto mais vendida no país e, segundo a Honda, a de maior contingente feminino no comando de seu guidão, isso ajuda a explicar o sucesso da pequena Biz. O conceito de CUB (Cheap Urban Bike), que em português quer dizer moto urbana barata, nasceu no Japão e saiu da mente visionária do senhor Soichiro Honda, um sonhador japonês que quis oferecer à população japonesa uma motocicleta leve, ágil e tão fácil de pilotar que fosse capaz de substituir as bicicletas, o veículo mais utilizado na época. Nascia então a Honda Super Cub, revolucionária para seu tempo com seu motor de 50cc e câmbio de embreagem automática.

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NOVEMBRO 2019

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APRESENTAÇÃO HONDA BIZ 125 SOBRIEDADE A Biz 125, apesar da simplicidade mecânica, é sóbria e elegante e faz muito sucesso entre as mulheres

1

2

3

4

7 1

e 2 Simplicidade dos comandos e qualidade no acabamento 3 Como de costume, o contato também abre o banco 4 Amortecedor traseiro sem ajustes na pré-carga 5 Banco confortável para piloto e garupa

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5 6

6 Espaço limitado sob o banco, só para miudezas ou capacete do tipo jet 7 O painel do tipo blackout valoriza o conjunto 8 Na traseira, o freio é a tambor, seu acionamento ativa a pinça dianteira também 9 Pinça de freio dianteira tem boa pegada e trabalha em conjunto com o tambor

9


PERFEITA A qualidade do acabamento e do encaixe dos plásticos é notável

Aqui no Brasil a Honda inaugurou o segmento CUB em 1992, com a C-100 Dream, que, depois de alguns anos e muitas pesquisas de mercado, se transformaria na Biz em 1997. De lá para cá, a marca já vendeu quase 3,5 milhões de unidades. Só em 2019, segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), ela emplacou mais de 155 mil unidades, ficando atrás apenas da CG, a campeã de vendas no Brasil, que fechou o ano com praticamente o dobro desse número. Uma prova de que esta pequena moto caiu no gosto do brasileiro desde que foi lançada.

Segredos do sucesso

A BIZ 125i está muito bem resolvida e com nível de acabamento de dar inveja. Seu design vem evoluindo com o passar dos anos e se atualizando sem perder a identidade de suas antecessoras. Novas combinações de cores, como a bege com detalhes na parte interna do frontal e banco em marrom, e a prata com os mesmos detalhes em azul, ficaram bem bonitas, e ambas vêm com as rodas em liga de novo desenho, com raios duplos, que ainda não foram capazes de me convencer. De qualquer forma, a qualidade do acabamento impressiona, com encaixes plásticos perfeitos e pintura caprichada. Décadas se passaram desde o lançamento, mas o

conceito se manteve, claro, tecnologicamente muito mais avançada, agora ela tem motor bicombustível, sistema de freio combinado, mas ainda mantém suas principais virtudes, que são a agilidade, a leveza e a competência para transitar no pesado tráfego urbano como o de São Paulo, e o câmbio de embreagem automática ajuda na tarefa.

Motonetas

O fato de não ter rodas pequenas e ter pedaleiras em vez de assoalho são algumas características que diferenciam as Cub dos scooter, e, geralmente, são mais leves também. A Biz 125 é 26 quilos mais leve do que uma PCX e tem 4 a menos que o Elite, por exemplo, o que facilita sua pilotagem e as manobras em espaços apertados.

Desempenho

O motor monocilíndrico rende honestos 9,2 cv a 7.500 rpm de potência máxima e 1,04 kgf.m a 3.500 rpm de torque, suficientes para fazê-la acelerar rápido e competentemente nas arrancadas, como nas saídas de semáforos, mas suas retomadas também permitem uma tocada divertida e segura. Logicamente você não deve esperar adrenalina enquanto pilota a Biz, não que não possa fazer diabruras e buscar divertimento, mas afinal esta pequena Cub tem suas limitações. FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO HONDA BIZ 125 Dados de fábrica Monocilíndrico, arrefecido a ar OHC I 2 válvulas I câmbio de 4 velocidades Cilindrada 124,9 cm³ Potência máxima 9,2 cv a 7.500 rpm Torque máximo 1,04 kgf.m a 3.500 rpm Diâmetro x curso do pistão 52,4 mm x 57,9 mm Taxa de compressão 9,3:1 Quadro Monobloco em aço Cáster 26,3º Trail 69 mm Suspensão dianteira Garfo telescópico com 100 mm de curso, Suspensão traseira Biamortecida com 86 mm de curso, sem ajustes Freio dianteiro Disco de 220 mm, pinça de 2 pistões (combinado) Freio traseiro Tambor de 110 mm Modelo do pneu Pirelli Mandrake Roda dianteira 60/100 - 17” Roda traseira 80/100 - 14"

MEDIDAS

Comprimento • 1.894 mm Largura • 714 mm Altura do assento • 753 mm Entre-eixos • 1.264 mm Tanque • 5,1 litros Peso seco • 100 kg

Preço: R$ 10.077 Lâmpada • HS1 35W

PRIMEIRA IMPRESSÃO A Biz 125 é daquelas motos que impressionam pela simplicidade e pelo bom desempenho geral. Ela pode ser perfeita para o dia a dia, afinal é pequena, leve e muito ágil, condição que a torna um bom meio de transporte e, o que é melhor, com muita economia. Ela pode chegar aos 40 km/l (e até mais) se você for daqueles que gosta de andar na boa, ao mesmo tempo é capaz de rodar 100 km/h em autoestradas sem sacrifício. Ela também é legal para substituir sua moto maior em pequenos deslocamentos. O único porém é que o espaço sob o banco só acomoda os capacetes do tipo jet. De qualquer modo, os pouco mais de R$ 10.000 pedidos por ela serão bem investidos.

ra e de 14 na traseira, os dois amortecedores de trás são desprovidos de regulagem, tem funcionamento limitado e transmitem parte de seus movimentos para o corpo do piloto, com garupa, os encontros no final de seu curso são frequentes, e as pancadas podem ser cruéis.

Parada final

TRADICIONAL O belo desenho de farol, lanterna e piscas conservou as lâmpadas tradicionais, mas já merecia o LED

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Acionar o câmbio não tem segredo, todas as marchas são para baixo e, caso você pare em quarta e última marcha, não precisa voltar todas as marchas para cima, é só pisar novamente no pedal para baixo que o neutro entra, uma característica do câmbio rotativo. As reduções devem ser feitas com pequena aceleração para evitar os trancos, principalmente devagarinho, de segunda para primeira. Quanto à ciclística, a Biz 125 é bem resolvida, obedece rapidamente aos comandos e sua leveza é capaz de fazer você curvar antes do tempo se você for meio afoito ou se distrair e apontar na direção de uma vez. Suas suspensões têm boa capacidade de absorção de impactos e são ajudadas pela roda de 17 polegadas na diantei-

Agora a Biz 125 tem como equipamento de série e obrigatório os freios combinados, eles permitem paradas rápidas e seguras, principalmente para os menos experientes, que costumam utilizar o freio traseiro como único meio de parada em qualquer situação. O sistema aciona a pinça dianteira ao pisar no pedal do freio traseiro, multiplicando a capacidade de frenagem com a utilização somente dele. Em algumas situações, pode ser a salvação dos ocupantes, embora esse sistema atrapalhe um pouco nas manobras de baixa velocidade. Uma prova de que não se pode ter tudo ao mesmo tempo. Pouco mais de R$ 10.000 são justos para esta motoneta, capaz de enfrentar todos os desafios do ir e vir do dia a dia com desenvoltura e estilo. É perfeita para quem não quer uma moto e prefere a postura delas à dos scooter. Sem dúvida a melhor opção das Cub a venda.


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APRESENTAÇÃO Dafra NH 190

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Para competir com as gigantes A Dafra amplia seu line up em 2020 com duas motos. A primeira a chegar é a NH 190, uma trail honesta que concorre com as motos das gigantes japonesas Texto ISMAEL BAUBETA Fotos GUSTAVO EPIFÂNIO

A

Dafra busca crescer em terra de gigantes, tem estrutura para isso e conta com a parceria de players importantes como a indiana TVS, fabricante da Apache, e a taiwanesa Sym, que produz, entre outros, o Citycom 300, modelo mais vendido da marca. Depois de um bom tempo mantendo seu line up com mudanças apenas em modelos já existentes, a Dafra decidiu ampliar a linha com a trail NH 190 e com mais um scooter, o HD 300, ambos da Sym. À primeira vista a NH 190 chama a atenção, suas linhas são angulosas, cheias de vincos e recortes, beira o exagero, mas tem bastante volume, o que valoriza o visual. O farol é subdividido com um foco para luz baixa e outro para alta. Embora seja uma trail, ela segue o conceito de sua concorrente direta Honda XRE 190, com dois para-lamas, um sobre a roda e outro sob o farol. De qualquer jeito o design foi bem cuidado e está muito melhor do que alguns produtos asiáticos costumavam apresentar, pois o quesito evoluiu muito com o tempo e a concorrência. Talvez o que mais destoou no desenho é a enorme ponteira que sai para cima, como se fosse uma moto de rali.

Altura e posição

Subindo na NH 190 a primeira impressão é de que o banco é mais baixo do que sua altura sugere, como se parte da espuma tivesse sido retirada para rebaixá-lo, inclusive a espuma mole faz sentir a base dura do banco, comprometendo o conforto. A altura do banco, segundo a ficha técnica da moto, é de 820 mm (na XRE são 836 mm), diferença pequena, mas a percepção é de que a NH é mais baixa.

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APRESENTAÇÃO Dafra NH 190

ESTILO A NH 190 é bem estilosa e chama a atenção; os mais curiosos perguntam qual é

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A ergonomia da NH 190 é relativamente neutra, o guidão elevado por dois enormes risers fica muito próximo do piloto. Eu com meus 1,8 m fiquei com os cotovelos a 90°. O ideal é que estivessem ligeiramente menos flexionados, com o guidão mais adiantado. Parece que há pouco espaço para o piloto. As pernas ficam levemente flexionadas, mas a cintura da moto oferece bom encaixe para elas.

DESAFIO A NH 190 aceita desafios, basta você ter espírito aventureiro para se divertir

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Em movimento

Ao tentar dar a partida, estranhei. Mesmo com o corta-corrente em posição de desligado, o motor dá a partida, só não liga, não entendi. Uma vez ligado o motor você percebe a vibração, que não chega a incomodar e ela aumenta ao rodar em baixa e média rotação, mas em alta ela diminui.


VOLUME As proporções são generosas na dianteira e contrastam com a traseira afilada; o design das motos asiáticas melhorou muito nos últimos anos graças ao intercâmbio de profissionais e tecnologia do mundo globalizado

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Painel digital é simples, mas bem resolvido 2 Punhos tradicionais poderiam ter melhor acabamento 3 Banco tem pouca espuma e compromete o conforto 4 Ponteira alta destoa do conjunto

O motor monocilíndrico de 183 cm³, quatro válvulas e arrefecimento a líquido rende 18 cv a 8.500 rpm e 1,6 kgf.m a 7.500 rpm de potência e torque máximos respectivamente, quase 2 cv a mais do que a XRE 190. Por outro lado, tem um pouquinho menos de torque (0,03 kgf.m) que também chega a seu máximo 1.500 rpm depois que a Honda, o que explica a maior demora nas arrancadas da moto taiwanesa. Na aceleração inicial ela parece chocha, precisa de giros para sair com mais rapidez, até as 3.000 rpm ela é preguiçosa, daí para cima melhora e tem respostas mais honestas. O motor precisa de gás para empolgar. Na estrada indo para a locação onde fotografamos chegou a marcar 133 km/h no painel, já na volta, com mais vento contra, não passou dos 122 km/h, o que não é ruim, diga-se de passagem.

O câmbio de seis marchas tem engates macios, mas é preciso percorrer mais espaço com o pedal para engatar as marchas. A relação de câmbio poderia ter a primeira marcha um pouco mais curta para torná-la mais esperta nas arrancadas, já as marchas mais altas estão mais bem escalonadas. As suspensões são bastante rígidas para o péssimo pavimento de uma cidade como São Paulo, e a consequência é a transmissão para o corpo do piloto de boa parte da vibração vinda do pavimento. Se o banco fosse mais macio, com espuma de melhor qualidade, o sofrimento do corpo seria menor. Por outro lado, por conta destas mesmas suspensões, é divertido contornar curvas com ela sempre aprumada e bem apoiada no chão. FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO Dafra NH 190 Dados de fábrica Monocilíndrico, arrefecido a líquido DOHC I 4 válvulas I câmbio de 6 velocidades Cilindrada 183 cm³ Potência máxima 18 cv a 8.500 rpm Torque máximo 1,6 kgf.m a 7.500 rpm Diâmetro x curso do pistão 63,5 mm x 57,8 mm Taxa de compressão 11,1:1. Quadro Tipo diamond em aço Cáster 26° Trail 145 mm Suspensão dianteira Garfo telescópico com 135 mm de curso Suspensão traseira Monoamortecedor com 145 mm de curso, ajuste pré-carga Freio dianteiro Disco de 288 mm, pinça de 2 pistões (Combinado) Freio traseiro Disco de 222 mm, pinça de 1 pistão Modelo do pneu Pirelli MT60 Roda dianteira 100/90 - 19” Roda traseira 130/80 - 17" MEDIDAS

Comprimento • 2.068 mm Largura • 900 mm Altura do assento • 820 mm Entre-eixos • 1.405 mm Tanque • 11 litros Peso (OM) • 152 kg

Preço: R$ 12.890

1 1 Spoiler e protetor de motor são itens de série 2 Tomada USB é diferencial na categoria 3 Freio traseiro é potente 4 Sistema dianteiro é impreciso

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Usando os freios

PRIMEIRA IMPRESSÃO A NH 190 é bem resolvida visualmente, tem design moderno e chama a atenção. É verdade que o motor é um pouco preguiçoso em baixas rotações, mas fica mais esperto à medida que os giros sobem. Mesmo com a rigidez das suspensões, um pouco duras para a cidade, tem bom comportamento, inclusive oferecendo bastante diversão na estrada. O sistema de freio poderia ser mais preciso e o banco mais confortável. Os R$ 12.890 da etiqueta estão de bom tamanho. A iluminação em LED e a tomada USB são diferenciais na categoria. A concorrência é forte e a Dafra tem a seu desfavor uma rede de concessionárias bem menor que Honda e Yamaha. Mas vale a pena fazer um test ride para conhecer o modelo.

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Como manda a legislação, a NH 190 tem sistema de assistência às frenagens, no caso o freio combinado. Um disco na frente e outro atrás que ao ser acionado com o pedal, aciona instantaneamente o dianteiro. Notei que se você utilizar somente o traseiro a frente da moto abaixa bastante em comparação a outros modelos com sistema semelhante, sinal de que mais força de frenagem é levada para a pinça dianteira. O manete do freio dianteiro deixa claro que o freio é impreciso, há momentos em que o freio atua com pegada inicial mais agressiva,

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em outros o manete endurece e exige mais força e ainda há momentos em que ele cede estranhamente como acontece quando o sistema entra em fadiga, mas é só apertar novamente o manete que ele volta ao estado normal. Os R$ 12.890 pedidos pela NH 190 são justos, e isso significa que ela é 12% mais barata que a XRE 190 (R$ 14.490), mas a rede de concessionárias bem maior da Honda e a tradição da marca japonesa podem pesar na decisão dos motociclistas. Contudo, vale a pena fazer um test ride para quebrar paradigmas.


brand

PUBLIEDITORIAL

Você prefere gato ou lebre?

A Philips cria inovações que se tornam padrão mundial

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ocê já deve ter caído alguma vez numa pegadinha que se encaixa no velho ditado de levar gato por lebre, certo? Pois é, a situação é bem mais comum do que se imagina quando o negócio é comprar algum componente para sua motocicleta, seja para reposição ou para customizá-la. Infelizmente há produtos de péssima qualidade por todos os lados, a invasão de produtos de baixo custo e péssima qualidade é generalizada e as lâmpadas também estão entre os itens que podem ser confundidos. Porém não vale a pena levar “gato” para casa quando o assunto é a sua segurança, afinal o bom funcionamento do farol de sua moto vai impedir situações de risco que muitas vezes você nem fica sabendo (afinal você pode ter sido notado a tempo antes de outro veículo passar pelo cruzamento de que você se aproxima ou de entrar em sua frente no corredor e fechar você ). E se o outro motorista não tivesse visto você? A Philips investe pesado em tecnologia e desenvolvimento de suas lâmpadas, por isso está sempre na vanguarda na criação de novos produtos com a utilização de materiais mais modernos, resistentes e de última geração. Para aumentar a durabilidade das lâmpadas das motos a Philips desenvolveu uma tecnologia chamada ExtraDuty, que, com filamentos maiores e mais robustos e nova fixação da haste na parte superior do bulbo da lâmpada, confere quatro vezes mais resistência aos impactos do que uma lâmpada comum. Outro componente crucial das lâmpadas é o vidro com o qual é feito o bulbo. A Philips utiliza vidro de quartzo, muito mais resistente a temperaturas extremas (2.650°C do filamento e 800°C em sua superfície) e de maior capacidade de irradiação da luz. Na tecnologia LED, a Philips também inova com as lâmpadas Ultinon, que são mais compactas e carregam muita tecnologia, como o SafeBeam (para projetar a luz no lugar certo, sem ofuscar), resistência a água e poeira (certificação IP65), ThermalCool (controle térmico para maior durabilidade) e tem resistência de 10G aos impactos, iluminando 130% mais, com durabilidade de até cinco anos e garantia de fábrica de dois anos. A Philips possui 100 anos no desenvolvimento de iluminação automotiva e inovações criadas em seus laboratórios se tornaram padrão mundial, por isso não é à toa que é a maior fornecedora de lâmpadas para indústria da motocicleta no Brasil e um em cada três carros no mundo utiliza lâmpadas Philips.

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APRESENTAÇÃO Bimota Tesi H2

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A mais espetacular das Tesi Depois de anos no ostracismo, a Bimota ressurge com a força da Kawasaki como sócia e fornecedora de tecnologia

D CONCEITO TESI A Tesi H2 mantém a originalidade das duas balanças de suspensão; na dianteira o sistema é bem complexo

Texto PEPE BURGALETAA Fotos DIVULGAÇÃO

epois de alguns anos de isolamento, a Bimota, uma mítica empresa de motocicletas esportivas italiana, retornou à linha de frente, parcialmente adquirida pela Kawasaki. Aqui, mostramos a Bimota Tesi H2, uma das motos mais espetaculares do mundo! No século passado, a Bimota foi provavelmente uma das marcas de moto mais desejadas do planeta. O foco da empresa italiana era fabricar motocicletas especiais com motores poderosos. O nome Bimota veio da união das iniciais dos sobrenomes dos sócios: Bianchi, Morri e Tamburini (considerado o grande gênio da marca). A fábrica foi fundada em 1966 e ainda é lembrada pelas suas soluções tecnológicas e de design. Ficou famoso, por exemplo, seu chassi diferenciado de aço multitubular, com formato incrível, capaz de compor o design. Das primeiras gerações, destacam-se os modelos equipados com motores Kawasaki, como o KB1 (Kawasaki Bimota-1), equipado com os motores Z900 e Z1000. O modelo KB2 (Kawasaki Bimota-2) tinha modelos de média cilindrada (Z400, Z500, Z550 e Z600). Já o modelo KB3, também com motor Z1000, usava estrutura de chassi multitubular, com placas de alumínio traseiras para ancorar o braço oscilante – solução ainda utilizada por muitas marcas até hoje. As primeiras Bimota com motores Kawasaki datam de 1978, e as últimas, de 1984. Depois disso, não houve mais Bimota com motores Kawasaki... Até agora! FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO Bimota Tesi H2

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COMPLETA O painel mescla mostrador analógico e digital. Os semiguidões vão instalados em falsas bengalas, e o amortecedor de direção está sobre a mesa superior

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DIANTEIRA AVANÇADA A carenagem dianteira tem asas aerodinâmicas e chega até a linha do para-lama, proporção ousada


A crise e a solução

No final do século passado, iniciou-se o declínio da Bimota, devido à maior disponibilidade de outras marcas no mercado e também pelo avanço das motos esportivas japonesas. Além disso, a Bimota passou por uma sucessão de problemas econômicos e mudanças de acionistas. Então, três anos atrás, a Kawasaki recebeu uma proposta, que vinha justamente de uma empresa italiana. Hiroshi Ito, o gerente da divisão de planejamento de motocicletas e motores da Kawasaki Heavy Industries, ficou surpreso quando descobriu tratar-se da Bimota. O executivo decidiu chegar a um acordo, cuja negociação terminou em 2019 com a criação de uma nova sociedade chamada B & Motion. A empresa fica na Itália, em Rimini, o que permite alguma independência com relação à marca japonesa, com liberdade de atuação nas áreas de gestão, design, fabricação e comercialização. Mas a Kawasaki mantém o controle societário, com 49,9% das ações. A nova companhia parece ser uma boa solução para ambas as partes, pois a Bimota terá acesso a vários recursos mecânicos e projetos diferenciados da poderosa Kawasaki. No entanto, a Kawasaki terá uma extensão ainda mais radical de sua linha de motos, com a Bimota. A prova de que esse acordo está indo bem é a nova Tesi H2, que dizem ser a moto mais espetacular do mundo. Vamos conhecer?

Bimota Tesi H2

MATERIAL COMPOSTO Suporte do banco em fibra de carbono, também presente na dianteira como suporte. Balanças de alumínio

As gerações do modelo Tesi estão entre as motos mais icônicas da Bimota. Originariamente eram motos baseadas nas teses do engenheiro Pierluigi Marconi, que desenhou a Tesi com um chassi dotado de trem dianteiro com um sistema de “hub centre”. São dois braços oscilantes dianteiros paralelos ao chão, chassi de alumínio em forma de arco e uma estrutura quase inédita para uma moto comercial. A Bimota construiu a primeira Tesi DB1 com motor Ducati 851. O genial Pierluigi Marconi já era o diretor técnico da companhia. As suas três versões foram dotadas de motores Ducati V2 de diferentes tipos, com estruturas de alumínio ou aço, tubulares. Agora, novamente Marconi está à frente do projeto com a nova Tesi, dotada, pela primeira vez, de um motor de quatro cilindros em linha, sobrealimentado, da Kawasaki H2, com 998 litros de cilindrada e 200 cv de potência. O conceito é o mesmo para toda a linha, porém essa moto tem importantes diferenciais. Em palavras do próprio Marconi, quando ele iniciou o desenho da moto, em sua cabeça estava construir um modelo com estrutura horizontal, para que os esforços tivessem lugar em um mínimo espaço possível. Para isso, desenhou um sistema de direção de braço duplo que fosse simétrico e eliminasse os esforços de torção do sistema. E também para que a direção e a suspensão atuassem de maneira independente. FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO Bimota Tesi H2 Dados de fábrica Tetracilíndrico, turbo charged, arrefecido a líquido DOHC I 16 válvulas I câmbio de 6 velocidades Cilindrada 998 cm³ Potência máxima 200 cv a 11.000 rpm Torque máximo 13,6 kgf.m a 10.500 rpm Diâmetro x curso do pistão 76 mm x 55 mm Taxa de compressão 8,5:1 Quadro Motor Portante Cáster n.d. Trail n.d. Suspensão dianteira Sistema Hube Centre Suspensão traseira Monoamortecedor ajustável em pré-carga, compressão e retorno Freio dianteiro Discos de 320 mm, pinças radiais de 4 pistões Freio traseiro Disco de 220 mm com pinça de dois pistões Modelo do pneu Bridgestone Battlax RS11 Roda dianteira 120/70 - 17 M/C Roda traseira 200/55 - 17 M/C

SOLUÇÃO O amortecedor dianteiro agora está ao lado do traseiro na frente da balança

Evolução

MEDIDAS

Comprimento • 2.200 mm Largura • n.d. Altura do assento • 840 mm Entre-eixos • 1.525 mm Tanque • 17 litros Peso seco • n.d.

Preço: Não divulgado

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1990

2005

2007

A Tesi D1 nasceu com motor Ducati 851, depois passou a 904 cm³

A Tesi 2D tinha motor em V de 1.000 cm³ da Monster e menos aspiração esportiva

As últimas Tesi 3D eram 1.100 cm³ e desenho mais “all road”

Entretanto, a nova Bimota Tesi tem compromissos diferentes dos das anteriores. O motor tetracilíndrico da Kawasaki dispõe de uma estrutura muito compacta e tem outras atribuições que as últimas versões não tiveram, com a sua refrigeração líquida, o escape saindo pelo alto da lateral e seu compressor mecânico.

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Sistema Tesi

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1 Muito material nobre, como alumínio e fibra de carbono aparente 2 A cruzeta no eixo da roda dianteira é responsável pela direção 3 O motor é parte estrutural do chassi. O escape tem estilo japonês

O que não mudou foi o sistema dianteiro, formado por uma cruzeta no eixo da roda, cujo braço horizontal está preso ao basculante dianteiro e se encarrega da suspensão. Enquanto o braço vertical utiliza um cilindro oco, que tem a cruzeta em seu interior, este se encarrega da direção. A roda tem um cubo muito grande para abrigar o sistema em seu interior, que se situa apoiada em dois grandes rolamentos sobre o cilindro exterior e é capaz de girar nas curvas mediante um tirante exterior à própria roda, tal qual barras de direção. Além disso, no caso da Bimota, foi desenhado um sistema de tirantes que controla o giro do cilindro no interior da roda, para que a direção varie de acordo com o funcionamento da suspensão e de maneira totalmente controlada. Esperemos que logo, logo a gente tenha a Bimota Tesi H2 no Brasil. Será uma utopia?


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*É de sua responsabilidade utilizar as lâmpadas de LED de acordo com os requisitos legais aplicáveis **Capacete é a proteção do motociclista

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APRESENTAÇÃO Royal Enfield Interceptor 650 e Continental GT 650 ROYAL ENFIELD CONTINENTAL GT 650 Uma legítima café racer dos anos 1950 com desempenho atual

O clássico e o moderno se fundem Texto ALEXANDRE NOGUEIRA Fotos ROYAL ENFIELD

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A Royal Enfield apresenta dois novos modelos com motores de 650 cm³, de dois cilindros paralelos, os famosos twin, que remetem aos anos dourados do motociclismo, com design sensualmente clássico e desempenho moderno


ROYAL ENFIELD INTERCEPTOR 650 Apesar da simplicidade, ela proporciona muito prazer ao pilotar

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m fabricante britânico de munições tomou o nome Royal Enfield em 1890 e diversificou suas operações constriundo bicicletas, cortadores de grama, motores estacionários e eventualmente motocicletas. Em 1949 a Royal Enfield começou a vender bicicletas na Índia e o sucesso foi tão grande que em 1957 montaram uma fábrica para produzir motocicletas. Na Inglaterra a produção das motocicletas foi interrompida e os ingleses saíram do negócio em 1971. De vento em popa, a Royal Enfield continuou com suas operações na Índia e em 1994 se fundiu ao grande grupo indiano do setor automotivo Eicher, e esse casamento dura até hoje. No Brasil, a Royal Enfield chegou em 2017 trazendo os modelos Bullet 500, Classic 500 e Continental GT 535, todas com o motor monocilíndrico refrigerado a ar com fama de indestrutível. Em 2019 chegou a primeira moto aventureira da

marca, a Himalayan 400, também equipada com motor monocilíndrico. Talvez você não saiba, mas a Royal Enfield já produziu motos com motores de dois cilindros desde seus primórdios. Em 1912 já era fabricado o modelo 180, equipado com motor Jap V-Twin. Depois da Segunda Guerra, foram lançados nos anos 1950 os modelos de cilindros paralelos de 500 cm³ e depois de 700 cm³ da Super Meteor e da Constellation. Depois de muitos anos produzindo somente motos monocilíndricas, a Royal Enfield revê suas estratégias e aposta mais uma vez no segmento de motos de maior capacidade, entrando em nova era. Não por acaso o lançamento leva o nome da última dois cilindros produzida ainda na Inglaterra, a Interceptor. A Interceptor é um dos dois novos modelos bicilíndricos apresentados pela Royal Enfield -, o outro é a Continental GT (também como referência FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO Royal Enfield Interceptor 650 e Continental GT 650

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ao passado). Voltar a oferecer essa motorização com dois cilindros paralelos é uma jogada bastante inteligente da Royal Enfield, porque o intuito é atrair diversos novos compradores que buscam uma motocicleta com estilo clássico por um preço razoável. Os dois modelos são cheios de harmonia no design, a qualidade de construção de ambos é bem evidente, pois nenhum elemento parece fora do lugar ou de baixa qualidade aparente. É o estilo que separa os dois modelos, que compartilham muitos componentes além do motor de dois cilindros paralelos de 648cm³, oito válvulas e de refrigeração mista (ar e óleo). Chassi, rodas, freios, painel de instrumentos e luzes também são comuns nas duas. Os componentes que mudam

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são apenas o assento, o guidão e o tanque de combustível, além das opções de cores. Para o lançamento no Brasil, a Royal Enfield escolheu a famosa estrada real no trecho Cunha–Paraty e isso foi ótimo, porque é uma área que eu conheço bem e por isso achei bastante apropriado para essas motos de estilo clássico que proporcionam uma pilotagem simples, divertida e agradável, como costumavam ser os rolés de moto antigamente. A simplicidade na abordagem da Royal Enfield Interceptor é aparente na instrumentação mínima, composta por velocímetro e conta-giros analógicos, com uma tela LCD no velocímetro com informações como nível de combustível, hodômetro total e parcial e luzes de aviso. A única tecnologia de assistência ao piloto oferecida é

1 A Interceptor tem um banco plano amplo e confortável 2

Amortecedores com reservatório de gás vêm nos dois modelos 3 Emblema legítimo dos anos 1950 4 Painel clássico com display digital


1 1 A Continental GT vem com semiguidão 2 Tanque da Continental GT é mais estreito e esportivo 3 Nas laterais, os emblemas de identificação 4 Banco em dois níveis segura o piloto nas arrancadas

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o ABS, que não é comutável (não pode ser desativado). A iluminação ainda é com lâmpada halógena convencional. A posição de pilotagem da Interceptor é muito confortável, relaxada e com ergonomia perfeita entre guidão e pedaleiras para rodar com bom nível de conforto.

Café racer dos anos 1950

Ao mudar para o Continental GT você percebe o assento mais plano, pouco menos confortável, o tanque mais longo e os semiguidões alteram a ergonomia, proporcionando uma posição mais esportiva e radical, pouco inclinada para frente, mas que não chega a cansar e se mostrou bem apropriada para o dia a dia ou viagens também.

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O motor é excepcionalmente suave, tem baixo nível de vibração, devido ao eixo balanceiro acionado por engrenagem. Eu estava esperando vibrações excessivas no guidão, especialmente em rotações mais altas, mas o propulsor de dois cilindros paralelos tem um funcionamento liso e competente. O motor de dois cilindros gera 47 cv a 7.100 rpm e 5,3 kgf.m a 4.000 rpm de potência e torque, respectivamente. O empuxo do torque é abundante e a 2.500 rpm 80% dele já é despejado na roda. O câmbio de seis marchas é macio e tem engates precisos, tanto para cima quanto nas reduções, graças, em parte, à boa embreagem deslizante. Como os dois modelos compartilham o mesmo motor e caixa de câmbio, não há diferença no FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO Royal Enfield Interceptor 650 e Continental GT 650 Dados de fábrica Bicilíndrico I arrefecido a ar e óleo I SOHC 8 válvulas I câmbio de 6 velocidades Cilindrada 648 cm³ Potência máxima 47 cv a 7.100 rpm Torque máximo 5,3 kgf.m a 4.000 rpm Diâmetro x curso do pistão 78 mm x 67,8 mm Taxa de compressão 9,5:1 Quadro Berço semiduplo em aço Cáster 24º Trail 106 mm Suspensão dianteira Garfo telescópico com 110 mm de curso Suspensão traseira Duplo amortecedor a gás com 88 mm de curso, ajuste pré-carga Freio dianteiro Disco de 320 mm, pinça de 2 pistões (ABS) Freio traseiro Disco de 240 mm, pinça de 1 pistão (ABS) Modelo do pneu Pirelli Phanton Roda dianteira 100/90 - 18” Roda traseira 130/70 - 18” MEDIDAS

Comprimento • 2.122 mm Largura • 789 mm Altura do assento • 804 mm Entre-eixos • 1.400 mm Tanque • 13,7 litros Peso seco • 202 kg

Preço: R$ 24.990 a R$ 26.990 Lâmpada Phillips • H4 Ultinon

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Freio a disco traseiro com ABS aumenta segurança 2 Mesmo com disco único na dianteira, as frenagens são excelentes 3

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Acabamento esmerado no motor e nos acessórios

desempenho, nem nas engrenagens, mas a natureza “esportiva” da Continental GT incentiva você a esticar um pouco mais as marchas e faz com que ela pareça mais rápida. A relação final também é a mesma. Como compartilham o mesmo chassi, a pilotagem é muito próxima entre os dois modelos, mas a ergonomia mais esportiva da Continental GT faz parecer mais natural os movimentos de entrada e contorno de curvas. Em contrapartida a vibração sentida na Continental GT é maior, já que seus semiguidões estão fixados diretamente nas bengalas, enquanto o guidão da Interceptor é o tradicional que vai sobre a mesa.

Quando “menos é mais”

Ambas as motos pareceram muito equilibradas e estáveis ao contornar curvas independentemente de serem de alta ou baixa velocidade, graças às boas respostas da direção. Já no tráfego urbano o guidão mais largo e de maior alavanca da Interceptor torna a condução diária pelo trânsito mais confortável. Nos dois modelos a suspensão dianteira é convencional e sem regulagens. Na traseira, a balança recebe dois amortecedores com compartimento de gás separado e apenas ajustes de


Dados de fábrica Bicilíndrico I arrefecido a ar e óleo I SOHC 8 válvulas I câmbio de 6 velocidades Cilindrada 648 cm³ Potência máxima 47 cv a 7.100 rpm Torque máximo 5,3 kgf.m a 4.000 rpm Diâmetro x curso do pistão 78 mm x 67,8 mm Taxa de compressão 9,5:1 Quadro Berço semiduplo em aço Cáster 24º Trail 106 mm Suspensão dianteira Garfo telescópico com 110 mm de curso Suspensão traseira Duplo amortecedor a gás com 88 mm de curso, ajuste pré-carga Freio dianteiro Disco de 320 mm, pinça de 2 pistões (ABS) Freio traseiro Disco de 240 mm, pinça de 1 pistão (ABS) Modelo do pneu Pirelli Phanton Roda dianteira 100/90 - 18” Roda traseira 130/70 - 18" MEDIDAS

Comprimento • 2.122 mm Largura • 789 mm Altura do assento • 804 mm Entre-eixos • 1.400 mm Tanque • 13,7 litros Peso seco • 198 kg

Preço: R$ 25.990 a R$ 27.990 Lâmpada Phillips • H4 Ultinon

pré-carga da mola. Em geral, achei a suspensão bem suave e acertada para o meu gosto e bem adequada para a maioria dos pilotos e diferentes pavimentos de ruas ou estradas. Da mesma forma, a frenagem é um pouco “esponjosa” ou borrachuda, sem aquela mordida inicial forte, mas é satisfatória para a proposta das motocicletas. Ambos os modelos contam com sistema de freios ByBre (marca da italiana Brembo) com disco único na dianteira e traseira, proporcionando frenagens robustas para uma motocicleta dessa capacidade - o ABS da Bosch garante mais segurança. São duas motos de personalidade que carregam muita história em seu DNA, mas que também oferecem uma boa experiência de pilotagem por preço muito atrativo, tendo tudo para seguir o sucesso que os outros modelos da marca têm alcançado. A Interceptor 650 parte de R$ 24.990 e a Continental GT 650 de R$ 25.990 e podem chegar a R$ 26.990 e R$ 27.990 respectivamente com as cores especiais Custom e Chrome. Simples, simpáticas, confiáveis e classudas. As novas twin 650 da Royal Enfield são o clássico moderno perfeito. Ambas têm pintura e acabamentos excelentes. Neste primeiro contato não houve nada que me desagradasse ou que pudesse criticar, garanto que são muito prazerosas de pilotar.

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Qualidade dos cromados é excelente 2 Rodas pretas garantem esportividade e sofisticação 3 O motor twin de 650 cm³ é suave e progressivo 3

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APRESENTAÇÃO KAWASAKI VULCAN S 650

Uma custom média de respeito A Vulcan S 650 é a única de média cilindrada disponível no Brasil, mas não é só isso que a faz ter sucesso nas vendas, ela tem excelentes atributos para ocupar sua garagem, confira! Texto ALEXANDRE NOGUEIRA Fotos CHRISTIAN CASTANHO

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APRESENTAÇÃO KAWASAKI VULCAN S 650

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1 O painel mescla conta-giros analógico e informações em bloco digital, ambos com boa visualização 2 O banco é confortável para o piloto, já o garupa tem espaço limitado 3 A Vulcan parece menor do que é 4 Assim como farol, a lanterna é de LED

A

Kawasaki Vulcan S 650 é a única custom de média cilindrada vendida no Brasil, isso é parte do motivo de seu sucesso. Ela emplacou em 2019, 820 unidades, empatando com a campeã, Fat Boy, nada mal! A Vulcan S é diferenciada, tem um estilo New School e pretende estabelecer um novo paradigma para atrair um público mais jovem e descolado, que não segue os tradicionalistas da velha escola e vive suas próprias regras e, porque não, com menos grana para investir. Esta versão que avaliamos, combinando tons de preto fosco e preto brilhante, é ao mesmo tempo sóbria e elegante, e o preço praticado na rede de concessionárias é de R$ 32.590,00, já a exclusiva versão cinza metálica fosca sai por R$32.990,00, preços mais que justos. Particularmente, eu adoro esta máquina, principalmente por causa do forte motor bicilíndrico que também equipa a ER 6n, a Ninja 650 e a Versys 650. O motor de dois cilindros paralelos e 650 cm3 adota um cabeçote de oito válvulas com duplo comando, refrigeração líquida e injeção eletrônica, mas, desde a versão 2016, teve sua potência reduzida de 72 cavalos para 61 cavalos a 7.500 rpm, o torque de 6,4 kgf.m aparece nas 6.600 rpm. A nova diagramação do comando de válvulas e no sistema de admissão prioriza o torque em baixa, melhorando as retomadas.

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Motor valente e econômico

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O motor tem ótima elasticidade e proporciona arrancadas muito divertidas, fortes e rápidas, graças também ao macio e bem escalonado câmbio de seis marchas, que tem as primeiras marchas mais curtinhas e a última marcha mais longa, priorizando as baixas rotações para a estrada, tipo overdive. A 100 km/h constantes em sexta marcha, o motor gira a baixas 4.500 rpm, mas basta acelerar fundo que o motor responde imediatamente com bastante vigor e sem necessidade de reduções, o que colabora ainda mais para uma tocada tranquila e confortável. O consumo na estrada, rodando a 100 km/h constantes e com a indicação ECO acesa no painel, ficou na casa dos 30 km/l, e na cidade ela chegou a fazer 23 km/l andando numa boa, respeitando os radares que não permitem mais de 50 km/h. Bebeu 18 km/l acelerando um pouco

5 Os punhos são tradicionais e de bom acabamento 6 A regulagem dos manetes ajuda a melhorar a ergonomia


AGILIDADE A Vulcan S é extremamente ágil e divertida. Sua desenvoltura no trânsito é excelente, só não é melhor pela largura do guidão e das pedaleiras. Também oferece bastante conforto

7 7 O escape é a peça mais estranha da moto 8 O amortecedor está deslocado para a direita, facilitando o acesso à regulagem de pré-carga da mola

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mais agressivamente nas arrancadas dos semáforos. O tanque de combustível comporta 14 litros e garante uma ótima autonomia. O sistema de escapamento é novo e permitiu enquadrar a Vulcan S 650 no rígido Promot (programa de controle de emissão de gases vigente no Brasil para motocicletas, ciclomotores e afins).

Ciclística

O chassis é de aço tubular tipo Diamond e tem ótima rigidez, sua geometria, mesmo com ângulo de cáster mais aberto, não atrapalha as manobras de baixa velocidade em meio ao trânsito apertado. Ela é muito fácil de conduzir no trânsito, diferente de algumas custom maiores e mais pesadas, a baixa altura do banco ainda ajuda nas manobras e no apoio dos pés no chão, a agilidade é um dos pontos fortes, mesmo pesando 228 kg em ordem de marcha. O gui-

dão é bastante largo, e as pedaleiras idem, e podem limitar a passagem no corredor, mas pouco. Ela também é boa nas estradas com curvas de alta, onde mostra o seu potencial para contorná-las com estabilidade superior, se comparada a outras máquinas do segmento. A suspensão dianteira utiliza garfo telescópico convencional, e a traseira, um monoamortecedor com sete ajustes na pré-carga da mola, sua posição é deslocada para a direita da balança, compondo um visual agressivo e diferenciado. O funcionamento do conjunto é bem superior ao das motos que adotam dois amortecedores na traseira, e uma tocada mais esportiva é muito bem aceita pela Vulcan S 650. A ergonomia é típica de custom com as pernas mais à frente, mas ela tem uma pitada de esportividade. As pedaleiras do piloto são reguláveis e permitem o acerto perfeito para qualquer biotipo e experiência do condutor. O assento baixo e o chassi estreito permitem apoiar os dois pés no chão com facilidade, contribuindo para a confiança do piloto nas manobras em baixa velocidade.

Mais virtudes que defeitos

Os freios são a disco nas duas rodas e, com a assistência eletrônica do ABS, garantem curtos espaços de frenagem, apesar do disco simples na dianteira. O banco é amplo e muito confortável, mesmo para jornadas mais longas na estrada, mas a garupa, como em quase toda moto custom, sofre com o tamanho reduzido do assento. FEVEREIRO 2020

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APRESENTAÇÃO KAWASAKI VULCAN S 650 Dados de fábrica Bicilíndrico, arrefecido a líquido DOHC I 8 válvulas I câmbio de 6 velocidades Cilindrada 649 cm³ Potência máxima 61 cv a 7.500 rpm Torque máximo 6,4 kgf.m a 6.600 rpm Diâmetro x curso do pistão 83 mm x 60 mm Taxa de compressão 10,8:1 Quadro Tipo diamond em aço Cáster 31º Trail 120 mm Suspensão dianteira Garfo telescópico com 130 mm de curso Suspensão traseira Monoamortecedor com 80 mm de curso, ajuste pré-carga Freio dianteiro Disco de 300 mm, pinça de 2 pistões (ABS) Freio traseiro Disco de 250 mm, pinça de 1 pistão Modelo do pneu Dunlop Sportmax D220 Roda dianteira 120/70 - 18” Roda traseira 160/70 - 17"

PRIMEIRA IMPRESSÃO A Vulcan S 650 é perfeita para livrar o segmento custom da ideia de que este tipo de moto tem que ser grande, pesada e dura de pilotar. Aos motociclistas que acham isso, fica o convite para subir em uma Vulcan e, provavelmente, rever seu conceito, afinal uma das virtudes dela é a agilidade e a facilidade de pilotar, seja onde for, inclusive no tráfego mais intenso e apertado, ela tem ginga e com certeza vai surpreender quem não a conhece. O motor também é digno de elogios, o senão fica pelo pequeno banco do garupa, que pode causar desentendimento no casal, mas os R$ 32.590 da etiqueta desta moto fazem valer ainda mais o investimento, não é à toa que vendeu tanto quanto a Fat Boy em 2019.

MEDIDAS

Comprimento • 2.310 mm Largura • 880 mm Altura do assento • 705 mm Entre-eixos • 1.575 mm Tanque • 14 litros Peso (OM) • 228 kg

Preço: R$ 32.590 Lâmpada H4 • 60/55W

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e 2 Sobriedade na bela combinação do preto brilhante e do fosco 3 Detalhe do disco traseiro e seu sensor do ABS 4 As pedaleiras reguláveis ajudam na ergonomia

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O guidão é grande e largo, proporcionando uma posição ereta e bem confortável para as viagens e uma pegada segura para serpentear uma serrinha cheia de curvas. A tocada esportiva transborda adrenalina por conta das altas rotações e do forte ronco do motor, mas, certamente, fica limitada por causa das pedaleiras que não permitem inclinações mais ousadas, porém garanto que qualquer piloto desce da Vulcan S 650 com um largo sorriso no rosto.

Modernidade

O belo painel também é moderno, mescla conta-giros analógico e um display digital completo de

infomações. O visual clássico com elementos de modernidade é o grande trunfo desta motocicleta, com várias peças em preto fosco no lugar dos cromados e as rodas de liga que dão uma abordagem mais esportiva logo ao primeiro olhar. O farol em formato de gota garante forte personalidade a esta custom oriental. A Kawasaki Vulcan S 650 é muito bem resolvida e chega para atender diversos tipos de motociclistas, o iniciante, o comprador da primeira moto, quem quer subir ou até mesmo mudar de categoria. Para quem curte o estilo de vida do universo custom, a Vulcan S 650 tem estilo e atributos de sobra para atender ao “Neo Easy Rider”.


TURISMO Descobrindo o Centro-Oeste brasileiro

Destino Incerto N no Centro-Oeste “chapado”

do Brasil!

Muita aventura, terra e maravilhas naturais passando pela Chapada dos Veadeiros, Chapada dos Guimarães e Nobres. Texto e fotos

TON PEDERNEIRAS

ão seguimos o que preconizamos com relação a planejamento e nossa viagem já começou errada. Correria de fim de ano, nada foi planejado, nem as reservas, mas tínhamos muita expectativa. Originalmente, faríamos Chapada dos Veadeiros, Jalapão e Pantanal, mas partiríamos mesmo sem hospedagem ou vaga nos passeios. Para ajudar, o disco de freio torto fez com que a viagem atrasasse mais dois dias. Decidimos partir para a Chapada dos Veadeiros e fazer uma viagem, literalmente, de Destino Incerto. Para garantir o sono, o kit de camping foi no saco estanque. O primeiro desafio foi cruzar os 1.280 quilômetros que separam a chapada de São Paulo em apenas um dia, topamos tentar. Para isso, resolvemos fazer direito dessa vez! Tudo empacotado no dia anterior, moto abastecida, pneus calibrados, corrente lubrificada, café da manhã às cinco da matina e pé na estrada! Nela fomos disciplinados também com paradas a cada 200 ou 250 quilômetros, uma parada rápida, só abastecimento, e a outra mais longa, sem refeição, só lanches para não dar sono, velocidade moderada e constante para que o tanque rendesse mais sem ter que parar! E, o mais importante de tudo, bom humor sempre! Foi um dia longo e direto, passou sem que percebêssemos. Cruzamos quatro fronteiras de Estado, onde paramos para tirar fotos! Quando o sol encerrou sua jornada, já estávamos próximos do destino e resolvemos registrá-lo também. A noite caiu rápido, e o trechinho noturno foi agradável. Chegamos por volta de 20h em Alto Paraíso de Goiás onde paramos no centrinho agitado para celebrar.

A beleza das cachoeiras da região

IRON BUTT 1.280 km de estrada em um único dia!

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Nos hospedamos na Aldeia da Lua, que fica afastada da cidade, quase na Vila de São Jorge. O trecho de terra cruzado para chegar à pousada ficou familiar, e a parada à noite na lagoa para ouvir os sapos sob as estrelas se repetiu muitas vezes. Quando o primeiro dia amanheceu percebemos onde estávamos: no meio da mata da chapada de onde brotavam chalés redondos cobertos por sapê, a piscina no meio parecia obra da natureza. Empolgados, nos informamos rapidamente dos atrativos e seguimos para o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Boa infraestrutura, palestra educativa, e logo estávamos na trilha para o roteiro dos saltos, oito quilômetros ao todo. O dia todo caminhando no meio da natureza com diversos atrativos. Primeiramente o mirante da incrível cachoeira Salto 120, depois o primeiro banho com direito a mordidas de peixes, na Salto 80, a seguir, as corredeiras mostraram o poder das águas em uma formação espetacular no mirante do Carrossel, finalizamos com banho nas corredeiras com direito a jacuzzi e hidromassagem natural!


FIO D’ÁGUA Bela Queda 120, a mais bonita do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros FEVEREIRO 2020

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TURISMO Descobrindo o Centro-Oeste brasileiro

ATÉ QUE ENFIM Depois de quatro anos consegui chegar à cachoeira Santa Bárbara

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1 Passadinha rápida pelo Distrito Federal 2 A impressionante força das águas desenhando o carrossel ,3 O Vale da Lua e seu terreno inusitado 4 A melhor placa da viagem: “Café sem troco” 5 Aldeia da Lua, uma pousada em meio à natureza na Chapada dos Veadeiros 6 Terapia dos Cristais na Pousada Shantee

No dia seguinte visitamos o Vale da Lua, ao lado da pousada. O cenário é único, lunar mesmo. A água “criativa” esculpe as rochas de areia e desce criando caminhos incríveis. De tarde saímos sem rumo, dispostos a seguir a primeira placa turística. Assim chegamos ao Poço das Esmeraldas. Lá, depois de caminhar pelo descampado da chapada, chegamos ao lugar que faz jus ao nome. Os tons de verde e azul da água são impressionantes, e o banho, irresistível. À noite curtimos um pouco mais da cidade de Alto Paraíso. Mais um dia, e resolvemos diminuir o ritmo da andança. Tomamos um café da manhã vegano na Pousada Shantee, onde nos hospedamos em São Jorge e fizemos uma terapia com sopro de didjeridu, envoltos por cristais da chapada com o exotérico Vinicius. Uma experiência singular e marcante, curtimos o trabalho dos cristais, como dizem por lá. O dia em São Jorge é ímpar, a cidade respira o misticismo sincrético da chapada! Cristais de todas as cores e para todos os fins, incensos, extraterrestres, ervas medicinais indígenas, pinturas surrealistas e São Jorge sempre empinando seu cavalo nos mantêm na mesma vibe.

Virada no quilombo Kalunga

Dia novo e destino diferente! Resolvemos virar o ano no lugar mais improvável possível: o quilombo Kalunga. Então seguimos para Cavalcante, no norte do parque. A Triumph Tiger, mesmo carregada com garupa e baús laterais, se comportou bem no longo deslocamento de terra. O tempo não ajudou. Assim que a estrada começava a melhorar, a chuva insistia em voltar e deixar a aventura mais divertida e melada. Os pneus Metzeler Karoo Street, montado na Varella Motos, fizeram a diferença. Na estrada não limitaram a tocada, e na terra garantiram segurança. No quilombo o clima era bem diferente, calmo, rústico e simples, tudo que procurávamos. Virada de ano sem festa mas com céu estrelado sobre as ruas de terra. No dia seguinte quebrei um tabu de quatro anos, visitei a cachoeira Santa Bárbara, que vale a fama que tem.


SENTINDO-SE PEQUENO Cachoeira do Véu da Noiva, cartão postal da Chapada dos Guimarães FEVEREIRO 2020

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TURISMO Descobrindo o Centro-Oeste brasileiro

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Entre peixes e macacos

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O poço de águas azuis é impressionante, aproveitamos para mergulhar fazer filmagens debaixo d’água. Na volta a chuva nos abençoou com tudo e trouxe o frio, que só pôde ser esquecido com a comida do fogão a lenha do quilombo. A refeição saciou a fome e esquentou o corpo e a alma. Despedimo-nos do quilombo e traçamos nosso roteiro com a ajuda de um mapa, para evitar as armadilhas dos caminhos da região. Decidimos passar por Brasília e visitar outra cidade que há tempo estava na lista: Goiás Velho, uma espécie de Tiradentes do Centro-Oeste, calçamento de pedras, casarões, muito artesanato e bares.

1 Visual do Mirante do Alto do Céu na Chapada dos Guimarães 2 E o ano acabou em pizza! Nossa ceia de natal sendo preparada no quilombo 3 Enquanto tomamos um café, a Carrancuda descansa da jornada 4 De volta ao mapa para saber onde tem asfalto e onde não tem 5 Goiás Velho, um tesouro escondido no interior do Brasil 6 Ruas de pedra, casarões antigos e muita história

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De lá seguimos para a Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. E lá outra série de atrações: os belíssimos Mirante do Alto do Céu e Morro dos Ventos, as cachoeiras do parque, com destaque para o Véu da Noiva, além da flutuação com os peixes e a vista alucinante do alto da Cidade das Pedras. Foram dias ótimos hospedados na Pousada da Quineira passeando com a guia Marina, da equipe do Villa Guimarães. Parecia que já tínhamos rodado o Brasil todo, mas seguimos para mais longe para conhecer Nobres. Lá encontramos o Toninho, que nos apresentou o Aquário Encantado, uma flutuação incrível em águas azuis. Além disso, visitamos também o Reino Encantado e o Balneário, onde presenciamos uma invasão de macacos. Entre rios e conversas, nasceu um roteiro para outro tour envolvendo as chapadas e o Pantanal. Estávamos bem longe de casa, por isso dividimos a volta em partes. Passamos por Cuiabá e seguimos por ótimas estradas até onde o traseiro aguentou. Dormimos em Ribas do Rio Pardo, próximo a Campo Grande, foram quase 1.000 quilômetros. Então, de volta ao Estado de São Paulo, paramos em Pederneiras e, por fim, São Paulo. As belezas naturais dessa viagem são incríveis, acredito que o mais especial tenha sido a realização de um tour de 5.000 quilômetros sem destino pelo Brasil. Uma viagem de aventura com muito off-road e acampamentos, conhecendo tribos diferentes que valorizam seu passado e vivem mais do que suas posses sugerem, basta a natureza e os amigos. Um estilo de turismo encarado por poucos e que realizamos em casal. Curtimos cada quilômetro com alegria, e os perrengues foram vencidos com novos aprendizados.

Agradecimento: Bieffe Capacetes, HLX, Ideapro Malas, Varella Motos Ton Pederneiras | 11 99512-1382 Tour Guide TRX e jornalista www.destinoincerto.com.br

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LUGAR ABENÇOADO Chapada dos Guimarães, impossível não se comover com tamanha beleza natural

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COLLECTION Histórias e Motocicletas

CONTANDO HISTÓRIAS

A exposição Duas Rodas e Uma Nação, promovida pelo Motostory, fica em Socorro até 1º de março Texto CARLÃOZINHO COACHMAN Fotos CARLÃOZINHO COACHMAN E RICARDO GIZZI

EQUIPE MOTOSTORY Andre Peixoto, Carlãozinho, Wladimir Candini, Ricardo Gizzi e Mauro Letizia

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oram longos 15 anos de trabalho até chegarmos à exposição Duas Rodas e Uma Nação. Com a parceria da Prefeitura da Estância Turística de Socorro, das Secretarias de Cultura, Turismo e Segurança Pública, mais as associações de entidades privadas como a Associação Comercial, a ASTUR e o Contur e do Motorrad Experience, de Luciano Peixoto, o Museu de Socorro exibe 38 motocicletas, mais de uma centena de documentos originais e de itens de mobiliarium. Para realizar esta mostra, reunimos a coleção do Moto Classic Museum, do Remaza Collection, a MT 07 da Yamaha vencedora de Pikes Peak com Rafa Paschoalin, a Phelo & Moore de Edgard Soares (disfarçada de Triumph) e a Triumph TYPE H de Marcelo Peixoto, da Tec Moto. As centenas de documentos expostos foram doadas/cedidas por Santo Feltrin, Edson Lobo, Felipe e Nelo Carmona, Andre Gaeta, Milton Benite, Denísio Casarini, Renato Gaeta, FPM, CBM, Miguel e Leandro Panades, família Tognocchi, família Edgard Soares, Alex


PUBLICIDADE Na exposição podem ser apreciados também, entre motos e objetos, anúncios de motos, lojas e oficinas dos anos 1940 - raridade

Barros, família Bezzi e José Escalona, entre muitas outras doações feitas ao Motostory nos últimos anos. Lá, o visitante poderá ver uma pequena mostra que retrata os 120 anos da presença da motocicleta em nosso país. Os troféus de Constante Ceccarelli, conquistados entre 1925 e 1927, trazidos pelo bisneto Gustavo; o troféu de Edgard Soares conquistado no GP da Argentina de 1950, trazido pelo neto Edgard; os troféus de Carlos Alberto Pavan (Jacaré), doados ao Motostory pelo Motosclassicas 70; o capacete de Santo Feltrin (lenda viva do motociclismo Brasileiro) e o capacete da primeira vitória de Alex Barros no Mundial (Jarama 1993); a famosa bota furada de Edgard Soares e seu capacete na vitória na Argentina em 1953; as placas de honra ao mérito oferecidas pala Honda a Osmar Gaeta pelos serviços prestados durante suas participações em Bold’Or, com as equipes Formula G e Comstar, nos anos de 1970 e 1980. Estes são alguns exemplos do que o público pode ver.

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Capacetes vitoriosos 2 Uma viagem no tempo para todas as idades Os descendentes Gustavo Ceccarelli e Edgard Soares com os troféus de seus antepassados FEVEREIRO 2020

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COLLECTION Histórias e Motocicletas

PRECURSORA A primera CG e o anúncio que a Honda fez com o Rei Pelé; à direita, foto do acervo dos primórdios do motocross

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Uma linha do tempo foi organizada com documentos originais, retratando o início do negócio motocicleta no Brasil, até os dias de hoje, passando por algumas das mais relevantes histórias e personagens brasileiros do nosso negócio e do nosso esporte. Durante o final de semana de abertura (25 e 26 de janeiro), mais de mil visitantes passaram pelo Museu de Socorro, dentre eles vários personagens ilustres de nossa história. Representando a família Ceccarelli, Caio e Gustavo, Edgard Soares também estava lá, assim como Cris Benite. Justiniano Proença e seu filho Luizinho, que cederam a maior parte da mostra de motocicletas, prestigiaram o evento. Além de proprietário do Moto Classic Museum, Justiniano é também o presidente do Veteran Motorcycle Club do Brasil. Várias reproduções de fotografias também estão expostas, como as cedidas por Edson Lobo, que retratam o motociclismo no final dos anos 1960 e início dos anos 1970. Ele e sua esposa, Patrícia, também foram prestigiar a mostra. Para os fãs das marcas Honda e Yamaha, alguns exemplares significativos. Especialmente cedidas pelo Remaza Collection, estão na mostra as Yamahas TZ 250 vencedora de Daytona em 1983, pilotada por Antonio Jorge Neto, além da RX 125 de Vail Paschoalin, campeão da categoria Yamaha em 1980. A Remaza também en-

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viou para a mostra a sua Fórmula Honda 125 de 1978, categoria monomarca que serviu de base para a formação de grandes pilotos, dentre eles o já citado Santo Feltrin. Durante a abertura, a ilustre presença de Antonio Sequeira, campeão brasileiro de velocidade 125 em 1980, mais um dos criadores da Fórmula Honda de 1978. A mostra tem mais, e só quem for poderá ver de perto todas as curiosidades que levamos a Socorro. A moto mais antiga? A Triumph Type H de 1915. A mais nova? A Yamaha MT 07 Campeã de Pikes Peak 2019. Imperdível! Motostory conta com o apoio de Alemão Pneus, Moto Remaza, Cobreq, Nacar e 2W Motors, além da parceria na produção de OCTO Works e Pix Haus.

Serviço MUSEU MUNICIPAL DE SOCORRO

R. Antônio Leopoldino, 175 Centro, Socorro - SP, 13960-000 Segunda: fechado • Terça a sábado: das 9h às 17h Domingo: das 10h às 17h A MOSTRA PERMANECE EM SOCORRO ATÉ DIA 1º DE MARÇO

Acompanhe o Motostory em: www.motostory.com.br ou acesse pelo QR Code ao lado

1 Antonio Sequeira, criador da Fórmula Honda e campeão brasileiro de Velocidade em 1980, com a esposa Claudete, e o filho, Toninho 2 Secretaria de Segurança pública e GCM cuidando da mostra 3 Justiniano e Luizinho Proença, do Moto Classic Museum, cederam a maioria das motocicletas expostas


VITRINE Texto WILLIAN TEIXEIRA

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*Preços sugeridos

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TUTTO URBAN Jaqueta com forro impermeável e capuz removível. Tem proteção nos ombros, cotovelos, coluna e ajustes no antebraço, punhos e cintura. R$ 779 tuttomoto.com.br 2 WXR ROCK Luvas em poliéster e camurça com dorso em Mesh, próprias para usar em telas touchscreen de smartphones. O fecho é em velcro. R$ 70 wxrmoto.com.br 3 GIVI X.21 GLOBE Capacete escamoteável com viseira solar e ventilação na parte frontal. Forração interna removível e lavável. Fecho micrométrico e viseira com suporte para pinlock. R$ 1.099 givi.com.br 4 NORISK SOUL FF302 IRON CHROME Capacete com óculos interno e viseira de 2 mm. Forração interna removível, lavável e com tratamento hipoalergênico. R$ 680 noriskbr.com.br 5 ALPINESTARS SMX PLUS V2 Bota com parte superior em microfibra, resistente a impactos e abrasão. Proteção na canela, tornozelo e raspador lateral. R$ 1.999 staracer.com.br 1

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MERCADO Ranking

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O número é este: 1.077.553 unidades Em 2019 finalmente voltamos ao patamar do milhão de motocicletas emplacadas, alento para a indústria voltar a respirar

LICENCIAMENTOS POR MOTO Variação Acum. Acum. Dezembro/19 Novembro/19 Pos. Modelo % 2019 2018

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º

Honda 160 Fan / Start

19.091

17.920

6,5

222.977

193.210

Honda NXR 160 Bros

11.374

10.435

9

120.234

117.623

Honda Pop / 110i

9.151

8.127

12,6

103.143

84.456

Honda Biz 125i

8.118

7.368

10,2

96.165

78.765

Honda 160 Titan

5.448

6.300 - 13,5

73.070

61.674

Honda Biz 110i

5.141

4.690

9,6

58.647

55.449

Honda CB 250F Twister

3.082

3.237

- 4,8

36.014

20.897

Honda PCX

2.486

2.786 - 10,8

30.189

30.092

Yamaha Fazer 250

2.411

2.235

7,9

25.272

17.589

Honda XRE 300

2.176

2.100

3,6

24.629

30.485

Yamaha XTZ 150 Crosser

2.065

2.050

0,7

24.454

15.616

Honda CG 160 Cargo

2.059

1.021

101,6

10.966

25.116

Honda XRE 190

1.910

1.821

4,9

20.237

22.968

Yamaha YBR 150 Factor

1.797

2.033

- 11,6

23.340

12.375

Honda Elite 125

1.743

1.636

6,5

17.781

11.595

Yamaha XTZ 250 Lander

1.606

1.574

2

15.791

10.621

Yamaha NMax

1.508

1.290

16,9

15.167

8.886

Yamaha Neo 125

1.103

1.027

7,4

12.572

10.385

Yamaha YBR 125 Factor

942

736

28

10.598

8.414

Yamaha Fazer 150

930

898

3,6

10.741

6.826

Dezembro/19

2019

CUB/CICLOMOTOR Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Honda Biz 125i Honda Biz 110i Honda Pop 110i Shineray XY 50 Wuyang WY 48Q2 Bull KRC 50 Dafra Zig 50 Bull Liv 125 Traxx Star 50 (q2) Haojue Nex 110

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Honda PCX Honda Elite 125 Yamaha NMax Yamaha Neo 125 Honda SH 150i Haojue Lindy 125 Dafra Citycom 300i Kymco Downtown 300i Honda SH 300i Kymco People GT 300i

62 motociclismo

FEVEREIRO 2020

PARTICIPAÇÃO DE MERCADO em % Dezembro foi melhor para Yamaha, Kawasaki e BMW por ordem de crescimento, mas em geral todas comemoraram crescimento em relação a 2019, sinal de que se a economia se recuperar como é esperado, 2020 deve continuar nesse movimento.

79 79,20

Dezembro 2019 Novembro 2019

14,39 13,99

1

Honda

Yamaha

CITY até 160 cm3 8.118 5.141 1.103 119 62 50 26 23 19 13

39.466 23.787 35.758 697 329 368 163 57 106 120

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Dezembro/19

2.486 1.743 1.508 1.103 359 216 151 74 34 16

2019

30.189 17.781 15.167 12.569 4.915 2.366 1.759 1.064 617 212

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

19.091 5.448 2.059 1.797 942 930 416 205 12 4

2019

182.145 60.031 9.278 19.127 9.052 8.924 4.965 2.775 116 243

3

Pos. Modelo

Honda CB 250F Twister Yamaha Fazer 250 Yamaha MT-03 Kawasaki Z400 Yamaha YZF-R3 Kawasaki Ninja 400 BMW G 310 R Dafra Next 300 KTM Duke 200 Kawasaki Z300

0,94

BMW

0,91 1,15

0,89 0,67

Haojue

Kawasaki

4,0

4,0

Outras

TRAIL até 600 cm3

Dezembro/19

Honda CG 160 Fan / Start Honda CG 160 Titan Honda CG Cargo Yamaha YBR 150 Factor Yamaha YBR 125 Factor Yamaha Fazer 150 Haojue DK 150 Haojue Chopper Road 150 Bull BM-S180S Dafra Horizon 150

CITY + 160 cm

SCOOTER Pos. Modelo

omo estava previsto, 2019 fechou acima do milhão de motos emplacadas, segundo a Fenabrave. O número é respeitável, mas ainda está muito aquém do melhor ano da indústria de motocicletas, que foi em 2011, quando lacraram-se 1.940.531 motocicletas, exatamente 862.989 unidades a mais que em 2019, o que significa dizer que naquele ano foram emplacadas praticamente 80% mais motos, patamar que ainda deve levar um bom tempo para alcançarmos novamente. Uma coisa é certa, se o pessoal de Brasília deixar a economia andar e ajudar no crédito o sistema volta a funcionar bem. por ISMAEL BAUBETA

Dezembro/19

3.082 2.411 641 180 170 146 62 28 12 5

2019

36.014 25.272 7.213 700 1.472 1.060 526 390 260 663

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6° 7º 8º 9º 10º

Dezembro/19

Honda NXR 160 Bros Honda XRE 300 Yamaha XTZ 150 Crosser Honda XRE 190 Yamaha XTZ 250 Lander BMW G 310 GS Kawasaki Versys-X 300 Royal Enfield Himalayan Traxx Fly 150 -

11.374 2.176 2.065 1.910 1.606 176 129 118 0 -

2019

121.197 24.629 24.454 20.599 17.178 2.568 858 785 1 -

MAXITRAIL + 600 cm3 Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

Dezembro/19

BMW R 1250 GS Triumph Tiger 800 BMW F 850 GS Suzuki V-Strom 650 BMW F 750 GS Triumph Tiger 1200 Honda Africa Twin Yamaha Super Ténéré Suzuki V-Strom 1000 Ducati Multistrada Enduro

340 316 226 113 105 77 36 14 8 6

2019

1900 2837 2134 780 732 918 337 210 332 74


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LICENCIAMENTOS POR MARCA Pos.

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º

Marca

Dezembro Fecham. 2019 2019

DESTAQUES EM DEZEMBRO RANKING DAS CIDADES

Honda

74.343 853.227 744.977

Yamaha BMW Haojue Kawasaki

Shineray Suzuki Dafra Royal Enfield Avelloz Kymco Ducati Bull Traxx Wuyang Aima Souza Atman

13.543 151.143 128.878 939 10.158 8.369 857 12.201 9.488 836 7.453 8.425 564 5.321 5.749 562 6.048 4.396 493 9.559 4.160 421 4.104 5.942 314 4.100 1.503 213 1.445 5.602 177 1.518 1.700 101 1.438 998 100 1.188 1.326 97 1.555 477 73 1.244 1.927 71 1.475 638 61 61 700 36 485 637 23 325 338

TOTAL GERAL

93.824 1.074.048 936.593

Triumph Harley-DaviDon

Variação

Pos.

2018

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º 11º 12º 13º 14º 15º 16º 17º 18º 19º 20º 21º 22º 23º 24º 25º 26º 27º 28º 29º 30º 31º 32º

Honda CG 160 Titan A linha CG foi mais uma vez a campeã de vendas no Brasil

Kawasaki Vulcan S A custom japonesa terminou o ano como a terceira mais vendida

DEZEMBRO

A comparação do último mês do ano de 2018 com o de 2019 mostra um crescimento de expressivos 11,95%.

Triumph Tiger 800 A família maxitrail inglesa é case de sucesso mundial por aqui

PARTICIPAÇÃO POR REGIÃO em % 33,78

31,79 12,85

11,48

10,11

CO

NE

N

SE

S

CROSSOVER Pos. Modelo

1º 2º 3° 4º 5º 6º 7º 8º 9° 10º

Honda CB 500X Honda NC 750X Kawasaki Versys 650 Yamaha Tracer 900 GT Kawasaki Versys 1000 Ducati Multistrada 1260 BMW S 1000 XR Ducati Multistrada 950 -

NAKED Dezembro/19

249 109 82 48 28 19 13 5 -

2019

Pos. Modelo

3863 3059 652 396 245 185 200 104 -

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7° 8º 9° 10°

ESPORTIVA Pos. Modelo

1º 2º 3º 4° 5º 6º 7° 8º 9° 10º

Kawasaki ZX-6R Honda CBR 650F Suzuki GSX-S1000F Suzuki GSX-R 1000 Kawasaki ZX-10R Honda CBR 1000RR Kawasaki Ninja 1000 Kawasaki Ninja 650 BMW S 1000 RR Ducati 959 Panigale

Yamaha Fazer 250 A primeira moto não Honda é a nona colocada nos emplacamentos

56 40 29 21 20 14 6 1 0 0

2019

Honda CB 500F Honda CB 650F Yamaha MT-07 Suzuki GSX-S750A Kawasaki Z900 Honda CB 1000R Kawasaki Z1000 Triumph Street Triple Kawasaki Z650 Suzuki GSX-S1000A

358 609 315 216 211 192 115 87 455 80

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8° 9º 10º

%

-1

São Paulo

4516

4569

Rio de Janeiro

2038

2073

-2

Fortaleza

1774

1509

18

Manaus

1298

1416

-8

Brasília

1266

1050

21

Belo Horizonte

1183

1176

1

Salvador

1071

865

24

Belém

1030

808

27

Recife

925

832

11

Curitiba

901

897

0

Goiânia

896

681

32

Porto Alegre

763

362

111

Bauru

740

191

287

Campo Grande

729

780

-7

Teresina

717

779

-8

Cuiabá

691

645

7

Maceió

639

717

-11 29

João Pessoa

628

486

Campinas

505

546

-8

São Luís

485

707

-31

Natal

441

370

19

Porto Velho

409

323

27

Rio Branco

392

279

41

Guarulhos

387

475

-19

Marabá

380

196

94

Aracaju

375

283

33

Feira de Santana

355

391

-9

Sorocaba

350

378

-7

Ananindeua

323

318

2

Ribeirão Preto

322

385

-16

Florianópolis

316

272

16

Jaboatão dos Guararapes

314

323

-3

CUSTOM Dezembro/19

250 178 141 73 72 46 13 27 10 27

2019

Pos. Modelo

3277 1334 1226 762 659 629 209 208 201 257

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º 8º 9º 10º

CLÁSSICAS/RETRÔ Dezembro/19

Dezembro Novembro

Cidade

● ● ● ● ▲ ▼ ▲ ▲ ● ▼ ▲ ▲ ▲ ▼ ▼ ● ▼ ● ▼ ▼ ▲ ▲ ▲ ▼ ▲ ▲ ▼ ▼ ▼ ▼ ▲ ▼

FONTE FENABRAVE DEZEMBRO/2019 - FOTOS DIVULGAÇÃO

Dezembro/19

Harley-Davidson Fat Boy Harley-Davidson Fat Bob Harley-Davidson Iron 883 Kawasaki Vulcan S

Harley-Davidson FXDR Ducati X-Diavel 1260 Harley-Davidson Sport Glide Harley-Davidson Breakout Triumph Bobber

Harley-Davidson Street Bob

115 96 91 75 26 18 10 9 9 4

2019

425 379 329 341 103 38 135 58 51 76

TOURING Dezembro/19

Royal Enfield Bullet CL 500 Triumph Bonneville T100 Triumph Bonneville T120 Kawasaki Z900 RS Triumph Street Scrambler Triumph Speed Twin Triumph Street Twin Ducati Scrambler Triumph Thruxton R Royal Enfield Conti GT535

51 21 18 11 12 25 20 1 1 0

2019

586 171 206 169 115 133 189 68 49 28

Pos. Modelo

1º 2º 3º 4º 5° 6º 7º 8º 9º 10°

Dezembro/19

H-D Ultra Limited/CVO H-D Road King Special H-D Street Glide/CVO H-D Road Glide Spec./CVO Honda Gold Wing GL1800 BRP Can-Am Spyder H-D Road Glide Ultra BMW K 1600 GTL H-D Heritage Classic -

35 24 19 11 3 3 3 0 0 -

FEVEREIRO 2020

2019

420 235 154 124 81 77 320 37 27 -

motociclismo 63


MERCADO Tabela de preços POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

DUCATI BMW

94.900

CUSTOM

2 1 262

162

G 310 R

22.250

CITY

1 313 34

XDIAVEL DARK

87.900

CUSTOM

2 1 262

152

G 310 GS

25.250

TRAIL

1 313 34

XDIAVEL S

95.900

CUSTOM

2 1 262

152

F 750 GS SPORT

42.950 MAXITRAIL

2 853 77

MONSTER 797

42.900

NAKED 2 803

F 750 GS PREMIUM

46.950 MAXITRAIL

2 853 77

MONSTER 1200 S

65.900

NAKED

F 750 GS PREMIUM KIT BAIXO 45.950 MAXITRAIL

2 853 77

MULTISTRADA 950

59.900 CROSSOVER 2 937 113

49.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA SPORT

75.900 CROSSOVER 2 1.198 150

F 850 GS PREMIUM KIT BAIXO 48.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA ENDURO

94.900 MAXITRAIL 2 1.198 150

52.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA ENDURO LE

97.900 MAXITRAIL 2 1.198 150

F 850 GS ADVENTURE SPORT 50.950 MAXITRAIL

2 853 80

MULTISTRADA 1260

74.900 CROSSOVER 2 1.262 158

MULTISTRADA 1260 S

87.900 CROSSOVER 2 1.262 158

F 850 GS PREMIUM

F 850 GS PREMIUM TFT

F 850 GS ADV. PREMIUM R 1250 GS SPORT

56.950 MAXITRAIL 69.950 MAXITRAIL

2 853 80 2 1.170 125

R 1250 GS PREMIUM

82.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

R 1250 GS ADVENTURE

94.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

R 1200 GS ADV. EXCLUSIVE HP 95.950 MAXITRAIL

2 1.170 125

DIAVEL 1260S

PANIGALE 959

70.900

PANIGALE V4 S

109.900

SUPERSPORT S SCRAMBLER CUSTOM

75

2 1.198 150

SPORT

2 955 157

SPORT

4 1.285 217

64.900

SPORT

2 937 113

41.900

NAKED 2 803

75

X-ADV 750

55.998 SCOOTER 2 745 54,8

CG 160 FAN CARGO

10.090

CITY

1 163 14,9

CG 160 START

8.990

CITY

1 163 14,9

CG 160 FAN

9.990

CITY

1 163 14,9

CG 160 TITAN

11.090

CITY

1 163 14,9

CB TWISTER CBS

14.130

CITY

1 250 22,4

CB TWISTER ABS

15.140

CITY

1 250 22,4

S 1000 R

66.950

NAKED

4 999 165

S 1000 R PREMIUM HP

68.950

NAKED

4 999 165

S 1000 XR

78.950 CROSSOVER

4 999 165

HARLEY-DAVIDSON

S 1000 XR TRICOLOR HP

80.950 CROSSOVER

4 999 165

IRON 883

43.500

CUSTOM

2 883 N/D

NXR 160 BROS ESDD

12.311

TRAIL

1 163 14,6

S 1000 RR

91.950

SPORT

4 999 199

IRON 1200

47.400

CUSTOM

2 1.202 N/D

XRE 190

14.064

TRAIL

1 184 13,6

S 1000 RR TRICOLOR

96.950

SPORT

4 999 199

FAT BOB

66.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

XRE 300

18.473

TRAIL

1 292 26,1

151.500 TOURING

6 1.649 160

FAT BOB 114

73.600

CUSTOM

2 1.868 N/D

XRE 300 RALLY / ADV

18.971

TRAIL

1 292 26,1

AFRICA TWIN

57.990 MAXITRAIL 2 999 90,2

K 1600 GTL K 1600 BAGGER

150.000

TOURING

6 1.649 160

LOW RIDER S

73.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

HP4 RACE

550.000

SPORT

4 999 215

DELUXE

73.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

DAFRA CITYCLASS 200i 10.690 SCOOTER 1 199 14 CITYCOM 300i S CITYCOM 300i S ABS

19.990 SCOOTER 1 278 28 21.290 SCOOTER 1 278 28

MAXSYM 400i 26.690 SCOOTER 1 399 33 HORIZON 150

9.390

CITY 1 149

13

APACHE 200

12.490

CITY 1 198

21

NEXT 300

15.590

CITY 1 278

27

NH 190

2.890

TRAIL

1 183

18

AFRICA TWIN AS TE

69.990 MAXITRAIL 2 999 90,2

CB 500X

26.990 CROSSOVER 2 471 50,4

NC 750X

33.980 CROSSOVER 2 745 54,8

CB 500F

24.990

NAKED

CB 650F

36.377

NAKED 4 649

87

CBR 650F

37.915

SPORT 4 649

87

CB 1000R

60.900

NAKED

4 998 141,4

FAT BOY

73.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

FAT BOY 114

79.700

CUSTOM

2 1.868 N/D

SPORT GLIDE

75.600

CUSTOM

2 1.745 N/D

BREAKOUT 114

77.900

CUSTOM

2 1.868 N/D

HERITAGE CLASSIC 114

78.700

CUSTOM

2 1.868 N/D

FXDR 114

79.900

CUSTOM

2 1.868 N/D

CBR 1000RR

71.390

SPORT

4 1.000 191,7

ROAD KING SPECIAL

84.200

TOURING

2 1.868 N/D

CBR 1000RR SP

81.590

SPORT

4 1.000 191,7

STREET GLIDE SPECIAL

97.400

TOURING

2 1.868 N/D

GL 1800 GOLDWING

139.281

TOURING

6 1.832 126

ROAD GLIDE SPECIAL

99.400

TOURING

2 1.868 N/D

GOLDWING TOUR

159.681

TOURING

6 1.832 126

ROAD GLIDE LIMITED

104.500 TOURING

2 1.868 N/D

ULTRA LIMITED

104.900

TOURING

2 1.868 N/D

CVO STREET GLIDE

157.300 TOURING

2 1.923 N/D

CVO LIMITED

174.600

TOURING

2 1.923 N/D

HUSQVARNA SVARTPILEN 401 49.900

HONDA POP 110i 5.906

CITY 1 109

BIZ 110i

8.024

CUB 1 109 8,3

9.928

CUB 1 125 9,1

BIZ 125 ELITE 125

64 motociclismo

FEVEREIRO 2020

CITY

1 373 43,5

NAKED

1 693 74,8

VITPILEN 701

69.900

701 SUPERMOTO

79.000 MAXITRAIL 1 693 74

701 ENDURO

79.000 MAXITRAIL 1 693 74

8

8.500 SCOOTER 1 125 9,3

PCX 11.853 SCOOTER 1 149 13,2 PCX DLX / SPORT

2 471 50,4

12.990 SCOOTER 1 149 13,2

JTZ KYMCO / HAOJUE SCOOTER 1 163 12,5 AGILITY 200i 11.990 SCOOTER 1 299 30 DOWNTOWN 300i 21.624

PEOPLE 300i 17.989 SCOOTER 1 299 28

SH 150i 12.700 SCOOTER 1 149 14,7

CHOPPER ROAD CBS

7.287

CITY

1 149 11,3

SH 150i DLX

13.210 SCOOTER 1 149 14,7

DK 150 CBS

7.287

CITY

1 149 11,3

SH 300i

23.590 SCOOTER 1 279 24,9

NEX 115

SH 300i Sport

24.090 SCOOTER 1 279 24,9

LINDY 125

7.590

CITY 1 113

9

7.287 SCOOTER 1 125 8,4


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CITY 2 399

48

NINJA 400

24.990

CITY 2 399

48

NINJA 400 KRT EDITION

25.990

CITY 2 399

48

NINJA 650

32.990

SPORT 2 649

68

NINJA 1000

53.990

SPORT

2 1.200

77

97.500

NAKED

2 1.301 172

SCRAMBLER 1200 XC

55.990

NAKED

2 1.200

77

SCRAMBLER 1200 XE

59.990

NAKED

2 1.200

77

SPEED TWIN

47.990

NAKED

2 1.200

97

STREET SCRAMBLER

43.850

NAKED 2 900

55

STREET TWIN

40.300

NAKED 2 900

55

THRUXTON R

58.800

NAKED

2 1.200

97

STREET TRIPLE 765 S

41.000

NAKED

3 765 113

STREET TRIPLE 765 RS

51.790

NAKED

3 765 123

43.190 MAXITRAIL 3 800 95 48.890 MAXITRAIL 3 800 95

BULLET EFI

18.900

NAKED

1 499 27,6

CLASSIC 500

19.900

NAKED

1 499 27,6

CLASSIC 500 ABS

20.900

NAKED

1 499 27,6

CLASSIC 500 ABS (CORES)

22.000

NAKED

1 499 27,6

18.990 22.990

TRAIL

1 411 24,5

TIGER 800 XR

TRAIL

1 411 24,5

TIGER 800 XRx

JET 50

5.190 CICLOMOTOR 1 48 2,7

JET 125

5.490

CUB 1 120 7,2

JEF 150

5.490

CITY 1

- -

TIGER 800 XRt

54.890 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 800 XCx

51.390 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 800 XCa

55.890 MAXITRAIL 3 800 95

TIGER 1200 XR

60.700 MAXITRAIL 3 1.215 139

TIGER 1200 XCx

73.900 MAXITRAIL 3 1.215 141

TIGER 1200 XCa

85.200 MAXITRAIL 3 1.215 141

4 1.043 142

SUZUKI

YAMAHA

SPORT

4 999 202

NEO 125

SPORT

4 999 202

NMAX 160

SPORT

4 1.043 142

168.000

SPORT

4 998 231

GSX-R1000R

79.395

NINJA H2 CARBON

178.000

SPORT

4 998 231

V-STROM 650

41.908 MAXITRAIL 2 645 71 42.990 MAXITRAIL 2 645 71

NINJA H2R

357.000

SPORT

4 998 326

V-STROM 650 XT

NINJA H2 SX SE

8.590

CITY 1 124

FACTOR 150

9.590

CITY

1 149 12,2

FAZER 150

10.690

CITY

1 149 12,2

FAZER 250

15.590

CITY

1 249 21,3

YZF-R3

23.290

CITY 2 321

42

MT-03

21.990

CITY 2 321

42

4 999 150

MT-07

34.690

NAKED

2 689 74,8

55.893 SCOOTER 2 638 54,3

NAKED

3 847 115

139.990

SPORT

4 998 210

V-STROM 1000

46.897 MAXITRAIL 2 1.037 101

50.990

SPORT

4 636 136

V-STROM 1000 XT

54.849 MAXITRAIL 2 1.037 101

NINJA ZX-10R

73.990

SPORT

4 998 200

V-STROM 1000 XT ADVENTURE 58.900 MAXITRAIL

NINJA ZX-10R SE

95.990

SPORT

4 998 213

GSX-S750 39.875

VERSYS-X 300

23.540

TRAIL 2 296

40

8.390 SCOOTER 1 125 9,8 12.390 SCOOTER 1 155 15

FACTOR 125i

NINJA ZX-6R

GSX-S1000 48.895

VERSYS-X 300

23.540

TRAIL 2 296

40

GSX-S1000F 52.614

VERSYS-X 300 TOURER

26.990

TRAIL 2 296

40

BURGMAN 650 EX

NAKED SPORT NAKED

2 1.037 101 4 749 114 4 999 145

11

MT-09

43.690

SPORT

4 1.340 197

TRACER 900 GT

49.950 CROSSOVER 3 847 115

VERSYS 650

32.990 CROSSOVER 2 649 64

HAYABUSA 67.773

VERSYS 650 TOURER

37.490 CROSSOVER

M1800R

60.237

CUSTOM

2 1.783 125

XTZ CROSSER 150 S

12.390

TRAIL

1 149 12,2

VERSYS 1000

55.490 CROSSOVER 4 1.043 120

M1800R BOSS

62.390

CUSTOM

2 1.783 125

XTZ CROSSER 150 Z

12.590

TRAIL

1 149 12,2

VERSYS 1000 GT

68.990 CROSSOVER 4 1.043 120

LANDER 250

16.990

TRAIL

1 249 20,7

SUPER TÉNÉRÉ 1200 DX

65.990 MAXITRAIL 2 1.199 112

VULCAN S

I Preços e dados fornecidos pelos fabricantes

POTÊNCIA

CUSTOM

1290 SUPER DUKE GT

NINJA H2

56.990

CILINDRADA

BONNEVILLE BOBBER BLACK 55.800

GSX-R1000 73.340

NINJA 1000 TOURER

CILINDROS

2 1.301 180

SHINERAY

23.290

sugerido (R$)

NAKED

HIMALAYAN SLEET

PREÇO

91.000

HIMALAYAN

Z 4O0 ABS

MODELO

1290 SUPER DUKE R

ROYAL ENFIELD

KAWASAKI

MARCA

CATEGORIA

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

POTÊNCIA

CILINDRADA

MODELO

CILINDROS

MARCA

CATEGORIA

PREÇO

sugerido (R$)

ESPECIFICAÇÕES

32.590

2

649

64

CUSTOM 2 649

61

VULCAN S CAFÉ

33.990

CUSTOM 2 649

61

Z 650

30.990

NAKED 2 649

68

Z 900

43.490

NAKED

4 948 125

Z 900 RS

48.990

NAKED

4 948 109

Z 900 RS CAFÉ

49.990

NAKED

4 948 109

Z 1000

56.490

NAKED

4 1.043 142

Z 1000 R

61.490

NAKED

4 1.043 142

TRAXX SKY 50

5.099 CICLOMOTOR 1 50 2,7

SKY 50 PLUS

5.399 CICLOMOTOR 1 50 2,7


SKY 125

6.499

CUB 1 124 8,8

TSS 150

6.499

CITY

TSS 250

10.690

FLY 150

7.799

FLY 250

10.490

1 149 12,2

CITY 1 223 TRAIL

16

1 149 12,2

TRAIL 1 223

16

KTM DUKE 200

17.900

CITY 1 200

26

TRIUMPH

DUKE 390

24.990

CITY 1 373

44

BONNEVILLE T100 BLACK

42.600

NAKED 2 900

55

1290 SUPER ADVENTURE S

92.500 MAXITRAIL 2 1.301 160

BONNEVILLE T120 BLACK

48.200

NAKED

2 1.200

80

1290 SUPER ADVENTURE R

99.783 MAXITRAIL 2 1.301 160

BONNEVILLE BOBBER

51.200

CUSTOM

2 1.200

77

FEVEREIRO 2020

motociclismo 65


COLUNA por RAUL FERNANDES JR.

Raul Fernandes Jr. Ex-diretor de redação da MOTOCICLISMO, é especialista em mercado de motocicletas

Euro 5 à vista!

A nova norma ambiental para motocicletas e ciclomotores entra em vigor na Europa em 2020

A

foto Stock Photo

Se você tem sugestões para esta coluna, envie para: redacao@ motociclismo team.com.br

partir de 1° de janeiro de 2020, todas as novas motocicletas e ciclomotores homologados na União Europeia (UE) e na Área de Livre Comércio Europeia (EFTA) deverão atender ao novo padrão ambiental Euro 5, que substituirá o atual Euro 4. Entretanto, para os modelos de ciclomotores e motocicletas já existentes e homologados antes dessa data, o Euro 5 só se tornará obrigatório a partir do primeiro dia de 2021. Isso coloca as normas de emissões de poluentes desses veículos no mesmo nível da dos carros que atendem a Euro 6. A inovação técnica na indústria motociclística tem desempenhado um papel fundamental na redução progressiva das emissões dos veículos. Desde a introdução da norma Euro 1 para motocicletas e ciclomotores, em 1999, as emissões de poluentes foram drasticamente reduzidas. As emissões combinadas de hidrocarbonetos (HC) e óxidos de nitrogênio (NOx) diminuíram 96,6%, enquanto as emissões de monóxido de carbono (CO) foram reduzidas em 92,3%.

66 motociclismo

FEVEREIRO 2020

Para isso, devemos explanar no detalhe o padrão ambiental Euro 5. De acordo com ele, as emissões pelo tubo de escape não poderão exceder 1.000 mg/km de monóxido de carbono (CO), 100 mg/km de hidrocarbonetos totais (THC), 68 mg/km não hidrocarbonetos de metano (NMHC), 60 mg/km de óxidos de nitrogênio (NOx) e 4,5 mg/km de material particulado (PM). Esses limites de emissão de poluentes no tubo de escape Euro 5 são os mesmos do Euro 6 para carros. Alguns segmentos de nicho (por exemplo, motocicletas de enduro e trial, triciclos utilitários e quadriciclos leves) receberam um prazo de entrega adicional. Esses produtos de nicho deverão cumprir os novos limites de emissões de tubo de escape Euro 5 a partir de 1º de janeiro de 2024. As disposições de durabilidade e os níveis de emissão evaporativa estão, igualmente, se tornando mais rigorosos. Outra inovação importante é a introdução progressiva de um segundo estágio de diagnóstico a bordo, OBD (on-board diagnostic), permitindo identificação e sinalização avançadas de mau funcionamento e deterioração dos sistemas de controle de emissões. A Associação de Fabricantes de Motocicletas Europeias vê isso nos termos do recente Acordo Verde Europeu de criar transportes menos poluentes, especialmente nas cidades, e ainda contribuir para uma gama de veículos “verdes” em sistema de transporte multimodal. Já no Brasil, o Promot 5, nova fase de controle de emissões de poluentes, será implantado a partir de 2023. Contudo, certamente muitas motos já serão importadas ou montadas em Manaus atendendo a Euro 5, pois são produtos globais e serão comercializados em nosso país com esses controles já incorporados. As motocicletas sempre estarão na vanguarda, são veículos de grande mobilidade, além de contar com enorme poder de integração entre as diversas faixas de renda da população e, o melhor, com baixíssima taxa de emissão de poluentes!


Válido até 29/02/2020

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