Teoria Fundamentada nos Dados: bases teóricas e metodológicas

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1ª edição – 2019 Porto Alegre – RS


Os autores e a editora se empenharam para dar os devidos créditos e citar adequadamente a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material utilizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores, caso, involuntária e inadvertidamente, a identificação de algum deles tenha sido omitida. Todas as fotos que ilustram o livro foram autorizadas para publicação e uso científico pelos pacientes e/ou familiares na forma de consentimento livre e informado, seguindo as normas preconizadas pela resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde. Diagramação: Formato Artes Gráficas Capa: Álvaro Lopes Designer – alvarolopes.com.br Revisão de Português: Annelise Silva da Rocha – annelisesr@gmail.com 1ª Edição – 2019 Todos os direitos de reprodução reservados para

É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (mecânico, eletrônico, fotocópia, gravação, distribuição pela internet ou outros), sem permissão, por escrito, da MORIÁ EDITORA LTDA. Endereço para correspondência: Av do Forte, 1573 Caixa Postal 21603 Vila Ipiranga – Porto Alegre /RS CEP: 91.360-970 – Tel:51.98604.3597 moriaeditora@gmail.com www.moriaeditora.com.br

T341

Teoria Fundamentada nos Dados: bases teóricas e metodológicas / organizadores: Maria Ribeiro Lacerda, José Luís Guedes dos Santos. - Porto Alegre: Moriá, 2019. xvi, 408 p.: il. Inclui bibliografia ISBN: 978-85-99238-47-9

1. Teoria fundamentada 2. Metodologia 3. Pesquisa em enfermagem I. Santos, José Luís Guedes dos II. Lacerda, Maria Ribeiro NLM WY20.5 Catalogação na fonte: Rubens da Costa Silva Filho CRB10/1761


Organizadores

Maria Ribeiro Lacerda. Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professora permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFPR. Bolsista de produtividade em Pesquisa do CNPq-Nível 1D- CA EF- Enfermagem. Coordenadora do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). José Luís Guedes dos Santos. Enfermeiro. Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).. Professor Ad�unto do Departamento de Enfermagem e Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Vice-lider do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES).


Autores

Adriana Tavares Hang. Enfermeira. Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Docente do Departamento de Enfermagem da UNIR. Alacoque Lorenzini Erdmann. Enfermeira. Doutora em Filosofia de Enfermagem, Professora Titular e Vice-Reitora pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisadora do CNPq nível PQ1A. Aline Lima Pestana Magalhães. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).. Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Amanda Bagolin do Nascimento. Nutricionista. Docente no Departamento de Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre pelo Programa de Pós-graduação em Nutrição (PPGN) e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos (PGCAL) ambos da UFSC. Ana Cláudia Mazzonetto. Nutricionista. Doutoranda no Programa de PósGraduação em Nutrição da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGN/ UFSC). Nutricionista pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestre em Nutrição pelo PPGN/UFSC. Ana Lúcia Schaefer Ferreira de Mello. Odontóloga. Pós-Doutorado no Grupo de Estudos e Pesquisas em Administração e Gerência do Cuidado


viii Auroes

em Enfermagem e Saúde (GEPADES/PEN) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre em Saúde Bucal Coletiva pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Enfermagem e em Odontologia em Saúde Coletiva pela UFSC. Líder do Grupo de Pesquisa Observatório Gestão do Cuidado à Saúde Bucal. Docente do Departamento de odontologia e nos Programas de Pós-graduação em Odontologia e Enfermagem da UFSC. Ana Paula Hermann. Enfermeira. Dotuora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Chefe da Unidade de Gestão de Riscos Assistenciais do Complexo Hospitalar de Clínicas (CHC) da UFPR. Gerente de Risco da Rede Sentinela do CHC-UFPR. Membro do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). Betina Hörner Schlindwein Meirelles. Enfermeira. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e do Mestrado Profissional em Informática em Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Líder do Núcleo de Estudos e Assistência em Enfermagem e Saúde a Pessoas em Condição Crônica (NUCRON). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Bruna Sodré Simon. Enfermeira. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/ UFSM). Mestre em Enfermagem pelo PPGEnf/UFSM. Docente da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Vice-Líder do Núcleo de Estudos em Família e Cronicidade (NEFAC) da UNIPAMPA. Membro do Núcleo de Estudos em Cuidado e Família (NECFAM) da UFSM. Carolina Kahl. Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutouranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEnf/UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Caroline Cechinel Peiter. Enfermeira. Mestre em Saúde Coletiva. Doutouranda em enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEnf/UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES).


Autores ix

Cínthia Cristina Oliveski. Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem na Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/ UFSM). Especialista em Urgência, Emergência e Trauma. Especialista em Gestão em Saúde e Controle de Infecção. Membro do Núcleo de Estudos em Cuidado e Família (NECFAM) da UFSM. Cintia Koerich. Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Claudia Feio de Maio Lima. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Especialista em Preceptoria no SUS (Sírio Libanês e MS). Membro do Grupo de Pesquisa CRIAI da UFRB e do Grupo de Pesquisa de Enfermagem em Saúde do Idoso (GEPESI) da UERJ. Cleson Oliveira de Moura. Odontólogo. Mestre em Ensino em Ciências em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Doutorando em Enfermagem no Programa de Doutorado Interinstitucional da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Universidade Federal de Rondônia (DINTER /EEAN/UFRJ/UNIR). Docente da UNIR. Odontólogo da Secretaria Municipal de Saúde de Rondônia. Denise Antunes de Azambuja Zocche. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).. Vice-coordenadora do Mestrado Profissional em Enfermagem na Atenção Primária a Saúde (MPEAPS). Edlamar Kátia Adamy. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Diretora de Educação da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN Nacional). Fernanda Hannah da Silva Copelli. Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutoranda em En-


x Autores

fermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Integrante do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Fernando Henrique Antunes Menegon. Enfermeiro. Especialista em Enfermagem de Urgência e Emergência. Mestrando em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Francisca Goeorgina Macedo de Sousa. Enfermeira. Doutora em Filosofia da Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) dos Cursos de Graduação e Pós-Graduação (Mestrado Acadêmico em Enfermagem). Coordena o Grupo de Estudo e Pesquisa na Saúde da Família, da Criança e do Adolescente (GEPSFCA). Gabriela Marcellino de Melo Lanzoni. Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem e do Mestrado Profissional em Informática em Saúde da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Pesquisadora do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Gabriela Oliveira Santana. Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Oncologia pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras (SOBEP). Tecnologista pleno (Ministério da Saúde/INCA). Presidente da Comissão de Acesso Vascular do INCA. Enfermeira do Ambulatório de Cateter Pediátrico do INCA. George Luiz Alves Santos. Enfermeiro. Mestre em Ciências do Cuidado em Saúde pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Docente da Faculdade Bezerra de Araú�o (FABA). Gianina Salton Mattevi. Odontóloga. Doutora, Mestre e Especialista em Odontologia em Saúde Coletiva pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Giovana Dorneles Callegaro Higashi. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do departa-


Autores xi

mento de Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES) e do Núcleo de estudo em gestão e em saúde (NEGESE) da UFSM. Giovanna Medeiros Rataichesck Fiates. Nutricionista. Doutora e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente no Departamento de Nutrião e Orientadora de Mestrado e Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Nutrição da UFSC. Glauber Weder dos Santos Silva. Enfermeiro. Especialista em Gestão de Redes de Atenção à Saúde pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e em Educação Permanente em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre e Doutorando em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Bolsista de Demanda Social (CAPES). Docente do Departamento de Enfermagem da UFRN. Glaucia Valente Valadares. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente Associada da UFRJ. Coordenadora Implantadora do Curso de Enfermagem da UFRJ, campus Macaé. Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da UFRJ. Líder do grupo de Estudos e Pesquisas em Enfermagem e Saúde Integral (GEPENSI). Grasielly Jeronimo dos Santos Mariano. Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de São Paulo (USP). É membro colaborador da Grounded Theory Institute, pesquisadora pós-doutoranda no Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estudante de tomada de decisão por meio da TFDC (CNPq) na UFSC. Greici Capellari Fabrizzio. Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Especialista em Saúde da Família pela UFSC. Especialista em Enfermagem Ginecológica e Obstétrica pela Faculdade Cidade Verde (UNIFCV). Especialista em Informática em Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Especialista em Gestão em Saúde pela UFSC. Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES).


xii Autores

Greice Lessa. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Estágio Pós Doutoral em Enfermagem pela UFSC. Docente e Pesquisadora do Centro Universitário Barriga Verde. Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES) e do Núcleo de Estudos Aplicados à Saúde (NEAS). Enfermeira da Secretaria Municipal de Saúde de São Ludgero. Heloisa Godoi. Odontóloga. Doutora e Mestre em Odontologia em Saúde Coletiva. Especialização em Saúde da Família pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Grupo de Pesquisa Observatório Gestão do Cuidado à Saúde Bucal. Cirurgiã-dentista da atenção básica. Ingrid Meireles Gomes. Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Supervisora da Seção de Enfermagem Ambulatorial do Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR). Membro da Comissão de Sistematização da Assistência de Enfermagem do CHC-UFPR. Membro do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). Ítalo Rodolfo Silva. Enfermeiro. Pós-doutorado em enfermagem pela Universidade São Paulo (USP). Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente Ad�unto I do Curso de Enfermagem da UFRJ, campus Macaé. Jaqueline Dias do Nascimento. Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Chefe de Setor de Gestão de Linhas de Cuidado do Complexo Hospitalar de Clínicas (CHC) da UFPR. Membro do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). José Luís Guedes dos Santos. Enfermeiro. Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Docente Ad�unto do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Vice-lider do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políti Políticas cas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Jovanka Bittencourt Leite de Carvalho. Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Docente


Autores xiii

Associada III da Escola de Saúde da UFRN. Docente Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e vice-coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde e Sociedade da UFRN. Membro pesquisadora do Grupo Saúde e Sociedade. Kamylla Santos da Cunha. Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutoranda em Enfermagem do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Karen Gisela Moraes Zepeda. Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Enfermeira Assistente do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira da UFRJ. Karina Silveira de Almeida Hammerschmidt. Enfermeira. Docente do Departamento em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Membro do Laboratório de Pesquisas e Tecnologias em Enfermagem, Cuidado em Saúde a Pessoas Idosas (GESPI). Laura Johanson da Silva. Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Docente do Departamento de Enfermagem Materno-infantil da UNIRIO. Membro do Núcleo de Pesquisa, Estudos e Experimentação em Enfermagem na Área da Saúde da Mulher e da Criança (NuPPEMC). Membro do Grupo de Estudos em Enfermagem nas áreas perinatal e da mulher no ciclo de vida. Lígia Santana Rosa. Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).. Membro do Núcleo de Pesquisa de Fundamentos do Cuidado de Enfermagem (NUCLEARTE) da UFRJ. Marcelle Miranda da Silva. Enfermeira. Pós-doutorado em enfermagem pela Universidade de Ciências Aplicadas de Osnabrück, na Alemanha. Doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente Associada da UFRJ. Maria José Carvalho Ferreira. Enfermeira. Primeiro-Tenente do Corpo de Saúde da Marinha do Brasil. Mestre em Enfermagem pela Universidade Fe-


xiv Autores

deral do Rio de Janeiro (UFRJ). Membro do Grupo de Pesquisa em Gestão do Conhecimento em Saúde e Enfermagem (GPConexus). Maria Ribeiro Lacerda. Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professora permanente do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFPR. Bolsista de produtividade em Pesquisa do CNPq-Nível 1D- CA EF- Enfermagem. Coordenadora do Núcleo de Estudo, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE). Marli Terezinha Stein Backes. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutorado Sanduíche na Universität Bielefeld/Alemanha. Professora e Pesquisadora do Departamento de Enfermagem, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PEN) e do Programa de Pós-Graduação Gestão do Cuidado em Enfermagem (PPGPENF) da UFSC. Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES) e do Laboratório de Pesquisa em Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-nascido (GRUPESMUR). Mayckel da Silva Barreto. Enfermeiro. Doutor e Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), com período sanduíche na Universidade de Navarra/Espanha. Docente e coordenador do Curso de Enfermagem da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mandaguari (FAFIMAN). Coordenador no Brasil da Rede Internacional de Enfermagem em Cuidados Críticos. Editor-chefe da Revista Paranaense de Enfermagem. Murilo Pedroso Alves. Enfermeiro. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutorando em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Integrante do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini. Enfermeira. Pós-Doutorado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP). Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade


Autores xv

Federal de Santa Maria (PPGEnf/UFSM). Vice-líder do Grupo de Pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem e Coordenadora do Núcleo de Estudos em Cuidado e Família (NECFAM) da UFSM. Patricia Klock. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do Departamento de Enfermagem da UFSC. Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEGEPADES) e do Laboratório de Pesquisa em Enfermagem na Saúde da Mulher e do Recém-Nascido (GRUPESMUR). Patricia Melo Biondi de Andrade. Odontóloga e Bióloga. Doutora em Odontologia e Saúde Coletiva na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com período sanduíche na Universidade de Sheffield, Reino Unido, Inglaterra. Mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMG). Sabrina Ayd Pereira José. Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Professora do Curso de Enfermagem da UFRJ, Campus Macaé. Membro do Grupo de Pesquisa em Gestão do Conhecimento em Saúde e Enfermagem (GPConexus). Sheilane da Silva Santos. Enfermeira. Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Especialista em Enfermagem em Alta Complexidade pela Universidade Estácio de Sá (UNESA). MBA em Gestão Estratégica da Saúde pela UNESA. Enfermeira líder no setor de clínica cirúrgica do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) da UFRJ. Suzana dos Santos da Rosa. Acadêmica de Enfermagem. Membro do Laboratório de Pesquisas e Tecnologias em Enfermagem, Cuidado em Saúde a Pessoas Idosas (GESPI). Tássia Regine de Morais Alves. Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Especialista em Urgência e Emergência pelas Faculdades Integradas de Patos (FIP). Membro estudante do Grupo Saúde e Sociedade. Thaís Rosental Gabriel Lopes. Enfermeira. Mestre e Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Especia-


xvi Autores

lista em Oncologia Clínica pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Bolsista de Demanda Social CAPES. Membro estudante do Grupo Saúde e Sociedade. Thiago Privado da Silva. Enfermeiro. Doutor e Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Docente do Curso de Enfermagem da UFRJ, Campus Macaé. Membro do Grupo de Pesquisa em Gestão do Conhecimento em Saúde e Enfermagem (GPConexus). Tom Andrews. Enfermeiro. Doutor e Mestre em Enfermagem pela Universidade de Manchester. Docente na Escola de Enfermagem e Obstetrícia da University College Cork, Irlanda. Valdete Meurer Kuehlkamp. Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora substituta do Departamento de Enfermagem da UFSC. Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES).


Sumário

PREFÁCIO Pontuando destaques .............................................................................................

19

HOMENAGEM Professora Joséte Luzia Leite.............................................................................

21

Parte I Bases teóricas, fundamentos e diferentes correntes metodológicas

1

Aspectos históricos e características metodológicas da Teoria Fundamentada nos Dados ..................................

31

2

Perspectiva Straussiana da Teoria Fundamentada nos Dados ..................................................

55

3

Teoria Fundamentada nos Dados clássica: procedimentos para geração da teoria substantiva ...........

79

4

Perspectiva Construtivista da Teoria Fundamentada nos Dados ...........................................................................

105

5

Vertente de Adele Clarke: uma mudança interpretativa da Teoria Fundamentada nos Dados ..................................

129


xviii Sumário

6 7

Pensamento complexo: possibilidades para a compreensão e desenvolvimento de fenômenos emergentes em Teoria Fundamentada nos Dados .............

155

Interacionismo simbólico como referencial teórico para a Teoria Fundamentada nos Dados na pesquisa em enfermagem ..................................................

181

Parte II Processo metodológico e aspectos operacionais

8 9 10 11 12

A coleta de dados na Teoria Fundamentada nos Dados .....

199

Estratégias analíticas na Teoria Fundamentada nos Dados ....

225

Construção da teoria: elaboração de conceitos e validação .....................................................

249

Rigor metodológico e critérios de cientificidade: reflexões contemporâneas e a Teoria Fundamentada nos Dados ...........................................................................

271

Uso de softwares na Teoria Fundamentada nos Dados ......

299

Parte III Aplicabilidade e contribuições TFD

13

Teoria Fundamentada nos Dados: aplicação em pesquisas no campo da alimentação e nutrição .................................

323

14

Teoria Fundamentada nos Dados na odontologia e na saúde bucal: possibilidades de aprofundamento teórico-metodológico .........................................................

355

Uso da Teoria Fundamentada nos Dados em trabalhos de conclusão de curso de graduação em enfermagem .................................................................

385

Controvérsias da Teoria Fundamentada nos Dados na produção científica: à guisa de considerações finais .....

403

15 16


Prefácio Pontuando destaques

Registro minha imensa satisfação e orgulho em apreciar esta obra intitulada “Teoria Fundamentada nos Dados: bases teóricas e metodológicas” organizada por enfermeiros doutores que acompanho, os quais tive a honra de ser orientadora, em momentos bem distintos. E continuamos aprendendo �untos, buscando sempre novos avanços. Trata-se de um tributo aos autores organizadores: Dra. Maria Ribeiro Lacerda e Dr. José Luís Guedes dos Santos, pelo domínio do método e que marcaram tra�etória também no Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação de Enfermagem e Saúde (GEPADES), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Esta é uma obra de fácil leitura e compreensão, com linguagem de alcance, tanto nos níveis de graduação como de pós-graduação, da iniciação científica à pesquisa avançada. Os conteúdos estão escritos com clareza, pertinência, adequação e organização das partes, quais se�am: I – Bases teóricas, fundamentos e diferentes correntes metodológicas; II – Processo metodológico e aspectos operacionais; e III – Aplicabilidade e contribuições da TFD na produção científica. Destaca-se o aprofundamento e sustentação devida dos mesmos, desde suas bases mais teóricas e filosóficas, até as estruturas metodológicas, suas origens e novas construções no decorrer dos


20 Maria Ribeiro Lacerda e José Luís Guedes dos Santos (Orgs.)

tempos. Além disso, as diversas experiências de aplicação, especialmente nas áreas da enfermagem, pela formação e atuação dos autores neste campo de conhecimento, bem como na odontologia e alimentação e nutrição, podem auxiliar outros pesquisadores na utilização e aplicação nessas e outras áreas de conhecimento. A Teoria Fundamentada nos Dados, ou Grounded Theory, teve seu início nos Estados Unidos, na década de 60 e ho�e vem sendo um dos métodos mais usados em nosso país na realização de pesquisas qualitativas. É um método com perspectivas bastante promissoras devido a sua estrutura, rigor, aplicabilidade, possibilidades de adaptações e criações segundo o ob�eto de estudo, contextos e situações ou problemáticas vivenciadas, e cu�os resultados sustentam fenômenos evidenciados de experiências vivenciadas que são de forte clareza e expressividades bastante fidedignas, de fácil compreensão dos significados sobre a realidade vivida. A ênfase dada pelos autores ao rigor do método em suas diversas abordagens sustenta a importância de uso de métodos que permitem a produção e sustentação de novos conhecimentos científicos, caráter essencial no avanço da ciência. O domínio de métodos por Laboratórios de Pesquisa e Pesquisadores de referência contribui para que as particularidades se�am esclarecidas e tornadas inclusas em cada nova experiência de elaboração e execução de pro�etos de pesquisa. Meus cumprimentos aos organizadores e autores pela competência em produzir este livro dese�ando que se�am multiplicadores de produção de conhecimentos, exercício importante para contribuir com a evolução humana e natureza, bem como trazer avanços para a sociedade. Por fim, também endosso as homenagens à Profa. Dra. Joséte Luzia Leite, amiga e exemplo de dedicação e luta por grandes conquistas para a enfermagem brasileira, como filosofia, ciência, arte e profissão. Fica o registro do seu trabalho em prol da difusão do método na produção do conhecimento de excelência em enfermagem. Dra. Alacoque Lorenzini Erdmann Vice-reitora e docente titular do Departamento de Enfermagem e Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). PQ 1A CNPq.


Homenagem Professora Joséte Luzia Leite Ítalo Rodolfo Silva, Laura Johanson da Silva e Thiago Privado da Silva, em nome de todos os orientados da Prof.ª Joséte Luzia Leite (Presente!).

O desenvolvimento da ciência da enfermagem brasileira é atravessado por importantes personalidades que, de algum modo, deixam seu legado registrado a partir de significativas contribuições para o conhecimento científico, profissional e de liderança que influenciam e elevam a profissão. Entre essas personalidades está a professora Dra. Joséte Luzia Leite (in memoriam), que muito fez pela enfermagem do Brasil, atuando com maestria em diferentes cenários que permeiam o processo de ensino e trabalho na área de saúde e enfermagem. Em sua vasta experiência assistencial, acadêmica e de gestão desempenhou liderança com articulação constante entre ciência, ensino, gerenciamento e cuidado. Foi enfermeira assistencial por mais de 25 anos, professora titular, emérita e pró-reitora na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), onde também contribuiu para a criação do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UNIRIO, sendo o primeiro desta universidade. Foi diretora do Centro de Estudos e Pesquisas em Enfermagem, da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn-Nacional) e foi representante de área no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, de onde também foi bolsista de produtividade por mais de 15 anos, inclusive alcançando o mais alto nível – a de Pesquisadora 1A do CNPq.1 Nesse percurso,


3 Teoria Fundamentada nos Dados clássica: procedimentos para geração da teoria substantiva Grasielly Jeronimo dos Santos Mariano, Tom Andrews e Alacoque Lorenzini Erdmann

INTRODuçãO Este capítulo tem como ob�etivo abordar a origem e principais fundamentos que sustentam e caracterizam a Teoria Fundamentada nos Dados Clássica, desenvolvida por Barney Glaser em parceria com Anselm Leonard Strauss. A Teoria Fundamentada nos Dados é uma das metodologias de pesquisa mais utilizadas mundialmente na enfermagem e na saúde.1-3 Foi desenvolvida por Glaser e Strauss4 em uma tentativa de tornar a pesquisa qualitativa credível em termos de geração de teoria. Isso aconteceu em resposta ao que eles consideravam ser, por um lado, uma predominância da pesquisa quantitativa e, por outro, a pesquisa qualitativa como malconduzida e descritiva. Glaser e Strauss sentiram que a pesquisa qualitativa estava em declínio e era necessário ir para além das con�ecturas e pré-concepções acerca do que acontecia na época para a�udar, por exemplo, áreas com muitas variáveis dependentes, como é o caso da saúde, educação e negócios.5 Há autores que se posicionam na literatura como fortes defensores da versão original e dos trabalhos subsequentes de Glaser.5-15 A partir da obra clássica, dois caminhos surgiram em virtude das divergências dos autores quanto aos ob�etivos, princípios e procedimentos


9 Estratégias analíticas na Teoria Fundamentada nos Dados Francisca Goeorgina Macedo de Sousa, Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini, Cínthia Cristina Olivesky, Bruna Sodré Simon, Jaqueline Dias Nascimento e Maria Ribeiro Lacerda

ANáLISE DE DADOS NA TEORIA FuNDAMENTADA NOS DADOS: NOTAS INTRODuTóRIAS Considera-se que o processo de pesquisa, independentemente do método escolhido para guiá-la, possui um caráter dinâmico e sistemático. Entretanto, quando a opção dirige-se a qualitativa, o pesquisador se “abre radicalmente ao novo”.1:133 Para os autores, esta perspectiva aumenta a complexidade da pesquisa e exige procedimentos operacionais refinados para a análise e interpretação dos dados. Entretanto, não há fórmulas mágicas, mas os procedimentos analíticos são como “ferramentas nas mãos de um lapidador” e a “forma final é determinada pela relação entre o material bruto e o artesão”. 1:133 Para tanto, o pesquisador, mesmo utilizando softwares, deve exercitar a criatividade para articular o emprego de palavras e expressões que evidenciem valores e sentimentos expressos por um con�unto de discursos. Entre as pesquisas qualitativas, que tem uma metodologia específica, há a Grounded Theory (GT) ou Teoria Fundamentada nos Dados (TFD), que surge como crítica à ênfase que as Ciências Sociais deram às etapas de validação de hipóteses e teorias, deixando em segundo plano as etapas anteriores do processo nas quais os problemas são articulados e as hipóteses formuladas.2 O produto da análise


12 Uso de softwares na Teoria Fundamentada nos Dados Patricia Klock, Giovana Dorneles Callegaro Higashi, Greici Capellari Fabrizzio e Valdete Meurer Kuehlkamp

INTRODuçãO O método qualitativo de pesquisa está voltado para conhecer e compreender realidades que não podem ser quantificadas. É entendido como aquele que se ocupa do nível sub�etivo e relacional da realidade social e é tratado por meio da história, do universo, dos significados, dos motivos, das crenças, dos valores e das atitudes dos atores sociais.1 A abordagem qualitativa fundamenta-se nas relações humanas e seus significados, onde o pesquisador vivencia a questão ou problema a ser estudado em seu ambiente natural, oportunizando interações singulares no decorrer da realização da pesquisa. Interações estas não possíveis de serem mensuradas por dados estatísticos. Considerando estes aspectos, encontramos a Grounded Theory como uma das estratégias metodológicas usadas para pesquisa qualitativa em saúde e enfermagem O uso efetivo da Teoria fundamentada, como uma estratégia em pesquisa qualitativa, requer que os dados brutos se�am analisados (como as entrevistas transcritas) considerando seus detalhes.2 Uma vez que a TFD oportuniza a compreensão dos fenômenos que estão acontecendo, sua proposta em considerar que tudo