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METODOLOGIAS DA PESQUISA PARA A ENFERMAGEM E SAÚDE da teoria à prática Volume II Maria Ribeiro Lacerda Renata Perfeito Ribeiro Regina Gema Santini Costenaro (Organizadoras)

1ª edição 2018 Porto Alegre – RS


Os autores e a editora se empenharam para dar os devidos créditos e citar adequadamente a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material u lizado neste livro, dispondo-se a possíveis acertos posteriores, caso, involuntária e inadver damente, a iden ficação de algum deles tenha sido omi da. Todas as fotos que ilustram o livro foram autorizadas para publicação e uso cien fico pelos pacientes e/ou familiares na forma de consen mento livre e informado, seguindo as normas preconizadas pela resolução 466/2002, do Conselho Nacional de Saúde. Diagramação e capa: Formato Artes Gráficas Revisão de Português: Annelise Silva da Rocha annelisesr@gmail.com 1ª Edição – 2018

Todos os direitos de reprodução reservados para MORIÁ EDITORA LTDA. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (mecânico, eletrônico, fotocópia, gravação, distribuição pela internet ou outros), sem permissão, por escrito, da MORIÁ EDITORA LTDA. Endereço para correspondência: Av do Forte, 1573 Caixa Postal 21603 Vila Ipiranga – Porto Alegre /RS CEP: 91.360-970 – Tel.(51) 986043597 moriaeditora@gmail.com www.moriaeditora.com.br

MM593 Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde: da teoria à prática: volume 2 / Organizadoras: Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro, Regina Gema Santini Costenaro. Porto Alegre: Moriá, 2018. 455 p.: il. Inclui bibliografia ISBN 978-85-99238-36-3 1. Enfermagem 2. Pesquisa em enfermagem 3. Pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico I. Lacerda, Maria Ribeiro II. Ribeiro, Renata Perfeito III. Costenaro, Regina Gema Santini NLM WY20.5 Catalogação na fonte: Rubens da Costa Silva Filho CRB10/1761


Autores

ORGANIZADORAS Maria Ribeiro Lacerda

Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPR. Bolsista de produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tecnológico (CNPq) – Nível 1D- CA EF- Enfermagem. Coordenadora do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE/UFPR). Docente Visitante do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Renata Perfeito Ribeiro Enfermeira. Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente do Programa de Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde do Trabalhador da UEL, Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem. Regina Gema Santini Costenaro Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós Graduação Mestrado Profissional em Saúde Materna e Infantil da Universidade Franciscana (UFN), Santa Maria, RS. Coordenadora do Núcleo de Santa Maria da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). Líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Saúde GIPES.


6 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.)

AUTORES Alessandro Rolim Scholze Enfermeiro. Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Membro do Núcleo de Estudos da Saúde do Trabalhador da UEL. Docente da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Alexandrina Aparecida Maciel Cardelli Enfermeira. PHD em Bioética pela Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales. Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP) / London School of Hygiene and Tropical Medicine. Docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Strictu sensu em Enfermagem e do comitê de ética em pesquisa envolvendo seres humanos da UEL. Aline Cecilia Pizzolato Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Doutoranda em Enfermagem pela UFPR. Membro do Grupo de Pesquisa Multiprofissional em Saúde do Adulto da UFPR. Amanda de Lemos Mello Enfermeira. Mestra em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/UFSM). Doutoranda do PPGEnf/UFSM. Vinculada ao Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde (FORESM) da UFSM. Especialista em Formação Integrada Multiprofissional em Educação Permanente em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGCol/UFRGS). Amanda Salles Margatho Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP), com período sanduíche na University of Washington, Estados Unidos. Docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Andressa Fernanda Silva Enfermeira. Doutoranda em ciências da Saúde pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Mestre em ciências pela EERP/USP. Membro do Núcleo de Estudo sobre Saúde e Trabalho (NUESAT). Membro da Red Internacional de Enfermería en Salud Ocupacional (RedENSO Internacional). Ângela Taís Mattei Enfermeira. Mestre em Enfermagem e doutoranda pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro do Grupo de Estudos Multiprofissional em Saúde do Adulto (GEMSA) da UFPR.


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 7

Aryane Apolinário Bieniek Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (PPGEnf/UEL). Carina Aparecida Marosti Dessotte Enfermeira. Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Especialista em Cardiologia. Docente da EERP/USP. Cláudia Mara de Melo Tavares Enfermeira. Doutora em Enfermagem Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mestre em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Docente da Escola de Enfermagem e do Programa Ciências do Cuidado em Enfermagem e Saúde da Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenadora e Docente do Mestrado Profissional Ensino na Saúde. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – Nível 2. Líder do Núcleo de Pesquisa em Ensino, Criatividade e Cuidado em Enfermagem e Saúde (NPECCES) e do Grupo de Pesquisa Sociopoética e Abordagens afins (GPSA). Cristiane Cardoso de Paula Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente no Programa de Pós-Graduação do Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Editor de seção (artigos de revisão) da Revista de Enfermagem da UFSM. Líder do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP – PEFAS) da UFSM. Coordenadora da Red Nacional de Enfermería en Salud Infantil (Red ENSI) – Polo Estadual Rio Grande do Sul / RS. Bolsista produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – Nível 2. Cristiane Trivisiol Arnemann Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vinculada ao Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde (FORESM) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)e Grupo de Estudos Culturais na Educação, Saúde e Enfermagem da UFRGS. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação de Enfermagem (PPGEnf ) da UFSM. Docente do Colégio Politécnico da UFSM. Cristina Maria Galvão Enfermeira. Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente e pesquisadora na área de Enfermagem Perioperatória e Prática Baseada em Evidências. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Daiana Foggiato de Siqueira Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Docente na Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Mis-


8 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) sões (URI), Campus Santiago. Integrante do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da UFSM. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde (FORESM). Líder do Grupo de Estudos e Pesquisa em Saúde e Enfermagem (GEPSE) da URI. Danielly Negrão Guassú Nogueira Enfermeira. Pós-doutoranda em Enfermagem na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Doutora em Gerenciamento de Enfermagem pela Universidade São Paulo (USP). Docente do curso de Enfermagem da UEL. Consultora da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Emiliana Cristina Melo Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Docente e Coordenadora do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Membro do comitê de ética em pesquisas com seres humanos da UENP. Evelin Daiane Gabriel Pinhatti Enfermeira. Mestre em Enfermagem. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (PPGEnf/UEL). Fabiana Bolela Enfermeira. Doutora em Ciências. Mestre em Enfermagem pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo EERP/USP. Docente da EERP / USP. Fabiana Faleiros Santana Castro Enfermeira. Pós-doutorado Em Reabilitação pela Universidade de Michigan / Estados Unidos. Doutora em Ciências da Reabilitação pela Technische Universität Dortmund / Alemanha. Mestre em Saúde pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Fabiana Fontana Medeiros Enfermeira. Doutoranda e Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Fábio de Souza Terra Enfermeira. Mestre em Saúde pela Universidade José do Rosário Vellano (Unifenas). Doutor em Ciências, área Enfermagem Fundamental, pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente da Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL) nos Programas de Graduação e Pós-Graduação e Residência em Enfermagem.


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 9

Greici Capellari Fabrizzio Enfermeira. Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Catarina (PPGEnf/UFSC). Especialista em Saúde da Família pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Membro do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Helenize Ferreira Lima Leachi Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual de Londrina (PPGEnf/UEL). Docente do Curso de Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Ivete Palmira Sanson Zagonel Enfermeira. Doutora em Filosofia de Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do Programa de Pós-Graduação em Ensino nas Ciências da Saúde da Faculdade Pequeno Príncipe (PPGEnf/FPP). Diretora acadêmica da Faculdade Pequeno Príncipe (FPP). Membro do Núcleo de Estudos em Ensino na Saúde (PENSA) da FPP. Ivis Emília de Oliveira Souza Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente de Enfermagem Obstétrica do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil da Escola de Enfermagem Anna Nery, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (DEMI/EEAN/UFRJ), atuando no Programa de Graduação e Pós-Graduação em Enfermagem. Pesquisadora nos Núcleos de Pesquisa de Enfermagem em Saúde da Mulher (NUPESM) e em Saúde da Criança e do Adolescente (NUPESC), da EEAN/UFRJ. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP – PEFAS). Jacques Gauthier Enfermeiro. Graduado em filosofia. Mestre em ciências políticas pela Université Paris 8. Doutor em Educação pela Université Paris 8 e Universidade Popular anticolonialista de Kanaky. Criador da sociopoética. Pesquisador do Grupo de Pesquisa em Separações por Adsorção (GPSA). Jaqueline Dias do Nascimento Enfermeira. Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestre em Enfermagem pela UFPR. Colaboradora da Unidade de Investigação da Escola Superior de Enfermagem do Porto (UNIESEP) / Portugal. Bolsista do Programa Doutorado-Sanduíche Exterior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Especialista em Gerência de Enfermagem pela Universidade Positivo (UP). Chefe de Setor de Gestão de Linhas de Cuidado do Complexo Hospital de Clínicas da UFPR. Membro do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano (NEPECHE).


10 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) João Lucas Campos de Oliveira Enfermeiro. Pós-doutorando do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Doutor em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Docente da Graduação em Enfermagem e Residência em Gerenciamento de Enfermagem em Clínica Médica e Cirúrgica da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE). José Carlos Carvalho Enfermeiro. Especialista em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica. Doutor em Ciências de Enfermagem. Docente na Escola Superior de Enfermagem do Porto (ESEP). Sócio fundador e membro da Sociedade Portuguesa de Enfermagem de Saúde Mental (ASPESM). Investigador do Center for Health Technology and Services Research (CINTESIS). Pesquisador do Núcleo de Pesquisa em Ensino, Criatividade e Cuidado em Enfermagem e Saúde (NPECCES) e do Grupo de Pesquisa Sociopoética e Abordagens afins (GPSA). José Luís Guedes dos Santos Enfermeiro. Doutor em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Vice-lider do Laboratório de Pesquisa, Tecnologia e Inovação em Políticas e Gestão do Cuidado e da Educação em Enfermagem e Saúde (GEPADES). Julia Trevisan Martins Enfermeira. Doutora em Enfermagem Interunidades pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERB/USP). Mestre em Enfermagem pela EERB/USP. Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e do Curso de Mestrado e Doutorado em Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Pesquisadora em Saúde do Trabalhador. Kelly Holanda Prezotto Enfermeira. Mestre e Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Professora do Curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). Larissa Gramazio Soares Enfermeira. Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Especialista em Urgência e Emergência pela Faculdade Guiaracá e Enfermagem Pediátrica e Cuidados Intensivos Neonatais pela Faculdade Pequeno Príncipe. Docente do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO). Membro do Grupo de Estudos Família, Saúde e Desenvolvimento (GEFASED) UFPR.


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 11

Leila Maria Mansano Sarquis Enfermeira. Pós-doutorado pela Universidade de Southampton, Inglaterra na Medical Research Council – MRC. Doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP). Estágio de Doutoramento pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) na Clínica del Lavoro Luigi Devoto – Milão / Itália. Docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) no Programa de Graduação e Pós-Graduação em Enfermagem e Membro do Grupo de Estudos Multiprofissional em Saúde do Adulto. Luana Tonin Enfermeira. Doutoranda do Curso de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (PPGEnf/UFPR). Residência em Enfermagem em Saúde da Criança e do Adolescente pela Faculdades Pequeno Príncipe (FPP). Especialista em Saúde Pública com Ênfase em Estratégia Saúde da Família (ESF) pela Escola Superior de Advocacia Pública do Estado (ESAP). Docente na FPP. Membro do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano (NEPECHE-UFPR). Luciana Puchlaski Kalinke Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR) do Programa de Graduação e Pós-Graduação em Enfermagem e do Grupo de Estudos Multiprofissional em Saúde do Adulto. Editora Científica Chefe da Revista Cogitare Enfermagem da UFPR. Luciane Favero Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (PPGEnf/UFPR). Especialista em Enfermagem Pediátrica pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Especialista em Enfermagem Neonatal pela Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras. Docente do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Positivo. Membro do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano de Enfermagem da Universidade Federal do Paraná (NEPECHE-UFPR) e vice-líder do Núcleo de Estudos Cuidado e Ensino em Saúde da Universidade Positivo (NECES-UP). Luiz Almeida da Silva Enfermeiro. Doutor em Ciências, linha de pesquisa Saúde do Trabalhador pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERB/USP). Docente do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás (UFG). Professor convidado e orientador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (PPGAT) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e do Programa de Pós-Graduação em Ensino na Saúde na Faculdade de Medicina da UFG. Marcela Pimenta Muniz Enfermeira. Mestre e Doutora em Ciências do Cuidado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Docente do Departamento de Enfermagem Materno-infantil e Psiquiá-


12 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) trica da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da UFF. Vice-líder do Núcleo de Pesquisa em Ensino, Criatividade e Cuidado em Enfermagem e Saúde (NPECCES). Maria da Graça Corso Motta Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente na Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) no Programa de Graduação e Pós-Graduação. Coordenadora substituta do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFRGS. Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisa da UFRGS. Coordenadora do Grupo de Estudo do Cuidado à Saúde nas Etapas da Vida (CEVIDA) da UFRGS. Pesquisadora no Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade da Universidade Federal de Santa Maria (GP – PEFAS/UFSM). Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Maria de Fátima Mantovani Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e do Grupo de Estudos Multiprofissional em Saúde do Adulto. Bolsista Produtividade 2 do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Maria Henriqueta Luce Kruse Enfermeira. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestra em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).. Docente da Escola de Enfermagem da UFRGS. Docente Convidada do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf) da UFRGS. Líder do Grupo de Estudos Culturais na Educação, Saúde e Enfermagem (CULT). Maria Itayra Padilha Enfermeira. Pós-doutora em História da Enfermagem pela Lawrence Bloomberg Faculty of Nursing at University of Toronto. Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ). Docente da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) e do Departamento de Enfermagem da Universidade federal de Santa Catarina (UFSC). Voluntária do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFSC. Fundadora e Editora da Revista História da Enfermagem – Revista Eletrônica (HERE). Editora de Submissão da Revista Texto & Contexto Enfermagem. Líder do Laboratório de Estudos e Pesquisas em História do Conhecimento em Enfermagem e Saúde (GEHCES). Pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) -1B. Maria José Quina Galdino Enfermeira. Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (PPGEnf/UEM). Docente da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 13

Maria Ligia dos Reis Bellaguarda Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem. Coordenadora do Departamento de História da Enfermagem da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn) – Seção Santa Catarina. Pesquisadora do Laboratório de Estudos da História do Conhecimento da Enfermagem e Saúde (GEHCES-UFSC). Maria Lucia do Carmo Cruz Robazzi Enfermeira. Doutora e Mestre em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP). Docente da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP. Pesquisadora 1C do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Editora Associada da Revista Latino-americana de Enfermagem. Orientadora dos Programas de Pós-Graduação da USP. Maria Ribeiro Lacerda Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora aposentada da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professora permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPR. Bolsista de produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científi co e Tecnológico (CNPq) – Nível 1D- CA EF- Enfermagem. Coordenadora do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Cuidado Humano em Enfermagem (NEPECHE/UFPR). Docente Visitante do Programa de PósGraduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Marines Aires Enfermeira. Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGEnf/UFRGS). Docente do Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus Frederico Westphalen. Marlene Gomes Terra Enfermeira. Pós-doutora pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente no Departamento de Enfermagem e no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Coordenadora do Centro Regional de Referência de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas da UFSM. Pesquisadora Líder do Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde (FORESM) da UFSM. Nara Marilene Oliveira Girardon-Perlini Enfermeira. Mestre e Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP). Docente do Departamento de Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/ UFSM). Vice-Líder do Grupo de pesquisa Cuidado, Saúde e Enfermagem e Coordenadora do Núcleo de Estudos Cuidado e Família (NECFAM ) da UFSM.


14 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) Nathanye Crystal Stanganelli Enfermeira. Mestranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Estadual de Londrina (PPGEnf/UEL). Enfermeira da Centro de Material e Esterilização do Hospital do Câncer de Londrina. Paloma De Souza Cavalcante Pissinati Enfermeira. Doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mestre em Enfermagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Coordenadora de Planejamento, Monitoramento e Avaliação das Ações da Atenção Primária à Saúde na Secretaria Municipal de Saúde de Rolândia/PR. Paula Isabella Marujo Nunes da Fonseca Enfermeira. Mestre e Doutora em Ciências do Cuidado pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Especialista em Psiquiatria e Saúde Mental pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em Gestão em Saúde pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ). Curso Avançado em Coordenação de Transplantes pela Universidad de Barcelona. Enfermeira do Instituto de Psiquiatria da UFRJ. Docente da Universidade Estácio de Sá. Pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Ensino, Criatividade e Cuidado em Enfermagem e Saúde (NPECCES) e do Grupo de Pesquisa Sociopoética e Abordagens afins (GPSA). Patricia Aroni Enfermeira. Doutora em Ciências pelo Programa Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente do departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Docente e Pesquisadora na área de Enfermagem Perioperatória. Priscila Matos De Castro Enfermeira. Mestrado Profissional em Saúde Materna e Infantil, na Universidade Franciscana (UFN), Santa Maria/ RS. Enfermeira assistencial no Hospital de Caridade Dr Astrogildo de Azevedo, Santa Maria/ RS. Regina Gema Santini Costenaro Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Docente do Curso de Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós Graduação Mestrado Profissional em Saúde Materna e Infantil da Universidade Franciscana (UFN), Santa Maria, RS. Coordenadora do Núcleo de Santa Maria da Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn). Líder do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Saúde GIPES. Rejane Eleuterio Ferreira Enfermeira. Doutoranda em Ciências do Cuidado Universidade Federal Fluminense (UFF). Mestre em Ciências do Cuidado pela UFF. Especialista em Enfermagem do


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 15

Trabalho e Saúde da Família. Membro do Núcleo de Pesquisa em Ensino, Criatividade e Cuidado em Enfermagem e Saúde (NPECCES) e do Grupo de Pesquisa Sociopoética e Abordagens afins (GPSA). Rejane Kiyomi Furuya Enfermeira. Doutora em Ciências pelo Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EE/ USP) e Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente do Instituto Federal do Paraná (IFPR), Campus Londrina. Docente e Pesquisadora na área de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Renata Karina Reis Enfermeira. Pós-doutora pela Aix-Marseille Université, Marseille, França. Mestre e Doutora em Enfermagem Fundamental pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Especialista em Enfermagem em Infectologia. Docente da EERP/USP. Renata Perfeito Ribeiro Enfermeira. Doutora em Ciências pela Escola de Enfermagem da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente do Programa de Graduação em Enfermagem do Departamento de Enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Coordenadora do Núcleo de Estudos em Saúde do Trabalhador da UEL. Professora Permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem, Rita de Cassia de Marchi Barcelos Dalri Enfermeira. Doutora e Pós-doutora em Ciências, linha de pesquisa Saúde do Trabalhador. Mestre em Enfermagem. Orientadora dos Programas de Pós-Graduação da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/ USP). Membro do Núcleo de Estudos Sobre Saúde e Trabalho (NUESAT) da EERP/USP e do grupo de pesquisa Universidade Saudável: Ciência, Saúde, Cidadania e Bem Estar da EERP/USP. Roberta Costa Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente do Departamento de Enfermagem, do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem e do Programa de Pós-Graduação em Gestão do Cuidado em Enfermagem (Mestrado Profissional) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Editora de avaliação da Revista Texto & Contexto Enfermagem. Consultora do Ministério da Saúde para o Método Canguru. Pesquisadora do Laboratório de Estudos da História do Conhecimento da Enfermagem e Saúde (GEHCES). Rodrigo Rossetto Pescim Matemático. Pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP). Mestre e Doutor em Ciências (Estatística e Experimentação Agronômica) pela USP, com período de douto-


16 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) rado sanduíche na University of Manchester, Reino Unido. Docente do Departamento de Estatística da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Rosana Aparecida Spadoti Dantas Enfermeira. Pós-doutora pela School of Nursing, University of Washington (Seattle, USA). Doutora pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Docente do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da EERP/USP. Presidente da Comissão de Pesquisa e do Centro de Apoio à Pesquisa da EERP/USP. Orientadora credenciada no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem Fundamental e no e Programa Interunidades de Doutoramento em Enfermagem da Escola de Enfermagem da USP e EERP/USP. Bolsista produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – Nível 1D. Rosana Rossetto de Oliveira Enfermeira. Pós-doutoranda em Enfermagem pela Universidade Estadual do Maringá (UEM). Mestre e Doutora em Enfermagem pela UEM. Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UEM. Sandra Mara Maciel Dentista. Pós-doutorado no Departamento de Epidemiologia e Saúde pública da Universidade de Londres. Doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (USP). Docente no Departamento de Odontologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Docente do Programa de Pós-Graduação Strictu sensu em Odontologia Integrada da UEM. Sandra Suzana Stankowski Enfermeira. Mestranda Profissional em Saúde Materna e Infantil, Universidade Franciscana-Santa Maria, RS. Especialista em ginecologia e obstétrica. Sebastião Elias da Silveira Enfermeiro. Doutorando em Ciências pelo Programa de Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/ USP). Mestre em Geografia. Especialista em Gestão Hospitalar no SUS. Vice-Presidente da Comissão Estatuinte da EERP/USP. Sergio Valverde Marques dos Santos Enfermeiro. Doutorando em Ciências pelo Programa de Pós-Graduação Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERP/USP). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Alfenas (PPGEnf/UNIFAL). Integrante do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Gestão e Atenção à Saúde do Trabalhador da Universidade Federal de Goiás (NEGEAST/UFG).


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 17

Stela Maris de Mello Padoin Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente no Departamento de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Programa de Graduação e Pós-Graduação em Enfermagem. Membro do Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS/UFSM). Bolsista produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – Nível 1D. Tassiane Ferreira Langendorf Enfermeira. Pós-doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/UFSM). Doutora em Enfermagem. Professora Substituta no Departamento de Enfermagem da UFSM. Docente no PPGEnf/UFSM. Pesquisadora no Grupo de Pesquisa Cuidado à Saúde das Pessoas, Famílias e Sociedade (GP-PEFAS/UFSM). Tatiane Prette Kuznier Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Membro do Grupo Multiprofissional de Pesquisa sobre Idosos (GMPI-UFPR). Valquíria Toledo Souto Enfermeira. Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem (PPGEnf ) da Universidade Federal de Santa Maria (PPGEnf/UFSM), vinculada ao Grupo de Pesquisa Cuidado em Saúde Mental e Formação em Saúde (FORESM) da UFSM. Mestre em Enfermagem pelo PPGEnf/UFSM. Especialista em Saúde Mental pelo Programa de Residência Multiprofissional Integrada em Saúde (PRMIS) da UFSM. Vanessa Augusto Bardaquim Enfermeira. Doutorado Sanduíche na Université Laval, Canadá, Quebec. Doutoranda em Ciências pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (EERB/USP). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos. Especialista em Estratégia da Saúde da Família e da Comunidade e em Enfermagem do Trabalho. Verônica de Azevedo Mazza Enfermeira. Doutora em Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (EEUSP). Docente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Líder do Grupo de Estudos Família, Saúde e Desenvolvimento (GEFASED) da UFPR.


Sumário

Prefácio ......................................................................................... Denise Guerreiro Vieira da Silva

23

Apresentação dos capítulos...........................................................

27

PARTE 1 Métodos de Pesquisa Quantitativa

1 Ensaio clínico randomizado: aspectos conceituais e metodológicos .................................................... Patrícia Aroni, Rejane Kiyomi Furuya, Rosana Aparecida Spadoti Dantas, Cristina Maria Galvão

35

2 Desenho e condução de estudos caso-controle .....................

61

Emiliana Cristina Melo, Rosana Rosseto de Oliveira, Kelly Holanda Prezotto

3 Estudo de Coorte ....................................................................

85

Renata Perfeito Ribeiro, Nathanye Crystal Stanganelli, Aryane Apolinário Bieniek, Helenize Ferreira Lima Leachi

4 Estudos quase – experimentais...................................................... 105 Dessotte, Fabiana Faleiros Santana Castro, Renata Karina Reis, Fabiana Bolela, Rosana Aparecida Spadoti Dantas

5 A epidemiologia enquanto método de pesquisa .................... 125 Alexandrina Aparecida Maciel Cardelli, Sandra Mara Maciel, Fabiana Fontana Medeiros, Danielly Negrão Guassú Nogueira.


20 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.)

6 Pesquisa metodológica: da teoria à pratica ............................ 151 Maria de Fátima Mantovani, Leila Mansano Sarquis, Luciana Puschalski Kalinke, Tatiane Prette Kuznier, Aline Cecilia Pizzolato, Angela Tais Mattei

7 Pesquisa de intervenção quantitativa ..................................... 177 Maria Lúcia do Carmo Cruz Robazzi, Andressa Fernanda Silva, Fábio de Souza Terra, Luiz Almeida da Silva, Rita de Cassia de Marchi Barcelos Dalri, Sebastião Elias da Silveira, Sergio Valverde Marques dos Santos, Vanessa Augusto Bardaquim

8 Métodos mistos: aspectos operacionais para a pesquisa em enfermagem e saúde ........................................... José Luís Guedes dos Santos, Greici Capellari Fabrizzio, João Lucas Campos de Oliveira, Marines Aires

205

PARTE 2 Métodos de Pesquisa Qualitativa

9 Pesquisa qualitativa apoiada no referencial teórico da fenomenologia .................................................................. Stela Maris de Mello Padoin, Marlene Gomes Terra, Cristiane Cardoso de Paula, Tassiane Ferreira Langendorf, Daiana Foggiato de Siqueira, Maria da Graça Corso Motta, Ivis Emília de Oliveira Souza

233

10 O métdo da sociopoética: aplicação na pesquisa em enfermagem e saúde .......................................................... Claudia Mara Tavares, Jacques Gauthier, José Carlos Carvalho, Marcela Pimenta Muniz, Paula Isabela Fonseca, Rejane Eleutério Ferreira.

263

11 Pesquisa apreciativa ................................................................ 295 Cristiane Trivisiol Arnemann, Maria Henriqueta Lucio Kruse, Amanda de Lemos Mello, Valquíria Toledo Souto, Marlene Gomes Terra

12 Pesquisa histórica.................................................................... 315 Maria Itayra Padilha, Roberta Costa, Maria Lígia dos Reis Bellaguarda.


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 21

PARTE 3 Instrumentos de Coleta e Análise de Dados

13 A família como unidade de análise em pesquisas de enfermagem ....................................................... Verônica de Azevedo Mazza, Nara Marilene Oliveira Girardon Perlini, Larissa Gramazio Soares, Jaqueline Dias do Nascimento

347

14 Diário de campo na pesquisa qualitativa de enfermagem: da teoria à prática ................................................................... Luana Tonin, Maria Ribeiro Lacerda, Luciane Favero, Jaqueline Dias do Nascimento, Ivete Palmira Sanson Zagonel.

373

15 Análise de conteúdo ................................................................ 399 Julia Trevisan Martins, Alessandro Rolim Scholze.

16 Coleta de dados em grupo de cuidado ................................... 415 Regina Gema Santini Costenaro, Priscila Matos de Castro, Sandra Suzana Stankoswki

17 Análise e interpretação de dados em pesquisa quantitativa .. 429 Maria José Quina Galdino, Evelin Daiane Gabriel Pinhatti, Amanda Salles Margatho, Paloma de Souza Cavalcanti Pissinati, Rodrigo Rossetto Pescim


Apresentação dos capítulos

1. Ensaio clínico randomizado: aspectos conceituais e metodológicos – Introdução ao ensaio clínico citando-o como padrão ouro na condução de pesquisas, pois pode, com os resultados, promover mudanças significativas da prática clínica; o método ocupa a segunda posição (nível II) na classificação de hierarquia de evidências para estudos com pergunta clínica direcionada para intervenção/tratamento, segue descrevendo o passo a passo na realização de ensaio clínico randomizado com exemplos de cada fase. 2. Desenho e condução de estudos caso-controle – apresenta os estudos caso-controle, os quais são do tipo operativo individuado, pressupõem amostragem, e o investigador se coloca na posição de observador, têm referência temporal longitudinal e as análises assumem registros de causa e efeito em momentos sucessivos no tempo, como: causais; vantagens e desvantagens dos estudos caso-controle; vieses mais comuns (seleção nos casos, seleção nos controles, de informação e do respondente, de memorização seletiva, do observador, de Berkson); algumas das variantes no delineamento caso-controle; definição de casos e controles e seleção amostral (definição epidemiológica dos casos, de controles e seleção amostral); medidas de efeito: testes estatísticos e finaliza com modelos de condução de estudos caso-controle. 3. Estudo de coorte – É apresentada a definição do método, os termos desfecho e fator de risco e objetivos do estudo, os tipos de estudo, escolha de um estudo de coorte considerando hipóteses, desenho,


28 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.)

população do estudo, exposição da população, doença a ser estudada, segmento da população de estudo e análise dos dados obtidos, as fases do estudo, os pontos forte e fracos deste tipo de estudo, testes estatísticos utilizados neste tipo de estudo, Strobe para estudos de coorte, especificidades e práticas para estudo de coorte. 4. Estudos quase-experimentais – Neste capítulo a pesquisa é apresentada como uma alternativa mais realística e prática para se testar uma intervenção ao realizar estudos com seres humanos, os princípios de manipulação, controle e aleatorização, a definição deste tipo de estudo, delineamento do grupo de controle não equivalente e o delineamento tempo-série, validade interna e externa, vantagens e desvantagens dos delineamentos quase-experimentais e modelos de utilização deste tipo de pesquisa. 5. A epidemiologia enquanto método de pesquisa – Este capítulo dispõe um breve histórico e fundamentos da epidemiologia, sua linguagem tecnopragmática, seu conceito, um fluxograma dos delineamentos de estudos epidemiológicos considerando o escopo de seus objetivos (descritivo, analítico e exploratório); ao papel do investigador em sua relação com o objeto de investigação (observacionais e de intervenção ou experimentais), a organização no tempo seccional ou cross sectional, longitudinal, sequencial ou follow up; a seguir de forma sintética as principais características, subtipos, vantagens e indicações, problemas e limitações de cada delineamento de estudo: estudos observacionais; estudos descritivos: relatos de caso ou séries de casos; estudos ecológicos; estudos analíticos: estudos transversais; estudos de coorte, estudos caso-controle; estudos de intervenção ou experimentais: ensaios clínicos, ensaios comunitários, ensaios de campo, e estratégia de delineamento de estudo – picos. 6. Pesquisa metodológica: da teoria à prática – Apresenta a definição deste método que busca interpretar fenômenos e novos significados, os quais podem se elucidados como aqueles que aprimoram os métodos usados em outras pesquisas; descrevem a construção, validação e adaptação de instrumentos de medida em seus aspectos teóricos; sua utilização na enfermagem brasileira em seus aspectos práticos


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 29

com apresentação de duas revisões sobre o uso do método na nossa realidade nacional. 7. Pesquisa de intervenção quantitativa – O enfoque exposto é em pesquisa de intervenção quantitativa; um método de estudo que ao investigar determinado fenômeno ou objeto, interage com a realidade estudada; o conceito é exposto na perspectiva das pesquisas experimentais e seus variados estudos; fatores limitantes/dificuldades nas pesquisas de intervenção/pesquisas experimentais; etapas das pesquisas de intervenção/experimentais e quasi-experimentais; instrumentos e aspectos das pesquisas de intervenção/experimentais e quasi-experimentais; aplicação da estatística nos estudos de intervenção; aplicação das pesquisas de intervenção/experimentais e quase – experimentais internacionais e nacionais. 8. Métodos mistos: aspectos operacionais para a pesquisa em enfermagem e saúde – O capítulo discorre sobre os aspectos teóricos como os aspetos históricos dos métodos mistos de pesquisa, quais são os problemas de pesquisa que se adequam ao seu uso, os aspectos positivo de sua aplicação, o planejamento da pesquisa de métodos mistos, que são: distribuição de tempo, atribuição de peso, combinação e teorização, as estratégias e procedimentos para a pesquisa de métodos mistos sequencia o texto com os desenhos do método como básico (estratégias explanatória sequencial, exploratória sequencial e triangulação concomitante) e avançado (estratégias transformativa sequencial, incorporada concomitante e transformativa concomitante) e finaliza com exemplos do uso prático da pesquisa de métodos mistos na área da enfermagem e saúde. 9. Pesquisa qualitativa apoiada no referencial teórico da fenomenologia – O capítulo apresenta uma trajetória teórica dentre as várias perspectivas da pesquisa qualitativa – a fenomenologia como abordagem de investigação para questões que envolvem as pessoas no mundo da vida; segue o referencial filosófico e teórico de Edmund Husserl, considerado o criador dessa corrente de pensamento, e detalha os enfoques teórico-metodológicos de três seguidores dessa filosofia, que têm sido aplicados na área da saúde e de enfermagem: Martin Heidegger, Alfred Schütz e Maurice Merleau-Ponty; discorre acerca da


30 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.)

atitude e do posicionamento da pessoa que será a investigadora, bem como do desenvolvimento da etapa de campo como um encontro vivido e dialogado com os participantes da pesquisa. 10. O Método da sociopoética: aplicação na pesquisa em enfermagem e saúde – Introduz a metodologia com seu criador e circunstâncias de seu desenvolvimento, sua definição, aspectos teoricos – filosóficos, o método sociopoético e as estratégias para o desenvolvimento da pesquisa, fases para produção de dados na pesquisa, passos para o desenvolvimento da pesquisa, processo de análise e interpretação dos dados na pesquisa, experiência com a utilização da Sociopoética e pesquisas atuais com utilização da abordagem. 11. Pesquisa apreciativa – Apresenta a pesquisa apreciativa como alternativa de pesquisa qualitativa participativa de acordo com sua ancoragem construcionista social, suas características singulares, como: elaboração do tópico afirmativo, ver os aspectos potencializadores e viabilidades da realidade social estudada; aponta a aplicação do ciclo 4ds: caminho para produção e análise dos dados, ética, reflexividade e posicionamento do pesquisador apreciativo; experiências com a utilização da pesquisa apreciativa desenvolvidas por enfermeiras em diferentes países. 12. Pesquisa histórica – São expostas as bases teóricas e aspectos práticos da pesquisa histórica, em seus conceitos, características, pressuposições e importantes autores, os aspectos metodológicos são apresentados em exemplos práticos do uso desta metodologia, com o objetivo de aprimorar as possibilidades de aprendizagem e compreensão da temática. 13. A Família como unidade de análise em pesquisas de enfermagem – O objetivo principal deste capítulo é prover informações que estimulem a discussão, direcionem pesquisas sistemáticas e de qualidade, tendo a família como unidade de análise, sendo composto dos seguintes itens: elegendo uma definição de família, aspectos teórico-metodológicos na pesquisa com famílias, inserção de pesquisadores no campo de pesquisa, como coletar dados em pesquisa com famílias, entrevista como método para investigação familiar, instrumentos de


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 31

abordagem à família, instrumento de registro: genograma e ecomapa e perspectivas para a análise dos dados. 14. Diário de campo na pesquisa qualitativa de enfermagem: da teoria à prática – Neste capítulo o diário é apresentado como uma espécie de diário pessoal do pesquisador, em que são registradas as descrições do ambiente ou contexto, tanto iniciais como posteriores, que envolvem os participantes da pesquisa, os lugares, as relações e eventos relevantes para o estudo, são citados seus tipos e características, seu conceito, suas possibilidades de uso, etapas de construção e procedimentos da análise de diário de campo em pesquisas qualitativas da enfermagem e saúde; finalizando com as experiências da aplicação do diário de campo. 15. Análise de conteúdo – Apresenta a análise na perspectiva de Bardin, com fundamentação e finalidades, bem como a técnica para sua execução – fases pré-análise, em suas regras básicas; exploração do material e tratamento dos resultados, codificação e categorização, inferência e interpretação; um resumo esquemático da análise de conteúdo de Bardin, e exemplos da aplicação em estudo fictício. 16. Coleta de dados em grupo de cuidado – capítulo inovador aponta a coleta de dados com grupos de cuidado, parte integrante do Método de Pesquisa Cuidado em Grupo com seu histórico, utilização nos diferentes cenários, habilidades para a coleta de dados em grupo de cuidado, organizando o cenário para o cuidado e a pesquisa, operacionalização dos grupos de cuidado, como coletar os dados com os participantes e exemplo de aplicação. 17. Análise e interpretação de dados em pesquisa quantitativa – Este capítulo objetiva fornecer subsídios básicos aos pesquisadores acerca das formas de análise de dados comumente utilizadas na área de saúde e de enfermagem, aborda planejamento estatístico da pesquisa e estatística descritiva; também para variáveis qualitativas, distribuição normal e teste de normalidade, estatística inferencial, comparação dos dados quantitativos, comparação de dados qualitativos, e finaliza com um esquema síntese de todos os testes estatísticos expostos.


2 Desenho e condução de estudos caso-controle

Emiliana Cristina Melo, Rosana Rosseto de Oliveira e Kelly Holanda Prezotto

CONSIDERAÇÕES INICIAIS Muitas vezes a condução de estudos com delineamento do tipo coorte é inviável, como, por exemplo, na investigação de associações etiológicas de doenças raras ou de baixa incidência e/ou agravos com longos períodos de latência.1 Nesses casos, um desenho de estudo individuado, observacional, longitudinal e retrospectivo, chamado caso-controle, pode ser o mais adequado. Estudos caso-controle são do tipo operativo individuado, ou seja, pressupõem amostragem e têm o investigador em posição de observador. Assim como os estudos transversais, esse tipo de estudo observacional não proporciona tratamento algum aos sujeitos pesquisados, apenas avalia e compara desfechos clínicos entre grupos de indivíduos. Entretanto, estudos com delineamento caso-controle merecem destaque por apresentar maior potencialidade analítica e capacidade de indicar causalidade. Esse desenho de estudo também tem referência temporal longitudinal, assim como no delineamento do tipo coorte, visto que as análises assumem registros de causa e efeito em momentos sucessivos


3 Estudo de Coorte

Renata Perfeito Ribeiro, Nathanye Crystal Stanganelli, Aryane Apolinário Bieniek e Helenize Ferreira Lima Leachi

O Coorte é um estudo observacional da realidade, com característica epidemiológica, que pretende verificar, dentro de uma população determinada, a incidência de uma doença ou fenômeno relacionado à saúde. Por ser um estudo epidemiológico, sugere a associação entre os fatores de risco e o desfecho. É um delineamento de estudo também conhecido como estudo prospectivo, longitudinal, de incidência ou de seguimento.1,2 O termo Coorte vem do latim cohorte que corresponde ao agrupamento de legionários do exército romano. Assim, uma Coorte epidemiológica é uma reunião de um grupo de pessoas que caminha a partir de um determinado momento até o aparecimento do possível desfecho de interesse.1,2 Para compreender um estudo com método de coorte, necessita-se entender alguns termos básicos, como “desfecho” e “fator de risco”, que servirão de base para as pesquisas. Utiliza-se “desfecho” para designar aonde chegou através de sua pesquisa, seu resultado, ou seja, o evento de interesse da pesquisa, podendo ser uma doença, um sintoma, óbito ou qualquer que seja o acontecimento do processo saúde-doença. Já o “fator de risco” delimita uma variável que


8

Métodos mistos: aspectos operacionais para a pesquisa em enfermagem e saúde José Luís Guedes dos Santos, Greici Capellari Fabrizzio, João Lucas Campos de Oliveira e Marines Aires

CONSIDERAÇÕES INICIAIS A investigação científica demanda intenso esforço, dedicação e cumprimento às bases filosóficas e os ideais que regem cada método e abordagem de pesquisa nos diferentes segmentos do conhecimento humano. Apesar da gama diversa de métodos e técnicas de pesquisa, reconhece-se nas abordagens quantitativa e qualitativa grandes vertentes, das quais se desmembram muitas possibilidades de emprego da pesquisa científica. Ainda que notórias e inegáveis as contribuições das abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa, é também necessário reconhecer que cada qual carrega limitações ou características próprias que freiam, de certa forma, a possibilidade de interpretar os fatos com veemência. Nesse contexto, emergem os métodos mistos de pesquisa. Os métodos mistos combinam abordagens quantitativas e qualitativas de pesquisa em uma mesma investigação. A adoção de métodos mistos parece ser uma tendência crescente na pesquisa em enfermagem e saúde, pois oferece uma alternativa para a investiga-


12

Pesquisa histórica*

Maria Itayra Padilha, Roberta Costa e Maria Ligia dos Reis Bellaguarda

CONSIDERAÇÕES INICIAIS Para conhecer a trajetória da enfermagem é necessário compreender seu contexto profissional e a natureza quantitativa e qualitativa dos modos pelos quais a profissão vem se construindo em termos de identidade, formação, produção de conhecimentos, para, assim, clarificar e possibilitar a compreensão do porquê somos considerados profissionais do "cuidado". Desta forma, a própria história da enfermagem inserida nos cenários sociais ao longo dos tempos torna-se aberta a aproximações e afastamentos das verdades e seus significados. É importante que o registro sistematizado da história da enfermagem nas suas diversas faces seja o início do conhecimento dos próprios enfermeiros sobre sua identidade e importância, e do reconhecimento pela sociedade do profissional enfermeiro individualmente e do grupo como um todo. * O presente capítulo apresenta os aspectos teóricos e práticos da pesquisa histórica, com abordagem de conceitos, características, pressuposições, importantes autores e aspectos pertinentes ao tipo de estudo exposto. Aspectos metodológicos são apresentados em exemplos práticos do uso desta metodologia, com o objetivo de aprimorar as possibilidades de aprendizagem e compreensão desta temática.


402 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.)

no texto, o que é conhecido como a “constituição do corpus”, no qual em uma primeira aproximação ocorre a leitura denominada de “flutuante”, que tem como finalidade a sua apropriação, isto é, as ideias iniciais, em estabelecer contato com os documentos a serem analisados, deixando-se invadir por impressões e orientações, a sua formulação e o registro, mesmo que ainda incipiente as primeiras hipóteses e objetivos, a referenciação dos índices e a elaboração dos possíveis indicadores de análise. Compreende-se por “constituição do corpus”, o “conjunto de documentos para serem submetidos aos procedimentos analíticos”5:126 e envolve o seguimento de quatro regras básicas: 1. Exaustividade: todos os elementos do corpus devem ser levados em consideração, tratados pela técnica e embasados em um referencial teórico; precisa-se averiguar por completo a comunicação do acervo ou da coleção; 2. Representatividade: a análise pode ser desenvolvida por meio de uma amostra, mas, somente se ela for representativa do universo, ou seja, se aqueles documentos a serem analisados foram saturados quanto ao tema a ser discorrido; 3. Homogeneidade: a seleção dos documentos que serão analisados deve estar em consonância com os critérios rígidos de similaridade. Assim, os dados devem relacionarse ao mesmo tema, serem alcançados por técnicas análogas e selecionados por pessoas semelhantes, isto é, técnica de produção, características das fontes, acervo temático, dentre outros; 4. Pertinência: os documentos necessitam adequar-se ao tema e aos objetivos traçados, isto é, a escolha dos documentos a serem analisados deve ser adequada aos objetivos da análise. Assim, por meio de recorte do texto em unidades comparáveis de categorização temática e de codificação, já se extrai os primeiros contornos de significados fundamentais para as etapas subsequentes da técnica.


Metodologias da pesquisa para a enfermagem e saúde – Volume II 423

REFLEXÕES SOBRE COLETA DE DADOS EM GRUPO A realidade é mostrada a partir da inserção de cada participante no grupo, pois cada um traz a sua história, a qual aborda dois níveis articulares: 1º relaciona-se à inserção da pessoa no contexto social e familiar, sua especificidade e singularidade, refere-se à vida pessoal de cada membro do grupo; 2º compreende a história grupal, socializada entre os integrantes, que surge a partir da existência do grupo e se estende até o momento contemporâneo, ou seja, o integrante do grupo passa a ter uma história de vida particular, sendo parte desta socializada no grupo. Os limites das informações socializadas no grupo são definidos pelo próprio integrante, pois é a partir destas verbalizações que o mesmo vai ser conhecido e caracterizado no grupo. Estes níveis fazem parte da construção da história do indivíduo e, por consequência, do grupo que se unem, contemplando seus objetivos e as ações operacionalizadas. As reflexões e diferentes possibilidades de modificar a maneira de viver e ver os aspectos positivos por meio do exemplo do que deu ou está tendo êxito na vivencia do outro, podem ser desenvolvidas nesta coleta de dados em grupo de cuidado.

EXEMPLO DE APLICAÇÃO Para melhor compreensão da coleta de dados em grupo de cuidados, é exposto a seguir um exemplo desta coleta de dados e que pode ser utilizada na área de enfermagem e de saúde. CASTRO, P. M. Reincidência de gravidez na adolescência: Prevenção e cuidado. 2018. 188 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Saúde Materna e infan l) – Universidade Franciscana, Santa Maria, 2018.7

Os objetivos deste trabalho foram: discutir sobre as fragilidade e potencialidades que envolvem a gravidez na adolescência e por


17

Análise e interpretação de dados em pesquisa quantitativa Maria José Quina Galdino, Evelin Daiane Gabriel Pinhatti, Amanda Salles Margatho, Paloma de Souza Cavalcante Pissinati e Rodrigo Rossetto Pescim

PLANEJAMENTO ESTATÍSTICO DA PESQUISA O planejamento estatístico é uma importante etapa da pesquisa científica de abordagem quantitativa, pois embasa a coleta, análise e interpretação de dados, o que propicia conclusões confiáveis em relação ao objeto de estudo. Logo, é fundamental que este planejamento seja incluído na concepção do projeto, para evitar resultados falsos ou a apresentação de dados que não representam adequadamente os casos analisados. Assim, ter um estatístico que assessore a investigação ou componha a equipe de pesquisa é altamente recomendado. Contudo, também é indicado que os pesquisadores possuam conhecimentos sobre estatística, pois a pesquisa exige a inter-relação entre a expertise da área de estudo com a estatística, o que melhora de forma significativa a qualidade dos estudos. Nesse sentido, os principais guidelines de pesquisa (STROBE, PRISMA, CONSORT) orientam a se fazer uma descrição detalhada dos procedimentos estatísticos adotados. Por outro lado, a taxa de erros na análise estatística dos estudos publicados e submetidos é elevada, fazendo com que os pe-


438 Maria Ribeiro Lacerda, Renata Perfeito Ribeiro e Regina Gema Santini Costenaro (orgs.) Exemplo 3.1: Distribuição normal e não-normal A seguir, apresentam-se dois histogramas com distribuição de dados ob dos em uma amostra hipoté ca. O gráfico com dados de IMC exemplifica uma distribuição de dados que adere à distribuição normal (p>0,05) e a curva sobre os dados tem uma “forma de sino”; porém o gráfico com dados de idade não adere à distribuição normal (p<0,05).

Índice de Massa Corporal

Média= 35,1 Desvio Padrão= 5,66 Mediana= 35 Amplitude Interquar lica= 31-39

Idade (anos)

Média= 31,5 anos Desvio Padrão= 6,69 Mediana= 35 anos Amplitude Interquar lica= 26-35 anos

Figura. Índice de massa corporal e idade de 139 indivíduos. Fonte: Dados fic cios.

A verificação da normalidade, em geral, é uma pressuposição importante para determinar qual método estatístico é mais o adequado para a análise dos dados. Assim, para as variáveis quantitativas que possuem distribuição normal utilizam-se testes que consideram a média e suas variações em suas análises (também conhecidos como testes paramétricos), tais como o teste t de student, a análise de variância (ANOVA) e o coeficiente de correlação de Pearson. Por outro lado, se os dados não seguem distribuição normal, utilizam-se testes que consideram a mediana e suas variações na análise (testes não paramétricos), como os testes de Mann-Whitney, KruskalWallis, Wilcoxon, Friedman e o coeficiente de correlação de Spearman.14 Observa-se que métodos estatísticos mais sofisticados podem ser utilizados quando a pressuposição de normalidade não é atendi-

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Metodologias da Pesquisa para Enfermagem e Saúde: da teoria á prática Vol II  

O sucesso do primeiro livro – Metodologia da pesquisa para a enfermagem e saúde: da teoria à prática – Volume I , inclusive com sua tradução...

Metodologias da Pesquisa para Enfermagem e Saúde: da teoria á prática Vol II  

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