Enfermagem Ambulatorial

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Enfermagem ambulatorial: consulta de enfermagem, consultoria e grupos Elizeth Heldt Coordenadora Suzana Fiore Scain Eliane Pinheiro de Morais Maria Luiza Soares Schmidt Organizadoras

1a edição – 2020 Porto Alegre – RS


Os autores e a editora se empenharam para dar aos devidos créditos e citar adequadamente a todos os detentores de direitos autorais de qualquer material u lizado nesta obra, dispondo-se a possíveis acertos posteriores, caso, involuntária e inadver damente, a iden ficação de algum deles tenha sido omi da. Todas as fotos que ilustram o livro foram autorizadas para publicação e uso cien fico pelos pacientes e/ou familiares na forma de consen mento livre e informado, seguindo as normas preconizadas pela resolução 466/2012, do Conselho Nacional de Saúde. Diagramação e capa: Formato Artes Gráficas Revisão de Português: Elisângela Rosa dos Santos - elisantos@cpovo.net 1ª Edição – 2020 Todos os direitos reservados para

É proibida a duplicação deste volume, no todo ou em parte, em quaisquer formas ou por quaisquer meios (mecânico, eletrônico, fotocópia, gravação, distribuição pela internet e outros), sem permissão, por escrito da Moriá Editora Ltda. Endereço para correspondências: AV do Forte, 1573 Caixa Postal 21.603 – Vila Ipiranga Porto Alegre/RS – CEP:91.360-970 moriaeditora@gmail.com www.moriaeditora.com.br Dados Internacionais para Catalogação na Publicação CIP E56

Enfermagem ambulatorial: consulta de enfermagem, consultoria e grupos / coordenadora: Elizeth Heldt; organizadoras: Suzana Fiore Scain, Eliane Pinheiro de Morais, Maria Luiza Soares Schmidt. - Porto Alegre: Moriá, 2020. x, 239 p.: il. Inclui bibliografia ISBN: 978-65-86659-00-9 1. Consulta de enfermagem. 2. Assistência ambulatorial. 3. Processo de enfermagem. I. Heldt, Elizeth. II. Scain, Suzana Fiore. III. Morais, Eliane Pinheiro de. IV. Schmidt, Maria Luiza Soares. NLM WY150 Catalogação na fonte: Rubens da Costa Silva Filho – CRB10/1761


Autores

Andressa da Silva Behenck Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Enfermagem em Saúde Mental Ambulatorial. Especialização em Saúde Mental Cole va pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Mestre e Doutora em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduacão em Enfermagem da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Beatriz Hoppen Mazui Enfermeira e chefe da Unidade – Área 2 do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Educação em Diabetes. Especialização em Enfermagem Podiátrica pela Faculdade Unyleya. Dóris Baratz Menegon Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA). Coordenadora da Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas (CPTF) do HCPA. Especialização em Enfermagem em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Enfermagem em Dermatologia (SOBENDE). Mestre em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Elenara Franzen Enfermeira Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Ambulatório de Monitoramento da An coa-


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Autores

gulação (AMA). Mestre em Cardiologia pelo Programa em Ciências Médicas: Cardiologia e Ciências Cardiovasculares da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Eliane Pinheiro de Morais Professora Associada da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Especialização em Saúde da Família e Mestre pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Doutora em Enfermagem Fundamental pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade de São Paulo/ Ribeirão Preto (USP/RP). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Chefe do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA). Elizeth Heldt Professora Associada da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS) e do Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFRGS. Especialização em Enfermagem Psiquiátrica pela EENF/UFRGS. Mestre e Doutora em Psiquiatria pelo Programa de Pós-graduação em Psiquiatria e Ciências do Comportamento da UFRGS. Líder do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Chefe do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA) de 2009 a 2016. Coordenadora do Programa de Residência Integrada Mul disciplinar em Saúde (RIMS) em Enfermagem Oncohematológica e Chefe do Serviço de Enfermagem Oncohematológica (SEOH) do HCPA. Emely Siqueira da Silva Enfermeira pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Eneida Rejane Rabelo da Silva Professora Associada da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS) e dos Programas de Pós-graduação em Enfermagem e Ciências Cardiovasculares: Cardiologia da UFRGS. Especialização em Enfermagem Cardiovascular pela Sociedade Brasileira de Enfermagem Cardiovascular (SOBENC). Mestre e Doutora em Ciências Biológicas: Fisiologia pelo Ins tuto de Ciências Básicas da Saúde da UFRGS. Pesquisadora 1D do CNPq, líder do Grupo de Estudo e Pesquisa no Cuidado ao Adulto e Idoso (GEPECADI) e do PICC BRAZIL Research Group. Coordenadora do Programa de Residência Integrada Mul disciplinar em Saúde (RIMS) em Atenção Cardiovascular do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Coordenadora Adjunta do Programa de Acesso Vascular e Assistente do Serviço de Enfermagem Cardiovascular, Nefrologia e Imagem (SENCI) do HCPA.


Autores

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Franciele Moreira Barbosa Acadêmica da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Bolsista de Iniciação Científica da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Glomerulopatias do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e do Grupo de Estudo e Pesquisa no Cuidado ao Adulto e Idoso (GEPECADI). Geana Roaƫ Enfermeira pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Residente em Saúde Mental Cole va da Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (ESPRS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Graziella Badin AliƟ Professora Adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Mestre e Doutora em Cardiologia pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas: Cardiologia da UFRGS. Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa no Cuidado ao Adulto e Idoso (GEPECADI). Isnelen Piacin Enfermeira do Hospital Moinhos de Vento (HMV). Especialização em Enfermagem em Oncologia pelo Ins tuto de Educação e Pesquisa do (IEP-HMV). Membro do grupo de pesquisa do Serviço de Endocrinologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Ivana Linhares Colisse Kern Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Educação em Diabetes e a Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas (CPTF). Especialização em Administração dos Serviços de Enfermagem pelo Ins tuto de Administração Hospitalar e Ciências da Saúde (IAHCS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Jaqueline Wilsmann Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Enfermagem na Saúde da Criança. Especialização em Enfermagem Neonatal pela Escola Saúde Pública do Rio Grande do Sul (ESPRS). Karen Pires Antunes Acadêmica da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF – UFRGS). Bolsista da Comissão de Controle do Tabagismo do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (CCT – HCPA).


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Autores

Laiza Simone Garcia Quadro Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Saúde da Mulher. Especialização em Enfermagem Obstétrica pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (ESPRS). Mestranda do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde: Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Luciana Winterkorn Dezorzi Enfermeira e chefe da Unidade – Área 1 do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Ambulatório de Monitoramento da An coagulação (AMA). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Doutora em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Saúde e Espiritualidade do HCPA. Luciana Foppa Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Enfermagem em Otorrinolaringologia e ao Programa de Cirurgia Bariátrica do HCPA. Especialização em Enfermagem em Centro Cirúrgico, Central de Material e Esterilização e Sala de Recuperação pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Especialização em Educação Permanente em Saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação de Enfermagem da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Márcia Elaine Costa do Nascimento Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada a Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas (CPTF). Especialização em Estomaterapia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem- Mestrado Profissional da UNISINOS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Secretária da Associação Brasileira de Estomaterapia (SOBEST), Rio Grande do Sul – Gestão 2018/2020. Márcia Fabris Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Reabilitação do Serviço de Fisiatria do HCPA. Especialização em Enfermagem do Trabalho pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Especialização em Gerontologia Clínica e Saúde do Idoso pela Escola Superior de Gestão e Ciências da Saúde (IAHCS).


Autores

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Maria Luiza Soares Schmidt Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Saúde da Mulher. Especialização em Enfermagem Obstétrica pela Escola de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (ESPRS). Habilitada em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Representante do SEAMB na Comissão de Processo de Enfermagem (COPE) do HCPA. Melânia Maria Jansen Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada a Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas (CPTF) e ao Programa de Artroplas a de Quadril. Especialização em Gerenciamento de Serviços de Enfermagem pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). MiƟeli Vizcaychipi Disconzi Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Reabilitação do Serviço de Fisiatria do HCPA. Especialização em Saúde Mental Cole va pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS). Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Silvete Maria Brandão Schneider Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada a Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas (CPTF). Habilitada em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Especialização em Saúde de Família pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Conselheira do Conselho Regional de Enfermagem do Rio Grande do Sul (COREN/RS) – Gestão 2018 -2020. Solange Klockner Boaz Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Ambulatório de atendimento ao tabagista. Habilitada em Saúde Pública pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro da Comissão de Controle do Tabagismo (CCT – HCPA). Suzana de Azevedo Záchia Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA) de 1980 a 2015, vinculada ao Programa de Saúde da


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Autores

Mulher. Especialização em Enfermagem Obstétrica pela Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Mestre em Ciências Médicas pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas da UFRGS. Membro do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Suzana Fiore Scain Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA) de 1978 a 2015, vinculada ao Programa de Educação em Diabetes. Mestre e Doutora em Ciências Médicas: Endocrinologia pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Médicas: Endocrinologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Vice-líder do Grupo de Pesquisa em Enfermagem Ambulatorial e Atenção Básica (GPEAMAB). Thamires de Souza Hilário Enfermeira do projeto Paciente Seguro pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Ins tucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) na Associação Hospitalar Moinhos de Vento (HMV). Especialização na modalidade de Residência Integrada em Saúde – Ênfase em Atenção ao Paciente Crí co pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC). Mestre e Doutoranda em Enfermagem pelo Programa de Pós-graduação em Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Membro do Grupo de Estudo e Pesquisa no Cuidado ao Adulto e Idoso (GEPECADI). Trinidad Correia Noé Enfermeira do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (SEAMB – HCPA), vinculada ao Programa de Enfermagem em Urologia do HCPA. Especialização em Prevenção e Controle de Infecções Hospitalares pelo Centro Universitário São Camilo.


Sumário

Apresentação .............................................................................

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Prefácio ......................................................................................

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Consulta de enfermagem ambulatorial: metodologia e operacionalização ....................................... Suzana Fiore Scain, Eliane Pinheiro de Morais e Elizeth Heldt

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2

Consulta de enfermagem obstétrica .................................. Laiza Simone Garcia Quadro, Maria Luiza Soares Schmidt, Suzana de Azevedo Záchia e Suzana Fiore Scain

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3

Consulta de enfermagem na educação em diabetes.......... Elenara Franzen, Ivana Linhares Colisse Kern, Beatriz Hoppen Mazui e Suzana Fiore Scain

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Consulta de enfermagem na prevenção do pé diabé co ... Suzana Fiore Scain

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Consulta de enfermagem em saúde mental ....................... Andressa da Silva Behenck e Elizeth Heldt

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6

Consulta de enfermagem no tabagismo ............................. Solange Klockner Boaz e Karen Pires Antunes

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Sumário

Consulta de enfermagem em otorrinolaringologia ............ Luciana Foppa

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8 Consulta de enfermagem à criança com uso de tecnologias e sua família ............................................... 107 Jaqueline Wilsmann e Eliane Pinheiro de Morais

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Consulta de enfermagem e gerenciamento de casos no Programa de Cirurgia Bariátrica ...................... 117 Beatriz Hoppen Mazui, Emely Siqueira da Silva, Geana Roaƫ, Luciana Foppa e Elizeth Heldt

10 Consulta de enfermagem em artroplas a de quadril ........ 129 Melânia Maria Jansen, Emely Siqueira da Silva e Silvete Maria Brandão Schneider

11 Consulta de enfermagem em ambulatório mul profissional de monitoramento de an coagulação oral ....................... 141 Elenara Franzen, Luciana Winterkorn Dezorzi, Graziella Badin AliƟ, Thamires de Souza Hilário e Eneida Rejane Rabelo da Silva

12 Consulta de enfermagem na prevenção e no tratamento de feridas .................................................... 155 Dóris Baratz Menegon, Melânia Maria Jansen, Silvete Maria Brandão Schneider, Franciele Moreira Barbosa e Suzana Fiore Scain

13 Consulta de enfermagem em urologia ............................... 181 Trinidad Correia Noé, Andressa da Silva Behenck e Elizeth Heldt

14 Consulta de enfermagem em reabilitação sica................. 193 Marcia Fabris e MiƟeli Vizcaychipi Disconzi

15 Grupos educa vos e terapêu cos em ambulatório de hospital geral............................................. 205 Elizeth Heldt, Ivana Linhares Colisse Kern, Solange Klockner Boaz, Isnelen Piacini e Andressa da Silva Behenck

16 Consultoria de enfermagem à pessoa com estomia........... 225 Márcia Elaine Costa do Nascimento


Prefácio

Cuidar, ensinar e pesquisar têm sido o foco em consultas, grupos e consultorias realizados por enfermeiros e professores que atuam no Ambulatório do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, desde a década de 1970, período de inauguração da ins tuição. Em 2006, a publicação Cuidado ambulatorial: consulta de enfermagem e grupos já divulgava a prá ca profissional, exaltando o marco referencial da assistência ambulatorial e a atenção de enfermagem nas diferentes etapas do ciclo vital. A obra atual demonstra a evolução desse cuidado especializado, apresentando atualizações tanto em campos já consolidados de atuação da enfermagem (obstetrícia, pediatria, saúde mental, tratamento de diversos quadros, como diabetes em adulto, tabagismo, feridas, estomias) quanto em áreas em desenvolvimento (otorrinolaringologia, urologia, cirurgia bariátrica, an coagulação oral, reabilitação sica e artroplas a de quadril). O livro também inova ao introduzir a u lização plena do processo de enfermagem aplicado ao cuidado ambulatorial, por meio de sistema de linguagem padronizada, reforçando a importância do uso desse método de trabalho para o desenvolvimento de um saber específico, orientando o julgamento clínico e a tomada de decisão. Ao longo dos seus capítulos, apresenta não só as interfaces do tra-


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Elizeth Heldt (Coord.)

balho em rede e em equipe mul profissional, como também a integração entre academia e serviço. As autoras, enfermeiras do Serviço de Enfermagem Ambulatorial do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e professoras da Escola de Enfermagem do UFRGS, dão visibilidade às experiências de profissionais que têm longa trajetória na prá ca clínica e que constantemente se desafiam. A obra propicia compar lhar conhecimentos sistema camente construídos, contribuindo para a qualificação do cuidado aos pacientes e para o reconhecimento dessa área de atuação da enfermagem. Ninon Girardon da Rosa Professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (EENF/UFRGS) e Coordenadora do Grupo de Enfermagem (GENF) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA). Lisiane Girardi Manganelli Paskulin Professora da EENF/UFRGS e Coordenadora Adjunta do GENF do HCPA


1 Consulta de enfermagem ambulatorial: metodologia e operacionalização Suzana Fiore Scain, Eliane Pinheiro de Morais e Elizeth Heldt

O Serviço de Enfermagem em Saúde Pública (SESP)1 do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foi criado em 1972 e, atualmente, é denominado de Serviço de Enfermagem Ambulatorial (SEAMB)2. A criação e a evolução desse serviço durante mais de quatro décadas foram decorrentes não só das polí cas públicas de saúde e de educação vigentes em cada época, mas também da própria organização do processo de trabalho dos profissionais da área, de acordo com a concepção do processo saúde doença3. Ao longo dos anos, o serviço passou por diferentes configurações, tanto em relação à equipe de enfermagem quanto à área sica2. Um dos aspectos que impactaram significa vamente sobre a expansão dos atendimentos na área de saúde, evidenciando a necessidade do cuidado em nível ambulatorial, foi a da transição do perfil demográfico e epidemiológico da população. Podemos citar, por exemplo, os problemas de saúde reprodu va; o desafio das doenças crônicas e de seus fatores de risco (tabagismo, obesidade, estresse, alimentação inadequada); o crescimento da violência e das causas externas não naturais, como os acidentes de trânsito4. Acompanhando essas mudanças, o Sistema Único de Saúde (SUS) está estruturado em níveis crescentes de densidade tecnológi-


3 Consulta de enfermagem na educação em diabetes Elenara Franzen, Ivana Linhares Colisse Kern, Beatriz Hoppen Mazui e Suzana Fiore Scain

O diabetes melito (DM) é definido como um grupo de alterações metabólicas que se caracteriza por hiperglicemia persistente resultante de defeitos da secreção ou ação da insulina ou ambos1,2. O DM é classificado em po 1 (DM1), po 2 (DM2), diabetes gestacional e outros pos raros. O DM1 é decorrente da destruição autoimune das células β, geralmente levando à deficiência absoluta de insulina, ocorrendo em torno de 5 a 10% de todos os casos de DM. Os sintomas clássicos são diurese e sede excessivas, fome intensa, emagrecimento, alterações da visão e cansaço. Aproximadamente um terço das crianças com DM1 apresenta cetoacidose diabé ca3. O DM2 decorre da perda progressiva da secreção de insulina de células β do pâncreas, frequentemente associado da resistência à insulina. Os sintomas são semelhantes aos do DM1, podendo, porém, manifestar-se menos intensamente e, às vezes, não ocorrerem. Devido a esse fato, existe a possibilidade de a doença não ser diagnos cada até que surjam complicações ao longo dos anos. O DM2 é responsável por 90% de todos os casos de diabetes e está associado a fatores de risco comportamentais e metabólicos que incluem dieta, obesidade, glicemia plasmá ca de jejum alta, uso de tabaco e pouca a vidade sica3.


8 Consulta de enfermagem à criança com uso de tecnologias e sua família Jaqueline Wilsmann e Eliane Pinheiro de Morais

As consultas de enfermagem no Serviço de Enfermagem Ambulatorial (SEAMB), do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), são realizadas nos programas de atenção à saúde para as diversas faixas etárias, considerando-se os agravos de saúde do indivíduo. Desde o início do serviço, antes denominado Serviço de Enfermagem em Saúde Pública (SESP), a Enfermagem em Puericultura foi uma das áreas de atuação das enfermeiras fundadoras1. Em razão do perfil demográfico e epidemiológico da época, o foco da assistência em enfermagem era o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infan l, com ações programadas para o indivíduo e a família. Com o passar do tempo, os bene cios da rápida evolução da tecnologia de medicamentos e equipamentos levou a uma maior sobrevida infan l frente à prematuridade, às malformações congênitas, às doenças crônicas e aos traumas, havendo um crescimento de sobreviventes com sequelas advindas da recuperação dos quadros agudos de doenças e/ou do processo terapêu co, estabelecendo mudanças na assistência da população-alvo, e novos enfoques na consulta de enfermagem foram criados2. Essa nova clientela surgiu em todo o mundo, denominada pelo Maternal and Health Children Bureau (Estados Unidos), pela


12 Consulta de enfermagem na prevenção e no tratamento de feridas Dóris Baratz Menegon, Melânia Maria Jansen, Silvete Maria Brandão Schneider, Franciele Moreira Barbosa e Suzana Fiore Scain

Ferida é definida como a perda da cobertura cutânea, não apenas da pele, mas também dos tecidos subcutâneos, músculos e ossos. As feridas podem ser conceituadas como “quebras da solução de con nuidade das estruturas do corpo” ou como “ruptura das estruturas e funções normais dos tecidos”1. O tratamento de feridas sofreu uma revolução nas úl mas décadas graças a novos estudos sobre limpeza das lesões, desbridamentos, manutenção de meio úmido, cura vos oclusivos, entre outros aspectos². Nos dias atuais, o cuidado e a prevenção de feridas con nuam passando por processos em busca da qualidade e eficácia. Porém, apesar de toda a evolução dessa área, muitos profissionais con nuam tratando as lesões de forma empírica, baseada em prá cas an gas, a despeito das evidências cien ficas3,4. No Brasil, não há dados que mencionem o panorama nacional de incidência e prevalência das feridas crônicas. No entanto, observa-se que afeta um grande número de pessoas em todas as faixas etárias, sendo que, conforme dados de um estudo realizado nos Estados Unidos, as feridas crônicas a ngem cerca de cinco milhões de pessoas5. O gerenciamento no cuidado e na prevenção de feridas requer conhecimento de anatomia, fisiologia da pele, cicatrização para a iden fica-