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Viver com estilo

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Preparamos um editorial de estilo com leveza e frescor para encarar o calor do Verão

59 CASAestilo

Uma seleção estilosa de papeis de parede para transformar a casa de forma rápida e prática

89 identidade

Nº 39 R$ 10,00

Cissa

Guimarães Fé na alegria. Conheça parte do universo da atriz, apresentadora e produtora de teatro

O artista cênico Jair Damasceno mostra seu talento em Vida de Artista. Perfil traz o Advogado HUMBERTO SÁVIO ABUSSAFI FIGUEIRÓ . Já em Vox, nosso entrevistado é o diretor da ACICG, JOÃO CARLOS POLIDORO. Em Cases é a vez de EDUARDO CARVALHO, engenheiro e sócio da Maxi Incorporadora. E fechando nossa edição, a bela Sandy Fontoura e seu trabalho em Designer de Interiores


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1 - Pastilha Bronze ATLAS 2 - Porcelanato Polido PORTINARI 3 - Acabamento Cromado DECA 4 - Bacia Cubo com Assento DECA


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Viver com estilo

É

incrível como uma virada de ano tem o poder de nos revigorar. Novos desejos, novos planos, mais energia, mais otimismo. A equipe da revista Mood Life preparou uma edição especial só para você. O espírito de renovação contagiou nossa seção Décor. Mudar o visual de casa pode ser rápido e prático apostando nos papeis de parede, por isso preparamos uma seleção de efeito, é espiar e escolher. E que tal transformar também sua rotina colocando mais aventura? Em Estilo de Vida, três histórias nos inspiram a conhecer o mundo não de forma convencional, mas sobre duas rodas. Os motociclistas estão conquistando cada vez mais espaço e demonstram sua paixão pelas estradas. Com o carnaval se aproximando, aproveitamos para contar um pouquinho das histórias das marchinhas, além das curiosidades que rodeiam esse universo. E como o feriado apareceu mais tarde que o habitual, dá tempo de se organizar para curtir a programação. Na seção Tome Nota Regional você fica sabendo do que rola na Capital durante essa festividade. Novas descobertas também com a apresentadora do Auto Esporte, Milena Machado. Seu carisma, simpatia e beleza coloriram a sessão Personalidade, que traz suas vivências sobre o mundo do jornalismo automobilístico. E por falar em cor, apresentamos um editorial de moda feminina que vai deixar a estação mais quente do ano mega estilosa. E para completar a primeira edição de 2014, nossa matéria de Capa traz a carismática Cissa Guimarães. Madura e jovial, a carioca fala da carreira e do sucesso com a peça Doidas e Santas – que encerrou, em Campo Grande, a temporada de quatro anos. No bate-papo na coxia do espetáculo ela revelou seu pacto com a alegria e sua relação com a fé. Confira e se inspire!

Capa Cissa Guimarães Foto Priscila Mota

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MOODlife

Produção Executiva Raul Delvizio

46 estilo de vida A paixão pela aventura

sobre duas rodas

80 viagem

Conheça um fascinante hotel nos canais de Veneza

28 mistura fina

Expediente Jornalista responsável Cidiana Pellegrin (MTB 687/MS) redacao@moodlife.com.br Editor Odirley Deotti editor@moodlife.com.br Fotógrafos Estúdio Fernanda Vianna, Giuliano Gondim, Priscila Mota, Estúdio Sim Revisão Dáfini Lisboa dafini.lis@gmail.com Colaboraram nesta edição: Texto Carla Cecarello, Dr. César Benavides, Cidiana Pellegrin, Clarissa de Faria, Dirceu Peters, Douglas Mamoré Junior, Lúcia Coletto, Maria Adélia Menegazzo, Odirley Deotti, Raul Delvizio, Tathiane Panziera e Thereza Christina Silva. diretores Iara Diniz, Marta Albuquerque Revista MOOD Life é uma publicação mensal. Rua da Paz, 1629. Santa Fé. Campo Grande/MS CEP 79102-210. Não nos responsabilizamos pelos conceitos emitidos nos artigos assinados. As pessoas que não constam no expediente não tem autorização para falar em nome da Revista MOOD Life. Impressão e acabamento Idealiza Gráfica e Editora. PARA ANUNCIAR LIGUE (67) 4063-9321 Distribuição e assinatura Gabriela Galante atendimento@moodlife.com.br


conteúdo

25 59 misturafina CASAestilo

26 gadgets Abasteça o seu

lado geek com os mais recentes produtos tecnológicos.

28 ESTILO Preparamos um

editorial com leveza e frescor para encarar o calor do Verão.

34 beauty Nossa redação fez uma seleção perfeita de produtos para o cuidado do corpo e do rosto.

60 design Renomado arquiteto

90 vida de artista Do teatro

68 décor Uma seleção de

92 perfil Humberto Sávio

76 gourmet A alta gastronomia do Buffet Yotedy, em pratos leves, frios, crus e repleto de contrastes de sensações.

96 VOX O diretor da Associação

Jayme Bernardo explora sua criatividade no design de mobiliário atemporal.

papeis de parede que garantem os mais variados efeitos para a sua casa.

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MOODlife

80 viagem Aman Canal Grande traz Veneza em toda sua forma, aliado aos seus serviços de primeiríssima qualidade.

Facebook/moodlife

Acompanhe nossos posts e fique por dentro das novidades da Mood

89 identidade

revistamoodlife

à dança, o artista cênico Jair Damasceno se inspira na vida e reproduz nos palcos.

Abussafi Figueiró: Dos negócios bem-sucedidos ao valor às raízes sul-mato-grossenses. Comercial e Industrial de Campo Grande, João Carlos Polidoro, comenta sua trajetória empreendedora.

102 cases Eduardo Carvalho, engenheiro e sócio da Maxi Incorporadora: um realizador de sonhos.

Acompanhe o dia a dia da nossa equipe de redação


achados

Fotos Shutterstock.com

Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

+5 Minutinhos

A cafeteria, localizada na rua Maracaju, quase esquina com a José Antônio, oferece à Capital mimos em um ambiente ao estilo bem europeu, rústico e não tradicional. Um dos carros-chefes do lugar é o café Floresta Negra, uma versão líquida do bolo alemão de mesmo nome. Outras bebidas, assim como doces e salgados, estão escritos em uma grande lousa, o que dá um ar inusitado ao local.

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MOODlife

De segunda a sexta, das 7h às 19h. Sábados, das 9h às 12h e das 14h às 18h

moda infantil Mãe não tem descanso, principalmente quando os filhotes ainda são pequenos. Durante esse período da maternidade, não dá nem tempo para comprar outras roupinhas às crianças. Pensando nisso, a Mãe Coruja leva a domicílio uma mala com até 15 looks de 0 a 10 anos, o que facilita para essas mamães experimentá-los com tranquilidade nos filhos. Confira as variadas peças no site www.maecorujacg.com.br e se sinta em casa. Agende um atendimento em contato@maecorujacg.com.br ou pelos telefones: 3342.4864, 9908.2112 (Vivo), 9146-4224 (Claro) ou 8174-6902 (Tim)

correio sustentável A pressa do dia a dia às vezes nos impede de entregar algo a alguém e, quando realmente precisamos, queremos rapidez. De forma diferenciada, a Via Pedal faz esse serviço por meio das bikes couriers – correio por bicicletas –, trazendo agilidade e sustentabilidade. Pequenos objetos, como documentos, envelopes, presentes, molho de chaves, entre outros, são transportados e cobrados pela distância da origem ao destino final. A empresa também realiza o transfer de serviços bancários e burocráticos. Distâncias de 2, 5 e 10 km (R$ 5, R$ 8 e R$ 12, respectivamente). Contato pelos telefones: 9965.8016 (Vivo) ou 8438-6717 (Claro)


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tomenota nacional Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Coleção

LUDWIG

Vinda da Rússia, a mostra traz 70 obras-primas modernas de artistas como Pablo Picasso, Andy Warhol, Jeff Koons e mais. Movimentos artísticos pelo mundo, como arte pop, neoexpressionismo e fotorrealismo, são contemplados. Até 7/4, no CCBB de São Paulo. Entrada franca Fotos Divulgação

Mostra sua cara A exposição no Museu da Língua Portuguesa apresenta esse grande expoente da MPB. Revela suas letras, poesias e sons no local que também foi dedicado a Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e Rubem Braga. MOODlife

O evento promove 140 festas incríveis nas cidades mais badaladas do nosso litoral: Trancoso, Florianópolis, Rio de Janeiro e Ilhabela, além de São Paulo. Diversas atrações irão até as melhores casas noturnas do Brasil (D-Edge, 00, P12 e +) para shows de rock, hip-hop, R&B e vertentes do eletrônico. Até 6/3. Ingressos entre R$ 20 e R$ 100. Saiba mais em summerstage.com.br

Cazuza

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SUMMERSTAGE 2014

Até 23/2. Por R$ 6 e R$ 3, gratuito às terças e aos sábados

LA MAMMA

A comédia estrelada por Rosi Campos, Leonardo Miggiorin, Carlo Briani e Débora Gomez é uma adaptação do romance “O Belo Antônio”, de Vitaliano Brancati (1907-1954). Uma típica família ítalobrasileira é retratada com muito humor e direito a reflexões nas relações humanas, entre a Mamma e seus dois filhos. Até 16/3, no Teatro Nair Bello (Shopping Frei Caneca). Por R$ 60


tomenota regional Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Foto Shutterstock.com

Caia no espírito do Carnaval por meio de eventos tradicionais e energizantes na Capital. Confira!

samba no pé

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MOODlife

O workshop, realização da Ivan Sousa Companhia de Dança, traz a oportunidade de aliar exercícios físicos à diversão, imersa em um clima energizante. As aulas acontecem do dia 5 a 26 de fevereiro, sempre às 19h, na Mais Academia. O aluno, uma vez por semana e durante 45 minutos, aprenderá os truques do samba sem perder o molejo. Participe! Rua Spipe Calarge, 2680. Agende seu horário pelo tel. 8444-2969 e aproveite a folia com muito samba no pé

Igrejinha

A Escola de Samba tem sempre uma programação especial na época de Carnaval. O desfile deste ano homenageia o carnavalesco Valdir Gomes, e os ensaios, abertos a todo o público, estão ocorrendo e sendo intensificados na quadra da Igrejinha, todas as quintas e sextas, a partir das 19h, e aos fins de semana, a partir das 17h30. Roda de samba também é destaque das sextas aos domingos. Os desfiles serão nos dias 3 e 4 de março. Prolongamento da Av. Ernesto Geisel, próximo à comunidade negra Tia Eva

CordãoVALU

Tradicional no Carnaval de Campo Grande, o desfile de foliões traz diversão à moda antiga: em ritmo da banda de marchinhas, músicas clássicas são tocadas para os participantes, que mantêm aceso o espírito da cultura carnavalesca. Fundado por Silvana Valu junto ao marido, em 2006, a 8ª edição do evento trará à tona toda a tradição do Carnaval de rua na capital sul-mato-grossense, objetivo maior do bloco. Dia 1º de março (sábado de Carnaval) até dia 4 (terça-feira de despedida), a partir das 14h, na antiga Estação Ferroviária (Armazém Cultural). O bloco sai às 17h30


tomenota especial

Fotos Divulgação

Por Raul Delvizio e Odirley Deotti

HUMOR

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INSANO

Criado em 2001, na cidade de São Paulo, o Terça Insana, projeto teatral de esquetes que rodou o Brasil, completa 13 anos de história e muito humor. E Campo Grande recebe nos dias 22 (sábado) e 23 (domingo) deste mês, às 21h e às 19h, respectivamente, no Teatro Glauce Rocha, o novo espetáculo do grupo. “Adiós Amigos” será a última temporada de viagens pelo Brasil, com quadros marcantes de personagens variados, humor escrachado e peculiaridades duvidosas. Tenha essa experiência insana!

Ingressos no stand Pedro Silva Promoções, no 1º piso do Shopping Campo Grande, ao lado da Riachuelo. Mais informações pelo tel.: (67) 3326-0105


estante Por Tathi Panziera*

LITERATURA

a menina que roubava livros / Markus Zusak

"Quando a Morte conta uma história, você deve parar para ler”... Em 'A Menina que Roubava Livros', a vida de Liesel Meminger é contada a partir da óptica da narradora, amável, afável, animada, todos os 'as', mas menos simpática – assim ela se define –, e dos encontros que Liesel teve com a ceifadora. Neles, a roubadora de livros saiu suficientemente viva, deixando a narradora impressionada. Vale a pena a leitura ou releitura, já que o livro ganhou as telas de cinema."

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência, e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca"

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Clarice Lispector

*Tathi Panziera, é jornalista, capricorniana de opinião forte, mas que aprendeu a ser flexível

MÚSICA

The Beatles 1962-1966 / The Beatles

"O “Red Album” é uma coletânea dos Beatles que reúne 26 músicas gravadas entre 1962 e 1966. É do período em que começa a beatlemania pelo mundo, e é um dos tesouros da minha estante! Traz músicas como Yesterday, Love me Do, Please Please Me..."

CINEMA

O Grande Gatsby / Baz Luhrmann

"O clássico da literatura revisitado pelo australiano Baz Luhrmann é colorido – característica marcante do diretor –, tem tantas festas e uma trilha sonora pontual que dá vontade de dançar. Gatsby, vivido por Leonardo DiCaprio, é um homem que conquistou poder e se transformou em mito. Toda fama e mistério despertam a curiosidade do vizinho Nick, interpretado por Tobey Maguire. É em uma festa que Nick conhece o anfitrião e, a partir daí, surge uma curiosa "amizade", ele conhece os pontos fortes e os fracos de Gatsby e decide ser cupido para uma trágica história de amor."


Dê o Play em suas ideias

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leituras Por Maria Adélia Menegazzo*

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Só as vontades mudam Viramos o ano. Viramos a vida? Porque “virar” significa ir para outro caminho, pôr-se numa direção diferente ou contrária àquela em que se estava. Expressão boa para se discutir o tema. Claro que não se trata de nenhuma novidade, pois que um dos sonetos mais conhecidos de Camões já cantava: “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades/(...) E, afora este mudar-se cada dia,/Outra mudança faz de mor espanto:/Que não se muda já como soía”. Tudo bem que não se usa mais o verbo soer, que significa costumar, mas as mudanças continuam acontecendo de acordo com seu tempo. Mudar é o tema de “Trem Noturno para Lisboa”, dirigido por Bille August (2013), roteirizado a partir do best-seller de Pascal Mercier (2004) de mesmo título. O livro, muito mais complexo e sem tantas coincidências que facilitam o filme, sobrepõe as reflexões de Raimund Gregorius, um filólogo e professor de línguas clássicas, às de Amadeu de Prado, médico português que trabalhou e resistiu durante a ditadura salazarista. Num impulso inusitado, o professor resolve deixar seu emprego de trinta anos num liceu local e toma um trem para Lisboa com a finalidade de conhecer Prado pessoalmente. Assim como no romance, o pensamento de ambos se sobrepõe e passa a dar sentido às suas

ações. A mudança é feita sem alarde, como o que acontece num tabuleiro de xadrez: É um engodo achar que os momentos decisivos de uma vida, em que seus rumos habituais mudam para sempre, sejam necessariamente acompanhados de uma dramaticidade ruidosa e estridente, acompanhada de grandes surtos. Na verdade, a dramaticidade de uma experiência decisi-

"Mudam-se os tempos, mudamse as vontades/ (...)E, afora este mudar-se cada dia,/Outra mudança faz de mor espanto:/Que não se muda já como soía" va para a vida é de uma natureza inacreditavelmente silenciosa. Assim escreve Amadeu, assim age Gregorius. Ação, reflexão e silêncio são as qualidades do livro e do filme. E das mudanças. São elas também o ponto de partida em “Blue Jasmine”, filme de Woody Allen, protagonizado por Cate Blanchet. A anunciada homenagem a Blanche Dubois, personagem da peça de teatro “Um Bonde Chamado Desejo”

(1947), de Tenessee Williams, redimensiona a aparente futilidade caricata da personagem de Allen. Jasmine parece afirmar o tempo todo a fala de Blanche no palco: “Não quero realismo. Eu quero magia. Não digo a verdade, digo o que deveria ser verdade. E se isso é pecado, que eu seja amaldiçoada para sempre”. O foco de Woody Allen é filtrado por um humor ácido que resvala o cômico, temperado, na maior parte do tempo, com doses de vodca. Blue e Blanche se encontram na recusa à pobreza material e na frágil e delicada sensibilidade. Estão ambas à margem. Blanche é derrotada pela rudeza e moralismo de Stanley e Stella; Jasmine dá o troco e sai trôpega pela vida. Retomá-las pode levar a uma compreensão diferente do que significa mudar de acordo com seu tempo. Mas há que se levar em conta que mudar não significa, como diz Fernando Pessoa, arrumar a vida, pôr prateleiras na vontade e na ação; sorrir do conhecimento antecipado de coisa-nenhuma que serei; muito menos fazer as malas para o definitivo!

*Maria Adélia Menegazzo é Doutora em Teoria Literária com Pós-doutorado em Artes Plásticas, membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Academia Sul-mato-grossense de Letras


cultura Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

O abre alas da

marchinha

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Atemporal, um estilo musical carnavalesco que continua presente nos coraçþes e no canto dos foliþes brasileiros a marcharem pelas ruas


No Brasil O Carnaval só adquiriu autenticidade brasileira com a popularização dos ranchos e cordões. Os foliões foram obrigados a se disciplinar, já que a algazarra tomava conta das ruas. Com isso, o povo passou a se organizar como nas procissões religiosas, surgindo os blocos ou cordões. Esse formato daria origem às escolas de samba, pela figura do mestre que comandava o desfile com seu apito. Já os ranchos eram agremiações mais humildes, em que as pessoas se fantasiavam de pastores rumo a Belém – influência natalina do Dia de Reis –, cantando e pedindo agasalhos nas casas.

“A marcha mexe com o saudosismo das pessoas.

É referência, um estilo musical inesquecível para muitos brasileiros”

Foto Shutterstock

Paulo Freire (Paulinho), presidente do G.R.E.S. Igrejinha

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Durante muito tempo, as marchas carnavalescas reinaram nas ruas e conquistaram fama nas festas de gala e nos bailes de máscaras de todo o Brasil. Entoado pelo povo e divulgado nas rádios, esse estilo de música popular virou tradição no carnaval brasileiro e, mesmo ofuscado pelo samba, continua presente. “A marcha mexe com o saudosismo das pessoas. É referência, um estilo musical inesquecível para muitos brasileiros”, afirma Paulo Freire (Paulinho), atual presidente do G.R.E.S. - Grêmio Recreativo Escola de Samba Igrejinha de Campo Grande (MS). “Ela abriu espaço para outros ritmos, e é um sucesso de público até os dias de hoje.” Falar das marchinhas é falar da história do carnaval. E essa festa popular não é originalmente brasileira. Veio para o país na época da colonização, uma herança do entrudo português – brincadeiras, às vezes, imorais e grosseiras, no período carnavalesco.


cultura Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

E o Rio inventou a Marchinha A versão mais aceita pelos estudiosos é de que, no fim do século 19, quando, em 1899, Chiquinha Gonzaga compôs “Ó Abre Alas” para o cordão Rosa de Ouro, foi criado o estilo musical “marcha” – na realidade, “marcha-rancho”, por ser menos acelerada e mais melodiosa. Durante três anos consecutivos, “Ó Abre Alas” animou o Carnaval carioca. “Caiu no gosto popular e atendeu ao que o povo queria: um estilo de música específico para aquela festividade”, explica Cyro Delvizio, violonista sul-mato-grossense e mestre em música pela UFRJ. “A marcha -rancho nasceu lenta, pois se comemorava dessa maneira, e, com o tempo, a música foi ganhando um caráter mais acelerado, sendo carinhosamente chamada de marchinha. Aliás, ela faz parte da brincadeira, da falta de ordem que o carnaval representa, o que justifica seu conteúdo crítico expresso pelo humor e pela ironia”.

Sucessão Segundo Marcelo Fernandes, professor doutor e catedrático do curso de Música da UFMS, “a marcha se alterou para atender às necessidades do público. O rádio a ‘sustentou' financeiramente durante muito tempo, porém, seu conteúdo cômico e crítico, comparado à maior aceitação do samba, terminou a torná-la um produto cultural desinteressante para vendas e exportações”, pontua. Ainda, Fernandes diz que o Carnaval passou a ser “coisa séria, de show business”, descartando o som artesanal das marchinhas. Já para o presidente da Igrejinha, “os costumes mudaram e novos contextos musicais foram inseridos. Mesmo com a agressão da mídia em favor do samba-enredo e dos desfiles nos sambódromos, a marchinha sempre fica. É atemporal”, finaliza Paulinho.

Acima - “As Marchinhas de Carnaval – Antologia Musical Popular Brasileira”, de Roberto Lapiccirella (organizador), conta a história do carnaval brasileiro, incluindo músicas inesquecíveis de marchinhas, marchas-rancho e frevos. Por R$ 86,00, na Saraiva

Abaixo - Desde 2007, o musical “Sassaricando – E o Rio Inventou a Marchinha” (musicalsassaricando.com.br), de Rosa Maria Araújo e Sérgio Cabral, relembra a cultura das marchinhas nos teatros de todo o Brasil

“os costumes mudaram e novos contextos musicais foram inseridos. Mesmo com a

Paulo Freire (Paulinho), presidente do G.R.E.S. Igrejinha Fotos Sivulgação

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agressão da mídia em favor do samba enredo..., a marchinha sempre fica. É atemporal”


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misturafina Carros Gadgets Estilo Beauty

26 gadgets Abasteça o seu lado geek com os mais recentes produtos tecnológicos. 28 estilo Preparamos um editorial com leveza e frescor para encarar o calor do Verão. 34 beauty Nossa redação fez uma seleção perfeita de produtos para o cuidado do corpo e do rosto.

que calor!

looksleves e cheios de cor

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para vestir na estação mais quente do ano


misturafina gadgets Por Odirley Deotti

Desejo

A LaCie preparou um sonho de consumo para criativos e quem gosta de chamar atenção. A empresa anunciou para março o Sphère, um HD externo em formato esférico e banhado em prata. A peça é uma edição limitada e tem 1 Tb de armazenamento e conexão USB 3.0. Para quem deseja ser o possuidor de um desses, é bom ficar atento e preparar o bolso. Fotos Divulgação

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Retrô

GPad

Não há dúvidas, os tablets ganharam espaço e hoje estão em todo lugar. Para não ficar para trás, a LG retorna ao mercado com o LG G Pad 8.3. O aparelho vem com tela de 8,3 polegadas, com resolução superior a Full HD (1920×1200), processador Snapdragon 600 quad-core, 2 GB de RAM, 16 GB de espaço interno (expansível via microSD) e bateria de 4.600 mAh. Ele também vem com câmera traseira de 5 MP, e frontal, de 1.3MP. A partir de R$ 1099 nas principais lojas online

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Sempre atento

Quem sempre quis um gramofone, agora, pode ficar feliz. Os modelos para iPhone e iPad dispensam energia elétrica e usam a acústica para aumentar o volume do áudio em três a quatro vezes. Feita em madeira e ferro, a peça é uma bela aquisição para enfeitar a sala e ouvir música em alto e bom som. A partir de US$ 159 no site www.restorationhardware.com

Manter o olhar sobre os filhos quando estamos na praia, campo ou parque nem sempre é possível. Um auxiliar muito eficiente no cuidado com as crianças é o Filip, um relógio que tem conectividade móvel e GPS, com localização em tempo real e comunicação entre pais e filhos. É resistente à água (não é submergível) e permite que os pais identifiquem o local onde os seus filhos estão por meio de um aplicativo para smartphone. Ele também emite alertas aos pais, caso os seus filhos saiam da zona de segurança, e atua como telefone, permitindo que a criança realize uma chamada para os pais ou algum dos cinco números previamente armazenados. Outro ponto importante é que todos os números recebem uma chamada, caso o sistema de alarme do relógio seja acionado. Por US$ 200 no site www.myfilip.com


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que calor!

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Picolés encantadores e aromas da natureza são o que trazemos para o mês de feveiro. Inspire-se!

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Fotos Priscila Mota

Confira o making of do nosso editorial no canal da Mood Life. www.youtube.com/revistamoodlife

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O verão é a época ideal para usar e abusar dos tecidos leves, da transparência e das cores, seja nos tons mais pastel ou vibrantes. É a estação em que não é preciso ter receio em ousar e, muito menos, de errar. A mulher por si necessita estar confortável, alegre e de bem com a vida, saúde que traduz uma pele, cabelos e vestimentas harmoniosos. É nesta época, também, que as flores e a famosa chuva de verão deixam os ambientes e a natureza mais belos. Em clima tropical, apresentamos uma mulher que se revela doce, ousada, destemida, bonita, pura e descontraída.


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MOODlife

Por Clarissa de Faria

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kiohara veste Vestido DonnatĂŞ

Fotos Priscila Mota

"A felicidade ĂŠ como a gota De orvalho numa pĂŠtala de flor...


misturafina estilo Por Clarissa de Faria

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MOODlife

mikaela veste Aneis Joias do Pantanal PicolĂŠ Mi Paleta

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...Brilha tranquila Depois de leve oscila E cai como uma lágrima de amor"

Fotos Priscila Mota

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Modelos ALINE STOCHI KIOHARA SCHWAAB MIKAELA TEODORO

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Fotografia Priscila Mota


misturafina beauty Por Cidiana Pellegrin

Bronze

Express

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Item da coleção Sicilian Jewels, da Dolce & Gabbana, o batom Topaz, inspirado na pedra preciosa topázio, tem efeito cremoso e vai deixar os lábios brilhantes e sensuais.

O verão pede uma pele vistosa, iluminada e dourada, afinal, as roupas estão mais leves, curtas e o corpo bem mais à mostra. Se não está sobrando tempo para tomar sol, ou você é do time das branquinhas, conquiste o resultado bronzeado fazendo uso de produtos que garantam esse efeito. A dica é buscar cosméticos com uma tonalidade que não destoe totalmente da sua cor original e, assim, aplicá-los aos poucos, em várias camadas, até chegar a uma aparência natural. Para garantir um bronze em minutos, confira nossas sugestões.

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misturafina beauty Por Cidiana Pellegrin

Além do

traço

Cada vez mais versátil, a maquiagem em formato de lápis está entre os lançamentos da Natura neste início do ano. A marca apresenta opções do produto para os lábios, com quatro cores de batom e duas de gloss. Os tons variam entre nude, cereja, coral e rosa, têm textura cremosa, toque cintilante e alta duração. Por R$ 12,90. Disponível entre as consultoras Natura

UNHAS VIBRANTES Não só no make e no look, a alegria da estação mais quente do ano também pode contagiar as unhas, por isso, invista na nova coleção de esmaltes da grife de Ana Hickmann. Intitulada “Flora Tropical”, a série apresenta opções em laranja, rosa, azul, lilás e coral, com acabamentos cremosos, secagem rápida e pontos de luz que se destacam pelo alto brilho.

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Por R$ 2,82. Disponível em perfumarias, drogarias e supermercados

Frescor para eles

Hidratação

O verão inspirou a Hugo Boss a lançar versões mais frescas de perfumes masculinos. Uma delas é a Orange Feel Good Summer Edition, variação leve do sucesso Boss Orange Man. A fragrância abre com notas de maçã verde, seguidas por um coração de notas aquáticas, proporcionando uma sensação revigorante num dia quente.

A linha Nativa SPA de O Boticário está renovada. Ingredientes exóticos da natureza deram origem a duas séries de produtos para cuidados diários: Nativa SPA Baobá & Tamanu e Nativa SPA Castanha de Kukui & Tâmaras. Entre sabonetes líquidos, hidratantes e colônias disponíveis no portfólio, o destaque vai para os óleos corporais. Indicados para serem usados durante o banho, eles hidratam intensamente e deixam a pele perfumada e iluminada por horas.

Por R$ 169 no site www.epocacosmeticos.com.br

Por R$ 48,99 nas lojas de O Boticário Fotos Divulgação

Olhar mais jovem

O lançamento Vichy Serum 10 olhos e cílios, da Vichy, proporciona cuidado antirrugas e fortalecedor dos cílios. Sua fórmula traz Rhamnose a 10%, que age na renovação da pele, deixando-a mais firme. O composto inclui ácido hialurônico, responsável pelo preenchimento tópico das rugas e ceramidas, que reforça o cimento intercelular dos cílios, dá força às cutículas e devolve volume das pestanas. Por R$ 149,90. Informações pelo SAC 0800 701 1552


equilíbrio Por César Benavides*

O momento para a cirurgia plástica A maioria das pessoas que se veem diante de verdadeiros traumas relacionados a determinada região do corpo, de forma geral, raciocinam sobre como tudo isso poderia ser melhorado. Dietas, exercícios físicos, terapias relaxantes, tratamentos estéticos e cirurgia plástica. Essa infinidade de recursos à disposição, mostrados nos programas de TV, revistas e internet, refletem o interesse crescente pela qualidade de vida, interesse pelos caminhos que levam à longevidade e, no meio de tudo isso, claro, o zelo pelo veículo que carrega o nosso espírito ao longo de nossa existência, a saber, o nosso corpo. De acordo com pesquisas atuais, o percentual de homens que buscam a melhora corporal com a cirurgia plástica tem aumentado ao longo dos anos, mas continua a predominância do sexo feminino como maior percentual de pacientes submetidos a qualquer cirurgia plástica, principalmente as estéticas. São elas que primeiro se perguntam: “este é o momento para realizar uma cirurgia plástica?”. A resposta, a miúde presente no reflexo do espelho, nas observações das amigas, na diferença do caimento das roupas outrora bem fitadas, deve ser corroborada por um profissional qualificado e especializado por uma sociedade de especialidade de reputação ilibada. No Brasil, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, segunda maior sociedade de cirurgia plástica do mundo, berço de certificação de profissionais respeitados em todo o globo terrestre. Existem também as exceções. Pacientes que se acham as mais feias exemplares da raça humana, mas, na verdade, o que se observa muitas vezes são mulheres bonitas, elegantes, que buscam na modificação do corpo a solução para conflitos psíquicos, situações indefinidas do ponto de vista emocional, busca por atender pedidos de outros, ou se tornar mais um ou uma a fazer parte do “clube”. Mais um motivo para ser avaliado por profissional ético, que saberá dizer “não” à realização de cirurgia com a qual nenhum resultado será satisfatório, quem quer que faça ou o que quer que faça. Não basta apenas o dinheiro para pagar pela cirurgia. O bom senso é fundamental para a decisão desse trabalho conjunto: equipe médica e paciente.

Assim, honrada é a oportunidade de poder esclarecer de forma prática as dúvidas sobre os mais diversos aspectos relacionados a cada cirurgia plástica. O momento certo envolve o que foi dito, direcionado às diversas partes do corpo, mas também da mente. Nas situações de exceção, o auxílio de um psicólogo ou psiquiatra pode ser fundamental. A aceitação da presença de cicatrizes como troca pela melhoria da área operada, e maturidade para o convívio com as cicatrizes ao longo da vida somam e contribuem para o sucesso da cirurgia. O momento certo para a realização também envolve a avaliação do paciente, considerando-se a idade e alteração encontrada. O momento a partir do qual cada paciente se “vê” sendo submetida a uma cirurgia plástica envolve o desejo de melhorar, e o aspecto final depois de passadas todas as fases: pré-operatório, cirurgia, pós -operatório, até o amadurecimento total de todas as cicatrizes. Mais uma vez, se cada paciente não aceita a presença de cicatrizes, ainda não está preparada para uma cirurgia plástica. Tudo deve envolver situações positivas, bem-estar, autovalorização. Se cada homem ou mulher se valoriza, de forma natural todos em volta também os valorizarão. A autoestima envolve muito tudo isso: valorização. Autoestima elevada se reflete em beleza, positividade, amor próprio. Candidatos a provas, concursos, fazem provas melhores se sua autoestima estiver elevada (claro que tudo isso envolve também preparo por meio de estudo). Uma ou mais gravidezes, perda de peso acentuada, agressão solar à pele, características genéticas e ritmo biológico trazem alterações caracterizadas pela perda das curvas (silhueta), gorduras localizadas, zonas de flacidez de pele, redundância de áreas flácidas, que, muitas vezes, somadas geram um sentimento: estar menos delicada, menos feminina, ser menos desejada. Descartados os distúrbios psíquicos já citados, sim, este é o momento para a realização de uma cirurgia.

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"O bom senso é fundamental para a decisão desse trabalho conjunto: equipe médica e paciente"

*Dr. César Benavides é Membro Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Membro Internacional da American Society Of Plastic Surgeons. CRM4046 / RQE 2215


intimidade Por Carla Cecarello

A eterna procura

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“Se ajeitar com o que tem”, ou seja, aceitar que você não vai achar a pessoa dos seus sonhos e, por isso, deve se contentar com a segunda, terceira ou quarta melhor é um conceito interessante. Se você passou a vida inteira se esforçando em busca do par ideal e já passou dos 85 anos sem ter encontrado ninguém que servisse, realmente, “se ajeitar” pode ser a coisa mais prudente a se fazer. Mas, se você está com 25 e começou a surtar porque todas as suas amigas estão se casando, muita calma nessa hora. Eu tenho que admitir que esse papo de “se ajeitar” embrulha um pouco o meu estômago (e talvez com você aconteça a mesma coisa), porque eu acharia mil vezes melhor continuar solteira e curtindo meus amigos a ficar com alguém por quem eu não tivesse admiração, respeito ou atração de verdade. Mas essa é a minha maneira de ver as coisas.

Há algumas questões interessantes que podem ajudar na sua reflexão: essa pessoa “ideal” que eu tanto busco existe só na minha imaginação? Ou, em outras palavras: o seu par perfeito pode existir mesmo ou será que não é hora de parar e reavaliar

"O seu par perfeito pode existir mesmo ou será que não é hora de parar e reavaliar as suas exigências?" as suas exigências? Você é do sexo feminino e deseja ter filhos? Mulheres que estão chegando aos 40 anos e começam a ficar inquietas pensando nessa história do relógio biológico podem ter seus critérios de seleção alterados por causa disso. Com que frequência você tem a oportunidade de conhecer gente solteira?

Foto Shutterstock

Como eu posso saber se já não é o momento de parar de procurar a pessoa ideal e me ajeitar com aquilo que pude arrumar?

Se isso só acontece uma vez a cada dez anos, é natural que pense em arrastar para o altar a primeira pessoa disponível que aparecer à sua frente. E, por fim, procure determinar o que é mais importante para você: química e uma ligação espiritual e emocional intensa ou compatibilidade, companheirismo e respeito pela instituição do casamento? Se for a primeira opção, ajeitar-se com qualquer coisa que não esteja à altura não vai trazer felicidade de qualquer maneira. Pessoas que valorizam mais o segundo modelo têm mais chances de serem felizes tomando uma decisão assim.

*Carla Cecarello é Psicóloga e Sexóloga CRP-06/35.812-0 www.carlacecarello.com.br Tel.: 11 3884.2059 e 3887.5123


personalidade Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Milena

Machado

Carisma, transparência e profissionalismo retratam a jornalista por trás do programa dominical Auto Esporte

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Nascida em São José dos Campos, seu primeiro trabalho na Comunicação foi pela fotografia, incentivo e exemplo dos avós. Todos achavam que se formaria em Direito. Até que poderia ser modelo, graças à sua beleza natural. Que nada! Foi na ânsia de conhecer, descobrir e perguntar que Millena Machado acabou por se graduar em Jornalismo, na Faculdade Cásper Líbero. Seu know-how na televisão é de cair o queixo. Já foi apresentadora da BandNews, do Primeiro Jornal e, também, editora de notícias do programa Dia Dia. Ainda, foi repórter da Rede 21, RedeTV!, IPCTV e TV OAB. Hoje, apresenta o programa de automobilismo da TV Globo, o Auto Esporte. Com a experiência e o sucesso, logo veio o apelido de “a mulher que mais entende de carro no Brasil” – mesmo não sendo uma especialista. Mas não duvide.

O que te despertou para o Jornalismo? A minha escolha foi uma surpresa para toda a família. Apostavam que eu seria advogada. Mas eu tive inspiração de sobra. Meu avô por parte de pai era comerciante e teve uma rápida carreira política. O meu outro avô, por parte de mãe, era fotojornalista, e minha avó, fotógrafa. A Comunicação está no meu DNA! Em 2011, você foi contratada para o Auto Esporte. Foi difícil entrar para o nicho do jornalismo automobilístico? Por não ser do universo feminino, acredito que há certo preconceito. Eu estava cansada do jornalismo factual, das notícias pesadas, de trabalhar aos fins de semana, de não ter feriados. Precisava de um respiro pessoal e de um desafio profissional. Pesquisei oportunidades e encontrei o programa. Eu não sabia nada de carro e calhou de ser exatamente esse o perfil: não especialista. Bom, no

começo encontrei muita resistência; primeiro, por não ser da área, segundo, por ser mulher. Donos de carros antigos não deixavam que eu dirigisse, nem podia chegar perto dos veículos! Mas isso passou rápido. Deve ser muito mais fácil para você escolher um carro agora. Opa! Ficou muito mais fácil comprar e mandar consertar o carro. Já sei o que cada carroceria pode oferecer, o que cada tipo de motor promete, os equipamentos de segurança imprescindíveis, manobras de direção defensiva, e por aí vai. Os mecânicos e os vendedores me conhecem e até virei “a mulher que mais entende de carro no Brasil”! As pessoas mostram seus carros, contam os problemas, abrem o capô, ligam o motor para que eu “escute” e dê o “diagnóstico”. Adoro receber esta confiança do público. Infelizmente, não tenho todas as respostas, afinal, sou uma jornalista.


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Foto Mรกrcio Amaral


personalidade Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

O que você nos conta da sua rotina no Auto Esporte? A agenda de gravação depende da liberação dos carros e da disponibilidade dos entrevistados. A maioria das matérias é feita na rua, sempre muito corrido e intenso. Quando falam “gravando”, preciso estar dominando o assunto – que quase nunca tenho a oportunidade de conhecer com uma boa antecedência. A apresentação em estúdio acontece em São Paulo, geralmente uma vez por semana.

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Em entrevistas, você já disse ser tímida. Televisão é um pique bem diferente. Sua profissão seria uma maneira de trabalhar essa característica? De certa forma, acho que sim. Trabalhar na TV é um grande desafio. Preciso estar plena, com energia e – principalmente – sem medos: de falar, olhar e até pensar. Ser tímida é o maior erro que se pode cometer em frente a uma câmera; gestos curtos e voz baixa tornam a pessoa desinteressante no vídeo. E isso é até curioso: mesmo com a transmissão em HD (alta definição), a lente não enxerga como os nossos olhos, então, sutileza não é bemvinda. Preciso sempre ter um esforço para crescer na tela, mas acho que estou dando conta.

Foto Márcio Amaral

"As pessoas mostram seus carros, contam os que eu 'escute' e dê o 'diagnóstico'. Adoro


Seu sucesso profissional lhe trouxe fama. Como você lida com isso? Eu sempre fui discreta, uma criança tímida, uma adolescente introspectiva. E, cada vez mais, eu tenho sido olhada, comentada e até fotografada e filmada. Claro que gosto de perceber e receber o carinho das pessoas que curtem o meu trabalho e que torcem por mim, mas uma coisa eu preciso dizer: fã de verdade é aquele simpático e educado, que não quer incomodar. Atitudes como mandar presente em casa, ligar na TV, deixar recados censuráveis na rede social, por exemplo, não são legais. Evito o contato com quem demonstra esse comportamento obsessivo, a meu ver, pouco saudável. Meticulosidade, fácil adaptação à rotina e ser muito solidário são algumas qualidades do virginiano – seu signo. O que você nos diz de si mesma? Sou exatamente assim, mesmo! Fico louca na bagunça, não sei viver sem ao menos uma pequena rotina e eu já provei “por a + b” que o meu apego aos detalhes me faz perder um tempo enorme. E, de fato, sou uma pessoa solidária, aos meus familiares, amigos e até as pessoas que eu não conheço. É fácil eu me

colocar no lugar do outro, difícil é sair desse ponto de vista! Dinâmica complicada que tento mudar... Busco menos sensibilidade e mais racionalidade. Será? Você disse que fotografava com seus avós. Ainda pratica? Ando tirando fotos pelo celular, amo de paixão fotografar! Trabalhei na equipe da minha avó. Parei com esse serviço, pois a TV consome toda a agenda de quem trabalha nela, infelizmente. Sinto muita saudade desse tempo. Na época, eu fazia a iluminação, carregava um flash adicional e direcionava ou rebatia a luz. Aos poucos, fui aprendendo as técnicas da fotografia. Então, tive que provar para minha avó que eu sabia enquadrar, focar, regular a exposição de luz e ainda clicar no melhor momento. Comecei a fotografar, de fato, crianças e os meus priminhos, e ela amou o resultado. Quando menos esperávamos, já tínhamos nos tornado parceiras de trabalho.

traço muitos, faço apenas alguns projetos de médio prazo. No momento, o Auto Esporte me ocupa e me preenche com muito trabalho e alegria. Depois dele, ainda não sei. Mas, assim que tiver algo novo engatilhado, conto pra vocês. Para encerrarmos, deixe uma mensagem para os leitores. Deixo aqui duas frases que sempre me trazem sentido em qualquer momento da minha vida.

“Uma pessoa será tão feliz quanto a sua mente decidir”

(Abraham Lincoln, ex-presidente dos EUA)

“O mundo se move para quem se mobiliza mais”

(Jorge Gerdau Johannpeter, empresário brasileiro)

Um beijo no coração de todos vocês.

O que espera de 2014? Meu desejo para este novo ano é ousadia. Que a gente possa ser um pouco mais do que gostaríamos de ser e um pouco menos do que já fomos um dia. Sobre planos, devo dizer que eu não

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problemas, abrem o capô, ligam o motor para receber esta confiança do público"


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asas de


Fotos Giuliano Gondim

e estrada para todo o sempre

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liberDade


estilo de vida Por Clarissa de Faria

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Desbravar regiões, caminhos, sentir o vento no rosto, a batida do coração ao chegar a algum ponto diferente, o aroma de lugares até então pouco explorados, fincar o pé no asfalto e levantar poeira afora. Só quem sabe o que é estar em cima de duas rodas consegue sentir o gosto e a energia que ultrapassa os limites reais aqui vividos. Dizem que é como se estivesse levitando e viajando em outro universo. Mas não é preciso ser o protagonista para conseguir entender o arrepio que dá a cada arrancada de uma moto, e ao ouvir as histórias mágicas que o mundo das motocas e seus pilotos nos reservam. Conviver com algumas dessas pessoas nos faz entender essa paixão avassaladora. Quem apenas ocupa a garupa, um dia, cansa e quer adquirir a "sua", e quem há tempos pilota uma máquina dessas não larga nunca mais. Em alguns minutos de conversa, é notável o sorriso largo que não sai do rosto. É como se a mesma brisa que bate no corpo a cada andança nos pegasse de repente, deixando um gostinho de "também quero sentir isso". “Esse estilo de vida tende a unir pessoas com gosto em comum. Porém, ela também tem um poder de encantamento em outras que nunca se imaginaram nessa vida. Com o passar do tempo, vi muitos amigos se tornarem motociclistas após ouvirem nossas histórias ou presenciá-las. E outros tantos já se imaginam adquirindo uma moto. Querem fazer parte do bando”, traduz o bancário e motociclista Leandro Diacópulos, 34 anos.


Fotos Giuliano Gondim

O casal Carla Pompeu de Carvalho, 42 anos e Alfredo Ricardo Carneiro Jaime, 43 anos, ambos funcionários públicos, vive há 13 anos sobre duas rodas. Já tiveram de uma Falcon até uma Shadow e, hoje, uma V-Strom DL 1000 cilidradas. A partir de então, começaram a viajar distâncias maiores. "Começamos a percorrer as estradas do Brasil, tendo a oportunidade de fazer amizades de Norte a Sul, de Leste a Oeste. Foi quando surgiu também a vontade de criar nosso adesivo e colete, a fim de divulgar nosso Estado", conta Carla. As primeiras viagens foram em 2006, dentro do Estado, percorrendo as cidades de Aquidauana, Bodoquena, Miranda, Três Lagoas, entre outras. Em seguida, foram surgindo mais oportunidades e cortaram os estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e o Distrito Federal. Para 2014, os próximos trajetos já foram traçados e prometem marcar a vida do casal, já que vão rodar cinco estados (MS, SP, PR, SC e RS), seguindo viagem para o Uruguai, a Argentina e o Paraguai. O sentimento e a emoção não variam tanto, mas um casal pode assumir responsabilidades distintas em cima de uma moto. “Na condição de piloto, a primeira sensação é de liberdade, vento na cara e emoções surgindo a todo o momento”, diz Alfredo. “Já na condição de carona é não ter a obrigação de ter hora de chegar ou partir. É passar por lugares inusitados, belas paisagens, locais bucólicos, podendo tirar fotos a todo o momento e ter um contato íntimo com a natureza”, explica Carla. 49

Tudo começou quando Diacópulos – como é chamado pelos colegas de trabalho e de estrada – adquiriu a paixão pelo rock and roll e, consequentemete, pelas motos e o desejo inexplicável de se aventurar mundo afora. A grande mudança em sua vida foi após adquirir a primeira motocicleta, em 2006, uma Shadow, quando começou a viver tudo que só sonhava. “Eu via tudo que eu queria nos filmes, na música e nas revistas. Subir na moto, encontrar os amigos, ouvir um bom som, tomar cerveja e andar de moto sem destino algum, isso é bom demais”, detalha. A primeira viagem, ainda com a Shadow, foi para Bonito/MS. Hoje, de sonho mais que relizado, já que recentemente adquiriu sua primeira HarleyDavidson – Softail Blackline, acaba de chegar de Florianópolis, rodando 3.200 quilômetros, cortando os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina, em 12 dias. “Que esse vírus se espalhe e possamos andar cada vez mais acompanhados de pessoas do bem. Independentemente do estilo, cilindrada ou tamanho da moto. O importante é o vento na cara”, frisa.


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Conexão SP/CGR O destino de Felipe Schultz, 28 anos, e Julie Schultz, 23 anos, começou em uma estação de metrô na capital de São Paulo. Seis meses depois, ela já estava de mala e cuia em Campo Grande. Difícil imaginar um casal tão jovem que já tem diversas histórias para contar em cima de uma motocicleta. Mas, desta vez, o destino reservou mais que um caso de amor, uma trajetória de vida que sempre foi pensada em viagens e passeios em cima de duas rodas. Felipe iniciou a vida de motociclismo de viagens ainda em 2008, quando adquiriu uma motocicleta estilo custom. “Logo que começamos a namorar, um dos primeiros programas a dois foi pegar a estrada de moto. Viajamos por poucos dias, depois, fomos aumentando as distâncias e os destinos”, conta Julie. O dia a dia é normal, conciliando trabalho e paixões. Com motos de 125, 250, 300 e, hoje, 650 cilindradas, os dois vão cortando estados e países, sempre traçando os planos mês a mês. “Um motociclista não se faz pela potência da moto, mas sim pela ideologia de vida. Claro que uma moto potente

e confortável ajuda muito. Atualmente, optamos por uma estilo Big Trail, que encara qualquer terreno e traz muito mais conforto aos dois, piloto e garupa”, explica Felipe. Recentemente, atravessaram o sul do país, passando por Uruguai (Punta del Leste, Montevidéu e Colônia do Sacramento) e chegando até Buenos Aires. Foram quase 6 mil quilômetros, percorridos em 20 dias. Sobre as aventuras, o casal garante que a maior delas foi desbravar o Pantanal sul-mato-grossense, já que não foram muito encorajados pelos colegas motociclistas. “Em todas as viagens, sempre há uma particularidade. Viajar de moto nao é apenas visualizar paisagens, mas fazer parte delas. Temos a fé de que nós pilotamos, mas Deus sempre nos guia”, garante. Não foi difícil chegar à conclusão de que a moto em si não se completa sozinha, pois todo o encanto está na estrada, no destino e, principalmente, nas pessoas e culturas que os motociclistas conhecem a cada viagem.


Fotos Giuliano Gondim

ponto de encontro Alguns locais são figurinhas carimbadas na Capital, verdadeiros pontos de encontro onde esses apaixonados podem jogar papo fora, apreciar uma boa cerveja e ouvir um som de qualidade. O tema é o mesmo e a inspiração fica por conta de todos os seus clientes.

*O Dinossauros Triciclo Clube funciona toda terçafeira, sempre com atrações musicais e o famoso espetinho no palito. Local: Rua Francisco Alves Castelo, 29 - Vila Ipiranga.

*O Postinho do Parque dos Poderes possui um amplo espaço, além de um bar, onde reina a típica cerveja gelada. Funciona todos os dias, mas aos fins de semana é frequentado por motociclistas que exibem suas máquinas dos mais variados estilos. Rua do Poeta, 990.

*O Rota Acústica possui um dia de sua programação voltado a esse tipo de público, sempre aos domingos e com atrações musicais. O diferencial deste ponto de encontro é que os motociclistas podem entrar com suas motocicletas. Rua Desembargador Leão Neto do Carmo (em frente à Uniderp Agrárias).

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*O Trem Mineiro é um bar estilo fundo de garagem, funciona sempre às sextas e aos domingos, com apresentações de bandas locais. Rua Frederico Ornelas Saravy, nº 238 (próximo da Lagoa Itatiaia).


capa

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Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio


na alegria

Conheça parte do universo da atriz, apresentadora e produtora de teatro Cissa Guimarães Não havia melhor maneira de conhecer Cissa Guimarães que no palco do teatro sul-matogrossense Glauce Rocha. Linda e jovial, a atriz, de 56 anos, nos presenteou com o encerramento de um dos espetáculos de maior sucesso da cena teatral nos últimos tempos. ‘Doidas e Santas’, sua primeira produção, já foi assistida por mais de 150 mil pessoas e expressa um lado autobiográfico dessa carioca: apresenta inquietações de uma mulher contemporânea mais madura. No palco, ela incorpora uma psicanalista em crise no casamento que divide com o público suas alegrias, desilusões e neuroses. Otimista, carismática e cheia

de vitalidade. É assim que Cissa se tornou conhecida pelo Brasil desde a época de Video Show. Tal imagem faz jus ao nobre significado do nome de batismo. Cissa não deriva de Cecília, como se pode pensar, e sim de Beatriz, que em latim se define como a que traz felicidade. “E eu me identifico, pois tenho a alegria como companheira, apesar de tudo. Tenho um pacto com ela. A gente não sobrevive sem”, confidencia. O “apesar” dito na frase corresponde à morte do filho Rafael, em 2010. Não foi preciso mencionar o episódio para sentir o quanto ele continua presente. Sua fotografia extrapola o pensamento, está 53

Foto Priscila Mota


capa Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

na tatuagem no pulso da atriz, nas orações diárias, aparece no espelho no camarim, nas camisetas usadas pela equipe da peça. Seu nome é fonte de agradecimento público ao final de cada apresentação. Após a perda, o trabalho de Cissa também passou a estar ligado à fé, uma amiga de longa data, inseparável. Apresentando o programa Viver com Fé, exibido pelo canal GNT, a carioca conheceu de perto histórias que a motivam, como ela diz, a ser uma pessoa ainda melhor. Fé e carreira. Cissa Guimarães abriu livremente parte de seu universo num bate-papo na coxia de Doidas e Santas, encenada em dezembro na Capital.

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Seu nome é Beatriz, mas você é conhecida por Cissa. Da onde que veio o apelido? Meu nome é homenagem a uma tia querida. Quando eu era pequena dizia: "meu nome é ‘Betiça’”. Mesmo mais crescida continuei muito miúda, então as pessoas me chamavam de "Ticissinha" e, com o tempo ficou "Cissa". Ah, e na minha infância não existiam muitas "Cissas", as que tinham eram Cecílias. E eu gosto mais ainda porque não sou óbvia - eu sou "Cissa Beatriz" (risos), e não sou "Bia", nem "Bibi". Engraçado que na peça Doidas e Santas, o nome da sua personagem é Beatriz. Eu insisti desde o início para se chamasse Beatriz – é a primeira vez que sou chamada pelo meu verdadeiro nome. Aliás, até já me chamavam, mas era quando o banco me ligava, minha mãe me dava bronca, e por aí vai... E Beatriz é um nome lindo, pois significa "aquela que traz alegria". Você está no GNT com o programa "Viver com Fé". O que mais te marcou nas gravações? As histórias. A da Dona Virgínia,

uma senhora de 80 anos, foi uma das que mais me marcou e me ajudou. Ela perdeu dois filhos e ainda tem uma história incrível. A entrevista do Gil também me marcou muito, porque temos uma amizade de longa data e o meu filho Rafael é [era] muito amigo do José, filho dele. E o Gil também já perdeu um filho, então... Agora, quando fui pra Israel, nossa foi mágico. Mas confesso que foi lindo ir pra Israel, assim como foi incrível ir para Jacarapaguá ouvir a história da Viviane Prudêncio. Eu saí de lá outra pessoa. Acho que a fé é isso, não tem tamanho. A meu ver, a fé é o que ajuda as pessoas a superarem. Para mim não é uma questão de superação, a fé ajuda você a viver. Eu não vou superar nunca a perda de um filho. Você acha que alguém supera? A perda de um filho não, mas outras dificuldades da vida, acredito que sim. Sabe, eu acho errado pensar assim. Você me perdoe, mas a fé é para você ser feliz. É ela que te dá tesão de levantar todos os dias. As pessoas buscam a fé

eu me identifico, pois tenho a alegria como companheira, apesar de tudo.

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Tenho um pacto com ela. A gente não sobrevive sem.

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Foto Priscila Mota


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as religiões são caminhos que se adaptam a você, para você se sentir mais em paz e ter mais fé. quando estão com problemas e isso é equivocado. O Gil fala na música dele: "A fé também tá pra morrer", mas ele diz "anda com fé eu vou, que a fé não costuma faiá". Isso significa que as pessoas não procuram a fé em momentos bons, apenas no desespero. Cadê o agradecimento pelo dia de hoje? Isso é ter fé. Dizer: obrigado Deus, obrigado Allah, obrigado Maomé, obrigado Buda, obrigado natureza, obrigado a mim mesmo. Você tem religião? Eu tenho fé! Sou maravilhada por Buda e Jesus. Amo Nossa Senhora, é minha mãe. Eu tenho

São Francisco, tenho Santa Clara - a qual sou devota -, tenho meus orixas, Odum. Acho o Candomblé maravilhoso, pois tem toda essa energia e conexão com a natureza. Sou fã de Santa Bárbara, uma guerreira, sou filha do Oxum. Tenho me interessado muitíssimo pelo Judaísmo também. Enfim, o Brasil é o sincretismo. Você pode perguntar, prefere ir à Bonito por esta estrada ou aquela? Então as religiões são caminhos que se adaptam a você, para você se sentir mais em paz e ter mais fé. Por isso eu abomino a intolerância: deixa a pessoa acreditar no que ela quiser!

Você citou Bonito. Tem vontade de conhecer as belezas dessa cidade? É uma viagem que eu quero e vou fazer, mas preciso estar descansada, pois quero fazer as trilhas, os mergulhos, tudo. Eu ia levar os meus filhos, a família toda. É um lugar maravilho, é a minha cara, o meu jeito. Você estudou química, mas não se formou. Como começou a atuar? Desde muito pequena. Nas férias, muitas primas vinham para o Rio de Janeiro e ficavam em casa. Assim que as mães saíam, já colocávamos as camisolas e


Fotos Priscila Mota

Por isso eu abomino a intolerância: deixa a pessoa acreditar no que ela quiser!

E como surgiu a ideia de fazer Doidas e Santas? Eu já estava me cobrando muito de produzir. Via quanta coisa já tinha concretizado, muitos contatos feitos, já tinha tido fracassos,

sucessos e ganhos. Chegando aos 50 anos e ainda com tanta vontade. Produzir para o teatro é, digamos assim, atingir a maioridade. Enfim, dá a plena liberdade que a arte precisa. Então já estava fazendo sessões de leitura na minha casa, mas nada me batia muito. Então, essa peça é quase que autobiográfica. Porque representa a mulher moderna, certo? Mulher contemporânea da minha idade. Um dia li uma crônica da Martha Medeiros falando sobre mulheres separadas, que casaram várias vezes, que criam seus filhos, que trabalham pra

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caramba. Na hora passei um e-mail para ela, pedi seu telefone, deixei passar uns dias e perguntei se ela tinha algum texto. Ela desconversou, afinal, é uma cronista, não uma dramaturga. Eu fiquei arrasada. Enfim, ainda no telefone ela me disse que estaria indo para o Rio lançar mais um livro e me convidou. Fiquei honrada! Perguntei qual é o nome da publicação. E falou: Doidas e Santas. Uma das crônicas é baseada num poema da Adélia Prado que fala que num determinado momento você é a doida ou é a santa. Era isso que eu precisava e estava na minha mão!

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brincávamos de atuar. Até que um dia minha mãe sentiu toda a bagunça e para nos defender falamos que estávamos ensaiando uma peça de teatro - isso com 8 anos de idade. Aos 15, entrei para "O Tablado" [companhia que contribuiu para modernizar o teatro do Rio de Janeiro, além de ter formado grandes nomes da arte cênica]. Aos 20 anos, estreei profissionalmente no teatro.


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Mais de 150 mil pessoas já viram a sua peça e você encerra a temporada em nossa Capital. Qual o seu balanço desse tempo de trabalho? Ter um projeto que durou tanto, que viajou o Brasil é uma alegria, salvou minha vida. É muito interessante terminar essa turnê por uma cidade como Campo Grande, dá uma sensação de continuidade, afinal estamos bem no meio do Brasil. Eu digo com toda certeza: vamos tentar entrar na Lei Rouanet novamente. Então vida longa à "Doidas e Santas", pois ainda temos muito chão pela frente.

Foto Priscila Mota

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E a produção acabou ficando por sua conta? Eu nunca tinha produzido nada e tenho autocrítica de que jamais poderia fazer esse trabalho sozinha. Chamei o diretor Ernesto Piccolo e ele indicou a maior produtora do momento, a Maria Siman. Ela se interessou e então ficaram essas quatros mulheres: eu, Martha, Regiana (roteirista) e Maria. Veio a Josie Antello, que até hoje em dia é minha comadre, e ainda tinha que ter um homem para contrabalançar as TPMs (risos). Assim fizemos o personagem de Giusepe Oristanio (Orlando). Já são quatro anos de apresentações.


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design

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Fotos Daniel Katz

MOODlife

Por Cidiana Pellegrin


traços

Originais

Renomado arquiteto Jayme Bernardo explora sua criatividade no design de mobiliário atemporal

No portfólio de seu escritório, ainda estão mesas, aparadores, bancos, pufes, cadeiras, poltronas e sofás, inclusive com itens premiados, como a mesa Medusa (acima), reconhecida na categoria Prata da versão brasileira do Idea Awards, em 2012. O móvel foi elaborado com sobras de corian fundidas entre filamentos unidos, que receberam um tampo de vidro. Mesmo pesando 35 quilos, a peça transpira leveza e sobriedade ao ambiente, enquanto aposta no reuso do descarte com muita sofisticação. 61

“Acho que o bom design, assim como a boa arquitetura, não tem data de validade”. A frase do arquiteto Jayme Bernardo, 55 anos, traduz muito de seu estilo criativo. Paulistano radicado em Curitiba, ele soma 32 anos de atuação no segmento, formado pela Universidade Federal do Paraná. Foi ainda na graduação que descobriu o apreço pelo design de mobiliário e, já com o próprio escritório, desenhava peças para projetos de interiores que assinava. “Sempre desenvolvi móveis exclusivos considerando o ambiente em que seriam inseridos, bem como o proprietário e a finalidade. Foi com essa abordagem que criamos a Jayme Bernardo Design”, conta ele. O departamento nasceu há quase quatro anos, motivado pela maior valorização do setor moveleiro e, desde então, suas peças passaram a ser produzidas em escala industrial. Entre os últimos lançamentos, por exemplo, está a Coleção Damascos. Composta por garden seats, centros de mesa e vasos, a linha de cerâmicas foi criada em parceria com a 6F.


design Por Cidiana Pellegrin

A matéria-prima ainda deu origem a novas criações classificadas na mesma categoria do prêmio, no ano passado. Os conjuntos de mesas laterais e de centro Taj e Arcos (ao lado) foram inspirados nos traços clássicos da arquitetura. Para compensar o alto custo do material, o processo de fabricação garantiu aproveitamento total: o móvel mais baixo foi elaborado com a sobra do recorte da peça mais alta. Jayme explora sua curiosidade para inovar, seja nos materiais, no processo de produção, ou até mesmo nas linguagens. “Seja o que for que eu esteja fazendo, tem que ser uma evolução do que já fiz antes, não gosto de repetir, prefiro tentar novos caminhos sempre que possível”, completa, sobre seu processo criativo. Exemplo disso, ele cita a mesa lateral Toy, concebida com técnicas de modelagem 3D, diferentes das usadas normalmente pela equipe. “Foi literalmente como fazer uma escultura virtual, e vê-la concretizada me deu muita satisfação”, revela. Na hora de construir uma nova peça, os materiais são diversos: madeira, metal, fibra de vidro, corian, plástico, espuma... Todos se transformam em ferramentas, para uma coleção cheia de beleza, funcionalidade, originalidade e preocupação com a sustentabilidade. Além de decorar espaços, agregando utilidade e beleza, 25 peças – muitas integrantes de linhas completas criadas por Jayme – podem ser apreciadas em uma exposição no Museu Oscar Niemeyer (MON), chamada “Jayme Bernardo, Designer”, em Curitiba. A mostra fica em cartaz até o dia 23 de março. Mais informações no site www.museuoscarniemeyer.org.br

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serviço O formato geométrico da mesa Tsuru é baseado na tradicional arte japonesa do Origami

As peças de Jayme Bernardo podem ser adquiridas por meio de contato com os escritórios em Curitiba - 41 3342.3650; ou São Paulo - 11 3063.1105


fEIRAhype Ideias para vestir sua casa. Por Cidiana Pellegrin

NOVO design De 11 a 14 de fevereiro, o MuBE - Museu Brasileiro de Escultura, em São Paulo, foi palco para apresentação de novidades para lojistas do setor moveleiro. A programação fez parte da 4ª Paralela Móvel, feira que tem se firmado como o principal evento do segmento a priorizar a exposição de produtos com design assinado, principalmente de novos talentos. Abaixo, confira duas coleções bacanas que foram apresentadas. Mais informações pelo site www.paralelamovel.com.br

olharvintage

dosedupla

Peças com estilo retrô deixam o ambiente mais descontraído, simpático e aconchegante. Foi com o mesmo pensamento que o designer Pedro Dier criou a coleção Cosmopolitan, formada por cristaleira, mesa e balcão. Levando o nome de um sofisticado drink, suas peças servem como suporte na hora de receber e festejar em casa, seja armazenando as bebidas, ou apenas as taças e os copos. Feitos em madeira pau-ferro, os móveis ainda trazem uma impressão exclusiva e estão disponíveis nas cores azul, preto e cranberry. À venda em al-

Unindo design brasileiro e escandinavo, o Studio T+T, do carioca Thiago Antonelli e do dinamarquês Thomas Mach, apresenta sua primeira linha de produtos. No portfólio, está a Cadeira 39 (página ao lado, no alto), com pés em tauari maciço e encosto em compensado curvado folheado da mesma madeira. O acabamento é tingido ou laqueado e está disponível em várias cores. Por R$ 450,00 (para lojis-

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gumas lojas do país, ou encomendas pelo site www.pedrodier.com

tas). Mais informações no site www.tt.art.br


Fotos Divulgação

casa renovada A indústria gaúcha Schuster renova seu portfólio de mobiliário com frequência, apresentando peças com design nacional de alto padrão. Com a virada do ano, não podia ser diferente. A coleção 2014 reuniu oito estúdios para desenvolver objetos exclusivos para a marca, entre eles, o Lattoog, responsável pela criação da luminária de piso Lilliput (ao lado). As novidades que prometem deixar a casa mais bonita são fruto, também, de uma parceria com o designer Pedro Useche. Na linha desenvolvida por ele, está a mesa lateral T, confeccionada com estrutura em aço inox, borda em madeira maciça e tampo com opção em inox ou madeira. A

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luminária está à venda por R$ 4.757,00, e a mesa, a partir de R$1.420,00. A coleção completa pode ser conferida no site www.moveis-schuster.com.br


projetos Por Cidiana Pellegrin

branco

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total

No universo da decoração, o branco é a opção mais utilizada como base para harmonizar com qualquer outra tonalidade do ambiente. Por si só, a cor é chique, neutra e minimalista. Pelo Feng Shui, está associada ao metal, à frieza, por isso, quando usada em demasia por quem não

Salas de estar e jantar assumem estilo contemporâneo e elegante

entende, pode resultar em um espaço hostil. Neste projeto da arquiteta Fernanda Borio, para o escritório Borio & Stockler Arquitetura, o branco aparece com modernidade e sofisticação. A cor dominante da bela residência – localizada em Caiobá, no litoral do Paraná

– foi escolhida pela própria moradora. A profissional, então, apostou em ambientes com traços minimalistas, mesclando toques de madeira natural. Os destaques são as salas de estar e jantar, em que o branco domina muito mais que as paredes, incluindo até mesmo os artefatos decorativos.


Os espaços são amplos e integrados, perfeitos para os encontros entre amigos, uma das atividades preferidas da família. O desenho em linhas retas e a pouca quantidade de ornamentos dão praticidade aos cômodos; e o mobiliário, também branco, preza pelo conforto, oferecendo grande número de assentos. Aparadores e mesas revestidos com laca dão ar contemporâneo e moderno para a casa, juntamente ao brilho espelhado do piso.

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Fotos Marcelo Maingue

Para completar o projeto, muita luz natural. As grandes aberturas nas janelas também auxiliam na melhor ventilação. À noite, também entra em cena a iluminação pontual, recurso infalível para deixar os espaços ainda mais aconchegantes.


décor Por Cidiana Pellegrin

Transformação

vertical Uma seleção de papeis de parede que garantem os mais variados efeitos

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Do clássico ao moderno, o mercado apresenta uma infinidade de papéis de parede estampados. Flores, listras, grafismos, motivos abstratos, padronagens barrocas, formas e elementos da natureza, tudo pode ser tema desse prático revestimento. Eles são capazes de modificar salas, quartos, cozinhas e banheiros em poucas horas, tornando-se um recurso megaversátil na decoração. Confira nossas sugestões para deixar os ambientes mais bonitos e estilosos.


Os anos 70 foram o período mais colorido do século 20, não só na moda, mas também na decoração. O design deste papel de parede da linha Suzani, da Eijffinger, é um bom exemplo de como a brincadeira de tons e padrões populares podem resultar em um visual bem contemporâneo para a sala. Disponível na loja Paper. com. Informações no site www.papercom.com.br

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A cozinha ou a sala de jantar vão ganhar um ar irreverente com o modelo Kippis, da marca Marimekko. A opção em destaque traz desenhos de taças em vários estilos, uma brincadeira para o canto das refeições. Disponível na Regatta Tecidos. Informações no site www.regattatecidos.com.br

Fotos Divulgação

Um floral para dar uma atmosfera retrô e romântica. A padronagem é miúda, mas o resultado visual salta aos olhos. O papel foi criado pelo renomado escritório holandês Pip, para a marca também holandesa Eijffinger. Essa opção deixa o espaço mais divertido, doce e requintado. Disponível na loja Paper.com. Informações no site www.papercom.com.br


décor Por Cidiana Pellegrin

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MOODlife

Bem mais ousado, esse modelo de floral da linha Absolue, da Ambiance, pede móveis neutros para deixar a sala mais exuberante. A dica é revestir uma das paredes do cômodo para não ficar over. Disponível na loja Paper.com. Informações no site www.papercom.com.br

De apavorante, a caveira passou a figurar a decoração com muito bom humor. O desenho serviu de inspiração para a marca inglesa Beware the Moon criar uma linha ousada e sofisticada, proveniente de técnicas de fabricação que unem o artesanal e o tecnológico. Outro diferencial da marca é a preocupação e o respeito às questões ecológicas. Disponível na Regatta Tecidos. Informações no site www.regattatecidos.com.br

Do guarda-roupa para as paredes. O jeans virou tema da coleção Denim & Co., da marca holandesa Esta Home. Para os que apreciam em décor urbano e descolado, a grife apresenta modelos com estampa de bolsos e calças sobrepostas em vários tons de azul. Disponível na By Floor. Informações www.byfloor.com.br


décorespecial Por Cidiana Pellegrin

Decoração

Solidária

Profissionais da arquitetura e design de interiores customizaram mesas e banquetas para o projeto social

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MOODlife

Encerrada em dezembro, a mostra de arquitetura, decoração e paisagismo Morar Mais por Menos Campo Grande apresentou 20 peças assinadas por nomes importantes da arquitetura e do design de interiores de Mato Grosso do Sul. A iniciativa fez parte do projeto Talento Solidário, criado pela empresa de planejados Bontempo, que teve como objetivo estimular profissionais do segmento a unir arte, criatividade e amor ao próximo em prol da cidadania. Foram 10 mesas e 10 banquetas customizadas e expostas para venda. “O projeto Talento Solidário arrecadou fundos para Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE)”, explica a empresária Márcia Ribeiro. Na visão da diretora executiva do Morar Mais Campo Grande, Iara Diniz, “o projeto mereceu o apoio da mostra, porque atendeu aos quesitos de customização, brasilidade e inclusão social, três conceitos defendidos pelo evento”. Os profissionais convidados para customizar foram: Luciana Teixeira; Maria Fontoura e Hézio de Paula Trio Arquitetura; Kamala Escalante; Erique Moreira e Leticia Rocha; Carmem Silva de Almeida; Eloisa Vicari e Liana Godoy; Paulo Henrique e Vera Delmondes; Eliane Michelazzo e Flavia Palhares; Cida Zandavalli; Leticia Fornari e Christine Zeni Czarneski; Gelise Almeida e Annelise Giordano; Izabella Kassar Moretzsohn; Luis Pedro Scalise; Katya Ocampos; Denize Demirdjian; Julieta Sahib; Renata Zanardo; Claudio Diniz e Vivian Breier; e a dupla Miralba Moraes e Joana Moraes. O artista Isaac de Oliveira também integrou o time de profissionais.


“Procuramos unir beleza e utilidade. Nosso desejo foi despertar não só sentimento de ajudar o próximo, mas também que o comprador propagasse a história do projeto”, diz a arquiteta Letícia Rocha, que customizou a banqueta com o colega Erique Moreira

“Para construir a identidade da peça, pensei em retratar a mulher brasileira por meio de uma mulata pintada nos quatro cantos da banqueta. Reforçando os conceitos da mostra, também inseri um assento em couro ecológico, comprovando a preocupação com a sustentabilidade”, conta a arquiteta Renata Zanardo

Fotos arquitetos Estúdio Fernanda Vianna

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Fotos peças Milton Junior

“Seguindo uma linha moderna, nossa ideia foi utilizar a banqueta como mesa, mostrando que é possível aproveitamento e a transformação de qualquer tipo de móvel, independentemente do estilo”, explicou o designer de interiores Claudio Diniz, que concebeu a peça com a profissional Vivian Breier


gourmet especial Por Clarissa de Faria

SaborES do Verão

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Foto Arquivo Yotedy

A alta gastronomia do Buffet Yotedy, em pratos leves, frios, crus e repleto de contrastes de sensações


Do encontro com grandes chefs, surgiram novas inspirações. A clássica combinação de peixe, algo ácido, pimenta e cebola roxa, foi o ponto de partida para uma trilogia bem brasileira de ceviche: o de carne seca, uma opção vegetariana feita com legumes e a versão tradicional, mas com peixe regional. O resultado exalta os sentidos antes mesmo de chegar ao paladar. A sustentabilidade também faz parte desse menu. “Buscamos sempre utilizar os ingredientes da estação, garantindo assim mais qualidade na receita e menos desperdício. A tendência nos propõe um grande desafio: transformar alimentos corriqueiros em pratos especiais e únicos”, afirma Maria Adelaide.

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As novas receitas buscaram ainda a valorização de contrastes, sejam nas cores, sabores, texturas e temperatura, ou seja, pratos que unem a crocância com pastosidade, o doce com picante, o quente com o frio

Fotos Giuliano Gondim

Não é só a moda, ou a decoração que dita tendências. Em menores proporções, o mundo fascinante da gastronomia também se renova apontando cores, sabores, sensações e pratos para a temporada que está por vir. O verão, por exemplo, motiva a criação de novo um cardápio para quem sabe como ninguém satisfazer o paladar. Atento às novidades lançadas por renomados chefs, o Buffet Yotedy apresenta sua nova coleção de pratos. As opções estão mais leves, menos calóricas, ricas em contrastes. O peixe ganhou preferência e as influências andinas são o grande destaque motivadas pela viagem para o Encontro Gastronômico Internacional Mistura 2013. Ali, a empresária Maria Adelaide Noronha confirmou as proporções que o ceviche, um símbolo peruano, está ganhando mundialmente.


gourmet especial Fotos Giuliano Gondim

Por Clarissa de Faria

Um exemplo compartilhado por ela é a transformação da mandioca, ou até mesmo da banana da terra, em deliciosos chips, mostrando uma nova maneira de ver e saborear um alimento tão comum no nosso Estado. O trio de mini cheese cakes, uma das sobremesas mais famosas da casa, possui uma versão com calda de pequi, revelando a mestra habilidade do Buffet Yotedy em unir o regional até mesmo com clássicos da culinária americana.

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O sofisticado pure de inhame com ragu de vitela promete surpreender o paladar dos convidados

Lombo de bacalhau com mousseline de brie e geleia de pimenta é uma das novas opções para o verão


vinhos Por Douglas Mamoré Jr

Dicas

domês

Destaque para dois vinhos distintos entre si, porém, de expressão máxima em qualidade e elegância, rótulos que trarão prazer incomparável ao serem degustados. E o melhor de tudo é que você pode prová-los aqui mesmo, em Campo Grande, em alguns bons restaurantes.

Catena Zapata Adrianna Chardonnay White Bones 2009 (Catena Zapata) Segundo Parker, o White Bones 2009 "deixaria com vergonha muitos Grands Crus da Borgonha” – mereceu nada menos que 96 pontos do crítico, a mais alta nota já concedida a um branco da América do Sul. As uvas são originadas no vinhedo Adrianna, de solo aluvial, rico em calcário. Seu estilo é exuberante e denso, com notas de mel e damasco, muito cremoso no palato. Na opinião de Stephen Tanzer, “uma das mais fantásticas expressões da casta Chardonnay”. * Robert Parker: 96 pontos (safra 09)

Jeio Spumante Cuvée Brut I Vêneto / Bisol / Itália

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Fotos Divulgação

*Douglas Mamoré Junior. Enófilo desde 2005, dedica-se exclusivamente ao universo dos vinhos douglas@mistral.com.br

Os espumantes Jeio são talhados com uvas selecionadas das melhores videiras das colinas de Prosecco, que se expressam em vinhos delicados, com um bouquet que combina notas frutadas, florais, e um palato aveludado e cheio de frescor. Para Robert Parker, o Jeio Spumante Brut é "repleto de caráter varietal" e é "saboroso e acessível". Ele combina as uvas Glera, Sauvignon Blanc e Chardonnay.


viagem

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Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Veneza. Destino que, além de turístico, pertence aos pilares da história. Ainda, é sinônimo de romance. Aproveitando-se disso, o hotel Aman Canal Grande Venice, instalado em um grand palazzo na Cidade dos Canais, oferece a união do distinto e do luxuoso, por meio da tradicionalidade italiana. A hospedagem está localizada no menor e mais antigo sestiere (distrito) veneziano, o de San Polo, também conhecido pela igreja de mesmo nome e pelos

belos palácios e principais mercados que ali ficam. A área está bem no centro da cidade, ao longo do Grande Canal, excelente para o turista afoito por museus e restaurantes tipicamente italianos. O hotel em si é como estar de volta à renascença. São 24 suítes construídas no século 16, que foram reformadas no século 19 por Michelangelo Guggenheim, expoente dos estilos neorrenascentista e rococó. Cada quarto é único, o que os tornam intimistas. O resort ainda oferece no piano

nobile (salão principal) cozinha italiana e asiática, além de bar, lounge, biblioteca, spa e jardins espalhados, que trazem uma experiência completamente diferente ao local.


Benvenuto, viajante

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À extrema esquerda, o palazzo renascentista se impõe com sua grandiosidade no distrito de San Polo e, também, pela sua arquitetura, que exemplifica a atmosfera clássica e intimista de Veneza

Foto Divulgação

Aman Canal Grande traz Veneza em toda sua forma, aliado aos seus serviços de primeiríssima qualidade


viagem Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

Adjacentes ao hotel, dois belíssimos jardins se espalham pelo terreno, cena incomum à paisagem veneziana O terraço Altana oferece uma vista espetacular da Cidade dos Canais, com seu mar de telhados avermelhados contrastando com a água esverdeada e gélida do Mediterrâneo

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serviço Endereço: Palazzo Papadopoli, Calle Tiepolo, 1364, Sestiere San Polo | Veneza 30125, Itália Reservas: (94) 11 203 5700 ou reservations@amaresorts.com


Os banheiros, dando graça a este local de descanso, têm o teto pintado à mão ao estilo renascentista

Acima da porta frontal do palácio está a suíte Canal Grande. De lá, pode-se ver todas as atividades marítimas do dia. Ainda, a acomodação é tão grande que pode ser dividida em duas, caso necessário

Fotos Divulgação

A direita, originalmente chamada de “O Salão das Quatro Portas”, esta stanza possui a lareira mais histórica no palácio, desenhada por Jacopo d'Antonio Sansovino, um dos arquitetos mais famosos de Veneza no início do século 16

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Acima, o piano nobile (salão principal) oferece aos clientes gastronomia variada, ao mesmo tempo em que traz uma paisagem típica da cidade, além do detalhamento arquitetônico em cada quina e parede


UD Dicas para incrementar sua cozinha. Por Cidiana Pellegrin

vinhos à mostra

Na bancada da cozinha, do bar, ou da adega, esses suportes para vinho em madeira com formatos de animais decoram e se destacam no ambiente. Escolha entre três opções – alce, elefante e touro – para deixar a garrafa exposta com muito estilo.

NA BANCADA

Já se foi o tempo em que os eletroportáteis ficavam escondidos nos armários. E, com as batedeiras kMix, da Kenwood, isso seria até um pecado. Elas possuem design com toque vintage e variedade de cores que vão deixar a cozinha mais bonita e chique. Além da bowl de aço inoxidável de 5 litros, que permite preparar grandes receitas, o utensílio vem acompanhado da função Fold, permitindo que os ingredientes sejam incorporados sem perder o ar, o que deixa os doces surpreendentes. Por R$ 1.899, no site www.doural.com.br

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2em1

Ter uma panela de arroz elétrica é sinal de praticidade e rapidez na cozinha. O modelo da Oster tem capacidade para preparar até três copos do alimento e ainda acompanha uma bandeja para cozimento a vapor, que possibilita a cocção de vários tipos de vegetais simultaneamente. O utensílio também possui função automática para manter os alimentos quentes para maior comodidade. Por R$ 87,90 (valor promocional), no site www.doural.com.br

Contemporâneas

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A fruteira de aço inox Toledo levou um dos prêmios mais prestigiados do planeta, o IF Design, na Alemanha, na categoria objetos para casa e cozinha. Criada por Rubens Simões para a marca gaúcha Riva, a peça surgiu de experimentações de uma estrutura manipulável. O resultado final é estático, elegante e sinuoso. Por R$ 346, no site www.robertosimoescasa.com.br

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Fotos Divulgação


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culinária

mousse de manga

Ingredientes:

3 Claras em neve 1 Manga grande picada 1 Lata de creme de leite 1 Lata de leite condensado 5 Colheres (sopa) de água 1 Envelope de gelatina em pó branca, sem sabor Manga em pedaços para decorar.

Modo de fazer: Bata as claras em neve e reserve. No liquidificador coloque todos os demais ingredientes, menos a água e a gelatina em pó, que devem ser misturadas e levadas ao micro-ondas ou banho-maria até dissolver. Bata bem os ingredientes e com o liquidificador ligado em potência baixa, vá despejando aos poucos a gelatina derretida. Depois que a mistura engrossar, vá juntando as claras em neve delicadamente. Despeje em uma forma de pudim, decore com pedaços de manga e leve à geladeira por 3 a 4 horas. Sirva gelada.

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Eventos

Perfil

Entrevistas

Cidades

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identidade Política

90 vida de artista Do teatro à dança, o artista cênico Jair Damasceno se inspira na vida e reproduz nos palcos. 92 perfil Humberto Sávio Abussafi Figueiró: Dos negócios bem-sucedidos ao valor às raízes sul-mato-grossenses. 94 lounge Sandy Fontoura: Simplicidade, talento e religiosidade. 96 vox O diretor da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, João Carlos Polidoro, comenta sua trajetória empreendedora. 102 cases Eduardo Carvalho, engenheiro e sócio da Maxi Incorporadora: um realizador de sonhos.

giulianoGondim

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fotógrafo e produtor visual pela lente de priscila mota. portrait


vida de artista Por Clarissa de Faria e Raul Delvizio

Jair

Damasceno

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Do teatro à dança, o artista cênico se inspira na vida e reproduz nos palcos


Foto Priscila Mota

a de estreia, 'Apocalipse Zero Hora’. Duas foram proibidas pela censura da ditadura militar, mas apresentadas nas coxias”, relembra. Ainda, recebeu de Neide Garrido, diretora e coreógrafa do Ballet Isadora Duncan, o convite para a dança. Com isso, Jair Damasceno se tornou o primeiro bailarino a se apresentar na Capital. Somam-se ao currículo “FRÁGIL – ou o Sentido da Ruptura” (dança) e “CALABOCA! e grita” (teatro), em que teve prazer em participar. Neste último, um experimento cênico com jovens alunos de suas oficinas, foge do comum: utiliza novas técnicas e entendimentos sobre a arte teatral – o qual Jair chama de Dramaturgia Repercutiva, pesquisa e prática voltadas para o envolvimento, sensibilização emocional e intelectual do público. Suas inspirações incluem grandes poetas, filósofos e tragédias gregas, tentando ao máximo trazê-los para o presente em seus trabalhos. “Ao mudar nomes, locais e um pouco do estilo, temos a impressão de que vimos na internet ou em um noticiário da TV.” Afinal, para ele, “a arte, em toda a sua amplitude, é a maior experiência criada pelos homens para os deuses”.

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Todas as inúmeras experiências profissionais e atuações pelo Brasil só reafirmam o quanto de artista cênico Jair Damasceno é. Artista, pois seus trabalhos englobam teatro, dança, movimento, expressão, pesquisa, preparação física e mais. Cênico, já que é no palco, seja qual for, que ele se sente à vontade. “Canto, danço, interpreto e gosto de ser aplaudido.” Originário do Amazonas, na pequena cidade de Tefé, Jair, por ter pai militar, morou em várias capitais do Brasil na adolescência. Até que, na década de 70, sua família fixou residência em Campo Grande. “Mesmo com as mudanças, vivia envolvido em situações criativas e artísticas em qualquer que fosse o lugar. E sempre obtive incentivo dos meus pais.” Com o tempo, descobriu na paixão um talento. "Foi na escola, estimulado pelos professores, que comecei a participar de concursos de oratória e criar encenações de poemas com outros colegas de sala”. Em 1974, foi convidado por Américo Calheiros, atual presidente da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), a integrar o grupo teatral de mais sucesso da época, o Gutac. "Participei de 4 montagens, entre elas,


perfil Por Cidiana Pellegrin

Humberto Sávio Abussafi Figueiró Dos negócios bem-sucedidos ao valor às raízes sul-mato-grossenses

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Foto Priscila Mota

Advogado e empresário, Humberto Sávio Abussafi Figueiró, 46 anos, demonstra no sobrenome as raízes regionais. O lado da família paterna guarda histórias de participação ativa na vida social e política do Estado e os Abussafi, vindos Líbano, se instalaram há mais de um século na principal rua da Capital. “Fui criado na 14 de julho, me considero campo-grandense da gema”, brinca. Das inúmeras influências do avô materno, ele herdou até mesmo apreço pelo negócio de imóveis. “Ele tinha um estabelecimento de secos e molhados, e também realizava a locação de casas e outros espaços, o que iniciou a certeira imobiliária, hoje, de propriedade da H A Empreendimentos Imobiliários”, menciona ele sobre uma de suas empresas. Tradição é algo que o acompanha também na carreira do Direito. “Nossa banca talvez seja a mais antiga do Estado, existente há quase 60 anos”, revela Humberto, que também atuou como professor universitário no campo do Direito Processual Civil. Apesar da especialização, sua empresa Abussafi e Figueiró Advocacia atende com expertise também nas áreas do Direito de família, empresarial, trabalhista, fiscal e agrária.

Por trás da formalidade que a profissão exige, Humberto se revela um homem de hábitos simples. Casado com Caroline Abreu Figueiró e pai de duas jovens, ele se diverte na pescaria com amigos. “É uma oportunidade de relacionamentos verdadeiros, além de permitir um contato com a natureza”, conta. Os momentos de lazer também incluem leitura, a paixão por cozinha e a lida com a pecuária. “Sempre que posso me refugio na fazenda, localizada no Pantanal. Estou montando meu rancho para envelhecer com tranquilidade”, confidencia. Antes de chegar a essa fase, outro projeto ganha sua dedicação. A restauração do primeiro imóvel da família situado na 14 de julho, onde será montado o Museu da Imigração Libanesa.“Queremos sedimentar nossa memória, depurando a sociedade através da história de nossos antepassados”, afirma. Além do museu, o prédio, que levará o nome Casa de Dib Jorge Abussafi, abrigará um acervo com mais 160 obras de artistas regionais e nacionais que poderá ser visitado gratuitamente. “Nosso objetivo em democratizar esse acesso à arte nasceu da crença de que devemos melhorar nosso mundo”, finaliza.


lounge Por Cidiana Pellegrin e Raul Delvizio

SANDY

FONTOURA

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“As pessoas pecam no exagero. Tento equilibrar minha vida em quase tudo”

Há pessoas com as quais, de cara, não nos damos bem. Dizemos até que o “santo não bateu”. Pois, ao encontrar Sandy Fontoura em sua casa, foi totalmente o contrário. Tranquila e receptiva, a designer de interiores transformou a entrevista em um leve bate-papo, o que incluiu até a fotógrafa presente. De início, ela contou sobre sua família de pecuaristas e a transição dos dois anos em que cursou Engenharia para o Direito, curso no qual se graduou, porém, nunca atuou. Ela ainda não sabia, mas seguiria por novos caminhos. Durante cinco anos, seu lar foi uma fazenda em Rio Verde de MT, interior de Mato Grosso do Sul, com seu marido e as duas filhas. “Amava aquele clima rústico. Sou uma pessoa de procurar, andar, fazer. Arrumava tudo, até pintava as camas velhas”, admite, com uma boa risada. Boa em organização e decoração, ajudava as amigas durante seu tempo livre. E a brincadeira se tornou profissão. “Tudo fluiu muito rápido, de forma natural. Quando vi, já estava fazendo o curso na área e, de boca em boca, meu trabalho era recomendado”, disse. E completa: “Adoro mexer no design das casas. E o meu lar acaba por ser uma área de teste, uma cobaia de inovações para as clientes”. Religiosa, Sandy coloca Deus em primeiro lugar e diariamente lê a Bíblia – seu livro de cabeceira. Encontra o apoio necessário na fé e fica agradecida por quem já foi, é ou poderá ser. “As pessoas pecam no exagero. Tento equilibrar minha vida em quase tudo.” No mais, é disciplinada na busca por sabedoria e alia este anseio à sua delicadeza. E acredite: prometeu ser menos tímida neste ano, mesmo que não tenha transparecido na nossa conversa. “Quero ajudar mais as pessoas. Acredito nas oportunidades. Vou em frente!”. Claro, mantendo a tranquilidade, um sorriso no rosto e a confiança nos olhos.


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Foto Priscila Mota


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Foto Giuliano Gondim

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vox

Por Cidiana Pellegrin


líder

por vocação

O diretor da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande João Carlos Polidoro comenta sua trajetória empreendedora

Sua empresa está no mercado há 23 anos. Como começou sua relação com o empreendedorismo?

Sou de famílias gaúchas ligadas ao meio rural, meus avós, tanto materno quanto paterno, tinham propriedades rurais. Meu pai teve empresa de implementos agrícolas. Acredito que tudo começou na infância, com 8 ou 10 anos, eu sempre procurei ser independente e buscava trabalhar para ganhar o meu próprio dinheiro.

Como define seu perfil empreendedor?

Eu me defino como alguém que quer fazer tudo dentro da ética, com transparência e valores como lealdade, honestidade, responsabilidade social, fiscal e moral. É tudo mais difícil e trabalhoso, mas me mantém íntegro e atrai pessoas de bem para o círculo de amizades. Essas dificuldades não me impedem de realizar as coisas em que acredito. Para mim, ter 23 anos à frente de uma empresa, neste Brasil, é uma

vitória pessoal. Se não concordo com alguma regra ou lei, não passo por cima, luto para mudar na esfera adequada. Com formações em Análise de Sistemas, Gestão em Marketing e Administração de Empresas, você acredita que a qualificação é a principal chave para um empreendedor ter sucesso?

É a chave para o sucesso, abre portas e horizontes na vida de qualquer pessoa que busca concretizar seus sonhos para melhorar a sua vida e a da comunidade em que está inserido O aprendizado não tem fim. Todos os dias, dedico um tempo para ler e aprender algo novo. No mundo corporativo, é preciso comandar ou liderar?

Líder é aquele que dá exemplos, mostra o caminho, acredito que só assim você consegue construir algo sustentável e duradouro. Eu me vejo como líder, comandar é fácil, dar exemplo é mais difícil. É preciso estar cercado de pessoas com mais conhecimentos que você e exercitar a troca de saberes, isso nos torna pessoas melhores, mais produtivas e precisas no dia a dia.

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À frente da Método Informática há mais de duas décadas, o empresário João Carlos Polidoro solidificou sua marca no segmento de tecnologia de informação. Sua rotina corporativa inclui decisões que não envolvem apenas o sucesso do próprio negócio, mas beneficiam todos os empresários da Capital. Há quase 10 anos integrando a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, o gestor de 46 anos comenta sobre conquistas alcançadas em nome da classe e por que o desafio de liderar é muito maior que o de comandar.


vox Por Cidiana Pellegrin

Em janeiro, você esteve na Feira NRF, que é o maior e mais importante evento de varejo do mundo, organizado pela National Retail Federation. Como diretor da ACICG e empresário, o que isso agregou?

A NRF Retail’s Big Show acontece há 103 anos na cidade de Nova York, nos EUA, recebe empreendedores do mundo todo. Esse encontro é para ver e ouvir pessoas que fazem acontecer no mundo dos negócios (pequenos, médios e grandes), mostram as tendências de produtos e serviços para o varejo; também são apresentadas algumas ideias inovadoras que são copiadas e difundidas nas empresas mundo afora. Durante a feira, podemos fazer contatos com empreendedores que expõem seus equipamentos e soluções, direcionados a empresas do varejo. Fica, aqui, um convite para os empreendedores para a NRF 2015, estamos organizando um novo grupo pela Faems e ACICG. Você tem um filho jovem. Deseja que ele se envolva, trabalhe, em seu negócio? Acredito que a sucessão é desafio comum entre a classe.

Em uma empresa familiar, a sucessão é um grande desafio, pois temos que ser profissionais e nem sempre isso é aceito pelos membros que atuam no negócio, mas é isso ou é o fim do empreendimento. Eu vejo como business, sigo regras e exijo que sejam seguidas. No caso do meu filho de 16 anos, ele já participa desde os 12, mas não forcei essa situação, foi por interesse dele mesmo. Ele acaba de passar no curso de Engenharia de Computação da UFMS, mesmo estando no segundo ano do Ensino Médio. Essa escolha já sinaliza que tem interesse em continuar.

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Você, assim como todos os diretores da ACICG, trabalha voluntariamente na entidade. O que te motiva a desenvolver esse trabalho?

O que mais me motiva é a possibilidade de unir empresários para defender causas comuns que, sozinhos, não conseguem. Juntos, fica tudo mais fácil, mostramos a nossa força. É uma mudança cultural trabalhar de forma colaborativa para os mesmos objetivos. Outro motivo é o aumento na rede de contatos. Sempre falo que, quando comecei a participar da

ACICG, tinha 200 contatos no meu telefone e, hoje, tenho mais de 4.000. Isso possibilita e facilita prospectar e fechar negócios duradouros. Seu envolvimento com a ACICG já contabiliza quase uma década, incluindo até mesmo a vice-presidência por duas gestões, 2005 a 2010. Quais foram as principais conquistas da classe empresarial comandadas por você até então?

Primeiro, é preciso dizer que o trabalho sempre foi a várias mãos. Faço parte de um grupo de pessoas de bem, que querem e fazem ações para melhorar a vida em nossa sociedade. Consideramos como a principal conquista o resgate da credibilidade da própria entidade, pois quando o nosso grupo se assumiu, tínhamos menos de 400 associados e, hoje, temos mais de 4.200. Profissionalizamos a gestão da entidade e saneamos as contas, o que nos possibilitou fazer investimentos na Colônia de Férias (clube da entidade) e na sede. Também dialogamos muito com os governos municipal, estadual e federal; tivemos avanços, mas precisamos de muito mais para que a classe empresarial seja respeitada, competitiva e próspera, gerando mais empregos e renda para nossa comunidade. E para 2014, quais são os projetos que contarão com sua atuação na entidade?

Com o fortalecimento do comércio nos bairros, precisamos atender o empresário mais próximo de sua empresa. Assim, vamos implantar o projeto ACICG Itinerante, em que uma van vai levar os principais serviços da entidade para os bairros de Campo Grande. Outro projeto que vai ajudar os empresários, diminuindo os seus custos financeiros, é a implantação da cooperativa de crédito nas dependências da ACICG. As negociações estão avançadas. Também estamos na luta, juntamente a outras entidades empresariais, para o aumento do teto do Simples Estadual e a inclusão de outras atividades para redução da carga tributária nas MPEs, entre muitos outros projetos e ações.


Foto Giuliano Gondim

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Eu me vejo como líder, comandar é fácil, dar exemplo é mais difícil"


PESSOAS E NEGÓCIOS Por Lúcia Coletto*

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A função das férias Prezados leitores, estamos iniciando mais um ano e, com ele, novas possibilidades para nossa vida pessoal e profissional. Converso com alguns empresários nesta época e ouço sempre dois lados: alguns que já fizeram uso de seu tempo livre, passearam, visitaram lugares diferentes, encontraram-se com parentes e amigos distantes, tiveram momentos de lazer com a família, ou estão se programando para fazê-los muito em breve. E tem o outro lado: aqueles que não conseguiram sair, estão sobrecarregados de trabalho e não há previsão e nem interesse em marcar suas férias. Quanta diferença! Somos muito valorizados pelo nosso capital intelectual e algumas pessoas confundem isso com estar sempre fisicamente perto da Empresa, como se ela não conseguisse funcionar sem a sua presença. O interessante é que momentos livres não existem somente para recuperarmos as nossas forças, mas por si só são produtivos, porque nos fazem obter descobertas interessantes, ideias inesperadas que, consequentemente, podemos aplicar no nosso negócio. Quando o escritor Domenico de Masi fala no seu livro Ócio Criativo, ele não se limita aos eventuais benefícios do tempo livre: ele se refere ao trabalho,

aprendizado e prazer se misturando cada vez mais, resultando em ideias e ações criativas. Sem contar que é uma bela oportunidade para “testarmos” a nossa Equipe de trabalho, se ela é qualificada ou não, se escolhemos as pessoas corretas para representarem a Empresa sem a nossa Gestão temporariamente. Observar a liderança dos cargos de maior responsabilidade, se

"Permita-se viver outro ritmo, a desacelerar e sentir de verdade cada momento. Com certeza, isso irá refletir de forma muito positiva no seu trabalho" ela está nos apresentando mais soluções do que problemas. O importante nesse momento de descanso é fazer aquilo que não temos tempo no nosso cotidiano, que pode ser: adotar hábitos mais saudáveis, dançar, ler, namorar, e trazermos isso para o nosso dia a dia e torná-lo mais prazeroso, mesmo não estando de férias! Além, é lógico, de conhecer lugares, culinárias e pessoas diferentes.

Permita-se viver outro ritmo, a desacelerar e sentir de verdade cada momento. Com certeza, isso irá refletir de forma muito positiva no seu trabalho. Estimule seus colaboradores a fazerem o mesmo, monte um cronograma de férias para sua Equipe, para que eles possam ter a mesma sensação que a sua, mas também não comprometam a qualidade dos seus serviços, fazendo isso de forma organizada. Qual será o resultado disso? Com certeza, uma Empresa mais motivada, criativa e com a produtividade em alta performance.

*Lúcia Coletto é Consultora Organizacional Especialista em Gestão de Pessoas e Empresas E-mail: consultoria@aghil.com.br


cases Por Clarissa de Faria

Construindo

sonhos

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Eduardo Carvalho, engenheiro e sócio da Maxi Incorporadora, fala sobre o sucesso do empreendimento

“O olho do dono é que engorda o boi”. Eduardo Carvalho não tem dúvidas disso e usa o ditado em boa parte do seu dia. Desde 2008, ele e seu sócio, Jean Michel Marsala Júnior, ambos engenheiros civis, estão à frente da Maxi Incorporadora, fazendo parte da família dos seus funcionários e, até mesmo, de seus clientes. O engenheiro conta que trabalhar com construção civil é lidar com a realização dos sonhos das pessoas. “Estamos sempre preocupados em cumprir nosso compromisso com os clientes, afinal, estamos trabalhando com o sonho de ter o imóvel próprio, além de trabalhar com investidores que visam um retorno financeiro imediato. Não

podemos jogar tudo isso por água abaixo”, salienta. E, com a proposta de trabalhar ativamente no ramo da construção de condomínios fechados – um nicho de mercado ainda não tanto explorado –, a Maxi entrega imóveis que visam segurança, e em localizações privilegiadas ao público AB de Campo Grande. Hoje, já são cinco empreendimentos entregues, entre condomínios de casas e apartamentos, e mais quatro em andamento para serem entregues até 2015. Durante os primeiros dois anos, a Maxi vendia seus empreendimentos no famoso boca a boca. Porém, a vontade de crescer e a necessidade de atender os clientes de forma mais

confortável fizeram com que, no fim de 2010, fosse criada a Central de Vendas da Maxi. “Desta forma, conseguimos estabelecer um canal de relacionamento com os clientes, além de uma maior visibilidade da marca”, disse. Outro grande diferencial da Incorporadora é a relação de transparência e cumplicidade com seus clientes. Como parte dessa relação, foi criado um canal de comunicação dentro do site da empresa, em que seus clientes podem acompanhar toda a execução da obra por meio de um tour virtual 360 graus, além de visualizar toda a prestação de contas do condomínio adquirido, manter contato direto com o setor que desejar


Foto Estúdio Sim

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Nossa maior realização é ver a satisfação dos nossos clientes ao indicar nossos produtos para os amigos" garantiu. Quanto ao sucesso de todos os empreendimentos e sobre a procura assídua pelos imóveis da Maxi, Eduardo Carvalho ressalta que não se trata apenas de um “boom” que o setor vive na Capital, mas sim de um mercado carente de empreendimentos de qualidade e com preço justo. “A Maxi segue todas as normas do padrão de qualidade construtivo do Siac e da ISO 9001.

Nossas obras são certificadas pela ABNT e possuem nível A do PBQP-H (Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Habitat). Além disso, pensamos na melhor relação custo-benefício, para que nossos produtos sejam um excelente investimento para quem compra”.

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dentro da empresa e fazer solicitações de manutenção pós-obra. “Credibilidade, transparência e atendimento personalizado. É isso que conquistamos ao longo desse tempo. Nossa maior realização é ver a satisfação dos nossos clientes ao indicar nossos produtos para os amigos. Por isso, nosso compromisso não termina na entrega das chaves, estaremos à disposição deles sempre que precisarem”,


ágora Cidadania, política e urbanismo. Por Dirceu Peters*

Temos que aprender a ouvir não A luta por melhores oportunidades de vida na sociedade se torna mais difícil a cada dia É a batalha para conseguir uma vaga na escola, no posto de saúde, na universidade. Para isso, a palavra de ordem é: “Somente os fortes sobrevivem”. A competição começa em casa, passa pela escola, pelo esporte e, depois, pela busca de um lugar de destaque na sociedade. Essa luta pode ser na TV, por meio do talento ou do BBB, no esporte, na música ou exercendo, cada um, sua profissão. Essa busca diária pelo poder está tornando as pessoas cada dia mais duras e individualistas e, a partir de algumas décadas, incorporando as mulheres nessa força de trabalho. O “sexo frágil” conquistou, por meio de sua luta, o reconhecimento de sua importância, e desempenha fundamental papel na sociedade. Porém, está sendo sobrecarregado com as novas funções, porque grande parte dos homens não ajuda nas atividades domésticas, na educação dos filhos. Esses ainda acreditam que a mulher tem que trabalhar, educar, cuidar da casa e ainda entender que ele está cansado e que não deve ser contrariado em nada. O homem tem que entender, aprender a ouvir não. A mulher, muitas vezes, está muito mais cansada que ele, não consegue ou não tem tempo para fazer todos os afazeres domésticos, ou pode até não desejar prosseguir com o relacionamento, mas nada disso é motivo para violência. Temos que aprender a ouvir não, pois só assim a violência contra a mulher diminuirá até acabar. O covarde que agride uma mulher tem que entender que essas situações não podem mais acontecer, pois eles serão punidos por meio da lei. Esse covarde tem que aprender a ouvir não à violência, por meio de um movimento da sociedade organizada. Campo Grande teve mais de 200 registros de violência contra a mulher nos primeiros 15 dias do ano. Assassinatos, agressões, mutilações, onde vamos parar? O ser humano tem que aprender a ouvir não, pois vivemos em sociedade e os direitos coletivos estão acima dos direitos individuais, e o seu direito vai somente até onde começa o meu. Temos que repensar nosso modo de vida, mudar paradigmas e exterminar os preconceitos de qualquer espécie, principalmente o que diz “Somente os fortes sobrevivem”, pois somente assim avançaremos na conquista de uma sociedade mais fraterna. Por isso, temos que aprender a ouvir não e... (Continua na próxima edição)

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"Temos que repensar nosso modo de vida, mudar paradigmas e exterminar os preconceitos de qualquer espécie"

em alta O comércio em loja de departamentos, já que, no mês de fevereiro, será inaugurado um grande empreendimento em Campo Grande, próximo ao Shopping Norte Sul. Dourados foi a primeira cidade no Estado a contar com essa marca, que agora chega a Capital.

em baixa O comércio popular, pois o Shopping 26 de Agosto, inaugurado recentemente com o intuito de alavancar essa atividade no centro da cidade, fechou suas portas melancolicamente. Foi desapropriado para a instalação do Poder Judiciário sob contestação e protestos dos últimos comerciantes do local. Ações na Justiça já existem e, provavelmente, outras virão.

*Dirceu Peters, arquiteto e urbanista, presidente do IAB-MS e diretor-presidente da Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (EMHA).


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astral Por Teca Silva*

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Os signos em 2014 Áries: para os arianos, 2014 promete muitas mudanças, hora de retomar velhos projetos, ter foco e não dispersar a atenção. No amor, você estará mais ativo, a vida emocional terá destaque, mas saiba a quem se entregar, não é momento de desperdiçar sua afetividade. Cuidado com gastos excessivos. Touro: bom ano para o trabalho, inclusive, neste setor, pode haver grandes novidades, 2014 pode trazer sucesso para quem se dedicar firme. No amor, o taurino estará mais disposto a manter relações sérias. A saúde pede atenção, hora de começar um esporte. Gêmeos: ano para rever sua maneira de se relacionar, pois novos amores podem aparecer e é necessário estar atento para não perder uma grande oportunidade. No trabalho, 2014 promete um ano de sucesso e reconhecimento. Não se disperse! Câncer: um ano de desafios emocionais, em que a família será o foco. No amor, o canceriano terá muitas emoções. Abra-se para as novidades, porque esta área de sua vida estará em alta. O trabalho pede mais organização e seriedade, e as finanças terão de ser controladas. Leão: os leoninos terão um bom ano, com muita novidade no amor e nas amizades. No trabalho, as parcerias estarão em evidência. Excelente ano para retomar contatos. Tome cuidado com tensões familiares ou nos

relacionamentos. Virgem: ano em que estará mais voltado para os relacionamentos e o amor será um tema em destaque. Bom ano para trabalho e finanças, as parcerias que se firmarem exigirão comprometimento. Em 2014, você poderá concretizar seus sonhos, tire-os da gaveta. Libra: ano de revisões, olhar mais para dentro de si. No amor, há probabilidade de encontrar o

"Encarar o novo ano com entusiasmo e energia renovada é o primeiro passo para atingir suas metas, independente do seu signo" seu par e vivenciar um relacionamento intenso e promissor. O trabalho pede criatividade e muita atenção com as finanças este ano, jogo de cintura é fundamental. Escorpião: este ano, o escorpiano fará grandes modificações, cortando aquilo que não lhe serve mais. Cuidado somente com a ansiedade, pois a pressa não lhe favorecerá. No amor, relações do passado podem vir à tona, o lema é resolver todas as

pendências. No trabalho, viverá um ano de reconhecimento. Sagitário: este ano, o sagitariano terá como tema suas relações de amizade, momento importante para valorizá-las e fazer novos contatos. Estará mais aberto a tudo o que for relacionado com sua espiritualidade. Invista em você e na sua busca por equilíbrio interno. Capricórnio: ano de revisões, saturno lhe pede que corte tudo aquilo que não lhe serve mais, seja no trabalho, no amor e em qualquer outro setor da sua vida. O ano pede mudanças significativas para que se abram novos caminhos. Transforme-se. Aquário: este ano será o momento de colheitas, tudo aquilo que foi plantado vingará. O ano promete muita agitação, incluindo boas viagens também. Aposte em cursos e aperfeiçoamentos. Aproveite o ano para estar mais leve, pois tudo favorecerá. Peixes: um ano de busca interior, em que a direção será o ponto principal, cabe ao pisciano ter mais foco e planejamento. A comunicação estará ativada e surgirão possibilidades no amor também. O importante é não ter medo e ouvir mais a intuição para ter clareza.

*Teca Silva é astróloga e taróloga. Twitter: Teca_Astro Facebook: facebook.com/Tecaemaju E-mail: tecaemaju@hotmail.com


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Mood Life 39  

Edição 39 da revista Mood Life. Campo Grande - MS. Fevereiro de 2014.

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