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Ano 24 . Número 258 - 24 de Maio de 2013 - Publicação mensal - Propriedade do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão - Diretor: Miguel Maia - Assinatura anual: 10€

Elsa Cruz Campeã Nacional no Desporto Escolar

Vilarinho das Cambas

13 anos depois, há festa de S. João

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Clube Desportivo de Vilarinho é campeão

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GD Ribeirão faz captação de atletas

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Festa do Santíssimo com programa extenso

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Vamos apoiar a nossa Marcha

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É já no próximo dia 9 de Junho, a partir das 21h, que terá lugar o desfile desde a Câmara Municipal até ao estádio onde se realizarão as actuações das Marchas Antoninas, em V. N. de Famalicão. É sem dúvida um ponto alto das Festas Antoninas presenciado por milhares de pessoas que fazem questão de apreciar e aplaudir os diferentes grupos representativos da diversidade cultural do concelho. Novamente Ribeirão estará presente, com a sua Marcha dinamizada pelo CCDR. Aqui fica o apelo aos Ribeirenses para que compareçam em massa ao longo do percurso ou no estádio para apoiarem de forma entusiástica a nossa Marcha e desta forma mostrarmos o nosso bairrismo e a nossa alegria. publicidade

Especial Eventos

Um dia único e memorável páginas

12 e 13

Organizações de Primeira Linha, Conhecer para Inspirar…

Leica - um olhar sobre uma marca de culto páginas

6e7

M. Miranda Azevedo, Lda. Patrocina a embalagem do Viver a Nossa Terra


2 Ribeirão

24 de Maio de 2013

Editorial

Notícias ou não? Cada vez tenho ouvido mais pessoas dizerem que nos dias que correm preferem não ver os noticiários televisivos ou ler os jornal diários pois, argumentam, é só desgraças! Na exploração desta conversa vou compreendendo que, na sua maioria, referem-se a medidas, a anúncios ou, simplesmente, a um diz que disse sobre as medidas de austeridade em que mergulhamos. De facto, temos assistido a um lavar de roupa suja, chamo-lhe assim, porque se se procurasse um debate sério sobre esses mesmos assuntos as estratégias seriam bem diferentes. Mais, penso que os nossos governantes usam a comunicação social como forma de nos administrar um certo sedativo... Será que o objetivo é o desgaste de determinadas discussões que conduzirá, inevitavelmente, a uma aceitação das referidas medidas pelo cansaço? Será que se anunciam medidas para que o debate público mostre a

sua implausibilidade ou, mais ainda, a sua inconstitucionalidade, e, em nome da ‘alternativa’ das medidas inaceitáveis e desonestas a que nos propõem reflexão, se tomem outras, ainda mais pesadas? Sim, falo de mais cortes nos salários, de mais cortes nas pensões... A única lógica que, muitas vezes, encontro neste ‘levantar’ medidas através dos órgãos de comunicação social é a de - alterar os níveis do que reza o bom senso! Isto é, se depois dos aumentos nos impostos que todos suportamos, do corte nos ordenados, do crescimento do desemprego, das taxas sociais... parece inconcebível, ainda, haver mais cortes nos ordenados. O melhor é ‘lançar-se o isco’ de que o próximo corte, por causa da política de austeridade imposta pela troika, vai ser grande. Assim as pessoas aceitarão, conformadas, os cortes que se pretendem, efetivamente, efetuar. Por vezes, damo-nos conta que já

nem sabemos distinguir aquilo que são medidas ‘lançadas’ na comunicação social daquelas que, efetivamente, são as tomadas. Será este caminho legítimo? Será que daqui a pouco não andaremos todos ‘auto-anestesiados’ como defesa a todas estas agressões de que, diariamente, somos vítimas e num futuro muito próximo nem daremos verdadeiramente conta do nos estão a fazer? Não podemos aceitar que nos tirem o que é nosso por direito, que nos foi garantido, aquilo que espetamos durante uma vida inteira. Tudo tem um limite! É lamentável que se procure ‘levantar poeira’ de forma a tornar a visão das pessoas tão nublada que se consiga ‘assaltar’ a carteira sem que estas dêem por isso, ou tendo dado, não se defendam. Os meios de comunicação social devem servir para informar as pessoas, não para as confundir. Devem ajudar a elucidar os cidadãos sobre as diferentes opiniões, os diferen-

Miguel Maia Diretor do Viver a Nossa Terra

tes caminhos e o que, claramente, cada um defende, não para ‘levantar poeira’. E parece que desta vez a culpa não está nos jornais ou nas televisões que, por vezes, em busca da notícia, ‘exploram’ algumas temáticas. Agora parece-me que os interesses são bem diferentes.

Observador

E os peões... pouco interessa! O problema já não é novo, mas continua atual. Constatamos que a sensibilidade face aos direitos dos peões e, de forma acrescida, dos cidadãos com mobilidade reduzida continua a ser ao nível das profundezas, pelo que dificilmente a conseguimos ferir. A obstrução dos passeios, em nome de um estacionamento mais próximo ou de um outro qualquer motivo, quem sabe, menos aceitável, passando pela (falta de) manutenção dos mesmos, continua a perturbar quem se desloca a pé ou em cadeiras de rodas. Numa época do

ano onde se intensifica um moderno e notável hábito dos nossos concidadãos, as caminhadas, pensamos que poderá ser um bom motivo para se retificarem os erros a que os peões são submetidos o ano todo. Falamos, concretamente, da necessidade de se proceder à limpeza dos passeios e muros de forma a que seja assegurada a digna passagem das pessoas. A título de exemplo, falamos na EN14, em frente aos prédios de Bragadela. De um lado o passeio serve de parque de estacionamento. Dou outro está obstruído pela vegetação.

Ficha Técnica

Jornal “Viver a Nossa Terra” Número de Registo: 115254 Depósito Legal: 19.814/90

Propriedade e Edição: Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão Número de identificação de pessoa colectiva: 501 828 567

Director: Miguel Maia Redacção: Gabriela Gonçalves (Directora de Conteúdos), Catarina Ferreira, José Couto, Manuel Oliveira, Catarina Cruz, Esmeraldina Carneiro Composição e Paginação: Pedro Couto, Nuno Sousa

Colaboradores: Cândido Ferrer, Maurício Sá Couto, Leonel Rocha, Carlos Paiva José Teixeira e Victor Ribeiro (Futebol), Alexandra Sarmento e Pedro Oliveira (Atletismo), Fernando Pereira, Deolinda Morais Silva, Aurélia Azevedo, António Almeida, Gracinda Sá, Ivone Lima, Firmino Santos, Nuno Sá, Estúdio Sá, Foto Silva. Gestão financeira: Adelino Campos Publicidade: Filipa Oliveira, João Santos, Ana Mesquita, Elisete Cunha Assinaturas e Expedição: Ana Isabel Oliveira

Impressão: Diário do Minho, Limitada Sucessora Rua de Santa Margarida, nº 4, 4719 Braga. Sede do CCDR, Viver a Nossa Terra, Centro Popular de Música: Av. 3 de Julho, 92 - Vila de Ribeirão Apartado 7039 - 4764-908 Ribeirão Telefone/Fax: +351 252 493 015 e-mail: jornal@ccdr.pt - Internet: www.ccdr.pt Tiragem média: 2000 exemplares

M. Miranda Azevedo, Lda. e PLÁSBEIRÃO - Plásticos de Ribeirão, Lda. patrocinam a embalagem do jornal “Viver a Nossa Terra”


Pelo Concelho 3

24 de Maio de 2013

Peça teatral em carro de bois marca programa festivo em Vilarinho das Cambas

13 anos depois… Festa de São João Nos próximos dias 22 e 23 de Junho, a freguesia de Vilarinho das Cambas volta a comemorar a Festa de São João. Um evento parado durante 13 anos por falta de uma comissão de festa. O jornal Viver a Nossa Terra esteve à conversa com o juiz da festa, senhor Júlio, que recorda a festa quando ainda era muito novo: “tinha uns 8 anos e já falavam na festa de São João, havia pouco dinheiro, mas não faltava a banda de música com figurinos que cantavam”, continuando, “durante 15 anos a festa esteve parada, mas nos anos 70 foi criada uma comissão fazendo com que a festa voltasse até há 13 anos atrás, quando voltou a parar”. Assim, este ano tudo volta a acontecer para a alegria do senhor Júlio, como revela: “estou contente por ter retomado, e quero muito continuar a lutar para que a festa não volte a parar”, mas também do povo de Vilarinho: “estão muito contentes, durante os últimos anos, sempre que se

aproximava a data, nunca deixou de haver quem se lembrasse da mesma e mesmo quem manifestasse a vontade de voltarmos a festejar”. Para além dos momentos religiosos a que a festa obriga, o programa deste ano é enriquecido por um momento teatral muito especial, que terá lugar na tarde do segundo dia de festa. Trata-se de uma representação, denominada “Carro das Heras”, que envolve cerca de 15 jovens, devidamente trajados, tendo o mais novo apenas 3 anos de idade, e o mais velho 26. Jovens da freguesia ensaiados pelo próprio senhor Júlio que manifesta-se bastante satisfeito com os ensaios, que já decorrem desde Fevereiro passado: “estou muito optimista quanto ao resultado, no final, acredito que será um sucesso”. Tal como o próprio nome indica, a peça, que terá lugar no adro da igreja, será representada em cima de um tradicional carro de bois. E

para que não haja dúvidas, serão mesmo dois bois a dirigir o próprio carro num segundo momento da actuação, havendo ainda música a acompanhar. A festa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Vilarinho das Cam-

bas, da Câmara Municipal de Famalicão, que comparticipa com a Banda de Música, dos comerciantes e empresas, assim como do povo da freguesia. A todos, a comissão de festa deixa já agradecimentos pelo apoio prestado.

Programa da Festa de S. João Sábado - 9h

Domingo

n  Música

9h - Atuação da Banda Marcial de Arnoso Santa Maria. 10h - Missa e sermão em honra de S. João, acompanhada

gravada ambiente n  Fanfarra do grupo de Escuteiros de Vilarinho (ruas da freguesia) 15h - Barracas de petiscos e doçaria (adro da igreja) Grande sardinhada de S. João (organização Escuteiros) 17h - Tradicional largada de Paraquedistas 19h - Missa vespertina 22h - Concerto Zé Amaro e sua banda 00h30 - Sessão de fogo-de-artifício a cargo do pirotécnico António Vieira de Fafe.

pelo grupo coral da freguesia

15h - Procissão com os figurados do carro de S. João. 16h30 - Atuação do Auto de S. João, tradicional carro das heras. - Sorteio dos prémios da festa 18h - Atuação do Rancho folclórico de Touguinha - Atuação da Banda Marcial de Arnoso Sta Maria 20h - Encerramento da festa com uma girândola de fogo-de-artifício.

Agrupamento de Ribeirão inaugura sede a 2 de junho

Escuteiros angariam fundos

O Agrupamento 1374 do CNE de Ribeirão participará, no próximo dia 2 de junho, nas cerimónias da Festa do Santíssimo Sacramento. Neste dia, pelas 17h30, o Agrupamento realiza a inauguração da sua sede (antiga EB1 de Santa Ana-edifício de baixo), aproveitando a presença do Vice-Presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha e do. Presidente da Junta de Freguesia de Ribeirão, Adelino Oliveira, que participarão na Procissão da Festa. Para além do descerramento da placa inaugurativa será benzida a sede pelo Pároco, Monsenhor Manuel Joaquim. De referir que, no âmbito da angariação de fundos, os escuteiros or-

CCDR

ganizam, também, nesse mesmo dia, uma feirinha e vão aproveitar para vender rifas. Dias depois, 9 de junho, tem lugar o “Cortejo de oferendas”, para angariação de fundos para aquisição de material escutista (tendas, material de cozinha, entre outros). O cortejo terá início pelas 15h00, em frente da Junta de Freguesia, deslocando-se para o parque exterior das piscinas municipais de Ribeirão, onde decorrerá o leilão. Neste dia será, ainda, realizado o sorteio para a entrega de prémios da venda das rifas. Neste espírito de serviço os Escuteiros agradecem a colaboração de toda a comunidade nas iniciativas que se propõe realizar.

Desporto Cultura


4 Ribeirão

24 de Maio de 2013

3 horas a pedalar No passado dia 27 de Abril, cerca de 50 participantes participaram de uma maratona de Indoor Cycling, no ginásio das Piscinas de Ribeirão. Ao som de enérgicas músicas, os participantes pedalaram sob o comando dos instrutores em bicicletas específicas para o efeito numa prova de auto-superação. No fim da prova todos estavam visivelmente satisfeitos por terem alcançado o objectivo: 3 horas a pedalar. Esta maratona foi a segunda de um ciclo organizada em vários ginásios. A próxima será já a 2 de Junho no Solmaia Health Club na Maia, e a primeira realizou-se no Urban Shape em Santo Tirso. A modalidade de Indoor Cycling pode ser praticada no Ginásio das Piscinas de Ribeirão - CCDR, orientada por professores devidamente qualificados, nos seguintes horários: Terça-feira às 21h15; Quarta-feira às 12h30; Quinta-feira às 20h25; Sexta-feira às 18h45 e às 19h35.

Torneio Interescolas de Natação

Agradecimentos: Vila Horto - Jardins Carriço, Moto Couto, Piscina de Ribeirão, Urban Shape, Solmaia Health Club, Gondobike.

Festa do Santíssimo Sacramento Ribeirão 2013

30 de Maio

Realizou-se no passado dia 4 de Maio, nas Piscinas de Ribeirão o 4º Torneio Interescolas de Natação, organizado pelo Grupo de Desportivo de Famalicão, com o apoio da Câmara Municipal. Neste torneio, estiveram presentes as Escolas de Natação de Ribeirão, São Mateus, Joane e o Grupo Desportivo de Natação e contou com a presença de mais de

1 de Junho

Das 8:00h às 18:00h - Zés Pereiras pelas ruas de Ribeirão 22:00h - Atuação do Grupo Musical Sons e Cantares do Ave No Recinto de Santa Ana 24:00h - Festival Pirotécnico a cargo da Douro Pirotecnia, José Carlos Macedo Amarante

2 de Junho 08:50h - Entrada da Banda de Música União Musical Pessegueirense 14:00h - Atuação da Banda de Música União Musical Pessegueirense No recinto de Santa Ana

canais de escoamento e recrutamento de talentos desportivos na modalidade de natação bem como a promoção do intercâmbio de saberes entre os diversos agentes desportivos locais. Parabéns a todas as crianças participantes e a todos os pais que encheram a bancada das Piscinas de Ribeirão durante toda a tarde em que decorreu o torneio.

Maior aula de sempre de Aquafitness As Piscinas de Ribeirão estiveram presentes no passado dia 27 de Abril na Maior Aula de Sempre de Aquafitness, realizada nas Piscinas do Clube Fluvial Portuense, no Porto. Um evento organizado por Portugal Aquatraining e que contou com a presença de mais de 400 pessoas, todas com um objetivo comum: o prazer em fazer exercício dentro de água. As Piscinas de Ribeirão fizeram-se representar com

Das 8:30h às 24:00h - Sagrado Lausperene Na Igreja Matriz de Ribeirão

300 crianças que durante uma tarde competiram entre si, defendendo as cores das suas escolas. As Piscinas de Ribeirão conseguiram um honroso 2º lugar coletivo, atrás do Grupo Desportivo, seguindo-se as Escolas de São Mateus e Joane, numa competição em que os principais objetivos eram a divulgação da natação de competição junto das escolas do concelho, a criação de

55 utentes que participaram de forma entusiasta. A mega aula teve como objectivo promover a hidroginástica, o hidrobike, a aquazumba, o aquacombat,

ou seja o Fitness Aquático (Aquafitness) e contou com a presença de 20 professores do Grande Porto que durante uma hora dinamizaram a atividade.

15:00h - Exposição do Santíssimo Na Igreja Matriz de Ribeirão 16:00h - Vésperas do Santíssimo e Sermão Na Igreja Matriz de Ribeirão

MOTO COUTO

16:45h- Procissão Da Igreja Matriz para o recinto de Santa Ana

Motos Motorizadas Acessórios e reparações

17:45h - Atuação da Banda de Música União Musical Pessegueirense No Recinto de Santa Ana Esta Festa conta com o Apoio da: Junta de Freguesia de Ribeirão

Rua Adelino Costa Campos - Ribeirão - Telef. 966262812 Paiva & Couto Lda. Av. 3 de Julho, 38 r/c Telf. 252 493 486 / 252 046 932 paiva.couto@tien21.pt. paiva.couto@sapo.pt

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Ribeirão 5

24 de Maio de 2013

Notícias da Junta de Freguesia

Valeu a pena ser persistente!

Demorou… deu trabalho… foi complicado convencer as pessoas implicadas nas decisões… mas conseguimos. E o resultado está à vista e a obra realizada. É verdade!... ao fim de quase quatro anos, a preocupação diária pelo perigo que constituía a falta de um passeio para peões junto ao LIDL foi, finalmente saneada e resolvida, fruto de contínuos ofícios com fotos enviadas, telefonemas e reuniões com a EP – Estradas de Portugal. Esta era uma deplorável situação que, embora não tivesse sido, em nada, da responsabilidade desta junta, uma vez que, quan-

do realizadas as obras do Hipermercado, o seu parecer nunca lhe foi solicitado, mas, pela segurança e bem-estar dos ribeirenses, a sua resolução foi, desde sempre, um dos pontos de honra a assumir. Deste modo, desde o início do mandato que se foram estabelecendo contactos com todas as partes (responsáveis / interessadas), isto é, EP, Câmara Municipal, LIDL e proprietários do terreno em causa. Era consensual de que havia perigo, os peões corriam graves riscos de acidente, (o que, felizmente, não chegou a ocorrer), mas, na realidade, tudo são dificuldades nestes

tempos de “crise” e o problema subsistia. Não desanimámos… fomos persistindo… até que, agora, temos finalmente o tão necessário passeio para as pessoas poderem transitar em segurança. Queremos, por último, agradecer à direção da EP – Estradas de Portugal, que nos foi ouvindo e compreendendo as nossas justas preocupações, bem como aos proprietários do terreno que, face aos nossos contactos como intermediários, desde logo mostraram grande recetividade para que o problema fosse resolvido.

rão um conjunto de obras de saneamento e pavimentação que definem bem não só a dinâmica desta Junta, mas também a sua contínua preocupação em resolver situações há já muito prometidas mas continuamente proteladas. É o caso da rua S. Bento, S. Pedro, Pinheiro da Era, Manuel Ventura, Monte da Azenha e Pra-

ceta do Ave, que, no momento, estão em execução. Claro que, para os moradores e utilizadores daquelas vias, estes são períodos desagradáveis, com alguns incómodos. Embora conscientes de que estes sacrifícios são para uma boa causa, apelamos à compreensão e paciência de todos, e que pensem nos benefícios que usufruirão futuramente,

após as obras concluídas e aí, sim verificarão que valeu a pena. Mas continuamos a não cruzar os braços nem nos acomodamos com o já realizado… está já em vias de execução a recuperação do piso no Souto de Santa Ana bem como a instalação, naquele espaço, de um parque infantil juntamente com aparelhos de exercícios geriátricos.

EPode asver-seobras não param!... em Ribei-

Fórum Comunitário

O auditório da Escola Básica 2,3 de Ribeirão acolheu, no passado dia 2 maio, o Fórum Comunitário promovido pela CSIF - Comissão Social Inter-Freguesias de Fradelos, Ribeirão e Vilarinho das Cambas. Os objetivos propostos para este fórum foram elaborados tendo em consideração as atividades realizadas por esta CSIF ao longo destes 12 anos de existência e basearam-se essencialmente numa reflexão

integrada sobre os atuais desafios colocados às comunidades locais, debatendo-se algumas problemáticas locais, como ambiente, economia, saúde, demografia, educação, coesão e pobreza, na tentativa de que se consiga uma real articulação entre os recursos ou serviços existentes e as comunidades locais, naturais agentes do desenvolvimento local. Assim, após a apresentação da Rede Social e respetiva Comissão Social

Inter-Freguesias à comunidade presente, fez-se uma breve reflexão, em jeito de partilha, sobre a temática, convidando todos os participantes a formularem as suas próprias ideias, “ideias para o futuro” que serão geradoras de novos projetos, que irão ao encontro com as reais necessidades e vontades da população, apelando, para isso, à responsabilidade social das empresas, das associações e dos cidadãos.

Conferência “Pais e filhos” No próximo dia 31 de maio, sexta-feira, será realizada a segunda conferência em Ribeirão - “Pais e Filhos - Reconstrução de um espaço colectivo” - no Salão Nobre da Junta de Ribeirão, das 21h30 às 22h30. Esta conferência está inserida num conjunto de actividades que estão a decorrer por todo o concelho, no âmbito das comemorações do mês da Família. Trata-se de uma iniciativa da Câmara Municipal de Famalicão, Departamento de Habitação, Juventude, Família e Transportes, em parceria com

ESEP - Escola Superior já foi realizada, infelizmende Enfermagem do Porto te com reduzida participaentre outros parceiros, nes- ção do público, mas muito te caso, Junta de Freguesia rica em conteúdo e a intede Ribeirão. ração com quem assistia foi A primeira conferência bastante enriquecedora. Espaço cedido à Junta de Freguesia de Ribeirão

Construções Martins & Álvares, Lda. Mário Martins - Sócio Gerente

Alvará 45847ICC

Rua da Portela Nova, 66 4760-722 Ribeirão

Telem.: 96 509 0421 Telef.: 252 492 731

CCDR - Desporto e Cultura ao alcance de todos


6 Sociedade

24 de Maio de 2013

Organizações de Primeira Linha, Conhecer para Inspirar…

Leica - um olhar sobre uma marca de culto Quando nos deparamos com a palavra Leica imediatamente a associamos a qualidade. A abordagem e conhecimento técnico exclusivo da Leica no que toca à produção de instrumentos ópticos oferece a mais alta fiabilidade e durabilidade. Está provado que, mesmo sob condições extremas, os produtos Leica superam as mais altas expetativas. Este é o resultado de décadas de experiência, padrões intransigentes de alta qualidade e desenvolvimento contínuo. A Leica tornou-se indubitavelmente uma marca de culto. Há 40 anos sedeada em Vila Nova de Famalicão, a Leica inaugurou uma nova unidade na freguesia de Lousado. Uma unidade fabril, que conta com 720 trabalhadores e que ocupa uma área de 52 mil metros quadrados. Um investimento de 20 milhões de euros que vai permitir um aumento na sua capacidade de produção, garantir um maior nível de qualidade e trazer um novo impulso na criação de emprego na região. Face a este importante acontecimento, procurámos conhecer melhor esta marca de culto. Fomos visitar a nova unidade instalada na freguesia de Lousado e entrevistámos António Cardoso, Diretor de Recursos Humanos da Leica. VNT – António Cardoso, apresente-nos a empresa LEICA. AC – A LEICA é uma pequena unidade de uma multinacional alemã que há cerca de 100 anos se dedica ao fabrico de produtos de observação. Estão incluídos nestes produtos as câmaras fotográficas, binóculos e outro tipo de aparelhos destinados à medição. A unidade em Portugal está estabelecida há 40 anos e é fruto de uma escolha que foi feita pela casa mãe, que procurava na altura, num universo de vários países, aquele que melhores condições apresentava para este projecto. Contribuíram para esta decisão factores como a proximidade ao porto de Leixões, o aeroporto de Pedras Rubras, as vias de circulação que davam um fácil acesso ao grandes centros das cidades do Porto e de Braga e por outro lado, o custo da mão de obra que era inferior ao da Alemanha. Outro aspe-

to que contribuiu para esta decisão foi o facto de terem encontrado nas imediações de Vila Nova de Famalicão algumas indústrias que indiciavam possuir recursos humanos com aptidão para realizarem trabalhos de alta precisão. Destaco a Boa Reguladora, que fabricava relógios e a indústria da filigrana, situada na Póvoa de Lanhoso, que contava com muitos artesãos experientes no que toca ao trabalho minucioso e de precisão. VNT - Investiram 20 milhões de euros numa nova fábrica na freguesia de Lousado, que inauguraram recentemente. O que motivou este investimento? AC – As anteriores instalações tinham já 40 anos e começavam a revelar-se de difícil manutenção. Exigia uma manutenção permanente e com custos elevados. O equipamento

começava a apresentar algum desgaste e as exigências técnicas eram elevadas face às condições de que disponhamos. Nestas novas instalações já dispomos de uma camara limpa, enquanto nas anteriores instalações não tínhamos. Tudo isto determinou a nossa deslocação para Lousado e

acabamos por fazer um forte investimento numa unidade completamente nova. VNT – A nova empresa está dotada com a mais recente tecnologia e equipamento existente na área dos aparelhos óticos de precisão. Do que é que estamos a falar concretamente? AC – Os artigos que produzimos são dos mais desenvolvidos no mundo em termos tecnológicos, isto obriga a processos de construção muito sofisticados. Na área da metrologia e metalomecânica, por exemplo, temos uma secção que está equipada com centros de maquinagem modernos. Temos também equipamentos que, dada a sua particularidade e especificidade, são fabricados pela própria LEICA. Na área vidreira também possuímos equipamento raro, porque não existe na europa muitas unidades com equipamento de revestimento de lentes e de prismas. As lentes da LEICA são consideradas as melhores do mundo e isto implica uma tecnologia muito avançada. É aqui aliás que residem essencial-

mente os segredos industriais da nossa empresa. VNT - O que representa esta expansão para os administradores da Leica na Alemanha? AC – Os colaboradores desta fábrica têm apresentado uma grande capacidade de trabalho e esta característica é considerada muito importante para os administradores na Alemanha. Representa uma certeza de que, investindo em Portugal, conseguem obter os resultados e a qualidade de que a marca Leica necessita para se fazer representar como a melhor marca de máquinas fotográficas e de binóculos mundo. Depois de várias tentativas que foram feitas de instalação de unidades de produção em vários países onde a mão de obra era mais barata do que a de Portugal, convenceram-se de que no nosso país existem boas condições para investir e essencialmente, recursos humanos capazes para responder aos desafios. VNT – Considera que este investimento reforça a operacionalidade da fábrica em Portugal

e que poderá estimular outros investimentos no concelho de Vila Nova de Famalicão por parte de empresários estrangeiros? De que forma? AC – Desde logo porque a Leica, através dos seus contactos, poderá estimular outros investidores a investirem neste concelho. A Leica é um parceiro ativo da Câmara de Comércio Luso-Alemã e sempre que surgem investidores estrangeiros, essencialmente alemães, temos o cuidado de apresentar as vantagens de se investir em Portugal. Naturalmente que existem ainda alguns obstáculos para os investidores, como é o caso da burocracia que existe no nosso país e da justiça lenta, mas estas são particularidades que acredito que serão ultrapassados num futuro próximo. VNT – Que papel considera que uma autarquia deve desempenhar para atrair novos investidores para o concelho? AC – O principal papel de uma Câmara Mu>>>


Sociedade 7

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Portefólio da Leica Designação: Leica - Aparelhos Ópticos de Precisão, S.A. Localização: Lousado Setor de Atividade: Fabricação de instrumentos e equipamentos óticos não oftálmicos Forma Jurídica: Sociedade anónima Visão: Com produtos orientados e inspirados nos desejos dos clientes no segmento Premium, recolhemos e preservamos momentos memoráveis do nosso mundo. Missão: Baseado numa marca forte, oferecemos inovadoras soluções Premium com qualidade indiscutível. Valores: Paixão e perfeição para uma melhor imagem; Melhor Óptica; Focar no que é essencial; Valores duradouros.

<<< nicipal deverá ser o de facilitador e potenciador dos processos de instalação das empresas. Refiro-me desde logo ao aspeto burocrático. Efetivamente a burocracia é ainda muito grande relativamente a aos pedidos de licenciamento, são extremamente demorados, muito burocratizados e seria necessário que fosse introduzida alguma ligeireza nestes processos. Por outro lado as autarquias também podem colaborar no sentido de otimizar as vias de acesso e neste âmbito, encontramos em Vila Nova de Famalicão uma boa recetividade para resolver estas questões. VNT – A Leica é mundialmente reconhecida pela sua qualidade, por esta razão tem que ser muito exigente nos seus processos de recrutamento e seleção de novos colaboradores. Que competências transversais são valorizadas na fase de seleção de novos colaboradores? AC – Procuramos desde logo uma escolaridade elevada. Hoje praticamente ninguém é admitido na Leica se não possuir o 12.º ano de escolaridade. Dedicamos muito do nosso esforço à formação interna porque não é fácil encontrarmos profissionais com conhecimentos nesta área. Valorizamos essencialmente pessoas que apresentem vontade e abertura para aprender. Esta característica é de facto muito importante porque operamos num sector onde não é fácil encontrar técnicos com conhecimentos nesta área. Na Leica a maior parte dos novos colaboradores começa praticamente do zero em termos de conhecimentos e competências técnicas. Aqui valorizamos essencialmente as características pessoais, como a motivação e a dedicação. Contudo, começamos já a encontrar algumas entidades de educação e formação que apostam em áreas importantes para nós. Estou a lembrar-me do Cenfim, que dispõe de cursos

Cronologia da Leica em 5 linhas

1973 - Constituição da empresa e início de actividade 1978 - Fabrico da primeira câmara completa em Portugal (Leica R3) 1994 - Produção integral de binóculo com medidor de distâncias 2008 - Início de produção de câmaras digitais 2013 - Mudança para novas instalações, em Lousado que são bastante próximos de algumas necessidades práticas que temos, como a programação em máquinas CNC por exemplo, e encontramos também, junto da FORAVE, candidatos que temos vindo a admitir na área da robótica, automação e manutenção industrial. VNT - Considera que Portugal possui competência técnica e recursos humanos qualificados para produzir produtos de alta tecnologia e precisão? AC – Sim. Como já referi anteriormente verificamos que os recursos humanos portugueses demonstram naturalmente uma grande aptidão para os trabalhos de alta tecnologia e de precisão. São trabalhos que exigem muita concentração, muita habilidade manual e que implicam a necessidade de se estar em silêncio no posto de trabalho. Temos também contado com o apoio de várias universidades, especialmente a Universidade do Porto e a Universidade do Minho, especificamente no ramo da física ótica. Neste âmbito temos admitido vátios físicos que foram estimulados pelos seus professores nas universidades para investirem nesta área e que se encontram a trabalhar atualmente connosco.

VNT – Que desafios enfrenta hoje a Leica? AC – A Leica continua a perseguir o fito da mais elevada qualidade e isto é uma espada que a Leica tem constantemente sobre a sua cabeça. A concorrência não tem ficado parada, tem evoluído muito, apresenta artigos de elevada qualidade também, o que obriga a LEICA a apresentar novos produtos e tecnologias na tentativa de melhorar continuamente os seus produtos. É sempre com muita expetativa que o mercado aguarda pelo lançamento de novos produtos da nossa marca, porque sempre que lançamos um novo produto, apresentamos a melhoria do produto anteriormente lançado. VNT – O lema da Leica é “não somos melhores nem piores, somos únicos”. O que é que diferencia a Leica em relação aos seus concorrentes? AC – Essa foi uma frase proferida há uns anos atrás por uma pessoa que é muito querida à nossa organização a uma pergunta do género da sua. Efetivamente o produto Leica é um produto muito individualizado, é diferente de todos os outros produtos concorrentes. É um produto que apresenta características praticamente imutáveis, como é o caso da sua

estética. Por exemplo, uma máquina que hoje estamos a produzir, a MX 1000, não é esteticamente muito diferente de uma máquina que tenha sido construída há uma dezena de anos atrás, continua a manter os mesmos traços que a caracteriza. É também diferenciador a sua robustez, que continua a ser um apanágio da marca e que cria nos seus possuidores uma ideia de produto que se pode deixar em herança, a um filho ou a um neto. A máquina fotográfica Leica não é um objeto que se compre para uma rápida utilização e que tem uma rápida desvalorização. A Leica continua a seu considerada a melhor máquina do mundo e continua a criar nas pessoas sentimentos de paixão. VNT – A máquina fotográfica Leica é hoje um produto de culto, considerada a melhor máquina do mundo. Como é que se constrói este estatuto? AC – Constrói-se através da procura constante de melhorar os nossos produtos, pela constante procura de novas tecnologias que possam fazer com que estes resultados sejam obtidos de forma mais eficaz e eficiente. Isto é também comum às nossas lentes, que são resultado de uma procura constante por melhores condições de transformação do

A Leica em números

738 Colaboradores 184 Colaboradores admitidos em 2012 14 Estagiários acolhidos em 2012 52 Contratações previstas para 2013 24.000 Horas de formação realizada em 2012 11 Unidades de produção, em 10 países 1350 Colaboradores em todo o mundo 18.305 Máquinas produzidas em 2012 39,759 Milhões de euros de volume de negó

5,5%

13,6 115 98,1%

20

cios em 2012 Aumento do volume de negócios em relação a 2011 Milhões de euros investidos em 2012 Fornecedores nacionais Volume de produção destinado à Alemanha Milhões de euros investidos numa nova unidade em Lousado

vidro, no sentido de captar a realidade da forma mais precisa e nítida possível. É por outro lado a continuidade da procura das características da boa conservação do produto Leica que, mesmo através da passagem dos anos, continua a manter a mesma aparência. VNT – Uma última questão, como é que imagina a Leica daqui a 10 anos? AC – Em termos de organização, acredito que vai estar melhor do que está hoje, porque estamos no início de exploração de uma nova unidade física que precisa agora de algumas afinações para passar a render em pleno. Estamos ainda numa fase de habituação em relação

aos aspetos que ainda são novos para nós. Acredito que daqui a 10 anos sairão mais produtos que vão surpreender o mundo da fotografia, pelas inovações introduzidas. Relativamente à localização aqui em Portugal, não tenho dúvidas de que a Leica se vai manter aqui, com uma dimensão até maior do que a que tem hoje. Há 40 anos atrás tínhamos alemães nos postos mais relevantes da empresa e hoje não temos um único alemão a trabalhar connosco, o que nos orgulha imenso, porque foi através desta conquista de confiança que se foi fazendo paulatinamente, que conseguimos convencer a Alemanha de que vale a pena apostar em nós. Carlos Paiva


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Memórias da Guerra Colonial

“Os portugueses eram uns senhores!” Já viveu em três continentes. Anos depois da vivência do ultramar, embarcou numa nova aventura rumo à Austrália onde viveu e trabalhou várias décadas. De todos os seus destinos guarda boas recordações e destaca a qualidade de vida que por lá conheceu. O regresso a casa fez sempre sentido, não fosse a saudade um sentimento tão português. Fez a recruta em Braga e depois da especialidade no Regimento de Transmissões do Porto, foi destacado para Tancos. Recorda que ouviu pelo rádio a mensagem da sua mobilização: “Estava no rádio e ouvi a mensagem a dizer que o soldado tal, que era eu, estava mobilizado.” Questionado sobre esta surpresa, em local inesperado, responde: “Ninguém gosta. Mas sempre fui um bocado frio, recebi, e sabia que naquela data tinha que me apresentar. Vim a casa e despedi-me da família.” A frieza que o próprio assume ajudou-o a encarar o destino ao qual os irmãos tinham escapado: “Sou o mais novo de 4 irmãos. Os meus irmãos conseguiram livrar-se. No tempo deles era mais fácil escapar. E o meu falecido pai conseguiu livrá-los. No meu tempo, ninguém se livrava: todos iam...aleijados, doutores, todos!” O drama, relata, foi mesmo na viagem de ida: "Fui no Niassa, um barco de passageiros e de mercadorias. Era pequeno e andava devagar. Foram 15 dias horríveis. Um enjoo é pior do que estar doente: não apetece comer, nem dormir!” Tendo em conta a sua especialidade em Radiotransmissões, foi em rendição individual, isto é, não estava integrado em companhias, mas sim numa equipa de 7 companheiros com as mesmas funções. De Luanda, foi destacado para a província do Moxico, nomeadamente para a capital, o Luso, actual Luena. Daqui, Hernâni Azevedo destaca o urbanismo: “A cidade do Luso era pequena, mas com visão do progresso. Tinha avenidas, jardins públicos...já na altura impressionava. Tinha cinema, restaurantes,

campo de futebol de salão, campo de aviação. Quem a planeou já tinha visão. Era uma cidade nova. Agora, era mesmo na cidade, porque saindo daquele perímetro era só capim alto.” No Luso, este ex-militar tinha uma vida à parte do exército. Embora ali estivesse um regimento de cavalaria, o grupo de radiotelegrafistas esteve sempre em instalações diferentes: “Tínhamos uma vida à parte de todos os outros. No Luso estava um batalhão de Cavalaria, e também o Quartel-General da região. No entanto, o 1º Sargento que nos acompanhou arranjou condições para termos instalações à parte. Foram cerca de 3/4 meses para construir as nossas instalações. No entretanto, ficamos na casa do Comandante Geral da região do Moxico. Era uma casa civil, alugada para ele. E nós acabamos por ficar lá enquanto as nossas instalações não ficaram concluídas. Estávamos bem, praticamente sempre à civil.” As suas funções restringiam-se à sala de transmissões, onde faziam turnos para registar as mensagens vindas do mato: “As mensagens eram codificadas, a não ser que fossem sem interesse. Recebíamos as mensagens do mato e depois o Comandante decidia o que tinha a fazer. Só em 65/66 é que o Leste começou a ter problemas. Até lá era mais o Norte.” Por conseguinte, Hernâni Azevedo utiliza várias vezes no seu relato a expressão “a minha guerra”, distinguindo a sua acção, da acção militar: “Nós não tínhamos ninguém a controlar ou a quem pedir licença. Se não estivéssemos escalados para o serviço estávamos à vontade para sair, descansar, ler, o que quisessemos. Eu entrava e saía à civil. Nós não éramos daquela guerra. A nossa guerra era diferente.” Curiosamente, este não é o primeiro testemunho que assume uma certa distância da guerra armada: “Tive sempre um critério diferente.” Talvez porque a sua arma foi o rádio, talvez porque a sua comissão foi urbana. Talvez,

O Luso, uma cidade do interior com progresso urbanístico

No seu posto de rádio

Militar: Hernâni Costa Azevedo Posto: Soldado Radiotelegrafista Comissão: Angola Outubro de 1966 – Janeiro 1969 Unidade: S.T.M Serviço de Telecomunicações Militares Actualidade: Aposentado. Vive na Trofa. porque o contacto pacífico com a população local lhe tivesse fornecido outra visão do conflito, do qual é crítico: “Os locais desviavam-se dos militares e olhavam-nos com desconfiança. Talvez porque houvesse quem abusasse. Alguns militares onde paravam pensavam que tudo era deles. Mesmo os próprios portugueses tinham uma má ideia sobre certas atitudes, principalmente de determinadas tropas. Alguns abusavam, até com as filhas de portugueses e eles não gostavam.” Como exemplo, recorda um epi-

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sódio a que assistiu numa sanzala, fora do perímetro da cidade: “Só aquilo que presenciei perto da cidade não gostei, imagino nas povoações mais isoladas. Ninguém gosta de ver a família humilhada. E como não podiam fazer nada, ganhavam raiva ao branco.” Não fosse ele um homem de 3 continentes, a história que conta refere-se mais à visão dos costumes e das evidentes diferenças culturais: “As cidades eram dos brancos. Tudo o que fosse para ganhar dinheiro era para os brancos. Também havia comércio deles, mas a

Hugo Carnes

maioria era dos portugueses.” Da capital, onde viveu um mês, retirou as mesmas perceções: “os portugueses eram uns senhores!” Relata o progresso que por cá ainda não tinha chegado: “O ambiente de Luanda era muito descontraído, aberto. Acredito que o pessoal de Lisboa não estranhasse, mas para quem vivia aqui era tudo muito mais avançado. Os transportes, as facilidades de circulação, as idas à praia...Os portugueses que viviam lá, em comparação com os que estavam aqui, viviam muito melhor.” Após os 24 meses de comissão, a ansiedade do retorno ía aumentado. Porém o regresso só aconteceu ao 27º mês: “Estes 3 meses ainda me chatearam bem, porque estávamos sempre ali à espera da hora. Um mês ainda se passou, mas depois...Quando os nossos substitutos chegaram foi uma festa! Só que depois ainda tínhamos que ensiná-los nas nossas funções. E o Sargento ainda fazia um exame para ver se eles estavam aptos!” O último mês já passou em Luanda, à espera do embarque: “O regresso no Príncipe Perfeito foi um espetáculo. Éramos como qualquer passageiro do paquete, as roupas de militar já estavam dentro de um saco! Foram 11 dias de prémio!” Em Lisboa tinha os seus irmãos a recebê-lo. Foi um momento de grande alegria e embora crítico de algumas ações militares, não hesita em afirmar: “Durante a comissão foi mais saudade do que ansiedade. É claro que não desejava o regresso tanto como os soldados do mato! Esses de facto não tiveram vida fácil. E quantos ainda hoje sofrem com isso!” Apesar da saudade, do paludismo e das injustiças que observou, só destaca memórias positivas: “Nunca tive problemas e fiz algo em prol da nação. Cumpri o meu dever. Podia ter o azar, mas também não fugi a ele!” Catarina Ferreira

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24 de Maio de 2013

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24 de Maio de 2013

Concurso Uma Aventura… Literária 2013

Mais um prémio Mais uma vez o Agrupamento de Escolas de Ribeirão se encontra de Parabéns. No âmbito do Concurso Nacional - Concurso Uma Aventura… Literária 2013 – a aluna Mariana da Silva Veloso

do 8.ºG recebeu o Prémio Clube Caminho Fantástico – prémio desenho. Este prémio consiste na publicação do trabalho e foto dos alunos numa reedição num dos livros da coleção Uma Aventura.

A autora receberá ainda como brinde um cheque-livro e irá à cerimónia pública de entrega dos prémios, que decorrerá no próximo dia 28 de maio, em Lisboa, acompanhada da respetiva diretora de turma.

Amélia Santos lança terceiro livro

“Amor e Traição”

Torneio Regional de Natação

Aluna sobe ao pódio No passado dia 4 de maio realizou-se o Torneio Regional de Natação, na cidade da Maia. A Escola Básica de Ribeirão esteve representada pelas alunas Ariana Costa, do 8ºB e Viviana Cunha, do 8ºF. Os resultados obtidos pelas alunas foram muito positivos tendo a Viviana Cunha conseguido o apuramento para os Nacionais de Natação do Desporto Escolar ao sagrar-se campeã Regional nos 100 m Livres.

Super aula de zumba

No passado dia 26 de Abril, teve lugar no pólo de Ribeirão da Biblioteca Camilo Castelo Branco, o lançamento do terceiro livro de Amélia Santos, “Amor e Traição”. Estiveram presentes no evento, não só amigos e familiares, mas também o Presidente da Junta de Freguesia, Adelino Santos Oliveira, que mais uma vez manifestou a total disponibilidade por parte da entidade por que é responsá-

vel, para ajudar a escritora em todos os seus projetos. Além do mais, apontou o seu total apresso e admiração pela autora, exaltando qualidades, como o espirito aberto, a persistência e a eficaz gestão do tempo, que lhe permitiram relacionar as suas funções com a participação em várias formações modulares. Da mesma forma, associou-se também ao acontecimento o professor Leonel Rocha, que veio focar

aspetos essenciais da obra, como as semelhanças com génios como José Saramago e as similaridades da história com a realidade. O evento terminou com a venda do livro e uma sessão de autógrafos. Mais uma vez, Amélia Santos teve a oportunidade de mostrar a qualidade do seu trabalho, que lhe tem permitido a participação em vários concursos literários e a realização dos seus sonhos. Catarina Cruz

Campanha de solidariedade visa liquidar cadeira de rodas eléctrica

Vamos ajudar a Madalena! À semelhança de iniciativas anteriores, está a decorrer uma campanha de recolha de plástico, como tampas, embalagens de água e de detergentes, com o objectivo de ajudar a pagar uma cadeira de rodas eléctrica, necessária à mobilidade de Madalena Santos, de Vilarinho das Cambas. A Casa do Povo de Ribeirão dinamizou no passado dia 19 de Maio, uma aula de Zumba aberta a toda a população. A aula decorreu em frente à Capela de Santa Ana e teve uma

forte adesão, com uma centena de participantes, que durante mais de uma hora praticaram uma modalidade desportiva que conjuga a diversão com o exercício físico. Quem quiser conhe-

cer melhor esta modalidade, pode experimentar uma aula gratuita na Casa do Povo de Ribeirão, às 19h nas terças-feiras ou às 21h nas sextas-feiras.

A colheita decorre em estabelecimentos de Ribeirão, como é o caso do Quiosque da Igreja, Restaurante Colina do Ave, Supermercado Couto e Família, Piscinas, sedes do CCDR e dos Escuteiros e no Centro Escolar. No entanto, na eventualidade de desejar contribuir direta-

mente, está disponível uma conta com o NIB 0010 00004804519000170. Mais uma vez, apela-se à solidariedade de todos, para que, com um simples gesto, possamos melhorar a vida de Madalena. Contacto para mais informações: Helena Couto: 912375490. CC


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24 de Maio de 2013

Jardim das Mães

Sol Nascente

Pais promovem aula de aeróbica No passado dia 28 de abril a Comissão de Pais da Sol Nascente organizou uma aula de aeróbica com o intuito de angariar fundos para presentear as crianças da instituição com atividades lúdicas. A aula contou com grande adesão por parte dos pais e familiares das crianças utentes, que em grande sintonia realizaram os vários exercícios propostos pelo Professor de Educação Física, tio de uma das crianças da instituição. Foi um aula muito ativa e dinâmica, onde os participantes estiveram

muito motivados e entusiasmados. A boa disposição reinou e o bom tempo aju-

dou à prática de uma atividade a pensar no bem-estar físico de todos. A Comissão

de Pais agradece a colaboração de todos os participantes nesta iniciativa.

Dia da Mãe… muito especial No passado dia 5 de maio, Dia da Mãe, a Sol Nascente preparou uma surpresa em que a Mãe foi o espetador principal. O salão polivalente virou recinto de espetáculos e com lugares reservados para todas as progenitoras. Estas assistiram a uma representação dos seus filhos, pensada e dedicada especialmente a cada uma delas. Assim, com dois apresentadores muito especiais, duas crianças do ATL, o espetáculo iniciou pelos mais pequeninos que atiraram beijinhos; e passou por todas as salas, com danças, quadras, músicas e frases alusivas ao dia. A sala dos 5 anos apresentou uma canção inédita escrita pela Educadora Ana, com parte instrumental do professor de música

com o filho para colocar no “Jardim das Mães – um espaço reservado à “criatividade, imaginação, com um cheiro suave alegria, privilegiando um momento agradável entre mãe e filho”.

Idosos celebram Dia da Mãe Como tem sido habitual, os idosos do Centro Social Paroquial de Ribeirão celebraram o Dia da Mãe. A festa teve lugar no passado dia 6 de Maio com um lanche convívio e com a entoação de canções alusivas ao tema. Para findar este momento todas as

mães foram presenteadas com uma lembrança que teve a participação de algumas idosas através de trabalhos manuais e na preparação do sortido húngaro que foi entregue. O mesmo presente foi oferecido às mães do Serviço de Apoio Domiciliário.

Associação da Graxa

Curso de informática e coreografada pela professora de dança, foi uma apresentação com aposta no intercâmbio com as atividades extra-curriculares de música e dança. Através

de uma pequena apresentação com trabalho artístico todas as crianças da instituição transmitiram carinho, alegria e amor às suas mães que tão atentamente e

divertidamente assistiram. No final a habitual prenda realizada pelas crianças foi entregue a cada mãe com um enorme sorriso e muito carinho no coração.

jogadores interessados em participar no torneio será cobrado 6€, e poderão fazer a sua inscrição das seguintes formas: por correio

electrónico: miguelalmeidasolnascente@gmail.com; por tlm: 912428706; ou directamente nas instalações da instituição.

Torneio de Futebol A instituição Sol Nascente promove, no próximo dia 1 de junho, um Torneio de Futebol. O evento terá lugar no Campo de Treinos de Ribeirão, sita na Rua do Xisto, entre as 9h00 e as 18h00. O torneio, aberto a todos, tem como objectivo a angariação de fundos para presentear às crianças da instituição actividades lúdicas. A organização garante neste dia muita diversão

O Centro Social Paroquial de Ribeirão assinalou, no passado dia 3 de Maio, o Dia da Mãe. E para festejar este dia tão especial chamou todas as mães e lançou-lhes um desafio: elaborar uma flor

e animação, para além de segurança durante todo o evento. Para o público em geral a entrada é livre. Já aos

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A associação da Graxa informa que quem estiver interessar em inscrever-se no curso de informática poderá ainda faze-lo. Um curso que o habilita a trabalhar em

word, ferramenta de escrita. A associação estará no próximo dia 29 de Maio a  receber inscrições na escola da Portela às 21h15.  As inscrições e aulas são gratuitas.

Associação da Graxa organiza passeio de 24 a 26 de agosto

Destino: Lisboa e Sintra Ainda há lugares disponíveis para a viagem a Lisboa e Sintra organizada pela Associação da Graxa. De 24 a 26 de Agosto. O primeiro dia está reservado ao Oceanário de Lisboa, onde será possível descobrir uma parte da biodiversidade marinha, assim como um encontro com as tartarugas marinhas, ambas guiadas por um educador marinho. Segue-se uma viagem de teleférico, para conhecer o parque das Nações de uma nova perspectiva. Ao serão, haverá fado, no Bairro Alto. No segundo dia, rumo à Vila de Sintra, património mundial da Unesco,

com uma visita ao Palácio Parque da Pena e o jardim botânico integrando diversos jardins históricos. No terceiro e último dia, visitarão o Cristo Rei, a Torre de Belém e o Mosteiro de Jerónimos. Para mais informações: www.arcdgraxa.com ou 917711404. Reservas: Café Sagitário (Tlf: 252492431)

Feira

A Graxa volta a promover uma feira, em frente à Junta de Freguesia, já no próximo dia 9 de Junho.


12 Especial Eventos

24 de Maio de 2013

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Especial Eventos 13

AMORATA

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24 de Maio de 2013

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Um dia único e memorável

Torná-lo num momento único, especial e personalizado é o que pretendemos sempre quando planeamos “aquele dia”, seja o do nosso aniversário, o do baptizado do nosso filho, as bodas dos nossos pais, ou mesmo o dia do meu casamento. É a grande festa, o grande evento. E é de eventos que falamos neste Especial. Dele e de tudo o resto que permite que ele se realize tal e qual como pretendemos, para que nada falte, nenhum pormenor deve ser descurado. Nos dias de hoje, as opções são cada vez mais, as propostas que o mercado oferece são inesgotáveis, para todas as bolsas, mas principalmente visam satisfazer as preferências do cliente, indo sempre de encontro ao seu orçamento. É

neste sentido que as áreas de mercado envolvidas à realização do nosso evento, seja ele de que natureza for, procuram responder prontamente ao cliente com as melhores propostas, as mais inovadoras e mais criativas. Apesar de alguma contenção sentida por alguns, o cliente não deixa de ser exigente. É um cliente atento e que seguramente sabe bem o que quer. Quer qualidade, quer profissionalismo. Quer acima de tudo que o seu evento prima pela diferença e que seja um sucesso. É nesse sentido que tudo é planeado com o mínimo de rigor, e com a devida antecedência. Um sucesso que depende também do profissionalismo e qualidade dos serviços pres-

tados pelo fotógrafo, pelo catering, ou mesmo pela florista, não esquecendo a animação musical. Todos se complementam para que o grande dia seja memorável. E se assim for, não só o cliente fica satisfeito, como o prestador daquele serviço garante a angariação de novos potenciais clientes. Novos clientes que não vão querer menos, mas sempre mais. Daí a necessidade do empresário da fotografia ou do catering estar sempre atento ao mercado em constante evolução. A necessidade de ser inovador e procurar sempre oferecer ao cliente o melhor equilíbrio qualidade-preço. A concorrência é feroz, a formação é cada vez mais superior. A ordem é de fazer sempre mais e melhor!

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convites  v ementas v  placar e marcações de mesas cartões de agradecimento  v missais v  livros de honra decorações  v  ramos de noiva rua d. pedro v, 629 - trofa - 252100079 - 936740176 geral@sonheiassim.com - www.sonheiassim.com facebook.com/sonhei.assim

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14 Cultura

24 de Maio de 2013

Depois das Seis

Um barco no deserto

Cândido Ferrer

A arqueologia, como ciência, emergiu no século XVIII com as primeiras escavações em Pompeia, cidade que desapareceu sob cinza e lava expedidas pelo vulcão Vesúvio, próximo de Nápoles. Quando os homens começaram a pesquisar o seu passado, obtiveram a revelação enriquecedora das civilizações que os haviam precedido. As técnicas atuais abrem novos e fascinantes horizontes à nossa misteriosa pré-história. A identificação e data conseguidos pelos métodos científicos, revolucionaram a imagem que se tinha até então do nosso passado longínquo. Sem sairmos do passado mudemos de agulha. O dia 17 de Junho é lembrado como o Dia Mundial do Combate à Desertificação e Seca. Há tempos vi um filmes chamado “Sahara”. Fiquei surpreendido com uma cena fora de qualquer cenário aceitável; o que fazia um navio de guerra (couraçado) semissepultado numa duna de areia. Parece que aquele vaso de guerra subia a Níger desde Port-Harcour. Uma tempestade atirou com o barco para cima da duna e lá ficou... O Níger nasce na República da Guiné e desagua no golfo da Guiné por um imenso delta. O rio corre para norte, depois dá uma grande volta para sul a partir de Tombuctu e Bamba. Para norte fica o Sara. Sahara, Saara ou Sara

é o nome dado a uma área desértica, maior do que os Estados Unidos da América. Situa-se na parte setentrional do continente africano. Este imenso “mar sem água” é abrangido por países como a Argélia e a Líbia, a Mauritânia, o Mali, o Níger e o Chade. O Sara é o deserto dos desertos. Em algumas regiões, a humidade do ar desce até aos cinco por cento, enquanto as temperaturas podem subir, no verão, à sombra, 55 graus centígrados! Apenas uma quinta parte do Sara está coberto por areia e só uma décima, por dunas. Mas o Sara, nem sempre foi assim. Na época neolítica, eram numerosos os lagos e rios e uma vegetação que beneficiava a vida dos animais selvagens. Os pré-historiadores consideram a evolução do homem saariano em quatro períodos: a do búfalo (8.000 anos antes de Cristo), a do bovídeo (3.500 anos a.C.), a do cavalo (1.200 anos a.C.) e a do camelo (no nascimento da era cristã). A desertificação do Sara deve-se ter iniciado por volta de 3.500 anos a.C.. O avanço do deserto foi evoluindo até chegar ao que dele conhecemos hoje. Já sobrevoei o imenso Sara. “Aquilo” é um mar ondulante de areia sem fim. Contudo, aquela vastíssima região desértica, já foi, na pré-história, uma terra verdejante, fértil, onde a chuva caía, e havia gran-

des lagos, rios permanentes e de grande caudal, pastagens e florestas. A fauna e a flora eram abundantes e variadas. Existem pinturas rupestres que assim o testemunham como aquelas representadas nas montanhas do Tassili de Ajer, na Argélia Oriental (3.500 a.C.). No Sara pré-histórico, um povo negroide caçava e pescava, nas florestas, rios e lagos. Um dos povos do deserto são os Tuaregues. “Tuaregue” é uma designação de origem árabe e significa “os banidos por Deus”. São considerados, muito justamente, “cavaleiros do deserto”. São nómadas por natureza. O Sara não é só areia. Existem oásis, belos oásis verdejantes e montanhas. Qual a razão da morte do Sara? Como foi possível uma terra imensa, fértil e rica, tornar-se num deserto? Quando um rio corre

para o mar arrasta consigo substâncias aluviais que arranca ao longo do seu percurso. No Sara, porém, estes aluviões, eram depositados nas bacias interiores. Desta forma o declive dos leitos dos rios diminuíram e as correntes perderam a sua força arrastadora. A água, forçada a encontrar uma saída, formou lagos e pântanos em ambas as margens. Assim divididas, as águas foram vencidas sob um sol impiedoso. Como a evaporização era superior à precipitação, os lagos e pântanos secaram. Dos imensos lagos do passado apenas resta o Chade – que no entanto passou da outrora área de 520.000 quilómetros (quase do tamanho de Espanha) para os atuais 40.000 (metade de Portugal). Uma das plantas caraterísticas do deserto, é a tamareira. O animal mais conhecido do Sara é o dromedário,

parente do camelo, mas de uma só bossa. Nas zonas altas do Tassali de Ajer e do Hoggar, florescem ainda ciprestes e oliveiras. Estes testemunhos vivos do passado já não podem reprodizer-se devido à aridez do deserto. Em meados do século VII, os tuaregues e outros povos do Sara, haviam atingido o limite da sobrevivência. Privados do leite e carne dos seus animais, devido à aridez do deserto, viram-se forçados assaltar caravanas, tribos vizinhas, os povos dos oásis e os agricultores da faixa sul do Sara. Esta faixa, é chamada de Sahel. Esta faixa com algumas centenas de quilómetros de largura estendeu-se do Atlântico pelo continente adentro. Os países do Sahel são o Chade, Níger, o Mali e a Mauritânia. No Sara atual, o maior inimigo do homem, como sempre o foi, é ele próprio.

Dra. Marta Cruz Dra. Luísa Tavares Médicas Dentistas Lic. F. M. D. U. P.

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Cultura 15

24 de Maio de 2013

Lendo e aprendendo

Almanaque do mês de Junho

Viagens a locais sagrados

Datas a assinalar

truiam santuários e templos nestes locais sagrados. A sua arquitectura era profundamente inspiradora: às vezes, o plano do templo simbolizava o caminho interior que homens e mulheres tinham que seguir para alcançar o divino. As catedrais da Europa medieval constituíam proezas da arquitectura e da engenharia de tal forma extraordinárias, que enchiam os devotos de reverência: As pessoas consideravam o sagrado como uma força poderosa. Queriam partilhar as vidas mais ricas e preenchidas dos deuses e ir para além das limitações e dos perigos da sua frágil existência. O templo ou a catedral estavam no coração da cidade e ao aglomerarem-se à volta destes locais sagrados, as pessoas acreditavam que viviam perto do divino. Mas também estavam preparadas para fazer longas viagens para visitar locais sagrados. A viagem em si adquiria significado espiritual. Na Europa medieval um peregrino usava roupa especial e insígnias, a concha, avieira de Santiago por exemplo e começava a sua viagem fazendo uma promessa solene de chegar ao destino quaisquer que fossem as dificuldades que tivessem. A peregrinação era um símbolo poderoso da busca religiosa. Na Europa, a peregrinação desempenhou um papel crucial na educação dos

Dia 1 – Dia Mundial da Criança Dia 3 – Dia do Cigano Dia 5 – Dia Mundial do Ambiente Dia 8 – Dia Mundial dos Oceanos Dia 10 – Dia de Portugal Dia 12 – Dia contra o trabalho infantil Dia 13 – Dia de Santo António Dia 16 – Dia da Criança Africana Dia 24 – Dia de São João Dia 29 – Dia de São Pedro Dia 30 – Dia Mundial da Arquitectura

Curiosidades

A rainha de Inglaterra tem um álbum de notícias recortadas dos jornais e revistas referente à sua pessoa e aos restantes membros da família real. Gravada na capa do referido álbum está a seguinte inscrição: “Palavras que nunca dissemos. Coisas que nunca fizemos”.

Adágios leigos sobre os valores cristãos. Depois da queda do Império Romano, a Europa tornou-se em grande parte pagã com a vinda dos povos bárbaros. No séc. XI os monges beneditinos da abadia de Cluny da Borgonha, iniciaram reformas destinadas a reforçar o cristianismo na Europa. Sobretudo organizavam peregrinações a lugares especiais, como Conques no sul de França onde as relíquias do mártir S. Faith estavam colocadas, ou Compostela na Galiza, o mais importante local de peregrinação depois de Roma, onde os visitantes podiam encontrar o que parecia ser o túmulo do Apóstolo Santiago. Para os monges de Chuny era a viagem, não a chegada, que contava. Esperavam que os peregrinos, durante a sua longa caminhada viessem em alguns

aspectos, como monges ou freiras. Seriam celibatários, não lhes seria permitido lutar ou transportar uma espada; por causa das privações da viagem teriam que viver austeramente. Porque não era seguro viajarem sozinhos, os peregrinos iam em grupos. Consequentemente, aprendiam a viver em comunidade: ricos e pobres, homens e mulheres, partilhando as mesmas privações. Em resultado, as lições da estrada ensinariam normalmente os peregrinos bem mais eficazmente do que qualquer sermão, o que significava viver uma verdadeira vida cristã. Para muitos peregrinos o local da sua chegada era o mais importante pois quando viam ou tocavam na relíquia do santo, sentiam-se curados de doenças do corpo e da alma. Esmeraldina Carneiro

Receitas da Adélia

Cheesecake de Frutos Vermelhos Ingredientes base: 150 g de bolachas de chocolate tipo Maria, 80 g de manteiga, 50 g de açúcar. Recheio: 6 folhas de gelatina incolor, 2 queijos frescos pequenos, 200 g de leite condensado, 0,5 dl de leite, 3 dl de natas frias. Cobertura: 400 g de frutos vermelhos congelados, 150 g de açúcar, 1 pau de canela, sumo de 1 laranja, frutos vermelhos para decoração.

Desfazem-se as bolachas com a manteiga e o açúcar e forra-se com esta massa o fundo de uma tarteira com fundo amovível. Pressiona-se bem e reserva-se no frio. Misturam-se os queijos esmagados com o 1eite, o leite condensado e as folhas de gelatina (previamente demolhadas, escorridas e derretidas). Batem-se as natas, envolvem-se no preparado anterior, verte-se a mis-

tura na tarteira e leva-se ao frio até ficar bem firme. Para a cobertura leva-se ao lume o açúcar com os frutos verme1hos, o pau de canela, o sumo de laranja e deixa-se cozinhar em lume brando até atingir o ponto de estrada. Neste ponto, retira-se a calda do calor, deixa-se arrefecer e reserva-se. Serve-se o cheesecake com o doce barrado por cima e decorado com frutos vermelhos.

Frango estufado com cerveja preta Ingredientes: 1,5 kg de frango, 50 ml de azeite, 1 ramo de tomilho, 3 cebolas pequenas, 1 tomate maduro, 2 dentes de alho, 2 cenouras, 1 colher de sopa de polpa de tomate, 2,5 dl de cerveja preta, sal e pimenta q.b.

Frita-se o frango cortado aos pedaços e temperado com sal, pimenta e tomilho no azeite, virando de vez em quando para que cozinhe uniformemente. Adiciona-se a cebola, o tomate, os alhos cortados em pedaços, as cenouras às rodelas finas,

a polpa de tomate, mexe-se bem e rega-se com a cerveja. Rectificam-se os temperos e deixa-se o frango estufar na panela fechada durante 30 minutos em lume brando. Serve-se de seguida com arroz branco e uma salada fresca.

O falar é de prata, O calar é de ouro.

O feio do bom é o amor E do mau é o terror!

O fraco ofendido atraiçoa, O justo paga sete vezes ao dia. e o forte perdoa.

Quadras

Vamos raparigas todas Ao rosmaninho que cheira Na noite de S. João A fazer uma figueira.

No telhado de S. Pedro Está um lindo craveiro Dá-lhe o sol entre as folhas Tudo rescende com cheiro.

Pensamento

“Gosto da pessoa que sabe e reconhece que é pequena e frágil e sabe viver com paciência”. Bosmans

Adivinha

Que é que é, nome de homem, nome de mulher e nome de flor?

Resposta: a rosa.

Desde os tempos mais remotos, as pessoas têm considerado certos lugares como sagrados. Na Europa medieval, os peregrinos viajavam para Jerusalém e para outros templos, para ganharem o benefício do contacto com os Santos. Um dos símbolos mais antigos e universais do divino é o local sagrado. Quando as pessoas aí chegam, sentem que entraram numa outra dimensão, diferente mas compatível com as suas vidas normais. Antes do desenvolvimento das formas cientificas de ver o mundo, as pessoas desenvolveram uma geografia sagrada. Alguns locais eram considerados diferentes dos outros. Acreditava-se que a dimensão sagrada da vida, se tinha revelado ao mundo naquele tempo. Talvez tivesse aparecido aí um deus que teria forjado uma ligação entre o céu e a terra. Outros locais eram encarados como sagrados por se destacarem do que os rodeavam. As montanhas – o monte Fuji no Japão, o Olimpo na Grécia – poderiam ser símbolos da transcendência do divino. Quando as pessoas a eles ascendiam, suspensas a meio caminho entre o céu e a terra, sentiam que podem encontrar-se com os seus deuses. A experiência religiosa não aconteceu automaticamente nestes lugares sagrados. Frequentemente as pessoas eram auxiliadas através da Liturgia; cons-

O Saber não ocupa lugar

A espada de Dâmocles Significa: perigo iminente. Dâmocles era um cortesão que cercava de lisonjas o tirano de Siracusa, Dionisio, o Velho. Certo dia, como exaltasse a felicidade do Dionísio, que exercia a autoridade sem contraste e cuja palavra era lei, o tirano quis fazer-lhe compreender, por uma alegoria, quais são os prazeres da grandeza. Por isso, convidou-o a tomar o seu lugar numa festa e deu ordem aos seus servos que o tratassem como se fosse ele próprio. Sentia-se Dâmocles inebriado por to-

das estas honras e julgava-se o mais feliz dos homens, quando, erguendo os olhos, viu suspensa de uma simples crina de cavalo, por cima da sua cabeça, uma pesada e afiadissima espada. A taça ainda cheia caiu-lhe das mãos e o ingénuo cortesão compreendeu então o que é a felicidade de um tirano (séc. IV AC). Desde então, a espada de Dâmocles passou a simbolizar o perigo que pode ameaçar um homem em plena prosperidade aparente.

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24 de Maio de 2013

Centro Popular de Música promoveu audição de conjunto instrumental

Arte musical partilhada por todos dias bem conhecidas do nosso público tornando a audição bastante dinâmica, criativa e motivadora. “A música tocada em conjunto, visa promover competências no âmbito da aprendizagem musical que se expandem para o crescimento e para a vivência quotidiana dos nossos alunos, pois promove valores como o respeito, a partilha, o sentimento de ajuda e compreensão entre pares, visíveis nos laços de amizade que vão sendo construídos entre alunos, professores e o CCDR”. A escola de música do CCDR conta neste momento com alunos dos 4

aos 18 anos de idade realizando um trabalho sério e importante na aprendizagem musical e formação das crianças e jovens. A música é de todos e para todos de qualquer faixa etária, “o CCDR felicita todos os demais intervenientes pelo trabalho desenvolvido”.

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No passado dia 27 de Abril o Centro Popular de Música, escola do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão, realizou a já habitual audição de conjuntos instrumentais, enchendo o salão nobre da junta de freguesia de Ribeirão. Esta audição teve como principal objetivo promover a partilha, não de uma forma individual, mas sim conjunta da arte musical. Todo o espetáculo decorreu com a apresentação de professores e alunos em grupo dos vários instrumentos lecionados na escola de música, tais como o violino, o piano, o órgão, a guitarra clássica e a guitarra elétrica, bem como as turmas de classe de conjunto trabalhadas a par da formação musical. Os alunos interpretaram obras de vários estilos musicais muitas das melo-

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Opinião 17

24 de Maio de 2013

Desafios

Nuno Sá

Confesso que foi com muita emoção que recebi o amável convite do “Viver a Nossa Terra” para escrever um espaço de opinião e que, desde já, agradeço. Ribeirão é a minha terra da qual guardo e revivo grandes alegrias. Cresci, estudei e advoguei em Ribeirão. Aqui estão as minhas raízes, infância, família, amizades e vivências inesquecíveis. Assim, imaginam o turbilhão de memórias e o bater forte do coração ao escrever estas palavras. Que saudades dos jogos “à bola” no largo de Bragadela, dos mergulhos no ribeiro “atrás do pomar”, das descidas de bicicleta pela rua do Casanova, dos gelados no “Leiras” ou de ir às compras “à mãe da Zeza” (aproveito para expressar os meus sentimentos e recordações de grande amizade) onde pedia para “assentar no livro” mais umas batatas fritas! As brincadeiras com os alçapões para apanhar verdilhões, cereji-

nas ou os magistrais pintassilgos. A catequese no salão paroquial e a escola primária da Portela onde recebi os alicerces fortes e competentes dos ensinamentos da professora Manuela até entrar para o Ciclo de Ribeirão onde comecei a descobrir a multiplicidade do conhecimento, o fascínio da adolescência e, claro, a primeira namorada! Foi também em Ribeirão que iniciei a minha vida profissional e política. Fundei o núcleo da Juventude Socialista e entreguei-me a sucessivas e muito difíceis campanhas eleitorais. Conjuntamente com outros camaradas, palmilhei todas as ruas e caminhos da freguesia no processo de atribuição dos números de polícia às portas, sendo este um trabalho que me permitiu conhecer ainda mais profundamente Ribeirão. Nos anos 90 lançamos um livro para o qual pedimos os contributos de várias personalidades da comunidade ribeirense. Inti-

Devemos ter coragem e procurar as melhores soluções que sirvam o interesse coletivo. Mesmo que tal implique capacidade de inovar, de fazer diferente para mais e melhor, sendo que nos dias que correm a única e melhor solução é mudar

tulava-se: “Ribeirão – Desafios do III Milénio”. Guardo religiosamente um exemplar desta edição porque simboliza para mim o espírito que sempre me orientou. Servir a nossa Terra, mobilizar as pessoas, pensar o futuro e não ter medo de enfrentar os desafios. Hoje, quer como Deputado à Assembleia da República quer como Presidente do Partido Socialista de

V.N. de Famalicão não me esqueço das minhas origens, dos meus sonhos de menino e do espírito de missão pública. Considero que muito devo a Ribeirão e aos Ribeirenses por tudo o que me ensinaram, pelo que despontaram em mim, mas sobretudo pela forma de ser da nossa terra: trabalhadora, solidária, corajosa e inovadora. Muitos anos passaram e Ribeirão está muito diferente. Foi um caminho de evolução e desenvolvimento com trabalhadores e empresários dos melhores que há no País. Atualmente, somos ameaçados por uma crise económica e social sem precedentes. Entendo que as políticas de super – austeridade do governo PSD/ CDS-PP são os grandes responsáveis por mais recessão, dívida pública e 1 milhão de portugueses desempregados. Não obstante, Ribeirão saberá vencer. A história e os valores de Ribeirão, que por tudo o que contei tão bem conheço e

admiro, são um exemplo de que não devemos ter medo dos desafios. Devemos ter coragem e procurar as melhores soluções que sirvam o interesse coletivo. Mesmo que tal implique capacidade de inovar, de fazer diferente para mais e melhor, sendo que nos dias que correm a única e melhor solução é mudar! Termino com um apelo e compromisso. Sou do tempo em que para ir de Bragadela para a escola da Portela atravessava a EN 14 sem nenhum perigo de maior porque era muito pouco trânsito. Isto agora é impensável tal é o número de automobilistas que diariamente percorrem a EN 14. O volume de tráfego subiu exponencialmente e é um martírio as filas provocadas pela falta de alternativa à ponte sobre o Rio Ave. Sei que é uma reivindicação de todos os Ribeirenses que apoio e que tudo farei para que se torne realidade. É urgente a Variante à EN 14.

mal, dando razão ao provérbio africano: “para educar uma criança é preciso toda uma aldeia”. Para levar avante o empreendimento de elaborar um Projeto Educativo Local precisamos envolver todos os cidadãos e todas as organizações da comunidade, consciencializando-os da sua responsabilidade educativa e do importante contributo que poderão dar, com vista a tornarmos o nosso concelho verdadeiramente e intrinsecamente educador. Metodologicamente, este trabalho iniciar-se-á com a organização de diversos fóruns, organizados pelo Município, com a consultoria académica dos Professores António Rochette e Luís Alcoforado, da Universidade de Coimbra, com o objetivo de auscultar os diversos grupos mais re-

levantes para a construção do Projeto Educativo Local, entre os quais estão as Escolas, as Associações de Pais, as Associações Culturais, Desportivas e Juvenis, as Instituições Sociais, os Empresários e o Centro de Emprego, entre muitos outros grupos. Tenho a firme esperança de que todos os famalicenses se revêm num concelho cada vez mais educador e, por isso, mais atrativo e mais capaz de dar resposta a uma realização profissional dos nossos concidadãos e capaz de proporcionar uma boas qualidade de vida, pela qual todos aspiramos. Todos somos importantes devendo, predispormo-nos para darmos o nosso contributo, para fazer do Concelho de Vila Nove de Famalicão um Território verdadeiramente Educador.

O Lado Positivo da Vida…

Projeto Educativo Local

Leonel Rocha

Vila Nova de Famalicão, como já tenho referido noutras ocasiões e como tem sido tornado público por muitas personalidades, por muitas instituições e por vários meios de comunicação social, é, atualmente, uma importante referência nacional de boas práticas no âmbito da Educação, mormente, no contexto educação formal. A relação de confiança, de interação e até de complementaridade entre o Município e as escolas do concelho, parceiros constituintes da Rede Local de Educação e Formação, levou o concelho de Vila Nova de Famalicão a implementar o Plano Municipal de Melhoria e Eficácia da Escola, que veio ajudar os nossos Agrupamentos e escolas não agrupadas a conseguir melhores resultados, quer no sucesso

educativo dos alunos, quer nos resultados das avaliações externas a que as escolas estão sujeitas. O Município não tem regateado esforços para ajudar o concelho a ter boas escolas, assumindo competências que vão muito para além daquelas que estão estipuladas para as Câmaras Municipais. O Prémio de segundo “Melhor Município para estudar”, alcançado no ano transato, vem testemunhar que o caminho percorrido é o mais correto. Porém, como nos diz o velho filósofo grego Sócrates, quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos. Apesar de estarmos muito bem, temos a perceção de que ainda nos falta muito caminho para percorrer, pois as nossas exigências e metas são cada vez mais elevadas.

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18 Opinião

24 de Maio de 2013

O mistério da vida

Deolinda Silva

Diversão

Fernando Pereira

A vida na sua simplicidade aparente é difícil, complicada e misteriosa. Do nascimento até à morte vivemos na ilusão de que compreendemos, dominamos, vencemos e ultrapassamos. Mas é de facto uma ilusão. Porque nos mínimos detalhes, ela impõe a sua vontade e decide por nós. Quando nos sentimos vencidos dizemos com ar de aceitação “é a vida”. Chumbei num exame, a minha empresa foi à falência, tive um acidente e espatifei a viatura, acabei com o casamento, “Enfim é a vida”. Essa é das poucas expressões, que nos safa de dar grandes pormenores. É como se a vida fosse culpada de tudo que acontece e por conseguin-

te deve ser ela a responder. Mas há coisas que não se explicam. Olhamos para uma pessoa e sentimos uma atracção desconhecida (e o contrário também acontece) “são coisas da vida”. Surge a morte repentina de um familiar ou outro desgosto não programado e dizemos com frequência foi um ”sopapo da vida”. Porque será que ao meu amigo ou ao meu vizinho tudo lhe corre bem? Até lhe saiu o euro milhões. “Surpresas da vida”. Sempre fiz bem aos outros, sempre trabalhei honestamente, mas a vida foi para mim uma cruel madrasta. Há um Deus que está presente na natureza, nas

A diversão, a brincadeira e o riso são grandes remédios. Estudos mostram que o riso alivia a dor, diminui a tensão e estimula o sistema imunológico. Tentar lembrar-se de histórias divertidas vividas em comum e contá-las da forma mais engraçada que puder; procurar piadas e contar animadamente. Relaxemos, não precisamos ser um comediante ou um palhaço. A intenção é fa-

zer com que o olho brilhe e o espírito sorria. Sem dúvida que estar divertido e divertir os outros é um aspeto importante para tornar a vida mais alegre e feliz. A diversão deve ser aproximada e recebida de braços abertos. A diversão é uma espécie de sal que dá mais cor à vida, aos momentos. Seja qual for o motivo, seja qual for o momento, seja qual for a quantidade ou qualidade da diversão, re-

A Liberdade

Firmino Santos

O inverso da liberdade é negar um direito fundamental a cada ser humano. É viver constantemente em instabilidade, fome, medo, ódio, perseguição, morte, ditaduras, guerras, prisões injustas, refugiados, narcotráfico, processos eleitorais, tráfico de crianças e pessoas, liberdade religiosa, não se exprimir livremente, condicionado ao bem-estar de homens livres. Os homens e as mulheres nascem livres, pois é essa a sua essência, mas o mundo que temos não nos dá descanso e essa liberdade tem que ser construída e sustentada em cada fração de vida. A liberdade é um caminho para se construir todos os dias em responsabilidade recíproca. Ninguém é feliz se não viver em plena liberdade de direitos e deveres, em democracia plena. Não devia existir

fronteiras à fraternidade e à liberdade no Mundo neste século XXI. Pão, paz, calor e amizade, deviam ser a predileção e a inspiração da nossa sociedade em declínio… A liberdade não tem preço. É a dádiva mais elevada a que o homem naturalmente aspira, só em liberdade pode chegar à perfeita realização da sua existência. A opressão é o caminho mais doloroso da vida do homem enquanto vivente, recorda o Holocausto da 2ª Guerra Mundial… Muitos vivem em liberdade e nela crescem, porque a amam tanto como à responsabilidade que lhe apraz; outros pela liberdade desgraçam a sua vida, porque vacilam aos afogos da mesma responsabilidade; existem ainda os intermédios, que se apressam e hesitam no seu caráter,

A vida é o bode expiatório, para justificar os nossos fracassos, a nossa cobardia, a nossa incompetência e a nossa irresponsabilidade.

flores que crescem, no mar que se agita, no vento que sopra e nas nuvens que se movimentam. São os “mistérios da vida”. A vida é o bode expiatório, para justificar os nossos fracassos, a nossa cobardia, a nossa incompetência e a nossa irresponsabilidade. Afinal Deus deu-nos inteligência e liberdade para gerirmos a nossa

"A verdadeira finalidade de toda a vida humana é a diversão." (Gilbert Keith Chesterton)

giste que esse é um instante que comprova que, afinal, a vida vale a pena, que há razões para prosseguir o seu caminho. Digamos sempre “Eu sou diverti-

O caminho da liberdade plena não é fácil, porque acarreta responsabilidade, exige esforço, tolerância e compreensão.

porque não são estáveis ao sentido da responsabilidade nos pensamentos e nos atos. Todos devem avançar pela positiva à liberdade, só assim se poderá ser feliz. O ser poderoso, rico, ou famoso, se não tiver no seu coração, um íntimo de liberdade e respeito pelos outros, não se realiza e nunca será feliz. É um atroz há vivência humana, mergulha um direito consagrado à felicidade das pessoas, sem distinção de raça ou língua. - Quantos abastados que podiam ser mais úteis à sociedade e pela sua “ganância”, ne-

vida. A maneira como a gerimos é da nossa total responsabilidade. Mas em jeito de confissão, eu acredito nos mistérios da vida. Se um ser humano nasce com uma deficiência que ninguém provocou, aí sim, há mistério. Se um pai tem dois filhos e com educação igual eles têm comportamentos e defendem valores tão diferentes, aí sim, há mistério. Mas os mistérios têm uma explicação, é só preciso procurar a chave. Isso faz parte do nosso aperfeiçoamento moral, isso transporta-nos à qualidade de seres inteligentes. Testar as nossa capacidades e descobrir a nossa alma, aceitando e compreendendo. Mas,

isso não é para todos. Só alguns acordam do marasmo da vida e interrogam-se. Afinal donde vim e para que vim? Agora que cá estou, para onde vou? Aí a vida começa a fazer sentido e o mistério desaparece. Perante essa verdade a nossa vida transforma-se, o nosso sentir altera-se e a nossa alma fica esclarecida. Temos sempre tendência para complicar tudo, é só preciso descodificar os mistérios da vida com serenidade, com transparência, rodeados de paz e amor. Exigimos tudo da vida, mas não demos nada em troca. A morte é o grande mistério, preparemo-nos para a aceitar e compreender e o mistério desaparece.

do! Faço coisas divertidas! A diversão é o meu ponto forte! Divirto-me com a vida!” Viver em plenitude significa viver na sua totalidade, ou seja viver com a grandeza que a vida é, a perfeição que a vida nos dá, a abundância que a vida nos transforma. Em tudo isto há amor. Amar significa viver em pleno, ou seja viver em total perfeição, em total grandeza, em total beleza e ideal. Acei-

tar esta realidade de que somos plenos e vivemos na plenitude é essencial para aprender amar e aceitar a realidade de nossa vida limitada. Chegar a um estado de plenitude é um caminho que se pode fazer com amor e turbulências, mas chegando lá sabemos que é um caminho da verdadeira arte de viver. Como dizia Sócrates "O grande segredo para a plenitude é muito simples: compartilhar."

gam direitos, cooperação, salários justos, oprimem os seus trabalhadores, em nada contribuem no bem-estar das pessoas. O caminho da liberdade plena não é fácil, porque acarreta responsabilidade, exige esforço, tolerância e compreensão. Para se ser livre, é necessário ter disponibilidade para enfrentar as dificuldades quando estas surgem. Liberdade é uma fonte de libertação, paz, alegria e compromisso no júbilo dos cidadãos, mas no negativo é alvo de frustração e perseguição. “O 25 de Abril” nasceu há 39 anos, devia ser para os portugueses sempre um marco histórico nas suas vidas, mas assim não acontece, porque os políticos são aberração e ultrapassados nas suas ideias, servem-se em seu benefício, esquecendo que o Povo é a jóia da

coroa portuguesa. O nosso papel é a lide permanente, mas com os olhos postos no futuro, a mente a agir no presente e os ouvidos à escuta das melhores lições do passado. Devemos festejar aquilo que alcançámos e abraçar as oportunidades do mundo de hoje. Ser livre é viver em paz contagiante à felicidade que nos rodeia. O cidadão deve aprender, saber e vencer. Só assim seremos úteis a Portugal, que muito espera de nós, todos sem exceção somos contributo válido em Democracia e Liberdade. Se os valorosos Lusitanos de outrora falassem, que diriam hoje?... - Recordo com júbilo os 105 anos da nossa Igreja Matriz, no passado dia 24 de abril. Foi um dia comemorativo de alma e mística espiritual para todos os Ribeirenses, neste “Ano da Fé”.


Opinião 19

24 de Maio de 2013

Viver a Cidadania

CCDR, escola de campeões

Santos Oliveira

A jovem atleta ribeirense Elsa Cruz acaba de se sagrar campeã nacional de lançamento do peso nos campeonatos nacionais de Desporto Escolar que decorreram em Évora, em representação da Escola D. Maria II de V. N. de Famalicão. Ficou assim apurada para participar nas Olimpíadas Escolares Mundiais que se realizam em Brasília (Brasil) no próximo mês de Novembro. A Elsa, embora estudante na escola Camilo Castelo Branco, está integrada no projecto de desenvolvimento do atletismo que a professora Alexandra Sarmento dinamiza na escola D. Maria II onde lecciona. A Elsa é desde tenra idade atleta do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão (CCDR) onde se iniciou a partir do Desporto a Brincar, uma forma lúdica de iniciar as crianças na prática desportiva desde os cinco anos. Posteriormente cresceu e evoluiu sob a orientação da equipa técnica do CCDR, chefiada

por Alexandra Sarmento, atingindo ao longo dos anos vários lugares de destaque, quer a nível regional quer a nível nacional, como oportunamente se tem noticiado neste jornal. O local habitual de treino da Elsa é a Escola Básica de Ribeirão (EB 2,3) na companhia dos seus colegas de treino, todos atletas do CCDR. Embora as condições de treino sejam escassas, beneficiam da competência técnica dos seus treinadores e do seu próprio entusiasmo que os leva a superarem-se quando em confronto com outros, a nível nacional, que usufruem de pistas e outro material de treino mais adequado à obtenção de marcas competitivas. Certamente que também a Escola Básica de Ribeirão, se estiver integrada nestes projectos de desporto escolar relativamente ao atletismo, poderá servir melhor os interesses de muitos dos seus alunos que olham para os atletas do CCDR

Embora as condições de treino sejam escassas, beneficiam da competência técnica dos seus treinadores e do seu próprio entusiasmo que os leva a superaremse quando em confronto com outros, a nível nacional

como uma referência e desta forma beneficiar e colaborar nesta dinâmica pedagógica. Esta relevância da Elsa é apenas a mais recente entre os muitos lugares de destaque de um conjunto de pódios nacionais alcançados pelos atletas do CCDR, ao longo destes anos de actividade. A título de exemplo, posso citar de memória, sem querer ser exaustivo, os atletas Sérgio Costa e Sérgio Sil-

va, Ivo Costa e Raúl Veloso, Renato Silva e Pedro Oliveira, Cristiana Cruz e Inês Oliveira, Rui Gomes e Rui Raposo e já nesta época Tiago Costa. A estes pódios nacionais individuais juntam-se dois títulos de campeão nacional da 2ªdivisão conseguidos pela equipa. Quase todos estes atletas fizeram toda a sua formação na escola de atletismo do CCDR. Muitos outros, mesmo não atingindo pódios nacionais, têm obtido muitos destaques a nível regional e distrital. Mais importante ainda do que as classificações alcançadas tem sido a valorização pessoal destes jovens que através do treino, do convívio e da superação individual alcançada vão construindo a sua vida alicerçada em valores que, em alguns casos, talvez a família não lhes proporcionasse. Apraz-me enfatizar, neste contexto, o trabalho desenvolvido ao longo destes anos pelos técnicos do

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CCDR, todos professores de Educação Física, desde os que servem no Desporto a Brincar aos que dinamizam a Escola de Atletismo e preparam os atletas para a competição. No vértice de toda esta equipa está sempre a mesma pessoa, a Professora Alexandra Sarmento. Sem querer ferir a sua modéstia e conhecendo embora a sua relutância por este tipo de referências, é imperioso que destaque o seu papel crucial no desenvolvimento de todo este projecto do CCDR. Esta é, sem dúvida, a sua segunda família a que dedica muitas horas de treino, muitos fins-de-semana de competições, muitos gastos sem reembolso. A ela muito devem todos estes jovens e é reconfortante perceber como na maior parte dos casos tanto os atletas como as suas famílias lhe reconhecem esse mérito. Bem hajas, Alexandra! Pela Elsa, pelo Tiago Costa, pelo Sérgio Costa, pela Inês e por tantos outros!

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20 Desporto

24 de Maio de 2013

Camadas Jovens do GD RibeirĂŁo 2012-2013

PrĂŠ-escolas

Infantis A

Benjamins B

Iniciados B

Benjamins A

Iniciados A

Infantis C

Juvenis

Infantis B

Juniores


Desporto 21

24 de Maio de 2013

Atletas do CCDR participam no Torneio Olímpico Jovem e provas de preparação

O CCDR esteve presente, nos dias 18 e 19 de maio, em mais uma fase regional do Torneio Olímpico Jovem, com uma numerosa comitiva. Nesta competição destinada exclusivamente aos escalões de iniciados e juvenis, os nossos atletas estiveram em excelente plano, destacando-se as duas vitórias de Elsa Cruz, juvenil, nos 100 metros barreiras com 16,81 e no salto em comprimento com 4,98m e o 2º lugar na prova de lançamento do peso com 11,41m. Nesta

prova, Ana Rocha alcançou o 3º lugar com 9,79m. Também Viktor Zombori, iniciado, triunfou em duas provas, no salto em altura com 1,43 m e nos 100m/b com 1.5,88. Nesta prova Rafael Sousa foi 4º classificado com 1.8,76. O juvenil Luis Costa venceu também, nos 2000 obstáculos, com o registo de 6.24,35. Márcia Costa, também juvenil, alcançou um brilhante 2º lugar no salto em comprimento com 4,50m e foi ainda 4ª classifi-

cada nos 100m com 1.3,97. Já Ana Azevedo, iniciada, com o registo de 3.19,57 nos 1000m alcançou o 2º lugar. Artur Rocha, juvenil, alcançou o 3º lugar nos 110 m/b com 16,40 e o o 5º lugar nos 100m com 12,20. Paralelamente a este torneio realizaram-se provas extra/provas de preparação onde os atletas do CCDR também marcaram presença. Realça-se a prestação do júnior Eduardo Sá, que no dia do seu 18º aniversário, melhorou o seu recorde pes-

CCDR vence no Campeonato Regional de Infantis e juvenis Realizou-se, em 4 e 5 de maio, no estádio 1º de Maio em Braga, o Campeonato regional de infantis e juvenis de pista, contando com a participação de cerca de 30 atletas do Clube de Cultura e Desporto de Ribeirão, obtendo excelentes participações individuais e coletivas. Destaque para o 2º lugar coletivo nos escalões de infantis e juvenis alcançado pelo CCDR em ambos os escalões, tendo o Sporting de Braga sagrado campeão regional. Em termos individuais de realçar as três vitórias alcançadas pelos atletas do CCDR, Luís Santos no escalão de infantil nas provas de 60 metros (8,39 seg), Salto em comprimento (5,20 metros) e 600 metros (1.37,55) e Elsa Cruz- juvenil nas provas de 100 metros barreiras (16,93 seg), salto em altura (1,35 metros) e triplo salto (10,15 metros) . Também Gonçalo Carrasco, infantil, venceu o salto em altura com

1,30 metros, sagrando-se ainda vice-campeão nos 1000 metros com o tempo de 3.07,64. Evidencia-se também o 1º lugar alcançado pelo atleta Luís Costa nos 2000 obstáculos, com o tempo de 6.26,39 seg. Os segundos lugares de Rita Rocha no lançamento do Peso com 10 metros e

Márcia Costa no salto em comprimento com a marca de 4,33 metros. No 3º lugar destacam-se a infantil Ana Costa, no quádruplo salto, Maria João Carrasco no salto e em comprimento com 3,80m, Afonso Keurer nos 150m com 20,60 e Artur Rocha no triplo-salto com 11,10m.

soal nos 100 metros, para 11,11 segundos, colocando-o de novo entre os melhores nacionais adiante de Raúl Veloso que registou 11,21. Nos 200m estes atletas voltaram a defrontar-se tendo registado 22,59 e 23,24 respetivamente. Os atletas infantis competiram na prova de 600m tendo Luis Santos vencido com 1.40,15, Gonçalo Carrasco foi 2º com 1.43,40; Afonso Keurer, 4º classificado com 1.45,71 e Bruno Costa com 1.51,74 foi 5º classificado.

Boas marcas em Braga No dia 11 de maio, alguns atletas do CCDR participaram em Braga, nas provas de preparação tendo registado marcas de qualidade: na prova de 100 metros Eduardo Sá, júnior, campeão do norte na distância correu em 11,14 seg; o atleta Raúl Veloso, sénior realizou a marca de 11,24 e o junior Miguel Salgado 11,57 seg. Na prova de Salto em altura o campeão nacional, Tiago Costa - júnior - venceu com 2 metros e Sérgio Silva saltou 1,80m. No salto em comprimento o atleta sénior Sérgio Silva ficou em 1º lugar com a marca de 6,72 m; Tiago Costa - júnior - 6,25m; Miguel Salgado, júnior - 5,91m; Renato Miranda, júnior -5,86 m; Artur Rocha, juvenil - 5,64m; Márcia Costa, juvenil - 4,41m; Margarida Torres, júnior - 4,31 m. Na prova de 400 metros o atleta Rui Gomes-sénior correu a distância em 53,48 e Diogo Cruz-júnior realizou a marca de 53,56 s.

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Elsa Cruz Campeã Nacional no Desporto Escolar

Decorreram nos dias 11 e 12 de maio, em Évora, os Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar de várias modalidades, entre elas o atletismo. A atleta Elsa Cruz de 16 anos, do CCDR, representa há quatro anos o Desporto escolar- Atletismo do Agrupamento de Escolas D. Maria II de Famalicão e esteve imparável ao sagrar-se Campeã Nacional na prova de lançamento do peso com um novo recorde pessoal de 12,05 metros, e alcançou o 3º lugar no lançamento do dardo. No ano letivo transato Elsa já se tinha classificado na mesma competição em 3º lugar nacional. A recente campeã Elsa Cruz ficou apurada para estar presente na Gymnasiade 2013- Olimpíadas Escolares Mundiais– a rea-

lizar na cidade de Brasília no Brasil no mês de novembro. A Gymnasiade é o evento mais importante da Federação Internacional do Desporto Escolar (ISF) e acontece de quatro em quatro anos nas modalidades de atletismo, natação, ginástica rítmica e artística. A Escola EB 2,3 D.Maria II felicitou a atleta Elsa Cruz e a docente da escola, Professora Alexandra Sarmento, responsável pela equipa de Desporto Escolar de Atletismo da referida escola, que funciona como Escola de Referência no Atletismo, projeto este que possibilita os alunos de outras escolas do concelho, que não possuem a modalidade, inscreverem-se e treinarem na Escola D. Maria II ou na EB 2,3 de Ribeirão ao final do dia.

Reportagem na RTP2 1 de Junho - 15h00

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22 Desporto

24 de Maio de 2013

Desportivo de Chaves 1 - GD Ribeirão 0

Clube termina época 2012/2013 no pódio, depois de tantas interrupções

Queda em Chaves

Um golo marcado ainda na primeira parte bastou para dar a alegria aos transmontanos, que transbordaram no final do encontro para o relvado, onde vitoriavam os seus atletas, agora a prepararem-se para disputarem a Liga de Honra. Adeptos do Chaves lotaram o estádio, contribuindo para a enchente também a enormíssima caravana ribeirense. Foi a maior caravana de Ribeirão de que há memória. Na primeira parte deparámos com um Chaves mais atrevido e os visitantes a jogarem abaixo das suas habi-

tuais potencialidades, a favor do vento, por vezes com uma apatia difícil de se compreender, na expectativa das falhas dos flavienses, uma equipa a quem só a vitória satisfazia os seus intentos, se queria subir aos campeonatos ditos profissionais. Algum ascendente dos visitantes a partir do minuto 30, mas pouca acutilância atacante. Acrescento que Ansumane foi muito placado durante a primeira parte, sofrendo derrubes em série. Já na 2ª parte o juiz da partida, decorria o minuto 50, correu em direcção do

CD Vilarinho é campeão

banco ribeirense, contra o habitual meteu-se lá dentro e instantes depois saiu novamente a correr. Esquisito! Aos 60m, finalmente o GDR subiu no terreno, Nelsinho conseguiu chegar à baliza contrária. Na marcação de um canto, Andrew teve oportunidade de fazer melhor, mas desacertou com as redes contrárias. Nos últimos 15 minutos, assistiu-se a um predomínio do GDR, mas já era tarde para uma equipa que se lhe deparava um resultado desfavorável. Os flavienses fizeram a festa. José Teixeira

GDR promove treinos de captação de atletas O GD RIBEIRÃO/SOCCER CHAMPIONS, vai efetuar nos dias 5, 6 e 7 de Junho treinos de captação para atletas dos escalões de Sub.19, Sub.20 e Sub.21. Os interessados em participar nestes treinos, devem fazer a marcação, através dos seguintes números: 917077184/252493742. Os treinos irão ser realizados no Estádio do Passal.

Passeio dos homens a 1 de junho com destino a terras minhotas

20 anos… a passear Agendado para o primeiro dia de Junho, sábado, Mazzola e seus pares preparam o habitual passeio dos homens de Ribeirão, dando desta vez um cunho mais festivo pela passagem do vigésimo aniversário. O roteiro terá como destino terras minhotas, nomeadamente a zona do Soajo. A partida está marcada para as 8h30 no local habitual (junto à agência bancária BCP), e será as-

sinalada pelo bombar de foguetório. Continuando a viagem, o local em tempos visitado e muito apreciado de Santo António de Mixões da Serra, donde se disfruta uma soberba panorâmica, está incluído no roteiro deste ano. E uma das partes mais importante, o almoço, que voltará a ser no restaurante Santana, bem do agrado dos que já lá disfrutaram da boa cozinha minhota. Os promotores não se

esquecerão de abrilhantar o almoço, preparando um estupendo bolo de aniversário, decorado a preceito por uma confeiteira da Vila de Ribeirão. Todos os participantes serão presenteados com uma medalha alusiva ao evento, objecto para mais tarde recordar os 20 anos do evento. Pelos preparativos anunciados, a organização acredita que o sucesso dará para ficar na retina de todos os participantes. JT

O Clube Desportivo de Vilarinho é o novo campeão INATEL Braga. Uma conquista que deixou muito satisfeita toda a freguesia que vê o clube local, composto maioritariamente por jogadores da terra, conquistar o título depois de ter estado parado nos últimos anos. Fundado em 1974, o clube começou por participar na INATEL, onde foi campeão em 1978, seguindo-se como seu destino a Associação de Futebol de Braga onde esteve vários anos. Após uma interrupção de algumas épocas, voltou a competir em 1999, tendo inclusive subido uma vez de divisão. Nova interrupção de actividade, até que em 2012 regressa às competições, novamente na INATEL. O jornal Viver a Nossa Terra esteve à conversa com o presidente do clube, que começa por fazer um balanço “muito positivo” da época agora finda. Em funções como dirigente há apenas uma época, nomea-

damente desde Junho do ano transacto, Paulo Costa revela que foi “o gosto pelo futebol, e ter eu mesmo jogado no clube (…) já para não falar do facto da freguesia precisar de animação”, que o levou a agarrar o desafio, “um desafio difícil, mas com gosto…”. Um gosto ainda maior quando assistiu à vitória do seu clube na época 2012/2013, revelando que sem dúvida essa “é uma grande conquista”, depois das dificuldades que o grupo sentiu nos últimos anos, como lembra Paulo Costa: “O clube começou a viver acima das possibilidades, e isso fez com que o mesmo interrompesse várias vezes a actividade”. Passado é passado, agora o presidente do Clube Desportivo de Vilarinho quer apenas olhar para o futuro e que passa, seguramente, pela sua recandidatura. E por falar no futuro: “Cimentar a nossa posição na INATEL e fazer melhoramentos nas infra-estruturas”, está entre os próximos

objectivos do clube. Objectivos que serão seguramente cumpridos se o clube continuar a contar com o apoio de todos: “Tivemos vários patrocinadores que nos ajudaram a começar este projeto, ajuda dos nossos sócios e o apoio de todas os amigos do Vilarinho que todos os domingos enchiam o nosso campo”. Um apoio que Paulo Costa apela a que seja continuado. O Clube Desportivo de Vilarinho tem actualmente 400 sócios, com quem no último ano a relação “foi excelente, houve uma grande empatia entre o clube e os sócios”, garante Paulo Costa. O presidente não esquece também o apoio da Junta de Freguesia que “nos ajudou muito, e temos a promessa de ajuda da Câmara Municipal para as próximas obras no nosso campo”. A todos, Paulo Costa deixa a seguinte mensagem: “Apoiem sempre o Vilarinho, os nossos jogadores merecem todo esse apoio”.

Carla Cruz Carla Sofia Costa Cruz, filha de Isidro Azevedo Cruz e de Maria Emília Carneiro Costa concluiu o Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico na E.S.E Viana do Castelo. Viver a Nossa Terra deseja à Carla os maiores sucessos pessoais e profissionais.

CCDR - Desporto e Cultura ao alcance de todos


Pelo Concelho 23

24 de Maio de 2013

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jornal@ccdr.pt Cartório Notarial de Lic. Aníbal Castro da Costa

Rua Conselheiro Santos Viegas, Edifício Domus III, Lojas 3 e 4, VILA NOVA DE FAMALICÃO Certifico, para efeitos de publicação que, por escritura de hoje, lavrada de fls. 112 a fls. 113, do livro de notas para “escrituras diversas” número 201-A, deste Cartório, Maria Otília da Silva Pereira Ilhão, N.I.F. 139.757.350, natural da freguesia de Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão, onde reside na Rua da Luz, nº 113, casada com José Ramiro da Silva Ilhão, N.I.F. 139.757.368, no regime da separação de bens, RECTIFICOU a escritura de justificação do dia vinte e nove de Março de dois mil e doze, iniciada a folhas centro e trinta e nove, do livro de notas para “escrituras diversas” número cento e oitenta e nove-A, deste Cartório Notarial, na qual declarou que era dona e legítima possuidora do PRÉDIO URBANO, inscrito na matriz sob o artigo 82, da freguesia de Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão, nessa escritura totalmente identificado; rectificação essa no sentido de ficar a constar que o referido PRÉDIO URBANO, actualmente descrito na Conservatória do registo Predial de Vila Nova de Famalicão sob o número dois mil cento e noventa e seis – Fradelos, e registado a favor da aqui primeira outorgante conforme inscrição apresentação mil duzentos e quarenta e sete, de três de Julho de dois mil e doze, situa-se na Rua D. Sancho I,

nº 1.993, lugar de Eiró, freguesia de Fradelos, concelho de Vila Nova de Famalicão, e é composto de casa de habitação de rés-do-chão, com a área coberta de noventa e sete metros quadrados, anexo com sessenta e três metros quadrados, e quintal com a área de quatrocentos e quarenta metros quadrados; que é o que consta da participação para actualização do prédio na matriz, apresentada no Segundo Serviço de Finanças de Vila Nova de Famalicão em vinte e um de Janeiro de dois mil e treze, rectificada por requerimento apresentado no dito serviço de Finanças em vinte e sete de Março de dois mil e treze, não tendo o referido prédio sofrido qualquer alteração na sua configuração, conforme consta da planta topográfica adiante arquivada, elaborada por técnico habilitado, e que são, efectivamente, a composição e as áreas que correspondem ao prédio; e não o que por lapso ficou exarado na escritura ora rectificada. Que mantêm tudo o mais que da citada escritura consta. ESTÁ CONFORME E CONFERE COM O ORIGINAL NA PARTE TRANSCRITA. Vila Nova de Famalicão, vinte e oito de Março de dois mil e treze. O Notário, Lic. Aníbal Castro da Costa

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Necrologia Paulina da Costa Oliveira, viúva de António Joaquim Queirós Macedo, residente na Trofa faleceu em 10-05-2013 com 84 anos de idade. João de Oliveira Moreira, casado com Maria Joaquina Azevedo Paiva, residente na Rua

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Paulo VI faleceu em 0405-2013 com 66 anos de idade. Maria Santos Couto, casada com Manuel António de Sá Costa, residente na Rua de Diu faleceu em 22-04-2013 com 79 anos de idade.

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24 Ribeirão

24 de Maio de 2013

Pé-ante-pé pelo Gerês O dia 1 de Maio foi a data escolhida para mais uma jornada de cultura, lazer e saudável exercício físico promovida pelo CCDR. Cerca de 150 pessoas, distribuídas por dois autocarros e uma dezena de automóveis rumaram, manhã ainda cedo, a caminho do Gerês. Na etapa da manhã, a visita à Central Eléctrica do Alto Lindoso foi uma experiência única e inesquecível para a generalidade do grupo que foi surpreendido pela entrada de automóveis e autocarros num túnel com cerca de dois quilómetros que desceu a mais de 300 metros de profundidade conduzindo-nos ao “coração” da central onde se pode observar a complexidade da tecnologia que suporta uma das maiores e mais complexas barragens do país. Seguiu-se a curta viagem até à Vila do Soajo, onde se pode apreciar uma importante arquitectura rural bem preservada e em que sobressaem os famosos espigueiros, vestígios de ancestrais práticas comunitárias para o armazenamento e secagem do milho.

A partir desta aldeia histórica, já após o almoço retemperador de forças físicas, com a ajuda de alguns elementos do Clube de Campismo da Trofa que se associaram a esta jornada, percorremos o “Trilho do Pão e da Fé”, cerca de seis quilómetros com uma parte inicial a exigir esforço e empenho para superar um desnível acentuado e que alguns concluíram com certa dificuldade. Tivemos oportunidade de apreciar vestígios de antigos moinhos para onde os locais se deslocavam para moer o cereal, percorrer esses mesmos trilhos que também serviam os peregrinos a caminho da Senhora da Peneda e deliciar-nos com as paisagens que de qualquer ponto alto deste extenso Gerês é sempre um regalo para a vista e um consolo para o espírito. O regresso a casa incluiu ainda uma paragem no Mezio para a partilha do lanche e uma viagem sonolenta descansando e saboreando todas estas sensações retemperadoras, sempre na ânsia da próxima iniciativa. Santos Oliveira


Viver a Nossa Terra - maio 2013