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Feliciano destaca inclusão, descentralização e parceria com o trade como pilares para manter o crescimento do setor
Natália Strucchi
Advogado e ex-secretário de Turismo da Paraíba, Gustavo Feliciano assumiu o Ministério do Turismo no fim de 2025 com o desafio de manter o crescimento do setor em um cenário de resultados históricos. Durante visita ao estande do Mercado & Eventos na WTM Latin America, o ministro conversou sobre prioridades, projetos e sua visão para o turismo no país.
MERCADO & EVENTOS – O turismo brasileiro vem acumulando recordes. Qual é a expectativa para 2026?
GUSTAVO FELICIANO – Estamos vivendo um momento excepcional. Tivemos um 2025 maravilhoso, tanto no turismo internacional quanto no doméstico, e começamos 2026 mantendo esse ritmo. Mas o mais importante não são apenas os números — é o impacto na vida das pessoas. O turismo hoje é uma das cadeias que mais empregam no país, com cerca de 2,3 milhões de postos formais e 65 mil novos empregos gerados recentemente. Isso significa renda, dignidade e inclusão.
M&E – O senhor comentou sobre a escala 6×1 na cerimônia de abertura da WTM-LA. Como vê esse debate?
GUSTAVO FELICIANO – Sou favorável à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1, alinhado ao entendimento do governo. A ideia é reduzir de 44 para 40 horas semanais. Isso pode beneficiar diretamente o turismo, porque mais tempo livre significa mais oportunidades de lazer e viagem. Claro que o tema ainda está em discussão no Congresso, então precisamos acompanhar os desdobramentos com responsabilidade.

M&E – Qual é hoje o principal desafio do turismo no Brasil?
GUSTAVO FELICIANO – O maior desafio é manter esse crescimento com responsabilidade social. Não basta crescer — é preciso incluir. Estamos trabalhando para ampliar oportunidades e garantir que o turismo beneficie cada vez mais pessoas e regiões.
M&E – Quais iniciativas o ministério tem desenvolvido nesse sentido?
GUSTAVO FELICIANO – Temos várias frentes. Uma delas é o protagonismo feminino. Lançamos o Guia Nacional para Mulheres que Viajam Sozinhas, que busca dar mais segurança e preparar melhor os destinos e serviços para receber esse público. O turismo é um setor com forte presença feminina, tanto no emprego quanto no empreendedorismo, e com menor desigualdade salarial. Por isso, estamos organizando um fórum internacional com a ONU Turismo, em João Pessoa, para discutir o protagonismo feminino. Esse evento também dialoga com políticas públicas importantes, como o combate ao feminicídio. Também esta-
mos fomentando o turismo indígena e quilombola, além de apoiar eventos que movimentam diferentes regiões do país.
M&E – E sobre o Salão do Turismo, o que esperar desta edição e como foi a decisão de tirar o evento do eixo Rio-São Paulo?
GUSTAVO FELICIANO – Pela primeira vez, estamos descentralizando o evento.



Ele será realizado em Fortaleza, nos dias 7, 8 e 9 de maio. A ideia é tirar do eixo tradicional Rio-São Paulo e levar para outras regiões. O salão existe justamente para dar oportunidade a quem muitas vezes não consegue participar de grandes feiras. Queremos rodar o Brasil inteiro com esse evento. Queremos aproximar o turismo das pessoas e dar visibilidade a destinos que ainda não têm tanto espaço. É uma forma de democratizar o acesso e fortalecer o setor em todo o país.
M&E – Que recado o senhor deixa para o trade turístico?
GUSTAVO FELICIANO – Podem esperar muita dedicação. Eu já estive do outro lado, como gestor estadual, e sei como funciona a rotina de quem está na ponta — desde montar estande até promover destinos. Hoje, como ministro, quero contribuir com toda essa cadeia. Nosso trabalho será baseado em diálogo, participação e construção conjunta, para que possamos continuar colhendo esses bons resultados no turismo brasileiro.











Quando a guerra chega ao turismo: impactos que vão além das fronteiras
O turismo é, por essência, uma indústria da paz. Vive do encontro, da mobilidade e da confiança. Por isso, sempre que o mundo entra em conflito, os efeitos são imediatos, e profundos.
A recente escalada da guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel é um exemplo claro de como a geopolítica impacta diretamente o setor de viagens. O epicentro dessa crise está no petróleo, mais especificamente no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial.
Com o avanço do conflito, o preço do barril disparou, saltando de cerca de US$ 70 para quase US$ 120. Esse movimento pressiona diretamente o querosene de aviação, principal custo das companhias aéreas.
No Brasil, o impacto já é concreto. O reajuste de 54,8% no combustível no início de abril acendeu um alerta no setor. Hoje, o querosene representa cerca de 45% dos custos operacionais das aéreas, o que torna inevitável o repasse ao consumidor.
Os números refletem essa pressão. Nos últimos 12 meses, as passagens aéreas subiram 23,6%, muito acima da inflação. E as projeções indicam que esse aumento pode chegar a até 36% ao longo do ano. Mas o impacto vai além do preço das tarifas.
Diante de custos elevados, as companhias aéreas passam a rever suas operações. Rotas menos rentáveis tendem a ser reduzidas, frequências ajustadas e a malha aérea concentrada em destinos mais lucrativos.
Esse movimento afeta diretamente a conectividade, e, consequentemente, o fluxo de turistas.
Com menos voos e passagens mais caras, a demanda tende a cair. E é nesse ponto que o efeito cascata se intensifica: hotéis, bares, restaurantes e toda a cadeia turística
TURISMO EM DADOS
passam a sentir a redução no movimento.
O chamado turismo de lazer, especialmente o mais acessível, é um dos primeiros a ser impactado. Diante de um cenário de incerteza econômica, viagens costumam ser adiadas ou reavaliadas pelo consumidor.
O setor, que vinha em trajetória de recuperação e crescimento, entra agora em estado de atenção.
Há ainda reflexos importantes no transporte de cargas. O aumento do combustível eleva o custo do frete aéreo, reduz a capacidade operacional e prioriza cargas de maior valor, impactando toda a logística global.
Não se trata apenas de uma crise da aviação, mas de um efeito sistêmico que atinge toda a indústria do turismo.
Diante desse cenário, o comportamento do viajante também muda. Viagens ficam mais curtas, destinos mais próximos ganham força e o planejamento se torna mais cauteloso.
O turismo não para, mas se adapta.
E essa capacidade de adaptação será fundamental nos próximos meses. O setor já demonstrou resiliência em outros momentos críticos, mas a atual conjuntura reforça a necessidade de estratégia, inteligência e diversificação.
A guerra pode estar distante no mapa. Mas seus efeitos já são sentidos no bolso do consumidor, nas decisões das empresas e no planejamento de destinos.
Mais do que nunca, o turismo precisará acompanhar de perto os desdobramentos globais.
Porque, mesmo em tempos de instabilidade, sua essência permanece a mesma: conectar pessoas, reduzir distâncias e reconstruir caminhos.
E é exatamente isso que o setor será chamado a fazer mais uma vez.
Roy Taylor é Presidente do M&E
Escala 6x1 no centro do debate
O fim da escala de trabalho 6x1 — seis dias trabalhados para um de descanso — voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional e deve avançar nas próximas semanas. A proposta de emenda à Constituição (PEC) conta com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, e a expectativa é que seja votada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ainda este mês, podendo seguir para o plenário até o fim de maio.
O tema tem mobilizado diferentes setores da economia e do governo — e, acompanhando esse movimento, fica claro que não se trata de uma discussão simples. Os possíveis impactos passam pelo mercado de trabalho, pelos custos das empresas e até pelo comportamento de consumo da população. A proposta discute a redução da jornada semanal, com modelos como o 5x2 ou a diminuição da carga horária, o que pode alterar a dinâmica de diversos segmentos produtivos.
Entre os defensores da medida está o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, que vê na mudança uma oportunidade de estimular o setor. Segundo ele, a redução da jornada e o fim da escala 6x1 podem ampliar o tempo disponível para lazer, favorecendo o turismo e o convívio familiar — ainda que o tema precise avançar com responsabilidade enquanto segue em discussão no Legislativo.
Por outro lado, representantes de setores intensivos em mão de obra alertam para possíveis efeitos negativos. A Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo destaca que operações contínuas, como as realizadas em aeroportos, exigiriam aumento no número de funcionários para manter o funcionamento, o que elevaria os custos operacionais.
Estimativas do setor indicam que a mudança poderia gerar aumento de pelo menos 20% nos custos operacionais, com impacto
Pesquisa aponta que 52% dos brasileiros estão insatisfeitos
Levantamento indica que o problema vai além da percepção negativa do serviço e envolve uma combinação de falta de informação, prejuízos financeiros e desgaste emocional

Desinformação e custos extras ampliam crise no atendimento aéreo
Giulia Jardim
Uma pesquisa global conduzida pela AirHelp revela um cenário preocupante para o setor aéreo brasileiro. Mais da metade dos passageiros no país, 52%, afirma estar insatisfeita com o atendimento das companhias aéreas em situações de atraso ou cancelamento. O índice supera a média mundial, de 40%, e também os registrados na União Europeia, com 43%, no Reino Unido, com 28%, e nos Estados Unidos, com 30%.
O levantamento indica que o problema vai além da percepção negativa do serviço e envolve uma combinação de falta de informação, prejuízos financeiros e desgaste emocional.
FALTA DE INFORMAÇÃO AGRAVA CENÁRIO
Um dos principais entraves identificados é o desconhecimento dos direitos dos passageiros. No mundo, 35% afirmam não conhecer as regras que os protegem no transporte aéreo. No Brasil, esse percentual é ainda mais elevado e chega a 59%.
A falha na comunicação por parte das companhias aéreas contribui para esse cenário. Apenas 25% dos passageiros no mundo disseram ter recebido informações sobre seus direitos durante uma interrupção de voo. No Brasil, o índice é de 27%, semelhante ao do Reino Unido e acima dos
Foto: Freepik
percentuais registrados na União Europeia, com 25%, e nos Estados Unidos, com 22%.
IMPACTO FINANCEIRO E DESGASTE EMOCIONAL As consequências práticas das interrupções são significativas. Globalmente, 73% dos passageiros tiveram despesas adicionais em decorrência de atrasos ou cancelamentos. Entre os brasileiros, o número sobe para 88%.
Entre os prejuízos mais comuns estão os gastos com alimentação, transporte e hospedagem, além da perda de serviços previamente pagos. No Brasil, 71% dos passageiros afetados afirmaram ter arcado com custos extras, enquanto 20% perderam valores já investidos, como reservas de hospedagem. Além disso, 7% relataram perda de renda por compromissos profissionais não cumpridos.
O desgaste emocional também é expressivo. No mundo, 68% dos passageiros relataram estresse e frustração em decorrência dessas situações. Entre brasileiros, o índice chega a 79%.
Entre os principais problemas enfrentados pelos brasileiros, o mais comum é o atraso superior a duas horas, citado por 54% dos entrevistados. Cancelamentos representam 16% dos casos, enquanto 14% relatam problemas com bagagem, como extravio, danos ou atraso na entrega.
Os dados mostram ainda que 38% dos passageiros chegaram ao destino com atrasos entre duas e três horas, enquanto 17% enfrentaram atrasos entre três e quatro horas.
total de até 15% nas despesas, considerando que a folha de pagamento representa a maior parte dos gastos. Na prática, isso pode ser repassado ao longo da cadeia e, inevitavelmente, chegar ao consumidor — inclusive no preço das passagens aéreas. Estudos da Central Brasileira do Setor de Serviços apontam que a redução da jornada pode elevar os custos com mão de obra entre 7,5% e 19,4%, dependendo do modelo adotado. Já o presidente da Confederação Nacional do Transporte, Vander Costa, avalia que o impacto pode atingir toda a economia, mesmo que o benefício direto alcance uma parcela menor dos trabalhadores.
Diante de posições tão distintas, uma coisa me parece evidente: esse não é um debate que comporta soluções rápidas. A discussão sobre jornada de trabalho envolve produtividade, custo, qualidade de vida e sustentabilidade dos negócios — variáveis que nem sempre caminham juntas e exigem equilíbrio.
No turismo, esse cenário fica ainda mais sensível. Por um lado, mais tempo livre pode significar mais viagens e aquecimento da demanda. Por outro, trata-se de um setor altamente dependente de mão de obra, onde qualquer mudança operacional impacta diretamente custos e oferta de serviços.
Com a proposta avançando no Congresso, o tema deve ganhar ainda mais espaço nas próximas semanas. E, no fim das contas, talvez o maior desafio seja exatamente este: encontrar um ponto de equilíbrio onde trabalhar menos não signifique perder mais — nem para o trabalhador, nem para as empresas, nem para a economia.
Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E
DIREITOS EXISTEM, MAS AINDA SÃO POUCO ACESSADOS
Apesar dos impactos, a assistência prestada nem sempre acompanha a necessidade dos consumidores. Apenas 27% receberam reembolso do bilhete, 28% tiveram despesas com alimentação cobertas, 17% obtiveram hospedagem paga, 11% receberam reembolso de transporte e 15% foram reacomodados em outro voo. Ainda assim, 39% afirmaram não ter recebido qualquer tipo de reembolso.
Mesmo diante de prejuízos, muitos passageiros deixam de reivindicar seus direitos. No Brasil, 39% não buscaram compensação por desconhecerem essa possibilidade, enquanto 22% desistiram por considerarem o processo complexo.
Entre os que tentaram resolver a situação, 26% procuraram diretamente a companhia aérea, 8% recorreram a advogados particulares, 4% utilizaram serviços especializados em compensação e uma parcela residual acionou outras entidades.
No Brasil, os passageiros são protegidos pelo Código de Defesa do Consumidor e por normas da Agência Nacional de Aviação Civil, que estabelecem deveres claros para as companhias aéreas em casos de interrupções.
A legislação abrange voos domésticos e internacionais com origem, destino ou conexão no país. Em situações de atraso prolongado, cancelamento ou overbooking, o passageiro tem direito à assistência material e pode ter direito à indenização, dependendo do caso.
A compensação pode chegar a até R$ 10 mil por pessoa, especialmente quando há comprovação de dano moral, como perda de compromissos importantes, eventos ou oportunidades profissionais. Especialistas apontam que, apesar de o conjunto de regras ser robusto e favorável ao consumidor, a falta de informação e a dificuldade de acesso ainda são os principais obstáculos para que os passageiros exerçam plenamente seus direitos.


21ª edição | 2026
10 11 12 JUNHO
Foz




Evento reuniu mais de 200 profissionais e destacou os principais parceiros comerciais da companhia no país

Felipe Abílio
A MSC Cruzeiros reuniu mais de 200 profissionais a bordo do MSC Preziosa para a 17ª edição do TOP MSC, premiação que reconhece os parceiros que mais se destacaram na temporada 2025/2026. Mais do que uma celebração, o prêmio funciona como um retrato claro do que movimenta o setor.
Ele mostra quem conseguiu crescer, quem manteve consistência ao longo do ano e quem encontrou espaço em um mercado mais competitivo e cada vez mais segmentado. No TOP Premium, lideraram CVC Corp, Agaxtur Turismo, Decolar, Azul Viagens e Qualitours, refletindo o peso das grandes operações no volume de vendas. Já o TOP 10 reuniu agências com atuação con -



sistente ao longo do ano, como Casa do Agente, Vope, Elle Prime Viagens, Mundo dos Cruzeiros, Clube Turismo, Marítimos, Clube dos Cruzeiros, Viajante Necessário, Mendes Tur e 4 Cantos. O segmento de luxo apareceu no TOP MSC Yacht Club, com destaque para Cruzeiros Clube Brasil, Central Marítima Brasil, Munddy Eventos e Turismo e Hometur Via -



gens e Turismo. No internacional, Rigue Viagens, E-Turismo e Ciatour Viagens se destacaram na venda de roteiros fora do eixo tradicional. Já no TOP Afinidade, voltado a públicos segmentados, foram premiadas Brasil Pra Você, Belatur e Qualité Turismo, reforçando o avanço da personalização no turismo.
Serviços complementares também ganharam espaço e mostraram uma mudança no comportamento do consumidor. No TOP Pré-Pagos, Viaje Mais Roberta Castro, Arzen Agência de Viagens e Auritour Viagens e Turismo foram reconhecidas. No TOP Seguro, os destaques foram Abreutur Viagens e Turismo, HM Turismo e TZ Viagens.
No segmento de grupos, o TOP Grupos MICE premiou DF Turismo, Oceânica Travel Tur e Vai de Destinos, enquanto o TOP Parceiro ficou com a Luck Receptivo, de Maceió, evidenciando o papel essencial da operação local na experiência final do passageiro.
“O foco sempre foi trabalhar muito próximo do agente de viagem. Ele é um parceiro para sempre. Existe um respeito enorme por esses profissionais. Hoje, mais de 90% da nossa distribuição está nas mãos deles”, afirmou Adrian Ursilli, diretor geral da MSC no Brasil.
“O TOP MSC é a forma que encontramos de reconhecer esse trabalho. É a celebração de uma temporada que termina com sucesso, com altos índices de satisfação, tanto dos hóspedes quanto dos agentes. É o momento de comemorar e também de olhar para frente”, completou.
A noite ainda contou com a homenagem ao empresário Júlio Tedesco, que recebeu, in memoriam, o troféu Mestre dos Mares pelo legado no desenvolvimento de Balneário Camboriú como destino de cruzeiros.



A iniciativa nasce com a proposta de se tornar anual e reforça o movimento da companhia de estreitar laços com o trade turístico

Janaina Brito
A Azul Linhas Aéreas deu um passo relevante em sua estratégia de relacionamento com o mercado ao realizar, no último dia 8 de abril, em São Paulo, a primeira edição do Prêmio Asa Azul – Melhores do Ano. O evento reuniu parceiros comerciais e institucionais na Casa Natura Musical e reconheceu 100 empresas que se destacaram ao longo de 2025.
A iniciativa nasce com a proposta de se tornar anual e reforça o movimento da companhia de estreitar laços com o trade turístico, valorizando agentes estratégicos para a expansão de suas operações em diferentes canais.
Os vencedores foram definidos com base
em critérios como volume de vendas, rentabilidade e crescimento percentual, contemplando empresas de diferentes segmentos, como agências de viagens, operadoras, consolidadoras e players do mercado corporativo, além de parceiros institucionais. Durante o evento, executivos da Azul destacaram que a premiação simboliza uma transformação mais ampla na atuação comercial da companhia, marcada por maior proximidade com o mercado, segmentação de equipes e revisão de políticas comerciais. A estratégia já vem refletindo em crescimento consistente, impulsionado pelo maior engajamento dos parceiros, especialmente no segmento corporativo.
A empresa também tem ampliado investimentos na experiência do cliente e no
desenvolvimento conjunto com destinos e entidades do setor, fortalecendo um ecossistema mais integrado e colaborativo.
CONFIRA OS VENCEDORES DO PRÊMIO ASA AZUL – MELHORES DO ANO 2025:
AGÊNCIA ON-LINE Decolar, eDreams, eTraveli, Expedia e Trip.com
AGÊNCIA INTERNACIONAL Abreu Turismo, Air Project, Ávoris, Chanteclair, Consolidador.com, El Corte Inglés, New Tour, Solférias, Voyzant LLC e Wamos
AGÊNCIA DE FRETAMENTOS ABTour, Baluma | Conrad, Forma Turis-
mo, Leonardo Miranda e Zabimba
AGÊNCIA DE GRUPOS
CVC, Flytour, Grupo Águia, Hiperviajes e New It
OPERADORA DE TURISMO
Abreu Operadora, Agaxtur, Azul Viagens, BWT, Cativa, CVC, Diversa, E-HTL, Europlus, Foco, FRT, Incomum, Masterop, New It, Noronha Brasil e Orinter
CONSOLIDADORA
Advance, Air Ticket, Ancoradouro, BRT, CNT, Confiança, Flytour FTS, Frontur, FRT, Pátria Turismo, Sakura, Skyteam, Tailor Travel, Teresa Perez, Tyller e VIP GSA
AGÊNCIA CORPORATIVA
A3 Turismo, Aires, Amazon VIP Manaus, Avipam, BCD Travel, Belvitur, Compra Direta, Copastur, Cosmos, Costa Brava, CWT, Decolando, Dinastia Viagens, Ética Turismo, Flytour FBT, Globalis, Kontak (LTN), Kontik, Maac Travel, Maiorca, Maringá, Onfly, Orleanstur, Paytrack, Pontestur, Promotional, Quickly Travel, Tour House, Tucunaré, Voetur, Voll e World Agência
PARCEIRO INSTITUCIONAL
Abav, Abracorp, ABV, Aena, BH Airport, Braztoa, Embratur, Empetur, Investe MG, Investe SP, Visit Orlando e Visit Porto “Percebemos que, de forma geral, havia um certo distanciamento. Decidimos então nos aproximar mais, estar presentes e fortalecer esse relacionamento”, afirmou Ricardo Bezerra, gerente geral comercial da Azul Linhas. “O caminho do crescimento passa pela parceria. E é isso que estamos construindo”, finalizou o executivo.
Expansão inclui mais frequências, frota maior e hub em Punta Cana
Felipe Abílio
A Arajet aproveitou a WTM Latin America para reforçar, na prática, o que já vinha desenhando nos bastidores: a estratégia de crescimento no Brasil, com foco direto no trade e na expansão da distribuição.
Durante a feira, a companhia destacou o avanço na integração com sistemas globais e plataformas locais, movimento que amplia o acesso aos voos e facilita o trabalho dos agentes de viagens no dia a dia. Na leitura da empresa, quanto mais fácil vender, maior o potencial de crescimento.
“A gente começou a trabalhar com sistemas que aumentam a disponibilidade e tornam o processo mais simples para o agente. Isso faz muita diferença no dia a dia de vendas”, afirmou Deborah Daloia, country manager da companhia no Brasil. Outro passo importante foi a adaptação ao comportamento do consumidor brasileiro. A Arajet já iniciou a implementação de pagamento em moeda local e opções de parcelamento, um fator decisivo na conversão de vendas no País.
BRASIL GANHA PROTAGONISMO
O movimento acontece em um momento em que o Brasil passa a ocupar um espaço mais relevante dentro da estratégia da companhia. Hoje, o mercado brasileiro já figura entre as prioridades da Arajet na América Latina. Atualmente, são nove voos semanais conectando o Brasil a Punta Cana, com

operação diária e frequências adicionais ao longo da semana. A tendência é de crescimento, acompanhando a chegada de novas aeronaves e a possibilidade de expansão para outras cidades brasileiras.
“O Brasil tem um potencial enorme. Ainda há muito espaço para crescer e estamos trabalhando nisso”, disse Deborah.
PUNTA CANA COMO
HUB NAS AMÉRICAS
Parte central da estratégia está em consolidar Punta Cana como um hub competitivo na região. A partir do destino
caribenho, a companhia conecta passageiros a cidades como Cancún, Cidade do México, Miami, Orlando, Nova York, Toronto e Montreal.
A proposta é oferecer uma alternativa mais prática e acessível para quem busca viajar entre as Américas, com conexões simples e tempo de voo competitivo.
“O voo é relativamente curto, cerca de seis horas e meia, e a conexão é simples. Isso facilita muito para quem quer seguir viagem”, explicou Deborah.
Além do papel como ponto de conexão, Punta Cana segue sendo um destino
Foto: Thamyra
GodoiM&E
com forte apelo para o público brasileiro. “O brasileiro gosta do Caribe, gosta de conhecer outras culturas. Punta Cana combina muito bem com esse perfil”, destacou Elizabeth Giraldo, gerente de vendas da companhia.
FROTA EFICIENTE E FOCO EM CUSTO
O plano de expansão está diretamente ligado ao crescimento da frota. A Arajet opera atualmente com 14 aeronaves e deve encerrar o ano com 17, mantendo o ritmo de entregas nos próximos anos. Todos os aviões são do modelo Boeing 737 MAX, conhecidos pela eficiência no consumo de combustível. Esse ponto é central na estratégia da companhia, que busca manter tarifas mais competitivas mesmo diante de um cenário global pressionado.
“Nossa estrutura permite oferecer preços mais baixos, mesmo com o cenário atual”, afirmou Elizabeth.
TRADE NO CENTRO DA ESTRATÉGIA
Mais do que ampliar rotas, a Arajet mostra que quer crescer junto com o mercado brasileiro. A relação com agentes de viagens segue como prioridade, com investimento em canais diretos que permitem cadastro, emissão e gestão de grupos com condições específicas.
“A gente quer estar próximo, facilitar o acesso e crescer junto. O agente é parte fundamental desse processo”, resumiu Deborah.
Alagoas diversifica turismo com foco em luxo, cruzeiros e novos nichos na baixa temporada

Alagoas registrou impacto de mais de R$ 90 milhões na economia com a última temporada de cruzeiros, que teve 35 paradas em Maceió. O resultado é apontado
pelo governo como um dos pilares da estratégia para consolidar o destino em diferentes segmentos turísticos, como luxo, família, casais e destination wedding, ao mesmo tempo em que enfrenta desafios relacionados à malha aérea e aposta em
nichos específicos para manter o fluxo na baixa temporada.
Segundo Marília Herrmann, secretária executiva de Turismo de Alagoas, a operação portuária tem papel central nesse desempenho. Com embarque e desembarque na capital, os cruzeiristas conseguem acessar não apenas Maceió, mas também destinos próximos, o que amplia a experiência e o potencial de retorno.
“De cada dez cruzeiristas, seis depois voltam com a família e conseguem conhecer um pouco mais.”
A diversificação de público é outro eixo da estratégia. O estado vem estruturando sua oferta para atender desde o turismo de luxo até o familiar, além de casais e eventos como casamentos. No segmento de alto padrão, a atuação ocorre em parceria com o Alagoas Luxury, entidade voltada à promoção de empreendimentos desse perfil.
A expansão recente da hotelaria, com a abertura de novos empreendimentos cinco estrelas, também acompanha essa mudança de posicionamento, mirando um público de maior poder aquisitivo.
Apesar dos avanços, a conectividade aérea segue como principal desafio. A proximidade com o hub de Recife exige uma atuação considerada “cirúrgica” na atração de voos, especialmente em um cenário de alta no preço do combustível de aviação.
“A gente tem que estar sempre atento
às oportunidades”, disse Paulo Kugelmas, secretário de Turismo de Alagoas. Ele celebrou a conquista de seis voos fretados de uma operadora da Argentina voltados ao público acima de 60 ano, em operação inédita que segue até maio.
ALAGOAS NA WTM-LA 2026
Na WTM Latin America 2026, evento que aconteceu entre os dias 14 a 16 de abril, no Expo Center Norte, o estado aposta na presença ampliada do trade para reforçar sua estratégia de promoção. A comitiva reúne cerca de 40 hoteleiros, representando diferentes regiões turísticas, como litoral norte, litoral sul, capital, cânions e Agreste.
A participação acompanha o crescimento da oferta hoteleira no estado e reflete o interesse do setor em ampliar a visibilidade comercial. Segundo o secretário de Turismo de Alagoas, a presença conjunta permite apresentar o destino de forma integrada, ao mesmo tempo em que cada região evidencia suas particularidades.
“A gente fala pelo estado todo, mas cada região, estando aqui, fortalece e pode demonstrar um pouco de cada local. A estratégia segue uma lógica segmentada, com foco em diferentes perfis de público e produtos turísticos, reforçando o posicionamento de Alagoas como destino diversificado no mercado brasileiro e internacional”, endossou Kugelmas.
“Seu País Pernambuco” ganha estrada com roadshow nacional e internacional focado em experiências
Empetur aposta em capacitação, negócios e cultura para fortalecer a promoção turística de Pernambuco no Brasil e no exterior
Beatriz do Vale
No último dia 6 de abril, o Governo de Pernambuco, por meio da Empetur, deu início ao roadshow “Seu País Pernambuco – Naturalmente Incrível”, mais um circuito de promoção turística que percorrerá cidades estratégicas no Brasil e no exterior ao longo de 2026.
A proposta combina rodada de negócios, capacitação de agentes de viagens e experiências imersivas com foco na cultura e no artesanato do estado.
A primeira etapa acontece em abril, com passagens por São Paulo, Cuiabá e Campo Grande, dando início a uma agenda que contempla todas as regiões do País e mercados internacionais na América do Sul e Europa até outubro.
FOCO EM EXPERIÊNCIAS E ARTESANATO
O roadshow amplia o formato tradicional de promoção ao colocar a cultura pernambucana no centro das ações, especialmente o artesanato, com atividades práticas que aproximam os participantes das expressões artísticas do estado.
A programação inclui rodada de negócios com mais de 40 representantes do trade turístico pernambucano, seguida de capacitação técnica e apresentação dos principais destinos, do Litoral ao Sertão, além de informações sobre conectividade aérea.
Ao final, os participantes vivenciam uma atividade prática ligada ao artesanato tradicional, com referências a nomes como Julião das Máscaras, Beto Cabeção e João Bosco Junior.
RELACIONAMENTO E GERAÇÃO DE NEGÓCIOS
O projeto tem como objetivo fortalecer a imagem de Pernambuco como um destino diverso e competitivo, ampliando o

relacionamento com agentes de viagens e operadores e estimulando a comercialização de produtos turísticos.
“Estamos ampliando o conceito de promoção turística, saindo de um modelo mais tradicional para uma proposta que integra capacitação, relacionamento com o trade e experiências culturais. Ao reunir agentes de viagem e representantes pernambucanos do setor em um mesmo ambiente, conseguimos fortalecer a comercialização do destino e apresentar Pernambuco de forma mais próxima e estratégica, além de inovadora, com este formato que valoriza o artesanato e convida os participantes a participarem de uma atividade prática”, afirmou o
presidente da Empetur, Eduardo Loyo.
ESTRATÉGIA DE PERNAMBUCO
No Brasil, o roadshow prioriza capitais com forte capacidade emissora, principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, além de mercados em expansão. Já no exterior, a estratégia mira destinos com voos diretos ou conexões consolidadas com Recife e histórico de envio de turistas ao estado.Em maio, a ação passa por Madri e Vigo, na Espanha, além de Porto e Lisboa, em Portugal. Em julho, segue para Montevidéu, Buenos Aires, Córdoba e Santiago.
“Estamos atuando de forma integrada com o trade turístico, a partir de uma lei-
tura estratégica de mercado que considera conectividade aérea, fluxo de demanda, perfil do viajante e potencial de conversão. A escolha desses mercados não é aleatória, ela responde a um planejamento estruturado, que prioriza praças com histórico de relacionamento com o destino e capacidade real de crescimento, tanto no âmbito nacional quanto internacional”, destacou Diogo Beltrão.
“Nosso foco vai além da presença institucional: estamos promovendo ações qualificadas de capacitação, relacionamento e geração de negócios, criando experiências imersivas que aproximam os profissionais da essência de Pernambuco e ampliam sua capacidade de comercialização. Dessa forma, fortalecemos a competitividade do destino, estimulamos a abertura de novos canais de venda e consolidamos Pernambuco como uma escolha estratégica dentro dos portfólios dos principais players do turismo.”
Beltrão também ressaltou o simbolismo do conceito do projeto: “Nós fomos por 75 dias com a nação e até hoje, isso foi em 1817, e até hoje a gente carrega com muita alegria e com muito orgulho esse título de ter sido um país.”
A ação dá sequência a uma estratégia já adotada pelo estado em 2025, quando o roadshow “Pernambuco Naturalmente Incrível – Frevo e Gastronomia” percorreu cidades brasileiras e mercados internacionais com foco em experiências sensoriais e imersivas.
Com o novo formato, o Governo de Pernambuco reforça o posicionamento do destino como competitivo, diverso e preparado para ampliar sua presença no mercado turístico, apostando na qualificação do trade e na valorização da cultura local como diferencial de venda.
Copa do Mundo da Fifa é vista como vetor para crescimento turístico; Hard Rock Stadium receberá sete partidas
Ana Azevedo
The Palm Beaches, na Flórida, vive um momento positivo para o turismo. Em 2025, o destino registrou a presença de 10 milhões de visitantes, sendo 55,9 mil viajantes provenientes do Brasil. O volume representa alta de 8,5% em relação a 2024 e coloca o país como um dos mercados emissores internacionais mais relevantes, atrás apenas do Canadá e à frente do Reino Unido.
Em entrevista ao M&E, Erick Garnica, vice-presidente de Ven das Globais de Lazer do Disco ver The Palm Beaches, declarou que seu “sonho pessoal” é que neste ano esse volume dobre, impulsionado pela atrativida de da Copa do Mundo da Fifa 2026, que contará com jogos no Hard Rock Stadium, na divisa de Miami com Fort Lauderdale.
“Por causa da Copa do Mun do estar em Miami, temos a oportunidade de atrair mais visitantes do Brasil e estamos preparados para acomodar o máximo de gente possível. Ano passado recebemos quase 56 mil brasileiros, e este ano espe ro que possamos duplicar esse número. Essa seria a minha esperança, minha expectativa. Miami é um grande portão de entrada, mas o nosso des tino oferece uma experiência diferente, mais relaxada, so fisticada e personalizada. Não competimos com Miami ou Orlando, nós complementamos essa viagem”, disse.
Vale apontar que o Hard Rock Stadium receberá sete partidas: quatro jogos da fase de grupos, incluindo confrontos com Uruguai, Arábia Saudita, Cabo Verde, Brasil, Escócia, Colômbia e Portugal; um jogo da rodada de 32 (fase elimina tória); um das quartas de final; e a disputa pelo terceiro lugar.
A logística e a infraestrutura também favorecem o desti no, que conta com cerca de 200 hotéis, entre categorias midscale e luxo. Embora não haja voos diretos do Brasil para The Palm Beaches, o acesso é facilitado via Miami, Orlando e Fort Lauderdale, com cone xões terrestres por rodovias e pelo trem Brightline, que liga as principais cidades do sul da Flórida.
“Temos o Brasil como segun do mercado mais importan te internacionalmente e, sem voos diretos, imagino que, se tivéssemos essa ligação, seria o primeiro mercado”, ponderou, destacando o potencial de crescimento da demanda brasileira.
RELAÇÃO COM TRADE BRASILEIRO
“Temos mantido um trabalho consistente, visitando o Brasil anualmente com uma missão comercial. Trazemos parceiros de hotéis para se reunirem com operadores e agências, fortalecendo relacionamentos e desenvolvendo o mercado. Priorizamos a proximidade com os operadores, realizando reuniões, atualizando o trade e garantindo que as informações mais recentes cheguem ao mercado. Para mim,
é essencial estar aqui, encontrar essas pessoas e expressar minha gratidão, pois são elas que impulsionam os negócios para o destino”, afirmou.
THE PALM BEACHES: SUCESSO EM NÚMEROS
Dados da Discover The Palm Beaches apontam que o volume de visitantes em 2025 superou o recorde anterior de 9,9 milhões em 2024. Os gastos diretos dos turistas chegaram a US$ 7,7 bilhões, contra US$ 7,2 bilhões no ano anterior. O impacto econômico total foi de US$ 11,7 bilhões, ante US$ 10,5 bilhões em 2024. Além disso, projetos culturais atraíram mais de 3 milhões de pessoas, com impacto econômico estimado em US$ 335,3 milhões. A produção audiovisual movimentou mais de US$ 250 milhões, crescendo pelo quarto ano consecutivo. No esporte, 1,6 milhão de participantes em 227 eventos geraram US$ 496 milhões em gastos diretos e mais de 462 mil diárias de hospedagem.


A posição do Brasil entre os principais mercados emissores não é resultado do acaso. Há 15 anos o destino mantém representação no país, por meio da Aviareps, e marca presença em feiras ao longo do ano, além de promover ações de capacitação com operadoras e agências de viagens. Esse, inclusive, é o motivo que trouxe Erick Garnica ao Brasil nesta semana.


Três países, 16 cidades e um novo formato transformam o maior torneio do futebol em uma experiência continental
Beatriz do Vale
Falta pouco para o maior torneio de futebol masculino do mundo! A partir do dia 11 de junho, 48 seleções entram em campo em busca da taça mais cobiçada do esporte. Ao todo, serão 104 partidas disputadas até a grande final, marcada para o dia 19 de julho.
Pela primeira vez, a Copa do Mundo será realizada simultaneamente em três países, consolidando um novo modelo de organização da FIFA. Estados Unidos, Canadá e México se unem como sedes em um torneio que promete marcar a história não apenas pelo futebol, mas pela dimensão cultural e turística.
A abertura acontece no dia 11 de junho, no Estádio Azteca, enquanto a final será disputada no MetLife Stadium. A disputa pelo terceiro lugar ocorre em 18 de julho, em Miami.
Estados Unidos: estrutura consolidada, grandes eventos e pressão por logística eficiente
Os Estados Unidos serão responsáveis por receber a maior parte dos jogos e também o maior volume de visitantes internacionais. Com 11 cidades-sede distribuídas pelo território, o país já parte de uma posição privilegiada: infraestrutura consolidada, experiência na realização de megaeventos e uma malha aérea altamente conectada.
Diferente de outras edições da Copa, em que o país-sede teve que investir fortemente na construção de estádios, os Estados Unidos praticamente não teve esse desafio. A maioria das arenas já está pronta e em operação, muitas delas utilizadas por ligas como a NFL e preparadas para receber grandes públicos. Isso faz com que o foco dos preparativos esteja concentrado em logística, mobilidade urbana, segurança e experiência do visitante.
Cidades como Los Angeles, Dallas e Atlanta já são reconhecidas pela capacidade de sediar eventos de grande
porte, com centros de convenções, rede hoteleira ampla e sistemas de transporte estruturados. Ao mesmo tempo, destinos como Seattle e San Francisco trazem um perfil mais voltado à inovação e à experiência urbana integrada.
O maior desafio não está na infraestrutura em si, mas na escala. A expectativa é que milhões de turistas circulem pelo país durante o torneio, o que exige coordenação entre diferentes cidades, estados e órgãos federais. A dispersão geográfica das sedes também impõe uma dinâmica diferente para assistir aos jogos, com deslocamentos muitas vezes realizados por via aérea.
Nesse contexto, a aviação será um dos pilares da operação. Companhias norte-americanas já trabalham com projeções de aumento de demanda para o período, enquanto aeroportos devem reforçar equipes e processos para absorver o fluxo adicional de passageiros internacionais.
Outro ponto de atenção é a mobilidade urbana. Apesar da estrutura consolidada, cidades como Nova York e Miami já operam em alta capacidade no dia a dia, o que pode gerar pressão adicional durante o evento. Autoridades locais discutem ajustes operacionais, reforço no transporte público e planejamento específico para dias de jogos.
Em termos de turismo, os Estados Unidos devem registrar um dos maiores fluxos internacionais da história recente. Estimativas do setor apontam que o país pode receber dezenas de milhões de visitantes ao longo do período da Copa, considerando não apenas os torcedores, mas também viajantes que aproveitam o evento para combinar esporte e lazer.
CIDADES-SEDE
A diversidade de destinos é, ao mesmo tempo, um diferencial e um desafio. Enquanto Boston e Filadélfia oferecem forte apelo histórico, Houston e Kansas City reforçam a
cultura esportiva local. Já Miami se destaca como porta de entrada natural para latino-americanos, incluindo brasileiros.
Além da infraestrutura física, o país também investe na experiência do visitante. Isso inclui tecnologia aplicada a eventos, sistemas de gestão de público e integração de serviços digitais, que vão desde compra de ingressos até informações em tempo real sobre transporte e acesso aos estádios.
Outro fator relevante é a experiência prévia. Os Estados Unidos já sediaram a Copa do Mundo de 1994, além de eventos como Super Bowl, Olimpíadas e grandes festivais internacionais. Essa bagagem contribui para um nível elevado de organização, embora o formato triplo da Copa de 2026 traga novos desafios operacionais.
Mesmo com toda a preparação, especialistas apontam que o sucesso do país como sede dependerá da capacidade de coordenação entre as diferentes cidades e da gestão eficiente do fluxo de turistas. A expectativa é alta, não apenas pelo tamanho do evento, mas pelo impacto econômico e pela visibilidade global.
MÉXICO:
PROTAGONISMOTRADIÇÃO,HISTÓRICO E
O DESAFIO DE MODERNIZAR A EXPERIÊNCIA
O México será o primeiro país da história a sediar o torneio pela terceira vez, após as edições de 1970 e 1986. Mais do que um dos anfitriões, o país assume um papel central ao receber a partida de abertura, no icônico Estádio Azteca.
A escolha do estádio reforça a tradição do país no futebol mundial. O Azteca é um dos palcos mais emblemáticos do esporte e passa por um processo de modernização para atender às exigências da FIFA, incluindo melhorias em acessibilidade, tecnologia, hospitalidade e experiência do torcedor.
Além da Cidade do México, o país
terá jogos em Guadalajara e Monterrey, formando um eixo estratégico que combina tradição cultural, capacidade hoteleira e infraestrutura esportiva. Essas cidades já estão habituadas a grandes eventos, mas vêm intensificando os preparativos para atender à demanda internacional.
Diferente dos Estados Unidos, onde a estrutura já está amplamente consolidada, o México trabalha com uma abordagem mais focada em atualização e adaptação. Isso inclui melhorias em aeroportos, mobilidade urbana e segurança, além da ampliação da oferta turística para receber visitantes de diferentes perfis.
A expectativa é de que o país receba milhões de turistas ao longo do torneio, impulsionado principalmente pela sua proximidade com os Estados Unidos e pela forte cultura futebolística. O México historicamente já atrai torcedores estrangeiros, mas a Copa deve elevar esse fluxo a um novo patamar.
Outro diferencial é a experiência cultural. Para muitos visitantes, assistir aos jogos no México significa também vivenciar gastronomia, tradições e uma atmosfera que vai além do esporte. Esse fator tem sido explorado como um dos principais atrativos do destino, especialmente para quem busca uma experiência mais imersiva durante o torneio.
DESAFIOS
A mobilidade urbana, especialmente na Cidade do México, é um ponto de atenção, assim como a necessidade de garantir segurança e eficiência logística durante os dias de jogos. Autoridades locais e organizadores trabalham em planos específicos para lidar com o aumento de circulação. A realização da abertura coloca o México sob os holofotes logo no início do evento, o que aumenta a pressão por uma execução impecável. Ao mesmo tempo, reforça o papel do país como um dos pilares históricos da Copa do Mundo.


CANADÁ: ORGANIZAÇÃO, SUSTENTABILIDADE E UMA PARTICIPAÇÃO ESTRATÉGICA
Com duas cidades-sede, o Canadá terá uma participação mais enxuta na Copa do Mundo de 2026, mas não menos relevante. O país aposta em organização, infraestrutura e qualidade de vida como principais diferenciais para receber turistas e delegações.
As partidas serão realizadas em Toronto e Vancouver, dois dos principais centros urbanos do país. Ambas as cidades já possuem experiência na realização de grandes eventos internacionais e contam com sistemas estruturados de transporte, segurança
e hospitalidade.
Em Toronto, o foco está na capacidade urbana e na conectividade internacional. A cidade é um dos principais hubs da América do Norte e deve funcionar como porta de entrada para muitos visitantes. Já Vancouver se destaca pelo equilíbrio entre infraestrutura e paisagens naturais, oferecendo uma experiência diferenciada para o público.
Um dos pontos fortes do Canadá é o planejamento. Diferente de países que precisam acelerar obras ou adaptar estruturas, o país trabalha com um modelo mais estável, com investimentos direcionados principalmente
à operação do evento e à experiência do visitante.
SUSTENTABILIDADE
Iniciativas voltadas à redução de impacto ambiental, incentivo ao transporte público e gestão eficiente de recursos fazem parte da estratégia local, alinhando o torneio a uma agenda global cada vez mais presente.
Em termos de fluxo turístico, o Canadá deve receber um volume menor em comparação aos Estados Unidos e ao México, mas com um perfil específico: viajantes que buscam organização, segurança e uma experiência mais estruturada. Ainda
assim, o aumento de visitantes deve ser significativo em relação ao padrão habitual.
Outro ponto relevante é a integração com os demais países-sede. A proximidade com os Estados Unidos facilita deslocamentos e permite que turistas combinem diferentes cidades durante a Copa, ampliando o tempo de permanência na região.
O principal desafio canadense está relacionado ao clima e à adaptação da operação a diferentes perfis de público. Embora o período do torneio seja no verão do hemisfério norte, as características locais exigem planejamento detalhado para garantir conforto e fluidez.
Mesmo com menos jogos, o Canadá se posiciona como uma peça importante no modelo inédito de Copa compartilhada, contribuindo com organização, previsibilidade e uma abordagem mais sustentável para o evento.
SELEÇÃO VERDE E AMARELA: EM BUSCA DO HEXA Junto com Marrocos, Haiti e Escócia no Grupo C, o Brasil vive a expectativa de voltar ao protagonismo dentro de campo. A busca pelo hexacampeonato mobiliza não só a seleção, mas também o mercado turístico e os torcedores que já começam a se planejar para acompanhar a Copa de perto.
A preparação da equipe brasileira segue com foco nas competições e amistosos que antecedem o torneio. A convocação oficial da Seleção verde e amarela deve acontecer no próximo mês. Fora de campo, operadoras e agências registram aumento na procura por pacotes, principalmente para cidades com maior oferta de voos e estrutura para receber grandes eventos, como Miami e Nova York. A facilidade de acesso e a variedade de experiências têm pesado na escolha dos torcedores. A expectativa é de que o Brasil esteja entre os países com maior presença de torcedores no torneio, repetindo o histórico de outras edições. A proximidade geográfica e a oferta aérea entre Brasil e América do Norte devem favorecer esse cenário.

SELEÇÕES: 48 participantes (recorde).
JOGOS: 104 partidas (aumento significativo em relação às edições anteriores).
SEDES: 16 cidades no Canadá, México e Estados Unidos.
FORMATO: 12 grupos com 4 seleções cada, onde os dois primeiros e os 8 melhores terceiros colocados avançam para a fase final.
ABERTURA: 11 de Junho de 2026, Estádio Azteca (Cidade do México).
FINAL: 19 de Julho de 2026, Região de Nova York/Nova Jersey.
Operadora reúne agentes em São Paulo para apresentar roteiros, operação local e diferenciais do destino
Giulia Jardim
A Abreu promoveu mais uma edição de seu roadshow dedicado à Turquia, reforçando a estratégia de vendas do destino no mercado brasileiro e apresentando novidades ao trade. O encontro foi realizado no Barolo Trattoria, em São Paulo, e reuniu cerca de 50 agentes de viagens.
Durante o evento, a operadora destacou seus principais roteiros pelo país, com paradas em destinos icônicos como Istambul e Capadócia, além de outras regiões de forte apelo histórico e cultural. A proposta foi detalhar a operação local e evidenciar os diferenciais dos produtos, alinhando expectativas e fortalecendo a comercialização junto às agências.
Segundo Mariana Marques, da DMC Deluks Turizm, os roadshows desempenham papel estratégico na qualificação da experiência do cliente. “É fundamental explicar com clareza como funciona a operação, o que o cliente está adquirindo e o que será efetivamente entregue. Ao longo dos últimos quatro anos, percebemos uma evolução nas vendas e um público mais bem informado, o que reduz ruídos e eleva a satisfação”, afirmou.
Já André Bernardes, diretor Comercial da Abreu, ressaltou a relevância do
destino dentro do portfólio da empresa. “Hoje, a Turquia é o segundo produto mais vendido da Abreu, atrás apenas da Europa. É um destino que vem registrando crescimento contínuo entre os brasileiros”, destacou.
Entre os diferenciais da operação, o executivo enfatizou a parceria exclusiva com a Deluks Turizm, responsável pelo receptivo local, além da padronização dos serviços com base no modelo europeu da operadora. “Levamos o DNA da Europa para a Turquia. Nossos guias são treinados em Portugal e todos falam português, o que facilita significativamente a experiência do cliente”, explicou. Outro ponto de destaque é a garantia do voo de balão na Capadócia, uma das experiências mais desejadas pelos viajantes. “Sabemos que existe receio em relação a esse passeio. Por isso, garantimos o voo para todos os clientes Abreu, exceto em casos de condições climáticas adversas ou por decisão do próprio passageiro”, pontuou André. A estratégia de promoção da Abreu inclui uma série de roadshows pelo Brasil. Após passar por Sorocaba e São Paulo, a iniciativa seguiu para o Rio de Janeiro, Florianópolis, Cuiabá e Campo Grande, ampliando o alcance da operadora junto ao trade. Além disso, a empresa prevê,

para 2026, mais uma viagem de familiarização ao destino, que deve levar cerca de 23 agentes de viagens para vivenciar a experiência in loco.
Com 22 bloqueios aéreos junto à Turkish Airlines e uma operação consoli-
Corp apresenta estrutura
dada, a Abreu segue apostando na alta demanda para o destino. “A Turquia reúne história, cultura e paisagens únicas. É um destino completo, que encanta até mesmo quem já a visitou”, concluiu Bernardes.
Modelo privilegia equipes nos destinos e maior proximidade com hotéis
Giulia Jardim
Em meio a um processo de transformação interna, a CVC Corp tem redesenhado sua estratégia de contratação de produtos turísticos com foco em presença local e fortalecimento de parcerias globais. À frente dessa mudança está Renata Cenni, que há cerca de seis meses assumiu o desafio de reorganizar a área e implementar um novo modelo operacional baseado na divisão clara entre sourcing e desenvolvimento de produtos.
A principal mudança foi a separação dessas duas frentes. Enquanto a área de produto, agora liderada por Nathalia Pacheco, concentra planejamento, gestão de load e desenvolvimento estratégico, o time de sourcing passa a atuar de forma mais independente e especializada na negociação direta com fornecedores.
“Eu estou na CVC Corp há quase seis meses, com o objetivo de mudar a nossa estrutura. Hoje, a gente dividiu a cadeia de produtos”, explica Renata. “A Natália Pacheco passou a ser responsável por toda a parte de planejamento, load e desenvolvimento de produto na CVC Corp. Já eu fico com outras cinco pessoas regionais, que fazem a parte de sourcing.”
Estrutura global e presença nos destinos
A nova configuração estrutura a área de sourcing em uma lógica global, com liderança distribuída por regiões estratégicas e atuação próxima dos principais pólos turísticos. São quatro heads regionais responsáveis por mercados-chave — América do Sul, América do Norte e Canadá, Caribe e Europa — além de posições dedicadas à conectividade aérea e à negociação com cadeias hoteleiras globais e regionais, ampliando o alcance e a consistência das negociações.
Mais do que uma divisão geográfica, o modelo prioriza presença física nos destinos como pilar central da estratégia. Parte relevante do time está baseada fora do Brasil, em hubs como Orlando, Cancún e Itália, permitindo uma interlocução contínua e qualificada com hotéis, governos e receptivos locais. “O que a gente quer é ter pessoas baseadas localmente para aumentar a relevância da CVC Corp com

hotéis, governos, receptivos e parceiros em geral”, afirma.
Na prática, essa mudança reposiciona a companhia na relação com fornecedores, que passam a enxergar uma atuação mais próxima e constante. “A gente já está vendo mudanças, os parceiros estão percebendo que estamos mais presentes nos destinos, algo que não acontecia antes”, diz Renata.
MAIS PROXIMIDADE, MAIS COMPETITIVIDADE
A estratégia também busca melhorar a qualidade dos produtos oferecidos e ampliar o volume de negociações. Com contratadores atuando diretamente nos destinos e heads regionais dando suporte estratégico, a companhia pretende ganhar escala e competitividade.
“Os contratadores agora são locais e fazem toda a negociação, enquanto os heads dão suporte estratégico. Isso ajuda a criar mais volume e relevância com os hotéis”, explica Cenni.
A lógica é simples: quanto maior a proximidade com os parceiros, maior a capacidade de negociação e, consequentemente,
melhores condições comerciais e produtos mais atrativos para o consumidor final.
PRESENÇA NA WTM-LA 2026 E CONSTRUÇÃO DE LONGO PRAZO
Durante a WTM Latin America 2026, a CVC Corp aproveitou para apresentar ao mercado a nova estrutura da companhia. “Como a estrutura é nova e ainda gera dúvidas no mercado, a feira tem sido importante para posicionar essa mudança”, afirma. “Estamos mostrando quem são as pessoas responsáveis pela contratação e já iniciamos conversas com cadeias globais de forma corporativa.”
Esse movimento também marca uma virada na forma de relacionamento com grandes fornecedores, com negociações mais estruturadas no nível corporativo, ao mesmo tempo em que as equipes regionais ganham autonomia para atuar nos destinos. Apesar dos primeiros sinais positivos, a executiva reforça que a transformação é gradual e exige maturação. A companhia trabalha com um roadmap de dois anos para consolidar o modelo e capturar ganhos mais consistentes em competitividade
e portfólio. “Não se constrói uma área do dia para a noite”, pontua. “É um processo de desenvolvimento, dentro e fora da CVC. Primeiro organizamos a casa internamente, para depois expandir e construir parcerias mais fortes.”
Reestruturação do time combina promoção interna e reforço de mercado
A formação do time reflete esse momento de transição e foi desenhada a partir de uma estratégia híbrida. Internamente, a empresa promoveu e realocou talentos, priorizando profissionais que já conhecem a operação e o ecossistema da companhia. A própria Nahalia Pacheco assumiu uma posição mais estratégica, enquanto outros nomes foram reposicionados ou promovidos — como no caso de lideranças que deixaram funções operacionais para assumir cargos gerenciais, com maior autonomia e escopo dentro da nova estrutura.
Em paralelo, a CVC Corp foi ao mercado buscar profissionais experientes, com forte atuação em sourcing, amplo relacionamento na indústria e, principalmente, presença local nos destinos prioritários. A combinação entre conhecimento interno e expertise externa busca acelerar a implementação do modelo e fortalecer a capacidade de negociação da empresa. “A ideia não era só promover, mas trazer pessoas fortes em sourcing, com relacionamento e capacidade de negociação.”
Entre as contratações mais recentes está Raffaella Caponni, que assumiu a liderança da Europa e está baseada na Itália, a cerca de uma hora e meia de Roma. Com mais de duas décadas de experiência no turismo e forte rede de relacionamento no setor, a executiva reforça a estratégia da companhia de ter profissionais seniores atuando diretamente nos destinos.
Para Renata, mais do que uma mudança organizacional, trata-se de uma mudança de mentalidade. A lógica anterior, mais centralizada, dá lugar a uma atuação dinâmica, baseada em proximidade, frequência e relacionamento contínuo com os parceiros. “Faz muita diferença ter alguém baseado no destino. Como dizem, ‘quem não é visto, não é lembrado”, finalizou.
cresce 10,7% e amplia público qualificado em 76%
Com mais de 9 mil reuniões agendadas, evento consolida estratégia baseada em qualidade e geração efetiva de negócios

A WTM Latin America 2026 encerrou sua edição com números robustos e um recado claro ao mercado: crescer segue sendo importante, mas crescer com qualidade virou prioridade — e, ao que tudo indica, a estratégia está funcionando. Segundo dados apresentados por Bianca Pizzolito, Event Lead da WTM-LA, a feira alcançou 35.463 participantes, um aumento de 10,75% em relação aos 32.026 registrados em 2025. O avanço, no entanto, vai além do volume e se apoia, principalmente, na qualificação do público presente.
O CRESCIMENTO QUE REALMENTE IMPORTA
ção, o desempenho dos chamados visitantes-chave é o que, de fato, reposiciona o evento.
A WTM-LA 2026 registrou um salto de 76,74% no público qualificado, que inclui agentes de viagem, operadores e compradores, perfis diretamente ligados à geração de negócios. Dentro desse recorte, o crescimento de 115% no número de agentes de viagem é um dos indicadores mais relevantes da edição.
A leitura é direta: não se trata apenas de mais gente circulando pelo pavilhão, mas de mais decisores efetivos negociando.
NEGÓCIOS NA PRÁTICA:
REUNIÕES DISPARAM
mento.
Foram mais de 9.200 reuniões confirmadas, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. Além disso, mais de 35% dos participantes se engajaram na ferramenta, alta de 7 pontos percentuais.
Do lado da oferta, o crescimento também foi consistente. A WTM-LA 2026 reuniu 936 marcas expositoras, um aumento de 13%, além de ampliar sua presença internacional, com 53 países participantes (+8%).
Além dos números: articulação política entra no radar
Um dos movimentos mais simbólicos desta edição foi a realização do encontro ministerial, reunindo representantes de oito países para discutir temas como sustentabilidade e turismo regenerativo.
WTM-LA para além do ambiente comercial, passando também a atuar como espaço de articulação institucional e definição de diretrizes para o setor.
PRÓXIMA EDIÇÃO JÁ TEM DATA MARCADA! Durante a coletiva de imprensa, Bianca também confirmou a data da próxima edição: a WTM Latin America 2027 acontece de 13 a 15 de abril, no Expo Center Norte. Cobertura completa no site do M&E
A equipe do M&E esteve presente e realizou a cobertura em tempo real, com fotos, notícias e entrevistas exclusivas ao longo dos três dias.
CONFIRA TUDO QUE ROLOU NO EVENTO CLICANDO AQUI. Com 35,4
Se o número total já chama aten -
O impacto dessa qualificação aparece com ainda mais clareza nos números da plataforma de agenda -


A iniciativa indica um avanço da


HubME chega para capacitar, conectar profissionais do turismo e oferecer vantagens competitivas e conteúdos especializados
Ana Azevedo
AO MERCADO & EVENTOS lançou durante a WTM Latin America o HubME, ecossistema digital exclusivo e 100% gratuito para agentes de viagens, com o objetivo de estruturar a conexão entre profissionais do setor e organizar o fluxo de informações no trade turístico brasileiro.
“Apesar de ser um setor altamente relacional, o turismo ainda opera de forma fragmentada. A informação circula em diferentes canais, muitas vezes de forma dispersa, enquanto os agentes de viagens enfrentam dificuldades para se preparar e acompanhar o que realmente acontece no dia a dia do mercado”, afirma João Taylor, diretor executivo do M&E.
A plataforma reúne ferramentas de capacitação, contato com os principais players do turismo, gamificação e um ambiente voltado à troca de experiências e boas práticas. A participação é exclusiva para agentes com CNPJ ativo e CNAE compatível com a atividade, garantindo um ambiente profissional e qualificado, sem interferência comercial direta.
“Dentro desse contexto, o MERCADO & EVENTOS passa a atuar como mediador das conversas do setor, organizando fluxos de informação e contribuindo para um ambiente mais estruturado”, afirma João Taylor.
HUBME NA WTM-LA
Durante a WTM-LA, o MERCADO & EVENTOS realizou uma ação voltada aos agentes: os 100 primeiros que se cadastraram na plataforma no estande receberam uma camiseta exclusiva do HubME. A escolha da feira como palco do lançamento integrou a estratégia de aproximação

“Somos uma publicação criada para falar sobre o mercado do turismo, com foco no agente de viagens. Entender suas necessidades e atuar com soluções para o dia a dia, seja com informações ou promovendo conexões, está no nosso DNA”, afirmou João Taylor.
A iniciativa reforçou o HubME como um ambiente de conexão contínua entre profissionais do setor. “O contato direto com os agentes


permitiu apresentar a plataforma e ouvir demandas para a evolução da proposta”, afirmou João Taylor.
PARCERIA NO HUBME
O HubME também firmou parceria com a ViajaFlux, que passou a operar o canal “Gestão do Agente” dentro da plataforma. O acordo foi oficializado durante a WTM Latin America.
A empresa reúne mais de 20 serviços para agências, incluindo marke -
ting, contabilidade, BPO financeiro, inteligência artificial e criação de sites, além de integrações com sistemas como Wooba, Infotravel e CVC. Atualmente, atende mais de 1.800 agências e oferece soluções modulares, com gestão de vendas e controle financeiro em modelo de backoffice, incluindo integração com Open Finance. A meta da ViajaFlux é alcançar 5 mil agências em cinco anos, o que pode representar até 22% do mercado brasileiro.


Com votação expressiva do trade, iniciativa reconhece avanços em promoção, sustentabilidade e inovação nos destinos
Giulia Jardim
No dia 14 de abril, durante a WTM Latin America 2026, o Mercado&Eventos reuniu profissionais do setor em um coquetel para anunciar os vencedores do M&E Awards – Destinos do Ano 2026. Com mais de 84
mil votos registrados entre integrantes do trade e leitores, a premiação reconheceu os estados que mais se destacaram ao longo de 2025 em áreas estratégicas do turismo, como promoção, sustentabilidade e inovação, consolidando-se como um importante termômetro do setor.





Pernambuco liderou a edição, com vitórias nas categorias Sol e Praia e Cultura. Também foram premiados Paraná (Sustentabilidade), Ceará (Promoção), Minas Gerais (Gastronomia), Mato Grosso do Sul (Ecoturismo), Santa Catarina (Aventura), São Paulo (MICE), Bahia (Turismo Religioso), Rio Grande do Sul (Enoturismo), Rio Grande do Norte (Turismo Regenerativo) e Maranhão (Turismo de Comunidade), evidenciando a diversidade de estratégias e o fortalecimento das políticas públicas voltadas ao turismo em diferentes regiões do país.




































• EMBRATUR - Com a movimentação na presidência, a Embratur também promove mudanças em sua estrutura interna. Bruno Villa assume a diretoria de Marketing, Negócios e Sustentabilidade, área considerada estratégica para a promoção internacional do Brasil.
• VISIT ST. PETE-CLEARWATER –Andrea Gabel deixou o cargo de diretora de Vendas Internacionais do Visit St. Pete-Clearwater após 11 anos de atuação. O anúncio foi feito por meio de uma mensagem direcionada ao mercado, na qual a executiva informou a decisão de encerrar o ciclo profissional na entidade.
• IATA - O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, anunciou que deixará o cargo ao final de julho de 2026 para assumir a posição de CEO da IndiGo. A mudança marca a transição de liderança tanto na entidade internacional quanto na companhia aérea, que passa por um período recente de ajustes operacionais.
• ACCOR - A Accor anunciou a nomeação de Leire Leoz como Chief Franchise Officer da divisão Premium, Midscale & Economy (PM&E), cargo recém-criado que reforça a estratégia global de expansão por meio de franquias.
• BANCORBRÁS - A Bancorbrás anunciou a chegada de novos executivos de Vendas para a região Centro-Oeste, em movimento estratégico para fortalecer sua atuação comercial e estreitar o relacionamento com agências de viagens.
• TOTAL EXPRESS - A Total Express anunciou a chegada de Andrea de Rizzio como sua nova diretora financeira (CFO), reforçando a estratégia de cresci-
AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS
mento estruturado da companhia.
• EMBRAER E AZUL - A Embraer confirmou a saída de seu vice-presidente executivo financeiro, Antonio Carlos Garcia, que assumirá o mesmo cargo na Azul. A mudança conecta duas empresas centrais da aviação brasileira em um movimento estratégico observado de perto pelo mercado.
• BEFLY - A empresa comunicou uma mudança em sua estrutura de liderança com a saída de Fábio Oliveira do board executivo da companhia. O movimento marca uma reconfiguração interna na gestão de duas importantes áreas do grupo, que passam a operar sob comando interino.
• CATIVA - A Cativa anunciou a contratação de Paula Lessa para sua equipe de Vendas. A profissional será responsável pela atuação nas regiões Norte e Nordeste, tornando-se a primeira vendedora da empresa dedicada exclusivamente a esses mercados.
• DECOLAR - A Decolar anunciou a chegada de Roberto Rizo-Patrón para o cargo de diretor Comercial de Produtos em Destino. A área é responsável pela gestão e expansão do portfólio terrestre da companhia, que inclui meios de hospedagem, residências por temporada, seguro viagem, locação de veículos, cruzeiros, traslados e atrações.
• HOTELARIA BRASIL - A Hotelaria Brasil anunciou a contratação de Gabriella Spinola como nova diretora de Vendas e Distribuição. A movimentação integra a estratégia da companhia para sustentar um novo ciclo de crescimento, marcado pelo recente reposicionamento como holding e por planos de expansão nos próximos anos.



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A BNT Mercosul é um evento que reúne profissionais de turismo para a realização de negócios criando um cenário ideal para quem pretende divulgar destinos e fazer contatos comerciais. A 32ª edição da BNT Mercosul está confirmada para os dias 21, 22 e 23 de maio de 2026. O evento será realizado no Expocentro Balneário Camboriú Júlio Tedesco, em Santa Catarina.
O FIT Cataratas é consolidado como um dos eventos mais completos de turismo e negócios da América Latina. Na 21ª edição, que acontecerá nos dias 10, 11 e 12 de junho em 2026, Foz do Iguaçu mais uma vez será o epicentro das grandes oportunidades para destinos e atrativos turísticos, operadoras, agentes de viagens, meios de hospedagem, empresas de transporte, companhias aéreas, bares e restaurantes, casas de shows, instituições governamentais e da iniciativa privada, associações e sindicatos de turismo, enfim todo o trade e entusiastas da inovação e sustentabilidade.
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