1ª Quinzena | Março de 2026 Ano XXIII | no529 mercadoeeventos.com.br
SOL E PRAIA CULTURA

DESTINOS DO ANO 2026
Votação aberta: acesse o site do M&E e faça as suas escolhas


Até o próximo dia 27 de março você pode votar em 12 categorias distintas. A convite da Disney Cruise Line, embarcamos no Disney Fantasy para viver a experiência do Pixa Day at Sea, um evento temático com diversos personagens que marcaram a vida de muitas crianças (e adultos).
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FEIRAS E EVENTOS
Lacte 21 cresce, soma quase 2 mil inscritos e registra maior arrecadação da história. A curadoria priorizou debates sobre saúde mental, humanização dos negócios e integração entre vida pessoal e profissional.


Affinity Seguro Viagem: “A partir de março vamos redefinir a nossa competitividade”
Empresa lança campanha “Confiança Premiada” e ações que vão impactar o mercado
Natália Strucchi
Referência no mercado de seguro viagem, o Affinity vem ampliando sua atuação em sintonia com o crescimento do turismo no Brasil e no exterior. Com resultados expressivos em 2025, reconhecimento direto do consumidor e presença ativa nas principais iniciativas do setor, a empresa reforça sua estratégia para 2026. Em entrevista exclusiva ao Mercado & Eventos, o diretor de Marketing do Affinity, Alexandre Lança, fala sobre os temas que movimentam o mercado e sobre ações que ganham vida a partir deste mês de março. Confira a entrevista com o diretor do Affinity:
M&E – O que vem por aí no mês de março que vai impactar o mercado?
ALEXANDRE LANÇA –Posso garantir que vamos redefinir a nossa competitividade. Temos uma nova seguradora, retomamos a nossa parceria com a WTA, teremos ações agressivas em celebração à vitória que tivemos no Reclame Aqui em 2025. Ao longo de todo o mês vamos apresentar diversas novidades aos nossos parceiros agentes de viagens, incluindo campanhas promocionais do dia 1º ao dia 31. Março vai definir o tom do Affinity em 2026.
M&E - O que você pode adiantar em termos de novidade?
ALEXANDRE LANÇALançamos a campanha “Confiança Premiada”, oferecendo condições exclusivas e benefícios especiais por tempo limitado. Com o mote “Agora é sua vez de ganhar”, a campanha traz como destaque o câmbio congelado, 5% de desconto para pagamentos via PIX e 25% OFF válido do 2º ao 7º passageiro, contemplando os planos 60, 80, 100, 150, 250 e 500, o que potencializa as oportunidades de vendas para grupos e famílias. A campanha também inclui a mecânica “Upgrade: Compre e Ganhe”, permitindo que o cliente adquira um plano e receba automaticamente uma cobertura superior.
M&E – Toda essa celebração gira em torno do reconhecimento do Prêmio Reclame Aqui. Qual o peso dessa vitória para a empresa?
ALEXANDRE LANÇA –Esse reconhecimento tem um peso enorme porque vem diretamente do consumidor. O Prêmio Reclame Aqui reflete confiança, qualidade no atendimento e compromisso com a solução rápida e eficiente das demandas. E é ainda mais especial porque
essa é a segunda vez que vencemos, já que também fomos premiados em 2023. Isso confirma que colocar o cliente no centro da estratégia é, de fato, o nosso maior diferencial.
M&E - O que é o Smart Delay, benefício que o Affinity passa a oferecer aos seus clientes?
ALEXANDRE LANÇA - Com o be -
nefício Smart Delay, imprevistos se transformam em exclusividade: em caso de atraso de apenas 1h no voo, você garante acesso imediato à mais de 1.200 salas vips no mundo. Menos espera, mais sofisticação e o conforto que nosso passageiro merece.
M&E – O Affinity é patrocinador do Prêmio M&E Awards Destinos do Ano 2026. Como a empresa vê essa iniciativa do M&E?
ALEXANDRE LANÇA – Patrocinar o M&E Awards é uma forma de valorizar o turismo brasileiro e reconhecer os destinos que fazem o setor avançar. É um prêmio voltado exclusivamente para destinos nacionais, o que tem total sinergia com o Affinity. Queremos reforçar a importância dos viajantes contratarem o seguro viagem também para viagens dentro do Brasil, um hábito que ainda precisa ser mais disseminado.








Votação aberta: conheça os indicados do M&E Awards
Destinos do Ano 2026 e escolha seus favoritos
Nova premiação reconhece os estados brasileiros que mais se destacam no turismo e terá entrega durante a WTM-LA 2026
Janaina Brito
O Mercado&Eventos apresenta ao trade nacional o M&E Awards – Destinos do Ano 2026, premiação inédita criada para reconhecer e valorizar os estados brasileiros que vêm se destacando no desenvolvimento, promoção e estruturação do turismo. O lançamento oficial marca mais um passo do M&E na ampliação de suas iniciativas de reconhecimento e fortalecimento do setor.
A cerimônia de entrega dos troféus será realizada durante a WTM Latin America 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, com momento especial no estande do M&E, no dia 14, às 17h. A proposta é colocar os destinos no centro das atenções em um dos principais palcos do turismo da América Latina.
O prêmio nasce com o objetivo de chancelar boas práticas, estimular a competitividade saudável entre os estados e inspirar destinos em ascensão. Em um país com diversidade cultural, natural e gastronômica como o Brasil, reconhecer estratégias eficientes de promoção, investimentos em infraestrutura e posicionamento de mercado é também incentivar o crescimento sustentável da atividade turística.
“O M&E sempre esteve ao lado dos destinos brasileiros, acompanhando




sua evolução e seus desafios. Com o Destinos do Ano 2026, queremos reconhecer aqueles que fazem a diferença e que vêm apresentando resultados consistentes, servindo de



PATROCÍNIOS:

referência para todo o mercado”, destaca Roy Taylor, presidente do Mercado&Eventos.
O M&E Awards – Destinos do Ano 2026 conta com patrocínio da Sakura




Consolidadora e da Affinity Seguro Viagem, que reforçam a importância de iniciativas que valorizem o turismo nacional e ampliem a visibilidade dos estados junto ao trade.



M&E embarca no Disney Fantasy e te conta como é a experiência do Pixar Day at Sea
Disney Cruise Line confirma retorno dos cruzeiros temáticos da Pixar em janeiro de 2027

Natália Strucchi
O M&E embarcou no Disney Fantasy para conferir de perto uma das experiências mais aguardadas pelos fãs da animação: o Pixar Day at Sea, evento especial da Disney Cruise Line que transforma um dia inteiro do cruzeiro em uma verdadeira imersão nos universos criados pela Pixar Animation Studios.
E já podemos adiantar: é uma excelente opção para quem cresceu (ou ainda cresce!) assistindo às histórias que marcaram gerações.
Desde as primeiras horas da manhã, o clima no navio muda. A programação temática toma conta dos espaços, a trilha sonora ganha toques nostálgicos e os personagens começam a surgir pelos corredores, restaurantes e áreas externas. Não é exagero dizer que, ao longo de todo o cruzeiro, a sensação é de estar dentro de um grande filme da Pixar.
Entre um café da manhã e uma atividade no deck, é possível encontrar Joy e Sadness, de Divertida Mente, espalhando abraços e boas energias. Logo adiante, quem aparece é Remy, de Ratatouille, sempre disputado para fotos. Já os fãs de música vibram ao encontrar Miguel Rivera, de Viva – A Vida é uma Festa.
Claro que não faltam encontros com Sulley e Mike Wazowski, de Monstros S.A., além da dupla inseparável Buzz Lightyear e Woody, de Toy Story. As oportunidades para fotos e vídeos são inúmeras — e os cenários cuidadosamente montados deixam cada registro ainda mais especial. Engana-se quem pensa que apenas as crianças entram nas filas. O que mais chama atenção é ver adultos — muitos deles caracterizados com camisetas, acessórios e até fantasias completas — aguardando ansiosamente pelo momento de encontrar os personagens que fizeram parte da infância (e continuam presentes na vida adulta). O Pixar Day at Sea tem esse poder: ele ativa memórias afetivas e cria novas lembranças ao mesmo tempo.
Além dos encontros, a programação inclui festas temáticas, experiências musicais, atividades interativas e um grande show no convés que reúne vários personagens em uma celebração vibrante. Tudo isso sem abrir mão do padrão Disney de entretenimento, gastronomia e atendimento.
NOVAS EXPERIÊNCIAS EM 2027
Para manter a energia do início ao fim, a edição de 2027 traz atrações inéditas que reforçam o caráter interativo do evento:
INSIDE OUT: CHANNEL YOUR EMOTIONS SILENT DJ COM JOY
Inspirada em Divertida Mente, a atividade convida hóspedes a colocarem fones de ouvido iluminados e participarem de uma animada experiência de DJ silenciosa

o único veículo do trade presente no navio
comandada por Joy. Música, luzes e muita cor transformam o espaço em uma pista de dança a céu aberto, celebrando a alegria em alto-mar.
WILDERNESS EXPLORER’S SHIP SHAPE ADVENTURE
Os pequenos aventureiros poderão embarcar em uma missão inspirada em Russell, de Up – Altas Aventuras. A proposta é dinâmica e interativa, incentivando a descoberta de novas habilidades enquanto os participantes celebram cada conquista como verdadeiros Exploradores da Natureza.
STYLE ON PARADE COM EDNA MODE
Criatividade também ganha destaque com um desfile temático inspirado na irreverente Edna Mode, de Os Incríveis. Os hóspedes são convidados a apresentar looks inspirados no universo Pixar em uma celebração divertida de moda e personalidade — e, conhecendo o público Disney, não faltarão produções caprichadas.
BASTIDORES: COMO A DISNEY CRIA UM CRUZEIRO TEMÁTICO E DEFINE QUAIS PERSONAGENS EMBARCAM?
O Pixar Day at Sea vai muito além de encontros com personagens: é uma operação cuidadosamente coreografada que envolve entretenimento, hotelaria, gastronomia e varejo para criar uma experiência verdadeiramente imersiva. A proposta, segundo os executivos do navio, é transformar cada detalhe do cruzeiro em narrativa — do palco principal ao “animal feito com toalhas” na cabine.
Com 20 anos na companhia, Peter Hoff (diretor de Cruzeiro do navio) resume sua trajetória como um divisor de águas na indústria. Com quatro décadas de experiência no setor marítimo e passagem por companhias internacionais antes de ingressar na Disney Cruise Line em 2006, ele afirma que a grande diferença da Disney está no
necessária para sustentá-los”, explica Hoff. Ele cita como exemplo o game show Inside Out, realizado mesmo fora das viagens temáticas de Pixar. A personagem Alegria pode participar porque há uma narrativa estruturada para isso. Já outras emoções, como Tristeza, dependem do contexto da programação. “A história precisa fazer sentido.”
Essa lógica também se aplica a outras franquias. Durante cruzeiros temáticos de Star Wars, por exemplo, havia regras rígidas sobre quais personagens poderiam interagir — preservando a integridade das marcas e universos narrativos.
HOTELARIA COMO PARTE DA HISTÓRIA
Se o entretenimento dá o tom do espetáculo, a hotelaria garante que a experiência esteja presente nos mínimos detalhes. Sam Jones, diretor de Hotel do Disney Fantasy, conhece essa engrenagem desde o início. Ele ingressou na Disney em 1994, participou da inauguração dos primeiros navios da frota no fim dos anos 1990 e hoje lidera uma equipe que representa dois terços da tripulação: cerca de mil dos 1.500 tripulantes atuam na área hoteleira.
“Se você pensar no navio como um resort em terra, tudo o que existe em um grande hotel está aqui: alimentos e bebidas, governança, lojas, spa, fotografia, atendimento ao hóspede. É uma operação enorme”, afirma.
No Pixar Day at Sea, cada departamento adiciona sua própria camada à narrativa. O exemplo mais simbólico está nas cabines: o tradicional animal feito com toalhas ganha forma de WALL-E. “São os pequenos detalhes que fazem a diferença”, diz Sam.
As mudanças também aparecem no cardápio exclusivo servido apenas durante o evento temático, nas áreas de varejo com produtos dedicados à Pixar, nas vitrines da doceria, nos cenários fotográficos personalizados e até na ambientação visual espalhada pelo navio.
“É storytelling em todos os lugares”, resume. “Cada departamento contribui para criar essa sensação de imersão completa.”
EXPANSÃO GLOBAL NO HORIZONTE
foco absoluto na experiência do hóspede.
“Eu já sabia como fazer um cruzeiro. Na Disney, aprendi como criar uma experiência”, afirma. Suíço de origem e hoje residente em Orlando, Peter acompanhou a expansão da armadora — de dois navios para oito — e participou de momentos importantes, como a estreia da companhia na Europa, em 2007, com itinerários pelo Mediterrâneo e Báltico.
Hoje, à frente do entretenimento e de toda a programação a bordo do Disney Fantasy, ele é responsável por personagens, shows, atividades juvenis, excursões em terra e eventos temáticos como o Pixar Day at Sea, que já está confirmado também para 2027.
UM EVENTO MULTIGERACIONAL
Para Peter, o grande diferencial do Pixar Day at Sea é o alcance emocional. “É um evento verdadeiramente multigeracional. Todo mundo tem um personagem favorito”, destaca. Seja Russell, de Up, Remy, de Ratatouille, ou WALL-E, cada geração encontra sua própria conexão com o universo Pixar.
Ao contrário de outras temáticas totalmente imersivas — como a experiência Marvel presente em outro navio da frota — o Pixar Day at Sea aposta na identificação afetiva. “A Pixar tem sua própria ‘turma’, assim como Mickey e seus amigos. E cada hóspede se relaciona de uma forma diferente com esses personagens.”
ESCOLHA DOS PERSONAGENS
Mas trazer esses personagens para o alto-mar exige planejamento rigoroso. Segundo o diretor, a decisão sobre quais figuras aparecem a bordo não é aleatória: tudo passa por equipes de produção em terra que avaliam viabilidade, cenografia, narrativa e coerência.
“É sobre contar a história certa. Precisamos ter o cenário adequado, o contexto certo. Nem todos os personagens podem simplesmente aparecer. Às vezes, não temos o pano de fundo ou a narrativa
Tanto Peter quanto Sam acompanham uma fase de expansão da Disney Cruise Line, que vem ampliando sua presença global com itinerários na Europa, Alasca, Austrália e, em breve, Ásia. Embora as decisões estratégicas sejam tomadas em terra, a missão a bordo é clara: entregar excelência operacional e superar expectativas a cada viagem.
“Nosso objetivo diário é exceder as expectativas dos hóspedes em todos os cruzeiros”, reforça Sam.
No fim das contas, o Pixar Day at Sea exemplifica essa filosofia. Mais do que um dia temático, é a prova de que, no Disney Fantasy, cada detalhe — do palco ao travesseiro — faz parte da mesma história.
LOOKOUT CAY AT LIGHTHOUSE POINT E CASTAWAY CAY FAZEM PARTE DOS ROTEIROS
Impossível falar dos cruzeiros da DCL sem citar as suas ilhas exclusivas: Castaway Cay e Disney Lookout Cay at Lighthouse Point, ambas com paisagens de tirar o fôlego, mas com propostas diferentes. Confira:
DISNEY LOOKOUT CAY AT LIGHTHOUSE POINT
Quase dois anos após sua inauguração, em junho de 2024, a Disney Lookout Cay at Lighthouse Point segue como um dos grandes diferenciais da Disney Cruise Line no Caribe. O M&E visitou o destino exclusivo da companhia na ilha de Eleuthera e pôde conferir de perto como a proposta de unir cultura local e entretenimento Disney se consolidou como um dos pontos altos dos roteiros pela região.
Mais do que uma “ilha privada”, Lookout Cay se apresenta como um retiro imersivo que valoriza a identidade das Bahamas. Música, arte, gastronomia e tradições locais estão presentes em cada detalhe — sempre com o toque característico da Disney.
Diferente de outras experiências com temática ficcional, aqui o foco é a autenticidade. A arquitetura colorida, inspirada
nas paisagens e tradições do arquipélago, remete a conchas gigantes espalhadas pela costa. O projeto foi desenvolvido pela equipe da Walt Disney Imagineering em colaboração com artistas locais, reforçando o compromisso com a valorização cultural.
O coração da ilha é o Goombay Cultural Center, espaço vibrante que celebra a história e as tradições das Bahamas. É ali que acontecem oficinas e apresentações que aproximam visitantes da cultura Junkanoo — manifestação artística típica marcada por desfiles, música e figurinos exuberantes.
Obras permanentes de artistas bahamenses estão espalhadas por toda a área, incluindo esculturas, murais, entalhes em madeira e instalações inspiradas na fauna e flora locais. O resultado é um ambiente que vai além do lazer e proporciona conexão genuína com o destino.
A programação mistura personagens Disney com expressões culturais das Bahamas. Um dos momentos mais animados do dia é o RUSH! A Junkanoo Celebration, quando músicos e dançarinos conduzem os visitantes em um desfile festivo até o centro cultural, que lembra as nossas comemorações de Carnaval.
No Play-Play Pavilion, famílias partici-
pam de brincadeiras e atividades ao som de versões bahamenses de músicas clássicas da Disney. Os personagens também aparecem com figurinos exclusivos inspirados no Junkanoo, criados pelo estilista bahamense Theodore Elyett — um detalhe que reforça a identidade local da experiência.
A gastronomia também valoriza ingredientes e receitas locais. Nos pavilhões principais, pratos como pigeon peas and rice e peixe grelhado marinado com limão ao estilo bahamense dividem espaço com clássicos já conhecidos dos cruzeiros Disney, como costelas barbecue e frango assado.
Bares distribuídos pela ilha servem bebidas tropicais, cafés gelados e rótulos locais, reforçando a identidade do destino. O coquetel exclusivo Eleuthera Euphoria, à base de rum envelhecido e abacaxi, tornou-se um dos queridinhos dos visitantes. Lookout Cay oferece áreas distintas para famílias e adultos. A Serenity Bay, exclusiva para maiores de idade, proporciona um ambiente mais tranquilo, enquanto a área familiar combina mar cristalino e infraestrutura completa.
O espaço Rush Out, Gush Out Water Play garante diversão aquática para todas as idades, e as cabanas privativas elevam


o nível de conforto para quem busca mais exclusividade.
Para quem prefere explorar, a Nature Trail permite caminhada ou passeio de bicicleta até o ponto mais oriental de Eleuthera, com vista privilegiada do Oceano Atlântico. Pelo caminho, esculturas em bronze representam espécies nativas, reforçando o caráter educativo da experiência.
CASTAWAY CAY
Águas azul-turquesa, areia branca e paisagens tropicais compõem o cenário da Castaway Cay, a ilha exclusiva da Disney Cruise Line nas Bahamas. O destino é parada estratégica em diversos roteiros pelo Caribe e combina estrutura completa, natureza preservada e o padrão de entretenimento característico da Disney.
Um dos diferenciais é o píer próprio, que elimina a necessidade de tenders e facilita o acesso direto do navio à ilha ao longo do dia. Com cerca de 1.000 acres, Castaway Cay oferece transporte interno por bondinho, inclusive até a Serenity Bay, área reservada exclusivamente para maiores de 18 anos.
Para as famílias, a ilha reúne uma série de experiências ao ar livre. A Castaway Family Beach concentra espreguiçadeiras, guarda-sóis e redes, além de aluguel de

boias e equipamentos aquáticos. Entre as atrações mais procuradas está o Pelican Plunge, plataforma flutuante com toboáguas e canhões d’água, e a área interativa Spring-a-Leak, ideal para refrescar crianças e adultos. Há ainda trilhas para caminhada ou passeio de bicicleta, esportes náuticos como caiaque e stand-up paddle, além de um circuito de snorkel de 12 acres com “tesouros submersos”, incluindo referências a clássicas atrações Disney. A programação inclui encontros com personagens, espaços de recreação por faixa etária — como o Scuttle’s Cove para crianças e áreas dedicadas a tweens e adolescentes — e até a tradicional corrida Castaway Cay 5K, realizada em meio a coqueiros e à vista do mar. Para completar, restaurantes como o Cookie’s BBQ servem buffet à vontade próximo à praia principal. Já quem busca tranquilidade encontra na Serenity Bay um refúgio à parte. Localizada a quase 1,5 km da área familiar, a praia exclusiva para adultos oferece espreguiçadeiras, redes para duas pessoas, bar com drinks tropicais e buffet próprio. Há ainda cabanas privativas premium e serviços como massagens em bangalôs ao ar livre.






Estudo da Google aponta que Brasil pode ganhar espaço no novo mapa global do turismo até 2050
A projeção redesenha mapa mundial do turismo e prevê movimentação de 6,7 mil milhões de viajantes no mundo

Brasil aparece entre os 15 maiores mercados emissores projetados para 2050, com 65 milhões de viagens internacionais
Beatriz Waehneldt
O estudo The Power of Travel 2050, realizado pela Google em parceria com a Alvarez & Marsal, projeta que as viagens internacionais vão atingir 3,5 mil milhões até 2050 e movimentar US$ 6 bi. O relatório analisa mercados emissores, destinos e turismo doméstico e indica que a América Latina, incluindo o Brasil, deverá crescer em volume, enquanto mercados maduros focarão em rentabilidade. A Inteligência Artificial é apontada como elemento central para eficiência, personalização e competitividade.
O turismo internacional deverá mais do que duplicar até 2050, passando de 1,6 mil milhões de viagens em 2025 para 3,5 mil milhões, segundo o estudo “The Power of Travel 2050”, da Google, em parceria com a Alvarez & Marsal. No mesmo período, a despesa internacional deverá crescer de US$ 1,8 bilião para US$ 6 biliões, adicionando US$ 4,2 biliões ao mercado global.
A análise baseia-se em modelos preditivos que combinam mais de 20 variáveis estruturais, milhares de milhões de pesquisas, mais de 90 mil pontos de dados de turismo e tendências da Iberia. O objetivo é oferecer uma visão de longo prazo para orientar decisões estratégicas até 2030, com projeções até 2050. Até 2050, cerca de 70% da população mundial será potencial viajante, o equivalente a 6,7 mil milhões de pessoas. A população global deverá atingir 9,6 mil milhões, impulsionada pela expansão da classe média e pelo aumento da expectativa de vida. O número de gerações viajando simultaneamente poderá chegar a oito.
A Ásia-Pacífico deverá ultrapassar a Europa como maior mercado emissor até 2050. Índia e China liderarão o ranking de saídas internacionais,
com 415 milhões e 365 milhões de viagens outbound, respetivamente. Os Estados Unidos deverão alcançar 295 milhões. Os 5 maiores emissores concentrarão 40% do total mundial.
BRASIL ESTÁ ENTRE OS 15 MAIORES EMISSORES
O Brasil aparece entre os 15 maiores mercados emissores projetados para 2050, com 65 milhões de viagens internacionais, equivalente a 0,32 viagens por membro da classe média. O país integra o grupo classificado como “Major Global Feeders”, mercados relevantes no fornecimento de fluxos internacionais, ainda que não no grupo das três superpotências globais de procura. No inbound, a Europa deverá manter a liderança como principal região receptora, mas perder participação relativa para a Ásia-Pacífico. Em
2050, Espanha (130 milhões), França (125 milhões), China (110 milhões), Estados Unidos (105 milhões) e Tailândia (100 milhões) deverão liderar em chegadas internacionais. O relatório aponta que os destinos tenderão à democratização, com perda de participação dos cinco principais mercados e crescimento mais acelerado dos países fora do Top 15. Esse movimento abre espaço para destinos emergentes ampliarem participação no fluxo global. Embora o Brasil não esteja entre os 15 maiores receptores projetados para 2050, surge no mapeamento de crescimento de despesa inbound entre 2025 e 2050 como destino material, com potencial de expansão tanto em volume quanto em valor. O desempenho dependerá de conectividade, acordos de mobilidade, estabilidade macroeconómica e

posicionamento internacional. No turismo doméstico, o estudo reforça que este continuará a representar mais de 90% das viagens globais. Em mercados-chave, o doméstico é classificado como o “motor de fidelização”. Para o Brasil, onde o mercado interno já representa a maior parte do fluxo turístico, o relatório indica que a fidelização doméstica pode ser porta de entrada para retenção de clientes no mercado internacional. As viagens per capita (domésticas e internacionais) deverão aumentar em todos os grandes mercados. Nos Estados Unidos, a média deverá atingir cerca de oito viagens por pessoa ao ano até 2050. Nos mercados emergentes, o crescimento será mais acelerado, impulsionado pela expansão da classe média.
INTRODUÇÃO DO CONCEITO DE “ZONAS COMERCIAIS” Europa e Estados Unidos são classificados como “Yield Fortress”, mercados maduros onde o crescimento virá do aumento da receita por viagem e de receitas complemen- tares. Ásia-Pacífico, Médio Oriente, África e América Latina são definidos como “Volume Move”, regiões de expansão em volume que exigirão rápida ampliação de presença e execução disciplinada.
Nesse contexto, o Brasil enquadra-se na lógica de crescimento por volume, mas com necessidade de profissionalização do investimento e maior exigência de retorno por parte de investidores. O relatório alerta que o crescimento não garantirá rentabilidade automática. O setor enfrentará o que denomina “complexity tax”, com fragmentação regional, diversificação de padrões de viagem, aumento das expectativas dos clientes, multiplicação de canais digitais e pressão por margens consistentes.
A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL É APONTADA COMO CAMADA TRANSVERSAL PARA VIABILIZAR O NOVO CICLO
O estudo da Google indica que a IA permitirá hiper personalização em escala, automação de processos, otimização de preços e receitas, modernização tecnológica e suporte a decisões estratégicas. A transição para modelos de “agentic AI”, capazes de executar fluxos de trabalho completos, deverá alterar tanto a experiência do viajante quanto os modelos operacionais.
Entre as prioridades estratégicas apontadas estão: “Win Tomorrow’s Traveler”, com foco na fidelização da Geração Z; “Go Where Growth Is”, com realocação de capital para mercados de maior expansão; “Run for Profitability”, com revisão de modelos operacionais; e “AI as an Enabler”, integrando tecnologia ao núcleo das operações.
As projeções da Google indicam que o turismo entrará num ciclo de expansão estrutural até 2050, com aumento de volume e de despesa, mas também com maior exigência operacional. Para o Brasil, o cenário combina oportunidade de crescimento no outbound, potencial de ganho no inbound e papel central do mercado doméstico como base de fidelização. A capacidade de integrar tecnologia, ampliar conectividade e alinhar estratégia a mercados emissores emergentes será determinante para ampliar participação no fluxo global.
Accor fecha 2025 com €5,6 bilhões em receita e reforça liderança nas Américas
Grupo consolida liderança no desenvolvimento hoteleiro ao expandir portfólio
Beatriz do Vale
Na manhã do dia 26 de fevereiro, a Accor realizou uma coletiva de imprensa para anunciar seus resultados financeiros de 2025, no Pullman São Paulo Ibirapuera. O Grupo reportou uma receita de 5.639 bilhões de euros, um aumento de 4,5% em comparação com o ano anterior, e o RevPAR cresceu 4,2%. Além disso, alcançou um EBITDA de 1.2 bilhão de euros, um crescimento de 13% em relação a 2024.
“Apesar de um ano desafiador no que diz respeito a política, geopolítica e economia, nós conseguimos alcançar todos os nossos objetivos em 2025”, enfatizou Thomas Dubaere, CEO Accor Americas PM&E.
No final de dezembro de 2025, o Grupo já contava com um portfólio global de 5.836 hotéis (881.427 quartos) e um pipeline de 1.527 hotéis (mais de 257.000 quartos). Na região das Américas, a Accor possui agora um total de 107.270 quartos e 569 hotéis sob 31 marcas, com 114 (32.709 quartos) hotéis Luxury & Lifestyle e 455 hotéis (74.561) na divisão Premium, Midscale & Economy, e um pipeline de 153 hotéis (21.969 quartos). A região das Américas registrou um aumento de 7,4% no RevPAR em comparação com 2024.
IMPULSIONAMENTO
ACCOR COM DIVISÃO
PREMIUM MIDSCALE & ECONOMY
A divisão Premium, Midscale & Economy (PM&E) Américas alcançou um aumento de 10,2% no RevPAR em comparação com 2024. O Grupo também abriu 23 hotéis PM&E (aproximadamente 5.200 quartos), 11 dos quais sob o modelo de franquia, fortalecendo sua presença em mercados estratégicos como Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.
“Esses números refletem não apenas a força do nosso modelo de negócio, mas também a confiança dos parceiros em nosso ecossistema, que integra performance operacional, inovação digital e modelos de recorrência, como nossas assinaturas e parcerias estratégicas, que expandem nossa presença e geram valor a longo prazo para a Accor”, afirmou Thomas.
ASSINATURA DE CONTRATOS
O ritmo acelerado de crescimento também se refletiu no desenvolvimento. Ao longo do ano, a Accor assinou 36 novos contratos na divisão PM&E das Américas. A parceria com o Royal Holiday Group resultou na incorporação de 17 propriedades, sendo 11 resorts e hotéis urbanos localizados na Argentina, Estados Unidos, México e Porto Rico que passarão a operar sob as marcas Swissôtel, Mercure, Mercure Living e ibis Styles. Outro marco significativo foi a assinatura do Nui João Pessoa Handwritten Collection, o primeiro hotel Handwritten
Collection no Brasil, uma marca que oferece uma experiência de hospitalidade genuína que reflete a personalidade e os toques pessoais do anfitrião.
Adicionalmente, a Accor expandirá seu portfólio do segmento premium com a adição do Swissôtel Santo Domingo Jardines de Bellas Artes, o primeiro hotel da marca na República Dominicana. Para 2026, a expectativa é manter este ritmo de expansão.

CVC Corp acelera reestruturação, regionaliza Produtos e redesenha liderança para sustentar novo ciclo de crescimento
Operadora consolida agenda estratégica, promove mudanças em áreas-chave, e reforça presença internacional
Janaina Brito
A CVC Corp encerra fevereiro com uma das mais amplas ondas de mudanças organizacionais dos últimos anos. Sob a condução do CEO Fábio Mader, a companhia vem implementando um novo desenho que dialoga diretamente com os cinco pilares anunciados para o ciclo atual: cliente no centro, transformação digital, pessoas, rentabilidade e desalavancagem financeira.
A reestruturação não se limita a movimentos pontuais. Ao contrário, revela uma mudança sistêmica que atravessa Produtos, Vendas, Digital, Finanças, Pessoas e Operações, além de reposicionar a atuação internacional da operadora.
PRODUTOS INTERNACIONAIS
PASSAM A OPERAR COM ORGANIZAÇÃO REGIONALIZADA
Um dos principais destaques foi a confirmação do novo modelo de estrutura para Produtos Internacionais, que passa a operar sob lógica regionalizada e com maior especialização por destino. O redesenho estabelece uma separação clara entre Produtos, Operações Internacionais e Conectividade, com heads dedicados para Caribe, América do Sul, América do Norte e Europa. Todo o desenho ficará sob liderança de Renata Cenni, recém-chegada à companhia como diretora de Produtos Internacionais. Baseada nos Estados Unidos, a executiva já iniciou ajustes na equipe, combinando valorização de talentos internos com a atração de novos profissionais para posições consideradas estratégicas.
AGENDA ESTRATÉGICA REDEFINE
VICE-PRESIDÊNCIAS E INTEGRA
ÁREAS CRÍTICAS
Paralelamente às mudanças em Produtos, a CVC Corp implementou ajustes amplos na estrutura corporativa para acelerar a agenda estratégica do grupo.

Como parte do pilar “cliente no centro”, a antiga vice-presidência de Operações e CSC foi transformada em VP de Clientes e Operações, ampliando o escopo para toda a jornada do consumidor. A área permanece sob liderança de Ricardo Pinheiro, deixando de atuar apenas no pós-venda e assumindo papel transversal na experiência do cliente.
A transformação digital também ganhou novo impulso com a criação da VP de Digital, que passa a se reportar diretamente ao CEO e terá estrutura detalhada em momento posterior. Em paralelo, a VP de Tecnologia segue sob comando de Paulo Palaia, garantindo continuidade aos projetos em andamento.
PESSOAS, FINANÇAS E VENDAS
GANHAM PROTAGONISMO NO NOVO DESENHO
A agenda de pessoas foi fortalecida com a criação da Diretoria de Gente, posicio-
nada no primeiro nível organizacional e com reporte direto ao CEO. A área será liderada por Renata Giannotti, executiva com mais de duas décadas de trajetória na companhia e que passa a integrar o Comitê Executivo.
No campo financeiro, a vice-presidência comandada por Felipe Gomes passa a concentrar a agenda de desalavancagem e rentabilidade, reunindo Finanças, Jurídico, Estratégia e Revenue Management. Nesse contexto, Daniel Bressan passa a responder à área, responsável pela estratégia de precificação dos segmentos aéreo e terrestre.
A estratégia comercial também foi reposicionada com a criação da VP de Vendas, liderada por Emerson Belan, que assume a missão de integrar operações B2C e B2B e fortalecer a coordenação da rede franqueada. Dentro da estrutura, Priscila Stefanelli foi promovida a diretora, passando a responder por Planejamento de Vendas, CRM,
Growth e Suporte ao Franqueado. Entre as movimentações, Daniel Almeida deixa a diretoria de Produto Aéreo para liderar regionais Norte, Nordeste e Centro-Oeste da rede de franquias, atuando ao lado de Vivi Pio.
PRODUTOS NACIONAL E AÉREO TÊM MUDANÇAS E REFORÇO DE LIDERANÇA
A vice-presidência de Produtos permanece interinamente sob responsabilidade do CEO e passa a atuar com foco concentrado em negociação e desenvolvimento de portfólio.
Nesse contexto, Renzo Mello assume a liderança de Produtos Aéreo, enquanto a diretoria de Produtos Nacional passa por transição relevante com a saída de Rodrigo Galvão, que encerra ciclo na companhia ao final de fevereiro.
Galvão inicia nova etapa profissional como diretor de Marketing e Vendas do Beto Carrero World. Para sua posição na CVC, a companhia confirmou a chegada de Claiton Armelin, profissional com mais de 35 anos de trajetória no setor e histórico consolidado na própria empresa. Trata-se de seu terceiro retorno à corporação, agora após passagem pela Agaxtur, reforçando a estratégia de recomposição de expertise e memória organizacional em áreas críticas.
MAIS DO QUE REORGANIZAÇÃO, PREPARAÇÃO PARA O PRÓXIMO CICLO
Ao observar o conjunto das mudanças implementadas ao longo de fevereiro, fica evidente que a CVC Corp conduz um movimento que vai além de ajustes pontuais de organograma. A companhia busca estruturar bases operacionais, comerciais e culturais capazes de sustentar um ciclo de crescimento mais eficiente, competitivo e alinhado às transformações do turismo global.
Visual e Disney realizam treinamento com agentes em São Paulo
A proposta do evento foi reforçar o posicionamento da operadora como canal estratégico de distribuição dos produtos Disney no Brasil

A Visual Turismo promoveu um café da manhã especial para apresentar atualizações comerciais e estratégias de vendas em parceria com o Walt Disney World Resort e a Disney Cruise Line. O encontro reuniu agentes de viagens para detalhar novas ofertas de hospedagem, pacotes integrados e experiências pensadas especialmente para o público latino-americano.
A proposta do evento foi reforçar o posicionamento da operadora como canal estratégico de distribuição dos produtos Disney no Brasil, ampliando o acesso a
conteúdos comerciais, treinamentos e materiais exclusivos que facilitam o trabalho dos agentes na venda de viagens internacionais. Entre os destaques apresentados estiveram benefícios diferenciados para hóspedes, experiências ampliadas dentro dos parques e novas oportunidades de comercialização ligadas à expansão da frota marítima da companhia, além de orientações práticas sobre como estruturar roteiros completos combinando parques temáticos, hotéis e cruzeiros.
O encontro contou com a presença de Alexander Haim, diretor geral da Disney Destinations no Brasil, além da liderança da
operadora, incluindo o diretor Hugo Lagares. Segundo Hugo, a estratégia da empresa passa por fortalecer a comunicação direta com o agente de viagens e ampliar o acesso às informações comerciais em múltiplas plataformas.
“Fizemos esse café da manhã oficial de lançamento através da imprensa e também pelos nossos meios de comunicação. Temos dois grupos de divulgação bem ativos tanto na parte de operadora de hotelaria quanto na parte de cruzeiros. O agente de viagem tem acesso a esse grupo de WhatsApp, onde estão todas as informações, além também de um repositório no Telegram, onde colocamos todas as lâminas de promoções. Tentamos comunicar de todas as maneiras e o Instagram da Visual também é muito ativo”, explicou.
“Estamos fazendo outros treinamentos com a Disney, fizemos em Brasília, Campinas e Recife. É uma hora e meia de treinamento com cada detalhe e todos os produtos Disney”, revelou Hugo.
TREINAMENTOS DISNEY
FORTALECEM VENDAS DE DESTINOS
A operadora vem apostando em capacitações presenciais e digitais como forma de ampliar o conhecimento técnico do agente brasileiro, considerado peça-chave na decisão de compra do viajante internacional.
Os treinamentos incluem desde diferenciais de hospedagem dentro do complexo Disney até estratégias de combinação entre parques temáticos e cruzeiros.
Durante a apresentação, também foram destacadas ofertas que garantem vantagens exclusivas aos hóspedes, como acesso facilitado a atrações, benefícios dentro dos resorts e experiências mais completas para famílias e grupos.
Para a Visual, o momento do mercado é especialmente positivo. O crescimento do turismo internacional e o aumento do interesse do brasileiro pelos Estados Unidos impulsionam a procura por produtos premium e experiências completas.
“Falando da expectativa, vimos nos próprios números da Disney como é uma empresa que cresceu muito no mundo. Observamos o número crescente de brasileiros que vão para a Flórida e para a Disney. A frota de navios vai crescer bastante e o público brasileiro está descobrindo cada vez mais o Disney Cruise Line. É um produto pelo qual o brasileiro realmente está interessado, sempre com novidades, promoções e reinvenção constante. Achamos que neste ano, com a Copa do Mundo nos Estados Unidos, teremos mais brasileiros na Flórida e esses números devem crescer ainda mais”, completou o diretor.
A expectativa do setor é que grandes eventos internacionais impulsionem ainda mais o fluxo turístico para os Estados Unidos nos próximos anos, ampliando a demanda por roteiros combinados entre parques e cruzeiros. Nesse cenário, operadores e agentes reforçam o papel da capacitação contínua como diferencial competitivo para atender um viajante cada vez mais informado e em busca de experiências personalizadas.
Turismo internacional injeta US$ 731 milhões e coloca Brasil entre os 3 melhores
janeiros
da história
Valor é o terceiro maior da história para o período e reforça o bom momento do turismo internacional do país
Yuri Ricci
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no turismo internacional. Apenas em janeiro, visitantes estrangeiros deixaram US$ 731 milhões na economia nacional, o equivalente a mais de R$ 3,7 bilhões na cotação atual. O resultado representa o terceiro maior já registrado para o período, acompanhado por 1,4 milhão de chegadas internacionais nos primeiros 31 dias do ano.
O balanço foi divulgado pelo Banco Central do Brasil e reforça o bom momento do setor, que vem ampliando sua relevância econômica e consolidando o país como destino competitivo no cenário global.
O impacto financeiro também chama atenção quando comparado a outros segmentos da economia. A receita gerada pelo turismo internacional em janeiro foi 50% superior ao valor arrecadado com exportações de algodão no mesmo período, estimadas em US$ 489 milhões, além de ultrapassar as exportações de açúcar, que somaram US$ 728 milhões.
MERCADO INTERNACIONAL CRESCE E AMPLIA
DIVERSIDADE DE MERCADOS EMISSORES
Segundo o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, o turismo se consolida como um vetor estratégico de desenvolvimento econômico e social, respondendo atualmente por cerca de 8% do Produto Interno Bruto nacional.
“O turismo é um vetor de desenvolvimento inclusivo. Os recursos deixados pelos visitantes estrangeiros movimentam o comércio local, beneficiando pousadas, transportes, serviços e pequenos empreendedores”, destacou. Freixo também ressaltou o perfil empresarial do setor, formado majoritariamente por micro e pequenas empresas. De acordo com ele, mais de 95% dos negócios turísticos do país pertencem a esse segmento, grande parte liderada por mulheres, ampliando geração de renda e oportunidades em diferentes regiões.
O volume de visitantes internacionais reforça esse cenário positivo. Em janeiro, o país recebeu 1.401.476 turistas estrangeiros, com crescimento expressivo em mercados considerados estratégicos, como China, Colômbia, Peru, Portugal, México, Espanha e França.
Os países sul-americanos seguem liderando o envio de turistas ao Brasil. A Argentina aparece na primeira posição, com 741.827 visitantes, seguida por Paraguai (112.698), Chile (112.673) e Uruguai (79.055).
Completam o ranking dos dez principais emissores os Estados Unidos (56.891), Alemanha (21.446), Itália (18.595) e o Reino Unido (18.245), reforçando a diversificação dos mercados internacionais interessados nos destinos brasileiros.













Azul conclui Chapter 11, reduz dívida em
inicia nova fase com balanço mais leve e foco em expansão
Companhia aérea encerra processo em menos de nove meses, fortalece caixa, reorganiza estrutura acionária
Janaina Brito
A Azul Linhas Aéreas encerrou fevereiro consolidando uma reestruturação financeira considerada uma das mais rápidas entre companhias aéreas da região. Após ingressar no Chapter 11 nos Estados Unidos em maio de 2025 com um plano pré-negociado com credores, a empresa anunciou oficialmente sua saída do processo no último dia 20, abrindo caminho para um novo ciclo sustentado por balanço mais leve, redução relevante de dívida e maior previsibilidade operacional.
O modelo pre-packaged adotado desde a entrada permitiu à companhia avançar sem interrupções relevantes na operação e com alinhamento prévio entre credores e parceiros estratégicos. Segundo o CEO John Rodgerson, a credibilidade construída nas negociações e a definição clara de metas foram determinantes para a conclusão em menos de nove meses. “Entramos no processo com planejamento e apoio da indústria, o que trouxe segurança e velocidade à execução”, afirmou.
CAPTAÇÕES E REORGANIZAÇÃO ACIONÁRIA SUSTENTARAM A SAÍDA
Nas etapas finais da reestruturação, a Azul acelerou medidas voltadas ao reforço de caixa e à viabilização do financiamento de saída. Entre as iniciativas, realizou oferta de ações vinculada ao financiamento DIP e emitiu US$ 1,375 bilhão em títulos com vencimento em 2031. A companhia também aprovou bônus de subscrição destinados a credores e parceiros estratégicos, incluindo United Airlines e American Airlines, além de instituir um novo Comitê Estratégico.

O aporte de US$ 100 milhões da United recebeu aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, resultando em participação aproximada de 8% na companhia e consolidando o apoio internacional ao plano.
BALANÇO MAIS LEVE E REDUÇÃO ESTRUTURAL DE CUSTOS
A conclusão do Chapter 11 resultou em redução estimada de US$ 2,5 bilhões na dívida da Azul, acompanhada por corte expressivo em despesas financeiras e custos de leasing. De acordo com a companhia, o custo de juros caiu significativamente e o gasto com aluguel de aeronaves foi reduzido em mais de um
terço, criando base para maior geração de caixa no curto e médio prazo. Rodgerson destacou que o objetivo agora é consolidar a desalavancagem e posicionar a empresa entre as menos endividadas do setor aéreo nacional. O executivo lembrou que a pressão sobre o balanço nos últimos anos foi resultado de fatores externos, como pandemia, volatilidade cambial e eventos operacionais relevantes.
RETOMADA DE CAPACIDADE E NOVO CICLO DE CRESCIMENTO
Com cerca de 175 aeronaves, a Azul inicia o período pós-reestruturação com estratégia de retomada gradual da capacidade e continuidade da renovação de
Tap detalha plano para 2026
frota, incluindo modelos da Embraer e o A330neo, da Airbus. O alinhamento com fornecedores e fabricantes, entre eles a GE Aerospace, foi apontado como elemento-chave para a execução do plano sem impactos operacionais relevantes. No campo estratégico, a companhia sinaliza expansão internacional gradual e disciplinada, priorizando rotas com maior potencial de rentabilidade e conectividade. A saída do Chapter 11 marca para a Azul um fortalecimento financeiro e reposicionamento competitivo. Agora, a empresa inicia uma nova etapa focada na geração consistente de caixa, retomada de investimentos e disputa de mercado em condições mais equilibradas no setor aéreo brasileiro.
com expansão
no Brasil, EUA e reforço no Porto
O Brasil segue como mercado central da companhia, que completa 60 anos de voos regulares no país em 2026

Ana Azevedo
A TAP Air Portugal apresentou o plano estratégico para 2026, com foco na expansão da malha inter -
nacional, reforço da operação no Brasil e nos Estados Unidos e investimentos no Porto. As diretrizes foram detalhadas pelo CEO Luís Rodrigues.
Segundo o executivo, o Brasil segue como mercado central da companhia, que completa 60 anos de voos regulares no país em 2026. “Abrimos duas novas rotas, uma em Curitiba, lá bem no sul, e outra em São Luís do Maranhão, no Norte”, afirmou. As ligações partirão de Lisboa, com início previsto para julho e outubro de 2026, respectivamente. Ainda de acordo com Rodrigues, a Tap também ampliará frequências para o Rio de Janeiro como parte das ações comemorativas. “O Brasil continua a ser um mercado absolutamente estratégico para a Tap”, disse. Nos Estados Unidos, a companhia confirmou a nova rota direta entre Lisboa e Orlando, com início em 29 de outubro de 2026. Ao justificar a decisão, Rodrigues afirmou que a Tap mantém uma postura ativa no maior mercado aéreo do mundo. “Uma empresa pequena em escala global, como a Tap, não se esconde do maior mercado do mundo, que são os Estados Unidos”, declarou. O terceiro pilar do plano está concentrado no Porto e no Norte de Portugal. Segundo o CEO, a estratégia inclui tanto a abertura de novas rotas quanto investimentos estruturais. “As novas rotas a partir do Porto, para Praia, Tel Aviv, Terceira e Porto Santo, são um
primeiro sinal disso, assim como o estabelecimento de uma base de manutenção e engenharia para os nossos aviões no Porto”, afirmou. O projeto prevê investimento de 20 milhões de euros e a criação de cerca de 200 empregos qualificados, ampliando a base operacional da companhia fora de Lisboa. Para Rodrigues, a iniciativa reforça o papel do Porto na estratégia de crescimento da Tap. “É um passo estrutural, não apenas comercial”, disse. O plano para 2026 também contempla a ampliação da oferta para os Açores e a Madeira. Segundo o executivo, a companhia atingirá o maior volume de assentos já oferecido nesses mercados. “Conseguirmos, em 2026, a maior operação de sempre em termos de lugares oferecidos para as regiões autônomas dos Açores e da Madeira, reforçando de fato a portugalidade e a necessidade de coesão territorial”, afirmou.
Rodrigues também enfatizou as parcerias institucionais e esportivas da companhia, como os acordos com o Comitê Olímpico, o Comitê Paralímpico e a Seleção Nacional de Futebol. “Colocam-nos exatamente onde devemos estar, ao lado das marcas que representam o país”, concluiu.
Rio Open neutraliza mais de 1.800 toneladas de CO ₂ e reforça impacto no turismo
Com recorde de marcas, o evento amplia ações verdes e projeta R$ 200 milhões na economia
Beatriz Waehneldt
O Rio Open 2026 reuniu 44 patrocinadoras e 12 apoiadoras, ampliou o pilar ambiental Rio Open Green, neutralizou mais de 1.800 toneladas de CO2 e injetou cerca de R$ 200 milhões na economia do Rio de Janeiro entre 14 e 22 de fevereiro. O torneio, realizado no Jockey Club Brasileiro, combinou esporte, turismo, sustentabilidade e forte presença de marcas nacionais e globais.
Maior torneio de tênis da América do Sul e único ATP 500 da região, o evento aconteceu em meio ao Carnaval, ampliando a permanência de visitantes na cidade e elevando a taxa de ocupação hoteleira, o fluxo aéreo e o consumo em bares, restaurantes e serviços. Segundo a organização, a edição de 2026 deve gerar quase cinco mil empregos diretos e indiretos. A projeção de R$ 200 milhões em impacto econômico tem como base estudo anual da Deloitte.
Com ingressos esgotados em apenas duas horas e expectativa de público superior a 70 mil pessoas ao longo dos nove dias, o torneio reforça o calendário internacional do Rio e amplia a exposição global do destino, com cerca de 3.500 horas de transmissão para mais de 140 países.
RIO OPEN GREEN: CARBONO NEUTRO E GESTÃO DE RESÍDUOS
Desde 2020, o torneio calcula e compensa as emissões de carbono relacionadas à operação e ao deslocamento do público. Em 2025, foram neutralizadas mais de 1.800 toneladas de CO , sendo cerca de 74% referentes ao transporte dos espectadores.
Segundo Flávia Ottoni, bióloga e coordenadora do estande Rio Open Green, o transporte dos espectadores representa a maior parte da pegada do evento. “No ano passado 470 toneladas foram compensadas apenas com a operação e montagem do torneio como um todo e as outras 1.300 com o deslocamento do público”, explica.
A compensação ocorre por meio da aquisição de créditos de carbono vinculados à geração de energia renovável da Hidrelétrica Jirau, em parceria com a ENGIE, garantindo certificação reconhecida internacionalmente. Além da neutralização de carbono, o evento mantém ações de redução de plástico,

copos reutilizáveis no Leblon Boulevard, coleta seletiva, destinação de recicláveis para cooperativas licenciadas e compostagem de resíduos orgânicos. Cerca de 21 toneladas de recicláveis foram coletadas no ano anterior.
RECORDE DE PATROCINADORES CONSOLIDA FORÇA NO MERCADO TURÍSTICO
A edição 2026 registrou número histórico de marcas: 44 patrocinadoras e 12 apoiadoras. A diversidade de setores, como telecom, energia, mobilidade, aviação, finanças, hospitalidade, bebidas e turismo, demonstra a relevância do torneio como ativo econômico e de imagem para o Rio de Janeiro. Entre os principais patrocinadores:
Disney Cruise Line: com estande de experiência e presença de personagens;
RIOgaleão: aeroporto oficial do evento;
Emirates e Rolex: host sponsors;
Claro: patrocinadora desde a primeira edição;
XP Inc.: com espaço próprio e desafios interativos;
Shell: com experiências digitais e ati-

Marcio Cantelli, explicou a escolha do evento. “Nossa presença no Brasil é fundamental, o Rio de Janeiro é um cartão postal e quem está no Rio Open são famílias que costumam viajar”, destaca e completa que a Disney sempre gosta de se associar com algum esporte. Durante o evento de tênis, a DCL anunciou uma promoção voltada ao mercado brasileiro. A oferta concede 20% de desconto em novas reservas realizadas via agências de viagens para saídas selecionadas até julho, a bordo do Disney Wish e do Disney Dream, além de crédito de US$ 250 por cabine para uso durante a viagem. O Senior Manager Latam, Alexander Haim, explicou o anúncio. “Estamos oferecendo o desconto para todas as novas compras realizadas através das agências de viagens no mercado brasileiro para poder navegar até o mês de julho a bordo dos navios selecionados, em diversas saídas”, detalha.
BRASILEIROS FORAM DESTAQUE NA EDIÇÃO DE 2026
vações esportivas;
ENGIE Brasil: responsável pela descarbonização do evento;
Kia: com frota híbrida e elétrica para transporte de atletas;
Faberg, Jockey Club Brasileiro, Prefeitura do Rio, dentre outras: como parceiros oficiais.
TURISMO E PRESENÇA DO SETOR DE VIAGENS
Do ponto de vista turístico, o evento movimentou a rede hoteleira, o transporte aéreo e os serviços locais. Empresas do setor marcaram presença como patrocinadoras ou apoiadoras, incluindo companhias aéreas, operadoras e marcas associadas ao turismo e hospitalidade. Flávia destacou o peso do turismo no cálculo das emissões: “tem muita gente vindo de fora e o principal meio de transporte é avião, por isso o Rio Open tem esse cuidado com a poluição”. Entre as marcas presentes no Leblon Boulevard esteve a Disney Cruise Line (DCL), que utilizou o evento como plataforma de relacionamento e posicionamento de marca no Brasil. O gerente de Estratégia de Marketing da Disney Cruise Line para o mercado Latam,
João Fonseca chegou ao torneio como terceiro cabeça de chave e ocupando a melhor posição da carreira no ranking da ATP, na 33ª colocação. Atuando em casa, no Jockey Club Brasileiro, e diante de arquibancadas lotadas, o carioca confirmou o status de principal nome nacional ao avançar às fases decisivas, apoiado em um desempenho consistente no saque e postura agressiva nas trocas de fundo de quadra.
Na chave de simples, o Brasil também foi representado por Thiago Monteiro, que buscou explorar sua regularidade no saibro contra adversários do top 50, e por Felipe Meligeni Alves, que aproveitou a oportunidade de disputar um ATP 500 em casa para somar experiência e visibilidade. Jovens convidados por wild card completaram a presença nacional, reforçando o processo de renovação do tênis brasileiro em um evento de alto nível técnico.
Nas duplas, Rafa Matos, bicampeão do torneio, voltou a figurar entre os protagonistas e manteve a regularidade nas fases mais avançadas da competição. A parceria formada por Felipe Meligeni Alves e Marcelo Zormann também integrou a chave, ampliando a representatividade brasileira na disputa. Fora das quadras, o torneio contou com espaços como o Leblon Boulevard, com 10 mil m², que concentrou ativações de marcas, gastronomia e experiências voltadas ao público, ampliando o tempo de permanência e o ticket médio dos visitantes. A edição de 2026 contou com oito quadras de saibro, incluindo a Quadra Guga Kuerten, com capacidade para 6.200 pessoas.


Lacte 21 cresce, soma quase 2 mil inscritos e registra maior
arrecadação da história
Sucesso do encontro é resultado de um ecossistema colaborativo que envolve clientes, organizadores e parceiros de negócios

Janaína Brito
Em entrevista ao M&E durante o primeiro dia do Lacte 21, realizado nos dias 23 e 24 de fevereiro, a diretora executiva da Alagev, Luana Nogueira, destacou crescimento consistente, maior relevância estratégica e um ambiente cada vez mais orientado à conexão entre pessoas e geração de negócios.
Segundo a executiva, o sucesso do encontro é resultado de um ecossistema colaborativo que envolve clientes, organizadores e, principalmente, parceiros de negócios presentes na área de exposição. A presença desses atores dentro da arena contribui para ampliar oportunidades comerciais e fortalecer o setor como um todo.
LACTE CRESCE E EXIGE ADAPTAÇÕES ESTRUTURAIS
O aumento da demanda levou a organização a realizar sucessivas revisões do layout do evento, cerca de 17 ajustes, incluindo mudanças significativas na disposição de palcos e áreas de circulação. Para Luana, a percepção de que o espaço “ficou pequeno” reflete justamente o crescimento do interesse e o apetite dos patrocinadores por maior presença e visibilidade.
Ela observa que marcas com maior maturidade e portfólio consolidado já enxergam o Lacte como investimento estratégico, ampliando estandes e criando ativações que vão além da exposição tradicional, com experiências imersivas, podcasts e formatos de interação contínua com o público.
CONTEÚDO GANHA
PROTAGONISMO E IMPULSIONA INSCRIÇÕES
Outro destaque da edição é o fortalecimento do conteúdo como vetor de atração. De acordo com a diretora, o anúncio do line-up provocou um pico de inscrições nos dias que antecederam o evento, evidenciando uma mudança de comportamento do público, cada vez mais interessado em temas inspiracionais e humanos.

Embora o modelo multitrilhas permita diversidade temática, participantes relatam dificuldade em acompanhar todas as sessões devido à simultaneidade da programação, um sinal positivo sobre a densidade e qualidade do conteúdo oferecido.
A curadoria deste ano priorizou debates sobre saúde mental, humanização dos negócios e integração entre vida pessoal e profissional, abordagem sintetizada no conceito de “lado A e lado B” das pessoas no ambiente corporativo.
PESSOAS NO CENTRO DOS NEGÓCIOS
Para Luana Nogueira, a evolução do evento acompanha uma transformação mais ampla do mercado, que passa a reconhecer que tecnologia, processos e resultados dependem diretamente do fator humano. Nesse contexto, o Lacte busca promover experiências que estimulem confiança, proximidade e conexão emocional entre profissionais.
A executiva ressalta que negócios no segmento de viagens e eventos são construídos com base em relacionamento e que encontros presenciais continuam essenciais para consolidar parcerias e gerar novas oportunidades.
PRÊMIO VOCÊ INSPIRA NO LACTE REFORÇA RECONHECIMENTO DO MERCADO
Um dos momentos mais aguardados da programação, o prêmio Você Inspira, idealizado pela ainda presidente da entidade, Juliana Patti, também demonstra amadurecimento. A iniciativa valoriza projetos aplicáveis e replicáveis, priorizando impacto real e inspiração para outras empresas.
A edição atual contou com banca avaliadora independente, medida que, segundo a organização, ampliou a credibilidade e garantiu neutralidade no processo de seleção. O prêmio vem registrando aumento de inscrições e recorrência de participantes, indicando consolidação como instrumento de reconhecimento setorial.
NÚMEROS APONTAM EXPANSÃO DE PÚBLICO E RECEITA
O evento reúne 75 patrocinadores, número semelhante ao da edição passada, mas com recorde de arrecadação, resultado de cotas mais estruturadas e alinhadas aos objetivos de cada marca.
A estratégia incluiu curadoria individualizada de patrocínio, orientando empresas sobre formatos de ativação, público-alvo e posicionamento dentro da experiência do evento, fator que tem elevado a percepção de retorno e efetividade comercial.
APOIO INSTITUCIONAL SEGUE COMO DESAFIO
Apesar dos avanços, a diretora aponta que o setor segue enfrentando limitações no acesso a incentivos públicos e políticas de fomento, mesmo diante do impacto econômico relevante das viagens corporativas.
“Ainda é um desafio! O nosso setor, falando só em viagem corporativassem nem falar dos eventos, gera bilhões anualmente. Mas ainda não é olhado com a devida atenção, mas temos avançado aos poucos”, disse.
A presença de destinos e bureaux de turismo nesta edição, por meio de iniciativas como a ala dedicada à promoção de localidades, sinaliza uma aproximação gradual, mas ainda insuficiente. “Falta ainda! A gente quer essa entrada maior dos destinos no nosso evento”, explicou.
Segundo Luana, a realização do Lacte depende majoritariamente de investimento privado, o que reforça a importância de planejamento estratégico e parcerias para viabilizar uma produção de grande porte.
ALAGEV ELEGE DIRETORIA DO BIÊNIO 2026-2028
No final do último dia de Lacte 21, a Alagev apresentou a sua nova diretoria para o biênio 2026-2028. A chapa, composta apenas por mulheres, tem à frente Joyce Negrelli Carrieri Macieri, Global Travel Manager da Minerva Foods, antes ocupada por Juliana Patti. A nova diretoria inicia os trabalhos após um período de transição, no dia 1º de maio de 2026.
Na vice-presidência permanece Luciana Dantas, que já exerce a função e atua como gerente de Comunicação, Eventos e Cerimonial da Axia Energia. A nova diretora financeira da associação é Bruna Tiemy Ono, gerente financeira da Gol Linhas Aéreas, que substitui Tatiane Mendonça, da SWISSPORT.
Todas as eleitas já atuam na Alagev por meio de comitês, produção de conteúdo técnico, apoio a iniciativas educacionais e ações voltadas à integração entre compradores e fornecedores. Ao longo dos anos, participaram de iniciativas voltadas à ampliação do diálogo entre os diferentes elos do mercado, à disseminação de boas práticas, ao aprofundamento de discussões estratégicas e ao fortalecimento da representatividade institucional da associação no Brasil e na América Latina.
PROPOSTAS DA NOVA DIRETORIA DA ALAGEV
Para o próximo biênio, a chapa propõe a ampliação da atuação institucional da Alagev, com foco no fortalecimento de sua posição como representante do setor de viagens e eventos corporativos. Entre as prioridades estão a expansão de programas de capacitação e geração de conhecimento para os associados; o incentivo à adoção de inovação, tecnologia e práticas sustentáveis nas operações do segmento; e a estruturação de uma agenda permanente de advocacy.
A proposta também inclui a ampliação do diálogo com autoridades públicas, entidades parceiras e demais stakeholders, com o objetivo de defender pautas de interesse do setor. Outro eixo previsto é o crescimento da base de associados, aliado à entrega de serviços, conteúdos e iniciativas que atendam às demandas do mercado de forma contínua. Até 2025, a base de associados contava com 623 empresas.
A diretora-executiva da Alagev, Luana Nogueira, que permanecerá na nova gestão, destaca a continuidade do trabalho e o alinhamento estratégico entre diretoria e equipe executiva.
















HOTELDO – A HotelDO anunciou a contratação de cinco novos executivos para o seu time Comercial como parte da estratégia de fortalecimento da presença regional e ampliação do suporte aos agentes de viagens em diferentes mercados do país. Passam a integrar a companhia Danielle Farinho, Lucas Camerini, Mara Nogueira, Mariana Cysneiros e William Viani, que atuarão em praças consideradas estratégicas para a operação B2B da empresa.
TURISMO DE PORTUGAL – O escritório do Turismo de Portugal no Brasil acaba de anunciar Daniela Fabbri como integrante da equipe. A executiva possui mais de 18 anos de atuação na indústria do turismo como foco em marketing de destinos, estratégias comerciais e posicionamento voltado ao mercado latino-americano.
COPA AIRLINES – A Copa Airlines nomeou Monica Afonso como nova country manager no Brasil. A executiva assumiu o cargo oficialmente em 2 de fevereiro, com base em São Paulo, após integrar a companhia desde maio de 2022, quando passou a atuar como gerente de vendas no mercado brasileiro.
MOWI – A MOWI, empresa referência em soluções globais de mobilidade e logística, anunciou a nomeação de Ismaily Jhoe como novo Global Chief Commercial Officer (CCO). A movimentação faz parte de um plano estratégico voltado ao fortalecimento comercial, à ampliação da presença internacional e à consolidação da marca nos mercados onde a companhia já atua.
GRAMADO PARKS - A Gramado Parks inicia um novo capítulo em sua estrutura organizacional com a nomeação de
AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS
ITB 2026
Guilherme de Borba Benetti para o cargo de diretor de Marketing. A empresa também oficializou a nomeação de Maria Cristina Garcia como nova diretora Artística do grupo.
CRISTAIS DE GRAMADO - A Cristais de Gramado, com 24 anos de trajetória na Serra Gaúcha, anuncia um novo ciclo estratégico voltado à expansão e à diversificação de negócios no entretenimento e no mercado de luxo. Reconhecida nacionalmente pela arte do cristal murano e como um dos principais destinos de experiência de Gramado, a empresa apresenta Lísia Diehl como nova CEO e sócia.
CVC - Roberto Vertemati, diretor de Expansão e Suporte a Franquias anunciou seu desligamento da CVC Corp, onde atuou por mais de 30 anos.
SHIFT MOBILIDADE - A Shift Mobilidade contratou Carolina Fernandes como gerente de Vendas da unidade de negócios Eventual, em um movimento alinhado à expansão da empresa no segmento de transporte corporativo no Brasil. A executiva passa a atuar no desenvolvimento comercial de soluções voltadas a eventos corporativos, deslocamentos executivos, feiras, convenções e operações especiais.
GEA BRASIL - O GEA Brasil, Grupo de Gestão de Agências de Turismo Independentes, anuncia a chegada de André Cunha como novo gerente nacional da operação no país. O executivo assume a liderança com a missão de acelerar a expansão do grupo, fortalecer o relacionamento com as agências integrantes e ampliar a geração de valor em um mercado cada vez mais orientado à tecnologia e à personalização.
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A ITB Berlin comemora seu 60º aniversário em março de 2026. Desde 1966, a ITB Berlin é a principal plataforma para a indústria global de viagens e turismo. O evento acontece este ano entre os dias 03 a 05 de março, no Messe Berlim.
ABAV TRAVELSP 2026
A 48ª Abav TravelSP acontecerá nos dias 11 e 12 de março de 2026, no Royal Palm Hall, em Campinas. Com o tema “Conectando o Futuro do Turismo”, o evento reunirá profissionais do setor para debater as novidades e tendências do mercado.
WTM-LA
A WTM Latin America, que acontece entre 14 e 16 de abril, é um evento B2B de viagens que oferece excelentes oportunidades de negócios e acesso a compradores e influenciadores qualificados da indústria de viagens e turismo. Profissionais de todas as áreas participam do evento, como agências de turismo, operadoras de viagens, acomodações, transportes, cruzeiros, produtos de luxo e tecnologia, entre outros. Durante apenas 3 dias é possível explorar as últimas tendências, buscar novos produtos, expandir sua rede de contatos e encontrar oportunidades que vão impulsionar seus negócios.
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