Page 1

my cooprofar setembro 2018

ANÁLISE DE MERCADO Entrega de medicamentos oncológicos nas farmácias em estudo Farmácias recolheram 560 toneladas de resíduos de medicamentos ESPECIAL SAÚDE Insuficiência Cardíaca


De Regresso! ao Desporto

Segue OKYGEN no


setembro 2018

mycooprofar 04 Análise de Mercado 06 Especial Saúde 10 Especial Indústria Farmacêutica 12 Cooprofar 13 Produtos Mercafar 13 Cosmética e Higiene Corporal 16 Diagnóstico 16 Dispositivos Médicos 18 Éticos 20 Galénicos 20 Homeopáticos 20 Higiene Bebé 20 Higiene Oral 22 Med. Não Suj. a Rec. Médica 24 Med. Não Suj. a Rec. Médica - EF 24 Med. Vet. N. Suj. a Rec. Médica 24 Nutr. e Prod. à base de Plantas 25 Nutrição Infantil

EDITORIAL Cooprofar lança uma nova campanha para a prevenção das Doenças Cardiovasculares Sob a égide “ A saúde começa aqui. Tem o seu Farmacêutico sempr consigo.”, a Cooprofar vai lançar uma nova campanha de proximidade, centrada na temática das Doenças Cardiovasculares, intitulada “O coração tem um limite. Não queira saber o seu.”. Contando com o apoio e a colaboração da Fundação Portuguesa de Cardiologia, a campanha tem como objetivo alertar a população portuguesa para os principais fatores de risco, sintomas e formas de prevenção das Doenças Cardiovasculares, destacando, entre outras, a Insuficiência Cardíaca, que afeta mais de 400 000 portugueses e que tem visto a sua incidência aumentar gradualmente, ano após ano. Neste contexto, a Cooprofar vai lançar, a partir de Outubro, um plano de formações sobre as Doenças Cardiovasculares, destinadas aos profissionais da Farmácia. Pretende-se, desta forma, e em linha com o trabalho que tem vindo a ser realizado, dotar a Farmácia e o Farmacêutico de competências cada vez mais amplas e diversificadas, melhorando assim o serviço que presta aos seus utentes. A Cooprofar tem ainda programadas diversas ações de Formação até ao final do ano. Estas formações abrangem temas como “Fundamentos da Gestão de Pessoas”, “Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática” ou “Administração de Vacinas e Medicamentos Injetáveis” e podem ser consultadas em www.cooprofar.pt. O Grupo orgulha-se ainda por poder anunciar, um vez mais, a manutenção da Certificação do seu Sistema de Gestão, de acordo com as normas NP EN ISO 9001:2015 e NP 4457:2007, assim como a renovação da Certificação de acordo com a Norma Internacional SA8000:2014 Responsabilidade Social. O resultado alcançado cumpre o desígnio do Grupo de reger a sua atuação por normativos nacionais e internacionais. É o reflexo do empenho e do envolvimento de toda a Equipa.

26 Parafarmácia 26 Puericultura 26 Químicos 26 Veterinária 27 Breves

Mas não ficamos por aqui. A Cooprofar implementou recentemente um novo processo relativo ao procedimento de Validação de Requisições de Substâncias Controladas. Esta ferramenta permitirá aos Profissionais de Farmácia desempenharem e cumprirem a sua responsabilidade de uma forma mais ágil e eficaz, o que se traduz também em ganhos de eficiência. A Cooprofar continuará assim a investir em Formação e Inovação, enquanto pilares fundamentais para a promoção da Saúde e para o crescimento continuado e sustentável do negócio da Farmácia.

Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Delfim Santos Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Design e Paginação: Porto de Comunicação Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

AVISO: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico. O período de vigência decorre entre 1 a 30 de setembroh!ps://amp.businessinsider.com/images/5b48b443f4af9c2a008b4742-750-563.jpg, inclusive. Os valores indicados estão corretos, salvo erro tipográfico. Os preços e bonificações indicados estão sujeitos a alterações de acordo com as condições de mercado e não acumulam com outras campanhas em vigor.


Análise de Mercado

mycooprofar

Crescimento face ao período homólogo Crescimento Mercado julho 2018 vs. mês homólogo 16 14

12,8%

12 10,2% 9,2%

10 8 10%

7,3%

6,5%

6,5%

4,2%

4

6,4

3,3%

4,9

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Setúbal

Açores

Madeira

Viana do Castelo

-8 -15%

Santarém

-6 -10%

Porto

-4

Lisboa

-2 Portalegre

Dez

Leiria

Nov

Faro

Out

Guarda

Set

Évora

Ago

Coimbra

Jul

Bragança

Jun -3,9

Castelo Branco

Abr -3,2

% 0 Beja

Fev

Mai

Braga

Jan -5%

2

3,7

Mar

1,7%

Aveiro

5%

3,9

6,4%

6,2%

5,9% 5,0%

4,9%

4,7%

10,0%

8,1%

7,6%

6,8%

6

9,7

10,1%

9,7%

-10 -12

Mais doentes com VIH já podem levantar medicação na farmácia O número de doentes infectados com VIH a levantar a medicação fora do hospital está a aumentar. Actualmente são já 119 os doentes que vão buscar os medicamentos a farmácias comunitárias e outros 127 começarão a fazê-lo brevemente. Até ao final do ano o Ministério da Saúde quer ver esta medida alargada a todo o país. De acordo com os dados do Infarmed, outros 62 pacientes seguidos no Centro Hospitalar Lisboa Central – onde está implementado o projecto-piloto – já mostraram interesse em passar a levantar a medicação numa das 201 farmácias formadas até ao momento. Outras tantas já estão inscritas para receberem a formação dada pela Ordem dos Farmacêuticos para poderem entregar medicamentos para o VIH. O projecto-piloto termina 12 meses após a entrada do último doente no estudo. Mas não será preciso tanto tempo para que a medida seja alargada ao resto do país. “Os resultados são tão animadores – cerca de 60% dos doentes contactados querem ir para farmácia comunitária –, que já estamos a trabalhar sobre as alterações legislativas e operacionais que são necessárias fazer para alargar a medida ao país todo”, adianta Sofia Oliveira Martins, do conselho directivo do Infarmed, que refere que “a adesão manteve-se, a satisfação com o serviço é elevada e o controlo da infecção também se mantém estável”.

Farmácias recolheram 560 toneladas de resíduos de medicamentos A Valormed recolheu 560 toneladas de resíduos de medicamentos no primeiro semestre, mais 8% do que no mesmo período de 2017. Neste período, o crescimento foi apoiado em campanhas de informação e sensibilização. Até 2020, "o potencial de recolha é de 20%, estamos em crer que, também com a ação das farmácias e das nossas iniciativas de informação e sensibilização, conseguimos atingir essa meta", realçou Luís Figueiredo, referindo que estudos efetuados com base em valores médios apontam para que estejam a ser recolhidos "cerca de 19% dos medicamentos que foram colocados no mercado". As 2.900 farmácias distribuídas pelo país são os pontos de retoma dos resíduos de medicamentos gerados a nível doméstico, ou seja, são os únicos locais onde os portugueses devem depositar os restos dos remédios que não usaram ou aqueles que já passaram o prazo de validade. Além dos medicamentos para humanos, a Valormed também tem a tarefa de recolher os remédios utilizados na veterinária, que representam 30 toneladas.

... E entrega de medicamentos oncológicos nas farmácias em estudo Em estudo está também a possibilidade de as farmácias poderem vir a entregar medicamentos oncológicos que sejam de toma oral, hipótese logo avançada pelo Ministério da Saúde quando anunciou o projecto-piloto para o VIH. “A ideia será quando alargarmos o projecto a nível nacional, alargar depois à área oncológica. As alterações legislativas já estarão feitas e será mais uma questão de impacto financeiro e de preparação das farmácias”, explica a vogal do conselho directivo do Infarmed.

"Da totalidade de resíduos que recebemos, cerca de 42% enviamos para reciclagem - papel, plástico, vidro e cartão -, e os 58% restantes são enviados para incineração segura, com valorização energética", especificou o diretor-geral da Valormed. Do total recolhido, 214.6 toneladas de resíduos foram recicladas, 322.9 toneladas incineradas e 1.7 toneladas são de embalagens de medicamentos veterinários.

04


mycooprofar

Análise de Mercado

Entre 2013 e 2017: venda de produtos solares aumenta 21% Os portugueses estão cada vez mais preocupados com os cuidados a ter aquando da exposição solar. A conclusão é de uma investigação levada a cabo pela IQVIA, uma empresa que desenvolve estudos que avaliam o consumo e as tendências dos produtos vendidos em farmácias e parafarmácias, junto dos diferentes consumidores. Os dados revelam que cada vez mais têm sido vendidos produtos solares.

Infarmed: Protetores solares seguros

Entre 2013 e 2017, as vendas totais, em euros, de protetores solares e outros produtos solares – incluindo autobronzeadores e produtos para o cabelo – em farmácia e parafarmácia aumentaram cerca de 21%.

O Infarmed, que tem a responsabilidade de supervisionar os produtos cosméticos, realizou este ano uma ação de supervisão do mercado de protetores solares, avaliando a sua qualidade laboratorial e analisando o seu fator de proteção. Entre 2007 e 2018 foram fiscalizados mais de 250 protetores solares.

Relativamente aos pós-solares, o seu consumo começou a crescer a partir de 2015. O aumento mais significativo na venda de pós-solares ocorreu entre 2015 e 2016, com um incremento de 10% em unidades.

Segundo os resultados do estudo, dos 22 produtos com função de protetores analisados depois de colhidos em diversos locais de venda ao público, todos “apresentaram um fator de proteção solar correspondente à categoria declarada no rótulo”. Após 154 ensaios laboratoriais realizados, o Infarmed não encontrou nenhum caso em que o fator de proteção não correspondesse ao indicado no rótulo. Também a nível das análises para determinar a contaminação por bactérias, os produtos mostraram cumprir os limites estabelecidos. As análises incidiram especialmente nos protetores solares com fatores de proteção entre 30 e 50.

Outros dados relevantes: - Em 2017, 61% do consumo de produtos solares, em unidades, ocorreu em farmácia e o restante em parafarmácia. - Entre 2013 e 2017, a venda de pós-solares teve um aumento de 13% (em euros). - Em 2017, as vendas (em unidades) de pós-solares aumentaram 5%, comparativamente a 2016.

“Pode-se assim concluir que, do ponto de vista da qualidade e segurança, todos os produtos analisados se encontravam conformes, considerando a legislação em vigor”, concluiu a Autoridade do Medicamento.

- Entre 2013 e 2017, as vendas totais (em euros) de protetores solares e outros produtos solares, incluindo autobronzeadores e produtos para o cabelo aumentaram cerca de 21%. - De 2016 para 2017, as vendas totais de protetores solares e outros produtos solares, incluindo autobronzeadores e produtos para o cabelo aumentaram, em unidades, 8%. - A venda de pós-solares começou a aumentar a partir de 2015. - O aumento mais significativo na venda de pós-solares ocorreu entre 2015 e 2016 (aumento de 10% em unidades).

Vacinas HPV e meningite B poderão ser comparticipadas para um público mais alargado

#PodeConfiar Infarmed lança campanha sobre medicamentos e cosméticos

O Plano Nacional de Vacinação pode vir a alargar a administração de vacinas contra infeções por papiloma Humana (HPV) aos jovens do sexo masculino. Está também a ser avaliada a possibilidade de vacinar todas as crianças contra a meningite B, segundo informação avançada pela diretora-geral da Direção-Geral da Saúde.

O Infarmed lançou uma campanha institucional que visa contribuir para a literacia dos cidadãos nas suas áreas de regulação de medicamentos, dispositivos médicos e cosméticos.

“Neste momento, estamos a estudar várias coisas: uma delas é o alargamento da vacina contra o meningococo B, porque está a ser dada a um grupo restrito de crianças e tem dado algumas provas. Os pediatras recomendam e fazem bem. A vacina é eficaz, é segura”, afirmou Graça Freitas.

A campanha #PodeConfiar assenta em três spots e pretende promover a confiança dos cidadãos nos medicamentos e produtos de saúde disponíveis em Portugal. A iniciativa procura, ainda, esclarecer o que são cosméticos e dispositivos médicos, bem como divulgar o papel do Infarmed enquanto regulador destes setores.

Está a ser ainda equacionado o impacto da vacinação contra as infecções por HPV em rapazes, esclarecendo que a doença afecta homens e mulheres de forma diferente. Desta forma, é necessário “fazer as contas aos cancros em que o risco pode ser atribuído ao HPV” e só depois avaliar o «impacto da dinâmica da vacinação feminina na transmissão do vírus”.

Esta campanha é destinada a todos os cidadãos, mas sobretudo aos jovens do ensino secundário, “um público que não tem sido contemplado em ações anteriores e que importa sensibilizar, numa perspetiva de futuro”, sublinha o Infarmed.

05


mycooprofar

Especial Saúde

INSUFICIÊNCIA O QUE É A INSUFICIÊNCIA CARDÍACA? A insuficiência cardíaca (IC) significa que o coração está mais fraco, ou seja, tem menos força para fazer o sangue (que contém o oxigénio e os nutrientes) chegar aos diferentes órgãos e sistemas, em quantidade adequada para satisfazer as necessidades do organismo. Para compensar, nuns casos, o coração dilata-se, noutros casos as paredes do ventrículo esquerdo tornam-se progressivamente mais espessas (aumenta a massa muscular) para ganhar força para impulsionar mais sangue. Estas alterações compensatórias ajudam durante algum tempo, mas progressivamente o músculo cardíaco vai-se degradando e perdendo a força. A insuficiência cardíaca acontece quando o coração sofreu danos e está debilitado. É uma doença crónica, que não se consegue curar, mas para a qual existem diversos tratamentos, podendo o doente manter uma vida plena e ativa, contando com o apoio dos profissionais de saúde. A IC pode aparecer ou piorar sem que o doente tenha algum sintoma.

INCIDÊNCIA NA POPULAÇÃO A insuficiência cardíaca é uma doença que afeta mais de 400 000 portugueses e está em crescimento. É, na atualidade, a principal causa de internamento hospitalar dos indivíduos com mais de 65 anos. A IC é responsável, por exemplo, por 2 a 3 vezes mais mortes do que o cancro da mama e o cancro do cólon.

CAUSAS Os principais motivos que estão a levar ao aumento de doentes com IC são o envelhecimento da população, com as suas doenças associadas e que afetam negativamente todos os outros fatores de risco cardiovasculares. As causas mais comuns de IC são: • Hipertensão arterial; • Obesidade; • Diabetes; • Enfarte do miocárdio.

06


mycooprofar

Especial Saúde

CARDÍACA SINTOMAS • Falta de ar (Dispneia); • Falta de ar que surge durante o sono (Dispneia Paroxística Noturna); • Dificuldade respiratória que ocorre quando deitado (Ortopneia); • Cansaço; • Inchaço nos membros inferiores (Edemas); • Tempo acrescido para recuperar após o esforço; • Tolerância reduzida ao esforço.

DIAGNÓSTICO Os sintomas podem muitas vezes não ser conclusivos e, portanto, não identificar a insuficiência cardíaca. Os sintomas e os sinais podem ser particularmente difíceis de interpretar nos indivíduos obesos, nos idosos e nos doentes com doença pulmonar crónica. O diagnóstico da IC é feito através de exames de imagiologia (radiografia torácica, eletrocardiograma, ecocardiograma) e da avaliação médica.

TRATAMENTO Em geral, a insuficiência cardíaca não pode ser revertida e o tratamento visa melhorar a qualidade de vida dos doentes, a autonomia e reduzir a mortalidade associada a esta patologia. O tratamento da IC é feito através da implantação de dispositivos ou da prescrição de medicamentos: diuréticos, inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), bloqueadores dos receptores da angiotensina II, antagonistas de aldosterona, betabloqueadores, digoxina, anticoagolantes e outros.

PREVENÇÃO A prevenção da insuficiência cardíaca passa pela adoção de um estilo de vida saudável, no que se refere à alimentação, redução da ingestão de sal, prática de exercício físico regular, controlo do peso, beber álcool com moderação e não fumar. A avaliação médica regular vai contribuir para o controlo dos fatores de risco da IC como a hipertensão arterial, colesterol, diabetes ou doença coronária, de forma a promover o seu diagnóstico e tratamento adequado antes que ocorra a sobrecarga do músculo cardíaco. 07


mycooprofar

Cooprofar

A prevenção das doenças, particularmente das Doenças Cardiovasculares, é uma obrigação de todos os cidadãos. Cada um é o primeiro responsável pela sua saúde, através dos comportamentos que assume no seu dia-a-dia. Nos tempos atuais em que somos bombardeados por todos os meios de comunicação que nos empurram para um consumismo que muitas vezes é prejudicial para a nossa saúde, é necessário que haja entidades que alertem a população para que assuma um estilo de vida que seja saudável ajudando a prevenir as doenças. A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) é uma Instituição Privada de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, em que um dos seus principais objetivos é promover a prevenção das Doenças Cardiovasculares. Além do Conselho de Administração, em Lisboa, a FPC tem delegações no Norte, Centro, Algarve e Madeira, com Direcção própria. Para atingirmos os fins a que nos propomos, como maior eficácia, temos necessidade de criar parcerias com outras instituições de forma a conseguirmos uma maior abrangência e eficiência nas nossas ações. No que respeita à Delegação Norte (FPC-DN), ao longo dos anos vimos trabalhando em conjunto com diversas entidades, entre outras as câmaras e juntas de freguesia, as associações de moradores, grupos desportivos, grupos de escuteiros, Lyons e Rotários, Indústrias alimentares e médicas, farmácias e respetivas associações. Dentro deste último grupo tem assumido um papel relevante a Cooprofar, que nos tem assegurado ao longo dos anos um apoio sem o qual não nos teria sido possível levar a efeito um grande número de atividades programadas. Ainda no presente ano iremos em conjunto desenvolver uma campanha de prevenção das Doenças Cardiovasculares, intitulada “O CORAÇÃO TEM UM LIMITE. NÃO QUEIRA SABER O SEU.” que constará, entre outras atividades, na distribuição de um folheto nas diversas farmácias, alertando para os principais fatores de risco no desenvolvimento das Doenças Cardiovasculares, e dos benefícios da adoção de um estilo de vida saudável. Estamos certos que esta realização irá ter grande recetividade entre o público à semelhança de outras atividades que já realizámos juntos, deixando um alerta para a necessidade de lutar por uma prevenção eficaz, lembrando o velho, mas sempre atual, ditado popular que diz: “Mais vale prevenir que remediar”.

Prof. Dr. João Lopes Gomes

Presidente da delegação Norte Fundação Portuguesa de Cardiologia

08


mycooprofar

Especial Indústria Farmacêutica

Faturação das maiores farmacêuticas aumenta 5.2%

Sanofi investe em laboratório de investigação no iBET

A faturação da indústria tem vindo a bater recordes e, em 2018, deve ser atingindo um novo máximo. No primeiro semestre deste ano, os vinte maiores laboratórios registaram, em conjunto, uma faturação de 222.86 mil milhões de euros, o que representa mais de 11 milhões de euros. A manter-se este ritmo no segundo semestre, será facilmente ultrapassada a barreira dos 400 mil milhões de euros, atingida o ano passado.

A Sanofi assinou um acordo de parceria com o iBET – Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, em Oeiras, no valor de 2 milhões de euros, para estabelecimento de um laboratório satélite Sanofi onde se irão desenvolver duas linhas de investigação, com início em Agosto e durante 2 anos. Esta parceria representa um laboratório de uso exclusivo da Sanofi, com uma equipa dedicada de dois investigadores e o apoio de um terceiro, que irão liderar dois projetos de investigação, um na linha da purificação e caracterização de anticorpos, outro dedicado à selecção das melhores condições de processo para produção dos anticorpos de interesse.

Segundo dados da consultora Iqvia, as vendas cresceram 3.5% em 2017 e 5.2% de janeiro a junho deste ano, sendo que a expectativa é de aceleração do crescimento até 2021 a um ritmo entre os 6 e os 9% ao ano, atingindo, por essa altura, os 525 mil milhões de faturação. A impulsionar as vendas está o mercado norte-americano, que está em crescimento e já representa 45% dos gastos anuais em medicamentos. Esta tendência explica a predominância cada vez maior das empresas americanos. Entre as 20 maiores, há 10 farmacêuticas com sede nos EUA. Destas, todas, à exceção da Gilead, aumentaram as vendas no primeiro semestre, com destaque para a Jenssen, AbbVie e Celgene, que cresceram 20%, 17% e 15%, respetivamente. A Janssen é mesmo a empresa com maior valor em bolsa (mais de 300 mil milhões de euros), apesar de se ficar pela quinto lugar no que diz respeito às vendas.

“Queremos que esta parceria sirva para fazer avançar a ciência e trazer valor para Portugal, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento. Não é fácil atrair este tipo de investimento para Portugal, pelo que é com orgulho que conseguimos concretizar o projecto. Esta investigação muito direccionada será um grande contributo que nos ajudará nas diversas fases de investigação a acelerar a disponibilização de inovação aos doentes a nível global”, afirma Francisco del Val, diretor-geral da Sanofi Portugal.

São, sobretudo, os medicamentos inovadores os responsáveis por este crescimento nos EUA, onde o preço dos fármacos é livre e cujo preço de venda não é controlado pelas autoridades de saúde nem pelo governo, ao contrário do que acontece na Europa.

Para Paula Alves, CEO do iBET, “este acordo representa mais um avanço no desenvolvimento de valor a trazer para a economia portuguesa, através da ligação entre a investigação e a indústria, vamos tentar desenvolver soluções de biotecnologia que representem evolução da investigação para o mundo.”

Em queda estão as empresas de países da União Europeia. Se retirarmos da equação a americana Gilead, cuja faturação recuou 21%, as maiores quebras de faturação são da francesa Sanofi (7%), da dinamarquesa Novo Nordisk (5%) e da alemã Bayer (3%). Quanto ao topo da tabela, nada mudou. A suíca Roche continua a ser o maior laboratório do mundo (cresceu 7%), seguido da americana Pfizer e da suíça Novartis, que também registaram aumentos.

Enxaquecas crónicas: EMA aprova novo fármaco da Novartis Quem sofre de enxaquecas crónicas vai ter acesso a um novo medicamento aprovado pela Agência Europeia do Medicamento e que deverá estar à venda a partir de setembro. A Novartis garante que o Erenumabe, que pode ser auto administrado uma vez por mês com uma caneta auto injetora, pode reduzir para metade o número médio de dias por mês que os doentes sofrem de enxaquecas.

Farmacêuticas aumentam stocks com receio do Brexit

De acordo com o laboratório, o fármaco, também conhecido como Aimovig, foi concebido para bloquear o recetor peptídico relacionado com o gene da calcitonina, que se pensa estar envolvido na ativação da enxaqueca, para a qual não há cura, embora existam uma série de tratamentos para ajudar a aliviar os sintomas.

Depois da AstraZeneca e da MSD anunciarem planos de armazenamento de fármacos, a Sanofi é a mais recente empresa do setor farmacêutico a anunciar que está a armazenar medicamentos devido à incerteza em torno da saída do Reino Unido da União Europeia. Também a Roche informou que está a tomar medidas para promover a existência de mecanismos de proteção em caso de dificuldades no acesso ao mercado. A preocupação central, dizem as farmacêuticas, é que o doente continue a ter acesso aos medicamentos.

"Erenumab é o primeiro e único tratamento licenciado especificamente para prevenir a enxaqueca, demonstrando o nosso compromisso com o desenvolvimento de terapias inovadoras para pessoas que vivem com algumas das condições mais debilitantes", referem os responsáveis da Novartis Pharmaceuticals.

Responsáveis da GlaxoSmithKline, a maior farmacêutica britânica, afirmaram que vão assegurar o plano de fornecimento de medicamentos e vacinas antes da saída do Reino Unido da UE. De acordo com a Federação Europeia das Indústrias e Associações, todos os meses cerca de 45 milhões de medicamentos vão para o Reino Unido. A efetivação da decisão de separação está agendada para 29 março de 2019.

10


mycooprofar

Especial Indústria Farmacêutica

O valor dos dados de ADN na criação de novos medicamentos A decisão da empresa farmacêutica GlaxoSmithKline de investir 259 milhões de euros na 23andMe e o estabelecimento de um acordo exclusivo com esta empresa privada de genómica pessoal para desenvolver medicamentos representa bem o valor que está por trás do código genético. A empresa suíça Roche é outro exemplo, investindo 3700 milhões de euros para comprar duas empresas especializadas em dados relacionados com o cancro, a Foundation Medicine e a Flatiron Health. A ideia de usar factores genéticos para desenvolver medicamentos cada vez melhores tem mais de 20 anos – mas apenas agora se tornou possível recolher um número de amostras suficiente para identificar variantes genéticas raras responsáveis por muitas doenças. Para os fabricantes de medicamentos como a GSK, o acesso a estes dados é uma forma de acelerar o desenvolvimento de medicamentos. Afinal, encontrar um alvo para um fármaco ligado a uma variante genética humana duplica a possibilidade de se produzir esses novos medicamentos. O interesse nos testes caseiros de ADN – que poderão revelar variantes genéticas que influenciam o desenvolvimento de patologias como, por exemplo, a doença de Alzheimer, é apenas parte de um grande percurso que os fabricantes de medicamentos querem explorar no conjunto de dados de pessoas anónimas.

Novo Nordisk compra Ziylo reforçando a área das insulinas A empresa farmacêutica Novo Nordisk comprou a Ziylo, num negócio que poderá ascender aos 700 milhões de euros. Esta compra vai permitir desenvolver insulinas chamadas de “inteligentes”, potencializando uma terapia mais segura e eficaz. As moléculas de ligação de glicose da Ziylo “exibem uma seletividade sem precedentes à glicose em ambientes complexos como o sangue”, referiu a Novo Nordisk, acrescentando que uma insulina reativa à glicose ajudaria a eliminar o risco de hipoglicemia, levando a um melhor controlo metabólico e, por sua vez, a uma redução geral do impacto da diabetes.

Laboratório Militar do Exército disponível para produzir cannabis medicinal Essential Pharma adquire estabilizador de humor da Sanofi A Essential Pharma Limited notificou a Autoridade da Concorrência sobre a aquisição “do controlo exclusivo sobre um conjunto de ativos relativos ao medicamento Priadel”. Atualmente, este estabilizador de humor pertence à empresa farmacêutica Sanofi, presente em Portugal. De acordo com a AdC, a Essential Pharma dedica-se ao fabrico e comercialização de produtos farmacêuticos, não tendo ainda presença em Portugal.

O Laboratório Militar de Produtos Químicos e Farmacêuticos do Exército está disponível para cumprir a lei recentemente aprovada na Assembleia da República e produzir medicamentos à base de cannabis. Este laboratório assegura que tem "flexibilidade" para cumprir a legislação, que inclui uma norma que diz que os militares podem contribuir para a produção destes medicamentos. Esta não é a primeira vez que este laboratório é usado e também não é inédito no cenário europeu. É este instituto do Estado que produz a metadona desde 1999 e vários medicamentos para doenças raras. Já este ano o Governo deu indicação de que quer alargar o leque de medicamentos produzidos pelos militares. Os ministérios da Saúde e da Defesa querem avançar com a produção de mais 8 medicamentos no Laboratório Militar para fornecer o Serviço Nacional de Saúde, o que implicará um investimento estimado de 16 milhões de euros. O Governo já aprovou um novo despacho, incumbindo o Infarmed e o laboratório de fazerem um levantamento da legislação que é preciso mudar.

11


15


17


eagenda Marcação de consultas no SNS Com o eAgenda pode consultar uma série de informações sobre a saúde, desde doenças, cirurgias, medicação, alergias ou o boletim de vacinas. Mas também pode agendar a próxima consulta. Para poder usufruir deste serviço tem primeiro que registar-se no Portal do Serviço Nacional de Saúde. Depois, basta aceder ao eAgenda para fazer a marcação desejada que tanto pode ser num hospital como num centro de saúde ou unidade de saúde familiar, assim como o acesso à disponibilidade do médico em questão.

sarampo Europa com número recorde A Europa registou, no primeiro semestre deste ano, 41 mil casos de sarampo, um número superior ao de qualquer outro ano desta década. No ano passado foram contabilizados 23.927 casos, num estudo que incluiu 53 países da região europeia, com uma população aproximada de 900 milhões de habitantes. O número mais baixo foi registado em 2016, quando os casos de sarampo ficaram-se pelos 5.273. A Organização Mundial de Saúde alerta que é essencial vacinar crianças, adolescentes e adultos que não foram vacinados.

poliomielite Portugal com baixo risco de importação

vacine-se Se não teve sarampo Apenas as pessoas que tiveram sarampo estão completamente imunizadas contra o vírus, não sendo possível terem uma nova manifestação da doença. A vacina do sarampo só entrou no Plano Nacional de Vacinação em 1974 e na altura não preconizava as duas doses atualmente recomendadas, o que significa que quem nasceu na década de 70 pode estar sujeito a contrair a doença, pelo que quem não teve sarampo deve tomar vacina. O melhor será consultar o boletim de vacinas e garantir que tem a imunização em dia.

seguro de saúde

Portugal tem baixo risco de importação de poliomielite, segundo uma avaliação da Organização Mundial de Saúde, que lembra que apesar de a doença estar erradicada o vírus ainda circula em África e na Ásia. A Direção-Geral da Saúde afirmou que para esta “avaliação positiva” contribuiu “a forte aposta no Programa Nacional de Erradicação da Poliomielite” e a articulação com os serviços de saúde, que “têm sido fundamentais para este sucesso”. Em Portugal, onde a doença foi oficialmente eliminada em 2002, a vacina é administrada 5 vezes como medida profilática às crianças com 2, 4 e 6 meses e 1 ano e meio e 5 anos.

27.1% dos portugueses têm

diabetes tipo 1 Insulina em comprimido mais próxima Uma equipa da Harvard John A. Paulson School of Engineering and Applied Sciences, em Cambridge, estão a desenvolver um método oral de administração de insulina. Os cientistas criaram um revestimento de comprimido que impede que a insulina seja degradada pelos sucos gástricos e enzimas do intestino delgado, permitindo que penetre no intestino. A ação do comprimido é mais semelhante à administração feita pelo pâncreas, mais eficaz em termos de custo que as outras terapias e o mesmo pode ser armazenado até dois meses, mais tempo do que a versão injetável.

Há cada vez mais portugueses com seguro de saúde. No 1º semestre do ano havia 2 milhões e 440 mil portugueses com este tipo de seguro, um valor que representa 27.1% do universo composto pelos residentes no continente com 15 ou mais anos. Trata-se do valor mais elevado dos últimos 16 anos, sendo a sua predominância nas pessoas que têm entre 35 e 44 anos.

Cancro no pulmão

suplemento intra-treino

Descobertas proteínas chave

sim ou não?

psoríase

O que se consome antes e após o treino é fundamental para a prática de exercício físico, no entanto, quando se trata de garantir um abastecimento contínuo de nutrientes, para alcançar o máximo de desempenho, ter um suplemento intra-treino pode também ser uma excelente opção. Bebidas e géis desportivos são os suplementos mais utilizados. As bebidas são uma boa opção: fornecem hidratos de carbono e sódio e ajudam na reposição dos fluidos. Já os géis são formas concentradas de hidratos de carbono, que possibilitam um abastecimento mais rápido durante a prática de exercício.

Metade dos doentes não acredita na “pele limpa” Um estudo revelou que metade dos doentes com psoríase que atingiram pele limpa ou quase limpa não acreditavam que este fosse um objetivo realista de tratamento. O estudo levado a cabo pela farmacêutica Novartis, destaca que, apesar de a pele limpa ou quase limpa ser hoje um resultado viável do tratamento, os doentes ainda enfrentam uma longa jornada para atingir essa realidade. Os resultados demonstraram o forte impacto psicológico, além de físico, da psoríase nos doentes, que vai muito além das lesões na pele.

27

Investigadores do Instituto de Zoologia da Academia de Ciências da China descobriram 21 proteínas chave, que podem inibir ou estimular o crescimento de células do cancro do pulmão. Os investigadores testaram 1.520 fatores de transcrição e descobriram que 11 destes eram supressores tumorais, que impediam o crescimento de células cancerígenas, enquanto outros 10 tinham o potencial de causar o crescimento. Os fatores de transcrição são proteínas chave ligadas à sequência do ADN (ácido desoxirribonucleico), que controlam a expressão genética e descodificam a informação no genoma humano.


Manual Validação de Requisições de Substâncias Controladas

Funcionalidades da nova aplicação: Validação das requisições através de um processo digital, após um processo seguro de configuração dos utilizadores habilitados para realizar essa operação, com registo do Nome e Carteira Profissional. Possibilidade de visualização das requisições após a realização da operação

www.cooprofar.pt

Portal cooprofar

de validação, na qual figuram os dados do Diretor Técnico / Farmacêutico (nome e Carteira Profissional) que efetuou a operação e a data e hora em que ocorreu a validação. Possibilidade de consulta e visualização do histórico das requisições emitidas até ao dia 31 de Julho; Possibilidade de exportação de qualquer uma das versões das requisições; Disponibilidade de acesso às requisições durante três anos (período legal de arquivo).

Manual Validação de Requisições de Substâncias Controladas

My Cooprofar Setembro 2018  
My Cooprofar Setembro 2018  
Advertisement