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mycooprofar setembro 2017

ANÁLISE DE MERCADO Criada associação para combater falsificação de medicamentos Estatinas: Consumo duplica em Portugal em 10 anos ESPECIAL SAÚDE Suplementos alimentares e desportivos


setembro 2017

mycooprofar 04 Análise de Mercado

EDITORIAL

06 Especial Saúde 10 Especial Indústria Farmacêutica 12 Report 14 Produtos Mercafar 14 Cosmética e Higiene Corporal 17 Dispositivos Médicos 18 Éticos 20 Galénicos 20 Hiene Bebé 20 Higiene Oral 21 Med. Não Suj. a Rec. Médica 24 Med. Não Suj. a Rec. Médica - EF 24 Med. Vet. N. Suj. a Rec. Médica 24 Nutr. e Prod. à base de Plantas 25 Nutrição Infantil 25 Veterinária 26 Parafarmácia 26 Químicos

Parceria para preparar o futuro Concretizar a missão de valorizar a Farmácia e promover a Saúde é sinónimo de um trabalho contínuo de análise, desenvolvimento e implementação de serviços/produtos orientados para colaborar com a missão da Farmácia: a prestação do melhor serviço ao Utente. Prova disso é a avaliação efetuada pelos nossos clientes à última campanha lançada pela Cooprofar, sob o lema “Uns quilos a mais são uns anos a menos”, que gerou comentários de aceitação como: “É uma mais valia para a farmácia e para o utente”, “Temos sido proativos, interativos. É uma boa campanha que estabelece laços que valorizam o papel enquanto farmacêutico” ou “Campanha bem desenvolvida, traz credibilidade pelo facto de não estar associada a nenhum produto”; mas mais relevante ainda, sugestões relativamente a formas de abordar o consumidor, como “a evolução também para meios digitais”, bem como sugestões de temas a abordar no futuro como “Proximidade dos utentes na farmácia. Confiar no seu farmacêutico” ou “Suplementos para fins medicinais específicos”. Esta proximidade, afirmada na nossa assinatura e no trabalho diário, tanto da Cooprofar como dos Clientes, compromete-nos a todos. Compromete-nos no que se refere à manutenção de serviços cruciais para que as farmácias cumpram o seu papel junto do público e no que se refere à proatividade na preparação do futuro. Compromete-nos na salvaguarda da credibilidade de um setor e na manutenção dos frutos desta parceria, deste compromisso com o futuro.

26 Puericultura 26 Diagnóstico 26 Homeopáticos 27 Breves Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4424-909 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Delfim Santos Coordenação Editorial: Natércia Moreira Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Design e Paginação: Porto de Comunicação Distribuição: Gratuita Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

AVISO: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico. O período de vigência decorre entre 1 a 30 de setembro, inclusive. Os valores indicados estão corretos, salvo erro tipográfico. Os preços e bonificações indicados estão sujeitos a alterações de acordo com as condições de mercado e não acumulam com outras campanhas em vigor.


Análise de Mercado

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Crescimento face ao período homólogo Crescimento Mercado julho 2017 vs. mês homólogo 12

6 4,8

5%

4

3,5

3,6%

3,2%

3,4

2,3%

6,7%

6,3% 4,8%

4,3%

3,8% 1,0% 1,3% 0,8%

2

Jun

Fev

5,6%

Madeira

8

11

10%

Castelo Branco

10

5,0% 4,1% 3,0%

3,4%

3,2% 2,0%

0,3%

% 0

-15%

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Viana do Castelo

Setúbal

Açores -5,6%

-8

Santarém

-6

Porto

-4

Portalegre

-5,5

Leiria

-5,2

-10%

-0,9% Lisboa

-2

-5%

Guarda

Dez

Faro

Nov

Évora

Out

Coimbra

Set

Bragança

-1,8

Ago

Beja

Jul

Mai

Braga

Abr

Aveiro

Mar

Jan

-10 -12

Abaixo da média europeia: Portugal gastou 6% do PIB na Saúde

UE: SNS faz mais com menos dinheiro

Portugal gastou 6,2% do PIB em despesas de saúde em 2015, de acordo com os últimos dados do Eurostat. O organismo de estatística refere que a União Europeia despendeu 7,2% do PIB na saúde (cerca de 1,5 bilhão de euros), o que faz com que o nosso país tenha gasto 1% a menos.

O Serviço Nacional de Saúde consegue fazer, com menos dinheiro, tão bem ou melhor do que a média dos países da União Europeia, mas com um peso significativo da despesa privada, segundo o Relatório de Primavera 2017, elaborado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde. No capítulo sobre a sustentabilidade do SNS, apesar destas limitações financeiras, a análise concluiu, "com alguma segurança, que o sistema de saúde português é eficiente".

A saúde é o segundo maior investimento público da comunidade, logo depois das despesas com a proteção social (19,2%). Os países que lideram são a Dinamarca (8,6%), a França (8,2%), a Áustria e a Holanda (ambos com 8,0%), sendo que abaixo se situa o Chipre (2,6%), a Letónia (3,8%), a Roménia (4,2%) e a Grécia (4,5%).

"Os indicadores de saúde escolhidos assumem valores similares aos da média dos países da UE15, tendo a mortalidade evitável vindo a convergir para esta média e assumindo a taxa de mortalidade infantil valores inferiores à média", lê-se no documento.

“O ranking é bastante diferente quando os montantes gastos são comparados com a população de cada estado-membro. Em média, em 2015, as despesas com saúde ascenderam a 2.076 euros por habitante na União Europeia”, refere também o relatório.

Os autores do relatório referem que, como "o financiamento público é muito menor", caberá "uma responsabilidade acrescida à despesa privada, em especial aos pagamentos diretos". "Se este fenómeno causa problemas em termos de eficiência - dívida elevada do SNS e adiamento do consumo por parte de uma parcela significativa dos doentes, levando ao aumento da despesa a prazo - também induz efeitos nefastos sobre a equidade".

Segundo o Eurostat, os países europeus que gastaram mais de 3.000 por habitante foram o Luxemburgo (4112 euros), a Dinamarca (4094 euros), a Holanda (3194 euros), a Suécia (3170 euros), a Áustria (3149 euros), a Irlanda (3138 euros) e o Reino Unido (3020 euros). Em relação aos que desembolsaram menos, destacam-se alguns países de Leste da Europa Central, como por exemplo a Roménia (340 euros), a Bulgária (343 euros), a Letónia (468 euros), a Polónia (520 euros), o Chipre (532 euros) e a Hungria (592 euros), cujos gastos foram abaixo de 600 euros.

Novos fármacos: Menos 11% de mortes por hepatites virais A comparticipação pelo Estado de medicamentos capazes de tratar a hepatite C levou a que, em 2015, se verificasse uma redução do número de mortes pela doença. De acordo com os últimos dados disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística, morreram em Portugal por hepatites virais 140 pessoas em 2015, valor que resulta numa descida de 11,3% face às 158 mortes verificadas em 2014. Esta evolução favorável da luta contra a doença resulta da introdução de medicamentos com uma taxa de cura superior a 90%. Dos 6880 tratamentos contra a hepatite C finalizados, 6639 (96,5%) resultaram na cura dos doentes, segundo dados do instituto que regula o setor do medicamento - o Infarmed. Os restantes 241 (3,5%) não obtiveram cura. O organismo público autorizou 17 591 tratamentos contra a hepatite C, tendo sido iniciados 11 792 tratamentos. É estimado em 472 milhões de euros o custo dos 17 591 tratamentos aprovados.

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Análise de Mercado

Infarmed: Produtos de Higiene Oral dentro dos parâmetros

MVO Portugal: Criada associação para combater falsificação de medicamentos

Mais de 70 produtos cosméticos de higiene oral, incluindo pastas de dentes e elixires, sujeitos a análises de qualidade microbiológica pela Autoridade Nacional do Medicamento, estão dentro dos valores autorizados.

Foi formalizada a constituição da MVO Portugal – Associação Portuguesa de Verificação de Medicamentos, com o objetivo de implementar o sistema europeu de verificação de medicamentos, em Portugal, através da criação e gestão de uma plataforma nacional.

A ação de supervisão ao mercado de produtos cosméticos visava analisar “os teores máximos de flúor, conservantes, substâncias com ação branqueadora e a qualidade microbiológica”. “As análises químicas e microbiológicas aos 76 produtos, entre os quais 67 pastas dentífricas, revelaram que os valores obtidos foram inferiores aos teores máximos autorizados, cumprindo os limites legais”, é revelado no relatório.

A nova associação envolve a ADIFA (Associação de Distribuidores Farmacêuticos), a AFP (Associação de Farmácias de Portugal), a ANF (Associação Nacional das Farmácias), a APIFARMA (Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica), a APOGEN (Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares), a APIEM (Associação Portuguesa de Importadores e Exportadores de Medicamentos), e a GROQUIFAR (Associação de Grossistas de Produtos Químicos e Farmacêuticos).

A Autoridade do Medicamento define anualmente as áreas a monitorizar no mercado dos produtos cosméticos, sendo prioritárias as que têm maior potencial de risco para a saúde pública. O Infarmed informou que selecionou a área da higiene oral para supervisão devido ao aumento da oferta e da procura deste tipo de produtos.

Para os responsáveis pela MVO Portugal, é importante que todos os agentes da cadeia do medicamento – da produção até à dispensa – participem no processo. “É urgente combater a falsificação, para que todos os cidadãos tenham acesso a uma saúde de qualidade”, afirma fonte oficial da associação, acrescentando que “a contrafação de medicamentos constitui uma ameaça para a Saúde Pública e leva a uma perda de confiança na medicação, nos profissionais de saúde e no próprio sistema de saúde”. Um estudo do Observatório Europeu das Infrações aos Direitos de Propriedade Intelectual refere que os medicamentos falsificados custam 10 mil milhões de euros por ano ao setor farmacêutico na União Europeia e que, tendo em conta os efeitos diretos e indiretos, a falsificação é responsável por 17 mil milhões de euros de perdas na economia, 1,7 mil milhões de euros para os Estados e, ainda, faz perder 91 mil postos de trabalho.

Complemento Social para Idosos: 86% não pedem reembolso de despesas

Estatinas: Consumo duplica em Portugal em 10 anos Nos últimos dez anos, o consumo de estatinas duplicou em Portugal. Só no ano passado, os portugueses compraram mais de 9,2 milhões de unidades deste tipo de medicamentos e gastaram mais de 72 milhões de euros, segundo indicam dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde.

Apenas 14% dos beneficiários do Complemento Solidário para Idosos (CSI) - que têm direito a reembolsos de metade das despesas com medicamentos e de 75% do custo de óculos, lentes e próteses dentárias estão a pedir esse apoio. Os dados são relativos a 2016 e mostram que dos 173 mil idosos que recebiam o CSI, pouco menos de 25 mil fizeram uso deste direito.

De acordo com um estudo do Infarmed, divulgado há quatro anos e relativo ao período entre 2000 e 2013, os níveis de utilização deste tipo de medicamentos em Portugal eram semelhantes aos de Espanha e França. Nessa altura, Portugal era dos países com maior consumo de rosuvastatina mas, ao contrário das outras estatinas, esta não tinha genérico, sendo um medicamento muito caro para os doentes. No entanto, esta despesa diminuiu quando os genéricos deram entrada no mundo dos fármacos porque os preços dos medicamentos baixaram.

Os números foram publicados pelo Ministério da Saúde e mostram que a falta de informação poderá ser o principal motivo para que os idosos não façam valer este benefícios adicional de saúde, que lhes pode diminuir a fatura com custos de saúde. O regime foi criado há 10 anos e garante apoios em três vertentes: o reembolso de metade da despesa com medicamentos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde (na prática, 50% do custo efetivamente pago no balcão da farmácia); a recuperação de 75% das despesas com óculos e lentes, num máximo de 100 euros a cada dois anos; e uma ajuda, também de 75%, dos custos com próteses dentárias (neste caso com um limite de 250 euros a cada três anos).

O estudo do Infarmed concluia que o aumento da utilização de estatinas é um “resultado importante na estratégia de prevenção das doenças cardivasculares”, admitindo que, apesar do crescimento, poderá ainda existir um potencial de aumento de utilização, uma vez que “os níveis de utilização são ainda inferiores aos de alguns países europeus”.

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Especial Saúde

SUPLEMENTOS ALIMENTARES E DESPORTIVOS O uso de suplementos tem crescido nos mercados e milhares de pessoas procuram esse tipo de produto na esperança de mais saúde, beleza e rendimento. Mas pensar que os suplementos substituem uma dieta equilibrada ou o exercício físico é um erro comum. Os suplementos servem, como o próprio nome indica, para complementar algo. Devem ser utilizados de forma coerente e em sinergia com todo o programa de treino e dieta. Por norma o recurso a suplementos justifica-se quando: • Existe dificuldade em ingerir calorias suficientes; • Existe a necessidade rápida de recuperação pós-esforço; • O atleta apresenta algum tipo de restrição alimentar. É fundamental recorrer ao aconselhamento profissional, nomeadamente de farmacêuticos, médicos e nutricionistas especializados em nutrição desportiva, para potenciar a eficácia da suplementação e, principalmente, evitar cometer erros que podem levar a problemas de saúde graves.

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Conheça alguns dos suplementos desportivos mais usados: • Proteína de soro: a proteína é um nutriente essencial para quem pretende ganhar massa muscular. A proteína de soro é absorvida mais rapidamente do que outras proteínas.

• Creatina: provavelmente o suplemento mais popular do mundo, gera um aumento significativo da força, do crescimento muscular e do ganho de massa muscular.

• Multivitamínicos: aceleram a recuperação muscular e contribuem para a manutenção dos níveis gerais do corpo humano.

• Óxido Nítrico: pretende gerar um aumento da força muscular e da força explosiva, através do aumento dos vasos sanguíneos.

• Hipercalóricos: com grandes doses de calorias, são normalmente adequados para quem tem dificuldade para ganhar peso e massa muscular.

• Glutamina: é o aminoácido mais abundante no corpo humano, é produzido naturalmente pelo mesmo. Depois do treino há uma redução drástica deste aminoácido que pode danificar a recuperação, a suplementação pode evitar este problema e melhorar o ganho de massa muscular.

• ZMA: é um composto mineral que ajuda a estimular e liberar o hormônio mais anabolizante do corpo, a testosterona.

• BCAA: aminoácidos de cadeia ramificada, essenciais para a reconstrução e a recuperação muscular.

• Combinados: contêm por norma um alto teor de vitaminas e minerais, que podem ajudar na manutenção do corpo humano, prevenir o overtraining e ajudar na recuperação muscular.

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Especial Saúde


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Especial Saúde

Uso de suplementos a partir dos 50 anos A utilização de suplementos alimentares não está circunscrita a jovens ou a praticantes de desporto. Para muitas pessoas mais velhas, há uma necessidade real e justificável de recorrerem a suplementos. Por norma, aconselham-se os suplementos a adultos com uma ingestão calórica inferior a 1600Kcal por dia ou a idosos em estado nutricional sub-ótimo, ou seja, com uma ingestão calórica inferior a 1500Kcal por dia. Os problemas podem-se agravar se se tiver em conta a natural perda de massa óssea que tendencialmente ocorre a partir dos 50 anos de idade. Esta é uma condição particularmente sensível nas mulheres, após o aparecimento da menopausa, período em que se verifica uma quebra na produção de estrogênio (hormônio protetor dos ossos), sendo esse o principal fator para o aparecimento de osteoporose. É fundamental estar atento para algumas mudanças que podem justificar a utilização de suplementos para suprir necessidades específicas de vitaminas ou minerais, tais como:

Vitamina B12 As várias funções da vitamina B12 incluem a produção de glóbulos vermelhos, a síntese de DNA e a manutenção da saúde do coração e do sistema nervoso. Depois dos 50 anos, muitas pessoas absorvem uma quantidade menor da vitamina B12 presente naturalmente em alimentos, como carne, leite e ovos. Isso acontece porque o corpo produz menos suco gástrico, que é necessário para absorver a vitamina B12 em sua forma natural. Para compensar, a vitamina B12 sintética, adicionada aos alimentos fortificados e aos suplementos alimentares, pode ser absorvida sem suco gástrico.

Vitamina B6 A necessidade de vitamina B6, que ajuda a manter seu nível de energia e contribui para a saúde do coração, aumenta um pouco após os 50 anos em homens e mulheres. A vitamina B6 é encontrada em vários alimentos de origem animal e vegetal. Esta vitamina é solúvel em água, o que significa que o seu corpo não consegue armazená-la e, por isso, deve ser consumida todos os dias. Uma dieta equilibrada, com uma variedade de alimentos frescos e levemente processados, ajuda a suprir as suas necessidades de vitamina B6.

Cálcio O cálcio ajuda a manter a saúde óssea e a do coração. Como as mulheres têm queda de estrogênio, hormônio que promove e preserva a saúde óssea, aconselha-se um aumento a ingestão de cálcio. Após os 50 anos, a quantidade de cálcio que as mulheres precisam ingerir diariamente aumenta para 1.200 mg, embora os níveis indicados para os homens continuem sendo 1.000 mg até aos 70 anos.

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Especial Saúde

Ferro Como parte dos glóbulos vermelhos, o ferro é necessário para fornecer oxigénio para as células de todas as partes do corpo. Muitas mulheres em idade fértil costumam apresentar deficiência de ferro por conta da perda mensal de sangue, que reduz os níveis do mineral no organismo. Após os 50 anos, período em que a menopausa costuma aparecer, a necessidade diária de ferro das mulheres cai de 18 mg para 8 mg por dia. Os homens continuam a necessitar de 8 mg por dia depois dos 50 anos.

Vitamina D A quantidade de vitamina D que deve ser consumida não muda na meia-idade para homens ou mulheres, mas ela deve ser relembrada porque ajuda a reduzir os riscos de fraturas ósseas. O corpo humano produz vitamina D quando há exposição à luz solar intensa. Em teoria, você pode produzir toda a vitamina D de que precisa durante o ano em poucos minutos de exposição direta ao sol algumas vezes por semana durante os meses de verão. Mas na realidade, muitas pessoas não produzem a vitamina D necessária e não conseguem obter a quantidade ideal por meio da comida, em grande parte porque evitam os alimentos mais ricos em vitamina D, como o leite fortificado. É interessante considerar a possibilidade de tomar suplementos alimentares para ajudar a suprir as necessidades de vitamina D, com acompanhamento médico. Com o tempo, até mesmo pequenas deficiências de vitamina D podem comprometer a resistência óssea.

Condições específicas que podem beneficiar de suplementação • Adultos com ingestão calórica inferior a 1600Kcal/dia; • Idosos em estado nutricional sub-ótimo, com ingestão calórica inferior a 1500Kcal/dia; • Mulheres grávidas podem necessitar de um suplemento pré-natal que contenha ácido fólico e ferro; • A suplementação em vitamina D pode ser importante para a prevenção de raquitismo ou doença autoimune; • A suplementação pode contribuir para o equilíbrio eletrolítico no tratamento da diarreia aguda; • A suplementação alimentar pode ajudar no equilíbrio do estado nutricional em doentes em diálise renal ou em dietas hipocalóricas de perda de peso corporal; • Praticantes de dietas vegetarianas podem necessitar de uma adição de vitamina B12, vitamina D ou cálcio; • Indivíduos que padecem de doenças ou condições crónicas, como anemia por deficiência de ferro, perda de massa óssea ou alguma disfunção autoimune.

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Especial Indústria Farmacêutica

Farmacêuticas: Dívida do Estado sobe para valores mais altos desde 2014

Fármacos contra a artrite e cancro entre os mais vendidos do mundo

A dívida dos hospitais públicos às empresas farmacêuticas subiu 19,3% no primeiro semestre deste ano, face a dezembro de 2016, para 930,8 milhões de euros, o mais alto valor desde novembro de 2014, seis meses após o final do período em que Portugal foi objeto de um programa de apoio internacional.

As artrites e os cancros são as patologias que repartem as primeiras posições do top de vendas. O Humira, um medicamento para tratar a artrite reumatóide, mantém-se o fármaco com maior faturação à escala mundial. Esta terapia biológica contribuiu para americana Abbvie com uma receita de 8.834 milhões dólares nos primeiros seis meses do ano (mais 14,3% em relação ao período homólogo).

Nos primeiros seis meses deste ano, a dívida vencida – contas cujo prazo de pagamento de pagamento já expirou há mais de 90 dias – aumentou 29,1%, para 668,4 milhões de euros, segundo os últimos dados da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica.

O MabThera/Rituxan, o fármaco da suíça Roche contra linfoma é o segundo mais vendido, contando com um aumento de 3% (3.958 milhões de dólares). Em terceiro lugar, o Revlimid (contra mieloma) da biotecnológica americana Celgene, que subiu 19,7% nas vendas, para 3.918 milhões de dólares no primeiro semestre. Ambos relegam para a quarta posição o Enbrel, o anti-inflamatório para tratar a artrite, cuja comercialização está distribuída de acordo com áreas geográficas pela Amgen e Pfizer. O seu volume de negócios caiu quase 12%.

Quando comparamos os valores verificados no final do primeiro semestre de 2017 com o período homologo anterior, verificamos que o aumento é ainda mais pronunciado: a dívida total subiu 20,8%, enquanto a dívida vencida cresceu 33,9%. Relativamente ao prazo médio de pagamento dos hospitais públicos às empresas farmacêuticas, neste momento situa-se nos 351 dias.

O “top ten” é fechado pelo Herceptin (Roche - cancro), Remicade (Johnson & Johnson - artrite), Avastin (Roche - cancro), Eliquis (BMS e Pfizer - anticoagulante), Xarelto (Bayer e J&J - anticoagulante) e Lantus (Sanofi - diabetes). Entre os compostos mais aumentaram as vendas, o Eliquis da Bristol Myers-Squibb e Pfizer, indicado na Europa para reduzir o risco de acidente vascular cerebral, cresceu 50% e junta-se ao top ten da lista. O Epclusa também cresce. O medicamento para a hepatite C, da Gilead, aumenta 2.000 milhões de dólares a faturação, atingido os 64 milhões de dólares. Este crescimento contrasta com outras terapias para combater a hepatite C, como o Harvoni, cujas vendas caíram para metade. O Lantus, a insulina para a diabetes da Sanofi, permanece entre os mais vendidos, embora suas vendas caíssem 15%.

Medicamentos Inovadores aguardam decisão de comparticipação Dos 194 novos medicamentos aos quais foi concedida autorização de introdução no mercado pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, entre 2011 e 2016, 30% ainda aguardam uma decisão sobre a comparticipação pelo Estado, condição para poderem ser utilizados no Serviço Nacional de Saúde. O Ministério da Saúde demora, em média, 598 dias a decidir sobre a comparticipação de novos fármacos, um período de tempo que é quase sete vezes mais do que os 90 dias úteis definidos na Lei para os medicamentos não genéricos, sendo que o prazo para os genéricos é de 75 dias úteis. Dos medicamentos inovadores que solicitaram financiamento público, 36% ainda aguardam decisão sobre a comparticipação, num total de 58 medicamentos. Destes, 38% são indicados no tratamento do cancro. No topo das lista de medicamentos a aguardar decisão estão também fármacos com estatuto de “medicamento órfão”, situação que define medicamentos para o tratamento de doenças para as quais ainda não existe qualquer tipo de tratamento disponível no mercado. A 31 de maio, eram 17 os medicamentos nesta situação, a que se somavam outros 20 medicamentos inovadores para os quais não existiam alternativas terapêuticas. Dos dados fornecidos pelas empresas farmacêuticas titulares das autorizações de introdução no mercado dos medicamentos incluídos no estudo da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, é ainda possível concluir que mais de dois terços (67,6%) das decisões foram tomadas mais de 12 meses decorridos sobre a submissão do pedido de financiamento. Quando se compara a realidade nacional com a Europeia, os dados mostram que todos os medicamentos inovadores que aguardam decisão de comparticipação em Portugal já são financiados em alguns dos outros países europeus, e em 65% dos casos em mais de 10 países.

Top de vendas mundiais Dados do 1º semestre, em milhões de dólares. Fonte: Expansion e Bloomberg

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Especial Indústria Farmacêutica

Cancro: Doentes vão testar fármaco português

UE atribui 35 milhões de euros a novo tratamento contra cancro

A Biotecnol, empresa portuguesa que desenvolve medicamentos que usam o nosso próprio sistema imunitário para atacar as células cancerosas, acaba de estabelecer uma parceria com um centro de oncologia britânico – o Cancer Research do Reino Unido – para fazer um ensaio clínico de fase inicial em doentes com cancro avançado.

A União Europeia atribuiu 35 milhões de euros do “plano Juncker” de investimentos ao desenvolvimento de um novo tratamento para pessoas com o cancro no cérebro mais agressivo, o glioblastoma.

Faz parte dos chamados “medicamentos biológicos” ou “biofármacos”: em vez de terem sido sintetizados quimicamente, servem-se dos mecanismos biológicos do corpo para combater uma doença. No caso do novo medicamento, procura usar certas células imunitárias do doente – os linfócitos T – para destruir as células cancerosas, pelo que faz parte também das “imunoterapias oncológicas”. Já há no mercado algumas, por exemplo para o melanoma e cancro dos pulmões.

A empresa de dispositivos médicos alemã MagForce, desenvolveu a terapia NanoTherm, que consiste em introduzir nanopartículas magnéticas diretamente num tumor e aquece-las num campo magnético alternado. Dependendo da duração do tratamento e das temperaturas alcançadas dentro do tumor, as células tumorais ficam danificadas de maneira irreparável ou sensibilizadas para uma quimioterapia ou radioterapia adicional. O método permite combater o tumor a partir do seu interior e evita danificar o tecido saudável que o rodeia, sendo os efeitos secundários significativamente mais reduzidos do que nos tratamentos convencionais.

A imunoterapia biológica para o cancro desenvolvida pela Biotecnol assenta numa molécula criada para se dirigir para um antigénio, que é uma proteína produzida pelas células cancerosas que está associada à sua proliferação e consequente processo de metastização.

De acordo com a Comissão Europeia, já há doentes a serem tratados desta forma com êxito na Alemanha. Segundo o responsável da empresa, Ben Lipps, “o empréstimo vai ajudar-nos a implementar a terapia NanoTherm em toda a Europa”.

Fresenius Medical Care adquire NxStage GSK lidera ranking de transparência “Alltrials”

A líder mundial de diálise, a farmacêutica alemã Fresenius Medical Care, está a expandir-se, tendo acordado a compra da NxStage Medical, empresa de tecnologias da saúde do mesmo setor sediada nos Estados Unidos.

A GSK foi considerada a empresa mais transparente do setor farmacêutico no que diz respeito à divulgação dos resultados de ensaios e estudos clínicos. A análise foi publicada pelo "British Medical Journal" no âmbito do ranking “Alltrials”, que avalia, compara e classifica as políticas de transparência das empresas farmacêuticas relativamente à divulgação dos seus ensaios clínicos. Este ranking engloba 46 empresas multinacionais.

A aquisição tem um volume total de cerca de 1,7 mil milhões de euros, sendo expectável que o fecho da operação ocorra em 2018. Para o presidente executivo da Fresenius, Rice Powell, a transação vai "fortalecer e diversificar o negócio das empresas nos Estados Unidos”. A operação pretende promover um alargamento dos produtos da Fresenius, já que a NxStage Medical, com sede em Massachusse!s, também fabrica produtos para tratar a insuficiência renal.

A política da GSK de comunicar sempre toda a informação relativa aos seus ensaios clínicos, independentemente dos resultados serem positivos ou negativos, para além de os relatórios dos seus estudos clínicos estarem disponíveis publicamente, foi apontada como exemplo a seguir para todo o setor.

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Report

FORMAÇÕES COOPROFAR Indo de encontro ao objetivo fundamental de valorizar a farmácia e o farmacêutico, a Cooprofar continua a apostar na Formação, como ferramenta indispensável para a evolução e diferenciação das farmácias. Neste sentido, procuramos dotar os nossos clientes, parceiros e colaboradores de um know-how ajustado e atualizado, de acordo com o estado da arte na área de saúde. Recordamos ainda que a Cooprofar ostenta o estatuto de Entidade Formadora, através da certificação oficial atribuída pela DGERT. Assim, temos previstas já 6 Formações, a realizar até ao fim do ano, em diversos pontos do país.

SUPORTE BÁSICO DE VIDA E DAE Data: 18 de setembro de 2017 Local: Cooprofar, Gondomar Propina: 120€ (iva incluído) Orador: Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha

ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS E MEDICAMENTOS INJETÁVEIS, FORMAÇÃO DE ATUALIZAÇÃO

FUNDAMENTOS DA GESTÃO: COMO MELHORAR A EFICÁCIA DAS DECISÕES FINANCEIRAS E DA GESTÃO DE TESOURARIA?

Data: 22 de setembro de 2017

Data: 18 de outubro de 2017

Local: Cooprofar, Gondomar

Local: Cooprofar, Gondomar

Propina: 80€ (iva incluído)

Propina: 150€ (iva incluído)

Orador: Dra. Rita Resende e Dra. Raquel Fernandes

Orador: Dr. Paulo Gonçalves (Porto Business School)

ADMINISTRAÇÃO DE VACINAS E MEDICAMENTOS INJETÁVEIS, FORMAÇÃO INICIAL

FUNDAMENTOS DA GESTÃO: PRINCIPAIS RELAÇÕES ENTRE A GESTÃO E OS CONCEITOS DE CONTABILIDADE E DE FISCALIDADE

Data: 27 e 29 de setembro de 2017

Data: 6 e 13 de novembro de 2017

Local: Cooprofar, Gondomar

Local: Cooprofar, Gondomar

Propina: 220€ (iva incluído)

Propina: 200€ (iva incluído)

Orador: Dra. Rita Resende, Dra. Raquel Fernandes e Escola de Socorrismo da Cruz Vermelha

Orador: Dr. Paulo Gonçalves (Porto Business School)

Toda a informação sobre as Formações Cooprofar está disponível no site do Grupo. ANÁLISES CLÍNICAS – INTERPRETAÇÃO E DISCUSSÃO DE BOLETINS DE ANÁLISES Data: 10 e 17 de outubro de 2017 Local: Cooprofar, Macedo de Cavaleiros Propina: 95€ (iva incluído) Orador: Dr. César Portela

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sns 24

vacinação

A nova linha Saúde 24

microbiologia Tecnologia permite testes mais rápidos

Três médicos do Porto desenvolveram um produto que irá permitir saber, de forma rápida, que antibióticos aplicar, reduzindo os chamados testes de suscetibilidade antimicrobiana a apenas duas horas, no máximo. Isto permitirá um grande avanço no tratamento dos doentes, a contenção das infeções nas unidades de saúde e menores custos. A tecnologia já está patenteada e recebeu um financiamento de 2,6 milhões de euros da Comissão Europeia.

A Linha de Saúde 24 vai passar a chamar-se SNS 24, mudança relacionada com o novo centro de contacto do SNS que o Ministério da Saúde inaugurou. O serviço muda de nome, mas mantém o número (808 24 24 24) e terá novas valências. A linha vai permitir marcar consultas nos centros de saúde, tratar de matérias administrativas que atualmente obrigam a uma ida às unidades de saúde e ainda prestar alguns serviços, como a monitorização à distância de alguns doentes crónicos.

Nova estratégia definida

O novo modelo de governação do Programa Nacional de Vacinação já foi definido. O Ministério da Saúde publicou um conjunto de diretrizes com o objetivo de garantir a eficiência do programa e respetivos ganhos em saúde pública. “Para o sucesso do PNV é necessário que as vacinas estejam disponíveis em tempo útil, pelo que a aquisição e o financiamento centralizados tornam mais fluido e equitativo o processo de distribuição de vacinas a nível nacional”.

Imunoterapia pode prolongar a vida

as gripes A Comissão Europeia está a financiar o projeto Edufluvac, lançado por um consórcio de instituições de vários países, incluindo Portugal, para desenvolver uma vacina que possa proporcionar uma proteção mais prolongada — cinco anos em vez de um ano — e mais ampla contra o vírus influenza. O projeto Edufluvac “levará a uma significativa redução dos custos de produção, tornando a vacina mais acessível a milhões de pessoas nos países em desenvolvimento”.

Mortes caem para metade Um milhão de pessoas morreu devido a problemas ligados ao VIH/Sida em 2016, o que significa quase metade das mortes em relação ao que acontecia em 2005, segundo dados da ONU. O documento da ONUSIDA considera que foi atingido um “ponto de viragem”, com mais de metade dos doentes no mundo em tratamento e com uma contínua diminuição das novas infeções por VIH/Sida. A diminuição do número de mortes é atribuída fundamentalmente a uma melhor difusão dos tratamentos com antirretrovirais. Aliás, o número de seropositivos com acesso a tratamento antirretroviral em todo o mundo superou, em 2016, os 50%, o que ocorre pela primeira vez desde o início da epidemia.

polimedicação

cancro vacinação Nova vacina para todas

vih / sida

hepatite

O cancro do pulmão é responsável pela morte de cerca de quatro mil pessoas, por ano, em Portugal. A ciência tudo tem feito para combater a doença, sendo que a imunoterapia é atualmente a maior esperança dos doentes oncológicos. Mas apenas 20% podem beneficiar deste tratamento inovador, que coloca o sistema imunitário a combater o tumor e pode custar até cem mil euros por ano. E, mesmo para esses, trata-se de uma solução que visa apenas o prolongamento da vida, porque “a imunoterapia só está indicada para situações de doença avançada, em estádio quatro: quando o tumor se espalhou aos dois pulmões ou já se encontra em outro órgão".

Erradicação até 2030 O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças solicitou aos países que alarguem a realização dos testes de diagnóstico das hepatites virais para se conseguir erradicar a doença até 2030. "Existem medicamentos muito eficazes para tratar as pessoas infetadas com hepatite B e C", mas o principal problema na Europa é a deteção de casos", afirma o diretor do centro europeu, sublinhando que "há demasiadas infeções com hepatites virais que permanecem sem diagnóstico".

Sinalização e justificação médica Os médicos devem sinalizar e justificar obrigatoriamente os casos de idosos que tomam mais do que cinco medicamentos, uma medida defendida na Estratégia Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável. “A ideia não é estabelecer um limite para a prescrição ou toma de medicamentos, nem sobrecarregar os médicos com trabalho burocrático. Mas pretende-se criar um mecanismo que faça um alerta porque os medicamentos têm interações entre eles”, referem no documento.

pneumonia ou sépsis Aumenta risco de doenças cardiovasculares O risco de doenças cardiovasculares aumenta seis vezes durante o primeiro ano após uma pneumonia ou sépsis nos adultos, conclui uma investigação. Depois o risco baixa com o tempo, mas permanece elevado pelo menos durante cinco anos. “A descoberta funciona como mais uma razão para a proteção contra infeções e sugere que há uma janela temporal pós-infeção com risco aumentado de doenças cardiovasculares”, salientam.

portal sns

Boletim de vacinas digital Mais de metade dos portugueses têm já o seu boletim de vacinas digital, que pode ser consultado online pelo cidadão e possibilita a médicos e enfermeiros aceder à vacinação do utente em todo o Serviço Nacional de Saúde. Esta informação pode ser obtida desde que o cidadão esteja registado na sua área do Portal do SNS. Este registo electrónico também visa permitir que o utente faça a sua vacina em qualquer centro de saúde do país.

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