My Cooprofar Maio 2020

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maio 2020

04. Análise de Mercado

Farmácias: Venda de vitamina C e D disparam 08. Especial Covid-19 10. Especial Saúde

Coração

14. Indústria Farmacêutica

Covid-19: Indústria farmacêutica portuguesa doa mais de 1,7M€ 19. Breves

VIH: Rastreios parados


Segue INTERAPOTHEK no

na revista saúda de abril a outubro 2020 beleza

beleza

70

100

pontos

pontos

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Uma gama completa de geles de banho para toda a família.

Hidratantes corporais com aromas sedutores formulados a pensar nas necessidades da pele mais exigente.

Cent Asiatic (6934588) SPA Thermal (6885418) Aloe Vera (6885491) Aveia (6885376) Proteína Leite (6885392) Proteína Chá Verde (6885459) Proteína Seda (6885475)

Tonificante (6879957) SPA Thermal (6862219) Aloe Vera (6596791) Aveia (6879965) Proteínas de Leite (6862201) Chá Verde (6879981) Seda (6879940)

100

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80

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beleza

45

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beleza

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Toalhitas (6278598) Gel (6817882)

65 pontos 65 STICK LABIAL 25 165 pontos

pontos STICK LABIAL

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CREME FACIAL

AFTER SUN

CREME FACIAL

MÃOS (6862334)

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INTERAPOTHEK Creme de Mãos e Pés

50

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PÉS

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(6766410)

50 50 60

INTERAPOTHEK Vaselina 40 Pura (30 g) pontos (6862334)

45 pontos 45 TOALHITAS

pontos TOALHITAS

Toalhitas (6278598) Gel (6817882)

100 pontos 100 GEL

25 25 165

pontos

pontos

pontos

GEL

INTERAPOTHEK Cotonetes de Algodão (100 un.) INTERAPOTHEK (6766360) Cotonetes de Algodão (100 un.) (6766360)

INTERAPOTHEK 40 Gel Hidra Aloe Vera pontos 40ml) (250 pontos

(6818955)

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pontos

pontos pontos

GEL

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Toalhitas (6278598) Gel (6817882)

pontos pontos

100

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INTERAPOTHEK Toalhitas de INTERAPOTHEK Higiene Íntima Toalhitas de e Gel Íntimo Higiene Íntima Extracto ec/Gel Íntimode Aveia (250 ml) INTERAPOTHEK Toalhitas (6278598) Gel (6817882) c/ Extracto (250 ml) Talco Perfumado (200deg)Aveia

pontos

(6818955)

TOALHITAS

Óleo Amêndoas Doces (6817916) Rosa Mosqueta (6908434) Aloe Vera (6908426)

INTERAPOTHEK Solares INTERAPOTHEK Creme deproteção Mãos eexcecional Pés INTERAPOTHEK Para uma Creme de Mãos Regenerador 50sol. ml (6862235) INTERAPOTHEK Creme Mãos eToalhitas Pés do contra osde efeitos nocivos Creme de Mãos Pés Secos Gretados 100 ml (6879932) Desmaq 3 em 1 e(24 Creme de Regenerador ml (6862235) Stick Protecção Labial SPFun.) 3050 (6862292) After Sun 100 ml

INTERAPOTHEK Gel Hidra Aloe Vera 40ml) (250

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PÉS

INTERAPOTHEK Gama Creme Hidratante

65

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pontos

Creme de Mãos Regenerador 50 ml (6862235) Creme de Pés Secos e Gretados 100 ml (6879932)

55 95 INTERAPOTHEK pontos pontos 55 95 MÃOS Vaselina PuraPÉS (30 g)

pontos

(6862334)

65 65

pontos

65 INTERAPOTHEK Solares pontos Para uma proteção Solares excecional INTERAPOTHEK

contra os efeitos nocivos do sol. Para uma proteção excecional Stick Protecção Labial SPF 30 After Sun 100 ml INTERAPOTHEK Toalhitas contra os efeitos nocivos do(6862292) sol. INTERAPOTHEK Pensos

(7467795) Creme Facial Fotoprotetor FPSAfter 50+ Sun 50 ml (7467746) Desmaq 3 em 1Med. (24 un.) Stick Protecção Labial SPF 30 (6862292) 100 ml 20 Pensos Algodão (6166843) 5 Pensos TNT Branco (6978650) (7467795) Facial Fotoprotetor FPSx50+ 50(6166801) ml (7467746) 7,5 x 5 cm Creme (6166827) Banda Clássica 100 6 cm

60 70

INTERAPOTHEK INTERAPOTHEK Talco Perfumado (200 g) INTERAPOTHEK Toalhitas para Limpar (6766410) Talco Perfumado Óculos (12 un.) (200 g)

INTERAPOTHEK Gel Hidra Aloe Vera INTERAPOTHEK (250Hidra ml) Aloe Vera Gel (6818955) (250 ml)

(6766410) (7982413)

(6818955)

pontos

INTERAPOTHEK Toalhitas para Limpar Óleo Amêndoas Doces Óculos (125 ml)(12 un.)

INTERAPOTHEK Solução Única Lentes de Contacto (100 ml)

(7982413) (7983700)

(6303701)

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INTERAPOTHEK Toalhitas Desmaq 3 em 1 (24 un.) INTERAPOTHEK Toalhitas INTERAPOTHEK Pensos (6978650) 3 em 1 (24 un.) Desmaq 20 Pensos Algodão Med. (6166843) 5 Pensos TNT Branco

(6978650) 7,5 x 5 cm (6166827) Banda Clássica 100 x 6 cm (6166801)

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INTERAPOTHEK Toalhitas para Limpar INTERAPOTHEK Óculos (12para un.)Limpar Toalhitas Óleo Amêndoas Doces (7982413) Óculos (125 ml)(12 un.)

INTERAPOTHEK Pensos 20 Pensos Algodão Med. (6166843) 5 Pensos TNT Branco INTERAPOTHEK Pensos

7,5Pensos x 5 cm Algodão (6166827) Banda Clássica x 6 cm 20 Med. (6166843) 5 100 Pensos TNT(6166801) Branco 7,5 x 5 cm (6166827) Banda Clássica 100 x 6 cm (6166801)

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INTERAPOTHEK Óleo Amêndoas Doces INTERAPOTHEK (125 Amêndoas ml) Óleo Doces (7983700) (125 ml)

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pontos pontos INTERAPOTHEK Gamapontos Champô (500 ml) pontos

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60

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Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

EDITORIAL

Resiliência O contexto de Pandemia em que nos encontramos introduziu nas nossas vidas realidades diferentes daquelas a que estávamos habituados, sejam elas do foro pessoal ou profissional. Como seres de hábitos que somos, adaptarmo-nos de forma repentina a uma “nova vida” levanta inúmeros desafios e dificuldades. Com efeito, estes tempos de incerteza são propensos a induzir em cada um de nós níveis de stress, cansaço e ansiedade elevados que, se não forem combatidos e adequadamente tratados, podem levar a problemas de saúde maiores. Precisamente, este “combate mental” apenas pode ser feito de uma forma: superando-nos e mostrando o quão resilientes somos. Na Cooprofar, procuramos gerir a dúvida e a incerteza, trabalhando com a convicção de que desenvolvemos diariamente um trabalho indispensável na Cadeia do Medicamento. Vivemos com a certeza de que este contexto vai ser ultrapassado, através de um esforço comum. O Grupo Cooprofar-Medlog aderiu a todos os procedimentos de segurança e defesa da Saúde Pública recomendados, de forma a poder manter a sua atividade sem falhas, cumprindo todos os compromissos assumidos com os nossos Parceiros e Clientes. Assim prosseguiremos, com ou sem pandemia, a superar dificuldades e a ultrapassar obstáculos, a colaborar em projetos válidos como a “Operação Luz Verde”, para atingirmos metas e continuarmos a crescer, com certeza, convicção e resiliência. E, no mês em que celebramos 45 anos de existência, reiteramos orgulhosamente o nosso compromisso de continuar a trabalhar em prol da Cooprofar, da Farmácia, dos Farmacêuticos, da Indústria Farmacêutica e da Comunidade!


Análise de Mercado CRESCIMENTO FACE AO PERÍODO HOMÓLOGO Crescimento Mercado março 2020 vs. mês homólogo

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40%

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49,1 50,8

47,6

48,8 48,8

55,7 54,1 53,8 47,5 48,0

48,4

48,0

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30 20

20%

Viseu

Mercado Total

Vila Real

Setúbal

Viana do Castelo

Açores

Santarém

Porto

Madeira

Portalegre

Leiria

Lisboa

Faro

Guarda

Évora

Coimbra

Bragança

Beja

Braga

Aveiro

DEZ

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SET

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JUL

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ABR MAI

MAR

% 0

Castelo Branco

-20%

10

1,3

JAN FEV

5,5

Farmácias: Vendas de vitamina C e D disparam As vendas de vitamina C em Portugal dispararam em 546,9% em março, em relação ao mesmo período de 2019, e de vitamina D cresceram 148%, avançou o Centro de Estudos e Avaliação em Saúde (CEFAR), da Associação Nacional das Farmácias (ANF). Segundos os dados divulgados, em março foram vendidas 159.216 embalagens de vitamina C, o que representa um aumento de 546,9%, em relação no mesmo período de 2019, em que apenas foram vendidas 24.613. As vendas de medicamentos com ácido ascórbico (vitamina C), excluindo associações, também aumentaram em março, em pleno mês de combate à pandemia de covid-19, com 114.396 embalagens vendidas, o que significa um aumento de 481,8% em relação a março de 2019, em que se venderam 19.663. No que toca às vendas de suplementos de vitamina D, as vendas registadas também cresceram, subindo 148% em relação ao período homólogo de 2019. Neste último mês de março, os dados mais recentes da ANF indicam que foram vendidas 12.980 embalagens de suplemento de vitamina D, enquanto em 2019 foram vendidas apenas 5.234, o que significa um aumento de 148%. Os medicamentos com a associação de carbonato de cálcio e Colecalciferol (vitamina D), também registaram em março um aumento de vendas situado nos 38,1%, em relação ao período homólogo de 2019, em que se venderam mais de 40 mil embalagens.

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Medicamentos Criado regime excecional de prescrição eletrónica O Governo criou um regime excecional de prescrição eletrónica de medicamentos e respetiva receita médica, para durar no estado de emergência e salvaguardar a continuidade do acesso aos medicamentos com prescrição médica, especialmente pelos doentes crónicos. “Sem prejuízo da obrigação das farmácias manterem níveis adequados dos seus stocks de medicamentos e diferentes opções, entende-se oportuno flexibilizar algumas disposições da atual legislação relativa à dispensa de medicamentos, na eventualidade de existir indisponibilidade de determinados medicamentos, por forma a proporcionar a melhor continuidade de acesso aos medicamentos por parte dos utentes”, justifica-se no preâmbulo da portaria publicada.

PRODUTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Farmácias a favor do controlo dos preços A Associação Nacional das Farmácias (ANF) informou que apoia a fixação pelo Estado de uma margem máxima de comercialização das máscaras e outros produtos de prevenção do contágio pelo novo coronavírus. “Todas as medidas favoráveis à proteção da população merecem a adesão sem reservas das farmácias portuguesas”, indicou Paulo Cleto Duarte, presidente da ANF. “A maioria das farmácias, na prática, já está a adotar margens inferiores ao limite fixado pelo Governo. Muitas estão mesmo a revender esses produtos ao preço de aquisição, juntando apenas o IVA, sem qualquer lucro próprio, infelizmente nem todas o podem fazer”, relata.

SNS24 Doentes que não conseguiram contactar foram mais à farmácia O relatório “Diários de uma Pandemia”, iniciativa desenvolvida pelo Instituto de Saúde Pública da Universidade do Portoe pelo Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC), recolheu dados sobre as rotinas diárias da população e a sua adaptação à pandemia de Covid-19. O estudo concluiu que os participantes recorreram principalmente ao médico de família (seis em cada mil participantes) e à Linha SNS24 (quatro em cada mil). Contudo, foram mais os participantes que se dirigiram à farmácia (77 em cada mil) do que aqueles que conseguiram contactar a linha SNS24 (55,7 em cada mil). A ida à farmácia aumentou “consideravelmente com a probabilidade percebida de doença”, passando de 35,7 em cada mil nos inquiridos que consideravam ter “muito baixo risco” a 80,4 em cada mil nos que consideravam ter um risco “muito elevado”. 5


Análise de Mercado

Farmácias Hospitalares Preferência à entrega de medicamentos em casa Os serviços farmacêuticos hospitalares devem dar preferência à entrega dos medicamentos em casa dos doentes, para evitar que estes tenham de se deslocar ao hospital, e podem maiores quantidades, durante o período do estado de emergência. De acordo com uma norma do Infarmed, “os critérios para definir as quantidades adicionais de medicamentos a dispensar devem ter em conta a disponibilidade dos mesmos (...), bem como a existência de condições especiais de conservação”. Contudo, no caso de ser uma primeira prescrição do medicamento, o Infarmed diz que tem de ser presencial, pois é “essencial o aconselhamento farmacêutico hospitalar”, e tal recolha deverá acontecer no dia da consulta médica, uma vez que o doente já se encontra na instituição.

HIDROXICLOROQUINA Reumatologistas preocupados com stocks nas Farmácia Doentes com artrite reumatoide e lúpus têm sentido dificuldades na aquisição de hidroxicloroquina nas farmácias, o que estará relacionado com um uso inadequado daquele fármaco no contexto da pandemia Covid-19. Os médicos reumatologistas estão preocupados com os stocks deste medicamento essencial para milhares de doentes crónicos e querem bloquear a compra nas farmácias a pessoas que não o faziam anteriormente, mantendo a sua disponibilidade a quem já o tomava de forma crónica (mediante receita prévia”. Em causa podem estar várias situações: um aumento da procura por doentes crónicos com medo da escassez; um eventual desvio do abastecimento para os hospitais; ou a aquisição por doentes com Covid-19 que estão em ambulatório.

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Especial Covid-19

EVOLUÇÃO PORTUGAL Mortalidade inferior à maioria da Europa

Taxa de contágio inferior a uma pessoa por cada infetado

A Organização Mundial da Saúde classificou a pandemia de Covid-19 como “a maior crise sanitária global do nosso tempo” e apelou para que sejam realizados testes a todos os casos suspeitos.

A taxa média de contágio por Covid-19 em Portugal era, em meados de abril, de 0,91, o que significa que cada infetado contagia menos de uma outra pessoa.

A OMS informa que verificou “um rápido aumento das medidas de distanciamento social, tais como o fecho de escolas e o cancelamento de provas desportivas e outras concentrações de pessoas”.

Segundo a ministra da Saúde, entre 21 de fevereiro e 16 de março o número médio de casos gerados a partir de uma pessoa infetada era de 2,08, sendo que a quebra acentuada deste Contudo, ainda não se viu “progresso suficiente nos valor resultou das medidas de contenção. testes, identificação de contactos e isolamento”, que são “o eixo da resposta” à pandemia.

EUROPA De acordo com o último relatório divulgado pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), a “onda inicial de transmissão do novo coronavírus passou o pico, com um declínio no número de novos caros reportados”, em 20 países europeus. O ECDC explicita que as medidas implementadas por estas nações permitiram reduzir em 18% a transmissão do novo coronavírus, entre 08 e 22 de abril. O relatório também demonstra que em oito países europeus Bélgica, Bulgária, Finlândia, Hungria, Países Baixos, Polónia Roménia e Eslováquia - “não foi notada uma alteração substancial na incidência” de transmissão, nos últimos 14 dias. Por seu turno, na Irlanda, Reino Unido e Suécia, no mesmo período, a incidência de transmissão ”está a aumentar e está atualmente no nível mais elevado em cada um destes países, desde o início da pandemia”. O documento sublinha, com os dados atualmente disponíveis, o risco de doença severa nos países da EU/EEE e Reino Unido é considerado “baixo para a generalidade da população em áreas onde medidas de distanciamento social físico apropriadas” tenham sido implementadas, em áreas onde “a transmissão comunitária tenha sido reduzida e/ou mantida em níveis baixos”. Caso contrário, o risco de contágio é “considerado moderado”. 8


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TESTE DE IMUNIDADE – O PRÓXIMO PASSO A Direção Geral da Saúde garantiu que a generalização de testes serológicos está a ser planeada, em conjunto com o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge, e que no início de maio vai começar um inquérito serológico aos portugueses, tal como já acontece na Alemanha ou no Luxemburgo. Segundo Graça Freitas, isto não aconteceu mais cedo porque é preciso ter a certeza de qual o teste que responde de “se for demasiado precoce pode não haver ainda anticorpos”. Atualmente, o Infarmed - a Autoridade do Medicamento em Portugal, já recebeu mais de 30 notificações de registos destes testes de imunidade, por parte de diversas entidades e instituições. O objetivo destes testes será identificar os infetados assintomáticos, quem pode já estar imune e uma estimativa de quanto tempo durará essa imunidade. Estes exames são a chave para a próxima fase da pandemia e serão essenciais na hora de tomar decisões sobre a suavização das medidas de contenção, uma vez que podem dizer que parte da população não transmitirá a doença.

VACINA – A ÚNICA SOLUÇÃO DEFINITIVA

Mais de uma centena em desenvolvimento A sequência genética do SARS-CoV-2, o coronavírus que causa a Covid-19, foi publicada a 11 de janeiro de 2020 e, desde essa altura, A Organização das Nações Unidas (ONU) começou uma intensa atividade a nível global considerou que “uma vacina segura e eficaz pode para desenvolver uma vacina contra a doença. ser a única ferramenta que permite o retorno do mundo a um sentimento de normalidade” na Dezenas de institutos públicos e privados, por sequência da pandemia de covid-19. todo o mundo, estão atualmente a desenvolver vacinas para o novo coronavírus. António Guterres, secretário-geral da ONU, admitiu que tal vacina “pouparia milhões de vidas e No início de abril, a conceituada revista Nature milhares de milhões de dólares”. Por isso, apelou identificou 115 vacinas candidatas contra a para a aceleração do desenvolvimento de uma doença infeciosa respiratória Covid-19. Destas, 37 vacina de acesso “universal”, que permita não tinham sido confirmadas como estando em “controlar a pandemia” do novo coronavírus, e situação ativa por falta de informação disponível. revelou-se esperançado de que a mesma possa Entre as 78 vacinas candidatas ativas, 73 estar disponível antes do fim do ano. “Precisamos encontravam-se em fase exploratória ou pré-clínica. de um esforço ambicioso e uma abordagem As restantes cinco estavam em ensaios clínicos, harmonizada, integrada e otimizada para isto é, a ser testadas em pessoas. maximizar a velocidade e a escala necessárias para o desenvolvimento universal de tal vacina até ao De lá para cá, já vários países anunciaram o início final de 2020”, insistiu o secretário-geral da ONU. de testes clínicos em humanos.

ONU quer vacina ainda em 2020

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Especial Saúde

Maio, mês do Coração

Maio é conhecido por ser o “mês do Coração”. Aproveitamos a ocasião para relembrar a importância de protegermos este órgão vital, principalmente neste momento tão delicado das nossas vidas. Com efeito, a pandemia provocada pelo novo coronavírus veio mudar os nossos hábitos e as nossas rotinas, introduzindo uma incerteza que poderá levar a situações de stress e, consequentemente, ao agravamento dos fatores de risco das doenças cardiovasculares. Aprenda a proteger o seu coração.

O que são Doenças Cardivasculares? As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morte e são responsáveis por 29,5% das mortes em Portugal. Correspondem a um conjunto de doenças que afetam o coração e os vasos sanguíneos. Muitas das doenças cardiovasculares são provocadas pela deposição de gordura e inflamação das artérias, a chamada aterosclerose, das quais se destacam:

Doença Coronária Doença Cerebrovascular Doença Arterial Periférica Para além da aterosclerose, as doenças cardíacas podem ter outras causas, tais como alterações do músculo cardíaco, alterações das válvulas, anomalias congénitas, arritmias, entre outras.

Principais Doenças Cardiovasculares Acidente Vascular Cerebral Isquémico Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico Angina de Peito Enfarte Agudo do Miocárdio Estenose Aórtica Fibrilhação Auricular Insuficiência Mitral Insuficiência Cardíaca

Sintomas Falta de Ar Cansaço Dor no Peito Falta de Força nos Membros Assimetria da Face Alterações de Linguagem Palpitações Tonturas Desmaio Má Circulação

Fatores de Risco Colesterol Elevado Hipertensão Arterial Excesso de Peso e Obesidade Diabetes Mellitus Erros Alimentares 10

Sedentarismo Tabagismo Consumo Excessivo de Álcool Stress


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Retrato do Risco Cardiovascular em Portugal 55% da população entre os 20 e os 79 anos apresenta pelo menos 2 fatores de risco; Mais de metade da população tem excesso de peso ou obesidade; 40% sofre de Hipertensão Arterial; 13% é a prevalência de Diabetes na população portuguesa com idade entre os 20 e os 79 anos; 30% tem Colesterol muito elevado; Um quarto da população portuguesa é fumadora.

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Especial Saúde

Isolamento e o Coração Os tempos de quarentena provocados pela pandemia da Covid-19 são especialmente desafiantes para a nossa saúde física e mental, pelo que é fundamental que tenhamos presentes os riscos que corremos para que possamos fazer-lhes frente. A incerteza e a dúvidas que o momento acarreta juntam-se à pressão levantada pelo isolamento, despertando em nós sensações de medo, ansiedade e, claro, stress.

Stress associado ao Isolamento O stress pode ser definido como o “conjunto das perturbações orgânicas e psíquicas provocadas por vários estímulos ou agentes agressores”. É algo indissociável do nosso dia-a-dia e, quando canalizado de forma correta, pode até ser positivo, levando-nos a um estado de superação e introduzindo energia positiva. No entanto, na realidade, na grande maioria das vezes, o stress surge de forma negativa, como resposta fisiológica a uma ameaça. No atual contexto de isolamento, o stress surge precisamente desta última forma, como resposta a medos, dúvidas, incertezas. Nunca nenhum de nós se viu obrigado a ficar em casa, sem a normal liberdade de sair. É mais um desafio, mais uma pressão, mais um “ataque” ao nosso coração.

Ouvir o coração Coincidentemente, a quarentena que atravessamos cruza-se com maio, mês do coração. Para além da quarentena, também o stress se cruza com o coração, relembrando a preocupação necessária para qualquer sintoma. É sabido que o stress pode contribuir para despoletar ou agravar problemas cardíacos, uma vez que, entre outras consequências, faz subir a pressão arterial, dificulta a cicatrização, torna-nos mais vulneráveis a ataques patogénicos exteriores. É, pois, fundamental estar atento aos sintomas e investir na PREVENÇÃO: Abrandar o ritmo; Fazer exercício; Desabafar; Pensamento postivo;

Intercalar o trabalho com outras coisas; Estabelecer prioridades e objetivos; Socializar, à distância.

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Maio, Mês do Coração Vem de há muitos anos a associação do mês de Maio ao Coração. Cada aniversário que passa a Fundação Portuguesa de Cardiologia tem assinalado este mês, em associação com diversas entidades, realizando diversas actividades dirigidas ao público em geral, salientando a importância dos diversos factores que influenciam a saúde Cardiovascular.

Devemos lembrar-nos sempre que o maior perigo reside nos portadores assintomáticos, que pode ser qualquer um de nós. Mais vale prevenir quecomo diz a sabedoria popular.

O combate ao Tabagismo, ao Alcoolismo, à Obesidade, ao Sedentarismo, e às doenças resultantes de comportamentos alimentares incorrectos, como sejam a Diabetes, a Hipertensão Arterial, as Dislipidemias, bem como o Stress constituem um tema escolhido especialmente para enfatizar em cada ano.

Por ser uma doença nova não há ainda conhecimentos sólidos sobre a sua propagação e patogenicidade. Há casos descritos em que o vírus se alojou no coração provocando infecções das estruturas cardíacas, com efeitos desastrosos. Estão descritos em crianças lesões coronárias ligadas ao vírus. Sabemos que há doentes de maior risco de contraírem a doença e que neste caso o prognóstico será mais grave, como é o caso dos doentes diabéticos, hipertensos e com insuficiência cardíaca. Discute-se qual a relação entre algumas medicações crónicas, que os doentes tomam, e o vírus, mas ainda não há certezas.

As acções procuram a proximidade do público, a participação em grupos de trabalho específicos, a realização de actividades físicas que vão da dança aos vários desportos. Este ano, em face da fatalidade que tem vindo a abalar o mundo não nos é possível manter este figurino. Vamos ter que nos proteger, actuando à distância. Não haverá a tão importante vivência presencial, e com pessoas que, pelo isolamento que têm estado sujeitas, estão psiquicamente mais frágeis, tudo se complica.

Portanto, o que podemos aconselhar neste momento, é que mantenham uma vida saudável sob o ponto de vista psíquico, mantenham a medicação habitual, caso tenham sintomas cardíacos, particularmente os doentes com patologia coronária conhecida, se tiverem dor no peito, com a sensação de peso, aperto, com irradiação para o braço esquerdo ou para as costas, que não ceda à colocação de um comprimido sublingual de Nitrogliceria, recorram ao hospital. Não podem ter medo do vírus, o vosso coração está primeiro.

Como podemos ver pela figura ao lado, o Stress, a Ansiedade, a Depressão e o Medo são factores interdependentes, sendo por vezes muito difícil quebrar esse ciclo vicioso. Terá que haver por parte de todos uma grande força de vontade para se livrarem desta teia terrível. Mas para além do tratamento destas alterações do foro psicológico em que poderá haver necessidade de recorrer à ajuda de especialistas e eventualmente de alguns fármacos, não podemos esquecer o grande inimigo invisível e silencioso que nos rodeia. A Doença COVID-19.

J. Lopes Gomes

(Presidente da Delegação Norte da FPC)

É indispensável mantermos todos as medidas preconizadas pela autoridades sanitárias, como sejam a lavagem frequente e correcta das mãos e o uso de máscaras protectoras, não apenas para a nossa protecção, mas de toda a população. 13


Indústria Farmacêutica

COVID-19 Indústria farmacêutica portuguesa doa mais de 1,7M€ A Apifarma – Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica anunciou, através de comunicado, a doação de mais de 1,7 milhões de euros para apoiar o combate à covid-19. O Fundo de Apoio Financeiro “Todos Por Quem Cuida”, a Associação ao Projeto “Operação Luz Verde”, a Associação Dignitude para o “Fundo de Emergência :abem covid-19”, a Associação para o Desenvolvimento do Ensino e Investigação em Microbiologia (ADEIM) da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, o Serviço Nacional de Saúde, assim como diversas outras instituições foram as escolhidas para receber os donativos doados. O Fundo de Apoio criado pela Apifarma e pelos seus associados continua a receber contributos e donativos. O inventário dos donativos é atualizado diariamente e pode ser consultado no portal da Apifarma.

MEDICAMENTOS ESSENCIAIS EMA revela preocupações

Infarmed solicita reforço da produção

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) mostrou-se “preocupada” com a disponibilidade de medicamentos para administrar a pacientes com Covid-19, depois de alguns países europeus terem relatado a escassez de anestésicos, antibióticos e relaxantes musculares.

A Autoridade Nacional do Medicamento solicitou à indústria farmacêutica um reforço da produção em 20% de medicamentos mais utilizados no contexto da pandemia e de dois especificamente, sem indicação terapêutica para a Covid-19, mas a ser usados nos doentes mais graves.

A EMA informou que “alguns Estados-membros indicaram que estão a começar a assistir à escassez de certos medicamentos usados para pacientes com Covid-19 ou estimam que essa escassez ocorra muito em breve. Isso abrange medicamentos usados em unidades de cuidados intensivos como anestésicos, antibióticos e relaxantes musculares, além de medicamentos utilizados fora do rótulo da Covid-19“, elenca a EMA, garantindo que “as autoridades da UE estão, por isso, a adotar medidas adicionais para mitigar o impacto da pandemia na cadeia de distribuição“.

O Infarmed especificou que a questão do reforço da reserva da estratégica incide sobretudo em dois medicamentos, a hidroxicloroquina e a conjugação de dois antirretrovirais: Lopinavir e o Ritonavir, pois apesar de não estarem autorizados como terapêutica no caso da Covid-19, disponibilizam a pedido do médico.

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Indústria Farmacêutica

HIDROXICLOROQUINA TEVA doa 50 mil comprimidos ao Ministério da Saúde A TEVA Portugal anunciou a doação de 50 mil comprimidos de hidroxicloroquina ao Ministério da Saúde, para apoio no combate à pandemia da Covid-19. “O sulfato de hidroxicloroquina é aprovada no tratamento da malária, lúpus eritematoso e artrite reumatóide, sendo a que eficácia contra o SARS-CoV-2, a causa do coronavírus, está atualmente a ser alvo de investigação”, indica a nota divulgada. Apesar deste medicamento não ser comercializado em Portugal pela TEVA, a farmacêutica foram importou o produto de outro mercado UE, para assim dar resposta à procura urgente do medicamento, e para que seja alvo de testes relacionados com o tratamento da Covid-19.

GSK e VIR BIOTECHNOLOGY anunciam parcerias A GSK e a Vir Biotechnology estabeleceram uma parceria para investigar e desenvolver soluções terapêuticas para combater os coronavírus, onde se inclui o SARS-CoV-2. A colaboração contempla o acesso à plataforma de anticorpos monoclonais da Vir para acelerar o desenvolvimento de anticorpos antivirais já existentes e identificar outros que possam ter potencial terapêutico ou preventivo para ajudar na resposta à pandemia da COVID-19 e outros surtos futuros. As duas empresas vão tirar partido do conhecimento da GSK na área da genómica funcional e combinar a sua capacidade ao nível da tecnologia CRISPR e de inteligência artificial para identificar novos compostos anti-coronavírus que ataquem diretamente os genes da célula hospedeira.

Takeda conclui integração da Shire em Portugal A companhia farmacêutica Takeda anunciou que o processo de integração da Shire em Portugal está concluído, tornando os laboratórios “uma única entidade comercial e legal – a Takeda Farmacêuticos Portugal”. A companhia adianta que tem agora “um portefólio de soluções terapêuticas altamente inovadoras centrada na Oncologia, Gastrenterologia, hemofilia e plasma e doenças raras genéticas”, fruto da junção das duas farmacêuticas. 16


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Laboratório Militar quadruplicou produção diária de gel desinfetante O ministro da Defesa Nacional revelou que o Laboratório Militar quadruplicou a capacidade de produção de gel desinfetante devido à Covid-19, estando neste momento a produzir entre 3500 e 4000 litros por dia. João Gomes Cravinho adiantou que este laboratório, logo no início desta pandemia, “analisou as suas capacidades e efetuou um enorme aumento da sua produção”. “O Laboratório Militar produz todo o gel para o Serviço Nacional de Saúde e faz também embalamento de gel que é doado. Quase que se quadruplicou a capacidade de produção do gel”, revelou, indicando que “também em termos da gestão da reserva estratégica, que obviamente teve de ter um grande aumento de capacidade para acorrer às necessidades face à pandemia”, acrescentou.

PLASMA DE DOENTES RECUPERADOS Portugal inicia ensaios clínicos Portugal deverá iniciar os ensaios clínicos com o plasma de doentes recuperados da Covid-19 em maio, anunciou o Secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. “Existe uma vontade grande por parte de diversas instituições de o fazer em termos de ensaios clínicos na fase inicial”, revelou o governante. Para isso, referiu, estão reunidos os esforços de diversas entidades, nomeadamente da DGS, do INSA e do Infarmed, sob coordenação do Instituto Português do Sangue e da Transplantação. O Secretário de Estado da Saúde adiantou que estão a ser analisados “critérios e fatores, nomeadamente ao nível do consentimento informado e da tecnologia para anticorpos neutralizantes” por uma task force criada para avaliar e validar os ensaios clínicos. “Estes ensaios clínicos começarão por doentes moderados/graves e não muito graves, como muitas vezes tem sido transmitido e passado para a opinião pública”, concluiu.

Infarmed pede disponibilidade contínua de oxigénio e dispositivos médicos A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde alertou fabricantes e distribuidores para a necessidade de disponibilidade contínua de oxigénio e dispositivos médicos, tanto à casa dos doentes, como aos hospitais, incluindo os de campanha. O organismo chama a atenção para a necessidade de “assegurar a permanente disponibilidade de gases medicinais [como o oxigénio] e dispositivos médicos com qualidade, tendo em conta os planos de contingência, as necessidades acrescidas de abastecimento e os novos intervenientes que possam surgir neste contexto de pandemia, como hospitais de campanha”. 17



EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO 700 mil enviados para lares

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Cerca de 700 mil equipamentos de proteção individual seguiram do Laboratório Militar, em Lisboa, onde estavam armazenados, para reforçar os lares em todo o país, sendo a distribuição feita pelos centros distritais da Segurança Social. O objetivo é reforçar os lares com equipamentos de proteção individual, que incluem não apenas máscaras cirúrgicas mas também equipamentos totais para lidar com pessoas que tenham testes positivos à covid-19.

VIH Rastreios parados

Organizações de luta contra a sida manifestaram preocupação com os doentes que viram as suas consultas de infeciologia suspensas e com os rastreios ao VIH que estão praticamente parados. Como razões para os testes estarem parados, as instituições apontam para a diminuição da procura, porque as pessoas estão em confinamento, e a falta de material de proteção para os técnicos e para os utentes.

PNV Vacinas não devem ser adiadas

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, pediu aos portugueses para não adiarem a vacinação, principalmente nas crianças até aos 12 meses, grávidas ou doentes crónicos, pois é “absolutamente essencial evitar” outros surtos além da Covid-19. “É preferível marcar a vacinação. Mas, se não for possível, não adie, vá presencialmente à unidade de saúde porque eles estão a prestar cuidados protegidos”, apelou.

PNEUMONIA Responsável por 5,1% das mortes registadas em 2018

“As doenças do aparelho respiratório causaram 13.305 óbitos em 2018, mais 3,8% do que no ano anterior, representando 11,7% da mortalidade total ocorrida no país”, refere o INE, que destaca as mortes provocadas por pneumonia, com 5.764 óbitos, representando 5,1% da mortalidade ocorrida em 2018 e registando um aumento de 2,5% em relação ao ano anterior.

MÁSCARAS E GEL IVA a 6%

O Governo aprovou em sede de Conselho de Ministros a redução do IVA das máscaras e dos desinfetantes para 6%, em vez dos habituais 23%. Recorde-se que o Executivo já tinha aprovado a limitação de uma taxa de lucro máxima de 15% na venda destes produtos. Cerca de 30% das pessoas contagiadas pelo novo coronavírus nos países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega foram hospitalizadas, das quais 4% apresentavam sinais de doença grave. O estudo acrescenta que, entre os países da UE/EEE, 4% dos casos confirmados de contágio pela doença covid-19 apresentavam sinais de “doença grave”.

MÁSCARAS SOCIAIS Podem ser de algodão ou poliéster

O uso de máscaras sociais passa a ser necessário sempre que tiver de se deslocar a qualquer espaço fechado, como supermercados, farmácias ou transportes públicos. Segundo o Infarmed, as máscaras que estão a começar a ser produzidas pela indústria têxtil nacional conforme especificações definidas, podem ser de algodão ou poliéster. Muitas delas serão reutilizáveis.

SAÚDE MENTAL SNS reforça resposta

O Ministério da Saúde criou um microsite dentro do site dedicado à covid-19 dedicado à saúde mental e a DGS emitiu novas normas de orientação para os serviços. “Nestes dias de grande dificuldade, ter saúde mental é ter capacidade de resistir e estar no cumprimento do isolamento social até que tenhamos mais certeza da estabilidade da nossa situação. Um gesto imponderado e uma saída desnecessária pode deitar tudo a perder”, afirmou a Ministra da Saúde.

Poderá consultar a lista de bónus em www.cooprofar.pt ou através da leitura deste código QR Code.

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CUIDADOS CONTINUADOS Farmacêuticos questionam rede

A Ordem dos Farmacêuticos questionou a Rede Nacional de Cuidados Continuados e Integrados sobre a gestão racional dos medicamentos dos doentes e criticou a divisão entre profissionais de saúde perante a atual pandemia de Covid-19. A OF indicou que irá pedir ao Ministério da Saúde “as auditorias e inspeções (...) sobre a gestão da medicação nessas unidades”.


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