My Cooprofar Dezembro 2019

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dezembro 2019

04. Análise de Mercado

Medicamentos Falsificados: 105 milhões de unidades retirados do mercado em 10 anos 08. Especial Saúde

VIH/SIDA

14. Indústria Farmacêutica

9 países juntos para negociar preços de novos medicamentos 18. Cooprofar

Cooprofar associa-se à Operação Nariz Vermelho 19. Breves

Diabetes: Diagnosticadas 200 pessoas/dia



Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

EDITORIAL

Boas Festas O aproximar do final de cada ano propicia, invariavelmente, uma reflexão sobre as ações realizadas, a confirmação do alcance dos objetivos a que nos propusemos e, naturalmente, a preparação do ano que aí vem. Em 2019, a nossa atuação pautou-se pela continuidade do exercício da nossa atividade com base em critérios de rigor e qualidade, norteada por objetivos estratégicos de colocar a Experiência, que adquirimos ao longo de 44 anos, ao serviço dos nossos clientes e parceiros e de cultivar a Proximidade que sempre diferenciou o Grupo Cooprofar-Medlog. Com este propósito em mente iniciamos o ano com a implementação de metodologias e ações decorrentes da entrada em vigor do Regulamento que complementa a Diretiva 2001/83/CE do Parlamento Europeu e do Conselho – Sistema Europeu de Verificação de Medicamentos em Portugal –, sem qualquer alteração ou introdução de entropia no serviço de abastecimento às Farmácias. Da mesma forma efetuamos um trabalho de análise, preparação e implementação de metodologias para a responder à entrada em vigor do Regulamento Delegado 2016/161, de outubro de 2015. Mais recentemente estamos a trabalhar no sentido de adequar os nossos processos às alterações efetuadas no Estatuto do Medicamento - Decreto-Lei n.º 112/2019, de 16 de agosto – e às obrigações decorrentes da Circular Normativa N.º 072/CD/2019. O cumprimento do dever e a responsabilidade assumida, perante os clientes, de garantir processos logísticos eficazes e da maior qualidade, foi examinado, em meados de maio, na auditoria de acompanhamento anual, realizada pela Entidade Certificadora SGS, ao Sistema de Gestão implementado nas empresas do Grupo, segundo as Normas ISO 9001:2015 – Sistema de Gestão da Qualidade, NP 4457:2007 Sistema de Gestão da Investigação Desenvolvimento e Inovação. Os resultados obtidos foram, mais uma vez, muito positivos, atestando a qualidade do nosso Sistema de Gestão. Em prol da Proximidade que nos diferencia, o ano foi marcado pela continuidade das Campanhas de Proximidade, cujo propósito é Promover a Saúde e Valorizar a Farmácia como elo fundamental na Saúde. Foi marcado também pela disponibilização de um plano abrangente de Formação, que salvaguardou não só a possibilidade de aceder a ações obrigatórias para o exercício da atividade do Farmacêutico, concretizando 24 edições dos Cursos de “Administração de Injetáveis” e de “Suporte Básico de Vida”, mas também o acesso a temas que permitem desenvolver e aprofundar competências em áreas tão diversas como “Marketing Digital para as Farmácias”, “Perturbações de ansiedade”, “Testes point of care de rastreio de infeções por VIH, VHC e VHB nas Farmácias Comunitárias”, “Depressão e outras perturbações unipolares de humor”, “Parasitas externos dos animais de companhia”, essenciais para quem trabalha na Farmácia Comunitária, resultando na realização de 46 cursos. Para assinalar a data do aniversário da Cooprofar realizamos, como já vem sendo tradição, um Seminário, desta vez subordinado ao tema “Empreendedorismo e Inovação em Ciências Farmacêuticas: de onde e para onde?” no qual abordarmos de forma pragmática a necessidade de inovar para garantir a sustentabilidade do negócio. No mesmo evento lançamos o Portal do Formando, uma ferramenta desenvolvida especificamente a pensar nas necessidades daqueles que elegem a Cooprofar como seu parceiro para a Formação, e entregamos os Prémios Forma+ relativos a 2018, resultantes de mais um ano pleno de sucesso da Formação Cooprofar. Numa vertente mais comercial dirigida à Farmácia lançamos também os Packs Formação, uma solução vantajosa para a Farmácia no âmbito da Formação da sua equipa. No entanto, o valor Proximidade não se esgota neste tipo de ações é determinante no papel proativo que assumimos no domínio da Responsabilidade Social. Por essa razão, não pudemos ficar indiferentes à catástrofe que assolou Moçambique, colaborando com medicamentos, selecionados em função das necessidades identificadas pela Cruz Vermelha Portuguesa no terreno, à qual foram entregues para distribuir ao povo moçambicano. Demos continuidade ao apoio a instituições que se dedicam ao acolhimento e educação de crianças e jovens em risco, integração juvenil, apoio ao idoso, ou ainda associações, grupos e instituições que procuram responder no terreno perante situações de emergência. Nesta matéria, como em qualquer outra no Grupo, procuramos ser um parceiro fiável e duradouro, como acontece por exemplo no caso da parceria que o Grupo mantém com a Associação de apoio ao Deficiente – Nuno Silveira (ANS), através da qual procura apoiar e contribuir para melhorar a qualidade de vida de pessoas com incapacidade. Esta parceria, que teve o seu início em 2010, assenta na possibilidade de proporcionar oportunidades a pessoas com deficiência, permitindo-lhes sair da sua rotina e desenvolver capacidades físicas e sociais, essenciais para o seu bem-estar. São regulares as ações nas instalações da empresa, que possibilitam aos utentes da ANS colaborar com os profissionais da Cooprofar em diversas atividades, como, por exemplo, a etiquetagem dos artigos, sentindo-se mais úteis e valorizados. Colaboramos também com a Operação Nariz Vermelho (ONV), não só na Campanha do Dia do Nariz Vermelho que se realizou a 1 de junho, a propósito do dia mundial da criança, mas também agora na época natalícia em que em conjunto com as Farmácias levaremos os “narizes” solidários, que visam angariar fundos para a ONV, até à comunidade. As ações referidas são apenas algumas das muitas que aconteceram em 2019, fruto do trabalho de uma equipa que diariamente traduz os pilares estratégicos – Proximidade, Experiência e Inovação – em projetos e ações que cumprem objetivos de eficiência, produtividade, rentabilidade, sustentabilidade e satisfação dos nossos clientes. É desta forma que, ano após ano, consolidamos a Cooprofar como um parceiro de referência na Cadeia do Medicamento e estamos preparados para encetar 2020 com a convicção que, em conjunto com as farmácias, continuaremos a colaborar e a acrescentar valor aos nossos negócios. Resta-nos despedirmo-nos de 2019, desejando a todos um Feliz Natal e fazendo votos para que 2020, juntos e em colaboração, tenhamos um ano pleno de sucessos.


Análise de Mercado CRESCIMENTO FACE AO PERÍODO HOMÓLOGO Crescimento Mercado outubro 2019 vs. mês homólogo 20 18 16

14,6

14 12

4,1

3,9

Viseu

4,6

Vila Real

5,2

4,7 3,2

0,9

4,7

Mercado Total

Setúbal

Viana do Castelo

Santarém

Açores

Porto

Portalegre

Leiria

Lisboa

0,8

Guarda

Évora

Coimbra

-4

1,7

0,3

Bragança

-2

5,1

3,2

3,0

Faro

2,5

Castelo Branco

DEZ

NOV

SET

OUT

JUL

% 0

5,2

4,1

4,0

2

AGO

ABR MAI

MAR

JAN FEV

JUN

1,5

0,7

-5%

4

Beja

4,7

5%

6,7

6

Braga

5,5

8 6,0

5,9

Aveiro

9,4

10%

10,0

10

10,3

10,0

Madeira

12,9

Consumo de vitamina D cresceu em 2018 Em 2018 foram vendidas 1.665.062 embalagens de medicamentos com vitamina D, revelam os dados da Autoridade Nacional do Medicamento. O número foi o mais alto dos nove anos anteriores e confirma a tendência de subida que se regista desde 2010. Os números revelam ainda que, entre janeiro e março, deste ano, as vendas foram de 449 156 embalagens. Esta quantidade não permite, no entanto, verificar se em 2019 a tendência de crescimento se mantém. Ou se, por outro lado, a norma emitida pela Direção-Geral da Saúde, em agosto último, sobre a prescrição desta substância, produziu efeitos no número de receitas emitidas pelos médicos e consequente consumo. Até porque nos meses com mais luz solar os cidadãos recorrem menos ao uso da vitamina D. De salientar ainda que estes dados dizem respeito apenas a medicamentos, não estando aqui contabilizados os suplementos alimentares que são fiscalizados pelo Ministério da Agricultura.

... e de antidepressivos disparou entre 2000 e 2017 O relatório sobre o setor da saúde em 2019 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, mostra um aumento generalizado no consumo de antidepressivos nos cerca de 30 países analisados, que entre 2000 e 2017 registaram, no conjunto, uma duplicação. Portugal é o quinto país da OCDE com maior consumo de antidepressivos, tendo mais do que triplicado o consumo nesse período. Portugal apresentava em 2017 um consumo de 104 doses diárias de antidepressivos por mil pessoas, quando em 2000 pouco ultrapassava as 30 doses diárias. A média dos países da OCDE é de 63. Com maiores consumos surgem a Islândia, o Canadá, a Austrália e o Reino Unido. O relatório usa como indicador a “dose diária”, que representa a média indicada por dia para um medicamento usado por adultos para sua principal indicação terapêutica. Segundo o documento, o aumento do consumo de antidepressivos pode refletir melhorias no reconhecimento e diagnóstico da depressão, a disponibilidade de terapias e a evolução de guias de orientação clínica. 4


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MENOPAUSA

Portuguesas gastam 230 mil euros/mês As portuguesas gastaram quase 232 mil euros, por mês, em medicamentos para tratar a menopausa, em 2018. Um valor que se mantém estável nos últimos anos e que revela a necessidade de as mulheres recorrerem a fármacos para minorar os sintomas. No mesmo ano, foram vendidas 264 mil unidades do medicamento que junta estrogénio e progestativo. Os dados avançados pela consultora IQVIA têm por base as vendas efetuadas em farmácias e demonstram que as mulheres portuguesas continuam a recorrer ao tratamento hormonal para reduzir sintomas "como insónias, suores noturnos e dores de cabeça".

Gripe: mais 1.3 milhões de portugueses já se vacinaram Em 2018 foram vendidas 1 665 062 embalagens de medicamentos com vitamina D, revelam os dados da Autoridade Nacional do Medicamento. O número foi o mais alto dos nove anos anteriores e confirma a tendência de subida que se regista desde 2010. Os números revelam ainda que, entre janeiro e março, deste ano, as vendas foram de 449 156 embalagens. Esta quantidade não permite, no entanto, verificar se em 2019 a tendência de crescimento se mantém. Ou se, por outro lado, a norma emitida pela Direção-Geral da Saúde, em agosto último, sobre a prescrição desta substância, produziu efeitos no número de receitas emitidas pelos médicos e consequente consumo. Até porque nos meses com mais luz solar os cidadãos recorrem menos ao uso da vitamina D. De salientar ainda que estes dados dizem respeito apenas a medicamentos, não estando aqui contabilizados os suplementos alimentares que são fiscalizados pelo Ministério da Agricultura.

AUTOTESTES DO VIH

DGS: Venda nas farmácias surpreende A vacina quadrivalente contra a gripe recebeu aprovação de comparticipação pelo Infarmed. O anúncio foi feito através de um comunicado emitido pela Sanofi Pasteur, a empresa responsável pelo fabrico e comercialização desta vacina. A farmacêutica refere que esta é a única vacina do género na Europa com indicação para proteção passiva dos bebés, tendo, como principal objetivo, minimizar potenciais impactos da gripe na gravidez — período de maior risco — e proteger passivamente os bebés, desde o nascimento até aos seis meses.

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Análise de Mercado

Mais 264 mil seringas trocadas no 1º semestre Mais de 670 mil seringas foram distribuídas nos primeiros seis meses do ano, um aumento de 58% relativamente ao período homólogo de 2018. No âmbito do Programa Troca de Seringas – “Diz não a uma Seringa em segunda mão”, foram também distribuídos 230 mil preservativos, menos 26% que em igual período do ano passado. O relatório registou uma diminuição de 3% do número das seringas trocadas pelas Unidades dos Cuidados de Saúde Primários e de 11% no Posto Móvel, mas um aumento de 86% no número de seringas distribuídas pelas Equipas de Redução de Riscos e Minimização de Danos. Registou-se também um aumento de 7% no número de seringas trocadas pelas farmácias, comparativamente com o mesmo período do ano passado. Em seis meses, do total de seringas trocadas/distribuídas, 77% foram através de organizações de base comunitária (ONG/OG), as farmácias asseguraram 20.5%, os postos móveis 1.4% e os centros de saúde 0.9%.

MEDICAMENTOS FALSIFICADOS

105 milhões de unidades retirados do mercado em 10 anos Mais de 105 milhões de comprimidos, ampolas e saquetas de produtos de saúde falsificados e ilícitos foram retirados no mercado em 10 anos da “Operação Pangea”. A Interpol recorda que participaram até hoje 153 países, que levaram à inspeção de 12.9 milhões de pacotes (encomendas), 1.1 milhões dos quais acabaram apreendidos, ao encerramento de 82.000 sites e 3.000 pessoas detidas. Esta polícia internacional sublinha que a análise dos resultados da última década revela que pelo menos 11% dos produtos médicos vendidos online são falsificados e que todas as regiões do mundo são afetadas. O maior número de apreensões realizadas foi de medicamentos falsificados para disfunção erétil, seguido de antidepressivos, esteroides anabolizantes e medicamentos usados para tratar diabetes ou cancro. As apreensões no âmbito da “Operação Pangea” detetaram medicamentos que continham mercúrio, arsénico, veneno de rato ou cimento, assim como dosagens incorretas, datas de validade alteradas, o que representam um perigo acrescido. É aconselhado aos cidadãos a tomarem cuidado ao comprar medicamentos online, pedindo que verifiquem sempre se compram o medicamento através de uma origem regulamentada e, com receita médica, apenas em estabelecimentos autorizados. Para além disso, é de evitar produtos ou sites que possam parecer questionáveis, chamando a atenção sobretudo para erros de ortografia, promessas de produtos “sem risco” e “perfeitamente seguros”, cujo preço é suspeito por ser excessivamente baixo ou para a possibilidade de o pagamento se feito em cripto moeda.

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“Doentes devem poder levantar medicamentos hospitalares nas farmácias” A Associação dos Administradores Hospitalares propõe que os hospitais do SNS criem parcerias com centros de saúde e farmácias para permitir aos doentes levantar os medicamentos de uso hospitalar mais próximo de sua casa. “Não faz sentido que um doente de Bragança, seguido no São João, por exemplo, tenha de ir ao Porto levantar um medicamento. Faz sentido que os hospitais tenham parcerias em outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, sejam outros hospitais ou centros de saúde, bem como com farmácias, mais perto da casa das pessoas”, defendeu o presidente da APAH, Alexandre Lourenço. O representante dos administradores hospitalares sugere que se generalize a prática de colocar medicamentos de uso hospitalar mais próximo dos doentes de forma a “melhorar a adesão terapêutica” e como “estratégia de proximidade”. “Sem isso, estamos a criar uma barreira. Há pessoas que têm de faltar ao trabalho. Ou há doentes com esclerose múltipla que não podem conduzir”, exemplificou.

MENINGITE W

Aumento dos casos esgotou vacina nas farmácias O aparecimento de casos de meningite W em Portugal está a levar os pediatras a aconselharem os pais a imunizarem os seus filhos com a vacina conjugada ACWY, que não está incluída no Plano Nacional de Vacinação (PNV), com um custo na casa dos 50 euros. A procura tem sido tanta que a vacina esgotou, levando o Infarmed a emitir uma Autorização de Utilização Excecional (AUE) para a vacina vir da Holanda. Questionada sobre o aumento do número de casos, a Direção-Geral da Saúde fez saber que no ano em curso há registo de oito casos do serogrupo W, quando no ano passado foram cinco e em 2017 apenas um. A maioria ocorreu em adultos, mas a DGS não quantifica. O Infarmed fez saber que, em 2019, "na sequência de um aumento do número de casos de doença meningocócica infantil, praticamente duplicou o consumo [da vacina Nimenrix] face ao ano anterior". Apesar de se ter "conseguido reforçar o seu abastecimento, registou-se um período de rutura entre setembro e outubro, cuja distribuição rapidamente se escoou no prazo de uma semana, causando nova situação de previsão de rutura".

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Especial SaĂşde

O que ĂŠ o VIH? O VIH (VĂ­rus da ImunodeficiĂŞncia Humana) ĂŠ um vĂ­rus que ataca e destrĂłi o sistema imunitĂĄrio, isto ĂŠ, destrĂłi os mecanismos de defesa que protegem o organismo das doenças. Depois de entrar nas cĂŠlulas do sistema imunitĂĄrio, o VIH começa a agir e integra-se no cĂłdigo genĂŠtico das cĂŠlulas infetadas (ADN). As cĂŠlulas atingidas (LinfĂłcitos T Auxiliares) sĂŁo utilizadas pelo vĂ­rus para se replicar. Este vĂ­rus pode permanecer “adormecidoâ€? no organismo, sem manifestar sinais e sintomas durante algum tempo. Neste perĂ­odo, os indivĂ­duos infetados com o VIH, sĂŁo chamados de seropositivos.

O que Ê a SIDA? A SIDA (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) Ê uma doença causada pelo VIH e estå relacionada com a degradação progressiva do sistema imunitårio, podendo ter vårios anos de evolução. Uma vez instalado, o vírus invade e destrói os Linfócitos T4, responsåveis pela defesa do nosso organismo contra as infeçþes.

O que Ê ser seropositivo? Ser seropositivo não significa ter SIDA, mas sim, que se Ê portador do vírus VIH e que o sistema imunitårio começou a produzir anticorpos que são detetåveis atravÊs da realização de um teste específico. Atualmente, existe medicação que ajuda um indivíduo seropositivo a retardar o aparecimento da SIDA, conseguindo uma melhor qualidade de vida. Quando um indivíduo Ê infetado com o VIH, torna-se seropositivo e pode infetar outras pessoas se tiver comportamentos de risco. 8


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Como se transmite o VIH? O vírus VIH encontra-se principalmente no sangue, no sémen, no líquido pré-ejaculatório, nos fluidos vaginais de pessoas infetadas e no leite materno. Assim, a transmissão do vírus só pode ocorrer se estes fluidos corporais entrarem diretamente em contato com o corpo de outra pessoa pela via sexual e/ou sanguínea.

Existem 3 três formas de transmissão: Sangue A principal causa de transmissão ocorre através da partilha de agulhas, seringas e objetos utilizados no consumo de drogas que possam conter sangue contaminado. Outros objetos que contenham sangue não devem ser partilhados! É o caso das lâminas de barbear, piercings, instrumentos de tatuagem e de furar as orelhas e alguns utensílios de manicura ou pedicura. Atualmente, todo o sangue usado nas transfusões sanguíneas é testado antes de ser utilizado pelo que não se deve ter medo destas situações. Dar sangue também não é um problema já que é utilizado material descartável e esterilizado.

Relações sexuais e secreções sexuais As secreções sexuais de uma pessoa infetada, mesmo que aparentemente saudável e com “bom aspeto”, podem transmitir o VIH sempre que exista uma relação ou contacto sexual (vaginal, oral ou anal) sem proteção. Muitas vezes, basta uma relação sexual não protegida para podermos ser infetados.

Gravidez O VIH pode ser transmitido da mãe para o seu bebé durante a gravidez, o parto ou o aleitamento. Por este motivo, as mulheres que pretendem engravidar devem efetuar o teste da SIDA. Quando a mãe é seropositiva, ou seja, é portadora do VIH, as terapêuticas anti retrovíricas, ministradas durante a gravidez, reduzem consideravelmente a probabilidade do bebé nascer infetado. Também é possível ocorrer a transmissão durante o parto, através do sangue perdido, das secreções vaginais ou durante a amamentação.

Como não se transmite? • Aperto de mão, toque, abraço, beijo social;

• Alimentos ou água;

• Picadas de insetos;

• Espirros ou tosse;

• Piscinas ou casas-de-banho.

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Especial Saúde

Como prevenir o contágio do VIH? • Utilizando o preservativo, masculino ou feminino em todas as relações sexuais; • Não partilhando agulhas e seringas; • Não partilhando lâminas de barbear e escovas de dentes; • Em caso de gravidez, o risco de contágio de uma mãe seropositiva para o seu bebé pode ser diminuído significativamente realizando terapêutica adequada durante a gravidez e evitando o aleitamento materno.

Quais os principais sintomas? A sintomatologia pode surgir, basicamente, em duas ocasiões:

1)

Na altura da transmissão inicial, em que a aquisição da doença pode causar um quadro semelhante a uma infeção vírica inespecífica (febre, dor de cabeça, dor de garganta, erupções na pele), sendo quase sempre indistinguível de uma patologia banal. No entanto, na maioria dos casos esta fase da doença ocorre sem quaisquer sintomas e, quando acontecem, duram não mais de uma a duas semanas.

2)

Na doença avançada, onde podem surgir queixas, naturalmente variáveis, consoante alguma infeção ou tumor oportunistas relacionados com o VIH ou, tão simplesmente, quadros mais vagos, mas persistentes, de emagrecimento, febre, alterações cognitivas ou aumento dos gânglios linfáticos, por exemplo.

3)

O período que vai desde a aquisição da doença até ao surgir de uma patologia oportunista é, em média, de oito a dez anos. Durante todo este período a pessoa pode não ter qualquer queixa relacionada com a sua doença. Neste intervalo de tempo podem, ainda assim, existir pistas clínicas que deverão fazer suspeitar da doença, como por exemplo pneumonias bacterianas de repetição, candidíase vaginal refratária, quadros de herpes zoster (a “zona”), entre outras.

Quais são as doenças mais vezes associadas aos casos de VIH/Sida? Do ponto de vista de patologias oportunistas, as mais frequentes nestes doentes são a tuberculose e a pneumocistose. No entanto, fora do âmbito das patologias oportunistas, estes doentes apresentam maior suscetibilidade para doença cardiovascular, insuficiência renal, osteoporose, patologia psiquiátrica, bem como para alguns tipos de tumores, como linfomas, cancro do pulmão, cancro do colo do útero, cancro do canal anal, entre outros. 10


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VIH/Sida em números

milhões

de pessoas contagiadas em todo o mundo

23

milhões

milhões

de pessoas têm acesso a tratamentos antirretrovirais

770 1.7 mil

21%

de mortes devido ao VIH/Sida em 2006

2/3

milhões

de novos casos em 2018

mortes devido ao VIH/Sida em 2018

1.9

das pessoas

infetadas com VIH vivem em África

entre

dos indivíduos infetados desconhecem a sua condição, em 2018

2000 e 2018

as novas infeções por VIH caíram 37% e as mortes relacionadas diminuíram 45%, com 13,6 milhões de vidas salvas devido aos tratamentos antirretrovirais

VIH/Sida em Portugal Durante o ano 2017 foram diagnosticados 234 novos casos de SIDA, dos quais 232 em adultos com idades iguais ou superiores a 15 anos. Na maioria dos casos (68,4%) o diagnóstico de SIDA foi concomitante com o diagnóstico de infeção por VIH; os restantes 74 casos (31,6%) resultaram da evolução para estádio SIDA em casos em que o diagnóstico da infeção ocorreu em anos precedentes. Dos 232 casos de SIDA diagnosticados em adultos, 168 (72,4%) registaram-se em homens e 64 (27,6%) em mulheres. A maioria (72,4%) dos novos casos de SIDA ocorreu em indivíduos com idade igual ou superior a 40 anos e para ambos os sexos a incidência mais elevada de diagnósticos registou-se no escalão dos 40-49 anos.

Novos casos de SIDA em Portugal diagnosticados em 2017 (≥15 anos) Homens Grupo etário

Total

Mulheres Casos/10 5

Casos/10 5

Casos/10 habitantes5

Nº casos

%

15-19 anos

14

1,8

4,9

5

1,7

1,8

19

1,8

3,4

20-24 anos

82

10,7

30,1

17

5,7

6,4

99

9,3

18,4

25-29 anos

107

14,0

38,9

29

9,7

10,6

136

12,8

24,8

30-39 anos

195

25,5

31,1

88

29,5

13,1

283

26,6

21,8

40-49 anos

163

21,3

21,6

66

22,1

8,0

229

21,5

14,5

50-59 anos

120

15,7

17,2

52

17,4

6,7

172

16,2

11,7

≥ 60 anos

85

11,1

6,9

41

13,8

2,5

126

11,8

4,4

766

100,0

15,7

298

100,0

5,5

1064

100,0

10,3

Total

habitantes

Nº casos

11

%

habitantes

Nº casos

%


Indústria Farmacêutica

Mylan e Pfizer anunciam Viatris CANCRO

A Mylan e a Pfizer anunciaram a designação da nova empresa que foi originada pela combinação da Mylan e Upjohn, uma divisão da Pfizer: Viatris. O nome deriva do latim, e incorpora a finalidade da nova empresa de fornecer um caminho (Via) com três (Tris) objetivos principais: expandir o acesso a medicamentos, atender às necessidades do paciente, e ser um parceiro confiável para a comunidade de saúde em todo o mundo. Formada por meio da combinação de dois negócios complementares, a Viatris reunirá posição de liderança da Upjohn na China e nos mercados emergentes, com a presença importante da Mylan nos EUA e Europa, o que permitirá à nova empresa ter um maior alcance geográfico. A Upjohn reúne 20 das marcas como Lipitor, Norvasc, Lyrica e Viagra, e está presente em mais de 120 países, enquanto a Mylan possui um portfólio de mais de 7.500 produtos comercializados em todo o mundo. A nova marca entrará em vigor em meados de 2020, continuando até lá as duas empresas a operar como organizações independentes.

9 países juntos para negociar preços de novos medicamentos Portugal faz parte de um grupo de nove países que integram a Internacional Horizon Scanning Initiative (IHSI), uma organização internacional que pretende aumentar a capacidade de negociação das autoridades de saúde com a indústria farmacêutica sobre os preços dos novos medicamentos. Além de Portugal, fazem parte a Bélgica, Dinamarca, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Suécia, Suíça e Holanda. "A IHSI terá como objetivos coligir e analisar dados que permitirão às autoridades e serviços de saúde nacionais uma melhor preparação para a futura introdução no mercado de medicamentos potencialmente dispendiosos", explicou o Infarmed. A Autoridade do Medicamento nota que "todos os países membros partilham a visão de que um repositório de dados global e transparente, impulsionado pela tecnologia e para novos medicamentos, tem potencial para alterar o paradigma atual, reforçando a capacidade das autoridades na negociação dos preços dos novos medicamentos com a indústria farmacêutica".

REAÇÕES ADVERSAS

11.300 notificações A Autoridade do Medicamento recebeu este ano mais de 11.300 notificações de reações adversas a medicamentos, mais de metade (58%) das quais consideradas graves. Nos últimos 12 anos, foram registadas quase 50.500 notificações, sendo 34.254 graves (67%) e 16.243 não graves. Os números indicam ainda que quem mais notifica são os titulares da autorização de introdução no mercado (indústria), seguidos do médico, farmacêutico, enfermeiro, outros profissionais de saúde e, finalmente, o utente. O número de notificações por ano tem vindo a subir (em 2018 tinham sido recebidas 10.673) e, segundo o relatório do 3º trimestre deste ano, entre julho e setembro foram recebidas 2.327 notificações, referentes a 2.130 casos (cada caso pode ter mais do que uma notificação, pois pode ser apresentado pelo profissional de saúde, pelo doente ou pela indústria). Dos 2.130 casos, 18% referem-se a agentes imunossupressores (para o sistema imunitário), 12% a agentes antineoplásicos (para o cancro), 7% a terapêutica endócrina, 5% a antibacterianos para uso sistémico e 4% a vacinas.

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Indústria Farmacêutica

Laboratório Militar vai produzir medicamentos à base de canabinoides A Mylan e a Pfizer anunciaram a designação da nova empresa que foi originada pela combinação da Mylan e Upjohn, uma divisão da Pfizer: Viatris. O nome deriva do latim, e incorpora a finalidade da nova empresa de fornecer um caminho (Via) com três (Tris) objetivos principais: expandir o acesso a medicamentos, atender às necessidades do paciente, e ser um parceiro confiável para a comunidade de saúde em todo o mundo. Formada por meio da combinação de dois negócios complementares, a Viatris reunirá posição de liderança da Upjohn na China e nos mercados emergentes, com a presença importante da Mylan nos EUA e Europa, o que permitirá à nova empresa ter um maior alcance geográfico. A Upjohn reúne 20 das marcas como Lipitor, Norvasc, Lyrica e Viagra, e está presente em mais de 120 países, enquanto a Mylan possui um portfólio de mais de 7.500 produtos comercializados em todo o mundo. A nova marca entrará em vigor em meados de 2020, continuando até lá as duas empresas a operar como organizações independentes.

EXMCEUTICALS

1ª fábrica de medicamentos de canábis A empresa canadiana EXMceuticals garantiu a primeira licença do Infarmed para investigação e desenvolvimento de produtos farmacêuticos à base de canábis em Portugal. O laboratório já começou a construir e adaptar uma "refinaria à escala industrial", que deverá ficar concluída, operacional e completamente licenciada até ao final do primeiro trimestre do próximo ano. As instalações vão funcionar no Centro de Inovação do Campus da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, onde a EXM já tem um laboratório operacional. Com a atribuição da licença, a empresa prevê criar mais de 80 empregos "altamente qualificados" na área da investigação e ciência em Portugal, que irão trabalhar com "tecnologia de ponta". "As instalações industriais vão obrigar à importação de grandes quantidades de canábis e óleo de cânhamo das nossas plantações em África, que depois serão refinados de acordo com as encomendas de clientes. Estas novas instalações vão permitir exportar grandes volumes de produtos refinados com um elevado grau de pureza para a União Europeia e para o resto do mundo”, destaca Jonathan Summers, chairman da empresa.

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mycooprofar

SNS

Estudo sobre processo de compra de medicamentos Com base em questionários respondidos por cerca de metade dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, o estudo indica que 78% das unidades consideram que o processo de aquisição de todos os medicamentos “nunca é desencadeado atempadamente”, apontando a “carga administrativa” como a principal barreira de acesso a todos os medicamentos. A ineficiência dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde é apontada por 48% dos hospitais como sendo uma condição objetiva das mais relevantes que “restringe a aquisição de medicamentos”. A falta de autorizações financeiros são outros dos fatores identificados, apesar de terem menor peso do que a carga administrativa dos processos. No que respeita a medicamentos inovadores, mais de 80% dos pedidos de autorização excecional de fármacos feitos foram aprovados pelo Infarmed no ano passado, o que significa que maioria dos hospitais utiliza medicamentos inovadores ainda sem autorização de introdução do mercado ou já com autorização, mas sem a decisão de financiamento. Globalmente, é assim garantido o acesso à inovação terapêutica, mas os níveis de acesso são diferentes, o que gera desigualdades, conclui o estudo. Os resultados constam de um estudo promovido pela Ordem dos Farmacêuticos, Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares e pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Farmacêuticos preocupados com avaliação de medicamentos inovadores A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos manifestou-se abismada e preocupada com o resultado de um estudo que demonstra que cerca de 70% dos hospitais não medem os resultados dos medicamentos inovadores. Ana Paula Martins lembrou que na avaliação prévia dos medicamentos há “cuidados enormes” com a efetividade e eficácia dos novos fármacos, que devia continuar depois de serem introduzidos nos hospitais e quando começam a ser tratados os doentes. “Temos de ter dados objetivos sobre o valor que a inovação produz. E precisamos de recursos humanos e de pessoas bem treinadas”, defendeu, recordando as insuficiências de pessoal no SNS, nomeadamente ao nível das farmácias hospitalares. O Índex Nacional do Acesso ao Medicamento Hospitalar refere que dos 30% dos hospitais que fazem uma avaliação dos resultados do uso de medicamentos inovadores, esse acompanhamento é feito sobretudo pelos dados dos consumos e não do ponto de vista de melhoria do estado de saúde. 15


Indústria Farmacêutica

ÉBOLA

Autorizada entrada no mercado de vacina A Comissão Europeia concedeu à Merck Sharp & Dohme B.V. autorização de introdução no mercado de uma vacina contra o Ébola, designada Ervebo, na sequência de uma recomendação da Agência Europeia de Medicamentos. A vacina estava em desenvolvimento desde o surto de Ébola na África Ocidental em 2014, contudo foi utilizada para proteger as pessoas em risco de infeção, como os profissionais de saúde ou aqueles que têm sido expostos a pessoas infetadas, de acordo com um protocolo específico acordado durante este período. O ensaio clínico de um segundo regime de vacinas está a decorrer na República Democrática do Congo neste momento, com financiamento do programa de investigação e inovação da UE Horizonte 2020, que também apoiou o desenvolvimento da vacina Ervedo.

EMA recebeu novo edifício sede em Amsterdão A Agência Europeia do Medicamento já recebeu o seu novo edifício sede da mão das autoridades holandesas, na zona de Zuidas, prevendo-se que esteja a funcionar em pleno nas novas instalações em janeiro de 2020. A agência, que se mudou de Londres em março deste ano devido à saída do Reino Unido da União Europeia, tem funcionado em instalações provisórias.

Prémios Pfizer 2019 Os Prémios Pfizer de Investigação são atribuídos anualmente, desde 1956, pela farmacêutica e pela Sociedade de Ciências Médicas de Lisboa, responsável pela avaliação das candidaturas. O valor atribuído é de 25 mil euros para cada uma das áreas. Guadalupe Cabral, da Universidade Nova de Lisboa, foi premiada na categoria de investigação clínica. A investigadora Guadalupe Cabral descobriu um potencial marcador biológico capaz de predizer a resposta de doentes com cancro da mama à quimioterapia administrada antes da remoção do tumor numa cirurgia. João Peça, da Universidade de Coimbra, foi o distinguido na investigação básica, focando no estudo do gene “Gprasp2”, que regula uma via de sinalização neuronal que está alterada em vários casos de autismo. Este pode vir a ser um potencial alvo terapêutico, uma vez que regula "uma via de sinalização neuronal comum que aparece desregulada" em vários tipos de autismo. 16


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Cooprofar

“Meta o Nariz fora da caixa” Cooprofar associa-se à Operação Nariz Vermelho A Cooprofar associou-se à Operação Nariz Vermelho, promovendo uma campanha de angariação de fundos, em conjunto com as Farmácias. Durante o mês de dezembro, encontram-se à venda Narizes Vermelhos nos balcões de atendimento das farmácias aderentes. Cada Nariz Vermelho tem o valor unitário de 2€, que reverte na totalidade para a Operação Nariz Vermelho. O nariz é acompanhado de uma informação sobre quem são os Doutores Palhaços, os Hospitais que são visitados pelo país e os importantes testemunhos de quem recebe a visita, de forma a sensibilizar para a importância desta missão para o dia a dia das crianças hospitalizadas. A relevância do papel das farmácias junto da população e também a enorme proximidade destas às suas comunidades, torna-as em locais de excelência para levar esta campanha da Operação Nariz Vermelho a milhares de pessoas. A associação da Cooprofar a esta iniciativa permitirá, assim, aumentar a visibilidade desta causa, levando-a a cada vez mais gente, de forma a que os fundos angariados possibilitem continuar a levar alegria às crianças hospitalizadas nos hospitais portugueses.

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Breves CAFÉ SEGUROS DE SAÚDE

Aposta nas Farmácias

O grupo Nabeiro - Delta Cafés anunciou a entrada no setor das farmácias no decorrer do primeiro trimestre do próximo ano, com uma gama inovadora de cafés funcionais, desenvolvidos em parceria com o laboratório português Edol, e a Diverge, centro de inovação da empresa.

57% usa-os. Restantes só pagam

VIH/SIDA Incidência diminui

DIABETES

O número de novos casos de infeção por VIH diminuiu 46% e o de novos casos de sida 67%, entre 2008 e 2017, revela um relatório do INSA/DGS, segundo o qual estão notificados em Portugal 59.913 casos, dos quais 22.551 atingiram estádio sida. Até 30 de junho de 2019 foram notificados 973 novos casos de infeção por VIH com diagnóstico durante o ano 2018, o que corresponde a uma taxa de 9.5 novos casos por 100 mil habitantes.

Diagnosticadas 200 pessoas/dia

A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal alertou para o peso enorme da diabetes em Portugal, onde diariamente são diagnosticadas cerca 200 pessoas com esta doença, que mata uma pessoa no mundo a cada oito segundos. “Portugal é o país da União Europeia que tem mais pessoas com diabetes”, advertem. No total, são três milhões de pessoas com diabetes ou pré-diabetes, o que representa 40% da população portuguesa.

Das 2,2 milhões de pessoas com seguros de saúde ativo em 2018, mais de 1,3 milhões recorreram às seguradoras para reembolsos ou usufruto dos serviços, 57% do total. Essas participações custaram às companhias, em média, 383 euros por queixoso. Ao longo de 2018, 2.227.469 pessoas estavam cobertas por seguros de saúde, um valor superior em 4,1% ao registado em 2017.

GRIPE Cientistas testam medicamento mais eficaz

PNEUMONIA

Recentemente, cientistas testaram, em animais, um novo medicamento que pode revelar-se mais eficaz no tratamento da gripe ao induzir mutações genéticas nos vírus que causam a infeção e impedindo a sua replicação. O novo fármaco foi testado em furões contra várias doenças virais, incluindo as sazonais e as pandémicas, como a gripe suína.

2ª causa de morte

HIPERTENSÃO ARTERIAL DGS recomenda suplementos de vitaminas e minerais

Os estados que investem mais em saúde e respetivos recursos humanos apresentam melhores taxas de adesão à terapêutica para a hipertensão arterial, que em Portugal é de 54.6%, revela um estudo CINTESIS que envolveu 31 países diferentes.

Com um óbito a cada 93 minutos, a pneumonia é a segunda causa de morte em Portugal, depois da doença isquémica do coração. Responde por 5.1% da mortalidade, com 93% dos óbitos a ocorrem em pessoas com mais de 70 anos, o que leva os pneumologistas a exortarem o Governo a estender a gratuitidade da vacina antipneumocócica a todos os portadores de doenças respiratórias crónicas e a todas as pessoas com mais de 65 anos de idade.

Poderá consultar a lista de bónus em www.cooprofar.pt ou através da leitura deste código QR Code.

FORMAÇÃO COOPROFAR Administração de Vacinas e Medicamentos Injetáveis, inicial 04.12.2019 Gondomar Mais Informações em: www.cooprofar.pt

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