My Cooprofar Outubro 2019

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outubro 2019

04. Análise de Mercado

Farmácias: Número aumentou em Portugal desde o início do milénio 08. Especial Saúde

Doenças Reumáticas 14. Indústria Farmacêutica

Google fortalece posição na indústria farmacêutica 18. Cooprofar

Packs Formação 19. Breves

Enxaquecas: Afetam 1,5 milhões de Portugueses



Prof. Doutor Delfim Santos Presidente da Direção

EDITORIAL

O Valor de uma Equipa Regra geral, as empresas dependem em boa parte do seu capital humano para crescer, por isso é essencial manter a Equipa preparada e motivada não só para desempenhar as tarefas do seu dia-a-dia profissional, mas também para enfrentar as diversas situações inesperadas que surgem no contexto laboral. No Grupo Cooprofar-Medlog, temos sempre presente esta necessidade de preparar o nosso capital humano para a mudança e de o manter alinhado com os objetivos corporativos, de forma a garantir a sustentabilidade da sua maior vantagem competitiva: as Pessoas. Acreditamos que a estabilidade da Equipa se traduz em aumento de capital intelectual, de inteligência da organização, de domínio dos processos, de conexões internas e, acima de tudo, com os Clientes e Parceiros de negócio. Com efeito, as ações que realizamos ao longo de muitos anos, traduzem-se numa taxa de rotação da equipa na ordem de 1% (mês) o que atesta o ambiente de estabilidade social do Grupo, o que se traduz no dia a dia num contributo diferenciador para a fidelização e conhecimento dos nossos clientes e parceiros. Acreditamos que o nosso capital humano se destaca no relacionamento com os clientes pela confiança estabelecida entre as partes e no conhecimento da organização por colaboradores qualificados e com uma visão geral da operação. Por outro lado, continuamos a apostar numa política de incentivo e inserção de novos colaboradores no mercado de trabalho, acreditando num processo contínuo de aprendizagem e de criação de valor para o Grupo e para a comunidade, inserindo-os numa cultura, de transmissão e partilha de novos conceitos e de promoção de novas abordagens, materializando a estratégia do Grupo. Para tal recorremos a parcerias com entidades académicas e sociais e em que todas as entidades ganham. E é com grato prazer que, cada vez mais, as escolas nos abordam para colocar os seus alunos em contacto com o mundo real através de estágios, garantindo o Grupo a todos os colaboradores a melhor e mais atualizada formação e informação, numa perspetiva de retenção dos recursos humanos do presente e do futuro. Contamos consigo e da mesma forma pode sempre contar connosco.


Análise de Mercado CRESCIMENTO FACE AO PERÍODO HOMÓLOGO Crescimento Mercado agosto 2019 vs. mês homólogo 16 14

13,0 11,9

12

10,1

10

4,9

4

3,5

3,4

4,2 2,8

6,0

5,5 4,8

3,3

Mercado Total

Viseu

Vila Real

Setúbal

Santarém

Açores

Leiria

Lisboa

Guarda

Faro

Évora

Coimbra

Bragança

Beja

-6

Castelo Branco

-4

5,0

0,5

Braga

DEZ

NOV

SET

-2

5,2

Viana do Castelo

-10%

OUT

JUL

-5%

% 0

5,0

4,9

2

AGO

ABR MAI

MAR

JAN FEV

JUN

1,5

0,7

Aveiro

5%

5,5

4,6

Porto

6

6,3

Madeira

6,0

5,9

5,5

8,5

8

Portalegre

10,3

10,0

9,4

10%

-8

FARMÁCIAS

Número aumentou em Portugal desde o início do milénio durante estes anos, o crescimento foi mais acentuado no Norte e no Centro. A tendência inverte-se em poucos concelhos. Lisboa e Porto foram as cidades onde fecharam mais farmácias, na capital encerraram 73 farmácias e na Invicta outras dez.

Desde o início do milénio, há mais 231 farmácias em Portugal. Quase todos os concelhos do país aumentaram o número destes estabelecimentos nas últimas duas décadas, salvo cerca de 20 municípios. Entre eles, estão Lisboa e Porto, as cidades que em termos absolutos perderam mais farmácias, segundo os dados disponíveis no Pordata.

Com a introdução dos genéricos, as farmácias perderam receitas na ordem dos 17% por fármaco. No entanto, conseguiram recuperar parte deste custo através de outro tipo de serviços como a vacinação para a gripe, vigilância de diabetes e troca de seringas.

Em 2001, havia 2888 farmácias abertas e em 2018 eram 3119. O aumento está distribuído por todas as regiões, uma vez que praticamente em todos os concelhos do país abriram novas farmácias, sendo que,

Gripe: Estado já gastou 8,7M€ em vacinas O Estado já gastou mais de 8,7 milhões de euros em vacinas da gripe para a época que se aproxima (2019/2020). A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte foi a que mais gastou, com mais de 3,5 milhões de euros em dois contratos com duas farmacêuticas para distribuir as vacinas por vários centros de saúde e hospitais da região Norte. Em Lisboa, foram gastos mais 3,2 milhões de euros, segundo os contratos assinados pela ARS de Lisboa e Vale do Tejo. Para o Alentejo foram gastos 200 mil euros. A maior parte dos contratos é para a aquisição de vacinas contra a gripe tetravalente, que é indicada para adultos e que deve imunizar contra a gripe A e contra vários tipos de gripe B. 4


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CANCRO

Um terço da despesa do SNS Os medicamentos oncológicos geraram, até julho, encargos de 232 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde, passando a representar 30% dos gastos dos hospitais públicos com fármacos. Este valor representa uma subida de 32 milhões de euros comparativamente com o mesmo período do ano passado.

ADSE limita financiamento de novos fármacos A ADSE vai limitar a forma de financiamento dos novos medicamentos oncológicos. O subsistema dos funcionários públicos sublinha que “só pode comparticipar medicamentos para os quais exista decisão de financiamento pelo SNS” e veio “clarificar” as regras sobre os “medicamentos de oncologia”. Em situações excecionais, a ADSE pode dar autorização especial de financiamento, “em casos imperiosos para a saúde do doente, designadamente quando o mesmo corra risco imediato de vida ou de sofrer complicações graves”.

Dez mil precisam de novos medicamentos Apesar das limitações de acesso, há um número crescente de doentes oncológicos que necessitam de medicamentos inovadores na luta contra o cancro, doença que é a segunda principal causa de morte em Portugal e que em 2017 matou 27.503 pessoas. A Liga Portuguesa Contra o Cancro estima em cerca de dez mil os doentes que necessitam de novos fármacos. A Liga pede uma "solução rápida no acesso a estes medicamentos".

Dor: Duplicou consumo de medicamentos O consumo de analgésicos opióides, medicamentos altamente eficazes no alívio da dor e sujeitos a receita médica, mais do que duplicou entre 2010 e 2018. De acordo com os dados revelados pela Autoridade Nacional do Medicamento, só no ano passado, foram dispensadas 3,7 milhões de embalagens destes fármacos através do SNS. Trata-se de um aumento de 141%, face a 2010, altura em que foram vendidas 1,5 milhões de embalagens. Para Rui Nogueira, médico de família, as razões para o aumento do consumo de analgésicos opioides pode ser explicado pelo "aumento da população idosa que tem muita dor no geral”, assim como o “avançar da medicina”. 5


Análise de Mercado

Exportações: Saúde cresce 7,5% no 1º semestre As exportações da área da saúde cresceram 7,5% para 694 milhões de euros no primeiro semestre face ao mesmo período do ano anterior, destaca o Health Cluster Portugal (HCP), citando dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). “As exportações da área da saúde cresceram a um ritmo superior à restante economia, uma vez que, em comparação com o ano anterior, as exportações portuguesas no primeiro semestre tiveram um crescimento de 2,9%”. Para o presidente do HCP, Salvador de Mello, os dados “confirmam a importância e o potencial do setor na economia nacional e reforçam os objetivos definidos no pacto de competitividade e internacionalização”. De acordo com o HCP, o setor da saúde em Portugal representa um volume de negócios anual na ordem dos 30 mil milhões de euros e um valor acrescentado bruto de cerca de 9 mil milhões, envolvendo perto de 90 mil empresas e empregando quase 300 mil pessoas.

Canábis: Primeiro medicamento já está à venda nas farmácias

ANALGÉSICOS OPIÓIDES

Aumento de 141% em oito anos

O primeiro medicamento à base de canábis já está disponível nas farmácias de rua. O Sativex está aprovado para o alívio da espasticidade moderada a grave associada à esclerose múltipla e o preço final por embalagem rondará os 300€ para o doente - valor que contempla já uma comparticipação de 37%, segundo o Infarmed.

O consumo de medicamentos analgésicos opióides está a aumentar de ano para ano em Portugal e, entre 2010 e 2018, cresceu bem mais do que o dobro (141%). No ano passado, consumiram-se 3,685 milhões de embalagens destes fármacos mais fortes para o alívio da dor, quando em 2010 tinham sido dispensadas 1,532 milhões de embalagens.

Incluído no grupo farmacoterapêutico dos analgésicos e antipiréticos, o Sativex contém os dois princípios activos da cannabis (o THC e o CBD) e é administrado na forma de spray oral. O medicamento já dispunha de autorização de introdução no mercado português desde 2012, mas nunca tinha chegado a ser comercializado, podendo apenas ser pedido por via de uma autorização especial.

Não são adiantadas as razões que justificam este aumento sustentado e que ascendeu a 141% em oito anos, um fenómeno que o Infarmed está a investigar em conjunto com a Direção-Geral da Saúde.

Malária: Erradicação é possível até 2050 "Um futuro livre de malária (…) pode ser alcançado tão cedo como 2050", revela um estudo, da autoria de 41 dos principais especialistas mundiais em malária, ciências biomédicas, economia e políticas de saúde. O estudo sintetiza as evidências científicas, combinando-as com novas análises epidemiológicas e financeiras que demonstram que, com as ferramentas e estratégias certas e o financiamento adequado, a erradicação da doença é possível no espaço de uma geração. Os especialistas identificam três medidas para inverter a curva da progressão da doença, acelerando o declínio dos casos de malária a nível mundial, incluindo um aumento anual de cerca de dois mil milhões de dólares (perto de 1,8 mil milhões de euros). 6


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COMPLEMENTO SOLIDÁRIO PARA IDOSOS

Redução dos pedidos No ano passado houve 23.095 beneficiários do Complemento Solidário para Idosos a pedir o reembolso de despesas com medicamentos, próteses dentárias e óculos, previsto nos Benefícios Adicionais em Saúde, um programa criado em 2007 pelo Ministério da Saúde e pela Segurança Social para diminuir as despesas dos idosos com menores rendimentos. O balanço surge no relatório anual de acesso ao Serviço Nacional de Saúde de 2018. Cruzando a informação com as estatísticas da Segurança Social, constata-se que a percentagem de beneficiários do CSI que aproveitou esta ajuda do Estado é a mais baixa dos últimos anos: em 2018 havia 177 mil beneficiários do CSI, pelo que apenas 13% estavam inscritos para estes apoios.

Saúde Pública: Despesa diminuiu em Portugal Portugal surge como um dos únicos quatro países da região europeia em que a percentagem da despesa em saúde pública se reduziu entre 2000 e 2017, segundo um relatório da Organização Mundial da Saúde. A OMS analisou 33 países e concluiu que em 15 deles, a despesa em saúde pública aumentou, em 14 manteve-se dentro dos mesmos níveis e apenas em 4 países foi registada uma redução na despesa em termos percentuais do seu produto interno bruto: Portugal, Irlanda, Hungria e Israel. A OMS recorda que alocar maiores recursos à saúde pública pode ajudar a reduzir a falta de equidade no acesso. “Muitas intervenções na promoção da saúde e prevenção da doença são bastante custo-efetivas e poupam dinheiro e recursos no curto, médio e longo prazo”, refere o documento da OMS.

Alergias: Leite comparticipado a 100% com receita do SNS O Estado vai passar a comparticipar a 100% os leites destinados a crianças com alergia às proteínas do leite de vaca, enquanto utentes do Serviço Nacional de Saúde. Segundo a portaria publicada em Dário da República, a comparticipação do Estado às fórmulas de leite para crianças alérgicas depende de prescrição médica. A prescrição só pode ser feita por médicos especialistas em pediatria e nos hospitais do SNS, sendo dispensadas exclusivamente nas farmácias de rua. Para que esta medida entre completamente em vigor, o Ministério da Saúde ainda terá de aprovar a lista com as fórmulas elementares que se destinam especificamente a crianças com alergia à proteína do leite de vaca. 7


Especial Saúde

Doenças Reumáticas Ao contrário do que é habitualmente considerado, na realidade, o Reumatismo, enquanto doença, não existe. O que existem são Doenças Reumáticas, cujo número é superior a uma centena, e cujo tratamento é diferente de umas para as outras. Um grande número de Doenças Reumáticas ainda não tem cura, mas tem tratamento, que pode ser tão ou mais eficaz do que o tratamento de outras doenças crónicas incuráveis, como a diabetes, a hipertensão arterial, a asma, entre outras. Para isso, porém, é necessário que tanto o diagnóstico como o tratamento sejam precoces e adequados a cada doença específica.

Principais Doenças Reumáticas • Artrite Reativa • Artrite Reumatoide • Artrite Psoriática • Artrites Idiopáticas Juvenis • Doença de Behçet • Esclerose Sistémica • Espondilite Anquilosante • Fibromialgia

• Gota • Lupus Eritematoso Sistémico • Miosites • Osteoporose • Polimialgia Reumática • Síndrome de Sjögren • Vasculites 8


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Fatores de Risco Embora cada doença reumática tenha fatores de risco específicos, existem alguns comuns às várias doenças:

• Idade

• Tabagismo

• Obesidade

• Toma de determinados fármacos

• Ingestão excessiva de bebidas alcoólicas

Diagnóstico e Tratamento Conforme é recomendado pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), a presença de dores, rigidez ou inchaço numa articulação durante um período superior a 15 dias implica consultar um reumatologista - deste modo é possível um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz. Existem várias terapêuticas disponíveis que se destinam a aliviar a dor e a diminuir a incapacidade, melhorando a qualidade de vida do doente, como a toma de medicação, repouso, prática de exercício físico, alimentação adequada, fisioterapia, hidroterapia, dispositivos de contenção e, em determinados casos, a cirurgia. A abordagem tem de ser feita caso a caso pelo reumatologista. 9


Especial Saúde

Articulações É possível prevenir o desgaste? De acordo com a Liga Portuguesa Contra as Doenças Reumáticas (LPCDR), existem várias medidas que devemos adotar no dia a dia e que ajudam a poupar as articulações: • Evitar o excesso de peso; • Escolher cadeiras que ofereçam apoio lombar; • Sentar-se confortavelmente; • Dormir num colchão firme e plano; • Escolher sapatos com uma base de apoio larga, salto baixo e sola de borracha;

• Se possível, evitar transportes trepidantes; • Se trabalhar sentado, mudar frequentemente de posição.

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Prevalência de Doenças Reumáticas em Portugal Prevalência Geral

Prevalência Mulheres

Prevalência Homens

Lombalgia

26.4%

29.6%

22.8%

Fibromialgia

1.7%

3.1%

0.1%

Osteoartrose do Joelho

12.4%

15.8%

8.6%

Osteoartrose da Mão

8.7%

13.8%

3.2%

Osteoartrose da Anca

2.9%

3.0%

2.9%

Osteoporose

10.2%

17.0%

2.6%

Patologia Periarticular

15.8%

19.1%

12.0%

Artrite Reumatóide

0.7%

1.1%

0.3%

Espondilartrites

1.6%

2.0%

1.0%

Lúpus Eritematoso Sistémico

0.1%

0.2%

0.04%

Polimialgia Reumática

0.1%

0.1%

0.06%

Polimialgia Reumática

0.3%

0.08%

2.6%

Fonte: EpiReumaPt | Sociedade Portuguesa de Reumatologia Em Portugal, as doenças reumáticas têm uma prevalência de 56% (EpiReumaPt), sendo estas responsáveis por 40-60% das situações de incapacidade física prolongada e perda de autonomia, por 43% de absentismo no trabalho e por 35-41% de reformas antecipadas devido a doença (DGS). As reformas antecipadas por doenças reumáticas custam mais de 900 milhões de euros por ano (EpiReumaPt).

Doenças Reumáticas pelo Mundo As doenças reumáticas e músculo-esqueléticas são a maior causa de faltas por doença e de reforma antecipada em todo o mundo. No mundo industrializado, afetam mais pessoas do que qualquer outro grupo de doença. Afetam um quarto de todas as pessoas na União Europeia - mais de 120 milhões de pessoas (EULAR). As doenças reumáticas têm globalmente um enorme peso económico nos sistemas de saúde. Na Europa, a despesa pública com estas doenças totaliza mais de 200.000.000.000 € por ano. São as doenças mais caras para os sistemas socioeconómicos e de saúde europeus. Os custos estão relacionados com o diagnóstico, tratamento, medicamentos, cuidados, dispositivos auxiliares, modificações em casa, e pesquisa. Além disso, a diminuição da produtividade e ausência do trabalho em resultado destas doenças contribui significativamente para estes custos (EULAR).

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Indústria Farmacêutica

Google fortalece posição na indústria farmacêutica A primeira investida da Google na indústria farmacêutica teve lugar em 2013, com a criação da Calico, cujo objetivo era “aproveitar tecnologias avançadas para aumentar nosso entendimento da biologia que controla a vida útil”. Logo de seguida foi lançada a Verily Life Sciences, também conhecida como Google Life Sciences, que detém parcerias com farmacêuticas como a Gilead, a GlaxoSmithKline (GSK), a Alcon, a Johnson & Johnson, a Merck Sharp & Dohme e a Sanofi. Agora, através da Verily, a Google criou a Galvani Bioelectronics, em colaboração com a GSK. Esta parceria permitirá aumentar o investimento em “pesquisa, desenvolvimento e comercialização de medicamentos bioeletrônicos”, que visam tratar doenças usando dispositivos implantados miniaturizados. A empresa também entrou na área de estudos clínicos, primeiro com seu próprio estudo chamado Baseline, que tem como objetivo ligar participantes em potencial a grupos de pesquisa clínica. Para além deste, estudos como em doenças cardiovasculares, oncologia, saúde mental, dermatologia e diabetes estão em andamento.

REGISTO CLÍNICO

Farmacêuticos hospitalares com acesso A Ordem dos Farmacêuticos (OF) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde assinaram um protocolo de colaboração que vai definir o acesso dos farmacêuticos hospitalares ao registo clínico eletrónico dos utentes do Serviço Nacional de Saúde. “O acesso à informação clínica revela-se essencial para evitar possíveis erros de medicação, através da verificação de interações medicamentosas, posologias e frequências (efetividade e segurança), a determinação de parâmetros farmacocinéticos e o estabelecimento de esquemas posológicos individualizados”, informa a OF através de comunicado. Através do acordo é ainda definido que os profissionais de saúde tenham formação para desenvolverem “competência digitais”. O protocolo estabelece que os profissionais terão obrigação de confidencialidade em relação a toda informação a que tenham acesso.

Investigação: Projetos portugueses recebem 2,7 M€ Oito projetos portugueses de investigação científica foram distinguidos em três programas ibéricos de saúde e biomedicina, financiados pela Fundação la Caixa, num montante global que atingirá 2,7 milhões de euros. Os projectos pertencem a cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular (Porto), da Universidade de Coimbra, do Instituto de Medicina Molecular (Lisboa), do Instituto Gulbenkian de Ciência (Oeiras) e do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (Braga). 14


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Indústria Farmacêutica

PARAMILOIDOSE

Medicamentos novos mais perto dos doentes A Associação Portuguesa de Paramiloidose esteve reunida com o Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Francisco Ramos, informando consequentemente que os portadores de Polineuropatia Amiloidótica Familiar, seguidos pelo Centro Hospitalar Universitário do Porto, irão ter acesso aos medicamentos novos desenvolvidos para dar resposta a esta doença no mais curto espaço de tempo. Estes medicamentos encontram-se ainda em fase de avaliação pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde. Os portadores de Paramiloidose seguidos no Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte já tiveram acesso a estes medicamentos.

Gilead e Fundação Elton John lançam projeto para combater o VIH A Gilead Sciences e a “The Elton John AIDS Foundation” anunciaram na conferência Fast-Track Cities 2019, realizada em Londres, o lançamento da iniciativa RADIAN, que procura abordar, de forma consequente, as novas infeções por VIH e as mortes associadas à SIDA na Europa Oriental e na Ásia Central (EECA). Combater a epidemia na EECA é imperativo para o esforço global para eliminar o VIH/SIDA. De acordo com a UNAIDS, enquanto as taxas de novas infeções por VIH e as mortes por doenças relacionadas com a SIDA estejam agora a diminuir globalmente, a EECA é uma das poucas regiões em que o VIH está a aumentar e as mortes por SIDA aumentaram aproximadamente 300% nos últimos 20 anos.

BAYER

Autorizado tratamento oncológico A Bayer anunciou que a Comissão Europeia concedeu autorização de comercialização na União Europeia ao Vitrakvi, uma terapêutica oncológica de medicina de precisão. O Vitrakvi é o primeiro de uma nova classe de inibidores orais de TRK especificamente desenvolvido para tratar tumores que expressam uma fusão do gene NTRK. É também o primeiro tratamento na UE a receber uma indicação agnóstica, independente do tipo de tumor. “Com esta primeira aprovação na UE de uma indicação agnóstica, independente do tipo de tumor, os médicos europeus têm agora a oportunidade de substituir as abordagens terapêuticas inespecíficas por uma terapêutica oncológica de precisão”, explicou Isabel Fonseca Santos, Medical Director na Bayer Portugal.

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Esclerose Múltipla: Doentes com acesso a todos os medicamentos autorizados na Europa O Infarmed garante que todos os medicamentos autorizados na Europa para esclerose múltipla estão disponíveis em Portugal e que mesmo o fármaco que está em avaliação para financiamento no SNS tem sido dado aos doentes através de autorizações excecionais. “Nesta área da esclerose múltipla, todos os medicamentos que estão autorizados a nível europeu estão atualmente disponíveis em Portugal. Não há nenhum que não esteja disponível”, garante o presidente do Infarmed, Rui Ivo, sublinhando que mesmo o medicamento que está atualmente em avaliação para financiamento no Serviço Nacional de Saúde tem sido facultado aos doentes através de autorizações de uso excecional.

Janssen: Fármaco incluído na lista de Medicamentos Essenciais

TAKEDA

Nova diretora-geral em Portugal

A Janssen anunciou a recente inclusão do acetato de abiraterona, para o tratamento do cancro da próstata metastático resistente à castração, na lista atualizada de medicamentos essenciais, pela Organização Mundial da Saúde.

A Takeda, farmacêutica japonesa, nomeou Carla Benedito para o cargo de diretora-geral para a filial em Portugal e definiu uma nova estrutura de liderança para as diferentes áreas de atuação. Em comunicado, a Takeda refere que a nova diretora-geral para Portugal já ocupava o mesmo cargo na farmacêutica Shire que adquiriu no ano passado.

O Dr. Joaquín Casagriego, líder da área Terapêutica de Oncologia da Janssen para a Europa, Médio Oriente e África, comentou: "A inclusão do acetato de abiraterona na Lista de Medicamentos Essenciais da OMS destaca o papel fundamental que este tratamento pode desempenhar na melhoria da vida dos doentes que vivem com o CPmRC e das suas famílias".

No mesmo comunicado a Takeda revela que duplicou o tamanho da estrutura em Portugal, ampliando a sua capacidade de negócio e as suas áreas, sendo que mantém a aposta na gastrenterologia e oncologia, e agrega duas novas, doenças raras metabólicas e hemofilia e plasma.

Baxter nomeada pelas melhores práticas de diversidade A farmacêutica Baxter International está nomeada para o Índice Top 10% de Inclusão de 2019, na principal categoria do Índice Anual de Inclusão, a de Melhores Práticas de Diversidade. A Baxter é uma das 14 companhias finalistas, de entre as 148 que participaram na edição deste ano, reconhecidas pelos resultados alcançados na criação de um ambiente de trabalho inclusivo. "Iniciar novas práticas - e melhorar as já existentes - que promovem uma cultura diversificada e inclusiva é um ponto importante da nossa transformação contínua”, referiu o Dr. José Almeida, presidente e diretor executivo da Baxter. 15


Indústria Farmacêutica

Medicação: Kit ajuda na toma Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 50% dos cidadãos sujeitos a terapêutica crónica não tomam corretamente a sua medicação, o que resulta em graves danos para a saúde da população, com especial incidência na população mais velha. Para enfrentar este preocupante cenário, a Zentiva desenvolveu um serviço de apoio às farmácias, o PIM – Preparação Individualizada da Medicação, um dispositivo de organização da medicação, preparado pelo farmacêutico, hermeticamente selado e que permite ao doente tomar a sua medicação de forma correta, em função do dia da semana e do momento do dia. O kit disponibilizado às farmácias garante a supervisão por parte dos profissionais de saúde relativa ao uso correto da medicação, e um tratamento seguro, e sem erros.

ZIKA E DENGUE

Especialistas nacionais querem desenvolver medicamentos A Agência Europeia do Medicamento recomenda novas medidas de segurança para evitar erros na prescrição e administração de medicamentos com metotrexato, indicado para casos de cancro e doenças inflamatórias, que já provocaram mortes, revelou o Infarmed. Segundo a Autoridade Nacional para o Medicamento, entre as medidas adotadas estão a inclusão de um aviso na embalagem a destacar a forma de tomar o medicamento e a eliminação da possibilidade de dividir a dose. “Na sequência de erros na prescrição, na dispensa e na administração destes medicamentos pelos doentes ou cuidadores, têm- se verificado situações em que os doentes com doenças inflamatórias tomam este medicamento todos os dias, em vez de semanalmente, o que tem levado à ocorrência de reações adversas graves, incluindo casos fatais”.

Brexit: Ausência de acordo pode travar investigação de cancros raros Investigadores britânicos na área das ciências médicas têm vindo a alertar para o perigo de uma saída desordenada do Reino Unido da União Europeia e as consequências que isso pode ter sobre a investigação de novos tratamentos para os cancros mais raros, nomeadamente os que afetam as crianças. "Pode revelar-se proibitivamente caro e tornar menos provável que as organizações sediadas no Reino Unido liderem ensaios clínicos internacionais, minando a posição de líder na investigação clínica", afirmou a responsável pelas políticas para a investigação do cancro, Emma Greenwood. 16


Distribuído por: LÍDER NO COMBATE À DOR

www.mercafar.com

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Um mundo de soluções a pensar em si


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Breves

Breves ENXAQUECAS Afetam 1,5 milhões de Portugueses

Há 1,5 milhões de portugueses que sofrem de enxaqueca, mas ainda há quem pense que é uma desculpa para não trabalhar ou comparecer a eventos sociais. É precisamente para combater o estigma e preconceitos, consciencializar e informar que nasceu a primeira associação portuguesa de doentes com enxaqueca e cefaleias, a Migra Portugal.

DIABETES Insulina ultra-rápida

ONCOLOGIA PARKINSON Medicamento para próstata pode retardar

A terazosina é apontada como sendo capaz de prevenir a degeneração das células cerebrais, provocada pela doença, se começar a ser tomada antes de se manifestar, mas também poderá desacelerar o desenvolvimento, se for administrada no início da doença.

Rastreios com mais adesão

O número de pessoas que se submetem aos rastreios do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas tem aumentado, mas na região sul os exames permanecem "incipientes" devido à falta de atribuição de médicos de família. José Alexandre Diniz, coordenador das doenças oncológicas da DGS, afirmou que dos três rastreios oncológicos abrangidos, o exame do colo do útero continua a ser "o mais maduro" e com maior adesão.

A absorção e disponibilização desta insulina de ação ultra-rápida é duas vezes mais rápida na corrente sanguínea, condicionando uma ação da insulina 74% superior nos primeiros 30 minutos comparativamente à insulina aspártico convencional.

TABACO Consultas mais do que duplicaram

FÁRMACOS Novo método

Investigadores do Centro de Investigação de Medicina Molecular da Academia de Ciências Austríaca descobriram um método de atingir algumas moléculas causadoras de cancro, até agora inacessíveis. Os fármacos atuais atuam como inibidores, atacando as proteínas relevantes que causam o cancro.

As consultas de apoio intensivo à cessação tabágica mais do que duplicaram entre 2010 e 2018. Em 2010, realizaram-se no SNS 19.620 consultas, número que subiu para 44.099 em 2018, segundo o Relatório Anual de Acesso a Cuidados de Saúde nos Estabelecimentos do SNS e Entidades Convencionadas.

Casos Práticos do Olho Seco 17.10.2019 Gondomar

Cefaleias: Update em Patologia e Terapêutica 05.11.2019 Aveiro

Suporte Básico de Vida

VACINAS OMS e Facebook unem-se

O Facebook vai passar a direcionar os utilizadores para informações credíveis sobre vacinação, segundo a OMS. “O Facebook vai direcionar milhões de utilizadores para informações precisas e de confiança sobre vacinas em diversas línguas, para assegurar que mensagens vitais de saúde chegam às pessoas de que precisam”.

Poderá consultar a lista de bónus em www.cooprofar.pt ou através da leitura deste código QR Code.

FORMAÇÃO COOPROFAR

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04.11.2019 Gondomar 11.11.2019 Aveiro 19.11.2019 Gondomar

Administração de Vacinas e Medicamentos Injetáveis, inicial 16.10.2019 Gondomar 15.11.2019 Gondomar 20.11.2019 Aveiro Mais Informações em: www.cooprofar.pt