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Dezembro 2013

2014: portugueses vĂŁo gastar menos 15 milhĂľes com medicamentos Grupo Cooprofar-Medlog foi espreitar tendĂŞncias para 2014 Medicamentos e stresse entre principais inimigos do sexo


MY COOPROFAR Dezembro 2013

EDITORIAL 04 Análise de mercado

Repensar, reinventar, renovar…

06 Report

Os novos desafios que se levantam exigem a coragem de romper e de arriscar,

07 Especial Saúde

de olhar para o presente como uma oportunidade de construir novas ideias e de

12 Novos 12 Cosmética e Higiene Corporal 14 Diagnóstico

cimentar projetos. Para o novo ano que se avizinha, os tempos de resposta das empresas terão que se adaptar à oscilação do mercado e às tendências para o setor, repensando

14 Dispositivos Médicos

estratégias, esgravatando oportunidades que compensem o momento negativo

15 Éticos

que se vive entre portas.

20 Galénicos

Há toda uma dinâmica vertiginosa que marca o ritmo do mercado e acelera

20 Higiene Bebé

a mutação de conceitos, fazendo fervilhar no seio da gestão estratégica a

21 Higiene Oral

necessidade de agir, definir e decidir o melhor passo a dar, por forma a fazer face

21 Homeopáticos

à conjuntura atual.

21 Interapothek

As empresas nacionais assistem, assim, a uma necessidade de expandir

21 Med. Não Suj. a Rec. Médica 23 Nut. e Prod. à Base de Plantas 26 Nutrição Infantil

horizontes, de sair da zona de conforto e de levar o know-how além-fronteiras. A solução de replicar o modelo e a alma de negócio continuará, por isso, também, no nosso caminho.

26 Parafarmácia

Para 2014, as palavras de ordem são repensar, reiventar, renovar. Esta trilogia

26 Químicos

impõe-se como veículo fundamental para fazer interface com os novos desafios

26 Veterinária

económicos, sobretudo, numa altura em que a capacidade de resiliência das

27 Breves

empresas está em prova. É neste sentido que caminhamos para 2014, assumindo uma postura de força e resiliência e, acima de tudo, com coragem de arriscar!

Celso Silva Diretor Geral

Administração e propriedade: Cooprofar Rua José Pedro José Ferreira, 200 - 210 4420-612 Gondomar T 22 340 10 00 F 22 340 10 50 cooprofar@cooprofar.pt www.cooprofar.pt

Direcção: Celso Silva

Design e Paginação: Creative Blue

Coordenação Editorial: Natércia Moreira

Distribuição: Gratuita

Produção Redactorial: Cooprofar Publicidade assessoria@cooprofar.pt 22 340 10 21

Publicação: Mensal Tiragem: 1500 exemplares

O Período de vigência das Bonificações decorre entre 1 de dezembro a 31 de dezembro, inclusive. Os Preços indicados estão sujeitos a alterações de acordo e devido as condições de mercado. Os Valores indicados são vingentes, salvo erro tipográfico. Aviso: Os textos foram redigidos ao abrigo do novo acordo ortográfico.


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/Análise de Mercado

Crescimento face ao período homólogo

Jan

Fev

Mar

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

-10% -15%

-4 -6

-3,3%

-5,0% -4,4% -5,1%

-4,6% -7,8%

Mercado Total

Faro

-0,3%

-1,7%

-8

Beja

Évora

Setúbal

Lisboa

Portalegre

Santarém

Leiria

Castelo Branco

Coimbra

Guarda

Viseu

Aveiro

% 0 -2

-5%

Porto

Bragança

2 Mai

Braga

4

Abr

5%

Vila Real

6

10%

Viana do Castelo

Crescimento Mercado outubro 2013 vs. mês homólogo

-6,5%

-4,1% -3,8% -5,5%

-5,1%

-7,5%

-7,6%

-6,6%

-10 -11,3% -11,5%

-12 -14

-14,2%

Portugueses vão poupar 15 milhões com medicamentos por via da revisão anual

Em 2014, os portugueses vão gastar menos 15 milhões de euros com medicamentos e o Estado poupará 23 milhões de euros. Esta é a previsão de poupança do Governo resultante da habitual comparação anual de preços. No próximo ano, os preços dos fármacos em Portugal terão de ficar alinhados com os preços praticados na Eslovénia, Espanha e França, que são os países com preços mais baixos dentro da União Europeia. Por via desta comparação anual dos preços, o Governo estima uma poupança global de 38 milhões de euros (repartida por utentes e SNS). Os preços dos medicamentos terão de baixar já em Janeiro mas as farmácias têm até dois meses para escoar os fármacos ao preço antigo, pelo que só a partir de Março os utentes sentirão essa baixa na fatura. As farmacêuticas terão agora de fazer as contas e indicar os preços ao Infarmed que, por isso mesmo, ainda não sabe quanto baixarão em média os preços, apesar de já ter uma estimativa global de poupança. Este ano a baixa foi de 4,41 euros, em média, nos medicamentos de marca e o Governo estimou uma poupança de 46,8 milhões para o SNS e 27,2 milhões para o utente. O Infarmed lembra ainda que “poupanças adicionais poderão ser geradas com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado no próximo ano uma vez que, aquando da sua entrada no mercado, o seu preço é automaticamente 50% inferior ao medicamento de referência”. Em relação ao mercado hospitalar, “encontra-se em fase de conclusão a definição dos países de referência para os medicamentos usados em meio hospitalar que contribuirá também para a redução de encargos do SNS com estes medicamentos”, sublinha a autoridade do medicamento. De lembrar que o ministro da Saúde Paulo Macedo disse recentemente que a despesa com medicamentos não iria ter mais cortes significativos no próximo ano, devido ao esforço que foi exigido ao setor nos últimos três anos, sobretudo.

“poupanças adicionais poderão ser geradas com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado no próximo ano...”

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Gastos globais de medicamentos vão chegar a quase 1,1 triliões de dólares em 2015 ADe acordo com um relatório divulgado pela IMS Health os gastos com medicamentos em todo o mundo vão chegar quase a 1,1 triliões em 2015, contra 965 mil milhões de dólares em 2012, o que reflete uma desaceleração da taxa de crescimento anual de 3% a 6% nos próximos cinco anos, em comparação com 6,2% de crescimento anual registado nos últimos cinco anos. O relatório cita a redução dos gastos com medicamentos nos EUA e o impacto contínuo da expiração de patentes nos países desenvolvidos entre os fatores que influenciam o crescimento futuro. Enquanto isso, os gastos com medicamentos na Europa deverão manter-se estáveis ou crescerão em até 3%, devido às medidas de austeridade destinadas a limitar os gastos com medicamentos de marca.  O relatório prevê que os gastos em mercados emergentes vão crescer dois dígitos até 2017, incluindo um crescimento de 34% na China. Apesar do aumento dos gastos em mercados emergentes, os EUA deverão manter-se como o maior mercado farmacêutico, embora a sua quota global de gastos com medicamentos de prescrição esteja previsto para declinar de 34% no ano passado para 31% até 2017. Os gastos globais em medicamentos genéricos também deverão aumentar de 27% atualmente para 36% até 2017, e prevê-se que as expirações de patentes para terapias de marca resultem em 98 mil milhões de dólares de poupança líquida para os contribuintes dos países desenvolvidos até 2015.

INDÚSTRIA FARMACÊUTICA: ministro trava taxa O Ministro da Saúde terá travado a intenção dos seus pares no Governo de exigir uma contribuição extra do setor farmacêutico. O Governo ponderou a hipótese de aplicar às empresas da indústria farmacêutica uma taxa semelhante à aplicada no setor energético, prevista no OE para 2014. No entanto, Paulo Macedo recusou tal hipótese, por considerar que esta duplicaria o esforço das farmacêuticas e colocaria o setor em desvantagem face a outros, ao mesmo tempo que deitaria por terra as negociações em curso com a Apifarma, que têm como objetivo baixar a despesa com medicamentos este ano.

Prescrição off-label de medicamentos fixa-se em 20% O Infarmed vai investigar o uso indevido de medicamentos comparticipados pelo SNS. Estima-se que 20% dos fármacos sejam prescritos de forma indevida, uma situação que é diária e lesa tanto doentes como o Estado. São variadíssimos os casos em que medicamentos para a epilepsia são prescritos para combater as enxaquecas e controlar a ansiedade. E de comprimidos para a diabetes que são receitados a quem quer perder peso. Hoje em dia, estima-se que 20% dos medicamentos sejam prescritos indevidamente (off-label). Na sua maioria, beneficiam de altas taxas de comparticipação (como o caso dos epilépticos, comparticipados em 90%) e são receitados em áreas que têm pouco apoio. Porém, “o 05

/Análise de Mercado

seu uso pode ser lesivo para os doentes e pode elevar os custos do SNS”, segundo a investigadora Sofia Martins. Para o ex-bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Aranda da Silva, “é preciso regular a área, porque o que devia ser excepção, como aconteceu com o Avastin, acabou por ser a regra”. Desta feita, o Infarmed garantiu que vai “investigar se a prescrição é adequada ao perfil do doente e se se cumprem os procedimentos”.

Ministério da Saúde mantém despacho sobre medicamentos inovadores mas faz alterações Apesar da contestação, o ministro da Saúde não vai suspender o despacho sobre o acesso a medicamentos inovadores. É isso que pedia a Ordem dos Médicos, mas Paulo Macedo anunciou que vai avançar uma regulamentação adicional ao despacho e, desse modo, são dadas respostas a questões que levantaram muitas dúvidas. Uma das alterações tem que ver com o tempo máximo de intervalo entre o pedido de autorização até que o mesmo seja concedido. Por outro lado, o diploma estabelece a obrigatoriedade de serem apenas os três IPO a distribuírem os medicamentos oncológicos mais recentes.

Ministério vai controlar circuito do medicamento para evitar falhas nas farmácias O Ministério da Saúde vai reforçar os mecanismos de monitorização no circuito do medicamento, tendo definido uma série de procedimentos que evitem os constrangimentos no abastecimento e acesso que se têm registado nos últimos tempos. De acordo com uma deliberação, publicada em Diário da República, a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) reconhece que estes constrangimentos têm privado os cidadãos das “terapêuticas de que carecem para fazer face às suas necessidades, o que configura um risco para a saúde pública”. Este reforço dos mecanismos de monitorização no circuito do medicamento visa garantir “uma avaliação sistemática do regular abastecimento do mercado de acordo com as necessidades dos doentes”. Os laboratórios, grossistas e distribuidores vão ter de comunicar mensalmente ao Infarmed as quantidades de medicamentos incluídos numa lista que tenham vendido a cada distribuidor, a cada farmácia, exportados ou que sejam objeto de comércio intracomunitário. Por seu lado, as farmácias ficam obrigadas a comunicar mensalmente ao mesmo organismo as quantidades de medicamentos incluídos numa lista e que tenham dispensado. Foi ainda estabelecido um “período transitório de adequação” que vigorará até ao final do ano.


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/REPORT

Gestão Logística, que recebeu vários prémios nacionais, e que foi distinguido internacionalmente, ao ser selecionado como um dos seis projetos finalistas do Prémio Europeu de Excelência Logística. O SIG_LOG é um modelo inovador de estruturação da cadeia de abastecimento de medicamentos, dispositivos médicos e outros produtos farmacêuticos. Nos últimos anos, o grupo investiu mais de 2,5 milhões de euros em projetos de inovação e desenvolvimento. Este investimento, “posiciona o Grupo como uma das maiores empresas nas áreas das indústrias química e farmacêutica em Portugal”, de acordo com um estudo da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência.

10º Encontro Nacional de Inovação debateu «Gestão do Conhecimento» «Gestão do Conhecimento» foi o mote para o 10º Encontro Nacional de Inovação COTEC, que decorreu, no final de novembro, na Culturgest, em Lisboa. No ano que a COTEC completa 10 anos de atividade, o encontro reuniu associados da organização – onde figura o Grupo Cooprofar-Medlog – e entidades do Sistema Nacional de Inovação, bem como, decisores políticos. A gestão do conhecimento foi considerado o “calcanhar de Aquiles” a generalidade das empresas portuguesas que encontram uma série de dificuldades a este nível. O evento contou com intervenções de oradores reputados a nível mundial, entre eles, Stephan Bohr da PwC (Alemanha) eVadake Narayanan da Drexel University (EUA). Seguiu-se o debate que sentou à mesa os associados da COTEC, tendo como intervenientes Filipe Janela (Siemens), Isabel Oliveira da ANA - Aeroportos de Portugal, José Rui Marcelino, da Almadesign e Nuno Ferraz de Carvalho da Cisco Systems Portugal. Na sessão de encerramento - presidida pelo presidente da República – foram anunciados os vencedores dos seguintes prémios instituídos pela COTEC Portugal: INCLUDEPICTURE “cid:image009.gif@01CEDF9F.30D0AFA0” \* MERGEFORMATINET Concurso ‘Valorização do Conhecimento e Fomento do Empreendedorismo’, para que foram convidados todos os Institutos Politécnicos que integram o CCISP;  INCLUDEPICTURE “cid:image009.gif@01CEDF9F.30D0AFA0” \* MERGEFORMATINET   Concurso ‘Casos Exemplares de Cooperação Universidade-Empresa’, para que foram convidadas todas as Universidades que integram o CRUP; INCLUDEPICTURE “cid:image009.gif@01CEDF9F.30D0AFA0” \* MERGEFORMATINET Prémio PME Inovação COTEC-BPI, com o apoio do Jornal Público; INCLUDEPICTURE “cid:image009.gif@01CEDF9F.30D0AFA0” \* MERGEFORMATINET Prémio Produto Inovação COTEC, com apoio do Jornal Expresso.

«Business Trends»: Medlog Grupo foi espreitar as tendências O Grupo Cooprofar-Medlog foi espreitar o “Business Trends”, tema do 23º Congresso das Comunicações que decorreu em novembro, em Lisboa. Numa conjuntura de múltiplos desafios e transformações, pretende-se identificar quais são as principais tendências dos vários setores de atividade e analisar a forma como as TIC e New Media - enquanto indutoras de modernidade e competitividade - poderão contribuir para acelerar a implementação dessas tendências. O objetivo foi contribuir com novas ideias e perspetivas, num encontro de referência no panorama nacional que foi alargado a todos os players da economia e da sociedade. O evento decorreu ao longo de dois dias e foi organizado pela Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

Medlog apresentou-se à Roménia «Sustentabilidade do SNS» foi o tema que o Grupo CooprofarMedlog levou à Roménia, à Conferência Internacional de Logística e Supply Chain ARILOG 2013, que decorreu, de 6 a 8 de novembro, em Bucareste. Organizado pela ARILOG (Associação Romena de Logística), o evento teve como objetivo promover o debate sobre as melhores práticas logísticas internacionais, assumindo-se como uma oportunidade única de networking entre experientes players e profissionais do setor logístico. O Grupo Cooprofar-Medlog marcou o segundo dia da agenda da conferência, contribuindo para o debate com a sua experiência e know-how e enquadrando a sua intervenção no tema «Sustentabilidade do SNS». Raquel Miranda, Assessora da Administração, fez uma exposição sobre o crescimento e consolidação do Grupo, enquanto operador logístico português de referência, transmitindo o conhecimento e a competência Medlog que suportaram o reconhecimento do Grupo com vários prémios por reputadas entidades nacionais e internacionais como a APQ (Associação Portuguesa Para a Qualidade), APLOG (Associação Portuguesa de Logística); ELA (European Logistics Association); e Kaizen Institute. Perante uma plateia de elevada exigência, Raquel Miranda abordou as soluções inovadoras criadas pelo Grupo com vista a dar respostas eficazes às necessidades de mercado e à sustentabilidade do setor da saúde e que se traduzem em ganhos de produtividade e eficiência. Na Roménia, o Grupo Cooprofar-Medlog vincou a sua posição ao apresentar um serviço global e especializado. O investimento numa cadeia logística totalmente integrada é suportado por um modelo de operações que cruza tecnologia avançada com soluções logísticas inteligentes. A excelência que marca todo o processo operacional foi o exemplo a partilhar no evento que encerrou com uma visita a uma estrutura logística da Kaufland Ploiesti.

Exportações da Medlog crescem 130% O Grupo Cooprofar-Medlog aumentou as exportações em 130% nos últimos três anos. O grupo tem apostado sobretudo no mercado angolano, e estima aumentar as exportações em mais de 30% este ano. A empresa tem em preparação o início da atividade em Moçambique. Com mais de 35 anos de existência o grupo 100% português especializou-se no setor da logística hospitalar e distribuição farmacêutica e tem uma faturação anual superior a 350 milhões de euros. A internacionalização foi uma estratégia que começou há vários anos e Angola é o seu principal mercado e tem registado um “sucesso assinalável”, adianta o grupo. Entre 2010 e 2012, as exportações do grupo aumentaram 128% e a estimativa para este ano é que aumentem mais de 30%. Os planos do Grupo para crescer no exterior passam por alargar a sua área de influência internacional “estando em preparação o início da atividade no mercado de Moçambique ainda este ano”. O grupo desenvolveu uma solução pioneira para a logística de saúde, o sistema SIG_LOG - Sistema Integrado de 06


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Saúde Sexual

Medicamentos e stresse entre principais inimigos do sexo Os medicamentos, o stresse, a menopausa e a disfunção eréctil são alguns dos principais inimigos do sexo. Em Portugal, os jovens começam a ter relações sexuais cada vez mais cedo. Desmistificar conceitos, orientar para comportamentos sexuais saudáveis é um dever de todos os profissionais de saúde… Este mês vamos falar de Saúde Sexual. A maioria dos estudantes portugueses começam a ter relações sexuais aos 16 anos e dizem sentir-se à vontade para comprar preservativos, revela estudo nacional no âmbito da ‘Saúde sexual e reprodutiva de estudantes do Ensino Superior’ apresentado pela Fundação Calouste Gulbenkian. De acordo com o estudo - financiado pela Coordenação Nacional para a Infeção VIH/ SIDA e Alto Comissário da Saúde - depois de entrevistados cerca de 3278 jovens, com uma média de 21 anos, os investigadores concluíram que a grande maioria dos estudantes universitários é sexualmente ativa (83,3 por cento) e os alunos que tiveram educação sexual nas escolas têm comportamentos mais seguros. O estudo aponta ainda que relativamente aos métodos contraceptivos tantohomens, como mulheres sentem-se confortáveis a comprar preservativos que trazem consigo, e aponta a pílula como um dos métodos mais usados.

07

/Especial Saúde


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/Especial Saúde

Inimigos do sexo:

Estima-se que mais de um terço das portuguesas sente falta de desejo, 32 por cento tem dificuldades em atingir o orgasmo, diminuição da excitação ou da lubrificação e 34 por cento tem dor ou desconforto. Se reconhece alguma destas situações, procure ajuda médica. Os portugueses são dos povos europeus que mais se substituem os médicos, ingerindo medicamentos que nem sempre são os mais adequados à sua situação. Com os contraceptivos, sobretudo com a pílula, sucede o mesmo. Esta tem ainda a vantagem de, além de funcionar como contraceptivo, pode servir para controlar problemas de acne ou excesso de pelos, daí a necessidade de tomar a mais adequada. A ginecologista Maria do Céu Santo alerta que “deve ser prescrita de acordo com o perfil de cada mulher, tendo em conta o peso, o grupo etário e o historial de saúde”. Segundo a ginecologista, “começar a tomar a pílula escolhendo a mesma marca que a amiga utiliza é o maior erro da automedicação anticoncepcional, uma vez que a escolha deve ser precedida de observação clínica e exames médicos.” A especialista avisa ainda que “o uso de anticoncecionais sem indicação médica, consoante o teor de estrogénios e progestagénios poderá provocar cefaleias, perturbações gastrointestinais, tensão mamária, alterações de peso e da libido, irritabilidade, tendências depressivas, alterações da pele, entre outros sintomas.”

medicamentos, o stresse ou a menopausa podem matar a libido Segundo um estudo da Society for Women’s Health Research, cerca de 75 por cento das mulheres sofre ocasionalmente de falta de libido, enquanto apenas 14 por cento procura ajuda médica para se tratar. A rotina, as doenças e respetiva medicação, sem esquecer o stresse são os principais inimigos do sexo. Mas existem outros fatores que podem impor-se como verdadeiros obstáculos ao prazer. Os efeitos secundários de alguns medicamentos ou tratamentos médicos podem causar vários problemas sexuais na vida do casal. As benzodiazepinas (presentes em ansiolíticos, por exemplo) podem dificultar a obtenção do orgasmo. Já os medicamentos para a tensão podem reduzir a libido, os antidepressivos podem dificultar a obtenção do orgasmo e alguns tratamentos de quimioterapia podem causar secura vaginal. Segundo cientistas do Instituto Gustave Roussy, em França, os pacientes submetidos a tratamentos de quimioterapia viram afetada a função sexual em vários aspetos, desde problemas de desejo, ereção, satisfação sexual, orgasmo, lubrificação e dor. As alterações vaginais requerem cuidados especiais. O mais importante é não ignorar o problema e falar com o médico. O uso de gel lubrificante pode corrigir a secura vaginal mas, ainda assim, deve alertar o médico para estes sintomas. Use roupa interior de algodão para evitar infeções e evite calças muito apertadas. Já no homem, a andropausa pode ser a principal responsável pela disfunção erétil, um problema que, segundo dados de 2006, afeta 13% da população masculina. A andropausa é, assim, a incapacidade de obter ou manter uma ereção adequada para uma atividade sexual satisfatória. A terapia sexual ou de casal também pode ajudar. Consulte o seu médico, se sentir que necessita de ajuda a esse nível.

Quanto tempo deve demorar a toma da pílula “Atualmente, existem várias tipologias de pílulas, que podem ser orais, transdérmicas (adesivo), intravaginais (anel), subcutâneas (implante), injetáveis (progesterona) e intrauterina. A sua toma diverge de acordo com cada fórmula. Deve-se seguir as indicações do médico e ter atenção às contra-indicações”, esclarece Maria do Céu Santo. Sete em cada 10 portuguesas sofrem de disfunção sexual Sete em cada dez mulheres portuguesas sofrem de disfunção sexual, relacionada principalmente com problemas associados ao orgasmo, conclui um estudo da Escola de Ciências da Saúde

“Stresse, dores durante o ato sexual, vaginismo e experiências sexuais indesejadas entre as causas da disfunção”

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Universidade do Minho. Segundo o estudo, as mulheres com disfunção apenas têm relações sexuais oito vezes por mês, contra as 12 das que não sofrem daquele problema. Mais de metade das mulheres avaliadas disseram não conseguir atingir o orgasmo, devido ao stressee (30,7 por cento), a dores durante o ato sexual, ao vaginismo e a experiências sexuais indesejadas. O estudo, intitulado «Disfunção sexual feminina em idade reprodutiva – prevalência a fatores associados», é um dos primeiros a ser desenvolvido a nível nacional para esta faixa etária. O trabalho pretendeu determinar a prevalência global daquela disfunção e dos seus subtipos em mulheres com idades compreendidas entre os 18 e 57 anos, bem como analisar se existe uma associação com fatores sociodemográficos, método contracetivo ou existência prévia de experiências sexuais negativas. “Esta disfunção traduz-se por uma alteração em qualquer uma das fases do ciclo de resposta sexual (desejo, excitação e orgasmo) ou ainda por perturbações dolorosas associadas ao ato sexual”, explicou a autora do estudo, Bárbara Ribeiro, alertando para o facto de apenas metade daquelas mulheres encararem a disfunção como um “problema”. As restantes “tendem a desvalorizar os sintomas”. “Muitas delas ainda não encaram uma vida sexual plena como parte integrante da sua satisfação pessoal, atribuindo mais valor a outros fatores, nomeadamente a vida familiar e a relação com o parceiro”, acrescentou Bárbara Ribeiro.

/Especial Saúde

“A disfunção erétil é a disfunção sexual masculina com a maior taxa de prevalência – atinge 52% entre os 40 e os 70 anos.” manentes, com origem física ou psicológica, calcula-se que cerca de 500 mil Portugueses sofram desta doença. E se a vergonha parece ser a principal causa para a fraca adesão aos medicamentos, um pouco por todo o mundo – 74% do total dos inquiridos assim o afirmaram –, não é de estranhar que 20% dos inquiridos confesse encomendar os seus medicamentos através da Internet. “Os números são reveladores e mostram que ainda há uma grande percentagem de homens com dificuldade em assumirem e exporem o problema da Disfunção Erétil”, refere Jorge Rocha Mendes, presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia. O presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia deixa, contudo, um alerta: “No que diz respeito à disfunção erétil, os doentes precisam de um diagnóstico médico que lhes assegure que vão fazer o tratamento mais adequado à sua situação. Não tenham vergonha nem fujam do problema. Procurem-nos e peçam ajuda. Apesar do estigma e da vergonha associados, hoje sabemos que é possível tratar com êxito a grande maioria das situações de disfunção erétil. Os avanços registados nos últimos anos vieram facilitar o tratamento e, consequentemente, a vida dos homens que sofrem desta doença”, acrescenta.

Perturbação do orgasmo afeta 20% das mulheres A perturbação do orgasmo afeta cerca de 20% das mulheres em todas as faixas etárias. Foram ainda encontradas relações diretas entre a contracepção hormonal/perturbação do desejo e a aversão sexual/experiências sexuais indesejadas. Assim, 93 por cento das participantes vítimas de violação apresentam disfunção sexual e aquelas que usam contraceptivo hormonal têm uma probabilidade 2,6 vezes superior de vir a sofrer de diminuição do desejo sexual, quando comparadas às que recorrem a outro método contraceptivo. As participantes entrevistadas eram utentes de um centro de saúde do distrito de Braga, sendo que a maioria delas era casada (64,2 por cento), com o 12.° ano de escolaridade (23,3%) e empregada (72.6%). A média de idades encontrada foi de 35,6 anos. A prevalência da disfunção sexual feminina situa-se entre os 25 e os 63 por cento a nível mundial, embora os estudos realizados sejam ainda escassos.

Sexualidade ativa indica felicidade entre os idosos Os indivíduos mais velhos casados com maior frequência sexual sentem-se mais felizes com a vida e no casamento, de acordo com um novo estudo norte-americano, que usou dados de uma pesquisa de opinião pública feita pela «General Social Surveys». A análise dos dados foi realizada por Adrienne Jackson, da Universidade da Florida, nos EUA, e apresentada na reunião anual da Gerontological Society. Para o estudo foram inquiridas 238 pessoas casadas com mais de 65 anos. No questionário constavam perguntas sobre a frequência da atividade sexual e a felicidade de cada um, tanto de forma geral quanto sobre a vida conjugal. Apenas 40% dos indivíduos que não tinham feito sexo nos últimos 12 meses disseram-se “muito felizes”; esse número foi de 60% entre os que têm relações sexuais mais de uma vez por mês. Quando a pergunta questionava a felicidade conjugal, 59% dos que não fizeram sexo no último ano disseram que o casamento é “muito feliz”, número que subiu para quase 80% dos idosos com vida sexual ativa – mais de uma vez por mês. A frequência da atividade sexual foi um fator significativo para felicidade em geral e conjugal, permanecendo a mesma após os investigadores terem em conta outros itens, tais como idade, sexo, estado de saúde e satisfação com a situação financeira. “Este estudo vai ajudar a abrir linhas de comunicação e despertar o interesse no desenvolvimento de abordagens para lidar com questões que limitem ou impeçam os mais idosos da atividade sexual “, disse a líder do estudo, destacando que “a relação entre sexo e felicidade vai ajudar a desenvolver e organizar intervenções específicas na saúde sexual para este crescente segmento da população.”

Disfunção erétil: portugueses têm vergonha de pedir ajuda De acordo com um estudo internacional patrocinado pela Lilly e realizado pela agência de estudos de mercado SKIM Healthcare, a esmagadora maioria dos portugueses tem vergonha de discutir assuntos do foro sexual com o seu médico. Não é por isso de estranhar que a Internet seja a principal fonte de informação em caso de dúvida e que Portugal se revele o país com menor taxa de utilização de medicação para o tratamento da disfunção erétil, avança comunicado de imprensa. O estudo internacional desenvolvido pela farmacêutica revelou diferenças culturais bastante marcadas entre a Europa, a Ásia e a América do Norte, no que toca à abordagem da saúde sexual com o médico. Em Portugal, esta realidade bem notória também se reflete na toma de medicação: 95% dos homens inquiridos afirma nunca ter feito qualquer tratamento para a disfunção erétil, um número superior aos 84% registados a nível mundial. A disfunção erétil é a disfunção sexual masculina com a maior taxa de prevalência – atinge 52 por cento dos homens entre os 40 e os 70 anos. Entre casos pontuais e per09


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/Especial Saúde

Três em quatro mulheres não têm problemas sexuais na gravidez

lulas do endométrio, a parede interna do útero, se espalham para outras zonas do corpo, mas quase sempre circunscrita à pelve, como por exemplo ovários, trompas e cavidade abdominal e continuam a crescer.” A endometriose caracteriza-se pela disseminação de células do tecido que reveste a parede interna uterina, para fora do útero. Esta é uma doença progressiva que pode prejudicar o funcionamento de vários órgãos e afetar a qualidade de vida das mulheres.

A relação sexual é segura durante uma gravidez normal, afirmam os especialistas, mas para saberem o que, na verdade, sentem as grávidas sobre o assunto, uma equipa de médicos do hospital de Santa Maria, em Lisboa, realizou um estudo que foi publicado no Journal of Sexual Medicine. O estudo contou com 188 mulheres dos 17 aos 40 anos. Do questionário foram excluídas as grávidas consideradas de risco. O inquérito permitiu verificar que quase todas as grávidas sexualmente ativas tiveram relações sexuais durante a gestação; três quartos das participantes não relatavam problemas sexuais durante esta fase, contudo, 25% acreditavam que a prática sexual poderia prejudicar o bebé. “As relações sexuais vaginais não têm um impacto negativo na gravidez. Porém, muitos casais são relutantes em ter atividades sexuais quando entram no terceiro trimestre de gravidez pelo medo de magoar o bebé. É um equívoco comum que precisa de ser abordado com mais frequência e mais abertamente”, destacou o especialista em medicina sexual Irwin Goldstein, no editorial do Journal of Sexual Medicine.

VIH: todos os anos surgem cerca de 1.500 novos casos em Portugal O presidente do Grupo Português de Ativistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA defendeu uma “prevenção específica” para os grupos mais vulneráveis à infeção para combater a epidemia em Portugal, onde se estima existiram 25.000 casos não notificados. “Há grupos de pessoas mais vulneráveis que precisam de uma prevenção dirigida e específica para as suas necessidades”, disse Luís Mendão. É uma conferência com um “mote muito ambicioso”: ‘Zero novas infeções, zero casos de discriminação, zero mortes por SIDA’, que irá debruçar-se sobre a estratégia que é preciso delinear para controlar e epidemia do VIH em Portugal e no mundo, adiantou. Todos os anos surgem cerca de 1.500 novos casos, “o que é imenso”, disse o presidente do GAT, considerando que na prevenção e na caracterização da epidemia é preciso “trabalhar a montante do Serviço Nacional de Saúde”. Sobre o que tem falhado na luta contra a doença, Luís Mendão apontou as mensagens de prevenção e o acesso aos meios de prevenção: “Nós nunca tivemos e ainda não temos planos verdadeiramente eficazes e monitorizados na sua qualidade para o acesso ao preservativo feminino e masculino e às seringas”. “Temos programas de distribuição de seringas, de preservativos mas não sabemos se os estamos a fazer chegar às pessoas que precisam deles”, disse, acrescentando: “Há um conjunto de questões que nunca nós verificámos bem, do ponto de vista de saúde pública, o que mais era necessário fazer”. Por outro lado, há grupos sociais mais vulneráveis com “necessidades específicas de prevenção”, como migrantes em situação irregular, pessoas com dificuldades linguísticas ou culturais e utilizadores de drogas. Luís Mendão adiantou que um dos grupos mais atingidos neste momento pela epidemia são os homens que têm sexo com homens, considerando ser “muito importante perceber que necessidades específicas de prevenção este grupo precisa”. Outro problema apontado por Luís Mendão é o diagnóstico tardio no acesso e adesão aos tratamentos, justificando que mais de 50% das pessoas chegam “demasiado tarde” ao sistema de saúde. “Há demasiadas pessoas a morrer por questões ligadas ao VIH” o que não é justificável, porque atualmente, face ao estado dos tratamentos, “é possível que as pessoas infetadas pelo VIH façam uma vida normal e morram de outras consequências que não a evolução da infeção para sida”. Sublinhou ainda que “a epidemia do VIH e doenças associadas é desproporcionalmente grande em Portugal, comparativamente com outros países da União Europeia”. Nesse sentido, defendeu, é necessário definir uma política de vigilância epidemiológica, prevenção, identificação precoce e acesso ao tratamento baseada no conhecimento e nos direitos humanos.

Cerca de uma em cada sete mulheres sofre de endometriose Um estudo publicado recentemente na Revista da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva estima que entre 10 a 15 por cento das mulheres na idade reprodutiva sofrem de endometriose, doença que tem como principais sintomas dor e infertilidade. Como explica Sérgio Soares, ginecologista especialista em reprodução e o principal autor do estudo publicado na revista que fez uma revisão sistemática aos tratamentos da endometriose, “esta doença ginecológica é bastante comum e acontece quando as cé-

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/ Bonificações

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Dezembro 2013

/ O Período de vigência decorre entre 1 de dezembro a 31 de dezembro, inclusive. Os preços indicados estão sujeitos a alterações de acordo e devido às condições do mercado.

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/Breves

HPV

endometriose

nascimentos

uma dose da vacina é suficiente Uma única dose de vacina contra o vírus do papiloma humano, responsável por 70 % dos cancros do colo do útero, poderá ser suficiente para dar imunidade de longa duração, de acordo com um estudo da National Cancer Institute.

pesticidas são potencial As razões pelas quais algumas mulheres têm endometriose e outras não, são desconhecidas. Entretanto, investigadores propõem que um possível fator potenciador seja a intoxicação por pesticidas.

7,2 milhões

sépsis

30%

asma

EUA

testoterona proibir médicos

profissionais de saúde em falta no Mundo A OMS alerta que faltam 7,2 milhões de profissionais de saúde no mundo e que o défice subirá para 12,9 milhões até 2035, com graves implicações para milhares de milhões de pessoas.

infertilidade? As mulheres com asma podem ter mais dificuldade em engravidar, sugere um estudo publicado no “European Respiratory Journal”. Foi verificado que havia uma proporção significativamente maior de mulheres com asma que tinham demorado bastante tempo em engravidar, comparativamente com as mulheres do grupo de controlo.

antidepressivos

aumento preocupa médicos pelo mundo O uso de antidepressivos disparou em todo o mundo na última década, levantando preocupações entre os médicos em relação à forma e frequência com a qual os fármacos estão sendo prescritos. Os números mostram que, em alguns países, um em cada 10 adultos é aconselhado a tomar antidepressivos, sendo Islândia, Austrália, Canadá e países nórdicos europeus líderes no assunto.

obesidade

puberdade precoce nas meninas A obesidade nas meninas é o fator mais determinante para uma puberdade precoce, que afeta as crianças caucasianas mais cedo do que antes, indica um estudo divulgado nos EUA.

investigadores portugueses alcançam controlo Investigadores portugueses conseguiram controlar a sépsis em animais através de um medicamento usado no tratamento do cancro, uma descoberta que em breve será testada em pessoas e que se apresentar os mesmos resultados pode salvar milhões de vidas.

excesso de peso aos três anos O primeiro estudo nacional sobre hábitos e comportamentos alimentares de jovens em idade pré-escolar revela que 30% das crianças até aos três anos de idade têm excesso de peso. Destas, 6,5% já são obesas.

primeiro medicamento de patente portuguesa A farmacêutica portuguesa entra no mercado norte-americano com um antiepilético. O medicamento, que nos EUA vai chamar-se Aptiom e que será comercializado já em 2014, é o resultado de 15 anos de investigação.

terapia é perigosa para alguns homens Os homens com mais de 60 anos tratados com testosterona para compensar alguma insuficiência desta hormona e os seus efeitos fisiológicos adversos correm um risco maior de morrer, sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC), alerta um estudo.

cibercondria probióticos hipocondria da era digital Quem nunca pesquisou na Internet para investigar a respeito de um problema de saúde? Se a hipocondria, crença infundada de que sintomas comuns podem indicar uma doença mais grave, já criava problemas expressivos aos pacientes e aos profissionais de saúde, a agora chamada cibercondria (hipocondria na era digital) tornou-se um tópico cada vez mais estudado pelos cientistas.

tratamento da depressão? Os probióticos, bactérias vivas que ajudam a manter uma flora intestinal saudável, podem também ser úteis no tratamento da depressão, dá conta um estudo publicado na revista “Biological Psychiatry”. O desenvolvimento e comercialização de produtos que contêm probióticos estão a aumentar, uma vez que há uma perceção crescente de que a ingestão de “alimentos naturais” pode ser benéfica para a saúde.

paracetamol gripe uso frequente na gestação pode ser prejudicial Considerado um dos medicamentos mais seguros para o uso durante a gestação, o paracetamol ingerido durante a gravidez pode trazer riscos à saúde do feto, revela um estudo do Instituto Norueguês de Saúde Pública.

farmácias preocupadas com doentes crónicos Pelo menos 300 mil pessoas poderão ficar impedidas de se vacinar contra a gripe, dado que apenas 500 mil vacinas estão disponíveis este ano em ambulatório.

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Portugal caminha para novo mínimo histórico Pela primeira vez, em 2012, Portugal registou menos de 90 mil nascimentos num ano. Agora, em 2013, o país pode ficar abaixo dos 80 mil. É essa a estimativa que se pode fazer, caso se mantenha o nível de queda, próximo dos 12 por cento, que aconteceu de Janeiro a Julho.

anéis, pulseiras ou gravatas O Governo admite proibir os médicos de usarem anéis, pulseiras, alianças ou gravatas, no âmbito do combate às infeções e resistências aos antibióticos, dada a gravidade e dimensão do problema em Portugal,

antibióticos

especialistas vão controlar prescrição O ministro da Saúde anunciou que a prescrição de antibióticos vai ser controlada por especialistas. No próximo ano, equipas de enfermeiros e médicos vão vigiar a prescrição destes medicamentos, uma vez que Portugal é dos países da UE que mais os consome e onde os casos de resistência estão a aumentar.


Dezembro 2013

/ O Período de vigência decorre entre 1 de dezembro a 31 de dezembro, inclusive. Os preços indicados estão sujeitos a alterações de acordo e devido às condições do mercado.

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