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Náutica

Náutica de Recreio

Texto Antero dos Santos

Salvar a Náutica de Recreio de ir ao Fundo

Desde o início do século que a náutica de recreio, devido à aplicação do Decreto-Lei nº 567/99, entrou em grave decrescimento, porque a nova Legislação fomentou uma absurda burocracia e abuso de poder das Capitanias, incentivou a corrupção no sistema de atribuição das cartas de Navegador de Recreio e reduziu drasticamente as habilitações da Carta de Marinheiro.

Fotografia: Ricardo Pinto/Cascais Vela

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A baía de Cascais é um dos melhores campos de regata do mundo mas tem reduzida actividade nacional. 2

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náutica de recreio é uma actividade civil que se pratica de um modo lúdico ou em competição no mar ou em planos de água interiores. A Instituição que deve tutelar as actividades destes desportistas e os seus barcos deve ser igualmente civil. Todos os contactos com entidades policiais devem ser reservados apenas para as situações de fiscalização. Ao atribuir competência às Capitanias para Classificar e Registar as embarcações de navegação costeira restrita e águas abrigadas, o DecretoLei nº 567/99 atirou para estas repartições, sob alçada da Marinha, a quase totalidade dos barcos. Portanto, são lar-


Náutica

Pontos-Chave

xima do motor.

A Foz do Tejo sem um barco de recreio é o resultado da política que tem sido seguida. gos milhares de navegadores de recreio a terem que ir às Capitanias para registarem as suas embarcações. As Capitanias não têm pessoal nem oficiais com conhecimentos de embarcações de recreio à vela e a motor, para Classificar qualquer embarcação que seja. Nem têm a obrigação de saber sobre qual a relação da altura de um mastro com o comprimento do casco e qual a área vélica correspondente. No que respeita a um barco a motor é o mesmo. Na Escola Náutica os oficiais não tiveram instrução sobre embarcações de recreio, mas sim sobre navios de guerra. Não podem saber, mesmo medindo o casco de um barco, qual a potência má-

A Legislação não está em conformidade com a Directiva Comunitária 94/25/CE O mais grave ainda é que tanto o Decreto-Lei nº 567/99 como o Decreto-Lei nº 124/2004 que substituiu o anterior e está em vigor não estão em conformidade com a Directiva Comunitária 94/25/CE no que respeita à Classificação das embarcações e instituiu duas Vistorias antes do Registo a embarcações novas, uma em seco e outra na água. No que respeita à Classificação todos os países europeus e os seus estaleiros Classificam em A, B, C e D todas as embarcações, conforme se destinam a navegação Oceânica, ao Largo, Costeira e Águas Abrigadas. No Decreto-Lei nº 124/2004 as embarcações são Classificadas em T1, T2, T3, T4 e T5, conforme as áreas de navegação Oceânica, ao Largo, Costeira, Costeira Restrita e Aguas Abrigadas. Quanto às Vistorias, são mais uma perca de tempo e um pesado encargo para os navegadores de recreio, porque depois da vistoria em seco têm que levar as embarcações a portos onde existam gruas para as meter na água, para ser efectuada a vistoria a flutuar. Em parte nenhuma da Europa se fazem vistorias a embarcações novas para serem Registadas. O Decreto-Lei nº 124/2004 contraria a Directiva Comunitária 94/25/CE que é bastante clara quanto à aceitação, para efeitos de Registo das embarcações de recreio novas: “Os Estados-membros não podem proibir, restringir ou dificultar a comercialização ou entrada em serviço nos seus territórios de embarcações de recreio que ostentem a marcação “CE” referida no anexo IV,

para a Náutica de Recreio

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urante vários anos reuniu-se no IPTM o Conselho da Náutica de Recreio para criar um novo Regulamento da Náutica de Recreio. No final a proposta apresentada pelo IPTM não foi aprovada pelas Federações Náuticas, as entidades que representam os praticantes. Entretanto, a Federação Portuguesa de Vela e a APICAN apresentaram ao anterior Governo projectos que não tiveram qualquer seguimento. Destes retirámos algumas ideias base, e agora acreditamos que a solução para que o novo Regulamento da Náutica de Recreio seja adequado e incentive a prática das actividades náuticas é fundamental incorporar os seguintes Pontos-Chave: 1º - Estar de acordo com a Directiva Comunitária 94/25/CE 2 º Classificar as embarcações assim: A – Navegação Oceânica – sem limite B – Navegação ao Largo – até 200 mn da costa C – Navegação Costeira – 40 mn da costa C1 – Navegação Costeira Restrita – 12 mn da costa D – Águas Abrigadas – 3 mn da costa e águas interiores Todas as embarcações novas serão registadas sem quaisquer vistoria e devem ostentar a Placa CE, e terem a Declaração Escrita de Conformidade e o Manual do Proprietário. Para serem registadas deixa de ser necessário o Cálculo de Arqueação. Os estaleiros e as empresas que vendem os barcos devem registar as embarcações, tal como se faz com os automóveis, no Organismo Civil que detenha o RETECER. 3º - Agregar as seguintes Cartas de Navegador de Recreio Para haver mais incentivo na prática da Náutica de Recreio devese empenhar os Clubes Náuticos em promover a iniciação e serem eles os pólos do desenvolvimento das diversas actividades e desportos aquáticos. Deste modo deve ser criada uma carta básica de patrão que deve ser tirada nos Clubes Náuticos, para assim se estimular a entrada de novos sócios e criar em cada clube uma escola com sentimento náutico. Patrão Básico – maiores de 18 anos - Habilita o titular em navegação diurna até 12 mn da costa em embarcações à vela ou a motor até 12 metros com a motorização adequada. Patrão Básico – dos 14 aos 18 ano – Habilita o titular em navegação diurna até 3 mn da costa em embarcações à vela ou a motor até 7 metros com a motorização adequada. Patrão Básico – dos 8 aos 14 anos – Habilita o titular em navegação diurna até 1 mn da costa em embarcação até 5 metros à vela e a motor com a potência de 4,5 KW Patrão de Costa – Habilita o comando de embarcações até 40 mn da costa Patrão de Alto Mar – Habilita o comando de embarcações sem limite de área No que respeita às equivalências com as Cartas de Marinheiro e Patrão Local antigas, deveriam ser equivalentes à Carta de Patrão de Costa. Não sendo de cariz obrigatório, os Clubes Náuticos poderiam promover acções de reciclagem com os titulares destas Cartas.

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A marina de Cascais num dia de regatas

que indica a sua conformidade com todas as disposições da presente directiva, incluindo os procedimentos de conformidade referidos no capítulo II” Todos os estaleiros europeus, reconhecidos pela Comunidade Europeia, incluindo os portugueses, quando lançam uma nova embarcação ela é certificada por uma Sociedade Classificadora também reconhecida. A partir

daqui o estaleiro coloca a marcação “CE” no barco e este fica de imediato classificado quanto à área de navegação, carga máxima e lotação. Segundo a Directiva Comunitária, fica tudo à responsabilidade de cada estaleiro. A Placa CE, a Declaração Escrita de Conformidade e o Manual do Proprietário que cada barco passa a ostentar, têm que ser aceites sem quaisquer restrições.

Rodman 810 com motor Diesel de 225 HP podia-se comandar com a Carta de Marinheiro antiga 4

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O Registo de uma embarcação em Portugal é um processo com uma pesada burocracia, chega a demorar semanas ou meses e é muito oneroso, pois custa sempre largas centenas de euros, devido ainda a ter-se que pagar o aluguer de gruas e guindastes, para colocar e tirar o barco da água. E ainda obriga as Capitanias a fazerem o cálculo da arqueação do barco que a Comunidade eliminou para

as embarcações de recreio. Há muitos eventuais compradores que desistem do barco, por causa destes problemas e muitos vão registar as embarcações em outros países europeus, perdendose por isso essa receita para o Estado. Uma embarcação que foi projectada por engenheiros navais, certificada por uma Sociedade Classificadora reconhecida, ostenta a Placa

Cobalt 200 com motor interior de 220 HP dá para a Carta de Marinheiro antiga


Náutica

Com a Carta de Marinheiro antiga podem-se comandar veleiros até 13,70 metros de comprimento

Crowline 202 do ano de 1998 de 6,10 m com motor de 215 HP, podia ser conduzido com a carta de Marinheiro antiga, agora apenas com a carta de Patrão Local

“CE”, é nova e tem a garantia de dois ou mais anos, o que é que lhe falta? Para ser obrigatório em Portugal uma Vistoria prévia para ser Registada. A redução das habilitações da Carta de Marinheiro matou a iniciação Nos anos 90 do século passado a náutica de recreio estava em pleno desenvolvimento, com milhares de embarcações registadas todos os anos e milhares de novos navegadores e desportistas náuticos que anualmente tiravam as Cartas de Navegador de Recreio. Quem se queria iniciar tirava a Carta de Marinheiro. Esta permitia que o seu titular navegasse com barcos à vela ou a motor até os 13,70 metros de comprimento e com motores até os 240 HP. Com a Carta de Marinheiro os velejadores podiam timonar veleiros até os 13,70 metros de comprimento. Com estas habilitações satisfaziam-se plenamente todos os que se queriam iniciar na náutica motorizada, sem experiência e com algum receio da aventura, pois podiam adquirir uma embarcação como se fosse um automóvel, com motor interior sob uma tampa, volante, painel de instrumentos e bancos estofados confortáveis. Com este tipo de barcos, que se conduzia como 2015 Dezembro 348

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Náutica

A marina de Oeiras parecia que tinha uma lotação pequena, afinal chegou porque a náutica de recreio em Portugal não se desenvolveu

um automóvel, levavam a passear a família e os amigos em embarcações que mostravam extrema segurança. Começavam por comprar um barco de 6 metros e depois com a aquisição da experiência e incentivados pela

família iam comprando barcos maiores. O mesmo procedimento que se tem quando se compra o primeiro automóvel e depois os seguintes. Porém, ao ser aprovado o Decreto-Lei nº 567/99, as habitações da Carta de Ma-

A marina de Vilamoura só cresceu porque houve a procura de barcos estrangeiros. 6

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rinheiro foram drasticamente reduzidas e os seus titulares ficaram com apenas a possibilidade do comando de barcos até os 7 metros de comprimento e a potência de 240 HP passou para apenas 60 HP. Os velejadores ficaram reduzidos a timonar praticamente metade da frota de regatas em Portugal.

Quanto às embarcações motorizadas, quem até ali se iniciava num barco com motor interior, cuja potência mínima é de 135 HP, deixou de o poder fazer. A iniciação em embarcações com motores fora de borda com o máximo de 60 HP, não incentiva porque o barco é pequeno e não parece tão seguro. E depois, a maioria dos familiares tem

Sacs com motor de 60 HP é o máximo que pode ser conduzido com a Carta de Marinheiro


Náutica

Atlântico Albacora 550 com motor de 60 HP é o máximo permitido para a Carta de Marinheiro

Dipol Fragata 510 com motor 50 HP que pode ser conduzido com a Carta de Marinheiro

medo, desconfiam dos barcos com motores fora de borda e recusam-se a entrar dentro dele. Ter de se fazer outro curso, o de Patrão Local, para possuir um barco para o qual dantes bastava a carta de Marinheiro, foi afastando os interessados na náutica de recreio motorizada. Em 2005 o IPTM já registava menos 50% de cartas de Marinheiro e igualmente menos 50% do registo de embarcações. O sistema introduzido pelo IPTM para atribuição das cartas de Navegador de Recreio, com os examinadores com os Pontos debaixo do braço a visitarem as escolas de formação náutica para efectuarem os exames, incentivou uma elevada corrupção. Havia escolas onde toda a gente passava e outras onde chumbava tudo. Também pelo telemóvel era dado atempadamente a conhecer a alunos as perguntas do Exame. Chegou a haver escolas que preparavam os alunos e depois enviavamnos a outra escola só para fazerem o exame. Com tudo isto, todos os anos foi diminuindo o número de interessados na iniciação da náutica de recreio. As escolas de formação náutica foram fechando e hoje não aparece ninguém com interesse no curso de Marinheiro e as escolas não conseguem reunir o número de alunos suficiente para darem o curso. 2015 Dezembro 348

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Notícias do Mar

boot Düsseldorf 2016

O Evento Líder para o Desporto Náutico Também em 2016, Portugal estará presente na boot Düsseldorf, entre 23 a 31 de janeiro, através de quase três dezenas de empresas que vão ocupar por volta de 300 m2 de área.

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ob o lema 360º de prática de desporto náutico demonstra, no seu formato de apresentação único a nível mundial, todas as formas de lazer que podem ter lugar na água, em cima ou à margem dela. Cada desportista náutico encontra na boot Düsseldorf, uma ampla oferta. O evento de desporto aquático internacional mais popular “A boot Düsseldorf é um evento-feira internacional ardentemente aguardado, cada mês de Janeiro, pelo sector completo e pelos amadores“, diz com prazer Goetz-Ulf Jungmichel, Director da boot Düsseldorf. “Sabemos, que as empresas expositoras focam os seus orçamentos de participação em feiras, em particular na boot e que se apresentam sempre em plena força com os seus mais recentes modelos, claro! Na boot o visitante pode apreciar e tocar nos seu barcos de sonho, no seu equipa8

mento de mergulho ou no seu novo wakeboard. É isso que contribui para o sucesso excelente dos expositores, pois muitos dos visitantes tomam as suas decisões de compra directamente na boot.” Já em Novembro se pode prever uma feira muito bem ocupada. “Teremos mais de 1’700 expositores, oriundos de 60 países, em Düsseldorf e contamos, de novo, com os líderes do mercado”, diz Jungmichel. “As empresas estão muito motivadas, algumas reservaram áreas de apresentação maiores e apresentar-se-ão orientadas no sentido do cliente.” Mais de 1.800 barcos e iates Com mais de 1800 barcos e iates, a boot Düsseldorf é a maior apresentação de barcos a nível mundial. Nove dos 17 pavilhões de feira dedicam-se ao tema e apresentam uma paleta completa de veículos náuticos, desde o iate ao barco a motor, da canoa ao barco de remo. Jungmichel: “Com 440 estaleiros o sector da construção de barcos está

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representado de modo excelente e numa variedade extraordinária. Ao lado dos mais recentes desenvolvimentos high-tech, com materiais cada vez mais leves e ecologicamente mais sofisticados, também valiosos barcos antigos desempenham um papel importante na nossa oferta de exposição.” Em especial, os líderes de mercado no sector de iates à vela e a motor encontram-se representados na boot 2016 Düsseldorf com o espectro completo de produtos em todos os tamanhos e classes. Expositores convidados do mundo inteiro, em Düsseldorf 47% dos expositores e 800 empresas, presentes na boot, não são de origem alemã, apresentando-se numa área de exposição equivalente a cerca de 50%. Tradicionalmente a lista de expositores estrangeiros é liderada pelas grandes nações náuticas tais como os Países Baixos, a Itália, a França e a Grã-Bretanha. Pela primeira vez na boot encontrar-se-ão

os Estados do Caribe Oriental completos, também chamados “ilhas acima do vento”, com destinos exóticos e atraentes como a Anguila, a Antígua e a Barbuda, as ilhas virgens britânicas, a Dominique, Grenada, Martinique, Montserrat, St. Kitts e Nevis, bem como St. Lúcia, St. Vincent e as Granadinas. O Director Goetz-Ulf Jungmichel declara: “Já se torna um pouco difícil adquirir novos países, pois a boot Düsseldorf é mesmo global.” Muito procuradas junto dos visitantes também são as participações colectivas e nacionais, uma vez que reflectem muitas vezes o charme típico de uma região. Em 2016 participam o Egipto, os Açores, a Bélgica (Flandres), Curaçao, a Estónia a Finlândia, os Países Baixos, a Croácia, a Turquia, Fuerteventura, as Filipinas, a Indonésia, Portugal e a Sardenha bem como as Ilhas Canárias. De 2,5-CV fora de bordo até ao iate de luxo 5.000-CV No segmento de motores e barcos a motor a boot Düsseldorf não deixa nada a desejar. Enquanto o iniciante olha em volta para os motores pequenos de 2,5 cv, encontram-se na feira iates como a Princess, para o segmento de luxo. Os 250 estaleiros, comerciantes e importadores apresentam-se em seis pavilhões de feira com barcos desportivos, daycruisers e barcos de cabine, em todas as categorias de preços. Os produtores líderes do mercado de barcos a motor, tais como a Jeanneau, Cranchi, Sessa, Nimbus ou Windy apresentamse nos pavilhões 4 e 5. A Jeanneau e a Bénéteau utilizam a boot Düsseldorf para a apresentação, no pavilhão 9, dos barcos accionados por motores fora de bordo. Nas marcas de barcos desportivos o grupo americano Brunswick, também se encontra no pavilhão 9 com


Notícias do Mar

Expositores de Portugal

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ais de uma dezena de empresas dos Açores, e de Norte ao Sul do continente, empresas como a FeelDouro, a PalmaYachts, a Marina de Lagos, a Mermaid Ideas, a Rulis | Silenwind, a Sun Concept, bem com uma região estreante, Sagres | Vila do Bispo, e que apresenta seis expositores, nomeadamente, a Cape Cruiser, a Divers Cape, a Mar Ilimitado, a Pura Divehouse, Sagres Natura e a SeaXplorer.

as suas marcas Sea Ray, Bayliner e Quicksilver Muito procurado: o pavilhão 6 com os seus iates de luxo Já muito antes da boot 2016 o pavilhão 6 estava completamente esgotado. “Foi extraordinária a velocidade com que os expositores reagiram e muitas vezes já meses antes da realização da boot se tinham inscrito para participar, em 2016. Isso demonstra que nós, em Düsseldorf, temos os visitantes certos para um pavilhão de iates de luxo. E os expositores sabem apreciar muito este grupo novo de visitantes com poder de compra.”, informa o coordenador do pavilhão 6, von Heimendahl. Podem ser vistos cerca de 60 iates luxuosos bem como barcos e tender. Desde o ano passado, em especial, a oferta de iates entre 20 e 25 metros foi alargada. Assim, também os polivalentes Bénéteau com os seus iates Monte Carlo de primeira classe e a Jeanneau com os elegantes iates PRestige estão à bordo, no pavilhão 6. Sempre vale a pena uma vista de olhos ou visita aos grandes iates da Azimut, Sunseeker e Princess, que, além disso, são os primeiros que se metem a caminho de Düsseldorf. A saber, não porque venham por terra para a capital da Renânia do Norte-Vestfália, mas porque tiram proveito da localização do recinto da feira, â beira do Rêno, para viajar sobre a água. Já a partir de Dezembro atracam na doca da feira e são trazidos à terra pela grua “Big Willi”. Sobre veículos pesados de transporte os iates de luxo rolam para “bom porto”, dentro do pavilhão 6.

Quem, depois da visita aos iates de luxo quiser ainda fazer um pouco de shopping, não precisa de se deslocar à popular “Königsallee” de Düsseldorf, mas pode fazer isso com nível condizente no blue motion lounge, no pavilhão 6. Boutiques exclusivas e uma gastronomia requintada distinguem o lounge. Para interessados em ainda maiores iates de luxo, o endereço certo é o Superyacht Show, no pavilhão 7 a. É onde se apresentam 70 empresas com stands de informação e, entre outra oferta, com projectos exclusivos de construção de iates.

res nas áreas de mergulho no Mar Vermelho. Mas também as Filipinas, a Indonésia, a Turquia e a Grécia se apresentam com diversos destinos de mergulho. Para todos que alguma vez já quiserem mergulhar, recomendase o ensaio-mergulho na torre de vidro bem como o programa de informação e de entretenimento em volta dos equipamentos, das áreas e das estrelas e outros artistas não tão famosos dessa cena. Abastecedores tais como a Aqua Lung, mareas, Oceanic e BtS Europe bem como grandes formadores de mergulho tais como a PADI, SSI, o International Aquatic Club e a Associação

Alemã de Mergulhadores Desportistas (VDST) completam o programa no pavilhão 3 com um total de 350 expositores oriundos do mundo inteiro. Informações para pescadores apaixonados e iniciados interessados Canas, carretos e áreas de pesca são a deixa no Centro de Pesca Desportiva, no pavilhão 12. Das canoas até à sala de aula: o pavilhão 13 proporciona variedade marítima No pavilhão 13 sentimos um toque de férias aventurosas. No World of Paddling com a longa rota de teste para canoas.

Acção e diversão em 20 mundos temáticos e de experiência O que seria a boot Düsseldorf sem os populares mundos temáticos e de aventura? Apenas uma meio diversão! Jungmichel: “uma feira de desporto aquático não só pode apresentar produtos, mas deve convidar os visitantes a participar e a dialogar. É isso que torna a feira num verdadeiro evento-mega. Em nove dias, 17 pavilhões de feira irão tornar-se- num mundo de milagres em redor da água.” Do mergulho até ao desporto-trend Kite, wakeboarding, skimboarding, Wake Skate ou Stand-up Paddling,tudo o que está na moda tem lugar no mundo-praia Beach World, no pavilhão 1. No pavilhão 3, os amadores do mergulho encontram-se e trocam informações sobre os destinos populares e exóticos que dizem respeito ao mesmo. Por exemplo, o Egipto, com um stand de 246 metros quadrados de área útil, em que, entre outros, se apresentam os recifes espectacula2015 Dezembro 348

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Notícias GROW

Motores fora de borda Tohatsu em Portugal

A GROW Portugal, distribuidora oficial em Portugal da Tohatsu, anuncia o 60º aniversário da marca japonesa, com 59 anos de know-how em motores fora de borda construidos para durar

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m abril de 1922 foi fundado o Instituto Takata para a Investigação e Desenvolvimento de Motores, Instituto que viria a ser o precursor da Tohatsu. Em 1927, foi produzido o primeiro veículo motorizado destinado a caminhos-

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de-ferro, o MF-70ª. Nesta altura, uma nova fábrica foi construída em Shimura-cho (atualmente Azusawa). A empresa foi então rebatizada como Tokyo Hatsudoki em 1939, e conseguiu desenvolver a primeira bomba portátil para combate a incêndios do Japão. Um dos principais produ-

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tos em 1953, foi então uma bicicleta assistida por motor, e em seguida, expandiu os seus negócios através do desenvolvimento de Motos.

A partir de 1955, a empresa assistiu a um crescimento rápido tornando-se líder na produção de motos e bombas de incêndio.


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No ano seguinte, em 1956, a empresa desenvolveu e produziu o primeiro motor fora-de-borda Japonês, o “OB-1”. Em 1972, Tóquio Hatsudoki foi renomeada para Tohatsu Corporation, nome que actualmente ainda conserva. Em 1988 a Tohatsu Marine Corporation foi estabelecida, como uma Joint-Venture, entre a Tohatsu e a Brunswick, sendo a sua fábrica realocada em Komagane em Tohatsu OB-1 o 1º fora de borda japonês

2005 para que conseguisse aumentar a sua produção tendo em vista o seu negócio global. Desde 1956 os Motores Tohatsu têm tido um enorme sucesso em todo o mundo através da produção e fornecimento de produtos reconhecidamente fiáveis na área de motores fora de borda a 4 tempos, 2 tempos e 2 tempos de injeção procurando sempre aumentar a qualidade e inovação dos motores que desenvolve. Presentemente a Tohatsu Corporation tem a sua sede

Tohatsu BFT 250 social em Tokyo e a fábrica em Nagano no Japão. Como empresas associadas, conta com a Tohatsu Marine Corporation e a To-

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Náutica

hatsu America Corporation no Texas nos USA A Produção A Tohatsu tem a maior fábrica de motores fora de borda do Mundo, 100% fabrico Japonês com elevada qualidade e fiabilidade

Em 2003, o volume de produção anual de Motores fora-de-borda produzidos pela Tohatsu Marine Corporation (TMC), Tinha atingiu 115.785 unidades. Desde então, a Tohatsu decidiu estabelecer e mudar o local da fábrica em Komagane. Para satisfazer o aumento de pro-

cura no mundo inteiro e para melhorar o negócio globalmente, a Tohatsu estabeleceu um novo plano de produção em 2005, equipando a sua nova fábrica com tecnologia de ultima geração. As novas linhas de montagem foram dimensionadas tendo em conta um objecti-

vo de produção de 250.000 motores/ano, tornando-se esta fábrica na maior unidade de produção de motores do mundo. Graças a um permanente aumento de produção todos os anos, em 2014 a Tohatsu produziu o motor fora de borda 3.500.000

Fábrica Tohatsu, a maior do mundo para a produção de motores fora de borda 12

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Notícias Yamaha

Yamaha Organiza

Reunião de Concessionário

A Yamaha Marine realizou no passado dia 3 de dezembro a reunião anual de concessionários, não só apresentando os seus resultados de 2015, mas também apresentando o seu plano estratégico para 2016 e incluindo, ainda, uma palestra com especialista de marketing, intitulada “Um Retalho em mudança, inspiração para o futuro”.

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m termos do mercado geral Marine há que começar por dizer que desde 2007 (o mercado vendeu 3,239 14

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unidades. Ficamos assim com uma quota de mercado de 48,30% (no mesmo período do ano transacto a quota de mercado tinha sido de 37,51%). Pretendemos ainda dar um enfoque apenas ao ano de 2015 (período de Janeiro a Outubro), tendo aqui o mercado crescido 38,71% e a Yamaha 82,01%, estando a quota de mercado situada nos 48,19% (no ano transacto, no mesmo período, tinha sido de

unidades) a 2013 (mercado vendeu 869 unidades) o mercado decresceu 72,2%. A queda abrupta e bem sentida por todos os players! No entanto é tempo de nos alegrarmos, pois entre 2013 e 2015 (até Outubro o mercado tinha vendido já 1,050 unidades) já cresceu 17,24%. Acreditamos que o crescimento será lento mas

36,72%). Desta forma foi tempo de congratular toda a Rede de Concessionários Yamaha Marine, pois são eles os protagonistas deste sucesso! ICHIBAN REDE YAMAHA MARINE! Palestra “Um Retalho em mudança, inspiração para o futuro” O Dr. Luís Rosário, convidado da Yamaha, da Jason As-

estável e progressivo. Em relação à Yamaha, esta apresentou os resultados* dos últimos 12 meses, de Novembro de 2014 a Outubro de 2015, nos quais o mercado total apresenta um crescimento de 30,74%, estando com 1.178 unidades, tendo a Yamaha neste mesmo período um crescimento de 68,34%, ficando nas 569 2015 Dezembro 348

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sociates, foi o orador e mentor desta palestra que visava mostrar aos concessionários como o cliente de hoje decide as suas compras dentro de um contexto de maior tecnologia, alterações estilo de vida, menor poder de compra, maior racionalização e por conseguinte uma incerteza perante o amanhã,

traz necessariamente uma mudança profunda no retalho. Mas sobretudo toda esta mudança reside no consumidor que procura formas e meios diferentes de consumo, reage a momentos passageiros mas impactantes, não quer perder uma oportunidade que seja, procura bem-estar e conforto mesmo em ambientes comerciais e quer maior enfoque na experiência enquanto compra. Como irá a Yamaha reagir a este futuro? Plano de Marketing 2016: o que o Cliente pode esperar de todos nós Uma marca líder que trabalha diariamente para superar as expectativas dos Clientes fabricando produtos de ele-

vada qualidade e fiabilidade, que os levem a lugares nunca antes sonhados, que vivam a emoção com tamanha felicidade que o seu coração exploda de alegria. Acompanhados por uma equipa dedicada e especialista e uma rede de concessionários profissionais e sempre disponíveis para o Cliente final.

Uma única e grande família Yamaha, com uma rede de cerca de 35 lojas prontas a atender o Cliente. Porque esse é o nosso foco em 2016: Foco no Cliente! Equipas, lojas, produtos, eventos, campanhas promocionais e acções estratégicas e toda a nossa atenção no e para o Cliente.

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Náutica

Teste Bayliner Element XR7 com Mercury F150 EFI

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Embarcação Perfeita para Passeios Calmos

Uma nova aposta da Bayliner foi conseguida com o modelo Element XR7, oferecer uma embarcação do tipo pontão para passear ainda mais com a máxima segurança e estabilidade e também performance, foi o que confirmámos no teste que efectuámos no estuário do Tejo no início do mês de Outubro.

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aímos da Marina Expo em Lisboa para fazer o teste a convite da Touron Portugal, representante da Bayli18

ner e da Mercury para Portugal, e do seu concessionário Courela Yachts. Quando se fala em Bayliner, associamos sempre a marca a um estaleiro de

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prestígio dos USA que iniciou a sua produção em 1957. Com o decorrer dos anos, tornou-se numa das marcas mais populares e prestigia-

das de embarcações de recreio. Isto deve-se porque foi criando os projectos sempre dirigidos a um consumidor de embarcação familiar e desportiva.


Náutica

Posto de comando

barcações para passeios com a família e os amigos, que proporcionem a máxima comodidade e segurança. Assim foi criado para estes barcos um casco especial em forma de M (M-Hull), patenteado pela Bayliner. A Serie Element é constituída por três modelos, o 160 Element com 4,93 metros, 180 Element XL com 5,49 metros e o Element XR7 com 7,77 metros de comprimento. Bayliner Element

XR7 O Bayliner Element XR7 é muito mais que um barco pontão, é um revolucionário barco de recreio, pois tratase de uma embarcação com motorização fora de borda que incorpora as principais características de um pontão na coberta e dispõe de um casco especial em forma de M tipo “trimarin”. A grande vantagem e diferença deste modelo é que a navegar e nas manobras tem o comportamento de um barco, permitindo puxar es-

Bayliner Element XR7

Em virtude do mercado ao qual se dirige, os Bayliner runabout, deck boat, cuddy ou cruiser, são barcos rebocáveis, fáceis de manobrar, de meter e tirar da água ou equipados para facilitar a prática dos desportos aquáticos ou a pesca lúdica. Com a preocupação de satisfazer os clientes, os barcos são

produzidos com grande qualidade quanto aos materiais e equipamentos que incorporam, o que está demonstrado nos inúmeros prémios que a marca já recebeu. Recentemente a Bayliner desenvolveu uma nova Série chamada Element que privilegia o conceito de ergonomia aplicado em em-

Painel de comando 2015 Dezembro 348

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Náutica

O Bayliner Element XR7 curva com a máxima segurança

quiadores e wakeboarders. Com uma coberta de quase 8 metros de comprimento e 2,60 de boca o estaleiro

desenvolveu neste espaço uma fantástica zona de lazer e convívio, onde nada falta para fazer confortáveis pas-

seios náuticos. As entradas para o barco são pela proa, pela popa e também por uma porta la-

O Bayliner Element XR7 atingiu excelentes performances 20

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teral a bombordo, conforme o barco estiver amarrado. Com esta disposição, formase um corredor ao meio do barco facilitando a circulação, mesmo com o barco em andamento. Com lotação para 16 pessoas, o Element XR7 tem duas áreas de acomodação dos passageiros, uma à frente e outra atrás com o posto do comando ao meio. Os bancos e assentos encosto são estofados com excepcional qualidade, oferecendo um requintado conforto. Os assentos encosto podem servir como solário, na hora dos banhos de sol. O posto do comando está encostado a estibordo ao meio da embarcação e dispõe de um banco ergonómico, igualmente de grande conforto para o piloto e uma consola de condução com um painel de instrumentos


Náutica

andamento. Com o barco em andamento, o casco em forma de M (M-Hull), permite que o ar que passa nos dois túneis do M, levante o barco o que rapidamente faz diminuir o atrito na água. Devido a isso, o barco consegue ter performances com um elevado desempenho, com motores de baixa potência, pois descola mais facilmente da água. Também, devido a este tipo de casco, o barco tem uma notável estabilidade, com um aumento

Bancos encosto à frente

com a informação necessária do motor. A bombordo do piloto e junto da porta lateral do barco, encontra-se um banco estofado como os demais. À frente da consola do piloto existe um compartimento para o wc portátil e a bombordo encontra-se um bar com lavatório e armário. Com o barco parado, na altura dos mergulhos existe à proa uma escada para subir ou descer. À popa há uma plataforma de cada lado do motor e na de estibordo encontra-se a escada de banhos. Na hora dos desportos aquáticos, monta-se na popa um mastro de esqui. Também é de salientar o bimini top que montado protege do sol desde o posto de comando até à popa e está fixo de tal modo que se mantém aberto com o barco em 2015 Dezembro 348

21


Náutica

Motor Mercury F150 EFI O

Mercury F150 EFI destaca-se por ser extremamente compacto e de baixo peso, para a cilindrada que tem, com 3,0 litros e uma configuração de motor de quatro cilindros em linha, com oito válvulas (SOHC) e o peso de 211 Kg. Trata-se do motor de 150 HP mais leve do mercado. Com menos componentes do que muitos outros motores concorrentes, o Mercury F150 EFI é uma prova de que a tecnologia pode ser usada para proporcionar um melhor desempenho e durabilidade, reduzindo o tamanho e peso e servir perfeitamente para qualquer tipo de embarcação. São de realçar os níveis de eficiência de combustível extremamente elevados neste motor de 150 HP. Isto deve-se ao sistema de injecção electrónica de combustível EFI, que garante igualmente altas performances. A caixa de velocidades agora aplicada neste motor tem um desenho melhorado e perfil hidrodinâmico, está blindada e tem maior espessura, para tornar-se mais eficiente, garantir maior durabilidade e também para acomodar um conjunto de engrenagens maiores e servir igualmente para os motores de 300 HP. Com um novo ângulo de instalação do motor, reduz-se significativamente a vibração transmitida no painel de popa, especialmente em pontos transitórios de uma marcha lenta acelerada até ao ponto em que o barco está prestes a deslizar. Neste motor foi feita a incorporação de aço inox de alta qualidade, extremamente resistente à corrosão. O motor foi desenvolvido para permitir uma instalação mais fácil. Tem cabos padrão mecânicos, cabo duplo ou de apoio à direcção hidráulica, direcção hidráulica opcional e capacidade para trabalhar em padrão analógico ou com o SmartCraft directamente. O motor tem um sistema de exaustão especial, desenvolvido para aumentar as suas capacidades na tecnologia de redução de som, com um filtro acústico para atenuar o ruído de escape de alta frequência da marcha lenta. Para lavar com água doce o motor, basta remover a tampa e ligar uma mangueira de jardim. É tudo muito simples. No que respeita à garantia, o Mercury F150 EFI, tem uma garantia ao longo de cinco anos.

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Os bancos à frente

de 30% e reduzindo a inclinação, comparando com os cascos em V. Notável desempenho em esbilidade e performance Quando testámos o Bayliner Element XR7 a água no estuário do Tejo estava com uma ligeira agitação.

Para além do desempenho a navegar, interessavanos ver com o motor de 150 HP, quais as performances obtidas, num barco que pesa 2.025 Kg. Num barco cuja missão é passear verificámos primeiro qual a velocidade mínima a planar. E esta foi de 11 nós às 3.000 rpm. Quanto a velocidade de

Entrada lateral a bombordo

Os bancos à frente


Nรกutica

O Mercury F150 EFI teve um excelente desempenho

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23


Náutica

O casco em M garante grande estabilidade e desempenho confortável

cruzeiro, consideramos que foi espantoso o Bayliner Element XR7 navegar a 18 nós apenas às 3.800 rpm. A esta rotação do motor o consumo é extremamente económico e o barco atingiu excelente velocidade. No que respeita à veloci-

dade máxima, atingimos os 30 nós às 5.000 rpm. Esta velocidade basta para este barco e o regime do motor que vai dos 5000-5800 ainda tem muito para dar. Para os praticantes de wakeboard que são puxados a velocidades entre os

Plataforma da proa 24

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18 e 20 nós, a esteira que o barco faz é boa para saltar e o motor não passa das 4.000 rpm. Consideramos que foi a característica do casco em M do Bayliner Element XR7 que facilitou o desempenho do motor.

Outra vantagem do casco deste barco foi a deflexão da água, pois nunca houve qualquer salpico para a coberta e o barco da proa à popa manteve-se sempre seco. Este casco em M num barco com quase 8 metros de

Escada da plataforma da proa


Náutica

comprimento resultou muito bem quanto à estabilidade, pois o barco parado não balança nada e em andamento a curvar adorna ligeiramente, agarrado à água e com a máxima segurança. Neste aspecto, dá muita confiança aos passageiros em andamento. Neste barco o que mais se realça é o requintado conforto e a comodidade que se sente em qualquer momento, com o barco em andamento numa associação perfeita do excelente casco e da ergonomia dos assentos. Para quem tem o prazer de conduzir o Bayliner Element XR7, vai sentado num luxuoso banco, numa posição ligeiramente mais elevada, com a máxima vibilidade para todos os lados e sem fazer qualquer esforço nas manobras.

Características Técnicas Comprimento

7,77 m

Boca

2,59 m

Peso

2.025 kg

Calado max.

0,69 m

Depósito combustível

151 L

Lotação

14

Potência m,áxima

200 HP

Motor do teste

Mercury F150 EFI

Preço barco/motor

54.240e + IVA

Performances Velocidade máxima

30 nós às 5.000 rpm

Velocidade de cruzeiro

18 nós às 3.800 rpm

Velocidade mínima a planar

11 nós às 3.000 rpm

3.500 rpm

16 nós

4.000 rpm

20 nós

4.500 rpm

25 nós

5.000 rpm

30 nós

Importador e Concessionário: Touron Portugal– Telf.: 21 460 76 90 geral@touronsa.pt www.touron-nautica.com/pt Courela Yachts– Passeio Neptuno 3.04.01 J loja 24 - Marina Parque das Nações Tel. 211 991 793 info@wwm.pt www.wwm.pt

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Electrónica

Notícias Nautel

Nasa Marine - Novidades para 2016 A popular série de instrumentos para veleiros, CLIPPER, passa a incorporar um para indicação de Vento Verdadeiro.

Tactical Mast Sensor

A

Clipper True Wind Display

NASA chamalhe o ‘Clipper Tactical Wind System’. Tem uma taxa de atualização dos dados em 10Hz o que permite mostrar alterações

praticamente instantâneas da velocidade do vento e sua direção, essencial para regatas ou manobras complicadas. O sistema é fornecido com 20 metros de cabo leve

‘H’ Vector Navtex Antenna 26

2015 Dezembro 348

e um “True Wind Display” que calcula e apresenta a velocidade e direção do vento verdadeiro, quando ligado

a um GPS ou odómetro. O instrumento “Clipper True Wind” e o sensor de mastro com NMEA estão

14 tpi 25mm rail mount


Electrónica

14 tpi 2 way nylon surface mount também disponíveis em separado. O instrumento pode assim ser também ligado a qualquer unidade de mastro que forneça NMEA0183 com a sentença MWV. E unidade de mastro NMEA pode inversamente ser usada com qualquer display de uma outra marca que receba NMEA0183. Também está disponível

uma nova antena de Navtex. Trata-se da ‘H’ Vector Navtex antena, com forma de cogumelo e que é compatível com o Clipper Navtex, o Target Navtex Pro série 2, e o Navtex Engine. A sua conceção destinase especialmente a permitir um forte desempenho em condições adversas, ou de interferências radioelétricas de equipamentos a bordo,

14 tpi 4 way nylon surface mount ou nos ambientes de Marina congestionados de toda a espécie de radiações electromagnéticas. Para quem adquire tudo de novo, existe versão já com esta antena incluída. Vem com 7 metros de cabo e um suporte para tubo/ varandim standard. Existem outros tipos de suporte, em opção. O popular de BM-1, monitor de baterias, também fica agora acompanhado por um irmão. É o BM-2 COMPACT que irá monitorizar capacidade

de baterias até 999 horas Amp e correntes de até 200 amperes de carga/descarga. É fornecido com um shunt de 200Amp e todos os cabos necessários.

BM-2 Compact Battery Monitor

200 Amp Shunt, 5 metre Cable and Shunt Connector Cable 2015 Dezembro 348

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Náutica

Barcos Usados na Nautiser – Centro Náutico

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Teste a Usados com a Garantia de 2 anos No início do mês de Outubro testámos em Tróia três embarcações usadas da Nautiser/Centro Náutico, com o mesmo rigor como se fossem novas, confirmando o bom estado de todas e a especial assistência que lhes foi conferida, de modo a merecerem a garantia de 2 anos.

S

abemos que a Nautiser Centro Náutico pratica a filosofia de oferecer a máxima satisfação ao cliente. E para conseguir isso não poupa esforços na assistência, quer o barco

Bayliner Capri 215

do cliente esteja na oficina ou ainda guardado nas instalações, ou encontre-se no mar com qualquer problema e a pedir ajuda. Ao praticar uma assistência rigorosa, especialmente a mecânica, os motores

Bancos no interior 28

2015 Dezembro 348

estão sempre devidamente afinados e os barcos a navegar sem dificuldade, contribuindo para o prazer dos clientes e dos amigos que os acompanham. Os barcos que testámos já têm uns bons anos, mas

a revisão e assistência que lhes foi feita, foram tão rigorosas que receberam a garantia de 2 anos. Quem os comprar vai navegar bastante com eles. Se os barcos que testámos já foram vendidos, a

Posto de comando


Náutica

Nautiser/Centro Náutico tem outros usados igualmente com a mesma garantia. Bayliner Capri 2150 com Mercruiser 5.0 de 260 HP É uma embarcação bowrider do ano 2000 com 6, 30 m de comprimento e 2, 40 m de boca, do tipo familiar. Tem uma linha elegante e desportiva, com o pára-brisas arredondado e lançado para trás, para proteger o posto de comando. O Capri 2150 tem como principal característica a navegação confortável e segura para oferecer agradáveis passeios e horas de relax nos banhos de sol ou nos mergulhos. Este barco está igualmente adequado aos desportos aquáticos, dispondo do anel de esqui na popa e de uma plataforma fixada na popa para apoiar e facilitar a subida dos esquiadores. Como a escada de banhos está incorporada nesta plataforma, depois dos banhos de mar, a subida para bordo é fácil. No interior tem as paredes estofadas e acomodação para seis pessoas em bancos bastante cómodos. O piloto e o copiloto têm bancos fixos. Cada um destes bancos tem acoplado um banco virado para trás. Na popa ao meio fica o motor com um

Bayliner Capri 2150

banco de cada lado. Existe ainda uma almofada em cima da caixa do motor, para apoiar as passagens para a água. De referir os encaixes para colocar as bebidas junto aos assentos. O posto de comando permite uma condução sentada com bastante visibilidade. O painel de instrumentos tem mostradores analógicos e toda a informação necessária do motor e um conta-milhas. Tem também aplicada uma bússola. O copiloto dispõe de uma consola com um porta-luvas. Para passar-se para a zona de relax à frente com bancos encosto de cada lado

ou para a proa, o pára-brisas abre-se ao meio. Sob estes assentos existem compartimentos para arrumar palamenta. Também existem aberturas laterais nas paredes com uma forma elíptica, esteticamente agradável, onde se podem arrumar sacos. Motor Mercruiser 5.0

O motor que equipava o Bayliner Capri 2150 era o Mercruiser 5.0 Trata-se de um motor de 8 cilindros em V, com 5.0 litros de cilindrada, com 260 HP de potência. Preço: 18.750 € -incluindo registos, palamenta e garantia de 2 anos (chave na mão)

Plataforma de popa

Performances

Assentos encosto à frente

Velocidade máxima

29 nós às 3.500 rpm

Velocidade de cruzeiro

17/18 nós às 2.500 rpm

Velocidade mínima a planar

12 nós às 2.200 rpm

2.500 rpm

18 nós

3.000 rpm

24 nós

3.500 rpm

29 nós

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29


Náutica

Crowline 202

Crowline 202 com Mercruiser 4.3 de 215 HP O Crowline 202 é um modelo do tipo bowrider de características familiar, do ano de 1998, com 6,10 de comprimento, 2,40 m de boca e

com um solário à popa. Destaca-se o longo pára-brisas arredondado que se prolonga pela na borda até atrás, protegendo bem o interior e aumentando a segurança, e conferindo ao barco uma linha elegante e

Os bancos no interior 30

2015 Dezembro 348

desportiva. O tipo de casco do Crowline 202 com um V muito pronunciado garante uma navegação confortável e longos passeios seguros. A configuração do interior do barco, favorece

bem o convívio entre os ocupantes. Tem à popa um banco corrido para quatro pessoas e os bancos do piloto e do copiloto são individuais e giratórios, para se poderem virar para a popa. Assim é fácil a cir-

Posto de comando


Náutica

Crowline 202

culação, quando o barco pára para os momentos de relax, os mergulhos no mar e os banhos de sol no solário ou nos bancos encosto à frente do posto de comando. O piloto dispõe de uma

excelente e confortável posição de condução, sentado num ergonómico banco e com bastante visibilidade. O painel de instrumentos tem mostradores analógicos e mostra a informação completa do motor, incluindo conta-milhas. O copiloto tem uma consola com porta-luvas. O pára-brisas abre-se ao meio para se passar para a zona à, igualmente de relax que tem bancos encosto e se pode também converter num solário. Sob estes bancos existem compartimentos para guardar palamenta. O Crowline 202 está adequado para os que querem fazer desportos aquáticos,

pois a popa forma uma pequeno degrau junto à escada de banhos para o esquiador se sentar e tem ao centro o anel de esqui. As paredes muito bem estofadas, têm aberturas para guardar sacos de roupa ou de equipamentos. Motor Mercruiser 4.3

O Crowline 202 estava equipado com o motor Mercruiser 4.3 Este motor é um V6 cilindros com 4,3 Litros de cilindrada, que dispõe de 215 HP de potência. Preço: 17.500 € - incluindo registos, palamenta e garantia de 2 anos (chave na mão)

Banco à popa e solário

Performances

Assentos encosto e solário à frente

Velocidade máxima

27 nós às 5.200 rpm

Velocidade de cruzeiro

20 nós às 4.500 rpm

Velocidade mínima a planar

12 nós às 4.000 rpm

4.500 rpm

20 nós

5.000 rpm

24 nós

5.200 rpm

27 nós

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Náutica

Quicksilver 505 Commander

Quicksilver 505 Commander com Mercury 115 EFI O Quicksilver 505 Commander do ano de 2006, com 5,10 m de comprimento e 2,12 m de boca, tem motorização fora de borda e pertence ao tipo de barcos

polivalentes, embarcações com as quais se podem fazer uma variedade de usos e actividades. Este 505 Commander mostra um design moderno que evidencia a forma elegante do casco e o interior ergonómico com acomodação para cinco pessoas.

Posto de comando 32

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Como a consola de comando está encostada a estibordo, é extremamente simples circular neste barco. Entrase por bombordo à popa e em frente fica a proa. Com este modelo Quicksilver podem-se fazer muitas coisas como a pesca lúdica, pesca submarina, mergu-

lho, esqui e ainda grandes passeios com a família e os amigos e parar, montar uma mesa e fazer um piquenique. Quando apetecer tomar um banho de sol, não há problema, à frente da consola de comando, em vez da mesa, pode-se montar um

Solário à frente


Náutica

Quicksilver 505 Commander

solário para duas pessoas. A consola de comando dispõe de um banco duplo estofado com encosto, tem um pára-brisas protegido por um corrimão em aço inox e o painel de instrumentos mostra com mostradores analógicos informações sobre o conta-rotações, conta-nós,

gasolina e bateria. À frente da consola fica um banco duplo estofado com encosto e à proa um assento também estofado. Para os que gostam de pescar, à popa de cada lado, existe um porta-canas. Mas se o interesse for fazer esqui, na popa existe ao centro um anel para agarrar o cabo do esqui. Para guardar a palamenta e sacos de equipamentos, sob todos os bancos existe um compartimento para arrumações. Este barco foi também equipado com um bimini, para proteger do sol o posto de comando e a coberta à frente.

Uma das grandes vantagens deste barco é a simplicidade de manutenção e de lavar com uma mangueira, para tirar o sal sempre que se utiliza. Motor Mercury 115 EFI O Motor Mercury 115 EFI a 4 tempos, tem um bloco com 1732 cm3 de cilindrada, qua-

tro cilindros, oito válvulas e 115 HP de potência. Tem a injecção electrónica de combustível EFI que garante o arranque instantâneo e desenvolve um desempenho excelente. Preço: 15.000 € - incluindo registos, palamenta e garantia de 2 anos (chave na mão)

Porta canas para a pesca

Performances

Porão para o ferro e cunhos de amarração à proa

Velocidade máxima

30 nós às 4.500 rpm

Velocidade de cruzeiro

20 nós às 3.500 rpm

Velocidade mínima a planar

10 nós às 2.800 rpm

3.000 rpm

13 nós

3.500 rpm

20 nós

4.500 rpm

30 nós

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Notícias do Mar

Notícias Sea of Portugal

“Sea of Portugal”

marca presença na BOOT 2016 A BOOT 2016, a maior feira de náutica e desportos aquáticos do mundo, decorre de 23 a 31 de Janeiro de 2016, em Düsseldorf, Alemanha. Nesta edição, vai estar presente, pela primeira vez, uma participação portuguesa conjunta com a marca “Sea of Portugal”, organização da Media 4U, empresa de edição e organização de eventos, em colaboração com o Jornal Notícias do Mar e o apoio da Messe Düsseldorf. lagos que associados à nossa história, às belas paisagens e gastronomia única tornam-nos um país imperdível», adianta o responsável. Esta diversidade está representada em cada um dos stands que convidam à descoberta e à experiência de um país de navegadores, através de vários elementos decorativos como a calçada portuguesa, as divisórias em tecido de forma triangular como as velas latinas e estruturas em madeira natural, inspiradas nos mastros dos barcos. O logótipo do “Sea of Portugal” reforça ainda o cariz marítimo do projecto, que é a sua âncora, através do uso das ondas do mar.

A

iniciativa já conta, até ao momento, com a participação de 14 instituições/ empresas que representam vários sectores como Acessórios, Avistamento de Cetáceos, Cruzeiros, Estaleiros, Marinas, Marítimo-turísticas, Mergulho, Surf, Turismo Náutico e Yacht Charters, provenientes do Douro/Porto, Lagos, Lisboa, Portimão e Vila do Bispo/Sagres, presentes em 4 pavilhões: Mergulho e Marítimo-Turísticas, Embarcações, Acessórios e Turismo Náutico. «Trata-se do primeiro projecto organizado em Portugal com uma participação conjunta, no âmbito da internacionalização da Náutica. Com a participação das instituições e dos operadores locais e empresas parceiras, viabilizamos esta iniciativa diferenciadora e inovadora, à semelhança do que fazem tantos outros países como o Egip34

to, a Grécia, Croácia e a Turquia», explica João Marques dos Reis, Director de Projectos da Media 4U. Através da marca “Sea of Portugal” pretende-se apostar numa presença com uma imagem comum e que divulgue a Portugalidade, bem como o orgulho que temos em ser Portugueses. Permite comunicar de forma mais assertiva e eficaz a oferta diversificada que os operadores portugueses disponibilizam ao nível dos desportos aquáticos e turismo náutico, num certame que na última edição registou mais de 240.000 visitantes, dos quais cerca de 40.000 profissionais, e a presença de 2.200 jornalistas, provenientes de 40 países. «Portugal reúne todas as condições para ser um país de eleição dos amantes do mar e dos desportos aquáticos. Temos de dar a conhecer a nossa vasta costa, os nossos rios e

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Para mais informações contacte sff: Joao.reis@noticiasdomar.pt Telefones: 21 082 41 80 / 93 512 13 22

Instituições e empresas presentes Associação de Turismo de Portimão Câmara Municipal de Vila do Bispo Cape Cruiser Divers Cape, Lda. Feeldouro Yacht Charter Mar Ilimitado, Turismo & Investigação Marina de Lagos Marina de Portimão Ocean Revival Palmayachts PuraVida Divehouse, Dive School & Accommodation Sagres Natura Surf Camp SeaXplorer Sagres Subnauta


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Electrónica

Notícias Nautiradar

Os 5 Pontos Chave da McMurdo A McMurdo recomenda os 5 pontos chave que deve ter em conta sobre a sua radiobaliza antes de ir para o mar.

1-Verifique se o registo da radiobaliza junto das autoridades marítimas está efetuado e se obteve o MMSI (Número Identificativo do Serviço Móvel Marítimo) o qual corresponde um código de 9 dígitos. Pode consultar diretamente a empresa Nautiradar, representante da McMurdo em Portugal e

36

que lhe dará todos os esclarecimentos 2-Ter a noção exata como é que funciona a sua radiobaliza. A maior parte das radiobalizas podem ser ativadas automática ou manualmente. As versões totalmente automáticas fornecidas dentro dum contentor, possuem no seu interior um disparador hidrostático (HRU) que no caso de afundamento da embarcação, permite a libertação da radiobaliza e assim que estiver a flutuar inicia a transmissão. Familiarize-se com o processo de ativação manual da sua radiobaliza e como se libertar do seu suporte. Lembre-se que numa situação de emergência pode não haver tempo para ler instruções. 3-Quero ter a certeza que a minha radiobaliza funciona, é possível testá-la? A radiobaliza só deve ser acionada em caso de emergência. A radiobaliza, tem no entanto, uma função de autoteste incorporado

2015 Dezembro 348

para ensaio de funcionamento e diagnóstico que permite verificar os componentes eletrónicos , bateria e antena... sem que surja um falso alarme. Verifique no manual do utilizador da sua radiobaliza a forma correta de acionar o modo de auto teste e a análise dos resultados do mesmo. 4-O que deve procurar quando está a verificar se a radiobaliza está instalada corretamente. A colocação da radiobaliza automática deve ter em conta o desimpedimento de toda a área à sua volta. A tampa deve abrir sem problema e a radiobaliza deve permanecer sem ser perturbada por cabos ou antenas. Não deve ser colocada em locais sujeitos ao batimento de água ou onde a tripulação circula, interfira ou se apoie. Não esquecer que uma radiobaliza automática (com contentor) para se ativar deve afundar cerca de 3 metros para que seja libertada do seu suporte pelo que deve ter isto em conta quando escolher a melhor posição para ser montada. Uma embarcação pode constituir um ambiente perigoso para uma radiobaliza, evite colocá-la junto a exaustores de fumos, fontes de calor ou áreas de armazenagem de químicos ou óleos. O acesso fácil numa situação de emergência é obviamente mui-

to importante. 5-Como posso detetar facilmente potenciais defeitos? A inspeção visual cuidadosa e regular é a chave. As partes metálicas devem estar limpas e libertas de ferrugem, e as partes plásticas não podem estar partidas. Com o tempo, os acabamentos de plástico e tinta podem ficar mais ténues mas tudo o que é plástico transparente deve manter a sua transparência. Não devem ser visíveis gotas de água no interior da radiobaliza através da parte transparente. Verifique as datas de validade da bateria e do sistema hidrostático de libertação. Verifique se o cordão está bem preso ao corpo da radiobaliza e não ao barco ou suporte. Para esclarecimento de todas as dúvidas contacte a Nautiradar. Nota: A Nautiradar além de ser uma estação de serviço para as radiobalizas da Mcmurdo e Kannad, possui ainda a certificação SBM - “Shore Based Maintenance” o qual lhe permite ainda prestar este tipo de assistência de acordo com todos os requisitos estipulados pela Organização Mundial Marítima (IMO) e da SOLAS (Safety of Life at Sea).


Electrónica

SUNWARE Apresenta Mini Controlador para Sistemas Solares de 12V e 24V A SUNWARE apresentou o mini controlador de carga avançado, modelo Fox – 062 para sistemas solares de 12 V e 24V.

A

pesar da sua pequena dimensão, a proteção de sobrecarga foi concebida para uma corrente solar de 6A e possui uma proteção integrada contra inversão de corrente. As características de carga podem ser ajustadas pelos interruptores tipo “dip switch” instalados na parte lateral do corpo do controlador, podendo ser selecionado o tipo de baterias (ácidas, GEL ou AGM). De forma a proteger os interruptores quer da sujidade ou poeira quer dum ajuste involuntário, existe uma patilha deslizante que encerra essa zona. No lado da entrada do controlador existe uma tomada tipo SureSeal pelo que um painel solar com cabo com ficha tipo SureSeal pode ser perfeitamente ligado. No lado da saída para ligação à bateria, existe uma ficha tipo de isqueiro para ligação em veículo / barco com

fusível integrado. O controlador é fornecido comum1m de cabo elétrico de 2x1,5mm com ficha SureSeal para que qualquer painel solar possa ser ligado diretamente ao regulador. O Fox-062 possui um painel indicador com 3 x LED’s cuja cor e piscar devem ser interpretados desta forma: Vermelho a piscar – a bateria está sem carga (<20%) Vermelho constante – bateria com pouca carga (<30%) Laranja – bateria com carga normal (30%- 70%) Verde constante – bateria com carga acima dos 70% Verde a piscar – bateria carregada (100%) Sempre que existir um fluxo de corrente do painel solar para a bateria, o LED pisca por uns segundos durante um curto período de tempo. Se a ficha estiver desligada, a luz LED desaparece mesmo que

o painel solar esteja ligado. O mini controlador FOX-062 reconhece automaticamente os 12V ou 24V. Depois de ligar o controlador, este verifica a tensão atual da bateria e como tal determina o sistema de voltagem do sistema, não sendo necessário qualquer ajuste. PRVP: €76,00 c/iva incluído Sobre a SunWare: Especialista em painéis solares, garante a energia para o funcionamento dos seus equipamentos em todas as circunstâncias. O seu produto mais reconhecido a Gama de Módulos Solares TX-12V. Fundada em 1989, na Alemanha, a SunWare desenvolve e produz, sistemas de energia solar e reguladores de cargas solares vocacionados para as mais variadas situações, com especial enfoque em equipamentos que resistem às duras condições marítimas e á água salgada. As células solares de elevado de-

sempenho têm a sua qualidade comprovada há mais de 25 anos. A resistência dos produtos é testada diariamente em câmaras que criam ambientes idênticos às duras condições do Mar do Norte e as suas células são exaustivamente escrutinadas na busca de algum defeito. A SunWare para além da produção de módulos solares e reguladores tem desenvolvido novos materiais e componentes complementares, nomeadamente, controladores de carga, suportes de instalação e sistemas de ligação. Para mais informações contacte Nautiradar

Bússolas Ritchie a Nova Representada A

Ritchie, a nova rtepresentada da Nautiradar, é uma marca centenária especialista em bússolas para diversas atividades Mergulho, kayak, campismo e passeios ao ar livre, pesca, vela e vela de competição, barco de cruzeiro e ainda marinha mercante. Uma bússola para todas as situações, dezenas de modelos de acordo com a atividade que se vai fazer e várias possibilidades de montagem. A origem das Bússolas Ritchie remonta a 1850 no Massachusetts, Estados Unidos da América, sendo hoje marca líder no que diz respeito ao fabrico de bússolas magnéticas, tanto para uma utilização de recreio, como desportiva ou comercial. A Ritchie Navigation tem os seus produtos disponíveis em 57 países, conta com mais de 142 distribuidores, entre os quais a Nautiradar para o mercado português. No seu catálogo encontramos ainda com uma vasta gama de peças e acessórios A Ritchie Navigation preconiza três regras essenciais: A navegar uma bússola magnética é indispensável porque pode funcionar sem ser necessário energia, dá a direção

correta em linha reta e em tempo real. A Nautiradar vê assim colmatada uma lacuna no seu portefólio. Desta forma a marca Ritchie passa a estar presente duma forma direta no mercado português e pela mão duma empresa nacional com pergaminhos no campo da representação e distribuição. Bússola Ritchie Explorer F-50W em Branco ou Preto é um dos modelos considerados Best Seller da marca. Com um disco de leitura de 70 mm de diâmetro para uma leitura direta e fácil, integra luz noturna verde (implica ligação a 12V). De fácil montagem com suporte regulável e amovível. Para a sua instalação basta uma abertura de 9,53cm. Compensador interno para ajuste de desvio. Estrutura em aço, movimento pivotante. Tampa de proteção solar (móvel). Resistente a temperaturas elevadas. Vocacionada para embarcações de média dimensão (até 7,20m). Garantia de 5 anos Peso 0,454 kg.

2015 Dezembro 348

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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Crónica Carlos Salgado

Navegar é Preciso, e Àgua Também

Fábrica das Palavras

O

rio Tejo foi historicamente a via, ou melhor, a principal estrada de Portugal para as trocas comerciais a partir do mar para o

Mesa de abertura

João Rocha 38

2015 Dezembro 348

Carlos Salgado

Alberto Mesquita, Presidente CMVFXira

Gabriela Moniz


Notícias do Mar

interior de Portugal, e para o transporte de mercadorias, pessoas e bens desde a Antiguidade até meados do século passado, que contribuiu para gerar muita riqueza ao nosso país, tal como acontece noutros rios da Europa e do mundo, que ainda hoje continuam a assumir uma grande importância no desenvolvimento económico dos territórios que servem. A Tagus Vivan, por estar atenta a esta realidade e considerar que é chegada a altura dos nossos governantes reconhecerem que é deveras importante para o nosso país que o nosso maior rio volte a ser navegável, o que está a ser reconhecido pela União Europeia actualmente, pelas vantagens que o

transporte de mercadorias por vias navegáveis interiores, que para além da sua economia hipocarbónica constitui o elo fundamental para a resolução do congestionamento e dos problemas ambientais causados pelo transporte rodoviário de mercadorias importadas destinadas ao interior a partir dos portos marítimos para o interior do território, que vai ao ponto da EU criar um programa específico de incentivos aos estados membros para o incremento dos transportes fluviais. Perante o estado físico e ecológico a que deixaram chegar o nosso maior rio, a Tagus Vivan não podia ficar indiferente, pelo que entendeu que é premente que seja posto em prática

um Plano Estratégico sério para a protecção e valorização do rio Tejo cuja bacia hidrográfica ocupa 1/3 do nosso território continental, de forma a que a actual situação seja corrigida para benefício do país e

dos portugueses. Por conseguinte, o problema da falta de navegabilidade no rio Tejo foi o primeiro tema que a Tagus Vivan elegeu, porque ele é transversal a toda a bacia hidrográfica e adverso

MESA Nº2- OBJECTIVOS DA NAVEGABILIDADE Navegação de pesca, transporte de pessoas, lazer, recreio, turismo, comercial Carlos Salgado – Desafio aos Políticos, aos Empreendedores e aos Operadores Turísticos. Antero Santos – Desenvolver a Náutica de Recreio no Estuário do Tejo. Paulo Andrade – Marinha do Tejo.

Paulo Andrade

Antero dos Santos 2015 Dezembro 348

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Notícias do Mar

MESA Nº3- ENQUADRAMENTO E CONDICIONAMENTOS DA NAVEGABILIDADE Gestão do leito móvel e canal de navegação; Monotorização hidráulica e avisos de variação de caudais; Implementação do canal, sinalização, segurança e ajudas à navegação; Gestão do tráfego e regulamentação da navegação. João Rocha- Enquadramento e condicionamentos da navegabilidade. Teresa Alvares – Navegabilidade fluvial, enquadramento e regulamentação (motivação, questões principais e facetas relevantes). Vasco Mendes Silva – Projecto de navegabilidade do rio Douro.

ao crescimento económico do país, e é por isso que a Conferência da Navegabilidade no Tejo é a primeira do Ciclo de Conferências preparatórias do próximo Congresso do Tejo III, que

está programado para Outubro de 2016, dez anos após o anterior. Esta conferência que teve lugar na Fábrica das Palavras em Vila Franca de Xira, cidade onde a Ponte

MESA Nº4- VIABILIDADE E CENÁRIOS DA NAVEGABILIDADE Enquadramento, escalas, portos intermodais, cais, rampas; Antecedentes da navegabilidade no rio Tejo; Tipologia das frotas, calado e dimensões da embarcações; Profundidades e larguras mínimas do canal navegável e plano de água; Infraestruturas da via e de interfaces; Navegação de recreio, roteiro até Valada. Miguel Azevedo Coutinho – Navegabilidade do rio Tejo, enquadramento, viabilidade e cenários da navegabilidade. José Cervaes Rodrigues – Antecedentes históricos e património do rio Tejo. Mário Teles – Aspectos técnicos da navegabilidade do Estuário.

M. Azevedo Coutinho 40

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J. Cervaes Rodrigues

João Rocha

Marechal Carmona delimita a fronteira entre as autoridades, marítima a jusante e fluvial a montante, graças ao precioso e competente apoio logístico da Câmara Municipal de VFXira, e à criteriosa selecção dos temas a debater, dos respectivos comunicadores convidados pela Tagus Vivan e dos 70 participantes em representação de 44 instituições, nomeadamente da Tutela, do Poder Intermunicipal e Municipal, do Instituto Hidrográfico, do Porto de Lisboa, da Navegação no Douro, da Agricultura, Operadores Portuários, Operadores Turísticos e Marítimo Turísticos, da Sociedade de Geografia de Lisboa, da Candidatura à Unesco da Tagus Universalis, da Marinha do Tejo, Universidades, Clubes Náuticos, Órgãos de Comunicação Social, e da Sociedade, o evento

Mário Teles

Teresa Alvares

cumpriu o seu desígnio e superou as expectativas. Ora, o incremento deste transporte implica na necessária modernização da frota fluvial, o que terá um forte impacto na indústria da construção naval que se encontra numa situação económica difícil, para além de que o incremento da navegação fluvial vai levar à reactivação dos portos do interior onde serão criadas novas empresas de cargas e descargas que precisam de mão de obra e portanto criam emprego. Uma vez reposta a navegabilidade no Tejo, para além da navegação comercial de mercadorias vai viabilizar também a navegação turística e desportiva, que contribuirá para o crescimento económico regional, e para que as populações ribeirinhas sejam parte interessada, e voltem a conviver

José Gomes


Notícias do Mar

MESA Nº5- INTERACÇÃO DA NAVEGAÇÃO COM OUTROS USOS DA ÁGUA Fauna e flora, qualidade da água e estruturas verdes; Paisagens ribeirinhas. Rosário Oliveira – Observatório da Paisagem do Tejo, desafios e oportunidades. Susana Rosa – Fauna e Flora e qualidade da água do Tejo.

com o seu rio, tornando-o mais vivo e vivido. Um canal navegável desde a foz até à fronteira será o ideal, permitindo uma navegabilidade com multiusos, mas devido aos custos consideráveis de uma obra de tal monta, carece previamente de um estudo sério que permita avaliar e ponderar a relação entre o custo e o benefício, mas tecnicamente não é impossivel. Contudo, não há razão para ficarmos de braços cruzados porque o rio Tejo tem lanços com alguma extensão onde ainda se pode navegar, e mediante algumas obras de regularização não muito onerosas, que são também indispen-

sáveis para o equilíbrio do ecossistema, pode e deve ser incrementada a navegação de transporte de mercadorias, pessoas e bens adaptada às condições de navegabilidade de cada um dos seguintes

Rosário Oliveira

lanços: o lanço desde a foz até Valada/Santarém; de Vila Nova da Barquinha até Constância; o Açude de Abrantes até Ortiga; a Albufeira de Belver; a Albufeira do Fratel e a Albufeira do Tejo Internacional,

Mesa de Encerramento

Susana Rosa

que é partilhada por Portugal e por Espanha. A revitalização das tradicionais barcas de passagem entre margens, será outra forma interessante de dar vida ao rio e animar o turismo.

Fernando Paulo, Vice-Presidente CMVFXira

Debate e Esclarecimentos 2015 Dezembro 348

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Notícias do Mar

Conhecer e Viajar Pelo Tejo

Entrevista Carlos Salgado

“É Preciso Garantir o Bom Estado Ecológico das Águas do Rio Tejo” O meu entrevistado é o cidadão Paulo Constantino de Vila Nova da Barquinha que eu conheci nas minhas andanças pelo Tejo e com o qual fiz amizade pelo facto de, cada um de nós à sua maneira, pugnar pelo nosso rio grande, actualmente quanto a mim, só em extensão, lamentavelmente.

Paulo Constantino C.S. - Caro Paulo, numa só pergunta pretendo que nos conte o que sabe, da experiência que viveu, sobre os problemas que têm sido motivo das acções 42

em que participou na defesa do nosso Tejo peninsular. P.C. - O rio Tejo é o maior rio peninsular e a sua bacia abrange inúmeras povoações

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ribeirinhas onde habitam mais de 10 milhões de pessoas, incluindo as capitais de Espanha e Portugal, Lisboa e Madrid. O proTEJO – Movimento pelo

Tejo foi constituído em 5 de Setembros de 2009, após a participação de uma delegação portuguesa do concelho de Vila Nova da Barquinha na manifestação ibérica contra os transvases do rio Tejo para a bacia do Segura realizada a 20 de Junho de 2009 em Talavera de la Reina. Assim, foi num contexto de insurgência contra a falta de água no rio Tejo que nasceu este movimento de cidadania que tem como objetivo sensibilizar e mobilizar as populações para a defesa do rio Tejo e dos seus afluentes. O proTEJO começou a debruçar-se sobre os problemas do rio Tejo e seus afluentes tendo realizado um variado leque de atividades que vão desde: a participação em manifestações ibéricas contra os transvases e a poluição; a realização da festa da água do Tejo que abrangeu um seminário sobre os problemas do rio Tejo e seus afluentes, bem como atividades lúdicas de pintura à beira rio, fotografia e poesia sobre o Tejo; a descida de canoa por vários troços do rio Tejo, a “Vogar contra a indiferença”, onde foram lidos os manifestos contra a indiferença; o lançamento de workshop sobre “Água e Rios” tendo como finalidade divulgar os principais projetos que sobre esta matéria estavam a ser desenvolvidos por associações ambientalistas; a elaboração de alegações ao plano de gestão da região hidrográfica do Tejo de 2012/2015, tendo em vista dar contributos para uma gestão do rio Tejo e seus afluentes de acordo com uma nova cultura da água; a sensibilização dos decisores políticos quanto aos principais problemas do rio Tejo e seus afluentes, como sejam, a falta de água no rio associada aos transvases e à retenção de


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Até quando é que a avifauna vai resistir à poluição da água do Tejo água nas barragens, à poluição provocada pela agricultura, indústria, suinicultura e águas residuais urbanas, à subida das águas salobras e a consequente salinização dos terrenos agrícolas, o assoreamento, entre outros. Será importante realçar o fato do proTEJO integrar a Rede de Cidadania por Uma Nova Cultura da Água do Tejo/ Tajo (Rede do Tejo/ Red del Tajo) que reúne todas as organizações e movimentos de cidadania em defesa do Tejo de Portugal e Espanha, que todos os anos realiza as jornadas “Por Um Tejo Vivo”, que tiveram lugar, pela primeira vez em Portugal, com a organização do proTEJO, em 2011 na Azambuja, onde, simbolicamente, foi despejada, no Tejo em Portugal, água limpa da cabeceira do Tejo de Espanha, água essa que de outra forma não chegaria ao Tejo em Portugal devido aos transvases do rio Tejo para a bacia do Segura no sul de Espanha. O proTEJO considera que é premente atuar tendo em vista preservar o estado ecológico das águas do Tejo, o que

compreende salvaguardar os seus ecossistemas aquáticos, tendo como principal foco a necessidade de garantir a quantidade e a qualidade da água do rio Tejo e dos seus afluentes. Neste sentido, o proTEJO está atualmente a preparar as alegações ao plano de gestão da região hidrográfica do Tejo de 2015/2021, a elaborar uma

petição pública contra a poluição no rio Tejo a ser apresentada à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu e a organizar um seminário sobre o tema da “Qualidade da água do rio Tejo e dos seus afluentes”. Além disso, prevêem-se atividades tendo em vista a necessidade da revisão da Convenção de Albufeira,

em termos da quantidade de água do rio que deverá passar de Espanha para Portugal, considerando o proTEJO que devem ser estabelecidos verdadeiros caudais ecológicos que garantam o bom estado ecológico das águas do rio Tejo conforme determinado pela Diretiva Quadro da Água comunitária.

Será que o peixe que está a pescar estará bom para consumir, devido à poluição? 2015 Dezembro 348

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Notícias do Mar

O Tejo a Pé

Texto e Fotografia Carlos A. Cupeto

O Oeste no Nosso Caminho

Oeste, passado e presente, com muito futuro.

É

As aves pararam para nos ver passar. 44

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o Oeste a região que mais tem acolhido os nossos passos. Terras boas para muitas coisas e também para caminhar. Mar, serra, campo, patrimónios, tudo com as largas vistas sobre o Atlântico e ondulado característico deste Oeste português. Assim foi, desta vez pela mão da Luísa Roque, amiga local que nos convidou. Nada melhor do que Ribeira d’ Ilhas para começar. Muito mais do que a reserva mundial de surf esta terra da Ericeira/Mafra é um privilégio para quem a vive. Usufruir do apoio de praia de Ribeira d’ Ilhas eleva qualquer português mais distraído. Só um país fantástico tem uma infraestrutura destas. Andámos por montes e vales, sempre com casario por perto, no Oeste sempre assim


Notícias do Mar

Largas vistas sempre com o mar por perto. é. Afortunadamente alguns velhos Casais, recuperados e vivos, transportam-nos para o passado de uma ruralidade quase sempre com o mar à vista. Ainda mais passado “gritam” as rochas dos magníficos afloramentos que vamos vendo nas barreiras dos caminhos. Também no passado da Terra o

Oeste é rico. Depois de percorrermos o vale do rio Sarafujo e de admirarmos a impressionante parede de rocha calcária eis que chegamos a S. Lourenço, o ideal para o merecido almoço; no Tejo a pé almoçase, não há sandwich que nos consiga enganar. Um bom

A ameaça de chuva afastou muitos; poucos mas muito bons.

tinto e o sol a espreitar foi o complemento para a alegre cavaqueira. Retemperadas as forças o regresso a Ribeira d’ Ilhas fez –se pausadamente sempre pela arriba. Aqui só mesmo vivido, não há palavra ou fotografia que consiga transmitir o que os nossos sentidos

viveram. Aproveitem, é gratuito, seguro e faz bem a toda a família. Mais uma vez o Oeste enalteceu os nossos passos muito para além do melhor que pudéssemos imaginar. No fim, com o habitual copo na mão todos brindámos a com gratidão a esta dádiva da Natureza.

No coments, “contém um surfista”. 2015 Dezembro 348

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Electrónica

Notícias Navico

Navico e Naviop Anunciam Parceria Estratégica A Navico e a Naviop anunciam uma parceria estratégica para desenvolver um sistema de gestão de ponte de vidro. Todos os serviços a navios são interligados pela recém criada rede NAVICO-NAVIOP

A

Navico, a maior empresa de eletrónica marítima de recreio a nível mundial, e a Naviop, a líder internacional de sistemas de controlo e monitorização para iates e megaiates de luxo, anunciam hoje o lançamento de uma nova e poderosa parceria. As empresas reunirão o seu conhecimento tecnológico para aprofundar o desenvolvimento de soluções de última geração para ecrãs e controlos de sistemas sofisticados de navegação, monitorização e controlo de sistemas. A nova rede irá conectar todos os serviços da embarcação apenas num toque. Ambas as empresas ambicionam alargar a sua gama para cobrir a procura da produção em maior escala e dos armadores de grandes embarcações.

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Em resultado desta parceria, a rede da Naviop estará acessível através da ponte de vidro da Simrad por via do ícone no ecrã inicial. O sistema estará diretamente ligado ao equipamento no iate ou por via da interface Naviop. A possibilidade de utilizar o sistema de monitorização e controlo da Naviop, juntamente com a ponte de vidro da Simrad desta gama, permitirá a Capitães e proprietários de barcos trabalhar com fabricantes de iates para o desenvolvimento de sistemas de gestão adaptados, com uma interface personalizada de utilizador simples de usar e clara com controlo por ecrã tátil. Graças à aprofundada experiência da Naviop no desenvolvimento de protocolos de comunicação marítimos e industriais, assim como os

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seus processos de teste e de verificação, o acesso à rede Naviop permite aos utilizadores monitorizar, gerir, e controlar funcionalidades principais como motores, geradores, trim e flaps, luzes, luzes de navegação, consumo de gasolina, ar condicionado, entretenimento, nível dos tanques, central elétrica, segurança, bomba de esgoto, baterias, assim como outros serviços vitais a bordo. “A Naviop acumulou uma vastaexperiência a desenvolver sistemas integrados e ao combinar a poderosa tecnologia de processamento que temos na gama leme de vidro da Simrad, ambos podemos facilmente atender às exigências atuais relativas aos iates e megaiates.” Disse Marc Jourlait, o CEO Adjunto da Navico,

acrescentando: “Estou certo de que no futuro, veremos a mesma procura por este tipo de sistemas versáteis em embarcações de todos os tipos e tamanhos, em todos os mercados.” Luigi Leoni, o Presidente da Naviop afirmou: “Estamos muito orgulhosos pela parceria com a Navico, um dos fabricantes líder em eletrónica marítima. A nossa experiência e conhecimento é um real complemento para tecnologia e para a vanguarda das soluções marítimas da Navico. Em conjunto, os nossos novos sistemas irão revolucionar a maneira como o navio pode, na sua totalidade, ser completamente automatizado e interconectado através de um único ecrã.” Sobre a Navico: A Navico é atualmente a maior empresa de equipamentos eletrónicos marinhos e fabrica produtos das marcas líderes do sector: Lowrance, Simrad Yachting, B&G e GOFREE. A Navico tem aproximadamente 1.500 trabalhadores em todo o mundo e tem distribuição em mais de 100 países www.navico.com Sobre a Naviop: A NAVIOP é uma marca líder internacional em monitorização marítima e sistemas de controlo. Com o passar dos anos a NAVIOP desenvolveu soluções de vanguarda que garantem altas performances e fiabilidade, cumprindo com todas as mais importantes certificações de normas, para fornecer aos seus consumidores o controlo absoluto da embarcação. www.naviop.com


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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Texto e Fotografia: Pedro Neves/Mundo da Pesca

Douradas à Deriva Aqui não se pesca no vazio!

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Pesca Desportiva

A pesca à deriva há muito tempo que é praticada na vertente do “jigging”, vinil, isca viva, corrico entre outras, e se os resultados são impressionantes, nas douradas não é diferente. São cada vez mais os aficionados deste tipo de pesca e os exemplares de porte são cada vez mais frequentes. Mas afinal o que é isso de pesca “à rola”, à deriva, às douradas?

E

sta arte consiste em posicionar a sua embarcação em cima do cardume e tentar manter-se por lá tanto tempo quanto possível. É um facto que estes cardumes estão em constante deslocação e como tal as embarcações também, aqui não se pesca no vazio, ou têm peixe debaixo de si ou terá que procurar até encontrar. Neste tipo de pesca existem vários fatores que o poderão levar a ter mais ou menos sucesso. Se por um lado a perícia dos pescadores fará toda a diferença

por outro, homem do leme tem também um papel importante, entre outros fatores tais como as condições atmosféricas, os equipamentos, as montagens etc. Vamos tentar então minorar os prejuízos (numa pesca que de simples não tem nada) com algumas dicas que o poderão ajudar. Não se esqueça: esta pesca não era tão emocionante se fosse fácil! Condições atmosféricas Analise sempre as condições atmosféricas e relacione-as com os locais onde quer ir pescar. Encontre o peixe e, antes de co-

meçar a pescar, considere sempre a direção do vento e corrente, sendo que normalmente quem manda é o vento. Nada como desligar a sua embarcação e a deixar derivar para que saiba para onde esta se dirige (sem influência do motor). Esta operação leva alguns segundos ou até minutos a descobrir. Agora que já sabe para onde está ser empurrado, já se consegue posicionar no sítio que pretende para que passe por cima do peixe ou manter-se em cima deste. Outra questão que é muita vez debatida é dar a proa ou a popa ao vento. As variações são grandes, cada caso é um caso e cada

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Pesca Desportiva

Com alguma habilidade e um bom mestre ao leme é possível tirar peixes deste calibre.

embarcação reage de forma diferente ao vento, ou seja todos são empurrados na mesma direção, contudo nem todas têm a mesma reação de proa ou de popa e nem todas se deslocam à mesma velocidade; uma embarcação semirrígida não deriva da mesma maneira que uma embarcação cabinada. Neste caso o melhor é conhecer-se a si, a sua adaptação e a embarcação em causa. Quanto mais baixa for embarcação ou menor for o seu atrito ao vento mais fácil vai ser gerir este pequeno problema. O seu objetivo é manter a embarcação sempre na mesma posição, sossegada e a passar ou a manterse em cima do pesqueiro. Na ausência de vento este

Se no “jigging” e aos pargos com sardinha funciona porque não havia de funcionar às douradas? 50

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Pesca Desportiva

Hoje em dia há muitas opções de escolha no que diz respeito às canas. O gosto, necessidades e bolsa é que ditam a escolha. Já para não falar das modas…

Os cardumes estão em constante deslocação e como tal as embarcações também,

aqui não se pesca no vazio, ou têm peixe debaixo de si ou terá que procurar até encontrar

problema não existe (nada como praticar). O excesso de vento e de corrente não o vão ajudar em nada, e pescar à deriva não significa pescar com o motor desligado contudo não vale tudo. Se um destes excessos o obrigar a demasiada rotação do motor o melhor é “ desistir “ e fundear. A falta de controlo na embarcação vai criar vários aborrecimentos a si e a quem o acompanha: enleios entre pescadores, enleios em hélices, descoordenação e até desorientação de pesca. Contudo a pesca não estará de todo perdida, pode sempre optar por uma pesca fundeada que também tem resultados tão bons e por vezes melhores

até. Leve sempre consigo equipamentos de pesca fundeada, são muito diferentes dos da deriva, não vá ter mudar de estratégia. Os equipamentos, materiais e a deriva Os fabricantes já começaram há algum tempo a desenvolver equipamentos adequados ou adaptados a esta pesca que por sua vez se conjugam com outras do mesmo género. Sendo a pesca às douradas uma pesca menos fácil e tendo em conta que o género de cana que era procurada numa pesca de fundo, com dimensões de pouco mais ou menos de 4 metros, com ação de 2015 Dezembro 348

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Pesca Desportiva

Quer se queira quer não, a escolha de bom material tem alguma influência na pesca às douradas, sobretudo nas linhas e anzóis.

ponteira e sensível (sem excesso), para esta pesca procura-se dois tipos de canas contudo ambas com dimensões iguais ou pare-

cidas. Para uns, canas mais rijas e sensíveis com dimensões compreendidas entre o 2,00 e os 2,50 me-

tros e ações até 80 gramas. Este tipo de equipamentos é mais adequado àqueles que sentem o toque do peixe na linha (no dedo) e não

No decorrer da pesca há que procurar o tipo de iscada de caranguejo que as douradas preferem. Os seus humores por vezes variam muito na mesma pesca. 52

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na ponteira, a vantagem que lhes traz será uma velocidade de ferragem muito superior a outras. Para outros, canas com as mesmas dimensões mas com ações um pouco mais baixas o que lhes permitirá visualizar o subtil toque na ponteira mas que não ajudará na ferragem, se for mesmo um apaixonado por elas, certamente vai ter as mais diversas opções junto de si. Relativamente a carretos, quanto mais leve mais pequeno e quanto mais pequeno menos bobina. Não se esqueça que as “meninas da bandelete amarela” chegam a andar em profundidades de 90 metros, o que com um equipamento demasiado pequeno aumenta a probabilidade de insucesso. Os equipamentos mais adequados continuam a


Pesca Desportiva

ser os modelos médios de pesca embarcada cujos códigos numéricos variam de marca para marca e com pesos que não excedam os 500 gramas. Caso não saiba o que adquirir nada como aconselhar-se no seu revendedor habitual. No caso dos fios ou linhas, anzóis e lastro quer queira quer não, o que é bom tem resultados fantásticos. A maioria dos pescadores desta arte usa fios multifilares coloridos nos carretos com medidas compreendidas entre os 0,16 e os 0,22, (estas linhas vão ajudá-lo a encontrar o peixe na respetiva profundidade) e fios fluorocarbono 100% com dimensões compreendidas entre os 0,35 e o 0,45mm, este último para efeito de chicote, que neste caso será o estralho que poderá ter comprimentos entre os 4 e os 10 metros em função da maior ou menor atividade que vai encontrar. Nos anzois contrariamente ao que se tem passado nos estuários, são utilizados tamanhos que começam no 2/0 e poderão chegar nos mais astutos pescadores aos 7/0, as numerações não estão uniformizadas havendo grandes diferenças de fabricante para fabricante. Neste caso específico e quando falamos um pouco de lastro (chumbo), apesar de se conseguir pescar à chumbadinha com chumbadas de argola as mais simples de utilizar serão as furadas no seu interior: a olivete, a bola e o torpedo. As gramagens que lhe promovem maior sucesso serão entre os 30 e os 60 gramas.

Os fabricantes já começaram há algum tempo a desenvolver equipamentos adequados ou adaptados

a esta pesca que por sua vez se conjugam com outras do mesmo género

tagens provavelmente já conhecidas da maioria dos pescadores. Aconselhamos sempre o multifilar colorido pois para este tipo de pesca é mais versátil do que qualquer

outro, e assim não terá que carregar consigo bobines adicionais caso queira passar de repente de uma pesca de fundo para uma pesca à chumbadinha. O chicote que é instalado em

qualquer das seguintes montagens tem como principal finalidade amortecer a nula elasticidade das linhas entrançadas (multifilares). A ausência dele só o levará a perder muitos peixes.

Montagens Considerámos simpático apresentar-lhe algumas mon2015 Dezembro 348

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Pesca Desportiva

Pode ser em nylon ou em fluorocarbono as suas espessuras devem variar entre os 0,35 e 0,50mm e comprimentos entre os 4 e os 10 metros No caso da montagem tradicional de fundo não vemos qualquer vantagem no uso de fluorocarbono visto que também é uma linha de elasticidade reduzida o que já não acontece no caso da pesca à chumbadinha devido ao seu formato. Mas afinal: chicotes maiores ou mais pequenos, mais grossos ou menos grossos? A resposta é: “não sei” … só descobrimos isso no local. Com certeza que já vos aconteceu ver os seus parceiros do lado apanharem peixe e você nada! Isto pode acontecer por vários motivos: chicote demasiado comprido que lhe tira sensibilidade, chi-

cote demasiado grosso que não deixa o isco trabalhar de forma natural, estralhos demasiado compridos ou curtos, grossos ou finos, chumbadas demasiado leves ou pesadas. As variações são grandes e como tal deve tentar não desanimar. Para fazer uma pesca boa às douradas só precisa de 30 minutos… tem o dia todo para montar e desmontar. Montagem do desespero Esta é a montagem tradicional de pesca de fundo às douradas. Para um pescador de chumbadinha, pescar ao fundo só quando está desesperado. Ou não há aguagem ou temos excesso dela, ou temos pouco vento e a embarcação não para sossegada (chumba-

(Fig 1) Montagem do Desespero

(Fig 2) Chumbadinha Tradicional 54

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(Fig 3) Chumbadinha com estralho de correr


Pesca Desportiva

dinha fundeado) ou estamos com excesso de vento e na chumbadinha à deriva estamos com o motor em “red line”. Provavelmente se quiser apanhar uns peixes a única forma é pescar com este tipo de montagem. Nesta montagem devemos pescar o mais vertical possível, nem que para isso tenha que usar chumbos com mais de 200 gramas. [FIG 1] Chumbadinha tradicional A figura dois representa o modelo mais usual no formato chumbadinha, este formato é extraordinariamente simples de montar e não carece de grandes explicações, há quem use mais um batente logo antes do empate do anzol ou um destorcedor e estralho logo depois da chumbada e pouco mais. Desde que considere sempre a introdução do ponto (Montagens). [FIG 2]

Aconselhamos sempre o multifilar colorido pois para este tipo de pesca é mais versátil do que qualquer outro, e assim não teráque carregar consigo bobines adicionais

anti-tangle e de um segundo batente ou stopper. É utilizada em águas paradas e com fraca ondulação em dias de peixes quase impossíveis. [FIG 3]

Caranguejo e as outras iscas Existe duas mãos cheias de formas de iscar e nem sempre elas querem comer da mesma forma, atrevemonos a dizer que um dia é de

uma forma e vinte e quatro horas depois virou-se tudo do avesso. A utilização de iscos para além do habitual caranguejo pode trazer-lhe dissabores a si e a quem o acompanha. A utilização de

Chumbadinha com estralho de correr Esta pequena alteração ao formato habitual já foi testada e obteve resultados muito interessantes. Contudo só é eficaz numa pesca vertical de chumbadinha seja esta à deriva ou fundeado nos dias em que a ausência de aguagem é acentuada. Não produz efeitos nos dias em que o peixe esta mais disperso visto o batente não permitir que a chumbada corra sobre o chicote. Esta montagem à chumbadinha com anzol de correr permite que um dos estralhos desça rapidamente e outro se distancie na queda, obriga a um encurtamento do chicote. Pode ser adaptada com 2015 Dezembro 348

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Pesca Desportiva

E não se esqueça… uma boa pesca de douradas “à rola”pode fazer-se em 30 minutos.

outros iscos quando pesca às douradas poderá trazer para o seu pesqueiro peixes de pequeno porte, mais ágeis e menos espertos que não vão deixá-las comer. O caranguejo rijo é efetivamente o isco de eleição não só por motivos financeiros mas também pelas suas características e dieta das douradas. Este pode ser iscado às metades, aos quartos, inteiro com 2 anzois em tandem, inteiro com um anzol, com patinhas, sem patinhas. Aqui a sua imaginação é que manda, nada como experimentar das mais diversas formas até começar a sentir toques ou começar a vir com anzóis sem isco (desiscado). Nem sempre o toque da dourada é um toque franco, na verdade na pesca embarcada são mais os dias em que elas comem com “pauzi-

nhos chineses” do que os que comem com violência. Esta última acontece quando o fundo está porventura repleto delas e há competição pela comida, nos outros a sua atenção e perícia é que mandam (quando pescar às douradas não beba). A pesca e a deriva Use e abuse da tecnologia, reconheça o peixe na sonda e a sua profundidade, não se esqueça que dispõe de um multifilar colorido, concentre-se. Quem lhe disse que era fácil mentiulhe. Caso nunca tenha pescado às douradas, comece pela pesca fundeada, os resultados são mais visíveis a curto prazo e dispõe de inúmeras embarcações MT que estarão de braços abertos para o receber e ajudar.

O uso de multifilares coloridos são uma preciosa ajuda nesta técnica. 56

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Surf

Campeonato do Mundo de Bodyboard

Portugueses Conquistam Duas Medalhas de Bronze do Chile

Seleção Nacional de Bodyboard O Campeonato do Mundo de Bodyboard, organizado pela Federação Internacional de Surf (ISA), terminou no passado fim-de-semana dias 12 e 13. A Seleção Portuguesa ficou em 6º lugar, enquanto os atletas Joana Schenker e Stephanos Kokorelis venceram a medalha de bronze nas respetivas categorias.

O

Campeonato do Mundo de Bodyboard ISA teve lugar entre 9 e 13 de dezembro

de 2015, no Chile. Apesar da 6ª posição ocupada pela Seleção Nacional ficar aquém do que eram os objetivos, os atletas portugueses re-

Joana Schenker 3ª no Mundial Open Feminino de 2015 60

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velaram um desempenho ao nível dos melhores do mundo, tendo conquistado duas

medalhas de bronze. Efetivamente, entre as quatro notas de 10 atribuídas pelo

Stephanos Kokorelis 3º Mundial em Sub 18


Surf

Júri durante o Campeonato, duas pertencem aos portugueses Joana Schenker e Stephanos Kokorelis. João Aranha, Presidente da Federação Portuguesa de Surf refere: “Dois atletas da Seleção Nacional posicionaram-se entre os três melhores bodyboarders do mundo, nesta competição ISA. A nossa Seleção revelou um grande compromisso e contamos para o ano estar ainda mais fortes!” Classificação individual da Seleção Nacional Categoria Open Daniel Fonseca, 7º Miguel Adão, 13º Silvano Lourenço, 22º

Joana Schenker

Categoria Open Feminino Joana Schenker, 3º (medalha de bronze) Categoria de Sub18 Masculino Stephanos Kokorelis, 3º (medalha de bronze) Categoria Sub18 Feminino Carolina Esteves, 5º Categoria de Dropknee Diogo Pimenta, 7º A Federação Portuguesa de Surf e a Seleção Nacional de Bodyboard contam com o apoio da Hill+Knowlton Strategies, Cision, Ericeira Surf+Skate, Goma, Grupo Air France-KLM e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

Stephan Kokorelis em manobra

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Acossiação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Vela

Fotografia Rodrigo Moreira Rato - LX Sailing

Regata de Natal Lusitânia Mar 2015

Vencedores Coroados em Cascais A Regata de Natal LUSITÂNIA MAR 2015, uma das clássicas da vela nacional, encerrou em festa com os vencedores a serem coroados nas classes Optimist, Laser Radial, SB20, 420 e Laser 4.7. A prova, que hoje chegou ao seu final, teve organização do Clube Naval de Cascais e o apoio da Marina de Cascais.

O

segundo dia da Regata de Natal LUSITÂNIA MAR 2015 disputouse com o vento a soprar do quadrante Leste, entre os   7 e  10 nós de intensidade. Os

Regata de SB20

SB20 cumpriram mais três regatas e o Vis Sailing Team, do russo Vadim Pushev sagrou-se vencedor. O Black Magic, do francês Edward Russo, foi segundo classificado e o Animal/Mobiag Cle-

Regata de Optimist 62

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ver-Mobility, de Vasco Serpa, terminou na terceira posição. Em Optimist, Manuel Ramos, do Clube de Vela do Barreiro, alcançou o triunfo. Beatriz Gago, do Clube Naval de Portimão, foi segunda classificada da geral e a primeira no sector feminino, e Ricardo Alves, do Clube de Vela do Barreiro, acabou no terceiro posto. Manuel Pinto e Cruz, do Clube Naval de   Cascais, foi o primeiro infantil. Diogo Costa/Pedro Costa, do Clube de Vela Atlântico, venceram em 420. As duplas  do Clube Naval de Cascais, Tomás Barreto/João Maria Prieto e  Rita Lopes/ Pedro Cruz, foram  segundas e terceiras, respectivamente. João Bolina/Francisco Rodri-

gues, do Clube de Vela do Barreiro, foram os primeiros Juniores, e Mafalda Pires de Lima/Marta Teixeira de Mela, do  Clube de Vela Atlântico, as primeiras no feminino. Em Laser 4.7, Gonçalo Peixoto e Miguel Rouxinol, ambos do Clube de Vela Atlântico, ocuparam as primeira e segunda posições. André Granadeiro, do Ginásio Clube Naval de Faro, foi o terceiro. Henrique Brites, do Clube Naval de Cascais, foi o vencedor em Laser Radial, suplantando Lourenço Mateus, do Clube Naval de Sesimbra, e  Tomás Martins, do Sport Algés e Dafundo. No sector feminino, Carolina João, do Sport Algés e Dafundo, foi a primeira classificada. 


Vela

Semana Olímpica Canária de Vela

João Rodrigues Vence e Convence João Rodrigues venceu de forma convincente a classe RS:X na Semana Olímpica Canária de Vela, que hoje terminou na Gran Canária, Espanha.

J

oão Rodrigues venceu e convenceu em águas das ilhas Canárias. O velejador nacional venceu duas das três regatas disputadas

no último dia de prova, não participou na derradeira, e alcançou a primeira posição em RS:X na Semana Olímpica Canária de Vela. O norueguês Sebastian Wang-

Hansen e o britânico Sam Sills ocuparam os restantes lugares de pódio. Em Laser Standard, depois de 10 regatas disputadas, Rui Silveira foi 19º clas-

sificado, enquanto Eduardo Marques terminou no 21º lugar. O montenegrino Milivoj Dukic foi o vencedor, seguido dos espanhóis Joaquin Blanco e Joel Rodriguez.

Imperia Winter Regatta 2015

João Villas Boas/Tomás Camelo Terminam na 7ª Posição

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Imperia Winter Regatta 2015 chegou ao seu final em Itália, com João Villas-Boas/Tomás Camelo a serem 7º da geral de 470 masculino. Diogo Costa/Pedro Costa foram 6º em 420 Open. A dupla João Villas-Boas/Tomás Camelo foi 9ª e desqualificada por largar adiantada nas duas derradeiras regatas disputadas em águas italianas e terminou a prova no 7º lugar da geral de 470 masculino. António Matos Rosa/João Matos Rosa foram 16ºe não participaram na última e quedaram-se pela 21ª posição. Os finlandeses Joonas Lindgren/Niklas Lindgren triunfaram seguidos dos italianos Giacomo Ferrari/Giulio Calabrò e Matteo Capurro/Matteo Puppo. Diogo Costa/Pedro Costa subiram ao 6º posto na classe 420 Open, depois de serem 10º na única realizada hoje. Os italianos Giovanni Pizzatti/Anna Poli foram vencedores, com os franceses Vincent Jim/Victor Mas a serem segundos e os espanhóis Carlos Balaguer/Ignácio Balaguer, a ficarem com a terceira posição.

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Notícias do Mar

Últimas

Mini Transat 2015

Fotografia: Ricardo Pinto

António Fontes Termina em 13º Lugar

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ntónio Fontes, velejador solitário, completou a Mini Transat 2015 em 13º lugar, após um total de 24 dias, 23 horas, 14 minutos e 34 segundos no mar. Apesar de ter concluído a segunda etapa, entre Lanzarote (Arrecife) e Guadeloupe (Point-a-Pitre), no top 10, o tempo obtido na primeira etapa, de França (Douarnenez) até às Ilhas Canárias, valeulhe três posições na classificação geral. O velejador, que é apoiado pela Meritis – Associação de Apoio ao Jovem, é o segundo português, da história da modalidade, a participar nesta exigente regata, e confessase “feliz por ter conseguido realizar este sonho. Apesar

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António Fontes na travessia do Atlântico de todas as dificuldades que senti ao longo da segunda etapa, alcancei o grupo da frente”. No fim da primeira etapa, à chegada às Canárias, o skipper português revela: “Estou muito satisfeito com a minha prestação. Consegui superar a etapa sem partir material, o que é para todos sempre uma grande preocupação. Aliás, tenho alguns adversários que tiveram de fazer escala para reparações e outros que se viram forçados até a abandonar a prova. No entanto, com as diferenças de vento que se fizeram sentir no mar, que me obrigaram a estar sempre atento e alerta, acabei por não conseguir descansar o suficiente e cheguei mesmo a ter alucinações. É duro só

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poder dormir apenas 20 minutos de seguida”. Depois de ter percorrido as quase quatro mil milhas totais da prova, António Fontes partilha alguns dos imprevistos que enfrentou, na segunda etapa, nos últimos 16 dias de viagem: “de início tive apenas receio do cansaço, porque não estava a conseguir dormir, embora me obrigasse a ficar na cama durante os 20 minutos em que podia descansar. Depois, desde spi médio que explodiu no sétimo dia, às nuvens que começaram a aparecer na 10.ª jornada – e que me obrigaram a ficar parado muito tempo – aconteceu um pouco de tudo”. A Mini Transat é uma regata em solitário de extrema exigência, num barco monotipo de 6,5

metros, numa prova em que se percorre cerca de 4.000 milhas atravessando o Atlântico. Disputa-se em duas etapas, na qual o velejador navega cerca de 30 dias sózinho no mar, sem assistência e comunicação. Este ano a Mini Transat teve 74 participantes, representando 16 países. Em veleiros 6.5 de Serie concorreram 46 velejadores e em Protótipos encontravam-se 28. A travessia teve início em Douarnenez (França) a 19 de Setembro até Lanzarote nas Canárias para a primeira etapa. A segunda etapa teve início a 31 de outubro em Lanzarote, de onde partiu em direção a Point-a-Pitre (Guadalupe), tendo chegado na madrugada do dia 17 de novembro.

Notícias do Mar n.º 348  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 348, Dezembro de 2015.

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