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Notícias do Mar

55.º Salão Náutico de Génova

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Surpreendente Crescimento do Salão

O maior salão de barcos e iates da Europa

O maior salão do Mediterrâneo, que se realizou em Génova entre os dias 30 de Setembro e 5 de Outubro, foi uma surpresa este ano, pelo crescimento em relação ao ano passado, com mais de 1.000 embarcações de recreio, onde o público tinha fácil a escolha do seu barco de sonho.

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oi na presença de um grande número de convidados, da imprensa nacional e internacional com mais

de 100 jornalistas náuticos, que o Vice-Ministro do Desenvolvimento Económico Carlo Calenda, no sugestivo cenário do Teatro do Mar, inaugurou

Pavilhão dos equipamentos e electrónica 2

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oficialmente o 55.º Genoa Boat Show. As principais autoridades náuticas presentes emitiram importantes declarações em

discursos que foram unânimes na definição do desenvolvimento da náutica de recreio que é uma das áreas-chave para o crescimento do país e os bar-

Pavilhão com motores interiores


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cos produzidos em Itália representam a sua maior vitrina.e são dos mais representativos do Made in Italy no mundo. Números positivos registados nos últimos meses são um bom sinal, do crescimento do sector. Todos concordam que as empresas e estaleiros italianos que não estiveram, se devem juntar aos presentes no boat show, “Eu não sei o que você precisa, mas estou certo de que a indústria não deve ficar dividida. Temos de encontrar unidade “disse Carlo Calenda no final da cerimónia de abertura. Carla Demaria, a recente eleita presidente da Confindustria UCINA Nautica disse: “Vai ser um grande Salão Náutico. Desde a minha eleição eu dei um maior impulso a este Salão. A partir do ano passado que a indústria naval está mostrando sinais de crescimento, mas é principalmente em 2015 que tem sido visto o maior aumento, não só nos dados das exportações, mas também no mercado interno. Este é um importante sinal de uma reviravolta encorajador, também demonstrou uma nova energia que reina aqui no boat show”. O enorme interesse do público na visita deste salão, para verem barcos era muito grande, apesar do tempo que nem sempre esteve bom, explica-se porque praticamente a maioria das embarcações estão dentro de água, onde facilmente são vistas e muitas podem ser testadas. Deixou de haver veleiros dentro de salões com os mastros cortados para lá caberem. Apenas os modelos mais pequenos de embarcações a motor são agora expostos dentro de um pavilhão. Este ano, estavam os modelos de barcos mais representativos dos principais estaleiros italianos e também de outros países europeus. Estavam expostos veleiros, embarcações a motor, mega-iates, semi-rígidos, motores fora de borda e motores interiores, equipamentos de electrónica e acessórios para equipar todo o tipo de barcos. Estavam expositores

Encontravam-se mais embarcações à vela que no ano passado

com tudo o que é preciso para a náutica de recreio. No total, havia a presença de 760 expositores. Em relação a 2014, este ano apresentava-se: Com mais 27% de expositores estrangeiros.

Os barcos a motor eram mais 22%. Com mais 20% de embarcações dentro de água. Encontravam-se mais 6% de embarcações à vela. Quanto a barcos semi-rígidos, havia mais 4%.

Os catamarans com mais de 300%, foi o tipo de barcos que em exposição mais cresceu. No final salienta-se a satisfação dos estaleiros e dos expositores que foram capazes de tirar proveito desta enorme vitrina internacional que é

O maior semi-rígido, o SACS Strider 18 ZR de 16,83 metros de comprimento 2015 Outubro 346

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Stand da Brunswick Marine com os novos Quicksilver Activ

o Salão Náutico de Génova, para apresentar seus produtos e conseguir excelentes oportunidades de negócio. No que respeita a novos modelos de barcos, foram assinaladas como novidade 193 embarcações.

As novidades expostas O barco maior era o iate a motor AB 145, com os seus 44 metros de comprimento, não só é o maior barco a motor da Feira, mas também o maior entre todos os exemplares até

à data construídos pelo Grupo Fipa Tem o casco em V profundo e a sua leveza e o estudo hidrodinâmico cuidadosamente realizado pelo estaleiro, permite a este impressionante iate de 44 metros voar literalmente

sobre a água a uma velocidade de mais de 42 nós, sem vibrações e com a máxima estabilidade durante a navegação. O AB 145 não passa despercebido, não só por seu tamanho, mas também pelo seu design que combina conforto e luxo, elegância e agressividade segurança, tradição e inovação. A peculiaridade real deste barco é a suíte master, onde se pode desfrutar de um panorama para o exterior com as grandes janelas posicionadas em frente à cama e ao lado. O maior veleiro era o Brenta 80 DC. Com os seus 24 metros é o navio almirante do boatshow para o sector da vela. Vencedor na categoria “Barcos à vela” Boat of the Year Award 2015 Vela e Motor. Quanto a semi-rígidos, o barco maior era o SACS Strider 18 ZR de 16,83 metros de comprimento. Ele era o parceiro de excelência dos iates de luxo, tal o requinte dos equipamentos e das acomodações que apresentava Novidades que vão chegar a Portugal Algumas das novidades apresentadas pelas marcas no Salão Náutico de Génova têm representantes e importadores em Portugal. Referimos algumas das que vimos. Beneteau A Beneteau, que tem como im-

Pavilhão dos acessórios e roupas náuticas 4

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Iate AB 145, com


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Sanlorenzo 40 Alloy tem 40,80 de comprimento

Pormenor do Sanlorenzo 40 Alloy

portador Francisco Ramada, apresentou dois novos veleiros, Oceanis 38 e Oceanis 55 e dois barcos a motor, Barracuda 8 e Flyer 8.8 Sun Deck. O Oceanis 38, com 11,50 metros de comprimento é um cruzeiro projectado para evoluir, ele pode-se adaptar facilmente às necessidades do proprietário através da adição e subtracção de equipamentos. Dá para a vela de solitário, para um casal e com a família ou os amigos. O Oceanis 55, com 16, 88 metros de comprimento é um cruzeiro com linhas modernas, de design muito actual, favorecendo um interior extremamente confortável e ambiente de grande prazer, tranquilidade e bastante espaço O Barracuda 8, de 8,03 metros de comprimento, com

44 metros de comprimento, o maior em exposição 2015 Outubro 346

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Stand da Yamaha Motor

Capelli Tempest comemorativo dos 60 anos Yamaha nas corridas

as linhas de barco pescador, apresenta a possibilidade de inúmeras combinações de layout. Com o casco “Airstep”, o barco tem ainda melhor desempenho em navegabilidade. Projectado para facilitar os movimentos a bordo e acesso

ao mar, o Barracuda 8 tem uma ampla passagem a estibordo da proa para o poço. Com as portas laterais e outra atrás facilita-se a circulação em mais espaço, entre o poço a cabina e a proa. Este barco para os pes-

cadores lúdicos está equipado com viveiro de isco vivo à popa, com uma bancada de preparação. Pode ser equipado com um ou dois motores até 300 HP O Flyer 8.8 Sun Deck, com 8,50 metros de comprimento,

destaca-se pelo estilo que preveligia os banhos de sol com um imponente solário. Tem um design extremamente elegante, onde sobressai o párabrisas. Habitabilidade, relax e conforto foram desenvolvidos para oferecer o máximo de prazer a todos que navegam dentro do barco. Com a mais recente geração de AirStep no casco, maravilha de tecnologia, o Flyer 8.8 Sun Deck tem um desempenho muito performante e dá um enorme prazer a quem o vai pilotar.A motorização máxima é de 500 HP Capelli A Capelli, representada em Portugal pela PortiNauta, do grupo Angel Pilot, tinha um

Stand da Honda Motor Europe 6

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marítimo eléctrico. No poço o barco tem um banco à popa e assentos para pescadores. Na borda comporta dois porta canas e na popa um duche de água doce. A motorização máxima é de 200 HP. O Cap 20.5 tem 6,39 metros de comprimento. Trata-se de um barco vocacionado para os passeios, os piqueniques náuticos e os banhos de sol, com um grande solário à frente e também equipado para os desportos aquáticos com um mastro de esqui na popa e para a pesca lúdica com dois portas canas na borda. A consola de

Stand da Suzuki Italia

Europe a comemorar 60 anos de dedicação à corrida

stand no Pavilhão B e muitos modelos dentro de água, muitos dos quais se mantinham numa roda-viva de público para saídas em “test drive”. Estavam referenciados dois novos modelos da gama de barcos em fibra, o Cap 20.5 e o Dino 23. Da gama Tempest, os semi-rígidos, estavam o Tempest 570 New e o Tempest 800 Sun. O Dino 23, com 7,15 metros de comprimento, é um barco com cabina de pilotagem do tipo pesca/passeio, com acomodação nos fins-de-semana para.quatro pessoas Tem um salão com mesa e lavatório junto ao posto de comando. Na cabina da frente dispõe de uma cama em V e um compartimento com porta onde está um wc

Stand da Yanmar 2015 Outubro 346

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Sand da Brunswick Marine Italia

condução está encostada a estibordo, tem um frigoríco dentro e um banco à frente. O piloto tem um banco encosto para a condução de pé. O poço tem dois bancos e pode-se montar

mesa ao meio. Na popa há duche de água doce. A potência máxima do motor é de 175 HP. Tempest 800 Sun com 7,91 metros de comprimento é um semi-rigido desenvolvido para

os amantes dos 4x4 do mar, barco para todo o serviço e com um tamanho que confere a maior segurança, mas com oferta de requinte e conforto nos passeios e na diversão

Capelli Dino 23 8

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no mar. O espaço à frente tem bancos mas transforma-se num enorme solário. A consola de encostada a estibordo tem dentro um wc. O piloto conduz de pé num banco encosto. No poço existe um banco em L com uma mesa ao meio. No encosto do piloto está um frigorífico. Os bancos do poço convertem-se num solário. Os esquiadores tem um mastro de esqui e na popa quando subirem um duche de água doce. O Roll-bar pode ser em fibra ou em aço inox. Os tubos são em Neoprene-Hypalon Orca 1670 dtex. A potência máxima do motor é de 300 HP. Tempest 570 New tem 5,66 metros de comprimento é um semi-rígido com a consola de condução central, com bancos à frente que convertem num solário. O banco do piloto é duplo e com o encosto giratório para se virar sentado para a popa. O poço tem um banco na popa. No Roll-bar em aço inox está o mastro de esqui. Na popa existe um duche de água doce. Os tubos são em Neoprene-Hypalon Orca 1100 dtex. A motorização máxima é de 175 HP


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Beneteau Barracuda 8

Jeanneau No que respeita às gamas Merry Fisher e Cap Camarat, as populares e prestigiadas gamas da Jeanneau, o estaleiro apresentou dois novos modelos, o Merry Fhisher 795 e o Cap Camarat 7.5 CC Série 2. Merry Fisher 795, com 7,43 metros de comprimento, adoptou todas as inovações da recente Merry Fisher 695 que podem ser encontradas a bordo para melhorar o conforto. Mas apresenta muito mais

inovações, pois este Merry Fisher 795 apresenta um design moderno e dinâmico, para satisfazer cada vez mais os clientes desta gama. É um barco de pesca/passeio, preparado para os fins-de-semana e pequenas férias com um salão com muita luz, cabina à frente, com quarto de banho. Tem cozinha, lavatório e frigorífico no salão, atrás do banco do piloto. No poço tem um banco em U com mesa ao meio, ou pode ficar desimpedido para os pescadores.

Stand da Tohatsu Corporation

Comporta dois porta canas na borda. A potência máxima do motor é de 200 HP. O Cap Camarat 7.5 CC Série 2, tem 7,19 metros de comprimento, mostra que o estaleiro continua a desenvolver esta gama com muito cuidado, para manter os barcos elegantes, desportivos e marinheiros. O casco foi especialmente

desenhado para ter um bom desempenho e deflectir bem a água. A consola com um banco à frente é do estilo de barco open americano, com um painel ergonómico. À frente o barco tem assentos em V convertíveis num enorme solário. O piloto e o copiloto dispõem de requintados bancos individuais. O poço tem um banco

Stand Jeanneau 2015 Outubro 346

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Os novos Jeanneau Merry Fisher 795

corrido à popa e dispõe de amplo espaço desimpedido para os pescadores, para os quais existem porta canas na borda. A potência máxima do para o motor é de 300 HP. Quicksilver A Brunswick Marine Italia tinha um enorme stand no Pavilhão B com dezanove modelos expostos, das marcas Bayliner, QuicKsilver, Valiant e os pneumáticos Mercury. Dos barcos expostos, com motores fora de borda, as novidades eram os Quicksilver

Avtiv 455 Cabin, Activ 505 Cabin e do segmento dos 7 metros, os Activ 755 Open e Activ 755 Sundeck. O Activ 455 Cabin, com 4,50 metros de comprimento, é uma embarcação cabinada com um novo design moderno. É um barco de iniciação à náutica, mas com um nível de equipamento muito completo. O preço económico, a segurança, a comodidade e a elevada funcionalidade são atributos de elevado interesse. Tem espaço para que 4 ou 5 pessoas desfrutem da navegação e dos

Beneteau Oceanis 38 10

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desportos aquáticos durante o dia, bem como com suficiente equipamento na cabina para que duas pessoas passem a noite a bordo. Potência máxima de 60 HP Activ 505 Cabin tem 5,05 metros de comprimento. Tratase de uma embarcação cabinada com as mesmas características e equipamentos do Activ 455 Cabin. É um barco indicado para a iniciação na náutica, para que 4 ou 5 pessoas naveguem e façam desportos aquáticos. Tem muito equipamento na cabina, podendo duas pessoas passarem a noite a bordo.

O novo design traduz-se tanto na estética como na funcionalidade, bem como outros atributos como o preço económico, o design moderno, a segurança, a comodidade e a elevada funcionalidade. Potência máxima de 100 HP. Os Activ 755 Open e Activ 755 Sundeck, ambos com 7,23 metros de comprimento e a potência máxima de 300HP, são considerados barcos de “tudo em um”, potência, design e versatilidade. Têm uma série de características que os coloca na linha da frente, com um preço muito competitivo. Contam com zona para dinette, tanto no interior como exterior, várias configurações de assentos e solário e posto de comando ergonómico. Têm múltiplas configurações de deck para descansar, navegar e tomar refeições para um total de 5 pessoas, assim como para praticar deportos aquáticos, disponibilizando um acesso muito simples e fácil pela popa. O banco individual do piloto e a consola foram totalmente redesenhados. O painel de instrumentos está preparado para instalar a electrónica O Activ 755 Open tem uma cozinha opcional na cabina ou integrada no assento-encosto do piloto. Permite configurar facilmente a proa para dinette, com assentos, ou para solário. O Activ 755 Sundeck tem uma cozinha opcional na cabina, dispõe dum grande solário de proa e a possibilidade de escolher entre mesa/dinnete na cabina ou no deck.

O novo Quicksilver Activ 755 Open


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Comunicado da PONGPesca

Acabar

com o Arrasto de Profundidade

Arrastão francês da pesca em grande profundidade

Estudo científico inovador confirma que a UE deve proibir a pesca de arrasto de profundidade para além dos 600 metros de profundidade

E

m Setembro passado, ao mesmo tempo que os representantes dos Estados-membros se reuniram para debater a nova legislação da UE para gerir as pescas de profundidade, um novo estudo científico da DSCC apresenta uma solução pragmática para proteger um dos ambientes mais vulneráveis da Terra. A DSCC (Deep Sea Conservation Coalition - Coligação para a Conservação dos Fundos Oceânicos) é uma coligação de mais de 70 organizações não governamentais europeias e mundiais - mais precisamente organizações ambientais, organizações de pescadores e institutos de política e direito - empenhadas em proteger os fundos oceânicos. 12

Com base numa análise das capturas realizadas por arrasto de profundidade em investigações no Atlântico Nordeste, o artigo científico, A Scientific Basis for Regulating Deep-Sea Fishing by Depth, publicado na conceituada revista Current Biology conclui que em pescarias realizadas a profundidades para além dos 600 metros por arrastões comerciais de fundo no Atlântico Nordeste: Os impactos negativos - O número de espécies que sofre este impacto aumenta significativamente devido ao aumento da diversidade de espécies de peixes com a profundidade; - Como resultado, é provável que a taxa de pesca acessória e rejeições au-

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mentem drasticamente; - A captura de espécies particularmente vulneráveis como tubarões e raias também aumenta drasticamente; - A captura global de espécies de peixes com valor comercial decresce. Os autores concluíram que “limitar o arrasto de fundo a uma profundidade máxima de 600 m pode ser uma estratégia de gestão efectiva que vai de encontro às necessidades da legislação europeia”. A Comissão Europeia lançou, em Julho de 2012, uma proposta para substituir o actualmente fracassado regulamento das pescas de profundidade no Atlântico Nordeste. Os 28 ministros das pescas da UE devem ainda adop-

tar uma posição apesar de o novo regulamento já ter sido votado pelo Parlamento Europeu em Dezembro de 2013. O Luxemburgo, que actualmente detém a presidência da UE, indicou que a negociação da posição do Conselho sobre esta legislação é uma prioridade e as discussões estão calendarizadas para reiniciarem em Setembro com base numa proposta de texto que inclui um limite de profundidade para além do qual o arrasto de profundidade e as redes de emalhar de fundo devem ser proibidos. A líder do estudo, Joanna Clarke da Universidade de Glasgow, numa declaração emitida pelos editores do artigo, explicou que “o facto mais notável a considerar nas nossas descobertas é que o padrão de compo-


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Esquema francês do método de pesca de arrasto em grande profundidade sição das capturas, para além do intervalo de profundidades entre os 600 e os 800 metros, demonstra que os impactos ecológicos colaterais são significativamente crescentes e o ganho comercial por unidade de esforço é decrescente. Pescar a maior profundidade causa uma crescente destruição com uma diminuição do benefício para o pescador e existem ainda indícios de que a limitação da pesca à profundidade máxima de 600 metros pode trazer benefícios relacionados com a conservação das espécies”. O destruidor arrasto de profundidade O arrasto de profundidade, a prática de arrastar redes gigantescas fixas em placas de aço e cabos sobre o fundo marinho profundo, é ampla-

mente reconhecida como a maior e mais destrutiva ameaça sobre os ecossistemas de profundidade do Atlântico

Nordeste. Para além disso, a pescaria de arrasto de profundidade conduzida pela frota francesa na costa de Irlanda

e da Escócia demonstra pescar 100 ou mais espécies, a maioria sem valor comercial e que por isso são rejeita-

Tubarão das profundidades capturado numa rede de emalhar 2015 Outubro 346

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“Este estudo oportuno mostra claramente a importância de limitar o arrasto de profundidade no oceano com o objectivo de conservar os mananciais de peixes e a biodiversidade, prevenir a depleção das espécies de profundidade altamente vulneráveis, assim como de proteger habitats de profundidade. Os decisores políticos devem ouvir a ciência e acordar em proibir o arrasto de fundo para além dos 600 m,” defende Matthew Gianni, co-fundador e consultor de política para a Coligação para a Conservação dos Fundos Oceânicos (Deep Sea Conservation Coalition - DSCC). “Os benefícios ambientais ultrapassam em muito os custos económicos. Quando os representantes dos Estados-membros reunirem esta semana em Bruxelas têm o dever perante os cidadãos da União Europeia, de apoiar a adoptação de medidas que protejam os oceanos em torno da Europa.” Peixe de grande profundidade

das. Mais, a investigação de ponta conduzida nos últimos anos mostra que peixes e

sedimentos de ecossistemas profundos têm um importante papel como captadores de

CO2 mas a sua capacidade diminui com os efeitos do arrasto de profundidade.

Arrastão com coral partido e capturado pelo saco 14

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Proibir o arrasto de profundidade e as redes de emalhar de fundo Além da proibição do arrasto de profundidade e das redes de emalhar para além dos 600 m, a DSCC apela aos Estados-membros da UE para protegerem os ecossistemas associados ao fundo marinho e assegurarem a sustentabilidade das pescarias através de: - Pedir a avaliação de impacto ambiental para todas as pescarias de fundo; - Assegurar que se dê prioridade ao uso de redes de baixo impacto e ambientalmente sustentáveis; - Fecho à pesca em áreas profundas onde existam ou seja provável existirem ecossistemas marinhos vulneráveis, tais como corais e esponjas;


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- Melhorar a gestão da exploração de espécies de profundidade-alvo e acessórias. Os investigadores analisaram dados recolhidos em investigações científicas sobre arrastos entre os 240 e os 1 500 m de profundidade no Atlântico Nordeste. Foram utilizadas diferentes redes em várias localizações entre 1978 e 2013. A análise destes dados revelou uma transição clara das capturas entre os 600 e os 800 metros, incluindo um aumento significativo na biodiversidade, do rácio das rejeições em relação à biomassa comercial e do racio de tubarões e raias em relação à biomassa comercial. À medida que o impacto ecológico aumenta, o valor comercial das capturas por unidade de esforço diminuiu. Porque é que a reforma é necessária A regulamentação actual para gerir as pescarias de profundidade da UE falhou no objectivo de manter a maioria dos mananciais dentro de limites biológicos seguros e em restaurar algumas das populações de peixes mais depauperadas da região. Também falhou na protecção dos ecossistemas marinhos vulneráveis de profundidade da acção desta pesca altamente destrutiva. Numerosos artigos científicos e relatórios do Conselho Internacional para a Exploração do Mar (International Council for the Exploration of the Sea – ICES), o projecto Hermione da UE, a UNEP e outros têm consistentemente identificado a pesca de arrasto de profundidade como uma das maiores ameaças aos ecossistemas profundos de corais e esponjas. No início de 2004, a Assembleia Geral da Nações Unidas adoptou uma série de resoluções comprometendo as nações a tomar “acção

Arrastão a puxar

urgente” para proteger os ecossistemas marinhos vulneráveis do oceano profundo dos impactos destrutivos do arrasto de profundidade e outros danos potenciais das pescarias de fundo. Em 2013, mais de 300 cientistas pediram aos governantes europeus para proibirem o arrasto de profundidade nos oceanos. A revisão realizada pela Comissão Europeia em 2007

concluiu que “muitos stocks de profundidade têm uma produtividade tão baixa que os níveis sustentáveis de exploração são provavelmente muito baixos para suportar uma pescaria economicamente viável”. Em 2010, o ICES classificou as capturas de profundidade da UE como estando 100% “fora dos limites biológicos seguros”. A União Internacional para

a Conservação da Natureza (International Union for Conservation of Nature - IUCN), em Junho de 2015, lançou a primeira Lista Vermelha de Espécies Marinhas Europeia, onde classificou duas das mais importantes espécies-alvo para os arrastões de profundidade de França e Espanha, como estando em Perigo (a lagartixa-da-rocha) e Vulnerável (a marucaazul).

Peixe que vai ser rejeitado capturado por um arrastão 2015 Outubro 346

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Náutica

Teste ProMarine 700 S com Honda BF80 de punho

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Barco de Pesca Profissional

Testámos em Portimão no mês de Junho uma embarcação construída pelo estaleiro IlhaNáutica, de Aveiro, destinada à pesca local e que estava equipada com um motor Honda BF80 com punho.

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omos convidados para este teste pela GROW, Produtos de For-

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ça Portugal, o importador exclusivo da Honda Marine. As embarcações ProMarine são projectadas e cons-

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truídas com características para utilização no mar, principalmente para os pescadores profissionais, servindo

igualmente como barco para uso da pesca lúdica. O pavimento é contínuo e estanque de duplo-fundo. Na sua


Náutica

ProMarine 700 S

construção em PRFV, nos reforços estruturais do casco, são aplicados elementos resistentes longitudinais e transversais em madeira revestidos em fibra de vidro com a resina. A estrutura do

costado transversal é robusta e está à vista no interior. Na estratificação do casco são usadas seis camadas de manta e uma de tecido. ProMarine 700 S

O modelo que testámos, é uma embarcação de boca para a pesca profissional. Tem um grande paiol estanque à proa, com enorme capacidade de arrumação, e todo o amplo interior desim-

pedido. Como motorização tinha um Honda BF80 de punho. O ProMarine 700 S pode levar entre a proa e a popa dois bancos transversais amovíveis. Na popa, para o

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Nรกutica

O ProMarine 700 S tem o casco planante e rรกpido

A curvar com estabilidade 18

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Náutica

A estrutura do costado transversal é robusta

comando do motor, existe um banco fixo em cada bordo. O casco do tipo de popa planante tem o desenho característico para a navegação no mar e garantir boa estabilidade, principalmente quando está parado. A proa é ligeiramente elevada e tem uma forma acentuada de deflexão, para sacudir bem a água para fora. Da proa

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Náutica

Motor Honda BF80 O

motor Honda BF80 exibe baixo peso e apresenta um design compacto e elegante. Incorpora as mais fiáveis tecnologias exclusivas e avançadas, sobejamente comprovadas e também as mais recentes que têm sido introduzidas nos motores da Honda, com as quais oferece óptimos níveis de performance com os mais baixos consumos. O motor tem 4 cilindros em linha, com 16 válvulas SOHC e 1.496 cm3 de cilindrada. As principais tecnologias introduzidas são: BLAST, binário aumentado a baixa rotação é uma revolucionária e exclusiva tecnologia da Honda que ajusta a relação ar/combustível e o ponto de ignição para aumentar a potência e o binário do motor. Isto resulta numa explosiva aceleração, de forma a obter rápida planagem do casco da embarcação. ECOmo é outra importante tecnologia, de economia controlada do motor que faz o controlo de combustão pobre, patenteada pela Honda. Recorre a sensores para monitorizar a relação ar/combustível em modo de velocidade de cruzeiro, ajustando-a de forma a obter uma óptima economia de combustível. Combinado com a exclusiva tecnologia PGM-Fi, injecção programada de combustível, o resultado é uma elevada eficiência do combustível com baixas emissões. Trolling Control é uma nova tecnologia de controlo de rotação a baixa velocidade. Com este sistema pode-se navegar devagar, para entrar num porto ou numa marina e controlar a pesca ao corrico com ajustes automáticos de 50 rpm, Ligação NMEA 2000 permite o motor ficar totalmente compatível com as normas NMEA 2000, simplificando a ligação a outros dispositivos compatíveis com esta norma, disponibilizando todas as informações vitais do motor ao utilizador. Estes novos instrumentos possuem o indicador “Eco Light” exclusivo da Honda, que informa quando o motor está em modo ECOmo, portanto, na sua maior eficiência de combustível. Graças à compatibilidade com a ligação NMEA 2000, o cliente poderá instalar uma grande diversidade de equipamento electrónico sofisticado, tal como sistemas de GPS, chart plotters e sonares.

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para a popa existem planos de estabilidade laterais que se alargam bastante atrás para aumentarem o efeito planante à popa. À volta do paiol da proa existe um varandim em aço inox e em cima encontra-se um cunho de amarração. Para proteger a borda, existe um verdugo em borracha à volta. O teste evidenciou excelente estabilidade com alta potência Quando saímos da marina de Portimão, o ProMarine 700 S estava vazio de carga. Não tinha ainda o peso do ferro e da palamenta no paiol da proa que transporta habitualmente qualquer barco da pesca profissional. Tal como esperávamos, em virtude do barco estar vazio, o motor com punho e duas pessoas sentadas junto à popa, o barco no arranque saiu com a proa um pouco levantada. Porém, não foi por muito tempo, graças ao sistema BLAST

A proa é alta e tem uma forma acentuada de deflexão


Náutica

O Promarino 700 S estava equpado com o Honda Bf80

O casco é característico para a navegação no mar 2015 Outubro 346

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Náutica

Os planos de estabilidade laterais são bastante salientes na popa

Os arranques foram muito rápidos

Verdugo à volta e varandim à proa 22

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À proa tem paiol com estanque porta


Náutica

do motor, em 2,16 segundos já planávamos. Temos a certeza que, quando o barco estiver equilibrado com o peso da carga, os tempos de arranque são bem menores, quase estantâneos. Isto é importante porque quanto menos for o tempo de arranque, menor o consumo de combustível e mais depressa o motor entra no modo ECOmo.

Para um barco de trabalho como o ProMarine 700 S não interessa navegar em velocidades elevadas, muito menos na máxima. No entanto, testámos essa velocidade para saber qual o comportamento do barco. Fizemos o teste sem sair a barra, porque lá fora o mar mexia um pouco e não seria seguro. Assim, num plano de água mais calmo atingi-

Popa planante com os planos de estabilidade largos

mos 29 nós, com o barco a planar direito e perfeitamente seguro. O ProMarine 700 S com o casco planante e os planos de estabilidade laterais bem assentes na água até à

popa, oferece uma excelente estabilidade, quase não balança quando está parado e a curvar não adorna quase nada, mas mantém-se bem agarrado à água, curvando com segurança.

Características Técnicas Comprimento

6,99 m

Boca

2,18 m

Pontal

0,90 m

Arqueação bruta

1.861 GT

Arqueção líquida

0,558 NT

Lotação

2/12

Potência máxima

150 HP

Preço barco/motor Honda BF80

16.492 e + IVA

Preço Barco/motor Honda BF60

15.494 e + IVA

Importador /Estaleiro GROW Produtos de Força Portugal Rua Fontes Pereira de Melo, 16 Abrunheira, 2714 – 506 Sintra Telefone: 219 155 300 geral@grow.com.pt - www.honda.pt ILHANÁUTICA Construção e Comércio de Barcos de Pesca e Recreio, Lda R. Bairro do Félix, Gafanha da Nazaré - Aveiro Telemóvel: 234 366 385

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Motas de Água

Notícias Yamaha

Yamaha Lança Nova Gama WaveRunner 2016 Com os novos modelos VX Cruiser HO e V1 Sport e o novo motor TR-1 a Yamaha lançou a gama WaveRunner para 2016

P

ara 2016, a gama de motos de água mais vendida de todos os tempos, a linha Waverunner VX, torna-se ainda mais aperfeiçoada com a introdução de um novo modelo topo de gama, a nova VX CRUISER HO. Também irá juntar-se à série a nova V1 Sport, uma moto de 3 lugares super divertida que representa o valor sem igual para uma moto de água de entrada e com a possibilidade de escolher entre 2 cores. A outra manchete da Ya-

VX CRUISER HO maha é o lançamento do novo e mais leve motor, de 3 cilindros, com 1049cc, o TR-1 High Output, que agora irá motorizar todas as V1 e modelos VX (com a exceção do mais potente modelo VX, a nova VX CRUISER HO A nova VX CRUISER HO – Performance premium Enquanto muitas características individuais técnicas e práticas tiveram a sua importância nos tão procurados modelos VX, é a sua

versatilidade em todas as utilizações que lhes conferiu um público tão fiel. Para o mais recente e potente modelo VX, a VX Cruiser HO, nós escolhemos o estrondoso motor de 4 cilindros, de 1812cc que já foi bem comprovado nos nossos legendários modelos FX. Este incrível motor é acompanhado com o revolucionário e intuitivo sistema de controlo RiDE, No Wake Mode, Cruise Control e um número de outras vantagens únicas Yamaha, para criar um exemplo impressionante de estilo, performance e

V1 SPORT 24

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economia. Assim a nova VX Cruiser HO é a nova moto de água premium neste segmento – e a única que dá ao seu condutor uma experiência de passeio com performance, luxo e com genuína acessibilidade. Nova V1 Sport – equipada com valor extra A V1 marcou outra indústria para a Yamaha – uma notável e marcante moto de água de entrada, equipada com as legendárias características Waverunner que a tornaram a melhor escolha para uma máquina divertida de 3 lugares que se pudesse comprar com pouco dinheiro – até agora! A nova Waverunner V1 Sport, motorizada pelo novíssimo motor TR-1 High Output de 3 cilindros, é o pack total garantindo fiabilidade, economia, fácil manuseamento, performance adequada e entusiasmante – e capacidade para rebo-


Motas de Água

car todo o equipamento necessário para wakeboard e outros desportos náuticos. Equipada com características nunca antes encontradas em modelos de baixa gama e mais baratos – desde a marcha à ré até aos espelhos retrovisores, passando pelo imenso espaço de arrumação, a um degrau de embarque e os tapetes em HydroTurf e um gancho de reboque – é perfeito para qualquer pessoa que deseje uma máquina cheia de estilo e com toda a capacidade de passeio ou de navegação mais desportiva. O nosso novíssimo e leve motor TR-1 High Output Esta entusiasmante unidade de potência com 3 cilindros e 1049cc é o cume da inovação em motores marítimos e encontra-se nos modelos Waverunner V1, V1 Sport, VX Deluxe e VX Cruiser. O TR-1 High Output é 13% mais potente do que o motor Yamaha MR-1 que será substituído enquanto é efectivamente 40% mais pequeno e 20% mais leve. O resultado é uma aceleração mais rápida e maior velocidade máxima, com ainda melhor economia no consumo de combustível e mais diversão na navegação. Avançados recursos no controlo de velocidade Nos punhos de muitos modelos Waverunner, incluindo a VX Deluxe, a VX Cruiser ea VX Cruiser HO incluem o Cruise Control para definir e manter uma velocidade consistente, o No Wake Mode para colocar o motor nas RPM perfeitas para baixa velocidade e o RiDE sistema de controlo de velocidade

Motor TR-1 High Output

V1 SPORT nos dois punhos que dá ao condutor total controlo tanto no sentido da marcha como em marcha à ré. O revolucionário sistema RiDE é totalmente intuitivo e transforma a sua navegação em total prazer, trazendo uma nova sensação de confiança a todos os condutores – a qualquer nível. Puxe simplesmente o gatilho da aceleração no punho direito para acelerar e navegar em frente – puxe o gatilho no punho esquerdo para desacelerar e inverter a marcha para marcha à ré. Solte ambos os gatilhos e a waverunner ficará num estado neutro. Sem mudanças. Sem engrenagem. O único detalhe em que tem que pensar

é no quão divertido é navegar com o sistema RiDE. Adicionalmente, o sistema RiDE Yamaha encontrase em todos os modelos da série FX que regressam em 2016 com novas cores e ousados designs. A Série FZ da Yamaha, as máquinas mais dominantes na competição de motos de água actualmente, também têm um novo look, caracterizando-se por novos esquemas de cores e um impressionante casco vermelho metálico para a FZR.

O Super Jet Yamaha, o único modelo de condução em pé do mercado (disponível apenas para uso em competição) está disponível em cor branca e com gráficos azuis e laranja. Em 2016 visite um Jet Center Yamaha para poder ver alguns destes modelos ao vivo! Acompanhe-nos em: #yamahamarineworld #mundoyamahamarine #yamahawaverunner #yamahawaverunners #made4water

Para informação mais detalhada, por favor contate: Yamaha Motor Europe N.V. Sucursal em Portugal R. Alfredo Silva, n.º 10 - 2610-016 Alfragide - Phone: +351 214 722 100 Email: infomarine@yamaha-motor.pt Web: http://follow.id/yamahamarineportugal/

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Náutica

Notícias Rodman

Rodman 890 Ventura herdeiro da experiência e conhecimento Rodman

As Novidades Rodman

para Temporada 2015-2016 A Rodman apresentou novos modelos para a próxima temporada de embarcações de recreio que começou agora.

D

os novos modelos, o novo Rodman 890 Ventura e o novo Rodman Muse 54 IPS 950, serão os protagonistas, em virtude das inúmeras novidades inovadoras incorporadas nos barcos. Novo Rodman 890 Ventura Out Board SERIES Neste barco destacam-se a qualidade, prestígio, inovação e a excelente navega26

ção. A Rodman apresentará no próximo mês de Dezembro no salão Náutico Internacional de Paris o Rodmen 890 Ventura, um novo barco desenvolvido para permitir gozar a navegação no mar, a pesca desportiva e o passeio. É um novo modelo de embarcação que dá a possibilidade de se apreciar tudo o que o mar tem para oferecer. Este barco é um herdeiro de toda a experiência e co-

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nhecimento de todas as embarcações Rodman. O novo Rodman Ventura representa um novo conceito de embarcação, que soube combinar a perfeição de todos os atributos e características especiais de todas as embarcações Rodman, que são robustez, navegação, qualidade de construção, com a funcionalidade que este tipo de embarcação requer. Novo Rodman

MUSE 54 IPS 950 Devemos realçar neste novo Rodman o sentimento de sedução, as acentuadas características singulares e a tecnologia. Prosseguindo a linha definida, há um ano, pelo Rodman MUSE 44, agora é a vez do modelo mais consolidado da gama Rodman MUSE, o Rodman MUSE 54, que vem com uma versão nova e totalmente renovada da nova geração de motores IPS2. Durante a próxima edição


Náutica

Equipado para a navegação no mar, a pesca desportiva e o passeio

do Salão Náutico de Barcelona, será apresentado ao público esta nova versão da gama MUSE. A equipa de projectistas da Rodman fez um trabalho minucioso para a renovação de seu interior e a actualização de materiais e texturas. No exterior a equipa também actualizou diversos elementos e fez a incorporação da cor, em diferentes áreas da superfície. Além da sua nova imagem, este novo modelo vem equipado com dois motores de 950 IPS e recebeu a instalação de todas as novas funcionalidades apresentados pelos motores Volvo Penta IPS da nova geração com comando no cockpit, baixa velocidade, piloto automático integrado e condução através do Joystick Driving e Docking. O novo Rodman MUSE 54 apresenta um equilíbrio perfeito entre o encantamento, design, elegância, engenharia, robustez e navegação

de todas as embarcações Rodman. Rodman SPIRIT Trata-se de uma gama única e diferente. É a mais recente gama do estaleiro Rodman que apresentará para a próxima temporada diferentes novi-

dades, tanto nos seus interiores, como em suas opções de motorização. A principal novidade será a apresentação do Rodman SPIRIT 31 Out Board. Para este modelo será possível configurar a embarcação com um motor no sistema tradicional de linha de veio

e motorização fora de borda simples ou dupla, em versões 1x300 HP, 1x350 HP, 2x150 HP e 2x200 HP. Além disso, em todos os modelos desta gama, será feita a introdução de novos materiais e texturas que vai melhorar o conforto dentro e fora destes iates.

Um salão com a funcionalidade necessária 2015 Outubro 346

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Náutica

Teste Riamar Acapulco 700 MT com Mercury 50 HP

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Taxi Adequado para Águas Interiores

Riamar Acapulco 700 MT, um Taxi náutico na Ria de Aveiro

O serviço de taxi náutico é uma actividade cada vez mais procurada em águas interiores, principalmente em zonas como a Ria de Aveiro, onde no passado mês de Junho testámos uma embarcação preparada para este serviço, o modelo Riamar Acapulco 700 MT.

O

construtor do Acapulco 700 MT, a Riamar, com os estaleiros em Ílhavo, a 1 Km da 28

Ria de Aveiro, tem uma experiência de 50 anos a fabricar embarcações em PRFV, poliéster reforçado com fibra de vidro. A sua produção

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tanto se dirige a uma gama de recreio como para profissionais. Presentemente a linha de recreio é constituída por oito

modelos desde os 3,80 aos 6,22 metros de comprimento. Quanto à linha profissional, são construídos barcos a partir dos 3,20 até 7,18


Náutica

A consola de condução está junto à popa

Posto de comando

metros de comprimento. Na construção dos baarcos a Riamar utiliza o poliuretano em PVC em vez da madeira nos reforços estruturais do casco, garantindo assim mais robustez e durabilidade. Acapulco 700 MT Este modelo que testámos,

Com o casco do tipo planante, plana rapidamente 2015 Outubro 346

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Náutica

Motor Mercury 50 EFI

O

Mercury 50 EFI é um motor a 4 tempos compacto com uma árvore de cames simples e pistão de longo curso com aumento do binário, para facilitar a aceleração. Tem 4 cilindros em linha, 995 cm3 de cilindrada e duas válvulas por cilindro. Tem incorporado o sistema EFI, a injecção electrónica de combustível, que consegue arranques instantâneos e um desempenho com elevado nível e grande economia de combustível. Para a pesca ao corrico e velocidades reduzidas fixas, o motor está dotado do sistema “Troll Control” que ajusta as rpm. O motor tem o Engine Guardian, utilizando a informação de 40 sensores de aviso para situações anormais. Com uma cobertura especial o motor é muito silencioso em qualquer regime. O motor é compatível com a tecnologia SmartCraft que maximiza o desempenho, dá as taxas de consumo e informa de muitas outras funções inovadoras. A garantia do motor é de 5 anos.

Os bancos estão juntos a cada bordo

para uma lotação de 12 pessoas, é um barco de casco planante com 7,00 metros de comprimento e que cala apenas 0,20 metros. O desenho do casco é do tipo de barco pescador, com a proa elevada e acentuado efeito deflector da água, para não molhar os passageiros em andamento quando o vento sopra. No interior o barco tem bancos laterais para os passageiros se sentarem, seis de cada bordo, e uma consola de condução individual à popa para o piloto para

condução de pé. Para receber os passageiros o barco encosta de proa. Como esta é alta, na entrada existe um varandim em aço inox e três degraus até ao piso. Sob os bancos estão guardados os coletes para os pasageiros. Para protecção do barco existe um verdugo em borracha à volta e proteções igualmeente em borracha fixadas na roda de proa e no casco à frente. Quanto à capacidade de combustível, o barco tem

O motor Mercury 50 EFI tem a potência aconselhada de 50 HP 30

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Nรกutica

O conjunto faz viagens com velocidades de cruzeiro muito boas

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Náutica

A curvar o barco mantém-se sempre estável

um depósito de 100 litros.

A proa é alta e tem um perfil deflector 32

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Bom desempenho no serviço de Taxis O barco que testámos já estava em serviço. Assistimos ao transporte de pescadores que se encontravam à pesca no molhe norte da barra de Aveiro e regressaram a casa. Sem dúvida que a Ria de Aveiro tem um enorme potencial para o trabalho destes taxis náuticos. Como o barco tem o casco planante, quando no teste ensaiámos o arranque, ele em apenas 1,35 segundos entrou a planar, praticamente num arranque instantâ-


Náutica

Compartimento na popa

neo. Num barco de trabalho, onde é muito importante o baixo consumo, começar a planar depressa reduz bastante o consumo. O Acapulco 700 MT mante-se aplanar com o mínimo de velocidade de 7 nós às 2.800 rpm. A uma velocidade de cruzeiro económica a 10 nós o motor vai nas 3.500 rpm. Se for necessário fazer o serviço mais rápido, reduzir

o tempo da viagem e consumir um pouco mais de combustível, às 4.500 rpm o barco navegou à velocidade de 16,3 nós. Medimos também a velocidade máxima, para uma situação urgente, e atingimos os 23,6 nós às 5.800 rpm. A consola de condução junto à popa, oferece boa posição de condução e a vantagem de deixar desimpedido todo o espaço à fren-

O verdugo à volta e as proteções na proa são em borracha

te para os passageiros se sentarem. Com o casco planante o barco assenta completamente na água com estabilidade, não balançando com o

movimento dos passageiros e a navegar curva na perfeição sempre direito. Reparámos que o tipo de proa deflecte bem a água e evita a entrada de salpicos.

Características Técnicas Comprimento total

7,00 m

Boca

2,10 m

Pontal de construção

0,77 m

Calado

0,20 m

Peso sem motor

700 Kg

Lotação

12

Depósito de combustível

100 L

Número de motores

1 ou 2

Potência máxima

115 HP

Potência aconselhada

50 HP

Motor testado

Mercury 50 EFI

Preço barco

5.990 e +IVA

Performances

A entrada é pela proa, onde tem degraus e um varandim

Os coletes encontram-se sob os bancos

Tempo para planar

1,35 seg.

Velocidade de cruzeiro às 3.500 rpm

10 nós

Velocidade de cruzeiro às 4.500 rpm

16 nós

Velocidade máxima

23,6 nós às 5.800 rpm

Velocidade mínima a planar

7 nós às 2.800 rpm

3.000 rpm

7,5 nós

3.500 rpm

10 nós

4.000 rpm

12,5 nós

4.500 rpm

16,3 nós

5.000 rpm

18,5 nós

5.500 rpm

20,8 nós

5.800 rpm

23,6 nós Estaleiro: Nautav Riamar Ilhavo rua 4 B 3830-527 Gafanha da Encarnação Telm: 915719726 - 917843554

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Electrónica

Notícias Nautel

Nova Série Helix 7 !

Na senda do sucesso iniciado este ano com as Helix 5…. A série Helix 5 que HUMMINBIRD® lançou no início de 2015 resultou num enorme sucesso internacional. Foram pois muitas as solicitações para que houvesse um conjunto equivalente de equipamentos mas com ecrã maior.

É

o que as Helix 7 vêm satisfazer… e assim no seu constante esforço de continuar a oferecer mais valor ao melhor preço, a HUMMINBIRD® orgulha-se de lançar agora esta nova gama, onde os equipamentos são mesmo assim de formato compacto e apresentam um conjunto de caraterísticas “best-in-class”, como o ecrã a cores largo, e poderosos recursos funcionais. Os ecrãs desta série são então de 7”, de TFT 256 cores, 800 x 480 pixels de resolução, e na mesma lógica

de aspeto em 16:9 do formato atual dos TV’s e monitores de informática. Como um dado importante é o do brilho do ecrã, para fazer face ás situações de extrema luminosidade, a Humminbird não se fica pelo normal… optou por estar bem acima, com os 1500 nit de brilho nestes seus ecrãs. Para quem já usa HUMMINBIRD® é fácil migrar pois os transdutores são os mesmos que nas séries 300, 500, 600, 700, 800 e 900. As HELIX® oferecem a mais alta resolução de qualquer sonda, na sua categoria de preço.

HELIX 7 SONAR GPS 34

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Na componente de sonda, os equipamentos usam a tecnologia “switchfire” exclusiva da HUMMINBIRD®, para se usar o modo de limpeza de ecos eventualmente indesejáveis ou o modo de visualização total dos ecos. Nos equipamentos combinados com GPS é possível gravar imagens uma a uma (snap shot) ou em contínuo (tipo vídeo de tudo o que vai aparecendo no ecrã). Nestes modelos é possível usar também o software opcional de auto-mapeamento de fundos, AUTOCHART®. Descrição da gama As HELIX 7 existem em seis modelos para atender às necessidades individuais dos pescadores e navegantes. Todas as unidades apresentam controle do Menu, tradicional e simples da HUMMINBIRD, pelo teclado, e cursor. HELIX 7 SONAR GPS GPS/Chartplotter/Sonda a cores 2D Antena GPS interna. Sonda

de 500w de potência (RMS), deteta fundo até máximo de 450m. Duplo feixe de 83/200KHz com abertura de 20º e 60º. Inclui transdutor de painel de popa XNT-920-T, com sensor de temperatura. Funções GPS: 2500 waypoints, 50 rotas, 50 rastos com 20.000 pontos cada. GPS diferencial por satélite EGNOS/WAAS. Usa Cartografia GOLD Navionics. Pode usar o AUTOCHART Humminbird. HELIX 7 DI GPS GPS/Chartplotter/SonarVertical/Sonda 2D Antena GPS interna. “DOWN IMAGING” – Sonar vertical, para além da sonda a côres convencional. 500w de potência (RMS), deteta fundo em 2D até máximo de 450m e 100m em DI. Feixe múltiplo 455/800/200/455KHz, com 28, 16, 45 e 75 graus de abertura. Inclui transdutor painel de popa XNT-9DI-T, com sensor de temperatura. Funções GPS: 2500 waypoints, 50 rotas, 50 rastos com 20.000 pontos cada. GPS diferencial


Electrónica

HELIX 7 DI GPS

por satélite EGNOS/WAAS. Usa Cartografia GOLD Navionics. Pode usar o AUTOCHART Humminbird. HELIX 7 DI Sonar Vertical/Sonda 2D “DOWN IMAGING” – Sonar vertical, para além da sonda a côres convencional. 500w de potência (RMS), deteta fundo em 2D até máximo de 450m e 100m em DI. Feixe múltiplo 455/800/200/455KHz, com 28, 16, 45 e 75 graus de abertura. Inclui transdutor painel de popa XNT-9-DI-T, com sensor de temperatura.

HELIX 7 SONAR Sonda a cores 2D Sonda de 500w de potência (RMS), deteta fundo até máximo de 450m. Duplo feixe de 83/200KHz com abertura de 20º e 60º. Inclui transdutor de painel de popa XNT9-20-T, com sensor de temperatura. HELIX 7 SI GPS GPS/Chartplotter/Sonar lateral/Sonar Vertical/Sonda 2 D O topo de gama da série. Antena GPS interna. “SIDE IMAGING“- Sonar de varrimento lateral DOWN IMAGING” – Sonar vertical, para

além da sonda a côres convencional. 500w de potência (RMS), deteta fundo em 2D até máximo de 450m e 100m em DI/SI. Feixe múltiplo 83/455/800/200/455KHz, com 20, 60 e 2x 85 graus de abertura. Inclui transdutor painel de popa XNT-9-SI180-T, com sensor de temperatura. Funções GPS: 2500 waypoints, 50 rotas, 50 rastos com 20.000 pontos cada. GPS diferencial por satélite EGNOS/WAAS. Usa Cartografia GOLD Na-

HELIX 7 DI vionics. Pode usar o AUTOCHART Humminbird. E ainda: a HELIX 7 GPS! Só GPS/Chartplotter. Funções GPS: 2500 waypoints, 50 rotas, 50 rastos com 20.000 pontos cada. GPS diferencial por satélite EGNOS/WAAS. Usa cartografia Navionics Para mais informação contatar o Distribuidor Oficial para Portugal: Nautel -Sistemas Eletrónicos Lda www.nautel.pt

HELIX 7 SONAR

HELIX 7 SI GPS 2015 Outubro 346

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Notícias do Mar

Tagus Vivan

Crónica: Carlos Salgado

Pugnar pelo Rio Tejo é um Dever Cívico, mas Não Só!

O Tejo ainda pode renascer Os fundadores da Tagus Vivan ao navegarem e renavegarem no rio Tejo desde os inícios dos anos sessenta do século passado, o que continuam a fazer hoje, foram constatando, como ninguém, o processo de decadência do nosso maior rio ao longo dos anos sofreu e ao estado a que chegou, que foi causado pela mão do homem e pelo desinteresse dos sucessivos governos.

C

om efeito, o Tejo, rio de muitos donos, se não fosse tão forte já estaria morto. Sofreu maldades e encheu-se de problemas. Comeram dele as indústrias poluentes, a agricultura intensiva, a construção civil, as hidroeléctricas, a pesca ilegal, e ultimamente alguns pa36

rasitas. Contudo, a Tagus Vivan, na sua acção de observar, avaliar, ponderar para opinar e/ou actuar, considera que o nosso grande rio ainda tem condições de renascer, o que é preciso é coragem e vontade política, honestidade, inteligência e cultura de empreendedorismo, e a sociedade civil tem o dever de pugnar para que o Tejo, que é mais que um

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rio, e tem potencialidades bastantes para alavancar o crescimento económico da sua bacia hidrográfica e do próprio pais, consiga garantir, MAIS TEJO e MAIS FUTURO, com a prestação interessada e efectiva dos “Actores” responsáveis pelo universo do Tejo. Foi por esta razão que a Tagus Vivan tomou a iniciativa de promover a rea-

lização de mais um Congresso do Tejo, o terceiro, em Outubro de 2016, dez anos após o anterior, congresso este que pela sua elevada importância é antecedido por um Ciclo de Conferências, preparatórias, cujo objectivo é o de fazer um diagnóstico, com validade actual, do próprio rio e de todas as regiões da sua bacia hidrográfica, desde a fron-


Notícias do Mar

teira até à foz. Das conclusões destes diagnósticos, será extraída matéria substantiva para levar a debate no Congresso do Tejo III, bem assim como avaliar as situações, encontrar soluções, apontar caminhos para que sejam tomadas as devidas medidas, eficientes, para a construção do futuro sustentável e sustentado do nosso rio grande. É este o contributo que a Tagus Vivan quer dar, para que as Conclusões e Recomendações, tanto das Conferências como do Congresso conclusivo, sejam levadas em conta na próxima Legislatura.

Um Rio como o Tejo, se não for navegável, deixa de cumprir uma das principais funções para que nasceu! Sendo a navegação uma actividade que exige um conjunto alargado de requisitos hidráulicos, técnicos, económicos, sociais e ambientais, é indispensável fazer uma análise rigorosa e realista da sua viabilidade, o que só é possível com dados fiáveis e objectivos explícitos. O Ciclo de Conferên-

cias do Tejo, preparatórias do Congresso do Tejo III, será aberto com a Conferência sobre a Navegabilidade do Tejo que é terá lugar na cidade de Vila Franca de Xira, que está marcada para o dia 19 do próximo mês de Novembro, por esta cidade estar situada num lugar privilegiado. A ponte aí existente tem dividido a autoridade que tutela a utilização do rio Tejo, marítima a jusante, fluvial a montante. A conferência inclui os seguintes 5 temas fundamentais:

Objectivos da navegabilidade Viabilidade hidráulica da navegabilidade Gestão da navegabilidade Interacção da navegação com outros usos da água Zonamento da navegabilidade A abordagem de cada tema tem o seguinte fio condutor: Descrição da navegação actual, identificação das necessidades previstas, cenários técnicos e económicos de aumento de navegação e indicação dos passos necessários para atingir esse objectivo.

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Notícias do Mar

Voo do Guarda-Rios

Texto Carlos Salgado

Ainda o Lado Turístico continuação

do Tejo,

Nós conhecemos por experiência própria, porque já as temos vindo a fruir há pelo menos 40 anos, algumas das ofertas turística que o rio Tejo possui, extensivas a toda a sua região hidrográfica, e conhecemo-las porque navegamos nele, quer por via fluvial, quer terrestre, e temos vindo a descobri-las e a experimentá-las com prazer. A nossa vantagem é que fruímo-las pela sua pureza e autenticidade, e justiça nos seja feita, temo-las divulgado por todos os meios ao nosso alcance, tanto a sua existência, como a sua riqueza, nomeadamente nos Congressos que realizámos, nos Encontros Ibéricos que promovemos, e também neste nosso “Arauto” Notícias do Mar.

C

ontudo, o que acontece é que neste jardim à beira mar plantado, chamado Portugal, perdura a cultura dos “quintais” e portanto, cada um puxa para o seu lado, fala do que desconhece, faz tentativas irrealistas e projectos absurdos que não têm o conteúdo de um serviço, para além dos aprendizes de feiticeiro que sob o manto diáfano da fantasia, ou vêm com ideias que viram noutros lados sem terem o cuidado ou a inteligência de as adaptar aos sítios ou às características e atributos peculiares de maior interesse ou, inclusivamente, inventam histórias e culturas que até nem são do Tejo. ASSIM VAI O TEJO, quando o turismo é o único “petróleo” que

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pode constituir uma mais-valia importante para o crescimento económico do nosso país, tão carente dele. Tínhamos muito mais para dizer sobre este tema, mas como temos por norma ouvir e seguir as opiniões realistas, dos que sabem mais do que nós, preferimos prosseguir o presente artigo transcrevendo, com a devida vénia, a douta opinião do Dr. Joaquim Rosa do Céu que em Janeiro de 2012, na qualidade de presidente do Turismo de Lisboa e Vale do Tejo concedeu dar-nos a dar-nos uma entrevista para o Notícias do Mar, da qual, vale a pena, transmitir-vos alguns excertos: O Tejo e o Turismo têm um encontro marcado, e este encontro não é certamente, uma questão de “se” é antes

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uma questão de “quando”. De certa forma o turismo anda, desde já, à procura do Tejo: Porque o Tejo é único. Porque o Tejo é diferenciador. Porque o Tejo é, só por si, uma geografia. O Tejo, ou os muitos Tejos que no Tejo coexistem, precisa de afirmar o seu “lado turístico”. Um “lado turístico sinónimo de uma visita. Um “lado turístico” que tem de ter o conteúdo de um serviço (…) que por vezes não coincide com a disponibilidade de quem precisa do serviço. Por isso não é um serviço. É uma possibilidade ou até mesmo uma eventualidade. Tanto pode ser que sim como pode ser que não. Enquanto este estado de coisas continuar, o Tejo é muito menos turístico do que os seus valores “prometem”

que seja. Precisamos com premência, que esses valores evoluam, evoluam na direcção de um serviço turístico. Respondendo directa­mente à sua pergunta, este é o desafio e esta é a res­ponsabilidade da Turismo de Lisboa e Vale do Tejo (entretanto extinta como o foram outros órgãos competentes). Esse caminho tem muito, mas muito, a ver com a construção de produtos turísticos. Precisamos afinal de manter a tradição e acres­ centar mercado. Precisa­mos da mesma identidade mas com mais ofertas. Que­remos a mesma verdade e acrescentar notoriedade. Temos de olhar para o Tejo como um destino, um des­tino turístico, destino que só o será, quer associado a produtos quer associado a serviços turísticos. Eles são a base do futuro turís­tico que precisamos para que o Tejo seja igual a ri­queza. Precisamos que o turismo no Tejo deixe assim de ser uma possibilidade e passe ser uma realidade. Deixe de ser uma hipótese e pas­se a ser uma oferta concre­ta. Finalmente, deixe o do­mínio do recurso para ser um produto. Um produto turístico. Precisamos que o Tejo seja, de facto, navegável, projecto onde a Turismo de Lisboa e Vale do Tejo está fortemente empenhada. Precisamos de ofertas turísticas pelo Tejo acima, para que seja possível via­jar, conhecer e permanecer no Tejo. Agora digo eu: o Tejo é um rico filão para o Turismo, o que é preciso é conhecimento, realismo, inovação, empreendedorismo e sobretudo competência. E termino a dar-vos um exemplo extraordinário na área do turismo da natureza e da cultura do Tejo, levado a cabo pela Naturtejo (vale a pena consultar a Internet), que nasceu a partir de uma Associação de Municípios do Alto Tejo e do Tejo Internacional que conseguiu que a região da raia


Notícias do Mar

onde opera, na Beira Baixa e Alto Alentejo, fosse pela sua relevante importância, reconhecida e certificada pela UNESCO como GeoPark Internacional. Isto é que é uma Obra, de que o País se deve Orgulhar! Senhores governantes e deputados à Assembleia da República, queiram marcar na vossa Agenda para a próxima Legislatura, com carácter prioritário, medidas eficazes para a recuperação e revitalização do Rio Tejo, e da sua bacia hidrográfica, para que ele possa contribuir para alavancar o crescimento económico de Portugal. Das Comunidades Intermunicipais Regionais e seus Municípios esperamos que prossigam na promoção, junto do poder central e da EU, para que o rio e as regiões que representam progridam, nomeadamente na criação de mais empresas e actividades inovadoras que geram riqueza, que resultem num considerável aumento de postos de trabalho, bem assim como, melhor qualidade de vida e elevação da auto-estima das populações.

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Electrónica

Notícias Nautiradar

O Miniscope da Steiner Cabe na Palma da Mão Nova lente monocular amplia 8 vezes e a objetiva é de 22mm, a ótica é de elevado contraste Sports Auto-Focus.

seja ao longe seja para objetos a 3m do utilizador. Tudo isto em apenas 80g de equipamento. Os interessados podem pedir a sua unidade diretamente ao importador Nautiradar ou a um seu agente autorizado.

A

Steiner, reconhecido fabricante especialista em binóculos, conta no seu portefólio com gamas vocacionadas para as mais diversas situações: Marine, Outdoor, Birthwatching e Hunting. Para todos os entusiastas duma ótica de elevado desempenho a Steiner tem trabalhado em proximidade com os seus utilizadores, como fez com Miniscope da Steiner. Esta lente monocular resulta de trabalho feito ao longo de anos, com o desempenho e

Nautiradar é o distribuidor em Portugal das gamas Marine, Outdoor e Birthwatching Para saber mais visite, www.steiner.com www.nautiradar.pt

fiabilidade de um nível que só os especialistas em binóculos conseguem. O vidro de qualidade com revestimento único torna a ótica Steiner substancialmente superior. O novo Miniscope da Steiner 8x22 permite visualizar os objetos com grande clareza e brilho. Seja qual for o assunto não vai perder nada. Extremamente pequeno é possível colocá-lo dentro de qualquer bolso, bolsa ou mochila. Com amplo campo de visão,

Steiner na Mão 40

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Náutica

Notícias Touron

Novo Bayliner 842 Cuddy

Fotografia: YOUBOAT.fr

Da combinação duma embarcação compacta de cruzeiro com o layout dum open desportivo nasceu o novo Bayliner 842 Cuddy. Esta nova embarcação é o maior modelo da gama Cuddy, um cabinado construído para responder às exigências duma embarcação destinada a desfrutar do dia e da noite.

O

inovador design eleva o posto de comando, libertando mais espaço para uma cama adicional por debaixo que, em conjunto com a cama de proa, permite

que 4 adultos possam passar a noite confortavelmente a bordo. O novo 842 Cuddy tem muita luz natural no seu interior gra-

ças às claraboias situadas no piso do deck, uma de cada lado do casco. O conforto inclui também WC marítimo (com sistema VacuFlush opcional), duche de água quente e muito espaço para arrumação. No deck encontramos o pos-

to de comando equipado com sistema de navegação, assento com encosto reversível e escadas moldadas na porta de acesso ao deck de proa, onde poderá ter, como opcional, um solário com respaldos. A dinette a bombordo permite dispor os assentos até à proa ou até à popa, podendo ser alargada com a opção do módulo com lavatório, forno e geleira. Todo o deck, incluindo a plataforma de banho, está ao mesmo nível, facilitando as movimentações na embarcação e evitando os incómodos tropeções. Os assentos, com encosto móvel para três posições diferentes, podem-se transformar num solário espaçoso, em posição plana, na continuação da plataforma de banho integrada na embarcação. O Bayliner 842 Cuddy pode ser motorizado com Mercury MercCruiser 4.5L de 250 CV (com transmissão Bravo 3) ou com Mercury MerCruiser 6.2L de 300 CV com mudanças e aceleração digital DTS. O novo Bayliner 842 Cuddy será apresentado nas feiras náutica do próximo Outono em Cannes, La Rochelle, Southampton e Barcelona.

Características Técnicas

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Comprimento total

8,88 m

Comprimento do casco

7,74 m

Boca

2,55 m

Ângulo de popa

21º

Peso a seco

1.270 Kg

Calado

1,03 m

Capacidade dep. combustível

246 L

Lotação

8


Náutica

Bayliner Apresenta um Novo Conceito de Embarcação os Modelos VR5 e VR6 A optimização de espaço e estilo distinto combinam-se, como nunca, nos novos modelos VR5 e VR6 da Bayliner. Esta nova linha mantém o conceito tradicional da embarcação runabout com casco em V da Bayliner, mas acrescenta funcionalidade e estilo sobre uma base de embarcação desportiva.

A

proa tem o design inovador BeamForwardTM da Bayline que estica a boca de 2,44m até ao limite da proa. O resultado é uma zona de proa com muito mais espaço e com maior capacidade global quando comparada com os modelos tradicionais de proa estreita. O deck auto-esvaziante tem o design AftAdvantageTM que amplia a zona de assentos es-

ticando-a até ao limite da popa, onde se adiciona uma plataforma de banho. Esta opção separa a plataforma de banho da parte interna do deck. O casco, com design também inovador, está disponível em branco, azul-marinho, preto, vermelho, cinzento e castanho claro, com opção de 5 cores para a linha de água que combina com tons prateados. Os assentos de bombordo dispõem de encostos móveis com três posições diferentes para uma maior

flexibilidade. Existe, ainda, uma geleira debaixo do solário e um encosto amovível que para fácil acesso à plataforma de banho, para além de muito espaço de arrumação debaixo das almofadas e dos assentos. No modelo VR6, a zona do deck tem disposição em forma de “L” similar à da VR5, mas com mais um assento virado para a popa que, em conjunto com as almofadas opcionais, pode transformar o layout para “U”. Tem ainda um “closet” que poderá ser convertido em casa de banho. O novo VR5 da Bayliner poderá ser motorizado com o novo Mercury MerCruiser 4.5L de 200 CV, com o 4.3L de 180

CV ou com o 3.0L TKS de 135 CV. As motorizações Mercury MerCruiser disponíveis para o modelo VR6 são o 4.5L de 200 CV ou de 250 CV. Todos os modelos da nova linha VR estão disponíveis com uma torre amovível XtremeTM com toldo bimini-top integrado, para além de outros opcionais como flaps de aço inoxidável, indicador de profundidade e cobertura para proa e cockpit. Os novos Bayliner VR5 e VR6 serão apresentados nas feiras náuticas do próximo Outono em Cannes, La Rochelle, Southampton e Barcelona (modelo VR5).

Características Técnicas

VR5

VR6

VR5

VR6

Comprimento total

6,20 m

6,82 m

Comprimento do casco

5,55 m

6,17 m

Boca

2,55 m

2,44 m

Ângulo de popa

20º

20º

Peso a seco

907 Kg

Calado

0,86 m

0,86 m

Capacidadfe dep. combustível

132 L

132 L

Lotação

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Náutica

Notícias Touron

Bayliner Amplia Gama Element com o Novo CC6 de Consola Central A Bayliner apresenta um novo modelo da gama Element. Com o casco inovador em forma de trimarã, o novo Element CC6 de consola central possui um design exclusivo BeamForwardTM da Bayliner que estica a embarcação na proa para além do design tradicional.

O

resultado é um deck com muito mais espaço, maior comodidade e grande capacidade quando comparado com os tradicionais de proa estreita. O poço da âncora encontra-se na zona da proa, bem como dois grandes espaços de arrumação cobertos por uma almofada de grandes dimensões. O painel da proa dobra-se para formar uma mesa. O posto de comando tem

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pré-instalação da electrónica, um compartimento de arrumação na parte dianteira e geleira na base do assento do piloto. Este assento tem encosto reversível virado para a proa ou para a popa. Na zona da popa encontram-se dois assentos e compartimento de arrumação para diferentes tipos de equipamentos. Este compartimento dispõe duma almofada que transforma a zona num grande solário. As extensões da plataforma

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de banho são de série e facilitam a entrada e saída da água. O deck é auto-esvaziante. Este modelo poderá ser motorizado com foras de borda Mercury a 4 Tempos de 80, 100 ou 115 CV. Para os amantes da pesca, o pack Fish inclui hélice de proa, assento de proa, suportes laterais para canas e 6 canheiros na consola. Esta opção transforma igualmente os compartimentos de arrumação na proa e na popa em arcas para pesca e o espaço de arrumação da consola em viveiro. O pack opcional de aço inoxidável inclui varandim na proa (na amurada) e porta bebidas, tudo em aço inoxidável. O novo Element CC6 da Bayliner foi apresentado nas feiras náutica de Outono em Cannes, La Rochelle, Southampton e Barcelona.

Especificações Comprimento total

6,10 m

Comprimento do Casco

5,49 m

Boca

2,29 m

Ângulo de popa

M-HullTM

Peso a seco

907 Kg

Calado

0,30 m

Capacidade dep. combustível

114 L

Lotação

8


Náutica

Novos Motores Mercury Mercruiser 6.2L V8 a Máxima Potência Os novos motores Mercury MerCruiser 6.2L V8 de 300 e 350 HP, fabricados especificamente para uso marítimo, disponibilizam mais binário e potência em simultâneo com funcionamento mais suave e silencioso.

O

Presidente da Mercury Marine, John Pfeifer, afirmou “Com a introdução dos novos motores interiores com coluna 6.2L V8, a Mercury dá continuidade ao sucesso no desenvolvimento e produção de sistemas de propulsão que conduzem a experiências náuticas mais intuitivas, potentes, fiáveis e relaxantes”, e prosseguindo “Tal como os motores 4.5L V6 apresentados há um ano, estamos extremamente orgulhosos da elevada fiabilidade e facilidade de manutenção que oferece o novo motor 6.2L. Esta plataforma supõe uma grande evolução na náutica de recreio”. Fabricado com tecnologia de ponta e inovadora, o novo Mercury MerCruiser 6.2L, tal como o recentemente apresentado MerCruiser 4.5L V6 de 200 HP e 250 HP, foi desenvolvido e é fabricado nas instalações centrais da Mercury Marine em Fond du Lac, Wisconsin (EUA). A Mercury desenvolveu o novo 6.2L de raiz para uso marítimo, sem necessidade de adaptar e marinizar um motor automóvel. Daí que o novo 6.2L não esteja limitado por restrições do sector automóvel e por tecnologias desnecessários que implicam custos adicionais e maior dificuldade em criar valor acrescentado. O produto final resultou num equilíbrio perfeito entre potência, resistência à corrosão, manutenção simples e navegação agradável e silenciosa. Potência, aceleração e rendimento O motor MerCruiser 6.2L oferece uma aceleração espectacular aliada a um funcionamento suave. O seu colector de admissão, com mais recolha, optimiza o fluxo de ar, disponibilizando um binário maior, o que se traduz em mais aceleração e melhor performance. A grande cilindrada oferece uma excelente relação peso-potência, tornando a navegação mais segura e agradável, proporcionando velocidade de planar mais rápida, maior controlo águas agitadas e mantém o planar em baixas rota-

sistema de protecional anti-corrosão para el 6.2L V8 com a utilização de ferro fundido nas zonas do motor em contacto com a água salgada e com a aplicação de compósitos e materiais marítimos para garantir um motor mais leve. O cómodo sistema de drenagem de água doce opcional contribui para prolongar a vida do motor, evitar al máximo la corrosão e facilitar a amnutenção.

ções. O novo 6.2L V8 conta com o sistema ASC (controlo adaptatável de velocidade) que fixa automaticamente as rpm, independentemente da carga ou mudanças nas condições (curvas apertadas, prática de deportos aquáticos ou planar a baixa velocidade). Tal resulta numa maior resposta do acelerador e numa sensação de condução mais desportiva, evitando os típicos ajustes constantes na alavanca de aceleração. Uma das opções disponíveis para este novo motor com DTS é o sistema de joystick “Axius” que permite simplificar todas as operações na altura de atracar. “O novo 6.2L V8 é mais um excelente exemplo dum motor Mercury desenvolvido de raiz com tecnologia, características de design e materiais que oferecem um valor inigualável para os nossos clientes” declarou David Foulkes, Chefe de Tecnologia do Grupo Brunswick e Vice-presidente de Desenvolvimento de Produto, Engenharia e Competição. “Este motor soma-se a uma carteira de produtos de eficiência comprovada, oferecendo per-

formances excepcionais, grande poupança de combustível, fiabilidade e suavidade, tudo combinado com funcionamento silencioso e assistência e manutenção intuitivos”. Suave e silencioso Conjugaram-se diversas melhorias no motor 6.2L para criar um ambiente mais resistente sobre a água. O sistema de admissão de ar elimina as frequências de som mais desagradáveis conseguindose um funcionamento muito mais silencioso e aprazível, enquanto, por outro lado, o novo acelerador de orientação traseira redirecciona o ruído para longe do deck permitindo que os ocupantes possam conversar num ambiente agradável. Os apoios elásticos do motor são maiores e optimizados para reduzir ao máximo as vibrações indesejadas e os ruídos, tornando a navegação mais suave e silenciosa. Fiabilidade e resistência anti-corrosão A Mercury Marine desenvolveu o

Simplificando a manutenção e a assistência O novo motor 6.2L V8 conta com um centro de manutenção localizado na secção frontal superior do motor para facilitar o acesso aos pontos de verificação de serviço, filtro de óleo e a boca de enchimento incluídos. Por outro lado, o trem de válvulas não necessita de manutenção e o código QR situado na etiqueta de serviço do motor permite aceder a tutorias sobre manutenção através dum simples Smartphone. O sistema de drenagem permite esvaziar os tubos de refrigeração durante o inverno para evitar congelação no interior do motor. Sublinhar também que os novos motores MerCruiser 6.2L não necessitam da tradicional manutenção das 20 horas. O 6.2L permite a opção de incorporar a refrigeração em circuito fechado e o tratamento SeaCore para uma protecção anticorrosão superior. O sistema de refrigeração em circuito fechado utiliza um permutador de calor e líquido de refrigeração para manter a temperatura do motor. O líquido de refrigeração circula pelo motor e pelos colectores de escape, prevenindo a corrosão interna dos tubos de refrigeração. A transmissão SeaCore incorpora anodizados que alteram a capa superficial do alumínio evitando a penetração da água salgada. Garantia Os novos motores 6.2L V8 de 300 HP e 350 HP oferecem dois anos de garantia limitada Mercury e três anos para problemas de corrosão.

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Texto e Fotografia: Redação do Mundo da Pesca

Slow Jigging

Como artilhar as zagaias? O mestre japonês que desenvolveu o “slow jigging” fê-lo com o intuito de apanhar peixe naqueles dias em que não se apanhava uma escama. Para que isso aconteça tudo tem de estar bem afinado. Por outro lado, Sato também queria estar preparado para peixe grande com este material mais “light” que usava. Há boa maneira japonesa, andou à volta dos pequenos detalhes para combinar “finesse” com “power”, apanhando peixe nos dias bons e nos dias maus. Como ele próprio diz “90% do sucesso está na preparação”.

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Pesca Desportiva

Se observarmos com atenção os empates duplos, notamos que os anzóis apontam um para o outro para garantir a ferragem.

N

o que diz respeito à forma como são artilhados os “jigs” para esta

técnica, tudo se resume a dois anzóis, na grande maioria montados dois de cada lado na zagaia, dois na cabeça e dois na cau-

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Pesca Desportiva

Pelas leis da física e se os “assists” estiverem bem montados, quanto mais o peixe luta,

mais os anzóis se espetam, por vezes até não dar mais

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Pesca Desportiva

da. O mestre da técnica empata um dos “assists” duplos com fluorocarbono a passar por dentro da corda em PE, de maneira a que fique mais rijo e firme. E isto porquê? A técnica de “slow jigging” usa uma série de pequenas ações e quedas; a cabeça da zagaia mexe-se imenso para cima e para baixo nesta sequência. A firmeza do fluorocarbono que forra o núcleo da corda em PE, com a qual empatamos o “assist” duplo evita que embrulhe no “leader”, mantendo a flexibilidade suficiente para ser engolido pelo peixe. Ainda assim, no que toca a “procurar” peixe, a corda de PE normal, oca, tem sempre mais vantagem e flexibilidade. Resumindo e baralhando, o que normalmente se faz é colocar um “assist” com o interior forrado a fluorocarbono na cabeça da zagaia e um “assist” em PE oco no lado contrário. Os anzóis de trás têm menos hipóteses de embrulharem e caso isso aconteça podem ser também substituídos por um “assist” idêntico ao montado na cabeça da zagaia. O caso do “high pitch” Quando se aplicam toques mais vigorosos, dentro daquilo que se pode considerar vigoroso, e aqui o mais correto é definir o movimento como o “high pitch” - movimento em que se levanta um pouco mais a cana -, as hipóteses de o anzol de trás embrulhar com o “leader” são maio2015 Outubro 346

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Pesca Desportiva

O “Setup” dos Anzóis

Tal como se pode ver na imagem, este é o “setup” habitual para uma zagaia típica de “slow pitch jigging”. Um “assist” duplo na cabeça e outro na cauda da zagaia. Atente-se ao facto de o “assist” da cauda ser ligeiramente mais longo do que o da cabeça. CABEÇA. Os anzóis que ficam no lado da cabeça são os que apanham peixe quando a zagaia vem para cima. Por vezes embrulham com o “leader” e é por isso que convém serem ligeiramente mais curtos e feitos com corda ligeiramente mais rígida. CAUDA. Por sua vez, os anzóis da cauda são os que apanham o peixe quando a zagaia vai a descer, isto porque o peixe ataca sempre pela parte da frente do movimento, por ser mais fatal para a presa. Por este facto ter uma corda feita em PE oco ou noutro tipo de material mais sensível é recomendável, pois facilita a que sejam mais bem engolidos pelo peixe. O “assist” da cauda ajuda a que a zagaia nade de forma estável, como se fosse a cauda de um papagaio. Quanto mais longo for o “assist” da cauda mais fácil será para o peixe engolir os anzóis, nunca ultrapassando obviamente os anzóis da cabeça.

A corda do “assist” da cabeça (preto) é menos maleável que a da cauda (cinza),

Cordas finas, anzóis leves e finos, assim como argolas ligeiras são indispensáveis na técnica. 50

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Pesca Desportiva

res. Isto acontece porque a zagaia nada em folha seca, com movimentos de lado a lado, ficando quase paralela ao “leader”; nas pescas em que predomina o “high pitch”, por ser a animação que mais resulta, tira-se habitualmente o anzol de trás. Não esquecer que os ataques se fazem sempre pela frente do movimento, à cabeça da presa. Quando a zagaia está a subir

os ataques fazem-se à cabeça, quando a zagaia está em queda os peixes atacam à parte traseira. Princípios-base O grande mestre desta técnica baseou-se nestes conhecimentos para elaborar um sistema base para montagem das suas linhas. Entre uma série de detalhes destacam-se alguns. O uso de PE’s ligeiros

para fazer os “assists” é obrigatório e não devem ter elasticidade nenhuma para melhor se controlar a zagaia. Quanto mais fino for o “leader” e menos peças e acessórios em metal se usarem neste sistema melhor, menos peso tem o conjunto e mais ataques teremos certamente. Use sempre nós resistentes e que não sejam demasiado volumosos, isso melhora as quedas da zagaia, so-

pese o facto de terem o mesmo comprimento.

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Pesca Desportiva

bretudo quando se tem os anzóis no lado plano da mesma. Atenção que os anzóis que se colocam alteram os movimentos da zagaia. Por isso tente sempre observar este comportamento em tanque, piscina ou águas baixas para corrigir e afinar o conjunto zagaia/anzóis. O “assist” clássico É aqui que o “assist” duplo surge. Da compilação destes princípios, destas ideias.

Se observarmos com atenção estes empates duplos notamos com certeza que os anzóis apontam um para o outro. Isto significa que para um anzol ficar na parte de dentro da boca do peixe o outro terá forçosamente de ficar da parte de fora. Isto é quase a mesma coisa que dizer que o peixe nunca mais desferra. Pelas leis da física e se os “assists” estiverem bem montados, quanto mais o peixe luta, mais os anzóis se espetam, por vezes até

não dar mais. Mesmo quando não estão montados desta forma, a convencional no “slow jigging”, dois anzóis ajudam-se mutuamente e suportam o fardo de aguentar a luta de um peixe, nem sempre pequeno. Na grande maioria das montagens que se fazem com zagaias de “slow” usam-se quatro anzóis na totalidade, dois de cada lado. Isto reforça o que dissemos e de certa forma até permite que se pesque com anzóis mais

finos, bem mais fáceis de serem engolidos e mais leves, contribuindo para o planar da zagaia. Uma vez ferrado o peixe num anzol, rapidamente os outros anzóis vão encontrar onde se espetar, “abraçando” completamente o peixe. O problema é que muitas vezes o peixe não está em condições de ser devolvido pois apresenta feridas mais profundas. Só há uma solução: levá-lo para casa e comê-lo.

Quando a pesca é menos lenta, prevalecendo o “high pitch” os ataques fazem-se à cabeça e nesse caso basta colocar nessa zona o “assist”. Se os peixes forem demasiado grandes terá de se optar por um anzol mais forte, optando-se neste caso por um só anzol.

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Surf

Montepio Cascais Pro - Liga MOCHE

Frederico Morais Sagra-se Bi-campeão Nacional de Surf

Fotografia Pedro Mestre e Ricardo Bravo

Frederico Morais

Nicolau Von Rupp venceu a última etapa da Liga MOCHE, mas foi Frederico Morais, de 23 anos, atleta de Cascais que se sagrou no passado dia 10 de Outubro campeão nacional de surf 2015.

K

ikas, como é conhecido, conquistou o seu segundo título nacional sem sequer entrar na água no último dia do Montepio Cascais Pro, uma vez que foi no dia anterior eliminado na terceira fase, num incaracterístico nono lugar. No papel de espectador, Frederico assistiu à derrota do seu único rival, Tiago Pires, nos quartos de final, frente a um inspirado Eduardo Fernandes, vencedor da etapa anterior da Liga MOCHE. Para ultrapassar Morais na liderança do ranking nacional, “Saca” teria de

vencer a derradeira etapa do ano, o que acabou por não acontecer. “Ontem foi um heat muito frustrante, porque a falta de oportunidades foi imensa!..”, afirmou o novo campeão nacional de surf. “É bom termos a Liga MOCHE dentro dos nossos objectivos, o que só acontece porque há pessoas nas estruturas do surf nacional que conciliam estas etapas com o nosso calendário internacional, que é bastante intenso. Muito obrigado a todos e até para o ano!”, concluiu Frederico.  Realizado na íntegra na praia de

Nicolau Von Rupp venceu Montepio Cascais Pro 56

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Santo Amaro devido às condições tempestuosas em Carcavelos (o palco principal da prova), o último dia do Montepio Cascais Pro disputou-se em ondas de 1m a 1,5m, agitadas pelo vento forte que se fez sentir, obrigando os atletas a puxar pela preparação física. Na final encontraram-se dois dos surfistas mais em forma ao longo de todo o evento, Vasco Ribeiro e Nicolau Von Rupp, respectivamente campeão mundial Pro Junior da World Surf League e vice-campeão mundial sénior da International Surfing Association, que protagoni-

zaram uma bateria muitíssimo disputada, com pontuações elevadas para ambos os lados A diferença ficou por conta da primeira onda de Nicolau, de 9,25 pontos em 10 possíveis, graças a três manobras muito fortes de backside, que acabou por lhe garantir a vitória, com a maior pontuação total da prova – 17 pontos em 20 possíveis. Vasco, campeão nacional em 2011, 2012 e 2014, ainda respondeu com uma onda de 8,70, mas a sua segunda melhor onda não foi suficiente para bater a de Von Rupp, de 7,75 pontos, terminando

Nicolau Von Rupp


Surf

Tiago Pires é vice-campeão assim esta etapa em segundo lugar, com um total de 15,20 pontos. Além de ter batido Vasco Ribeiro nesta final, Nicolau ainda conseguiu “vingar-se” da derrota na final da quarta etapa, na “sua” Praia Grande, para Eduardo Fernandes. Os dois encontraram-se desta vez nas meias-finais, onde Von Rupp não deu hipóteses, deixando o campeão da etapa anterior no terceiro lugar, a par de outro dos surfistas mais em forma da prova, José Ferreira.  Com estes resultados (duas vitórias, um terceiro e um quinto lugares), Frederico Morais conquistou o seu segundo título nacional em três anos, deixando Tiago Pires com o vice-título, Vasco Ribeiro num terceiro lugar muito próximo de “Saca”, Nicolau Von Rupp no quarto posto e José Ferreira no quinto. Não por acaso, estes cinco surfistas são representantes nacionais no Top 100 mundial da World Surf League, com os restantes, Marlon Lipke, na sexta posição (empatado com Filipe Jervis), Tomás Fernandes em nono e Pedro Henrique em décimo terceiro.  No final desta etapa e de mais um ano de Liga MOCHE, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, foi peremptório ao afirmar que “esta foi

a melhor Liga MOCHE de sempre no que toca a nível de surf, o que mostrou uma grande capacidade de superação entre todos os surfistas. A competitividade na luta pelos títulos foi elevadíssima e muito disputada até ao fim, por isso quero dar os parabéns a todos os surfistas e agradecer pelo enorme espectáculo que proporcionaram. Em particular, quero dar os parabéns aos dois campeões nacionais, com a muito jovem Teresa Bonvalot a mostrar todo o seu potencial para voos mais altos e Frederico Morais a confirmar o seu enorme talento, que espero ver concretizado em objectivos internacionais alcançados em breve. Não posso deixar de agradecer também a todos os parceiros da Liga MOCHE 2015, com quem já estamos em conversações para preparar o ano que vem, que esperamos melhor ainda”. Neste Montepio Cascais Pro realizou-se também a  Renault Expression Session, um espectáculo à parte em todas as etapas da Liga MOCHE, em que só a melhor manobra interessa para a vitória, sendo atribuídos 2.500€ anuais aos seus vencedores. Miguel Blanco foi o vencedor desta edição, graças a um aéreoreverse de backside. 

Vasco Ribeiro foi 3º

José Ferreira Já o júnior Dylan Groen, de apenas 15 anos, conquistou igualmente ontem o Ramirez Junior Award, um troféu que premeia os melhores juniores da Liga MOCHE com 2.500€ anuais e que conta com objetivos intercalados ao longo das cinco etapas mas que, no caso específico de Cascais, teve o seu foco nos surfistas sub-18 masculinos. O Montepio Cascais Pro foi a quinta e última etapa da Liga MOCHE 2015, circuito que distribuiu mais de 70.000€ de premiação aos surfistas ao longo do ano e que em 2016 promete estar de volta. 

O Montepio Cascais Pro  foi uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MOCHE, Montepio,  Allianz Seguros, Renault, Montepio, Ramirez, Red Bull, o apoio local da Câmara Municipal de Cascais e do Clube Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos, os parceiros oficiais RTP, GO-S.TV  e Puro Feeling,  bem como os media partners Mega Hits, A Bola, Surf Portugal, ONFIRE e Beachcam, contando também com o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf.

Eduardo Fernandes

Ambiente 2015 Outubro 346

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Surf

Azores Bobyboard Fest

Fotografia AASB/MMResendes

Campeonato Nacional e Campeonato Europeu de Bodyboard em S.Miguel Realizou-se nos passados dias 3 a 6 de Setembro na ilha de São Miguel, Açores, o Azores Bodyboard Fest. O evento englobou a realização da 6.ª Etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Feminino, da 5.ª Etapa do Circuito Nacional Open Masculino e da principal etapa deste ano do European Tour of Bodyboard (ETB), com uma premiação de 6.000 euros.

N

uma realização da Associação Açores de Surf e Bodyboard que teve como principal patrocinador o Turismo dos Açores e as parcerias da SATA air lines, da Rent a car Ilha Verde, do Hotel restaurante Alcides, da bar Tuká Tulá e do bar Pé na Areia,

Pierre Louis Costes

o evento contou ainda com o apoio logístico das Câmaras Municipais de Ribeira Grande e de Ponta Delgada. Devido às condições de mar, as provas que estavam agendadas inicialmente para a Praia de Santa Bárbara, na costa norte da ilha de São Miguel, acabaram por se realizar

Teresa Almeida e Manuel Centeno 58

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na praia das Milícias, na costa sul da ilha. Apesar das ondas não estarem perfeitas, estragadas pelo forte vento lateral que se fez sentir durantes todos os dias de prova, o espetáculo esteve sempre garantido graças à presença dos principais e melhores atletas nacionais e europeus. As difíceis condições de mar não foram sinónimo de fraco espetáculo, bem pelo contrário, a prova acabou por ser um desfile de manobras de muitíssima qualidade e de baterias disputadas ao mais alto nível. O bodyboard está vivo, bem vivo, com muita saúde e com muito espetáculo para dar. Estejam atentos! Quanto a classificações a luta foi sempre muito renhida bateria a bateria, mas acabaram por vencer os suspeitos do costume menos no ETB

onde o bodyboarder marroquino Anas Haddar surpreendeu tudo e todos com a vitória indiscutível em todos as baterias que disputou, sendo a sua vitória na final merecida e indiscutível, consolidando assim a sua liderança no ranking do circuito europeu. Entre os portugueses, Hugo Pinheiro foi o melhor e após ter vencido a prova nacional, consegui um excelente 2.º lugar no ETB, deixando para trás mais um atleta marroquino de alto nível, Brahim Iddouch, e o consagrado atleta francês, campeão mundial, Pierre Louis Costes. Uma nota final para a participação dos juízes açorianos Paulo Ramos e Manuel Varão nas provas nacionais. Paulo Ramos que foi ainda convocado para julgar a prova do ETB onde acabou pro julgar, inclusive, uma das duas semifinais. As provas estiveram abertas à participação de todos os atletas açorianos, destacando-se Pedro Correia que, no ETB, passou a sua primeira bateria em primeiro lugar acabando por perder nos quartos de finais ao ser terceiro. Classificações finais: 6.ª Etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Feminino 1.ª – Joana Schenker 2.ª – Teresa Almeida 3.ª – Marta Leitão 4.ª – Carina Carvalho 5.ª Etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Open 1.º – Hugo Pinheiro 2.º – Silvano Lourenço 3.º – Octávio Silva 4.º – Dino Carmo European Tour of Bodyboard 1.º – Anas Haddar (MOR) 2.º – Hugo Pinheiro (POR) 3.º – Brahim Iddouch (MOR) 4.º – Pierre Louis Costes (FRA)


Surf

Comunicado da ANS

Pedro Henrique é Campeão Europeu Profissional 2015 Pedro Henrique em Casablanca

O luso-brasileiro Pedro Henrique, 33 anos, sagrou-se campeão europeu profissional do circuito de qualificação da World Surf League pela primeira vez na sua carreira.

O

surfista de Cascais, com as cores brasileiras, já foi campeão mundial júnior e também surfista da elite mundial, tendo passado a competir pelas cores portuguesas no decorrer de 2015, assim que a cidadania portuguesa lhe foi atribuída pelo Estado Português. Relativamente ao circuito europeu profissional, o qual foi

totalmente disputado no verão europeu, o surfista português foi sempre em crescendo desde as etapas francesas onde conquistou um 33º lugar em Anglet e um 13º em Lacanau, passando por um 3º lugar na etapa espanhola de Pantin e terminando, no pasado dia 12 de Setembro, com uma excelente vitória em Casablanca (Marrocos). Este título profissional vem fortalecer a po-

Pedro Henrique

sição de Pedro Henrique rumo à qualificação para o World Championship Tour (WCT), divisão da elite mundial da World Surf League. Mais ainda, acaba por ser estrategicamente importante em fase de antecâmara das duas provas portuguesas do circuito de qualificação, os QS10000 dos Açores e Cascais, que se realizam de 22 a 27 de Setembro e 28 de Setembro a

4 de Outubro, respectivamente, e ambas sem pontuarem para o circuito europeu por serem de graduação máxima na divisão de qualificação. Marlon Lipke tinha sido o último português a vencer este título em 2012. A Associação Nacional de Surfistas felicita o Pedro Henrique e espera que este título contribua positivamente para a sua qualificação rumo ao WCT. Parabéns Pedrinho!

Pedro Henrique em triunfo

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Acossiação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar

Últimas RC44 World Championship - Cascais

Fotografia: Pedro Martinez/Martinez Studio

Team Nika Campeão do Mundo

Team Nika Campeão do Mundo

O

de ouro a conquista do seu primeiro título mundial de RC44. O Charisma, do holandês Nico Poons com o neozelandês Ray Davies na táctica, foi segundo e o Team CEEREF terminou na terceira posição. O MAG Racing acabou no 12º lugar. Patrick Monteiro de Barros, ao leme do Team Aqua, no segundo dia de competição, esteve em grande destaque ao vencer a terceira regata. Feitas as contas ao Mundial de RC44, em simultâneo quarta e penúltima etapa do Circuito de RC44, vitória do Team Nika com seis pontos de vantagem sobre o Bronenosec Sailing Team e sete do Team CEEREF. O MAG Racing encerrou a sua participação no 11º lugar da geral. O Barclays e o Campeonato do Mundo de RC44 “O apoio do Barclays Portugal aos eventos de vela em Cascais ‘52 Super séries’ e ‘RC44 World Championship’ confirma a importância que o Barclays atribui ao desporto. Com 325 anos de história e experiência em serviços

financeiros e com operações em mais de 50 países, a missão do Barclays é ajudar as pessoas a atingirem as suas ambições, da forma correcta. E é esse o espírito que o Barclays reconhece nestas competições de vela: A ambição da vitória, alcançada da forma correcta, ou seja, em equipa e com o maior respeito por todos os participantes”, Carlos Brandão, Country Manager do Barclays Portugal. A BMW e o Campeonato do Mundo de RC44 “Dada a forte ligação da BMW com a vela, faz todo o sentido estarmos associados a este evento de grande magnitude internacional no nosso país. A nossa ligação com esta modalidade iniciou-se em Portugal com a abertura da BMW Sailing Academy, um espaço onde é fomentado o espírito desportivo e a prática

da vela. Superar metas e testar limites, com total dedicação e perseverança é o espírito deste desporto, e são também os valores da marca BMW. Associamo-nos a esta iniciativa não só pelo apoio à modalidade, mas sobretudo pela partilha de valores comuns.” – BMW Portugal. Classificação Geral (após 10 regatas)

1. Team Nika – 35 2. Bronenosec Sailing Team - 41 3. Team CEEREF – 42 4. Team Aqua - 60 5. Charisma - 60 6. Aleph Racing - 63 7. Artemis Racing - 64 8. Peninsula Petroleum – 64 9. Katusha - 71 10. Anywayanyday - 85 11. MAG Racing - 96 12. Artemis Racing Youth - 102

Fotografia: Pedro Martinez/Martinez Studio

Team Nika, do russo Vladimir Prosikhin, com o neozelandês Dean Barker como táctico, sagrou-se Campeão do Mundo de RC44, em prova que hoje terminou em águas cascalenses. A organização foi do Clube Naval de Cascais com o apoio da Câmara Municipal de Cascais. A frota de doze barcos, de sete países, encontrou condições difíceis para as derradeiras duas regatas do Mundial de RC44. O vento soprou de Sul com 18 nós de intensidade e as vagas atingiram os 3 a 4 metros. Na primeira, o Bronenosec Sailing Team, do russo Vladimir Liubomirov, alcançou o triunfo seguido do Team CEEREF, do esloveno Igor Lah e do Peninsula Petroleum Sailing Team, do britânico John Bassadone. O Team Nika foi quarto e o MAG Racing, dos polacos Krzysztof Krempec e Artur Kasner, com os portugueses Nuno Barreto, Gil Conde e Luís Brito a bordo, foi 9º classificado. Na segunda, o Team Nika foi o vencedor, fechando com chave

Mundial de RC44 em Cascais

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2015 Outubro 346

Team Nika a festejar

Notícias do Mar n.º 346  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 346, Outubro de 2015.

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