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Fotografia: Neuza Aires Pereira


Vela

XXV Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto

Fotografia Neuza Aires Pereira

Tavira Mostra Novos Campeões de Portugal

Diogo Pereira/Manuel Macedo, do Clube Naval de Cascais, em 420, Martim Anderson, do Clube Naval de Portimão, em Radial, e Henrique Brites, do Clube Naval de Cascais, em 4.7, sagraram-se campeões no XXV Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, que terminou no sábado dia 18 de Abril em Tavira. No sector feminino, as novas campeãs, nas respectivas classes, são Teresa Camelo/Helena Oliveira, do Clube Naval de Cascais e Marta Roque, do Clube Naval de Portimão.

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Henrique Brites 2

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o todo estiveram 124 velejadores, de 22 clubes, das cinco regiões do país a marcar o horizonte marítimo ao largo da praia da Ilha de Tavira, onde se disputaram os títulos de campeão de Portugal de 420 (Absoluto e Júnior), Laser Radial (Absoluto e Júnior) e Laser 4.7 (Júnior). Nas duas primeiras classes os vencedores, em Juniores masculinos e femininos, garantiram vagas de acesso ao Mundial da Juventude em Julho que se disputa em Tavira. O destaque do último dia de regata passou ainda por Santiago Sampaio, do Clube Naval de Portimão, que superou José Cunha, do Clube Naval de Leça, na luta pela vaga no Campeonato Mundial da Juventude ISAF, atribuída ao 1º classificado no escalão júnior em Laser Radial. Santiago foi 3º classificado na geral, imediatamente atrás de Pedro Costa, do Clube de Vela de Lagos. Na mesma classe, Carolina João do Sport Algés e Dafundo, primeira classificada na geral feminina e 12ª da geral, também


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Frota de Laser 4.7 Portugal em 4.7. A prova, organizada pela Federação Portuguesa de Vela e pelo Clube Náutico de Tavira, com o apoio da Associação Regional de Vela do Sul, foi também o evento teste e Prova de Qualificação da Selecção Nacional para o próximo Campeonato do Mundo da Juventude ISAF, a realizar também em Tavira, entre 12 e 19 de Julho.

Diogo Pereira e Manuel Macedo assegurou a presença no Mundial da Juventude, que se vai disputar na cidade do Gilão. Em 420, os atletas do Clube Naval de Cascais, Diogo Pereira/ Manuel Macedo e Teresa Camelo/ Helena Oliveira, confirmaram a vitória, tornando-se os novos campeões de Portugal júnior e absolutos, controlando o último dia de forma natural, após as três regatas realizadas. Ambas as duplas garantiram vagas para o Mundial da Juventude ISAF. Com lugar no pódio ficaram Tiago Serra/Afonso Prieto, do Clube Naval de Cascais e Gonçalo Pinho/Miguel Hipólito, do Sport Club do Porto. Com uma prova em crescendo, esteve Henrique Brites, do Clube Naval de Cascais, que se sobrepôs à concorrência e é o novo campeão de Portugal em Laser 4.7. O sector feminino foi mais disputado e terminou com a recuperação de Marta Roque, do Clube Naval de Portimão, que ultrapassou Margarida Lopes, do Clube Naval de Sesimbra, marcando presença no 3º lugar do pódio e tornando-se campeã de

Declarações “Foi um campeonato que nos correu muito bem e estamos contentes com nossa prestação. No Mundial já vimos mais preparados, com o plano devidamente traçado e tentar ganhar o campe-

Teresa Camelo/ Helena Oliveira

Marta Roque 2014 Abril 328

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Carolina João onato em casa”, Diogo Pereira, do Clube Naval de Cascais “Achámos o último dia mais difícil, visto estar muito vento para nós, mas apesar disso conseguimos alcançar o objectivo. Para o Mundial vamos treinar mais e tentar vir mais cedo para nos habituarmos às condições”,

Teresa Camelo/Helena Oliveira, Clube Naval de Cascais “Foi até à última regata, sabia que estava a dois pontos do 1º e apenas com dois pontos de vantagem para o 3º, mas disse a mim próprio que ia dar tudo e consegui. Agora vou passar para o Standard, onde estão os melho-

res de Portugal, como o Gustavo Lima”, Martim Anderson, do Clube Naval de Portimão. “Foi mesmo difícil, não comecei bem, algumas regatas essenciais correram-me mal e foi até ao

último bordo. Felizmente o vento hoje subiu a tempo e deu para fazer uma regata mais forte. Até ao Mundial vou treinar, já conheço o local e vou tentar aproveitar essa vantagem, no entanto sei que a concorrência vai ser forte”, Santiago Sampaio, do Clube Naval de Portimão. “Tenho evoluído bastante este ano, mas apesar disso foi um campeonato difícil. Em Julho espero conseguir fazer um resultado melhor do que o 27º lugar alcançado no Mundial do Chipre”, Carolina João, do Sport Algés e Dafundo. “Apesar de no primeiro dia não ter corrido bem, mas depois consegui recuperar e andar na frente. O vento fraco beneficioume e hoje, apesar de ter subido e de ter sido mais difícil, deu para controlar o 1º lugar”, Henrique Brites, do Clube Naval de Cascais. “Sinto-me muito contente, foi uma boa disputa, um bom campeonato e muito competitivo, quer nas raparigas, quer na geral. O último dia era decisivo e o aumento de vento acabou por me ajudar a chegar ao 1º lugar”, Marta Roque, do Clube Naval de Portimão.

Classificações 420 Geral 1º Diogo Pereira/Manuel Macedo – Clube Naval de Cascais 2º Tiago Serra/Afonso Prieto - Clube Naval de Cascais 3º Gonçalo Pinho/Miguel Hipólito – Sport Club do Porto Juniores 1º Diogo Pereira/Manuel Macedo – Clube Naval de Cascais 2º Frederico Lacerda/Miguel Matos Rosa - Clube Naval de Cascais 3º Diogo Costa/Pedro Costa – Clube de Vela Atlântico Feminino 1ª Teresa Camelo/Helena Oliveira - Clube Naval de Cascais 2ª Joana Queiroga/Maria Teresa Espinar – Clube Naval de Cascais 3ª Francisca Pinho/Ana Luísa Magalhães – Sport Club do Porto

Sampaio Sampaio

Diogo Pereira/Manuel Macedo 4

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Laser Radial Geral 1º Martim Anderson – Clube Naval de Portimão 2º Pedro Costa – Clube de Vela de Lagos 3º Santiago Sampaio – Clube Naval de Portimão Juniores 1º Santiago Sampaio – Clube Naval de Portimão 2º José Cunha – Clube Naval de Leça 3º Jaime Guerreiro – Associação Naval do Guadiana Feminino 1ª Carolina João – Sport Algés e Dafundo 2ª Inês Sobral – Associação Naval do Guadiana 3ª Carolina Mira – Sport Algés e Dafundo Laser 4.7 Geral 1º Henrique Brites – Clube Naval de Cascais 2º Bernardo Loureiro – Clube Naval de Cascais 3º Marta Roque – Clube Naval de Portimão Feminino 1ª Marta Roque – Clube Naval de Portimão 2ª Margarida Lopes – Clube Naval de Sesimbra 3ª Rita Lopes – Clube Naval de Sesimbra


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45º Troféu S.A.R. Princesa Sofia

João Rodrigues Foi o Melhor Português

O veterano João Rodrigues assinou a melhor prestação da frota portuguesa que marcou presença no 45º Troféu S.A.R. Princesa Sofia em águas de Maiorca. O velejador madeirense foi 13º na classe RS:X.

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numerosa frota nacional terminou a sua participação no 45º Troféu S.A.R. Princesa Sofia, sem que nenhum velejador nacional lograsse a qualificação para as regatas das medalhas. João Rodrigues teve uma excelente prestação no derradeiro dia de finais da classe RS:X. O atleta português que está na 7ª campanha olímpica foi 3º, 9º e 3º e termina a participação no 13º lugar. O francês Pierre Le Coq saiu vitorioso, seguido pelo grego Byron Kokkalanis e do também gaulês Louis Giard. Jorge Lima/José Costa foram 17º, 11º e 10º nas três da jornada de 49er e fecham prova no 15º posto. Os neozelandeses Peter Burling/ Blair Tuke triunfaram. Os dinamarqueses Jonas Warrer/Peter Lang e os britânicos Dylan Fletcher/Alain Sign, foram 2º e 3º. Na frota de prata, Francisco Andrade/João Matos Rosa acabam em 48º da geral. Gustavo Lima encerrou com 19º, 18º e 11º e ascendeu ao 19º lugar final. Na frota de prata, Rui Silveira foi 80º classificado e Eduardo Marques, que integrou a frota de bronze, finalizou na 114ª posição. O australiano Tom Burton ganhou, o francês Jean-Baptiste Bernaz foi segundo e o croata Tonci Stipanovic, terceiro. Em Finn, Frederico Melo acabou no 29º lugar, depois de não se terem realizado regatas no dia de

hoje nesta classe. Giles Scott, da Grã-Bretanha, alcançou a vitória, seguido pelos franceses Thomas le Breton e Jonathan Lobert. Em 470 Masculino, António Matos Rosa/Ricardo Schedel foram os melhores portugueses ao terminarem no 31º lugar (31º, 21º, e 24º hoje). João Villas-Boas/Francisco Pinheiro de Melo acabam no 37º posto (30º, 38º, 18º). Na frota de prata, Gonçalo Pires/Miguel Nunes deram um ar da sua graça vencendo a segunda da jornada, foram 7º e 8º nas restantes e fecham a participação no 47º lugar. João Pestana/Tomás Marques

ocupam o 75º lugar final (desclassificados na primeira, 32º, 31º). Sime Fantela/Igor Marenic, da Croácia, venceram. Os suecos Anton Dahlberg/Fredrik Bergstrom e os australianos Mathew Belcher/Will Ryan, foram em 2º e 3º, respectivamente. Sara Carmo/Matilde Pinheiro de Melo encerram a participação no 39º posto (33º, 31º, 38º) no 470 feminino. As neozelandesas Jo Aleh/ Polly Powrie, as francesas Camille Lecointre/Helene Defrance e as britânicas Hannah Mills/Saskia Clark, ocuparam o pódio. Em Laser Radial, na frota de

prata, Inês Sobral foi 21ª, 37ª, 42ª e 13ª e fecha em 79º Carolina João foi 40ª, 24ª, 20 e 20ª e encerra no 81º lugar enquanto . A holandesa Marit Bouwmeester foi a vencedora. A finlandesa Tuula Tenkanen e a britânica Chloe Martin, foram 2ª e 3ª, respectivamente. Finalmente, em Nacra 17, Afonso Domingos/Diana Neves foram 62º da geral (18º e 24º hoje na frota de prata). Os franceses Billy Besson/Marie Riou triunfaram, seguidos dos italianos Vittorio Bissaro/Sílvia Sicouri e dos australianos Darren Bundock/Nina Curtis.

Jorge Lima e José Luís Coista no 49er 2014 Abril 328

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Vela

EDP- IX Campeonato de Portugal de juvenis

João Bolina e Daniela Miranda Campeões Terminou mais uma edição do Campeonato de Portugal de Juvenis, na qual João Bolina, do Clube de Vela do Barreiro, se sagrou campeão ao fim de quatro dias de regatas ao largo da Praia da Rocha, em Portimão. No sector feminino a vencedora foi Daniela Miranda, da Associação Naval do Guadiana, que atingiu a 8ª posição da classificação geral.

Daniela Miranda

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o pódio ficaram também André Serra, do Clube Naval de Cascais, que repete o 2º lugar alcançado em Viana do Castelo no ano passado, e Manuel Ramos, do Clube de Vela do Barreiro na terceira posição. Na geral feminina, Inês Mateus, do Clube Naval de Sesimbra, e Beatriz Gago, do Clube Naval de Portimão, mantiveram o 2º e 3º lugar respectivamente. Declarações dos vencedores “Hoje foi um grande dia, tive de dar tudo para manter o primeiro lugar, vencer o título feminino e subir uns lugares na geral. Na primeira regata do dia consegui uma grande recuperação e fiz um 4º lugar. Na segunda correu pior, com um bordo errado, mas mesmo assim deu para manter a distância para a 2ª classificada e terminar no 8º lugar. Agora é ir a Sesimbra, tentar apurar-me para o Europeu ou Mundial, mas o objectivo é sempre o topo, ou seja 6

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os cinco primeiros”, sublinhou Daniela Miranda, da Associação Naval do Guadiana. “Sinto-me contentíssimo, é uma experiência incrível ser campeão de Portugal, sinto-me

a pessoa mais feliz do mundo. O dia começou com alguns nervos ainda em terra, mas quando fui para a água passou tuso e a na primira regata o objectivo era ganhar pontos para o se-

gundo classificado e consegui dois pontos. Na largada para a segunda regata já sabia que era campeão por isso já estava mais à vontade. Os objectivos estão cumpridos e agora é lutar por um lugar no Mundial da Argentina”, afirmou João Bolina, do Clube de Vela do Barreiro. De um total de 120 velejadores, de 26 clubes de todo o país, destaque ainda para os velejadores que alcançaram um lugar nos dez primeiros classificados: Afonso Rodrigues (4º), do Ginásio Clube Naval de Faro, Tomás Barreto (5º), do Clube Naval de Cascais, Manuel Fortunato (6º), do Clube de Vela de Lagos, Alex Baptista (7º), do Clube de Vela da Costa Nova, Tomás Carreira (9º), do Clube de Vela do Barreiro, e Martim Sancho (10º), do Ginásio Clube Naval de Faro. Na cerimónia de entrega de prémios estiveram presentes, entre outros, o presidente do Clube Naval de Portimão, Tito Januário, o presidente da Federação Portuguesa de Vela, José Manuel Leandro, e a edil de Portimão, Isilda Gomes. O IX Campeonato de Portugal em Juvenis, organizado pela Federação Portuguesa de Vela e pelo Clube Naval de Portimão, definiu ainda os velejadores que vão disputar os lugares de acesso ao Europeu e ao Mundial deste ano na Prova Final de Selecção na classe Optimist, a disputar, entre 7 e 9 de Junho, em Sesimbra.

João Bolina


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3ª prova Apuramento Regional - Optimist Juvenis

Fotografia Luis Frágas/ PAR Barreiro2014

O Vento Não Ajudou a Prova

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rganizado pelo Clube de Vela do Barreiro realizou-se nos dias 15 e 16 Março a 3ª e ultima prova de selecção Regional zona centro. Foi um fim-de-semana marcado por temperaturas elevadas, muito sol e muito pouco vento. Apesar das várias tentativas por parte da organização e Comissão de regatas apenas foi possível a realização de uma regata no Domingo. Marcaram presença 52 velejadores do Clube de Vela do Barreiro, Clube Naval de Cascais, Clube Naval Setubalense, Clube Naval de Sesimbra, Alhandra Sporting Club, Spor Algés e Dafundo, Associação Naval de Lisboa. No final, a organização fez um agradecimento especial à ARVC, Autosueco - Volvo cars Almada, Prosail, PT, APCIO, Baía do Tejo, parque empresarial do Barreiro, Vela-Bar e à Câmara municipal do Barreiro, pelo apoio que deram ao Clube de Vela do Barreiro. Classificação Geral 1º André Serra - CNCascais 2º João Bolina - CVBarreiro 3º Tomás Barreto - CNCascais 4º Manuel Ramos - CVBarreiro 14º Tomás carreira - CVBarreiro 15º Lucas Neves - CVBarreiro 19º Tomás Neves - CVBarreiro 43º (BFD) Diogo Reis - CVBarreiro 1º Feminino - Inês Mateus – CNSesimbra 1ºB Martim Cascais - SADafundo 2ºB Antonio Pinho - CNSesimbra 3ºB Afonso Ramos - ANLisboa 1ºB Feminino- Inês Gama - ASClube 2014 Abril 328

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Vela

Campeonato Provincial de Vela de Cabinda

Fotografia Paulo Henriques

Excelente Promoção da Vela em Cabinda

Os Optimist no final do campeonato, alinhados na praia de Cabassango

Durante três dias de 4 a 6 de Abril, na baía de Cabinda, em frente à praia de Cabassango, disputaram-se os Campeonatos Provinciais de Vela de Cabinda 2014, uma iniciativa da Federação Angolana de Desportos Náuticos, (FADEN).

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om bom tempo e sol, ao contrário dos últimos dias, marcados por muita chuva e pouco vento, 167 atletas da classe Optimist realizaram 6 regatas, duas no primeiro dia, três no segundo e uma no último dia de prova. A organização desta prova não teria sido possível sem o apoio prestado pela Força Aérea Angola-

na, proporcionando o transporte de atletas e barcos provenientes de e para Luanda. Também foi muito importante a prestação da Empresa Portuária de Cabinda, que disponibilizou um autocarro para o transporte dos atletas e treinadores e alimentação a todos, tanto na sua cantina como os lanches de mar. Aproveitou-se o evento para a

realização de uma acção de Formação em Desportos Náuticos para os professores de educação física de Cabinda que teve o apoio de Andrè Binda Casimiro, Secretário Provincial da Juventude e Desportos. O êxito do Campeonato foi também graças ao Núcleo de Vela de Cabinda, com André Franque, que coordenou e dinamizou os contactos e toda a organização no local, garantindo o alojamento da delegação vinda de Luanda, o apoio com a embarcação a motor e ainda

o excelente acolhimento com que brindou a comitiva. A Federação Angolana de Desportos Náuticos realçou a participação do Clube Naval de Luanda e do Clube Náutico da Ilha de Luanda e especialmente dos treinadores Moisés Camota e João Nangolo. Foi fundamental, terem acreditado na realização da prova e, com muito esforço e dedicação, garantido assim a presença dos seus técnicos e atletas nesta importante prova em Cabinda.

O ambiente na praia, com a (única) embarcação a motor para apoio a tudo e a tenda do júri (ao fundo)

Todos a ajudar! 8

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O Campeão Provincial de Cabinda 2014 em acção (Euridson César)


Vela

Entrada das embarcações para o último dia de prova

Equipa da TPA (Televisão Pública de Angola) em acção be Naval de Luanda) 3º classificado: António Manasseis (Clube Náutico da Ilha de Luanda) Classificação para Campeonato Provincial de Cabinda 1º classificado e campeão provincial: Euridson César 2º classificado: Miguel Bachi

3º classificado: Tomás Brás Foram ainda atribuídos mais dois prémios. 1ª classificada feminina: Feliciana da Silva (Clube Naval de Luanda) Prémio especial de organização: André Franque (Coordenador do Núcleo de Vela de Cabinda)

Foram muitas as entrevistas aos atletas Picasso Andrade, atleta de Canoagem do Clube Náutico da Ilha de Luanda, deu uma preciosa ajuda à delegação que se deslocou de Luanda e como palestrante na acção de formação em Desportos Náuticos; Heraclito Guimarães, Director Desportivo do Clube Naval de Luanda e grande dinamizador do Remo em Angola, foi também palestrante na mesma acção de formação. Bruno Martins do Cube Naval de

Luanda e Mateus Afonso do Clube Náutico da Ilha de Luanda, receberam igualmente o agradecimento da FADEN por tudo terem feito para que a prova fosse avante e a participação das delegações uma realidade. Classificação Geral (Open) 1º classificado: Osvaldo da Gama (Clube Naval de Luanda) 2º classificado: António Nunes (Clu-

O Campeão à geral (Osvaldo da Gama) recebendo a taça das mãos de Nuno Gomes (Vice Presidente da FADEN responsável pela Vela)

Feliciana Silva (Clube Naval de Luanda) - a melhor classificada feminina

O Campeão Provincial de Cabinda (Euridson César) recebendo a taça das mãos de João Nangolo, treinador do Clube Náutico da Ilha de Luanda 2014 Abril 328

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Notícias do Mar

Visita da FPV ao Instituto Hidrográfico

Instituto Hidrográfico Vai Apoiar a Vela Conhecer na hora a melhor táctica para se vencer uma regata, a partir de um plano executado pelo Instituto Hidrográfico, foi o que a Federação Portuguesa de Vela soube na visita que fez no dia 26 de Março a este instituto científico.

Contra-Almirante Silva Ribeiro, director do Instituto Hidrográfico e José Leandro, presidente da Federação Portuguesa de Vela

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Instituto Hidrográfico há muito que deixou de ser apenas uma instituição que produzia as Cartas Náuticas e as Tabelas de Marés. Hoje é um

instituto com equipamentos extremamente avançados e oficiais da Marinha altamente especializados e dotados de aprofundados conhecimentos das diversas ciências do mar.

Agitação Marítima na pesca da arte xavega 10

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“Conhecer o mar para que todos o possam usar” é agora o lema do Instituto Hidrográfico, que está preparado para desempenhar as mais diversas missões, tanto no âmbito militar como civil, e

suscitou a admiração na comitiva da Federação Portuguesa de Vela, constituída por José Leandro, Antero dos Santos, Rui Reis e Afonso Domingos. Um dos projectos mais recen-

Qual é a tua onda de surf


Notícias do Mar

Agitação Marítima Atlântico Norte tes é o METOCMIL, uma plataforma de informação geo-meteo-oceanográfica para apoio à Marinha e Autoridade Marítima, possível por uma forte capacidade computacional no Instituto Hidrográfico e que permitiu desenvolver um sistema operacional que entre outros resultados, produz diariamente milhares de imagens que alimentam o portal METOCMIL e dessa forma serem disponibilizadas previsões METOC a seis dias, com observações em tempo real da agitação marítima, marés, corrente e vento à superfície do mar. Com este sistema foi executado um diagrama de impacto na operação de vigilância às embarcações piratas ao largo da Somália que foi utilizado pela Marinha em missão nessa zona e fez diminuir a área das zonas a vigiar. Qual é a tua onda? é uma aplicação desenvolvida em parceria

com a Federação Portuguesa de Surf, com a qual se faz a previsão das condições para a prática do surf nas praias da costa portuguesa. A ferramenta desenvolvida pelo Instituto Hidrográfico tem a vantagem acrescida, em relação a outras conhecidas internacionalmente, porque é projectada em Portugal com enorme detalhe das praias, acrescentando aos dados usados habitualmente, tamanho, direcção e período da ondulação, intensidade e direcção do vento, a batimétrica da praia, registada na base de dado do Instituto, fornecendo uma visão pormenorizada da onda em cada spot. Dominando perfeitamente os sistemas para estudar em pormenor num determinado local, as marés e as correntes, o vento, a sua intensidade e direcção, o Instituto Hidrográfico propõe-se estudar,

Agitação Marítima Nazaré em conjunto com a Federação Portuguesa de Vela, os campos de regata. Durante o almoço que obsequiou a comitiva da federação, o Contra-Almirante Silva Ribeiro, director do Instituto Hidrográfico, fez questão de acentuar:“sou também velejador e sei que podemos criar condições para conhecer melhor a táctica a aplicar numa regata e conseguir que os velejadores portugueses obte-

nham mais vitórias” José Leandro, presidente da federação, ao agradecer a oportunidade do Instituto Hidrográfico, com os conhecimentos científicos que tem, poder beneficiar a vela portuguesa, salientou: “ficámos muito sensibilizados pelo modo como fomos aqui recebidos e ainda mais reconhecidos pela possibilidade de valorizarmos a vela nacional com o apoio do Instituto Hidrográfico.”

Lançamento das bóias 2014 Abril 328

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Vela

II Troféu Cidade de Almada

Mais de 270 Velejadores

Frota ANC no segundo dia do Troféu Numa organização do Clube Náutico de Almada, decorreu no passado dia 12 e 13 de Abril a Regata II Troféu Cidade de Almada. Participaram cinquenta e três tripulações, mais dez que na primeira edição em 2013, envolvendo mais de 270 velejadores repartidos pelas Classes ORC e ANC.

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prova contou com o apoio da Transtejo, da Administração do Porto de Lisboa e da Câmara Municipal de Almada . Inserida no Calendário da Associação Regional de Vela do Centro e contando para o Ranking Nacional de ORC, decorreu no campo de regatas do “Mar da Palha” em frente às instalações

do CNA e da Fragata D. Fernando II e Glória. No primeiro dia de regatas, a frota ANC largou com vento fraco mas que foi subindo ao longo da regata proporcionando um excelente dia de vela aos participantes. Em ANC A/E, venceu neste primeiro dia o Mobilidade de Daniel Neves do CNA. Em ANC B a vitória coube ao Polaris I de

Luís Plantier e em ANC D a vitória foi do Blangai de Nuno Alves. Em ORC foram efectuadas duas regatas Barlavento/Sotavento. A primeira com pouco vento mas a segunda já com vento médio. No final do dia o Giulietta/Marina de Cascais de Alex Kossack liderava a classificação. O segundo dia de regatas teve

Largada da classe ORC no segundo dia da prova 12

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uma regata de percurso para ambas as Classes. Sempre com pouco vento e um céu muito encoberto, as duas frotas tiveram de efetuar uma regata onde as opções táticas foram determinantes. Em ANC A/E a vitória foi para o Harfang de Jaime Roque, em ANC B venceu o Itala de Mário Franchi e em ANC D o Seal 1 de Pedro Pereira da Silva. Em ORC a viória foi para o Xekmat de José Carlos Prista. Na geral dos dois dias venceram o Troféu, em ANC A/E o Trovão II de José Salgado, em ANC B o Complot II de Raul Xavier e em ANC D o Blangai de Nuno Alves. A Vitória em ORC foi para o Giulietta/Marina de Cascais de Alex Kossack. Ao final da tarde de dia 13, nas instalações do Clube Náutico, decorreu um pequeno convívio com cerimónia de entrega de prémios que contou com a presença do Sr. Vereador Engº António Matos que reafirmou o apoio do município à organização deste tipo de eventos desportivos e formulou votos para que a Regata Troféu Cidade de Almada se afirme definitivamente como uma das provas mais prestigiantes no calendário desportivo da Vela de Cruzeiro Nacional e que contribua para a aproximação dos velejadores de ambas as margens do Rio.


Vela

Viagem Marítima de Portugal ao Brasil

Corticeira Amorim Parceira de Ricardo Diniz A Corticeira Amorim é parceira do projeto de Ricardo Diniz, que embarcará de Lisboa para uma nova viagem com destino a São Salvador da Bahia, no Brasil, numa analogia à descoberta feita há 514 anos, também à vela, por Terras de Vera Cruz.

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sta iniciativa visa homenagear a seleção nacional e elevar o nome de Portugal naquele que será o maior evento do mundo em 2014 - o Mundial de Futebol - e que será falado em português e, em simultâneo, estreitar laços (culturais e económicos) entre os dois países, evidenciando aquilo que Portugal faz de melhor, nomeadamente no que respeita à atuação das grandes empresas nacionais. A participação da Corticeira Amorim surge enquadrada do interesse de Ricardo Diniz por este material e do conhecimento bastante sólido do potencial técnico da cortiça aplicado em embarcações. Como destaca Ricardo Diniz: “A presença da cortiça confortarme-á ao longo desta viagem em que vou estar só. O toque da cortiça e o seu cheiro vão-me ajudar a levar comigo um pouco da nossa casa, do nosso país.” No veleiro, a cortiça foi aplicada em diferentes áreas e com tipologias distintas, essencialmente com o objectivo de aumentar o conforto deste espaço, onde é expectável que Ricardo Diniz tenha de enfren-

um papel determinante no bem-estar de Ricardo Diniz, evitando que este seja sujeito a elevadas temperaturas. Este aspeto é ainda mais importante se se tiver em conta que é neste espaço que o navegador irá passar a maior parte do tempo. Em simultâneo, este tapete de cortiça possui características de grande aderência ao chão possibilitando uma posição mais firme e maior segurança. Carlos Jesus, director de comunicação e marketing da Corticeira Amorim salienta que “É com muito orgulho que a Corticeira Amorim se associa a esta iniciativa de Ricardo Diniz, que tem como principal mote levar ao mundo aquilo que de melhor se faz em Portugal”, acrescentado que “A associação da cortiça a diversos desportos náuticos é cada vez mais relevante para o negócio e esta é também uma forma de darmos a conhecer uma nova gama de produtos, que combina leveza, durabilidade e resiliência e de elevada performance.” tar, pelo menos por alguns momentos, o mar conturbado. No interior da cabine, foi aplicada cortiça de alta densidade para revestir o piso e algumas partes laterais, assegurando o conforto e a segurança necessária para os movimentos num espaço exíguo como este. O painel de instrumentos foi revestido a Cork-Leather, incutindo um visual natural à bancada de trabalho, onde estão os instrumentos que apoiam o trabalho de Ricardo Diniz. Desta forma, toda a envolvência de cortiça na cabine transmite uma noção de espaço acolhedor e confortável, fazendo também a ligação a Portugal, fundamental - na ótica do navegador - para ajudar a suportar a solidão dos 45 dias de viagem. No exterior, foi aplicado um tapete de cortiça aglomerada com uma base de borracha reciclada, especialmente concebido para esta finalidade e com impactos ao nível da segurança e do conforto. O facto de a cortiça manter a sua temperatura inalterada - mesmo quando exposta diretamente ao sol - terá

Ricardo Diniz a bordo do seu veleiro 2014 Abril 328

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Pesca Submarina

Campeonato Nacional de Pesca Submarina

Primeiro Triunfo do Ano para Jody Lot

Jody Lot Team

A Vila piscatória de Sagres recebeu no fim-de-semana de 12 e 13 de Abril, as duas primeiras jornadas do Campeonato Nacional de Pesca Submarina, com um total de 22 participantes oriundos de todo o país.

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ody Lot, teve finalmente a oportunidade de testar em prova o seu novo Capelli Apnea 51 powered by Yamaha, e o resultado não poderia ter sido melhor: Jody venceu ambas as jornadas, acumulando um total de 200 pontos percentuais para o Campeonato Nacional, colocando também o seu clube, Portisub-Mares, no primeiro lugar. O atleta, patro-

cinado pelo Grupo Angel Pilot, não deu qualquer hipótese aos outros concorrentes, nem mesmo ao Campeão Nacional de 2013, André Domingues. A organização da prova esteve a cargo da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, que contou também com o apoio do Grupo Angel Pilot, através da cedência de um Capelli Tempest 530 para a organização desta prova.

Classificações 1º - Jody Lot – Portisub-Mares 2º - André Domingues 3º - Pedro Domingues – Clube Naval Povoense 4º - Mathias Sandeck – Clube Naval de Peniche 5º - João Peixeiro – Grupo Desportivo Cultural Administração Porto Sines 6º - Carlos Lourenço – Clube Naval Povoense 7º - Rui Torres 8º - Pedro Silva 9º - Miguel Santos - Grupo Desportivo Cultural Administração Porto Sines 10º - Luís Prata

Jody Lot com Peixe em Sagres 14

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Náutica

Notícias Yamaha

Campanha de Remotorização Yamaha De 1 de Abril a 31 de Maio compre o motor Yamaha com que sempre sonhou.

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Náutica

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Electrónica

Notícias Nautel

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aplicações smartphone durante a corrida. Um relógio de corrida que vê simultaneamente dados de fitness, notificações e metas. Pela primeira vez num relógio de corrida, os utilizadores dos Magellan Echo podem ver simultaneamente dados de fitness, notificações e metas ultrapassadas que se apresentam nos seus smartphones. Usando Bluetooth Smart1 para a ligação sem fios a um smartphone, o Echo mostra rapidamente aos utilizadores o tempo decorrido, distância e outras métricas de fitness. Echo dá também aos seus utilizadores o controle sobre uma variedade de funções do smartphone, incluindo iniciar, parar e voltas percorridas na aplicação de fitness e próxima música, reprodução e

pausa na sua lista de reprodução de música. O Magellan Echo é o primeiro relógio inteligente desenhado para corrida com um design robusto e resistência à água, podendo suportar condições adversas. Funcionando com uma só pilha, e utilizando uma tecnologia de baixo consumo de energia, não há preocupações com o carregar de baterias. O Echo está sempre pronto a ser utilizado. Magellan Echo utiliza o software Wahoo Fitness API para conseguir uma integração com o mundo das aplicações de desporto e fitness. Wahoo Fitness’s API é usado por mais de 100 aplicações de fitness, tais como Strava, MapMyRun, Runtastic e RunKeeper, para comunicar com novos e inovadores dispositivos de fitness como o Echo. Usando a Wahoo API, Echo é à prova de futuro, com atualizações sem fios para manter o ritmo com a evolução das características das aplicações. Echo é um relógio de dia a dia. O Echo pode também ser usado como um relógio de dia a dia que mostra a data e hora. Com o seu design elegante e cores vivas, Echo é o relógio perfeito para um atleta fã de tecnologia que quer

ficar informado e sobre controle na sua atividade. O Magellan Echo poderá ainda ser combinado com um monitor de frequência cardíaca Bluetooth Smart que o consumidor pode escolher adquirir num mesmo conjunto. Os corredores serão capazes de expressar o seu estilo pessoal, selecionando um Echo Preto, Azul ou Vermelho. Especificações - Dimensões: 46mm x 49mm x 13mm - Peso: 44g - Temperaturas suportadas: -10ºc a 60 ºc - Resistente à água - Ecrã de 128 x 128 de alta resolução - Notificações e alertas sonoros - Bluetooth 4.0 - Controle de aplicações de fitness - Controle de lista de reprodução do smartphone - Dados em tempo-real - Compatível com qualquer aplicação que utilize o software Wahoo Fitness API (ex. Strava, MapMyRun, Runtastic, RunKeeper, …) - Compatível com iPhone 4S, 5 e mais recentes e Androids que suportem Bluetooth 4.0 Para mais informações: Distribuidor Oficial em Portugal www.nautel.pt Nautel Electrónica Outdoor Magellan GPS Portugal


Notícias do Mar

MAREECOFIN- PwC Economia e Finanças do Mar Reunião de Primavera

Grande Interesse do Sector Financeiro e de Empresários

José Alves da PwC na abertura do MAREECOFIN

P

wC no passado dia 3 de Abril reuniu no Hotel Pestana Palace, em Lisboa, investidores, financiadores, empresários e gestores de topo para debater o financiamento e o investimento na economia do mar O  MAREECOFIN - PwC Economia e Finanças do Mar Reunião de Primavera  foi uma iniciativa de responsabilidade social que visou reunir investidores, financiadores, empreendedores e gestores de topo de instituições financeiras e de empresas das indústrias do mar, para debater e partilhar informação sobre temas económicos e financeiros, fundamentais para a concretização de projetos que visem a valorização sustentável dos recursos do mar. Como notas finais da reunião ressaltaram os seguintes aspetos: A adesão a esta reunião MAREECOFIN demonstrou que o Setor financeiro Português está disponível para colaborar no esforço nacional de Valorização Sustentável dos Recursos do Mar.  Ficou também demonstrado que existem empresários e investidores, bem como parceiros internacionais interessados em apostar na economia do mar. É fundamental que as diversas autoridades que regulam a economia do mar, melhorem processos e reduzam significativamente a burocracia. Os clusters do mar representados na reunião MAREECOFIN estão preparados para facilitar os próximos passos necessários para dar seguimento a todas as intenções expressas A PwC continuará empenhada em manter o seu projeto de responsabilidade social em prol da Valorização Sustentável do Recurso Mar, implementando iniciativas de partilha de informação e cooperando com as diferentes organizações que constituem a economia do mar em Portugal.

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Náutica

Teste Capelli Tempest 530 com honda BF100 e Capelli Freedom 16 com Honda BF 80

Texto Antero dos Santos

Prova de Mar para Novos Motores Honda e Barcos Capelli

Dois novos motores Honda, o BF100 e o BF80 foram testados nos dias 9 e 10 de Abril, na Baía de Cascais, montados em dois modelos Capelli, o semi-rígido Tempest 530 e o Freedom 16, num ensaio que mostrou o elevado poder de aceleração dos motores Honda e um bom desempenho dos cascos dos Capelli, que tiveram que enfrentar um mar com alguma agitação.

O

Convite para a apresentação e os testes, dos novos motores Honda BF100 e BF80, partiu da empresa GROW, Produtos de Força Portugal, novo distribuidor dos Produtos de Força Honda (Agro-Jardim e Marine). A PortiNauta, empresa do Grupo Angel Pilot, importador em exclusivo para Portugal do estaleiro italiano Capelli, apresentou para os testes dois modelos deste construtor, o semirígidoTempest 530 e o Capelli Freedom 16, um barco em fibra. O Capelli Tempest fez excelentes performances com o Honda BF100 20

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Capelli Tempest 530, um semi-rígido


Náutica

Capelli Tempest 530 com Honda BF100

muito completo O Capelli Tempest 530 é uma embarcação que faz parte de uma das gamas de semi-rígidos mais vendidas em Portugal, pela qualidade dos materiais, design Italiano, e uma construção com atenção a todos os detalhes. È uma embarcação muito prática, com dimensões adequadas para múltiplas utilizações, pois é fácil de transportar e colocar na água. O Capelli Tempest 530 é um modelo simples, ideal para as férias e para passar dias inteiros no mar com os amigos ou com a família, graças ao seu layout cuidadosamente estudado. Em virtude do equipamento que incorpora, este modelo pode ser muito eficiente no apoio à pesca submarina ou pesca embarcada, bem como para o mergulho e a prática dos desportos aquáticos, como o ski

Os flutuadores são em Neoprene-hypalon, para mais resistência aos raios UV e maior durabilidade. Os flutadores são esféricos à popa e são completamente colados por dentro à coberta e por fora ao casco. Esta característica confere à embarcação maior solidez e elimina as vibrações dos flutuadores atrás com o barco em andamento À proa está colado um cabeçote com um cunho de amarração. O Interior com fácil circulação No Capelli Tempest 530 a consola de condução está encostada a estibordo, deixando uma ampla passagem lateral a bombordo. A consola é larga para incorporar a electrónica, alta e tem um amplo pára-brisas, protegido por um sólido corrimão em inox. Por fora tem uma prateleira com resguardo e dentro comporta um compartimento com porta estanque. O modelo testado no preço inclui Sonda, Radio e GPS. O interior foi estudado para optimizar a habitabilidade dos espaços e oferecer diferentes opções de utilização. A consola integra um banco estofado à frente. A zona da proa pode ser inteiramente ocupada por um solário, disponível como opcio-

O Tempest 530 teve um desempenho seguro e confortável

O Tempest 530 tem muito equipamento standard e opcional nal, ou transformar-se numa cómoda área de convívio graças à possibilidade de montar uma mesa de piquenique É também extremamente

versátil a solução escolhida para o banco corrido no poço, que graças ao encosto móvel, permite de condução elevada, com o piloto apoiado no encosto

Na consola de condução estava montado a sonda o GPS e o rádio 2014 Abril 328

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Náutica

O Tempest 530 afastou bem a água para trás

O novo Honda BF100 tem grande poder de aceleração

O banco permite sentar a conduzir ou virado para a popa 22

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ou de cómodo assento de popa que se transforma também em solário, Os flutuadores são em Neoprene-hypalon, para resistência aos raios UV e maior durabilidade. Arrumação com ampla capacidade O Capelli Tempest 530, mantém a preocupação do estaleiro de possibilitar grande capacidade de arrumar os equipamentos e a palamenta. A começar pela proa, existe logo em baixo do cunho de amarração, um porão para o ferro. Sob o assento da proa existe um compartimento com uma tampa que permite arrumar palamenta ou guardar um açafate para o peixe. Dentro da consola há espaço para arrumar equipamentos Sob o banco do poço, existe um amplo porão onde se pode arrumar muita coisa, desde as almofadas, a mesa e ainda a palamenta. Equipamento Opcional Existe como opcional o seguinte equipamento: Mastro de ski, capa de consola e de banco, almofadas de solário de proa, mesa, duche 45 litros, berço em madeira, “roll bar” em inox, depósito de combustível 86 litros, capa total, bimini para o “roll bar”, bimini No teste o Tempest 530 atingiu elevadas performances Na baía de Cascais no dia do teste o mar estava ligeiramente agitado com vento fraco mas de

Dentro do banco há um grande porão


Náutica

Motores Honda BF100 e BF80

O

s motores Honda BF100 e BF80 vêm reforçar a gama Honda de motores fora-de-borda com novos modelos que cumprem e excedem as normas ambientais em vigor, incorporando as mais fiáveis tecnologias, mundialmente comprovadas e também as mais recentes, com as quais oferecem óptimos níveis de performance com os mais baixos consumos. Ambos os motores exibem baixo peso e apresentam um design compacto e elegante, retirando o máximo proveito das diversas tecnologias exclusivas e avançadas que têm sido introduzidas nos motores da Honda. Ambos os motores são de 4 cilindros em linha, com 16 válvulas SOHC e 1.496 cm3 de cilindrada. No BF100 foi instalado o sistema VTEC. As principais tecnologias introduzidas são: BLAST, binário aumentado a baixa rotação é uma revolucionária e exclusiva tecnologia da Honda que ajusta a relação ar/ combustível e o ponto de ignição para aumentar a potência e o binário do motor. Isto resulta numa explosiva aceleração, de forma a obter rápida planagem do casco da embarcação. ECOmo é outra importante tecnologia, de economia controlada do motor que faz o controlo de combustão pobre, patenteada pela Honda. Recorre a sensores para monitorizar a relação ar/combustível em modo de velocidade de cruzeiro, ajustando-a de forma a obter uma óptima economia de combustível. Combinado com a exclusiva tecnologia PGM-Fi, injecção programada de combustível, o resultado é uma elevada eficiência do combustível com baixas emissões. VTEC que foi Introduzido no BF100, é o controlo electrónico do comando e abertura variável das válvulas, que equipou os carros de Fórmula 1. Oferece performance óptima em toda a gama de funcionamento, com a potência controlada só quando esta for necessária. Trolling Control é uma nova tecnologia que agora incorpora estes dois motores, o controlo de rotação para pesca ao corrico Com este sistema pode-se navegar a baixas velocidades, para entrar numa marina ou para controlar a pesca ao corrico com ajustes automáticos em aumento de 50 rpm, Ligação NMEA 2000 foi aplicada nos dois motores ficando totalmente compatíveis com as normas NMEA 2000®, simplificando a ligação a outros dispositivos compatíveis com esta norma. Deste modo também permitem a instalação dos novos instrumentos opcionais digitais multi-funções Honda. Estes instrumentos foram concebidos para oferecerem uma ligação simplificada e uniformizada a bordo, disponibilizando todas as informações vitais do motor ao utilizador. Os instrumentos Honda mostram informações de funções vitais incluindo a rotação do motor, o ângulo da inclinação, os avisadores de serviço, a temperatura do motor, os níveis de carga da bateria, a pressão do óleo entre outros parâmetros de gestão do motor. Estes novos instrumentos também possuem o indicador “Eco Light” exclusivo da Honda, que informa ao utilizador da embarcação quando o motor está em modo ECOmo, portanto, na sua maior eficiência de combustível. Graças à compatibilidade com a ligação NMEA 2000, o cliente poderá instalar uma grande diversidade de equipamento electrónico sofisticado, tal como sistemas de GPS, chart plotters e sonares.

Sueste. Deste modo, dentro da baía não havia qualquer zona abrigada. Quando não se encontra um plano de água calmo, os testes de velocidade ficam prejudicados porque, por vezes, não se consegue acelerar até ao máximo. Foi o que aconteceu no teste do Capelli Tempest 530 equipado com o novo Honda BF100. Pois, por razões de segurança, não conseguimos

passar das 5.200 rpm, enquanto as especificações do motor indicam o regime recomendado das 5.500 rpm às 6.300 rpm. Mesmo assim, quando atingimos as 5.200 rpm, com duas pessoas a bordo, já íamos nos 34 nós. Com este motor e em águas calmas o Tempest 530 atingirá facilmente os 38 nós. A vantagem duma potência elevada, como é o caso do

À frente existe um porão para a palamenta ou para guardar o peixe

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Náutica

Graças ao tipo de casco Capelli, o Freedom 16 teve um bom desempenho BF100 aplicado neste barco, é a elevada capacidade de carga e lotação que tem este tipo de embarcação. O Tempest 530 tem lotação para 9 pessoas. Com o barco carregado, a po-

tência do motor é muito importante. Por isso, a escolha da potência do motor tem muito que ver com a utilização que se vai dar ao barco. No teste de arranque, o

sistema BLASt do motor, com grande aceleração, colocou o barco a planar em 1,60 segundos. Quase instantâneo. Em virtude de não haver um plano de água calmo, não con-

O novo Honda BF80 montado no Capelli Freedom 16 24

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seguimos fazer o teste da aceleração às 5.000 rpm. No teste de velocidade mínima a planar, o barco estabilizou nos 11 nós às 2.750 rpm, mostrando excelente equilíbrio entre a velocidade do barco, bem apoiado atrás na água, e as rotações do motor. Verificámos que a velocidade de cruzeiro económica, graças ao sistema ECOmo do motor,


Náutica

O poço tem um banco para o piloto e um banco à popa

À frente da consola de condução pode-se montar uma mesa de piquenique

foi de 24 nós às 4.000 rpm. A navegar contra o mar, o Tempest 530 permitiu com segurança e conforto navegar a 20/22 nós às 3.800 rpm. O casco do Tempest 530 deflectiu sempre bem a água e no final do teste o barco estava seco por dentro. Em conclusão, salientamos que pode ser uma combinação perfeita o Capelli Tempest 530 com o Honda BF100 O Capelli Freedom 16 é um barco pequeno, com todas as vantagens dos grandes Este modelo Capelli é a mais pequeno da linha Freedom, uma gama de embarcações criada com base em três características: Liberdade, leveza e divertimento. O estaleiro Italiano conseguiu concentrar em apenas

Os comandos estão embutidos na consola de condução 2014 Abril 328

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Náutica

Com o Honda BF80 o Freedom 16 fez altas performances no arranque 4,90m de comprimento, um layout muito completo e espaçoso, que torna esta embarcação perfeita para passeios em família e o desempenho nas atividades aquáticas, mesmo para a prática de desportos náuticos, como Ski ou Wakeboard. Com a consola de condução central, consegue-se um generoso espaço, tanto no poço como à frente, deixando as passagens laterais livres, para permitir boa circulação interior. Como o casco tem as carac-

terísticas dos bascos Capelli, com um V profundo e robaletes muito salientes para um comportamento seguro e confortável no mar, o barco permite bem as saídas para a pesca. O Layout Capelli O Freedom 16 mantém as linhas de layout da marca Capelli, para oferecer uma fácil utilização de todo o equipamento e boa acomodação, para sete pessoas, um número pouco habitual, numa embarcação com estas dimensões.

Assim, à popa encontra-se um banco com encosto para três passageiros, o assento do piloto é duplo e à proa, nos assentos laterais, podem-se sentar igualmente duas pessoas. O espaço à frente pode levar uma mesa de piquenique (opcional) ou pode ser convertido num amplo solário. O assento do piloto tem o encosto de duas formas diferentes, de modo a possibilitar estar-se sentado virado para a popa, permitindo a sua utiliza-

O casco do Freedom 16 tem um V profundo e túneis de estabilidade laterais - robaletes 26

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ção como banco de condução ou como banco de convívio. Grande capacidade de arrumação Como em todas as embarcações Capelli, o Freedom 16 tem vários espaços de arrumação, que asseguram uma enorme capacidade, ao contrário do que acontece com as embarcações desta categoria. O compartimento traseiro, localizado por baixo do assento de popa, dá acesso às baterias e permite ainda colocar depósitos opcionais e toda a palamenta. No assento do piloto, bem como dentro da consola de condução, encontram-se mais dois espaços para arrumação. À frente, sob o solário, existe outro compartimento com tampa, para guardar palamenta e, junto à proa, fica um porão para o ferro. Equipamento Opcional Para este modelo existem os seguintes opcionais: Capa de consola e de banco, Almofadas, solário de proa, mesa, berço, luzes de navegação, radio, depósito de combustível incorporado, corta- corrente, capa total, bimini alumínio No teste, graças ao casco Capelli, o Feedom 16 teve bom desempenho Com apenas 4,90 metros de comprimento, o Freedom 16 tinha no dia do teste, um adversário difícil, as condições do mar na baía de Cascais, com o vento de Sueste fraco, mas a provocar agitação na água. Em virtude disso, os testes de velocidade máxima e aceleração não podiam ser feitos com segurança. Uma avaria no conta-rotações, também não nos permitiu medir as rotações do motor nas diversas velocidades Com o sistema BLAST a funcionar, no motor Honda BF80, no arranque, o Freedom 16 em 1,80 segundos já planava, mostrando também que o casco descola bem da água. Aliás, esta característica do casco também se notou, quando fizemos o teste da velocidade mínima a planar, pois aos 11 nós o barco mantinha-se bem. Apenas não pudemos medir a quantas rotações ia o motor.


Náutica

Porão sob o banco da popa Quando acelerámos para a velocidade máxima, atingimos 29 nós e ficámos por aí, ainda com um bom pedaço do comando do acelerador por fazer. Com a água mais calma e com as rotações à volta dos 5800 rpm é provável que o barco atinja os 33/34 nós. O Freedom 16 é um barco para diversão e adequado aos

desportos aquáticos. Tem um casco com um V profundo e robaletes salientes, por isso, agarra-se com segurança na água e com este motor puxará bem um ou dois esquiadores. Também foi devido ao casco que conseguimos navegar contra o mar a 18/20 nós com o casco a cortar a água com conforto e segurança.

Porão para o ferro No final do teste, o barco estava seco por dentro, graças ao casco deflectir bem a água para fora. Para concluir, salientamos

que o conjunto Capelli Freedom 16 e o motor Honda BF80, constituem uma boa associação que permite atingir prestações de alto nível.

Características Técnicas Tempest 530

Freedom 16

Comprimento

5,32 m

4,90 m

Boca

2,27 m

1,98 m

Diâmetro flutuadores

0,50 m

Peso em seco

450 Kg

450 Kg

Lotação

9

7

Potência máxima

110 HP

100 HP

Certificação CE

C

C

Motor

Honda BF100

Honda BF80

Preço barco/motor s/IVA

A partir de 22.123,00e

A partir de 17.909,27e

inclui Sonda, Radio e GPS

inclui o depósito de combustível incorporado

Performances

O Feedom 16 Tem um amplo espaço à frente para solário

Tempest 530

Freedom 16

Tempo para planar

1,60 seg.

1,80 seg.

Velocidade máxima

34 nós às 5.200 rpm

29 nós (talvez 5.000 rpm)

Velocidade de cruzeiro

24 nós às 4.000 rpm

22 nós (talvez 4.000 rpm)

Mínimo a planar

11 nós às 2.750 rpm

11 nós

3.000 rpm

15,2 nós

3.500 rpm

19,3 nós

4.000 rpm

24 nós

4.500 rpm

26,5 nós

5.000 rpm

30 nós

Distribuidor e Importador GROW Produtos de Força Portugal Rua Fontes Pereira de Melo, 16 Abrunheira, 2714 – 506 Sintra Telefone: 219 155 300 geral@grow.com.pt www.honda.pt Porti Nauta Grupo Angel Pilot Telm: 91 799 98 70 - info@angelpilot.com Parchal – Lagoa www.angelpilot.com

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Notícias do Mar

20 Anos de Siroco

No Ponto Alto do Negócio Quando falamos de Siroco juntamos no nosso pensamento um casal extraordinário, José Augusto Oliveira e Salete Novaes, que apostaram estabelecer-se em Portugal há vinte anos, com um projecto onde ninguém apostava, mas ambos tinham já elevada experiência e conhecimentos para o desenvolverem, a actividade de “Broker”

José Augusto Oliveira e Salete Morais

H

oje, Siroco é um grupo de empresas, a primeira das quais a Siroco Yacht Brokers, foi fundada em 1994. Seguiu-se a Siroco Equipamentos Náuticos, a Sea Way e a Siroco Seguros. Quando por motivos familiares vieram para Portugal vindos do Brasil, onde lideravam o negócio de “Broker” há dez anos, ambos sabiam que a aposta era a certa. O êxito no Brasil foi fruto da experiência de ambos com alguns anos na actividade económica na náutica de recreio, José Augusto como director de um estaleiro no Rio de Janeiro e Salete na área comercial de outro estaleiro concorrente, em São Paulo. A nossa primeira pergunta 28

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foi: Quando fundaram a Siroco, qual foi a vossa primeira actividade: A de Broker ou a representação da Plastimo? Respondeu José Augusto: “Foi praticamente em simultâneo, pois um mês depois de iniciarmos o negócio de venda de barcos usados, estávamos com a representação da Plastimo. Em Março de 1994, estávamos participando da primeira Nauticampo, com um stand fazendo a apresentação da Siroco como “Broker” e num outro espaço a vender os produtos Plastimo que tinha o maior catálogo de equipamentos náuticos.” Salete acrescentou: “As pessoas ficavam admiradas de ver um casalinho ali a vender uma extensa gama de equipamentos para os seus barcos” Os dois negócios ganharam com a complementaridade? Resposta de José Augusto:

“Completamente. Foi a nossa melhor decisão. Conhecia bem a Plastimo, pois instalava nos barcos que produzia no Brasil uma boa parte dos equipamentos e acessórios desta marca, pela qualidade que oferecia. Quando ainda estava a preparar o arranque da Siroco em Portugal, numa reunião com Miguel Vilar da H.Mares, um dos maiores importadores de barcos de recreio na altura, ele disse-me: “Saiba que não há ninguém no nosso país com o seu knowhow” e de facto, em 1994, eu tinha já vinte anos na construção de barcos. Uma coisa é um desconhecido aparecer no mercado a querer vender barcos usados. Outra é esse desconhecido ter conhecimento profundo do assunto e uma marca como a Plastimo e a vender também equipamentos.” Salete salientou:

“Começámos logo com muito profissionalismo e a procurar resolver os problemas dos nossos clientes. A Plastimo é uma marca de produtos de qualidade, com preços extraordinários e que tem tudo para equipar um barco” e José Augusto concluiu: “A grande vantagem que tínhamos, é


Notícias do Mar

que na qualidade de importadores oficiais, comprávamos melhor que qualquer outra pequena empresa e tínhamos capacidade de oferecer bons preços de venda ao público.” Qual a diferença, em volume de negócios, dessas duas actividades? Salete respondeu: “Logo de início o volume de negócios era de 50% para cada um, depois fomos subindo o negócio com a Plastimo e atingimos o máximo de negócio há seis anos atrás.” Joé Augusto realçou “Com a nossa dinâmica e um marketing sempre dirigido ao consumidor, rápidamente liderámos o mercado em Portugal. Fomos por vários anos, claramente o melhor Distribuidor Plastimo no Mundo. Chegamos mesmo a ser considerados como uma filial e devido a isso, usámos a Plastimo Portugal como marca. Participamos com destaque, por vários anos dos Meetings mundiais da marca. Quando recentemente, a Plastimo mudou de pro-

A Loja Siroco na Douro Marina prietário, fomos chamados para uma reunião. Quando pensávamos que nos que-

riam de fora ou estavam em negociações com alguém, a resposta foi a demonstração

de preocupação por parte deles, pelo facto de saberem que nós já vendíamos outras

Lagoon 450 2014 Abril 328

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Notícias do Mar

marcas e quiséssemos sair. Assim, continuámos com a Plastimo e também com as outras marcas”. Conclusão de Salete: “Agora somos uma Central de Compras, com um catálogo próprio. A Plastimo representa 70% dos produtos que vendemos. Temos equipamentos que importamos de outras marcas, que se complementam. Quando equipamos uma embarcação dizemos ao cliente, “somos a solução para o seu barco” porque também lhe podemos

acrescentar valor de qualidade para valorizar uma posterior venda como usado”. José Augusto acrescenta: “Se o cliente não quiser Plastimo, dando preferência por equipamentos baratos, também temos, mas não deixamos de lembrar que SEGURANÇA é fundamental. Já equipamos e preparamos barcos para navegações à volta do mundo ou para países como Angola, Moçambique, Ilhas Maurícias, Brasil, Nova Zelândia, EUA entre outros. São normalmen-

Sempre um serviço de alta qualidade no Charter 30

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te equipados com Plastimo. Entretanto, com a diminuição de actividade económica, o negócio dos equipamentos foi reduzindo. Já o trabalho de “Broker” foi-se mantendo equilibrado, basicamente com crescimento alavancado pelas vendas para o exterior. O ano passado foi o nosso melhor ano, vendemos 53 barcos usados, 26 dos quais para exportação. Países como Nova Zelândia, Austrália, Brasil, EUA, Ilhas Maurícias, Belize para além de diversos Países Europeus, fizeram parte desta conquista. Para tal, temos a colaboração de excelentes Skippers, que em se tratando de barcos à Vela, navegam os mesmos para qualquer parte do Mundo. Este ano, vendemos 14 barcos, dos quais 10 para fora de Portugal. A Siroco, está muito bem referenciada no mercado internacional, com muitas provas dadas, quer nos serviços de venda quer na rápida assistência e nas revisões efectuadas. Por norma, chegamos ao final do ano com um número idêntico de vendas Vela / Motor. No ano passado, graças à exportação, vendemos mais veleiros que barcos a motor”. Ainda Salete a lembrar a agressividade do marketing da Siroco com as Regatas Plastimo: ”Foram vários os anos onde as nossas regatas tiveram mais de 100 barcos em prova. No último ano em que organizámos a Regata Plastimo, participaram 155 veleiros. Nunca tantos veleiros tinham entrado em regata” Em 2006, o Grupo Siroco iniciou a representação dos Lagoon. Se tivesse sido três anos depois, faria a aposta? Resposta de José Augusto: “Talvez não. Mas na verdade, quando decidimos uma coisa, não paramos… Montamos uma nova empresa, a Sea Way e como disse não paramos. Vendemos 36 Lagoons em Portugal desde então, sendo que alguns deles, foram posteriormente vendidos para exportação. Antes de 2006, os Lagoon saíam de Les Sables ou Bor-


Notícias do Mar

déus e tinham que dar a volta à Península Ibérica para conseguir assistência no Mediterrâneo.” Salete prosseguiu: “A partir dessa data, organizámos uma gestão de assistência na hora para qualquer tipo de embarcação, mesmo para barcos acima dos 70 pés, com uma supervisão rigorosa. Quando o cliente ou Skipper chegam com o barco, este recebe logo os técnicos necessários para os trabalhos a executar. Pela prontidão e qualidade das intervenções, recebemos em 2009 e 2011, o Prémio da Melhor Assistência Lagoon do Mundo. O ano passado demos assistência a 54 Lagoon.” José Augusto acrescenta: “Em Julho de 2013, inauguramos um novo escritório na Douro Marina na Afurada. Vendemos 9 barcos e prestamos assistência especial a todos os Lagoon que entram. No que respeita ao declínio da náutica de recreio, qual é a responsabilidade que atribui ao Regulamento da Náutica de Recreio em vigor? Resposta rápida de José Augusto: “Talvez a palavra certa seja: Incompreensível ou mesmo Inadmissível o que se passa para registar um barco. Antes da diminuição de actividade económica, já a náutica de recreio sofria por causa da pesada burocracia para registarem barcos no IPTM ou nas Capitanias. Mas agora parece estar pior. Se um barco é novo e têm a classificação CE, não se entende que seja sujeito a vistorias. Gastam-se 800 euros ou mais

Na inauguração da Loja na Douro Marina para se registar um barco quando podia ficar por muito menos. Até mesmo a inspecção ao material de segurança, obrigatório, podia facilmente ser substituído por uma declaração do proprietário da embarcação, afirmando ter a bordo todo o equipamento exigido. Em caso de num acidente ou numa simples inspecção aleatória, for provada a inexistência de qualquer equipamento, então seriam aplicadas as coinas pré estabelecidas. Até mesmo o custo de uma simples Estação de Rádio, aumentou de forma desme-

Lagoon em manutenção

surada. Por estas razões, vemos lamentavelmente alguns proprietários, a registar os barcos em outros países comunitários. Para finalizar, quais são os planos futuros do Grupo Siroco? Salete inicia: “ Vamos desenvolver mais a nossa Central de Compras e também a Siroco Seguros. Este, é mais uma prova do bom serviço que prestamos aos nossos clientes e que está a ter boa aceitação e em expansão.” José Augusto termina: “Passei a minha infância e juventude em Angola e em Fevereiro es-

tive lá a comemorar os meus 60 anos. O resultado está à vista. Vamos avançar ainda este ano com a Siroco Angola. Temos vários clientes por lá. É sem dúvida um mercado em expansão. Em Angola vamos representar três marcas de barcos, a Lagoon e outras duas, uma será de veleiros monocasco.” Numa sociedade impera acima de tudo o respeito e a confiança, mas com José Augusto Oliveira e Salete Novaes a força da Siroco foi ampliada não só pela dinâmica de ambos mas também por um forte e mútuo carinho.

Barco a motor em manutenção 2014 Abril 328

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Electrónica

Notícias Nautiradar

Raymarine Apresenta a DragonFly 7 Especial para a Pesca Desportiva Não é por acaso que se denomina de uma nova espécie em sondas. A DragonFly, um verdadeiro caso de sucesso da Raymarine e best seller em 2013, evolui com o lançamento da DragonFly 7. em inteligência submarina. Os transdutores DownVision estão disponíveis nas opções de montagem em painel de popa, motor elétrico e através do casco. Outros aspectos relevantes . Sensor de GPS integrado de 50 canais • Interface de utilizador intuitivo que simplifica as escolhas no ecrã e as opções de menu • Disponível com cartografia Navionics em cartões microSD de memória • Sensor de temperatura integrado no transdutor • Ideal para instalações abertas em cockpit graças à proteção contra salpicos e submersão, standards IPX6 e IPX7 respetivamente.

A Novidade DragonFly 7 Mas a família das Sondas DragonFly cresceu e já foi apresentada ao mercado a DragonFly 7 que combina todas as capacidades atrás descritas mas num display super brilhante de 7’’, perfeitamente visível à luz solar intensa, o que permite excelente legibilidade em todas as condições. É possível tirar partido da tecnologia patenteada Raymarine Visionality™ num écran maior com imagens muito realistas e a deteção de peixe é imbatível. Tal como a sua antecessora, com total capacidade de mostrar imagens de fundos e estruturas com a qualidade dada pela tecnologia CHIRP DownVision™. Disponível já a partir de Abril para mais informações contacte o importador www.nautiradar.com

Dragonfly7

D

esde o seu lançamento, há pouco mais de um ano, que esta sonda de pesca não pára. Foi a primeira sonda com a tecnologia Chirp que permite obter imagens de alta resolução, explorar estruturas submersas e detetar peixe como nunca antes era possível. Com Chirp DownVision™ tudo ficou ainda mais claro para os pescadores desportivos nos rios ou ao longo da costa, que assim puderam aceder ao mundo por baixo do seu barco com a definição duma fotografia, graças a esta tecnologia patenteada da Raymarine A DragonFly foi a primeira sonda de pesca com imagens em alta resolução dadas pela tecnologia CHIRP. A tecnologia CHIRP de duplo canal, permite-lhe explorar as estruturas e detetar peixes como nunca antes tinha sido feito até profundidades 32

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de 180m e sem perder definição Ao contrário das sondas convencionais que transmitem uma frequência em cada impulso, a sonda DragonFly DownVision utiliza a tecnologia CHIRP para transmitir sobre um amplo espectro de frequências de sonda em cada impulso – o resultado é uma imagem com uma resolução muito maior, e com um aspeto muito mais real. CHIRP de Duplo Canal - Duas Sondas numa só A Dragonfly inclui dois canais discretos de sonda CHIRP. O primeiro é o canal DownVision de ultra elevada resolução e o segundo é o canal de alta resolução para deteção de peixes. Pode vizualizar cada canal de sonda independemente ou mude para o modo de sonda dupla em ecrã dividido para obter o máximo

Dragonfly7 em Split Screen


Electrónica

O 50º Aniversário da ICOM Celebrado em Todo o Mundo

O 2014 é um ano muito especial para a família ICOM pois marca o 50º aniversário da fundação da incorporação da ICOM em 1964.

E

m Abril de 1954 o senhor Tokuzo Inoue fundou a Inoue Seisakusyo em Quioto no Japão, e passados 10 anos, em Maio de 1964 dá origem à ICOM Inc. e o Sr. Tozuko Inoue tornase o seu presidente. Atualmente e apesar da dimensão e sucesso da empresa, ainda mantêm uma enorme influência na gestão da empresa. A ICOM tornou-se à escala mundial num prestigiado fabricante de equipamentos de rádio nos segmentos de

mercado profissional, de rádio amador, marítimo e aeronáutico, e ainda fabrica produtos de navegação e recetores de comunicações. Mais recentemente passou a fabricar produtos de rádio digital Amador (D-STAR), rádios digitais e sistemas na qual se incluem os produtos NXDN, dPMR e P25 sob a marca digital IDAS. Reconhecimento Mundial da Qualidade ICOM Em todo o mundo, os produtos ICOM têm uma reputação associada à qualidade e fiabilidade que é insuperável. Esta característica é tão importante que muitos dos seus utilizadores dependem dos produtos para a sua subsistência e segurança. Os produtos são testados exaustivamente e ao nível da sua engenharia

são 50 anos de experiência que têm como resultado a excelência colocada em cada produto. Nos últimos anos a ICOM desenvolveu para o mercado marítimo, rádios submersíveis, estanques e que flutuam, e para o mercado profissional e de rádio amador, equipamentos avançados digitais e de onda curta (HF). Como prova da grande aposta da inovação e desenvolvimento, veja-se por exemplo o rádio de HF de écran tátil IC-7100 ou mesmo o sistema avançado de rádio WLAN de utilização livre. A ICOM mantém a sua sede em Osaka no Japão sendo das raras empresas de eletrónica que não deslocaram a sua empresa para mercados de mão de obra mais barata e o seu compromisso com a qualidade é um dos preceitos da marca.

A sua fábrica em Wakayama tem um sistema avançado de produção de todos os produtos em multi-modo de comunicação sem fios (Wireless). Os processo de desenho e fabrico estão certificados de acordo com os parâmetros de qualidade ISO9001/ISO9002 e ISO14001. Atualmente cotada na bolsa de valores de Tóquio, tem uma rede internacional de vendas que marca presença em mais de 80 países. Em 1997 abre a sua filial em Espanha, ICOM Espanha com sede em Barcelona e tem ainda filiais em vários países como por exemplo no Canadá, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Inglaterra, França, Taiwan etc. Em Portugal os seus produtos são comercializados pela Nautiradar: www.nautiradar.pt 2014 Abril 328

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Notícias do Mar

Viver o Tejo

Entrevista Carlos Salgado

Os Barcos Típicos do Tejo e o Turismo Este Espaço que costuma ser dedicado a uma entrevista, hoje é uma reportagem

O Mestre Jaime Costa (filho), sócio gerente do Estaleiro Jaime Costa & Filho, convidou-me para visitar um barco Varino do Tejo, de 35 ton., de nome SOU DO TEJO, que por sua iniciativa foi reconstruído no seu estaleiro para manter o emprego do pessoal que ali trabalha.

Mestre Jaime Costa

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sso aconteceu, devido ao facto dos seus clientes habituais, as Câmaras Municipais, que são proprietárias de barcos típicos do Tejo, que precisam de ir ao estaleiro periodicamente para trabalhos de manutenção, mas que devido a 34

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constrangimentos financeiros em tempos de crise, essas edilidades estão a adiar aqueles trabalhos regulares e por isso faltam as encomendas ao estaleiro. Mestre Jaime Costa meteu mãos à obra para reconstruir o SOU DO TEJO na expectativa de

que ele pudesse ser rentabilizado a fazer serviço marítimo-turístico, de que o Tejo tanto carece. Porém, as dificuldades que o IPTM está a criar estão a impedi-lo de poder dar início a essa actividade o que, obviamente, lhe está a causar grande prejuízo.

Intransigência do IPTM põe em risco o futuro do estaleiro Também para evitar o despedimento de pessoal, deu início à recuperação de um Bote-Fragata de 30 ton, o SEJAS FELIZ, que foi construído em 1947, cujo destino é igualmente para fazer viagens turísticas mas, pelas dificuldades que está a ter com a licença do varino SOU DO TEJO, teme o pior para o futuro do estaleiro. O que preocupa e indigna o Jaime Costa é o facto de já há um ano e meio que pediu a licença para o varino navegar e trabalhar, e não consegue que ela lhe seja concedida devido à intransigência do IPTM, isto porque exige que o mestre Jaime apresente os planos geométricos e os cálculos de estabilidade desta embarcação, documentos que ele não tem para entregar, devido ao facto dos barcos deste tipo terem sido construídos em meados de século passado. Ora, como o IPTM desconhece ou ignora que nesse tempo os barcos tradicionais do Tejo não eram construídos por planos porque eram feitos à vontade e ao gosto do freguês, que confiava no saber e nas mãos experientes dos mestres carpinteiros e dos seus artífices, e era por isso que os barcos do mesmo tipo e capacidade de carga, acabavam por não ficarem iguais, não só no casco como na armação e até na área vélica. Uma prova de que os conhecimentos dos mestres construtores desse tempo era fiável e segura, está no facto de não haver notícia de naufrágios desses barcos de trabalho, no tempo em que eles eram às centenas ou aos milhares, numa labuta constante, mesmo com tempo alteroso de mar e de vento, tanto no estuário como para montante, quando a navegação de cabotagem se fazia até à fronteira porque o Tejo era a principal estrada do país. Isto leva-me a pensar que neste caso, o comportamento do


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IPTM peca por excesso de rigor e até insensatez. A propósito, ainda sobre o IPTM, devo dizer que já há algum tempo que tenho vindo a ouvir, nos meios náuticos, queixas e comentários negativos sobre este organismo, ao ponto de ser tido como “persona non grata” por estar a proceder com exacerbado zelo. Diz-se até que este organismo procede desta forma por ter as “costas quentes”, por conseguir junto do poder político, que sejam feitas leis à medida do seu próprio interesse corporativo. Para além disso, ele é considerado o principal responsável pela regressão, bem visível, da náutica de recreio nacional, por estar a desincentivar o cidadão interessado na compra de barco novo, usado, ou de auto-construção, para a navegação lúdica ou desportiva. Não acredito, por ter quase a certeza de que o IPTM não está a usar o mesmo rigor no caso dos operadores marítimoturísticos do Douro e do Alqueva. Nos meios náuticos de recreio, até já se diz que quando as licenças das embarcações de recreio eram do foro das capitanias dos

Portos ou das suas delegações, as normas requeridas baseavamse no conhecimento e na sensatez, ao ponto dos praticantes da náutica, terem saudades desses tempos. Seja como for, temos o exemplo de outros países em que a náutica de recreio está em franca expansão, tudo o que diz respeito à homologação e licenciamento das embarcações de recreio é da responsabilidade dos clubes náuticos e das classes desportivas, porque se faz fé no certificado do construtor de origem ou daquele que repara ou reconstrói as embarcações, processo que está a ter resultados muito positivos, e define bem o que é viver num ambiente em que a confiança e a democracia são cultivadas, e portanto não há corrupção. Recomendação feita pela Assembleia da República Para obviar estes e outros problemas que estão a ser levantados à náutica de recreio e ao turismo náutico, vem muito a propósito uma recomendação feita pela As-

sembleia da República em 24 de Janeiro do corrente ano de 2014, que passo a transcrever: A Assembleia da República, nos termos do n.º 5 do artigo 166.º da Constituição, resolve recomendar ao Governo que: 1. Defina no prazo de 180 dias, recolhendo e considerando a visão das autarquias, do movimento associativo náutico, da Marinha e do Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos/ Instituto da Mobilidade e dos Transportes, um regime jurídico que preveja e regule a utilização da Via da Água por transportes fluviais públicos não regulares e para aluguer de embarcações, aplicável aos estuários de rios em território continental; 2. Defina, em conjunto com as entidades responsáveis pelas áreas territoriais abrangidas, um plano de construção e adaptação de infraestruturas, pontões e cais, capaz de responder às necessidades geradas pelo funcionamento de um serviço de transporte fluvial não regular; 3.Salvaguarde o reconhecimento da especificidade e das características das embarcações tradicionais que possam

vir a prestar esses serviços. Esta recomendação teve origem no Manifesto para a Libertação da Via da Água que foi subscrito por várias entidades, como a Associação dos Proprietários e Arrais das Embarcações Típicas do Tejo, a Associação Náutica da Marinha do Parque das Nações, a Associação Nacional de Cruzeiros e a Associação Portuguesa do Património Marítimo, que pretendiam chamar a atenção para a necessidade de reduzir as restrições e os encargos administrativos impostos à utilização das embarcações como meio de transporte não regular.

Várias fotográfias, esteriores e interiores do Varino do Tejo “Sou do Tejo” 2014 Abril 328

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Notícias do Mar

Texto e Imagens de Arquivo Carlos Salgado

Planeta Tejo

Viver o Tejo a Navegar, e Não Só... Na sequência da entrevista deste mês e perante as dificuldades que são levantadas àqueles que pretendem dedicar-se ao turismo náutico no Tejo, julgo oportuno chamar a vossa atenção para o que está a acontecer, quer no rio Douro onde esta actividade é intensa, bem organizada e rentável, que tem vindo a atrair, cada vez mais, turistas nacionais e estrangeiros, quer também no Alqueva, cujo conceito está bem adaptado àquele plano de água interior e por isso está a ter uma procura em crescendo.

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erante estes dois exemplos, e por eu ter vindo a pugnar já há algumas décadas pelo aproveitamento do Tejo para a navegação turística, graças aos seus atributos, tanto paisagísticos como culturais para este tipo de turismo, onde muitos projectos que estão metidos na gaveta e que foram apresentados muito antes de terem sido tomadas as iniciativas marítimo turísticas do Douro e do Alqueva. Nas crónicas que tenho publicado neste jornal, tenho abordado este assunto com uma certa insistência, até porque conheço o Tejo desde a nascente até à foz, e nomeadamente no curso português deste nosso maior rio, tenho navegado e vivido in loco, todos as potenciais valências do Tejo, quer das paisagens como da biodiversidade, quer dos patrimónios, material e imaterial, que são diferentes de região para região. Não me venham dizer que esses projectos não avançaram devido ao Tejo não ter a navegabilidade suficiente para investir nessa actividade, porque isso são tretas.

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Afirmo isto porque sei que ele tem lanços navegáveis com uma extensão considerável que pode rentabilizar qualquer investimento nesta área do turismo náutico, quer em barco próprio, quer em embarcação que tenha a actividade marítimoturística. Posso garantir que o Tejo, para além de ter as tais paisagens magníficas, e ainda com a vantagem delas serem bastante diversificadas de região para região, desde as lezírias a jusante até às montanhas de montante, com plantações agrícolas e silvícolas também diferentes, e dou como exemplo os seguintes lanços com condições para o efeito, de jusante para montante: 1. Do estuário (do mar) até Valada; 2. Do Castelo de Almourol até Constância (e na época das chuvas, até a Abrantes); 3. Do Açude de Abrantes até ao Pego; 4. Na albufeira de barragem de Belver; 5. Na albufeira do Tejo Internacional, quase até Alcântara em Espanha, albufeira chamada internacional porque a sua margem direita é

portuguesa (concelhos de Castelo Branco e de Idanha a Nova) e a margem esquerda é espanhola. O que falta são ideias, engenho e cultura de empreendedorismo, local e regional. Faz falta também que as autarquias ribeirinhas reconheçam que este tipo de turismo é uma mais-valia para a economia do seu concelho e por isso devem passar a contribuir para o seu incremento, criando pequenos portos, rampas de acesso à água e fluvinas (pequenas marinas fluviais). Operadores m a r í t i m o -t u r í st i c a com iniciativas Reconheço que há alguns operadores da actividade marítimo-turística no Tejo, e louvo a coragem deles em tomarem essa iniciativa, o que me leva a publicar nesta crónica alguns dos seus anúncios, seguidamente, contudo são ainda muito poucos para um plano de água de 200km do nosso Tejo, que tem um número de lanços navegáveis com uma extensão apreciável e suficiente para ser rentável, lanços esses

que são bordejados por inúmeros povoados, próximos uns dos outros, e que têm um património construído muito interessante, e culturas ancestrais bastante peculiares. Passo portanto a indicar os operadores maritimo-turísticos que operam no Tejo nos lanços, de montante para jusante, transcrevendo os seus anúncios: 1. O Factor Ócio, a empresa que organiza os passeios turísticos no seu barco “El balcón del Tejo” no Parque Natural do Tejo Internacional, anunciou recentemente “ ter a intenção de abrir uma nova rota que subirá o rio Ponsul (afluente do Tejo) até chegar à localidade portuguesa de Castelo Branco. Este barco está actualmente a fazer duas rotas que partem do molhe de Herrera de Alcântara em Espanha, com destinos finais na barragem de Cedillo e na Fuente de Geregosa, em Santiago de Alcântara. A primeira rota tem uma duração de aproximadamente duas horas e atravessa o Parque Natural, e a segunda proporciona uma visão da paisagem, da flora e da fauna do Parque a partir do Tejo. Desde Março de 2011 até Janeiro de 2012, viajaram neste barco 24.326 turistas, dos quais 4.573 estrangeiros. 2. Do lado de cá da fronteira, a empresa Turismo Activo e Natureza tem um barco que parte diariamente de Vila Velha do Ródão “pelas águas do Tejo revivendo histórias de reis visigodos, cavaleiros templários e conquistas romanas. Observamos ao sabor do vento o voo dos grifos e a beleza da cegonha negra. Mas é nas gravuras rupestres que sentimos a presença milenar dos homens neste rio de oliveiras semeadas nos socalcos do xisto. Actualmente temos capacidade para 25 pessoas”. 3. No lanço do Tejo, entre a Vala Real de Azambuja, Salvaterra de Magos e Valada do Ribatejo, há três operadores marítimo-turísticos, a saber: 3.1.– Ollem oferece quatro cruzeiros distintos: A - Rota dos Avieiros, com saída do Cais de Valada do Ribatejo e visita as aldeias da Palhota e do Escaroupim, onde poderá experimentar a gastronomia típica da região. Poderá ainda visitar um mouchão,


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ilha do Tejo com magnificas praias e cavalos. B - Rota do Tejo, cruzeiro de manhã pelo Tejo, e da parte da tarde poderá almoçar uma refeição típica da região e de seguida visitar a Falcoaria em Salvaterra de Mago, terá direito a prova de vinhos e uma demonstração equestre do cavalo lusitano. C- Rota da Lezíria, cruzeiro de manhã pelo Tejo, onde poderá visitar uma aldeia avieira e da parte da tarde poderá almoçar uma refeição típica da região e visitar os toiros no seu habitat natural. D - Rota das Aves, cruzeiro de manhã pelo Tejo, onde poderá apreciar as Aves no seu Habitat e visitar uma aldeia avieira”. 3.2. - A empresa Rio-a-Dentro promove passeios de Natureza no Rio Tejo, para grupos até 12 pessoas. Com a promessa de mostrar o Rio Tejo “como nunca o viu”; “a Rio-a-Dentro dá a conhecer as ilhas, as praias, as aves, as árvores, a história e as histórias do rio, assim como a cultura dos povos do rio. Embora o troço escolhido para estes passeios fique a menos de 40 minutos de Lisboa, ele é praticamente desconhecido e inacessível da grande maioria da população. A embarcação utilizada tem um motor eléctrico logo, não liberta óleos nas águas, nem cheiro a combustível e permite navegar silenciosamente, o que para além de ser muito confortável, facilita muito a observação da fauna local. Os passeios têm uma duração média de 2h30”. 3.3. - A Promatur que anuncia: Visite o Ribatejo, Salvaterra de Magos, Valada, Cartaxo, Azambuja... “Aqui, pode usufruir do contacto com a Natureza e iniciar um cruzeiro pelo rio Tejo. Venha connosco e suba o rio ao encontro das águas... Venha navegar pela antiga estrada fluvial que em tempos remotos, ligava Salvaterra de Magos a Lisboa. Proporcionamos-lhe um desafio inesquecível em redor da fauna e da flora do rio, onde a beleza natural surpreende o visitante. Poderá observar uma grande variedade de plantas e animais no seu habitat. Garças, cegonhas, corvos, galinholas, patos bravos, águias, touros e o cavalo lusitano em total liberdade. Mais à frente, Valada do Ribatejo, que vista à distância, a aldeia é um tapete de casinhas brancas, na frescura da margem e na beleza das coisas simples... a igreja, a marina, os barcos...e ao fundo a Ponte D. Amélia. Então, se a maré deixar navegaremos mais além... no meio da água, de ilhotas e mouchões teremos uma paisagem a não perder”. 3.4.- A Câmara Municipal de Azambuja tem um barco varino, o “Vala Real” que, sem fins lucrativos,

proporciona passeios às escolas e de cidadãos do concelho. 4. E depois só a jusante, já no estuário, é que pode viajar no Tejo em barco de passeio turístico, a saber: 4.1. - Cruzeiros SAL “ tem uma oferta variada e crescente de Cruzeiros Fluviais e Costeiros, principalmente em embarcações tradicionais. São diferentes opções para que o seu dia a bordo seja passado da melhor maneira possível. Caso seja individual, casal, família ou pequeno grupo aconselhamos que verifique a nossa oferta para Individuais. Caso o seu grupo seja de oito pessoas até algumas centenas, temos soluções para que faça uma actividade exclusiva com o seu grupo” 4.2. - A Taguscruises lança um novo conceito na cidade de Lisboa para se poder embarcar no Tejo. O objectivo da Taguscruises é simplificar o embarque no rio Tejo através de saídas diárias em horários regulares, abrindo assim uma nova porta para o Tejo, destinada tanto a turistas como a residentes que pretendam desfrutar do Tejo a qualquer momento do dia. As actividades náuticas no Tejo, área em franca expansão no mercado do turismo, há muito que pediam um serviço de grande qualidade e prestado em veleiros de última geração, dotados das mais modernas condições de conforto e segurança”. 4.3. - Os Cruzeiros no Tejo – unidade de Turismo do Grupo TRANSTEJO – “realizam-se, diariamente, entre 1 de Abril e 31 de Outubro e disponibilizam 2 circuitos de cruzeiro

no Tejo, os quais permitem desfrutar de uma vista inigualável dos pontos emblemáticos de Lisboa. A partir da próxima 2ª feira – 1 de julho - os Cruzeiros do Tejo vão oferecer a experiência “Circuito dos Descobrimentos” em horário extra. A nova oferta consiste em partidas diárias às 11h15 no terminal fluvial do Terreiro do Paço e às 11h30 no terminal fluvial do Cais do Sodré com destino à histórica e monumental zona de Belém. O cruzeiro, com duração de 1h30m, desembarca no Terreiro do Paço. Este horário extra do “Circuito dos Descobrimentos” é a resposta dos Cruzeiros no Tejo à crescente procura da sua oferta turística - Circuito “Lisboa vista do Rio” e Circuito dos Descobrimentos”. 4.4. - As Câmaras Municipais de Vila Franca de Xira, de Alcochete, da Moita e do Seixal, são proprietárias de barcos tradicionais do Tejo, varinos e botes fragata que, sem fins lucrativos, fazem passeios para escolas, cidadãos do concelho e convidados. NOTA IMPORTANTE – Se os políticos e governantes deixassem de ser míopes, ao limitarem-se apenas a apregoar repetidamente, na cassete caça votos, aquilo que toda a gente já sabe e sente na pele, de que é preciso que a economia do país cresça para podermos sair do buraco, cada vez mais fundo, em que nos encontramos, e antes pelo contrário passassem a reconhecer que há outros meios para fazer crescer a nossa economia e os incluíssem na sua agenda de trabalho, prioritária,

nomeadamente o turismo que é um produto ou indústria que tem todas as condições para emergir, com sucesso, outro galo nos cantaria. Digo isto porque sei que o turismo é um produto que, pelos patrimónios naturais e culturais que Portugal tem, bem assim como outros atributos que se prendem com o clima ameno e a capacidade e simpatia, inatas, do nosso povo para bem receber o turista, ele será uma das principais mais-valias para o crescimento da nossa economia. Estou convencido por experiência própria, de que, nomeadamente o turismo das nossas zonas húmidas, que pode e deve ser uma oferta interessante para o turista estrangeiro, para além do nacional (que deve passar a ir para fora cá dentro), em condições atractivas e com qualidade, que é um produto potencialmente valioso para exportar e dará um contributo válido para aumentar as exportações. Se os investidores nacionais e estrangeiros fossem bem esclarecidos e informados, através de uma campanha de divulgação eficaz, levada a cabo, quer pelo governo, quer pelas agências de viagem nacionais (que teimam em exportar portugueses para fazerem turismo fora do país), que os levasse a reconhecer que um dos melhores investimentos que podem fazer em Portugal é em equipamentos que valorizem a oferta turística, essa sim, era uma estratégia que ajudava realmente a resolver as nossas carências financeiras, com a virtude de também criar bastantes postos de trabalho, local e regionalmente.

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Notícias do Mar

Tejo a Pé- Caminhada Vila Velha de Rodão

Texto Carlos A. Cupeto

O Tejo É Muito Mais que o Terreiro do Paço e a Lezíria Em Vila Velha de Rodão, nas terras altas, o Tejo assume uma beleza impar. Autêntica, onde os mais variados patrimónios se cruzam. Tudo parece estar em harmonia. As pessoas, o rio e tudo o resto têm encanto e encantam.

No largo de Perais juntou-se o grupo

P

rovavelmente por isso, desde há muito que o homem por ali andou e se instalou. Variados atores locais como a Câmara Municipal de Vila Velha do Rodão (CMVVR), a Associação de Estudo do Alto Tejo e o Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo têm desenvolvido muitos e

do rio e do resto, por estas paragens. Só se valoriza aquilo que se conhece e depois de se conhecer esse conhecimento só vale a pena se for partilhado. Assim, num solarengo domingo de março, na encantadora freguesia de Perais, um pouco disto tudo foi dado a conhecer. O lançamento do guia A Calçada e a Barca da Telhada (Ed. CMVVR) foi a razão para alguns dos autores mostrarem in loco ao Tejo a Pé a magnífica paisagem e o rico património que os nossos antepassados por ali deixaram. É um trabalho ímpar, de um rigor excepcional, com grande seriedade e qualidade que começa por apresentar e justificar o projeto. Percebe-se, desde logo, que muito mais que um livro sobre património este é apenas um dos produtos de um projeto com imensos méritos mas que visa essencialmente criar mais um polo de interesse e atratividade nesta belíssima terra. Feito o muito trabalho de estudo no terreno, propõe-se um percurso pedestre, uma fabulosa mais-valia

excelentes trabalhos. Esta é a verdadeira Geração do Tejo que tanto tem feito por este rio e pelas suas gentes. O Centro de Interpretação da Arte Rupestre do Vale do Tejo é uma das materializações mais relevantes desta realidade. Todavia, num verdadeiro passo a passo, aquela Geração continua na busca do conhecimento da vida

A caminho do Tejo, lá em baixo, os horizontes são largos

A Geração do Tejo, conta o muito que sabe 38

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Passo a passo chegamos ao rio


Notícias do Mar

Livro-guia “A Calçada e a Barca da Telhada”(edição on line em httpsdl.dropboxusercontent.comu5140344520140324calcada_e_barca_da_telhada.pdf)

A marcação do percurso (PR7) possibilita que todos o possam fazer em total autonomia (fotografia de Helena Januário)

A barreira da Telhada leva-nos ao rio (fotografia de Helena Januário) e, quanto a nós, a melhor forma de dar a conhecer e valorizar este património ao maior número de pessoas possível. Tanto mais que a PR5 – Caminho da Telhada se insere num conjunto de Pequenas Rotas locais. Esta é uma aposta segura da CMVVR. A pé, como fizemos, é a melhor forma de conhecer um rio, uma terra, um lugar. Conhecer um rio é ler a sua história – como temos o privilégio de poder fazer com esta edição, no que respeita a estas ter-

Salvo de cheias está o abrigo do barqueiro (fotografia de Helena Januário)

ras do alto Tejo –, mas é, também, tocá-lo e cheirá-lo. Como se escreve, as barcas de passagem, como a barca da Telhada, constituíram a atividade económica mais próspera destas terras. Que os que cá estão agora e os vindouros saibam bem usufruir desta dádiva que foi, é, e será sempre o Tejo. Bem hajam, Geração do Tejo, por partilharem este rio connosco. cupeto@uevora.pt Professor na Universidade de Évora

Numa gentileza da Junta de Freguesia, debaixo de boas sombras saboreámos as iguarias da terra

A caminho da Junta de Freguesia animados pelo acordeão

No Núcleo Museológico do Contrabando (Perais), com a presença do Presidente da CMVVR a casa esteve cheia para o lançamento do livro-guia “A Calçada e a Barca da Telhada”. 2014 Abril 328

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Notícias do Mar

3ª Feira Náutica do Tejo

Feira Náutica do Tejo com Regresso Marcado

A Feira Náutica do Tejo está de regresso para a sua terceira edição, que acontece entre 29 de Maio e 1 de Junho, na Doca de Pedrouços, em Algés.

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xposição de barcos em seco e dentro de água, teste de equipamentos náuticos, áreas especialmente dedicadas ao surf, kitesurf, stand up paddle, windsurf, wakeboard, bodyboard,

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jetski, kayak, skimboard e mergulho, e atividades outdoor para os visitantes marcam a edição de 2014 desta Feira. “Este ano vamos inovar ainda mais. Aproveitando a localização ímpar da Doca de Pedrouços,

que nos permite diversificar o conceito da Feira, estamos a preparar várias surpresas para o público e até para os expositores. O nosso objectivo é dinamizar todas as atividades Náuticas cujo potencial em Portugal é enorme

e a Feira Náutica do Tejo é a ferramenta ideal.”, destaca Francisco Lufinha da organização. Depois do sucesso das duas primeiras edições, o evento é já uma referência no país no que respeita ao desenvolvimento das várias ver-


Notícias do Mar

tentes do sector Náutico, como Turismo, Lazer e Desporto. Para continuar a incrementar o crescimento desta Feira, a organização está a fazer uma forte aposta no conceito de mobilização, que passa por captar a um custo acessível a participação do maior número possível de empresas náuticas, seja de grande ou pequena dimensão, garantindo assim a agregação da melhor oferta náutica num mesmo local, de fácil acesso e com ati-

vidades para toda a família. A 3ª edição da Feira Náutica do Tejo é organizada pela +Mar – Associação Portuguesa de Turismo e Desportos Náuticos e conta com o apoio institucional do Porto de Lisboa e da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa. Website da Feira: www.feiranauticadotejo.com Redes Sociais: facebook.com/feiranauticadotejo 

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Jet-Ski

Notícias Angel Pilot

Angel Pilot Apresenta Novas Motos de Água Nova Yamaha FX SVHO O primeiro modelo Yamaha de 2014 em Portugal é a Waverunner FX SVHO e a Angel Pilot é o único concessionário Yamaha que tem uma disponível para teste e venda.

Características Técnicas

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ste novo modelo de três lugares oferece uma combinação perfeita de características de luxo com o motor Yamaha mais potente de sem-

pre – o motor marítimo Yamaha Super Vortex High Output (SVHO). Desenhada para um consumidor exigente, a FX SVHO estabelece novos standards de luxo e perfor-

mance sobre a água. Este modelo é rápido e está munido de várias funcionalidades, incluindo o casco e convés leve e hidrodinâmico em NanoXcel da Yamaha, uma nova bomba de 160 mm com 8 palhetas e turbina de 3 lâminas, o sistema de Trim de 5 posições (Q.S.T.S), o assento de duas peças e pegas com design ergonómico e o primeiro sistema de segurança por controlo remoto na indústria com o Low-RPM Mode (modo RPM reduzidas para iniciação).

Comprimento (m): 3,56 Boca (m): 1,23 Altura (m): 1,23 Peso a seco (kg): 397 Cap. Combustível (l): 70 Lotação: 1 - 3 Cor: Preto + azul metalizado Motor: Motor marítimo, sobrealimentado 4 cilindros, 4 tempos Cilindrada: 1812cc Outras Funcionalidades Casco e convés em NanoXcel Extensa Plataforma traseira Sponsons Tapetes Hydro-Turf Porta-luvas Suporte de bebidas lateral Duplo Suporte de Bebidas Compartimento Estanque Arrumação de popa de acesso rápido Controlo remoto, modo de segurança e RPM reduzidas

Nova Sea Doo Spark,

Limpa Acessível Divertida e Fácil

A nova Sea Doo Spark já está disponível para venda na loja Angel Pilot - líder Mundial de vendas de motos de água, desde 1991.

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uando a Angel Pilot iniciou a comercialização de motos de água, todos os modelos eram pequenos, ágeis, leves e fáceis de transportar num atrelado. As motos modernas são grandes e comparativamente muito dispendiosas – custam tanto quanto um barco. A equipa de investigação e desen42

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volvimento da marca Canadiana, na tentativa de trazer de volta a simplicidade e divertimento que falta nos modelos modernos, desenvolveu esta moto durante 8 anos, tendo como fonte de inspiração as Sea Dos dos anos 90. O resultado é uma moto totalmente inovadora, que incorpora o look moderno e diversas funcionalidades de alguns dos seus

“irmãos” mais dispendiosos. A família de motores ROTAX 900 ACE e o leve e reciclável material que foi usado para construir o casco, tornam esta moto de água amiga do ambiente, bem como, divertida e fácil – fácil de conduzir, fácil de transportar, fácil de colocar na água, e fácil de guardar. A Spark é também a moto de

água mais fácil de possuir, uma vez que custa cerca de 40% menos que os modelos mais próximos das outras marcas e oferece uma eficiência de combustível superior, permitindo às famílias viver o sonho de ótimos dias na água a um preço acessível. Características Casco: material, cor e design


Motas de Água

A nova moto de água Sea Doo Spark tem um estilo único e design compacto, com a nova arquitetura Exoskel que consiste num material leve de nome Polytec – Polipropileno reforçado com fibra de vidro – um material mais leve que a fibra de vidro usada em todos os outros modelos, 100% reciclável e resistente a impactos. Usando este material forte e fácil de fabricar, a Sea Doo conseguiu diminuir o peso deste modelo, tornando-o fácil de rebocar e transportar com qualquer carro, bem como, fácil de manobrar e muito divertido. A Spark foi desenvolvida em 5 cores matte: Rosa, Amarelo, Laranja, Baunilha e Cinza, todas elas combinadas com o preto comum para criar um look fresco e moderno. A Spark está disponível em duas versões: 2 e 3 lugares. As duas versões são essencialmente iguais mas a versão de três lugares tem um assento mais longo e uma extensão no casco (+26cm e 7kg) para maior estabilidade e flutuabilidade. Rotax 900 ACE / Rotax 900 HO ACE Para a nova Spark, a BRP desenvolveu um motor a 4 tempos de baixa potência: ROTAX 900 ACE. Este motor equipa a Spark em versões de 60hp e 90hp (HO), proporcionando a potência adequada para transportar 2 ou 3 passageiros e também para ser usada na prática de desportos aquáticos, graças ao rácio potência/peso. A opção HO, tal como outros modelos Sea Doo, inclui os modos Sport e Touring e a hipótese de instalar o sistema de travagem e marcha à ré da Sea Doo (Ibr – Intelligent brake and reverse), que torna as manobras de atracagem muito mais fáceis e permite parar a moto de água até 30m antes que qualquer outra moto com Ibr. O motor ROTAX ACE a três cilindros em linha, contem várias das tecnologias avançadas da Sea Doo, incluindo uma excelente economia de combustível (a marca afirma que este

é o motor mais eficiente disponível no mercado), acelerador eletrónico e o closed loop cooling system, ou seja, o sistema fechado de refrigeração, que usa líquido refrigerador, evitando o contacto com a água salgada, que tem efeito corrosivo nos motores. O acesso ao motor é realmente fácil: há portas de acesso para alcançar itens como a bateria, reservatório do óleo, e kit de segurança; O depósito de combustível está localizado por baixo do assento e o casco não está colado ao deck, como acontece em todos os outros modelos: a Sea Doo encontrou uma forma de aparafusá-los, usando uma borracha para prevenir a entrada de água, o que permite, literalmente, desaparafusar o casco do deck em cerca de 10 minutos, oferecendo um acesso ao motor sem precedentes. Personalização Para este modelo, a Sea Doo desenhou uma vasta gama de acessórios e autocolantes, de forma a adicionar funcionalidade e melhorar a experiência de condução. Com todos os acessórios listados de seguida, os pilotos podem personalizar totalmente a sua moto: - Compartimento de arrumação à proa – Para qualquer objeto que o piloto deseje levar consigo (Volume: 28l) - Escada de banhos – Conveniente escada com uma superfície própria para não magoar os joelhos que facilita a subida para a moto. A escada tem capacidade para um máximo de 113 kg. - Capa Sea Doo Spark – As capas da Sea Doo Spark são realmente fáceis de colocar, feitas de tecido com resistência aos raios UV e têm sistemas de libertação de ar patenteados para utilização em movimento no atrelado e uma bolsa interior para guardar a capa quando não está a ser utilizada. - Kit Autocolantes – As cinco cores da Spark podem ser personalizadas através de um dos 20 kits de autocolantes disponíveis, desenvolvidos especificamente para a superfície de plástico da Spark. - Defensas de encaixe para prote-

ção ao atracar – Estas defensas, fáceis de colocar e remover, foram desenhadas especificamente para motos de água Sea Doo. - Toldo Chill – O inovador toldo Chill, é um toldo que protege o condutor, na água e na praia, porque pode ser usado quando a moto está parada ou mesmo em movimento até 56km/h, quando instalado corretamente. O toldo inclui com duas bolsas que podem ser usadas como fixadores na praia. - Protetor Flanco – O protetor de borracha foi desenhado para a Sea Doo Spark. As suas curvas e ângulos seguem as linhas da unidade para assegurarem a proteção conta pequenos impactos, mantendo o aspeto da moto. - Extensão Grip Mat – Trata-se de uma superfície almofadada, desenvolvida especificamente para a Sea Doo Spark de 3 lugares e que assegura conforto e tração durante a navegação. - Marcha à ré manual; - Rede Arrumação – Esta rede mantém arrumados os itens usados regulamente, como as defensas, os cabos de amarração ou as máscaras de mergulho. Os proprietários das Sea Doo Spark podem ainda escolher entre uma série de equipamento e vestuário desportivo: Fatos, luvas, calções, chapéus e outros. O modelo disponível para venda na loja Angel Pilot é a Spark 900 ACE (60hp) e o preço é de 5 683€ (IVA não incluído) que é literalmente milhares de euros mais baixo que qualquer outra moto de água no mercado. Daqui a dois meses, todas as cores e opções de personalização estarão disponíveis. A Voz da Experiência – Alessandro Balzer Alessandro Balzer é o fundador e CEO do Grupo Angel Pilot, vendeu mais de 5000 motos de água e expe-

rimentou todos os modelos no mercado desde 1990. Alessandro participou em inúmeras competições de Jet Ski a nível nacional e internacional. Em 1999, venceu o Campeonato Mundial na classe Ski Stock e em 2004 venceu a Copa del Mundo Beefeater, em Marbella (Espanha). Perguntamos a Alessandro o que pensa da nova Sea Doo Spark: “Fui a primeira pessoa a experimentar a nova Spark em Portugal e estou impressionado com a performance deste novo modelo, não podia ter sido uma experiência melhor. A Spark é incrivelmente fácil e intuitiva. Esta moto é realmente fácil de possuir e o facto de ter um motor de baixa potência não influencia de maneira nenhuma o divertimento. Na verdade, este é um dos modelos mais divertidos que experimentei nos últimos anos, faz-me lembrar as motos que usávamos nas competições dos anos 90: essas motos não tinham muita potência mas faziam-nos sentir como se estivéssemos a voar. Isso é exatamente o que acontece com a Spark, 40 milhas por hora parecem muitas mais. Com a versão de dois lugares equipada com o motor ROTAX ACE 60hp (o menos potente), conseguimos até praticar wakeboard. Quanto ao preço, não há muito a dizer: posso vender 2 motos ao preço de uma! Estou confiante de que a Sea Doo Spark é uma grande oportunidade de recuperação para o mercado Português, porque esta é uma moto apelativa não só para os habituais entusiastas de motos de água, como também para vários outros que, provavelmente pensavam não poder suportar os custos de uma moto de água ou não ter o espaço para a guardar.” A Angel Pilot foi a primeira empresa em Portugal a ter em stock

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Chumbadinha Qual é a Cana Ideal?

Texto e Fotografia: Carlos Abreu/Mundo da Pesca

Se há um tipo de cana que ainda não encontrou um modelo definitivo, sem sombra de dúvida que as dedicadas à pesca da chumbadinha em embarcação estão à cabeça. Pesca-se com quase todo o tipo de canas e se os que pescam com linhas finas preferem canas de boia, os amantes “da pesada” preferem canas de spinning. É por isso que muitos pescadores teimam em perguntar: “qual a cana ideal?”.

A

pesca à chumbadinha já não vem de agora. Em muitas zonas do País já se usava esta técnica, usando o mesmo princípio da pesca ao tento ou sentir, adaptandose desta feita a gramagem de chumbo de forma proporcional às profundidades em que se tentavam capturar peixes como os pargos e os sargoslegítimos, mas sempre o mais 44

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ligeiro possível. Por isso, quem pensa que descobriu a chumbadinha apenas a redescobriu e a adaptou à pesca com embarcação fundeada, pois esta era uma técnica maioritariamente feita à rola, à deriva. Uma coisa é certa: é a técnica da moda e que apanha peixe de qualidade. Não quero ser pretensioso ao ponto de querer dizer o que é uma cana perfeita – se é que as há...- para pescar

à chumbadinha de barco. Muito longe disso. No entanto, há canas mais indicadas para certos gostos e formas de pescar e parece que o mercado está a caminhar para um consenso, mas isso só o tempo e as modas revelarão. Já se viu um pouco de tudo. Desde canas de boia até canas de spinning, tudo é válido para se aplicar a técnica que reside em colocar uma chumbada fu-

rada livremente na linha a correr até ao anzol. Logicamente que os gostos e a forma de pescar de cada um muito contribuem para esta escolha. Casos “limite” Os apreciadores das pescas com linhas finas – e por “finas” entenda-se linhas que não ultrapassem o 0,30, 0,35mm – optam geralmente por canas mais sensíveis, com ação


Pesca Desportiva

Pesca-se com quase todo o tipo de canas

A pesca à chumbadinha apenas se adaptou à pesca com embarcação fundeada

mais parabólica de maneira a compensar as fortes investidas dos pargos e outros peixes de porte. As opções destes especialistas que se viam a bordo das embarcações eram canas de pesca à boia (bolonhesa), canas telescópicas de pesca à inglesa (telematch) e canas telescópicas de pesca à truta, imagine-se. Todas estas opções são extremas, apenas para quem sabe exatamente o

que quer, sabendo de antemão os enormes riscos que se correm pela própria fragilidade do material. São pescadores que gostam de pescar com linhas finas, sempre com a cana na mão o que, durante uma jornada inteira, pode “massacrar” os braços se o material não for ligeiro…e o mesmo serve para o carreto, longe de ter o tamanho a que estamos habituados a ver; raramente ultrapassa o tamanho 6000. São canas agradáveis de pescar mas que são mais frágeis. As ferragens nestas pescas são forçosamente mais fortes e por vezes é aí que partem – por vezes em várias partes – e a outra ocasião é durante o “petisco”. Como pesca de “espera” que é, leva enganosamente a que os pescadores coloquem as canas nos suportes à espera que os pargos comam, período no qual também aproveitam para comer. Nada de mais errado pois o cabo da maior parte destas canas não é concebido para este tipo de pesca, levando a que, inevitavelmente, as canas se “escavaquem” todas do cabo para cima. 2014 Abril 328

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Pesca Desportiva

Com a embarcação fundeada ou à rola pescam-se grandes exemplares

Resistência do Porta-Carretos

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m aspeto importante quando se fala de canas ligeiras, todavia resistentes é o grau de segurança que o seu porta-carretos oferece. Muitos fabricantes utilizam versões plate, de chapa, solução delicada que pode trazer maus resultados quando se combatem peixes grandes. Mesmo com um bom sistema de aperto pode ceder e abrir quando sujeito a tensões e podemos ficar com o carreto “à solta”. Nestes casos exija sempre que o mesmo esteja montado com a parte fixa para baixo, zona onde está sujeita a pressão. A outra solução, provavelmente a mais segura mas que em alguns casos é menos agradável “à mão”, é a do porta-carretos tubular de rosca. Raramente compromete.

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Spinning: alternativa válida Outra das alternativas que tem dado cartas neste mercado ainda mal definido das canas para chumbadinha é a das canas de spinning na casa dos três metros de comprimento. São canas possantes, prontas a baterem-se com exemplares de bom porte e conseguem ter um bom compromisso entre o peso, o comprimento, a resistência e um comportamento “elástico” quanto baste para combates com peixes grandes e linhas que podem ser finas mas que, neste caso, também já podem ultrapassar os diâmetros referidos para as canas de boia, truta e até telematch; quem com elas quiser arriscar num generoso 0,50mm pode fazê-lo sem comprometer a integridade do material. Também no capítulo do lançamento são muito mais seguras, uma vez que nesta técnica quase sem-

pre tem de se lançar fora do barco, no sentido da aguagem, pesos que podem ir em média até aos 100 gramas, mas que também o podem ultrapassar em situações de muita aguagem. Lançar pesos semelhantes com canas de truta ou telescópicas de inglesa é arriscado pela fragilidade do material, sobretudo quando são lançamentos que ultrapassam por vezes a barreira dos 40, 50 metros. Outras opções válidas... Estas talvez sejam, na minha modesta opinião, as canas que ditam o futuro da pesca com chumbadinha. Refiro-me às canas de light drifting ou às canas usadas na pesca aos gorazes, estas últimas já preparadas para pescar com carretos elétricos, possantes q.b. e com ponteiras sensíveis. As canas de drifting surgiram em Itália e destinavam-se


Pesca Desportiva

As canas devem ser leves, resistentes e elรกsticas

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Pesca Desportiva

Uma coisa é certa, a pesca à chumbadinha é a técnica da moda e que apanha peixe de qualidade

a ser a solução para a falta de peixe grande, pescando à deriva com pouco chumbo. Os italianos apoiaram-se naquilo que mais gostam, ou seja, de canas ligeiras, de pesos idên-

ticos às canas de bolonhesa ou às de ponteirinhas para pescar fundeado e reviram alguns aspetos que permitissem combates com peixes maiores, como atuns, dentões, etc., que

Palavra a... José Bilé (Anaquático)

As canas para pesca com chumbadinha aos grandes predadores são acima de tudo pescas de espera. E isto porque, devido aos pesos utilizados junto aos iscos, que rondam as 50e 100g, obriga a isso mesmo. Assim sendo, uma vez que se está muitas horas com a cana na mão, pretende-se que as canas sejam o mais leves possível, porém, extremamente fortes, de modo a que possam ser utilizados não só os carretos convencionais, mas também os carretos elétricos. Para se conseguir atingir estes objetivos, as canas devem ter uma curvatura semi-parabólica, pois se não a tiverem podem partir facilmente dado que vamos entrar em luta com peixes de porte elevado.

Embora as curvaturas não sejam curvaturas de ação de ponta, a reação das ponteiras deve ser rápida. Os cabos destas canas e os seus elementos devem ser bastante robustos e terem uma boa reserva de força, de forma a não colocar em risco a perda da pescaria. Normalmente, os carbonos em que são fabricadas estas canas são carbonos muito especiais, com misturas de resinas que promovem elasticidade de forma a poderem ser muito fortes, mas sem perderem a leveza e resposta rápida. Outro dos aspetos a ter em conta é que os porta-carretos devem ser bastante sólidos e neste caso, tubulares. Quanto aos passadores, devem ser bastante robustos, uma vez que na maioria dos casos se utilizam linhas entrançadas; por este motivo também, e uma vez que as linhas entrançadas têm muito pouca elasticidade, será compensado pela curvatura da cana. Um bom exemplo de canas é a gama da Banax para este tipo de pescas.”.

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As canas devem ser resistentes e terem passadores robustos,

responderiam a uma engodagem com sardinha, com pouco chumbo na montagem e com o isco rente ao fundo ou ligeiramente levantado do mesmo, tal como fazemos por cá com a chumbadinha. Desta revisão

constava também a alteração dos porta-carretos e das ponteiras, assim como de tratamentos com resinas que não dessem muito mais peso às canas mas que as tornassem mais resistentes e elásticas.


Pesca Desportiva

ponteira, a qual não deverá ser excessivamente macia caso contrário será impossível ferrar decentemente. Resumindo e concluindo A resposta a esta necessidade terá certamente, como tudo na pesca, solução na tecnologia, novos e melhores materiais e do empenho das marcas em conceberem produtos mais es-

Fatos Curiosos

U

m dos modelos que mais sucesso teve nesta pesca, sobretudo na costa alentejana, foi uma cana multifunções que nasceu como sendo uma cana de buldo telescópica de 3,6 metros. A sua ponteira de carbono maciço e resistência invulgar valeram-lhe alguma fama, fama que não se devia certamente aos seus componentes, tacanhos todavia resistentes. A sua ação vai até aos 120 gramas e o preço era ridiculamente baixo, tal como o seu comprimento fechada. Quem diz que as canas se medem aos palmos?

adequadas para pescarem a 40 e 50 metros de fundo

Por este facto, o uso de canas de ponteirinhas também não deve ser totalmente descartado pois também cumprem a função desde que cumpram alguns requisitos, sendo um dos mais importantes a escolha da

A pesca à chumbadinha não é apenas moda 2014 Abril 328

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Pesca Desportiva

As canas devem ter uma curvatura semi-parabólica, mas as ponteiras não devem ser muito macias

Palavra a... Mário Barros(Barros)

Na minha opinião, uma cana para pesca embarcada com chumbadinha, deve ser uma vara com cerca de 4 metros de comprimento total, telescópica e com ação 2/3. A designação “chumbadinha” nem sempre é a mais adequada, pois, o chumbo que utilizamos tanto poder ser de 15g como 200g (em função da corrente), por isso a cana tem de ser robusta. O mais importante é a ação que deve servir de amortecedor aos movimentos do barco. Esta é uma pesca muito específica em que a cana deve ter passadores largos e uma ponteira sensível, ou seja, uma cana utilizada para pesca de boia, preferencialmente com carbono reforçado a “X-Carbon Yarn”, com resistência suficiente para amortecer as investidas dos pargos e douradas, principalmente quando estão a chegar ao barco.”

pecializados para todas as necessidades e gostos. Na pesca da chumbadinha também vêm muito os “gostos” ao de cima pois como vimos há pescadores para tudo. No entanto, a pesca sempre foi um desporto de modas e basta haver um modelo “X” ou “Y” a fa-

zer furor para que toda a gente os queira ter. Por isso não desespere se não tem uma cana específica para esta técnica pois, quem sabe se o que tem em casa não servirá ou pelo que remedeie. Pesquem muito e pesquem bem!

Uma cana para a pesca embarcada com 3,20 ou 3,80 metros de comprimento que provou bem na pesca à chumbadinha 50

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Pesca Desportiva

Campeonato Nacional de Big Game Fishing 2014

Clube Naval da Horta Vai Organizar Uma Jornada em Setembro Representando a Região Autónoma dos Açores, o Clube Naval da Horta (CNH) é o responsável pela organização de uma das provas do Campeonato Nacional de Big Game Fishing, que decorrerá na ilha do Faial, nos dias 6 e 7 de Setembro próximo.

Carlos Palhinha, Presidente da Associação Açoriana de Pesca Desportiva de Mar, exibe o Voto de Louvor destacando, dos diversos pontos tratados, o facto de o Clube Naval da Horta organizar, uma vez mais, uma prova do Campeonato Nacional de Big Game Fishing, o que revela não só a

A

s outras duas provas terão como palcos a ilha da Madeira e Portimão, no Continente. Este foi um dos temas abordados na Reunião da Assembleia-Geral da Associação Açoriana de Pesca Desportiva de Mar, realizada na manhã do sábado dia 22, na Sede Social do Clube Naval de Ponta Delgada, na ilha de São Miguel. 52

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Além do Director da Secção de Pesca do CNH, Fernando Medeiros, também o Clube Naval de Santa Maria se fez representar nesta reunião, onde foram aprovadas, por unanimidade, as Contas relativas ao ano transacto. Igualmente por unanimidade foi aprovado um Voto de Louvor pelo trabalho levado a cabo. Para Fernando Medeiros, os trabalhos decorreram “muito bem”,

dinâmica deste Clube, como constitui um forte motivo de interesse e divulgação da ilha e da Região fora desta, atendendo ao tipo de desporto de que se trata e a convivência que gera.


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Surf

Liga Moche 2014

Teresa Bonvalot e Frederico Morais Vencem Allianz Caparica Pro O Allianz Caparica Pro, a primeira etapa da Liga MOCHE 2014, terminou no dia 23 de Março, na Costa da Caparica, após três dias de prova, com as ondas a subirem para 1.5m e a apresentarem uma óptima formação que proporcionaram aos melhores surfistas nacionais um palco de excelência para a discussão dos títulos da prova.

Frederico Morais

N

o último dia, o muito público que frequentou a Costa de Caparica assistiu a momentos de surf fantásticos, ondas muito bem surfadas e notas altas em praticamente todos os heats disputados. Na final feminina, Teresa Bonvalot, de apenas 14 anos e uma das maiores esperanças do surf nacional, deu uma verdadeira lição de

surf potente e fluido, vencendo o Allianz Caparica Pro de forma contundente, com a melhor onda do dia (8.75 em 10 pontos possíveis) e o segundo maior somatório da prova (16.75 pontos em 20 possíveis). Teresa, que em 2013 terminou na terceira posição do ranking nacional de surf feminino, deixou todas as suas adversárias a necessitarem de uma combinação de duas ondas para baterem o seu score, o

Teresa Bonvalot 58

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mesmo que dizer “deu uma volta de avanço”. “Diverti-me imenso neste campeonato. As ondas estiveram muito melhores do que no ano passado e acabei por conseguir mostrar todo o meu surf na final. Estou muito feliz com esta vitória e espero continuar assim ao longo do ano,” comentou Teresa, que deixou a ericeirense Ana Sarmento na segunda posição, a conterrânea desta, Keshia  Eyre, na terceira e a local da Caparica Francisca San-

tos, ex-campeã nacional, no quarto posto. As surpresas desta etapa, na prova feminina, ficaram por conta das eliminações da campeã e vicecampeã nacionais, Carina Duarte e Camilla Kemp (também vencedora desta etapa em 2013), nas meiasfinais, juntamente com Mariana Assis e Inês Silva. Na prova masculina, o campeão nacional em título, Frederico Morais, atingiu o seu pico de forma no fim e acabou por vencer a primeira etapa do ano, numa final de alto nível com Marlon Lipke, tendo antes eliminado outros dois nomes fortes do surf nacional – Vasco Ribeiro e Gony Zubizarreta. Os dois competidores regulares do circuito mundial fizeram uma final muito táctica, escolhendo muito bem as suas ondas, acabando por surfar apenas três cada um, mas

O ambiente da prova


Surf

Marlon Lipke, o finalista vencido todas pontuadas com notas altas. Frederico acabou por vencer, com 15.75 pontos de total, contra os 15.30 de Marlon, o vencedor da última etapa da Liga MOCHE 2013. “O meu objectivo nesta etapa era vencer, até porque no ano passado terminei em segundo, atrás do local Francisco Alves. Consegui, por isso estou muito feliz... sobretudo porque este foi um campeonato com altas ondas, bom tempo e um ambiente incrível. Obrigado à organização, patrocinadores, público sempre a incentivar e a todos os atletas. Este foi um campeonato fantástico!,” assegurou “Kikas”.  Marlon Lipke terminou assim num honroso segundo lugar, mostrando as suas intenções na Liga MOCHE 2014. Muito bem estiveram também os terceiros classificados  ex-aequo, José Ferreira e Gony Zubizarreta. Ambos podiam ter alcançado a final, uma vez que fizeram a melhor onda nas suas respectivas baterias das meiafinais, ficando apenas a faltar-lhes uma segunda nota mais forte para avançarem. Eliminados para o quinto lugar, ficaram Vasco Ribeiro (num heat muito disputado com Frederico Morais), Ruben Gonzalez, Tomás Fernandes e Nicolau Von Rupp, um

dos maiores destaques dos dois primeiros dias de prova. Em disputa no Allianz Caparica Pro  estiveram igualmente as qualificações para os  Moche Wildcards da etapa portuguesa do circuito mundial, agora lideradas por Gony Zubizarreta, com Vasco Ribeiro em segundo lugar, Marlon Lipke em terceiro, Frederico Morais em quarto e José Ferreira em quinto.   O  Ramirez Júnior Award, que nesta etapa premiou a melhor surfista sub-18 em prova  com 500 €, foi atribuído igualmente a  Teresa Bonvalot, vencedora da etapa, que assim acumulou os dois prémios. “A Costa de Caparica recebeu-nos com condições de luxo. A presença massiva do público vem dar corpo aquilo que pretendemos com estas etapas mais urbanas. Se por um lado os nossos patrocinadores encontram uma grande aproximação às pessoas, por outro, os grandes protagonistas, os atletas, recebem muito apoio e motivação. O resultado final é que os melhores surfistas nacionais saem da Caparica com o seu surf elevado ao mais alto nível, com a sua vontade renovada e, acima de tudo, com máxima rodagem competitiva. Parabéns a todos em geral e aos campeões Frederico Morais, Te-

Gony Zubizarreta, lider do Moche Wildcards resa Bonvalot e André Faria em particular,” afirmou Francisco Rodrigues,  presidente da Associação Nacional de Surfistas. A Liga MOCHE continua já daqui a quatro semanas, para a segunda etapa, nos dias 17, 18 e 19 de Abril, na Ericeira.  Todas as etapas da Liga MOCHE têm transmissão em direto no MEO Kanal 202020; pela internet, em www.liga.moche.pt; na app mobile Surf MOCHE, bem como na RTP, através de resumos dedicados.  A primeira etapa da Liga MOCHE é uma organização da Associação

Nacional de Surfistas e da Fire!, com o patrocínio do MOCHE, Allianz, MEO, Malibu, Ramirez e Red Bull, os apoios locais da Câmara Municipal de Almada, os parceiros oficiais RTP, Go-S.TV e Puro Feeling, bem como os media partners Jornal i, Jornal Record, SURFPortugal, ONFIRE e Beachcam, contando também com o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf. Créditos das fotos para Pedro Mestre/Liga MOCHE, Ricardo Bravo/Liga MOCHE ou Francisco Rivotti/Liga MOCHE

André Faria venceu a Expression Session

Pódio feminino

Pódio masculino 2014 Abril 328

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Surf

Notícias do Surf Clube de Viana

Texto João Zamith

Viana Celebra a 15ª Edição das “Iniciativas Oceânicas” A Surfrider Foundation Europe, em parceria com o Surf Clube de Viana e as Guias de Viana do Castelo, levou a cabo as “Iniciativas Oceânicas”, uma ação de sensibilização ambiental para a proteção dos oceanos e das praias, através da recolha de resíduos, nos dias 22 e 23 de março, nas freguesias vianenses de Darque e Vila Nova de Anha.

Aula de Surf

O

estado do Oceano é um indicador muito claro do impacto do nosso estilo de vida

sobre o meio-ambiente. A cada segundo, 206 quilos de resíduos são despejados nos nossos oceanos. A sua maioria nunca se irá degradar

inteiramente e apenas uma pequena parte pode ser removida do ambiente. O nosso objetivo é combater o lixo marinho, diminuir a nossa produção de resíduos e evitar que estes terminem as suas vidas nos nossos oceanos. As “Iniciativas Oceânicas” prosseguem este objetivo, através da sensibilização individual e coletiva sobre a necessidade e os meios para a luta contra a poluição do ambiente marinho. O Surf Clube de Viana (SCV) e a Associação Guias de Portugal (AGP) assinaram, no passado dia 5 de fevereiro, um protocolo tendo

por objeto “a interajuda para boa realização de atividades conjuntas” e como objetivos “a aprendizagem e desenvolvimento de competências, nomeadamente: conhecimentos (de planeamento e programação de atividades), capacidades (liderança, trabalho em equipa, organização e autonomia) e valores/atitudes (solidariedade, amizade, respeito, tolerância e responsabilidade). Eduardo Martins e José Moreira foram os responsáveis pela organização das “Iniciativas Oceânicas 2014”, coordenando a participação de 60 jovens da Escola do SCV e das Guias de Viana do Castelo e de vários voluntários, ao longo de dois dias, na praias do Cabedelo e do Rodanho. O sábado foi também marcado pela visita dos membros do Rotary de Viana de Castelo ao CAR Surf de Viana. Em paralelo, desenvolveram-se atividades pedagógicas, artísticas e desportivas “outdoor”, com a visualização de filme sobre “Resíduos Aquáticos”, atelier de desenho e pintura, coasteering   (passeios interpretativos da fauna e flora do litoral), treinos  slackline, aulas de surf e bodyboard e foi inaugurada a instalação “surfingviana” da autoria do designer Jim Puga, que reutilizou aprestos de pesca recolhidos do litoral durante o inverno. O litoral está cada vez mais frágil e exposto à degradação ambiental, o que se repercute negativamente no bem-estar da Humanidade. A tomada de consciência desta realidade é urgente e, por isso, devemos todos adequar o nosso comportamento quotidiano em prol do desenvolvimento sustentável do planeta.  O SCV considera fundamental incentivar os jovens, de forma continuada, para a preservação do ambiente marinho. Com esse propósito tem desenvolvido um programa de educação ambiental dirigido aos alunos, cerca de uma centena por semana, que frequentam o “Surf Escolar” no CAR Surf de Viana do Castelo.

As Guias de Viana de Castelo

Organização da recolha de lixo 60

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Operação de recolha terminada


Surf

Fotografia Ricardo Bravo e Pedro Lopes - EDP Mar Sem Fim

EDP Mar Sem Fim

Mantém-se Alerta Laranja na Janela de Espera da 1ª Expedição Entramos na segunda semana da janela de espera da primeira expedição do EDP Mar Sem Fim.

O

s alertas emitidos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera para o Arquipélago dos Açores confirmaram ventos fortes e ondulação grande, pelo que a organização decidiu não avançar com a expedição esta semana, continuando assim

atenta às previsões, que parecem indicar uma boa ondulação durante o próximo fim-de-semana, o que obriga no entanto a uma observação atenta e diária da situação. Só com alguma certeza de boas condições e escolhido o local adequado o alerta passará a verde e o grupo de exploradores/surfistas arrancará

para os Açores. Com o objectivo de explorar novas ondas e desafiar limites, esta expedição conta com alguns dos melhores surfistas nacionais neste tipo de condições. O projeto EDP Mar Sem Fim  pretende também contar com a importante ajuda e participação de alguns surfistas locais, profundos conhecedores destes mares, e promover o respeito por todos os surfistas das nove ilhas, que desbravam há muito as ondas dos Açores. João Macedo, pioneiro deste projecto e um dos destaques da missão de exploração, já está em Portugal (reside habitualmente nos EUA) para ajudar nos muitos preparativos logísticos. “Estamos neste momento focados em S. Miguel, Santa Maria, Graciosa e Faial, uma vez que as previsões apontam para ondas com potencial nestas quatro ilhas. Com a proximidade da ondulação teremos maiores certezas e, quem sabe, até a eventualidade de exploração de uma

onda de mar aberto, num baixio no grupo Oriental,” comentou o ex-top 5 mundial de ondas grandes e autor do Livro 7, uma publicação onde explica o método com o mesmo nome, por si criado, para o ensino do surf A equipa oficial será comunicada apenas uns dias antes da luz verde, consoante as disponibilidades dos atletas ao longo desta janela, que se estende até ao dia 30 de Abril. O website  “EDP Mar Sem Fim” será lançado brevemente, em www.marsemfim.pt, onde estarão todas as informações sobre as explorações, bolsas e respectivos regulamentos. O EDP Mar Sem Fim é uma produção The Summit, com o patrocínio da EDP e os apoios do Turismo dos Açores, SATA Airlines, Yamaha GoPro, NewsSearch, e Surfline. Conta ainda com a SURFPortugal, Go-S.TV, Record e Jornal i como Media Partners.

Todas as informações sobre o EDP Mar Sem Fim estão também disponíveis em: https://meocloud.pt/link/139e787f-b2e7-4001-bccd-8e20a3b19382/MarSemFim/

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Acossiação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tel: 21 445 28 99 Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar

Últimas ISA World Junior Championship 2014

Portugal em 9º e Teresa Bonvalot quase na Final Terminou em 6º

Teresa Bonvalot num dos dois heats que disputou no último dia do Mundial

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ortugal cumpriu o seu objectivo no Mundial de Juniores da ISA, que terminou no dia 16 de Abril em Salinas, Equador, ao classificar-se no nono lugar e ao colocar Teresa Bonvalot em 6º lugar do escalão sub16 feminino, a melhor classificação de sempre para uma surfista portuguesa. No derradeiro dia de competição, Teresa Bonvalot concentrou todas as atenções, ao disputar a final de qualificação que lhe daria acesso à final das medalhas. Infelizmente, a surfista de Cascais, de apenas 14 anos, não se encontrou com as difíceis condições do “point break” de La Fae e não conseguiu apanhar ondas para exprimir o seu surf. Um cenário que se repetiu na final de qualificação e

Teresa Bonvalot terminou num honroso 6º lugar

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de repescagem, barrando-lhe o acesso à finalíssima. Muito azar para aquela que é, inegavelmente, uma das mais talentosas surfistas do Mundo neste escalão etário. No balanço final, o Seleccionador Nacional David Raimundo manifestou um misto de alegria e insatisfação, sublinhando a convicção de que o surf nacional pode ir mais longe nestes palcos: “Portugal fez História no Equador pois somou o maior total de pontos de sempre num Mundial de Juniores. Além disso, melhorámos a nossa classificação num lugar relativamente à última edição. Todavia, apesar de o resultado ser muito positivo, não estou contente nem conformado com o nosso resultado final e acredito que temos a capacidade de melhorar a nossa classificação já em 2015.” Raciocínio partilhado pelo seleccionador-

A Selecção Nacional no Equador

adjunto, Enrique Lenzano: “Conseguinos uma boa prestação com apenas 3 meses de trabalho. Estou muito satisfeito com a equipa e embora saiba que temos alguns aspectos a melhorar, também sei que temos potencial para continuar a subir na tabela classificativa.” Finalmente, o presidente da FPS e líder da comitiva, João Aranha, congratulose pela aposta na nova equipa técnica: “Foi uma semana de competição intensa e serviu de primeiro teste a esta equipa técnica que, sublinho, tem apenas três meses de trabalho. Creio que estamos no bom caminho e obtivemos algumas classificações individuais históricas. De resto, melhorámos cerca de 15 pr cento a pontuação total, e uma posição relativamente à última edição. E tudo isto apesar de, em alguns momentos, o nível do julgamento não ter estado à altura do surf exibido. Esse sim, altíssimo. Em suma, o balanço é muito positivo e agora temos muito trabalho a fazer para subirmos ainda mais no ‘ranking’

do surf mundial.” Participaram 32 países no ISA World Junior Championship 2014 Selecção Portuguesa Sub 16 Feminino: Inês Bispo e Teresa Bonvalot Sub 18 Feminino: Camila Kemp e Keshia Eyre Sub 16 Masculino: Francisco Almeida, Jácome Correia, Luis Perloiro e Vasco Mónica Sub 18 Masculino: Guilherme Fonseca, João André, Tomás Fernandes e Tomás Ferreira Classificação dos “Top 10” 1. Hawai - 21,168 2. França - 20,872 3. Australia - 20,628, 4. USA - 18,418 5. Brasil - 17,426 6. Peru - 15,062 7. Japão - 14,820 8. Africa do Sul - 14,618 9. Portugal - 13,852 10. Nova Zelândia - 13,474

Tomás Ferreira fez uma boa prestação

Notícias do Mar n.º 328  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 328, Abril de 2014.

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