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Vela

Regata de Natal Lusitânia Mar

Clássica em Cascais

Em SB20, vitória do Dom Pedro Hotels Generali A tradicional Regata de Natal reuniu este ano 270 velejadores em águas cascalenses.

N Regata de 420 2

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a Classe Optimist, Afonso Luz e Miguel Santos, ambos do Clube de Vela da Costa Nova foram os dois primeiros, seguidos de Francisco Mourão, do Sport Algés e Dafundo. Inês Mateus, do Clube Naval de Sesimbra foi a vencedora em femininos. Em Laser 4.7, o triunfo sorriu a Henrique Brites, do Clube Naval de Cascais. Sebastião Rebolo, do Sport Algés e Dafundo


Vela

Santiago Sampaio

e Francisco Pina, também do CNCascais, foram 2º e 3º. Margarida Lopes, do Clube Naval de Sesimbra, venceu a categoria feminina. Santiago Sampaio e Eduardo Marques, ambos do Clube Naval de Portimão, terminaram nas 1ª e 2ª posições em Laser Radial. Miguel Gomes, do Clube Naval de Sesimbra, foi o 3º classificado. A russa Ekaterina Morgun foi a vencedora no feminino 44 tripulações marcaram presença em 420. Patrícia Costa/Gonçalo Ramos, do Clube

de Vela do Barreiro, foram os vencedores, seguidos por João Villas-Boas/Francisco Pinheiro de Melo e Frederico Lacerda/ Miguel Matos Rosa, ambos do Clube Naval de Cascais. Mafalda Pires de Lima/Carolina Peres, do Clube de Vela Atlântico, triunfaram no sectorfeminino. Na Classe Snipe, a dupla Pedro Barreto/Sofia Barreto, do Clube Naval Cascais, alcançaram a primeira posição. Miguel João/ Gonçalo Santos, do Sport Algés e Dafundo e Miguel Guimarães/David Abecasis do Clube Naval da Horta, completaram o pódio. Em SB20, o Dom Pedro Hotels/Generali, de José Paulo Ramada/Gonçalo Ribeiro/ Miguel Leal Faria/Mariana Freitas, do Clube Dom Pedro, foi o vencedor. A segunda posição foi para o Patris Capital Market ,de Vasco Passanha/Maria Pinheiro de Melo/ José Bello, do CNCascais, e o 3º posto ficou com Wildebeest de Vladislav Ivanovsky/Natalia Sukhareva/ Dmitry Kondratiev/Alexey Farenyuk da Rússia. Em F18 a vitória foi do Bettertech/Bicasco de Luís Santos/ Pedro Figueiredo, seguido do Bettertech/Bicasco de António Santos e Rui Duarte, ambos do Clube de Vela do Sado. Em 3º lugar ficou o AMT de Tiago Leal/Ricardo Oliveira do Clube Náutico da Figueira da Foz. Em

Hobie Cat 16 o domínio foi dos velejadores do Clube Naval de Cascais com Rodrigo Duarte/

Rui Dias Ferreira em 1º, José Pedro/Catarina Toscano em 2º e Juan/Mathias Horstmann em 3º.

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Vela

XV Semana Olímpica Canaria de Vela - Trofeo El Corte inglés

João Rodrigues Brilha nas Canárias João Rodrigues, do Centro de Treino de Mar, foi o português mais bem classificado na XV Semana Olímpica Canaria de Vela - Trofeo El Corte Inglés, prova que decorreu em Las Palmas com organização do Real Club Náutico de Gran Canaria.

Os vencedores na semana olímpica de vela Canárias

Fotografia: Nico Martinez

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João Rodrigues 4

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velejador madeirense foi terceiro em RS:X Masculino, atrás do espanhol Ivan Pastor e do holandês Kiran Badloe, primeiro e segundo, respectivamente. Nos 470 masculinos, Gonçalo Pires/Miguel Nunes, do Sport Lisboa e Benfica foram 9º, enquanto António Matos Rosa/Ricardo Schedel, do Clube Naval de Cascais, acabaram em 12º. O triunfo foi para os espanhóis Onan Barreiros/Juan Curbelo, seguidos dos alemães Jasper Wagner/Daustin Baldewein e Ferdinand Gerz/Oliver Szymansky. Sara Carmo/Matilde Pinheiro de Melo, do Clube Naval de Cascais/ Ginásio Clube Naval de Faro, foram 13ª nos 470 femininos. As britânicas Hannah Mills/Saskia Clark conquistaram a vitória. As russas Alisa Kirliuk/Lyudmila Dmitrieva e as italianas Francesca Komatar/ Sveva Carraro, completaram o pódio.


Vela

Campeonato do Mundo da Classe Laser Standard

Robert Scheidt Insuperável

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ustavo Lima terminou na 36ª posição o Campeonato do Mundo de Laser Standard, que decorreu em Omã. Rui Silveira foi 21º na frota de prata. O brasileiro Robert Scheidt conquistou o seu nono título mundial na classe, 13º da longa e bem-sucedida carreira. Os dois velejadores nacionais presentes em águas omanitas não conseguiram demonstrar todo o seu valor, terminando em posições discretas o Mundial de Laser Standard. Gustavo Lima foi 36º, após a realização de doze regatas, tendo como melhor resultado um 9º lugar alcançado na 8ª da prova. Já Rui Silveira não logrou a passagem à Frota de Ouro e foi 21º na Prata (84º da geral final). O triunfo foi para Robert Scheidt. O velejador brasileiro somou mais um título mundial, o nono na classe e o 13º da carreira, ao seu extenso currículo. Aos 40 anos de idade, Scheidt venceu 6 das 12 regatas que realizou, deixando o segundo classificado, o cipriota Pavlos Kontides a uma distância de 13 pontos. O alemão Philipp Buhl foi o terceiro.

Gustavo Lima termina em 36º 2013 Dezembro 324

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Vela

104º Aniversário do COP

João Rodrigues Distinguido O Comité Olímpico de Portugal distinguiu os melhores do desporto de 2013 na cerimónia de celebração do seu 104º aniversário, que teve lugar no Auditório da Fundação Champalimaud. Entre os prémios atribuídos, destaque para João Rodrigues que foi distinguido com o prémio Medalha de Mérito.

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velejador madeirense, atleta português com maior número de presen-

João Rodrigues na Homenagem do COP ças em Jogos Olímpicos (6), foi distinguido pelos seus serviços prestados ao Olimpismo. Rui Costa, o campeão do

João Rodrigues, campeão da Europa de Windsurf 6

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mundo de ciclismo de estrada, recebeu a Medalha Olímpica, que premeia o atleta do ano. No total, foram atribuídos seis galardões por parte do Comité Olímpico de Portugal. O Campeão Olímpico, Carlos Lopes, recebeu o prémio Ordem Olímpica, que distingue a carreira desportiva de um atleta. O vice-campeão do Mundo júnior e campeão da Europa júnior de canoagem (em K1 200m), Diogo Lopes, recebeu o prémio Juventude, que distingue o melhor atleta jovem do ano. O Troféu Olímpico, que premeia o desenvolvimento da prática desportiva, foi atribuído a duas Câmaras Municipais, de Anadia e Montemor-o-Velho, cujos centros de alto rendimento têm sido fundamentais para o sucesso de Portugal em diferentes modalidades. Por fim, o Comité Olímpico de Portugal atribuiu ao Presidente do Conselho de Ad-

ministração da Delta-Cafés, Comendador Rui Nabeiro, o prémio Prestígio, atribuído anualmente a uma personalidade com relevantes serviços prestados ao desporto nacional. O Governo de Portugal, representado pelo Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, aproveitou a ocasião para atribuir duas condecorações por serviços prestados ao desporto. A primeira, a título póstumo, a João Salgado, ex-presidente da Federação Portuguesa de Karaté e membro da Comissão Executiva do COP, que faleceu em 2013, e a segunda ao ex-secretário-geral do COP, Geraldes de Oliveira. No final, houve ainda tempo para os discursos do Presidente do Comité Olímpico de Portugal, José Manuel Constantino, e do Secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro.


Vela

Campeonato da Europa de RG65

Jorge Camilo Vice-Campeão

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orge Camilo sagrouse Vice-Campeão da Europa de RG65, em prova organizada pelo Nautical Athletic Club de Lavreotiki, e disputada na Grécia. Após três dias e 35 regatas, Jorge Camilo terminou na 2ª posição, atrás do argentino Agustin Moreno. Foram três longos dias com vento a rondar os 15 nós. O velejador do Clube Naval de Cascais esteve sempre nos lugares cimeiros, mas no último dia viu-se com alguns problemas de electrónica, perdendo alguns pontos para o 3º classificado o francês Patricio Montero.

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Notícias do Mar

Classe Vaurien

Texto Carlos Salgado

Nasceu um Movimento Pro-Vaurien O Vaurien é excelente para a pós-iniciação e para a prática da vela de competição e como trampolim para as classes pré-olímpicas e de alta competição.

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meu percurso pela classe Vaurien começou por ser pioneiro da classe em Portugal. No ano de 1965 adquiri os planos deste barco à Associação Internacional da Classe,em França, e em auto-construção, produzi com meu amigoTeófilo Peniche aquele que considero ser o primeiro Vaurien em Portugal, em conformidade com o plano geométrico original do arquitecto francês Herbulot. Em 1966 fui fundador da ASVAURIEN portuguesa com o Ruy Moreira do Clube de Vela Atlântico, pai do actual presidente da Câmara Municipal do Porto que também velejou em 8

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Pablo Cabello/Javier Lago de Espanha campeões Ibéricos da classe Vaurien num barco construído pelo estaleiro português X-Náutica


Notícias do Mar

Vaurien. Em 1967/8 foi disputado o primeiro campeonato Nacional da classe, em Leixões, com a participação de quarenta e seis barcos, o que foi muito interessante para uma classe nova. Fui dirigente e cheguei a ser presidente da classe. Em 1968, como membro da direcção da Federação Portuguesa de Vela, propus a homologação da classe para barco escola, que teve a aprovação daquela entidade. Corri em Vaurien até 1974, ano em que me dediquei à classe Cruzeiro. Quando fui convidado para membro do Júri do Campeonato Ibérico de Vaurien, em Junho deste ano em Alhandra, fiquei surpreso com a quantidade de barcos concorrentes pois, lamentavelmente, apenas se apresentaram à largada catorze barcos (dos vinte e cinco inscritos), dos quais somente seis portugueses e oito eram espanhóis. Fiquei triste, pois não era para menos, para um fundador da classe em Portugal. Perante esta situação não deixei cair os braços e fundei, juntamente com o Antero Santos, o Movimento pró-Vaurien, movimento este que tomou por missão empreender a revitali-

zação da classe em Portugal, classe esta que continua em expansão em Espanha e activa noutros países da Europa, conforme informações que recolhi. Quem é que contribuiu para a decadência da classe em Portugal, afinal, os clubes, a Federação Portuguesa de Vela, a Associação da Classe em Portugal?

O Vaurien tem excelentes características marinheiras com a vantagem de ser o barco mais económico, a seguir ao Optimist, custa a partir de 5.000 euros, enquanto que um 420 nunca menos de 8.000 euros, e já existe um estaleiro em Portu-

gal que o constrói em fibra, que exporta para Espanha e Itália, obtendo óptimos resultados. No Campeonato Ibérico deste ano por exemplo, o campeão e mais três barcos construídos por esse estaleiro, ficaram entre os cinco primeiros classificados.

Carlos Salgado, Alexandre Paulino e Antero dos Santos 2013 Dezembro 324

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Notícias do Mar

Construção dos Vaurien em Portugal

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esde o início da classe Vaurien em Portugal que se construíram barcos em auto-construção, mas presentemente temos um estaleiro, a X-Náutica em Vila Franca de Xira, que já construiu 32 Vaurien e exportou 27. Os primeiros Vaurien foram auto-construídos e conseguiam bons resultados, como José Manuel Valada de Sousa, da Secção de Vela do Alhandra S.C.que foi campeão nacional da Classe Vaurien no ano de 1969, tripulando um dos dois

Campeonato Ibérico 2013 da Classe Vaurien em Alhandra primeiros Vaurien construídos no ano de 1966. Alexandre Paulino, velejador e actual Vice-Presidente da Classe Vaurien de Portugal, há cinco anos atrás pediu a seu pai, José Manuel Paulino, também velejador e que habitualmente construía todos os Vaurien para si, a construir mais um barco em madeira que fosse um vencedor. O protótipo que saiu, mostrou tal qualidade que foi-lhe solicitado logo que fizesse um molde dele e construísse mais barcos em fibra. E foi assim,

Alexandre Paulino a aparelhar o seu Vaurien 10

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que há três anos nasceu a XNáutica. O estaleiro de Vila Franca de Xira está reconhecido e certificado pela Associação Internacional da Classe Vaurien e agora a X-Náutica pode construir barcos para todo o Mundo. Os processos de construção em FRP são em tecnologias modernas e utiliza a injecção em vácuo, tanto para o casco como para o convés.Os reforços são em PVC. Dos moldes que se construíram do protótipo em madeira, têm saído excelentes Vaurien com vitórias em quase todas as regatas em que participam. Este ano, na Vigo’s Atlantic Week 2013 – Copa de España de Vaurien, que teve a participação de 36 barcos, 28 espanhóis e 6 portugueses, 12 barcos eram fabricados pelo estaleiro português X-Náutica, quatro dos quais ficaram entre os primeiros cinco da classificação final.

Alexandre Paulino e Luís Lima, campeões nacionais em 2010 com este Vaurien

Medição no Mundial de 2011 na Alemanha de um Vaurien da X-Náutica


Notícias do Mar

Os Vaurien em Portugal e na Europa

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al como em outros países europeus os Vaurien estão novamente a despertar interesse, principalmente devido a estar a ser beneficiado tecnologicamente, com maior área vélica e ter aumentado muito o seu desempenho. Outra das vantagens do Vaurien é ser uma embarcação mais económica que o 420 e pode servir igualmente como início de uma carreira de velejador de alta competição e olímpica. De tal modo está a aumentar o interesse pelo Vaurien, que são já bastantes os antigos velejadores da classe que estão a adquirir barcos novos ou usados e voltam a participar em regatas. Isto está a acontecer em Espanha e em França e também em Portugal. Presentemente em Portugal os clubes que mantêm os Vauriens em actividade e acarinham mais a classe são os seguintes: Alhandra S. C.

G.D. Cimpor C.V.Viana do Castelo C.N. Leça C.N. Povoense C.N. Almada S.C.Aveiro No que respeita ao Ranking Nacional dos Vaurien, nos últimos anos foi o seguinte: 2013 - 28 Barcos 2012 – 17 Barcos 2011 – 23 Barcos 2010 – 30 Barcos Em relação à actividade dos Vaurien na Europa, a Espanha é o país presentemente com mais actividade, seguindo-se a Itália, Alemanha, Holanda, Portugal e depois a França. Quanto ao número de barcos no Ranking de cada país é o seguinte: Espanha – 2012 – 36 Barcos Itália - 2013 - 42 Barcos Holanda - 2013 - 18 Barcos França : Camp. Nacional 2013 Clássicos 17 Barcos

Camp. Nacional 2013 - 20 Barcos Inscritos na Classe - 77 Barcos Países onde existem vauriens a competir mas não dispõem de Associação Nacional Classe: Algeria Angola e Luxembourg Campeões de alta competição que sairam dos Vaurien Depois de serem campeões nos Vaurien, muitos velejadores saíram para classes de alta competição e foram olímpicas. Portugal Nuno Barreto - Em Vaurien foi campeão Nacional Junior em1985 e em 470 foi Campeão Nacional em 1987 é presentemente Atleta Olímpico Em Espanha Iker Martinez - de1992 até 1997,

navegou na classe Vaurien, proclamando-se em duas ocasiões campeão nacional da classe. Em 1999 começou a competir numa classe quase inédita em Espanha, a classe49er, junto a Xabier Fernández seu proa na classe vaurien. Em 49er Iker ganhou duas medalhas olímpicas – uma de ouro em Atenas 2004 e outra de prata em Pequim 2008-, três títulos mundiais (2002, 2004 e 2010) e outros tantos europeus (2002, 2007 e 2008). Participou em duas edições da Volta ao mundo a vela com a equipa Team Telefónica. Na edição de 2005-06 desempenhou as funções de táctico a bordo do “Movistar” durante as regatas inshore. Também foi um dos timoneiros quando a 6 de abril de 2005 o barco espanhol bateu o récord de velocidade ao navegar 530 milhas em 24 horas a uma média de 22 nós. Na edição de 2008-09 foi o timoneiro do “Telefónica azul”, classificando-se no terceiro lugar da geral e vencendo as prova inshore de Alicante, Río de Janeiro (Brasil), Boston (EE.UU.) e Estocolmo (Suecia). Tamara Echegoyen - Foi campeã da Europa em 2000 e 2004, campeã do mundo em 2001, 2002 e 2005. Match Race - 2010 e 2011 Campeã de Espanha, 2010 Campeã ibero-americana, 2011 Campeã da Europa, 2012 medalha de Ouro Jogos Olímpicos Londres, 2013 Campeã do Mundo. Figuras da vela mundial comoPhilippe Poupon, Isabelle Autissier e Pierre Fehlmann sairam dos igualmente das Vaurien Na actualidade é em Espanha que os Vaurien têm mais actividade com torneios e regatas, com grande destaque para a Galiza, seguindose a catalunha e Castela e Leão.

Velejador francês Thibault num Vaurien X-Náutica

Pablo Cabello 2013 Dezembro 324

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Electrónica

Notícias Nautel

Propulsão Elétrica da Minnkota, Cada Vez com Mais Força A Minnkota, maior fabricante do mundo de motores elétricos para pequenas embarcações, reforçou a sua gama com duas novas potentes soluções. Trata-se dos Riptide RT80 e RT112.

barco com manuseamento leve e prático que permite arrear/içar só com uma mão. A pega (cana de leme) é extensível e inclinável. Têm um botão de teste de bateria e a haste é em material compósito indestrutível. Dobra em caso de impacto, não se corrói. Sistema Maximizer: Funcionamento silencioso. Até 5 vezes mais autonomia para a mesma carga de bateria.

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mbos estão concebidos para uso em águas de mar, que são mais agressivas para os materiais. São ideais até para usos mais profissionais, ou mais exigentes (em permanente uso, por exemplo). Os motores elétricos são especificados em Libras Força, ou Kg Força, e não Cv (Hp) ou Kw, mas o desempenho destes novos motores aproximar-se-ia ao que são os 2 Cv (não existe conversão simples e direta entre aquelas grandezas físicas). Estes motores podem também ser usados como complemento ao motor principal da embarcação, poupando-o, e nele não se gastando combustível, logo claramente economizando dinheiro. O não uso do motor fora de borda principal também permite economias nas revisões/manutenções que são controladas pelo número de horas de uso. Há que referir também que os motores elétricos são amigos do ambiente, não produzindo poluição de fumos e químicos na água, e sendo silenciosos. Os motores são leves permitindo a fácil e rápida colocação e eventual remoção no final do seu uso . Mesmo quando montado, recolhe-se para dentro do 12

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RT80/T-80

Hélice especial para maior rendimento. Sistema de indicação de consumo de corrente. Velocidades: variáveis, à vante e à ré. RT80/T- 80 libras de força. Corrente Máx: 56A. Alimentação 24V. Haste 106cm (42”) : 1.100€ RT112/T- 112 libras de força. Corrente Máx: 46A. Alimentação 36V. Haste 131cm (52”): 1.290€

RT112/T112


Notícias do Mar

Ambiente

Por Uma “Blue Society”

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rrancou em 2012 um projecto, “Um Mar para a Sociedade” que termina em 2015 e que propõe uma visão inovadora para a sociedade, centrada na sustentabilidade, bem estar e equidade, e que conduza a uma Sociedade Azul. Com contribuição financeira da EU, este projeto tem a participação de 12 países, entre os quais Portugal e é formado por 20 parceiros, Universidades, Institutos e Centros Científicos. Pretende-se numa ação consertada entre os parceiros, agentes económicos, organizações ambientais, autoridades locais e público em geral, desenvolver o conhecimento dos jovens relativamente à importância do oceano no seu quotidiano, bem como capacitálos para desenvolverem iniciativas locais e nacionais que respondam aos desafios da gestão sustentável dos recursos marinhos e implementar uma visão em todos vivam em harmonia com o oceano. Deve-se aprofundar a investigação e desenvolvimento de modo a aproveitar conhecimentos e experiências complementares, procurando um maior envolvimento público. Deve-se promover uma informação que apoie a política de investigação, otimizando o seu papel e da tecnologia na gestão dos recursos marinhos, das atividades em terra e do desenvolvimento sustentável. Deve-se desenvolver mecanismos sustentados de interação e envolvimento do publico que garantam a continuidade de um Mar para a Soiciedade e que resultem em ações eficazes para enfrentar os desafios apresentados nas relações da sociedade com o mar. Em Portugal os parceiros são: Fundação EurOcean, Ciência Viva e Centro de Ambiente e Tecnologia Marítimas do Instituto Superior Técnico.

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Notícias do Mar

II Congresso Âncora

O Mar com os Pés Assentes na Terra O Fórum Empresarial da Economia do Mar (FEEM) organizou no dia 14 de novembro a segunda edição do seu Congresso Anual, “O Mar com os pés assentes na terra”, que decorreu na Culturgest.

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A mesa com Fernando Ribeiro e Castro, Tiago Pitta e Cunha, Bruno Bobone e Ove Thorsheim

ste ano o Congresso teve o alto patrocínio da Presidência da República e a colaboração da Caixa Geral de Depósitos, tendo tido a Noruega como país convidado. Esta edição teve por objectivo promover uma maior consciência para a relevância do Mar no âmbito da economia nacional. Para tal o foco do evento centrou-se na diversidade de

oportunidades que o Mar nos oferece, e ao longo de todo o Congresso foram apresentados vários casos de sucesso de empresas ligadas ao sector marítimo e cuja base de negócio é o Mar moderno. São histórias de empreendedores das mais variadas idades, formações e capacidades financeiras contadas na primeira pessoa, verdadeiros casos de sucesso ancorados em factos reais que vão permitir

Assunção Cristas, Ministra da Agricultura e do Mar 14

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construir uma imagem actual e real do Mar português. Após a cerimónia de abertura, à qual presidiu o Presidente da República, falaram Bruno Bobone, do Fórum Empresarial da Economia do Mar e Ove Thorsheim, Embaixador da Noruega. Seguiram-se as intervenções do II Congresso Âncora que abordou os seguintes quatro temas: Portos e Transportes Marítimos, Pesca, Aquacultura e

Processamento de Pescado, Turismo e Desporto, e por último, Educação, Cultura e Inovação. As potencialidades do mar para a economia nacional estiveram novamente em destaque, Relativamente a projetos apresentados, está em vias de adjudicação em Lisboa do novo terminal de cruzeiros e do lançamento a concurso da Marina de Lisboa em Pedrouços. Em Leixões a conclusão do terminal de cruzeiros está para breve. Do país convidado, a Noruega, David Kristiansen, um técnico bastante qualificado, falou da sua riquíssima experiência em aquacultura. São vários os projetos nas áreas do turismo náutico, dos quais o surf tem vindo a ter, cada vez mais, maior visibilidade. Na área da náutica, Hugo Henriques, do Centro Náutico de Álgés, falou do desenvolvimento do seu Centro. Também sobre o Ocean Revival, em Portimão, e os navios da Marinha lá afundados, Luís Sá Couto disse que o projeto está a despertar imenso interesse a nível internacional na área do mergulho. Mário Ferreira da Douro Azul, dissertou sobre os novos navios que foram construídos em Portugal, pela Navalria de Aveiro.

Bruno Bobone com o Embaixador da Noruega, Ove Thorsheim


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Náutica

Notícias Yamaha

Yamaha Lança Novo Motor Novo e Leve Motor Fora de Borda F175

Nos últimos anos, a Yamaha criou o hábito de introduzir cada vez mais produtos inovadores e avançados tecnologicamente na sua gama de motores a 4 tempos. O segmento 150-200hp é o último segmento a receber o benefício deste programa contínuo de desenvolvimento tecnológico com o lançamento do mais recente e leve motor fora de borda.

A

s novas características e as tecnologias revolucionárias para maior poupança de peso do F175 trabalham em conjunto, criando um verdadeiro líder na sua classe. De facto, pesando apenas 225Kg, este potente e leve motor permite mais diversão e usufruto por quilograma do que 16

alguma vez poderia pensar. O F175 também beneficia de muitos outros recentes avanços tecnológicos produzidos pela Yamaha, um bom exemplo é o Sistema Digital em Rede disponível para todos os modelos acima do 30hp e com a possibilidade de personalizar à medida e necessidade de cada Cliente e cada embarcação.

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Com este sistema veio uma ampla gama de instrumentos multifunções e outras características muito atrativas – ajuste variável das RPM para controlo de velocidade do motor. Outro exemplo é o sistema exclusivo Yamaha de proteção antirroubo (YCOP), que permite a mesma segurança que espera do seu carro – para imobilizar

o motor até que volte a pegar nele, prima simplesmente o botão no seu comando remoto. O F175 é também mais suave, devido ao Sistema de Amortecimento da Engrenagem (SDS) que colocou um fim ao “clunk” associado à mudança da engrenagem. O F175 primeiramente foi desenhado para os clientes que


Náutica

Para especificações técnicas mais pormenorizadas pode aceder a: http://www.yamaha-motor.eu/pt/produtos/fora-de-borda/4-cilindros/f200-f175.aspx

pretendiam plena potência, mas com as dimensões compactas e o peso de um Yamaha F150 ou até de um motor de 200hp a 2 tempos. De facto, este motor seria ideal para remotorizar um barco com um motor de 200hp a 2 tempos, porque o proprietário iria ganhar um motor a 4 tempos com uma performance mais limpa, mais eficiente e mais amiga do ambiente, com uma pequena ou nenhuma penalização no peso – com possibilidade até de uma redução do peso! De facto esta configuração de 4 cilindros em linha, uma faixa de potência de alta performance e engenharia inovadora, o novo F175 é adequado a uma ampla variedade de embarcações e a uma diversidade enorme de utilizações – trazendo uma melhoria na eficiência do consumo de combustível e na performance suave e silenciosa para tudo desde os desportos aquáticos até aos passeios de barco ou até para as embarcações de apoio e de trabalho. Este distinto e elegante motor fora de borda, com o design de seu

capot de última geração é apresentado num pacote compacto e leve desenhado para fornecer um exceptional rácio de potência-peso e uma brilhante performance, acompanhado por uma

legendária fiabilidade expectável de todos os motores fora de borda Yamaha. O novo F175 está disponível nos Concessionários Oficiais Yamaha em Abril 2014.

Principais Características do Novo Yamaha F175 - Motor de 2.8 Litros, DOHC, 16-válvulas e 4 cilindros - Pesa apenas 225kg – mais leve do que muitos modelos potentes! - Extrema eficiência de combustível – custos operacionais mais reduzidos - Sistema de segurança YCOP – controlo remoto traz total segurança e paz de espírito - Opção do Sistema Digital em Rede – permite os mais recentes instrumentos multifunções - Ajuste variável das RPM – disponível com a opção do Sistema Digital em Rede - Alternador de alta potência de 50Amp – extra potência para o arranque e acessórios - Sistema de Amortecimento da Engrenagem (SDS) – para suaves mudanças de engrenagem sem o “clunk” - Hélices Reliance SDS – hélice recomendada - Estilo de última geração com nova capot e design elegante - Interruptor limitador do Tilt (opcional)

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Náutica

Teste Capelli Cap 25 WA com Honda BF250

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Bom Desempenho de um Pequeno Cruzeiro Costeiro

Foi nas águas de Cascais que testámos o Honda BF250, o motor topo de gama da marca japonesa pioneira dos motores a 4 tempos, montado no Capelli Cap 25 WA, uma embarcação polivalente do tipo “Day Cruiser” e desenvolvida também para o pequeno cruzeiro ao longo do litoral.

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O Honda BF250 equipava o Capelli Cap 25 WA 18

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estaleiro italiano Capelli, que tem a Porti Nauta do Grupo Angel Pilot como representante exclusivo para Portugal, constrói a gama Cap, embarcações em fibra, e a gama Tempest, barcos semi-rigidos. No total são cerca de 53 modelos desde os 2,20 metros, os barcos tender, até aos 13,10 metros de comprimento, o Tempest 44. O estaleiro constrói 16 modelos da gama Cap, o maior dos quais, o Cap 32 WA, tem 9,70 de comprimento. O convite para os testes, efectuados a partir da Marina de Cascais, foi feito pela Honda Marine.


Náutica

Capelli Cap 25 WA tem um casco robusto

Capelli Cap 25 WA

Em virtude das c a r a ct e r í st i c a s que apresenta e com uma utilização muito versátil, o Cap 25 WA parece um barco muito maior. O Cap 25 WA é uma embarcação elegante e compacta que apresenta características marinheiras, com uma borda alta e segura que termina à frente num púlpito, para facilitar as manobras de fundear. A proa tem um perfil deflector acentuado e o casco é em V profundo. No Cap 25 WA destaca-se a organização dos espaços, o amplo equipamento com que foi dotado e sobretudo, a ergonomia e design dos equipamentos e o seu excelente acabamento.

O estaleiro desenvolveu um programa para uma embarcação com cerca de 7 metros, no qual se introduziram uma série de inovações para permitir a utilização do barco com uma notável polivalência. Não foi esquecido neste modelo a facilidade de circulação e o conforto dos ocupantes, com confortáveis bancos e uma ampla e bem equipada cabina. É fácil entrar no barco pela popa a bombordo e passar do poço para a proa, bem como entrar para a cabina por dois degraus bem posicionados. Podemos considerar no Cap

25 WA, três áreas distintas. A principal é o posto de pilotagem em conjunto com o poço, que constituem a zona de comando e de convívio, onde se passam mais horas. À frente fica um amplo e confortável solário que ocupa todo o espaço e permite estar-se em relax, recostado a apanhar os banhos de sol. A cabina é neste barco muito importante, pois está equipada para permitir com conforto um casal pernoitar num fim-de -semana, ou mesmo em férias, dispondo de um banco em U convertível em cama, tem ainda um lavatório, móvel com frigorífico e um

Consola de comando ergonómica 2013 Dezembro 324

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Náutica

O Capelli Cap 25 WA teve um bom desempenho em Cascais quarto de banho com wc marítimo. A cabina tem uma vigia lateral e uma escotilha no tecto. Podemos dizer que no Cap 25 WA não há espaços por aproveitar, pois existe sem-

pre em qualquer recanto um equipamento disponível para se usar, ou um compartimento para arrumações. Protegido por um para-brisas arredondado em vidro acrílico,

o posto de comando destacase neste barco, sobretudo pela facilidade de manuseamento do equipamento que comporta, e também pelo design moderno, elegância e ergonomia do pai-

O posto de pilotagem e a entrada da cabina 20

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nel de instrumentos. Para a condução de pé, o piloto dispõe de um banco encosto, mas pode conduzir sentado com os pés assentes num apoio em madeira. Sob o assento do piloto existe um fogão e um lavatório e de lado, bem á mão, encontra-se um compartimento com o extintor. O poço tem à popa um banco corrido estofado com lugar para quatro pessoas. Uma das inovações neste barco é a mesa que se rebate em madeira que existe nas costas do assento do piloto e que facilmente se levanta e desce para utilizar nos piqueniques, em vez da mesa clássica com um pé metálico, que vai guardada e tem de ser montada quando é necessário. Existem seis encaixes no topo do assento e junto à mesa, para colocar as bebidas, copos ou garrafas. A borda do poço é guarnecida em madeira de teca e por baixo dispõe de transportadores de canas. Sob o banco da popa existe um enorme porão onde se po-


Náutica

O casco tem um V profundo dem guardar todos os estofos e arrumar a palamenta. Depois dos banhos de mar e dos mergulhos, junto à popa existe um chuveiro de água doce, para tirar o sal. Entre os muitos equipamentos standard e opcionais que o Cap 25 WA dispõe, salientamos também o bimini, importante para proteger o poço do sol. Motor Honda BF250 O Honda BF250 foi desenvolvido a partir do bloco motor do BF225, ao qual aumentou-se a cabeça do motor que passou a dispor de maior cilindrada, com 3.583 cm3. Assim, é um motor V6 com 24 válvulas, (SOHC), que apresenta o novo conceito de estilo, com um design estético, de aspecto esguio, devido ao desenho da admissão directa das entradas de ar no capot. O Honda BF250 respondeu perfeitamente ao conceito de produto e de objectivos criado pela marca japonesa, alargar a gama de alta potência através da incorporação de tecnologia exclusiva Honda e conseguir o melhor resultado na sua classe. Quanto ao desempenho, o motor consegue um arranque soberbo, elevada potência durante todo o regime de rotação e excelente manobrabilidade. Tem uma relação de transmissão baixa, 2.0 e uma caixa de engrenagens hidrodinâmica, que marcam uma importante característica deste motor. Neste motor o esforço de engrenagem foi ainda mais reduzido, graças à introdução de 2013 Dezembro 324

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Nรกutica

O barco tem os bancos e o solรกrio muito confortรกveis

A mesa de piquenique 22

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Náutica

um novo sistema de controlo e Redução da Carga de Engrenagem. No que respeita à eficiência de combustível, obteve-se a melhor economia da sua classe em velocidade de cruzeiro, eficiência hidrodinâmica e custos de operação reduzido. Em virtude das suas características, o Honda BF250 está dirigido ao mercado do cruzeiro para embarcações semi-rígidas de passeio, barcos “day-cruiser”, pesca offshore, e também semi-rígidos de velocidade. Para o mercado profissional, o Honda BF250 destina-se a equipar embarcações de patrulha da guarda costeira, vigilância oceânica e barcos de apoio a regatas. O Honda BF250 tem 3 anos de garantia e apresentou-se ao mercado como o 250 HP mais barato, no preço de venda ao público. Desempenho marinheiro e boas performances em Cascais Fizemos o teste ao Capelli Cap 25 WA com quatro pessoas a bordo. Na baía de Cascais, no dia do teste, não havia vento mas o mar estava com ondulação

Banco encosto do piloto ligeira, permitindo testar as velocidades e também o desempenho do barco em condições de mar que exigem um casco robusto e marinheiro. O Capelli Cap 25 WA é um barco compacto e pesado, com o peso de 1.800 Kg, uma característica que se exige às embarcações para navegar no mar. Por isso, as performances que o barco fez foram notáveis, es-

pecialmente na descolagem da água no arranque, onde as características do Honda BF250 com a tecnologia BLAST, se impuseram. Assim em apenas

1,89 segundos o barco já planava. Também a aceleração até às 5.000 rpm em 13,60 segundos e o Capelli a atingir 30 nós, mostrou bem o poder de acele-

No poço o banco à popa tem uma mesa de piquenique que se rebate 2013 Dezembro 324

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Náutica

Curva com muita segurança ração do motor. As características do casco que apontámos, também serviram para confirmar que o barco plana no mínimo de velocidade a 11,5 nós. Quando acelerámos ao máximo, às 6.000 rpm, atingimos os 41 nós. Realçamos, sobretudo, a ve-

locidade de cruzeiro económica e rápida, que fizemos a 24/26 nós às 4.000 rpm. A navegar contra a ondulação, o barco teve um comportamento que evidenciou a sua robustez e o casco em V profundo. Ao passar as vagas cortava a água sem aquelas pancadas secas que incomodam. Devido

a isso, conseguimos navegar a 30 nós com todo o conforto e com segurança. E quando algumas vezes o ba rco saltou nas ondas, caiu sempre direito e penetrou na água com suavidade, mostrando bem as suas características marinheiras. Também vimos que o casco deflecte bem a água e por

Confortável a navegar no mar 24

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Náutica

isso não saltaram pingos para o poço, que chegou no final seco. O piloto vai bem encostado e tem uma excelente posição de condução em pé e também sentado. Destacamos que a direcção é bastante leve e segura, permitindo conduzir o barco sem esforço. Para concluir, realçamos a enorme polivalência deste Cap 25 WA, com características adequadas para navegar no mar com segurança e comodidade e permitir a sua utilização em diversos usos aquáticos, como a pesca, o mergulho e o esqui. Com a grande vantagem de ter acomodação para duas pessoas passarem um fim-desemana ou umas pequenas férias em pequeno cruzeiro e fazer os passeios familiares com piqueniques e ainda dar uns bons mergulhos ou tomar banhos de sol.

As Tecnologias Honda Incorporadas

O

Honda BF250 inclui as mais modernas tecnologias desenvolvidas pelos engenheiros da Honda e que foram aplicadas com êxito nos motores de média e alta potência da nova geração da marca. VTEC VTEC é o sistema do controlo electrónico do comando e abertura variável das válvulas. Este sistema foi aplicado igualmente nos automóveis de alta competição e nunca teve qualquer avaria. O VTEC altera o comando e a elevação das válvulas, de acordo com as condições de funcionamento, gerando uma curva de binário mais ampla e mais plana, desde a baixa à alta rotação, com maior saída de potência a alta velocidade. Sistema de Admissão Directa do Ar O Sistema de admissão Directa de Ar foi concebido para reduzir a temperatura do ar da admissão, o que aumenta o volume do ar que entra para o motor, provocando um aumento de mais potência. O novo design do Sistema de Admissão Directa de Ar permite aspirar ar do exterior de forma mais directa para dentro do motor, para a máxima eficiência volumétrica e maior potência do motor. O ar exterior aspirado para dentro do capot é mantido a uma temperatura baixa e a humidade é retirada. V A I S Sistema de Admissão Variável do Ar O Sistema de Admissão Variável do Ar, variando o comprimento da conduta de admissão do ar, aumenta a potência a alta rotação, melhora o funcionamento geral e ajuda a aumentar o binário a baixa rotação. Foi prémio de inovação IBEX em 2011. Sistema de Ar de Refrigeração do Motor A ventoinha de refrigeração accionada pela cambota aspira ar através do compartimento do motor e expele o ar quente pela parte superior do capot. Este sistema não só assegura o máximo de refrigeração no compartimento do motor, como também no Sistema de Admissão Directa de Ar. Silenciador do Tipo Interferência Foi adicionada uma câmara (ramal lateral) à passagem de admissão do ar. As ondas sonoras são forçadas a interferir umas com as outras, reduzindo o ruído da admissão do ar. As ondas sonoras ao baterem umas nas outras, anulam-se e o ruído da admissão do ar é suprimido. Redução do Esforço de Engrenagens Neste sistema, a ECU (unidade de controlo do motor) altera o ponto de ignição do motor, o que modifica o binário do motor durante a utilização das mudanças pelo operador da embarcação, permitindo reduzir o esforço de engrenagem.

Na cabina existe um quarto de banho

PGM-Fi Injecção Programada de Combustível A Injecção Sequencial de Combustível oferece um arranque fácil e seguro, respostas instantâneas ao acelerador e superior eficiência de combustível. O controlo de precisão da injecção de combustível, através da unidade electrónica de controlo, ECU, permite um superior controlo da combustão, aumentando igualmente a performance do arranque. O sistema tem um novo Sensor O2 com melhor resistência à água. Sistema Regulável de Ralenti-Carga O motor tem um alternador de elevada potência, 90 amperes, para corresponder aos requisitos de consumo dos equipamentos eléctricos habitualmente instalados. Mas foi desenvolvida e incorporada uma função nova, um sistema ajustável de carga ao ralenti. Quando a potência de carga da bateria se tornar insuficiente devido ao aumento da carga, a rotação do ralenti sobe automaticamente para aumentar a potência de carga. Quando se engrena uma mudança, o controlo é interrompido e a rotação do motor é reduzida. Esta Inovação teve o prémio IBEX em 2011 BLAST Binário Aumentado a Baixa Rotação Ponto de ignição controlado aumenta o binário do motor durante as acelerações rápidas, reduzindo o tempo necessário para a embarcação planar. Esta tecnologia, exclusiva da Honda, obtém arranques explosivos para as embarcações planarem de imediato. ECOmo Motor de Economia Controlada Tecnologia de combustão pobre de segunda geração, para obter óptima economia de combustível, com um consumo especialmente reduzido em velocidades constantes numa gama específica de cruzeiro. Em modo ECOmo, o motor funciona numa relação ar/combustível pobre (18/1). A relação ar/combustível é controlada pela ECU, com base em informações recebidas do sensor O2

Frigorífico e lavatório à entrada da cabina 2013 Dezembro 324

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Náutica

O Capelli Cap 25 WA fez excelentes performances com o Honda BF250 No que respeita ao Honda BF250 que tinha montado, O Cap 25WA correspondeu com um desempenho adequado às

solicitações do motor e este ofereceu aos ocupantes uma navegação com um trabalhar muito silencioso.

Características Técnicas Comprimento

7,35 m

Boca

2,50 m

Peso

1.800Kg

Depósito de combustível

290 L

Depósito de água doce

70 L

Lotação

9

Potência máxima

300 HP

Motor

Honda BF250

Preço barco/motor S/IVA

A partir de 59.000 e

Performances

Na proa existe um púlpito com o ferro fixado

O solário à proa 26

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Tempo para planar

1,89 seg

Aceleração às 5.000 rpm

30 nós 13,60 seg.

Velocidade máxima

41 nós 6.000 rpm

Velocidade de cruzeiro

24/26 nós 4.000 rpm

Mínimo a planar

11,5 nós 2.800 rpm

3.000 rpm

12,8 nós

3.500 rpm

18 nós

4.000 rpm

24 nós

4.500 rpm

29,4 nós

5.000 rpm

34 nós

5.500 rpm

38 nós

6.000 rpm

41 nós

Importador Exclusivo / Distribuidor Porti Nauta, Lda – Complexo dos Estaleiros Navais, Bloco B armazém 8 8400-278 Parchal Lagoa Tel.: 282 343 086 www.angelpilot.com/portinauta.com Honda Marine – www.honda.pt


Náutica

Correcção da Apresentação do Levant 880 Sea Pro Cabin Shaft line (CBSL)

O Desempenho do Levant 880 Sport Fishing SL

N

o Número anterior do Notícias do Mar fizemos a apresentação do Levant 880 Sea Pro Cabin Shaft Line e por lapso indicámos que o modelo Levant 880 Sport Fishing SL equipado com um motor Yamaha Diesel ME422DTIP2 fez 17 nós. Efectivamente o barco atingiu os

25 nós de velocidade máxima. Sobre o desempenho do Levant 880 Sport Fishing SL deixamos a seguir o texto correcto e pedimos as nossas desculpas ao estaleiro Levantnav e aos nossos leitores: “Um Levant 880 Sport Fishing SL destinado à actividade marítimo-turística, foi equipado com um motor Yamaha Diesel

ME422DTIP2 com a potência de 240 HP às 3.800 rpm. Carregado com 12 pessoas e com o depósito atestado, atingiu a velocidade de 25 nós. Outro Levant, o modelo 880 Sea Pro CBSL, para a pesca profissional nos Açores com um motor Yamaha Diesel ME270TI com a potência de 127 HP às

3.200 rpm, com 8 pessoas e o depósito completamente atestado, atingiu a velocidade de 17 nós. Outro modelo com o mesmo casco, o 880 Sea Pro equipado com dois motores fora de borda Yamaha F80, com 5 pessoas a bordo atingiu a velocidade máxima de 34,5 nós às 5.800 rpm”.

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Náutica

Notícias Angel pilot

Cranchi em Angola com Porti Nauta

Cranchi 54HT

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rês anos depois do início da distribuição Cranchi em Portugal, com uma relação cada vez mais próxima com a marca e já com várias embarcações novas e usadas vendidas em território nacional, a Cranchi decidiu estender a distribuição a

Angola através da Porti Nauta. A decisão da Cranchi foi após ter verificado que são já muitos os produtos que o grupo Angel Pilot exporta para Angola e que se trata de um mercado em crescimento. “Apesar de não termos ainda uma sede legal em Angola,

exportamos, com o apoio de empresas locais, vários produtos para o país: vendemos muitos acessórios e recentemente vendemos um semi-rígido de 10 metros. Estamos satisfeitos com a evolução dos negócios no país e por isso, propusemos um acordo para distribuição

em Angola à Cranchi, que se mostrou disponível e entusiasmada com esta nova parceria” comentou Alessandro Balzer, socio-gerente da empresa. Para mais informações sobre os produtos disponíveis para venda, por favor contacte o nosso departamento comercial.

Cranchi Endurance 33 28

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Náutica

Notícias Angel Pilot

Porti Nauta Renova Contrato de Distribuição com Previlège Marine

Previlège 515

A

pós a mudança na liderança e uma reestruturação da empresa Privilège Marine, a Porti Nauta anunciou a renovação do contrato de distribuição com a empresa francesa, para a venda de Catamarans Privilège e barcos à vela Feeling em Portugal. As marcas Privilège e Feeling, criadas em 1985 por Philippe Jeantot, foram compradas por Gilles Wagner com o apoio de investidores privados, e a produção retornou ao local que viu nascer esta

empresa: Les Sables d’Olonne, em Vendée. Este local foi escolhido de forma a recuperar diversos recursos que tornaram estas marcas num sinónimo de luxo, recursos que consolidarão a reputação e a imagem da marca Privilège. “Estamos muito entusiasmados em juntar-nos de novo à Privilège Marine e esperamos ajudar desenvolver a história de sucesso das suas marcas em Portugal.” disse Alessandro Balzer, gerente da Porti Nauta.

Previlege 745

Feeling 39 2013 Dezembro 324

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Náutica

Notícias Angel Pilot

Porti Nauta Apresenta Promoções para Marítimo-Turística

Capelli Tempest 900 Work

O

Grupo Angel Pilot, que iniciou há 20 anos a comercialização de produtos a empresas de aluguer, tornou-se no maior fornecedor das organizações marítimoturísticas no país e apesar de grande parte dessas empresas trabalharem apenas no Verão, agora é o momento certo para fazer negócios e preparar a próxima temporada. A Porti Nauta, empresa mais

recente do Grupo, importadora exclusiva da conceituada marca de barcos semi-rígidos CAPELLI TEMPEST, apresenta agora uma promoção dos modelos 700, 750 e 900 da conhecida linha WORK específica para os mais diversos serviços de apoio náutico e que podem ser equipados com diferentes acessórios adequados às particularidades de cada atividade. Os valores de lançamento e em pack espe-

Capelli Tempest 750 Work 30

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cial são os seguintes: • Capelli Tempest 750 novo, com motor Yamaha 225hp de serviço: desde 35.000€ + iva • Capelli Tempest 750 novo, com motor Yamaha 250hp novo: desde 39.900€ + iva • Capelli Tempest 900 (cinza) novo, com motor Yamaha 250hp novo: desde 62.700€ + iva •Capelli Tempest 900 (vermelho) novo, com motor

Yamaha 250hp novo: desde 64.700€ + iva • Capelli Tempest 700 (mergulho) novo, com motor Yamaha 225hp de serviço: desde 35.000€ + iva A equipa Angel Pilot está disponível para fornecer qualquer informação adicional ou esclarecimento e criar propostas personalizadas com preços que só o importador direto pode proporcionar, também com a possibilidade de retoma.

Capelli Tempest 700 Work


Náutica

Notícias Tampcor

Tampcor Transforma com Requinte o Interior de Embarcações A Tampcor é uma empresa sediada em Cascais, fundada há cerca de duas decadas, cujo foco principal é a transformação e concepção de projetos criativos, utilizando materiais como o Corian.

C

orian é uma mistura de materiais naturais e resina acrílica pura que foi criada pela Dupont há mais de 30 anos. Desta combinação de materiais resulta uma superficie bastante dura, mas que pode ser moldada utilizando materiais normais de carpintaria de forma a encaixar em qualquer desenho. Como o Corian é feito de placas sólidas e não-porosas, possui também boas propriedades de higiene e temperatura. Se uma superficie em Corian se danificar acidentalmente, pode ser reparada de forma simples e sem deixar

marcas. Atualmente o Corian é instalado em centenas de barcos comerciais e privados em todo o mundo. Devido às suas propriedades especiais, este material é adequado para uma variedade de aplicações – tanto decorativas como funcionais. Usos habituais de Corian em barcos incluem - Cabines com casa-de-banho integrada - Unidade de saneamento - Cozinhas e zonas de restauração - Bares, balcões, recepções e áreas

de serviço - Painéis de instrumentos - Zonas de desporto e fitness - Zonas hospitalares e enfermarias Devido à sua elevada usabilidade e potencial de utilizações, a Tampcor teve oportunidade de realizar montagens de casas de banho nos mediáticos paquetes Funchal, Princess Danae e Arion. Para além destas intervenções mais importantes, realizou também inúmeras outras em diversas embarcações privadas. Transporte Ambientes náuticos podem ser

difíceis, exigindo grande esforço tanto dos marinheiros como dos materiais. No glamoroso mundo dos mega-iates e luxuosos navios de cruzeiro, a durabilidade e a robustez são características tão criticas quanto formas e acabamentos bonitos. Dupont Corian pode ser cortado, curvado e colado para adaptar-se precisamente aos espaços compactos encontrados em embarcações e para criar toques únicos, customizados, expressando a identidade do proprietária ou da companhia marítima. À prova de água, naturalmente impermeável e resistente a extremas condições climatéricas, é a escolha em superfícies decorativas de alta performance para navios de cruzeiro, iates de luxo, veleiros e lanchas. Esta popularidade que o Corian tem vindo a ganhar, devem-se às suas características de higiene e manutenção. Sendo uma superfície não porosa os líquidos não penetram a mesma e não acumula quaisquer poeiras ou sujidades. Arranhões, cortes ou queimaduras são facilmente reparados, sendo apenas necessário que a superfície seja polida, bastando um esfregão para que retorne ao brilho natural. Destaca-se também a existência de “backsplashes” nas superfícies Corian que impedem que os líquidos escorram para o chão, protegendo também as paredes onde se situam as bancadas.

Formato de um “backsplash” 2013 Dezembro 324

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Electrónica

Notícias Nautiradar

http://nautiradarraymarine.weebly.com

Raymarine com Recorde de Nomeações para os Dame Awards Raymarine faz história depois de terem sido anunciadas as nomeações para os METS Dame Awards. A primeira marca de sempre a receber quatro nomeações num ano.

Dragonfly SondaGPS com Chirp Down Vision

C

onsiderado o concurso de design mais importante no universo dos equipamentos e acessórios marítimos, em todo o mundo, os Dame Awards reconhecem e premeiam a excelência e a inovação do design. 115 produtos deram entrada no concurso deste ano, 52 produtos de 12 países foram nomeados e avançam para a fase final, incluindo quatro dos produtos Raymarine propostos. A propósito destas nomeações, Irene Dros Gestora do METS, afirmou: “Temos que tirar o chapéu á Raymarine,quatro nomeações num ano é um recorde e fica para a história. Há mais de 20 anos que os Dame Awards encorajam os fa-

bricantes a serem cada mais mais arrojados no design das suas inovações e gostaríamos de destacar o ritmo impressionante e inovador da Raymarine neste concurso, que é bastante exigente”. Os quatro produtos nomeados são a Dragonfly Sonda/GPS com Chirp Down Vision, os novos Pilotos Evolution, o Interface Universal de Controlo do Motor ECI-100 e o módulo de Sonda CP100 com CHIRP DownVision. Todos com entrada na categoria de eletrónica marítima e no software relacionado, a avaliação vai ser sobre todos os aspectos dos produtos, das suas funções á componente estética e da embalagem ao produto final.

Interface Universal de Controlo do Motor ECI-100 32

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Pilotos Evolution

Módulo de Sonda CP100 com CHIRP DownVision


Electrónica

Nautiradar Enriquece o seu Portefólio

com o Gerador SilentWind made in Portugal Estabelecida em 1993, a Rulis Eléctrica, Lda é uma empresa Portuguesa com administração alemã. Conta com mais de 30 anos de experiência e know-how no desenvolvimento de pequenas turbinas de vento para embarcações e em condições particularmente difíceis, nomeadamente as da costa Portuguesa e nas travessias do Atlântico. Reconhecendo a qualidade e capacidade deste produto, a Nautiradar passa a distribuir este gerador eólico no mercado nacional.

Aerogerador SilentWind made in Portugal

A

sua atividade inicial nesta área das pequenas turbinas de vento foi o desenvolvimento de pás de rotor de baixo ruído fabricadas com material 100% fibra de carbono, laminadas à mão e resistentes aos ultravioletas. Estas pás foram introduzidas em 2008 como substitutas dum gerador de vento reconhecido

no mercado como bastante ruidoso. Devido ao êxito destas pás, a Rullis decide desenvolver e fabricar o seu próprio gerador de vento para ser usado com as suas pás silenciosas. No final de 2010, iniciou a comercialização do gerador SilentWind que se tornou num enorme sucesso a nível mundial para uso marítimo e terrestre.

Controlador híbrido externo, de vento e solar

Grandes capacidades: Silencioso Operação silenciosa graças à otimização técnica das pás do rotor Seguro e Confiável Componentes de elevada qualidade e engenharia alemã 3 anos de garantia nos geradores eólicos e 2 anos no controlador de carga Completo e Versátil Para uma utilização marítima e terrestre com ventos fortes, médios e fracos. Para aplicações profissionais Independente e Ilimitado Energia Eólica e Solar onde quer que esteja! Ideal para aplicações Marítimas / Costeiras Liga de alumínio resistente à água salgada com tratamento especial contra corrosão, parafusos em aço inox e pás do rotor resistentes aos ultravioletas Compacto, Prático e Elegante Pesa apenas 6.8 kg Adequado para todos os tipos de veleiros e muito fácil de instalar. Ergonómico e com design aerodinâmico. E depois de tudo isto o facto da sua baixa manutenção Controlador Híbrido O SientWind inclui o controlador híbrido externo, de vento e solar, com display LCD multifunções, e comutador manual e eletrónico integrado, adequado para a instalação de painéis solares sem necessitar de adicionar mais controladores. O Silent Wind é comercializado em 3 modelos: 12, 24 and 48V • Gerador de CA de 3 fases de imã permanente com uma potência de 420 - W • Desempenho ótimo devido ao baixo torque a uma velocidade de vento de 2,2m/s (4 nós) • Inicia a carga a partir duma intensidade de vento de 2,8 m/s (5 nós) • Tensão de carga final ajustável para todos os tipos de baterias • Corrente de carga máxima ajustável • Porta programável para consumido-

Pás do rotor 100% em fibra de carbono res externos • Display LCD de todos os dados relevantes (WA, V, Ah, kWh) A grande mais-valia do SilentWind as pás do rotor 100% em fibra de carbono de alta tecnologia: •Usando fibras de carbono de alta resistência na laminagem manual com resina de epóxi, as pás ficam extremamente resistentes e também aos raio UV. • Otimizadas em túnel de vento • Emissões ultra de ruído • Equilibradas para vibrações baixas • Excelente resistência à relação de peso • Testadas com sucesso de acordo com a norma DIN EN 61400-com velocidade de furacão a 122 kmh (5480 rpm, com quase a velocidade do som na ponta das pás). Aerogerador made in Portugal e de qualidade internacionalmente reconhecida. Para mais informações contacte a Nautiradar www.nautiradar.pt geral@nautiradar.pt

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Painéis solares 33


Notícias do Mar

FPAS - Hóquei Subaquático

Clube Aquacarca Vence Taça de Portugal 2013/14

A Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas realizou os Campeonatos Regionais Norte e Sul e a Taça de Portugal de Hóquei Subaquático, nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2013, no complexo de piscinas municipais de Porto de Mós.

N

este início da época desportiva 2012/2013 da modalidade participaram 7 equipas nos Campeonatos Regionais e a Taça de Portugal foi disputada por 6 equipas. No Regional Norte a vitória coube à “Equipa A do Clube ZUPPER” e no Regional Sul a

equipa do “AQUACARCA” foi a vencedora e ambas revalidaram o título do ano anterior. A Taça de Portugal teve lugar no Domingo, dia 1 de Dezembro, reunindo 6 equipas e tendo por base os resultados dos campeonatos regionais. A final foi disputada entre as equipas do “AQUACARCA” e do “AQUACARCA AEIST”, cujo

Classificações

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1º Lugar

AQUACARCA

2º Lugar

AQUACARCA_AEIST

3º Lugar

ZUPPER_A

4º Lugar

NSCBR

5º Lugar

ZUPPER_B

6º Lugar

PORTO FLUVIAL UNDERWATER

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Notícias do Mar

Vencedores Taça Portugal Hóquei Subaquático

resultado foi de 3 a 1 golos No final foi realizada a cerimónia de entrega de prémios e da Taça de Portugal pelo Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Porto de Mós – Fernando Monteiro e pelo Presidente da Assembleia Geral da FPAS – João José. Nestes dois dias de competição realizaram-se 17 jogos, estreou-se o clube “PORTO FLUVIAL UNDERWATER” e vários atletas masculinos e femininos participaram pela primeira vez em provas oficiais de Hóquei Subaquático.

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Uma Manhã Bem Passada Com Dois Campeões

Com poucos iscos pode-se fazer uma boa pesca Pescar besugos com improviso era a missão principal incumbida aos campeões Paulo Patacão e Fernando Hilário. Para o efeito os iscos que se levariam a bordo eram em quantidade mínima e a ideia era mostrar o poder de adaptação que o pescador de alto mar deve ter em certas situações. Mas aquela manhã foi uma lição a outros níveis...

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Pesca Desportiva

A

Texto e Fotografia Carlos Abreu Colaboram Fernando Hilário e Paulo Patação/Mundo da Pesca

ideia era mostrar que com poucos iscos a bordo se pode fazer uma boa pesca. Não queremos dizer com isto que não deve ir sempre prevenido para o mar, afinal, “quem vai para o mar avia-se em terra”. O intuito era mostrar que quando os besugos estão em força e os iscos começam a escassear a bordo, se pode recorrer a outras espécies, tais como as cavalas e os carapaus

para iscar com sucesso e compensar o pouco isco que vamos tendo. Um caso limite seria levar apenas uns aparelhos para pescar aos carapaus, mas não chegámos a tanto. Tudo contadinho... Até eu fiquei surpreendido quando vi o que estes dois pescadores tinham trazido para pescar! Duas lulas, dois chocos, quatro batatas e sete sardinhas…e era só! Bem sei que as iscadas que

Sonda aberta e toca a tentar perceber que tipo de vida havia por vezes fazem para apanhar os besugos são pequenas e que se tratando apenas de duas pessoas a pescar e apenas até à hora de almoço, até daria, mais ainda quando o objetivo era mostrar alternativas perante faltas de isco a bordo. Mas mesmo assim parecia curto.

Mas, nada a fazer e já estávamos a bordo do espaçoso Pescaki, embarcação MT pertença de Paulo Patacão, rumo a sul à procura dos besugos (nota do editor: há data da realização deste artigo as douradas eram poucas ou nenhumas nos locais habituais).

Apenas duas lulas, dois chocos, quatro batatas e sete sardinhas

Pode-se recorrer a outras espécies, para iscar , tais como as cavalas e os carapaus 2013 Dezembro 324

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Pesca Desportiva

Hilário sente peixe. “Parece ser besugo” Tudo indicava que os besugos estavam ligeiramente levantados do fundo Olha que dois! Se Paulo Patacão, novo vicecampeão nacional, é operador MT, o que dizer de Fernando Hilário que andou metade da sua vida ao mar com pai e avô? É caso para dizer “olha que dois” e não restassem muitas dúvidas que havia naquelas cabeças e GPS muitas marcas onde pudéssemos encontrar os besugos.

A ideia era perceber se os besugos estavam colados ao fundo e oavalas e carapaus em cima Iscadas de Lula A iscada de lula é simples de fazer e para isso basta ter um tubo, semelhante ao mostrado no Mundo da Pesca nº 150. Depois de aberta a lula, corta-se em triângulos de, no máximo seis centímetros e coloca-se a parte mais larga no tubo. Depois ata-se com linha de silicone e obtém-se um rolinho, o qual será colocado no anzol como se de uma minhoca se tratasse, deixando apenas solta uma badana, a parte mais fina do triângulo. Um dos aspetos curiosos que estes atletas nos revelaram é que é tremendamente eficaz, aguenta muito no anzol e nem sequer é preciso bater a lula.

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Chegados ao primeiro local, sonda aberta e toca a tentar perceber que tipo de vida havia naquelas bandas. A princípio ficámos assustados pois parecia um deserto…não marcava um cabelo naquele fundo. É aqui que vem a experiência destes pescadores ao de cima e decidiram procurar ligeiramente mais a Norte, até que viram um pontilhado “agarrado” ao fundo;


Pesca Desportiva

podiam ser besugos, mas era uma marcação pequenas e que não parecia ser de muita concentração. Havia que fundear bem e para isso a dupla trabalhou bem e ficámos em cima do que se pretendia. Seriam besugos, aquilo que marcava na sonda? Aspetos técnicos Se há coisa que esta rapaziada é por natureza é serem competidores natos. Para eles isto é sempre (ou quase sempre) um treino! Hilário foi o primeiro a pescar; a aguagem corria a sul, num pesqueiro com 65 metros de profundidade e decidiu optar por colocar sardinha (da pouca que se tinha) em troços e no anzol de baixo e uma fina tira de lula no anzol de cima. A ideia era, segundo ele, perceber se eram os besugos que estavam colados ao fundo e se andava “isco” – cavalas e carapaus – a andar por cima. Paulo Patacão optou pela mesma estratégia mas, havia uma diferença entre ambos. Estes dois pescadores alertaram para o facto da escolha do anzol ser importante; Hilário pescou com anzóis chinu mais robustos e de nº 1 e 1/0, Patacão optou por uns Sasame

Yamame mais pequenos. Paulo referiu que “isto é propositado, pois eu com estes anzóis antevejo uma situação mais complicada e o Hilário uma pesca já mais franca; a explicação é que com esta aguagem e se houvesse besugos, ferrava-se um, esperava-se pelo segundo e eventualmente um terceiro se estivessem a montes. Obviamente que isso requer anzóis mais forte pois enquanto se es-

pera pelo segundo e terceiro o primeiro pode ceder e ir à vida! Eu optei por um anzol mais fino, para pescas mais difíceis, em que se tem de ferrar à primeira. Agora é só ver o que se vai passar”. Mais um detalhe! A ação começou e de imediato Hilário sente peixe. “Parece ser besugo”, disse enquanto puxava para cima. Nada mais, nada

menos! O primeiro protagonista desta jornada estava embarcado; o detalhe é que tinha sido naquilo que menos se esperava, no anzol de cima, na tira de lula. Com Paulo foi a mesma coisa e tudo indicava que os besugos estavam ligeiramente levantados do fundo. Nem se podia dizer que a pesca estava a correr mal, o que não se estava a conseguir era apanhar cavalas e ca-

Deve-se levar uma boa colecção de anzóis 2013 Dezembro 324

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Pesca Desportiva

rapaus, iscos que queríamos mostrar serem eficazes para os besugos. No entanto, algo estava também a acontecer: a poupança de isco, mais concretamente da lula, isco que estava a revelar-se mortífero. Paulo Patacão explicou que faz uma iscada brutal para pescar com aguagem pois está

sempre a trabalhar, parece um rabinho a dar a dar. Para além disso “é muito resistente como provam os cinco besugos seguidos que capturei com a mesma iscada”, referiu o vice-campeão nacional de 2013. Finalmente... isco a bordo

Ao fim de alguns besugos lá começaram a sair os primeiros carapaus e cavalas, desta feita nos anzóis esperados – os de cima. Para o exemplificar fica o exemplo clássico do que se esperava: choupa no anzol de baixo, besugo no do meio e cavala ou carapau no de cima. E assim foi, com algum ritmo e

durante cerca de uma hora lá foram saindo uns besugos, até que foi altura de mudar para os iscos alternativos os “SOS”. Hilário reforçou alguns aspetos a ter em atenção quando se isca carapau e cavala, nomeadamente o de se tirar a serrilha do carapau mas também o de se utilizar um anzol mais forte

Destaque para um sargo-veado de Hilário com cerca de 2,5kg 40

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Pesca Desportiva

Confecção dos Iscos e num tamanho que pode variar entre o nº 1 e o 1/0. Para o efeito, a sua predileção é iscar com o tubo ou “colher” com a isca bem atada. “São iscas de sangue às quais o peixe adere bem, para além de terem alguma resistência e aguentarem bem no anzol. São muito boas para quando o peixe está a montes. Para as iscar opto geralmente pelo tubo atando pedaços do lombo ou filetes que retiro junto à cauda, ainda com pele, tal como fazemos com a sardinha; a diferença é

que não deixo uma badana solta como na lula mas deixo sempre o bico exposto.”. Vai uma picadinha? O trabalho estava feito e ainda faltava 1h30 para partirmos. Fernando Hilário tinha de estar em Setúbal à hora de almoço e não nos podíamos descuidar com as horas. Patacão perguntou se ainda queríamos gastar as cinco sardinhas e as cavalas numa pedra mais à terra, a pescar no baixi-

A escolha do anzol é importante

Os Ralos Um dos segredos bem guardados da pesca em provas não oficiais de barco fundeado é o uso dos ralos na pesca ao besugo e às sarguetas, sobretudo em terras algarvias. Estes peixes são absolutamente loucos por esta isca e há quem chegue a levar umas centenas deles para uma prova, tal é a sua eficácia.

nho, na casa dos 30 metros. Não me fiz rogado, nem tão pouco esta rapaziada, sempre motivada para tirar mais uns peixinhos. A ideia era tentar a chumbadinha… Chegados ao pesqueiro verificámos que a aguagem não

corria certa e que o barco andava à roda, algo que não é muito favorável para esta técnica de pesca. Mas foi gastar as iscas que tínhamos até à escama! Abri as hostilidades com uma dourada e de seguida decidi “dedicar-me

Exemplo clássico, choupa no anzol de baixo, besugo no do meio e cavala ou carapau no de cima 2013 Dezembro 324

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Pesca Desportiva

A lula, revelou-se um isco mortífero à fotografia”, observando estes grandes pescadores e amigos que, enquanto houve isca foram tirando uns “peixinhos”. Destaque para um sargoveado de Hilário com cerca de 2,5kg e uma dourada e sargolegítimo de Patacão. Como não havia uma aguagem favorável e não dava para fazer iscadas “à homem” foram-se enganando uns parguetes, fora os três

safios que ainda se meteram a seco. Todos concordaram que, com o sol já alto, aguagem a correr certinha – fosse a Norte ou a Sul – e com iscadas muito grandes se tinham feito mais uns peixes “daqueles” desmarcados. Mas fica para uma próxima ocasião. Como Hilário referiu: “Foi uma bonita manhã de pesca”. E o leitor não concorda?

Sargo-legítimo capturado por Paulo Patacão 42

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Ao fim de alguns besugos começaram a sair carapaus e cavalas Facto Curioso As tiras de lula foram o isco que mais surpreendeu nesta jornada. A principal causa é a cor e o seu formato pois quando está aguagem parece uma bandeira branca a esvoaçar na corrente. Mostrou-se tão atrativa que fez com que a sofreguidão de um besugo fosse acima da média, embuchando por completo, com o anzol e respetivo anzol a saírem pelo ânus do peixe. Fernando Hilário, em muito anos de mar, nunca viu nada igual.

Durante uma hora foram saindo uns besugos


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Pesca Desportiva

Histórias de Pesca

Texto e Fotografia Luís Borges

O Polvão Tenho a sorte de contar com um amigo, que todos os anos se lembra de mim, convidando-me a passar 15 dias de férias na Ilha do Farol. Considero aquele local mítico.

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urante estes 15 dias deambulamos apenas. As nossas deambulações acercam-se do mar e os

utensílios são canas de pesca, carretos, fios, bóias, anzóis. Essencialmente, pois há toda uma panóplia complementar. Os desejos, obviamente,

corporizam peixes, muitos e variados peixes e não só, pois um dia pesquei outra espécie. Vamos lá contar como foi… No dia 27 de Setembro es-

O polvo de 5,250 Kg pescado por Luís Borges 44

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tava eu, sereno, a pescar sargos num cais da Ilha, quando me saiu um grande polvo, com 5,250 kgs. Grande bicho! Lembro-me fisicamente da força exercida por ele na minha cana nova, a qual com esta experiência, foi comprovadamente testada como de excelente resistência. Era como se estivesse a arrastar um rochedo. Quando o trouxe à superfície, esbracejava em diâmetro os meus dois braços estendidos, olhava-me furioso, expelia com violência e barulho jactos de água pela sua bolsa, largava nuvens de tinta negra. Os filhos da Culatra, da pesca artesanal, que pescavam perto nos seus barcos, olhavam de revés... Então. Um companheiro de pesca do cais, lembrou-se, que se também pudesse prender o polvo com o anzol da sua cana, seríam dois a segurá-lo, salvaguardando assim uma eventual ruptura do fio, a quebra do meu anzol ou o rasgar do braço do polvo. Conseguiu espetar-lhe com mestria o anzol numa zona segura. Chamámos depois o Adérito, que pescava mais acima. Veio calmamente ter connosco, a passo, para nosso desespero. Quando se chegou à beirada do cais e viu o enorme “octopus”, correu a casa a trazer o xalavar. Explicou depois a calma: pensou, que talvez fosse mais um cangulo, daí o vagar. Felizmente trouxe um grande xalavar, dotado de um cabo forte de 4 metros. Conseguiu meter a rede debaixo dele, afrouxámos, e o polvão entrou inteirinho. Por fim, o Adérito espetou-lhe uma faca entre os olhos, sentenciando-o. Seguiram-se os regozijos e as fotos. O orgulho disfarçou de alguma forma a vaidade. Vá lá, não é comum pescar-se um polvo assim! Obs: O polvo denomina-se cientificamente Octopus vulgaris e o peso máximo que atinge é 10 kgs.


Pesca Desportiva

Notícias EFSA Portugal

4º Torneio de Pesca Desportiva Praia de Moreiró/Praia do Pescado Participaram meia centena de pescadores. Dado o estado do mar e do tempo, as condições de pesca apresentaram-se pouco favoráveis, ou seja, um mar sem ondulação e um dia de sol radioso, mais próprio para volúpia de amantes da natureza.

Classificação Individual 1.Armando Mano Gonçalves 2.Francisco Ferreira Pontes 3.Fernando Castro 4.Celestino Silva Carvalho 5.Manuel Arnaldo Costa 6.José Maria Oliveira 7.Francisco José Costa 8.Manuel Maria Teixeira 9.Manuel Joaquim Matos 10.André Mário Saura 11.Jacinto Santos Costa 12.Carlos José Barros 13.João Pereira Rodrigues 14.Corsino Benjamim Seabra 15.Joaquim Manuel Vareiro

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s espécies capturadas primaram pela pequenez, especialmente bodiões, mas também marachombas, larotes e tainhas. Valeu o empenhamento dos pescadores, gente simpática e de trato agradável, que se mantiveram nos seus lugares de pesca de uma forma inabalável. A persistência sempre foi uma característica dos bons pescadores. No restaurante PUCINHO, muito bem situado para se po-

Pescaria der usufruir a praia e a esplanada, almoçou-se lindamente. A especialidade da casa, o arroz de polvo, deu logo um sinal muito positivo, seguindo-se uns rojões à moda do Minho. O vinho não desmereceu, pois foi servido à descrição, branco e tinto, o incomparável JP. Com estas excelentes credenciais, o convívio tinha de ter um alto índice de aceitação e de agradabilidade. O evento foi abrilhantado com a ilustre presença de quase todos os patrocinadores e

apoiantes do torneio, com relevo para os presidentes das Juntas de Freguesia de Moreiró e de Vila Chã, os quais foram agraciados com Menções Honrosas. A organização da EFSA Portugal esteve a cargo de José Marques, de José Manuel e de Josué Lima, com aqueles habitual entusiasmo e competência, que os caracteriza. Crê-se que para o ano, teremos mais um torneio nestas bonitas paragens, com estes

amigos e certamente outros, todos a pescarem muitos e bonitos bodiões.

1º ArmandoMano Gonçalves

3º Fernando Castro 2013 Dezembro 324

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Náutica

Notícias Touron

Mercury Diesel Lança Novos TDI 3.0L V6 e TDI 4.2L V8 Durante o último ano a Mercury Marine aumentou a sua capacidade de produção com o objectivo de acomodar o fabrico dos produtos diesel que tomou para si no recente processo de dissolução da CMD (Cummins MerCruiser Diesel).

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Mercury Diesel TDI 3.0 V6

s novos motores, agora lançados, são uma versão melhorada dos TDI 3.0L V6 e TDI 4.2L V8 lançados, pela Mercury, no início de 2012. Os novos motores incorporam toda a experiência entretanto adquirida, bem como muitas sugestões dos utilizadores. O novo V8 já está disponível no mercado (desde Julho passado) e o novo V6 estará disponível a partir de Dezembro.

Ambos os motores são compatíveis com a tecnologia SmartCraft, o que os torna, também, compatíveis como todos os acessórios digitais da Mercury. DTS (digital Throttle and Shift), SeaCore e Joystick Auxius estão disponíveis como opção de série. Os TDI foram desenvolvidos tendo como base os similares da indústria automóvel, são conhecidos pela qualidade da construção, baixo NVH (Noise Vibration

Mercury Diesel TDI 4.2 V8 Harshness), baixo consumo e são líderes no rácio peso/potência. O seu excepcional binário e trabalho a baixas velocidades, garantem excelente aceleração que permite colocar qualquer embarcação a planar rapidamente. Os novos TDI da Mercury Diesel cumprem as normas TIER3 e estão também disponíveis para utilizações em aplicações comerciais (LDC - Light Duty Commercial). Para instalações com coluna,

os novos motores estão disponíveis com as melhores colunas da Mercury, X e XR. Para instalações com linha de veios, os motores poderão ser aplicados com uma grande variedade de transmissões ZF, de acordo com as respectivas características. O novo motor Diesel TDI 3.0L V6 está disponível com modelos de 230 e 250 CV e o TDI 4.2L V8 terá também dois modelos, 335 e 370 CV.

Mercury Marine Apresenta nova Hélice Enertia ECO

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Mercury lançou a nova Enertia ECO, uma hélice que permite uma economia de combustível até 10%, a velocidade cruzeiro. A Enertia Eco é um produto inovador especialmente desenvolvido para optimizar o consumo de combustível e o rendimento dos motores em gamas de RPM onde operam a maior parte do tempo, a velocidade cruzeiro. Esta hélice tem uma área alargada de pá, com inclinação progressiva e um diâmetro de 16 polegadas. Estes atributos, bem como pás muito resistentes, só são possíveis graças à liga de aço X7 patenteada pela Mercury. As embarcações equipadas com Enertia Eco terão uma menor área molhada no casco, através duma maior elevação da proa a velocidade de cruzeiro. O seu design exclusivo oferece melhorias substanciais na economia de combustível a velocidade cruzeiro, bem como melhorias significativas na poupança de combustível em todas as faixas de rpm, sem sacrificar a velocidade máxima. Os motores fora de borda da Mercury, já por si muito eficientes na poupança de combustível, tais como os Verado (sobre-alimetado) ou o novo F150 EFI de alta cilindrada, são reconhecidos pelo seu elevado binário em toda a gama de rotações. Estes motores têm a capacidade de manter uma embarcação a planar dentro duma faixa relativamente baixa de RPM, pelo que a hélice Enertia ECO irá reduzir o deslizamento e o arrastamento do casco, melhorando ainda mais a eficiência de combustível.

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Embarcações equipadas com os potentes fora de borda da Mercury e hélice Enertia Eco poderão beneficiar, também, do Mercury ECOscreen, um recurso que informa o nauta do que deve fazer para obter a melhor eficiência de combustível, através duma motorização contínua das rotações do motor, da velocidade da embarcação, do consumo de combustível e do posição de trim, calculando automaticamente todas os dados necessários para optimizar a poupança em combustível. A nova Enertia Eco estará disponível a partir de Fevereiro de 2014 com passos de 17, 19, 21 e 23 polegadas, em ambas as rotações, direita e esquerda. O ECOscreen é uma função do Mercury Vessel View 4 e 7, estando disponível como opção separada para os motores fora de borda compatíveis com a tecnologia Smartcraft da Mercury.


Náutica

Touron Reformula sua Rede Comercial Quicksilver em Portugal e Espanha

Quicksilver Activ 675 Open

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Quicksilver iniciou, em 2011, uma nova etapa estratégica com o lançamento, faseado, de 13 novos modelos nas suas gamas de embarcações Activ e Captur, que vieram completar globalmente toda a gama da marca. A oferta dos novos modelos Activ nas versões Open, Sundeck, Cruiser e Cabin foram um sucesso no mercado, seguindo-se o lançamento, durante este ano, dos primeiros modelos da nova gama

Pilothouse. Actualmente, a gama desportiva e de recreio Activ é constituída por 14 modelos (desde o 430 Cabin até ao 855 Cruiser) e a gama de passeio e pesca Captur integra 15 modelos (indo do 360 Fish ao 755 Pilothouse). No seguimento da nova estratégia de produto iniciada pela Quicksilver, a Touron avançou com o processo de reformulação da sua rede comercial Quicksilver em Portugal e Espanha, tendo como

objectivo adaptá-la à situação real do mercado e às exigências actuais do produto e dos futuros modelos, potenciando, ao máximo, a imagem da marca nos pontos de venda. Entre outros benefícios, cada concessionário Quicksilver passará a ter obrigatoriamente exposição de embarcações. A nova rede comercial da Quicksilver conta com 10 concessionários em Portugal e 37 em Espanha, estando disponível para consulta na página web da Touron:

www.touron-nautica.com. No passado dia 17 de Outubro, a Touron realizou, em Madrid (Espanha), uma reunião de concessionários Quicksilver para apresentação da nova rede, bem como dois planos de expansão da marca e da política de comercialização e marketing para os próximos anos. Neste evento, que contou com a presença de mais de 30 concessionários, estiveram presentes os responsáveis de diferentes áreas da Quicksilver.

Touron Iniciou Distribuição dos Acessórios Náuticos Land “N”Sea

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Touron iniciou o empolgante projecto de comercialização dos acessórios náuticos da Land ‘N’ Sea, o maior distribuidor de peças e acessórios náuticos do mundo. A Land ‘N’ Sea, empresa adquirida pelo grupo Brunswick em 2003, está presente na indústria náutica há mais de 35 anos. Com mais de 38.000 referências disponíveis em 14 armazéns, a Land ‘N’ Sea opera de forma directa nos EUA e Canadá, através da Mercury Marine na América Latina e Caraíbas e, com diferentes formas, em mais de 60 outros países em todo o mundo. A Land ‘N’ Sea é reconhecida, nos mercados onde opera, pela sua eficiência na entrega e pelo seu marketing inovador. Com este acordo, a Touron complementa a sua gama de produtos, maximizando, em simultâneo, a sua estrutura. Por outro lado, os nossos clientes adquirem a grande vantagem de, através dum único fornecedor, terem acesso à mais ampla oferta de motores e embarcações e, agora tam-

bém, de acessórios para a náutica de recreio. À actual oferta de acessórios náuticos Attwood distribuídos pela Touron, acrescenta-se, assim, o enorme catálogo da Land ‘N’ Sea, que poderá ser consultado em http://bit.ly/1efKU2t para se ter a real ideia da variedade de produtos, de diferentes fabricantes, e da sua marca própria Seachoice. No passado dia 18de Outubro, a Touron realizou, em Madrid (Espanha), uma reunião de concessionários e serviços para apresentação do novo projecto, com a presença de vários especialistas do departamento de vendas da Land ‘N’ Sea que se deslocaram propositadamente, dos EUA, para este propósito. Este evento contou com a presença de mais de 40 concessionários e serviços.

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Surf

Notícias da Federação Portuguesa de Surf

Novo Seleccionador e Nova Equipa Técnica A Federação Portuguesa de Surf anuncia a nova equipa técnica nacional, nomeadamente, o Seleccionador Nacional, o Director Técnico Nacional e o Coordenador para os Circuitos Regionais.

David Raimundo é o novo Seleccionador Nacional

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esta nova equipa técnica, os cargos de Seleccionador Nacional e Director Técnico Nacional, já existiam, o cargo de Coordenador para os Circuitos Regionais é novo. Seleccionador Nacional é David Raimundo. David tem 36 anos, licenciado em Ciências do Desporto, Edducação Física e Desporto pela Faculdade de Motricidade Humana e com pósgraduação em surf pela mesma entidade, possuindo também a cédula de treinador de nível 2 da FPS. Enquanto atleta, citando as principais distinções, foi vice-campeão nacional de surf em 2008, campeão europeu de Selecções em 2007 e

2011, tendo integrado a Selecção Nacional em três Campeonatos da Europa e dois Campeonatos do Mundo. Distingue-se como treinador a partir de 2005, com um domínio impressionante de todas as categorias de Surf Esperanças, sendo também o técnico que orientou Vasco Ribeiro na conquista dos títulos nacionais Open de 2011 e 2012 e de Maria Abecasis em 2011 e 2012. Além das conquistas internacionais de Vasco Ribeiro, entre as quais se destacam as medalhas de prata no Mundial ISA de 2011 e 2013 (ambos no escalão sub-18), para não falar de outras conquistas. Director Técnico Nacional é o Professor Doutor

Miguel Moreira é o novo Director Técnico Nacional 54

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Miguel Moreira Miguel Moreira com 43 anos, estudou Educação Física e Desporto na Faculdade Motricidade Humana (FMH), sendo doutorado em Treino Desportivo (surf). Foi ginasta da selecção nacional e campeão nacional de trampolins. Foi treinador durante 10 anos no Ginásio Clube Português, com ginastas campeões nacionais e da selecção nacional. Também foi seleccionador nacional de saltos para a água (1997 a 2000). Iniciou em 2000 e coordenou durante 9 anos o projecto Surftec, na FMH, com o objectivo de investigar o surf, desenvolver métodos de treino e acompanhar os surfistas em competição. Teve alguns bons resultados no surf (dois campeões da Europa na selecção nacional, Três vencedores da Taça de Portugal, um vencedor da taça dos campeões europeus de clubes, três campeões nacionais surf esperanças, um vice-campeão sub 14 e dois 3ºs lugares sub 18 masculino e feminino no Euro Juniores 2008 Marrocos). Além de juiz de trampolins e de saltos para a água, foi formador na FPTDA de 1994 a 2011 e é formador na Federação Portuguesa de Natação desde 1991 e da Federação Portuguesa de Surf desde 2002. Miguel Moreira assume as funções de Director Técnico Nacional, através de uma cooperação entre a FMH e a FPS, com o objectivo de desenvolver o surf e a formação de treinadores. Fica sob a sua co-

ordenação toda a estrutura técnica da FPS, onde estão incluídos o director técnico das provas da FPS, o seleccionador nacional, o treinador do surf, o treinador do bodyboard (e das outras modalidades caso se justifique), o preparador físico e a equipa clinica. Todas as decisões técnicas relacionadas com regulamentação e participação das selecções nacionais em competição estão sob a sua supervisão. Coordenador para os Circuitos Regionais é Tiago Matos. Juiz da Federação Portuguesa de Surf desde 1998, é juiz internacional desde 2002, Director Técnico de Provas FPS desde 2003 da Federação Europeia de Surf (ESF) desde 2006 e Chefe de Juízes ESF desde 2004. Também desempenha as funções de Director Técnico do Nacional de Surf Open (agora Liga Moche) desde 2004. Enquanto dirigente, fez parte da Direcção da Associação de Surf da Costa de Caparica (ASCC) entre 1998 e 2006, com o cargo de presidente de 2006 a 2010. Faz parte do Comité Executivo da ESF desde 2011. Enquanto Coordenador para os Circuitos Regionais, cargo agora criado na FPS, a sua função será a de apoiar os clubes organizadores na construção de equipas técnicas e criar bases para uma estrutura descentralizada de desenvolvimento das modalidades da FPS.

Tiago Matos é o Coordenador para os Circuitos Regionais, um novo cargo na federação


Surf

Comunicado da Direcção da FPS Sobre Processo Ribeira D´Ilhas

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omo é do conhecimento geral, no dia 30 de Julho de 2012, o Ribeira D’ilhas Surf Camp foi objecto de tomada de “posse administrativa”, tendo sido destruído e os seus proprietários expropriados, num processo que hoje se encontra em discussão judicial, atenda à provável falta de fundamento para essa expropriação e pelo facto de o valor da indemnização proposta pelo Município de Mafra (entidade expropriante) para o terreno em causa ser cerca de dez vezes inferior ao valor real de mercado desse terreno, de acordo com avaliações independentes realizadas por peritos bancários no ano de 2009. Por estar em causa uma Escola de Surf, filiada nesta Federação há mais de uma década, uma praia emblemática para o surf em Portugal, a FPS deveria ter, na altura, tomado posição, qualquer que ela fosse. A FPS não se pronunciou nem sobre a expropriação em causa, nem sobre a forma como ocorreu a “posse administrativa” e consequente projecto que foi desenvolvido na Praia de Ribeira D´ilhas.

A FPS não pode deixar de recordar a importância que esse projecto teve como local de referência e de encontro da comunidade do surf da Ericeira e de destacar a capacidade demonstrada pelo Ribeira D’ilhas Surf Camp na prestação de um ser-

viço exemplar de apoio de praia e de apoio ao surf que, sendo gerido por privados, cumpriu durante mais de uma década verdadeiras funções de interesse público. Assim, a actual Direcção da FPS lamenta não ter a Direcção anterior,

no momento próprio, tomado posição sobre expropriação em causa, sobre a forma como ocorreu a “posse administrativa” e sobre o projecto que veio a ser desenvolvido na Praia de Ribeira D´ilhas. A Direcção

Os Ondas em Ribeira D´Ilhas 2013 Dezembro 324

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Surf

Bodyboard Pro Tour 2013

Campeões Nacionais do Bodyboard Pro Tour na Festa Açoriana

João Barciela nos Areais João Barciela, Catarina Sousa e Joana Schenker foram os consagrados do Bodyboard Pro Tour 2013 após a última etapa, que terminou no fim-de-semana, de 23/24 de Novembro em S. Miguel, Açores, com Barciela e Schenker a vencerem a etapa.

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oão Barciela e Catarina Sousa saíram da Praia de Santa Bárbara como campeões nacionais, e Joana Schenker, campeã feminina do Bodyboard Pro Tour. Uma distinção justificada pela impossibilidade legal de a atleta algarvia de nacio-

nalidade alemã poder reclamar o título de campeã nacional. Questão técnica que atribuiu o sétimo título nacional a Catarina Sousa, grande figura do bodyboard mundial que, aos 36 anos, junta assim mais este título ao Europeu conquistado também naquela praia, em Setembro.

“Infelizmente, não era assim que queria conquistar o título nacional”, admite a carcavelense, que diz ter chegado ao arquipélago açoriano “sem grandes expectativas” e foi segunda na etapa: “Sabia que seria muito difícil ser campeã pois tinha a Joana

Joana Schenker nos Areais 56

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Schenker e a Teresa Almeida em melhores condições para o fazer. Mas quando a Teresa perdeu nas meias-finais, percebi que, dada a impossibilidade de a Joana ser campeã nacional, tinha o título ao meu alcance. Repito, preferia vencer de outra maneira, mas não posso rejeitar este troféu.” Acima de tudo, fica o sabor de um circuito que, de difícil concretização, passou a um sucesso, conforme explica Catarina, por quem passou muito do trabalho da APB num ano de transição, com mudança de Direcções e muita indefinição: “Tivemos altas ondas numa etapa que concluiu um ano muito complicado para o bodyboard. Felizmente, conseguimos ultrapassar este teste e podemos agora olhar com optimismo para o futuro.” Joana Schenker também tem uma perspectiva positiva sobre o desenlace do Pro Tour e diz-se, acima de tudo, “realizada”: “Há muitos anos que perseguia este objectivo, o de ser primeira do ‘ranking, ou campeã do circuito, como quiserem lhe chamar. E muitas vezes estive à beira de o conseguir mas falhei nos momentos decisivos. Este ano, talvez por não estarobcecada, consegui. Não sei, sequer,


Surf

se vou competir para o ano, mas, neste momento, estou realizada por ter conseguido alcançar esta meta.” Barciela a caminho do Mundial Na competição masculina, João Barciela conseguiu alcançar um título nacional que, também ele, cobiçava há muito. Sobretudo, desde 2009, ano em que esteve muito próximo de o alcançar, perdendo apenas na final para o campeoníssimo Manuel Centeno. Desta vez, por ironia, depois da eliminação de Filipe “Cabrela” Raposo e Hugo Pinheiro, nos quartos e meias-finais, respectivamente, a hipótese do bodyboarder carcavelense de 26 anos ser campeão tinha cenário repetido: a final com Manuel Centeno. “Não entrei a pensar nessa final [de 2009] para não me desconcentrar. Cheguei aos Açores para ser campeão porque é com essa mentalidade que entro em todas as competições, mas sabia que era preciso uma conjugação de resultados difícil. Tinha complicado as coisas nas etapas anteriores com um 5º lugar, um 3º e um 9º e por isso tinha de ganhar e esperar que os meus adversários directos perdessem cedo, o que veio a

João Barciela na consagração, aos ombros de Hugo Pinheiro e Filipe Raposo, que chegaram suceder. Assim, quando entrei na final, estava focado e sabia o que tinha de fazer...” A vitória, malgrado uma atípica, mas decisiva, interferência do campeão em título, Manuel Centeno, acabou por premiar um trabalho de anos:

“Em 2009 estava nal preparado fisicamente e tinha um surf menos completo e mesmo assim podia ter sido campeão. Este ano, posso dizer que tenho um surf mais maduro, igualmente competente para a esquerda e direita, e estou muito mais focado mentalmente. Evoluí e creio que este título é o reflexo disso.” Um troféu nacional que, espera

Barciela, possa abrir outras portas: “Independentemente deste título nacional, propus-me correr o circuito mundial em 2014 e espero que esta conquista me ajude a arranjar um patrocinador que mo possibilite fazer da melhor maneira. O que quero é correr o Circuito Mundial e representar o bodyboard português da melhor maneira.”

(dir. para esq.) Joana Schenker, Catarina Sousa, Carina Carvalho e Filipa Fernandes

Fotografia: Pedro Patrício

(dir. para esq.) Hugo Pinheiro, Manuel Centeno, João Barciela e Stephanos Kokoreli

João Barciela, o campeão nacional 2013

Areais de Santa Bárbara, S. miguel, Açores o palco da última etapa 2013 Dezembro 324

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Surf

Circuito Nacional de Longboard

Bruno Grandela Vence no Guincho o Nacional de Longboard

Fotografia: J. Barrigão

Bruno Grandela sagrou-se, no passado dia 30 de Novembro, campeão nacional de Longboard ao vencer, no Guincho, a terceira e derradeira etapa do Circuito Nacional e foi coroado “Rei” das pranchas grandes em Portugal.

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Bruno Grandela

runo Grandela regozijou: “Foi cinco estrelas!”, admitindo que “não estava à espera” de vencer este ano: “Na verdade, não surfava de longboard há 3 anos, pois estou mais dedicado ao SUP, mas o Peniche Surf Clube desafiu-me para fazer a Taça de Portugal em Longboard, ganhei e acabei por fazer o Nacional”, confessou Grandela.

À partida para esta etapa, o surfista de Peniche ocupava o 5º lugar do “ranking” e tinha, obrigatoriamente, de vencer para poder pensar em conquistar o título. E as coisas não se apresentaram fáceis para si, já que o decorrer da prova determinou que teria de defrontar, nas meias-finais, o campeão em título Ruben Silva e o campeão de 2011 e vencedor da etapa transacta, José de Lafuente.

(esq. para a dir.) o presidente da FPS João Aranha, João Carvalho, Bruno Grandela, Manuel Dantas e Luís Esteves 58

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“Sinceramente, quando olhei para o quadro, pensei que o Luís Esteves tinha melhores hipóteses que eu, porque me tinha calhado o Ruben e o Zézinho (de Lafuente), mas cionsegui logo duas boas ondas e o Manuel Dantas estava sozinho a surfar muito bem e acabámos por passar os dois. Ter deixado logo dois adversários tão fortes ali foi determinante”, resumiu Bruno

Grandela. Na final, tudo se resumia ao duelo com Luís Esteves, já que os outros finalistas, João Carvalho (Peniche Surf Clube) e Manuel Dantas (Surfing Clube de Portugal) não tinhas aspirações ao título. Grandela resume assim a final: “Foi uma final tranquila. Fiz logo uma onda excelente, em que fui ao nose e depois mandei uma boa batida e segui com outra. Depois segui um bocado o que estava o Luís a fazer e creio que ele não aguentou a pressão. Sinceramente, creio que se ele tivesse ganho o título estaria bem entregue porque tem surfado muito bem esta época. Infelizmente, creio que não aguentou a pressão, desta vez.” Bruno Grandela assume-se assim como o rei das pranchas grandes em Portugal, somando os títulos de campeão nacional e campeão da Taça de Portugal de Longboard mais os títulos nacionais de SUP ondas e SUP race. O Estoril Surf Festival é organizado pelo Surfing Clube Portugal e conta com os apoios da Câmara Municipal de Cascais, da Federação Portuguesa de Surf, do Desporto Escolar, Junta de Freguesia do Estoril, Fundação o Século, Rollei Action Cam, Pizzaria/Bar Praia de S. Pedro, o Boteco da Linha, Restaurante/Bar Casa da Praia, Pizzaria Gordos, Folha Skimboards, Sagres, Guincho Surf Shop, Lacrau Surfboards, Sumol, Clinica Rident, Printto File e Culto da Imagem.

Luís Esteves


Surf

Prémio MOCHE Surfista do Mês

Ruben Gonzalez Vence Frederico Morais Vence Prémio do Mês de Setembro Prémio do Mês de Outubro O Campeão Europeu de Surf Sénior Amador, esteve em destaque no mês de Setembro

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Associação Nacional de Surfistas e o MOCHE decidiram atribuir o prémio “MOCHE Surfista do Mês de Setembro” a Ruben Gonzalez pela excelente prestação no Eurosurf Que decorreu na Ilha de São Miguel nos Açores, de 13 a 22 de Setembro onde obteve o título individual de Campeão Europeu de Surf Sénior Amador. Ruben surfista da Praia do Guincho, esteve numa excelente forma e não deu hipótese aos seus adversários. contribuindo ainda para a classificação por selecções de Portugal que se classificou na 3ª posição.Relembre-se que Ruben Gonzalez já tinha um título Europeu no seu currículo dseportivo e também num campeonato por selecções obtido em 1998 ainda nos escalões juniores.

Sobre a distinção do prémio, Ruben Gonzalez comentou “quero agradecer à ANS e ao Moche por este prémio e esta distinção. Fiquei muito contente por ter ganho nos Açores este título e acima de tudo pelo facto de ter representado o meu País e de ter dado a Portugal um 3º lugar na classificação global. Muito obrigado e força Portugal A Associação Nacional de Surfistas dá os parabéns a Ruben Gonzalez e deseja mais e maiores sucessos no futuro O prémio “MOCHE Surfista do Mês” visa distinguir o(a) surfista Português e personalidades que trabalhem em prol do Surf com influência e contribuição positiva no desenvolvimento da modalidade a nível nacional e internacional A Ruben Gonzalez foi atribuido como prémio um Blackberry Curve 9220.

Prestação do surfista de Cascais no Moche Pro Portugal em destaque no mês de Outubro.

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Associação Nacional de Surfistas e o MOCHE decidiram atribuir o prémio MOCHE Surfista do Mês de Outubro a Frederico Morais não só por se ter sagrado campeão Nacional da Liga Moche 2013 mas especialmente pelo desempenho no MOCHE Pro Portugal by Rip Curl que decorreu em Peniche. Oriundo da Praia do Guincho em Cascais, Frederico Morais está a ter uma notável época desportiva, figurando actualmente entre os 100 melhores surfistas do mundo. Adicionalmente,“Kikas” superiorizou-se a Kelly Slater (USA), surfista que já foi 11 vezes campeão do mundo, durante a segunda ronda da etapa portuguesa do World Championshio Tour no passado mês de Outubro, vindo a ser parado apenas por Jordy Smith (ZAF), outro dos grandes nomes do Surf Mundial.

Sobre a distinção do prémio, Frederico Morais comentou: “É um orgulho receber este prémio da ANS pois têm vindo a desempenhar um papel muito importante no surf nacional contribuindo assim para o seu desenvolvimento. Quero agradecer também ao MOCHE ste prémio, pois além de fazer parte da equipa é com agrado que vejo também o MOCHE a apostar em mais e melhores eventos! Por último quero agradecer a todos os que apoiam nos bons e maus momentos, sem eles não conseguiria os resultados que tenho obtido. Obrigado!” A Associação Nacional de Surfistas dá os parabéns a Frederico Morais, desejando que a perna Havaiana do Circuito Mundial que se avizinha corra da melhor forma e que mais e maiores sucessos sejam conseguidos. Frederico Morais recebeu como prémio MOCHE, um Blackberry Curve 9220.

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Acossiação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tel: 21 445 28 99 Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar

Últimas Estoril Surf Festival 2013 III Etapa Circuito Nacional Skimboard FPS

Emoção até Final no Nacional de Skimboard

Afonso Ruiz, Bi-Campeão Nacional

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erminou no sábado 16 de Novembro, na praia de S. Pedro do Estoril, a 3ª e última etapa do Circuito Nacional de Skimboard FPS 2013 que contou com 44 atletas inscritos, numa organização do Surfing Clube de Portugal. Foi uma etapa espetacular e com muita emoção já que foi decisiva para se encontrarem os campeões nacionais deste ano nas várias categorias em disputa. Foi na categoria Open que a emoção foi maior já que a indecisão durou até à final pois 3 atletas tinham possibilidades de se sagrarem campeões nacionais. O jovem Afonso Ruíz, atleta do Surfing Clube de Portugal /Universidade de Lisboa, foi eliminado nas ½ finais terminando esta etapa em 5º lugar. Dependendo dos resultados dos 4 atletas finalistas ainda teria hipóteses de terminar em 1º do ranking e de conseguir o título de campeão nacional. E foi isso mesmo que veio a acontecer já que a final foi ganha por Eduardo Joaquim, Diogo Abrantes ficou em 2º, João Pedro Guerreiro (Surfing Clube de Portugal /Universidade de Lisboa) em 3º, resultado que lhe permitiu acabar o circuito na 2ª posição

Eduardo Joaquim, vencedor da 3ª Etapa

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e em 4º lugar ficou Artur Costa (Surfing Clube de Portugal / Universidade de Lisboa). Em Sub 18 Afonso Ruíz venceu a etapa, conquistou o título de Bicampeão Nacional da categoria e fez o pleno pois venceu as 3 etapas deste circuito. O mesmo aconteceu em Femininos com Filipa Pinto a sagrar-se campeã nacional e Sara Curado (Surfing Clube de Portugal /Universidade de Lisboa) foi vice-campeã. Em Sub 16, Henrique Fonseca sagou-se campeão nacional e em Sub 14 Diogo Couceiro atleta do Surfing Clube de Portugal /Universidade de Lisboa venceu esta etapa mas foi Francisco Victoriano que terminou em 1º do ranking. O Estoril Surf Festival é organizado pelo Surfing Clube Portugal e conta com os apoios da Câmara Municipal de Cascais, da Federação Portuguesa de Surf, do Desporto Escolar, Junta de Freguesia do Estoril, Fundação o Século, Rollei Action Cam, Pizzaria/Bar Praia de S. Pedro, o Boteco da Linha, Restaurante/Bar Casa da Praia, Pizzaria Gordos, Folha Skimboards, Sagres, Guincho Surf Shop, Sumol, Clinica Rident, Print to File e Culto da Imagem.

João Girbal, 5º na 3ª Etapa

Notícias do Mar n.º 324  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 324, Dezembro de 2013.

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