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Fotografia: Fernando Algarvio

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Vela

Cascais BMW Dragon European Championship 2013

Fotografia Fernando Algarvio

José Matoso, Gustavo Lima e Frederico Melo Conquistam Europeu de Dragões

O Drago, de José Matoso/Gustavo Lima/Frederico Melo, venceu o Cascais BMW Dragon European Championship 2013, que terminou no sábado dia 13 de Abril na Baía de Cascais em competição com 62 Dragões de 15 países.

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Luta muito intensa em todas as regatas 2

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elite da vela mundial esteve em Cascais a competir numa das provas mais importantes do calendário internacional de vela e que mais uma vez se disputou no campo de regatas de Cascais. O patrocínio foi da Câmara Municipal de Cascais e da BMW e a organização foi do Clube Naval de Cascais e da International Dragon Association. Mais de duzentos velejadores estiveram presentes em Cascais. Entre os participantes esiveram os detentores do título europeu, Markus Wieser, Sergey Pugachev e Georgii Leonchuk, a bordo do “Bunker Queen” em representação da Ucrânia. Esteve também o campeão do mundo, o britânico Lawrie Smith, que tem Ossie Stewart e Tim Tavinor como tripulantes do “Alfie”. A frota nacional foi composta por onze Dragões que tiveram ao leme Patrick Monteiro de Barros (Lady


Vela

Seven Seas Too, de Diogo Barros, Jorge Lima e Rúbrio Basílio Largada

Tati), José Matoso (Drago), José Bello (Dragul), José Carlos Pina (Tethys), Henrique Anjos (Catarina III), Pedro Mendes Leal (Christmasa III), Vasco Empis (Noni), Miguel

Magalhães (Peggy), Mário Quina (Whisper), Diogo Barros (Seven Seas Too) e Francisco Lacerda (Pamalican V). Disputaram-se um total de sete regatas e a houve sempre alternancia dos primeiros. A tripulação nacional do Drasgo foi 19ª classificada na sétima e derradeira regata e deste modo conquistou o título à frente do alemão Markus Wieser, vencedor da edição passada, e que agorta foi segundo classificado, enquanto o dinamarquês Jens Christensen foi terceiro. José Matoso/Gustavo Lima/ Frederico Melo assinaram mais um momento histórico para a vela portuguesa ao vencerem em Cascais o Europeu de Dragões. “Estou muito feliz. Vencer um Campeonato da Europa é um momento único. Foi uma prova difícil, muito equilibrada e foi preciso esperar pela

última popa da última regata para se fazerem as contas”, afirma José Matoso.

Nervos de aço foram necessários para o final emocionante do Cascais BMW Dragon European

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Vela

O Drago com a tripulação portuguesa vencedora Championship 2013. À largada para a 7ª regata, os três primeiros classificados estavam separados por apenas 6 pontos. A comissão de regatas deu uma primeira largada com vento Leste,

mas teve de ser abandonada. Os Dragões em prova ficaram na água a aguardar e, finalmente, com o vento a soprar de Oeste, com 8 nós de intensidade foi possível cumprir na íntegra o programa previsto.

Na última regata, o Aimee, dos britânicos Graham Bailey/Julia Bailey/Richard Powell/William Heritage, foram os vencedores, o alemão Marcus Wieser, com Sergey Pugachev e Georgii Leonchuk na

Peggy, de Miguel Magalhães, Jorge Pinheiro de Melo e José Magalhães 4

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tripulação, no Bunker Queen, foi segundo e o Troika, dos alemães Tim Ladehof/Tim Jesse/Arne Brugge, terminou na terceira posição. Nesta regata, o Seven Seas Too, de Diogo Barros/Jorge Lima/ Rúbrio Basílio, foi o melhor português, terminando na 5º posição e na classificação final, terminou com um excelente 7º lugar Na classificação final, no que respeita aos restantes portugueses, o Christmas III, de Rui Bóia/ Duarte Neves/Guilherme Almeida/ Miguel Guimarães, acabou na 11ª posição. O Lady Tati, de Patrick Monteiro de Barros/Nuno Barreto/Rodrigo Vantacich, foi 29º e o Peggy, de Miguel Magalhães/Jorge Pinheiro de Melo/José Magalhães, ocupou o 38º posto. O Tethys, de José Carlos Pina/ Filipe Loureiro/Miguel Tavares, finalizou a prova em 47º. O Whisper, de Mário Quina/Fernando Passeiro/ Luís Mourão, foi 50º. O Pamalican V, de Francisco de Lacerda/Diogo Lacerda/Francisco Andrade, o Dragul, de José Bello/ João Almeida Lopes/Gonçalo Lacerda e o Catarina III, de Henrique Anjos/Joaquim Moreira/Pedro Costa Alemão foram 52º, 53º e 54º, respectivamente.

Classificação

1º- Drago - José Matoso/Gustavo Lima/Frederico Melo – Portugal 2º- Bunker Queen - Marcus Wieser/Sergey Pugachev/Georgii Leonchuk - Alemanha 3º- Out of Bounce - Jens Christensen/Kim Andersen/Anders Bagger – Dinamarca 4º- Fever – Klaus Diederichs/Andy Beadsworth/Jamie Lea – Grã-Bretanha 5º- Dottore Amore – Ingo Ehrlicher/Werner Fritz/Thomas Auracher - Alemanha 7º- Seven Seas Too - Diogo Barros/Jorge Lima/Rúbrio Basílio, 11º- Christmas III - Rui Bóia/Duarte Neves/Guilherme Almeida/Miguel Guimarães, 29º- Lady Tati - Patrick Monteiro de Barros/Nuno Barreto/Rodrigo Vantacich 38º- Peggy - Miguel Magalhães/Jorge Pinheiro de Melo/José Magalhães 47º- Tethys - José Carlos Pina/Filipe Loureiro/Miguel Tavares 50º- Whisper, de Mário Quina/Fernando Passeiro/Luís Mourão 52º- Pamalican V - Francisco de Lacerda/Diogo Lacerda/Francisco Andrade 53º- Dragul, de José Bello/João Almeida Lopes/Gonçalo Lacerda 54º- Catarina III - Henrique Anjos/Joaquim Moreira/Pedro Costa Alemão

Whisper, de Mário Quina, Fernando Passeiro e Luís Mourão 2013 Abril 316

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Vela

Notícias do Clube de Vela do Barreiro

Excelentes Participações de Velejadores do CVB em Várias Provas Velejadores do Clube de Vela do Barreiro estiveram em grande destaque no mês passado, com Inês Correia a terminou em 2º lugar na 1ª Etapa Mundial de KiteSurf, modalidade da qual é Vice-Campeã do mundo, no XXIV Campeonato de Portugal de Juniores e absolutos de Vela, três tripulações ficaram nos 10 primeiros lugares e João Bolina, 13º classificado no nacional de Juvenis, foi apurado para o Campeonato da Europa na classe Optimist.

Inês Correia

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nês Correia conseguiu o 2.º lugar na primeira etapa do Mundial de Kitesurf PKRA, que se disputou em Dakhla, Marrocos, tendo estado bem per-

Inês Correia no pódio em 2º lugar em Dakhla 6

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to de mais uma vitória. Durante toda a prova Inês destacou-se pelo seu surf power com manobras radicais que em nada ficavam atrás do nível masculino e venceu facilmente

Campeonato de Portugal de juniores e absoluto


Vela

Team Optimist - Clube de Vela do Barreiro

João Bolina, apurado para o campeonato da Europa de Optimist que realizará no Lago Balaton na Hungria

todas as baterias onde entrou. Apenas na final, foi vencida por Jalou Langeree, atual campeã mundial do circuito KSP. No final disse: “Foi um campeonato muito bom para mim... apesar de o resultado final não ter sido o melhor ou o que eu queria...foi um dos campeonatos onde me senti mais forte... consegui apanhar altas ondas... estar muito mais consistente! O Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto realizou-se em Viana do Castelo, com o mar sempre com condições muito diifíceis, mas disputaram-se um total de seis regatas. A organização foi da Federação Portuguesa de Vela e do Clube de Vela de Viana do Castelo. A concorrerem na classe 420, a dupla melhor classificada do CVBareiro, foi João Duarte (Peste) / Francisco Teixeira que terminou no 8º lugar da geral, e conseguiu um 3º lugar na última regata. A dupla João Gameiro / Gonçalo Ramos terminou no 9º lugar, tendo ficado em 5º junior, e Miguel Costa / Manuel Gamito ocuparam o 10º lugar. Para a realização do VII Campeonato de Portugal de Juvenis classe optimist, realizado também em Viana do Castelo, com a participação de 120 velejadores, foram apenas realizadas 6 regatas, durante os 4 dias de Prova.as regatas foram disputadas no interior do porto, já que a barra esteve sempre fechada, nesses dias. Os velejadores do Clube tiveram uma participação positiva, com boas regatas, embora tenham sido um pouco inconstantes nos resultados. O destaque vai para o velejador João Bolina que terminou no 13º lugar que lhe permitiu o apuramento para o Campeonato da Europa que se realizará na Hungria; Tomás Carreira terminou no 55ºlugar; Manuel Ramos no 58ºlugar; Francisco Rodrigues no 80º lugar; Diogo Reis no 88ºlugar e Pedro Videira no 97ºlugar. 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Notícias Motolusa

Dicas para Resolução de Problemas em Motores Diesel A evolução do diagnóstico de falhas por computador levou a uma geração de mecânicos que muitas vezes perderam a noção dos princípios básicos de funcionamento do motor Diesel.

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nfelizmente os códigos de avaria nem sempre identificam diretamente o problema, mas por vezes revelam uma série de códigos que apontam em várias direções. Ouvir: “tentámos isto e não ajudou” ou pior: “desculpe, mas não existem códigos de avaria pelo que não conseguimos identificar o problema “, é extremamente frustrante e pode sair caro. Junto encontra uma tabela de solução de problemas que o pode ajudar (ou então apenas confundir mais). Conselhos Motolusa Gasóleo a bordo O principal problema é lidar com a sujidade, água e algas. A maioria dos problemas com motores Diesel nasce de problemas com o combustível. Isto é algo a ter em mente se achar que a sua embarcação bimotora dá uma garantia total de redundância relativamente ao motor, principalmente se ambos os motores compartilharem o mesmo combustível. Manter os depósitos de combustível completamente livres de sujidade, água e bio-organismos é quase impossível num barco. Felizmente há formas de se livrar destes poluentes antes que estes entrem no motor. Mesmo que não entre água no depósito de 8

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combustível através do tubo de enchimento ou do tubo de respiro, haverá água por condensação (manter o depósito atestado pode evitar parte da condensação).

As partículas de sujidade entram para o depósito com o combustível ou formam-se dentro do depósito através de reação química. Certos tipos de algas (organismos micros-

Combustível limpo é vital para motores Diesel. Estes filtros duplos Vetus podemser limpos um de cada vez, com o motor a funcionar

cópicos do reino vegetal) prosperam em misturas de água e gasóleo, formando uma lama que rapidamente bloqueia os filtros. A primeira coisa a fazer é adicionar um biocida ao combustível para matar os organismos existentes e impedir o crescimento futuro. Poderá usar por exemplo o TUNAP885 comercializado pela rede de distribuidores Vetus. Feito isto, o combustível tem de passar através de um filtro primário, de preferência um que incorpore um separador de água, e um filtro secundário no próprio motor. Nunca é demais falar na importância de separadores de água e filtros de combustível. Inspeções e mudanças frequentes de filtros fazem mais para evitar falhas no motor do que qualquer


Notícias do Mar

Texto Tiago Peters/Motolusa

outro procedimento. Nunca deixe entrar ar pelas linhas de combustível, caso contrário, o seu motor vai parar e não vai conseguir arrancar de novo até que tenha sangrado ou ferrado o sistema de combustível ou purgado todo o ar. Nunca ligue o motor, se a torneira do depósito de combustível estiver fechada. Nunca gaste todo o combustível evitando que o depósito fique seco. Evite inclinações a

tal ponto que o combustível se encontre todo de um lado do depósito expondo o chupador ao ar. Dado que os problemas de combustível são a principal causa de avarias em motores Diesel, é fundamental aprender a ferrar o seu motor, se este não for auto-ferrante. É um processo muito simples quando se sabe como. Encontrará instruções no manual do seu motor. O gasóleo tende a deteriorar-se com o passar do tempo, por isso

tente que não permaneça nos seus depósitos de combustível por mais de seis meses. A partir deste tempo irá ocorrer uma queda no valor de cetano, que é a capacidade de inflamar facilmente, atrasando a ignição. Um bom gasóleo tem um valor de cetano em cerca de 50. Quando o valor de cetano cai, o motor tem dificuldade em pegar e o processo de combustão torna-se numa explosão em vez de uma queima controlada. Isto produz desgaste

das peças do motor e causa mais barulhos do que o normal, particularmente o bater característico dos motores Diesel. Pode retirar o gasóleo antigo e substitui-lo por gasóleo fresco ou tratá-lo com um reforço de cetano (“cetane booster”) e condicionador. Conselhos Motolusa Vida útil do motor Más condições de trabalho antecipam reparações.

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Notícias do Mar

A maioria dos motores de barco (particularmente em veleiros) trabalha em condições adversas, pelo que não deve esperar que durem como os motores de automóvel sem fazer uma grande revisão. Num barco, o motor a gasolina trabalha em média 1.500 horas antes de precisar de uma revisão geral, enquanto o motor Diesel trabalha em média 5.000 horas sob as mesmas condições, ou seja, mais do que o triplo. Isto são regras gerais simplificadas, já que a vida de um motor depende do fabricante, de como é usado e mantido, mas é regra geral nesta indústria. O motor a gasolina funciona em geral livre de problemas por 1.000 horas. Durante as próximas 500 horas, pequenos problemas tornar-se-ão cada vez mais prováveis, passando a problemas maiores com a aproximação das 1.500 horas. A título de comparação, o motor tipo de um carro trabalha uma média de 2.900 horas antes de

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precisar de uma revisão geral aos 160.000 km, cerca de duas vezes a vida útil de um motor marítimo. No entanto, os motores de automóvel trabalham abaixo dos 30 por cento da sua capacidade na maior parte do tempo, enquanto os motores marítimos trabalham constantemente entre 75 a 90 por cento da sua potência máxima. Um motor marítimo a gasolina com uma boa manutenção pode funcionar perfeitamente por mais de 1.500 horas antes de uma grande revisão, se tiver trabalhado nas melhores condições. No entanto, aqueles que operam em porões húmidos cercados por ar salgado certamente irão durar menos horas, especialmente se forem usados de forma intermitente e a manutenção for negligenciada. Os motores a diesel duram mais porque são de construção mais forte e têm tolerâncias e folgas mais reduzidas. Suportam mais abusos do que os motores a gasolina e podem

muitas vezes atingir as 8.000 horas de serviço antes de precisarem de uma reparação. Na verdade, não há nenhuma razão para que um motor Diesel de um veleiro não dure a vida do barco. Afinal, um barco de recreio regista em média 200 horas de serviço por ano, de modo que levaria 40 anos para chegar às 8.000 horas de serviço. O problema é que poucos motores Diesel marítimos trabalham em condições ideais. Os motores Diesel gostam de trabalhar por longos períodos com carga estável. Reduzir os períodos de funcionamento e a utilização pouco frequente condena os motores a vidas mais curtas, especialmente quando (como tantas vezes acontece em veleiros) a manutenção básica é negligenciada devido à má acessibilidade. Conselhos Motolusa Manutenção Diesel Troca de óleo e filtros; substituição

de ânodos (zincos). Os motores Diesel necessitam de muito menos manutenção de rotina do que os motores a gasolina. O que precisa fazer e com que frequência, depende do tipo de motor. O manual do proprietário explica o que é necessário. Nigel Calder, autor do livro “Marine Diesel Engines”, salienta que duas coisas são absolutamente críticas para a longa vida de um motor Diesel: combustível limpo e óleo limpo. “Se mantiver o combustível sem contaminação e devidamente filtrado, e mudar o óleo e os filtros nos intervalos prescritos (geralmente a cada 250 a 500 horas de funcionamento), a maioria dos motores Diesel irá funcionar anos a fio sem dar problemas.” Existem certos princípios de manutenção, que são comuns a todos os motores Diesel. Como estes motores dependem tão fortemente de combustível limpo e bom, deve verificar frequentemente os filtros


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primário e secundário e substituílos quando necessário. A troca dos filtros de combustível permite, por vezes, a entrada de ar nas tubagens de combustível, impedindo que o motor arranque, independentemente de quanto tempo gasta a dar ao motor de arranque. Para estes casos deverá aprender a ferrar o sistema de combustível. Antes de ligar o motor, verifique o nível do óleo. Se estiver acima do máximo ou abaixo do mínimo, poderá causar problemas. Troque o óleo do motor nos intervalos de horas mencionados no manual do proprietário ou pelo menos uma vez por ano, caso use pouco o motor. Não se esqueça de verificar o nível de óleo na transmissão ou caixa redutora, em intervalos regulares. Um nível baixo pode indicar uma fuga numa junta ou vedante, potenciando possíveis avarias na transmissão. Outra verificação importante antes de arrancar com o motor é se a válvula do macho de fundo se encontra aberta, é fácil de esquecer. Se ligar o motor com a válvula de fundo fechada, o impelidor da bomba de água irá provavelmente derreter por fricção. Alguns proprietários mantêm as chaves do motor ligadas ao macho da válvula de fundo para que não se esqueçam de a abrir antes de ligar o motor. Para ter a certeza de que a água de refrigeração está a ser bombeada, verifique a saída de escape logo que o motor começa a funcionar. É uma boa ideia mudar o impelidor uma vez por ano, independentemente do uso dado. Verifique os zincos do seu motor regularmente, e substitua-os quando estiverem meio “comidos”. Pelo menos uma vez por mês, pegue num conjunto de chaves e verifique o aperto de cada porca que encontrar, incluindo as dos apoios do motor. As porcas têm o mau hábito de desapertar com a vibração. Se necessário, utilize um pouco de cola para roscas para impedir o seu desaperto. Por fim, verifique por todo o motor se existem fugas de óleo ou água. Conselhos Motolusa Machos de fundo / válvulas de fundo Desligar a água que passa através de um orifício no casco. Muitos marinheiros ainda confundem macho de fundo com passacascos, ou tomada de água. O macho de fundo aciona uma torneira especial, ou uma válvula, que fecha o fluxo de água; um passa-cascos é uma peça em metal ou plástico que serve de alinhamento e revestimento a um orifício no casco. Cada buraco no casco abaixo da linha de água deve ser equipado com uma válvula de fundo capaz de desligar uma entrada de água resultante de um tubo desencaixado ou roto.

Configuração típica de passa-cascos e macho de fundo 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Diagrama tipo de passa-cascos, mostrando os tipos e locais. Será uma boa ideia ter um diagrama destes do seu barco sempre à mão A válvula de fundo é fixada diretamente à cauda do passa-cascos (na parte interior do casco). Algumas válvulas de fundo têm flanges que são aparafusadas através do casco à flange exterior do passa-cascos, outras são simplesmente aparafusadas à cauda roscada do passacascos. Existem três tipos comuns de válvulas de fundo utilizadas em embarcações de pequeno porte: a tradicional válvula cónica, do tipo barra em T com vedante de inchar e a válvula de esfera. Também são usadas frequentemente válvulas de gaveta de bronze devido ao seu baixo preço, mas não têm lugar num barco: corroem rapidamente e não se consegue saber ao certo se estão devidamente fechadas. As válvulas de esfera são amplamente utilizadas e altamente recomendadas. A válvula de esfera com corpo em bronze tem um buraco que atravessa o meio de uma esfera de bronze cromado ou de aço inoxidável rodando sobre vedantes de teflon. São quase livres de manutenção, necessitando apenas de um pouco de massa de petróleo, 12

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uma vez por ano ou de dois em dois anos. As válvulas de esfera com corpo de Marelon, um Nylon reforçado com vidro, são à prova de corrosão e ganharam ampla aceitação, mas ainda não são consideradas equivalentes às válvulas cónicas de bronze pelos marinheiros mais conservadores. Estas válvulas cónicas necessitam de ser desmontadas e lubrificadas pelo menos uma vez por ano, mas provaram ao longo do tempo serem seguras e fiáveis. As válvulas com barra em T também têm um corpo de bronze, mas em vez de um bujão cónico em bronze, têm um tampão cilíndrico de neopreno. Uma rosca encurta a distância ao tampão, forçando-o a inchar no meio até atingir uma vedação muito eficiente. Certos produtos químicos podem fazer o neopreno inchar e impedir a válvula de fundo de abrir ou fechar. Tome cuidado se estiver a fazer descargas de esgoto da cozinha ou WC. Conselhos Motolusa Passa-cascos Proteger os furos submersos do cas-

co. Os passa-cascos tradicionais são feitos de bronze quando aplicados abaixo da linha de água. Mais recentemente utiliza-se também passacascos de latão, inox ou material sintético. Servem para alinhar e proteger cada furo feito no casco e apresentam uma flange externa e uma porca larga de bloqueio no interior de modo a que se consiga uma selagem firme contra o casco. Muitos passa-cascos têm uma rosca para acoplamento direto de uma válvula de fundo. Alguns machos de fundo incorporam o próprio passacascos. O bronze, uma liga de cobre e estanho, é quase impermeável à corrosão normal. Cuidado com o seu sósia, o latão, menos aconselhado para uma aplicação debaixo de água salgada. O latão é uma liga de cobre e zinco e é rapidamente atacado por água salgada e pela corrosão galvânica. O zinco é consumido, deixando apenas um resíduo rosa suave através do qual pode enfiar um dedo. Não é fácil distinguir o latão do bronze, mas

se arranhar o latão, este é amarelo brilhante, enquanto o bronze parece mais rosado. Passa-cascos feitos de Nylon ou Marelon são frequentemente utilizados para furos acima da linha de água, mas não deverá usá-los debaixo de água. As tubagens ligadas aos passacascos são tradicionalmente apertadas com duas abraçadeiras de aço inoxidável. No entanto, o tubo de encaixe para a mangueira raramente é comprido o suficiente para duas abraçadeiras lado a lado. Se apertar demasiado a abraçadeira de fora, que apanha apenas metade do encaixe, poderá danificar o tubo. Aperte a primeira abraçadeira normalmente, e em seguida, aperte a segunda com calma, mas não se sinta tentado a não utilizar a segunda. Todos os inspetores de seguros ou de empresas de classificação verificam a utilização de duas abraçadeiras. Outro requisito que a maioria dos inspetores gostaria de ver ao lado de uma válvula de fundo é um encaixe cônico de madeira macia e um martelo para bloquear o buraco numa emergência. Este pedido raramente é satisfeito.


Electrónica

Notícias Nautel

Railblaza Fixa Tudo no Seu Barco e Veículo A Railblaza apresentou-se ao mercado europeu e português em 2012. Railblaza procura desenvolver soluções para fixação definitiva, ou temporária, de dispositivos diversos, em embarcações, canoas, viaturas, autocaravanas, máquinas especiais etc.

N

a raiz de tudo está a versatilidade da combinação de bases variadas que se distribuem pelo veículo/embarcação com engenhosos elementos de sustentação e fixação adequados aos equipamentos que se pretende usar. As bases podem ser de fixação em superfície horizontal, vertical, em tubo, e até para colagem nos flutuadores das embarcações semí-rígidas. Estes acessórios permitem assim fixar GPS’s, sondas, iPads/ Tablets, rádios, canas de pesca, camaras vídeo autónomas e estanques, mesas de peixe, remos, latas e copos de bebidas, luzes, capas etc. Novidades para 2013 Como novas contribuições para a gama a Railblaza concebeu para 2013, o seguinte : LED LIGHTS - Luzes LED de navegação e presença : Para kayaks,

e pequenas embarcações, e como luzes de emergência em veleiros e outras embarcações maiores. As luzes são aplicadas às já referidas bases, ou há um kit já com a base incluída. Funcionam a vulgares pilhas AA. TELEPOLE – trata-se de um tubo telescópico, destinado a elevar um determinado dispositivo, como por exemplo uma camara, ou projector de luz, ou as luzes LED. Ajustase para comprimentos entre 55 e 105cm.Num dos lados tem a peça

macho que entra na base fixa, e no outro a parte fêmea para acomodar a fixação para o dispositivo EXTENDER – pequena extensão fixa com 12,5cm para pequenas elevações. Ideal para as mesas de peixe, LED Lights etc. ADJUSTABLE EXTENDER – o mesmo que o anterior mas com articulação, para se poder dar um ângulo de inclinação (máx.180º) a algum dispositivo. Pode também rodar em 360º KAYAK TRACMOUNT PACK – Trata-se de um kit que permite a adaptação da base Starport da Railblaza, às faixas que vários fabricantes de Kayaks usam em volta do kayak para nela se prenderem coisas. STARPORT WALL SLING – Kit para prender á parede em armazenagem vários tipos de embarcação, SUPs, canoas, kayaks, pranchas de windsurf, skis, caixas etc. MOBI DEVICE HOLDER “MOBI” , novos suportes para dispositivos portáteis como radios de VHF, GPS’s, bebidas, EPIRBs, telemóveis etc . Ver mais em www.nautel.pt. Nautel-Sistemas Eletrónicos Lda Tel.: 213 007 030 Geral@nautel.pt 2013 Abril 316

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Náutica

Teste Dipol 580 Open com Yamaha F50

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Bem Vocacionado para Pescadores

O modelo Dipol 580 Open, montado com o Yamaha F50, foi testado em Esposende, num dia de vento rijo e forte mareta, que permitiu mostrar, para além das excelentes qualidades marinheiras, características muito do agrado dos pescadores, bem como estar muito bem equipado para oferecer um bom apoio à pesca.

O

convite para este teste partiu da Yamaha Motor Portugal juntamente com o seu concessionário Motocávado e o estaleiro Dipol, que tem como agente a empresa de Esposende. A Dipol Glass é um estaleiro espanhol de Huelva, que tem desenvolvido grande parte dos seus modelos dirigidos à pesca profissional, por isso, são embarcações robustas e desenhadas para oferecer grande estabilidade. 14

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Os cascos Dipol procuram oferecer um bom desempenho com a menor potência possível, para permitir fazerem-se conjuntos barco/motor mais económicos, tanto com as embarcações para profissionais como para o recreio. O Dipol 580 Open foi desenhado para os pescadores Este modelo da Dipol é do tipo coberta aberta à frente, com uma consola de condução central e um poço amplo

atrás. O posto de pilotagem tem uma consola larga, com um pára-brisas alto, protegido por um corrimão em aço inox e dá bom abrigo do vento ao piloto. O banco do piloto é duplo e tem o encosto almofadado giratório, para permitir sentarem-se atrás duas pessoas a pescar ao corrico. O Dipol 580 Open tem muito boa acomodação, também para os passeios familiares, pois ainda dispõe de um banco corrido à popa, e bancos

em U na coberta à frente, que se convertem em solário. Uma ideia inovadora, nos passeios mais longos, quando chega a hora do almoço, é também possível montar-se uma mesa de pique-nique tanto à frente, como atrás no poço entre os bancos. De referir que o banco à popa deixa uma passagem a estibordo com uma porta, para permitir o acesso à plataforma que tem a escada de banho. Neste barco os pescadores têm um grande porão no piso


Náutica

A consola de condução tem um compartimento com porta estanque

Dipol 580 Open é um barco robusto e muito bem equipado

do poço, com uma caixa amovível para meter o peixe e que facilmente se pode lavar. O poço tem ainda guarnições em madeira na borda, porta canas de cada lado, prateleiras laterais e encaixes para o bicheiro. Muito interessante que demonstra o perfeito conhecimento das necessidades dos pescadores, são os cunhos

de amarração atrás que ficam por baixo do corrimão em aço inox, não permitindo que as linhas se prendam nos cunhos. Para as arrumações este barco tem muita capacidade para guardar a palamenta, sacos e equipamentos, pois oferece muito espaço nas locas sob os bancos à frente, no banco do piloto, no porão sob o banco da popa e ainda tem

Posto de comando com banco duplo e encosto amovíivel 2013 Abril 316

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Náutica

O casco em V com a proa bastante defletora, oferece bom desempenho no mar um compartimento na consola de condução com porta estanque. O barco termina à proa com um pequeno púlpito, onde se encontra uma ferragem com roldana e descanço para o ferro, junto do qual fica o porão para cabos e a corrente. De cada lado à frente, o barco tem um corrimão em aço inox, para segurança de quem for sentado à frente.Na proa encintra-se um cunho de amarração de cada lado. Para proteger do sol, o barco tem um bimini que cobre bem todo o poço.

Os assentos à frente convertem-se em solário 16

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Motor Yamaha F50 O Yamaha F50 que estava montado no Dipol 580 Open é um motor da nova geração da marca japonesa, incor-


Náutica

No porão do poço existe uma caixa para o peixe

No poço pode-se montar uma mesa de pique-nique

porando as tecnologias a 4 tempos mais adequadas da Yamaha para esta potência. Com um bloco motor de 996 cm3, 4 cilindros em linha e a potência de 50 HP, o F50 tem a injecção electrónica multiponto de combustível, o sistema EFI, com o qual consegue uma elevada potência nas altas velocidades, maior binário nas velocidades médias, excelente para rebocar esquiadores ou wakeboarders e atinge grandes performances com baixo consumo. O F50 tem um microcomputador, um módulo de controlo do motor ECM, que assegura a funcionalidade perfeita da ignição, da injecção e o diagnóstico do funcionamento. O motor tem também o ajuste variável de rpm, com o qual se consegue fazer a pesca ao corrico, ou navegar a contrariar a corrente, à vante ou marcha à ré, entre as 600 e as 1000 rotações, com ajustes de apenas 50 rotações. O “power trim” e o “tilt” com o botão, tem grande amplitude. O Teste O Dipol 580 Open tem o casco com a proa um pouco elevada e apresenta um design onde se destaca o perfil bastante deflector da água. O V do casco é bastante acentuado quase até atrás e depois termina em popa semiplanante. Tem dois robaletes de cada lado e os planos de estabilidade laterais muito salientes, sobretudo atrás. O 2013 Abril 316

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Náutica

Com Yamaha F50 o Dipol 580 Open forma um conjunto bastante económico barco à popa é quase direito. Com este tipo de casco, o barco mantém grande estabilidade, principalmente quando está parado, pois apoia-se muito na água atrás. Esta característica, facilita a descolagem da água e por isso no arranque o barco em 2,73 segundos já planava, levando três pessoas a bordo. Igualmente, devido às características do casco, no teste do mínimo de velocidade a planar, navegou apenas a 10,4 nós. Em virtude das condições do mar, muito agitado devido ao vento, não conseguimos fazer os testes de aceleração até às 5.000 rpm, bem como determinar qual a velocidade máxima. Apesar disso, ainda conseguimos atingir os 21 nós a favor da mareta. Em testes efectuados com águas calmas o barco com 18

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este motor atingiu os 27 nós em velocidade máxima. Quando navegámos contra a mareta, com o barco a planar, atingimos os 16 nós, com o casco a cortar bem a água e a deflecti-la bem para fora. O mar não permitiu que acelerássemos mais, pois tornava-se desconfortável a navegação. O barco mostrou que curvava com segurança, adornando um pouco e o casco respondeu muito bem às manobras. Também graças ao tipo de casco, o barco parado não sofre com os balanços laterais e permite que os pescadores se movimentem com segurança, de um lado para o outro. No final verificámos que o barco tinha a coberta seca e a água não salpicou para dentro, demonstrando bem a característica deflector do casco.

Características Técnicas Comprimento

5,77 m

Boca

2,20 m

Lotação

5

Potência máxima

115 HP

Motor

Yamaha F50

Preço barco/motor c/IVA

21.473 €

Performances Tempo de planar

2,73 segundos

Velocidade máxima do teste

21 nós

Velocidade máxima em águas calmas

27 nós

Mínimo a planar

10,4 nós

Concessionário: Motocávado, Lda Rua do Loteamento da Mangalança 10 Goios, 4740-543 Esposende Tel.: 253 963 462 Email: geral@motocavado.pt Importador/Distribuidor: Yamaha Motor Portugal Rua Alfredo da Silva nº 10, 2610-016 Alfragide Tel.: 21 47 22 100 Fax: 21 47 22 199 www.yamaha-motor.pt Construtor: DipolGlass La Lobera S/N – 21510 San Bartolomé de la Torre (Huelva) Tel: 0034 959 387 543 Fax: 0034 959 386 297 dipolglass@dipolglass.com


Electrónica

Notícias Garmin

Garmin Quatix é o Relógio GPS de Pulso para o Segmento Náutico TM

O novo GPS para os amantes da náutica vem revolucionar o mercado pelas suas funcionalidades e design, oferecendo maior liberdade aos  marinheiros e controlo sobre as suas embarcações

A

Garmin, líder mundial em soluções  de navegação por satélite*, apresenta ao mercado o seu primeiro relógio GPS para o setor náutico. Desenvolvido especialmente para os  apaixonados da náutica, desde os barcos à vela até aos a motor, o Quatix reúne as funcionalidades mais essenciais de um GPS náutico, oferecendo capacidades abrangentes de navegação, nomeadamente de  vela. O novo relógio GPS da Garmin para náutica integra uma tecnologia líder mundial em GPS e uma interface “user friendly”. O Quatix quer ser ao mesmo tempo parte da embarcação e parte da tripulação. O Quatix oferece aos amantes da náutica uma agilidade sem igual, uma vez que a sua utilização por ser no pulso, permite uma maior liberdade de movimentos. Na voz de Mariana Dias, Marcoms Manager da Garmin Ibéria para Portugal, o  Quatix  “incorpora dados náuticos  fundamentais com  múltiplas funcionalidades nunca antes vistas num relógio de pulso para náutica. Além disso, este relógio GPS tem uma  interface  de uso extremamente fácil e oferece a possibilidade de conectividade com outros dispositivos náuticos GPS. O design é mais um ponto a favor que traz estilo aos fãs da náutica”.

Abrangente kit de ferramentas de competição: O relógio Quatix combina avançadas ferramentas  para competição de navegação à vela inigualáveis e ultra competitivas. O novo  relógio GPS da Garmin para o  mercado náutico pode facilmente configurar uma  linha virtual de  partida entre dois waypoints de GPS. Depois combina essa linha virtual de partida com o temporizador de contagem regressiva embutido de  forma a calcular a distância para essa mesma linha, assim como a velocidade pretendida e tempo disponível o que vai permitir que a embarcação cruze a linha na velocidade máxima no momento exato de partida. Uma vez começada a corrida, o  relógio muda para o modo  “tack-assist” e avisa quando a embarcação está a ser  dirigida ou levantada com base no ângulo de aderência ideal, contribuindo para  uma  experiência de navegação à vela mais eficiente e controlada. Toda a informação no pulso: Ao contrário dos outros relógios usados neste mercado, o Quatix é o único  que contém as funcionalidades de navegação náutica mais desejáveis num dispositivo integrado. Os marinheiros e outros fãs do meio náutico podem confiar  no Quatix para  vários conjuntos de dados náuticos tais como informações so-

bre as marés, COG, SOG, e VMG, entre outros alertas de velocidade e de arrasto de âncora. O Quatix está ainda equipado com sensores ABB (Altímetro, Barómetro e  Bússola), oferecendo aos marinheiros  informação em tempo real quanto ao seu  ambiente.   O barómetro embutido  pode ser  usado para predizer alterações climáticas, garantindo  uma melhor resposta face  a uma possível tempestade que se aproxime. Finalmente, a bússola eletrónica de três  eixos disponibiliza um  suporte ao  utilizador esteja este em movimento ou não. Sinta-se seguro a qualquer  hora:  Oferecendo dados náuticos cruciais, o Quatix ajuda o utilizador a sentir-se seguro sempre. Com a  funcionalidade MOB (“homem ao  mar”) integrada, o relógio pode  automaticamente disparar o alarme MOB num plotter  cartográfico da  Garmin. Isto permite ao capitão ver se alguém que esteja a usar um Quatrix caiu ao mar. Se a embarcação estiver equipada com um Piloto  Automático Garmin, o plotter cartográfico pode engatar o Piloto Automático e  navegar até à última posição reconhecida. Construído para suportar as  mais duras condições:  Desenvolvido para ultrapassar as  mais ferozes condições, o Quatix combina materiais de alta resistência com uma lente de vidro mineral mais resistente aos  riscos. Ultra leve, o Quatrix possui  um ecrã LCD com iluminação LED e  uma pulseira em poliuretano para maior  flexibilidade e durabilidade. O novo relógio da Garmin é à prova de água até uma profundidade de 50 metros e possui uma longa bateria - até 6 semanas em  modo relógio e 16 horas em modo GPS. As funções básicas do relógio incluem  alarmes, vários alertas vibratórios, cronómetro, e as horas em vários cantos do Mundo. Conectividade wireless em  qualquer lugar da embarcação:  O Quatix também oferece conetividade  wireless e integração com BlueChart®  Mobile e HomePort™ permitindo

ao utilizador transferir waypoints, rotas  e trajetos via ANT™. Este relógio náutico oferece ainda a capacidade de navegação sem fios. Se a embarcação estiver equipada com o sistema de Piloto Automático Garmin, o Quatix liga-se  sem fios  e  diretamente ao GHC-10 no leme e oferece controlo de piloto automático.  O Quatix vai estar disponível no  primeiro trimestre de 2013 e terá um Preço de Venda ao Público (PVP) recomendado de 449 euros. Para  informação adicional sobre o Quatix, visite www.garmin.com/ quatix. O segmento Náutico de negócio da Garmin é líder na oferta de equipamento náutico e de comunicação para retalho e OEM. O portfólio da Garmin inclui a mais sofisticada matriz do mercado de chartplotters e displays touchscreen multifuncionais, sondas, radares de alta  definição, múltiplas ofertas de pilotos automáticos e  outros produtos e serviços que são conhecidos pela inovação, confiança e  facilidade de utilização. Veja aqui a lista de revendedores e agentes Garmin para poder comprar o seu Garmin favorito: http:// www.garmin.com/pt/revendeurs/.  Se preferir comprar online, visite a página https://buy.garmin.com/ shop/.

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Notícias do Mar

Notícias Svitzer

Svitzer Inicia Operação em Sines A SVITZER anunciou que deu no dia 9 de Abril o início da actividade no Porto de Sines, disponibilizando os rebocadores SVITZER Madeira e SVITZER Setúbal para este efeito. Posteriormente este último rebocador será substituído pelo SVITZER Funchal.

O rebocador Svitzer Madeira em operação no porto de Sines

A

expansão da actividade ao porto de Sines vem responder às necessidades dos clientes em termos de fornecimento de serviços marítimos com um excelente histórico de segurança, assim como um elevado grau de confiabilidade A extensão da actividade da empresa ao Porto de Sines permite reforçar os serviços de reboque e serviços de resposta de emergência ao porto, considerado um ponto estratégico para o crescimento nas rotas Europa-Ásia e África-Europa. Focada na segurança, a SVITZER está em permanente diálogo com o Porto de Sines por forma a reforçar a segurança das operações, sobretudo considerando as ondas em redor deste porto. Nesse âmbito, foram estabelecidos novos procedimentos operacionais, nomeadamente no que diz respeito ao melhoramento das manobras, para benefício das tripulações, das frotas e do ambiente. Nos últimos anos, a SVIT20

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ZER tem vindo a reforçar a sua presença em Portugal através da modernização da sua frota, formação dos seus trabalhado-

res e expansão dos serviços portuários de modo a apoiar activamente a indústria marítima em Portugal.

A SVITZER opera em Portugal desde 2005, contando agora com uma frota de 7 embarcações.

Rebocador Svitzer Madeira em Sines


Notícias do Mar

Economia do Mar

Porto de Sines na Comitiva Presidencial à Colômbia e Peru

O Presidente da República convidou Lídia Sequeira, presidente do Porto de Sines, para integrar a comitiva empresarial na visita oficial que fez à Colombia e ao Perú.

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ara o Porto de Sines, o objctivo desta missão foi fomentar relações de parceria estratégica com os principais portos destes países, no sentido de se estabelecerem cadeias logísticas com Portugal. Durante esta deslocação, em Bogotá e em Lima, foram efetuadas diversas reuniões com entidades gestoras dos principais portos dos dois países, assim como com as respetivas agências de investimento externo, no sentido de promover Sines como uma oferta global, ao nível industrial, logístico e portuá-

rio, pois tem grande capacidade para a instalação de investimentos de qualquer dimensão e complexidade. A América Latina é um mercado considerado muito importante pelo Porto de Sines, que oferece já ligações diretas e semanais com aquela zona do globo, nomeadamente na costa atlântica do Brasil até à Argentina. Por outro lado, no ano passado a Colômbia foi o principal fornecedor de carvão que abastece as centrais termoelétricas de Sines e do Pego, através do Porto de Sines, com quase 4 milhões de toneladas desta mercadoria.

O Porto de Sines pretende ser considerado, pela sua localização atlântica associada às excelentes condições operacio-

nais, como o mais importante para a América Latina, como a porta de entrada e saída de mercadorias na Europa.

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Notícias do Mar

Economia do Mar

Comissão Europeia quer Limitar a Pesca em Profundidade

Os armadores nacionais acusam a actual comissão europeia, sob a liderança da comissária em funções, que tem vindo a desvalorizar as dimensões socioeconómicas da política comum de pescas, e apoiando apenas os que advogam que se deve cumprir, a todo o custo, as metas ambientais, querendo aprovar uma nova proposta de Regulamento da Pesca em Profundidade.

A

Comissão Europeia quer reforçar o sistema de licenças de pesca de profundidade, com o objetivo de eliminar as práticas de arrasto pelo fundo e as redes de emalhar fundeadas, o que poderá afetar sobretudo \os Açores e a Madeira. A pesca de profundidade nas regiões ultraperiféricas portuguesas, no Atlântico Nordeste é exercida com palangres, sem utilizar redes de arrasto pelo fundo, e com barcos de pesca pequenos. Mesmo assim, Bruxelas admite que as medidas propostas tenham um impacto regional significativo. A Comissão Europeia pretende eliminar a pesca com redes de arrasto e redes de emalhar em águas profundas, que é exercida nas águas da UE e nas águas internacionais regidas por medidas de conservação adotadas no âmbito da Comissão de Pescas do Atlântico Nordeste. O peixe-espada-preto e o goraz são espécies de profundidade de grande valor para os pescadores, nomeadamente os portugueses, enquanto a maruca azul e os granadeiros têm um valor médio. Bruxelas destaca que algumas 22

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unidades populacionais de profundidade estão seriamente depauperadas, enquanto que outras, como a maruca azul, a pesca é possível, desde que realizada de uma forma adequada do ponto de vista ambiental, evitando as capturas acessórias desnecessárias. A fim de encontrar formas para testar artes de pesca menos prejudiciais e passar a utilizar técnicas e estratégias de pesca de menor impacto nestes ecossistemas frágeis, a Comissão Europeia decidiu financiar um estudo neste domínio, em cooperação com empresas com atividades ligadas às águas de profundidade. A proposta de Bruxelas prevê ainda financiamento para os ajustamentos necessários às novas práticas, que afetarão maioritária e diretamente navios franceses, espanhóis e portugueses. Mesmo assim, segundo os armadores portugueses, esta proposta põe em causa a sobrevivência do tecido produtivo e por isso rejeitam-na completamente, porque entende m que é possível compatibilizar a pesca com o ambiente, desde que haja meios para melhorar a qualidade dos pareceres científicos e que es-


Notícias do Mar

tes, associados à experiência dos pescadores, sejam a base para a formulação de regulamentos realistas. Dizem os armadores portugueses, que se o fundamentalismo da proposta não for invertido pelo Parlamento Europeu, fica aberta a via para medidas futuras que, de uma forma ou de outra, criarão o ambiente adequado para que a pesca europeia se transforme num sector económico residual e sem capacidade competitiva face a outras potências de pesca europeias e mundiais, que já preponderam no mercado da U.E. O estado actual de insuficiência de conhecimento das populações de peixes de profundidade justificou a consignação de fundos significativos, do 7º programaquadro de investigação da U.E., para financiar projectos científicos que visam melhorar o conhecimento e recomendar medidas de gestão adequadas. O projecto Deepfishman estará concluído até final de 2013, e pode vir a ser uma boa ferramenta para construir uma proposta fundamentada e equilibrada de revisão de regulamento das espécies de profundidade. As apresentações intermédias deste projecto são animadoras, na identificação de ganhos na segurança biológica dos stocks, com o peixeespada preto, o granadeiro e a maruca azul. O investigador responsável, o francês Pascal Lorance, em nenhum momento sugere a proibição de certas artes de pesca nas pescarias de profundidade, antes refere que há medidas de gestão da pesca e do ecossistema marinho que permitem proteger os stocks de profundidade. As pescarias de profundidade, à luz do regulamento CE 2347/2002, são basicamente geridas em função das espécies-alvo, visadas por certas frotas e zonas de pesca. A definição de um limiar de profundidade oceânico para separar os stocks de profundidade não é um critério amplamente aceite na comunidade científica. Têm sido as características biológicas das espécies a prevalecer na sua identificação, enquanto espécies de profundidade É possível evoluir e afinar o sistema de gestão, integrando novos conhecimentos e medidas de controlo mais estritas. A proibição da utilização de artes rebocadas e de redes de emalhar de fundo é uma medida cega e simplista, que a pesca portuguesa rejeita, seguindo o exemplo, afinal, de todas as Organizações Regionais de Gestão Pesca do Atlântico.

Em águas da U.E. já foram fechados a pesca com artes de fundos, cerca de 12.000 Km2, estando para breve o encerramento mais 30.000 Km2, porque a investigação aos fundos marinhos demonstrou a existência de habitats sensíveis, que são essenciais para conservar a biodiversidade marinha e manter espécies menos resistentes à pesca. Quando se detetarem zonas sensíveis à pesca de profundidade, aceita-se fechar, mesmo que seja permanentemente, essas zonas para proteger os fundos. Também todos aceitam as quotas de pesca, mas a proibição completa de pescar com as artes de fundo não.

Dois arrastões e um barco fábrica apenas a 200 milhas da Guiné Bissau

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Pesca Desportiva

Texto e Fotografia: Mário Santos/Mundo da Pesca

Pesca Embarcada

Gorazes Abaixo dos 120 Metros Uma Pesca de Sorte?!

Há algum tempo atrás esta frase faria todo o sentido, mas à semelhança de outras modalidades de pesca embarcada, também esta sofreu uma grande evolução em diversos aspetos, senão vejamos: há três ou quatro anos atrás a pesca ao goraz baseava-se em grande parte no fator sorte e apenas algumas embarcações de maior dimensão é que se aventuravam em pesqueiros mais afastados e por conseguinte águas mais profundas, bastando na altura fundear o mais próximo possível dos grandes cabeços de pedra existentes nessas zonas, usavam material estilo “rebocador”, grandes iscadas (o que ainda acontece) ter fé e…esperar.

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os dias de hoje é “ligeiramente” diferente, dá-se uma melhor utilização aos meios eletrónicos disponíveis, como por exemplo a sonda que é utilizada não só para encontrar as zonas rochosas como principalmente é usada para encontrar os cardumes de gorazes ou os cardumes de peixe com que estes se alimentam, e em relação ao material continua-se a utilizar material 24

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forte mas muito mais sensível conforme iremos descrever. Vamos apresentar neste artigo a pesca ao goraz praticada a partir dos 120 metros e que pode chegar a mais de 400 metros (temos relatos de pescarias memoráveis de grandes gorazes a cerca de 460 metros de profundidade) e que visa essencialmente a captura de gorazes de peso médio superior a 2kg, havendo frequentemente capturas de exemplares de 3

a 4kg. Mas vamos incidir mais numa faixa compreendida entre os 140 a 200m, profundidades mais habituais nas nossas saídas. Pesca ao goraz em águas profundas Neste tipo de pesca não tenhamos ilusões, é mesmo atrás dos grandes que nós andamos. Mas não há bela sem senão e aqui não é exceção, a taxa de grades pode ser significativa

mas quando é dia sim é mesmo uma festa. Para chegar ao tal dia sim é necessário uma série de fatores estarem conjugados, tais como: • O mar estar com uma vaga que permita navegar e depois permanecer nos pesqueiros que seguramente são distantes de um porto de abrigo (a segurança em primeiro lugar), mas que não esteja demasiado “chão”;


Pesca Desportiva

O isco mais indicado é a sardinha • Céu limpo. É um facto que todo o pescador desportivo acredita que o céu cinzento é melhor para a nossa pesca,

mas acreditamos que para este tipo de pesca o céu limpo é me-

lhor (fala a experiência); • Vento NNW, é fundamental

Com o fundo bem engodado de isco, duas montagens dá de certeza peixe 2013 Abril 316

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Pesca Desportiva

As melhores condições são céu limpo. vento NNW e mar calmo, mas não chão

As canas devem fortes, sensíveis, com o comprimento de 2,40 a 2,70 metros e com ação de 15 a 30 libras 26

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para poder fundear corretamente a embarcação, além de que trabalha certo com a vaga e não tem mudanças súbitas de quadrante, o quer permite a manobra de fundear e depois manter a embarcação no mesmo sítio muito mais fácil; • Por último mas provavelmente o mais importante, temos o fator humano que é o de termos um skipper que saiba “ler” todas as dicas que o mar lhe dá e depois da “leitura” correta estar feita optar pelo pesqueiro mais indicado em função das condições apresentadas e que ao chegar ao pesqueiro ele tem de saber fundear a embarcação no ponto exato em que marcou peixe, porque nesta pesca acontece que o peixe tem “corredores de passagem” dos quais não se desvia e se nós estivermos “fora de rota” por pouco que seja ficamos a vê-los passar. Tendo estes fatores todos


Pesca Desportiva

conjugado, o fator sorte fica com muito pouco peso e pode ser que seja o tal dia de bingo, mas vamos ver então que tipo de material será o mais indicado: Canas Fortes mas com sensibilidade suficiente para sentir os toques mais discretos, que seguramente nesta profundidade serão muito discretos e curtas para não se tornarem demasiado cansativas portanto canas de 2,4 a 2,7m e com ação de 15 a 30 libras.

• Anzol Laser Inox 800X13/0 • Destorcedor rolling C1 520 A chumbada forçosamente terá que ser pesada, tenho como peso médio de 500 a 750g, mas com bastante frequência se utiliza 1000 a 1500g. Iscos Sem dúvida apenas sardinha, muita e o mais fresca possível, embora a sardinha que seja

Os carretos devem ser elétricos e com excelente embraiagem, para aguentarem chumbadas até 1, 500 Kg

Carretos Tendo em conta a profundidade e o tipo de captura esperado, além do peso da chumbada a utilizar, é de prever a utilização de um carreto elétrico, embora para quem estiver fisicamente bem preparado (muito bem preparado) pode perfeitamente utilizar um carreto dito “normal”, mas que de normal também não pode ter muito, dado que vai ser sujeito a um esforço brutal e contínuo, devido ao facto de se ter que constantemente mudar o isco para melhor engodar o fundo. Quanto ao carreto elétrico também não pode ser muito ligeiro e principalmente deve ser dotado de uma excelente embraiagem, porque como é movido a motor não pára quando um peixe investe com mais força corremos o risco de perdermos muito peixe, o que normalmente acontece quando nos iniciamos nesta pesca e com este tipo de material mas é só até nos habituarmos ao material, porque depois é só vantagens… Em qualquer dos carretos devemos enchê-lo com uma linha de multifilamento tipo Dyneema em 0,25 a 0,30mm de diâmetro. Montagens Facilmente se conclui que não podem ser “a brincar” devido à brutalidade do peixe em questão e tendo em conta a profundidade não há necessidade de sermos discretos com o material a utilizar, assim como montagem mais regular podemos apresentar a seguinte: • Madre e tensos em 0,70mm 2013 Abril 316

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Pesca Desportiva

Os maiores gorazes capturam-se na pesca profunda

O peixe tem “corredores de passagem” dos quais não se desvia 28

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bem congelada e na altura certa (quando está mais gorda) também não seja uma má opção. Uma sardinha de tamanho normal, e na melhor das hipóteses, dá para dois iscos cortados em traços (com a espinha no meio) embora em ocasiões muito próprias ou em algumas alturas do dia (ao nascer e ao fim do dia) uma sardinha dê apenas para um isco, em qualquer dos casos corta-se a cabeça e a ponta junto da barbatana caudal. A cavala quando é fresca (capturada na própria altura) também pode ser uma boa opção se cortada em filetes e iscada de forma muito generosa. A pesca ao goraz a profundidades desta ordem visa essencialmente a captura dos grandes exemplares da espécie, peixes com pesos de 3 a 4kg e devido a este facto quando um pescador se inicia neste tipo de pesca, é de todo aconselhável que ao sentir e ferrar o primeiro exemplar, não deve


Pesca Desportiva

esperar pelo segundo porque o mais provável é que, aquando da recuperação, em que os dois exemplares vão exercer uma força brutal no material, consigam rebentar a linha dos tensos e neste caso perdem-se ambos. Para acabar… Os exemplares citados neste artigo são baseados na forma de pescar ao goraz na zona norte do nosso país, entre Matosinhos e Viana do Castelo, zona onde existem excelentes pesqueiros para esta espécie e existe também um elevado número de adeptos, razão pela qual que com alguma frequência surjam notícias de excelentes pescarias, principalmente da zona de Viana do Castelo, local privilegiado para esta modalidade. Mas acreditamos que ao longo de toda a costa portuguesa existam pesqueiros excecionais e ainda por descobrir… Para terminar não se esqueçam que o mar ainda tem peixe, muito peixe, só que está misturado com a água.

Para uma boa pescaria é fundamental reunir num dia uma série de fatores estarem conjugados,

Com o carreto elétrico pode deixá-lo a trabalhar sozinho

Há capturas de exemplares de 3 a 4 kg numa faixa compreendida entre os 140 a 200 metros 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Conhecer e viajar pelo Tejo

Entrevista Carlos Salgado

Uma Fórmula Mágica de Turismo Sustentável O meu entrevistado é o Engº. Armindo Jacinto, Presidente do Conselho de Administração da Naturtejo e um grande impulsionador e empreendedor do Geopark Naturtejo. Naturtejo, EIM é ainda constituída por um conjunto de entidades privadas da região que abrange, desde unidades de alojamento, restaurantes, empresas de animação, entre outras. Durante largos anos, a Naturtejo tem vindo a empreender um trabalho de campo exaustivo que permitiu compreender a região, os seus pontos fortes e as suas fraquezas, e indicou os principais 16 geomonumentos identificados nos seis municípios que foram a base de trabalho para a constituição do Geopark Naturtejo, através da formalização de uma candidatura entregue à Comissão Nacional da UNESCO, em Julho de 2005. Um ano depois, concretamente no dia 26 de Julho de 2006, com o alto patrocínio da UNESCO, foi aprovada por unanimidade a entrada do Geopark Naturtejo da Meseta Meridional (GNMM) na European e Global Geoparks Network. Este momento culminou um trabalho de validação científica de pressupostos que suportam uma aposta no turismo sustentável dos municípios que constituem a Naturtejo. Com a criação do Geopark, este território de cerca de 4624 km2, reforçou a sua actuação num novo paradigma de evolução, com um enfoque particular no Turismo de Natureza e na certificação e qualificação do alojamento, restauração, animação e produtos

Engenheiro Armindo Jacinto

A

Naturtejo, enquanto empresa intermunicipal surgiu pela necessidade dos seis municípios que a integram (Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão) criarem sinergias para o desenvolvimento económico da região e para a promoção das suas valências na vertente do turismo de natureza, geoturismo e do património cultural, material e imaterial. C.S. Caro presidente, como acompanhei o percurso da Naturtejo desde que foi criada, sei que ela teve um incremento fora do comum neste país, tendo granjeado um êxi30

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to a todos os títulos louvável, que deve ser um exemplo a seguir para o Turismo no Tejo. Como foi isso conseguido? A.J. Em 2004, a Associação de Municípios Natureza e Tejo, fundada pelos municípios de Castelo Branco, Idanha-a-Nova, Nisa, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila Velha de Ródão, criou a Naturtejo, Empresa de Turismo, EIM. Esta empresa intermunicipal de capitais maioritariamente públicos foi pensada para promover turisticamente, quer em Portugal, quer além-fronteiras, este território que corresponde em área a cerca de 5% do território nacional. Para além da vertente pública, a

tradicionais, promovendo a integração de um número alargado de actores, o aparecimento de novos investidores e a criação de cadeias de valor regional, que oferecerão ao mercado a sua natureza, cultura e saber-fazer ancestrais na forma de produtos turísticos integrados e competitivos. C.S. Porquê um GEO. PARK? A.J. As características do Geopark, de contacto e compreensão da Natureza, não implicam grandes investimentos em infra-estruturas mas a intervenções que complementam e valorizam os factores de atracção unanimemente reconhecidos, que retratam uma simbiose perfeita entre património geológico, biodiversidade e histórico-cultural, constituindo os ingredientes certos para uma fórmula mágica de turismo sustentável que transforma as Rotas do Geopark Naturtejo em experiências e emoções que perdurarão na memória dos visitantes. A Naturtejo tem vindo a contribuir para a implementação no terreno dos princípios estratégicos orientadores que foram identificados como prioritários pelo PENT: Orientação para o cliente, através de uma estruturação de propostas de consumo (Rotas Geopark Naturtejo), ajustadas às necessidades e preferências dos visitantes com um enfoque nos ‘clusters’ de


Notícias do Mar

oferta (Turismo de Natureza, Touring Cultural e Paisagistico e Saúde e Bem Estar) que irá facilitar a correcta percepção de valor por parte dos públicos-alvo e assumir um posicionamento distintivo no mercado. Contribuindo em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Centro para a concentração dos esforços promocionais, estabelecendo prioridades na aplicação dos recursos e dos investimentos mais adequados para atingir o impacto desejado e promovendo o alinhamento e cooperação entre destinos e domínios específicos, nomeadamente com a vizinha Espanha, hoje objecto dos nossos maiores esforços, tirando assim partido da continuidade geográfica. O conceito de Geopark, consagrado pela UNESCO, visa a promoção de modelos de desenvolvimento sustentável, aliando a conservação do Património Geológico à melhoria da qualidade de vida das populações que o integram. Deste modo, no contexto das Redes Europeias e Global de Geoparks, tem sido possível estimular as actividades económicas a nível local e regional em equilíbrio com a preservação do património natural e histórico-cultural, conseguindo que as populações locais se sintam envolvidas em todo o processo de desenvolvimento, incutindo-lhes uma nova cultura de exigência e permitindo a descoberta de outras soluções para os seus problemas. O habitual discurso da desertificação e mesmo, por vezes, da desolação, dá lugar a uma nova esperança onde a inovação, a conservação da natureza e o turismo sustentável constituem os pilares dum desenvolvimento económico equilibrado com novas oportunidades para todos. O Geopark Naturtejo oferece no

Trabalho de grupo em plena natureza seu conjunto um vasto e diversificado Património Natural e HistóricoCultural que vai desde o Parque Natural do Tejo Internacional e o Monumento Natural das Portas de Ródão, aos sítios Rede Natura da Serra da Gardunha e de Nisa e as Important Bird Areas, destinos singulares de Natureza, 16 geomonumentos que contextualizam 600 milhões

de anos de dinâmica do Planeta, Aldeias de Xisto, Aldeias Históricas e 70 monumentos classificados. C.S. Que futuro está projectado para a Naturtejo – GeoPark? A.J. O Geopark Naturtejo da Meseta Meridional obteve cartão verde na última reunião da Comissão de Coordenação da Rede Europeia de Geoparques que se realizou

na Noruega, após uma avaliação efectuada ao território em Julho de 2011. Assim, o parecer positivo e muito elogioso, da equipa que visitou este território, permite a permanência do Geopark Naturtejo na Rede Europeia e Global de Geoparques, sob os auspícios da UNESCO, por um período de mais 4 anos, que se estende até 2015.

Monumento natural das Portas de Ródão

Aldeia de Xisto 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Conhecer e Viajar Pelo tejo

Texto e Fotografia Carlos Salgado

Vá Para Fora Cá Dentro, Viver o Tejo!

Alberto Pimentel fala por mim quando diz: “O nosso belo Tejo, amplo e azul, tão abundante de águas como de tradições, por igual brilhantes, tão cheio de luz como de memórias, tão povoado de velas brancas como de recordações eternas. Nada lhe falta ao belo rio azul do extremo ocidente para ser famoso entre os famosos, notável entre os notáveis. Grande pelo seu curso, pelo seu porto, pelas suas tradições históricas. Pitoresco pelas suas margens e pelos seus castelos, que ou ressaltam do seio das águas, como o Almourol, ou as dominam do alto, como Santarém; Belo pela cor, que tem o brilho e a pureza de uma safira, onde o famoso céu meridional espelha numa eterna apoteose de luz ”.

O

Tejo foi desde a PréHistória uma força atractiva de povos que vieram instalarse na proximidade das suas margens. Eles trouxeram culturas e credos diferentes que se foram sobrepondo e entrelaçando ao longo dos tempos, o que contribuiu para construir um universo do Tejo recheado de patrimónios, feitos históricos e tradições. O Tejo, no caminho que percorre desde a fronteira até ao Atlântico atravessou, pelo menos, quatro regiões: a Beira, o Alentejo, o Ribatejo e o grande Estuário que têm, cada uma delas as suas características bem diferenciadas das outras, devido aos solos e ao próprio clima, e graça a isso foi criando uma pluralidade de paisagem e foi 32

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gerando uma biodiversidade fora do comum que determinou a classificação de inúmeros Parques, Reservas Naturais e Zonas de Protecção Protegida. O homem ribeirinho foi, naturalmente, influenciado pelas características próprias dessas regiões e, por conseguinte, teve que adaptar-se às condições em que foi vivendo e adoptando comportamentos também diferentes no seu modo de vida, usos e costumes, actividades laborais tanto nos ofícios como nas artes, na etnografia, nos saberes e nos sabores e nas formas de exteriorizar os seus sentimentos e graças a isso, o nosso Tejo é um rio de TRADIÇÕES, MEMÓRIAS e EMOÇÕES. Gerou por isso uma riquíssima panóplia de ofertas turísticas que devem ser aproveitadas

e potenciadas com competência e empreendedorismo. È com estas mais valias que deve ser construído o futuro turístico sustentável do Tejo. A estratégia pela qual a Naturtejo evoluiu com sucesso e sustentadamente, é um exemplo a seguir por outras regiões do Tejo. O planeamento do turismo é uma ferramenta estruturante da política de desenvolvimento sustentável e por isso ocupa um lugar decisivo no processo de concepção e implementação das estratégias mais eficazes para atingir os objectivos, estratégias que devem ser fundamentadas no conhecimento do que devem ser, especificamente, as actividades turísticas das zonas húmidas, da natureza, do espaço rural,

da náutica de lazer e de recreio, da cultura das comunidades e dos aglomerados urbanos ribeirinhos. É preciso repensar, com consciência e know-how, qual deve ser o melhor “ turismo ” para o Tejo segundo uma óptica realista, alicerçada numa relação de qualidade e continuidade. A organização da oferta turística, a promoção integrada e a gestão participada são algumas das dimensões mais inovadoras, tendo em vista a afirmação de uma marca diferenciadora no contexto turístico nacional. Voltando a fazer referência à riquíssima panóplia de ofertas turísticas do Tejo nacional que nenhum outro rio português possui com tanta diversidade, devido às características próprias das várias regiões que


Notícias do Mar

o rio atravessa e à incomparável quantidade de autarquias bordejantes com acesso a terra que, só no grande estuário se contam quinze. Dessas ofertas turísticas passo a destacar algumas delas: O Artesanato O Tejo define o carácter do homem, dá-lhe a inspiração e oferece-lhe os materiais mais adequados à criação da sua arte, que está intimamente ligada ao artesanato. O Folclore – directamente relacionado com a faina campestre e com as festas e os momentos de diversão, ele retrata a vivência humana dos trabalhos agrícolas e também da faina da pesca artesanal e, em particular na região ribatejana, com os trabalhos da criação, tratamento e treino do cavalo de raça e da condução e lide do gado bravo e também da vinha e do vinho. Folclore esse que no Ribatejo assimila, etnográfica e musicalmente, todas as características das regiões da Beira Baixa e do Alto Alentejo que se foram enraizando graças às migrações de trabalhado-

res que vinham sazonalmente para as fainas das lezírias. A Gastronomia – Os solos férteis disponibilizam uma farta variedade de produtos agro-alimentares e de peixe do rio que, mulheres e homens dotados para a cozinha, dotes esses que são transmitidos de geração em geração, transformam esses produtos e apuram-nos nas mais variadas e deliciosas iguarias. Os Vinhos – a vitivinicultura do vale do Tejo, com destaque para o Alentejo e Ribatejo, tem uma história secular pois graças à genialidade do homem e dos fertilíssimos solos regionais que determinam algumas manchas vinícolas superiores, produzem-se vinhos de variadas castas, que são preciosos néctares. A Festa Brava – com maior evidência nas regiões do Ribatejo e do Estuário a festa dos toiros está profundamente enraizada na cultura do povo que, com paixão e valentia, participa nas largadas e nas esperas, nas touradas, nas tentas como espectadores, forcados, toureiros e cavaleiros, campinos e também muitos populares aficionados. As le-

zírias, com as suas ricas pastagens são espaços amplos e planos onde o touro de lide e o cavalo de raça nascem, são criados, pastam, vivem e crescem cuidados pelos seus pastores, os valentes campinos de trajo garrido. O Tejo Monumental – recheado de castelos, igrejas, conventos, palácios e museus alguns deles vivos, tem uma riquíssima oferta cultural, desde a fronteira até à foz onde se inclui a capital Lisboa e o seu porto, ambos milenares, a Lisboa das sete colinas e dos descobrimentos, que foi cidade imperial. O Turismo Lúdico-cultural - O Tejo, com a sua profusão de atributos, características e valores tão diversificados é um rico filão para o turismo. Os ricos recursos naturais e paisagísticos, o património monumental e cultural, a predominância de pequenos centros, vilas e aldeias com a sua beleza plástica, a simpatia e a afabilidade da gente ribeirinha, complementados pelos seus espaços rurais com características tão peculiares de região para região, fazem do Tejo um potencial produto turístico, tanto

ao nível nacional como para exportação. Não pode ignorar-se também que os campos, as cidades e as serras têm mais encanto vistas a partir do rio, esse Tejo que foi historicamente e deve voltar a ser, a estrada líquida que constituiu a principal via de comunicação da nação. “ Vá para fora cá dentro para viver o Tejo ” é a palavra de ordem para estimular o desenvolvimento económico do país, de que ele tanto precisa. O forte crescimento do número de turistas (nacionais e internacionais) e a expressão urbanística e rural do lazer, não podendo esquecer-se a importância da náutica de recreio, são argumentos de peso que justificam as preocupações actuais em matéria de sustentabilidade e planeamento da actividade turística que, no essencial, é de relevante importância o envolvimento das populações locais. ONDE ESTÃO OS EMPREENDEDORES ? SERÁ QUE É PRECISO VIREM DE FORA ? POIS QUE VENHAM !

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Náutica

Notícias Touron

Mercury Apresenta Novos Monitores VesselView para os Seus Motores A Mercury Marine apresenta os novos monitores de dados VesselView 4 e VesselView 7, que são de fácil utilização e desenvolvidos para os sistemas de propulsão da Mercury.

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VesselView é conhecida, desde há muito, como líder mundial em sistemas de informação de dados dos motores no sector da náutica de recreio.

Várias funções adicionais, como o ECO-Screen, Smart Tow, Troll Control, a par dum design mais actual, foram integradas nos novos modelos, o que vem reforçar ainda mais as suas reputação e

Mercury Anúncia Novo Conversor SmartCraft/NMEA 2000 para os Seus Motores

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Brunswick Marine in EMEA apresentou um novo conversor SmartCraft/ NMEA2000 que converte a informação digital gerada pelo motor para o protocolo NMEA 2000, podendo ser utilizado em sistemas de informação e plotters de outras marcas.

Desta maneira, qualquer monitor com entrada NMEA2000, pode mostrar dados dos motores, reduzindo drasticamente o número de manómetros necessários no posto de comando. O novo conversor SmartCraft/NMEA2000 pode ser utilizado em todos os motores que tenham saída de dados Smartcraft: nos fora de borda Mariner e Mercury a partir do F50 EFI, em todos os modelos com coluna Mercury MerCruiser MPI, nos motores Mercury Diesel QSD e nos motores Cummins QSB, QSC e QSM. Este conversor funciona tanto em instalações individuais de motores, como instalações múltiplas, com um ou vários postos de comando.

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liderança. O modelo VesselView 7 dispões dum monitor de cristal de 17,8 cm (7’’), enquanto o VesselView 4 tem um monitor de cristal de 10,2 cm (4’’). Cada modelo permite visualizar mais de 30 parâmetros do motor, tais como nível e autonomia de combustível, temperatura e pressão do óleo, voltagem da bateria, profundidade da água, controlo do gerador e muito mais. Os utilizadores podem conseguir uma óptima economia de consumo com a opção ECO-Screen, a qual recomenda o melhor ajuste de trim e velocidade do motor no sentido de permitir poupanças em combustível na ordem dos 20%. A função Smat Tow é ideal para os apaixonados pelo esqui aquático e wakeboard, pois esta permite definir vários perfis de velocidade inicial e de cruzeiro, sem importar quem está ao comando da embarcação. Os pescadores irão apreciar a função Troll Control que permite ao utilizador fixar e controlar a velocidade de currico, sem utilizar o acelerador. Permite, também, manter uma velocidade fixa que poderá ser incrementada ou reduzida em intervalos de 10 RPM.

Cada vez que o motor arranca, o VesselView faz um scan de diagnóstico conferindo toda a tranquilidade ao nauta antes de se fazer à água. Durante o trajecto, ícones de fácil compreensão e com uma apresentação inteligente proporcionam a informação necessária no momento adequado. O monitor VesselView 7, que pode monitorizar até um total de 4 motores, pode ser usado como chart plotter e integrar acessórios de apoio, tais como radar e sonar, associar-se com uma char plotter Lowrance ou Simrad ou com antena GPS NMEA 2000 da Mercury. Uma entrada de vídeo possibilita a opção para instalação duma câmara traseira, melhorando a visão durante movimentos de marchaatrás ou manobras de atracagem. Os sistemas VesselView 4 e VesselView 7 são compatíveis com motores fora de borda Mariner e Mercury com pré-instalação SmartCraft, motores MerCruiser, motores Mercury Racing e motores Mercury Diesel. Ambos os modelos oferecem a informação em 16 idiomas diferentes, incluindo português e espanhol. Os novos monitores estarão disponíveis para compra a partir de Junho de 2013.


Notícias do Mar

Economia do Mar

Lisboa nos 10 Destinos Favoritos de Turismo de Cruzeiros

Lisboa é um dos 10 destinos preferidos dos turistas de cruzeiros, sobretudo dos britânicos. O clima é o que mais os atrai mas também a hospitalidade e a facilidade de acesso à cidade.

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egundo um estudo elaborado com base num inquérito feito em 2012, a quase mil passageiros pelo Turismo de Lisboa e pela Administração do Porto de Lisboa Turismo, o grau de satisfação médio dos turistas de cruzeiro quando visitam a cidade é de 8,3, numa escala de 1 a 10. O Inquérito a Passageiros Internacionais de Cruzeiros 2012 conclui ainda que mais de metade (55%) dos entrevistados acha que as suas expectativas foram superadas no passeio a Lisboa. A maioria dos que visitam a capital portuguesa desta forma são britânicos, concluiu o estudo, acrescentando que são casais sem filhos e com uma idade média de 51 anos. Além disso, são pessoas profissionalmente ativas e com habilitações universitárias, que gastam, em média, cerca de 118 euros durante uma estadia de nove horas em Lisboa. Este valor serve sobretudo para pagar visitas a museus, monumentos e outros pontos turísticos, além de fazer compras -- sobretudo vinho, pastelaria e artesanato -- e cobrir a alimentação e os transportes. Quase metade dos passageiros (45%) gosta mais de visitar Lisboa pelos seus próprios meios, dando preferência a zonas perto do local onde os navios atracam, ou seja, Baixa e Chiado, Belém, Bairro Alto e Cais do Sodré. A maioria, no entanto, opta por excursões com guia compradas a bordo. Quase todos os entrevistados (86%) admitem a possibilidade de regressar a Lisboa fora do conceito de cruzeiro, apesar de 97% referirem que o destino é muito recomendado como ponto de passagem de cruzeiros. Mas um em cada cinco entrevistados admite que visitar Lisboa foi mesmo a condicionante para escolher aquele cruzeiro. 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Notícias da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas

Final do Campeonato Regional de Natação com Barbatanas em Lisboa A FPAS realizou a fase final do Campeonato Regional de Natação com Barbatanas de Lisboa, no dia 7 de Abril e teve como palco a piscina do Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama (CNCVG), em Belas.

Pódio Feminino 4x200 metros

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m competição estiveram os nadadores da Associação de Educação Física e Desportiva de Torres Vedras (AEFD), do Clube de Natação do Montegés, do Clube de Natação da Amadora (CNA), do Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama (CNCVG) e da Liga Portuguesa de Desporto para Surdos (LPDS), dos vários escalões etários: juniores B, C, D e seniores. O campeonato foi uma organização da delegação regional de Lisboa, com o empenhado apoio da equipa de arbitragem da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, liderada pela juíza árbitra nacional, Susana Jerónimo. Para além da excelente participação de todos os atletas trei42

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nadores e familiares presentes, destacaram-se os seguintes atletas quer pelos tempos, quer pelas medalhas de 1º, 2º e 3º lugar, respetivamente, obtidas nas provas individuais: 50 metros Juniores D, Femininos, Eduarda Santos, Margarida Duarte, ambas da AEFD, Beatriz Pinto, do Montegés, Masculinos, Tiago Santos, Gonçalo Duarte e David Pereira, da AEFD; Juniores C, Femininos, Inês Ramos, Joana Pona, Adriana Gamito, da AEFD, Masculinos, Guilherme Ramos, Ricardo André, da AEFD, Bernardo Ramos do CNCVG; Juniores B, Femininos, Francisca Santos, Joana Timótio, Rita Farinha, da AEFD, Mas-

culinos, Rafael Brasil, da AEFD, Miguel Pinto, do CNCVG e João Compete, do CNA; Sénior, Masculinos, Ricardo Belezas, da LPDS, Duarte Mourão, do ESJB, André Gonçalves, do CNA; master, Paulo Carvalho, da SFUAP. 100 metros Juniores D, Femininos, Eduarda Santos, Margarida Duarte, da AEFD, Beatriz Pinto, do Montegés, Masculinos, Tiago Santos, Gonçalo Duarte e David Pereira, da AEFD; Juniores C, Femininos, Inês Jerónimo, do Montegés, Joana Pona e Inês Ramos, da AEFD, Masculinos, Guilherme Ramos, Ricardo André, da AEFD, Carlos Almeida, do CNCVG; Ju-

niores B, Femininos, Francisca Santos, Rita Farinha e Joana Timótio, da AEFD, Masculinos, Rafael Brasil, da AEFD, Rúben Paulino, do Montegés, Miguel Pinto, do CNCVG; Sénior Femininos, Patrícia Jerónimo, do Montegés e Susana Lourenço, da LPDS, Masculinos, Gonçalo Oliveira, do CNA, João Costa, do CNCVG e Ricardo Belezas, da LPDS. 200 metros Juniores D, Femininos, Joana Fernandes e Mariana Alves, do CNA; Juniores C, Femininos, Inês Jerónimo, do Montegés, Masculinos, Carlos Almeida e Henrique Ferreira, do CNCVG; Juniores B, Masculinos, Rúben Paulino, do Montegés, Bruno Ramos, do CNA, Tomás Fernan-


Notícias do Mar

des, do CNCVG; Sénior, Feminino, Patrícia Jerónimo, do Montegés, Masculinos, João Costa, do CNCVG, Ricardo Parizot, do CNA; master, Paulo Carvalho, da SFUAP. 400 metros Juniores D, Femininos, Ana Silva e Joana Fernandes, do CNA; Juniores C, Masculinos, Bruno Ramos, do CNA, Rodrigo Carmo, do CNCVG e David Correia, do CNA; Juniores B, Masculinos, Miguel Cruz, da LPDS, Diogo Correia, Diogo Jantarada, do CNA; Sénior, Feminino, Susana Lourenço, da LPDS, Masculinos, André Gonçalves, do CNA, Duarte Mourão, ESJB e Jorge Almeida, do CNA. Provas 4x200 metros Feminino, Associação de Educação Física de Torres Vedras, Clube de Natação de Montegés, Clube de Natação da Amadora e Masculinos, Clube de Natação da Amadora, Associação de Educação Física de Torres Vedras e o Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama em absolutos. No final do evento o Presiden-

O Regional disputou-se na piscina do Clube de Natação do Colégio Vasco da Gama te da FPAS – Ricardo José teve oportunidade de agradecer a todos os participantes e ao CNCVG, pelo excelente acolhimento e condições proporcionadas, es-

pecialmente, ao seu representante o treinador Sandro Barão, pela

colaboração prestada na organização desta prova.

Seleção Nacional de Hóquei Subaquático Realizou Estágio

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FPAS realizou mais um estágio da Seleção Nacional Elite Masculina de Hóquei Subaquático, nos dias 13 e 14 de Abril, na piscina municipal de Porto de Mós. Ao Selecionador Nacional Tiago Domingos coube a responsabilidade de convocar, para este estágio, 16 atletas dos principais clubes desta modalidade desportiva praticada em apneia, numa piscina.

Os convocados foram os seguintes: André Martins - Clube de Natação da Amadora, André Carvalho - Clube de Natação da Amadora, André Gaspar - Aquacarca, Bruno Raimundo Aquacarca, Christophe Fernandes - Núcleo Subaquático de Coimbra, Daniel Cardoso - Clube de Natação da Amadora, David Caseiro - Aquacarca, David Teiga - Aquacarca, Diogo Jantarada - Essência do Eixo, Gonçalo Oliveira - Clube de Natação da Amadora, Hugo Dias - Aquacarca, João Sousa - Essência do Eixo, Jorge Almeida - Clube de Natação da Amadora, Pedro Ferreira - Clube de Natação da Amadora, Rafael Escaleira - Clube de Natação da Amadora, Ricardo Vieira - Clube de Natação da Amadora, Sacha Matias - Clube de Natação da Amadora. Este estágio integra o plano de preparação para a participação de Portugal no Campeonato do Mundo que se realizará, entre os dias 21 e 31 do próximo mês de Agosto, em Eger, na Hungria.

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Motonáutica

Class One - Grande Prémio da China

Texto Gustavo Bahia Fotografia Raffaelo Bastianni

Victory Vence na China

As etapas de abertura do UIM Class 1 Powerboat World Championship 2013 foram realizadas em Sanya, na China pela primeira vez na história dessa categoria nos dias 29/30 de Março.

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Motonรกutica

Ao fundo a cidade de Sanya, palco das provas de abertura da Classe 1 Powerboat em 2013 2013 Abril 316

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Motonáutica

Os Campeões de 2012 começaram bem o campeonato de 2013 na China

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em alternativas para promover etapas na Europa, o Promotor da Categoria tem conseguido abrir as portas da Ásia, e a China que já recebe a F1H2O, agora trouxe a Class 1 Powerboat. A cidade de Sanya pertence a Provícia de Hainan

ao sul da China sendo considerada como a Riviera Chinesa. Uma população de 685.000 habitantes, tem uma excelente infra-estrutura aliada a beleza natural da região. Nessa nova atmosfera a dupla de Dubai conseguiu vencer as duas etapas e lidera o Campeonato. Arif

Al Zaffein e Mohammed Al Marri do Victory 3, deram um importante passo para a conquista de mais um Campeonato. Zabo – Isiklar 91 mostra força O barco 91 da dupla Ugur Isik/ Christian Zaborowisky marcou

O barco Zabo-Isiklar começou com muita força, garantindo o 2º lugar na primeira prova 46

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sua participação de forma espectacular começando com os melhores tempos nas classificações. Na primeira prova, largou na ponta e terminou em segundo lugar, a melhor classificação da dupla com os novos motores Mercruiser. Os testes em Dubai foram importantes para conseguir um excelente equilíbrio e velocidade para o barco. Na segunda prova, o inesperado. Logo na primeira volta o barco rolou muito rápido e causou o abandono da dupla quando estavam em segundo.


Motonáutica

Na 2ª etapa o Zabo-Isiklar teve um grave acidente logo na primeira volta com danos ao barco Os danos foram apenas materiais, mais muito graves para o barco que deve receber toda parte superior nova, inclusive o cockpit. Nenhum dos pilotos teve qualquer problema. Com apenas 9 barcos o Campeonato deixa a desejar Desde a saída da Equipa do Qatar no fim do ano passado, a categoria sofre muito pela falta desses 2 barcos super competitivos. Com 9 barcos presentes em Sanya, todo esforço de uma super produção ficou apagado pela falta de barcos na água. Considerando que apenas 5 barcos são realmente competitivos, os demais não conseguem fazer mais do que se arrastarem ao longo da prova. Marit Stromoy foi a China para ver as provas Uma das principais atracções da prova na China era a pilota

O tradicional desfile pelas ruas de Sanya

Ugur Isik e Christian Zaborowski alegres pela conquista do 2º lugar

O barco Victory Austrália mostrou-se competitivo na duas provas da China 2013 Abril 316

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Motonáutica

O barco da equipa de Mauro D´Alessio tenta chegar ao grupo dos melhores

Marit Stromoy não conseguiu participar em nenhuma das provas por falha mecânica

norueguesa Marit Stromoy em parceria com seu compatriota Pal V. Nilsen, no barco 86 Visun Sanya. Um patrocínio do patrocinador local, orquestrado pela H2O Racing, Promotora do Campeonato. O que se viu foi uma vergonha, o barco sem-

O contraste entre o avançado design dos prédios e um taxi tradicional 48

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pre com problemas mecânicos, não participar em nenhuma das duas provas. Equipas a destacar para 2013 As equipas mais fortes são Victory Dubai (3) e Zabo Isiklar (91). Nas demais destacamos Victory Austrália (7), Fendi Racing (10) e Team Abu Dhabi (5). As restantes podem ter um ou outro resultado positivo, dependendo das performances das principais, são: FA.RO. Acciai (23), Poliform (74), LF FENDI (8) e Visun Sanya (86). Turquia aposta forte na Class 1 A maior novidade nesse campeonato 2013 de Class 1 é a confirmação de 4 provas em Istambul, na Turquia em Junho. Serão realizadas em dois finsde-semana e com muito apoio do Governo da Turquia e do Grupo Isiklar, prometem muita adrenalina. Com a participação do piloto turco Ugur Isik em um dos barcos mais velozes do campeonato, os turcos prometem reunir um público recorde as margens do Bosphorus.


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Surf

Notícias da Federação Portuguesa de Surf

“Não Irei Liderar Qualquer Lista às Eleições” Guilherme Bastos, Presidente da Federação Portuguesa de Surf durante 10 anos, anuncia fim de cíclo.

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ara ser mais fácil todos saberem dos motivos porque Guilherme Bastos quer sair de presidente da FPS, transformámos esta conversa com a Federação em entrevista. FPS – A poucos dias da Assembleia-Geral onde se elegerá a próxima Direcção da FPS, a pergunta obrigatória é: Guilherme Bastos vai liderar uma lista? GB – Não. Não irei liderar qualquer lista às eleições. Mais: não irei, sequer, concorrer em nenhuma lista cuja composição seja sugerida por mim. Creio que chegou a altura de dar liberdade às pessoas interessadas para conduzir a Federação Portuguesa de Surf para um 50

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novo ciclo. Entendo que a FPS chegou a um momento de ruptura com o paradigma técnico do passado e que é altura de desenhar um novo modelo técnico de provas, formação e Selecções. Isto porque em 2014 espero ter todos os Centros de Alto Rendimento de Surf a funcionar e com estes, todo um novo paradigma a que a próxima Direcção terá de se adaptar. FPS – Passou 12 anos como dirigente da FPS, 10 deles como presidente da Direcção. Em jeito de balanço, quais os triunfos desta década de liderança? GB - Houve, felizmente, vários. Antes de mais, a sustentabilidade da Federação, que foi uma

das principais razões pelas quais decidi assumir a sua presidência. Quis criar bases para que a FPS fosse sustentável e criar condições para que voltasse a ser uma instituição respeitada por todos. Recordese que, há 12 anos, não havia surfistas na Federação. Os surfistas tinham promovido um boicote geral à FPS e hoje são, novamente, parte integrante desta instituição. Também posso reclamar a consolidação dos circuitos de esperanças, de surf e bodyboard, sustentáveis e dinâmicos que tiveram papel fundamental na formação de jovens valores como Vasco Ribeiro, Frederico Morais, Manuel Centeno, Hugo Pinheiro, entre muitos outros, e que também contribuíram para ajudar

os clubes a organizar eventos e, nesse processo, a organizarem-se a eles próprios e a crescer. O trabalho conduzido por esta Direcção traduz-se, também, em termos desportivos, na conquista de 3 Campeonatos da Europa da FES em quatro possíveis, a participação na China Cup – 8º melhor país do mundo, além de um vasto conjunto de resultados individuais dos nossos atletas. FPS – A construção dos CAR não será o feito que define o sucesso desta Direcção? GB – Não. Os Centros de Alto Rendimento surgem na sequência dos resultados desportivos e como reconhecimento do trabalho levado a cabo pela FPS. Foi nessa medida


Surf

que o Governo projectou a construção de sete Centros de Alto Rendimento, dos quais quatro passaram à fase de construção [Peniche, Viana do Castelo, Aveiro e Nazaré]. Respondendo à pergunta, os CAR não são a obra que define esta Direcção, mas são o culminar de um trabalho de 10 anos e um símbolo do fim de um ciclo e de um novo paradigma para o desenvolvimento do surf nos próximos 25 anos. FPS – E quais as maiores dificuldades com que se debateu a Direcção de Guilherme Bastos nestes 10 anos? GB – Essencialmente, duas. E estão directamente ligadas entre si. A grande dificuldade tem sido financeira com uma clara falta de apoio estatal e uma evidente discriminação da Federação Portuguesa de Surf, sistematicamente prejudicada em relação a outras federações. E como consequência disto, a impossibilidade da FPS em se apetrechar com maios técnicos e humanos que lhe permitissem dar uma melhor resposta às suas necessidades. FPS – E quais as maiores frustrações? GB – Ficam-me duas frustrações: não ter conseguido assegurar instalações dignas para albergar a sede da Federação e nunca ter conseguido conquistar o título de campeão europeu de juniores.

FPS – Olhando agora para o futuro, quais os desafios que se colocam à próxima Direcção da Federação Portuguesa de Surf? GB – Há vários, começando com carácter de urgência, com a organização e estruturação do modelo técnico de formação da FPS, nomeadamente no que concerne à formação de treinadores, escolas de surf, etc. Também preparar as próximas competições internacionais das Selecções. Depois, a outro nível, terá de procurar capitalizar todos os benefícios decorrentes da organização de grandes eventos internacionais em Portugal e tudo o que se relaciona com o surf, muito concretamente, promover uma maior ligação entre a Federação, os organizadores de eventos, patrocinadores e a indústria do surf. Finalmente, repensar a estrutura de provas da Federação, com Circuitos Nacionais, Taça de Portugal, etc. FPS – E, agora, ao cabo de dez anos à frente da Federação Portuguesa de Surf, mais um passado rico no associativismo do surf, qual o papel que Guilherme Bastos desempenhará no surf nacional? GB – Neste momento, apenas estou disponível para ajudar a próxima Direcção no que necessitarem, de forma informal, e ajudar o meu clube do coração, o Surf Clube de Viana. Saio com o sentimento de dever cumprido e com a consciên-

João Guilherme Montenegro Ramos Bastos, nasceu em Monserrate – Viana do Castelo, a 3 de Janeiro de 1975 (38 anos), é licenciado em Administração de Marketing, casado e vive atualmente na cidade do Porto. Sócio número 37 do Surf Clube de Viana é seu dirigente desde os 18 anos (1993), tendo sido seu Presidente entre 1995 e 2005. É atualmente Presidente da Mesa da Assembleia Geral. A nível nacional, foi eleito Vice –Presidente em 2001 e é atualmente o Presidente da Federação Portuguesa de Surf, desde Fevereiro de 2003. Foi praticante competitivo de bodyboard, e é federado com o número 217, tendo participado em várias provas nacionais individuais e de clubes, representando o SCV. Enquanto Dirigente foi preletor em diversos colóquios, congressos e palestras nas áreas do desporto, turismo e assuntos do Mar. É um dos primeiros treinadores de Surf do país. Para além de inúmeros sucessos a nível do Surf Clube de Viana, onde se destaca a organização do 1º campeonato do mundo de Bodyboard fora do Havai , salienta-se a nível nacional a conquista para Portugal de três títulos de campeão europeu por seleções, em quatro possíveis. A conquista de um título mundial de bodyboard. Uma das melhores classificações de sempre em Surf, (8º Mundial). A organização e co-organização de inúmeras provas ( nacionais, europeias e mundiais ), sendo que atualmente em Portugal existem cerca de 50 eventos anuais com premiações monetárias superiores a 1,5 milhões de euros. É o principal responsável pelo desenvolvimento e implantação da rede dos Centros de Alto Rendimento de Surf em Portugal – Viana do Castelo, Aveiro, Nazaré e Peniche. cia de ter feito tudo ao meu alcance para atingir os objectivos a que me propus. Acima de tudo, saio também com a convicção que esta Direcção se comportou com sentido de Estado e consegui, contra muitos críticos e “lobbies” tratar todas as

modalidades do elenco federativo e relacionar-se com os seus agentes com toda a equidade e justiça. Quero, por fim, desejar as maiores felicidades à próxima Direcção e o maior sucesso num trabalho que garanta o futuro do Surf Nacional.

Circuito Europeu de bodyboard (ETB)

Portugal com Duas Etapas do Circuito Europeu A

Federação Europeia de Surf divulgou hoje o seu calendário para a temporada de 2013, com Portugal a constar como destino de destaque, com a realização de duas etapas, em Aveiro e Figueira da Foz, embora esta careça ainda de confirmação. A primeira etapa é já de 10 a 12 de Maio, no La Salie Pro Bodyboarding Festival, em Arcachon, França, a contar para os “rankings” masculino e feminino, seguindo-se Zumaia, no País Basco espanhol (ainda por confirmar), apenas para o “ranking” masculino. O circuito passa então por Aveiro, no Miss Sumol Cup, um quatro estrelas feminino já enormemente conceituado e com muita tradição; Figueira da Foz, eventualmente, de 2 a 4 de Setembro, e Marrocos a encerrar o circuito, em Novembro ou Dezembro, consoante a organização local fixar até lá. Recorde-se que os portugueses têm vários campeões deste circuito. Casos de Manuel Centeno, Hugo Pinheiro ou Silvano Lourenço, nos homens, e Catarina Sousa, Rita Pires ou Marta Fernandes. O campeão masculino em título é o francês, radicado em Portugal, Pierre Louis Costes. E a campeã feminina, a brasileira Nicolle Calheiros.

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Surf

Liga MOCHE 2013

Francisco Alves

Francisco Alves e Camila Kemp Vencem MEO Caparica Pro Francisco Alves venceu no passado dia 30 o MEO Caparica Pro by Rip Curl, primeira etapa da Liga MOCHE 2013, sucedendo à vitória de Camilla Kemp que na véspera bateu as suas adversárias na mesma prova, na Praia do CDS, Costa de Caparica.

O

vencedor, um surfista local, conseguiu com ondas fortes de 2,5m, a sua primeira vitória de sempre a este

nível, derrotando na final o actual vice-campeão nacional, Frederico Morais, com a pontuação de 14.75 pontos em 20 possíveis contra os 8.75 pontos do atleta do Guincho,

assumindo o primeiro lugar na luta pelo título nacional deste ano. Francisco Alves, campeão nacional Pro Júnior em título, dominou por completo a final, realizando nas

duas melhores ondas 7.75 e 7.00 (cada onda num máximo de 10 pontos). As ondas estiveram difíceis de encontrar num mar revolto, tendo os surfistas optado por surfar no

Camilla Kemp 52

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Surf

inside, a zona de reformação das ondas, mais próxima da areia. O atleta de 19 anos demonstrou uma grande consistência ao longo de toda a prova, evidenciando o seu conhecimento deste local. Francisco, na véspera já tinha batido o seu amigo José Ferreira (curiosamente vice-campeão nacional Pro Junior), que assim terminou esta primeira etapa num bom quinto lugar, a par de um regressado Ivo Cação, da Figueira da Foz, e dos amigos Gony Zubizarreta, surfista galego residente em Portugal, e Marlon Lipke, luso germânico e actual campeão europeu de surf profissional. Lipke foi batido por João Guedes na última bateria do dia, realizada ao final da tarde, após quatro horas de espera devido à maré cheia, em condições bastante exigentes mas competitivas. Guedes, campeão nacional em 2009, começou assim o ano com uma presença nas meias-finais, após ter terminado 2012 com um segundo lugar na derradeira etapa. Além do surfista do Porto, estiveram ainda nas meias-finais Francisco Alves e os dois surfistas que melhores pontuações têm feito ao longo da prova, o campeão e o vicecampeão nacional em título, Vasco Ribeiro e Frederico Morais, que tiveram de “suar as lycras” para passarem as suas baterias dos quartos-de-final. “Estou muito contente com esta vitória e ainda nem acredito bem que isto está a acontecer,” disse o campeão. “É muito difícil vencer o Frederico Morais e o Vasco Ribeiro, que são excelentes surfistas. Mas consegui encontrar boas ondas e mostrar o meu surf. O apoio do público foi muito importante,” referiu. Camila Kemp com vitória no escalão maior Camilla Kemp, atleta ainda júnior, venceu recentemente a primeira etapa do circuito nacional de esperanças, na mesma praia, alcançou pela primeira vez uma vitória no escalão maior do surf nacional feminino, dando muito boas indicações para um eventual ataque ao título. “Não estava mesmo nada à espera disto,” disse timidamente Camilla à saída da bateria final. “As condições estavam difíceis, mas consegui apanhar uma onda boa, que acabou por ser a melhor do heat e que fez a diferença para o primeiro lugar. Estou muito feliz com a minha primeira vitória a este nível... agora vou ter de repensar os meus objectivos para este ano,” concluiu a jovem atleta. Kemp deixou a actual bi-campeã nacional, Maria Abecasis, no segundo lugar, a mais jovem das

Francisco Alves no Podio finalistas, Teresa Bonvalot, de 13 anos apenas, num honroso terceiro lugar, depois de ter passado algum tempo no segundo posto, e a vice-campeã nacional, Keshia Eyre, também de 17 anos, no quarto lugar final. Todas as etapas da Liga MOCHE contam com um prize-money de 11.000€ por etapa, um valor que ultrapassa o dobro do montante oferecido no ano passado, num total de 55.000€. Apenas para os atletas masculinos, está novamente em jogo um lugar no Top 10 do MOCHE Wild

Cards, uma competição especial que, em cada etapa, contabiliza a melhor onda dos últimos 16 atletas em prova e define dez vagas para o campeonato de triagens que atribui um wildcard no MOCHE Pro Portugal presented by Rip Curl, a única etapa do principal circuito mundial de surf que se realiza em Portugal, em Outubro deste ano. Neste momento, esse ranking é liderado por Vasco Ribeiro, com um uma onda de 9,5 pontos. Frederico Morais e Francisco Alves estão empatados na segunda posição, com ondas de 8,75 pontos.

Organização: A Liga MOCHE é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da FIRE!, com o patrocínio do MOCHE, MEO, MINI, ALLIANZ, MALIBU, RAY ENERGY, os parceiros oficiais RTP, Cidade FM, GO-S.TV e Puro Feeling, os media partners Jornal i, Jornal Record, Sapo.pt, Surf Portugal, ONFIRE, Beachcam, e o apoio técnico da Federação Portuguesa de Surf. A etapa da Costa de Caparica conta com o patrocínio da Rip Curl e da Câmara Municipal de Almada, bem como com o apoio do Caparica Surfing Clube.

Frederico Morais foi finalista 2013 Abril 316

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Surf

Notícias da Federação Portuguesa de Surf

Federação Assume Stand Up Paddle Isa Sebastião é a nova cara do SUP (Stand Up Paddle) na Federação Portuguesa de Surf. A professora de Educação Física de 39 anos é a responsável pela mais recente modalidade da FPS – integrada pela Assembleia Geral de Novembro do ano passado – no processo de expansão, divulgação e estruturação do SUP em Portugal. SUP em Portugal. O SUP apresenta uma enorme variedade de benefícios ao praticante, explica Isa Sebastião: “É excelente para todo o tipo de pessoas, podendo até, em águas paradas, ser uma actividade muito útil para populações com necessidades especiais, como idosos, crianças, ou pessoas com alguns tipos de deficiência motora. A versatilidade do SUP permite que apostemos na sua expansão para o interior do país.” O SUP está dividido em duas grandes variantes, de ondas e race, sendo que o projecto da FPS passa por implementar, numa primeira fase um circuito de race, passando depois, no médio-prazo, para a organização de um circuito de ondas. O circuito de race poderá mesmo arrancar já em 2013.

A

cerca da nova responsável pelo SUP na FPS, Isa Sebastião, o seu interesse pelos desportos de prancha começou noutra abordagem completamente diferente, conforme recorda a própria: “Fazia Kitesurf mas comecei a sentir a necessidade de fazer outra coisa qualquer e conheci o Stand Up Paddle, que me cativou imediatamente.” Um interesse que a levou, em 2010, a realizar um curso na IOSUP (International Orga-

nization Stand Up Paddle) e, posteriormente, a criar a escola Supaddiction, em Oeiras. Imediatamente, ainda em 2010, organizou a primeira prova de SUP em Portugal, na variante de race, na pista de canoagem do Jamor. O ano passado, iniciou os contactos com a FPS, que estava em processo de integrar a modalidade no seu quadro. Contactos frutuosos para ambas as partes e que levaram a Direcção a confiar-lhe um papel instrumental na organização do

Isa Sebastião

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana. Administração, Redação: Tel: 21 445 28 99 Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Surf

Notícias da Federação Portuguesa de Surf

Cartão de Saúde FPS em Parceria com Allianz Global Assistance A Federação Portuguesa de Surf e a Allianz Global Assistance assinaram uma parceria que permitirá aos associados da FPS usufruirem de um cartão de saúde que dá acesso a uma extensa rede médica nacional.

A

rede médica nacional é composta por 5.169 clínicas, 665 Centros de Diagnóstico, 1.132 hospitais (incluindo HPP, Luz, Lusíadas, British Hospital, Grupo Trofa, St. Luis, Hospor), 121 Laboratórios e 200 Clínicas de Medicina Física e Reabilitação. O segurado terá acesso a preços convencionados de forma imediata, simplesmente com a apresentação do cartão, na realização de consultas, exames (incluindo check up genéricos) e tratamentos nas mais diversas áreas e com descontos até 50% da tarifa cobrada. Principais vantagens do cartão: • Sem períodos de carência • Sem exclusões • Sem limite de idade • Benefício imediato A FPS e a Allianz Global Assistance disponibilizam também, com este cartão, uma linha telefónica (21 000 41 11)

acessível 24 horas, 365 dias, exclusiva aos federados beneficiários do cartão e que servirá para agendamentos relaciona-

dos com a Rede Médica. Tudo isto estará ao dispor exclusivo dos federados da FPS e seus familiares, a partir do pró-

ximo dia 8 de Abril, mediante o pagamento de uma taxa anual unitária (um cartão por beneficiário) de 6 euros.

Seguro de Viagem FPS com Allianz Global Assistance

A

Federação Portuguesa de Surf, na sequência da sua parceria com a Allianz Global Assistance, disponibiliza um Seguro de Viagem válido em Portugal e no Estrangeiro, complementar ao Seguro de Acidentes Pessoais. Principais Coberturas • Cancelamento e Interrupção de Viagem • Assistência médica em Portugal e no Estrangeiro • Roubo perda ou destruição do equipamento de Surf • Atraso na entrega do equipamento de Surf Linha de apoio 24h aos Associados: 21 000 41 11 Descrição de coberturas Cancelamento e Interrupção de viagem (750 €) Transporte ou repatriamento em caso de doença ou acidente (ilimitado) Transporte ou repatriamento em caso de morte (ilimitado) Bilhete de ida e volta para um familiar e respectiva estadia em caso de doença (65€ p/dia max:7 dias) Despesas médicas, cirurgicas e de hospitalização no Estrangeiro em caso de doença (10.000 € com franquia de 50€

Despesas médicas, cirurgicas e de hospitalização em Portugal em caso de doença (600 €) Continuação de tratamentos em Portugal em consequência de doença no doença no estrangeiro (600 €) Perda ou roubo de passaporte ou BI no estrangeiro (150 €) Serviço de intérprete telefónico (ilimitado) Envio de medicamentos para o estrangeir (ilimitado) Roubo, perda ou destruição de bagagem (500 €) Artigos de primeira necessidade (150 €) Equipamento de Surf Roubo, perda ou destruição (500 €) Atraso na entrega do equipamento de surf (superior a 12 horas, 200€ p/dia max 4 dias) Tudo isto por um seguro que custa 11,66 € por mês, exclusivamente para federados da FPS

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Vela

Breves 44º Troféu Princesa Sofia

João Rodrigues Termina Prestação Discreta na 2ª Posição O

de treino do português e que não poupa elogios ao atleta nacional: “Apesar de ter vencido não posso esquecer a presença do João Rodrigues. Foi o vencedor da primeira edição da Master Golden Series, tem centenas de pódios, venceu em todos os circuitos, várias presenças olímpicas, campeão da Europa, enfim, defrontar o João e conseguir ganhar-lhe é muito bom. É o meu ídolo de toda a vida”, refere Pastor.O andaluz Álvaro Rivera foi terceiro classificado.

Fotografia: Ignacio Baixauli / FVCV

veterano João Rodrigues marcou presença nas VI Master Golden Series Valencia em RS:X, que decorreram em Valência, Espanha. O velejador madeirense foi segundo classificado, sendo segundo nas seis regatas disputadas. Rodrigues, que iniciou há poucos meses a sua sétima campanha olímpica, um feito notável e sem paralelo no desporto nacional, foi batido apenas pelo espanhol, Ivan Pastor, actual número um do ranking mundial, um dos habituais companheiros

Fotografia: Jesús Renedo/SofiaMapfre

VI Master Golden Series Valencia RS:X

António Matos Rosa e Ricardo Schedel

A

dupla António Matos Rosa/ Ricardo Schedel, do Clube Naval de Cascais, foi a mais bem classificada entre os portugueses que marcaram presença no 44º Troféu Princesa Sofia, prova integrada na ISAF Sailing World Cup, que decorreu em Palma de Maiorca, Espanha. A jovem tripulação nacional da classe 470, foi 19ª classificada, numa prova que terminou com a vitória dos australianos Mat Belcher/ Will Ryan. Em Finn, Frederico Melo, tam-

bém do Clube Naval de Cascais foi 26º da geral. O triunfo foi de Giles Scott, da Grã-Bretanha, seguido do holandês Jan Pieter Postma e do esloveno Vasilij Zbogar. Eduardo Marques, da Associação Naval de Lisboa, foi o melhor em Laser Standard, alcançando o 59º lugar. Rui Silveira, do Clube Naval da Horta, foi 76º, enquanto Tiago Morais, do Clube Naval de Leça acabou em 98º. Luís Manso, do Clube de Vela Atlântico, foi 108º. O neozelandês Andy Maloney foi o vencedor.

XXIV Campeonato de Portugal de juniores e Absoluto

Os medalhados da VI Master Golden Series RSX1

Com Bênção da Chuva Divina

31º Lake Garda Meeting Optimist Class

Tiago Serra Brilha em Itália T iago Serra, actual bicampeão de Portugal de Juvenis, foi o melhor português no 31º Lake Garda Meeting Optimist Class, que decorreu no Lago de Garda, em Itália. A prova contou com a participação de mais de mil velejadores. Serra, do Clube de Vela de Lagos foi 10º da Frota de Ouro do grupo B, enquanto Rodolfo Pires, do Clube Naval de Portimão, terminou na 52ª posição. Na Frota de Prata, André Serra

e Tomás Quitéria, ambos do Clube de Vela de Lagos foram 16º e 21º, respectivamente. Na Frota de Bronze, Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, foi 16º e Mafalda Pires de Lima, do Clube de Vela Atlântico, acabou no 105º posto. Micaela Pereira foi 11ª na Frota Esmeralda. David Sousa, do Clube de Vela de Lagos foi 2º Frota Pérola e Mariana Viegas, também do Clube de Vela de Lagos foi 113ª.

Tiago Serra 56

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XXIV Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto, que decorreu em Viana do Castelo, disputou-se sob o signo do mau tempo, permitindo apenas regatas em dois dos quatro dias previstos. Em 420, título absoluto para João Pestana/Tomás Marques, do Clube de Vela Atlântico, seguido de Manuel Cunha/José Cunha, do Yate Clube do Porto e de Diogo Pereira/Pedro Cruz, do Clube Naval de Cascais, que conquistaram o ceptro júnior. No sector feminino, triunfo absoluto de Joana Azevedo/Marta Paquete, do Sport Club do Porto. Filipa Mariz/Marta Melo, do Clube de Vela Atlântico foram segundas e arrecadaram o título júnior. Enquanto Teresa Camelo/Helena Oliveira, do Clube Naval de Cascais, foram 3ª da geral e 2ª em juniores

Miguel Gomes, do Clube Naval de Sesimbra, venceu em Radial Masculino. Santiago Sampaio, do Clube Naval de Portimão, foi segundo em absoluto e ganhou nos Juniores e Pedro Roque, igualmente do Clube Naval de Portimão, foi terceiro. Carolina João, do Sport Algés e Dafundo, foi a 1ª feminina, seguida por Catarina Viegas, do Clube de Vela de Lagos e de Beatriz Lopes, da Associação Naval do Guadiana. Em 4.7, Tomás Martins, Sport Algés e Dafundo, superiorizou-se a João Rodrigues e Jack Cookson, ambos do Clube de Vela de Lagos. Marta Roque, do Clube Naval de Portimão, levou a melhor sobre Maria Pereira, do Sport Club do Porto e Rita Fiadeiro, do Clube Naval de Cascais.


Vela

Tiago e Rita Campeões de Portugal

Os Pódios Juvenis

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iago Serra, do Clube de Vela de Lagos, e Rita Lopes, do Sport Algés e Dafundo, sagraramse campeões de Portugal de Juvenis, em prova que decorreu em Viana do Castelo. O EDP – VIII Campeonato de Portugal de Juvenis, teve organização da Federação Portuguesa de Vela e do Clube de Vela de Viana do Castelo e contou a participação de 120 velejadores. As condições meteorológicas difíceis e a barra de Viana foram adversários de monta para a jovem frota nacional, impedindo a realização de regatas em dois dos quatro

dias previstos. Sem poderem ir para o mar, os 120 atletas cumpriram seis regatas na foz do Rio Lima, tendo Tiago Serra revalidado o título conquistado em 2012, em Leixões. O seu irmão André Serra, também do CVLagos, foi segundo classificado e Afonso Luz, do Clube de Vela da Costa Nova, fechou o pódio. No sector feminino, triunfo de Rita Lopes, do Sport Algés e Dafundo. Mafalda Pires de Lima, do Clube de Vela Atlântico e Francisca Pinho, do Sport Club do Porto, foram 2ª e 3ª classificadas.

1ª Prova de Apuramento Nacional da Classe Vaurien

O Tejo como Cenário O

Clube Náutico de Almada organizou no campo de regatas do Mar da Palha, no rio Tejo, a 1ª Prova de Apuramento Nacional da classe Vaurien. Com a participação de 10 tripulações representando diversos clubes do Norte e Centro do País, foram realizadas 5 regatas muito disputadas, com as tripulações Joaquim Fornelos/Pedro Ferreira, do Clube de Vela de Viana do Castelo, Alexandre Paulino/Luís Silva do Alhandra Sport Clube e Duarte Logarinho/Ricardo Cardoso, do Clube Naval Povoense, a discutirem entre si os lugares do topo da tabela em

todas as regatas. No final, a dupla Joaquim Fornelos/Pedro Ferreira, do CVVC foi a grande vencedora ficando os representantes do ASC e do CNP nos restantes lugares do pódio. Todos os participantes foram unânimes nos elogios à organização do CNA e à qualidade do campo de regatas que a cidade de Almada possui, todo o Mar da Palha. Para o Clube foi um importante teste na organização de provas com a complexidade deste tipo e um excelente prenúncio para o Campeonato Nacional de Snipe a realizar nos dias 8,9 e 10 de Junho.

Fotografia: Carlos Sequeira

EDP - VIII Campeonato de Portugal de Juvenis

III Torneio Caixa Geral de Depósitos

CNFunchal Domina Campeonato da Madeira Espectáculo no Mar da Palha Regata Cidade de Almada

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III Torneio Caixa Geral de Depósitos - 5.ª prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira disputou-se na baía do Funchal A prova contou com 65 velejadores, que disputaram 6 regatas, sob um vento de intensidade variável entre os 6 e os 14 nós. Realce para o triunfo de velejadores do Naval do Funchal em 5 das 8 classes em prova. Na classe Optimist Infantil, Gonçalo Gomes (Naval), venceu todas as 6 regatas disputadas, à frente de Vicente Câmara (ANM) e Francisca Silva (CTM), 2.º e 3.º classificados. Em Optimist Juvenil, venceu Pedro Abreu e Miguel Gomes, também do Naval, foi 2º. No 3.º lugar ficou Gonçalo Vieira (Iate Clube SC), enquanto Alice Marques (Naval), foi a melhor velejadora feminina, no 4.º lugar da geral. Na classe Laser 4.7 houve novo domínio navalista, com vitória de Pedro Correia, o seu colega Luís Fraga em 2º, enquanto Francisco

Gouveia (Iate Clube SC) foi 3.º . Na classe Access, apesar de toda a frota ser do Naval, em virtude de ser o único que desenvolve a vela adaptada na Madeira, verificou-se uma participação entusiasta. Élvio Barradas triunfou, António Calaça ficou em 2º, tendo António Nóbrega fechado o pódio no 3.º lugar. Na classe Bic Techno Juvenil, Artur Marques (Naval) venceu todas as regatas disputadas. No 2.º lugar ficou Margarida Rodrigues (CTM), enquanto David Santos (Naval) foi o 3.º classificado. Na classe Bic Techno Júnior, Tomás Silva foi o melhor do trio de participantes do CTM, tendo António Castro e João Machado obtido os 2.º e 3.º lugares. Na classe RS:X Júnior, Frederico Rodrigues (CTM) ganhou ao seu colega de clube Alexis Santos. Finalmente, na classe Raceboard Absoluto, Pedro Ideia (CTM) venceu, seguido por outros dois velejadores do CTM, Luís Rodrigues e Alberto Rodrigues.

N

uma organização do Clube Náutico de Almada, decorreu no passado dia 6 de Abril a Regata Cidade de Almada. Participaram quarenta e duas tripulações envolvendo mais de 250 velejadores repartidos pelas Classes ORC e ANC. A prova decorreu no campo de regatas do “Mar da Palha”, no rio Tejo. Com um dia de sol e vento moderado, reuniram-se as condições para uma boa prova que todos os participantes puderam desfrutar e proporcionou um belo espetacu-

lo a todos os que se deslocaram a Cacilhas neste bonito dia de primavera. Em ORC foram efectuados dois “Barlavento/Sotavento”. A vitória na divisão 450 foi para o XekMatt de José Carlos Prista, e na divisão 610 o vencedor foi o Pede Vento, de Rui Ferreira. Em ANC, na divisão A regata foi ganha pelo Atchim, de Luís Charola, na divisão B a vitória foi para o Fortunas, de Tomás Burguete, enquanto na D o vencedor foi o Match-2, de Luís Castel-Branco. 2013 Abril 316

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Notícias do Mar

Últimas 1ª Prova de Apuramento Nacional da Classe Sharpie 12m

Clássicos em Aveiro O

Sharpie Club Portugal, organizou no fim-de-semana, 13/14 de Abril, a 1ª Prova de Apuramento Nacional da classe Sharpie 12m. Foram seis os Sharpies que abriram a época 2013. O domínio de Francisco Cálão/Paulo Silva foi indiscutível, com três vitórias em outras tantas regatas, já a luta pelo 2º lugar da geral só ficou definida na última regata de Domingo. No Sábado, depois de ventos de 8/10 nós, este foi subindo até rajadas de 16 nós. Em virtude disso, Paulo Matos, virou-se e perdeu o leme, e Rafael Lopes com João Cavaz, aconteceu-lhes o mesmo, ficando fora da competição. Assim, Francisco Cálão era o 1º com uns confortáveis 3 pontos, seguido do seu irmão Bernardo Cálão a 4 pontos de diferença e de Nélson Machado a um ponto do 2º lugar. No Domingo as 3 regatas disputaram-se om o vemto a aumentar, com rajadas superiores a 20 nós. Bernardo Cálão venceu a primeira regata do dia. As duas regatas seguintes veriam de novo Francisco Cálão /Paulo Silva aproveitar da melhor forma as difíceis condições climatéricas, deixando para as duas outras equipas a luta pelo 2º lugar. E este viria a ser para a dupla Nélson Machado/José Gomes, que no final ficou com apenas 1 ponto de vantagem sobre Bernardo Cálão/Manuel Cálão.

Sport Lisboa e benfica Estreia-se na Vela

Gonçalo Pires/Miguel Nunes Assinam Pelo Benfica

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Sport Lisboa e Benfica contratou a dupla Gonçalo Pires/Miguel Nunes para integrar o projeto Benfica Olímpico. Os velejadores portugueses competem na classe 470 há apenas seis meses e conquistaram em fevereiro o campeonato de Portugal da classe, em Vilamoura. Miguel Nunes, tem um currículo invejável, onde se contam quatro diplomas olímpicos, dois títulos mundiais e um europeu, além de outros resultados de grande significado.

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Nesta nova aventura, o veterano Nunes conta com Gonçalo Pires ao leme. Apesar de muito jovem, o velejador algarvio apresenta alguns resultados importantes como ter sido vice-campeão de Portugal de Juvenis em 2009 ou o 10º lugar conquistado nos Jogos Olímpicos da Juventude. Em 2012, liderou o “ranking” nacional da classe 420. A contratação da tripulação de 470 marca a entrada dos chamados clubes grandes na Vela e vem alterar significativamente o panorama da modalidade.

Notícias do Mar n.º 316  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 316, Abril de 2013.

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