Pesca Desportiva
(parte alta da pedra) não é favorável para a pesca ao pargo, embora seja frequente a pesca de exemplares mais pequenos. Convém também perceber que o pargo é um predador e como tal espera pacientemente a altura ideal para atacar sem ser notado, pelo que a técnica utilizada deve ter sempre em conta a posição do barco em relação ao cabeço próximo e correntes.
Nas marés de lua, funciona melhor a técnica da chumbadinha
A pesca da moda A pesca à chumbadinha permite ao pescador uma maior liberdade, em consonância com o conhecimento do mestre/skipper, para saber a posição exata do cabeço, onde é o “fundão”, qual o tipo e consistência do fundo, para onde sobe ou afunda e qual a distância relativa e direção e, muito importante, se está a favor ou contra o cabeço em relação ao mesmo. Isto porque
Breve Apanhado - Na minha experiência pessoal, com pouca corrente deve ser utilizada a pesca ao pargo na vertical se o barco estiver fundeado. A pesca da chumbadinha é mais difícil e só funciona com pescadores muito experimentados, que chegam a usar 20 gramas de chumbo, o que demonstra a perícia e sensibilidade necessárias. Nestas circunstâncias já experimentei pescar à deriva com bons resultados; sem corrente e vento, deriva muito lenta e a chumbadinha trabalha. - Em qualquer circunstância, a zona em que o barco trabalhar deve ser a bordejar os cabeços, dando preferência às escarpas com coral a terminar em fundos de burgau ou concha/areão, sem lodo de preferência. - Nas marés de lua, com vento que deixe fundear ao lado dos cabeços - de forma a aproveitar a viragem da maré a trazer a corrente do cabeço para o barco -, funciona melhor a técnica da chumbadinha. - Nas marés de quarto de lua, com o barco bem posicionado na encosta e corrente nula, funciona melhor a pesca na vertical e a chumbadinha com chumbo leve, na descida, para o lado afastado do cabeço. - Com o mar demasiado parado (ausência de corrente e vento), a melhor técnica é a deriva com chumbadinha, sempre a bordejar os cabeços. - Na minha opinião as profundidades ideais para procurar bons exemplares são entre os 58 e 95 metros, dependendo da textura dos fundos. - O isco principal para mim é a sardinha fresca, camarão, cavala apanhada no pesqueiro (iscada em filetes ou viva) e carapau vivo (pequeno). - Procurar sempre os vales entre cabeços bordejados por fundo de coral é fundamental. Para acabar... Para finalizar resta apenas referir mais uma coisa que deixa os menos experimentados nestas lides um pouco desnorteados, falo das melhores épocas do ano para se pescarem pargos, independentemente da técnica que viermos a optar. Reforço que me vou cingir apenas à minha zona de “autoridade” e que é a zona de Cascais, mais especificamente a zona da Marateca ou Montanhas de Camões, como são também conhecidas. Não sei se poderemos generalizar para toda a costa atlântica ocidental portuguesa, mas deve falhar por muito. - Abril a junho (muito bom) - Julho a agosto (difícil por causa do vento e pargos mais espalhados; melhores resultados mais junto da costa. - Setembro a janeiro (muito bom mas depende das condições atmosféricas) - Fevereiro e março (muito mau; período de desova e pouca atividade geral) A melhor época para o pescado pargo é a de Abril a Junho
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2012 Junho 306