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Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race


Vela

O Sublime Encanto de Lisboa

Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

Volvo Ocean Race

Lisboa foi palco de uma regata da Volvo Ocean Race

A marcar as celebrações do Dia de Portugal, a frota da Volvo Ocean Race iniciou a rota da etapa oito da regata à volta ao mundo no rio Tejo.

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da Câmara Municipal de Lisboa, viveram a bordo dos veleiros Abu Dhabi Ocean Racing e CAMPER/ETNZ a incrível emo-

ção de um momento histórico para a capital portuguesa, que sediou pela primeira vez uma escala deste que é considerado

Fotografia: Paul Todd/Volvo Ocean Race

ex-futebolista Luís Figo e Manuel Salgado, vice-presidente

O Groupama lidera a classificação geral

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um dos cinco mais importantes eventos desportivos do mundo - a par dos Campeonatos da Europa e do Mundo de Futebol, Jogos Olímpicos e Ryder Cup (golfe). Figo e Salgado tiveram de saltar para a água depois da rondagem da bóia em frente ao Terreiro do Paço, antes que a frota acelerasse rumo ao oceano Atlântico com o veleiro norte-americano PUMA a liderar o ritmo. A rota de 1940 milhas até Lorient (França) será uma das mais emocionantes da volta do mundo, pois quatro equipas estão na luta para conquistar a liderança da classificação geral – Groupama, Team Telefónica, Puma e CAMPER/ETNZ -, com uma margem de apenas 21 pontos entre todas. As tripulações percorreram cerca de quatro milhas entre as bóias de sinalização de percurso no rio Tejo desde a largada em frente à Marina de Pedrouços, sede da escala do evento em Lisboa. Ao sinal de largada - accionado pelo Presidente da


Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

Vela

Na regata Oeiras In-Port Race o Groupama bem destacado à frente

Lagos, promotor da escala portuguesa -, os norte-americanos do PUMA avançaram com velocidade, apesar da corrente contrária e dos ventos instáveis

do quadrante norte. Os franceses não largaram bem, nem os

espanhóis do Team Telefónica e menos ainda a equipa do

Fotografia: Paul Todd/Volvo Ocean Race

República, Cavaco Silva, ao lado dos presidentes da Câmara Municipal de Lisboa e de Oeiras, António Costa e Isaltino Morais, e o empresário João

Fotografia: Paul Todd/Volvo Ocean Race

Os Optimist também participaram na festa

Muita luta na regata Oeiras In-Port Race

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Fotografia: Maria Muñia

Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

Vela

Team Telefonica está em 2º

Cavaco Silva e esposa, João Lagos, Isaltino de Morais e António Costa aplaudem os vencedores à chegada

O público a assistir à regata

Fotografia: Volvo Ocean Race

Fotografia: Paul Todd/Volvo Ocean Race

O Groupama venceu a regata Oeiras In-Port Race

A Sonhar com a Sede e um Barco Português

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isboa quer ter a sede da Volvo Ocean Race em vela e aproveitar as instalações da Doca de Pedrouços como base de treinos de regatas oceânicas, disse à agência Lusa o coordenador geral do projecto, José Carmona Santos.“Quando apresentámos uma candidatura para a Volvo Ocean Race foi pensado para seis edições, três com passagem em Portugal e três como sede da Volvo Ocean Race. E o uso dessas infraestruturas para base de treinos de regatas oceânicas, para as equipas poderem vir aqui treinar”, explicou o responsável da Lagos Sports, promotora da escala portuguesa da maior regata de circum-navegação à vela. José Carmona Santos deu como exemplo a experiência do Abu Dhabi Ocean Racing, vencedor da sétima etapa da prova, que esteve a estagiar em Cascais e a treinar no Tejo durante o último verão, antes do arranque da regata em Alicante, Espanha, a 5 de novembro.

Lisboa quer ser sede da Volvo Ocean Race

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“Nós tivemos o exemplo do barco que ganhou aqui, o Abu Dhabi, que esteve a treinar em Cascais e que ganhou em casa, como o ‘skipper’ Ian Walker disse, e não havia espaço em Lisboa para mais barcos, porque havia outras regatas lá a decorrer”, sublinhou. O diretor do “stopover” de Lisboa lembrou que, “neste momento, já há uma base e agora faltará construir mais algumas infraestruturas, para que os veleiros possam treinar em permanência em Lisboa.” A conquista da sede da VOR “é um objetivo” assumido pela organização da escala de Lisboa e agora definitivamente potenciado, depois de Lisboa ter mostrado “ser capaz de fazer o melhor ‘stopover’” da 11.ª edição. O lançamento de uma campanha exclusivamente lusa, ou numa primeira fase “mista”, com outro país, é outro objetivo da organização portuguesa.

A Volvo Ocean Race no Tejo pode voltar

Abu Dhabi Ocean Racing, que teve um problema técnico com a vela de proa, o que entretanto não comprometeu a performance do skipper Ian Walker que conseguiu navegar mais junto à margem sul e alcançar o terceiro lugar na frota. A passagem sob a Ponte 25 de Abril foi mais uma vez emocionante e a rondagem da bóia em frente ao Terreiro do Paço marcou o ponto alto da estadia da frota na histórica capital portuguesa que atraiu mais de 180.000 pessoas. As imagens de Lisboa foram transmitidas em directo para o mundo inteiro através do website do evento, que conta com uma audiência que ultrapassa já mil milhões de pessoas. O skipper Ken Read aumentou ainda mais a vantagem no percurso no rio Tejo, enquanto os principais adversários – CAMPER/ETNZ, Groupama e Team Telefónica debatiam-se com ventos mais fracos. «Vamos agora acelerar o mais que pudermos, pois temos boas hipótese de conquistar a vitória


Vela

Team Puma é o 3º classificado

Abu Dhabi faz História O

Abu Dhabi venceu a sétima etapa da 11.ª da Volvo Ocean Race, que ligou Miami a Lisboa. Este foi o primeiro triunfo do “skipper” britânico Ian Walker em regatas oceânicas, mas os franceses do Groupama assumiram a liderança da classificação geral. O Groupama, do francês Franck Cammas, soma agora 183 pontos, roubando o comando da tabela aos espanhóis do Telefónica, de Iker Martinez, que tiveram despique emocionante com o CAMPER pela quarta posição na etapa. O Abu Dhabi cumpriu as 3.590 milhas náuticas (cerca de 6.500 quilómetros) entre Miami e Lisboa em 11 dias, quatro horas, 23 minutos e 53 segundos, somente menos seis minutos do que o Groupama, tendo chegado à capital portuguesa perto das 22:30 de quinta-feira. Já quase à 01:00, o Puma, do “skipper” norte-americano Kenny Read, conseguiu a terceira posição, com os respetivos 20 pontos, e soma 171 na geral. Mais atrasada estava a equipa chinesa do Sanya, que chegou a Lisboa de madrugada. Após o triunfo na regata costeira de Miami, Estados Unidos, onde se iniciou a sétima etapa no passado dia 20 de maio,

o Abu Dhabi passou a somar 104 pontos, mas continua na penúltima posição. “Começámos bem esta etapa. Ganhámos a ‘in-port’ em Miami, que sempre foi um talismã para mim, mas Lisboa sempre foi a nossa casa. Estivemos a treinar aqui em Cascais durante seis ou sete semanas no verão. Passámos um tempo fantástico em Cascais. Velejámos no rio muitas vezes para preparar exatamente este momento e tudo isso ajudou”, afirmou o duas vezes medalhado olímpico ainda a bordo do Abu Dhabi, logo após chegar a Lisboa. A chegada do barco do falcão foi saudada por vários milhares de pessoas na Doca de Pedrouços e por um colorido espetáculo de fogo-de-artifício, tendo sido esperado no Tejo por algumas dezenas de iates. A equipa do Abu Dhabi, que perdeu o mastro na primeira etapa e abandonou a quinta devido a uma avaria, treinou em Cascais durante o último verão e a experiência acumulada na costa portuguesa terá sido fundamental para fugir à perseguição do Groupama nas últimas milhas antes da meta em Lisboa.

Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

Fotografia: Laura Martinez/Volvo Ocean Race

Franceses Conquistam a Capital O Groupama venceu a Oeiras In-Port Race da Volvo Ocean Race Lisboa em vela e aumentou para oito pontos a vantagem sobre os espanhóis do Telefónica na classificação geral. A equipa de Franck Cammas soma 189 pontos contra os 181 do Telefónica, de Iker Martinez, tendo precisado de 61.22 minutos para completar o percurso em vaivém entre Pedrouços e o Terreiro do Paço e uma “banana” mais pequena, quase em frente à Torre de Belém. O Puma ficou na segunda posição da Oeiras In-Port Race da etapa de Lisboa, com mais 22 segundos e cinco pontos, seguido do CAMPER, a 1.08 minutos e quatro pontos, Abu Dhabi, a 1.46 e três pontos, Team Sanya, a 3.28 e dois pontos, e Telefónica, a 4.17 e um ponto. Na classificação geral, o Groupama lidera com 189 pontos, o Telefónica soma 181, o Puma 176, o CAMPER 166, o Abu Dhabi 107 e o Sanya 34. A regata foi disputada com vento médio de sudeste (16 a 18 nós), tendo proporcionado imagens de rara beleza, com a zona histórica de Lisboa em pano de fundo, enquadrada pelo Cristo Rei, a Ponte 25 de Abril e dezenas de embarcações, entre as quais os navios escola Sagres e Creoula.

Fotografia: Ian Roman/Volvo Ocean Race

na classificação geral», disse o o timoneiro norte-americano, com 176 pontos na tabela geral, cinco pontos a menos que o Team Telefónica, em segundo lugar, e a 13 pontos dos líderes franceses. Com a previsão de ventos médios até à aproximação aos Açores, a frota deve registar dois dias de navegação até esta marca de passagem obrigatória. Ventos fracos na área podem comprimir a frota e marcar o recomeço da rota. Mas a partir daí, uma frente fria poderá trazer ventos muito fortes para o restante trecho até ao porto francês de Lorient. A duração da etapa está estimada em sete dias. O final da VOR será em Galway, Irlanda, no início de Julho.

Luís Figo no Abu Dhabi, antes de saltar para a água

Taem Abu Dabhi venceu a etapa Miami a Lisboa

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Vela

Notícias da Federação Angolana de Desportos Náuticos

Dois Veleiros Angolanos na Regata Cape Town - Rio 2014

A Federação Angolana de Desportos Náuticos, na modalidade de Vela, registou as duas primeiras inscrições de embarcações de vela oceânica, os veleiros Mussulo III e o Bille, para a participação na Regata Cape 2-Rio, em representação do Clube Naval de Luanda.

Bille

A

mbos os veleiros são Bavaria Cruiser 55, actuais topos de gama da marca. O MUSSULO III tem como proprietário o Prof. Dr. José Guilherme Mendes Pereira Caldas que é igualmente o skipper, enquanto que o BILLE é propriedade de Luís Manuel Correia da Silva, que também é o skipper do barco.

Pereira Almeida “Nico” em representação da Vela Angolana, viajou para a cidade de Cap Town e fez a entrega no passado dia 6 de Abril, das respectivas inscrições ao Comodoro do Royal Cape Yacht Club, John Martin. O Comodoro John Martin, que já fez duas voltas ao mundo em solitário, ficou visivelmente comovido pelo facto das duas

Mussulo III

primeiras inscrições serem de Angola e de África, tendo manifestado palavras de apreço e entusiasmo para com Angola e em especial para os jovens velejadores angolanos que vão participar na regata. A largada desta regata está prevista para o dia 4 de Janeiro de 2014 A Regata da Cidade do Cabo até ao Rio de Janeiro é consi-

derada a maior regata oceânica do Hemisfério Sul, numa distância com mais de 3.400 milhas em linha reta. A última edição desta prova decorreu em 2011 e teve como veleiro vencedor, ao fim de 17 dias de regata, o “City of Cap Town”, comandado por Gerry Hedie e com uma tripulação formada por sul-africanos e brasileiros.

Troféu EDP 2012

Vela Ilumina o Tejo ma frota de 89 barcos marcou presença, no Dia de Portugal, no Troféu EDP 2012, prova realizada no Rio Tejo e organizada pela Associação Naval de Lisboa. Em ORC 610 o Wahoo, de Filipe Penaguião foi o vencedor, seguido do Pede Vento, de Rui Ferreira e do Ideia Fixa, de Fernando Barros. O Funbel, de António Noronha foi o primeiro em ORC 450. Project 02, de Rui Ferreira e Atria 45, de João França foram segundo e terceiro, respectivamente. Em ANC A+E, triunfo do Radical III, de Miguel Mourão, com o Obbi, de Ruy Ribeiro e o Sete Mares, de Luís Soares, a fecharem o pódio. Em ANC B, vitória do Complot II, de Raul Xavier. O B2, de Miguel Rocha e o Dharma, de Paulo Catarino, foram 2º e 3º. Finalmente, em ANC D o Match 2, de Luís CastelBranco, o Blangai, de Nuno Alves e o Cocoloco, de Pedro Rodrigues, foram os três primeiros.

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Fotografia: DR

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Vela

Breves Campeonato do Mundo de Laser Radial

Campeonato Nacional de Vaurien

Sara Carmo Aquém Domínio Vilafranquense O das Expectativas S

ara Carmo terminou o Mundial de Laser Radial na 94ª posição. A prova, realizada em Boltenhagen, Alemanha, não correu de feição à velejadora nacional que estará os Jogos Olímpicos de Londres de 2012. Sara Carmo teve prestação menos positiva no Mundial

de Laser Radial e terminou o campeonato no 94º lugar (27ª do grupo prata). A lituana Gintare Scheidt, mulher famoso velejador brasileiro Robert Scheidt, sagrou-se campeã do mundo. A prata foi para a chinesa Lijia Xu e o bronze seguiu para a finlandesa Sari Multala.

Campeonato Nacional da Classe Vaurien 2012 teve lugar em Lagos organizado pelo Clube de Vela local. A dupla Alexandre Paulino/ Luís Silva da União Desportiva Vilafranquense sagrou-se Campeã Nacional Absoluta e Master da classe Vaurien, sendo ainda 1º no Ranking nacional da classe.

Joaquim Fornelos/Marta Fornelos, do Clube de Vela de Viana do Castelo foram segundos classificados, enquanto Paulo Prazeres/Ricardo Ferreira, do Grupo Desportivo da Cimpor quedaram-se pelo terceiro posto. No total, marcaram presença 16 tripulações e foram disputadas 9 regatas.

Campeonato do Mundo de 470

Boa Prestação de Marinho e Nunes lvaro Marinho/Miguel Nunes terminaram na 13ª posição o Mundial de 470, que decorreu em Barcelona, Espanha. António Matos Rosa/ Ricardo Schedel foram 46º e João Villas-Boas/Paulo Manso acabaram em 87º. Álvaro Marinho/Miguel Nunes não completaram a última regata do mundial de 470 e caíram para a 13ª posição da geral. Os australianos Mathew Belcher/Malcolm Page sagra-

ram-se campeões do mundo (3º título mundial para Belcher e 6º para Page), seguidos dos franceses Pierre Leboucher/ Vincent Garos e dos croatas Sime Fantela/Igor Marenic. Na Frota de Prata, António Matos Rosa/Ricardo Schedel foram 8º na última regata do campeonato e acabaram no 46º lugar. No grupo de bronze, João Villas-Boas/Paulo Manso quedaram-se pelo 87º posto da geral.

Fotografia: DR

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Troféu Santa Joana Princesa

Serafim Gonçalves Triunfa em Aveiro S

erafim Gonçalves averbou mais uma vitória, ao alcançar destacado, o primeiro lugar da geral no Troféu Santa Joana Princesa. O Troféu foi disputado no interior do porto de Aveiro, por iniciativa do Sporting Clube local. O velejador recentemente sagrou-se Campeão Regional Absoluto do Norte, em representação do Clube Naval Povoense/Bicasco Além do triunfo, o quinto alcançado na presente época e

o quarto consecutivo, o laserista do clube poveiro exerceu total supremacia sobre os demais concorrentes, impondose nas 3 regatas realizadas. Em face disso, o novo detentor do ceptro nortenho conseguiu o primeiro lugar do pódio com margem bastante folgada (3 pontos, ou seja, 4 pontos menos), à frente de Pedro Martins, da NADO (foi 2.º com sete) e Manuel Machado, do Clube de Vela da Costa Nova, terceiro, com nove. 2012 Junho 306

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Notícias do Mar

Feira Náutica do Tejo

Um Convite para Continuar A 1ª Feira Náutica do Tejo que decorreu entre os dias 31 de Maio e 3 de Junho nas instalações do Centro Náutico de Algés, num amplo espaço e mesmo junto ao rio, deixou como indicador que pode vir a ser um grande evento no futuro como feira da Primavera/Verão, pois tem boas condições para dar aos expositores e para receber o público.

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Engª Natércia Cabral, presidente da Administração do Porto de Lisboa, depois de cortar a fita da inauguração

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esponderam à iniciativa, lançada pelo Centro Náutico de Algés, 52 empresas cobrindo um vasto leque de actividades económicas do sector da náutica de recreio. Estavam em exposição motores interiores e motores fora de borda, embarcações a motor e à vela, motas de água, canoas, equipamentos náuticos, construção e reparação de velas, acessórios, equipamentos electrónicos e escolas de formação náutica. Havia também embarcações usadas à espera de novos donos. O interesse dos expositores por uma Feira nesta altura do ano, já vem de muito tempo e realizaram-se até algumas no Algarve, aproveitando os feriados e as pontes. Mas em Lisboa nunca. Há muito que se sabe que a actividade da náutica de recreio em Portugal inicia-se cada vez mais perto do Verão e quando os Invernos são mais rigorosos e a


Notícias do Mar

Primavera também não aquece, ninguem pensa em barcos. Por isso, a ideia do Centro Náutico de Algés foi tão bem acolhida. O tempo aqueceu, a promoção da Volvo Ocean Race em Lisboa, que decorreu mesmo ao lado era outro factor a ter em conta para chamar também o público à Feira Náutica. Outro dos argumentos, era a entrada livre sem pagamento de qualquer bilhete e igualmente o estacionamento gratuito, num parque fechado e com seguranças. Dos expositores com quem falámos, todos disseram que o local onde decorreu a Feira Náutica, junto ao rio e com a possibilidade de se colocarem embarcações na água e de se poderem fazer “test drives” é excelente. Quanto às datas, as opiniões divergem, mas o mês de Maio é mais consensual. Também pensam que este evento deverá realizar-se igualmente no próximo ano e firmar-se futuramente como uma boa oportunidade de negócios para o sector e a possibilidade do público encontrar ainda a tempo o barco e os equipamentos que vai levar para as férias. No acto solene da abertura, registamos que a inauguração desta primeira Feira Náutica do Tejo foi feita pela Eng.ª Natércia Cabral, presidente da Administração do Porto de Lisboa. Ouvimos ainda o Eng.º Martinho Fortunato, da administração do Centro Náutico de Algés, que nos disse: “Estamos muito satisfeitos porque organizámos esta Feira em muito pouco tempo e tivemos uma excelente aderência de expositores. Ainda nada decidimos, sobre a continuidade desta nossa iniciativa. Mas é muito provável que Feira Náutica do Tejo passe a ser um evento anual nesta altura do ano.” 2012 Junho 306

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Náutica Teste - Capelli Cap 25 WA com Novo Honda BF250

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Boas Performances de um Pequeno Cruzeiro Costeiro

Foi nas águas de Cascais que testámos o novo Honda BF250, um motor há muito esperado, agora o topo de gama da marca japonesa, pioneira dos motores a 4 tempos. Serviu de teste o Capelli Cap 25 WA, uma embarcação polivalente do tipo “Day Cruiser” e desenvolvida também para o pequeno cruzeiro ao longo do litoral.

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O casco tem um V profundo

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estaleiro italiano Capelli, que tem a Porti Nauta do Grupo Angel Pilot como representante exclusivo para Portugal, constrói a gama Cap, embarcações em fibra, e a gama Tempest, barcos semi-rigidos. No total são cerca de 50 modelos desde os 2,20 metros de comprimento, os barcos tender, até aos 9,70 metros, embarcações do tipo “Sport Cruiser”. O convite para os testes feitos a partir da Marina de Cascais partiu da Honda Marine, que montou, para o efeito, uma base de apresentação do novo motor a todos os seus concessionários e à imprensa especializada.


Náutica

O posto de pilotagem e a entrada da cabina Capelli Cap 25 WA

Em virtude das características que oferece, o Cap 25 WA parece um barco maior com uma utilização muito versátil. O Cap 25 WA é uma embarcação elegante e compacta que apresenta um estilo marinheiro, com uma borda alta e segura, a proa termina num púlpito, tem uma forma deflectora e o casco é em V profundo. No Cap 25 WA destaca-se a organização dos espaços, o amplo equipamento com que foi dotado e sobretudo, a ergonomia e design do equipamento e o seu excelente acabamento. Foi assim desenvolvido um programa para um barco com cerca de 7 metros, no qual se

introduziram uma série de inovações que permitiram a utilização do barco com uma notável polivalência. Não foi esquecido neste modelo a facilidade de circulação e o conforto dos ocupantes, com confortáveis bancos e uma ampla e bem equipada cabina. É fácil entrar no barco pela popa a bombordo e passar do poço para a proa, bem como entrar para a cabina por dois degraus bem posicionados. Podemos considerar no Cap 25 WA, três áreas distintas. A principal é o posto de pilotagem em conjunto com o poço, que constituem a zona de comando e de convívio, onde se passam mais horas. À frente fica um amplo e confortável solário que ocupa todo o espaço e permite estar-se recostado também,

a apanhar os banhos de sol e no relax. A cabina é neste barco muito importante, pois está equipada para permitir com conforto um casal pernoitar num fim-de -semana, ou mesmo em férias, dispondo de um banco em U convertível em cama, tem ainda um lavatório, móvel com frigorífico e um quarto de banho com wc marítimo. A cabina tem uma vigia lateral e uma escotilha no tecto. Podemos dizer que no Cap 25 WA não há espaços por aproveitar, pois existe sempre em qualquer recanto um equipamento disponível para se usar, ou um compartimento para arrumações. Protegido por um para-brisas arredondado em vidro acrílico, o posto de comando destacase neste barco, sobretudo pela

O novo Honda BF250 equipava o Capelli Cap 25 WA

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Náutica

A curvar com muita segurança

facilidade de manuseamento do equipamento que comporta, e também pelo design moderno, elegância e ergonomia do painel de instrumentos. Para a condução de pé, o piloto dispõe de um banco encosto, mas pode conduzir sentado com os pés assentes num apoio em madeira. Sob o assento do

piloto existe um fogão e um lavatório e de lado, bem á mão, encontra-se um compartimento com o extintor. O poço tem à popa um banco corrido estofado com lugar para quatro pessoas. Uma das inovações neste barco é a mesa rebatível e em madeira que existe nas costas do assento

À proa encontra-se um solário

Posto de comando

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do piloto e que facilmente se levanta e desce para utilizar nos piqueniques, em vez da mesa clássica com um pé metálico, que vai guardada e tem de ser montada quando é necessário. Existem seis encaixes no topo do assento e junto à mesa, para colocar as bebidas, copos ou garrafas. A borda do poço é guarnecida em madeira de teca e por baixo dispõe de transportadores de canas. Sob o banco da popa existe um enorme porão onde se podem guardar todos os estofos e arrumar a palamenta. Depois dos banhos de mar e dos mergulhos, junto à popa existe um chuveiro de água doce, para tirar o sal. Entre os muitos equipamentos standard e opcionais que o Cap 25 WA dispõe, salientamos também o bimini, importante para proteger o poço do sol.

Motor Honda BF250 O novo Honda BF 250 foi desenvolvido a partir do bloco motor do BF225, ao qual aumentou-se a cabeça do motor que passou a dispor de maior cilindrada, com 3.583 cm3. Assim, é um motor V6 com 24 válvulas, (SOHC), que apresenta um novo conceito de estilo, com um design estético, de aspecto esguio, devido ao desenho da admissão directa das entradas de ar no capot. Uma nova geração de motores fora de borda Honda é lançada agora pela nova cor Prata Aquamarine e novos gráficos. O novo Honda BF250 responde perfeitamente ao conceito de produto e de objetivos criado pela marca japonesa, alargar a gama de alta potência através da incorporação de tecnologia exclusiva Honda, conseguir o melhor resultado na sua classe e reforçar e expandir a gama existente. Quanto ao desempenho, conseguiu-se um arranque soberbo, elevada potência durante todo o regime de rotação e excelente manobrabilidade. Também uma relação de transmissão mais baixa, 2.0 e uma nova caixa de engrenagens, mais hidrodinâmica, marca um importante ganho neste motor. O esforço de engrenagem foi ainda mais reduzido graças à introdução do novo sistema de controlo e Redução da Carga de Engrenagem. No que respeita à eficiência de combustível, obteve-se a melhor economia da sua classe em velocidade de cruzeiro, eficiência hidrodinâmica e custos de operação reduzido.

No poço o banco à popa tem uma mesa de piquenique rebatível


Náutica

Na cabina existe um quarto de banho

Em virtude das suas características, o Honda BF250 está dirigido ao mercado do cruzeiro para embarcações semi-rígidas de passeio, barcos “day-cruiser”, pesca offshore, e também semirígidos de velocidade. Para o mercado profissional, o Honda BF250 destina-se a equipar embarcações de patrulha da guarda costeira, vigilância oceânica, barcos de apoio a regatas e para o transporte

de lixo. Este motor, como todos os outros da nova geração Honda, tem a ligação NMEA2000, que oferece a possibilidade de ver os dados dos equipamentos eletrónicos de bordo e os dados de funcionamento do motor num display. O Honda BF250 tem 3 anos de garantia e apresenta-se ao mercado como o 250 HP mais barato, no preço de venda ao público.

Frigorífico e lavatório à entrada da cabina

Desempenho marinheiro e boas performances em Cascais Na baía de Cascais, no dia do teste, não havia vento mas o mar estava com ondulação ligeira, permitindo testar as velocidades e também o desempenho do barco em condições de mar que exigem um casco adequado. O Capelli Cap 25 WA tem o casco com um V profundo, é um

barco compacto com o peso de 1.800 Kg e agarra-se bastante à água. As performances que conseguiu foram notáveis, especialmente na descolagem da água no arranque, onde as características do Honda BF250 com a tecnologia BLAST, se impuseram. Assim em apenas 1,89 segundos o barco já planava. Também a aceleração até às 5.000 rpm em 13,60 segundos e o Capelli a atingir 30 nós, mostrou o poder de aceleração do motor.

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Náutica

O Capelli Cap 25 WA fez excelentes performances com o Honda BF250

As características do casco que apontámos, também serviram para confirmar que o barco plana no mínimo de velocidade a 11,5 nós. Quando acelerámos ao máximo, às 6.000 rpm, atingimos os 41 nós. Realçamos, sobretudo, a velocidade de cruzeiro económica e rápida, que fizemos a 24/26 nós às 4.000 rpm. A navegar contra a ondulação,

o barco teve um comportamento que evidenciou a sua robustez e a passar as vagas cortava a água sem aquelas pancadas secas que incomodam. Devido a isso, conseguimos navegar a 30 nós com todo o conforto e com segurança. E quando algumas vezes o barco saltou nas ondas, caiu sempre direito, mostrando bem as suas características marinheiras. Também vimos que o casco

deflete bem a água e por isso não saltaram pingos para o poço, que chegou no final seco. rpmO piloto vai bem encostado e tem uma excelente posição de condução em pé e também sentado. Destacamos que a di-

recção é bastante leve e segura, permitindo conduzir o barco sem esforço. Para concluir, realçamos a enorme polivalência deste Cap 25 WA, com características adequadas para navegar no mar com segurança e comodidade e permitir a sua utilização em diversos usos aquáticos, como a pesca, o mergulho e o esqui. Com a grande vantagem de ter acomodação para duas pessoas passarem um fim-de-semana ou umas pequenas férias em pequeno cruzeiro e fazer os passeios familiares com piqueniques e ainda dar uns bons mergulhos ou tomar banhos de sol. No que respeita ao Honda BF250 que tinha montado, O Cap 25WA correspondeu com um desempenho performante às solicitações do motor e este ofereceu aos ocupantes uma navegação com um trabalhar muito silencioso.

Características Técnicas Comprimento

7,35 m

Boca

2,50 m

Peso

1.800Kg

Depósito de combustível

290 L

Depósito de água doce

70 L

Lotação

9

Potência máxima

300 HP

Motor

Honda BF250

Preço base barco/motor s/IVA

59.700 e

Performances

Banco encosto do piloto

A mesa de piquenique

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Tempo para planar

1,89 seg

Aceleração às 5.000 rpm

30 nós 13,60 seg.

Velocidade máxima

41 nós 6.000 rpm

Velocidade de cruzeiro

24/26 nós 4.000 rpm

Mínimo a planar

11,5 nós 2.800 rpm

3.000 rpm

12,8 nós

3.500 rpm

18 nós

4.000 rpm

24 nós

4.500 rpm

29,4 nós

5.000 rpm

34 nós

5.500 rpm

38 nós

6.000 rpm

41 nós

Importador Exclusivo / Distribuidor Porti Nauta, Lda – Complexo dos Estaleiros Navais, Bloco B armazém 8, 8400-278 Parchal Lagoa Tel.: 282 343 086 www.angelpilot.com/portinauta.com Honda Marine – www.honda.pt


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Náutica Honda BF250

As Tecnologias Honda Incorporadas O novo Honda BF250 inclui as mais modernas tecnologias desenvolvidas pelos engenheiros da Honda e que foram aplicadas com êxito nos motores de média e alta potência da nova geração da marca.

Sistema de ar de refrigeração do motor Sistema VTEC

VTEC VTEC é o sistema do controlo electrónico do comando e abertura variável das válvulas. Este sistema, aplicado igualmente nos automóveis de alta competição e que nunca teve qualquer avaria, altera o comando e a elevação das válvulas, de acordo com as condições de funcionamento, gerando uma curva de binário mais ampla e mais plana, desde a baixa a alta rotação, com maior saída de potência a alta velocidade. Sistema de Admissão Directa do Ar O Sistema de admissão Directa de Ar foi concebido para reduzir a temperatura do ar da admissão, o que aumenta o volume do ar que entra para o motor, provocando um aumento de mais potência. O novo design do Sistema de Ad-

missão Directa de Ar permite aspirar ar do exterior de forma mais directa para dentro do motor, para a máxima eficiência volumétrica e maior potência do motor. O ar exterior aspirado para dentro do capot é mantido a uma temperatura baixa e a humidade é retirada. V A I S Sistema de Admissão Variável do Ar O Sistema de Admissão Variável do Ar, variando o comprimento da conduta de admissão do ar, aumenta a potência a alta rotação, melhora o funcionamento geral e ajuda a aumentar o binário a baixa rotação. Prémio de inovação IBEX em 2011 Sistema de Ar de Refrigeração

do Motor A ventoinha de refrigeração accionada pela cambota aspira ar através do compartimento do motor e expele o ar quente pela parte superior do capot. Este sistema não só assegura o máximo de refrigeração no compartimento do motor, como também no Sistema de Admissão Directa de Ar. Silenciador do Tipo Interferência Foi adicionada uma câmara (ramal lateral) à passagem de admissão do ar. As ondas sonoras são forçadas a interferir umas com as outras, reduzindo o ruído da admissão do ar. As ondas sonoras ao baterem umas nas outras, anulam-se e o ruído da admissão do ar é suprimido. Redução do Esforço

Sistema de admissão directa do ar

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de Engrenagens Neste sistema, a ECU (unidade de controlo do motor) altera o ponto de ignição do motor, o que modifica o binário do motor durante a utilização das mudanças pelo operador da embarcação, permitindo reduzir o esforço de engrenagem. PGM-Fi Injecção Programada de Combustível A Injecção Sequencial de Combustível oferece um arranque fácil e seguro, respostas instantâneas ao acelerador e superior eficiência de combustível. O controlo de precisão da injecção de combustível, através da unidade electrónica de controlo, ECU, permite um superior controlo da combustão, aumentando igualmente a performance do arranque. O sistema tem um novo Sensor O2 com melhor resistência à água.

Silenciador do tipo interferência


Náutica

Blast binário aumentado a baixa rotação

Sistema Regulável de Ralenti-Carga O motor tem um alternador de elevada potência, 90 amperes, para corresponder aos requisitos de consumo dos equipamentos eléctricos habitualmente instalados. Mas foi desenvolvida e incorporada uma função nova, um sistema ajustável de carga ao ralenti. Quando a potência de carga da bateria se tornar insuficiente devido ao aumento da carga, a rotação do ralenti sobe automaticamente para aumentar a potência de carga. Quando se engrena uma mudança, o controlo é interrompido e a rotação do motor é reduzida. Inovação com prémio IBEX em 2011

reduzido em velocidades constantes numa gama específica de cruzeiro.

ECOmo, motor de economia controlada

Em modo ECOmo, o motor funciona numa relação ar/combustível pobre (18/1).

A relação ar/combustível é controlada pela ECU, com base em informações recebidas do sensor O2

BLAST Binário Aumentado a Baixa Rotação Ponto de ignição controlado aumenta o binário do motor durante as acelerações rápidas, reduzindo o tempo necessário para a embarcação planar. Esta tecnologia, exclusiva da Honda, obtém arranques explosivos para as embarcações planarem de imediato. ECOmo Motor de Economia Controlada Tecnologia de combustão pobre de segunda geração, para obter óptima economia de combustível, com um consumo especialmente

PGM-Fi Injecção programada de combustível

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Náutica Teste - San Remo 900 Pro com Honda BF250

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Barco Robusto e Rápido Para o Cruzeiro ou para a Pesca

Fizemos um teste, no passado dia 11 de Maio em Isla Canela, no sul de Espanha, ao San Remo 900 Pro, equipado com o novo motor Honda BF250, que resultou em prestações com boas performances e a evidência da robustez do barco.

O

teste que efetuámos a partir da marina de Isla Canela, foi feito a convite do estaleiro Riatlante, que tem já uma frota de cerca de 40 embarcações

vendidas a clientes espanhóis do sul e estão espalhadas pelas marinas da Andaluzia, confirmando bem o interesse deste mercado pelas características de preço/qualidade dos San Remo.

Criada e desenvolvida pelo estaleiro Riatlante, de Aveiro, San Remo é uma marca de embarcações que apresenta as características de barco elegante de casco marinheiro para a pesca e o cruzeiro, e com um

O Honda BF250 equipava o San Remo 900 Pro

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design evidenciando as linhas da marca. O estaleiro Riatlante foi fundado há largos anos e tem já uma larga experiência na construção de barcos robustos para o mar. Com uma produção de modelos desde os 6,35 aos 9,30 metros, a gama San Remo apresenta como características principais a robustez e o design do casco, condição indispensável para navegar com segurança e comodidade no mar. A fim de garantir essa qualidade, os San Remo são barcos insubmersíveis e os cascos em V profundo são construídos com as estruturais longitudinais e transversais muito reforçadas. Os robaletes do casco são muito marcados e os planos de estabilidade laterais bastante salientes, para permitirem boa resposta de manobra, sofrerem pouco com os balanços laterais quando estão parados e disporem de rapidez nas saídas da água. O estaleiro Riatlante permite personalizar qualquer dos modelos, ao gosto e de acordo com necessidades do cliente, com várias cores à disposição tanto para o casco como para os interiores, e igualmente no que respeita aos equipamentos e acessórios opcionais, consoante a


Náutica

San Remo 900 Pro

O Novo Honda BF250

A passagem tem uma porta de segurança. Atrás tem um assento sobre compartimento para arrumações. A borda é forrada em madeira e

embarcação é mais para uso dos pescadores ou para os passeios familiares e o cruzeiro. O San Remo 900 Pro é uma embarcação de utilização simples, completa e confortável O San Remo 900 Pro que testámos, era uma embarcação de cor marfim e com os vidros fumados e os alumínios das janelas e portas em preto, oferecendo um efeito es-

em baixo almofadada para permitir encostar com conforto as pernas dos pescadores. As paredes laterais do poço têm uma prateleira para guardar equi-

tético interessante. A facilidade de circular no poço, completamente desimpedido, bem como o acesso da cabina de pilotagem para o camarote, pareceu-nos simples, permitindo o manuseamento do equipamento sem qualquer dificuldade. Neste barco há também o excelente aproveitamento dos espaços e isto pareceu-nos ser igualmente um dos pontos altos deste modelo. Para o poço, entra-se por estibordo por uma plataforma na popa.

O casco tem um V profundo

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Náutica

em cama de casal. Nesta cabina, a bombordo, existe um espaço com uma cama de casal que tem uma vigia para entrada de luz. O quarto de banho a estibordo tem um sanitário marítimo e um lavatório com duche. Do lado de bombordo existe um roupeiro com porta, no interior do qual se pode arrumar muita roupa.

O San Remo 900 Pro atingiu boas performances

pamentos O poço tem ainda quatro portacanas, dois de cada lado. No piso existe um grande porão onde se encontra o depósito de combustível e espaço para guardar a palamenta e guardar almofadas e o solário. Para os banhos de sol, pode-se

montar um solário sobre o convés à proa. As passagens laterais para a proa e o solário, têm o apoio de um comprido varandim em aço inox. A proa termina num púlpito com um degrau em madeira, tem o apoio para o ferro, um molinete eléctrico e o porão para a corrente e os cabos

O salão na cabina de pilotagem

Cama de Casal à frente

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de fundear. A cabina de pilotagem tem uma porta com fechadura, preservando o interior. A cabina de pilotagem forma um amplo salão, onde se encontra o posto de comando a estibordo e uma zona de convívio a bombordo com uma mesa que serve igualmente para as refeições. A mesa tem dobradiças para fechar e facilitar a passagem. O piloto vai sentado num banco individual com apoio para os pés, tem excelente visibilidade para a frente e para os lados e dispõe de um painel de instrumentos com toda a informação necessária. A cozinha, fica atrás do banco do piloto e dispõe de armário para arrumação de loiças, fogão, lavatório e frigorífico. O sistema de abrir o tampo da cozinha é simples e eficiente. À frente e na coberta inferior fica um camarote, para a qual se entra por uma porta deslizante, que corre atrás do posto de comado. No interior um banco em U, convertível

Motor Honda BF250 O novo Honda BF 250 foi desenvolvido a partir do bloco motor do BF225. A este bloco aumentou-se a cabeça do motor que passou a dispor de maior cilindrada, com 3.583 cm3. Assim, é um motor V6 com 24 válvulas, (SOHC), que apresenta um novo conceito quanto ao estilo, com um design de aspeto esguio, devido ao desenho da admissão direta das entradas de ar no capot. Com a cor Prata Aquamarine do BF250 e novos gráficos, vai ser lançada agora uma nova geração de motores fora de borda Honda. O novo Honda BF250 responde perfeitamente ao conceito de produto e de objetivos criado pela marca japonesa, alargar a gama de alta potência através da incorporação de tecnologia exclusiva Honda, conseguir o melhor resultado na sua classe e reforçar e expandir a gama existente. Quanto ao desempenho, conseguiu-se um arranque soberbo, elevada potência durante todo o regime de rotação e excelente manobrabilidade. Também uma relação de transmissão mais baixa, 2.0 e uma nova caixa de engrenagens, mais hidrodinâmica, marca um importante ganho neste motor. O esforço de engrenagem foi ainda mais reduzido graças à introdução do novo sistema de controlo e Redução da Carga de Engrenagem. No que respeita à eficiência de combustível, obteve-se a melhor economia da sua classe em velocidade de cruzeiro, com o sistema

O posto de comando


Náutica

Solário à proa

Púlpito com encaixe para o ferro

ECOmo e eficiência hidrodinâmica e custos de operação reduzidos. Este motor, como todos os outros da nova geração Honda, tem a ligação NMEA2000, que oferece a possibilidade de ver os dados dos equipamentos eletrónicos de bordo e os dados de funcionamento do motor num display. Em virtude das suas características, o Honda BF250 está dirigido ao mercado do cruzeiro para embarcações semi-rígidas de passeio, barcos “day-cruiser”, pesca offshore, e também semi-rígidos de velocidade. Para o mercado profissional, o Honda BF250 destina-se a equipar embarcações de patrulha da guarda costeira, vigilância oceânica, barcos de apoio a regatas e para o transporte de cargas pesadas. O Honda BF250 tem 3 anos de garantia e apresenta-se ao mercado como o 250 HP mais barato, no preço de venda ao público. Um desempenho que mostrou um casco rápido e robusto No dia do teste ao largo da Isla Canela não havia vento, mas o mar tinha alguma ondulação.

Ampla entrada para o camarote

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Náutica

Quarto de banho

Apesar das condições do mar, com alguma ondulação, notámos o excelente comportamento do casco, que tem um V profundo, a cortar a água sem bater, oferecendo uma navegação confortável, mesmo quando íamos nas velocidades mais altas. Neste tipo de embarcação, no mar, o mais importante é como responde a uma aceleração de emer-

Um casco robusto e marinheiro

O teste foi efetuado com seis pessoas a bordo. Conhecendo já as características do Honda BF250, no que respeita sobretudo à aceleração no arranque, queríamos ver como o San Remo 900 Pro, um barco que pesa 3.900 Kg, entrava a planar e se portava na aceleração. E de fac-

to o San Remo foi rápido, pois em apenas 2,11 segundos já estava a planar. Também na aceleração até às 5.000 rpm, em 15,20 segundos estava nos 23 nós. Realçamos a velocidade de cruzeiro que fizemos às 4.500 rpm, numa velocidade económica e rápida a 23 nós.

Quanto à velocidade máxima, não conseguimos passar das 5.500 rpm e a estas rotações o barco navegava a 30 nós.

Características Técnicas Comprimento

9,30 m

Boca

2,99 m

Calado

0,58 m

Peso

3.900 Kg

Lotação

12

Camas

4

Depósito de combustível

400 L

Depósito de água doce

200 L

Potência máxima

2 x 300 HP

Motor

Honda BF250

Preço base do barco/motor s/IVA

74.600 e

Performances

A cozinha

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Tempo de planar

2,11 seg.

Aceleração às 5.000 rpm

23 nós 15,20 seg.

Velocidade máxima

30 nós 5.500 rpm

Velocidade de cruzeiro

23 nós 4.500 rpm

Mínimo a planar

11 nós 3.000 rpm

3.500 rpm

11,5 nós

4.000 rpm

15,2 nós

4.500 rpm

23 nós

5.000 rpm

26,4 nós

5.500 rpm

30 nós

Fabricante e Importador Riatlante, Lda – E.N. 235 Aveiro – Oiâ 3770-059 Oliveira do Bairro Telef.: 234 722 829 www.sanremoboats.com Honda Marine – www.honda.pt


Náutica

Cama de casal a bombordo O poço

gência e faz um cruzeiro económico em boa velocidade, sem passar das 4.500 rpm. E neste caso o conjunto deu uma resposta bem positiva. Também verificámos que o casco deflecte bastante bem para fora a água, sem salpicar o poço. A posição do piloto, sentado no banco individual e com os pés apoiados, permite uma condução com boa comodidade. E como tem boa visibilidade faz as manobras com facilidade. Apesar do V, o San remo 900 Pro adorna a curvar apenas ligeiramente,

graças aos planos de estabilidade laterais que apoiam bem o barco na água, especialmente atrás. Também é graças a esta característica que o barco não balança quando está parado e os pescadores podem-se movimentar com segurança junto à borda. Em conclusão, queremos reforçar que o San Remo 900 Pro que testámos é confortável e permite que se faça um uso bastante diversificado, quer no cruzeiro familiar, como também à pesca, com acomodação até oito pessoas.

Comando do molinete eléctrico

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Mergulho

Notícias da Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas

Manuel Silva, foto mais representativa e 2º lugar

A Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas (FPAS) realizou a primeira prova do circuito nacional de fotografia subaquática deste ano no Aquário do Sealife, nos dias 4, 5 e 6 de Maio de 2012, no Porto.

A

organização de uma prova de fotografia subaquática num Aquário tem particularidades específicas, porque exige uma logística e coordenação dos mergulhos

com uma complexidade diferente das realizadas no mar. Para além disso, tem que ser garantida a segurança e a integridade de quem mergulha, bem como dos animais residentes no Aquário, que estão em

ambiente confinado e não estão habituados a serem “incomodados”. Esta competição foi constituída por duas jornadas, cada uma composta por duas provas de 20 minutos, num total de 40

José Carvalho, 1º lugar

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minutos por atleta. A duração é aferida ao minuto, já que existem penalizações para quem excede o tempo de prova. Participaram 9 Atletas, vindos de vários pontos do país e cada fotógrafo tinha que apresentar um portfólio composto por 3 fotografias e o júri teve ainda de escolher de entre todas as fotografias a concurso, uma que fosse mais representativa do “SEALIFE”. O júri composto por cinco elementos: Francisco Dias, Luís Sarmento, Pedro Gomes, Óscar Felgueira e Rogério Silva, e assessorado por Armando Ribeiro da Comissão de Audiovisuais da FPAS, reuniu-se posteriormente no dia 12 de Maio de 2012, para avaliar os trabalhos apresentados. Por fim, os resultados ditaram que o vencedor do troféu da fotografia mais representativa do “SEALIFE” foi o Atleta Manuel Silva. E o pódio desta edição do “AQUAFOTO SEALIFE 2012”

AQUAFOTO Sealife 2012 - Manuel Silva - 2º Lugar e + representativa

Aquafoto Sealife 2012 no Porto


Mergulho

Rui Janarra, 7º lugar

Graça Casal, 8º lugar

ficou composto pelo Paulo Nunes no terceiro lugar, com 21 pontos, no segundo lugar o fotógrafo da casa, Manuel Silva, com 22 pontos e o portfólio vencedor foi o do fotógrafo José Carvalho que totalizou 24 pontos.

A FPAS no final agradeceu ao Sealife do Porto, nomeadamente ao seu Director Geral - Rui Ferreira, ao Director de Logística - Jorge Ferreira e à Bióloga – Ana Ferreira, por terem possibilitado a realização deste evento ímpar.

Pedro Vasconçelos, 6º lugar

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Mergulho

Pedro Alves, 4º lugar

Sobre a Modalidade A fotografia subaquática é considerada como uma especialização do mergulho com escafandro ou em apneia. Podendo ser praticada por atletas de competição de uma faixa etária mais alargada do que o habitual noutras modalidades, para além dos 40 anos. Para além do tradicional equipamento de mergulho, é

necessária uma camara fotográfica com uma caixa estanque e flash’s subaquáticos para iluminação do meio ambiente uma vez que as cores debaixo de água se perdem com a profundidade. Os principais objectivos desta modalidade são: promover e divulgar os fundos marinhos, participação e representação de Portugal através de competições e eventos de fotografia.

Paulo Nunes, 3º lugar

Nuno Gonçalves, 4º lugar

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Valentina Lopes, 9º lugar


Náutica Notícias Yamaha

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Náutica Teste - BWA HP Reef 60 com Honda BF115

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Linha BWA com Inovações que Aumentam Polivalência

Testámos no passado dia 18 de Maio na baía de Cascais, equipado com o motor Honda BF115, o semi-rígido BWA HP Reef 60, uma embarcação da nova linha HP Reef, criada para oferecer maior conforto e mais ve rsátil utilização.

A

apresentação à imprensa especializada dos semi-rígidos BWA e o convite para o teste , foi efetuado pela Honda Marine e pela Parede Náutica, atualmente o representante e importador exclu-

sivo do estaleiro italiano BWA. O construtor BWA é um dos lideres europeus na construção deste tipo de embarcações, com uma experiência com mais de 50 anos. Desde sempre, os designers e engenheiros do estaleiro procura-

ram encontrar novas soluções que mantivessem o prestígio da marca quanto à qualidade, sobretudo no mercado de Itália, onde existe o maior mercado e mais concorrência de fabricantes. Em virtude disso, os tubos são

O Honda BF115 montado no BWA Reef 60

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fabricados em Neoprene/Hypalon Orca do principal fabricante do mundo deste material, a Pennel & Flipo. Hoje, a BWA fabrica quatro gamas de modelos, Extra-Ordinari, Profissional, Tender e Diporto, embarcações desde os 4,50 metros até um cabinado com 12,60 metros de comprimento. A linha HP Reef foi concebida para oferecer uma embarcação muito polivalente, desenvolvida com grande ergonomia, de modo a satisfazer o máximo conforto. Nestas embarcações foram aplicadas muitas soluções inovadoras, para permitir o melhor aproveitamento dos espaços e dos equipamentos. A gama BWA para 2012 apresenta sete modelos HP Reef dos 5,38 metros aos 8,15 metros de comprimento. O BWA HP Reef 60 incorpora amplas características para as suas dimensões Vimos que o BWA Reef 60 é um semi-rígido com uma linha elegante, tem os tubos colados por fora


Náutica

É fácil a circulação no interior

BWA HP Reef 60

ao casco e por dentro à coberta e com um verdugo duplo de proteção à volta, formando uma embarcação muito compacta. Tem um casco especial, com um V muito profundo, os robaletes muito salientes e os planos de estabilidade laterais formam ligeiros túneis atrás, para facilitar a descolagem da água e aumentar a estabilidade. Sobressai neste barco, principalmente, a ergonomia de todo o equipamento interior. Para uma embarcação com 6,20 metros de comprimento, tem três amplas áreas, parecendo um barco bastante maior e está muito completo de equipamento. O posto de comando é a zona principal do barco. Ele é formado por uma consola de condução central, elegante e funcional, com a dimensão adequada ao piloto, e um banco encosto para a condução de pé. Tanto a consola de condução como o encosto do piloto têm envolvendo um corrimão em aço inox para facilitar com segurança a circulação da popa para proa e também para a navegação em pé de um passageiro de cada lado.

À popa encontra-se um banco estofado para três pessoas, que se converte num solário, quando chega o momento dos banhos de sol. Também se pode utilizar um solário que se pode montar à proa, sobre o porão. Outro equipamento Inovador é a mesa que se encontra atrás do encosto do piloto, que se levanta e baixa, e serve para os piqueniques. Podemos considerar este barco como um campeão da arrumação, com um porão à proa, outro sob o banco da popa e compartimentos dentro da consola de condução e no banco encosto. Importante também é a incorporação de amortecedores hidráulicos nas tampas dos porões, pois facilita bastante levantá-las sem esforço. Outra inovação é o processo de largar e recolher o ferro. Na proa

está colado um cabeçote retangular em fibra, onde se encaixa o ferro, corre a corrente e tem um cunho de amarração de cada lado. Atrás fica um porão onde se guarda a corrente e os cabos. Este modelo estava equipado à popa com um “rool-bar” em aço inox e tem também um duche de água doce. Entre uma enorme quantidade de acessórios standard, realçamos ainda as luzes de navegação e de acostagem Led. Motor Honda BF115 O BF115 é um motor com grande impulso e destina-se muito especialmente para embarcações profissionais e de recreio que necessitem de alta potência com um elevado binário. O motor incorporou também to-

Devido ao casco, a curvar adorna ligeiramente

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Náutica

A mesa de piquenique está nas costas do banco do piloto

A navegar no mar tem um desempenho seguro e confortável

das as tecnologias de ponta desenvolvidas pela Honda Marine e que têm sido introduzidas nos motores da nova geração da marca japonesa. Este motor de 115 HP tem 2.354 cm3 de cilindrada, com 4 cilindros em linha e dupla árvore cames à cabeça (DOHC). O BF115 tem o sistema de injeção programada de combustível e

ainda o sistema BLAST, exclusivo da Honda, que é o binário aumentado a baixa rotação que melhora as performances no arranque, com uma aceleração rápida, para os barcos planarem de imediato. Neste motor foi também introduzido o ECOmo, o sistema de controlo de combustão pobre, uma tecnologia altamente avançada, que consegue elevados níveis de

O banco da popa convertido em solário

Porões para arrumação à frente

30

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economia de combustível, durante a navegação de cruzeiro em patamares entre as 3.000 rpm e as 4.500 rpm. O BF115 foi equipado com duplo veio de equilibragem de contra-rotação. Com esta tecnologia o motor tem um funcionamento extremamente suave e sem vibrações secundárias, em especial nas gamas de rotação média a alta.

Banco da popa e em baixos os autoescoantes

De salientar que o BF115 apresenta um ECM, módulo de controlo eletrónico do motor e do comando da maioria das funções do motor, disponibilizando uma saída de dados da gestão do motor de acordo com a norma NMEA 2000, podendo ser igualmente ligado a uma ampla variedade de equipamentos de eletrónica de navegação e sondas. Outra tecnologia introduzida é o Trolling Control, com interesse para os pescadores. É um comando de velocidades lentas para as manobras e para a pesca ao corrico. Com este comando pode-se regular com precisão de 50 em 50 rpm, as rotações do motor entre as 650 e as 900 rpm. O casco evidenciou o resultado muito positivo do teste ao BWA HP Reef 60. Com um novo casco, mais adequado à navegação no mar, especialmente no Atlântico, esperávamos já o desempenho que o BWA HP Reef 60 nos ofereceu no teste que efetuámos na baía de Cascais, num mar sem vento mas com ondulação. No arranque, a tecnologia BLAST do Honda BF115 associada às características do casco do

À proa pode-se montar um solário


Náutica

O porão sob o banco da popa tem tampa com amortecedores hidráulicos

Reef 60, que se apoia bem na água atrás, o tempo de planar foi de apenas 1,80 segundos. Também pelos mesmos motivos, na aceleração até às 5.000 rpm em 8 segundos chegámos aos 24 nós. Conseguimos acelerar até às 6.000 rpm e o barco atingiu 34 nós de velocidade máxima. Para confirmarmos que o Reef 60 se apoia bem na água atrás, no teste de velocidade mínima a planar, o barco manteve-se com apenas 9 nós. No que respeita a uma veloci-

O banco encosto do piloto

Porão à proa

dade de cruzeiro económica que a tecnologia ECOmo da Honda recomenda, às 4.000 rpm a velocidade foi de 20/21 nós. Consideramos excelentes as características do casco e comprovámos isso quando a navegarmos contra o mar, fora da baía do porto de abrigo, às 4.500 rpm o barco navegava a 24/25 nós sem bater e a cortar a água com suavidade, proporcionando segurança e conforto. Também graças ao tipo de casco, quando o barco curva em velocidade em curvas muito apertadas,

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Náutica

tra sempre direito e sem travar na água. O piloto vai também numa boa posição de condução, muito bem apoiado no encosto, ou sentado com os pés apoiados e faz uma condução suave, segura e sem esforço, especialmente nas manobras. Outro bom comportamento do Reef 60 é que o casco deflecte muito bem a água sem molhar o poço, que no final estava seco. Devemos destacar, no final, que este modelo BWA HP Reef 60 é um semi-rígido que, para as suas dimensões, foi desenvolvido para permitir uma utilização muito polivalente e está muito bem fornecido em equipamento, para conseguir esses objetivos e satisfazer bastante o cliente e os utilizadores. O tipo de casco é outra mais-valia deste modelo, pois pode com toda a segurança navegar ao longo da costa ou ir até aos pesqueiros, com toda a segurança, mesmo com o mar pouco favorável.

Um casco especial, com um V profundo e ligeiros túneis atràs

adorna um pouco e vira sempre muito agarrado à água, mostrando muita segurança aos passageiros que vão sentados atrás, ou mesmo em pé agarrados aos corrimãos. Fizemos curvas com a direcção completamente trancada, a 18 nós

às 4.500 rpm, sem qualquer problema. Também a navegarmos a favor do mar, o barco mostrou um bom desempenho, pois atingimos as velocidades mais elevadas e o barco passava de uma ondulação a ou-

Características Técnicas Comprimento

6,20 m

Boca

2,55 m

Diâmetro dos tubos

0,55 m

Compartimentos estanques

5

Peso

650 Kg

Lotação

12

Depósito de combustível

150 l

Potência mínima

60HP

Potência OK

115 HP

Potência máxima

175 HP

Motor

Honda BF 115 HP

Preço barco/motor s/IVA

a partir de 34.600 e

Performances

Encaixe à proa para o ferro

Porão para o ferro e corrente

32

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Tempo para planar

1,80 seg.

Aceleração às 5.000 rpm

24 nós 8 seg.

Velocidade máxima

34 nós às 6.000 rpm

Velocidade de cruzeiro

20/21 nós às 4.000 rpm

Mínimo a planar

9 nós às 2.800 rpm

3.000 rpm

10,4 nós

3.500 rpm

16,7 nós

4.000 rpm

20,5 nós

4.500 rpm

25,6 nós

5.000 rpm

29,2 nós

5.500 rpm

32,7 nós

6.000 rpm

34 nós

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Pesca Desportiva

Texto: Walter Canelas Fotografia: Autor e Redacção - Mundo da Pesca

Pesca Embarcada

Pargos: Chumbadinha ou Fundeada? Muito se tem falado sobre a pesca ao pargo e as diferenças entre “chumbadinha” ou “fundeada”. É com um dos grandes skippers deste país que iremos descortinar quais as melhores ocasiões para optar por uma destas técnicas e ter uma jornada de sonho. etc. O que agora vou tentar partilhar é uma junção entre a observação do estilo muito próprio que ele foi desenvolvendo e a minha otimização dos melhores locais e condições para os diferentes tipos de pesca. Voltando ao princípio Ultimamente oiço dizer muitas vezes que agora só se apanham pargos à chumbadinha, especialmente os grandes exemplares…Isto não é totalmente verdade. Não se deve descurar a pesca vertical com chumbada normal e um, dois ou três anzóis ao pargo. Eu pessoalmente, na pesca vertical, uso no máximo dois anzóis, por vezes com os anzóis montados em “tandem”. A diferença entre um e outro tipo de pesca têm a ver também com a mentalidade do pescador que temos a bordo, pois há que diferenciar entre a arca cheia de peixe e uma “grade”; o verdadeiro pescador vocacionado e mentalizado para a pesca ao pargo, sabe que pode levar uma “grade” mas também pode ser a pesca do ano ou da vida, assim como até com um único peixe “fazer o dia”, e que não precisa de estar todo o dia a tirar peixe, pois que o resultado 90% das vezes se faz em pouco tempo e normalmente no virar da maré (para o pargo de preferência quando a viragem ocorre com sol alto).

A pesca à chumbadinha também tira grandes exemplares

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ceitando um repto do meu amigo Carlos Abreu, vou humildemente tentar dar o meu parecer através da experiência que tenho adquirido ao longo destes anos, tanto na pesca de competição, como atleta e, neste momento, como 34

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skipper de uma embarcação MT (marítimo-turística), e pela observação do desenvolvimento da técnica de pesca ao pargo à “ chumbadinha “ com poucos anos de vida e que começou por ser desenvolvida para pesca ao pargo por um amigo e cliente - o Paulo Moreira - o grande men-

tor desta técnica, a qual se diga em bom da verdade que teve bons seguidores. Devo realçar que eu próprio na observação do desenvolvimento deste tipo de pesca, e juntando as peças, aprendi a obter resultados em função da tipologia de fundos, textura, distância aos cabeços,

A pesca vertical A pesca vertical com barco fundeado ao pargo é mais rentável em dias de corrente quase nula, com o barco posicionado muito perto das encostas dos cabeços; uma nota importante: devem ser procurados preferencialmente fundos em que a base dos cabeços termine em formações de coral com seguimento para fundo de charneira, burgau, concha ou areão. De realçar que em cima dos cabeços


Pesca Desportiva

Mais um pargo à chumbadinha

A pesca à chumbadinha permite ao pescador uma maior liberdade, em consonância com o conhecimento do mestre/skipper sobre o pesqueiro. Com a água a correr a chumbadinha tem mais eficácia

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Pesca Desportiva

(parte alta da pedra) não é favorável para a pesca ao pargo, embora seja frequente a pesca de exemplares mais pequenos. Convém também perceber que o pargo é um predador e como tal espera pacientemente a altura ideal para atacar sem ser notado, pelo que a técnica utilizada deve ter sempre em conta a posição do barco em relação ao cabeço próximo e correntes.

Nas marés de lua, funciona melhor a técnica da chumbadinha

A pesca da moda A pesca à chumbadinha permite ao pescador uma maior liberdade, em consonância com o conhecimento do mestre/skipper, para saber a posição exata do cabeço, onde é o “fundão”, qual o tipo e consistência do fundo, para onde sobe ou afunda e qual a distância relativa e direção e, muito importante, se está a favor ou contra o cabeço em relação ao mesmo. Isto porque

Breve Apanhado - Na minha experiência pessoal, com pouca corrente deve ser utilizada a pesca ao pargo na vertical se o barco estiver fundeado. A pesca da chumbadinha é mais difícil e só funciona com pescadores muito experimentados, que chegam a usar 20 gramas de chumbo, o que demonstra a perícia e sensibilidade necessárias. Nestas circunstâncias já experimentei pescar à deriva com bons resultados; sem corrente e vento, deriva muito lenta e a chumbadinha trabalha. - Em qualquer circunstância, a zona em que o barco trabalhar deve ser a bordejar os cabeços, dando preferência às escarpas com coral a terminar em fundos de burgau ou concha/areão, sem lodo de preferência. - Nas marés de lua, com vento que deixe fundear ao lado dos cabeços - de forma a aproveitar a viragem da maré a trazer a corrente do cabeço para o barco -, funciona melhor a técnica da chumbadinha. - Nas marés de quarto de lua, com o barco bem posicionado na encosta e corrente nula, funciona melhor a pesca na vertical e a chumbadinha com chumbo leve, na descida, para o lado afastado do cabeço. - Com o mar demasiado parado (ausência de corrente e vento), a melhor técnica é a deriva com chumbadinha, sempre a bordejar os cabeços. - Na minha opinião as profundidades ideais para procurar bons exemplares são entre os 58 e 95 metros, dependendo da textura dos fundos. - O isco principal para mim é a sardinha fresca, camarão, cavala apanhada no pesqueiro (iscada em filetes ou viva) e carapau vivo (pequeno). - Procurar sempre os vales entre cabeços bordejados por fundo de coral é fundamental. Para acabar... Para finalizar resta apenas referir mais uma coisa que deixa os menos experimentados nestas lides um pouco desnorteados, falo das melhores épocas do ano para se pescarem pargos, independentemente da técnica que viermos a optar. Reforço que me vou cingir apenas à minha zona de “autoridade” e que é a zona de Cascais, mais especificamente a zona da Marateca ou Montanhas de Camões, como são também conhecidas. Não sei se poderemos generalizar para toda a costa atlântica ocidental portuguesa, mas deve falhar por muito. - Abril a junho (muito bom) - Julho a agosto (difícil por causa do vento e pargos mais espalhados; melhores resultados mais junto da costa. - Setembro a janeiro (muito bom mas depende das condições atmosféricas) - Fevereiro e março (muito mau; período de desova e pouca atividade geral) A melhor época para o pescado pargo é a de Abril a Junho

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Pesca Desportiva

O camarão é um bom isco para o pargo

Adaptação Natural...

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uem está habituado a pescar à zagaia com barco à deriva, está muito próximo da pesca da chumbadinha, com a diferença de que a zagaia se faz com movimentos fortes de baixo para cima, e a chumbadinha necessita de material mais ligeiro, sensibilidade e é de cima para baixo. De realçar que para um pescador a pescar na vertical e corrente forte se pode se pode queixar que 200 gramas de chumbada não lhe dão para chegar ao fundo e um bom pescador de chumbadinha tira bom partido da situação com chumbo de 80 a 100 gramas, por vezes menos. Pesca fundeada ou à chumbadinha. A escolha tem que ver com a mentalidade do pescador

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Pesca Desportiva

A pesca vertical com barco fundeado ao pargo é mais rentável em dias de corrente quase nula, com o barco posicionado muito perto das encostas dos cabeços

Pargo capturado na pesca vertical fundeado

Com o mar parado e sem vento, deve-se pescar na vertical com o barco fundeado, ou à chumbadinha à deriva

Os bons resultados fazem-se em pouco tempo

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o nosso desejado pargo seguramente vai entrar do fundão para o cabeço com a corrente contra ele, de forma a poder sentir a “comedia” e as presas não o pressentirem. Assim, se tudo estiver favorável e devidamente explicado pelo skipper, trabalhar no lançamento da “chumbadinha” e ir procurando o peixe através da libertação controlada da linha é uma tarefa simples. Mais difícil é perceber os toques mas, com a experiência adquirida dá para notar-se se são de peixe pequeno ou do nosso desejado pargo. Benefício (quase) mútuo De realçar que é sempre necessário haver pescadores a pescar na vertical, especialmente se forem muitos dentro do barco, para que haja movimento e atividade, o que permite maiores entradas de pargos, embora beneficie os que estão à “chumbadinha”. Por vezes na pesca fundeada em que há pescadores a pescar à chumbadinha com a água a correr, a chumbadinha tem uma maior eficácia uma vez que percorre maior espaço de periferia, antecipando a entrada do pargo à vertical do barco, com prejuízo de alguns pescadores que ao fim ao cabo estão a engodar o pesqueiro; é necessário alguma observação e esperteza e numa situação destas, ao primeiro sinal de pargo, adaptar a técnica de pesca. Não é a técnica de pesca vertical que não funciona, mas sim a técnica da chumbadinha que consegue ter uma ação de pesca na periferia da posição do barco onde o peixe pequeno está em ação e atividade, levando a que o pargo possa atacar algo fácil. Para finalizar deixem-me dizer apenas que na pesca ao pargo basta uma hora apenas para se ter um dia feliz.


Náutica Notícias Honda

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Novas Instalações Honda na Marina de Cascais A Honda anunciou a abertura de novas instalações na Marina de Cascais, num investimento, efectuado pelo concessionário ParedeNáutica.

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stas instalações compreendem área comercial, departamento técnico e zona de exposição exterior, onde estarão expostas algumas embarcações equipadas com motor Honda. Este concessionário tornouse recentemente importador da marca italiana de embarcações semi-rígidas BWA. “Estas novas instalações integradas neste local são de realçar, especialmente no cenário económico actual. Este investimento representa uma melhoria significativa e decisiva para a imagem da Honda Marine nesta região permitindo também elevar continuamente os padrões de desempenho da marca reforçando e melhorando a satisfação dos clientes” disse

Rui Aranha, Director Geral Divisão Produtos de Força, Honda Portugal SA.

ParedeNáutica: Marina de Cascais – loja 31 A/B | 2750 – 800 Cascais

Tlf: 214 822 727 | email: geral@paredenáutica.pt | www.p aredenautica.pt

Festas da Cidade de Lisboa

A Honda na Festa do Japão 2012 A

Honda irá marcar presença na 2ª edição da Festa do Japão. Com entrada livre, o evento irá decorrer no Jardim do Japão,

em Belém, entre as 16h e as 23h do dia 02 de Junho de 2012. Organizado pela Embaixada do Japão, Câmara Municipal de Lisboa, EGEAC e Associação de Amizade Portugal-Japão, a Festa do Japão insere-se no âmbito das Festas da Cidade de Lisboa e tem como objectivo principal celebrar a amizade e a cultura entre o Japão e Portugal, dando a conhecer aos visitantes um pouco mais da cultura japonesa em Portugal. A Honda irá marcar presença com a exposição de alguns produtos com destaque para a 9ª geração do emblemático Honda Civic que este ano comemora 40 anos de comercialização, para a scooter mais vendida no País - Honda PCX - e para alguns produtos da sua Divisão de Produtos de Força. Esta e outras notícias disponíveis em www.hondanews.eu

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Jet-Ski

Campeonato da Europa de Jetski na Bélgica

Selecção Portuguesa de Jetski com Boa Prestação A selecção portuguesa de Jetski, composta por nove pilotos, teve uma boa prestação na primeira prova do Campeonato da Europa que teve lugar na Bélgica no fim-de-semana de 19 e 20 de Maio.

Henrique Rosa Gomes

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estes nove pilotos, juntaram-se mais três pilotos portugueses, extra-selecção, os quais foram o Frederico Gallego, Sebastião Fragoso e Marcos Correia. Dos pilotos do norte de Portugal, Tiago Sousa classificouse em 3º lugar em Ski Pro, Mariana Pontes em 2º em Ski Ladies e André Barbosa em 12º de Ski Juniores. Dos representantes da zona do centro Beatriz Curtinhal ficou em 4º de Ski Ladies, os irmãos Martin Gallego e Frederico Gallego em 9º e 16º de Ski Lite, Lourenço Gallego em 9º de Ski Limited e Sebastião Fragoso em 6º de Ski Stock e 14º de Ski Juniores. Henrique Rosa Gomes foi o melhor madeirense tendo obtido o 5 º lugar na classe Ski Juniores e 8º em Ski Lite, o piloto João Sousa em 6º lugar na classe Ski Limited, e os pilotos Marcos Correia e João Cardoso em 9º e 13º respectivamente 40

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em Ski Juniores. A segunda prova do Campeonato da Europa realiza-se em Portugal, na cidade nortenha de Mirandela, em Julho, terminando o campeonato com o apuramento dos campeões na Áustria em Agosto. Os melhores classificados da selecção na Campeonato da Europa irão representar Portugal no Campeonato do Mundo em Lake Havasu nos Estados Unidos no final de Setembro. O seleccionador nacional, Miguel Oliveira Valente, está satisfeito com a prestação dos pilotos portugueses e com a dedicação e empenhamento que os mesmos tiveram durante as provas. Espera, no fim do Campeonato Europeu, conseguir uma boa prestação da selecção portuguesa e trazer para Portugal pelo menos duas medalhas de ouro.

Equipa

A Selecção


Electrónica

Notícias Nautel

Chegou o mais Pequeno Económico GPS Portátil da Magellan - Explorist 110 Com um vibrante ecrã a côres transfletivo de 2,2”, é ideal para todas as aventuras no exterior garantindo a melhor legibilidade mesmo com luz solar direta.

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loca o dispositivo em um modo avançado de economia de energia. Desligará tudo, exceto para rastreamento GPS e volta a funcionar com um único clique. Geocaching livre de papel: aça o download e visualize mais de 20 características únicas de cada cache . Os detalhes incluem nomes, local, descrição, cobertura, tamanho, diiculdade, terreno, dicas e os últimos 20 usuários que fizeram registro, dentre inúmeros outros detalhes. 500 megabytes de memória disponível ao usuário:  Espaço extra para armazenar mapas adicionais, geocaches, waypoints e trilhas. Gravar Rastreamento e Ver o auxiliar de navegação na Tela do Mapa:  Mantém um registro de todos os passos que você tomou ao longo do dia. Resumo da faixa: Inicia a sua viagem com um clique e mantém o controle sobre as estatísticas úteis, tais como distância percorrida, velocidade média, ganhos de elevação e descida, etc.

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Jet-Ski

Notícias da Federação Portuguesa de JetSki

Campeonato Nacional de Jetski já Arrancou

A primeira prova teve lugar no primeiro fim-de-semana de maio, na praia de Santo Amaro de Oeiras, e estiveram em disputa as disciplinas de Closed Course e Endurance

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os oito vencedores com destaque no primeiro lugar do pódio, metade pertencem ao clube de Jetski de Portugal, e muitos outros evidenciaram-se pela sua coragem, consistência e determinismo A Federação Portuguesa de Jetski, entidade promotora da actividade de Jetski em Portugal desde 12 de Fevereiro de 1993, deu início ao campeonato nacional de Jetski, nos dias cinco e seis, já com provas decorridas no Domingo. Nesta prova de arranque contou-se com a participação de pilotos oriundos das quatro associações de Jetski em atividade: Associação de Jetski do Norte, do Centro, dos Açores e da Madeira. Nas várias categorias destacaram-se atletas que apesar de não terem conseguido a primeira classificação ou um lugar no pódio debateram-se com coragem, consistência e determinismo, mostrando a sua raça e paixão pela modalidade. As categorias presentes nas 42

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disciplinas de Closed Course e Endurance - Ski Juvenis, Ski juvenis Feminino, Ski Sénior S3, Ski Senior Feminino, Sport, Ski Senior S2, Runabout R1, Júniores S2, Ski Veteranos, Ski Seniores S1 foram um sucesso graças aos atletas que delas fizeram parte. Findo este primeiro capítulo do Tour Nacional, e na opinião unânime da Federação Portuguesa de Jetski, aproximamse excelentes perspectivas para as próximas provas, “graças à qualidade, envolvimento físico e psíquico de todos estes maravilhosos atletas que estiveram nesta primeira prova que inaugurou o campeonato nacional de Jetski”, disse António Curtinhal, Director de Competição da Federação Portuguesa de Jetski. A praia de Santo Amaro de Oeiras testemunhou a primeira prova a contar para o Campeonato Nacional de Jetski, onde estiveram em disputa as disciplinas de Closed Course e Endurance, cujos primeiros lugares foram para Marcos Correia da Associação Náutica de Camara de Lobos (categoria de Ski

juvenis), Carolina Santos do Clube Jet Ski de Portugal (categoria de ski juvenis feminino), Mariana Pontes do Clube Moto Galos de Barcelos (na categoria de ski sénior feminino e ski sénior S2), Miguel Jorge do Clube Jet Ski de Portugal (na classe de Sport), Bruno Monteiro do Motojetski Clube do Douro (na classe de Runabout R1), João Sousa do Clube Naval do Funchal (na categoria de Júniores S2), Filipe Filipe do Clube Jet Ski de Portugal (na categoria de Ski Veteranos) e Beatriz Curtinhal do Clube Jet Ski de Portugal (na classe de Ski Seniores S1). Na categoria de Ski Juvenis, “assistimos a uma grelha muito bem preenchida, com alguns novos pilotos, num total de 11 juvenis, bastante ilustrador dos resultados das escolas regionais de jet ski”, disse Paulo Rosa Gomes, Presidente da Federação Portuguesa de Jetski. Já António Curtinhal, afirma que na classe de Ski Juniors S2 “coragem, atitude e determinação é o que considero do jovem Sebastião Fragoso,

que decide enfrentar nesta classe, não só adversários mais fortes com a agravante de ter uma moto de preparação inferior”. António Curtinhal continua, evidenciando que a Sport “é uma classe que cada vez mais evidencia saúde e evolução, tal é a luta renhida entre os vários pilotos que nunca sabemos quem vai ganhar”. Estava marcada ainda uma prova de marca (Yamaha), respeitante ao Yamaha SuperJet Trophy by Teams, mas António Curtinhal explica: “esta prova não se realizou devido à escassez de inscrições, isto porque talvez os nossos pilotos não estejam habituados à competição por equipas, tendo em conta que a nossa modalidade tem sido ao longo do tempo disputada individualmente. Para a próxima prova tencionamos voltar ao modelo anterior (individual), semelhante ao que fizemos na época passada. A curto prazo enviaremos aos nossos pilotos todos os detalhes deste troféu”. A arbitragem esteve a cargo do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Jetski composta por Manuel Duarte (Presidente do


Motas de Água

Júri), Diogo Pina Pereira (Director de prova) e António Curtinhal (Director de Competição da Federação Portuguesa de Jetski). O Campeonato Nacional de Jetski conta com o apoio do IPDJ (Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P.), da ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal), da CDP (Confederação de Desporto de Portugal) e do Município de Oeiras. Enquanto patrocinadores, estão associadas marcas de renome nacional como a Marietel, a PT Negócios, a Yamaha, o Inatel, e a Saúde CUF. A Federação Nacional de Jetski e consequentemente o campeonato nacional contam também com duas áreas de parceria. Para a comunicação interna e mediática, a Federação conta com a EDC (www.edc.pt), uma empresa especializada em comunicação que está por de trás do lançamento da nova revista de jetski - a JetskiNworld (www.jetskinworld.com) -, e com o próprio patrocínio da JetskiNworld. Como parcerias técnicas, conta com a WaterFun, o Fórum Motas de Água e o Motojetski Forum. Sobre a Federação Portuguesa de Jetski A Federação Portuguesa de Jetski nasceu formalmente no notário da Cidade de Barcelos em 1993 e foi fundada pelo Motor Clube de Barcelos, Vitória Clube de Barcelinhos e o Moto Clube de Viana do Castelo. Francisco Pita foi o primeiro Presidente da Direcção e Álvaro Afonso o Vice-Presidente, permanecendo até Maio de 2010, onde se sucederam a eleições, tendo sido o madeirense Paulo Rosa Gomes elegido como Presidente e Luís Centeno Fragoso como o Vice Presidente, juntando a esta função a de Coordenador da Área Internacional. A Área da Competição e Departamento Técnico está actualmente a cargo do Director de Competição António Curtinhal e Miguel Valente é o actual Selecionador Nacional. A Federação Portuguesa de Jetski é membro de pleno direito da IJSBA – International Jetsport Boating Association (Federação Mundial de Jetski); do COP – Comité Olímpico de Portugal; da CDP – Confederação do Desporto de Portugal, membro fundador do Fórum do Desporto de Portugal e membro por inerência do Conselho da Náutica de Recreio. A Federação Portuguesa de Jetski assina ainda anualmente com o Governo da República através do IDP – Instituto do Desporto de Portugal, contractos programa para o desenvolvimento em exclusivo da modalidade de Jetski/Motas de Água. Foi também atribuída à Federação Portuguesa de Jetski a U.P.D. – Utilidade Pública Desportiva, por Aníbal Cavaco Silva, Primeiro-Ministro na altura. 2012 Junho 306

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Jet-Ski

Campeonato do Mundo de Free Ride 2012

Início em Portugal com Nota Muito Posititva

Jetskis, motas de água, manobras incríveis, atletas de topo, adrenalina e competição de alto nível numa praia cheia de público entusiasta. Estes foram apenas alguns dos ingredientes que contribuíram para o grande espetáculo proporcionado pelo Campeonato Mundial de Free Ride 2012, que decorreu entre os dias 25 e 27 na praia Grande, em Sintra

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Federação Portuguesa de Jetski, que organizou este grande evento des-

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portivo, dá nota positiva ao arranque desta competição e dizse totalmente comprometida na promoção desta disciplina

que contribui significativamente para o desporto espetáculo. As primeiras provas que marcaram o arranque do Cam-

peonato do Mundo de Free Ride, dividida em Jetski e Motos de Água, foram espectaculares e um excelente destaque, não só para os pilotos nacionais, com realce para o 4º lugar conseguido por Nuno Gomes, na vertente Sit Down, como também para Portugal enquanto país anfitrião. Esta opinião foi inclusive partilhada por Marcelo Brandão, presidente da federação Mundial de Free-Ride, que disse esperar que Portugal continue a fazer parte deste circuito mundial no próximo ano, ao mesmo tempo que se congratulou pelo elevado nível organizativo da prova. O arranque deste evento desportivo internacional deuse na praia Grande, em Sinta, local que acolheu as provas de qualificação e restantes fases de classificação, a prova acrobática com motas de água, muito disputadas pelos países


Motas de Água

participantes, nomeadamente a Inglaterra, Alemanha, Espanha, África do Sul, Argentina, Brasil, Austrália, França, Estados Unidos e Portugal. As provas decorreram extremamente bem, com desempenhos de alto nível por parte dos atletas de todo o Mundo, manobras inacreditáveis e momentos de grande espetacularidade. A forte presença do público contribuiu para criar um ambiente de franco apoio a todos os par-

ticipantes, e até as condições do mar estavam excelentes para a prática desta especialidade, proporcionando o palco perfeito para os nossos campeões nacionais e demais atletas internacionais poderem exibir as suas melhores acrobacias e perícia. A competição estava dividida em duas classes: Jetski e Motas de Água. A primeira reporta às motas conduzidas em pé e a segunda às que se conduzem

sentadas. Cada piloto tem três mangas de oito minutos para demonstrar o seu talento e habilidade. Em cada manga participam dois pilotos de cada vez e cada um dos atletas foi avaliado por cinco juízes de nacionalidades diferentes. O Campeonato Mundial, que conta com o apoio da federação internacional da modalidade (IFWA), é composto por várias provas que passam por França, USA, Austrália terminando com a grande final no Brasil. Os participantes competiram por um Prize Money no valor de três mil euros, ao qual se adicionou outro prémio, este de 500 euros, pelo melhor salto/manobra e onde o publico se deliciou com manobras ainda mais espeta-

culares Para Paulo Rosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Jetski, este “foi um evento que nos orgulhamos de uma vez mais organizar. Temos a agradecer a todos os envolvidos neste campeonato, nomeadamente à JetskiNworld, nossa parceira, e à  Visual Ópticas (do grupo Optivisão), que estiveram presentes no local para nos apoiar com a oferta de óculos Rayban com hastes em carbono da Visual Ópticas para o grande campeão do evento Pierre Maixent e campeão mundial em titulo”. Composição do júri: Caroline Justina - Usa, Marcelo Brandão – Brasil, Mark Matsuda – Usa, Jac Mouzan – França

Classificação Final Sit Down 1º

Jeremy Bosser

França

Jac Mouzan

França

Eric Perraud

França

Nuno Gomes

Portugal

Bet Jump Nick Barton

Austrália

Stand Up

Campeão do mundo em Stand Up, Pierre Maixent

Pierre Maixent

França

Tiago Gientens

Brasil

Zack Bright

EUA

Jake Montadon

África do Sul

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Notícias do Mar

Texto e Fotografia Carlos Salgado

Conhecer e Viajar pelo Tejo

“Em Portugal Também se Fazem Transvases Embora em Escala Reduzida” diz o Eng. João Soromenho Rocha “Qualquer transvase, ou em melhor português, transferência de caudais, de uma bacia hidrográfica para a outra bacia hidrográfica, faz beneficiar a bacia que recebe, e pode prejudicar, ou não, a bacia que exporta água...”

Engenheiro João Soromenho Rocha

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meu convidado é o senhor Engenheiro João Soromenho Rocha, Investigador Coordenador Aposentado do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, tendo sido até ao fim de 2010, o Chefe de Núcleo de Recursos Hídricos e Estruturas Hidráulicas, do Departamento de Hidráulica e Ambiente. Na sua carreira de 40 anos, além da sua dedicação à investigação sobre hidráulica fluvial, dominantemente nos aspectos de cheias, transporte sólido e morfologia fluvial, também teve e tem actividade de consultor e projectista em hidráulica fluvial. C.S.- Caro engenheiro, gostava que me ajudasse a desmistificar qual é a verdade do efeito, eventualmente negativo, dos transvases do Tejo em Espanha, para o Tejo que corre em Portugal?

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J.R.- Qualquer transvase, ou em melhor português, transferência de caudais, de uma bacia hidrográfica para a outra bacia hidrográfica, faz beneficiar a bacia que recebe, e pode prejudicar, ou não, a bacia que exporta água. Em Portugal, desde há muitos anos, já se fazem transferências de caudais entre bacias hidrográficas, embora em escala relativamente reduzida. Por exemplo, na albufeira de Alto Ceira, da bacia do Mondego, a água é transferida para a bacia do rio Tejo, para a albufeira de Santa Luzia. Também da bacia do rio Douro é transferida para a bacia do rio Tejo, para o rio Zêzere. Mais recentemente, e em maior escala, há a transferência do rio Guadiana, da albufeira de Alqueva, para várias albufeiras do rio Sado. A bacia hidrográfica que transfere a água pode não ser prejudicada,

nos actuais usos, se a quantidade da água transferida, associada à época do ano hidrológico, corresponder a uma diminuição dos caudais excedentes, aqueles que iriam ser escoados para o mar, sem modificar os usos de água. Mas, na verdade, pode haver uma limitação para usos futuros. No rio Tejo, a transferência de água, efectuada em Espanha, foi acordada com Portugal, no pressuposto que os caudais transferidos não seriam utilizados em Portugal. Nessa altura, as utilizações da água, em Portugal, não eram prejudicadas por esse desvio. Do ponto de vista técnico, o desvio de água em Espanha, pode ser menos lesivo do que a regra de gestão da água na albufeira de Alcântara, com grande capacidade de regularização. O país de jusante, Portugal, deve permanentemente monitorizar os caudais afluentes, para verificar se a gestão da água em Espanha, está em consonância com os acordos assinados. Os acordos devem ser sempre feitos baseados em análises quantitativas, e qualitativas, dos volumes de água afluentes ao país situado a jusante, neste caso Portugal. Qualquer acordo pode ser renegociado, com base em dados ou interesses novos. No caso presente, essa eventual renegociação poderá ser facilmente efectuada automaticamente pelo facto de a Directiva Quadro da Água prever a gestão conjunta das bacias interna-

cionais europeias. O próximo Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Tejo, mais do que a soma de dois Planos de Bacia Hidrográfica de Portugal (Tejo) e de Espanha (Tajo), deverá ser elaborado em conjunto, o que naturalmente poderá conduzir a uma manutenção das actuais condições de transferência de caudais, ou a uma alteração dessas condições, com maior ou menor transferência de caudais, ou mesmo a sua eliminação. É evidente, que além das considerações de interesse fundamentais, abastecimento de água para os sistemas urbanos, e ecológicas, também poderão ser consideradas as de interesse económico, podendo as condições de transferência de caudais ser condicionadas a valores económicos, em que essa transferência seria associada a um valor de exportação de água. C.S. - Estamos a tentar convencer os ministérios da grande vantagem de regularizar o Tejo, não só ecológica como económica, possibilitando a abertura de uma carreira navegável desde a foz até à fronteira. Qual é a sua opinião sobre isso e como é possível conciliar essas duas operações? J.R.- Em primeiro lugar, devem ser distinguidas as duas intervenções, “regularizar o Tejo” e “abertura de uma carreira navegável”. A regularização de um rio também deve ser dividida em, regularização dos caudais, em que em geral, são aumentados os caudais mínimos,

A margem esquerda foi crescendo e está quase a juntar-se à direita


Notícias do Mar

Estado actual do assoreamento da Tejo para montante

e, nalguns casos podem ser diminuídos os caudais máximos; e em regularização do leito do rio, quer seja em fundo fixo, quer seja em leito aluvionar com fundo móvel. A implementação de um canal de navegação de um rio é muito mais complexa que uma regularização de um rio, exigindo geralmente os dois tipos de regularização, de caudais e de leito. A regularização de caudais do rio Tejo tem sido efectuada desde a construção das grandes barragens na bacia hidrográfica, principalmente durante a segunda metade do século XX. A regularização do leito do rio Tejo é muito mais antiga. Todas as construções dos diques de defesa contra cheias, com vários séculos de vida, condicionaram o leito aluvionar do rio Tejo, regularizando-o. No século XX, a extracção de areias para a construção civil, desde sempre efectuada com algum controlo da quantidade e da localização, também regularizaram o rio, neste caso combatendo o assoreamento natural do rio Tejo. Actualmente, o rio Tejo pode ser navegado por grandes embarcações, até Valada

do Ribatejo, porque foi efectuada controladamente a extracção de inertes. Sem esta extracção o rio Tejo já não seria navegável a montante de, provavelmente, de Vila Nova da Rainha. O Tejo já foi mais navegável em séculos passados, quer porque o fundo estava mais baixo, antes do assoreamento torná-la cada vez mais difícil, quer porque, eventualmente, também tenha havido flutuação do nível do Oceano Atlântico. O rio Tejo situa-se numa região climática caracterizada por estios secos e invernos húmidos. Tal condiciona a navegabilidade na estiagem, com caudais muito pequenos, chegando a anular-se antes da construção das barragens, e caudais muito elevados durante as cheias. Em consequência, a garantia de navegabilidade durante todo o ano exige uma intervenção mais pesada economicamente do que aquela que tem sido efectuada, por exemplo, no centro da Europa, em que a variação durante o ano de caudais é mais reduzida. A garantia de profundidades para a navegação exige obras caras, ao longo de

todo o Tejo, que são função do calado e do comprimento das embarcações, e também uma gestão de exploração do canal de navegação, também com custos elevados. Para além disso, a navegabilidade do rio Tejo levanta problemas ecológicos

muito importantes, entre outros os relacionados com as espécies bentónicas, ripícolas e piscícolas. De qualquer modo, a abertura e a manutenção de um canal de navegação exigirá um estudo de viabilidade técnico-económico. A facilidade técnica da intervenção para garantia de navegabilidade é função do tipo de navegação, sendo mais fácil para pequenas embarcações de recreio, e bastante mais difícil para embarcações comerciais com grande capacidade de carga. A sustentabilidade económica da navegabilidade do rio Tejo é ainda dependente da capacidade técnica de garantir alguma restrição da mobilidade do leito aluvionar, que actualmente pode apresentar variações interanuais da ordem dos 2 m, e de mais 3 m durante as cheias. É indispensável e relativamente fácil efectuar um estudo de viabilidade técnico-económico, desde que nele sejam bem incorporadas todos os factores técnicos, de hidráulica fluvial, sedimentologia, e navegabilidade, de portos fluviais, de dragagens de manutenção, e os factores económicos, das obras a efectuar, da navegação, da gestão da navegação, dos valores patrimoniais afectados e dos valores ecológicos.

Dragagem para desassorear

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Notícias do Mar

Texto e Fotografia Carlos Salgado

Conhecer e Viajar pelo Tejo

Transvases

Afinal quem é o Beneficiado ou Prejudicado? Segundo o Instituto de Estudos Estratégicos Internacionais: Em 1977, Portugal e Espanha pediram a adesão à Comunidade Europeia. 0 longo período de negociações que então se iniciou, no mês de Outubro, bem como o constante contacto entre as entidades políticas dos dois países, não era de todo compatível com a manutenção da relação de ignorância mútua.

Bacia Hidrográfica do Tejo Ibérico

M

ais do que partilhar a pertença às mesmas organizações internacionais, Portugal e Espanha foram obrigados a falar entre si, a articular posições e a resolver diferendos. No entanto, a prática do diálogo não foi rapidamente adquirida, muito menos a procura de posições concertadas. A convivência entre os dois países, tanto em termos bilaterais como no seio das instituições europeias, é um processo longo e sinuoso, fértil em avanços e retrocessos. É para mim difícil chegar a uma conclusão sobre quem AFINAL É O BENEFICIADO OU O PREJUDICADO, isto porque nos últimos dois ou três anos tem havido grande polé-

mica sobre os transvases do Tejo em Espanha, relativamente aos quais as próprias autonomias espanholas estão em conflito. O maior ruído tem sido feito por ecologistas fundamentalistas espanhóis que encontraram algum seguidismo da parte de um movimento informal de cidadãos portugueses. Num encontro ou conferência, uma técnica de uma associação ecologista portuguesa credível, refiro-me à associação, afirmou que os transvases do Tejo em Espanha ( que se situam a uns 500 Km. da nossa fronteira ), estão a causar problemas à fauna piscícola do nosso estuário, vejam bem, quando entre esses transvases e a nossa fronteira existem inúmeras barragens alimentadas pelo Tejo, que são verdadeiros mares

interiores, dada a sua dimensão, algumas delas até, são apelidadas de “ los Mares de Castilla “. Será que essa água, se não fosse retida lá, chegaria a Portugal? É provável que sim. Assim sendo pergunto: devemos nós preocuparmo-nos mais com a água do Tejo transvazada do que com a descomunal quantidade de água que fica aprisionada em Espanha? E o controle dos caudais que nos são devidos estão a

Repare-se na extensão de cada uma das mega barragens do Tejo em Espanha

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ser sistematicamente controlados e/ou foram convenientemente negociados? Parece até que, o que se passa em casa do vizinho está a desviar a nossa atenção daquilo com que nos devemos preocupar na nossa própria casa, ou seja: Estamos ou não a receber a água na quantidade que nos é devida, mas se não estamos porquê? Sou um daqueles que considera que a sociedade civil deve participar, cada vez mais, nos destinos do nosso país mas não posso deixar de reconhecer que há pessoas, que afirmam coisas sem se preocuparem em saber previamente daquilo que estão a falar ou porque simplesmente sentem necessidade de se fazer ouvir ou de ter protagonismo ou ainda por seguidismo apenas, para fazer número. Parece que o que está a dar hoje, é entrar naquela onda de quem fala mais e mais alto é que tem razão, mesmo que diga disparates, ignorando qual é o significado daquela célebre rábula de “O Rapaz e o Lobo“. Como se explica o facto de que a Barragem de Cedillo, que é espanhola e é ela que abre mais ou menos a torneira para deixar passar a água para Portugal, esteja a ser alimentada, em grande parte, pela água de dois rios portugueses, o Ponsul e o Sever, que logicamente deviam desaguar a jusante dessa barragem, porque é água nossa.


Notícias do Mar

Notícias Inovaworks

Inovaworks Cria Solução para Vigilância Marítima do Espaço Mediterrâneo e Atlântico Produto inovador da Portuguesa Inovaworks Command and Control usado em projecto europeu de vigilância marítima do espaço Mediterrâneo e Atlântico

O

produto GeoC2, a solução inovadora 3D para comando e controlo no âmbito da cooperação civil-militar da empresa portuguesa Inovaworks Command and Control, foi no passado dia 7 de Junho, apresentado em Bruxelas como o motor tecnológico da componente portuguesa do projecto europeu BlueMassMed - uma iniciativa da Comissão Europeia que inclui Portugal, Espanha, França, Itália, Grécia e Malta, e que foi desenvolvido para fomentar a partilha de informação operacional entre 47 forças e entidades que estão envolvidas no exercício da autoridade do Estado no mar, das quais 12 são portuguesas. A solução GeoC2, construída no último ano e meio pela Inovaworks Command and Control (uma spin-off do laboratório de tecnologia Inovaworks), foi desenvolvida em estreita colaboração com a então Estrutura de Missão para Assuntos do Mar (EMAM), papel que veio posteriormente a ser assumido pela Direcção-Geral de Política do Mar (DGPM). Este produto tem como principais elementos diferenciadores o uso de um núcleo de sistema de infor-

mação geográfico (SIG) puramente 3D, em que é possível criar e analisar áreas, corredores e volumes subaquáticos, marítimos ou aéreos de forma expedita, e a sua abertura a múltiplas organizações nacionais através da capacidade de integração, análise e partilha de informação baseada em standards abertos, oferecendo uma abordagem orientada para a disponibilidade de múltiplos serviços e redes federadas. Segundo o responsável técnico pela edificação do nó nacional, Fernando Dias Marques, “a utilização do GeoC2 revelou-se, logo cedo, numa aposta acertada, atentas as suas características principais; nomeadamente a robustez, a segurança, a performance, a escalabilidade, a ubiquidade e a interoperabilidade, as quais, aliadas à capacidade 3D que oferece, potenciam o exercício das funções de comando e controlo e a partilha de informação que concorrem para o emprego eficiente dos recursos existentes no domínio da vigilância e segurança marítima. Acresce que, a flexibilidade da arquitectura subjacente bem como a utilização de metodologias ágeis no desenvolvimento do nó nacional levaram ao sucesso do

projecto, do ponto de vista funcional e da gestão, reconhecido interna e externamente”. O Director-Geral de Política do Mar, João Fonseca Ribeiro, refere que “neste projecto, apenas aflorámos o potencial de partilha de informação, proporcionado pelas ferramentas operacionais necessárias à gestão adaptativa da política marítima integrada, nomeadamente, a vigilância e monitorização da atividade humana no mar, a monitorização do ambiente marinho e da atmosfera, o mapeamento dos recursos marinhos e a avaliação socio-económica, no quadro das chamadas “funções marítimas”, as quais se estendem muito para além da “função de guarda costeira”. Com efeito, o GeoC2 tem permitido avaliar o potencial deste tipo de soluções para a chamada “gestão espacial adaptativa”, fundamental para potenciar o desenvolvimento e o crescimento sustentável no mar - o blue growth. Contamos continuar a investir neste domínio para melhor conhecer, explorar e gerir os nossos recursos, através do emprego deste tipo de soluções inovadoras”. Segundo Hugo José Pinto, Director-Geral da Inovaworks

Command and Control, “ficámos naturalmente entusiasmados com a utilização da nossa solução de Comando e Controlo GeoC2 num projecto desta natureza e dimensão, e foi com muito orgulho que empenhámos uma equipa de excelência para colaborar com a DGPM. A solução implementada permite uma análise, partilha de informação e comunicação em tempo real sobre uma “sala de situação” virtual em que todos os intervenientes das organizações portuguesas e dos parceiros europeus podem trabalhar em conjunto para nos manter mais seguros, e é um orgulho ter uma empresa portuguesa da nossa dimensão a fazer parte deste projecto. Creio bem que atesta pela diferenciação radical do nosso produto GeoC2, que planeamos continuar a desenvolver e implementar em clientes nacionais, e, possivelmente até mais, estrangeiros”. Sobre a Inovaworks Command and Control A InovaWorks Command and Control é uma spin off da Inovaworks, a qual é um incubadora de ideias e soluções que procura apresentar as melhores soluções tecnológicas para a simplificação dos actuais desafios colocados às marcas pelos consumidores. Com áreas de investigação e de desenvolvimento tecnológico para os sectores de Entretenimento Móvel e de Desenvolvimento Aplicacional, iniciou a sua actividade em 2006 através do programa NEOTEC da Agência de Inovação. Contactos de Imprensa: LEWIS PR Fernando Batista fernando.batista@lewispr.com Tel.: 213 245 019 Mob.: 913 874 133 Direção Geral de Politica do Mar Comandante João Fonseca Ribeiro Tel: 213234960 – ext 4964 Email: joao.ribeiro@dgpm.gov.pt

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Surf

Liga MEO Prosurf 2012

Vasco Ribeiro e Maria Abecasis Vencem o Moche Porto Pro

Vasco Ribeiro

Os campeões nacionais de surf em título, Vasco Ribeiro e Maria Abecasis, venceram o Moche Porto Pro, a terceira etapa da Liga MEO Prosurf 2012, que terminou no dia 27 de Maio, na Praia Internacional, Porto, com boas ondas de 0,5m a 1 m.

V

asco, de 17 anos, venceu mesmo em todas as frentes, derrotando na final Justin Mujica e nas meias-finais Marlon Lipke, cimentando a liderança do ranking nacional, bem como do Moche Wildcards e da Mini Triple Crown. No último dia,

ainda conseguiu a melhor onda da prova, nas meias-finais – 9.80 em 10 pontos possíveis. Nas três primeiras etapas da Liga MEO Prosurf, Vasco venceu duas e foi segundo classificado na outra. “Estou muito feliz com esta vitória,” confessou o campeão. “Esta etapa contou com um nível

Mais uma vitória de Vasco Ribeiro

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muito elevado, com atletas como o Gony e o Marlon, que correm o circuito mundial, além do Justin, do Ruben, do Kikas e de todos os outros atletas habituais, por isso foi também das mais difíceis de vencer. Estou obviamente contente por liderar o ranking com três resultados bons logo no início do ano, pois vou ter um Verão muito activo com as provas internacionais e isto só me dá mais motivação. Gosto de começar forte,” concluiu Vasco, que é também

o líder do ranking europeu Pro Junior, depois de ter vencido a primeira etapa do ano, no fim-desemana de 19 e 20 de Maio. Para Justin Mujica, este foi um regresso às finais e ao pódio, depois de duas etapas a perder nos quartos-de-final. Embora o primeiro lugar fosse sempre o que desejava, sobretudo depois de eliminar o melhor atleta do segundo dia de prova – o galego Gony Zubizarreta, nas meias-finais, este segundo posto não deixa de o colocar

O pódio feminino na entrega de prémios


Surf

novamente no Top 3 do ranking nacional. Marlon Lipke e Gony Zubizarreta, que foi o segundo classificado na etapa anterior, terminaram assim o Moche Porto Pro na terceira posição ex-aequo, o que os coloca dentro do Top 16 nacional, apesar de não terem participado na primeira etapa do ano. Os dois amigos, que competem habitualmente no circuito mundial de surf de qualificação, deram assim por bem empregue o esforço que fizeram para regressar rapidamente do Brasil, onde se encontravam a competir numa etapa desse circuito. No feminino, a final foi muito equilibrada e bastante disputada, com Francisca Santos a começar mais forte, mas Maria Abecasis a responder bem e a conseguir uma segunda onda melhor que a de Francisca, vencendo assim pela primeira vez este ano, depois de um segundo e um terceiro lugares nas etapas anteriores. Francisca Santos teve assim de se contentar com o segundo lugar desta vez, deixando Carina Duarte na terceira posição e Keshia Eyre na quarta. “Acho que competi bem,” afirmou Maria à saída da final. “Estou

Maria Abecasis

satisfeita com a minha prestação, porque a final foi bastante disputada entre todas. Espero conseguir manter o ritmo nas próximas etapas e voltar a conquistar o título este ano,” confessou a campeã,

que é agora também líder da Mini Triple Crown feminina, empatada com Francisca Santos. “Fomos muito bem recebidos no Porto,” afirmou Francisco Ro-

drigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas. “O Moche Porto Pro contou com três dias consecutivos de boas ondas na Praia Internacional, o que ajudou

Entrega de prémios

Entrega de prémios no pódio masculino

Francisca Santosa

Justin Mujica

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Surf

Gony Zubizarreta

Marlon Lipke

Estrutura

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ao espectáculo, por isso estamos muito satisfeitos com o resultado final, que viu centenas de pessoas a assistirem à prova, interessadas e participativas. Estamos de volta para o ano, seguramente,” concluiu. A Liga MEO Prosurf vai fazer agora uma pausa de Verão, para permitir aos melhores surfistas nacionais participarem nas provas internacionais que decorrem um pouco por todo o mundo, regressando no Outono para a quarta etapa, entre os dias 28 e 30 de Setembro, na Figueira da Foz. Esta foi a segunda etapa a contar para a MINI Triple Crown, um troféu especial dentro da Liga MEO Prosurf que atribui o usufruto de um automóvel MINI Coutryman ao melhor atleta masculino e outro automóvel MINI à melhor atleta feminina no cômputo geral de

três das suas etapas – Cascais, Porto e Figueira da Foz. Vasco Ribeiro lidera claramente no masculino, enquanto Maria Abecasis e Francisca Santos se encontram empatadas no feminino. A próxima etapa decidirá os campeões deste troféu. Apenas para os atletas masculinos, está também em jogo um lugar no Top 10 do Moche Wildcards, uma competição especial que, em cada etapa, contabiliza a melhor onda dos últimos 16 atletas em prova e define dez vagas para o campeonato de triagens que atribui um wildcard no Rip Curl Pro, em Peniche, a única etapa do principal circuito mundial de surf que se realiza em Portugal, em Outubro. Vasco Ribeiro também lidera este troféu, agora com Justin Mujica no segundo posto, Frederico Morais no terceiro, Filipe Jervis no quarto e Ruben Gonzalez no quinto. Gony Zubizarreta, João Guedes, José Ferreira, Eduardo Fernandes e Marlon Lipke completam o actual Top 10. Como não poderia deixar de ser, todas as etapas da Liga MEO Prosurf têm transmissão em directo para os assinantes do MEO por ADSL ou Fibra, na aplicação MEO Surf, através do botão azul no MEO Interativo; pela internet, em www.meo.pt/surf; bem como na TVI, através de resumos diários. Três formas de ver ou rever confortavelmente toda a Liga, que conta com comentários dedicados e especializados. A Liga MEO Prosurf 2012 é uma organização da Associação Nacional de Surfistas e da Spot da Media Capital Entertainment, com o patrocínio do MEO, do Moche e da MINI, os media partners TVI, Cidade FM, Go-S.TV, GTV e Puro Feeling, bem como os apoios do Sapo.pt, Surftotal, Surf Portugal, ONFIRE, Beachcam, Oceanlook e SurFisio.

Ambiente


Surf

Taça de Portugal FPS 2012

Viana do Castelo Recebe Prova Rainha do Surf Nacional As ondas de Viana do Castelo, e especificamente as da praia da Arda, em Afife, vão ser palco da prova rainha do surf nacional, a Taça de Portugal 2012, entre 24 e 29 de julho.

Taça de Portugal, o maior evento da FPS

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ara esta escolha da Federação Portuguesa de Surf, foram decisivas as condições excecionais da região para a prática da modalidade, a garantia de uma boa organização, bem como o facto de esta competição, de grande importância para a preparação dos europeus e mundiais, possibilitar dar a conhecer aos clubes e aos atletas nacionais de elite as instalações do Centro de Alto Rendimento de Surf em construção. No calendário de 2012 do Surf Clube de Viana destaca-se a coorganização da Taça de Portugal, o evento mais importante organizado pela Federação Portuguesa de Surf e que costuma colocar em competi-

ção cerca de 300 atletas de elite em representação de clubes de Norte a Sul do país, nas categorias de Surf, Bodyboard, Longboard e Kneeboard, em masculinos e femininos e em todos os escalões etários. A equipa do Surf Clube de Viana já está preparada para esta competição e promete lutar pelo pódio, tanto em títulos individuais como coletivos. Esta prova disputa-se segundo o formato double-elimination, que rege as competições mundiais, constituindo-se como competição de preparação de referência para os campeonatos do mundo. Segundo Guilherme Bastos, Presidente da Federação Portuguesa de Surf, esta é a prova rainha

Taça de Portugal 2010

do surf nacional, na qual marcam presença todas as modalidades da Federação. “Viana do Castelo, pelas suas condições excecionais para a prática de surf e pelo seu longo historial na realização de grandes provas, garantindo assim uma boa organização, surge facilmente como a opção deste ano. Também, e seguindo o exemplo da prova do ano passado, em Aveiro, cumpre a intenção da Federação levar esta Taça até onde estão a ser instalados os Centros de Alto Rendimento de Surf, promovendo a sua divulgação junto dos clubes e dos atletas nacionais”. Guilherme Bastos considera este Centro de Alto Rendimento de Surf, além de um produto desportivo, turístico e económico que vai ampliar as excelentes condições de Viana do Castelo para a prática da

modalidade, potenciador de grandes vantagens técnicas para os atletas da região. Também segundo a Direção do Surf Clube de Viana, esta estrutura reveste-se de grande importância para a afirmação de Viana do Castelo como destino de excelência do surf. Sobretudo no seguimento da organização, em 2010, do Eurojunior (Europeu de Seleções), esta coletividade vianense tem mantido estreitas relações com as Federações Europeias de Surf (Bélgica, Espanha, França, Inglaterra, Noruega e Suécia), no âmbito das quais têm sido estabelecidos contatos no sentido de atletas de alta competição se fixarem por várias temporadas em Viana do Castelo. Também o agravamento da crise ao nível de patrocínios dos atletas de altacompetição está a fazer com que os destinos de estágio dos praticantes do norte da Europa estejam a sofrer alterações. A dinâmica destas instalações também poderá beneficiar da proximidade de Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, uma referência do low-cost, que movimenta cerca de 300 mil turistas por mês. Assim, o Surf Clube de Viana considera que o Centro de Alto Rendimento de Surf de Viana do Castelo e o seu posicionamento geográfico estratégico poderá fazer da região uma base privilegiada de treino, além de contribuir para uma massificação do desporto junto da população local, permitir ao próprio clube ter uma atividade ainda mais regular e potenciar a existência de novos campeões no plano internacional.

Visita ao centro de alto rendimento de surf

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Surf

3ª Etapa do Campeonato Nacional de Surf Esperanças- Ilhavo

Guilherme Fonseca Continua a Dominar em Esperanças

Guilherme Fonseca

Terminou no domingo 3 de Junho o Campeonato Nacional de Surf Esperanças que se realizou durante três dias no Contiqui Bar, na praia da Costa Nova, em Ílhavo.

T

eve início na sextafeira, 1 de Junho, o Circuito Nacional Deeply Surf Esperanças que decorreu com a participação de 123 surfistas oriundos de todo o país. Reuniram-se na praia da Costa Nova para competir nas classes Sub 12, Sub 14, Sub 16 e Sub 18, masculinos e femininos. A prova começou com bom tempo, muito calor e ondas de 1 metro muito bem formadas o que proporcionou aos competidores excelentes condições para mostrarem o seu potencial. As categorias a entrar na água na sexta-feira foram os Sub 12, Sub 14 masculino e feminino. O destaque do dia foi João Moreira (Carcavelos) na categoria Sub 14, que obteve a melhor onda, com 9,25 em 10 pontos possíveis. No feminino o destaque foi para Camila Kemp que obteve a melhor onda na categoria - 7,75 pontos em 10 possíveis. No sábado a competição teve início às 8h30 com a categoria Sub 16. As ondas até 2m com formação perfeita permitiram ao público presente apreciar as manobras mais radicais do surf, com muito espectálo no areal da Costa Nova. Nos Sub 16 o destaque foi para Tomás Fernandes da Ericeira, com 54

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a melhor onda da categoria - 7,25 pontos. Guilherme Fonseca destacouse também nos Sub 18, com uma onda de 8,50 pontos durante a quinta bateria. No domingo, Guilherme Fonseca veio assim a cotar-se, mais uma vez, como a figura de maior destaque, ao vencer a competição de sub-16, e subir ao segundo lugar em sub-18, escalão ganho de forma surpreendente por Tomás Ferreira, outro “precoce”, que tal como Guilherme, tem ainda apenas 14 anos. A competição teve início às 8h35 com céu limpo, sem vento e ondas a rondar o 1,5 metro, com a disputa das meias finais de todas as categorias. Destaque nas meias finais para Dylan Groen (Sub 12) que obteve o melhor score combinado (2 melhores ondas) com 13.25 pontos em 20 possíveis. Tomás Fernandes e Guilherme Fonseca (Sub 16) também estiveram em grande forma, ao obterem 12.75 e 12.5 pontos respectivamente.

Guilherme Fonseca, 1º Classificado, Sub16

Classificações Final Feminino Sub 18 1ª Keshia Eyre, 14 2ª Camila Kemp, 9,90 3ª Constança Coutinho, 5,15


Surf

4ª Mariana Assis, 4,75 Final Sub 12 1º João Vidal, 12,30 2º Guilherme Ribeiro, 8,75 3º Dylan Groen, 8,40 4º Gustavo Matos, 6,75 Final Sub 14 1º Vasco Monica, 10,40 2º Jácome Correia, 8,35 3º João Moreira, 7,95 4º Duarte Baltazar, 7,65 Final Sub 16 1º Guilherme Fonseca, 13,50 2ª Tomás Fernandes, 9,13 3º Francisco Duarte, 8,25 4º João André, 5,45 Final Sub 18 1º Tomás Ferreira, 13,40 2º Guilherme Fonseca, 12,50 3º Tomás Fernandes, 9,23 4º Mateus Rego, 8,60

Fotografia: José Monica

Melhor Onda: João Moreira, de Carcavelos, 9,25 pontos Foram surfadas 1.430 ondas. A entrega de prémios decorreu no Contiqui Bar, com a presença do Vereador da Câmara Municipal de Ílhavo, Eng Paulo Costa. Esta prova teve o apoio: Deeply, Contiqui Bar, Hotel da Barra, Pascoal, Coza Nova, Tacho da Rita, Marisqueira da Barra e Pizzaria Brasão.

Tomás Ferreira

Pódio Sub12

Pódio Sub14

Pódio Sub16

Pódio Sub18

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Vela

Skandia Sail For Gold Regatta

Maior Comitiva de Sempre em Londres

Bernardo Freitas/Francisco Andrade em 49er, Sara Carmo em Laser Radial e Gustavo Lima em Laser Standard foram os últimos velejadores nacionais a garantirem presença nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, depois de disputada a Skandia Sail for Gold Regatta, na Grã-Bretanha. No total, serão 13 os atletas que estarão, entre 29 de Julho e 11 de Agosto, em águas de Weymouth e Portland.

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sentar oito classes, 49er, Laser Standard, Laser Radial, Star, RS:X, RS:X Feminino, 470 e Match Racing Feminino.

A Skandia Sail For Gold Regatta, foi o último evento para a vela portuguesa garantir a presença nos Jogos Olímpicos, a

Fotografia: onEdition

Fotografia: onEdition

a Grã-Bretanha vão estar velejadores portugueses a repre-

Álvaro Marinho e Miguel Nunes

maior presença de sempre em número de classes e em número de velejadores. A dupla de 49er e os velejadores dos Laser garantiram a presença nas olimpíadas britânicas depois de, no somatório do Troféu Princesa Sofia e da Skandia Sail for Gold Regatta, terem somado mais pontos que os seus adversários: “Foi uma selecção muito equilibrada. O nível subiu imenso e agora há que trabalhar bastante até aos Jogos”, afirma Rui Reis, coordenador do projecto olímpico. Freitas e Andrade terminaram a prova inglesa no 20º lugar, atrás de Lima e Costa que foram 16º. Em Laser Radial, Sara Carmo encerrou na 40ª posição, enquanto Inês Sobral foi 61ª. Gustavo Lima foi 31º em Laser Standard e Rui Silveira quedou-se pelo 70º posto. Afonso Domingos/Frederico Melo foram 12ª posição na classe Star e João Rodrigues acabou a Skandia Sail for Gold Regatta em 21º em RS:X. Nos 470, Álvaro Marinho/ Miguel Nunes ocuparam o 26º

Bernardo Freitas e Francisco Andrade

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Gustavo Lima


Fotografia: onEdition

Vela

Carolina Mendelblatt

quatro vitórias e duas derrotas. Carolina Mendel Blatt em RS:X não esteve no Skandia Sail, pois já estava apurada desde a sua participação Mundial.

Fotografia: onEdition

lugar e António Matos Rosa/ Ricardo Schedel o 40º. No Match Racing feminino Rita Gonçalves/ Mariana Lobato/Diana Neves terminaram na 10ª posição, depois de nas repescagens terem somado

Sara Carmo

Fotografia: onEdition

Fotografia: onEdition

Afonso Domingues e Frederico Melo

João Rodrigues

Rita Gonçalves, Mariana Lobato e Diana Neves

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Notícias do Mar

Últimas Campeonato Nacional de Access 2.3

Pedro Reis Campeão Nacional

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edro Reis, do Clube Naval de Cascais, sagrou-se Campeão Nacional de Access, em prova disputada no Funchal. Pedro Reis terminou o Nacional com 5 pontos, menos 3 do que o segundo classificado, Fernando Pinto, da Escola Nacional de Vela Adaptada. Na última posição do pódio ficou José Cavalheiro, do Clube de Vela de Viana do Castelo, com mais 6 pontos do que o vencedor. Participaram no Campeonato Nacional de Access, organizado pelo Clube Naval do Funchal, 16 velejadores em representação de cinco clubes: Naval de Cascais, Naval Povoense, Vela de Viana do Castelo, Escola Nacional de Vela Adaptada e Naval do Funchal.

Fotografia: KPS

Vento Falta à Chamada

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EDP Kite Surf Pro Cascais 2012, primeira etapa do circuito mundial de kitewave KSP, reuniu na Praia do Guincho os melhores atletas mundiais nesta disciplina do kiteboard. Os competidores defrontaram-se na Praia do Guincho, com ondas até 2,5m, com ventos side-onshore, as condições ideais para prestações new-school, com progressivas manobras aéreas. Heats explosivos de vários riders levaram o público ao rubro, nos dias em que o vento colaborou. Os maiores destaques nestas performances alucinantes incluem o jovem Keahi De Aboitiz (AUS), de 19 anos, e Mitu Monteiro (CPV) que com o seu estilo único leva sempre espetáculo às competições onde participa. As condições de vento e

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ondas durante a passagem do circuito mundial por Portugal não foram as esperadas, não tendo sido possível terminar todas as rondas de heats que ditariam a classificação final. Mas foram premiados os riders com a mais alta pontuação numa onda, na Cerimónia de Encerramento realizada em Cascais, que se prolongou pela noite dentro. A Organização mostrou o seu agrado pela passagem por Portugal, apesar de um incrível azar com o vento que teimou em não colaborar. Todos os atletas mostraram vontade em regressar no próximo ano para conseguirem mostrar todo o seu talento, mas num Guincho com os habituais ventos e ondas que este ano não brindaram o KSP durante os 10 dias de espera. A próxima paragem do KSP World Tour 2012 vai realizar-se nas Maurícias, entre 7 e 16 de

Setembro, e contará com a presença de dois portugueses: Inês Correia (actual Campeã do Mundo) e Gonçalo Gomes. Best Wave Awards Masculino: Guilly Brandão (BRA) Mitu Monteiro (CPV) Paulino Pereira (POR) Best Wave Awards Feminino: Kristin Boese (GER) Kirsty Jones (GBR) Kari Schibevaag (NOR) O título do KSP Professional Wave Tour 2012 será decidido até final do ano, com a realização de mais 3 etapas. 7 a 16 Setembro — Le Morne, Maurícias 19 a 28 Outubro — West Coast, Irlanda 29 Novembro a 8 Dezembro — Maui, Hawaii, Estados Unidos

Troféu Eng. Manuel Pessanha

Pires e Bajanca Vencem Em Leixões

A

s duplas Gonçalo Pires/ Nuno Bajanca, em 420 e Pedro Barreto/Francisco Melo, em Snipe, foram as vencedoras do Troféu Eng. Manuel Pessanha, disputado no campo de regatas de Leixões com organização do Clube de Vela Atlântico.

Gonçalo Pires/Nuno Bajanca, do Clube de Vela de Lagos, foram os vencedores da 2ª Prova de Apuramento Nacional da classe 420. A dupla lacobrigense ganhou apenas uma das seis regatas disputadas em Leixões, mas foi a mais regular relegando Gonçalo Pinho/Miguel Hipólito, do Sport Club do Porto, para a 2ª posição. João Pestana/Tomás Marques, do Clube de Vela Atlântico, foram terceiros classificados. Também englobada no Troféu Eng. Manuel Pessanha estava a 2ª Prova de Apuramento Nacional da classe Snipe. Pedro Barreto/Francisco Melo, do Clube Naval de CascaisMitsubishi, somaram a segunda vitória consecutiva da época, após 5 regatas realizadas. Luís Cadeco/Luís Maia, do Clube de Vela Atlântico, e Pedro Cunha/ Miguel Leal Faria, do Clube Dom Pedro, foram 2º e 3º, respectivamente.

Fotografia: Neuza Aires Pereira

EDP Kite Surf Pro Cascais 2012

Notícias do Mar n.º 306  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 306, Junho de 2012