Pesca Desportiva
Texto: Walter Canelas Fotografia: Autor e Redacção - Mundo da Pesca
Pesca Embarcada
Pargos: Chumbadinha ou Fundeada? Muito se tem falado sobre a pesca ao pargo e as diferenças entre “chumbadinha” ou “fundeada”. É com um dos grandes skippers deste país que iremos descortinar quais as melhores ocasiões para optar por uma destas técnicas e ter uma jornada de sonho. etc. O que agora vou tentar partilhar é uma junção entre a observação do estilo muito próprio que ele foi desenvolvendo e a minha otimização dos melhores locais e condições para os diferentes tipos de pesca. Voltando ao princípio Ultimamente oiço dizer muitas vezes que agora só se apanham pargos à chumbadinha, especialmente os grandes exemplares…Isto não é totalmente verdade. Não se deve descurar a pesca vertical com chumbada normal e um, dois ou três anzóis ao pargo. Eu pessoalmente, na pesca vertical, uso no máximo dois anzóis, por vezes com os anzóis montados em “tandem”. A diferença entre um e outro tipo de pesca têm a ver também com a mentalidade do pescador que temos a bordo, pois há que diferenciar entre a arca cheia de peixe e uma “grade”; o verdadeiro pescador vocacionado e mentalizado para a pesca ao pargo, sabe que pode levar uma “grade” mas também pode ser a pesca do ano ou da vida, assim como até com um único peixe “fazer o dia”, e que não precisa de estar todo o dia a tirar peixe, pois que o resultado 90% das vezes se faz em pouco tempo e normalmente no virar da maré (para o pargo de preferência quando a viragem ocorre com sol alto).
A pesca à chumbadinha também tira grandes exemplares
A
ceitando um repto do meu amigo Carlos Abreu, vou humildemente tentar dar o meu parecer através da experiência que tenho adquirido ao longo destes anos, tanto na pesca de competição, como atleta e, neste momento, como 34
2012 Junho 306
skipper de uma embarcação MT (marítimo-turística), e pela observação do desenvolvimento da técnica de pesca ao pargo à “ chumbadinha “ com poucos anos de vida e que começou por ser desenvolvida para pesca ao pargo por um amigo e cliente - o Paulo Moreira - o grande men-
tor desta técnica, a qual se diga em bom da verdade que teve bons seguidores. Devo realçar que eu próprio na observação do desenvolvimento deste tipo de pesca, e juntando as peças, aprendi a obter resultados em função da tipologia de fundos, textura, distância aos cabeços,
A pesca vertical A pesca vertical com barco fundeado ao pargo é mais rentável em dias de corrente quase nula, com o barco posicionado muito perto das encostas dos cabeços; uma nota importante: devem ser procurados preferencialmente fundos em que a base dos cabeços termine em formações de coral com seguimento para fundo de charneira, burgau, concha ou areão. De realçar que em cima dos cabeços