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Piracicaba | Outubro/Novembro 2013 | Ano 2 | Edição n° 10

Centenário do XV Conheça a programação de aniversário do time

Condomínio

Tudo o que você precisa saber sobre inadimplência

Pauléo O poeta da fotografia Turismo De bicicleta pela Itália


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Editorial

A ‘foca’ e o ‘poeta’

Revistas

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No jargão dos jornalistas, chama-se ‘foca’ o profissional recém-formado, aquele que acabou de deixar os bancos da faculdade para enfrentar o mercado de trabalho. Pois bem, eu era uma ‘foca’ na redação do Jornal de Piracicaba, no final dos anos 80, quando fui escalada pela chefia para cobrir uma invasão de área verde, tão comum naquela época em Piracicaba. E lá fomos eu e o fotógrafo Paulo Alcides Tibério, o Pauléo, para o local da invasão num final de tarde. Pautas dessa natureza sempre nos colocavam cara a cara com a miséria e a desigualdade social. Infelizmente, estava na nossa rotina. Fazer o quê? Mas, naquele dia, eu e Pauléo fomos pegos de surpresa quando uma mulher, com um bebê de poucos dias nos braços, pediu que levássemos a criança e ficássemos com ela. “Quem sabe ela não tem mais sorte?”, justificou a mãe. Muito sem jeito dissemos ‘não’, olhamos um para o outro e nos afastamos, as lágrimas escorrendo pelo rosto... Ele, um profissional já consagrado, experiente. Eu, uma repórter novata, assustada com as mazelas do mundo. Como a gente faz pra mudar o mundo? Essa parecia ser a pergunta que não queria calar.

Na entrevista que deu ao jornalista Ronaldo Victoria para a Tutti Condomínios, Pauléo conta essa história, dizendo que é uma das mais marcantes de sua longa e brilhante carreira. Eu me sinto privilegiada por fazer parte desse repertório rico, deste que é um dos grandes fotojornalistas brasileiros. Acostumado a estar por trás das lentes, desta vez Pauléo é tema da nossa matéria de capa, a melhor forma que encontramos para reverenciar seu raro talento. Boa leitura! Cristiane Sanches Editora

Ao lado de suas obras-primas, o fotógrafo Paulo Alcides Tibério, o Pauléo, posa para o colega Alessandro Maschio, que foi um de seus ‘discípulos’ no ofício de fotografar.

Expediente Projeto editorial do MBM Escritório de Ideias desenvolvido especialmente para a Brancalion Administradora de Condomínios

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gestão de conteúdo

plataform

CNPJ 09461319/0001-99 Publicação bimestral

Diretor Bruno Fernandes Chamochumbi bruno@mbmideias.com.br Editora Cristiane Sanches (MTb 21.937) Reportagens e textos Ronaldo Victoria ronaldo@mbmideias.com.br Cristiane Bonin crisbonin@mbmideias.com.br Cristiane Sanches cristiane@mbmideias.com.br

Projeto gráfico e paginação MBM Escritório de Ideias Allan Felipe Dalla Villa Lívia Telles Equipe MBM Débora Ferneda Manu Vergamini Susane Trevizan Teresa Blasco Tatiane Fernandes

Anúncios e informes publicitários são espaços adquiridos pelos anunciantes e seu conteúdo é de inteira responsabilidade de cada um deles, cabendo à Revista Tutti Condomínios apenas reproduzi-los nos espaços comercializados. A opinião de colaboradores não é necessariamente a opinião da revista. Matérias assinadas são de responsabilidade de seus autores.

Anuncie na Tutti: 19 3371.5944 atendimento@mbmideias.com.br

Rua Regente Feijó, 2387 – Vila Monteiro – Piracicaba – SP – CEP 13418-560 – Fone: 3371-5944 Tiragem 7.000 exemplares Distribuição gratuita, exclusiva e dirigida www.mbmideias.com.br

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A revista dos condomínios de Piracicaba

Outubro / Novembro2013

9- INADIMPLÊNCIA NO CONDOMÍNIO 12- CIRCUITO TUTTI NO MONTE ALEGRE 14- REFORMA: USE O BOM SENSO 16- XV CHEGA AOS 100 20- DREAM TEAM DO XV 22- CENTENÁRIO AGITADO

24- MUSA BOA DE BOLA 26- XV, EU TE AMO! 28- TALENTO & FORÇA 30- TOP 5 CATERPILLAR 34- O POETA DA FOTOGRAFIA 38- DIA DO CORRETOR

39- APRENDA A CORRER 40- FESTA CRIATIVA

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42- 15 ANOS: A ORDEM É SER ORIGINAL 44- LEIA + 45- SABOR SOLIDÁRIO 46- ITÁLIA SOBRE DUAS RODAS 49- REFRESQUE-SE 50- PIRANEWS NA REVISTA

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OFICINA DE RISOTOS

Fotos: Alessandro Maschio

Anunciantes da revista Tutti Condomínios participaram de uma deliciosa oficina de risotos, comandada pela chef Jill Guidotti (foto), da Nutriz Nutricional e Saúde. O evento aconteceu em 17 de outubro e foi promovido pelo MBM Escritório de Ideias.

SABORES DO MEDITERRÂNEO Alunos do terceiro semestre do curso de gastronomia do Centro Universitário Senac – Campus Águas de São Pedro promovem o evento Sabores do Mediterrâneo, que acontece no dia 23 de novembro, das 11h às 16h, na avenida Carlos Mauro. Os futuros chefs levarão para o público comidas típicas de países banhados pelo Mar Mediterrâneo. O evento é aberto à população.

A empresária e fotógrafa piracicabana Monica Corazza prestigiou o lançamento do livro Coisas do Diabo Contra (Editora Ateliê Cultural), do seu amigo e escritor Eromar Bonfim. O evento aconteceu no dia 18 de setembro, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

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Foto Hemerson Celtic

NOVO LIVRO


EXPOSIÇÃO O artista plástico Claudinei Bettiol expôs 17 pinturas em acrílica sobre tela na mostra Inversão da Beleza, que esteve em cartaz no Museu Histórico e Pedagógico Prudente de Moraes até o dia 6 de novembro. A curadoria foi de Cássio Padovani.

INAUGURAÇÃO

Foto Alessandro Maschio

Mais de 400 pessoas prestigiaram a inauguração na nova sede do Senac Piracicaba, que aconteceu em 28 de setembro. Com investimentos de R$ 30 milhões, o prédio localizado na rua Santa Cruz tem capacidade para atender 15 mil alunos por ano em seus mais de 5.000 metros quadrados.

A incrível história do imóvel que cansou de car parado. Um belo dia decidiu sair de trás daquela placa que não dava resultado e foi à Frias Neto. Lá, ele encontrou um monte de gente querendo viver embaixo do seu teto.

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Revistas

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Inadimplência no condomínio Especialistas falam sobre como lidar com este problema

Por Cristiane Bonin | Foto: Shutterstock

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roblemas no condomínio não costumam ser nada fáceis. Quando envolvem o lado financeiro, então, nem se fala. A inadimplência é um desses assuntos complicados de lidar. Difícil para o síndico, que tem que administrar com menos dinheiro em caixa; difícil para os demais condôminos, já que os serviços básicos podem ser afetados; e difícil também para ‘O síndico o inadimplente.

pois, a maioria ainda prefere negociar amigavelmente”, aconselha Hubert Gebara, vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi.

“A dívida com o condomínio se trata de uma prestação (dívida) com características muito especiais. Elas garantem ao credor, no caso o deve estimular condomínio, diversas prerrogativas para forçar o cumprimeno condômino inadimplente to da obrigação”, alerta Lima. “O Código Civil é muito claro “A característica mais marcante a quitar dívidas, pois, ao estipular que todos os condômié justamente a aderência dessa nos são obrigados, na proporção de a maioria ainda prefere sua parte, a concorrer para as desobrigação à coisa, ou seja, mespesas de conservação ou divisão da negociar amigavelmente’ mo que o imóvel que dá origem coisa, ou seja, todos os proprietários à dívida seja transferido para um de imóveis em condomínio estão obrigados a ratear as terceiro, a mesma pendência o acompanhará”, afirma. despesas para a manutenção do bem comum”, explica O presidente do Sindicondomínio-DF, José GeralGildásio Pedrosa de Lima, especialista em direito dos contratos da Veloso de Melo Advogados. do Pimentel, explica que a importância de se pagar O último dado do Secovi-SP (Sindicato da Habi- o condomínio em dia está na conservação física do tação), de agosto, revela que 6.651 ações de cobrança edifício, evitando-se uma possível desvalorização venal foram movidas em 2013 por falta de pagamento da do imóvel. “Estar em dia com o condomínio também taxa somente na cidade de São Paulo. “O síndico deve significa a manutenção da qualidade de vida daqueles estimular o condômino inadimplente a quitar dívidas, que fazem parte dele”, ressalta.

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Gestão

tutti Revistas

Pode ou não pode? O advogado Roberto Silva Ferreira, de Piracicaba, especialista em direito empresarial e professor universitário, esclarece as principais dúvidas sobre inadimplência no condomínio. O condômino inadimplente ser impedido de usar as áreas comuns do prédio? Existem divergências nesta questão. Em alguns casos, os juízes entendem que a restrição à área de lazer geral configura dano moral ao morador impedido de usufruir do espaço, sob o argumento de que viola o direito de personalidade do morador ou, ainda, coloca-o em situação vexatória perante terceiros. Já o mesmo Tribunal julgou recentemente a mesma matéria e entendeu que o fato de utilizar a área de lazer sem a contraprestação, ou seja, sem o pagamento da taxa condominial, gera enriquecimento ilícito. A convenção interna do condomínio deve obedecer a qual código? Alguns juristas entendem que a convenção tem natureza contratual, ou seja, é um acordo de vontades. Outros entendem que a relação ultrapassa o acordo, se parecendo mais com a lei, já que alcança terceiros e pessoas estranhas. A partir de 2002, as convenções de condomínios se adaptaram ao Código Civil Brasileiro. Legalmente, pensando numa legislação superior, como é possível penalizar o inadimplente? No caso do inadimplente, entendemos que a melhor saída é ingressar com ação de cobrança, já que a própria unidade (apartamento) pode ser penhorada para garantir a dívida, mesmo sendo esta bem de família. Neste sentido, a lei n° 8.009/90, que dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família em seu artigo 3º, descreve que a penhora é possível para cobrança de impostos, predial ou territorial, taxas e contribuições devidas em função do imóvel familiar. No caso do inadimplente, o que é considerado abuso contra seus direitos? Qualquer tipo de vedação ao condômino pode ser considerado uma conduta que afronta a dignidade, sendo que existem meios efetivos para cobrar a dívida. Qual é o melhor caminho para acabar com a inadimplência no condomínio?

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Uma boa gestão do síndico, de redução de custos e reserva para gastos extraordinários, poderá evitar um

aumento repentino na taxa condominial e provocar a inadimplência. Outra questão é a cobrança rápida contra o condômino devedor, que pode minimizar o índice de inadimplência. Por fim, uma negociação com o inadimplente é sempre bem vista. Quais os índices legais para multa e juro? A multa por atraso de pagamento antigamente chegava a 20%. Com o Código Civil, esta multa foi reduzida para 2%. A única discussão que persiste é sobre a taxa de juros moratórios. A lei diz que, se não estiver previsto na convenção coletiva, o juro é de 1% ao mês. Entretanto, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) tem decidido de formas diversas, mostrando que é possível a convenção coletiva estipular valor maior que 1%. Porém, acredito que o mais apropriado, e até mesmo para evitar uma disputa judicial, é aplicar o índice de 1%. O inadimplente pode ser protestado? Quanto ao protesto ou inclusão do nome do morador junto aos órgãos de proteção e crédito (SCPC e Serasa), é plenamente possível, já que o condomínio está no seu pleno exercício regular do direito. O único cuidado que deve ser tomado é que um protesto indevido ou, ainda, uma inclusão equivocada nos órgãos de proteção de crédito pode gerar indenização. A água do inadimplente pode ser cortada? O TJSP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) entendeu que é possível o corte de fornecimento de água da unidade devedora da taxa condominial, desde que a água esteja embutida no condomínio. No entanto, a decisão deve estar aprovada em assembleia e o condomínio tem de comunicar o corte com antecedência. Os devedores podem ter seus nomes listados e divulgados em uma área comum? É possível desde que não extrapole os limites do condomínio e que não haja uma divulgação à qual terceiros tenham acesso. Desta forma, é possível que seja lançado, no relatório mensal que acompanha a taxa condominial, o número das unidades inadimplentes. Lembrando que deve constar apenas o número da unidade e não o nome do morador. Mas não é viável que seja fixada, pelas dependências do condomínio, a lista das unidades inadimplentes, já que terceiros podem ter acesso a ela, gerando constrangimento ao inadimplente.


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Evento Revistas

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Circuito Tutti no Monte Alegre Uma noite para degustar uma saborosa comida japonesa, deliciosos espumantes e sobremesas pra lá de especiais, ao som de música da melhor qualidade. Essa foi a proposta do Circuito Tutti Condomínios, que aconteceu no Residencial Monte Alegre, em agosto passado. Confira quem esteve lá nas fotos de Alessandro Maschio.

Rodrigo e Elaine Brancalion com Bruno Chamochumbi

Fernanda Guidotti, Beatriz Dorizotto e Maria Helena Carvalho

Marcos e Abdrea Ducatti, Teresa Blasco, Mônica Cabelo e Klaus Barreto

Marcelo Xavier, Tutu Guasti, e Lourenço Torres

Marina Torrezan, Enilena Maffezoli e Silvana Aguiar

Beatriz e Erick Gomes, Juliano Dorizotto e Marco Antonio Guidotti

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Sidney Rechelo e André Martins

Frederico Blawn e Pedro Ferronato

Giuliana Fiore, André Saito e Tiago Silotto

Camila Perillo e Manu Vergamini

Zé Rubens, Klaus Barreto, Pa Moreno e Silvio Cordeiro

Cristiane Sanches e Sandra Ducatti

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Obras

Reforma:

Revistas

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use o bom senso Conheça as regras antes de transformar seu apartamento num canteiro de obras

Por Ronaldo Victoria | Foto: Alessandro Maschio

Zenith é síndicas do edifício Miami há dez anos

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azer reformas em seu apartamento dá dor de cabeça? Com certeza. O problema é que, como se trata de um condomínio vertical, pode causar problemas não apenas para você, mas para seus vizinhos, o porteiro, o zelador, enfim, todo o edifício. Isso se você não utilizar a ‘ferramenta’ principal nesses casos, chamada bom senso. “O que dá maior dor de cabeça para a gente é mesmo a falta de bom senso de alguns moradores que ainda não pensam que residem numa coletividade e só pensam neles mesmos. Se houvesse maior bom senso, tudo seria mais fácil”, conta a bancária Zenith Marques da Silva Guim, síndica há dez anos do edifício Miami. Por conta disso, o prédio em que Zenith mora restringiu a quase zero a possibilidade de reformas individuais. “A questão é que o morador, às vezes, só se preocupa com o que ele vê. Mas nós temos de nos preocupar com o todo. E ficamos especialmente cuidadosos quando aconteceu aquele caso do edifico que desabou no Centro do Rio de Janeiro, por causa de

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reformas não autorizadas”, explica. Assim, o edifício Miami contratou um perito que desaconselhou qualquer tipo de reforma. “Temos um laudo dizendo que o prédio não comporta mais reformas, que já chegou ao limite máximo. Porque hoje as reformas acontecem de um modo diferente. Antes, para colocar piso ou azulejo novo, retirava-se o antigo. Hoje é colocado um sobre o outro e aí vai ficando mais pesado”, conta. Por isso, reformas, destaca Zenith, só se forem pequenas. E mesmo assim, o pedido deve ser submetido com antecedência para a síndica, que ‘Ficamos especialmente dará o parecer. Para a síndica do Miami, existe um código que deve ser respeitado pelo morador assim que solicita uma reforma:

cuidadosos quando aconteceu aquele caso do edifício que desabou no Rio de Janeiro, por causa de reformas não autorizadas’


Buscar profissionais qualificados, sempre com referências. “Nós temos algumas pessoas de confiança do condomínio, mas o morador tem de se preocupar com isso.” Contratar sempre um engenheiro ou arquiteto para acompanhar a obra. “Não temos como acompanhar tudo. Então, a partir do momento que tivermos um laudo assinado por um profissional, ele se responsabiliza.” Ter em mãos os dados completos da pessoa ou empresa contratada. Ter cuidado com a parte elétrica e hidráulica do prédio. “O engenheiro tem de consultar a planta do prédio. Um erro em um apartamento pode causar danos para vários moradores.” Em caso de problemas estruturais, que afetem outros condôminos, o morador deverá ceder a entrada de prestadores de serviços para as devidas providências. Respeitar os horários e dias da semana para fazer as obras. “Os trabalhos só começam depois das 8h e têm de terminar às 17h. Quando chega esse horário, o porteiro já está orientado para tocar o interfone e pedir que pare imediatamente. E em hipótese ne-

nhuma podem ser realizados aos sábados, domingos e feriados”, esclarece Zenith. Seguir as normas do regimento interno do condomínio, por isso é importante comparecer às reuniões e assembleias. Sempre informar com antecedência ao síndico sobre qualquer obra que pretenda realizar. “É aconselhável que haja um prazo de, pelo menos, uma semana de antecedência. E tem de deixar claro quando vai terminar. Se ultrapassar esse prazo, a gente conversa, pois ainda não estabelecemos multas”, diz. Tomar cuidado com a limpeza e com a movimentação dos operários pelas áreas comuns do condomínio. “A gente nem tem como impedir esse trânsito, mas pede que se tenha certo cuidado para não sujar demais.” Em caso de reclamação, tudo terá de ser analisado com critério. “Se ficar comprovado que a reforma causou danos no apartamento vizinho, a obra pode ser embargada. Porém, se for uma reclamação indevida será descartada. Num condomínio, não causa problemas apenas aquele que gera reclamações, mas também aquele que reclama demais”, salienta.


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Revistas

tutti Comemoração


XV chega aos 100 De concerto com orquestra a Festa do Chope, festa do centenário do Nhô Quim já tem programação definida

Por Ronaldo Victoria | Fotos: Alessandro Maschio e assessoria de imprensa/XV

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XV de Piracicaba chega aos 100 anos com uma festa que une o clássico ao popular. De um lado, haverá apresentação do maestro João Carlos Martins com sua orquestra, a Bachiana Filarmônica. De outro, uma festa do chope destinada ao torcedor do clube, marcada para o feriado. Para comemorar, o Departamento de Marketing do time já vem trabalhando há algum tempo. Na frente do Estádio Barão de Serra Negra, a casa do time, já está em destaque, desde setembro, o relógio em contagem regressiva e que será zerado à zero hora do dia 15 de novembro. Antes, porém, no dia 14, às 20h, acontece no Espaço Beira Rio, a apresentação de João Carlos Martins, escolhido por ter se declarado quinzista. O evento é para convidados. “O presidente do time, Celso Christofoletti, se encontrou com ele num hotel e o maestro disse que era quinzista, além de torcedor da Portuguesa. O Celso achou que ele estava fazendo ‘média’, mas ele sabia muita coisa sobre o clube, fatos históricos e até os dois hinos, o oficial e o Crá Crá”,

lembra Ricardo Augusto de Moura, diretor do Departamento de Marketing, que coordena uma equipe de cinco pessoas. Depois desse espetáculo, assim que o relógio for zerado, começa uma queima de fogos na frente do estádio e com o bolo do centenário. No feriado, dia 15 de novembro, uma sexta-feira, acontece a Festa do Chope, no clube do Sindicato dos Metalúrgicos, das 13h às 18h. “É uma festa totalmente dedicada ao torcedor do time, e a nossa torcida é uma das mais apaixonadas do país”, conta Moura. Os convites serão vendidos a R$ 20 (não-sócios) e a R$ 15 (sócios do XV), com direito a uma caneca e chope à vontade. Comida é paga à parte. Para animar a tarde, vão se apresentar duas ou três bandas, de rock e de samba, e de músicos piracicabanos, para valorizar os artistas da cidade. “Procuramos fazer uma programação totalmente popular, voltada para o nosso torcedor, e valorizando ao mesmo tempo a cidade”, conta Moura. A série de ações relativas ao centenário começou em abril, numa

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Comemoração

tutti Revistas

parceria com o Centro Infantil Boldrini, de Campinas, em que houve distribuição de ovos de Páscoa para as crianças. Em junho, foi realizada uma visita às escolas da rede municipal de Piracicaba, junto com o boneco do Nhô Quim, para falar às crianças sobre o aniversário de 100 anos do clube. Em julho, aconteceu o Desafio Hyndai, em que foram colocadas várias bolinhas coloridas num carro estacionado na praça e foram distribuídos prêmios a quem conseguisse acertar a quantidade exata, que era 5.764. Dez pessoas acertaram e disputaram uma gincana. A vencedora foi Dieine Nartins da Silva, de 20 anos, que ganhou um iPad Apple, uma televisão de LCD 32” LG, uma viagem com acompanhante para o Nordeste pela agência Viptur, dois passaportes para os jogos do XV no Campeonato Paulista de 2014, um ano de inglês gratuito na Wizard Idiomas, uma camisa oficial do alvinegro e um livro do centenário. Em outubro, foi realizado o concurso Musa do XV, e no mesmo fim de semana aconteceu o lançamento da camisa cor-de-rosa, em homenagem ao Outubro Rosa (evento nacional que promove a prevenção do câncer de mama) e que é implementado na cidade pela Associação Ilumina. E, passada a comemoração do centenário, uma novidade deve ganhar as ruas da cidade no fiml do ano: um Papai Noel Quinzista, com a roupa toda em preto e branco, uma espécie de Nhô Quim natalino, vai comandar o Natal Quinzista, com distribuição de presentes para crianças carentes.

HISTÓRIA

Chegar aos 100 anos de fundação em plena atividade é motivo de orgulho para o XV de Piracicaba. Afinal, a partir do dia 15 de novembro, o clube passa a pertencer a uma elite do futebol brasileiro: a dos times centenários e que ainda disputam campeonato. Em todo o Brasil, onde existem atualmente 29.208 times, segundo o site Portal 2014 (da Copa do Mundo), apenas 37 estão em atividade há mais de 100 anos.

Dentre os títulos que o clube conquistou ao longo de sua história quase centenária, se destacam os campeonatos paulistas da segunda divisão de 1947, 1948, 1967 e 1983, e o Campeonato Brasileiro da Série C, em 1995.

Programação do Centenário 08/11, às 19h30 - Exposição do XV e biografia do capitão Carlos Wingeter Abertura da exposição com materiais do XV no Centro Cultural Martha Watts e lançamento da biografia do Capitão Carlos Wingeter, com a presença da família Wingeter, vinda de Bauru. 12/11 – 19h30 - Sessão Solene na Câmara dos Vereadores Homenagem ao Centenário do XV de Piracicaba, propositura do vereador Trevisan Júnior (PR). 13/11, às 19h30 - Lançamento do Livro do Centenário Início das vendas do livro no Centro Cultural Martha Watts. 14/11, às 20h - Show do Maestro João Carlos Martins Espetáculo patrocinado pela FMC em homenagem ao centenário do clube no Espaço Beira Rio. Evento fechado, sem venda de ingressos. 14/11, às 23h59 - Queima de fogos Queima de fogos no estádio Barão de Serra Negra 15/11, às 13h: Festa de Aniversário Uma comemoração ao centenário do clube no Sindicato dos Metalúrgicos.

O time mais antigo é o Rio Grande, do interior gaúcho (fundado no dia 11 de agosto de 1900), seguido pelo Esporte Clube Vitória, de Salvador. No Estado de São Paulo, são mais velhos apenas a Ponte Preta, o Rio Claro, o Paulista de Jundiaí, o Noroeste de Bauru, o Corinthians, o Guarani, o Comercial de Ribeirão Preto e o Santos.

29/11, às 20h - U-Mio-du-Boi Jantar beneficente em parceria com essa grande festa tradicional da cidade com o XV de Piracicaba.

A história do XV começa quando duas famílias tradicionais de Piracicaba, os Pousa e os Guerrini, comandavam o esporte amador da cidade, respectivamente o Vergueirense e o 12 de Outubro. Decidiram se juntar e criaram um novo clube, e chamaram o capitão Carlos Wingeter para ser o primeiro presidente.

Sangue Quinzista - Data e horário a definir Campanha de doação de sangue

O XV de Piracicaba, como é conhecido nacional18

mente, participou diversas vezes da elite do futebol paulista e brasileiro. No Estado, sua maior conquista foi o vice-campeonato em 1976. Quatro vezes campeão da segunda divisão paulista, o alvinegro ostenta também a honra de ter sido o primeiro campeão do interior do Estado a alcançar o acesso para a primeira divisão.

15/12, às 08h - Corrida do Centenário Corrida organizada pela Gaia Esportes em comemoração ao centenário.

Natal Quinzista - Data e horário a definir Campanha de Natal para crianças carentes Fonte: Assessoria de imprensa do XV de Novembro


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Dream team do XV Torcedores e especialistas elegem os melhores jogadores e técnico da história centenária do Nhô Quim

Fotos: Acervo do Centro Cultural Martha Watts

Sérgio Carvalho e Arnaldo Branco Filho, autores do livro

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pós meses de votação por internautas no site do clube (www.xvpiracicaba.com.br), depois submetida à apreciação dos diretores e conselheiros, além de jornalistas da cidade, foi definida a seleção do centenário do Nhô Quim. A lista traz 12 nomes, um jogador em cada posição e um técnico, de grandes atletas que passaram pelo alvinegro piracicabano em várias épocas. O nome mais votado é de Chicão, o piracicabano Francisco Jesuíno Avanzi, que morreu em 2008, aos 69 anos, e chegou à Seleção Brasileira nos anos 70. As famílias de todos os jogadores selecionados, além da do técnico, receberam homenagem no dia 25 de outubro na Assembléia Legislativa de São Paulo, por conta de uma propositura do deputado estadual Roberto Morais (PPS). “Sabemos que 12 nomes é pouco para uma história de 100 anos, por isso abrimos a votação popular. Foi a forma mais democrática de

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escolher”, afirma o presidente do time, Celso Christofoletti. A pesquisa começou com os internautas, que escolheram os cinco melhores em cada posição, por meio de votação feita não apenas no site do XV, mas pelo programa Esporte Livre, apresentado por Roberto Morais na TV Beira Rio. Com base nessas indicações, um júri formado por 100 pessoas ligadas à área esportiva definiu os vencedores. Os escolhidos fazem parte do conteúdo editorial do livro comemorativo do centenário, produzido pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) em parceria com a assessoria de imprensa do XV e da empresa B2 Comunicação, dos jornalistas Arnaldo Branco Filho e Sérgio Carvalho. O lançamento aconteceu na mesma cerimônia de homenagem aos atletas, na Assembléia Legislativa.


Goleiro – Sidmar: Sidmar Antônio Martins também atuou no São Paulo, Guarani, Bahia, Portuguesa e Grêmio, além de passar uma temporada no Japão, defendendo o Shimizu. Ele veio ao XV logo depois de sua passagem pelo Guarani, e ficou até 1988.

OS ELEITOS

Zagueiro – Idiarte Massariol: Começou a jogar no Nhô Quim ainda nos anos 30 e ficou até os anos 50. Defendeu o time em 539 partidas, em que marcou 58 gols, mesmo sempre atuando na defesa. Idiarte começou ainda no time infantil, em 1934, e quatro anos depois já era figura destacada do time principal.

Zagueiro – Ailton Luiz: Nascido em Vinhedo, em 1958, iniciou a carreira nas categorias de base da Ponte Preta e profissionalizou-se seis anos depois no Velo Clube de Rio Claro. Chegou em 1981 ao XV, onde foi vice-campeão paulista da segunda divisão em 1981 e 1983.

Lateral direito – De Sordi: Nascido em Piracicaba, em 1931, começou a carreira no XV e aos 21 anos foi jogar no São Paulo, onde também fez sucesso com a camisa tricolor. Defendeu as cores do Brasil na Copa da Suécia, em 1958, mas ficou de fora do jogo decisivo, contra os donos da casa.

Volante – Chicão: Francisco Jesuíno Avanzi nasceu em Piracicaba, em 1949, e morreu em 2008, em São Paulo. Conhecido pelo estilo ‘raçudo’, ficou famoso como ‘xerife’ na Copa de 78, na Argentina. Começou na equipe profissional do XV em 1968. Em 2011, um grande viaduto da cidade recebeu seu nome.

Lateral esquerdo – Almeida: O jogador ficou no time titular do XV durante seis anos e atuou na partida contra o Palmeiras, em 1976, quando o XV ficou vice. Nesses seis anos, participou de todas as partidas que o time disputou, ou seja, 283. Tinha muita afinidade em campo com o zagueiro Elói e o atacante Benê.

Volante – Vadinho: Osvaldo Lúcio Claudino chegou ao XV em 1977, vindo de Santa Catarina. Estreou num jogo amistoso contra o Comercial de Ribeirão Preto. Foi vice-campeão da Segunda Divisão, em 1981. Até 1985, quando ficou no XV, disputou 375 partidas, o que o faz o quinto atleta com mais jogos pelo time.

Meio-campo – Pianelli: José Eduardo Pianelli começou aos 16 anos na equipe de base do XV, em 1981.Passou para o time principal dois anos depois. Jogou também no São Paulo, onde conquistou o Paulistão de 1985 e o Brasileiro de 1986. Também atuou no América de Rio Preto, Juventus e Ponte Preta.

Meio-campo – Nardela: Reinaldo Antonio Baldessin começou a carreira no Nhô Quim e teve passagens também pelo Guarani, Grêmio, Portuguesa e Joinville, onde é considerado o maior artilheiro da história do clube catarinense. Teve como colegas de equipe no XV o goleiro Pedro Paulo e o ponta João Paulo.

Atacante – Paulinho Massariol: Filho do lendário Idiarte, começou nas equipes de base do XV, foi campeão do Torneio José Ermírio de Moraes, vice-campeão paulista de 1976 e integrante da Seleção Brasileira Juvenil (hoje sub-20). Em 1978, jogou no Vasco da Gama e foi artilheiro do Brasileirão, com 19 gols. Técnico – Dema: Ademar Lucazecchi também foi jogador de destaque do XV, com 279 partidas com a camisa alvinegra. Também se destacou no Palmeiras de 1950 e 1957. Fez parte da Seleção Paulista que jogou na abertura do Maracanã e dirigiu a equipe na conquista do vice paulista, em 1976.

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foto: Centro Cultural Martha Watts

Atacante – Gatão: Vicente Naval Filho iniciou sua carreira no futebol no dia 14 de maio de 1944, defendendo o Palmeirinha. Assinou contrato com o XV no ano seguinte, fazendo sua estreia num jogo internacional, contra o Libertad do Paraguai. Jogou 422 partidas pelo Nhô Quim, marcando 202 gols.


Homenagens ao Nhô Quim se destacam pela criatividade e diversidade Foto: Assessoria de imprensa/XV

Comemoração Revistas

tutti

Centenário agitado

Partida histórica do evento XV Contra 100

O

s 100 anos do XV de Piracicaba vêm agitando a cidade durante o ano todo, com uma série de eventos que envolvem a diretoria, os jogadores, a torcida e a comunidade em geral. Ainda no mês de agosto, o clube recebeu produtores do canal internacional de televisão por assinatura History Channel para uma gravação de uma série especial chamada Gladiadores do Futebol. O objetivo da equipe foi recriar o histórico gol de Carlos Alberto Torres, o último da goleada de 4 a 1 sobre a Itália na final da Copa do Mundo de 1970, no México, e que garantiu ao Brasil o tricampeonato e a posse definitiva da Taça Jules Rimet. A locação escolhida foi o Estádio Municipal Barão da Serra Negra e os jogadores do alvinegro participaram de todas as filmagens. “Fomos indicados por um amigo da Federação Paulista de Futebol e ficamos muito contentes em recebê-los aqui em Piracicaba. O nome e a história do clube serão divulgados em toda a América Latina, e nos Estados Unidos, e isso é muito importante”, afirmou o presidente do XV, Celso Christofoletti.

Grafite

No mesmo mês, o muro do estádio recebeu grafitagem (arte de rua), em que o artista plástico Rogério Pedro começou a produzir e a ilustrar uma homenagem ao centenário do Nhô Quim. A iniciativa é da patrocinadora oficial do time, FMC Agricultural Solutions, multinacional agroquímica. “A proposta da ilustração nos muros do estádio re22

úne elementos que traduzem a alegria e a paixão do torcedor quinzista. O Nhô Quim, mascote do XV de Piracicaba, apresenta o atleta em frente ao Teatro do Engenho e os torcedores que comemoram na Rua do Porto, importantes pontos turísticos da cidade. Locais de grande relevância histórica e cultural de Piracicaba completam o cenário.”, destaca Rogério Pedro.

Contra 100

Mais recentemente, no dia 20 de outubro, o XV realizou um grande encontro de gerações para comemorar a data: o evento XV Contra 100. Organizado pelo Departamento de Marketing do alvinegro, reuniu os mais jovens torcedores com os jogadores mais experientes que passaram pelo time. Para formar o time das crianças, foram contatados exatamente 100 garotos que passaram por uma seleção. O placar final ficou no empate de 4 a 4. Porém, para os dois lados o resultado foi o que menos importou e sim a festa e a confraternização.

Filatelia

E continua até o dia 22 de novembro, na Agência Central dos Correios, em Piracicaba (avenida Armando de Salles Oliveira, 1136), a exposição filatélica A História do Futebol, que traz como destaque os 100 anos do alvinegro piracicabano. O centenário também terá espaço na revista Cofi (Correio Filatélico), publicação da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos). A mostra fica em cartaz de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada gratuita.


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No mercado há 34 anos, a Villa Sebrian chega com uma unidade em Piracicaba. A loja possui um portfólio de produtos variados: • Toda linha de móveis para área externa • Móveis de fabricação própria em madeira maciça de demolição • Móveis importados e decorações

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Concurso

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‘Ainda é tudo muito novo, não consigo ainda ter ideia da repercussão que isso terá em minha vida’

Musa boa de bola Eleita Garota Nota XV, Isabela Vieira é colante do time feminino do Nhô Quim

Por Ronaldo Victoria | Foto: Alessandro Maschio

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nova musa do XV de Piracicaba bate um bolão. Longe de ser uma gracinha machista, é a mais pura verdade. É que Isabela Vieira, 22 anos, eleita Garota Nota XV no dia 5 de outubro, em festa realizada na boate West, é volante do time de futebol feminino há quatro anos. Ela acredita que essa ligação com o clube teve influência positiva no resultado. “Eu acho que ajudou sim, porque não é um concurso de beleza comum e pesa a camisa do time. O XV é mesmo uma paixão e foi sem dúvida o time com quem criei mais vínculo”, conta. Nascida em Valparaíso, de família sul-matogrossense (da capital, Campo Grande), Isabela, ou Isa, como é mais conhecida, também teve passagem pelo Santos. O futebol surgiu na sua vida ainda criança, aos seis anos de idade, quando jogava em campinhos com os garotos, por falta de companheiras. Mas a família nunca reclamou. A velha história de que “futebol é coisa de menino” só mais tarde. “Preconceito sempre tem. Ainda tem gente que acha isso, apesar de ter melhorado um pouco. Nos Estados Unidos, por exemplo, futebol é coisa de mulher”, lembra. Vendo-se mais como atleta, Isa conta que demorou a pensar em participar do concurso, o que só fez no último dia, incentivada principalmente pelas colegas de time. “Eu não me via assim como musa ou miss”, afirma. Na noite da decisão, com mais 14 candidatas, revela que estava mais tranquila, pois já estava garantida entre as cinco finalistas. Isso porque foi a mais votada pela página do XV no Facebook. “A família toda, que é enorme, fez como uma cam-

panha para ficar no Facebook compartilhando a minha foto. E deu certo!”, conta. O pai, Tito, é dono de oficina de automóveis, e a mãe, Elaine, é professora. Os dois foram os maiores incentivadores e encararam 15 horas de viagem de Campo Grande a Piracicaba só para torcer pela filha. Além de jogar futebol, Isa está no quarto ano de fisioterapia, faz estágio no próprio time e treina todas as manhãs no Barão de Serra Negra. Já é uma agenda puxada, que só vai aumentar a partir de agora, e até maio do ano que vem, quando deve acontecer a final do concurso Gata do Paulistão. A disputa, que reúne representantes dos 20 times que participam do Campeonato Paulista, geralmente acontece em junho, mas foi antecipada por conta da Copa do Mundo. “Eu já sei que vai ser puxado, com entrevistas, sessões de fotos e outros compromissos. Mas eu já levo vantagem por lidar com a imprensa por causa do futebol. Vai ser diferente, mas não acho que vai ser tão difícil”, afirma. Porém, Isa diz que ainda não sabe bem o que esperar da maratona que virá a partir de agora. “Ainda é tudo muito novo, não consigo ainda ter ideia da repercussão que isso terá em minha vida”, confessa. Para sua sorte, não terá de lidar com namorado ciumento, já que está solteira e o último não fazia esse estilo. Mas também tem consciência de que o assédio masculino aumentará, e muito, a partir de agora. “Eu levo na brincadeira e esse é o tipo da coisa com a qual a gente tem de se acostumar”, revela a musa, que garante estar totalmente ambientada em Piracicaba e adora ir à Rua do Porto em dias de folga.

Isa é estudante de fisioterapia

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XV, eu te amo!

No ano do centenário, personalidades da cidade declaram seu amor ao alvinegro o segundo governo do ex-prefeito José Machado (2000/2004) assumi o Centro de “ Durante Comunicação Social da Prefeitura e tive, na época, junto com o então secretário de esportes João Paulo Araújo, a incumbência de ajudar a criar a Associação Amigos do XV, sendo seu primeiro diretor de marketing. Hoje, como professor de ensino superior, tenho a felicidade de orientar um grupo de alunos de publicidade e propaganda a realizar seu projeto experimental que tem como ‘cliente’ o XV de Piracicaba. O projeto é chamado de Projeto 20XV, uma proposta de comunicação para o clube a partir do ano de 2015”. Marcelo Bongagna, professor e jornalista

“O XV é uma paixão piracicabana! Tem uma torcida fiel como de grandes times, e sofre junto como corintiano. O XV tem conseguido se erguer com empenho e o patrocínio de empresas da cidade, que é fundamental. O próximo passo é estar no campeonato brasileiro, e que assim seja!” (Mario Luís Telles, ortopedista, médico do basquete do XV, já foi médico do alvinegro centenário).

“O XV de Novembro é para mim a síntese de tudo o que o esporte proporciona à saúde física e mental, e à interação social. É o XV que nos ensina, prepara, educa e nos disciplina, desde a infância, a aprender com as derrotas e celebrar as conquistas como momentos eternos.” (Paulo Eduardo Carlin, repórter de esportes da Rádio Educadora)

“Torcer para o Nhô Quim é viver a cidade intensamente. Sentindo todas suas tristezas e alegrias.” (Erich Valim Vicente, jornalista)

“Nhô Quim: 100 anos de glória de um povo, exaltando o esporte e a cultura de Piracicaba!” (Wilson Tietz, gerente comercial da Gazeta de Piracicaba) 26


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Camarda fez doutorado em fisiologia do exercício

Talento & força Fisiologista fala do trabalho de condicionamento físico dos atletas do alvinegro Por Ronaldo Victoria | Foto: Alessandro Maschio

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isiologista do XV de Piracicaba desde 2008 (teve passagem anterior pelo clube de 2004 a 2006), Sérgio Camarda é responsável pela avaliação técnica de todos os jogadores. Com a experiência de quem é formado há 21 anos em educação física pela Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e com doutorado em fisiologia do exercício pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), Camarda afirma que a época dos jogadores franzinos é coisa do passado. Futebol virou, sim, uma prova de força. “Não dá para se comparar como era disputado o esporte há mais de 40 anos e como é hoje. O futebol foi ficando cada vez mais intenso e, numa partida de 90 minutos, um atleta corre uma distância de 10 a 12 quilômetros em campo, e isso em alta intensidade. Antes não chegava a cinco quilômetros”, conta.

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Por isso, Camarda diz que não adianta nadar contra a maré e insistir nos tempos mais românticos do futebol. Até porque esta é uma tendência universal e que se reflete com intensidade ainda maior em modalidades que dependem mais do vigor individual, como o atletismo, a natação ou o tênis. Assim, o fisiologista participa no XV de um elaborado programa de condicionamento em conjunto com os preparadores físicos. Aliás, ele diferencia a sua função dizendo atuar em conjunto com os preparadores, mas em outra escala. “Eu sou responsável por todas as avaliações que medem o potencial de cada um dos jogadores em relação à força e capacidade individual. É um trabalho científico, que demanda pesquisa. Depois essas avaliações são transmitidas aos preparadores, que trabalham com cada um os pontos fracos e que precisam ser reforçados”, explica.


Camarda conta que o XV continua um passo atrás nesta questão, pois ainda não tem cacife econômico para fazer como os grandes times da capital, que podem comprar as máquinas indicadas para a avaliação e que custam na faixa dos R$ 300 mil. “Por isso, é fundamental a nossa parceria com a Unimep, por exemplo, que nos permite a utilização desses equipamentos”, conta.

‘Futebol virou, sim, uma prova de força’

das, n a m r o f , s rinha d a m a r a P s. o v i o n e s a noiv ns com e g a i u q a em Penteados ue especial! um toq

Camarda lembra que a preparação física só começou a acontecer no Brasil a partir dos anos 1970, com a atuação do famoso médico americano Kenneth Cooper, criador do famoso teste e sinônimo de exercício no país. “Ele começou trabalhando com o Pelé, quando fomos campeões em 1970, no México. De lá para cá muita coisa mudou, aumentando também a intensidade dos exercícios anaeróbicos, que envolvem força e velocidade juntos.” Ao mesmo tempo, ele comenta que os casos de dopping têm diminuído bastante no futebol e há tempos não há registro deste tipo de ocorrência. Ele comenta que o trabalho não se esgota no decorrer de campeonatos importantes. Mas é preciso também ter um cuidado extra-campo, para que o atleta não se descuide no período de férias. “Às vezes, eles exageram na parte nutricional quando se veem em fase de descanso. Mas é preciso ficar atento, pois hoje o aceitável é um índice de gordura corporal de 10%”, explica. Camarda revela que sempre quis seguir a carreira e foi secretário de esportes da cidade a partir de 2002, durante a administração de José Machado (PT). “Aí foi diferente, pois participei de uma macrogestão. E pude ver a obrigação do município com o esporte de base, principalmente para as crianças que vivem em áreas de risco. Eu não tenho dúvida de que o esporte, quando bem administrado, é um importante meio de se evitar a criminalidade.”

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De acordo com o fisiologista, o exame permite detectar não apenas o grau de força muscular, mas também o desequilíbrio individual. “O que acontece, em geral, é que o músculo anterior da coxa do atleta acaba ficando mais desenvolvido que o posterior, o que é natural, pelo próprio ato de chutar. Só que você não pode deixar que essa diferença aumente demais e tem de trabalhar para o fortalecimento do posterior. Da mesma forma, como na população em geral, a maioria dos jogadores é destra, portanto temos de fazer um reforço periódico na perna esquerda”, explica.

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Top 5 Caterpillar Cinco raz천es que fazem da empresa um dos melhores lugares para se trabalhar no Brasil

Por Cristiane Bonin | Fotos: Paulo Altafin

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gigante Caterpillar tem mais de 200 fábricas no mundo, mas é a sua maior e mais complexa operação, a Caterpillar Brasil, que detém o recorde inédito de única companhia brasileira há sete anos consecutivos entre as cinco Melhores Empresas para Trabalhar, do reconhecido e internacional Instituto Great Place to Work, que tem parceria com a revista Época para publicar o ranking no país. Não é necessário um estudo de caso nem entender de negócios para saber por que é tão bom trabalhar na Caterpillar, que é líder global na fabricação de equipamentos de construção e mineração, motores a diesel e gás natural, turbinas industriais a gás e locomotivas diesel-elétricas. A marca Caterpillar é tão robusta quanto as máquinas que produz. Está avaliada em US$ 7 bilhões e é uma das mais valiosas do mundo, à frente de outras mundialmente conhecidas como Ferrari e Porsche, Dell e 3M, Mastercard e Panasonic, e tantas outras. Desfrutar deste reconhecimento internacional enche de orgulho os funcionários da Caterpillar no mundo todo e não é diferente para aqueles que trabalham na unidade da empresa em Piracicaba. Tudo na empresa contribui para o profissional desempenhar todo seu potencial e entregar o melhor trabalho. Eles recebem um dos melhores pacotes de benefícios da região, contam com as tecnologias mais modernas de cada área do conhecimento, convivem em um excelente ambiente de trabalho em que todos têm oportunidades de desenvolvimento, crescimento profissional e reconhecimento justo pelo trabalho que entregam. Fica claro que um grande diferencial da excelência dos produtos e serviços Caterpillar deve-se justamente à formação do melhor time de funcionários. Simples, assim. A Revista Tutti Condomínios elencou cinco razões que fazem da Caterpillar Brasil uma empresa altamente desejada pelos profissionais. Os argumentos tam-

bém são uma espécie de lição de gestão empresarial e que pode ser aplicada por toda empresa, independentemente do porte. Quer saber quais são essas razões, certo? Então, vamos lá.

1- Engajamento

O alto engajamento do time de funcionários talvez seja o mais importante fator da excelência, em todos os sentidos, que a Caterpillar Brasil ostenta hoje nos mais de 120 países que compram as máquinas produzidas por esta unidade. O engajamento é um termômetro que indica a intensidade da motivação dos funcionários e o quanto eles se identificam com os valores e objetivos estratégicos da empresa. O ambiente interno é de pura camaradagem. A pesquisa de clima de 2012 apontou um engajamento interno de 97%, um dos mais altos do mundo. Não é por menos que dizem que quem trabalha na Caterpillar tem o sangue amarelo, numa alusão à cor dos tratores e máquinas que a empresa produz.

2- Gestão de pessoas

Uma empresa não só funciona por isso, mas é inegável que um ótimo pacote de remuneração ajuda muito. Reconhecer os funcionários é coisa séria na Caterpillar, que oferece uma das melhores e mais completas remunerações da região. Salário competitivo e um dos mais altos planos de incentivo do mercado somam-se a benefícios vistosos, como dois planos médicos com cobertura completa para o funcionário e sua família, plano odontológico, programa interno de qualidade de vida... A empresa reembolsa pelo menos 50% do valor dos medicamentos e dá os remédios para doenças crônicas. Lá dentro, todos têm acesso a postos bancários, seguradora, despachante, farmácia, biblioteca, restaurante de primeira linha, transporte fretado. A capacidade da Caterpillar de atrair e reter talentos é referência no mercado.

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Business

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3- Desenvolvimento de carreiras

Uma empresa que aprende. Este é o lema da Caterpillar Brasil em relação ao desenvolvimento de pessoas. Neste ponto a multinacional é uma referência no país. Seus ambientes e processos são desenhados para que os profissionais se desenvolvam intensamente. Esta é para a Caterpillar a melhor experiência para o profissional e a principal forma de aprendizagem, com os melhores de cada área replicando seus conhecimentos para os demais. A empresa desafia os funcionários a nunca pararem de aprender. Eles têm um Centro de Desenvolvimento com 3.000 metros quadrados, equipado com tecnologias modernas de e-learning, estações individuais de aprendizado e sala de videoconferência com centenas de cursos e treinamentos. Em 2012, cada funcionário teve, em média, 76 horas de treinamento.

4- Diversidade

Todos são muito bem-vindos porque a Caterpillar acredita no potencial superior de uma equipe heterogênea. É fácil notar nos corredores que não há distinção de origem, raça, religião, cor, gênero, orientação sexual, idade ou limitações físicas. As mulheres que, antes estavam longe do chão de fábrica, já ocupam hoje 10% das funções historicamente masculinas, como operação de empilhadeiras e montagem de motores. A diversidade é uma marca na cultura da multinacional e tida como fator positivo para o resultado do time e a própria competitividade da empresa. A cultura interna aceita bem as ideias divergentes. Todo mundo é ouvido e sabe que tem o direito de manifestar suas opiniões. A pesquisa de clima revela que 97% dos funcionários acham que a empresa assume o compromisso de atrair, desenvolver e manter uma força de trabalho diversificada.

5- Sustentabilidade

Para a Caterpillar, sua responsabilidade com a sociedade não se limita à destinação de verbas para projetos sociais e ambientais. Internamente, é fácil notar o orgulho de fazer parte de uma empresa global, que investe US$ 6 milhões por dia em pesquisas e desenvolvimento aplicadas, inclusive, em estudos de processos industriais e novos produtos com forte caráter sustentável. Desde o nascedouro, uma máquina Cat é construída levando em conta o mínimo impacto ambiental. O processo da empresa é, algumas vezes, muito mais exigente do que a própria legislação. Um exemplo é o pioneirismo e a liderança mundial da Caterpillar no desenvolvimento de produtos de baixa emissão de gases. Quer mais sustentável que isso?

Sobre a empresa

Para o piracicabano, a Caterpillar é bem conhecida pela fábrica instalada há 59 anos na cidade e soma 5.000 funcionários. A presença da multinacional no Brasil, no entanto, estende-se por vários estados – o que eleva o número total de funcionários para 7.500 –, com as unidades fabris de máquinas de terraplenagem em Campo Largo, no Paraná, e a fábrica de motores em Curitiba, onde também está uma unidade de desenvolvimento de tecnologia para locomotivas. Em Minas Gerais, a multinacional produz locomotivas diesel-elétricas na cidade de Sete Lagoas, e a capital Belo Horizonte sedia o escritório da Cat Mining, para os produtos de mineração de grande porte. A Caterpillar também conta com unidades de reforma de locomotivas e vagões em Diadema e Hortolândia e, na capital paulista, estão o Banco Caterpillar e o escritório comercial. Em Macaé, no Rio de Janeiro, fica o escritório de especialistas em turbinas à gás para embarcações e plataformas de petróleo. Por fim, em Brasília, está o escritório para assuntos governamentais.

Caterpillar em números No mundo

. 237 fábricas e presença em mais de 200 países . 125.000 funcionários . US$ 65,875 bilhões de faturamento em 2012 . 58ª marca mais valiosa do mundo

Em Piracicaba

. 7ª maior exportadora do Estado de São Paulo. . 120 países consomem os produtos ‘made in Piracicaba’ . 250 mil metros quadrados de área construída num terreno de 3,7 milhões de metros quadrados . R$ 350 milhões investidos nos últimos três anos Saiba mais em: www.caterpillar.com.br

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MatĂŠria da capa

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O poeta da fotografia Por Ronaldo Victoria | Fotos: Alessandro Maschio

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em certas noites que Paulo Alcides Tibério, o Pauléo, acorda de um sonho estranho em que vê muitas cenas importantes (“daquelas que aparecem na capa do jornal”, ele explica), mas acaba acordando angustiado porque não encontra a máquina para registrar. No cotidiano, ele às vezes se pega sentindo falta da máquina para fotografar algo que chame a atenção, seja uma árvore florida ou um acidente. Pauléo deixou temporariamente o ofício de fotógrafo, mas a arte da fotografia não o abandonou. Ele foi treinando o olhar de forma autodidata desde que começou a trabalhar no Jornal de Piracicaba, ainda menino, entregando jornal. Foi evoluindo aos poucos e se especializou em fotojornalismo. Tem fotos que percorreram o mundo inteiro, como aquela que mostra o líder seringueiro Chico Mendes em Piracicaba, um mês antes de ser assassinado. Nesta entrevista, Pauléo conta sua história. Com muita emoção e sem mágoa.

Tutti Condomínios - Você parou com a fotografia? Pauléo - Hoje está devagar. Estou parado, sem serviço, esperando aparecer alguma coisa. Foi você que decidiu parar? Não, decidiram por mim. Estou aposentado, mas como no JP não quiseram que eu ficasse mais lá... Você estava no jornal há quanto tempo? Fiquei três anos nessa volta. Aí em dezembro do ano passado eu fui desligado. Não tentou mais procurar emprego na área? Tentei sim, na cidade, na prefeitura e na Câmara, mas não apareceu nada. Estou ajudando a minha filha no restaurante dela, o Kaipira. Faço de tudo, sirvo mesa, tiro prato, ajudo na cozinha, entrego, faço um pouco de tudo. Como você se sente? Todo trabalho é digno, não? Mas não é o que eu gosto, que é a fotografia. A minha vida inteira só fiz isso.

Até porque seria queimar o filme deixar de entregar o jornal na casa do dono... Pois é. Mas não deixava faltar só na casa dele. O chefe dos entregadores, Antonio, gostava muito de mim e me colocou para encartar jornal. Depois fui au‘Henrique(Spaviéri) é um xiliar de distripai, um irmão mais velho, buição. Tinha só o Henrique um grande amigo. Um cara Spaviéri como que foi tudo pra mim’ fotógrafo e ele precisava de alguém para revelar filme. Ele era sozinho, então ele colocava o filme para revelar, acontecia alguma coisa, ele tinha de esperar revelar o filme. Aí comecei a aprender a revelar filme com ele.

Quando você começou a se interessar por fotografia? Desde pequeno já tinha uma maquininha Xereta que ganhei da minha mãe, com aquele filminho 110. Todas as fotos de casa era eu que fazia. Tinha uns nove, dez anos. Levava para revelar no Bischoff, na rua Governador. Demorava uma semana para ficar pronto. Era tudo preto e branco.

Sempre aprendeu na prática? Sempre. Acho que a vontade é a melhor escola. Gostar do que faz. Quando chegou a espiral pra revelar filmes, o Spaviéri falou com aquele jeitão dele: “Enrola aí, vá aprendendo a enrolar esse negócio aí!”. Um dia ele me mandou entrar no laboratório para revelar quatro filmes. O laboratório era 3 x 4, lá em cima no prédio da (rua) Moraes Barros. Um calor! E tudo escuro. Foi difícil revelar, demorei uma hora. Saí de lá molhado de suor.

Foi aí que começou a gostar da profissão? Eu sempre gostei. Aí apareceu a chance no jornal, agarrei. Fui registrado em 1972, mas naquele tempo não era obrigado a registrar, então eu estava antes. Comecei como reserva de entregador.

Mas conseguiu? Nossa, ficou perfeito! Então, o Spaviéri me disse que a partir daí eu ia revelar os filmes. Ele chegava com os filmes e eu revelava. Aí ele marcava as fotos, eu ampliava e ele saía fazer outras coisas.

Entregava quando faltava alguém? Ficava no banco. Ia de madrugada, três e meia da manhã já estava no jornal. Ia todo dia e ficava esperando. Eu ia de bicicleta. Era velha e se chamava Saramandaia, não tinha freio, não tinha nada. Onde faltava entregador eu tinha que ir. Aí um entregador parou de trabalhar e eu entrei no lugar dele. E era justamente o setor que incluía a casa do doutor Losso (Fortunato Losso Netto), na avenida Itália, e também do seu Eugênio (Losso), irmão dele. Aí eles gostaram porque nunca faltava.

E quando você começou a sair para fotografar? Foi num sábado. Todo sábado o Henrique ia pra casa da mãe dele, em Porto Feliz. Aí ao meio-dia ele saiu. Aconteceu um acidente grave. O Geraldo Nunes, que era o editor, disse que o acidente era feio e na SP-304. Aí eu falei: “o senhor quer que eu tente?” Acontece que eu perguntava para o Henrique tudo sobre a máquina e sobre fotografia. Eu guardava tudo e via-o colocar filme na máquina. Peguei um filme, coloquei na máquina e fui. Peguei um Fusquinha branco do jornal e fui. 35


Matéria da capa

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‘Eu aprendia muito com alunos. A juventude aprende com a experiência e vice-versa’

Foi nervoso? Nervoso, claro. Nossa! Era a chance da minha vida! Tinha de agarrar. Foi acidente feio, com mortes. Fiz as fotos, entrei, revelei e ficou perfeitinho. O chefe colocou na capa, só que naquele tempo não tinha crédito para fotógrafo. Na segunda-feira, Spaviéri voltou e falou, daquele jeito: “Quem fez essa foto aqui?” Pensei, vou tomar uma dura! Eu respondi: “Fui eu, chefe!” E ele: “Agora vou mandar comprar uma máquina pra você me ajudar!” Compraram uma Nikon F pesada, parecia ferro. Tinha de tirar a tampa traseira inteira para colocar o filme.

O irmão descobriu pela internet. Fiz a foto indo pra Saltinho na beira da pista. Eu estava voltando de uma pauta com o Joacir Cury, que era repórter. Eu vi a menina no meio do canavial e falei: “Pare o carro, Joacir!” Desci correndo, e ela ficou parada. Rendeu várias fotos.

O Henrique foi na verdade seu professor... Foi, tudo que eu sei aprendi com ele. Henrique é um pai, um irmão mais velho, um grande amigo. Um cara que foi tudo pra mim.

Como aconteceu isso? Ele veio dar uma palestra no Cena (Centro de Energia Nuclear na Agricultura), não é? Eu não o conhecia, nem sabia quem era. No caminho, o repórter Mário Evangelista foi me contando o que ele fazia. Porque eu acho que o fotógrafo tem de saber o que está fazendo. Mário me explicou que ele estava sendo ameaçado de morte, que era seringueiro e defendia a floresta amazônica. Aí fui sacando a foto que eu queria fazer. Aí dei sorte porque estavam os seguranças dele. E eu consegui mostrar que ele desconfiava até do segurança. A foto tem o Chico olhando pro segurança com o ‘rabo’ do olho. Essa foto correu mundo, saiu num livro alemão, numa publicação da Fundação Roberto Marinho, no Almanaque Brasil.

E como era o pessoal da redação naquela época? Naquele tempo, parece que a redação trabalhava com amor. É aquela coisa do romantismo, não é como hoje, quando ‘nego’ só pensa em dinheiro. Todo mundo era amigo do outro. Alguma coisa melhorou de lá pra cá? Acho que só o instrumental, os recursos. A gente fazia foto de jogo com filme de 400 ASA, puxava na revelação. E o Henrique descobriu um revelador que chamava HC 110, parecia óleo diesel, um minuto que passasse queimava tudo. E para a objetiva a gente levava chave de cano pra acertar o foco.

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Que grande fotografia você fez e que dá orgulho? Uma das fotos é da menina cortando cana. Eu a encontrei 28 anos depois e ela me reconheceu. Ela sempre teve vontade de saber quem tinha feito a foto dela.

Lembra a famosa foto da iraniana de olhos verdes, não? Eu também gosto do (fotógrafo) Sebastião Salgado, que é uma grande influência. Eu também gosto de fazer paisagens. Tem uma foto que não ficou tão bonita, mas é importante, que é a do Chico Mendes.

Você gosta muito de fotos com tema social, não? Fiz várias no antigo Lixão do Pau Queimado. E outra que me marcou foi durante uma invasão de terra. Estava eu com a jornalista Cristiane Sanches, que era novinha e tinha acabado de se formar. A gente estava no meio daquela ‘muvuca’, chegou uma senhora com


‘Eu gosto é de fotojornalismo. É o que me motiva, dinheiro é consequência’. uma criança no colo e falou: “Você não quer pegar essa criança pra você? A mãe dela não tem condição de criar!” Eu e a Cristiane choramos aquele dia. Veja a situação: uma pessoa oferecendo uma criança! E eu com duas filhas pequenas... Como fica o fotógrafo: só retrata ou tenta ajudar? Você tem de mostrar, de retratar. Não é obrigação nossa, tem de fotografar o momento. Você ficou especializado como repórter fotográfico. Não quis tentar outras áreas? Até fiz, no jornal você faz um pouco de tudo, até publicidade. Não é o que eu gosto. Mas não me arrependo de não ter procurado isso. Eu não seria feliz. Eu gosto é de fotojornalismo. É o que me motiva, dinheiro é consequência.

E como você enxerga o futuro? Estou aí, trabalhando com a minha filha, e se pintar alguma coisa vou continuar. Ficar sem fotografar é triste, sabe? Ontem eu sonhei que estava fazendo uma matéria, entendeu? Eu sonhei, cara! Sonhei que tinham destruído uma igreja antiga e tinha uma ‘santaiada’ toda quebrada nos bancos da igreja. Queria uma máquina para fazer a foto, que seria daquelas que saem na capa do jornal! Nossa, sabe que eu até visualizei a cena? Eu olhava tudo aquilo, eu ficava andando pela igreja vendo tudo aquilo e me angustiava no sonho porque não conseguia achar a minha máquina! Daí eu emprestava a máquina de um cara, saí fotografando e só fiquei sossegado assim.

Aí você decidiu voltar pra cá? Me chamaram de volta. Estava bem lá, insistiram, não cheguei a balançar porque aqui é minha cidade.

A gente não precisa ser psicólogo para sacar a falta que você sente de fotografar! Sinto sim, sinto muita falta! Quando eu passeio pela cidade, eu ainda tenho olhar de fotógrafo. Tudo que vejo, eu imagino numa página de jornal. Minha máquina está quebrada, está no conserto. Aí, esses dias fui lá para os lados do Chicó entregar as marmitas do restaurante da minha filha, e vi uma cena linda: um mourãozinho antigo, com uma árvore bonita, sabe? Vim correndo pegar a máquina emprestada do meu cunhado e fotografei. Voltei lá só pra tirar a foto do lugar que eu tinha gostado. É coisa que a gente gosta, sabe?

O que é Piracicaba para você? É tudo. Quem é daqui não troca. É uma cidade maravilhosa, que tem um rio cortando no meio. Minha família está toda aqui, são seis irmãos.

Sei. Você saiu do jornal, mas o jornal não saiu de você... Não. Mas deixa... O fotógrafo ainda está aqui, a minha paixão ainda está aqui!

Você trabalhou muito tempo em Americana também, não? Fiquei dez anos em Americana. Lá foi muito bom, conheci muita gente, cobria várias cidades. Trabalhei no jornal O Liberal e trabalhei na Unisal, na parte de publicidade, de estúdio de fotografia. Eu aprendia muito com alunos. A juventude aprende com a experiência e vice-versa. Eles têm umas idéias muito loucas e você tem de usar a experiência para ajudar.

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A Duo Imóveis reuniu seu staff e convidados num descontraído happy hour, para celebrar o Dia do Corretor, comemorado em 27 de agosto. Veja as fotos de Alessandro Maschio.

Evento Revistas

tutti

Dia do Corretor Hamilton Páscoli e Marcos Frias

Renato e Arthur Ferrari e Marcos Frias

Amanda Corrêa, Alcione Oliveira, Sueli Voltani e Marta Costa

Luiz Antonio Fagundes e Guilherme Borges

Alessandra Langela Marchi, Florivaldo Berlini, André Bortolussi e Junior Toledo

Paulete Campos, Sérgio Frias, Amanda Campos e Fernão Ortiz Monteiro

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Daniel Rosenthal, Marcos Frias e Marco Matyis

Hamilton e Andréa Páscoli, Leda e Marcos Frias

Marcos e Leda Frias, Léa Fabris e Antonio Coelho Neto

Jarbas Barros, Luiz Roberto Almeida Filho, Leda Frias e Silvana Cesar


P

rofissionais ou amadores de plantão já podem se preparar. Estão abertas as inscrições para a primeira edição da Clínica Vecol para Corredores com Lauter Nogueira, que acontece nos dias 23 e 24 de novembro, em Piracicaba. Com a presença e palestra de um dos ícones do esporte nacional, Lauter Nogueira, a clínica de corrida será dividida nos dois dias, com aulas teóricas e práticas voltadas à modalidade. Na programação, tipos de treinamento, técnicas de corrida, avaliações e modelos de aquecimento e volta à calma são alguns dos temas abordados pelo apresentador e comentarista da TV Globo e SporTV. “Nosso objetivo é promover a disseminação do desenvolvimento com conhecimento, uma vez que acreditamos ser essa a forma correta de trazer mais pessoas à pratica esportiva, evitando lesões, o sedentarismo e incentivando o aumento da qualidade de vida”, afirma Guilherme Celso, da Chelso Marketing Esportivo, realizadora do evento ao lado da Editora Luxor e o MBM Escritório de Ideias.

tutti

Esporte

a correr

Nome nacional do esporte, Lauter Nogueira estará em Piracicaba em novembro

Revistas

Aprenda

Foto: Shutterstock

O evento acontece no campus Taquaral da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba) e tem 170 vagas.

Palestrante

Lauter Nogueira trabalha na área esportiva há 30 anos. Desde 1995 é comentarista e consultor esportivo da Rede Globo e, desde 1998, do Canal Sportv. Nogueira participou das coberturas de cinco Jogos Olímpicos, quatro Jogos Pan-americanos, três Jogos Olímpicos de Inverno e dezenas de Campeonatos Mundiais. No Brasil, é pioneiro na criação de consultoria esportiva para grupos de corredores (1983). É também especializado em treinamento desportivo de alto desempenho e ministra cursos de atualização no exterior (Austrália, EUA e Itália). O comentarista e apresentador foi diretor técnico da Confederação Brasileira de Triathlon e atualmente é também treinador Olímpico (2000 e 2012), além de consultor técnico e de marketing esportivo da Adidas do Brasil.

Clínica Vecol para Corredores com Lauter Nogueira 23/11 – de 8h às 12h e das 14h30 às 18h 24/11 – das 8h às 12h Dois dias e três módulos, sendo dois módulos teóricos e um prático, com carga horária de 10 horas (2 módulos no 1º dia e 1 módulo no 2º dia)

Vagas limitadas (170) Primeiros 100 inscritos – R$ 160 (cento e sessenta reais) Demais inscritos – R$ 180 (cento e oitenta reais) Informações e Inscrições: 19 3042-5316 / 3402-5216

http://chelso.com.br/w/clinica-para-corredores-com-lauter-nogueira 39


Casamento

tutti Revistas

Casamentos ao ar livre e festas temáticas estão em alta Publieditorial | Foto: Alessandro Maschio e Studio Z

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or mais que seja um evento tradicional, recepção de casamento é também uma oportunidade de os noivos demonstrarem sua criatividade. E um espaço para eventos tem de levar isso em conta. “Nosso papel é deixar o cliente livre para sonhar e realizar tudo da melhor maneira”, conta Patrícia Salvaia, com a experiência de quem é proprietária há quatro anos do Terrazas Acontecimentos. De acordo com Patrícia, três tendências vêm marcando as últimas festas em Piracicaba: as realizadas ao ar livre, com utilização do pergolado que existe na casa; as temáticas e as que aproveitam múltiplos espaços. O pergolado do Terrazas, uma bela construção em madeira com eucaliptos e pisos de tijolos de demolição, pode ser decorado conforme o estilo dos noivos e permite uma cerimônia romântica e em meio ao meio ambiente. Aqui no espaço temos um pedacinho da natureza e uma vista previlegiada da cidade. Uma ótima opção para os noivos que querem casar ao ar livre sem sair da cidade, conta Patrícia. Quanto aos horários, podem ser feitos de manhã

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ou no final da tarde, quando é possível apreciar um belíssimo por do sol. As cerimônias ao ar livre estão em alta e tem substituido os casamentos em igrejas ou templos religiosos, a não ser a católica, que não envia padres, e sim um celebrante. Já os casamentos temáticos costumam ter um inevitável lado divertido. “Recentemente tivemos um bem diferente, em que os noivos quiseram uma decoração em que o espaço que contemplasse um botequim, inclusive com uma bela mesa de sinuca para os convidados. E o cardápio seguiu o mesmo estilo que, aliás, é alta gastronomia”, lembra Patrícia. Outra recepção diferente, destaca a empresária, foi a que destacou elementos da cultura japonesa, com a decoração em motivos orientais e o cardápio todo baseado na rica culinária do Japão. E isso sem que nenhum dos noivos tivesse ascendência nipônica. Já a cerimônia com uso de espaços múltiplos acontece não apenas para casamentos, mas para aniversários de 15 anos e festas infantis. Neste sentido, a casa tem muitos recursos, ambiente climatizado que acomoda até quinhentas pessoas, espaços mais reservados que


Patrícia Salvaia: casamentos ao sábados só em 2015

ficam ótimos com lounges ou bistrôs, árvores iluminadas (uma jaqueira e uma mangueira), um belo espaço externo em meio a natureza e estacionamento interno, com capacidade para aproximadamente 160 veículos.

A CASA

Inaugurado em 2009, o Terrazas é de propriedade dos pais de Patrícia, Rafael e Antonia Salvaia, e ela administra. “Em busca de um espaço ideal para realizar confraternizações entre os funcionários, meu pai comprou essa chácara. Que foi reformada para se transformar em um espaço para eventos, pensado nos minímos detalhes e concebido com base no que há de mais moderno e atual no segmento de festas e eventos”, conta. Essa versatilidade permite que o Terrazas receba todo tipo de acontecimento: casamentos, festas infantis e aniversários de 15 anos. Além dos eventos corporativos, que tomam conta de boa parte da agenda de dias da semana.

Já quem deseja promover uma festa no sábado precisa correr, já que restam pouquissímos sábados para 2014 e a casa já abriu a agenda de 2015. “Os noivos são bastante tradicionalistas e preferem o sábado, mas temos bastante procura para as sextas, e os mais inovadores agendam casamentos para os dias de semana”, diz Patrícia.

O espaço conta com uma vista privilegiada da cidade

As bodas, aliás, representam 70% do movimento da casa, que ainda não investe muito em shows, a não ser os intimistas. Formada em análise de sistemas e com experiência em comércio internacional e logística, Patrícia explora hoje suas habilidades de organização e planejamento para realizar eventos. “O mais importante é ver o sorriso no rosto dos meus clientes e tornar o seu acontecimento inesquecível”, define.

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Novidades

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Festa de 15 anos: a ordem ĂŠ ser original Temas criativos e cenĂĄrios inusitados sĂŁo os preferidos das meninas Publieditorial | Foto: Sara Moretti

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Lounge de espelhos inspirado na linguagem visual do Cirque Du Soleil

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criatividade e a originalidade entram cada vez mais em cena. Enquanto isso, a tradição continua barrada no baile. Essa é a receita atual das festas de 15 anos. É o que conta Mari Casaque, proprietária da Le Noblesse, empresa conceituada no ramo de decoração e locação de mobiliário para eventos, na qual é sócia de Patrícia Salvaia. “As adolescentes estão escolhendo cada vez mais eventos temáticos, como jogos, Baile de Máscaras, A Fantástica Fábrica de Chocolate e até Cirque du Soleil, uma festa recente, que fez muito sucesso”, detalha Mari. A empresária revela que aquelas festas ao estilo antigo, com as 15 amigas e os 15 amigos vestidos iguais, são coisas do passado. O costume de a menina dançar a valsa com o pai, então, praticamente desapareceu. “Isso saiu de moda. As que aceitam dançar com o pai querem qualquer outro estilo, menos valsa. Achei engraçado ver recentemente um pai que aprendeu a dançar hip hop só para fazer par com a filha”, lembra. Tudo isso porque a adolescente de hoje não tem mais nada a ver com aquela menina de 15 anos, a debutante que seria oficialmente apresentada à sociedade. “Hoje elas estão cada vez mais informadas, mais modernas, vários passos à frente da geração anterior”, garante Mari, que tem em casa um exemplo: a filha Cores vibrantes e predominância do roxo

Ana Maria, de 16 anos, que em 2012 fez uma festa em que a moda era o tema, e destacando o maior ícone da moda, Coco Chanel. Aliás, esse assunto, além de filmes dedicados ao público feminino e a entrega do Oscar, também figuram entre os mais cotados. Tornar realidade esse sonho de adolescente, explica a administradora da Le Noblesse, é seu maior desafio. E explica que, para isso, precisa saber lidar não apenas com a menina, que chega ansiosa. “Eu tenho de chegar a um consenso com toda uma família. A garota vem cheia de sonhos, e eu preciso fazer com que ela se sinta realizada. Mas também existe uma mãe que quer que a festa esteja dentro dos padrões da família e um pai preocupado com os gastos. E eu tenho de satisfazer a todos”, explica Mari, que tem como sócia Patricia Salvaia no empreendimento. É uma missão até diplomática, mas que Mari trata com a experiência acumulada em vários anos no setor. “Eu gosto muito do que faço e tenho uma grande vantagem que é trabalhar com as pessoas quando elas estão felizes. Eu adoro os eventos, principalmente casamentos. Não tem um em que eu não chore!”, conta. Serviço: Le Noblesse Ambientação para Eventos – Rua Luiz de Queiroz, 1.290 – Centro – Fone: (19) 25325799 – facebook.com/LeNoblesse. Decoração com predominância de cristais

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tutti Revistas

A CULPA É DAS ESTRELAS John Green Intrínseca Autor da moda no momento, John Green tem uma escrita original, que o torna queridinho do público jovem. Esse romance emocionante tem como personagens principais dois adolescentes que se conhecem num grupo de apoio a pacientes com câncer. Depressivo? Não. Hazel, a garota que tem um tumor que está regredindo parece viver cumprindo tabela até que surge em sua vida o belo Augustus Water. 1889 Laurentino Gomes Globo Editora O subtítulo já deixa claro o que o livro conta: Como um Imperador Cansado, um Marechal Vaidoso Contribuíram para o Fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil. Depois de desnudar as intrigas palacianas nos grandes sucessos 1808 e 1822, Laurentino Gomes agora aborda a derrocada do império brasileiro, considerado até então, após 67 anos, uma das instituições mais sólidas do país.

COISAS DO DIABO CONTRA Eromar Bonfim Ateliê Editorial

O SILÊNCIO DAS MONTANHAS Khaled Hosseini A trama conta a estranha história de Globo Editora Matias de Aragão, um homem que sente uma irresistível atração para Dez anos depois de O Caçador de Pipas, Hosseini volta à cena com esse romance que conta a história de dois irmãos, Pari e Abdullah. Eles ser assassino. Planeja com riqueza de detalhes uma morte e ainda leva moram numa aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe com uma forte ligação desde pequenos. Mas as crianças são separadas, marcando o filho junto, para que o rapaz também possa se sentir atraído pelo desejo de matar, o que ele considera uma arte. O título vem de uma o destino de vários personagens. Ao mesmo tempo, o autor. O autor antiga expressão popular brasileira, que faz menção a coisas que também mostra como as pessoas se sacrificam umas pelas outras. fazemos mas nos recusamos a admitir.

MISERERE MEI, AMOR, de Cecílio Elias Netto O romance fala sem censura sobre amor, desejo, maturidade, sensualidade, expectativas, erotismo, julgamentos, incertezas. Um triângulo amoroso que vai sendo construído aos olhos do leitor, expondo cruamente as relações afetivas humanas. Mas só se revela com toda a intensidade na última linha. 44

Patrícia Polacow, jornalista, moradora do condomínio Gaivotas


Sabor Solidário Dezessete estabelecimentos dos ramos de alimentação e de serviços de Piracicaba abriram suas portas para 1ª Semana do Sabor Solidário do Instituto Rumo. De 8 a 11 de outubro, parte dos ganhos com o consumo efetuado nos estabelecimentos parceiros foi revertido para a entidade, que atende 43 crianças carentes, na faixa etária de seis a 11 anos, todas residentes no bairro Bosques do Lenheiro, periferia da Zona Norte de Piracicaba.

Guilherme e Camila Pirillo Gil Marcos Ducatti e Enzo Ganzerli Neto

Graziela Pazini de Oliveira e Antonio Carlos Tannus

Sandra Amaral Gurgel e Fabiane Ducatti Bruno Chamochumbi, Sergio Nascimento, Nivaldo de Deus e Marcos Ducatti

Fabiane Ducatti, Julia Leme, Norberto Lavorenti, Marcos Ducatti

Rodrigo Bolutavicius e Marcos Ducatti

André Saito Marcos Ducatti e Enzo Ganzerli Fotos de Alessandro Maschio e Fabiane Ducatti.

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Turismo

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Itália sobre duas rodas Emilia Romagna, no norte do país, pode ser explorada em um roteiro especial de cicloturismo; belas paisagens são protagonistas deste incrível passeio

Sob qualquer ângulo, a região de Emilia Romagna, situada ao norte da Itália, encanta e surpreende com suas extensas áreas de muito verde e flores de diferentes cores e espécies. O destino abriga ainda monumentos, museus, castelos medievais e festivais históricos. Mas não é apenas de atrações e pontos turísticos que vive a ‘Terra com Alma’, como é chamada pelos locais. O cicloturismo de aventura é uma das modalidades esportivas mais procuradas por ciclistas de todo o mundo na região. Vamos então pedalar? Confira dicas de roteiro para curtir o melhor do esporte no país:

Coriano Montescudo, Rimini (46,5 km) Para os ciclistas menos experientes, este circuito é uma boa pedida. O trajeto começa atrás do centro comercial de Le Befane e vai até a via Coriano, que dá acesso a uma longa estrada livre de trânsito e semáforos. Durante o percurso, muita cautela, pois haverá um trecho íngreme, que poderá levar o atleta a atingir a velocidade de até 70 km/h. Ao final, já no pico de Montescuro, é possível ter uma vista panorâmica e privilegiada de Rimini. 46

O cicloturismo de aventura é uma das modalidades esportivas mais procuradas na região


Valmarecchia, Rimini (50 km) Um dos trajetos mais clássicos da região, o circuito de Valmarecchia é ideal para quem procura contato com a natureza. O percurso passa pelo centro histórico de Rimini, com acesso ao Parque Marecchia, que permite pedaladas às margens de seu rio. Já no final do caminho, o ciclista deverá atravessar a Ponte Verucchio, e seguir em direção ao Santuário da Madonna di Saiano, objetivo do roteiro, onde é possível encontrar uma fonte de água doce para o ciclista se refrescar depois de uma longa jornada.

República de San Marino (65 km) O passeio de Riccione até San Marino é, sem dúvida, um dos mais emocionantes. Ele é feito em uma antiga ferrovia – já desativada – e que atualmente serve de ponto de partida para quem começa a pedalar. Uma parada para conhecer San Marino, primeira república do mundo, é quase que obrigatória. Lá, existem três torres, que serviam de vigia na era medieval, e ficam a 700 metros de altitude. Ao chegar ao topo de um deles, não deixe de conferir a vista privilegiada da região. Montefiore Conca, Rimini (65 km) Não há restrições para desfrutar deste passeio, mas é preciso ter forças nos pedais no sobe e desce das colinas. Assim é o circuito de Riccione até Montefiore Conca. O trajeto passa por Monte Altavelio, Tavoleto, até chegar no destino final, o castelo malatestiano de Montefiore Conca. A sensação de que valeu a pena o esforço torna-se ainda mais intensa quando a bela imagem histórica do castelo de Montefiore, construído em 1337, reflete aos olhos. A paisagem vista do local é deslumbrante. Cippo de Carpegna, Rimini (115 km) Este passeio é para os ciclistas mais experientes. O trajeto possui extensão de 115 km e chega a 1.344 metros acima do mar. O percurso começa próximo ao centro comercial de Le Befane, segue para via Coriano, até chegar ao primeiro cruzamento de Montelicciano. Lá, já é possível avistar a pitoresca cidade de Montecerignone. A poucas centenas de metros de distância, o desafiador Monte Cippo e seus 1000 metros de altitude sugere muita determinação e força nas pernas para a subida. Rimini, cidade onde nasceu o cineasta italiano Federico Fellini, tem infraestrutura completa para receber ciclistas – desde oficinas, locais para aluguel e hotéis dedicados ao esporte até estacionamentos de bicicletas.

Para mais detalhes, acesse www.italybiketour.it www.clubedecicloturismo.com.br

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tutti Revistas

Ousados

O livro é melhor que o filme? Nem sempre. Algumas produções baseadas na vida de escritores famosos conseguiram traduzir em imagens a vida destes talentos. E todos eles eram ousados e libertários.

e brilhantes Capote – Philip Seymour Hoffman ganhou o Oscar de ator por sua incrível personificação. Afetado e esnobe, Truman Capote ele escreveu A Sangue Frio, que tem como tema um crime bárbaro, e se envolveu com um bandido.

Por Ronaldo Victoria ronaldo@mbmideias.com.br

Contos Proibidos do Marquês de Sade – Coube a Geoffrey Rush viver o escritor que

adorava perversões e passou os últimos dias num asilo para loucos. Lá, divide com um padre a obsessão por uma lavadeira.

Henry e June – Henry Miller, o autor que assustou a caretice americana, vivido por Fred Ward, conhece em Paris a também ousada francesa Anais Nïn. E vive com a mulher June um triângulo em que todos os vértices se amam.

Wilde – Já dizia o autor inglês: “A maior vingança é viver, porque a maioria apenas existe”. E Wilde, aqui na pele de Stephen Fry, vive até o fim o que chamava de ‘amor que não ousa dizer o nome’. E paga o preço.

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Foto: Alessandro Maschio

Receitas

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Refresque-se O Verão ainda não chegou oficialmente, mas os termômetros indicam que a temporada vai ser, como sempre, de muito calor. É tempo de alimentação leve e saudável. A nutricionista e naturopata Marcela Mello desenvolveu uma receita supersaudável e fácil de fazer. Que tal experimentar?

Tabule de quinua Ingredientes 1/2 xícara (chá) de quinua em grão 1 xícara (chá) de água Sal a gosto 1/2 xícara (chá) de pepino japonês em cubos 1/2 xícara (chá) de tomate sem pele, sem sementes, picado em cubinhos 1/2 xícara (chá) de cebola picada em cubos 1 colher (chá) de hortelã picada 3 colher (chá) de salsinha picada 1 colher (café) de sal 3 colher (sopa) de azeite de oliva 1 colher (chá) de suco de limão Preparo Numa panela, coloque a quinua, a água e o sal. Deixe ferver por dez minutos. Escorra e lave em água corrente para interromper o cozimento. Deixe esfriar. Coloque numa travessa funda e misture os outros ingredientes. Leve à geladeira por duas horas. Antes de servir, tempere com azeite e limão. Sal a gosto.

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Trio by Lindenberg A Construtora Adolpho Lindenberg e a Incorporadora Lindencorp reuniram imprensa e convidados para apresentar o novo estande de vendas do Trio by Lindenberg, primeiro empreendimento concebido sob o conceito mixed-use (moradia, salas comerciais e conveniência) de Piracicaba. O evento aconteceu no dia 16 de outubro. O Trio by Lindenberg será construído numa área de mais de 3.000 metros quadrados, na rua Professor Luiz Curiacos, bem perto do Clube de Campo. A sala comercial e o apartamento decorados já estão em exposição. Na foto, Adolpho Lindenberg Filho, Manu Vergamini e Bruno Chamochumbi.

Alessandro Maschio

Supermercado A Rede de Supermercados Pague Menos vai investir R$ 30 milhões em sua 22ª. loja, que será inaugurada no distrito de Santa Teresinha, em Piracicaba, no primeiro semestre de 2014. O anúncio foi feito durante jantar realizado no restaurante Giardino, que reuniu imprensa e autoridades. Na foto, João Carlos Santichio, o casal Adriana e Francisco Laerte Alessandro Maschio

Santichio, Edemar e Ana Paula Ferreira.

Inauguração O Grupo Farrawi ganhou mais uma loja, a Farrawi By Recco, que traz um novo conceito de negócios, com integração entre indústria e varejo. O novo endereço tem venda exclusiva de duas grifes conceituadas no mercado: a Recco e a Liz. A festa de inauguração aconteceu no dia 15 de outubro. A nova loja fica na rua Gomes Carneiro, 606, esquina com Alferes José Caetano.

Nova campanha ‘Vende por você. Aluga pra você. Pensa em você’. Esse é o slogan da campanha de marketing institucional da Frias Neto Consultoria de Imóveis para o segundo semestre de 2013 e já em veiculação em várias mídias da região. Criado pela Agência MGB, o comercial investe no lúdico, criando uma animação em que uma casa procura alguém na medida certa os anseios de toda uma equipe. Na foto: Angelo Frias Neto, José Fernando Fonseca, Marco Marcelino, Lucia Favaro e Angelo Amaral Frias.

Saulo Alves

para deixar a tristeza de se sentir vazia. O trabalho conseguiu traduzir


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Revista Tutti Condomínios 10ª edição  

Revista Tutti Condomínios 10ª edição Out/Nov 2013

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