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Crónica

Falamos com…

Atualidade académica

Médicos dentistas vão beneficiar do programa “Impulso Jovem”

Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD e presidente da FDI

José Pedro Figueiredo faz o ponto da situação na Universidade de Coimbra


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Acteon . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35 Bredent . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43 Carestream Health. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Casa Schmidt . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Ceodont. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 Clínica Aparicio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 e 3 Clínica Construimos Sorrisos . . . . . . . . . . . . . . . 83 Dental Doctors . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 Dürr Dental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 Eckermann. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 85 Fedesa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 Goldentav . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 Henry Schein. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31 Implant Direct . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Instituto Casan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Laboratórios Clarben. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 e 7 Ledosa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Neodent. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 OMD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 Oral B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 e 86 Osteoplac . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63

Proprietário: Cyan Editores.

Índice de anunciantes

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Coordenador Edição Portuguesa: João Drago. portugal@maxillaris.com Publicidade: comercialportugal@maxillaris.com Colaboradores: Gilberto Ferreira. João dos Santos. Maria Inês de Matos. Nuria Mauleón. Valéria Baptista Ferreira. Comissão Científica: Jaimes Guimarães (diretor científico). Ana Cristina Mano Azul. Francisco Brandão de Brito. Gil Alcoforado. Isabel Poiares Baptista. José Pedro Figueiredo. Paulo Ribeiro de Melo. Susana Noronha. REDAÇÃO: Av. Almirante Reis, 18, 3º Dto. Rtg. 1150-017 Lisboa. Tel./Fax: 218 874 085. Edição online: www.maxillaris.com.pt Depósito Legal: M-44.552-2005. Impressão: I.G. CAYFOSA.

PDS/POS. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

Assinatura anual: Portugal 35 €, resto 80 €.

Procoven . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

ISENTO DE REGISTO AO ABRIGO DO DECRETO REGULAMENTAR 8/99 de 9/6 art 12º nº 1ª

Ritter . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55 Simesp . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27

Tiragem: 6.100 exemplares

SIN - Sistema de Implante . . . . . . . . . . . . . . . . . 33 • Periodicidade bimestral.

SPED. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80

• MAXILLARIS não se responsabiliza pelas opiniões

SPEMD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71

• Proibida a sua reprodução total ou parcial em

TP Orthodontics . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41

manifestadas pelos seus colaboradores. outras publicações sem a autorização expressa e por escrito de CYAN EDITORES.

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Sumário

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Administradores: - Marisol Martín. marisol.martin@maxillaris.com - José Antonio Moyano. moyano@maxillaris.com Diretor: Miguel Ángel Cañizares. canizares@maxillaris.com

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Subdiretor: Julián Delgado. julian.delgado@maxillaris.com Diretora Comercial: Verónica Chichón. publicidad@maxillaris.com Chefe Divisão Multimédia: Roberto San Miguel. webmaster@maxillaris.com Chefe Departamento Gráfico: M. Ángeles Barrero. maquetacion@maxillaris.com Redatores: María Santos e Diego Ibáñez. redaccion@maxillaris.com Serviços Administrativos: Marta Esquinas. administracion@maxillaris.com REDAÇÃO ESPANHA: C/ Clara del Rey, 30, bajo. E-28002 Madrid Tel.: (0034) 917 25 52 45 Fax: (0034) 917 25 01 80 Edição online espanhola: www.maxillaris.com Comissão Científica (edição espanhola): Javier García Fernández (diretor científico). Armando Badet de Mena. Blas Noguerol Rodríguez. Emilio Serena Rincón. Germán Esparza Gómez. Héctor Tafalla Pastor. Jaime Jiménez García. Jaume Janer Suñé. Juan López Palafox. Luis Calatrava Larragán. Manuel Cueto Suárez. Marcela Bisheimer Chémez. Rafael Martín-Granizo López. Ramón Palomero Rodríguez.

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Crónica Comissão Científica da MAXILLARIS conta com três novos membros. Programa “Impulso Jovem” vai integrar médicos dentistas. SPPI retoma reunião científica após três anos de interregno.

Atualidade académica José Pedro Figueiredo, subdiretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra para a Área de Medicina Dentária: “Este é um ano de reflexão sobre a reforma curricular”.

Falamos com… Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e presidente da Federação Dentária Internacional: “Elaboração de um novo estatuto irá condicionar a construção do futuro da Medicina Dentária”.

Ciência e prática Carla Casais: “Facetas cerâmicas (caso clínico)”. Benjamín Martín Biedma: “Otimização do branqueamento dentário não vital”.

Cadernos formativos Teresa Azevedo: “Oclusão em implantologia: breves conceitos”.

Ponto de vista Pedro Mariano Pereira, presidente da Comissão Organizadora da XXV Reunião Científica da SPODF: “Ortodontia sem dogmas”. Lino Vinhas , presidente da Associação Portuguesa de Estudantes de Medicina Dentária (PADS): “Março em grande para a PADS”.

O meu sorriso Luísa Barbosa, humorista: “Encaro o dentista com um misto de resignação e pavor”.

Missão voluntária Marta Marques da Silva, médica dentista: “É um privilégio ser voluntária”.

Nova s

ecção

Calendário de cursos Agenda de cursos para os profissionais.

Congressos e reuniões Calendário de congressos, simpósios, jornadas, encontros e exposições industriais nacionais e estrangeiras.

Novidades da indústria Produtos e equipamentos.

Página empresarial Notícias de empresas.


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Crónica

Comissão Científica da MAXILLARIS conta com três novos elementos A partir desta edição, Paulo Ribeiro de Melo, Isabel Poiares Baptista e Francisco Brandão de Brito passam a integrar a Comissão Científica da MAXILLARIS. A incorporação destes três médicos dentistas na equipa de profissionais, de grande prestígio, que assegura o rigor e a qualidade do conteúdo científico desta revista, constitui mais um fator de estímulo para o lançamento de novas secções e outras iniciativas editoriais. Ao distinto leque de colaboradores que fazem parte da Comissão Científica da MAXILLARIS – todos validados pelo seu percurso profissional – somam-se, assim, três docentes das faculdades de Medicina Dentária do Porto (Paulo Ribeiro de Melo), Coimbra (Isabel Poiares Baptista) e Lisboa (Francisco Brandão de Brito), que certamente contribuirão, com a sua experiência e mérito, para o reforço e a progressiva inovação do conteúdo editorial desta publicação.

Paulo Ribeiro de Melo • Médico Dentista. Licenciado pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP). • Professor associado da FMDUP. • Secretário geral da Ordem dos Médicos Dentistas. • Membro do Comité de Saúde Pública da Federação Dentária Internacional.

Isabel Poiares Baptista • Médica Dentista. Licenciada pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (1989). • Professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) - Área de Medicina Dentária. • Vogal da secção de ensino pré-graduado do Departamento de Educação Médica da FMUC (2006-2009). • Membro do Conselho Pedagógico da FMUC (2009-2010). •Pertence a várias sociedades científicas: Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, American Academy of Periodontology, Internacional Association for Dental Research e Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes, da qual foi presidente entre 2005 e 2008. •Participou nos corpos directivos da OMD, nomeadamente no Conselho Fiscal, como vogal e presidente, na Comissão Técnico-Científica e na Assembleia Geral, na qualidade de vice-presidente.

Francisco Brandão de Brito • Médico dentista. Licenciado em Periodontologia pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL). • Mestrado em Periodontologia pela FMDUL. • Docente da Especialização em Periodontologia da FMDUL. • Tesoureiro da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI). • Prática exclusiva em Periodontologia e Implantes.

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O ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, o secretário de Estado do Emprego, Pedro Silva Martins, e o presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) e bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro da Silva, assinaram, em janeiro passado, um protocolo que alarga o programa “Impulso Jovem” aos recém-licenciados que têm de fazer um estágio de acesso ao exercício de profissões regulamentadas, como é o caso da classe dos médicos dentistas. O protocolo prevê que, através da medida “Passaporte Emprego” (ao abrigo do programa “Impulso Jovem”), sejam contemplados os estágios de acesso aos títulos profissionais representados pelas ordens e associações que compõem o CNOP e os estágios destinados a jovens qualificados que estejam desempregados, mas já sejam detentores de um título profissional e estejam inscritos nas diferentes ordens.

Crónica

Programa “Impulso Jovem” vai integrar médicos dentistas

A partir da esquerda, Orlando Monteiro da Silva, presidente do CNOP e bastonário da OMD; Pedro Silva Martins, secretário de Estado do Emprego, e Miguel Relvas, ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares.

Destinada a jovens até aos 30 anos, a medida “Passaporte Emprego” prevê a comparticipação do Estado nas bolsas de estágios que podem chegar a 100% em empresas até dez trabalhadores. Também estão contempladas comparticipações nas despesas, como alimentação, transporte e prémio de seguro para estagiários com deficiência e incapacidade. O programa “Impulso Jovem” foi criado pelo Governo no ano passado e apresenta um conjunto de medidas de incentivo à criação de emprego jovem, considerado um dos principais desafios com que Portugal se confronta atualmente. Orlando Monteiro da Silva considera que este protocolo “vai ajudar muitos recém-diplomados em todo o país”. Acrescenta que a atual conjuntura socioeconómica tem sido particularmente difícil para os mais jovens, pelo que “garantir o seu acesso ao mercado de trabalho é essencial”.

Proposta de Estatuto da OMD já foi entregue ao Governo A proposta de Estatuto da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) foi encaminhada, no passado dia 11 de fevereiro, para análise do Governo. Este documento, elaborado tendo em conta a vontade expressa pela classe – 2.304 associados estiveram envolvidos no processo – no inquérito e consulta pública realizados, foi recentemente aprovado por unanimidade pelo Conselho Diretivo da OMD. Este organismo deliberou ainda que a proposta será enviada para conhecimento de todos os profissionais do setor, acompanhada de notas explicativas das opções mais relevantes que foram tomadas. A elaboração e aprovação do novo Estatuto, em consonância com a recente aprovação da Lei-quadro das Associações Públicas Profissionais, é a grande prioridade da reeleita direção da OMD. Estão em jogo matérias que terão força de lei e que são consideradas fundamentais para a profissão e para o interesse público.

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Crónica

SPPI retoma reunião científica após três anos de interregno A Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI) retomou em Coimbra, nos passados dias 1 e 2 de fevereiro, a sua reunião científica anual com resultados auspiciosos, já que o número de participantes superou as cerca de 120 inscrições que estavam projetadas pela organização. Após um interregno de três anos, por motivos associados à falta de disponibilidade e a mudanças na direção da sociedade científica, o congresso foi recuperado “com algumas reticências, tendo em conta a conjuntura económica do país, mas acho que resultou muito bem”, afirma à MAXILLARIS Isabel Poiares Baptista, presidente da Comissão Organizadora. A primeira jornada foi preenchida com dois cursos práticos de hands-on (Mucograft) e fotografia, ministrados por Ricardo Faria e Almeida e João Carlos Ramos, respetivamente. No segundo dia, a organização centrou parte do programa científico na reabilitação protética relacionada com implantes e doentes periodontais e dedicou outra parte ao problema, “cada vez mais em voga”, das periimplantites. “Temos de apostar nas duas vertentes – implantologia e periodontologia – porque são áreas inteiramente intercruzadas, que caminham paralelamente”, defende Isabel Poiares Baptista.

Encontro da SPPI reuniu em Coimbra mais de uma centena de congressistas.

A participação dos médicos cardiologistas Fernando Pinto e Luís Martins, ambos em representação da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, na reunião refletiu, por outro lado, a aposta da SPPI no sentido de dar a conhecer a relação que existe entre os problemas periodontais e outras áreas da saúde mais afastadas da Medicina Dentária, nomeadamente do foro cardiovascular. O presidente da SPPI, Ricardo Faria e Almeida, manifesta a intenção de prosseguir com as reuniões anuais, sem deixar de ressalvar que a organização de uma iniciativa desta natureza exige um grande esforço. “É preciso uma vontade enorme e procurar um conjunto de parcerias com a indústria para conseguir dinamizar o evento”. Outra aposta da atual direção passa por “tentar ocupar um espaço que cada vez mais parece faltar na Medicina Dentária: motivar os jovens estudantes para as temáticas da periodontologia”. Ricardo Faria e Almeida adianta, a propósito, a recente criação nas diferentes faculdades de cursos práticos para finalistas, a título gratuito, com a colaboração das associações de estudantes, “com o fim de dinamizar o gosto pela periodontologia”. Foi com o mesmo propósito que se constituiu, no seio da sociedade científica, a SPPI Jovem, que celebrará o seu primeiro encontro nacional no próximo dia 20 de abril, no Porto. “Esta iniciativa visa atrair gente mais jovem, com gosto pela periodontologia, bem como novos conferencistas que começam a dar cartas, mas que ainda têm pouco espaço para demonstrar as suas qualidades”, conclui o presidente da SPPI.

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Isabel Poiares Baptista, presidente da Comissão Organizadora da reunião científica.


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Crónica

Ex-alunos da Universidade de Barcelona reúnem-se em Lisboa No passado dia 25 de janeiro, reuniu-se pela primeira vez em Lisboa o Clube de Portugal do Grupo Alumni da Universidade de Barcelona, constituído em fevereiro do ano passado. A sessão, que decorreu num hotel da capital, foi aberta pelo presidente deste organismo, Josep María Ustrell i Torrent, seguindo-se um recordatório dos objetivos do Alumni Barcelona, a cargo de Maribel Asensio. O encontro incluiu ainda um seminário sobre técnicas avançadas de gestão, orientado por Olga Delgado. Este grupo, com uma forte componente de estomatologistas e médicos dentistas, representa a nível nacional uma federação mundial (composta por 29 associações) de antigos alunos da prestigiada Universidade de Barcelona. Depois da sua constituição na cidade do Porto, o grupo organizou o seu segundo encontro, em Lisboa, com o objetivo de reunir antigos alunos, residentes na zona sul do país, de todos os graus académicos que cursaram naquela universidade espanhola.

Médica dentista portuguesa premiada no Brasil Madalena Coelho Penha, coordenadora do projeto Dentista do Bem na cidade do Porto, foi uma das grandes vencedoras dos prémios Sorriso do Bem 2012, evento anual promovido pela Turma do Bem para premiar quem mais se destacou dentro desta rede de voluntariado brasileira, que está presente em 12 países. A profissional portuguesa foi distinguida como Melhor Dentista Internacional. Entretanto, 2013 começou da melhor forma para o projeto português da Turma do Bem, já que a rede Dentista do Bem acaba de atingir a marca de mil jovens encaminhados para os consultórios dentários. Estes pacientes, oriundos de famílias carenciadas, têm assegurados todos os tratamentos de saúde oral até aos 18 anos. Em apenas dois anos e meio, cerca de 400 médicos dentistas portugueses aderiram à rede Dentista do Bem e têm devolvido sorrisos de norte a sul do país. Madalena Coelho Penha foi distinguida como Melhor Dentista Internacional.

Mundo a Sorrir apoia oito mil pessoas na Guiné-Bissau A associação Mundo a Sorrir conseguiu ajudar, em apenas um ano, cerca de oito mil beneficiários na Guiné-Bissau. Ao longo do ano de 2012, foram realizadas 100 palestras, abrangendo 6.165 crianças e 560 adultos. Efetuaram-se selantes de fissura em 150 crianças e aplicações tópicas de flúor em 1.663 crianças. Além disso, os 2.500 tratamentos dentários realizados contribuíram para os cerca de oito mil beneficiários apoiados pela Mundo a Sorrir. Um número que reflete o trabalho de centenas de voluntários mas também o apoio de inúmeras empresas e instituições, bem como de todos os que participaram no recente jantar de angariação de fundos para o projeto (“Sorrir para a Guiné-Bissau”). O projeto solidário de saúde oral naquele país africano de lingua oficial portuguesa foi implementado em 2005, com o objetivo de melhorar as condições de saúde oral da população.

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Crónica

CIOSP 2013 acolhe mais de 92 mil profissionais do setor O congresso anual da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas (APCD), que se realizou entre 31 de janeiro e 2 de fevereiro, fechou as suas portas com um número de participantes 15% superior ao esperado (80 mil) pela respetiva organização. Um total de 92.678 mil pessoas visitaram o Expo Center Norte de São Paulo durante os quatro dias que durou o maior congresso brasileiro do setor (CIOSP). A grande novidade deste ano foi o formato inovador da parte científica, que agrupou em dez módulos as especialidades da Medicina Dentária, totalizando 140 cursos. O programa englobou workshops, cursos interdisciplinares e hands-on, num total de 300 horas de atividades, orientadas por 225 oradores brasileiros e estrangeiros. “O resultado foi extremamente positivo e superou todas as expetativas”, afirma o presidente da APCD, Adriano Forghieri. Com um público originário do Brasil e de outros 50 países, o congresso de São Paulo consagrou-se, uma vez mais, como o principal evento dentário da América Latina. “O aumento de público confirma a credibilidade internacional do CIOSP”, destacou, por seu lado, Reinaldo Brito e Dias, presidente do congresso deste ano. A 16ª edição da feira internacional da indústria dentária, que se realiza paralelamente ao congresso, reuniu um total de 217 expositores de 17 países (incluindo o Brasil), que apresentaram ao mercado latinoamericano as últimas novidades do setor, em particular em matéria de implantes e de tecnologia Cad-Cam. Outro ponto alto do evento foram as cuatro cirurgias ao vivo – uma de lesões bocais e três de implantes – que tiveram lugar no centro de cirurgia da APCD Central e foram transmitidas em tempo real no Expo Center Norte. Inédita em congressos de Medicina Dentária no Brasil, uma aplicação bilingue desenvolvida para os sistemas Android e IOS ajudou os congressistas a conferirem, através dos seus iPads ou iPhones, todo o programa científico, a planta da feira comercial e a localização de cada expositor.

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Cerca de 220 expositores de 17 países mostraram as suas novidades no certame de São Paulo.


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Crónica

Dentes de tubarão podem servir de modelo para futuras dentaduras Investigadores da Universidade de Duisburg-Essen e do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento do Aço de Dusseldorf (Alemanha) realizaram um estudo comparativo entre estruturas de dentes humanos e de tubarão, concluindo que ambas têm a mesma resistência. O estudo revela que os dentes de tubarão contam com estruturas altamente mineralisadas. Os investigadores alemães estão agora a experimentar as referidas estruturas com a intenção de criar materiais para as dentaduras humanas. Durante o estudo, foram examinados os dentes de dois tipos de tubarão (azul e tigre) quanto à sua estrutura, composição e propriedades mecânicas. Concluiu-se que os dentes dos tubarões azul e tigre têm uma composição cristalina semelhante. Segundo os investigadores, o interior dos dentes de tubarão contêm dentina, um material leve que também se encontra nos dentes humanos, ao passo que o esmalte exterior é altamente mineralisado. “Os dentes de tubarão contêm fluorapatita, um mineral muito duro, o que permite concluir que são mais duros que os dentes humanos, que contêm hidroxilapatita, um mineral mais leve”, afirma Matthias Epple, professor de Química Inorgânica na Universidade de Duisburg-Essen. No entanto, uma análise comparativa revela que a força dos dentes humanos e dos de tubarão é comparável no que respeita à dentina e ao esmalte. “Isso deve-se especialmente às micro e nanoestruturas dos nossos dentes, nas quais os cristais estão altamente ordenados numa orientação topológica especial”, esclarece Matthias Epple. Os investigadores prosseguem a análise de outras espécies de tubarão e esperam conseguir recriar as suas estruturas dentárias com vista à futura produção de dentaduras humanas. “Seria fantástico poder restaurar dentes a partir de um material que é muito mais natural do que as atuais soluções”, conclui o investigador alemão. Este estudo foi publicado no Journal of Structural Biology.

Cientistas japoneses trabalham na criação de um esmalte dentário artificial Um grupo de cientistas do Japão elaboraram um produto que consiste numa película extrafina composta de hidroxiapatita, de uma espessura de 0,004 milímetros. Esta película foi conseguida através de raios laser projetados sobre blocos comprimidos desta componente, no vazio, de modo a fazer com que apareçam todas as partículas. “O objetivo é criar um esmalte dentário artificial”, afirma Shigeki Hontsu, da Universidade de Biologia de Kinki (Japão). Este estudo já demonstrou que, no prazo de cinco anos, a referida película poderá ser utilizada nos tratamentos dentários, especialmente os destinados a proteger a dentina precisamente debaixo do esmalte ou com vista a reduzir a sensibilidade dos dentes.

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Atualidade académica



José Pedro Figueiredo, subdiretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra para a Área de Medicina Dentária

Este é um ano de reflexão sobre a reforma curricular Na Universidade de Coimbra anunciam-se alterações de carácter pedagógico e científico no campo da Medicina Dentária, “que há muito eram necessárias”. Quem o revela é José Pedro Figueiredo, subdiretor da Faculdade de Medicina para a Área de Medicina Dentária, que destaca, por outro lado, a criação de duas novas pós-graduações: em Dentisteria Operatória e Endodontia. Mesmo num forte quadro de constrangimentos, o ensino dentário em Coimbra vai cuidando de “inovar e de proporcionar mais-valias à nossa instituição e aos nossos alunos”.

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Atualidade académica Quais são as principais linhas de orientação da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra para o corrente ano letivo, em matéria de formação em Medicina Dentária? Mantemos a linha que tem vindo a garantir o prestígio e a credibilidade internas e externas da Medicina Dentária em Coimbra: procura da qualidade, defesa da excelência, grande motivação, formação profissionalizante e universitária em simultâneo, e grande intensidade de prática clínica. A especificidade da Área de Medicina Dentária (AMD) em Coimbra reside na circunstância de o Mestrado Integrado em Medicina Dentária funcionar no ambiente da Faculdade de Medicina e do Hospital, garantindo uma vasta formação médica aos nossos estudantes, a par de uma fortíssima componente clínica, que advém da ligação simbiótica ao Serviço de Estomatologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e, por isso, aos doentes do Serviço Nacional de Saúde. Os estudantes podem ainda beneficiar da boa articulação com o Serviço de Cirurgia Maxilo-facial, com o qual temos colaboração fácil e frequente. As vantagens na formação dos nossos estudantes são assinaláveis: grande disponibilidade de doentes que correspondem a uma amostra representativa da população, acesso a casos clínicos muito diversificados e, eventualmente, complexos e uma franca cooperação com as estruturas hospitalares. Na componente pedagógica, este é também um ano de reflexão sobre a reforma curricular que decorre na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC). No mais, aqui na AMD somos parte integrante e ativamente empenhada da profunda renovação e transformação que ocorre em toda a Faculdade de Medicina no último ano. Houve alterações no plano curricular? Neste ano letivo decorre a reforma curricular do curso de Medicina Dentária a par com o de Medicina. Surgirão alterações de carácter pedagógico e científico que há muito eram necessárias. Por outro lado, criaram-se duas novas pós-graduações, Dentisteria Operatória e Endodontia. Além destas, e ainda que não tendo, por agora, o objetivo de transmitir conhecimentos num contexto de curso de pós-graduação, foi desenvolvida e introduzida uma consulta de traumatologia que, em relação direta com o Serviço de Urgência e com o Serviço de Estomatologia do CHUC, integra na sua estrutura várias unidades curriculares do Mestrado Integrado de Medicina Dentária.

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O indicador positivo que anualmente registamos com satisfação é o de que continuam a procurar-nos estudantes com as mais altas classificações de candidatura ao ensino superior

É legítimo afirmar que as reformas de Bolonha, na Área de Medicina Dentária, estão consolidadas? A aplicação da reforma de Bolonha foi feita de forma pioneira e rápida em Coimbra. A experiência acumulada permite, até, que hoje estejamos em condições de rever alguns dos seus aspetos menos bem sucedidos. Refiro-me a uma sugestão de facilitismo que algumas vezes pode transparecer e que queremos mitigar, afirmando sempre padrões de qualidade e exigência que são consabidos no país e no panorama da profissão: a defesa do prestígio e a procura de que são alvo os nossos estudantes no seu primeiro acesso ao mercado de trabalho obrigam-nos a, em permanência, cuidar de que as condições de ensino/aprendizagem sejam monitorizadas com grande rigor e atenção. Em concreto, a redução do plano curricular em um ano letivo teve impactos sobre a carga de preparação clínica com que os jovens profissionais terminam a sua pré-graduação. A superação dessa eventual dificuldade terá, previsivelmente, efeitos no aumento das necessidades de aprendizagem pós-graduada, em ambiente de exercício profissional ativo ou em ambiente universitário. A outra face desta moeda pode ser o facto de que isso poderá ter de ocorrer a eventuais expensas do próprio formando ou em parceria com entidades ou instituições em que decorram essas formações complementares. Também aqui, a defesa do prestígio da AMD de Coimbra passa por tornar muito clara e conhecida a intensidade de exercício clínico que se proporciona aos nossos estudantes tanto na formação pré-graduada como na pós-graduação.


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Atualidade académica Qual é o presente cenário em termos de investigação. Que projetos ou parcerias mais se destacam neste campo? A produção científica da AMD, não sendo despicienda, tem grandes condições para ser claramente aumentada e melhorada. Dispomos de recursos humanos e de condições logísticas ímpares: acesso fácil, protocolizado e cooperante com a FMUC e com o CHUC e com o Instituto Nacional de Medicina Legal. A grande diversidade de iniciativas científicas e de vias de investigação que ocorrem nos muitos laboratórios da Faculdade e da Universidade tornam apetecível e atrativa a realização de projetos de investigação muito interessantes. Neste concreto, a AMD dispõe de um Laboratório de Tecidos Duros, de um Laboratório de Testes Mecânicos e de um Laboratório de Medicina Dentária Forense, nos quais perspetivamos uma grande modificação futura e um significativo incremento próximo. Além disto, importa sublinhar que muitos dos nossos docentes são investigadores de instituições acreditadas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e que temos

vários exemplos de investigação original multidisciplinar ligada à robótica e, até, com registo de patentes. Estas parcerias não se esgotam nas cooperações com as várias unidades orgânicas da FMUC, sendo de salientar as ligações que os nossos docentes investigadores têm com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e com o Instituto Pedro Nunes, por exemplo. Em que medida a crise económica que o país atravessa tem vindo ou poderá vir a afetar a gestão ou o normal funcionamento da Área de Medicina Dentária? Este é um tempo de grande rigor e de racionalização. Nos tempos mais recentes, temos tido o cuidado de que a AMD seja gerida com grande contenção, mas sem prejuízo da qualidade dos seus serviços clínicos e pedagógicos. A cada docente e a cada aluno é pedida uma criteriosa utilização dos recursos disponíveis e isso tem duas virtualidades muito interessantes e positivas: por um lado, torna todos muito mais atentos aos elevados custos associados à prática médico-dentária e, por outro, conduz a um aperfeiçoamento da prática clínica e pré-clínica (por todos se esforçarem muito mais por “fazer bem à primeira”). No caso específico da AMD, a prestação de serviços à comunidade é o forte pilar sobre o qual estamos ancorados e é a garantia da sua mais-valia no quadro da FMUC. Acresce a sempre útil ligação ao CHUC, com quem mantemos uma interação permanente e uma cooperação transversal e sinérgica. Por exemplo, neste ano letivo iniciámos a aplicação de um interessante protocolo de cooperação no campo da traumatologia dentária, com o que conseguimos um enorme incremento da nossa experiência nesta área e uma prestação única, a nível nacional à população portuguesa. Quer dizer, mesmo num forte quadro de constrangimentos, vamos cuidando de inovar e de proporcionar mais-valias à nossa instituição e aos nossos alunos. O atual universo de alunos associados ao curso de Medicina Dentária representa um aumento ou um decréscimo em relação a anos anteriores? Que ilações retira destes resultados? Tratando-se de uma Universidade pública, o acesso ao curso de Medicina Dentária é

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Atualidade académica estabelecido a um nível superior ao da AMD. A medida da nossa capacidade de atração reside nas solicitações de transferências de outras escolas para a nossa – é assinalável a grande procura de que somos alvo no período reservado a transferências – e na procura das nossas pós-graduações: nestes campos, a AMD permanece como pólo de atração indiscutível. Os estudantes sabem da boa qualidade do nosso ensino e da riqueza da prática clínica que aqui se proporciona. O indicador positivo que anualmente registamos com satisfação é o de que continuam a procurar-nos estudantes com as mais altas classificações de candidatura ao ensino superior. Está satisfeito com as atuais condições em termos de instalações físicas? As instalações – sedeadas no campus hospitalar do CHUC – têm mais de 20 anos e apresentam uma ou outra lacuna que gostaríamos de ver colmatada. Refiro-me em particular ao Laboratório Pré-clínico, cuja melhoria tem sido um projeto sempre adiado. Porém, no conjunto do campus universitário do Pólo das Ciências da Saúde da Universidade de Coimbra, contaremos no futuro com instalações construídas de novo para albergar frações da nossa AMD no futuro edifício da Subunidade 2+4, cujo projeto se encontra em fase de conclusão e que temos acompanhado com cuidado redobrado, de forma a garantir a excelência de instalações para a AMD durante várias décadas, que, uma vez aliadas a valências da FMUC aí existentes, irão constituir uma razão e um palco especialmente atrativo para o aprofundamento das relações sinérgicas da AMD com a FMUC. Partilha da opinião de que existe um excesso de oferta em matéria de formação universitária em Medicina Dentária? Que soluções defende para inverter este cenário nacional? É hoje indiscutível que há uma plétora de profissionais de Medicina Dentária no país. Isso pode começar a configurar um grave problema social de desemprego de profissionais muito diferenciados (e, por isso, pouco provavelmente suscetíveis de encontrarem outras oportunidades profissionais de nível semelhante). Aliás, a bem conhecida subida da emigração de jovens médicos dentistas para outros países é um sinal que só pode preocupar-nos: após um enorme esforço pessoal e nacional para a sua

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A bem conhecida subida da emigração de jovens médicos dentistas para outros países é um sinal que só pode preocupar-nos

preparação, oferecem a suas capacidades ao usufruto de outros cidadãos e países que não o nosso. Não obstante, impõe-se precaução na defesa indiscriminada da redução da oferta pública de formação em Medicina Dentária. O que defendemos é que os processos de avaliação externa, a que as faculdades estão a ser submetidas, tenham consequências efetivas e que se diga claramente aos jovens e às suas famílias onde se podem encontrar “o trigo e o joio”, acabando de vez com um conjunto de informações nebulosas que só lançam a confusão e a descrença. Por nós, cá em Coimbra, sabemos o que valemos e queremos sempre garantir aos jovens que escolham aprender connosco que lhes proporcionaremos saber e diferenciação para poderem triunfar numa profissão tão exigente como a nossa. Tendo em consideração o presente contexto de crise nacional e o elevado índice de desemprego, que palavras de estímulo dedicaria aos estudantes, em particular aos finalistas do curso de Medicina Dentária? O que sempre dizemos aos nossos estudantes, no início de cada ano letivo e repetimos na nossa reunião anual de Medicina Dentária e Estomatologia são os valores que norteiam a Faculdade de Medicina e a Universidade de Coimbra: grande dedicação à profissão, permanente preocupação


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Atualidade académica com a atualização e formação contínua, grande rigor ético e deontológico no exercício da profissão e permanente ligação a uma instituição diferenciadora. Ademais, a cada estudante que disso sinta vontade, sempre incentivamos a que se preocupem em prosseguir esforços de formação pós-graduada e de especialização, com o que aumentarão a sua diferenciação e, ao mesmo tempo, a sua satisfação no exercício profissional. Uma outra noção que sempre transmitimos é a de que esta profissão pode orgulhar-se de ter garantido cuidados de

saúde oral a mais de 50 por cento da população, o que só pode ser positivo. Mas significa também que existe ainda uma vasta fração de portugueses que não têm acesso fácil a cuidados de saúde oral e que conta com o saber e o empenho dos jovens médicos dentistas para o conseguir: a distribuição de médicos dentistas pelo país não é geograficamente uniforme e isso pode consistir numa boa oportunidade para as populações e para os profissionais. Na sua opinião, qual é a “imagem de marca” da Universidade de Coimbra no que respeita à formação em Medicina Dentária? Clínica intensa, ambiente hospitalar, integração numa Faculdade de Medicina, quadro docente com percurso académico sólido e consistente (a esmagadora maioria dos docentes tem carreira universitária e dedicação continuada ao ensino e à investigação). A estas fortíssimas marcas, devem juntar-se os não despiciendos e consabidos prestígio e carga histórica da Universidade de Coimbra e da sua Faculdade de Medicina: sabemos todos, no país e fora dele, que ser estudante em Coimbra constitui uma experiência de vivência e cidadania singular e muito entusiasmante. A estas marcas, deve-se acrescentar a aposta em pós-graduações com características de exigência e de carga horária que correspondam às exigências dos colégios de especialidade da OMD, buscando que os nossos pós-graduados fiquem dotados de condições para obterem o grau de especialista, podendo daí retirar proveito concreto e formal do seu esforço.

Entre as mais-valias do curso de Coimbra, José Pedro Figueiredo destaca o quadro docente “com percurso académico sólido e consistente”.

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Orlando Monteiro da Silva,

bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e presidente da Federação Dentária Internacional

Elaboração de um novo estatuto irá condicionar a construção do futuro da Medicina Dentária MAXILLARIS MARÇO 2013

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Falamos com... Orlando Monteiro da Silva encara o quinto mandato consecutivo à frente da Ordem dos Médicos Dentistas como um compromisso de contornos decisivos, já que a elaboração de um novo estatuto da profissão “irá condicionar a construção do futuro da Medicina Dentária portuguesa”. Em entrevista à MAXILLARIS, o reeleito bastonário revela as prioridades da OMD para o próximo triénio e traça o “diagnóstico” do setor dentário nacional. O também presidente da Federação Dentária Internacional – que cessa estas funções no próximo mês de agosto – antecipa os novos desafios da principal organização mundial do setor e faz uma retrospetiva do mandato internacional, por sinal, com a convicção de que “vou deixar uma FDI melhor do que aquela que encontrei quando assumi a presidência”. Como encara a sua recente eleição, pela quinta vez consecutiva, para o cargo de bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas? Que leitura faz da ausência de adversários na “corrida” aos órgãos diretivos? Os médicos dentistas exerceram o seu direito e dever de votar e apoiaram de forma expressiva a lista que apresentei a votos. Portanto, encaro mais este ciclo em que agora entramos com entusiasmo e confiança nas capacidades da minha equipa. Tudo faremos para estar à altura dessa confiança e das expetativas de todos os colegas. E este mandato é particularmente crítico, pois a elaboração de um novo estatuto da profissão irá condicionar a construção do futuro da Medicina Dentária portuguesa. Esta confiança, este consenso, só tem paralelo com a responsabilidade que implica. Responsabilidade que estamos preparadíssimos para assumir e de imediato traduzir em ações concretas em prol da Medicina Dentária. Pessoalmente, encontro-me mais determinado que nunca e estou certo que sou acompanhado por todos os membros que agora tomaram posse. A equipa diretiva que o acompanha no novo mandato é, essencialmente, a mesma dos últimos anos. Considera a hipótese de trazer “sangue novo” para a gestão da OMD? A lista que liderei integrou 13 elementos novos ou com funções renovadas. Mas a renovação não implica apenas mudar pessoas; implica, sim, ter elementos capazes de perceber os novos problemas e realidades, de saberem desenvolver novas soluções, construídas sobre diálogo e consensos, inseridos numa equipa de grande coesão. Em termos gerais, quais são as prioridades para o próximo triénio? A elaboração de um novo Estatuto da OMD, em consonância com a recente aprovação da Lei-quadro das Associações Públicas Profissionais, é a grande prioridade. Do sucesso da transposição deste objetivo depende muito a valorização do exercício da profissão no futuro e consequentemente o reforço de uma cultura de saúde oral orientada para o cidadão. O estabelecimento de parcerias estratégicas entre a OMD e outras entidades reguladoras, a aposta numa formação contínua mais adequada às novas realidades e necessidades são também eixos onde muito investiremos.

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Falamos com... Por outro lado, vamos empenhar-nos sobremaneira no melhoramento contínuo do plano da saúde oral. É fundamental uma maior participação da Ordem nas estratégias de saúde pública, no âmbito da promoção, prevenção e tratamento das doenças orais, e uma articulação efetiva das diferentes entidades com responsabilidades na saúde oral em Portugal. Não nos demitiremos desta nossa responsabilidade. Como está a decorrer o processo em torno do novo Estatuto da OMD? Este novo Estatuto não será uma alteração cosmética ou de pormenor. É, de facto, um novo Estatuto enquadrado pela Lei-quadro aprovada pela Assembleia da República, que elaborará as regras, os princípios pelos quais toda a profissão se passará a reger na regulação da OMD. Estão em jogo aspetos tão fundamentais como: a implementação de um estágio obrigatório para o acesso à profissão; a possibilidade de registo na Ordem das sociedades de profissionais que se designarão por associados coletivos; a criação da Provedoria do Doente; a existência de uma assembleia representativa dos associados; a criação de uma instância superior de supervisão, o reforço da representação regional, através do voto dos respetivos representantes; a instituição da figura do referendo no interior da classe; a aplicação das mesmas regras no exercício da profissão, público e privado; e as regras deontológicas vertidas no texto do estatuto, da lei. Estas e outras importantíssimas matérias, que terão força de lei e que são fundamentais para a profissão e para o interesse público, dotarão este grupo profissional, que se encontra fundamentalmente no setor privado, de regras concorrenciais iguais para todos, portanto, mais justas. É um novo ciclo que se iniciará. Um novo paradigma onde assentaremos a nossa atuação e prática. Que novas especialidades poderão surgir nos próximos tempos? Foram recentemente aprovadas pela Ordem dos Médicos Dentistas quatro novas especialidades: Endodontia, Prostodontia, Saúde Pública Oral e Medicina Dentária Hospitalar. Estas especialidades serão implementadas numa segunda fase, após conclusão do processo, em curso, de implementação da Periodontologia, Odontopediatria e Cirurgia Oral. O projeto das especialidades é de fundamental importância e uma prioridade para este mandato. Estamos a implementá-lo com ponderação, identificando as melhores práticas da profissão a nível europeu e mundial. Não é por acaso que os países onde a Medicina Dentária está mais desenvolvida tenham todos eles especialidades convenientemente implementadas. Neste contexto, vale a pena sublinhar duas notas fundamentais: por um lado, as competências do médico dentista generalista não serão minimamente “beliscadas” com a implementação de especialidades; por outro, as especialidades académicas são da responsabilidade das instituições de ensino superior, ao passo que as especialidades profissionais são da competência da OMD. Cabe à OMD definir as regras de reconhecimento da formação dos colegas a diversos níveis. É o que estamos a fazer.

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O projeto das especialidades é de fundamental importância e uma prioridade para este mandato. Estamos a implementá-lo com ponderação, identificando as melhores práticas da profissão a nível europeu e mundial

Outro desafio é o da cultura da lusofonia e do intercâmbio internacional. Que estratégia delineou neste âmbito? Portugal é um espaço e um ponto de partida para muitas oportunidades. Num mundo global, temos vários espaços “naturais”: a Península Ibérica é uma unidade geográfica natural, a União Europeia alargou as nossas fronteiras, os países de língua oficial portuguesa são plataformas onde circulamos, disfrutando de uma língua franca e as comunidades de falantes de português são sempre casas onde temos guarida. Por outro lado, estamos no cruzamento de muitos corredores internacionais de cooperação clínica e científica; somos uma plataforma reconhecida. O nível de formação dos médicos dentistas portugueses permite-lhes hoje ter prestações de excelência em qualquer local. A nós, OMD, compete-nos estabelecer e alimentar contactos com as nossas congéneres e autoridades locais, para que vejam nos médicos dentistas portugueses elementos que trazem mais-valias. A nossa reputação no exterior já é elevada, mas todos os dias trabalhamos para a reforçar. A Associação Dentária Lusófona é disso exemplo, pois foi criada sob os auspícios da Ordem dos Médicos Dentistas. Na atual conjuntura de crise, vê motivos de apreensão quanto aos contornos da profissão? Por exemplo, considera que os abusos na formação dos recém graduados, o excessivo número de licenciados e a crescente falta de emprego no setor atingem proporções preocupantes? Essas questões não são novas. A Ordem sempre teve posições claras sobre esses assuntos. Temos sido vítimas de um país com um Estado excessivo, só aparentemente


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Falamos com... organizado, que não foi capaz de ter políticas estratégicas de saúde sólidas. Um Estado que não teve, por exemplo, o bom senso de sentar à mesma mesa universidades, Ordem e autoridades da área do ensino e da saúde. Dentro das nossas possibilidades, que recordo nos são conferidas por lei da República, avançámos com medidas que permitiram proteger o exercício da profissão. Paralelamente, promovemos contactos com outras entidades e poderes públicos, no sentido de alertá-los para as questões e sugerindo soluções. Quando hoje se fala de repensar o Estado, fico esperançado. Esperemos que tenha chegado um tempo de maior verdade no atacar das questões. Estamos preparados para esse debate e não vamos certamente ser meros espectadores. Está satisfeito com os moldes e os resultados do Programa de Saúde Oral apoiado pelo Governo? A OMD quer sempre mais quando se trata de melhorar o acesso da população a cuidados de saúde oral. O caminho faz-se passo a passo, recolhendo evidência científica, sensibilizando de forma credível e consistente, e os resultados aparecem. Mas, como afirmei, nunca nos damos por satisfeitos. Já estamos a pensar e a trabalhar noutras frentes a este respeito. O Ministério da Saúde já anunciou que pretende alargar esse apoio ao rastreio e diagnóstico precoce do cancro oral. Em que consistirá esta nova colaboração com a OMD? Vejo de forma muito positiva a inclusão próxima de uma abordagem de deteção precoce do cancro oral para grupos de maior risco da nossa população, com o envolvimento ativo dos médicos dentistas, através do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. O rastreio, biopsia, diagnóstico precoce e encaminhamento para centros de referência, quando for caso disso, a par da melhoria da literacia e de comportamentos de risco da população, são fases importantíssimas, onde os médicos dentistas terão um papel ainda mais vincado. A OMD terá um papel fundamental a este respeito na formação e na sensibilização dos profissionais interessados em aderir a esta nova vertente do programa. Qual é o ponto da situação relativamente à nova Lei-quadro das Associações Públicas Profissionais? Em que medida o cargo que acumula à frente do CNOP permitiu influenciar o resultado deste processo? A recente aprovação pelo Parlamento da Lei-quadro que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais foi o tema que centrou o Conselho Geral do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP) no último ano. O papel do CNOP foi fundamental para o resultado obtido. E este contributo foi o resultado dos vários contributos das diferentes Ordens. A OMD teve um desempenho notável, demonstrando, uma vez mais, que somos uma classe mobilizada para os desafios. Eu, enquanto bastonário e pre-

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sidente do CNOP, empenhei-me ativamente neste processo. Nas negociações com os diversos partidos com assento parlamentar e com o Governo fui mesmo muito duro na defesa de alguns pontos essenciais, como a da autonomia das Ordens, da preservação dos estágios profissionais e a possibilidade das Ordens continuarem a definir os requisitos de acesso às profissões. A proposta inicial previa ainda uma reserva de atividade para os trabalhadores do Estado, que não ficariam submetidos às obrigações impostas às associações públicas profissionais pelo próprio Estado; congratulamo-nos que também esse ponto tenha sido alterado e que os funcionários do Estado tenham de cumprir as mesmas regras que os outros profissionais, se a tal estiverem obrigados pelos estatutos das respetivas Ordens. Aplaudimos ainda o Governo e a Assembleia da República por terem deixado cair a possibilidade do Ministério Público avançar com ações disciplinares sobre membros de Ordens que violem as regras da profissão. Na sua condição de presidente da Federação Dentária Internacional, que balanço faz do mandato que concluirá no próximo mês de agosto? Mais importante que o balanço que faço, será aquele que a profissão e os diversos stakeholders a nível internacional fizerem. De qualquer modo, com toda a carga subjetiva que isso acarreta, penso que 2012 foi um ano desafiante, mas muito frutífero para a FDI. Desafiante, porque passamos por tempos difíceis. A FDI, como muitas outras ONG e organizações diversas, teve que levar a cabo medidas de adaptação a um contexto económico internacional de abrandamento de crescimento económico e, em consequência, rever o espectro e alcance das atividades que levamos a cabo pelo mundo.

O nível de formação dos médicos dentistas portugueses permite-lhes hoje ter prestações de excelência em qualquer local


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Falamos com... 2012 foi um ano produtivo, não só porque a FDI conseguiu alargar a sua capacidade para advogar a saúde pública e a saúde oral, mas também, e simultaneamente, porque elaborou e adotou um plano para a profissão na próxima década. Qual foi a recetividade da comunidade dentária internacional ao projeto Visão 2020? O documento “Visão 2020: construir o futuro da saúde oral” foi o projeto que mais se distinguiu em 2012. A proposta original, elaborada sem qualquer outro ponto de partida no final de 2011, foi objeto de uma série de discussões e alterações efetuadas por uma equipa de trabalho, que integrei e especialmente criada para o efeito, presidida por Michael Glick. Apenas oito meses após a sua elaboração, o Visão 2020 foi traduzido, impresso e entregue na Assembleia Geral da FDI, que decorreu em Hong Kong, onde foi recebido com um elevado nível de consenso e adotado com apenas algumas alterações editoriais menores. O sucesso imediato do Visão 2020 não se prende com o facto deste documento não provocar agitação: pelo contrário, as ideias que contém são provocadoras e desafiantes para a profissão. De resto, gerou muita curiosidade entre os médicos dentistas, razão pela qual falei sobre o Visão 2020 em toda as apresentações que fiz nos últimos meses. A pergunta mais frequente tem sido: que soluções serão disponibilizadas para as questões que se colocam? Essa é a próxima fase do projeto: com base no Visão 2020, desenvolver um plano de ação em colaboração com os nossos parceiros empresariais. Que outras iniciativas recentes da FDI merecem ser destacadas? No que diz respeito à saúde pública, durante o ano passado, a FDI tomou a iniciativa de desenvolver guias informativos para serem utilizados pelos seus membros em duas áreas fundamentais: doenças não transmissíveis (DNT) e materiais dentários. O primeiro guia foi desenvolvido para aumentar a capacidade das associações dentárias nacionais se envolverem nesta área dos cuidados de saúde, que tem sido um tema importante no debate nacional e internacional nos últimos anos, ao passo que o segundo guia centra-se numa área de interesse imediato para a profissão: o direito de continuar a tomar decisões clínicas sobre os materiais utilizados na restauração dentária, face à pressão internacional manifestada através de um tratado, atualmente em fase final de elaboração, com o objetivo último de banir a utilização da amálgama dentária. Mas a FDI desempenha também um papel orientador. Algumas associações dentárias nacionais têm uma vasta experiência com governos, outras não. Para estas, acreditamos que se a FDI continuar a prestar apoio e orientação sobre a abordagem a adotar na promoção e nas relações governamentais, se disponibilizar o apoio necessário às atividades de saúde oral locais e nacionais, pode resultar num aumento significativo da credibilidade destas associações e na sua esfera de influência a nível nacional.

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Orlando Monteiro da Silva iniciou, no passado dia 15 de dezembro, o seu quinto mandato consecutivo como bastonário da OMD.


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Falamos com... Quais são as suas expetativas relativamente ao próximo congresso anual? Antes de mais, gostaria de salientar, como momento marcante de 2012, a realização do congresso anual em Hong Kong, que obteve um reconhecimento ao mais alto nível, com a presença na cerimónia de abertura do ministro da Saúde chinês. Este foi o centésimo congresso mundial e o último organizado de acordo com o modelo antigo. Estamos ansiosos por um sucesso ainda maior no congresso de 2013, em Istambul, organizado com um novo modelo, concentrado na repartição mais equitativa do risco, o qual acreditamos melhor se adaptar às necessidades da FDI e dos participantes do congresso. Nunca devemos perder de vista que o congresso da FDI é essencial para a missão da nossa federação e para as suas credenciais democráticas. É um fórum de debate sobre saúde oral e assuntos relacionados, uma oportunidade anual para as associações nacionais darem voz às suas opiniões, para resolver diferenças no parlamento mundial e uma fonte única de formação contínua. A saúde oral como “direito fundamental do ser humano” é um dos objetivos globais assumidos pela atual direção da FDI. Que passos estão a ser dados e que resultados ainda espera atingir neste domínio? Estes tempos difíceis tornam imperativo que a profissão se mantenha a par das novas tendências, pensamentos e assuntos relacionados com a saúde oral e que trabalhe de perto com outras profissões médicas e com as autoridades da saúde. Resumindo, que se torne mais visível. É também um assunto de interesse próprio: numa época em que os orçamentos da saúde são cada vez menores, os médicos dentistas devem explicar às autoridades de saúde pública, interessadas apenas na última linha do orçamento, o que distingue o médico dentista de outros profissionais de saúde oral, no que diz respeito à capacidade e qualidade. Em que medida a sua presidência contribuiu para o reforço do papel da comunidade dentária lusófona no cenário mundial? Daria particular realce à participação dos países de língua e expressão portuguesa africanos no seio da FDI. A recente cimeira africana da FDI na Cidade do Cabo, África do Sul, proporcionou também a esses países, por exemplo Moçambique, integrarem o “guarda-chuva” da estratégia para África que a FDI se encontra a desenvolver. As associações dentárias nacionais presentes comprometeram-se a desenvolver as suas relações com os governos e, em alguns casos, efetuaram de imediato contactos. É através da cooperação com os governos nacionais que a FDI pode ajudar a diminuir as disparidades no acesso ao tratamento e alcançar o seu objetivo de “saúde oral para todos”. Qual é a perceção que têm hoje da Medicina Dentária portuguesa os parceiros internacionais? Muito boa. Vários factos levam-nos a ter tanta certeza nesta posição. Realço alguns: a forma como mercados evoluídos, como o britânico, o holandês ou o dinamarquês, procuram – friso procuram – profissionais

A FDI está a tornar-se mais concreta: as suas atividades podem ter um efeito profundo na vida das pessoas. Temos uma história a contar e cabe-nos encontrar os meios para o fazer

portugueses para trabalhar nos seus sistemas de saúde; a quantidade de médicos dentistas portugueses que ocupam cargos dirigentes em estruturas internacionais, como a FDI ou sociedades científicas exclusivíssimas, e as excelentes opiniões que nos deixam no nosso congresso diversos oradores internacionais, líderes de opinião na nossa área, sobre o ambiente que aqui encontram. Que legado espera deixar na FDI? Em traços gerais, estou certo que vou deixar uma FDI melhor do que aquela que encontrei quando assumi a presidência. Ajudei a FDI a concentrar-se na sua imagem e credibilidade, através de atividades no terreno e da comunicação com o exterior. A FDI está a tornar-se mais concreta: as suas atividades podem ter um efeito profundo na vida das pessoas. Temos uma história a contar e cabe-nos encontrar os meios para o fazer. Uma das coisas que mais me impressiona desde que tomei posse enquanto presidente da FDI, é o carinho e sentimento de fraternidade dentro da comunidade internacional de médicos dentistas. Constatei uma onda de apoio, não apenas racional mas emocional, única na nossa federação, em cada evento em que participei. Assim, em termos de imagem e credibilidade, potenciamos este aspeto e desenvolvemos o nosso capital social, para mostrar que ser parte da FDI é fazer parte de uma comunidade mundial da qual nos orgulhamos, uma comunidade que demonstra o seu compromisso com a sua visão através das suas atividades de saúde oral e de advocacia.

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AUTORES: Carla Casais Médica dentista. Licenciada em Medicina Dentária pela FMDUP. Pós-graduada em Periodontologia pelo ISCS-Sul. Prática clínica na CMDC. Formadora no Centro de Formação FA. Fernando Almeida Médico dentista. Doutorado pela Faculdade de Medicina Dentária do Porto com a tese “Carga Imediata sobre Implantes”. Administrador da Clínica Dentária dos Carvalhos, Clínica Infante de Sagres e Labdent – Laboratório de Prótese Dentária. Porto.

Carla Casais

Introdução Atualmente em Medicina Dentária, fruto de uma mudança de paradigmas vigentes na sociedade no que concerne à beleza, os resultados estéticos são tão importantes como os funcionais. Deste modo, as facetas em cerâmica têm sido

altamente utilizadas pois conciliam os ótimos resultados estéticos com preocupações médicas fundamentais, tais como a conservação de estruturas dentárias saudáveis e a biocompatibilidade1.

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Desenvolvimento São inúmeras as situações clínicas em que as facetas em cerâmica podem ser aplicadas, destacando-se as restaurações extensas (fraturas das coroas, perda de esmalte por erosão e desgaste, malformações congénitas e adquiridas), fecho ou redução de diastemas, bem como na correção de ligeiras malposições dentárias e alterações nos dentes, tanto na forma como na cor1-5. O sucesso das facetas de cerâmica é altamente influenciado não só pela preparação dentária (espessura e detalhe do talho e localização da margem cervical) e pela manutenção dos tecidos moles6, mas também pela cimentação destas. Quanto à preparação dentária, no caso das facetas, exige-se uma redução axial que poderá variar entre 0,5 mm em cervical e 0,7 mm à medida que se caminha para incisal. O desgaste incisal deverá ser de 1,5 mm e a margem interdentária poderá ser estendida além do ponto de contato interproximal, se este for suave, e deverá ficar aquém se neste existir uma superfície de contato. A nível palatino deverá sempre preservar-se a zona de maior stress tensional (fossa palatina nos dentes superiores), para desta forma não fragilizar mais o dente e evitar problemas de desgaste nos dentes antagonistas2. A linha de acabamento das facetas é justagengival, evitando-se assim possíveis invasões do espaço biológico e conseguindo-se melhores resultados estéticos, anulando-se os “efeitos sombra” nos tecidos moles circundantes (margem gengival cinzenta e papilas interdentárias escuras) que surgem no caso das coroas convencionais de recobrimento total com extensas estruturas de metal e/ou núcleos opacos de cerâmica aluminosa2. Na escolha do cimento resinoso deverá ter-se em conta o tempo de trabalho. Este terá que ser suficiente para permi-

tir um correto assentamento da faceta e facilitar a eliminação cuidadosa do excesso de resina2,7. Os cimentos resinosos unicamente fotopolimerizáveis são fáceis de manipular pois permitem tempo de trabalho ilimitado e possuem consistência ideal e estabilidade de cor2. Por sua vez, os cimentos resinosos duais são difíceis de manipular (tempo de trabalho limitado à autopolimerização e consistência mais fluída, podendo dificultar a remoção dos excessos de cimento) e têm instabilidade da cor (devido à degradação das aminas). Sendo assim, estes cimentos só deverão ser utilizados nos casos com grande espessura de cerâmica na face vestibular (> 2 mm) e nos casos de facetas muito opacas (quando há coloração severa nos dentes preparados)2,7. De acordo com Pascal Magne e o seu método Biomimético2, deve-se “imitar a natureza” na reconstrução dos parâmetros biomecânicos e estéticos das coroas dentárias. Para tal, é necessário que o material usado na reconstrução possua a rigidez, a resistência e a resiliência semelhantes às que se encontram nos tecidos dos dentes sãos. Segundo Reeh e cols8, pode-se recuperar a rigidez da coroa com materiais substitutos do esmalte, com módulo de elasticidade semelhante a este (80 GPa), nomeadamente facetas de cerâmica feldspáticas com o módulo de elasticidade aproximado de 70 GPa8. Este tipo de tratamento, para além de ser uma ótima solução estética, apresenta vantagens quanto à sua durabilidade e dureza semelhante à do esmalte, bem como uma boa saúde periodontal e vitalidade pulpar5.

Caso clínico MMS, género feminino, 56 anos, desdentada maxilar e mandibular parcial, com alteração de cor no dente 11. A paciente não gostava da coloração deste dente.

Fotografias iniciais

Fig. 1. Fotografia extraoral de sorriso.

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Fig. 2. Fotografia intraoral frontal.


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Fig. 3. Fotografia intraoral oclusal.

Fig. 4. Fotografia intraoral de perfil.

Plano de tratamento • Confeção da faceta em cerâmica em dissilicato de lítio no dente 11. • Reabilitação dos espaços desdentados.

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Fig. 5. Enceramento diagnóstico.

Fig. 6. Controlo prévio com chave em silicone. Vê-se o espaço disponível para a nova restauração.

Fig. 7. Preparação interdentária inicial.

Fig. 8. Sulcos vestibulares guia, após inserção do fio de retração.

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Fig. 9. Redução axial. Obtém-se um espaço uniforme.

Fig. 10. Redução incisal.

Fig. 11. Preparação palatina. Note-se a preservação da fossa palatina.

Fig. 12. Acabamento e polimento. Eliminação de ângulos agudos.

Fig. 13. Adesão dentinária: após aplicação de ácido ortofosfórico e lavagem abundante com água.

Fig. 14. Adesão dentinária: após aplicação de optibond FL® e fotopolimerização.

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Fig. 15. Adesão dentinária: verificação com sonda periodontal se a aplicação do optibond FL® foi cuidada e precisa.

Fig. 16. Adesão dentinária: remoção do excesso de adesivo com broca de grão fino.

Fig. 17. Adesão dentinária: após aplicação de glicerina e posterior fotopolimerização.

Fig. 18. Colocação de novo fio de retração; dois fios (000 e 0).

Fig. 19. Impressão com silicone (dupla mistura). A impressão foi feita com afastadores abre-bocas.

Fig. 20. Confeção do provisório com chave de silicone e Luxatemp® .

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Fig. 21. Dente provisório após aplicação de glaze e glicerina e posterior fotopolimerização.

Fig. 22. Cimentação provisória. Aplicação de uma gota de ácido ortofosfórico e posterior lavagem.

Fig. 23. Cimentação provisória com cimento Temp-bond Clear®.

Fig. 24. Faceta provisória: vista vestibular.

Fig. 25. Faceta provisória: vista oclusal.

Fig. 26. Faceta provisória: vista perfil.

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Fig. 27. Faceta provisória: extraoral.

Fig. 28. Cimentação. Isolamento absoluto.

Fig. 29. Cimentação (acondicionamento da faceta). Aplicação de ácido fluorídrico a 10% durante 20 segundos.

Fig. 30. Cimentação (acondicionamento da faceta). Lavagem abundante com água.

Fig. 31. Cimentação (acondicionamento da faceta). 4-5 minutos no ultrassons com álcool etílico a 95%.

Fig. 32. Cimentação (acondicionamento da faceta). Após sinalização, aplicou-se Excite® F DSC.

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Fig. 33. Cimentação (acondicionamento da faceta). Remoção dos excessos com aspirador. Seguidamente aplicou-se o cimento resinoso Variolink II®.

Simultaneamente ao acondicionamento da faceta efetuou-se o acondicionamento do dente

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Fig. 34. Cimentação (acondicionamento do dente). Aplicação de ácido ortofosfórico a 37% durante 30 segundos.

Fig. 35. Cimentação (acondicionamento do dente). Após lavagem abundante e secagem, aplicou-se bolinha de algodão com álcool.

Fig. 36. Cimentação (acondicionamento do dente. Aplicação de ExciTE® F DSC e remoção dos excessos com aspirador.

Fig. 37. Cimentação (colocação da faceta). Coloca-se a faceta com pressão digital e remove-se os grandes excessos com sonda periodontal. Remove-se as cunhas e faz-se o assentamento final com pressão digital. Fotopolimeriza-se a face palatina durante 90 segundos e as faces mesio e disto-vestibulares durante 60 segundos. Aplica-se glicerina nas margens e fotopolimeriza-se durante 30 segundos. Lava-se abundantemente com água.

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Fig. 38. Fotografia intraoral frontal.

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Fotografias finais

Fig. 39. Fotografia intraoral, face palatina.

Conclusão A escolha do plano de tratamento deve ser fundamentada, do ponto de vista técnico, com o recurso a um correto exame clínico e radiográfico e as expetativas do paciente devem ser, sempre que for possível, tomadas em consideração. Como se pode constatar, este tipo de reabilitação não compromete os tecidos periodontais, permitindo uma fácil higienização.

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Otimização do branqueamento dentário não vital

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Ciência e prática AUTORES: Benjamín Martín Biedma Médico estomatologista. Professor titular de Patologia e Terapêutica Dentária e coordenador do mestrado de Endodontia Avançada da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). Liliana Castro Professora associada de Endodontia e da pós-graduação em Endodontia do ISCS-Norte (Porto). Rui Madureira Professor titular de Endodontia e coordenador científico e pedagógico da pós-graduação em Endodontia do ISCS-Norte (Porto). Natália Barciela Castro Médica estomatologista. Professora do mestrado de Endodontia Avançada da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha). José Amengual Lorenzo Professor associado de Patologia e Terapêutica Dental, codiretor do Diploma em Técnicas de Branqueamento Dentário e professor do mestrado de Endodontia da Universidade de Valência (Espanha).

Benjamín Martín Biedma

Resumo: Os dentes não vitais, quando são submetidos ao tratamento endodôntico, podem apresentar diversos tipos de alterações de cor. Neste artigo clínico apresentam-se duas modalidades de branqueamento não vital indicadas na resolução deste tipo de situações. Também se analisam as suas características e particularida-

des, os seus inconvenientes e a sua capacidade de produzir resultados. Palavras chave: Branqueamento dentário não vital, perborato de sódio, peróxido de hidrogénio.

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Introdução Os dentes não vitais que apresentam alterações de cor implicam um compromisso estético, sobretudo quando são dentes anteriores (incisivos e caninos) e pré-molares. O branqueamento destes dentes, submetidos previamente a um tratamento endodôntico, permite melhorar o resultado estético final, tanto no caso de restaurações com compósito como sob uma cerâmica. Os agentes branqueadores mais utilizados nestes casos são o peróxido de hidrogénio, o peróxido de carbamida e o perborato de sódio. As técnicas de branqueamento não vital podem dividir-se em externas, quando os agentes branqueadores são aplicados sobre a superfície externa do dente, e internas, quando se colocam no interior da sua câmara pulpar. De igual forma, as técnicas de branqueamento não vital podem-se diferenciar em função do local onde são efetuadas, ou no consultório dentário (branqueamento em consultório) ou em casa do paciente, mas com supervisão do médico dentista (branqueamento domiciliário) ou combinando estas modalidades (branqueamento combinado).

Denominada também como branqueamento em ambulatório (walking-bleach)5. Combina a aplicação de agentes branqueadores em sessões clínicas e a permanência desse mesmo agente no interior da câmara pulpar, selado com um material de restauração provisório. Desta forma prolonga-se a ação do agente branqueador sobre o dente entre as consultas. Realiza-se um controlo do dente ou dentes tratados depois de dois a cinco dias, para avaliar o grau de branqueamento e a necessidade de repetir a aplicação. Os agentes branqueadores utilizados nesta técnica podem ser o perborato de sódio, triturado sob a forma de pó fino misturado com água, com peróxido de hidrogénio ou com peróxido de carbamida, os peróxidos de hidrogénio ou de carbamida em gel6, ou o percarborato de sódio7.

Deve-se ter em conta que qualquer um dos agentes branqueadores mencionados já foram associados ocasionalmente a efeitos adversos como a reabsorção cervical, a alteração da superfície do esmalte, da dentina e do cemento ou a diminuição da dureza do esmalte e da dentina1-4.

Em todas as técnicas de branqueamento interno é imprescindível fazer o selamento da entrada dos canais radiculares, 2-4 milímetros abaixo da linha amelocementária, com um agente que isole totalmente a obturação endodôntica do efeito do peróxido libertado pelo agente branqueador. Os materiais recomendados para esta função de barreira são o compósito fluido ou o ionómero de vidro8,9; ambos podem manter-se como base de uma posterior restauração, no caso de não se necessitar da colocação de um espigão radicular.

Por este motivo e pela crescente procura de soluções por parte dos pacientes com este tipo de discromias, é necessário conhecer as distintas alternativas terapêuticas. O objetivo do médico dentista deve ser oferecer aos pacientes soluções eficazes, conservadores e tão inócuas quanto possível.

A característica distintiva de esta técnica é a permanência do produto branqueador na câmara pulpar entre as sessões de tratamento; para isso deve-se utilizar uma restauração provisória para fechar a cavidade de acesso, habitualmente um cimento de óxido de zinco eugenol, cavit ou fosfato de zinco.

Neste trabalho apresentam-se duas modalidades de branqueamento não vital em consultório: quimioativada em ambulatório e fotoativada. Ambas são técnicas relativamente simples, efetuadas diretamente pelo médico dentista e que conseguem obter, normalmente, resultados clínicos imediatos satisfatórios de forma segura. São estabelecidas as vantagens e inconvenientes das duas técnicas e apresentam-se os resultados de dois casos clínicos tratados com cada uma das técnicas.

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Técnica de branqueamento não vital quimioativada em consultório

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Técnica de branqueamento não vital fotoativada em consultório Nesta modalidade branqueadora utiliza-se uma fonte de luz odontológica fria como ativadora de agentes branqueadores em forma de gel, desenhados especificamente para esse fim, compostos por peróxido de hidrogénio ou de carbamida e que se aplicam simultaneamente sobre a superfície externa da coroa clínica do dente e no interior da sua câmara pulpar. Apesar de nesta técnica o agente branqueador não ficar dentro da câmara pulpar, sendo eliminado quando o seu período ativo termina (entre três a oito minutos), também é necessário colocar uma base protetora que sele o material de obturação dos canais radiculares para proteger os tecidos dentários e adjacentes dos possíveis efeitos adversos causados pelos agentes branqueadores. Outra diferença em


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relação à técnica anterior é que se pode aplicar o produto branqueador entre uma e cinco vezes em cada sessão de tratamento. É recomendável utilizar luzes fotoativadoras de terminal único de densidade de potência muito elevada e feixe focalizado, na tentativa de conseguir que a luz atinja o dente

com a intensidade suficiente para ativar o produto branqueador colocado no interior da câmara pulpar, uma vez que há sempre uma perda de intensidade proporcional à distância entre a fonte luminosa e o produto branqueador10. Outra opção é utilizar terminais turbo para incrementar a intensidade da luz gerada pela lâmpada.

Casos clínicos

Técnica quimioativada em ambulatório Apresenta-se o caso de uma paciente de 62 anos com uma discromia grave no canino superior direito (fig. 1). O dente, totalmente assintomático, apresentava um tratamento endodôntico antigo com defeitos na obturação, pelo que se indicou o retratamento endodôntico. Dentro do plano de tratamento determinado para este caso decidiu-se realizar o tratamento branqueador descrito na técnica em ambulatório, utilizando o perborato de sódio como agente branqueador. O tratamento foi realizado com isolamento absoluto. Foi colocada uma base cervical de ionómero de vidro, com 2 mm de espessura, ao nível da entrada do canal radicular (fig. 2). Durante a sessão clínica, foi colocada uma mistura de perborato de sódio com água destilada no interior da câmara

pulpar (fig. 3) e nas faces vestibular e palatina da coroa do dente. Deixou-se a mistura atuar durante 20 minutos, depois o dente foi lavado e de seguida aplicou-se uma nova mistura no interior da câmara pulpar que foi selada com um cimento de restauração provisória; neste caso com IRM (fig. 4). Foram necessárias três sessões de tratamento, semelhantes à descrita anteriormente, para obter o resultado desejado e para se poder realizar a restauração definitiva do dente (fig. 5). A paciente não referiu nenhum incómodo ao longo de todo o processo de tratamento.

Fig. 1. Estado inicial do dente 2.3, com descoloração associada a um tratamento de endodontia antigo.

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Fig. 2. Base isolante de ionómero de vidro.

Fig. 3. Mistura de perborato e água destilada no interior da câmara.

Fig. 4. Obturação provisória com IRM, durante a fase domiciliária do tratamento.

Fig. 5. Resultado final do tratamento branqueador.

Técnica fotoativada Apresenta-se o caso de uma paciente de 40 anos com uma discromia no incisivo central inferior esquerdo (fig. 6). No exame clínico-radiológico, verificou-se que o dente apresentava uma restauração a compósito com infiltração e um tratamento endodôntico inadequado, pelo que se efetuou o seu retratamento. Foi indicada a técnica de branqueamento não vital fotoativada em consultório. O campo operatório foi isolado com dique de borracha (fig. 7) e foi colocada uma base cavit��ria de compósito fluído com

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forma de casquete para selar os túbulos dentinários e o canal radicular. Para a resolução do caso foi necessário realizar três sessões de três aplicações de um produto de peróxido de hidrogénio a 35% (Norblanc Office, Normon) (fig. 8), que se fotoativou durante os três minutos iniciais, com uma luz de diodos, deixando-se depois o produto atuar mais cinco minutos (figs. 9 e 10). Neste caso, a paciente também não manifestou nenhum incómodo durante o procedimento terapêutico.


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Fig. 6. Imagem do dente 2.3 antes do início do tratamento branqueador.

Fig. 7. Aspeto da proteção tissular para um isolamento absoluto, necessário neste tipo de procedimentos branqueadores.

Fig. 8. Imagem do produto branqueador utilizado na técnica fotoativada, uma vez aplicado no interior da câmara pulpar e sobre as superfícies vestibular e palatina do dente.

Fig. 9. Fotoativação do produto branqueador mediante uma lâmpada de alta densidade de potência e terminal único.

Discussão Classicamente, ao tentar comparar as duas modalidades de branqueamento não vital em consultório apresentadas neste trabalho, o primeiro inconveniente apresentado para a técnica em ambulatório com peróxido de hidrogénio em altas concentrações era o maior risco de provocar efeitos adversos em relação às técnicas em consultório quimioativadas sem período em ambulatório e fotoativadas11,12. Por este motivo, foi proposta a utilização do perborato de sódio, em vez do peróxido de hidrogénio, pelo seu menor potencial lesivo para os tecidos dentários e orais, devido ao seu menor poder iatrogénico quando comparado com o peróxido de hidrogénio em alta concentração13-17. No entanto, este agente branqueador requer períodos de tratamento mais prolongados para conseguir resultados satisfatórios. Contudo, a utilização de percarbonato de sódio e de perborato de sódio

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Fig. 10. Aspeto final do caso, uma vez finalizado o tratamento branqueador.


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de partículas pequenas com pureza de 98% (que apareceu recentemente no mercado), como agentes branqueadores, permite alcançar resultados similares aos alcançados por outros agentes branqueadores, tanto em eficácia como em tempo7,18. Outro inconveniente associado à técnica em ambulatório é a existência de uma fase na qual o produto branqueador permanece no interior do dente fora da clínica dentária, com os

riscos que isso implica: a eventual perda da restauração provisória e a consequente libertação do produto para a cavidade oral. A técnica fotoativada tem a vantagem, em relação à anterior, de não ter de deixar o agente branqueador no interior da câmara pulpar durante períodos prolongados, sendo eliminado na mesma sessão de tratamento, diminuindo-se o risco dos inconvenientes comentados.

Conclusão Tanto a técnica de branqueamento dentário não vital quimioativada em ambulatório como a fotoativada permitiram a obtenção de resultados finais satisfatórios, nos casos de discromias tratados. Assim, ambas as técnicas apresentam-se como alternativas terapêuticas adequadas, entre as disponíveis no campo da Medicina Dentária Estética, para solucionar este tipo de situações.

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Oclusão em implantologia: breves conceitos

Teresa Azevedo Médica dentista. Prática na Clínica Dentária Dr. José Pedro Malheiro e Clínicas Médico-Dentárias Sorriso Permanente. Licenciada em Prótese Dentária pela ESSVS. Mestranda em Reabilitação Oral do ISCS-N. Porto.

A principal diferença entre um dente e um implante reside no facto de um implante estar em contacto direto com o osso, enquanto o dente apresenta ligamento periodontal. Embora as diferenças biológicas e fisiológicas entre um dente natural e um implante sejam bem conhecidos, as diferentes características biomecânicas ainda se mantêm controversas. O desenvolvimento de uma correta oclusão numa prótese implantosuportada é uma etapa crítica na execução de um tratamento que exige a substituição de um ou mais dentes. Assim, o planeamento das próteses implantosuportadas deve seguir padrões criteriosos em relação ao seu comportamento biomecânico uma vez que a longevidade destas reabilitações está relacionada com as forças mastigatórias que são transmitidas aos implantes e ao tecido ósseo circundante. Cargas axiais dirigidas ao corpo do implante produzem menos stress compressivo e tensivo. No caso das cargas horizontais, estas provocam um aumento, tanto das forças compressivas como das tensivas, resultando em maior stress em contactos prematuros. Assim sendo, é preferível direcionar verticalmente as forças ao implante, podendo um implante unitário suportar forças oclusais equivalentes a um dente natural unirradicular. Para Mish e Bidez, quanto maior for a angulação da força em relação ao longo eixo do corpo do implante, maior a carga potencialmente lesiva na crista do osso. Caso as forças oclusais não sejam axiais ao corpo do implante, implantes adicionais e/ou volumosos, bem como próteses de recobrimento, devem ser levados em consideração. O componente pri-

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mário da força oclusal deve estar direcionado ao longo eixo do corpo do implante, e não em uma angulação nem paralelo ao pilar angulado. Os pilares angulados são utilizados apenas para melhorar a trajetória de inserção da prótese ou o resultado estético final. Os pilares angulados que recebem cargas ao longo do seu eixo transmitirão um momento de carga significativo, tendendo a rodar ou girar o implante, tanto para o ápice do implante quanto para as regiões cervicais, proporcional ao seu ângulo de inclinação. Quanto ao tipo e magnitude do stress na interface da prótese osso/implante, estes estão diretamente relacionados com a densidade do osso disponível, local e direção da força de aplicação, macrogeometria do implante, diâmetro, forma, quantidade, local e tipo de estrutura. Misch cedo percebeu a necessidade de proteger os implantes da absorção de cargas indevidas, estabelecendo um esquema de proteção dos implantes pela oclusão, desenvolvido especificamente para próteses sobre implante. Considerou então que a amplitude da superfície oclusal tem que estar diretamente relacionada com a do corpo do implante. Assim, a amplitude da superfície oclusal deve ser reduzida para favorecer o implante localizado numa região não estética. Postula ainda que a superfície oclusal posterior da mandíbula deve ser reduzida na face vestibular e o contorno lingual permanecer igual e fora de oclusão, permitindo que o contacto cêntrico aconteça no longo eixo do implante, na fossa central dos dentes posteroinferiores. Já nos dentes posterosuperiores, onde a cúspide de trabalho é a palatina, deve diminuir-se e deixar o contorno vestibular normal e fora de oclusão.


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Cadernos f o r m a t i v o s Além disso, o implante deve ser posicionado na fossa central da coroa para receber o contacto cêntrico ao longo eixo do implante. Porém, segundo Hobo et al., não se deve optar por um conceito de oclusão próprio para as próteses implantosuportadas, preconizando padrões para os diferentes tipos de tratamentos osteointegrados, tais como: usar uma oclusão mutuamente protegida para obter desoclusão em casos de prótese total fixa osteointegrada. Para prótese parcial fixa sobre implante para a região anterior, incluindo substituição de canino usa-se função de grupo. Os princípios básicos da oclusão em implantes podem incluir: 1. Estabilidade bilateral em oclusão cêntrica. 2. Distribuição uniforme dos contactos e forças oclusais. 3. Ausência de interferências entre a posição de retrusão e oclusão cêntrica. 4. Ampla liberdade em oclusão cêntrica. 5. Existência de guia anterior sempre que for possível.

Oclusão em reabilitação total sobre implantes A oclusão balanceada bilateral tem sido usada com sucesso em reabilitações totais sobre implantes superior e inferior em simultâneo. A oclusão com função de grupo tem sido adoptada nestas reabilitações quando os dentes adjacentes são naturais. Oclusão mutuamente protegida com guia anterior superficial foi também recomendada quando os dentes antagonistas são naturais.

Oclusão em sobredentaduras No caso de sobredentaduras tem sido sugerido o uso de oclusão balanceada bilateral com oclusão lingualizada numa crista óssea normal. Por outro lado, oclusão monoplana foi recomendada para uma crista óssea severamente reabsorvida. Embora seja consensual que o uso de uma oclusão balanceada bilateral numa sobredentadura lhe confere mais estabilidade, não existem estudos clínicos que demonstrem as vantagens deste tipo de oclusão em detrimento de outro esquema oclusal.

Oclusão em prótese fixa sobre implantes posteriores Em movimentos excêntricos, guia anterior e contacto oclusal inicial na dentição natural, irá reduzir o potencial de forças laterais aos implantes. A oclusão em função de grupo deverá ser apenas utilizada quando os dentes anteriores estão periodontalmente comprometidos. Durante movimentos excêntricos laterais, as interferências nos lados de trabalho e não trabalhado deverão ser evitadas em restaurações posteriores.

Oclusão em implantes unitários Deverá optar-se por guias anteriores ou laterais na dentição natural. Além disso, contactos nos lados de trabalho e não trabalhado deverão ser evitados em reabilitações unitárias. Os implantes em sobrecarga podem resultar em perda de parafusos, fraturas de parafusos, de cerâmica e protéticas, perda óssea marginal contínua, fratura implantar e perda de implante. Estas complicações podem ser prevenidas pela aplicação dos princípios biomecânicos, tais como o ajuste passivo da parte protética, a redução do comprimento dos cantilevers, estreitando a distância mesio-lingual e vestíbulo-lingual da prótese, reduzindo a inclinação das cúspides, eliminando contactos excêntricos e promovendo contactos oclusais centrais.

Bibliografia 1. Carlsson GE. Dental occlusion: modern concepts and their application in implant prosthodontics. Odontology. 2009 Jan;97(1):8-17. 2. Ganeles J, Wismeijer D. Early and immediately restored and loaded dental implants for single-tooth and partial-arch applications. Int J Oral Maxillofac Implants. 2004;19 Suppl:92-102. 3. Greenstein G, Cavallaro J Jr. Cantilevers extending from unilateral implant-supported fixed prostheses: a review of the literature and presentation of pratical guidelines. J Am Dent Assoc. 2010 Oct;141(10):1221-30. 4. Kim Y, Oh Tj, Misch CE, Wang HL. Occlusal considerations in implant therapy: clinical guidelines with biomechanical rationale. Clin Oral Implants Res. 2005 Fev; 16(1):26-35.

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Pedro Mariano Pereira Médico dentista. Presidente da Comissão Organizadora da XXV Reunião Científica Anual da Sociedade Portuguesa de Ortopedia Dento-Facial (SPODF)

Ortodontia sem dogmas

A história da ciência está repleta de dogmas que têm sido quebrados ao longo dos tempos. A teoria heliocêntrica proposta por Copérnico e mais tarde desenvolvida e defendida por Galileu exemplifica bem os esforços no sentido de quebrar dogmas como o geocentrismo, que a Igreja insistentemente tentou preservar. Assumir como indiscutível e imutável, como uma certeza absoluta, tudo o que nos foi ensinado e que praticamos diariamente na nossa clínica é um risco com que nos podemos confrontar permanentemente se perdermos a capacidade de regularmente refletir, pôr em causa as nossas filosofias e abordagens terapêuticas e reavaliar os nossos casos e procedimentos clínicos.

xão. É incontestável que a ortodontia nacional teve um desenvolvimento impar nos últimos 25 anos, para o que as 25 reuniões científicas anuais terão contribuído de forma significativa e decisiva. Num olhar retrospetivo, é notório que poucos são os nomes de topo da ortodontia mundial que não tenham passado por este evento. Carl Gugino, James McNamara, William Proffit, Björn Zachrisson, Ravinda Nanda, Vicent Kokich e David Sarver são provavelmente os oradores que mais marcaram a ortodontia mundial no último quarto de século e todos eles contribuíram para 25 anos de reuniões científicas da SPODF. É com satisfação que se constata que o nosso encontro anual tem amplamente contribuído para o objetivo fundamental da SPODF, conferido estatutariamente, de promover e Eventos científicos como as reuniões anuais da SPODF proapoiar a ortodontia nacional. Os elevados padrões de qualidaporcionam o ambiente ideal para a partilha de conhecimento de científica que têm estado associados às reuniões científicas e são um estímulo à abertura a novas visões e filosofias de anuais da SPODF, principal evento nacional na área da ortotratamento. A escolha de Sado Sato dontia, são uma garantia de que o para ministrar o curso pré-reunião desenvolvimento e a formação ortoOs elevados padrões de qualidade da XXV Reunião Científica Anual da dôntica estão assegurados no futuro. científica que têm estado associados SPODF justifica-se por personalizar às reuniões científicas anuais da SPODF, uma nova visão e abordagem do Assim, é com empenho e satisfação principal evento nacional na área da problema ortodôntico, que certaque estamos a preparar a XXV Reuortodontia, são uma garantia de que mente irá pôr em causa ou pelo nião Científica Anual da SPODF, que o desenvolvimento e a formação menos confrontar alguns dogmas decorrerá em Lisboa de 18 a 20 de ortodôntica estão assegurados no futuro instituídos. abril, de forma a assegurar mais um espaço de excelência para a partilha O tema da XXV Reunião Científica Anual da SPODF incentivou de conhecimento e convívio da ortodontia nacional. A par do a implementação, este ano, de uma nova rubrica de debate e aliciante programa científico repleto de nomes de destaque no confronto de ideias: os “frente a frente”. Com o intuito de panorama da ortodontia internacional e nacional, a envolvêndesenvolver este espaço no programa da reunião, foram selecia escolhida reveste-se de uma beleza indiscutível. O Pestana cionados temas atuais que geram controvérsia nos meios ortoPalace, um palácio datado do século XIX e os seus jardins exudônticos e convidámos expertos com posições antagónicas de berantes apresentam uma atmosfera magnífica capaz de proforma a promover um enriquecedor debate de ideias. porcionar um ambiente único de convívio entre colegas. Vinte cinco anos de reuniões científicas para além de ser um momento comemorativo, é certamente um momento de refle-

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Conto com a presença de todos na XXV Reunião Científica Anual da SPODF. Até lá!


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Lino Vinhas Presidente da Associação Portuguesa de Estudantes de Medicina Dentária (PADS)

Março em grande para a PADS

A Associação Portuguesa de Estudantes de Medicina Dentária (PADS) tem, desde a sua criação em novembro de 2010, três pilares em que desenvolve a sua ação: o Congresso Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (CNEMD), que contempla um evento cem por cento científico, o Encontro Nacional de Estudantes de Medicina Dentária (ENEMD), que alia sessões científicas com sessões sociais e, por último, uma das razões da existência desta associação, a política educativa. No CNEMD, que este ano teve a sua segunda edição em 1 e 2 de março no Auditório Nobre da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), tivemos a oportunidade de assistir à formação científica de elevada qualidade, e a tarde do segundo dia correspondeu ao debate da situação precária que a Medicina Dentária vive em Portugal.

Separada da componente social, e numa organização conjunta com a Associação Internacional de Estudantes de Medicina Dentária (IADS), temos a parte científica do evento, a realizar-se entre os dias 26 e 30 deste mês no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. Receber o IADS Mid-Year Meeting significa muito para a PADS, uma vez que, sendo uma associação recente, conseguiu já captar as atenções dos parceiros internacionais e que depositaram confiança na organização deste evento em Portugal. A IADS é uma associação com mais de 57 anos que representa os estudantes de Medicina Dentária em mais de 40 países, procurando promover o intercâmbio de ideias, conhecimento e de projetos de investigação cientifica.

Além dos congressistas, participaEste evento reveste-se de especial ram nesse debate os doutores Nuno Receber o IADS Mid-Year Meeting significa importância uma vez que os alunos Reis, médico dentista e deputado da de Medicina Dentária de Portugal muito para a PADS, uma vez que, sendo Assembleia da República, e Orlando terão a oportunidade de assistirem, a ainda uma associação recente, conseguiu Monteiro da Silva, bastonário da um preço simbólico, a sessões cienjá captar as atenções dos parceiros OMD e presidente da FDI, tendo sido tíficas de grande qualidade, todas internacionais, que depositaram confiança debatidas várias ideias que preocuelas ministradas em inglês. Adiciona organização deste evento em Portugal pam não só a classe mas também os nalmente, poderão submeter trabaestudantes e futuros médicos denlhos em inglês e ter a oportunidade tistas, entre elas o facto de que os alunos de Medicina Dentária de concorrer com alunos de vários países ao prémio de melhor deveriam ser ouvidos relativamente aos estágios que a OMD trabalho científico. vai introduzir, se no final sempre irão contemplar um exame final que discrimine estudantes, se estes estágios vão ou não Após este evento, e também porque estou no meu último ano ser remunerados, entre outras. de curso, é tempo de abrandar o ritmo no associativismo e passar o testemunho aos mais novos. Muitos foram os dias e A terceira edição do CNEMD servirá para fomentar definitivaas noites passadas a trabalhar durante estes quase três anos. mente este evento na agenda dos congressistas, estando programada a sua realização na cidade de Coimbra, em 2014. Apoiarei o próximo presidente da PADS e estarei aqui para o A terceira edição do ENEMD conta com uma vertente social ajudar no que necessite, bem como a sua equipa, não só nesta com início a 22 deste mês, em Albufeira, e termina no dia 26. fase de transição, mas sempre que precisarem de mim.

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� m�u sorriso



Luísa Barbosa,

humorista

Encaro o dentista com um misto de resignação e pavor Luísa Barbosa é uma presença assídua nos melhores palcos nacionais de stand up comedy. Paralelamente à sua bem sucedida carreira de humorista, o público conhece-a da televisão, na qualidade de apresentadora do programa “Planeta música” (RTP). A versatilidade de Luísa Barbosa estende-se ainda ao cinema e à dança, sem esquecer o desporto: natação e basquetebol são as modalidades que sobressaem no seu currículo. Esta especialista em fazer rir o público confessa que já teve “algumas más experiências na cadeira do dentista”, mas nem por isso deixa de visitar o consultório, “uma ou duas vezes por ano”, para manter um sorriso de acordo com a sua habitual boa disposição.

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O meu sorriso Evita fumar ou comer algum tipo de alimento ou bebida que escureça os dentes? Luísa Barbosa. Não fumo. Não exatamente por motivos dentários, mas por ser mau para a saúde em geral. Em relação à comida, não há nada que deixe de comer especificamente por causa dos dentes. Quanto muito, poderá haver comidas que me levam logo a lavar os dentes. Em criança ou adolescente usou aparelho nos dentes? Luísa Barbosa. Usei aparelho móvel e fixo. De que forma ter um sorriso bonito e uma boa higiene oral é importante na sua profissão? Luísa Barbosa. Toda a gente que trabalha com a imagem tem de ter cuidado com o seu corpo, o que inclui um sorriso bonito, mas penso que mesmo que não tivesse esta profissão, teria esses cuidados. Afinal, uma boa higiene oral é também uma forma de preservar a nossa saúde. Qual foi o maior elogio que já ouviu ao seu sorriso? Luísa Barbosa. Já me disseram que estou sempre a sorrir e bem disposta. Isso é bom sinal. Com que regularidade vai ao dentista? Luísa Barbosa. Visito o consultório uma ou duas vezes por ano, para fazer um check-up.

Qual é o sorriso que não a deixa indiferente? Luísa Barbosa. O sorriso das pessoas que me são mais queridas e, claro, o das pessoas que vão aos meus espetáculos de stand up.

Que cuidados de higiene oral tem diariamente? Luísa Barbosa. Lavo os dentes e uso elixir duas vezes por dia. Além disso, de vez em quando, uso fio dental. Que tipo de escova de dentes usa? Luísa Barbosa. Não sou muito esquisita nesta matéria, mas tento que seja uma escova média ou macia para não magoar as gengivas. Já recorreu a tratamentos dentários específicos? Luísa Barbosa. Fiz um tratamento para tirar os dentes do siso. Com qual (ou quais) das seguintes sensações se identifica mais quando se senta na cadeira do dentista: pavor, resignação ou determinação? Luísa Barbosa. Encaro as consultas com um misto de resignação e pavor. Quando era mais nova, tive algumas más experiências no dentista.

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Toda a gente que trabalha com a imagem tem de ter cuidado com o seu corpo, o que inclui um sorriso bonito, mas mesmo que não tivesse esta profissão, teria esses cuidados


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�iss�o volunt�ri� Marta Marques da Silva



Natural de: Ponte de Sor. • Idade: 24 anos. Formação: Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (2011). • Prática clínica: Lisboa.

É um privilégio poder ser voluntária A MAXILLARIS estreia nesta edição – em colaboração com a associação Mundo a Sorrir – uma secção dedicada aos profissionais de Medicina Dentária que dedicam o seu tempo livre à nobre causa do voluntariado. O objetivo é divulgar as experiências, particularmente o trabalho de campo além-fronteiras, de uma atividade enriquecedora para quem a exerce e que faz toda a diferença para quem dela usufrui. No caso da médica dentista Marta Marques da Silva, as recordações mais marcantes da sua multifacetada “carreira” de voluntária estão associadas à recente missão de três meses que desempenhou na Guiné-Bissau.

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Missão voluntária

Para Marta Marques da Silva, ser voluntário é uma motivação para “investir o nosso tempo de forma útil e eficaz”.

Como surgiu a sua ligação ao universo do voluntariado? Eu já tinha tido experiências de voluntariado noutras áreas, antes de ir para a faculdade. Sempre foi algo natural para mim. Quando comecei o curso, tomei conhecimento da Mundo a Sorrir e sempre pensei associar-me. Contudo, as oportunidades nunca surgiram devido a estar ainda envolvida com outras associações com as quais mantinha a minha colaboração. Depois de me mudar definitivamente para Lisboa, comecei à procura de instituições para poder colaborar. A Mundo a Sorrir surgiu como opção, juntando o útil ao agradável. Em que projetos esteve ou está envolvida? Comecei por ser voluntária numa associação de apoio social (A Caminhar) na minha cidade, onde desenvolvi trabalhos com jovens e crianças de risco. Atualmente, estou associada à Mundo a Sorrir onde participei no projecto “A sorrir de norte a sul”, que constava de rastreios e sensibilização para a saúde oral em idosos utentes de lares e centros de dia. Também com a Mundo a Sorrir, tive oportunidade de estar três meses na Guiné-Bissau como médica dentista voluntária a desenvolver vários tipos de trabalho. Por outro lado, sou voluntária numa associação sem fins lucrativos (Serve the city Lisboa) que tem trabalhos com pessoas sem abrigo, outras carenciadas (assinaladas por instituições de solidariedade) e crianças portadoras de HIV.

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Que recordações ou ensinamentos guarda do período em que esteve na Guiné-Bissau? O trabalho que tive recentemente na Guiné-Bissau foi muito intenso. Trabalhei em três vertentes: atendimento clínico no Centro Médico Emanuel, sediado em Bissau, sensibilização para a saúde oral, com aplicação de flúor em escolas da Guiné-Bissau, e atendimento clínico em regiões periféricas e de difícil acesso, algumas destas sem qualquer tipo de assistência médica. Profissionalmente, desenvolvi competências em áreas especificas, como a cirurgia, e fui confrontada com situações clínicas de que não estava à espera. O facto de existir uma médica dentista residente em Bissau foi uma mais-valia. Pessoalmente, esta experiência foi bastante enriquecedora e vi como este trabalho, ali, faz a diferença. É necessário que este tipo de intervenção seja perpetuado por mais tempo, pois é difícil gerar mudanças de comportamento, que possam beneficiar o futuro de um povo, sem que um trabalho persistente aconteça durante um período de tempo considerável. Quais são as principais dificuldades que sente no trabalho como voluntária? No caso particular da Guiné-Bissau, as principais dificuldades foram a língua (no início), a falta de alguns recursos e a necessidade de contornar algumas crenças e tradições, referentes à saúde oral, de alguns guineenses. Penso que cada trabalho de voluntariado apresenta dificuldades específicas, de acordo com o trabalho específico que é desenvolvido. Contudo, os desafios que nos são apresentados também permitem desenvolver outras capacidades que talvez não imaginaríamos de que fossemos dotados.

O que se ganha com cada experiência de voluntariado é sempre superior ao que conseguimos dar de nós aos outros


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Missão voluntária Qual é a principal recompensa desse trabalho? Na minha opinião, o que se ganha com cada experiência de voluntariado é sempre superior ao que conseguimos dar de nós aos outros. É um privilégio poder ser voluntária. Além de novas competências que são ganhas e desenvolvidas, considero particularmente enriquecedora a troca de conhecimentos entre pessoas de backgrounds e histórias de vida diferentes. O que diria para motivar alguém a ser voluntário? Para ser voluntário, não é necessária nenhuma formação específica nem estar particularmente associado a alguma instituição. Basta boa vontade e força de vontade para dar o melhor. A beleza do voluntariado é que aquilo que temos para oferecer aos outros é exatamente a medida que conseguimos dar de nós mesmos, portanto, não existem quaisquer tipos de limitações para não o fazer. Ser voluntário é – e deveria ser sempre – uma motivação para investir o nosso tempo de forma útil e eficaz. À margem da sua faceta de voluntária, o que a atrai na Medicina Dentária? O que mais me atrai nesta profissão é o facto de poder aliar uma vertente estética em benefício da saúde oral e bem estar social de qualquer pessoa. É uma área que lida com motivações e frustrações. Poder trabalhar neste campo apresenta desafios mas também vitórias. Além deste ponto,

considero que a Medicina Dentária é rica em versatilidade no tipo de tratamentos. É extraordinário o quão diferenciado pode ser o trabalho de um médico dentista contemplando áreas desde a cirurgia à preventiva. Esta área profissional foi a sua primeira opção? A Medicina Dentária sempre foi uma primeira opção. Inicialmente, o que me motivou foi a forte componente estética a que esta profissão está associada. Depois, após ter ingressado no curso, a certeza da minha escolha consolidou-se e percebi que a Medicina Dentária é uma área ainda bastante negligenciada por grande parte da população. É um campo muito vasto de trabalho, onde ainda há muito por fazer para promover a saúde oral. Para terminar, que análise faz do atual panorama nacional no setor dentário? Em Portugal, apesar da preocupação e importância que a Medicina Dentária parece merecer à maioria da população, esta ainda é de difícil acesso. Tendo em conta o panorama económico do país, e a falta de apoios públicos, a saúde oral é vista como um luxo. Muitas vezes, as pessoas não sabem, ou não entendem, como uma doença na cavidade oral tem repercussões a nível sistémico, psicológico e social. Portanto, há muito trabalho por fazer e, neste sentido, o que a Mundo a Sorrir faz merece ser apoiado e perpetuado.

No caso particular da Guiné-Bissau, as principais dificuldades foram a falta de alguns recursos e a necessidade de contornar algumas crenças e tradições referentes à saúde oral.

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Calendário de cursos

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CIRURGIA ORAL

ESTÉTICA

Curso modular de regeneração óssea

Título em estética dentária

A OMD inicia no próximo mês de abril, no Porto, mais um curso modular de regeneração óssea, no âmbito do seu programa anual de formação contínua. Eis o calendário dos quatro módulos que integram o programa desta ação formativa: • 1. Princípios biológicos da regeneração óssea; 22 de abril. • 2. Procedimentos clínicos; 13 de maio. • 3. Complicações clínicas; 27 de maio. • 4. Hands-on (regeneração óssea); 15 de junho.

A Ceodont realiza uma nova edição deste curso, ministrado por Mariano Sanz Alonso, Manuel Antón Radigales e José A. de Rábago Vega. O programa consta de sete partes: • 1. Cirurgia plástica periodontal; de 31 de maio a 1 de junho. • 2. Cirurgia mucogengival e estética; 5 e 6 de julho. • 3. Restauração com compósites I; 25 e 26 de outubro. • 4. Restauração com compósites II; 29 e 30 de novembro. • 5. Capas de porcelana I; 17 e 18 de janeiro de 2014. • 6. Capas de porcelana II; 14 e 15 de fevereiro de 2014 • 7. Coroas de recobrimento total e incrustações; 21 e 22 de março de 2014.

OMD. 226 197 690 - www.omd.pt

Ceodont (Grupo Ceosa). (0034) 915 540 979 - cursos@ceodont.com - www.ceodont.com

ESTÉTICA

IMPLANTOLOGIA

Curso modular de dentisteria

Curso clínico de implantologia

A Ordem dos Médicos Dentistas realiza a partir do próximo mês, em Lisboa, ao abrigo do seu programa anual de formação contínua, um curso modular de dentisteria. Este curso, composto por quatro módulos, obedece ao seguinte calendário: • 1. Resinas compostas (conceitos atuais); 22 de abril. • 2. Restaurações diretas vs indiretas com resinas compostas; 29 de abril. • 3. Restaurações diretas e indiretas (procedimentos clínicos); 27 de maio. • 4. Hands-on (restaurações diretas em resina composta); 15 de junho.

Vai ter lugar em Cascais, entre os dias 9 e 16 deste mês, um curso clínico de implantologia avançada, organizado pela Microdent e sob a orientação de Holmes Ortega. Esta formação tem como base o diagnóstico, a análise e os progressos em cirurgia. O programa inclui cirurgias de forma progressiva, desde as mais básicas até às mais complexas, e a transmissão dos criterios das diferentes causas e consequências de cada ato cirúrgico. Os participantes poderão realizar diferentes tipos de técnicas que posteriormente serão analisadas mediante acompanhamento fotográfico.

OMD. 226 197 690 - www.omd.pt

Microdent. www.microdentsystem.com

IMPLANTOLOGIA

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IMPLANTOLOGIA

Cirurgia e prótese sobre implantes

Novas técnicas cirúrgicas em implantologia

A Ceodont (Grupo Ceosa) prossegue a sua formação na área de cirurgia e prótese sobre implantes, sob a orientação de Mariano Sanz Alonso e José de Rábago Vega, com a colaboração de Bertil Friberg. Eis os restantes módulos do programa: • 2. Cirurgia de implantes; de 18 a 20 de abril. • 3. Prótese sobre implantes; de 16 a 18 de maio. • 4. Curso sobre cadáveres e cirurgia e prótese em casos complexos; de 20 a 22 de junho.

A IDI anuncia o seu primeiro simpósio em parceria com a Universidade de Nova Iorque, subordinado ao tema “Novas técnicas cirúrgicas para melhorar os resultados em implantologia”. Esta ação de formação terá lugar nos dias 17 a 19 do próximo mês de junho, em Nova Iorque (Estados Unidos). O programa inclui trabalhos práticos com implantes IDI. Os participantes receberão um certificado passado pela Universidade de Nova Iorque.

Ceodont (Grupo Ceosa). (0034) 915 540 979 - cursos@ceodont.com - www.ceodont.com

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IMPLANTOLOGIA

Calendário de cursos

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ORTODONTIA

Curso de ortodontia prática

Curso integral em implantologia O International Team for Implantology (ITI) celebra, a partir deste mês e até junho próximo, um curso integral em implantologia nas cidades espanholas de Valência e Málaga. O objetivo deste programa é iniciar a formação do aluno no campo da periodontia e da implantologia oral, assim como capacitá-lo para oferecer aos seus pacientes tratamentos periodontais e com implantes. Straumann. formacion.es@straumann.com www.iti.org/iberia

ORTODONTIA

Formação contínua em ortodontia Inicia-se em maio, nas instalações da clínica Construimos Sorrisos, em Lisboa, a 11ª edição do curso clínico de formação contínua em ortodontia, ministrado por Cristina Baptista e Ana Delgado. Dividido em 15 módulos de carácter clínico, o programa do curso visa, entre outros objetivos, dar a conhecer o diagnóstico e a execução de um plano de tratamento, divulgar materiais e técnicas ortodônticas, melhorar a comunicação, imagem e marketing, desenvolver conceitos de liderança e colaborar nos casos clínicos que os alunos tenham da sua clínica privada. Construimos Sorrisos. 213 012 134 - formacao@construimos-sorrisos.pt

Esta formação da Ledosa divide-se em dois cursos. Um deles é dedicado à temática “Técnica de aparelho fixo de baixa fricção”, cujos módulos são: • 1. Diagnóstico e cefalometria; de 14 a 16 deste mês. • 2. Estudo da Classe I; de 11 a 13 de abril. • 3. Cimentado e biomecânica; de 9 a 11 de maio. • 4. Estudo da Classe II; de 13 a 15 de junho. • 5. Estudo da Classe III; de 11 a 13 de julho. O outro curso centra-se na “Técnica de autoligado e ortodontia multidisciplinar”, com os módulos: • 1. Diagnóstico atual e introdução ao autoligado estético; de 12 a 14 de setembro. • 2. Biomecânica avançada e autoligado; de 3 a 5 de outubro. • 3. Ortodontia multidisciplinar; de 7 a 9 de novembro. Ledosa. (0034) 915 540 979 - cursos@ledosa.com - www.ledosa.com

VÁRIOS

Aplicação clínica do avanço mandibular para o tratamento do SAHS A Ledosa organiza este curso, ministrado por Mónica Simón Pardell, que transmite formação adequada e personalizada para o correto enfoque terapêutico dos transtornos respiratórios obstrutivos do sono. Com o fim de garantir uma formação de qualidade, o curso decorrerá com um número reduzido de alunos, de acordo com o seguinte programa: introdução ao SAHS, protocolo diagnóstico odontológico do SAHS, tratamento do SAHS, algorritmo do tratamento do SAHS, toma de registos e individualização de parâmetros para a confeção de um dispositivo de avanço mandibular (DAM), aplicação com casos práticos e curso personalizado. Ledosa. (0034) 915 540 979 - cursos@ledosa.com - www.ledosa.com

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Congressos e reuniões

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Faculdade de Coimbra prepara próxima reunião anual

SPODF celebra em abril 25ª reunião científica anual

IADS organiza em Portugal Mid-Year Meeting 2013

A Área de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra vai realizar, de 23 a 25 de maio, a XXII reunião anual de Medicina Dentária e Estomatologia, que decorrerá no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. De acordo com a organização, presidida por José Pedro Figueiredo, o programa científico é inteiramente transversal às diversas áreas da Medicina Dentária. Foi pensado com base nas necessidades dos profissionais e dos seus doentes, orientando-o essencialmente para a resolução de problemas da clínica diária. Neste contexto, estão previstos cursos teóricos e práticos em áreas cruciais do exercício profissional.

A próxima reunião científica da Sociedade Portuguesa de Ortopedia Dento-facial (SPODF) está agendada para os dias 18 a 20 de abril, em Lisboa, e terá como tema a “Ortodontia sem dogmas”. No ano em que o encontro anual da SPODF comemora o seu 25º aniversário, a temática escolhida pretende abrir novos horizontes quer no diagnóstico quer na terapêutica ortodôntica. A Comissão Organizadora, presidida por Pedro Mariano Pereira, antecipa a participação de prestigiados oradores nacionais e internacionais, como Sadao Sato, Anoop Sondhi, Afonso Pinhão Ferreira, Ramón Perera e Javier Mareque.

A Associação Portuguesa de Estudantes de Medicina Dentária (PADS) agendou para os dias 22 a 26 deste mês, num hotel de Albufeira, o III Encontro Nacional de Estudantes de Medicina Dentária, de carácter lúdico, que conta este ano com o envolvimento da Associação Internacional de Estudantes de Medicina Dentária (IADS). Mais tarde, entre os dias 26 e 30 deste mês, os estudantes nacionais e estrangeiros voltam a reunir-se, em Lisboa, para assistirem a uma série de sessões científicas, ao abrigo do Mid-Year Meeting que o IADS organiza este ano, pela primeira vez, em Portugal. iadsmym2013.wix.com/enemd2013-60thmym

www.spodf2013.com

md@fmed.uc.pt

Jornadas de Medicina Dentária na Universidade Fernando Pessoa

Porto acolhe próxima edição do congresso da SPEMD

Congresso anual da OMD regressa a Lisboa

A Universidade Fernando Pessoa (UFP) realiza, nos dias 13 e 14 deste mês, as XII Jornadas de Medicina Dentária. De acordo com o programa deste evento anual, organizado pelos estudantes da UFP, estão previstas sessões orientadas por Marcolino Gomes (ortodontia), Eunice Carrilho (dentisteria), Filipe Aguilar (endodontia) e João Tondela (prótese fixa). As jornadas englobam ainda uma série de comunicações orais e um fórum clínico, entre outras iniciativas.

A 33ª edição do congresso anual da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) vai ter lugar nos dias 11 e 12 de outubro, na Fundação Dr. António Cupertino de Miranda (Porto). O programa científico procurará refletir os últimos progressos em áreas da Medicina Dentária como a cirurgia, a implantologia, a reabilitação oral sobre implantes, a patologia oral, a endodontia, a dentisteria estética, a odontopediatria e os branqueamentos dentários, entre outras. Está prevista a participação de oradores de elevado nível.

O congresso anual da Ordem dos Médicos Dentistas regressa este ano ao Centro de Congressos de Lisboa. A 22ª edição do principal evento nacional do setor dentário está agendada para os dias 21 a 23 de novembro. De acordo com a Comissão Organizadora, presidida por Jaime Mota, está garantida a presença em Lisboa de vários conferencistas de renome mundial, entre os quais o italiano Carlo Tinti (periodontologia), o francês David Nisano (implantologia), o belga Jan Berghmans (endodontia), o espanhol Juan Boj (odontopediatria) e o brasileiro Paulo Conti (oclusão).

www.spemd.pt

www.omd.pt

ufp.jornadas.md@gmail.com

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XXVII Jornadas da FMDUL realizam-se em maio

Jornadas da Universidade do Porto agendadas para abril

ISCSEM celebra em abril jornadas internacionais

As XXVII Jornadas de Medicina Oral da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa vão realizar-se nos dias 16 a 18 do próximo mês de maio. Com uma participação média de 700 profissionais e estudantes, estas jornadas pretendem mostrar aos profissionais da área da saúde oral e de forma abrangente, as últimas novidades e técnicas inovadoras neste campo. O programa contará com a presença de um conjunto prestigiado de oradores nacionais e estrangeiros, que se destacam pela sua competência científica e técnica. Serão também realizados vários cursos teórico-práticos, abordando diversos temas da saúde oral.

As XXIV Jornadas de Medicina Dentária da Universidade do Porto estão agendadas para os próximos dias 5 e 6 de abril. Este evento pretende reunir, uma vez mais, alunos, médicos dentistas e demais profissionais das diversas áreas da saúde oral. Esta edição das jornadas dará especial relevo às seguintes temáticas: reabilitação oral, prótese fixa, odontopediatria, tratamento multidisciplinar, endodontia, prótese removível, oclusão e dentisteria estética.

O Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM) agendou para os próximos dias 12 e 13 de abril a 21ª edição das Jornadas Internacionais de Medicina Dentária. O programa deste ano contará com a participação de oradores reconhecidos internacionalmente, designadamente António Guedes Pinto, docente de odontopediatria na Universidade de São Paulo (Brasil), Carlos Cabezas Gonzales, professor de cariologia na Universidade de Michigan (Estados Unidos), Viviane Gallarde, especialista em ortodontia lingual, e António Mano Azul, especializado na temática de patologia oral, entre outros.

jose.fernandes@fmd.ul.pt

jornadasfmdup2013@gmail.com

xxijimd.egasmoniz@gmail.com

Congressos e reuniões

ND Congresos marPT.qxp


Congressos e reuniões

ND Congresos marPT.qxp

25/2/13

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Áustria organiza congresso de medicina dentária digital

35ª edição da IDS realiza-se este mês em Colónia

Dublin acolhe em outubro congresso anual da EAO

A cidade austríaca de Kitzbühel vai acolher, nos dias 6 e 7 de setembro próximo, um congresso internacional dedicado à medicina dentária digital. O programa do encontro prevê uma abordagem às últimas inovações em matéria de imagem digital, laboratório digital, prática digital, bem como uma atualização da tecnologia digital ao serviço do setor dentário. Está confirmada a presença de especialistas espanhóis, suíços, holandeses, alemães, austríacos, libaneses e norte-americanos.

A Exposição Dentária Internacional (IDS na sigla em inglês) comemora a sua trigésima quinta edição entre os dias 12 e 16 deste mês, em Colónia (Alemanha). A reunião deste ano é dedicada às tendências atuais dos implantes e dos abutments individuais. Também estarão em foco os novos materiais e as técnicas digitais na colocação de implantes e o tratamento ulterior. Os visitantes poderão conhecer ainda os últimos progressos em matéria de implantes com óxido de zircónio.

A 22ª edição do congresso anual da Associação Europeia de Osseointegração (EAO na sigla em inglês) vai ter lugar de 17 a 19 de outubro deste ano, em Dublin (Irlanda). A organização do evento espera atrair à capital irlandesa cerca de 3.000 profissionais de Medicina Dentária, estando igualmente prevista a presença de mais de 80 empresas internacionais do setor na exposição comercial que irá decorrer paraIelamente ao programa científico da EAO.

www.cidd-2013.com

www.ids-cologne.de

www.eao.org


ARTIGO publicar

26/2/13

13:54

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A nossa secção de “Ciência e Prática” está à disposição dos profissionais do setor…

Ciência e prática

Ciência e prática

caso clínico

Otimização do branqueamento dentário não vital

Ciência e prática

Reabilitação oral em doentes oncológicos

Ciência e prática

AUTORES: Nuno Braz de Oliveira Médico Dentista. Pós-graduado em Ortodontia pela Universidade de Nova Iorque (NYU). Residência de dois anos em Cirurgia Oral na NYU. Prática exclusiva em Ortodontia e Cirurgia Oral. Diretor clínico da Clínica Dental Face em Lisboa.

AUTORES: Benjamín Martín Biedma Médico estomatologista. Professor titular de Patologia e Terapêutica Dentária e coordenador do mestrado de Endodontia Avançada da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).

José Nuno Ramos Licenciatura em Medicina pela Faculdade de Medicina de Lisboa. Especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética C.H.L.O.

Guilherme Guerra Médico Dentista. Bacharelato em Prótese Dentária. Prática exclusiva em Prostodontia e Oclusão. Clínica Dental Face em Lisboa.

Natália Barciela Castro Médica estomatologista. Professora do mestrado de Endodontia Avançada da Universidade de Santiago de Compostela (Espanha).

Duarte Braz de Oliveira Médico Dentista. Clínica Dental Face em Lisboa.

José Amengual Lorenzo Professor associado de Patologia e Terapêutica Dental, codiretor do Diploma em Técnicas de Branqueamento Dentário e professor do mestrado de Endodontia da Universidade de Valência (Espanha).

Francisco Brandão de Brito Médico Dentista. Especialização em Periodontologia pela Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL). Mestrado em Periodontologia pela FMDUL. Docente da Especialização em Periodontologia da FMDUL. Tesoureiro da Sociedade Portuguesa de Periodontologia e Implantes (SPPI). Prática exclusiva em Periodontologia e Implantes. Clínica Dental Face em Lisboa.

Liliana Castro Professora associada de Endodontia e da pós-graduação em Endodontia do ISCS-Norte (Porto). Rui Madureira Professor titular de Endodontia e coordenador científico e pedagógico da pós-graduação em Endodontia do ISCS-Norte (Porto).

Lisboa.

Nuno Braz de Oliveira

Benjamín Martín Biedma

Introdução O cancro oral refere-se ao conjunto de tumores localizados na região dos lábios, cavidade oral e/ou orofaringe, sendo o quinto tumor mais comum do mundo e com valores de incidência que rondam os 500.000/ano2. Durante as cinco últimas décadas, a taxa de sobrevivência a cinco anos não tem sofrido alterações, verificando-se que aproximadamen-

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te 47% dos pacientes com carcinoma na cavidade oral ou faringe e 44% na laringe morrem cinco anos após terem sido diagnosticados1.

Resumo: Os dentes não vitais, quando são submetidos ao tratamento endodôntico, podem apresentar diversos tipos de alterações de cor. Neste artigo clínico apresentam-se duas modalidades de branqueamento não vital indicadas na resolução deste tipo de situações. Também se analisam as suas características e particularida-

95% dos cancros orais são detetados em pacientes com mais de 40 anos, apresentando uma média de 65 anos na

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ENVIE JÁ O SEU ARTIGO CIENTÍFICO

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des, os seus inconvenientes e a sua capacidade de produzir resultados.

Palavras chave: Branqueamento dentário não vital, perborato de sódio, peróxido de hidrogénio.

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para

MAXILLARIS portugal@maxillaris.com Av. Almirante Reis, 18, 3º Dto. Rtg. 1150-017 Lisboa. Tel./Fax: 218 874 085

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Novidades da indústria

Atualização do kit Ceramic Repair

Novas estruturas de Cad-Cam (0034) 932 643 560 www.dentsplyimplants.es

(0034) 913 757 820 - www.ivoclarvivadent.es

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A Ivoclar Vivadent renovou o seu conhecido kit Ceramic Repair para o adequar às novas necessidades do mercado. Nesta nova série, o sistema destinado à reparação direta em clínica, de chipping em restaurações cerâmicas, inclui quatro cores distintas do compósite nanohíbrido Tetric EvoCeram, o adesivo Heliobond, o silano universal Monobond Plus e a máscara IPS Empress Direct Opaque. O novo kit é comercializado ao mesmo preço que o anterior e mantém as mesmas referências.

A DENTSPLY Implants lançou Atlantis Isus, um conjunto de estruturas de Cad-Cam específicas para cada paciente. Disponíveis para os sistemas de implantes mais importantes, tanto em titânio como em cromo-cobalto, as estruturas Atlantis Isus são produzidas com os últimos avanços em tecnologia Cad-Cam, em colaboração com uma equipa de profissionais experientes. Com Atlantis Isus, a DENTSPLY Implants oferece soluções protésicas fixas e removíveis, incluindo o 2 em 1 (primária com supraestrutura secundária), para alcançar o sucesso do tratamento e a satisfação dos pacientes a longo prazo.

Nova toma de impressão para OsseoSpeed TX Profile

GC lança cimento FujiCem 2 (0034) 932 643 560 www.dentsplyimplants.es

(0034) 916 364 340 www.spain.gceurope.com

A DENTSPLY Implants tem à disposição do mercado uma nova toma de impressão para implantes OsseoSpeed TX Profile, que permite localizar, de forma clara e simples, a zona mais apical da inclinação do implante quando se realiza uma técnica de toma de impressão com moldeira aberta. Graças ao novo desenho deste componente, a correta posição rotacional do corpo da toma de impressão verifica-se mediante o alinhamento desta com o lado plano do parafuso.

O novo FujiCem 2, da marca GC, é o resultado de uma década completa de contínuo aperfeiçoamento, unido à sólida experiência de mais de 150 milhões de coroas cimentadas em todo o mundo. Com a introdução da inovadora tecnologia Force & Fusion, FujiCem 2 oferece aos dentistas a garantia de um tratamento bem sucedido. O novo cimento combina boas condições de manuseamento com propriedades físicas muito adequadas para a sua função. Recentemente, o FujiCem 2 foi distinguido como produto cinco estrelas do Dental Advisor e recebeu o prémio Editors’ Choice, com uma classificação de 96%. Neste contexto, o produto é descrito como um cimento de excelente performance para muitos tipos de restaurações indiretas.

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Goldentav marca presença no Fórum de Barcelona

Casa Schmidt apresenta novo catálogo de ofertas

A Goldentav vai estar presente, pela primeira vez, no Fórum Dentário Mediterrâneo (FDM), que terá lugar em Barcelona entre os próximos dias 11 e 13 de abril. No stand da empresa portuguesa vai estar disponível uma variada gama de produtos, nomeadamente as últimas novidades em unidades dentárias, entre outros equipamentos. A participação da Goldentav no FDM de Barcelona insere-se na estratégia da empresa, com sede em Rio Tinto, de expandir o seu negócio, a preços compeGoldentav promove unidades dentárias no FDM. titivos, para o mercado de Espanha.

A Casa Schmidt quer premiar a fidelidade dos seus clientes com novas ofertas ao abrigo do Programa Premium. Na compra de produtos habituais de consumo e de equipamento na Casa Schmidt, os clientes acumulam uma série de pontos que poderão ser trocados por ofertas exclusivas para o seu bemestar e lazer. No âmbito desta campanha, a acumulação de pontos é feita através de pedidos recebidos e faturados através do call center da Casa Schmidt.

224 884 026 - www.goldentav.com

Casa Schmidt tem novas ofertas para os seus clientes.

800 201 192 - www.casa-schmidt.com

Ritter apresenta novidades na exposição de Colónia

TP Orthodontics lança site sobre aparelhos estéticos

A marca alemã Ritter vai lançar novas unidades dentárias durante o certame IDS 2013, que se celebra este mês em Colónia (Alemanha). A Ritter desenvolveu uma série de unidades dentárias, com um desenho inovador, destinadas aos mercados da Europa, dos Estados Unidos, do Médio Oriente e da Ásia Pacífico. Nos últimos dois anos, a marca iniciou uma nova etapa na sua estratégia comercial com o lançamento da linha Ritter Implant Ivory, que disponibiliza implantes de uma e duas peças, e inclui uma completa gama de componentes protéticos e abutments.

A TP Orthodontics tem à disposição do mercado uma nova página na internet dedicada à sua gama de aparelhos dentários com tecnologia de combinação de cores personalizada, que oferecem uma estética de qualidade e elevado desempenho para todos os pacientes. Com o crescente conhecimento sobre estética, são cada vez mais os pacientes que exigem alternativas de tratamento adequadas aos seus sorrisos. Atenta a esta realidade, a TP Orthodontics fornece recursos impressos e on line que visam facilitar o processo de TP Orthodontics tem nova ferramenta on line. escolha do tratamento.

info@ritterconcept.com - www.ritterconcept.com

800 844 040 - www.cosmeticbraces.com

Ritter exibe novidades na IDS.

Página empresarial

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Dados:

Prazo próxima edição: dia 21 de abril (número de maio/junho 2013)

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Copia do depósito ou transferência bancária realizada em nome de CYAN EDITORES, S.L., pelo valor da opção escolhida, para a seguinte conta corrente: Banco Popular Portugal, 0046-0033-24552400120-83


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Revista MAXILLARIS março-abril 2013