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MAXILLARIS

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www.maxillaris.com.pt

Ciência e actualidade do sector dentário • ano VI • no 33 • Março-Abril 2011

Inquérito • Dirigentes das associações de estudantes de Medicina Dentária fazem o ponto da situação

Falamos com... • Paulo Malo, médico dentista e presidente do grupo Malo Clinic

Cadernos formativos • MAXILLARIS estreia secção de âmbito científico com artigo de José Ferreira

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MAXILLARIS Actualidade científica, profissional e industrial do sector dentário. Ano VI, nº 33, Março-Abril 11

Índice de anunciantes Avinent . . . . . . . . . . . . . . . . 6 2 , 6 3 e 8 6

King Dental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 0

Bambach . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 7

Nobel Biocare . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 7

Bien-Air . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 9 e 6 6

OMD . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 9

Bredent . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 3 Ceodont. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 Dentsply Friadent . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 3 Douromed. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 5

Oral B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 3 Osstem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 9 PDS/POS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 5

Dürr Dental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4

Phibo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 , 9 e 4 9

Eckermann . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 5

Satelec . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 e 4 3

EMS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 7

Simesp . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 7

Euroteknika . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 5

Sinusmax . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5

Expodentis. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 3 Fedesa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 Henry Schein . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 e 3 Hu-Friedy. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 5

Sorriso Natural. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 5 Straumann. . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 8 e 1 9 TP Ortodontics . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 7

Implant Microdent System . . . . . . . . . . 6 7

Universidade de Sevilha . . . . . . . 2 9 a 3 1

Instituto Casan . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 4

Voco . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 1

Ivoclar Vivadent. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 7

WM Formação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 9

Encarte: Proprietário: Cyan Editores, S.L. Editores: - Marisol Martín. marisol.martin@maxillaris.com - José Antonio Moyano. moyano@maxillaris.com Director: Miguel Ángel Cañizares. canizares@maxillaris.com Subdirector: Julián Delgado. julian.delgado@maxillaris.com Chefe Divisão Multimédia Roberto San Miguel. webmaster@maxillaris.com

• Clínica Aparicio

Responsável Portugal: João de Matos Drago. portugal@maxillaris.com Publicidade Portugal: comercialportugal@maxillaris.com Responsável Publicidade: Verónica Chichón. publicidad@maxillaris.com Chefe Departamento Gráfico: M. Ángeles Barrero. maquetacion@maxillaris.com Serviços Administrativos: María Santos. administracion@maxillaris.com

Colaboradores: João dos Santos Gilberto Ferreira Valéria Baptista Ferreira Nuria Mauleón REDACÇÃO: P o r t u g a l : Largo Alberto Sampaio, 3 A. 2795-007 Linda-A-Velha (Lisboa). Tel./Fax: 707 503 328 E s p a n h a : Clara del Rey, 30 bajo. E-28002 Madrid Tel.: (0034) 917 255 245 Depósito Legal: M-44.552-2005

Impressão: I.G. PRINTERMAN, S.A. Assinatura anual: Portugal 35 �, resto 80 �. Tiragem: 6.100 exemplares

• Periodicidade bimestral. • MAXILLARIS não se responsabiliza pelas opiniões manifestadas pelos seus colaboradores.

• Proibida a sua reprodução total ou parcial em outras publicações sem a autorização expressa e por escrito de CYAN EDITORES, S.L.

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Sumário

Março-Abril 2011

Crónica de Março 10

Governo adia até Julho novas regras da prescrição electrónica.

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Bastonário da OMD eleito para a presidência do CNOP.

14

Comissão Europeia não vê motivos para restringir uso da amálgama dentária.

O meu sorriso Luís Borges, modelo.

16

Inquérito Dirigentes das associações de estudantes das faculdades de Medicina Dentária revelam aspirações e prioridades.

20

Falamos com... Paulo Malo, médico dentista e empresário: “Estado não tem know how para controlar dentistas”.

32

Ciência e prática Cristina Cardoso Silva: “Alterações dentárias de cor em Odontopediatria”.

40

Cadernos Formativos José Ferreira: “Espaço biológico e conexões em implantologia”.

54

Maxillaris 2.0 Profissionais manifestam-se sobre as normas da prescrição electrónica.

58

Imagens da medicina oral Germán Esparza Gómez: “Caso clínico VII”.

59

Calendário de cursos Agenda de cursos para os profissionais.

64

Congressos e reuniões Calendário de congressos, simpósios, reuniões, encontros e exposições industriais nacionais e estrangeiras.

72

Novidades da indústria Produtos e equipamentos.

76

Página empresarial Notícias de empresas.

78

Breves Oferta e pedidos de emprego, produtos e imóveis.

82

Comissão Científica Director científico: Javier García Fernández PORTUGAL: Ana Cristina Mano Azul, Carlos Falcão, Gil Alcoforado, Jaime Guimarães, José Pedro Figueiredo, Manuel Neves, Ricardo Faria e Almeida, Susana Noronha. ESPANHA: Armando Badet de Mena, Blas Noguerol Rodríguez, Emilio Serena Rincón, Germán Esparza Gómez, Héctor Tafalla Pastor, Jaime Jiménez García, Jaume Janer Suñé, Luis Calatrava Larragán, Manuel Cueto Suárez, Rafael Martín-Granizo López, Javier Sanz Serrulla, Juan López Palafox, Ramón Palomero Rodríguez.

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A mudança responde à evolução registada pela companhia e à necessidade de definir a nova realidade de forma adequada

Phibo, a nova identidade corporativa de Defcon

O director geral de Phibo, Juan Roma, dirigindo-se ao público, momentos antes de anunciar a nova marca da companhia.

Na noite de 27 de Janeiro último, mais de 200 pessoas concentraram-se no Museo de Arqueologia da Catalunha (MAC) para participar na evolução de Defcon para uma nova etapa, representada no novo nome da empresa: Phibo. Tudo com o mesmo espírito e valores renovados. Esta mudança na imagem corporativa responde à necessidade de dotar a companhia de uma nova identidade, que defina e represente de forma adequada a evolução registada nos últimos dois anos: de uma companhia centrada nos sistemas de implantes à oferta de soluções odontológicas integradas, que vão desde a regeneração óssea até à prótese final, passando pelos sistemas de implantes. Un projecto de internacionalização ambicioso, baseado num modelo de trabalho robusto y diferenciado. A apresentação da Phibo contou com a presença da jornalista Cristina Villanueva, como mestre de cerimónias, e o comunicador (especializado na domínio científico), economista e advogado Eduard Punset, como embaixador do evento. Eduard Punset participou num colóquio com o director geral da companhia, Juan Roma, acerca da evolução e inovação nas empresas como factor chave de competitividade. Juan Roma transmitiu aos presentes a evolução positiva que a companhia atravessou, além dos objectivos traçados para esta nova etapa: “Aposta firme na investigação, inovação e internacionalização da companhia”. Hoje, mais do que nunca, “é preciso evoluir, mas mantendo a origem do que fazemos, o propósito do nosso trabalho diário, a saúde das pessoas”, acrescentou. Na Phibo, a inovação é um valor de referência – mais de 15% da facturação destina-se a I+D – “e não somos uma empresa de produção, somos e nascemos como uma empresa de investigação, desenvolvimento e inovação”. A inovação é levada a cabo de uma forma transversal, “desde o desenvolvimento científico até aos novos métodos de gestão”, e há acordos com universidades, centros tecnológicos e hospitais de primeiro nível “com o objectivo de desenvolver projectos de investigação de referência”. Neste sentido, Eduard Punset transmitiu que “o segredo da inovação e da criatividade é o que faz a Phibo; só os que aceitam, como vós, a necessidade da mudança conseguirão projectos ambiciosos”. As chaves do sucesso são “estar convencido da inovação científica e saber controlá-la mediante o conhecimento”, acrescentou o analista. Juan Roma, no discurso que proferiu antes da apresentação do vídeo que anunciou o novo nome da empresa, explicou o processo que conduziu à nova identidade, as chaves para entendê-la e a idea de marca.

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Momento do colóquio entre Eduard Punset (ao centro) e Juan Roma, moderado pela jornalista Cristina Villanueva..

Porquê Phibo? Phibo é um nome evocativo e científico, que responde à maneira que a companhia tem de entender a profissão e que simboliza o que representa a firma. O símbolo que acompanha a marca é o número phi, o chamado “número áureo”, que toma forma na natureza, na arte e no próprio corpo humano. A ciência é a base do trabalho da Phibo, mas a companhia também está consciente de que a ciência se dilui se não adopta a forma de soluções úteis e acessíveis para as pessoas. A ciência sem consciência é múltiplo de zero. Ao acto assistiram representantes de instituições espanholas do campo da inovação, assim como presidentes de sociedades médicas e científicas, representantes de Universidades, Centros de Investigação, Centros Tecnológicos e profissionais de referência tanto no âmbito nacional como internacional.

Mais de 200 pessoas assistiram à apresentação da Phibo.

Visita à sede da Phibo Depois de partilhar a nova identidad com os convidados, no dia siguiente a equipa directiva recebeu, no Phibo Knowledge Center, um grupo de profissionais, que teve oportunidade de conhecer em detalhe os projectos em que a companhia se encontra envolvida. Esta visita foi o acto que pôs fim a um momento qualificado pela maioria como “histórico”.

Visita à sede central da Phibo.

Para conhecer mais detalhes da nova identidade corporativa: www.phibo.com


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Crónica de Março Obrigatoriedade contemplará excepções acordadas com as Ordens profissionais

Governo adia novas regras da prescrição electrónica

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Governo alterou para 1 de Julho a entrada em vigor da obrigatoriedade de as receitas de medicamentos serem electrónicas para haver comparticipação do Estado, anunciou a ministra da Saúde, Ana Jorge, adiantando que o regime contemplará excepções. Inicialmente agendada para o início deste mês, a entrada em vigor desta medida foi suspendida por quatro meses e “será consagrada a partir de 1 de Julho, sendo a portaria que a regulamenta publicada até 31 de Março”, revelou Ana Jorge numa conferência de imprensa, em Lisboa. A responsável pela pasta da Saúde observou que, actualmente, “mais de 70 por cento da prescrição comparticipada é emitida por meios electrónicos e o objectivo é ultrapassar os 90 por cento”. A obrigatoriedade contempla quatro excepções, acordadas entre a tutela e as Ordens dos Médicos e dos Médicos Dentistas, cujos bastonários também estiveram presentes na conferência de imprensa. “A prescrição no domicílio, a falência no sistema electrónico, os profissionais com volume de prescrição reduzido e outras situações excepcionais, de inadaptação comprovada, precedidas de registo e confirmação

na Ordem profissional respectiva”, são as exceções contempladas. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, considera fundamental que as excepções estejam previstas “num período de tempo razoável”, sublinhando que há clínicas e consultórios que não estão informatizados. O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro, adiantou que numa fase posterior, de desmaterialização da receita, as excepções “poderão desaparecer”. A ministra anunciou ainda que, no futuro, “a receita electrónica deverá ter um sistema de segurança com assinatura digital e códigos de segurança encriptados, em termos a acordar com as Ordens respectivas”. Manuel Pizarro referiu, por seu lado, que este sistema “será gerido pela Administração Central do Sistema de Saúde” e que a Comissão Nacional de Protecção de Dados “está incluída no processo” de implementação do sistema de prescrição electrónica de medicamentos. O secretário de Estado garantiu que “existe sistema informático de prescrição em todos os hospitais e centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde”.

Nova colaboração ibérica na área da medicina dentária do sono

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João Lopes Fonseca (à esquerda) e José Castro Padial, durante o recente congresso de Madrid.

Sociedade Portuguesa de Medicina Dentária do Sono, presidida por João Lopes Fonseca, e a organização homóloga espanhola, dirigida por José Castro Padial, estabeleceram uma parceria no âmbito do congresso espanhol de apneia do sono em medicina dentária, cuja segunda edição teve lugar, em Madrid, no passado mês de Fevereiro. À margem da participação conjunta no recente encontro que decorreu na capital espanhola, espera-se que as sociedades de ambos os países continuem a colaborar, de forma activa, com o fim de atingir bons resultados em matéria de troca de informação e consciencialização, nomeadamente através da promoção de acções de formação, num campo da medicina relativamente desconhecido à escala ibérica. “Queremos contribuir, sem prejuízo do papel que as universidades desempenham neste domínio, para o aumento da educação ética dos profissionais de estomatologia e medicina dentária na área do sono em odontoestomatologia”, esclareceu à MAXILLARIS João Lopes Fonseca.

MAXILLARIS estreia secção

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presente edição da MAXILLARIS assinala o lançamento de novo conteúdo científico (ver págs. 54 a 56). Trata-se da secção “Cadernos Formativos”, composta por uma série de páginas didácticas, que, ao longo dos próximos números desta revista, vai abranger vários temas e disciplinas da medicina dentária. O novo espaço editorial da MAXILLARIS com carácter formativo – que estreamos com um artigo de José Ferreira, intitulado “Espaço biológico e conexões em implantologia” – conta com a colaboração de uma equipa de profissionais do Centro de Diagnóstico e Reabilitação Oral da Maia, clínica que já soma mais de 25 anos de experiência ao serviço do sector.

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O primeiro artigo da secção “Cadernos Formativos” é da autoria de José Ferreira.


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Crónica de Março Ordens querem redefinir princípios de auto-regulação das profissões

Orlando Monteiro da Silva eleito para a presidência do CNOP

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rlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e presidenteeleito da Federação Dentária Internacional, foi eleito, no passado dia 18 de Fevereiro, presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais (CNOP), com 13 votos a favor e uma abstenção. O CNOP é a associação representativa das profissões liberais regulamentadas, cujo exercício exige a inscrição em vigor numa Ordem profissional ou em associação de natureza jurídica equivalente, reunindo actualmente 14 ordens: advogados; arquitectos; Bastonário da OMD foi eleito com votos solicitadores; biólogos; economistas; enfermeiros; engenheiros; farmacêuticos; médicos; a favor de 13 das 14 Ordens profissionais. médicos dentistas; médicos veterinários; notários; psicólogos; revisores oficiais de contas. Orlando Monteiro da Silva, que sucede a Fernando Santo, ex-bastonário da Ordem dos Engenheiros, afirma um “total empenhamento na defesa e reforço do papel das Ordens profissionais enquanto baluartes de excelência na estrutura administrativa do Estado e garantes da qualidade e certificação de competências profissionais a nível nacional e internacional”. A nova direcção propõe-se actuar fundamentalmente em três áreas chave, promovendo uma cimeira ou congresso transversal a todas as ordens profissionais; defender o primado da qualidade de todas as profissões com ordens profissionais e redefinir criteriosamente os modernos princípios da auto-regulação e o papel das ordens face ao Estado. Para isso, está já marcada uma reunião entre os representantes das várias ordens para o dia 30 do corrente mês.

Bastonário elogia esforço da classe no tratamento do cancro Muitos Muitos médicos dentistas do setor privado são obrigados a usar “conhecimentos” no Serviço Nacional de Saúde (SNS) para conseguir um tratamento atempado de doentes com cancro oral, alertou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, por ocasião da jornada internacional contra o cancro, assinalada no passado dia 4 de Fevereiro. “Como clínico posso dizer que, na prática, os doentes têm muita dificuldade em ter um atendimento adequado no SNS, porque não há mecanismos

de referência direta dos consultórios privados de medicina dentária para os hospitais e o Instituto Português de Oncologia”, criticou Orlando Monteiro da Silva, lembrando que em Portugal “quase só há medicina dentária no sector privado”. É nos consultórios particulares dos dentistas que a maioria dos casos de cancro oral é detectada. Muitos tumores são identificados já numa fase muito avançada da doença e, nem sempre, o caminho que se segue é simples.

Cancro oral aumenta nos jovens devido a hábitos sexuais

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número de casos de cancro oral tem vindo a crescer nos últimos anos entre os jovens portugueses. A razão, revela um estudo citado pelo Jornal de Notícias, prende-se, em grande parte, com os novos hábitos sexuais dos portugueses, entre os quais o sexo oral tem vindo a ganhar preponderância. Segundo o mesmo estudo, depois de muitos anos com o perfil traçado – homem, entre os 50 e os 60 anos, fumador e com hábitos alcoólicos por vezes muito marcados –, o doente de cancro oral começa a mudar, fruto de uma nova “prevalência crescente”, que veio dar lugar a uma nova realidade: “doentes mais jovens, na casa dos 30 anos, com cancro oral, que corresponde a situações relacionadas com infecção da mucosa oral pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV)”, afirmou ao referido jornal Daniel de Sousa, responsável pelo Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço no Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa. Segundo este professor universitário, o fenómeno deve-se a “uma alteração dos hábitos sexuais desta população”, que tem mais parceiros sexuais e leva à transmissão de doenças através da prática do sexo oral. Apesar de serem cancros orais com menor agressividade e que “respondem melhor à terapêutica”, Daniel Sousa não deixa de defender a necessidade de medidas preventivas, alertando para o risco de se ter múltiplos parceiros, mas também promovendo a vacinação em relação ao vírus HPV de maior risco. Isto apesar da eficácia da vacina “ainda não estar cientificamente comprovada”, recorda.

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Crónica de Março Bruxelas aprova directriz que regula assistência sanitária transfronteiriça

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Parlamento Europeu aprovou, no passado dia 19 de Janeiro, uma norma que clarifica os direitos dos pacientes que desejem receber assistência sanitária num país da União Europeia distinto do seu. A nova legislação, acordada pelos eurodiputados e pelo Conselho Europeu, estabelece as condições para o reembolso dos tratamentos realizados no estrangeiro e introduz um sistema de autorização prévia, que o paciente deverá obter no país de origem. Os Estados membros terão dois anos e meio para transpor a directriz. A propósito da nova norma, o Comissário Europeu de Saúde e Política de Consumidores, John Dalli, UE clarifica direitos dos pacientes que desejem receber assistência sanitária felicitou os eurodeputados pelo voto que considera “um importante avanço para os direitos dos paciennum país membro. tes na Europa”. O mesmo dirigente europeu incentivou os Estados membros a “apressarem o processo de adopção desta norma”. A nova directriz comunitária clarifica os direitos dos pacientes a receber assistência médica noutros Estados membros. Como regra geral, será o país de residência a sustentar os custos que teriam sido pagos no seu território pelo mesmo tratamento. No caso de existir uma diferença de preço, esta ficará a cargo do paciente. Os 27 países membros devem criar pontos nacionais de contacto para dar informação aos pacientes que equacionam solicitar tratamento noutro país da UE.

CED alerta para excesso de burocracia na protecção de dados

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Conselho Europeu de Dentistas (CED), através do seu grupo de trabalho “Internal Market”, divulgou recentemente a sua posição face às alterações que a Comissão Europeia (CE) pretende levar a cabo, durante o presente ano, em matéria de Protecção de Dados. En termos gerais, o CED apoia o esboço das modificações ao documento europeu que vigora desde Outubro de 1995, “embora com algumas reservas quanto ao direito do paciente a apagar os seus dados nos nossos arquivos”, por considerar que poderia causar indefensabilidade. Além disso, o mesmo organismo pede que a criação da figura Data Controller “não implique demasiada carga burocrática, já que os dentistas europeus trabalham, na sua maioria, em pequenos consultórios”. Neste capítulo, os representantes dos dentistas europeus advertem que a introdução deste tipo de mecanismos pode representar um encargo administrativo e financeiro “pouco razoável” num periodo de crise económica como o que se vive na Europa. Na resposta que remeteu a Bruxelas, em nome de 327.000 médicos dentistas de 30 países, o CED adianta a intenção de proceder à revisão do código ético dos profissionais do sector, assim que for aprovada esta directriz, para cumprir todos os seus pontos.

CE não vê motivos para restringir uso da amálgama dentária

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ecentemente, o comissário europeu da Saúde, John Dalli, foi formalmente questionado sobre a segurança da amálgama dentária. Eis a resposta da Comissão Europeia a este respeito: “A Comissão está consciente de que algumas organizações exigem a proibição da amálgama dentária. Não obstante, deve-se ter em conta que outras organizações manifestam opinião contrária, como na resolução recentemente adoptada pelo Conselho de Dentistas Europeus sobre este tema, segundo a qual a amálgama dentária continua a ser o material de empaste mais adequado para muitas das reconstruções dentárias. Na opinião científica adoptada pelo Comité Científico de Riscos Sanitários Emergentes e Recentemente Identificados (SCENIHR), en Maio de 2008, a amálgama dentária é um material reconstructivo efectivo e pode considerar-se como o material de eleição para determinadas reconstruções. Observam-se alguns

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efeitos adversos locais, de forma ocasional, com empastes de amálgama dentária, incluindo reacções alérgicas, mas a incidência é baixa e normalmente corrige-se de forma imediata. (...) Pese a que a amálgama dentária é formada por componentes conhecidos, sobre os quais foram levados a cabo amplos estudos, ainda falta informação sobre a sua composição completa e a sua exposição a determinados materiais alternativos. Baseando-se no conhecimento científico actual, a Comissão não vê suficiente justificação para propor medidas restrictivas sobre o uso da amálgama dentária por motivos de segurança humana. Qualquier proposta legislativa que estipule medidas restrictivas deverá ser contruída sobre dados e provas fiáveis, bem como sobre uma valoração sólida do seu impacto. A Comissão estará atenta aos avanços científicos neste campo e reavaliará a sua posição caso surjam novas provas”.


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Crónica de Março Estudo recomenda troca mensal de escova de dentes

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umidade, pouca circulação de ar e restos de comida formam o ambiente mais propício que existe para a proliferação de fungos e bactérias. Não é difícil concluir que as escovas de dentes são alvos frequentes de microorganismos. Para piorar, estas nem sempre ficam dentro do armário da casa de banho, por isso estão expostas às gotículas expelidas da sanita para o ar quando se puxa o autoclismo sem fechar a tampa. O ideal é higienizar a escova de dentes de vez em quando e, se isso não for possível, trocá-la com maior frequência que a recomendada. É o que se pode concluir de um estudo realizado na Veris Faculdade, em Campinas (Brasil), que analisou a presença de diferentes tipos de microrganismos no utensílio, inclusive coliformes fecais e outras bactérias que podem causar problemas gastrointestinais e febre. As investigadoras Tássia Bulhões e Adriana Perez analisaram dez escovas de dente – metade com dois ou três meses de uso e a outra metade, com apenas um mês. Todas elas apresentaram microrganismos, mas aquelas usadas por apenas 30 dias tiveram índices bem mais baixos. Cada escova com mais de um mês de uso continha uma média de 1.100 coliformes fecais, 11 mil bactérias do tipo estafilococos coagulase negativa e cerca de 6.500 bolores e leveduras. As usadas por apenas 30 dias apresentaram 13 estafilococos, uma colónia de fungos e poucos coliformes fecais. A bactéria Pseudomonas aeruginosa, encontrada nas escovas usadas por mais tempo, não apareceu nas mais novas. “Muitos desses microorganismos têm a sua população duplicada em poucos minutos e, se o utilizador tem alguma lesão na boca ou gengivite, as portas ficam abertas para infecções que podem ser graves se a pessoa estiver com o sistema imunológico comprometido”, explica a orientadora do trabalho, a professora de microbiologia Rosana Siqueira dos Santos. O estudo chama a atenção para a necessidade de higienizar a escova de dentes todo os dias, ou pelo menos uma vez por semana, deixando as cerdas de molho por dez minutos num recipiente com antisséptico bucal ou solução à base de clorexidina, produtos facilmente encontrados na farmácia. “Se a pessoa não tiver nada em casa, pode mergulhar a escova em água a ferver também por dez minutos”, recomenda a professora. Se não conseguir higienizar a escova, sugere-se trocá-la uma vez por mês, e não a cada dois ou três meses, como os fabricantes recomendam. Outras dicas para evitar a contaminação incluem tirar todo o excesso de Estudo alerta para a água com algumas sacudidelas após necessidade de higienizar a usar a escova, e nunca secá-la com a escova de dentes todos os dias. toalha (que também costuma estar cheia de microrganismos), nem com papel higiénico.

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O meu sorriso É um dos modelos portugueses mais requisitados da actualidade. Luís Borges já pousou para as objectivas de quatro das mais conhecidas marcas mundiais de roupa juvenil e desfilou para criadores como Jean Paul Gaultier, Kenzo ou Paul Smith. Em plena fase de ascensão na sua ainda curta carreira no mundo da moda (iniciada em 2009), o jovem lisboeta, de 22 anos, nunca descura os seus cuidados de higiene oral, pois sabe que um sorriso bonito “é essencial na minha actividade”.

Luís Borges M AXILLARIS. Com que regularidade vai ao dentista? L u í s B o r g e s . Normalmente, de dois em dois meses. Ou até com mais regularidade, caso esteja a fazer algum tratamento que me obrigue a ir. M Que tipo de cuidados de higiene oral costuma ter no seu dia-a-dia? L u í s B o r g e s . Lavo os dentes depois de qualquer refeição e costumo bocejar a boca com um colutório pelo menos uma vez por dia. À noite, uso o fio dental antes de me deitar. M Que tipo de escova de dentes usa? L u í s B o r g e s . Gosto das que escovam bem entre os dentes e junto às gengivas. M Já recorreu a tratamentos dentários específicos? L u í s B o r g e s . Não, nunca foi necessário. M Evita fumar ou comer algum tipo de alimento ou bebida que escureça os dentes? L u í s B o r g e s . Não fumo por razões várias, entre as quais

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para não amarelecer os dentes. Também não gosto de tomar café.

M Em criança ou adolescente usou aparelho nos dentes? L u í s B o r g e s . Nunca usei. M De que forma ter um sorriso bonito e uma boa higiene

oral é importante na sua profissão? L u í s B o r g e s . Faz parte do meu aspecto físico. A higiene oral é muito importante para a minha profissão. Ter um sorriso e uns dentes bonitos é essencial na minha actividade.

M Qual foi o maior elogio que já ouviu ao seu sorriso? L u í s B o r g e s . Foi durante uma sessão fotográfica em que o produtor e o fotógrafo me pediam, com frequência, para sorrir. Eles achavam o meu sorriso muito autêntico e diziam que os meus dentes eram para ser vistos. M Qual é o sorriso que não o deixa indiferente?

L u í s B o r g e s . Um sorriso natural, com uma dentição bem tratada e com brilho no olhar.


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ITI Annual Meeting debate no Porto temas da actualidade da implantologia O primeiro ITI Annual Meeting, organizado pelo Grupo ITI Ibérico, vai ter lugar no dia 26 deste mês, no Porto. O evento contará com o professor Daniel Buser como orador principal, entre outros convidados nacionais, que abordarão temas relacionados com as áreas da implantologia e da periodontologia. Manuel Neves, na qualidade de organizador e anfitrião da iniciativa do Grupo ITI Ibérico, adianta os contornos deste inédito encontro:

Quais são as suas expectativas em relação a esta primeira edição do ITI Annual Meeting? Manuel Neves. Penso que o ITI Annual Meeting do Porto, vai ser um dos melhores eventos na área da implantologia que se vai realizar este ano em Portugal. Foi posto um grande cuidado nos convites que foram feitos para o programa científico; as conferências vão trazer para a discussão temas da maior actualidade da implantologia. Não menosprezando os restantes conferencistas, não seria justo não realçar a presença do Professor Doutor Daniel Buser, uma das figuras do top da implantologia mundial, presidente da ITI, com uma conferência de três horas. É possível adiantar o que se pode esperar das conferências e dos oradores neste evento? Manuel Neves. Como disse anteriormente, os conferencistas são profissionais muito experientes nas áreas que se comprometeram a abordar, pelo que é de esperar que possamos aprender muito das suas conferências. Na sua opinião, quais são os avanços mais importantes a nível global nos campos de implantologia/periodontologia? Manuel Neves. Estas duas áreas da medicina dentária, sendo especialidades diversas estão intimamente ligadas,

PUBLIREPORTAGEM

Manuel Neves é o anfitrião do inédito encontro do Grupo ITI Ibérico, que se realiza este mês no Porto.

pelo que o seu desenvolvimento está muito interligado. Já sabemos que a osteointegração dos implantes é uma realidade e que, com as novas superficies, é mais rápida. Agora na ordem do dia está a estética sobre implantes, pelo que a relação dos implantes com os tecidos moles é crucial, logo a periodontologia é chamada a intervir. Prevê de alguma forma, a curto ou médio prazo, algum desafio crucial a ser enfrentado pela comunidade odontológica internacional? Manuel Neves. Em primeiro lugar, teríamos de definir o que é curto e médio prazo. Se estamos a falar de 10 anos, penso que os desafios ou avanços vão estar ligados a estas mesmas áreas perio/implantes, com o desenvolvimento das proteínas morfogenéticas BMPs, ligadas ao crescimento e consolidação dos tecidos nos enxertos. Se falamos de prazos mais dilatados, então esses avanços devem situar-se na criação de novos tecidos in vitro, tecidos moles, tecidos duros e mesmo germens dentários, que poderão ser implantados com toda a segurança. Os implantes de materiais aloplásticos, como o titânio, irão desaparecer e passarão a ser implantados tecidos iguais aos do corpo humano produzidos a partir de células indiferenciadas.


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Inquérito Representantes dos estudantes fazem ponto da situação

Os desígnios da nova geração de médicos dentistas Dirigentes das associações e núcleos de estudantes das sete faculdades de Medicina Dentária do país revelam – em resposta a três questões lançadas pela MAXILLARIS – as suas aspirações, prioridades e preocupações face aos desafios (do foro académico e profissional) que se colocam à próxima geração de médicos dentistas. 1 . Que desafios se impõem, a curto e médio prazo, no meio universitário ligado à licenciatura e pós-graduação em Medicina Dentária?

2 . Considera que a capacidade de resposta do mercado de trabalho face ao crescente número de licenciados nesta área assume contornos preocupantes? Que soluções poderão atenuar ou inverter o actual panorama?

3 . Em termos globais, como avalia a qualidade do ensino em Portugal na área da Medicina Dentária? N u n o M a t i a s P e r e i r a, 2 2 a n o s , f i n a l i s t a d o M e s t r a d o I n t e g r a d o d e M e d i c i n a D e n t á r i a.Presidente da Associação Académica de Viseu da Universidade Católica Portuguesa

“Desafio da prestação de melhores serviços de saúde oral começa logo nas faculdades” 1 . A formação na área da Medicina Dentária – numa licenciatura ou em formação pós-graduada – requer, para que se alcancem resultados de excelência, uma dedicação elevada, por parte dos alunos e, do lado dos docentes, um acompanhamento próximo. Assim, nesta época de consolidação da implementação do denominado “processo de Bolonha”, julgo que se vem relevando a necessidade de um grande empenhamento de todas as partes no processo de formação contínua dos médicos dentistas, dos alunos aos docentes, passando pelos dirigentes associativos e responsáveis pelas instituições de ensino superior. Por outro lado, o desafio da prestação de melhores serviços de saúde oral começa logo nas faculdades que se abrem à comunidade, prestando, elas próprias, serviços de saúde de excelência ao mesmo tempo que, com isso, contribuem decisivamente para a formação dos médicos dentistas. É esse, aliás, o caso do curso de medicina dentária da UCP. 2 . O campo da Medicina Dentária conta com a experiência de numerosos profissionais habilitados que servem a população portuguesa na manutenção da saúde oral, mas a verdade é que este é um campo em que ainda precisamos de

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crescer muito, ou seja, é possível melhorar o nível de saúde oral da população. Com efeito, os níveis de higiene oral (por exemplo, no caso da prevalência de cárie) continuam em patamares bastante baixos que têm a sua origem na falta de consciencialização da população para a saúde oral. Isto significa que não é correcto falar de um excesso de licenciados na área, mas antes se deve abordar o assunto do ponto de vista da necessidade de alocar, da melhor forma possível, a oferta existente e, por essa via, melhorar a saúde oral dos portugueses.

3 . Encontra-se, reconhecidamente, entre os melhores da Europa. Para isso contribui a qualidade científica dos docentes e a exigência e rigor postos no ensino que, conjugadas com a formação prática dos cursos ministrados nas instituições portuguesas, permite que falemos de um ensino de excelência. O campo de actuação dos profissionais em Portugal reclama e exige essa formação pois a realidade da saúde oral da comunidade portuguesa, com necessidades de tratamentos de reabilitação oral multidisciplinares e de dificuldade elevada, requerem as capacidades máximas dos profissionais.


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Inquérito A n a A f o n s o L u c a s, 2 1 a n o s , 4 º a n o d o M e s t r a d o I n t e g r a d o d e M e d i c i n a D e n t á r i a. Presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto

“Soluções talvez passem pela redução do número de vagas ou mesmo pelo encerramento de faculdades” 1 . No final do curso, a procura do tão desejado emprego é a principal prioridade e desafio com que os recém-licenciados se deparam. O crescente número de profissionais nesta área tem tornado esta tarefa cada vez mais difícil. Uma vez que os cuidados médico-dentários ainda não estão inseridos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, para os médicos dentistas, em Portugal, a única forma de emprego são os consultórios privados que implicam um grande investimento na compra de todo o material necessário ao exercício da profissão, sendo que, por este motivo, muitos optam por trabalhar em clínicas de colegas mais velhos. Muitos alunos, no fim do curso, resolvem continuar a sua formação, investindo em pós-graduações, mestrados ou especializações, esperando que, no futuro, mais portas se abram. Outros resolvem ir além-fronteiras para países onde ainda se sente falta de médicos dentistas, como a Suécia ou Inglaterra. Outro desafio com que nos deparamos é a necessidade de mudar a mentalidade dos portugueses, pois muitos consideram ainda a medicina dentária como um luxo. É urgente fazer com que as pessoas percebam a importância da prevenção e da manutenção da saúde oral, das visitas regulares ao médico dentista e a higiene diária.

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Outro desafio com que nos deparamos é a necessidade de mudar a mentalidade dos portugueses, pois muitos consideram ainda a medicina dentária como um luxo

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2 . Assume contornos muitíssimo preocupantes, para os já licenciados e para os alunos que se encontram nos últimos anos do seu Mestrado Integrado em Medicina Dentária. Neste momento existe um número excessivo de faculdades de Medicina Dentária que, por sua vez, formam um número excessivo de alunos. Segundo artigos recentes, o desemprego pode ainda não assombrar a nossa classe, mas o sub-emprego já assombra muitos profissionais, principalmente os mais jovens. Consultórios vazios, horas e horas sem atender doentes. Esta, infelizmente, já é uma realidade para muitos. Soluções? Talvez passem pela redução do número de vagas ou até mesmo encerramento de alguns estabelecimentos de ensino. E, claro, inserir a medicina dentária nos Serviço Nacional de Saúde. 3 . A implementação do processo de Bolonha no ensino da Medicina Dentária trouxe, na minha opinião, algumas desvantagens. A redução do curso de seis para cinco anos trouxe uma consequente diminuição de prática clínica, tão importante à formação de um bom médico dentista. Claro que nem tudo foi mau. Com Bolonha e a transformação do curso em Mestrado Integrado, estimulou-se muito mais a realização de trabalhos científicos de investigação, tanto por docentes como por discentes, verificando-se na FMDUP um aumento do número e da qualidade dos trabalhos publicados. É possível observar que a faculdade tem feito um esforço para diminuir o número de vagas e assim permitir que vigore o verdadeiro espírito de Bolonha, um ensino mais individualizado, turmas mais pequenas onde o diálogo professor-aluno é possível. Na FMDUP tem havido ainda um esforço por parte dos docentes em dar aulas mais interactivas, mais dirigidas à prática clínica, ao nosso futuro. Em suma, julgo que na nossa faculdade continua a vigorar um ensino de qualidade, onde são formados não apenas bons dentistas, mas bons profissionais de saúde.

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Inquérito T i a g o T e i x e i r a R o d r i g u e s, 2 2 a n o s , 4 º a n o d o M e s t r a d o I n t e g r a d o d e M e d i c i n a D e n t á r i a. Presidente da Associação Académica de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa

“Temos vindo a assistir à decadência dos cursos pré-graduados” 1 . O Processo de Bolonha foi o mote para a reformulação do curso de Medicina Dentária e também para intuir a aprendizagem ao longo da vida. No entanto, as faculdades aproveitaram para aumentar o número de vagas e criar vários cursos de pós-graduação com o propósito de contornar os problemas de financiamento. Temos vindo a assistir à decadência dos cursos pré-graduados, com menos competências práticas e teóricas, legitimando, de forma perniciosa, a criação de cursos de especialização, economicamente vantajosos às faculdades. É urgente que a Ordem dos Médicos Dentistas aja no sentido de pressionar as instituições a exigir excelência nos programas curriculares, garantindo uma boa formação de base. Um médico dentista destacar-se-á se apostar na formação contínua ao longo da vida. Assim sendo, deve ser estimulada a investigação em Medicina Dentária, não devendo apenas cingir-se à tradução de artigos e criação de artigos de revisão. 2 . É uma pregunta traiçoeira... Uma grande fatia da população ainda não tem acesso aos cuidados de saúde, mas os médicos disponíveis para a percentagem de população que a procura aumenta de ratio de ano para ano. Se, por um lado, isso estimula a competitividade na área e consecutivamente a qualidade dos serviços,

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A redistribuição de médicos dentistas recém-licenciados pelas zonas do país com necessidade de cuidados de saúde oral, através de estágios remunerados, é outra forma de criar novos postos de trabalho

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por outro, não deixa de ser preocupante o aumento do número de formados. Na nossa óptica, a integração da Medicina Dentária em todos os centros de saúde, unidades de saúde familiar e noutras instituições públicas de saúde é fundamental. A prestação de cuidados preventivos e curativos básicos a toda população é uma forma de contornar o problema da empregabilidade, beneficiando o Estado, que vê recompensado o esforço feito na formação dos alunos nas universidades, e a população, nomeadamente a com menos recursos. A implementação da Medicina Dentária nos serviços de urgência e a inclusão nas equipas multidisciplinares dos hospitais contribui para a resolução de casos clínicos complexos e diferenciados. A cobertura geográfica dos cuidados de saúde oral não está garantida. A redistribuição de médicos recém-licenciados pelas zonas do país com necessidade destes cuidados, através de estágios remunerados, é outra forma de criar novos postos de trabalho. Também defendemos a estimulação da investigação após a conclusão do curso.

3 . A realidade com que somos confrontados na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa baseia-se num ensino cada vez mais privatizado. Somos a única faculdade do país em que não é feita a imposição do kit de material ao estudante, mas cuja implementação já tem sido anunciada ao longo dos últimos anos. Como estudantes do curso superior de Medicina Dentária, interrogamo-nos se a única forma de estudar a nossa área em Portugal acarreta custos que vão além da propina máxima. Não podemos deixar que um pré-requisito desta natureza seja globalizado, nem tão pouco que determine a qualidade de ensino pré-graduado. De outro modo, dirigimo-nos para um ensino que baliza o acesso como também potencia o abandono de alunos que já o frequentam. Com esta política caminhamos para um ensino superior de elites? Em que só quem tem capacidade económica tem acesso ao conhecimento? Não nos consideramos a excepção, mas sim a regra que nunca deveria ter sido quebrada.


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Inquérito S a r a P i n t o M o r e i r a, 2 5 a n o s , 4 º a n o d o M e s t r a d o I n t e g r a d o d e M e d i c i n a D e n t á r i a.Presidente do Núcleo de Medicina Dentária da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Saúde - Norte

“Temos de ver-nos num contexto universal e não apenas neste cantinho à beira-mar” 1 . A maior prioridade é, e será sempre, formar profissionais capazes, ambiciosos de novos desafios e coerentes no binómio académico/profissão. As nossas universidades não podem continuar a ser um local por onde o licenciado passou, mas sim um local onde o licenciado continua a ir, para garantir uma actualidade constante. Este é o grande desafio: universidades com investigação contínua e partilhada, com todos os profissionais. Uma universidade divulgadora e orgulhosa dos seus formandos, disponível para informar e formar os interessados. Temos dos melhores professores, em qualquer área da nossa actividade, das melhores instalações, dos melhores cérebros. Há que vencer tabus medíocres e incoerentes, derrubar barreiras de secretismos primários e desnecessários e fazer das universidades o nosso primeiro local de trabalho. A ciência é dinâmica e quem não acompanhar a evolução, depressa passa a estar ultrapassado. Para que isto não aconteça é prioritário que se criem as sinergias, dentro das Universidades, capazes de corresponder a esta formação e informação contínua. 2 . Relativamente a este ponto, é obvio que as estatísticas criam alguma apreensão. Mas as estatísticas valem o que valem. Estamos num mercado aberto, numa Europa unida e temos de ver-nos nesta universalidade e não só neste cantinho à beira-mar plantado.

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Penso que qualquer bom profissional terá sempre a sua oportunidade, se não for no consultório, será no laboratório, no ensino, na investigação. Ainda há muito a desenvolver e os novos formandos têm que olhar o futuro e saber adaptarem-se à realidade. Essa é a grande mais valia da estatística, alertar-nos para as realidades e dar-nos oportunidade de atempadamente reagirmos.

3 . Na resposta anterior já dei a minha opinião sobre o nível académico dos nossos cursos. Tenho como certo que o óptimo é inimigo do bom. Podemos não ser óptimos, mas somos bons, garantidamente bons. Conheço melhor a instituição que frequento, mas considero que temos condições físicas, logísticas e académicas para garantir a formação de profissionais de elevadíssima qualidade, quer a nível preventivo como curativo e de investigação. Os casos anómalos são, felizmente, excepções que confirmam a regra. Quem conhece a estrutura dos nossos cursos sabe que pode confiar nos nossos conhecimentos. Quem conhece o nível dos nossos professores, sabe que pode confiar na nossa qualidade de médicos dentistas.


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Inquérito E d u a r d o G u e r r e i r o, 2 1 a n o s , 3 º a n o d e M e d i c i n a D e n t á r i a Presidente da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz

“Actual organização do sistema não facilita a integração no mercado de trabalho” 1 . Relativamente à nossa associação de estudantes, penso que o principal desafio é tentar oferecer aos alunos alternativas ao plano curricular do curso. Desta forma, considero que a associação tem um papel fundamental na organização de coisas tão simples como palestras, workshops ou mini-cursos sobre os mais variados temas, privilegiando obviamente os de maior relevância prática. No âmbito geral, penso que é a criação de maior dinamismo ao longo dos primeiros anos do curso. 2 . Para ser sincero, penso que hoje em dia só não trabalha quem não quer, é verdade que cada vez existem mais e mais médicos dentistas, mas também muitos deles limitam a área onde querem trabalhar aos grandes centros urbanos, que curiosamente é onde se situa a maior taxa de clínicas por metro quadrado. Compreendo que seja difícil sair de um local onde se viveu toda uma vida e começar de novo no meio da província, mas em inicio de carreira penso que poderá ser uma solução na tão desejada busca pela estabilidade. No entanto, a actual organização do “sistema” não facilita a integração do recém-formado no mercado de trabalho, muitos são os recém-formados que actualmente rece-

bem pouco mais que o ordenado mínimo e os que recebem um pouco melhor são taxados fortemente por isso. Muitos, actualmente, ponderam sair do país e tentar a sua sorte no estrangeiro. Esta situação deixa-me preocupado, pois daqui a dois anos terei concluído o Mestrado Integrado em Medicina Dentária e pergunto-me várias vezes o que será de mim.

3 . Acho que, de uma forma global, deveria haver uma maior componente prática no ensino da Medicina Dentária, um maior incentivo à investigação e uma maior estimulação da atitude crítica de cada um. Em termos curriculares, acho que poderia haver um maior equilíbrio nos diversos planos de estudos que encontramos de universidade para universidade. No entanto, de uma forma geral, considero que Portugal todos os anos forma bons profissionais de saúde, muitos reconhecidos internacionalmente, o que significa que estamos num bom caminho.

R i c a r d o F i l i p e M e n d e s, 2 6 a n o s , 4 º a n o d e M e d i c i n a D e n t á r i a Membro da Direcção da Associação de Estudantes da Universidade Fernando Pessoa (responsável pelos assuntos relacionados com Medicina Dentária)

“Faz falta uma maior coesão entre as diferentes faculdades a nível nacional”

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1 . Uma maior coesão entre as diferentes faculdades a nível nacional de ensino de Medicina Dentária, através da partilha de experiências a nível clínico, bem como dos métodos e procedimentos por eles utilizados.

seria a inclusão da Medicina Dentária como parte activa do Serviço Nacional de Saúde, através da presença e realização de consultas em centros de saúde e hospitais.

2 . Hoje em dia, assiste-se a uma fraca taxa de empregabilidade para os recém-licenciados em Medicina Dentária, algo preocupante para toda a classe profissional, em particular para os estudantes desta área. Uma das soluções, a meu ver, que poderia atenuar ou inverter o panorama actual

3 . Penso que o ensino de Medicina Dentária nas faculdades portuguesas, em termos gerais, encontra-se ao nível das melhores faculdades de ensino europeias, sendo distinguido em varias especialidades por diferentes profissionais além-fronteiras.

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O NOVO PIEZON

PIEZON MASTER 700: O MÉTODO ORIGINAL PIEZON À CABEÇA COM TECNOLOGIA INTELIGENTE I.PIEZON

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Inquérito D i o g o R o d r i g u e s, 2 3 a n o s , f i n a l i s t a d e M e d i c i n a D e n t á r i a Presidente do Núcleo de Medicina Dentária da Universidade de Coimbra

“O estudante de Medicina Dentária actual sente-se refém do seu próprio curso” 1 . No panorama actual, o principal desafio será por ventura a adaptação do nosso curso ao badalado Processo de Bolonha. Como é do conhecimento de todos, o curso foi encurtado de seis para cinco anos, o que terá auxiliado de sobremaneira a mobilidade, no entanto, no que toca à formação do estudante de Medicina Dentária, que vantagens nos trouxe? É uma pergunta que ainda carece de resposta. Qualquer leigo na matéria compreende que os conhecimentos adquiridos ao longo de seis anos, dificilmente serão conseguidos com menos um ano de aprendizagem. E não será certamente, com o aumento da carga horária que essa perda será diluída. O estudante de Medicina Dentária actual (reportando-me à realidade vivida em Coimbra) sente-se refém do seu próprio curso. O próprio movimento estudantil é reflexo disso mesmo, há um afastamento cada vez maior. Neste sentido, a prioridade será apelar à coerência. Se, por um lado, o estudante de Medicina Dentária de hoje é lesado na sua formação pré-graduada, é necessário que lhe seja dada, cada vez mais e melhor, a oportunidade de continuar a sua formação. A pós-graduação e a consequente focagem numa determinada área é benéfica. Não só para o médico dentista e para a sua credibilidade junto da comunidade, como para a própria população. Já lá vai o tempo do homem dos sete ofícios. No entanto, é imperial que todos possam ter acesso a essa formação. Se, por um lado, o estudante de Medicina Dentária bolonhês poupa cerca de mil euros na sua formação base, quanto terá que despender a mais para compensar esse estrangulamento do seu curso? 2 . Sim, neste momento, o sentimento geral é de que estamos à rasca. Trata-se efectivamente de uma situação preocupante para o jovem médico dentista, não só pela quantidade de médicos dentistas, como pela consequente lei de mercado. Muitos são os colegas explorados. E aqui, a grande questão é que se um não se sujeita a determinadas condições, o próximo sujeitar-se-á. Seria importante que quem de direito tomasse as medidas necessárias para travar este desenrolar dos acontecimentos. Falo concretamente da OMD e do recém-formado Sindicato dos Médicos Dentistas. Sindicato esse que me leva a questionar: se realmente existe, por onde anda? Quanto a soluções, seria ingénuo da minha parte pensar que determinada medida seria a panaceia para a situação actual. De qualquer forma, julgo que algumas acções

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poderiam surgir como atenuantes. Desde já, a promoção da Saúde Oral deveria ser sempre uma porta estandartes da nossa classe. Se os números disponibilizados pela OMD no último ano nos dizem que em Portugal, para um médico dentista existem 1.339 habitantes, em boa verdade, quantos desses mesmos habitantes procuram os seus serviços? Há que consciencializar a população, e desde cedo os mais novos, para a Saúde Oral. Por outro lado, a inserção da Medicina Dentária no Serviço Nacional de Saúde poderia também ela abrir um leque maior de opções para o jovem médico dentista. Para além de combater, desde logo, o distanciamento da população. A meu ver esta medida em nada afectaria o sector privado, como muitos possam temer. Uma vez que esta proximidade conferida pelo SNS, certamente, despertaria uma maior atenção por parte da população, no que concerne à Saúde Oral. Por fim, trazendo à baila a conhecida questão do número de vagas nas faculdades de Medicina Dentária portuguesas, seria importante adequar esse mesmo número à situação actual. Se é do conhecimento geral que muitos e cada vez mais jovens médicos dentistas têm dificuldade em encontrar emprego, e se a média etária da nossa classe neste momento se situa nos 37 anos, para quê uma nova fornada de mais de meio milhar de novos médicos dentistas todos os anos?

3 . Devendo avaliar apenas aquilo de que tenho conhecimento, limitar-me-ei a avaliar a minha faculdade. Como já referi, a passagem de seis para cinco anos, por si só, condiciona a aquisição de competências. No entanto, pese embora algumas questões de ordem estrutural e pedagógica, um estudante do curso de Mestrado Integrado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra terá sempre a seu favor uma enorme componente de prática clínica, essencial para o seu desempenho futuro. Mesmo levando em consideração todas as questões às quais poderia apontar o dedo, gostaria de deixar claro que ficaria bastante agradado se todos os estudantes de Medicina Dentária do nosso país pudessem obter a mesma formação que tenho obtido nesta casa.


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FORMAÇÃO CONTÍNUA EM IMPLANTOLOGIA ORAL GUIADA ASSISTIDA POR COMPUTADOR PROGRAMA: 1. Implantologia Oral Guiada Assitida por Ordenador. Antecedentes e fundamentos clínicos. Bases anatómicas da implantologia oral guiada. Digitalização do diagnóstico por imagem. Sistemas 3D. Elaboração de modelos estereolitográficos e férulas cirúrgicas. Aplicação clínica e valoração do grau de exactidão. A implantologia Oral Guiada como ferramenta chave para melhorar a comunicação com o paciente. 2. Planificação e sequência do tratamento em implantologia oral guiada assistida por computador. A organização do consultório de medicina dentária. A avaliação sistémica do paciente. Factores de risco. Diagnóstico oral e radiológico. A técnica cirúrgica. Cuidados pré e pos-operatórios. Colocação e ajuste da férula cirúrgica. Cirurgia sem retalho. Protocolo estandardizado do fresado do osso. Inserção dos implantes e valoração da sua estabilidade primária. Fase prostodôntica. Carga funcional da prótese sobre implantes. Carga imediata. 3. Atelier prático do Sistema 3D para Implantologia Oral Guiada. Os alunos realizarão um reconhecimento dos planos reconstrutivos e uma identificação digital das estruturas do seio maxilar e do nervo dentário inferior, bem como de arcobotantes anatómicos e osso residual. Irá realizar-se uma planificação virtual da elevação de seio maxilar e da utilização de enxertos ósseos intra-orais. O aluno realizará uma aplicação prática dos parâmetros de selecção dos implantes. Finalmente, o aluno realizará uma reconstrução tridimensional virtual dos complementos protésicos, bem como da planificação protésica guiada.

Ano Académico 2010-11

4. Aplicação prática em sessões de trabalho e seminários por grupos. Atelier prático de tratamento em implantologia oral guiada em modelos estereolitográficos. Prática em laboratório com colocação da férula cirúrgica. Instrumentos cirúrgicos. Fresado e inserção de implantes. Complementos prostodônticos. Inserção da prótese imediata. Apresentação de casos clínicos em pacientes tratados com implantologia oral guiada.

INFORMAÇÃO E INSCRIÇÃO Prof. Eugenio Velasco Ortega. Facultad de Odontología de Sevilla. C/ Avicena s/n 41009 SEVILHA (ESPANHA)

Tfno: +34 954 48 11 26. email: implantoral@us.es / www.implantologiaoral.es


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A Universidade de Sevilha prepara-se para iniciar a 7ª Convocatória da sua pós-graduação em Implantologia Oral durante o ano académico de 2010-11, no qual irão participar mais de 50 professores da Universidade Hispalense, de dez universidades espanholas e seis universidades estrangeiras, para além de oradores de outras instituições docentes e hospitalares e de profissionais de prestígio na área da implantologia oral. Nestes últimos 6 anos, mais de 600 alunos realizaram o programa de pós-graduação em Implantologia Oral da Universidade de Sevilha. Alunos procedentes de Espanha, Europa (França, Itália, Portugal, Reino Unido, Suíça), Amarica Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, México, Paraguai, Peru, Porto Rico, Republica Dominicana, Venezuela, Uruguai) e outros países (Jordânia, Marrocos, Síria, Tunísia); realizaram a sua formação em implantologia oral, confirmando a vocação europeia, da América Latina e internacional da Universidade de Sevilha. A Universidade de Sevilha, fiel aos seus 500 anos de história, organiza com vocação científica e humanitária esta pós-graduação em Implantologia Oral com um carácter de formação permanente dos profissionais da saúde oral num campo tão importante como é a Implantologia Oral.

Ano Académico 2010-11


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UNIVERSIDADE DE SEVILHA VICE-REITORADO DE PÓS-GRADUAÇÃO E DOUTORAMENTO Títulos próprios PÓS-GRADUAÇÃO UNIVERSITÁRIA EM IMPLANTOLOGIA ORAL FORMAÇÃO ESPECIALIZADA EM IMPLANTOLOGIA DENTÁRIA. 150 horas. 1 ano. 1.520 euros. ESPECIALISTA EM IMPLANTOLOGIA ORAL CLÍNICA. 570 horas. 1 ano. 5.559 euros. ESPECIALISTA EM IMPLANTOLOGIA ORAL AVANÇADA. 500 horas. 1 ano. 6.059 euros. MESTRADO EM IMPLANTOLOGIA ORAL. 1.070 horas. 3 anos. (Especialista 1 + Especialista 2).

FORMAÇÃO CONTÍNUA EM IMPLANTOLOGIA ORAL GUIADA ASSISTIDA POR COMPUTADOR. 740 euros. 60 horas.

INFORMAÇÃO E INSCRIÇÃO Prof. Eugenio Velasco Ortega. Facultad de Odontología de Sevilla. C/ Avicena s/n 41009 SEVILHA ESPANHA Tfno: +34 954 48 11 26. email: implantoral@us.es www.implantologiaoral.es


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Falamos com...

« » P a u l o M a l o , médico dentista e empresário

Estado não tem know how para controlar dentistas

“Um médico dentista integrado no Estado é um custo que nunca vai ser eficiente”. Quem o diz é Paulo Malo, que aprova, por outro lado, o actual ritmo das faculdades em matéria de formação de profissionais desta área, tendo em vista o mercado dos países lusófonos. O m é d i c o d e n t i s t a , c i r u r g i ã o e e m p r e s á r i o r e v e l a à MA X I L L A R I S o s s e u s p o n t o s d e v i s t a s o b r e o panorama da medicina dentária e faz o ponto da situação da expansão internacional do grupo empresarial de gestão de saúde a que preside: a Malo Clinic Health & Wellness. Em tempos de crise, defende o reforço da intervenção da sociedade – e dos médicos dentistas em particular – no campo do voluntariado. E, numa óptica mais empresarial, lamenta que o país esteja a ser “desnatado” dos seus elementos mais empreendedores. 32

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Falamos com... M AXILLARIS. Em termos gerais, como avalia o actual momento da medicina dentária em Portugal? P a u l o M a l o . Acho que temos uma medicina dentária ao nível europeu, ou seja, das melhores do mundo. Não somos melhores nem piores que outros países da Europa; estamos na média. Portugal devia, contudo, investir mais nos mestrados e doutoramentos dos médicos dentistas. Temos uma fraca percentagem neste domínio. Além de serem poucos os titulares de graus de mestrado ou doutoramento, a maioria deles fizeram a sua pós-graduação no estrangeiro. Isso significa que as universidades nacionais estão a apostar pouco neste campo, ao contrário do que sucede em países como Espanha e o Brasil, onde existe uma forte componente de mestrados e doutoramentos. Neste contexto, Portugal tem realmente de fazer muito melhor. M Partilha da opinião de que há demasiadas faculdades a formar estudantes de medicina dentária em Portugal? P a u l o M a l o . Há vinte anos que ouço esse discurso. Na minha opinião, o futuro de Portugal passa pelos países de língua oficial portuguesa. E isso também se aplica ao sector da medicina dentária. Cabo Verde, São Tomé, GuinéBissau, Angola, Moçambique, Timor-Leste não têm dentistas ou pelo menos não os têm em número e qualidade suficientes. Portugal tem a responsabilidade de oferecer esse tipo de serviço. Se não formos nós a fazê-lo, será o Brasil, Espanha, Colômbia, Cuba. Será quem tiver a língua mais próxima à nossa. Numa altura em que se diz que temos médicos dentistas a mais, vem-me à memória quando se dizia que tínhamos médicos e enfermeiros em excesso. A verdade é que agora faltam enfermeiros, ao ponto de termos de os importar de Espanha e de outros países. Com os médicos passa-se a mesma coisa: vêem de Cuba para fazer serviço no Alentejo. Isto não tem lógica nenhuma. As universidade devem estar abertas para formar pessoas. M Está visto que não considera excessivo o actual ritmo de formação em Medicina Dentária... P a u l o M a l o . Não há excesso nenhum. O mercado encarrega-se de equilibrar as coisas. No dia em que os médicos dentistas estiverem desempregados, terão de procurar outro país ou então mudam de profissão. Qual é o problema? Mas quem sou eu, ou quem é o senhor ministro da educação ou o senhor reitor da universidade tal, para dizer que não se formam mais dentistas? Isso seria um erro. Sempre que se toma esse tipo de decisão, acabamos por pagar o preço. Aliás, estamos a pagá-lo agora: faltam médicos, enfermeiros, técnicos de radiologia, anestesistas, etcétera. M Como justifica a sua controversa posição sobre a “separação de águas” entre o sector dentário e o Serviço Nacional de Saúde? P a u l o M a l o . Acredito convictamente na economia de mercado, isto é, sou apologista de que o Estado deve ser o

mais “magro” possível, naturalmente, salvaguardando os interesses dos mais desprotegidos. Neste sentido, não tem lógica nenhuma estar a pôr dentistas no sistema nacional de saúde. Muito menos numa altura em que o Estado tem de diminuir despesas, despedir pessoas. Se o Estado português não quiser emagrecer, será a Comunidade Europeia, nomeadamente o Banco Central Europeu, a forçá-lo nesse sentido. Não é uma opção nossa. Ora, se o objectivo é diminuir, como é que vamos meter mais gente lá dentro? Um médico dentista integrado no Estado é um custo que nunca vai ser eficiente, porque é como se não tivesse patrão. Numa empresa privada, como a minha, o profissional tem os colegas ao lado, que sabem a qualidade que exigimos, e se não estiver a trabalhar bem vai para a rua. Agora, o Estado não tem know how para controlar dentistas. Quem é que lhes vai ditar o ritmo e a qualidade de trabalho? É preferível o Estado pagar, se tiver condições para isso, aos médicos dentistas para fazerem tratamentos.

M É o caso do programa dos cheques-dentista? P a u l o M a l o . Pois… Não vou comentar se o cheque-dentista é uma boa ou má solução. Tenho a impressão que vai ter de acabar, porque não será um apoio comportável a longo prazo, dadas as circunstâncias do país. Quem tem um grande papel a desempenhar na actual conjuntura é a sociedade civil. Não é aceitável que crianças – também poderia evocar reformados –, que têm toda a sua vida pela frente, sejam deformadas ou arranquem dentes por não terem dinheiro para tratá-los. É nestas alturas que a sociedade deve intervir e que os dentistas que tenham capacidade para ajudar devem ser solidários. M Acha que esse tipo de intervenção tem sido escassa? P a u l o M a l o . Esse apoio está a ser desenvolvido através de uma ou outra associação de cariz voluntário. As faculdades também tratam muita gente gratuitamente. Nós próprios, Malo Clinic, apoiamos vários orfanatos. Mas não chega, temos de fazer mais. A sociedade civil tem de dar um passo em frente no campo do voluntariado. M Como analisa a evolução no campo da implantologia? Que passos estão a ser dados no domínio científico e da investigação? P a u l o M a l o . Há sempre um desenvolvimento em termos de evolução e inovação neste campo, porque essa dinâmica não está dependente da conjuntura económica. Depende das pessoas que se dedicam à investigação nesta área em todo o mundo. M Que novas técnicas ou protocolos de implantes se vislumbram, a curto ou médio prazo, à disposição do sector? P a u l o M a l o . Vão aparecer coisas novas durante 2011. Da nossa parte, por enquanto, não posso adiantar mais. O que posso é assegurar que, em termos de sabedoria e know how no domínio da implantologia, ainda temos muito para evoluir a nível mundial. Numa escala de zero a dez, estamos no nível três. Sabemos pouco neste campo.

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Falamos com... As nossas clínicas são regionais. A do Porto, por exemplo, cobre todo o norte do país e ainda o norte de Espanha. Já a clínica de Lisboa faz uma cobertura mais global. Temos aqui pacientes de todo o mundo. A de Varsóvia cobre toda a parte da Europa de Leste, ao passo que a de Milão serve o norte de Itália e também atrai muitos pacientes da Alemanha e da Suíça. Em suma, a nossa estrutura é regional, logo, implica instalações muito grandes para fazer a cobertura de diferentes regiões independentemente de estas abrangerem um, dois ou mais países.

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M Dentro dessa lógica regional, qual é o ponto da situação em termos de expansão internacional? P a u l o M a l o . Estamos instalados no Brasil (em Campinas e São Paulo) e nos Estados Unidos (em Newark), onde gerimos as maiores clínicas da América do Norte e da América do Sul. Isto não tem nada a ver com manias de grandeza, mas sim com o modelo que entendi adoptar. Podia ter feito 15 ou 20 clínicas mais pequenas com o dinheiro de uma grande, mas, como já referi, não é esse o nosso modelo. Ao nível nacional, além da presença em Coimbra, Porto e Lisboa, já abrimos instalações no Algarve e no Funchal. No país vizinho, estamos em A Corunha e temos algumas parcerias em Málaga, Lérida e Gran Canaria. A médio prazo, iremos certamente abrir uma clínica em Madrid e outra em Barcelona. Por outro lado, já iniciámos as obras da futura clínica de Casablanca, em Marrocos, e temos vindo a estudar várias opções para nos instalarmos em Angola, o que seguramente irá suceder a curto prazo. No caso da China, temos projectos em Pequim e Xangai. Em Macau está em pleno funcionamento a Malo Clinic Macau, o maior Medical Spa do mundo, com 15.000 metros quadrados. Também há interesse na nossa presença no Médio Oriente, nomeadamente em Abu Dabi e Riade, e há contactos no mesmo sentido na capital indonésia, Jacarta. Temos ainda um grupo indiano interessado em abrir uma clínica, entre outras propostas.

O futuro de Portugal passa pelos países de língua oficial portuguesa. E isso também se aplica ao sector da medicina dentária

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M Qual é a presente estratégia da Malo Clinic? P a u l o M a l o . A nossa aposta é na cobertura global de clínicas de alta qualidade com uma característica própria da Malo Clinic: investir apenas em espaços de grandes dimensões.

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M Qual é a sua política em termos de contratação de médicos dentistas portugueses? P a u l o M a l o . Contratamos entre 20 e 30 profissionais por ano para as diferentes clínicas que temos em Portugal e no estrangeiro. Tudo indica que vamos ter de aumentar esse número nos próximos anos. Para começar, todos os candidatos têm de falar e escrever correctamente inglês, uma vez que esta é a língua oficial do nosso grupo e a do software que utilizamos. Por outro lado, o processo de contratação não se baseia na nota final do curso. O critério prende-se mais com a atitude do candidato. Tem de ser uma pessoa trabalhadora, que não se importa de trabalhar todos os dias, de manhã à noite, incluindo sábados, domingos e feriados. À partida, terá de estar disponível para viver, por exemplo, seis meses na China e a seguir mudar-se durante outros seis para o Brasil. Claro que há pessoas casadas e com filhos – e nós


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Falamos com... P a u l o M a l o nasceu em Setembro de 1961, na cidade de Moçamedes (actual Namibe), em Angola. Foi em Coimbra, onde tem familiares, que conheceu, pela primeira vez, a vida estudantil portuguesa e o dia-a-dia em Portugal, antes de rumar à capital para frequentar a licenciatura na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa. Depois, passou a dar consultas e abriu um consultório no centro de Lisboa. O seu entusiasmo por casos complicados levou-o a lançar-se num desafio em busca da solução perfeita para pessoas desdentadas, que usam próteses removíveis incómodas e estão sujeitas a cirurgias de transplante de osso morosas, dolorosas e dispendiosas. O resultado foi o conceito All-on-4™, mundialmente reconhecido pela comunidade médica e que permite que desdentados totais possam ter dentes fixos que parecem e funcionam como dentição natural sem necessidade de transplante de osso e em apenas 30 minutos, dependendo da complexidade do caso. É o início do desenvolvimento de um vasto conjunto de produtos e soluções relacionadas com a Implantologia, entre os quais se inclui a avançada solução técnica e estética de prótese fixa Malo Clinic Bridge. Segue-se uma carreira de cirurgião em ascensão, o aperfeiçoamento na área de investigação com inovações médicocirúrgicas, a criação do maior centro de implantologia e reabilitação oral do mundo (em Lisboa), de um pólo internacional de formação avançada e de um laboratório especializado. Paulo Malo expandiu a área para outras especialidades de saúde, projectando um conceito moderno de Medical Spa e fez uma forte aposta na área da cosmética e wellbeing, resultando no nascimento de um grupo empresarial de gestão de saúde espalhado por todo o mundo: a Malo Clinic Health & Wellness. O reconhecimento do seu percurso e contribuição tem sido objecto de diversos prémios e distinções que gratificam não apenas todos os seus avanços médicos mas também a sua capacidade de liderança, gestão e empreendedorismo.

temos em consideração esses factores –, mas a regra geral é contratarmos profissionais com o máximo de mobilidade. Em relação à atitude, os nossos quadros têm de saber trabalhar em grupo e demonstrar uma atitude construtiva. Pessoas que vêem o copo meio vazio em vez de meio cheio, essas, não as quero cá.

M Na presente conjuntura de crise, em que é recorrente o apelo ao empreendedorismo por parte das mais altas instâncias do Estado, vê-se como um bom exemplo a seguir ou como uma espécie de bandeira desse desígnio nacional? P a u l o M a l o . Não me sinto como bandeira de ninguém, mas também não vale a pena ter falsas modéstias: não há dúvida nenhuma de que a maior clínica do mundo de medicina dentária é esta clínica de Lisboa, com 50.000 metros quadrados, onde trabalham 700 pessoas. Também não há dúvida de que somos o maior grupo dentário do mundo. M Que conselhos – ou palavras de estímulo, se preferir – daria aos seus colegas empresários? P a u l o M a l o . Quando um país está em crise, como sucede com Portugal, um dos factores da crise é a falta de capital, que faz com que os investidores se retraiam e se tornem particularmente criteriosos na avaliação dos seus investimentos. Portanto, este não é o momento de formar novas empresas, mas sim de concentrar o empreendedorismo na eficiência e na união de esforços entre as empresas que já existem.

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É preciso investir mais nos mestrados e doutoramentos dos médicos dentistas. As universidades nacionais estão a apostar pouco neste campo, ao contrário do que sucede em países como Espanha e o Brasil. Neste contexto, temos realmente de fazer muito melhor

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M Como encara o período de particular desencanto que a

sociedade portuguesa atravessa? P a u l o M a l o . Este é o estado de espírito natural dos portugueses, sempre foi assim. Somos sempre uns desgraçados, a cauda da Europa, enfim, isto levava-nos a uma longa conversa… Portugal, ao longo da sua existência, tem sido continuamente “desnatado”, isto é, tradicionalmente os nossos melhores elementos – a “nata” – saem do país. Isso sucedeu na época dos Descobrimentos ou quando a corte real se mudou para o Brasil. Voltou a acontecer no contexto das colónias de África e, mais recentemente, com a emigração para os Estados Unidos, França, Alemanha ou Suíça.


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Falamos com... É um fenómeno constante. Neste preciso momento, Portugal está outra vez a ser “desnatado” para países, como Angola e Brasil, que precisam de mão de obra qualificada e falam a nossa língua.

gal não é um país rico, não tem recursos naturais praticamente nenhuns. A única riqueza que o país tem são realmente as pessoas, são os portugueses.

M Acha que esse êxodo tem influência decisiva no desenvolvimento (ou falta dele) do país? P a u l o M a l o . Os primeiros a sair do país são precisamente os empreendedores, são as pessoas que não têm medo de começar a vida noutro lado. Uma das características do empreendedor é a sua capacidade de risco, isto é, não tem medo de começar do zero porque sabe o valor que tem. Se a maioria dessas pessoas sai do país, quem é que cá fica? Ficam os não empreendedores, os que trabalham para o Estado, os que têm alguma herança e pouco mais.

M Para terminar, como avalia a classe política? P a u l o M a l o . Diz-se que a nossa classe política é fraca. Ora, a qualidade dos políticos é representativa da população. Se estamos a perder os nossos melhores quadros, é normal que isso também tenha reflexos na política. Veja bem: enquanto noutros países cada vez mais se pede a intervenção do capitalismo, em Portugal o termo continua a ter um peso muito perjorativo, está muito deturpado. Quando nos deparamos com este tipo de atitude, alguma coisa está errada. O país precisa de empresários, porque trabalhadores há muitos – temos cerca de 13 por cento no desemprego. Precisamos é de empresários para dar trabalho a esta gente.

M Como é que se pode convencer essa “nata” a ficar? P a u l o M a l o . Não se convence, as pessoas só ficam cá se houver oportunidade de fazer riqueza. Acontece que Portu-

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Ciência e prática Resumo O objectivo do presente artigo é realizar uma revisão bibliográfica sobre as alterações dentárias de cor mais frequentemente observadas na consulta de Odontopediatria, proporcionando uma “ferramenta” que oriente a realização de um diagnóstico diferencial e a tomada de decisões, permitindo estabelecer o protocolo a seguir nas distintas situações de alteração de cor.

Palavras-chave Cor dentária, Pigmentações dentárias, Hipomineralização incisivo-molar, Hipoplasia de esmalte, Amelogénesis imperfecta, Dentinogénese imperfecta, Fluorose, Tetraciclinas.

Introdução A estética pessoal em geral, assim como a dentária em particular, representam nos dias de hoje um forte motivo de preocupação por parte da população em geral e, cada vez mais, em idades mais precoces. Frequentemente os pais recorrem ao médico dentista preocupados com alguma alteração de cor inestética nos dentes dos seus filhos, solicitando por parte do profissional uma explicação e actuação no sentido de restabelecer a estética. Muitas vezes, é a própria criança a primeira a sentir esta necessidade. O desenvolvimento psico-social da criança está intimamente relacionado com uma boa auto-estima e aceitação por parte do grupo em que se encontra inserida, representando a aparência dentária um factor crucial que frequentemente interfere neste processo. Neste sentido, o Médico dentista deve estar preparado para esclarecer os pais e a criança sobre a causa da alteração de cor e, quando possível, disponibilizar o tratamento indicado.

Cristina Cardoso Silva Cristina Cardoso Silva Médica dentista. PhD. Professora auxiliar convidada da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto (FMDUP). cristinalsilva@mail.telepac.pt David Casimiro de Andrade Médico dentista. PhD. Professor associado com agregação da FMDUP. Elena Barbería Leache Médica dentista. PhD. Professora catedrática da Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madrid.

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Ciência e prática Discussão Alterações de cor As alterações dentárias de cor, ou pigmentações, podem ser agrupadas em pigmentações intrínsecas ou extrínsecas. As pigmentações intrínsecas são aquelas que se produzem no interior do dente ou que afectam a estrutura e tecidos dentários. As pigmentações extrínsecas são aquelas que aparecem sobre a superfície dentária e como consequência do depósito de substâncias corantes. Ambos os tipos de pigmentações podem ser localizadas ou generalizadas, transitórias ou permanentes.

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Alterações de cor intrínsecas As alterações intrínsecas que ocorrem durante o desenvolvimento dentário podem manifestar-se como alterações de formação da estrutura dentária e podem associar-se a alterações no aspecto externo dos dentes e, portanto, na cor. A hipoplasia de esmalte é um defeito quantitativo, que se manifesta com a falta de esmalte total ou parcial, num ou mais dentes, sendo que o esmalte em falta é usualmente localizado, podendo originar uma superfície dentária irregular, rugosa, com presença de depressões, sulcos e fissuras, ou inclusivamente uma diminuição do tamanho do dente afectado1 (fig. 1). Em situações extremas, o esmalte dentário encontra-se totalmente ausente, originando uma alteração muito severa2 de forma e tamanho dos dentes afectados. A hipoplasia de esmalte pode ser consequência de eventos sistémicos, como em situações de malnutrição, doença, infecção ou febre durante o processo de formação dentária, como consequência de traumatismos, factores ambientais ou genéticos. Alguma medicação pode também afectar os dentes em desenvolvimento1,3. Por vezes, a hipoplasia de esmalte apresenta-se como uma mancha branca isolada em apenas um dente. Este quadro clínico é tipicamente provocado por um traumatismo no dente durante a fase de mineralização do seu processo de formação4 (fig. 2). A maioria das causas de hipoplasia de esmalte ocorre antes dos três anos de idade. Qualquer trauma que ocorra após este período tem menor probabilidade de causar defeitos de esmalte, devido ao facto de, a partir desta idade, o esmalte se encontrar já calcificado e mais resistente a factores traumáticos.

As alterações produzidas serão tratadas de acordo com a extensão de lesão que apresentem. Muitas delas não se tratam na etapa infantil ou então realiza-se apenas um tratamento limitado com a finalidade de, quando se complete o crescimento e desenvolvimento da criança, possa fazer-se o tratamento definitivo nas melhores condições. As descolorações de esmalte geralmente não se tratam na etapa infantil já que iriam requerer uma eliminação de esmalte e/ou da dentina que não é desejável. Unicamente se tratam com restaurações estéticas se se trata de colorações intensas de cor pardo/amareladas que comprometam a estética até ao ponto de causar alterações na socialização da criança4. Deve ser realizada uma correcta anamnese para permitir efectuar o diagnóstico diferencial e distinguir estas lesões daquelas provocadas, por exemplo, por situações de fluorose dentária. O conceito hipomineralização incisivo-molar é utilizado para descrever a hipomineralização que afecta, exclusivamente, primeiros molares e incisivos permanentes5,6,7 (fig. 3). É amplamente aceite que a etiologia molecular da hipomineralização incisivo-molar ainda não está totalmente entendida8, mas sabe-se que está associada a factores ambientais que ocorrem durante o período de calcificação do esmalte destes dentes, que tem lugar desde um pouco antes do nascimento até aos quatro anos de idade7. Clinicamente caracteriza-se por defeitos de esmalte geralmente assimétricos, com zonas de descoloração branca/opaca, amarela ou castanha bem demarcadas, afectando geralmente os 2/3 oclusais da coroa5,6,9,10. Chawla et al. sugeriram que os defeitos amarelo/acastanhados são mais severos que os defeitos branco/opacos6. O diagnóstico precoce desta patologia permitirá implantar um rigoroso protocolo de higiene, baseado na eliminação da placa dentária e remineralização das superfícies dentárias. O tratamento restaurador destes molares, durante a infância, tem como objectivo conservar a maior quantidade de material dentário e nas melhores condições possíveis, para que quando se complete o crescimento se possa realizar o tratamento restaurador definitivo7. Actualmente o material de eleição para restaurações a realizar em idades mais jovens é a

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resina composta11,12. A utilização de ionómeros de vidro e compómeros pode estar indicada em zonas que não estejam sujeitas a stress, mas está contra-indicada em áreas oclusais7. As matérias e procedimentos em pacientes adultos como onlays, overlays, coroas cerâmicas, etc., não se utilizam até que tenha terminado o crescimento12. Se os incisivos requerem tratamento durante a infância, utilizam-se materiais adesivos ou podem-se considerar outros tratamentos como microabrasão e facetas de compósito11. A Amelogénesis imperfecta é uma patologia que afecta a formação da matriz de esmalte ou o seu processo de mineralização13, sendo, em muitos casos, hereditária e podendo ter um carácter autossómico dominante, autossómico recessivo ou ligado ao cromossoma X14. É uma patologia que pode afectar a formação do esmalte tanto na dentição decídua como na permanente15, reflectindo-se as diferenças no tempo, durante a amelogénese, em que ocorrem as alterações: falhas incorporadas durante a formação da junção esmalte-dentina podem resultar numa camada de esmalte que se separa facilmente da camada de dentina subjacente; defeitos produzidos na fase secretora resultam numa elongação insuficiente dos cristais, deixando a camada de esmalte patologicamente fina, ou hipoplástica; defeitos ocorridos na fase de maturação, tais como os que podem ocorrer se a matriz de esmalte não é convenientemente degradada e reabsorvida, produzem uma camada de esmalte que é de normal espessura, mas patologicamente mole16. Defeitos de esmalte que não são hereditários usualmente reflectem um distúrbio sistémico, em que apenas os dentes em formação activa no momento da patologia se encontram afec-

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tados16. A cronologia de calcificação e erupção dos dentes é conhecida, e, neste sentido, a cronologia das patologias sistémicas que afectaram a mineralização do esmalte pode ser estimada16. Apesar do aspecto externo ser muito variado, frequentemente os dentes adquirem uma coloração amarela (fig. 4). Estes pacientes apresentam, além de uma condição estética debilitada, um elevado nível de sensibilidade dentária, cursando esta patologia muito frequentemente com alterações de oclusão do tipo mordida aberta13,17. A Dentinogénesis imperfecta é uma patologia hereditária, de carácter autossómico dominante, que condiciona alterações na formação de colagénio da matriz de dentina. Esta patologia foi dividida em três tipos por Schields: tipo I, em que se trata de um sinal de um quadro mais complexo, como é a Osteogénese imperfecta; tipo II (ou dentes de Capdepont), em que a alteração da dentina aparece isolada sem se associar a um quadro mais complexo, e a de Tipo III (ou dentes Brandywine)18,19,20, sendo a de tipo II a mais frequente e a de tipo III a mais rara18,20,21. Os dentes temporários são mais gravemente afectados e as alterações de cor podem ser fundamentalmente de dois tipos: dentes opalescentes acinzentados, ou dentes amarelo-acastanhados (fig. 5)22-26. Foi demonstrado que, nestes casos, a perda de substância dentária é mais rápida e as fracturas de esmalte mais frequentes nos casos de dentes com coloração amarelada23. Os métodos de tratamento disponíveis para situações de displasia de esmalte ou dentina estão dependentes da idade da criança, do tipo e severidade da patologia e do nível de saúde oral. Um diagnóstico precoce, bons cuidados preventivos e um tratamento oportuno são da maior importância para melhorar a saúde oral destas crianças27. O tratamento dependerá do aspecto e gravidade de cada caso, podendo incluir restaurações com material composto27,28 e, em casos mais graves, pode ser necessária a colocação de coroas metálicas préformadas ou coroas de resina composta no sector posterior em dentição temporária13,15,27, ou, caso se trate de dentição permanente, adiar o tratamento definitivo até à idade adulta, para que seja possível realizar tratamentos mais invasivos de recobrimento com facetas ou coroas cerâmicas13,27. Em quadros mais leves de Dentinogénese imperfecta, existem autores que recomendam inclusivamente o recurso a tratamentos de branqueamento com peróxido de carbamida29.


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Durante o desenvolvimento dentário podem também ocorrer alterações resultantes da incorporação de substâncias químicas que originem alteração da cor dos dentes, como é o caso das tetraciclinas e do flúor em excesso. No caso das tetraciclinas, considera-se que a alteração de cor se produz devido a um mecanismo de quelação que se produz entre o antibiótico e o cálcio, depositando-se ortofosfato cálcico-tetraciclina nos tecidos que se encontram em fase de mineralização no momento de administração, como cartilagens, ossos ou dentes30,31 (fig. 6). Além das alterações de cor resultantes do depósito a nível dentinário, no esmalte podem-se produzir hipoplasias tanto na dentição decídua como na permanente32. A dose, duração do tratamento, fase de mineralização do dente, actividade do processo de mineralização e o tipo de tetraciclina são factores que fazem com que a alteração de cor seja mais ou menos pronunciada33. O tratamento a recomendar nestes casos dependerá do grau de afectação da dentição e poderá variar de um branqueamento dentário de longa duração (seis meses) nos casos mais leves34, ao tratamento com facetas e coroas cerâmicas nos casos mais complexos35. Situações em que ocorra a ingestão de um excesso de flúor durante o processo de formação dos dentes podem originar quadros de fluorose dentária36-39. O flúor em baixas concentrações é um protector efectivo frente à cárie dentária, mas que, quando consumido em excesso, interage com o metabolismo dos ameloblastos, produzindo alterações na formação do esmalte, associado com alterações na cor dos dentes36-39. Pode ocorrer em ambas as dentições e distribui-se de forma geral e bilateral. O tratamento desta alteração dependerá do grau de exigência estética do paciente, podendo incluir procedimen-

tos minimamente invasivos por microabrasão do esmalte40 ou branqueamento dentário, nos casos de alterações mais suaves, ou mesmo o recobrimento com facetas e/ou coroas nos casos mais severos. Depois de terminado o desenvolvimento dentário podem surgir alterações intrínsecas de cor dentária fisiológicas, como ocorre em casos de reabsorção de dentes temporários (fig. 7), ou patológicas, de origem local ou sistémica. As alterações de cor intrínsecas patológicas de origem local podem estar associadas a cárie dentária (fig. 8), tratamentos endodônticos e necrose pulpar (fig. 9). Nas situações de cárie dentária, podemos encontrar alterações de cor resultantes da presença de lesões de mancha branca, que se produzem na primeira fase do processo de formação de cárie, ou lesões escuras nas quais se incorporaram substâncias no interior do tecido danificado ou por remineralizar (fig. 10). O tratamento destas alterações de cor pode passar pela remineralização em situações de lesão de mancha branca sem cavitação41,42, ao tratamento com instrumentos rotatórios e reposição de estrutura perdida com materiais adesivos de obturação em casos de lesão com perda de estrutura. Dentes com tratamento endodôntico que apresentem alterações de cor podem ser submetidos a um tratamento de branqueamento interno e/ou externo e, em situações mais graves, ao recobrimento com facetas ou coroas. Nos dentes em que seja diagnosticada uma necrose pulpar deve ser ponderada a necessidade de proceder à extracção dentária, em dentição decídua, ou de tratamento endodôntico, em dentição permanente. Neste caso, posteriormente pode ocorrer a necessidade de melhorar a estética através de um branqueamento interno e/ou externo. Diversas patologias sistémicas podem originar alterações intrínsecas patológicas,

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Figura 8.

Figura 7.

como é o caso da eritroblastose fetal43,44, porfiria eritropoiética45,46 ou fibrose quística47,48. A tabela 1 resume as pigmentações intrínsecas e correspondentes etiologias, aspectos clínicos, alterações de cor e tratamentos propostos. Alterações de cor extrínsecas As alterações de cor ou pigmentações extrínsecas podem ter uma origem microbiana, derivada da acumulação de bactérias, sedimentos e restos celulares, ou uma origem alimentar ou farmacológica. Classificando as pigmentações extrínsecas, em função da cor que apresentam, podemos observar: • P i g m e n t a ç õ e s v e r d e s : aparecem sobretudo em crianças e adolescentes com má higiene oral, apesar da sua origem não ser totalmente conhecida. O pigmento verde é a fenacina, substância produzida por bactérias (Bacilo piociánico) e fungos da cavidade oral, apesar de existirem também autores que consideram que podem ser depósitos de derivados da hemoglobina procedente de gengivite. Geralmente localizam-se no terço gengival da coroa e são facilmente removidas por profilaxia profissional e educação e motivação para a higiene oral (fig. 11). • P i g m e n t a ç õ e s n e g r a s : são mais frequentes em dentição temporária e apresentam-se habitualmente como uma linha de pequenas manchas ligadas ao bordo gengival. A intensidade é variável conforme o caso, mas não estão relacionadas com a higiene, pelo contrário, alguns autores determinam um baixo índice de cárie nestas crianças49. A etiologia destas pigmentações não está clara, no entanto parece tratar-se de

depósitos de sais ferrosos procedentes da dieta e metabolizados por bactérias cromogénicas da flora oral (Actinomyces e Bacteriodes melanogénicus), depósitos por medicamentos contendo ferro ou derivado de uma composição de saliva modificada, com aumento de cálcio, fósforo, cobre, sódio e diminuição de proteínas50. Em qualquer caso, trata-se de manchas sem relevância clínica, representando unicamente um problema estético, apesar de frequentemente serem um motivo de preocupação por parte dos pais e de procura de atenção profissional. O tratamento a aplicar nestas situações e sempre que solicitado pelos pais, é a profilaxia profissional para eliminação das manchas, devendo o profissional avisar previamente que este tratamento não impede o reaparecimento da pigmentação, situação esta que só se resolverá com o crescimento da criança, já que as manchas costumam desaparecer na adolescência (fig. 12). • P i g m e n t a ç õ e s l a r a n j a s : apresentam-se como pequenas manchas irregulares de cor laranja intenso, localizadas especialmente no terço gengival vestibular da coroa de dentes anteriores. Podem afectar um ou vários dentes e são depósitos pouco aderidos. Estão associadas à presença de bactérias cromáticas, como Serratia marcescens, Flavobacerium lutescens, Bacilo prodigioso, Bacilo mesentérico ruber, Sarcina roseus, etc. O tratamento consiste na profilaxia profissional e educação e motivação para a higiene oral (fig. 13). • P i g m e n t a ç õ e s b r a n c a s : derivadas da acumulação de placa bacteriana e/ou tártaro, encontram-se em vários dentes e superfícies, com um aspecto branco/amarelado e são compostas por bactérias da placa, restos alimentares e

Figuras 9a e 9b.

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Ciência e prática

Figuras 10a e 10b.

celulares, formando a denominada matéria alba (fig. 14). São de pouca consistência mas podendo apresentar uma espessura bastante grande, são pouco aderidas e permitem a sua remoção com facilidade. Aparecem na superfície dentária quando a criança não escova os dentes durante uns dias. Quando decorre um certo tempo, esta placa bacteriana pode calcificar-se dando origem ao tártaro, que se

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apresenta como um depósito mais denso e duro e que por sua vez pode sofrer alterações de cor com outros pigmentos. O tratamento nestas situações é a profilaxia profissional e educação e motivação para a higiene oral. A tabela 2 resume as pigmentações extrínsecas e correspondentes etiologias, aspectos clínicos, alterações de cor e tratamentos propostos.

Figura 11.

Figura 12.

Figura 13.

Figura 14.


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Ciência e prática Pigmentações intrínsecas

Etiologia

Aspecto clínico

Alteração de cor

Tratamento

(1) Sistémico: malnutrição, infecção ou febre. (2) Consequência de traumatismo na dentição decídua.

(1, 2) Depressões ou fissuras na superfície dentária por falta de esmalte. (1) Ausência total de esmalte, com diminuição do tamanho do dente.

(1) Coloração amarela ou castanha. (2) Mancha branca.

Cuidados preventivos. Em idade infantil, tratamento limitado a restaurações estéticas em alterações intensas.Tratamento definitivo em idade adulta.

Hipomineralização incisivo-molar

Etiologia ainda não está totalmente entendida, mas sabe-se da associação com factores ambientais durante o período de calcificação.

1os molares e incisivos permanentes. Defeitos geralmente assimétricos, afectando sobretudo os 2/3 oclusais da coroa.

Zonas de coloração branca/opaca, amarela ou castanha.

Cuidados preventivos. Em idade infantil, tratamento limitado a restaurações na superfície oclusal exclusivamente em compósito, ionómero de vidro ou compómero noutras superfícies. Tratamento definitivo em idade adulta.

Muito variável; esmalte amolecido ou mesmo ausência de esmalte; cursa frequentemente com mordida aberta.

Coloração amarela.

Amelogénesis imperfecta

Defeito na formação da matriz de esmalte ou no seu processo de mineralização. (1) Hereditária. (2) Distúrbios sistémicos.

Cuidados preventivos. Restauração com material composto. Coroas metálicas pré-formadas ou em resina composta no sector posterior em dentição temporária. Tratamento definitivo em idade adulta.

Dentinogénese imperfecta

Patologia hereditária, de carácter autossómico dominante, que condiciona alterações na formação de colagénio da matriz de dentina.

Dependente do tipo de dentinogénese imperfecta: Tipo I - associada a osteogénese imperfeita. Tipo II - Dentes Capdepont. Tipo III - Dentes Brandywine.

Dentes opalescentes acinzentados. Dentes amarelo-acastanhados.

Cuidados preventivos. Coroas metálicas pré-formadas ou em resina composta no sector posterior em dentição temporária. Tratamento definitivo em idade adulta. Branqueamento com peróxido de carbamida.

Pigmentação por tetraciclinas

Tratamento com tetraciclinas durante a mineralização dentária.

Alterações de cor. Hipoplasias.

Dentes acinzentados.

Branqueamento dentário de longa duração (seis meses). Tratamento definitivo em idade adulta.

Consumo excessivo de flúor.

Alterações de cor.

Manchas esbranquiçadas. Manchas castanhas.

Microabrasão. Tratamento definitivo em idade adulta nos casos mais severos.

Hipoplasia de esmalte

Fluorose

Tabela 1 – Resumo das pigmentações de origem intrínseca com correspondente etiologia, aspecto clínico, alteração de cor observada e tratamento.

Pigmentações extrínsecas

Etiologia

Aspecto clínico

Alteração de cor

Tratamento

Verdes

Associadas a má higiene oral. Acumulação no 1/3 gengival Fenacina, produzida por Bacilo da coroa. piociánico e fungos.

Pigmentação verde.

Profilaxia profissional. Motivação para a higiene oral.

Negras

Depósitos de sais ferrosos pro- Pequenas manchas ligadas ao cedentes da dieta e metaboliza- bordo gengival. dos por bactérias da flora oral.

Pigmentação negra.

Profilaxia profissional. Motivação para a higiene oral.

Laranjas

Associadas a má higiene oral. Derivadas da acumulação de placa bacteriana.

Pequenas manchas irregulares no 1/3 gengival vestibular da coroa de dentes anteriores.

Pigmentação laranja.

Profilaxia profissional. Motivação para a higiene oral.

Brancas

Associadas a má higiene oral. Derivadas da acumulação de placa bacteriana.

Acumulações de pouca consistência, pouco aderidas e de fácil remoção.

Pigmentação branca.

Profilaxia profissional. Motivação para a higiene oral.

Tabela 2 – Resumo das pigmentações de origem extrínseca com correspondente etiologia, aspecto clínico, alteração de cor observada e tratamento.

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Ciência e prática Conclusões As alterações de cor são um motivo frequente de procura de atenção profissional por parte dos pais. Cabe ao médico dentista a elaboração de um correcto diagnóstico e esclarecimento dos progenitores, apontando soluções a curto e a longo prazo, uma vez que, em diversas situações, a idade da criança pode limitar as opções terapêuticas, levando à necessidade de um tratamento definitivo apenas quando o seu crescimento tiver terminado, ou seja, na idade adulta. De qualquer forma, devem ser colocados todos os esforços, apesar das limitações inerentes à idade da criança, no sentido de proporcionar uma melhor estética quando esta se encontrar comprometida.

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José Ferreira Médico dentista. Prática de Implantologia em: Centro de Diagnóstico e Reabilitação Oral da Maia, MDental (Guimarães) e Clínica Médica e Dentária de Macedo de Cavaleiros.

Espaço biológico e conexões em implantologia A formação do espaço biológico em implantologia tem vindo a ser objecto de estudo. De facto, este fenómeno, que se caracteriza por uma reabsorção óssea em redor dos implantes de cerca de 2 mm1, tem servido de explicação para alguma perda de osso que, tradicionalmente, se aceita que ocorra, após o implante ser exposto na cavidade oral, através de um pilar de suporte de uma prótese ou de um pilar de cicatrização1.

Fig. 1. Implante submerso.

Fig. 3. Platform shifting.

Fig. 2. Formação do espaço biológico após a exposição do implante na cavidade oral.

O espaço existente entre os componentes (pilar e implante), conhecido por “microgap”, colonizado por bactérias2 (biofilme ou microleakage), em conjunto com a presença de micro-movimentos3 entre ambas as peças, serão os factores responsáveis pela formação deste espaço, que funciona como uma barreira funcional entre o meio interno e a cavidade oral. Esforços têm vindo a ser realizados no sentido de sermos capazes de tornar menor esta remodelação da crista óssea. Assim, par de novos conceitos como a troca de plataformas (platform shifting; platform switch) e do aparecimento de pilares com estreitamento na zona do colo, o tipo de conexão entre o implante e o pilar de suporte protético4,5 parece ser também uma ferramenta de que o cirurgião pode dispor para controlar este fenómeno.

Conexão significa ligação, união. Assim, em implantologia, refere-se ao tipo de ligação entre implante e pilar, sendo definida pela parte do implante. Ou seja, quando se fala em conexão interna, é ao implante que nos referimos pois, no pilar respectivo, iremos encontrar uma conexão externa. Quando o tema é a conexão externa, esta estará no implante e encontraremos uma conexão interna no pilar.

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Cadernos formativos

Fig. 4. Implante de conexão externa.

Fig. 5. Conexão interna localizada no pilar.

Figs. 8 e 9. Imagens clínicas de implantes com conexão externa.

Fig. 6. Implante de conexão interna.

Fig. 7. Conexão externa localizada no pilar.

Fig. 10. Imagem clínica de implante com conexão interna.

Este conceito aplica-se, obviamente, a implantes de duas peças não sendo aplicável em implantes de uma peça única.

Fig. 11. Imagem clínica de implante de uma peça.

Fig. 12. Após o preparo para a cimentação de uma coroa.

Fig. 13. Imagem radiográfica.

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Cadernos formativos A reabsorção óssea ocorrida pode ser mais acentuada do que a simples formação de um espaço fisiológico considerado normal, podendo mesmo levar à perda do implante. Com o objectivo de diminuir esta perda óssea e orientar a formação do espaço biológico de forma mais favorável, aparece uma nova conexão interna que aplica os conceitos desenvolvidos para a indústria por Stephen Morse. Esta conexão, a que chamamos “cone Morse”6, pode incorporar também o conceito de troca de plataformas e parece ser mais conservadora do osso crestal.

A

B

D

E

C

F

Figs 14a, b, c, d, e, f. Conexão Cone Morse (a), aspecto radiográfico incluindo troca de plataformas (b, e), aspecto clínico (c, f) e exemplo de pilar utilizado (d).

Alguns estudos põem em causa que esta nova conexão seja a resolução para o complexo problema da perda óssea para além da formação de uma barreira funcional normal5,7. Todavia, o que importa relevar ao nível clínico, é o sentido que tem tomado a evolução a este nível. Da afirmação da possibilidade da osteointegração passa-se à distinção entre “sucesso “e “fracasso”. Cedo se torna necessário distinguir “sucesso” de “sobrevivência”. À medida compreendermos mais claramente os processos envolvidos na formação do espaço biológico e, simultaneamente, a tecnologia for sendo capaz de nos auxiliar, também a definição de “sucesso” terá, necessariamente de ser alterada.

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Profissionais manifestam-se sobre as normas da prescrição electrónica A crescente interactividade conseguida pelo site 2.0 da MAXILLARIS (www.maxillaris.com.pt) reflecte-se nos comentários realizados às notícias publicadas, no volume de descargas de arquivos e especialmente na participação que registam os inquéritos que temos vindo a propor sobre a actualidade do sector. No último mês, a questão que colocámos prende-se com o Site da MAXILLARIS mobiliza profissionais para sondagens sobre temas da actualidade. novo modelo de receita electrónica. Cerca de 50% dos profissionais que participaram no inquérito votaram na hipótese “Suspensão da medida até consulta às Ordens dos profissionais abrangidos”, ao passo que os restantes 50% dos votantes dividiram-se ex-aequo entre as hipóteses “Criação de uma fase transitória” e “Entrada em vigor do modelos de acordo com a proposta do Governo. Curiosamente, já depois do nosso inquérito ter sido lançado na internet, a hipótese mais votada pelos profissionais internautas acabou por tornar-se realidade já que o Governo decidiu adiar para 1 de Julho a entrada em vigor da obrigatoriedade das receitas de medicamentos serem electrónicas.

M AXILLARIS T V e n t r e a s f e r r a m e n t a s mais concorridas pelos internautas A criação de uma web 2.0 é um aspecto diferenciador a ter em conta quando se decide dar o salto para a Internet, seja para efeitos de publicação de conteúdos informativos ou para a contratação de espaços publicitários. MAXILLARIS comprovou em primeira mão o que pressupõe esta mudança. O novo site (www.maxillaris.com.pt) duplicou o número de visitas nos primeiros meses. No obstante, o verdadeiro êxito desta versão 2.0 está no incremento progressivo de visitas, que implica um crescimento mensal ao ritmo de mais de 20%. O novo site distingue-se pela sua interactividade, desenho ágil e efectivo, actualização da informação, mas o que mais despertou a atenção dos internautas são os vídeos publicados no canal MAXILLARIS TV. Por outro lado, continua a crescer o número de profissionais que aderem à ferramenta MAXIFACE Dental. Através de uma simples ficha, e por apenas 45 euros anuais, já é possível que todo o sector dentário tenha a sua própria página electrónica.

MAXILLARIS TV é das secções que mais desperta o interesse dos internautas que visitam o novo site.

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Imagens da medicina oral Germán Esparza Gómez

Caso clínico VII

Médico estomatologista. Doutorado em Medicina e Cirurgia. Professor titular de Medicina Bucal. Departamento de Medicina e Cirurgia Bucofacial. Faculdade de Odontologia da Universidade Complutense de Madrid. medoral@infomed.es

Descrição do caso Homem de 53 anos que comparece na nossa consulta queixando-se de sentir dor e ter “úlceras” nas gengivas e na mucosa oral desde há uma semana. Informa que, nos dias anteriores, tomou amoxicilina para combater um processo infeccioso das vias aéreas superiores. Na exploração, observa-se a presença de placas de cor esbranquiçada-cinzenta em todas as áreas da gengiva livre do maxilar superior desde a união mucogengival até ao fundo do vestíbulo. As lesões são menos marcadas no maxilar inferior. Todas elas provocam certa dor ao tacto e podem ser descoladas ao passar uma sonda em sentido tangencial, deixando uma superfície erosionada. Aspecto das lesões no fundo do vestíbulo do maxilar superior.

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Imagens da medicina oral

Diagnóstico:

Candidíase aguda pseudo-membranosa Comentários As infecções por fungos do género Cândida, denominadas c a n d i d í a s e s ou c a n d i d o s e s, são, de longe, as infecções micóticas mais frequentes no género humano e podem produzir um amplo espectro de manifestações e formas clínicas. De todas as espécies do género, a Cândida albicans é a mais frequente e, de facto, pode isolar-se como um componente normal da microflora oral de 30 a 50% da população, sem que cause nenhum tipo de patologia. Outras espécies, como C. tropicalis, C. krusei, C. guilliermondii ou C. parapsilosis também podem ser encontradas intra-oralmente ainda que raramente produzam patologia. Como outros muitos fungos, a C. albicans pode apresentar-se de duas formas (fenómeno de d i m o r f i s m o): em forma de l e v a d u r a, tida como relativamente inócua, ou em forma de h i f a ou m i c é l i o, considerada patogénica. No passado a C. albicans foi considerada uma infecção oportunista que afectava indivíduos debilitados por alguma outra doença. Embora continue sendo assim na maior parte dos casos, actualmente reconhece-se que a candidíase pode ser desenvolvida em pessoas completamente sadias. Como consequência das complexas interacções entre o hóspede e o fungo, a infecção por Cândida pode incluir desde quadros leves de afecção na mucosa superficial (o que acontece na maior parte dos casos) até quadros mortais, disseminados, que podem apresentar-se em indivíduos cuja imunidade esteja severamente comprometida. A e t i o l o g i a das candidíases orais em geral inclui tanto factores locais (alterações da mucosa, xerostomia, tabaco, tratamento com corticóides tópicos, radioterapia, etc.) como gerais (infância, senectude, cancro, leucemias, diabetes, má nutrição, imunodeficiências, VIH/SIDA, etc.) que fazem com que a Cândida passe de germe parasita a agente patogénico. As formas agudas pseudo-membranosas (como no caso aqui apresentado) costumam surgir após tratamentos com antibióticos de amplo espectro (que eliminam parte das bactérias competitivas) para combater infecções a qualquer nível. Do ponto de vista clínico, as candidíases orais podem ser c l a s s i f i c a d a s de acordo com as diferentes formas expostas na tabela. Em determinados casos, algumas pessoas podem apresentar mais de uma forma clínica ao mesmo tempo.

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A candidíase aguda pseudo-membranosa é uma das formas clínicas mais facilmente reconhecíveis. Em outros idiomas foi denominada muguet ou thrush e classicamente surgia na cavidade oral dos recém-nascidos como consequência de uma vaginite pré-existente na mãe. Do ponto de vista c l í n i c o, manifesta-se pela presença na mucosa oral de placas ou grânulos esbranquiçados, cinzentos ou amarelados (parecidos ao leite coalhado) que podem descolar-se com uma gaze ou raspador, deixando uma superfície subjacente eritematosa ou sangrante. Os sintomas, caso houver, costumam ser leves e caracterizam-se por uma sensação de ardor ou de sabor desagradável na cavidade oral. Os lugares onde mais frequentemente surgem é nas mucosas jugais, céu da boca, dorso da língua, orofaringe e fundos de vestíbulo. Do ponto de vista h i s t o l ó g i c o, os grânulos ou pseudo-membranas compõem-se de massas misturadas entre si de hifas, células epiteliais descamadas, restos necróticos e de alimentos, leucócitos, etc. Observa-se também a presença de microabcessos de polimorfonucleares no epitélio. Na prática clínica quotidiana, o d i a g n ó s t i c o é realizado pelos sinais clínicos e deve confirmar-se pela observação das hifas numa preparação microscópica ou citológica com hidróxido potássico (KOH) ou tingimento de PAS. A cultura em meios específicos (agar Sabouraud) é um método muito sensível mas pouco específico, pois não diferencia entre o portador são e o indivíduo infectado. Ou seja, os resultados negativos têm mais valor para descartar a infecção do que os positivos para confirmá-la.

CLASSIFICAÇÃO CLÍNICA DAS CANDIDÍASES ORAIS A) Candidíases agudas • Pseudo-membranosa • Eritematosa B) Candidíases crónicas • Pseudo-membranosa • Eritematosa • Hiperplásica (em placa, nodular, cândida-leucoplasia) C) Lesões orais associadas à Cândida • Queilite angular • Estomatite protésica • Glossite rombóide mediana D) Candidíases mucocutâneas crónicas (Holmstrup y Axell, 1990)


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Calendário de cursos Formação em Estética Dentária Ceodont (Grupo Ceosa) já abriu o prazo de reservas e inscrições para o próximo ciclo do curso de experto em Estética Dentária, que terá início em Junho. Os primeiros módulos do programa, que conta com Mariano Sanz Alonso, Manuel Antón Radigales e José A. de Rábago Vega como ministrantes, são os seguintes: 1. Cirurgia plástica periodontal; 3 e 4 de Junho. • 2. Cirurgia mucogingival e estética; 1 e 2 de Julho. • 3. Restauração com compósitos I: compósitos no sector anterior; 23 e 24 de Setembro. • 4. Restauração con compósitos II: pontes fibra de vidro, malposições e alteração de cor; 4 e 5 de Novembro.• 5. Carilhas de porcelana I: indicações, talhado e impressões; 20 e 21 de Janeiro de 2012.• 6. Carilhas de porcelana II: cementado e ajuste oclusal; 17 e 18 de Fevereiro de 2012.• 7. Coroas de recobrimento total e incrustações; 9 e 10 de marzo de 2012. Ceodent (Grupo Ceosa). (0034) 915 542 455 • cursoscursos@ceodent.com

Conversas à volta da Implantologia A Sinusmax continua a promover, mensalmente, a iniciativa com carácter formativo “Conversas Redondas” à volta da implantologia. Nestas sessões dinâmicas e informais, é apresentado um tema para discussão e abordados os assuntos propostos pelos participantes. Este espaço pretende ser de partilha de experiências e debate sobre a especialidade. A próxima sessão de Conversas Redondas realiza-se no dia 18 deste mês, em Matosinhos. Sinusmax. 229 377 749 • formacao@sinusmax.com • www.sinusmax.com

Curso de Implantologia e Cirurgia Oral em Cadáver O Instituto Neofacial de Badajoz volta a organizar o curso de Implantologia e Cirurgia Oral em Cadáver, em colaboração com a Faculdade de Medicina de Badajoz e o Centro de Cirurgia de Mínima Invasão Jesús Usón, de Cáceres. O programa do curso, agendado para os dias 13 e 14 do próximo mês de Maio no referido centro de Cáceres, permitirá aprofundar o conhecimento sobre a anatomia dos maxilares e as diferentes técnicas cirúrgicas utilizadas na prática da implantologia básica e avançada. Instituto Neofacial. (0034) 924 229 777 • formacion@neofacial.com • www.neofacial.com

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Biblioteca Multimédia

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Calendário de cursos Cursos em Ortodontia A WM Cursos de Formação, em conjunto com a equipa Trevisi Zanelato, vão organizar em Lisboa, no segundo semestre do corrente ano, uma série de cursos de ortodontia.O programa destes cursos corresponde a uma proposta nova no domínio da ortodontia, com a utilização de aparelhos ligados, auto-ligados e ancoragem esquelética (mini-parafuso ortodôntico). A filosofia MBT é adoptada para os tratamentos correctivos e o VTO dentário na utilização para diagnóstico e para elaboração dos planos de tratamento, onde todos os tratamentos são amplamente discutidos em sala de aula. WM Curso de Formação. 919 246 316 (Cláudia Costa) info@merciawu.com

Cursos de implantologia em Paris A Sinusmax vai promover ao longo do corrente ano uma série de eventos com o objectivo de apoiar e promover a formação e actualização na área da Implantologia. Em parceria com a Académie Internationale de Implantologie Orale, com sede em Paris, estão já agendadas novas edições do curso de intensivo em implantologia, de 23 a 27 de Maio próximo, e do curso de Osteosinus, em Junho, ambos na capital francesa. Sinusmax. 229 377 749 formacao@sinusmax.com

Curso de ortodontia prática Ledosa (Grupo Ceosa) organiza este curso, ministrado por Alberto J. Cervera Durán, Alberto Cervera Sabater e Mónica Simón Pardell, cujo objectivo é divulgar a prática clínica da ortodontia fixa, de acordo com a técnica de Arco Recto. Os primeiros módulos do curso obedecem ao seguinte calendários: 1. Diagnóstico e cefalometria; 29 e 30 de Setembro e 1 de Outubro. • 2. Estudo da classe I; de 17 a 19 de Março. • 3. Cementado e biomecânica; de 27 a 29 de Outubro. • 4. Estudo da classe II; de 15 a 17 de Dezembro. • 5. Estudo da classe III; de 26 a 28 de Janeiro de 2012. • 6. Diagnóstico e plano de tratamento; de 1 a 3 de Março de 2012. • 7. Biomecânica avançada e autoligado; de 12 a 14 de Abril de 2012. • 8. Ortodontia multidisciplinar; de 24 a 26 de Maio de 2012. Ceodont (Grupo Ceosa). (0034) 915 542 455 • cursoscursos@ceodont.com

Curso para assistentes dentárias A Douromed vai realizar, em meados de Junho, um curso para assistentes dentárias. Esta iniciativa será integralmente voltada para estas profissionais, permitindo assim aumentar o seu nível de conhecimento e aumentando a sua eficiência profissional. O curso será subordinado a temáticas muito abrangentes, que vão desde o atendimento ao paciente até á preparação de um bloco para cirurgia. Terá a duração de seis horas, que se repartirão em duas partes: uma teórica e outra prática. Douromed. 224 152 279 www.douromed.com

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Calendário de cursos Curso sobre reabilitação oral de maxilares atróficos As instalações da Nobel Biocare em Vila Nova de Gaia (programa teórico) e a sede da Consolidar e Validar no Porto (programa prático e cirurgias) vão partilhar, já a partir do próximo mês de Abril, a organização do curso teórico-prático sobre reabilitação oral de maxilares atróficos, coordenado por Luís Tovim e Levy Rau. O programa tem como objectivo ampliar os conhecimentos e prática em procedimentos de cirurgia avançada e destina-se a profissionais com experiência na cirurgia de implantes. Dividido em quatro módulos, o curso obedece ao seguinte calendário: • Módulo I: 1 e 2 de Abril. • Módulo II: 29 e 30 de Abril. • Módulo III: 13 e 14 de Maio. • Módulo IV: 3 e 4 de Junho. Nobel Biocare. 223 747 350 • info.portugal@nobelbiocare.com

Estâncias clínicas em Implantologia e Cirurgia Oral O Instituto Neofacial de Badajoz tem em curso a terceira edição do seu programa de estâncias clínicas em Implantologia e Cirurgia Oral, sob a direcção de José Carlos Moreno Vásquez. O último módulo do programa avançado, dedicado ao tema “Diagnóstico 3D e software de planificação”, está previsto para os próximos dias 7 e 8 de Abril. Instituto Neofacial. (0034) 924 229 777 • formacion@neofacial.com

Curso sobre aplicação de laser No próximo mês de Maio, a Douromed vai realizar um curso teórico-prático subordinado ao tema “Aplicação de laser na medicina dentária”. Esta acção de formação visa a introdução de novas tecnologias na prática corrente do médico dentista e divulgar as inúmeras vantagens na sua aplicação em diversas áreas da medicina dentária, como a endodontia, cirurgia, implantologia e periodontologia. Serão abordados temas da actualidades com apresentação de diversos casos clínicos. O curso realiza-se em Penafiel em data ainda por confirmar. Terá a duração de cinco horas, que se repartirão em duas partes (uma teórica e outra prática), durante as quais será abordada a técnica de aplicação de laser e a realização da mesma prática por todos os participantes. Douromed. 224 152 279 • www.douromed.com

6º curso de implantologia A Neodent, em colaboração com a Clínica Parque da Cidade (Matosinhos), já deu início ao 6º curso de implantologia, com periodicidade bimensal (três dias). Trata-se de um curso teórico, laboratorial, prático e demonstrativo, coordenado por Miguel Braga Pinto e que conta ainda com a participação de Reinaldo Siqueira. O conteúdo programático dos próximos módulos abrange as temáticas: prótese sobre implantes, Sinus Lift, enxerto em bloco, cirurgia mucogengival e regeneração óssea guiada. Neodent. 210 134 400 / 969 963 721 (Miguel Braga Pinto) www.reabilitacaobucalimplantes.com

Workshops sobre materiais de impressão para clínicos A convite da Sinusmax, a reconhecida marca alemã Kettenbach, fabricante de materiais de impressão, vai realizar, no início do próximo mês de Abril, workshops nas faculdades de Medicina Dentária do Porto, Coimbra e Lisboa. A inovação, importância e cada vez maior especificidade dos materiais de impressão merecem uma atenção acrescida e procura de mais informação por parte dos clínicos, objectivo a que esta iniciativa procura responder. Sinusmax. 229 377 749 formacao@sinusmax.com • www.sinusmax.com

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Calendário de cursos Curso de formação contínua em Ortodontia A nona edição do curso clínico de formação contínua em Ortodontia, organizado pela Construimos Sorrisos, tem início marcado para o próximo dia 30 de Maio. Esta acção de formação, ministrada por Cristina Baptista e Ana Delgado, destina-se a médicos dentistas e tem a duração de 14 módulos, repartidos por 140 horas. Os objectivos do curso passam por aprender a diagnosticar e executar um plano de tratamento em Ortodontia, conhecer materiais e técnicas ortodônticas, melhorar a comunicação, imagem e marketing, entre outros. Construimos Sorrisos. 213 012 134 • www.construimossorrisos.pt

Curso integral de Implantologia ITI A Universidade Complutense de Madrid dará início, no próximo mês de Abril, ao Curso Integral de Implantologia ITI, que conta com o patrocínio da Straumann. Este curso modular, dirigido por Luis Aracil e José Sanz, é composto por seis módulos a leccionar até Outubro deste ano. Os participantes terão oportunidade de adquirir conhecimentos sobre implantologia, quer a nível básico como no que respeita às técnicas mais complexas. Entre as matérias do programa, figuram cirurgia com enxertos, elevação de seio, carga imediata, cirurgia guiada ou manuseamento de tecidos moles. O curso inclui uma componente prática de 50% ao abrigo da qual os alunos realizarão práticas em fantomas, modelos animais, cabeças de cadáver, para além de cirurgias em pacientes. Também estão previstas transmissões em directo com pacientes com dificuldade progressiva e a preparação, exposição e avaliação de casos clínicos. Straumann. (0034) 913 941 906 formacioncontinua@odon.ucm.es • www.straumann.es MAXILLARIS, M a r ç o 2 0 1 1

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Calendário de cursos Step-by-Step em Implantologia Inicia-se este mês, nas instalações do Nobel Biocare Training Center de Vila Nova de Gaia, o programa do curso “Step-by-Step em implantologia”, que visa transmitir os conhecimentos necessários para que os profissionais sem experiência nesta área possam iniciar-se na implantologia. Esta acção de formação da Nobel Biocare tem José Pedro Dias da Silva como mentor e contará com Marcelo Miranda e José Carlos Monteiro como oradores convidados. Eis as datas das diferentes fases do curso: • Módulo I: 18 e 19 deste mês. • Módulo II: 15 e 16 de Abril. • Módulo III: 27 e 28 de Maio. • Módulo IV: 17 e 18 de Junho. • Módulo V: 9 de Julho Nobel Biocare. 223 747 350 • info.portugal@nobelbiocare.com

Camlog Guide e Cirurgia Minimamente Invasiva O sistema de implantes Camlog agendou para este ano três novas edições do curso teórico-prático sobre Camlog Guide e Cirurgia Minimamente Invasiva. Esta acção de formação, que abrange um intensivo programa de dois dias de duração, vai realizar-se este mês e em Junho e Outubro, na sede da Camlog no Porto e na clínica +Saúde. Sob a direcção científica de Fausto Tadeo, este curso tem como objetivo impulsionar a abordagem e integração prática da técnica de cirurgia guiada. Além da parte teórica, estão previstas sessões práticas com mandíbulas artificiais e com pacientes. O programa do curso oferece ainda a oportunidade de assistir a duas cirurgias em pacientes com dois casos planificados com o sistema Camlog Guide e carga inmediata, realizadas por Fausto Tadeu. Camlog. (0034) 914 560 872 • info@camlogmed.es • www.camlog.com

Formação em cirurgia e prótese sobre implantes Ceodont organiza cursos de formação em Implantologia, ministrados por Mariano Sanz Alonso e José de Rábago Vega, com a colaboração de Bertil Friberg. O objectivo é proporcionar ao médico dentista generalista uma série de cursos estruturados em Implantologia, de modo a que o profissional possa obter uma formação teórica e clínica, que lhe permita familiarizar-se neste domínio da medicina dentária. Através da realização de um programa prático organizado, os participantes poderão adquirir uma série de conhecimentos mínimos para se introduzirem na Implantologia Clínica. Eis o programa dos cursos (que inclui uma apresentação detalhada do sistema Branemark): • Módulo 1: Diagnóstico e plano de tratamento (24 a 26 deste mes). • Módulo 2: Cirurgia de implantes (28 a 30 de Abril). • Módulo 3: Prótese sobre implantes (19 a 21 de Maio). • Módulo 4: Curso sobre cadáveres e cirurgia e prótese em casos complexos (16 a 18 de Junho). CEOdont (Grupo Ceosa). (0034) 915 542 455 • www.ceodont.com

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Congressos e reuniões Congresso da OMD regressa à capital en Novembro O congresso da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) cumpre este ano na capital portuguesa a sua vigésima edição, com um variado programa científico que engloba a realização do segundo fórum ibérico, para além da participação já confirmada de oradores de renome nacionais e internacionais, designadamente oriundos de Espanha, Itália, Suécia, Brasil e Estados Unidos. O próximo encontro anual da classe dos médicos dentistas, cuja Comissão Organizadora é presidida por Eunice Carrilho, está agendado para o periodo entre 10 e 12 de Novembro no Centro de Congressos de Lisboa, onde decorrerá em simultâneo mais uma edição da Expo-Dentária, com as últimas novidades da indústria. www.omd.pt

Jornadas Internacionais de Medicina Dentária Nos dias 25 e 26 do corrente mês, as instalações do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (ISCSEM), no Porto, vão acolher as XIX Jornadas Internacionais de Medicina Dentária, organizadas por esta instituição de ensino superior. Este evento abarcará uma multiplicidade de temas e especialidades no âmbito da Medicina Dentária, tais como a patología oral, a endodontia e a reabilitação oral. Neste último âmbito, o renomado conferencista e professor universitário Mauro Fradeani, membro de várias academias dentárias norte-americanas, tem reservada para o segundo dia do encontro uma intervenção sobre o tema no Grande Auditório do ISCSEM. O programa das jornadas – abertas a estudantes do curso de Medicina Dentária, a recém-licenciados e a médicos dentistas e estomatologistas – prevê ainda a realização de uma série de cursos subordinados às seguintes temáticas: endodontia mecânica, restaurações indirectas (inlays/onlays), restaurações em dentes anteriores, dentistería estética e ortodontia. jornadasmd2011@egasmoniz.edu.pt • 924 201 306

XIX Jornadas de Medicina Dentária O Núcleo de Medicina Dentária da Associação de Estudantes do Instituto Superior de Ciências da Saúde – Norte (ISCS-N) vai realizar, entre os dias 31 deste mês e 2 de Abril, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, o seu VII Ciclo de Conferências e as XIX Jornadas Científicas de Ciências Dentárias, este ano subordinadas ao tema “Patologia Oral: uma visão, um futuro”. Entre os participantes nesta iniciativa anual dos estudantes do ISCS-N, destaca-se o patologista oral Saman Warnakulasuriya, professor no Instituto Dentário do King’s College de Londres, que abordará (dia 1 de Abril) a temática “Diagnóstico de alterações potencialmente malignas e de cancro oral”. Os oradores nacionais destas XIX Jornadas de Medicina Dentária são Barbas do Amaral, Rui Madureira, José Manuel Mendes, Paulo Rompante e Horácio Costa. nmd@aeiscsn.pt

Reunião anual da SPODF agendada para Abril A XXIII reunião científica anual da Sociedade Portuguesa de Ortopedia Dento-Facial (SPODF) vai ter lugar no Porto, entre os dias 7 e 9 do próximo mês de Abril. O encontro deste ano – que conta com João Cerejeira como presidente da Comissão Organizadora – vai decorrer no edifício histórico da Pousada do Freixo, sob a égide do 25º aniversário da referida sociedade científica e com a participação de conferencistas de renome, entre os quais, Renato Cocconi (ortododontia), Mirco Raffaini (cirurgia maxilo-facial) e Magali Mujagic (ortodontia lingual). Para além de permitir actualizar os conhecimentos científicos dos participantes, o encontro da SPODF será também um motivo de convívio e diversão, já que inclui um jantar de gala num luxuoso hotel do Porto, cuja ementa estará a cargo do chef Ricardo Costa (distinguido com uma estrela Michelin em 2009). www.spodf2011.com

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Congressos e reuniões I Simpósio da Academia de Implantologia Oral realiza-se no Porto O I Simpósio da Academia de Implantologia Oral (AIO) vai realizar-se no próximo dia 30 de Abril, na cidade do Porto. Dedicado ao tema “Casos Complexos em Implantologia”, este evento contará com a presença dos conceituados Gilles Boukhris e Raphael Bettach, do Hospital de Tenon (Paris). O programa do simpósio também prevê a apresentação de casos e experiências clínicas de vários médicos implantologistas nacionais. O número de inscrições é limitado. Sinusmax. 229 377 749 • a.implantologia.oral@gmail.com

I Congresso do Sono em Odontoestomatologia A Sociedade Portuguesa de Medicina Oral do Sono vai realizar no próximo dia 17 de Setembro, em Lisboa, o seu primeiro congresso nacional dedicado ao sono em odontoestomatologia. O inédito encontro, que vai decorrer no Auditório dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa, contará com a presença de oradores nacionais e estrangeiros que se destacam nesta área, entre os quais os professores doutores Teresa Paiva, Mario Andrea, António Vaz Carneiro, Sérgio Guimarães e Marie Marklund. Durante o congresso serão aprofundados temas como a intersecção da Medicina do Sono com as restantes especialidades médicas ou o tratamento das apneias obstructivas do sono com sistemas de pressão positiva. www.congressosono.com

Coimbra celebra XX Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia O Centro de Congressos dos Hospitais da Universidade de Coimbra vai ser o cenário da XX Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia e do I Encontro Internacional de Implantologia de Coimbra, que se realizam nos próximos dias 2 a 4 de Junho, sob a égide do Departamento de Medicina Dentária da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Este evento científico, acreditado pela Ordem dos Médicos Dentistas, reunirá conferencistas internacionais e nacionais abordando temas de grande actualidade em áreas distintas como a implantologia, a cirurgia oral, a endodontia, a odontopediatria ou a reabilitação oral, entre outras. Serão chamados a participar os investigadores e clínicos nacionais nas Olimpíadas de Investigação e Clínicas onde serão premiados os melhores trabalhos nas diferentes categorias. www.fmed.uc.pt

VI Reunião de Saúde Oral dos Açores Ponta Delgada será a cidade anfitriã da sexta edição da reunião de saúde oral dos Açores, agendada para os dias 28 a 30 do próximo mês de Abril. A cargo do Centro de Saúde de Ponta Delgada, a organização deste evento, que se realiza de dois em dois anos, prevê a realização de um curso de Peridontologia (orientado por Helena Rebelo) e outro destinado a asistentes dentárias, entre outras iniciativas. Espera-se a presença de 200 congressistas de vários pontos do país, bem como dos Estados Unidos e da Bélgica. 296 205 277 (Ana Catarina Carreiro)

II congresso Expo-Orto realiza-se em Abril A segunda edição do congresso Expo-orto/Expo-oral, que se realizará entre os dias 7 e 9 de Abril, já atingiu cerca de 90% das expectativas da organização quanto a expositores e conferencistas. A reunião terá lugar na capital espanhola e concentrará o debate na área da implantologia, entre outros temas. Os participantes no encontro (com entrada livre) terão à disposição três espaços científicos diferenciados: a sala plenária, para conferências e mesas redondas; o espaço Innova, onde os expositores vão apresentar as últimas novidades da indústria, e a sala de workshops, na qual estão previstas sessões práticas com grupos reduzidos. www.expoorto.com

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Congressos e reuniões Expodentis estreia-se em Lisboa no próximo mês de Maio O próximo Salão Internacional de Equipamento, Produtos e Serviços Dentários (Expodentis), que se realiza de dois em dois anos, vai ter lugar pela primeira vez em Lisboa. Depois de duas edições realizadas na Exponor (Porto) – entidade que, de resto, organiza a exposição da indústria dentária –, a Expodentis vai realizar-se desta vez nas instalações da Cordoaria Nacional, entre os dias 20 e 22 do próximo mês de Maio. www.expodentis.exponor.pt Apesar das limitações de espaço que o referido local da capital impõe, a organização espera concentrar ali, em stands de dimensões mais reduzidas, pelo menos o mesmo número de expositores que marcou presença na edição de 2009, isto é, cerca de uma centena. Este certame, com projecção ibérica, constitui uma plataforma para as empresas do sector apresentarem os seus produtos e serviços.

Porto acolhe primeiro ITI Annual Meeting Vila Nova de Gaia (Porto) foi a localidade escolhida para desenvolver o primeiro ITI Annual Meeting, organizado pelo Grupo ITI Ibérico, que terá lugar no dia 26 deste mês, entre as 9.30 e as 19.30 horas, no Hotel Yeatman. O evento contará com o profesor Daniel Buser como orador principal, além da participação de vários convidados nacionais que abordarão temas relacionados com as áreas da implantologia e da periodontologia. www.straumann.pt

Astra Tech prepara encontro mundial na Suécia Astra Tech vai reunir 3.000 profissionais do sector da medicina dentária de todo o mundo no Astra Tech World Congress, que terá lugar em Gotemburgo (Suécia), de 9 a 12 de Maio de 2012. O congresso contará com um programa de inspiração científica de três dias, com mais de 100 professores de renome mundial, complementado com sessões práticas e demonstrações de produtos. A rede de delegados da Astra Tech estará presente no evento do próximo ano. Gotemburgo não é apenas a casa matriz de Astra Tech, mas também da Academia Sahlgrenska da Universidade de Gotemburgo, que leva a cabo as mais avançadas investigações e desenvolvimentos no campo dentário. É também desde há muito uma das instituições colaboradoras da Astra Tech. www.astratechdental.pt

Feira de Colónia reabre as suas portas este mês A IDS 2011 abrirá as suas portas em Colónia (Alemanha) entre os dias 22 e 26 deste mês. O certame irá manter o habitual formato das últimas edições, isto é, o primeiro dia da exposição será exclusivamente dedicado ao comércio especializado dentário e aos importadores. A exposição internacional ocupará pela primeira vez o pavilhão 2, para além dos habituais pavilhões 3, 4, 10 e 11 da Koelnmesse, o que representa uma área bruta de exposição na ordem dos 143.000 m2. Quanto ao número de expositores, a organização espera a participação de mais de 1.800 empresas oriundas de 56 países. www.ids-cologne.de MAXILLARIS, M a r ç o 2 0 1 1

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Novidades da indústria Novo fotopolimerizador Luxite 800 203 976 www.dentaleader.com

O Luxite é um fotopolimerizador ergonómico, silencioso e fácil de usar. Com acabamentos de grande qualidade. Tem uma autonomia de 100 h com uma bateria recarregável, visor LCD a cores com um sistema de controlo térmico único. Apresenta seis modos de fotopolimerização com selecção de duração. Potência luminosa de máx. 1.600 mW/cm2 ±10% e longitude de onda de 420 a 490 nm. Com o lançamento de Luxite, a Itena coloca à disposição do sector dentário uma versão mais moderna do seu fotopolimerizador Very Light e Very Light Evolution. Este novo produto tem dois anos de garantia e é distribuído em exclusivo pela Dentaleader.

SoproLIFE para detecção de cáries Sopro, divisão de “Imagens” do Grupo Acteon, apresenta um sistema de detecção de cáries baseado no princípio de fluorescência. Após cinco anos de investigação técnica, científica e clínica, é lançado no mercado o sistema SoproLIFE (Light Induced Fluorescen(0034) 937 154 520 ce Evaluator), que oferece três modos de trabalho. O modo de diagnóstico proporciona info@es.acteongroup.com mais precisão na localização e avaliação das lesões com cáries. Este modo evidencia principalmente a estrutura do esmalte. O modo de tratamento, dirigido especificamente à dentina, ajuda a diferenciar os tecidos sãos e os infectados, determinando a amplitude da lesão e melhorando o protocolo do seu tratamento. Finalmente, o modo Daylight (luz de dia) utiliza-se como câmara standard, obtendo imagens de cor de grande qualidade, desde um retrato até uma imagen macro.

Endoactivador: sistema para irrigação A Simesp anuncia o lançamento de Endoactivador, sistema de simples manuseamento, que proporciona uma solução simples para activar a irrigação. É um facto que a activação de irrigantes, em canais bem conforma969 778 750 (Ilda Santos) dos, assume um papel importante no desbridamento e na desinfecção 919 815 878 do sistema de canais radiculares. O novo Endoactivador apresenta-se (António Barata) como uma solução nesta área, já que foi desenhado para potenciar com energia e segurança os irrigantes utilizados dentro do canal radicular durante o tratamento endodôntico.

Laser de díodos Denlase 224 152 279 / 980 www.douromed.com

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Denlase é o novo equipamento de laser de díodos, representado em exclusivo pela Douromed. Este equipamento permite a realização de vários procedimentos cirúrgicos com particular segurança. Os benefícios da radiação electromagnética há muito que é reconhecida pelos peritos mundiais, uma vez que, para além de permitir a realização de cirurgias (gengivectomia, frenectomia, drenagem de abcessos, descobrimento de implantes, esterilização de canais radiculares, etc.), induz nos tecidos a regeneração tecidular e a recuperação.


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Novidades da indústria Autoclave Wiedoo 224 152 279 / 980 www.douromed.com

O novo Wiedoo é um moderno e sofisticado autoclave classe B, fabricado em consonância com as mais rigorosas normas europeias EN 16030. Este novo equipamento chega até aos profissionais portugueses pela mão da Douromed. Entre outras características do autoclave Wiedoo, sobressai a sua grande capacidade de carga (22 lts), bem como a relação qualidade/preço.

Broca para gesso (0049) 914 560 872 info@camlogmed.es www.camlog.com

A Camlog apresenta a sua nova broca para trabalhar o gesso. Si na elaboração do modelo não se realizar uma máscara gengival, a zona cervical do colo do implante pode ser repassada com este tipo de brocas. O novo instrumento da Camlog põe a descoberto o ombro do análogo de laboratório para garantir um assento de pilar sem espaços. Monta-se em suporte universal.

Satelec completa gama de insertos A Satelec completa a sua gama Perfect Margin com três novos insertos – os Perfect Margin Shoulder (PMS) – que permitem aperfeiçoar o acabamento dos limites protési(0034) 937 154 520 cos intra-suculares de maneira minimamente invasiva. info@es.acteongroup.com Os novos insertos têm forma cilíndrica com ângulo interno arredondado. Seguindo a sequência do protocolo de uso, inicia-se com o insert PMS1, com diamantado de 76 µm, que permite preparar a linha de acabamento, ao passo que o PMS2, com diamantado de 46 µm, utiliza-se para finalizar a preparação. Por último, o inserto PMS3, totalmente liso (não leva diamantado), serve para pulir a referida preparação. Além disso, foram introduzidas melhorias em toda a gama Perfect Margin. Por um lado, graças a uma marca laser situada a 1 mm da extremidade dos insertos, pode ver-se em qualquier momento a penetração sucular, oferecendo um tratamento ainda mais seguro e preciso. Por outro, os insertos PM2/PMS2 y PM3/PMS3 incluem agora um anel amarelo, para adequar a potência ao novo protocolo operatório aconselhado, de acordo com o Sistema de Código de Cor (CCS) da Satelec.

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Página empresarial Sinusmax patrocina curso de Sinuslift A Sinusmax patrocinou a sétima edição do curso de Sinuslift realizado pela Sorriso Natural, nos passados dias 10 a 12 de Fevereiro, em Matosinhos. A formação abarca teoria, workshop e clínica, e inclui a apresentação e demonstração do sistema Osteosinus de elevação do seio maxilar por via crestal, da IDI System. O terceiro e último dia foi exclusivamente dedicado à realização de cirurgias sinuslift pelos participantes. A próxima edição, no mesmo formato e em parceria com a Sinusmax tem lugar nos dias 12, 13 e 14 de Maio. www.sinusmax.com

Astra Tech reuniu em Barcelona cerca de 900 conferencistas Astra Tech realizou, no passado mês de Janeiro, o II Simpósio Astra Tech – SEPA, o maior acontecimento da companhia na Península Ibérica, ao qual assistiram cerca de 900 clínicos. O evento teve lugar no Palácio de Congressos da Catalunha (em Barcelona), como culminar da celebração em 2010 do seu 15º aniversário em Espanha, e coincidindo com os 25 anos da companhia a nível mundial no campo da implantologia. Este simpósio, apresentado sob o título “Actualização dos princípios biológicos da implantologia e da periodontologia”, contou com conferências de destacados peritos internacionais, como José Javier Echeverría (moderador), Luis Antonio Aguirre Zorzano, Tord Berglundh, Lyndon Cooper, Pablo Galindo Moreno, Michael Norton, Fernando Rojas Vizcaya e Mariano Sanz Alonso. Simpósio decorreu no Palácio de Congressos da Catalunha (Barcelona).

www.astratechdental.pt

Certificação FDA abre mercado norte-americano à Neodent A FDA (sigla em inglês de Food and Drug Administration), entidade que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, liberou a comercialização naquele país de aproximadamente 500 itens da linha de implantes cone morse da Neodent. A notícia foi recebida pelo presidente do Grupo Neodent, Geninho Thomé, durante o congresso do centenário da Associação Paulista de Cirurgiões Dentistas, em São Paulo. “Quero partilhar esta importante conquista da família Neodent com toda a odontologia brasileira”, assinalou Geninho Thomé. Em agosto do ano passado, a Neodent já havia recebido a certificação da FDA para comercializar produtos da linha de implantes hexágono externo nos Estados Unidos. A nova certificação foi baseada em dados de eficácia obtidos através de estudos clínicos e envolveu a avaliação de toda a documentação de projecto dos produtos. Com a certificação da FDA, a Neodent ingressa definitivamente no mercado norte-americano, o maior e mais exigente do mundo no segmento odontológico e fortalece a actuação da filial inaugurada em Janeiro de 2010, em Miami. www.neodent.com.br

Lasermaq promove workshop de Cad-Cam A Lasermaq promoveu, no passado dia 29 de Janeiro, em Matosinhos, um workshop de Cad-Cam Roland Dental, nas instalações da Roland Portugal. Esta iniciativa integra um conjunto de acções formativas na área Cad-Cam que a Lasermaq irá realizar durante o corrente ano, onde se enquadram cursos de módulo de implantes, módulo de articulador e workshops. Os workshops são gratuitos e pretendem promover o contacto dos profissionais de prótese e medicina dentária com o novo sistema Cad-Cam Roland Dental, comercializado em exclusividade em Portugal pela Lasermaq. www.lasermaq.com

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Página empresarial Paulo Malo premiado na China Paulo Malo, presidente da Malo Clinic Health & Wellness, recebeu o prémio de Inovador do Ano 2011 em Hong Kong. Atribuído pelo grupo de comunicação Mediazone, reconhecido pela prestigiada publicação anual “Hong Kong Most Valuable Companies”, este prémio distingue o carácter empreendedor e o trabalho desenvolvido por Paulo Malo na China. Esta é a primeira vez que a Mediazone’s Global Business Awards nomeia um profissional da área médica, pela inovação que Paulo Malo introduziu na região através das técnicas revolucionárias que desenvolveu, e pelo investimento na Malo Clinic Macau no Venetian Macao Resort Hotel. “O compromisso de Paulo Malo neste projecto trouxe alta tecnologia e cuidados de saúde de excelência a um mercado que precisava destes serviços, tendo um enorme impacto na economia desta região” afirmou Glenn Rogers, editor gerente do referido grupo. Instalações da Malo Clinic em Macau.

www.maloclinics.com

Vital Dent apoia famílias carenciadas No seguimento da acção de apoio ao Projecto 12-15 anos, um projecto de combate ao abandono e absentismo escolares da zona da Amadora, a clínica Vital Dent deste município está a apoiar todas as pessoas ligadas a este projecto, facilitando descontos e tratamentos gratuitos para a realização de planos integrais de tratamento. A parceria com a Vital Dent surgiu para dar resposta aos problemas a nível de saúde oral dos jovens que integram este projecto da Escola Intercultural das Profissões e do Desporto da Amadora e que já excederam a faixa etária para integrar o Programa de Promoção Oral do Estado. www.clinicasvitaldent.pt MAXILLARIS, M a r ç o 2 0 1 1

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Página empresarial Phibo consolida-se como Premium Partner da 3Shape A Phibo, empresa de soluções odontológicas integrais, durante os últimos anos avaliou, desenvolveu e investiu no lançamento da actividade de próteses em Cad-Cam dando origem à Phibo Cad-Cam. Neste processo, a empresa trabalhou directamente com a 3Shape, empresa especializada no software de desenho e radiografia dentária. Esta sinergia permitiu à Phibo posicionar-se e consolidar-se como o seu único Premium Partner do mercado e alinhar os planos estratégicos de ambas as empresas. No passado mês de Janeiro, realizou-se a visita de Flemming C.Thorup, CEO da 3Shape, às instalações da Phibo Cad-Cam certificadas com o selo 3Shape. No decurso da visita, o director da Phibo, Juan Roma, manifestou a satisfação da empresa com os bons resultados económicos obtidos durante o exercício de 2010. Estes resultados respondem à política de acordos que a 3Shape mantém com a Phibo como exclusivo Premium Partner que proporciona soluções personalizadas, bem como com os restantes distribuidores de soluções padrão como Avinent, GT Medical e Samec, entre outros. Juan Roma, director-geral da Phibo (à esquerda), e Flemming C. Thorup, dirigente da 3Shape. www.phibo.com

ImplantBrazil iniciou curso internacional A ImplantBrazil iniciou, no final de Janeiro passado, a sexta edição do Curso Internacional Básico e Avançado de Implantes e Enxertos (Lisboa/São Paulo) com o Módulo I. A coordenação deste evento esteve a cargo de Alexander D`Alvia Salvoni. O conteúdo programático deste primeiro módulo teve como principal objectivo capacitar o aluno para as cirurgias do Módulo II que irá ser realizado em Campinas, na Faculdade de Odontologia São Leopoldo Mandic, nos próximos dias 22 de Abril a 3 de Maio. No que respeita aos critérios de satisfação dos alunos acerca deste primeiro módulo, a ImplantBrazil concretizou os seus objectivos. www.implantbrazil.com.br

Grupo de alunos que participou no primeiro módulo do curso.

Camlog concluiu curso no Porto Teve lugar no passado dia 28 de Janeiro, no Porto, a sessão de encerramento do curso de implantes de Camlog. A empresa agradece a todos os participantes, especialmente a Manuel Neves e a toda a sua equipa de profissionais, o seu contributo para o curso, que decorreu no Centro de Estudos de Medicina Dentária do Amial. Este curso de pós-grado, cuja segunda edição se iniciou em Fevereiro, divide-se em oito módulos teóricos e práticos para a colocação de implantes por parte dos alunos. Cada módulo é ministrado em dia útil e horário nocturno. O objectivo principal do curso é transmitir uma técnica sistematizada, tanto a nível cirúrgico como protésico, para dar um enfoque novo à planificação de certos tratamentos. www.camlog.com

Rei Juan Carlos assume presidência de honra do congresso Expooral-Expoorto O rei de Espanha, D. Juan Carlos de Borbón, aceitou o convite para assumir a presidência de honra do congresso Expooral-Expoorto, que vai ter lugar em Madrid de 7 a 9 de Abril. A organização do evento manifestou a sua grande satisfação por ter recebido a correspondente credencial da Casa Real espanhola, que assume como “uma recompensa do trabalho bem feito”. Para os organizadores de Expooral-Expoorto, “são notícias como esta que fazem com que o trabalho e esforço aplicados na realização do evento mereçam a pena, e nos motivam a continuar a organizar novas edições”. www.expoorto.com

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A nossa secção de “Ciência e Prática” está à disposição dos profissionais do sector…

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Breves OFERTA DE EMPREGO Gestor comercial para sector editorial – área de Saúde Oral – Editora especializada no sector da Saúde Oral pretende admitir gestor comercial. PERFIL DO CANDIDATO: • Experiência na área da Medicina Dentária, nomeadamente em empresas relacionadas com o sector. Damos prioridade a candidatos que tenham exercido actividade em publicações da especialidade. • Motivação pela actividade comercial. • Conhecimentos mínimos de informática na óptica do utilizador. • Residência nas áreas do Porto ou Lisboa. • Conhecimentos de língua inglesa e espanhola. OFERECEMOS: • Vencimento variável (à comissão). • Subsídio mensal para gastos de gestão e deslocação (gasolina, telefone, etc.). • Contrato de prestação de serviços. Envie o seu Currículo Vitae para: revista.dentaria.comercial@gmail.com

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Breves OFERTA DE EMPREGO DELEGADOS COMERCIAIS M/F (Ref D.C.) Lisboa Pretendemos: • Pessoa dinâmica e organizada • C/ experiência de vendas no ramo Dentário • C/ capacidade de comunicação e iniciativa • Gosto por relações públicas • Idade a partir dos 25 anos • Bons conhecimentos culturais • Viatura própria OPERADORAS DE TELEVENDAS F (Ref O.T.) Lisboa Pretendemos: • Pessoa dinâmica e organizada • C/ experiência de vendas no ramo Dentário • C/ capacidade de comunicação e iniciativa • Gosto por relações públicas • Idade a partir dos 20 anos • Bons conhecimentos culturais • Compreensão escrita e falada de Espanhol Oferecemos: • Integração em empresa sólida c/ elevado potencial • Ordenado base aliciante + comissões atractivas • Formação inicial e contínua • Perspectivas de carreira Se corresponde às condições supracitadas, deve enviar o seu Curriculum Vitae acompanhado de carta de apresentação e fotografia para: • Apartado 71 - 2795-901 Linda-A-Velha • ana.vieira@casa-schmidt.es

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MARÇO - ABRIL - Revista MAXILLARIS