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Impresso Especial DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Nº3908/06 DR/RS

AGERT CORREIOS

Para uso dos Correios

www.agert.org.br Informativo da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão Rua Riachuelo, 1098 - Conj. 204 - Centro - CEP: 90010-272 - Porto Alegre/RS Janeiro de 2011 - Edição nº 581 TX 30 (Dez): R$ 25,81, com variação de 4,58% sobre os últimos doze meses

Lula sanciona Lei que prevê a compensação fiscal a emissoras de rádio optantes pelo Simples pela veiculação da propaganda eleitoral e partidária. Página 07

Principais institutos de pesquisas no Rio Grande do Sul apresentam projetos para atender as necessidades das associadas. Páginas 04 a 06

Detran busca parceria com entidades gaúchas, entre elas a AGERT, para desenvolver projetos que aumentem a segurança no trânsito.

A AGERT espera pela tua colaboração Foi dada a largada para a elaboração do Relatório Social deste ano! Confira nesta edição um encarte especial com as perguntas mais frequentes e a importância de participar do projeto. ENCARTE ESPECIAL

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Paulo Bernardo assume Ministério das Comunicações com a missão de revisar o novo marco regulatório da comunicação eletrônica. Página 07


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EDITORIAL

Um ano de expectativas Lucas Uebel

Como é normal a cada entrada de um novo ano, desejamos que o período que vem pela frente seja de acordo com nossas expectativas e necessidades. E com a AGERT não é diferente. Passamos por 2010 acumulando algumas boas notícias e, apesar dos obstáculos, não desistimos de lutar. E é exatamente isso que faremos nesse 2011 que chegou há pouco. Temos que esperar para ver se a desejada flexibilização da Voz do Brasil será aprovada pela Câmara dos Deputados para, finalmente, podermos ocupar mais uma vez o horário nobre na radiodifusão brasileira. Em breve, lançaremos uma enquete no nosso site para que a população se manifeste sobre o assunto. Além de estar no nosso endereço digital, os meios de comunicação serão informados para que divulguem a iniciativa da AGERT. A pesquisa, mesmo sem ter um embasamento científico, servirá para que todos possam dar sua opinião sobre o programa e para que vejamos o quanto ele é – ou não – indispensável na vida dos brasileiros. Ainda este ano devemos ter o posto do Ministério das Comunicações atendendo completamente nossas solicitações e necessidades. Além disso, vamos esperar uma solução para a questão do ressarcimento fiscal, que há muito é um entrave para as emissoras. Com relação ao trabalho da associação, já estamos planejando o nosso tradicional encontro na Serra gaúcha no mês de outubro. A expectativa é que, novamente, tenhamos um grande evento para os radiodifusores de todo o país. Outro objetivo que temos de cumprir é fazer com que o Relatório Social 2010 supere os números positivos da edição passada. Para isso, todos precisam se engajar no projeto. Já nesta edição do Agert Informa estamos publicando um amplo material sobre o assunto. E essa é apenas a largada. Todos os meses teremos cases de rádios que participam e declaram a importância da iniciativa para sua comunidade. São bons exemplos que devem ser seguidos. Ainda no primeiro exemplar de 2011 vocês saberão o que os institutos do RS estão planejando para atenderem a AGERT em uma possível pesquisa a ser realizada com as rádios gaúchas. Cada uma tem um diferencial que merece ser analisado antes de tomarmos a decisão final. A todos, um forte abraço e que tenhamos um ano pródigo de boas notícias e conquistas significativas para a radiodifusão local. Boa leitura! Alexandre Gadret - Presidente da AGERT

Presidente Alexandre Alvarez Gadret - agadret@agert.org.br Vice-Presidentes André Luis Jungblut - andre@gaz.com.br Carlos Piccoli - geral@rscombr.com Cláudio Brito - claudio.brito@rdgaucha.com.br Cláudio Toigo Filho - toigo@rbs.com.br Cláudio Zappe - nativafm@via-rs.net Geraldo Corrêa - geraldo@gruporbs.com.br Jerônimo Fragomeni - jeronimo@rduirapuru.com.br Kamal Badra - kamal@terra.com.br Leonardo Meneghetti - leonardo@bandrs.com.br Luciano Hintz Mallmann - luciano@jornalnoroeste.com.br Luis Cruz - luiscruz@sbt.com.br Myrna Proença - myrnah@terra.com.br Osébio Borghetti - borghetti@alsb.org.br Paulo Tonet Camargo - tonet.camargo@gruporbs.com.br Pedro Edir Farias - radioosorio@terra.com.br Pedro Ricardo Germano - prgermano@radiofandango.com.br Renato Albuquerque - renato@oceanofm.com.br Roberto Cervo Melão - melao@radiosaoroque.com.br Wanderley Ruivo - ruivo@pampa.com.br Diretores Alexandre Kannenberg - comercial.dial@903fm.com.br Antônio Donádio - donadio@gruporbs.com.br Arizoli de Bem - arizolidebem@terra.com.br Ary dos Santos - ary.santos@rbs.com.br Cláudio Albert Zappe - albertzappe@yahoo.com.br Cristiano Casali - cristiano@maisfm.net Eloy Scheibe - eloy@radiosimpatia.com.br Ildomar Joanol - nativa.fm@gmail.com João Vianei - gerencia@radiosobradinho.com.br José Luiz Bonamigo - jlbona@terra.com.br Marcos Dytz Piccoli - marcos.piccoli@gruporscom.com.br Maria Luiza Proença - luizaproenca@hotmail.com Miguel Puretz Neto - mpneto@tupa.am.br Ricardo Brunetto - ricardobrunetto@independente.com.br Vanderlei Roberto Uhry - vanderlei@radiomatoleitao.com.br Verdi Ubiratan de Moura - rdlider@terra.com.br Conselho Consultivo Presidente: Gildo Milman Membros do Conselho: Afonso Antunes da Motta, Antônio Abelin, Flávio Alcaraz Gomes, Fernando Ernesto Corrêa, Otavio Gadret, Pedro Raimundo Dias, Paulo Sérgio Pinto, Ricardo Ferro Gentilini, René Onzi, Roberto Cervo – Melão, Valdir Andrés, Valdir Heck Assessores Assessoria Jurídica: Gildo Milman - advmilman@hotmail.com Assessoria Contábil: Ronaldo Silva de Oliveira - ronaldooliveira@via-rs.net Assessoria Fiscal: Paulo Ledur - afledur.ez@terra.com.br

RÁDIOS ANIVERSARIANTES AGERT - Entidade fundada em 13 de dezembro de 1962

Rádio Diplomata AM Rádio Palmeira AM Rádio Federal FM Rádio São Jerônimo AM Rádio Sobral AM Rádio Jovem Pan FM Rádio Atlântida FM Rádio Diário da Manhã FM Rádio 100.3 FM

São Marcos Palmeira das Missões Pelotas São Jerônimo Butiá Porto Alegre Santa Maria Passo Fundo Carazinho

06/01/1978 07/01/1949 08/01/1981 15/01/1985 16/01/1979 17/01/1977 19/01/1980 26/01/1981 28/01/1980

Coordenação Jornalística: Wanderley Ruivo dos Santos Mtb 8363 Realização: Eliana Camejo Comunicação Empresarial Redação: Valeria Pereira Diagramação: André Saboia Comercialização: Cláudia Cassol e Diego Alves Impressão: 1000 exemplares O Agert Informa é uma publicação mensal da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão Rua Riachuelo, 1098 CJ. 204 - Centro CEP: 90010-272 - Porto Alegre/RS Telefone: (51) 3228.3959 - www.agert.org.br Contato: comunicacao@agert.org.br


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Ex-presidente Lula defende marco regulatório Em entrevista concedida a rádios comunitárias, quando ainda estava à frente da Presidência da República, o ex-presidente Lula defendeu um novo marco regulatório para o setor de comunicações. Segundo ele, a definição de novas regras será a prioridade do Ministério de Comunicações no governo de Dilma Rousseff. "Dilma sabe o que tem de fazer para o Ministério das Comunicações ter um papel mais importante do que o que teve no meu governo, exatamente por causa do marco regulatório", disse. Lula considera que regular o setor não significa cercear a liberdade de imprensa e que o novo ministro das Comunicações 'terá afinidade com a necessidade de democratizar os meios de comunicação'. Para ele, a legislação atual precisa ser atualizada. "Temos uma legislação de 1962, quando não tinha nem fax, nem telefone digital. Imaginem a dificuldade que tivemos de criar a TV pública e ainda falta muito

pra consolidar. Não é só uma coisa para a sociedade, é uma estrutura que foi montada", disse. O presidente disse acreditar que existe monopólio nas comunicações no país e atacou os críticos à proposta do novo marco regulatório. "Há uma briga histórica. Os meios de comunicação confundiram isso, como se fosse um cerceamento da liberdade de imprensa. A coisa mais pobre que eu acho é alguém achar que não pode receber críticas, que é intocável", afirmou. Quanto às rádios comunitárias, Lula declarou que seu governo poderia ter feito mais para legalizá-las. "Temos uma dívida e não é do nosso governo, mas do Estado brasileiro, que tem que se modernizar, mas tenho certeza que a Dilma vai ter relação extraordinária com as rádios comunitárias".

Lula

Melão assume presidência da Rede Gaúcha de Rádios do Interior Roberto Cervo Melão, ex-presidente da AGERT, assumiu a presidência da Rede Gaúcha de Rádios do Interior. A posse ocorreu no dia 20 de dezembro, em Panambi. A entidade, que já conta com a participação de 45 emissoras, tem como objetivo buscar uma maior sustentabilidade para as rádios do Interior. "Sabemos das dificuldades que as pequenas emissoras enfrentam. Para tentar reverter esse quadro, já contratamos uma executiva para atuar na área de mídia e pretendemos abrir um escritório em Porto Alegre", afirma Melão. A Rede Gaúcha de Rádios do Interior substitui a Associação Rede Rádio do RS. A nova nomenclatura servirá para identificar o grupo de emissoras localizado estrategicamente no interior do Rio Grande do Sul. A troca foi definida em uma reunião de diretoria no final do mês de novembro. Segundo o ex-presidente, Luciano Mallmann, havia uma certa dificuldade para que as agências do centro do país, e, principalmente os profissionais de mídia, identificassem de imediato a área de atuação da Rede, já que muitas emissoras estão se mobilizando e formando grupos de comercialização e atuação editorial.

Roberto Cervo Melão


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Institutos de pesquisa fazem planejamento para a AGERT Ibope, Methodus, Segmento e Como & Porque apresentam modelos que podem ser compatíveis com o que as emissoras associadas estão buscando Uma visita realizada pela diretora do Grupo de Mídia, Patrícia Angeletti, e pelas diretoras Fancice Luz e Dulce Cardoso, reacendeu um debate que há algum tempo já faz parte das reuniões de diretoria da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão: a necessidade da realização de uma pesquisa que mostre a situação das rádios gaúchas. De acordo com Francice, muitas emissoras acabam perdendo investimento em publicidade porque os anunciantes desconhecem o potencial das emissoras. “Cada vez mais, as pesquisas são necessárias para

mostrar a posição que a rádio ocupa em seu município ou região. Com base no que aponta a pesquisa é mais fácil conseguir que as empresas ou órgãos públicos anunciem, gerando maior receita para as emissoras”, avalia. Com base nessa realidade apontada por Francice, o Agert Informa procurou quatro institutos de pesquisa que atuam no Rio Grande do Sul para ver de que maneira eles poderiam atender à demanda da associação.

IBOPE

Pesquisadores contratados e treinamento para compreensão dos dados Auricélio Penteado, dono de uma rádio em São Paulo, em 1942, resolveu fazer uma pesquisa para descobrir em que posição na audiência sua empresa estava. Ao descobrir que ela aparecia no último lugar, resolveu vender a emissora e se dedicar a outro ramo completamente desconhecido por ele até então: as pesquisas de opinião. Foi assim que há 68 anos surgiu o Ibope. De acordo com Domício Torres, gerente da filial RS, a entidade é pioneira em pesquisas no Brasil, tendo começado, justamente, tratando do meio rádio. A metodologia utilizada era o "Flagrante Domiciliar", que perdurou de 1942 a 1982. De 1983 até hoje, o Ibope utiliza a metodologia Recall, a mais aplicada em todo o mundo. Segundo Torres, o índice ideal utilizado pelos mídias e anunciantes é a audiência e não o hábito. “Fazemos um levantamento que leva em conta o que a pessoa efetivamente ouviu nas últimas 48 horas, em casa, no carro, no trabalho, num estádio de futebol, consultório médico..., sendo ela uma ouvinte ativa ou passiva. Com isso, temos a audiência real, que independe do local onde a rádio foi ouvida. Nem sempre a audiência total de uma emissora representa aquilo que o anunciante quer saber. Muitas vezes o perfil do ouvinte revela mais informações para ele”. O importante é saber qual rádio atinge o target que o anunciante deseja, em que dia da semana, em que faixa horária, etc. Na pesquisa do Ibope, os ouvintes são classificados por sexo, faixa etária, classe sócio-econômica, ocupação, grau de instrução e também o dia da semana em que a emissora é ouvida. Além disso, é possível conhecer, para cada emissora, a média de ouvintes por minuto e o perfil do ouvinte a cada 30 minutos. “Nosso relatório pode apontar, inclusive, o alcance da emissora. Ou seja, quantas pessoas diferentes passam pela rádio ao longo do dia, além de fornecer, também, a superposição entre elas, que representa o total de quantas pessoas ouvem minha emissora, mas escutam também as concorrentes e quais são elas. Ou podemos destacar quantas são fiéis à minha emissora. São os ouvintes exclusivos”, revela. Para realizar uma pesquisa completa o Ibope tem valores e número de entrevistas diferenciados que variam de acordo com a população de cada município e do total de emissoras participantes. Para localidades com até 80 mil habitantes, são realizadas 480 entre-

Gerente da filial do RS valoriza o fato de o relatório final ser apresentado em um software que dá direito a inúmeras consultas

vistas durante oito dias consecutivos. Acima desse número, são 120 entrevistas diárias, totalizando 960 enquetes. “Quanto a cifras, devemos deixar claro que elas variam de acordo com esses dois itens, sendo que agora em janeiro já será aplicado o reajuste do IGPM na nossa tabela. Hoje, 480 entrevistas, para um único participante, sai por R$ 23 mil. Já quando tratamos de 960, o valor vai para R$ 36 mil, sendo que se for dividido entre mais empresas o cálculo não pode ser simplificado, pois temos um custo de atendimento a cada emissora. Para deixar claro, esse valor de R$ 36 mil dividido entre três emissoras, por exemplo, sai por R$ 16.800 para cada uma delas”, conta. O volume de informações de uma pesquisa com 480 entrevistas é menor que o de 960 entrevistas, diante da consistência estatística. Um dos diferencias apontados pelo gerente é a forma como o resultado é entregue aos clientes: em um software instalado no computador do contratante. Pa-

ra poder entender a pesquisa, o Ibope treina as pessoas que serão indicadas pelo contratante e responsáveis pela sua análise a partir da entrega do material. “Dessa maneira, são inúmeras as variáveis que podem ser analisadas pelas emissoras, não é um relatório estanque. Com os cruzamentos de dados, podem surgir pontos diferentes que apontam dados muito interessantes de cada emissora”. Torres conta ainda que o Ibope realiza as pesquisas de audiência apenas na área urbana de cada cidade contratada; não faz pesquisa no meio rural, devido às dificuldades na coleta de informações. Outro aspecto ressaltado foi quanto ao grupo de trabalho formado pelo instituto. “Somos o único instituto que trabalha com profissionais com carteira assinada no país. Além disso, nossos pesquisadores se utilizam de palm tops para coletar os dados. Não fazemos mais nada em papel para garantir a segurança do nosso levantamento”, finaliza.


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INSTITUTO METHODUS

“Objetivo é apresentar um produto que venda bem as rádios do Interior” O Instituto Methodus, criado em 1995, para atender basicamente partidos políticos e prefeituras, ao longo dos anos passou a atuar em outros segmentos. Hoje presta consultoria e realiza pesquisas para órgãos governamentais e empresas de diferentes áreas de negócios, como os veículos de comunicação. De acordo com José Carlos Sauer, diretor do instituto, existem duas modalidades de pesquisa que podem servir aos interesses da AGERT. Uma delas é a chamada ad doc, realizada apenas uma vez e com exclusividade para um único contratante. Neste formato, a emissora paga cerca de R$ 8 mil pelo trabalho. Já a omnibus permite que clientes de diferentes setores se utilizem do mesmo estudo para inserir perguntas individuais no questionário. “Desta forma, há uma customização com base em uma amostra robusta a um custo significativamente menor do que um projeto exclusivo”, afirma. Para que o Methodus e a AGERT se tornem parceiros em outros trabalhos, Sauer revela que o instituto ainda está buscando uma forma de melhor atender a todas as emissoras associadas. “Justamente por isso, não temos um valor fechado para passar. Tudo vai depender de quantas rádios participarão do trabalho para avaliarmos o quanto será necessário para desempenharmos uma pesquisa fiel e representativa em todo o Estado”, conta. Em uma proposta que poderá servir para a associação, revela Sauer, o Instituto Methodus realizaria pesqui-

sa pessoal com 300 pessoas da população de cada cidade. “O padrão são 300 entrevistas. Nas cidades maiores, esse número vai para 480, mas há um acréscimo no valor”. O questionário também faria uma avaliação do perfil dos ouvintes de rádios AM/FM do município e diferentes assuntos de interesse da população, fomentando pautas para as rádios contratantes. O método utilizado para avaliação seria o do recall semanal, onde o ouvinte reporta-se à lembrança da última semana à data de entrevista. Além José Carlos (E) e Jaques estão preparando uma nova proposta para atender às emissoras disso, o relatório teria periodicidade semestral se fosse do interesse de todos. No projeto que está sendo elaborado, as emissoSegundo Jefferson Jaques, outro diretor da empre- ras contratantes teriam de assinar contrato por um ano sa, “estamos pensando em um produto para vender as e pagariam mensalmente ao Methodus. Desta forma, rádios do Interior. Para aquelas que não têm condições não precisariam desembolsar o valor total de uma únide arcar com grandes custos tenham acesso a uma pes- ca vez e teriam uma pesquisa a cada seis meses. No quisa menor, mas objetiva e que ainda agregue outros entanto, os diretores enfatizam que o trabalho depenconteúdos para futuras pautas e não só os dados que ge- de do número de rádios que demonstrarem interesse ralmente aparecem em levantamentos deste tipo”. nas pesquisas.

SEGMENTO PESQUISAS Relatório básico pode ser a solução para baratear os custos Há 23 anos no mercado, a Segmento Pesquisas tem em seu currículo trabalhos realizados para a RBS e Grupo Sinos, o que dão à empresa a experiência necessária para entender as necessidades das emissoras filiadas à AGERT, segundo a diretora Nádia Freire. Para Nádia, o importante em um trabalho como este é revelar muito mais do que a audiência da emissora. “É preciso apresentar a rádio como um todo, fazendo uma avaliação completa do veículo”, ressalta. No levantamento realizado pela Segmento, é feito um perfil do ouvinte, mas também são levadas em consideração aspectos como alcance e transmissão, além da satisfatória – ou não – utilização do espaço comercial. “Questionamos tudo aos nossos entrevistados para que no final possamos ter um diagnóstico completo do que estamos buscando”, conta a diretora. Realizando pesquisas quantitativas, as entrevistas são feitas por pesquisadores treinados pela empresa, sendo que nunca eles são da cidade onde o trabalho será coletado. Dependendo do tamanho da população, são aplicados 200 questionários. Nádia revela, porém, que essas perguntas são feitas apenas na área urbana. “Se tivermos de ir até o campo, encarece o produto, uma vez que as regiões são muito afastadas e não temos certeza de que encontraremos alguém em casa para nos atender. É preciso avaliar se vale mesmo a pena para as rádios que o trabalho seja feito fora da cidade. Às vezes, é mais produtivo ouvirmos os representantes dessas comunidades nas cooperativas espalhadas por todo o Estado”, estima. O resultado apurado é entregue com a devida análise dos dados, sendo que em uma mesma pesquisa podem ser incluídas perguntas específicas para determinadas rádios. “Desta maneira, todas as emissoras rece-

bem um relatório geral e as que solicitaram as outras questões ganham um material mais completo”. Para citar valores aproximados de uma pesquisa completa, Nádia informa que, para se deslocar ao Interior, é preciso avaliar a representatividade do município e a distância que a cidade fica da Capital. “Para irmos a Uruguaiana, por exemplo, teríamos de cobrar cerca de R$ 10 mil. Se o trabalho for para atender a mais de uma rádio não podemos simplesmente dividir esse valor entre elas, pois temos de computar os Diretora trabalha com possibilidade de levantamento mais enxuto gastos que teremos na elaboração individual de cada relatório”, conta Nádia. te. Partimos do pacote básico e vamos acrescentando Para deixar os preços mais acessíveis e buscar aten- mais informações se isso for necessário”, exemplifica. der um número maior de emissoras, a Segmento se proDe acordo com a diretora, o ideal seria que as emispõe a fornecer um relatório básico contendo aproximada- soras fizessem pesquisas regulares para medir não só a mente 10 perguntas que será apresentado com o devido sua audiência, mas também a das concorrentes. “Aquediagnóstico da empresa. No entanto, se determinada las que estão acostumadas a ocupar a liderança podem emissora desejar mais informações, terá de pagar por achar que elas são desnecessárias. No entanto, se não elas. “Seria mais ou menos como adquirir um pacote de se preocuparem com as outras podem, com o passar do TV a cabo. Até canal X, paga um preço. Se quiser ter tempo, não entender como a emissora que ocupava o acesso até o Y, aumenta. E se desejar todos, o valor a ser segundo ou terceiro lugar se aproximaram, colocando cobrado tem de ser compatível com a exigência do clien- em risco a sua colocação”, analisa.


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COMO & PORQUE

Pesquisa precisa ser focada na audiência das emissoras

Pioneira no Rio Grande do Sul, a Como & Porque atua há 28 anos no ramo de pesquisas qualitativas e quantitativas. Segundo a diretora Marlene Ungaretti Stechman, a empresa, formada por 20 profissionais que trabalham em casa via internet, passou por uma grande reformulação no ano passado. "Percebemos que era mais prático e rápido nos reunirmos só quando fosse realmente necessário. Fazemos nosso trabalho conectados no computador", afirma. De acordo com Marlene, a pesquisa para uma emissora de rádio tem de ter um único foco: reconhecer a audiência para traçar o perfil de quem a ouve. Com base nisso, a metodologia da Como & Porque se baseia em uma abordagem individual e pessoal em pontos de fluxo permanente de pessoas nas sedes dos municípios investigados. "Desta maneira temos como identificar o perfil dos ouvintes pelos dias da semana e pela faixa horária", revela. Mantendo a equipe, por no máximo, uma semana em cada cidade pesquisada, a empresa disponibiliza um número diferente de entrevistas depen-

dendo da população a ser pesquisada: cidades com até 50 mil habitantes respondem a 400 questionários com um custo de R$ 9.800,00. De 50 a 100 mil, são 500 entrevistas por R$ 12.000,00. Para locais entre 100 e 200 mil, o número salta para 700 formulários e o valor vai a R$ 16.500,00 e para sedes entre 200 e 400 mil são aplicadas mil entreDiretora oferece preços diferenciados de acordo com o número de entrevistas realizadas vistas sendo cobrados R$ 23.100,00. Os dados levantados na pesquisa serão entreMarlene informa, no entanto, que pode oferecer gues às emissoras em um relatório impresso e descontos na pesquisa. "No caso de aprovação de, eletrônico. Além disso, será fornecido uma apresenno mínimo, cinco cidades com distâncias de até 100 tação em Power point contendo os principais resulquilômetros, haverá um abatimento de 8% sobre o tados com análise gráfica e descritiva do que foi valor total". apurado.


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Paulo Bernardo assume o Ministério das Comunicações

Nab Show 2011 já tem data definida

O ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT), é o substituto de José Artur Filardi Leite no Ministério das Comunicações. Acostumado a agir nos bastidores e se relacionar pouco com a imprensa, o bancário e ex-sindicalista Paulo Bernardo tem formação balizada pelo pragmatismo, não só do ponto de vista político, mas principalmente econômico. O perfil reservado é só um abre-alas das características que tendem a marcar a nova gestão no Ministério das Comunicações (Minicom). Sua ligação com o setor que agora coordena era Paulo Bernardo pequena até participar do desenvolvimento do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) quando ainda era ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Lula. Outro traço que o paranaense Paulo Bernardo leva para o Minicom é a disciplina no cumprimento de suas tarefas. À frente do Planejamento, passaram pelo seu crivo as decisões estratégicas na gestão e investimentos públicos federais, em especial funções de coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Sempre leal aos superiores, sua escolha é considerada confirmação de que a presidente Dilma trará o Minicom para o eixo das decisões estratégicas do governo. O desafio de Bernardo é reestruturar o Ministério das Comunicações e potencializar o Sistema Público de Radiodifusão. Ele deverá, também, ter como missão reorganizar a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), local de escândalos de corrupção desde o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Outra tarefa imposta a Bernardo será promover o Plano Nacional de Banda Larga, projeto atualmente sob os cuidados da Casa Civil. O novo ministro também assumirá o controle sobre o novo marco regulatório das comunicações.

Há mais de 80 anos o NAB Show reúne todos os elementos de tecnologia de televisão, rádio e cinema, produção e pós-produção de filmes/vídeos, áudio, novas mídias, internet, streaming, banda larga, serviços sem fio, via satélite e telecomunicações. Em 2011, a feira será realizada de 9 a 14 de abril, em Las Vegas, EUA. O evento atende a todas as empresas que atuam na área de multimídia eletrônica e telecomunicações, mercado de constante mudança. Ao todo, serão mais de 100 mil visitantes e 1,5 mil expositores de 157 países, em uma área de 83.000 metros quadrados, além de conferências, que ocorrerão em paralelo à feira, atendendo temáticas de Gerenciamento e Engenharia de Broadcasting, Produção e Pós-produção, Multimídia e Cinema Digital. Outras informações podem ser obtidas no site www.nabshow.com.

Lula sanciona projeto que estende ressarcimento fiscal às rádios optantes pelo Simples Projeto foi aprovado sem vetos de acordo com proposta aprovada pelo Congresso Antes de deixar a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 12.350/10 que prevê, entre outras medidas, a compensação fiscal aemissoras de rádio optantes pelo Simples, pela veiculação da propaganda eleitoral e partidária. O projeto foi assinado pelo presidente Lula sem vetos, conforme proposta aprovada pelo Congresso e defendida pela Abert. O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, comemorou a sanção da lei. “Esta é mais uma vitória da Abert e dos radiodifusores que lutaram para corrigir uma injustiça contra mais de 4 mil emissoras de rádio“, afirmou. Carneiro lembra que, até agora, apenas as grandes emissoras tinham acesso a compensação, o que muda com a nova lei. O projeto havia sido aprovado pelo plenário do

Senado e aguardava a sanção de Lula. No dia 7 de dezembro, radiodifusores de dez estados brasileiros se reuniram com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, em Brasília, para pedir apoio à aprovação do projeto, conforme proposta da Abert. Na ocasião, os representantes da Associação entregaram ao ministro uma moção explicando a importância da preservação do artigo 58 do Projeto de Lei, que estende o ressarcimento fiscal. “A intervenção do futuro ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, junto ao Presidente da República, foi fundamental para evitar o veto ao projeto de lei, o qual já havia sido pedido pela Receita Federal”, afirmou Carneiro. A compensação fiscal pela veiculação de propaganda eleitoral e partidária é um pleito antigo do setor a radiodifusão e especialmente das pequenas emis-

soras de rádio. A matéria havia sido sancionada pelo presidente Lula no dia 29 de setembro do ano passado, depois de longa negociação com o Ministério da Fazenda, a Receita Federal e líderes partidários no Congresso Nacional. À época, entretanto, foram vetados os dispositivos que estabeleciam a sua forma de cálculo, das rádios optantes do chamado Sistema Tributário do Simples. “No último ano, a Abert trabalhou para restabelecer esse ponto na lei”, afirmou Carneiro. Com base na legislação em vigor, estima-se que em ano eleitoral uma emissora de rádio ou de TV pode chegar a exibir, individualmente, 100 horas de propaganda política partidária e eleitoral. Esse cálculo considera também a possibilidade de ocorrência de 2º turno.


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AGERT participa de grupo que busca alternativas para aumentar a segurança no trânsito Amanda Dalpian/Detran

O Detran/RS e o Ministério Público Estadual se reuniram com órgãos e entidades representativas da sociedade, entre elas a AGERT, para encaminhar sugestões a serem desenvolvidas na Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito. A Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou 2011-2020 o período para os países membros desenvolverem políticas que reduzam pela metade a mortalidade nas ruas e estradas. As iniciativas para a Década Mundial de Ações para a Segurança no Trânsito devem basear-se nos cinco pilares definidos pela ONU: gestão da segurança no trânsito, infraestrutura hospitalar para pós-acidente, veículos seguros,

comportamento do usuário no trânsito e cuidados após a colisão. Entre os comportamentos a serem modificados, os esforços maiores devem ser para o incentivo ao uso do cinto de segurança e às cadeirinhas para crianças, o uso de capacete por motociclistas, a gestão da velocidade e a questão da alcoolemia. Mais de 70 sugestões foram discutidas na reunião de trabalho, entre elas o projeto de lei que propõe a inclusão da disciplina de Educação para o Trânsito no Ensino Médio, a capacitação dos agentes de trânsito, a retirada de outdoors das estradas, restrição à velocidade máxima dos veículos e formas de responsabilização do pedestre.

A Procuradora-Geral do Estado Simone Mariano da Rocha abriu o encontro na sede do MP

Um parceiro da educação em Arroio Grande

Emissoras da Serra participam de encontro

A Rádio Difusora AM 1580, de Arroio Grande, tem um comunicador parceiro da educação. Sérgio Corrêa foi premiado na categoria rádio em concurso nacional denominado Prêmio Comunicador Parceiro da Educação. O concurso é uma iniciativa do Instituto Votorantim, por meio do Projeto Parceria Votorantim pela Educação, que tem apoio da Agência de Notícias dos Direitos da Infância, dos Grupos de Institutos, Fundações e Empresas, do movimento Todos Pela Educação e do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais. O jornalista recebeu o prêmio no final de novembro, em São Paulo, onde também participou de seminário com profissionais da educação, de Rádio e Televisão, além de outras mídias.

O 7° encontro da Rede Sul de Rádio AM e a Rede Mais Nova FM, evento que reúne as direções e radialistas de 15 emissoras situadas na Serra gaúcha, ocorreu no final de novembro em Garibaldi. Durante o dia inteiro, cerca de 170 profissionais dos mais diversos setores estiveram presentes na Associação dos Motoristas de Garibaldi para participar de palestras motivacionais e também desfrutar momentos de lazer. O encontro, que ocorre a cada dois anos, já é tradicional nas emissoras. Segundo Osébio Borghetti, da equipe de coordenação do evento, o resultado ao longo dos anos tem sido bastante satisfatório. “Este é um momento de reunir todos que ajudam a manter as emissoras no ar. É uma atividade que fortalece o relacionamento e proporciona uma maior aproximação entre as equipes”, avalia.

Agert Informa 581  

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