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ÁLBUM DE RETROFOTOGRAFIAS DE

JOINVILLE retratos de uma cidade vivida e por viver


ÁLBUM DE RETROFOTOGRAFIAS DE

JOINVILLE retratos de uma cidade vivida e por viver


Ficha Técnica Cibele Piva Ferrari Historiadora, pesquisadora responsável. Kleber Tobler Historiador, pesquisador e artista gráfico. Design e diagramação Yalovi Estúdio de Design. Tradutores: Alemão – Diego Carlos Piva Espanhol – Matías Padin Inglês – Filipe Ferrari Pesquisa realizada no Arquivo Histórico de Joinville, no acervo de fotografias, nos jornais e na biblioteca do Arquivo para construção das imagens, bem como pesquisa para construção dos textos. Principais referências bibliográficas para construção dos textos: CORRÊA, Roseana Maria; ROSA, Terezinha Fernandes da (Coord.). História dos bairros de Joinville. Joinville: Gráfica Círculo, 1992. CUNHA, Dilney; BASTIAN, Nilson. Memória Afetiva. Joinville: Letradágua, 2009. FICKER, Carlos. História de Joinville: Subsídios para a Crônica da Colônia Dona Francisca. Joinville: Ipiranga, 1965. GUEDES, Sandra P. L. de Camargo (Org.) Histórias de (I)Migrantes: o cotidiano de uma cidade. 2ª ed. Joinville: Univille, 2005. SOCIEDADE AMIGOS DE JOINVILLE. Álbum histórico do centenário de Joinville: 1851 – 9 de março – 1951. Joinville, SC: Sociedade Amigos de Joinville, 1951. TERNES, Apolinário. História de Joinville: uma abordagem crítica. Joinville, SC: Meyer, 1981.


Apresentação É com grande prazer que apresentamos este álbum de retrofotografias de Joinville a você! O projeto foi selecionado no Edital 2012 do SIMDEC (Sistema Municipal de Desenvolvimento pela Cultura), que é uma ação direta da Prefeitura Municipal de Joinville, vinculado à Fundação Cultural. É o sistema de financiamento e incentivo aos projetos culturais, que democratiza o acesso aos recursos públicos. A proposta deste álbum é possibilitar novas leituras sobre o patrimônio cultural de Joinville através da técnica da retrofotografia, disponibilizando material para discussão sobre o passado, o presente e o futuro de Joinville. No ano de 2011 foi produzida uma exposição de retrofotografias, também patrocinada pelo SIMDEC, e o presente trabalho é um desdobramento do projeto anterior. A exposição era composta por dez quadros com retrofotografias desenvolvidas pelo historiador e artista gráfico Kleber Tobler. Lançada no Museu Nacional de Imigração e Colonização de Joinville, a exposição percorreu escolas públicas e particulares, e também foi levada à Univille – Universidade da Região de Joinville. Nos locais pelos quais passou, a exposição foi muito bem recebida, o retorno dos alunos foi excelente e as discussões produtivas, desde os alunos da educação infantil até alunos de mestrado. Consideramos atingido, assim, o objetivo de possibilitar novas leituras do patrimônio cultural de Joinville, bem como fomentar discussões sobre o patrimônio cultural, o passado, o presente e a construção do futuro da cidade de forma crítica e com a participação ativa como cidadãos. Contudo, a produção deste álbum irá atingir um público muito maior e facilitar o uso e o manuseio em sala de aula, já contando com as informações sobre estes espaços, antes passadas separadamente. As informações disponibilizadas em outros idiomas também foi motivada pelo interesse de disponibilizar não apenas as imagens, mas também as informações, para o maior número de pessoas possível, bem como divulgar a cidade. A Constituição do Brasil (1988) estabelece que o patrimônio cultural seja composto pelos bens materiais e imateriais referentes à identidade, à ação e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Como um dos fatores identificadores e promotores de cidadania, este se relaciona com a noção de origem e de pertencimento, que se dá através da memória histórica. A preservação do patrimônio cultural é uma questão relevante e fundamental para as cidades que percebem no seu patrimônio a riqueza de memória, valores e sentimentos que eles carregam.

A revitalização e a preservação destes espaços possibilitam que a cidade crie novos significados, representações e usos destes bens que fazem a ponte entre o seu presente e o passado, ampliando a inclusão e a prática da cidadania. Um importante instrumento de promover a cidadania e os processos de identificação e, consequente, interação social, é o acesso à memória, à história, ao passado. Dois dos meios para promover isto são a valorização e a democratização do acesso ao patrimônio cultural. A preservação de bens histórico-culturais, materiais ou imateriais, não implica somente em mantê-los intactos, mas, principalmente garantir a todos o direito de se apropriar da sua significação e possibilitar uma (re)leitura própria, autônoma e crítica. Com isso, a preservação não será um fim em si mesma. Ela possibilitará o fortalecimento da cidadania através do acesso à (re)construção da memória coletiva e do conhecimento dos processos de construção da mesma. Assim, a preservação dos espaços patrimoniais conduz ao reconhecimento por parte da sociedade dos significados que eles carregam, as vivências e as memórias ligadas a determinado patrimônio, fortalecendo o sentimento de pertencimento e a necessidade de manutenção coletiva do mesmo. Preservar e difundir conhecimento sobre o patrimônio histórico cultural é importante para a construção da cidadania, e proporcionar isto através da iconografia do patrimônio cultural de Joinville é a proposta deste álbum, que visa contribuir para a formação dos multivíduos desta cidade polifônica em que vivemos. Procuramos fazer isto através da técnica da retrofotografia. Retrofotografia é a arte de repetir a fotografia do mesmo local, com um defasamento de tempo entre as duas, proporcionando uma visão do antes/passado e do depois/presente de um determinado objeto. O trabalho é preciso e envolve um estudo cuidadoso da imagem original e de seu contexto. Uma pesquisa é realizada sobre o contexto da produção da imagem original, a respeito do objeto/pessoa/lugar/paisagem fotografado, as transformações ocorridas; e também da situação atual para a produção da nova fotografia. A partir disso, podem-se perceber as mudanças sociais, econômicas e políticas ocorridas, proporcionando a discussão destes processos através do patrimônio cultural que é testemunho vivo. Cibele Piva Ferrari


Alameda Brustlein Brustlein Alley / Brustlein Straße / Alameda Brustlein

A Alameda Brustlein é mais conhecida como "Rua das Palmeiras" e leva o nome do seu idealizador, Frederico Brustlein, que mandou plantar as mudas de palmeiras imperiais em 1873. As sementes dessas palmeiras foram trazidas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Entre as palmeiras há uma bifurcada - caso raríssimo. As palmeiras pertencem ao Patrimônio Histórico Nacional (SPHAN) desde 1982. Conta-se que além do gosto de Brustlein, o Jardim Botânico encantou muito o Príncipe de Joinville quando esteve no Rio de Janeiro, o que motivou ainda mais o plantio das mesmas. A Rua das Palmeiras foi revitalizada recentemente, recebendo novo projeto paisagístico que incluiu a abertura do passeio para pedestres, bancos e nova iluminação. Produzida para ser o jardim e o caminho de entrada da sede da administração da colônia que hoje abriga o Museu Nacional de Imigração e Colonização, a Alameda representa o poderio e o glamour da época imperial, e é um símbolo de Joinville.

Alameda Brustlein is better known as “Rua das Palmeiras” Imperial Palm Tree Street- and takes the name of its founder, Frederico Brustlein, who demanded to plant the seedlings of the imperial palms in 1873. The seeds of these palms were brought from Rio de Janeiro Botanical Garden. Among the palms there is a forked one – a very rare case. The palm trees belong to the National Heritage (SPHAN) since 1982. It is said that besides the Brustlein’s preferences, the Botanical Garden had fascinated the Prince of Joinville when he was in Rio de Janeiro, what prompted even more the planting of the palm trees. Rua das Palmeiras has been recently overhauled, receiving a new landscape design which includes the opening of the pedestrian walkway, benches and new streetlights. It was produced to be the garden and entry path of the headquarters of the colony administration where today is located the National Immigration and Colonization Museum, the Alameda Brustlein represents the power and glamour of the imperial era, and is a symbol of Joinville

Die Brustlein Straße, auch besser bekannt als die “Palmenstraße”, hat Ihren Namen ihrem Vordenker Friedrich Brustlein, der diese Anlage bestellt hat, zu verdanken. Die Samen der Palmen stammen aus dem Botanischen Garten von Rio de Janeiro. Dort gibt es eine gegabelte Palme, was sehr selten der Fall ist. Die Palmen gehören seit 1982 zu Patrimônio Histórico Nacional (SPHAN). Man erzählt, dass der Botanische Garten nicht nur Herrn Brustlein, sondern auch dem Prinz von Joinville, als er in Rio de Janeiro war, gefiel, was sie dazu veranlasste, weitere Pflanzungen vorzunehmen. Die Palmenstraße wurde kürzlich renoviert. Es wurden ein neues Austellungsprojekt mit Fussgängerweg und Bänken und neue


Beleuchtungssysteme eingerichtet. Die Straße wurde grundsätzlich als Garten und Eingangsweg für die Colonia angelegt und ist heute das Bundesmuseum für Kolonisation und Einwanderung. Diese Straße stellt die Macht und den Glanz der Kaiserzeit dar und ist das Wahrzeichen von Joinville. A Alameda Brustlein é mais conhecida como "Rua das Palmeiras" e leva o nome do seu idealizador, Frederico Brustlein, que mandou plantar as mudas de palmeiras imperiais em 1873. As sementes dessas palmeiras foram trazidas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Entre as palmeiras há uma bifurcada - caso

raríssimo. As palmeiras pertencem ao Patrimônio Histórico Nacional (SPHAN) desde 1982. Conta-se que além do gosto de Brustlein, o Jardim Botânico encantou muito o Príncipe de Joinville quando esteve no Rio de Janeiro, o que motivou ainda mais o plantio das mesmas. A Rua das Palmeiras foi revitalizada recentemente, recebendo novo projeto paisagístico que incluiu a abertura do passeio para pedestres, bancos e nova iluminação. Produzida para ser o jardim e o caminho de entrada da sede da administração da colônia que hoje abriga o Museu Nacional de Imigração e Colonização, a Alameda representa o poderio e o glamour da época imperial, e é um símbolo de Joinville.


Rua do Príncipe

Clube Joinville

Prince Street / Die Prinzstraße / Calle del Príncipe

Joinville Club / Joinville Verein / Club Joinville

A rua do Príncipe é uma das primeiras vias demarcadas no início da colonização de Joinville, e é uma das principais ruas de comércio da cidade. Nela pode-se localizar o que se costuma chamar em outras cidades de “Centro Histórico”. A região central de Joinville, composta pela Rua do Príncipe e outras vias, é o testemunho vivo da história da cidade, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os dias atuais. Esta rua é chamada de “cartão e coração da cidade”, e já passou por diversos projetos de urbanização, com a revitalização e restauração do patrimônio edificado e limpeza visual. Já existiram algumas iniciativas para que a rua fosse tombada, mas até agora nenhuma foi levada adiante.

O Clube Joinville foi criado em 1905 e o prédio foi inaugurado em julho de 1913. Sua fundação remonta à história da Revolução Federalista em Joinville: é fruto da fusão de dois clubes – o Clube Republicano e o Clube União, entre os quais estavam divididos os partidos Republicano e Federalista. Cada clube congregava os seus partidários. Em 1905 ocorreu a fusão dos dois partidos, e os respectivos clubes, juntamente com o Clube Congresso Joinville, fundaram o “Clube Joinville”. A construção do majestoso prédio, em estilo neoclássico, foi um marco na arquitetura da cidade e iniciou em 1912. Foi palco de grandes acontecimentos, tanto políticos quanto culturais da sociedade joinvilense da época. Recebeu visita de cantores líricos, peças e espetáculos teatrais, fazendo parte de um momento de efervescência cultural na cidade. O prédio abriga desde 1999 um importante comércio varejista, que reformou o mesmo, evitando sua demolição e incluindo-o novamente no cotidiano da cidade.

Rua do Príncipe is one of the first demarcated routes of Joinville, and nowadays is one of the main trade streets of the city. There, it can be found what is commonly known in other cities as “Historical City Center”. The central area of Joinville, composed of Rua do Príncipe and another routes, is the living testimony of the history the city, from the arrival of the first immigrants to the present day. The street is also known as the “heart and postcard of the city”, and has gone undergone several urbanization projects, including revitalization and restoration of heritage and visual cleanliness. There have been some initiatives to be declared national historic landmark, but so far, none worked. Die Prinzstraße war eine der ersten Straßen nach Joinville während der Einwanderungszeit. Noch immer ist sie eine der wichtigsten Einkaufsstraßen der Stadt. Dort findet man in der Altstadt all das, was es in anderen Städten gibt. Die Prinzstraße befindet sich im Zentrum von Joinville. Sie ist auch in unserer heutigen Zeit ein lebendiges Zeugnis der Stadtgeschichte. Die Prinzstraße wird auch als Karte und Herz von Joinville gesehen. Durch die Revitalisierung und Sanierung von historischen Gebäuden konnte die Straße trotz mehrerer Bauvorhaben erhalten bleiben. Es gab einige Initiativen, die Straße abzuschaffen, aber bisher war keine erfolgreich. A rua do Príncipe é uma das primeiras vias demarcadas no início da colonização de Joinville, e é uma das principais ruas de comércio da cidade. Nela pode-se localizar o que se costuma chamar em outras cidades de “Centro Histórico”. A região central de Joinville, composta pela Rua do Príncipe e outras vias, é o testemunho vivo da história da cidade, desde a chegada dos primeiros imigrantes até os dias atuais. Esta rua é chamada de “cartão e coração da cidade”, e já passou por diversos projetos de urbanização, com a revitalização e restauração do patrimônio edificado e limpeza visual. Já existiram algumas iniciativas para que a rua fosse tombada, mas até agora nenhuma foi levada adiante.

Club Joinville was founded in 1905, and its building was inaugurated in July 1913. Its foundation dates back to the history of the Federalist Riograndense Revolution in Joinville: being result of the merger of two other clubs – Republican Club and the Union Club, which were divided into the Republican and Federalist parties. In 1905 it was the merger of the two parties, together with the Joinville Congress Club, founding the “Club Joinville”. The construction of the majestic building, in neoclassical, was a mark in the city architecture, and started in 1912. It was the scene of major events, both political and cultural of Joinville society of the period. The Club has received opera singers and theater performances, taking part of a moment of cultural effervescence in town. In the building it can be found an important retail store that reformed the building, preventing its demolition and including it again in the everyday of the city. Der Verein Joinville wurde im Jahr 1905 gegründet und das Gebäude wurde im Juli 1913 eingeweiht. Die Gründung geht zurück auf die Geschichte der Föderalistischen Revolution in Joinville und ist das Ergebnis der Fusion zweier Vereine, des Republikanischen Vereins und des Union Clubs, der zwischen den Republikanern und Föderalisten aufgeteilt wurde. Jeder Verein hatte seine Anhänger. Im Jahr 1905 kam es zum Zusammenschluss beider Parteien und sie gründeten zusammen mit dem Joinville Kongressverein den "Joinville Verein." Der Bau des majestätischen Gebäudes im neoklassizistischen Stil war ein Meilenstein in der Architektur der Stadt und wurde im Jahr 1912 eröffnet. Er war die Bühne sowohl für politische als auch für kulturelle Großveranstaltungen der Gesellschaft. Es kamen Sänger, man spielte Theaterstücke und Theateraufführungen als Teil eines Moments des kulturellen Aufbruchs der Stadt. Das Gebäude beherbergt seit 1999 einen großen Einzelhandel, der es so umgestaltet hat, dass er den Abriss verhinderte und es wieder in den Alltag der Stadt integrierte.


O Clube Joinville foi criado em 1905 e o prédio foi inaugurado em julho de 1913. Sua fundação remonta à história da Revolução Federalista em Joinville: é fruto da fusão de dois clubes – o Clube Republicano e o Clube União, entre os quais estavam divididos os partidos Republicano e Federalista. Cada clube congregava os seus partidários. Em 1905 ocorreu a fusão dos dois partidos, e os respectivos clubes, juntamente com o Clube Congresso Joinville, fundaram o “Clube Joinville”. A construção do majestoso prédio, em estilo neoclássico, foi um marco na arquitetura da cidade e iniciou em 1912. Foi palco de grandes acontecimentos, tanto políticos quanto culturais da sociedade joinvilense da época. Recebeu visita de cantores líricos, peças e espetáculos teatrais, fazendo parte de um momento de efervescência cultural na cidade. O prédio abriga desde 1999 um importante comércio varejista, que reformou o mesmo, evitando sua demolição e incluindo-o novamente no cotidiano da cidade.

Malharia Arp Arp Textile Manufacturing - Knitting Mill Malharia Arp / Strumpfwaren Arp / Fábrica Téxtil Arp

A história de Joinville é fortemente marcada pela industrialização, e desde a fundação da cidade, muitas indústrias se sobressaíram e representaram a cidade no Brasil e no exterior. Algumas ainda produzem, outras ficaram apenas na memória. Entre as segundas, encontra-se a Malharia Arp. Criada no início do século XX, leva o nome do milionário alemão Julius Arp, que veio a Joinville caçar borboletas, e conheceu o dono de uma empresa de meias. Comprou tal empresa e fundou a malharia. Instalada na rua Dr. Marinho Lobo, a construção hoje abriga um dos shoppings centers da cidade, que conservou as características do prédio, inclusive a chaminé.


History of Joinville is strongly marked by industrialization, and since the foundation of the city, many industries have distinguished themselves, and represented the city in Brazil and abroad. Some of these industries still work, others are just memories. Among these, it is the Arp Knitting Mill. Founded in the early 20th century, it carries the name of the german millionaire Julius Arp, who came to Joinville to hunt butterflies, and met the owner of a factory of socks. Arp bought the company and founded the Knitting Mill. Situated in Dr. Marinho Lobo Street, the building today is a Mall, which retained the characteristics of the factory, including the chimney. Die Geschichte von Joinville ist stark durch die Industrialisierung geprägt. Seit der Stadtgründung zeichnete sie sich durch die Branchenvielfalt aus und vertrat die Stadt in Brasilien und im Ausland. Einige dieser Firmen produzieren heute noch. Die Firma Strumpfwaren Arp existiert heute nicht mehr. Sie wurde im frühen 20. Jahrhundert gegründet und nach dem deutschen Millionär Julius Arp benannt, der in

Joinville auf Schmetterlingsfang war und den Besitzer eines Sockenunternehmens traf. Er kaufte dessen Firma und gründete die Strumpffirma. Auf der Straße Dr. Lobo Marinho gelegen, beherbergt sie heute eines der Einkaufszentren der Stadt, das die Wahrzeichen des Gebäudes erhalten hat, darunter den Schornstein. A história de Joinville é fortemente marcada pela industrialização, e desde a fundação da cidade, muitas indústrias se sobressaíram e representaram a cidade no Brasil e no exterior. Algumas ainda produzem, outras ficaram apenas na memória. Entre as segundas, encontra-se a Malharia Arp. Criada no início do século XX, leva o nome do milionário alemão Julius Arp, que veio a Joinville caçar borboletas, e conheceu o dono de uma empresa de meias. Comprou tal empresa e fundou a malharia. Instalada na rua Dr. Marinho Lobo, a construção hoje abriga um dos shoppings centers da cidade, que conservou as características do prédio, inclusive a chaminé.


Theatro Nicodemus Nicodemus Theater / Theater Nicodemus / Teatro Nicodemus Tombado pelo Município em 2003 a partir de demanda da sociedade civil conduzida pela Universidade da Região de Joinville – Univille, o imóvel é datado de 1917, e é considerado um marco da modernidade em Joinville. O local funcionou como cinema até o início da década de 90 e, durante os anos 50, foi considerado um dos grandes pontos de lazer na cidade. Eram realizadas as sessões de cinema, apresentações teatrais, de dança, patinação, bailes, entre outros que contavam então com um local apropriado para tais eventos bem no centro da cidade. A imponência e a localização do prédio, bem como a importância desse espaço na vida social de Joinville durante oito décadas contrastam com a transformação e a destruição pela qual passou desde a década de 1990. O fechamento do Cine Palácio fez parte de um processo que ocorreu em todo país e que levou ao fechamento de cinemas tradicionais de rua. A segurança dos cinemas em shopping centers, bem como o maior conforto e qualidade das salas, foi um novo momento de modernização da sociedade, que o Cine Palácio não acompanhou. Declared municipal historic landmark in 2003 from a demand of society led by the Joinville’s Local University – Univille, the property is dated 1917, and is considered as a mark of Joinville

modernity. The building operated as a cinema until early 90’s and, during the 50’s, was considered one of the greatest places of leisure of the city. Were performed film sessions, theatrical presentations, dance, skating, balls, among others that counted with an appropriate location for such events, right in downtown. The stateliness and the location of the building and the importance of the space in social life of Joinville along eight decades contrast with the transformation and the destruction that has occurred since the 1990’s. The closure of Cine Palace was part of a process that occurred throughout the country and led to the closure of traditional street movie theaters. The safety of Mall’s cinemas, as well the comfort and quality of these spaces, was a new moment of the modernity of society that the Cine Palace could not follow. Auf Nachfrage der Universität von Joinville wurde 2003 das Gebäude denkmalgeschützt. Die Immobilie wurde auf das Jahr 1917 datiert und gilt als Wahrzeichen der Moderne in Joinville. Hier wurde bis in die frühen 90er Jahre ein Kino betrieben. In den 50er Jahren galt es als einer der wichtigsten Freizeitorte in der Stadt. Veranstaltungen wie Kino, Theater, Tanz, Eislaufen oder Bälle fanden an diesem geeigneten Ort statt. Die Pracht des Gebäudes und dessen Lage sowie die Bedeutung dieses Ortes im gesellschaftlichen Leben von Joinville seit acht Jahrzehnten bilden den Gegensatz zu der Umgestaltung und Zerstörung, die seit den 1990er Jahren stattgefunden haben. Die Schließung des Cine Palace war Teil dieses Prozesses, der im ganzen Land aufgetreten war und führte auch zur Schließung der traditionel-


len Kinos in der Straße. Die Sicherheitsvorkehrungen in den Kinos der Einkaufszentren sowie der Komfort und die Qualität der Räume war ein neues Element in der Modernisierung der Gesellschaft, die der Cine Palacio nicht unterstützte. Tombado pelo Município em 2003 a partir de demanda da sociedade civil conduzida pela Universidade da Região de Joinville – Univille, o imóvel é datado de 1917, e é considerado um marco da modernidade em Joinville. O local funcionou como cinema até o início da década de 90 e, durante os anos 50, foi considerado um dos grandes pontos de lazer na cidade. Eram realizadas as sessões de cinema, apresentações teatrais, de dança, patinação, bailes, entre outros que contavam então com um local apropriado para tais eventos bem no centro da cidade. A imponência e a localização do prédio, bem como a importância desse espaço na vida social de Joinville durante oito décadas contrastam com a transformação e a destruição pela qual passou desde a década de 1990. O fechamento do Cine Palácio fez parte de um processo que ocorreu em todo país e que levou ao fechamento de cinemas tradicionais de rua. A segurança dos cinemas em shopping centers, bem como o maior conforto e qualidade das salas, foi um novo momento de modernização da sociedade, que o Cine Palácio não acompanhou.

Estação Ferroviária de Joinville Joinville Railway Station / Bahnhof Joinville / Estación Ferroviaria de Joinville Quando foi inaugurada a Estação Ferroviária de Joinville, em 1906, a vida na colônia estava em seu apogeu: cenário político efervescente, Joinville era o maior centro de comércio de ervamate do Estado. Havia sido instalado a energia elétrica em boa parte da cidade, o Hospital Municipal havia sido construído, bem como o Mercado Público. A vinda Estrada de Ferro foi um marco na história da cidade representava os novos tempos que estavam por vir. A inclusão da cidade na malha ferroviária só foi possível com a mobilização dos proprietários das firmas comerciais de Joinville que eram envolvidos na política local e tinham interesses comuns, ao menos no sentido comercial. A estrada de ferro cortando Joinville serviu como comunicação econômica e social, servindo também à política joinvillense. O primeiro passageiro a desembarcar na Estação foi o Presidente da República eleito, Afonso Pena. Após anos de abandono, no final de 2003 foi iniciado o processo de restauração da Estação, finalizado em 2007. A restauração fiel à construção original atende atualmente a população com o nome de “Estação da Memória”, espaço de cultura, lazer e turismo.


Diskussionen in der Stadt hervor und die Bank beschloss, die Immobilie zu erhalten und den Bau des neuen Gebäudes nebenan zu beginnen. Neben der Kontroverse über den Abriss kamen auch Geschichten über verborgene Schätze auf dem Grundstück auf. Es gab Hinweise auf einen solchen Schatz, aber in der Tat gab es nur einen Raum unter der Erde für Wertsachen, die entfernt worden waren, als die Familie das Haus verließ. O Palacete Niemeyer destaca-se desde o início do século XX pela sua beleza e imponência. O terreno onde está situado o imóvel abrigou anteriormente a terceira sede da direção da Colônia Dona Francisca, centro das decisões locais. Foi construído em 1906 pelo comerciante Luiz Niemeyer e durante décadas foi a residência da família, posteriormente alugada para a família Olsen. No início dos anos 80, quando comprado por um banco, o prédio quase foi demolido para dar lugar à nova sede do banco. O fato gerou grande polêmica na cidade e o banco resolveu preservar o imóvel, construindo o novo prédio ao lado. Além da polêmica sobre sua demolição, surgiram histórias sobre tesouros escondidos no interior do imóvel. Há indícios de que o tal tesouro na realidade não havia, e sim um espaço sob o assoalho para guardar objetos de valor, que haviam sido retirados quando a família desocupou a casa.

Jardim Público Public Garden / Öffentlicher Garten / Jardín Público

O Jardim Público além de um espaço central de convivência, serviu de encontro para muitos casais de namorados na Joinville do começo do século XX. O local tinha muitos arbustos e flores. No centro da foto, dois meninos estão parados, não se sabe se para fazer a foto ou estavam passeando por ali quando o fotógrafo apareceu. Como característica mais marcante, destaca-se o coreto, no qual devem ter acontecido muitas apresentações e realizados discursos políticos. Próximo ao Cine Palácio, era roteiro de passeios pelo centro após filmes e peças de teatro.


When Joinville railway station was inaugurated, in 1906, life in the colony was in its apogee: political scene was effervescent; Joinville was the biggest trade center of yerba mate of the state. There had been installed the electrical power in most of the city, the Municipal Hospital had been built as well the Public Market. The coming of the Railroad was a milestone in the history of the city and represented the new times that were to come. The inclusion of the city in the railway network was only possible with the mobilization of the owners of trading firms from Joinville who were involved in local politics and had mutual interests, at least in the commercial sense. The railway crossing Joinville has served as an economic and social communication, also serving Joinville policy. The first passenger to land at the station was the elected president of the republic, Afonso Pena. After years of neglect, in late 2003 it was started the restoration process of the Station, completed in 2007. The restoration loyal to original construction currently attends to the population with the name of “Memory Station”, a space for culture, leisure and tourism. Bei der Eröffnung des Bahnhofs Joinville im Jahr 1906 war das Leben in der Kolonie in seiner Blütezeit: die politische Szene brodelte, weil Joinville das größte Handelszentrum des Partnerstaat war. Elektrischer Strom wurde in großen Teilen der Stadt eingerichtet, ein Krankenhaus sowie der Marktplatz wurden gebaut. Die Eisenbahn war ein Meilenstein in der Geschichte der Stadt und kündete die neuen Zeiten an, die da kommen sollten. Der Anschluss der Stadt an das Schienennetz war nur mit der Mobilisierung der Handelsfirmen von Joinville, die an der lokalen Politik beteiligt waren, möglich und sie vertraten gemeinsame Interessen, zumindest im kommerziellen Sinn. Die Eisenbahn war ein enormer Einschnitt in Joinville, diente sie doch der Kommunikation und der Wirtschafts-und Sozialpolitik. Der erste Passagier, der am Bahnhof ausstieg, war der designierte Präsident, Dr. Afonso Pena. Nach Jahren der Vernachlässigung wurde Ende 2003 die Wiederherstellung des Bahnhofs begonnen und 2007 abgeschlossen. Die Restaurierung originalgetreuer Gebäude übernimmt derzeit eine Gruppe von Personen unter dem Namen "Zug der Erinnerung", ein Verein für Kultur, Freizeit und Tourismus. Quando foi inaugurada a Estação Ferroviária de Joinville, em 1906, a vida na colônia estava em seu apogeu: cenário político efervescente, Joinville era o maior centro de comércio de ervamate do Estado. Havia sido instalado a energia elétrica em boa parte da cidade, o Hospital Municipal havia sido construído, bem como o Mercado Público. A vinda Estrada de Ferro foi um marco na história da cidade representava os novos tempos que estavam por vir. A inclusão da cidade na malha ferroviária só foi possível com a mobilização dos proprietários das firmas comerciais de Joinville que eram envolvidos na política local e tinham interesses comuns, ao menos no sentido comercial. A estrada de ferro cortando Joinville serviu como comunicação econômica e social, servindo também à política joinvillense. O primeiro passageiro a desembarcar na Estação foi o Presidente da República eleito, Afonso Pena. Após anos de abandono, no final de 2003 foi iniciado o processo de restauração da Estação, finalizado em 2007. A restauração fiel à construção original atende atualmente a população com o nome de “Estação da Memória”, espaço de cultura, lazer e turismo.

Residência de Luiz Niemeyer / Palacete Niemeyer Luiz Niemeyer’s Residence - Niemeyer Mansion / Luiz Niemeyer Häuser - Palacete Niemeyer / Residencia de Luiz Niemeyer Palacete Niemeyer

O Palacete Niemeyer destaca-se desde o início do século XX pela sua beleza e imponência. O terreno onde está situado o imóvel abrigou anteriormente a terceira sede da direção da Colônia Dona Francisca, centro das decisões locais. Foi construído em 1906 pelo comerciante Luiz Niemeyer e durante décadas foi a residência da família, posteriormente alugada para a família Olsen. No início dos anos 80, quando comprado por um banco, o prédio quase foi demolido para dar lugar à nova sede do banco. O fato gerou grande polêmica na cidade e o banco resolveu preservar o imóvel, construindo o novo prédio ao lado. Além da polêmica sobre sua demolição, surgiram histórias sobre tesouros escondidos no interior do imóvel. Há indícios de que o tal tesouro na realidade não havia, e sim um espaço sob o assoalho para guardar objetos de valor, que haviam sido retirados quando a família desocupou a casa. Niemeyer’s Mansion stands out since the early 20st century for its beauty and magnificence. The place where the property is located previously was the localization of the third head office of the Colony Dona Francisca, center of local decisions. It was built in 1906 by the trader Luiz Niemeyer and for decades was the residence of the family, later rented to Olsen family. In early 1980’s, when purchased by a bank, the building was almost demolished to give place to new headquarters of the bank. The fact generated great controversy in the city, and the bank decided to preserve the property, constructing the new building adjacent to the mansion. Besides the polemic about the demolition, stories about hidden treasures inside the property emerged. There are indications that the treasure never existed, but actually, there is a space under the house floor used to keep valuables, what means that the treasure could have been removed when the family left the house. Das Niemeyer Herrenhaus ist seit dem Beginn des 20. Jahrhunderts für seine Schönheit und Pracht bekannt. Das Land, in dem sich das Gebäude befindet, hat früher den dritten Sitz der Regierung der Kolonie Dona Francisca und damit das Zentrum der lokalen Entscheidungen beherbergt. Es wurde im Jahre 1906 von Kaufmann Luiz Niemeyer gebaut und jahrzehntelang diente es als Wohnsitz der Familie und wurde im Anschluss an die Olsen Familie vermietet. Als es in den frühen 80er Jahren von einer Bank erworben wurde, wurde das Gebäude fast abgerissen, um Platz für die neue Zentrale der Bank zu schaffen. Das rief große


The Public Garden besides a central space of coexistence, served as a meeting place for many datings in early 20th century in Joinville. The place had many shrubs and flowers. In the center of the photo, two boys are standing still, and it is unknown whether they were to take the photo or were walking around there when the photographer showed up. As the most distinctive feature, stands out the bandstand, in which should have occurred many presentations and political speeches. Next to Cine Palace, it was the walking route through downtown after films and theatrical presentations sessions. Der Öffentliche Garten war ein beliebter Treffpunkt für viele Paare in Joinville im frühen 20. Jahrhundert. Es gab viele Sträucher und Blumen. In der Mitte des Bildes gibt es zwei Jungen, von denen man nicht weiß, ob sie da waren, um das Bild zu machen oder nur da waren, als der Fotograf auftauchte. Als auffälligstes Merkmal gilt der Musikpavillon, in dem viele

Präsentationen stattgefunden haben und in dem sogar politische Reden geschwungen wurden. Vom Cine Palace gibt es einen Weg durch die Innenstadt in den Garten, den man nach Filmen und Theaterstücken gehen kann. O Jardim Público além de um espaço central de convivência, serviu de encontro para muitos casais de namorados na Joinville do começo do século XX. O local tinha muitos arbustos e flores. No centro da foto, dois meninos estão parados, não se sabe se para fazer a foto ou estavam passeando por ali quando o fotógrafo apareceu. Como característica mais marcante, destaca-se o coreto, no qual devem ter acontecido muitas apresentações e realizados discursos políticos. Próximo ao Cine Palácio, era roteiro de passeios pelo centro após filmes e peças de teatro.


Residência de Eudoro Batista Eudoro Batista’s Residence / Eudoro Batista Herrenhaus / Residencia de Eudoro Batista

Esta casa Abdon Batista, importante político joinvilense, construiu para sua filha Brasília Batista, que casou-se com Cypriano de La Peña. As ruas Rio Branco e Sete de Setembro, localização da residência, são marcos importantes da administração de Frederico Brustlein. Foi ele quem demarcou os lotes da região e determinou a abertura dessas ruas, que abrigaram importantes famílias da cidade, algumas que ainda residem no local, atualmente com predominância de comércios e clínicas. Abdon Batista, an important Joinville’s politician, built the house to his daughter, Brasilia Batista, who was married to Cypriano de La Peña. Rio Branco Street and the 7 de Setembro Street, localization of the residence, are major milestones of the Frederico Brustlein’s city administration. It was he who demarcated the lots of the region and determined to open these streets that housed important families of the city, some who still live there, where actually predominate stores and clinics. Eudoro Täufer war der Sohn von Abdon Batista, ein wichtiger Politiker in Joinville. Die Straße Rio Branco und Siebter September, eine Wohnregion, sind wichtige Sehenswürdigkeiten aus der Amtszeit von Frederick Brustlein. Er war es, der viele Straßen und Bereiche für jedermann geöffnet hat, die früher nur angesehene Familien der Stadt privilegiert inne hatten und die vorwiegend in Orten lebten, in denen es Geschäfte und Kliniken gab. Esta casa Abdon Batista, importante político joinvilense, construiu para sua filha Brasília Batista, que casou-se com Cypriano de La Peña. As ruas Rio Branco e Sete de Setembro, localização da residência, são marcos importantes da administração de Frederico Brustlein. Foi ele quem demarcou os lotes da região e determinou a abertura dessas ruas, que abrigaram importantes famílias da cidade, algumas que ainda residem no local, atualmente com predominância de comércios e clínicas.

Zeppelin em Joinville Zeppelin in Joinville / Zeppelin in Joinville / Zeppelin en Joinville

Em 1º de julho de 1934, sobrevoou a região central próximo à Rua das Palmeiras o Graf Zeppelin. Pintado com a suástica, o dirigível era um símbolo do poder da tecnologia do nazismo alemão. O voo não fazia parte da rota do Zeppelin, e provavelmente foi realizado com o objetivo de fazer propaganda, tendo em vista a colonização alemã na região. O sul do Brasil poderia ser um importante ponto de estratégia da conquista nazista, e o Governo Brasileiro dava atenção especial a esta questão, dando ênfase na fiscalização da Campanha de Nacionalização, bem como no fortalecimento da segurança nacional na região. A foto recente é de 2010, da apresentação do grupo gaúcho de teatro de rua “Ói nóis aqui traveiz”, quando apresentaram na Praça Nereu Ramos o espetáculo “O Amargo Santo da Purificação – Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella”. In July 1st, 1934, the Graf Zeppelin overflew downtown, next to Imperial Palm Tree Street (Rua das Palmeiras). Painted with the swastika; the airship was a symbol of the technological power of German Nazism. The flight was not part of the Zeppelin route, and probably was performed with the aim of making propaganda, aimed at German colonization in the region. The southern Brazil could be an important strategic point to the Nazi conquest, and the Brazilian government gave special attention to the issue, emphasizing the monitoring of the Nationalization Campaign and to the strengthening of national security in region. The newest photo is 2010, in the presentation of a theater street group, when they performed in Nereu Ramos Square a play about a Brazilian partisan, Carlos Marighella, who fought against the Military Dictatorship. Am 1. Juli 1934 flog der Zeppelin über das Zentrum von Joinville. Mit dem Hakenkreuz bemalt war das Luftschiff ein Symbol der Technologievormacht von Nazi-Deutschland. Diese Flugroute war nicht Teil der Zeppelinroute, sondern wurde wahrscheinlich aus Propagandagründen in den Kolonien der Region durchgeführt. Der südliche Teil Brasiliens konnte eine wichtige Strategie der Nazi-Eroberung sein und die brasilianische Regierung widmete diesem Thema besondere Aufmerksamkeit. Sie betonte die Kontrolle über die Verstaatlichungsaktion sowie die Stärkung der nationalen Sicherheit in der Region. Ein aktuelles Foto von 2010, “Ói nóis aqui traveiz” ein Straßentheater einer Gruppe Gauchos, als am Praça Ramos Nereus die Show “O Amargo Santo da Purificação – Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella” aufführte. Em 1º de julho de 1934, sobrevoou a região central próximo à Rua das Palmeiras o Graf Zeppelin. Pintado com a suástica, o dirigível era um símbolo do poder da tecnologia do nazismo alemão. O voo não fazia parte da rota do Zeppelin, e provavelmente foi realizado com o objetivo de fazer propaganda, tendo em vista a colonização alemã na região. O sul do Brasil poderia ser um importante ponto de estratégia da conquista nazista, e o Governo Brasileiro dava atenção especial a esta questão, dando ênfase na fiscalização da Campanha de Nacionalização, bem como no fortalecimento da segurança nacional na região. A foto recente é de 2010, da apresentação do grupo gaúcho de teatro de rua “Ói nóis aqui traveiz”, quando apresentaram na Praça Nereu Ramos o espetáculo “O Amargo Santo da Purificação – Uma Visão Alegórica e Barroca da Vida, Paixão e Morte do Revolucionário Carlos Marighella”.



Livro Joinville Pre Rev.00