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ANO II

Nº 28

7 DE SETEMBRO DE 2007

PALAVRA

A MARCA Não é loucura dizer que a coisa mais maravilhosa do mundo é a graça de Deus. É através dela que temos acesso a Ele. Esta graça se manifesta de diversas formas: na beleza da Sua criação, no céu, no sol, no mar, nos animais e nas pessoas. A coisa mais alarmante é que foi em nós, homens e mulheres, que Deus depositou o seu melhor! Como está escrito, fomos criados “à imagem e semelhança de Deus”. Isto não é dito a 1 respeito de nenhum outro animal, a não ser a nós . “Quem somos nós?”, é sem dúvida uma pergunta importantíssima. “Quem sou eu?”, mais ainda. A chamada “crise de identidade”, infelizmente, não é coisa rara no homem, porque desde que caímos no Éden encontramos muitos obstáculos para a paz, para a sabedoria e para encontrarmos com nós mesmos. Antes da queda, o homem era perfeito e não experimentava a morte. Ele sabia quem era e para que tinha sido criado. Não é o caso do homem atual. Este passa por crises constantes, em busca da verdade a respeito de si mesmo e do mundo. “Normal”, alguém poderia dizer. Certamente que é normal, porém não era o plano inicial de Deus. Não que Deus tenha perdido o controle, porém estamos no seu “plano B”. Adão estragou o plano A, e nós fomos culpados com ele. Como diz Paulo: “uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens”. Esta condenação é realmente horrível em todos os seus aspectos e uma conseqüência que experimentamos desta condenação, dentre outras, é a crise de identidade. Não sabemos quem somos, ou achamos que somos o que não 2 somos . A marca (de roupa, aparelhos eletrônicos, carros, etc.) é um sinal claro de identidade. Quem dentre nós pode dizer: “não me importo com marca alguma, são insignificantes para mim”? Eu gostaria muito de dizer isto, porém não seria verdade. Buscamos identidade, buscamos personalidade, buscamos “ser alguém”. Alguém poderia dizer: “E daí? Isto é assim mesmo”. É verdade que é assim mesmo. Mas a pergunta é: “qual a melhor identidade?”. A marca sempre é associada a algo, e nesta associação nós nos identificamos com ela ou não. As propagandas na TV fazem este trabalho: associam a marca a um tipo de personalidade ou estilo, e você, se tem este estilo ou se quer ter, pode tê-la pagando por ela. Quando temos a marca temos a identidade que ela tem e com isso ganhamos algo: o poder. Nos sentimos em paz, seguros e felizes com este poder. Ganhamos a identidade da marca, o seu poder, e então nos sentimos seguros. Os outros olham e vêem este poder e o reconhecem. Nos sentimos felizes. Imaginem uma situação. José da Silva compra em sua vila, de 2500 habitantes, no sul da Bahia, um Fiat Uno 95. Na cidade apenas meia dúzia de pessoas possuem carro. José, nascido em família humilde e feliz por ter agora um carro, se vê de repente orgulhoso demais. Não se passou um ano e ele já não conversa com qualquer um da vila. Dos seus amigos de infância só conversa com Mariano, Joca e Javelino, que possuem algum status que possa se comparar com o seu. Javelino não anda mais de jegue, agora comprou um fusca 93, daqueles da época do Itamar. Os outros também “se ajeitam”, já que a economia da vila está em crescimento. Sua esposa o está achando um pouco diferente: José já não está tão alegre nestes últimos meses. É que agora está trabalhando em dois empregos, já que pensa em comprar casa própria e mudar de carro em breve: quer um Fiat

Pálio. Além do que está ficando até tarde no futebol, sua esposa não sabe se é mesmo no futebol, na verdade. O que aconteceu com José? Foi influenciado pelo poder da marca. “Então, a Fiat é do mal?”, alguém poderia perguntar. Não, mas foi usado para o mal. “Então andar de carro ou melhorar de vida é ruim?”. Não, mas isso trouxe infelicidade a José. “Então a solução é ficar pobre mesmo?”. Não, a solução é não colocar sua vida em bens materiais. José não sabia da cilada em que entrava. Não conhecia seu próprio coração, era um homem simples, que foi levado pelos orgulhos da vida. Deixou o jegue para andar de carro, e sua identidade mudou. Porém, não adquiriu uma identidade que o fez feliz. Então alguém pergunta: “Que identidade é essa então?”. Seria a identidade que você tem por morar num bairro nobre, ou por ter estudado na escola mais bem conceituada da cidade ou do país ou da Vila Guilherme? Seria a identidade por ser bonito, simpático e amado por seus amigos? Essa é boa, hein? Mas não seria esta. Seria a de falar 7 línguas e de ter morado na Finlândia durante 14 anos? Ou a de trabalhar há 18 anos na Microsoft, como Presidente Nacional de Cálculos Internacionais? Não, também não. Mais uma vez alguém pergunta: “Existe por acaso alguma marca infalível? E se eu não quiser ser influenciado por marca alguma, não posso?”. Todos somos livres para usarmos a marca que quisermos. Porém, já nascemos marcados. Como foi dito por Paulo, “todos pecaram”, portanto uma das marcas que você tem é a de pecador. Não há como fugir desta marca, mesmo porque Adão já morreu e não dá para voltar no tempo e ajudá-lo. Nosso pai teve filhos com esta marca e desde então somos também marcados. “E os macacos, tem marca?”. Sim, porém não somos macacos, mas homens. A questão é que ninguém quer esta marca, mas 3 todos têm ! A solução é óbvia, porém escondida para os que não têm fé: a marca perfeita existe, está lá para substituir a marca velha de Adão. Ela está voando pelos ares, querendo te marcar. Quando José da Silva descobrir esta marca não irá se importar em andar de carro ou jegue, será feliz e orgulhoso da sua marca eterna, marcada pelo sangue de Jesus. Essa marca é uma cruz e um sepulcro aberto, um homem voando nos ares e um Espírito descendo dos céus. Ore assim: Espírito Santo, marca-me, estou cansado de me orgulhar de coisas inúteis e passageiras. Quero ser marcado pelo Senhor para sempre, com uma marca perfeita e eterna. Assim eu poderei dizer como Paulo: “Trago em meu corpo as marcas 4 de Jesus! ”.

(1) Gn 1:26-27 | (2) Rm 5:12 / Rm 5:18 | (3) Rm 3:10-18 / Rm 3:23 | (4) Gl 6:17

PRÓXIMOS ANIVERSARIANTES 15/09 - Cristina Rosa Coutinho

(11) 8442-4432

18/09 - Mônica Paiva de Souza e Silva

(16) 8142-2517

22/09 - Mário Rosa Coutinho

(11) 8307-6175

23/09 - Flávia Coutinho Patrocínio

(62) 8418-0807

26/09 - Luciana Guedes da Cruz

(62) 9263-7742

29/09 - Patrícia Paiva de Lima

(11) 8114-8341

30/09 - Roberto de Carvalho Coutinho

(62) 8418-0950

01/10 - Ligia Paranhos Alcânfor Rosa

(62) 3255-2239

TESTEMUNHO DA QUINZENA

JÚLIA PÓVOA “Àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais que tudo quanto pedimos ou pensamos conforme o Seu poder que opera em nós”. Fui criada em um lar evangélico, indo todos os domingos aos cultos e escolas dominicais. Sempre fui uma criança ativa na Igreja, participava até mesmo do coral das crianças. Também me lembro que sempre me dedicava às lições da escola dominical. Cresci, me tornei uma adolescente, e bem no início da minha adolescência comecei a viver grandes conflitos interiores. Eu desejava muito o Deus que conheci durante minha infância, mas diante de tantos conflitos no meu interior, eu não conseguia mais me aproximar Dele como uma criança, sem barreiras e com toda liberdade que uma filha pode ter com seu Pai. Comecei então a ver Deus como um Deus distante, que estava sempre esperando algo de mim que pudesse satisfazê-Lo. Tinha um sentimento que estava sempre devendo alguma coisa, como se Ele estivesse sempre me cobrando. E eu queria muito me aproximar, mas não sabia como. Continuava freqüentando os cultos da Igreja e até mesmo participava de ministérios, mas eu não era mais como aquela criança simples, que simplesmente recebia o amor do Pai e se achegava a Ele com tranqüilidade. Foram muitos anos assim, desejando um relacionamento com esse Deus que eu conhecera em minha infância, mas sentindo uma enorme dificuldade de me aproximar. No ano de 1998 conheci uma Igreja que apresentava o relacionamento com Deus de uma forma simples e acessível. Deus então começou a trabalhar em meu coração. Começou a sarar minhas feridas e fui passando por um processo de transformação na minha mente. Eu estava no começo de um novo relacionamento com Deus. Comecei a entender que a graça me bastava, que eu não precisava fazer nada para que Ele me amasse mais e não haveria nada que eu fizesse que O faria me amar menos. A palavra de Deus ia me limpando dia a dia e eu ia sendo transformada. No ano 2000 comecei a ver os frutos desse trabalho de Deus no meu interior. A partir desse ano, uma grande alegria enchia meu coração e eu desfrutava de uma comunhão íntima e gostosa com Deus. Eu estava vivendo o que eu sempre sonhara, uma simplicidade e total liberdade para se achegar a Ele. Eu havia tido um encontro pessoal com Jesus e esse encontro mudou a minha vida. Desde então, Deus vem trabalhando em mim, me fazendo experimentar do Seu amor e grande poder que me transforma a cada novo dia. Eu sei que tem mais de Deus!


FemC28