ANO I
Nº 18
20 DE ABRIL DE 2007
PALAVRA
AS TRÊS CHAVES Nesta edição, escrevo a respeito de uma revelação que Deus me deu. Sei que ela é útil para a caminhada de todo cristão e por isso a compartilharei nas próximas linhas. Certo dia estava indagando a Deus sobre os meus sonhos de vida, pois não conseguia mais vê-los. Todos os meus antigos anseios haviam deixado de existir. Nesta oração, Deus começou a mostrar como os meus sonhos do passado não tinham princípios corretos e como muitos deles estavam totalmente fora da vontade Dele. Em contrapartida, o Senhor começou a revelar que já havia colocado sonhos em meu coração. Eu não tinha percebido, mas havia começado a sonhar os sonhos de Deus. Ele mostrou como eu me alegrava em ver a igreja unida em Espírito, as vidas sendo salvas, a unção de Deus sendo derramada sobre todos, e também como eu ficava feliz em ser usado por Ele. Esses sonhos de unidade, salvação, avivamento e servidão não eram meus, mas sim do Senhor. A essa altura da oração eu já estava muito edificado, pois Ele estava mostrando essas maravilhas e como Ele havia mudado os meus desejos mais íntimos. Em certo momento, voltei a indagar se eu deveria ter outros sonhos além desses ou se isso bastava. Foi então que o Senhor começou a mostrar verdades básicas a respeito da vida cristã. Deixou claro que nós tínhamos basicamente duas missões nesta vida. A primeira delas era cumprir os mandamentos da lei deixada por Jesus Cristo: amar ao seu Deus de todo coração, de toda alma e de todo o entendimento, e amar ao seu próximo como a si mesmo1. A segunda era anunciar o evangelho a todas as nações, fazendo discípulos e os ensinando a caminhar segundo os Seus mandamentos2. Para isso, Deus mostrou que meus sonhos deveriam ser focados em buscar ferramentas para viver o evangelho de forma plena. Ele me mostrou três dons em específico: o amor, o poder e a sabedoria. A partir daí, começou a falar sobre como jamais devemos abandonar nosso primeiro amor por Ele, sobre ter um coração de criança e também em sermos humildes de espírito. A essa altura, eu já estava achando tudo belo e queria ter tudo aquilo. Até que, de uma forma rápida e surpreendente, Ele falou nitidamente em minha mente que para cada um desses dons, havia uma chave. Para receber o amor, eu deveria permanecer sempre no primeiro amor3. Para receber poder, era necessário ter um coração de criança4 e para receber sabedoria, era necessário ser humilde de espírito5. No momento exato da revelação, tudo fez completo sentido e fui convencido na hora, porém minutos depois comecei a questionar. Por que cada chave desatava um dom específico? Por que ter um coração de criança desatava o poder e não a sabedoria? E por aí foi. Ao longo dos dias, o Senhor começou a mostrar na Palavra por que cada chave abria portas específicas para receber cada dom. A princípio, Ele mostrou por que o primeiro amor abria o dom do amor. Comparou o primeiro amor à relação de um casal fervorosamente apaixonado. Um casal apaixonado deseja sempre estar na presença do outro, ele nunca se cansa de estar junto. Quer conhecer a intimidade do outro nos mínimos detalhes. Vê as qualidades e minimiza os defeitos. Quando está longe um do outro, só sabe falar a respeito do outro. Ou seja, ama o companheiro de todo coração, de toda alma e de todo entendimento. É claro que isso é uma analogia que jamais
vai alcançar os níveis que podemos alcançar com Deus, mas se vivermos esse amor com Deus, estaremos cumprindo o primeiro mandamento. Quando cumprimos o primeiro mandamento, conhecemos a Deus na intimidade e começamos a nos tornar como Ele. Deus é amor6 e por isso passamos a viver e ser esse amor. Desta forma, automaticamente cumprimos o segundo mandamento, pois se somos amor, amaremos ao próximo naturalmente. Assim, toda lei é cumprida se permanecermos no primeiro amor. Em relação ao poder, Deus mostrou que esses poderes são de uma era que há de vir7. Que esta era é formada por seres semelhantes a crianças8 e que se queremos desfrutar desses poderes, devemos começar a nos tornar como elas. O coração de criança tem três qualidades básicas. Ele é temeroso ao pai e por isso o respeita, é reverente, obediente, submisso, fiel e teme perder a presença do pai. Ele também é puro, o que faz a pessoa ser sincera, transparente, ingênua, sem malícia e inclusive ousada. Além de não ser incrédulo. Quando um pai fala uma coisa séria para uma criança, esta crê e não duvida. Aquilo passa a ser uma realidade absoluta para ela. Se assim formos com Deus, Ele nos confiará os poderes da era que há de vir, lembrando sempre que Deus jamais confiará poder para quem tem maldade e malícia no coração. Quanto à sabedoria, Deus apenas confirmou o que já está escrito claramente na Bíblia. A sabedoria pertence aos humildes9. O orgulhoso se acha sábio aos próprios olhos10, mas o humilde teme ao Senhor. E o temor do Senhor é o princípio do conhecimento11. Aquele que é humilde de espírito sabe que erra, reconhece o erro e ainda pede perdão. Sabe que não é sábio o suficiente e que é dependente do Pai. Não julga, pois reconhece suas fraquezas e desta forma tem um coração compassivo e misericordioso. Enquanto soubermos que não somos nada e que sabemos muito pouco, Deus nos confiará Sua multiforme sabedoria e nos revelará os mistérios que estão ocultos desde os séculos dos séculos. Depois de conhecer todas as chaves e saber o porquê de cada uma delas, perguntei como fazia para colocá-las na fechadura e girá-las. A resposta foi simples. Eram necessárias três coisas: fé, santidade e intimidade. Sem fé, não temos como agradar a Deus12. Sem santidade, ninguém verá a Deus13. E apenas com a intimidade, que é adquirida por meio da leitura da Palavra e da oração, que podemos conhecer verdadeiramente as vontades e os planos de Deus para nós. (1) Mt 22:37-39 | (2) Mt 28:19-20 | (3) Ap 2:4 | (4) Mt 18:3 | (5) Mt 5:3 | (6) 1Jo 4:16 | (7) Hb 6:5 | (8) Mc 10:14-15 | (9) Pv 11:2 | (10) Pv 3:7 | (11) Pv 1:7 | (12) Hb 11:6 | (13) Hb 12:14
PRÓXIMOS ANIVERSARIANTES 25/04 - Daniela Cunha Coutinho
(62) 8408-6850
25/04 - Edna de Carvalho Coutinho
(62) 9971-4500
05/05 - Cristiane Coutinho Paiva Bessa (91) 3224-3406 06/05 - Rejane Coutinho Guedes
(62) 9263-8535
07/05 - Renato de Carvalho Coutinho
(62) 8418-6850
29/05 - Marina Junqueira Coutinho
(62) 8418-0949
29/05 - Adriana Coutinho Patrocínio
(62) 8409-5599
02/06 - Adelino Patrocínio Júnior
(62) 8402-1667
24/06 - Guilherme Junqueira Coutinho (62) 3541-3741
TESTEMUNHOS DA QUINZENA
MÁRIO COUTINHO Há quase um ano atrás, eu participei de um propósito de oração da igreja, ao qual oramos durante 90 dias, 24 horas por dia, pelas vidas e por um momento crucial em que a igreja estava passando. Os períodos de oração foram divididos de 2 em 2 horas entre mais de 40 grupos. Os grupos masculinos eram sempre durante a madrugada. Portanto, durante 3 meses, freqüentei a sala de oração em horários como 2, 4 e 6 da manhã. Esse propósito foi tremendo e no último dia foi impressionante a quantidade de pessoas que receberam de Deus o que estavam pedindo há meses ou até anos. Eu estava na igreja há pouco mais de 6 meses e a única coisa que me interessava era Deus, Deus e Deus. Estava pedindo há algum tempo para ter uma experiência íntima com Ele e neste último dia, recebi esta benção. Nosso horário de oração na ocasião era das 4 às 6 da manhã e eu estava querendo apenas adorá-Lo, pois já havíamos pedido, dia após dia por diversas coisas. Cheguei atrasado nessa noite, pois quase perdi a hora. Quando cheguei na sala, para minha surpresa, estava tendo um momento de adoração. As luzes apagadas e um louvor tocando. Lembro-me como se fosse hoje, que a atmosfera de amor naquele lugar era impressionante. Um amigo nosso colocou um único louvor no “repeat” durante todo o tempo e por incrível que pareça isso ajudou muito a entrar na presença de Deus. Quando comecei a orar, quebrantei na hora. Comecei a chorar e não parei mais durante quase todo o período em que passei na sala. Fui tocado poderosamente por Deus, mas não sabia exatamente o que eu tinha recebido. Sei que estava em estado ecstasy, sentindo uma paz completa, alegria, proteção e consolo. Não queria mais sair daquela sala. Fiquei lá até às 6h30 e quando saí, a música permaneceu na minha cabeça. Lembro-me que voltando para casa no carro, não conseguia entender que sensação era aquela que estava vivendo. Sabia apenas que era a melhor sensação que já havia sentido em toda a minha vida. Quando cheguei em casa, tomei um banho e coloquei a música de novo. Nesta hora, Deus começou a me dar o discernimento do que era. Tinha recebido uma dose muito grande de Amor. Quando li o capítulo 13 de Coríntios, entendi que era exatamente deste amor que Paulo falava. Me senti muito envergonhado em ter sido mal no passado, em ter sido orgulhoso, pois como poderia eu, um ser tão pequeno me orgulhar de alguma coisa, se Deus que é perfeito, não transmitia orgulho algum naquele amor? Entendi na pele o porquê não revidar caso alguém te bata numa face. Vi que não era apenas uma filosofia utópica, mas sim uma característica do amor de Deus. Ele não revida, Ele simplesmente ama. É muito difícil colocar em palavras sensação tão perfeita, mas hoje sei que ela existe e que o amor divino é real. Deus é amor! Esse foi o melhor dia da minha vida até hoje.