Page 1

Junho/2014   -  Revista Babys  

1

Ano 2 - nº 15 - Outubro / Novembro - 2016


2

Revista Babys   -   facebook.com/revistababies


Junho/2014   -  Revista Babys  

3


4

Revista Babys   -   facebook.com/revistababies


Junho/2014   -  Revista Babys  

5


Editorial

Olá!

Assim que nos tornamos pais, com o passar dos dias, vamos nos deparando com a realidade dessa experiência. Isso mesmo, antes do parto, muitos têm aquela doce ilusão de que tudo são rosas, de que essa é a coisa mais sublime do universo e de que todos os problemas passam despercebidos porque agora temos o amor maior do mundo. Realmente o amor maior do mundo temos com toda a certeza, mas as dificuldades não passam despercebidas não. Elas estão lá, bem claras e fortes, e fazem com que a gente se pergunte quase todo santo dia por que céus, ninguém nos disse isso antes? E para tentar te ajudar, elaboramos uma matéria contando tudo o que você vai vivenciar de verdade nos primeiros meses após o nascimento. Depois não vai dizer que não avisamos, rs E não pense que é difícil apenas no início, logo, em seguida, novos obstáculos surgem, como por exemplo, a hora do sono que, em muitas casas, passa a ser uma batalha. Para que suas noites voltem a ser tranquilas conversamos com duas especialistas no assunto. Não deixe de conferir também, a matéria sobre a hora certa de ter um animal de estimação, a festa incrível com o tema Safari do Mickey e os melhores fornecedores infantis da região. Abraço e até a próxima edição em dezembro! Mariana Woj Editora da Revista Babies

Expediente

CAPA Benício, 6 meses filho de Mariana Woj e Leandro Maciel Fotografia e Tratamento de Imagem Tamyris Dias Foto e Cinema www.tamyrisdias.com.br

Tiragem 3.000 exemplares Gráfica Impressul

Jornalista responsável Mariana Woj (Mtb 3580) (marianawoj@gmail.com)

Fotografia Andrieli Mariano (contato@andrielimariano.com.br)

Diagramação Bianca Tontini biancadg.daportfolio.com (btontini@gmail.com)

Revisão de texto Claudinei Ferreira (claudineiflavio@gmail.com)

Agradecimento Bianca Monte

ANUNCIE EM NOSSA REVISTA Departamento Comercial Leandro Maciel (47) 9955-6917 comercial@revistababies.com.br facebook.com/revistababies Instagram - @revista_babies www.revistababies.com.br

A Revista Babies não se responsabiliza pelas fotos enviadas pelos fotógrafos e pelos materiais publicados nos anúncios.

6

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br


Índice

Decoração

Tendências para 2017

Entrevista

18

Educação Positiva

Festa Babies

28

UMA AVENTURA NA FLORESTA

8

12

10

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

SEU FILHO É IGUAL A VOCÊ!

Saúde

31

Coluna Bianca Monte

14

VOCÊ ESTÁ PREPARADA PARA SER MÃE?

20

JÁ PRA CAMA!

Mãe de dois, e agora?

Matéria de capa

26 o RETORNO DOS EXERCÍCIOS APÓS O PARTO

Comportamento

33

MEU MELHOR AMIGO


Decoração

Tendências para 2017 Siga as principais novidades na hora de decorar o quarto do bebê Por: Mariana Woj

Um dos momentos mais divertidos na gestação é a escolha da decoração do quartinho do bebê. Mas a escolha do tema e das cores não é uma tarefa tão simples assim, pois são tantas opções e as novidades em decoração são atualizadas a cada ano. Para te ajudar, selecionamos o que está sendo apontado como destaque em 2017. Aproveite e escolha o que mais se encaixa com o seu estilo e deixe o ambiente fofo e aconchegante. Confira:

Dourado em alta

Os principais eventos de decoração revelaram que o dourado é a cor perfeita para decorar o quarto do bebê. Esse tom tem a vantagem de ser unissex e é ótimo para criar um layout clássico, inspirado em contos de fadas com reis, rainhas, príncipes e princesas.

Quartos ecológicos

A utilização de materiais naturais na decoração do quarto de bebê mostra sua preocupação pela sustentabilidade. Materiais como a madeira trazem um ambiente mais natural e tranquilo para a decoração. Além do quarto se tornar sustentável, o bebê ficará em constante contato com a natureza.

Móveis coloridos

Com a intenção de acabar com a monotonia, muitos projetos de decoração estão apostando no berço colorido. Isso mesmo! O móvel que acomoda o bebê na hora de dormir ganha destaque no layout através de uma cor alegre, viva e intensa, como é o caso do amarelo e do azul.

10

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br


Decoração Decoração clean

A decoração clean é a grande vedete de 2017 quando o assunto é quarto de bebês. Para valorizar o estilo, vale a pena dispensar a temática lúdica, apostar em cores claras (branco e cinza clarinho, por exemplo) e deixar poucos objetos à mostra no layout. Pense sempre que menos é mais!

Quadrinhos fofos Se sobrar espaço na parede, vale a pena apostar em quadrinhos fofos. Essas peças valorizam trabalhos artesanais e exploram bem o alto relevo, com bonequinhos de pano e ursinhos. Abuse da criatividade e do bom gosto na hora de escolher os modelos de quadros.

Destaque nas paredes

Para deixar o quarto do bebê com um visual mais lúdico e personalizado, vale a pena apostar no papel de parede, de preferência os com figuras geométricas. Outra forte tendência para 2017 é a texturização, podendo ser feita com adesivos, tecido, gesso e painéis de MDF.

Decoração com luzes

Incluir luzes como elemento de decoração é tendência para o próximo ano. Essencial para o conforto do bebê, valorizar a iluminação indireta com abajures ou luzes de LED pode ser o grande destaque.

Nichos

Os cômodos estão se tornando cada vez menores, por isso é importante encontrar formas de aproveitar o espaço livre nas paredes. Uma forma de fazer isso é através da instalação de nichos, que podem ser quadrados, redondos ou retangulares. Além disso, luzes podem ser instaladas para destacar os nichos no layout.

Outubro - Novembro/2016  -  Revista Babies

11


Publieditorial

Filho de peixe, peixinho é! Será mesmo? Não existe milagre ou fórmula mágica para criar filhos e educá-los bem. Cada família tem o seu jeitinho de ensinar e contribuir para o desenvolvimento de seus pequenos, mas existem coisas que são fundamentais para que haja um desenvolvimento saudável e, uma delas, é saber olhar para si.

Você já parou para pensar a enorme INFLUÊNCIA que você tem na vida do seu filho?

Quem você é? Como você se comporta? Que exemplos têm dado? Quando as crianças começam a apresentar um comportamento diferente do habitual, o mais comum é – enquanto pais - acharmos que existe um problema externo. Por exemplo, “Mas o que é que o fulano tem que está ficando agressivo?” ou então “A fulana começou a mentir, onde foi que aprendeu isso?”. Muitas vezes, ficamos tentando entender o que levou nosso filho a ter um determinado comportamento e não conseguimos achar de onde vem aquilo... E nessa hora é fundamental parar de olhar para fora e olhar um pouco para dentro, pois nem sempre o comportamento da criança reflete o que acontece lá fora (escolinha, grupo de atividades, casa dos primos, etc) e sim o que acontece dentro de casa, com a família. Os filhos espelham-se em seus pais e algumas atitudes podem ser apenas o REFLEXO do comportamento deles, que tem sido observado e absorvido todos os dias, mesmo que de maneira inconsciente. Tomar CONSCIÊNCIA sobre este aspecto é o primeiro passo para iniciar um processo de EDUCAÇÃO saudável e focado nos verdadeiros VALORES da sua família, pois o impacto do seu comportamento na educação dos filhos tem enorme influência desde o nascimento. Os bebês sentem e entendem as coisas, porém de uma maneira diferente de nós. Estão sempre atentos ao que dizemos, diferenciam tons de voz e, também, a maneira com que os pais respondem a seu

12

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

choro e suas risadas. E, é a partir dessas diferenciações que os bebês vão construindo e organizado seu EU (seu mundo interno). À medida que vão crescendo, vão construindo seus valores conforme as atitudes dos pais. Observam (até mesmo inconscientemente) como os pais agem entre si, como tratam as pessoas a sua volta, como conversam, como tomam decisões, como determinam ações, como lidam com as emoções, etc. É no dia a dia que tudo vai se construindo: respeito, caráter, honestidade, coragem, capacidade de fazer escolhas, empatia, compaixão, segurança, relações saudáveis, integridade, sinceridade, etc. Claro que ensinar, conversar e usar as palavras com as crianças são atitudes muito importantes, mas também é preciso dar exemplos, sair da fala e trazer para a realidade. Quando mostramos para a criança - em ações - estamos mostrando que realmente acreditamos naquilo que estamos exigindo dela e por isso construímos a nossa vida daquela forma. Fica mais fácil dela entender, absorver e adquirir hábitos. Um exemplo: a leitura. Se você disser que é muito bom e importante ler, mas nunca pegar um livro na mão, você acredita que a criança vai adquirir o hábito de ler? Que vai achar bom? Pense nisso. Sejamos a pessoa que desejamos que nosso filho venha a ser.

Psicóloga | CRP12/08759 Coaching Psychologist de Carreira. Psicoterapeuta Cognitivo-Comportamental Especialista em Desenvolvimento de Pessoas e Avaliação Psicológica. Clínica Rabenschlag Rua Minitro Calógeras, 310 - Centro Sala 01 - Joinville (SC) (47)3029.0809 / (47)9220.2202 Blog: www.larissaagne.wordpress.com


Junho/2014   -  Revista Babys  

13


Matéria de Capa Foto: Daisy Evaristo

Você está preparada para ser mãe? Responda às perguntas e confira como anda o seu conhecimento sobre a realidade Por: Mariana Woj

Samira M C Dalcoquio com sua filha Letícia

Foto: Carol Costa Photography

Diante da primeira gestação, muitas mulheres idealizam um modelo de maternidade que muitas vezes foge da veracidade. Se você acha que este está sendo o seu caso, aproveite os meses que faltam para o nascimento para desmistificar essa vida de sonho ou de sacrifícios que muitas vezes criamos.

Débora Cristine Xavier com seu filho Lorenzo

14

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

De quantas coisas você acha que terá de abrir mão, durante a gravidez? A resposta a essa pergunta depende do tipo de vida que você levava, antes de engravidar. Entre as “proibições”, o primeiro da lista está o cigarro. Segundo estudos, bebês de gestantes que fumam recebem menos oxigênio, podem ter problemas no pulmão e normalmente nascem com peso abaixo do normal. Além disso, também é bom diminuir as guloseimas. Se engordar mais do que os 9 a 12 quilos recomendados pelos obstetras, você corre o risco de ter problemas como hipertensão, diabetes e flacidez – sem falar da dificuldade para recuperar a forma, depois do parto. Bebidas alcoólicas e exercícios aeróbicos intensos completam a lista de “não indicados”.


Foto: Sabrina Besen

Matéria de Capa

Camila Gonçalves Chiarelli com sua filha Isabella

Desejar ajuda muito. Se começar a preparação para um parto normal desde os primeiros dias, com certeza você vai aumentar suas chances de realizar esse sonho. Além dos cuidados gerais para uma gestação saudável, invista nos exercícios para alongamento dos músculos da pélvis. Porém é importante saber que mesmo sob as melhores condições clínicas, muitas vezes imprevistos acontecem. Algumas mulheres chegam a passar horas com contrações, à espera do parto normal. Mas, de um momento para outro, precisam ser encaminhadas para uma cesariana por problemas com o bebê.

O que você espera do seu marido como pai? Em geral, a primeira coisa que as mulheres esperam, quando chega o bebê, é alguém pra dividir com elas as preocupações e tarefas de uma rotina que é novidade na vida do casal. Se seu marido é do tipo que troca fraldas e dá mamadeira, melhor. Se não, talvez você precise ensiná-lo. Porém não se desespere se ele não levar muito jeito no início. Na educação dos filhos, ao longo dos anos, ele vai ter muitas chances de se revelar carinhoso e companheiro.

Foto: Fernanda Greppe

Você acredita que basta desejar, para ter um parto normal?

Você irá amar seu filho à primeira vista? Não necessariamente. Muitas mães se sentem mal porque não conseguem olhar para seus bebês e morrer de paixão. É assim mesmo. Normalmente a mãe só terá chance de ficar com calma com seu filho em casa. E, a partir daí, os dois começam a percorrer um longo processo de reconhecimento, entendimento e construção do amor.

Raquel C. Duarte com seu filho Otávio Outubro - Novembro/2016 -  Revista Babies  

15


Matéria de Capa

Como ficará seu casamento após o nascimento da criança? Crianças trazem felicidade e realização pessoal para os pais, mas também impõem mudanças que abalam o relacionamento a dois. Após o parto, como as atenções giram em torno do bebê, a relação do casal fica em segundo plano por um tempo. Além da rotina e vida social, mudam também os papéis. De filhos, vocês passam a serem pais. É natural que a transição de casal para família seja repleta de tensão, dúvidas e conflitos. Porém com alguns ajustes, o casal pode e adaptar perfeitamente às novas situações. O casamento depois dos filhos muda, mas não obrigatoriamente para pior.

Como você imagina que será sua rotina nos primeiros dias? A verdadeira resposta você só saberá depois de entrar na dança pra valer. Isso é, cada um faz sua própria rotina. Em algumas casas, a chegada do bebê é transformada numa festa: a avó literalmente se muda para a casa do netinho e as visitas se revezam durante o dia. Quando a mãe tem um perfil que se adapta a essa agitação, não tem problema. Ter pessoas ao seu redor pode ser uma forma de se sentir segura e assimilar as novas tarefas. Quando a mãe é mais ansiosa e preocupada, os primeiros dias costumam ser mais difíceis diante de tantas novidades, dúvidas e cansaço – principalmente durante a temporada de noites mal dormidas. De qualquer forma, essa é uma fase passageira. Em pouco tempo você conseguirá organizar uma rotina e terá novamente tempo para fazer suas coisas.

Como você espera recuperar a forma depois que o bebê nascer?

A rapidez vai depender da quantidade de quilos que você ganhou durante a gravidez. Em geral, um mês depois do parto a mulher já está podendo vestir suas roupas antigas. Não esqueça que o emagrecimento vai resultar em flacidez, para isso é bom perguntar ao obstetra quando dá pra começar a fazer exercícios, principalmente os localizados para barriga e cintura. Enquanto estiver amamentado nem pense em remédios para emagrecer. Se as estrias deixaram marcas profundas, informe-se sobre tratamentos para suavizar os sulcos.

Se você tem um emprego e sai em licença-maternidade, sua volta ao trabalho vai ser como a de todas as mães que enfrentam a primeira separação do querido rebento: dolorosa. Não é mesmo fácil deixar o filhote pela manhã e saber que só vai voltar a vê-lo oito horas depois. A única coisa a fazer é tomar todos os cuidados para ficar segura de ter deixado o bebê em boas mãos. Assim não haverá motivos para se preocupar. O sentimento de culpa é natural e passageiro. Por isso, o ideal é que não deixe para pensar nesse assunto na última semana. Visite escolinhas e faça experiências com as pessoas que poderão ajudá-la mais tarde.

16

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

Foto: Fernanda Greppe

Quais as principais dificuldades que você espera encontrar, na hora de voltar ao trabalho?

Daianny Viana Borsatto Canestraro com sua filha Maria Victoria


Junho/2014   -  Revista Babys  

17


Entrevista A infância passa demasiado depressa. É única e não volta nunca mais, além disso, pode deixar marcas na alma - tanto positivas como negativas para sempre Por: Mariana Woj

Zioneth Garcia www.geracaomae.com.br

O que costuma chamar mais a sua atenção: o bom comportamento do seu filho como cumprir regras e horários da casa ou um “comportamento inadequado” como uma birra gigantesca no meio do supermercado? Provavelmente a birra. Geralmente os pais estão mais focados nos comportamentos negativos e, a maioria, acaba tendo reações inadequadas e pouco eficientes. Que tal rever essa postura para construir comportamentos positivos na família? Para ajudarnos a entender um pouco mais do termo educação positiva, conversamos com Zioneth Garcia, mãe de Maria Isabel e Antônio, idealizadora do Mães com Ciência, uma iniciativa para aproximar o conhecimento científico às mães e pais. Além disso, realiza palestras, cursos e atendimentos personalizados para as mães e famílias em diversas áreas e é editora do portal Geração Mãe.

18

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

Revista Babies: O que é a educação positiva? Zioneth Garcia: Educar de forma positiva significa não usar a violência física nem psicológica para moldar os comportamentos de nossos filhos aos padrões do nosso mundo, ou seja, não usar palmadas, cinto, ameaças ou castigos para que eles façam o que é preciso. Disciplina positiva diferente do que alguns possam pensar, não é educar sem choro ou deixando os filhos fazer tudo o que tiverem vontade. Pelo contrario, é mostrar às crianças o mundo como ele é, com suas regras e limitações, sem deixar de torná-lo amável e acolhedor para sua infância. Afinal, estamos ensinando cidadãos. Revista Babies: Existe receita para educar? Zioneth Garcia: Não, não há fórmula mágica para a educação. O que pode funcionar com você, quiçá não funcione com sua amiga. O contexto cultural, social e mesmo logístico que cada família vive é único e são inúmeras variáveis a serem consideradas nesse caminho. A história de cada pai e mãe, a história da chegada dessa criança, os gostos que ela desenvolveu, as coisas que a cativam e que a aborrecem. Até mesmo entre crianças da mesma família não podemos usar “fórmulas” de educação, cada criança tem sua própria história e através dela se constrói sua personalidade. Nem receita de bolo dá sempre certo, então é bem improvável que receita para criar filho vai dar em algo bom. Revista Babies: Como e quando é ideal começar a aplicar a disciplina positiva? Zioneth Garcia: Não tem tempo ideal, qualquer hora é boa hora para começar. Porém o início não é fácil, com uma cultura de naturalização da violência de séculos de implantação, o caminho da educação sem violência e o encontro da disciplina positiva como alternativa de criação de filhos e cidadãos nos leva a uma busca pessoal por autoconhecimento, que passa pelo perdão do passado, conciliação do presente e trabalho árduo para ter um futuro esperançoso. Desenvolver a empatia, a comunicação e o amor são desafios do dia a dia, e constituem nossas armas mais poderosas na disciplina positiva. Para os pais o primeiro passo é pensar: Que tipo de pai/mãe você quer ser? Qual é a lembrança que espero que meus filhos


Entrevista tenham de mim? Que mundo quero ajudar a forjar? Vou contribuir com essa naturalização da violência em nossa cultura? Um bom começo é observar e reconhecer a criança, ver nela um ser humano completo e complexo, entendendo sua natureza, suas fases de desenvolvimento, aceitando as limitações próprias da sua idade, aceitando que ela como nós tem um universo próprio de sentimentos e emoções, mas ainda inexplorado e descontrolado, refletindo sobre os limites que colocamos à criança, e começando a mostrar a ela as regras e limites do mundo na medida em que vão se topando com eles. É importante então, manter o vínculo afetivo de forma positiva, sem implantar medos, ameaças ou chantagens na hora de educar, assim irá se fortalecer a conexão entre pais e filhos tão essencial para a educação positiva. Revista Babies: Muitos pais ainda acreditam que uma palmadinha de vez em quando é importante e não faz mal? Como mudar a opinião dessas pessoas? Zioneth Garcia: É importante lembrar que bater em criança não é mais aceitável desde nenhum ponto de vista. Hoje a legislação Brasileira entende como crime a punição física e assim como qualquer tipo de apologia à violência com crianças. Não existe isso de criança que precisa apanhar, existem adultos que não são capazes de ensinar essa criança a comportarse do jeito considerado certo. A palmada é um recurso desesperado e errado, diz mais sobre as limitações do adulto educador do que da criança. Os castigos em geral, sejam físicos ou psicológicos, focam nos comportamentos negativos da criança, tentam ensinar na base do medo e não da consciência dos próprios atos. Quando se bate na criança, estamos apenas multiplicando e reforçando na nossa sociedade as atitudes que tanto detestamos. Revista Babies: Quais as consequências que uma criança educada com castigo poderá ter futuramente? Zioneth Garcia: A infância é o tempo que nosso sistema modulador de emoções se forma, existem hoje vários estudos que sustentam como o uso de castigos físicos pode alterar esse sistema modulador. Então, as crianças que são educadas com castigos num primeiro momento podem perder a confiança nos pais e educadores, começar a fazer as coisas às escondidas por medo da punição, tornarem-se crianças mais susceptíveis à expressão de comportamentos violentos, e com o tempo e a manutenção desse sistema baseado no medo, tornarem-se pessoas inseguras com problemas para expressar seus sentimentos, com explosões violentas e dificuldades para aceitar as dificuldades normais da vida. Por último, crianças educadas com qualquer tido de violência se tornam multiplicadoras da violência. Basta olhar nossa sociedade hoje, séculos de implantação da cultura do castigo nos trouxe a um mundo onde “se ninguém me viu fazer, então está certo”. Estamos com sérios problemas de ética e moral em diversos campos, basta olhar o jornal para entender. Revista Babies: O que realmente importa na hora de educar? Zioneth Garcia: O respeito pela criança, pelas suas fases de desenvolvimento e suas particularidades, a consciência de nossas próprias limitações e as noções e limites que queremos ensinar aos nossos filhos. Não podemos esquecer que a melhor forma de educar é através do exemplo. Se quiser filhos gentis, respeitosos, amorosos e empáticos, seja hoje um homem ou mulher gentil, respeitoso, amoroso e empático, não apenas com eles, mas com todos ao seu redor. Seu filho está sempre de olho em você. Revista Babies: A partir do momento que se começa a aplicar a disciplina positiva. É mais difícil os pais conseguirem mudar sua postura ou o filho evoluir? Zioneth Garcia: O mais difícil acho que é o pai ter coerência entre o que ensina ao filho e o que fazemos em nossa vida cotidiana. Ensinamos a não gritar com os colegas, mas continuamos a gritar entre o casal. Ensinamos respeitar a vez do outro, mas passamos o sinal em vermelho. São essas pequenas ações do dia que acabam tornando o exercício da disciplina

positiva cansativo, é muita coisa que precisamos começar corrigir em nós ao tempo que corrigimos neles. A paciência também é difícil, queremos mudanças imediatas e não é bem assim que tudo acontece. Sempre ouço “mas já falei mil vezes o mesmo, porque ele continua fazendo o mesmo?” bem, quiçá seja preciso falar mais mil vezes ou mudar de estratégia. Dependendo da idade falar 1000 vezes não basta, tem que também tomar um atitude, se quer que o pequeno saia do lugar e você já falou e não aconteceu nada. Então vai até ele e ajude-o a sair. Revista Babies: Como devemos conversar com nossos filhos? Muitas vezes temos a impressão que eles são muito pequenos e não vão entender. Zioneth Garcia: Conversar com os filhos vai depender da idade. Uma criança menor de um ano entende muito mais pelo tom da voz e os gestos do que as palavras propriamente ditas. Então pode ser muito mais eficiente para mostrar ao bebê que você não gostou de algo que ele fez com um grunhido e um olhar fechado de desgosto. Já as crianças que começam desenvolver a fala, podem entender as palavras associadas ao tom de voz e linguagem corporal. O ponto chave é entender que comunicação acontece em vários níveis, não é apenas palavras sendo ditas, elas precisam ser acompanhadas do conjunto tom da voz e linguagem corporal e gestual. Crianças entendem muito mais do que acreditamos, podem não entender palavras complexas, mas com certeza entendem sentimentos já desde bem cedo. Então um exercício muito interessante de fazer com os bebês é o de falar tudo o que vai acontecendo com eles: uma troca de fralda que precisa de calma, então vamos falar com ele e narrar de forma calma para lhe transmitir essa sensação de alivio por exemplo. Ou se é preciso que ele se retire de um determinado local que pode ser perigoso, então precisamos imprimir o tom de urgência e perigo na nossa voz. Se falamos “Não, é perigoso!” rindo, a criança vai entender que é apenas brincadeira e não vai sair do lugar.

Outubro - Novembro/2016   -  Revista Babies  

19


Saúde

Já pra cama! Noites mal dormidas podem causar danos que vão além de olheiras nos pais. Conversamos com duas especialistas que vão te ajudar a vencer a batalha do sono

Por: Mariana Woj

Se na sua casa sempre rola um drama para ir para cama, confira soluções para as dúvidas mais comuns dos pais e ensine de uma vez por todas seu filho a dormir. De preferência, sem choro – e com direito a beijinho de boa noite. Para te ajudar, coversamos com as psicólogas Carolina Cini Ferrari e Luciane Altenburg, sócias da empresa Sono do Bebê, que através de palestras ensinam tudo o que os papais podem fazer para ter uma boa noite de descanso.

Revista Babies: Qual a posição ideal para o bebê dormir? A melhor posição para o bebê dormir é de costas. Vários estudos têm demonstrado que dormir nesta posição reduz o risco da Síndrome de Morte Súbita do Lactente em cinquenta por cento. Revista Babies: Quanto mais crescem menos sono as crianças sentem? Sim, à medida que as crianças se desenvolvem, menos necessidade de sono elas apresentam. Um recém-nascido dorme em média 16 a 17 horas por dia. Já uma criança de 03 anos de idade, necessita de 09 a 12 horas de sono. Revista Babies: Quando as crianças criam uma rotina de sono? Acontece naturalmente? Os bebês conseguem criar uma rotina de sono com três meses de idade. O processo pode acontecer naturalmente, mas o ideal é que os pais auxiliem neste processo. Revista Babies: Tudo bem deixar a criança dormir com a TV ligada? O ideal seria a criança ou o bebê não dormirem com este tipo de estímulo. Além de causar euforia em função do conteúdo ou da quantidade de estímulos como sons e cores, a criança fica condicionada a adormecer somente na presença da TV.

20

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br


Saúde

Revista Babies: Por que as crianças têm tanta resistência quando estão com sono e simplesmente não fecham os olhos e dormem? As crianças entendem que ao dormir, ao fechar os olhos, irão perder o contato com o mundo externo. É como se fosse “uma morte para elas”. Elas têm medo de perder tudo nesta hora, simplesmente porque não enxergam mais. Até os dois anos de idade, a criança ainda não internalizou as figuras parentais e como não tem registro de memória e imagens deles, ao dormir, elas entram em desespero. Revista Babies: Há pais que defendem a teoria de deixar a criança chorando no berço até que peguem no sono. O que acha disso? Pode ser traumático? Deixar o bebê chorando, aumenta o nível de cortisol, que é o hormônio do estresse. O estresse severo e constante afeta o cérebro e prejudica o desenvolvimento do bebê. O bebê também associa que para dormir, precisa chorar. Torna-se pré-requisito para ele, para adormecer. Revista Babies: Como evitar que as crianças acordem tão cedo? A criança precisa aprender desde pequena o ritmo circadiano, ou seja, que existe noite e dia. O quarto precisa estar preparado e adequado para a noite, com luzes apagadas e de preferência escuro. Assim, ela aprende que durante a noite ela precisa dormir. Revista Babies: Por que algumas crianças falam enquanto estão dormindo? Bebês emitem sons, ruídos e crianças podem falar durante o ciclo do sono chamado Sono Rem. Este ciclo do sono é um sono ativo e agitado, em que o cérebro está ativo. Neste momento, a mente está ativa, mas não está racional. Revista Babies: Quando o bebê deve passar do berço para a cama? Não há regra. Um bebê pode dormir desde pequeno na cama, desde que ele esteja seguro, com a cama adequadamente preparada para que ele não se machuque. Revista Babies: O que fazer quando a criança quer brincar de madrugada? É preciso que os pais expliquem para a criança que aquela é a hora de dormir e não a hora de brincar, que mantenham o ritual de dormir até que a criança entenda isso. Revista Babies: Até que idade a soneca da tarde é importante? E por quanto tempo? A soneca da tarde é fundamental para ajudar no desenvolvimento da criança, em geral ela vai até por volta dos três anos de idade com uma hora de duração em média.

Outubro - Novembro/2016 -  Revista Babies 

21


Saúde Revista Babies: Querer dormir com ursinhos ou naninhas é normal, traz algum prejuízo? É normal sim, a partir de certa idade a criança se utiliza do ursinho ou naninha como uma forma de conforto e suporte para aguentar a ausência da mãe. Revista Babies: Nos primeiros dias é necessário que o bebê durma no quarto dos pais? Há risco de morte súbita? O risco de morte súbita existe sim, mas para isso se tem alguns cuidados como o bebê virado para cima deitado no berço. Ele dormir no quarto dos pais é mais uma tranquilidade para os pais que uma necessidade do bebê, ele pode dormir já no seu quarto sob vigilância dos pais. Revista Babies: Hoje em dia muitos pais compartilham a cama com os filhos. Isso faz bem? Há alguns profissionais que defendem a cama compartilhada, porém, se pensarmos de forma prática, como que o casal vai dormir bem e tranquilo sabendo que podem acabar sufocando o bebê que está entre eles? E para o bebê é a mesma coisa, aos poucos ele vai sentir a necessidade de ter seu espaço para se mexer, alongar, conhecer seu entorno e na cama compartilhada isso se torna uma dificuldade, resumindo, ninguém dorme bem uma noite de sono assim.

Revista Babies: Existe uma fórmula para ensinar o filho a dormir? Não, é algo construído com a família, pois cada uma tem seu jeito e sua rotina, algo que funciona para um pode não ser adequado para outra, por isso o que fazemos é analisar a família para juntos montarmos a melhor maneira de todos terem uma boa noite de sono.

Carolina Cini Ferrari é psicóloga, especialista em terapia relacional sistêmica. Estuda o desenvolvimento do bebê, a relação mãe-bebê e sua interação com o sono. Luciane Altenburg é psicóloga, psicoterapeuta de casais e famílias, hipnoterapeuta e tem se especializado no sono do bebê.

22

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br


Publieditorial

O retorno aos exercícios após o parto

O

nascimento de um bebê provoca grandes mudanças na vida de uma mulher. As atividades não são mais as mesmas e a mãe precisa de um tempo de adaptação para reorganizar sua rotina. Durante esse período é bem comum deixarmos de lado os cuidados pessoais, apesar da ansiedade em recuperar a antiga forma. Para tornar essa fase chamada de puerpério (período após o parto) mais agradável, é importante voltar a praticar exercícios tão logo sejam liberadas pelo médico. O puerpério tem uma duração média de 6 a 8 semanas, nas quais as modificações ocorridas no corpo da mulher durante a gestação irão retornando aos poucos, ao estado anterior à gestação. Esse período pode ser dividido em três estágios: pós-parto imediato (1 ao 10° dia após o parto), pós-parto tardio (11° ao 45° dias) e pós-parto remoto (além dos 45 dias). Naturalmente as necessidades do bebê estarão em primeiro lugar, porém essa mãe não deve negligenciar sua própria saúde, já que tem uma vida que depende dela neste momento. Uma boa recuperação significa uma mãe com mais energia para lidar com as exigências do bebê. Na maioria dos casos a mãe está tão cansada que prefere aproveitar todos os intervalos para descansar, e a última coisa a pensar é em exercícios. Está enganada a mulher que acha que fazer exercícios nesta fase será ainda mais cansativo. Muito pelo contrário, praticar uma atividade, nem que seja de curta duração, dará mais energia e disposição. No início será bem difícil, mas depois de inserido na rotina, tenho certeza de que ela não irá se arrepender, pois terá um benefício bem importante, que é o corpo de volta mais rapidamente, além de vários outros benefícios, principalmente bemestar físico e emocional. Eu sou a prova viva de como é possível conciliar os cuidados com filho, casa, esposo, trabalho e ainda cuidar da saúde e do corpo. Fui mãe recentemente e mesmo com completa modificação na rotina, procurei me organizar para realizar atividades físicas permitidas conforme cada fase do puerpério. O que facilitou e me ajudou muito foi a possibilidade de levar meu bebe junto comigo e em algumas atividades ele ser meu parceiro na realização dos exercícios, estreitando ainda mais nossos laços de amor e carinho. Nos exercícios que preciso fazer sozinha, fico tranquila em saber que o Otávio esta sendo bem cuidado e recebendo toda a atenção necessária.

Agende uma aula experimental. Venha cuidar do seu corpo e se divertir com outras mães:

Raquel Cristine Duarte Fisioterapeuta, especializada em atendimentos para gestantes e pós-parto, mãe do Otávio de cinco meses e sócia proprietária da Spaço Mãe e bebê, que tem como objetivo integrar saúde, cuidado, informação e bem-estar para gestantes, mamães, bebês e crianças.

Aulas de:

Hidro Mommy Power; Kangoooru Junps; Mommy Fit; Sling Dance; Treinamento Funcional; Yoga; Zumba. 26

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

Matrículas abertas, faça uma visita e venha conhecer o nosso espaço! R. Eusébio de Queirós, 294 Atiradores – Joinville Fone: (47) 3278-8010 www.spacomaeebebe.com.br


Festa Babies

Uma aventura na Floresta

Os irmãos Vinícius e Lucas comemoraram seus aniversários no meio de um safári Por Mariana Woj Fotos: Ketryn Suda ketty.suda@gmail.com

28

Revista Babies   -   www.revistababies.com.br

Para celebrar o aniversário de 4 anos do Vinícius e de 1 do Lucas, seus pais, Adriana e Claudemir Backes, optaram por fazer uma festa em dose dupla. O tema Safari do Mickey foi escolhido porque o Vinícius gosta muito do personagem e, ao mesmo tempo, adora bichinhos. Na decoração, linda e criativa, o grande destaque ficou por conta das girafas, zebras, macacos, leões e da turma do Mickey em clima de aventura. Além disso, um Jipe de madeira proporcionou muita diversão para as crianças que podiam entrar e fazer de conta que estavam pilotando. Na mesa de doces, os convidados se serviram de brigadeiro, cupcake, confetes, chocolate entre outras guloseimas.


Festa Babies O fundo da mesa do bolo foi composto de um imponente painel feito com plantas artificiais que garantiu lindas fotos na hora dos parabéns. Segundo a mãe, a festa levou 40 dias para ser produzida, saiu tudo conforme o esperado e tem, como todos os anos, uma razão especial para acontecer. “A festa pra mim é uma forma de agradecer a Deus publicamente pelas bênçãos recebidas: dois meninos que são as mais lindas heranças em nossas vidas”, comenta. No final da comemoração, os convidados levaram como lembrança os personalizados que estavam distribuídos na festa em uma sacolinha personalizada, preparada para esse fim.

Fornecedores: Roupas das crianças: Anabella Princesas e Príncipes e camiseta para a família: Xande Camisetas Personalizadas Local da Festa: Aquarela Festas Decoração: Valkiria Festas Topo dos bolos cenográficos e vela: D´Kaka Biscuit e Lembrancinhas Buffet de Doces e Salgados: Tati Sabor E Festas Salgadinhos: Doceria São José Convite e personalizados: Taize Pohl Fotografia: Ketryn Suda Número de Convidados: 60 adultos e 18 crianças

Outubro - Novembro/2016 -  Revista Babies 

29


30

Revista Babys   -   facebook.com/revistababies


Coluna Mãe de dois, e agora? Como preparar seu filho para a chegada de um novo bebê? Coluna Bianca Monte Eu como mãe de dois entendo muito bem do assunto. Realmente a chegada do segundo filho, ou outro bebê na família transforma tudo! A adaptação com um novo membro na família é difícil, cheia de desafios e novidades, mas com muito carinho e paciência você também vai tirar de letra.

Explicar que vem a caminho mais uma companhia para as brincadeiras

As crianças gostam de brincar e a possibilidade de mais um parceiro para jogos divertidos é sempre bem-vinda. Convencer os filhos de que o bebê que está para chegar dentro de pouco tempo vai ser mais uma companhia: essa prática costuma resultar muito bem. As crianças ficarão animadas com a ideia e por isso mais predispostas a aceitar com satisfação a vinda do irmão, primo ou sobrinho;

Deixar claro que o bebê vem para somar e não tirar o lugar dele (a) É supernormal que os irmãos mais velhos sintam ciúmes dos bebês recémchegados à família. Afinal, temem que perderão seu lugar, e mesmo com idades pequenas sentem ter de dividir o amor e carinho dos pais com outro irmão. Ambos precisam sentir que o amor dos pais não desaparece nunca, independente de quantos irmãos possam vir a nascer. Deixe claro para seu filho, deixe-o seguro de que o amor da mamãe e do papai é eterno. Conversar mesmo que ele ainda não responda, é a melhor opção;

O irmão que vai nascer será alguém a quem eles podem proteger e de quem podem cuidar

Sabe aquela coisa de cuidar e querer por perto? Muitas pessoas me perguntam se entre meninos isso rola também? E comprovo para vocês, o Arthur é muito protetor do irmão, ajuda a ir ao banheiro, pega brinquedos que o irmão não alcança, abraça e diz ”o mano tá aqui, não precisa ter medo ”, srsrs, isso é muito fofinho! Mas isso foi algo que construímos no interior dele. Desde a gestação é importante você mostrar isso ao irmão mais velho. As crianças estão tão acostumadas a necessitarem sempre de proteção que se sentem maravilhosamente bem por poderem também cuidar de outra pessoa. Um irmão mais novo a quem poderão mimar, proteger e cuidar acrescenta uma noção de responsabilidade a qualquer criança.

Estar sempre atento a mudanças de humor nos outros filhos

Por aqui as primeiras semanas de vida do Miguel geraram alguns desconfortos no Arthur e quando víamos ele já estava mordendo o irmão ou batendo. Procurei ler muito sobre o assunto, e acreditem, essas reações eram apenas reflexos de amor e carinho. As crianças quando menores não sabem expressar exatamente o que sentem e agem por instinto. Outro ponto que é supercomum é a regressão do progresso de acordo com a idade. Aqui tivemos o regresso da fralda, Arthur já não usava mais fraldas e quando o bebê chegou, voltou a usar. Para dormir, precisávamos deitar na cama com ele e por aí vai. Manter vigilância atenta aos filhos mais velhos é a estratégia mais acertada. Em caso de surgirem problemas ou dúvidas, pode sempre pedir-se ajuda a professores, psicólogos etc.

Adicionar mais um membro à família nem sempre é tão fácil como nas novelas e filmes. Para os pais a situação é trabalhosa, pois trabalhar simultaneamente dois ou demais filhos não e tarefa fácil. Para as crianças é um momento de dúvidas e incertezas, de ciúmes e ansiedades. Mas é bom lembrar que isso acontece na maioria dos casos assim que o bebê nasce e à medida que se acostumam com uma nova rotina, a alegria que invade toda a família é o suficiente para superar qualquer coisa. Uma vez li uma frase que me marcou muito,”Um irmão para o seu filho é a maior herança que você pode deixar“. Pense nisso! Beijo! Com carinho, Bia Monte!

Sobre mim: Bianca Monte, 27 anos, é mãe do Arthur e do Miguel e autora do blog Mãe de dois, e agora? Com sua experiência com a maternidade, blog e consultoria de moda para gestante está sempre disposta a ajudar todas as mães. Contato: contato@maededoiseagora.com.br

Outubro - Novembro/2016 -  Revista Babies 

31


32

Revista Babys   -   facebook.com/revistababies


Comportamento

Meu melhor amigo O convívio entre crianças e animais é benéfico, mas requer atenção. Veja os cuidados que se deve ter ao levar um bichinho para casa.

Pesquisas comprovam que ter um animal de estimação em casa contribui com o desenvolvimento emocional e social infantil, além de ensinar à criança a ter independência, responsabilidade e saber dividir. No entanto, essa relação necessita de mediação de uma pessoa adulta, pois crianças com menos de três anos tendem a não distinguir o animalzinho de um brinquedo, podendo machucar o bichinho e até mesmo despertar uma reação agressiva contra o bebê. Lembre-se que adotar um animal é como ter mais um filho, não pode acontecer por impulso! O correto é conversar, planejar e pensar a longo prazo:

Por: Mariana Woj

1-Tempo

Com a correria do trabalho e os cuidados da casa, você teria tempo sobrando para dedicar-se aos cuidados de mais um membro da família? Assim como a gente, os animais necessitam de atenção, carinho, pois se ficarem presos e sozinhos o dia todo dentro de casa, podem entrar em depressão.

2-Espaço

Muitas pessoas não se dão conta, mas já parou pra pensar em qual canto da casa ele vai ficar? Se você mora em casa, certamente haverá um lugar ideal. Mas se você vive em apartamento, analise bem e veja se há um espaço adequado para acomodar o novo integrante da casa. Lembre-se que tem que ser um espaço que não incomode os vizinhos e também dê privacidade ao bichinho. Não se esqueça das necessidades fisiológicas dele para não deixá-lo perto da cozinha e dos quartos.

Foto Fernanda Greppe

3-Dinheiro

Não importa se o animal foi adotado, comprado ou ganhado. Independente de como ele chegou à família, você terá alguns gastos durante a sua vida. Além das despesas básicas como comida, banho, castração, vacinas e remédios, é importante levar em consideração o valor de hotel, caso não tenha com quem deixar quando for viajar.

Caio, filho de Ana Carolina e Carlos A. Karam Outubro - Novembro /2016   -  Revista Babies  

33


Foto: Vanessa Vieira

Comportamento

Angelita, Gustavo K. de Oliveira, sua filha Laisa e os pets Toddy, Belinha e Ringo

Bom demais

Se você levou tudo isso em consideração e decidiu por ter o seu animalzinho. Veja agora as vantagens para o seu filho: No contato diário, crianças e animais aprendem a controlar a agressividade entre eles;

Foto: Cheila Pinow

Ter um animal ajudará a criança a entender e lidar com fatos da vida, como por exemplo, a morte;

Reforça a autoestima e traz muitas risadas;

Pra as crianças tímidas, os bichinhos servem como um bom treino para comunicar-se melhor;

Ter um animal antes de completar um ano de idade reduz pela metade o risco de uma criança desenvolver alergias.

34

Revista Babies   -   www.revista babies.com.br

Juliana, Eduardo Fernandes de Souza, seu filho Théo e a Dorinha


Junho/2014   -  Revista Babys  

35


biancadg.daportfolio.com biancadg.daportfolio.com

36

Revista Babys   -   facebook.com/revistababies

REVISTA BABIES ED #15  

A Revista Babies reúne o Melhor do universo infantil, desde moda e decoração até saúde e comportamento. Não deixe de ler! Contato Comercial...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you