Esse é o ano da África na Beija-Flor de Nilópolis. Resgatando a afinidade que tem com o tema, a agremiação decidiu que nesse Carnaval o enredo será mais precisamente, Guiné Equatorial. Apresentando o enredo “Um griô conta a história: um olhar sobre a África e o despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a trilha de nossa felicidade”, a escola se prepara para mais um grande desfile, alimentada pela expectativa de que sua apresentação envolva o público presente à Marquês de Sapucaí e sensibilize o olhar atendo dos jurados, para que esses atribuam à escola uma pontuação justa. Além da motivação com um enredo que costuma dar bons resultados para a agremiação (como no título de 2007, com “Áfricas, do berço real à corte brasiliana”) e do desejo de ser ainda melhor que nos últimos anos, Laíla, diretor de harmonia e de Carnaval da agremiação, destaca outros pontos importantes para atender essa expectativa de bons resultados no Carnaval deste ano: “Eu nunca estive tão bem. Estou feliz fazendo esse carnaval. Durante uns seis anos tivemos pequenos conflitos internos, que de uma maneira ou de outra, influenciaram no trabalho desenvolvido pela escola. Mas isso acabou. Há tempos não tínhamos um Carnaval fluindo tão bem. Todos estão dentro de suas respectivas funções e está tudo fluindo bem. Durante todo o ano passado, os trabalhos sempre esti-
veram adiantados para esse desfile. Estamos em busca de forra. O resultado do ano passado não agradou a escola. Sempre que ganhamos um carnaval, surgem vozes críticas insinuando que não merecíamos o título, porque faltou algo no nosso desfile, ou que não fomos tão bons, etc. Mas quando outras escolas ganham faltando muito mais do que algo, ninguém fala nada. É um silêncio vergonhoso. Sabemos que essa nossa aparente audácia em saber o quanto somos grande, desperta a inveja e a antipatia de alguns. Mas não posso fazer nada: nós somos vitoriosos. Não aceitamos derrota. Para mim quem aceita derrota é covarde. Nós somos vitoriosos. A escola está mordida! Os componentes estão puxando lá do fundo de si toda a garra e amor que tem pela Beija-Flor de Nilópolis para ajudar a desenvolver na Sapucaí um dos maiores desfiles da escola”, afirma o comandante. Laíla explica os porquês da escolha desse enredo tão festejado em Nilópolis: “Após o Carnaval de 2014, o qual temos certeza de que a Beija-Flor foi julgada de maneira parcial, decidimos que precisávamos de um Carnaval mais impactante, que trouxesse de volta os grandes desfiles da nossa escola. De acordo com uma pesquisa que a Comissão de Carnaval realizou, chegamos à conclusão de que o tema ‘África’ era o caminho. Mas tínhamos que ver como colocaríamos esse enredo em prática. Especialmente porque muiFevereiro 2015
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