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O lugar da pesquisa Como os Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo se transformaram num dos mais respeitados centros de investigação médico-científica do país.


LIMs | 35 anos


LIMs | 35 anos sumário 5 Apresentação Os 35 anos dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

6 História

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A vocação científica consolidada ao longo de três décadas na busca pela excelência

12 Estrutura Entenda como funcionam os LIMs, que têm mais de 200 grupos de pesquisa

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18 Fomento Saiba quais são as fontes de financiamento dos LIMs

20 Produção científica A conquista do conhecimento na pesquisa em saúde no Brasil

30 Contexto

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A importância do ambiente hospitalar para a pesquisa básica e a pesquisa clínica

33 Depoimentos Os LIMs, na visão de professores, médicos e autoridades em saúde

39 Fichas técnicas Conheça as linhas de pesquisa dos 62 LIMs

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Portas abertas, novos horizontes Os Laboratórios de Investigação Médica (LIMs) do Hospital da Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP) completam, em 2010, 35 anos desde sua fundação. Há motivos de sobra para celebrar a data. Com mais de 200 grupos de pesquisa, os 62 LIMs mobilizam 791 profissionais, entre os quais 335 doutores. Só em 2008 as pesquisas realizadas somaram investimentos da ordem de R$ 41 milhões. Os LIMs foram fundamentais para a formação de 1.252 doutores no intervalo de uma década. Os resultados das pesquisas ganham alcance e visibilidade global, com centenas de trabalhos originais publicados em revistas indexadas nas bases do ISI (Institut for Scientific Information), a maior referência quando se trata de publicações reconhecidas pela comunidade científica internacional. No total da produção dos LIMs em 2008, somam-se mais de 1.900 trabalhos, incluindo livros, capítulos de livros e trabalhos publicados em periódicos. Para trazer a público essas e outras informações sobre a atividade científica desenvolvida nos Laboratórios de Investigação Médica do HC-FMUSP, a presente publicação documenta a estrutura e o funcionamento desse complexo de pesquisas que tem como principais missões a geração, a disseminação e o compartilhamento do conhecimento humano.


HISTÓRIA

Vocação científica Criados no começo dos anos de 1970, os LIMs se estabeleceram como espaço de excelência para pesquisa e, ao longo de três décadas, transformaram-se em referência de investigação médica no País

C

om produção reconhecida entre os mais significativos acervos nacionais de pesquisa e das ciências médicas e da saúde, os LIMs foram criados na época da Reforma Universitária de 1969 — estabelecida com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e implantada no ano seguinte, em 1970. A nova lei, do período do regime militar, proibia a duplicação de departamentos em faculdades estabelecidas numa mesma cidade. Para a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, significava, como se disse à época, “um desastre, uma mutilação”, já que departamentos básicos como Anatomia, Fisiologia, Histologia e Parasitologia, entre outros, seriam todos transferidos para o campus da Cidade Universitária, no Butantã, deixando uma lacuna no lendário prédio da avenida Dr. Arnaldo, em Pinheiros. Para compreender a concepção dos LIMs, entretanto, é importante retornar ainda mais

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no tempo, quando a recém-criada Faculdade de Medicina, sem um prédio próprio, mantinha suas cadeiras e disciplinas em espaços diversos, o que levava à separação dos alunos ao longo do curso. Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho, o primeiro diretor, deixaria a seus sucessores o embrião do convênio que seria mais tarde firmado com a Fundação Rockfeller — e que possibilitaria a construção de uma escola de Medicina nos moldes daquelas que formavam médicos na Europa e nos Estados Unidos. Conforme registros, o eixo da nova escola deveria ser dado pela junção do laboratório e da clínica, em um só bloco, transformando-se em um hospital de ensino. Autônomas, mas fisicamente articuladas, as cadeiras teriam laboratórios próprios e a função de pesquisa científica exigiria dedicação exclusiva dos docentes, que contariam com gabinetes individualizados. Três anos antes da instalação da Universidade de São Paulo, foi inaugurado, em 15 de março de 1931, o edifício dos Laboratórios da Faculdade


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HISTÓRIA HISTÓRIA

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de Medicina e Cirurgia de São Paulo, como era chamada. As cadeiras básicas foram transferidas para o novo edifício, mas as clínicas continuaram funcionando em outras instalações, como na Santa Casa de São Paulo. Com visibilidade cada vez maior, refletida na imensa procura pelo curso, a Faculdade de Medicina firmou-se definitivamente com o surgimento do Hospital das Clínicas. A proposta da criação do hospital vinha desde os anos de 1920, já que o convênio com a Fundação Rockfeller determinava a construção de um hospital de ensino. Mas só depois de 1938, já materializada a ideia de universidade, com a necessidade de um hospital-escola e com a intenção do governo do Estado de ampliar o atendimento médico à população, o projeto do hospital foi retomado. O HC foi inaugurado em 19 de abril de 1944, como parte da comemoração do aniversário de nascimento do presidente da República, Getúlio Vargas. Com a transferência das clínicas que funcionavam na Santa Casa para o novo prédio, deu-se a tão sonhada integração entre assistência, ensino e pesquisa. Do ponto de vista administrativo, o HCFMUSP é uma autarquia estadual, vinculada à

Secretaria de Estado da Saúde e ligada à universidade por convênios. Na prática, historicamente inclusive, sempre teve o status e as atribuições de instrumento maior para ensino, pesquisa e prestação de serviços de saúde à comunidade. Seguindo as determinações da Reforma Universitária, departamentos como o de Bioquímica foram transferidos para o campus da Cidade Universitária ainda em 1969. O professor Cesar Timo-Iaria, na época chefe do departamento de Fisiologia e um dos mentores da criação dos LIMs, junto com o professor Antonio Barros de Ulhôa Cintra, lembrou o seguinte: “eu disse ao professor Paulo de Almeida Toledo, nosso diretor: ´Se não criarmos laboratórios de pesquisa básica aqui na Faculdade, ela decairá profundamente´. Ele pediu-me um plano. Elaborei o projeto que, por estar no final de sua gestão, Toledo não conseguiu concretizar. Mas o diretor que o sucedeu, Carlos da Silva Lacaz, criou os laboratórios, como uma medida de extraordinária importância”. É consenso que a atuação do professor Lacaz (1915-2002) foi determinante naquele momento. Ele instituiu, conforme ressalta o professor György Miklós Böhm, ex-diretor-executivo dos LIMs,

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HISTÓRIA HISTÓRIA

os laboratórios como unidades do Hospital da Clínicas e fez um convênio com a universidade. Foi o que aconteceu, primeiro com o trâmite dos processos 4378, de 1972, do HC, e do RUSP 18524/75. Oficialmente, o convênio foi aprovado pela Universidade de São Paulo em 11 de julho de 1975. A partir de 1977, os LIMs, num total de 62 estabelecidos pelo decreto 9720/77, publicado no Diário Oficial, tornaram-se, oficialmente, unidades do Hospital das Clínicas vinculadas aos diversos departamentos da Faculdade de Medicina. Deflagrou-se um novo processo. Depois da transferência de alguns departamentos, a montagem de laboratórios foi estimulada. A recomendação inicial prevaleceu. “O laboratório, em última análise, acabaria tendo finalidades tanto educativas como de prestação de serviço, mas fundamentalmente a finalidade era a pesquisa”, lembra o professor Böhm. Empenho, envolvimento e bons resultados eram sempre conseguidos a partir do mérito de alguns médicos, cientistas inatos, no comando de equipes igualmente empenhadas em questões específicas, seus objetos de estudo. A criação da Fundação Faculdade de Medicina, em 1986, é outro episódio determinante para compreensão da experiência bem-sucedida dos LIMs. Com uma estrutura autônoma para captação de recursos, criou-se também o ambiente favorável para avançar nos modelos de pesquisa com melhor aproveitamento de recursos humanos, financeiros e tecnológicos. “Ao longo dessas décadas, os LIMs foram desenvolvendo e reconstruindo toda uma rede de pesquisa dentro do sistema FMUSP/HC, com velocidade e eficiência, tanto que hoje a Faculdade de Medicina e os Laboratórios de Investigação Médica estão entre os maiores produtores de ciência no País”, afirma Giovanni Guido Cerri, ex-diretor da Faculdade de Medicina e presidente do conselho diretor do Instituto do Câncer.

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Nomes que marcaram época

A

lém do professor Cesar Timo-Iaria, um dos idealizadores dos LIMs, outros docentes são lembrados frequentemente pelo papel que tiveram no período de implantação dos laboratórios e por não medirem esforços para o avanço da pesquisa em saúde no Brasil. Alguns deles foram homenageados no simpósio Avanços em Pesquisas Médicas, dos LIMs, em maio de 2005, emprestando seus nomes a prêmios oferecidos a jovens cientistas. Entre os nomes de destaque está o de Gregório Santiago Montes, falecido em outubro de 2002. Ele foi o diretor-executivo dos LIMs entre 1995 e 1998, quando consolidou-se o sistema de apoio financeiro aos laboratórios, acompanhado de um aumento significativo da produção científica. Esse suporte do sistema financeiro havia sido idealizado pelo professor György Bohm. Em 1988, Gregório Santiago Montes era chefe do LIM 59 e professor associado do Departamento de Patologia. Em 1996, juntamente com a professora Maria Mitzi Brentani, criou o programa de pós-graduação em Fisiopatologia Experimental. Nascido na Argentina, tinha entre suas paixões a pesquisa médica e a literatura. Aos 17 anos, tornou-se colaborador do escritor Jorge Luis Borges em aulas de poesia inglesa antiga. Outro homenageado, o professor Antonino dos Santos Rocha, fundou em 1970 o Laboratório de Pesquisa Básica da Unidade de Doenças Renais. Foi o introdutor da técnica de microperfusão in vitro de segmentos isolados do néfron no Brasil.

O grupo formou vários biólogos e alguns deles prosseguiram suas pesquisas fora do Brasil. A morte precoce de Antonino Rocha, em 1990, foi considerada uma “perda irreparável” para a nefrologia mundial, conforme escreveu um dos seus mais próximos seguidores, o professor Antonio Carlos Seguro. O simpósio de 2005 também homenageou o professor Carlos da Silva Lacaz, morto em 2002, e que teve grande destaque nas investigações sobre Microbiologia e Imunologia. Por conta de suas pesquisas, a FAPESP incluiu seu nome na lista dos mais importantes cientistas brasileiros do século 20 na área de Micologia. Entre os cargos que ocupou, foi vice-diretor e diretor da Faculdade de Medicina, pró-reitor da USP e diretor da Escola de Enfermagem. Também fundou o Instituto de Medicina Tropical de São Paulo. O professor Antonio Barros de Ulhôa Cintra, outro nome lembrado com reverência, foi reitor da USP e mais tarde Secretário de Estado da Educação do então governador Abreu Sodré. Foi também um dos principais responsáveis pela criação da FAPESP e primeiro presidente do conselho superior da agência, em 1960. Sobre Ulhôa Cintra, o professor Geraldo Medeiros Neto escreveu que, “mesmo aposentado, jamais deixou de ir ao Hospital das Clínicas, onde participava de reuniões e fazia visitas à enfermaria, discutia casos clínicos complicados”. Entre colegas e alunos, é citado como “paradigma de educador, médico e cientista”. Ulhôa Cintra morreu em 1998.

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ESTRUTURA

Como funcionam os LIMs

Com mais de 200 grupos de pesquisa, os Laboratórios de Investigação Médica mobilizam centenas de profissionais e se transformaram, ao longo de 35 anos, em um dos principais centros de produção científica nas áreas médica e biomédica do País

C

erca de 790 profissionais atuam nos 62 LIMs no sistema FMUSP/ HC. Cada laboratório tem um pesquisador responsável e pode ter vários grupos ou linhas de pesquisa. Cada um desses grupos tem um líder de pesquisa. Em 2008, existiam 218 líderes. Estar na liderança de um LIM é sinônimo de credibilidade no meio científico. Assim como estar ligado a um dos laboratórios, seja como pesquisador, técnico, pós-graduando ou outra função, também implica em prestígio. “Os LIMs agregam reconhecimento público ao trabalho de qualidade desenvolvido pelos pesquisadores”, diz o professor José Eluf Neto, diretor-executivo dos LIMs. “Os laboratórios são uma referência dentro e fora da instituição. E, ao longo dos anos, cresce a relevância das pesquisas realizadas aqui.” Por conta da visibilidade, aumenta o número de profissionais interessados em fazer parte da estrutura dos LIMs. A proposta de reunir especialistas e investigadores que pudessem atuar

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de forma integrada junto às unidades laboratoriais foi um dos principais motivadores das diretorias recentes, lembra o professor Roger Chammas, vice-diretor-executivo dos LIMs. O conselho de cada um dos 17 departamentos da FMUSP tem autonomia para indicar os coordenadores. Cabe à comissão científica dos LIMs observar a produção dos laboratórios, sugerindo ao diretor-executivo e à diretoria da Faculdade de Medicina eventuais correções ou adequações. Levar adiante um estudo depende, além de recursos humanos e financeiros, de trabalhos anteriores bemavaliados. Cabe aos departamentos, após análise, oferecer ao pesquisador o aval para a submissão de determinado projeto às agências de fomento. Boa parte das pesquisas precisa de equipamentos sofisticados e de alto custo, assim como de técnicos especializados para operá-los. Os LIMs integram pós-graduandos e profissionais em início de carreira, que se aproximam de orientadores ligados aos grupos de pesquisa.


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ESTRUTURA ESTRUTURA

“Os LIMs agregam reconhecimento público ao trabalho de qualidade desenvolvido pelos pesquisadores” José Eluf Neto, diretor-executivo dos LIMs Como os LIMs estão fixados em 62 unidades, o pesquisador que quiser levar adiante uma nova linha de pesquisa deverá integrar-se a um laboratório já existente. “Assim, a unidade laboratorial passa a ser o ponto de convergência de grupos autônomos com afinidades temáticas”, diz Patrícia Favaretto, assessora da diretoria executiva dos LIMs. “A diretoria estimula esse processo de integração e convergência”, afirma Angela Cavallieri, que divide com Patrícia a assessoria técnica da diretoria dos LIMs. Pela maneira como atuam, os LIMs ganharam espaço e também se transformaram em exemplo notável de integração entre a Faculdade de Medicina e o Hospital das Clínicas. Crucial para essa convergência é a complementariedade entre atividade assistencial e as atividades de ensino e pesquisa, missões do sistema FMUSP/HC. Para José Eduardo Krieger, professor titular de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina e pesquisador responsável pelo Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular do Incor, a universidade, isoladamente, jamais conseguiria ter em seus quadros o número de profissionais agregados ao complexo hospitalar. “Somente estruturas desse porte possibilitam o planejamento que combina pesquisas de motivação individual com aquelas de interesse institucionais. Essa coexistência resulta em massa crítica que se converte em competência multidisciplinar, integrada e verticalizada”, afirma Krieger.

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A atuação da Direx-LIM Não há nada de imponente, nem mesmo uma placa de bronze, indicando o lugar de onde emanam as diretrizes e as avaliações de um dos principais centros produtores de pesquisas em saúde do País. Na porta, apenas a inscrição apontando a DirexLIM, a Diretoria Executiva dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Entre outras atribuições essenciais, a DirexLIM garante apoio e orientação aos pesquisadores, estruturação das equipes e a criação das condições para melhor utilização de recursos humanos e de equipamentos. Também funciona como uma espécie de ouvidoria. Cabe ainda à diretoria executiva dos LIMs facilitar a agregação de grupos. A Direx-LIM dá agilidade aos processos, além de promover simpósios e situações de compartilhamento e troca de informações entre pesquisadores. A partir da avaliação da produção das equipes, a Direx-LIM ainda equaciona e divide, seguindo critérios objetivos, as verbas do orçamento do HC e repassadas pelo SUS. Entre outras atribuições, a diretoria também mapeia publicações nacionais e internacionais e classifica a produção dos LIMs e dos pesquisadores. É a administração que, ao final de cada ano, produz o relatório com os resultados de cada laboratório e suas equipes nas diferentes linhas de pesquisa. Um complexo sistema de avaliação, em constante aprimoramento, leva em consideração a importância das revistas indexadas e a pertinência da pesquisa no cenário nacional. O resultado dessa avaliação é utilizado na distribuição de verbas para o ano seguinte. A intenção é valorizar cada vez mais a produtividade.


Professor JosĂŠ Eluf Neto, diretor-executivo dos LIMs

Professor Roger Chammas, vice diretor-executivo dos LIMs

PatrĂ­cia Favaretto e Angela Cavallieri, assessoras da Direx-LIM

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ESTRUTURA

Equipamentos compartilhados

Implantado em 2005, o Programa Rede de Equipamentos Multiusuários otimiza a estrutura para a realização de pesquisas “A fragmentação de recursos para equipamentos é um problema crônico das entidades de pesquisa que os LIMs vieram solucionar”, diz Marco Antonio Zago, pró-reitor de pesquisa da USP e expresidente do CNPq. “Estamos falando de equipamentos custosos que precisam ter seu tempo de operação controlado. São equipamentos multiusuários, que exigem controle sobre a utilização. Este tipo de equipamento demanda que a administração da entidade, no caso a Faculdade de Medicina ou a diretoria executiva dos LIMs, possa locar técnicos qualificados para fazer a atividade sem favorecer um ou outro laboratório. Atende-se ao conjunto. O fato de ter uma administração unificada, como têm os LIMs, contempla o objetivo de otimizar recursos, de distribuir técnicos para aquelas atividades que possuem um maior impacto coletivo”, afirma Zago. Foi exatamente com a ideia de otimizar recursos que a diretoria da Faculdade de Medicina e a diretoria executiva dos LIMs criaram o Programa Rede de Equipamentos Multiusuários (PREMiUM). Adaptado

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a partir de modelo existente em outros países, o programa cria núcleos descentralizados, organizados em forma de rede, e que tenham em seu espaço equipamentos e tecnologia de ponta úteis não apenas para um, mas para diversos tipos de pesquisas, podendo inclusive ser usados por mais de um grupo de pesquisadores simultaneamente. Parece simples, mas na prática representa a inversão de lógica já existente e consagrada pelo uso, uma vez que, na organização do parque de equipamentos, quase sempre um pesquisador ou grupo consegue um equipamento, realiza sua pesquisa e, ao concluila, esse equipamento é incorporado por doação das agências de fomento à Faculdade ou ao Hospital das Clínicas. Com o PREMiUM, criam-se condições para difundir e maximizar o uso de tecnologias de ponta por diversos grupos, evitando-se assim que equipamentos valiosos e precisos sejam subutilizados. Organizados como serviços disponíveis num sistema, há vários núcleos coordenados por pesquisadores que acumulam experiência em suas áreas de


Afinidades e interações

atuação. A coordenação de cada grupo tem pelo menos dois responsáveis, de diferentes áreas, que são usuários do equipamento e/ou da tecnologia. Assim, é possível organizar demandas dos pesquisadores interessados no uso e criar a oportunidade de gerir os recursos aplicados. Relatórios são repassados para a diretoria executiva dos LIMs e para a diretoria da Faculdade de Medicina, que colaboram especialmente na gestão profissional das atividades. A intenção é que os núcleos sejam um serviço no sistema FMUSP/HC. É um meio eficiente para garantir a entrada dos recursos necessários para se cobrir, pelo menos em parte, a manutenção dos próprios núcleos, segundo diz o professor Roger Chammas, da diretoria dos LIMs. O docente cita como exemplo de compartilhamento possibilitado pelos LIMs o Biotério, núcleo multiusuário do qual ele está à frente. “Nós produzimos animais para os pesquisadores da casa e disponibilizamos também para a Unifesp e outros hospitais que fazem pesquisa”, afirma Chammas. Desde a implantação, em 2005, já há sete núcleos multiusuários em funcionamento: Microdissecção a Laser, Microscopia Confocal, Microscopia Eletrônica, Sequenciamento de DNA, Produção de Animais Transgênicos, Tissue Microarray & Imuno-histoquímica e o Centro de Bioterismo citado por Chammas. “É uma estrutura que amadureceu e os pesquisadores já incorporaram o conceito de multiusuários. Isso é muito útil porque ao invés de ter vários pedidos que pulverizariam a verba, é possível se concentrar na aquisição para uma única instituição”, afirma o professor Eduardo Magalhães Rego, que integra a coordenadoria da saúde da FAPESP. Outros cinco núcleos estão em fase de implantação: Citometria de fluxo e separação celular, Micro-PET/CT para imagem molecular em pequenos roedores, Sistema de Imagem Ecocardiográfica de Alta Resolução para pequenos roedores, Plataforma de análise de expressão gênica (microarranjos de DNA) e Sistema de Armazenamento / Criopreservação a longo prazo de amostras biológicas.

Os vários ambientes e iniciativas do sistema FMUSP/HC dão aos LIMs possibilidades de aberturas, ao promoverem a circulação de pesquisadores que atuam em diversas frentes e se dedicam a diferentes projetos. Assim, há relação de afinidade de determinados LIMs com o Núcleo de Apoio à Pesquisa Clínica – NAPesq, que funciona sob supervisão da Diretoria Clínica do HC-FMUSP. Criado em 2005 e coordenado pelo professor Décio Mion Júnior (até 2007 sob a coordenação da Dra. Sonia Mansoldo Dainesi), o núcleo trabalha todos os aspectos relacionados à pesquisa clínica na instituição. Outro ponto de intersecção se dá entre alguns LIMs e os recém-criados Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT). Em 2008, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou a criação de 101 novos INCTs, com destinação de R$ 600 milhões para projetos de 16 estados brasileiros. Três INCTs ligados à FMUSP receberão repasse regular de verbas durante cinco anos: INCT de Análise Integrada do Risco Ambiental, que tem à frente o professor Paulo Hilário Nascimento Saldiva; o INCT de Investigação em Imunologia, coordenado pelo professor Jorge Elias Kalil Filho e o INCT de Psiquiatria do Desenvolvimento para Crianças e Adolescentes, sob a coordenação do professor Eurípedes Constantino Miguel Filho. Há ainda que se destacar a possibilidade de interação dos LIMs com os vários convênios que são firmados pelo HC-FMUSP com instituições externas. Em 2007, por exemplo, foram assinados oito convênios do Ministério da Saúde com o HC-FMUSP, com a participação da Fundação Faculdade de Medicina e que envolvem diversos departamentos e LIMs. Dentre os projetos, estão o monitoramento de populações expostas a substâncias químicas; atualização de informações e avaliações econômicas sobre vacinas; modelos de análise de dados avançados dos efeitos da poluição do ar na saúde da população; apoio ao Ministério da Saúde para aperfeiçoamento do sistema de vigilância de fatores de risco para doenças crônicas; educação continuada sobre diabetes mellitus; ampliação da Central de Informação em Patologia Hepática, do Laboratório de Investigação em Patologia Hepática; qualificação dos comitês de pesquisa de óbitos infantis; e avaliação do estilo de vida da família como determinante da saúde da criança.

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FOMENTO

Fontes de financiamento Em 1998, os recursos financeiros destinados aos LIMs correspondiam a aproximadamente R$ 14 milhões. Em 2008, eram cerca de R$ 46 milhões provenientes de três fontes: orçamento do próprio HC, recursos do SUS e agências de fomento como a FAPESP

A

s principais fontes de financiamento dos LIMs são as agências que destinam recursos ao fomento da pesquisa científica e tecnológica no Brasil e no Estado de São Paulo. Por meio de chamadas ou editais públicos, após submissão de projetos, os LIMs são contemplados tanto com recursos próprios das agências quanto com fundos setoriais dos governos federal e estadual. Em 2008, foram aproximadamente R$ 7 milhões do orçamento do HC, R$ 4 milhões do SUS e R$ 35 milhões provenientes das agências de fomento. Auxílio direto à pesquisa, bolsas de pós-graduação, formação de recursos humanos para pesquisa, acesso e divulgação da produção científica, financiamento de publicações, reuniões e congressos, intercâmbio e cooperação científica internacional são algumas das modalidades de apoio das agências de fomento. No auxílio à pesquisa, as agências não cobrem folha de pagamento nem gastos com a manutenção

dos laboratórios. Seus recursos são destinados principalmente à compra e manutenção de equipamentos, à compra de material de consumo e à capacitação de pessoal. De microscópios a equipamentos de última geração, todas as aquisições passam a fazer parte do acervo da instituição. Ou seja, a cada nova pesquisa os LIMs ampliam seu parque tecnológico. Ao contar com plataforma cada vez mais sofisticada, os Laboratórios de Investigação Médica do HC-FMUSP passam a ter papel decisivo no grande salto que em sendo dado pela pesquisa brasileira. Dentre as principais agências, o aporte maior de recursos para os LIMs vem da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) que, em 2008, destinou cerca de R$ 17 milhões, o equivalente a 48% do total recebido pelos Laboratórios de Investigação Médica. Em segundo lugar vem o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com R$ 5 milhões. A Financiadora de Estudos e Projetos

INVESTIMENTO EM PESQUISA

Agência

1997

1998

1999

2000

2001

FAPESP

10.042,00

6.251,00

8.542,00

6.771,00

7.842,00

CAPES

20,00

187,00

86,00

92,00

83,00

CNPq

2.710,00

1.155,00

712,00

313,00

971,00

FINEP

4.450,00

0,00

20,00

0,00

393,00

Outras

1.362,00

987,00

673,00

702,00

1.763,00

Total

18.584,00

8.580,00

10.033,00

7.878,00

11.052,00

Obs: Valores em R$ 1.000,00

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(Finep), empresa pública vinculada ao Ministério ação, um reconhecimento ao desempenho. da Ciência e Tecnologia, destinou R$ 2 milhões; Professor de Hematologia da Faculdade de a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Medicina de Ribeirão Preto-USP, Eduardo MagaNível Superior (Capes) R$ 1 milhão; e as outras lhães Rego integra a coordenadoria da saúde da agências, somadas, um total de R$ 9 milhões. Na FAPESP e, entre suas funções, está a avaliação de soma de 2008, as agências financiadoras entra- pedidos de auxílio de projetos feitos por pesquiram com cerca de R$ 35 misadores do Estado de São Paulo, “É uma estrutura que já lhões para o financiamento de que antes já foram previamente pesquisa dos LIMs. amadureceu e os pesquisadores analisados por assessores. Por Entre 1998 e 2008, os LIMs já incorporaram o conceito de ter a maior demanda, a coordecaptaram das agências finannadoria da saúde tem 20 coorciadoras recursos equivalen- multiusuários. Isso é muito útil denadores. tes a mais de R$ 200 milhões. “O primeiro aspecto positivo porque ao invés de ter vários Nesse período, cerca de R$ nos LIMs é o conceito de multipedidos que pulverizariam a 150 milhões em novos equidisciplinaridade e multiusuários pamentos foram acrescenta- verba, é possivel se concentrar para alguns aparelhos.” Outro dos ao parque tecnológico do ponto positivo, segundo ele, é a na aquisição para uma sistema FMUSP/HC, aquisiprópria estrutura na questão da única instituição.” ções certamente superiores à reavaliação – é um sistema que Eduardo Magalhães Rego, média de todos os centros de está sempre sendo reavaliado, pesquisa do País. o que facilita a caracterização professor da USP e Além dos recursos das integrante da coordenadoria de linhas de pesquisa. Com isso agências, as fontes SUS e HC o pesquisador tem que ser mais da saúde da FAPESP destinaram aos LIMs, juntas, competitivo, dentro de uma liem 2008, em torno de R$ 11 minha de pesquisa mais específica, lhões. Esses recursos são distribuídos entre os LIMs o que aumenta a produtividade. “São laboratórios de acordo com a produtividade. Recursos o HC mais focalizados que interagem muito bem. Ao destinam-se a infraestrutura e recursos humanos. mesmo tempo, eles são especializados numa deOs recursos que chegam do SUS são destinados a terminada área, e isso, de certa forma, possibilita incentivar os LIMs que receberam melhor pontu- maiores avanços”, diz Eduardo Rego.

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

8.622,00

9.746,00

10.402,00

11.050,00

11.446,00

14.837,00

16.656,00

266,00

15,00

25,00

163,00

622,00

7.576,00

1.290,00

1.884,00

2.717,00

3.403,00

4.185,00

8.519,00

797,00

5.444,00

0,00

499,00

472,00

2.441,00

6.892,00

3.310,00

2.079,00

4.845,00

3.999,00

6.651,00

5.661,00

6.894,00

5.768,00

9.277,00

15.617,00

16.976,00

20.953,00

23.500,00

34.373,00

32.288,00

34.746,00

Fonte: Direx-LIM 2009

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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

A conquista do

conhecimento Os LIMs espelham o potencial e os desafios da pesquisa em saúde no Brasil, que vive momentos de grande visibilidade, institucionalidade e aumento da capacidade instalada. Com foco na produção científica, assumindo cada vez mais o componente tecnológico e a busca da inovação, os LIMs são resultado da atividade de pesquisa estabelecida como uma das missões do sistema FMUSP/HC. A oferta do conhecimento nas diversas linhas de estudos clínicos, biomédicos e de saúde pública hoje dialoga com a capacidade de indução, no sentido de conciliar o mérito científico dos LIMs com prioridades e parcerias estratégicas para o sistema de saúde brasileiro

E

specialistas que se dedicam a quantificar e a determinar critérios de relevância das pesquisas em saúde apontam, como paradigma orientador, as oportunidades estratégicas geradas pela produção científica, num contexto de globalização da economia e dos próprios sistemas de pesquisas. Cada vez mais complexas, as mudanças tecnológicas e a evolução da Medicina dependem de um modelo que associa a oferta da ciência

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com as demandas do mercado, as possibilidades de investimento, as políticas governamentais e as necessidades de saúde da população. Embora tardia, a reforma em curso no sistema nacional de ciência e tecnologia, que inclui os fundos setoriais de fomento e a retomada do papel vital da pesquisa para a universidade, revela um ambiente rico e promissor, sobretudo para modelos solidamente institucionalizados, como o dos LIMs. Soma-se um cenário de mudanças no modelo


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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Não por acaso, os LIMs se tornam cada vez de desenvolvimento do País, nos estilos de vida e nos comportamentos, que assumem cada vez mais mais reconhecidos pelos grandes centros de importância para a saúde pública e a Medicina no pesquisas internacionais. São Paulo tem “reBrasil. As pesquisas devem também estar conca- cursos tecnológicos e uma massa crítica de pestenadas com o aumento da expectativa de vida, o quisadores de grande capacidade que podem envelhecimento da população, e realizar pesquisas em ambientes Em 2007, os LIMs com as alterações do perfil epidiversos e complexos, isso não tem demiológico, caracterizado pela paralelo”, diz o psiquiatra Geraldo publicaram 796 diminuição progressiva da morBusatto, presidente da Comisão trabalhos originais em Científica dos LIMs e coordenador talidade por doenças infecciosas periódicos indexados do laboratório de Neuro-imagem e predomínio de óbitos por doenem Psiquiatria. Ele observa que ças cardiovasculares, neoplasias, nas bases do Institut for os estudos cerebrais de doenças outras doenças crônico-degeneScientific Information mentais nos trópicos “não se conrativas e causas externas. seguem em nenhum outro lugar do Por integrar o maior hospital da América Latina, ancorado no tripé “ensino, pes- mundo”. “Possuímos um cenário único no qual as quisa e assistência”, os LIMs se revelam espaços condições socioambientais são muito diferentes das privilegiados que abrigam a diversidade do cenário dos países desenvolvidos, e já temos massa humada saúde nacional, o que se traduz tanto nas suas na crítica e recursos tecnológicos para encontrar frentes atuais de investigação quanto nos avanços respostas. Por isso a USP tem lugar muito espejá obtidos ou nas perspectivas de novos projetos. cial no avanço do conhecimento biomédico”,

22


diz o psiquiatra. São ascendentes a produção tam o desenvolvimento intelectual nos LIMs. Para garantir o maior equilíbrio possível nas científica dos LIMs e o número de profissionais formados pelos laboratórios a cada ano. Alguns avaliações das unidades, a diretoria executiva números oficialmente reconhecidos indicam essa dos LIMs vem aprimorando permanentemengrandeza. Em 2008, os LIMs publicaram 922 te seus critérios de avaliação. No final dos anos 1980, teve início o processo de trabalhos originais em periódicos indexados nas bases do Os critérios de avaliação avaliação da produção científica das unidades laboratoriais, ISI (Institut for Scientific Inda produção vêm sendo quando foram definidos critérios formation), o que representou de pontuação. Desde então, as 3% da publicação brasileira e revisados ao longo dos unidades são classificadas anual1,7% da publicação latino-ameanos pela Comissão ricana no mesmo período e nas mente e, conforme a pontuação Científica dos LIMs obtida, os recursos extraorçamenmesmas bases. tários são distribuídos. ConsideA geração, a disseminação e o compartilhamento do conhecimento são a base rando que os laboratórios possuem cara­ctefundamental da missão dos LIMs. Esse ciclo do rísticas particulares que os tornam muito diverconhecimento é desenvolvido pela realização da sos, implantação desse sistema exigiu negociaatividade de pesquisa e da formação e recursos ções para estabelecer critérios aceitos por todos. humanos, com presença de alunos e gra­duação, Os critérios de avaliação da produção vêm senpós-graduação, estagiários e aprimorandos nas do revisados ao longo dos anos pela Comissão unidades laboratoriais. Essas atividades fomen- Científica dos LIMs.

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PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Uma década de crescimento A produção científica dos LIMs em 1998 foi de 649 trabalhos das mais diversas naturezas. Em 2008, esse número havia saltado para 1.919. Considerados como de maior peso científico, por conta de sua repercussão internacional, os trabalhos completos publicados em revistas indexadas nas bases do ISI (Institut for Scientific Information) chamam a atenção pelo crescimento ainda mais acentuado: em uma década, passaram de 222 para 922. Esse aumento pode ser explicado por dois

motivos. De um lado, um maior e melhor desempenho das equipes. De outro, o fato de os pesquisadores serem estimulados a selecionar periódicos com inserção internacional, garantindo assim maior visibilidade e o compartilhamento com o maior número possível de pessoas. Em relação à produção científica nacional em periódicos indexados nas bases do ISI , observase um aumento consistente do percentual de produ ção dos LIMs, o que indica o sucesso das estratégias adotadas para o estímulo de produção científica.

PRODUÇÃO CIENTÍFICA DOS LIMs

Natureza do Trabalho

1993

1994

1995

1996

1997

1998

72

115

130

161

162

222

Trabalhos originais publicados em revistas não indexadas nas bases de dados ISI

159

295

358

370

200

301

Capítulos de Livro

123

126

124

92

106

113

Livros

10

10

20

12

22

13

Total

364

546

632

635

490

649

Trabalhos originais publicados em revistas indexadas nas bases do ISI

24


PRODUÇÃO CIENTÍFICA TOTAL DOS LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO MÉDICA

2000 1800 1600 1400 1200 1000 800 600 400 200

1993 1 9 9 4

1995

1996 1997

1998 1999

2 0 0 0 2 0 01

2 0 02 2 0 0 3

2004

2005 2006

2 0 07 2008

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

250

271

268

404

427

478

534

658

796

922

330

372

407

436

385

443

392

447

565

633

169

145

124

146

151

169

249

477

285

293

28

31

28

35

29

27

32

34

50

71

777

819

827

1.021

992

1.117

1.207

1.616

1.696

1.919

25


PRODUÇÃO CIENTÍFICA

Como o impacto é medido A base ISI é amplamente utilizada pela comunidade científica internacional e cobre praticamente todas as áreas do conhecimento. O banco de dados ISI é composto por três bases: Science Citation Index, Social Science Citation Index e Arts and Humanities Citation Index. O ISI fornece o “fator de impacto” de cada um dos periódicos nele indexados, que são cerca de 9 mil no mundo todo. O fator de impacto (FI) representa um dos indicadores mais frequentemente usados na avaliação da produção científica. Esse fator (FI) das revistas pode ser exemplificado da seguinte forma: o FI de uma revista referente ao ano de 2009 é calculado pela razão entre o número total de citações concedidas em 2009

aos artigos publicados nos dois anos anteriores —2007 e 2008—, e o número total de artigos publicados na mesma revista em 2007 e 2008. O Brasil possui mais de uma centena de revistas indexadas na base Science Citation Index e duas indexadas na base Social Science Citation Index. No início de cada ano, os dados são coletados através de relatórios de atividades encaminhados pelas unidades laboratoriais, referentes ao ano anterior. Os relatórios são avaliados individualmente pela Comissão de Relatórios dos LIMs, com base nos critérios estabelecidos, e os dados são então transformados em indicadores que possibilitam a análise do desempenho.

TRABALHOS PUBLICADOS PELOS LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO MÉDICA

800 700 600 500 400 300 200 100

1993 1 9 9 4

1995

1996 1997

1998 1999

2 0 0 0 2 0 01

Trabalhos completos publicados em revistas indexadas nas bases do ISI Trabalhos completos publicados em revistas não indexadas nas bases do ISI

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2 0 02 2 0 0 3

2004

2005 2006

2 0 07

2008


TRABALHOS PUBLICADOS EM REVISTAS INDEXADAS NAS BASES ISI (LIMs, BRASIL E AMÉRICA LATINA) Ano LIMs (1) Brasil (2) América Latina (2) LIMs / Brasil(%) 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

72 115 130 161 162 222 250 271 268 404 427 478 534 658 796 922

4.490 4.833 5.508 6.057 6.749 7.915 8.948 9.511 10.631 11.361 12.679 13.328 15.796 16.872 19.486 30.415

11.847 12.871 14.499 15.953 17.666 19.434 21.664 22.745 24.642 25.915 28.673 28.594 33.831 34.552 39.286 55.742

LIM / América Latina(%)

1,60 2,38 2,36 2,66 2,40 2,80 2,79 2,85 2,52 3,56 3,37 3,59 3,38 3,90 4,08 3,03

0,61 0,89 0,90 1,01 0,92 1,14 1,15 1,19 1,09 1,56 1,49 1,67 1,58 1,90 2,03 1,65

Fonte: (1) Relatórios de Produtividade Científica das Unidades Laboratoriais (Publicações na área de Medicina / Biomédicas) (2) MCT-Ministério da Ciência e Tecnologia (Publicações de todas as áreas de conhecimento) ISI: Institute for Scientific Information

DISSERTAÇÕES E TESES DESENVOLVIDAS NOS LABORATÓRIOS DE INVESTIGAÇÃO MÉDICA 175 150 125 10 0 75 50 25

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

mestrado

12

19

39

45

53

71

71

50

50

59

76

53

33

100

87

88

doutorado

20

39

48

53

97

113

113

83

103

122

134

104

127

134

148

169

livre docência

2

4

5

4

3

10

10

5

11

11

16

5

8

4

9

4

27


PRODUÇÃO CIENTÍFICA

A carreira de pesquisador

N

o dia 31 de julho de 2006, o então governador de São Paulo, Cláudio Lembo, esteve na Faculdade de Medicina da USP para homologar uma lei que deu grande estímulo aos LIMs e à pesquisa no sistema FMUSP/HC. O decreto, proposto pelo próprio governador e aprovado em regime de urgência pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, criou 55 cargos de pesquisador para os LIMs, além de incluir os laboratórios entre as instituições oficiais de pesquisa previstas na legislação estadual. Segundo o governador disse na ocasião, “a espera de mais de 20 anos pela criação desses cargos é absurda. Esse projeto não deveria ter ficado tanto tempo perdido em mesas e escrivaninhas. São 55 pesquisadores, um quadro até pequeno, mas excepcionalmente importante para São Paulo e para o País, porque vai permitir

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enormes avanços na ciência brasileira”. A então reitora da USP, professora Suely Vilela, ressaltou que “o decreto é um reconhecimento do papel dos LIMs no desenvolvimento da pesquisa científica de ponta em nosso País. É um grande passo em direção ao futuro dessa instituição, cujo prestígio orgulha a todos”. O diretor-executivo dos LIMs, professor José Eluf Neto, acrescenta que “a ausência de uma carreira específica para pesquisador científico causou, ao longo dos anos, a perda de profissionais altamente qualificados, em cuja formação a instituição fez grandes investimentos. Portanto, a criação da carreira de pesquisador científico possibilitará que os profissionais passem pela série de estágios correspondentes à natureza de suas atribuições e oferecerá também a oportunidade de evolução funcional”. Os pesquisadores, enquadrados na referência PqC-1/nível I, podem ascender até o nível


VI, compatível com a carreira de docente da para o sistema FMUSP/HC aconteceu justamente USP. Aqueles profissionais que já desenvolvem para atender a demanda dos LIMs, ou seja, para seu trabalho nos laboratórios podem agora, por que os pesquisadores também pudessem ter um concurso público, conquistar uma dessas vagas, projeto de carreira”. tornando-se funcionários da autarquia. Com isso, “É consenso que a criação dos cargos de pespassam a ter um plano formal de carreira e a pos- quisador científico contribuiu para o estímulo ao sibilidade de crescimento. desempenho das atividades de investigação cientíA nova legislação também determina que o fica”, afirma o secretário de Estado da Saúde de pesquisador deve ingressar no LIM em regime São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata. Diretor de dedicação integral ao trabalho. Mais do que da Faculdade de Medicina, o professor Marcos fixar o pesquisador dentro do laboratório, a Boulos diz que “havia muitos pesquisadores medida fornece ao profissional não-médicos na casa, que eram uma oportunidade de carreira. docentes, mas sem uma estru“O decreto é um Já com base na nova lei, o tura para mantê-los institucioreconhecimento do primeiro concurso de Pesquisanalmente”. Segundo Boulos, há papel dos LIMs no dor Cientifico I para atuação nos tempos o HC e a Faculdade lemdesenvolvimento da LIMs foi realizado em 2008. O bravam ao Estado que nas suas concurso viabilizou a contratação secretarias e institutos de pesquipesquisa científica de de 42 pesquisadores. sas havia o cargo de pesquisador ponta em nosso País. Diretor-presidente do Hospital científico. “Queríamos essa mesÉ um grande passo em AC Camargo, o professor Ricardo ma possibilidade para os LIMs”, Renzo Brentani, também diretordireção ao futuro dessa diz ele. “De uma certa maneira, presidente do Conselho Técnico isso acomodou alguns pesquisaAdministrativo da Fapesp e ex- instituição, cujo prestígio dores que estavam sendo conorgulha a todos”. diretor-executivo dos LIMs, lemtratados via Fundação Faculdade bra a importância da inserção de de Medicina e que não tinham Suely Vilela, profissionais não médicos nos estabilidade. Não sabemos ainda ex-reitora da USP laboratórios e nas pesquisas relaqual a dimensão e o impacto cionadas à saúde. “O profissional dessa medida, mas de alguma de nível superior dos LIMs passou a se integrar maneira eu poderia dizer que foi um fato a mais na carreira de pesquisador do governo do Estado. que se somou à organização do fluxo de pesFoi o resultado do esforço coletivo, em especial quisa da casa.” Boulos lembra que são 55 cargos, da professora Maria Mitzi Brentani, do professor ainda que exista um número muito maior de Gregório Santiago Montes, além do professor pessoas trabalhando em pesquisa no sistema Giovanni Cerri, que na época representava a FMUSP/HC. “Isso ajuda a ter uma estrutura congregação da Faculdade no Conselho Univer- profissional não-médica dentro da instituição, sitário”, diz Ricardo Brentani. “Foi uma vitória, por meio desses pesquisadores.” porque deu não só um plano de carreira para os Flávio Fava de Moraes, diretor-geral da não-médicos, como também a possibilidade de Fundação Faculdade de Medicina, ex-secretário fazerem pós-graduação, terem alunos e orientá- de Ciência e Tecnologia do governo Mario Covas los. Mais recentemente, a pós-graduação básica e ex-reitor da USP, ressalta a importância da foi incorporada à pós-graduação médica. Um realização dos simpósios dos LIMs, lembrando exemplo: a pós-graduação em Oncologia hoje que, com o simpósio realizado em 2005, conpode ter alunos e docentes médicos e não-médicos. seguiu-se sensibilizar o governo para a necessiTodas essas conquistas elevaram ainda mais a dade de criação da carreira de pesquisador. “Foi produtividade dos LIMs e contribuíram para a um grande avanço na produção científica dos produção científica do País.” LIMs a abertura de vagas para contratar profisGiovanni Guido Cerri lembra que um dos pro- sionais especializados”, diz Fava de Moraes. “Isso blemas da Faculdade “é que os docentes tinham permitiu que pessoas que só podiam se dedicar uma carreira, mas os pesquisadores não-docentes, parcialmente às pesquisas passassem a dedicar-se não”. “A criação de uma carreira de pesquisador integralmente a elas, criando um grupo estável.”

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CONTEXTO

A importância do ambiente hospitalar Prioridade em grandes centros de estudos, a investigação científica ligada a hospitais ou instituições de assistência mobiliza ao mesmo tempo a pesquisa básica e a pesquisa clínica

A

pesquisa científica vinculada ou realizada dentro dos hospitais e instituições de assistência à saúde é considerada prioridade em todos os grandes centros de estudos. É a área que mais apresenta resultados. Seja em avanços dentro das instituições médicas, no trato direto com o paciente, seja no reconhecimento pelos artigos publicados nas revistas nacionais e internacionais, assim como na formação de recursos humanos. Os motivos para essa constatação são muitos, em especial porque o hospital de ensino no Brasil, e particularmente o HC-FMUSP, é heterogêneo em sua essência. Atende a diferentes níveis de complexidade: do transplante a casos de atenção básica de uma rede de saúde deficitária. Pratica ainda, por exemplo, a telemedicina, estuda futuras aplicações de terapia gênica e técnicas minimamente invasivas ao mesmo tempo que precisa dar respostas a doenças como tuberculose, malária e hanseníase. É no ambiente hospitalar que acontece a convergência dos diversos elos que conformam a cadeia do conhecimento médico. Ao interagir com esse ambiente, as atividades de pesquisa dos LIMs tornam-se vetores da capacitação técnico-científica, formando profissionais que atuam também na assistência. À medida que aumentam a capacidade de promover a interação entre a pesquisa básica e a pesquisa clínica, os LIMs possibilitam o intercâmbio entre pesquisadores que, embora tenham formações distintas, passam a compar-

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tilhar os interesses comuns de promoção e recuperação da saúde das pessoas. É possível, portanto, vislumbrar a tradução do conhecimento gerado pela pesquisa em abordagens concretas de prevenção, diagnóstico e tratamento. Foi pela complexidade dessa situação que a transferência dos laboratórios —determinada pela Reforma Universitária—, enviando aqueles de ciências básicas para o campus da Cidade Universitária, provocou tanta reação na época. A criação dos LIMs surgiu como a escolha possível, que acabou se revelando o melhor caminho naquela conjuntura. E se mostrou, em seguida, como um modelo com melhores resultados se comparados com outros centros universitários de pesquisa em saúde. Para muitos professores, as melhores escolas para se aprender e pesquisar são exatamente as enfermarias dos hospitais. Os LIMs, estabelecidos em torno do Hospital das Clínicas, se revelaram a prova concreta dessa afirmação, que gera permanentemente novos desafios científicos. Afinal, espera-se que as pesquisas desenvolvidas num hospital de ensino com o porte e a missão institucional do HC-FMUSP se aproximem das necessidades de saúde da população e das prioridades das políticas públicas de saúde. “Os LIMs significaram um enorme avanço para a pesquisa básica. O desafio é justamente promover cada vez mais a pesquisa voltada para a clínica, feita junto aos pacientes e às necessidades terapêuticas e assistenciais. A


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CONTEXTO

“Os LIMs têm uma missão crítica que é prover um ambiente para investigação laboratorial para todos os docentes da USP e os médicos do HC, que têm um status de investigadores ligados a área médica.” Marco Antonio Zago, próreitor de pesquisa da USP, professor titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto ““Não adianta ter um ambiente em que eu atenda milhares de pessoas sem tirar dali algum conhecimento novo. O Hospital das Clínicas e a Faculdade de Medicina acabam formando um ´ambiente hospitalar´ que mobiliza muitas pessoas e que aproveita essas circunstâncias para gerar novos conhecimento. E é isso que caracteriza uma universidade, a produção de novos conhecimentos.” Durval Rosa Borges, professor de gastroenterologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e um dos coordenadores da área de Saúde da FAPESP

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pesquisa já está institucionalizada no HC e na FMUSP. Embora a divisão operacional seja necessária, institucionalizar uma conexão orgânica entre o laboratório e a clínica é um passo importante,” afirma o professor Eduardo Moacyr Krieger, diretor da unidade de hipertensão do Incor e membro do conselho superior da FAPESP. Segundo o doutor José Agenor Silveira, diretor-executivo da Faculdade de Medicina, no sistema acadêmico de saúde no qual os LIMs estão inseridos, a Faculdade e o hospital não existem separadamente. Eles se fundem na geração de conhecimento. “A produção científica é extraordinária, mas só os recursos públicos não dinamizam todo o potencial. A parceria com a iniciativa privada, como ocorre em outros países, é fundamental. Há uma percepção de que isso traz avanços. Até pelos investimentos que demandam, não é tarefa da universidade se ocupar em desenvolver os produtos e equipamentos para o complexo industrial da saúde. Mas a pesquisa translacional, que gera a aplicação prática do conhecimento produzido nos LIMs, é uma ponte a ser criada com empresas privadas. Esse diálogo produz efeitos como a transferência de tecnologias do privado para o público e a redução da dependência científica e tecnológica do País na área da saúde”, diz Silveira. Além de avaliar a eficácia e a segurança de medicamentos e vacinas, há linhas de pesquisa que têm se voltado também para avaliações econômicas, de custo-efetividade — tanto de novas tecnologias quanto daquelas já existentes—, bem como de procedimentos para a solução dos problemas de saúde e agravos mais frequentes. É neste sentido que o HC-FMUSP integra, por exemplo, a Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Hospitais de Ensino – RNPC, ação conjunta do Ministério da Saúde e Ministério da Ciência e Tecnologia, cuja meta é reunir cerca de 30 centros de pesquisa. O financiamento do complexo industrial da saúde e as parcerias público-privadas têm o seu espaço na viabilização de projetos de pesquisa dos LIMs e do sistema FMUSP/HC. Porém, os recursos públicos, preservados os critérios de concorrência pública, competitividade e continuidade, são fundamentais para gerar conhecimento concatenado com as prioridades nacionais de saúde.


DEPOIMENTO

Bem ao lado dos pacientes “Os LIMs são resultados de uma tese que fundamenta toda a pesquisa em saúde. Por mais que a pesquisa básica seja importante, não há investigação de fato se não houver pacientes, se as pesquisas não estiverem vinculadas às doenças e aos doentes.” Giovanni Guido Cerri, presidente do conselho diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo

O

professor Giovanni Guido Cerri dirigiu a Faculdade de Medicina da USP e hoje é presidente do conselho diretor do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o ICESP. De sua sala, no prédio da avenida Dr. Arnaldo, Cerri comanda um dos mais novos centros de atendimento em Oncologia do País. Algumas das linhas prioritárias em pesquisa avançada passam pelo crivo do professor. Entre a segunda e a terceira causa de mortalidade no Brasil, o câncer avança no País para empatar com o perfil de países do Primeiro Mundo, onde a doença é uma das que mais matam e que mais gastos consomem do Estado. Como docente e ex-diretor da FMUSP, Giovanni Cerri acompanhou a separação dos institutos de pesquisa, testemunhou a criação dos LIMs e também o crescimento rápido de sua produção. “Os LIMs são resultados de uma tese que fundamenta toda a pesquisa em saúde”, ele diz. “Por mais que a pesquisa básica seja importante, não há investigação de fato se não houver pacientes, se as pesquisas não estiverem vinculadas às doenças e aos doentes.”

Com a ida dos laboratórios para o campus da universidade, ele lembra, todos os pacientes obviamente permaneceram no HC, assim como toda a oportunidade de pesquisa básica voltada para a área hospitalar. “Os departamentos foram, mas o hospital ficou, e é por isso que os LIMs cresceram de forma tão rápida. Por que os pacientes estão no hospital, os estudos clínicos também. Toda a infraestrutura necessária para se realizar pesquisa na área de saúde está aqui, com a existência de um grande hospital-escola.” Giovanni Cerri ilustra a importância da pesquisa em ambiente hospitalar com exemplos práticos. “Suponhamos um paciente que necessita de um tipo de cirurgia no coração porque ele teve um infarto, por exemplo. É preciso desenvolver técnicas de ponte de safena e esse é o caso de uma pesquisa clínica. Mas existem também pesquisas que estudam o mecanismo da formação do infarto, o mecanismo da oclusão da coronária, as substâncias que podem melhorar o fluxo cardíaco. Quais são as condições que levam o paciente a ter um infarto, as substâncias envolvidas nisso? Essa é uma pesquisa básica, uma pesquisa laboratorial aplicada a casos reais.”

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DEPOIMENTO

Conexão fundamental O ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata, dizia que é essencial a relação entre as linhas de pesquisa e as prioridades do sistema de saúde

P

ara o ex-secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Luiz Roberto Barradas Barata (1953-2010), a conexão entre as linhas de pesquisa e as prioridades do sistema de saúde é fundamental. “É importante que as pesquisas científicas no Brasil reconheçam as necessidades epidemiológicas de nossa população e desenvolvam novas tecnologias que auxiliem o atendimento de seus problemas prioritários”, disse, em depoimento concedido em 2009. Barradas ressaltou a sobrecarga de uma Medicina que é dependente de importações de medicamentos e equipamentos. “Sabemos que grande parte do encarecimento observado nos sistemas de saúde em todo o mundo, inclusive no Sistema Único de Saúde brasileiro, provém do rápido desenvolvimento tecnológico do setor, na maior parte das vezes efetivado por empresas sediadas em outros países e com monopólios de produção de novas drogas e equipamentos. Com o desenvolvimento de tecnologia própria, o Brasil poderá atender às necessidades de saúde de sua população, de forma mais adequada, menos custosa e dirigida aos problemas específicos de nossa realidade, melhorando a saúde e a qualidade de vida da população.” Na avaliação do ex-secretário, os LIMs, como todos os centros de pesquisa do País, têm um papel fundamental na construção dessa soberania. Muitas pesquisas geradas nos LIMs, afirmou Barradas, “têm subsidiado a reorientação de políticas públicas”. “São grupos que desenvolvem pesquisa em diferentes campos das ciências da saúde e têm investigado doenças como aids, hepatite C, Alzheimer, esquizofrenia, asma, câncer de mama e de colo de útero e infarto do miocárdio. Destacam-se ainda estudos da dinâmica e controle vacinal de epidemias e trabalhos sobre o impacto da poluição ambiental na saúde. Tratamentos de alta complexidade, que incluem novas técnicas cirúrgicas, transplantes e terapias celulares, são também alvo de investigação e aprimora-

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mento por grupos de pesquisa dos LIMs”. Portanto, declarou Barradas, a “Secretaria considera muito importante o desenvolvimento da estrutura dos LIMs, que certamente continuarão a contribuir significativamente para a pesquisa em saúde”. O ex-secretário destacou a importância dos Laboratórios de Investigação Médica citando números do Ministério da Ciência e Tecnologia. Segundo dados do ministério, a produção científica desenvolvida nos LIMs representa 7,3% da publicação brasileira e 3,3% da publicação latino-americana, nas áreas de saúde e ciências biomédicas. Barradas lembrou que os pesquisadores dessas unidades têm atuado em diferentes projetos de alcance nacional e internacional, “liderando grupos que têm gerado conhecimento de ponta e que se traduzem para a prática clínica”. “Em 2006, o governo do Estado de São Paulo criou 55 cargos de pesquisador científico para os Laboratórios de Investigação Médica”, lembrou o secretário. “Sem dúvida, a criação dos cargos de pesquisador científico contribuiu para o estímulo ao desempenho das atividades de investigação científica, nos vários campos de estudo relacionados à saúde, fortalecendo os núcleos de pesquisa já existentes.” Segundo Barradas, ainda há dificuldade para os pesquisadores se relacionarem com as agências de fomento, principalmente pelos entraves ao entendimento das regras e documentação. Por isso, a maior fatia da verba acaba ficando com poucas instituições. Segundo o secretário, de 2005 a 2009, a FAPESP repassou R$ 48 milhões para o conjunto dos 35 hospitais dos SUS em São Paulo, mas apenas sete foram beneficiados, todos eles de renome, como o HU da USP, o HC da FMUSP, o HC da FMUSP-Ribeirão Preto, o Incor, o Emilio Ribas, o Centro Infantil Boldrini, de Campinas, e o AC Camargo, de São Paulo. Esse fato, afirmou o secretário, demonstra a possibilidade e a necessidade de ampliação gradativa de recursos para as pesquisas desenvolvidas no Estado.


DEPOIMENTO

Parcerias estratégicas Para o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, o ambiente hospitalar e a pesquisa em saúde devem estabelecer e agregar interesses comuns

P

ara o secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Reinaldo Guimarães, o ambiente hospitalar e a pesquisa em saúde devem representar uma parceria de interesses. Nesse sentido, a secretaria que Guimarães comanda é o órgão que melhor estabelece a conexão necessária entre ambos. Ele relata passos recentes que dão a dimensão de importância dos LIMs e do Hospital das Clínicas da FMUSP no contexto nacional da pesquisa médica. “A pesquisa científica vinculada a hospitais de ensino e universitários é prioridade para a secretaria”, afirma Guimarães. “Parte da comunidade científica no Brasil está situada nesse âmbito. Em 2005 foi criada a Rede Nacional de Pesquisa Clínica em Hospitais de Ensino (RNPC) por meio de chamada pública. Foi uma parceria do Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Saúde e Finep (Ação Transversal - Pesquisa Clínica), que então selecionou instituições para integrarem a chamada RNPC. Essa parceria contou com investimentos da ordem de 35 milhões de reais, com desembolsos feitos ao longo de três anos.” O Hospital das Clínicas da FMUSP, ele afirma, é parte integrante da RNPC e agrega diversos ou-tros setores de pesquisa científica da USP. De acordo com Guimarães, desde 2004 o Ministério da Saúde assumiu a liderança na política de pesquisa em saúde. Na ocasião, o secretário de Ciência e Tecnologia era o professor Moisés Goldbaun, do Departamento de Medicina Preventiva da FMUSP. “Naquele ano, a 2º Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde reuniu mais de 700 participantes do sistema de saúde, de ciência e tecnologia e de educação. Como resultado foi definida a Agenda Nacional de Prioridade de Pesquisa em Saúde (ANPPS). Essa agenda foi um marco para interligar a pesquisa para saúde

tendo como direcionamento não apenas a pesquisa aplicada, mas principalmente a pesquisa estratégica, conceito que integra a pluraridade metodológica no campo da pesquisa em saúde.” Ainda segundo Reinaldo Guimarães, para dar conta da estratégia de implantação da ANPPS, o Ministério da Saúde estabeleceu cooperação técnica com o Ministério da Ciência e Tecnologia, Finep e CNPq a partir de 2004. “Essas agências aplicam atualmente cerca de 40% dos recursos financeiros do fomento à pesquisa cuja agenda é definida pelo Ministério da Saúde.” O desafio para o País, segundo o secretário, é transformar e institucionalizar a política de pesquisa em saúde de forma verticalizada, característica de muitos países desenvolvidos que possuem pesquisa e desenvolvimento como componente estratégico do desenvolvimento econômico e de sustentabilidade. No Brasil, afirma Guimarães, outros setores se destacam com políticas verticais de P&D, como o setor energético, agropecuário e de aviação. “Novos investimentos e uma instituição própria para pesquisa em saúde são necessários para alcançarmos um modelo de gestão da política de ciência, tecnologia e inovação que altere o componente vulnerável atual: incipiente inovação e produção”, diz Guimarães. “O Ministério da Saúde tem muito claro o caminho a trilhar no campo da ciência e tecnologia. Desde a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, que não só agregou ao que já vinha sendo feito, como também estabeleceu as bases para a atuação futura de forma compartilhada com todos os setores, o ministério tem sido orientado pelas diretrizes de uma política nacional que abre duas frentes significativas: uma dedicada à pesquisa propriamente dita, e a outra, voltada para a indústria, com foco em desenvolvimento tecnológico e produção de insumos estratégicos de interesse do setor saúde.”

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DEPOIMENTOS

Professor Flávio Fava de Moraes, diretor geral da Fundação Faculdade de Medicina

Professor Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina

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Dr. José Manoel de Camargo Teixeira, superintendente do HC


Modelo competitivo Para o professor Flávio Fava de Moraes, ex-reitor da USP e diretor da Fundação Faculdade de Medicina, os LIMs interligam os vários níveis da investigação científica e devem ser reproduzidos para além da universidade Diretor-geral da Fundação Faculdade de Medicina, o professor Flávio Fava de Moraes já presidiu a Fundação Seade —o sistema de análise e estatística do Estado—, foi secretário de Ciência e Tecnologia do governo Mario Covas, reitor da USP e dirigiu, por uma década, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), da qual ainda integra a diretoria científica. Fava de Moraes diz que os Laboratórios de Investigação Médica formam uma estrutura única de ligação entre os vários níveis de investigação. Os LIMs, ele declara, tiveram o privilégio de “trabalhar em pesquisa com aplicação médica e com condições e infraestruturas únicas”. “O conceito de ciência básica e ciência aplicada é apenas pedagógico porque se não houver a primeira, a segunda não existe. Se tiver apenas a pesquisa básica e não a aplicada, o conhecimento fica na prateleira. Os LIMs ocupam esse espaço que chamamos translacional, de uma ciência que abrange todos os interesses a partir de uma pergunta inicial.” Fava de Moraes diz que é fundamental que se dê visibilidade aos LIMs. “É um modelo que deveria ser reproduzido para além da Faculdade de Medicina, para fora da USP, para outras áreas profissionalizantes.” O diretor da Fundação Faculdade de Medicina considera vital para a pesquisa uma estrutura que agregue interesses e conhecimentos. “Enquanto um estuda um tema específico, uma doença, o outro vê, por exemplo, a fisiologia em questão, ao mesmo tempo em que determinado laboratório analisa o efeito terapêutico de determinada droga”, afirma o professor. “Você tem um microscópio eletrônico de uso comum, uma centrífuga moderna, um freezer que chega a menos 80 graus. Trata-se de uma infraestrutura moderna, num lugar só. Há uma agregação multiprofissional quando se tem à disposição alguém que trabalha com estatística ou um profissional da área de informática assim como de diversas

outras áreas. Nesse ambiente multiprofissional, de multiusuários, de eficácia, tudo acontece mais rápido, e há uma redução de custos, com melhores resultados porque os problemas são abordados de diferentes ângulos. Com isso, aumentam as chances de publicação em revistas de grande impacto internacional.” Fava de Moraes considera altamente positiva a capacidade que os LIMs têm de captar recursos. “Os laboratórios recebem doações, ganham projetos, são extremamente competitivos ao buscar recursos na Fapesp, no CNPq, na Finep ou nos convênios com empresas farmacêuticas, ainda que os LIMs não priorizem pesquisa clínica.”

Democratização do conhecimento Para o superintendente do Hospital das Clínicas, Dr. José Manoel de Camar­go Teixeira, a democratização do conhecimento, dos recursos e dos equipamentos é a marca registrada dos LIMs “A produção científica dos Laboratórios de Investigação Médica tem características próprias, inclusive porque há muita pesquisa dentro de toda a estrutura hospitalar. A que é realizada pelos LIMs é moderna sob todos os pontos de vista, seja ao falarmos em equipamentos e tecnologia ou ao observarmos conhecimentos atualizados de biologia molecular, biologia celular, de genoma, entre outros.” A declaração é do superintendente do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, José Manoel de Camargo Teixeira. Cirurgião cardiovascular e professor de administração hospitalar da Fundação Getúlio Vargas, José Manoel também foi diretor-executivo do Incor durante 21 anos. É dessa trajetória na área administrativa que vem seu olhar empresarial para o complexo que administra, sempre atento à produção científica da instituição e seu entorno hospitalar. “As pesquisas em saúde ganham cada vez mais espaço, estão mais voltadas para a realidade, na qual o propósito é sempre pesquisar uma doença, uma causa, uma técnica, uma terapêutica que seja eficaz para o dia a dia”, afirma o superintendente. José Manoel diz que o

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DEPOIMENTOS

futuro da pesquisa exige uma integração cada vez maior com o cotidiano de demandas hospitalares e uma inserção do hospital no Sistema Único de Saúde, o SUS. Ele cita programas como os de Medicina Comunitária e o Saúde da Família. “Estamos chegando cada vez mais próximos da comunidade, desde a atenção básica, passando pela atenção secundária e ambulatórios de especialidades, até hospitais secundários e terciários, caso do HC.” Nesse contexto, afirma o dr. José Manoel, os LIMs têm um papel fundamental. O superintendente lembra que cada vez mais fala-se em bases multiprofissionais para atuação, em plataformas que tenham diversos usuários. “Não existem mais laboratórios nos quais cada um tem lá o seu ‘universo’ fechado, tranca-se a porta e vai embora. O uso é coletivo tanto dos recursos tecnológicos como do conhecimento gerado, que não fica mais ‘guardado’ no livro, na gaveta, sem ser acessado. A democratização do conhecimento, dos recursos e dos equipamentos será cada vez mais a marca registrada dos LIMs.”

Necessidades sociais “Vislumbramos a possibilidade de ter uma produção ainda maior — e sempre condizente com as necessidades sociais”, afirma o professor Marcos Boulos, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo Diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, presidente da Congregação da Faculdade de Medicina e do Conselho Deliberativo do Hospital das Clínicas, o professor Marcos Boulos também é o diretor-geral dos LIMs. Ao falar sobre o futuro da pesquisa na instituição, Boulos, que é professor da disciplina Moléstias Infecciosas e Parasitárias, diz que a tendência é que a Faculdade priorize a pesquisa compatível com as necessidades sociais do Brasil. “O pesquisador sempre manterá sua independência ao buscar agências financiadoras para a linha de pesquisa que desejar desenvolver enquanto a instituição continuará buscando mais recursos relacionados a estudos de interesse social”, diz. “Assim, vislumbramos a possibilidade

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de ter uma produção ainda maior —e sempre condizente com as necessidades sociais. Sabemos, pela experiência, quais são as doenças que necessitam de respostas importantes, as que têm maior impacto social. A partir daí, discutimos e determinamos algumas linhas para as quais a diretoria da instituição empenha-se na busca de financiamento e recursos institucionais.” Além da competência do pesquisador, também a credibilidade da instituição é determinante na captação de recursos para a pesquisa. “Planejamos incentivar mais pesquisas patrocinadas. Neste formato de financiamento, quem delibera as pesquisas é a instituição, ouvindo parceiros e seguindo critérios comprometidos com as necessidades sociais. Ou seja, sabermos quais as pesquisas podem dar retorno útil para a sociedade.” Segundo Boulos, a perspectiva é que a Faculdade de Medicina tenha cada vez mais relevância na argumentação com os financiadores, já que tem aumentado a capacidade instalada e as possibilidades de pesquisa. Ele cita como exemplo o desenvolvimento de uma vacina contra a malária, assim como o estudo das células-troncos, com todas as suas potencialidades. O diretor da Faculdade diz que há outras áreas que merecem ser mais investigadas, caso da prevenção e da promoção da saúde, universo que inclui fatores sociais, ambientais, culturais, e no qual a atuação multiprofissional dá novos impulsos ao traballho da investigação médica. Os epidemiologistas, ele exemplifica, sempre devem ser ouvidos na definição e prioridade das pesquisas. “A hipertensão arterial ou a diabetes mellitus, por exemplo, são problemas gravíssimos, cujo enfretamento deve estar pautado nas pesquisas.” No caso da prevenção, cita Boulos, estão as doenças sexualmente transmissíveis, das infecções pelo HIV ao HPV, que pode causar câncer do colo de útero. Dentre os agravos à saúde que pouco frequentam as bancadas dos pesquisadores estão as causas externas (acidentes de trânsito e de trabalho, homicídios e suicídios) e o uso abusivo de álcool e outras drogas. A intenção dos LIMs é passar a desenvolver também estudos que possam subsidiar políticas públicas para lidar com os grandes fatores responsáveis pela morbidade e mortalidade da população.


LIM|01 LIM|02 LIM|03 LIM|04 LIM|05 LIM|06 LIM|07 LIM|08 LIM|09 LIM|10 LIM|11 LIM|12 LIM|13 LIM|14 LIM|15 LIM|16 LIM|17 LIM|18 LIM|19 LIM|20 LIM|21 LIM|22 LIM|23 LIM|24 LIM|25 LIM|26 LIM|27 LIM|28 LIM|29 LIM|30 LIM|31

Laboratório de Informática Médica Laboratório de Anatomia Médico-Cirúrgica Laboratório de Medicina Laboratorial Laboratório de Microcirurgia - Cirurgia Plástica Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental Laboratório de Imunopatologia da Esquistossomose e outras Parasitoses Laboratório de Gastroenterologia Clínica e Experimental Laboratório de Anestesiologia Laboratório de Pneumologia Laboratório de Lípides Laboratório de Cirurgia Cardiovascular e Fisiopatologia da Circulação Laboratório de Pesquisa Básica em Doenças Renais Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular Laboratório de Investigação em Patologia Hepática Laboratório de Investigação em Neurologia Laboratório de Fisiopatologia Renal Laboratório de Investigação em Reumatologia Laboratório de Carboidratos e Radioimunoensaios Laboratório de Histocompatibilidade e Imunidade Celular Laboratório de Terapêutica Experimental Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria Laboratório de Patolologia Cardiovascular Laboratório de Psicopatologia e Terapêutica Psiquiátrica Laboratório de Oncologia Experimental Laboratório de Endocrinologia Celular e Molecular Laboratório de Pesquisa em Cirurgia Experimental Laboratório de Histofisiologia Aplicada Laboratório de Cirurgia Vascular e da Cabeça e Pescoço Laboratório de Nefrologia Celular, Genética e Molecular Laboratório de Investigação em Cirurgia Pediátrica Laboratório de Genética e Hematologia Molecular

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LIMs Conheça as principais linhas de pesquisa dos Laboratórios de Investigação Médica do sistema FMUSP/HC

LIM|32 LIM|33 LIM|34 LIM|35 LIM|36 LIM|37 LIM|38 LIM|39 LIM|40 LIM|41 LIM|42 LIM|43 LIM|44 LIM|45 LIM|46 LIM|47 LIM|48 LIM|49 LIM|50 LIM|51 LIM|52 LIM|53 LIM|54 LIM|55 LIM|56 LIM|57 LIM|58 LIM|59 LIM|60 LIM|61 LIM|62

Laboratório de Otorrinolaringologia Laboratório de Oftalmologia Laboratório de Ciências da Reabilitação Laboratório de Nutrição e Cirurgia Metabólica do Aparelho Digestivo Laboratório de Pediatria Clínica Laboratório de Transplante e Cirurgia de Fígado Laboratório de Epidemiologia e Imunobiologia Laboratório de Processamento de Dados Biomédicos Laboratório de Imunoematologia e Hematologia Forense Laboratório de Investigação em Reumatologia Laboratório de Hormônios e Genética Molecular Laboratório de Medicina Nuclear Laboratório de Ressonância Magnética em Neurorradiologia Laboratório de Fisiopatologia Neurocirúrgica Laboratório de Parasitologia Médica Laboratório de Hepatologia por Vírus Laboratório de Imunologia Laboratório de Protozoologia Laboratório de Patologia das Moléstias Infecciosas Laboratório de Emergências Clínicas Laboratório de Virologia Laboratório de Micologia Laboratório de Bacteriologia Laboratório de Urologia Laboratório de Investigação em Dermatologia e Imunodeficiências Laboratório de Fisiologia Obstétrica Laboratório de Ginecologia Estrutural e Molecular Laboratório de Biologia Celular Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia Laboratório de Pesquisa em Cirurgia Torácica Laboratório de Fisiopatologia Cirúrgica

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FICHA TÉCNICA LIM 01 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Informática Médica

Responsável: Prof. Dr. Eduardo Massad Substituto: Prof. Dr. Raymundo Soares de Azevedo Neto Onde fica: IOF - Instituto Oscar Freire, 2º andar Telefones: (11) 3061-7435 / 7678 / 7679 Linhas de pesquisa: aplicações da lógica Fuzzy em biomedicina; aprendizagem e cognição: fisiologia e patologia eletrofisiológica da cognição engenharia biomédica; epidemiologia das doenças transmissíveis; física matemática; geociências; informática médica; métodos e técnicas de ensino; modelos matemáticos aplicados à epidemiologia; saúde coletiva e telemedicina.

LIM 02 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Anatomia Médico-Cirúrgica Responsável: Prof. Dr. Nelson Fontana Margarido Substituto: Prof. Dr. Alfredo Luiz Jacomo Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1302 Telefones: (11) 3061-7279 / 7298 / 8277

Linhas de pesquisa: anatomia cirúrgica; obesidade morbida; biologia molecular da matriz extra celular; correlações topográficas crânio- encefálicas de interesse microcirúrgico; desenvolvimento de imagens 3D estereoscópicas para estudo, ensino e documentação em anatomia aplicada à cirurgia e bases fisiopatológicas das complicações clínicas e cirúrgicas do transplante de fígado.

LIM 03 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Medicina Laboratorial

Responsável: Prof. Dr. Marcelo Nascimento Burattini Substituto: Profa. Dra. Leila Antonangelo Onde fica: PAMB – Prédio dos Ambulatórios do HCFMUSP, 2º andar – Bloco 08 Telefones: (11) 3069-6158 / 6176 Linhas de pesquisa: epidemiologia; morfometria; defesa respiratória; poluição em plantas; patologia pulmonar e mutagênese ambiental.

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LIM 04 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Microcirurgia

Responsável: Prof. Dr. Marcus Castro Ferreira Substituto: Dr. Paulo Tuma Junior Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - salas 1222 / 1360 Telefones: (11) 3088–9729 / 3061–7316 / 3069–6253 Linhas de pesquisa: investigação experimental e clínica dos mecanismos de formação das cicatrizes patológicas; técnicas cirúrgicas e fatores determinantes do resultado dos transplantes de tecidos; técnicas modernas da microcirurgia de nervos periféricos: avaliação crítica; cutânea em cirurgia plástica; perspectiva do uso da informática na educação médica, entre outras.

LIM 05 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental Responsável: Dra. Thaís Mauad Substituto: Dra. Marisa Dolhnikoff Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1220 Telefones: (11) 3061–7214 / 7427 / 7239 / 3069–7101

Linhas de pesquisa: patologia pulmonar; poluição atmosférica e seus efeitos sobre a saúde humana; toxicologia ambiental; fisiopatologia da lesão pulmonar aguda; mecânica pulmonar; imunopatologia e remodelamento da asma; patologia da doença pulmonar obstrutiva crônica; epidemiologia ambiental e educação ambiental; patologia pulmonar à autópsia.

LIM 06 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Laboratório de Imunopatologia da Esquistossomose e outras Parasitoses Responsável: Prof. Dr. Ronaldo Cesar Borges Gryschek Substituto: Prof. Dr. Pedro Paulo Chieffi Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II), 2º andar - sala 14 Telefones: (11) 3064–5132 / 3061–7067 / 7065 / 7238

Linhas de pesquisa: esquistossomose, toxocaríase, estrongiloidíase, blastocistose: epidemiologia, diagnóstico; leishmanioses: aspectos histopatológicos e estudo da resposta imune tecidual; aids: aspectos histopatológicos e estudo da compartimentalização da resposta imune; febres hemorrágicas: estudo da patogenia e técnicas diagnósticas; mucosa oral e neoplasias dermatológicas: estudos morfológicos e moleculares; leptospirose: patologia renal; hepatites autoimunes, virais e hepatopatias metabólicas.

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FICHA TÉCNICA LIM 07 | DEPARTAMENTO DE GASTROENTEROLOGIA Laboratório de Gastroenterologia Clínica e Experimental Responsável: Dr. Aytan Miranda Sipahi Substituto: Dr. Adérson Omar Mourão Cintra Damião Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - sala 4308-B Telefones: (11) 3061-7279 / 3062-0820

Linhas de pesquisa: doenças inflamatórias, auto-imunes e funcionais do intestino: genética, etiopatogenia, imunologia e epidemiologia; doença celíaca: imunologia e epidemiologia; quantificação do glúten em alimentos; nanopartículas e micropartículas em processo inflamatório intestinal; modelos experimentais de colite; hepatites virais, cirroses e suas complicações e hepatopatias; doença hepática gordurosa; obesidade; estresse oxidativo e síndrome metabólica.

LIM 08 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Anestesiologia

Responsável: Prof. Dr. José Otávio Costa Auler Junior Substituto: Dra. Denise Aya Otsuki Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2120 Telefones: (11) 3061–7293 / 3069–7948 / 6335 Linhas de pesquisa: hemodiluição normovolêmica aguda, transporte de oxigênio, hemorragia e sepse; estudo dos métodos dinâmicos na responsividade cardiovascular aos fluidos; ação de substâncias analgésicas em receptores centrais e periféricos; métodos aplicativos de imagem e mecânica na modelagem respiratória.

LIM 09 | DEPARTAMENTO DE CÁRDIO- PNEUMOLOGIA Laboratório de Pneumologia

Responsável: Prof. Dr. Carlos Roberto Ribeiro de Carvalho Substituto: Marcelo Britto Passos Amato Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2144 Telefones: (11) 3061–7361 / 3083–2310 ramal 202 Linhas de pesquisa: fisiologia respiratória; insuficiência respiratória; ventilação mecânica invasiva e não invasiva; síndrome do desconforto respiratório agudo; pneumonites intersticiais; fibrose pulmonar; vasculites pulmonares; circulação pulmonar; derrame pleural, distúrbios respiratórios e cardiocirculatórios do sono e monitorização respiratória (tomografia de impedância elétrica).

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LIM 10 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Lípides

Responsável: Dra. Edna Regina Nakandakare Substituto: Dra. Marisa Passarelli Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3305 Telefones: (11) 3061–7263 / 8382 / 3062–1255 Linhas de pesquisa: investigação do metabolismo de lípides e lipoproteínas, com ênfase no transporte reverso de colesterol, nas dislipidemias, diabetes mellitus, inflamação e intervenções em estilo de vida (dieta e exercício físico), em humanos e modelos de aterosclerose experimental.

LIM 11 | DEPARTAMENTO DE CÁRDIO-PNEUMOLOGIA Laboratório de Cirurgia Cardiovascular e Fisiopatologia da Circulação Responsável: Prof. Dr. Noedir Antonio Groppo Stolf Substituto: Prof. Dr. Luiz Felipe Pinho Moreira Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - salas 2146 / 2148 Telefone: (11) 3061–7178

Linhas de pesquisa: estudo da reação inflamatória e da microcirculação nas disfunções circulatórias; alterações circulatórias e da resposta inflamatória no emprego da circulação artificial; métodos de prevenção e controle das alterações do enxerto após o transplante cardíaco; mecanismos de proteção medular na abordagem cirúrgica da aorta torácica; desenvolvimento biotecnológico e integração morfofuncional de substitutos valvares biológicos; mecanismos de hipertrofia e métodos de preparo das câmaras ventriculares.

LIM 12 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Pesquisa Básica em Doenças Renais Responsável: Prof. Dr. Antonio Carlos Seguro Substituto: Dr. Antonio José de Barros Magaldi Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3310

Linhas de pesquisa: estresse oxidativo; função tubular e sua implicação hidroeletrolítica; insuficiência renal aguda; nefrotoxicidade por drogas; rim e doenças infecciosas; heterogeneidade das arteríolas glomerulares e sua implicação na reatividade vascular e efeitos da hipercolesterolemia na função hepática.

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FICHA TÉCNICA LIM 13 | DEPARTAMENTO DE CÁRDIO-PNEUMOLOGIA Laboratório de Genética e Cardiologia Molecular Responsável: Prof. Dr. José Eduardo Krieger Onde fica: INCOR – Instituto do Coração do HC-FMUSP, 10º andar Telefones: (11) 3069-5579 / 5068 / 5081

Linhas de pesquisa: identificação e caracterização de biomarcadores para utilização em algoritmos de apoio à decisão médica; desenvolvimento de estratégias para reparação de órgãos com baixa capacidade regenerativa; genética das doenças cardiovasculares; evolução das câmaras cardíacas; biologia do desenvolvimento do coração; cardiopatias congênitas; sinalização pelo ácido retinóico; desenvolvimento de vetores virais portadores de genes supressores de tumor e imunoestimuladores para terapia gênica do câncer.

LIM 14 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Investigação em Patologia Hepática Responsável: Prof. Dr. Venâncio A. Ferreira Alves Substituto: Dr. Evandro Sobroza de Mello Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1157 Telefone: (11) 3061–7141

Linhas de pesquisa: patologia hepática, com ênfase na patogênese da evolução para formas mais graves de cirrose e para carcinoma hepatocelular; caracterização de anticorpos para estudos imuno-histoquímicos com ênfase em neoplasias digestivas, ginecológicas e condições obstétricas; neuropatologia.

LIM 15 | DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA Laboratório de Investigação em Neurologia Responsável: Prof. Dr. José Antônio Livramento Substituto: Dr. Hélio Rodrigues Gomes Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - sala 4110 Telefones: (11) 3061-4036 / 7471

Linhas de pesquisa: líquido cefalorraqueano; neuroinfecção; demências; biologia molecular e celular dos tumores do sistema nervoso central; miopatias; anticonvulsivantes; stress otxidativo em distúrbios cognitivos e do comportamento; estimulação magnética transcraniana.

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LIM 16 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Fisiopatologia Renal

Responsável: Prof. Dr. Roberto Zatz Substituto: Prof. Dr. Joel Claudio Heimann Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3342 Telefones: (11) 3068-9428 / 9429 Linhas de pesquisa: hipertensão experimental: cloreto de sódio; nefropatias progressivas e doença óssea metabólica (osteodistrofia renal, osteoporose).

LIM 17 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Investigação em Reumatologia Responsável: Profa. Dra. Eloisa Silva Dutra O. Bonfá Substituto: Profa. Dra. Rosa Maria Rodrigues Pereira Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3133 Telefones: (11) 3061–7490 / 7492 / 7217 / 7211 / 7200 / 7498

Linhas de pesquisa: autoimunidade e doenças reumatológicas; clínica, diagnóstico, coinfecção e tratamento da doença de Lyme no Brasil; matriz extracelular nas doenças difusas do tecido conjuntivo; modelo experimental de artrose e esclerodermia; fisiopatologia da resposta inflamatória; terapêutica nas artrites inflamatórias crônicas; osteoporose e doenças reumatológicas; biologia molecular e celular aplicada a doenças osteometabólicas; LES, vasculites e doença de Takayasu; medicina esportiva, coluna e doenças reumatológicas.

LIM 18 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Carboidratos e Radioimunoensaios Responsável: Dra. Maria Elizabeth Rossi da Silva Substituto: Dra. Rosa Ferreira dos Santos Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3324 Telefones: (11) 3061–7258 / 7259 / 7034

Linhas de pesquisa: tratamento do diabetes; autoimunidade e genética em diabetes tipo 1; síndrome metabólica; sinalização insulínica; genética do diabetes tipo 2; obesidade e cirurgia metabólica.

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FICHA TÉCNICA LIM 19 | DEPARTAMENTO DE CÁRDIO-PNEUMOLOGIA Laboratório de Histocompatibilidade e Imunidade Celular Responsável: Prof. Dr. Jorge Kalil Substituto: Dra. Luiza Guglielmi Onde fica: INCOR Bloco II, 9º andar Telefones: (11) 3069-5180 / 5915 / 5912 / 5914 / FAX: 3069-5953

Linhas de pesquisa: atuação focada no estudo do reconhecimento imunológico através do complexo trimolecular —molécula apresentadora (MHC), peptídeo e molécula de reconhecimento (LTCR)— e das consequências de tal reconhecimento, através de uma resposta de defesa ou de regulação; estuda como modelo as doenças do coração: febre reumática, Chagas ou aterosclerose e também o transplante de órgãos.

LIM 20 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Terapêutica Experimental

Responsável: Prof. Dr. Mílton de Arruda Martins Substituto: Dra. Edna Aparecida Leick-Maldonado Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1216 Telefones: (11) 3061-7317 / 3083-0992 Linhas de pesquisa: fisiopatologia da asma brônquica; mecanismos de lesão pulmonar e educação médica.

LIM 21 | DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA Laboratório de Neuroimagem em Psiquiatria Responsável: Prof. Dr. Geraldo Busatto Filho Substituto: Prof. Dr. Eurípedes Constantino Miguel Filho Onde fica: CMN - Centro de Medicina Nuclear, 3º andar Telefone: (11) 3069-8133 / 8132

Linhas de pesquisa: aspectos clínicos e neurobiológicos dos seguintes transtornos neuropsiquiátricos: psicoses, espectro obsessivo-compulsivo, síndrome de Tourette, transtornos depressivos e do espectro bipolar, transtornos associados ao envelhecimento, epilepsia e transtornos mentais associados, transtornos psiquiátricos da infância, e transtornos de personalidade. Ênfase na realização de pesquisas de neuroimagem, genética, neurofisiologia e ensaios clínicos.

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LIM 22 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Patologia Cardiovascular

Responsável: Prof. Dr. Carlos Augusto Gonçalves Pasqualucci Substituto: Prof. Dr. Chin Jia Lin Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1212 Telefones: (11) 3061-7311 / 7203 Linhas de pesquisa: estudo morfofuncional das alterações cardiovasculares; análise das repercussões hemodinâmicas da insuficiência cardíaca congestiva; estudo do manuseio clínico do paciente internado em unidade de terapia intensiva; resposta das células endoteliais à agressão; biologia das neoplasias adrenocorticais; fisiopatologia do envelhecimento; envelhecimento cerebral e demências.

LIM 23 | DEPARTAMENTO DE PSIQUIATRIA Laboratório de Psicopatologia e Terapêutica Psiquiátrica

Responsável: Prof. Dr. Homero Pinto Vallada Filho Substituto: Profa. Dra. Clarice Gorenstein Onde fica: IPQ – Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, 3º andar - salas 4073 / 4087-ATelefones: (11) 3083-5894 / 3069-6976 / 6977 / 6978 / 6958 Linhas de pesquisa: aspectos psicossociais dos transtornos mentais; epidemiologia dos transtornos mentais; epidemiologia psiquiátrica; metabolismo do glóbulo vermelho; personalidade; psicofarmacologia clínica; psicofisiologia clínica; psicometria; transtorno obsessivo-compulsivo e outros transtornos ansiosos na infância e adolescência.

LIM 24 | DEPARTAMENTO DE RADIOLOGIA Laboratório de Oncologia Experimental

Responsável: Prof. Dr. Roger Chammas Substituto: Profa. Dra. Maria Mitzi Brentani Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - sala 4123 Telefones: (11) 3061-7485 / 7486 / 7164 / 3082-6580 Linhas de pesquisa: marcadores moleculares em câncer; bases moleculares da tumorigênese, com ênfase em câncer de mama, hepatocarcinoma e melanoma; papel funcional de genes regulados por hormônios esteróides e por vitamina D em câncer de mama; marcadores preditivos à resposta a quimioterapia em câncer de mama, câncer de cabeça e pescoço e melanoma; mecanismos moleculares de quimiossensibilização e quimiorresistência; microRNAs na progressão de câncer de mama; interações celulares no microambiente tumoral; microambiente tumoral como alvo terapêutico; terapias moleculares alvo-dirigidas em oncologia clínica.

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FICHA TÉCNICA LIM 25 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Endocrinologia Celular e Molecular

Responsável: Dra. Maria Lúcia Cardillo Corrês Giannella Substituto: Dra. Suemi Marui Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - salas 4305 / 4307 Telefones: (11) 3061-7467 / 7252 / 7253 Linhas de pesquisa: neoplasia endócrina múltipla tipo II; tumorigênese endócrina; diabetes mellitus; gens candidatos à obesidade e obesidade infantil; biologia molecular da tireóide; genética do hipotireoidismo congênito e do câncer de tireóide; terapia gênica para câncer de tireóide; avaliação da excreção urinária na população.

LIM 26 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Pesquisa em Cirurgia Experimental

Responsável: Prof. Dr. Luiz Francisco Poli de Figueiredo Substituto: Prof. Dr. Roberto Souza Camargo Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - salas 4207 / 4217 / 4218 Telefones: (11) 3082-6566 / 3061-7474 / 7403 - fax: 3082-6566 Linhas de pesquisa: trauma, choque, sepse, substitutos artificiais do sangue, isquemia e reperfusão, disfunção de múltiplos órgãos, transplantes; pré-condicionamento isquêmico; células-tronco na paraplegia; substitutos vasculares; reposição volêmica; soluções hiperténicas; perfusão esplaâncnica; marcadores prognósticos de tumor; angiogênese; imunopatologia de modelos experimentais; cirurgia minimamente invasiva; oncologia experimental; morfologia e biomecânica da aorta.

LIM 27 | DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA Laboratório de Histofisiologia Aplicada

Responsável: Prof. Dr. Wagner Farid Gattaz Substituto: Dra. Elida Paula Benquique Ojopi Onde fica: IPq - Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP, 3º andar Telefone: (11) 3069-7283 / 8010 Linhas de pesquisa: expressão gênica em amostras cerebrais e outros tecidos derivados de pacientes com doenças neuropsiquiátricas; famacogenética; biologia celular e culturas primárias de neurônios; ressonância magnética e espectroscopia; metabolismo de fosfolípides na membrana neuronal; estudos clinico-epidemiológicos e ensaios farmacêuticos; biomarcadores moleculares em doenças neuropsiquiátricas; lítio e neuroproteção na doença de Alzheimer; modelos animais em doenças neuropsiquiátricas.

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LIM 28 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Cirurgia Vascular e da Cabeça e Pescoço

Responsável: Prof. Dr. Lenine Garcia Brandão Substituto: Dra. Raquel Ajub Moysés Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - salas 2205 / 2207 - ICHC – Instituto Central do HC-FMUSP, 8º andar A - sala 8014 Telefones: (11) 3069-6425 / 3081-7453 / 3061-7373R Linhas de pesquisa: prevenção e diagnóstico precoce do câncer bucal; prevenção primária do câncer oral; tratamento do câncer da cavidade oral; tratamento oncológico do câncer de cabeça e pescoço; cirurgia endovascular; aneurisma da aorta; projeto genoma; carcinogênse do câncer de cabeça e pescoço e imunoterapia do câncer de cabeça e pescoço.

LIM 29 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Nefrologia Celular, Genética e Molecular Responsável: Prof. Dr. Luiz Fernando Onuchic Substituto: Profa. Dra. Irene de Lourdes Noronha Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - sala 4304 Telefones: (11) 3061-8398 / 8400

Linhas de pesquisa: patogênese molecular e celular da doença renal policística autossômica dominante; patogênese molecular e celular da doença renal policística autossômica recessiva; célulastronco e doenças renais; mecanismos inflamatórios envolvidos na fibrogênese das doenças renais e análise de estratégias antifibróticas; e mecanismos envolvidos na rejeição e tolerância ao enxerto em transplante de órgãos: rim, pâncreas e transplante experimental de rim e de ilhotas pancreáticas.

LIM 30 | DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA Laboratório de Investigação em Cirurgia Pediátrica Responsável: Prof. Dr. Uenis Tannuri Substituto: Dra. Maria Cecília Mendonça Coelho Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - salas 4106, 4108, 4109 Telefones: (11) 3061-7246 / 7479

Linhas de pesquisa: método histoquímico para pesquisa da atividade de acetilcolines-terase e biópsias intestinais; montagem do método de dosagem de procalcitonina na diferenciação entre infecção e rejeição; cirurgia fetal: modelo experimental de hérnia diafragmática congênita; treinamento e padronização técnica do transplante multivisceral; modelos de obstrução biliar em animais recém-nascidos.

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FICHA TÉCNICA LIM 31 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório Genética e Hematologia Molecular

Responsável: Prof. Dr. Sérgio Paulo Bydlowski Substituto: Dra. Luciana Morganti Ferreira Maselli Onde fica: PAMB – Prédio dos Ambulatórios do HC-FMUSP, 1º andar - sala 43 Telefones: (11) 3082-2398 / 3061–5544 ramais 256 e 264 Linhas de pesquisa: genética e hematologia molecular; terapia celular e gênica; oncohematologia; hemostasia; metabolismo lipídico.

LIM 32 | DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA Laboratório de Otorrinolaringologia

Responsável: Profa. Dra. Jeanne Oiticica Ramalho Ferraz Substituto: Prof. Dr. Ricardo Ferreira Bento Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2209 / ICHC - Instituto Central do HC-FMUSP, 6º andar - sala 6167 Telefones (11) 3061-7166 / 3069-6539 Linhas de pesquisa: pesquisa experimental e análise crítica das técnicas cirúrgicas sobre o osso temporal; pesquisa em próteses eletrônicas cirurgicamente implantáveis para deficiência auditiva profunda; bases clínicas e experimentais da fisiopatologia e tratamento do zumbido e da hiperacusia; mecanismos fisiopatológicos dos distúrbios vestibulares periféricos; pesquisa anatômica e experimental das propriedades biomecânicas da laringe no desempenho das funções respiratória, fonatória e esfinctérica; distúrbios do anel linfático de Waldeyer e sua influência no desenvolvimento craniofacial e no sistema estomatognático; correlação de fatores estruturais e microbiológicos na fisiopatogenia das rinossinusites; estudo da patogênese de nasoangiofibroma juvenil; alterações funcionais da mucosa nasal exposta à poluentes ambientais e alérgenos.

LIM 33 | DEPARTAMENTO DE OFTALMOLOGIA E OTORRINOLARINGOLOGIA Laboratório de Oftalmologia

Responsável: Prof. Dr. Mario Luiz Ribeiro Monteiro Substituto: Prof. Dr. Milton Ruiz Alves Onde fica: ICHC - Instituto Central do HC-FMUSP, 6º andar - sala 6121 Telefones: (11) 3069-6289 Linhas de pesquisa: fatores biopsicos-sociais na prevenção da cegueira; modelos de avaliação dos distúrbios da fisiologia do humor aquoso; investigação das alterações funcionais e morfológicas nas afecções da via visual anterior; novas ferramentas de investigação e tratamento das afecções da retina; protocolos de investigação e tratamento cirúrgico das disfunções dos anexos oculares e imunopatologia da superfície ocular.

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LIM 34 | DEPARTAMENTO DE FISIOTERAPIA, FONOAUDIOLOGIA E TERAPIA OCUPACIONAL Laboratório de Ciências da Reabilitação

Responsável: Profa. Dra. Claudia R. F. de Andrade Substituto: Profa. Dra. Clarice Tanaka Onde fica: Centro de Docência e Pesquisa em Fisio, Fono e TO, 1º andar - Cidade Universitária Telefones: (11) 3091-7495 / 8440 Linhas de pesquisa: função e disfunção em fisioterapia; fonoaudiologia, linguagem e audição; intervenção social em terapia ocupacional.

LIM 35 | DEPARTAMENTO DE GASTROENTEROGIA Laboratório de Nutrição e Cirurgia Metabólica do Aparelho Digestivo Responsável: Prof. Dr. Ivan Cecconello Substituto: Prof. Dr. Dan Linetzky Waitzberg Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2108 Telefones: (11) 3061-7459 / 3062-0841

Linhas de pesquisa: fisiologia aplicada à digestão; tratamento cirúrgico de câncer de esôfago e cárdia; imunomodulação em cirurgia; mecanismos envolvidos na disfagia alta e reflexo gastroesofágico; anatomia cirúrgica do fígado; transplante de fígado e regeneração hepática; efeitos de dietas ou nutrientes, in vitro, sobre o comportamento imunológico de células brancas; ciclo celular; apoptose e expressão gênica em linhagens de celular de tumor de mama, e in vivo, em modelos de queimaduras cutâneas; síndrome do intestino curto; colite experimental; cicatrização de feridas e pancreatite aguda.

LIM 36 | DEPARTAMENTO DE PEDIATRIA

Laboratório de Pediatria Clínica

Responsável: Profa. Dra. Magda Maria Sales Carneiro-Sampaio Substituto: Prof. Dr. Carlos Alberto Moreira Filho Onde fica: ICR - Instituto da Criança do HC-FMUSP, 5º andar Telefones: (11) 3069-8570 / 8520 / 8606 / 8803 / 8449 Linhas de pesquisa: marcadores celulares e moleculares de infecções pediátricas; investigação molecular de doenças genéticas; investigação laboratorial de imunodificiência; alergia alimentar na infância; investigação laboratorial de doenças endocrinológicas pediátricas; fisiopatologia e diagnóstico de afecções nefrológicas em crianças; fisiopatologia e diagnóstico de doenças auto-imunes; investigação laboratorial de neoplasias pediátricas; investigação clínica e laboratorial do binômio mãe-filho e genômica pediátrica.

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FICHA TÉCNICA LIM 37 | DEPARTAMENTO DE GASTROENTEROLOGIA Laboratório de Transplante e Cirurgia de Fígado Responsável: Prof. Dr. Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque Substituto: Prof. Dr. Marcel Cerqueira Cesar Machado Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3206 Telefones: (11) 3061-8319 / 8323

Linhas de pesquisa: rejeição hiperaguda, indução de tolerância imunológica, isquemia, reperfusão em transplante de fígado, pâncreas e ilhotas pancreáticas; intestino, multiviceral e reto anal; regeneração hepática e reperfusão hepática e pancreáticas; insuficiência hepática aguda; fisiopatologia da pancreatite aguda; biologia molecular de tumores do fígado e pâncreas; câncer hepático experimental; choque hemorrágico experimental; microcirurgia vascular; aspectos hemodinâmicos da hipertensão portal.

LIM 38 | DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA Laboratório de Epidemiologia e Imunobiologia Responsável: Prof. Dr. José Eluf Neto Substituto: Profa. Dra. Hiro Goto Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2251 Telefones: (11) 3061-0876 / 7023 / 7028 / 3062-6822

Linhas de pesquisa: epidemiologia das neoplasias; epidemiologia da aids e de outras doenças transmissíveis; imunopatogenia de leishmanioses; métodos diagnósticos e alternativas terapêuticas das doenças negligenciadas; co-infecção HIV/leishmania.

LIM 39 | DEPARTAMENTO DE MEDICINA PREVENTIVA Laboratório de Processamento de Dados Biomédicos Responsável: Prof. Dr. Nelson da Cruz Gouveia Substituto: Prof. Dr. Paulo Rossi Menezes Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2224 Telefone: (11) 3062–6822 / 3061–7444 / 7091

Linhas de pesquisa: epidemiologia ambiental; epidemiologia psiquiátrica; epidemiologia e estudos em aids e drogas; epidemiologia em serviços de saúde; avaliação em saúde; qualidade de vida do idoso; epidemiologia da mortalidade neo e perinatal; necessidade, práticas e profissionais em saúde em abordagem interdisciplinar; proteção social e saúde; estados, cidadania e políticas de saúde.

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LIM 40 | DEPARTAMENTO DE MEDICINA LEGAL, ÉTICA MÉDICA, MEDICINA SOCIAL E DO TRABALHO Laboratório de Imuno-Hematologia e Hematologia Forense Responsável: Profa. Dra. Gilka Jorge Fígaro Gattás Substituto: Prof. Dr. Daniel Romero Muñoz Onde fica: OF – Instituto Oscar Freire - térreo Telefones: (11) 3061-7291 / 8408 / 8421

Linhas de pesquisa: estudo de procedimentos e técnicas de identificação humana principalmente com finalidade forense; projeto Caminho de Volta: tecnologia (Banco de DNA) na busca de crianças desaparecidas no Estado de São Paulo; ciências forenses incluindo toxicologia e antropologia; aplicação de testes de mutagenicidade em populações ocupacionalmente expostas; epidemiologia molecular: biomarcadores de suscetibilidade em câncer; bioética clínica; saúde, gênero e trabalho; avaliação das condições de saúde de trabalhadoras como resultante da interseção entre as relações de trabalho e as demais relações sociais.

LIM 41 | DEPARTAMENTO DE ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA Laboratório de Investigação em Reumatologia

Responsável: Prof. Dr. Roberto Guarniero Substituto: Dr. Fábio Janson Angelini Onde fica: IOT - Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC-FMUSP, Subsolo - Documentos, 8º andar Telefones: (11) 3069-6903 / 6909 Linhas de pesquisa: alterações degenerativas e estruturais do aparelho locomotor; análise das performances de fixadores externos e osteossínteses na estabilização do sistema músculo-esquelético; análise funcional do movimento; biomecânica do aparelho locomotor; desenvolvimento para ensaios e modelos de substituições articulares; ensaios sobre instabilidades articulares; regeneração e reparação músculo-esquelética

LIM 42 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Hormônios e Genética Molecular

Responsável: Profa. Dra. Berenice Bilharinho de Mendonça Substituto: Dra. Ana Claudia Latronico Onde fica: PAMB – Prédio dos Ambulatórios do HC-FMUSP, 2º andar - Bloco 06 Telefones: (11) 3069-7512 / 6330 / 6148 Linhas de pesquisa: distúrbios da determinação e diferenciação sexual; genética molecular; endocrinologia do desenvolvimento; distúrbios puberais; endocrinologia do desenvolvimento; genética molecular; tumorigenese adreno-cortical; distúrbios do crescimento; endocrinologia do desenvolvimento; biologia molecular e transcrição gênica; hiperplasia adrenal congênita; transcrição gênica; genética molecular; receptor de andrógenos; citocromos hepáticos P450; disfunções e tuzmorigenese adreno-cortical; genética molecular e tumorigenese hipofisária na doença de Cushing.

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FICHA TÉCNICA LIM 43 | DEPARTAMENTO DE RADIOLOGIA Laboratório de Medicina Nuclear

Responsável: Prof. Dr. Carlos Alberto Buchpiguel Substituto: Prof. Dr. Fausto Haruki Hironaka Onde fica: CMN - Centro de Medicina Nuclear do HC-FMUSP, 3º andar - sala 306-B Telefones: (11) 3081-5411 / 3069-8090 Linhas de pesquisa: análise crítica dos métodos de neuroimagem funcional na avaliação das desordens neurológicas e psiquiátricas; medicina nuclear e aplicação clínica dos radioisótopos.

LIM 44 | DEPARTAMENTO DE RADIOLOGIA Laboratório de Ressonância Magnética em Neurorradiologia Responsável: Profa. Dra. Claudia Costa Leite Substituto: Prof. Dr. Edson Amaro Junior Onde fica: INRAD - Instituto de Radiologia do HC-FMUSP, Pesquisa Clínica – Portaria 1 Telefones: (11) 3069-7619 / 7918

Linhas de pesquisa: investigação em imagem, com pesquisas focadas em ressonância magnética em neurorradiologia com técnicas convencionais e funcionais, ultrassonografia e radiologia convencional.

LIM 45 | DEPARTAMENTO DE NEUROLOGIA Laboratório de Fisiopatologia Neurocirúrgica Responsável: Prof. Dr. Gerson Chadi Substituto: Dr. Edmar Zanoteli Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2119 Telefone: (11) 3061-7460 / 3062-2897

Linhas de pesquisa: regeneração do sistema nervoso central; terapia celular; neurologia experimental; neurocirurgia funcional; neuropatias neurocirúrgicas; tumores do sistema nervoso; base do crânio; más-formações crânio-faciais; doença de Parkinson e pistúrbios do sistema extra-piramidal.

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LIM 46 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Laboratório de Parasitologia Médica

Responsável: Prof. Dr. Vicente Amato Neto Substituto: Dr. Valdir Sabbaga Amato Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II), 1º andar - sala 20 Telefones:(11) 3061-7041 / 7042 / 7044 Linhas de pesquisa: parasitologia clínica (aplicada) envolvendo análises epidemiológicas, diagnóstico, tratamento (inclusive mediante uso de modelos experimentais) e prevenção; emprego de células-tronco no tratamento da miocardiopatia crônica da doença de Chagas e investigações sobre leishmaniose.

LIM 47 41 | DEPARTAMENTO DEPARTAMENTODE DEDOENÇAS ORTOPEDIA INFECCIOSAS E TRAUMATOLOGIA E PARASITÁRIAS Laboratório de Hepatologia por Vírus

Responsável: Prof. Dr. Antônio Alci Barone Substituto: Profa. Dra. Fátima Mitiko Tengan Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II),1º andar - salas 10, 11, 12 e 14 Telefones: (11) 3061-7031 / 7032 / 3085-1601 Linhas de pesquisa: hepatites por vírus e infecção hospitalar.

LIM 48 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Laboratório de Imunologia

Responsável: Profa. Dra. Maria Aparecida Shikanai Yasuda Substituto: Prof. Dr. Paulo César Cotrim Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II) - térreo - sala 4 e 14 Telefones: (11) 3082-3622 / 3061-7047 / 7049 / 7050 / 7048 Linhas de pesquisa: interação hospedeiro-parasito em doenças tropicais: doença de Chagas, malária, paracoccididomicose, Imunidade inata e caracterização fenotípica e genotípica de parasitos, diagnóstico imunológico e molecular e soroepidemiologia de doenças tropicais, Imunopatogenia da leishmaniose, análise molecular da resistência a drogas em leishmaniose, infecções em imunodeprimidos: infecções endêmicas, virais, micoses invasivas, tuberculose e protozooses emergentes, imunidade em infecção por HIV.

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FICHA TÉCNICA LIM 49 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS DE GASTROENTEROLOGIA Laboratório de Protozoologia

Responsável: Prof. Dr. Marcos Boulos Substituto: Prof. Dr. Heitor Franco de Andrade Jr. Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II), 2º andar Telefones: (11) 3061-7010 / 7015 / 7017 / 3082-3622 / 7024 / 7028 Linhas de pesquisa: protozoologia humana e estudo das grandes endemias, como a malária, leishmaniose, a tripanosomíase americana, a toxoplasmose e outras, nos seus aspectos epidemiológicos, parasitológicos, moleculares, diagnósticos, clínicos, de intervenções terapêuticas, vacinais e de controle de vetores, através de estudos experimentais, hospitalares ou de campo nas áreas de maior ocorrência do País e do exterior.

LIM 50 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Patologia das Moléstias Infecciosas Responsável: Prof. Dr. Carlos Eduardo Pereira Corbett Substituto: Profa. Dra. Márcia Dalastra Laurenti Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1215 Telefones: (11) 3081-7799 / 3061-7426 / 7321

Linhas de pesquisa: imunopatologia e patogenia da leishmaniose tegumentar e visceral humana, canina e experimental; resposta inflamatória aguda e crônica do hospedeiro frente à infecção por Leishmania na presença de saliva do vetor; hepatites; doença de Chagas: patogenia das lesões do aparelho digestório; alterações genéticas do câncer do aparelho digestório e sua correlação com a clínica e patologia; estudo das alterações provocadas por diversas técnicas cirúrgicas e sua correlação com a disseminação de neoplasias malignas; aprimoramento de métodos de detecção de metástase de neoplasias digestivas.

LIM 51 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Emergências Clínicas

Responsável: Prof. Dr. Irineu Tadeu Velasco Substituto: Prof. Dr. Heraldo Possolo de Souza Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3132 Telefone: 11) 3064–8756 / 3061–7170 Linhas de pesquisa: lesão de isquemia-reperfusão; fisiopatologia da sepse; mecanismos inflamatórios na aterosclerose; sinalização celular por espécies reativas de nitrogênio; arritmias cardíacas; interação entre receptores nucleares e inflamatórios.

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LIM 52 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Laboratório de Virologia

Responsável: Prof. Dr. Cláudio Sérgio Pannuti Substituto: Profa. Dra. Vanda Akico Ueda Fick de Souza Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (I), 1º andar - sala 23 Telefones: (11) 3061-7020 / 7012 Linhas de pesquisa: infecções virais em pacientes imunodeprimidos; epidemiologia molecular das doenças virais; desenvolvimento e avaliação de métodos para diagnóstico de infecções virais; avaliação de vacinas em saúde publica; inquéritos soroepidemiológicos de infecções virais.

LIM 53 | DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA Laboratório de Micologia

Responsável: Prof. Dr. Gil Benard Substituto: Dra. Gilda Maria Barbaro Del Negro Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (I), térreo Telefones: (11) 3061-7443 / 7045 / 7051 Linhas de pesquisa: imunopatogenia da paracoccidioidomicose humana; aplicação de modelos experimentais no estudo da imunidade celular e humoral em micoses sistêmicas; análise de polimorfismos e alterações gênicas de isolados fúngicos da coleção de culturas do LIM-53 e IMTSP/ USP; padronização de técnicas moleculares no diagnóstico de infecções fúngicas sistêmicas e oportunístas.

LIM 54 | DEPARTAMENTO DE DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS Laboratório de Bacteriologia

Responsável: Profa. Dra. Silvia Figueiredo Costa Substituto: Profa. Dra. Anna Sara S. Levin Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II), térreo - sala 112 Telefones: (11) 3061-7029 / 7030 / 7043 / 3069-7066 Linhas de pesquisa: microbiologia celular; infecção hospitalar; fatores de virulência bacteriana; terapia intensiva em doenças infecciosas e parasitárias; infecção pelo HIV/aids; imunizações em imunodeprimidos

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FICHA TÉCNICA LIM 55 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Urologia

Responsável: Profa. Dra. Katia Ramos Moreira Leite Substituto: Dr. Leopoldo Alves Ribeiro Filho Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2141 Telefones: (11) 3061-7083 / 3081-1091 / 3069-8080 Linhas de pesquisa: determinação de fatores prognósticos no câncer urogenital; estabelecimento de linhagens tumorais para estudos in vitro de novos fármacos para o tratamento do carcinoma urogenital; desenvolvimento de modelos animais de tumores urogenitais para estudos in vivo; desenvolvimento de fármacos para tratamento da disfunção erétil; disfunção miccional; integração de novos tecidos, técnicas e materiais biológicos na reconstrução do trato urinário.

LIM 56 | DEPARTAMENTO DE DERMATOLOGIA Laboratório de Investigação em Dermatologia e Imunodeficiências Responsável: Prof. Dr. Alberto José da Silva Duarte Substituto: Profa. Dra. Maria Notomi Sato Onde fica: IMT - Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (II), 3º andar Telefones: (11) 3061-7457 / 7499

Linhas de pesquisa: dermatoses Infecciosas e parasitárias; imunodermatologia; imunologia viral; imunomodulação experimental; imunopatologia da infecção pelo HIV; imunopatologia das imunodeficiências primárias; imunopatologia das imunodeficiências secundárias, infecciosas ou metabólicas; imunopatologia das infecções primárias; imunorregulação; retrovirose humana.

LIM 57 | DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Laboratório de Fisiologia Obstétrica

Responsável: Profa. Dra. Rossana Pulcinelli Vieira Francisco Substituto: Prof. Dr. Marcelo Zugaib Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2113 / 2111 Telefone: (11) 3061-7231 / 3069-6209 / 6335 / 6445 Linhas de pesquisa: desvios do crescimento fetal: aspectos fisiopatológicos e fatores preditores e exercícios físicos e fisioterapia no ciclo gravídico-puerperal: novas perspectivas e interferências no prognóstico da gestação.

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LIM 58 | DEPARTAMENTO DE OBSTETRÍCIA E GINECOLOGIA Laboratório de Ginecologia Estrutural e Molecular Responsável: Prof. Dr. Edmund Chada Bacarat Substituto: Dr. Gustavo A. Rosa Maciel Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - sala 2117 Telefones: (11) 3069-6248 / 7621

Linhas de pesquisa: repercussões bioquímicas, metabólicas e clínicas das diversas modalidades terapêuticas no climatério; abordagem translacional da síndrome dos ovários policísticos; estudo das alterações endometriais na saúde reprodutiva feminina; aspectos moleculares e terapêuticos do câncer genital e mamário; marcadores bioquímicos, imunológicos e moleculares e sua relação com a endometriose peritoneal, de ovário e profunda.

LIM 59 | DEPARTAMENTO DE PATOLOGIA Laboratório de Biologia Celular

Responsável: Profa. Dra. Elia Tamaso Espin Garcia Caldini Substituto: Dra. Cláudia Naves Battlehner Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 4º andar - sala 4309 (fundos) Telefones: (11) 3061-8234 / 7241 / FAX: 3061-8234 Linhas de pesquisa: sistema reprodutor: estudo experimental das alterações fisiopatológicas da função reprodutiva; sistema respiratório: estudo do remodelamento pulmonar e dos mecanismos de defesa pulmonar; sistema cardiovascular: estudo experimental dos mecanismos controle da pressão arterial. temas gerais: biopatologia da matriz extracelular; aplicação de métodos morfométricos ao estudo do remodelamento tecidual; ultraestrutura e função celular.

LIM 60 | DEPARTAMENTO DE CLÍNICA MÉDICA Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia Responsável: Prof. Dr. Edécio Cunha Neto Substituto: Dra. Cristina Maria Kokron Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 3º andar - sala 3209 Telefones: (11) 3061-8314 / 8315

Linhas de pesquisa: doenças alérgicas respiratórias e cutâneas; bioinformática; autoimunidade; imunologia de tumores; imunodeficiência secundária ao HIV; imunodeficiências primárias e imunologia em doenças infecciosas.

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FICHA TÉCNICA

LIM 61 | DEPARTAMENTO DE CARDIO-PNEUMOLOGIA Laboratório de Pesquisa em Cirurgia Torácica

Responsável: Prof. Dr. Fábio Biscegli Jatene Substituto: Prof. Dr. Paulo Manuel Pêgo Fernandes Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 1º andar - sala 1226 Telefones: (11) 3061-7143 Linhas de pesquisa: alterações anatômicas, patológicas e fisiológicas do sistema respiratório no tratamento cirúrgico das pneumopatias avançadas; bases anatômicas e resultados do tratamento cirúrgico do tromboembolismo pulmonar; emprego da cirurgia minimamente invasiva e videoassistida na simpatectomia cérvico-torácica e lombar; estudo anatômico e funcional das ressecções e reconstruções da parede torácica; bases anatômicas e fisiológicas das intervenções no processo de remodelamento ventricular na insuficiência miocárdica.

L

LIM 62 | DEPARTAMENTO DE CIRURGIA Laboratório de Fisiopatologia Cirúrgica

Responsável: Prof. Dr. Samir Rasslan Substituto: Prof. Dr. Riad Naim Younes Onde fica: Faculdade de Medicina da USP, 2º andar - salas 2147 / 2149 Telefones: (11) 3069-6328 / 3061-7216 Linhas de pesquisa: mestástase; angiogênese; implante tumoral; câncer de pulmão; trauma; isquemia reperfusão e icterícia

Outras informações, e-mails de pesquisadores e todos os trabalhos publicados em

www.lims.fm.usp.br

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Um passo adiante As metas a seguir demonstram o quanto os LIMs estão empenhados em construir uma visão de futuro a partir da experiência e do desempenho acumulado no presente Consolidação de um espaço público plural de caráter científico e tecnológico, que visa a difusão de conhecimentos, a formação de pesquisadores e o estabelecimento de parcerias. Fortalecimento de um ambiente de inovação inserido no maior hospital da América Latina e na escola médica mais antiga do Estado de São Paulo. Constituição de uma rede integrada de laboratórios e grupos de pesquisadores, que assumam a missão da pesquisa inteiramente dedicada à saúde humana, no contexto dos novos desafios científicos, sanitários e econômicos do século 21. Contribuição para o futuro da pesquisa no Brasil, maximizando os resultados da investigação científica a serviço do bem estar das pessoas e do desenvolvimento do país. Investimento na pesquisa multidisciplinar em medicina e saúde, incluindo a pesquisa fundamental, clínica e epidemiológica, a pesquisa em saúde pública e nos ambientes do hospital e dos serviços de saúde. Priorização da pesquisa translacional, que vai do laboratório ao leito do paciente, da bancada à clínica, capaz traduzir o conhecimento gerado nas pesquisas básicas em aplicações terapêuticas, sanitárias e sociais. Agregação de pesquisadores que sejam competitivos nacional e internacionalmente e cujas pesquisas tenham aplicações concretas promotoras da inovação. Conformação da rede LIMs para a aceleração de resultados e de produção de conhecimentos, para a emergência de ideias criativas e práticas inovadoras, por meio da cooperação e intercâmbio que explore a diversidade e as competências distintas dos pesquisadores. Compartilhamento de estruturas, conhecimentos e esforços, aumentando a eficiência dos investimentos e a qualidade das pesquisas. Aprimoramento da capacidade de coordenação estratégica, científica e operacional da pesquisa no Sistema FMUSP/HC.

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LIMs | 35 anos Fontes consultadas

Governo do Estado de São Paulo Governador do Estado de São Paulo Alberto Goldman

Associação Paulista de Medicina. 450 Anos da História da Medicina Paulistana. Natalini G, Amaral JLG (Organizadores). São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2004, 369p.

Secretário de Estado da Saúde Luiz Roberto Barradas Barata (in memorian)

Guimarães R. Pesquisa em saúde no Brasil: contexto e desafios. Rev. Saúde Pública [online]. 2006, vol.40 [n.especial, ago. 2006], p. 3-10.

Hospital das Clínicas da FMUSP

Jornal da FFM. Publicação bimestral da Fundação Faculdade de Medicina. Disponível em www.ffm.br. Machado SP, Kuchenbecker R. Desafios e perspectivas futuras dos hospitais universitários no Brasil. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2007, vol.12, n.4, p. 871-7. Novaes HMD, Carvalheiro JR. Ciência, tecnologia e inovação em saúde e desenvolvimento social e qualidade de vida: teses para debate. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2007, vol.12, supl., p. 1841-9.

Presidente do Conselho Deliberativo Prof. Dr. Marcos Boulos Vice-Presidente do Conselho Deliberativo Prof. Dr. Tarcísio Eloy Pessoa de Barros Filho Diretor Clínico Prof. Dr. José Otávio Costa Auller Júnior Superintendente Dr. José Manoel de Camargo Teixeira Chefe de Gabinete Dr. Haino Burmester

Relatório de Gestão da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo 2002-2006. Coordenação Lígia Maria Trigo de Souza.

Laboratórios de Investigação Médica

Relatório de Gestão 2004 - Laboratórios de Investigação Médica - Hospital das Clínicas da FMUSP [setembro de 2005].

Diretor Geral Prof. Dr. Marcos Boulos

2.o Simpósio Avanços em Pesquisas Médicas dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas da FMUSP [maio de 2005].

Diretor Executivo Prof. Dr. José Eluf Neto

Agradecimentos: Durval Rosa Borges, Eduardo Magalhães Rego, Eduardo Moacyr Krieger, Euclides Ayres de Castillo, Flávio Fava de Moraes, Geraldo Busatto Filho, Giovanni Guido Cerri, György Milkos Böhm, Luiz Roberto Barradas (in memorian) Barata, José Agenor Silveira, José Eduardo Krieger, José Manoel de Camargo Teixeira, Marco Antonio Zago, Marcos Boulos, Ricardo Renzo Brentani, Reinaldo Guimarães

LIMs: 35 anos. / Coordenação de Mario Scheffer. São Paulo : Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas – Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 2010. 62p. 1. Laboratório de investigação médica 2. Pesquisa 3. Medicina I. Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina – Universidade de São Paulo II. Scheffer, Mario (coord.) IV. Título NLM QV 55

LIMs - 35 anos é uma publicação dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas - Faculdade de Medicina Universidade de São Paulo. Coordenação: Mario Scheffer. Edição: Sérgio Ribas. Redação e entrevistas: Aureliano Biancarelli. Fotos: Marcelo Donatelli. Projeto gráfico e direção de arte: Marcelo Pitel. Jornalista responsável: Sérgio Ribas (MTB 4422). Revisão: Dulce Rocha e Fernando Fulanetti. Transcrição de fitas: Marcela Bezelga e Sandra Araújo. Produção Gráfica: Márcia Costa. Impressão: Gráfica Stampato. Tiragem: 3.000 exemplares. Distribuição gratuita.

62

Diretor Executivo Substituto Prof. Dr. Roger Chammas Comissão Científica dos LIMs Prof. Dr. Geraldo Busatto Filho (Presidente) Prof. Dr. Luiz Francisco Poli de Figueiredo (Vice-Presidente) Profª. Drª. Kátia Ramos Moreira Leite Profª. Drª. Anna Sara S. Levin Prof. Dr. Marcelo Brito Passos Amato Prof. Dr. Sérgio Paulo Bydlowski Prof. Dr. Uenis Tannuri Assessoria Técnica Angela Cristina Cavallieri Patricia Manga e Silva Favaretto Fundação Faculdade de Medicina Diretor Geral Prof. Dr. Flávio Fava de Moraes Vice-Diretor Geral Prof. Dr. Yasuhiko Okay Fundação Zerbini Diretor Presidente Prof. Dr. Erney Plessmann de Camargo Diretor Vice-Presidente Dr. Aloisio Marcel Lewandowsky


revistaLIMs 35 anos  

Revista dos Laboratórios de Investigação Médica do Hospital das Clínicas-Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo HC-FMUSP. Edição...

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