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Tecnologia na Floresta NOVAS SOLUÇÕES TRAZEM DINAMISMO E PRODUTIVIDADE ÀS OPERAÇÕES


Queridos amigos e leitores da B.Forest, Setembro de 2017 entrará para a história dos setores florestal e madeireiro como o mês em que a sinergia entre os dois segmentos comprovou o que todos já sabíamos: que juntos somos mais fortes! A Semana Internacional da Madeira, série de sete eventos realizados em Curitiba (PR) atingiu resultados expressivos, superando expectativas e refutando o pessimismo em relação ao futuro do nosso país. Juntas, as feiras Lignum Brasil e Expo Madeira & Construção reuniram 86 expositores e mais de 6 mil visitantes, gerando R$ 98,2 milhões em vendas e prospecções - um aumento de 84,9% em relação aos resultados da 1ª edição! Além de realizar a cobertura dos eventos, a B.Forest, como sempre, traz para você reportagens especiais sobre novas tecno-

logias e tendências para o setor de florestas plantadas. Nesta edição, você encontrará matérias abordando o desafio das telecomunicações no campo, os testes realizados com estabilizantes de solo nas estradas de uso florestal, novas soluções para forwarders. E o entrevistado da edição é Darlon Orlamünder de Souza, gerente de logística florestal da Klabin, que enxergou no setor de florestas plantadas uma oportunidade de aliar o desejo pelo desenvolvimento profissional à sustentabilidade mundial. Na Klabin desde 2003, Darlon compartilha conosco sua experiência e princípios de gestão. Confira!

Saudações Florestais,

Diretor de Negócios da Malinovski


B. FOREST A REVISTA 100% ELETRÔNICA DO SETOR FLORESTAL

EDIÇÃO 36

ANO IV | SETEMBRO, 2017.

+55 (41) 3049-7888 Rua Prefeito Angelo Lopes, 1860 Hugo Lange - Curitiba (PR) – CEP:80040-252 www.malinovski.com.br comunicacao@malinovski.com.br

EXPEDIENTE Diretor Geral: Dr. Jorge R. Malinovski Diretor de Negócios: Dr. Rafael A. Malinovski. Editora: Giovana Massetto. Jornalista: Luciano Simão. Designer Responsável: Dennys Fernando S. Blitzkow. Projeto Gráfico e Diagramação: Jessica Fonseca Vieira. Capa: Foto: Komatsu. Revisão Técnica: Cassiano Schneider. Financeiro: Larissa Cruz Karas.

CONSELHO TÉCNICO Aires Galhardo, Diretor Executivo de Operações da Fibria; César Augusto Graeser, Diretor de Operações Florestais da Suzano; Edson Tadeu Iede, Chefe Geral da Embrapa Florestas; Germano Aguiar, Diretor Florestal da Eldorado Brasil; José Totti, Diretor Florestal da Klabin; Lonard dos Santos, Diretor de Vendas da Komatsu Forest; Marko Mattila, Diretor da Ponsse Latin America; Moacyr Fantini, Diretor Florestal da Veracel; Mário Sant’Anna Junior; Rodrigo Junqueira, Gerente de Vendas da John Deere Florestal.

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SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA (SIM)

- SIM Supera expectativas - Galeria com fotos e vídeos

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3 ANOS DA REVISTA B.FOREST

3 Anos Da Mais Completa Cobertura Do Setor Florestal

ENTREVISTA

O DESAFIO DA LIDERANÇA

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TELECOMUNICAÇÕES

Finlândia: 500 anos de tradição florestal e madeireira

A FLORESTA conectada

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ESTRADAS

PROGREDINDO EM SOLO ESTÁVEL

INTERNACIONAL

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ROTOBEC

CARREGAMENTO EFICAZ E CONFIÁVEL NOS TALHÕES

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ANÁLISE MERCADOLÓGICA


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ALÉM DA MADEIRA

ÓLEO DE COPAÍBA

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NOTAS

- SmartFlow: nova tecnologia da Komatsu Forest - Fibria reduz o consumo de água no viveiro de mudas em Capão Bonito (SP) - Eldorado Brasil oferece 21 mil horas de treinamento

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NOTAS

- Livro “Manutenção e Operação de Equipamentos Móveis” ganha 2ª edição - Associação Brasileira de Produtores de Cedro Australiano é criada

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VÍDEOS

- Harvester John Deere 1270E com Cabeçote H215E - 2° WoodTrade Brazil

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ESPAÇO DAS ASSOCIAÇÕES

- Ibá debate a Blue Economy no fórum empresarial dos BRICS 2017 - ABAF promove encontro sobre benefícios da silvicultura

- Komatsu 901XC com S82 - H822D harvester em Maine

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NOTAS

- Suzano é eleita “A Melhor Empresa para Começar a Carreira” - Arauco levantará US$ 185 mi para nova fábrica

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AGENDA

dESTAQUE: Florestas online: Congresso online florestal - 13-17/11/17


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ENTREVISTA

O DESAFIO DA

LIDERANÇA B. FOREST 7


Darlon Orlamünder de Souza Gerente de Logística Florestal da Klabin

Darlon Orlamünder de Souza enxergou no setor de florestas plantadas uma oportunidade de aliar o desejo pelo desenvolvimento profissional à sustentabilidade mundial. Desde 2003, constrói sua carreira na Klabin, ENTREVISTA

tendo ingressado como engenheiro e progredindo até chegar ao cargo que hoje ocupa: gerente de logística florestal da empresa. Em entrevista à B.Forest, Darlon fala sobre sua trajetória, os princípios que regem seu trabalho e suas perspectivas para o futuro do mercado. Confira!

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Como se envolveu com o setor florestal? No segundo grau passei muitos dias em caminhadas pela Serra do Mar e tive muito contato com a natureza, o que me despertou o interesse em viver em um mundo mais sustentável. Como na época existiam poucos cursos de engenharia ambiental,

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ingressei no curso de engenharia florestal da Universidade Federal do Paraná planejando atuar na área ambiental. Logo no início do curso percebi que minhas aptidões estavam mais voltadas para a engenharia e busquei experiências no setor florestal, como bolsas de pesquisa na área de colheita de madeira e estágios em empresas de base florestal.


Você está desde 2003 na Klabin. Quais foram os seus maiores desafios no progresso da carreira? Contrariando minha expectativa de estudante, os desafios profissionais não foram técnicos. Iniciei na Klabin como engenheiro na área de planejamento e, em menos de dois anos, fui promovido a coordenador. Com isso, o primeiro grande desafio veio na gestão de pessoas, e o principal sentimento era de incerteza sobre a habilidade para os desafios de liderança e de gestão da nova função. Ações que hoje se mostram simples, como delegar e dar feedbacks, demandavam uma quantidade razoável de energia e o objetivo de desenvolver pessoas chegava a surpreender, inclusive, a compreensão de que não existe um manual de como agir durou algum tempo. Outro aprendizado importante veio com a gestão da logística florestal. Após dez anos em áreas de apoio, surgiu a oportunidade de

estruturar e conduzir as operações de construção de estradas, carregamento, transporte e descarga de madeira para a operação da Unidade Puma, nova fábrica de celulose da Klabin, localizada em Ortigueira (PR), que dobraria a movimentação de madeira da empresa na região. Neste novo papel, o impacto das decisões acontece em tempo real e os ganhos ou perdas assumem novas dimensões, exigindo competência em coordenar a pressão dos momentos críticos.

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Quais foram as mudanças mais significativas no setor nesse período? Tivemos bons avanços na legislação e outros tecnológicos, como máquinas com guincho para a colheita de madeira em áreas inclinadas, implementos mais leves e resistentes no transporte, computadores mais robustos para resolver problemas complexos, marcadores moleculares para a seleção precoce de clones e veículos aéreos não tri-

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ENTREVISTA

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Como se prepara para enfrentar os desafios da função atual? A preparação foi construída ao longo da minha carreira com programas estruturados pela Klabin para o desenvolvimento da liderança, recebi muita orientação e feedback dos meus superiores e um processo de aumento gradual dos desafios, que permitiu tanto o crescimento profissional quanto o contato com a gestão de novas áreas, como a pesquisa florestal, o desenvolvimento operacional, qualidade, ambiência e silvicultura. Cada passagem foi marcada por um aprendizado diferente que contribuiu significativamente na minha

qualificação para o desafio de mudar o patamar de desempenho da logística florestal.

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Quais são os princípios de gestão que regem seu trabalho? Tenho um princípio pessoal, de sempre contratar e reter os melhores profissionais; e outros cinco construídos com o apoio de coordenadores, gerentes e do diretor da área do negócio florestal, que são: desenvolva pessoas; priorize; “vá até lá”; busque alternativas; e seja persistente. Acreditamos que pessoas felizes, capacitadas, desafiadas e motivadas, com o direcionamento correto, em um ambiente de alta interação, nos conduziram a resultados extraordinários.

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Como coordena suas equipes? O crescimento da Klabin nos últimos anos aumentou a complexidade da operação, exigindo uma reflexão profunda sobre o nosso

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ENTREVISTA

pulados para o monitoramento das florestas. No entanto, acredito que a principal mudança está no comportamento das pessoas e da sociedade. A afirmação de Peter Druker, que diz “empresas só existem por delegação da sociedade e têm que prestar contas a ela”, foi incorporada à nossa realidade.


ENTREVISTA

modelo de gestão e de desenvolvimento de pessoas. Novos conceitos de gestão em ambientes complexos começaram a ser incorporados e, embora exista um modelo hierárquico e estrutural formal, a cada dia experimentamos novos conceitos de resoluções que envolvem a todos horizontalmente. Na prática, vivenciamos um processo de delegação e empoderamento, no qual as decisões são tomadas no campo e a integração entre as equipes é fortemente incentivada.

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O que espera do futuro do setor em termos de novas tecnologias? Avanços de maneira expressiva para a mecanização da silvicultura,

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principalmente, em áreas com resíduos florestais e com declividade. Um processo que já começou e apresentará bons resultados no curto prazo está vinculado ao conceito de Internet das Coisas. Na Klabin, implantamos uma rede de dados, por meio de rádio digital, que nos permite controlar as operações da logística florestal em tempo real. O próximo passo será a conexão com os sensores das máquinas e caminhões para melhorar o processo decisório.


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CONECTADA

TELECOMUNICAÇÕES

Devido à grande extensão territorial da nação e outros fatores geográficos e históricos, a precariedade da rede de telecomunicações brasileira representa um gargalo logístico para setores como o florestal, cujas principais operações são realizadas, com frequência, em regiões afastadas dos grandes polos urbanos. Para superar esse entrave, as grandes empresas do setor estão realizando testes e implementando novas tecnologias. Saiba mais a seguir!

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a era digital, a comunicação instantânea por meio de dispositivos móveis e redes de rádio, celular e internet é uma necessidade básica para qualquer indivíduo ou empresa. Contudo, no Brasil, essa onipresença das telecomunicações só é realidade nos grandes centros urbanos. No campo, a situação é muito diferente: a precariedade das redes, resultante principalmente da grande extensão territorial da nação, representa um entrave complexo que os segmentos que dependem dessas áreas precisam enfrentar. Atualmente, no setor brasileiro de florestas plantadas, um dos maiores desafios citados sempre que a B.Forest abordou novas tecnologias (drones, tecnologias de georreferencia-

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“Mesmo com a exigência da Anatel por normativa em 2013, obrigando a migração do analógico para o digital, boa parte da rede de radiocomunicação em funcionamento no Brasil ainda opera no modo analógico. A indisponibilidade de pontos estratégicos para construção de torres para instalação de antenas, a longa distância entre áreas plantadas e topografia irregular dificulta a formação de links. A falta de comunicação gera viagens desnecessárias, atraso no atendimento de emergências (sejam elas socorros pessoais ou mesmo notificação de foco de queimadas) etc.”, analisa Arthur Barreto, engenheiro de biossistemas na Kero Telecomunicações. “A comunicação digital chegou para ser um divisor de águas em todos os sentidos. Hoje, a

integração dos sistemas é cada vez maior: é possível controlar produção, corte, transporte e entrega com uma única solução. Como em outros segmentos, o maior desafio das florestas plantadas ainda é a comunicação eficaz, direta e com confiabilidade, devido às condições geográficas e extensão das áreas. Por isso, é importante realizar estudos em campo para definir um projeto customizado para cada realidade”, defende Marcelo Machado, da Mend Telecomunicações. Para Jean Figueiredo da Silva, coordenador de tecnologia da Klabin, a prioridade no momento é a coleta e transmissão de dados de apontamento de produção e produtividade de máquinas e equipes, tanto via apontamento em plataforma mobile quanto em coletas no conceito de telemetria de equipamentos e veículos. “Começamos a ter oportunidades que demandam o consumo de mapas e imagens, os quais, integrados às bases de dados, nos permitem montar imagens com informações te-

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mento, softwares de gestão etc.) é a viabilização de uma rede de comunicação abrangente, que possibilite a recepção e coleta de dados e sua conversão em informações de controle, gestão e tomada de decisão.


Foto: Optimate TELECOMUNICAÇÕES

da cobertura geográfica (problema que estaria sendo resolvido aos poucos, tanto pelas grandes operadoras como também pelos provedores regionais, que comandam o crescimento e expansão de banda larga no Brasil), há o desafio da alta carga tributária. “Este excesso de tributação é um probleObstáculos naturais como ma que exige uma reforma que relevo, abrangência territorial, simplifique e garanta uma redução florestas nativas e a própria na tributação, seja por conta de silvicultura ainda dificultam sua menos impostos ou menos taxas. utilização. Outro desafio seria Algumas tecnologias como a via viabilizar a cobertura em áreas mais dispersas do grande maciço satélite sofrem com os valores das taxas, chamadas de TFI e TFF, que florestal, pela distância e menor oneram o valor da mensalidade volume de áreas. para o usuário e a deixam menos Marcelo Kaluf, diretor cocompetitiva”, critica. mercial da Optimate Sistemas Eletrônicos, ressalta que, além máticas para gestão e monitoramento. Levar um sinal ao campo via rede de antenas hoje já é algo possível tecnicamente; porém, o grande desafio está em abrir um sinal de wi-fi a partir dessas torres de forma estável e abrangente”, aponta.

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Além dos demais desafios, ainda são comuns os equipamentos analógicos, com muitos anos de operação. Segundo os analistas, é preciso atualizá-los para obter vantagens no longo prazo, protegendo o investimento original por meio da reutilização da maior parte da infraestrutura existente, como torres, antenas etc. “A comunicação digital traz tecnologias como GPS, telemetria e integração de sites. O rádio deixa de ser apenas uma ferramenta para voz e passa a trafegar dados, auxiliando na comunicação e integração de sistemas. O IP coloca um simples rádio conectado à nuvem, e com isso é possível clicar no PTT aqui em São Paulo e falar com uma planta no Japão, por exemplo, em milésimos de segundos – e sem custo adicional”, enfatiza Marcelo Machado. “O grande desafio é a digitalização urgente da rede de rádios, com links por IP, com a possibilidade de monitoramento de frota por GPS, emissão de ticket de serviços, geração de alarme e apontamentos diversos, gerando agilidade, economia e maior área de cobertura

para uma comunicação otimizada”, detalha Arthur Barreto. Uma dessas soluções, utilizadas pela Kero Telecomunicações e pela Klabin, é o sistema de radiocomunicação digital Mototrbo da Motorola, com a migração para um sistema de comunicações digitais da Motorola Solutions, permitindo qualidade de áudio para comunicações de voz entre o campo e as unidades fabris ao estender a área de cobertura por meio da incorporação de novos sites de repetição e repetidoras linkadas por IP. Atualmente, para atingir esses resultados, a Klabin utiliza esse sistema do rádio digital Mototrbo Motorola, com integração na rede IP via rádio win, rede Vivo 3G em um dos pátios, e coleta de dados em campo com tabletes coletores via bluetooth, para posterior sincronização com a rede. Os rádios bidirecionais da marca otimizam a sua função de despacho, enquanto a função GPS permite aos despachadores ver a localização de cada veículo da frota para maximizar a eficiência da rota e minimizar a quilometragem e os custos de combustível, e os despachadores podem comunicar-se através de vários grupos de conversação. B. FOREST 17

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I Implementando soluções


A companhia também utiliza antenas VSat’s com link MLPS via satélite da Embratel, que atende módulos de colheita e balanças de depósitos e venda de madeira no campo.

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Ademais, a empresa já olha para o futuro das comunicações no setor, realizando estudos com novas tecnologias. “Já está em andamento um projeto que objetiva estudar alternativas

I O futuro da comunicação Os desafios para o futuro são claros: manter a rentabilidade e a vantagem competitiva, seja de grandes ou pequenas empresas. Atingir os objetivos requer eficiência máxima nas telecomunicações, seja entre operadores de máquinas e serviços de manutenção, seja entre a gerência da fábrica e os profissionais presentes no campo. Por isso, as empresas de base florestal, assim como as prestadoras de serviço no ramo das telecomunicações, já olham para as tendências futuras. “Em 2016, iniciou-se um processo de mudança na oferta de

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como rede LTE, Lora, rede ZigBee, rede mesh, antenas VSat's com sinal internet via satélite, comunicação satelital, entre outros. Este projeto está sendo conduzido pela TI em conjunto com a área florestal. A Klabin também aposta na evolução do uso do rádio digital na transmissão de apontamentos em campo, a partir de aplicação mobile”, diz Jean Figueiredo da Silva, da Klabin.

soluções de telecomunicações via satélite, com a oferta de novas tecnologias que entregarão mais banda por preços menores. São os chamados satélites HTS, tanto em banda Ku como em banda Ka. Também serão lançados novas constelações de satélites de baixa órbita a partir de 2020 que fornecerão serviços mais baratos ainda. O novo satélite em banda Ka poderá levar internet para mais de 97% dos domicílios em mais de 5.000 cidades brasileiras, chegando até nos lugares mais remotos”, explica Marcelo Kaluf, da Optimate, que aposta em soluções em banda Ka a partir de 2018.


Além do futuro próximo, muitos analistas do setor já se ocupam de estudar as tendências a longo prazo para todo o ramo das comunicações. “Hoje já é possível oferecer projetos simples com apenas uma pequena aplicação (GPS, por exemplo) até grandes infraestruturas com hardware e software totalmente integrados, dando ao produtor uma rede privativa de comunicação como se fosse uma mini-operadora. Soluções trunking normalmente complexas são também muito

eficientes, totalmente seguras e figurarão com certeza como uma tendência para o segmento”, prevê Marcelo Machado, da Mend Telecomunicações. Arthur Barreto, da Kero Telecomunicações, frisa a futura interligação de um sistema de comunicação de voz e transmissão de dados. “A Internet das Coisas vem em uma tendência de crescimento promissora. Dados apontam que até o ano de 2020 teremos mais de 30 bilhões de dispositivos conectados. As soluções IoT podem ser aplicadas em diversos ramos, sejam profissionais ou pessoais, nas cidades ou no campo. No setor florestal, podemos citar o sensoriamento para aplicação de herbicidas, análises de solo, controle de frota de veículos, rastreamento de animais, entre outros, tudo conectado à internet, possibilitando o monitoramento imediato e remoto”, conclui Barreto. Seja qual for a tecnologia predominante nos próximos dez anos, uma coisa é certa: as florestas do futuro serão mais ágeis, conectadas e inteligentes – e o setor florestal só tem a ganhar com isso.

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Segundo o coordenador de tecnologia da Klabin, a busca de excelência e otimização desses resultados está cada vez mais forte e vital. “As empresas especializadas em telecomunicação perceberam esta demanda e já se movimentam no sentido de viabilizar uma solução efetiva e viável economicamente. Acredito que, em um curto espaço de tempo, teremos soluções viáveis apostando na evolução rápida e constante da tecnologia. Já há algumas promessas de soluções de sinal internet via satélite de forma bem abrangente e, apesar de muito embrionária, nos parece ser o caminho mais viável técnica e economicamente”, adianta.


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PROGREDINDO EM SOLO ESTÁVEL

A malha viária florestal é como um sistema de circulação vital sem o qual o setor de florestas plantadas simplesmente não operaria. Por isso, é essencial manter as estradas vicinais em boas condições de conservação, evitando perdas, atrasos e danos à frota. Para garantir a estabilidade do solo, empresas de base florestal fazem testes com produtos capazes de reduzir poeira e aumentar a compactação do solo, ao mesmo tempo em que buscam balancear custos.

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arantir a trafegabilidade da rede viária florestal é uma necessidade real e constante para que todos os processos de silvicultura, manutenção, proteção, colheita, transporte e administração de talhões ocorram com sucesso e segurança. O planejamento e manutenção adequados das estradas florestais trazem resultados diretos, com redução de custos e riscos operacionais. Da mesma forma, sua estabilidade garante a conexão ininterrupta entre campo e fábrica – vital para o funcionamento da indústria.

Em suma, as funções da rede viária são diversas e essenciais para o setor. Quando se trata de qualidade de estradas, uma das preocupações das empresas do segmento é garantir a estabilidade das vias, reduzindo poeira e outros problemas relacionados à manutenção inadequada. Para isso, diversas companhias disponibilizam ao mercado soluções como os estabilizantes de solo, testados e aplicados por diversas empresas florestais – com diferentes graus de sucesso.

Estradas Florestais • Permitem o escoamento da produção; • Facilitam o transporte de máquinas, insumos e pessoas; • Otimizam o combate a incêndios florestais e o controle profilático; • Otimizam a distância de extração; • Facilitam o planejamento e manejo das áreas florestais; • Contribuem com as comunidades que vivem no entorno do povoamento.

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Estabilizantes

suprimento de madeira na Veracel. A empresa já realizou testes com “Entre as vantagens dos estabili- produtos como Oxnix, Base Forte, zantes está a impermeabilização da Road Build, Durasolo e cimento, via, evitando poeira em dias secos obtendo excelentes resultados e lama com a chuva. O produto com solo cimento em trecho também cria uma liga no solo que experimental. faz com que seu resultado se asseAlmir Maestri, diretor na Con-Aid melhe à pavimentação em termos Brasil S.A., explica que o estabilide conforto, suporte de carga e zante torna a camada estabilizada durabilidade. A principal desvan- flexível. “Na engenharia atual, uma tagem está no custo de aquisição camada flexível é mais utilizada, dos produtos, pois a maioria ainda pois qualquer movimento no tem componentes importados e subleito ou camadas inferiores do que estão sujeitos às oscilações do pavimento não interfere na camada câmbio. Acredito que é um cami- estabilizada (trincas), repassando nho sem volta o uso para controle isto ao pavimento superior. Ainda, de poeira, uma vez que a redução possui o sistema de água livre, ou do consumo de água – o caso da seja, a camada não é impermeável. umectação – é um desafio diário”, Esta qualidade vai ao encontro de analisa Fabiano Stein, gerente de indicações de órgãos ambientais,

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Sendo o déficit hídrico um dos maiores desafios, torna-se importante a busca de melhorias tanto na técnica quanto em materiais empregados.

material para correção de solos com baixa capacidade. Contudo, a aplicação e manutenção dos trechos torna o custo acima do desejado”, esclarece. Ainda, o engenheiro comenta que a empresa vem fazendo testes com diversos produtos em laboratório, De acordo com um enge- que serão aplicados em campo nheiro de uma empresa de celu- para testes na prática. lose que já realizou testes com estabilizantes de solo, sua compaPoeira e nhia trabalha há cerca de um ano déficit hídrico e meio com dosagens específicas para suas estradas (as mais Ainda de acordo com Almir cruciais), buscando a receita ideal para a situação de cada uma delas. Maestre, da Con-Aid Brasil, os estaAtualmente, os melhores resulta- bilizantes de solo auxiliariam na dos foram obtidos com o uso de utilização permanente das estradas, com redução de custos de escória de aciaria. construção e manutenção, assim “Com isso, nossas estradas têm como redução do desprendiapresentado um melhor desemmento de pó. Esta última é destapenho e vida útil. O estabilizante cada como grande preocupação químico trouxe, sim, benefícios, do setor florestal. aumentando o CBR do leito estra““Sendo o déficit hídrico um dal”, aponta o engenheiro. “O uso do estabilizante auxilia em locais dos maiores desafio, torna-se em que é necessário deslocar-se importante a busca de melhorias grandes distâncias para buscar tanto na técnica quanto em matepois não muda as características do solo, agindo somente no mineral argila que torna-se impermeável”, ressalta. Ainda, Almir propõe que o processo construtivo é mais simples e econômico que os outros métodos, pois não necessita de reagentes.

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riais empregados. Nós montamos um grupo de trabalho envolvendo todas as áreas – ambiental, segurança, social, operacional– e com isso está sendo elaborado um plano de ação para mitigar essa pressão da parte hídrica. Se a estrada é bem planejada, com uma base e camada superficial estabilizada e mantida estável por um período maior, obtém-se uma redução significativa de poeira”, frisa o engenheiro da empresa de celulose. Nas estradas da companhia em que foram feitos testes com dosagens específicas para o local, utilizando materiais e técnicas distintas, houve redução na manutenção periódica e quantidade de aspersões para supressão de poeira.

ção para mitigação do impacto da poeira. Em tempos de estiagem prolongada, a umectação deixa de ser opção sustentável. Por isso, precisamos buscar alternativas que reduzam ao máximo o uso do recurso água. Para isso, uma das alternativas é o uso de aglutinantes e em alguns casos o revestimento com material asfáltico”, afirma. Na Veracel, testes estão sendo realizados para avaliar a eficiência de supressores de poeira aplicados sobre trechos de estradas não pavimentadas, analisando sua eficiência no controle da poeira ao longo do tempo.

“Em alguns trechos estamos adotando a aplicação de microrrevestimentos asfálticos, onde temos como objetivos eliminar a Fabiano Stein, da Veracel, geração de poeiras, carreamento coloca o conflito pelo uso da água de sedimentos para cursos d’água como o maior desafio das estra- por desagregação de material das florestais atualmente. “Para e maior produtividade no transconstruir e manter as estradas porte de madeira com aumento florestais em regiões povoadas se da aderência a tração em rampas”, faz necessário o uso de umecta- acrescenta Stein.

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SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

SUPERA EXPECTATIVAS

Série de sete eventos ocorreu na última semana em Curitiba (PR), promovendo a força e união do setor madeireiro. Mais de 6.100 visitantes estiveram presentes, gerando mais de R$ 98,2 milhões em vendas e prospecções.

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pós meses de planejamento e divulgação junto às maiores empresas, associações e entidades dos setores madeireiro e florestal, a 2ª SIM (Semana Internacional da Madeira) reuniu os grandes players do segmento em Curitiba (PR) junto a um público especializado. Dos dias 19 a 22 deste mês, a capital paranaense se tornou o coração da indústria madeireira nacional, fornecendo aos visitantes sete eventos distintos que contemplaram, em conjunto, toda a cadeia produtiva do setor industrial madeireiro.


6.188 visitantes altamente qualificados, gerando mais de R$ 98,2 milhões em vendas e prospecções. Além das feiras, a programação da 2ª SIM também trouxe cinco eventos técnicos de alto nível de especialização. Dois deles, o 2º WoodTrade Brazil e o 2º Encontro Brasileiro de Energia da Madeira, fortaleceram conceitos já trabalhados na edição anterior, ao mesmo tempo em que trouxeram novos temas e discussões atualizadas para os 435 conferencistas presentes.

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SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

Os principais eventos da SIM foram a segunda edição da Lignum Brasil – Feira de Transformação, Beneficiamento, Preservação, Energia, Biomassa e Uso da Madeira e o 3º Expo Madeira & Construção. Em todos os quesitos, as feiras tiveram resultados expressivos, superando a edição 2016, em que 71 expositores e 5.100 visitantes estiveram presentes, propiciando negócios avaliados em R$ 53 milhões. Nesta edição, as duas feiras, realizadas paralelamente no Expo Renault Barigui de 20 a 22 de setembro, reuniram 86 expositores e


SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

Para completar a Semana, foram realizadas duas novas conferências, que também contaram com expressiva participação do público especializado: a ProWood, que abordou as tecnologias para transformação e beneficiamento de madeira, e a WoodProtection, que teve como foco as mais atuais soluções para proteção de madeira. Fechando a SIM, a APRE (Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal) organizou o 4º Simpósio Madeira & Construção. Ainda, a Semana contou com reuniões internas das principais Associações e entidades do país.

Nesses quatro dias de eventos, os participantes da SIM tiveram a oportunidade de acompanhar a todos aqueles que acreditam no setor florestal e madeireiro, e que buscam crescer em qualidade, tecnologia, relacionamento e rentabilidade de seus negócios. “Acreditamos que os números alcançados comprovam o sucesso desta segunda edição. Temos convicção de que cumprimos a nossa missão de promover o Poder da Madeira”, afirma Jorge Malinovski, diretor geral da Malinovski, empresa organizadora da Semana Internacional da Madeira.

CONFIRA COMO FOI A SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA

MAIS INFORMAÇÕES: www.lignumbrasil.com.br • +55 (41) 3049-7888 • info@malinovski.com.br

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Equipamentos Florestais

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O Cut-to-Length (CTL) é o sistema de colheita predominante no Brasil. Por isso, há no país grande necessidade de otimizar as operações com harvesters e forwarders. Pensando em aumentar a disponibilidade mecânica e prolongar a vida útil dessas máquinas, oferecendo a possibilidade de operar com rapidez, robustez e precisão, novas soluções chegam ao mercado nacional, especialmente para os implementos acoplados aos forwarders.

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as operações de colheita de madeira, incrementar a eficiência dos forwarders é crucial para garantir aumento de produtividade e redução de custos nas grandes empresas de base florestal. Para isso, é necessário que os implementos utilizados – especialmente as garras – sejam capazes de suportar essa demanda contínua, enquanto oferecem precisão e agilidade às operações. “Há cerca de dois anos, diversas empresas do setor de papel e celulose vieram a nossa empresa pedir opções de garras para forwarders. Conhecendo a qualidade e robustez dos produtos Rotobec, essas empresas expressaram interesse em garras de pequeno porte para forwarders que garantissem, ao mesmo tempo, rapidez, robustez e alto nível de controle”, explica Fernando Strobel, gerente geral da Rotobec do Brasil.

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CARREGAMENTO EFICAZ E CONFIÁVEL NOS TALHÕES


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Assim, a Rotobec, que já fabricava garras de pequeno porte (de .30 a .50 m²) para o mercado da América do Norte (mas não para forwarders, menos comuns nesses países), tomou a decisão estratégica de desenvolver uma nova versão de garras adequada à operação em forwarders, com a possibilidade de ser montada nos rotatores standard dos principais fabricantes desses equipamentos. A prioridade, de acordo com Fernando Strobel, era projetar uma garra que apresentasse

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durabilidade igual ou superior às importadas da Europa, algo ainda não verificado no mercado nacional, e que operasse com alta produtividade, efetuando a função de carregamento e descarregamento de madeira de forma veloz e ordenada, com feixes perfeitos e homogêneos. Em 2017, a Rotobec já está disponibilizando no país garras importadas do Canadá, comercializando os implementos por aproximadamente o mesmo valor das garras importadas da


As novas garras Rotobec, nas dimensões 0.36 e 0.42 m², são fabricadas em aço especial de alta resistência mecânica, com buchas em ligas especiais de bronze com canais para graxa e pinos superdimensionados, cromados e temperados. Um dos principais diferenciais dos implementos é o cilindro importado da matriz canadense,

capaz de suportar alta pressão (240 bars ou 3.500 psi). São essas qualidades técnicas que proporcionam grande durabilidade às garras, assegurando maior disponibilidade mecânica e uma maior vida útil do equipamento. Sua geometria com grande abertura faz a rolagem e carregamento das toras para dentro da garra de maneira rápida e fácil, ao mesmo tempo em que permite ao operador manipular toras individuais ou soltas na carga com facilidade e eficiência. ROTOBEC

Europa, com perspectivas de ofertar um preço mais atrativo ao mercado brasileiro. Ainda, a empresa está em processo de início de fabricação no Brasil, previsto para o fim de 2017/início de 2018.

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Anos Da Mais Completa Cobertura Do Setor Florestal

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esse sonho deu-se o nome de B.Forest: “B” de Be e de Business, representando o Ser florestal, o Estar na floresta e o fazer Negócios com a floresta. Desde a primeira edição, que trouxe como tema de capa os softwares para gestão de operações florestais, a B.Forest firmou sua presença como um veículo jornalístico de credibilidade, feita por profissionais florestais para florestais profissionais, com mais de 8.500 leitores mensais! Nesse percurso, abordamos os mais diversos temas relacionados às operações florestais, como: particularidades dos sistemas de colheita e transporte de madeira; novas tendências para máquinas e equipamentos florestais para

colheita e silvicultura; normas técnicas de segurança nacionais e internacionais; tecnologias para prevenção e combate a incêndios; uso de drones e outras inovações tecnológicas no segmento de florestas plantadas; potencial econômico de produtos florestais não madeireiros; e muito mais. Também entrevistamos nomes de peso das maiores empresas de base florestal do país, que nos forneceram insights valiosos, e trouxemos neste terceiro ano a seção “A Nova Cara do Setor Florestal”, em que conversamos com jovens profissionais com carreiras promissoras para fornecer um panorama do futuro do setor.

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B.FOREST 3 ANOS

Há três anos, a Malinovski apresentava ao setor florestal a concretização de um sonho: que o segmento pudesse contar com uma publicação mensal altamente especializada, 100% digital e gratuita, contendo as principais atualidades e tendências dos mercados florestal e madeireiro – do Brasil e do mundo!


Além de apresentar tantas reportagens, fotos, vídeos, entrevistas e notícias, a B.Forest também trouxe – e continuará trazendo! – a cobertura exclusiva dos maiores eventos e feiras florestais do mundo, como a visita à Elmia Wood, na Suécia, em julho deste ano.

É claro que nada disso seria possível sem você, nosso leitor. Por isso, aproveitamos essa data para convidá-lo a continuar caminhando conosco nessa jornada em prol da prosperidade do nosso setor – e de nosso país. Temos muitas surpresas pela frente!

Saudações florestais!

B.FOREST 3 ANOS

Equipe B.Forest

CONFIRA ALGUMAS DAS MATÉRIAS QUE A B.FOREST TROUXE AO LONGO DESSES TRÊS ANOS!

ENTREVISTA COM ALEXANDRE CHUERI NETO, DIRETOR EXECUTIVO DA UNIDADE DE NEGÓCIOS FLORESTAL DA SUZANO clique para visualizar

MECANIZAÇÃO TAMBÉM PARA O PEQUENO – COLHEITA DE MADEIRA clique para visualizar

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ESTRADAS FLORESTAIS – READEQUAÇÃO DA MALHA VIÁRIA clique para visualizar

DIAGNÓSTICO DO ALTO – GEORREFERENCIAMENTO NA SILVICULTURA

DERROTANDO O FOGO – COMBATE E PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS FLORESTAIS clique para visualizar

A NOVA CARA DO SETOR FLORESTAL – ENTREVISTA COM FABIANO STEIN, GERENTE DE SUPRIMENTO DE MADEIRA DA VERACEL clique para visualizar

www.revistabforest.com.br www.issuu.com/malinovskiflorestal

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B.FOREST 3 ANOS

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INTERNACIONAL

anos de tradição Finlândia: 500 florestal e madeireira Com tecnologia de ponta, eficiência no planejamento e criatividade nos investimentos, empresas com sistemas para madeireiras finlandesas resolvem problemas para seus clientes globais

Por

Niina Fu

Consultora de Negócios na América Latina

Tradução Carlos Vasconcellos

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A Finlândia comemora 100 anos de independência em 2017. Nesse período, o país que era um dos mais pobres da Europa e tornou-se um dos líderes entre as nações industrializadas. Esta é a comprovação de uma excepcional evolução no desenvolvimento do país.

A indústria madeireira liderou a econo-

Uma das principais fontes de sucesso do país é sua indústria de base florestal.

produtos finais. Até 75% das exporta-

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mia finlandesa do século 17 até os anos 1950. A longa história do setor florestal no país levou à expertise tanto na produção de bens de exportação competitivos, quanto no domínio das inovações tecnológicas para a fabricação de ções totais da Finlândia, antes de 1960,


Nas últimas décadas, a Finlândia diversificou fortemente sua economia, e hoje é considerada um país de alta tecnologia. Entretanto, o cluster florestal, que inclui inovações tecnológicas, continua a ser um dos pilares da economia finlandesa. No ano passado, as vendas de madeira macia ocuparam a 4ª posição no ranking das exportações finlandesas. As madeireiras finlandesas estão entre as mais modernas do mundo. Os processos são altamente automatizados e operadores são necessários apenas para controle geral e verificação de qualidade. Uma das madeireiras mais eficientes do mundo é a finlandesa Metsä Fibre, de Vilppula, que usa tecnologias de ponta fornecidas por empresas locais. A empresa processa um milhão de metros cúbicos de madeira por ano, e emprega apenas 115 pessoas, incluindo terceirizados, trabalhando

em três turnos. Dois operadores ficam encarregados do processamento da madeira propriamente dita. Esse nível de automação é uma das principais necessidades de desenvolvimento entre as madeireiras do Brasil, onde os custos de produção e exigência de qualidade dos clientes têm crescido. Séculos de experiência criaram um grupo de produtores especializado em tecnologia madeireira na Finlândia. Dezenas de empresas locais combinaram seus conhecimentos para colaborar em projetos globais, solucionando uma grande variedade de desafios tecnológicos para madeireiras e seus clientes em todo o mundo. Empresas finlandesas são altamente capacitadas para fornecer soluções completas mesmo diante das situações mais desafiadoras. Este know-how não está limitado apenas à tecnologia. O governo finlandês oferece instrumentos financeiros para os clientes também. Essa ferramenta fundamental também está disponível para clientes

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INTERNACIONAL

vinham da indústria florestal, e ainda hoje esse volume chega a 20%.


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brasileiros. Mika Relander, conselheiro sênior da agência de crédito oficial do governo da Finlândia, observa que o Brasil é atualmente o terceiro país em volume de garantias de exportação no portfólio da agência.

de seus produtos florestais, e temos uma vasta experiência com a demanda de clientes em nosso país. Nosso cluster de tecnologia florestal está pronto para servir clientes, para qualquer tipo de desafio”.

Tuomas Halttunen, vice-presidente da HewSaw, comenta: “Queremos unir esforços para servir clientes em projetos-chaves em todo o mundo, e garantir um resultado final bem-sucedido. Nossa força é que conhecemos uns aos outros há décadas, resolvemos problemas para clientes que estão muito distantes da Finlândia, e nos comunicamos bem dentro do cluster”.

A HewSaw é a empresa líder do cluster finlandês e fornece linhas de serraria para as madeireiras. A companhia é responsável por projetos-chaves, colaborando com parceiros como: Valon Lone, fabricante de descascadores de classe mundial com reconhecido histórico no mercado da América do Sul; Nordautomation e Hekotek (originalmente uma empresa finlandesa, hoje sob controle sueco) que fornecem soluções criativas para triagem de madeira, alimentação de serrarias e processamento de produtos; Finscan, especialista

Teemu Tynkkynen, diretor de mercado da Valon Kone, continua. “A Finlândia é conhecida pela qualidade

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INTERNACIONAL

em sistemas de classificação de serração; TKM TTT, fornecedor de ferramentas de corte e peças para serragem; e a Biocone, especialista em manejo de madeira, linha de equipamentos para serraria, produtos para manejo, seleção, empacotamento e colagem. Juntas, as empresas do grupo oferecem soluções de alta qualidade, sob medida para as necessidades específicas de cada cliente. O grupo de empresas da Finlândia vem trabalhando junto em madeireiras de todo o mundo, das Américas e Europa até África, Ásia e Austrália. Um exemplo de empresa que modernizou sua produção é a australiana Dongwha Timbers, uma empresa de médio porte controlada por acionistas da Coreia do Sul. A Dongwha

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já havia tentando por quatro vezes construir uma unidade madeireira, mas enfrentava desafios que incluiam falhas do parceiro de joint venture, problemas ambientais e financeiros. Em sua última tentativa, escolheram trabalhar com o cluster finlandês e finalizaram o projeto. Ele foi batizado pelos controladores sul-coreanos de Namu, que quer dizer “árvore” em coreano. A matéria-prima da madeireira Bombala é o Pinus radiata, proveniente de áreas de floresta plantada em Nova Gales do Sul. O Namu era um projeto desafiador que exigia que as empresas finlandesas avaliassem as melhores soluções possíveis para os seguintes objetivos: aumentar a capacidade de serragem de troncos de 100 mil para 300 mil metros cúbicos; operação de preparação e escaneamento de tron-


mil metros cúbicos de madeira em um turno. A empresa local está satisfeita com o projeto.

Atualmente, a madeireira está funcionando no pradrão planejado com precisão no dimensionamento das serras e velocidade da linha de produção, com o processamento de 300

Alguns diferenciais foram identificados pelas empresas finlandesas durante as obras: o nível de custos locais no Uruguai é relativamente alto, e que o custo da mão de obra se aproxima do

Outro exemplo de empresa que investiu em uma nova serraria foi a uruguaia Frutifor. A companhia selecionou fornecedores finlandeses para o projeto, que consistia na construção de uma unidade com capacidade produzir 300 mil metros cúbicos de madeira em um turno. A empresa administra 5 mil hectares, em sua maioria de florestas de pinus no Chile e no Uruguai, e fabrica apenas produtos finais exclusivamente para exportação.

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cos não selecionados entre 14 e 55 cm; capacidade de processar troncos com formatos irregulares, estreitamentos e grande número de nós na madeira; serrar tamanhos de 75 x 25 mm a 300 x 100 mm no mesmo lote; capacidade de produzir produtos perfilados – postes redondos e revestimentos; capacidade de fornecer em nível global produtos de serraria com custo competitivo e confiabilidade no longo prazo; liderança em produtividade, segurança, recuperação e qualidade de produto; e disponibilidade de locais para serviços de pós-venda na Austrália.


Foto: Internacional INTERNACIONAL

nível registrado em países nórdicos. Outra surpresa foi que as árvores deveriam ser serradas uma semana depois de cortadas. Essa pressão não existe na Finlândia, graças ao processo de secagem. Apesar dos desafios, o projeto foi concluído com sucesso e a madeireira vem funcionando plenamente, com as mais modernas tecnologias finlandesas. O Brasil está no radar das indústrias madeireiras finlandesas, como um importante polo do setor florestal e como principal parceiro comercial da Finlândia na América Latina. Individualmente, algumas empresas finlandesas já vêm fazendo negócios com madeireiras do país, e fornecedores finlandeses do

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setor convidaram empresas brasileiras para ir à Finlândia conhecer novas tecnologias. Há planos de ampliar o campo de cooperação com o Brasil no futuro. O tamanho da economia brasileira e seu potencial de crescimento – incluindo o desenvolvimento constante da indústria de madeira – oferece muitas oportunidades para os fornecedores de tecnologia para este setor. É um caminho lógico: os dois país possuem forte relação comercial, com muitas empresas finlandesas instaladas com sucesso no Brasil nas últimas décadas, incluindo líderes no mercado de papel e celulose, como a Stora Enso.


ANÁLISE MERCA DOLÓ GICA STCP Engenharia de Projetos Ltda. – Copyright © 2017. Endereço: Rua Euzébio da Motta, 450 - Juvevê - CEP: 80.530-260 Curitiba/PR | Fone: (41) 3252-5861 www.stcp.com.br – info@stcp.com.br

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INDICADORES MACROECONÔMICOS Perspectivas Econômicas ANÁLISE MERCADOLÓGICA

A expectativa do crescimento do PIB brasileiro para 2017 subiu de +0,34% para +0,60%, segundo estimativa do BCB (Banco Central do Brasil). Para 2018, estimativa também foi elevada para +2,20%. Analistas de mercado estimam maior crescimento da economia após o resultado favorável do PIB no segundo trimestre, que apresentou alta de 0,2% sobre o trimestre anterior.

Inflação O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de Ago/17 registrou inflação de +0,19%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice totalizou 2,46% e no ano 1,62% (menor acumulado no ano para mês de agosto desde a implantação

do Plano Real em 1994). A estimativa do BCB para a inflação em 2017 caiu de 3,51% para 3,08%, permanecendo abaixo do centro da meta de 4,50% definido pelo BCB.

Taxa de Juros No início de Set/17, o Copom (Comitê de Política Monetária) do BCB reduziu novamente em 1,0 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic), de 9,25% para 8,25% ao ano, menor patamar desde 2013. Analistas financeiros estimam corte para os próximos meses de 0,75 ponto percentual em Out e de 0,50% em Dez, alcançando 7,0% no final de 2017 e de 2018.

Taxa de Câmbio A taxa média cambial encerrou Ago/17 em BRL 3,15/USD, com valorização de

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ÍNDICE DE PREÇOS DE MADEIRA EM TORA NO BRASIL Índice de Preço Nominal de Toras de Eucalipto e Pinus no Brasil (Base Jan-Fev/14 = 100)

Tora de Eucalipto

Segundo a FGV, na percepção dos empresários da indústria sobre o cenário doméstico, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) voltou a subir 1,4 ponto em Ago/17, em relação a Jul/17. Por sua vez, o Nuci (Nível de Utilização da Capacidade Instalada) recuou 0,6 ponto percentual em Ago/17. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego recuou para 12,8% no trimestre encerrado em julho, representando queda ante o trimestre encerrado em abril (quando esteve em 13,6%).

ANÁLISE MERCADOLÓGICA

1,72% do Real frente ao Dólar Americano em relação à média de Jul/17 (BRL 3,21/USD). A média cambial na 1ª quinzena de Set/17 atingiu BRL 3,12/USD, com oscilação entre BRL 3,08/USD e BRL 3,14/USD. Apesar da alta volatilidade do câmbio, o BCB prevê taxa de BRL 3,20/USD no final de 2017 e de BRL 3,30/USD no final de 2018.

Tora de Pinus

Nota sobre Sortimentos de Toras: Energia: < 8 cm; Celulose: 8-15 cm; Serraria: 15-25 cm; Laminação: 25-35 cm; e Laminação Especial: > 35 cm. Preços de madeira em tora R$/m³ em pé. Fonte: Banco de Dados STCP e Banco Central do Brasil (IPCA).

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Índice de Preço Real de Toras de Eucalipto e Pinus no Brasil (Base Jan-Fev/14 = 100)

Tora de Eucalipto

MERCADO DE PRODUTOS FLORESTAIS | TENDÊNCIAS E PERSPECTIVAS Comentários - Tora de Eucalipto

ANÁLISE MERCADOLÓGICA

Continua no mercado o excedente da oferta de tora fina de eucalipto nas regiões Sul e Sudeste do país. A demanda permanece estável, corroborando a queda recorrente registrada no preço da lenha e da tora de processo. Alguns produtores florestais tem conseguido manter os preços da tora fina, enquanto outros optam por não comercializar estes sortimentos até os preços reagirem.

Tora de Pinus

Nota de Sortimentos de Tora: Energia: < 8 cm; Celulose: 8-15 cm; Serraria: 16-25 cm; Laminação: 25-35 cm; e Laminação Especial: > 35 cm. Preços de madeira em tora R$/m³ em pé. Fonte: Banco de Dados STCP (atualização bimestral).

A indústria brasileira de aço reagiu no mês de Jul/2017, expandindo a produção de aço bruto em 1% em relação a Jul/2016. Ainda, o consumo aparente deste produto foi 9,0% superior ao registrado no mesmo mês de 2016. As vendas internas também cresceram, com alta de 3,2% na mesma base de comparação. As exportações, comparadas ao total registrado em Jul/2016, cresceram 19,5% em volume e 37,2% em valor. Em relação a Jun/17, a produção de aço bruto cresceu 5,6%. Este segmento, sendo altamente demandante de madeira em tora/ carvão de eucalipto, tem o potencial de influenciar a relação oferta e demanda e, consequentemente, o preço da matériaprima para este fim.

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Entretanto, a indústria de celulose não acompanhou a reação da siderurgia em Jul/17. Em relação a Jun/17, a produção Brasileira de celulose caiu 3,0%. Desta forma, a demanda por madeira em tora para processo (celulose) e energia, principalmente do gênero Eucalyptus, continua constante nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Comentários - Tora de Pinus

ANÁLISE MERCADOLÓGICA

Produtores florestais permanecem sem conseguir reajustar o preço da tora de processo de pinus, principalmente nos estados do Paraná e Santa Catarina. Alguns reflorestadores mencionaram que a oferta deste sortimento continua acima da demanda em função, entre outros fatores, do interesse de pequenos produtores florestais em vender seus ativos, aumentando assim a oferta de madeira nestes Estados (principalmente em Santa Catarina). Por outro lado, no Rio Grande do Sul, o preço da tora de processo foi reajustado por alguns produtores florestais. Em algumas microrregiões deste Estado a oferta é baixa e a demanda está moderada, o que permitiu incremento no preço deste sortimento. O IBGE recuou a estimativa da safra agrícola 2017, projetando em Ago/17 avanço de 30,4% em relação à safra de 2016, mas ainda com recorde de

241 milhões ton. Este resultado poderá impulsionar o consumo de lenha (tanto de pinus quanto de eucalipto) para a secagem de grãos, bem como eventualmente pressionar os preços da lenha para cima, no curto e médio prazo. Para a tora grossa, houve reajuste de 5 a 7% em algumas empresas, principalmente para sortimentos acima de 25 cm. No entanto, o preço da tora de 18-25 está equilibrado, podendo aumentar no curto prazo, já que a exportação de madeira serrada para embalagens está aquecida. Apesar do desempenho negativo da construção civil no PIB do segundo trimestre, alguns produtores florestais já sentiram melhora na demanda por tora grossa. Entretanto, o setor recuou 2% em relação ao primeiro trimestre, afetado pelo crédito reduzido e o menor número de obras públicas, devido à contenção de despesas do governo. Contudo, espera-se que o ciclo de redução da taxa Selic impulsione financiamentos imobiliários e setor se recupere ainda este ano. A recuperação da construção civil é importante para impulsionar a demanda por serrados, compensados, portas, molduras e móveis, segmentos que processam madeira em tora de maior diâmetro.

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ALÉM DA AMDEIRA Foto: Cobaíba

O PODER NATURAL DA COPAÍBA B. FOREST 57


Óleo extraído da Copaifera langsdorffii possui diversos benefícios medicinais, com propriedades anti-inflamatórias e antibióticas naturais, e hoje é um dos principais produtos naturais amazônicos comercializados no Brasil e no exterior.

G ALÉM DA AMDEIRA

raças ao imenso potencial de sua biodiversidade ímpar, o Brasil conta com grande variedade de produtos florestais não madeireiros (PFNMs) de qualidade e interesse econômico para a nação e para o exterior. Sementes, chás, taninos, óleos, palmito, produtos cosméticos, medicamentos fitoterápicos e muito mais podem ser explorados economicamente nas espécies nativas ou estrangeiras que encontram solo fértil no país. Entre os PFNMs, o ramo dos remédios naturais é um mercado crescente. Há uma demanda global emergente por medicamentos alternativos aos fármacos artificialmente produzidos, sob uma ótica de que o que é mais natural e benéfico ao organismo humano. Neste cenário, o óleo extraído da copaíba (Copaifera langsdorfii) encontra sucesso cada vez maior: hoje, a substância é um dos mais importantes produtos naturais provenientes da região Amazônica, comercializado tanto internamente quanto exportações. De acordo com o IPEF (Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais), a copaíba é uma espécie que pode ser encontrada em vários estágios de sucessão, desde áreas totalmente degradadas até aquelas com dossel

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em fechamento. É uma árvore longeva e ocorre em regiões fitoecológicas distintas, tais como: Cerrado, Cerradão, Caatinga, Floresta Estacional Semidecidual, Decidual, Ombrófila Densa, na formação Aluvial, Montana e Submontana, na Campinarana e nos campos rupestres. O óleo de copaíba, facilmente encontrado em farmácias e lojas de produtos naturais ou de manipulação, é extraído como óleo-resina do tronco. Ainda segundo o IPEF, a substância pode ser utilizada in natura como combustível para motores diesel e também na medicina popular como antisséptico, cicatrizante, expectorante, diurético, laxativo, estimulante, emoliente e tônico. Ademais, o óleo-resina de copaíba é a maior fonte natural conhecida de cariofileno, um importante antiinflamatório natural. Além dos produtos derivados do óleo-resina, a madeira de algumas espécies de copaíba possui uma superfície lisa, lustrosa, durável, de alta resistência ao ataque de xilófagos e baixa permeabilidade, características desejáveis para o uso na fabricação de peças torneadas e para a marcenaria em geral. Outras indústrias que também utilizam a copaíba incluem o mercado do carvão e as indústrias de construção civil e naval.


IRRIGAÇÃO

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ESPAÇO DAS ASSOCIAÇÕES

IBÁ DEBATE A BLUE ECONOMY NO F ÓRUM EMP RESA R I A L D O S BRI C S 20 17

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e 03 a 05 de setembro, a cidade de Xiamen, na China, recebeu a 9ª Cúpula dos BRICS e o Fórum Empresarial dos BRICS 2017. Com a participação dos chefes de Estado e demais membros do Governo dos países envolvidos (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), as reuniões tiveram como objetivo fomentar o comércio entre as partes, o acesso a investimentos e o desenvolvimento por meio de cooperação. O Fórum Empresarial, que visou à promoção do diálogo colaborativo entre

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mais de mil empresários do bloco, teve como um dos temas de destaque a Blue Economy – sistema que defende mudanças estruturais na economia, transformando problemas em oportunidades, com foco no baixo custo e na disponibilidade para todos. Ele também visa possibilidades de negócios em águas e oceanos, abrangendo questões de exportação e de escoamento de produção. O grande potencial do Brasil neste caminho foi o tema sustentado por Elizabeth de Carvalhaes,


Foto: Ibá

ESPAÇO DAS ASSOCIAÇÕES

presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). Aos empresários que participaram do evento e aos membros do painel – fundos de investimentos no Oriente, Câmara de Comércio da China, empresa de óleo e gás, comunicação, aço, químicos e portos –, ela ressaltou a importância que a madeira e seus múltiplos usos configuram como alternativa para atingir a evolução para esta economia.

em destaque devido, principalmente, aos produtos oriundos da madeira e à avançada tecnologia em suas florestas plantadas. Isso vem fortalecer o conceito da economia azul de forma inclusiva, uma vez que transfere tecnologia embarcada à cadeia produtiva com o envolvimento de fomentados na produção por intensificação sustentável.

A forte inter-relação entre os mercados, somado ao crescimento da população mundial colocam o Brasil

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Foto: Wilson Andrade

ESPAÇO DAS ASSOCIAÇÕES

ABAF PROMOVE ENCONTRO SOBRE BENEFÍCIOS DA SILVICULTURA

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ais de 200 pessoas, principalmente pequenos e médios produtores rurais, participaram no último dia 30 de agosto, na Câmara de Vereadores de Itamaraju (BA), do encontro “Oportunidades de

negócios na cadeia produtiva da silvicultura (bens madeireiros e não-madeireiros) e seus benefícios para a região”. O evento, promovido pelo PAFS (Programa Ambiente Florestal Sustentável) – uma iniciativa da ABAF (Associação Baiana das Empresas de Base Florestal) com a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia) – contou com a parceria do Sindicato Rural de Itamaraju e apoio da Câmara de Vereadores e da Pre-

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ESPAÇO DAS ASSOCIAÇÕES

feitura de Itamaraju. Seguindo a programação, foram realizadas quatro palestras: “Apresentação sobre o Setor Florestal na Bahia e Brasil”, por Wilson Andrade (Diretor Executivo da ABAF); “Programa Ambiente Florestal Sustentável”, por Paulo Andrade (Coordenador do programa); “Aspectos Sociais, Econômicos e Ambientais das Plantações Florestais”, por Sebastião Valverde (Universidade Federal de Viçosa) e “Regularização e Licenciamento Ambiental”, por Leandro Mosello Lima (Consultor Jurídico). De acordo com Wilson Andrade, o encontro foi muito positivo porque abre a oportunidade de trazer mais conhecimento sobre o setor e suas vantagens. “A

Bahia ainda não produz (e processa) a madeira plantada suficiente no estado e muito disso se dá pela falta de conhecimento sobre o setor. Trabalhamos, inclusive, para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira para uso múltiplo, visando o atendimento da demanda por móveis, peças e partes de madeira na Bahia – hoje atendida, na sua maior parte, por outros estados brasileiros. Em resumo, a atividade adicional com plantio de eucalipto aumenta a renda do produtor, reduzindo o risco de concentração em uma só cultura e, no município gera renda, emprego, impostos e demanda por produtos e serviços”, explicou.

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m operador de forwarder quer que a grua pareça uma extensão de seu próprio braço, com movimentos responsivos e fluidos e boa velocidade. Com a introdução da opção SmartFlow, a Komatsu Forest visa atender esta demanda. A nova válvula de grua monitora constantemente a pressão e o fluxo da grua, garantindo os níveis corretos a todo momento para fornecer bom controle dos movimentos. Esse manuseio aprimorado resulta em turnos de trabalho menos cansativos, maior produtividade e rentabilidade. Uma das funções do SmartFlow é o Active Crane Damping, que reduz os picos e quedas de pressão que podem surgir no sistema hidráulico quando o operador acelera ou freia os movimentos da grua, tornando o ambiente de

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operação mais confortável na cabine. A precisão em longo alcance também foi aprimorada, fornecendo vantagens quando, por exemplo, o operador está coletando a madeira. Essa função também torna possível acelerar o processo de extração da madeira ao mesmo tempo em que retém o mesmo grau de controle, aumentando a produtividade. A tecnologia SmartFlow também reduz as quedas de pressão na válvula, com um impacto direto e positivo na economia de combustível. De acordo com a empresa com o sistema houve a redução de consumo de combustível de até 4% durante um ciclo de extração normal, incluindo carregamento, descarregamento e transporte off-road.

Foto: Komatsu Forest

NOTAS

SMARTFLOW: NOVA TECNOLOGIA DA KOMATSU FOREST


Aplicação 1

Aplicação 2

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U

m dos objetivos da Fibria é a busca constante pela otimização do uso dos recursos naturais. Com a gestão responsável dos recursos hídricos e duas melhorias aplicadas à operação, a empresa alcançará uma economia de 5% no volume da água utilizada no viveiro de mudas de eucalipto em Capão Bonito (SP), ao ano.

Isso significa a economia, de aproximadamente, 6 mil metros cúbicos de água, para a produção de 15 milhões de mudas de eucalipto ao ano. O segredo dessa economia está primeiramente no tamanho da gota d’água aplicada sobre as mudas de eucalipto. “Descobrimos que, com uma gota maior, ela é mais pesada e chega mais facilmente até a base, evitando a dis-

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persão pelo vento e o acúmulo nas folhas”, diz Flávio Ricardo Tedesco, supervisor de operações florestais da Fibria. Outro reforço desta estratégia foi a construção de um reservatório para captar a água das chuvas. O volume armazenado é equivalente a um pouco mais da metade de uma piscina olímpica. Com essa quantidade, será possível irrigar o viveiro por cerca de 50 dias ao ano, apenas com a água das chuvas. “Chegamos a esta constatação após a análise dos dados dos últimos três anos, referentes ao volume de chuva gerado aqui na região. Com a recente escassez de água, resultante de condições climáticas, acreditamos neste caminho para garantir o uso racional dos recursos hídricos”, diz Flávio Ricardo Tedesco.

Fibria Capão Bonito

NOTAS

FIBRIA REDUZ O CONSUMO DE ÁGUA NO VIVEIRO DE MUDAS EM CAPÃO BONITO (SP)


NOTAS Foto: Eldorado

ELDORADO BRASIL OFERECE 21 MIL HORAS DE TREINAMENTO

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té o fim do ano, a Eldorado Brasil vai capacitar mais de 400 funcionários da área Florestal, entre operadores de trator, mecânicos e eletricistas. O projeto Renovar foi criado com o objetivo de gerar oportunidades de crescimento e tornar o trabalho mais eficiente. Alinhado à cultura e aos direcionadores de crescimento da Eldorado, o conteúdo é dividido em três módulos (teórico, prático e comportamental) e tem como base as competências essenciais para o exercício das funções. “A valorização das pessoas é um dos pilares da Eldorado, por isso há uma preocupação muito grande em oferecer oportunidades de aperfeiçoamento para os colaboradores de forma e contribuir com o crescimento profissional dentro da empresa”, afirma Elcio Trajano, diretor de Recursos Humanos.

Ao todo, serão 21 mil horas de treinamento, em parceria com o Senar-MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), para que os funcionários tenham um conhecimento mais aprofundado em sua área de atuação. As capacitações acontecem na fábrica da empresa, em Três Lagoas, e em centros estruturados exclusivamente para este fim em Selvíria e Inocência (MS). Desde sua criação, a Eldorado tem um compromisso com o crescimento da comunidade em que está inserida e com a contratação de mão de obra local. Por isso, sempre investiu na formação de moradores da região.

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Suzano Papel e Celulose foi eleita “A Melhor Empresa para Começar a Carreira 2017”, de acordo com ranking elaborado pela revista Você S/A em parceria com a FIA (Fundação Instituto de Administração). Com um IFT (Índice de Felicidade no Trabalho) Jovem de 84,1, a empresa concorreu com outras 247 companhias inscritas no prêmio. A avaliação obtida este ano teve alta de 9,8 pontos sobre o IFJ (Índice de Felicidade do Jovem) em 2016.

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reconhecimento “atesta o compromisso que temos em promover um ambiente cada vez mais inspirador, desafiador e propício para o desenvolvimento pessoal e profissional. Na Suzano, incentivamos todos a assumirem novos desafios, ousarem e se tornarem protagonistas de seu desenvolvimento e de sua carreira. Vemos esse reconhecimento como o resultado do trabalho de mais de 8 mil colaboradores, jovens de todas as idades, seja 25 ou mesmo 70”.

A premiação avalia as práticas de gestão de pessoas voltadas para profissionais de até 26 anos e busca entender quais são as expectativas dos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho. Principal estudo do gênero no Brasil, a pesquisa leva em consideração informações gerais sobre a organização, além de 12 categorias que verificam as políticas e práticas de RH adotadas pelas companhias.

Pontos ressaltados na avaliação incluem Participação e Autonomia, Processos e Organização e Sustentabilidade e Diversidade. Nelas, são analisados, por exemplo, o envolvimento dos funcionários nas decisões da empresa, o quanto a estrutura organizacional facilita as ações dos colaboradores e como a organização busca o equilíbrio entre desempenho econômico, social e ambiental.

Para Julia Fernandes, diretora executiva de gente e gestão na Suzano, o

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Foto: Suzano

NOTAS

SUZANO É ELEITA “A MELHOR EMPRESA PARA COMEÇAR A CARREIRA”


Feira Florestal Brasileira Brazilian Forestry Fair

11 a 13 de Abril - Região de Ribeirão Preto - SP 11th - 13th, April - Ribeirão Preto Area - SP

e m e r t x e IR

A F Y R T S E R FO expoforest@malinovski.com.br

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www.expoforest.com.br

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+55 (41) 3049 7888

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+55 (41) 999 249 993


E

m comunicado à imprensa, a empresa florestal chilena Arauco, subsidiária do conglomerado industrial Empresas Copec, anunciou que investirá 185 milhões de dólares para construir uma nova fábrica de celulose e pasta têxtil no Chile. A instalação, na cidade de Valdivia, permitirá diversificar a oferta de produtos florestais, declarou a empresa. A Arauco considerava o projeto há algum tempo, mas o projeto enfrentou vários contratempos, como uma batalha judicial com comunidades indígenas locais. “A produção de pasta têxtil nos permitirá diversificar o tipo de produto que

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podemos oferecer ao mercado mundial. Esse tipo de pasta tem várias aplicações na indústria têxtil”, disse o gerente corporativo e comercial da empresa, Charmes Kimber. No início deste mês, a Arauco chegou a um acordo para comprar duas fábricas de painéis de madeira no Brasil da rival Massisa, um negócio estimado em 100 milhões de dólares. O movimento acontece cerca de um mês após negociações da Arauco para comprar a produtora brasileira de celulose Eldorado, da J&F, que falharam por falta de acordo sobre preço.

Foto: Arauco

NOTAS

ARAUCO LEVANTARÁ US$ 185 MI PARA NOVA FÁBRICA


NOTAS

LIVRO “MANUTENÇÃO E OPERAÇÃO DE EQUIPAMENTOS MÓVEIS” GANHA 2ª EDIÇÃO

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ova edição da obra escrita por José Eduardo Paccola, diretor da ZDP Consultoria, traz atualizações e revisões para manter atualidade e expandir os conceitos já explorados na 1ª edição. “Os profissionais de manutenção de equipamentos cada vez mais participam das decisões estratégicas das empresas, pois a preservação dos ativos é um dos fatores de sucesso para atividades operacionais de qualquer espécie. Investir em máquinas custa muito dinheiro. Mantê-las trabalhando em perfeitas condições, também. Por isso que as empresas, acertadamente, resolveram estruturar a função manutenção para que ela possa, juntamente com a área operacional, manter a confiabilidade dos equipamentos a custos adequados”, analisa o autor.

Ainda, Paccola explica que a área pode ser própria ou terceirizada ou um misto destes dois modelos: o que é preciso é fazer uma boa manutenção, utilizando-se dos bons conceitos e ferramentas que existem no mercado. “Ao decidir escrever este livro, um dos objetivos foi o de dividir com os colegas alguns conceitos e experiências adquiridos no trato com equipamentos móveis nos últimos anos. Para quem se aventura neste trabalho sabe que não existem muitas fontes de consulta. Espero que este livro possa contribuir para preencher parte desta lacuna”, conclui.

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NOTAS Foto: Cedro

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRODUTORES DE CEDRO AUSTRALIANO É CRIADA Foi criada no dia 21 de junho de 2017, em Belo Horizonte, a ProCedro– Associação Brasileira de Produtores de Cedro Australiano. Os objetivos comuns entre os associados (empresas florestais e produtores rurais) são claros, sendo o principal a divulgação e venda da madeira a ser produzida. De acordo com a Associação, é preciso mostrar para o mercado que os plantios existentes e os vindouros irão em breve suprir uma grande demanda; fornecimento de madeira de alta qualidade, com as características que são mais importantes para os consumidores; origem legal/sustentabilidade, padrão e continuidade de fornecimento. Na outra ponta, explica a ProCedro, é igualmente importante esclarecer para os produtores quais são esses fatores que fazem diferença para a aceitação da madeira pelo mercado, além de auxiliar ao longo de todo o processo. Durante o primeiro ano de existência, a ProCedro ficará sediada no município de Campo Belo/Minas Gerais. Foi eleito 72

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presidente da entidade o produtor Ricardo Vilela, sócio diretor da Bela Vista Florestal, empresa que conduz pesquisa aplicada com a espécie em Minas Gerais desde 2006. A diretoria financeira foi ocupada por Marcos Barros, sócio da Caeté Florestal, empresa que investe em plantios da espécie em Minas e No Mato Grosso do Sul. O diretor administrativo é Rudy Eysink, sócio da empresa HC2 Soluções e produtor de madeira de cedro em Holambra – SP e Cruzília – MG. A diretoria da ProCedro retrata bem o quadro de associados, que contam com plantios em diversos estados; BA, MG, ES, RJ, SP, MS, PR e SC. A primeira ação será a realização de testes completos com madeira de desbaste e madeira de corte raso (15 anos) a ser realizado no Laboratório da USP de São Carlos. A madeira será fornecida pelos associados e a empresa americana Greenwood entra como parceira nesse trabalho.

Mais informações: (35) 3832-1156


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VÍDEOS

2° WOODTRADE BRAZIL

HARVESTER JOHN DEERE 1270E COM CABEÇOTE H215E

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VÍDEOS

KOMATSU 901XC COM S82

H822D HARVESTER EM MAINE

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AGENDA

2017/2018

Para mais informações, clique nos links espalhados ao longo da agenda.

OUTUBRO

16 16 23

FLORESTAS ONLINE Quando: 16 A 20 | Onde: CURITIBA (PR) Informações:http://www.florestasonline.com.br/

FENATRAN Quando: 16 A 20 |

Onde: SÃO

PAULO (SP)

Informações:http://www.fenatran.com.br/

ABTCP Quando: 23

A 25 | Onde: SÃO PAULO (SP)

Informações:http://www.abtcp2017.org.br/

NOVEMBRO

08 14 76

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EXPOCORMA Quando: 08 A 10 | Onde: CONCEPCIÓN (CHILE) Informações:http://www.expocorma.cl/

WOODEX Quando: 14

A 17 | Onde: MOSCOU (RUSSIA)

Informações: http://www.woodexpo.ru/en-GB


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2018 ABRIL

09 09 11

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4° ENCONTRO BRASILEIRO DE SILVICULTURA Quando: 09 E 10 | Onde: RIBEIRÃO PRETO (SP) XVIII SEMINÁRIO DE ATUALIZAÇÃO EM SISTEMAS DE COLHEITA DE MADEIRA E TRANSPORTE FLORESTAL Quando: 09 A 10 | Onde: RIBEIRÃO PRETO (SP) EXPOFOREST Quando: 11 A 13 | Onde: REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO (SP) Informações: https://www.expoforest.com.br/


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B. Forest | Edição 36  
B. Forest | Edição 36  

B.Forest - A revista eletrônica do setor florestal | Edição 36 | ano 04 | Setembro 2017

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