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Está chEgando uma Evolução na florEsta.

Em junho, aguardE.

Novas séries de equipamentos John Deere de esteiras e pneus vão inovar o trabalho na floresta. Você vai se surpreender com estes lançamentos.


EXPEDIENTE

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EXPEDIENTE

Indテュce 06

EDITORIAL

09

ENTREVISTA

14

PRINCIPAL

28

ESPECIAL

40

TRANSPORTE

50

MOMENTO EMPRESARIAL

56

NOTAS

66

FOTOS

67

Vテ好EOS

68

AGENDA


EXPEDIENTE

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B. FOREST

“Sempre gostei muito dos meus trabalhos juntos as Instituições de classe, de fazer parte do elo entre empresas e o setor como um todo” Diretor Florestal da Eldorado Brasil

Germano Aguiar Vieira

Foto: Divulgação


B. FOREST

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EXPEDIENTE EDITORIAL

Decisões florestais! Que o país vive um momento econômico turbulento, não é novidade. O interessante é a solução que as empresas dos mais diversos ramos encontram para superar as dificuldades. No setor florestal, não é diferente. Quando o valor de um investimento gera custos elevados, como a aquisição das máquinas de colheita, uma das soluções a ser estudada é a extensão da vida útil das máquinas por meio da manutenção. Na reportagem de capa, conheça a opinião dos especialistas sobre o assunto. Outro tema discutido, é o futuro da cultura do pinus no Brasil. Afinal, a produção está estagnada? Quais são as alternativas que estão sendo praticadas pelo mercado para fortalecer o gênero no país? Saiba quais são as soluções encontradas. A infraestrutura também foi tema de destaque nesta edição. Conheça as diferenças técnicas de aplicação entre: ponte tradicional, ponte móvel e passagens molhadas. Para fechar com chave de ouro, confira a entrevista exclusiva com um dos executivos florestais mais influentes da atualidade, o diretor florestal da Eldorado Brasil, Germano Aguiar Vieira. Saudações Florestais!

Expediente: Diretor Geral: Dr. Jorge R. Malinovski Diretor de Negócios: Dr. Rafael A. Malinovski Executiva Comercial: Josiana Camargo Editora: Giovana Massetto Jornalista: Amanda Scandelari Designer Responsável: Vinícius Vilela Financeiro: Jaqueline Mulik

Conselho Técnico: Aires Galhardo (Diretor Florestal da Fibria), Antonio Solano Junior (Gerente de vendas para América do Norte e do Sul da Caterpillar), César Augusto Graeser (Diretor de Operações Florestais da Suzano), Edson Tadeu Iede (Chefe Geral da Embrapa Florestas), Germano Aguiar (Diretor Florestal da Eldorado Brasil), José Totti (Diretor Florestal da Klabin), Lonard dos Santos (Diretor de Vendas da Komatsu Forest), Mário Sant’Anna Junior (Diretor Executivo Floretal da Gerdau), Rodrigo Junqueira (Gerente de Vendas da John Deere Florestal), Sergio da Silveira Borenstain (Diretor Florestal da Veracel), Teemu Raitis (Diretor da Ponsse Latin America). B.Forest - A Revista Eletrônica do Setor Florestal Edição 07 - Ano 02 - N° 04 - Abril 2015 Foto de Capa: John Deere Malinovski Florestal +55(41)3049-7888 Rua Itupava, 1541, Sobreloja - Alto da XV - Curitiba (PR) – CEP:80040-455 www.malinovski.com.br / comunicacao@malinovski.com.br © 2015 Malinovski Florestal. Todos os Direitos Reservados.


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EXPEDIENTE

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B. FOREST


B. FOREST

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ENTREVISTA


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B. FOREST

Foto: Divulgação

ENTREVISTA


B. FOREST 10

ENTREVISTA ENTREVISTA

Desafios promissores Germano Aguiar Vieira Diretor Florestal da Eldorado Brasil

O entrevistado desta edição, responde

-Oeste com o eucalipto, na Eldorado Brasil.

pela produção florestal da maior fábrica de celulose em linha do mundo, a Eldorado Brasil. Com mais de 30 anos de experiência, Germano Aguiar Vieira, acredita no cresci-

Quais as experiências mais marcantes na sua carreira? Tive

a

oportunidade

de

vivenciar

mento do setor florestal aliado a tecnolo-

momentos importantes do setor. Quando

gia e ao apoio das instituições de pesquisa

entrei na área, a produção nacional era

e empresários. Na entrevista exclusiva, ele

de cerca de 10 a 12 m³ de madeira por

conta como a empresa está se preparando

ha/ano, hoje a média é de 40 chegando a

para a ampliação produtiva e também quais

60m³ em algumas regiões. Nessa trajetória,

são as técnicas utilizadas para driblar a falta

pude vivenciar o avanço do melhoramento

de mão de obra. Confira!

genético, do manejo silvicultural. Hoje, vejo um setor com tecnologia de ponta,

Como começou sua ligação com o setor

que investe em biotecnologia. Vivi também

florestal?

a substituição do trabalho rústico do

Sempre quis ser engenheiro. Ainda jovem

campo pelos empregos seguros, assim

ouvi falar sobre ecologia e florestas. Foi

como a especialização de todas as etapas

nesta época que decidi seguir um cami-

de produção nas empresas. O aspecto

nho diferente das engenharias elétrica ou

administrativo

civil, um caminho que unisse a engenharia

mudanças, nesse quesito tive que aprender

com a ecologia. Hoje, tenho quase 30 anos

a lidar com contingentes muito grandes de

de experiência como engenheiro florestal.

pessoas e fazer com que a empresa seja

Comecei trabalhando por muitos anos em

aceita na comunidade na qual está inserida.

uma empresa de energia, depois trabalhei

Outra

em empresas produtoras de celulose e MDF.

foi a participação em associações. Fui

Tive experiências por todo o Brasil, no Sul

presidente da AMS (Associação Mineira

com o plantio de pinus e agora no Centro-

de Silvicultura), vice-presidente da SBS

também

experiência

passou

bastante

por

importante


ENTREVISTA

11 B. FOREST

“Mecanizamos 85% das atividades silviculturais, contando o preparo de solo, o plantio, a irrigação e a adubação” Germano Aguiar Vieira

Foto: Divulgação


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ENTREVISTA

“Já estamos plantando a mais para abastecer uma nova linha de produção. Para as duas, teremos que plantar aproximadamente 350 mil ha” (Associação Brasileira de Silvicultura) e da

este ano chegaremos a 1,650 milhão de

Ageflor (Associação Gaúcha de Empresas

toneladas.

Florestais), também presidi a SIF (Sociedade de investigação Florestal) e, atualmente, sou

A Eldorado tem um projeto de expansão

presidente do Ipef (Instituto de Pesquisas e

para uma segunda linha de produção. Qual

Estudos Florestais). Sempre gostei muito

é a meta de plantio anual para atingir a ca-

desse outro lado, de ser o elo de ligação

pacidade produtiva?

entre empresas e setor como um todo.

A demanda para a primeira linha girava em torno de 160 mil hectares, hoje temos

E a experiência com a Eldorado? Como

200 mil plantadas. Já estamos plantando a

está sendo participar do processo de im-

mais para abastecer uma nova linha. Para as

plantação e crescimento da maior fábrica

duas, serão necessários aproximadamente

em linha do mundo?

350 mil ha, ou seja, ainda faltam 150 mil.

A empresa já nasceu com objetivo de

Como nós plantamos 50 mil ha por ano,

ser grande. O projeto começou em 2008

em 3 anos completaremos toda a demanda

com apoio de acionistas que acreditaram

florestal para atendê-las, tendo assim

no setor e implantaram a fábrica sem que

em um total de produção de 4 milhões

ela tivesse um suporte florestal completo.

de toneladas. Esse é o planejamento,

Meu principal desafio ao assumir o cargo

obviamente

foi suprir a demanda por madeira da fábrica

licenciamento ambiental para a duplicação

por alguns anos, enquanto a floresta

da área já foi obtido. Esse é um projeto que

própria não estava pronta. Em 2012, ela foi

está muito vivo dentro da organização.

isso

está

em

análise.

O

inaugurada, tornando-se a maior fábrica de celulose em linha do mundo. Ela se propôs

A Eldorado vem se destacando em adotar

a produzir 1,5 milhão de toneladas por ano,

práticas modernas na silvicultura. Quais


ENTREVISTA

são os resultados e desafios nesse pioneirismo?

13 B. FOREST

Desde 2013, a Eldorado primarizou todas as suas atividades. Entendemos que desta

Esta iniciativa vem de encontro com

forma, há um domínio maior das operações

a carência de mão de obra da região

internas e temos muito cuidado com todos

onde a empresa está instalada, por isto,

os

mecanizamos

neste caminho, independente das decisões

o

máximo

possível

às

operações. Outra foi tornar a empresa atraente

para

os

trabalhadores.

nossos

colaboradores.

Seguiremos

políticas.

Para

isso, foi preciso investir em maquinários

Qual a sua avaliação do setor florestal bra-

e qualificação de mão de obra. Outro

sileiro? Que entraves ainda teremos que

fator

superar?

importante

para

a

mecanização

foi a redução de custos. A colheita já é

O setor tem um futuro excelente pela

100% mecanizada, mas na silvicultura

frente. As perspectivas são muito boas

tivemos que trabalhar muito para criar

porque

um modelo próprio. Hoje, temos quatro

mundial para produzir biomassa e madeira.

engenheiros trabalhando unicamente no

Contamos

desenvolvimento de soluções. Em parceria

favorável, solo, clima e área para plantar.

com pequenas e médias empresas estamos

Acredito também que o uso de energia

fazendo

equipamentos

renovável é o caminho do mundo. O

vindos da agricultura na atividade de

Brasil tem hoje o maior banco genético

silvicultura, graças a isso, já temos 85%

de eucalipto do mundo. Temos condições

da silvicultura mecanizada, contando o

de produzir eucalipto de alta qualidade.

preparo de solo, o plantio, a irrigação e a

Obviamente exitem alguns entraves que

adubação. No caso da adubação, temos

devem ser superados, o maior deles é a

uma técnica chamada de “adubação de

infraestrutura. Precisamos ter mais estradas

cobertura”, na qual usamos aeronaves

e modais eficientes. Outro fator de extrema

específicas para fazer essa atividade cerca

importância

de seis meses após o plantio.

do setor são as entidades de pesquisa,

adaptações

de

temos

a

com

para

maior

competência

condição

o

ambiental

desenvolvimento

que são bastante fortes. O setor florestal O tema mais discutido no momento é a

cresce e vai continuar crescendo graças ao

terceirização. De que forma ela impactaria

aporte institucional e aos empresários que

nas operações da empresa?

acreditam no desenvolvimento.


B. FOREST

14

PRINCIPAL


PRINCIPAL

15 B. FOREST

Manutenção de máquinas florestais: produtividade por mais tempo Em épocas de instabilidade econômica qualquer tipo de investimento é pensado mais de uma vez. A manutenção das máquinas já adquiridas pela empresa pode ser uma solução. Mas até que ponto elas podem ser estendidas sem prejudicar a produção?

Foto: Divulgação


B. FOREST

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PRINCIPAL

A

mecanização das operações flo-

ção de máquinas florestais: manutenção de

restais fez com que o trabalho se

serviço, manutenção preventiva e manuten-

tornasse mais rápido e produtivo.

ção de emergência ou corretiva.

Algumas máquinas realizam mais de uma função e hoje as grandes empresas de base

Manutenção de serviço - deve ser reali-

florestal não podem sequer pensar em não

zada diariamente, ou a cada turno, e consis-

utilizá-las no processo produtivo. Mas ter o

te em verificar níveis, abastecer, lubrificar e

equipamento necessário e de qualidade não

reapertar. O planejamento destas atividades

é barato. E em momentos de instabilidade

deve constar do programa de trabalho da

econômica os investimentos em novos ma-

equipe e ser realizado rotineiramente e ser

quinários acabam ficando em segundo pla-

acompanhado pelos supervisores do cam-

no e a manutenção se torna a principal alia-

po.

da dos produtores. José Eduardo Paccola, consultor na ZDP

Manutenção preventiva - o planeja-

Consultoria em gestão e manutenção de

mento da manutenção preventiva normal-

frotas e autor do livro Manutenção e Ope-

mente é realizado baseado no funciona-

ração de Equipamentos Móveis, explica que

mento das máquinas. A medida que elas

em média a vida útil econômica de uma má-

vão trabalhando deve haver um registro e

quina florestal gira em torno de 25 mil ho-

somatório destas horas trabalhadas que, no

ras. O que dependendo do turno trabalhado,

momento oportuno, é disparada uma infor-

equivale a 5 ou 6 anos de operação. Mas ele

mação para que determinadas tarefas cons-

acrescenta que, se a máquina for bem cui-

tantes nos Planos de Manutenção sejam

dada e a manutenção feita primorosamente,

realizadas. Conforme o tamanho da frota é

a vida útil pode ser estendida entre 20% e

necessário que se utilize de um software de

30%. “Existem empresas no Brasil que atingi-

gerenciamento destas informações.

ram esse estágio e conseguem esticar para mais de 30 mil horas a utilização dos equi-

Manutenção de emergência - é rea-

pamentos.”

lizada conforme necessidade, quando há

Mas como elas chegam a isso? Paccola

ocorrência de quebra ou redução da função.

explica que existem três níveis de manuten-

Para que as máquinas cheguem a ex-


PRINCIPAL

17 B. FOREST

“É possível estender algumas atividades antes feitas com base em intervalos de tempo prédefinidos (base horas) sem risco de destruição de componentes, o que geraria altos custos e perda de disponibilidade” Foto: Divulgação


B. FOREST

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PRINCIPAL

celência e durem mais que o esperado o

suas máquinas florestais. De acordo com

consultor indica que o correto em uma boa

Alexandre Chaves, gerente de pós-venda da

gestão é fazer todo um planejamento, o que

empresa no Brasil, o objetivo é sempre cus-

significa fazer mais manutenções de servi-

tomizá-las para cada demanda e necessida-

ço e preventivas do que as de emergência.

de do cliente. Atualmente, existem três tipos

“Para isso é necessário ter uma equipe ca-

principais de prestação de serviço de ma-

pacitada para antecipar os problemas, me-

nutenção: atendimento aos equipamentos

diante inspeções no equipamento.”

para diagnósticos - serviço mais comum, no qual o cliente entra em contato com o

Indicação do fabricante

departamento de pós-venda para solicitar

A grande maioria das máquinas é vendida

um atendimento através de um mecânico;

acompanhada de um manual, no qual fica

contratos customizados com duração pré-

indicado o momento em que elas devem

-determinada – no qual são moldados con-

passar pela manutenção preventiva. Marcio

tratos de acordo com a demanda do cliente

Kirchmeyer Vieira, gerente geral de con-

e, assim, definida uma agenda que será se-

tratos de manutenção da Komatsu Forest,

guida ao longo do ano; e contratos full-ser-

explica que as ações das máquinas da em-

vice – é realizada toda a manutenção nos

presa são planejadas conforme o Plano de

equipamentos dos clientes e a empresa fica

Manutenção pré-estabelecido por modelo

responsável pela aplicação das peças.

de equipamentos. “Elas seguem orientação

Em 2015, a Ponsse adotou uma nova es-

de nossa engenharia de produtos, o qual

tratégia em relação às atividades de manu-

é continuamente analisado e readequado

tenção. Janne Loponen, gerente técnico da

quando necessário com base em estudos de

Ponsse Latin América, conta que com base

nossa engenharia de manutenção e confia-

no feedback dos clientes foram feitas algu-

bilidade. O planejamento ocorre com base

mas alterações que facilitam o trabalho diá-

em horímetros e é realizado em ciclos por

rio da equipe. “Entre elas estão a facilidade

complexidade e MTBF (sigla em inglês para

de acesso aos principais componentes de

Mean Time Between Failures)”, acrescenta.

checagem diária, como baterias, níveis de

A John Deere também oferece uma

óleos por meio de varetas, central elétrica,

gama de soluções para a manutenção de

sistemas de lubrificação; abertura do capô


PRINCIPAL

19 B. FOREST


B. FOREST 20

PRINCIPAL

diferenciada e levantamento elétrico padrão, grade de proteção frontal opcional que pode ser utilizada como escada de serviços; e bomba de ar comprimido padrão em alguns modelos, podendo ser utilizada para higienização da cabine, utilização de ferramentas pneumáticas, etc”, esclarece.

A Pesa, dealer da Caterpillar, oferece aos

de cada empresa.

clientes basicamente dois tipos de manu-

Momento certo

tenção. A preventiva, que envolve a subs-

Especialistas afirmam que existe uma in-

tituição dos óleos, filtros, etc. em período

dicação para o momento em que a manu-

pré-determinados. E a preditivas/corretivas,

tenção deve ser feita, mas como cada má-

aquelas de maior custo, como por exemplo,

quina trabalha com materiais diferentes, em

o reparo do motor diesel que são executa-

terrenos, ambientes e intensidades diferen-

das ou por tempo de trabalho da máquina

tes, cada caso deve ser observado para ver

ou quando o componente mostra sinais de

se os serviços que as mantém funcionando

problemas e isso varia conforme a estratégia

não precisam ser feitos antes do previsto.


PRINCIPAL

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MÁQUINAS FLORESTAIS

MAIS MODERNAS E EFICIENTES PONSSE MODELOS 2015

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O desenvolvimento dos novos modelos é uma clara demonstração da importante relação com os nossos clientes: foi atendendo aos pedidos dos nossos clientes que os novos modelos Ponsse apresentam soluções que permitem uma colheita mais produtiva, confiável e ergonômica. O ponto inicial para o desenvolvimento da série de modelos foi a ideia de uma máquina florestal mais moderna e eficiente em termos de capacidade de uso, produtividade e facilidades de manutenção da máquina. A estrutura do chassi da máquina é ainda mais durável e fizemos modificações nos modelos de grua para melhorar a durabilidade e a facilidade na operação. A atualização dos modelos PONSSE irá continuar por toda sua linha de produtos. Conheça as máquinas florestais do futuro! A melhor amiga do produtor florestal www.ponsse.com


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PRINCIPAL

Eduardo Paccola explica que identificar o

Para que tudo isso seja feito, Paccola ressal-

momento ideal de troca ou reparo de algu-

ta que é importante ter uma equipe de me-

ma peça é tarefa do gestor de frotas. Essa

cânicos altamente capacitada. Estes devem

atividade é fundamental para que seja possí-

executar os serviços básicos corretamente –

vel estender as atividades de manutenção e

limpeza, lubrificação, fixação e evitar trincas

aumentar a vida útil do equipamento.

e folgas –, além de efetuar as revisões pre-

O consultor acredita que para que isso

ventivas conforme planejamento, sempre

aconteça dois fatores são determinantes:

com cuidados redobrados para evitar a con-

a qualidade da operação e da manutenção

taminação dos componentes trabalhados.

que se dedica a ele, e não somente às tare-

“Importante ressaltar que não é fácil montar

fas de manutenção. “A função manutenção

uma equipe de operação e manutenção que

não é a única responsável pelo desempenho

tenha os cuidados já citados. Isto depende

de um equipamento. Primeiramente temos

de muita capacitação e acompanhamento,

a operação do mesmo, que precisa fazer o

além de ferramentas e técnicas de gestão

seu papel corretamente. Afinal, a boa ma-

diferenciadas. Uma equipe de alto desem-

nutenção começa com uma boa operação”,

penho não se forma apenas através do de-

destaca.

sejo. É preciso trabalho”, salienta.

Para ele, é preciso que os operadores

Todo equipamento tem itens que somen-

obedeçam às especificações dos equipa-

te são substituídos em caso de rupturas e fa-

mentos, não as ultrapassando. As velocida-

lhas e são descartados. No entanto, mesmo

des têm que ser respeitadas (velocidade de

que essas operações sejam realizadas con-

deslocamento, de movimentos dos braços,

forme o indicado, algumas peças têm vida

de aceleração e desaceleração); as capaci-

útil determinada e precisam ser trocadas.

dades e cargas não devem exceder o permi-

Podemos citar motores e bombas hidráuli-

tido; deve-se evitar batidas bruscas contra

cos, cilindros, material rodante, componen-

elementos sólidos como árvores, carroce-

tes móveis e que têm contato direto com os

rias, mesas; e deve-se amenizar, o quanto

produtos, quer seja madeira ou solo, esteiras

possível, os impactos e solavancos ao ven-

e válvulas. “Itens como filtros e lubrificantes

cer obstáculos tipo buracos, barrancos e

em hipótese algum devem ser postergados”

pedras.

alerta Janne Loponen da Ponsse.


EXPEDIENTE

“Itens como filtros e lubrificantes em hipótese algum devem ser postergados”

Foto: Divulgação

23 B. FOREST


B. FOREST 24

PRINCIPAL

A Klabin desenvolveu um plano de manutenção preventiva específico para as má-

mizar o tempo em uma eventual parada do equipamento”, completa.

quinas florestais. Esse acompanhamento é constante e quando é necessário trocar pe-

Manutenção mal feita

ças do maquinário, o procedimento é feito

Mas o que acontece se as orientações

sem afetar a rotina dos trabalhadores. “As

dos fabricantes não forem seguidas corre-

manutenções preventivas seguem rigorosa-

tamente? A Eldorado Brasil explica os efei-

mente o manual do fabricante e são realiza-

tos que uma manutenção mal executada ou

das semanalmente, quinzenalmente e men-

mal planejada podem causar. “Geralmente

salmente”, conta José Totti, diretor florestal

acontecem perdas de tempo na interven-

da empresa. Para a manutenção corretiva,

ção corretiva, custos elevados, tanto na

a companhia baseia-se no histórico da má-

produção quanto nas atividades corretivas,

quina, na troca de experiências com outras

e grande possibilidade de retrabalhos, uma

empresas que possuem a mesma marca e

vez que a falta de planejamento, geralmen-

modelo ou com o próprio fabricante. “Além

te, leva a improvisações ou serviços incom-

disso, a Klabin mantém um estoque próprio

pletos”, esclarece Fábio Costa Millei, geren-

de peças ou em lojas in company, para oti-

te de controle de ativos e mecanização da

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EXPEDIENTE

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“O ponto ótimo de troca é uma definição de cada empresa, em função de critérios técnicos e financeiros utilizados”

Foto: Divulgação


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PRINCIPAL

empresa. Para ele, a manutenção pode ser estendida desde que sejam usadas ferramentas de monitoramento de condição, que indicam o momento certo da intervenção. “Desta maneira, é possível estender algumas atividades antes feitas com base em intervalos de tempo pré-definidos (base horas) sem risco de destruição de componentes, o que geraria altos custos e perda de disponibilidade”, acrescenta. Mas então qual é o momento ideal para substituir uma máquina? “O ponto ótimo de troca é uma definição de cada empresa, em função de critérios técnicos e financeiros utilizados”, defende Paccola. Mas, em linhas gerais, ele acredita que o momento ideal de substituição é quando houver queda na disponibilidade mecânica de mais de 10 pontos percentuais ou quando houver aumento de mais de 20% (descontada a inflação) no custo de manutenção quando comparado com o ano anterior, desde que as práticas de manutenção e operação sejam adequadamente estabelecidas e aplicadas. Em resumo, um correto planejamento de manutenção contribui para menor tempo de parada de máquina; aumento da produtividade; melhor aquisição de peças de reposição, pois se houver planejamento é possível negociar, se for emergência é preciso pagar o preço do balcão; e gera menor número de acidentes, visto que se pode programar outros recursos necessários e realizar o serviço em tempo adequado. Estes aspectos juntos aumentam o tempo de uso da máquina, fazendo com que a empresa tenha lucros e não precise fazer outro investimento na compra de novas máquinas. Se não houver um bom planejamento perde-se produção, paga-se caro e podem ocorrer mais acidentes.

Foto: Divulgação


EXPEDIENTE

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B. FOREST 28

ESPECIAL


PRINCIPAL ESPECIAL

29 B. FOREST

Pinus: qual o futuro do gênero no Brasil? Ao mesmo tempo em que o plantio do pinus tem sido substituído pelo do eucalipto, sua madeira vem sendo valorizada a cada dia e aplicada na construção civil. Especialistas indicam que pequenos e médios produtores invistam na produção de toras grandes, as quais devem ficar escassas no mercado em um futuro próximo.

Foto: Divulgação


B. FOREST 30

O

ESPECIAL

pinus é uma espécie tolerante a

do externo passou a liderar a recuperação

baixas temperaturas e seu plantio

econômica e deixar o Brasil para trás.

pode ser feito em solos rasos e

Como consequência disso, o setor flo-

considerados pouco produtivos para agri-

restal entrou em uma fase de estabilização.

cultura. Dele se origina a celulose de fibra

“Diria que o mercado de pinus está equili-

longa, resistente e ideal para a fabricação

brado. Até esse momento a crise não nos

de alguns tipos de papéis. Sua aplicação

atingiu, mas é bem provável que venha

também é indicada para a construção civil,

atingir em um futuro próximo, isso devido

serraria e produção de móveis. No entan-

ao segmento da construção civil que já está

to, mesmo sendo uma madeira versátil, o

sofrendo os impactos econômicos”, alerta

cultivo do pinus está sofrendo um declínio

Edson Balloni, diretor da Valor Florestal.

bastante perceptível. Então, surgem dúvi-

No entanto, a construção civil não foi

das na mente do produtor no momento de

a única responsável pela redução do plan-

decidir se ele inicia a plantação de pinus

tio do pinus. Balloni destaca que para que

ou opta por outro gênero. Afinal, qual é

exista mercado para a madeira provenien-

o futuro do pinus no Brasil? Como está o

te desse gênero é preciso primeiro ter de-

mercado e para onde a madeira pode ser

manda. “No Sul e no Sudeste quase não

destinada?

temos procura. Para ter uma ideia, tem

De acordo com Marcelo Leoni Schmid,

madeira saindo daqui da região Sul e indo

gerente florestal da Forest2Market do Brasil

para Manaus, Belém, para o Norte em ge-

e diretor da Index Florestal, depois da cri-

ral”, comenta. Ele explica que quase toda a

se mundial de 2008, o mercado de pinus

madeira de floresta plantada que abastece

no Brasil estava mal e foi gradativamente

o Norte e o Nordeste é proveniente do Sul.

se recuperando. “Após atravessar um pe-

“Assim, percebe-se que o mercado está lá.

ríodo de incertezas pós-crise econômica

No entanto, naquela região não existe o

houve uma tímida recuperação, entre 2010

plantio.”

e 2012, um processo liderado por condi-

Outro fator que influenciou diretamente

ções internas favoráveis decorrentes do

as áreas plantadas de pinus foi o eucalipto,

aquecimento da construção civil brasileira

que com ciclos mais curtos despertou o in-

e da taxa de câmbio favorável”, esclarece.

teresse dos produtores florestais. Enquanto

Mas no final de 2014, a partir da mudança

o eucalipto já pode ser cortado com apro-

na taxa de câmbio e com a recuperação

ximadamente 7 anos, o pinus precisa de 12

de importantes players mundiais, o merca-

a 15 anos. “O eucalipto tem sido preferido,


ESPECIAL

31 B. FOREST

“Como os grandes produtores estão focados em plantar o máximo de árvores por m² vai acabar diminuindo a oferta de madeira grossa. Abrindo, assim, oportunidade para os pequenos e médios empresários”.

Foto: Divulgação


B. FOREST 32

ESPECIAL

mas a grande maioria dos produtores não

dando uma pequena mostra de recupera-

tem visão de futuro, eles não tem conhe-

ção nos últimos anos, mas ainda de forma

cimento de mercado”, alerta o diretor da

tímida e conservadora. “Alguns segmen-

Valor Florestal, que acredita que é preciso

tos possuem um desempenho melhor no

difundir mais informações sobre as carac-

quesito comercial, principalmente, aqueles

terísticas e as aplicações das espécies ma-

produtos que possuem um mix importante

deireiras.

de sua produção voltado para as exportações”, explica.

Madeira aplicada

Molduras e compensados são exemplos

É unânime a avaliação de que a madeira

de produtos que possuem um percentual

de pinus tem como maior destino a cons-

de exportação bem desenvolvido e conso-

trução civil. Carlos Mendes, diretor execu-

lidado junto aos principais mercados com-

tivo da Apre (Associação Paranaense das

pradores e consumidores do mundo. O que

Empresas de Base Florestal), explica que

em época de baixa demanda da economia

houve uma valorização do gênero. “Antiga-

nacional, como a que estamos presencian-

mente, o uso era somente em tábuas para

do atualmente, vem ajudando e regulando

caixaria de concreto. Agora já existem sis-

o escoamento da produção nacional.

temas construtivos, como o Wood Frame,

Por outro lado, ele acredita que os pro-

o que fez o mercado melhorar”, esclarece.

dutos madeireiros que possuem caracte-

Paulo Pupo, superintendente executivo

rísticas voltadas ao consumo no mercado

da Abimci (Associação Brasileira da Indús-

interno estão sofrendo com o marasmo da

tria da Madeira Processada Mecanicamen-

economia brasileira e a falta de políticas

te) concorda a respeito da construção civil,

claras do governo de incentivo à indústria

mas destaca que o mercado brasileiro de

nacional e ao consumo em setores estra-

produtos madeireiros de pinus processado

tégicos para o setor madeireiro, como a

mecanicamente pode ser dividido em al-

construção civil. “Temos o setor de móveis

guns setores levando em conta o volume da

e de embalagens industriais, apenas para

produção. Para ele, a produção macro bra-

citar alguns exemplos”, analisa.

sileira envolvendo os principais segmentos

Essas são aplicações que têm crescido

madeireiros de pinus, como compensados,

ao longo dos anos. Mas em contrapartida,

compensado plastificado, madeira serrada

Carlos Mendes alerta que o pinus perdeu a

(de uso estrutural ou não), pisos, portas, kit

utilização na fabricação de móveis, sendo

porta pronta, molduras, forros, etc. estão

substituído por chapas, MDP e MDF.


ESPECIAL

33 B. FOREST


B. FOREST 34

ESPECIAL

Incentivo necessário

os programas já existentes, como o Pronaf

Também é de concordância geral que

(Programa Nacional de Fortalecimento da

para o Brasil superar o difícil momento

Agricultura Familiar) e o Proflora, precisam

econômico e voltar a crescer é necessário

ser adaptados à realidade florestal. Porque,

investimento do governo. O mercado de

segundo ele, mesmo tendo juros adequa-

pinus faz parte da mesma situação. Balloni

dos, o tempo de pagamento é muito curto.

acredita que falta incentivo ao pequeno e

“São oito anos de carência somados a mais

médio produtor florestal. “O pinus é uma

quatro para o término do pagamento. Com

espécie muito barata para plantar. Pode ser

o pinus não é possível realizar o pagamen-

instalado em áreas marginais, em que o

to com 12 anos, o manejo leva mais tempo

solo não é tão produtivo. Porém o produtor

que isso”, explica.

deve ter, pelo menos, um pequeno custeio

Seguindo o processo, outro ponto im-

florestal, assim como existe na agricultura”,

portante que os especialistas destacam é

defende. Esse subsídio seria utilizado para

o incentivo à indústria que utiliza a ma-

a realização do desbaste, que segundo

deira de pinus. Eles acreditam que o uso

Balloni é uma operação muito cara. Carlos-

da madeira na construção civil deve ser

Mendes concorda e completa dizendo que

estimulado pelo governo. “Certamente a

Foto: Divulgação


ESPECIAL

35 B. FOREST


B. FOREST 36

ESPECIAL

oficialização e o desenvolvimento do sis-

incentivo fiscais pelo governo para o au-

tema construtivo em casas de madeira no

mento da área plantada no país. “Esses são

Brasil é uma das principais vertentes e op-

mecanismos que irão contribuir para a sus-

ções para o aumento do consumo e uso

tentabilidade e perenidade das empresas

de madeira, principalmente para as espé-

e do setor madeireiro no Brasil e, conse-

cies provenientes de florestas plantadas”,

quentemente, o aumento do consumo de

argumenta Paulo Pupo. Ele acredita que

madeira pela população”, acredita.

são necessárias várias ações para que isso

“Outra vertente importante é o avanço

se torne realidade, a confecção e estrutu-

dos programas de qualidade e de certifi-

ração de uma norma técnica brasileira para

cação técnica no país, que possibilitam às

esse sistema é a primeira delas, para que

empresas produtoras ofertar ao mercado

assim se possa gerar escala de produção

consumidor produtos certificados e con-

em nível nacional. A inclusão de casas de

formes, atendendo e contemplando as

madeira no escopo de financiamento pe-

exigências técnicas e legais do mercado,

los bancos oficiais, os de varejo e os de fo-

garantindo assim a execução de obras de

mento e, principalmente, uma política go-

forma mais constante e atualizada”, acres-

vernamental clara e objetiva de habitação

centa Pupo.

para atender a enorme demanda nacional com ações focadas e financiamento públi-

Futuro quase incerto

co, também são importantes.

Tendo como base as ações atuais, é di-

O superintendente da Abimci destaca

fícil fazer previsões sobre o mercado para

que outra ferramenta fundamental para a

os próximos anos. Paulo Pupo explica, que

competitividade do setor são as desone-

para uma grande parcela das indústrias

rações fiscais para produtos de madeira,

madeireiras, principalmente composta por

como a inclusão do setor no Plano Brasil

pequenas e médias empresas, tendências

Maior que desonera a folha de pagamento

futuras e perspectivas comerciais e de

das empresas, a inclusão de mais produtos

consumo passam pela necessária recupe-

madeireiros na cesta básica da construção

ração da economia nacional e do poder de

civil, a eliminação de alguns tributos em

compra do consumidor “que, como sabe-

cascata que oneram o custo das expor-

mos, estão em baixa e com uma sensação

tações, o investimento em infraestrutura

de insegurança pela maioria”, constata.

para um melhor escoamento da produção

“Outro fator importante para definirmos

destinada à exportação e programas de

qualquer tendência é o nível de oferta de


ESPECIAL

37 B. FOREST

“A oficialização e o desenvolvimento do sistema construtivo em casas de madeira no Brasil é uma das principais vertentes e opções para o aumento do consumo e uso de madeira”.

Foto: Divulgação


B. FOREST 38

ESPECIAL

crédito oficial no Brasil, tanto para as em-

radores de energia, vai acabar diminuindo

presas conseguirem melhorar o seu parque a oferta de madeira grossa. Abrindo, assim, fabril, quanto para pessoas físicas poderem

oportunidade para os pequenos e médios

adquirir casas, móveis, etc. O acesso ao empresários”, afirma Balloni. crédito hoje está escasso e muito caro, tor-

Ao analisar o mercado com uma visão

nando quase que impraticável essas práti-

econômica é possível perceber que essa é

cas pelas empresas. Basicamente esse é o uma linha que deve ser rentável para quem cenário atual para o mercado interno”, ava-

escolher segui-la. De acordo com Marce-

lia.

lo Schmid, a madeira grossa está bastante Mas, de acordo com Edson Balloni, o

valorizada e deve continuar pelos próximos

que se pode supor é que, levando em con-

anos. “Como ela está cada vez mais escas-

sideração o atual cenário marcadológico, sa o valor sobe cada vez mais”, justifica. vai haver uma valorização da madeira de pinus e devido a pouca produção nacional será necessário importar madeira da Argentina e Uruguai para abastecer o mercado interno. O que ele sugere para os pequenos e médios produtores é que invistam em plantios com ciclos mais longos, que produzam toras de grandes dimensões. “Como os grandes produtores estão focados em plantar o máximo de árvores por m², destinando seu produto para papeleiras e ge-

Foto: Divulgação


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39 B. FOREST

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B. FOREST 40

Foto: Divulgação

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41 B. FOREST

Ultrapassando obstáculos A forma da travessia de rios, vales e outros obstáculos é uma parte importante das obras de infraestrutura de uma empresa. Por ser uma operação que requer investimento, deve ser bem pensada. Entre as opções a serem escolhidas estão as pontes, pontes móveis e passagens molhadas, basta um estudo de viabilidade para decidir qual a mais indicada.

Foto: Divulgação


B. FOREST 42

TRANSPORTE

A

construção de pontes sempre foi

das mesmas deve-se levar em consideração

um importante indicativo do pro-

o fluxo constante de água e a área de con-

gresso de uma sociedade. Sua prin-

tribuição da bacia hidrográfica. As técnicas

cipal função é transpor obstáculos e ligar

para construção de pontes devem sempre

regiões, mas elas também ajudam no de-

levar em consideração o tipo de veículo que

senvolvimento social e estreitam relações

trafegará sobre as mesmas (peso bruto to-

comerciais. Conceitualmente, pontes são

tal com carga). O comprimento da ponte e,

estruturas construídas para interligar dois la-

consequentemente, o material utilizado na

dos separados por rios, vales, ou outros obs-

construção estão diretamente relacionados

táculos naturais ou artificiais.

com a vazão do local da construção. O en-

No processo de transporte florestal elas

genheiro civil Marco Antônio Camargo ex-

são de grande valia, porque muitas vezes a

plica que as pontes convencionais são indi-

floresta plantada fica em regiões mais afas-

cadas para situações em que haverá um alto

tadas e com transposição de rios no cami-

fluxo de transporte. “Em casos nos quais é

nho.

necessário fazer o acompanhamento da flo-

Mas não são somente essas estruturas

resta plantada, realizar visitas periódicas à

que podem ser construídas para possibilitar

área e alto volume de escoamento de ma-

a passagem de carga. Além das pontes am-

deira, a construção de pontes é o mais indi-

plamente conhecidas, existem as passagens

cado”, afirma. Ele salienta que a viabilidade

molhadas e pontes móveis. A escolha da es-

da construção de pontes está diretamen-

trutura ideal deve ser bem pensada, pois sua

te ligada ao retorno que ela proporcionará.

construção requer grande investimento em

“Muitas vezes esse retorno não é financeiro,

infraestrutura. Para saber qual é a mais indi-

mas social. Levando em conta o bem que

cada para cada caso é necessário conhecer

a estrutura acarretará para as comunidades

todas.

próximas”, completa.

Pontes

Passagens molhadas

Basicamente, a utilização de pontes está

Outra alternativa para transpor um rio ou

diretamente relacionada com a vazão de um

córrego são as passagens molhadas, que

curso da água, ou seja, para a construção

consistem em pequenos barramentos cons-


TECNOLOGIA

43 B. FOREST

“É inconcebível para todas as empresas sérias que investem alto na segurança de seus colaboradores, não investirem em projetos para suas pontes e em programas de manutenção”.

Foto: Divulgação


B. FOREST 44

TRANSPORTE

truídos com a finalidade de proporcionar tra-

espacial ao longo das mesmas. Esses fato-

vessias. Marcos De Brito Bezerra, especialista

res associados aos tipos existentes irão in-

em análise geoambiental, destaca que uma

fluenciar com maior ou menor intensidade

das principais diferenças entre as pontes co-

na dinâmica dos processos desenvolvidos no

muns e as passagens molhadas, é que nesta

trecho do rio ocupado pela construção da

última a água passa por cima da estrutura de

passagem molhada. Isso faz com que elas

concreto, não sendo, portanto, suspensa do

sejam uma solução que reduz significativa-

chão como as pontes que são sustentadas

mente o impacto ambiental.

por colunas.

Elas não têm como característica o barra-

Para que não barre o rio totalmente, per-

mento completo do curso da água. Contu-

mitindo assim, escoamento, as passagens

do, é inevitável a formação de um pequeno

molhadas possuem canalizações na parte

represamento da água do rio, uma vez que

inferior, variando quanto às características

sua base encontra-se assentada no leito do

físicas hidráulicas, quantidade e distribuição

canal e não possui canalizações suficientes

Foto: Divulgação


TECNOLOGIA

45 B. FOREST

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B. FOREST 46

TRANSPORTE

que atendam à vazão do rio.

ção, mas também o da manutenção, o que

Marco Antônio ressalta que o uso de pas-

varia de acordo com o material que é usado.

sagens molhadas é indicado quando não

A estrutura que tem maior variedade de ma-

existe a necessidade de fazer a travessia em

teriais para construção é a ponte, que pode

dias de chuva ou quando a vasão do rio es-

ser de madeira, concreto ou aço.

tiver alta. “Nesse caso o transporte deve ser

Guilherme esclarece que a periodicidade

adiado ou realizado pelo outro lado da área”,

e o tipo de manutenção variam de acordo

completa.

com a matéria-prima da ponte. “Um bom projeto de uma estrutura, seja de madei-

Pontes móveis

ra, de concreto ou de aço, prevê patologias

O engenheiro civil acredita que essas es-

que podem acontecer e tentam minimizar

truturas não são muito utilizadas. São pontes

os custos de manutenção e os riscos de ru-

que não tem toda a estrutura e fundação das

ína. Cada material tem suas patologias es-

convencionais, então o uso é mais pontu-

pecíficas, mas é nítido que a exposição às

al e com menor custo. “É indicado para um

intempéries acelera a degradação de todos

transporte único, no qual é feita a travessia

os materiais.” Sendo assim, ele afirma, que

e não tem mais a necessidade de retorno

a proteção da estrutura é primordial para a

àquela área. Mas se for preciso acompanhar

durabilidade. “Deve ser evitado o acúmulo

o crescimento do plantio e fazer visitas cons-

de água, permitindo a ventilação das peças e

tantes essa estrutura não é indicada”, analisa.

mantendo os cobrimentos das armaduras no caso do concreto, a proteção contra a corro-

Manutenção

são para o aço e o revestimento químico ou

Para decidir qual a melhor opção, Marco

mecânico para a madeira”, completa.

Antônio comenta, que é preciso fazer um

Guilherme ainda salienta que um bom

estudo de viabilidade técnico-econômica. “A

projeto pode aumentar o intervalo entre as

viabilidade compara o custo com o retorno.”

manutenções, enquanto projetos mal feitos

Guilherme Corrêa Stamato, sócio da Stama-

ou ausência de projetos levam à manuten-

de – Projeto e Consultoria em Madeira LTDA,

ção constante e cara.

ressalta que o custo que deve ser levado em

E se a manutenção ou o projeto não fo-

consideração não é somente o da constru-

rem feitos corretamente? Nesse caso, Mar-


TECNOLOGIA

47 B. FOREST


B. FOREST 48

TRANSPORTE

co Antônio e Guilherme concordam que as

Antônio frisa que a carga pode ser prejudi-

consequências podem ser sérias. “O princi-

cada e cria dificuldades na logística da em-

pal e mais preocupante é o dano à vida, o

presa, sendo necessário fazer desvios, o que

colapso de uma ponte durante a passagem

diminui a produtividade.

de um veículo pode ferir ou até matar. É in-

A manutenção de qualquer tipo de ponte

concebível para todas as empresas sérias

é tão necessária quanto dos outros equipa-

que investem alto na segurança de seus

mentos da indústria, e deve ser incluída no

colaboradores, não investirem em projetos

programa de manutenção preventiva. Essa

para suas pontes e em programas de manu-

manutenção preventiva certamente é muito

tenção”, defende o sócio da Stamade. Além

mais econômica do que a substituição peri-

do risco do motorista se machucar, Marco

ódica de pontes.


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49 B. FOREST

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B. FOREST 50

MOMENTO EMPRESARIAL TECNOLOGIA

Caminhos Iluminados Presente no Brasil, Estados Unidos e Europa, Tyri utiliza a experiência de mais de 30 anos para oferecer soluções personalizadas de iluminação.


TECNOLOGIA

51 B. FOREST

Foto: John Deere


B. FOREST 52

A

MOMENTO EMPRESARIAL

s máquinas e equipamentos flo-

sidade diferente e não pode existir um

restais têm se mostrado cada

padrão de iluminação para todas as má-

vez mais tecnológicos. A cada

quinas.

lançamento novas funções e dispositi-

Foi pensando dessa forma que nas-

vos são apresentados. Muitos deles, in-

ceu a Tyri Lights. Ela é resultado de uma

clusive, tem capacidade para trabalhar

iniciativa de três empresas parceiras e

24 horas por dia. Mas de nada adianta

com ampla experiência em iluminação.

proporcionar horas seguidas de traba-

Estas empresas globais, DMK (USA) KLE

lho se a iluminação utilizada não for de

(Suécia) e PA Throrpe (UK), se uniram

qualidade e não atender às necessidades

para desenvolver e produzir uma varie-

da operação. Fabiano Lima, gerente co-

dade de luzes para diversas aplicações,

mercial da Tyri Brasil, explica que cada

entre elas, a florestal. As três empresas

trabalho é composto de muitas variáveis,

são responsáveis pelo desenvolvimento

como terreno, clima, ambiente, etc. Por

técnico e comercial da marca Tyri pelo

este motivo, cada um tem uma neces-

mundo. Para elas o conceito principal de

Simulação de áreas iluminadas pelo sistema de iluminação da Tyri Lights em um Feller Buncher


MOMENTO EMPRESARIAL

53 B. FOREST

trabalho da nova empresa a ser formada

isso, fazemos uma simulação de ilumi-

era, e continua sendo, oferecer soluções

nação utilizando um modelo em 3D do

em iluminação, não apenas faróis.

equipamento que receberá os faróis”, conta o gerente comercial. No projeto é

Soluções inteligentes

feita uma renderização utilizando as in-

Para Fabiano, como a missão da Tyri

formações técnicas e exatas da máquina

Lights é oferecer soluções inteligentes

e do ambiente no qual ela funcionará.

em iluminação, o serviço prestado deve

Com isso, é possível definir os locais em

“aplicar a quantidade exata e necessária

que os faróis serão instalados, a intensi-

de luz, capacitando a realização de tra-

dade, o alcance, a cor e direção da luz.

balhos até mesmo nas piores condições”. Dessa forma, para conseguir estabelecer

Empresa global

qual a melhor opção de iluminação para

Com mais de 30 anos de experiência,

cada cliente, a Tyri precisa saber qual

a Tyri ainda é nova no Brasil. Mas tam-

a real necessidade das máquinas. “Para

bém se faz presente em outros países:

Simulação de intensidade de luz em um Feller Buncher


B. FOREST 54

MOMENTO EMPRESARIAL

Suécia, Finlândia, Estados Unidos, Canadá e Inglaterra são exemplos de mercados exigentes, nos quais a empresa já disponibiliza produtos e serviços. “A presença em vários países permite que nos adaptemos às necessidades locais e assim saibamos o que nosso cliente precisa”, afirma Fabiano. Ele estima que, ao

outros, por todo o mundo. Entre os que

todo, a empresa tenha mais de 200 tra-

se destacam estão: John Deere, Komat-

balhadores diretos. “O que nos possibili-

su, AGCO, Nacco e Unicarriers.

ta garantir entregas rápidas de produtos

Mais informações:

de qualidade”, completa.

http://www.tyrilights.com

Como resultado, a Tyri tem clientes de renome nas áreas da construção, agricultura, mineração, florestal, entre


TECNOLOGIA

55 B. FOREST


B. FOREST 56

NOTAS

Nova escavadeira hidráulica

A New Holland apresentou, durante a 55ª Expolondrina 2015, a nova escavadeira

hidráulica E215C. A máquina tem boa estabilidade para que o operador consiga utilizar a máxima capacidade. Além disso, ela possui maior potência que as versões anteriores e facilidades de manutenção. A E215C faz parte dos lançamentos da marca para 2015.

Essa escavadeira é indicada na execução de curva de nível e obras de drenagem em

estradas e grandes plantações. “Com o equipamento de construção adequado, é mais fácil padronizar o tamanho dos talhões, a largura dos carreadores, as áreas de carregamento e os modelos de curva de nível a serem adotados”, afirma Marcos Rocha, gerente de marketing de produto da New Holland Construction.

Mais informações: http://www.newholland.com.br/

Foto: Divulgação New Holland


NOTAS

57 B. FOREST

Projeto de Lei quer tirar a silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras O senador paranaense Álvaro Dias protocolou um Projeto de Lei do Senado em 2015 pedindo a retirada da silvicultura da lista de atividades potencialmente poluidoras. O projeto Modifica o Código 20 do Anexo VIII da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, acrescido pela Lei no 10.165, de 27 de dezembro de 2000, para excluir a silvicultura do rol de atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos ambientais. O Projeto de Lei afirma que o setor florestal “trata-se, portanto, de um setor pujante da agricultura brasileira, que contribui com geração de emprego e renda, produção de diversos benefícios ambientais, que não deveria ser mantida como com o rótulo de atividade poluidora e submetida a licenciamento ambiental burocrático e dispendioso.”

Foto: Divulgação


B. FOREST 58

NOTAS

Prazo final para o CAR O prazo para fazer o CAR (Cadastro Ambiental Rural) vai até o dia 06 de maio de 2015. Os produtores que não se cadastrarem até esta data perderão o benefício de conversão de multas. Além disto, as atividades realizadas por eles podem ser embargadas, o proprietário pode ser processado por crime ambiental, sendo condenado a pagar multa de R$ 5 mil por hectare. Os produtores irregulares não terão acesso ao crédito agrícola concedido por bancos. O CAR é um registro eletrônico, obrigatório para todos os imóveis rurais, que tem por finalidade integrar informações ambientais, criando assim, um banco de dados nacional para planejamento ambiental e econômico. Ao realizar o CAR, o produtor rural consegue identificar os remanescentes de vegetação nativa, as áreas de uso restrito e as áreas consolidadas das propriedades e posses rurais.

DEMO International A décima terceira edição da DEMO International, um dos principais eventos florestais do mundo, será realizada em Maple Ridge, British Columbia, no Canadá, entre os dias 22 e 24 de setembro de 2016. A expectativa dos organizadores é contar com mais de 150 expositores, apresentando as últimas tecnologias em equipamentos, produtos e serviços que cobrem todos os aspectos das operações de florestais. Mostras passadas receberam cerca de 16 mil profissionais de todo o mundo. Mais informações: http://www.demointernational.com

Foto: Divulgação /Demo Intenational


NOTAS

59 B. FOREST


B. FOREST 60

NOTAS

Modificação genética aprovada

Foto: Divulgação A Suzano Papel e Celulose informou que a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) aprovou, por meio da FuturaGene Brasil, o uso comercial do eucalipto geneticamente modificado H421, com foco no aumento da produtividade. De acordo com a empresa, a decisão ainda está sujeita a eventuais recursos, na forma da legislação pertinente. No dia 05 de março, a área de pesquisa da FuturaGene, em Itapetininga (SP), foi invadida pelo MST (Movimento dos Sem-Terra), que era contrário à liberação por alegarem que as novas mudas causariam males ao meio ambiente. Os integrantes do movimento vandalizaram e destruíram as mudas de eucalipto. No mesmo dia, o MST também invadiu a reunião da CTNBio em Brasília, que tinha na pauta a aprovação do uso da pesquisa. No dia da invasão, o presidente da Suzano, Walter Schalka, ressaltou que a pesquisa reduz áreas necessárias para o plantio do eucalipto, liberando áreas para outras atividades, além de reduzir a emissão de CO2 no transporte e o raio médio da colheita.


NOTAS

61 B. FOREST


B. FOREST 62

NOTAS

Terceirização em análise A aprovação da terceirização para atividades-fim está sendo discutida no Congresso Nacional. O Projeto de Lei 4330/2004 é uma proposta para regulamentar a terceirização de trabalhadores nas empresas brasileiras. Polêmico, ele já corre na Câmara dos Deputados desde 2004 e vem sendo debatido e modificado desde então. Um dos pontos que mais gera discussão é a liberação de terceirizados para executar atividades-fim nas empresas brasileiras. Até então, só era permitido terceirizar atividades-meio, como limpeza, segurança e alimentação dos funcionários. Os empresários alegam que é complexo definir o que é atividade-fim e o que é atividade-meio, assim como modernizar a atividade econômica sem facilitar a terceirização. Depois de longas negociações – que envolveram o ministro da Fazenda, o secretário da Receita Federal e o presidente da Câmara dos Deputados -, o projeto foi aprovado em votação simbólica na Câmara em 08 de abril. Contudo, as emendas ao projeto começaram a ser discutidas na semana seguinte. Ainda não está nada definido, a votação marcada para o dia 15 de abril foi adiada para o dia 22.

Foto: TMO


NOTAS

63 B. FOREST

Entenda as mudanças no Projeto de Lei:

tribuições, como PIS/Cofins e CSLL. Em

Como é:

relação ao FGTS, as empresas contratantes

- Não há uma lei que regulamente a

deverão apenas fiscalizar que o valor pela

contratação de terceirizados no Brasil;

contratada;

- Por falta de legislação, empresários se

- Os trabalhadores terceirizados so-

baseiam na súmula 331 do TST, que veda

mente poderão cobrar os seus direitos da

a contratação de terceirizados para ativida-

empresa tomadora de serviços depois de

des-fim;

esgotados os bens das empresas que ter-

- As empresas contratantes de terceirizados não recolhem impostos e contribuições federais dos funcionários; - Os trabalhadores terceirizados são representados pelos sindicatos de funcioná-

ceirizam; - As empresas contratadas devem pagar 4% do valor do contrato para um seguro que irá abastecer um fundo para pagamento de indenizações trabalhistas.

rios terceirizados.

Implicações florestais Como fica:

A terceirização de serviços já acontece

- O Projeto de Lei 4330 é considerado

há algum tempo no setor, mas foi só par-

por empresários como marco regulatório

tir da década de 90 que ganhou relevância

da terceirização;

nacional. Os benefícios básicos podem ser

- O Projeto de Lei permite a atuação de

considerados como especialização da ca-

terceirizados para atividades-fim e não so-

pacidade técnica, gerenciamento focado

mente para atividades-meio;

nas competências e estratégias, na redução

- Apenas as empresas especializadas poderão prestar serviço terceirizado;

de custos e maior agilidade no processo. Atualmente, o MPF (Ministério Público

- Familiares de empresas contratantes

Federal) aplica a lei vigente. Dessa forma,

não poderão criar empresa para oferecer

já autuou e multou empresas florestais, fa-

serviço terceirizado;

zendo com que muitas delas assinassem o

- As companhias contratantes deverão

TAC (Termo de Ajuste de Conduta), no qual

recolher uma parte do que for devido pela

elas se comprometem a regularizar a situa-

empresa terceirizada em impostos e con-

ção, por meio da primarização, até um pra-


B. FOREST 64

NOTAS

zo estabelecido. A discussão sobre o tema é válida. Alguns agentes do setor enxergam a terceirização como uma maneira moderna de gerenciamento, uma ferramenta útil que permite às empresas dedicarem-se aos produtos finais. Os empresários têm recorrido a essa estratégia para atender alguns quesitos: produtividade, qualidade e competitividade no mercado, frente ao cenário das incertezas e constantes mudanças econômicas. Por outro lado, os sindicatos sustentam a argumentação de que a terceirização precariza as condições de trabalho, pois abriria a possibilidade de contratação de funcionários terceirizados para prestação de serviços sem a cobertura da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas). O importante, é a livre escolha. As empresas devem optar pela gestão mais adequada, levando em consideração seus princípios e os valores disponíveis para o investimento nas atividades operacionais. E principalmente, atuar dentro da legalidade do país. Vários países usam a terceirização de forma bastante atuante, onde se pode citar o Chile, países da Europa e Escandinávia.

Foto: Divulgação


NOTAS

65 B. FOREST


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EXPEDIENTE FOTOS


NOTAS Vテ好EOS

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NOTAS


NOTAS

69 B. FOREST


B. FOREST 70

AGENDA

2015

ABR

21 2015

MAI

11

ABRIL Forest Machine Technology Conference Quando: 21 a 23 de Abril de 2015 Onde: Montreal (Canadá). Informações: http://fmtc.fpinnovations.ca/

MAIO Ligna Quando: 11 a 15 de Maio de 2015 Onde: Hannover (Alemanha). Informações: www.ligna.de

2015

MAI

12 2015

MAI

21

MAIO 5ª Feira da Floresta Quando: 12 a 14 de Maio de 2015 Onde: Nova Prata (RS) Informações: www.feiradafloresta.com.br

MAIO 1º Encontro Brasileiro de Segurança Florestal Quando: 21 e 22 de Maio de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

MAI

26

MAIO 7th ICEP – International Colloquium on Eucalyptus Pulp Quando: 26 a 29 de Maio de 2015 Onde: Vitória (ES). Informações: www.7thicep.com.br


AGENDA

71 B. FOREST

2015

MAI

28

MAIO IV Workshop sobre Restauração Florestal Quando: 28 a 30 de Maio de 2015 Onde: Piracicaba (SP) Informações: http:fealq.org.br/informacoes-do-evento/?id=187

2015

JUN

01

JUNHO 23rd European Biomass Conference and Exhibition Quando: 01 a 04 de Junho de 2015 Onde: Viena (Áustria). Informações: www.eubce.com

2015

JUN

02 2015

JUN

11

JUNHO 2° Três Lagoas Florestal Quando: 02 a 04 de Junho de 2015 Onde: Três Lagoas (MS). Informações: www.painelflorestal.com.br

JUNHO 1º Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Manejo Florestal para Produtos Sólidos e Qualidade da Madeira Quando: 11 e 12 de Junho de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

JUN

18

JUNHO 2° Curso de Aperfeiçoamento Técnico de Gestão Socioeconômica e Ambiental em Atividades Florestais Quando: 18 e 19 de Junho de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br


B. FOREST 72 2015

JUL

06

AGENDA

JULHO 4th International Conference on Forests and Water in a Changing Environment Quando: 06 a 09 de Julho de 2015 Onde: Kelowna (Canadá). Informações: www.forestandwater2015.com

2015

AGO

20

AGOSTO 4° Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Custos Florestais Quando: 20 e 21 de Agosto de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

SET

07

SETEMBRO XIV Congresso Florestal Mundial Quando: 07 a 11 de Setembro de 2015 Onde: Durban (África do Sul). Informações: www.fao.org/forestry/wfc

2015

SET

21

SETEMBRO 2° Encontro Brasileiro de Infraestrutura Florestal Quando: 21 a 23 de Setembro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

OUT

04

OUTUBRO 48th International Symposium on Forestry Mechanization Quando: 04 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Linz (Áustria). Informações: www.formec.org


AGENDA

73 B. FOREST

2015

OUT

OUTUBRO Austrofoma

06

Quando: 06 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Hochficht (Áustria). Informações: www.austrofoma.at

2015

OUT

06 2015

OUT

22

OUTUBRO V Congresso Florestal Paranaense Quando: 06 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.apreflorestas.com.br

OUTUBRO 5° Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Gestão de Manutenção de Máquinas Florestais Quando: 22 e 23 de Outubro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

NOV

NOVEMBRO Expocorma 2015

06 2015

NOV

19

Quando: 06 a 08 de Novembro de 2015 Onde: Concepción (Chile). Informações: www.expocorma.cl

NOVEMBRO 3º Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Silvicultura de Florestas Plantadas Quando: 19 e 20 de Novembro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br


B. FOREST 74

AGENDA

B.Forest a revista eletrônica do setor florestal edição 07 ano 02 n° 04 2015  

B.Forest - A Revista Eletrônica do Setor Florestal - Edição 07 - Ano 02 - N° 04 - 2015 / Modificações Genéticas: biotecnologia se mostra mai...

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