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O jOgO mudOu. de nOvO.

Na John Deere, sempre procuramos tornar mais eficiente o trabalho na floresta. Com esse objetivo e a visão especializada de nossos clientes, desenvolvemos a nossa nova Série L de Skidders e Feller Bunchers de pneus. Suas grandes cabines possuem partida sem chave e opções adaptáveis de controle. Também contam com recursos de manutenção aprimorados, como o JDLink™ e diagnóstico remoto, que permitem fácil identificação de pontos críticos. Nós projetamos esses equipamentos para serem os melhores na floresta.


EXPEDIENTE

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B. FOREST

Ao longo dos últimos anos, temos visto nossas sugestões e ideias se transformarem em equipamentos com alto padrão de qualidade. Nós ajudamos a criar uma máquina mais durável, eficiente e confortável do que imaginávamos. Jack McFarland, CAG member McFarland Timber. Winnfield, Louisiana

JohnDeere.com.br/Florestal


B. FOREST

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EXPEDIENTE

Indíce 04

EDITORIAL

07

ENTREVISTA

14

PRINCIPAL

28

ESPECIAL

38

SEGURANÇA

52

TRÊS LAGOAS FLORESTAL

82

LIGNA

95

MERCADO

102

NOTAS

106

FOTOS


107

VÍDEOS

109

AGENDA

3

B. FOREST

Foto: Divulgação

EXPEDIENTE

“Minha indicação para a presidência do ICFPA reflete o reconhecimento da importância do setor florestal brasileiro no cenário mundial” Presidente executiva da Ibá

Elizabeth de Carvalhaes


B. FOREST

4

EXPEDIENTE EDITORIAL

Novidades à vista! O desenvolvimento das florestas plantadas está diretamente ligado ao combate de pragas. Além das conhecidas formigas, outras têm se tornado um desafio para os produtores florestais. Na matéria principal, conheça quais são elas, como afetam o plantio e as formas de combate e prevenção. Como novidade da edição e, principalmente no setor, a B.Forest passa a publicar, mensalmente, um Boletim Informativo mercadológico assinado pela STCP. Nele, serão encontradas informações sobre mercado, índices econômicos e de produção, entre outras informações que o setor estava carente. Entre os outros temas abordados estão: a escolha adequada do caminhão para o transporte de madeira e a importância da segurança nas operações florestais - tema do Encontro Brasileiro de Segurança Florestal, realizado no final de maio, em Curitiba. Além disto, confira o que as grandes marcas apresentaram durante a segunda edição da Três Lagoas Florestal e os detalhes da Ligna, feira que aconteceu no último mês, na Alemanha. Para fechar a edição, fique por dentro dos novos desafios de Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Ibá (Indústria Brasileira de Árvores), que recentemente, assumiu a presidência do ICFPA (International Council of Forest & Paper Associations). Saudações florestais!


EXPEDIENTE

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B. FOREST

Expediente: Diretor Geral: Dr. Jorge R. Malinovski Diretor de Negócios: Dr. Rafael A. Malinovski Editora: Giovana Massetto Jornalista: Amanda Scandelari Designer Responsável: Vinícius Vilela Financeiro: Jaqueline Mulik

Conselho Técnico: Aires Galhardo (Diretor Florestal da Fibria), Antonio Solano Junior (Gerente de vendas para América do Norte e do Sul da Caterpillar), César Augusto Graeser (Diretor de Operações Florestais da Suzano), Edson Tadeu Iede (Chefe Geral da Embrapa Florestas), Germano Aguiar (Diretor Florestal da Eldorado Brasil), José Totti (Diretor Florestal da Klabin), Lonard dos Santos (Diretor de Vendas da Komatsu Forest), Mário Sant’Anna Junior (Diretor Executivo Floretal da Gerdau), Rodrigo Junqueira (Gerente de Vendas da John Deere Florestal), Sergio da Silveira Borenstain (Diretor Florestal da Veracel), Teemu Raitis (Diretor da Ponsse Latin America).

B.Forest - A Revista 100% Eletrônica do Setor Florestal Edição 09 - Ano 02 - N° 06 - Junho 2015 Foto de Capa: Roder Malinovski Florestal +55(41)3049-7888 Rua Itupava, 1541, Sobreloja - Alto da XV - Curitiba (PR) – CEP:80040-455 www.malinovski.com.br / comunicacao@malinovski.com.br © 2015 Malinovski Florestal. Todos os Direitos Reservados.


B. FOREST

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EXPEDIENTE


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B. FOREST

Foto: Divulgação

EXPEDIENTE ENTREVISTA


B. FOREST

8

ENTREVISTA ENTREVISTA

Novos desafios Elizabeth de Carvalhaes Presidente executiva da Ibá Formada em Letras com PhD em Língua

antes mesmo de completar um ano de

e Literatura alemã, Elizabeth de Carvalhaes

empresa, comecei a trabalhar com países

entrou no mundo florestal de uma forma

árabes, especialmente o Iraque, para onde

não convencional. Mulher, determinada e

viajei em algumas ocasiões e conheci um

respeitada no setor, a presidente executiva

cenário bastante diferente do Brasil. Essa

da Ibá (Indústria Brasileira da Árvores) as-

experiência foi definitiva para minha car-

sumiu recentemente a presidência ICFPA

reira. Em menos de dois anos, fui promo-

(International Council of Forest & Paper

vida e passei a atuar nas negociações com

Associations). Em entrevista exclusiva para

governos, no Brasil e no exterior.

a Revista B.Forest, Elizabeth fala sobre os

Depois de 26 anos lá, onde me espe-

desafios de assumir um cargo internacio-

cializei em negociações internacionais e

nal e conta como se destacou em uma

governamentais, e por minha atuação na

área maioritariamente masculina. Confira!

Anfavea (Associação dos Fabricantes de Veículos Automotores), fui convidada a

Sua ligação com o setor florestal se deu

assumir a presidência executiva da Bra-

de uma forma bem peculiar. Pode nos

celpa (Associação Brasileira de Celulose e

contar essa história?

Papel), em 2007, onde fiquei até a criação

Iniciei minha carreira na Volkswagen.

da Ibá, em 2014. O desafio era ampliar o

Apesar de, no começo, não entender nada

diálogo do setor com as autoridades pú-

sobre a fabricação de automóveis, fala-

blicas, o Congresso Nacional e os mais di-

va fluentemente alemão. Por isso, atuei

ferentes públicos de interesse, além de re-

na área de exportação da companhia. E,

forçar a imagem dessa indústria e de seus


ENTREVISTA

9

B. FOREST

“A determinação é fundamental para um profissional fazer a diferença no mundo corporativo” Elizabeth de Carvalhaes

Foto: Divulgação


B. FOREST 10

ENTREVISTA

“A participação do Brasil nesse conselho é importante por nos permitir interagir com outros países, debatendo temas comuns, e aprender sobre as particularidades das diferentes regiões do mundo” atributos, especialmente os de sustentabi-

poder e as decisões.

lidade, no mercado internacional. É Presidente Executiva da Ibá, que Já ocupou vários cargos importantes em áreas fortemente masculinas. Como você se sente em relação a isso?

desafios esse cargo proporcionou a sua carreira? A Ibá representa a cadeia produtiva de

Desde o início da minha carreira,

árvores plantadas completa, da matéria-

aprendi que a determinação é fundamental

-prima até o consumidor. São diferentes

para um profissional fazer a diferença

segmentos – painéis de madeira, pisos

no mundo corporativo. Refletindo sobre

laminados,

minha trajetória, aprendi que as mulheres

vegetal e biomassa para fins energéticos,

chegam aos resultados porque, muitas

entre outros – cada qual com as suas

vezes, são mais simples e vão direto ao

particularidades

ponto. Nós conversamos mais e sabemos

específicas. Sem dúvida, este é o grande

a importância de ouvir o outro. Essa

desafio que estar à frente da Ibá me

postura tem efeitos fantásticos no nosso

proporciona diariamente: defender os

dia a dia. Além disso, procuro falar na

temas transversais a todos os segmentos,

primeira pessoa do plural, coletivizando o

assim como as questões específicas a

celulose,

e

papel,

com

carvão

demandas


ENTREVISTA

cada um.

11 B. FOREST

O ICFPA é um fórum global de indústrias de base florestal que visa promover a

Recentemente assumiu a presidência

cooperação mundial em temas de interesse

do ICFPA, além de ser uma mulher

comum para as empresas de seus países

presidindo, é a primeira vez que uma

membros. A organização representa 23

associação do Hemisfério Sul assume o

associações setoriais de 33 países.

comando da entidade. Como você avalia isso?

A participação do Brasil nesse conselho é importante por nos permitir interagir com

A indicação para a presidência do ICFPA

outros países, debatendo temas comuns,

reflete o reconhecimento da importância

e aprender sobre as particularidades das

do setor florestal brasileiro no cenário

diferentes regiões do mundo.

mundial. A indústria brasileira de árvores plantadas é uma das mais sustentáveis do

Quais serão os benefícios para o

mundo, e investe continuamente na busca

setor florestal brasileiro em ter um

por soluções inovadoras para o mercado

representante do país na presidência?

brasileiro e global.

Ao assumir a presidência, teremos

É uma oportunidade para oferecer um

grandes oportunidades de apresentar ao

ponto de vista diferente. É uma relação

mundo o modelo brasileiro da indústria

de ganha-ganha. Além disso, destaco

de base florestal, além de disseminar a

a importância de, pela primeira vez, a

agenda do setor nos principais fóruns

América do Sul liderar a entidade o que

internacionais,

permitirá acrescentar novos temas às

(Organização das Nações Unidas para

discussões.

Alimentação e Agricultura) e o WBCSD

a

exemplo

da

FAO

(World Business Council for Sustainable Qual o papel da entidade a nível

Development).

mundial? Qual a importância do Brasil nesse conselho?

O Brasil já é reconhecido mundialmente


B. FOREST

12

ENTREVISTA

pelas vantagens produtivas do setor

da população, ao mesmo tempo em que

florestal e pelos resultados do setor de

contribuem com a conservação ambiental

celulose e papel. Acredita que ter sido

e o desenvolvimento de capital humano

escolhida como representante do ICFPA

das comunidades ao redor do mundo.

confirma essa importância? reconhecido

Quais são suas principais metas como

mundialmente pela sua expertise em

presidente do ICFPA? E quais serão os

árvores plantadas. Além de termos as áreas

desafios?

Sim.

O

Brasil

é

mais produtivas, o país se destaca pelo

À frente do ICFPA, o grande desafio

valor social desses plantios – a geração de

para a Ibá e para mim será equilibrar

emprego e renda, a fixação do homem no

interesses distintos em uma única agenda

campo e a promoção do desenvolvimento

global, diante de um cenário econômico

das comunidades no entorno das fábricas.

adverso. Em 2015, o foco da atuação

Também

indústria

será a colaboração das indústrias de base

promove a geração de serviços ambientais,

florestal na mitigação dos efeitos das

a absorção de carbono e a manutenção da

mudanças climáticas, com destaque para

biodiversidade. E, por fim, destaco que esta

a participação do ICFPA, na Conferência

indústria é altamente inovadora e detém

das Nações Unidas, a COP21, que, em

grande conhecimento em biotecnologia,

dezembro, deverá estabelecer um novo

transgenia e nanotecnologia.

Acordo Climático Mundial. Entre os outros

ressalto

que

esta

desafios desta indústria, que serão tratados Acredita que assumindo esse cargo, o

com

prioridade

nos

próximos

anos,

setor florestal brasileiro poderá fortalecer

destaco a importância das certificações, a

sua imagem em nível mundial?

eficiência no uso de recursos naturais, o

Sim, queremos apresentar ao mundo

combate ao desmatamento e um debate

o potencial das árvores plantadas para

mais aprofundado sobre biotecnologia

fabricar produtos essenciais no dia a dia

arbórea.


ENTREVISTA

13 B. FOREST


B. FOREST

14

PRINCIPAL

Pragas florestais: muito além das formigas Estre as pragas florestais que mais devastam os plantios de pinus e eucalipto estão as formigas cortadeiras, mas os intrusos prejudiciais às florestas vão além delas. Para combatê-los é preciso saber como identificá-los e as formas de controlá-los


PRINCIPAL

15 B. FOREST

Percevejo bronzeado Foto: Francisco Santana


B. FOREST

A

16

PRINCIPAL

praga de florestas plantadas mais

praga. Por exemplo, brocas de madeira

conhecida é a formiga cortadeira

podem ser propagadas por meio de ma-

do gênero Atta. Segundo alguns

deira infestada pelas larvas; insetos suga-

pesquisadores, um formigueiro adulto

dores, como os pulgões e psilídeos, como

precisa de uma tonelada de folhas para

também podem ser disseminados pelo

sobreviver durante um ano, o que signifi-

vento.

ca 86 eucaliptos e 161 pinus adultos. No entanto, as formigas não são as únicas

Pinus

pragas que causam prejuízos às florestas

O cultivo de pinus pode ser atacado

plantadas. A Embrapa Florestas destaca,

por vespa-da-madeira (Sirex noctilio), pul-

entre várias outras, mais três relevantes

gão-gigante-do-pínus (Cinara atlântica),

para pinus e cinco para o eucalipto.

gorgulho-do-pínus (Pissodes castaneus) e o macaco-prego (Cebus apella).

Propagação

De acordo com Susete do Rocio Chia-

Geralmente, quando uma espécie de

rello Penteado, pesquisadora da Embrapa

planta é introduzida em um novo ambien-

Florestas, o ataque da vespa-da-madeira

te ela permanece, por um período, livre do

ocorre, geralmente, em plantios com ida-

ataque de pragas. Porém, com o passar

de acima de 7 anos que estejam estressa-

do tempo, pode ocorrer uma adaptação

dos. “Os sintomas são respingos de resina

tanto de pragas nativas, como a introdu-

no tronco; amarelecimento da copa; orifí-

ção e estabelecimento de pragas exóticas,

cios de emergência na casca; e galerias no

geralmente da mesma região de origem

interior da madeira, provocadas pelas lar-

de seu hospedeiro. Em ambos os casos, o

vas e manchas azuladas, dispostas radial-

alimento abundante, associado à ausência

mente, ocasionadas pelo fungo secundá-

de inimigos naturais (para as pragas exó-

rio do gênero Botriodiplodia”, explica. Esta

ticas), favorece o aumento populacional

praga causa a morte das árvores ao inserir,

destes organismos e, consequentemente,

durante a postura, uma muco-secreção

a ocorrência de danos e prejuízos ao pro-

e esporos do fungo simbionte Amyloste-

dutor.

reum areolatum.

A propagação vai depender do tipo da

Susete esclarece que no Brasil, a ves-


PRINCIPAL

17 B. FOREST

“As fêmeas do pulgão-do-pinus vivem em média trinta dias, originando cerca de 30 ninfas. O ciclo biológico pode variar em função da temperatura e nutrição da planta, tendo sido observados insetos com ciclo de 18 a até 46 dias”

Pulgão-do-pinus Foto: Francisco Santana


B. FOREST

18

PRINCIPAL

pa-da-madeira apresenta um ciclo bioló-

le à Vespa-da-Madeira. O programa visa,

gico de um ano, com revoada de outubro

fundamentalmente, o manejo integrado

a meados de janeiro e picos populacionais

da praga, pela adoção de medidas preven-

entre novembro e dezembro. Em árvo-

tivas (manejo florestal, medidas quaren-

res de diâmetros menores, bifurcadas ou

tenárias e monitoramento para detecção

na copa das árvores mais desenvolvidas,

precoce) e medidas de controle biológico,

pode ocorrer uma geração de ciclo cur-

pela utilização dos inimigos naturais (ne-

to, de três a quatro meses, cujos adultos

matoides e insetos parasitóides). A produ-

voam entre março e maio. No período de

ção do nematóide, Deladenus siricidicola,

revoada, os insetos acasalam e a fêmea, ao

o mais importante inimigo natural da ves-

efetuar a postura, deposita na árvore, além

pa-da-madeira, é realizada pela Embrapa

dos ovos, um mucofitotóxico e esporos

Florestas. O nematóide é distribuído aos

de um fungo simbionte, o Amylostereum

produtores de pinus, na forma de doses de

areolatum. “Cada fêmea pode depositar na

20 ml, contendo, cada uma, cerca de um

madeira entre 300 e 500 ovos, em aproxi-

milhão de nematoides, suficiente para o

madamente cinco dias de vida”, destaca.

tratamento de aproximadamente 10 árvo-

Os ovos dão origem a larvas que, ao se ali-

res. Os nematóides são inoculados nas ár-

mentarem do fungo, constroem as gale-

vores infestadas e irão esterilizar as fêmeas

rias, afetando a qualidade da madeira. Já o

do inseto, com uma média de controle de

muco fitotóxico, altera os processos fisio-

70%. Além do nematóide a vespa-da-ma-

lógicos da planta, debilitando sua capaci-

deira tem outros inimigos como os parasi-

dade de defesa, enquanto o fungo obstrui

toides, Ibalia leucospoides, Rhyssa persu-

os vasos de condução de seiva. “O efei-

asoria e Megarhyssa nortoni.

to de ambos ocasiona a morte da planta”, determina.

Em viveiros e plantios de até dois anos de idade, a praga que mais atinge a floresta

No início de 1989, pela portaria 031/89

é o pulgão-gigante-do-pinus. De acordo

do Ministério da Agricultura e do Abasteci-

com Susete, os sintomas são: clorose das

mento, foi instituído o Programa Nacional

acículas, com alguns ponteiros ou ramos

de Controle à Vespa-da-Madeira e tam-

que se tornam marron-avermelhados; afi-

bém criado o Fundo Nacional de Contro-

lamento de ramos e o entortamento do


PRINCIPAL

19 B. FOREST

caule; presença de um fungo, responsável

irá parasitar tanto ninfas como adultos do

pelo aparecimento da fumagina, que dá

inseto.

um aspecto enegrecido à planta; e a presença de formigas associadas.

Finalizando as pragas de pinus, o gorgulho-do-pinus ataca plantios jovens e

“As fêmeas vivem em média 30 dias,

estressados. “Entre os sintomas estão ra-

originando cerca de 30 ninfas. O ciclo bio-

mos amarelados, respingos de resina no

lógico pode variar em função da tempera-

caule, devido à postura. Os ponteiros ata-

tura e nutrição da planta, tendo sido ob-

cados ficam tortos e apresentam murcha

servados insetos com ciclo de 18 a até 46

e clorose progressiva das acículas”, conta

dias”, explica a pesquisadora da Embrapa

Susete.

Florestas. A ocorrência do pulgão é mais

Ela explica que o desenvolvimento do

frequente durante o outono e inverno,

ovo à fase adulta dessa praga pode variar

porém é encontrada também na prima-

em até 12 meses, dependendo da tem-

vera e verão. O controle é realizado pelo

peratura. Os adultos podem sobreviver

parasitoide Xenostigmus bifasciatus, que

até 20 meses. “Os picos populacionais de

Vespa da Madeira Foto: Francisco Santana


B. FOREST 20

PRINCIPAL

emergência dos adultos ocorrem na pri-

e ramos finos. “Essas galhas causam de-

mavera e verão. O monitoramento e con-

formação nas folhas, quando presentes

trole de P. castaneus têm sido feito com

na nervura central e pecíolo; e desfolha e

toretes armadilha, que atraem os adultos,

seca de ponteiros, quando presentes nos

que posteriormente são eliminados pelo

ramos mais finos”, completa. Segundo

uso de inseticidas aplicados nos toretes

ele, a fêmea da vespa-da-galha deposita

armadilha”, destaca.

os ovos nas gemas apicais, onde se inicia o processo de formação da galha, que se

Eucalipto

torna visível após algumas semanas. “São

Entre as pragas que afetam os plantios

cinco os estágios de desenvolvimento. O

de eucalipto, os mais importantes são:

primeiro começa de uma a duas semanas

vespa-da-galha (Leptocybe invasa), per-

após a oviposição e o ciclo total dura cer-

cevejo bronzeado (Thaumastocoris pe-

ca de 130 dias”, observa Leonardo. Entre as

regrinus), psilídeo-de-concha (Glycaspis

medidas preventivas está o transporte de

brimblecombei),

gorgulho-do-eucalipto

mudas e material vegetativo somente com

(Gonipterus platensis) e besouro amarelo

certificação de garantia de ausência do in-

(Costalimaita ferruginea vulgata).

seto. “Além disso, pesquisas estão sendo

De acordo com o pesquisador Leo-

conduzidas para avaliar a eficiência do pa-

nardo Rodrigues Barbosa, a vespa-da-ga-

rasitoide Selitrichodes neseri introduzido.

lha ataca as folhas do eucalipto forman-

Outra estratégia importante é a seleção de

do galhas nas nervuras centrais, pecíolos

materiais genéticos resistentes”, comple-

Vespa-da-galha Foto: Divulgação


PRINCIPAL

21 B. FOREST

Macaco-prego Outro entrave encontrado no plantio do pinus é o macaco-prego, um animal que ataca a copa das árvores. Alguns especialistas o consideram uma praga silvicultural, outros defendem que ele não pode ser considerado dessa forma. O fato é que ele descasca o terço superior do tronco para se alimentar da seiva, que tem sabor adocicado. Letícia Duron Cury, pesquisadora da Faculdade de Ciências Sociais e Agrárias de Itapeva, salienta que a medida que a superfície exposta pelo descascamento aumenta, aumenta também a dificuldade de recobrimento do xilema por novos crescimentos da casca. O que leva a deterioração da madeira e, no caso de anelamento, morte e queda da copa. “As árvores atacadas ficam mais suscetíveis ao ataque da vespa-da-madeira, uma praga de pinus que causa ainda mais prejuízos”, acrescenta. Para o controle do ataque do macaco, são recomendadas medidas como a abertura da floresta e limpeza da área, de forma que o ambiente torne-se menos atrativo aos animais. Manter em dia o desbaste, fazer aceiros para evitar pontes naturais (galhos) entre a área de pinus e a área de floresta nativa e criar barreiras de proteção às florestas de pinus com outras culturas, tais como eucaliptos e araucárias, ou outras espécies que não sejam de interesse do animal, são algumas das possíveis soluções para combater o macaco.

Foto: Divulgação


B. FOREST 22

PRINCIPAL

Gorgulho-do-pinus Foto: Divulgação

menta o pesquisador.

de conchas brancas nas folhas, ramos e

O percevejo bronzeado é outro inseto

troncos; a presença de um fungo respon-

que prejudica a produtividade do eucalip-

sável pelo aparecimento da fumagina, que

to. Como resultado do ataque, as folhas

proporciona aspecto preto à planta; e a

ficam prateadas e, na sequência, bronze-

presença de formigas associadas. A pes-

adas. “Os danos associados a altas infes-

quisadora da Embrapa Florestas, Dalva

tações desse percevejo promovem uma

Luiz de Queiroz, aponta que cada fêmea

redução na taxa fotossintética, causando

dessa espécie coloca entre 45 e 700 ovos,

desfolha, e em alguns casos, morte das

durante o período embrionário, que tem

árvores”, menciona Leonardo. De acor-

duração de 10 a 20 dias. “O ciclo biológico

do com o pesquisador, o ciclo de vida do

varia de 25 a 45 dias, dependendo da tem-

inseto varia com as condições climáticas,

peratura”, completa.

podendo chegar a 60 dias. O controle é

O monitoramento da praga e dos ini-

feito por meio de um inimigo natural, o

migos naturais deve ser feito por meio do

parasitoide de ovos Cleruchoides noackae

uso de armadilhas amarelas adesivas. “É

(Hymenoptera: Mymaridae), apresentando

recomendada vistoria em todas as áre-

níveis de parasitismo próximos a 60%.

as florestais, principalmente, em plantios

Outro inseto que preocupa os produ-

com idade de até um ano e meio”, alerta

tores de eucalipto é o psilídeo-de-con-

a pesquisadora. O controle biológico é re-

cha. A infestação é apresentada por meio

alizado com a vespinha parasitóide Psylla-


EXPEDIENTE

23 B. FOREST

Leptocybe invasa Foto: Divulgação

“A vespa-da-galha ataca as folhas do eucalipto formando galhas nas nervuras centrais, pecíolos e ramos finos. “Essas galhas causam deformação nas folhas, quando presentes na nervura central e pecíolo; desfolha e seca de ponteiros, quando presentes nos ramos mais finos”, completa.”


B. FOREST 24

PRINCIPAL

ephagus bliteus (Hymenoptera: Encyrti-

prejudicam o desenvolvimento das plan-

dae).

tas. Já os besouros jovens vivem no solo

Assim como o pinus, o eucalipto tam-

destruindo raízes. Segundo a Embrapa

bém sofre com o ataque do gorgulho. O

Florestas, o ataque intenso do besouro em

inseto se alimenta das folhas deixando

eucaliptos provoca alteração na tendência

rastros de desfolhamento nos ramos ter-

natural de crescimento apical, estimulan-

minais e cápsulas castanhas na superfície

do a brotação e a retenção excessiva de

das folhas novas. Os ovos do insetos são

galhos basais. Desta forma, ocorre uma

depositados em cápsulas que contém de

diminuição na qualidade das árvores de

8 a 10 unidades, que eclodem em três ou

eucaliptos e dificuldades no processo de

quatro semanas. O ciclo de vida, em mé-

colheita, principalmente a mecanizada.

dia, dura de 50 a 90 dias, dependendo da época do ano.

Cada fêmea produz em média 90 ovos e os surtos ocorrem entre setembro e mar-

Para a detecção do ataque deve-se ve-

ço, com picos da população ocorrendo

rificar a presença de adultos, larvas e ovos

entre outubro e dezembro. O controle dos

nas plantas; folhas ásperas e devoradas.

adultos pode ser feito utilizando os per-

Os adultos, larvas e ovos podem ser car-

cevejos Supputius cincticeps, Tynacantha

regados em partes de plantas usadas para

marginata e Arilus carinatus, bem como as

propagação vegetativa e mudas. Já as

aranhas Misumenops pallens, Peucetia sp.

larvas e pupas podem estar presentes no

e os fungos entomopatogênicos Beauve-

solo destes materiais. O controle biológi-

ria bassiana e Metharizium anisopliae, ini-

co tem sido realizado com a distribuição

migos naturais dos besouros amarelos.

de ovos do parasitoide Anaphes nitens e

Como as pragas são um problema real

seleção de variedades de eucalipto resis-

e muito presente nas florestas plantadas,

tentes à praga.

existem instituições que, em pesquisas

Por fim, os besouros amarelos também

próprias ou em parceria com outras em-

causam prejuízo aos plantios de eucalip-

presas, estudam fortemente para desco-

to. Os adultos se alimentam do limbo fo-

brir formas de combater os invasores, seja

liar devorando as folhas e perfurando-as.

por meio de agrotóxicos ou inimigos na-

Quando o ataque é intenso, os insetos

turais.


PREÇOS

EXPEDIENTE

25 B. FOREST

ESPECIAIS EM JUNHO

2015

ESCAVADEIRAS FLORESTAIS O projeto, a fabricação e manutenção da Escavadeira Florestal 320D FM, possuem a qualidade Caterpillar para proporcionar uma máquina confiável e durável para as exigentes condições florestais. Construídas para atender as mais diversas aplicações, a Série D incorpora melhor desempenho, durabilidade e máxima produtividade.

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B. FOREST 26

EXPEDIENTE


EXPEDIENTE

27 B. FOREST


B. FOREST 28

ESPECIAL PRINCIPAL

Caminhão ideal O transporte de madeira tem diversos complicadores, o alto peso da carga, trajetos percorridos em terrenos adversos, declividades, entre outros. Por esse motivo, é preciso que o caminhão utilizado no transporte tenha as especificações técnicas necessárias

Foto: Divulgação / Scania


EXPEDIENTE

29 B. FOREST


B. FOREST 30

A

ESPECIAL

madeira proveniente de florestas

para a transportadora deve seguir vários

plantadas, seja qual for o fim a que

quesitos de avaliação. “Em cada projeto

se destine, necessita ser transpor-

levamos em conta: percentual de estra-

tada entre as áreas de plantio e o ponto de

da de asfalto e de terra, tipo de terreno da

processamento. Nesse tema, muito se dis-

estrada de terra, número e nível de aclives

cute sobre os complementos ideais para o

e declives, velocidades permitidas, tipo de

transporte desse tipo de carga, mas e o ca-

implemento (Bi Trem, Tri Trem, Romeu e

minhão, ele deve ter diferenciais para rea-

Julieta, Carreta 3 eixos, etc.), peso e densi-

lizar essas operações pesadas? O conjunto

dade da madeira a ser transportada, entre

de características técnicas e operacionais

outros de igual importância”, exemplifica.

dos veículos reflete diretamente na produ-

O profissional conta que a empresa atua

tividade e custo final da operação de trans-

com veículos de tração 6x4, 440 a 540

porte. Então, como é que se faz a escolha

CV de potência, torque médio de 2300 a

da frota para o transporte de madeira?

2500 Nm, câmbio manual ou automático.

Basicamente, o veículo para aplica-

E pneus mistos 295/80 R22,5 ou 11.00R22.

ção florestal precisa ter uma combinação

Para determinar a escolha do caminhão

de característica off road e rodoviária. De

ideal é necessário conhecer um pouco so-

acordo com Emílio Fontanello, engenheiro

bre as características técnicas, ergonomia,

de pré-vendas da Scania no Brasil, quando

tecnologias disponíveis e a relação entre

o caminhão está na operação off road ele

caminhão e implemento.

precisa de recursos para vencer rampas, pisos escorregadios, patinação, entre outros

Especificações técnicas

fatores adversos. Por outro lado, quando

De acordo com as montadoras Volvo e

ele está na rodovia, precisa, também, de

Scania, os veículos devem ter tração míni-

um conjunto de fatores que o permita tra-

ma 6x4 para que consigam transitar de for-

fegar em velocidade média de 80 km/h e

ma tranquila em terrenos adversos, como

dentro da faixa econômica do motor.

são, na maioria dos casos, as áreas flores-

Nemésio de Carvalho, gerente de ma-

tais. Emílio conta que os caminhões Scania

nutenção da transportadora Expresso Ne-

são equipados com botões de controle de

pomuceno, explica que a escolha da frota

tração, para que o motorista consiga ajus-


PRINCIPAL

31 B. FOREST

“Em cada projeto levamos em conta: percentual de estrada de asfalto e de terra, tipo de terreno da estrada de terra, número e nível de aclives e declives, velocidades permitidas, tipo de implemento, peso e densidade da madeira a ser transportada, entre outros de igual importância”.

Foto: Gustavo Castro/MF


B. FOREST 32

ESPECIAL

tar o veículo e ultrapassar qualquer obstá-

Os veículos Scania possuem suspensão

culo. “Para facilitar a vida do motorista, há

a mola no chassi devidamente dimensio-

na caixa de mudanças automatizada Sca-

nada e suspensão a mola também na ca-

nia Opticruise, modos de operação que

bine. Já os caminhões Volvo, destinados

podem ser escolhidos de acordo com a

ao transporte florestal, como o FMX, têm

necessidade, no momento da operação:

suspensão traseira semielíptica com dois

balanço, manobra e escolha da marcha

amortecedores de dupla ação e suspen-

de partida. Há também os modos potên-

são dianteira parabólica, também com dois

cia, padrão, econômico e fora de estrada”,

amortecedores de dupla ação.

destaca o engenheiro. Ele explica que, na estrada, o motorista deve usar o modo

Cabine

econômico e quando precisar vencer um

Para Emílio, a cabine dos veículos para a

aclive pode acionar a potência; e nas es-

aplicação off road deve possuir suspensão

tradas de uso florestal escolher o off road,

a mola em quatro pontos. “As molas pos-

por exemplo.

suem regulagem de pressão que conferem

Foto: Gustavo Castro/MF


ESPECIAL

33 B. FOREST

a mesma maciez que a suspensão pneu-

melhor sua utilidade. No caso do setor

mática e com grande durabilidade, mesmo

madeireiro, sua presença ajuda a rebocar

em condições de estradas com deficiência

o caminhão, mesmo carregado, caso ele

de conservação”, explica.

atole dentro da floresta na época de chu-

A grade frontal e o para-choque também devem ser diferenciados, com maior

vas, sem a necessidade de usar trator de esteira”, explica.

resistência e robustez. Isso por causa dos

Nemésio, da Expresso Nepomuceno

impactos da severa operação fora de es-

destaca que, para frota da empresa, fo-

trada. Nos caminhões Scania, um reforço

ram escolhidos caminhões cujas cabines

é o escudo protetor. Localizado logo abai-

não tenham muitos acessórios externos,

xo do para-choque, ele é construído com

visto que a probabilidade de quebras ou

chapa que protege o cárter e o motor.

danos por impacto da madeira, ou outros

“Para ultrapassar com maior facilidade os

materiais do campo, aumentam significati-

terrenos não pavimentados, nas aplicações

vamente os custos de manutenção. “Caso

mais severas, a linha Off Road da Scania

não seja possível evitar os acessórios, estes

passou por elevação tanto do chassi quan-

devem ser mais robustos do que os pa-

to do para-choque”, ressalta o engenheiro.

drões”, completa.

A linha também disponibiliza o novo ângu-

Ainda no quesito cabine, as montadoras

lo de ataque de 25 graus, resultado da ele-

tem levado em consideração o conforto do

vação do chassi e do para-choque. Com

motorista, já que o transporte de madei-

ele, o caminhão ganha força fundamental

ra é um trabalho pesado. A Volvo oferece

para transpor diversos obstáculos, como,

cabines com banco com suspensão a ar,

por exemplo, entrar em um rio, em uma

ajustes na coluna de direção, controles no

vala, ou trafegar por subidas ou descidas

volante, visibilidade ampla, climatização,

íngremes.

baixo nível de ruído e suspensão pneumá-

Os caminhões Scania Off Road Euro 5,

tica ou mecânica.

segundo Emilio, também recebem um pino de reboque de tração para 35 toneladas.

Caminhão x Implemento

“Ele tem papel importante nas operações

No que diz respeito a transporte, o seg-

severas. Alguns cenários podem explicar

mento de madeira pode ser dividido em


B. FOREST 34

ESPECIAL

“Os veículos devem ter tração 6x4 para que consigam transitar de forma tranquila em terrenos adversos, como são, na maioria dos casos, as áreas florestais”.

Foto: Divulgação / Volvo


ESPECIAL

35 B. FOREST

duas atividades: madeira para celulose e

Tecnologias disponíveis

papel e madeira para serraria. Na ativida-

Como destaque em tecnologia, a Volvo

de de celulose são usados veículos do tipo

tem o I-Shift, uma caixa de câmbio inteli-

trator tracionando com implementos do

gente na qual a necessidade de troca de

tipo Bitrem, Tritrem e Rodotrem. No seg-

marchas é avaliada pelo sistema eletrôni-

mento de serraria pode-se destacar os ve-

co em função da velocidade, torque, carga

ículos chamados rígidos ou plataforma em

do motor e outros parâmetros que buscam

operação do tipo Romeu e Julieta.

a otimização da condução dentro da fai-

De acordo com Emílio, os modelos

xa econômica. Com 12 marchas à frente

Scania G 440 e G 480 6x4 são indicados

e 4 à ré, o I-Shift otimiza trocas em bai-

para operações com Bitrem, Tritrem e Ro-

xas velocidades, oferecendo engates rápi-

dotrem levando em consideração a ne-

dos e macios durante a condução em dois

cessidade de maior ou menor potência.

modos: no econômico, cada mudança de

Enquanto que o modelo P 360 é indicado

marcha é medida para que o motor traba-

para operação tracionando um reboque,

lhe na sua mais alta eficiência ou é possível

conjunto denominado Romeu e Julieta.

utilizar a sua melhor performance.

Já na Volvo, os caminhões mais utiliza-

Já a Scania apresenta em termos de

dos para o transporte florestal são os mo-

tecnologia um computador de bordo

delos VM e FMX. De acordo com a empre-

com recurso Driver Support, uma espécie

sa, o VM 6x4 é indicado para composição

de “professor” dentro do painel que ofe-

com Romeu e Julieta de 5 eixos. Já o FMX

rece dicas em tempo real para melhorar

6x4 é indicado em vários tipos de compo-

a condução. A montadora disponibiliza

sições como: Romeu e Julieta 6 e 7 eixos,

também válvulas de freio específicas para

Semirreboque 3 eixos, Bitrem, Tritrem, Ro-

proporcionar mais segurança quando o

dotrem e Treminhão. A equipe de enge-

veículo parar em locais de piso de barro

nharia da empresa destaca que, devido aos

ou ainda quando esvaziar os reservatórios

implementos mais curtos, os Tritrens tem

de ar. “Outra tecnologia é o freio hidráu-

maior facilidade de trafegar em caminhos

lico Retarder, opcional com alta potência

tortuosos, mas devem ser tracionados por

de frenagem, sem contato metálico e que

veículos 6x4.

aumenta a segurança da composição eco-


B. FOREST 36

ESPECIAL

nomizando freio e lonas de freio”, comple-

serem realizadas. Um ponto fundamental

ta Emilio.

na decisão da compra do caminhão é o

As opções são várias. É necessário o

atendimento pós-venda, a oferta de trei-

conhecimento de cada uma delas e um

namento e acompanhamento na opera-

estudo para que a tecnologia disponível

ção, bem como atualização de softwares

se adeque com as condições e tarefas a

de aplicação no veículo.

Foto: Divulgação


ESPECIAL

37 B. FOREST


B. FOREST 38

ESPECIAL

Encontro Brasileiro de Segurança Florestal reuniu profissionais do setor em Curitiba A conscientização da importância da segurança do trabalho e das técnicas de prevenção foi o objetivo do primeiro evento sobre segurança florestal do país. Palestrantes de renome no setor apresentaram dados e cases de empresas que serviram de exemplo para os participantes.


ESPECIAL SEGURANÇA

39 B. FOREST

Foto: Divulgação


B. FOREST 40

O

SEGURANÇA

Encontro Brasileiro de Seguran-

importância do Encontro Brasileiro de Se-

ça Florestal, primeiro evento na-

gurança Florestal”, salientou.

cional sobre o tema, organizado

Dividido em quatro blocos, a primei-

pela Malinovski Florestal, teve como obje-

ra palestra foi ministrada pelo engenheiro

tivos principais: a preservação da vida em

Bruno C. Bilbao Adad, consultor do Senai.

um ambiente seguro e a discussão sobre o

Com o tema “O Paradigma da Consciência

que tem sido feito, hoje, nas empresas flo-

de Segurança”, Bruno destacou que a pre-

restais para melhorar a segurança em to-

venção de acidentes deve estar presente a

das as operações. Os mais de 200 partici-

cada momento do dia a dia. “É muito difícil

pantes assistiram palestrantes experientes

criar o hábito da prevenção, mas é muito

abordarem temas relevantes relacionados

fácil destruí-lo”.

às operações florestais.

Para ele, o ponto de partida é a quebra

Realizado em Curitiba (PR), nos dias 21

de paradigmas. “Precisamos desconstruir

e 22 de maio, o Encontro começou pas-

a ideia de que os acidentes são imprevisí-

sando para os profissionais, a importância

veis. Sabemos que não existem fatalidades,

de se transformar a segurança em valor. A

o que existe são ações. Alguém fez o que

abertura feita pelo Dr. Rafael A. Malinovski,

não deveria ou deixou de fazer algo re-

diretor de negócios da Malinovski Florestal

levante”, destacou. Ele afirma que os aci-

destacou a importância da reflexão e iden-

dentes ocorrem devido a uma interação

tificação dos perigos e a diminuição dos

de vários fatores que estão presentes no

riscos de acidentes no setor florestal, além

ambiente ou situação de trabalho muito

de observações para criar ambientes mais

antes do seu desencadeamento. Sendo,

seguros para os trabalhadores. “Um am-

portanto, eventos previsíveis e preveníveis.

biente de trabalho seguro não é possível

“Temos sempre a possibilidade de mudar e

sem a presença intensiva das lideranças das

fazer tudo de forma mais segura. Prevenir

empresas, sem trabalhar a confiança inter-

é sempre o melhor caminho.”

pessoal dos funcionários e sem ter uma

Luciano Nadolny, analista técnico na

equipe capacitada. Por isso, é importante

gerência de qualidade de vida do SESI-PR,

discutir o assunto e tornar os trabalhadores

destacou a importância de se falar sobre

do setor florestal capacitados. Essa é real

segurança, ainda mais no setor florestal,


SEGURANÇA

41 B. FOREST Foto: Gustavo Castro / MF

“Um ambiente de trabalho seguro não é possível sem a presença intensiva das lideranças das empresas, sem trabalhar a confiança interpessoal dos funcionários e sem ter uma equipe capacitada”.


B. FOREST 42

SEGURANÇA

que tem se tornado cada vez mais impor-

foi o tema da palestra de Luciano San-

tante para a economia nacional. Luciano

tos, psicólogo, administrador de empre-

abordou a psicologia, fisiologia e a pro-

sas e colaborador da Malinovski Florestal.

pensão a acidentes. Salientou que a segu-

Ele destacou a importância de selecionar

rança no trabalho deve ser aprendida, por-

corretamente os funcionários. “É preciso

que para que ela seja desempenhada nas

escolher o perfil certo para a necessidade

atividades diárias é preciso ‘saber fazer’.

da vaga”, afirmou. Desta forma, para ele,

“Outros fatores também devem ser segui-

existem ganhos como elevação de curva

dos para que o trabalho seja seguro: o po-

de aprendizagem, de desligamentos por

der fazer, é preciso que a empresa ofereça

desmotivação e de índice de quebras de

condições de trabalho seguras; e os fatores

equipamentos, além da melhora no clima

motivacionais, ou seja, a vontade de agir

organizacional.

de forma segura”, acrescentou.

O FSC e as NRs (Normas Regulamenta-

“Recrutamento e Seleção, Segurança

doras) foram o tema da palestra de Rodrigo

e Produtividade nas Atividades Florestais”

Meister de Almeida, coordenador técnico

Foto: Gustavo Castro / MF


SEGURANÇA

43 B. FOREST

de negócios do SESI-PR, e Fernanda Rodri-

continente, existe uma preocupação com

gues, coordenadora técnica do FSC (Forest

a sanidade psicológica dos trabalhadores,

Stewardship Council) Brasil. Rodrigo desta-

no sentido de não serem submetidos à

cou que os objetivos das NRs são garantir

trabalhos muito monótonos ou repetitivos

a segurança e saúde do trabalhador, mas

para que haja a satisfação profissional.

acredita que elas são muito rígidas e não

Para Leif, o Brasil é teórico, o que falta

adaptadas à realidade brasileira. “A norma

é a implementação prática, como treina-

precisa trazer objetivos. Precisamos pensar

mentos mais elaborados e bem trabalha-

mais na realidade de vida do trabalhador

dos e capacitação mais contextualizada.

para proporcionar a saúde e a segurança

“Com 8 horas de treinamento nenhum

da forma certa”, avaliou.

fazendeiro se torna capacitado para ope-

Finalizando as palestras da manhã, o

rar uma motosserra em sua propriedade.

doutor alemão, Leif Nutto, fez uma com-

O sistema de educação pública influencia

paração da segurança nas operações flo-

diretamente na capacidade de cognição e

restais no Brasil e Europa. Contou que no

discernimento do trabalhador”, avaliou.

Foto: Gustavo Castro / MF


B. FOREST 44

SEGURANÇA

“A norma precisa trazer objetivo e os fatores que serão avaliados também. Precisamos pensar mais na realidade de vida do trabalhador para proporcionar a saúde e a segurança da forma certa”. Foto: Gustavo Castro / MF


SEGURANÇA

45 B. FOREST

No período da tarde, Paulo Salamuni,

costume de fazer sinalizações orientativas

gerente operacional da Klabin foi o mode-

que auxiliam os operadores na percepção

rador do bloco dois – Segurança, Produti-

de riscos. Quando elas são vistas, o ope-

vidade e Custos em Operações Florestais.

rador sabe que precisa descer ancorado”,

Ele destacou o desenvolvimento do setor

exemplificou.

florestal e como o conceito de segurança

O planejamento operacional e o micro-

tem evoluído e se concretizado, tornando-

planejamento foi o tema tratado na pales-

-se uma realidade aplicada.

tra do supervisor de colheita e transpor-

Iniciando os trabalhos, Murilo Galvão

te florestal da International Papel, Renato

Teixeira, instrutor do SENAR-PR, abordou

Melman. Ele contou que a IP tem mais de

a aplicação de agrotóxicos. Em sua fala,

70 mil funcionários e “trabalhar com um

explicou que a intoxicação por agrotóxi-

número tão grande de profissionais e não

cos tem aumentando, mas não é possível

pensar em segurança é inviável”. Atualmen-

estimar um real valor por falta de meios

te, a segurança já é vista como um valor na

de controle. Para ele, a falta de eficiência

IP. “Focamos no acidente zero e esse resul-

dos químicos faz com que uma quantida-

tado depende de programas sólidos, me-

de maior que a necessária seja aplicada,

todologia, microplanejamento operacional

tornando assim a exposição do aplicador

e liderança”, destacou. Para Melman, o mi-

maior. O profissional recomendou que os

croplanejamento não é uma receita igual

operadores que estão em contato dire-

para todos, mas algo que deve ser customi-

to com os agrotóxicos precisam fazer um

zado e varia de acordo com cada situação.

curso específico para saber a forma certa

Ele salientou que sempre que acontece um

de lidar com os produtos.

acidente é preciso fazer uma avaliação do

Bruno Ricardo Fernandes, coordena-

ocorrido, estudar e acrescentar os resulta-

dor de colheita florestal da Cenibra, des-

dos no microplanejamento, para que me-

tacou as técnicas de segurança durante o

didas sejam tomadas e a mesma situação

processo de colheita. Apresentou um case

não ocorra novamente.

da empresa e ressaltou a importância do

O custo da segurança para as empresas

microplanejamento e da sinalização ope-

florestais foi assunto da apresentação de

racional de campo. “Na Cenibra, temos o

Manoel Francisco Moreira, sócio-gerente


B. FOREST 46

SEGURANÇA

“Trabalho seguindo as normas de segurança pelo meu filho de dois anos. Preciso trabalhar com segurança por mim e pela minha família, não porque a empresa manda”.

Foto: Gustavo Castro / MF


SEGURANÇA

47 B. FOREST

da ARS Silvae Assessoria Florestal. Ele res-

mento, controles operacionais e de com-

saltou que não existe segurança sem custo

portamento.

e apresentou casos em que as normas de

Abrindo o segundo dia, Alison D’Andréa

segurança só serviram para onerar a em-

e Douglas Santos, da New Holland trata-

presa e acabaram prejudicando as ativida-

ram do tema: “Parâmetros Construtivos na

des pela dificuldade que elas apresentaram.

Adaptação de Tratores e Implementos para

Para Chico Moreira, como é conhecido, é

Operações Silviculturais”. Eles afirmaram

preciso pensar não somente na seguran-

que as operações realizadas manualmente

ça do trabalhador, mas no conforto dele

oferecem alto risco à integridade física do

também. Isso porque não adianta ter vá-

trabalhador e que a substituição das ope-

rias normas de segurança, se o operador

rações manuais pelas mecanizadas diminui

não ficar confortável em segui-las, o que,

consideravelmente o riso de acidentes.

consequentemente, faz com que ele burle

Manoel Carvalho, professor titular da

essas normas. Por isso, para ele, o funda-

FABET (Fundação Adolpho Bósio de Edu-

mental é ter bom senso em relação às nor-

cação no Transporte), abordou a formação

mas e suas aplicações.

de condutores no transporte de madei-

Para finalizar o primeiro dia do Encon-

ra. Para ele, a capacitação dos motoristas

tro Brasileiro de Segurança Florestal, Luiz

resulta em responsabilidade profissional,

Geraldo Groessler, gerente de logística

mais postura, domínio do veículo em mo-

florestal da Fibria falou sobre segurança

mentos adversos, conhecimento e aplica-

e produtividade no transporte de madei-

ção das tecnologias disponíveis, ganho de

ra. Contou que a empresa criou o Manual

eficiência e produtividade, entre outros.

Estrada Segura, o qual usa como referên-

A palestra de Nínive Maia, engenhei-

cia para todas as operações relacionadas

ra florestal da Veracel teve como tema a

às estradas. “Dessa forma, deixamos claro

NR12 e as implicações florestais. Ela des-

para todos os nossos parceiros o que nós

tacou que o operador deve trabalhar den-

fazemos e esperamos em relação a se-

tro das normas de segurança não porque a

gurança”, explicou. Neste manual, alguns

legislação exige, mas porque existem pes-

passos são seguidos para que os acidentes

soas na vida dele que se importam com

sejam evitados, entre eles, estão planeja-

sua saúde. “Trabalho seguindo as normas


B. FOREST 48

SEGURANÇA

de segurança pelo meu filho de dois anos.

etapa.

Preciso trabalhar com segurança por mim

Para abrir as palestras do bloco 4 – Pro-

e pela minha família, não porque a empre-

gramas de Segurança – Cases das empre-

sa manda”, constata.

sas Florestais, Adriano Thiele, diretor de

Emilio Paulo Fontanello, engenheiro

Operações da JSL, falou sobre transpor-

mecânico da Scania, falou sobre a segu-

te seguro. Destacou as ações da empresa

rança no desenvolvimento de veículos au-

para garantir a segurança florestal: recru-

tomotores. Em sua apresentação demons-

tamento e seleção, treinamento e capaci-

trou que é possível observar detalhes de

tação, mapeamento de risco, controle de

segurança antes mesmo do motorista en-

jornada, inspeções e blitz de segurança e

trar na cabine. “São pequenos itens, como

controle de peso transportado são algu-

o degrau escamoteável auxiliar; a trava de

mas delas.

grade frontal; alças laterais de cima até em

Jorge Cavassin, coordenador de segu-

baixo, que auxiliam no embarque seguro;

rança e meio ambiente da MWV Rigesa,

entre outros, que quase ninguém percebe

abordou em sua palestra a importância da

como o trabalho que os engenheiros tive-

disseminação do conceito de segurança do

ram para proporcionar segurança ao mo-

operador à presidência. Cavassin destacou

torista.”

a importância do exemplo e boa liderança.

Finalizando o bloco 3, Douglas Lazaretti

“Não basta apenas transmitir aos funcioná-

Siebert e José Teófilo Júnior, da Gerdau de

rios as regras da empresa, é preciso dar o

Minas Gerais, abordaram o gerenciamen-

exemplo. Um bom líder é o exemplo dos

to de riscos. “A gestão requer a avaliação

funcionários.”

do contexto em que estamos inseridos,

O case do programa de saúde e segu-

ou seja, a realização de um diagnóstico

rança da Vale foi apresentado por Lucia-

de como estamos atendendo as expecta-

no Assis, gerente de exploração mineral

tivas de prevenção e controle de perdas”,

de ferrosos da empresa. “Nossa Política de

afirmou Douglas. Para ele, dominando o

Saúde e Segurança tem como valor: vida

cenário atual, é possível definir as metas

em primeiro lugar. E segue em dois aspec-

futuras e o caminho para alcançá-las, prio-

tos: compromissos e princípios de atua-

rizando as ações mais relevantes de cada

ção”, contou. De acordo com ele, valorizar


SEGURANÇA

49 B. FOREST

Os diretores da Malinovski Florestal e idealizadores do Encontro Jorge R. Malinovski e Rafael A. Malinovski Foto: Gustavo Castro/ MF


B. FOREST 50

SEGURANÇA

a saúde e a segurança significa valorizar as

Para encerrar o Encontro Brasileiro de

pessoas, para isso passos, como analisar

Segurança Florestal, os serviços de manu-

os riscos e cumprir medidas de prevenção,

tenção foram abordados por Marcio Kir-

são seguidos.

chmeyer Vieira, gerente geral de contratos

Darlon Orlamünder, gerente de logísti-

de manutenção da Komatsu Forest. Con-

ca florestal de Monte Alegre da Klabin, dis-

forme o profissional, os acidentes reduzem

correu sobre a segurança nas operações

na mesma proporção da redução das ma-

próprias e terceirizadas. Para ele, é impor-

nutenções corretivas. “Quando as máqui-

tante trabalhar junto com os líderes dos

nas tem a manutenção correta, o risco de

segmentos. “Eles criam e mudam a cultura

um acidente é consideravelmente menor”,

de uma empresa por meio de seus funcio-

finalizou.

nários”, acredita. Ele também salientou que

O Encontro Brasileiro de Segurança

trabalhar com segurança é responsabili-

Florestal reuniu na capital paranaense, 243

dade de cada um, mas os líderes tem res-

profissionais, que buscaram mais informa-

ponsabilidade em dobro, já que precisam

ção em relação a aspectos de segurança.

cuidar de si mesmos e se certificar que os

A segunda edição do evento já está sendo

funcionários também estão trabalhando

programada e sua data será divulgada em

da forma correta.

breve.

Foto: Divulgação


SEGURANÇA

51 B. FOREST


B. FOREST 52

TRÊS LAGOAS FLORESTAL

Três Lagoas Florestal - ponto de encontro do setor A capital mundial da celulose recebeu, durante 01 a 04 de junho, a segunda edição da Feira da Cadeia Produtiva da Indústria de Base Florestal Sustentável da região de Três Lagoas (MS). Por: Amanda Scandelari

Foto: Amanda Scandelari / MF


SEGURANÇA

53 B. FOREST


B. FOREST 54

TRÊS LAGOAS FLORESTAL

A

cidade de Três Lagoas, no Mato

moderno no setor florestal. Márcia Moura

Grosso do Sul foi o ponto de en-

relembrou a primeira edição da feira, reali-

contro do setor florestal no início

zada em 2012, e destacou a transformação

de junho. A segunda edição da Feira Três

que a cidade passou nesse tempo, além de

Lagoas Florestal, reuniu 110 empresas e, de

ressaltar que esta segunda edição também

acordo com a organização do evento, re-

aconteceu em um período de suma impor-

cebeu mais de 13 mil pessoas nos 3 dias do

tância: o centenário do município.

evento. Além disso, ainda segundo a orga-

A Malinovski Florestal esteve presente

nização, o volume de negócios superou os

em Três Lagoas, divulgando suas áreas de

R$ 60 milhões. A abertura ocorreu no dia

atuação: eventos, treinamentos, consulto-

primeiro com um coquetel e homenagens

ria e comunicação & marketing. A B.Forest

à personalidades da cidade. Durante a ceri-

também esteve lá e fez a cobertura da fei-

mônia, o diretor executivo do Painel Flores-

ra, que teve uma variedade de produtos e

tal, Robson Trevisan, destacou que a indús-

marcas em exposição. Lançamentos, mar-

tria de base florestal tem feito a diferença

cas de renome nacional e internacional,

na vida de muitas pessoas, em Três Lagoas.

grandes máquinas estáticas e em operação,

A prefeita da cidade, Márcia Moura, fri-

combate à pragas e incêndios e soluções

sou que o objetivo do evento foi a interação

tecnológicas e de iluminação foram os

dos participantes com o que há de mais

destaques as segunda edição da feira.

Foto: Amanda Scandelari / MF


TRÊS LAGOAS FLORESTAL

55 B. FOREST

Penzsaur

é fabricada com aços e arames especiais.

Os autocarregáveis com tração são o

A solda é feita com equipamentos contro-

grande lançamento deste ano. Durante a

lados via computador, então proporciona

Feira Três Lagoas Florestal ficou em des-

melhor estabilidade e controle de solda.

taque a Metric Crane, uma grua específica

Depois desse processo, a matéria-prima

para trabalhar com madeira de metro, para

passa por fornos de alívio de tensão, nos

queima e para os segmentos industriais que

quais o material é aquecido e resfriado len-

utilizam caldeiras.

tamente. Dessa forma, o equipamento fica

Como lançamento também grua 778W

mais resistente, sem trincas ou quebra”,

da Penzsaur, que pode ser adaptada a um

afirma Rodrigo Gonzatto Rubin, represen-

trator ou usada de forma estacionária. “Ela

tante da Pezsaur.

Foto: Amanda Scandelari / MF


B. FOREST 56

TRÊS LAGOAS FLORESTAL

Komatsu

acordo com Martini, os tratores de estei-

Seguindo a tendência de mercado, da

ra foram desenvolvidos para outro tipo de

mecanização da silvicultura, a Komatsu

trabalho, mas a realidade florestal requer

Forest lançou em Três Lagoas, o trator de

algumas modificações. “Estamos traba-

esteira de 32 toneladas, o D85EX, equipa-

lhando agora para fazer as modificações

mento destinado à reforma de áreas de

necessárias para que essa máquina tenha a

plantio. Edson Martini, diretor da Komatsu

performance necessária para se tornar viá-

Forest, salientou que a tecnologia de ali-

vel na área florestal. Isso proporcionará um

nhamento de plantio foi mudando com o

salto tecnológico na silvicultura, não só em

tempo. “Para as atividades que tem o toco

equipamentos de preparo, mas também

presente, no preparo do solo, é necessá-

referente a operação. Nos próximos anos,

rio o uso de equipamentos adequados. A

vamos passar por uma mudança nesse

Komatsu está trabalhando para adequá-los

mercado para tentar transformar as tecno-

para esse tipo de atividade”, afirmou. De

logias disponíveis”, constatou.

Foto: Amanda Scandelari / MF


TRÊS LAGOAS FLORESTAL

John Deere

57 B. FOREST

“Depois de unir as valiosas informações

A John Deere lançou dois equipamen-

de nossos clientes testamos as máquinas

tos das novas Séries L e M: o Feller Buncher

por mais de 11 mil horas. O resultado é

de esteira 903M e o Skidder 948L. O equi-

uma nova frota de máquinas que redefi-

pamento da Série M tem como novidades

nem os significados de disponibilidade,

o aumento de 30% na faixa de corte, cabi-

produtividade e baixos custos operacio-

ne ergonômica e economia de combustí-

nais diários”, salientou Rodrigo Junqueira,

vel. Já o Skidder 948L tem como destaque

gerente de vendas da John Deere Flores-

o motor mais potente em relação aos mo-

tal. De acordo com ele, o lançamento das

delos anteriores, maior conforto na cabi-

Séries L e M marcaram a celebração dos

ne com assento giratório e controles por

50 anos de fabricação de Skidders pela

joystick e garra em tamanho maior.

empresa.

Foto: Amanda Scandelari / MF


B. FOREST 58

TRÊS LAGOAS FLORESTAL

TMO As novidades da TMO são voltadas para o corte de eucalipto, a grua 770 e a mesa traçadora. De acordo com a empresa, mesas traçadoras muito já são usadas em escavadeiras de grande e médio porte, mas o diferencial do lançamento da TMO é a possibilidade de adaptação ao pequeno e médio produtor. Outra novidade é destinada ao segmento de lenha de metro, um autocarregável destinado ao produtor que processa a madeira em campo e precisa fazer o transporte. A TMO participou da Três Lagoas Florestal em uma parceria com a Shark.

Foto: Amanda Scandelari / MF


TRÊS LAGOAS FLORESTAL

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Caterpillar Em seu estande, a Caterpillar expôs diversas máquinas, incluindo lançamentos, como a escavadeira hidráulica 318D2 L e a escavadeira florestal de nova série: 320D2 FM. A 318D2 L é uma atualização da conhecida escavadeira hidráulica 315DL, um equipamento utilitário, dedicado ao carregamento de menores volumes, áreas estreitas, logística complexa e alimentação de picadores. Já a escavadeira florestal 320D2 FM é uma evolução do modelo 320D FM, com motor mais potente, maior torque de giro e redução no consumo de combustível.

Foto: Amanda Scandelari / MF


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Minusa Além do cabeçote Logset destinado ao processamento de eucalipto, a Minusa lançou, na feira Três Lagoas Florestal, o Raptor, um fueiro com painel e barrote. De acordo com o coordenador comercial da Minusa, Giuseppe Rosa, o Raptor é produzido em aço com resistência mecânica, adequado às normas ISO 9001-2008 em todos os processos de fabricação, atende a norma internacional de segurança EM 12642 X e, por ser mais leve, economiza combustível e pneus.

Foto: Amanda Scandelari / MF


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J de Souza Os lançamentos da J de Souza foram o Carregador Frontal CFRJ com capacidade de 12 toneladas e a garra traçadora TJPG com estrutura robusta, compacta, com sistema hidráulico de fácil entendimento. Essa garra pode ser acoplada a uma escavadeira de 25 toneladas. O equipamento é apresentado em 12 versões, nas quais variam o tamanho da garra, comprimento de sabre, tamanho do motor, entre outros componentes, dependendo da aplicação.

Foto: Amanda Scandelari / MF


NOTAS

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Ponsse O Scorpion continua sendo o destaque da Ponsse, mas a grande novidade é sua chegada ao Brasil. Segundo Camila Takikawa, analista de marketing da empresa, o Harvester desembarcará no Brasil no final de junho. No Scorpion o foco é o operador. A nova solução de grua oferece visibilidade em todas as direções, permitindo trabalho suave e flexível em qualquer condição. A visibilidade adequada nos dois lados da cabine permite operação eficiente e ilimitada. A estabilidade do modelo é proveniente de suas oito rodas e do sistema de estabilização ativa. Esse sistema é baseado na detecção da direção e posição da grua e pressionamento do chassi traseiro na direção de trabalho.

Foto: Divulgação / Ponsse


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Timber Forest e Palfinger A parceria entre a Timber Forest e a Palfinger não é de hoje. As empresas já desenvolveram alguns produtos para atender alguns nichos de mercado diferentes. Durante a Três Lagoas Florestal, as empresas montaram um estande em conjunto e colocaram em exposição uma gama de máquinas e equipamentos. A Timber Forest mostrou a grua paralela instalada em máquina de esteira modelo Z, um carregador para instalação traseira que não se posiciona sobre a carga, o que facilita o descarregamento dentro da fábrica. Outra solução apresentada foi o trator agrícola com grua e cabeçote LogMax 4000. Equipamento indicado para colheita de madeira para energia e operações de primeiro desbaste. Já a Palfinger apresentou um guindaste C80Z73, que pode ser acoplado na traseira do caminhão e uma Julieta. Um guindaste para um volume baixo de madeira, mas com um bom alcance de capacidade de carga. Também o guindaste M70R59 para movimentar o cabeçote LogMax 4000, que está instalado no trator A67350, com reversão automática para atender o produtor que está na transição do corte manual para o mecanizado.


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AGENDA


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Denis Cimaf A Denis Cimaf levou para Três Lagoas o equipamento DAH150E, uma escavadeira destinada a fazer supressão vegetal em geral, rebroto de eucalipto e rebaixo de tocos para o replantio. Esse equipamento é feito com bomba hidráulica que trabalha com sistema de facas em V, as quais direcionam toda a parte de vegetação para o centro, não para as laterais. Tem motor hidráulico de pistão axial de deslocamento variável, facas de aço forjado temperado que podem ser afiadas ser serem desacopladas e rotor acionado por correia dentada industrial, que impede deslizamento.

Foto: Amanda Scandelari / MF


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Rotobec A garra traçadora com conjunto traçador e rotator Heavy-Duty, fabricados no Brasil em parceria com a MSU, foi o lançamento da Rotobec. A garra traçadora tem como opções motores de serra com 60 ou 80, sempre com serra ¾ 11H e sabres de tamanhos variados. Os tamanhos de garras oferecidos são 0.64, 0.80 e 1.00 m², na versão para serviços pesados da garra para feixes. Mas a principal novidade da empresa, segundo o gerente de vendas, Fernando Strobel, são os novos prazos de garantia. “A partir do início de junho, a Rotobec está oferendo garantia de 18 meses ou 3.000 horas.”

Foto: Amanda Scandelari / MF


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HFort A HFort apresentou um autocarregável com carreta coberta. A empresa pretende, com esse lançamento, atingir mais mercados, não só o florestal. A carreta aberta é utilizada para o transporte de madeira em toras, mas com ela fechada as opções aumentam e permitem o carregamento de outros produtos como animais, sacos, sementes, o que o produtor precisar. Dessa forma, a HFort criou também uma garra que permite o transporte de diversos materiais. A carreta tem capacidade de carga de 10 toneladas.

Foto: Amanda Scandelari / MF


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K2on A K2on expôs, em Três Lagoas, toda a sua gama de produtos. Com destaque para o farol de 40 watts com 3500 lumens e, em média, 50 mil horas de vida útil. A empresa é especializada em soluções de iluminação de acordo com a necessidade do cliente.

Noma A Noma apresentou ao mercado sua nova linha cavaqueira, com soluções de transporte de biomassa. De acordo com Rodrigo Fernandes, gerente de marketing da Noma, a nova linha também atenderá os setores de carvão vegetal, carvão coque e outros. O implemento está disponível nas configuração semirreboque 3 eixos juntos e espaçados 1+1+1 (Vanderléia), e ainda nas opções Rodotrem e Bitrens 7 e 9 Eixos. Como diferencial é possível escolher entre a carreta de piso fixo ou móvel. A empresa apresentou também o Tritrem Florestal 7500. Um implemento com tara reduzida.

Foto: Amanda Scandelari / MF


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Bruno A Bruno Industrial apresentou o picador Forest King. De acordo com Anderson Kaiser, diretor comercial da empresa, o picador produz cerca de 100 toneladas por hora e é autopropelido. “Somos especializados em mudança de granulometria, desde microchips, que estão tendo grande procura para substituir o bagaço nas usinas de cana-de-açúcar, e também cavacos especiais para a queima em caldeiras convencionais, para fazer carvão”, afirmou. Anderson também destacou que a máquina é fabricada no Brasil, o que reduz os prazos de entrega e possibilitam, que em algum casos, o cliente tenha o picador de imediato.

Fezer A Fezer lançou o Rodochipper 10100, um equipamento com rotor com 1000 mm de diâmetro para madeira dura. Gustavo Renê Mostiack, diretor da empresa, explicou que um diferencial desse equipamento, que tem capacidade produtiva de 50 toneladas por hora, é o chassi rodoviário. “Por já estar preparado, a mudança de ambiente do picador é


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rápida, o que interfere é apenas o tempo de deslocamento.” Outro ponto que ele salientou, foi a hélice reversível presente no radiador para fazer a limpeza do mesmo. “O problema de queda de cavaco também foi solucionado nessa máquina. Com um estudo da equipe de engenharia e conversas com clientes, conseguimos desenvolver a saída e a coleta do cavaco de forma diferente para que nada se perca”, destacou.

Foto: Amanda Scandelari / MF

Vermeer A Vermeer Brasil levou para a feira Três Lagoas Florestal suas principais soluções que atendem os segmentos: florestal, manejo de árvore e de reciclagem de resíduos de madeira, o que inclui o Picador florestal WC2300, Triturador horizontal HG6000TX, Picador de galhos BC1000XL, além da Minivaletadeira RTX250. O WC2300 processa materiais de até 58 cm de diâmetro por intermédio de um rotor


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de corte de alta velocidade e uma embreagem a disco. O sistema de alimentação tem mesa de 3 m de comprimento. O Triturador horizontal autopropelido HG6000TX é um equipamento móvel para as operações de reciclagem de resíduos de madeiras. Diferente dos modelos rebocáveis, que necessitam de equipamentos auxiliares como tratores, o HG6000TX permite ao operador autonomia de movimentação ao redor do campo de trabalho. O BC1000XL possui tanque de combustível com capacidade para 94,6 litros. O sistema de controle SmartFeed® monitora o desempenho do motor e reverte automaticamente o rolo de alimentação quando necessário. Com boca de alimentação de 30 cm de altura, o equipamento é capaz de picar galhos retorcidos e copas de árvores inteiras, sem a necessidade de cortá-las previamente. A minivaletadeira RTX250 é um equipamento compacto, com esteiras, e direcionado para a construção de infraestrutura em obras de irrigação. A máquina é indicada para substituir as retroescavadeiras, adotadas para esse tipo de serviço no Brasil.


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CBI A maior novidade da CBI já foi anunciada em abril, a venda da empresa para a Terex Corporation dos Estados Unidos. Björn Rasmusson, diretor geral da CBI do Brasil, acredita que essa venda será muito produtiva para o mercado brasileiro. “A negociação será benéfica e irá fortalecer a empresa aqui no Brasil. Atualmente, não conseguimos colocar nossas máquinas à disposição do mercado com rapidez. O cliente precisava fazer o pedido e esperar até cinco meses para receber a máquina. Isso não funciona no Brasil, a maioria do mercado quer a máquina à pronta entrega. Agora nós teremos a opção de fazer essa entrega imediata”, declarou.

Hidramav A Hidramav é especializada em mangueiras hidráulicas, montadas com componentes produzidos com tecnologia da marca italiana Intertraco, e vedações hidráulicas e pneumáticas. Em Três Lagoas, a empresa expôs as mangueiras 4ST com espirais para baixa, média, alta e super alta pressão obedecendo as normas internacionais SAE e DIN. Além das capas e os terminais hidráulicos prensáveis para as mangueiras hidráulicas.

Entre as empresas que tem como área de atuação o combate às pragas, algumas novidades interessantes foram apresentadas ao mercado. Produtos, dosadores e até programas e aplicativos para melhorar a produtividade foram destacados.

Mirex Focado no plantio de eucalipto, a Mariex-S apresentou um programa que capitaliza os recursos que podem ser envolvidos no sucesso do manejo da iscas formicidas. “O Result é um programa que busca gerenciar os resultados principais e objetivos que cada cliente tem. Ele trabalha de forma customizada nos programas e serviços para que se capitalizem os melhores resultados e a melhor eficiência que se pode ter dentro das exigências e necessidades de cada cliente”, explicou Augusto Tarozzo, gerente comercial e marke-


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ting da Mirex. Outra novidade que a empresa lançou foi o Attaquímetro, uma régua dosadora que envolve a dosificação para formigueiros que não são visíveis, formigueiros grandes subterrâneos. Essa régua determina, por meio do tamanho do carreiro, a quantidade de isca que deve ser jogada para esse formigueiro em específico.

Dinagro Além de estreitar relacionamentos e encontrar os clientes, a Dinagro lançou um aplicativo para smartphone. “Ele faz o monitoramento e acompanhamento de formigas. Também tem uma função que identifica espécies de formigas. Para isto, basta tirar uma foto que o programa faz a identificação”, destacou Mauricio Romano, diretor comercial da empresa. Por enquanto, o aplicativo está disponível apenas para o sistema Android.

Foto: Divulgação


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Syngenta A empresa, que já trabalha no mercado agrícola, teve como objetivo o lançamento de produtos voltados para o segmento florestal, como o Touchdown. Um herbicida voltado para as florestas de eucalipto, controlando plantas daninhas, tanto anuais quanto perenes. A fórmula é à base de sal de glifosato potássico. Outro produto apresentado pela empresa é o Priori Xtra, fungicida composto por azoxistrobina e ciproconazol. Azoxistrobina é um componente que inibe o transporte de elétrons na respiração do fungo. Ele afeta o processo de geração de energia nas mitocôndrias, resultando na morte das células. Já o ciproconazol inibe a biossíntese do ergosterol, lipídio da membrana plasmática do fungo, que exerce importante papel na integridade e manutenção da função da membrana celular dos fungos.

Basf A Basf apresentou o Comet, um fungicida para eucalipto que atua como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo a formação de ATP, essencial para a sobrevivência do fungo. O produto atua também na inibição da germinação dos esporos, no desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos. De acordo com a empresa, o Comet proporciona maior atividade metabólica da planta, potencializando a enzima nitrato redutase e reduzindo a queda prematura das folhas. Outro produto apresentado foi o Valeos, um herbicida que atua no controle das principais plantas daninhas das folhas largas. Segundo a Basf, o produto inibe a produção de PPO, um componente fundamental para a síntese da clorofila, o que destrói as membranas celulares da planta daninha e ocasiona sua morte.

FMC A FMC, mostrou na feira um novo manejo para implantação e manutenção em floresta, com os herbicidas e inseticidas. “Estamos mostrando um manejo, que chamamos de floresta no limpo, com herbicida solar associado a outros produtos”, contou Gustavo


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Canato, gerente de marketing florestas FMC, que explicou os benefícios das tecnologias: “A Linha Floresta FMC é composta por soluções utilizadas durante o manejo da cultura. Destacamos o herbicida Solara 500 (pré-emergente, pré-plantio de amplo espectro que promove excelente residual); complementando a linha de herbicidas temos o Savana (aplicado em pré-plantio, para controle de folhas estreitas e folhas largas), para dessecação temos Spotlight (aplicado em pós-emergência das invasoras) auxiliando o Preciso (glifosato WG) no controle de folhas largas, potencializando a dessecação. O inseticida Warrant 700 WG (para imersão de mudas) indicado para controle de pragas e o inseticida biológico Dipel que controla lagartas, principalmente a Lagarta parda do eucalipto”, revelou.

Unibrás – Atta Mex-s Em junho a Unibrás completou 43 anos e, de acordo com Felipe Alves, do departamento de marketing da empresa, objetivo em Três Lagoas foi fazer o contato direto com as indústrias, tanto os produtores pequenos quanto grandes. “Às vezes o pequeno produtor precisa de pouca quantidade e nós conseguimos oferecer isso por vender direto da fábrica”, explicou Felipe.

Apoiotec A empresa levou para a feira soluções completas para manejo de ervas daninhas, com herbicidas, tecnologias de aplicação, peças e acessórios, consultoria e treinamento de equipe. “Nossa novidade foi o pulverizador com barra pendular, para fazer aplicação em área total”, destacou Rudolf Woch, diretor da Apoiotec. Esse produto tem sistema de estabilidade de altura da pulverização, reservatório de 600L, faixa de aplicação de 9 a 12 metros, regulagem de altura e levante das barras manual ou hidráulico com acionamento elétrico, bomba acoplada na TDP ou motor hidráulico, com opção de injetor proporcional na linha de aplicação. Além do pulverizador, a empresa também apresentou o misturador e incorporador de


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defensivo. Rudolf explica que no geral as pessoas quando vão para o campo fazer aplicação ficam preocupadas se o bico está na vasão certa, se o espaçamento e a velocidade estão adequados, mas na hora de preparar a mistura não se preocupam com o produto que resta no tanque. “Pensando nisso, desenvolvemos um misturador com fluxômetro de carga digital com precisão na concentração de calda e um incorporador com capacidade de 20 litros, o que auxilia a preparar uma calda homogênea”, salienta.

Foto: Amanda Scandelari / MF

Guarany A pulverização florestal e o combate a incêndios foram os destaques da Guarany. O pulverizador costal com capacidade de 12 litros tem filtragem progressiva, filtros de metal e cobre, mangueira com trama de ar reforçada, correias com material reforçado e almofadado para proporcionar maior ergonomia e descarga com válvula de cobre. O outro equipamento é um kit para combate a incêndios. “Estamos expondo um kit com tanque rígido, que já vem acoplado um carretel. Esse conjunto tem um abastecedor


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rápido, que permite o autoabastecimento do tanque com a mesma bomba que você faz a descarga de água no fogo. Ele é equipado com mangueira de 7 m e pode ser instalados em qualquer tipo de picape, pois tem duas versões, uma de 400 e outra de 600L. É um kit para a chegada rápida e o primeiro combate, kit pronta resposta”, contou Cândido Simões, engenheiro florestal e gerente da divisão de proteção contra incêndios da Guarany.

Foto: Amanda Scandelari / MF

Argus A Argus está entrando no mercado florestal com o equipamento de proteção para os veículos off road. De acordo com José Assunção, presidente da empresa, grande parte dos incêndios em florestas acontece por causa das ignições das máquinas. “A partir desta informação fizemos um kit com acionamento automático que é instalado nas máquinas.


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Ele é composto por um sistema de detecção e supressão automático, concebido para reconhecer e extinguir o incêndio no início, antes que o mesmo atinja maiores proporções.” Assunção explica que quando o sistema percebe que a temperatura está elevada, o painel de controle recebe essa informação e dispara automaticamente o extintor para que haja a extinção do fogo. O kit é certificado, desenvolvido e concebido a partir das normas internacionais, a NFPA 17. Completando o ciclo da cadeia produtiva da madeira, empresas de serraria também marcaram presença, na capital mundial da celulose. Entre elas, a Mill Indústrias e a Wood-Mizer

Mill Indústrias A Mill Indústrias teve como objetivo principal mostrar para o produtor as vantagens da verticalização da linha florestal. De acordo com Bem Hur José Taborda, representante comercial da Mill, industrializar a matéria-prima melhora os resultados da floresta. “Indicamos que o produtor monte uma fábrica e produza biomassa e madeira serrada.” Ele explicou que a Mill Indústrias oferece serviços personalizados, isso porque cada cliente tem uma necessidade. “Temos que conversar e ver as especificações do trabalho para, então, sugerirmos a melhor solução”, esclareceu.

Wood-Mizer A Wood-Mizer é uma empresa que comercializa serrarias móveis e estacionárias, afiadores, lâminas e similares do pequeno ao grande produtor. A sua especialidade é planejar a serraria de acordo com a necessidade do cliente. Durante a Três Lagoas Florestal, ela mostrou para os visitantes as opções para industrializar o processo. A organização do evento confirmou a próxima edição da Feira da Cadeia Produtiva da Indústria de Base Florestal Sustentável da Região de Três Lagoas (MS), ela acontecerá em 2017 com uma novidade, a horário da feira. Em 2015, a feira começava às 14h e terminava às 22h, mas na próxima começará às 9h e terminará às 18h.


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NOTAS LIGNA

A Imponência Alemã Qualquer profissional florestal, acostumado a visitar grande feiras do setor, no Brasil ou em outros países, se surpreende com a magnitude da Ligna, feira realizada em Hannover (Alemanha) a cada dois anos. Na edição 2015, realizada entre os dias 11 e 15 de maio, a equipe da Revista B.Forest acompanhou as novidades apresentadas para o setor florestal. Por: Giovana Massetto


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Foto: Divulgação / Ligna


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ais de 96.000 visitantes caminharam pelos 11 pavilhões da Ligna e tiveram acesso às soluções, tecnologias e inovações apresentadas por 1.567 expositores, em aproximadamente 120 mil metros quadrados. No centro nervoso

do complexo da Deutsche Messe, as tecnologias disponíveis para as operações flores-

tais abrilhantavam o evento. Nesta área, estavam disponíveis os lançamentos da Ponsse, John Deere, Palfinger, Stihl, Doppstadt, Sennebogen, CBI, Serra, Combilift, entre outras.

A Ponsse apresentou o lançamento, que está chegando ao mercado florestal brasileiro, o Havester Scorpion. A nova máquina tem foco o operador. Este diferencial permite mais eficiência e produtividade nas operações de colheita graças a maior visibilidade, estabilidade e posicionamento da cabine. O posicionamento da grua também permite um trabalho mais preciso e seguro.

O diretor de marketing da Ponsse Latin America, Fernando Campos com o Harvester Scorpion Foto: Divulgação


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O ForestSight™, sistema de monitoramento remoto de máquinas foi o grande destaque da John Deere. O software, foi desenvolvido para produtores que desejam manter as máquinas operando por mais tempo e com maior produtividade. O sistema, ainda não disponível ao mercado brasileiro, é composto por um pacote formado por: JDLink (dá acesso remoto a localização e utilização da frota gerando dados de diagnóstico), Machine Health Prognostics (realiza a inspeção da máquina e análise de dados fluido) e Remote Diagnostics and Programming (com apoio do dealer, o sistema ajuda a reduzir o tempo de inatividade, lendo códigos de diagnóstico à distância, bem como gravando o desempenho da máquina). Também estavam em exposição HV 1270 E.

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A apresentação das máquinas das duas empresas confirma a tendência dos Harvesters de oito rodas, que ajudam a minimizar os impactos causados no solo, graças a distribuição do peso da máquina em uma maior superfície. Esta característica gera menor desgaste nas trilhas, erosão e compactação do solo. A empresa irlandesa Combilift, chamou atenção com exposição do Combilift-SC, um movimentador de cargas. A solução desenvolvida inicialmente para manuseio de containers mostrou que também pode ser utilizada pela indústria madeireira, habitação modular e construção. O modelo tem capacidade de carga superior a 50 toneladas.

Foto: Divulgação


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Quem visitou a área externa também teve acesso as serrarias móveis e processadoras de lenha, amplamente utilizadas na Europa, que aos poucos chegam no Brasil com as tecnologias apresentadas pela Serra, Wood-Mizer, Tajfun.

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Competições A Sithl animou a área externa dos pavilhões com as clássicas disputas da Stihl Timbersports, onde competidores corriam contra o relógio para desempenhar atividades como serrar toras sozinhos ou em dupla e até mesmo talhar toras utilizando os clássicos machados.

Foto: Divulgação

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Aconteceu também a 11th Lower Saxony Crane Driving Championships, uma competição que envolve a operação de Harvesters e Forwarders por homens e mulheres. O objetivo principal é simples: movimentar e empilhar toras no menor tempo possível.

Foto: Divulgação


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Pela primeira vez na Ligna, o Wood Industry Summit, proporcionou o diálogo e a apresentação dos mercados emergentes para os fornecedores de tecnologias florestais e de transformação primária da madeira. Sua realização teve o suporte direto da KWF (German Forestry Council), Conselho alemão que reuniu delegações da Ucrânia, Rússia, China e Brasil. Os grupos encontraram no evento uma oportunidade para trocar informações sobre o mercado e prospectar negócios. “Nesta edição da Ligna, com o suporte da Wood Industry Summit, conseguimos mostrar a importância do setor florestal como primeiro processo madeireiro”, afirmou a Professora Doutora, Ute Seeling, diretora da KWF. A KWF, apresentou tembém em seu estande, localizado na área florestal da feira, os seus programas de treinamentos, as últimas tecnologias florestais e divulgou a próxima edição da KWF-Tagung, que será realizada entre os dias 09 e 12 de junho de 2016, na Bavária.

A comitiva brasileira foi a segunda maior da Wood Industry Summit Foto: Divulgação


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Curiosidade O ponto alto para os visitantes da Ligna, que buscavam por tecnologia para beneficiamento da madeira, foi encontrado no estande da Homag. Quem passou por lá, se deparou um o Titan, um robô que apresentava o conceito integrado de produção de móveis, uma tendência para o mercado.

Ligna 2017 Quem desejar visitar a próxima edição da Ligna, já pode se programar. Ela acontecerá de 22 a 26 de maio de 2017, em Hannover.

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Análise Mercadológica A partir de uma demanda dos nossos leitores sobre informações do mercado de madeira no Brasil, a Revista B.Forest buscou uma parceria com a STCP, para trazer, mensamente, informações atualizadas sobre o cenário macroeconômico e sua influência no setor florestal. Confira! Por: STCP

Foto: Divulgação


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MERCADO

Indicadores Macroeconômicos Perspectivas Econômicas: A perspectiva para a economia brasileira em 2015 indica retração do PIB em cerca de -1,35%, enquanto a taxa de crescimento média global esperada é de +3,5%, conforme estimado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Analistas do mercado prevêem, para o final de 2015, a taxa de juros (Selic) próxima de 14,0%, a taxa de câmbio ao redor de BRL 3,20/USD e a inflação entre 8,5-9,0% ao ano. • Inflação: O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu +0,74% em maio, o que acumulou +5,34% nos cinco primeiros meses do ano e +8,47% em 12 meses. Acima do limite superior de 6,5% fixado como meta de inflação pelo BCB (Banco Central do Brasil). A taxa observada em maio é a maior taxa para o mês desde 2008. A estimativa de instituições financeiras para a inflação de 2015 subiu de 8,46% para 8,79%, a qual, se confirmada, atingirá o maior patamar desde 2003 (9,3%). No entanto, a expectativa oficial do governo para a inflação deste ano está em 8,26%. A alta do dólar e dos preços administrados (como telefone, água, energia elétrica, combustíveis e ônibus, etc.), além dos alimentos, tem impulsionado os preços em 2015. Adicionalmente a inflação de serviços, elevada pelos ganhos reais de salários, continua alta. • Taxa de Juros: Em meados de junho/2015, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) aumentou pela sexta vez consecutiva a taxa básica de juros (Selic). Mais uma vez, o aumento foi de 0,5 ponto percentual, totalizando 13,75% ao ano, a taxa mais alta desde dezembro de 2008. Um novo aumento é esperado em 2015, dada a estratégia de política monetária adotada pelo Banco Central para controle inflacionário. • Taxa de Câmbio: A taxa de câmbio fechou em BRL 3,01/USD, em abril, e BRL 3,18/USD, em maio. Desde janeiro de 2015, quando a taxa iniciou o ano com BRL 2,69/ USD, o aumento acumulado até maio foi de 18%. Esse comportamento reflete a escalada da taxa e a desvalorização da moeda brasileira desde o ano passado, causada entre outros pela crise econômica enfrentada pelo país. Em maio, a paridade cambial foi afetada principalmente pela divulgação do relatório de balanço da Petrobras, o qual apontou perda de BRL 6 bilhões em 2014, além de relato da melhoria da economia dos EUA.


MERCADO

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Índice de preços de madeira em tora no Brasil Índice de Preço Nominal de Toras de Eucalipto e Pinus no Brasil (Base Abr/14 = 100) Tora de eucalipto:

Tora de Pinus:

Nota de Sortimentos de Tora: Energia: < 8 cm; Celulose: 8-15 cm; Serraria: 15-25 cm; Laminação: 25-35 cm; e Laminação Especial: > 35 cm. Preços de madeira em tora R$/m³ em pé. Fonte: Banco de Dados STCP e Banco Central do Brasil (IPCA).


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MERCADO

Índice Real de Toras de Eucalipto e Pinus no Brasil (Base Abr/14 = 100) Tora de eucalipto:

Tora de Pinus:

Nota de Sortimentos de Tora: Energia: < 8 cm; Celulose: 8-15 cm; Serraria: 16-25 cm; Laminação: 25-35 cm; e Laminação Especial: > 35 cm. Preços de madeira em tora R$/m³ em pé. Fonte: Banco de Dados STCP (atualização bimestral).


MERCADO

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Comentários - Tora de Eucalipto A variação dos preços médios da tora de eucalipto (Brasil) apresentou aumento nominal, nos últimos 12 meses, para todos os sortimentos. Porém, em termos reais, apenas os preços de toras para energia (biomassa) e laminação apresentaram crescimento real. O aumento de preços da tora para energia está relacionado à competição pelo uso por diferentes segmentos, em algumas regiões, embora se observe uma sobre oferta deste tipo de madeira por conta da retração de mercado em regiões tradicionais produtoras de madeira para energia. O aumento dos preço para toras de laminação é devido à escassez deste sortimento no mercado, devido à área reduzida com plantios com rotação mais longa e a retomada das exportações de lâminas e móveis. As toras finas de eucalipto destinadas a processo/celulose mantiveram seus preços nominais estáveis, com tendência de leve queda nos preços reais. A produção de celulose de fibra curta (proveniente de eucalipto) subiu 5,3% em março, em relação a fevereiro, de acordo com o IBÁ (Indústria Brasileira de Árvores). Em abril, houve queda de 2,6% na produção total de celulose (inclui fibra curta, fibra longa e pasta de alto rendimento), totalizando 1,3 milhão ton. Em média, 85% da produção total correspondem à celulose de fibra curta (cerca de 1,1 milhão ton). A redução na produção de celulose afetou a demanda por tora de processo, o que, de certa forma, refletiu na oscilação de preços observada no período. Os preços médios nominais de toras para serraria também apresentaram tendência de aumento, embora em termos reais observa-se tendência inversa. A demanda por toras grossas, principalmente para diâmetro acima de 25 cm, está em alta. Devido à escassez deste sortimento no mercado, observa-se pressão para aumento de preços, embora muitas empresas não tenham conseguido efetuar o repasse dos custos de mão de obra, combustível e energia elétrica. Adicionalmente, a desaceleração da construção civil no último ano e a redução do crédito tem tornado a situação mais restritiva.


B. FOREST 100 MERCADO

Comentários - Tora de Pinus Com relação à tora de pinus, observa-se aumento nos preços nominais para todas as classes de sortimentos, nos últimos 12 meses. Por outro lado, em termos reais observa-se que não houve recuperação do índice de inflação no período para as toras de celulose/processo. Os preços reais para este sortimento têm apresentado quedas gradativas. Essa tendência de queda nos preços deve-se principalmente à sobre oferta de toras finas (8-15 cm) por parte de algumas empresas fornecedoras deste sortimento na região Sul do país. Todavia, as empresas de painéis estão direcionando gradativamente suas vendas para o mercado externo. Como parte da madeira de processo é utilizada por este segmento, existe a perspectiva de leve aumento na demanda pelo mesmo, com possível pressão sobre os preços. Os valores médios de tora grossa de pinus (sortimentos de serraria, laminação e laminação especial) apresentam tendência de alta nos preços nominais e também de recuperação nos preços em termos reais. A demanda por maiores sortimentos segue em alta, o que repercute nos preços do produto. Tal fato deve-se à oferta relativamente reduzida desta matéria-prima no mercado nacional (principalmente sortimentos acima de > 35 cm de diâmetro). Além disso, a valorização acentuada do Dólar Americano no mercado brasileiro, nos últimos meses, tem favorecido a exportação de madeira serrada e compensado. Isto tem refletido em aumento na procura por matéria-prima (madeira em tora) para a produção de tais produtos destinados ao mercado externo nos últimos meses.


NOTAS 101 B. FOREST

ESEMPENHO D E Z E T S U B O R MAIS LA PARA DAR AQUE O D U Ç ÃO R P A U S A N A Ç R FO

FELLER 870C

iras e apontados s à condições brasile Totalmente adaptado os equipamentos o segmento florestal, ra pa es çõ op res lho el. como as me r exclusivo - A Tracb eis em seu revendedo nív po dis o tã es at erc Tig ra um consultor e descub Fale hoje mesmo com pr a la su odução. entos podem fazer pe o que esses equipam

R AC B E L T A N É T A C R E IG T


B. FOREST 102 NOTAS

Komatsu S172 - operações de derrubada exigentes Projetado para árvores de grande diâ- é equipado com acoplamentos ORFS. metro, o cabeçote Komatsu S172 realiza

Opções e recursos de personalização

desgalhamento com três facas contro-

abrangem desde medição, rolos de ali-

ladas hidraulicamente e uma quarta faca

mentação e unidades de serra, até mar-

móvel vertical. Ele contém o sistema o

cação colorida e tratamento de toco. O

Flex Friction Control (controle flexível de Komatsu S172 é projetado para o maior fricção), o que significa que a posição dos

Harvester da empresa, o Komatsu 951, e

galhos no caminho de alimentação é re-

é o cabeçote mais pesado que pode ser

gulada por um sensor na faca vertical. O

entregue junto com uma grua de 10 me-

resultado é baixo atrito, sem sacrifício da

tros. O peso do cabeçote é de no mínimo

qualidade do desgalhamento.

1.675 kg.

O sistema de alimentação é baseado em dois rolos potentes que podem lidar com árvores realmente grandes. O cabeçote fornece força de alimentação alta devido ao projeto especial do motor. Quando é necessária grande força para alimentar a árvore, o motor reduz a velocidade de forma a proporcionar mais torque. Da mesma forma, se menos potência é requerida para a alimentação, o motor acelera. Para minimizar o tempo de inatividade, o S172 é equipado com roteamento de mangueiras protegido. E para minimizar o vazamento de óleo hidráulico o cabeçote

Foto: Divulgação / Komatsu


NOTAS 103 B. FOREST

Setor sem crise De janeiro a abril deste ano, a receita de exportação do setor de árvores plantadas totalizou US$ 2,42 bilhões, registrando crescimento de 1,8% em relação ao mesmo período de 2014. Também nos quatro primeiros meses de 2015, o setor registrou saldo positivo de US$ 2,03 bilhões, na balança comercial setorial, ou seja, um aumento de 14% em relação ao primeiro quadrimestre de 2014. Os segmentos que se destacaram foram celulose, papel e painéis de madeira. Celulose – Entre janeiro e abril de 2015, a produção de celulose totalizou 5,42 milhões de toneladas, alta de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume exportado registrou crescimento de 12,7% na comparação com 2014, totalizando 3,66 milhões de toneladas. Papel – Nos quatro meses de 2015, as exportações de papel atingiram 639 mil toneladas, ante 642 mil toneladas no mesmo período do ano passado. A produção se manteve praticamente estável de janeiro a abril de 2015 e atingiu 3,4 milhões de toneladas. Painéis de madeira – As exportações de painéis de madeira praticamente dobraram no primeiro quadrimestre deste ano, totalizando 170 mil metros³, o que representa alta de 97,7% na comparação com o acumulado desse período em 2014.

Previsão antecipada O Estado de Mato Grosso do Sul vai atingir à marca de um milhão de hectares plantados até o fim de 2017. É o que garantiu o presidente da Reflore – MS (Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas), Moacir Reis. De acordo com ele, essa meta estava prevista, inicialmente, para 2020. No entanto, a demanda por florestas plantadas aumentou e houve uma aceleração deste plantio devido ao anúncio da duplicação da Eldorado Brasil e Fibria, cujos investimentos somam quase R$ 16 bilhões, além da construção de uma fábrica de MDF, no município de Água Clara e de uma terceira fábrica em Ribas do Rio Pardo. “Na pior das hipóteses, chegaremos a esta área em 2018, mas, sem dúvida, antes de 2020”, acrescentou Reis.


B. FOREST 104 NOTAS

Eldorado Brasil dá início a construção da nova fábrica de celulose A Eldorado Brasil lançou, no dia 15 de junho, a pedra fundamental da construção de sua nova linha de produção de celulose em Três Lagoas (MS). A empresa terá a maior linha de produção de celulose do mundo, com capacidade nominal para mais de dois milhões de toneladas de celulose por ano. Com as duas linhas em operação, a Eldorado será capaz de fabricar até 4 milhões de toneladas de celulose por ano. “Com o início das obras da nova linha, a Eldorado dá um passo fundamental para ser uma das líderes do setor de celulose do mundo, com competitividade e sustentabilidade em todas as etapas do processo”, afirma José Carlos Grubisich, presidente da companhia. A construção da nova linha de produção exige um investimento industrial estimado em R$ 8 bilhões, sendo 30% proveniente de capital próprio e 70% de linhas de crédito de longo prazo compatíveis com a estrutura do projeto. O processo de estruturação de capital já está bem avançado e tem previsão de conclusão ao longo do segundo semestre de 2015. Além da Eldorado, a Fibria também anunciou uma expansão em seus negócios e no início de junto, os deputados federais pertencentes à Frente Parlamentar de Silvicultura, Newton Cardoso Junior, Carlos Marun e Mauro Pereira, anunciaram que uma terceira fábrica de celulose se instalará no Mato Grosso do Sul. Nada está claramente confirmado, mas, por enquanto, o município de Ribas do Rio Pardo é o mais cotado para receber esta terceira fábrica.

Foto: Divulgação


NOTAS 105 B. FOREST

Lei que agiliza vistoria de manejo florestal é sancionada A Lei Complementar Nº 567, que agiliza as vistorias para a liberação do plano de manejo florestal para os empresários do setor madeireiro de Mato Grosso, foi publicada no Diário Oficial. Com a publicação da nova lei, as vistorias prévias não serão mais necessárias para a liberação do plano de manejo, o que irá acelerar ao processo. A notícia da publicação foi anunciada na metade de junho em reunião realizada entre representantes do setor madeireiro, o governador Pedro Taques e a secretária de Meio Ambiente, Ana Luiza Peterlini. A medida é uma resposta a um pedido feito pelo setor madeireiro ao governador para que houvesse mais agilidade no processo de manejo florestal e o apoio do governo de Mato Grosso para o desenvolvimento da atividade de forma sustentável. Foram liberados pela Sema (Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) 43 projetos de manejo florestal este ano, mas, segundo o Cipem (Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso), estão protocolados 586 projetos na secretaria.

Foto: Divulgação


B. FOREST 106 FOTOS NOTAS


Vテ好EOS 107 B. FOREST


B. FOREST 108 Vテ好EOS


B. FOREST 110 AGENDA 2015

JUL

06

JULHO 4th International Conference on Forests and Water in a Changing Environment Quando: 06 a 09 de Julho de 2015 Onde: Kelowna (Canadá). Informações: www.forestandwater2015.com

2015

AGO

20

AGOSTO 4° Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Custos Florestais Quando: 20 e 21 de Agosto de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

SET

07

SETEMBRO XIV Congresso Florestal Mundial Quando: 07 a 11 de Setembro de 2015 Onde: Durban (África do Sul). Informações: www.fao.org/forestry/wfc

2015

OUT

04

OUTUBRO 48th International Symposium on Forestry Mechanization Quando: 04 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Linz (Áustria). Informações: www.formec.org

2015

OUT

OUTUBRO Austrofoma

06

Quando: 06 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Hochficht (Áustria). Informações: www.austrofoma.at


AGENDA

111 B. FOREST

2015

OUT

06 2015

OUT

22

OUTUBRO V Congresso Florestal Paranaense Quando: 06 a 08 de Outubro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.apreflorestas.com.br

OUTUBRO 5° Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Gestão de Manutenção de Máquinas Florestais Quando: 22 e 23 de Outubro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br

2015

NOV

NOVEMBRO Expocorma 2015

06 2015

NOV

19

Quando: 06 a 08 de Novembro de 2015 Onde: Concepción (Chile). Informações: www.expocorma.cl

NOVEMBRO 3º Curso de Aperfeiçoamento Técnico em Silvicultura de Florestas Plantadas Quando: 19 e 20 de Novembro de 2015 Onde: Curitiba (PR). Informações: www.malinovski.com.br


B. FOREST 112 AGENDA

B.Forest - A Revista Eletrônica do Setor Florestal - Edição 09 Ano 02 n° 06 2015  

Desenvolvimento Florestal: tecnologia e segurança tem tornado o Brasil mais competitivo.

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