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Ano 10 - Nº 54 – 2009

Balanço do setor Executivos das mais importantes empresas do setor analisam 2008 e contam o que esperam deste ano

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Informática

Dossiê - Pranchas

Eficiência e sustentabilidade nas poderosas máquinas de 2009

Conheça 20 marcas do produto que balança os cabelos da mulher

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sumário Editorial

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Balanço do setor - Indústria Alcateia AOC Arno AudioVision Brasfilter Britania/Philco BSH Cadence Colormaq Dartbag Electrolux Esmaltec Falmec Fioreta Fischer

37 38 39 40 41 42 44 45 46 47 48 50 52 53 54

Ga.Ma 55 Imeltron 56 Johnson Controls 60 Latina 61 LenoxxSound 62 LG 66 Libell 68 M.Cassab 70 Mabe 72 Mallory 78 Master Flash 79 Maxprint 80 Mondial 81 Mueller 82 NKS 83

Opeco Positivo Prince Bike Rocket PC Saeco Singer Sony Springer Carrier Suggar Sunsix T. Tanaka Vetti Wahl Wanke Whirlpool

84 86 88 89 90 91 92 93 94 96 97 96 99 100 102

Salfer Volpato

106 107

matéria de capa 36

Balanço do setor - Varejo Berlanda

104

Lojas Cem

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Balanço do setor - Serviços Bematech

108

GfK

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MicroUniverso

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Balanço do setor - Entidades Abinee

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Abrasa

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Fecomercio Suframa

116 118

Balanço do setor - Componentes Ametek Daneva

125 126

Embraco MS Ambrogio

127 128

Pries Sabaf

129 130

Inside

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Vitrine

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Dossiê - Pranchas

28 Conheça 20 marcas do produto que balança os cabelos da mulher

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A análise de 2008 e as expectativas para este ano, na opinião dos executivos das mais importantes empresas

Matéria especial Informática 20 Inovação, eficiência e sustentabilidade caracterizam as máquinas de 2009 Feiras

Eletrolar Show Hong Kong Fair CES 2009 Empresas

HP DeLonghi

77 83 120 115 124

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a revista de negócios do setor eletroeletrônico

editorial M

ais uma vez, Eletrolar News traz, na primeira edição do ano, o balanço de 2008 e as expectativas para 2009, na visão dos executivos das mais importantes empresas. Em 2008, tudo correu bem até outubro. A estabilidade da economia, o aumento da renda e o crédito fácil contribuíram para a expansão do mercado interno, mas o ciclo progressista foi atingido pela crise financeira internacional. O Brasil, segundo nossos entrevistados, pode ressentir-se menos do que outros países, mas ainda precisa de medidas de impacto, como a reforma tributária e a redução dos gastos do governo. Se a hora é de cautela, é também de oportunidades, razão pela qual estratégias adequadas, busca de alternativas e aumento de produtividade ocuparão as agendas dos empresários neste ano. Nesta edição, o leitor também acompanha uma matéria sobre as novidades da informática para 2009, ano em que o foco deverá voltar-se para os produtos multimídia, para a portabilidade e a sustentabilidade. Em uma só palavra, para a inovação. O setor pode enfrentar alguns desafios, devido à volatilidade do câmbio e às dificuldades para a concessão do crédito, mas a expectativa é de crescimento, talvez não tão intenso quanto o do ano passado. Uma coisa é certa: criatividade e trabalho superam qualquer crise. Esta é a hora de cada um de nós mostrar o trabalho que faz. Acredito que 2009 será um ano de bons negócios, tanto que, já em junho, será realizada a 4ª Eletrolar Show, a única feira de negócios do nosso segmento, que reúne a indústria e o varejo e apresenta, na época apropriada, as novidades das linhas branca e marrom, da informática, dos portáteis, da telefonia, de serviços e brinquedos. Boa leitura. Carlos Clur

expediente Ano 10 - Nº 54 Diretor Executivo - Carlos Clur Diretor - Mariano Botindari Editora Chefe - Leda Cavalcanti (Jorn. resp. – MTb. 10.567) Chefe de Redação - Isabele Japiassu Revisor - Ruy Azevedo Colaboradores - Cássio Lacerda - Eliana Pace Maria Eugênia Sá (fotogafia) Direção de Arte - Mariela Ponce Assistente de Arte - Leandro Ferreira - Marcelo Banlaky Marketing e Assinaturas - Regina Martins - Rafael Mendes Tatiana Lopes Publicidade - Nivaldo Salgado - Caio Campos Flavio Salgado - Ricardo Kühl Gerente Operacional - Marcus Ferrari Eletrolar News é uma publicação da C&C Comercial do Brasil Ltda. Av. Brigadeiro Faria Lima,1.690 cj. 142 CEP 01451-911 - São Paulo - SP Tels. ( ) - - Fax ( ) - www.editoracec.com.br info@editoracec.com.br Editora C&C - Argentina Montañeses 2961 - Piso 3 Of. B (C1429BLC) Ciudad Autónoma de Buenos Aires. Tel. (54 11) 5032-2920 www.editoracyc.com.ar info@editoracyc.com.ar Editora C&C - México Galileo No. 100 Colonia Polanco, México D.F. - C.P. 11560 Tels.    / /  Fax.    NEXTEL.     www.editoracyc.com mx-info@editoracyc.com.mx Eletrolar News é uma revista técnica dirigida ao setor de eletrodomésticos, eletroeletrônicos. As matérias, marcas, produtos, ilustrações e preços têm caráter exclusivo de informação e sua publicação não implica compromisso ou responsabilidade. Eletrolar News não recebe remuneração pelas informações que publica. Os editores não se responsabilizam pela opinião dos entrevistados, ou pelo conteúdo das matérias recebidas por meio da assessoria das empresas citadas. A reprodução total ou parcial das matérias só será permitida após prévia autorização da editora. Tiragem desta edição: 20.000 exemplares com circulação nacional Impressão: PROL Editora Gráfica - Fevereiro de 2009

www.editoracec.com.br - assinaturas@editoracec.com.br - criacao@editoracec.com.br - publicidade@editoracec.com.br - redacao@editoracec.com.br

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As máquinas de 2009

COMPUTERS TOTAL

Sales Units % 1 TRY + 1 YTD + 13 PER JAN08 - DEC08

JAN08 - DEC08

Desktop x Notebook

DEC07

66,9 66,9

JAN08

73,9 74,2

FEB08

MAR08

APR08

MAY08

66,6 68,2 68,4 68,2

JUN08

66

JUL08

AUG08

SEP08

OCT08

NOV08

DEC08

62,4 65,1 66,6 66,1 66,2 63,9

DESKTOP NOTEBOOK

A crise financeira internacional pode até afetar o segmento de informática, mas o lançamento de máquinas poderosas, principalmente notebooks, com telas maiores e alta resolução, fatalmente despertará o desejo do consumidor. O mercado ainda tem muito espaço para crescer.

31,8 31,8

24,9 24,8

31,6 30,1 29,7 29,6 30,7 32,3 33,5 33,3 35,6

37

34,3

© by GfK -RT, www.gfkrt.com

COMPUTERS TOTAL Sales Value % 1 TRY + 1 YTD + 13 PER JAN08 - DEC08

JAN08 - DEC08

Desktop x Notebook

DEC07

JAN08

FEB08

MAR08

APR08

MAY08

52,7

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53,5

53

JUN08

JUL08

AUG08

SEP08

OCT08

NOV08

DEC08

Leda Cavalcanti 51,3 51,3

O

mercado de computadores sofreu uma erosão de preços no ano passado. Estudos da GfK Retail and Technology Brasil revelam que, na comparação entre dezembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o preço médio de notebooks caiu cerca de 19%. Em desktops, a queda foi pouco menor, 11%. Em dezembro de 2008, as máquinas com preço de até R$ 1.499 corresponderam a 2/3 das unidades vendidas, enquanto no mesmo mês de 2007 representaram um pouco mais da metade do mercado. A participação dos equipamentos com processadores com velocidade entre 1,8 GHZ até 2,4 GHZ atingiu a quase metade das unidades vendidas em dezembro do ano passado. No mesmo período de 2007, valiam 22%. A capacidade da memória Ram também evoluiu: os aparelhos a partir de 1GB tornaram-se a maioria do mercado, representando 72% das unidades vendidas em dezembro de 2008 contra 1/3 no mesmo mês de 2007. Em unidades, a venda de desktops permaneceu mais alta do que a de notebooks em dezembro de 2008. Mas a participação dos notebooks no mercado, em valor, foi de 48,7% contra um menor número de unidades vendidas, apenas 34,3%. Para este ano, a tendência é de crescimento para os novos netbooks. Em dezembro de 2008, sua participação nas vendas totais de notebooks foi de aproximadamente 7%. “São produtos compactos, que possuem preço interessante, mas embora não disponham de capacidade de memória muito alta, ganham na portabilidade e no acesso à internet wireless. O netbook não é um substituto do desktop ou do notebook e sim uma alternativa para aqueles usuários de celulares, insatisfeitos com a tela pequena que utilizam para o envio de e-mails ou para navegar na web”, afirma Alex Ivanov, gerente de negócios da GfK e responsável pela área de computadores. TENDÊNCIAS O ano pode apresentar alguns desafios para o setor de informática, um dos que mais cresceu nos últimos tempos, devido às dificuldades para a concessão do crédito e à volatilidade do câmbio. Mas, mesmo assim, a inovação deve marcar 2009, pois quem não tem computador almeja comprar um e quem já está iniciado na tecnologia sempre quer avançar mais um passo.

57,2 56,7

47,7 46,8 49,5 50,4 49,8 50,2 49,8

DESKTOP NOTEBOOK

46

46

39,1

40

50,7 51,4 48,7 44,3 43,1 43,3 43,3 44,4 46,7 48,8 48,9

© by GfK -RT, www.gfkrt.com

“A tendência, em 2009, é valorizar e explorar cada vez mais o design, a inovação, a portabilidade e a sustentabilidade nos produtos. Temos pela frente um cenário em que o consumidor tende a valorizar cada centavo pelo produto que vai adquirir, portanto, é imprescindível que os recursos lhe sejam úteis e amigáveis. A simplicidade de operação também continuará sendo uma grande aposta”, diz César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática. “Os equipamentos vão seguir a linha que prima pela convergência”, informa Altair Silvestri, presidente da Intelbras. “O foco será em multimídia e nas telas maiores, com brilho diferente”, afirma Fernando Fraga, gerente de produto da LG.“Em 2009, as telas Full HD, formato 16 x9 (antes eram 16 x 10), que vem em conjunto com os drives de bluray, serão o destaque. O principal diferencial está na resolução”, acrescenta Gustavo Araújo, gerente de produto da linha Vaio, da Sony. “A tendência é de crescimento constante dos notebooks e dos desktops com telas grandes LCD, de 19”, 20” e 22”, diz André Cabral, diretor comercial e de marketing da Sunsix.“O ano será dos desktops, que serão mais vendidos do que os notebooks”, acredita Carlos Diniz, presidente da Amazon. Para Renato Lombardi, gerente de marketing da Kelow, inovação é a palavra de ordem.“As empresas que insistirem nos modelos básicos de desktops, apenas por questão de preço e volume, sofrerão com maior intensidade a queda de consumo e a instabilidade da moeda”. Na opinião de Ivan Lukasevicius, diretor da Microboard, ”a tendência é a de criar melhores condições de custo/benefício, adequando a necessidade ao perfil e ao bolso do consumidor”. Valeria Molina, diretora do grupo de computação pessoal para empresas da HP, afirma que “nosso grande foco será no conceito touch”.

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Lançamentos AMAZON PC A empresa, que atualmente fabrica 11 modelos de notebook e oito de desktop, faz um lançamento já neste primeiro trimestre. No fim de março, apresenta o notebook de 10”, cujo preço ficará na faixa de R$ 1.400.“O produto deve entrar forte no mercado, devido aos recursos que oferece”, destaca Carlos Diniz, presidente da empresa. Para abril, a Amazon PC promete um lançamento importante em termos de tecnologia: o monitor de LCD, com tela de 19”, white, que virá com computador integrado.“É uma grande novidade, que atende também o mercado corporativo”, explica Diniz, acrescentando que o preço do equipamento será muito razoável, em torno de R$ 1.600. Na opinião do executivo, o mercado de informática não deverá crescer em 2009 tanto quanto no ano passado, por causa do dólar. “Se não fosse a crise internacional, ele cresceria de 20% a 25% sobre 2008, mas acredito que ficaremos, no máximo, numa faixa de 5%”.

Carlos Diniz, presidente da Amazon PC.

HP O alvo da empresa é o uso cada vez maior da tecnologia touch. “A HP tem um software pré-instalado nos computadores com essa tecnologia, que permite o acesso simples a diversos recursos e aplicações. Faremos novos lançamentos de touch smart desktops e notebooks tablet touch smart. Entretenimento e banda larga móvel também são recursos que divulgaremos mais nas nossas plataformas”, informa Valeria Molina, diretora do grupo de computação pessoal para consumo.“Os clientes, em geral, solicitam soluções compactas, porém com grande poder de processamento e confiabilidade. Já percebemos, também, a preocupação com o consumo de energia”, acrescenta Nelson Scarpin, diretor do grupo de computação pessoal para empresas. Atenção especial será dada ao design. “Ele é um dos atributos que é levado em consideração no momento da compra. No segmento corporativo existem outros atrativos, como portabilidade, funcionalidade, qualidade, pacotes de softwares ou ferramentas de redução do TCO (custo total de propriedade), que proporcionam boa experiência de uso. Afinal, o processo de compra leva de dois a três meses, mas o cliente utiliza o equipamento por três ou até cinco anos”, explica Scarpin.

Valeria Molina e Nelson Scarpin, executivos da HP.

Os notebooks terão cores e acabamentos diferenciados. Em desktops, o destaque é o ultraslim, que entrega ao usuário a possibilidade de redução de espaço físico, sendo indicado para empresas de call center, laboratórios de escolas e universidades. Segundo Scarpin, “a HP oferece o mais completo porfólio de opções, que inclui smartphones, processadores Intel VPRO, placas gráficas nas workstations e novos mini notebooks. Investimos no desenvolvimento de novos produtos que poderão abrir segmentos antes não explorados”. De acordo com os executivos, não será ainda neste ano que os notebooks fica-

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rão na dianteira dos desktops.“No segmento doméstico, esperamos que ultrapassem os desktops no início de 2010”. Scarpin lembra que as empresas buscam ganho de produtividade e, sem dúvida, o notebook responde melhor a esse objetivo, pela conexão em qualquer hora e lugar. “Mas, se compararmos o Brasil com países do primeiro mundo, que detém taxas de penetração de notebooks em mais de 55% ou a alguns da América Latina, que chegam a mais de 30%, veremos que há grande oportunidade pela frente. Nossa taxa de penetração de notebooks beira os 20%.” INTELBRAS A empresa projeta, para este ano, o lançamento de produtos com sistema avançado de gerenciamento de rede e segurança, notebooks e netbooks com tecnologia de comunicação 3G embarcada e desktops com novo conceito e design.“O design é um dos pontos altos no planejamento dos produtos da Intelbras. Estamos desenvolvendo conceitos, mais modernos e funcionais, para os equipamentos”, explica Altair Silvestri, presidente da empresa.

“O mercado vai continuar apostando em notebooks, mas a superação demorará um pouco mais por contra da crise”. Altair Silvestri, presidente da Intelbras.

Em 2008, de acordo com o executivo, o mercado tinha a expectativa de que a venda de notebooks superasse a de desktops, mas a crise internacional comprometeu os números. “Estudos previam que o mercado de PCs aumentasse em 14% e o de notebooks chegasse a crescer 96%, no entanto, ficou difícil fechar o ano com números tão positivos. O mercado vai continuar apostando em notebooks, mas a superação demorará um pouco mais por contra da crise”. Em dezembro do ano passado, a Intelbras apresentou o Ideal Max com Core i7, com desempenho e poder de processamento superior, além de mais eficiência energética. Este ano, lançará notebooks e desktops com alta tecnologia, equipamentos de última geração, com desempenho que atenda ao consumidor mais exigente, explica o executivo. “Nossa qualidade e a preocupação com essa necessidade faz com que a empresa apresente produtos com configuração superior e ideais tanto para uso doméstico quanto profissional, com preços acessíveis, que seguem a tendência do mercado”. Altair Silvestre considera que o ano passado foi positivo para o mercado de informática e o mesmo deve ocorrer este ano, mas com uma variação. “Apesar da crise que afetou todas as empresas do ramo, a Intelbras acredita que o mercado de PCs será igual a 2008, porém com queda de 10% em deskotps e alta em torno de 20% na venda de notebooks”. KELOW Lançar produtos de mobilidade, desktops e notebooks, que devem inovar em design e conceito, é a meta da empresa. “Mas, acima de tudo, produtos com propósito e mercado. A Kelow não espera lançar o último processador do momento apenas para fazer barulho no mercado. Ela quer ter relações de longo prazo com os parceiros e clientes, provar que é uma marca responsável, consciente e forte. Nossa preocupação com lançamentos está depois da preocupação com a sustentabilidade de todo o nosso mercado, até mesmo os distribuidores estocados com produtos antigos. Para a Kelow crescer, toda a cadeia tem de ganhar”, diz Renato Lombardi, gerente de marketing.

Renato Lombardi, gerente de marketing da Kelow.

Em tecnologia, a empresa busca a praticidade, explica o executivo. “Não adianta ter uma tela sensível ao toque, por exemplo, se o produto não for prático e se não contiver, cada vez mais, componentes verdes.” E o design, em sua opinião, é sempre importante. “Na informática, ele é cada vez mais representativo, principalmente pelo fato do notebook começar a popularizar-se e a tornar-se acessório, tanto que é figura carimbada em revistas de moda. Ainda há um lapso entre a cultura ocidental e a oriental muito grande com relação à estética, mas isso vem diminuindo. Cada vez mais os grandes produtores de tecnologia orientais entenderão melhor o público ocidental.” Este ano, na opinião de Lombardi, será excelente para as empresas que sempre procuraram a eficiência e a sustentabilidade. “Nosso crescimento está baseado na busca de mercado que os concorrentes desestabilizados não estão atendendo. Crescer 10% já seria bom diante da previsão de crescimento da economia, mas esperamos muito mais”, assegura.

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i nf or m á tic a LG Neste ano, a empresa tem vários lançamentos, como o notebook com plataforma Montevina, da Intel, que privilegia a experiência multimídia. “Essa plataforma veio melhorar a autonomia da bateria e, consequentemente, a performance dos notebooks”, conta Fernando Fraga, gerente de produto da empresa. O notebook, em sua opinião, continua sendo a estrela da informática, até mesmo pela queda no preço, que passou de quase R$ 3 mil para até R$ 1.500. “Além do preço, há a questão da portabilidade e da economia de espaço”, acrescenta o executivo. Entre o fim de 2008 e o começo deste ano, a LG mudou sua linha de produtos. O R 410, que este ano será produzido no Brasil, tem tampa com textura sunrise, ou seja, começa no vermelho e vai para o preto, e seu interior é perolado. A empresa lança, também, um modelo premium e o notebook de 10”. Outro produto é o R 510, com disco rígido de 320 GB, que substitui o E 500, dirigido aos que optam pelo notebook, mas querem telas maiores. Com várias configurações, a máquina tem opção para games e chega ao mercado em fevereiro, com preços que variam de R$ 2.600 a R$ 3.899. “É uma estratégia da empresa um notebook para várias utilizações”, informa Fraga.

Acima, Fernando Fraga, gerente de produto da LG.

O S 510, lançamento no segmento premium, tem alta performance, leitor de bluray e é dirigido aos que trabalham com imagem. São dois modelos, com variações de HD, memória, placa de vídeo e processador, que já estão disponíveis nas lojas ponto.com, mas no fim deste mês estarão presentes também no varejo. O preço sugerido para o produto, com leitor de bluray, é de R$ 6.499. Sem o leitor, cai para R$ 5.999. Para Fraga, independentemente da crise financeira internacional, o segmento de informática tem amplo espaço pela frente. “O mercado ainda tem muito a crescer, pois somente 27% da população dispõe de computador em casa. É impossível recuar e acho que o crescimento, neste ano, ficará acima de 20% em relação a 2008”, afirma.

César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática.

MICROBOARD

POSITIVO

A empresa considera que a nova tecnologia Montevina,da Intel, e mais a conectividade aos produtos, serão os grandes destaques tecnológicos dos computadores. “Todos estão buscando economia e mobilidade e na relação entre desk e note, a vantagem está patente na aquisição de notebooks”, afirma Ivan Lukasevicius, presidente da empresa.

A empresa continua vendo grande potencial na parcela da população que ainda não tem computador. “A portabilidade e a praticidade, que formaram a base do sucesso dos ultraportáteis, também vão guiar o mercado este ano”, diz César Aymoré, diretor de marketing. No ano passado, a Positivo Informática inaugurou esse mercado no país com a linha Mobo, lançada em maio e ampliada ao longo de 2008, sendo que a tendência é aumentar ainda mais os seus recursos, diferenciais e configurações.

Os lançamentos para este ano não são revelados pela empresa, mas o executivo informa que o design dos produtos será uma preocupação, porém de forma coerente. “O dólar aumentou e o acabamento refinado custa mais caro, então, precisamos saber se o consumidor estará disposto a pagar mais por isso.” Para o presidente da Microboard, o mercado, neste ano, devido ao dólar e à crise financeira internacional, apresentará alguma retração. Logo, não ultrapassará os resultados do ano passado. “Mas se o mercado consumir os números de 2008 estará ótimo”, diz Lukasevicius.

Este ano, a empresa manterá o investimento em design. “Com a consagração da linha Faces, que tem no design um de seus principais diferenciais, vimos que o consumidor valoriza este aspecto. Com gabinete personalizável, possível graças a um software de edição de imagens e frente em acrílico removível, o usuário pode ter um computador diferente a cada dia. O sucesso da linha garante para a Positivo Informática a aposta certeira no design dos produtos. Somos clientes das melhores empresas de design do mundo”, conta o executivo.

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i nf or m á tic a A grande aposta da empresa, neste ano, é no desempenho dos ultraportáteis, que vem registrando sucessivos recordes. No último trimestre do ano passado, os notebooks representaram 32,5% dos computadores comercializados pela Positivo Informática”, informa Aymoré. “As tecnologias que garantem a portabilidade (Wi-Max, 3G e bluetooth, por exemplo), imagens de alta definição (sinal digital e bluray) e baterias com mais tempo de autonomia devem ser alguns dos grandes focos dos fabricantes”, acrescenta. Sobre os lançamentos, a empresa adianta que os ultraportáteis serão os primeiros a apresentar novidades este ano. “O mercado de informática tem muito espaço para crescer. Pelo menos, 75% da população ainda não tem computador. Além disso, temos todo o universo de pessoas que adquiriram a sua primeira máquina e agora, certamente, estão interessadas no produto portátil ou no ultraportátil. Acreditamos que a empresa crescerá junto com o mercado, atendendo as demandas do consumidor e oferecendo produtos e serviços inovadores e de alta qualidade”, assegura Aymoré.

Gustavo Araújo, gerente de produto da linha Vaio, da Sony.

SONY A empresa tem muitas novidades neste ano. Um dos produtos que virá ao Brasil é o Vaio Life Style, apresentado na Consumer Electronics Show, realizada em janeiro, em Las Vegas, e recém-lançado nos Estados Unidos. Trata-se de um notebook de 8”, e que é o mais leve do mundo, pesa 650 gramas. É um segmento novo de notebook portátil, que se situa entre o net e o note: tem as características do note, uma vez que é leve e pequeno, mas sem a limitação do netbook. Gustavo Araújo, gerente de produto da linha Vaio, acredita que o ano será das telas maiores, que permitem ver, com nitidez e mais de perto, filmes e fotos. “São produtos para o consumidor que procura bluray e está entrando na alta definição”, diz. Um exemplo é a Série FW 280, cujo grande diferencial é a tela Full HD 1.080p. Conta com drive gravador de mídias bluray, DVD e CD, tecnologia de processador Intel Centrino 2, da Intel, que na opinião de Araújo, é o que há de mais avançado em notebooks, e 4 GB de memória. Seu preço sugerido é de R$ 9.999. Outro modelo é o W 180, com tela de 18,4”, como explica o executivo. “É um notebook extremamente poderoso e que, além da tela Full HD (resolução 1.920 x 1.080), do processador Centrino 2 e bluray, tem o equivalente a 1.000 GB. É diferente de tudo o que há no mercado e seu preço é de R$ 12.999.” Com telas pequenas, a empresa lança dois modelos, sendo que o notebook de 13”, que pesa 1,4 kg, tem saída de HDMI, Centrino 2, placa externa de vídeo e preço de R$ 7.999. “O produto proporciona uma proposta gráfica diferenciada”, afirma o executivo. A Sony também apresenta neste início de ano o TT 150 (R$ 10.999), top de linha para executivos, inteiramente produzido em fibra de carbono, o que lhe confere o peso de 1,3 kg. Sua bateria tem duração de 7,5 horas e a tecnologia quick charte permite que seja carregada em curto espaço de tempo. Possui, também, leitor biométrico de impressões digitais, que proporciona mais segurança ao usuário. “O mercado de notebooks cresce pela diferença de preço, pelo fato de não ter limitação de performance e pela portabilidade. Em 2009, o crescimento deverá ser de 15 a 20%. No ano passado, a linha Vaio registrou vendas 400% maiores do que em 2007”, diz o gerente de produto.

“O desktop com uma tela grande é muito mais interessante para se divertir em casa”. André Cabral, diretor comercial e de marketing da Sunsix.

SUNSIX André Cabral, diretor comercial e de marketing da empresa, acredita que, neste ano, os notebooks poderão superar os desktops no segmento corporativo.“Mas, para isso, as empresas terão de organizar os dados em grandes servidores, para que seus colaboradores, principalmente os que viajam muito, utilizem interfaces de comunicação – é o que chamamos de ‘nuvem de informações’. Acho muito importante que as empresas, antes de comprarem notebooks para eus colaboradores, terem a certeza de que as informações estão seguras fora deles, pois hoje quem viaja sempre de avião sabe do que estou falando, o roubo das máquinas é muito grande”. No segmento doméstico, o executivo acredita que o notebook será a segunda opção para quem não tem computador e a primeira para quem já tem um desktop em casa. “Convenhamos, o desktop com uma tela grande é muito mais interessante para divertir-se em casa”, afirma. No segundo semestre, a empresa fará algumas mudanças no design, mas o foco, este ano, será a qualidade dos produtos com seus parceiros. Em tecnologia, Cabral acredita que os novos lançamentos da Intel, Core i7 e AMD, Phenon 2 e outros, serão os destaques. “A Sunsix trabalhará com o novo processador da Intel, mas ainda não definiu as características e o lançamento”, diz o diretor comercial, que, sem dar números, acredita no crescimento do mercado neste ano.

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d ossiê - p ra n c ha s

Para a primeira edição do ano, Eletrolar News escolheu o produto que balança os cabelos femininos no mundo todo. A prancha, também chamada de chapinha, é o instrumento ideal para esse tipo de balanço. Veja as novidades que estão no mercado.

Fotos: Divulgação

O balanço dos cabelos 2009 Arno Modeliss Arno for Elite

A

Arno traz ao mercado a prancha modeladora Modeliss Arno for Elite, com design ergonômico e acabamento emborrachado. Apresenta como novidade as placas finas de nanocerâmica, que garantem mais agilidade e brilho ao alisar os cabelos e não danificam os fios. Com temperatura máxima de 200ºC, possui termostato que ajusta a temperatura ideal para cada tipo de fio. Conta, também, com sistema automático de íons que ajuda a fechar as cutículas, eliminando o indesejado frizz, formado pela eletricidade estática dos fios. Disponível nas versões 127 V e 220 V.

Braun MS1

A

Braun desenvolveu a prancha sem fio, MS1, que tem placas de cerâmica Nano Glide, sistema de aquecimento catalítico com termostato, e que atinge a temperatura ideal rapidamente, no espaço de dois a três minutos. O calor uniforme, de acordo com a empresa, proporciona ótimos resultados nos cabelos. Compacta, cabe na bolsa e não precisa ser ligada na tomada, pois funciona com uma célula de energia substituível a gás. Está disponível em preto.

Britânia Aqua Plus

A

prancha Aqua Plus da Britânia é três em um: seca, alisa e cacheia os cabelos secos ou úmidos. Possui oito saídas de vapor que retiram a umidade dos fios com segurança, secando e alisando ao mesmo tempo. O controle de temperatura permite o ajuste de 120º a 210º. Com placas de cerâmica que protegem o cabelo, a prancha libera íons que neutralizam a estática e fecham a cutícula dos fios, deixando-os mais lisos e brilhantes. Prática, é leve, emborrachada e bivolt. A garantia é de um ano.

Cadence Cerâmica Pac162

A

prancha da Cadence é fácil de usar, leve e compacta. Para alisar, diminuir o volume ou modelar as mechas, tem a cobertura cerâmica que desliza facilmente pelos cabelos, deixando os fios mais brilhantes. Devido à tecnologia da cerâmica, aquece rapidamente e mantém a temperatura estável. Possui proteção térmica e tem baixo consumo de energia. O corpo do produto é emborrachado e o cabo é giratório e articulado para maior liberdade e movimento. É bivolt automático e tem um ano de garantia.

Dellar Safira – DPR789

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om design moderno, a prancha alisadora da Dellar é produzida totalmente com tecnologia cerâmica. Seu efeito nos cabelos é seguro e de longa duração. A praticidade do produto está no botão liga/desliga. O modelo é bivolt automático e tem garantia de um ano.

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GA.MA Italy Mini-Iron CeramicTourmaline

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om design italiano, ergonômico, a Mini-Iron Ceramic Tourmaline tem 16 cm e atinge a temperatura de até 200° em apenas dez segundos. É indicada para retoques e franjas e pode ser levada em viagens, pois tem nécessaire térmico e é bivolt automático. Produto exclusivo, tem tecnologias de ponta, como a iônica: ao impactar com os fios, os íons negativos revitalizam, dão brilho e flexibilidade; o Patin ultraliso é recoberto com combinação de cerâmica e nanopartículas de turmalina, pedra valiosa semipreciosa que emite íons negativos de forma natural – age de dentro para fora, protege e deixa os cabelos mais brilhantes. Composta por plástico Thermal Plus, a Mini-Iron resiste a altas temperaturas.

Faet Maxi Lisa Íon – PR-104

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modelo escolhido pela Faet é uma prancha de cerâmica super-resistente, com íon, que tem aquecimento rápido e atinge até 200º. As placas de cerâmica têm superfície superlisa e 25 mm de largura. Conta com indicador luminoso e pentes removíveis. Sua potência é de 60 W, é bivolt e pode ser encontrada em preto.

Maxilife Ultra Slim

C

om design compacto, o modelo superleve e ergonômico da prancha alisadora Ultra Slim da Maxilife oferece agilidade. O produto pode ser usado na finalização do alisamento em qualquer tipo de cabelo, pois dispõe de placas finas com superfície deslizante e aquecimento de cerâmica PTC. O design das placas também possibilita fazer um acabamento levemente ondulado nas pontas dos cabelos. Prática e com design compacto, está disponível em preto (MX-PR03) e pink (MX-PR04).

Philco Ceramic Pro

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Philco traz a Prancha Ceramic Pro. Suas placas de cerâmica distribuem melhor o calor e garantem o alisamento. O produto libera íons que neutralizam a estática dos fios, deixando-os mais macios e brilhantes. Tem controle de temperatura com ajuste de 120º a 200º, resistência revestida de cerâmica e formato anatômico para maior segurança e conforto durante o manuseio. É bivolt e tem garantia de um ano.

Remigton S7900

A

prancha da Remigton possui a exclusiva tecnologia do Teflon, que diminui o atrito com o cabelo, e a tecnologia Wet 2 Straight, patin de cerâmica porosa, para evaporar e não queimar o cabelo. Conta com exclusivo sistema de desligamento automático após uma hora de uso e 30 níveis de temperatura, com controle digital de 95°C a 195°C, para todos os tipos de cabelo: do um ao dez, azul, para cabelos secos; do 11 ao 20, lilás, para cabelos úmidos; e do 21 ao 30, vermelho, para cabelos molhados. Dispõe de cabo rotativo, trava de segurança e bivolt automático.

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d ossiê - p ra n c ha s

Revlon Tourmalina Ceramic Ionic 1” RV881

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prancha tem íons negativos que nutrem e hidratam o cabelo, e cerâmica, que gera calor intenso e contínuo, emitindo raios infravermelhos que penetram no cabelo, de dentro para fora, deixando-os naturalmente hidratados, brilhantes e saudáveis. O modelo tem rápido aquecimento, 30 segundos, a temperatura é constante, em 200º, e controlada pelo display digital LED. O cabo tem 2,8 metros e é bivolt.

Taiff Supermini

O

modelo escolhido pela Taiff para este Dossiê é uma chapa portátil, que vem com estojo térmico. O design é ergonômico, é supercompacta, tem apenas 17 cm, e atinge 200ºC rapidamente. Disponível com bivolt automático.

Philips Salon Straight Essencial

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modelo de chapinha que a Philips escolheu para este Dossiê oferece cabelos lisos por mais tempo, pois trabalha com temperatura em 180°, e evita o ressecamento, graças ao revestimento cerâmico. O Salon Straight Essencial é de fácil manuseio, aquece em três minutos, tem cabo rotativo e fecho fácil. O sistema de tratamento Active Ion produz íons negativos para tratar o cabelo, eliminando a eletricidade estática. O produto é bivolt.

Tany Orion Pro

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Tany aposta em seu lançamento, a Orion Pro, prancha que atinge 220°, o que permite melhores resultados tanto no alisamento como em tratamentos químicos, como escovas progressivas e cauterizações, segundo a empresa. Sua placa de aquecimento, feita de cerâmica, tem 11 cm de comprimento, aumentando a área de trabalho e agilizando o processo de alisamento. Dispõe de seletor lateral de temperatura (de 140° a 220°) e chega ao máximo em 60 segundos. Vem com a tecnologia de emissão de íons, é bivolt automático e está disponível em prata e preto.

Mallory Look Wet & Dry

A

prancha de cabelo Look Wet & Dry, da Mallory, pode ser usada em cabelos úmidos e secos. Tem placas ionizadas que são revestidas de turmalina. Com o sistema PTC, o produto é fácil de usar e sua temperatura é autorregulada. Possui luz piloto que indica o funcionamento do aparelho e oito saídas de vapor. É prática e pode ser levada para qualquer lugar, pois é bivolt automático.

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d ossiê - p ra n c ha s

NKS TS-636

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modelo de prancha da NKS possui a cerâmica ionizada que proporciona brilho e maciez, e pode ser usado em cabelos secos ou molhados. A prancha TS-636 é indicada para todos os processos de alisamento, segundo a empresa, pois atinge 200° de temperatura. Com design moderno, tem oito saídas de vapor, fio giratório e é bivolt automático.

Conair Prancha CS 43

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exclusiva tecnologia Nano Silver, da Conair, une o poder das micropartículas de prata com a tecnologia da cerâmica turmalina. O resultado, como informa a empresa, é o perfeito alisamento e o rápido penteado. A emissão de íons envolve os fios e combate o frisado. O canhão potencializador de íons é direcionado para os fios (direto na área da cerâmica) e a turmalina emite calor infravermelho e sela as cutículas, acelerando o alisamento em 30%. A prancha dispõe de controle eletrônico de temperatura em cinco níveis – 140°C, 155°C, 170°C, 185°C e 200°C –, fica pronta para o uso em 30 segundos e desliga automaticamente depois de meia hora.

Creativity B1 700 MDB – Multistyle

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partir de maio, o mercado nacional recebe, diretamente da Itália, a marca Creativity, top de linha do segmento de chapinhas e secadores. Serão três modelos de prancha alisadora, cuja principal característica técnica está no revestimento de cerâmica e cristais de jade, que permitem um efeito mais liso, mais rápido e que não agride os fios. A top, B1 700 MDB – Creativity Multistyle, é três em um: alisa, modela as pontas e faz cachos. Fica pronta para uso em 30 segundos, tem regulagem digital de temperatura até 230°, cabo giratório e ergonômico e é bivolt automático.

Luxor Alisa e modela

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prancha da Luxor tem design ergonômico e moderno, visor LCD e controle de temperatura. É desenvolvida com as tecnologias Turmalina e Nano Silver, e alisa e modela como um “babyliss”. Conta com placas de aquecimento antirriscos, sem a presença de microporos, aquecimento de cerâmica com tecnologia PTC, que é rápido, de baixo consumo de energia e cujos graus aumentam de 10 em 10, dos 120º até 220ºC. O controle de temperatura fica no cabo da prancha para facilitar ainda mais o uso, pois, além de ter 3 metros de comprimento e ser giratório, pode ser preso em qualquer lugar que o consumidor desejar, de forma a ter o produto sempre ao alcance das mãos. É bivolt automático e está disponível em preto.

Mondial Ceramic Black

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ara este Dossiê, a Mondial escolheu a prancha alisadora Ceramic Black, um dos modelos da linha Cuidados Especiais. Com design moderno e ergonômico, a chapa de cerâmica desliza facilmente pelos cabelos, tem aquecimento rápido e sua temperatura é constante. A Ceramic Black tem cabo anatômico, que facilita o manuseio, capa removível, com ponta de apoio protetora e pentes que facilitam o processo de alisamento. O produto é bivolt automático.

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m a té r ia de c a p a

Conquistas de 2008 e desafios de 2009

O

ano passado foi singular. Teve momentos de euforia e de depressão, principalmente depois de setembro, quando eclodiu a crise financeira internacional. Até então, a estabilidade da economia, o aumento da renda, a maior oferta de crédito e mais a excepcional fase vivida pelos mercados mundiais nos últimos anos pareciam indicar que o ciclo de desenvolvimento não seria freado em nenhum instante. Mas a crise mostrou nova realidade, e com ela é preciso lidar. Passado o primeiro impacto e o temor perante o novo, abriuse a oportunidade para os que gostam de desafios e sabem que os grandes objetivos somente são atingidos se forem perseguidos por forte sentido de propósito geral. A hora exige um trabalho ágil, criativo, eficiente e flexível, acompanha-

do de perseverança e seriedade, para que sejam superadas as adversidades circunstanciais. É também determinante para as empresas mostrarem como enfrentam, convivem e aceitam os desafios. A maior parte dos executivos ouvidos neste balanço acredita que a situação já estará melhor no segundo semestre deste ano e que o consumo poderá chegar a níveis aproximados aos de 2008. O Brasil, de fato, está mais estruturado para enfrentar os problemas, mas ainda precisa de medidas importantes, que desonerem a produção e colaborem para o desenvolvimento das empresas, para a manutenção do emprego e, consequentemente, do nível da renda. As opiniões do segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos estão nas páginas seguintes.

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Alcateia A empresa comemora 2008 pelo crescimento dos consumidores de informática nas suas revendas corporativas e no varejo. Seu principal foco é distribuir os maiores fabricantes mundiais de TI e grande parte das novidades para este ano será dirigida para o varejo.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O número de revendas corporativas aumentou significativamente, e o mercado de varejo também cresceu bastante. A entrada de novos parceiros foi superpositiva e possibilitou o crescimento da Alcateia, assim como o aperfeiçoamento da web, a melhoria da logística e a agilidade de importação e de armazenagem.

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 Foi um ano positivo, apesar da crise. O crescimento da Alcateia ficou em 22%, o que já era esperado, ainda mais quando analisada a movimentação do mercado em 2008. Para este ano, projetamos um crescimento de 19%.

Carlos Tirich, diretor comercial da Alcateia.

O QUE FOI NEGATIVO A alta do dólar foi um fator ruim, assim como a menor concessão de crédito aos clientes por causa da crise, que teve impacto no desempenho das vendas. RESULTADO DA EMPRESA Nosso faturamento foi 22% maior do que no ano anterior. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Nossa estratégia, por enquanto, é a mesma de 2008. Contudo, iremos analisar como o mercado se comporta neste início de ano e, caso seja necessário, promoveremos ajustes na estratégia. Este ano, teremos um gerente exclusivo de VAR e outro para Cisco na área de SMB. Ainda no primeiro trimestre, pretendemos reforçar a equipe de varejo com produtos destinados a esse segmento. E, para os varejistas, a grande novidade é que começamos a vender hardware e produtos FPP Microsoft. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O governo deveria ter forçado mais os bancos a concederem créditos ao mercado e, também, reduzir a taxa de juros, que é uma ação que muitos países emergentes já tomaram. O Brasil, nesse ponto, está atrasado. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, lançamos o mesmo número de produtos de 2007. Os melhores resultados obtivemos com Kingston, Sandisk, APC, Linksys. NOVOS SEGMENTOS Não entramos em novos segmentos. Nosso mercado é formado por consumidores de informática – varejo e corporativo – e focamos em reforçar algumas áreas. O varejo é um exemplo, e hoje temos oito profissionais exclusivos do segmento, contra três em 2007.

CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que o Brasil deve fechar o ano com crescimento de 2,5%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Podemos antecipar que a Alcateia tem como foco distribuir grandes fabricantes mundiais de TI e grande parte das nossas novidades é para o mercado de varejo. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acreditamos retomar o mercado na metade do segundo quarter (a partir de maio). Reforçamos que, este ano, teremos um gerente exclusivo de VAR e outro para Cisco na área de SMB. Ainda no primeiro trimestre, pretendemos reforçar a equipe de varejo com produtos destinados a esse segmento. E, para os varejistas, a grande novidade é que começamos a vender hardware e produtos FPP Microsoft.

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AOC

Fotos: Divulgação

A empresa lançou vários modelos de monitor e de televisor LCD durante 2008. Abriu sua nova fábrica em Jundiaí (SP), consolidou a marca no mercado e, em lançamentos, registrou crescimento de 150% na comparação com 2007.

BALANÇO DE 2008 Bastante positivo, apesar da crise mundial que estourou no último trimestre. Foi um ano de crescimento sólido. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Tivemos a inauguração da fábrica em Jundiaí (SP), a consolidação da marca AOC no mercado e o lançamento dos televisores LCD, com início da produção em Manaus (AM), além da entrada definitiva no mercado de consumer electronics no Brasil.

Christian Haak, gerente de marketing da AOC.

O QUE FOI NEGATIVO O estouro da crise mundial. RESULTADO DA EMPRESA O resultado correspondeu às expectativas para o ano passado. Os números do faturamento ainda não foram divulgados. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise afetou a empresa, mas, apesar disso, como o Brasil não está seriamente atingido, porque ela deve ser mais branda por aqui, alguns investimentos foram adiados como medida preventiva. Estrategicamente falando, não houve mudanças nos planos da empresa. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Está adequada, por enquanto. PRODUTOS LANÇADOS Em 2007, lançamos em torno de 12 produtos. Em 2008 lançamos 20 modelos de monitor (todos LCD), uma linha completa de televisores LCD (oito modelos, de 19” a 47”), uma minitelevisão digital portátil (TPD-100) e um receptor de TV digital para computadores (ConnecTV CTD-100). Portanto, houve crescimento de 150% no lançamento de produtos. Todos apresentaram excelentes resultados, especialmente a linha de televisores LCD. NOVOS SEGMENTOS Entramos no mercado de TVs LCD e equipamentos de recepção de TV digital, como o minitelevisor e o ConnecTV. EXPORTAÇÕES Toda a capacidade produtiva da empresa está concentrada em atender a demanda nacional, nos mercados de TI e de CE. As exportações são, por enquanto, pequenas e esporádicas para países próximos, como a Argentina. CRESCIMENTO DO PAÍS O Brasil, com certeza, crescerá.

LANÇAMENTOS PARA 2009 Ao longo do ano, teremos vários lançamentos em nossas linhas de monitores e de televisores LCD. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Temos expectativa de crescimento e de aumento da participação nos mercados em que atuamos. Esperamos efeitos negativos mínimos causados pela crise e desejamos que se dissipem rapidamente. A mensagem tem de ser sempre positiva. Muitas empresas, nesses tempos, costumam cortar todos os investimentos e neutralizar as ações – que neste momento precisam ser feitas com planejamento, criatividade e focadas em resultados –, porém nunca podemos deixar de fazer e acontecer, mesmo na pior das crises. Existe o ditado “quem entra em campo com medo de perder nunca sairá vencedor”. O mercado será muito mais cauteloso na hora de decidir por uma marca e um produto, mas nunca deixará de comprar. O que seria das lojas e magazines pelo Brasil? Fecharão suas portas porque o mercado estará em crise? Procurarão produtos de baixa qualidade por que o mercado não mais comprará qualidade? Já passamos por momentos piores... Quem não se lembra do pacote Collor, quando todos os brasileiros passaram a ter apenas R$ 50 em conta corrente? E todas as reservas e poupanças que foram confiscadas? E da era Sarney, com a inflação descontrolada e o reajuste diário de preços, quando as etiquetadoras mudavam diariamente os valores dos produtos nas lojas e a inflação chegou a 84% ao mês? Portanto, trabalharemos com estratégia, planejamento e criatividade (com motivação para as equipes de vendas e trade), sem medo de ganhar.

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Arno

BALANÇO DE 2008 O ano foi muito positivo para o Grupo Seb. Inauguramos o espaço Viver Casa & Gourmet, em São Paulo, anunciamos a entrada no mercado brasileiro da marca Krups e lançamos importantes produtos nas áreas de cozinha, home cleaning, home comfort e personal care. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Durante 2008, as linhas que mais se destacaram e aumentaram sua participação de mercado foram os liquidificadores, as lavadoras e os ventiladores, em que a Arno é líder absoluta no segmento. Em ventilação, lançou o Arno Laveo, o único ventilador do mercado que é desmontável e que facilita a lavagem por completo. O ano foi, ainda, de destaque para a linha de personal care, que recebeu o Prêmio Nova de Beleza em três das cinco premiações existentes em sua categoria: “A chapinha que oferece maior segurança na hora de usar”, com a prancha modeladora Modeliss Arno for Elite; “o babyliss fácil de usar”, com o modelador de cachos Imagin’ Curly Arno for Elite; e “o superpotente que seca mais rápido”, com o secador de cabelos Provital 1900 Arno for Elite. Na pesquisa Folha Top of Mind, realizada pelo jornal Folha de S.Paulo, pela terceira vez consecutiva, a marca foi a mais lembrada na categoria aspiradores de pó e, pela segunda vez consecutiva, na categoria liquidificadores (criada em 2007). O QUE FOI NEGATIVO Decerto a crise financeira internacional, que mais influenciou negativamente não só nossos resultados, como de todo o mercado. RESULTADO DA EMPRESA Os resultados não atenderam às expectativas, mas não foram de todo ruins. Mesmo com toda a crise que o mundo enfrenta, desde meados do segundo semestre de 2008, o grupo registrou um aumento nas vendas. Além do aumento no faturamento, foi possível aferir, ainda, o fortalecimento da imagem da marca, que cada vez mais é tida pelos consumidores como forte e que alia inovação e qualidade em seus produtos. Atributos como qualidade, alto desempenho e exclusivos foram percebidos pelos consumidores em todos os nossos produtos. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise financeira mundial afetou todos os mercados, inclusive o de eletroportáteis. Parte dos insumos utilizados na fabricação de nossos produtos é importada, e os preços foram alterados com a forte variação cambial. Seguramente, algumas estratégias foram adaptadas ou modificadas para enfrentar a nova realidade.

Fotos: Divulgação

Os resultados não atenderam às expectativas, mas o Grupo Seb registrou aumento nas vendas, no faturamento e aferiu o fortalecimento da imagem da marca. Atributos como qualidade, alto desempenho e outros exclusivos dos produtos foram percebidos pelos consumidores.

Marcio Cunha, presidente da Arno.

PRODUTOS LANÇADOS Lançamos cerca de 20 produtos. Os mais representativos, com atributos exclusivos da nossa marca, são o ventilador Arno Laveo – único com o sistema Clic Lav Sistem, que possibilita a desmontagem e lavagem do aparelho, facilitando o transporte e a limpeza; a nova linha de batedeiras Arno Planetária – a linha Planetária, que já era referência no mercado, foi modernizada e ganhou novas funções –; em personal care, ampliamos o portfólio da nossa linha e lançamos a Krups, a marca referência em eletroportáteis de alto desempenho, para os mais exigentes consumidores. NOVOS SEGMENTOS Com a marca Krups, entramos no segmentos de espresserias (máquinas de café espresso automáticas). O fato representou o ingresso do grupo no segmento de luxo do mercado brasileiro. CRESCIMENTO DO BRASIL Acreditamos que o Brasil poderá crescer em torno de 2 a 3% este ano, se conseguir reverter a situação desfavorável que se apresentará no início deste ano. LANÇAMENTOS PARA 2009 O planejamento Arno para este ano prevê pesquisa e desenvolvimento. A empresa investirá em produtos inovadores e com design diferenciado, que atendam as reais necessidades de nossos consumidores e superem suas expectativas. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acreditamos que teremos um início de ano bastante particular, com algumas incertezas rondando os mercados. Mas estamos otimistas sobre a recuperação da confiança no mercado nacional e sobre o consequente resultado das empresas.

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Em 2008, a empresa trabalhou na consolidação de sua marca, redefiniu o núcleo de negócios e passou a fabricar os produtos, a licenciar e a distribuir, sendo que nesta última atividade já atuava anteriormente. Marcou presença em grandes magazines e sites de e-commerce, e registrou crescimento de 38%. BALANÇO DE 2008 Desde seu início, há 14 anos, nossa empresa sempre foi conhecida no mercado como importadora de grandes marcas no segmento da linha marrom, notadamente áudio, vídeo e home theater. No ano passado, trabalhamos na consolidação da marca AudioVision como produto, redefinimos nosso núcleo de negócios e passamos de distribuidor a fabricante/licenciador/distribuidor de produtos. Esse processo teve início em meados de 2007 e começamos a colher os frutos em 2008, com presença em grandes magazines e sites de e-commerce. No ano passado, a empresa também consolidou sua identidade como especialista em produtos e acessórios para vídeo. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO De modo geral, o ano foi marcado por um mercado aquecido, comprador, com muita demanda até meados de outubro, o que impulsionou significativamente nossos resultados. Particularmente, destacamos o interesse de alguns clientes em projetos de marca própria, que contribuíram de modo positivo em nossa receita. O QUE FOI NEGATIVO Todo negócio que se recria e sofre uma reformulação de impacto, como foi nosso caso, enfrenta muitos desafios. Gera-se uma entropia alta, conceitos são mudados, entram novas cadeias no modelo operacional e se cria novo processo decisório. Nosso maior desafio foi a introdução da nova marca nos clientes, processo mais longo do que o esperado. Também otimizamos a logística, devido à introdução de matérias-primas e produção em nossa rotina diária. Simultaneamente, desenvolvemos fornecedores confiáveis, que pudessem nos atender com as exigências que nosso mercado demanda. RESULTADO DA EMPRESA Projetávamos um crescimento de 50% em 2008 e o resultado final foi de 38%. Considerando tratar-se de produtos no início de seu ciclo de vida, o resultado poderia ter sido melhor. Muitos clientes de porte optaram por introduzir a linha em 2009 e, assim, deveremos ter um crescimento mais significativo este ano. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Para nós, até o momento, o reflexo da crise foi pequeno. Nossas estratégias estão mantidas, os produtos têm boa penetração e o negócio está em expansão, o que pode mudar é a velocidade de crescimento. Se houver uma tendência de recessão no país, aí sim, precisaremos rever os planos e objetivos. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O segundo mandato do presidente Lula trouxe algumas boas surpresas. Sua postura na área econômica tem sido relativamente boa, embora ainda haja muito a fazer: os investimentos são baixos e os

Fotos: Divulgação

AudioVision João Manoel Moreno, diretor comercial da AudioVision.

gastos da União, que já eram altos, continuam aumentando em progressão geométrica. Relativamente ao PIB, nunca se gastou tanto e se investiu tão pouco no Brasil como nos últimos anos. É verdade que, além da forte demanda até meados de 2008, fomos bastante favorecidos pelos preços das commodities no mercado internacional. Dessa forma, o Brasil, com boa reserva de ativos e política cambial adequada, tem-se saído bem. Mas acho que o principal mérito do Lula está no controle da inflação. Em juros, impostos e leis trabalhistas, ainda estamos muito longe de sermos um país viável, portanto, o Brasil continua com seus contrastes. PRODUTOS LANÇADOS Na área de cabos e suportes, praticamente dobramos nosso mix de produtos. Em energia, lançamos um condicionador de entrada, microprocessado. Os produtos que mais se destacaram foram os acessórios (suportes e cabos) para televisores de alta definição. O consumidor brasileiro ainda não“abraçou”esse mercado, talvez por não ter muitas opções com bom preço em conteúdo-mídia e players bluray, mas, por incrível que pareça, tem adquirido televisores e acessórios com essa tecnologia. EXPORTAÇÕES O Brasil é uma fonte enorme de riquezas para exportação. Infelizmente, falta muita infraestrutura férrea, pluvial, portuária e manutenção no sistema viário, o que encarece o transporte em alguns casos e até inviabiliza nossa presença em outros mercados. Continuamos burocráticos e lentos. Apesar de tudo, o país tem exportado e, mesmo com a baixa cotação do dólar nos anos anteriores, a balança comercial vai muito bem. Imagino como poderíamos estar se não fôssemos este gigante adormecido. A empresa ainda não exporta, mas no momento está definindo estratégias e alternativas em três países na América do Sul. CRESCIMENTO DO PAÍS Aqui cabem vários “se”: se o dólar, se a taxa Selic, se a crise, se o PIB.... Acho que estamos todos esperando o que acontecerá no primeiro trimestre e a partir de abril. Se houver mudanças na política monetária e o Copom iniciar um ciclo de queda nas taxas, o país deverá crescer em torno de 3,5%. Nessa hipótese, consideraria os reflexos da crise no Brasil somente no quarto trimestre de 2009. Assim, acredito que diminuiremos o ritmo, retomando-o fortemente desde o segundo semestre de 2010. LANÇAMENTOS PARA 2009 Faremos um grande lançamento, com vários produtos, em abril. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Nossa expectativa depende do resultado do primeiro trimestre.

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Brasfilter

BALANÇO DE 2008 Para a marca Europa foi um ano positivo, independentemente da crise financeira que marcou os últimos meses. Conseguimos atingir nossas metas e solidificamos ainda mais nossa liderança no mercado de purificadores de água de uso residencial e comercial no Brasil. FATORES MAIS POSITIVOS Citamos o lançamento bem-sucedido do purificador de água da linha Noblesse Flex, que fornece água natural e gelada mesmo na falta de energia elétrica, graças ao sistema inovador desenvolvido pela Brasfilter. A novidade teve ótima aceitação e superou as expectativas de vendas. Também demos continuidade à nossa expansão geográfica e comercial. Apenas em 2008, nomeamos 26 novos distribuidores e atualmente a força de vendas Europa abrange 385 escritórios, 176 lojas e 230 quiosques exclusivos em todo o Brasil, movimentando mais de 4.500 consultores. O QUE FOI NEGATIVO Sem dúvida, o ponto negativo de 2008 foi a crise financeira, que prejudicou diversos setores da economia, pois muitas empresas deixaram de investir e crescer. Felizmente, a Brasfilter teve condições de seguir com o planejamento definido anteriormente, graças à estratégia comercial que favoreceu as operações no mercado interno. RESULTADO DA EMPRESA Em 2008, tivemos a grata satisfação de atingir a meta de crescimento estipulada em 16%, resultado do trabalho em equipe de nossas diretorias administrativas, comerciais e a rede nacional de distribuidores autorizados. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Diretamente, não fomos afetados pela crise. A empresa fechou o ano registrando acréscimo de 20% no percentual de vendas em plena crise, principalmente devido ao sucesso da nova linha Noblesse Flex. A única modificação que fizemos até o momento foi adotar uma meta de crescimento mais conservadora para este ano, de 10%, em sintonia com o mercado global. Ainda assim, é superior ao esperado para o PIB brasileiro, que deve ficar entre 3 e 4%, segundo os economistas. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Economicamente, o Brasil tem conseguido bons resultados, e esse tem sido um forte ponto de apoio do governo, com os projetos sociais. Não estamos imunes à crise, e o governo precisa agir com firmeza para minimizar as perdas em nosso país, atuando, principalmente, nas áreas de geração de empregos, redução dos juros, da carga tributária e no combate à corrupção, para que tenhamos melhor aproveitamento dos recursos em prol da sociedade.

Fotos: Divulgação

Em 2008, com novos lançamentos e sem ter sido diretamente atingida pela crise financeira internacional, a empresa de purificadores de água Europa atingiu a meta de crescimento estipulada em 16%. Para este ano, quando completa 25 anos de atividade, promete apresentar novidades que movimentarão o mercado. Dácio Múcio de Souza, diretor-presidente da Brasfilter.

LANÇAMENTOS EM 2008 No início de 2008 apresentamos o novo design dos quatro modelos da linha Noblesse, que passou a ter a denominação “100% acessível”, por atender aos requisitos estabelecidos pela norma de acessibilidade NBR 9050:2004 da ABNT. Em outubro, lançamos a linha Noblesse Flex nas opções Plus e HF, branco ou inox, em 127 V ou 220 V. O número de lançamentos foi superior ao de 2007 – optamos em focar os projetos em desenvolvimento e trabalhar os produtos em nossa linha, atualmente composta por 30 modelos. NOVOS SEGMENTOS Não entramos em novos segmentos, uma vez nosso foco é o mercado de purificadores de água, ao qual dedicamos atenção integral para levar aos clientes produtos que estão entre os melhores do mundo. EXPORTAÇÕES De maneira geral, a exportação brasileira apresentou recuperação em 2008, sendo prejudicada no fim do ano com a crise financeira. Temos produtos em mais de 30 países e nossas exportações foram direcionadas, principalmente, para o Mercosul. CRESCIMENTO DO PAÍS Com base na movimentação do mercado, acreditamos que seja em torno de 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Em março, completaremos 25 anos de vida e de liderança no mercado de purificadores de água para uso residencial e comercial, ultrapassando a marca de 5 milhões de produtos comercializados no Brasil. Os purificadores de água Europa têm por tradição inovar, e este ano lançaremos produtos que movimentarão o mercado. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Com a devida cautela, estamos otimistas em relação a 2009. Torcemos para que o mercado se acalme no menor prazo possível, mas é difícil fazer previsões para uma crise de proporções globais. Ainda não sentimos seus efeitos, seguimos com ritmo forte em nossas vendas e esperamos ser surpreendidos positivamente este ano, se possível até mesmo ultrapassando nossa meta de crescimento para o período, estabelecida em 10%. A crise está aí, não podemos ignorá-la, mas também não devemos nos amedrontar e frear nosso próprio crescimento. eletrolarnews

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Britânia / Philco

BALANÇO DE 2008 Tivemos um bom ano, apesar de muitas dificuldades com os custos em função do câmbio. Foi um ano marcado por novos nichos, como informática e televisores com tela LCD, nos quais conseguimos estrear, e temos excelentes planos para 2009.

Fotos: Divulgação

A entrada em novos nichos, como informática e televisores com tela LCD, a melhoria dos processos internos, incluindo assistência técnica e logística, e a conclusão do novo centro de distribuição foram alguns dos pontos altos da empresa, em 2008. Para este ano, trabalha com a expectativa de crescimento das marcas Britânia e Philco e planeja o lançamento de 30 produtos.

Iberê Martello, diretor comercial da Britânia.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO As novas linhas de sucesso (informática, televisores LCD, climatizadores e microondas), a melhoria dos processos internos (assistência técnica e logística), a conclusão do novo centro de distribuição, com capacidade de estocagem de aproximadamente 6 milhões de produtos, e a conexão de moldes para refazer toda a linha de produtos nacionais. O QUE FOI NEGATIVO A instabilidade econômica. RESULTADO DA EMPRESA Tivemos faturamento estável em relação a 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise afetou diretamente nossos custos e, assim, tivemos de cumprir a missão mais árdua do mercado, que é o repasse de preços. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Em nossa opinião, para a política econômica falta somente uma coisa, ou seja, diminuir as despesas para reduzir os juros. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos 45 produtos, pouco a mais do que em 2007. Ressaltamos que 90% deles foram bem-sucedidos. NOVOS SEGMENTOS Entramos em televisores LCD, informática e micro-ondas, que são segmentos de grande importância no mercado nacional e queremos participar com força, pois acreditamos que essas categorias terão excelente crescimento.

EXPORTAÇÕES Exportamos para seis países da América do Sul e obtivemos 4% do faturamento total da empresa com as exportações. CRESCIMENTO DO PAÍS Em nossa opinião, o Brasil poderá crescer 1,5% em 2009. LANÇAMENTOS PARA 2009 Deveremos lançar cerca de 30 itens no decorrer deste ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acreditamos que as linhas mais caras serão as mais afetadas, porém eletroportáteis e audioportáteis não dependem tanto de financiamento e deverão ter melhor desempenho em 2009. Dessa forma, esperamos crescer bem este ano.

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BSH

BALANÇO DE 2008 A BSH cumpriu o planejado. Inaugurou a fábrica de fogões e um centro de distribuição em Hortolândia (SP) e concluiu seu parque industrial, que já abrigava uma fábrica de refrigeradores. A empresa renovou a comunicação da marca Continental voltando para a mídia e também lançou produtos em fogões, refrigeração, coifas e linha inox, muito mais modernos. Ainda trouxe mais algumas inovações com a marca Bosch, como o cooktop com cozimento por indução e a ampliação da reconhecida linha de refrigeradores Bosch Space com o gás R600a, com menor consumo de energia e 100% ecológicos.

Fotos: Divulgação

No ano passado, a empresa registrou crescimento positivo. Lançou mais de 30 produtos, divididos entre as marcas Bosch e Continental, que tiveram muita boa aceitação por parte dos consumidores, e apresentou inovações ao mercado.

Edson Grottoli, presidente da BSH Continental para o Mercosul.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Os resultados do primeiro trimestre foram muito bons e os lançamentos de produtos tiveram alta aceitação dos consumidores. O QUE FOI NEGATIVO A variação no câmbio e a alta das commodities, no primeiro semestre, tiveram grande impacto no ano passado. RESULTADO DA EMPRESA Tivemos um crescimento positivo. Não como prevíamos, mas foi maior do que em 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou em geral o nível dos negócios e o consumo, que apresentaram queda no último trimestre do ano. A estratégia básica da empresa continua para este ano, apenas ajustada à previsão de um crescimento menor. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A empresa continua acreditando que é necessário apostar na redução dos juros e da cadeia de impostos para a consequente melhoria do crédito.

nesses segmentos de produtos que possuem uma demanda cada vez maior dos consumidores da classe média. EXPORTAÇÕES A BSH exporta aproximadamente 15% do seu faturamento. Esses produtos atendem principalmente os mercados da América Latina. A instabilidade cambial que estamos presenciando inibe planejamentos mais a longo prazo para exportação. CRESCIMENTO DO BRASIL A expectativa da empresa é que o país cresça na faixa de 3% este ano.

PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, a BSH lançou mais de 30 produtos divididos entre as marcas Bosch e Continental. Os novos produtos da Continental, que foram lançados recentemente, têm tido boa aceitação dos consumidores e bom volume de venda em todo o Brasil.

LANÇAMENTOS PARA 2009 Continuaremos apostando no mercado e manteremos a expansão do portfólio de produtos da marca Continental, cada vez mais alinhados com seu público. Para a marca Bosch, vamos manter a tradição da em levar design e inovação para facilitar o dia-a-dia do consumidor. Por questões estratégicas, não podemos revelar a época nem quais são os lançamentos que faremos. Mas, com certeza, teremos várias novidades este ano.

NOVOS SEGMENTOS Uma das principais ações foi a ampliação da linha de produtos da marca Continental. Toda reformulada, colocou no mercado dois modelos de coifa, compondo nova linha em inox. A empresa aposta

EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Ainda não é possível avaliar a extensão da crise econômica. Temos de observar o andamento do mercado no primeiro trimestre para tomar decisões com um cenário mais claro.

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Cadence

Fotos: Divulgação

Na opinião da empresa, cujos resultados ultrapassaram as expectativas, a crise financeira internacional e a brusca alta do dólar impediram que 2008 fosse um ano espetacular. Este ano, a conquista de novos mercados é uma estratégia que será utilizada e incrementada. BALANÇO DE 2008 Para a Cadence, foi um ótimo ano. Projetamos números muito audaciosos para 2008, que foram ultrapassados. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Oferecemos bons produtos e fizemos lançamentos regulares, acompanhados de um pós- venda ágil, com soluções rápidas aos nossos clientes e aos consumidores.

Nelson Lisot, presidente da Cadence.

O QUE FOI NEGATIVO A crise mundial e a brusca alta do dólar conseguiram impedir que o ano fosse espetacular. RESULTADO DA EMPRESA Superou todas as expectativas, que eram audaciosas. O faturamento ultrapassou em 70% o obtido em 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Dificilmente alguma empresa não foi afetada pela crise. A Cadence não escapou. Com a alta do dólar haverá também uma readequação dos preços no mercado brasileiro, o que provocará diminuição nas vendas. Novas pesquisas serão feitas para saber o que o consumidor vai querer, pois com certeza ele gastará menos e almejará cada vez mais qualidade. A conquista de novos mercados é uma estratégia que será utilizada e incrementada. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Apesar de termos hoje juros dos mais altos do mundo, bem como impostos e custos sociais sem o devido retorno para o trabalhador e a sociedade, o país consegue crescer. Imaginem se o Estado fizesse um pouco melhor sua parte. PRODUTOS LANÇADOS Incorporamos 16 novos produtos, uns para complemento do mix e outros novos, com destaque para o Juicer Plus, cujas vendas dispararam muito além da nossa expectativa. NOVOS SEGMENTOS Entramos em novo segmento com a linha Office. A Cadence possui hoje uma linha de fragmentadoras de papel para escritório. EXPORTAÇÕES Em 2008, não operamos com exportação. CRESCIMENTO DO PAÍS Mais importante de quanto crescer é o desafio de crescer. O país vai

crescer devido à sua enorme diversidade agrícola, mineral, industrial, comercial, turística e de muitos outros setores. Todos estão interligados numa engrenagem que vai puxar os diversos segmentos e o país para o crescimento. LANÇAMENTOS PARA 2009 Nosso projeto era lançar mais produtos do que em 2008. No entanto, com os últimos acontecimentos teremos, principalmente, de observar o comportamento do mercado. Mas, se depender do nosso entusiasmo, o número de lançamentos será ainda maior, pois a crise pode servir para novas oportunidades. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO O mundo não tem boas notícias para nos passar e por longo período, possivelmente durante todo este ano. A crise é geral, grandes grupos financeiros, industriais, comerciais e até países passarão por maus bocados, assustando os mercados. Só o trabalho sério e comprometido de todos, governo e sociedade, pode nos tirar desta. Se cada um fizer sua parte, vamos livrar-nos da crise antes do que imaginamos. A Cadence e sua equipe trabalharão muito e seriamente, e o mesmo ocorrerá com o povo brasileiro. Esperamos que o Estado faça sua parte e, assim, venceremos mais facilmente a situação. eletrolarnews

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Colormaq

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Fotos: Divulgação

A empresa considera que 2008 foi um bom ano. Mesmo com os aumentos das matérias-primas e a crise financeira internacional, cumpriu as metas estabelecidas, conquistou mercados e está preparada para lançar novidades no segundo semestre deste ano. BALANÇO DE 2008 Atingimos todas as metas e os objetivos previstos, conquistamos mercados, fidelizamos parcerias e tivemos o respeito e a confiança do consumidor. Em síntese, o ano foi bom. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO As vendas de 2008 foram uniformes, permitindo uma cadeia produtiva saudável. Particularmente, a Colormaq fez grandes investimentos em mídia, principalmente a televisiva, o que deu maior visibilidade à marca, um fator que considero extremamente positivo.

Jean Carlos Belmote Silva, diretor da Colormaq.

O QUE FOI NEGATIVO Com toda a certeza, os aumentos abusivos nos valores de matérias-primas, prejudicando toda a indústria e, consequentemente, o consumidor. RESULTADO DA EMPRESA O resultado correspondeu às expectativas. Cumpriu o estipulado em planejamento prévio. E mesmo com as oscilações de preços das matérias-primas, mantivemos o proposto para o ano, isto é, crescer cerca de 10% acima de 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Sempre há reflexos, apesar do nosso país ser autossustentável. No mundo globalizado, o mercado sente o reflexo de ações ocorridas em qualquer parte. Estamos estudando medidas para mudanças em nossas estratégias. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica do Brasil precisa, sim, de modificações. Em primeiro lugar, a política de juros ao consumidor está muito alta e, em segundo, o governo deve estender as políticas econômicas para todos os setores. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos dois produtos, o mesmo número de 2007, dentro dos prognósticos estabelecidos. NOVOS SEGMENTOS A Colormaq continua trabalhando em dois segmentos: linha branca, com lavadoras e depuradores, e móveis para cozinha, com vários modelos. EXPORTAÇÕES O resultado das nossas exportações ficou abaixo da expectativa,

devido ao valor do dólar até outubro, que estava muito baixo, e só depois deu uma reagida. A Colormaq exportou para diversos países da América do Sul, América Central e África. CRESCIMENTO DO PAÍS Sabemos das dificuldades em todos os segmentos da economia. Nossa proposta para 2009 é de aproximadamente 10%. Há muitas incertezas, mas não nossa vontade de superar desafios. LANÇAMENTOS PARA 2009 Trabalhamos diariamente na busca de soluções e inovações, novas propostas aos consumidores e pesquisando e avaliando possibilidades. No segundo semestre, possivelmente, teremos novidades. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO A Colormaq tem mais de três décadas e, como muitas outras empresas, já passou por momentos mais turbulentos. Obviamente, não descartamos as dificuldades de todo o mercado, mas estamos confiantes em um ano de recuperação e em um 2010 mais promissor.

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Dartbag

BALANÇO DE 2008 Somos uma empresa de pequeno porte que está crescendo a cada dia, e nossas vendas tiveram bom resultado, mas ainda assim não foi o esperado.

Fotos: Divulgação

As vendas da empresa apresentaram bom resultado em 2008, mas não o que era esperado. Este ano, planeja lançar dois produtos, em junho, no mesmo segmento de bolsas estanques para câmeras digitais de silicone, e que atenderão portes maiores de câmeras de filmadoras.

Mauricio Corrêa Collaço, diretor comercial da Dartbag.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Como dispomos de um produto que não tem concorrentes, vendemos para praticamente todos os clientes atendidos em 2007. Em 2008, também tivemos mais clientes importantes, os quais chamamos de clientes-âncoras. O QUE FOI NEGATIVO Não conseguimos lançar a tempo um produto que estamos desenvolvendo há um ano e meio. Assim, deixamos de atender clientes que esperavam pelo lançamento no fim do ano passado. RESULTADO DA EMPRESA Crescemos exatamente 100%, mas esperávamos 200%. Sabemos que parece um megacrescimento, mas como somos novos e com um produto sem concorrentes, atendemos só 5% do mercado, então, o crescimento de 200% estaria dentro do normal para esse quadro. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou a empresa. Nosso produto é sazonal, para a época de férias, e na hora de fazer a programação de fim de ano com nossos clientes foi diferente de 2007, quando recebíamos um grande pedido com entrega programada, o que facilitava os investimentos na produção. Em 2008, nossos clientes compraram uma quantidade grande, mas em pequenos pedidos, sem qualquer previsão, trazendo riscos para a programação da produção. Vamos trabalhar com os estoques mais apertados, pois acho mais saudável perder algumas vendas do que ficar com dinheiro em estoque. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Os problemas são os mesmos de sempre, isto é, muitos tributos e pouco retorno dos mesmos. PRODUTOS LANÇADOS Não fizemos lançamentos. NOVOS SEGMENTOS Não entramos em novos segmentos, pois preferimos concentrar nosso foco no mercado em que já atuamos.

CRESCIMENTO DO PAÍS É difícil fazer uma previsão com tantos fatores a considerar, mas acho que temos condições de passar pela crise sem grandes impactos na estrutura do país. Mas o crescimento, com certeza, não vai ser satisfatório. LANÇAMENTOS PARA 2009 Lançaremos dois produtos no mesmo segmento de bolsas estanques para câmeras digitais, de silicone, e que atenderão portes maiores de câmeras de filmadoras. Os dois lançamentos serão em junho. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acho que para especificamente para nosso produto será um ótimo ano.

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Em 2008, a empresa ganhou mais market share e recebeu vários prêmios, entre eles o Idea, um dos mais importantes de design nos Estados Unidos e que teve sua primeira edição no Brasil. Também foi considerada uma das 150 melhores para se trabalhar, fechou o ano como a segunda com a melhor gestão de pessoas entre as companhias com 4 a 10 mil funcionários e a única vencedora do segmento de eletrodomésticos. BALANÇO DE 2008 A Electrolux consolidou a liderança da marca oferecendo produtos inovadores e a melhor experiência de compra aos consumidores. A empresa conseguiu mais um ano com ganhos em market share, o que confirma a boa aceitação do mercado em relação aos seus produtos. Esse crescimento tem-se mostrado consistente nos últimos oito anos, contribuindo para o sucesso da nossa marca. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O time da Electrolux fica gratificado em ver que a companhia é reconhecida pelo próprio mercado. Gostaria de compartilhar alguns exemplos: na área de produtos, a empresa conquistou o prêmio Idea; recebeu o Prêmio Ouro pela lavadora Electrolux Turbo Secagem e o Prêmio Prata pelo fogão Celebrate Glass, obteve 98% de satisfação de revendedores na quarta edição da pesquisa realizada pela Research International para monitorar a satisfação dos clientes. A mesma metodologia já havia sido empregada em 2003, 2004 e 2007 e, desde então, os índices de satisfação vêm crescendo. A Electrolux manteve-se como uma das 150 melhores empresas para se trabalhar na lista das Melhores e Maiores da revista Exame, e melhorou seu desempenho em relação a 2007. Além disso, entrou no Guia Exame Você S/A e fechou 2008 sendo reconhecida pela pesquisa do jornal Valor Econômico como a segunda empresa com a melhor gestão de pessoas entre as companhias com 4 a 10 mil funcionários. O QUE FOI NEGATIVO O aumento do custo da matéria-prima no Brasil, que em muitos casos é maior do que os custos estabelecidos pelo mercado internacional, além da instabilidade do cenário econômico global, que trouxe incertezas. RESULTADO DA EMPRESA O resultado será divulgado antes do fim do primeiro trimestre deste ano, mas adianto que a região da América Latina conseguiu excelente contribuição para o Grupo Electrolux em 2008. Tivemos melhorias expressivas em volume, faturamento e rentabilidade. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A empresa está atenta aos impactos que a crise financeira internacional pode trazer, porém a essência de sua estratégia não será alterada este ano. O foco na diferenciação dos nossos produtos e serviços, constante atenção para com nossos consumidores e a manutenção dos custos competitivos continuarão sendo alguns dos nossos principais componentes.

Foto: Julio Bittencourt

Electrolux Ruy Hirschheimer, presidente e CEO América Latina da Electrolux.

PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, renovamos 30% do portfólio com produtos que consideramos os melhores da indústria em cada categoria. A introdução da tecnologia BlueTouch modernizou uma linha inteira de produtos com o painel de controle digital, com interface mais moderna e capacidade para mais funções. Essa tecnologia foi introduzida em três categorias de produtos. Os refrigeradores Celebrate, com filtro no dispenser de água e com o maior freezer do mercado, o micro-ondas com o exclusivo menu Meus Favoritos e as novas lava-louças de nove serviços e design totalmente novo marcaram a entrada da empresa no segmento de lava-louças compactas. A Electrolux entrou no segmento de fogões de médio preço com um produto de baixo custo sem abrir mão da tecnologia, do design e da inovação. A nova linha Chef de fogões oferece painel na mesa e botões removíveis para fácil limpeza e o maior forno desse segmento. O lançamento da lavadora Turbo Acqua Jet, com a maior capacidade do mercado (15,2 kg), foi outro momento importante. As inovações do produto foram criadas no Brasil, como o sistema Turbo Acqua Jet, que proporciona o melhor desempenho de lavagem graças a jatos de água que diluem melhor o sabão na roupa. NOVOS SEGMENTOS A Electrolux entrou em novas categorias de produtos, como adegas e lava-seca. Foi, também, a primeira a entrar na categoria de cooktops portatéis por indução. E, no fim do ano, lançou a primeira lava-louças de nove serviços do mercado. Na categoria de ar-condicionado, fez uma extensão da linha de splits convencionais, lançando produtos de uso comercial como os modelos de piso-teto e cassete. EXPORTAÇÕES Atualmente, a Electrolux exporta para todos os países da América do Sul. Os produtos fabricados no Brasil, seu design e os features inovadores são muito bem aceitos no exterior. Entretanto, existem alguns fatores, como custos elevados das matérias-primas e logística, que impactam na nossa competitividade. Com isso, é preciso fazer uma avaliação comercial do nosso portfólio país por país. LANÇAMENTOS PARA 2009 Estamos no preparo de grandes inovações em refrigeradores, fogões e lavadoras com a finalidade de aumentar nosso share e consolidar a liderança da marca. O varejo apreciará nossos lançamentos já no primeiro trimestre deste ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Estamos confiantes que nossa empresa seguirá crescendo e ganhando a preferência do mercado.

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Esmaltec

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BALANÇO DE 2008 Para o mercado interno de eletrodomésticos, 2008 foi caracterizado por dois momentos. O primeiro semestre apresentou razoável crescimento de vendas em algumas linhas de produtos, embora a indústria tivesse iniciado o ano absorvendo os aumentos de matériaprima, mas no segundo foi possível sentir os resultados negativos oriundos da crise financeira internacional. O ano terminou aquém do esperado, com significativa queda na rentabilidade. Para a Esmaltec, 2008 foi um período de recordes e de crescimento – a empresa fechou o ano com a liderança no mercado de fogões. Cresceu em market share, produção e vendas, sendo que o ano foi marcado, também, pela consolidação da marca em seu mercado de atuação. O resultado confirmou que as estratégias da empresa foram acertadas. A família brasileira tem-se mostrado muito receptiva ao portfólio de produtos. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O ano passado foi marcado por diversos movimentos positivos, como a continuidade de migração entre classes, o crescimento do consumo na classe C, este vinculado ao aumento da massa salarial, a queda do nível de desemprego, uma das menores taxas na história do país, a disponibilidade de crédito, o incremento da renda familiar, o excelente desempenho apresentado pela indústria de forma geral e, para coroar tudo isso, o fato de o país ter recebido o cobiçado grau de investimento de duas das maiores agências de classificação de risco do mundo. É como se ambas dissessem aos investidores mais desconfiados: “O Brasil se tornou bom negócio”. O QUE FOI NEGATIVO Alguns fatores foram desfavoráveis para maior crescimento em 2008: no primeiro semestre, o aumento no preço da matéria-prima, que não pôde ser repassado para o preço dos produtos, gerou queda nas margens globais; e, no segundo, as dificuldades apresentadas em função da crise internacional de liquidez, como o encarecimento na concessão de crédito, que provocou certa retração no consumo em função do cenário de incerteza quanto à extensão do problema.

Fotos: Divulgação

A empresa considera que o ano passado foi de recordes. Ampliou o mix de produtos, tanto residenciais quanto comerciais, e cresceu em market share, produção e vendas. Suas estratégias mostraram-se acertadas para a consolidação da marca. Para 2009, prevê lançamentos e a continuidade dos investimentos nas linhas de refrigeradores e lavadoras.

Annette de Castro, superintendente da Esmaltec.

RESULTADO DA EMPRESA Fechamos 2008 com números positivos, porém abaixo das expectativas projetadas e com significativa queda na rentabilidade. No primeiro semestre, os preços praticados no mercado prejudicaram em parte o resultado financeiro, ficando a performance aquém da esperada. Houve dificuldade no repasse de preços para o varejo, que priorizou manter as condições de financiamento para o consumidor. A administração do fluxo de caixa tornou-se ponto crucial na gestão do negócio, bem como o controle das despesas. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL No segundo semestre de 2008, os efeitos da crise financeira foram percebidos, como o encarecimento na concessão de crédito e o início do desemprego no último trimestre. Há grande expectativa no quanto essa crise financeira influenciará no nível de emprego e o consequente impacto em toda a cadeia nos diversos segmentos de mercado (varejo, indústria, fornecedores). A previsão é de um mercado menos aquecido em 2009, o que nos levou a rever as projeções elaboradas e a traçar estrategicamente planos de contingência. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Poderíamos ter tido maiores avanços se a tão esperada reforma tributária houvesse ocorrido. Para nosso segmento, o resultado depende mais fortemente da oferta de crédito, da capacidade do varejo em manter os prazos de financiamento e, principalmente, da manutenção do nível de emprego. No segundo semestre, o governo empenhou-se para garantir a liquidez financeira e abriu novos canais para evitar a restrição do crédito, pontos que o varejo certamente continuará a capitalizar com seus clientes. O pacote de redução de

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impostos do governo, em dezembro, para desonerar a classe média, trouxe a esperança de manutenção de crescimento do PIB, mas em taxas menores. A taxa de juros, porém, estabilizou-se em 13,75%. Produtos lançados Em 2008, os lançamentos foram superiores aos de 2007. Iniciamos nossa atuação na categoria de lavadora de roupas automática com o lançamento do modelo 07 Plus; lançamos a Linha Stilo Inox para fogões, refrigeradores e bebedouros. No segmento comercial, lançamos vitrines verticais para bebidas e produtos para resfriamento rápido de bebidas (cervejeiros). Apesar de serem itens recentemente disponibilizados no mercado, a aceitação foi muito positiva. Com isso, ampliamos o mix de produtos, criamos opções, como o foco no atendimento aos consumidores, e geramos soluções rentáveis para os varejistas. Novos segmentos Mantivemos nosso foco no segmento da linha branca e na consolidação da refrigeração comercial. Quanto à linha de produtos, o lançamento da lavadora de roupas automática foi consequência da evolução do mix de nossos produtos. Exportações A política cambial não se mostrou favorável para o crescimento das exportações. Para a Esmaltec, os resultados da exportação foram bastante adversos nos três primeiros trimestres do ano, em face da valorização do real durante o período, bem como aos aumentos da matéria-prima. Ajustes de preços foram necessários, prejudicando a competitividade no nível internacional. No segundo semestre, principalmente em novembro e dezembro, houve redução no volume, devido ao agravamento da crise mundial. A incerteza do câmbio é algo que nos impossibilita de prever cenários a médio e longo prazos, devido à volatilidade da moeda. O fato inibe os planos de longo prazo para o mercado externo. Hoje, a Esmaltec exporta para mais de 50 países, com destaque para a Venezuela, a Rússia e vários do continente africano. A empresa concentrou suas exportações unicamente na linha de fogões, devido ao câmbio pouco favorável e manteve a política de prestigiar os clientes cativos, apesar das dificuldades de rentabilidade.

Crescimento do país O cenário é de incerteza quanto à extensão da crise internacional de liquidez, no entanto, o governo tem mencionado um crescimento do PIB de 2,5% para 2009. Lançamentos PARA 2009 Até o momento, as linhas de produtos Esmaltec têm sido bemaceitas, tanto pelos varejistas quanto pelos consumidores. Se 2009 exige cautela por um lado, por outro, é uma oportunidade. Portanto, deveremos continuar com os investimentos nas atuais linhas de produtos. Estão previstos lançamentos nas linhas de refrigeradores e lavadoras, para a continuidade do trabalho de consolidação de nossa marca e nossos produtos no mercado. A inovação será constante. Expectativas para este ano Acreditamos que o mercado continuará favorável, embora com taxas menores de crescimento, e o resultado será positivo se for mantida a oferta de crédito e, principalmente, a manutenção do nível de emprego, garantindo o nível de consumo. Sob o aspecto econômico, as profundas transformações mundiais verificadas no segundo semestre de 2008 afetaram os mercados, bem como as expectativas de crescimento para 2009. Entretanto, a Esmaltec mantém-se confiante de que continuará apresentando bom desempenho e conquistando maior participação de mercado com inovação e novidades em suas linhas de produtos. Vislumbramos na atual crise uma oportunidade, pois as empresas que tiverem maior flexibilidade e competitividade sairão fortalecidas, e a Esmaltec fará parte desse grupo. No entanto, para que a competitividade seja mantida em 2009, será necessário que a empresa trabalhe com o foco muito forte em redução de custos e na gestão do fluxo de caixa. Sob o aspecto social, continuaremos a investir no desenvolvimento das pessoas, pois elas serão o grande diferencial no cenário vindouro. Com 45 anos de atividade, a empresa planeja consolidar-se como a que oferece soluções completas aos seus consumidores, ampliar sua participação no mercado interno e no externo e posicionar-se como grande liderança nacional.

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A empresa, que detém as marcas Falmec, Smeg e Arix, faz um balanço positivo de 2008. Lançou oito produtos e obteve resultados interessantes, uma vez que o desenvolvimento e a fabricação se deram com a mesma tecnologia e qualidade obtidas no processo industrial da Europa. BALANÇO DE 2008 É um balanço positivo em função do incremento do processo industrial do Brasil. Há alguns anos, a Falmec decidiu investir na montagem de seu processo industrial no país e, a cada momento, ampliar sua linha de produtos que é aqui fabricada.

Fotos: Tamires Kopp / Valor / Agência O Globo

Falmec

Peri Cozer Olhovetchi, presidente da Falmec.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O contexto econômico internacional foi, na maior parte do tempo, muito favorável, e no Brasil vivemos um período de crescimento. Este ano, lançamos nossa segunda marca, Arix, passamos a distribuir a linha Smeg e prosseguimos na busca de novos canais de distribuição. O QUE FOI NEGATIVO O mais negativo é o cenário atual, que cria grande incerteza para toda a cadeia – do produtor ao consumidor. Porém, diferentemente de outras situações, para as quais o país não estava preparado, hoje nossas bases são outras. RESULTADO DA EMPRESA Correspondeu plenamente às expectativas. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Embora a crise seja fruto de problemas que vieram de fora e não criados por nós, já temos no Brasil grande experiência em conviver com longos períodos de incerteza. Já chegamos a lidar com fases em que a inflação era de 3% ao dia e, seguramente, o empresariado brasileiro saberá como se posicionar diante desse cenário. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Achamos que a política é adequada, mas a carga tributária, leonina, inviabiliza um crescimento maior da indústria. PRODUTOS LANÇADOS Ao longo do ano, lançamos oito produtos. Os resultados foram interessantes, principalmente porque conseguimos desenvolver e fabricar produtos no Brasil com a mesma tecnologia e qualidade obtidas no processo industrial da Europa. NOVOS SEGMENTOS Em 2008, passamos a distribuir a linha Smeg no Brasil. Nessa linha, entraram produtos que até então não faziam parte de nosso portfólio, como refrigeradores e lava-louças.

EXPORTAÇÕES Este é um processo novo para nós. Com a ampliação da linha de produtos fabricados no Brasil, passamos a ter condições de exportar, o que deve começar a concretizar-se em breve. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que o Brasil não irá mergulhar de forma tão profunda na crise internacional, por não estar envolvido com suas origens, esperamos que o país cresça entre 4 e 4,5% no ano. LANÇAMENTOS PARA 2009 Lançaremos produtos na feira Kitchen & Bath, que ocorre com o evento Revestir, em São Paulo, em março. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Embora o cenário do início do ano seja um pouco nebuloso e incerto – não sabemos quanto tempo a crise internacional vai durar –, estamos trabalhando de forma bastante intensa. Com a cadeia formada por nossos distribuidores e novos revendedores, queremos disponibilizar produtos com alta tecnologia e que, pelo fato de serem produzidos no Brasil, fiquem fora da influência da variação cambial.

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Fioreta Fotos: Divulgação

A empresa não tem queixas de 2008. O faturamento obtido foi 30,4% maior do que o de 2007 e as expectativas plenamente correspondidas. Neste ano, pretende lançar pelo menos dois produtos e acredita em crescimento logo após o primeiro trimestre. BALANÇO DE 2008 O ano foi muito bom para a Fioreta. A empresa cresceu 27,3% em volume. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Destacamos o lançamento de uma lavadora com argumentos exclusivíssimos de vendas, tais como reverso no agitador, 7,1 kg por um preço excelente, abertura de novas regiões e, principalmente, o reconhecimento do nosso trabalho no mercado.

Gilberto Torrezan, presidente da Fioreta.

O QUE FOI NEGATIVO Felizmente, não nos podemos queixar. RESULTADO DA EMPRESA Sem dúvida, correspondeu às expectativas. O faturamento foi 30,4% maior do que o de 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Não tivemos nenhuma desistência de pedidos em 2008. Mas, em 2009, esperamos um crescimento pouco menor. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O governo precisará impedir as altas taxas de juros para que os consumidores continuem motivados a comprar. Os lojistas, por sua vez, estão querendo repassar aos fabricantes o ônus dessas taxas, solicitando prazos maiores, numa tentativa de evitar que os produtos sofram aumento de preço nas compras a prazo, nos pontos-de-venda. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos dois produtos em 2008: uma lavadora de 7,1 kg, semiautomática Reverse, e uma centrífuga de roupas, cuja capacidade é de 5 kg, com 3.100 rpm. Em 2007, lançamos mais produtos, mas os dois do ano passado tiveram ótimo desempenho. NOVOS SEGMENTOS A empresa não entrou em novos segmentos, pois seu foco é voltado aos produtos ligados às roupas. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que se o crescimento for superior a 2% já estaremos bem.

LANÇAMENTOS PARA 2009 Lançaremos, pelo menos, dois produtos. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Poderemos ser atingidos pela crise no primeiro trimestre, mas, passado esse período, acreditamos em crescimento.

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Fischer

Fotos: Divulgação

A empresa classifica o ano passado como excelente. O parque fabril foi ampliado em mais 15 mil m², as metas foram atingidas e o faturamento alcançou R$ 230 milhões, o que representou crescimento de 21% em relação a 2007. BALANÇO DE 2008 Para a Fischer, foi um ano excelente, com os melhores resultados possíveis. Praticamente todas as metas estabelecidas foram atingidas, e a empresa alcançou o faturamento de R$ 230 milhões, o que significa crescimento superior a 21% em relação a 2007. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Em 2008, a empresa reforçou ainda mais a qualidade de sua marca, em todas as suas linhas de atuação – eletrodomésticos, bicicletas e equipamentos para a construção civil –, levando ao mercado brasileiro artigos de alta tecnologia e performance, com preços compatíveis. Lançou uma série de produtos e ampliou sua inha de eletrodomésticos com modelos tecnologicamente mais avançados e com maior eficiência econômica. Além disso, ampliou sua área em mais 15 mil m² e, neste ano, está investindo em mais um novo pavilhão industrial, com a mesma metragem.

Ingo Fischer, presidente da Fischer.

O QUE FOI NEGATIVO Felizmente, não tivemos fatores negativos a registrar e que afetassem significativamente o processo de desenvolvimento da empresa. RESULTADO DA EMPRESA A atuação da empresa foi excepcional. Foi além das expectativas e previsões formuladas. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Levando em conta a atual situação, que se anuncia por causa da crise econômica mundial, a Fischer está revendo toda a sua estratégia de ação, com prioridade no que diz respeito às linhas de produtos. Automaticamente nos reforçamos e demos mais ênfase no controle da economia e na diversificação, para que o público-alvo possa continuar adquirindo nossos produtos. Essa revisão estende-se também às políticas de manutenção e manuseio. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Entendemos que a política econômica brasileira deveria prever uma queda acentuada dos juros, para não afetar o crescimento das empresas e consequências sociais derivadas. Deveria, também, ocorrer a tão esperada reforma tributária e flexibilização na legislação trabalhista. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos vários produtos no ano passado, principalmente na área de eletrodomésticos. NOVOS SEGMENTOS A empresa continua com suas tradicionais linhas de produção – eletrodomésticos, bicicletas e equipamentos para a construção civil.

EXPORTAÇÕES O mercado nacional continua sendo a prioridade absoluta da empresa e para o qual orienta todas as pesquisas. Mas, embora em escala bem menor, já existe uma tradição de exportação, principalmente de eletrodomésticos e produtos para construção civil para diversos países da América Latina. CRESCIMENTO DO PAÍS A Fischer está projetando, para este ano, crescimento em torno de 25%. E entendemos que, apesar das ameaças ligadas à crise mundial, o Brasil tem grandes possibilidades de superar as dificuldades, adotando medidas preventivas e procurando alternativas adequadas. LANÇAMENTOS PARA 2009 Está sendo preparada uma gama diversificada de produtos que serão lançados na Movelpar, feira que ocorrerá em março, em Arapongas (PR), e da qual a empresa participa há vários anos. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Estamos confiantes em nossa estratégia de trabalho para 2009, tanto que projetamos crescimento de 25%. Acreditamos que todo o setor industrial brasileiro está devidamente alerta para encontrar caminhos e possibilidades que nos permitam manter a salvo dos abalos enfrentados pela maioria dos países industrializados.

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GA.MA Italy A empresa não viu nenhum fator positivo em 2008, pois foi afetada pela crise econômica internacional. Seu resultado, porém, correspondeu às expectativas e, para este ano, projeta lançar 25 produtos.

BALANÇO DE 2008 O ano passado foi atípico, tanto para a empresa, como para o mundo. Para a empresa, foi um ano de inflexão e, para o mundo, o problema foi a crise no último trimestre de 2008. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Em particular, não tivemos nenhum fator positivo em 2008. O QUE FOI NEGATIVO A crise no fim do ano. RESULTADO DA EMPRESA O faturamento da empresa foi de acordo com nossas expectativas

Marcelo Ceva, presidente da GA.MA Italy.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise financeira internacional afetou a empresa, por um lado, pelo aumento do dólar, e por outro, pela baixa no consumo dos produtos. Modificamos algumas estratégias e fizemos uma reestruturação comercial para melhor atendimento aos nossos clientes. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A taxa de juros é muito alta. Época de crise é boa oportunidade para reformular o sistema impositivo, o que não está sendo feito. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, o número de produtos lançados ficou abaixo de dez modelos. Em 2007, foram lançados mais produtos. Como sempre, as pranchas e as máquinas de corte são nossos carros-chefes. NOVOS SEGMENTOS Em 2008, não entramos com novos segmentos. CRESCIMENTO DO PAÍS Ninguém pode afirmar um número exato para o crescimento, mas a estimativa é que ficará em torno de 1%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Em 2009, lançaremos 25 produtos, da seguinte forma: em abril, na Hair Brasil; em julho, na chegada dos produtos, e em outubro, para o Natal. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Este ano será muito difícil, principalmente o primeiro trimestre. Até o fim do ano todos teremos dificuldades.

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BALANÇO DE 2008 O ano passado foi ótimo e poderia ter sido excepcional, se não fosse a crise financeira internacional, que trouxe impacto negativo ao nosso resultado de dezembro. Em todo caso, estamos extremamente satisfeitos com o resultado final. Atingimos nosso objetivo em todos os meses, com exceção de dezembro. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O aquecimento do mercado econômico nacional, que determinou um resultado excepcional para nossas vendas do primeiro semestre. No mercado gourmet, notamos forte tendência na procura de produtos de qualidade e alta performance. Graças a essa tendência, nossa linha de panelas italianas Bialetti, que possui diversas características que diferenciam das concorrentes, registrou aumento nas vendas superior a 200%. O QUE FOI NEGATIVO Continua sendo a excessiva e exagerada carga tributária, que atua como um freio na economia. O fato de alguns impostos serem cobrados em efeito cascata onera algumas linhas de produtos em mais de 50% do seu preço final. Muitas vezes, o Brasil protesta contra as barreiras protecionistas dos países desenvolvidos, mas o percentual de impostos que incide sobre nossas importações está entre os mais altos de todo o mundo. As medidas tomadas no fim do ano, no sentido de desonerar essa carga tributária, foram muito tímidas. O governo deveria, obrigatoriamente, controlar os gastos públicos. Com isso, seria possível reduzir e simplificar a carga tributária. RESULTADO DA EMPRESA O resultado correspondeu plenamente. Estabelecemos uma meta baseada num crescimento de 18,5% sobre o faturamento do ano anterior e conseguimos superá-la já em meados de outubro. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Pudemos sentir o impacto da crise, que consideramos ter sido mais psicológico do que real, nas vendas de fim de novembro e de dezembro. O que levou o mercado a interromper a forte tendência de aquecimento foi o receio de que a crise chegasse fortemente ao Brasil, e não os dados concretos sobre a economia nacional. Dessa forma, nossa estratégia para 2009 foi levemente reajustada, mas sua base será mantida porque acreditamos que a crise financeira será superada já no decorrer do primeiro semestre. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica é um dos grandes acertos do atual governo.

Fotos: Divulgação

O resultado de 2008 correspondeu plenamente às expectativas da empresa, que atua nos mercados de presentes e utilidades domésticas, bem como no de portáteis. A meta estabelecida de crescimento de 18,5% sobre o faturamento do ano anterior foi superada em outubro. Em 2009 pretende manter o ritmo de 15 a 20 lançamentos. Umberto Milo, diretor-presidente da Imeltron.

Prova disso é que a crise está causando um impacto menor no Brasil, quando comparada à maioria dos países desenvolvidos. Lembrando, ainda, que o risco Brasil atingiu o menor nível da história. PRODUTOS LANÇADOS Atuamos, principalmente, em dois mercados: em presentes e utilidades domésticas lançamos mais de 70 itens, com destaque para a linha de porcelanas com design da empresa australiana Salt & Pepper. Essa linha alcançou grande sucesso no mercado, pois os produtos apresentam alta qualidade e design diferenciado, além de serem totalmente inovadores. No mercado de eletroportáteis, lançamos 15 produtos. O destaque foi o Choco&Latte da Bialetti, que produz o autêntico chocolate italiano, tornando o leite extremamente cremoso e possibilitando o preparo de um delicioso cappuccino, drinques à base de leite, pudins, musses, sopas e muito mais. Isso significa que o número de lançamentos foi cerca de 10% superior ao de 2007. CRESCIMENTO DO PAÍS Estamos bastante otimistas com 2009. Acreditamos que o Brasil deve crescer por volta de 4%, o que seria um resultado satisfatório, uma vez que o FMI projeta um aumento bem inferior para o PIB global deste ano. LANÇAMENTOS PARA 2009 A Imeltron pretende manter o ritmo de 15 a 20 lançamentos/ano, no setor de eletrodomésticos e eletroportáteis, Esses lançamentos são realizados nas feiras do nosso setor, que ocorrerão em março e agosto, quando recebemos clientes de todo o país, que vêm principalmente em busca de novos produtos para lançarem em suas lojas. Podemos antecipar, em primeira mão para Eletrolar News, que em março será lançado um modelo de cafeteira espresso inovador e que, seguramente, agradará ao mercado varejista. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO As expectativas da Imeltron são as melhores possíveis. Neste ano, reforçaremos a estratégia de atuação em novos canais de distribuição e, com isso, estamos confiantes em manter o mesmo nível de crescimento em nosso faturamento, que foi superior aos 25%.

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Johnson Controls

BALANÇO DE 2008 Foi um ano de crescimento para a Johnson Controls Brasil, tanto em faturamento quanto em produção. O crescimento ocorreu principalmente na área de refrigeração industrial, pelo forte investimento da agroindústria, como os setores de carnes e aves, o que impulsionou a demanda por tecnologias utilizadas no processo de conservação de produtos congelados. Outro crescimento relevante que tivemos foi em ar-condicionado residencial, em que a Johnson Controls apresentou crescimento de aproximadamente 50% em relação a 2007. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Em 2008, a economia brasileira cresceu em torno de 6% no primeiro semestre, impulsionada, principalmente, pela expansão do crédito. Esse fator, aliado aos investimentos feitos pela empresa e às estratégias comerciais, fez com que a Johnson Controls, de forma geral, expandisse em 30% seu faturamento. Setores específicos, como o da construção civil, ligado a diversos negócios da empresa, cresceram expressivamente em 2008, potencializando o perfil em fornecer soluções completas aos seus clientes. O QUE FOI NEGATIVO O segundo semestre de 2008 foi marcado pelas transformações na economia mundial e a alta do dólar, que provocou a reavaliação dos custos. RESULTADO DA EMPRESA Os resultados da nossa empresa superaram as expectativas. Tivemos aumento no faturamento de 55% em relação ao ano anterior.

Fotos: Divulgação

O crescimento das vendas da empresa na área de refrigeração industrial e residencial foi bastante acentuado em 2008. Houve expansão de 30% no faturamento, fruto dos investimentos e das estratégias comerciais. Nos planos para 2009, está o lançamento de equipamentos com tecnologia VRF, ainda neste primeiro semestre.

Paulo Freire, vice-presidente e gerente geral de building efficiency da Johnson Controls para o Cone Sul.

NOVOS SEGMENTOS Continuamos atuando nos mesmos segmentos, porém oferecemos novas opções de produtos e serviços. EXPORTAÇÕES A Johnson Controls exporta compressores, unidades de tratamento de ar, unidades de resfriamento de água e outros equipamentos de refrigeração industrial e ar-condicionado para países da América Latina, da Europa, da Ásia, para o México e os Estados Unidos. Atualmente, 15% de nossa produção é destinada à exportação.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL As turbulências na economia mundial trouxeram um período de readequaçãos em diversos segmentos da Johnson Controls. A alta do dólar fez com que os custos fossem reavaliados, mas também propiciou vantagens competitivas nas exportações, que continuam impulsionando os negócios.

CRESCIMENTO DO PAÍS Em nossa opinião, o crescimento do país ficará em torno de 3%.

POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O governo brasileiro está tomando medidas pertinentes para que a crise mundial tenha o mínimo impacto no país, porém estamos ansiosos pela estabilização do câmbio.

EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Esperamos crescimento da economia brasileira em 2009, ainda que menor do que nos últimos anos. Acreditamos que os efeitos da crise serão minimizados e não se prolongarão por muito tempo. Esperamos, também, a continuidade dos investimentos nos setores de refrigeração, especialmente aves e leite, e mantemos as expectativas de crescimento do mercado de ar-condicionado. A construção de edifícios inteligentes ou green building também será uma das grandes apostas para os próximos anos.

PRODUTOS LANÇADOS A Johnson Controls está constantemente preocupada com a atualização tecnológica de seus produtos. Dessa forma, apresentamos todos os anos lançamentos nos segmentos nos quais atuamos.

LANÇAMENTOS PARA 2009 A empresa pretende lançar equipamentos com tecnologia VRF no primeiro semestre deste ano.

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Latina

BALANÇO DE 2008 Foi surpreendente, pois no início de 2008 esperávamos um ano espetacular, mas no fim ele foi apenas regular, levemente melhor do que 2007, porém 10% abaixo do crescimento inicialmente projetado. A Latina está entre as 100 pequenas e médias empresas que mais cresceram nos últimos três anos, na pesquisa Exame PME, apresentando crescimento de 60,8% na receita líquida, no período de 2005/2007.

Fotos: Divulgação

O desempenho da empresa em 2008 ficou abaixo do crescimento que havia sido projetado. Pontos positivos foram os dois novos modelos de lavadora semiautomática e o reconhecimento da marca, com logomarca mais moderna, e o forte investimento em mídia impressa e televisiva.

Valdemir Dantas, presidente da Latina.

FATORES MAIS POSITIVOS No cenário nacional, a continuidade do aumento do poder de compra da população, em especial da classe C, provocou o crescimento geral do mercado. Destaque, também, para a situação econômica do país, que nunca esteve tão bem, e no fim do ano para as ações do governo, criando mecanismos para reduzir os efeitos da crise de ganância mundial.

semiautomática, com 8 kg de capacidade, e modernizamos todos os produtos, buscando maior identidade visual. Um dos principais resultados foi o aumento do reconhecimento da marca Latina, com a logomarca modernizada, e mais o forte investimento em mídia impressa e televisiva. No segundo semestre, estivemos presentes nas mais importantes revistas femininas de distribuição nacional e veiculamos ações de merchandising nos principais programas cujo público é nosso target. Para sustentar as ações no ponto-de-venda contratamos a artista global Ingrid Guimarães, que assinou toda a nossa mídia impressa.

O QUE FOI NEGATIVO O fraco desempenho da classe política que, mais uma vez, deixou as coisas importantes em segundo plano ou simplesmente alinhou-se com interesses puramente pessoais, sem o menor compromisso com o povo. Foi negativo, também, o alto custo dos recursos para o capital de giro, fato que se agravou no fim do ano com a escassez de dinheiro para a produção.

NOVOS SEGMENTOS Estamos agora com uma equipe especializada para trabalhar o canal de home centers, em que nossos ventiladores de teto Air e Air Control, com controle remoto, serão os carros-chefes, ao lado da linha de bebedouros e purificadores refrigerados. Buscamos esses novos canais para aumentar a visibilidade dos nossos produtos e, também, para participar desse mercado em franca expansão.

RESULTADO DA EMPRESA Como somos uma sociedade anônima, não posso falar de faturamento, porém ultrapassaremos os R$ 100 milhões com ganhos em algumas linhas de produtos em que construímos a liderança e com boa recuperação de market share em lavadoras de roupas. Nossa participação no mercado de secadoras de roupas foi muito aquém do projetado, posição que recuperaremos este ano.

EXPORTAÇÕES Em função do histórico brasileiro de fluidez do câmbio não podemos apostar muito nesse canal. Nossa política é constante e modesta, e as exportações não podem ser superiores a 5% do faturamento líquido da Latina. Nossa participação é mais forte no Paraguai, na Venezuela e um pouco no Caribe. A experiência com a África Ocidental não foi boa, mas vemos algumas possibilidades na Europa tão logo sejam completados os processos de certificação dos produtos.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Nas exportações, melhorou nossa posição nos mercados do Mercosul. Mas, por outro lado, reduziu nossa competitividade em novos mercados, sobretudo na Venezuela. O custo dos fretes, cada vez mais, é um grande obstáculo. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Está correta, porém muito cautelosa. Mas não gostaria de estar na posição dos gestores da política econômica em função da administração dos interesses do Brasil e de diversos grupos. O que se mostra mais urgente, a cada dia, é solucionar o problema dos tributos e penalizar a informalidade. PRODUTOS LANÇADOS Como havíamos anunciado, lançamos dois modelos de lavadora

CRESCIMENTO DO PAÍS Ao falar com a segurança do leigo, acima de 3,5%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Temos dois produtos que completarão nossa linha Saúde, que inclui os purificadores de água. Os lançamentos deverão ocorrer ainda no primeiro semestre. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Trabalhamos com um cenário pessimista de menos 5% e um realista, de crescimento 0%, porém com ações mais focadas. Temos certeza de que, com a crise, se ela realmente vier, algumas linhas de nossos produtos serão fortemente beneficiadas, uma vez que a percepção de custo-benefício já é reconhecida por distribuidores e consumidores. eletrolarnews

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Lenoxx Sound O resultado do último trimestre de 2008 dificultou à empresa atingir sua meta. Mas, levando em conta a crise econômica mundial, o resultado foi aceitável. As estratégias para este ano estão sendo revistas, bem como o mix ideal de produtos.

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FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO No setor de eletros, o mais positivo foi o aquecimento do mercado, com o aumento do consumo, provocado, também, por agressivas políticas de financiamento ofertadas pelo varejo.

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 O ano passado foi positivo para a Lenoxx até outubro, quando estourou a crise financeira no mundo. Mantínhamos crescimento e ganho de share. Particularmente, planejávamos um processo gradativo de horizontalidade nas vendas, que teve de ser freado com a crise.

Antonio C. de Carvalho Jr., diretor comercial da Lenoxx Sound.

O QUE FOI NEGATIVO Não podemos deixar de falar sempre nela: a crise global financeira, quando tivemos de rever nosso orçamento com dificuldade, pois a incerteza era grande em relação a tudo. RESULTADO DA EMPRESA Não divulgamos o faturamento. O resultado do último trimestre dificultou que atingíssemos nossa meta. Dentro das circunstâncias, o resultado foi aceitável, mas não confortável. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou bastante a empresa, principalmente na alta cambial, que tem impacto direto em nosso custo. Além disso, a preocupação inibiu o consumo. Com certeza, a estratégia muda bastante para este ano, quando teremos de rever o mix ideal e os preços que serão ofertados na ponta do varejo, mas estamos otimistas. Sabemos que nosso produto se torna mais vendável no momento de crise, pelo fato de trazer a tecnologia esperada e por menor preço. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O Brasil estava bem economicamente no momento da crise e sabemos que, em outras épocas, o problema seria muito maior. Acredito que passaremos por um momento de ajuste, rápido, e nos adaptaremos às novas condições, Mas, infelizmente, teremos um freio no crescimento antes esperado. PRODUTOS LANÇADOS Ano passado, lançamos nove produtos e estamos desenvolvendo outros para este ano e em número superior. O melhor resultado foi em DVD. Para este ano, estamos agregando novas tecnologias em nossos itens.

CRESCIMENTO DO PAÍS O Brasil crescerá muito pouco – prefiro não “chutar” um índice –, mas, se mantivermos os números do ano passado, poderemos nos dar por satisfeitos. LANÇAMENTOS PARA 2009 Os lançamentos serão planejados somente no segundo semestre. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Vamos continuar trabalhando, somos otimistas, temos um plano consistente de horizontalidade que por si só nos levará a um crescimento superior a 35%. Estamos com os pés no chão, sabemos de nosso potencial perante o mercado e nos adequaremos a qualquer crise. Apesar do momento de incerteza, temos consciência de que nosso produto se porta bem em crises. Não dá para adivinhar até onde ela irá, mas o importante é o país não entrar nos famosos “círculos da miséria”.

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LG Em 2008, a empresa atingiu o faturamento de US$ 2,8 bilhões no Brasil, o que representou crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Ampliou seu portfólio com o lançamento de 130 produtos, realizou ações diferenciadas de marketing e consolidou parcerias.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Além dos constantes investimentos para incrementar a atuação da LG no Brasil, tivemos ações diferenciadas de marketing e vendas, campanhas de mídia, promoções e intenso trabalho no ponto-de-venda. Destaque, também, para a criação e a consolidação de parcerias, a ampliação do portfólio de produtos e de distribuidores da marca e o aprimoramento dos serviços, entre outros fatores. O QUE FOI NEGATIVO A LG entende que todas as situações podem ser enxergadas positivamente. Por isso, busca o melhor de cada uma, no sentido de obter resultados favoráveis. RESULTADO DA EMPRESA A empresa atingiu o faturamento de US$ 2,8 bilhões no Brasil, o que significou crescimento de 12% em relação a 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A LG chegou ao Brasil em plena crise econômica que atingiu os mercados asiáticos em meados da década de 90, num sinal claro da confiança da empresa no mercado brasileiro. Essa posição ainda se mantém hoje em dia. PRODUTOS LANÇADOS Foram lançados 130 produtos ao longo de 2008. No segmento de informática, lançamos um notebook de alta performance, o S510, um superleve e fino, P300, além de up grades nos modelos da série E: o E500-K, o E500-L e o E200, que já são produzidos em nossa fábrica de Taubaté (SP). Também apresentamos a série 52 de monitores, com os modelos W1752T, W1952TQ, W2252TQ, W2452T e W2452V; a série 42, com os modelos W1642S, W1942S; a série Top do Design; e a série 84, com o modelo W2284F, além do multitarefas L206WU. Em drives óticos, destacamos o Super Multi Blue (BE06LU10), externo, e os intermos, Super Multi Blue (GGW-H20L) e o Super Multi Blue (GGC-H20L), todos tocadores/leitores de bluray. Na área de celulares, os principais lançamentos foram o LG Viewty (KE990), o LG KF600, tipo slider, e o music phone LG KM500. Para home eletronics, lançamos os televisores da Scarlet Series, a New Plasma e a linha de DTV. No segmento de áudio e vídeo, tivemos

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 Foi um ano positivo, a LG cresceu 12% em relação a 2007. Esse resultado é reflexo da expansão nos negócios da companhia em todos os segmentos em que atua: home eletronics (televisores, áudio e vídeo), celulares, informática (notebooks, monitores e dispositivos óticos) e linha branca/condicionadores de ar.

Eduardo Toni, diretor de marketing da LG.

o home theater Scarlet, o bluray player e uma linha de Car Audio. Lançamos também a Lava e Seca 2 em 1 Steam e o aspirador de pó Kompressor. NOVOS SEGMENTOS Preferimos continuar atuando nos segmentos nos quais já temos expertise. A LG investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento de produtos, sempre com o objetivo de exceder as expectativas dos consumidores. E os resultados comprovam que estamos no caminho certo. EXPORTAÇÕES O foco da LG no Brasil é atender prioritariamente o mercado interno, com pequeno volume voltado à exportação. CRESCIMENTO DO PAÍS O que podemos dizer é que sempre acreditamos na economia brasileira e vamos continuar trabalhando e investindo para contribuir ainda mais com o desenvolvimento do país. LANÇAMENTOS PARA 2009 Nossos lançamentos ocorrerão ao longo do ano, em todos os segmentos em que atuamos, sempre de acordo com as estratégias da empresa. A quantidade de produtos pode variar, dependendo de demandas específicas. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Continuaremos investindo e trabalhando com o objetivo de atender as demandas do mercado e oferecer ao consumidor brasileiro o que há de mais moderno, no mundo, em termos de alta tecnologia e design inovador.

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Libell O ano passado foi de grandes lançamentos para a empresa, que apresentou três produtos, contra um em 2007. Conseguiu, também, atingir uma excelência operacional que resultou em maiores vendas e seu faturamento superou em 42% o registrado em 2007.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O lançamento dos produtos já mencionados foi o resultado mais positivo. Isso motivou a empresa a inovar e a projetar a incorporação de outros itens no mercado.

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 Foi um ano significativo em termos de busca de metas e concretização de projetos. A empresa transformou competência, empenho e muita criatividade em grandes lançamentos. Os projetos de purificadores e bebedouros, com design moderno e inovador, foram incorporados à linha de produção agregando valor aos itens fabricados pela empresa e com resultados positivos de vendas.

Emerson Bellotti, diretor executivo comercial da Libell.

O QUE FOI NEGATIVO A crise mundial que acarretou um desaquecimento geral do mercado e gerou resultados pouco favoráveis em alguns períodos. RESULTADO DA EMPRESA A empresa atingiu excelência operacional que resultou em vendas significativas, as quais superaram as metas estabelecidas para o ano passado. A Libell conquistou uma parcela significativa do mercado nacional e, hoje, destaca-se entre as maiores empresas do Brasil. O faturamento de 2008 superou em 42% o de 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise gerou alguns desconfortos devido à insegurança do consumo em decorrência dos altos juros para compras parceladas. Algumas estratégias foram aprimoradas e revistas para minimizarmos o impacto sofrido. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica vem, em curtos passos, adequando-se à realidade brasileira e mundial. Num período de crise, as taxas aplicadas precisam ser revistas para não sermos contrários à realidade mundial. PRODUTOS LANÇADOS Na linha de purificadores, a Libell lançou o Acqua Flex hermético; na linha de bebedouros, o Stilo Hermético; e na linha de bebedouro de pressão, o Press Baby. Foram três lançamentos em 2008, contra um em 2007, e todos tiveram resultado positivo. Mas o destaque foi o purificador Acqua Flex, com maior aceitação no mercado e, consequentemente, melhor resultado de vendas. NOVOS SEGMENTOS A empresa está incorporando novos produtos à sua linha de pro-

dução. Hoje, atuando como Libell Eletrodomésticos (anteriormente Libell Bebedouros), entra no segmento de linha branca com projetos para refrigeradores, lavadoras de roupas e depurados de ar, entre outros. EXPORTAÇÕES Por enquanto, continuamos focando no mercado nacional. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que o Brasil terá um crescimento moderado este ano, algo entre 2,5 a 3%, devido aos impactos gerados pela crise financeira mundial. LANÇAMENTOS PARA 2009 Com o objetivo de ampliar o mix de produtos da empresa, lançaremos em meados de abril a linha de lavadoras de roupas semiautomáticas, trazendo design, tecnologia e inovação, com amplo custo x benefício para lojistas e consumidores finais. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO As expectativas são otimistas. Com a ampliação da linha de produtos, a empresa pretende atingir novos mercados e difundir a marca Libell. Acreditamos que a crise ainda causará desconforto no decorrer do ano, contudo novas estratégias e planejamentos estão sendo traçados para minimizarmos o problema.

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M.Cassab

BALANÇO DE 2008 Foi um ano muito bom, do início ao fim. Claro que nos últimos três meses ficamos apreensivos com as perspectivas futuras, mas não chegamos a sentir nenhuma retração significativa.

Fotos: Divulgação

A estabilidade do dólar, em 2008, contribuiu para os bons resultados da M.Cassab, que comercializa no Brasil as marcas De’Longhi e Cuisinart. No ano, a empresa lançou um número maior de produtos do que em 2007 e, para 2009, projeta apresentar seis novidades no primeiro semestre e quatro no segundo.

André Cutait, presidente da M.Cassab.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Para a M.Cassab, que trabalha com produtos importados, o grande fator positivo foi o dólar, assim como a melhora do poder aquisitivo dos consumidores e as facilidades com o crédito. O QUE FOI NEGATIVO Assim como o dólar ajudou os importadores por quase dez meses, no último trimestre a moeda americana jogou contra e nos deixou um pouco preocupados com o futuro próximo. Mas essa insegurança já foi superada. Acreditamos no nosso governo, pelo menos quanto à questão econômica, e principalmente na forma como administramos nosso dia-a-dia. RESULTADO DA EMPRESA Atingimos nossa meta, que de certa forma era ambiciosa. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Não chegou a nos afetar de forma significativa, até dezembro. E para este ano estamos otimistas, desde que o dólar não fique muito acima de R$ 2. Acreditamos que o consumo se manterá num bom nível, se não formos forçados a aumentar os preços substancialmente. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA De forma geral, apoiamos a atual política. Mas pequenos ajustes podem ser feitos, como a redução da taxa de juros, a maior participação do Banco Central, para não deixar o real se desvalorizar demais, e a redução nas despesas do governo. LANÇAMENTOS EM 2008 A empresa comercializa duas marcas no Brasil e, no ano passado, lançou sete produtos, número superior ao de 2007. Da marca De’Longhi, trouxemos um ferro de passar roupas, um aspirador de pó com filtro Hepa e a cafeteira DCF. Da marca Cuisinart, a panela de pressão elétrica, a sorveteira ICE40, a chaleira elétrica e o fondue elétrico. O melhor resultado foi obtido com o aparelho

de fondue elétrico, um produto totalmente diferenciado, com ajustes de temperatura, fio removível e outros diferenciais. CRESCIMENTO DO BRASIL Somos otimistas e acreditamos que o país crescerá pouco mais do que os 2,5 % que a maioria está prevendo. De qualquer forma, nossas metas para este ano são bastante agressivas. LANÇAMENTOS PARA 2009 Faremos cerca de dez lançamentos, sendo seis no primeiro semestre e quatro no segundo. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO A crise deverá ter pequeno impacto por muito pouco tempo no nosso negócio. Vamos ter mais um ano de alegrias.

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indústria

Mabe

BALANÇO DE 2008 Foi um ano de crescimento e principalmente de lançamento da marca Mabe, que possui uma linha completa de produtos. Agora, nosso portfólio de marcas está completo e com as marcas GE, Mabe e Dako podemos ser a melhor alternativa para nossos clientes varejistas, com opções de produtos que vão desde eletrodomésticos simples até os mais sofisticados. As três marcas possuem propostas que se complementam. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Cito a disponibilidade de crédito e o aumento da renda da classe C. Outro ponto positivo foi a continuidade de crescimento do mercado de linha branca no primeiro semestre. O QUE FOI NEGATIVO O aumento do custo das principais matérias-primas no primeiro semestre e a crise mundial no segundo. RESULTADO DA EMPRESA O resultado do Grupo Mabe foi afetado no último trimestre. Mesmo assim, o faturamento em 2008 foi de R$ 1,4 bilhão, o que representou crescimento de 8% em relação a 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise está afetando a todos, por isso, esperamos um primeiro trimestre mais conturbado, de acomodação à nova realidade mundial, com restrição de crédito, mercados com alta volatilidade e ajustes em diversas empresas. Mesmo assim, a Mabe está otimista para este ano. Esperamos que os mercados superem a crise e que o Brasil saia ainda mais fortalecido, tanto internamente como no cenário internacional, com a retomada do consumo e do crescimento. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Acreditamos que a política econômica brasileira está adequada, aumentando a disponibilidade de crédito, garantindo a liquidez do mercado financeiro e fortalecendo a continuidade do consumo por meio do ajuste de impostos. Da mesma forma que o setor automobilístico obteve reduções de IPI, as taxas de juros e a redução de impostos para o setor de linha branca – que representa bens essenciais e com alta geração de empregos – também deveriam ter mais atenção por parte do governo. O IPI, de cerca de 15% para refrigeradores e de 20% para lavadoras automáticas, é muito elevado para bens essenciais. Além disso, a substituição dos antigos

Fotos: Divulgação

Os resultados de 2008 foram positivos para a Mabe no Brasil. A empresa teve crescimento de 8% em relação a 2007, apesar do último trimestre do ano ter sido afetado pela crise financeira internacional. O grupo também lançou uma terceira marca no país e se mostra otimista para este ano, tendo a expectativa de crescer no mercado de linha branca.

Patrício Mendizábal, presidente da Mabe.

produtos por novos (mais eficientes) representa uma economia sensível de energia e água. PRODUTOS LANÇADOS Além de 20 modelos de produtos das marcas GE e Dako, lançamos no mercado brasileiro a marca Mabe, com uma linha completa de produtos de tecnologia realmente útil e sofisticado design. São mais de 65 modelos Mabe, importados e nacionais, entre refrigeradores, fogões, micro-ondas, depuradores, coifas e lavadoras. NOVOS SEGMENTOS Reforçamos a relação do Grupo Mabe com construtoras, empresas de cozinhas planejadas, arquitetos e decoradores. Também ampliamos nossa linha de produtos em cada uma das marcas para atuar em novos segmentos, como o lançamento dos refrigeradores frost free com a marca Dako. EXPORTAÇÕES Acreditamos que nosso governo está esforçando-se para fomentar as exportações brasileiras e, para isso, tem investido em ações estratégicas para aumentá-las. Em 2008, obtivemos resultados positivos em relação à exportação de nossos eletrodomésticos. Cerca de 15% de nossa produção foi exportada para mais de 30 países. CRESCIMENTO DO BRASIL Apesar da crise mundial, acreditamos que o PIB brasileiro crescerá cerca de 3% este ano. LANÇAMENTOS PARA 2009 Manteremos nossos planos de ampliação e renovação das linhas de produtos com lançamentos programados para todos os meses do ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Como a crise está afetando a todos, esperamos um primeiro trimestre mais conturbado, mas com recuperação no restante do ano. A expectativa para este ano é a de obter pequeno crescimento no mercado de linha branca.

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2009 4a Feira de Neg贸cios para a Ind煤stria e o Varejo de Eletrodom茅sticos e Eletroeletr么nicos

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2009 4a Feira de Negócios para a Indústria e o Varejo de Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos

Único ponto de encontro da indústria e do varejo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos do Brasil Reúne os executivos mais qualificados das redes de varejo, pequeno, médio e grande portes, fabricantes, importadores, atacadistas, hiper e supermercados, home centers, lojas de departamentos, distribuidores, representantes comerciais e mercado corporativo. Uma diversidade de empresas com o mesmo objetivo: encontrar-se com o mercado para desenvolver bons negócios. Não deixe fora de sua estratégia comercial para 2009 o único evento que reúne todo o varejo nacional. Planeje esse evento no budget 2009 e fique sempre perto do trade.

visitantes A feira recebeu em 2008, nos quatro dias de realização, 8.500 visitantes de todo o Brasil. Consolidada como o principal ponto de encontro entre a indústria e o varejo, os expositores puderam contar com uma visitação qualificada, formada por profissionais do varejo de pequeno, médio e grande portes, que decidem e/ou aprovam as compras e que tinham como objetivo estabelecer contato com a indústria e conhecer as novidades do setor.

Decisão de

Autônomo Comprador 8% 2%

Vendedor 8%

Outros 11%

Diretor / Presidente 10%

Não tem envolvimento 8%

Gerente 22% Proprietário / Sócio 22%

Ramo de Atividade

Atacadista 9%

Super e hipermercado 7% Rede de varejo 39%

Lojas de Depto. 8%

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Compra 27%

7%

Supervisor / Coordenador 7% Representante 10%

Aprova 30%

Recomenda 28%

Cargo

Distribuidores 20% Exportadores 3% Home centers 6% Importadores 8%

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Abaixo, uma amostra de alguns dos mais importantes varejistas que visitaram a Eletrolar Show 2008 Rede N° lojas A. Angeloni & Cia. Ltda. 19 Armazém Nordeste 124 Armazém Paraíba 191 Benoit Eletrodomésticos 125 Berlanda 87 BF Utilidades Doméstica 24 Bretas Supermercados 53 C&C - Conibra Casa & Construção 39 Camicado 26 Carrefour 149 Casa & Vídeo 76 Casas Bahia 560 Casas Pernambucanas 271 Cecomil Informática 11 Com. de Móveis Hunter – Lojas Sta. Terezinha 40 Com. de Eletrod. Pedro Obino Jr. Ltda. 76 Com. Rabelo Som & Imagem 36 Combat Móveis e Eletrodomésticos Ltda. 14 Commcenter 80 Coop – Cooperativa De Consumo 24 Cybelar 59 D.G.M Eletro Móveis Ltda. 31 Dadalto 27 Diementz Com. Eletromóveis 55 Dismar Dist. Maringá – Lojas Dudony 120 Dismobras – Citylar 130 Dufry South América 13 Eletrolar Sarandi 50 Eletromóveis Martinello 22 Eletrozema 191 Franco & Almeida Ltda. - Franco Eletro 42 FS Vasconcelos – Lojas Maia 140 Fujioka Cine Foto Som Ltda. 57 Gazin 132 Gbarbosa 53 Havan Lojas de Departamento Ltda. 14 Irmãos Muffato & Cia. Ltda. 26 Laser Eletro 74 Leolar 52 Loja Dujuca 16 Lojas Afubra 19 Lojas Americanas 418 Lojas Cem 167 Lojas Certel 56 Lojas Certo 11 Lojas Colombo 340

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Rede Lojas Gabryella Lojas Herval Lojas Insinuante Lojas Kicasa Lojas Koerich Lojas Machado Lojas Marilar Lojas Móveis Estrela Lojas Quero-Quero Lojas Ri Happy Lojas Salfer Lojas Sipolatti Lojas Solar Lojas Volpato Macavi Magazine Liliani Magazine Luiza Makro Manlec Martins Com. Serv. Dist. S/A (atacadista) Mercadomóveis Ltda. Móveis Dias Freitas Multicoisas Novo Mundo Ponto Certo Ponto Frio Preçolândia Rede Eletrosom Rede GR Eletro – Lojas Facilar Ricardo Eletro Spicy Super Hermol Supermercado Superpão Supermercados DB Telhanorte Uniao Lojas Leader Valdar Móveis Ltda. Wal-Mart Xavier Comercial Zenir Móveis Total Comércio eletrônico Best Shop TV Extra.com Hermes – Compra Fácil

N° lojas 17 65 236 14 67 14 16 58 160 82 116 21 33 49 40 50 392 65 35 103 17 62 80 57 460 12 100 103 250 23 40 13 18 28 43 27 317 38 29 7.690

Shop Time Submarino Varejo Info

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expositores Expositores de 2007 e 2008. Linha branca, linha marrom, portáteis, personal care, telefonia, informática, fitness, utilidades domésticas e serviços.

16 a 19 de junho de 2009 13h às 21h

Realização

55 11 3034-4100 info@azulplay.com.br Revistas oficiais

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Transamérica Expo Center Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - São Paulo - SP - Brasil Apoio

Cia aérea oficial

Agência oficial

Apoio Institucional

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fe i r a

4ª Eletrolar Show Focada inteiramente nos negócios, a feira que reúne a indústria, o varejo de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, será realizada em junho.

A

contagem é regressiva. Está próxima a realização da 4ª Eletrolar Show, a única feira de negócios do segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos do Brasil, que, num só espaço, integra a indústria e o varejo, apresenta as novidades para o segundo semestre, fomenta os negócios e abre caminho para a criação de novos canais de comercialização. O evento será realizado de 16 a 19 de junho, no Transamérica Expo Center, na cidade de São Paulo, e ocupará o dobro do espaço do ano passado, quando recebeu 8.500 visitantes. “A Eletrolar Show tem a vantagem de ser inteiramente voltada para o B2B, o que a torna muito mais produtiva”, explica Carlos Clur, seu idealizador e diretor executivo da Azul Play, empresa responsável pelo evento. A feira reunirá os executivos mais qualificados da indústria e das redes de varejo de todo o país, de grande, médio e pequeno portes, atacadistas, importadores, gerentes de compras, de marketing e vendas, distribuidores, representantes comerciais e mercado corporativo. Como nas edições anteriores, a feira não será aberta ao público e receberá tão-somente a visita de profissionais, colaborando para o direcionamento do que realmente interessa a cada empresa, a cada comprador e a cada participante. Seu conceito estreita o relacionamento entre expositores e visitantes e permite que as empresas tenham uma visão abrangente das necessidades do mercado.

Fotos: Reinaldo Canato

O evento é realizado em época oportuna, ou seja, quando são programadas as compras para o segundo semestre. “Nossa preocupação é oferecer ao setor uma feira altamente qualificada, que propicia a concretização de bons negócios, uma vez que agrega profissionais com alto poder de decisão. Em síntese, é uma feira que presta serviço”, explica Clur. VISIBILIDADE Consolidada como o principal ponto de encontro da indústria e do varejo do país, a Eletrolar Show é um meio para que os varejistas conheçam mais cedo as novidades das linhas branca e marrom, bem como de informática, portáteis, telefonia, serviços e brinquedos. Consequentemente, é um instrumento de marketing para as empresas impulsionarem seus negócios e apresentarem seus lançamentos.

Eletrolar Show 2009, encontro para somar esforços, criar oportunidades, estimular negócios.

“O segmento de eletrodomésticos e eletroeletrônicos é muito importante e precisa ser prestigiado por todos que estão ligados a ele. Em épocas que apresentam alguma incerteza, como o momento em que atravessamos, a visibilidade de uma empresa e de seus produtos é essencial para estimular os negócios. Esta é a hora de somar esforços para ousar mais, é a hora de criar oportunidades, razão pela qual tenho certeza de que a edição deste ano será um grande sucesso”, assegura Clur. A 4ª Eletrolar Show terá estandes de tamanhos variáveis e funcionará das 13 às 21 horas, de 16 a 19 de junho, no Transamérica Expo Center, na avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, em São Paulo. Todas as informações sobre o evento poderão ser obtidas no site www.eletrolarshow. com.br, através do telefone (11) 3034-4100 ou pelo e-mail info@azulplay.com.br.

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Mallory

BALANÇO DE 2008 Durante o ano, vivemos duas fases muito diferentes. Até outubro, a economia e o consumo estavam muito aquecidos, mas depois daquele mês o impacto da crise mundial freou de forma muito brusca o mercado.

Fotos: Divulgação

A empresa apresentou ao mercado nacional, em 2008, cerca de 50 lançamentos e registrou grande crescimento em suas exportações. O aumento ficou em torno de 25%. O resultado do ano, porém, mostrou-se aquém das expectativas devido ao desempenho do último trimestre, mas, mesmo assim, os projetos para 2009 mantêm-se inalterados.

Alberto Betrian, diretor geral da Mallory.

RESULTADO DA EMPRESA O resultado da empresa ficou abaixo das expectativas do início do ano. Esperávamos um crescimento mais forte, mas o último trimestre impediu a concretização do fato. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise financeira afetou a Mallory, assim como a toda a economia real do país. Mesmo assim, não modificamos as estratégias para este ano. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica do país foi adequada nos momentos iniciais da crise. Acreditamos, porém, que quando a crise começou a se manifestar de forma mais contundente na economia real, as medidas deveriam ter sido mais rápidas e estendidas a todos os segmentos. No entanto, somente alguns setores foram beneficiados. PRODUTOS LANÇADOS De acordo com a política da empresa, o número de lançamentos em 2008 foi elevado, perto de 50, que trouxeram ao mercado nacional produtos de alta tecnologia, como a My Cook, que em cinco meses teve grande aceitação. Buscamos, sempre, apresentar produtos que agregam qualidade de vida para o consumidor brasileiro, tanto na cozinha, como no lar e na parte de cuidados pessoais. EXPORTAÇÕES Em 2008, as exportações tiveram grande crescimento, por volta de 25%. Estamos presentes em praticamente todos os países da América Latina e, também, abrindo novos mercados, como África e Oriente Médio.

CRESCIMENTO DO PAÍS É uma incógnita o quanto a crise mundial afetará o Brasil. Acreditamos que dependerá das políticas que o governo implantará para reduzir o impacto, fomentando o consumo e os investimentos. LANÇAMENTOS PARA 2009 Continuaremos, em 2009, com a mesma política de lançamentos que norteia nossos negócios. Os projetos da Mallory mantêm-se inalterados. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO As expectativas para 2009 são boas, mas manteremos um olhar precavido. Em momentos de crise, sempre aparecem as boas oportunidades de crescimento.

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Master Flash

BALANÇO DE 2008 Para nós, da Master Flash, fabricante dos produtos X-Sound!, foi um ano de muito trabalho. Conseguimos aumentar nossa presença no mercado brasileiro, atingindo perto de 500 novos pontos-de-venda. Aproveitamos bem o primeiro semestre e mantivemos o mesmo volume no segundo. Todos esperavam uma explosão no consumo, nós também, mas vendemos abaixo do que gostaríamos, porém, ocorreu o mesmo no comércio em geral. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O mais positivo foi que nos mantivemos firmes mesmo com a onda de notícias não muito agradáveis na economia mundial. Fizemos alguns ajustes internos para adequar-nos a uma possível crise, embora saibamos que esta se combate com trabalho duro e ações que tragam resultados positivos. Não podemos esperar que as oportunidades sempre apareçam, na maioria da vezes é preciso criá-las. O QUE FOI NEGATIVO O ponto negativo foi a subida do dólar, pois o aumento do custo eleva o preço de venda. Disponibilizamos em maior quantidade produtos com preço abaixo de R$ 100 e os que mais vendíamos, hoje, passam desse valor. Uma parte dos consumidores fica certo tempo aguardando o dólar cair, mas, se este se mantém estabilizado, tudo volta à normalidade. Com o dólar mais baixo, aumentam as vendas de produtos importados. RESULTADO DA EMPRESA O resultado ficou abaixo do esperado, mas não muito. Para nós, de certo modo, foi um ano bom. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise tem sua importância, sentimos que todos ficam mais receosos de comprar para não restarem com grandes estoques. Por isso, compram menos. Procuramos ouvir muito os clientes para saber o que pode ser feito em conjunto para que as vendas continuem, e observamos que não devemos parar de comprar. Nas prateleiras de nossos revendedores deve haver sempre um pouco de tudo, pois não ter a linha completa é uma atitude cautelosa demais. A questão é não deixar faltar produto no estoque. Comprar menos e mais vezes e ter sempre de tudo para a pronta entrega é o melhor a fazer. Vivemos do comércio, uma hora se ganha na outra se empata, e depois se volta a ganhar. Nossa estratégia continua a mesma: apoiar e crescer com nossos clientes. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Achamos que o Brasil está numa boa fase. Apesar da crise mundial, o povo tem mais poder de compra, a administração econômica do país busca fazer os ajustes dentro do que imagina ser o melhor,

Fotos: Divulgação

O ano passado foi de muito trabalho para a empresa, que conseguiu aumentar sua presença no mercado nacional, atingindo cerca de 500 novos pontos-de-venda, e lançar dez produtos, número superior ao de 2007. Em 2009, aposta nos diversos produtos que trará ao Brasil.

Everton de Macedo Corrêa, diretor comercial da Master Flash.

embora existem algumas falhas, mas reconhecemos que há grande esforço em acertar. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, lançamos mais de dez produtos, número superior ao de 2007. Os melhores resultados foram do MP4 Supersound, que é produzido em Minas Gerais. Lançamos o MP5 Movie Cam e o MP5 Touch Cam, com tela sensível ao toque. Lançamos, também, um MP5 que é televisão analógica e um MP4 com tela LCD de 3,5”, com televisão digital já no padrão brasileiro. Acreditamos que a procura será grande, pois o sinal digital será expandido por mais cidades (ano passado chegou a nove capitais). NOVOS SEGMENTOS Estamos entrando no segmento de acessórios para videogames e acreditamos que teremos crescimento e resultados bons este ano. Contudo, seguiremos com foco na venda da linha de aparelhos music players X-Sound!, que é o nosso carro-chefe. EXPORTAÇÕES Ainda não desenvolvemos nenhuma parceria para exportar, mas é uma possibilidade futura. CRESCIMENTO DO PAÍS O Brasil não pode parar de crescer, e isso depende muito do nosso posicionamento. Imaginamos que este ano ainda teremos boas notícias em termos de avanço e crescimento. LANÇAMENTOS PARA 2009 Neste ano, daremos continuidade à produção de itens que tiveram boa saída em 2008. Também estamos trazendo novos produtos, entre eles MP5 com mil jogos, MP5 com câmera de 5 megapixels com zoom, TV digital, pendrive micro SD e porta- retrato digital. É uma de nossas apostas para este ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Os negócios da Master Flash tendem a aumentar, pois somos especialistas. Continuaremos investindo e melhorando cada vez mais, com o objetivo de que todas as revendas, papelarias e magazines tenham produtos de nossa marca. Sabemos que há muito trabalho pela frente e esperamos que a união, a parceria, o trabalho e o otimismo prevaleçam este ano. eletrolarnews

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Maxprint

BALANÇO DE 2008 O ano passdo foi excelente. Vivenciamos um crescimento de 30%, com lançamento de mais de 200 produtos, e investimentos acima de R$ 3 milhões em marketing. Superamos nosso planejamento anual. FATORES MAIS POSITIVOS NO ANO Nossa linha de acessórios de informática foi a grande vedete do crescimento, em 2008. Foram lançados mais de 200 itens, que já estão sendo comercializados em todo o país. A linha de cartuchos de tinta também teve crescimento expressivo, em função de vários lançamentos. A consolidação da marca Maxprint como um dos maiores fornecedores da linha de mídias (CD e DVD) teve reflexo extremamente positivo em nosso faturamento. O QUE FOI NEGATIVO Sem dúvida, a crise econômica mundial afetou negativamente 2008. Mas, por ter sido no último quadrimestre do ano, está sendo sentida de forma mais amena no mercado brasileiro em comparação aos outros países. Evidentemente, sentimos em nosso dia-a-dia os reflexos oriundos da crise. Gerenciar grandes oscilações cambiais, estabelecer preços de venda e administrar a rentabilidade são desafios que estamos vivenciando diariamente, desde o início da crise. RESULTADO DA EMPRESA A Maxprint teve faturamento de R$ 180 milhões, em 2008, o que significa crescimento de 17% em relação a 2007. De forma geral, a empresa cumpriu bem suas metas de venda no ano passado. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise não afetou a empresa, pelo contrário, estamos prevendo um investimento ainda maior para 2009 em novos produtos, ações de marketing e estratégias comerciais. Apostamos em crescimento de 16% sobre 2008. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Entendemos que a economia brasileira poderá ter um crescimento pouco abaixo das expectativas, mas estamos longe de uma possível recessão. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos mais de 200 itens de acessórios na linha de informática. A linha de cartuchos de tinta também cresceu, com vários lançamentos. A empresa lançou, também em 2008, sua linha de acessórios para games, todos com design diferenciado, superfícies emborra-

Fotos: Divulgação

A linha de acessórios de informática foi a maior responsável pelo crescimento da empresa em 2008, ano em que lançou mais de 200 itens. Seu faturamento foi de R$ 180 milhões, o que significa crescimento de 17% em relação a 2007. Em síntese, cumpriu bem sua meta de vendas e, para este ano, planeja lançar cerca de 170 itens, com muitas novidades para a linha de games.

Adelaide Anzolin, diretora comercial da Maxprint.

chadas e desenhos ergonômicos. Esses acessórios trazem mais praticidade aos usuários na hora de desfrutar dos seus jogos favoritos. NOVOS SEGMENTOS Estamos preparando muitas novidades para a linha de games, neste ano, incluindo acessórios para consoles de última geração, como o Xbox 360, o Nintendo Wii e o Playstation3. É uma oportunidade de atrair um público fiel, que está sempre antenado às novidades e vive buscando nova experiência em jogos. Com esses produtos diferenciados será possível gerar novos negócios. Há muitos motivos de comemoração para a indústria de jogos eletrônicos e para os jogadores brasileiros, pois o setor está aquecido e o mercado nacional cada vez mais maduro nesse quesito. CRESCIMENTO DO PAÍS Em 2008, o país cresceu 5,7%. Para 2009, o governo prevê crescimento de 4%. Já o Banco Central aposta em 3%. Mas, de acordo com as análises, o mercado em geral aponta crescimento entre 1 a 2% para 2009. Acredita-se que algumas potências mundiais apresentarão margem negativa, mas temos certeza de que o Brasil terá crescimento e sem recessão. LANÇAMENTOS PARA 2009 Nosso planejamento para 2009 contempla cerca de 170 novos itens, entre acessórios de informática, cartuchos de tinta e de toner e outros. Este ano teremos, aproximadamente, 1.100 itens no portfólio da empresa. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Seria irreal dizer que não estaremos sujeitos aos impactos da crise mundial, mas apostamos no crescimento em função dos avanços em novos mercados, nos investimentos em marketing e no competente gerenciamento das decisões internas. Mas todas as nossas movimentações estarão baseadas em um cenário que exigirá bastante atenção nas decisões e estratégias inteligentes.

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Mondial

Fotos: Divulgação

Os resultados obtidos pela empresa, em 2008, superaram as expectativas, principalmente na gestão dos processos, na melhoria da qualidade e na eficiência industrial e comercial. Lançou 17 produtos, 55% a mais do que em 2007, e entrou em novos segmentos. Para 2009, promete 25 novidades, a maior parte delas já no primeiro semestre. BALANÇO DE 2008 Foi mais um ano extremamente positivo para a Mondial. Superamos todas as expectativas. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Em 2008, consolidamos ainda mais a marca Mondial, posicionando-a bem em mercados competitivos e tradicionais, investimos no capital humano, lançamos mais produtos e nos focamos muito no atendimento das reais necessidades dos nossos clientes. Também aumentamos a capacidade produtiva, de armazenagem e a logística, o que trouxe grandes ganhos aos nossos parceiros comerciais. O QUE FOI NEGATIVO A rápida mudança no cenário internacional e a elevação de custos, relacionada com a variação cambial. RESULTADO DA EMPRESA Os resultados alcançados superaram as expectativas, principalmente na gestão dos processos, na melhoria da qualidade, na eficiência industrial e comercial e no desempenho geral. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Com a elevação da taxa do dólar, houve um impacto no custo dos produtos, principalmente naqueles produzidos fora do Brasil. Com isso, focamos ainda mais as estratégias de redução de custos, o aumento de eficiência e a melhoria de processos, tudo dentro de uma organização ágil e enxuta, direcionada ao atendimento das necessidades dos clientes. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O mundo está mudando rapidamente, e o Brasil precisa de profunda reforma política e judiciária, reduzir a burocracia e, principalmente, modernizar as leis trabalhistas. Além disso, uma política econômica que garanta o controle inflacionário e a redução da taxa de juros, principalmente o spread bancário (o maior do mundo), que representa hoje 70% da taxa de juros total. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos 17 produtos, 55% acima do que em 2007. Fortalecemos muito nossa presença nos mercados de liquidificadores, ventiladores, batedeiras e centrífugas.

Giovanni Marins Cardoso, diretor comercial e de marketing da Mondial.

NOVOS SEGMENTOS Entramos no segmento de produtos para diversão, lazer e saúde. Dentro do nosso planejamento de crescimento, vamos aumentar a participação em segmentos já consolidados e, também, entrar e fortalecer a marca nos novos. EXPORTAÇÕES Exportamos para vários países da América Latina, principalmente para a Venezuela. Estamos finalizando as negociações com a Argentina, o Uruguai e a Bolívia. Em 2008, também participamos de várias feiras, nacionais e internacionais. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que o PIB cresça de 3 a 4%. O mercado total de eletroportáteis deve crescer, em unidades, de 6 a 8%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Teremos muitas novidades. Lançaremos 25 produtos, a grande maioria já no primeiro semestre. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Nosso planejamento é de médio e longo prazos, pois sabemos que, em curto prazo, a economia apresentará turbulências. Mas acreditamos que o país reagirá bem, pois está mais amadurecido economicamente e com estrutura bancária e princípios econômicos sólidos. Além disso, tem um mercado com 50 milhões de lares, muitos deles ainda desabastecidos das necessidades básicas. Nossa expectativa é atender cada vez mais esse mercado com produtos de qualidade, com design moderno e inovações, tudo isso com um posicionamento acessível. Estamos confiantes.

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Mueller

BALANÇO DE 2008 Apesar das dificuldades geradas nas exportações com a supervalorização do real, 2008 foi um ano de bastante sucesso para a Mueller. As vendas no mercado interno, no caso de lavadoras, mantiveram-se e a área de fogões e fornos obteve um incremento superior a 20%. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Inovações tecnológicas, investimentos na formação e aperfeiçoamento da mão-de-obra, melhoria constante dos processos e das comunicações, tanto internas quanto externas, contribuíram para melhor aproveitamento dos recursos disponíveis e permitiram a superação dos obstáculos que apareceram no decorrer do ano. Embora o incremento no volume de negócios não tenha sido tão expressivo quanto o planejado para o ano, a rentabilidade mostrou-se superior até mesmo à de 2007, que já foi considerada excelente. O QUE FOI NEGATIVO A valorização do real tem, em alguns casos, inviabilizado e dificultado os negócios de exportação. No mercado interno, o aumento de preços de alguns insumos e de despesas correntes, que não puderam ser repassados ao preço final, restringiu ações mais agressivas de vendas e marketing. Isso, conjugado com o alto grau de informalidade ainda praticado por alguns fabricantes de lavadoras, foi um aspecto negativo de 2008. RESULTADO DA EMPRESA O resultado, tanto de vendas quanto de faturamento, foi menor do que imaginávamos inicialmente, mas a rentabilidade foi maior e, no segmento de fogões, tivemos um incremento de 20% nas vendas. Quer dizer, tivemos um ano muito bom, embora esperássemos crescer mais. O faturamento bruto do ano foi de aproximadamente R$ 270 milhões. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Não houve reflexo negativo nos negócios e nos resultados da Mueller no exercício de 2008 que possa ser atribuído à crise financeira internacional. Para este ano, devemos enfrentar dificuldades mais acentuadas, principalmente no primeiro semestre, o que nos fez projetar uma taxa conservadora de 3% de crescimento no volume de negócios para o ano. O quadro de pessoal também deve ser mantido. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica adotada pelo governo, até o momento, nos parece ser correta. Por se tratar de uma questão muito dinâmica,

Fotos: Divulgação

Para a empresa, 2008 teve um resultado menor do que o previsto, mas a rentabilidade foi maior que 2007. No segmento de fogões, as vendas também foram 20% maior que as do ano passado. A Mueller lançou produtos, cumpriu as metas e a lavadora Pop Stok recebeu o prêmio Top de Marketing 2008, da ADVB/SC. Adalberto Roeder, diretorpresidente do Grupo Mueller.

exigindo um acompanhamento constante das autoridades competentes, a adoção de algumas medidas emergenciais poderá ser necessária nos próximos meses. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos cinco produtos em 2008, contra sete no ano anterior. Todos cumpriram as metas para as quais foram projetados, com destaque para a lavadora Pop Stok, que recebeu o prêmio Top de Marketing 2008, da ADVB/SC. NOVOS SEGMENTOS A empresa não atuou em novos segmentos em 2008 e não projeta fazê-lo este ano. EXPORTAÇÕES A política de exportação do governo brasileiro tem sido no sentido de conquista de novos mercados e inserção de maior número de players no segmento. Os resultados têm sido pouco satisfatórios em face, principalmente, da excessiva valorização cambial registrada no período. A Mueller, apesar da perda de alguns mercados no período, conquistou outros e manteve praticamente o mesmo volume exportado no ano anterior. Tem exportado para países da América do Sul, América Central, África e Japão, representando 10% da produção do ano. CRESCIMENTO DO PAÍS Acompanhamos as projeções feitas pelo governo brasileiro, a de crescer entre 2 e 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 A empresa planeja o lançamento de seis produtos, sendo quatro na área de fogões e dois na de lavadoras, por ocasião da Movelpar, em março, em Arapongas (PR). EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO A Mueller tem acompanhado e analisado com cautela as manifestações em torno da crise financeira mundial, e espera que seus reflexos a atinjam com menos intensidade que a outros setores da economia. A previsão é termos um primeiro semestre muito difícil e uma recuperação paulatina a partir do segundo.

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NKS Artigo de Eugenio Nabuco, presidente da NKS m 2008 mais uma vez percebemos que a capacidade de adaptação talvez seja uma das principais características que uma empresa precisa ter se quiser perpetuar seu negócio no mercado brasileiro. Começamos o ano com perspectivas de crescimento recordes em diversos setores, vínhamos de um ano particularmente bom para o mercado de consumo no Brasil, com abundância de crédito, perspectiva de queda de juros, inflação e câmbio controlados, mercado financeiro sólido e crescimento nos níveis de emprego e renda no Brasil. Esse cenário otimista levou a expansão das redes de varejo e ao investimento na capacidade de produção das indústrias, visando assim atender um mercado em franca expansão. Estamos passando por processo de deterioração econômica que assusta tanto pela velocidade quanto profundidade. Em poucos meses, vimos uma disparada no câmbio, escassez de crédito, retração do consumo e diminuição da atividade industrial. Somando-se a isso vimos mais uma vez um aumento na carga tributária, falta de inves-

timentos em infraestrutura e aumento de gastos públicos. Esse conjunto de fatores leva-nos a projetar um período difícil. Ciclos econômicos são comuns e essa crise também passará trazendo no fim oportunidades de negócio, ao longo de 18 anos já passamos por outras crises e pacotes econômicos. O que ainda é difícil prever é a extensão ou gravidade da mesma. Isso gera nas empresas um sentimento de incerteza que acaba por diminuir investimentos e aprofundar ainda mais esse quadro de instabilidade. Como empresários somos em grande maioria otimistas, sempre acreditando que o melhor está sempre por vir e que dificuldades são passageiras, afinal, todos queremos ver nossas empresas e equipes prosperando, mas, como gestores, temos de ser conservadores, afinal hoje a NKS tem em seu quadro mais de 400 colaboradores diretos, esperamos ver uma reação dos mercados já no segundo semestre deste ano. Nossos investimentos de longo prazo assim como o cronograma de lançamentos não foram afetados.

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A capacidade de inovação e adaptação está no DNA da NKS. Desenvolvemos nossa linha de produtos no Brasil, investimos em pesquisas, que tem como principal objetivo perceber as necessidades e os desejos do consumidor brasileiro e, com isso, acreditamos muitas vezes antecipar tendências, levando produtos diferenciados aos nossos clientes. Este não será um ano fácil, mas acreditamos que será um 2009 de grandes oportunidades para aqueles que conseguirem se adaptar, afinal, o mercado de consumo brasileiro está entre os maiores do mundo e aqueles que conseguirem entender as novas demandas do consumidor num momento difícil poderão no fim deste ano ter bom resultado.

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Hong Kong Electronics Fair A

sexta edição de primavera da Hong Kong Electronic Fair (HKTDC), a maior feira de seu gênero na Ásia e a segunda maior do mundo, já tem data marcada: será realizada no período de 13 a 16 de abril, no centro de convenções e exposições de Hong Kong, a alma comercial de Wan Chai, com a Expo Internacional TIC. Juntas, as duas feiras reunirão mais de 3.500 estandes. Classificada como uma plataforma do comércio internacional, a Hong Kong Electronics Fair cresce a cada edição e dela participam expositores de todo o mundo, que apresentam as mais recentes novidades em eletroeletrônicos.“A feira permite-nos ficar a

par das últimas tecnologias e tendências e, assim, contribui para a expansão do nosso negócio, razão pela qual participamos todos os anos”, afirma Raju Narayanan, gerente de vendas do Golfo Wireless & Television Co., nos Estados Unidos. Ao levar em conta a importância da atualização, numa época em que a indústria mostra uma rápida evolução, a edição de primavera da feira terá quatro novas zonas: computadores e periféricos, digitainment e multimídia, segurança e TI storage technologies, para a demonstração de produtos e soluções altamente atraentes para os compradores internacionais.

TIC INTERNACIONAL EXPO A feira profissional de comunicações, informações e tecnologia apresentará soluções de software e serviços. Será dividida em áreas temáticas: IT security, aplicações de telemática, service IT outsourcing, aplicações sem fio, e-logistics e retail tecnologias e soluções de negócio, para ajudar as pequenas e médias empresas a economizar custos e recursos. Na programação do evento constam, também, diversos seminários que terão o objetivo de oferecer aos participantes relevantes informações, bem como ampliar seus conhecimentos sobre os mais diferentes assuntos ligados às inovações tecnológicas. eletrolarnews 83

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O resultado de 2008 foi abaixo das expectativas da empresa, que teve, ainda assim, aumento em torno de 10% no volume de vendas em relação a 2007. Durante o ano, lançou cerca de 80 produtos e entrou em novos segmentos, em especial o de vendas corporativas, e intensificou a atuação com as operadoras de telefonia celular. Em 2009, pretende lançar 40 produtos e investir numa linha de marca própria. BALANÇO DE 2008 O ano passado tinha tudo para ser o melhor da história da empresa, porém a acentuada crise a partir do fim de outubro derrubou por completo nossas expectativas. Foi um ano de muito aprendizado. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Dentre os mais positivos podemos destacar a consciência do risco em dimensionarmos de forma extremamente otimista o volume de compras. É muito mais sensato efetuar várias compras pequenas e/ ou médias do que poucas grandes, em especial no caso de produtos importados, mesmo sob pena de pagar preços mais altos. Além disso, expandimos grandemente nossa área de atuação no Brasil, em especial no caso de clientes de portes pequeno e médio. Conseguimos, ainda, consolidar nossa parceria com grandes empresas do exterior, como SanDisk e Canon, cujos produtos distribuímos no Brasil. O QUE FOI NEGATIVO Houve vários fatores negativos em 2008: grande dificuldade no fluxo de caixa no fim de ano, desvalorização cambial muito acentuada, taxa de juros elevada e alta rotatividade de compradores e administradores nas grandes redes varejistas. O medo do consumidor, no fim de ano, provocou grande queda nas vendas em geral. RESULTADO DA EMPRESA O resultado foi abaixo das nossas expectativas, porém mesmo assim ficamos cerca de 10% acima do volume de vendas de 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou de forma profunda a Opeco. Vários fornecedores do exterior ainda estão enfrentando dificuldades decorrentes da redução do consumo, em especial nos Estados Unidos, além de problemas de crédito com instituições bancárias. O crédito escasseou e nos vimos obrigados a comprar os produtos essenciais, diminuindo o volume de testes com novos, prática habitual da empresa. Em 2009, focaremos nossa atuação nos clientes varejistas de pequeno e médio portes, minimizando o risco de concessão de crédito e reduzindo as programações de compras. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Em nossa opinião, a política brasileira está no rumo certo, porém precisa de ajustes. Há muito comércio ilegal de produtos eletrônicos de consumo, não apenas sob o ponto de vista de legalidade de importação, mas também quanto ao atendimento de exigências legais de instituições como Anatel, Inmetro etc. A carga tributária continua absurda – na prática, o governo é sócio em mais de 30% de todas as empresas legalmente estabelecidas. Mas é sócio apenas nos lucros, pois as perdas ficam totalmente nas costas dos empresários. Uma

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Opeco

Mauro Strengerowski, presidente da Opeco.

reforma tributária urgentíssima deve ser a prioridade máxima do governo. Também há uma preocupação sobre quais medidas o governo tomará em função da inevitável redução na arrecadação de impostos. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, a Opeco lançou no mercado brasileiro cerca de 80 produtos, em especial sob a marca ION (aparelhos conversores de conteúdos analógicos para digital, como discos de vinil, fitas VHS, fitas cassete, entre outros), vários modelos de câmera digital da marca Canon, calculadoras eletrônicas da marca Sharp, além de novos fones de ouvido e rádiorrelógios da marca Coby. Também consolidamos nossa parceria com a SanDisk, líder mundial na fabricação de cartões de memória flash e de pen drives. NOVOS SEGMENTOS Entramos em novos segmentos durante 2008, em especial no de vendas corporativas. Intensificamos, também, nossa atuação com as operadoras de telefonia celular. EXPORTAÇÕES A empresa não realizou exportação no decorrer de 2008. CRESCIMENTO DO PAÍS Na nossa visão, há possibilidade de o Brasil crescer até 4 % em 2009 – dependerá de ações concretas do governo, em especial se a reforma tributária for levada a sério e se houver estabilidade na taxa de câmbio. LANÇAMENTOS PARA 2009 Pretendemos lançar, no mínimo, 40 produtos, vários já negociados com nossos fornecedores do exterior. Também investiremos em uma linha de produtos com nossa marca própria Domani e pretendemos seguir o calendário de eventos para os devidos lançamentos, como a linha de acessórios para videogames um mês antes do Dia da Criança. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Os negócios foram afetados de forma profunda pela crise, porém acreditamos que, com muito trabalho e criatividade, superaremos as dificuldades, se possível até o fim de abril. Observamos que a crise atingiu praticamente a todos, de modo que os mais perseverantes, criativos e financeiramente sadios sairão com uma vantagem nessa batalha.

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Positivo Informática

BALANÇO DE 2008 Para a Positivo I nformática foi um ano de inovações e de consolidação. Continuamos trazendo lançamentos pioneiros ao mercado, tais como as linhas de computadores ultraportáteis Mobo e o inovador gabinete Faces. Também aperfeiçoamos os modelos existentes, tanto em relação ao design, com a linha black piano, quanto à inserção de novas tecnologias, como o lançamento de máquinas com blu-ray e recepção de sinal digital no PCTV. A consolidação pôde ser comprovada pela manutenção da liderança da empresa no segmento de varejo e na ampliação dos negócios – como a instalação das plantas industriais de Manaus (AM) e de Ilhéus (BA) e a criação da divisão corporativa Positivo Empresas.

Fotos: Divulgação

O ano passado foi muito especial para a empresa, que até o fim do terceiro trimestre vendeu cerca de 1,2 milhão de unidades, e investiu numa nova divisão, a Positivo Empresas, especialmente criada para o atendimento ao mercado corporativo. O reconhecimento dos consumidores e a consolidação da relação com o varejo, bem como o avanço da tecnologia, que permitiu a criação de produtos adequados à demanda dos clientes mais exigentes, foram alguns dos demais pontos favoráveis.

César Aymoré, diretor de marketing da Positivo Informática.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O reconhecimento dos consumidores e a consolidação da relação com o varejo, traduzidos nas vendas e na liderança do mercado; o avanço da tecnologia, que permitiu a criação de produtos modernos e adequados à demanda dos clientes mais exigentes; a parceria com fornecedores importantes e igualmente comprometidos com a qualidade; além do crescimento da empresa e a entrada em novos canais – corporativo direto e indireto. O QUE FOI NEGATIVO A turbulência do cenário financeiro mundial no último trimestre. RESULTADO DA EMPRESA Podemos falar até o fim do terceiro trimestre de 2008, quando foi divulgado o último balanço. Tivemos números positivos, mostrando que a empresa permanece sólida e com posição de destaque no mercado. No terceiro trimestre de 2008, foram vendidos 437,3 mil PCs. Considerando-se os nove meses do ano, esse número atingiu cerca de 1,2 milhão de unidades

vendidas. Também no terceiro trimestre de 2008, a Positivo Informática registrou venda recorde no mercado de governo, com 110,7 mil PCs entregues – um aumento de 367,8% em relação ao mesmo período de 2007. O volume superou as previsões, uma vez que a estimativa era a de entregar 106 mil máquinas no período para esse segmento.

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No mercado corporativo, foram vendidos 23,5 mil PCs no terceiro trimestre do ano passado, crescimento de 159,1% em comparação com o mesmo período de 2007. Nos primeiros noves meses, foram vendidos 70,3% mais computadores do que em todo 2007 para esse segmento. A receita bruta da Positivo Informática totalizou R$ 607,6 milhões no terceiro trimestre de 2008, aumento de 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Nos primeiros nove meses de 2008, a receita bruta superou R$ 1,6 bilhão, representando crescimento de 17% na comparação com o mesmo período de 2007. A receita líquida totalizou R$ 525,7 milhões, aumento de 36,1% em relação ao terceiro trimestre de 2007. Considerando os primeiros nove meses de 2008, ela superou R$ 1,4 bilhão, representando crescimento de 20,2% ante o mesmo período do ano anterior. Crise financeira internacional A Positivo atua em três segmentos, varejo, governo e corporativo, e essa distribuição faz com que a empresa mantenha sempre bom desempenho global. Se algum dos setores eventualmente é afetado por fatores do mercado, existe a possibilidade de manutenção das vendas em outro segmento. No último trimestre, por exemplo, a Positivo Informática venceu uma importante licitação para fornecer 171 mil computadores e 323 mil monitores para laboratórios de escolas públicas em 2009. Política econômica brasileira A empresa considera que os incentivos fiscais que o governo federal concedeu para os produtos de tecnologia e informática foram imprescindíveis para acelerar a inclusão digital no país. Produtos lançados Podemos falar sobre as principais linhas lançadas até o fim do terceiro trimestre de 2008 – Mobo, Faces, notebooks com design em black piano, produtos com blu-ray e o PCTV digital. De modo geral, todos apresentaram ótimo desempenho, com destaque para os notebooks. No terceiro trimestre de 2008, houve registro de novo recorde de participação de 32,5% na composição de vendas da empresa, com 142,2 mil unidades comercializadas. Se somados os primeiros nove meses de 2008, este número chega a 331,8 mil unidades. Com relação aos netbooks, foram vendidas 31 mil unidades entre o lançamento, em maio, até o fim do terceiro trimestre de 2008 – e a participação deles entre as vendas de portáteis da Positivo Informática subiu de 9,07% para 13,69%. Novos segmentos Além do segmento de netbooks, inaugurado no Brasil pela Positivo Informática, investimos numa nova divisão, a Positivo Empresas, especialmente criada para o atendimento ao mercado corporativo. Esse segmento é uma grande oportunidade para a Positivo Informática, uma vez que, segundo a IDC, representa cerca de 35% do mercado total e tem comportamento mais estável. Estamos investindo para aumentar sensivelmente nossa participação nesse mercado. Exportações A empresa não trabalha com exportação de seus computadores. Somente os produtos de tecnologia educacional são vendidos para outros países. Lançamentos PARA 2009 Por ser uma empresa de capital aberto, a Positivo Informática não pode adiantar planos, perspectivas e datas. Pela mesma razão é impossível falar sobre expectativas.

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Prince Bike Os primeiros meses de 2008 foram de crescimento, mas a crise internacional e a alta do dólar prejudicaram o restante do ano. Em 2009, a empresa lançará três linhas de bikes: uma adulta, uma alternativa e mais uma infantil.

Wellington Euzébio, diretor comercial da Prince Bike. Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 Observamos períodos distintos. De janeiro a agosto do ano passado, a tendência de crescimento em volume de peças e margens foi significativa no varejo local, regional e nacional. Já de setembro a dezembro (principal período da alta de sazonalidade do segmento), ressentimo-nos da alta do dólar com consequências diretas na indústria, visto que tamanha reposição de preços não seria possível no período de fim de ano para os varejistas – era um espaço de tempo muito curto. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO É indiscutível que tamanha mudança exigiu agilidade, competência e forte controle de gastos e custos por parte dos fabricantes nacionais em curtíssimo período. Outro ponto importantíssimo: esclarecer que a indústria nacional está muita mais preparada e consolidada para conviver com essas situações do mercado externo, confirmando apenas que tais ações e mudanças estão ocorrendo devido ao grau de exigência e profissionalismo do varejo brasileiro. O QUE FOI NEGATIVO Sem dúvida, a alta do dólar, que representa 40% da composição do nosso produto. Isso criou um ambiente desfavorável. RESULTADO DA EMPRESA A empresa teve como objetivos pontos diferentes, que classificamos da seguinte forma: volume de peças produzidas – o atendimento foi feito dentro do prazo; faturamento – ficou dentro do previsto; marketing e construção da marca – superamos as expectativas em relação à pulverização da marca. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Existe um problema internacional de fato, mas não podemos deixar de descartar nosso mercado interno, que se encontra sólido. Os planos da empresa serão mantidos, conforme posicionamento da diretoria. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O país tem mostrado muita transparência em suas ações, principalmente na área econômica. Estamos sólidos, mas, com certeza, precisamos criar gatilhos para estimular ainda mais o consumo de bens e produtos. PRODUTOS LANÇADOS Nosso cronograma de desenvolvimento contemplou 12 modelos e investimos conjuntamente em produtos, mídias e veículos de comunicação. Em 2007, apenas remodelamos a linha. NOVOS SEGMENTOS Desenvolvemos e segmentamos produtos para mercados

diferentes. Acreditamos que inovar não é opção, mas sim necessidade competitiva. CRESCIMENTO DO PAÍS Segundo avaliações de estudos e mercado, esse número não deve passar de 2,5% a 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Estamos remodelando o estilo de parte da linha de produtos infantis e desenvolvendo outra para mercados alternativos. Este ano, vamos lançar produtos em três etapas: em março, a linha de bikes adulta, com novo estilo; em maio, a linha alternativa adulta; e, em junho, mais uma infantil. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO A Prince Bike tem como objetivo continuar disseminando o sentido e o objetivo de sua marca no varejo brasileiro. Acreditamos que as dificuldades existem para todos, porém, com elas, surgem as oportunidades. O momento é de inovação e criatividade.

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Rocket PC

BALANÇO DE 2008 A estratégia de marketing desenvolvida para o lançamento da marca Rocket PC no varejo resultou em crescimento da empresa já no primeiro trimestre de 2008.

Fotos: Divulgação

O ano passado foi marcado pelo lançamento da marca Rocket PC no varejo nacional, bem como pelas estratégias para conquistar o mercado. Entre os planos para 2009 está a sedimentação dos produtos já apresentados pela empresa.

Amaury Carvalho, gerente de marketing da Rocket PC.

FATORES MAIS POSITIVOS NO ANO No início do ano, o câmbio era favorável para a entrada no mercado nacional. Nesse momento, ressaltamos o novo ambiente competitivo. O QUE FOI NEGATIVO A crise cambial, com certeza. RESULTADO DA EMPRESA Os volumes trazidos através do varejo superaram as expectativas da empresa. O crescimento constante e a vasta aceitação do varejo, bem como a segmentação às necessidades regionais para a inserção dos PCs, também devem ser destacados. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL O reflexo do custo interno dos insumos impacta no financiamento do produto ao cliente final, movimentando-se, assim, a pirâmide social. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O governo federal está mantendo a posição de investimentos, e isso reduzirá os impactos da crise no Brasil. PRODUTOS LANÇADOS Focamos e obtivemos melhores resultados em configurações Desktop Premium. NOVOS SEGMENTOS A Rocket PC passou a atuar no varejo nacional. LANÇAMENTOS PARA 2009 Inicialmente daremos continuidade à solidificação dos produtos que já foram lançados. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Estamos preparados para todos os cenários.

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Saeco

BALANÇO DE 2008 Ao levar em consideração o cenário macroeconômico do segundo semestre do ano passado, podemos seguramente ressaltar que foi um 2008 muito positivo para a marca no Brasil. Ultrapassamos em 20% a meta de faturamento traçado e pudemos expandir ainda mais o segmento de máquinas superautomáticas, mercado no qual somos detentores da liderança. FATORES POSITIVOS DO ANO Destacamos a superação das vendas de máquinas superautomáticas para uso doméstico e a consolidação da marca do mercado. Além disso, o trabalho no ponto- de-venda, em contato com o consumidor final também contribuiu para nosso resultado e para reforçar o conceito de se tomar o legítimo café espresso italiano em casa. O QUE FOI NEGATIVO Podemos dizer que a carga tributária continua sendo um ponto negativo, mas não podemos ignorar a crise mundial, que afetou diretamente nosso negócio devido à variação cambial. RESULTADO DA EMPRESA Correspondeu às expectativas. Devido à expansão do mercado de máquinas para uso residencial, conseguimos atuar em novos e importantes clientes no segmento de presentes e artigos de luxo, e tivemos contínuo crescimento em grandes redes de magazines e no e-commerce. Superamos o budget traçado. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou a empresa diretamente e, por isso, muitas estratégias foram redirecionadas e administradas com cautela. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O Brasil enfrentou a crise mundial dos últimos meses de 2008 com um recurso que muitos outros países não tinham o “recolhimento compulsório”. Esse fato permitiu ao Banco Central liberar recursos para manter constantemente a oferta de crédito em níveis adequados. Mas somente essa medida não é suficiente, e ela deveria ser acompanhada de uma política de austeridade nas contas do governo e de uma redução dos juros, que continuam entre os mais altos do mundo.

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Devido à expansão do mercado de máquinas de café espresso para uso residencial, a empresa conseguiu novos clientes no segmento de presentes e artigos de luxo. O resultado do ano passado correspondeu às expectativas e, para 2009, projeta apresentar ao mercado, por volta de abril, lançamentos para uso doméstico e profissional.

Alberto Paesani, presidente da Saeco.

PRODUTOS LANÇADOS Atualmente, nossa linha de produtos é bastante sólida. Temos a certeza de que nosso produto é o melhor do mercado, apresenta a maior praticidade e o mais belo design, assinado pelos estúdios BMW, o que nos deixa muito confiantes para manter o mix atual e apenas prospectar novos lançamentos a partir deste ano. NOVOS SEGMENTOS Não entramos em novos segmentos, apenas aquecemos o mercado de espresso no Brasil. CRESCIMENTO DO PAÍS Admitindo que a crise mundial não afetará o Brasil tanto quantos os outros países mais industrializados, a expectativa de crescimento, que era de 5% a 6%, não chegará a mais que 1,5% a 2%. Para os países identificados como de primeiro mundo se prevê crescimento negativo em 2009. LANÇAMENTOS PARA 2009 Para este ano, projetamos alguns lançamentos, tanto para a divisão de máquinas domésticas quanto para as profissionais, que são importantes para atingir outra fatia do mercado que está em crescimento. Pretendemos apresentá-los ao mercado por volta de abril. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Certamente é um ano com ótimas expectativas de crescimento, excelentes lançamentos de produtos e redirecionamento de estratégias, principalmente em marketing. Retomaremos eventos de grande importância em nosso segmento, mídias segmentadas e apostaremos muito em ações diferenciadas nos pontos-de- venda. Muitas providências já foram tomadas em função da crise econômica mundial, portanto, estamos preparados para iniciar o ano com grandes expectativas.

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Singer

Fotos: Divulgação

A empresa encerrou 2008 com um salto nas vendas em relação a 2007, devido, principalmente, aos produtos lançados. Seu crescimento foi significativo, 30% em um ano. Para este ano, projeta apresentar 20 itens na linha de máquinas de costura industriais. BALANÇO DE 2008 As vendas da empresa registraram um salto em relação a 2007, principalmente pela introdução de novos produtos e menos pelo crescimento da atividade econômica até outubro. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Crescemos 30% em um ano, e isso foi realmente significativo.

Valter Bezerra, diretor comercial América Latina da Singer do Brasil.

O QUE FOI NEGATIVO O mais negativo, a nosso ver, foi a falta de infraestrutura no país para suportar o crescimento econômico – principalmente a deficiência de portos, estradas e a carência de mão-de-obra qualificada. RESULTADO DA EMPRESA Os resultados de faturamento e EBITDA atingiram seus maiores níveis desde 1996, último ano sob os efeitos de aquecimento da demanda em virtude do Plano Real. Em 2008, ultrapassamos a casa dos R$ 200 milhões. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Nossas vendas ainda não foram afetadas. No caso de máquinas industriais, esperamos efeitos positivos, pois o cenário mostra-se favorável às exportações, e as confecções devem continuar renovando seus equipamentos. Já no segmento de máquinas domésticas, a Singer é a única que possui fábrica no Brasil e, apesar das inevitáveis correções de preços e da diminuição dos prazos de crédito, cremos que também poderemos crescer. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O que mais nos preocupa é a reforma tributária. A carga pesada dos impostos freia o desenvolvimento do consumo e não tem devolvido serviços públicos condizentes. PRODUTOS LANÇADOS No segmento doméstico, a companhia lançou três modelos, um para consumidores de baixo poder aquisitivo, outro para uso pesado (máquina semiprofissional) e o terceiro, uma máquina totalmente computadorizada, que, literalmente, passa a linha pela máquina sozinha. Já na linha industrial, praticamente dobramos a oferta de modelos. Todos foram igualmente bem-aceitos pelo mercado. NOVOS SEGMENTOS A Singer seguiu atuando nos mesmos segmentos: máquinas de costura domésticas e industriais e respectivos produtos de after

market. O que fizemos foi reforçar a oferta de modelos dentro de cada segmento. EXPORTAÇÕES No ano passado tivemos um pouco de dificuldade devido à taxa de câmbio, mas estamos esperançosos em relação a este ano. Estamos exportando aproximadamente 40% da nossa produção e as Américas são o principal mercado. CRESCIMENTO DO PAÍS Estimamos que o país cresça 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Devemos concentrar-nos em complementar nossa linha de máquinas industriais. Esperamos entrar com 20 novos itens na linha, sendo que a metade deles até março. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Não acreditamos que a crise será resolvida tão cedo. Paradoxalmente, ela poderá ser boa para as vendas da empresa. Em outras ocasiões, o desemprego levou a um aumento da economia informal e a mais aberturas de pequenos negócios próprios, aparecendo a costura em lugar de destaque. Sendo assim, apostamos que seguiremos crescendo este ano. eletrolarnews

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Sony

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BALANÇO DE 2008 O ano foi marcado pelo forte crescimento nas vendas nos seis primeiros meses e desaceleração do consumo no último trimestre.

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No ano passado, a empresa lançou 101 produtos, crescimento de 35% em relação ao ano anterior. Para este ano, promete novidades de alta tecnologia e alguns produtos apresentados na Consumer Electronics Show estarão nas lojas Sony Style em meados de março. A entrevista é de Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda, e Carlos Goya, gerente de relações externas da Sony Brasil. Lúcio Pereira, gerente de comunicação e propaganda.

FATORES MAIS POSITIVOS Em relação ao mercado, o fato de o consumidor brasileiro procurar cada vez mais adquirir produtos de alta qualidade e inovadores (televisores LCD de alta definição, notebooks Vaio, MP3 e MP4, walkman etc.). Como exemplo, citamos o processo acelerado de migração de tecnologia de displays no Brasil (em 2007, a produção total de televisores LCD no país era de apenas 800 mil unidades e, no ano passado, chegou a 2,5 milhões). Nesse sentido, a Sony procurou, em 2008, oferecer soluções para todas as necessidades do consumidor digital. O QUE FOI NEGATIVO Certamente a crise financeira, com reflexos na demanda e no consumo, principalmente no último trimestre. RESULTADO DA EMPRESA Antes da crise, a Sony vinha em ritmo muito forte de crescimento e investimentos no país, com grandes expectativas para 2008. No decorrer do ano, tivemos de ajustar nossas operações diante do novo cenário, minimizando os impactos nos resultados provocados pela retração do consumo e pela variação cambial. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica brasileira vem sendo construída e definida ao longo de vários anos e adotou o caminho certo ao priorizar a busca da estabilidade e o controle austero da inflação. Esse ambiente de estabilidade é fundamental na atração de investimentos. Atualmente, o país tem novos desafios como a escassez de crédito, a instabilidade no câmbio, a retração do consumo e o aumento do desemprego. Nesse sentido, é fundamental a adoção de medidas emergenciais que minimizem os impactos da crise. PRODUTOS LANÇADOS No ano passado, a Sony lançou 101 produtos, cujo crescimento foi de 35% em relação a 2007. Os grandes destaques foram a série de notebooks Vaio FW, que trouxe o conceito de vida em alta definição, e a linha de televisores LCD Bravia série Z. O produto foi considerado o mais inovador em sua categoria pelo prêmio Info Exame. EXPORTAÇÕES O principal destino de nossas exportações é a Argentina, mas a

produção da Sony está voltada majoritariamente para atender ao mercado interno. CRESCIMENTO DO PAÍS Ainda é muito difícil fazer previsões, tendo em vista que estamos ainda no meio da turbulência. Acreditamos que o Brasil tem, sim, condições diferenciadas para a retomada do crescimento econômico ainda este ano. LANÇAMENTOS PARA 2009 Temos muitas novidades de alta tecnologia no decorrer de todo o ano. Alguns destaques apresentados pela primeira vez na Consumer Electronics Show já estarão disponíveis nas lojas Sony Style em meados de março. Devemos ainda citar a aposta no segmento de áudio caseiro de alta fidelidade, com a introdução de receivers e caixas de som high end, cujos produtos devem ser lançados ainda no primeiro semestre. A linha de TV LCD Bravia aposta em modelos com melhor qualidade de imagem para cenas de esporte e ação através da tecnologia Motion Flow 120 Hz, com IB reduction, que melhora a nitidez das imagens em movimento, reduzindo possíveis rastros na tela. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO O cenário para 2009 ainda é muito incerto, mas acreditamos na retomada gradativa do consumo. Para minimizar os impactos, acreditamos ser muito importante a oferta de produtos diferenciados, com alto valor agregado em tecnologia e inovação, superando as expectativas do cliente.

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Springer Carrier

Fotos: Divulgação

A empresa destaca que, apesar da crise financeira internacional, manteve sua posição de liderança no mercado de ar-condicionado, com crescimento de 4% em TRs em relação a 2007. Lançou produtos e o desempenho do segmento de splits, em 2008, cresceu 16% em relação ao ano anterior BALANÇO DE 2008 O ano para o setor de ar-condicionado apresentou crescimento tímido, de 1% em TRs (segundo a Abrava), impactado principalmente pelo desempenho do segundo semestre. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Destacamos o desempenho do segmento de splits, que cresceu 16% em relação a 2007. O QUE FOI NEGATIVO A temperatura de novembro e dezembro, somada ao cenário econômico. Juntos, provocaram uma retração de 25% em dezembro.

Sidney Ichi, diretor de marketing da Springer Carrier.

RESULTADO DA EMPRESA A empresa, no ano passado, manteve sua posição de liderança no mercado, com crescimento de 4% em TRs em relação a 2007. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise internacional teve reflexos no mercado como um todo. Entramos este ano mais conservadores, procurando ajustar nossa produção e o estoque com base na nova situação. PRODUTOS LANÇADOS No segmento de janela, lançamos o complemento da linha Springer DUO, os modelos 7.500 BTUs eletrônico e, também, os modelos 10 mil BTUs, mecânico e eletrônico. No segmento High Wall, lançamos em dezembro, duas linhas da marca Carrier, High Wall Diamond e High Wall Carrier. NOVOS SEGMENTOS Lançamos no ano passado os umidificadores Springer, com um exclusivo sistema giratório de distribuição de ar. EXPORTAÇÕES O foco da empresa continua sendo o mercado interno, apesar da taxa do dólar, neste momento, ser mais favorável à exportação. Com a crise mundial, não percebemos aumento significativo dos nossos volumes exportados, mesmo com o dólar mais favorável.

CRESCIMENTO DO PAÍS É difícil prever o crescimento, ainda mais em um ano com muitos desafios e incertezas. Mas não acreditamos que o mercado crescerá nos mesmos níveis dos anos anteriores. LANÇAMENTOS PARA 2009 Lançamos em dezembro passado as linhas High Wall Carrier e High Wall Diamond, ambas com a marca Carrier. Os modelos apresentam, como diferenciais, o excelente consumo de energia – todos têm o selo Procel A – e, principalmente, o design, tanto da evaporadora como da condensadora.

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Suggar

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O resultado obtido, até mesmo com o lançamento de 66 itens, leva a empresa a classificar 2008 como marcante em sua história. Este ano. a meta é desenvolver ainda mais a produção de ferros elétricos e liquidificadores.

BALANÇO DE 2008 Foi um ano ótimo, marcante em nossa história. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Destacamos a introdução da linha de portáteis e “eletroraros”. O QUE FOI NEGATIVO O aumento do dólar no último quadrimestre.

Lucio Costa, diretor-presidente Suggar.

RESULTADO DA EMPRESA O resultado correspondeu bastante às expectativas. Todo o grupo, que é composto por seis empresas, sobrepujou os R$ 400 milhões. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Em 2008, afetou pouco, mas algumas estratégias sofreram modificações. Como as mudanças se constituem na única coisa constante, é vital prevê-las e nos readequarmos às circunstâncias. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Não é boa para os empreendedores, para os que realmente gostam de trabalhar. Temos de diminuir o tamanho do Estado, que tem atrapalhado muito o desenvolvimento do país. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, lançamos 66 itens, número bem superior ao de 2007. NOVOS SEGMENTOS Para dar maior amplitude ao que temos de mais importante, que é nossa marca, reconhecida e aprovada há mais de 30 anos, entramos nos segmentos de “eletroraros” e portáteis. EXPORTAÇÕES Foram insignificantes. A política do setor é inadequada ao contexto internacional, uma vez que o país insiste em exportar impostos.

CRESCIMENTO DO PAÍS O Brasil poderá crescer 4%, principalmente no segundo semestre deste ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Queremos desenvolver ainda mais nossa produção de ferros elétricos e liquidificadores e ampliar a presença da linha na maioria dos clientes. Crise é coisa para gente preguiçosa. O Brasil é maior do que qualquer crise.

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Sunsix

BALANÇO DE 2008 Foi certamente um ano de conquistas para a Sunsix, pois consolidamos nossa participação nas regiões Sul e Sudeste, e fortalecemos nosso canal de comunicação com a rede autorizada, trazendo maior conforto aos nossos clientes.

Fotos: Divulgação

O ano passado foi de conquistas para a empresa. Consolidou sua participação nas regiões Sul e Sudeste e fortaleceu seu canal de comunicação com a rede autorizada. Se não fosse a crise financeira internacional, 2008 teria sido de crescimento recorde.

André Cabral, diretor comercial e de marketing da Sunsix.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO A consolidação da marca Sunsix no mercado e as parcerias baseadas na qualidade e no respeito. O QUE FOI NEGATIVO A crise financeira no quarto trimestre. RESULTADO DA EMPRESA Se não fosse a crise, iniciada no fim de 2008, teríamos tido um ano de crescimento recorde. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Sim, poderíamos ter tido um fim de ano bem melhor. Foram revistos os cálculos para o quarto trimestre. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Em minha opinião, o Brasil está-se mostrando um país forte e determinado a crescer – estamos mostrando isso em face da crise que estamos vivendo. O que precisamos é de uma política econômica mais transparente e enxuta, visando a diminuição da carga tributária nas empresas e ao próprio cidadão brasileiro. Ainda pagamos muitos impostos. PRODUTOS LANÇADOS EM 2008 Na informática, os lançamentos são determinados pelos fabricantes de processador e capacidade de disco, entre outros. Sempre haverá mudanças e a cada ano teremos lançamentos. NOVOS SEGMENTOS Não entramos. Este ano o foco continuou no marketing do varejo.

LANÇAMENTOS PARA 2009 Já no início deste ano, trocamos quase toda a linha, com processadores de melhor performance e maior capacidade de memória e armazenamento.

CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos em um crescimento tímido, na ordem de 2,5%, mas dependerá muito dos primeiros quatro meses do ano.

EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acredito que teremos quatro meses de acomodação, após os quais iremos respirar ares melhor. Temos de ser otimistas.

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T. Tanaka Com o cumprimento de 80% das metas estabelecidas para o ano passado, a empresa considera que 2008 foi um ano muito positivo, durante o qual lançou 12 produtos. Em 2009, já em fevereiro, colocará no mercado nove modelos de câmera compacta.

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 O ano foi bastante produtivo, conseguimos atingir 80% de nossas metas. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O aumento significativo de novas contas. Tivemos preços muito competitivos no mercado, com uma linha bastante agressiva. O QUE FOI NEGATIVO A concorrência informal e o grande número de players que tem como maior apelo somente o preço. RESULTADO DA EMPRESA Atingimos 80% de nossas metas, o que foi superpositivo.

Francisco Tadeu da Silva, gerente de vendas nacional da T. Tanaka.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise afetou a empresa, com a escassez das linhas de crédito. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Entendemos que a política econômica brasileira está correta. Mas é necessário melhorar a distribuição de renda e reduzir as taxas de juros para o aquecimento do mercado. PRODUTOS LANÇADOS Lançamos 12 modelos, entre câmeras para uso amador e profissional, com significativa vantagem dos que são compactos e para uso amador. NOVOS SEGMENTOS Mantivemos e buscamos o fortalecimento em nosso segmento principal e buscamos novos, objetivando melhor posicionamento e maior market share. CRESCIMENTO DO PAÍS Em torno de 4% do PIB será uma taxa de crescimento excelente para este ano.

LANÇAMENTOS PARA 2009 Teremos, já em fevereiro, nove lançamentos de câme ras compactas. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Os negócios, de maneira geral, sofrerão desaceleração mais forte no primeiro semestre. No segundo semestre, acreditamos num crescimento moderado.

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Vetti Fotos: Divulgação

O ano passado foi estável para a empresa. Devido à crise, as estratégias para 2009 foram alteradas, mas o investimento em tecnologia e a criação de novos produtos mantiveramse intactos. Para o segundo semestre, projeta lançar novos produtos. BALANÇO DE 2008 Foi um ano bom, sem muitas novidades, porém, foi estável. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO A economia ajudou muito, mas até outubro. O QUE FOI NEGATIVO Depois de outubro, a economia ficou muito prejudicada. O dólar e todos os custos aumentaram, complicando a situação, e as vendas despencaram.

Adrian Ângelo Salvetti, presidente da Vetti.

RESULTADO DA EMPRESA O resultado ficou 8% acima da projeção esperada. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise, com certeza, afetou-nos e fomos obrigados a alterar as estratégias para este ano. Tivemos de reduzir diversos custos na empresa, e as únicas coisas que estão a todo vapor são o investimento em tecnologia e a criação de novos produtos. Apesar da crise, este será um ano com muitas novidades positivas para nós. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Acredito que este ano a economia irá bem, pois o corte nos financiamentos, embora assustador num primeiro momento, surtirá efeitos positivos neste ano. PRODUTOS LANÇADOS No ano passado, lançamos um número superior de produtos em relação a 2007, mas os resultados serão colhidos neste ano. O lançamento desses produtos foi em setembro, mas a crise econômica mundial atrapalhou os resultados. NOVOS SEGMENTOS Não entramos, pois ainda há muito para explorar no nosso segmento. EXPORTAÇÕES A Vetti ainda não exporta, mas provavelmente começará a fazêlo em 2010. CRESCIMENTO DO PAÍS Não creio no crescimento do Brasil este ano, pois a “nova” economia está muito recente e preocupa a todos. Mas acredito em

grande estabilidade de vendas para as empresas, a partir do segundo semestre. LANÇAMENTOS PARA 2009 Este ano, lançaremos um número maior de do que os últimos três anos juntos. Apresentaremos muitas novidades no segundo semestre. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Acredito que a Vetti passará tranquilamente por todos os processos dessa crise. No entanto, mesmo com o lançamento de novos produtos, acredito que 2009 será um ano de crescimento bem mais baixo do que o ano passado. A empresa, contudo, está pronta para ótimo crescimento em 2010.

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Wahl

BALANÇO DE 2008 O ano foi encerrado com resultados positivos. Atingimos nossas metas.

Fotos: Divulgação

A empresa lançou no ano passado diversos produtos, até mesmo para a linha feminina, alcançou seus objetivos estratégicos, consolidou a marca e fechou 2008 com resultados positivos. Para este ano, promete apresentar novidades ao mercado e ampliar seu mix de produtos.

Marcela Venturin, gerenteda Wahl.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O aquecimento econômico no Brasil, o bom crescimento do PIB nacional, o consequente impacto nas vendas do varejo e o nível de emprego elevado ajudaram a consolidar a imagem da Wahl no mercado. O QUE FOI NEGATIVO O desencantamento da bolha de consumo no último trimestre. Em seguida, as consequências da crise de crédito internacional e a ameaça de falências generalizadas no primeiro mundo. RESULTADO DA EMPRESA O ano passado foi bastante positivo. Nossos objetivos estratégicos corresponderam à nossa expectativa. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise financeira deverá afetar nosso mercado, pois ele depende do comércio exterior para gerar seus negócios. A taxa de câmbio é atualmente a variável de maior impacto na formação de preços. O fato de sermos uma empresa de capital fechado e termos uma indústria verticalizada permite-nos manter maior controle sobre nossos custos. A empresa tem trabalhado com diversos cenários estratégicos para fazer frente às demandas do mercado. Todavia, os impactos da crise acabarão por afetar o consumidor final. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O Brasil tem respondido de forma confusa e lenta à crise internacional – não parece se adiantar aos desdobramentos que já são observados nos países do primeiro mundo. Embora o Brasil tenha seus fundamentos econômicos equilibrados, não pode escorar-se apenas neles, pois alguns dos países desenvolvidos, que possuíam bases mais sólidas do que o nosso, estão agora em situação crítica. É preciso medidas mais fortes para fortalecer a economia, principalmente a política monetária (com a absoluta e necessária redução da taxa de juros) e a política fiscal (com a redução imediata do gasto público e a consequente redução da carga tributária). PRODUTOS LANÇADOS A Wahl fez diversos lançamentos de produtos, até mesmo para a linha feminina. CRESCIMENTO DO PAÍS O mercado externo dependerá da taxa de crescimento dos países

com os quais o Brasil negocia. A perspectiva é crítica, já percebida pelas estatísticas ruins dos indicadores de comércio exterior. O mercado interno depende da capacidade do governo instituir medidas de redução do desemprego e de crescimento econômico, uma equação difícil de resolver. O investimento dependerá dos recursos que o país poderá dedicar para infraestrutura e novos negócios, e de sua capacidade de convencer a iniciativa privada a investir. A perspectiva de crescimento do PIB para este ano é uma incógnita, mas não deverá ser maior do que 2%, possivelmente ficará entre 1 e 1,5%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Prevemos o lançamento de outros produtos este ano. Não temos ainda o numero definido, mas certamente ampliaremos nosso mix e traremos algumas novidades. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Estamos com boas expectativas de crescimento para este ano. A empresa pretende responder à crise com novas linhas de produtos, com a captação de novos clientes e com agilidade às demandas de seu mercado consumidor. A Wahl Clipper possui cinco fábricas próprias, nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia, que produzem as linhas profissional, doméstica e animal, produtos distribuídos no Brasil. Somos líderes mundiais na produção de máquinas de corte, tosa e aparadores e possuímos know-how avançado, o que garante a qualidade de nossos produtos. Apesar da crise, acreditamos que nosso segmento deverá crescer devido à possível mudança de comportamento do consumidor, que poderá investir em uma máquina de corte em vez do gasto mensal num salão de cabeleireiro. eletrolarnews

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Wanke

BALANÇO DE 2008 Em 2008, nossa empresa comemorou 90 anos de história. Esse aniversário ficará marcado pela intensidade da conquistas e pelo nosso crescimento, não apenas econômico, mas também pessoal. A Wanke conquistou um espaço significativo na América do Sul, registrando aumento de 133% nas exportações no primeiro semestre em comparação ao mesmo período de 2007. A marca também ganhou destaque na imprensa e em prêmios de design, tanto nacionais como internacionais.

Fotos: Divulgação

Instalada na cidade de Indaial, em Santa Catarina, a empresa comemorou seus 90 anos em 2008, período em que conquistou prêmios nacionais e internacionais, como o iF Design, cresceu nas exportações e lançou produtos que ganharam destaque. Em 2009, tomou a decisão de concretizar seus planos de expansão no mercado nacional. Eduardo Wanke, diretor-superintendente da Wanke.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Podemos destacar nosso reconhecimento internacional, tanto através de prêmios como o iF Design, que consolidaram a Wanke como uma empresa atenta às novidades e que acredita no design como forma de agregar valor e qualidade aos produtos. Outro ponto-chave foi a resposta que obtivemos do mercado externo. Em 2008, nossas exportações aumentaram acima da média e abriram os horizontes para novas possibilidades. O QUE FOI NEGATIVO O ano passado foi também uma fase de amadurecimento para toda a família Wanke. Nossa empresa sofreu com a perda de três grandes símbolos da família, inclusive Norberto Wanke, diretor-presidente. Em novembro, vimos de perto o sofrimento das cidades catarinenses atingidas pelas chuvas e deslizamentos de terra, decorrentes da pior catástrofe natural da história de nossa região. Em ambas as situações, demonstramos nossa força e seguimos trabalhando com garra e determinação, abraçando o exemplo legado pelos que se foram. RESULTADO DA EMPRESA Superamos nossos índices de crescimento em relação a 2007. O destaque fica, principalmente, para a aceitação de nossos produtos em mercados internacionais, como o Paraguai. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise não nos afetou de forma intensa, mas auxiliou na decisão de concretizar nossos planos de expansão no mercado nacional em 2009. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A crise, com certeza, afetou mais alguns setores, entre eles o de eletros. Assim como ocorreu com os automóveis, nosso setor também poderia receber algum incentivo.

PRODUTOS LANÇADOS A centrífuga Sonare Wanke foi o destaque de 2008. O produto possui um sistema sonoro que avisa quando se inicia e quando termina o ciclo de centrifugação. Além disso, a centrífuga desliga sozinha. EXPORTAÇÕES Os resultados de 2008 foram motivadores no que diz respeito às exportações, representando 11,4% do total faturado, e o mercado internacional ainda apresenta grande capacidade de desenvolvimento. Atualmente, nosso principal mercado no exterior é a América do Sul, principalmente o Paraguai, pois o país significa quase 90% de nossas vendas internacionais. CRESCIMENTO DO PAÍS Esperamos um crescimento muito baixo, mas não temos previsões concretas a respeito. LANÇAMENTOS PARA 2009 Temos cinco lançamentos previstos para este ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Nossas principais preocupações são a taxa de juros, o crédito ao consumidor e, principalmente, a alta carga tributária.

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Whirlpool

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Fotos: Divulgação

O ano passado foi muito bom para a Whirlpool S.A., dona da Whirlpool Latin America (eletrodomésticos) e da Embraco (compressores). Superou 2007 em todas as dimensões do negócio e foi marcado pelo lançamento de 120 produtos, numero 20% superior ao ano anterior. A Consul entrou na categoria de eletroportáteis, a Brastemp voltou ao segmento de condicionadores de ar, a tecnologia frost free chegou aos refrigeradores de uma porta e a marca KitchenAid, do segmento de produtos premium, aportou no Brasil. José Drummond Jr., presidente da Whirlpool.

BALANÇO DE 2008 A indústria toda vem crescendo, há alguns anos, à taxa de 15% a 20%. O mercado avançou menos desde a segunda metade de 2008, mas já vinha mantendo um ritmo de crescimento muito alto. Por isso, não há nenhum desapontamento. Imaginamos que a indústria tenha crescido de 8% a 10% em todo o ano de 2008 sobre 2007. É um crescimento menor, mas é muito bom, e está em linha com a expectativa. Não podemos perder de vista que é crescimento sobre crescimento. É verdade que o quatro trimestre mostrou crescimento bem menor que o total do ano. A indústria tem trazido muita inovação, o que não ocorria nos anos anteriores, e isso fomenta a demanda em todas as classes. Na Whirlpool Latin America, por exemplo, investimos cerca de US$ 100 milhões para transformar pesquisa e desenvolvimento e comunicação em inovação, sendo que R$ 10 milhões foram direcionados para a ampliação do Centro de Tecnologia em Lavanderia, na unidade de Rio Claro (SP). Além de criarmos produtos que atendam os consumidores no que diz respeito à relação custo/benefício e à usabilidade, também desenvolvemos itens que economizam água e energia. E é o que imaginamos fazer de novo este ano. O mercado precisa de atenção e investimento nos produtos e nas marcas. A Brastemp e a Consul estão onde estão porque nunca deixamos de investir. Nos últimos três, quatro anos, lançamos de 50 a 100 produtos a cada ano. Renovamos o portfólio da Brastemp praticamente inteiro em 24 meses.

Outro ponto favorável foi o crescimento de categorias que antes eram consideradas de luxo, o que mostra o desenvolvimento da indústria e do mercado. As categorias que mais têm crescido nos últimos anos são as de lavadoras de roupas e micro-ondas, sendo que estes últimos apresentam, há cerca de três, quatro anos, um desempenho impressionante, de 40% ao ano. Em 2009, será um pouco menos, talvez de 20% a 25%. As lavadoras já vinham com 10% a 15% e este ano será mais do que isso por uma razão simples: essas categorias têm penetração baixa. Se 95% a 99% das residências contam com fogão e geladeira, só 35% têm lavadora automática e menos de 20% têm micro-ondas. Dá para continuar crescendo muito. O QUE FOI NEGATIVO A alta nos preços das matérias-primas, que consequentemente aumenta os custos de produção da indústria de linha branca. O preço do aço, por exemplo, teve aumento de 50%. Outras matériasprimas importantes, como o cobre e as resinas, também tiveram alta. É um cenário inflacionário e isso afeta todo o setor e, principalmente, o consumidor. Criamos alternativas para não repassar todo o aumento nos custos, como a elevação de produtividade, a substituição de matérias-primas etc. Entretanto, a magnitude do aumento de preços tornou o reajuste inevitável. Não conseguimos evitar o incremento na ponta de até 10% em todas as categorias de produtos. RESULTADO DA EMPRESA O ano passado foi muito bom para a Whirlpool S. A., superior até a 2007, em todas as dimensões do negócio.

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Crise financeira internacional Os investimentos constantes da companhia em inovação e em talentos fazem com que a Whirlpool esteja um passo à frente, até mesmo em épocas instáveis. Acreditamos que este é um momento determinante para mostrar capacidade de liderança e empreendedorismo. É isso que estamos fazendo. Política econômica brasileira Ainda é preciso desonerar a produção, eliminar gargalos logísticos e o risco de crise energética. É importante, principalmente, trabalhar na qualificação de mão-de-obra e reverter parte das reservas em investimentos e incentivo ao consumo. O país poderia investir mais em infraestrutura. Isso se refletiria de forma mais positiva do que a queda dos juros. Produtos lançados Em 2008, a Whirlpool Latin America lançou no mercado brasileiro 120 produtos com as marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, que chegou ao país em março do ano passado. O número é 20% superior ao de 2007. Novos segmentos A Consul entrou na categoria de eletroportáteis com o lançamento do aspirador de pó Consul FIT. O produto chegou com a proposta de ser ótima opção em custo/benefício, pois possui diversas características desejadas pelo consumidor por um preço bastante acessível e competitivo no mercado. A marca também entrou no segmento de inox e lançou uma linha com dois fogões, dois refrigeradores e um micro-ondas, trazendo mais modernidade e beleza ao seu portfólio. Outro importante lançamento de 2008, das marcas Brastemp e Consul, foi a tecnologia frost free em refrigeradores de uma porta. Essa possibilidade, pioneira no mundo, democratiza a tecnologia frost free. Com preço mais acessível, os refrigeradores de uma porta, que não formam gelo nas paredes do congelador, são a realização de um sonho até então distante dos consumidores de poder aquisitivo mais baixo. A marca Brastemp voltou ao segmento de condicionadores de ar, após cinco anos, e lançou a linha Split Ative!, a primeira do

mercado com exclusivos adesivos decorativos e com a função do Meu Jeito, que permite programar o modo de funcionamento, temperatura, direção e fluxo do ar preferidos e ainda o exclusivo Aviso Limpar Filtro. As conquistas do ano não ficaram somente por conta de novos produtos. A Whirlpool trouxe ao Brasil umas das marcas mais fortes e globais da companhia, a KitchenAid, que chegou para complementar o portfólio e atua no segmento de produtos superpremium, que atingem públicos da classe AAA. Exportações As exportações têm grande importância para a Whirlpool no Brasil. Para se ter uma idéia, desenvolvemos em nossos centros de tecnologia produtos não só para o Brasil, mas também para o mundo. Somos, hoje, uma das 50 maiores exportadoras do país (eletrodomésticos e compressores). Atualmente, exportamos para países da América Latina, e para mais de 100 em todo o mundo, sendo que esse volume representa de 35% a 40% dos dois negócios da empresa (somando compressores e eletrodomésticos). Mesmo quando a moeda ficou extremamente desfavorável, não tiramos o pé da exportação de compressores e eletrodomésticos. Crescimento do país Achamos que um cenário realista é apostar em um crescimento em torno dos 3%. Lançamentos para 2009 Por questões estratégicas, a empresa não revela essas informações. Mas posso adiantar que manteremos inalterado nosso ritmo de lançamentos, de inovações e de investimentos em tecnologia e nas marcas. Expectativas para este ano Acreditamos que pode haver uma desaceleração do consumo neste ano, porém, ainda há muitas incertezas. O Brasil está estruturalmente em uma situação melhor do que nas crises anteriores e também melhor do que outros países, o que é bom. Além disso, o varejo está muito mais maduro e profissionalizado, se comparado ao de dez anos atrás. Isso garante maior capacidade para atravessar os momentos de incerteza da economia. eletrolarnews 103

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Berlanda

BALANÇO DE 2008 Foi um ano positivo, pois tivemos boa recuperação de mercado e crescimento de 20%. Inauguramos 26 lojas e outras nove passaram por melhorias, alteração de ponto comercial e ampliação de espaço.

Fotos: Divulgação

O ano passado foi positivo para a rede varejista, que atingiu as metas estabelecidas e abriu 26 lojas. As classes C, D e E, que formaram o maior contingente de consumidores em 2008, contribuíram para que os negócios crescessem em 20%. Nos planos para 2009, está a abertura de cinco lojas, ainda neste semestre.

Nilso José Berlanda, presidente da Berlanda.

FATO R E S M A I S P O S I T I V O S DO ANO A elevação do poder aquisitivo das classes C, D e E, além da facilidade de compra com prazos de pagamento mais longos. O QUE FOI NEGATIVO A alta tributação no comércio e a elevação das taxas de juros. RESULTADO DA EMPRESA O ano passado foi bom em todos os sentidos. Fechamos nossas metas estabelecidas no planejamento estratégico. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Sentimos pequena retração em novembro, mas em dezembro voltamos a atingir nossos objetivos. Para 2009, por enquanto, adiaremos novos investimentos, pois acreditamos que será um ano de maiores dificuldades, o que nos obriga sermos conservadores, mas manteremos a programação de abrir cinco lojas no primeiro semestre. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O presidente da República ainda não cumpriu a promessa de mudar a política fiscal e trabalhista, anúncio feito em seus primeiros anos de governo. Ele está em seu segundo mandato e nada foi feito para a classe empresarial, sem falar da taxa de juros, que é um absurdo e a maior do mundo. Basta compará-la com as de outros países. PRODUTOS MAIS VENDIDOS Os produtos que aumentaram sua participação em nossos negócios foram os celulares, os de informática e toda a linha de móveis.

CONSUMO Em 2008, as classes C, D e E foram as que mais consumiram, contribuindo para o crescimento de 20% nos nossos negócios. CREDIÁRIO/INADIMPLÊNCIA No ano passado, 85% das vendas foram feitas no crediário. Estamos preocupados com o retorno desse pagamento, porém a inadimplência tem-se mantido nos mesmos patamares. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que o Brasil poderá crescer 5%. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO As expectativas são boas, prevemos crescimento em torno de 15 a 20%, mas teremos muita cautela com gastos e avaliaremos o início do ano para decidir sobre novos investimentos. Em princípio, planejamos atuar com mais intensidade somente no segundo semestre.

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Lojas Cem

BALANÇO DE 2008 Consideramos que 2008 foi o melhor ano da década. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Em nossa opinião, foi a consciência de que a existência de um mercado consumidor interno forte é fundamental para o desenvolvimento do país. O QUE FOI NEGATIVO Indiscutivelmente, o ponto mais negativo foi a crise econômica mundial. RESULTADO DA EMPRESA Nossos resultados corresponderam às expectativas. O faturamento foi de R$ 1,465 bilhão e registramos crescimento geral de 18%. Em 2008, também abrimos dez lojas. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Pelo fato de sermos uma empresa capitalizada, não precisamos alterar nada em nossas estratégias. Todas as nossas lojas são próprias, exceto uma, localizada em Ribeirão Preto (SP). Administramos com juízo e financiamos o consumidor com recursos próprios. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Do ponto de vista do nosso ramo, a política econômica do país está adequada, porém é inegável que a carga tributária é elevada demais e precisa ser revista. O dinheiro para investir na produção ainda é muito caro e o estímulo à especulação ainda é a grande atração para a entrada de divisas no país, o que nos deixa muito vulneráveis no caso de situações de crise, como a atual. O crédito ampliou o consumo, mas o país não cresceu na mesma proporção. FLUXO DE CONSUMIDORES Em 2008, o movimento foi 18% maior e o número de consumidores cresceu 25%. No nosso ramo, houve deflação.

Foto: Divulgação

A rede que conta com 174 lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná, todas do mesmo tamanho (1.400 m²), classifica 2008 como o melhor ano desta década. Seu movimento foi 18% maior e o número de consumidores cresceu 25%. Nas unidades, os produtos mais vendidos foram os de telefonia, de informática e televisores. . A entrevista é de Valdemir Colleone, supervisor geral de Lojas Cem.

Fachada de uma das lojas da rede na capital paulista, bairro Tucuruvi.

PRODUTOS MAIS VENDIDOS Os produtos que mais vendidos foram os de telefonia, de informática e televisores. CONSUMO As classes C, D e E sempre consumiram, mas seu crescimento no mercado tem sido gradativo por causa da melhoria do emprego, do poder aquisitivo e, principalmente, pela grande facilidade de crédito. Sem dúvida, contribuíram com uma fatia para o nosso crescimento. CREDIÁRIO / INADIMPLÊNCIA A maior parte das nossas vendas, mais de 80%, é pelo crediário. Quanto à inadimplência, está estabilizada em 5%, mas ainda é alta. CRESCIMENTO DO PAÍS É difícil precisar quanto o Brasil irá crescer, mas o importante é que cresça. Nossa expectativa é crescer mais do que o país, pois o arrocho no crédito deverá trazer dificuldades para algumas empresas. É o momento de ganhar terreno. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Para manter a fatia de mercado é preciso ser melhor do que os demais. Historicamente, as crises não freiam nosso crescimento. Em 2009, abriremos pelo menos dez lojas, sendo que entre março e abril já serão inauguradas as unidades de Bariri, Agudos e Guariba, no interior de São Paulo. Quanto à atual crise, ela irá durar até que a produção e o emprego estiverem estabilizados, e esse tempo é impossível de precisar.

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Salfer

BALANÇO DE 2008 Foi um ano positivo, mesmo com a crise mundial que ocorreu no fim do ano, pois o Brasil tem demonstrado capacidade maior e mais sustentada de reagir a eventuais crises internacionais. Hoje, há um compromisso importante do governo em manter a inflação dentro dos parâmetros previamente acertados e incentivando o consumo como forma de ampliação e manutenção dos empregos formais. O Banco Central tem agido de forma firme e inteiramente independente nesse sentido. O grau de transparência e a previsibilidade nas decisões econômicas criam um ambiente muito favorável aos investimentos. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Destacamos os seguintes pontos: melhora no perfil da dívida do Brasil; aumento da demanda interna; crescimento da renda, em virtude do aumento da massa salarial e do ganho real no salário; e evolução do crédito da pessoa física, principalmente para a casa própria, aquecendo o mercado imobiliário. Esse fator cria grande movimento de consumo para outros setores, como móveis e eletrodomésticos; O QUE FOI NEGATIVO A crise econômica mundial, que gerou queda das bolsas, e a grande variação cambial foram os principais pontos negativos de 2008. Alguns segmentos da indústria apresentaram saldo negativo na balança comercial, gerando desemprego e retraindo investimentos. RESULTADOS DA EMPRESA O resultado da Salfer em 2008 foi positivo, assim como nos anos anteriores. Um dos destaques foi a abertura de novas lojas. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Afetou principalmente em seu auge, quando foi revista a taxa de juros, a redução do prazo médio de pagamento do consumidor e também as regras de crédito. Atualmente, voltamos a praticar as condições vigentes antes da crise. Reforçamos os estoques de alguns produtos estratégicos, nos quais a variação de preços estava diretamente ligada à evolução do dólar. Até o momento, nenhuma estratégia foi modificada para este ano, mas avaliamos constantemente os efeitos reais dessa crise e agiremos pontualmente. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Acredito que a política econômica está sendo bem conduzida, po-

Fotos: Divulgação

A entrada das classes C, D e E no mercado de consumo e o aquecimento do setor imobiliário contribuíram para a empresa registrar resultados positivos em 2008. Para este ano, dentro de seu projeto de expansão, está prevista a abertura de 40 lojas.

Vanderlei Ilídio Gonçalves, diretor-presidente de Lojas Salfer.

rém o governo poderia ser mais agressivo na redução das taxas de juros para o aumento do consumo e também aprovar as reformas constitucionais que afetam a economia na geração de empregos, investimentos e na redução da burocracia. FLUXO DE CONSUMIDORES A Salfer registrou crescimento do fluxo de consumidores, principalmente em datas sazonais. Os gastos foram maiores do que em 2007. PRODUTOS MAIS VENDIDOS Em 2008, os mais vendidos foram os celulares, produtos da linha branca e móveis. CONSUMO As classes C, D e E, que são o foco principal da empresa, foram muito representativas. As vendas cresceram acima da inflação, o que gerou ganho real de crescimento. CREDIÁRIO/INADIMPLÊNCIA Nossos consumidores são das classes C, D e E, então, o crediário é a única forma de aquisição dos produtos. Nosso índice de inadimplência continua em patamares aceitáveis e muito parecidos com os de 2007. CRESCIMENTO DO PAÍS O crescimento esperado do PIB será em torno de 2 a 3%, porém, devido ao plano de expansão, prevemos um crescimento maior para a empresa. Somente em área física de vendas teremos crescimento de 33%, isto é, mais 40 novas lojas. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO A expectativa é de crescimento. Eventualmente, no primeiro trimestre ou semestre do ano, poderá ocorrer uma desaceleração em alguns setores de bens e serviços.

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Volpato

BALANÇO DE 2008 Consideramos que o ano foi positivo para a Volpato, pois crescemos 20% em vendas em relação a 2007. Destacamos, também, as melhorias em nossos pontos de vendas. Os investimentos feitos abrangeram oito lojas e ainda inauguramos duas unidades. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Dentre os fatores positivos, podemos citar nossa política comercial. A Volpato busca sempre ter produtos a preços competitivos e de elevada qualidade, pois atua num mercado extremamente concorrido. Sabemos que, dentro desse nível de concorrência, é providencial que a empresa tenha diferenciais que se tornem relevantes para o público consumidor. O QUE FOI NEGATIVO Posso dizer que a elevação da taxa Selic foi um complicador para o varejo, pois, como financiamos, sabemos que nossos clientes buscam cada vez mais propostas atrativas quanto a prazos e juros. RESULTADO DA EMPRESA O resultado atingiu a expectativa da direção da empresa, tanto em vendas quanto em serviços, pois, como salientamos, atingimos as principais metas estipuladas para 2008. Sabemos que esse resultado é fruto da caminhada de longa data, pois a Volpato tem hoje 38 anos de trajetória no varejo. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise impactou, com certeza, os negócios de muitas empresas, pois vemos clara movimentação de mudança em todas, independentemente de seu porte. Sentimos, de alguma forma, mudanças na economia que atingiram também em nossos negócios. Posso dizer que continuamos no mesmo caminho, buscando o crescimento sustentado para que possamos, cada vez mais, alavancar nossa empresa. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O governo buscou estabilidade na economia e vemos que alguns números têm mostrado crescimento nos empregos formais. Sabemos que o empresário brasileiro tem uma mobilidade muito grande de se adaptar às dificuldades que enfrenta e que busca sempre, de forma criativa, superar as dificuldades. FLUXO DE CONSUMIDORES Registramos crescimento nas atividades de nossos clientes. Medimos isso mensalmente e vemos que a Volpato conta com uma clientela fiel, que se identifica com a empresa e constata a facilidade de negociação que ela oferece. PRODUTOS MAIS VENDIDOS Um dos setores que mais cresceu foi o de produtos de informática. Ti-

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A empresa, que está há 38 anos no mercado varejista, terminou 2008 com crescimento de 20% nas vendas em relação ao ano anterior. Investiu, também, na melhoria de oito pontos-de-venda e abriu duas novas unidades. Em 2009, projeta inaugurar dez lojas. Cristiano Boeno Fasoli, diretor geral da Volpato.

vemos um resultado positivo de 90%, em função de algumas medidas tomadas e da nossa forma de posicionamento mediante o mercado. Outros setores também merecem destaque, como os de produtos eletrodomésticos e eletroeletrônicos, em que atingimos a meta, 25%, e o de móveis, 10%. CONSUMO As vendas cresceram 20% em relação ao período passado. Nosso público-alvo é o das classes C, D e E, formado por trabalhadores que estão tendo maior acesso à renda e, consequentemente, gastando mais em produtos para seu conforto. CREDIÁRIO/INADIMPLÊNCIA Hoje, financiamos em até 24 vezes. As vendas a prazo significam algo em torno de 80% do nosso total. Sentimos que os clientes buscam o parcelamento, por isso, oferecemos parcelas atrativas, além de produtos de qualidade e preços não agressivos. Quanto à inadimplência, vemos que os números estão dentro do previsto, não observamos um aumento significativo. CRESCIMENTO DO PAÍS Sabemos que temos um ano diferente pela frente, mas entendemos que a região na qual atuamos vai crescer e a Volpato estará inserida nesse resultado. Nossa expectativa é a de que o Brasil cresça entre 3 e 4% do PIB e nossa região, talvez, possa crescer um pouco além. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Em 2009, a nossa meta é abrir dez lojas, prova de que acreditamos no crescimento dos negócios. A crise existe, mas temos de nos desdobrar para superar as dificuldades impostas pelo mercado para toda e qualquer empresa. Nossa meta é crescer 17% em vendas, em relação ao ano passado. Sabemos que o início deste ano é mais difícil, mas entendemos que as coisas irão normalizar-se. Temos metas agressivas, pois queremos ocupar nosso espaço dentro do mercado. Reconhecemos as dificuldades, mas a Volpato busca, incessantemente, desafiar seus colaboradores para atingir as metas. Estamos cientes da existência da crise, mas temos de identificar oportunidades. Este é nosso papel. eletrolarnews

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A crise financeira internacional não impediu o crescimento da empresa, que, em 2008, fez quatro grandes aquisições – três empresas de software e uma de hardware – e iniciou as operações da nova fábrica de software em Curitiba, em parceria com a Meta IT. A área de software ganhou mais espaço no faturamento e o primeiro contrato internacional fechado nessa divisão foi de US$ 1,2 milhão.

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Bematech

Marcel Martins Malczewski, presidente da Bematech.

BALANÇO DE 2008 O Para a Bematech, 2008 foi muito bom. Cumprimos todas as metas estabelecidas no início do ano e, mesmo no terceiro trimestre, a despeito da chegada da retração econômica mundial, apresentamos crescimento em relação a 2007. Nossa estratégia de crescimento teve sequência. Realizamos quatro grandes aquisições, sendo três empresas de software e uma de hardware, esta última americana. FATORES MAIS POSITIVOS O ano pode ser considerado positivo como um todo. As aquisições também devem ser destacadas como pontos altos. Tivemos, ainda, crescimento considerável de nossa área de software, que vem sistematicamente ganhando espaço dentro do faturamento. Outro aspecto relevante foi o início das operações da nova fábrica de software em Curitiba, em parceria com a Meta IT, com foco no desenvolvimento e aperfeiçoamento dos sistemas voltados ao mercado corporativo. O QUE FOI NEGATIVO A crise econômica mundial foi o acontecimento negativo mais marcante do ano, muito embora não tenha afetado sobremaneira os negócios da empresa. RESULTADO DA EMPRESA A Bematech cumpriu a meta de faturamento para 2008. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Há questões pontuais dentro da estratégia da empresa que foram afetadas devido à retração econômica e à oscilação cambial. Mas a linha mestra de nossa estratégia segue inalterada. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA O Brasil demonstrou solidez em um momento econômico delicado, o que demonstra a boa condução da política e da economia do país. PRODUTOS LANÇADOS O número de lançamentos em 2008 foi superior ao de 2007. Na linha de hardware, de fevereiro a outubro do ano passado, lança-

mos: nobreak Dinamus, MP7000 TH FI, Pin Pad PPC900, monitor 14,1” Wide, leitor de código de barras Solaris, MP4000 TH FI, FIT Básico e o coletor de dados OptimusS. Podemos destacar como melhores resultados os 4 mil nobreaks Dinamus comercializados em 11 meses de lançamento; os 7 mil monitores 14,1” Wide em oito meses; os mil leitores do código de barras Solaris em sete e as 4 mil impressoras MP4000 TH FI vendidas em seis meses. E 2008 foi o ano de concretização da estratégia da Bematech de fornecer soluções completas em automação para o varejo, aprimorando a oferta de softwares para automação comercial. Nesse sentido, o foco não foi em lançamento de produtos, mas em adequação do portfólio com base nas empresas adquiridas. Ainda assim, em junho, houve o lançamento do Smart Practico, desenvolvido especificamente para os varejistas que entravam no universo da automação. NOVOS SEGMENTOS No que diz respeito a produtos, a Bematech entrou no segmento de nobreaks, coletores de dados e microterminais básicos. São famílias de produtos que complementam o portfólio para automação comercial. Em relação à estratégia, ao longo dos últimos anos a empresa vem alterando seu perfil, ampliando a atuação em software e serviços para enfrentar os desafios de crescimento. Dentro da estratégia de marcar presença em todas as verticais de varejo, investiu para solidificar sua atuação no segmento de food service, que engloba hotéis, bares e restaurantes, com as três aquisições de empresas de software e uma de hardware que atuam no setor. Com a aquisição do controle da CMNet Soluções, concluída no fim de dezembro, a Bematech passa a ser o maior player no mercado de automação comercial para o ramo de hotelaria na América Latina e um dos maiores do mundo.

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EXPORTAÇÕES A empresa tem subsidiárias na Argentina, nos Estados Unidos, na China, na Alemanha e em Taiwan. Sistematicamente, ampliou sua presença internacional. Em 2008, foram firmados excelentes contratos de fornecimento de hardware na Argentina. Em agosto, fechamos acordo com o grupo varejista Unicomer, que passará a utilizar o software de frente de caixa da linha Smart em suas 459 lojas espalhadas por 18 países, entre eles Estado Unidos, El Salvador, República Dominicana e Jamaica. O contrato de US$ 1,2 milhão, por dois anos, é a primeira venda internacional da divisão de software da empresa. O software Snack Control também teve sua primeira venda internacional, chegando ao Paraguai. Os bons resultados da operação internacional da Bematech, que começam a aparecer, são apenas o início de uma safra de bons resultados que devem ser colhidos nos próximos anos. CRESCIMENTO DO PAÍS O crescimento da economia brasileira depende de uma série de fatores, muitos deles atrelados aos próximos acontecimentos referentes ao desenrolar da crise econômica mundial. Mas, com a boa condução da política econômica brasileira, acreditamos na superação dos entraves econômicos e em um ano de crescimento. LANÇAMENTOS PARA 2009 Em hardware, a empresa tem aproximadamente 16 lançamentos previstos em todos os trimestres ao longo de 2009. É o ano com o maior número de lançamentos de produtos de hardware da história da Bematech. Em software, a empresa tem lançamentos previstos para o primeiro e o segundo semestres, contemplando software de frente de loja, nova versão para o software de farmácias, nova versão de PDV e complementação da linha de produtos Smart. Na área corporativa, ainda no primeiro trimestre, está previsto o GSCM (Suply Chain Management e Motor de Promoção). No segundo semestre deve entrar em operação o novo ERP modularizado, desenvolvido em nova tecnologia NET. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO É difícil fazer um exercício de previsão, mas, como toda crise econômica, a atual também terá seu fim. A Bematech trabalha para continuar com seu ritmo de crescimento, a despeito do momento de retração econômica. A empresa conta com um caixa bastante líquido, o que confere flexibilidade e segurança nesse momento de instabilidade. No que diz respeito ao mercado, acreditamos na manutenção do ritmo da atividade varejista, o que levará à troca de parque de equipamento e software, além da instalação de automação em estabelecimentos não-automatizados.

Positivo faz convênio com Lactec

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Positivo Informática e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) do Paraná assinaram, em 21 de janeiro, contrato de cooperação. O intercâmbio técnico e científico, entre as duas instituições, abrange atividades de consultoria e o desenvolvimento de soluções e pesquisas na área de tecnologia da informação para aplicação em computadores vendidos no Brasil e no exterior. A parceria é inédita no país e envolverá os profissionais e laboratórios das áreas de eletroeletrônica, tecnologia da informação e tecnologia de materiais do instituto. “Eles trabalharão no desenvolvimento de componentes de hardware e inovações para o mercado de computadores”, explica Luiz Malucelli Neto, superintendente do Lactec. No mesmo documento, Hélio Rotenberg, presidente da Positivo, afirma que o acordo permitirá um aprimoramento dos produtos e dos serviços da fabricante de computadores. Com base no acordo, o instituto passou a fazer parte da rede de parceiros da Positivo para implementar soluções solicitadas pela empresa.

Logitech

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ioneira no desenvolvimento de mouse para computadores desde a década de 80, a Logitech comemora a fabricação do bilionésimo produto. “Desde o primeiro clique do Logitech® P4, em 1982, os mouses da empresa tem papel determinante na evolução do computador pessoal”, diz Gerald Quindllen, presidente e diretor executivo da Logitech. Fundada nos Alpes Suíços, a empresa lançou seu primeiro mouse em 1985, chegou à marca de 100 milhões, em 1996, e 500 milhões sete anos depois. Hoje, vende mouse em mais de 100 países e fabrica em média 376 mil por dia e 7,8 milhões por mês.

Golden e SanDisk

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SanDisk Corporation anunciou, em janeiro, a parceria com a Golden Distribuidora no canal de distribuição. A empresa vai disponibilizar para seus mais de 12 mil clientes ativos produtos da SanDisk, incluindo toda a linha de drives USB flash e cartões de memória para celulares, filmadoras e câmeras digitais. “A tônica da parceria será a de atuar lado a lado nos principais varejos do Brasil, levando ao consumidor final um produto de alta qualidade com tecnologia exclusiva”, diz Paulo Vizaco, gerente de contas de varejo da Golden. “É ótimo ter a Golden Distribuidora como parceira. Acreditamos que essa é a melhor maneira de expandir as linhas de nossos produtos para novas revendas, varejos e papelarias em todo pais”, acrescenta Beto Santos, country manager da SanDisk no Brasil.

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GfK

BALANÇO DE 2008 Do ponto de vista da operação do Grupo GfK, tanto no mundo como na região (América Latina) e mais em detalhe no Brasil, foi um ano excelente. A operação em qualquer dos três países que compõem a região cresceu, em 2008, acima dos três dígitos. Mundialmente, o Grupo GfK, com a divisão de painel de varejo de duráveis (Retail and Technology) passou a atuar em 80 países, o que representou um crescimento de cerca de 13% em relação a 2007. Para 2009, há a previsão de abertura de mais mercados, o que num cenário mundial de pouco otimismo revela o forte empenho do grupo em continuar a servir mais e melhor seus parceiros. No Brasil, o portfólio da GfK Retail and Technology já supera 60 categorias, mais de 40 clientes nos diversos grupos de produtos e uma base de varejistas auditados superior a 3 mil. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Os fatos mais positivos foram a consolidação das empresas do grupo na região Latam e nos respectivos países, e o apoio de varejistas e fabricantes em todas as áreas de negócio em que atuamos, desde a linha marrom, passando pela branca, eletroportáteis, informática, telecom e chegando à fotografia. A prova disso está no número de vezes que nosso nome e nossos dados foram divulgados na mídia, de forma espontânea. Cada vez mais o Grupo GfK no mundo, na região e no Brasil é considerado referência nos painéis varejistas de bens duráveis. Em relação ao mercado e focando nos produtos em que atuamos, temos os seguintes fatores positivos: alto crescimento das novas tecnologias, graças à forte erosão de preço, produtos como televisores de tela fina e DVDs high definition (HDMI), entre outros, tornaram-se mais acessíveis a todos os consumidores e ganharam penetração no mercado brasileiro. Tela fina – Crescimento de 200%, se comparado ao ano anterior. Os equipamentos LCD já superam 65% das vendas em valor (novembro 2008), quando olhamos para o total de televisores, incluindo os tradicionais tubos. Os televisores full HD já respondem por 20% do total das vendas em unidades de TVs de tela fina (novembro 2008) e no mesmo período do ano passado representavam apenas 4%. DVD HDMI – A forte erosão de preço, de aproximadamente 38% nos últimos 13 meses, gerou um crescimento de aproximadamente 200%, se compararmos o período acumulado de janeiro-novembro de 2008 com o mesmo período do ano anterior. Slim Tube – Esses equipamentos dobraram sua participação nas vendas, em unidades. Se compararmos o período acumulado de ja-

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Um ano excelente. Assim, o Grupo GfK, que atua em mais de cem países e em cerca de 80 com a divisão de Retail and Technology, classifica 2008. A empresa cresceu em relação a 2007 e, no todo, o destaque ficou para a América Latina, a região mais nova do grupo e que apresentou forte potencial na área de pesquisa de mercado.

José Pinto Guedes, diretor geral da GfK .

neiro-novembro de 2007 e janeiro-novembro de 2008, iremos de 6% para 13% de representatividade das vendas, em unidades. Linha branca – O ano passado foi bom para a linha branca por causa dos mesmos fatores que impulsionaram as vendas em 2007: melhor acesso ao crédito, boom do mercado imobiliário e ano de reposição de produto para refrigeradores e fogões. Mas, no segundo semestre de 2008, devido ao aumento de preços por causa da alta de matéria-prima (principalmente o aço) em razão da crise financeira, as vendas começaram a cair. Mesmo assim, as principais categorias registraram crescimento em relação ao ano anterior. Exemplo: refrigeradores com crescimento de 12% e lavadoras de roupa com crescimento de 10% (vendas em unidades). Outros destaques ficaram por conta de foto e da linha de informática. Ambas tiveram três trimestres com crescimento forte e consistente. Mas o último trimestre já demonstrou forte desaceleração. Nos canais de consumo, a categoria de desktops demonstrou leve queda em relação ao ano anterior (-7% em unidades) em outubro e novembro em relação ao mesmo período de 2007. Já os notebooks avançaram vigorosamente: o volume de peças nesses mesmos períodos superou 64%. Outro fato importante: câmeras digitais, que vinham crescendo constantemente durante o ano – mais de 30% em relação a 2007 –, em outubro tiveram um aumento de 19%, e em novembro “apenas” 7%, demonstrando nitidamente desaceleração no crescimento. Quanto ao mercado de telecom, os celulares tiveram excelente performance, apesar de estarem perdendo vendas em nível mundial. A tecnologia 3G e a portabilidade do número em muito contribuíram para esse resultado no Brasil. Vale mencionar também os smartphones, que ganham cada vez mais importância nesse mercado.

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O que foi negativo Ao falar apenas na ótica de alguns dos mercados que monitoramos, podemos citar a queda dos televisores de tubo (real flat e no real flat) de 12%, em unidades; a expectativa de crescimento dos equipamentos blu ray, que não ocorreu pelos preços ainda muito altos, por volta de R$ 1.500 a média de todas as marcas em novembro de 2008. Esse segmento ainda representa menos de 1% do total das vendas de DVD; queda da categoria DVD player de 3%, se comparamos 2008 com 2007 (vendas em unidades). Resultado da empresa Quanto à performance da GfK Retail and Technology Brasil, podemos dizer que excedeu nosso objetivo inicial pelas seguintes razões: o trabalho sério e credível que temos desenvolvido desde 2004 tem sido reconhecido pelos diferentes players do mercado. E por causa do momento de crise econômica que toda a indústria está passando, cada vez menos se pode assumir riscos de decisões erradas, então a informação da GfK ajuda a embasar melhor o processo da tomada de decisão. Crise financeira internacional Até o momento, não alteramos em nada o nosso projeto para 2009. Acreditamos que a tal “marola” que se falou publicamente possa passar de forma mais amena do que está previsto. É meio complicado tentar estimar o tamanho do “buraco” que a crise poderá causar no mercado brasileiro, mas somos bem otimistas e acreditamos que o Brasil, sendo um dos BRICs, tem tudo para sofrer menos do que as demais economias. Política econômica brasileira Se levarmos em conta os altos impostos aplicados nos produtos importados, podemos dizer que talvez essa política limite a entrada de novos players. Por outro lado, também protege a produção nacional, então é claramente a hora de o governo pensar se pretende manter as coisas dessa forma ou liberalizar mais o mercado. Para termos uma idéia, o Brasil, na comparação com a Alemanha ou a Espanha, por exemplo, chega a ter apenas 10 a 15% das marcas desses países em certos produtos e o mesmo percentual de artigos disponíveis para o consumidor. Assim, o consumidor brasileiro tem uma escolha mais limitada e o preço final dos produtos poderá ser menos competitivo do que em outros mercados. Produtos lançados A divisão da GfK Retail and Technology no Brasil tem aberto, por ano, cerca de dez grupos de produto. Com isso, acreditamos que vamos monitorando os produtos mais prioritários e os que vão emergindo mundialmente com forte potencial de dínamos de mercado no médio ou no longo prazo. Novos segmentos Neste momento não, mas uma empresa do grupo GfK tem sempre de estar preparada para poder entrar em novos mercados. Quem sabe o tão apetecível mercado dos não duráveis… Crescimento A GfK Retail & Technology tem um crescimento esperado na casa dos dois dígitos. Quanto ao mercado dos produtos que auditamos, temos a seguinte perspectiva: a linha marrom deverá crescer na casa dos 5 a 8%, a linha branca de 3 a 6%, eletroportáteis, de 1 a 4%, tecnologias de informação, de 7 a 10%, foto, de 9 a 12% e telecom, de 10 a 13%. Claro que em cada uma das grandes linhas teremos produtos “estrela”, como televisores de tela plana, notebooks e celulares. Expectativas para este ano O primeiro semestre deverá ser mais difícil, pois o consumidor já vem endividado das compras feitas no fim do ano passado e está claramente inseguro diante de todos os acontecimentos. Mas estamos muito otimistas quanto ao segundo semestre. Acreditamos que até lá o mercado poderá, sem dúvida, retomar a velocidade e, quem sabe; recuperar as perdas do início de 2009.

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MicroUniverso A empresa, que tem como meta se especializar cada vez mais nos segmentos em que atua, cresceu e conquistou importantes clientes em 2008. Mas o ano, como um todo, é classificado apenas como regular, pois os resultados foram inferiores aos de 2007. Foto: Divulgação

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BALANÇO DE 2008 Foi um ano regular, se fizermos a comparação com os ótimos resultados que alcançamos em 2007. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO A MicroUniverso cresceu e conquistou clientes importantes.

Sergio Castanheira, diretor executivo da MicroUniverso.

s irão piorar, elas pioram, mesmo que não haja razões substanciais para isso. Por exemplo, enquanto não houver desemprego no Brasil de maneira relevante, o consumo de eletrodomésticos não será afetado. Não obstante, se as pessoas esperarem para ver como as coisas irão ficar, elas postergarão um consumo que afetará imediatamente as vendas. RESULTADO DA EMPRESA Crescemos 22% no faturamento, o que foi bem menos do que os 35% esperados. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Ainda não mudamos nossos planos com a crise. Vamos aguardar o primeiro trimestre deste ano para tomar decisões. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Precisa de modificações que, infelizmente, não virão neste governo: corte de juros e um governo que seja mais eficiente em investir e que reduza as despesas de custeio. Alguns exemplos: as obras do PAC estão atrasadas e vários investimentos com verba aprovada não avançam por falta de eficiência. Qual sentido faz termos 35 ministros? PRODUTOS LANÇADOS Lançamos versões de nossos softwares, que têm mais funcionalidades e são mais robustos. NOVOS SEGMENTOS Não atuamos em novos segmentos, pois queremos especializarnos cada vez mais no nosso negócio: varejo de eletrodomésticos, varejo de material de construção e autopeças.

CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos que este ano o crescimento do Brasil ficará em torno de 2,5%. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Essa é um pergunta que todos fazem, e ninguém sabe responder. No melhor cenário, a crise chegará ao fim por volta de maio/junho e começaremos a voltar à normalidade (crescimento maior). O cenário pior é ela se prolongar por mais tempo e aí, então, teremos um 2009 muito ruim.

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Mercado interno: a tábua da salvação Por Humberto Barbato, presidente da Abinee

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om a falência de alguns bancos americanos de investimentos deflagrou-se, dos Estados Unidos, a crise financeira internacional. Num curto espaço de tempo, o mundo passou da euforia do crescimento para o assombro do horizonte incerto. À medida que as notícias apareciam, tomavase consciência do terremoto causado pelo mercado financeiro desregulado, com reflexos imediatos nas economias dos países e nas bolsas de valores de todo o mundo. No Brasil, a crise chegou, efetivamente, na segunda quinzena de setembro, com a escassez de crédito, com a abrupta desvalorização do real e com a forte volatilidade cambial que provocou grandes dificuldades para as indústrias formarem seus preços, atrasando os processos de comercialização. No setor eletroeletrônico, a maior dificuldade foi sentida pelos segmentos que têm maior dependência de insumos importados, como é caso de informática e telecomunicação. Apesar da forte instabilidade nos últimos três meses do ano, os negócios prosseguiram no nosso setor, o que permitiu que as indústrias apresentassem crescimento de 11% no faturamento em 2008, muito próximo do que diziam nossas expectativas iniciais. Esse desempenho refletiu no número de empregos diretos criados: encerramos o ano empregando pouco mais de 165 mil trabalhadores, ou seja, quase 10 mil novas contratações em relação a 2007. Mais uma vez o destaque negativo do setor foi a balança comercial. Fechamos 2008 com um déficit recorde de mais de US$ 23 bilhões, ou seja, quase 60% superior ao déficit do ano anterior. As exportações ficaram em US$ 10 bilhões e as importações chegaram a mais de US$ 33 bilhões. Os componentes eletrônicos, incluindo semicondutores, representaram mais da metade das importações. Para este ano, apesar das dificuldades impostas pela crise, que continuará dando

suas cartas nos primeiros meses, é possível projetar, num cenário conservador, uma expansão de 7% para nosso setor. A tábua de salvação, mais uma vez, será o mercado interno, que responde hoje por mais de 80% dos negócios da nossa indústria eletroeletrônica. Portanto, o consumo local testará seus limites, uma vez que o comércio mundial avançará a passos mais lentos. Para que o mercado interno continue sendo o promotor do nosso crescimento, alguns fatores terão papel importante neste momento de crise, como é o caso do segmento de petróleo e gás, que tem no Prominp o grande catalisador dos negócios. Queremos que nossas indústrias ampliem sua participação nos fornecimentos para que o programa atinja sua finalidade de agregar valor local. Também terão papel “...é hora de os bancos manterem suas fundamental os investilinhas de crédito às empresas e ao mentos decorrentes do Programa de Aceleração consumidor, diminuindo as taxas, como do Crescimento (PAC), do forma de impulsionar a economia real.” governo federal, em face dos efeitos multiplicadores na economia dos investimentos voltados para a infraestrutura. Dependeremos, também, da constante inovação tecnológica na área eletrônica. Posso citar, como exemplo, a tecnologia 3G para telefonia celular, que ainda está em fase de implantação, e que deverá manter a demanda por investimentos no desenvolvimento da rede e a oferta de novos aparelhos celulares com recursos diferenciados. Nesse contexto, é hora de os bancos manterem suas linhas de crédito às empresas e ao consumidor, diminuindo as taxas, como forma de impulsionar a economia real. Dessa forma, sugiro ao Banco do Brasil (BB) e à Caixa Econômica Federal (CEF) que não retenham os recursos liberados pelo Banco Central, destinando-os efetivamente aos

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setores produtivos e aos consumidores, por meio de linhas de crédito. Proponho, também, que essas instituições, como estatais que são, diminuam o spread para provocar, via competição, a redução das taxas praticadas no mercado financeiro. Sugiro que o BB e a CEF criem um cadastro positivo, adotando, para os bons clientes, taxas cada vez menores, que servirão de incentivo e atrairão mais e novos clientes. Esse conjunto de ações certamente contribuirá para manter aquecido o mercado interno, o que trará um cenário mais favorável para novos investimentos.

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Pós-vendas de eletros: a hora é de excelência

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Por Norberto Mensório e Wagner Gatto, da Abrasa.

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segmento de pós-vendas de eletroeletrônicos (linhas marrom e branca, informática e telefonia) fechou 2008 com dificuldades. Responsável por cerca de 36 milhões de ordens de serviços, distribuídas nas mais de 10 mil autorizadas pelo país, faturou cerca de R$ 1,7 bilhão. O setor teve queda da demanda de serviços ante 2007, devido às condições adversas enfrentadas pelos postos autorizados e ao cenário macroeconômico: dólar baixo, queda do valor do produto final e aquisição de produtos novos com grande facilidade de financiamento ao cliente. A situação agravou-se à medida em que os custos gerais subiram em torno de 11,5%. Como a maioria das indústrias paga pelo serviço em garantia, um valor muito inferior ao custo real, em média de R$ 37,50 a R$ 41, os autorizados são obrigados a subsidiar os serviços que estão em garantia de fábrica e a realizar outros, como o fora de garantia e garantia estendida. Com isso, os valores fora de garantia caem, as margens diminuem ou até ficam negativas para os autorizados.

razão dos valores remunerados pelos serviços executados em garantia de fábrica, bem como a falta de utilização e padronização em digitação de dados, que eleva os custos administrativos, as exigências de adequações fiscais, os controles e investimentos em manutenção de estoques de peças, o maior grau de profissionalismo, o atendimento ao cliente e a prestação de serviços durante os prazos de garantia.

O alto custo do dólar afetará as indústrias em 2009. Como o Brasil importa componentes eletrônicos, a adequação de preços, a taxa de juros e a dificuldade de crédito terão influência para o consumidor. Hoje, na compra, ele se preocupa, cada vez mais, com a qualidade, o relacionamento com a marca e a reposição de peças. Esse quadro, que sinaliza incremento no faturamento das autorizadas, quando o consumidor opta pela recuperação do produto, não reverterá os números por causa do crescimento dos custos e da redução de margens. Um fator positivo para as autorizadas é o crescimento dos serviços de garantia estendida que, neste ano, deverão ter maior representatividade, em face do volume de contratos negociados inspirar suas carências de garantia de fábrica.

A Abrasa promoverá um fórum de debates sobre os prazos de garantia com os órgãos de defesa do consumidor: Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Federal, Susep, Procons e associações de fabricantes e lojistas. O objetivo é o consenso sobre as garantias que excederem o prazo legal de 90 dias e seus complementos, pois o Código de Defesa do Consumidor deixa claro que qualquer produto deve ter uma garantia legal obrigatória nesse prazo. Nesse contexto, está envolvida a escolha de quem adquiriu, de quem fabricou, de quem vendeu e, se estiver em manutenção, do prestador de serviços (autorizado); esses prazos vêm sendo praticados pelas indústrias com até dez anos de garantia, sem complemento de garantia contratual legal.

Este é um ano para a Abrasa desenvolver parcerias e adequações entre as empresas, nas áreas administrativa e operacional, onde o segmento enfrenta várias dificuldades de rentabilidade, cada vez mais apertada em

Pretendemos esclarecer às autoridades que várias autorizadas foram indevidamente envolvidas em processos nos Procons e pela interpretação do CDC. Na falta do fabricante, importador ou comerciante, cabe à autori-

Acima, Norberto Mensório, presidente da Abrasa e sócio-diretor da Panafax. À esquerda, Wagner Gatto, diretor executivo da Abrasa e sócio-diretor da WG & Associados.

zada o ônus e os custos dos reparos, a troca ou a devolução de valores ao consumidor. Mas a configuração contratual com a autorizada limita-se unicamente à prestação de serviços pelo fabricante ou importador, sem nenhum suporte de fábrica ou envolvimento nesses procedimentos. Para minimizar o impacto para comerciantes e autorizadas, que são a parte mais frágil da cadeia de consumo, principalmente neste momento da economia mundial, quando algumas multinacionais e importadores desaparecem ou encerram suas atividades, a recomendação é de muita prudência. Há necessidade de provisionamento financeiro pela indústria, a ser realizado por meio de contrato de garantia complementar, promovido por seguradoras que tenham o respaldo oficial da Susep. No entanto, a hora é de desafios e oportunidades. O planejamento será fator decisivo para o sucesso. Em tempos de recessão, dar prioridade à satisfação do cliente é boa estratégia de sobrevivência e de crescimento. Desde a globalização, a eficácia, a competência e a produtividade são fatores fundamentais. Será preciso valorizar os profissionais de cada empresa, os parceiros, quebrar paradigmas, buscar idéias e alternativas para a gestão de qualidade, com eliminação de custos e procurar novas oportunidades no negócio.

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O ano de ouro

Com o objetivo de manter a liderança em mercados estratégicos, a HP vende soluções e cresce de modo consistente.

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os últimos três anos, a HP Brasil duplicou de tamanho e encerrou o ano fiscal de 2008 comemorando a liderança no mercado nacional de tecnologia da informação com a aquisição da EDS, empresa focada na prestação de complexos serviços. Juntas, HP e EDS oferecem soluções e especializações, entre elas em application outsourcing services e business processes outsourcing.“Possuímos hoje o mais completo porfólio de tecnologia da informação, capaz de atender as necessidades de clientes tão distintos como consumidores e empresas de pequeno, médio e grande porte”, afirma Mário Anseloni, presidente e diretor geral da HP no país. A empresa cresceu e impulsionou o segmento de servidores na América Latina no terceiro trimestre de 2008 (ano fiscal de 1.11.2007 a 31.10.2008). Encerrou o período com 45,6 % de participação nas unidades entregues e 41,1% em faturamento, considerando o mercado total de servidores, no qual contabilizou 46,1% de participação nas unidades comercializadas. Além dos satisfatórios re-

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“A HP possui o mais completo portólio de tecnologia da informação.”Mário Anseloni, presidente e diretor geral da HP no Brasil.

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sultados financeiros, foi incluída no ranking das dez melhores para se trabalhar, editado pelas revistas Você S/A e Exame, e reconhecida como a empresa de maior prestígio pela revista Época Negócios. Tradicionalmente conhecida como fabricante de hardware, a HP dobrou sua operação de software no Brasil no ano passado e espera tornar-se a maior companhia na área de gerenciamento de TI nos próximos três anos. As ofertas e soluções atendem às demandas, desde desktops até data centers, e houve evolução na linha do consumidor, observada principalmente por maior preocupação com o design. “Desenvolvemos nova interface entre o usuário e o computador. O ano passado marcou o reconhecimento da HP pelo mercado como empresa preocupada em crescer de forma acelerada, mas com produtos, serviços e atuação na comunidade e no meio ambiente, buscando a sustentabilidade a longo prazo”, afirma o executivo.

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Nosso desafio é manter o ciclo de prosperidade Foto: Divulgação

Abram Szajman é presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) e dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac.

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ano passado foi mais um no ciclo de prosperidade iniciado em fins de 2004, caracterizado por crescimento sólido, recuperação das contas externas, aumento de renda, geração de empregos e acumulação de reservas internacionais superiores a US$ 200 bilhões. Se essas conquistas se manterão ou não em 2009 dependerá da capacidade de darmos respostas aos desafios colocados pela crise internacional. A Fecomercio descarta como improváveis tanto um cenário otimista de solução rápida como o pessimista, no qual haveria depressão econômica e quebra de grandes empresas multinacionais. Consideramos que, apesar das dificuldades, ao longo do ano haverá claros indícios de que os mercados caminham para o equilíbrio e para a normalidade. Os ajustes serão severos, porém não o bastante para causar uma quebra generalizada do setor bancário europeu e do americano. Apesar das novas aquisições e fusões que certamente ocorrerão, o setor financeiro conseguirá sanear-se com base em pacotes pontuais de auxílio e por meio da constituição de fundos de crédito. Empresas de grande porte estão sendo auxiliadas por governos ao redor do mundo, o que reduzirá a perda de empregos e da confiança dos consumidores. Como a crise internacional foi sentida de forma mais incisiva apenas no último trimestre, não chegou a comprometer o bom desempenho de 2008, que terminou com uma taxa de desemprego baixa para padrões brasileiros, reservas internacionais ainda bastante elevadas, saldos comerciais substanciais e recordes de exportação. Impulsionado pelo crédito e pelo aumento da renda real, esse foi o segundo ano de forte acréscimo no consumo das famílias. O país mostrou-se preparado para cres-

cer mais de 5%, apesar das pressões inflacionárias. Por causa da elevação dos preços de commodities, o Banco Central aumentou os juros, mas não se manifestaram gargalos produtivos ou excesso de demanda não contemplada pela oferta: o IPCA terminou 2008 dentro das metas de inflação. Mesmo com todos os problemas externos e diante da valorização cambial ocorrida desde o fim de 2005 até setembro desse ano, a balança comercial continuou superavitária: as exportações atingiram em 2008 o recorde histórico de US$ 200 bilhões. O Brasil voltou a diversificar sua pauta de exportações e seu leque de clientes, o que garante ao país uma exposição menor ao risco. O bom desempenho – assegurado pelos preços elevados de commodities e pelo aquecimento econômico verificado até setembro, quando a crise internacional se tornou mais aguda – infelizmente não deve repetir-se em 2009. As contas correntes fecharam 2008 no vermelho e podem atingir déficit superior a US$ 35 bilhões este ano. Por causa da saída de dólares e de outras moedas,o real passou de supervalorizado para um período de desvalorização. Em 2009, a balança comercial poderá apresentar superávit muito menor. A restrição de liquidez e o encolhimento do comércio internacional e dos preços de commodities devem pressionar de forma bastante negativa a economia brasileira, sendo o principal canal de contágio da crise mundial. Em 2008, a relação entre o crédito concedido pelo sistema financeiro nacional e o PIB superou os 40%, resultado que não decorreu apenas de novos empréstimos, mas também de trocas entre as linhas de financiamento, como a substituição do crédito pessoal pelo consignado. Como

em 2009 os efeitos da crise financeira global continuarão a refletir-se, em especial nos primeiros meses do ano, haverá desaceleração no ritmo de concessões de crédito, tanto para os consumidores quanto para as empresas. Para as pessoas físicas, os financiamentos bancários prosseguirão sendo restritivos: a liberação dependerá do grau de endividamento e do comportamento da renda, em razão do menor crescimento da massa salarial. Na área empresarial, a obtenção de crédito no sistema financeiro será mais onerosa e submetida a maior rigor, por causa da queda na taxa de investimentos. Relativamente ao parcelamento nas vendas, os produtos de maior valor agregado serão os mais afetados. As intervenções governamentais por meio da redução dos patamares dos depósitos compulsórios certamente adicionarão liquidez ao mercado interbancário. Entretanto, os efeitos sobre as concessões de crédito não serão automáticos. As expectativas contemplam expansão dos financiamentos para as pessoas físicas e para as pessoas jurídicas em níveis inferiores aos verificados em 2008. Os prazos dos financiamentos continuarão retraindo-se. Nesse contex-

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to, válido particularmente para o primeiro semestre, ocorrerá aumento da taxa de inadimplência, fator que as empresas e o sistema financeiro levarão em conta em seus negócios futuros. O governo conseguiu em 2008 manter o superávit primário em patamares elevados. Mas fez isso da pior maneira, com aumento da arrecadação e não com ajustes de eficiência e cortes de gastos. Com o consumo crescendo a taxas de 10% a arrecadação atingiu novos patamares recordes. Ainda assim, a obtenção de um superávit primário superior aos 4,25% estimados no início do ano, agregada à redução de juros médios, permitiu reduzir a relação dívida/PIB.

condição de candidato efetivo ao bloco dos países desenvolvidos. Para isso, o país precisa retomar as reformas citadas e promover outras de caráter microeconômico, que melhorem o ambiente de negócios, reduzam a burocracia e elevem fortemente o grau de segurança jurídica. Finalmente, no ano passado, o Programa de

Aceleração do Crescimento (PAC) continuou a ser uma quimera, sem efeitos práticos, que ficaram mais uma vez transferidos para o ano seguinte. Espera-se que este ano o governo consiga, finalmente, direcionar seus gastos no sentido dos investimentos, tão importantes para consolidar a capacidade de crescimento do país.

A continuidade do aumento de gastos do governo permanece como um ponto crítico da economia nacional, pois compromete o controle da dívida pública e seu equilíbrio de longo prazo. Apesar de ter conseguido reduzir em 2008, a dívida pública em relação ao PIB, principalmente por causa da arrecadação recorde e do crescimento do próprio PIB, o governo não foi capaz de aproveitar o bom momento para gerar reservas estratégicas, elevando o superávit primário, por exemplo, para a casa dos 6% e reduzindo as taxas de juros a patamares mais condizentes com a situação do Brasil. Foi feito o contrário: elevou-se o gasto público e a taxa de juros, comprometendo a queda da dívida e o equilíbrio de longo prazo. Esperase que este ano não prevaleça essa ausência de visão e de empenho, que tem sido a pior inimiga do crescimento sustentável e de longo prazo no país. O Brasil precisa de uma relação dívida/PIB menor, de um colchão maior de reservas públicas e de um equilíbrio fiscal de longo prazo, robusto o suficiente para atravessar momentos de perda de arrecadação. Apesar dos avanços obtidos no ano passado, a paralisia de reformas no âmbito tributário, previdenciário, trabalhista, administrativo e burocrático afastou o Brasil da

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Conquistas em 2008, novos desafios em 2009 Por Flávia Skrobot Grosso, superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa)

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bserva-se que a cada ano o modelo de desenvolvimento regional Zona Franca de Manaus (Suframa) ganha mais espaço e reconhecimento nacional e internacional. O Brasil inteiro passa a olhar a região amazônica com outros olhos, identificando o modelo como a mais bemsucedida política do governo federal para a região, cujas conquistas econômicas, relação com o meio ambiente e benefícios sociais que dela se espraiam não encontram sucedâneo. O projeto Zona Franca, na realidade, foi incorporado ao desafio de governo do presidente Lula de ajudar a construir um novo tempo para a Amazônia – o tempo de uma Amazônia integrada, de uma economia dinâmica e inovadora e um desenvolvimento sustentável. Apesar da crise econômica internacional que aflige particularmente os principais mercados consumidores dos produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM), podemos dizer com satisfação que estamos encerrando 2008 com saldo positivo. Tomando como referência os resultados de 2003, início do primeiro mandato do presidente Lula, e considerando os valores estimados para até o fim de 2008, constata-se que o faturamento do PIM registrará um crescimento de 184,87%, chegando à cifra recorde de U$ 30 bilhões. Com relação a 2007, esse crescimento será da ordem de 16,77%, com destaque ao desempenho dos segmentos de eletroeletrônicos, duas rodas e bens de informática, que juntos representam mais de 68% desse faturamento. Em termos de geração de empregos, manteve-se a marca de três dígitos, com mais de 100 mil postos de trabalho nas linhas de produção. Em dezembro de 2003, eram 68,6 mil empregados, segundo os dados fornecidos à época por 357 fábricas. Falando ainda de emprego, as preocupações com demissões e férias coletivas extemporâneas anunciadas por algumas empresas no fim do ano passado, originou-se

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em parte devido à restrição de crédito no mercado, impactando diretamente não só na demanda pelos principais produtos fabricados, como na geração de postos de trabalho no Polo Industrial de Manaus. Essa preocupação foi amenizada por medidas anunciadas e implementadas pelo governo federal, com o apoio e participação do governo do estado do Amazonas. Quanto aos anúncios de férias coletivas, é importante destacar também que tradicionalmente algumas empresas do PIM adotam a política de concessão de férias coletivas aos seus trabalhadores no fim de ano. As vendas externas em 2008 do PIM, apesar do sinal vermelho ligado devido à crise econômica, contabilizam um crescimento de 8,4% em relação a 2007, devendo fechar o ano em US$ 1,2 bilhão. Esse resultado positivo tem origem no alto nível de competitividade dos produtos do PIM

colocados no mercado, aliado ao esforço e apoio do governo federal, através do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), abrindo espaço para que a Suframa divulgue as bases bem-sucedidas do modelo Zona Franca de Manaus em suas missões diplomáticas e comerciais. O destaque a fazer na pauta de exportação de 2008 é o crescimento da participação do Equador, que em 2007 ocupava a 23ª posição no ranking, passando para a sétima colocação. Com volume de compras da ordem de U$ 4,828 milhões em 2007, o Equador elevou suas compras no ano passado para US$ 46,814 milhões, aumentando sua participação de 0,44% para 4,33% nas exportações do PIM. Outro destaque a fazer é que o aumento das exportações no último ano do parque fabril tem relação direta com o trabalho de inserção internacional desenvolvido pela Suframa. Ainda nesse cenário de inserção internacional competitiva, não

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poderia deixar de reafirmar e destacar o apoio incondicional que o Ministério das Relações Exteriores e em particular o MDIC têm oferecido à Suframa. Com relação a novos investimentos, o Conselho de Administração da Suframa encerrou 2008 com o total de 320 projetos submetidos à aprovação, sendo 115 de implantação e 205 de diversificação, ampliação e atualização. É mais um recorde do Polo Industrial de Manaus, onde os novos projetos de implantação representam um crescimento de 121,16% comparado com o resultado em 2003, e 17,35% maior que em 2007. Os investimentos consolidados no PIM até outubro de 2008 já superaram em 28,39% os referentes ao mesmo período de 2007, devendo fechar o ano acima de U$ 8,21 bilhões. Até novembro de 2008, o Polo Industrial de Manaus contabilizou 667 empresas com projetos aprovados e aptas a produzir. Esse número representa um acréscimo de 7,92% em relação a 2007. Desse total, 557 estão efetivamente operando e produzindo. Esse número expressivo de empresas operando e os resultados positivos alcançados ano passado, independentemente do cenário de crise internacional que assistimos, espelham a confiança do empresariado no modelo Zona Franca de Manaus e ao mesmo tempo nos impulsiona no sentido de intensificar os esforços para a ampliação da competitividade de nosso parque fabril. Destaco ainda o esforço do governo federal para a publicação de 71 portarias interministeriais referentes a Processos Produtivos Básicos (PPBs) em 2008, sendo 20 delas fixando processos para 35 novos produtos, e as 51 restantes homologando a alteração de PPBs já publicados. Quando o assunto é competitividade do PIM e o fortalecimento do modelo Zona Franca de Manaus, ressalto ainda o empenho da Suframa, com base nas diretrizes emanadas do seu Conselho de Administração, em aprofundar suas ações em áreas consideradas estratégicas, com destaque para a promoção do sistema regional de ciência, tecnologia e inovação; a interiorização do desenvolvimento; a logística; e a inserção internacional competitiva. Em parceria com o Centro de Ciência e Ino-

vação do Polo Industrial (CT-PIM), a quem cabe a missão de atuar como facilitador do processo de avanço tecnológico do PIM, a Suframa intensificou as articulações em busca de novas alianças, bem como as ações no âmbito dos projetos mobilizadores em áreas estratégicas, relacionadas ao Programa de Desenvolvimento Produtivo (PDP), objetivando a atração e motivação de talentos para o Polo Indus-

Comemoramos mais um ano de conquistas, mas são muitos os desafios a serem enfrentados neste novo ano.

trial de Manaus e respectiva implantação e consolidação de uma design house, além do desenvolvimento de uma plataforma de referência para o Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (ISDB-T ), incluindo hardware e software, em parceria com a empresa NXP Semicondutores, fundada da Philips Semicondutores. Através do apoio técnico e logístico dado ao Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento da Amazônia (Capda), do qual é membro, a Suframa tem contribuído para ampliar o acesso das instituições de ensino, pesquisa e inovação da Amazônia Ocidental aos recursos depositados pelas empresas de bens de informática como contrapartida aos incentivos fiscais que as mesmas recebem do governo federal. Os técnicos da autarquia orientam as instituições de como devem proceder para credenciar-se e posteriormente acessar os recursos para o desenvolvimento da pesquisa e inovação tecnológica. Esse trabalho de acompanhamento é completado com as vistorias que a Suframa realiza para

verificar se as instituições estão cumprindo os planos de P&D apresentados ao comitê. No âmbito do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), a expectativa maior é pela conclusão dos trabalhos do Comitê Interministerial criado por meio de decreto presidencial para definir seu modelo de gestão. Em março de 2008, o CBA obteve licença ampliada para a coleta de microorganismos e, em outubro, tornou-se o primeiro e único Centro Tecnológico do Estado do Amazonas credenciado como fiel depositário de amostras pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético. Em setembro realizamos a quarta edição da Feira Internacional da Amazônia (Fiam), já reconhecida como a maior vitrine de produtos amazônicos. Com 340 expositores e mais de 100 mil visitantes, a feira abrigou também delegações de países com o Equador, o Chile, a Colômbia, Portugal, a Itália, o Japão e as Câmaras de Comércio dos Estados Unidos e da Guiana Francesa. O ano passado na Suframa também foi dedicado à revisão e atualização do planejamento estratégico da autarquia. O trabalho ocorreu de forma muito mais ampla e transparente, abrindo espaço e oportunidade para longo processo de consulta aos governos estaduais, municipais e representações da sociedade civil. O propósito maior dessa revisão é alinhar e conciliar as ações da Suframa relativas ao período de 2009-2011 às demandas regionais, bem como elaborar um cenário prospectivo com horizonte até 2025. Comemoramos, portanto, mais um ano de conquistas, mas são muitos os desafios a serem enfrentados neste novo ano. Vivemos um momento de crise econômica internacional e estamos focados em continuar assessorando tecnicamente (MDIC), enfim, o governo federal e também o governo do estado do Amazonas para a elaboração de medidas que amenizem os impactos da crise no Polo Industrial de Manaus e assim continuemos em nossa missão de promover o desenvolvimento regional. O ano é de luta, mas com o trabalho de todos conseguiremos superar mais essa etapa na história do PIM, do modelo Zona Franca de Manaus, que de todas as crises sempre saiu fortalecido.

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CES 2009 As principais empresas do setor eletroeletrônico estiveram presentes na Consumer Electronics Show (CES), onde apresentaram suas novidades, concretizaram negócios e mostraram preocupação com a sustentabilidade.

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Centro de Convenções de Las Vegas, nos Estados Unidos, foi o cenário da edição 2009 da CES, realizada de 8 a 11 de janeiro, e o ponto de encontro entre o consumidor e a indústria, que mostrou seus lançamentos. As mais recentes tecnologias foram apresentadas, sobretudo, em celulares, telas, notebooks e dispositivos de armazenamento (memória, HD, pen drives e HD externo), numa prova de que as inovações afinam a relação entre a internet e o mundo da televisão.

Fotos: Divulgação

Com caráter mais ecológico e econômico, o evento, desta vez, foi afetado pela crise financeira internacional, que refletiu tanto na quantidade de expositores quanto de visitantes, que diminuiu em relação ao ano passado. A CES teve a participação de 700 empresas de 140 países e recebeu cerca de 130 mil interessados, que percorreram seus diversos pavilhões.

As mais recentes tecnologias provam que as inovações afinam a relação entre a internet e o mundo da televisão.

As mudanças foram notadas já na abertura da feira, pois pela primeira vez Bill Gates não fez seu tradicional discurso. Na edição deste ano, o papel coube a Steve Ballmer, atual CEO da Microsoft, que encerrou sua palestra falando sobre o Windows 7. Outros anúncios importantes foram os da nova plataforma Dragon, da AMD, e o celular ecológico da Motorola, que é produzido com botões de plástico e materiais recicláveis. Veja os lançamentos e as inovações mais importantes das principais marcas do setor, apresentados durante a Consumer Electronics Show. AMD No estande da empresa, os visitantes conheceram a plataforma Dragon para PCs, baseada na combinação do novo processador AMD Phenom II X4 com o cartão gráfico da série ATI Radeon HD 4800 e

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chipset da série AMD 7. O processador integra uma tecnologia multinúcleo inteligente, que contribui de forma automática na potência do processamento sempre que o usuário precisar de um ambiente multitarefa e de aplicações de recursos, que consomem muito do PC. As CPUs AMD Phenom II têm a tecnologia Cool’n’Quiet 3.0 que, automaticamente, melhora muito o consumo de energia sem afetar o rendimento do sistema. Vários fabricantes de PCs, como HP, Dell e Alienware, já têm planos de comercialização de sistema baseados na tecnologia da plataforma Dragon, ainda no primeiro trimestre deste ano. LG Na CES, a empresa anunciou seu programa mundial de sustentabilidade “Life’s good when it’s green – A vida é boa quando é verde”, cujo objetivo é a redução de materiais perigosos, a reciclagem responsável de produtos eletrônicos e a abordagem sobre o aquecimento global através do desenvolvimento de Eco-Projetos e Eco-Produtos. A LG também apresentou sua gama de produtos, com destaque para alguns modelos inovadores e premiados, entre eles o televisor LCD HDTV de 55”, que combina a espessura de 24 mm com o rendimento da iluminação Led Backlight. Sua tela de 47” Triple View permite aos usuários visualizar três imagens AMD, LG, Panasonic, diferentes em uma resolução Full HD 1.080p, seToshiba e Samsung gundo o ângulo de visão do monitor. fizeram parte das 700 empresas participantes

PANASONIC da CES 2009. A empresa apresentou seu novo sistema de áudio e vídeo 3D Full High Definition, os últimos equipamentos digitais de áudio, a nova geração de plasmas de alta definição, modelos de câmeras digitais e tocadores Blu-ray, em vários espaços da feira. Na área Corporate Theatre (espaço corporativo), montou uma estação de radiodifusão para mostrar as notícias em 16 telas de plasma, incluindo uma de 150”, de alta definição. Na Viera Future Zone, o destaque foi a nova tecnologia PDP e LCD, através de uma tela de plasma de 42”, com tripla eficiência lumínica, uma de plasma ultrafina de 50”, com perfil de 1/3 de polegada, e outra de LCD, de 37”, com resolução de mil linhas para imagem em movimento. A Panasonic ainda ocupou espaços nas áreas de entretenimento e criatividade e Corporate Eco Córner, com telas interativas touch screen, que exibiram vídeos com a visão da empresa sobre o meio ambiente. TOSHIBA No espaço da empresa, os visitantes conheceram a Digital Life Inovation. Os mais recentes avanços da marca em tecnologia digital criam novos produtos e serviços quando fazem jus ao potencial de experiência por demanda. As demonstrações incluíram imagens de altíssima resolução em tempo real, em tela de 56”, 4k x 2k pixels – imagens que a plataforma celular converte melhorando os pixels de 1.920 x 1.080 a 3.840 x 2.160. No segmento de memória de HD, a Toshiba apresentou a nova linha de módulos SSD Flash para computadores de rede e dispositivos pessoais (celular, MP3 player, câmera digital etc.) e discos rígidos que incluem um HDD de 2,5” e de meio terabyte. Os produtos ecológicos da marca foram destaque, como a Luz Focal Led de baixo consumo de energia, que converte diretamen-

te a energia elétrica em óptica e tem vida útil de 40 mil horas, e a bateria de supercarga SCiB, que oferece segurança, longa duração e carga rápida. SAMSUNG A nova tecnologia de tela plana da empresa, Led HDTV, foi apresentada com o lançamento da linha de televisores. As séries 8000, 7000 e 6000 têm aparelhos de vanguarda que utilizam os leds como sua principal fonte de luz, deixando de lado o tradicional Cold Cathode Fluorescent Lamps (CCFL). Com alta resolução de contraste, de nitidez e perfil fino, entre outros atributos, a nova tecnologia abre a porta para a networking, isto é, permite que a televisão se converta em um centro de multimídia – é possível conectar a internet, descarregar conteúdo on-line, jogar e escutar música. Para complementar, o design dos novos televisores Led HD, a Samsung criou uma moldura mais fina, reduziu a distância entre eles e a parede em 1,5 cm e tornou a instalação dos aparelhos tão simples quanto a colocação de um quadro. eletrolarnews 121

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Purificador de água Europa Noblesse Flex

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Brasfilter destaca o purificador Noblesse Flex, modelo que fornece água pura 24 horas por dia, com ou sem eletricidade. Conta com controle gradual de fluxo, que permite controlar a temperatura da água, e válvula de fechamento automático no alojamento onde é encaixada a câmara de purificação, o que facilita revisões ou a substituição do componente ao interromper instantaneamente o fluxo de água. A série Noblesse Flex é disponibilizada nas opções Plus e HF, com gabinete branco ou de inox, em 127 V ou 220 V. O produto é certificado pelo Instituto Falcão Bauer da Qualidade, com o selo Inmetro/IFBQ.

Tecnoflash Ventilador climatizador individual

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Tecnoflash apresenta o Spinflash, ventilador climatizador individual e independente, que usa a evaporação da água para poder resfriar áreas abertas ou fechadas. Em funcionamento, o Spinflash é silencioso e reduz em 10° a temperatura ambiente. O produto é do tipo plug and play e funciona de um ponto de eletricidade (220 V mono ou 110 V) e de uma saída de água (com vazão média de 3l/min). A água tem de ser potável e o consumo médio real fica em torno de 2,5 l/h. Utiliza uma técnica simples e eficaz para realizar a microaspersão: para criar as microgotículas (névoa), a água é centrifugada em alta velocidade, através de um disco central no ventilador. O Spinflash distribui uma névoa fina até 10 metros sem molhar o chão, e não requer manutenção. Está disponível em dois modelos: 18’’, para unidade até 120 m², e 22’’, que atende até 170 m².

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KitchenAid Micro-ondas Pro 60

novidade da KitchenAid, marca da Whirlpool, oferece tecnologias e recursos que ampliam as possibilidades de elaboração de receitas sofisticadas. O micro-ondas Pro 60 tem a tecnologia Sensor Cooking, sensores inteligentes que acompanham o processo do cozimento, ajustando automaticamente o tempo e a potência com base no nível de temperatura e no grau de umidade do alimento; a tecnologia Sensor Vapor torna mais fácil o preparo de pratos delicados, pois o vapor liberado protege os princípios nutritivos e as vitaminas dos alimentos, mantendo o sabor, a cor e a textura; e a tecnologia Multi-Flow, exclusivo sistema de ar na cavidade do micro-ondas, permite que o calor seja distribuído de maneira homogênea e constante. Dispõe, ainda, da função grill e do prato Crisp. Com acabamento interno e externo de aço inoxidável, o produto tem display com travas de segurança, controle eletrônico, LCD e prato giratório com 40 cm de diâmetro e volume de 40 litros.

Tramontina VitroGrill

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Tramontina apresenta VitroGrill, linha de produtos criada para cozinhar os mais variados tipos de alimento diretamente sobre sua superfície ou com panelas adequadas para vitrocerâmica. Carnes, por exemplo, são cortadas diretamente na superfície, sem riscar ou danificar o produto. O aquecimento é rápido, evitando que os alimentos grudem na superfície, preservando as vitaminas e o sabor. O VitroGrill Tramontina dispensa o uso de gorduras no preparo das receitas e a limpeza da linha é muito rápida: basta colocar algumas toalhas de papel umedecidas com água na superfície. Depois que a água evaporar, toda a sujeira ficará depositada no papel. Os modelos Ideal e Duo são portáteis, com alças e estrutura de aço inoxidável, o que os torna fáceis de carregar. Já o modelo Professional pode ser usado em restaurantes, bufês e cozinhas industriais.

Tectoy Dancemachine

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gora já é possível assistir a um bom filme, cantar e jogar com os amigos e até dançar usando um só aparelho de DVD karaokê. O Dancemachine, da Tectoy, é um player de DVD karaokê que funciona como uma central de entretenimento. Além das funções convencionais de um aparelho do gênero, do microfone profissional e de um disco com 14 músicas para karaokê, o produto vem com quatro jogos de dança e música, um joystick e um tapete. Para usar, basta conectar o tapete de dança ou o joystick e o microfone ao aparelho e seguir os passos da telinha. Nos games Rock Show e Beat Game, o jogador troca o tapete de dança pelo joystick e a pista dá lugar à banda de rock. O DVD player tem garantia de um ano e seus acessórios de três meses. É acompanhado de controle remoto, duas pilhas AAA, cabo de áudio e vídeo e manual de instrução com certificado de garantia.

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Consul Freezer compacto 100

lém do tradicional minirrefrigerador (frigobar), a Consul oferece também um modelo de minifreezer, vertical, com 66 litros de capacidade, indicado para escritórios, consultórios, casas de praia e campo ou até mesmo em cozinhas pequenas. O Freezer Compacto 100 é versátil, pois pode ser embutido sob pias ou dentro de armários, sem ocupar muito espaço. Internamente, conta com quatro cestos deslizantes e removíveis, que proporcionam melhor organização dos alimentos e facilidade na hora da limpeza. O produto é classe A em energia e é certificado pelo Selo Procel, o que garante maior economia. 122 eletrolarnews

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George Foreman Linha metálica

nova linha metálica George Foreman é composta por sete modelos de design moderno e acabamento de alumínio ou aço escovado. Os produtos possuem características inovadoras e adequadas ao perfil de diferentes consumidores, como o modelo com tocador de áudio digital, MP3 ou MP4, e caixas acústicas acopladas, batizado de i.Grill. Destaque também para o Grill Família modelo GBZ26SB, com corpo de aço escovado e capacidade para até cinco hambúrgueres. Dispõe de pegador termoisolante, controle automático de altura, que não compromete a aparência dos alimentos, luz indicadora de temperatura, bandeja coletora de gordura e espátula.

Brastemp Pla Baby

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Brastemp acaba de lançar o Pla Baby, um minirrefrigerador feito especialmente para acomodar leite, papinhas, sucos e frutas no quarto das crianças. Fácil para o dia-a-dia, o produto oferece cinco diferentes e criativas placas removíveis, com desenhos de bichinhos, como girafa, coruja e centopéia que podem ser trocadas ou substituídas por outras, conforme a decoração do quarto. A Brastemp criou também placas para serem trocadas quando a criança crescer. O Pla Baby tem capacidade para 80 litros, controle de temperatura interno e rodinhas que facilitam o transporte.

Joape Climatizador residencial

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gaúcha Joape Indústria de Equipamentos Ambientais lança o primeiro climatizador residencial, o Joape Júnior. O aparelho funciona com sistema de evaporação que reduz a temperatura, limpa e hidrata o ar. Com design moderno, leve e portátil, tem fluxo de ar de 600m³/hora, pesa 8,2 kg, pode ser deslocado para qualquer ambiente e consome o equivalente a uma lâmpada de 75w/h. Quando utilizado com o ar-condicionado (ambiente fechado), repõe a umidade do ar e reduz o consumo de energia em torno de 35%, por potencializar o uso do ar. Está disponível em 110 V e 220 V, em preto, cinza, branco, vermelho, amarelo, verde-bandeira, azul, verde-limão, laranja fluorescente, rosa e amarelo fluorescente.

Master Flash MP5/4 Players X-Sound

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ara os que gostam de registrar e guardar momentos especiais, em fotos e/ou vídeos, a Master Flash lança dois produtos da linha X-Sound!: o MP5/4 Movie Cam 2,4 e o MP5/4 Touch Cam 2.8. Em formato slim, o MP5/4 Movie Cam 2.4 tem câmera 2.0, que fotografa e filma com ótima definição, e a visualização é em tela LCD de 2.4”. O aparelho executa músicas em MP3, toca rádio FM e funciona como gravador de voz. Sua memória interna é de 2 GB (armazena até 500 músicas ou quatro horas de vídeo ou 3 mil fotos), ou 4 GB, dobrando a capacidade de músicas, vídeo ou fotos, e pode ser expandida ainda mais com o uso de um cartão micro SD. O MP5/4 Movie Cam possui alto-falante externo e vem com fones de ouvido. A função webcam também pode ser utilizada – basta conectar o aparelho no computador através de um cabo USB.

Antenas Aquário Antenas para TV digital

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empresa paranaense Antenas Aquário opera no segmento de telecomunicação produzindo antenas e acessórios para televisão, internet sem fio, celular e radiocomunicação. Nesta Vitrine, a Aquário apresenta as novas antenas para TV digital, produzidas com tecnologia de ponta e design inovador. São três modelos: a DTV 1000, antena interna projetada exclusivamente para o sistema digital, que tem compatibilidade com todos os conversores; a DTV 2000, que opera na faixa UHF e é para o consumidor que precisa de antena externa para áreas que oferecem sinal digital; e Real TV 3 em 1, que opera nas faixas VHF, UHF e HDTV, para quem ainda tem canal analógico e quer preparar-se para o sistema digital.

Springer Carrier Split Springer Maxiflex

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epois de passar por uma reformulação e ganhar mais capacidade e desempenho, o split Springer Maxiflex vem com potência de 7.500, 9 mil, 12 mil, 18 mil, 22 mil e 30 mil BTUs. O design também foi renovado. Agora, apresenta traços mais modernos e arrojados em uma frente sólida, flat, que dá maior praticidade na hora da limpeza do aparelho. O controle remoto também acompanha o novo design. O equipamento é indicado para ambientes comerciais e residenciais, tem quatro modos de funcionamento (resfria, ventila, desumidifica e aquece) e está disponível nos modelos Quente/frio ou Frio, em 220 V. A garantia é de três anos para defeitos de fabricação e de material. eletrolarnews 123

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Nasce a DeLonghi do Brasil Dois executivos vitoriosos unem forças e esperam alcançar, em três anos, cerca de 10% do mercado brasileiro de eletroportáteis. Por Cássio Lacerda

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Os brasileiros conhecem há 15 anos a qualidade e o belo design dos produtos DeLonghi, cuja distribuição vinha sendo realizada, nesse período, por diversos importadores. A estratégia, agora, é diferente. João Zangrandi, que liderou com sucesso as empresas Vaporetto e Saeco, e Neusa Pontes, com passagens vitoriosas por empresas como a Electrolux, uniramse para criar a DeLonghi do Brasil. Zangrandi é o presidente da nova empresa e está otimista: “O objetivo da parceria é fazer um trabalho forte e agressivo, tornando a DeLonghi ainda mais conhecida e atrativa para o consumidor brasileiro”. Segundo ele, o foco do grupo italiano hoje é o Brasil, e não só visando o crescimento das vendas. “Já existe um projeto para abrir uma fábrica aqui”, diz o executivo, revelando que esperar alcançar cerca de 10% do mercado brasileiro de eletroportáteis. Neusa, por sua vez, assumiu a diretoria comercial da DeLonghi do Brasil, que vai oferecer, como a matriz italiana, as três grandes marcas que compõem o grupo: Kenwood, Ariette e DeLonghi. “Vamos fortalecer a parceria com o varejo, aproveitando as sazonalidades e datas comemorativas”, afirma ela, garantindo que terá produtos adequados para as classes A, B e C. O consumidor com menor poder aquisitivo terá à disposição, por exemplo, liquidificadores, ferros de passar roupa, aquecedores, máquinas de café espresso e sanduicheiras. Como se nota, a sociedade entre Neusa e Zangrandi é marcada pela ousadia, principalmente porque a meta é ter forte presença nos pontos-de-venda das grandes redes que comercializam eletrodomésticos. Para isso, estão previstas campanhas publicitárias em televisão e revistas especializadas. PÓS-VENDA A DeLonghi do Brasil terá produtos de cinco segmentos. Um deles é o de ar-condicionado, que abrange também itens para

Foto: Maria Eugênia Sá

lientes das principais redes de eletrodomésticos e home centers de todo o país terão, já em março, mais uma opção de compras. É que a marca italiana DeLonghi vai entrar com força no mercado brasileiro, oferecendo aos consumidores pelo menos 30 itens dos cinco segmentos em que atua em mais de 50 países de todo o mundo.

João Zangrandi anuncia a criação da DeLongui do Brasil.

tratamento de ar, umidificadores, climatizadores e desumidificadores. Há, ainda, os segmentos de aquecedores, com diversos modelos, e de cozinha, que, entre outros produtos, oferece fornos micro-ondas e liquidificadores. As demais divisões são as de máquinas de fazer café e de limpeza, que inclui aspiradores de pó, ferros de passar roupa e máquinas de lavagem de pisos e carpetes. A gama de produtos é completa e Neusa garante que a nova empresa terá um impecável pós-venda. “Vamos oferecer produtos de ótima qualidade, com design inovador e moderno, e o foco interno de minha parceria com o Zangrandi é a valorização do trabalho em equipe”, explica ela, acrescentando que a empresa já está buscando no mercado profissionais especializados no setor financeiro e nas áreas de marketing e assistência técnica. De acordo com a executiva, o grande objetivo da nova empresa é “oferecer excelência nos serviços e na relação com os futuros clientes da DeLonghi do Brasil”, que, sem nenhuma dúvida, terá como principal foco externo “a busca de resultados”, como salienta Zangrandi. Resultados que serão alcançados, segundo ele, com múltiplas medidas e “atuação forte no serviço de pós-venda e assistência técnica”.

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Ametek A empresa preparou-se para enfrentar a crise financeira internacional, razão pela qual não foi afetada por ela. Em 2008, atingiu 94% do planejado, lançou 18 produtos para algumas linhas de motores e entrou no segmento de saúde e beleza visando o crescimento neste ano.

Fotos: Divulgação

BALANÇO DE 2008 Devido à“irreal”taxa de câmbio, perdemos a participação em alguns segmentos, porém aceleramos os investimentos para desenvolver novas oportunidades em outros. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Somente os investimentos em equipamentos importados. O QUE FOI NEGATIVO A elevada taxa de juros e a tributação. Temos, hoje, a maior taxa de juros real em termos globais e uma tributação incompatível com os serviços oferecidos pelo setor público

Odair Chieffe Monteiro, gerente geral da Ametek.

RESULTADO DA EMPRESA Conseguimos atingir 93% do nosso planejamento para 2008. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise não nos afetou porque vínhamo-nos preparando durante o período de euforia que, historicamente, antecede todas as crises. A estratégia da empresa está mantida, com os investimentos previstos para 2009. Essa é a diretriz de nossa matriz. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA A política econômica precisa rever o patamar de juros no Brasil, de forma que nos coloque em posição de igualdade de competição com os demais países, bem como a carga de impostos que inibe os investimentos. PRODUTOS LANÇADOS O número foi superior ao de 2007, totalizando 18 produtos, com destaque para as linhas de motores dedicados à movimentação de ar, de ímã permanente e microcompressor. NOVOS SEGMENTOS Entramos em novos segmentos, como o de saúde e beleza. Entendemos que somente com novos produtos poderemos pensar em crescimento a partir deste ano. EXPORTAÇÕES Nossas exportações não foram expressivas devido à contramão da taxa de câmbio. Por se tratar de uma empresa global, nossa divisão está focada nos países da América do Sul. Em termos de volume, as exportações diretas ficaram em menos de 15%, em 2008.

CRESCIMENTO DO PAÍS Se nossos governantes diminuírem a dívida pública, haverá espaço para crescimento em torno de 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Nossas novas plataformas de produtos terão lugar entre abril e julho. Serão duas plataformas para motores DC. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Nosso crescimento deverá acompanhar o do mercado interno. A diferença é que nossas expectativas serão alcançadas com os lançamentos.

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Daneva

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BALANÇO DE 2008 Foi um ano positivo para a empresa. Os objetivos foram atingidos, porém, com um grau de dificuldade pouco maior do que nos anos anteriores. O último trimestre do ano, para nossa empresa, é o período mais forte de vendas e foi neste momento que as notícias da crise impactaram nos resultados. Mas como a Daneva fornece seus produtos para dois segmentos distintos (consumo e indústria), esse balanço permitiu o equilíbrio nos resultados.

Fotos: Divulgação

O fato de fornecer seus produtos para dois segmentos distintos, isto é, consumo e indústria, a empresa conseguiu um equilíbrio nos resultados. No ano passdo, lançou mais produtos do que em 2007 e programa novidades ainda para o primeiro trimestre deste ano.

Marcelo Filippelli, diretor comercial da Daneva.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO Os percentuais de desemprego nos níveis mais baixos dos últimos anos e as facilidades de créditos para os consumidores. O QUE FOI NEGATIVO A falta de empenho do governo federal na reforma tributária. RESULTADO DA EMPRESA Com base nas dificuldades dos últimos meses em relação ao mesmo período de 2007, o resultado foi satisfatório. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A crise financeira afetou apenas nos últimos meses do ano, principalmente no que diz respeito à diminuição da produção das indústrias eletroeletrônicas. Com certeza, novos direcionamentos deverão ser aplicados este ano. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA De uma forma geral, a política econômica foi satisfatória para a Daneva, assim como para outras empresas do setor. O importante é a urgente adequação tributária em níveis menores e redução nos juros praticados. PRODUTOS LANÇADOS Foram lançados três produtos (extensão No Shock, extensão Sort e extensão Pop Spin), número superior ao de 2007. Todos os nossos produtos são normatizados pela NBR 14136, apresentando os resultados esperados de cada um deles. NOVOS SEGMENTOS Continuamos atuando nos mesmos segmentos, sempre tentando melhorar o mix dos produtos e a participação nos clientes.

EXPORTAÇÕES É importante para a empresa ter uma parcela de sua produção direcionada à exportação, direta ou indireta. Exportamos, em média, 10% de nosso faturamento para países do Mercosul, para a Europa e também para Cuba. CRESCIMENTO DO PAÍS É difícil prever um número, pois o crescimento dependerá muito de ações acertadas do governo. Acreditamos que seria muito bom para o país ter um crescimento no patamar dos 3%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Serão lançados de quatro a seis produtos no transcorrer do primeiro semestre deste ano. EXPECTATIVA PARA ESTE ANO Estamos adaptando-nos à situação. Sabemos que para nossa empresa ter números superiores em relação ao ano passado deveremos lançar produtos e ter muita criatividade para cativar nossos clientes. Não será fácil, mas está longe ser impossível.

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Embraco Foto: Ebner Gonçalves

Presente no mundo todo, a empresa teve um bom 2008 e foi ágil para adequarse às grandes mudanças no decorrer do ano. Em refrigeração doméstica, lançou produtos nas plataformas VCC e EM, voltados para os mercados americano e asiático, com significativo aumento de eficiência, e está desenvolvendo novo compressor, pouco maior do que uma caneta, que pode ser utilizado em vários ramos, entre eles informática e telecomunicações. Ernesto Heinzelmann, presidente da Embraco.

BALANÇO DE 2008 O ano foi extremamente desafiador. No primeiro semestre, enfrentamos um crescimento recorde no preço das commodities internacionais e, no segundo, veio a crise internacional, que se iniciou nos Estados Unidos e, agora, tem efeito global. Ainda assim foi um bom ano, com conquistas importantes em várias frentes do nosso negócio. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO A Embraco mantém sua liderança mundial em market share e em tecnologia, sendo que seus produtos continuam a ter a preferência dos clientes no mundo todo. Recebemos um reconhecimento internacional muito importante nos EUA, através do nosso VCC, compressor de capacidade variável. A Embraco, com apenas outras seis empresas do mundo, recebeu o prêmio de Energy Star, da Alliance to Save Energy. Lançamos, também, uma série de produtos e temos muitos projetos para o futuro. Tivemos um crescimento grande na China e estamos completando a instalação de mais uma linha de fabricação que levará nossa capacidade para perto de 7 milhões de unidades por ano. Instalamos, também na China, em Qindao, uma unidade da Eecon, que fabrica controles eletrônicos. O QUE FOI NEGATIVO A grande instabilidade que tivemos no ano. Primeiro, com preços de commodities em nível recorde e depois a crise internacional, que afetou nossa performance nos últimos meses e projeta um 2009 difícil. RESULTADO DA EMPRESA Dentro do quadro, saímo-nos muito bem. Conseguimos reagir rapidamente e nos adequar às grandes mudanças no decorrer do ano. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL A Embraco está presente no mundo todo, com fábricas no Brasil, na Europa (duas) e na China. Do Brasil, exportamos mais de 70% do volume produzido. A crise internacional afeta-nos diretamente. E 2009 será mais difícil que 2008. Precisamos preparar-nos para isso. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA De forma geral, a política econômica tem-se mostrada acertada. O Brasil encontra-se em uma situação muito melhor que a maioria dos países em relação à crise que enfrentamos. Claro que há criticas à elevada taxa de juros, reflexo de uma política muito conservadora do Banco Central, e que continua a colocar o país em desvantagem com seus competidores globais. PRODUTOS LANÇADOS A Embraco lança continuamente produtos. Para se ter uma idéia, 64% do faturamento de 2007 foi proveniente de produtos lançados há menos de quatro anos. Dessa forma, a empresa reforça sua liderança

tecnológica em compressores de alta eficiência e refrigerantes alternativos. Como exemplo, posso citar compressores para aplicação comercial, especialmente desenvolvidos para refrigerantes alternativos, como Propano e CO2. No segmento de refrigeração doméstica, em 2008, lançamos importantes produtos nas plataformas VCC e EM voltados para os mercados americano e asiático, com significativo aumento de eficiência. NOVOS SEGMENTOS Estamos desenvolvendo novo compressor de tamanho pouco superior a uma caneta, que pode ser utilizado na refrigeração de componentes eletrônicos, e numa gama grande de aplicações, como nos ramos de informática, telecomunicações e área médica, entre outros. Em fase de testes, o microcompressor destaca-se também pela leveza e ausência de óleo nas partes internas, o que é benéfico para o meio ambiente. EXPORTAÇÕES A Embraco exporta para mais de 80 países em todos os continentes. Nossa competitividade é diretamente afetada pela competitividade do país como um todo. Nisso se inclui o tão comentado custo Brasil e a taxa cambial. Durante grande parte do ano, tivemos o real bem valorizado, o que deixou a vida de todos os exportadores bastante difícil. CRESCIMENTO DO PAÍS Tudo indica que 2009 será um ano de contração de demanda em todo o mundo, e uma recuperação só deve ser esperada mais para o fim do período, se ainda ocorrer este ano. Se conseguirmos crescer 3% neste ano, creio que teremos nos saído muito bem. LANÇAMENTOS PARA 2009 A empresa vai lançar nova família de compressores VCC nos mercados europeu e asiático ao longo deste ano. Com essa família, ela se antecipa aos novos padrões de consumo de energia que irão vigorar nessas regiões a partir de 2010. E está prevista uma otimização das famílias F e EM, com o objetivo de elevar o nível de atendimento aos nossos clientes. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Tudo indica que teremos novo patamar de produção e consumo este ano. Muitos setores industriais terão de adequar-se a isso, e o desemprego é uma ameaça real. Temos de evitar ao máximo as demissões, pois elas trazem nova onda de temor e pessimismo, o que realimenta a redução de consumo e, por consequência, a atividade econômica. O primeiro trimestre deste ano responderá muitas perguntas para as quais o quadro ainda não está claro o suficiente neste momento. eletrolarnews 127

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A empresa de componentes atingiu seus objetivos em 2008, cresceu acima dos 15% que havia colocado como meta, mas seu resultado poderia ter sido melhor se o desempenho do quarto trimestre não ficasse abaixo do esperado. Também aumentou a área ocupada em 35% para atender a demanda do ano e se preparar para 2009. No momento, avalia o cenário e foca o mercado nacional. BALANÇO DE 2008 O ano começou muito bem, e esperávamos forte crescimento da empresa, mas decidimos não rever as metas inicialmente e aguardar o andamento do mercado. Fomos beneficiados no primeiro semestre pelo câmbio e pelo aumento da demanda no mercado interno, o que não se manteve no segundo. Mesmo assim, foi possível manter o patamar de faturamento pela compensação ocorrida nos mercados em que atuamos. FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO O forte crescimento das vendas da indústria automobilística e da linha branca colaboraram muito no primeiro, segundo e terceiro trimestres. O quarto trimestre, por sua vez, foi puxado pelo setor elétrico ligado à construção civil, devido à nova legislação para plugues e tomadas. O QUE FOI NEGATIVO Penso que os maus fatores foram os mesmos para muitas empresas, como a alta dos juros, a variação cambial e o impacto da crise mundial no terceiro trimestre, o que nos obrigou a rever planos e estratégias para fechar 2008, além de reavaliar as metas para 2009. RESULTADO DA EMPRESA Os objetivos foram atingidos e tivemos crescimento acima dos 15% que havíamos colocado como meta. No entanto, o quarto trimestre de 2008 ficou muito abaixo do esperado, e não foi possível superar os objetivos que haviam sido programados. CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL Como nossas exportações não representam mais do que 10% das vendas e temos o foco voltado para o mercado interno, não fomos muito afetados no início da crise. Mas sabemos que devemos ser cautelosos nos próximos meses e manter os pés no chão até conhecermos melhor os efeitos da crise no Brasil. Em função dela, algumas de nossas estratégias foram revistas, principalmente por sermos uma multinacional de origem européia, onde a economia está sendo muito afetada. POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA As altas taxas de juros e a carga tributária ainda são as grandes vilãs de nossa economia. Precisamos, urgentemente, da reforma tributária.

Fotos: Divulgação

MS Ambrogio

Fernando de Moraes Lima, gerente geral da MS Ambrogio.

PRODUTOS LANÇADOS Somos produtores de componentes e dependemos dos lançamentos e modificações de nossos clientes. Como o ano começou acelerado, fomos beneficiados. Tivemos desenvolvimento em número maior do que em 2007, sendo que os itens do setor elétrico foram os que apresentaram os melhores resultados. NOVOS SEGMENTOS Mantivemos em nossa carteira de clientes os mesmos setores de 2007, porque eles tiveram crescimento, o que não nos permitiu entrar em novos segmentos até porque poderíamos comprometer a imagem da empresa por falta de capacidade em atendê-los. EXPORTAÇÕES Como as exportações não ultrapassam 10% de nossas vendas, elas não têm peso relevante no resultado da empresa. CRESCIMENTO DO PAÍS Acreditamos em um PIB industrial da ordem de 2% para 2009 e nossa meta de crescimento é repetir 2008, ou seja, atingir o mínimo de 15%. LANÇAMENTOS PARA 2009 Nossos clientes têm a previsão de manter os lançamentos previstos em 2008 e, com isso, acreditamos que atingiremos as metas estabelecidas. A época de lançamento dos novos produtos dependerá da sazonalidade dos setores que atendemos, mas serão durante todo este ano. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Aumentamos a área ocupada em 35% para atender o crescimento de 2008 e nos preparar para 2009. Devemos manter com cautela o investimento em formação e preparação de nossa mão-de-obra direta, avaliando o cenário atual e de olho nas tendências da economia brasileira, que é nosso foco principal.

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Empresa líder no Brasil na fabricação de acabamentos de superfície em metais para eletrodomésticos da linha branca, a Pries cresceu e seu resultado foi satisfatório em 2008, mas teve queda de faturamento no último trimestre devido à redução dos níveis de produção de seus clientes. Para este ano, projeta um crescimento entre 3,5 e 4%. Balanço de 2008 Foi um ano de forte produção em alguns segmentos de mercado, que alavancaram o crescimento do Brasil. As montadoras de automóveis bateram recordes, assim como as de caminhões, tratores e motocicletas. O setor da construção civil também foi beneficiado pelo excesso de crédito. A agricultura, com a forte exportação do setor alcooleiro, de biodiesel e o minério de ferro garantiram o superávit na balança comercial. Para a Pries, que atua nos setores de linha branca, refrigeração industrial e comercial e eletroportáteis, também houve crescimento, porém o resultado do último trimestre foi prejudicado em função da crise mundial. Fatores mais positivos do ano Sem dúvida, os fatores positivos foram a abertura de novos mercados, a conquista de novos clientes e o aumento de participação nos clientes atuais. O que foi negativo A redução dos níveis de produção dos nossos clientes no último trimestre, que se refletiu em queda de faturamento no período. Resultado da empresa Considerando-se o desempenho do mercado em 2008, o resultado foi satisfatório e o faturamento teve leve incremento em relação a 2007. Crise financeira internacional Diferentemente do setor automobilístico, a crise pouco afetou a Pries, e a queda do faturamento no último trimestre foi de 20%. A empresa trabalha com essa previsão para o primeiro semestre deste ano e as estratégias estão sendo revisadas com cautela. Política econômica brasileira A política econômica do governo está correta, entretanto existe a necessidade de alteração rápida da política de juros adotada pelo Banco Central, além de cuidado extra com o custeio da máquina administrativa. Produtos lançados A empresa trabalha em conjunto com os clientes no desenvolvimento de produtos. Nesse segmento, a evolução e o lançamento de novos produtos foram intensos e, para atender essas novas necessidades, a Pries fez o maior investimento em máquinas e equipamentos dos últimos dez anos.

Fotos: Maria Eugênia

Pries

Gunther Pries, presidente da Pries.

Novos segmentos Com os investimentos feitos, a empresa conseguiu atingir novos mercados como o de ar-condicionado, equipamentos de segurança e fitness, além de retomar o fornecimento de produtos para algumas empresas do setor eletroeletrônico. Exportações Em nossa opinião, seria muito bom que houvesse um câmbio favorável, porém isso não ocorreu em 2008. Os resultados das exportações da Pries não foram satisfatórios e o percentual correspondente do nosso faturamento anual não atingiu 10%. Reveremos nossa política para exportação este ano. Crescimento do país Por princípio, somos otimistas. É claro que há uma crise de crédito que irá afetar a produção mundial este ano. Porém, acreditamos que podemos sofrer menos que a maioria dos países desenvolvidos, justamente por termos feito a lição de casa na política econômica e por nossa economia não depender tanto da economia americana quanto no passado. Quanto ao crescimento, projetamos algo entre 3,5 e 4%. Lançamentos para 2009 Ainda não temos posição definida sobre os lançamentos para este ano. Mas a Pries tem como princípio a renovação permanente da sua linha de produtos de acordo com a necessidade dos clientes, e buscar sempre redobrar os esforços no atendimento. Expectativas para este ano Certamente teremos reflexos da crise mundial. O início do ano será duro, com melhoria gradativa ao longo dos meses. O importante é prepararmos um terreno fértil este ano para retomar o crescimento daqui para a frente.

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BALANÇO DE 2008 Foi um ano muito bom para a empresa. Em 2008, consolidamos nossa operação em Jundiaí, investimos no capital humano e atingimos nossa “velocidade de cruzeiro”. Nos dois primeiros trimestres, os números apresentaram-se dentro dos objetivos, no terceiro, observamos forte crescimento e, no último, tivemos pequena retração.

Fotos: Maria Eugênia Sá

A fabricante italiana de queimadores para fogões fechou 2008 dentro do que havia previsto. Consolidou a operação na unidade fabril de Jundiaí (SP), investiu na equipe e está trabalhando com tecnologia de ponta, buscando um produto com desenho atraente, de menor impacto ambiental e que permita maior economia de energia e menor poluição. Na contramão da crise, decidiu adiantar seu plano de investimentos.

Rogério Nabarretti, diretor da Sabaf.

FATORES MAIS POSITIVOS DO ANO No Brasil, o crescimento continuado do mercado de fogões de mesa continua sendo o principal fator positivo. E, no mercado exterior, pontualmente, a forte valorização da moeda estrangeira.

a 2007. Os queimadores econômicos foram os que apresentaram melhores resultados.

O QUE FOI NEGATIVO A alta ao longo do ano das matérias-primas e dos insumos energéticos foram os principais responsáveis pelos aumentos do custo de produção. E a redução nas commodities ainda não foi repassada ao mercado.

NOVOS SEGMENTOS Seguimos com nossa linha de produtos. E estamos investindo em tecnologia de ponta, buscando um produto com desenho atraente, de menor impacto ambiental e que permita maior economia de energia e menor poluição.

RESULTADO DA EMPRESA O resultado foi igual ao de 2007. Mas percebemos um crescimento expressivo no nosso segmento, o que contribuiu para a superação das metas. O faturamento foi diretamente influenciado pela alta do dólar no último trimestre.

EXPORTAÇÕES A Sabaf do Brasil é responsável por todo o mercado latino-americano e, ao contrário de 2007, no resultado global da empresa, a participação da exportação no faturamento caiu em torno de 3%. No entanto, com a subida do dólar teve crescimento de 21%.

CRISE FINANCEIRA INTERNACIONAL O Brasil ainda não sentiu fortemente os impactos da crise internacional, mas esperamos um difícil 2009. Pode parecer que a Sabaf esteja indo na contramão dessa crise, mas decidimos aproveitar este momento para adiantar nosso plano de investimentos.

CRESCIMENTO DO PAÍS Na atual conjuntura da economia mundial, é bastante difícil prever um valor exato de crescimento.

POLÍTICA ECONÔMICA BRASILEIRA Devido à crise internacional, as ações de curto prazo, como liberação do crédito e a redução de alguns impostos, parecem-nos que foram bastante acertadas. Isso porque vemos que a crise internacional não golpeou o Brasil, como ocorreu com outros países. Mas, para a política de longo prazo, ainda penso que o governo deve reduzir os gastos, a carga tributária e a taxa de juros, estimulando o consumo e a produção. PRODUTOS LANÇADOS Em 2008, cumprimos nosso plano de lançamentos, que foi igual

LANÇAMENTOS PARA 2009 A Sabaf é uma empresa inovadora, líder no seu segmento, não só na produção, mas também em novos produtos. Atualmente, estamos trabalhando no lançamento de um produto com desenho exclusivo e prevemos alto índice de eficiência para os lançamentos, no segundo semestre. EXPECTATIVAS PARA ESTE ANO Esperamos um ano bastante difícil e, por causa da atual incerteza financeira, estimamos manter o mesmo volume de negócios de 2008. Obviamente, se as vendas no varejo forem afetadas pela crise, nossos negócios serão atingidos. Mas esperamos maior clareza da situação após o fechamento do primeiro trimestre.

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