NOVO NORMAL
A psicóloga Marina Stech explica a importância de socializar e estabelecer um protocolo de segurança contra a Covid-19
Festa de Natal com distanciamento social, porém, com esperança Mailson Prado
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esde o início da pandemia da Covid-19, até então, se passaram pouco mais de oito meses. A doença, causada pelo novo Coronavírus, causou, além da preocupação com o futuro, o distanciamento obrigatório das pessoas. Tudo mudou, e agora com a segunda onda do vírus é hora de pensar e repensar se é tempo de festejar. Entrevistamos a psicóloga Marina Stech, pós-graduanda em Terapia Cognitiva, que atua na abordagem comportamental para falar sobre os novos tempos de pandemia. 2 2
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N o v e m b r o
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Foi tudo muito rápido. Em um dia estávamos livres, indo para a academia, shopping, bares, restaurantes e tocando as nossas vidas. No outro, uma pandemia global se espalhava muito rapidamente sem controle. As informações ainda eram poucas em meados de fevereiro, quando o primeiro caso foi confirmado no Brasil. Em março a primeira morte por Covid-19 em Cuiabá foi divulgada. Nesses oito meses muita coisa aconteceu, muita coisa deixou de acontecer e varias dúvidas surgiram. A narrativa é de um filme de suspense, só que muito mais real do que a
ficção. A ideia do distanciamento social é clara quanto ao processo para não se contaminar. A Outra maneira era continuar vivendo como se nada estivesse acontecendo e driblar os infortúnios psicológicos causados por essa situação que se arrasta sem dia certo para o seu fim. A pergunta que todos já se fizeram é a seguinte: Como vão ser as festas de fim de ano? E o Natal, que basicamente é o encontro de toda família com as comidas e bebidas? QUAL A SAÍDA? Para Marina, existem saídas para driblar psicologi-