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Uma publicação do Colégio Magno/Mágico de Oz Junho de 2011

São Tantas Emoções!

Ensino Médio Preparados para o que der e vier

High School Um superdiferencial para o futuro

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O DNA da qualidade A

Myriam Tricate Diretora do Colégio Magno/Mágico de Oz

s transformações são sensíveis para alunos, pais, professores. Ano a ano, o Colégio Magno vem se tornando mais exigente em seus processos pedagógicos. Assim, criamos estratégias de acompanhamento mais próximo para não deixar lacunas na aprendizagem. Induzimos mais fortemente o estudo, com lições de casa diárias e avaliações permanentes. Diversificamos as abordagens de ensino, com uso mais intensivo da tecnologia. Orientamos nossos professores a adotar posturas mais incisivas. Eles, por sua vez, também recebem uma orientação direta dos coordenadores, e estes da direção. Isso se deve a um brutal aumento da exigência de desempenho, que se verifica em todas as instâncias da sociedade e se reflete no programa de ensino do Magno - que sempre se caracterizou como uma escola que responde com grande agilidade às demandas do mundo real. Vestibulares mais competitivos, indicadores como rankings, um mercado de trabalho que requer uma qualificação cada vez maior exigiam uma mudança das melhores escolas. Abrir mão de nosso projeto pedagógico para nos tornar uma escola de perfil mais tradicional sempre esteve fora de cogitação. Mas como instituição, sempre acreditamos que a educação mais completa deve enxergar mais longe do que as necessidades do momento, mas também não pode fechar os olhos para a realidade. Iniciamos um processo interno de elevação das metas acadêmicas, acreditando na capacidade dos alunos, de forma articulada ao nosso projeto pedagógico, que prevê uma formação integral bem mais ampla. Dessa forma, ao aperto correspondeu uma oferta maior de suporte ao aluno. Daí nasceram estratégias como a recuperação paralela, que nada mais é que uma forma mais individualizada de acompanhamento pedagógico. Sobretudo, procuramos garantir condições para que os aspectos centrais de nosso projeto fossem preservados. Basta ver o Full Time, mais forte do que nunca; nosso ensino de Inglês, que vai de vento em popa, ou o High School, que neste ano será concluído pela primeira turma. Como faz desde que foi criado, o Magno mudou, mas não só para acompanhar o mundo. Transformou-se para dar um passo ainda mais à frente. Esse é o nosso DNA.

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Índice Editorial

Realização Palavra Prima

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As viagens da leitura!

tel.: 11 2384-9043 Amigos Full Time

Jornalista Responsável

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Uma escola em movimento

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Um Baby Oz para cada bebê

Paulo de Camargo - Mtb 21.761

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Núcleo Ambiental: a Festa da Mexerica

Fotos Comunicação do Magno Eliana Assumpção

Sob o céu de estrelas

São Tantas Emoções

Produção Gráfica

Jurassic Mágico

Fernando Neves de Andrade Altas Horas

Esta revista é uma publicação do Colégio Magno

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Arte para ver e viver o mundo

Equipe do Magno

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Profissões: a hora de decidir

Unidade Campo Belo do Ensino Fundamental)

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High School: a mão no diploma

(Ed. Infantil e da 1ª à 4ª série

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Inglês de verdade!

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A Broadway é aqui

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5041-2566 Recuperação paralela, aprendizado permanente

Unidade Olavo Bilac (Berçário e Ed. Infantil) 5522-1555 Unidade Sócrates (Ensino Fundamental e Ensino Médio) 5685-1300 www.colmagno.com.br magno@colmagno.com.br

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Minhagrana.com

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Uma viagem de sonhos

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Voluntariado: aprender para transformar Olimpíadas do Magno

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Curta o Magno

Uma Escola em movimento A vida em uma Escola como o Magno é repleta de acontecimentos. Em todas as etapas, sucedem-se projetos, atividades, comemorações, mostras _ e seria impossível noticiar cada fato com a riqueza que merece. Nas próximas páginas, veja algumas notícias que marcaram o primeiro semestre.

Fonte de conhecimento Pode parecer um recurso farto e abundante, mas é um bem precioso que nos falta cada vez mais. Claro, estamos falando da água. Mas uma coisa é falar sobre preservação, outra é mergulhar no tema. E foi isso que os alunos do Ensino Fundamental fizeram, ao visitar a exposição Água na Oca, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A visita à exposição teve o objetivo de complementar atividades desenvolvidas em sala relativas à água, seus estados físicos, a importância para a vida, sua distribuição no planeta e as principais ameaças existentes. Os alunos viram que esse recurso cobre 70% da área da Terra na forma de oceanos, mares, rios, lagos e geleiras, mas apenas 1% é potável. Discutiram, também, sobre o papel do Brasil, detentor do maior manancial planetário. A mostra alia ciência, arte e tecnologia, com instalações interativas, obras de arte, peças de acervo museológico e fotografias, bem como uma faixa de

aquários com 60 espécies de peixes de sete ecossistemas diferentes, como o rio Negro, brasileiro, e o Congo, na África.

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Curta o Magno

Magno participa de documentário internacional O Magno já fez parte de muitos projetos internacionais. Já foi destaque na mídia escrita e eletrônica. Mas, pela primeira vez, o Colégio integra um documentário internacional produzido oficialmente pela Unesco e agora distribuído para todo o mundo. Trata-se do filme Education for Human Rights. Ao lado de jovens de países diversos como Canadá, França, Argélia, Coreia, Burkina Faso, entre outros, alunos do Magno foram entrevistados e deixaram marcada sua visão de mundo em um tocante documentário de 12 minutos, que aborda a questão dos direitos humanos pela ótica dos adolescentes. Nem todos os depoimentos gravados pela equipe responsável puderam ser aproveitados. Afinal, a edição tinha por objetivo dar um painel global da discussão, reunindo gravações feitas em muitos países. Mas, como se poderá ver, o Magno aparece em destaque, o que deve ser motivo de orgulho para a comunidade, e por isso compartilhamos essa conquista de todos. Para ver o vídeo, acesse o link http://www.colmagno.com.br/cidadania/ultimasunesco.htm.

Espaço de sabor, espaço de saúde Não é uma preocupação brasileira, mas mundial. As nossas crianças e jovens têm uma alimentação cada vez menos rica em nutrientes e farta em gordura e componentes industrializados. A

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resposta para essa tendência é só uma: a educação alimentar. Neste ano, as famílias do Magno ganharam um aliado poderoso: um serviço de cantina cuja proposta é justamente a harmonia na oferta de lanches mais saudáveis. O equilíbrio — conceito essencial — foi o tom das mudanças ocorridas no cardápio, que oferece frutas, salgadinhos integrais, saladas diversas, açaí com granola, lanches naturais e as opções tradicionais de assados como pizza, sanduíches e croissant. Refrigerantes, só uma vez por semana, mas, diariamente, sucos e água de coco in natura. Balas e chicletes não são vendidos na cantina.

O mais importante é que se evitam radicalismos que provocam resistência nas crianças e jovens e, ao mesmo tempo, não se perde nada em sabor. Ao contrário. A maciça aprovação da nova cantina é a demonstração de que o caminho escolhido está correto. Agora, a cantina é coerente com a política adotada na alimentação do Magno, do berçário ao Ensino Médio, sempre com a orientação de nutricionistas e com a preocupação em unir o melhor do sabor ao melhor da saúde.


Mania de Ler

As viagens da Todo mundo já ouviu que ler é uma viagem para outras culturas, outras realidades. Pois os alunos do 7º ano foram longe nessa experiência. A proposta de leitura era Persépolis, obra dramática em quadrinhos de autoria da iraniana Satrapi, que tem como pano de fundo o islamismo e a revolução islâmica. Numa atividade integrada entre História, Geografia e Português, os alunos leram o primeiro volume (alguns gostaram tanto que devoraram os quatro títulos que compõem a série) — mas esse foi apenas o primeiro passo. Como costuma ocorrer no Magno, a leitura esteve integrada a uma diversidade de experiências, como o filme sobre a obra, aulas diferenciadas e, por fim, uma incrível oficina de história em quadrinhos com Eloar Guazzelli, um dos mais renomados cartunistas brasileiros. A oficina inspirou os alunos do 7º ano a construir suas próprias histórias em quadrinhos para apresentar as memórias da iraniana. Foi um convite à criatividade dos alunos, que traduziram sua inspiração em desenhos.

leitura

Sonhos, autobiografias e monstros, elementos mais do que suficientes para liberar a imaginação, tudo acompanhado de perto pelo cartunista Guazzelli. A viagem não parou por aí. As aulas foram enriquecidas por ambientações como o uso dos hábitos muçulmanos típicos, recriando um pouco da atmosfera vivida pela autora.

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Mania de Ler

Leitura e... lan houses?

O Mania de Ler compreende uma vasta diversidade de estímulos e ambientações que promovem o prazer da leitura. Neste ano, entre as diversas ações, uma surpreendeu os alunos. A partir da leitura de A Bolsa Amarela, da ce-

lebrada escritora Lígia Bojunga, os alunos criaram uma lan house na Unidade Campo Belo. O objetivo: compartilhar com os colegas as descobertas feitas na leitura da obra, por meio do blog abolsamarelamagno.blogspot.com.

Unidade Campo Belo turbina uso de recursos tecnológicos A Unidade Campo Belo vem passando por uma repaginação. Não se trata de layout ou de estética. O Magno vem investindo para ampliar os recursos tecnológicos da casa, nos mesmos padrões de todas as unidades. Neste ano, por exemplo, a Campo Belo foi a primeira unidade do Magno/Mágico de Oz a receber uma lousa eletrônica permanente nas salas de Alfa e Jardim II, bem como no Laboratório de Informática.

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A lousa eletrônica é um recurso cada vez mais utilizado na escola por permitir grande interatividade, acesso on-line a informações da web e estimular a participação dos alunos. Além dos investimentos em tecnologia, há outras melhorias em curso, como a troca do mobiliário da unidade e a instalação do aquecimento solar para a piscina. Afinal, as unidades são diferentes, mas o padrão Magno/Mágico de Oz é um só!


Full Time

Amigos

full time!

Mal o ano se inicia e as turmas do Full Time começam a marcar os dias: é a contagem regressiva para o acampamento do Full Time, quando todas as turmas se encontram para se conhecer e, claro, cansar de se divertir. Para uma criança, passar o fim de semana em companhia dos amigos, em meio à natureza e com uma completa área de lazer e diversão, é tudo que se pode sonhar. Neste ano, a turma

foi ainda maior, pois o Full Time não para de crescer. O cenário escolhido foi o Replago, para onde todos foram viver, juntamente com a coordenação, os professores e os assistentes do Colégio, uma experiência que proporcionou excelente oportunidade de integração. Sobrou diversão e faltou tempo para ficar parado. Mas ninguém reclamou! Saiba o porquê vendo as fotos com alguns momentos do Acampamento do Full Time.

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Baby Oz

Um Baby Oz para cada bebê Cada bebê é um bebê. Dito assim, parece uma frase óbvia. Mas uma coisa é dizer, outra é desenhar e executar um projeto para a primeira infância que respeite a individualidade das crianças e suas famílias. Assim é o Baby Oz, que em 2011 completa 16 anos. No Baby Oz, cada criança é acompanhada individualmente em seu desenvolvimento físico, motor e cognitivo. Isso não ocorre apenas no discurso: na prática diária são incontáveis as situações em que essa atenção pode ser notada.

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Por exemplo, na estimulação psicomotora. O trabalho é desenhado especificamente para cada bebê: o que ainda vai aprender a andar, o que está com dificuldades para segurar a mamadeira sozinho, o que está sentando... Assim, as babás têm como ‘tarefa’ formal seguir diariamente as indicações, o que garante a continuidade do trabalho. Mas é no contato com a família que essa individualidade é assegurada. Entre as formas de comunicação com os pais, estão a agenda diária e a eletrônica, nas quais são postadas as informações necessárias, da alimentação aos cuidados com a saúde. Todas as indicações da família são respeitadas. Isso vale para a especificação do tipo do leite ou para a forma de administração dos remédios, que nem sempre são as usuais, principalmente quando envolvem terapias alternativas. Para garantir a boa comunicação nos casos de procedimento de saúde, o pediatra do berçário faz o acompanhamento biométrico periódico e está sempre à disposição do pediatra da família para a troca de informações. A preocupação com o cuidado individualizado é mantida até a transição dos bebês para a fase seguinte, o minimini. Na fase de adaptação, uma babá com a qual já foram construídos vínculos afetivos acompanha a criança durante todo o processo. Afinal, é justamente essa característica personalizada que confere segurança às crianças e permite que elas aproveitem ao máximo as possibilidades de crescimento que encontrarão no Baby Oz.


Núcleo Ambiental

Com quantas mexericas se faz uma festa? O Núcleo Ambiental anda a mil. Desde o início do ano, esse espaço exclusivamente dedicado às interações com o meio ambiente e ao conhecimento vem sendo palco de diferentes experiências. Os alunos já assistiram à tosquia da ovelha — compreendendo melhor o processo que leva do tecido à lã. Já acompanharam o nascimento de filhotes e colheram verduras e temperos para os pratos preparados nas aulas de culinária. Mas, em maio, é época de mexerica, uma das frutas mais simbólicas do nosso Interior. E foi uma festa... da Mexerica! A mexeriqueira do Núcleo deu muitos frutos: produziu aulas de culinária, presentes para os pais, receitas para levar para casa, teatro de fantoches e muitas, muitas descobertas — cheirosas e saborosas.

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Espaço de descobertas

Sob o céu de estrelas É segunda-feira. Mal o dia escurece, passos apressados sobem as escadas do Colégio Magno. O destino é o alto do edifício. Passam o primeiro lance, o segundo, o terceiro. Parece que o grupo de alunos quer alcançar as estrelas. E quer mesmo: seu objetivo é conversar longamente com o astrônomo André Luiz da Silva sobre o espaço, os planetas, os meteoros, a vida fora da Terra, enfim, todos os assuntos relativos à astronomia. O local não poderia ser mais apropriado. É o Observatório Astronômico do Magno — que é bem mais do que um telescópio. Lá há um ambiente preparado para quem quer saber mais sobre os corpos celestes. Por exemplo, softwares que permitem ver de perto o espaço, a posição das estrelas, sua formação e seus mistérios. O Observatório do Magno vem tendo uma utilização cada vez maior. Por um lado, porque

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os professores vêm buscando esse recurso como um poderoso estímulo à aprendizagem. Recentemente, por exemplo, o professor de Matemática trouxe os alunos para estudar as potências de 10. Na vastidão do espaço, a aplicação da potência de 10 leva às bordas do universo conhecido. As turmas do 6º ano também foram ao Observatório, desta vez para aprender mais sobre a atmosfera terrestre. Para atender alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, a agenda do Observatório está repleta. Mas há sempre tempo para receber os interessados que vêm mesmo que não haja atividades propostas em sala. São grupos de alunos que se interessaram tanto pela oportunidade, que se tornaram habitués. Não é para menos. Veja, na entrevista com o astrônomo André Luiz da Silva, por que esse espaço pedagógico — lançado pioneiramente pelo Magno — é tão importante.

Uma ciência fascinante Revista do Magno - Você tem muita experiência nessa área, pois atuou nos planetários da cidade de São Paulo. O que está achando do trabalho no Magno? André Silva - Está sendo muito bom. O Observatório do Magno é muito bem equipado e foi projetado para ser um atrativo para que crianças, adolescentes e adultos também se sintam estimulados não só a conhecer a astronomia, mas a fazer ligações com outras áreas do conhecimento. Revista do Magno - Por que astronomia? O que essa ciência tem de especial? André Silva - Não é à toa que a astronomia exerce um fascínio tão grande. Para começar, porque é uma ciência, por excelência, interdisciplinar. Muitos acreditam que se trata da mais antiga ciência, que ajudou inclusive outras a surgirem. A astronomia se entrelaça com a história da humanidade há 5 mil anos. Os grandes físicos e cientistas tiveram pé na astronomia — Galileu, Copérnico, Newton, Einstein. Revista do Magno - Os avanços da astronomia continuam tendo impacto em nossa vida? André Silva - Muito. As tecnologias ligadas à ciência do espaço geraram uma série de subprodutos que vieram parar no dia a dia, como o relógio digi-

tal, a comida liofilizada, a câmera digital... São tecnologias desenvolvidas para permitir a permanência do homem no espaço e para a observação dos corpos celestes. Revista do Magno - No ambiente escolar, essas características da Astronomia permitem abordagens em diversas áreas, não é? Como é o trabalho com os professores? André Silva - É muito rico. O Observatório do Magno conversa com todas as áreas e essa é nossa linha de trabalho. É um projeto conjunto. Eu fico no Observatório, mas tem uma porção de gente trabalhando. Não há quem não fique fascinado, especialmente quando faz uma observação pela primeira vez. Conseguir ver Saturno é emocionante. Revista do Magno - Além de observar o espaço, o que mais é possível fazer aqui? André Silva - Mesmo que as condições do clima não permitam a observação, temos outros equipamentos. Há dez anos não existia nada parecido com o que temos hoje. Há programas que reproduzem com perfeição o céu e até permitem uma viagem pelo sistema solar. Visitamos planetas, suas luas... Os alunos viajam.

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Artes

Arte para ver

e viver o mundo

Magritte, Calder, Kandinsky, Cézanne, Monet, Picasso. Todos esses nomes são referências incontestáveis e conhecidas na história da Arte. Mas, no universo da educação, têm um sentido próprio: eles representam uma oportunidade de ampliar a visão de mundo, percebendo a interação entre as artes e todas as áreas do conhecimento. No Magno/Mágico de Oz, este é um dos principais objetivos do trabalho artístico. Os alunos são estimulados a ser fruidores de arte, sim, e também encontram nessa linguagem um caminho de expressão. Mas na Escola a arte também é uma rota de aprendizagem e de integração da percepção e do conhecimento. Assim, por exemplo, o Cubismo pode se ligar ao estudo da geometria; Mondrian e

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Delaunay podem se encontrar em uma proposta de Matemática, Kandinsky pode surgir ligado à música. Do mesmo modo, arte, tecnologia, ambiente surgem conectados, como na reprodução, com recursos de robótica, das invenções de Da Vinci. Ao mesmo tempo, essa perspectiva não impede que, em outros projetos, os alunos tomem contato com técnicas específicas, como o retrato, a natureza morta e as esculturas tridimensionais. Esse olhar pedagógico diversificado sobre a arte sempre fez parte do projeto do Magno, de forma a tornar o trabalho com Artes presente em diferentes momentos. A importância da arte para a educação vem sendo reforçada por pesquisas recen-


A Matemática: doce como uma bala de goma

tes. Um estudo apresentado em São Paulo, pela Fundação Ioschpe, comprovou que as escolas que valorizam o ensino de artes em seu projeto obtêm também melhor desempenho nas demais disciplinas. É uma questão de abertura do olhar e da mente para um universo que é muito mais complexo do que uma disciplina pode mostrar. Afinal, o objetivo não é que conheçam as características de cada escola, mas ampliem seu repertório e seu modo de ver o mundo. Inspirados em Calder, alunos da Educação Infantil fizeram esculturas tridimensionais

Magritte na janela, na tela, no papel: alunos incorporam personagens e exploram as mais diferentes técnicas

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Artes

Núcleo Ambiental: espaço de natureza e criatividade

A arte é explorada como uma forma de expandir a visão e a compreensão dos fenômenos. É também um caminho de autoexpressão e autoconhecimento. Veja, nestas páginas, alguns dos projetos desenvolvidos.

Da Natureza Morta às composições digitais: alunos transitam por diferentes épocas das artes

No mundo de Escher Para muita gente, Escher não é um nome conhecido. Mas é difícil encontrar quem nunca tenha admirado uma obra desse mestre da ilusão artística. Os alunos do Magno aprenderam muito sobre os trabalhos do artista holandês, trazidos ao Brasil dentro das comemorações do centenário da imigração holandesa e expostos no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro de São Paulo. A visita não se esgotou nos ricos momentos passados no centro de São Paulo. Antes e depois, os alunos se envolveram em produções e estudos interdisciplinares envolvendo as técnicas de Escher.

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Da Vinci reinventado Um gênio da pintura, da engenharia, da arquitetura. Assim foi o renascentista Leonardo Da Vinci, uma das mentes mais brilhantes que a humanidade já produziu. Os alunos do Magno puderam experimentar diversas faces da obra desse criador. Sim, a palavra é esta: mais do que ver, do que conhecer, as turmas mergulharam na vida e nas produções de Da Vinci. Depois de assistir a vídeos e estudar suas produções artísticas, os alunos se aprofundaram nos trabalhos de engenharia. Afinal, artefatos como helicópteros, bicicletas e outros foram antevistos por Da Vinci, que produziu esboços. Nas aulas de Robótica, os alunos recriaram alguns desses inventos, investigando também suas possibilidades de sucesso. Uma experiência inesquecível.

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Artes

O Magno é MAM

Frequentar livremente um dos mais importantes museus latino-americanos, o Museu de Arte Moderna de São Paulo: desde o início do ano, esse privilégio faz parte das opções culturais da comunidade do Colégio Magno. Ocorre que o Magno passou a integrar um seleto grupo de escolas parceiras do MAM. Mais do que um privilégio, trata-se de uma deferência à preocupação da Escola com o trabalho com Artes, que nem sempre é valorizado como deveria na Educação.

A importância da parceria, além de reafirmar o compromisso do Magno, é permitir aos alunos e suas famílias ampliar o repertório cultural e ter uma vida mais cheia de... arte! No espírito da nova parceria, as crianças do Mágico de Oz comemoraram o Dia das Mães levando-as ao MAM, em um sábado muito especial, com as cores do amor materno e do conhecimento.

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Educação Infantil

São tantas

emoções...

Falar de amor, alegria, tristeza, raiva, esperança. Parecem coisas de adulto, mas não são. Muitas vezes, esquecemos que as crianças têm com a mesma intensidade os sentimentos que caracterizam a vida interior humana... Contudo, ajudá-las a reconhecer e a aceitar suas emoções é o primeiro passo para uma existência mais equilibrada e feliz. E foi isso o que quis mostrar um dos mais inovadores projetos de trabalho da Educação

Infantil do Magno em 2011, chamado São Tantas Emoções. Ao longo de três meses, as crianças passaram por atividades e experiências nas quais os sentimentos estavam em primeiro plano, sempre de forma lúdica e sensível. Quem iria imaginar, por exemplo, que o palhaço Gustavo, do Doutores da Alegria, pudesse estar no centro de uma atividade educativa tão rica? E por que não? Palhaços despertam sorrisos, es-

panto, alegria, euforia, admiração, curiosidade e também medo... Alguém teve medo? Não, todos riram à beça, mas não deixaram de vivenciar as emoções. Em todas as etapas e faixas etárias, foram dezenas de atividades envolventes. Nas classes, um “Emocionômetro” dava o tom do dia e permitia ampliar os conceitos de representação em gráficos. O estado de felicidade e de alegria foi representado pelas crian-

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Educação Infantil

ças de inúmeras formas, como textos, pinturas, quebra-cabeças, retratos, fotos trazidas de casa, trabalhos de arte com o uso de espelhos e outros materiais. Entre crianças, o uso de material concreto é fundamental. Assim, as emoções também estavam representadas em almofadas e material pedagógico especialmente criado para esse fim, como cubos cujas faces eram os diferentes sen-

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timentos, almofadas simulando expressões faciais humanas e até uma bola especial, que permitiu trabalhar ludicamente sobre o tema. Mas os amigos prediletos dos alunos foram as bonecas, que não apenas traziam as diferentes expressões humanas, como o nome das emoções inscritas na sola dos pés. Cada boneca trazia associada uma história, ligada à emoção que estava caracterizada.

A Vila Oz, foi um ambiente fecundo para o projeto, pois as crianças também vivem intensamente as emoções da cidade. Permitiu, por exemplo, a partir da brincadeira de dirigir carrinhos, que todas as crianças adoram, simular os sentimentos em uma briga de trânsito — e levar a uma lição que muitos adultos não aprenderam: uma boa conversa resolve tudo.


ram, então, ser expressadas — sem medo: por que os dentes ficam moles? Por que ir ao dentista dá medo? A expressão foi o conceito-chave nesse projeto. Assim, as crianças escreveram, pintaram, falaram,

brincaram, contaram histórias que permitiram elaborar diferentes situações emocionais. A riqueza foi incrível e trouxe reflexos até mesmo ao comportamento das crianças em sala, que se tornaram mais tolerantes e compreensivas.

Também na Vila Oz, em um consultório odontológico recriado nos mínimos detalhes, o medo do dentista foi enfrentado. Tudo bem: o consultório não era de verdade, mas a dentista Silvana Balester Mello de Godoy era, e veio especialmente para conversar sobre o trabalho do dentista e para tirar dúvidas que estão na cabeça das crianças e pude-

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Educação Infantil

Jurassic

Mágico 22


O portal com a silhueta de animais pré-históricos logo na entrada do Mágico de Oz não deixa dúvidas: algo diferente está acontecendo lá dentro. Grandes pegadas pelo pátio. No átrio, finalmente, dois legítimos representantes dos dinossauros movem suas mandíbulas e reproduzem sons do passado. Se essa foi a ambientação da entrada, é de se imaginar o que

ocorreu no último projeto de trabalho que mobilizou a atenção das crianças da Educação Infantil no Magno, Meu Dinossauro Favorito. A atmosfera não era de medo ou de terror, muito ao contrário. Como o nome sugere, o projeto partiu do enorme interesse demonstrado por todas as crianças sobre os grandes bichos da pré-história para criar um ambiente fértil para a imaginação, a criatividade e, claro, o aprendizado, em todas as áreas. O pano de fundo para as atividades pedagógicas propostas foi uma bem cuidada cenografia, cujo objetivo central foi imergir as crianças em um tempo

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Educação Infantil e um espaço diferentes. É fácil visualizar o que isso significa logo na primeira atividade, comum para todas as turmas: uma coisa é assistir a um vídeo sobre dinossauro, outra é entrar em uma verdadeira sessão de cinema, com direito a bilheteria, ingresso, pipoca, mistério e ainda com um crachá com o próprio nome acrescido do sufixo - sauro. Daí por diante, todas as salas desenvolveram um conjunto diversificado de trabalhos, que deixou muito adulto com vontade de participar... Quer alguns exemplos? - uma escavação de ossos gigantescos, ocultos no terreno da Escola, à maneira dos pesquisadores que buscam registros do passado; - a reprodução da erupção de um vulcão, com lavas incandescentes, que eletrizou as crianças; - uma atividade no Observatório Astronômico do Magno, onde os alunos e seus pais investigaram a hipótese principal sobre o desaparecimento dos dinos, a queda de um meteorito; - a visita a um museu interativo criado na própria Escola, onde era possível observar a dieta provável dos grandes animais e até simular o trabalho dos paleontólogos, procurando ossos escondidos. O Núcleo Ambiental, com suas árvores, animais e natureza a ser explorados, foi um espaço muito rico para turbinar a imaginação. Lá, por exemplo, as crianças inventaram inacreditáveis armadilhas para caçar di-

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nossauros, que exigiam um grande esforço de planejamento, lógica e, claro, muita criatividade. Matemática, Linguagens, Ciências, todas as áreas foram muito exploradas. Em Educação Física, por exemplo, estratégias como o reconhecimento de pegadas, a Dança dos Dinossauros e o Corra, Dino, Corra motivaram aulas animadas e com diversidade de movimentos. Na música, surgiu o rap dos dinossauros. No campo das Artes, as crianças produziram ovos pré-históricos


com bexigas (com filhotes dentro, devidamente colocadas em ninhos...), criaram seus próprios seres jurássicos e um grande mural em papel craft. Jogos educativos, quebra-cabeças, softwares — múltiplos recursos fizeram parte dessa volta ao passado. Com tantos estímulos, claro, os alunos queriam mais era contar, desenhar, escrever e expressar o que sentiram. Imagine-se, por exemplo, o prazer em produzir uma linha do tempo, com gráficos sobre os queridos animais gigantes, ou formar bancos de palavras com os termos que utilizavam sem parar em suas aventuras? Desse modo, sim, aprender faz todo o sentido. No final do projeto, tudo acabará com uma divertida votação, no Núcleo Ambiental. Afinal, qual será o dinossauro favorito?

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Vestibular Altas Horas, Altas Metas; Papo de Profissional; 3º +... ao longo dos últimos anos, a comunidade do Magno habituou-se com novas nomenclaturas. Todas referem-se a programas e projetos criados pelo Colégio, com um objetivo único: oferecer aos alunos do Ensino Médio condições para alcançar seus objetivos — quaisquer que sejam. Conseguir um lugar ao sol em vestibulares cada vez mais concorridos é ainda mais complexo do que parece. A preparação necessária supera a formação acadêmica: é preciso envolver os alunos, motiválos, elevar suas expectativas, tornálos antenados para as questões da realidade contemporânea e fazê-los capazes de identificar seus interesses e construir projetos sólidos de vida. Por isso, a estrutura criada pelo Magno é bastante completa. Veja, nas próximas páginas, aspectos dessa preparação de tirar o fôlego.

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Altas Horas O tema parecia tão difícil como importante: o vazamento nuclear no Japão e suas consequências para o futuro. Mas os alunos da 3ª série mal piscavam, enquanto acompanhavam os argumentos de um dos maiores físicos brasileiros, o pesquisador Luiz Carlos de Menezes. Estava começando mais uma edição do Altas Horas, Altas Metas. O programa tem por objetivo tirar o aluno da situação convencional de aulas para proporcionar uma experiência impactante, informativa e muito envolvente de reflexão sobre temas fundamentais do mundo contemporâneo — que certamente serão abordados nos principais vestibulares. É uma imersão pensada para impactar. Por isso, acontece num horário inusual — à noite —, envolve dinâmicas corporais, passa por produções escritas e inclui um jantar para toda a turma. O projeto tem funcionado plenamente, e a aula sobre energia nuclear foi um exemplo disso. Menezes, pesquisador da Universidade de São Paulo e atual presidente da Comissão Nuclear da Sociedade Brasileira de Física, estabeleceu um diálogo franco com os jovens, respondeu a muitas perguntas e concluiu sua fala tão empolgado como os alunos que o acompanharam. Veja nas fotos cada etapa.

Altas Horas, Altas Metas começou com a conferência de Luiz Carlos de Menezes, Presidente da Comissão Nuclear da Sociedade Brasileira de Física. Foram quase duas horas de tirar o fôlego sobre um problema muito complexo: A questão nuclear e suas contradições: energia limpa ou risco planetário? Os significados da tragédia no Japão para a civilização do século XXI.


Altas Metas

Em seguida, foi a vez da dinâmica, que teve como objetivo simbolizar o momento de decisão vivido pelos alunos, chamada A vida na corda bamba. Hora de repor as energias: uma gostosa e reparadora refeição esperava pela turma.

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Ensino Médio

Profissões: a hora de decidir A hora de marcar o ‘x’ no formulário de inscrição do vestibular é um dos momentos mais difíceis e definitivos para a vida dos alunos: afinal, que carreira seguir? Para oferecer a oportunidade de informar os alunos e prepará-los para opções mais amadurecidas, existe o projeto Papo de Profissional. Ao longo do ano letivo, as turmas têm a oportunidade de travar contato direto com diferentes especialistas, nas áreas que mais costumam atraí-los. Neste ano, por exemplo, já veio ao Colégio o profissional Paulo Cunha, do curso de Comunicação Social da ESPM. Os encontros também podem envolver questões mais abrangentes. Foi o caso da palestra do especialista em Recursos Humanos Maurício Michelletti, que

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falou sobre As novas exigências para o profissional do século XXI. Diretor-executivo da Helett Consultoria, Micheletti abriu o Papo de Profissional de 2011. Em questão, os principais desafios da escolha profissional: profissão da moda, realização pessoal, retorno financeiro? O que deve pesar mais na hora da decisão? Na palestra, Maurício abordou os diferentes fatores que pesam na decisão e alertou os alunos para as opções baseadas no glamour aparente de certas áreas ou de previsões futuristas, que frequenente aparecem na mídia. Maurício falou também sobre as habilidades e competências mais demandadas no mercado, entre elas a liderança e o sentido de equipe.


Ligação direta com a universidade Quando o assunto é vestibular, as opiniões se dividem. Há famílias que não esperam outro resultado senão o ingresso em universidades públicas, como a USP. Outras esperam o acesso a cursos e carreiras novas, que vêm ganhando espaço. Seja qual for a expectativa, os resultados dos alunos do Magno em 2011 não deixam margem de dúvida sobre a qualidade da preparação dos jovens. Com muitos aprovados na USP, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Fundação Getulio Vargas (FGV) e na PUC, por exemplo, os alunos do Magno mostraram condições de chegar aonde quiserem. Foi o mesmo que aconteceu a outros jovens, com pretensões diferentes e focados nas novas estrelas dos cursos universitários. A nova dinâmica do mercado do trabalho, a exigência de agilidade para acompanhar as mudanças tecnológicas e a competição vêm estimulando o fortalecimento de novos polos de excelência. É o caso, por

Em pleno ritmo de vestibular Um bom programa de domingo? Por que não a adrenalina de um... simulado? Pois foi assim que os alunos da 3ª série do Ensino Médio encararam os exames realizados em um domingo. Claro, ninguém em sã consciência vai dizer que gosta. Mas também é preciso saber que é necessário. Para entrar em ritmo de vestibular, é preciso abrir mão de muitos prazeres, pois é assim que jovens das melhores escolas de todo o país se preparam. A realização de simulados nos finais de semana tem razão de ser. Em primeiro lugar, porque em um calendário escolar absolutamente intenso, reservar dias para simulados periódicos seria impossível. Esse esforço extra é fundamental para que os alunos entrem no clima. No segundo semestre começam os exames, inicialmente pelo Enem. Por isso, o sprint final começa agora.

exemplo, da Escola Superior de Propaganda e Marketing e da FAAP, que se tornaram o destino preferencial de muitos jovens. No campo dos negócios, surgiram iniciativas que, se ainda pouco conhecidas do grande público, são vistas com entusiasmo pelo mercado. Foi assim também com a criação da Fundação Instituto de Administração (FIA), que foi considerada por revistas especializadas a mais inovadora da América do Sul e o seu MBA listado entre os 70 melhores pelo respeitado Financial Times. Somam-se a essas instituições a FEI, Mauá e outras de reconhecida seriedade. Por isso, a lista dos aprovados do Magno deve ser comemorada pela comunidade como um todo. Vale lembrar que a grande maioria desses alunos não passou por um curso preparatório externo. Quase todos foram frequentadores assíduos do 3º +, programa de ensino pré-vestibular criado e oferecido pelo Magno, no período vespertino.

Videoaulas trazem temas da atualidade Terremotos, crise na Líbia e no Oriente Médio, a visita de Obama ao Brasil: as notícias mais quentes da atualidade mundial chegam aos alunos simultaneamente aos acontecimentos. Tudo possibilitado pela tecnologia, que se tornou uma ferramenta fundamental de suporte ao aluno. No caso das abordagens dos fatos contemporâneos, os alunos passaram a ter a possibilidade de assistir a videoaulas preparadas especificamente com fatos do momento, de grande impacto e com boas chances de serem pedidos nos vestibulares. As videoaulas ficam disponíveis no site do Magno e vêm sendo muito procuradas pelos alunos.

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High School

A mão no diploma... Ao final do ano, quase 30 alunos do Magno terão dado um passo fundamental para o seu futuro: terão concluído os créditos necessários para validar seu futuro diploma de Ensino Médio nos Estados Unidos. Será uma merecida conquista. Atrás dela, outras virão. Uma centena de alunos segue o mesmo caminho — que passa por uma experiência de aprendizagem incomum para os brasileiros e descortina um horizonte de possibilidades. Nas primeiras etapas, os alunos já aprenderam a expor oralmente suas ideias, construir argumentos e aumentar a eficácia e suas exposições, em aulas de Speech. Aprenderam também sobre a cultura norte-americana e a literatura em língua inglesa. Agora, no último estágio do curso, os alunos aprofundam-se na política e na história dos Estados Unidos. Tudo o que aprendem tem a ver diretamente com os acontecimentos do mundo contemporâneo. Em Government, os alunos aprendem sobre a história do sistema federativo norte-americano, modelo para todo o Ocidente, sobre as práticas eleitorais, o funcionamento da justiça, do congresso e das políticas de equidade social. Em Economics, as turmas debatem a fundo temas muito atuais, como a legislação que regula o mercado de trabalho, a performance econômica, o papel do Federal Reserve, as práticas de monopólio e o livre mercado. O inglês é o idioma corrente, que os alunos praticam à exaustão — e, claro, tornam-se cada vez

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mais fluentes. Mas esse é um saudável efeito colateral, já que não é um curso de inglês. O que vale, de fato, é a ampliação do currículo, dentro de uma ótica que não é contemplada na educação brasileira. Taks No sistema educacional do Texas, os alunos são periodicamente certificados pela agência de Educação. Isso é feito por meio de um exame oficial, o Texas Assessment of Knowledge and Skills (Taks).

Nesta prova, entram os conteúdos básicos do Ensino Médio do currículo daquele país. Pois os alunos do High School do Magno vêm se preparando justamente para participar do mesmo exame, em igualdade de condições. No mês de outubro, durante três dias, em sessões de quatro horas, os alunos responderão a questões de todas as áreas da ciência, além de língua inglesa e das matérias que vêm estudando nos últimos três anos no High School.

Novos horizontes Já consolidado, o High School do Magno mira mais longe. A coordenadora Juliana Frigério parte para os Estados Unidos para verificar, na Texas Tech University, diferentes possibilidades de intercâmbio, como uma nova escala no voo para o mundo globalizado. Ao mesmo tempo, no Brasil, a equipe trabalha cada vez mais afinada e recebeu um novo craque: o escocês Mr. Loch, formado em Física e Matemática, que já assumiu as aulas complementares de Algebra, Geometry e Business Information Management System (BUSIM - 1A).


...e o pé no futuro Contudo, vale lembrar que, mesmo que aprovados nesta avaliação oficial norte-americana, os alunos só receberão o diploma de conclusão do Ensino Médio (ou High School) no ano seguinte, quando terminarem a 3ª série, concluindo os créditos necessários pela legislação brasileira e finalizando o ensino regular. Aí sim, é hora de abraçar o mundo.

Alunos amadurecem e já usufruem de conquistas Um estudo interno do desempenho dos alunos que frequentam o High School, realizado no Magno, mostrou uma face fundamental do curso: as notas desses estudantes estão acima da média em todas as disciplinas. Esse dado revela o perfil do aluno que busca a dupla titulação, mas sobretudo confirma o amadurecimento pelo qual passam. Dedicando-se muito, estudando diariamente para acompanhar o rigor com que os temas são tratados no Brasil e pela Texas Tech University, aprendendo a se expressar e a se posicionar (um dos pontos fortes do curso), os alunos avançam não apenas nas disciplinas do High School, mas em toda a sua vida escolar. Veja o depoimento de duas alunas: “O High School é um superdiferencial, quando pensamos em planos para o futuro. Fazer parte do High School é fazer parte de um grupo que se diferencia pelos conhecimentos que adquire.

Exemplo nacional Desde o início do High School, em 2009, os alunos do Colégio vêm se destacando nacionalmente. Neste ano, mais uma vez, o Magno High School apresentou resultados que estão acima da média nacional. Em provas de History e English, a diferença da média de notas dos alunos do Magno High School, quando comparada com as médias do Brasil, chegou a 8 pontos percentuais para mais. Um ótimo desempenho.

Veja, no gráfico, a diferença de desempenho dos alunos de 1ª e de 2ª série de Ensino Médio inscritos no High School em relação aos alunos do curso regular (em porcentagem).

Acho que além de nos dar uma tremenda base, o High School nos valoriza como estudantes, pois temos que nos dedicar. Antes, eu reclamava que tinha muita coisa pra estudar e, hoje, com muito mais obrigações, parei de reclamar e faço o que tem que ser feito, sem queixas”. Letícia Rey “Eu vejo que, além do inglês, que a gente já fala e entende com naturalidade, o grande valor do High School são as matérias, que melhoram muito o nosso repertório em diversas áreas. No meu caso, pretendo fazer Relações In-

ternacionais e com o que estou vendo este ano em Economia, História e Política americana sei que tenho um grande diferencial. Uma coisa que sempre me interessou no High School foi ver os fatos que a gente aprendeu no curso regular, como a 2ª Guerra Mundial, por exemplo, sob um ângulo completamente diferente. Isso me fez pensar mais e questionar alguns acontecimentos. A dedicação é total ao estudo, mas isso foi bom, porque eu aprendi a me organizar melhor com o horário e com as tarefas, focando naquilo que realmente importa”. Júlia Mançon Athayde

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Idiomas

Inglês de verdade Quando o assunto é o inglês, dizer que se domina a língua é muito diferente de comprovar tal habilidade. Pois no Colégio Magno, essa comprovação veio, pelo segundo ano consecutivo, com a entrega do First Certificate of English, para aqueles que alcançaram o grau de proficiência FCE, conferido pela Cambridge University, uma das mais antigas e renomadas instituições de ensino em todo o mundo. Nada menos do que 77% dos alunos da Escola foram aprovados, sendo que 40% foram avaliados com B e estarão aptos a estudar em qualquer universidade da Europa e EUA e ainda fazerem carreira internacional. Como explicou Rone Costa, representante da Cambridge no Brasil, o fato de os alunos conquistarem o FCE com o inglês do curso regular significa que a Escola está

alinhada com a excelência no ensino da Língua Inglesa, bem como comprometida com a melhor preparação para a vida profissional, “principalmente se considerarmos que a média dos alunos do Magno elevou a média nacional, o que impressionou os próprios organizadores”, comenta.

Os bons resultados indicam o acerto do programa pedagógico do Colégio Magno na formação de seus alunos, o qual vai muito além do currículo convencional. E isso não acontece por acaso. Veja algumas das características da proposta pedagógica para o Magno nesta área.

Alunos farão Preliminary English Test Já começaram os preparativos para que os alunos participem do próximo PET - Preliminary English Test. Pais e alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e da 2ª série do Ensino Médio estiveram com o representante da Cambridge University no Brasil, que apresentou detalhes sobre o PET, uma avaliação para alunos que já possuem certo domínio do idioma, e o FCE – First Certificate in English, para alunos mais graduados. A inclusão da certificação PET no currículo, já desde cedo, indica o interesse na busca da fluência na língua inglesa. A realização de um exame internacional, aplicado e cor-

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rigido pela Cambridge University, traz ainda mais confiança aos alunos para a realização dos exames seguintes, como o próprio FCE, recomendado para alunos da 2ª série do Ensino Médio. Interessados, os pais ficaram sabendo que o Magno prepara os alunos para os exames com apoio extraclasse e simulados; que os certificados Cambridge são reconhecidos internacionalmente e que são válidos para a vida toda. A prova é realizado na própria Escola — uma deferência, que vem em decorrência do reconhecimento da qualidade do trabalho pedagógico do Colégio.


Idiomas

Consolidation Activity Em abril, todas as turmas de 6º, 7º e 8º anos do Ensino Fundamental vieram ao Magno, em um sábado, para participar de uma avaliação inédita. O objetivo era traçar um perfil preciso do estágio de aprendizagem dos alunos, individualmente e em relação ao seu grupo, trazendo informações que balizariam o trabalho pedagógico de inglês. Denominada Consolidation Activity, a avaliação, proposta pela metodologia adotada na Es-

cola, avaliou os aspectos de reading, listening e speaking. Poucos dias depois, as famílias de todos os alunos participantes receberam os resultados, muito importantes para que os pais acompanhem o desenvolvimento dos filhos nessa área absolutamente fundamental para o seu futuro. A Consolidation Activity será aplicada periodicamente, de modo a permitir comparações com o desempenho nos testes anteriores.

Na Educação Infantil, tecnologia traz link para novos desafios The red pencil is under the book. Com alegria, as mãos colorem o lápis seguindo a instrução da frase em inglês, na lição de casa. Aqui, a proposta é a compreensão dos advérbios. A atividade é mais uma entre as que rotineiramente integram a lição de casa dos alunos da Educação Infantil. Desde o início do ano, todas as crianças do Mágico de Oz passaram a ter um contato sistemático com o Inglês. A ideia não é alfabetizar na língua estrangeira, mas utilizar uma estratégia tecnicamente chamada de ‘transferência’. Ou seja, já que as crianças

estão sendo alfabetizadas em língua materna, é possível torná-las familiarizadas também com vocábulos e sons de outra língua, sem qualquer prejuízo — ao contrário, com muitas vantagens. Tanto é verdade que o interesse dos alunos é visível, bem como a desenvoltura com que lidam com as propostas. Na Educação Infantil, a proposta de Inglês começa ainda no minimini, com crianças de 2 anos. Diariamente, as professoras da área fazem intervenções nas aulas, sempre com caráter de sensibilização para os sons do idioma e de mo-

tivação. O material didático passa a ser utilizado a partir do Jardim II. “Sentíamos que as crianças já tinham um contato intenso com o inglês espontaneamente, em sites e games. Por isso, resolvemos ir além”, explica a coordenadora de Inglês da Educação Infantil, Juliana Frigério. Um vetor decisivo desse trabalho é o uso da tecnologia. Não por acaso, o material adotado aproveita a motivação natural das crianças e propõe situações lúdicas para levá-las a um aprendizado equilibrado e progressivamente mais complexo.

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Full Time

A Broadway é aqui!

Quem nunca sonhou em interpretar alguns dos papéis que imortalizaram personagens em grandes musicais da Broadway? Cats, The Phantom of The Opera, Hairspray, Miss Saigon, Mamma Mia! e My Fair Lady, entre tantos outros que encantaram plateias por todo o mundo? No Colégio Magno, a Broadway Class faz parte do ensino integral, o Full Time. Por isso, só tem sentido se promover aprendizagem e desenvolvimento de talentos. E é exatamente isso o que acontece: na Broadway Class, as crianças exercitam habilidades de representação, expressão corporal, música e também colocam em prática o inglês que aprendem nos cursos regulares.

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Por isso, as aulas acontecem duas vezes por semana e são dadas por dois especialistas — Mr. DuPen, também professor do High School, e Carol, professora de dança. DuPen, natural do País de Gales, é diretor de teatro. Carol, por sua vez, tem grande experiência como bailarina e professora. Os alunos, claro, estão adorando. De início, encararam uma ‘pedreira’: vão representar Cats, um sucesso que estreou em Londres, no início da década de 1980. Já estudaram o roteiro, decoraram as falas, por partes, e agora estão na montagem do espetáculo. Não veem a hora de mostrar tudo o que aprenderam.

Full Time: um tempo integral de aprendizagem São mais de 20 opções para exercitar os diferentes talentos. Para quem quer queimar os neurônios, o xadrez; para quem busca novos sabores, culinária; quem quer algo mais radical, escalada esportiva, circo, esportes de aventura. Se prefere o charme e a precisão, a esgrima. Tecnologia? Informática, robótica. Embora a diversidade de atividades estimule os alunos, o Full Time é bem mais do que sua grade de cursos. Todos os alunos que frequentam têm duas aulas de estudo assistido diariamente, nas quais realizam as lições de casa, estudam para as avaliações e podem tirar dúvidas. Este é um aspecto cada vez mais valorizado pela comunidade. Nas duas horas obrigatórias de estudo assistido — pré-condição para participar do Full Time —, os alunos são orientados por professoras de formações diferentes, o que permite maior liberdade para acompanhar o desenvolvimento dos alunos em áreas fundamentais.


Suporte pedagógico

Recuperação paralela, aprendizado permanente Pelo mesmo motivo, a Escola adotou uma forma de avaliação semanal (conhecida como A.S.), que permite o acompanhamento pari passu do desenvolvimento das crianças e jovens e um trabalho pedagógico mais individualizado, bem como estimula o estudo constante. No Magno, a recuperação paralela já é adotada no Ensino Fundamental I há vários anos, e agora é estendida também ao Ensino Médio, especialmente em função do alto grau de exigência dessa etapa que, entre outras funções, deve preparar os alunos para o vestibular.

O ano letivo mal começou e, ainda em março, alguns alunos do Ensino Médio do Colégio Magno já iniciaram uma temporada de recuperação. O que havia de errado? Nada, muito ao contrário. Trata-se de uma recuperação diferente: com conotação preventiva, é oferecida de forma contínua e seu objetivo é justamente impedir que as dúvidas se acumulem e provoquem um efeito em cascata, mais difíceis de superar. Este é o conceito da recuperação paralela, ou seja, aquela que acontece concomitantemente às aulas e pode ser indicada para qualquer aluno, assim que o professor identifica sua necessidade. Um dos ganhos mais efetivos da recuperação paralela é seu caráter positivo e preventivo. Em países como a Finlândia, essas aulas atendem a quase 30% da população escolar, e a convocação é motivo de

satisfação para pais e alunos. Assim também é no Magno. Para ter direito à recuperação paralela, basta os pais ou alunos solicitarem. Professores e coordenação também podem indicá-la, ainda que as notas não estejam abaixo da média. Acompanhamento de perto Tradicionalmente, nas escolas brasileiras, a recuperação acontece ao final de longos períodos e é automática para alunos que não atingem a média mínima exigida. Ocorre que, muitas vezes, os conceitos não aprendidos são pré-requisitos para os conteúdos que serão apresentados e levam a uma sequência de problemas. A recuperação paralela, ao contrário, permite que os professores atendam às dificuldades dos alunos assim que elas surjam.

Reforço dobrado No 3º ano do Ensino Médio, a recuperação paralela tem uma particularidade estratégica: as aulas de reforço não são dadas pelos mesmos professores do curso regular, mas sim pelos do 3º +. Isso permite que os alunos tenham a possibilidade de rever os mesmos conteúdos com óticas e métodos diferentes, abrindo mais espaço para aprender conteúdos que logo mais serão cobrados nos vestibulares. Assim, nesse caso, a recuperação paralela se configura como um verdadeiro espaço de revisão para quem sonha com as melhores universidades do país.

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Empreendedorismo

minhagrana.com

Ser capaz de elaborar planilhas, administrar recursos financeiros, conhecer meios de pagamento e, sobretudo, aprender as diferenças entre agir por impulso e planejar, consumo e consumismo, gastar e investir: essas são algumas das conquistas que os alunos do Ensino Fundamental do Colégio Magno começaram a realizar, com muita alegria. Está no ar o projeto minhagrana.com. O minhagrana.com é um projeto interdisciplinar — e nem poderia ser diferente, já que as relações na sociedade de consumo extrapolam os limites de qualquer disci-

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plina. Assim, estão articuladas áreas como Matemática, tecnologia, Ciências, Português, entre outras. Tudo acontece como se fosse um game colaborativo. Os alunos são reunidos em grupos e desenvolvem missões. A primeira foi a de escolher um patrono, depois de uma pesquisa extensa. Bill Gates, Eike Batista e outros especialistas em acumular grandes fortunas tiveram suas biografias analisadas pelos alunos, como um ponto de partida para discussões que fariam a seguir. Em seguida, os alunos receberam um crédito em uma moe-

da corrente imaginária, chamada Grana. Com 1.000 granas no bolso, agora têm pela frente o desafio de administrar os recursos — e o resultado pode ser mais recursos ou, ao contrário, a falência. Cada missão cumprida gera rendimentos; cada tarefa não cumprida ou realizada insatisfatoriamente acarreta débitos. Prazos, envolvimento do grupo, exatidão de informações são critérios levados em conta. O último desafio postado, por exemplo, se relacionava ao consumo consciente e à poupança. Entre as tarefas, estava uma conversa com os pais, irmãos ou amigos sobre planejamento financeiro. Na etapa anterior, a ideia era trabalhar sobre a poupança, e os alunos fizeram simulação de uma aplicação de suas próprias mesadas. No processo, aprenderam a diferenciar poupança e fundos de investimento, por exemplo. Os saldos dos investimentos foram calculados pelos próprios alunos, em planilhas Excel. O projeto é um sucesso, tanto pela sua riqueza de situações, como pelo uso intenso da tecnologia. Todo o trabalho é realizado de forma colaborativa, via um site especialmente criado para esse fim. Para acompanhar, basta acessar www. colmagno.com.br/minhagrana.


Estudo do Meio

Um viagem de sonhos... e de trabalho Manguezal, praia arenosa, costão rochoso, mata de restinga, mata atlântica e um inestimável patrimônio histórico foram alguns dos pontos visitados pelos alunos do 7º ano do Ensino Fundamental em sua viagem de Estudo do Meio a Cananeia, Ilha do Cardoso, Ilha Comprida e Iguape. Esses santuários ecológicos serviram de inspiração para a realização de um trabalho de campo que envolveu observação e registro, além de uma inesquecível vivência e consequente reflexão sobre a importância da preservação do patrimônio cultural e ambiental brasileiro. Em sua aventura em busca de conhecimento, nossos alunos visitaram lugares muito interessantes, como o Morro do Espia, o Museu Histórico e Arqueológico e o SOS Mata Atlântica, todos em

Iguape. Em Cananeia e na Ilha do Cardoso entraram em contato com a restinga e se aventuraram na exploração de um manguezal. Em Ilha Comprida, como sempre, as atividades nos sambaquis e, em Iguape, a deliciosa degustação de ostras! Mas as vivências dos alunos não representam todo o processo. Para aproveitar melhor tantas novas informações, eles iniciaram um estudo que antecedeu a viagem e continuou, posteriormente. Cada estudo do meio é, antes de tudo, estudo — e, depois, vivência. Veja nas fotos.

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Voluntariado

Aprender para transformar Para muita gente, voluntariado pode ser apenas uma questão de boa vontade. Para os alunos do E Eu com Isso?, projeto de voluntariado educativo do Magno, é muito mais. É questão de compartilhar saberes, respeitar o outro e atendê-lo naquilo que mais precisa. Assim, em 2011, os mais de 100 voluntários do Magno, entre alunos, professores, pais e funcionários, começaram a trabalhar com duas entidades: a Casa de Repouso Samaritana, que atende a 20 senhoras sem retaguarda familiar, e a organização não governamental Crescer com a Gente, voltada para crianças com idades entre 4 e 17 anos. Para trabalhar nessas duas frentes, os alunos tiveram antes de se dedicar a uma preparação muito consistente. O atendimento aos idosos, por exemplo, não é nada simples. Re-

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quer um mínimo de conhecimento sobre o comportamento e as características das pessoas des-

sa faixa etária. Para isso, os alunos receberam a visita da médica Luciana Uint, cardiologista, geria-


tra e doutora em Medicina pela USP. A sala lotada, com mais de 90 pessoas, entre alunos, pais e professores integrados ao projeto, demonstrou o grande interesse pela ação e assegurou que a mensagem chegasse de forma efetiva a quem vai trabalhar com os idosos e ajudá-los a obter melhor qualidade de vida. Mas foi no trabalho da ONG que a preparação se tornou ainda mais intensa. No primeiro momento, o projeto era montar uma biblioteca local. Trata-se de uma operação complexa, que requer preparo, planejamento, mobilização e grande capacidade de realização para organizar o acervo e catalogá-lo de acordo com normas técnicas. Os alunos do projeto aprenderam a fazer isso como os bibliotecários fazem, reuniram livros, vídeos e outros materiais doados e, pronto, estava em pé um espaço de leitura totalmente feito pelos voluntários do Magno. Com o apoio permanente dos professores, os alunos estão oferecendo, todas as sextas-feiras,

atividades de reforço escolar para 25 crianças atendidas pela ONG Crescer com a Gente. Matemática, Português, leitura e outras áreas do conhecimento fazem parte do trabalho — que já não tem vagas, tamanho o sucesso. As crianças da creche apresentam defasagens na aprendizagem, especialmente em leitura. Por isso, a equipe do E Eu com Isso? vem aprendendo com os profissionais do Magno técnicas

pedagógicas e até mesmo a trabalhar com recursos de Matemática, como o Material Dourado. Dessa maneira, o projeto de voluntariado mostra que é possível ir muito além do assistencialismo. É, sobretudo, uma grande oportunidade de crescimento humano e de desenvolvimento de novas habilidades, articulando conhecimento, valores e compromisso social. Vale a pena acompanhar... e participar!

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Esportes

Olimpíadas Magno 2011 A cerimônia de abertura das Olimpíadas Magno 2011 já tinha impressionado o público com as coreografias muito simbólicas e as evoluções dos alunos da Escalada Esportiva na tirolesa. De repente, ninguém menos do que o maior nome da ginástica brasileira, Daiane dos Santos, deu a volta olímpica com a tocha acesa. Além de Daiane, participaram da festa o atleta da seleção brasileira de vôlei Sérgio Escadinha, e o campeão mundial de UFC, Demian Maya. Para completar a festa, a arqueira bicampeã brasileira, Manoella Castelhano, acendeu a pira com uma flecha incandescente. Com equipes de 20 escolas, disputando 15 modalidades, estavam abertas as Olimpíadas Magno, mais uma vez em grande estilo. Jogos internos Como parte das Olimpíadas, acontece todos os anos um evento esportivo não menos importante para o Magno. São as Olimpíadas Internas, evento que reúne alunos do 2º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, numa disputa que visa promover a integração entre as turmas de diversas séries.

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Em 2011, em alusão ao Ano Internacional da Floresta, promovido pela Unesco, todos os times levam nomes de árvores nativas brasileiras (Pau-brasil, Araucária, Manacá). Foram jogos empolgantes, dos quais todos os alunos participaram.


4º Triathlon Kids de Aventura Quem pensa em Triathlon pensa em atletas grandes e fortes nadando, correndo e pedalando. Mas é só porque não conhece o Triathlon Kids de Aventura do Magno/Mágico de Oz, que teve a quarta edição no primeiro semestre deste ano.

Participaram 120 alunos nascidos entre 2000 e 2004 e, portanto, entre o 2º e o 6º ano do Ensino Fundamental. As provas de natação variaram de acordo com a idade: alunos do 2º e 3º anos nadaram 12,5 m e os alunos do 4º ao 6º ano, 25 m. A etapa de ciclismo aconteceu em pista de 80 m e a corrida num percurso de 50 m com obstáculos, e variações de dificuldade conforme a idade dos atletas. Participar de uma prova com características como as que tornaram o Triathlon uma das mais emocionantes competições do atletismo ajuda a plantar a semente para a formação de jovens e adultos que, um dia, terão o esporte como uma prioridade de vida.

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Ex-aluno Luís Henrique Sobrosa de Mello

Uma lição de vida No início de maio, o jovem engenheiro de produção Luís Henrique Mello recebeu uma homenagem importante, ainda mais para quem está apenas começando na vida profissional: conquistou um prêmio atribuído pelo CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) por ter sido considerado o melhor aluno da Escola Politécnica da USP em sua área, em 2010. Luís Henrique recebeu o prêmio já bem situado profissionalmente. Havia sido efetivado, tão logo se formou, em uma renomada consultoria, a norte-americana Bain, onde estagia desde o 3º ano de faculdade. Lá, esse ex-aluno do Magno atua como consultor em Gestão, com olhos no futuro – sonha já com o MBA internacional –, mas sem se esquecer do passado. No Magno, Luís Henrique estudou durante todo o Ensino Fundamental, etapa onde se estabelecem as bases da formação escolar. “Foi uma formação sólida. Não senti posteriormente qualquer defasagem ou tema que não tivesse sido trabalhado”, conta. “Pensei que pudesse me sentir perdido mais à frente, mas isso nunca aconteceu”, lembra. E foi com esse potencial que chegou, posteriormente, à Escola Politécnica. Ele guarda muitas boas lembranças desse tempo, em especial das várias oportunidades de formação, além do que se faz em sala de aula. Luís

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Henrique coloca até hoje em seu currículo que participou do projeto “Ana Dias’’, em 2002, quando todos os alunos do 9º ano (então chamado 8ª série) desenvolveram um trabalho de apoio a uma comunidade de pescadores em Peruíbe. O Projeto “Ana Dias’’ foi, de fato, marcante. Além de estudar em profundidade todas as questões sociais e ambientais complexas da região, os alunos aprenderam a se relacionar com índios, pescadores e agricultores para identificar suas necessidades e procurar contribuir com eles. No caso do grupo de Luís Henrique, os jovens intercederam junto à prefeitura de Peruíbe para buscar mudanças na legislação local para estimular a produção dos pescadores. “Foi importante por muitos motivos, sobretudo por ver como a comunidade local valorizou e como fomos importantes para eles”, conta o engenheiro. E é dessa experiência que Luís Henrique tira uma lição de vida que gostaria de deixar para os atuais alunos do Magno. “Nessa idade, muitas vezes, não nos damos conta da importância daquilo que estamos fazendo, mas é o que garantirá a diferença no futuro”, reflete. Por isso, recomenda, é melhor ver os desafios da escola como algo que um dia será decisivo para o futuro – que, afinal, começou a ser construído desde os primeiros anos escolares.


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Revista Colégio Magno/Mágico de Oz  

Revista Colégio Magno/Mágico de Oz

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