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          Faculdade de Teologia   Universidade Metodista de São Paulo 

                   

Lecionário  Comum  Revisado  (Ano A)              

 

     Com base no Revised Common Lectionary  © 1992 Consultation on Common  Texts.Todos os direitos reservados ©  Consultation on Common Texts. Usado  com permissão.    Versão dos textos bíblicos conforme  tradução de João Ferreira de Almeida,  Edição Revista e Atualizada no Brasil    IMAGE: © Tom Grill/Corbis, Value Royalty‐ Free (CB108032), estilizada por Luiz Carlos  Ramos         

  Coordenação de Liturgia & Arte


Lecionário Comum Revisado    Compilado por Luiz Carlos Ramos   e Maurício Luís Klaczek (2010)   Com base no Revised Common Lectionary   © 1992 Consultation on Common Texts.  Todos os direitos reservados   © Consultation on Common Texts.   Usado com permissão.    Versão dos textos bíblicos   conforme tradução de João Ferreira de Almeida,   Edição Revista e Atualizada no Brasil    IMAGE: © Tom Grill/Corbis, Value Royalty‐Free (CB108032),   estilizada por Luiz Carlos Ramos 

 

Coordenação de Liturgia & Arte  Faculdade de Teologia da Igreja Metodista  Universidade Metodista de São Paulo      São Bernardo do Campo, 2010 


SUMÁRIO

Ano A 1º Domingo do Advento ............................ 8  Isaias 2.1‐5 Salmo 122 Romanos 13.11‐14 Mateus 24.36‐44

8  8  8  8 

2º Domingo do Advento ............................ 9  Isaías 11.1‐10 Salmos 72.1‐7 (18‐19) (Salmos 72.18‐19) Romanos 15.4‐13 Mateus 3.1‐12

9  9  9  9  9 

3º Domingo do Advento .......................... 10  Isaías 35.1‐10 Salmos 146.5‐10 (Lucas 1.47‐55) Tiago 5.7‐10 Mateus 11.2‐11

10  10  10  10  11 

Hebreus 1.1‐4; (5‐12) João 1.1‐14

15  15 

1º Domingo após o Natal ........................ 15  Isaías 63.7‐9 Salmos 148 Hebreus 2.10‐18 Mateus 2.13‐23

15  15  16  16 

Dia de Ano Novo ..................................... 16  Eclesiastes 3.1‐13 Salmo 8 Apocalipse 21.1‐6a Mateus 25.31‐46

16  17  17  17 

2º Domingo após o Natal ........................ 18  Jeremias 31.7‐14 Salmo 147.12‐20 Efésios 1.3‐14 João 1.(1‐9), 10‐18

18  18  18  18 

4º Domingo do Advento .......................... 11  Isaías 7.10‐16 Salmos 80.1‐7 (Salmo 80.17‐19) Romanos 1.1‐7 Mateus 1.18‐25

11  11  11  11  12 

Natal — Nascimento do Senhor  (Proposta I) .............................................. 12  Isaías 9.2‐7 Salmo 96 Tito 2.11‐14 Lucas 2.1‐14, (15‐20)

12  12  12  13 

Natal — Nascimento do Senhor  (Proposta II) ............................................. 13  Isaías 62.6‐12 Salmo 97 Tito 3.4‐7 Lucas 2.(10‐7); 8‐20

13  13  14  14 

Epifania do Senhor .................................. 19  Isaías 60.1‐6 Salmo 72.1‐7, (10‐14) Efésios 3.1‐12 Mateus 2.1‐12

19  19  19  20 

1º Domingo após Epifania — Batismo  do Senhor ................................................ 20  Isaias 42.1‐9 Salmo 29 Atos 10.34‐43 Mateus 3.13‐17

20  20  21  21 

2º Domingo após a Epifania .................... 21  Isaías 49.1‐7 Salmo 40.1‐11 1 Coríntios 1.1‐9 João 1.29‐42

21  21  22  22 

3º Domingo após a Epifania .................... 22  Natal — Nascimento do Senhor  (Proposta III) ............................................ 14  Isaías 52.7‐10 Salmo 98

14  14 

Isaías 9.1‐4 Salmo 27.1, 4‐9 1 Coríntios 1.10‐18 Mateus 4.12‐23

22  23  23  23 


4º Domingo após a Epifania.................... 23  Miquéias 6.1‐8 Salmo 15 1 Coríntios 1.18‐31 Mateus 5.1‐12

23  24  24  24 

5º Domingo após a Epifania.................... 25  Isaías 58.1‐9a, (9b‐12) Salmos 112.1‐9 (10) 1 Coríntios 2.1‐12 (13‐16) Mateus 5.13‐20

25  25  25  26 

6º Domingo após a Epifania.................... 26  Deuteronômio 30.15‐20 Salmo 119.1‐8 1 Coríntios 3.1‐9 Mateus 5.21‐37

26  26  27  27 

7º Domingo após a Epifania.................... 27  Levítico 19.1‐2, 9‐18 Salmo 119.33‐40 1 Coríntios 3.10‐11, 16‐23 Mateus 5.38‐48

27  28  28  28 

8º Domindo após a Epifania ................... 28  Isaías 49.8‐16a Salmo 131 1 Coríntios 4.1‐5 Mateus 6.24‐34

28  29  29  29 

Último Domingo após a Epifania —  Transfiguração do Senhor ....................... 29  Êxodo 24.12‐18 Salmo 2 (Salmo 99) 2 Pedro 1.16‐21

29  30  30  30 

Quarta‐feira de cinzas ............................. 31  Joel 2.1‐2, 12‐17 (Isaías 58.1‐12) Salmo 51.1‐17 2 Coríntios 5.20b‐6.10 Mateus 6.1‐6, 16‐21

31  31  31  32  32 

1º Domingo da Quaresma....................... 33  Gênesis 2.15‐17; 3.1‐7 Salmo 32 Romanos 5.12‐19 Mateus 4.1‐11

33  33  33  34 

2º Domingo da Quaresma....................... 34  Gênesis 12.1‐4a Salmo 121

34  34 

Romanos 4.1‐5, 13‐17 Mateus 17.1‐9

34  34 

3º Domingo da Quaresma ....................... 35  Êxodo 17.1‐7 Salmo 95 Romanos 5.1‐11 João 4.5‐42

35  35  35  36 

4º Domingo da Quaresma ....................... 36  1 Samuel 16.1‐13 Salmo 23 Efésios 5.8‐14 João 9.1‐41

36  37  37  37 

5º Domingo da Quaresma ....................... 38  Ezequiel 37.1‐14 Salmo 130 Romanos 8.6‐11 João 11.1‐45

38  38  39  39 

Domingo de Ramos e da Paixão .............. 40  Salmo 118.1‐2, 19‐29 (Ramos) Mateus 21.1‐11 (Ramos) Isaías 50.4‐9a (Paixão) Salmo 31.9‐16 (Paixão) Filipenses 2.5‐11 (Paixão) Mateus 26.14‐27.66 (Paixão) (Mateus 27.11‐54) (Paixão)

40  40  40  41  41  41  44 

Segunda‐feira da Semana Santa.............. 45  Isaías 42.1-9 Salmo 36.5-11 Hebreus 9.11-15 João 12.1-11

45  45  45  45 

Terça‐feira da Semana Santa................... 46  Isaías 49.1-7 Salmo 71.1-14 1 Coríntios 1.18-31 João 12.20-36

46  46  46  47 

Quarta‐feira da Semana Santa ................ 47  Isaías 50:4-9a Salmo 70 Hebreus 12.1-3 João 13.21-32

47  47  47  48 

Quinta‐feira da Semana Santa ................ 48  Êxodo 12:1-4, (5-10), 11-14 Salmo 116:1-2, 12-19 1 Coríntios 11.23-26 João 13.1-17, 31b-35

48  48  49  49 


Sexta‐feira da Semana Santa .................. 49  Isaías 52.13‐53.12 Salmo 22 Hebreus 10.16‐25 (Hebreus 4.14‐16, 5.7‐9) João 18.1-19.42

49  50  50  51  51 

João 14.1‐14

62 

6º Domingo da Páscoa ............................ 63  Atos 17.22‐31 Salmo 66.8‐20 1 Pedro 3.13-22 João 14.15-21

63  63  63  64 

Sábado da Semana Santa (Aleluia) ......... 53  Jó 14.1‐14 (Lamentações 3.1‐9, 19‐24) Salmo 31.1‐4, 15‐16 1 Pedro 4.1‐8 Mateus 27.57‐66 (João 19.38‐42)

53  53  53  54  54  54 

Domingo de Páscoa — Ressurreição  do Senhor................................................. 55  Manhã de Páscoa Atos 10.34‐43 (Jeremias 31.1‐6) Salmo 118:1-2, 14-24 Colossenses 3.1‐4; (ou Atos 10.34‐ 43) (Atos 10.34‐43) João 20.1‐18 (Mateus 28.1‐10) Noite da Páscoa Isaías 25.6-9 Salmo 114 1 Coríntios 5.6b-8 Lucas 24.13-49

55  55  55  55  55  56  56  56  57  57  57  57  57 

58  58  59  59 

3º Domingo de Páscoa ............................ 59  Atos 2.14 a, 36‐41 Salmo 116.1‐4, 12‐19 1 Pedro 1.17-23 Lucas 24.13-35

59  59  60  60 

4º Domingo da Páscoa ............................ 61  Atos 2.42‐47 Salmo 23 1 Pedro 2.19‐25 João 10.1‐10

61  61  61  61 

5º Domingo de Páscoa ............................ 62  Atos 7.55‐60 Salmo 31.1‐5, 15‐16 1 Pedro 2.2‐10

Atos 1.1-11 Salmo 47 (Salmo 93) Efésios 1.15‐23 Lucas 24.44‐53

64  64  65  65  65 

7º Domingo da Páscoa ............................ 65  Atos 1.6-14 Salmo 68.1‐10, 32‐35 1 Pedro 4.12‐14; 5.6‐11b João 17.1‐11

65  66  66  66 

Domingo de Pentecostes ........................ 67 

2º Domingo da Páscoa ............................ 58  Atos 2.14a, 22‐32 Salmo 16 1 Pedro 1.3-9 João 20.19‐31

Ascensão do Senhor ................................ 64 

62  62  62 

Atos 2.1‐21 (Números 11.24‐30) Salmo 104.24‐35, 35b 1 Coríntios 12.3b‐13 (Atos 2.1‐21) João 20.19‐23 (João 7.37‐39)

67  67  67  68  68  68  68 

1º Domingo após Pentecostes —  Santíssima Trindade ................................ 69  Gênesis 1.1‐2.4a Salmo 8 2 Coríntios 13.11‐13 Mateus 28.16‐20

69  70  70  70 

2º Domingo após Pentecostes ................ 70  Gênesis 22.1‐14 Jeremias 28.5‐9 Salmo 13 (Salmo 89.1‐4, 15‐18) Romanos 6.12‐23 Mateus 10.40‐42

70  71  71  71  71  72 

3º Domingo após Pentecostes ................ 72  Gênesis 24.34‐38, 42‐49, 58‐67 (Zacarias 9.9‐12) Salmo 45.10‐17 (Cantares de Salomão 2.8‐13) (Salmo 145.8‐14) Romanos 7.15‐25a Mateus 11.16‐19, 25‐30

72  72  73  73  73  73  73 


4º Domingo após Pentecostes ................ 74  Gênesis 25.19‐34 (Isaías 55.10‐13) Salmo 119.105‐112 (Salmo 65. (1‐8), 9‐13) Romanos 8.1‐11 Mateus 13.1‐9, 18‐23

74  74  74  74  75  75 

5º Domingo após Pentecostes ................ 75  Gênesis 28.10‐19a (Isaías 44.6‐8) Salmos 139.1‐12, 23‐24 (Salmo 86.11‐17) Romanos 8.12‐25 Mateus 13.24‐30, 36‐43

75  76  76  76  76  77 

6º Domingo após Pentecostes ................ 77  Gênesis 29.15‐28 (1 Reis 3.5‐12) Salmo 105.1‐11, 45b (Salmo 128) (Salmo 119.129‐136) Romanos 8.26‐39 Mateus 13.31‐33, 44‐52

77  78  78  78  78  78  79 

7º Domingo após Pentecostes ................ 79  Gênesis 32.22‐31 (Isaías 55.1‐5) Salmo 17.1‐7, 15 (Salmo 145.8‐9, 14‐21) Romanos 9.1‐5 Mateus 14.13‐21

79  80  80  80  80  80 

8º Domingo após Pentecostes ................ 81  Gênesis 37.1‐4, 12‐28 (1 Reis 19.9‐18) Salmo 105.1‐6, 16‐22, 45b (Salmo 85.8‐13) Romanos 10.5‐15 Mateus 14.22‐33

81  81  82  82  82  82 

9º Domingo após Pentecostes ................ 83  Gênesis 45.1‐15 (Isaías 56.1, 6‐8) Salmo 133 (Salmo 67) Romanos 11.1‐2a, 29‐32 Mateus 15.(10‐20), 21‐28

83  83  83  83  84  84 

10º Domingo após Pentecostes .............. 84  Êxodo 1.8–2.10 (Isaías 51.1‐6) Salmo 124 (Salmo 138)

84  85  85  85 

Romanos 12.1‐8 Mateus 16.13‐20

85  86 

11º Domingo após Pentecostes............... 86  Êxodo 3.1‐15 (Jeremias 15.15‐21) Salmo 105.1‐6, 23‐26, 45c (Salmo 26.1‐8) Romanos 12.9‐21 Mateus 16.21‐28

86  87  87  87  87  88 

12º Domingo após Pentecostes............... 88  Êxodo 12.1‐14 (Ezequiel 33.7‐11) Salmo 149 (Salmo 119.33‐40) Romanos 13.8‐14 Mateus 18.15-20

88  88  89  89  89  89 

13º Domingo após Pentecostes............... 89  Êxodo 14.19‐31 (Gênesis 50.15‐21) Salmo 114 (Êxodo 15.1b‐11, 20‐21) (Salmo 103.(1‐7), 8‐13) Romanos 14.1‐12 Mateus 18.21‐35

89  90  90  90  91  91  91 

14º Domingo após Pentecostes............... 92  Êxodo 16.2‐15 (Jonas 3.10‐4.11) Salmo 105.1‐6, 37‐45 (Salmo 145.1‐8) Filipenses 1.21‐30 Mateus 20.1‐16

92  92  93  93  93  93 

15º Domingo após Pentecostes............... 94  Êxodo 17.1‐7 (Ezequiel 18.1‐4, 25‐32) Salmo 78.1‐4, 12‐16 (Salmo 25.1‐9) Filipenses 2.1‐13 Mateus 21.23‐32

94  94  94  95  95  95 

16º Domingo após Pentecostes............... 95  Êxodo 20.1‐4, 7‐9, 12‐20 (Isaías 5.1‐7) Salmo 19 (Salmo 80.7‐15) Filipenses 3.4b‐14 Mateus 21.33‐46

95  96  96  96  97  97 

17º Domingo após Pentecostes............... 97  Êxodo 32.1‐14

97 


98  98  98  99  99 

(Isaías 25.1‐9) Salmo 106.1‐6, 19‐23 (Salmo 23) Filipenses 4.1‐9 Mateus 22.1‐14

18º Domingo após Pentecostes .............. 99  99  100  100  100  100  101 

Êxodo 33.12‐23 (Isaías 45.1‐7) Salmo 99 (Salmo 96.1‐9, (10‐13)) 1 Tessalonicenses 1.1‐10 Mateus 22.15‐22

19º Domingo após Pentecostes ............ 101  101  101  102  102  102  102 

Deuteronômio 34.1‐12 (Levítico 19.1‐2, 15‐18) Salmo 90.1‐6, 13‐17 (Salmo 1) 1 Tessalonicenses 2.1‐8 Mateus 22.34‐46

20º Domingo após Pentecostes ............ 103  103  103  103  104  104  104 

Josué 3.7‐17 (Miquéias 3.5‐12) Salmo 107.1‐7, 33‐37 (Salmo 43) I Tessalonicenses 2.9‐13 Mateus 23.1‐12

 

21º Domingo após Pentecostes ............ 104  Josué 24.1‐3a, 14‐25 Amós 5.18‐24 Salmo 78.1‐7 (Salmo70) 1 Tessalonicenses 4.13‐18 Mateus 25.1‐13

104  105  105  105  105  106 

22º Domingo após Pentecostes ............ 106  Juízes 4.1‐7 (Sofonias 1.7, 12‐18) Salmo 123 (Salmo 90.1‐8, (9‐11), 12) 1 Tessalonicenses 5.1‐11 Mateus 25.14‐30

106  106  106  107  107  107 

Cristo Rei ............................................... 108  Ezequiel 34.11‐16, 20‐24 Salmo 100 (Salmo 95.1‐7a) Efésios 1.15‐23 Mateus 25.31‐46

108  108  108  108  109 

Dia de Ação de Graças........................... 109  Deuteronômio 8.7‐18 Salmo 65 2 Coríntios 9.6‐15 Lucas 17.11‐19

109  109  110  110 


Ano A  1º Domingo do Advento  Isaias 2.1‐5  1  Palavra  que,  em  visão,  veio  a  Isaías,  filho  de  Amoz,  a  respeito  de  Judá  e  Jerusalém.  2  Nos  últimos  dias,  acontecerá  que  o  monte  da  Casa  do  SENHOR  será  estabelecido  no  cimo  dos  montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos. 3 Irão muitas nações e  dirão: Vinde, e subamos ao monte do SENHOR e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os  seus  caminhos,  e  andemos  pelas  suas  veredas;  porque  de  Sião  sairá  a  lei,  e  a  palavra  do  SENHOR, de Jerusalém. 4 Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão  as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a  espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra. 5 Vinde, ó casa de Jacó, e andemos  na luz do SENHOR.  Salmo 122  1 Alegrei‐me quando me disseram: Vamos à Casa do SENHOR. 2 Pararam os nossos pés junto às  tuas portas, ó Jerusalém! 3 Jerusalém, que estás construída como cidade compacta, 4para onde  sobem as tribos, as tribos do SENHOR, como convém a Israel, para renderem graças ao nome do  SENHOR. 5 Lá estão os tronos de justiça, os tronos da casa de Davi. 6 Orai pela paz de Jerusalém!  Sejam  prósperos  os  que  te  amam.  7  Reine  paz  dentro  de  teus  muros  e  prosperidade  nos  teus  palácios. 8 Por amor dos meus irmãos e amigos, eu peço: haja paz em ti! 9 Por amor da Casa do  SENHOR, nosso Deus, buscarei o teu bem.  Romanos 13.11‐14  11  E  digo  isto  a  vós  outros  que  conheceis  o  tempo:  já  é  hora  de  vos  despertardes  do  sono;  porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos. 12 Vai alta  a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo‐nos das armas da  luz.  13  Andemos  dignamente,  como  em  pleno  dia,  não  em  orgias  e  bebedices,  não  em  impudicícias  e  dissoluções,  não  em  contendas  e  ciúmes;  14  mas  revesti‐vos  do  Senhor  Jesus  Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.  Mateus 24.36‐44  36 Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão  o  Pai.  37  Pois  assim  como  foi  nos  dias  de  Noé,  também  será  a  vinda  do  Filho  do  Homem.  38  Porquanto,  assim  como  nos  dias  anteriores  ao  dilúvio  comiam  e  bebiam,  casavam  e  davam‐se  em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, 39 e não o perceberam, senão quando  veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do Homem. 40 Então, dois  estarão  no  campo,  um  será  tomado,  e  deixado  o  outro;  41  duas  estarão  trabalhando  num  moinho, uma será tomada, e deixada a outra. 42 Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia  vem  o  vosso  Senhor.  43Mas  considerai  isto:  se  o  pai  de  família  soubesse  a  que  hora  viria  o  ladrão,  vigiaria  e  não  deixaria  que  fosse  arrombada  a  sua  casa.  44  Por  isso,  ficai  também  vós  apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá. 


2º Domingo do Advento  Isaías 11.1‐10  1 Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. 2 Repousará sobre ele o  Espírito  do  SENHOR,  o  Espírito  de  sabedoria  e  de  entendimento,  o  Espírito  de  conselho  e  de  fortaleza,  o  Espírito  de  conhecimento  e  de  temor  do  SENHOR.  3  Deleitar‐se‐á  no  temor  do  SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus  ouvidos;  4  mas  julgará  com  justiça  os  pobres  e  decidirá  com  eqüidade  a  favor  dos  mansos  da  terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. 5 A  justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins. 6 O lobo habitará com  o cordeiro, e o leopardo se deitará junto ao cabrito; o bezerro, o leão novo e o animal cevado  andarão  juntos,  e  um  pequenino  os  guiará.  7  A  vaca  e  a  ursa  pastarão  juntas,  e  as  suas  crias  juntas se deitarão; o leão comerá palha como o boi. 8 A criança de peito brincará sobre a toca da  áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco. 9 Não se fará mal nem dano algum  em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as  águas  cobrem  o  mar.  10  Naquele  dia,  recorrerão  as  nações  à  raiz  de  Jessé  que  está  posta  por  estandarte dos povos; a glória lhe será a morada.   Salmos 72.1‐7 (18‐19)  1 Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei. 2 Julgue ele com justiça o  teu povo e os teus aflitos, com eqüidade. 3 Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a  trarão, com justiça. 4 Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao  opressor. 5 Ele permanecerá enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, através das gerações.  6 Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra. 7  Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua.  (Salmos 72.18‐19)  18 Bendito seja o SENHOR Deus, o Deus de Israel, que só ele opera prodígios. 19 Bendito para  sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha toda a terra. Amém e amém!   Romanos 15.4‐13  4  Pois  tudo  quanto,  outrora,  foi  escrito  para  o  nosso  ensino  foi  escrito,  a  fim  de  que,  pela  paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança. 5¶ Ora, o Deus da paciência e  da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus, 6  para que concordemente e a uma voz glorifiqueis ao Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. 7  Portanto, acolhei‐vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus. 8  Digo, pois, que Cristo foi constituído ministro da circuncisão, em prol da verdade de Deus, para  confirmar as promessas feitas aos nossos pais; 9 e para que os gentios glorifiquem a Deus por  causa  da  sua  misericórdia,  como  está  escrito:  Por  isso,  eu  te  glorificarei  entre  os  gentios  e  cantarei louvores ao teu nome. 10 E também diz: Alegrai‐vos, ó gentios, com o seu povo. 11 E  ainda: Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, e todos os povos o louvem. 12 Também Isaías diz:  Haverá  a  raiz  de  Jessé,  aquele  que  se  levanta  para  governar  os  gentios;  nele  os  gentios  esperarão. 13 E o Deus da esperança vos encha de todo o gozo  e paz no vosso crer, para que  sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.  Mateus 3.1‐12   1 Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2 Arrependei‐vos,  porque  está  próximo  o  reino  dos  céus.  3  Porque  este  é  o  referido  por  intermédio  do  profeta  Isaías: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 4  Usava João vestes de pêlos de camelo e um cinto de couro; a sua alimentação eram gafanhotos  e mel silvestre. 5 Então, saíam a ter com ele Jerusalém, toda a Judéia e toda a circunvizinhança  do Jordão; 6 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 7 Vendo ele, 


porém,  que  muitos  fariseus  e  saduceus  vinham  ao  batismo,  disse‐lhes:  Raça  de  víboras,  quem  vos  induziu  a  fugir  da  ira  vindoura?  8  Produzi,  pois,  frutos  dignos  de  arrependimento;  9 e  não  comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas  pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão. 10 Já está posto o machado à raiz das árvores; toda  árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo. 11 Eu vos batizo com água,  para  arrependimento;  mas  aquele  que  vem  depois  de  mim  é  mais  poderoso  do  que  eu,  cujas  sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. 12 A sua pá,  ele  a  tem  na  mão  e  limpará  completamente  a  sua  eira;  recolherá  o  seu  trigo  no  celeiro,  mas  queimará a palha em fogo inextinguível.  

3º Domingo do Advento  Isaías 35.1‐10  1  O  deserto  e  a  terra  se  alegrarão;  o  ermo  exultará  e  florescerá  como  o  narciso.  2  Florescerá  abundantemente, jubilará de alegria e exultará; deu‐se‐lhes a glória do Líbano, o esplendor do  Carmelo e de Sarom; eles verão a glória do SENHOR, o esplendor do nosso Deus. 3 Fortalecei as  mãos  frouxas  e  firmai  os  joelhos  vacilantes.  4  Dizei  aos  desalentados  de  coração:  Sede  fortes,  não temais. Eis o vosso Deus. A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará. 5  Então,  se  abrirão  os  olhos  dos  cegos,  e  se  desimpedirão  os  ouvidos  dos  surdos;  6os  coxos  saltarão  como  cervos,  e  a  língua  dos  mudos  cantará;  pois  águas  arrebentarão  no  deserto,  e  ribeiros,  no  ermo.  7  A  areia  esbraseada  se  transformará  em  lagos,  e  a  terra  sedenta,  em  mananciais de águas; onde outrora viviam os chacais, crescerá a erva com canas e juncos. 8 E ali  haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele,  pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o  louco.  9  Ali  não  haverá  leão,  animal  feroz  não  passará  por  ele,  nem  se  achará  nele;  mas  os  remidos andarão por ele. 10 Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de  júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o  gemido.   Salmos 146.5‐10  5  Bem‐aventurado  aquele  que  tem  o  Deus  de  Jacó  por  seu  auxílio,  cuja  esperança  está  no  SENHOR,  seu  Deus,  6  que  fez  os  céus  e  a  terra,  o  mar  e  tudo  o  que  neles  há  e  mantém  para  sempre a sua fidelidade. 7 Que faz justiça aos oprimidos e dá pão aos que têm fome. O SENHOR  liberta os encarcerados. 8 O SENHOR abre os olhos aos cegos, o SENHOR levanta os abatidos, o  SENHOR  ama  os  justos.  9  O  SENHOR  guarda  o  peregrino,  ampara  o  órfão  e  a  viúva,  porém  transtorna o caminho dos ímpios. 10 O SENHOR reina para sempre; o teu Deus, ó Sião, reina de  geração em geração. Aleluia!  (Lucas 1.47‐55)  47 e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador, 48 porque contemplou na humildade da  sua serva. Pois, desde agora, todas as gerações me considerarão bem‐aventurada, 49 porque o  Poderoso me fez grandes coisas. Santo é o seu nome. 50 A sua misericórdia vai de geração em  geração sobre os que o temem. 51 Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que, no  coração, alimentavam pensamentos soberbos. 52 Derribou do seu trono os poderosos e exaltou  os humildes. 53 Encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. 54 Amparou a Israel, seu  servo, a fim de lembrar‐se da sua misericórdia 55 a favor de Abraão e de sua descendência, para  sempre, como prometera aos nossos pais.  Tiago 5.7‐10   7 Sede, pois, irmãos, pacientes, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador aguarda com paciência  o  precioso  fruto  da  terra,  até  receber  as  primeiras  e  as  últimas  chuvas.  8  Sede  vós  também  pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. 9 Irmãos, não vos 


queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas. 10 Irmãos, tomai  por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor.  Mateus 11.2‐11  2  Quando  João  ouviu,  no  cárcere,  falar  das  obras  de  Cristo,  mandou  por  seus  discípulos  perguntar‐lhe:  3  És  tu  aquele  que  estava  para  vir  ou  havemos  de  esperar  outro?  4  E  Jesus,  respondendo, disse‐lhes: Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: 5 os cegos vêem,  os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e  aos  pobres  está  sendo  pregado  o  evangelho.  6  E  bem‐aventurado  é  aquele  que  não  achar  em  mim motivo de tropeço. 7 Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de  João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? 8 Sim, que saístes a ver? Um  homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais. 9  Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. 10 Este  é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o  teu  caminho  diante  de  ti.  11  Em  verdade  vos  digo:  entre  os  nascidos  de  mulher,  ninguém  apareceu maior do que João Batista; mas o menor no reino dos céus é maior do que ele.  

4º Domingo do Advento  Isaías 7.10‐16   10 E continuou o SENHOR a falar com Acaz, dizendo: 11 Pede ao SENHOR, teu Deus, um sinal,  quer  seja  embaixo,  nas  profundezas,  ou  em  cima,  nas  alturas.  12  Acaz,  porém,  disse:  Não  o  pedirei, nem tentarei ao SENHOR. 13 Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso,  não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus? 14 Portanto, o  Senhor  mesmo  vos  dará  um  sinal:  eis  que  a  virgem  conceberá  e  dará  à  luz  um  filho  e  lhe  chamará Emanuel. 15 Ele comerá manteiga e mel quando souber desprezar o mal e escolher o  bem.  16  Na  verdade,  antes  que  este  menino  saiba  desprezar  o  mal  e  escolher  o  bem,  será  desamparada a terra ante cujos dois reis tu tremes de medo.  Salmos 80.1‐7   1  Dá  ouvidos,  ó  pastor  de  Israel,  tu  que  conduzes  a  José  como  um  rebanho;  tu  que  estás  entronizado  acima  dos  querubins,  mostra  o  teu  esplendor.  2  Perante  Efraim,  Benjamim  e  Manassés, desperta o teu poder e vem salvar‐nos. 3 Restaura‐nos, ó Deus; faze resplandecer o  teu  rosto,  e  seremos  salvos.  4  Ó  SENHOR,  Deus  dos  Exércitos,  até  quando  estarás  indignado  contra  a  oração  do  teu  povo?  5  Dás‐lhe  a  comer  pão  de  lágrimas  e  a  beber  copioso  pranto.  6  Constituis‐nos  em  contendas  para  os  nossos  vizinhos,  e  os  nossos  inimigos  zombam  de  nós  a  valer. 7 Restaura‐nos, ó Deus dos Exércitos; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.  (Salmo 80.17‐19)  17 Seja a tua mão sobre o povo da tua destra, sobre o filho do homem que fortaleceste para ti.  18 E assim não nos apartaremos de ti; vivifica‐nos, e invocaremos o teu nome.  19 Restaura‐nos, ó SENHOR, Deus dos Exércitos, faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos.   Romanos 1.1‐7   1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,  2  o  qual  foi  por  Deus,  outrora,  prometido  por  intermédio  dos  seus  profetas  nas  Sagradas  Escrituras, 3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi 4 e  foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos  mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor, 5 por intermédio de quem viemos a receber graça e  apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios, 6 de cujo  número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo. 7 A todos os amados de Deus, 


que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus,  nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.   Mateus 1.18‐25   18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José,  sem  que  tivessem  antes  coabitado,  achou‐se  grávida  pelo  Espírito  Santo.  19  Mas  José,  seu  esposo,  sendo  justo  e  não  a  querendo  infamar,  resolveu  deixá‐la  secretamente.  20  Enquanto  ponderava  nestas  coisas,  eis  que  lhe  apareceu,  em  sonho,  um  anjo  do  Senhor,  dizendo:  José,  filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito  Santo. 21 Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos  pecados deles. 22 Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor  por  intermédio  do  profeta:  23  Eis  que  a  virgem  conceberá  e  dará  à  luz  um  filho,  e  ele  será  chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). 24 Despertado José do sono,  fez  como  lhe  ordenara  o  anjo  do  Senhor  e  recebeu  sua  mulher.  25  Contudo,  não  a  conheceu,  enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus. 

Natal — Nascimento do Senhor (Proposta I)  Isaías 9.2‐7  2 O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte,  resplandeceu‐lhes  a  luz.  3  Tens  multiplicado  este  povo,  a  alegria  lhe  aumentaste;  alegram‐se  eles  diante  de  ti,  como  se  alegram  na  ceifa  e  como  exultam  quando  repartem  os  despojos.  4  Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do  seu  opressor,  como  no  dia  dos  midianitas;  5  porque  toda  bota  com  que  anda  o  guerreiro  no  tumulto  da  batalha  e  toda  veste  revolvida  em  sangue  serão  queimadas,  servirão  de  pasto  ao  fogo.  6  Porque  um  menino  nos  nasceu,  um  filho  se  nos  deu;  o  governo  está  sobre  os  seus  ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da  Paz; 7 para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o  seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre.  O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto.  Salmo 96  1 Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. 2 Cantai ao SENHOR,  bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. 3 Anunciai entre as nações a sua  glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. 4 Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser  louvado, temível mais que todos os deuses. 5 Porque todos os deuses dos povos não passam de  ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. 6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura,  no seu santuário. 7 Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força.  8 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. 9  Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras. 10 Dizei entre  as  nações:  Reina  o  SENHOR.  Ele  firmou  o  mundo  para  que  não  se  abale  e  julga  os  povos  com  eqüidade.  11  Alegrem‐se  os  céus,  e  a  terra  exulte;  ruja  o  mar  e  a  sua  plenitude.  12  Folgue  o  campo  e  tudo  o  que  nele  há;  regozijem‐se  todas  as  árvores  do  bosque,  13  na  presença  do  SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante a  sua fidelidade.  Tito 2.11‐14  11  Porquanto  a  graça  de  Deus  se  manifestou  salvadora  a  todos  os  homens,  12  educando‐nos  para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata,  justa e piedosamente, 13 aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso  grande Deus e Salvador Cristo Jesus, 14 o qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir‐nos de  toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. 


Lucas 2.1‐14, (15‐20)  1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do  império  para  recensear‐se.  2  Este,  o  primeiro  recenseamento,  foi  feito  quando  Quirino  era  governador da Síria. 3 Todos iam alistar‐se, cada um à sua própria cidade. 4 José também subiu  da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da  casa e família de Davi, 5 a fim de alistar‐se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Estando  eles  ali,  aconteceu  completaram‐se‐lhe  os  dias,  7  e  ela  deu  à  luz  o  seu  filho  primogênito,  enfaixou‐o  e  o  deitou  numa  manjedoura,  porque  não  havia  lugar  para  eles  na  hospedaria.  8  Havia,  naquela  mesma  região,  pastores  que  viviam  nos  campos  e  guardavam  o  seu  rebanho  durante  as  vigílias  da  noite.  9  E  um  anjo  do  Senhor  desceu  aonde  eles  estavam,  e  a  glória  do  Senhor  brilhou  ao  redor  deles;  e  ficaram  tomados  de  grande  temor.  10  O  anjo,  porém,  lhes  disse: Não temais; eis aqui vos trago boa‐nova de grande alegria, que o será para todo o povo:  11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. 12 E isto vos  servirá  de  sinal:  encontrareis  uma  criança  envolta  em  faixas  e  deitada  em  manjedoura.  13  E,  subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:  14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem.  (15 E, ausentando‐se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até  Belém  e  vejamos  os  acontecimentos  que  o  Senhor  nos  deu  a  conhecer.  16  Foram  apressadamente  e  acharam  Maria  e  José  e  a  criança  deitada  na  manjedoura.  17  E,  vendo‐o,  divulgaram  o  que  lhes  tinha  sido  dito  a  respeito  deste  menino.  18  Todos  os  que  ouviram  se  admiraram das coisas referidas pelos pastores. 19 Maria, porém, guardava todas estas palavras,  meditando‐as no coração. 20 Voltaram, então,  os pastores glorificando e louvando a Deus por  tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes fora anunciado.) 

Natal — Nascimento do Senhor (Proposta II)  Isaías 62.6‐12  6 Sobre os teus muros, ó Jerusalém, pus guardas, que todo o dia e toda a noite jamais se calarão;  vós,  os  que  fareis  lembrado  o  SENHOR,  não  descanseis,  7  nem  deis  a  ele  descanso  até  que  restabeleça Jerusalém e a ponha por objeto de louvor na terra. 8 Jurou o SENHOR pela sua mão  direita e pelo seu braço poderoso: Nunca mais darei o teu cereal por sustento aos teus inimigos,  nem  os  estrangeiros  beberão  o  teu  vinho,  fruto  de  tuas  fadigas.  9  Mas  os  que  o  ajuntarem  o  comerão e louvarão ao SENHOR; e os que o recolherem beberão nos átrios do meu santuário. 10  Passai, passai pelas portas; preparai o caminho ao povo; aterrai, aterrai a estrada, limpai‐a das  pedras; arvorai bandeira aos povos. 11 Eis que o SENHOR fez ouvir até às extremidades da terra  estas palavras: Dizei à filha de Sião: Eis que vem o teu Salvador; vem com ele a sua recompensa,  e  diante  dele,  o  seu  galardão.  12  Chamar‐vos‐ão  Povo  Santo,  Remidos‐Do‐SENHOR;  e  tu,  Sião,  serás chamada Procurada, Cidade‐Não‐Deserta.  Salmo 97  1  Reina  o  SENHOR.  Regozije‐se  a  terra,  alegrem‐se  as  muitas  ilhas.  2  Nuvens  e  escuridão  o  rodeiam, justiça e juízo são a base do seu trono. 3 Adiante dele vai um fogo que lhe consome os  inimigos  em  redor.  4  Os  seus  relâmpagos  alumiam  o  mundo;  a  terra  os  vê  e  estremece.  5  Derretem‐se como cera os montes, na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a  terra. 6 Os céus anunciam a sua justiça, e todos os povos vêem a sua glória. 7 Sejam confundidos  todos  os  que  servem  a  imagens  de  escultura,  os  que  se  gloriam  de  ídolos;  prostrem‐se  diante  dele todos os deuses. 8 Sião ouve e se alegra, as filhas de Judá se regozijam, por causa da tua  justiça,  ó  SENHOR.  9  Pois  tu,  SENHOR,  és  o  Altíssimo  sobre  toda  a  terra;  tu  és  sobremodo  elevado  acima  de  todos  os  deuses.  10  Vós  que  amais  o  SENHOR,  detestai  o  mal;  ele  guarda  a  alma dos seus santos, livra‐os da mão dos ímpios. 11 A luz difunde‐se para o justo, e a alegria,  para os retos de coração. 12 Alegrai‐vos no SENHOR, ó justos, e dai louvores ao seu santo nome. 


Tito 3.4‐7  4 Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com  todos,  5  não  por  obras  de  justiça  praticadas  por  nós,  mas  segundo  sua  misericórdia,  ele  nos  salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, 6 que ele derramou sobre  nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, 7 a fim de que, justificados por graça,  nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da vida eterna.  Lucas 2.(10‐7); 8‐20  (1 Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do  império  para  recensear‐se.  2  Este,  o  primeiro  recenseamento,  foi  feito  quando  Quirino  era  governador da Síria. 3 Todos iam alistar‐se, cada um à sua própria cidade. 4 José também subiu  da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da  casa e família de Davi, 5 a fim de alistar‐se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6 Estando  eles  ali,  aconteceu  completarem‐se‐lhe  os  dias,  7  e  ela  deu  à  luz  o  seu  filho  primogênito,  enfaixou‐o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.)   8  Havia,  naquela  mesma  região,  pastores  que  viviam  nos  campos  e  guardavam  o  seu  rebanho  durante  as  vigílias  da  noite.  9  E  um  anjo  do  Senhor  desceu  aonde  eles  estavam,  e  a  glória  do  Senhor  brilhou  ao  redor  deles;  e  ficaram  tomados  de  grande  temor.  10  O  anjo,  porém,  lhes  disse: Não temais; eis aqui vos trago boa‐nova de grande alegria, que o será para todo o povo:  11 é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. 12 E isto vos  servirá  de  sinal:  encontrareis  uma  criança  envolta  em  faixas  e  deitada  em  manjedoura.  13  E,  subitamente, apareceu com o anjo uma multidão da milícia celestial, louvando a Deus e dizendo:  14 Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem. 15  E, ausentando‐se deles os anjos para o céu, diziam os pastores uns aos outros: Vamos até Belém  e  vejamos  os  acontecimentos  que  o  Senhor  nos  deu  a  conhecer.  16  Foram  apressadamente  e  acharam Maria e José e a criança deitada na manjedoura. 17 E, vendo‐o, divulgaram o que lhes  tinha  sido  dito  a  respeito  deste  menino.  18  Todos  os  que  ouviram  se  admiraram  das  coisas  referidas  pelos  pastores.  19  Maria,  porém,  guardava  todas  estas  palavras,  meditando‐as  no  coração. 20 Voltaram, então, os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham  ouvido e visto, como lhes fora anunciado.

Natal — Nascimento do Senhor (Proposta III)  Isaías 52.7‐10  7 Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas‐novas, que faz ouvir a paz,  que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O teu Deus reina! 8 Eis o grito  dos  teus  atalaias!  Eles  erguem  a  voz,  juntamente  exultam;  porque  com  seus  próprios  olhos  distintamente vêem o retorno do SENHOR a Sião. 9 Rompei em júbilo, exultai à uma, ó ruínas de  Jerusalém; porque o SENHOR consolou o seu povo, remiu a Jerusalém. 10 O SENHOR desnudou  o  seu  santo  braço  à  vista  de  todas  as  nações;  e  todos  os  confins  da  terra  verão  a  salvação  do  nosso Deus. Salmo 98  1 [Salmo] Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque ele tem feito maravilhas; a sua destra e o  seu braço santo lhe alcançaram a vitória. 2 O SENHOR fez notória a sua salvação; manifestou a  sua justiça perante os olhos das nações. 3 Lembrou‐se da sua misericórdia e da sua fidelidade  para com a casa de Israel; todos os confins da terra viram a salvação do nosso Deus. 4 Celebrai  com  júbilo  ao  SENHOR,  todos  os  confins  da  terra;  aclamai,  regozijai‐vos  e  cantai  louvores.  5  Cantai com harpa louvores ao SENHOR, com harpa e voz de canto; 6 com trombetas e ao som de  buzinas, exultai perante o SENHOR, que é rei. 7 Ruja o mar e a sua plenitude, o mundo e os que  nele habitam. 8 Os rios batam palmas, e juntos cantem de júbilo os montes, 9 na presença do  SENHOR, porque ele vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, com eqüidade.  


Hebreus 1.1‐4; (5‐12)  1 Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, 2  nestes  últimos  dias,  nos  falou  pelo  Filho,  a  quem  constituiu  herdeiro  de  todas  as  coisas,  pelo  qual também fez o universo. 3 Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser,  sustentando  todas  as  coisas  pela  palavra  do  seu  poder,  depois  de  ter  feito  a  purificação  dos  pecados,  assentou‐se  à  direita  da  Majestade,  nas  alturas,  4 tendo‐se  tornado  tão  superior  aos  anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles.   (5 Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei  Pai, e ele me será Filho? 6 E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os  anjos de Deus o adorem. Ainda, quanto aos anjos, diz: Aquele que a seus anjos faz ventos, e a  seus  ministros,  labareda  de  fogo;  8  mas  acerca  do  Filho:  O  teu  trono,  ó  Deus,  é  para  todo  o  sempre; e: Cetro de eqüidade é o cetro do seu reino. 9 Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade;  por  isso,  Deus,  o  teu  Deus,  te  ungiu  com  o  óleo  de  alegria  como  a  nenhum  dos  teus  companheiros. 10 Ainda: No princípio, Senhor, lançaste os fundamentos da terra, e os céus são  obra  das  tuas  mãos;  11  eles  perecerão;  tu,  porém,  permaneces;  sim,  todos  eles  envelhecerão  qual veste; 12 também, qual manto, os enrolarás, e, como vestes, serão igualmente mudados;  tu, porém, és o mesmo, e os teus anos jamais terão fim.)  João 1.1‐14  1  No  princípio  era  o  Verbo,  e  o  Verbo  estava  com  Deus,  e  o  Verbo  era  Deus.  2  Ele  estava  no  princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que  foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas,  e as trevas não prevaleceram contra ela. 6 Houve um homem enviado por Deus cujo nome era  João. 7 Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a  crer por intermédio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, 9 a saber, a  verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem. 10 O Verbo estava no mundo, o  mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu. 11 Veio para o que era seu,  e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o receberam, deu‐lhes o poder de serem  feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; 13 os quais não nasceram do sangue,  nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. 14 E o Verbo se fez carne e  habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito  do Pai. 

1º Domingo após o Natal  Isaías 63.7‐9  7 Celebrarei as benignidades do SENHOR e os seus atos gloriosos, segundo tudo o que o SENHOR  nos concedeu e segundo a grande bondade para com a casa de Israel, bondade que usou para  com eles, segundo as suas misericórdias e segundo a multidão das suas benignidades. 8 Porque  ele  dizia:  Certamente,  eles  são  meu  povo,  filhos  que  não  mentirão;  e  se  lhes  tornou  o  seu  Salvador. 9 Em toda a angústia deles, foi ele angustiado, e o Anjo da sua presença os salvou; pelo  seu  amor  e  pela  sua  compaixão,  ele  os  remiu,  os  tomou  e  os  conduziu  todos  os  dias  da  antiguidade.   Salmos 148  1  Aleluia!  Louvai  ao  SENHOR  do  alto  dos  céus,  louvai‐o  nas  alturas.  2  Louvai‐o,  todos  os  seus  anjos;  louvai‐o,  todas  as  suas  legiões  celestes.  3  Louvai‐o,  sol  e  lua;  louvai‐o,  todas  as  estrelas  luzentes.  4  Louvai‐o,  céus  dos  céus  e  as  águas  que  estão  acima  do  firmamento.  5  Louvem  o  nome  do  SENHOR,  pois  mandou  ele,  e  foram  criados.  6  E  os  estabeleceu  para  todo  o  sempre;  fixou‐lhes  uma  ordem  que  não  passará.  7  Louvai  ao  SENHOR  da  terra,  monstros  marinhos  e  abismos todos; 8 fogo e saraiva, neve e vapor e ventos procelosos que lhe executam a palavra; 9  montes  e  todos  os  outeiros,  árvores  frutíferas  e  todos  os  cedros;  10  feras  e  gados,  répteis  e 


voláteis;  11  reis  da  terra  e  todos  os  povos,  príncipes  e  todos  os  juízes  da  terra;  12  rapazes  e  donzelas, velhos e crianças. 13 Louvem o nome do SENHOR, porque só o seu nome é excelso; a  sua majestade é acima da terra e do céu. 14 Ele exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os  seus santos, dos filhos de Israel, povo que lhe é chegado. Aleluia!  Hebreus 2.10‐18  10 Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo  muitos  filhos  à  glória,  aperfeiçoasse,  por  meio  de  sofrimentos,  o  Autor  da  salvação  deles.  11  Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele  não se envergonha de lhes chamar irmãos, 12 dizendo: A meus irmãos declararei o teu nome,  cantar‐te‐ei louvores no meio da congregação. 13 E outra vez: Eu porei nele a minha confiança. E  ainda:  Eis  aqui  estou  eu  e  os  filhos  que  Deus  me  deu.  14  Visto,  pois,  que  os  filhos  têm  participação  comum  de  carne  e  sangue,  destes  também  ele,  igualmente,  participou,  para  que,  por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos  que,  pelo  pavor  da  morte,  estavam  sujeitos  à  escravidão  por  toda  a  vida.  16  Pois  ele,  evidentemente, não socorre anjos, mas socorre a descendência de Abraão. 17 Por isso mesmo,  convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e  fiel  sumo  sacerdote  nas  coisas  referentes  a  Deus  e  para  fazer  propiciação  pelos  pecados  do  povo. 18 Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os  que são tentados.  Mateus 2.13‐23  13 Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe‐te,  toma  o  menino  e  sua  mãe,  foge  para  o  Egito  e  permanece  lá  até  que  eu  te  avise;  porque  Herodes há de procurar o menino para o matar. 14 Dispondo‐se ele, tomou de noite o menino e  sua mãe e partiu para o Egito; 15 e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que  fora  dito  pelo  Senhor,  por  intermédio  do  profeta:  Do  Egito  chamei  o  meu  Filho.  16  Vendo‐se  iludido pelos magos, enfureceu‐se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de  Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com  precisão  se  informara  dos  magos.  17  Então,  se  cumpriu  o  que  fora  dito  por  intermédio  do  profeta Jeremias: 18 Ouviu‐se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel  chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem. 19 Tendo Herodes morrido,  eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse‐lhe: 20 Dispõe‐te, toma o  menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a  vida do menino. 21 Dispôs‐se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel.  22 Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir  para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou‐se para as regiões da Galiléia. 23  E  foi  habitar  numa  cidade  chamada  Nazaré,  para  que  se  cumprisse  o  que  fora  dito  por  intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno. 

Dia de Ano Novo  Eclesiastes 3.1‐13  1  Tudo  tem  o  seu  tempo  determinado,  e  há  tempo  para  todo  propósito  debaixo  do  céu:  2  há  tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3  tempo de matar e tempo de curar; tempo de derribar e tempo de edificar; 4 tempo de chorar e  tempo  de  rir;  tempo  de  prantear  e  tempo  de  saltar  de  alegria;  5  tempo  de  espalhar  pedras  e  tempo  de  ajuntar  pedras;  tempo  de  abraçar  e  tempo  de  afastar‐se  de  abraçar;  6  tempo  de  buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de deitar fora; 7 tempo de rasgar e tempo  de  coser;  tempo  de  estar  calado  e  tempo  de  falar;  8  tempo  de  amar  e  tempo  de  aborrecer;  tempo de guerra e tempo de paz. 9 Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se afadiga?  10 Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir. 11 Tudo fez Deus  formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este 


possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim. 12 Sei que nada há melhor  para o homem do que regozijar‐se e levar vida regalada; 13 e também que é dom de Deus que  possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho.  Salmo 8  1  [Ao  mestre  de  canto,  segundo  a  melodia  “Os  lagares”.  Salmo  de  Davi]  Ó  SENHOR,  Senhor  nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. 2  Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para  fazeres  emudecer  o  inimigo  e  o  vingador.  3  Quando  contemplo  os  teus  céus,  obra  dos  teus  dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, 4 que é o homem, que dele te lembres? E o filho  do homem, que o visites? 5 Fizeste‐o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória  e de honra o coroaste. 6 Deste‐lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe  puseste: 7 ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; 8 as aves do céu, e os peixes  do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares. 9 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico  em toda a terra é o teu nome!  Apocalipse 21.1‐6a  1  Vi  novo  céu  e  nova  terra,  pois  o  primeiro  céu  e  a  primeira  terra  passaram,  e  o  mar  já  não  existe.  2  Vi  também  a  cidade  santa,  a  nova  Jerusalém,  que  descia  do  céu,  da  parte  de  Deus,  ataviada  como  noiva  adornada  para  o  seu  esposo.  3  Então,  ouvi  grande  voz  vinda  do  trono,  dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de  Deus, e Deus mesmo estará com eles. 4 E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não  existirá,  já  não  haverá  luto,  nem  pranto,  nem  dor,  porque  as  primeiras  coisas  passaram.  5  E  aquele  que  está  assentado  no  trono  disse:  Eis  que  faço  novas  todas  as  coisas.  E  acrescentou:  Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. 6 Disse‐me ainda: Tudo está feito. Eu sou  o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da  vida.  Mateus 25.31‐46  31  Quando  vier  o  Filho  do  Homem  na  sua  majestade  e  todos  os  anjos  com  ele,  então,  se  assentará  no  trono  da  sua  glória;  32  e  todas  as  nações  serão  reunidas  em  sua  presença,  e  ele  separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas; 33 e porá as ovelhas à  sua  direita,  mas  os  cabritos,  à  esquerda;  34  então,  dirá  o  Rei  aos  que  estiverem  à  sua  direita:  Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação  do  mundo.  35  Porque  tive  fome,  e  me  destes  de  comer;  tive  sede,  e  me  destes  de  beber;  era  forasteiro,  e  me  hospedastes;  36  estava nu,  e me  vestistes;  enfermo,  e  me  visitastes;  preso,  e  fostes ver‐me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te  demos  de  comer?  Ou  com  sede  e  te  demos  de  beber?  38  E  quando  te  vimos  forasteiro  e  te  hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?  40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes  meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua  esquerda:  Apartai‐vos  de  mim,  malditos,  para  o  fogo  eterno,  preparado  para  o  diabo  e  seus  anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43  sendo  forasteiro,  não  me  hospedastes;  estando  nu,  não  me  vestistes;  achando‐me  enfermo  e  preso, não fostes ver‐me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome,  com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em  verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o  deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna. 


2º Domingo após o Natal  Jeremias 31.7‐14  7 Porque assim diz o SENHOR: Cantai com alegria a Jacó, exultai por causa da cabeça das nações;  proclamai, cantai louvores e dizei: Salva, SENHOR, o teu povo, o restante de Israel.8 Eis que os  trarei da terra do Norte e os congregarei das extremidades da terra; e, entre eles, também os  cegos  e  aleijados,  as  mulheres  grávidas  e  as  de  parto;  em  grande  congregação,  voltarão  para  aqui.9 Virão com choro, e com súplicas os levarei; guiá‐los‐ei aos ribeiros de águas, por caminho  reto em que não tropeçarão; porque sou pai para Israel, e Efraim é o meu primogênito.10 Ouvi a  palavra  do  SENHOR,  ó  nações,  e  anunciai  nas  terras  longínquas  do  mar,  e  dizei:  Aquele  que  espalhou  a  Israel  o  congregará  e  o  guardará,  como  o  pastor,  ao  seu  rebanho.11  Porque  o  SENHOR  redimiu  a  Jacó  e  o  livrou  da  mão  do  que  era  mais  forte  do  que  ele.12  Hão  de  vir  e  exultar  na  altura  de  Sião,  radiantes  de  alegria  por  causa  dos  bens  do  SENHOR,  do  cereal,  do  vinho, do azeite, dos cordeiros e dos bezerros; a sua alma será como um jardim regado, e nunca  mais  desfalecerão.13  Então,  a  virgem  se  alegrará  na  dança,  e  também  os  jovens  e  os  velhos;  tornarei  o  seu  pranto  em  júbilo  e  os  consolarei;  transformarei  em  regozijo  a  sua  tristeza.  14  Saciarei de gordura a alma dos sacerdotes, e o meu povo se fartará com a minha bondade, diz o  SENHOR.   Salmo 147.12‐20  12 Louva, Jerusalém, ao SENHOR; louva, Sião, ao teu Deus. 13 Pois ele reforçou as trancas das  tuas portas e abençoou os teus filhos, dentro de ti; 14 estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e te  farta com o melhor do trigo. 15 Ele envia as suas ordens à terra, e sua palavra corre velozmente;  16 dá a neve como lã e espalha a geada como cinza. 17 Ele arroja o seu gelo em migalhas; quem  resiste ao seu frio? 18 Manda a sua palavra e o derrete; faz soprar o vento, e as águas correm.  19  Mostra  a  sua  palavra  a  Jacó,  as  suas  leis  e  os  seus  preceitos,  a  Israel.  20  Não  fez  assim  a  nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia!  Efésios 1.3‐14  3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de  bênção  espiritual  nas  regiões  celestiais  em  Cristo,  4  assim  como  nos  escolheu  nele  antes  da  fundação  do  mundo,  para  sermos  santos  e  irrepreensíveis  perante  ele;  e  em  amor  5  nos  predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito  de  sua  vontade,  6  para  louvor  da  glória  de  sua graça,  que  ele  nos  concedeu gratuitamente  no  Amado,  7  no  qual  temos  a  redenção,  pelo  seu  sangue,  a  remissão  dos  pecados,  segundo  a  riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e  prudência,  9  desvendando‐nos  o  mistério  da  sua  vontade,  segundo  o  seu  beneplácito  que  propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas  as  coisas,  tanto  as  do  céu,  como  as  da  terra;  11  nele,  digo,  no  qual  fomos  também  feitos  herança,  predestinados  segundo  o  propósito  daquele  que  faz  todas  as  coisas  conforme  o  conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão  esperamos  em  Cristo;  13  em  quem  também  vós,  depois  que  ouvistes  a  palavra  da  verdade,  o  evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da  promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, ao resgate da sua propriedade, em louvor da  sua glória.  João 1.(1‐9), 10‐18  (1  No  princípio  era  o  Verbo,  e  o  Verbo  estava  com  Deus,  e  o  Verbo  era  Deus.2  Ele  estava  no  princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que  foi feito se fez. 4 A vida estava nele e a vida era a luz dos homens. 5 A luz resplandece nas trevas,  e as trevas não prevaleceram contra ela. 6 Houve um homem enviado por Deus cujo nome era  João. 7 Este veio como testemunha para que testificasse a respeito da luz, a fim de todos virem a 


crer por intermédio dele. 8 Ele não era a luz, mas veio para que testificasse da luz, 9 a saber, a  verdadeira luz, que, vinda ao mundo, ilumina a todo homem.)  10  O  Verbo  estava  no  mundo,  o  mundo  foi  feito  por  intermédio  dele,  mas  o  mundo  não  o  conheceu. 11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. 12 Mas, a todos quantos o  receberam,  deu‐lhes  o  poder  de  serem  feitos  filhos  de  Deus,  a  saber,  aos  que  crêem  no  seu  nome;  13  os  quais  não  nasceram  do  sangue,  nem  da  vontade  da  carne,  nem  da  vontade  do  homem,  mas  de  Deus.  14  E  o  Verbo  se  fez  carne  e  habitou  entre  nós,  cheio  de  graça  e  de  verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. 15 João testemunha a respeito  dele e exclama: Este é o de quem eu disse: o que vem depois de mim tem, contudo, a primazia,  porquanto  já  existia  antes  de  mim.  16  Porque  todos  nós  temos  recebido  da  sua  plenitude  e  graça sobre graça. 17 Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram  por meio de Jesus Cristo. 18 Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do  Pai, é quem o revelou.  

Epifania do Senhor   Isaías 60.1‐6  1 Dispõe‐te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do SENHOR nasce sobre ti. 2 Porque  eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão, os povos; mas sobre ti aparece resplendente o  SENHOR, e a sua glória se vê sobre ti. 3 As nações se encaminham para a tua luz, e os reis, para o  resplendor que te nasceu.4 Levanta em redor os olhos e vê; todos estes se ajuntam e vêm ter  contigo;  teus  filhos  chegam  de  longe,  e  tuas  filhas  são  trazidas  nos  braços.  5  Então,  o  verás  e  serás radiante de alegria; o teu coração estremecerá e se dilatará de júbilo, porque a abundância  do mar se tornará a ti, e as riquezas das nações virão a ter contigo. 6 A multidão de camelos te  cobrirá,  os  dromedários  de  Midiã  e  de  Efa;  todos  virão  de  Sabá;  trarão  ouro  e  incenso  e  publicarão os louvores do SENHOR.  Salmo 72.1‐7, (10‐14)  1 Concede ao rei, ó Deus, os teus juízos e a tua justiça, ao filho do rei. 2 Julgue ele com justiça o  teu povo e os teus aflitos, com eqüidade. 3 Os montes trarão paz ao povo, também as colinas a  trarão, com justiça. 4 Julgue ele os aflitos do povo, salve os filhos dos necessitados e esmague ao  opressor. 5 Ele permanecerá enquanto existir o sol e enquanto durar a lua, através das gerações.  6Seja ele como chuva que desce sobre a campina ceifada, como aguaceiros que regam a terra. 7  Floresça em seus dias o justo, e haja abundância de paz até que cesse de haver lua.  (10  Paguem‐lhe  tributos  os  reis  de  Társis  e  das  ilhas;  os  reis  de  Sabá  e  de  Sebá  lhe  ofereçam  presentes. 11 E todos os reis se prostrem perante ele; todas as nações o sirvam. 12 Porque ele  acode ao necessitado que clama e também ao aflito e ao desvalido. 13 Ele tem piedade do fraco  e do necessitado e salva a alma aos indigentes. 14 Redime a sua alma da opressão e da violência,  e precioso lhe é o sangue deles.)  Efésios 3.1‐12  1 Por esta causa eu, Paulo, sou o prisioneiro de Cristo Jesus, por amor de vós, gentios, 2 se é que  tendes  ouvido  a  respeito  da  dispensação  da  graça  de  Deus  a  mim  confiada  para  vós  outros;  3  pois,  segundo  uma  revelação,  me  foi  dado  conhecer  o  mistério,  conforme  escrevi  há  pouco,  resumidamente;  4  pelo  que,  quando  ledes,  podeis  compreender  o  meu  discernimento  do  mistério de Cristo, 5 o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos filhos dos homens,  como,  agora,  foi  revelado  aos  seus  santos  apóstolos  e  profetas,  no  Espírito,  6  a  saber,  que  os  gentios são co‐herdeiros, membros do mesmo corpo e co‐participantes da promessa em Cristo  Jesus  por  meio  do  evangelho;  7  do  qual  fui  constituído  ministro  conforme  o  dom  da  graça  de  Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder. 8 A mim, o menor de todos os  santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de  Cristo 9 e manifestar qual seja a dispensação do mistério, desde os séculos, oculto em Deus, que 


criou  todas  as  coisas,  10  para  que,  pela  igreja,  a  multiforme  sabedoria  de  Deus  se  torne  conhecida,  agora,  dos  principados  e  potestades  nos  lugares  celestiais,  11  segundo  o  eterno  propósito que estabeleceu em Cristo Jesus, nosso Senhor, 12 pelo qual temos ousadia e acesso  com confiança, mediante a fé nele.  Mateus 2.1‐12  1 Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos  do Oriente a Jerusalém. 2 E perguntavam: Onde está o recém‐nascido Rei dos judeus? Porque  vimos  a  sua  estrela  no  Oriente  e  viemos  para  adorá‐lo.  3  Tendo  ouvido  isso,  alarmou‐se  o  rei  Herodes,  e,  com  ele,  toda  a  Jerusalém;  4  então,  convocando  todos  os  principais  sacerdotes  e  escribas  do  povo,  indagava  deles  onde  o  Cristo  deveria  nascer.  5  Em  Belém  da  Judéia,  responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6 E tu, Belém, terra de  Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que  há  de  apascentar  a  meu  povo,  Israel.  7  Com  isto,  Herodes,  tendo  chamado  secretamente  os  magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. 8 E, enviando‐ os  a  Belém,  disse‐lhes:  Ide  informar‐vos  cuidadosamente  a  respeito  do  menino;  e,  quando  o  tiverdes  encontrado,  avisai‐me,  para  eu  também  ir  adorá‐lo.  9  Depois  de  ouvirem  o  rei,  partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre  onde estava o menino. 10 E, vendo eles a estrela, alegraram‐se com grande e intenso júbilo. 11  Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando‐se, o adoraram; e, abrindo  os  seus  tesouros,  entregaram‐lhe  suas  ofertas:  ouro,  incenso  e  mirra.  12  Sendo  por  divina  advertência  prevenidos  em  sonho  para  não  voltarem  à  presença  de  Herodes,  regressaram  por  outro caminho a sua terra. 

1º Domingo após Epifania — Batismo do Senhor  Isaias 42.1‐9  1 Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz;  pus  sobre  ele  o meu  Espírito,  e  ele  promulgará  o  direito  para  os  gentios.  2  Não  clamará,  nem  gritará,  nem  fará  ouvir  a  sua  voz  na  praça.  3  Não  esmagará  a  cana  quebrada,  nem  apagará  a  torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. 4 Não desanimará, nem se quebrará até  que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina. 5 Assim diz Deus, o  SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego  de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. 6 Eu, o SENHOR, te chamei em  justiça,  tomar‐te‐ei  pela  mão,  e  te  guardarei,  e  te  farei  mediador  da  aliança  com  o  povo  e  luz  para os gentios; 7 para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os  que jazem em trevas. 8 Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a  outrem,  nem  a  minha  honra,  às  imagens  de  escultura.  9  Eis  que  as  primeiras  predições  já  se  cumpriram, e novas coisas eu vos anuncio; e, antes que sucedam, eu vo‐las farei ouvir.  Salmo 29  1 Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. 2 Tributai ao SENHOR a  glória  devida  ao  seu  nome,  adorai  o  SENHOR  na  beleza  da  santidade.  3  Ouve‐se  a  voz  do  SENHOR sobre as águas; troveja o Deus da glória; o SENHOR está sobre as muitas águas. 4 A voz  do SENHOR é poderosa; a voz do SENHOR é cheia de majestade. 5 A voz do SENHOR quebra os  cedros; sim, o SENHOR despedaça os cedros do Líbano. 6 Ele os faz saltar como um bezerro; o  Líbano e o Siriom, como bois selvagens. 7 A voz do SENHOR despede chamas de fogo. 8 A voz do  SENHOR faz tremer o deserto; o SENHOR faz tremer o deserto de Cades. 9 A voz do SENHOR faz  dar cria às corças e desnuda os bosques; e no seu templo tudo diz: Glória! 10 O SENHOR preside  aos dilúvios; como rei, o SENHOR presidirá para sempre. 11 O SENHOR dá força ao seu povo, o  SENHOR abençoa com paz ao seu povo. 


Atos 10.34‐43  34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;  35 pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. 36  Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando‐lhes o evangelho da paz, por  meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. 37 Vós conheceis a palavra que se divulgou por  toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, 38 como  Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte,  fazendo  o  bem  e  curando  a  todos  os  oprimidos  do  diabo,  porque  Deus  era  com  ele;  39  e  nós  somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também  tiraram a vida, pendurando‐o no madeiro. 40 A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu  que  fosse  manifesto,  41  não  a  todo  o  povo,  mas  às  testemunhas  que  foram  anteriormente  escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre  os mortos; 42 e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus  Juiz de vivos e de mortos. 43 Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu  nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. Mateus 3.13‐17  13  Por  esse  tempo,  dirigiu‐se  Jesus  da  Galiléia  para  o  Jordão,  a  fim  de  que  João  o  batizasse.14 Ele, porém, o dissuadia, dizendo: Eu é que preciso ser batizado por ti, e tu vens a  mim?  15 Mas  Jesus  lhe  respondeu:  Deixa  por  enquanto,  porque,  assim,  nos  convém  cumprir  toda a justiça. Então, ele o admitiu. 16 Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram  os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. 17 E eis uma voz dos  céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

2º Domingo após a Epifania  Isaías 49.1‐7  1 Ouvi‐me, terras do mar, e vós, povos de longe, escutai! O SENHOR me chamou desde o meu  nascimento, desde o ventre de minha mãe fez menção do meu nome; 2 fez a minha boca como  uma espada aguda, na sombra da sua mão me escondeu; fez‐me como uma flecha polida, e me  guardou  na  sua  aljava,  3  e  me  disse:  Tu  és  o  meu  servo,  és  Israel,  por  quem  hei  de  ser  glorificado.  4  Eu  mesmo  disse:  debalde  tenho  trabalhado,  inútil  e  vãmente  gastei  as  minhas  forças;  todavia,  o  meu  direito  está  perante  o  SENHOR,  a  minha  recompensa,  perante  o  meu  Deus. 5 Mas agora diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que  torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele, porque eu sou glorificado perante o SENHOR, e o  meu Deus é a minha força. 6 Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos  de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios,  para  seres  a  minha  salvação  até  à  extremidade  da  terra.  7  Assim  diz  o  SENHOR,  o  Redentor  e  Santo de Israel, ao que é desprezado, ao aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o  verão,  e  os  príncipes  se  levantarão;  e  eles  te  adorarão  por  amor  do  SENHOR,  que  é  fiel,  e  do  Santo de Israel, que te escolheu.  Salmo 40.1‐11  1  [Ao  mestre  de  canto.  Salmo  de  Davi]  Esperei  confiantemente  pelo  SENHOR;  ele  se  inclinou  para mim e me ouviu quando clamei por socorro. 2 Tirou‐me de um poço de perdição, de um  tremedal de lama; colocou‐me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. 3 E me pôs nos  lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e  confiarão no SENHOR. 4 Bem‐aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança e não  pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira. 5 São muitas, SENHOR, Deus meu,  as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se  possa igualar contigo. Eu quisera anunciá‐los e deles falar, mas são mais do que se pode contar.6  Sacrifícios  e  ofertas  não  quiseste;  abriste  os  meus  ouvidos;  holocaustos  e  ofertas  pelo  pecado 


não requeres. 7 Então, eu disse: eis aqui estou, no rolo do livro está escrito a meu respeito; 8  agrada‐me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. 9 Proclamei  as boas‐novas de justiça na grande congregação; jamais cerrei os lábios, tu o sabes, SENHOR. 10  Não ocultei no coração a tua justiça; proclamei a tua fidelidade e a tua salvação; não escondi da  grande  congregação  a  tua  graça  e  a  tua  verdade.  11  Não  retenhas  de  mim,  SENHOR,  as  tuas  misericórdias; guardem‐me sempre a tua graça e a tua verdade.   1 Coríntios 1.1‐9  1 Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes, 2  à  igreja  de  Deus  que  está  em  Corinto,  aos  santificados  em  Cristo  Jesus,  chamados  para  ser  santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor  deles e nosso: 3 graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.  4 Sempre dou graças a meu Deus a vosso respeito, a propósito da sua graça, que vos foi dada em  Cristo  Jesus;  5  porque,  em  tudo,  fostes  enriquecidos  nele,  em  toda  a  palavra  e  em  todo  o  conhecimento; 6assim como o testemunho de Cristo tem sido confirmado em vós, 7de maneira  que não vos falte nenhum dom, aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo, 8 o  qual  também  vos  confirmará  até  ao  fim,  para  serdes  irrepreensíveis  no  Dia  de  nosso  Senhor  Jesus  Cristo.  9  Fiel  é  Deus,  pelo  qual  fostes  chamados  à  comunhão  de  seu  Filho  Jesus  Cristo,  nosso Senhor.  João 1.29‐42  29 No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira  o pecado do mundo! 30 É este a favor de quem eu disse: após mim vem um varão que tem a  primazia, porque já existia antes de mim. 31 Eu mesmo não o conhecia, mas, a fim de que ele  fosse manifestado a Israel, vim, por isso, batizando com água. 32 E João testemunhou, dizendo:  Vi  o  Espírito  descer  do  céu  como  pomba  e  pousar  sobre  ele.  33  Eu  não  o  conhecia;  aquele,  porém, que me enviou a batizar com água me disse: Aquele sobre quem vires descer e pousar o  Espírito, esse é o que batiza com o Espírito Santo. 34 Pois eu, de fato, vi e tenho testificado que  ele é o Filho de Deus. 35 No dia seguinte, estava João outra vez na companhia de dois dos seus  discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: Eis o Cordeiro de Deus! 37 Os dois discípulos, ouvindo‐ o  dizer  isto,  seguiram  Jesus.  38  E  Jesus,  voltando‐se  e  vendo  que  o  seguiam,  disse‐lhes:  Que  buscais? Disseram‐lhe: Rabi (que quer dizer Mestre), onde assistes? 39 Respondeu‐lhes: Vinde e  vede.  Foram,  pois,  e  viram  onde  Jesus  estava  morando;  e  ficaram  com  ele  aquele  dia,  sendo  mais ou menos a hora décima. 40 Era André, o irmão de Simão Pedro, um dos dois que tinham  ouvido o testemunho de João e seguido Jesus. 41 Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão,  a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo), 42 e o levou a Jesus. Olhando Jesus  para ele, disse: Tu és Simão, o filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro). 

3º Domingo após a Epifania  Isaías 9.1‐4  1 Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos,  tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o  caminho  do  mar,  além  do  Jordão,  Galiléia  dos  gentios.  2  O  povo  que  andava  em  trevas  viu  grande  luz,  e  aos  que  viviam  na  região  da  sombra  da  morte,  resplandeceu‐lhes  a  luz.  3  Tens  multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram‐se eles diante de ti, como se alegram  na  ceifa  e  como  exultam  quando  repartem  os  despojos.  4  Porque  tu  quebraste  o  jugo  que  pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos  midianitas; 


Salmo 27.1, 4‐9   1 [Salmo de Davi] O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O SENHOR  é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?   4 Uma coisa peço ao SENHOR, e a buscarei: que eu possa morar na Casa do SENHOR todos os  dias da minha vida, para contemplar a beleza do SENHOR e meditar no seu templo. 5 Pois, no dia  da adversidade, ele me ocultará no seu pavilhão; no recôndito do seu tabernáculo, me acolherá;  elevar‐me‐á sobre uma rocha. 6 Agora, será exaltada a minha cabeça acima dos inimigos que me  cercam. No seu tabernáculo, oferecerei sacrifício de júbilo; cantarei e salmodiarei ao SENHOR. 7  Ouve,  SENHOR,  a  minha  voz;  eu  clamo;  compadece‐te  de  mim  e  responde‐me.  8  Ao  meu  coração me ocorre: Buscai a minha presença; buscarei, pois, SENHOR, a tua presença. 9 Não me  escondas,  SENHOR,  a  tua  face,  não  rejeites  com  ira  o  teu  servo;  tu  és  o  meu  auxílio,  não  me  recuses, nem me desampares, ó Deus da minha salvação.  1 Coríntios 1.10‐18  10 Rogo‐vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e  que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental  e  no  mesmo  parecer.  11  Pois  a  vosso  respeito,  meus  irmãos,  fui  informado,  pelos  da  casa  de  Cloe, de que há contendas entre vós. 12 Refiro‐me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de  Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo. 13 Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo  crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? 14 Dou graças  [a Deus] porque a nenhum de vós batizei, exceto Crispo e Gaio; 15 para que ninguém diga que  fostes  batizados  em  meu  nome.  16  Batizei  também  a  casa  de  Estéfanas;  além  destes,  não  me  lembro se batizei algum outro. 17 Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o  evangelho;  não  com  sabedoria  de  palavra,  para  que  se  não  anule  a  cruz  de  Cristo.  18  Certamente,  a  palavra  da  cruz  é  loucura  para  os  que  se  perdem,  mas  para  nós,  que  somos  salvos, poder de Deus.  Mateus 4.12‐23  12 Ouvindo, porém, Jesus que João fora preso, retirou‐se para a Galiléia; 13 e, deixando Nazaré,  foi morar em Cafarnaum, situada à beira‐mar, nos confins de Zebulom e Naftali; 14 para que se  cumprisse  o  que  fora  dito  por  intermédio  do  profeta  Isaías:  15  Terra  de  Zebulom,  terra  de  Naftali, caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios! 16 O povo que jazia em trevas viu  grande luz, e aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu‐lhes a luz. 17 Daí por  diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei‐vos, porque está próximo o reino dos céus.  18 Caminhando junto ao mar da Galiléia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, que  lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 19 E disse‐lhes: Vinde após mim, e eu vos  farei pescadores de homens. 20 Então, eles deixaram imediatamente as redes e o seguiram. 21  Passando  adiante,  viu  outros  dois  irmãos,  Tiago,  filho  de  Zebedeu,  e  João,  seu  irmão,  que  estavam no barco em companhia de seu pai, consertando as redes; e chamou‐os. 22 Então, eles,  no mesmo instante, deixando o barco e seu pai, o seguiram. 23 Percorria Jesus toda a Galiléia,  ensinando  nas  sinagogas,  pregando  o  evangelho  do  reino  e  curando  toda  sorte  de  doenças  e  enfermidades entre o povo. 

4º Domingo após a Epifania  Miquéias 6.1‐8  1 Ouvi, agora, o que diz o SENHOR: Levanta‐te, defende a tua causa perante os montes, e ouçam  os outeiros a tua voz. 2 Ouvi, montes, a controvérsia do SENHOR, e vós, duráveis fundamentos  da terra, porque o SENHOR tem controvérsia com o seu povo e com Israel entrará em juízo. 3  Povo meu, que te tenho feito? E com que te enfadei? Responde‐me! 4 Pois te fiz sair da terra do  Egito  e  da  casa  da  servidão  te  remi;  e  enviei  adiante  de  ti  Moisés,  Arão  e  Miriã.  5  Povo  meu,  lembra‐te, agora, do que maquinou Balaque, rei de Moabe, e do que lhe respondeu Balaão, filho 


de  Beor,  e  do  que  aconteceu  desde  Sitim  até  Gilgal,  para  que  conheças  os  atos  de  justiça  do  SENHOR.  6  Com  que  me  apresentarei  ao  SENHOR  e  me  inclinarei  ante  o  Deus  excelso?  Virei  perante ele com holocaustos, com bezerros de um ano? 7 Agradar‐se‐á o SENHOR de milhares  de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o  fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma? 8 Ele te declarou, ó homem, o que é bom e  que  é  o  que  o  SENHOR  pede  de  ti:  que  pratiques  a  justiça,  e  ames  a  misericórdia,  e  andes  humildemente com o teu Deus.   Salmo 15  1 [Salmo de Davi] Quem, SENHOR, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo  monte? 2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade; 3 o que  não difama com sua língua, não faz mal ao próximo, nem lança injúria contra o seu vizinho; 4 o  que, a seus olhos, tem por desprezível ao réprobo, mas honra aos que temem ao SENHOR; o que  jura com dano próprio e não se retrata; 5 o que não empresta o seu dinheiro com usura, nem  aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.  1 Coríntios 1.18‐31  18  Certamente, a  palavra  da  cruz  é  loucura  para  os  que  se  perdem,  mas  para  nós,  que  somos  salvos,  poder  de  Deus.  19  Pois  está  escrito:  Destruirei  a  sabedoria  dos  sábios  e  aniquilarei  a  inteligência  dos  instruídos.  20  Onde  está  o  sábio?  Onde,  o  escriba?  Onde,  o  inquiridor  deste  século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? 21 Visto como, na sabedoria  de  Deus,  o  mundo  não  o  conheceu  por  sua  própria  sabedoria,  aprouve  a  Deus  salvar  os  que  crêem  pela  loucura  da  pregação.  22  Porque  tanto  os  judeus  pedem  sinais,  como  os  gregos  buscam sabedoria; 23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura  para  os  gentios;  24  mas  para  os  que  foram  chamados,  tanto  judeus  como  gregos,  pregamos a  Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. 25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os  homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. 26 Irmãos, reparai, pois, na vossa  vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos,  nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo  para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28  e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para  reduzir a nada as que são; 29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. 30 Mas  vós  sois  dele,  em  Cristo  Jesus,  o  qual  se  nos  tornou,  da  parte  de  Deus,  sabedoria,  e  justiça,  e  santificação,  e  redenção,  31  para  que,  como  está  escrito:  Aquele  que  se  gloria,  glorie‐se  no  Senhor.  Mateus 5.1‐12  1  Vendo  Jesus  as  multidões,  subiu  ao  monte,  e,  como  se  assentasse,  aproximaram‐se  os  seus  discípulos;  2  e  ele  passou  a  ensiná‐los,  dizendo:  3  Bem‐aventurados  os  humildes  de  espírito,  porque deles é o reino dos céus. 4 Bem‐aventurados os que choram, porque serão consolados. 5  Bem‐aventurados os mansos, porque herdarão a terra. 6 Bem‐aventurados os que têm fome e  sede de justiça, porque serão fartos. 7 Bem‐aventurados os misericordiosos, porque alcançarão  misericórdia.  8  Bem‐aventurados  os  limpos  de  coração,  porque  verão  a  Deus.  9  Bem‐ aventurados  os  pacificadores,  porque  serão  chamados  filhos  de  Deus.  10  Bem‐aventurados  os  perseguidos  por  causa  da  justiça,  porque  deles  é  o  reino  dos  céus.  11  Bem‐aventurados  sois  quando,  por  minha  causa,  vos  injuriarem,  e  vos  perseguirem,  e,  mentindo,  disserem  todo  mal  contra  vós.  12  Regozijai‐vos  e  exultai,  porque  é  grande  o  vosso  galardão  nos  céus;  pois  assim  perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. 


5º Domingo após a Epifania  Isaías 58.1‐9a, (9b‐12)  1  Clama  a  plenos  pulmões,  não  te  detenhas,  ergue  a  voz  como  a  trombeta  e  anuncia  ao  meu  povo  a  sua  transgressão  e  à  casa  de  Jacó,  os  seus  pecados.  2  Mesmo  neste  estado,  ainda  me  procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e  não  deixa  o  direito  do  seu  Deus,  perguntam‐me  pelos  direitos  da  justiça,  têm  prazer  em  se  chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a  nossa  alma,  e  tu  não  o  levas  em  conta?  Eis  que,  no  dia  em  que  jejuais,  cuidais  dos  vossos  próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. 4 Eis que jejuais para contendas e  rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz  no alto. 5 Seria  este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua  cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e  dia aceitável ao SENHOR? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras  da  impiedade,  desfaças  as  ataduras  da  servidão,  deixes  livres  os  oprimidos  e  despedaces  todo  jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os  pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então,  romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a  glória do SENHOR será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás  por socorro, e ele dirá: Eis‐me aqui.  (9b Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar injurioso; 10 se abrires a tua alma  ao  faminto  e  fartares  a  alma  aflita,  então,  a  tua  luz  nascerá  nas trevas,  e  a  tua escuridão  será  como  o  meio‐dia.  11  O  SENHOR  te  guiará  continuamente,  fartará  a  tua  alma  até  em  lugares  áridos  e  fortificará  os  teus  ossos;  serás  como  um  jardim  regado  e  como  um  manancial  cujas  águas jamais faltam. 12 Os teus filhos edificarão as antigas ruínas; levantarás os fundamentos de  muitas  gerações  e  serás  chamado  reparador  de  brechas  e  restaurador  de  veredas  para  que  o  país se torne habitável.)  Salmos 112.1‐9 (10)   1  Aleluia!  Bem‐aventurado  o  homem  que  teme  ao  SENHOR  e  se  compraz  nos  seus  mandamentos.  2  A  sua  descendência  será  poderosa  na  terra;  será  abençoada  a  geração  dos  justos. 3 Na sua casa há prosperidade e riqueza, e a sua justiça permanece para sempre. 4 Ao  justo,  nasce  luz  nas  trevas;  ele  é  benigno,  misericordioso  e  justo.  5  Ditoso  o  homem  que  se  compadece e empresta; ele defenderá a sua causa em juízo; 6 não será jamais abalado; será tido  em  memória  eterna.  7  Não  se atemoriza  de  más  notícias;  o seu  coração  é  firme,  confiante  no  SENHOR.  8  O  seu  coração,  bem  firmado,  não  teme,  até  ver  cumprido,  nos  seus  adversários,  o  seu desejo. 9 Distribui, dá aos pobres; a sua justiça permanece para sempre, e o seu poder se  exaltará em glória.   (10  O  perverso  vê  isso  e  se  enraivece;  range  os  dentes  e  se  consome;  o  desejo  dos  perversos  perecerá.)  1 Coríntios 2.1‐12 (13‐16)   1  Eu,  irmãos,  quando  fui  ter  convosco,  anunciando‐vos  o  testemunho  de  Deus,  não  o  fiz  com  ostentação de linguagem ou de sabedoria. 2 Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus  Cristo e este crucificado. 3 E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. 4 A  minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas  em demonstração do Espírito e de poder, 5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria  humana,  e sim no  poder  de  Deus.  6 Entretanto,  expomos  sabedoria  entre  os  experimentados;  não,  porém,  a  sabedoria  deste  século,  nem  a  dos  poderosos  desta  época,  que  se  reduzem  a  nada; 7 mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou  desde  a  eternidade  para  a  nossa  glória;  8  sabedoria  essa  que  nenhum  dos  poderosos  deste  século conheceu; porque, se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória;  9  mas,  como  está  escrito:  Nem  olhos  viram,  nem  ouvidos  ouviram,  nem  jamais  penetrou  em 


coração  humano  o  que  Deus  tem  preparado  para  aqueles  que  o  amam.  10  Mas  Deus  no‐lo  revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas  de  Deus.  11  Porque  qual  dos  homens  sabe  as  coisas  do  homem,  senão  o  seu  próprio  espírito,  que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus.  12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para  que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.   (13 Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas  pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais. 14 Ora, o homem natural não aceita  as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê‐las, porque elas se  discernem espiritualmente. 15 Porém o homem espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo  não é julgado por ninguém. 16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir?  Nós, porém, temos a mente de Cristo.)  Mateus 5.13‐20  13 Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada  mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. 14 Vós sois a luz do mundo. Não  se  pode  esconder  a  cidade  edificada  sobre  um  monte;  15  nem  se  acende  uma  candeia  para  colocá‐la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. 16  Assim  brilhe  também  a  vossa  luz  diante  dos  homens,  para  que  vejam  as  vossas  boas  obras  e  glorifiquem a vosso Pai que está nos céus. 17 Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas;  não vim para revogar, vim para cumprir. 18 Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra  passem, nem um i ou um til jamais passará da Lei, até que tudo se cumpra. 19 Aquele, pois, que  violar  um  destes  mandamentos,  posto  que  dos  menores,  e  assim  ensinar  aos  homens,  será  considerado  mínimo  no  reino  dos  céus;  aquele,  porém,  que  os  observar  e  ensinar,  esse  será  considerado grande no reino dos céus. 20 Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder  em muito a dos escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus. 

6º Domingo após a Epifania  Deuteronômio 30.15‐20   15 Vê que proponho, hoje, a vida e o bem, a morte e o mal; 16 se guardares o mandamento que  hoje  te  ordeno,  que  ames  o  SENHOR,  teu  Deus,  andes  nos  seus  caminhos,  e  guardes  os  seus  mandamentos,  e  os  seus  estatutos,  e  os  seus  juízos,  então,  viverás  e  te  multiplicarás,  e  o  SENHOR,  teu  Deus,  te  abençoará  na  terra  à  qual  passas  para  possuí‐la.  17  Porém,  se  o  teu  coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido, e te inclinares a outros deuses,  e  os  servires,  18  então,  hoje,  te  declaro  que,  certamente,  perecerás;  não  permanecerás  longo  tempo na terra à qual vais, passando o Jordão, para a possuíres. 19 Os céus e a terra tomo, hoje,  por testemunhas contra ti, que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe, pois,  a vida, para que vivas, tu e a tua descendência, 20 amando o SENHOR, teu Deus, dando ouvidos  à  sua  voz  e  apegando‐te  a  ele;  pois  disto  depende  a  tua  vida  e  a  tua  longevidade;  para  que  habites na terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó.  Salmo 119.1‐8  1  Bem‐aventurados  os  irrepreensíveis  no  seu  caminho,  que  andam  na  lei  do  SENHOR.  2  Bem‐ aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; 3 não praticam  iniqüidade  e  andam  nos  seus  caminhos.  4  Tu  ordenaste  os  teus  mandamentos,  para  que  os  cumpramos  à  risca.  5  Tomara  sejam  firmes  os  meus  passos,  para  que  eu  observe  os  teus  preceitos.  6  Então,  não  terei  de  que  me  envergonhar,  quando  considerar  em  todos  os  teus  mandamentos.  7  Render‐te‐ei  graças  com  integridade  de  coração,  quando  tiver  aprendido  os  teus retos juízos. 8 Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais. 


1 Coríntios 3.1‐9  1  Eu,  porém,  irmãos,  não  vos  pude  falar  como  a  espirituais,  e  sim  como  a  carnais,  como  a  crianças  em  Cristo.  2  Leite  vos  dei  a  beber,  não  vos  dei  alimento  sólido;  porque  ainda  não  podíeis  suportá‐lo.  Nem  ainda  agora  podeis,  porque  ainda  sois  carnais.  3  Porquanto,  havendo  entre  vós  ciúmes  e  contendas,  não  é  assim  que  sois  carnais  e  andais  segundo  o  homem?  4  Quando,  pois,  alguém  diz:  Eu  sou  de  Paulo,  e  outro:  Eu,  de  Apolo,  não  é  evidente  que  andais  segundo os homens? 5 Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto  conforme o Senhor concedeu a cada um. 6 Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de  Deus. 7 De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o  crescimento.  8  Ora,  o  que  planta  e  o  que  rega  são  um;  e  cada  um  receberá  o  seu  galardão,  segundo  o  seu  próprio  trabalho.  9  Porque  de  Deus  somos  cooperadores;  lavoura  de  Deus,  edifício de Deus sois vós.  Mateus 5.21‐37  21 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e: Quem matar estará sujeito a julgamento.  22 Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão estará sujeito  a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e  quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. 23 Se, pois, ao trazeres ao altar a tua  oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa perante o altar a  tua  oferta,  vai  primeiro  reconciliar‐te  com  teu  irmão;  e,  então,  voltando,  faze  a  tua  oferta.  25  Entra  em  acordo  sem  demora  com  o  teu  adversário,  enquanto  estás  com  ele a  caminho,  para  que o adversário não te entregue ao juiz, o juiz, ao oficial de justiça, e sejas recolhido à prisão.  26 Em verdade te digo que não sairás dali, enquanto não pagares o último centavo. 27 Ouvistes  que foi dito: Não adulterarás. 28 Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com  intenção  impura,  no  coração,  já  adulterou  com  ela.  29  Se  o  teu  olho  direito  te  faz  tropeçar,  arranca‐o e lança‐o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o  teu corpo lançado no inferno. 30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta‐a e lança‐a de ti;  pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno. 31  Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê‐lhe carta de divórcio. 32 Eu, porém, vos  digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a  tornar‐se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério. 33 Também ouvistes  que foi dito aos antigos: Não jurarás falso, mas cumprirás rigorosamente para com o Senhor os  teus juramentos. 34 Eu, porém, vos digo: de modo algum jureis; nem pelo céu, por ser o trono  de Deus; 35 nem pela terra, por ser estrado de seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do  grande Rei; 36 nem jures pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto.  37 Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.  

7º Domingo após a Epifania  Levítico 19.1‐2, 9‐18  1 Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize‐lhes: Santos  sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo. 9 Quando também segares a messe da tua  terra,  o  canto  do  teu  campo  não  segarás  totalmente,  nem  as  espigas  caídas  colherás  da  tua  messe. 10 Não rebuscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá‐los‐ás  ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o SENHOR, vosso Deus. 11 Não furtareis, nem mentireis, nem  usareis  de  falsidade  cada  um  com  o  seu  próximo;  12  nem  jurareis  falso  pelo  meu  nome,  pois  profanaríeis o nome do vosso Deus. Eu sou o SENHOR. 13 Não oprimirás o teu próximo, nem o  roubarás; a paga do jornaleiro não ficará contigo até pela manhã. 14 Não amaldiçoarás o surdo,  nem  porás  tropeço  diante  do  cego;  mas  temerás  o  teu  Deus.  Eu  sou  o  SENHOR.  15  Não  farás  injustiça no juízo, nem favorecendo o pobre, nem comprazendo ao grande; com justiça julgarás  o teu próximo. 16 Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo; não atentarás contra a vida  do  teu  próximo.  Eu  sou  o  SENHOR.  17  Não  aborrecerás  teu  irmão  no  teu  íntimo;  mas  repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. 18 Não te vingarás, 


nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu  sou o SENHOR.  Salmo 119.33‐40  33  Ensina‐me,  SENHOR,  o  caminho  dos  teus  decretos,  e  os  seguirei  até  ao  fim.  34  Dá‐me  entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei. 35 Guia‐me pela vereda dos  teus  mandamentos,  pois  nela  me  comprazo.  36  Inclina‐me  o  coração  aos  teus  testemunhos  e  não  à  cobiça.  37  Desvia  os  meus  olhos,  para  que  não  vejam  a  vaidade,  e  vivifica‐me  no  teu  caminho. 38 Confirma ao teu servo a tua promessa feita aos que te temem. 39 Afasta de mim o  opróbrio,  que  temo,  porque  os  teus  juízos  são  bons.  40  Eis  que  tenho  suspirado  pelos  teus  preceitos; vivifica‐me por tua justiça. 1 Coríntios 3.10‐11, 16‐23  10 Segundo a graça de Deus que me foi dada, lancei o fundamento como prudente construtor; e  outro edifica sobre ele. Porém cada um veja como edifica. 11 Porque ninguém pode lançar outro  fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. 16 Não sabeis que sois santuário de  Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17 Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o  destruirá;  porque  o  santuário  de  Deus,  que  sois  vós,  é  sagrado.  18  Ninguém  se  engane  a  si  mesmo:  se  alguém  dentre  vós  se  tem  por  sábio  neste  século,  faça‐se  estulto  para  se  tornar  sábio. 19 Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito: Ele  apanha  os  sábios  na  própria  astúcia  deles.  20  E  outra  vez:  O  Senhor  conhece  os  pensamentos  dos  sábios,  que  são  pensamentos  vãos.  21  Portanto,  ninguém  se  glorie  nos  homens;  porque  tudo é vosso: 22 seja Paulo, seja Apolo, seja Cefas, seja o mundo, seja a vida, seja a morte, sejam  as coisas presentes, sejam as futuras, tudo é vosso, 23 e vós, de Cristo, e Cristo, de Deus.  Mateus 5.38‐48  38 Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. 39 Eu, porém, vos digo: não resistais ao  perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta‐lhe também a outra; 40 e, ao que  quer demandar contigo e tirar‐te a túnica, deixa‐lhe também a capa. 41 Se alguém te obrigar a  andar uma milha, vai com ele duas. 42 Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja  que lhe emprestes. 43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo. 44  Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; 45 para que vos  torneis  filhos  do  vosso  Pai  celeste,  porque  ele  faz  nascer  o  seu  sol  sobre  maus  e  bons  e  vir  chuvas  sobre  justos  e  injustos.  46  Porque,  se  amardes  os  que  vos  amam,  que  recompensa  tendes?  Não  fazem  os  publicanos  também  o  mesmo?  47  E,  se  saudardes  somente  os  vossos  irmãos,  que  fazeis  de  mais?  Não  fazem  os  gentios  também  o  mesmo?  48  Portanto,  sede  vós  perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste. 

8º Domindo após a Epifania  Isaías 49.8‐16a  8 Diz ainda o SENHOR: No tempo aceitável, eu te ouvi e te socorri no dia da salvação; guardar‐te‐ ei e te farei mediador da aliança do povo, para restaurares a terra e lhe repartires as herdades  assoladas; 9 para dizeres aos presos: Saí, e aos que estão em trevas: Aparecei. Eles pastarão nos  caminhos e em todos os altos desnudos terão o seu pasto. 10 Não terão fome nem sede, a calma  nem o sol os afligirá; porque o que deles se compadece os guiará e os conduzirá aos mananciais  das  águas.  11  Transformarei  todos  os  meus  montes  em  caminhos,  e  as  minhas  veredas  serão  alteadas. 12 Eis que estes virão de longe, e eis que aqueles, do Norte e do Ocidente, e aqueles  outros,  da  terra  de  Sinim.  13  Cantai,  ó  céus,  alegra‐te,  ó  terra,  e  vós,  montes,  rompei  em  cânticos, porque o SENHOR consolou o seu povo e dos seus aflitos se compadece. 14 Mas Sião  diz:  O  SENHOR  me  desamparou,  o  Senhor  se  esqueceu  de  mim.  15  Acaso,  pode  uma  mulher  esquecer‐se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? 


Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. 16 Eis que  nas palmas das minhas mãos te gravei; os teus muros estão continuamente perante mim.  Salmo 131  1  [Cântico  de  romagem.  De  Davi]  SENHOR,  não  é  soberbo  o  meu  coração,  nem  altivo  o  meu  olhar; não ando à procura de grandes coisas, nem de coisas maravilhosas demais para mim.  2  Pelo  contrário,  fiz  calar  e  sossegar  a  minha  alma;  como  a  criança  desmamada  se  aquieta  nos  braços  de  sua  mãe,  como  essa  criança  é  a  minha  alma  para  comigo.  3  Espera,  ó  Israel,  no  SENHOR, desde agora e para sempre.  1 Coríntios 4.1‐5  1 Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros  dos mistérios de Deus. 2 Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles  seja encontrado fiel. 3 Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós ou por tribunal  humano;  nem  eu  tampouco  julgo  a  mim  mesmo.  4  Porque  de  nada  me  argúi  a  consciência;  contudo, nem por isso me dou por justificado, pois quem me julga é o Senhor. 5 Portanto, nada  julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à plena luz as coisas  ocultas  das  trevas,  mas  também  manifestará  os  desígnios  dos  corações;  e,  então,  cada  um  receberá o seu louvor da parte de Deus.  Mateus 6.24‐34  24 Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer‐se de um e amar ao outro,  ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas. 25 Por isso,  vos  digo:  não  andeis  ansiosos  pela  vossa  vida, quanto  ao  que haveis  de  comer  ou  beber;  nem  pelo  vosso  corpo,  quanto  ao  que  haveis  de  vestir.  Não  é  a  vida  mais  do  que  o  alimento,  e  o  corpo,  mais  do  que  as  vestes?  26  Observai  as  aves  do  céu:  não  semeiam,  não  colhem,  nem  ajuntam  em  celeiros;  contudo,  vosso  Pai  celeste  as  sustenta.  Porventura,  não  valeis  vós  muito  mais do que as aves? 27 Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao  curso da sua vida? 28 E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem  os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. 29 Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão,  em  toda  a  sua  glória,  se  vestiu  como  qualquer  deles.  30  Ora,  se  Deus  veste  assim  a  erva  do  campo,  que  hoje  existe  e  amanhã  é  lançada  no  forno,  quanto  mais  a  vós  outros,  homens  de  pequena fé? 31 Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou:  Com que nos vestiremos? 32 Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso  Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; 33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a  sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 34 Portanto, não vos inquieteis com o  dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal. 

Último Domingo após a Epifania — Transfiguração do Senhor  Êxodo 24.12‐18  12 Então, disse o SENHOR a Moisés: Sobe a mim, ao monte, e fica lá; dar‐te‐ei tábuas de pedra, e  a lei, e os mandamentos que escrevi, para os ensinares. 13 Levantou‐se Moisés com Josué, seu  servidor; e, subindo Moisés ao monte de Deus, 14 disse aos anciãos: Esperai‐nos aqui até que  voltemos  a  vós  outros.  Eis  que  Arão  e  Hur  ficam  convosco;  quem  tiver  alguma  questão  se  chegará a eles. 15 Tendo Moisés subido, uma nuvem cobriu o monte. 16 E a glória do SENHOR  pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias; ao sétimo dia, do meio da nuvem  chamou o SENHOR a Moisés. 17 O aspecto da glória do SENHOR era como um fogo consumidor  no cimo do monte, aos olhos dos filhos de Israel. 18 E Moisés, entrando pelo meio da nuvem,  subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites. 


Salmo 2  1  Por  que  se  enfurecem  os  gentios  e  os  povos  imaginam  coisas  vãs?  2  Os  reis  da  terra  se  levantam,  e  os  príncipes  conspiram  contra  o  SENHOR  e  contra  o  seu  Ungido,  dizendo:  3  Rompamos  os  seus  laços  e  sacudamos  de  nós  as  suas  algemas.  4  Ri‐se  aquele  que  habita  nos  céus;  o  Senhor  zomba  deles.  5  Na  sua  ira,  a  seu  tempo,  lhes  há  de  falar  e  no  seu  furor  os  confundirá.  6  Eu,  porém,  constituí  o  meu  Rei  sobre  o  meu  santo  monte  Sião.  7  Proclamarei  o  decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. 8 Pede‐me, e eu te darei as  nações  por  herança  e  as  extremidades  da  terra  por  tua  possessão.  9  Com  vara  de  ferro  as  regerás  e  as  despedaçarás  como  um  vaso  de  oleiro.  10  Agora,  pois,  ó  reis,  sede  prudentes;  deixai‐vos  advertir,  juízes  da  terra.  11  Servi  ao  SENHOR  com  temor  e  alegrai‐vos  nele  com  tremor. 12 Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em  pouco se lhe inflamará a ira. Bem‐aventurados todos os que nele se refugiam.  (Salmo 99)  (1  Reina  o  SENHOR;  tremam  os  povos.  Ele  está  entronizado  acima  dos  querubins;  abale‐se  a  terra. 2 O SENHOR é grande em Sião e sobremodo elevado acima de todos os povos. 3 Celebrem  eles  o  teu  nome  grande  e  tremendo,  porque  é  santo.  4  És  rei  poderoso  que  ama  a  justiça;  tu  firmas  a  eqüidade,  executas  o  juízo  e  a  justiça  em  Jacó.  5  Exaltai  ao  SENHOR,  nosso  Deus,  e  prostrai‐vos  ante  o  escabelo  de  seus  pés,  porque  ele  é  santo.  6  Moisés  e  Arão,  entre  os  seus  sacerdotes, e, Samuel, entre os que lhe invocam o nome, clamavam ao SENHOR, e ele os ouvia.  7 Falava‐lhes na coluna de nuvem; eles guardavam os seus mandamentos e a lei que lhes tinha  dado. 8 Tu lhes respondeste, ó SENHOR, nosso Deus; foste para eles Deus perdoador, ainda que  tomando vingança dos seus feitos. 9 Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai‐vos ante o seu  santo monte, porque santo é o SENHOR, nosso Deus.)  2 Pedro 1.16‐21  12  Por  esta  razão,  sempre  estarei  pronto  para  trazer‐vos  lembrados  acerca  destas  coisas,  embora  estejais  certos  da  verdade  já  presente  convosco  e  nela  confirmados.  13  Também  considero  justo,  enquanto  estou  neste  tabernáculo,  despertar‐vos  com  essas  lembranças,  14  certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus  Cristo  me  revelou.  15  Mas,  de  minha  parte,  esforçar‐me‐ei,  diligentemente,  por  fazer  que,  a  todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo. 16 Porque não vos  demos  a  conhecer  o  poder  e  a  vinda  de  nosso  Senhor  Jesus  Cristo  seguindo  fábulas  engenhosamente inventadas, mas nós mesmos fomos testemunhas oculares da sua majestade,  17  pois  ele  recebeu,  da  parte  e  Deus  Pai,  honra  e  glória,  quando  pela  Glória  Excelsa  lhe  foi  enviada  a  seguinte  voz:  Este  é  o  meu  Filho  amado,  em  quem  me  comprazo.  18  Ora,  esta  voz,  vinda do céu, nós a ouvimos quando estávamos com ele no monte santo. 19 Temos, assim, tanto  mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê‐la, como a uma candeia que brilha  em  lugar  tenebroso,  até  que  o  dia  clareie  e  a  estrela  da  alva  nasça  em  vosso  coração,  20  sabendo,  primeiramente,  isto:  que  nenhuma  profecia  da  Escritura  provém  de  particular  elucidação;  21  porque  nunca  jamais  qualquer  profecia  foi  dada  por  vontade  humana;  entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.  Mateus 17.1-9 1  Seis  dias  depois,  tomou  Jesus  consigo  a  Pedro  e  aos  irmãos  Tiago  e  João  e  os  levou,  em  particular, a um alto monte. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o  sol, e as suas vestes tornaram‐se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias,  falando  com  ele.  4  Então,  disse  Pedro  a  Jesus:  Senhor,  bom  é  estarmos  aqui;  se  queres,  farei  aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5 Falava ele ainda, quando  uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho  amado,  em  quem  me  comprazo;  a  ele  ouvi.  6  Ouvindo‐a  os  discípulos,  caíram  de  bruços,  tomados de grande medo. 7 Aproximando‐se deles, tocou‐lhes Jesus, dizendo: Erguei‐vos e não  temais! 8 Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. 9 E, descendo eles do  monte,  ordenou‐lhes  Jesus:  A  ninguém  conteis  a  visão,  até  que  o  Filho  do  Homem  ressuscite  dentre os mortos. 


Quarta‐feira de cinzas  Joel 2.1‐2, 12‐17  1  Tocai  a  trombeta  em  Sião  e  dai  voz  de  rebate  no  meu  santo  monte;  perturbem‐se  todos  os  moradores  da  terra,  porque  o  Dia  do  SENHOR  vem,  já  está  próximo;  2  dia  de  escuridade  e  densas trevas, dia de nuvens e negridão! Como a alva por sobre os montes, assim se difunde um  povo grande e poderoso, qual desde o tempo antigo nunca houve, nem depois dele haverá pelos  anos adiante, de geração em geração.   12 Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei‐vos a mim de todo o vosso coração; e  isso com jejuns, com choro e com pranto. 13 Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e  convertei‐vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em  irar‐se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. 14 Quem sabe se não se voltará, e se  arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o SENHOR,  vosso Deus? 15 Tocai a trombeta em Sião, promulgai um santo jejum, proclamai uma assembléia  solene. 16 Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os  que  mamam;  saia  o  noivo  da  sua  recâmara,  e  a  noiva,  do  seu  aposento.  17  Chorem  os  sacerdotes,  ministros  do  SENHOR,  entre  o  pórtico  e  o  altar,  e  orem:  Poupa  o  teu  povo,  ó  SENHOR, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele.  Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus?  (Isaías 58.1‐12)  (1 Clama a plenos pulmões, não te detenhas, ergue a voz como a trombeta e anuncia ao meu  povo  a  sua  transgressão  e  à  casa  de  Jacó,  os  seus  pecados.  2  Mesmo  neste  estado,  ainda  me  procuram dia a dia, têm prazer em saber os meus caminhos; como povo que pratica a justiça e  não  deixa  o  direito  do  seu  Deus,  perguntam‐me  pelos  direitos  da  justiça,  têm  prazer  em  se  chegar a Deus, 3 dizendo: Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso? Por que afligimos a  nossa  alma,  e  tu  não  o  levas  em  conta?  Eis  que,  no  dia  em  que  jejuais,  cuidais  dos  vossos  próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. 4 Eis que jejuais para contendas e  rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz  no alto. 5 Seria  este o jejum que escolhi, que o homem um dia aflija a sua alma, incline a sua  cabeça como o junco e estenda debaixo de si pano de saco e cinza? Chamarias tu a isto jejum e  dia aceitável ao SENHOR? 6 Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras  da  impiedade,  desfaças  as  ataduras  da  servidão,  deixes  livres  os  oprimidos  e  despedaces  todo  jugo? 7 Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os  pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante? 8 Então,  romperá a tua luz como a alva, a tua cura brotará sem detença, a tua justiça irá adiante de ti, e a  glória do SENHOR será a tua retaguarda; 9 então, clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás  por socorro, e ele dirá: Eis‐me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o dedo que ameaça, o falar  injurioso; 10 se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá  nas  trevas,  e  a  tua  escuridão  será  como  o  meio‐dia.  11  O  SENHOR  te  guiará  continuamente,  fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado  e como um manancial cujas águas jamais faltam. 12 Os teus filhos edificarão as antigas ruínas;  levantarás  os  fundamentos  de  muitas  gerações  e  serás  chamado  reparador  de  brechas  e  restaurador de veredas para que o país se torne habitável.)  Salmo 51.1‐17  1 [Ao mestre de canto. Salmo de Davi, quando o profeta Natã veio ter com ele, depois de haver  ele possuído Bate‐Seba] Compadece‐te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo  a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. 2 Lava‐me completamente da  minha iniqüidade e purifica‐me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o  meu pecado está sempre diante de mim. 4 Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mau  perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. 5 Eu  nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. 6 Eis que te comprazes na verdade  no  íntimo  e  no  recôndito  me  fazes  conhecer  a  sabedoria.  7  Purifica‐me  com  hissopo,  e  ficarei 


limpo; lava‐me, e ficarei mais alvo que a neve. 8 Faze‐me ouvir júbilo e alegria, para que exultem  os  ossos  que  esmagaste.  9  Esconde  o  rosto  dos  meus  pecados  e  apaga  todas  as  minhas  iniqüidades.  10  Cria  em  mim,  ó  Deus,  um  coração  puro  e  renova  dentro  de  mim  um  espírito  inabalável. 11 Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito. 12 Restitui‐ me a alegria da tua salvação e sustenta‐me com um espírito voluntário. 13 Então, ensinarei aos  transgressores os teus caminhos, e os pecadores se converterão a ti. 14 Livra‐me dos crimes de  sangue,  ó  Deus,  Deus  da  minha  salvação,  e  a  minha  língua  exaltará  a  tua  justiça.  15  Abre,  Senhor, os meus lábios, e a minha boca manifestará os teus louvores. 16 Pois não te comprazes  em  sacrifícios;  do  contrário,  eu  tos  daria;  e  não  te  agradas  de  holocaustos.  17  Sacrifícios  agradáveis  a  Deus  são  o  espírito  quebrantado;  coração  compungido  e  contrito,  não  o  desprezarás, ó Deus.  2 Coríntios 5.20b‐6.10  5.20b [...] Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus. 21 Aquele que não  conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.   6.1 E nós, na qualidade de cooperadores com ele, também vos exortamos a que não recebais em  vão a graça de Deus 2 (porque ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia  da  salvação;  eis,  agora,  o  tempo  sobremodo  oportuno,  eis,  agora,  o  dia  da  salvação);  3  não  dando  nós  nenhum  motivo  de  escândalo  em  coisa  alguma,  para  que  o  ministério  não  seja  censurado.  4  Pelo  contrário,  em  tudo  recomendando‐nos  a  nós  mesmos  como  ministros  de  Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, 5 nos açoites, nas prisões,  nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, 6 na pureza, no saber, na longanimidade, na  bondade, no Espírito Santo, no  amor não fingido, 7 na palavra  da verdade, no poder de Deus,  pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; 8 por honra e por desonra, por infâmia e  por  boa  fama,  como  enganadores  e  sendo  verdadeiros;  9  como  desconhecidos  e,  entretanto,  bem  conhecidos;  como  se  estivéssemos  morrendo  e,  contudo,  eis  que  vivemos;  como  castigados, porém não mortos; 10 entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo  a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo. Mateus 6.1‐6, 16‐21  1 Guardai‐vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles;  doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. 2 Quando, pois, deres esmola, não  toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem  glorificados  pelos  homens.  Em  verdade  vos  digo  que  eles  já  receberam  a  recompensa.  3  Tu,  porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; 4 para que a  tua  esmola  fique  em  secreto;  e  teu  Pai,  que  vê  em  secreto,  te  recompensará.  5  E,  quando  orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos  das  praças,  para  serem  vistos  dos  homens.  Em  verdade  vos  digo  que  eles  já  receberam  a  recompensa. 6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu  Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.  16  Quando  jejuardes,  não  vos  mostreis  contristados  como  os  hipócritas;  porque  desfiguram  o  rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam  a recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o  rosto, 18 com o fim de  não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto,  te  recompensará.  19  Não  acumuleis  para  vós  outros  tesouros  sobre  a  terra,  onde  a  traça  e  a  ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; 20 mas ajuntai para vós outros tesouros  no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam; 21 porque,  onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 


1º Domingo da Quaresma  Gênesis 2.15‐17; 3.1‐7  15 Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o  guardar.  16  E  o  SENHOR  Deus  lhe  deu  esta  ordem:  De  toda  árvore  do  jardim  comerás  livremente, 17 mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia  em que dela comeres, certamente morrerás.  3.1 Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o SENHOR Deus tinha feito,  disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim? 2 Respondeu‐ lhe a mulher: Do fruto das árvores do jardim podemos comer, 3 mas do fruto da árvore que está  no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. 4  Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. 5 Porque Deus sabe que no dia em  que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal.  6 Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável  para dar entendimento, tomou‐lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu. 7  Abriram‐se,  então,  os  olhos  de  ambos;  e,  percebendo  que  estavam  nus,  coseram  folhas  de  figueira e fizeram cintas para si.  Salmo 32  1 [De Davi. Salmo didático] Bem‐aventurado aquele cuja iniqüidade é perdoada, cujo pecado é  coberto.  2  Bem‐aventurado  o  homem  a  quem  o  SENHOR  não  atribui  iniqüidade  e  em  cujo  espírito  não  há  dolo.  3  Enquanto  calei  os  meus  pecados,  envelheceram  os  meus  ossos  pelos  meus constantes gemidos todo o dia. 4 Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu  vigor  se  tornou em  sequidão  de  estio.  5  Confessei‐te  o meu  pecado  e  a  minha iniqüidade  não  mais ocultei. Disse: confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniqüidade  do  meu  pecado.  6  Sendo  assim,  todo  homem  piedoso  te  fará  súplicas  em  tempo  de  poder  encontrar‐te. Com efeito, quando transbordarem muitas águas, não o atingirão. 7 Tu és o meu  esconderijo;  tu  me  preservas  da  tribulação  e  me  cercas  de  alegres  cantos  de  livramento.  8  Instruir‐te‐ei  e  te  ensinarei  o  caminho  que  deves  seguir;  e,  sob  as  minhas  vistas,  te  darei  conselho.  9  Não  sejais  como  o  cavalo  ou  a  mula,  sem  entendimento,  os  quais  com  freios  e  cabrestos são dominados; de outra sorte não te obedecem. 10 Muito sofrimento terá de curtir o  ímpio,  mas  o  que  confia  no  SENHOR,  a  misericórdia  o  assistirá.  11  Alegrai‐vos  no  SENHOR  e  regozijai‐vos, ó justos; exultai, vós todos que sois retos de coração.  Romanos 5.12‐19  12 Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte,  assim  também  a  morte  passou  a  todos  os  homens,  porque  todos  pecaram.  13  Porque  até  ao  regime da lei havia pecado no mundo, mas o pecado não é levado em conta quando não há lei.  14 Entretanto, reinou a morte desde Adão até Moisés, mesmo sobre aqueles que não pecaram à  semelhança  da  transgressão  de  Adão,  o  qual  prefigurava  aquele  que  havia  de  vir.  15  Todavia,  não é assim o dom gratuito como a ofensa; porque, se, pela ofensa de um só, morreram muitos,  muito  mais  a  graça  de  Deus  e  o  dom  pela  graça  de  um  só  homem,  Jesus  Cristo,  foram  abundantes  sobre  muitos.  16  O  dom,  entretanto,  não  é  como  no  caso  em  que  somente  um  pecou;  porque  o  julgamento  derivou  de  uma  só  ofensa,  para  a  condenação;  mas  a  graça  transcorre de muitas ofensas, para a justificação. 17 Se, pela ofensa de um e por meio de um só,  reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão  em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. 18 Pois assim como, por uma só ofensa, veio o  juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a  graça  sobre  todos  os  homens  para  a  justificação  que  dá  vida.  19  Porque,  como,  pela  desobediência  de  um  só  homem,  muitos  se  tornaram  pecadores,  assim  também,  por  meio  da  obediência de um só, muitos se tornarão justos. 


Mateus 4.1‐11  1 A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2 E, depois de  jejuar  quarenta  dias  e  quarenta  noites,  teve  fome.  3  Então,  o  tentador,  aproximando‐se,  lhe  disse:  Se és  Filho  de  Deus,  manda  que estas  pedras  se  transformem  em pães. 4 Jesus,  porém,  respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da  boca de Deus. 5 Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou‐o sobre o pináculo do templo 6 e  lhe disse: Se és Filho de Deus, atira‐te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu  respeito que te guardem; e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.  7 Respondeu‐lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8 Levou‐o ainda  o diabo a um monte muito alto, mostrou‐lhe todos os reinos do mundo e a glória deles 9 e lhe  disse:  Tudo  isto  te  darei  se,  prostrado,  me  adorares.  10  Então,  Jesus  lhe  ordenou:  Retira‐te,  Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto. 11 Com isto,  o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram. 

2º Domingo da Quaresma  Gênesis 12.1‐4a  1 Ora, disse o SENHOR a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para  a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o  nome.  Sê  tu  uma  bênção!  3  Abençoarei  os  que  te  abençoarem  e  amaldiçoarei  os  que  te  amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois, Abrão, como lho  ordenara o SENHOR, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã.  Salmo 121  1  [Cântico  de  romagem]  Elevo  os  olhos  para  os montes:  de  onde  me  virá  o  socorro?  2 O  meu  socorro vem do SENHOR, que fez o céu e a terra. 3 Ele não permitirá que os teus pés vacilem;  não dormitará aquele que te guarda. 4 É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.  5  O  SENHOR  é  quem  te  guarda;  o  SENHOR  é  a  tua  sombra  à  tua  direita.  6  De  dia  não  te  molestará o sol, nem de noite, a lua. 7 O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.  8 O SENHOR guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.   Romanos 4.1‐5, 13‐17  1 Que, pois, diremos ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne? 2 Porque, se Abraão foi  justificado  por  obras,  tem  de  que  se  gloriar,  porém  não  diante  de  Deus.  3  Pois  que  diz  a  Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. 4 Ora, ao que trabalha, o  salário não é considerado como favor, e sim como dívida. 5 Mas, ao que não trabalha, porém crê  naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é atribuída como justiça.  13 Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser  herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé. 14 Pois, se os da lei é que são os herdeiros,  anula‐se a fé e cancela‐se a promessa, 15 porque a lei suscita a ira; mas onde não há lei, também  não há transgressão. 16 Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a  fim de que seja firme a promessa para toda a descendência, não somente ao que está no regime  da lei, mas também ao que é da fé que teve Abraão (porque Abraão é pai de todos nós, 17 como  está  escrito:  Por  pai  de  muitas  nações  te  constituí.),  perante  aquele  no  qual  creu,  o  Deus  que  vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.  Mateus 17.1‐9  1  Seis  dias  depois,  tomou  Jesus  consigo  a  Pedro  e  aos  irmãos  Tiago  e  João  e  os  levou,  em  particular, a um alto monte. 2 E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como o  sol, e as suas vestes tornaram‐se brancas como a luz. 3 E eis que lhes apareceram Moisés e Elias,  falando  com  ele.  4  Então,  disse  Pedro  a  Jesus:  Senhor,  bom  é  estarmos  aqui;  se  queres,  farei 


aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés, outra para Elias. 5 Falava ele ainda, quando  uma nuvem luminosa os envolveu; e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho  amado,  em  quem  me  comprazo;  a  ele  ouvi.  6  Ouvindo‐a  os  discípulos,  caíram  de  bruços,  tomados de grande medo. 7 Aproximando‐se deles, tocou‐lhes Jesus, dizendo: Erguei‐vos e não  temais! 8 Então, eles, levantando os olhos, a ninguém viram, senão Jesus. 9 E, descendo eles do  monte,  ordenou‐lhes  Jesus:  A  ninguém  conteis  a  visão,  até  que  o  Filho  do  Homem  ressuscite  dentre os mortos. 

3º Domingo da Quaresma  Êxodo 17.1‐7  1  Tendo  partido  toda  a  congregação  dos  filhos  de  Israel  do  deserto  de  Sim,  fazendo  suas  paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam‐se em Refidim; e não havia ali água  para  o  povo  beber.  2  Contendeu,  pois,  o  povo  com  Moisés  e  disse:  Dá‐nos  água  para  beber.  Respondeu‐lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR? 3 Tendo aí o  povo  sede de  água,  murmurou  contra  Moisés  e  disse:  Por que  nos  fizeste  subir  do  Egito,  para  nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos? 4 Então, clamou Moisés ao  SENHOR: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar‐me. 5 Respondeu o SENHOR a Moisés:  Passa  adiante  do  povo  e  toma  contigo  alguns  dos  anciãos  de  Israel,  leva  contigo  em  mão  o  bordão com que feriste o rio e vai. 6 Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe;  ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos  de Israel. 7 E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos  de Israel e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós ou não?  Salmo 95  1 Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. 2 Saiamos  ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo‐lo com salmos. 3 Porque o SENHOR é o Deus  supremo  e  o  grande  Rei  acima  de  todos  os  deuses.  4  Nas  suas  mãos  estão  as  profundezas  da  terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. 5 Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos,  os  continentes.  6  Vinde,  adoremos  e  prostremo‐nos;  ajoelhemos  diante  do  SENHOR,  que  nos  criou. 7 Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a  sua  voz,  8  não  endureçais  o  coração,  como  em  Meribá,  como  no  dia  de  Massá,  no  deserto,  9  quando vossos pais me tentaram, pondo‐me à prova, não obstante terem visto as minhas obras.  10  Durante  quarenta  anos,  estive  desgostado  com  essa  geração  e  disse:  é  povo  de  coração  transviado, não conhece os meus caminhos. 11 Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu  descanso.  Romanos 5.1‐11  1 Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2  por  intermédio  de  quem  obtivemos  igualmente  acesso,  pela  fé,  a  esta  graça  na  qual  estamos  firmes; e gloriamo‐nos na esperança da glória de Deus. 3 E não somente isto, mas também nos  gloriamos  nas  próprias  tribulações,  sabendo  que  a  tribulação  produz  perseverança;  4  e  a  perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque  o  amor  de  Deus  é  derramado  em  nosso  coração  pelo  Espírito  Santo,  que  nos  foi  outorgado.  6  Porque  Cristo,  quando  nós  ainda  éramos  fracos,  morreu  a  seu  tempo  pelos  ímpios.  7  Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a  morrer. 8 Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por  nós, sendo nós ainda pecadores. 9 Logo, muito mais agora, sendo justificados pelo seu sangue,  seremos  por  ele  salvos  da  ira.  10  Porque,  se  nós,  quando  inimigos,  fomos  reconciliados  com  Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela  sua  vida;  11  e  não  apenas  isto,  mas  também  nos  gloriamos  em  Deus  por  nosso  Senhor  Jesus  Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação. 


João 4.5‐42  5 Chegou, pois, a uma cidade samaritana, chamada Sicar, perto das terras que Jacó dera a seu  filho José. 6 Estava ali a fonte de Jacó. Cansado da viagem, assentara‐se Jesus junto à fonte, por  volta da hora sexta. 7 Nisto, veio uma mulher samaritana tirar água. Disse‐lhe Jesus: Dá‐me de  beber. 8 Pois seus discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos. 9 Então, lhe disse a  mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana  (porque os judeus não se dão com os samaritanos)? 10 Replicou‐lhe Jesus: Se conheceras o dom  de Deus e quem é o que te pede: dá‐me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11  Respondeu‐lhe  ela:  Senhor,  tu  não  tens  com  que  a  tirar,  e  o  poço  é  fundo;  onde,  pois,  tens  a  água viva? 12 És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, do qual ele  mesmo bebeu, e, bem assim, seus filhos, e seu gado? 13 Afirmou‐lhe Jesus: Quem beber desta  água tornará a ter sede; 14 aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá  sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna. 15  Disse‐lhe a mulher: Senhor, dá‐me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir  aqui buscá‐la. 16 Disse‐lhe Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá; 17 ao que lhe respondeu a  mulher: Não tenho marido. Replicou‐lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; 18 porque cinco  maridos  já  tiveste,  e  esse  que  agora  tens  não  é  teu  marido;  isto  disseste  com  verdade.  19  Senhor, disse‐lhe a mulher, vejo que tu és profeta. 20 Nossos pais adoravam neste monte; vós,  entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar. 21 Disse‐lhe Jesus: Mulher,  podes crer‐me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22  Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos  judeus. 23 Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em  espírito  e  em  verdade;  porque  são  estes  que  o  Pai  procura  para  seus  adoradores.  24  Deus  é  espírito;  e  importa  que  os  seus  adoradores  o  adorem  em  espírito  e  em  verdade.  25  Eu  sei,  respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará  todas as coisas. 26 Disse‐lhe Jesus: Eu o sou, eu que falo contigo. 27 Neste ponto, chegaram os  seus discípulos e se admiraram de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe  disse: Que perguntas? Ou: Por que falas com ela? 28 Quanto à mulher, deixou o seu cântaro, foi  à cidade e disse àqueles homens: 29 Vinde comigo e vede um homem que me disse tudo quanto  tenho feito. Será este, porventura, o Cristo?! 30 Saíram, pois, da cidade e vieram ter com ele. 31  Nesse  ínterim,  os  discípulos  lhe  rogavam,  dizendo:  Mestre,  come!  32  Mas  ele  lhes  disse:  Uma  comida  tenho  para  comer,  que  vós  não  conheceis.  33  Diziam,  então,  os  discípulos  uns  aos  outros:  Ter‐lhe‐ia,  porventura,  alguém  trazido  o  que  comer?  34  Disse‐lhes  Jesus:  A  minha  comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 35 Não dizeis  vós  que  ainda  há  quatro  meses  até  à  ceifa?  Eu,  porém,  vos  digo:  erguei  os  olhos  e  vede  os  campos,  pois  já  branquejam  para  a  ceifa.  36  O  ceifeiro  recebe  desde  já  a  recompensa  e  entesoura  o  seu  fruto  para  a  vida  eterna;  e,  dessarte,  se  alegram  tanto  o  semeador  como  o  ceifeiro. 37 Pois, no caso, é verdadeiro o ditado: Um é o semeador, e outro é o ceifeiro. 38 Eu  vos enviei para ceifar o que não semeastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.  39 Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que  anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito. 40 Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus,  pediam‐lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias. 41 Muitos outros creram nele, por  causa da sua palavra, 42 e diziam à mulher: Já agora não é pelo que disseste que nós cremos;  mas  porque  nós  mesmos  temos  ouvido  e  sabemos  que  este  é verdadeiramente  o  Salvador  do  mundo. 

4º Domingo da Quaresma   1 Samuel 16.1‐13  1 Disse o SENHOR a Samuel: Até quando terás pena de Saul, havendo‐o eu rejeitado, para que  não  reine  sobre  Israel?  Enche  um  chifre  de  azeite  e  vem;  enviar‐te‐ei  a  Jessé,  o  belemita;  porque,  dentre  os  seus  filhos,  me  provi  de  um  rei.  2  Disse  Samuel:  Como  irei  eu?  Pois  Saul  o  saberá e me matará. Então, disse o SENHOR: Toma contigo um novilho e dize: Vim para sacrificar  ao SENHOR. 3 Convidarás Jessé para o sacrifício; eu te mostrarei o que hás de fazer, e ungir‐me‐


ás a quem eu te designar. 4 Fez, pois, Samuel o que dissera o SENHOR e veio a Belém. Saíram‐lhe  ao encontro os anciãos da cidade, tremendo, e perguntaram: É de paz a tua vinda? 5 Respondeu  ele: É de paz; vim sacrificar ao SENHOR. Santificai‐vos e vinde comigo ao sacrifício. Santificou ele  a Jessé e os seus filhos e os convidou para o sacrifício. 6 Sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe  e disse consigo: Certamente, está perante o SENHOR o seu ungido. 7 Porém o SENHOR disse a  Samuel:  Não atentes para  a sua  aparência,  nem  para  a  sua  altura,  porque  o rejeitei;  porque o  SENHOR  não  vê  como  vê  o  homem.  O  homem  vê  o  exterior,  porém  o  SENHOR,  o  coração.  8  Então,  chamou  Jessé  a  Abinadabe  e  o  fez  passar  diante  de  Samuel,  o  qual  disse:  Nem  a  este  escolheu  o  SENHOR.  9  Então,  Jessé  fez  passar  a  Samá,  porém  Samuel  disse:  Tampouco  a  este  escolheu  o  SENHOR.  10  Assim,  fez  passar  Jessé  os  seus  sete  filhos  diante  de  Samuel;  porém  Samuel disse a Jessé: O SENHOR não escolheu estes. 11 Perguntou Samuel a Jessé: Acabaram‐se  os teus filhos? Ele respondeu: Ainda falta o mais moço, que está apascentando as ovelhas. Disse,  pois, Samuel a Jessé: Manda chamá‐lo, pois não nos assentaremos à mesa sem que ele venha.  12 Então, mandou chamá‐lo e fê‐lo entrar. Era ele ruivo, de belos olhos e boa aparência. Disse o  SENHOR: Levanta‐te e unge‐o, pois este é ele. 13 Tomou Samuel o chifre do azeite e o ungiu no  meio de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apossou de Davi. Então,  Samuel se levantou e foi para Ramá.  Salmo 23  1 [Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos  verdejantes. Leva‐me para junto das águas de descanso; 3 refrigera‐me a alma. Guia‐me pelas  veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,  não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5  Preparas‐me uma mesa na presença dos meus adversários, unges‐me a cabeça com óleo; o meu  cálice  transborda.  6  Bondade  e  misericórdia  certamente  me  seguirão  todos  os  dias  da  minha  vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.  Efésios 5.8‐14  8 Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz 9 (porque  o  fruto  da  luz  consiste  em  toda  bondade,  e  justiça,  e  verdade),  10  provando  sempre  o  que  é  agradável ao Senhor. 11 E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas das trevas; antes, porém,  reprovai‐as.  12  Porque  o  que  eles  fazem  em  oculto,  o  só  referir  é  vergonha.  13  Mas  todas  as  coisas, quando reprovadas pela luz, se tornam manifestas; porque tudo que se manifesta é luz.  14 Pelo que diz: Desperta, ó tu que dormes, levanta‐te de entre os mortos, e Cristo te iluminará.   João 9.1‐41  1  Caminhando  Jesus,  viu  um  homem  cego  de  nascença.  2  E  os  seus  discípulos  perguntaram:  Mestre, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3 Respondeu Jesus: Nem ele  pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus. 4 É necessário que  façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode  trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6 Dito isso, cuspiu na terra e, tendo  feito  lodo  com  a  saliva,  aplicou‐o  aos  olhos  do  cego,  7  dizendo‐lhe:  Vai,  lava‐te  no  tanque  de  Siloé  (que  quer  dizer  Enviado).  Ele  foi,  lavou‐se  e  voltou  vendo.  8  Então,  os  vizinhos  e  os  que  dantes o conheciam de vista, como mendigo, perguntavam: Não é este o que estava assentado  pedindo esmolas? 9 Uns diziam: É ele. Outros: Não, mas se parece com ele. Ele mesmo, porém,  dizia: Sou eu. 10 Perguntaram‐lhe, pois: Como te foram abertos os olhos? 11 Respondeu ele: O  homem chamado Jesus fez lodo, untou‐me os olhos e disse‐me: Vai ao tanque de Siloé e lava‐te.  Então, fui, lavei‐me e estou vendo. 12 Disseram‐lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei. 13  Levaram,  pois,  aos  fariseus  o  que  dantes  fora  cego.  14  E  era  sábado  o  dia  em  que  Jesus  fez  o  lodo e lhe abriu os olhos. 15 Então, os fariseus, por sua vez, lhe perguntaram como chegara a  ver; ao que lhes respondeu: Aplicou lodo aos meus olhos, lavei‐me e estou vendo. 16 Por isso,  alguns  dos  fariseus  diziam:  Esse  homem  não  é  de  Deus,  porque  não  guarda  o  sábado.  Diziam  outros: Como pode um homem pecador fazer tamanhos sinais? E houve dissensão entre eles. 17  De novo, perguntaram ao cego: Que dizes tu a respeito dele, visto que te abriu os olhos? Que é  profeta,  respondeu  ele.  18  Não  acreditaram  os  judeus  que  ele  fora  cego  e  que  agora  via, 


enquanto não lhe chamaram os pais 19 e os interrogaram: É este o vosso filho, de quem dizeis  que  nasceu  cego?  Como,  pois,  vê  agora?  20  Então,  os  pais  responderam:  Sabemos  que  este  é  nosso filho e que nasceu cego; 21 mas não sabemos como vê agora; ou quem lhe abriu os olhos  também não sabemos. Perguntai a ele, idade tem; falará de si mesmo. 22 Isto disseram seus pais  porque  estavam  com  medo  dos  judeus;  pois  estes  já  haviam  assentado  que,  se  alguém  confessasse ser Jesus o Cristo, fosse expulso da sinagoga. 23 Por isso, é que disseram os pais: Ele  idade tem, interrogai‐o. 24 Então, chamaram, pela segunda vez, o homem que fora cego e lhe  disseram:  Dá  glória  a  Deus;  nós  sabemos  que  esse  homem  é  pecador.  25  Ele  retrucou:  Se  é  pecador, não sei; uma coisa sei: eu era cego e agora vejo. 26 Perguntaram‐lhe, pois: Que te fez  ele?  como  te  abriu  os  olhos?  27  Ele  lhes  respondeu:  Já vo‐lo  disse,  e  não atendestes;  por  que  quereis ouvir outra vez? Porventura, quereis vós também tornar‐vos seus discípulos? 28 Então, o  injuriaram e lhe disseram: Discípulo dele és tu; mas nós somos discípulos de Moisés. 29 Sabemos  que Deus falou a Moisés; mas este nem sabemos donde é. 30 Respondeu‐lhes o homem: Nisto é  de estranhar que vós não saibais donde ele é, e, contudo, me abriu os olhos. 31 Sabemos que  Deus  não  atende  a  pecadores;  mas,  pelo  contrário,  se  alguém  teme  a  Deus  e  pratica  a  sua  vontade, a este atende. 32 Desde que há mundo, jamais se ouviu que alguém tenha aberto os  olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não fosse de Deus, nada poderia ter feito. 34  Mas  eles  retrucaram:  Tu  és  nascido  todo  em  pecado  e  nos  ensinas  a  nós?  E  o  expulsaram.  35  Ouvindo  Jesus  que  o  tinham  expulsado,  encontrando‐o,  lhe  perguntou:  Crês  tu  no  Filho  do  Homem? 36 Ele respondeu e disse: Quem é, Senhor, para que eu nele creia? 37 E Jesus lhe disse:  Já  o  tens  visto,  e  é  o  que  fala  contigo.  38  Então,  afirmou  ele:  Creio,  Senhor;  e  o  adorou.  39  Prosseguiu Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam, e os que  vêem se tornem cegos. 40 Alguns dentre os fariseus que estavam perto dele perguntaram‐lhe:  Acaso, também nós somos cegos? 41 Respondeu‐lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado  algum; mas, porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado. 

5º Domingo da Quaresma  Ezequiel 37.1‐14  1  Veio  sobre  mim  a  mão  do  SENHOR;  ele  me  levou  pelo  Espírito  do  SENHOR  e  me  deixou  no  meio  de  um  vale  que  estava  cheio  de  ossos,  2  e  me  fez  andar  ao  redor  deles;  eram  mui  numerosos  na  superfície  do  vale  e  estavam  sequíssimos.  3  Então,  me  perguntou:  Filho  do  homem,  acaso,  poderão  reviver  estes  ossos?  Respondi:  SENHOR  Deus,  tu  o  sabes.  4  Disse‐me  ele:  Profetiza  a  estes  ossos  e  dize‐lhes:  Ossos  secos,  ouvi  a  palavra  do  SENHOR.  5  Assim  diz  o  SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em  vós, e vivereis. 6 Porei tendões  sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e  vivereis.  E  sabereis  que  eu  sou  o  SENHOR.  7  Então,  profetizei  segundo  me  fora  ordenado;  enquanto  eu  profetizava,  houve  um  ruído,  um  barulho  de  ossos  que  batiam  contra  ossos  e  se  ajuntavam, cada osso ao seu osso. 8 Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as  carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito. 9 Então, ele me disse:  Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize‐lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos  quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. 10 Profetizei como ele  me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo  numeroso. 11 Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que  dizem:  Os  nossos  ossos  se  secaram,  e  pereceu  a  nossa  esperança;  estamos  de  todo  exterminados.  12  Portanto,  profetiza  e  dize‐lhes:  Assim  diz  o  SENHOR  Deus:  Eis  que  abrirei  a  vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. 13 Sabereis que  eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. 14 Porei  em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que  eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR.  Salmo 130  1  [Cântico  de  romagem]  Das  profundezas  clamo  a  ti,  SENHOR.  2  Escuta,  Senhor,  a  minha  voz;  estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas.3 Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, 


Senhor, subsistirá? 4 Contigo, porém, está o perdão, para que te temam. 5 Aguardo o SENHOR, a  minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra. 6 A minha alma anseia pelo Senhor mais do  que os guardas pelo romper da manhã. Mais do que os guardas pelo romper da manhã, 7 espere  Israel  no  SENHOR,  pois  no  SENHOR  há  misericórdia;  nele,  copiosa  redenção.  8  É  ele  quem  redime a Israel de todas as suas iniqüidades.   Romanos 8.6‐11  6 Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. 7 Por isso, o  pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode  estar. 8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. 9 Vós, porém, não estais na  carne,  mas  no  Espírito,  se,  de  fato,  o  Espírito  de  Deus  habita  em  vós.  E,  se  alguém  não  tem  o  Espírito  de  Cristo,  esse  tal  não  é  dele.  10  Se,  porém,  Cristo  está  em  vós,  o  corpo,  na  verdade,  está morto por causa do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. 11 Se habita em vós  o  Espírito  daquele  que  ressuscitou  a  Jesus  dentre  os  mortos,  esse  mesmo  que  ressuscitou  a  Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito,  que em vós habita.  João 11.1‐45  1 Estava enfermo Lázaro, de Betânia, da aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2 Esta Maria, cujo  irmão Lázaro estava enfermo, era a mesma que ungiu com bálsamo o Senhor e lhe enxugou os  pés  com  os  seus  cabelos.  3  Mandaram,  pois,  as  irmãs  de  Lázaro  dizer  a  Jesus:  Senhor,  está  enfermo aquele a quem amas. 4 Ao receber a notícia, disse Jesus: Esta enfermidade não é para  morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado. 5 Ora,  amava Jesus a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. 6 Quando, pois, soube que Lázaro estava doente,  ainda  se  demorou  dois  dias  no  lugar  onde  estava.  7  Depois,  disse  aos  seus  discípulos:  Vamos  outra vez para a Judéia. 8 Disseram‐lhe os discípulos: Mestre, ainda agora os judeus procuravam  apedrejar‐te,  e  voltas  para  lá?  9  Respondeu  Jesus:  Não  são  doze  as  horas  do  dia?  Se  alguém  andar  de  dia,  não  tropeça,  porque  vê  a  luz  deste  mundo;  10  mas,  se  andar  de  noite,  tropeça,  porque nele não há luz. 11 Isto dizia e depois lhes acrescentou: Nosso amigo Lázaro adormeceu,  mas vou para despertá‐lo. 12 Disseram‐lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo.  13 Jesus, porém, falara com respeito à morte de Lázaro; mas eles supunham que tivesse falado  do repouso do sono. 14 Então, Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu; 15 e por vossa causa  me  alegro  de  que  lá  não  estivesse,  para  que  possais  crer;  mas  vamos  ter  com  ele.  16  Então,  Tomé, chamado Dídimo, disse aos condiscípulos: Vamos também nós para morrermos com ele.  17  Chegando  Jesus,  encontrou  Lázaro  já  sepultado,  havia  quatro  dias.  18  Ora,  Betânia  estava  cerca de quinze estádios perto de Jerusalém. 19 Muitos dentre os judeus tinham vindo ter com  Marta  e  Maria,  para  as  consolar  a  respeito  de  seu  irmão.  20  Marta,  quando  soube  que  vinha  Jesus, saiu ao seu encontro; Maria, porém, ficou sentada em casa. 21 Disse, pois, Marta a Jesus:  Senhor, se estiveras aqui, não teria morrido meu irmão. 22 Mas também sei que, mesmo agora,  tudo  quanto  pedires  a  Deus,  Deus  to  concederá.  23  Declarou‐lhe  Jesus:  Teu  irmão  há  de  ressurgir.  24  Eu  sei,  replicou  Marta,  que  ele  há  de  ressurgir  na  ressurreição,  no  último  dia.  25  Disse‐lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; 26 e  todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto? 27 Sim, Senhor, respondeu  ela, eu tenho crido que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo. 28 Tendo dito  isto,  retirou‐se  e  chamou  Maria,  sua  irmã,  e  lhe  disse  em  particular:  O  Mestre  chegou  e  te  chama. 29 Ela, ouvindo isto, levantou‐se depressa e foi ter com ele, 30 pois Jesus ainda não tinha  entrado na aldeia, mas permanecia onde Marta se avistara com ele. .31 Os judeus que estavam  com Maria em casa e a consolavam, vendo‐a levantar‐se depressa e sair, seguiram‐na, supondo  que ela ia ao túmulo para chorar. 32 Quando Maria chegou ao lugar onde estava Jesus, ao vê‐lo,  lançou‐se‐lhe  aos  pés,  dizendo:  Senhor,  se  estiveras  aqui,  meu  irmão  não  teria  morrido.  33  Jesus,  vendo‐a  chorar,  e  bem  assim  os  judeus  que  a  acompanhavam,  agitou‐se  no  espírito  e  comoveu‐se. 34 E perguntou: Onde o sepultastes? Eles lhe responderam: Senhor, vem e vê! 35  Jesus  chorou.  36  Então,  disseram  os  judeus:  Vede  quanto  o amava.  37  Mas  alguns  objetaram:  Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer que este não morresse? 38 Jesus, agitando‐se  novamente  em  si  mesmo,  encaminhou‐se  para  o  túmulo;  era  este  uma  gruta  a  cuja  entrada  tinham  posto  uma  pedra.  39  Então,  ordenou  Jesus:  Tirai  a  pedra.  Disse‐lhe  Marta,  irmã  do 


morto: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias. 40 Respondeu‐lhe Jesus: Não te disse  eu  que,  se  creres,  verás  a  glória  de  Deus?  41  Tiraram,  então,  a  pedra.  E  Jesus,  levantando  os  olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. 42 Aliás, eu sabia que sempre me  ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. 43  E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora! 44 Saiu aquele que estivera morto,  tendo os pés e as mãos ligados com ataduras e o rosto envolto num lenço. Então, lhes ordenou  Jesus: Desatai‐o e deixai‐o ir. 45 Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo visitar Maria,  vendo o que fizera Jesus, creram nele.  

Domingo de Ramos e da Paixão  Salmo 118.1‐2, 19‐29 (Ramos)  1 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2  Diga,  pois,  Israel:  Sim,  a  sua  misericórdia  dura  para  sempre.  19  Abri‐me  as  portas  da  justiça;  entrarei por elas e renderei graças ao SENHOR. 20 Esta é a porta do SENHOR; por ela entrarão os  justos. 21 Render‐te‐ei graças porque me acudiste e foste a minha salvação. 22 A pedra que os  construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; 23 isto procede do SENHOR e  é maravilhoso aos nossos olhos. 24 Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo‐nos e alegremo‐ nos nele. 25 Oh! Salva‐nos, SENHOR, nós te pedimos; oh! SENHOR, concede‐nos prosperidade!  26  Bendito  o  que  vem  em  nome  do  SENHOR.  A  vós  outros  da  Casa  do  SENHOR,  nós  vos  abençoamos. 27 O SENHOR é Deus, ele é a nossa luz; adornai a festa com ramos até às pontas  do  altar.  28  Tu  és  o  meu  Deus,  render‐te‐ei  graças;  tu  és  o  meu  Deus,  quero  exaltar‐te.  29  Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre.  Mateus 21.1‐11 (Ramos)  1 Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou  Jesus dois discípulos, dizendo‐lhes: 2 Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa  uma jumenta e, com ela, um jumentinho. Desprendei‐a e trazei‐mos. 3 E, se alguém vos disser  alguma coisa, respondei‐lhe que o Senhor precisa deles. E logo os enviará. 4 Ora, isto aconteceu  para se cumprir o que foi dito por intermédio do profeta: 5 Dizei à filha de Sião: Eis aí te vem o  teu  Rei,  humilde,  montado  em  jumento,  num  jumentinho,  cria  de  animal  de  carga.  6  Indo  os  discípulos  e  tendo  feito  como  Jesus  lhes  ordenara,  7  trouxeram  a  jumenta  e  o  jumentinho.  Então, puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. 8 E a maior parte da  multidão  estendeu  as  suas  vestes  pelo  caminho,  e  outros  cortavam  ramos  de  árvores,  espalhando‐os pela estrada. 9 E as multidões, tanto as que o precediam como as que o seguiam,  clamavam:  Hosana  ao  Filho  de  Davi!  Bendito  o  que  vem  em  nome  do  Senhor!  Hosana  nas  maiores alturas! 10 E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, e perguntavam:  Quem é este? 11 E as multidões clamavam: Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galiléia!  Isaías 50.4‐9a (Paixão)  4 O SENHOR Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado.  Ele me desperta todas as manhãs, desperta‐me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. 5  O SENHOR Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, não me retraí. 6 Ofereci as costas aos  que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me  afrontavam  e  me  cuspiam.  7  Porque  o  SENHOR  Deus  me  ajudou,  pelo  que  não  me  senti  envergonhado;  por  isso,  fiz  o  meu  rosto  como  um  seixo  e  sei  que  não  serei  envergonhado.  8  Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Apresentemo‐nos juntamente; quem é  o meu adversário? Chegue‐se para mim. 9 Eis que o SENHOR Deus me ajuda; quem há que me  condene? Eis que todos eles, como um vestido, serão consumidos; a traça os comerá. 


Salmo 31.9‐16 (Paixão)  9  Compadece‐te  de  mim,  SENHOR,  porque  me  sinto  atribulado;  de  tristeza  os  meus  olhos  se  consomem, e a minha alma e o meu corpo. 10 Gasta‐se a minha vida na tristeza, e os meus anos,  em  gemidos;  debilita‐se  a  minha  força,  por  causa  da  minha  iniqüidade,  e  os  meus  ossos  se  consomem.  11  Tornei‐me  opróbrio  para  todos  os  meus  adversários,  espanto  para  os  meus  vizinhos  e  horror  para  os  meus  conhecidos;  os  que  me  vêem  na  rua  fogem  de  mim.  12  Estou  esquecido  no  coração  deles,  como  morto;  sou  como  vaso  quebrado.  13  Pois  tenho  ouvido  a  murmuração de muitos, terror por todos os lados; conspirando contra mim, tramam tirar‐me a  vida. 14 Quanto a mim, confio  em ti, SENHOR.  Eu disse: tu és o meu Deus. 15 Nas tuas mãos,  estão  os  meus  dias;  livra‐me  das  mãos  dos  meus  inimigos  e  dos  meus  perseguidores.  16  Faze  resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva‐me por tua misericórdia.  Filipenses 2.5‐11 (Paixão)  5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo  em  forma  de  Deus,  não  julgou  como  usurpação  o  ser  igual  a  Deus;  7  antes,  a  si  mesmo  se  esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando‐se em semelhança de homens; e, reconhecido  em figura humana, 8 a si mesmo se humilhou, tornando‐se obediente até à morte e morte de  cruz. 9 Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo  nome, 10 para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra,  11 e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.  Mateus 26.14‐27.66 (Paixão)  14 Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, indo ter com os principais sacerdotes, propôs:  15 Que me quereis dar, e eu vo‐lo entregarei? E pagaram‐lhe trinta moedas de prata. 16 E, desse  momento em diante, buscava ele uma boa ocasião para o entregar. 17 No primeiro dia da Festa  dos Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os  preparativos  para  comeres  a  Páscoa?  18  E  ele  lhes  respondeu:  Ide  à  cidade  ter  com  certo  homem e dizei‐lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a  Páscoa  com  os  meus  discípulos.  19  E  eles  fizeram  como  Jesus  lhes  ordenara  e  prepararam  a  Páscoa. 20 Chegada a tarde, pôs‐se ele à mesa com os doze discípulos. 21 E, enquanto comiam,  declarou  Jesus:  Em  verdade  vos  digo  que  um  dentre  vós  me  trairá.  22  E  eles,  muitíssimo  contristados,  começaram  um  por  um  a  perguntar‐lhe:  Porventura,  sou  eu,  Senhor?  23  E  ele  respondeu: O que mete comigo a mão no prato, esse me trairá. 24 O Filho do Homem vai, como  está  escrito  a  seu  respeito,  mas  ai  daquele  por  intermédio  de  quem  o  Filho  do  Homem  está  sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido! 25 Então, Judas, que o traía, perguntou: Acaso,  sou eu, Mestre? Respondeu‐lhe Jesus: Tu o disseste. 26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão,  e, abençoando‐o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. 27  A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;  28 porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para  remissão  de  pecados.  29  E  digo‐vos  que,  desta  hora  em  diante,  não  beberei  deste  fruto  da  videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai. 30 E, tendo  cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras. 31 Então, Jesus lhes disse: Esta noite, todos  vós  vos  escandalizareis  comigo;  porque  está  escrito:  Ferirei  o  pastor,  e  as  ovelhas  do  rebanho  ficarão dispersas. 32 Mas, depois da minha ressurreição, irei adiante de vós para a Galiléia. 33  Disse‐lhe  Pedro:  Ainda  que  venhas  a  ser  um  tropeço  para  todos,  nunca  o  serás  para  mim.  34  Replicou‐lhe Jesus: Em verdade te digo que, nesta mesma noite, antes que o galo cante, tu me  negarás  três  vezes.  35  Disse‐lhe  Pedro:  Ainda  que  me  seja  necessário  morrer  contigo,  de  nenhum modo te negarei. E todos os discípulos disseram o mesmo. 36 Em seguida, foi Jesus com  eles  a  um  lugar  chamado  Getsêmani  e  disse  a  seus  discípulos:  Assentai‐vos  aqui,  enquanto  eu  vou ali orar; 37 e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer‐ se e a angustiar‐se. 38 Então, lhes disse: A minha alma está profundamente triste até à morte;  ficai aqui e vigiai comigo. 39 Adiantando‐se um pouco, prostrou‐se sobre o seu rosto, orando e  dizendo: Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice! Todavia, não seja como eu quero, e sim  como tu queres. 40 E, voltando para os discípulos, achou‐os dormindo; e disse a Pedro: Então,  nem uma hora pudestes vós vigiar comigo? 41 Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o 


espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 42 Tornando a retirar‐se, orou de novo,  dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça‐se a tua  vontade. 43 E, voltando, achou‐os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.  44 Deixando‐os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45 Então,  voltou para os discípulos e lhes disse: Ainda dormis e repousais! Eis que é chegada a hora, e o  Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. 46 Levantai‐vos, vamos! Eis que o  traidor  se  aproxima.  47  Falava  ele  ainda,  e  eis  que  chegou  Judas,  um  dos  doze,  e,  com  ele,  grande turba com espadas e porretes, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do  povo. 48 Ora, o traidor lhes tinha dado este sinal: Aquele a quem eu beijar, é esse; prendei‐o. 49  E logo, aproximando‐se de Jesus, lhe disse: Salve, Mestre! E o beijou. 50 Jesus, porém, lhe disse:  Amigo, para que vieste? Nisto, aproximando‐se eles, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.  51 E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, sacou da espada e, golpeando o  servo do sumo sacerdote, cortou‐lhe a orelha. 52 Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada;  pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão. 53 Acaso, pensas que não posso  rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos? 54 Como,  pois, se cumpririam as Escrituras, segundo as quais assim deve suceder? 55 Naquele momento,  disse  Jesus  às  multidões:  Saístes  com  espadas  e  porretes  para  prender‐me,  como  a  um  salteador?  Todos  os  dias,  no  templo,  eu  me  assentava  [convosco]  ensinando,  e  não  me  prendestes. 56 Tudo isto, porém, aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas.  Então, os discípulos todos, deixando‐o, fugiram. 57 E os que prenderam Jesus o levaram à casa  de Caifás, o sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58 Mas Pedro o  seguia  de  longe  até  ao  pátio  do  sumo  sacerdote  e,  tendo  entrado,  assentou‐se  entre  os  serventuários,  para  ver  o  fim.  59  Ora,  os  principais  sacerdotes  e  todo  o  Sinédrio  procuravam  algum testemunho falso contra Jesus, a fim de o condenarem à morte. 60 E não acharam, apesar  de  se  terem  apresentado  muitas  testemunhas  falsas.  Mas,  afinal,  compareceram  duas,  afirmando:  61  Este  disse:  Posso  destruir  o  santuário  de  Deus  e  reedificá‐lo  em  três  dias.  62  E,  levantando‐se  o  sumo  sacerdote,  perguntou  a  Jesus:  Nada  respondes  ao  que  estes  depõem  contra ti? 63 Jesus, porém, guardou silêncio. E o sumo sacerdote lhe disse: Eu te conjuro pelo  Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64 Respondeu‐lhe Jesus: Tu o disseste;  entretanto,  eu  vos  declaro  que,  desde  agora,  vereis  o  Filho  do  Homem  assentado  à  direita  do  Todo‐Poderoso  e  vindo  sobre  as  nuvens  do  céu.  65  Então,  o  sumo  sacerdote  rasgou  as  suas  vestes,  dizendo:  Blasfemou!  Que  necessidade  mais  temos  de  testemunhas?  Eis  que  ouvistes  agora  a  blasfêmia!  66  Que  vos  parece?  Responderam  eles:  É  réu  de  morte.  67  Então,  uns  cuspiram‐lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, dizendo: 68 Profetiza‐nos,  ó Cristo, quem é que te bateu! 69 Ora, estava Pedro assentado fora no pátio; e, aproximando‐se  uma criada, lhe disse: Também tu estavas com Jesus, o galileu. 70 Ele, porém, o negou diante de  todos, dizendo: Não sei o que dizes. 71 E, saindo para o alpendre, foi ele visto por outra criada, a  qual disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o Nazareno. 72 E ele negou outra  vez,  com  juramento:  Não  conheço  tal  homem.  73  Logo  depois,  aproximando‐se  os  que  ali  estavam, disseram a Pedro: Verdadeiramente, és também um deles, porque o teu modo de falar  o  denuncia.  74  Então,  começou  ele  a  praguejar  e  a  jurar:  Não  conheço  esse  homem!  E  imediatamente  cantou  o  galo.  75  Então,  Pedro  se  lembrou  da  palavra  que  Jesus  lhe  dissera:  Antes que o galo cante, tu me negarás três vezes. E, saindo dali, chorou amargamente.  27.1  Ao  romper  o  dia,  todos  os  principais  sacerdotes  e  os  anciãos  do  povo  entraram  em  conselho  contra  Jesus,  para  o  matarem;  2  e,  amarrando‐o,  levaram‐no  e  o  entregaram  ao  governador Pilatos. 3 Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de  remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: 4  Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. 5  Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou‐se e foi enforcar‐se. 6 E os  principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá‐las no cofre das ofertas,  porque é preço de sangue. 7 E, tendo deliberado, compraram com elas o campo do oleiro, para  cemitério de forasteiros. 8 Por isso, aquele campo tem sido chamado, até ao dia de hoje, Campo  de Sangue. 9 Então, se cumpriu o que foi dito por intermédio do profeta Jeremias: Tomaram as  trinta  moedas  de  prata,  preço  em  que  foi  estimado  aquele  a  quem  alguns  dos  filhos  de  Israel  avaliaram;  10  e  as  deram  pelo  campo  do  oleiro,  assim  como  me  ordenou  o  Senhor.  11  Jesus  estava  em  pé  ante  o  governador;  e  este  o  interrogou,  dizendo:  És  tu  o  rei  dos  judeus?  Respondeu‐lhe  Jesus:  Tu  o  dizes.  12  E,  sendo  acusado  pelos  principais  sacerdotes  e  pelos 


anciãos,  nada  respondeu.  13  Então,  lhe  perguntou  Pilatos:  Não  ouves  quantas  acusações  te  fazem? 14 Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar‐se grandemente o  governador.  15  Ora,  por  ocasião  da  festa,  costumava  o  governador  soltar  ao  povo  um  dos  presos, conforme eles quisessem. 16 Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido,  chamado  Barrabás.  17  Estando,  pois,  o  povo  reunido,  perguntou‐lhes  Pilatos:  A  quem  quereis  que  eu  vos  solte,  a  Barrabás  ou  a  Jesus,  chamado  Cristo?  18  Porque  sabia  que,  por  inveja,  o  tinham entregado. 19 E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer‐lhe: Não te envolvas  com  esse  justo;  porque  hoje,  em  sonho,  muito  sofri  por  seu  respeito.  20  Mas  os  principais  sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21  De novo, perguntou‐lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam  eles:  Barrabás!  22  Replicou‐lhes  Pilatos:  Que  farei,  então,  de  Jesus,  chamado  Cristo?  Seja  crucificado!  Responderam  todos.  23  Que  mal  fez  ele?  Perguntou  Pilatos.  Porém  cada  vez  clamavam  mais:  Seja  crucificado!  24  Vendo  Pilatos  que  nada  conseguia,  antes,  pelo  contrário,  aumentava  o  tumulto,  mandando  vir  água,  lavou  as  mãos  perante  o  povo,  dizendo:  Estou  inocente  do  sangue  deste  [justo];  fique  o  caso  convosco!  25  E  o  povo  todo  respondeu:  Caia  sobre  nós  o  seu  sangue  e  sobre  nossos  filhos!  26  Então,  Pilatos  lhes  soltou  Barrabás;  e,  após  haver  açoitado  a  Jesus,  entregou‐o  para  ser  crucificado.  27  Logo  a  seguir,  os  soldados  do  governador,  levando  Jesus  para  o  pretório,  reuniram  em  torno  dele  toda  a  coorte.  28  Despojando‐o  das  vestes,  cobriram‐no  com  um  manto  escarlate;  29  tecendo  uma  coroa  de  espinhos, puseram‐lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando‐se diante dele, o  escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! 30 E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam‐lhe  com ele na cabeça. 31 Depois de o terem escarnecido, despiram‐lhe o manto e o vestiram com  as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. 32 Ao saírem, encontraram  um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar‐lhe a cruz. 33 E, chegando a um lugar  chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, 34 deram‐lhe a beber vinho com fel; mas ele,  provando‐o, não o quis beber. 35 Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes,  tirando a sorte. 36 E, assentados ali, o guardavam. 37 Por cima da sua cabeça puseram escrita a  sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS. 38 E foram crucificados com ele dois ladrões, um  à sua direita, e outro à sua esquerda. 39 Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a  cabeça  e  dizendo:  40  Ó  tu  que  destróis  o  santuário  e  em  três  dias  o  reedificas!  Salva‐te  a  ti  mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz! 41 De igual modo, os principais sacerdotes, com os  escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: 42 Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar‐se. É  rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. 43 Confiou em Deus; pois venha livrá‐lo agora, se,  de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus. 44 E os mesmos impropérios lhe diziam  também  os  ladrões  que  haviam  sido  crucificados  com  ele.  45  Desde  a  hora  sexta  até  à  hora  nona,  houve  trevas  sobre  toda  a  terra.  46  Por  volta  da  hora  nona,  clamou  Jesus  em  alta  voz,  dizendo:  Eli,  Eli,  lamá  sabactâni?  O  que  quer  dizer:  Deus  meu,  Deus  meu,  por  que  me  desamparaste? 47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. 48 E,  logo,  um  deles  correu  a  buscar  uma  esponja  e,  tendo‐a  embebido  de  vinagre  e  colocado  na  ponta de um caniço, deu‐lhe a beber. 49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem  salvá‐lo. 50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. 51 Eis que o véu  do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam‐se as rochas;  52  abriram‐se  os  sepulcros,  e  muitos  corpos  de  santos,  que  dormiam,  ressuscitaram;  53  e,  saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a  muitos. 54 O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se  passava,  ficaram  possuídos  de  grande  temor  e  disseram:  Verdadeiramente  este  era  Filho  de  Deus.  55  Estavam  ali  muitas  mulheres,  observando  de  longe;  eram  as  que  vinham  seguindo  a  Jesus desde a Galiléia, para o servirem; 56 entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de  Tiago e de José, e a mulher de Zebedeu. 57 Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia,  chamado  José,  que  era  também  discípulo  de  Jesus.  58  Este  foi  ter  com  Pilatos  e  lhe  pediu  o  corpo  de  Jesus.  Então,  Pilatos  mandou  que  lho  fosse  entregue.  59  E  José,  tomando  o  corpo,  envolveu‐o num pano limpo de linho 60 e o depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na  rocha; e, rolando uma grande pedra para a entrada do sepulcro, se retirou. 61 Achavam‐se ali,  sentadas em frente da sepultura, Maria Madalena e a outra Maria. 62 No dia seguinte, que é o  dia  depois  da  preparação,  reuniram‐se  os  principais  sacerdotes  e  os  fariseus  e,  dirigindo‐se  a  Pilatos,  63  disseram‐lhe:  Senhor,  lembramo‐nos  de  que  aquele  embusteiro,  enquanto  vivia,  disse:  Depois  de  três  dias  ressuscitarei.  64  Ordena,  pois,  que  o  sepulcro  seja  guardado  com  segurança  até  ao  terceiro  dia,  para  não  suceder  que,  vindo  os  discípulos,  o  roubem  e  depois 


digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65 Disse‐ lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles,  montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta.   (Mateus 27.11‐54) (Paixão)  (11 Jesus estava em pé ante o governador; e este o interrogou, dizendo: És tu o rei dos judeus?  Respondeu‐lhe  Jesus:  Tu  o  dizes.  12  E,  sendo  acusado  pelos  principais  sacerdotes  e  pelos  anciãos,  nada  respondeu.  13  Então,  lhe  perguntou  Pilatos:  Não  ouves  quantas  acusações  te  fazem? 14 Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar‐se grandemente o  governador.  15  Ora,  por  ocasião  da  festa,  costumava  o  governador  soltar  ao  povo  um  dos  presos, conforme eles quisessem. 16 Naquela ocasião, tinham eles um preso muito conhecido,  chamado  Barrabás.  17  Estando,  pois,  o  povo  reunido,  perguntou‐lhes  Pilatos:  A  quem  quereis  que  eu  vos  solte,  a  Barrabás  ou  a  Jesus,  chamado  Cristo?  18  Porque  sabia  que,  por  inveja,  o  tinham entregado. 19 E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer‐lhe: Não te envolvas  com  esse  justo;  porque  hoje,  em  sonho,  muito  sofri  por  seu  respeito.  20  Mas  os  principais  sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21  De novo, perguntou‐lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam  eles:  Barrabás!  22  Replicou‐lhes  Pilatos:  Que  farei,  então,  de  Jesus,  chamado  Cristo?  Seja  crucificado!  Responderam  todos.  23  Que  mal  fez  ele?  Perguntou  Pilatos.  Porém  cada  vez  clamavam  mais:  Seja  crucificado!  24  Vendo  Pilatos  que  nada  conseguia,  antes,  pelo  contrário,  aumentava  o  tumulto,  mandando  vir  água,  lavou  as  mãos  perante  o  povo,  dizendo:  Estou  inocente  do  sangue  deste  [justo];  fique  o  caso  convosco!  25  E  o  povo  todo  respondeu:  Caia  sobre  nós  o  seu  sangue  e  sobre  nossos  filhos!  26  Então,  Pilatos  lhes  soltou  Barrabás;  e,  após  haver  açoitado  a  Jesus,  entregou‐o  para  ser  crucificado.  27  Logo  a  seguir,  os  soldados  do  governador,  levando  Jesus  para  o  pretório,  reuniram  em  torno  dele  toda  a  coorte.  28  Despojando‐o  das  vestes,  cobriram‐no  com  um  manto  escarlate;  29  tecendo  uma  coroa  de  espinhos, puseram‐lha na cabeça e, na mão direita, um caniço; e, ajoelhando‐se diante dele, o  escarneciam, dizendo: Salve, rei dos judeus! 30 E, cuspindo nele, tomaram o caniço e davam‐lhe  com ele na cabeça. 31 Depois de o terem escarnecido, despiram‐lhe o manto e o vestiram com  as suas próprias vestes. Em seguida, o levaram para ser crucificado. 32 Ao saírem, encontraram  um cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a carregar‐lhe a cruz. 33 E, chegando a um lugar  chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira, 34 deram‐lhe a beber vinho com fel; mas ele,  provando‐o, não o quis beber. 35 Depois de o crucificarem, repartiram entre si as suas vestes,  tirando a sorte. 36 E, assentados ali, o guardavam. 37 Por cima da sua cabeça puseram escrita a  sua acusação: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS. 38 E foram crucificados com ele dois ladrões, um  à sua direita, e outro à sua esquerda. 39 Os que iam passando blasfemavam dele, meneando a  cabeça  e  dizendo:  40  Ó  tu  que  destróis  o  santuário  e  em  três  dias  o  reedificas!  Salva‐te  a  ti  mesmo, se és Filho de Deus, e desce da cruz! 41 De igual modo, os principais sacerdotes, com os  escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: 42 Salvou os outros, a si mesmo não pode salvar‐se. É  rei de Israel! Desça da cruz, e creremos nele. 43 Confiou em Deus; pois venha livrá‐lo agora, se,  de fato, lhe quer bem; porque disse: Sou Filho de Deus. 44 E os mesmos impropérios lhe diziam  também  os  ladrões  que  haviam  sido  crucificados  com  ele.  45  Desde  a  hora  sexta  até  à  hora  nona,  houve  trevas  sobre  toda  a  terra.  46  Por  volta  da  hora  nona,  clamou  Jesus  em  alta  voz,  dizendo:  Eli,  Eli,  lamá  sabactâni?  O  que  quer  dizer:  Deus  meu,  Deus  meu,  por  que  me  desamparaste? 47 E alguns dos que ali estavam, ouvindo isto, diziam: Ele chama por Elias. 48 E,  logo,  um  deles  correu  a  buscar  uma  esponja  e,  tendo‐a  embebido  de  vinagre  e  colocado  na  ponta de um caniço, deu‐lhe a beber. 49 Os outros, porém, diziam: Deixa, vejamos se Elias vem  salvá‐lo. 50 E Jesus, clamando outra vez com grande voz, entregou o espírito. 51 Eis que o véu  do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo; tremeu a terra, fenderam‐se as rochas;  52  abriram‐se  os  sepulcros,  e  muitos  corpos  de  santos,  que  dormiam,  ressuscitaram;  53  e,  saindo dos sepulcros depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a  muitos. 54 O centurião e os que com ele guardavam a Jesus, vendo o terremoto e tudo o que se  passava,  ficaram  possuídos  de  grande  temor  e  disseram:  Verdadeiramente  este  era  Filho  de  Deus.) 


Segunda‐feira da Semana Santa  Isaías 42.1-9 1 Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz;  pus  sobre  ele  o  meu  Espírito,  e  ele  promulgará  o  direito  para  os  gentios.  2  Não  clamará,  nem  gritará,  nem  fará  ouvir  a  sua  voz  na  praça.  3  Não  esmagará  a  cana  quebrada,  nem  apagará  a  torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. 4 Não desanimará, nem se quebrará até  que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina. 5 Assim diz Deus, o  SENHOR, que criou os céus e os estendeu, formou a terra e a tudo quanto produz; que dá fôlego  de vida ao povo que nela está e o espírito aos que andam nela. 6 Eu, o SENHOR, te chamei em  justiça,  tomar‐te‐ei  pela  mão,  e  te  guardarei,  e  te  farei  mediador  da  aliança  com  o  povo  e  luz  para os gentios; 7 para abrires os olhos aos cegos, para tirares da prisão o cativo e do cárcere, os  que jazem em trevas. 8 Eu sou o SENHOR, este é o meu nome; a minha glória, pois, não a darei a  outrem,  nem  a  minha  honra,  às  imagens  de  escultura.  9  Eis  que  as  primeiras  predições  já  se  cumpriram, e novas coisas eu vos anuncio; e, antes que sucedam, eu vo‐las farei ouvir. Salmo 36.5-11 5 A tua benignidade, SENHOR, chega até aos céus, até às nuvens, a tua fidelidade. 6 A tua justiça  é  como  as  montanhas  de  Deus;  os  teus  juízos,  como  um  abismo  profundo.  Tu,  SENHOR,  preservas os homens e os animais. 7 Como é preciosa, ó Deus, a tua benignidade! Por isso, os  filhos dos homens se acolhem à sombra das tuas asas. 8 Fartam‐se da abundância da tua casa, e  na torrente das tuas delícias lhes dás de beber. 9 Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz,  vemos a luz. 10 Continua a tua benignidade aos que te conhecem, e a tua justiça, aos retos de  coração. 11 Não me calque o pé da insolência, nem me repila a mão dos ímpios. Hebreus 9.11-15 11 Quando, porém, veio Cristo como sumo sacerdote dos bens já realizados, mediante o maior e  mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, quer dizer, não desta criação, 12 não por meio de  sangue de bodes e de bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma  vez por todas, tendo obtido eterna redenção. 13 Portanto, se o sangue de bodes e de touros e a  cinza de uma novilha, aspergidos sobre os contaminados, os santificam, quanto à purificação da  carne, 14 muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem  mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! 15  Por  isso  mesmo,  ele  é  o  Mediador  da  nova  aliança,  a  fim  de  que,  intervindo  a  morte  para  remissão  das  transgressões  que  havia  sob  a  primeira  aliança,  recebam  a  promessa  da  eterna  herança aqueles que têm sido chamados. João 12.1-11 1 Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara  dentre  os  mortos.  2  Deram‐lhe,  pois,  ali,  uma  ceia;  Marta  servia,  sendo  Lázaro  um  dos  que  estavam  com  ele  à  mesa.  3  Então,  Maria,  tomando  uma  libra  de  bálsamo  de  nardo  puro,  mui  precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu‐se toda a casa com  o perfume do bálsamo. 4 Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí‐lo,  disse: 5 Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? 6  Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa,  tirava o que nela se lançava. 7 Jesus, entretanto, disse: Deixa‐a! Que ela guarde isto para o dia  em que me embalsamarem; 8 porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem  sempre me tendes. 9 Soube numerosa multidão dos judeus que Jesus estava ali, e lá foram não  só por causa dele, mas também para verem Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos.  10  Mas  os  principais  sacerdotes  resolveram  matar  também  Lázaro;  11  porque  muitos  dos  judeus, por causa dele, voltavam crendo em Jesus. 


Terça‐feira da Semana Santa  Isaías 49.1-7 1 Ouvi‐me, terras do mar, e vós, povos de longe, escutai! O SENHOR me chamou desde o meu  nascimento, desde o ventre de minha mãe fez menção do meu nome; 2 fez a minha boca como  uma espada aguda, na sombra da sua mão me escondeu; fez‐me como uma flecha polida, e me  guardou  na  sua  aljava,  3  e  me  disse:  Tu  és  o  meu  servo,  és  Israel,  por  quem  hei  de  ser  glorificado.  4  Eu  mesmo  disse:  debalde  tenho  trabalhado,  inútil  e  vãmente  gastei  as  minhas  forças;  todavia,  o  meu  direito  está  perante  o  SENHOR,  a  minha  recompensa,  perante  o  meu  Deus. 5 Mas agora diz o SENHOR, que me formou desde o ventre para ser seu servo, para que  torne a trazer Jacó e para reunir Israel a ele, porque eu sou glorificado perante o SENHOR, e o  meu Deus é a minha força. 6 Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos  de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios,  para  seres  a  minha  salvação  até  à  extremidade  da  terra.  7  Assim  diz  o  SENHOR,  o  Redentor  e  Santo de Israel, ao que é desprezado, ao aborrecido das nações, ao servo dos tiranos: Os reis o  verão,  e  os  príncipes  se  levantarão;  e  eles  te  adorarão  por  amor  do  SENHOR,  que  é  fiel,  e  do  Santo de Israel, que te escolheu.  Salmo 71.1-14 1  Em  ti,  SENHOR,  me  refugio;  não  seja  eu  jamais  envergonhado.  2  Livra‐me  por  tua  justiça  e  resgata‐me;  inclina‐me  os  ouvidos  e  salva‐me.  3  Sê  tu  para  mim  uma  rocha  habitável  em  que  sempre me acolha; ordenaste que eu me salve, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza. 4  Livra‐me,  Deus  meu,  das  mãos  do  ímpio,  das  garras  do  homem  injusto  e  cruel.  5  Pois  tu  és  a  minha esperança, SENHOR Deus, a minha confiança desde a minha mocidade. 6 Em ti me tenho  apoiado desde o meu nascimento; do ventre materno tu me tiraste, tu és motivo para os meus  louvores constantemente. 7 Para muitos sou como um portento, mas tu és o meu forte refúgio.  8 Os meus lábios estão cheios do teu louvor e da tua glória continuamente. 9 Não me rejeites na  minha velhice; quando me faltarem as forças, não me desampares. 10 Pois falam contra mim os  meus  inimigos;  e  os  que  me  espreitam  a  alma  consultam  reunidos,  11  dizendo:  Deus  o  desamparou; persegui‐o e prendei‐o, pois não há quem o livre. 12 Não te ausentes de mim, ó  Deus; Deus meu, apressa‐te em socorrer‐me. 13 Sejam envergonhados e consumidos os que são  adversários de minha alma; cubram‐se de opróbrio e de vexame os que procuram o mal contra  mim. 14 Quanto a mim, esperarei sempre e te louvarei mais e mais.   1 Coríntios 1.18-31 18  Certamente, a  palavra  da  cruz  é  loucura  para  os  que  se  perdem,  mas  para  nós,  que  somos  salvos,  poder  de  Deus.  19  Pois  está  escrito:  Destruirei  a  sabedoria  dos  sábios  e  aniquilarei  a  inteligência  dos  instruídos.  20  Onde  está  o  sábio?  Onde,  o  escriba?  Onde,  o  inquiridor  deste  século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo? 21 Visto como, na sabedoria  de  Deus,  o  mundo  não  o  conheceu  por  sua  própria  sabedoria,  aprouve  a  Deus  salvar  os  que  crêem  pela  loucura  da  pregação.  22  Porque  tanto  os  judeus  pedem  sinais,  como  os  gregos  buscam sabedoria; 23 mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura  para  os  gentios;  24  mas  para  os  que  foram  chamados,  tanto  judeus  como  gregos,  pregamos a  Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus. 25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os  homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. 26 Irmãos, reparai, pois, na vossa  vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos,  nem muitos de nobre nascimento; 27 pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo  para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; 28  e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para  reduzir a nada as que são; 29 a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. 30 Mas  vós  sois  dele,  em  Cristo  Jesus,  o  qual  se  nos  tornou,  da  parte  de  Deus,  sabedoria,  e  justiça,  e  santificação,  e  redenção,  31  para  que,  como  está  escrito:  Aquele  que  se  gloria,  glorie‐se  no  Senhor. 


João 12.20-36 20 Ora, entre os que subiram para adorar durante a festa, havia alguns gregos; 21 estes, pois, se  dirigiram a Filipe, que era de Betsaida da Galiléia, e lhe rogaram: Senhor, queremos ver Jesus. 22  Filipe  foi  dizê‐lo  a  André,  e  André  e  Filipe  o  comunicaram  a  Jesus.  23 Respondeu‐lhes  Jesus:  É  chegada a hora de ser glorificado o Filho do Homem. 24 Em verdade, em verdade vos digo: se o  grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, produz muito fruto. 25  Quem ama a sua vida perde‐a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá‐la‐á para  a  vida  eterna.  26  Se  alguém  me  serve,  siga‐me,  e,  onde  eu  estou,  ali  estará  também  o  meu  servo. E, se alguém me servir, o Pai o honrará. 27 Agora, está angustiada a minha alma, e que  direi eu? Pai, salva‐me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. 28  Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei. 29  A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um trovão. Outros diziam:  Foi um anjo que lhe falou. 30 Então, explicou Jesus: Não foi por mim que veio esta voz, e sim por  vossa  causa.  31  Chegou  o  momento  de  ser  julgado  este  mundo,  e  agora  o  seu  príncipe  será  expulso.  32  E  eu,  quando  for  levantado  da  terra,  atrairei  todos  a  mim  mesmo.  33  Isto  dizia,  significando de que gênero de morte estava para morrer. 34 Replicou‐lhe, pois, a multidão: Nós  temos ouvido da lei que o Cristo permanece para sempre, e como dizes tu ser necessário que o  Filho do Homem seja levantado? Quem é esse Filho do Homem? 35 Respondeu‐lhes Jesus: Ainda  por  um  pouco  a  luz  está  convosco.  Andai  enquanto  tendes  a  luz,  para  que  as  trevas  não  vos  apanhem; e quem anda nas trevas não sabe para onde vai. 36 Enquanto tendes a luz, crede na  luz, para que vos torneis filhos da luz. Jesus disse estas coisas e, retirando‐se, ocultou‐se deles. 

Quarta‐feira da Semana Santa  Isaías 50:4-9a 4 O SENHOR Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado.  Ele me desperta todas as manhãs, desperta‐me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. 5  O SENHOR Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, não me retraí. 6 Ofereci as costas aos  que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me  afrontavam  e  me  cuspiam.  7  Porque  o  SENHOR  Deus  me  ajudou,  pelo  que  não  me  senti  envergonhado;  por  isso,  fiz  o  meu  rosto  como  um  seixo  e  sei  que  não  serei  envergonhado.  8  Perto está o que me justifica; quem contenderá comigo? Apresentemo‐nos juntamente; quem é  o meu adversário? Chegue‐se para mim. 9 Eis que o SENHOR Deus me ajuda; quem há que me  condene? Eis que todos eles, como um vestido, serão consumidos; a traça os comerá. Salmo 70 1  [Ao  mestre  de  canto.  De  Davi.  Em  memória]  Praza‐te,  ó  Deus,  em  livrar‐me;  dá‐te  pressa,  ó  SENHOR, em socorrer‐me. 2 Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam  a vida; tornem atrás e cubram‐se de ignomínia os que se comprazem no meu mal. 3 Retrocedam  por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem‐feito! Bem‐feito! 4 Folguem e em ti se rejubilem  todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado! 5  Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa‐te em valer‐me, pois tu és o meu amparo e o meu  libertador. SENHOR, não te detenhas!  Hebreus 12.1-3 1  Portanto,  também  nós,  visto  que  temos  a  rodear‐nos  tão  grande  nuvem  de  testemunhas,  desembaraçando‐nos  de  todo  peso  e  do  pecado  que  tenazmente  nos  assedia,  corramos,  com  perseverança,  a  carreira  que  nos  está  proposta,  2  olhando  firmemente  para  o  Autor  e  Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz,  não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus. 3 Considerai, pois,  atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que  não vos fatigueis, desmaiando em vossa alma. 


João 13.21-32 21  Ditas  estas  coisas,  angustiou‐se  Jesus  em  espírito  e  afirmou:  Em  verdade,  em  verdade  vos  digo que um dentre vós me trairá. 22 Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber  a  quem  ele se  referia.  23  Ora,  ali  estava  conchegado  a  Jesus  um  dos  seus  discípulos,  aquele  a  quem ele amava; 24 a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo‐lhe: Pergunta a quem ele se refere. 25  Então, aquele discípulo, reclinando‐se sobre o peito de Jesus, perguntou‐lhe: Senhor, quem é?  26  Respondeu  Jesus:  É  aquele  a  quem  eu  der  o  pedaço  de  pão  molhado.  Tomou,  pois,  um  pedaço  de  pão  e,  tendo‐o  molhado,  deu‐o  a  Judas,  filho  de  Simão  Iscariotes.  27  E,  após  o  bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze‐o  depressa. 28 Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu a que fim lhe dissera isto. 29  Pois, como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que  precisamos  para  a  festa  ou  lhe  ordenara  que  desse  alguma  coisa  aos  pobres.  30  Ele,  tendo  recebido o bocado, saiu logo. E era noite. 31 Quando ele saiu, disse Jesus: Agora, foi glorificado o  Filho  do  Homem,  e  Deus  foi  glorificado  nele;  32  se  Deus  foi  glorificado  nele,  também  Deus  o  glorificará nele mesmo; e glorificá‐lo‐á imediatamente. 

Quinta‐feira da Semana Santa  Êxodo 12:1-4, (5-10), 11-14 1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 Este mês vos será o principal dos meses;  será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês,  cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4  Mas,  se  a  família  for  pequena  para  um  cordeiro,  então,  convidará  ele  o  seu  vizinho  mais  próximo,  conforme  o  número  das  almas;  conforme  o  que  cada  um  puder  comer,  por  aí  calculareis quantos bastem para o cordeiro.   (5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano; podereis tomar um cordeiro ou um cabrito; 6  e o guardareis até ao décimo quarto dia deste  mês, e todo o ajuntamento da congregação de  Israel o imolará no crepúsculo da tarde. 7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras  e na verga da porta, nas casas em que o comerem; 8 naquela noite, comerão a carne assada no  fogo;  com  pães  asmos  e  ervas  amargas  a  comerão.  9  Não  comereis  do  animal  nada  cru,  nem  cozido em água, porém assado ao fogo: a cabeça, as pernas e a fressura. 10 Nada deixareis dele  até pela manhã; o que, porém, ficar até pela manhã, queimá‐lo‐eis.)   11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê‐lo‐eis à  pressa; é a Páscoa do SENHOR. 12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na  terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre  todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR. 13 O sangue vos será por sinal nas casas em que  estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora,  quando  eu  ferir  a  terra  do  Egito.  14  Este  dia  vos  será  por  memorial,  e  o  celebrareis  como  solenidade ao SENHOR; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo.  Salmo 116:1-2, 12-19 1 Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. 2 Porque inclinou para mim  os seus ouvidos, invocá‐lo‐ei enquanto eu viver. 3 Laços de morte me cercaram, e angústias do  inferno  se  apoderaram  de  mim;  caí  em  tribulação  e  tristeza.  4  Então,  invoquei  o  nome  do  SENHOR:  ó  SENHOR,  livra‐me  a  alma.  5  Compassivo  e  justo  é  o  SENHOR;  o  nosso  Deus  é  misericordioso. 6 O SENHOR vela pelos simples; achava‐me prostrado, e ele me salvou. 7 Volta,  minha alma, ao teu sossego, pois o SENHOR tem sido generoso para contigo. 8 Pois livraste da  morte a minha alma, das lágrimas, os meus olhos, da queda, os meus pés. 9 Andarei na presença  do  SENHOR,  na  terra  dos  viventes.  10  Eu  cria,  ainda  que  disse: estive  sobremodo aflito.  11  Eu  disse na minha perturbação: todo homem é mentiroso. 12 Que darei ao SENHOR por todos os  seus benefícios para comigo? 13 Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR. 14  Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo. 15 Preciosa é aos olhos  do SENHOR a morte dos seus santos. 16 SENHOR, deveras sou teu servo, teu servo, filho da tua 


serva; quebraste as minhas cadeias. 17 Oferecer‐te‐ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o  nome do SENHOR. 18 Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença de todo o seu povo, 19  nos átrios da Casa do SENHOR, no meio de ti, ó Jerusalém. Aleluia!  1 Coríntios 11.23-26 23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em  que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é  dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado,  tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as  vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e  beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha. João 13.1-17, 31b-35 1  Ora,  antes  da  Festa  da  Páscoa,  sabendo  Jesus  que  era  chegada  a  sua  hora  de  passar  deste  mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou‐os até ao fim. 2 Durante  a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que traísse a Jesus,  3  sabendo  este que  o  Pai  tudo confiara  às  suas  mãos,  e  que ele viera  de  Deus,  e  voltava  para  Deus, 4 levantou‐se da ceia, tirou a vestimenta de cima e, tomando uma toalha, cingiu‐se com  ela. 5 Depois, deitou água na bacia e passou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar‐lhos com a  toalha com que estava cingido. 6 Aproximou‐se, pois, de Simão Pedro, e este lhe disse: Senhor,  tu  me  lavas  os  pés  a  mim?  7  Respondeu‐lhe  Jesus:  O  que  eu  faço  não  o  sabes  agora;  compreendê‐lo‐ás depois. 8 Disse‐lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu‐lhe Jesus: Se  eu não te lavar, não tens parte comigo. 9 Então, Pedro lhe pediu: Senhor, não somente os pés,  mas também as mãos e a cabeça. 10 Declarou‐lhe Jesus: Quem já se banhou não necessita de  lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. 11  Pois ele sabia quem era o traidor. Foi por isso que disse: Nem todos estais limpos. 12 Depois de  lhes ter lavado os pés, tomou as vestes e, voltando à mesa, perguntou‐lhes: Compreendeis o que  vos fiz? 13 Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou. 14 Ora, se eu,  sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. 15  Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16 Em verdade, em  verdade  vos  digo  que  o  servo  não  é  maior  do  que  seu  senhor,  nem  o  enviado,  maior  do  que  aquele que o enviou. 17 Ora, se sabeis estas coisas, bem‐aventurados sois se as praticardes.  31b  [...]  Agora,  foi  glorificado  o  Filho  do  Homem,  e  Deus  foi  glorificado  nele;  32  se  Deus  foi  glorificado  nele,  também  Deus  o  glorificará  nele  mesmo;  e  glorificá‐lo‐á  imediatamente.  33  Filhinhos,  ainda  por  um  pouco  estou  convosco;  buscar‐me‐eis,  e  o  que  eu  disse  aos  judeus  também agora vos digo a vós outros: para onde eu vou, vós não podeis ir. 34 Novo mandamento  vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos  outros. 35 Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.

Sexta‐feira da Semana Santa  Isaías 52.13‐53.12  13 Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime.  14 Como pasmaram muitos à vista dele (pois o seu aspecto estava mui desfigurado, mais do que  o de outro qualquer, e a sua aparência, mais do que a dos outros filhos dos homens), 15 assim  causará admiração às nações, e os reis fecharão a sua boca por causa dele; porque aquilo que  não lhes foi anunciado verão, e aquilo que não ouviram entenderão.   53.1 Quem creu em nossa pregação? E a quem foi revelado o braço do SENHOR? 2 Porque foi  subindo  como  renovo  perante  ele  e  como  raiz  de  uma  terra  seca;  não  tinha  aparência  nem  formosura; olhamo‐lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse. 3 Era desprezado e o mais  rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer; e, como um de quem  os  homens  escondem  o  rosto,  era  desprezado,  e  dele  não  fizemos  caso.  4  Certamente,  ele 


tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos  por  aflito,  ferido  de  Deus  e  oprimido.  5  Mas  ele  foi  traspassado  pelas  nossas  transgressões  e  moído  pelas  nossas  iniqüidades;  o  castigo  que  nos  traz  a  paz  estava  sobre  ele,  e  pelas  suas  pisaduras  fomos  sarados.  6  Todos  nós  andávamos  desgarrados  como  ovelhas;  cada  um  se  desviava  pelo  caminho,  mas  o  SENHOR  fez  cair  sobre  ele  a  iniqüidade  de  nós  todos.  7  Ele  foi  oprimido e humilhado, mas não abriu a boca; como cordeiro foi levado ao matadouro; e, como  ovelha  muda  perante  os  seus  tosquiadores,  ele  não  abriu  a  boca.  8  Por  juízo  opressor  foi  arrebatado, e de sua linhagem, quem dela cogitou? Porquanto foi cortado da terra dos viventes;  por  causa  da  transgressão  do  meu  povo,  foi  ele  ferido.  9  Designaram‐lhe  a  sepultura  com  os  perversos, mas com o rico esteve na sua morte, posto que nunca fez injustiça, nem dolo algum  se  achou  em  sua  boca.  10  Todavia,  ao  SENHOR  agradou  moê‐lo,  fazendo‐o  enfermar;  quando  der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e  a vontade do SENHOR prosperará nas suas mãos. 11 Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua  alma  e  ficará  satisfeito;  o  meu  Servo,  o  Justo,  com  o  seu  conhecimento,  justificará  a  muitos,  porque as iniqüidades deles levará sobre si. 12 Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e  com  os  poderosos  repartirá  ele  o  despojo,  porquanto  derramou  a  sua  alma  na  morte;  foi  contado  com  os  transgressores;  contudo,  levou  sobre  si  o  pecado  de  muitos  e  pelos  transgressores intercedeu.  Salmo 22 1 [Ao mestre de canto, segundo a melodia “Corça da manhã”. Salmo de Davi] Deus meu, Deus  meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu  bramido? 2 Deus meu, clamo de dia, e não me respondes; também de noite, porém não tenho  sossego.  3  Contudo,  tu  és  santo,  entronizado  entre  os  louvores  de  Israel.  4  Nossos  pais  confiaram em ti; confiaram, e os livraste. 5 A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não  foram confundidos. 6 Mas eu sou verme e não homem; opróbrio dos homens e desprezado do  povo.  7  Todos  os  que  me  vêem  zombam  de  mim;  afrouxam  os  lábios  e  meneiam  a  cabeça:  8  Confiou  no  SENHOR!  Livre‐o  ele;  salve‐o,  pois  nele  tem  prazer.  9  Contudo,  tu  és  quem  me  fez  nascer; e me preservaste, estando eu ainda ao seio de minha mãe. 10 A ti me entreguei desde o  meu nascimento; desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus. 11 Não te distancies de mim,  porque a tribulação está próxima, e não há quem me acuda. 12 Muitos touros me cercam, fortes  touros  de  Basã  me  rodeiam.  13  Contra  mim  abrem  a  boca,  como  faz  o  leão  que  despedaça  e  ruge. 14 Derramei‐me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram; meu coração fez‐ se como cera, derreteu‐se dentro de mim. 15 Secou‐se o meu vigor, como um caco de barro, e a  língua se me apega ao céu da boca; assim, me deitas no pó da morte. 16 Cães me cercam; uma  súcia  de  malfeitores  me  rodeia;  traspassaram‐me  as  mãos  e  os  pés.  17  Posso  contar  todos  os  meus ossos; eles me estão olhando e encarando em mim. 18 Repartem entre si as minhas vestes  e  sobre  a  minha  túnica  deitam  sortes.  19  Tu,  porém,  SENHOR,  não  te  afastes  de  mim;  força  minha,  apressa‐te  em  socorrer‐me.  20  Livra  a  minha  alma  da  espada,  e,  das  presas  do  cão,  a  minha vida. 21 Salva‐me das fauces do leão e dos chifres dos búfalos; sim, tu me respondes. 22 A  meus irmãos declararei o teu nome; cantar‐te‐ei louvores no meio da congregação; 23 vós que  temeis  o  SENHOR,  louvai‐o;  glorificai‐o,  vós  todos,  descendência  de  Jacó;  reverenciai‐o,  vós  todos, posteridade de Israel. 24 Pois não desprezou, nem abominou a dor do aflito, nem ocultou  dele o rosto, mas o ouviu, quando lhe gritou por socorro. 25 De ti vem o meu louvor na grande  congregação; cumprirei os meus votos na presença dos que o temem. 26 Os sofredores hão de  comer e fartar‐se; louvarão o SENHOR os que o buscam. Viva para sempre o vosso coração. 27  Lembrar‐se‐ão do SENHOR e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão  todas as famílias das nações. 28 Pois do SENHOR é o reino, é ele quem governa as nações. 29  Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão  perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida. 30 A posteridade o servirá; falar‐ se‐á do Senhor à geração vindoura. Hebreus 10.16‐25   16 Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração  as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei, 17 acrescenta: Também de nenhum modo me  lembrarei  dos  seus  pecados  e  das  suas  iniqüidades,  para  sempre.  18  Ora,  onde  há  remissão 


destes, já não há oferta pelo pecado. 19 Tendo, pois, irmãos, intrepidez para entrar no Santo dos  Santos, pelo sangue de Jesus, 20 pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou pelo véu, isto  é, pela sua carne, 21 e tendo grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 aproximemo‐nos, com  sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado  o corpo com água pura. 23 Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem  fez  a  promessa é  fiel.  24  Consideremo‐nos  também  uns  aos  outros,  para  nos  estimularmos  ao  amor  e  às  boas  obras.  25  Não  deixemos  de  congregar‐nos,  como  é  costume  de  alguns;  antes,  façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima. (Hebreus 4.14‐16, 5.7‐9)  (14 Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus,  conservemos  firmes  a  nossa  confissão.  15  Porque  não  temos  sumo  sacerdote  que  não  possa  compadecer‐se  das  nossas  fraquezas;  antes,  foi  ele  tentado  em  todas  as  coisas,  à  nossa  semelhança, mas sem pecado. 16 Acheguemo‐nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da  graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.  5.7  Ele,  Jesus,  nos  dias  da  sua  carne,  tendo  oferecido,  com  forte  clamor  e  lágrimas,  orações  e  súplicas a quem o podia livrar da morte e tendo sido ouvido por causa da sua piedade, 8 embora  sendo  Filho,  aprendeu  a  obediência  pelas  coisas  que  sofreu  9  e,  tendo  sido  aperfeiçoado,  tornou‐se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem [...])  João 18.1-19.42 1  Tendo  Jesus  dito  estas  palavras,  saiu  juntamente  com  seus  discípulos  para  o  outro  lado  do  ribeiro  Cedrom,  onde  havia  um  jardim;  e  aí  entrou  com  eles.  2  E  Judas,  o  traidor,  também  conhecia aquele lugar, porque Jesus ali estivera muitas vezes com seus discípulos. 3 Tendo, pois,  Judas  recebido  a  escolta  e,  dos  principais  sacerdotes  e  dos  fariseus,  alguns  guardas,  chegou  a  este lugar com lanternas, tochas e armas. 4 Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele  haviam  de  vir,  adiantou‐se  e  perguntou‐lhes:  A  quem  buscais?  5  Responderam‐lhe:  A  Jesus,  o  Nazareno.  Então,  Jesus  lhes  disse:  Sou  eu.  Ora,  Judas,  o  traidor,  estava  também  com  eles.  6  Quando,  pois,  Jesus  lhes  disse:  Sou  eu,  recuaram  e  caíram  por  terra.  7  Jesus,  de  novo,  lhes  perguntou: A quem buscais? Responderam: A Jesus, o Nazareno. 8 Então, lhes disse Jesus: Já vos  declarei que sou eu; se é a mim, pois, que buscais, deixai ir estes; 9 para se cumprir a palavra  que dissera: Não perdi nenhum dos que me deste. 10 Então, Simão Pedro puxou da espada que  trazia e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando‐lhe a orelha direita; e o nome do servo era  Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro: Mete a espada na bainha; não beberei, porventura, o cálice  que o Pai me deu? 12 Assim, a escolta, o comandante e os guardas dos judeus prenderam Jesus,  manietaram‐no  13  e  o  conduziram  primeiramente  a  Anás;  pois  era  sogro  de  Caifás,  sumo  sacerdote  naquele  ano.  14  Ora,  Caifás  era  quem  havia  declarado  aos  judeus  ser  conveniente  morrer  um  homem  pelo  povo.  15  Simão  Pedro  e  outro  discípulo  seguiam  a  Jesus.  Sendo  este  discípulo conhecido do sumo sacerdote, entrou para o pátio deste com Jesus. 16 Pedro, porém,  ficou  de  fora,  junto  à  porta.  Saindo,  pois,  o  outro  discípulo,  que  era  conhecido  do  sumo  sacerdote,  falou  com  a  encarregada  da  porta  e  levou  a  Pedro  para  dentro.  17  Então,  a  criada,  encarregada da porta, perguntou a Pedro: Não és tu também um dos discípulos deste homem?  Não  sou,  respondeu  ele.  18  Ora,  os  servos  e  os  guardas  estavam  ali,  tendo  acendido  um  braseiro,  por  causa  do  frio,  e  aquentavam‐se.  Pedro  estava  no  meio  deles,  aquentando‐se  também.  19  Então,  o  sumo  sacerdote  interrogou  a  Jesus  acerca  dos  seus  discípulos  e  da  sua  doutrina. 20 Declarou‐lhe Jesus: Eu tenho falado francamente ao mundo; ensinei continuamente  tanto nas sinagogas como no templo, onde todos os judeus se reúnem, e nada disse em oculto.  21 Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que lhes falei; bem sabem eles o que eu  disse. 22 Dizendo ele isto, um dos guardas que ali estavam deu uma bofetada em Jesus, dizendo:  É assim que falas ao sumo sacerdote? 23 Replicou‐lhe Jesus: Se falei mal, dá testemunho do mal;  mas, se falei bem, por que me feres? 24 Então, Anás o enviou, manietado, à presença de Caifás,  o  sumo  sacerdote.  25  Lá  estava  Simão  Pedro,  aquentando‐se.  Perguntaram‐lhe,  pois:  És  tu,  porventura,  um  dos  discípulos  dele?  Ele  negou  e  disse:  Não  sou.  26  Um  dos  servos  do  sumo  sacerdote, parente daquele a quem Pedro tinha decepado a orelha, perguntou: Não te vi eu no  jardim com ele? 27 De novo, Pedro o negou, e, no mesmo instante, cantou o galo. 28 Depois, 


levaram  Jesus  da  casa  de  Caifás  para  o  pretório.  Era  cedo  de  manhã.  Eles  não  entraram  no  pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa. 29 Então, Pilatos saiu para  lhes falar e lhes disse: Que acusação trazeis contra este homem? 30 Responderam‐lhe: Se este  não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31 Replicou‐lhes, pois, Pilatos: Tomai‐o vós outros e  julgai‐o segundo a vossa lei. Responderam‐lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém;  32 para que se cumprisse a palavra de Jesus, significando o modo por que havia de morrer. 33  Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou‐lhe: És tu o rei dos judeus? 34  Respondeu  Jesus:  Vem  de  ti  mesmo  esta  pergunta  ou  to  disseram  outros  a  meu  respeito?  35  Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te  entregaram a mim. Que fizeste? 36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu  reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu  entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. 37 Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és  rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de  dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38 Perguntou‐lhe  Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito isto, voltou aos judeus e lhes disse: Eu não acho nele crime  algum.  39  É  costume  entre  vós  que  eu  vos  solte  alguém  por  ocasião  da  Páscoa;  quereis,  pois,  que vos solte o rei dos judeus? 40 Então, gritaram todos, novamente: Não este, mas Barrabás!  Ora, Barrabás era salteador.  9.1 Então, por isso, Pilatos tomou a Jesus e mandou açoitá‐lo. 2 Os soldados, tendo tecido uma  coroa  de  espinhos,  puseram‐lha  na  cabeça  e  vestiram‐no  com  um  manto  de  púrpura.  3  Chegavam‐se  a  ele  e  diziam:  Salve,  rei  dos  judeus!  E  davam‐lhe  bofetadas.  4  Outra  vez  saiu  Pilatos  e  lhes  disse:  Eis  que  eu  vo‐lo  apresento,  para  que  saibais  que  eu  não  acho  nele  crime  algum. 5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse‐lhes Pilatos:  Eis o homem! 6 Ao verem‐no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica‐o!  Crucifica‐o! Disse‐lhes Pilatos: Tomai‐o vós outros e crucificai‐o; porque eu não acho nele crime  algum.  7  Responderam‐lhe  os  judeus:  Temos  uma  lei,  e,  de  conformidade  com  a  lei,  ele  deve  morrer,  porque  a  si  mesmo se fez  Filho  de  Deus.  8 Pilatos,  ouvindo  tal  declaração,  ainda  mais  atemorizado  ficou,  9  e,  tornando  a  entrar  no  pretório,  perguntou  a  Jesus:  Donde  és  tu?  Mas  Jesus  não  lhe  deu  resposta.  10  Então,  Pilatos  o  advertiu:  Não  me  respondes?  Não  sabes  que  tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar? 11 Respondeu Jesus: Nenhuma  autoridade  terias  sobre  mim,  se  de  cima  não  te  fosse  dada;  por  isso,  quem  me  entregou  a  ti  maior  pecado  tem.  12  A  partir  deste  momento,  Pilatos  procurava  soltá‐lo,  mas  os  judeus  clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César! 13  Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou‐se no tribunal, no lugar chamado  Pavimento,  no  hebraico  Gabatá.  14  E  era  a  parasceve  pascal,  cerca  da  hora  sexta;  e  disse  aos  judeus: Eis aqui o vosso rei. 15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica‐o! Disse‐lhes Pilatos:  Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!  16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado. 17 Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio,  carregando  a  sua  cruz,  saiu  para  o  lugar  chamado  Calvário,  Gólgota  em  hebraico,  18  onde  o  crucificaram  e  com  ele  outros  dois,  um  de  cada  lado,  e  Jesus  no  meio.  19  Pilatos  escreveu  também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O  REI  DOS  JUDEUS.  20  Muitos  judeus  leram  este  título,  porque  o  lugar  em  que  Jesus  fora  crucificado  era  perto  da  cidade;  e  estava  escrito  em  hebraico,  latim  e  grego.  21  Os  principais  sacerdotes  diziam  a  Pilatos:  Não  escrevas:  Rei  dos  judeus,  e  sim  que  ele  disse:  Sou  o  rei  dos  judeus. 22 Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi. 23 Os soldados, pois, quando crucificaram  Jesus, tomaram‐lhe as vestes e fizeram quatro partes, para cada soldado uma parte; e pegaram  também  a  túnica.  A  túnica,  porém,  era  sem  costura,  toda  tecida  de  alto  a  baixo.  24  Disseram,  pois, uns aos outros: Não a rasguemos, mas lancemos sortes sobre ela para ver a quem caberá  —  para  se  cumprir  a  Escritura:  Repartiram  entre  si  as  minhas  vestes  e  sobre  a  minha  túnica  lançaram sortes. Assim, pois, o fizeram os soldados. 25 E junto à cruz estavam a mãe de Jesus, e  a irmã dela, e Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena. 26 Vendo Jesus sua mãe e junto a ela  o discípulo amado, disse: Mulher, eis aí teu filho. 27 Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe.  Dessa hora em diante, o discípulo a tomou para casa. 28 Depois, vendo Jesus que tudo já estava  consumado,  para  se  cumprir  a  Escritura,  disse:  Tenho  sede!  29  Estava  ali  um  vaso  cheio  de  vinagre. Embeberam de vinagre uma esponja e, fixando‐a num caniço de hissopo, lha chegaram  à boca. 30 Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça,  rendeu o espírito. 31 Então, os judeus, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto 


como  era  a  preparação,  pois  era  grande  o  dia  daquele  sábado,  rogaram  a  Pilatos  que  se  lhes  quebrassem  as  pernas,  e  fossem  tirados.  32  Os  soldados  foram  e  quebraram  as  pernas  ao  primeiro e ao outro que com ele tinham sido crucificados; 33 chegando‐se, porém, a Jesus, como  vissem que já estava morto, não lhe quebraram as pernas. 34 Mas um dos soldados lhe abriu o  lado  com  uma  lança,  e  logo  saiu  sangue  e  água.  35  Aquele  que  isto  viu  testificou,  sendo  verdadeiro o seu testemunho; e ele sabe que diz a verdade, para que também vós creiais. 36 E  isto aconteceu para se cumprir a Escritura: Nenhum dos seus ossos será quebrado. 37 E outra  vez diz a Escritura: Eles verão aquele a quem traspassaram. 38 Depois disto, José de Arimatéia,  que  era  discípulo  de  Jesus,  ainda  que  ocultamente  pelo  receio  que  tinha  dos  judeus,  rogou  a  Pilatos lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. Pilatos lho permitiu. Então, foi José de Arimatéia e  retirou  o  corpo  de  Jesus.  39  E  também  Nicodemos,  aquele  que  anteriormente  viera  ter  com  Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés. 40 Tomaram,  pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus  na  preparação  para  o  sepulcro.  41  No  lugar  onde  Jesus  fora  crucificado,  havia  um  jardim,  e  neste,  um  sepulcro  novo,  no  qual  ninguém  tinha  sido  ainda  posto.  42  Ali,  pois,  por  causa  da  preparação dos judeus e por estar perto o túmulo, depositaram o corpo de Jesus. 

Sábado da Semana Santa (Aleluia)  Jó 14.1‐14  1 O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação. 2 Nasce como a flor e  murcha; foge como a sombra e não permanece; 3 e sobre tal homem abres os olhos e o fazes  entrar em juízo contigo? 4 Quem da imundícia poderá tirar coisa pura? Ninguém! 5 Visto que os  seus dias estão contados, contigo está o número dos seus meses; tu ao homem puseste limites  além dos quais não passará. 6 Desvia dele os olhares, para que tenha repouso, até que, como o  jornaleiro, tenha prazer no seu dia. 7 Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada,  ainda  se  renovará,  e  não  cessarão  os  seus  rebentos.  8  Se  envelhecer  na  terra  a  sua  raiz,  e  no  chão morrer o seu tronco, 9 ao cheiro das águas brotará e dará ramos como a planta nova. 10 O  homem, porém, morre e fica prostrado; expira o homem e onde está? 11 Como as águas do lago  se evaporam, e o rio se esgota e seca, 12 assim o homem se deita e não se levanta; enquanto  existirem os céus, não acordará, nem será despertado do seu sono. 13 Que me encobrisses na  sepultura  e  me  ocultasses  até  que  a  tua  ira  se  fosse,  e  me  pusesses  um  prazo  e  depois  te  lembrasses de mim! 14 Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias da minha  luta esperaria, até que eu fosse substituído. (Lamentações 3.1‐9, 19‐24)  (1 Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus. 2 Ele me levou e me fez andar  em trevas e não na luz. 3 Deveras ele volveu contra mim a mão, de contínuo, todo o dia. 4 Fez  envelhecer a minha carne e a minha pele, despedaçou os meus ossos. 5 Edificou contra mim e  me  cercou  de  veneno  e  de  dor.  6  Fez‐me  habitar  em  lugares  tenebrosos,  como  os  que  estão  mortos para sempre. 7 Cercou‐me de um muro, e já não posso sair; agravou‐me com grilhões de  bronze.  8  Ainda  quando  clamo  e  grito,  ele  não  admite  a  minha  oração.  9  Fechou  os  meus  caminhos com pedras lavradas, fez tortuosas as minhas veredas. 19 Lembra‐te da minha aflição  e do meu pranto, do absinto e do veneno. 20 Minha alma, continuamente, os recorda e se abate  dentro de mim. 21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. 22 As misericórdias  do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;  23  renovam‐se  cada  manhã.  Grande  é  a  tua  fidelidade.  24  A  minha  porção  é  o  SENHOR,  diz  a  minha alma; portanto, esperarei nele.)  Salmo 31.1‐4, 15‐16  1  [Ao  mestre  de  canto.  Salmo  de  Davi]  Em  ti,  SENHOR,  me  refugio;  não  seja  eu  jamais  envergonhado;  livra‐me  por  tua  justiça.  2  Inclina‐me  os  ouvidos,  livra‐me  depressa;  sê  o  meu  castelo  forte,  cidadela  fortíssima  que  me  salve.  3  Porque  tu  és  a  minha  rocha  e  a  minha 


fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás. 4 Tirar‐me‐ás do laço que, às  ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza.   15  Nas  tuas  mãos,  estão  os  meus  dias;  livra‐me  das  mãos  dos  meus  inimigos  e  dos  meus  perseguidores.  16  Faze  resplandecer  o  teu  rosto  sobre  o  teu  servo;  salva‐me  por  tua  misericórdia.   1 Pedro 4.1‐8  1 Ora, tendo Cristo sofrido na carne, armai‐vos também vós do mesmo pensamento; pois aquele  que sofreu na carne deixou o pecado, 2 para que, no tempo que vos resta na carne, já não vivais  de  acordo  com  as  paixões  dos  homens,  mas  segundo  a  vontade  de  Deus.  3  Porque  basta  o  tempo  decorrido  para  terdes  executado  a  vontade  dos  gentios,  tendo  andado em  dissoluções,  concupiscências,  borracheiras,  orgias,  bebedices  e  em  detestáveis  idolatrias.  4  Por  isso,  difamando‐vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão, 5 os  quais hão de prestar contas àquele que é competente para julgar vivos e mortos; 6 pois, para  este  fim,  foi  o  evangelho  pregado  também  a  mortos,  para  que,  mesmo  julgados  na  carne  segundo  os  homens,  vivam  no  espírito  segundo  Deus.  7  Ora,  o  fim  de  todas  as  coisas  está  próximo;  sede,  portanto,  criteriosos  e  sóbrios  a  bem  das  vossas  orações.  8  Acima  de  tudo,  porém, tende amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados.  Mateus 27.57‐66  57 Caindo a tarde, veio um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo  de Jesus. 58 Este foi ter com Pilatos e lhe pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho  fosse  entregue.  59  E  José,  tomando  o  corpo,  envolveu‐o  num  pano  limpo  de  linho  60  e  o  depositou no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, rolando uma grande pedra para a  entrada  do  sepulcro,  se  retirou.  61  Achavam‐se  ali,  sentadas  em  frente  da  sepultura,  Maria  Madalena e a outra Maria. 62 No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram‐se os  principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo‐se a Pilatos, 63 disseram‐lhe: Senhor, lembramo‐ nos  de  que  aquele  embusteiro,  enquanto  vivia,  disse:  Depois  de  três  dias  ressuscitarei.  64  Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder  que,  vindo  os  discípulos,  o roubem  e  depois  digam  ao  povo:  Ressuscitou  dos  mortos;  e  será  o  último embuste pior que o primeiro. 65 Disse‐lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o  sepulcro como bem vos parecer. 66 Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e  deixando ali a escolta. (João 19.38‐42)  (38  Depois  disto,  José  de  Arimatéia,  que  era  discípulo  de  Jesus,  ainda  que  ocultamente  pelo  receio  que  tinha  dos  judeus,  rogou  a  Pilatos  lhe  permitisse  tirar  o  corpo  de  Jesus.  Pilatos  lho  permitiu.  Então,  foi  José  de  Arimatéia  e  retirou  o  corpo  de  Jesus.  39  E  também  Nicodemos,  aquele  que  anteriormente  viera  ter  com  Jesus à  noite,  foi,  levando  cerca  de  cem  libras  de  um  composto de mirra e aloés. 40 Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com  os  aromas,  como  é  de  uso  entre  os  judeus  na  preparação  para  o  sepulcro.  41  No  lugar  onde  Jesus fora crucificado, havia um jardim, e neste, um sepulcro novo, no qual ninguém tinha sido  ainda  posto.  42  Ali,  pois,  por  causa  da  preparação  dos  judeus  e  por  estar  perto  o  túmulo,  depositaram o corpo de Jesus.)


Domingo de Páscoa — Ressurreição do Senhor   Manhã de Páscoa  Atos 10.34‐43  34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;  35 pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. 36  Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando‐lhes o evangelho da paz, por  meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. 37 Vós conheceis a palavra que se divulgou por  toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, 38 como  Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte,  fazendo  o  bem  e  curando  a  todos  os  oprimidos  do  diabo,  porque  Deus  era  com  ele;  39  e  nós  somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também  tiraram a vida, pendurando‐o no madeiro. 40 A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu  que  fosse  manifesto,  41  não  a  todo  o  povo,  mas  às  testemunhas  que  foram  anteriormente  escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre  os mortos; 42 e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus  Juiz de vivos e de mortos. 43 Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu  nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados. (Jeremias 31.1‐6)  (1 Naquele tempo, diz o SENHOR, serei o Deus de todas as tribos de Israel, e elas serão o meu  povo. 2 Assim diz o SENHOR: O povo que se livrou da espada logrou graça no deserto. Eu irei e  darei descanso a Israel. 3 De longe se me deixou ver o SENHOR, dizendo: Com amor eterno eu te  amei;  por  isso,  com  benignidade  te  atraí.  4  Ainda  te  edificarei,  e  serás  edificada,  ó  virgem  de  Israel! Ainda serás adornada com os teus adufes e sairás com o coro dos que dançam. 5 Ainda  plantarás  vinhas  nos  montes  de  Samaria;  plantarão  os  plantadores  e  gozarão  dos  frutos.  6  Porque  haverá  um  dia  em  que  gritarão  os  atalaias  na  região  montanhosa  de  Efraim:  Levantai‐ vos, e subamos a Sião, ao SENHOR, nosso Deus!)  Salmo 118:1-2, 14-24 1 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua misericórdia dura para sempre. 2  Diga, pois, Israel: Sim, a sua misericórdia dura para sempre.   14 O SENHOR é a minha força e o meu cântico, porque ele me salvou. 15 Nas tendas dos justos  há voz de júbilo e de salvação; a destra do SENHOR faz proezas. 16 A destra do SENHOR se eleva,  a destra do SENHOR faz proezas. 17 Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do SENHOR.  18 O SENHOR me castigou severamente, mas não me entregou à morte. 19 Abri‐me as portas da  justiça;  entrarei  por  elas  e  renderei  graças  ao  SENHOR.  20  Esta  é  a  porta  do  SENHOR;  por  ela  entrarão  os  justos.  21  Render‐te‐ei  graças  porque  me  acudiste  e  foste  a  minha  salvação.  22  A  pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; 23 isto procede  do SENHOR e é maravilhoso aos nossos olhos. 24 Este é o dia que o SENHOR fez; regozijemo‐nos  e alegremo‐nos nele.   Colossenses 3.1‐4; (ou Atos 10.34‐43)  1  Portanto,  se  fostes  ressuscitados  juntamente  com  Cristo,  buscai  as  coisas  lá  do  alto,  onde  Cristo vive, assentado à direita de Deus. 2 Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da  terra; 3 porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. 4 Quando  Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em  glória.  


(Atos 10.34‐43)  (34 Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas;  35 pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. 36  Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando‐lhes o evangelho da paz, por  meio de Jesus Cristo. Este é o Senhor de todos. 37 Vós conheceis a palavra que se divulgou por  toda a Judéia, tendo começado desde a Galiléia, depois do batismo que João pregou, 38 como  Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder, o qual andou por toda parte,  fazendo  o  bem  e  curando  a  todos  os  oprimidos  do  diabo,  porque  Deus  era  com  ele;  39  e  nós  somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém; ao qual também  tiraram a vida, pendurando‐o no madeiro. 40 A este ressuscitou Deus no terceiro dia e concedeu  que  fosse  manifesto,  41  não  a  todo  o  povo,  mas  às  testemunhas  que  foram  anteriormente  escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com ele, depois que ressurgiu dentre  os mortos; 42 e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus  Juiz de vivos e de mortos. 43 Dele todos os profetas dão testemunho de que, por meio de seu  nome, todo aquele que nele crê recebe remissão de pecados.) João 20.1‐18  1  No  primeiro  dia  da  semana,  Maria  Madalena  foi  ao  sepulcro  de  madrugada,  sendo  ainda  escuro, e viu que a pedra estava revolvida. 2 Então, correu e foi ter com Simão Pedro e com o  outro discípulo, a quem Jesus amava, e disse‐lhes: Tiraram do sepulcro o Senhor, e não sabemos  onde o puseram. 3 Saiu, pois, Pedro e o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4 Ambos corriam  juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro;  5 e, abaixando‐se, viu os lençóis de linho; todavia, não entrou. 6 Então, Simão Pedro, seguindo‐ o,  chegou  e  entrou  no  sepulcro.  Ele  também  viu  os  lençóis,  7  e  o  lenço  que  estivera  sobre  a  cabeça  de  Jesus,  e  que  não  estava  com  os  lençóis,  mas  deixado  num  lugar  à  parte.  8  Então,  entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. 9 Pois ainda  não tinham compreendido a Escritura, que era necessário ressuscitar ele dentre os mortos. 10 E  voltaram os discípulos outra vez para casa. 11 Maria, entretanto, permanecia junto à entrada do  túmulo, chorando. Enquanto chorava, abaixou‐se, e olhou para dentro do túmulo, 12 e viu dois  anjos vestidos de branco, sentados onde o corpo de Jesus fora posto, um à cabeceira e outro aos  pés.  13  Então,  eles  lhe  perguntaram:  Mulher,  por  que  choras?  Ela  lhes  respondeu:  Porque  levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14 Tendo dito isto, voltou‐se para trás e viu  Jesus  em  pé,  mas  não  reconheceu  que  era  Jesus.  15  Perguntou‐lhe  Jesus:  Mulher,  por  que  choras? A quem procuras? Ela, supondo ser ele o jardineiro, respondeu: Senhor, se tu o tiraste,  dize‐me onde o puseste, e eu o levarei. 16 Disse‐lhe Jesus: Maria! Ela, voltando‐se, lhe disse, em  hebraico: Raboni (que quer dizer Mestre)! 17 Recomendou‐lhe Jesus: Não me detenhas; porque  ainda não subi para meu Pai, mas vai ter com os meus irmãos e dize‐lhes: Subo para meu Pai e  vosso  Pai,  para  meu  Deus  e  vosso  Deus.  18  Então,  saiu  Maria  Madalena  anunciando  aos  discípulos: Vi o Senhor! E contava que ele lhe dissera estas coisas.  (Mateus 28.1‐10)  (1 No findar do  sábado, ao entrar o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria  foram  ver  o  sepulcro.  2  E  eis  que  houve  um  grande  terremoto;  porque  um  anjo  do  Senhor  desceu do céu, chegou‐se, removeu a pedra e assentou‐se sobre ela. 3 O seu aspecto era como  um relâmpago, e a sua veste, alva como a neve. 4 E os guardas tremeram espavoridos e ficaram  como se estivessem mortos. 5 Mas o anjo, dirigindo‐se às mulheres, disse: Não temais; porque  sei que buscais Jesus, que foi crucificado. 6 Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde  ver  onde  ele  jazia.  7  Ide,  pois,  depressa  e  dizei  aos  seus  discípulos  que  ele  ressuscitou  dos  mortos e vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. É como vos digo! 8 E, retirando‐se elas  apressadamente  do  sepulcro,  tomadas  de  medo  e  grande  alegria,  correram  a  anunciá‐lo  aos  discípulos.  9  E  eis  que  Jesus  veio  ao  encontro  delas  e  disse:  Salve!  E  elas,  aproximando‐se,  abraçaram‐lhe os pés e o adoraram. 10 Então, Jesus lhes disse: Não temais! Ide avisar a meus  irmãos que se dirijam à Galiléia e lá me verão.) 


Noite da Páscoa  Isaías 25.6-9 6  O  SENHOR  dos  Exércitos  dará  neste  monte  a  todos  os  povos  um  banquete  de  coisas  gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e vinhos velhos bem  clarificados.  7  Destruirá  neste  monte  a  coberta  que  envolve  todos  os  povos  e  o  véu  que  está  posto sobre todas as nações. 8 Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará o SENHOR Deus  as  lágrimas  de  todos  os  rostos,  e  tirará  de  toda  a  terra  o  opróbrio  do  seu  povo,  porque  o  SENHOR falou. 9 Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele  nos  salvará;  este  é  o  SENHOR,  a  quem  aguardávamos;  na  sua  salvação  exultaremos  e  nos  alegraremos. Salmo 114 1 Quando saiu Israel do Egito, e a casa de Jacó, do meio de um povo de língua estranha, 2 Judá  se  tornou  o  seu  santuário,  e  Israel,  o  seu  domínio.  3  O  mar  viu  isso  e  fugiu;  o  Jordão  tornou  atrás.  4  Os  montes  saltaram  como  carneiros,  e  as  colinas,  como  cordeiros  do  rebanho.  5  Que  tens, ó mar, que assim foges? E tu, Jordão, para tornares atrás? 6 Montes, por que saltais como  carneiros?  E  vós,  colinas,  como  cordeiros  do  rebanho?  7  Estremece,  ó  terra,  na  presença  do  Senhor, na presença do Deus de Jacó, 8 o qual converteu a rocha em lençol de água e o seixo,  em manancial.  1 Coríntios 5.6b-8 5.6b  [...]  Não  sabeis  que  um  pouco  de  fermento  leveda  a  massa  toda?  7  Lançai  fora  o  velho  fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo,  nosso  Cordeiro  pascal,  foi  imolado.  8  Por  isso,  celebremos  a  festa  não  com  o  velho  fermento,  nem com o fermento da maldade e da malícia, e sim com os asmos da sinceridade e da verdade.  Lucas 24.13-49 13  Naquele  mesmo  dia,  dois  deles  estavam  de  caminho  para  uma  aldeia  chamada  Emaús,  distante  de  Jerusalém  sessenta  estádios.  14  E  iam  conversando  a  respeito  de  todas  as  coisas  sucedidas. 15 Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou  e  ia  com  eles.  16  Os  seus  olhos,  porém,  estavam  como  que  impedidos  de  o  reconhecer.  17  Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que  caminhais? E eles pararam entristecidos. 18 Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo:  És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos  dias? 19 Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era  varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, 20 e como os  principais  sacerdotes  e  as  nossas  autoridades  o  entregaram  para  ser  condenado  à  morte  e  o  crucificaram. 21 Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois  de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. 22 É verdade também que  algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao  túmulo; 23 e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os  quais  afirmam  que  ele  vive.  24  De  fato,  alguns  dos  nossos  foram  ao  sepulcro  e  verificaram  a  exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. 25 Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e  tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura, não convinha que o  Cristo padecesse e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, discorrendo por todos  os Profetas, expunha‐lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. 28 Quando se  aproximavam  da  aldeia  para  onde  iam,  fez  ele  menção  de  passar  adiante.  29  Mas  eles  o  constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com  eles. 30 E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou‐o e, tendo‐o  partido, lhes deu; 31 então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da  presença deles. 32  E  disseram  um  ao  outro:  Porventura,  não  nos  ardia  o  coração,  quando ele,  pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? 33 E, na mesma hora, levantando‐ se,  voltaram  para  Jerusalém,  onde  acharam  reunidos  os  onze  e  outros  com  eles,  34  os  quais 


diziam:  O  Senhor  ressuscitou  e  já  apareceu  a  Simão!  35  Então,  os  dois  contaram  o  que  lhes  acontecera  no  caminho  e  como  fora  por  eles  reconhecido  no  partir  do  pão.  36  Falavam  ainda  estas  coisas  quando  Jesus  apareceu  no  meio  deles  e  lhes  disse:  Paz  seja  convosco!  37  Eles,  porém,  surpresos  e  atemorizados,  acreditavam  estarem  vendo  um  espírito.  38  Mas  ele  lhes  disse:  Por  que  estais  perturbados?  E  por  que  sobem  dúvidas  ao  vosso  coração?  39  Vede  as  minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai‐me e verificai, porque um espírito não  tem  carne  nem  ossos,  como  vedes  que  eu  tenho.  40  Dizendo  isto,  mostrou‐lhes  as  mãos  e  os  pés. 41 E, por não acreditarem eles ainda, por causa da alegria, e estando admirados, Jesus lhes  disse:  Tendes  aqui  alguma  coisa  que  comer?  42  Então,  lhe  apresentaram  um  pedaço  de  peixe  assado [e um favo de mel]. 43 E ele comeu na presença deles. 44 A seguir, Jesus lhes disse: São  estas as palavras que eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que  de  mim  está  escrito  na  Lei  de  Moisés,  nos  Profetas  e  nos  Salmos.  45  Então,  lhes  abriu  o  entendimento  para  compreenderem  as  Escrituras;  46  e  lhes  disse:  Assim  está  escrito  que  o  Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia 47 e que em seu nome se  pregasse  arrependimento  para  remissão  de  pecados  a  todas  as  nações,  começando  de  Jerusalém.  48  Vós  sois  testemunhas  destas  coisas.  49  Eis  que  envio  sobre  vós  a  promessa  de  meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder.

2º Domingo da Páscoa  Atos 2.14a, 22‐32   14a [...] Então, se levantou Pedro, com os onze;   22  Varões  israelitas,  atendei  a  estas  palavras:  Jesus,  o  Nazareno,  varão  aprovado  por  Deus  diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio  dele entre vós, como vós mesmos sabeis; 23 sendo este entregue pelo determinado desígnio e  presciência  de  Deus,  vós  o  matastes,  crucificando‐o  por  mãos  de  iníquos;  24  ao  qual,  porém,  Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido  por ela. 25 Porque a respeito dele diz Davi: Diante de mim via sempre o Senhor, porque está à  minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, se alegrou o meu coração, e a minha  língua exultou; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque  não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste‐ me conhecer os caminhos da vida, encher‐me‐ás de alegria na tua presença. 29 Irmãos, seja‐me  permitido dizer‐vos claramente a respeito do patriarca Davi que ele morreu e foi sepultado, e o  seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30 Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia  jurado que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31 prevendo isto, referiu‐se à  ressurreição  de  Cristo,  que  nem  foi  deixado  na  morte,  nem  o  seu  corpo  experimentou  corrupção. 32 A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas.   Salmo 16  1 [Hino de Davi] Guarda‐me, ó Deus, porque em ti me refugio. 2 Digo ao SENHOR: Tu és o meu  Senhor; outro bem não possuo, senão a ti somente. 3 Quanto aos santos que há na terra, são  eles os notáveis nos quais tenho todo o meu prazer. 4 Muitas serão as penas dos que trocam o  SENHOR  por  outros  deuses;  não  oferecerei  as  suas  libações  de  sangue,  e  os  meus  lábios  não  pronunciarão  o  seu  nome.  5  O  SENHOR  é  a  porção  da  minha  herança  e  o  meu  cálice;  tu  és  o  arrimo da minha sorte. 6 Caem‐me as divisas em lugares amenos, é mui linda a minha herança. 7  Bendigo o SENHOR, que me aconselha; pois até durante a noite o meu coração me ensina. 8 O  SENHOR, tenho‐o sempre à minha presença; estando ele à minha direita, não serei abalado. 9  Alegra‐se, pois, o meu coração, e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. 10  Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 11 Tu  me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias  perpetuamente. 


1 Pedro 1.3-9 3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos  regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4  para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros 5  que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar‐ se  no  último  tempo.  6  Nisso  exultais,  embora,  no  presente,  por  breve  tempo,  se  necessário,  sejais  contristados  por  várias  provações,  7  para  que,  uma  vez  confirmado  o  valor  da  vossa  fé,  muito  mais  preciosa  do  que  o  ouro  perecível,  mesmo  apurado  por  fogo,  redunde  em  louvor,  glória e honra na revelação de Jesus Cristo; 8 a quem, não havendo visto, amais; no qual, não  vendo  agora,  mas  crendo,  exultais  com  alegria  indizível  e  cheia  de  glória,  9  obtendo  o  fim  da  vossa fé: a salvação da vossa alma.  João 20.19‐31  19  Ao  cair  da  tarde  daquele  dia,  o  primeiro  da  semana,  trancadas  as  portas  da  casa  onde  estavam  os  discípulos  com  medo  dos  judeus,  veio  Jesus,  pôs‐se  no  meio  e  disse‐lhes:  Paz  seja  convosco!  20  E,  dizendo  isto,  lhes  mostrou  as  mãos  e  o  lado.  Alegraram‐se,  portanto,  os  discípulos  ao  verem  o  Senhor.  21  Disse‐lhes,  pois,  Jesus  outra  vez:  Paz  seja  convosco!  Assim  como o Pai me enviou, eu também vos envio. 22 E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse‐ lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Se de alguns perdoardes os pecados, são‐lhes perdoados; se  lhos retiverdes, são retidos. 24 Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles  quando  veio  Jesus.  25  Disseram‐lhe,  então,  os  outros  discípulos:  Vimos  o  Senhor.  Mas  ele  respondeu: Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o dedo, e não puser a  mão  no  seu  lado,  de  modo  algum  acreditarei.  26  Passados  oito  dias,  estavam  outra  vez  ali  reunidos os seus discípulos, e Tomé, com eles. Estando as portas trancadas, veio Jesus, pôs‐se no  meio e disse‐lhes: Paz seja convosco! 27 E logo disse a Tomé: Põe aqui o dedo e vê as minhas  mãos;  chega  também  a  mão  e  põe‐na  no  meu  lado;  não  sejas  incrédulo,  mas  crente.  28  Respondeu‐lhe  Tomé:  Senhor  meu  e  Deus  meu!  29  Disse‐lhe  Jesus:  Porque  me  viste,  creste?  Bem‐aventurados  os  que  não  viram  e  creram.  30  Na  verdade,  fez  Jesus  diante  dos  discípulos  muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. 31 Estes, porém, foram registrados para  que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.

3º Domingo de Páscoa  Atos 2.14 a, 36‐41   14a Então, se levantou Pedro, com os onze; [...]  36  Esteja  absolutamente  certa,  pois,  toda  a  casa  de  Israel  de  que  a  este  Jesus,  que  vós  crucificastes,  Deus  o  fez  Senhor  e  Cristo.  37  Ouvindo  eles  estas  coisas,  compungiu‐se‐lhes  o  coração e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: Que faremos, irmãos? 38 Respondeu‐ lhes  Pedro:  Arrependei‐vos,  e  cada  um  de  vós  seja  batizado  em  nome  de  Jesus  Cristo  para  remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. 39 Pois para vós outros é a  promessa,  para  vossos  filhos  e  para  todos  os  que  ainda  estão  longe,  isto  é,  para  quantos  o  Senhor,  nosso  Deus,  chamar.  40  Com  muitas  outras  palavras  deu  testemunho  e  exortava‐os,  dizendo:  Salvai‐vos  desta  geração  perversa.  41  Então,  os  que  lhe  aceitaram  a  palavra  foram  batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas.  Salmo 116.1‐4, 12‐19  1 Amo o SENHOR, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas. 2 Porque inclinou para mim  os seus ouvidos, invocá‐lo‐ei enquanto eu viver. 3 Laços de morte me cercaram, e angústias do  inferno  se  apoderaram  de  mim;  caí  em  tribulação  e  tristeza.  4  Então,  invoquei  o  nome  do  SENHOR: ó SENHOR, livra‐me a alma.  


12  Que  darei  ao  SENHOR  por  todos  os  seus  benefícios  para  comigo?  13  Tomarei  o  cálice  da  salvação e invocarei o nome do SENHOR. 14 Cumprirei os meus votos ao SENHOR, na presença  de todo o seu povo. 15 Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos. 16 SENHOR,  deveras sou teu servo, teu servo, filho da tua serva; quebraste as minhas cadeias. 17 Oferecer‐ te‐ei sacrifícios de ações de graças e invocarei o nome do SENHOR. 18 Cumprirei os meus votos  ao SENHOR, na presença de todo o seu povo, 19 nos átrios da Casa do SENHOR, no meio de ti, ó  Jerusalém. Aleluia!  1 Pedro 1.17-23 17  Ora,  se  invocais  como  Pai  aquele  que,  sem  acepção  de  pessoas,  julga  segundo  as  obras  de  cada um, portai‐vos com temor durante o tempo da vossa peregrinação, 18 sabendo que não foi  mediante  coisas  corruptíveis,  como  prata  ou  ouro,  que  fostes  resgatados  do  vosso  fútil  procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem  defeito  e  sem  mácula,  o  sangue  de  Cristo,  20  conhecido,  com  efeito,  antes  da  fundação  do  mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós 21 que, por meio dele, tendes  fé  em  Deus,  o qual  o  ressuscitou  dentre  os  mortos  e  lhe deu glória,  de  sorte  que  a vossa  fé e  esperança estejam em Deus. 22 Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade,  tendo  em  vista  o  amor  fraternal  não  fingido,  amai‐vos,  de  coração,  uns  aos  outros  ardentemente,  23  pois  fostes  regenerados  não  de  semente  corruptível,  mas  de  incorruptível,  mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente.  Lucas 24.13-35 13  Naquele  mesmo  dia,  dois  deles  estavam  de  caminho  para  uma  aldeia  chamada  Emaús,  distante  de  Jerusalém  sessenta  estádios.  14  E  iam  conversando  a  respeito  de  todas  as  coisas  sucedidas. 15 Aconteceu que, enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou  e  ia  com  eles.  16  Os  seus  olhos,  porém,  estavam  como  que  impedidos  de  o  reconhecer.  17  Então, lhes perguntou Jesus: Que é isso que vos preocupa e de que ides tratando à medida que  caminhais? E eles pararam entristecidos. 18 Um, porém, chamado Cleopas, respondeu, dizendo:  És o único, porventura, que, tendo estado em Jerusalém, ignoras as ocorrências destes últimos  dias? 19 Ele lhes perguntou: Quais? E explicaram: O que aconteceu a Jesus, o Nazareno, que era  varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo, 20 e como os  principais  sacerdotes  e  as  nossas  autoridades  o  entregaram  para  ser  condenado  à  morte  e  o  crucificaram. 21 Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas, depois  de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam. 22 É verdade também que  algumas mulheres, das que conosco estavam, nos surpreenderam, tendo ido de madrugada ao  túmulo; 23 e, não achando o corpo de Jesus, voltaram dizendo terem tido uma visão de anjos, os  quais  afirmam  que  ele  vive.  24  De  fato,  alguns  dos  nossos  foram  ao  sepulcro  e  verificaram  a  exatidão do que disseram as mulheres; mas não o viram. 25 Então, lhes disse Jesus: Ó néscios e  tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26 Porventura, não convinha que o  Cristo padecesse e entrasse na sua glória? 27 E, começando por Moisés, discorrendo por todos  os Profetas, expunha‐lhes o que a seu respeito constava em todas as Escrituras. 28 Quando se  aproximavam  da  aldeia  para  onde  iam,  fez  ele  menção  de  passar  adiante.  29  Mas  eles  o  constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque é tarde, e o dia já declina. E entrou para ficar com  eles. 30 E aconteceu que, quando estavam à mesa, tomando ele o pão, abençoou‐o e, tendo‐o  partido, lhes deu; 31 então, se lhes abriram os olhos, e o reconheceram; mas ele desapareceu da  presença deles. 32  E  disseram  um  ao  outro:  Porventura,  não  nos  ardia  o  coração,  quando ele,  pelo caminho, nos falava, quando nos expunha as Escrituras? 33 E, na mesma hora, levantando‐ se,  voltaram  para  Jerusalém,  onde  acharam  reunidos  os  onze  e  outros  com  eles,  34  os  quais  diziam:  O  Senhor  ressuscitou  e  já  apareceu  a  Simão!  35  Então,  os  dois  contaram  o  que  lhes  acontecera no caminho e como fora por eles reconhecido no partir do pão. 


4º Domingo da Páscoa  Atos 2.42‐47  42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43  Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.  44  Todos  os  que  creram  estavam  juntos  e  tinham  tudo  em  comum.  45  Vendiam  as  suas  propriedades  e  bens,  distribuindo  o  produto  entre  todos,  à  medida  que  alguém  tinha  necessidade. 46Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e  tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, 47 louvando a Deus e contando  com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava‐lhes o Senhor, dia a dia, os que iam  sendo salvos.   Salmo 23  1 [Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos  verdejantes. Leva‐me para junto das águas de descanso; 3 refrigera‐me a alma. Guia‐me pelas  veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,  não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5  Preparas‐me uma mesa na presença dos meus adversários, unges‐me a cabeça com óleo; o meu  cálice  transborda.  6  Bondade  e  misericórdia  certamente  me  seguirão  todos  os  dias  da  minha  vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.  1 Pedro 2.19‐25  19 porque isto é grato, que alguém suporte tristezas, sofrendo injustamente, por motivo de sua  consciência para com Deus. 20 Pois que glória há, se, pecando e sendo esbofeteados por isso, o  suportais com paciência? Se, entretanto, quando praticais o bem, sois igualmente afligidos e o  suportais com paciência, isto é grato a Deus. 21 Porquanto para isto mesmo fostes chamados,  pois  que  também  Cristo  sofreu  em  vosso  lugar,  deixando‐vos  exemplo  para  seguirdes  os  seus  passos,  22  o  qual  não  cometeu  pecado,  nem  dolo  algum  se  achou  em  sua  boca;  23  pois  ele,  quando  ultrajado,  não  revidava  com  ultraje;  quando  maltratado,  não  fazia  ameaças,  mas  entregava‐se  àquele  que  julga  retamente,  24  carregando  ele  mesmo  em  seu  corpo,  sobre  o  madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por  suas  chagas,  fostes  sarados.  25  Porque  estáveis  desgarrados  como  ovelhas;  agora,  porém,  vos  convertestes ao Pastor e Bispo da vossa alma. João 10.1‐10  1  Em  verdade,  em  verdade  vos  digo:  o  que  não  entra  pela  porta  no  aprisco  das  ovelhas,  mas  sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. 2 Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o  pastor  das  ovelhas.  3  Para  este  o  porteiro  abre,  as  ovelhas  ouvem  a  sua  voz,  ele  chama  pelo  nome  as  suas  próprias  ovelhas  e  as  conduz  para  fora.  4  Depois  de  fazer  sair  todas  as  que  lhe  pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; 5 mas de modo  nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. 6  Jesus  lhes  propôs  esta  parábola,  mas  eles  não  compreenderam  o  sentido  daquilo  que  lhes  falava. 7 Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das  ovelhas. 8 Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não  lhes deram ouvido. 9 Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e  achará  pastagem.  10  O  ladrão  vem  somente  para  roubar,  matar  e  destruir;  eu  vim  para  que  tenham vida e a tenham em abundância. 


5º Domingo de Páscoa  Atos 7.55‐60  55 Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que  estava à sua direita, 56 e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra  de Deus. 57 Eles, porém, clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram  contra  ele.  58  E,  lançando‐o  fora  da  cidade,  o  apedrejaram.  As  testemunhas  deixaram  suas  vestes  aos  pés de  um  jovem  chamado  Saulo.  59  E  apedrejavam  Estêvão,  que  invocava  e  dizia:  Senhor Jesus, recebe o meu espírito! 60 Então, ajoelhando‐se, clamou em alta voz: Senhor, não  lhes imputes este pecado! Com estas palavras, adormeceu.  Salmo 31.1‐5, 15‐16  1  [Ao  mestre  de  canto.  Salmo  de  Davi]  Em  ti,  SENHOR,  me  refugio;  não  seja  eu  jamais  envergonhado;  livra‐me  por  tua  justiça.  2  Inclina‐me  os  ouvidos,  livra‐me  depressa;  sê  o  meu  castelo  forte,  cidadela  fortíssima  que  me  salve.  3  Porque  tu  és  a  minha  rocha  e  a  minha  fortaleza; por causa do teu nome, tu me conduzirás e me guiarás. 4 Tirar‐me‐ás do laço que, às  ocultas, me armaram, pois tu és a minha fortaleza. 5 Nas tuas mãos, entrego o meu espírito; tu  me  remiste,  SENHOR,  Deus  da  verdade.  6  Aborreces  os  que  adoram  ídolos  vãos;  eu,  porém,  confio no SENHOR. 7 Eu me alegrarei e regozijarei na tua benignidade, pois tens visto a minha  aflição,  conheceste  as  angústias  de  minha  alma  8  e  não  me  entregaste  nas  mãos  do  inimigo;  firmaste  os  meus  pés  em  lugar espaçoso.  9  Compadece‐te  de  mim,  SENHOR,  porque  me  sinto  atribulado; de tristeza os meus olhos se consomem, e a minha alma e o meu corpo. 10 Gasta‐se  a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos; debilita‐se a minha força, por causa da  minha  iniqüidade,  e  os  meus  ossos  se  consomem.  11  Tornei‐me  opróbrio  para  todos  os  meus  adversários, espanto para os meus vizinhos e horror para os meus conhecidos; os que me vêem  na  rua  fogem  de  mim.  12  Estou  esquecido  no  coração  deles,  como  morto;  sou  como  vaso  quebrado.  13  Pois  tenho  ouvido  a  murmuração  de  muitos,  terror  por  todos  os  lados;  conspirando contra mim, tramam tirar‐me a vida. 14 Quanto a mim, confio em ti, SENHOR. Eu  disse:  tu  és  o  meu  Deus.  15  Nas  tuas  mãos,  estão  os  meus  dias;  livra‐me  das  mãos  dos  meus  inimigos e dos meus perseguidores. 16 Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva‐ me por tua misericórdia. 1 Pedro 2.2‐10  2 desejai ardentemente, como crianças recém‐nascidas, o genuíno leite espiritual, para que, por  ele, vos seja dado crescimento para salvação, 3 se é que já tendes a experiência de que o Senhor  é bondoso. 4 Chegando‐vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para  com Deus eleita e preciosa, 5 também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa  espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a  Deus por intermédio de Jesus Cristo. 6 Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma  pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. 7  Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que  os  construtores  rejeitaram,  essa  veio  a  ser  a  principal  pedra,  angular  8  e:  Pedra  de  tropeço  e  rocha  de  ofensa.  São  estes  os  que  tropeçam  na  palavra,  sendo  desobedientes,  para  o  que  também  foram  postos.  9  Vós,  porém,  sois  raça  eleita,  sacerdócio  real,  nação  santa,  povo  de  propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das  trevas para a sua maravilhosa luz; 10 vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo  de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. João 14.1‐14  1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2 Na casa de meu Pai  há  muitas  moradas.  Se  assim  não  fora,  eu  vo‐lo  teria  dito.  Pois  vou  preparar‐vos  lugar.  3  E,  quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu  estou,  estejais  vós  também.  4  E  vós  sabeis  o  caminho  para  onde  eu  vou.  5  Disse‐lhe  Tomé: 


Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? 6 Respondeu‐lhe Jesus: Eu sou o  caminho,  e  a  verdade,  e  a  vida;  ninguém  vem  ao  Pai  senão  por  mim.  7  Se  vós  me  tivésseis  conhecido,  conheceríeis  também  a  meu  Pai.  Desde  agora  o  conheceis  e  o  tendes  visto.  8  Replicou‐lhe Filipe: Senhor, mostra‐nos o Pai, e isso nos basta. 9 Disse‐lhe Jesus: Filipe, há tanto  tempo estou convosco, e não me tens conhecido? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu:  Mostra‐nos o Pai? 10 Não crês que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu  vos digo não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, faz as suas obras. 11  Crede‐me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. 12  Em  verdade,  em  verdade  vos  digo  que  aquele  que  crê  em  mim  fará  também  as  obras  que  eu  faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. 13 E tudo quanto pedirdes em meu  nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se me pedirdes alguma coisa em  meu nome, eu o farei. 

6º Domingo da Páscoa  Atos 17.22‐31  22 Então, Paulo, levantando‐se no meio do Areópago, disse: Senhores atenienses! Em tudo vos  vejo acentuadamente religiosos; 23 porque, passando e observando os objetos de vosso culto,  encontrei  também  um  altar  no  qual  está  inscrito:  AO  DEUS  DESCONHECIDO.  Pois  esse  que  adorais sem conhecer é precisamente aquele que eu vos anuncio. 24 O Deus que fez o mundo e  tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por  mãos humanas. 25 Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois  ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais; 26 de um só fez toda a raça humana  para habitar sobre toda a face da terra, havendo fixado os tempos previamente estabelecidos e  os limites da sua habitação; 27 para buscarem a Deus se, porventura, tateando, o possam achar,  bem que não está longe de cada um de nós; 28 pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos,  como alguns dos vossos poetas têm dito: Porque dele também somos geração. 29 Sendo, pois,  geração  de  Deus,  não  devemos  pensar  que  a  divindade  é  semelhante  ao  ouro,  à  prata  ou  à  pedra,  trabalhados  pela  arte  e  imaginação  do  homem.  30  Ora,  não  levou  Deus  em  conta  os  tempos  da  ignorância;  agora,  porém,  notifica  aos  homens  que  todos,  em  toda  parte,  se  arrependam; 31 porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por  meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando‐o dentre os mortos. Salmo 66.8‐20  8 Bendizei, ó povos, o nosso Deus; fazei ouvir a voz do seu louvor; 9 o que preserva com vida a  nossa alma e não permite que nos resvalem os pés. 10 Pois tu, ó Deus, nos provaste; acrisolaste‐ nos como se acrisola a prata. 11 Tu nos deixaste cair na armadilha; oprimiste as nossas costas;  12 fizeste que os homens cavalgassem sobre a nossa cabeça; passamos pelo fogo e pela água;  porém, afinal, nos trouxeste para um lugar espaçoso. 13 Entrarei na tua casa com holocaustos;  pagar‐te‐ei  os  meus  votos,  14  que  proferiram  os  meus  lábios,  e  que,  no  dia  da  angústia,  prometeu  a  minha  boca.  15  Oferecer‐te‐ei  holocaustos  de  vítimas  cevadas,  com  aroma  de  carneiros;  imolarei  novilhos  com  cabritos.  16  Vinde,  ouvi,  todos  vós  que  temeis  a  Deus,  e  vos  contarei o que tem ele feito por minha alma. 17 A ele clamei com a boca, com a língua o exaltei.  18 Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido. 19 Entretanto, Deus  me tem ouvido e me tem atendido a voz da oração. 20 Bendito seja Deus, que não me rejeita a  oração, nem aparta de mim a sua graça.   1 Pedro 3.13-22 13 Ora, quem é que vos há de maltratar, se fordes zelosos do que é bom? 14 Mas, ainda que  venhais  a  sofrer  por  causa  da  justiça,  bem‐aventurados  sois.  Não  vos  amedronteis,  portanto,  com  as  suas  ameaças,  nem  fiqueis  alarmados;  15  antes,  santificai  a  Cristo,  como  Senhor,  em  vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da  esperança que há em vós, 16 fazendo‐o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, 


de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam  o  vosso  bom  procedimento  em  Cristo,  17  porque,  se  for  da  vontade  de  Deus,  é  melhor  que  sofrais  por  praticardes  o que  é bom  do  que  praticando o  mal.  18  Pois  também  Cristo  morreu,  uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir‐vos a Deus; morto, sim, na  carne, mas vivificado no espírito, 19 no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão, 20 os  quais, noutro tempo, foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias  de  Noé,  enquanto  se  preparava  a  arca,  na  qual  poucos,  a  saber,  oito  pessoas,  foram  salvos,  através da água, 21 a qual, figurando o batismo, agora também vos salva, não sendo a remoção  da  imundícia  da  carne,  mas  a  indagação  de  uma  boa  consciência  para  com  Deus,  por  meio  da  ressurreição de Jesus Cristo; 22 o qual, depois de ir para o céu, está à destra de Deus, ficando‐ lhe subordinados anjos, e potestades, e poderes. João 14.15-21 15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos. 16 E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro  Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, 17 o Espírito da verdade, que o mundo  não  pode  receber,  porque  não  o  vê,  nem  o  conhece;  vós  o  conheceis,  porque  ele  habita  convosco e estará em vós. 18 Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. 19 Ainda por um  pouco,  e  o  mundo  não  me  verá  mais;  vós,  porém,  me  vereis;  porque  eu  vivo,  vós  também  vivereis.  20  Naquele  dia,  vós  conhecereis  que  eu  estou  em meu  Pai, e  vós,  em  mim,  e  eu,  em  vós. 21 Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que  me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele. 

Ascensão do Senhor   Atos 1.1-11 1  Escrevi  o  primeiro  livro,  ó  Teófilo,  relatando  todas  as  coisas  que  Jesus  começou  a  fazer  e  a  ensinar  2  até  ao  dia  em  que,  depois  de  haver  dado  mandamentos  por  intermédio  do  Espírito  Santo  aos  apóstolos  que  escolhera,  foi  elevado  às  alturas.  3  A  estes  também,  depois  de  ter  padecido,  se  apresentou  vivo,  com  muitas  provas  incontestáveis,  aparecendo‐lhes  durante  quarenta  dias  e  falando  das  coisas  concernentes  ao  reino  de  Deus.  4  E,  comendo  com  eles,  determinou‐lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai,  a qual, disse ele, de mim ouvistes. 5 Porque João, na verdade, batizou com água, mas vós sereis  batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias. 6 Então, os que estavam reunidos  lhe  perguntaram:  Senhor,  será  este  o  tempo  em  que  restaures  o  reino  a  Israel?  7 Respondeu‐ lhes:  Não  vos  compete  conhecer  tempos  ou  épocas  que  o  Pai  reservou  pela  sua  exclusiva  autoridade;  8  mas  recebereis  poder,  ao  descer  sobre  vós  o  Espírito  Santo,  e  sereis  minhas  testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra. 9  Ditas estas palavras, foi Jesus elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus  olhos. 10 E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois varões  vestidos de branco se puseram ao lado deles 11 e lhes disseram: Varões galileus, por que estais  olhando  para  as  alturas?  Esse  Jesus  que  dentre  vós  foi  assunto  ao  céu  virá  do  modo  como  o  vistes subir.  Salmo 47  1 [Ao mestre de canto. Salmo dos filhos de Corá] Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus  com vozes de júbilo. 2 Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande rei de toda a terra. 3 Ele  nos submeteu os povos e pôs sob os nossos pés as nações. 4 Escolheu‐nos a nossa herança, a  glória  de  Jacó,  a  quem  ele  ama.  5  Subiu  Deus  por  entre  aclamações,  o  SENHOR,  ao  som  de  trombeta. 6 Salmodiai a Deus, cantai louvores; salmodiai ao nosso Rei, cantai louvores. 7 Deus é  o Rei de toda a terra; salmodiai com harmonioso cântico. 8 Deus reina sobre as nações; Deus se  assenta  no  seu  santo  trono.  9  Os  príncipes  dos  povos  se  reúnem,  o  povo  do  Deus  de  Abraão,  porque a Deus pertencem os escudos da terra; ele se exaltou gloriosamente. 


(Salmo 93)  (1  Reina  o  SENHOR.  Revestiu‐se  de  majestade;  de  poder  se  revestiu  o  SENHOR  e  se  cingiu.  Firmou o mundo, que não vacila. 2 Desde a antiguidade, está firme o teu trono; tu és desde a  eternidade. 3 Levantam os rios, ó SENHOR, levantam os rios o seu bramido; levantam os rios o  seu fragor. 4 Mas o SENHOR nas alturas é mais poderoso do que o bramido das grandes águas,  do  que  os  poderosos  vagalhões  do  mar.  5  Fidelíssimos  são  os  teus  testemunhos;  à  tua  casa  convém a santidade, SENHOR, para todo o sempre.) Efésios 1.15‐23  15 Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com  todos  os  santos,  16  não  cesso  de  dar  graças  por  vós,  fazendo  menção  de  vós  nas  minhas  orações, 17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito  de  sabedoria  e  de  revelação  no  pleno  conhecimento  dele,  18  iluminados  os  olhos  do  vosso  coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua  herança  nos  santos  19  e  qual  a  suprema  grandeza  do  seu  poder  para  com  os  que  cremos,  segundo  a  eficácia  da  força  do  seu  poder;  20  o  qual  exerceu  ele  em  Cristo,  ressuscitando‐o  dentre  os  mortos  e  fazendo‐o  sentar  à  sua  direita  nos  lugares  celestiais,  21  acima  de  todo  principado,  e  potestade,  e  poder,  e  domínio,  e  de  todo  nome  que  se  possa  referir  não  só  no  presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser  o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a  tudo enche em todas as coisas. Lucas 24.44‐53  44  A  seguir,  Jesus  lhes  disse:  São  estas  as  palavras  que  eu  vos  falei,  estando  ainda  convosco:  importava  se  cumprisse  tudo  o  que  de  mim  está  escrito  na  Lei  de  Moisés,  nos  Profetas  e  nos  Salmos. 45 Então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; 46 e lhes disse:  Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia  47  e  que  em  seu  nome  se  pregasse  arrependimento  para  remissão  de  pecados  a  todas  as  nações, começando de Jerusalém. 48 Vós sois testemunhas destas coisas. 49 Eis que envio sobre  vós  a  promessa  de  meu  Pai;  permanecei,  pois,  na  cidade,  até  que  do  alto  sejais  revestidos  de  poder. 50 Então, os levou para Betânia e, erguendo as mãos, os abençoou. 51 Aconteceu que,  enquanto  os  abençoava,  ia‐se  retirando  deles,  sendo  elevado  para  o  céu.  52  Então,  eles,  adorando‐o,  voltaram  para  Jerusalém,  tomados  de  grande  júbilo;  53  e  estavam  sempre  no  templo, louvando a Deus.

7º Domingo da Páscoa  Atos 1.6-14 6 Então, os que estavam reunidos lhe perguntaram: Senhor, será este o tempo em que restaures  o  reino  a  Israel?  7  Respondeu‐lhes:  Não  vos  compete  conhecer  tempos  ou  épocas  que  o  Pai  reservou pela sua exclusiva autoridade; 8 mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito  Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até  aos  confins  da  terra.  9  Ditas  estas  palavras,  foi  Jesus  elevado  às  alturas,  à  vista  deles,  e  uma  nuvem o encobriu dos seus olhos. 10 E, estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus  subia,  eis  que  dois  varões  vestidos  de  branco  se  puseram  ao  lado  deles  11  e  lhes  disseram:  Varões galileus, por que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi assunto ao  céu virá do modo como o vistes subir. 12 Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado  Olival, que dista daquela cidade tanto como a jornada de um sábado. 13 Quando ali entraram,  subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu,  Mateus,  Tiago,  filho  de  Alfeu,  Simão,  o  Zelote,  e  Judas,  filho  de  Tiago.  14  Todos  estes  perseveravam  unânimes  em  oração,  com  as  mulheres,  com  Maria,  mãe  de  Jesus,  e  com  os  irmãos dele. 


Salmo 68.1‐10, 32‐35   1 [Ao mestre de canto. Salmo de Davi. Cântico] Levanta‐se Deus; dispersam‐se os seus inimigos;  de sua presença fogem os que o aborrecem. 2 Como se dissipa a fumaça, assim tu os dispersas;  como se derrete a cera ante o fogo, assim à presença de Deus perecem os iníquos. 3 Os justos,  porém,  se  regozijam,  exultam  na  presença  de  Deus  e  folgam  de  alegria.  4  Cantai  a  Deus,  salmodiai  o  seu  nome;  exaltai  o  que  cavalga  sobre  as  nuvens.  SENHOR  é  o  seu  nome,  exultai  diante  dele.  5  Pai  dos  órfãos  e  juiz  das  viúvas  é  Deus  em  sua  santa  morada.  6 Deus  faz  que  o  solitário more em família; tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra  estéril. 7 Ao saíres, ó Deus, à frente do teu povo, ao avançares pelo deserto, 8 tremeu a terra;  também os céus gotejaram à presença de Deus; o próprio Sinai se abalou na presença de Deus,  do Deus de Israel. 9 Copiosa chuva derramaste, ó Deus, para a tua herança; quando já ela estava  exausta, tu a restabeleceste. 10 Aí habitou a tua grei; em tua bondade, ó Deus, fizeste provisão  para os necessitados.   32 Reinos da terra, cantai a Deus, salmodiai ao Senhor, 33 àquele que encima os céus, os céus da  antiguidade;  eis  que  ele  faz  ouvir  a  sua  voz,  voz  poderosa.  34  Tributai  glória  a  Deus;  a  sua  majestade está sobre Israel, e a sua fortaleza, nos espaços siderais. 35 Ó Deus, tu és tremendo  nos teus santuários; o Deus de Israel, ele dá força e poder ao povo. Bendito seja Deus! 1 Pedro 4.12‐14; 5.6‐11b   12 Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar‐vos,  como  se  alguma  coisa  extraordinária  vos  estivesse  acontecendo; 13  pelo  contrário,  alegrai‐vos  na  medida  em  que  sois  co‐participantes  dos  sofrimentos  de  Cristo,  para  que  também,  na  revelação de sua glória, vos alegreis exultando. 14 Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem‐ aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus.  5.6 Humilhai‐vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que ele, em tempo oportuno, vos  exalte,  7  lançando  sobre  ele  toda  a  vossa  ansiedade,  porque  ele  tem  cuidado  de  vós.  8  Sede  sóbrios  e  vigilantes.  O  diabo,  vosso  adversário,  anda  em  derredor,  como  leão  que  ruge  procurando alguém para devorar; 9 resisti‐lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos  vossos estão‐se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo. 10 Ora, o Deus de toda a  graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele  mesmo  vos  há de  aperfeiçoar,  firmar,  fortificar  e  fundamentar.  11  A  ele seja  o  domínio,  pelos  séculos dos séculos. [...] João 17.1‐11  1  Tendo  Jesus  falado  estas  coisas,  levantou  os  olhos  ao  céu  e  disse:  Pai,  é  chegada  a  hora;  glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, 2 assim como lhe conferiste autoridade  sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida  eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.  4 Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; 5 e, agora, glorifica‐ me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. 6  Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles  têm  guardado  a  tua  palavra.  7 Agora,  eles  reconhecem  que  todas  as  coisas  que  me  tens  dado  provêm de ti; 8 porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam,  e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. 9 É por eles que eu  rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus; 10 ora, todas as  minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. 11 Já não estou  no  mundo,  mas  eles  continuam  no  mundo,  ao  passo  que  eu  vou  para  junto  de  ti.  Pai  santo,  guarda‐os em teu nome, que me deste, para que eles sejam um, assim como nós.


Domingo de Pentecostes  Atos 2.1‐21   1 Ao cumprir‐se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2 de repente,  veio  do  céu  um  som,  como  de  um  vento  impetuoso,  e  encheu  toda  a  casa  onde  estavam  assentados. 3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre  cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas,  segundo o Espírito lhes concedia que falassem. 5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus,  homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela  voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua  própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura,  galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria  língua  materna?  9  Somos  partos,  medos,  elamitas  e  os  naturais  da  Mesopotâmia,  Judéia,  Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações  de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios.  Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e  perplexos,  interpelavam  uns  aos  outros:  Que  quer  isto  dizer?  13  Outros,  porém,  zombando,  diziam:  Estão  embriagados!  14  Então,  se  levantou  Pedro,  com  os  onze;  e,  erguendo  a  voz,  advertiu‐os  nestes  termos:  Varões  judeus  e  todos  os  habitantes  de  Jerusalém,  tomai  conhecimento  disto  e  atentai  nas  minhas  palavras.  15  Estes  homens  não  estão  embriagados,  como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito  por intermédio do profeta Joel: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei  do  meu  Espírito  sobre  toda  a  carne;  vossos  filhos  e  vossas  filhas  profetizarão,  vossos  jovens  terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas  derramarei  do  meu  Espírito  naqueles  dias,  e  profetizarão.  19  Mostrarei  prodígios  em  cima  no  céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas,  e  a  lua,  em  sangue,  antes  que  venha  o  grande  e  glorioso  Dia  do  Senhor.  21  E  acontecerá  que  todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.  (Números 11.24‐30)  (24 Saiu, pois, Moisés, e referiu ao povo as palavras do SENHOR, e ajuntou setenta homens dos  anciãos do povo, e os pôs ao redor da tenda. 25 Então, o SENHOR desceu na nuvem e lhe falou;  e,  tirando  do  Espírito  que  estava  sobre  ele,  o  pôs  sobre  aqueles  setenta  anciãos;  quando  o  Espírito  repousou  sobre  eles,  profetizaram;  mas,  depois,  nunca  mais.  26  Porém,  no  arraial,  ficaram  dois  homens;  um  se  chamava  Eldade,  e  o  outro,  Medade.  Repousou  sobre  eles  o  Espírito, porquanto estavam entre os inscritos, ainda que não saíram à tenda; e profetizavam no  arraial. 27 Então, correu um moço, e o anunciou a Moisés, e disse: Eldade e Medade profetizam  no  arraial.  28  Josué,  filho  de  Num,  servidor  de  Moisés,  um  dos  seus  escolhidos,  respondeu  e  disse:  Moisés,  meu  senhor,  proíbe‐lho.  29  Porém  Moisés  lhe  disse:  Tens  tu  ciúmes  por  mim?  Tomara  todo  o  povo  do  SENHOR  fosse  profeta,  que  o  SENHOR  lhes  desse  o  seu  Espírito!  30  Depois, Moisés se recolheu ao arraial, ele e os anciãos de Israel.)   Salmo 104.24‐35, 35b   24 Que variedade, SENHOR, nas tuas obras! Todas com sabedoria as fizeste; cheia está a terra  das  tuas  riquezas.  25  Eis  o  mar  vasto,  imenso,  no  qual  se  movem  seres  sem  conta,  animais  pequenos  e  grandes.  26  Por  ele  transitam  os  navios  e  o  monstro  marinho  que  formaste  para  nele folgar. 27 Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. 28 Se lhes dás, eles o  recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. 29 Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se  lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó. 30 Envias o teu Espírito, eles são criados, e,  assim, renovas a face da terra. 31 A glória do SENHOR seja para sempre! Exulte o SENHOR por  suas obras! 32 Com só olhar para a terra, ele a faz tremer; toca as montanhas, e elas fumegam.  33 Cantarei ao SENHOR enquanto eu viver; cantarei louvores ao meu Deus durante a minha vida.  34 Seja‐lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR. 35 Desapareçam da terra  os pecadores, e já não subsistam os perversos. Bendize, ó minha alma, ao SENHOR! Aleluia! 


1 Coríntios 12.3b‐13   [...] Por outro lado, ninguém pode dizer: Senhor Jesus!, senão pelo Espírito Santo. 4 Ora, os dons  são diversos, mas o Espírito é o mesmo. 5 E também há diversidade nos serviços, mas o Senhor é  o mesmo. 6 E há diversidade nas realizações, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos.  7 A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso. 8 Porque a um  é  dada,  mediante  o  Espírito,  a  palavra  da  sabedoria;  e  a  outro,  segundo  o  mesmo  Espírito,  a  palavra do conhecimento; 9 a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons  de  curar;  10  a  outro,  operações  de  milagres;  a  outro,  profecia;  a  outro,  discernimento  de  espíritos; a um, variedade de línguas; e a outro, capacidade para interpretá‐las. 11 Mas um só e  o  mesmo  Espírito  realiza  todas  estas  coisas,  distribuindo‐as,  como  lhe  apraz,  a  cada  um,  individualmente.  12  Porque,  assim  como  o  corpo  é  um  e  tem  muitos  membros,  e  todos  os  membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. 13 Pois,  em  um  só  Espírito,  todos  nós  fomos  batizados  em  um  corpo,  quer  judeus,  quer  gregos,  quer  escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito.  (Atos 2.1‐21)  (1 Ao cumprir‐se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; 2 de repente,  veio  do  céu  um  som,  como  de  um  vento  impetuoso,  e  encheu  toda  a  casa  onde  estavam  assentados. 3 E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre  cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas,  segundo o Espírito lhes concedia que falassem. 5 Ora, estavam habitando em Jerusalém judeus,  homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6 Quando, pois, se fez ouvir aquela  voz, afluiu a multidão, que se possuiu de perplexidade, porquanto cada um os ouvia falar na sua  própria língua. 7 Estavam, pois, atônitos e se admiravam, dizendo: Vede! Não são, porventura,  galileus todos esses que aí estão falando? 8 E como os ouvimos falar, cada um em nossa própria  língua  materna?  9  Somos  partos,  medos,  elamitas  e  os  naturais  da  Mesopotâmia,  Judéia,  Capadócia, Ponto e Ásia, 10 da Frígia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações  de Cirene, e romanos que aqui residem, 11 tanto judeus como prosélitos, cretenses e arábios.  Como os ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus? 12 Todos, atônitos e  perplexos,  interpelavam  uns  aos  outros:  Que  quer  isto  dizer?  13  Outros,  porém,  zombando,  diziam:  Estão  embriagados!  14  Então,  se  levantou  Pedro,  com  os  onze;  e,  erguendo  a  voz,  advertiu‐os  nestes  termos:  Varões  judeus  e  todos  os  habitantes  de  Jerusalém,  tomai  conhecimento  disto  e  atentai  nas  minhas  palavras.  15  Estes  homens  não  estão  embriagados,  como vindes pensando, sendo esta a terceira hora do dia. 16 Mas o que ocorre é o que foi dito  por intermédio do profeta Joel: 17 E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei  do  meu  Espírito  sobre  toda  a  carne;  vossos  filhos  e  vossas  filhas  profetizarão,  vossos  jovens  terão visões, e sonharão vossos velhos; 18 até sobre os meus servos e sobre as minhas servas  derramarei  do  meu  Espírito  naqueles  dias,  e  profetizarão.  19  Mostrarei  prodígios  em  cima  no  céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas,  e  a  lua,  em  sangue,  antes  que  venha  o  grande  e  glorioso  Dia  do  Senhor.  21  E  acontecerá  que  todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.) João 20.19‐23   19  Ao  cair  da  tarde  daquele  dia,  o  primeiro  da  semana,  trancadas  as  portas  da  casa  onde  estavam  os  discípulos  com  medo  dos  judeus,  veio  Jesus,  pôs‐se  no  meio  e  disse‐lhes:  Paz  seja  convosco!  20  E,  dizendo  isto,  lhes  mostrou  as  mãos  e  o  lado.  Alegraram‐se,  portanto,  os  discípulos  ao  verem  o  Senhor.  21  Disse‐lhes,  pois,  Jesus  outra  vez:  Paz  seja  convosco!  Assim  como o Pai me enviou, eu também vos envio. 22 E, havendo dito isto, soprou sobre eles e disse‐ lhes: Recebei o Espírito Santo. 23 Se de alguns perdoardes os pecados, são‐lhes perdoados; se  lhos retiverdes, são retidos.  (João 7.37‐39)  37  No  último  dia,  o  grande  dia  da  festa,  levantou‐se  Jesus  e  exclamou:  Se  alguém  tem  sede,  venha a mim e beba. 38 Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de 


água viva. 39 Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem;  pois  o  Espírito  até  aquele  momento  não  fora  dado,  porque  Jesus  não  havia  sido  ainda  glorificado. 

1º Domingo após Pentecostes — Santíssima Trindade   Gênesis 1.1‐2.4a  1 No princípio, criou Deus os céus e a terra. 2 A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia  trevas  sobre  a  face  do  abismo,  e  o Espírito  de  Deus  pairava  por  sobre  as  águas.  3 Disse  Deus:  Haja luz; e houve luz. 4 E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5  Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia. 6 E disse Deus:  Haja  firmamento  no  meio  das  águas  e  separação  entre  águas  e  águas.  7  Fez,  pois,  Deus  o  firmamento e separação entre as águas debaixo do firmamento e as águas sobre o firmamento.  E assim se fez. 8 E chamou Deus ao firmamento Céus. Houve tarde e manhã, o segundo dia. 9  Disse  também  Deus:  Ajuntem‐se  as  águas  debaixo  dos  céus  num  só  lugar,  e  apareça  a  porção  seca. E assim se fez. 10 À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares. E  viu Deus que isso era bom. 11 E disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente e árvores  frutíferas  que  dêem  fruto  segundo  a  sua  espécie,  cuja  semente  esteja  nele,  sobre  a  terra.  E  assim se fez. 12 A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e  árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso  era  bom.  13  Houve  tarde  e  manhã,  o  terceiro  dia.  14  Disse  também  Deus:  Haja  luzeiros  no  firmamento  dos  céus,  para  fazerem  separação  entre  o  dia  e  a  noite;  e  sejam  eles  para  sinais,  para estações, para dias e anos. 15 E sejam para luzeiros no firmamento dos céus, para alumiar a  terra.  E  assim  se  fez.  16  Fez  Deus  os  dois  grandes  luzeiros:  o  maior  para  governar  o  dia,  e  o  menor para governar a noite; e fez também as estrelas. 17 E os colocou no firmamento dos céus  para alumiarem a terra, 18 para governarem o dia e a noite e fazerem separação entre a luz e as  trevas. E viu Deus que isso era bom. 19 Houve tarde e manhã, o quarto dia. 20 Disse também  Deus: Povoem‐se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o  firmamento  dos  céus.  21  Criou,  pois,  Deus  os  grandes  animais  marinhos  e  todos  os  seres  viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves,  segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: Sede  fecundos, multiplicai‐vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. 23  Houve  tarde  e  manhã,  o  quinto  dia.  24  Disse  também  Deus:  Produza  a  terra  seres  viventes,  conforme  a  sua  espécie:  animais  domésticos,  répteis  e  animais  selváticos,  segundo  a  sua  espécie. E assim se fez. 25 E fez Deus os animais selváticos, segundo a sua espécie, e os animais  domésticos, conforme a sua espécie, e todos os répteis da terra, conforme a sua espécie. E viu  Deus que isso era bom. 26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a  nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os  animais  domésticos,  sobre  toda  a  terra  e  sobre  todos  os  répteis  que  rastejam  pela  terra.  27  Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.  28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai‐vos, enchei a terra e sujeitai‐a;  dominai  sobre  os  peixes  do  mar,  sobre  as  aves  dos  céus  e  sobre  todo  animal  que  rasteja  pela  terra. 29 E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham  na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será  para  mantimento.  30  E  a  todos  os  animais  da  terra,  e  a  todas  as  aves  dos  céus,  e  a  todos  os  répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim  se fez. 31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto  dia.   2.1  Assim,  pois,  foram  acabados  os  céus  e  a  terra  e  todo  o  seu  exército.  2  E,  havendo  Deus  terminado  no  dia  sétimo  a  sua  obra,  que  fizera,  descansou  nesse  dia  de  toda  a  sua  obra  que  tinha  feito.  3  E  abençoou  Deus  o  dia  sétimo  e  o  santificou;  porque  nele  descansou  de  toda  a  obra que, como Criador, fizera. 4 Esta é a gênese dos céus e da terra quando foram criados [...] 


Salmo 8  1  [Ao  mestre  de  canto,  segundo  a  melodia  “Os  lagares”.  Salmo  de  Davi]  Ó  SENHOR,  Senhor  nosso, quão magnífico em toda a terra é o teu nome! Pois expuseste nos céus a tua majestade. 2  Da boca de pequeninos e crianças de peito suscitaste força, por causa dos teus adversários, para  fazeres  emudecer  o  inimigo  e  o  vingador.  3  Quando  contemplo  os  teus  céus,  obra  dos  teus  dedos, e a lua e as estrelas que estabeleceste, 4 que é o homem, que dele te lembres? E o filho  do homem, que o visites? 5 Fizeste‐o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória  e de honra o coroaste. 6 Deste‐lhe domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe  puseste: 7 ovelhas e bois, todos, e também os animais do campo; 8 as aves do céu, e os peixes  do mar, e tudo o que percorre as sendas dos mares. 9 Ó SENHOR, Senhor nosso, quão magnífico  em toda a terra é o teu nome!   2 Coríntios 13.11‐13  11 Quanto ao mais, irmãos, adeus! Aperfeiçoai‐vos, consolai‐vos, sede do mesmo parecer, vivei  em paz; e o Deus de amor e de paz estará convosco. 12 Saudai‐vos uns aos outros com ósculo  santo. Todos os santos vos saúdam. 13 A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a  comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós.   Mateus 28.16‐20  16  Seguiram  os  onze  discípulos  para  a  Galiléia,  para  o  monte  que  Jesus  lhes  designara.  17  E,  quando  o  viram,  o  adoraram;  mas  alguns  duvidaram.  18  Jesus,  aproximando‐se,  falou‐lhes,  dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. 19 Ide, portanto, fazei discípulos de  todas as nações, batizando‐os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; 20 ensinando‐os  a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à  consumação do século. 

2º Domingo após Pentecostes  Gênesis 22.1‐14  1 Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis‐me  aqui! 2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai‐te à terra  de Moriá; oferece‐o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. 3 Levantou‐ se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus  servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia  indicado. 4 Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. 5 Então, disse a seus  servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos  para junto de vós. 6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho;  ele,  porém,  levava  nas  mãos  o  fogo  e  o  cutelo.  Assim,  caminhavam  ambos  juntos.  7  Quando  Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis‐me aqui, meu filho! Perguntou‐ lhe  Isaque:  Eis  o  fogo  e  a  lenha,  mas  onde  está  o  cordeiro  para  o  holocausto?  8  Respondeu  Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.  9  Chegaram  ao  lugar  que  Deus  lhe  havia  designado;  ali  edificou  Abraão  um  altar,  sobre  ele  dispôs  a  lenha,  amarrou  Isaque,  seu  filho,  e  o  deitou  no  altar,  em  cima  da  lenha;  10  e,  estendendo  a  mão,  tomou  o  cutelo  para  imolar  o  filho.  11  Mas  do  céu  lhe  bradou  o  Anjo  do  SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis‐me aqui! 12 Então, lhe disse: Não estendas a mão  sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o  filho,  o  teu  único  filho.  13  Tendo  Abraão  erguido  os  olhos,  viu  atrás  de  si  um  carneiro  preso  pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar  de seu filho. 14 E pôs Abraão por nome àquele lugar — O SENHOR Proverá. Daí dizer‐se até ao  dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. 


Jeremias 28.5‐9  5  Então,  respondeu  Jeremias,  o  profeta,  ao  profeta  Hananias,  na  presença  dos  sacerdotes  e  perante todo o povo que estava na Casa do SENHOR. 6 Disse, pois, Jeremias, o profeta: Amém!  Assim faça o SENHOR; confirme o SENHOR as tuas palavras, com que profetizaste, e torne ele a  trazer da Babilônia a este lugar os utensílios da Casa do SENHOR e todos os exilados. 7 Mas ouve  agora esta palavra, que eu falo a ti e a todo o povo para que ouçais: 8 Os profetas que houve  antes de mim e antes de ti, desde a antiguidade, profetizaram guerra, mal e peste contra muitas  terras  e  grandes  reinos.  9  O  profeta  que  profetizar  paz,  só  ao  cumprir‐se  a  sua  palavra,  será  conhecido como profeta, de fato, enviado do SENHOR. Salmo 13 1  [Ao  mestre  de  canto.  Salmo  de  Davi]  Até  quando,  SENHOR?  Esquecer‐te‐ás  de  mim  para  sempre?  Até  quando  ocultarás  de  mim  o  rosto?  2  Até  quando  estarei  eu  relutando  dentro  de  minha  alma,  com  tristeza  no  coração  cada  dia?  Até  quando  se  erguerá  contra  mim  o  meu  inimigo? 3 Atenta para mim, responde‐me, SENHOR, Deus meu! Ilumina‐me os olhos, para que  eu não durma o sono da morte; 4 para que não diga o meu inimigo: Prevaleci contra ele; e não  se regozijem os meus adversários, vindo eu a vacilar. 5 No tocante a mim, confio na tua graça;  regozije‐se  o  meu  coração  na  tua  salvação.  6  Cantarei  ao  SENHOR,  porquanto  me  tem  feito  muito bem.  (Salmo 89.1‐4, 15‐18)  (1  [Salmo  didático  de  Etã,  ezraíta]  Cantarei  para  sempre  as  tuas  misericórdias,  ó  SENHOR;  os  meus  lábios  proclamarão  a  todas  as  gerações  a  tua  fidelidade.  2  Pois  disse  eu:  a  benignidade  está fundada para sempre; a tua fidelidade, tu a confirmarás nos céus, dizendo: 3 Fiz aliança com  o  meu  escolhido  e  jurei  a  Davi,  meu  servo:  4  Para  sempre  estabelecerei  a  tua  posteridade  e  firmarei o teu trono de geração em geração.   15 Bem‐aventurado o povo que conhece os vivas de júbilo, que anda, ó SENHOR, na luz da tua  presença. 16 Em teu nome, de contínuo se alegra e na tua justiça se exalta, 17 porquanto tu és a  glória  de  sua  força;  no  teu  favor  avulta  o  nosso  poder.  18  Pois  ao  SENHOR  pertence  o  nosso  escudo, e ao Santo de Israel, o nosso rei.)  Romanos 6.12‐23  12  Não  reine,  portanto,  o  pecado  em  vosso  corpo  mortal,  de  maneira  que  obedeçais  às  suas  paixões; 13 nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de  iniqüidade; mas oferecei‐vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros,  a Deus, como instrumentos de justiça. 14 Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não  estais debaixo da lei, e sim da graça. 15 E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo  da lei, e sim da graça? De modo nenhum! 16 Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como  servos  para  obediência,  desse  mesmo  a  quem  obedeceis  sois  servos,  seja  do  pecado  para  a  morte  ou  da  obediência  para  a  justiça?  17  Mas  graças  a  Deus  porque,  outrora,  escravos  do  pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; 18  e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça. 19 Falo como homem, por causa  da fraqueza da vossa carne. Assim como oferecestes os vossos membros para a escravidão da  impureza  e  da  maldade  para  a  maldade,  assim  oferecei,  agora,  os  vossos  membros  para  servirem  à  justiça  para  a  santificação.  20  Porque,  quando  éreis  escravos  do  pecado,  estáveis  isentos em relação à justiça. 21 Naquele tempo, que resultados colhestes? Somente as coisas de  que,  agora,  vos  envergonhais;  porque  o  fim  delas  é  morte.  22  Agora,  porém,  libertados  do  pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação e, por fim, a  vida  eterna;  23  porque  o  salário  do  pecado  é  a  morte,  mas  o  dom  gratuito  de  Deus  é  a  vida  eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor. 


Mateus 10.40‐42  40  Quem  vos  recebe  a  mim  me  recebe;  e  quem  me  recebe  recebe  aquele  que  me  enviou.  41  Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta; quem recebe  um justo, no caráter de justo, receberá o galardão de justo. 42 E quem der a beber, ainda que  seja um copo de água fria, a um destes pequeninos, por ser este meu discípulo, em verdade vos  digo que de modo algum perderá o seu galardão.

3º Domingo após Pentecostes  Gênesis 24.34‐38, 42‐49, 58‐67   34 Então, disse: Sou servo de Abraão. 35 O SENHOR tem abençoado muito ao meu senhor, e ele  se  tornou  grande;  deu‐lhe  ovelhas  e  bois,  e  prata  e  ouro,  e  servos  e  servas,  e  camelos  e  jumentos. 36 Sara, mulher do meu senhor, era já idosa quando lhe deu à luz um filho; a este deu  ele  tudo  quanto  tem.  37  E  meu  senhor  me  fez  jurar,  dizendo:  Não  tomarás  esposa  para  meu  filho  das  mulheres  dos  cananeus,  em  cuja  terra  habito;  38  porém  irás  à  casa  de  meu  pai  e  à  minha família e tomarás esposa para meu filho.  42 Hoje, pois, cheguei à fonte e disse comigo: ó SENHOR, Deus de meu senhor Abraão, se me  levas a bom termo a jornada em que sigo, 43 eis‐me agora junto à fonte de água; a moça que  sair  para  tirar  água,  a  quem  eu  disser:  dá‐me  um  pouco  de  água  do  teu  cântaro,  44  e  ela  me  responder: Bebe, e também tirarei água para os teus camelos, seja essa a mulher que o SENHOR  designou  para  o  filho  de  meu  senhor.  45  Considerava  ainda  eu  assim,  no  meu íntimo,  quando  saiu Rebeca trazendo o seu cântaro ao ombro, desceu à fonte e tirou água. E eu lhe disse: peço‐ te  que  me  dês  de  beber.  46  Ela  se  apressou  e,  baixando  o  cântaro  do  ombro,  disse:  Bebe,  e  também  darei  de  beber  aos  teus  camelos.  Bebi,  e  ela  deu  de  beber  aos  camelos.  47  Daí  lhe  perguntei: de quem és filha? Ela respondeu: Filha de Betuel, filho de Naor e Milca. Então, lhe pus  o pendente no nariz e as pulseiras nas mãos. 48 E, prostrando‐me, adorei ao SENHOR e bendisse  ao  SENHOR,  Deus  do  meu  senhor  Abraão,  que  me  havia  conduzido  por  um  caminho  direito,  a  fim de tomar para o filho do meu senhor uma filha do seu parente. 49 Agora, pois, se haveis de  usar de benevolência e de verdade para com o meu senhor, fazei‐mo saber; se não, declarai‐mo,  para que eu vá, ou para a direita ou para a esquerda.   58  Chamaram, pois,  a  Rebeca e  lhe perguntaram:  Queres  ir  com  este  homem?  Ela  respondeu:  Irei.  59  Então,  despediram  a  Rebeca,  sua  irmã,  e  a  sua  ama,  e  ao  servo  de  Abraão,  e  a  seus  homens.  60  Abençoaram  a  Rebeca  e  lhe  disseram:  És  nossa  irmã;  sê  tu  a  mãe  de  milhares  de  milhares,  e  que  a  tua  descendência  possua  a  porta  dos  seus  inimigos.  61  Então,  se  levantou  Rebeca com suas moças e, montando os camelos, seguiram o homem. O servo tomou a Rebeca  e  partiu.  62  Ora,  Isaque  vinha  de  caminho  de  Beer‐Laai‐Roi,  porque  habitava  na  terra  do  Neguebe. 63 Saíra Isaque a meditar no campo, ao cair da tarde; erguendo os olhos, viu, e eis que  vinham camelos. 64 Também Rebeca levantou os olhos, e, vendo a Isaque, apeou do camelo, 65  e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? É o meu  senhor,  respondeu.  Então,  tomou  ela  o  véu  e  se  cobriu.  66  O  servo  contou  a  Isaque  todas  as  coisas que havia feito. 67 Isaque conduziu‐a até à tenda de Sara, mãe dele, e tomou a Rebeca, e  esta lhe foi por mulher. Ele a amou; assim, foi Isaque consolado depois da morte de sua mãe.  (Zacarias 9.9‐12)  (9 Alegra‐te muito, ó filha de Sião; exulta, ó filha de Jerusalém: eis aí te vem o teu Rei, justo e  salvador,  humilde,  montado  em  jumento,  num  jumentinho,  cria  de  jumenta.  10  Destruirei  os  carros de Efraim e os cavalos de Jerusalém, e o arco de guerra será destruído. Ele anunciará paz  às nações; o seu domínio se estenderá de mar a mar e desde o Eufrates até às extremidades da  terra. 11 Quanto a ti, Sião, por causa do sangue da tua aliança, tirei os teus cativos da cova em  que não havia água. 12 Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que  tudo vos restituirei em dobro. 


Salmo 45.10‐17   10 Ouve, filha; vê, dá atenção; esquece o teu povo e a casa de teu pai. 11 Então, o Rei cobiçará a  tua formosura; pois ele é o teu senhor; inclina‐te perante ele. 12 A ti virá a filha de Tiro trazendo  donativos;  os  mais  ricos  do  povo  te  pedirão  favores.  13  Toda  formosura  é  a  filha  do  Rei  no  interior do palácio; a sua vestidura é recamada de ouro. 14 Em roupagens bordadas conduzem‐ na perante o Rei; as virgens, suas companheiras que a seguem, serão trazidas à tua presença. 15  Serão dirigidas com alegria e regozijo; entrarão no palácio do Rei. 16 Em vez de teus pais, serão  teus  filhos,  os  quais  farás  príncipes  por  toda  a  terra.  17  O  teu  nome,  eu  o  farei  celebrado  de  geração a geração, e, assim, os povos te louvarão para todo o sempre.  (Cantares de Salomão 2.8‐13)   (8 Ouço a voz do meu amado; ei‐lo aí galgando os montes, pulando sobre os outeiros. 9 O meu  amado  é  semelhante  ao  gamo  ou  ao  filho  da  gazela;  eis  que  está  detrás  da  nossa  parede,  olhando  pelas  janelas,  espreitando  pelas  grades.  10  O  meu  amado  fala  e  me  diz:  Levanta‐te,  querida minha, formosa minha, e vem. 11 Porque eis que passou o inverno, cessou a chuva e se  foi; 12 aparecem as flores na terra, chegou o tempo de cantarem as aves, e a voz da rola ouve‐se  em nossa terra. 13 A figueira começou a dar seus figos, e as vides em flor exalam o seu aroma;  levanta‐te, querida minha, formosa minha, e vem.)  (Salmo 145.8‐14)  (8 Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar‐se e de grande clemência. 9 O SENHOR é  bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras. 10 Todas as tuas  obras  te  renderão  graças,  SENHOR;  e  os  teus  santos  te  bendirão.  11  Falarão  da  glória  do  teu  reino e confessarão o teu poder, 12 para que aos filhos dos homens se façam notórios os teus  poderosos feitos e a glória da majestade do teu reino. 13 O teu reino é o de todos os séculos, e o  teu domínio subsiste por todas as gerações. O SENHOR é fiel em todas as suas palavras e santo  em todas as suas obras. 14 O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados.) Romanos 7.15‐25a  15 Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e  sim  o  que  detesto.  16  Ora,  se  faço  o  que  não  quero,  consinto  com  a  lei,  que  é  boa.  17  Neste  caso, quem faz isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. 18 Porque eu sei que em  mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não,  porém, o efetuá‐lo. 19 Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço.  20 Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e sim o pecado que habita em  mim. 21 Então, ao querer fazer o bem, encontro a lei de que o mal reside em mim. 22 Porque,  no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus; 23 mas vejo, nos meus membros,  outra lei que, guerreando contra a lei da minha mente, me faz prisioneiro da lei do pecado que  está  nos  meus  membros.  24  Desventurado  homem  que  sou!  Quem  me  livrará  do  corpo  desta  morte? 25 Graças a Deus por Jesus Cristo, nosso Senhor. [...]  Mateus 11.16‐19, 25‐30  16  Mas  a  quem  hei  de  comparar  esta  geração?  É  semelhante  a  meninos  que,  sentados  nas  praças,  gritam  aos  companheiros:  17  Nós  vos  tocamos  flauta,  e  não  dançastes;  entoamos  lamentações,  e  não  pranteastes.  18  Pois  veio  João,  que  não  comia  nem  bebia,  e  dizem:  Tem  demônio! 19 Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de  vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.   25 Por aquele tempo, exclamou Jesus: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque  ocultaste  estas  coisas  aos  sábios  e  instruídos  e  as  revelaste  aos  pequeninos.  26  Sim,  ó  Pai,  porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho,  senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28  Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre 


vós  o  meu  jugo  e  aprendei  de  mim,  porque  sou  manso  e  humilde  de  coração;  e  achareis  descanso para a vossa alma. 30 Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve. 

4º Domingo após Pentecostes  Gênesis 25.19‐34   19  São  estas  as gerações  de  Isaque,  filho  de  Abraão.  Abraão  gerou  a  Isaque;  20  era  Isaque  de  quarenta  anos,  quando  tomou  por  esposa  a  Rebeca,  filha  de  Betuel,  o  arameu  de  Padã‐Arã,  e  irmã de Labão, o arameu. 21 Isaque orou ao SENHOR por sua mulher, porque ela era estéril; e o  SENHOR lhe ouviu as orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu. 22 Os filhos lutavam no ventre  dela;  então,  disse:  Se  é  assim,  por  que  vivo  eu?  E  consultou  ao  SENHOR.  23  Respondeu‐lhe  o  SENHOR: Duas nações há no teu ventre, dois povos, nascidos de ti, se dividirão: um povo será  mais  forte  que  o  outro,  e  o  mais  velho  servirá  ao  mais  moço.  24  Cumpridos  os  dias  para  que  desse à luz, eis que se achavam gêmeos no seu ventre. 25 Saiu o primeiro, ruivo, todo revestido  de  pêlo;  por  isso,  lhe  chamaram  Esaú.  26  Depois,  nasceu  o  irmão;  segurava  com  a  mão  o  calcanhar  de  Esaú;  por  isso,  lhe  chamaram  Jacó.  Era  Isaque  de  sessenta  anos,  quando  Rebeca  lhos  deu  à  luz.  27  Cresceram  os  meninos.  Esaú  saiu  perito  caçador,  homem  do  campo;  Jacó,  porém, homem pacato, habitava em tendas. 28 Isaque amava a Esaú, porque se saboreava de  sua caça; Rebeca, porém, amava a Jacó. 29 Tinha Jacó feito um cozinhado, quando, esmorecido,  veio  do  campo  Esaú  30  e  lhe  disse:  Peço‐te  que  me  deixes  comer  um  pouco  desse  cozinhado  vermelho, pois estou esmorecido. Daí chamar‐se Edom. 31 Disse Jacó: Vende‐me primeiro o teu  direito de primogenitura. 32 Ele respondeu: Estou a ponto de morrer; de que me aproveitará o  direito  de  primogenitura?  33  Então,  disse  Jacó:  Jura‐me  primeiro.  Ele  jurou  e  vendeu  o  seu  direito  de  primogenitura  a  Jacó.  34  Deu,  pois,  Jacó  a  Esaú  pão  e  o  cozinhado  de  lentilhas;  ele  comeu e bebeu, levantou‐se e saiu. Assim, desprezou Esaú o seu direito de primogenitura.  (Isaías 55.10‐13)  (10  Porque,  assim  como  descem  a  chuva  e  a  neve  dos  céus  e  para  lá  não  tornam,  sem  que  primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão  ao que come, 11 assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas  fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. 12 Saireis com alegria e em paz  sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores  do campo baterão palmas. 13 Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça  crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto.)  Salmo 119.105‐112   105  Lâmpada  para  os  meus  pés  é  a  tua  palavra  e,  luz  para  os  meus  caminhos.  106  Jurei  e  confirmei  o  juramento  de  guardar  os  teus  retos  juízos.  107  Estou  aflitíssimo;  vivifica‐me,  SENHOR, segundo a tua palavra. 108 Aceita, SENHOR, a espontânea oferenda dos meus lábios e  ensina‐me os teus juízos. 109 Estou de contínuo em perigo de vida; todavia, não me esqueço da  tua  lei.  110  Armam  ciladas  contra  mim  os  ímpios;  contudo,  não  me  desvio  dos  teus preceitos.  111  Os  teus  testemunhos,  recebi‐os  por  legado  perpétuo,  porque  me  constituem  o  prazer  do  coração. 112 Induzo o coração a guardar os teus decretos, para sempre, até ao fim.  (Salmo 65. (1‐8), 9‐13)  ((1  [Ao  mestre  de  canto.  De  Davi.  Cântico]  A  ti,  ó  Deus,  confiança  e  louvor  em  Sião!  E  a  ti  se  pagará  o  voto.  2  Ó  tu  que  escutas  a  oração,  a  ti  virão  todos  os  homens,  3  por  causa  de  suas  iniqüidades.  Se  prevalecem  as  nossas  transgressões,  tu  no‐las  perdoas.  4  Bem‐aventurado  aquele a quem escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos  com a bondade de tua casa — o teu santo templo. 5 Com tremendos feitos nos respondes em  tua  justiça,  ó  Deus,  Salvador  nosso,  esperança  de  todos  os  confins  da  terra  e  dos  mares  longínquos; 6 que por tua força consolidas os montes, cingido de poder; 7 que aplacas o rugir 


dos mares, o ruído das suas ondas e o tumulto das gentes. 8 Os que habitam nos confins da terra  temem os teus sinais; os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo.)   9 Tu visitas a terra e a regas; tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes  de água; preparas o cereal, porque para isso a dispões, 10 regando‐lhe os sulcos, aplanando‐lhe  as  leivas.  Tu  a  amoleces  com  chuviscos  e  lhe  abençoas  a  produção.  11  Coroas  o  ano  da  tua  bondade;  as  tuas  pegadas  destilam  fartura,  12  destilam  sobre  as  pastagens  do  deserto,  e  de  júbilo se revestem os outeiros. 13 Os campos cobrem‐se de rebanhos, e os vales vestem‐se de  espigas; exultam de alegria e cantam.)  Romanos 8.1‐11  1 Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. 2 Porque a lei do  Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. 3 Porquanto o que fora  impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho  em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na  carne,  o  pecado,  4  a  fim  de  que  o  preceito  da  lei  se  cumprisse  em  nós,  que  não  andamos  segundo a carne, mas segundo o Espírito. 5 Porque os que se inclinam para a carne cogitam das  coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. 6 Porque o pendor  da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. 7 Por isso, o pendor da carne é  inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. 8 Portanto,  os que estão na carne não podem agradar a Deus. 9 Vós, porém, não estais na carne, mas no  Espírito, se, de fato, o Espírito de Deus habita em vós. E, se alguém não tem o Espírito de Cristo,  esse tal não é dele. 10 Se, porém, Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa  do pecado, mas o espírito é vida, por causa da justiça. 11 Se habita em vós o Espírito daquele  que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os  mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita.  Mateus 13.1‐9, 18‐23  1 Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou‐se à beira‐mar; 2 e grandes multidões se  reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava  em pé na praia. 3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a  semear.  4  E,  ao  semear,  uma  parte  caiu  à  beira  do  caminho,  e,  vindo  as  aves,  a  comeram.  5  Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda  a terra. 6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou‐se. 7 Outra caiu entre  os  espinhos,  e  os  espinhos  cresceram  e  a  sufocaram.  8 Outra,  enfim,  caiu  em  boa  terra  e  deu  fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. 9 Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça.  18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador. 19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não  a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi  semeado  à  beira  do  caminho.  20  O  que  foi  semeado  em  solo  rochoso,  esse  é  o  que  ouve  a  palavra e a recebe logo, com alegria; 21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca  duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.  22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e  a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera. 23 Mas o que foi semeado em boa  terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta  por um. 

5º Domingo após Pentecostes  Gênesis 28.10‐19a   10 Partiu Jacó de Berseba e seguiu para Harã. 11 Tendo chegado a certo lugar, ali passou a noite,  pois já era sol‐posto; tomou uma das pedras do lugar, fê‐la seu travesseiro e se deitou ali mesmo  para dormir. 12 E sonhou: Eis posta na terra uma escada cujo topo atingia o céu; e os anjos de  Deus subiam e desciam por ela. 13 Perto dele estava o SENHOR e lhe disse: Eu sou o SENHOR, 


Deus de Abraão, teu pai, e Deus de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti e  à  tua  descendência.  14  A  tua  descendência  será  como  o  pó  da  terra;  estender‐te‐ás  para  o  Ocidente  e  para  o  Oriente,  para  o  Norte  e  para  o  Sul.  Em  ti  e  na  tua  descendência  serão  abençoadas todas as famílias da terra. 15 Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer  que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que  te hei referido. 16 Despertado Jacó do seu sono, disse: Na verdade, o SENHOR está neste lugar, e  eu não o sabia. 17 E, temendo, disse: Quão temível é este lugar! É a Casa de Deus, a porta dos  céus.  18  Tendo‐se  levantado  Jacó,  cedo,  de  madrugada,  tomou  a  pedra  que  havia  posto  por  travesseiro  e  a  erigiu  em  coluna,  sobre  cujo  topo  entornou  azeite.  19  E  ao  lugar,  cidade  que  outrora se chamava Luz [...]  (Isaías 44.6‐8)  (6 Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e  eu sou o último, e além de mim não há Deus. 7 Quem há, como eu, feito predições desde que  estabeleci o mais antigo povo? Que o declare e o exponha perante mim! Que esse anuncie as  coisas futuras, as coisas que hão de vir! 8 Não vos ssombreis, nem temais; acaso, desde aquele  tempo não vo‐lo fiz ouvir, não vo‐lo anunciei? Vós sois as minhas testemunhas. Há outro Deus  além de mim? Não, não há outra Rocha que eu conheça.)  Salmos 139.1‐12, 23‐24  1 [Ao mestre de canto. Salmo de Davi] SENHOR, tu me sondas e me conheces. 2 Sabes quando  me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. 3 Esquadrinhas o  meu  andar  e  o  meu  deitar  e  conheces  todos  os  meus  caminhos.  4  Ainda  a  palavra  me  não  chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. 5 Tu me cercas por trás e por diante e sobre  mim  pões  a  mão.  6 Tal  conhecimento  é  maravilhoso  demais  para  mim:  é  sobremodo  elevado,  não o posso atingir. 7 Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 8  Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; 9  se  tomo  as  asas  da  alvorada  e  me  detenho  nos  confins  dos  mares,  10  ainda  lá  me  haverá  de  guiar a tua mão, e a tua destra me susterá. 11 Se eu digo: as trevas, com efeito, me encobrirão, e  a luz ao redor de mim se fará noite, 12 até as próprias trevas não te serão escuras: as trevas e a  luz são a mesma coisa.   23 Sonda‐me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova‐me e conhece os meus pensamentos; 24  vê se há em mim algum caminho mau e guia‐me pelo caminho eterno.  (Salmo 86.11‐17)  (11 Ensina‐me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe‐me o coração para só  temer o teu nome. 12 Dar‐te‐ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para  sempre o teu nome. 13 Pois grande é a tua misericórdia para comigo, e me livraste a alma do  mais  profundo  poder  da  morte.  14  Ó  Deus,  os  soberbos  se  têm  levantado  contra  mim,  e  um  bando de violentos atenta contra a minha vida; eles não te consideram. 15 Mas tu, Senhor, és  Deus compassivo e cheio de graça, paciente e grande em misericórdia e em verdade. 16 Volta‐te  para mim e compadece‐te de mim; concede a tua força ao teu servo e salva o filho da tua serva.  17 Mostra‐me um sinal do teu favor, para que o vejam e se envergonhem os que me aborrecem;  pois tu, SENHOR, me ajudas e me consolas.) Romanos 8.12‐25  12 Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a  carne. 13 Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito,  mortificardes  os  feitos  do  corpo,  certamente,  vivereis.  14  Pois  todos  os  que  são  guiados  pelo  Espírito  de  Deus  são  filhos  de  Deus.  15  Porque  não  recebestes  o  espírito  de  escravidão,  para  viverdes,  outra  vez,  atemorizados,  mas  recebestes  o  espírito  de  adoção,  baseados  no  qual  clamamos:  Aba,  Pai.  16  O  próprio  Espírito  testifica  com  o  nosso  espírito  que  somos  filhos  de  Deus. 17 Ora, se somos filhos, somos também herdeiros, herdeiros de Deus e co‐herdeiros com  Cristo; se com ele sofremos, também com ele seremos glorificados. 18 Porque para mim tenho 


por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser  revelada em nós. 19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus. 20  Pois  a  criação  está  sujeita  à  vaidade,  não  voluntariamente,  mas  por  causa  daquele  que  a  sujeitou, 21 na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para  a liberdade da glória dos filhos de Deus. 22 Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo,  geme  e  suporta  angústias  até  agora.  23  E  não  somente  ela,  mas  também  nós,  que  temos  as  primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a  redenção do nosso corpo. 24 Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não  é  esperança;  pois  o  que  alguém  vê,  como  o  espera?  25  Mas,  se  esperamos  o que  não  vemos,  com paciência o aguardamos.  Mateus 13.24‐30, 36‐43  24  Outra  parábola  lhes  propôs,  dizendo:  O  reino  dos  céus  é  semelhante  a  um  homem  que  semeou  boa  semente  no  seu  campo;  25  mas,  enquanto  os  homens  dormiam,  veio  o  inimigo  dele, semeou o joio no meio do trigo e retirou‐se. 26 E, quando a erva cresceu e produziu fruto,  apareceu também o joio. 27 Então, vindo os servos do dono da casa, lhe disseram: Senhor, não  semeaste boa semente no teu campo? Donde vem, pois, o joio? 28 Ele, porém, lhes respondeu:  Um inimigo fez isso. Mas os servos lhe perguntaram: Queres que vamos e arranquemos o joio?  29 Não! Replicou ele, para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. 30  Deixai‐os  crescer  juntos  até  à  colheita,  e,  no  tempo  da  colheita,  direi  aos  ceifeiros:  ajuntai  primeiro o joio, atai‐o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei‐o no meu celeiro. 31  Outra  parábola  lhes  propôs,  dizendo:  O  reino  dos  céus  é  semelhante  a  um  grão  de  mostarda,  que um homem tomou e plantou no seu campo; 32 o qual é, na verdade, a menor de todas as  sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu  vêm aninhar‐se nos seus ramos. 33 Disse‐lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao  fermento  que  uma  mulher  tomou  e  escondeu  em  três  medidas  de  farinha,  até  ficar  tudo  levedado.  34  Todas  estas  coisas  disse  Jesus  às  multidões  por  parábolas  e  sem  parábolas  nada  lhes  dizia;  35  para  que  se  cumprisse  o  que  foi  dito  por  intermédio  do  profeta:  Abrirei  em  parábolas  a  minha  boca;  publicarei  coisas  ocultas  desde  a  criação  [do  mundo].  36  Então,  despedindo as multidões, foi Jesus para casa. E, chegando‐se a ele os seus discípulos, disseram:  Explica‐nos a parábola do joio do campo. 37 E ele respondeu: O que semeia a boa semente é o  Filho do  Homem; 38 o  campo  é o mundo; a boa semente são os filhos do  reino; o joio são os  filhos do maligno; 39 o inimigo que o semeou é o diabo; a ceifa é a consumação do século, e os  ceifeiros  são  os  anjos.  40  Pois,  assim  como  o  joio  é  colhido  e  lançado  ao  fogo,  assim  será  na  consumação do século. 41 Mandará o Filho do Homem os seus anjos, que ajuntarão do seu reino  todos  os  escândalos  e  os  que  praticam  a  iniqüidade  42  e  os  lançarão  na  fornalha  acesa;  ali  haverá choro e ranger de dentes. 43 Então, os justos resplandecerão como o sol, no reino de seu  Pai. Quem tem ouvidos [para ouvir], ouça. 

6º Domingo após Pentecostes  Gênesis 29.15‐28   15 Depois, disse Labão a Jacó: Acaso, por seres meu parente, irás servir‐me de graça? Dize‐me,  qual será o teu salário? 16 Ora, Labão tinha duas filhas: Lia, a mais velha, e Raquel, a mais moça.  17 Lia tinha os olhos baços, porém Raquel era formosa de porte e de semblante. 18 Jacó amava  a  Raquel  e  disse:  Sete  anos  te  servirei  por  tua  filha  mais  moça,  Raquel.  19  Respondeu  Labão:  Melhor é que eu ta dê, em vez de dá‐la a outro homem; fica, pois, comigo. 20 Assim, por amor a  Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.  21 Disse Jacó a Labão: Dá‐me minha mulher, pois já venceu o prazo, para que me case com ela.  22 Reuniu, pois, Labão todos os homens do lugar e deu um banquete. 23 À noite, conduziu a Lia,  sua filha, e a entregou a Jacó. E coabitaram. 24 (Para serva de Lia, sua filha, deu Labão Zilpa, sua  serva.) 25 Ao amanhecer, viu que era Lia. Por isso, disse Jacó a Labão: Que é isso que me fizeste?  Não te servi eu por amor a Raquel? Por que, pois, me enganaste? 26 Respondeu Labão: Não se  faz  assim  em  nossa  terra,  dar‐se  a  mais  nova  antes  da  primogênita.  27  Decorrida  a  semana 


desta, dar‐te‐emos também a outra, pelo trabalho de mais sete anos que ainda me servirás. 28  Concordou Jacó, e se passou a semana desta; então, Labão lhe deu por mulher Raquel, sua filha.  (1 Reis 3.5‐12)  (5 Em Gibeão, apareceu o SENHOR a Salomão, de noite, em sonhos. Disse‐lhe Deus: Pede‐me o  que queres que eu te dê. 6 Respondeu Salomão: De grande benevolência usaste para com teu  servo  Davi,  meu  pai,  porque  ele  andou  contigo  em  fidelidade,  e  em  justiça,  e  em  retidão  de  coração, perante a tua face; mantiveste‐lhe esta grande benevolência e lhe deste um filho que  se  assentasse  no  seu  trono,  como  hoje  se  vê.  7  Agora,  pois,  ó  SENHOR,  meu  Deus,  tu  fizeste  reinar teu servo em lugar de Davi, meu pai; não passo de uma criança, não sei como conduzir‐ me. 8 Teu servo está no meio do teu povo que elegeste, povo grande, tão numeroso, que se não  pode  contar.  9  Dá,  pois,  ao  teu  servo  coração  compreensivo  para  julgar  a  teu  povo,  para  que  prudentemente discirna entre o bem e o mal; pois quem poderia julgar a este grande povo? 10  Estas palavras agradaram ao Senhor, por haver Salomão pedido tal coisa. 11 Disse‐lhe Deus: Já  que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos;  mas  pediste  entendimento,  para  discernires  o  que  é  justo;  12  eis  que  faço  segundo  as  tuas  palavras:  dou‐te  coração  sábio  e  inteligente,  de  maneira  que  antes  de  ti  não  houve  teu  igual,  nem depois de ti o haverá.)  Salmo 105.1‐11, 45b   1  Rendei  graças  ao  SENHOR,  invocai  o  seu  nome,  fazei  conhecidos,  entre  os  povos,  os  seus  feitos. 2 Cantai‐lhe, cantai‐lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. 3 Gloriai‐vos no seu santo  nome; alegre‐se o coração dos que buscam o SENHOR. 4 Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai  perpetuamente a sua presença. 5 Lembrai‐vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos  juízos  de  seus  lábios,  6  vós,  descendentes  de  Abraão,  seu  servo,  vós,  filhos  de  Jacó,  seus  escolhidos.  7  Ele  é  o  SENHOR,  nosso  Deus;  os seus  juízos  permeiam toda  a  terra.  8 Lembra‐se  perpetuamente da sua aliança, da palavra que empenhou para mil gerações; 9 da aliança que fez  com Abraão e do juramento que fez a Isaque; 10 o qual confirmou a Jacó por decreto e a Israel  por aliança perpétua, 11 dizendo: Dar‐te‐ei a terra de Canaã como quinhão da vossa herança.   45b [...] Aleluia!  (Salmo 128)   (1  [Cântico  de  romagem]  Bem‐aventurado  aquele  que  teme  ao  SENHOR  e  anda  nos  seus  caminhos! 2 Do trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. 3 Tua esposa, no  interior de tua casa, será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda  da  tua  mesa.  4  Eis  como  será  abençoado  o  homem  que  teme  ao  SENHOR!  5  O  SENHOR  te  abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida, 6  vejas os filhos de teus filhos. Paz sobre Israel!)  (Salmo 119.129‐136)  (129 Admiráveis são os teus testemunhos; por isso, a minha alma os observa. 130 A revelação  das  tuas  palavras  esclarece  e  dá  entendimento aos  simples.  131  Abro  a  boca  e  aspiro,  porque  anelo os teus mandamentos. 132 Volta‐te para mim e tem piedade de mim, segundo costumas  fazer aos que amam o teu nome. 133 Firma os meus passos na tua palavra, e não me domine  iniqüidade alguma. 134 Livra‐me da opressão do homem, e guardarei os teus preceitos. 135 Faze  resplandecer  o  rosto  sobre  o  teu  servo  e  ensina‐me  os  teus  decretos.  136  Torrentes  de  água  nascem dos meus olhos, porque os homens não guardam a tua lei.)  Romanos 8.26‐39  26 Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos  orar  como  convém,  mas  o  mesmo  Espírito  intercede  por  nós  sobremaneira,  com  gemidos  inexprimíveis.  27  E  aquele  que  sonda  os  corações  sabe  qual  é  a  mente  do  Espírito,  porque  segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos. 28 Sabemos que todas as coisas 


cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu  propósito.  29  Porquanto  aos  que  de  antemão  conheceu,  também  os  predestinou  para  serem  conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E  aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e  aos  que  justificou,  a  esses  também  glorificou.  31  Que  diremos,  pois,  à  vista  destas  coisas?  Se  Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes,  por todos nós o entregou, porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas? 33  Quem  intentará  acusação  contra  os  eleitos  de  Deus?  É  Deus  quem  os  justifica.  34  Quem  os  condenará?  É  Cristo  Jesus  quem  morreu  ou,  antes,  quem  ressuscitou,  o  qual  está  à  direita  de  Deus e também intercede por nós. 35 Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou  angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? 36 Como está escrito: Por  amor  de  ti,  somos  entregues  à  morte  o  dia  todo,  fomos  considerados  como  ovelhas  para  o  matadouro.  37  Em  todas  estas  coisas,  porém,  somos  mais  que  vencedores,  por  meio  daquele  que nos amou. 38 Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos,  nem  os  principados,  nem  as  coisas  do  presente,  nem  do  porvir,  nem  os  poderes,  39  nem  a  altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar‐nos do amor de Deus,  que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. Mateus 13.31‐33, 44‐52  31 Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda,  que um homem tomou e plantou no seu campo; 32 o qual é, na verdade, a menor de todas as  sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu  vêm aninhar‐se nos seus ramos. 33 Disse‐lhes outra parábola: O reino dos céus é semelhante ao  fermento  que  uma  mulher  tomou  e  escondeu  em  três  medidas  de  farinha,  até  ficar  tudo  levedado.   44 O reino dos céus é semelhante a um tesouro oculto no campo, o qual certo homem, tendo‐o  achado,  escondeu.  E,  transbordante  de  alegria,  vai,  vende  tudo  o  que  tem  e  compra  aquele  campo. 45 O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; 46  e, tendo achado uma pérola de grande valor, vende tudo o que possui e a compra. 47 O reino  dos céus é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, recolhe peixes de toda espécie.  48 E, quando já está cheia, os pescadores arrastam‐na para a praia e, assentados, escolhem os  bons para os cestos e os ruins deitam fora. 49 Assim será na consumação do século: sairão os  anjos, e separarão os maus dentre os justos, 50 e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro  e  ranger  de  dentes.  51  Entendestes  todas  estas  coisas?  Responderam‐lhe:  Sim!  52  Então,  lhes  disse: Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira  do seu depósito coisas novas e coisas velhas. 

7º Domingo após Pentecostes  Gênesis 32.22‐31  22 Levantou‐se naquela mesma noite, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze  filhos e transpôs o vau de Jaboque. 23 Tomou‐os e fê‐los passar o ribeiro; fez passar tudo o que  lhe pertencia, 24 ficando ele só; e lutava com ele um homem, até ao romper do dia. 25 Vendo  este  que  não  podia  com  ele,  tocou‐lhe  na  articulação  da  coxa;  deslocou‐se  a  junta  da  coxa  de  Jacó, na luta com o homem. 26 Disse este: Deixa‐me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó:  Não  te  deixarei  ir  se  me  não  abençoares.  27  Perguntou‐lhe,  pois:  Como  te  chamas?  Ele  respondeu:  Jacó.  28  Então,  disse:  Já  não  te  chamarás  Jacó,  e  sim  Israel,  pois  como  príncipe  lutaste  com  Deus  e  com  os  homens  e  prevaleceste.  29  Tornou  Jacó:  Dize,  rogo‐te,  como  te  chamas? Respondeu ele: Por que perguntas pelo meu nome? E o abençoou ali. 30 Àquele lugar  chamou Jacó Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face, e a minha vida foi salva. 31 Nasceu‐lhe o  sol, quando ele atravessava Peniel; e manquejava de uma coxa. 


(Isaías 55.1‐5)  (1 Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde,  comprai  e  comei;  sim,  vinde  e  comprai,  sem  dinheiro  e  sem  preço,  vinho  e  leite.  2  Por  que  gastais  o  dinheiro  naquilo  que  não  é  pão,  e  o  vosso  suor,  naquilo  que  não  satisfaz?  Ouvi‐me  atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. 3 Inclinai os ouvidos e  vinde  a  mim;  ouvi,  e  a  vossa  alma  viverá;  porque  convosco  farei  uma  aliança  perpétua,  que  consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi. 4 Eis que eu o dei por testemunho aos povos,  como príncipe e governador dos povos. 5 Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e  uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do SENHOR, teu Deus, e do  Santo de Israel, porque este te glorificou.)  Salmo 17.1‐7, 15   1  [Oração  de  Davi]  Ouve,  SENHOR,  a  causa  justa,  atende  ao  meu  clamor,  dá  ouvidos  à  minha  oração, que procede de lábios  não fraudulentos. 2 Baixe de tua presença o julgamento a meu  respeito; os teus olhos vêem com eqüidade. 3 Sondas‐me o coração, de noite me visitas, provas‐ me no fogo e iniqüidade nenhuma encontras em mim; a minha boca não transgride. 4 Quanto às  ações  dos  homens,  pela  palavra  dos  teus  lábios,  eu  me  tenho  guardado  dos  caminhos  do  violento.  5  Os  meus  passos  se  afizeram  às  tuas  veredas,  os  meus  pés  não  resvalaram.  6  Eu  te  invoco,  ó  Deus,  pois  tu  me  respondes;  inclina‐me  os  ouvidos  e  acode  às  minhas  palavras.  7  Mostra as maravilhas da tua bondade, ó Salvador dos que à tua destra buscam refúgio dos que  se levantam contra eles.   15  Eu,  porém,  na  justiça  contemplarei  a  tua  face;  quando  acordar,  eu  me  satisfarei  com  a  tua  semelhança. (Salmo 145.8‐9, 14‐21)  (8 Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar‐se e de grande clemência. 9 O SENHOR é  bom para todos, e as suas ternas misericórdias permeiam todas as suas obras.  14 O SENHOR sustém os que vacilam e apruma todos os prostrados. 15 Em ti esperam os olhos  de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. 16 Abres a mão e satisfazes de benevolência a  todo vivente. 17 Justo é o SENHOR em todos os seus caminhos, benigno em todas as suas obras.  18 Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade. 19  Ele acode à vontade dos que o temem; atende‐lhes o clamor e os salva. 20 O SENHOR guarda a  todos os que o amam; porém os ímpios serão exterminados. 21 Profira a minha boca louvores  ao SENHOR, e toda carne louve o seu santo nome, para todo o sempre.)  Romanos 9.1‐5  1  Digo  a  verdade  em  Cristo,  não  minto,  testemunhando  comigo,  no  Espírito  Santo,  a  minha  própria consciência: 2 tenho grande tristeza e incessante dor no coração; 3 porque eu mesmo  desejaria  ser  anátema,  separado  de  Cristo,  por  amor  de  meus  irmãos,  meus  compatriotas,  segundo  a  carne.  4  São  israelitas.  Pertence‐lhes  a  adoção  e  também  a  glória,  as  alianças,  a  legislação, o culto e as promessas; 5 deles são os patriarcas, e também deles descende o Cristo,  segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito para todo o sempre. Amém! Mateus 14.13‐21  13 Jesus, ouvindo isto, retirou‐se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo‐o as  multidões, vieram das cidades seguindo‐o por terra. 14 Desembarcando, viu Jesus uma grande  multidão,  compadeceu‐se  dela  e  curou  os  seus  enfermos.  15  Ao  cair  da  tarde,  vieram  os  discípulos  a  Jesus  e  lhe  disseram:  O  lugar  é  deserto,  e  vai  adiantada  a  hora;  despede,  pois,  as  multidões  para  que,  indo  pelas  aldeias,  comprem  para  si  o  que  comer.  16  Jesus,  porém,  lhes  disse: Não precisam retirar‐se; dai‐lhes, vós mesmos, de comer. 17 Mas eles responderam: Não  temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18 Então, ele disse: Trazei‐mos. 19 E, tendo mandado  que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os 


olhos  ao  céu,  os  abençoou.  Depois,  tendo  partido  os  pães,  deu‐os  aos  discípulos,  e  estes,  às  multidões.  20  Todos  comeram  e  se  fartaram;  e  dos  pedaços  que  sobejaram  recolheram  ainda  doze cestos cheios. 21 E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e  crianças.

8º Domingo após Pentecostes  Gênesis 37.1‐4, 12‐28   1 Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. 2 Esta é a história de  Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem,  acompanhava  os  filhos  de  Bila  e  os  filhos  de  Zilpa,  mulheres  de  seu  pai;  e  trazia  más  notícias  deles a seu pai. 3 Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da  sua velhice; e fez‐lhe uma túnica talar de mangas compridas. 4 Vendo, pois, seus irmãos que o  pai  o  amava  mais  que  a  todos  os  outros  filhos,  odiaram‐no  e  já  não  lhe  podiam  falar  pacificamente.  12  E,  como  foram  os  irmãos  apascentar  o  rebanho  do  pai,  em  Siquém,  13  perguntou  Israel  a  José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar‐te‐ei a eles. Respondeu‐ lhe José: Eis‐me aqui. 14 Disse‐lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e  traze‐me  notícias.  Assim,  o  enviou  do  vale  de  Hebrom,  e  ele  foi  a  Siquém.  15  E  um  homem  encontrou  a  José,  que  andava  errante  pelo  campo,  e  lhe  perguntou:  Que  procuras?  16  Respondeu:  Procuro  meus  irmãos;  dize‐me:  Onde  apascentam  eles  o  rebanho?  17  Disse‐lhe  o  homem: Foram‐se daqui, pois ouvi‐os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e  os  achou  em  Dotã.  18  De  longe o  viram  e,  antes  que  chegasse, conspiraram  contra  ele para  o  matar.  19  E  dizia  um  ao  outro:  Vem  lá  o  tal  sonhador!  20  Vinde,  pois,  agora,  matemo‐lo  e  lancemo‐lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que  lhe  darão  os  sonhos.  21  Mas  Rúben,  ouvindo  isso,  livrou‐o  das  mãos  deles  e  disse:  Não  lhe  tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai‐o nesta cisterna que  está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir  ao  pai.  23  Mas,  logo  que  chegou  José  a  seus  irmãos,  despiram‐no  da  túnica,  a  túnica  talar  de  mangas compridas que trazia. 24 E, tomando‐o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. 25 Ora,  sentando‐se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade;  seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá  a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder‐lhe o sangue? 27 Vinde,  vendamo‐lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne.  Seus  irmãos  concordaram.  28  E,  passando  os  mercadores  midianitas,  os  irmãos  de  José  o  alçaram,  e  o  tiraram  da  cisterna,  e  o  venderam  por  vinte  siclos  de  prata  aos  ismaelitas;  estes  levaram José ao Egito (1 Reis 19.9‐18)  (9 Ali, entrou numa caverna, onde passou a noite; e eis que lhe veio a palavra do SENHOR e lhe  disse:  Que  fazes  aqui,  Elias?  10  Ele  respondeu:  Tenho  sido  zeloso  pelo  SENHOR,  Deus  dos  Exércitos,  porque  os  filhos  de  Israel  deixaram  a  tua  aliança,  derribaram  os  teus  altares  e  mataram  os  teus  profetas  à  espada;  e  eu  fiquei  só,  e  procuram  tirar‐me  a  vida.  11  Disse‐lhe  Deus: Sai e põe‐te neste monte perante o SENHOR. Eis que passava o SENHOR; e um grande e  forte  vento  fendia  os  montes  e  despedaçava  as  penhas  diante  do  SENHOR,  porém  o  SENHOR  não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto;  12 depois do terremoto, um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio  tranqüilo e suave. 13 Ouvindo‐o Elias, envolveu o rosto no seu manto e, saindo, pôs‐se à entrada  da caverna. Eis que lhe veio uma voz e lhe disse: Que fazes aqui, Elias? 14 Ele respondeu: Tenho  sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a  tua aliança, derribaram os teus  altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e  procuram tirar‐me a vida. 15 Disse‐lhe o SENHOR: Vai, volta ao teu caminho para o deserto de  Damasco e, em chegando lá, unge a Hazael rei sobre a Síria. 16 A Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei  sobre Israel e também Eliseu, filho de Safate, de Abel‐Meolá, ungirás profeta em teu lugar. 17 


Quem  escapar  à  espada  de  Hazael,  Jeú  o  matará;  quem  escapar  à  espada  de  Jeú,  Eliseu  o  matará. 18 Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e  toda boca que o não beijou.)  Salmo 105.1‐6, 16‐22, 45b   1  Rendei  graças  ao  SENHOR,  invocai  o  seu  nome,  fazei  conhecidos,  entre  os  povos,  os  seus  feitos. 2 Cantai‐lhe, cantai‐lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. 3 Gloriai‐vos no seu santo  nome; alegre‐se o coração dos que buscam o SENHOR. 4 Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai  perpetuamente a sua presença. 5 Lembrai‐vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos  juízos  de  seus  lábios,  6  vós,  descendentes  de  Abraão,  seu  servo,  vós,  filhos  de  Jacó,  seus  escolhidos.   16  Fez  vir  fome  sobre  a  terra  e  cortou  os  meios  de se  obter  pão.  17  Adiante deles  enviou  um  homem, José, vendido como escravo; 18 cujos pés apertaram com grilhões e a quem puseram  em ferros, 19 até cumprir‐se a profecia a respeito dele, e tê‐lo provado a palavra do SENHOR. 20  O rei mandou soltá‐lo; o potentado dos povos o pôs em liberdade. 21 Constituiu‐o senhor de sua  casa e mordomo de tudo o que possuía, 22 para, a seu talante, sujeitar os seus príncipes e aos  seus anciãos ensinar a sabedoria.  45b [...] e lhe observassem as leis. Aleluia!  (Salmo 85.8‐13)  (8 Escutarei o que Deus, o SENHOR, disser, pois falará de paz ao seu povo e aos seus santos; e  que  jamais  caiam  em  insensatez.  9 Próxima  está  a  sua  salvação  dos  que  o  temem,  para  que  a  glória  assista  em  nossa  terra.  10  Encontraram‐se  a  graça  e  a  verdade,  a  justiça  e  a  paz  se  beijaram.  11  Da  terra  brota  a  verdade,  dos  céus  a  justiça  baixa  o  seu  olhar.  12  Também  o  SENHOR dará o que é bom, e a nossa terra produzirá o seu fruto. 13 A justiça irá adiante dele,  cujas pegadas ela transforma em caminhos.)   Romanos 10.5‐15  5 Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a justiça decorrente da lei viverá por ela. 6  Mas a justiça decorrente da fé assim diz: Não perguntes em teu coração: Quem subirá ao céu?,  isto é, para trazer do alto a Cristo; 7 ou: Quem descerá ao abismo?, isto é, para levantar Cristo  dentre os mortos. 8 Porém que se diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração;  isto é, a palavra da fé que pregamos. 9 Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em  teu  coração,  creres  que  Deus  o  ressuscitou  dentre  os  mortos,  serás  salvo.  10  Porque  com  o  coração  se  crê  para  justiça  e  com  a  boca  se  confessa  a  respeito  da  salvação.  11  Porquanto  a  Escritura  diz:  Todo  aquele  que  nele  crê  não  será  confundido.  12  Pois  não  há  distinção  entre  judeu  e  grego,  uma  vez  que  o  mesmo  é  o  Senhor  de  todos,  rico  para  com  todos  os  que  o  invocam. 13 Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. 14 Como, porém,  invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como  ouvirão,  se  não  há  quem  pregue?  15  E  como  pregarão,  se  não  forem  enviados?  Como  está  escrito: Quão formosos são os pés dos que anunciam coisas boas! Mateus 14.22‐33  22  Logo  a  seguir,  compeliu  Jesus  os  discípulos  a  embarcar  e  passar  adiante  dele  para  o  outro  lado, enquanto ele despedia as multidões. 23 E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim  de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. 24 Entretanto, o barco já estava longe, a  muitos  estádios  da  terra,  açoitado  pelas  ondas;  porque  o  vento  era  contrário.  25  Na  quarta  vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. 26 E os discípulos, ao verem‐no  andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo,  gritaram.  27  Mas  Jesus  imediatamente  lhes  disse:  Tende  bom  ânimo!  Sou  eu.  Não  temais!  28  Respondendo‐lhe Pedro, disse: Se és tu, Senhor, manda‐me ir ter contigo, por sobre as águas. 29  E ele disse: Vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus. 30  Reparando, porém, na força do vento, teve medo; e, começando a submergir, gritou: Salva‐me, 


Senhor! 31 E, prontamente, Jesus, estendendo a mão, tomou‐o e lhe disse: Homem de pequena  fé, por que duvidaste? 32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento. 33 E os que estavam no  barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus! 

9º Domingo após Pentecostes  Gênesis 45.1‐15   1 Então,  José,  não  se  podendo conter  diante  de  todos  os  que estavam  com  ele,  bradou:  Fazei  sair a todos da minha presença! E ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer a seus  irmãos. 2 E levantou a voz em choro, de maneira que os egípcios o ouviam e também a casa de  Faraó. 3 E disse a seus irmãos: Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam  responder, porque ficaram atemorizados perante ele. 4 Disse José a seus irmãos: Agora, chegai‐ vos  a  mim.  E  chegaram‐se.  Então,  disse:  Eu  sou  José,  vosso  irmão,  a  quem  vendestes  para  o  Egito. 5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos irriteis contra vós mesmos por me haverdes  vendido para aqui; porque, para conservação da vida, Deus me enviou adiante de vós. 6 Porque  já houve dois anos de fome na terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem  colheita. 7 Deus me enviou adiante de vós, para conservar vossa sucessão na terra e para vos  preservar a vida por um grande livramento. 8 Assim, não fostes vós que me enviastes para cá, e  sim  Deus,  que  me  pôs  por  pai  de  Faraó,  e  senhor  de  toda  a  sua  casa,  e  como  governador  em  toda  a  terra  do  Egito.  9  Apressai‐vos,  subi  a  meu  pai  e  dizei‐lhe:  Assim  manda  dizer  teu  filho  José:  Deus  me  pôs  por  senhor  em  toda  terra  do  Egito;  desce  a  mim,  não  te  demores.  10  Habitarás na terra de Gósen e estarás perto de mim, tu, teus filhos, os filhos de teus filhos, os  teus rebanhos, o teu gado e tudo quanto tens. 11 Aí te sustentarei, porque ainda haverá cinco  anos de fome; para que não te empobreças, tu e tua casa e tudo o que tens. 12 Eis que vedes  por  vós  mesmos,  e  meu  irmão  Benjamim  vê  também,  que  sou  eu  mesmo  quem  vos  fala.  13  Anunciai a meu pai toda a minha glória no Egito e tudo o que tendes visto; apressai‐vos e fazei  descer  meu  pai  para  aqui.  14  E,  lançando‐se  ao  pescoço  de  Benjamim,  seu  irmão,  chorou;  e,  abraçado com ele, chorou também Benjamim. 15 José beijou a todos os seus irmãos e chorou  sobre eles; depois, seus irmãos falaram com ele. (Isaías 56.1, 6‐8)  (1 Assim diz o SENHOR: Mantende o juízo e fazei justiça, porque a minha salvação está prestes a  vir, e a minha justiça, prestes a manifestar‐se.   6  Aos  estrangeiros  que  se  chegam  ao  SENHOR,  para  o  servirem  e  para  amarem  o  nome  do  SENHOR,  sendo  deste  modo  servos  seus,  sim,  todos  os  que  guardam  o  sábado,  não  o  profanando, e abraçam a minha aliança, 7 também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei  na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar,  porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos. 8 Assim diz o SENHOR  Deus,  que  congrega  os  dispersos  de  Israel:  Ainda  congregarei  outros  aos  que  já  se  acham  reunidos.)  Salmo 133   1 [Cântico de romagem. De Davi] Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! 2 É  como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a  gola  de suas  vestes.  3  É  como o  orvalho  do  Hermom,  que  desce  sobre  os montes  de  Sião.  Ali,  ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.  (Salmo 67)  1  [Ao  mestre  de  canto.  Para  instrumentos  de  cordas.  Salmo.  Cântico]  Seja  Deus  gracioso  para  conosco, e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; 2 para que se conheça na terra o  teu caminho e, em todas as nações, a tua salvação. 3 Louvem‐te os povos, ó Deus; louvem‐te os  povos todos. 4 Alegrem‐se e exultem as gentes, pois julgas os povos com eqüidade e guias na 


terra as nações. 5 Louvem‐te os povos, ó Deus; louvem‐te os povos todos. 6 A terra deu o seu  fruto,  e  Deus,  o  nosso  Deus,  nos  abençoa.  7  Abençoe‐nos  Deus,  e  todos  os  confins  da  terra  o  temerão.  Romanos 11.1‐2a, 29‐32  1  Pergunto,  pois:  terá  Deus,  porventura,  rejeitado  o  seu  povo?  De  modo  nenhum!  Porque  eu  também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. 2 Deus não rejeitou o  seu povo, a quem de antemão conheceu. [...] Mateus 15.(10‐20), 21‐28  (0 E, tendo convocado a multidão, lhes disse: Ouvi e entendei: 11 não é o que entra pela boca o  que  contamina  o  homem,  mas  o  que  sai  da  boca,  isto,  sim,  contamina  o  homem.  12  Então,  aproximando‐se  dele  os  discípulos,  disseram:  Sabes  que  os  fariseus,  ouvindo  a  tua  palavra,  se  escandalizaram? 13 Ele, porém, respondeu: Toda planta que meu Pai celestial não plantou será  arrancada.  14  Deixai‐os;  são  cegos,  guias  de  cegos.  Ora,  se  um  cego  guiar  outro  cego,  cairão  ambos  no  barranco.  15  Então,  lhe  disse  Pedro: Explica‐nos  a  parábola.  16  Jesus,  porém,  disse:  Também vós não entendeis ainda? 17 Não compreendeis que tudo o que entra pela boca desce  para o ventre e, depois, é lançado em lugar escuso? 18 Mas o que sai da boca vem do coração, e  é  isso  que  contamina  o  homem.  19  Porque  do  coração  procedem  maus  desígnios,  homicídios,  adultérios,  prostituição,  furtos,  falsos  testemunhos,  blasfêmias.  20  São  estas  as  coisas  que  contaminam o homem; mas o comer sem lavar as mãos não o contamina.)  21  Partindo  Jesus  dali,  retirou‐se  para  os  lados  de  Tiro  e  Sidom.  22  E  eis  que  uma  mulher  cananéia, que viera daquelas regiões, clamava: Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de mim!  Minha filha está horrivelmente endemoninhada. 23 Ele, porém, não lhe respondeu palavra. E os  seus discípulos, aproximando‐se, rogaram‐lhe: Despede‐a, pois vem clamando atrás de nós. 24  Mas  Jesus  respondeu:  Não  fui  enviado  senão  às  ovelhas  perdidas  da  casa  de  Israel.  25  Ela,  porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre‐me! 26 Então, ele, respondendo, disse: Não é  bom tomar o pão dos filhos e lançá‐lo aos cachorrinhos. 27 Ela, contudo, replicou: Sim, Senhor,  porém os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos. 28 Então, lhe  disse  Jesus:  Ó  mulher,  grande  é  a  tua  fé!  Faça‐se  contigo  como  queres.  E,  desde  aquele  momento, sua filha ficou sã. 

10º Domingo após Pentecostes  Êxodo 1.8–2.10   8 Entrementes, se levantou novo rei sobre o Egito, que não conhecera a José. 9 Ele disse ao seu  povo:  Eis  que  o  povo  dos  filhos  de  Israel  é  mais  numeroso  e  mais  forte  do  que  nós.  10  Eia,  usemos de astúcia para com ele, para que não se multiplique, e seja o caso que, vindo guerra,  ele se ajunte com os nossos inimigos, peleje contra nós e saia da terra. 11 E os egípcios puseram  sobre eles feitores de obras, para os afligirem com suas cargas. E os israelitas edificaram a Faraó  as  cidades‐celeiros,  Pitom  e  Ramessés.  12  Mas,  quanto  mais  os  afligiam,  tanto  mais  se  multiplicavam e tanto mais se espalhavam; de maneira que se inquietavam por causa dos filhos  de  Israel;  13  então,  os  egípcios,  com  tirania,  faziam  servir  os  filhos  de  Israel  14  e  lhes  fizeram  amargar a vida com dura servidão, em barro, e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com  todo o serviço em que na tirania os serviam. 15 O rei do Egito ordenou às parteiras hebréias, das  quais uma se chamava Sifrá, e outra, Puá, 16 dizendo: Quando servirdes de parteira às hebréias,  examinai:  se  for  filho,  matai‐o;  mas,  se  for  filha,  que  viva.  17  As  parteiras,  porém,  temeram  a  Deus  e  não  fizeram  como  lhes  ordenara  o  rei  do  Egito;  antes,  deixaram  viver  os  meninos.  18  Então, o rei do Egito chamou as parteiras e lhes disse: Por que fizestes isso e deixastes viver os  meninos?  19  Responderam  as  parteiras  a  Faraó:  É  que  as  mulheres  hebréias  não  são  como  as  egípcias;  são  vigorosas  e,  antes que  lhes  chegue  a  parteira,  já  deram  à  luz  os  seus  filhos.  20  E  Deus fez bem às parteiras; e o povo aumentou e se tornou muito forte. 21 E, porque as parteiras  temeram  a  Deus,  ele  lhes  constituiu  família.  22  Então,  ordenou  Faraó  a  todo  o  seu  povo, 


dizendo:  A  todos  os  filhos  que  nascerem  aos  hebreus  lançareis  no  Nilo,  mas  a  todas  as  filhas  deixareis viver.   2.1  Foi‐se  um  homem  da  casa  de  Levi  e  casou  com  uma  descendente  de  Levi.  2  E  a  mulher  concebeu  e  deu  à  luz  um  filho;  e,  vendo  que  era  formoso,  escondeu‐o  por  três  meses.  3  Não  podendo,  porém,  escondê‐lo  por  mais  tempo,  tomou  um  cesto  de  junco,  calafetou‐o  com  betume e piche e, pondo nele o menino, largou‐o no carriçal à beira do rio. 4 A irmã do menino  ficou  de  longe,  para  observar  o  que lhe  haveria de  suceder.  5 Desceu  a  filha  de  Faraó  para  se  banhar  no  rio,  e  as  suas  donzelas  passeavam  pela  beira  do  rio;  vendo  ela  o  cesto  no  carriçal,  enviou  a  sua  criada  e  o  tomou.  6  Abrindo‐o,  viu  a  criança;  e  eis  que  o  menino  chorava.  Teve  compaixão  dele  e  disse:  Este  é  menino  dos  hebreus.  7  Então,  disse  sua  irmã  à  filha  de  Faraó:  Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva de ama e te crie a criança? 8 Respondeu‐ lhe a filha de Faraó: Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe do menino. 9 Então, lhe disse a filha  de Faraó: Leva este menino e cria‐mo; pagar‐te‐ei o teu salário. A mulher tomou o menino e o  criou. 10 Sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou ele a ser filho.  Esta lhe chamou Moisés e disse: Porque das águas o tirei.  (Isaías 51.1‐6)  (Ouvi‐me  vós,  os  que procurais  a  justiça,  os  que  buscais  o  SENHOR;  olhai  para  a  rocha  de  que  fostes cortados e para a caverna do poço de que fostes cavados. 2 Olhai para Abraão, vosso pai,  e  para  Sara,  que  vos  deu  à  luz;  porque  era  ele  único,  quando  eu  o  chamei,  o  abençoei  e  o  multipliquei.  3  Porque  o  SENHOR  tem  piedade  de  Sião;  terá  piedade  de  todos  os  lugares  assolados dela, e fará o seu deserto como o Éden, e a sua solidão, como o jardim do SENHOR;  regozijo e alegria se acharão nela, ações de graças e som de música. 4 Atendei‐me, povo meu, e  escutai‐me, nação minha; porque de mim sairá a lei, e estabelecerei o meu direito como luz dos  povos. 5 Perto está a minha justiça, aparece a minha salvação, e os meus braços dominarão os  povos; as terras do mar me aguardam e no meu braço esperam. 6 Levantai os olhos para os céus  e  olhai  para  a  terra  embaixo,  porque  os  céus  desaparecerão  como  a  fumaça,  e  a  terra  envelhecerá  como  um  vestido,  e  os  seus  moradores  morrerão  como  mosquitos,  mas  a  minha  salvação durará para sempre, e a minha justiça não será anulada.)  Salmo 124   1 [Cântico de romagem. De Davi] Não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado, Israel que o  diga; 2 não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra  nós,  3  e  nos  teriam  engolido  vivos,  quando  a  sua  ira  se  acendeu  contra  nós;  4  as  águas  nos  teriam submergido, e sobre a nossa alma teria passado a torrente; 5 águas impetuosas teriam  passado sobre a nossa alma. 6 Bendito o SENHOR, que não nos deu por presa aos dentes deles.  7 Salvou‐se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou‐se o laço, e nós  nos vimos livres. 8 O nosso socorro está em o nome do SENHOR, criador do céu e da terra.  (Salmo 138)  ([Salmo  de  Davi]  Render‐te‐ei  graças,  SENHOR,  de  todo  o  meu  coração;  na  presença  dos  poderosos te cantarei louvores. 2 Prostrar‐me‐ei para o teu santo templo e louvarei o teu nome,  por causa da tua misericórdia e da tua verdade, pois magnificaste acima de tudo o teu nome e a  tua  palavra.  3  No  dia  em  que  eu  clamei,  tu  me  acudiste  e  alentaste  a  força  de  minha  alma.  4  Render‐te‐ão graças, ó SENHOR, todos os reis da terra, quando ouvirem as palavras da tua boca,  5 e cantarão os caminhos do SENHOR, pois grande é a glória do SENHOR. 6 O SENHOR é excelso,  contudo, atenta para os humildes; os soberbos, ele os conhece de longe. 7 Se ando em meio à  tribulação, tu me refazes a vida; estendes a mão contra a ira dos meus inimigos; a tua destra me  salva. 8 O que a mim me concerne o SENHOR levará a bom termo; a tua misericórdia, ó SENHOR,  dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos.)  Romanos 12.1‐8  1  Rogo‐vos,  pois,  irmãos,  pelas  misericórdias  de  Deus,  que  apresenteis  o  vosso  corpo  por  sacrifício  vivo,  santo  e  agradável  a  Deus,  que é o  vosso  culto  racional.  2  E  não  vos  conformeis 


com este século, mas transformai‐vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis  qual  seja  a  boa,  agradável  e  perfeita  vontade  de  Deus.  3  Porque,  pela  graça  que  me  foi  dada,  digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com  moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um. 4 Porque assim como num só  corpo  temos  muitos  membros,  mas  nem  todos  os  membros  têm  a  mesma  função,  5  assim  também  nós,  conquanto  muitos,  somos  um  só  corpo  em  Cristo  e  membros  uns  dos  outros,  6  tendo,  porém,  diferentes  dons  segundo  a  graça  que  nos  foi  dada:  se  profecia,  seja  segundo  a  proporção da fé; 7 se ministério, dediquemo‐nos ao ministério; ou o que ensina esmere‐se no  fazê‐lo;  8  ou  o  que  exorta  faça‐o  com  dedicação;  o  que  contribui,  com  liberalidade;  o  que  preside, com diligência; quem exerce misericórdia, com alegria. Mateus 16.13‐20  13 Indo Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo  ser o Filho do Homem? 14 E eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros:  Jeremias  ou  algum  dos  profetas.  15  Mas  vós,  continuou  ele,  quem  dizeis  que  eu  sou?  16  Respondendo  Simão  Pedro,  disse:  Tu  és  o  Cristo,  o  Filho  do  Deus  vivo.  17  Então,  Jesus  lhe  afirmou: Bem‐aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram,  mas  meu  Pai,  que  está  nos  céus.  18  Também  eu  te  digo  que  tu  és  Pedro,  e  sobre  esta  pedra  edificarei  a  minha  igreja,  e  as  portas  do  inferno  não  prevalecerão  contra  ela.  19  Dar‐te‐ei  as  chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na  terra terá sido desligado nos céus. 20 Então, advertiu os discípulos de que a ninguém dissessem  ser ele o Cristo. 

11º Domingo após Pentecostes  Êxodo 3.1‐15  1 Apascentava Moisés o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã; e, levando o rebanho  para o lado ocidental do deserto, chegou ao monte de Deus, a Horebe. 2 Apareceu‐lhe o Anjo do  SENHOR numa chama de fogo, no meio de uma sarça; Moisés olhou, e eis que a sarça ardia no  fogo e a sarça não se consumia. 3 Então, disse consigo mesmo: Irei para lá e verei essa grande  maravilha; por que a sarça não se queima? 4 Vendo o SENHOR que ele se voltava para ver, Deus,  do  meio  da  sarça,  o  chamou  e  disse:  Moisés!  Moisés!  Ele  respondeu:  Eis‐me  aqui!  5  Deus  continuou: Não te chegues para cá; tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é terra  santa. 6 Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de  Jacó.  Moisés  escondeu  o  rosto,  porque  temeu  olhar  para  Deus.  7  Disse  ainda  o  SENHOR:  Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus  exatores. Conheço‐lhe o sofrimento; 8 por isso, desci a fim de livrá‐lo da mão dos egípcios e para  fazê‐lo  subir  daquela  terra  a  uma  terra  boa  e  ampla,  terra  que  mana  leite  e  mel;  o  lugar  do  cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu. 9 Pois o clamor dos filhos  de Israel chegou até mim, e também vejo a opressão com que os egípcios os estão oprimindo.  10 Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.  11 Então, disse Moisés a Deus: Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?  12  Deus  lhe  respondeu:  Eu  serei  contigo;  e  este  será  o  sinal  de  que  eu  te  enviei:  depois  de  haveres tirado o povo do Egito, servireis a Deus neste monte. 13 Disse Moisés a Deus: Eis que,  quando eu vier aos filhos de Israel e lhes disser: O Deus de vossos pais me enviou a vós outros; e  eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? 14 Disse Deus a Moisés: EU SOU O  QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros. 15 Disse  Deus ainda mais a Moisés: Assim dirás aos filhos de Israel: O SENHOR, o Deus de vossos pais, o  Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vós outros; este é o meu nome  eternamente, e assim serei lembrado de geração em geração. 


(Jeremias 15.15‐21)  (15 Tu, ó SENHOR, o sabes; lembra‐te de mim, ampara‐me e vinga‐me dos meus perseguidores;  não me deixes ser arrebatado, por causa da tua longanimidade; sabe que por amor de ti tenho  sofrido  afrontas.  16  Achadas  as tuas  palavras,  logo  as  comi;  as  tuas  palavras  me  foram  gozo  e  alegria  para  o  coração,  pois  pelo  teu  nome  sou  chamado,  ó  SENHOR,  Deus  dos  Exércitos.  17  Nunca me assentei na roda dos que se alegram, nem me regozijei; oprimido por tua mão, eu me  assentei  solitário,  pois  já  estou  de  posse  das  tuas  ameaças.  18  Por  que  dura  a  minha  dor  continuamente, e a minha ferida me dói e não admite cura? Serias tu para mim como ilusório  ribeiro, como águas que enganam? 19 Portanto, assim diz o SENHOR: Se tu te arrependeres, eu  te farei voltar e estarás diante de mim; se apartares o precioso do vil, serás a minha boca; e eles  se tornarão a ti, mas tu não passarás para o lado deles. 20 Eu te porei contra este povo como  forte muro de bronze; eles pelejarão contra ti,  mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou  contigo  para  te  salvar,  para  te  livrar  deles,  diz  o  SENHOR;  21  Arrebatar‐te‐ei  das  mãos  dos  iníquos, livrar‐te‐ei das garras dos violentos.)  Salmo 105.1‐6, 23‐26, 45c   1  Rendei  graças  ao  SENHOR,  invocai  o  seu  nome,  fazei  conhecidos,  entre  os  povos,  os  seus  feitos. 2 Cantai‐lhe, cantai‐lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. 3 Gloriai‐vos no seu santo  nome; alegre‐se o coração dos que buscam o SENHOR. 4 Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai  perpetuamente a sua presença. 5 Lembrai‐vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos  juízos  de  seus  lábios,  6  vós,  descendentes  de  Abraão,  seu  servo,  vós,  filhos  de  Jacó,  seus  escolhidos. [...]  23  Então,  Israel  entrou  no  Egito,  e  Jacó  peregrinou  na  terra  de  Cam.  24  Deus  fez  sobremodo  fecundo o seu povo e o tornou mais forte do que os seus opressores. 25 Mudou‐lhes o coração  para que odiassem o seu povo e usassem de astúcia para com os seus servos. 26 E lhes enviou  Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera, [...]  45c [...] Aleluia!   (Salmo 26.1‐8)  1 [Salmo de Davi] Faze‐me justiça, SENHOR, pois tenho andado na minha integridade e confio no  SENHOR,  sem  vacilar.  2  Examina‐me,  SENHOR,  e  prova‐me;  sonda‐me  o  coração  e  os  pensamentos.  3  Pois  a  tua  benignidade,  tenho‐a  perante  os  olhos  e  tenho  andado  na  tua  verdade.  4  Não  me  tenho  assentado  com  homens  falsos  e  com  os  dissimuladores  não  me  associo. 5 Aborreço a súcia de malfeitores e com os ímpios não me assento. 6 Lavo as mãos na  inocência  e,  assim,  andarei,  SENHOR,  ao  redor  do  teu  altar,  7  para  entoar,  com  voz  alta,  os  louvores e proclamar as tuas maravilhas todas. 8 Eu amo, SENHOR, a habitação de tua casa e o  lugar onde tua glória assiste.  Romanos 12.9‐21  9 O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando‐vos ao bem. 10 Amai‐vos cordialmente  uns  aos  outros  com  amor  fraternal,  preferindo‐vos  em  honra  uns  aos  outros.  11  No  zelo,  não  sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; 12 regozijai‐vos na esperança,  sede  pacientes  na  tribulação,  na  oração,  perseverantes;  13  compartilhai  as  necessidades  dos  santos; praticai a hospitalidade; 14 abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.  15  Alegrai‐vos  com  os  que  se  alegram  e  chorai  com  os  que  choram.  16  Tende  o  mesmo  sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é  humilde;  não  sejais  sábios  aos  vossos  próprios  olhos.  17  Não  torneis  a  ninguém  mal  por  mal;  esforçai‐vos por fazer o bem perante todos os homens; 18 se possível, quanto depender de vós,  tende paz com todos os homens; 19 não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira;  porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. 20 Pelo  contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá‐lhe de comer; se tiver sede, dá‐lhe de beber; porque,  fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. 21 Não te deixes vencer do mal, mas  vence o mal com o bem. 


Mateus 16.21‐28  21 Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário  seguir  para  Jerusalém  e  sofrer  muitas  coisas  dos  anciãos,  dos  principais  sacerdotes  e  dos  escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. 22 E Pedro, chamando‐o à parte, começou a  reprová‐lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23 Mas  Jesus,  voltando‐se,  disse  a  Pedro:  Arreda,  Satanás!  Tu  és  para  mim  pedra  de  tropeço,  porque  não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens. 24 Então, disse Jesus a seus discípulos: Se  alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga‐me. 25 Porquanto, quem  quiser salvar a sua vida perdê‐la‐á; e quem perder a vida por minha causa achá‐la‐á. 26 Pois que  aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem  em troca da sua alma? 27 Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus  anjos, e, então, retribuirá a cada um conforme as suas obras. 28 Em verdade vos digo que alguns  há, dos que aqui se encontram, que de maneira nenhuma passarão pela morte até que vejam vir  o Filho do Homem no seu reino. 

12º Domingo após Pentecostes  Êxodo 12.1‐14   1 Disse o SENHOR a Moisés e a Arão na terra do Egito: 2 Este mês vos será o principal dos meses;  será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês,  cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 4  Mas,  se  a  família  for  pequena  para  um  cordeiro,  então,  convidará  ele  o  seu  vizinho  mais  próximo,  conforme  o  número  das  almas;  conforme  o  que  cada  um  puder  comer,  por  aí  calculareis quantos bastem para o cordeiro. 5 O cordeiro será sem defeito, macho de um ano;  podereis  tomar  um  cordeiro  ou  um  cabrito;  6  e  o  guardareis  até  ao  décimo  quarto  dia  deste  mês,  e  todo  o  ajuntamento  da  congregação  de  Israel  o  imolará  no  crepúsculo  da  tarde.  7  Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o  comerem; 8 naquela noite, comerão a carne assada no fogo; com pães asmos e ervas amargas a  comerão.  9  Não  comereis  do  animal  nada  cru,  nem  cozido  em  água,  porém  assado  ao  fogo:  a  cabeça, as pernas e a fressura. 10 Nada deixareis dele até pela manhã; o que, porém, ficar até  pela manhã, queimá‐lo‐eis. 11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e  cajado na mão; comê‐lo‐eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR. 12 Porque, naquela noite, passarei  pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos  animais;  executarei  juízo  sobre  todos  os  deuses  do  Egito.  Eu  sou  o  SENHOR.  13  O  sangue  vos  será  por  sinal  nas  casas  em  que  estiverdes;  quando  eu  vir  o  sangue,  passarei  por  vós,  e  não  haverá  entre vós  praga  destruidora,  quando  eu  ferir  a  terra  do  Egito.  14  Este  dia  vos  será  por  memorial,  e  o  celebrareis  como  solenidade  ao  SENHOR;  nas  vossas  gerações  o  celebrareis  por  estatuto perpétuo.  (Ezequiel 33.7‐11)  (7 A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a  palavra da minha boca e lhe darás aviso da minha parte. 8 Se eu disser ao perverso: Ó perverso,  certamente,  morrerás;  e  tu  não  falares,  para  avisar  o  perverso  do  seu  caminho,  morrerá  esse  perverso  na  sua  iniqüidade,  mas  o  seu  sangue  eu  o  demandarei  de  ti.  9  Mas,  se  falares  ao  perverso, para o avisar do seu caminho, para que dele se converta, e ele não se converter do seu  caminho, morrerá ele na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma. 10 Tu, pois, filho do homem,  dize  à  casa  de  Israel:  Assim  falais  vós:  Visto  que  as  nossas  prevaricações  e  os  nossos  pecados  estão sobre nós, e nós desfalecemos neles, como, pois, viveremos? 11 Dize‐lhes: Tão certo como  eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se  converta  do  seu  caminho  e  viva.  Convertei‐vos, convertei‐vos  dos  vossos  maus caminhos;  pois  por que haveis de morrer, ó casa de Israel?) 


Salmo 149  1  Aleluia!  Cantai  ao  SENHOR  um  novo  cântico  e  o  seu  louvor,  na  assembléia  dos  santos.  2  Regozije‐se  Israel  no  seu  Criador,  exultem  no  seu  Rei  os  filhos  de  Sião.  3  Louvem‐lhe  o  nome  com flauta; cantem‐lhe salmos com adufe e harpa. 4 Porque o SENHOR se agrada do seu povo e  de salvação adorna os humildes. 5 Exultem de glória os santos, no seu leito cantem de júbilo. 6  Nos seus lábios estejam os altos louvores de Deus, nas suas mãos, espada de dois gumes, 7 para  exercer vingança entre as nações e castigo sobre os povos; 8 para meter os seus reis em cadeias  e os seus nobres, em grilhões de ferro; 9 para executar contra eles a sentença escrita, o que será  honra para todos os seus santos. Aleluia!  (Salmo 119.33‐40)  33  Ensina‐me,  SENHOR,  o  caminho  dos  teus  decretos,  e  os  seguirei  até  ao  fim.  34  Dá‐me  entendimento, e guardarei a tua lei; de todo o coração a cumprirei. 35 Guia‐me pela vereda dos  teus  mandamentos,  pois  nela  me  comprazo.  36  Inclina‐me  o  coração  aos  teus  testemunhos  e  não  à  cobiça.  37  Desvia  os  meus  olhos,  para  que  não  vejam  a  vaidade,  e  vivifica‐me  no  teu  caminho. 38 Confirma ao teu servo a tua promessa feita aos que te temem. 39 Afasta de mim o  opróbrio,  que  temo,  porque  os  teus  juízos  são  bons.  40  Eis  que  tenho  suspirado  pelos  teus  preceitos; vivifica‐me por tua justiça.  Romanos 13.8‐14  8 A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros;  pois  quem  ama  o  próximo  tem  cumprido  a  lei.  9  Pois  isto:  Não  adulterarás,  não  matarás,  não  furtarás,  não  cobiçarás,  e,  se  há  qualquer  outro  mandamento,  tudo  nesta  palavra  se  resume:  Amarás  o  teu  próximo  como  a  ti  mesmo.  10  O  amor  não  pratica  o  mal  contra  o  próximo;  de  sorte que o cumprimento da lei é o amor. 11 E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já  é  hora  de  vos  despertardes  do  sono;  porque  a  nossa  salvação  está,  agora,  mais  perto  do  que  quando no princípio cremos. 12 Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras  das trevas e revistamo‐nos das armas da luz. 13 Andemos dignamente, como em pleno dia, não  em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; 14 mas  revesti‐vos  do  Senhor  Jesus  Cristo  e  nada  disponhais  para  a  carne  no  tocante  às  suas  concupiscências.  Mateus 18.15-20 15  Se  teu  irmão  pecar  [contra  ti],  vai  argüi‐lo  entre  ti  e  ele só. Se  ele te  ouvir,  ganhaste  a  teu  irmão.  16  Se,  porém,  não  te  ouvir,  toma  ainda  contigo  uma  ou  duas  pessoas,  para  que,  pelo  depoimento  de  duas  ou  três  testemunhas,  toda  palavra  se  estabeleça.  17  E,  se  ele  não  os  atender,  dize‐o  à  igreja;  e,  se  recusar  ouvir  também  a  igreja,  considera‐o  como  gentio  e  publicano. 18 Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e  tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus. 19 Em verdade também vos digo  que,  se  dois  dentre  vós,  sobre  a  terra,  concordarem  a  respeito  de  qualquer  coisa  que,  porventura,  pedirem,  ser‐lhes‐á  concedida  por  meu  Pai,  que  está  nos  céus.  20  Porque,  onde  estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles. 

13º Domingo após Pentecostes  Êxodo 14.19‐31   19  Então,  o  Anjo  de  Deus,  que  ia  adiante  do  exército  de  Israel,  se  retirou  e  passou  para  trás  deles; também a coluna de nuvem se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles, 20 e ia entre o  campo  dos  egípcios  e  o  campo  de  Israel;  a  nuvem  era  escuridade  para  aqueles  e  para  este  esclarecia a noite; de maneira que, em toda a noite, este e aqueles não puderam aproximar‐se.  21  Então,  Moisés  estendeu  a  mão  sobre  o  mar,  e  o  SENHOR,  por  um  forte  vento  oriental  que  soprou  toda  aquela  noite,  fez  retirar‐se  o  mar,  que  se  tornou  terra  seca,  e  as  águas  foram 


divididas. 22 Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco; e as águas lhes foram qual  muro  à  sua  direita  e  à  sua  esquerda.  23  Os  egípcios  que  os  perseguiam  entraram  atrás  deles,  todos  os  cavalos  de  Faraó,  os  seus  carros  e  os  seus  cavalarianos,  até  ao  meio  do  mar.  24  Na  vigília da manhã, o SENHOR, na coluna de fogo e de nuvem, viu o acampamento dos egípcios e  alvorotou  o  acampamento  dos  egípcios;  25  emperrou‐lhes  as  rodas  dos  carros  e  fê‐los  andar  dificultosamente. Então, disseram os egípcios: Fujamos da presença de Israel, porque o SENHOR  peleja  por  eles  contra  os  egípcios.  26  Disse  o  SENHOR  a  Moisés:  Estende  a  mão  sobre  o  mar,  para que as águas se voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavalarianos.  27 Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar, ao romper da manhã, retomou a sua  força;  os  egípcios,  ao  fugirem,  foram  de  encontro  a  ele,  e  o  SENHOR  derribou  os  egípcios  no  meio do mar. 28 E, voltando as águas, cobriram os carros e os cavalarianos de todo o exército de  Faraó,  que  os  haviam  seguido  no  mar;  nem  ainda  um  deles  ficou.  29  Mas  os  filhos  de  Israel  caminhavam a pé enxuto pelo meio do mar; e as águas lhes eram quais muros, à sua direita e à  sua esquerda. 30 Assim, o SENHOR livrou Israel, naquele dia, da mão dos egípcios; e Israel viu os  egípcios mortos na praia do mar. 31 E viu Israel o grande poder que o SENHOR exercitara contra  os egípcios; e o povo temeu ao SENHOR e confiou no SENHOR e em Moisés, seu servo. (Gênesis 50.15‐21)  (15 Vendo os irmãos de José que seu pai já era morto, disseram: É o caso de José nos perseguir e  nos retribuir certamente o mal todo que lhe fizemos. 16 Portanto, mandaram dizer a José: Teu  pai ordenou, antes da sua morte, dizendo: 17 Assim direis a José: Perdoa, pois, a transgressão de  teus  irmãos  e  o  seu  pecado,  porque  te  fizeram  mal;  agora,  pois,  te  rogamos  que  perdoes  a  transgressão  dos  servos  do  Deus  de  teu  pai.  José  chorou  enquanto  lhe  falavam.  18  Depois,  vieram também seus irmãos, prostraram‐se diante dele e disseram: Eis‐nos aqui por teus servos.  19  Respondeu‐lhes  José:  Não  temais;  acaso,  estou  eu  em  lugar  de  Deus?  20  Vós,  na  verdade,  intentastes o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que  se conserve muita gente em vida. 21 Não temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos  filhos. Assim, os consolou e lhes falou ao coração.)  Salmo 114   1 Quando saiu Israel do Egito, e a casa de Jacó, do meio de um povo de língua estranha, 2 Judá  se  tornou  o  seu  santuário,  e  Israel,  o  seu  domínio.  3  O  mar  viu  isso  e  fugiu;  o  Jordão  tornou  atrás.  4  Os  montes  saltaram  como  carneiros,  e  as  colinas,  como  cordeiros  do  rebanho.  5  Que  tens, ó mar, que assim foges? E tu, Jordão, para tornares atrás? 6 Montes, por que saltais como  carneiros?  E  vós,  colinas,  como  cordeiros  do  rebanho?  7  Estremece,  ó  terra,  na  presença  do  Senhor, na presença do Deus de Jacó, 8 o qual converteu a rocha em lençol de água e o seixo,  em manancial.  (Êxodo 15.1b‐11, 20‐21)   (1b  [...]  Cantarei  ao  SENHOR,  porque  triunfou  gloriosamente;  lançou  no  mar  o  cavalo  e  o  seu  cavaleiro. 2 O SENHOR é a minha força e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu  Deus;  portanto,  eu  o  louvarei;  ele  é  o  Deus  de  meu  pai;  por  isso,  o  exaltarei.  3  O  SENHOR  é  homem de guerra; SENHOR é o seu nome. 4 Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército;  e  os  seus  capitães  afogaram‐se  no  mar  Vermelho.  5  Os  vagalhões  os  cobriram;  desceram  às  profundezas  como  pedra.  6  A  tua  destra,  ó  SENHOR,  é  gloriosa  em  poder;  a  tua  destra,  ó  SENHOR,  despedaça  o  inimigo.  7  Na  grandeza  da  tua  excelência,  derribas  os  que  se  levantam  contra ti; envias o teu furor, que os consome como restolho. 8 Com o resfolgar das tuas narinas,  amontoaram‐se  as  águas,  as  correntes  pararam  em  montão;  os  vagalhões  coalharam‐se  no  coração do mar. 9 O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; a minha alma  se fartará deles, arrancarei a minha espada, e a minha mão os destruirá. 10 Sopraste com o teu  vento,  e  o  mar  os  cobriu;  afundaram‐se  como  chumbo  em  águas  impetuosas.  11  Ó  SENHOR,  quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos  gloriosos, que operas maravilhas?  


20 A profetisa Miriã, irmã de Arão, tomou um tamborim, e todas as mulheres saíram atrás dela  com  tamborins  e  com  danças.  21  E  Miriã  lhes  respondia:  Cantai  ao  SENHOR,  porque  gloriosamente triunfou e precipitou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.) (Salmo 103.(1‐7), 8‐13)  ((1 [Salmo de Davi] Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga ao seu  santo  nome.  2  Bendize,  ó  minha  alma,  ao  SENHOR,  e  não  te  esqueças  de  nem  um  só  de  seus  benefícios.  3  Ele  é  quem  perdoa  todas  as  tuas  iniqüidades;  quem  sara  todas  as  tuas  enfermidades;  4  quem  da  cova  redime  a  tua  vida  e  te  coroa  de  graça  e  misericórdia;  5  quem  farta de bens a tua velhice, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia. 6 O SENHOR  faz justiça e julga a todos os oprimidos. 7 Manifestou os seus caminhos a Moisés e os seus feitos  aos filhos de Israel.)  8  O  SENHOR  é  misericordioso  e  compassivo;  longânimo  e  assaz  benigno.  9  Não  repreende  perpetuamente,  nem  conserva  para  sempre  a  sua  ira.  10  Não  nos  trata  segundo  os  nossos  pecados, nem nos retribui consoante as nossas iniqüidades. 11 Pois quanto o céu se alteia acima  da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. 12 Quanto dista o Oriente  do  Ocidente,  assim  afasta  de  nós  as  nossas  transgressões.  13  Como  um  pai  se  compadece  de  seus filhos, assim o SENHOR se compadece dos que o temem.) Romanos 14.1‐12  1 Acolhei ao que é débil na fé, não, porém, para discutir opiniões. 2 Um crê que de tudo pode  comer,  mas  o débil  come  legumes;  3  quem  come  não  despreze  o  que não  come;  e  o  que  não  come não julgue o que come, porque Deus o acolheu. 4 Quem és tu que julgas o servo alheio?  Para o seu próprio senhor está em pé ou cai;  mas estará em pé, porque o Senhor é poderoso  para o suster. 5 Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha  opinião bem definida em sua própria mente. 6 Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o  faz;  e  quem  come  para  o  Senhor  come,  porque  dá  graças  a  Deus;  e  quem  não  come  para  o  Senhor não come e dá graças a Deus. 7 Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre  para si. 8 Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos.  Quer,  pois,  vivamos  ou  morramos,  somos  do  Senhor.  9  Foi  precisamente  para  esse  fim  que  Cristo morreu e ressurgiu: para ser Senhor tanto de mortos como de vivos. 10 Tu, porém, por  que  julgas  teu  irmão?  E  tu,  por  que  desprezas  o  teu?  Pois  todos  compareceremos  perante  o  tribunal de Deus. 11 Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará  todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus. 12 Assim, pois, cada um de nós dará contas de si  mesmo a Deus.  Mateus 18.21‐35  21 Então, Pedro, aproximando‐se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará  contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? 22 Respondeu‐lhe Jesus: Não te digo que até  sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Por isso, o reino dos céus é semelhante a um rei que  resolveu ajustar contas com os seus servos. 24 E, passando a fazê‐lo, trouxeram‐lhe um que lhe  devia dez mil talentos. 25 Não tendo ele, porém, com que pagar, ordenou o senhor que fosse  vendido  ele,  a  mulher,  os  filhos  e  tudo  quanto  possuía  e  que  a  dívida  fosse  paga.  26  Então,  o  servo,  prostrando‐se  reverente,  rogou:  Sê  paciente  comigo,  e  tudo  te  pagarei.  27  E  o  senhor  daquele servo, compadecendo‐se, mandou‐o embora e perdoou‐lhe a dívida. 28 Saindo, porém,  aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem denários; e, agarrando‐o, o  sufocava, dizendo: Paga‐me o que me deves. 29 Então, o seu conservo, caindo‐lhe aos pés, lhe  implorava:  Sê  paciente  comigo,  e  te  pagarei.  30  Ele,  entretanto,  não  quis;  antes,  indo‐se,  o  lançou  na  prisão,  até  que  saldasse  a  dívida.  31  Vendo  os  seus  companheiros  o  que  se  havia  passado, entristeceram‐se muito e foram relatar ao seu senhor tudo que acontecera. 32 Então, o  seu  senhor,  chamando‐o,  lhe  disse:  Servo  malvado,  perdoei‐te  aquela  dívida  toda  porque  me  suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer‐te do teu conservo, como também eu me  compadeci  de  ti?  34  E,  indignando‐se,  o  seu  senhor  o  entregou  aos  verdugos,  até  que  lhe 


pagasse toda a dívida. 35 Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes  cada um a seu irmão. 

14º Domingo após Pentecostes  Êxodo 16.2‐15   2  Toda  a  congregação  dos  filhos  de  Israel  murmurou  contra  Moisés  e  Arão  no  deserto;  3  disseram‐lhes os filhos de Israel: Quem nos dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR, na  terra do Egito, quando estávamos sentados junto às panelas de carne e comíamos pão a fartar!  Pois nos trouxestes a este deserto, para matardes de fome toda esta multidão. 4 Então, disse o  SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover do céu pão, e o povo sairá e colherá diariamente a  porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda na minha lei ou não. 5 Dar‐se‐á que, ao  sexto  dia,  prepararão  o  que  colherem;  e  será  o  dobro  do  que  colhem  cada  dia.  6  Então,  disse  Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da  terra  do  Egito,  7  e,  pela  manhã,  vereis  a  glória  do  SENHOR,  porquanto  ouviu  as  vossas  murmurações;  pois  quem  somos  nós,  para  que  murmureis  contra  nós?  8  Prosseguiu  Moisés:  Será isso quando o SENHOR, à tarde, vos der carne para comer e, pela manhã, pão que vos farte,  porquanto o SENHOR ouviu as vossas murmurações, com que vos queixais contra ele; pois quem  somos nós? As vossas murmurações não são contra nós, e sim contra o SENHOR. 9 Disse Moisés  a Arão: Dize a toda a congregação dos filhos de Israel: Chegai‐vos à presença do SENHOR, pois  ouviu as vossas murmurações. 10 Quando Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel,  olharam para o deserto, e eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem. 11 E o SENHOR disse  a  Moisés:  12  Tenho  ouvido  as  murmurações  dos  filhos  de  Israel;  dize‐lhes:  Ao  crepúsculo  da  tarde,  comereis  carne,  e,  pela  manhã,  vos  fartareis  de  pão,  e  sabereis  que  eu  sou  o  SENHOR,  vosso Deus. 13 À tarde, subiram codornizes e cobriram o arraial; pela manhã, jazia o orvalho ao  redor do arraial. 14 E, quando se evaporou o orvalho que caíra, na superfície do deserto restava  uma coisa fina e semelhante a escamas, fina como a geada sobre a terra. 15 Vendo‐a os filhos de  Israel, disseram uns aos outros: Que é isto? Pois não sabiam o que era. Disse‐lhes Moisés: Isto é  o pão que o SENHOR vos dá para vosso alimento.  (Jonas 3.10‐4.11)  (10 Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu  do mal que tinha dito lhes faria e não o fez.   4.1 Com isso, desgostou‐se Jonas extremamente e ficou irado. 2 E orou ao SENHOR e disse: Ah!  SENHOR!  Não  foi  isso  o  que  eu  disse,  estando  ainda  na  minha  terra?  Por  isso,  me  adiantei,  fugindo  para  Társis,  pois  sabia  que  és  Deus  clemente,  e  misericordioso,  e  tardio  em  irar‐se,  e  grande em benignidade, e que te arrependes do mal. 3 Peço‐te, pois, ó SENHOR, tira‐me a vida,  porque melhor me é morrer do que viver. 4 E disse o SENHOR: É razoável essa tua ira? 5 Então,  Jonas saiu da cidade, e assentou‐se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou  debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade. 6 Então, fez o SENHOR Deus nascer  uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o  livrar do seu desconforto. Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta. 7 Mas Deus,  no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou. 8 Em  nascendo  o  sol,  Deus  mandou  um  vento  calmoso  oriental;  o  sol  bateu  na  cabeça  de  Jonas,  de  maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que  viver!  9  Então,  perguntou  Deus  a  Jonas:  É  razoável  essa  tua  ira  por  causa  da  planta?  Ele  respondeu: É razoável a minha ira até à morte. 10 Tornou o SENHOR: Tens compaixão da planta  que  te  não  custou  trabalho,  a  qual  não  fizeste  crescer,  que  numa  noite  nasceu  e  numa  noite  pereceu; 11 e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento  e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também  muitos animais?) 


Salmo 105.1‐6, 37‐45  1  Rendei  graças  ao  SENHOR,  invocai  o  seu  nome,  fazei  conhecidos,  entre  os  povos,  os  seus  feitos. 2 Cantai‐lhe, cantai‐lhe salmos; narrai todas as suas maravilhas. 3 Gloriai‐vos no seu santo  nome; alegre‐se o coração dos que buscam o SENHOR. 4 Buscai o SENHOR e o seu poder; buscai  perpetuamente a sua presença. 5 Lembrai‐vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos  juízos  de  seus  lábios,  6  vós,  descendentes  de  Abraão,  seu  servo,  vós,  filhos  de  Jacó,  seus  escolhidos.   37 Então, fez sair o seu povo, com prata e ouro, e entre as suas tribos não havia um só inválido.  38  Alegrou‐se  o  Egito  quando  eles  saíram,  porquanto  lhe  tinham  infundido  terror.  39  Ele  estendeu uma nuvem que lhes servisse de toldo e um fogo para os alumiar de noite. 40 Pediram,  e ele fez vir codornizes e os saciou com pão do céu. 41 Fendeu a rocha, e dela brotaram águas,  que correram, qual torrente, pelo deserto. 42 Porque estava lembrado da sua santa palavra e de  Abraão,  seu  servo.  43  E  conduziu  com  alegria  o  seu  povo  e,  com  jubiloso  canto,  os  seus  escolhidos.  44  Deu‐lhes  as  terras  das  nações,  e  eles  se  apossaram  do  trabalho  dos  povos,  45  para que lhe guardassem os preceitos e lhe observassem as leis. Aleluia!  (Salmo 145.1‐8)  (1 [Louvores de Davi] Exaltar‐te‐ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. 2  Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre. 3 Grande é o SENHOR e mui  digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável. 4 Uma geração louvará a outra geração as  tuas  obras  e  anunciará  os  teus  poderosos  feitos.  5  Meditarei  no  glorioso  esplendor  da  tua  majestade e nas tuas maravilhas. 6 Falar‐se‐á do poder dos teus feitos tremendos, e contarei a  tua  grandeza.  7  Divulgarão  a  memória  de  tua  muita  bondade  e  com  júbilo  celebrarão  a  tua  justiça. 8 Benigno e misericordioso é o SENHOR, tardio em irar‐se e de grande clemência.  Filipenses 1.21‐30  21 Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro. 22 Entretanto, se o viver na carne  traz  fruto  para  o  meu  trabalho,  já  não  sei  o  que  hei  de  escolher.  23  Ora,  de  um  e  outro  lado,  estou  constrangido,  tendo  o  desejo  de  partir  e  estar  com  Cristo,  o  que  é  incomparavelmente  melhor.  24  Mas,  por  vossa  causa,  é  mais  necessário  permanecer  na  carne.  25  E,  convencido  disto, estou certo de que ficarei e permanecerei com todos vós, para o vosso progresso e gozo  da fé, 26 a fim de que aumente, quanto a mim, o motivo de vos gloriardes em Cristo Jesus, pela  minha presença, de novo, convosco. 27 Vivei, acima de tudo, por modo digno do evangelho de  Cristo, para que, ou indo ver‐vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais  firmes  em  um  só  espírito,  como  uma  só  alma,  lutando juntos  pela  fé  evangélica;  28  e  que  em  nada estais intimidados pelos adversários. Pois o que é para eles prova evidente de perdição é,  para vós outros, de salvação, e  isto da parte de  Deus. 29 Porque vos foi concedida a graça de  padecerdes  por  Cristo  e  não  somente  de  crerdes  nele,  30  pois  tendes  o  mesmo  combate  que  vistes em mim e, ainda agora, ouvis que é o meu. Mateus 20.1‐16  1  Porque  o  reino  dos  céus  é  semelhante  a  um  dono  de  casa  que  saiu  de  madrugada  para  assalariar  trabalhadores  para  a  sua  vinha.  2  E,  tendo  ajustado  com  os  trabalhadores  a  um  denário por dia, mandou‐os para a vinha. 3 Saindo pela terceira hora, viu, na praça, outros que  estavam desocupados 4 e disse‐lhes: Ide vós também para a vinha, e vos darei o que for justo.  Eles foram. 5 Tendo saído outra vez, perto da hora sexta e da nona, procedeu da mesma forma,  6  e,  saindo  por  volta  da  hora  undécima,  encontrou  outros  que  estavam  desocupados  e  perguntou‐lhes:  Por  que  estivestes  aqui  desocupados  o  dia  todo?  7  Responderam‐lhe:  Porque  ninguém nos contratou. Então, lhes disse ele: Ide também vós para a vinha. 8 Ao cair da tarde,  disse  o  senhor  da  vinha  ao  seu  administrador:  Chama  os  trabalhadores  e  paga‐lhes  o  salário,  começando pelos últimos, indo até aos primeiros. 9 Vindo os da hora undécima, recebeu cada  um  deles  um  denário.  10  Ao  chegarem  os  primeiros,  pensaram  que  receberiam  mais;  porém  também estes receberam um denário cada um. 11 Mas, tendo‐o recebido, murmuravam contra  o dono da casa, 12 dizendo: Estes últimos trabalharam apenas uma hora; contudo, os igualaste a 


nós, que suportamos a fadiga e o calor do dia. 13 Mas o proprietário, respondendo, disse a um  deles: Amigo, não te faço injustiça; não combinaste comigo um denário? 14 Toma o que é teu e  vai‐te; pois quero dar a este último tanto quanto a ti. 15 Porventura, não me é lícito fazer o que  quero do que é meu? Ou são maus os teus olhos porque eu sou bom? 16 Assim, os últimos serão  primeiros, e os primeiros serão últimos [porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos]. 

15º Domingo após Pentecostes  Êxodo 17.1‐7   1  Tendo  partido  toda  a  congregação  dos  filhos  de  Israel  do  deserto  de  Sim,  fazendo  suas  paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam‐se em Refidim; e não havia ali água  para  o  povo  beber.  2  Contendeu,  pois,  o  povo  com  Moisés  e  disse:  Dá‐nos  água  para  beber.  Respondeu‐lhes Moisés: Por que contendeis comigo? Por que tentais ao SENHOR? 3 Tendo aí o  povo  sede de  água,  murmurou  contra  Moisés  e  disse:  Por que  nos  fizeste  subir  do  Egito,  para  nos matares de sede, a nós, a nossos filhos e aos nossos rebanhos? 4 Então, clamou Moisés ao  SENHOR: Que farei a este povo? Só lhe resta apedrejar‐me. 5 Respondeu o SENHOR a Moisés:  Passa  adiante  do  povo  e  toma  contigo  alguns  dos  anciãos  de  Israel,  leva  contigo  em  mão  o  bordão com que feriste o rio e vai. 6 Eis que estarei ali diante de ti sobre a rocha em Horebe;  ferirás a rocha, e dela sairá água, e o povo beberá. Moisés assim o fez na presença dos anciãos  de Israel. 7 E chamou o nome daquele lugar Massá e Meribá, por causa da contenda dos filhos  de Israel e porque tentaram ao SENHOR, dizendo: Está o SENHOR no meio de nós ou não?  (Ezequiel 18.1‐4, 25‐32)  (1  Veio  a  mim  a  palavra  do  SENHOR,  dizendo:  2  Que  tendes  vós,  vós  que,  acerca  da  terra  de  Israel, proferis este provérbio, dizendo: Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos é  que se embotaram? 3 Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, jamais direis este provérbio  em Israel. 4 Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é  minha; a alma que pecar, essa morrerá.  25 No entanto, dizeis: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o  meu  caminho  direito?  Não  são  os  vossos  caminhos  tortuosos? 26  Desviando‐se  o justo  da  sua  justiça e cometendo iniqüidade, morrerá por causa dela; na iniqüidade que cometeu, morrerá.  27 Mas, convertendo‐se o perverso da perversidade que cometeu e praticando o que é reto e  justo,  conservará  ele  a  sua  alma  em  vida.  28  Pois  se  considera  e  se  converte  de  todas  as  transgressões  que  cometeu,  certamente,  viverá;  não  será  morto.  29  No entanto,  diz  a  casa  de  Israel: O caminho do Senhor não é direito. Não são os meus caminhos direitos, ó casa de Israel?  E  não  são  os  vossos  caminhos  tortuosos?  30  Portanto,  eu  vos  julgarei,  a  cada  um  segundo  os  seus  caminhos,  ó  casa  de  Israel,  diz  o  SENHOR  Deus.  Convertei‐vos  e  desviai‐vos  de  todas  as  vossas transgressões; e a iniqüidade não vos servirá de tropeço. 31 Lançai de vós todas as vossas  transgressões com que transgredistes e criai em vós coração novo e espírito novo; pois, por que  morreríeis, ó casa de Israel? 32 Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR  Deus. Portanto, convertei‐vos e vivei.)  Salmo 78.1‐4, 12‐16   1 [Salmo didático de Asafe] Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha  boca.  2  Abrirei  os  lábios  em  parábolas  e  publicarei  enigmas  dos  tempos  antigos.  3  O  que  ouvimos  e  aprendemos,  o  que  nos  contaram  nossos  pais,  4  não  o  encobriremos  a  seus  filhos;  contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.  12 Prodígios fez na presença de seus pais na terra do Egito, no campo de Zoã. 13 Dividiu o mar e  fê‐los seguir; aprumou as águas como num dique. 14 Guiou‐os de dia com uma nuvem e durante  a  noite  com  um  clarão  de  fogo.  15  No  deserto,  fendeu  rochas  e  lhes  deu  a  beber  abundantemente como de abismos. 16 Da pedra fez brotar torrentes, fez manar água como rios. 


(Salmo 25.1‐9)  (1  [De  Davi]  A  ti,  SENHOR,  elevo  a  minha  alma.  2  Deus  meu,  em  ti  confio;  não  seja  eu  envergonhado, nem exultem sobre mim os meus inimigos. 3 Com efeito, dos que em ti esperam,  ninguém  será  envergonhado;  envergonhados  serão  os  que,  sem  causa,  procedem  traiçoeiramente. 4 Faze‐me, SENHOR, conhecer os teus caminhos, ensina‐me as tuas veredas. 5  Guia‐me na tua verdade e ensina‐me, pois tu és o Deus da minha salvação, em quem eu espero  todo o dia. 6 Lembra‐te, SENHOR, das tuas misericórdias e das tuas bondades, que são desde a  eternidade. 7 Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões.  Lembra‐te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, ó SENHOR. 8 Bom e  reto  é  o  SENHOR,  por  isso,  aponta  o  caminho  aos  pecadores.  9  Guia  os  humildes  na  justiça  e  ensina aos mansos o seu caminho.)  Filipenses 2.1‐13  1 Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do  Espírito,  se  há  entranhados  afetos  e  misericórdias,  2  completai  a  minha  alegria,  de  modo  que  penseis  a  mesma  coisa,  tenhais  o  mesmo  amor,  sejais  unidos  de  alma,  tendo  o  mesmo  sentimento. 3 Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada  um os outros superiores a si mesmo. 4 Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu,  senão também cada qual o que é dos outros. 5 Tende em vós o mesmo sentimento que houve  também em Cristo Jesus, 6 pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação  o ser igual a Deus; 7 antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando‐se  em  semelhança  de  homens;  e,  reconhecido  em  figura  humana,  8  a  si  mesmo  se  humilhou,  tornando‐se  obediente  até  à  morte  e  morte  de  cruz.  9  Pelo  que  também  Deus  o  exaltou  sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, 10 para que ao nome de Jesus se  dobre  todo  joelho,  nos  céus,  na  terra  e  debaixo  da  terra,  11  e  toda  língua  confesse  que  Jesus  Cristo  é  Senhor,  para  glória  de  Deus  Pai.  12  Assim,  pois,  amados  meus,  como  sempre  obedecestes,  não  só  na  minha  presença,  porém,  muito  mais  agora,  na  minha  ausência,  desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; 13 porque Deus é quem efetua em vós tanto  o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade.  Mateus 21.23‐32  23  Tendo  Jesus  chegado  ao  templo,  estando  já  ensinando,  acercaram‐se  dele  os  principais  sacerdotes e os anciãos do povo, perguntando: Com que autoridade fazes estas coisas? E quem  te deu essa autoridade? 24 E Jesus lhes respondeu: Eu também vos farei uma pergunta; se me  responderdes,  também  eu  vos  direi  com  que  autoridade  faço  estas  coisas.  25  Donde  era  o  batismo  de  João,  do  céu  ou  dos  homens?  E  discorriam  entre  si: Se  dissermos:  do  céu,  ele nos  dirá:  Então,  por  que  não  acreditastes  nele?  26  E,  se  dissermos:  dos  homens,  é  para  temer  o  povo,  porque  todos  consideram  João  como  profeta.  27  Então,  responderam  a  Jesus:  Não  sabemos. E ele, por sua vez: Nem eu vos digo com que autoridade faço estas coisas. 28 E que vos  parece? Um homem tinha dois filhos. Chegando‐se ao primeiro, disse: Filho, vai hoje trabalhar  na vinha. 29 Ele respondeu: Sim, senhor; porém não foi. 30 Dirigindo‐se ao segundo, disse‐lhe a  mesma coisa. Mas este respondeu: Não quero; depois, arrependido, foi. 31 Qual dos dois fez a  vontade do pai? Disseram: O segundo. Declarou‐lhes Jesus: Em verdade vos digo que publicanos  e meretrizes vos precedem no reino de Deus. 32 Porque João veio a vós outros no caminho da  justiça,  e  não  acreditastes  nele;  ao  passo  que  publicanos  e  meretrizes  creram.  Vós,  porém,  mesmo vendo isto, não vos arrependestes, afinal, para acreditardes nele. 

16º Domingo após Pentecostes   Êxodo 20.1‐4, 7‐9, 12‐20   1 Então, falou Deus todas estas palavras: 2 Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do  Egito, da casa da servidão. 3 Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem 


de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem  nas águas debaixo da terra.  7 Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente  o  que  tomar  o  seu  nome  em  vão.  8  Lembra‐te  do  dia  de  sábado,  para  o  santificar.  9 Seis  dias  trabalharás e farás toda a tua obra.   12 Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR, teu  Deus,  te  dá.  13  Não  matarás.  14  Não  adulterarás.  15  Não  furtarás.  16  Não  dirás  falso  testemunho  contra  o  teu  próximo.  17  Não  cobiçarás  a  casa  do  teu  próximo.  Não  cobiçarás  a  mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento,  nem  coisa  alguma  que  pertença  ao  teu  próximo.  18  Todo  o  povo  presenciou  os  trovões,  e  os  relâmpagos,  e  o  clangor  da  trombeta,  e  o  monte  fumegante;  e  o  povo,  observando,  se  estremeceu e ficou de longe. 19 Disseram a Moisés: Fala‐nos tu, e te ouviremos; porém não fale  Deus conosco, para que não morramos. 20 Respondeu Moisés ao povo: Não temais; Deus veio  para vos provar e para que o seu temor esteja diante de vós, a fim de que não pequeis.  (Isaías 5.1‐7)  (1  Agora,  cantarei  ao  meu  amado  o  cântico  do  meu  amado  a  respeito  da  sua  vinha.  O  meu  amado teve uma vinha num outeiro fertilíssimo. 2 Sachou‐a, limpou‐a das pedras e a plantou de  vides escolhidas; edificou no meio dela uma torre e também abriu um lagar. Ele esperava que  desse uvas boas, mas deu uvas bravas. 3 Agora, pois, ó moradores de Jerusalém e homens de  Judá,  julgai,  vos  peço,  entre  mim  e  a  minha  vinha.  4  Que  mais  se  podia  fazer  ainda  à  minha  vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir  uvas  bravas?  5  Agora,  pois,  vos  farei  saber  o  que  pretendo  fazer  à  minha  vinha:  tirarei  a  sua  sebe, para que a vinha sirva de pasto; derribarei o seu muro, para que seja pisada; 6 torná‐la‐ei  em  deserto.  Não  será  podada,  nem  sachada,  mas  crescerão  nela  espinheiros  e  abrolhos;  às  nuvens  darei  ordem  que  não  derramem  chuva  sobre  ela.  7  Porque  a  vinha  do  SENHOR  dos  Exércitos é a casa de Israel, e os homens de Judá são a planta dileta do SENHOR; este desejou  que exercessem juízo, e eis aí quebrantamento da lei; justiça, e eis aí clamor.) Salmo 19   1  [Ao  mestre  de  canto.  Salmo  de  Davi]  Os  céus  proclamam  a  glória  de  Deus,  e  o  firmamento  anuncia as obras das suas mãos. 2 Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento  a  outra  noite.  3  Não  há  linguagem,  nem  há  palavras,  e  deles  não  se  ouve  nenhum  som;  4  no  entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí,  pôs uma tenda para o sol, 5 o qual, como noivo que sai dos seus aposentos, se regozija como  herói, a percorrer o seu caminho. 6 Principia numa extremidade dos céus, e até à outra vai o seu  percurso;  e  nada  refoge  ao  seu  calor.  7  A  lei  do  SENHOR  é  perfeita  e  restaura  a  alma;  o  testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. 8 Os preceitos do SENHOR são retos  e  alegram  o  coração;  o  mandamento  do  SENHOR  é  puro  e  ilumina  os  olhos.  9  O  temor  do  SENHOR  é  límpido  e  permanece  para  sempre;  os  juízos  do  SENHOR  são  verdadeiros  e  todos  igualmente,  justos.  10  São  mais  desejáveis  do  que  ouro,  mais  do  que  muito  ouro  depurado;  e  são mais doces do que o mel e o destilar dos favos. 11 Além disso, por eles se admoesta o teu  servo;  em  os  guardar,  há  grande  recompensa.  12  Quem  há  que  possa  discernir  as  próprias  faltas? Absolve‐me das que me são ocultas. 13 Também da soberba guarda o teu servo, que ela  não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão. 14 As palavras  dos meus lábios e o meditar do meu coração sejam agradáveis na tua presença, SENHOR, rocha  minha e redentor meu! (Salmo 80.7‐15)  (7  Restaura‐nos,  ó  Deus  dos  Exércitos;  faze  resplandecer  o  teu  rosto,  e  seremos  salvos.  8  Trouxeste uma videira do Egito, expulsaste as nações e a plantaste. 9 Dispuseste‐lhe o terreno,  ela deitou profundas raízes e encheu a terra. 10 Com a sombra dela os montes se cobriram, e,  com os seus sarmentos, os cedros de Deus. 11 Estendeu ela a sua ramagem até ao mar e os seus  rebentos, até ao rio. 12 Por que lhe derribaste as cercas, de sorte que a vindimam todos os que 


passam pelo caminho? 13 O javali da selva a devasta, e nela se repastam os animais que pululam  no  campo.  14  Ó  Deus  dos  Exércitos,  volta‐te,  nós  te  rogamos,  olha  do  céu,  e  vê,  e  visita  esta  vinha; 15 protege o que a tua mão direita plantou, o sarmento que para ti fortaleceste.)  Filipenses 3.4b‐14  4b  [...]  Se  qualquer  outro  pensa  que  pode  confiar  na  carne,  eu  ainda  mais:  5  circuncidado  ao  oitavo  dia,  da  linhagem  de  Israel,  da  tribo  de  Benjamim,  hebreu  de  hebreus;  quanto  à  lei,  fariseu, 6 quanto ao zelo, perseguidor da igreja; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. 7  Mas  o  que,  para  mim,  era  lucro,  isto  considerei  perda  por  causa  de  Cristo.  8  Sim,  deveras  considero  tudo  como  perda,  por  causa  da  sublimidade  do  conhecimento  de  Cristo  Jesus,  meu  Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo  9 e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé  em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; 10 para o conhecer, e o poder da sua  ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando‐me com ele na sua morte; 11  para,  de  algum  modo,  alcançar  a  ressurreição  dentre  os  mortos.  12  Não  que  eu  o  tenha  já  recebido  ou  tenha  já  obtido  a  perfeição;  mas  prossigo  para  conquistar  aquilo  para  o  que  também fui conquistado por Cristo Jesus. 13 Irmãos, quanto a mim, não julgo havê‐lo alcançado;  mas  uma  coisa  faço:  esquecendo‐me  das  coisas  que  para  trás  ficam  e  avançando  para  as  que  diante de mim estão, 14 prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em  Cristo Jesus.  Mateus 21.33‐46  33 Atentai noutra parábola. Havia um homem, dono de casa, que plantou uma vinha. Cercou‐a  de  uma  sebe,  construiu  nela  um  lagar,  edificou‐lhe  uma  torre  e  arrendou‐a  a  uns  lavradores.  Depois,  se  ausentou  do  país.  34  Ao  tempo  da  colheita,  enviou  os  seus  servos  aos  lavradores,  para receber os frutos que lhe tocavam. 35 E os lavradores, agarrando os servos, espancaram a  um, mataram a outro e a outro apedrejaram. 36 Enviou ainda outros servos em maior número; e  trataram‐nos da mesma sorte. 37 E, por último, enviou‐lhes o seu próprio filho, dizendo: A meu  filho respeitarão. 38 Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; ora,  vamos,  matemo‐lo  e  apoderemo‐nos  da  sua  herança.  39  E,  agarrando‐o,  lançaram‐no  fora  da  vinha  e  o  mataram.  40  Quando,  pois,  vier  o  senhor  da  vinha,  que  fará  àqueles  lavradores?  41  Responderam‐lhe:  Fará  perecer  horrivelmente  a  estes  malvados  e  arrendará  a  vinha  a  outros  lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos. 42 Perguntou‐lhes Jesus: Nunca  lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra,  angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos? 43 Portanto, vos digo que o  reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos.  44  Todo  o  que  cair  sobre  esta  pedra  ficará  em  pedaços;  e  aquele  sobre  quem  ela  cair  ficará  reduzido a pó. 45 Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam  que  era  a  respeito  deles  que  Jesus  falava;  46  e,  conquanto  buscassem  prendê‐lo,  temeram  as  multidões, porque estas o consideravam como profeta.

17º Domingo após Pentecostes  Êxodo 32.1‐14   1 Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou‐se de Arão e lhe disse:  Levanta‐te, faze‐nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que  nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido. 2 Disse‐lhes Arão: Tirai as argolas de  ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei‐mas. 3 Então, todo o  povo  tirou  das  orelhas  as  argolas  e  as  trouxe  a  Arão.  4  Este,  recebendo‐as  das  suas  mãos,  trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel,  os  teus  deuses,  que  te  tiraram  da  terra  do  Egito.  5  Arão,  vendo  isso,  edificou  um  altar  diante  dele  e,  apregoando,  disse:  Amanhã,  será  festa  ao  SENHOR.  6  No  dia  seguinte,  madrugaram,  e  ofereceram  holocaustos,  e  trouxeram  ofertas  pacíficas;  e  o  povo  assentou‐se  para  comer  e 


beber e levantou‐se para divertir‐se. 7 Então, disse o SENHOR a Moisés: Vai, desce; porque o teu  povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu 8 e depressa se desviou do caminho que lhe havia  eu  ordenado;  fez  para  si  um  bezerro  fundido,  e  o  adorou,  e  lhe  sacrificou,  e  diz:  São  estes,  ó  Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito. 9 Disse mais o SENHOR a Moisés: Tenho  visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz. 10 Agora, pois, deixa‐me, para que se acenda  contra  eles  o  meu  furor,  e  eu  os  consuma;  e  de  ti  farei  uma  grande  nação.  11  Porém  Moisés  suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: Por que se acende, SENHOR, a tua ira contra o teu povo,  que tiraste da terra do Egito com grande fortaleza e poderosa mão? 12 Por que hão de dizer os  egípcios: Com maus intentos os tirou, para matá‐los nos montes e para consumi‐los da face da  terra? Torna‐te do furor da tua ira e arrepende‐te deste mal contra o teu povo. 13 Lembra‐te de  Abraão, de Isaque e de Israel, teus servos, aos quais por ti mesmo tens jurado e lhes disseste:  Multiplicarei  a  vossa  descendência  como  as  estrelas  do  céu,  e  toda  esta  terra  de  que  tenho  falado, dá‐la‐ei à vossa descendência, para que a possuam por herança eternamente. 14 Então,  se arrependeu o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo.  (Isaías 25.1‐9)  (1  Ó  SENHOR,  tu  és  o  meu  Deus;  exaltar‐te‐ei  a  ti  e  louvarei  o  teu  nome,  porque  tens  feito  maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros. 2 Porque da cidade  fizeste  um  montão  de pedras  e da  cidade forte,  uma  ruína;  a  fortaleza dos  estranhos  já  não  é  cidade e jamais será reedificada. 3 Pelo que povos fortes te glorificarão, e a cidade das nações  opressoras te temerá. 4 Porque foste a fortaleza do pobre e a fortaleza do necessitado na sua  angústia;  refúgio  contra  a  tempestade  e  sombra  contra  o  calor;  porque  dos  tiranos  o  bufo  é  como  a  tempestade  contra  o  muro,  5  como  o  calor  em  lugar  seco.  Tu  abaterás  o  ímpeto  dos  estranhos;  como  se  abranda  o  calor  pela  sombra  da  espessa  nuvem,  assim  o  hino  triunfal  dos  tiranos  será  aniquilado.  6  O  SENHOR  dos  Exércitos  dará  neste  monte  a  todos  os  povos  um  banquete de coisas gordurosas, uma festa com vinhos velhos, pratos gordurosos com tutanos e  vinhos velhos bem clarificados. 7 Destruirá neste monte a coberta que envolve todos os povos e  o véu que está posto sobre todas as nações. 8 Tragará a morte para sempre, e, assim, enxugará  o SENHOR Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra o opróbrio do seu povo,  porque  o  SENHOR  falou.  9  Naquele  dia,  se  dirá:  Eis  que  este  é  o  nosso  Deus,  em  quem  esperávamos,  e  ele  nos  salvará;  este  é  o  SENHOR,  a  quem  aguardávamos;  na  sua  salvação  exultaremos e nos alegraremos.)  Salmo 106.1‐6, 19‐23  1  Aleluia!  Rendei  graças  ao  SENHOR,  porque  ele  é  bom;  porque  a  sua  misericórdia  dura  para  sempre. 2 Quem saberá contar os poderosos feitos do SENHOR ou anunciar os seus louvores? 3  Bem‐aventurados os que guardam a retidão e o que pratica a justiça em todo tempo. 4 Lembra‐ te de mim, SENHOR, segundo a tua bondade para com o teu povo; visita‐me com a tua salvação,  5 para que eu veja a prosperidade dos teus escolhidos, e me alegre com a alegria do teu povo, e  me  regozije  com  a  tua  herança.  6  Pecamos,  como  nossos  pais;  cometemos  iniqüidade,  procedemos mal.  19 Em Horebe, fizeram um bezerro e adoraram o ídolo fundido. 20 E, assim, trocaram a glória de  Deus  pelo  simulacro  de  um  novilho  que  come  erva.  21  Esqueceram‐se  de  Deus,  seu  Salvador,  que, no Egito, fizera coisas portentosas, 22 maravilhas na terra de Cam, tremendos feitos no mar  Vermelho.  23  Tê‐los‐ia  exterminado,  como  dissera,  se  Moisés,  seu  escolhido,  não  se  houvesse  interposto, impedindo que sua cólera os destruísse.  (Salmo 23)  (1 [Salmo de Davi] O SENHOR é o meu pastor; nada me faltará. 2 Ele me faz repousar em pastos  verdejantes. Leva‐me para junto das águas de descanso; 3 refrigera‐me a alma. Guia‐me pelas  veredas da justiça por amor do seu nome. 4 Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte,  não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. 5  Preparas‐me uma mesa na presença dos meus adversários, unges‐me a cabeça com óleo; o meu 


cálice  transborda.  6  Bondade  e  misericórdia  certamente  me  seguirão  todos  os  dias  da  minha  vida; e habitarei na Casa do SENHOR para todo o sempre.)  Filipenses 4.1‐9  1  Portanto,  meus  irmãos,  amados  e  mui  saudosos,  minha  alegria  e  coroa,  sim,  amados,  permanecei,  deste  modo,  firmes  no  Senhor.  2  Rogo  a  Evódia  e  rogo  a  Síntique  pensem  concordemente, no Senhor. 3 A ti, fiel companheiro de jugo, também peço que as auxilies, pois  juntas  se  esforçaram  comigo  no  evangelho,  também  com  Clemente  e  com  os  demais  cooperadores  meus,  cujos  nomes  se  encontram  no  Livro  da  Vida.  4  Alegrai‐vos  sempre  no  Senhor;  outra  vez  digo:  alegrai‐vos.  5  Seja  a vossa  moderação  conhecida  de  todos  os  homens.  Perto está o Senhor. 6 Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas,  diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. 7 E a paz de  Deus,  que  excede  todo  o entendimento,  guardará  o  vosso  coração  e  a  vossa  mente  em  Cristo  Jesus.  8  Finalmente,  irmãos,  tudo  o  que  é  verdadeiro,  tudo  o  que  é  respeitável,  tudo  o  que  é  justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e  se  algum  louvor  existe,  seja  isso  o  que  ocupe  o  vosso  pensamento.  9  O  que  também  aprendestes,  e  recebestes,  e  ouvistes,  e  vistes  em  mim,  isso  praticai;  e  o  Deus  da  paz  será  convosco.  Mateus 22.1‐14  1 De novo, entrou Jesus a falar por parábolas, dizendo‐lhes: 2 O reino dos céus é semelhante a  um  rei  que  celebrou  as  bodas  de  seu  filho.  3  Então,  enviou  os  seus  servos  a  chamar  os  convidados para as bodas; mas estes não quiseram vir. 4 Enviou ainda outros servos, com esta  ordem:  Dizei  aos  convidados:  Eis  que  já  preparei  o  meu  banquete;  os  meus  bois  e  cevados  já  foram abatidos, e tudo está pronto; vinde para as bodas. 5 Eles, porém, não se importaram e se  foram, um para o seu campo, outro para o seu negócio; 6 e os outros, agarrando os servos, os  maltrataram  e  mataram.  7  O  rei  ficou  irado  e,  enviando  as  suas  tropas,  exterminou  aqueles  assassinos e lhes incendiou a cidade. 8 Então, disse aos seus servos: Está pronta a festa, mas os  convidados não eram dignos. 9 Ide, pois, para as encruzilhadas dos caminhos e convidai para as  bodas  a  quantos  encontrardes.  10  E,  saindo  aqueles  servos  pelas  estradas,  reuniram  todos  os  que encontraram, maus e bons; e a sala do banquete ficou repleta de convidados. 11 Entrando,  porém, o rei para ver os que estavam à mesa, notou ali um homem que não trazia veste nupcial  12 e perguntou‐lhe: Amigo, como entraste aqui sem veste nupcial? E ele emudeceu. 13 Então,  ordenou o rei aos serventes: Amarrai‐o de pés e mãos e lançai‐o para fora, nas trevas; ali haverá  choro e ranger de dentes. 14 Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos.

18º Domingo após Pentecostes  Êxodo 33.12‐23   12  Disse  Moisés  ao  SENHOR:  Tu  me  dizes:  Faze  subir  este  povo,  porém  não  me  deste  saber  a  quem  hás  de  enviar  comigo;  contudo,  disseste:  Conheço‐te  pelo  teu  nome;  também  achaste  graça aos meus olhos. 13 Agora, pois, se achei graça aos teus olhos, rogo‐te que me faças saber  neste momento o teu caminho, para que eu te conheça e ache graça aos teus olhos; e considera  que  esta  nação  é  teu  povo.  14  Respondeu‐lhe:  A  minha  presença  irá  contigo,  e  eu  te  darei  descanso.  15  Então,  lhe  disse  Moisés:  Se  a  tua  presença  não  vai  comigo,  não  nos  faças  subir  deste lugar. 16 Pois como se há de saber que achamos graça aos teus olhos, eu e o teu povo?  Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de  todos os povos da terra? 17 Disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto que disseste; porque  achaste graça aos meus olhos, e eu te conheço pelo teu nome. 18 Então, ele disse: Rogo‐te que  me mostres a tua glória. 19 Respondeu‐lhe: Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te  proclamarei  o  nome  do  SENHOR;  terei  misericórdia  de  quem  eu  tiver  misericórdia  e  me  compadecerei  de  quem  eu  me  compadecer.  20  E  acrescentou:  Não  me  poderás  ver  a  face,  porquanto  homem  nenhum  verá  a  minha  face  e  viverá.  21  Disse  mais  o  SENHOR:  Eis  aqui  um 


lugar  junto  a  mim;  e  tu  estarás  sobre  a  penha.  22  Quando  passar  a  minha  glória,  eu  te  porei  numa fenda da penha e com a mão te cobrirei, até que eu tenha passado. 23 Depois, em tirando  eu a mão, tu me verás pelas costas; mas a minha face não se verá.   (Isaías 45.1‐7)  (1  Assim  diz  o  SENHOR  ao  seu  ungido,  a  Ciro,  a  quem  tomo  pela  mão  direita,  para  abater  as  nações ante a sua face, e para descingir os lombos dos reis, e para abrir diante dele as portas,  que  não  se  fecharão.  2  Eu  irei  adiante  de  ti,  endireitarei  os  caminhos  tortuosos,  quebrarei  as  portas  de  bronze  e  despedaçarei  as  trancas  de  ferro;  3  dar‐te‐ei  os  tesouros  escondidos  e  as  riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o SENHOR, o Deus de Israel, que te chama pelo  teu nome. 4 Por amor do meu servo Jacó e de Israel, meu escolhido, eu te chamei pelo teu nome  e te pus o sobrenome, ainda que não me conheces. 5 Eu sou o SENHOR, e não há outro; além de  mim  não  há  Deus;  eu  te  cingirei,  ainda  que  não  me  conheces.  6  Para  que  se  saiba,  até  ao  nascente do sol e até ao poente, que além de mim não há outro; eu sou o SENHOR, e não há  outro. 7 Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas  coisas.)  Salmo 99   1  Reina  o  SENHOR;  tremam  os  povos.  Ele  está  entronizado  acima  dos  querubins;  abale‐se  a  terra. 2 O SENHOR é grande em Sião e sobremodo elevado acima de todos os povos. 3 Celebrem  eles  o  teu  nome  grande  e  tremendo,  porque  é  santo.  4  És  rei  poderoso  que  ama  a  justiça;  tu  firmas  a  eqüidade,  executas  o  juízo  e  a  justiça  em  Jacó.  5  Exaltai  ao  SENHOR,  nosso  Deus,  e  prostrai‐vos  ante  o  escabelo  de  seus  pés,  porque  ele  é  santo.  6  Moisés  e  Arão,  entre  os  seus  sacerdotes, e, Samuel, entre os que lhe invocam o nome, clamavam ao SENHOR, e ele os ouvia.  7 Falava‐lhes na coluna de nuvem; eles guardavam os seus mandamentos e a lei que lhes tinha  dado. 8 Tu lhes respondeste, ó SENHOR, nosso Deus; foste para eles Deus perdoador, ainda que  tomando vingança dos seus feitos. 9 Exaltai ao SENHOR, nosso Deus, e prostrai‐vos ante o seu  santo monte, porque santo é o SENHOR, nosso Deus.  (Salmo 96.1‐9, (10‐13))  (1 Cantai ao SENHOR um cântico novo, cantai ao SENHOR, todas as terras. 2 Cantai ao SENHOR,  bendizei o seu nome; proclamai a sua salvação, dia após dia. 3 Anunciai entre as nações a sua  glória, entre todos os povos, as suas maravilhas. 4 Porque grande é o SENHOR e mui digno de ser  louvado, temível mais que todos os deuses. 5 Porque todos os deuses dos povos não passam de  ídolos; o SENHOR, porém, fez os céus. 6 Glória e majestade estão diante dele, força e formosura,  no seu santuário. 7 Tributai ao SENHOR, ó famílias dos povos, tributai ao SENHOR glória e força.  8 Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios. 9  Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras.   (10 Dizei entre as nações: Reina o SENHOR. Ele firmou o mundo para que não se abale e julga os  povos com eqüidade. 11 Alegrem‐se os céus, e a terra exulte; ruja o mar e a sua plenitude. 12  Folgue o campo e tudo o que nele há; regozijem‐se todas as árvores do bosque, 13 na presença  do SENHOR, porque vem, vem julgar a terra; julgará o mundo com justiça e os povos, consoante  a sua fidelidade.))  1 Tessalonicenses 1.1‐10  1 Paulo, Silvano e Timóteo, à igreja dos tessalonicenses em Deus Pai e no Senhor Jesus Cristo,  graça e paz a vós outros. 2 Damos, sempre, graças a Deus por todos vós, mencionando‐vos em  nossas orações e, sem cessar, 3 recordando‐nos, diante do nosso Deus e Pai, da operosidade da  vossa fé, da abnegação do vosso amor e da firmeza da vossa esperança em nosso Senhor Jesus  Cristo, 4 reconhecendo, irmãos, amados de Deus, a vossa eleição, 5 porque o nosso evangelho  não chegou até vós tão‐somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em  plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós.  6 Com efeito, vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, tendo recebido a palavra, posto que  em  meio  de  muita  tribulação,  com  alegria  do  Espírito  Santo,  7  de  sorte  que  vos  tornastes  o 


modelo para todos os crentes na Macedônia e na Acaia. 8 Porque de vós repercutiu a palavra do  Senhor não só na Macedônia e Acaia, mas também por toda parte se divulgou a vossa fé para  com  Deus,  a  tal  ponto  de  não  termos  necessidade  de  acrescentar  coisa  alguma;  9  pois  eles  mesmos, no tocante a nós, proclamam que repercussão teve o nosso ingresso no vosso meio, e  como, deixando os ídolos, vos convertestes a Deus, para servirdes o Deus vivo e verdadeiro 10 e  para aguardardes dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos, Jesus, que nos  livra da ira vindoura.  Mateus 22.15‐22  15  Então,  retirando‐se  os  fariseus,  consultaram  entre  si  como  o  surpreenderiam  em  alguma  palavra.  16  E  enviaram‐lhe  discípulos,  juntamente  com  os  herodianos,  para  dizer‐lhe:  Mestre,  sabemos que és verdadeiro e que ensinas o caminho de Deus, de acordo com a verdade, sem te  importares  com  quem  quer  que  seja,  porque  não  olhas  a  aparência  dos  homens.  17  Dize‐nos,  pois: que te parece? É lícito pagar tributo a César ou não? 18 Jesus, porém, conhecendo‐lhes a  malícia, respondeu: Por que me experimentais, hipócritas? 19 Mostrai‐me a moeda do tributo.  Trouxeram‐lhe  um  denário.  20  E  ele  lhes  perguntou:  De  quem  é  esta  efígie  e  inscrição?  21  Responderam: De César. Então, lhes disse: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é  de Deus. 22 Ouvindo isto, se admiraram e, deixando‐o, foram‐se. 

19º Domingo após Pentecostes  Deuteronômio 34.1‐12   1  Então,  subiu  Moisés  das  campinas  de  Moabe  ao  monte  Nebo,  ao  cimo  de  Pisga,  que  está  defronte de Jericó; e o SENHOR lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã; 2 e todo o Naftali, e  a terra de Efraim, e Manassés; e toda a terra de Judá até ao mar ocidental; 3 e o Neguebe e a  campina do vale de Jericó, a cidade das Palmeiras, até Zoar. 4 Disse‐lhe o SENHOR: Esta é a terra  que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: à tua descendência a darei; eu  te faço vê‐la com os próprios olhos; porém não irás para lá. 5 Assim, morreu ali Moisés, servo do  SENHOR,  na  terra  de  Moabe,  segundo  a  palavra  do  SENHOR.  6  Este  o  sepultou  num  vale,  na  terra de Moabe, defronte de Bete‐Peor; e ninguém sabe, até hoje, o lugar da sua sepultura. 7  Tinha Moisés a idade de cento e vinte anos quando morreu; não se lhe escureceram os olhos,  nem se lhe abateu o vigor. 8 Os filhos de Israel prantearam Moisés por trinta dias, nas campinas  de  Moabe;  então,  se  cumpriram  os  dias  do  pranto  no  luto  por  Moisés.  9 Josué,  filho  de  Num,  estava  cheio  do  espírito  de  sabedoria,  porquanto  Moisés  impôs  sobre  ele  as  mãos;  assim,  os  filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o SENHOR ordenara a Moisés. 10 Nunca mais  se levantou em Israel profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a  face, 11 no tocante a todos os sinais e maravilhas que, por mando do SENHOR, fez na terra do  Egito, a Faraó, a todos os seus oficiais e a toda a sua terra; 12 e no tocante a todas as obras de  sua poderosa mão e aos grandes e terríveis feitos que operou Moisés à vista de todo o Israel.  (Levítico 19.1‐2, 15‐18)  (1 Disse o SENHOR a Moisés: 2 Fala a toda a congregação dos filhos de Israel e dize‐lhes: Santos  sereis, porque eu, o SENHOR, vosso Deus, sou santo.  15  Não  farás  injustiça  no  juízo,  nem  favorecendo  o  pobre,  nem  comprazendo  ao  grande;  com  justiça  julgarás  o  teu  próximo.  16  Não  andarás  como  mexeriqueiro  entre  o  teu  povo;  não  atentarás contra a vida do teu próximo. Eu sou o SENHOR. 17 Não aborrecerás teu irmão no teu  íntimo; mas repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado. 18 Não  te vingarás, nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu próximo como a ti  mesmo. Eu sou o SENHOR.) 


Salmo 90.1‐6, 13‐17   1  [Oração  de  Moisés,  homem  de  Deus]  Senhor,  tu  tens  sido  o  nosso  refúgio,  de  geração  em  geração. 2 Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a  eternidade, tu és Deus. 3 Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. 4 Pois  mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. 5 Tu os  arrastas  na  torrente,  são  como  um  sono,  como  a  relva  que  floresce  de  madrugada;  6  de  madrugada, viceja e floresce; à tarde, murcha e seca  13 Volta‐te, SENHOR! Até quando? Tem compaixão dos teus servos. 14 Sacia‐nos de manhã com  a tua benignidade, para que cantemos de júbilo e nos alegremos todos os nossos dias. 15 Alegra‐ nos  por  tantos  dias  quantos  nos  tens  afligido,  por  tantos  anos  quantos  suportamos  a  adversidade.  16  Aos  teus  servos  apareçam  as  tuas  obras,  e  a  seus  filhos,  a  tua  glória.  17  Seja  sobre  nós  a  graça  do  Senhor,  nosso  Deus;  confirma  sobre  nós  as  obras  das  nossas  mãos,  sim,  confirma a obra das nossas mãos. (Salmo 1)  1 Bem‐aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho  dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 2 Antes, o seu prazer está na lei do  SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. 3 Ele é como árvore plantada junto a corrente de  águas, que, no devido tempo, dá o seu fruto, e cuja folhagem não murcha; e tudo quanto ele faz  será bem sucedido. 4 Os ímpios não são assim; são, porém, como a palha que o vento dispersa.  5  Por  isso,  os  perversos  não  prevalecerão  no  juízo,  nem  os  pecadores,  na  congregação  dos  justos. 6 Pois o SENHOR conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá.  1 Tessalonicenses 2.1‐8  1  Porque  vós,  irmãos,  sabeis,  pessoalmente,  que  a  nossa  estada  entre  vós  não  se  tornou  infrutífera;  2  mas,  apesar  de  maltratados  e  ultrajados  em  Filipos,  como  é  do  vosso  conhecimento,  tivemos  ousada  confiança  em  nosso  Deus,  para  vos  anunciar  o  evangelho  de  Deus, em meio a muita luta. 3 Pois a nossa exortação não procede de engano, nem de impureza,  nem se baseia em dolo; 4 pelo contrário, visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos  confiar ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que  prova  o  nosso  coração.  5  A  verdade  é  que  nunca  usamos  de  linguagem  de  bajulação,  como  sabeis,  nem  de  intuitos  gananciosos.  Deus  disto  é  testemunha.  6  Também  jamais  andamos  buscando glória de homens, nem de vós, nem de outros. 7 Embora pudéssemos, como enviados  de Cristo, exigir de vós a nossa manutenção, todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual  ama que acaricia os próprios filhos; 8 assim, querendo‐vos muito, estávamos prontos a oferecer‐ vos  não  somente  o  evangelho  de  Deus,  mas,  igualmente,  a  própria  vida;  por  isso  que  vos  tornastes muito amados de nós.  Mateus 22.34‐46  34 Entretanto, os fariseus, sabendo que ele fizera calar os saduceus, reuniram‐se em conselho.  35 E um deles, intérprete da Lei, experimentando‐o, lhe perguntou: 36 Mestre, qual é o grande  mandamento  na  Lei?  37  Respondeu‐lhe  Jesus:  Amarás  o  Senhor,  teu  Deus,  de  todo  o  teu  coração,  de  toda  a  tua  alma  e  de  todo  o  teu  entendimento.  38  Este  é  o  grande  e  primeiro  mandamento. 39 O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40  Destes  dois  mandamentos  dependem  toda  a  Lei  e  os  Profetas.  41  Reunidos  os  fariseus,  interrogou‐os Jesus: 42 Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Responderam‐lhe eles: De  Davi.  43  Replicou‐lhes  Jesus:  Como,  pois,  Davi,  pelo  Espírito,  chama‐lhe  Senhor,  dizendo:  44  Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta‐te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos  debaixo dos teus pés? 45 Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é ele seu filho? 46 E ninguém  lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer‐lhe perguntas. 


20º Domingo após Pentecostes  Josué 3.7‐17   7 Então, disse o SENHOR a Josué: Hoje, começarei a engrandecer‐te perante os olhos de todo o  Israel, para que saibam que, como fui com Moisés, assim serei contigo. 8 Tu, pois, ordenarás aos  sacerdotes  que  levam  a  arca  da  Aliança,  dizendo:  Ao  chegardes  à  borda  das  águas  do  Jordão,  parareis  aí.  9  Então,  disse  Josué  aos  filhos  de  Israel:  Chegai‐vos  para  cá  e  ouvi  as  palavras  do  SENHOR, vosso Deus. 10 Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de  vós e que de todo lançará de diante de vós os cananeus, os heteus, os heveus, os ferezeus, os  girgaseus,  os  amorreus  e  os  jebuseus.  11  Eis  que  a  arca  da  Aliança  do  Senhor  de  toda  a  terra  passa  o  Jordão diante  de  vós.  12  Tomai,  pois,  agora,  doze  homens  das  tribos  de  Israel,  um  de  cada  tribo;  13  porque  há  de  acontecer  que,  assim  que  as  plantas  dos  pés  dos  sacerdotes  que  levam  a  arca  do  SENHOR,  o  Senhor  de  toda  a  terra,  pousem  nas  águas  do  Jordão,  serão  elas  cortadas,  a  saber,  as  que  vêm  de  cima,  e  se  amontoarão.  14  Tendo  partido  o  povo  das  suas  tendas,  para  passar  o  Jordão,  levando  os  sacerdotes  a  arca  da  Aliança  diante  do  povo;  15  e,  quando os que levavam a arca chegaram até ao Jordão, e os seus pés se molharam na borda das  águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da sega), 16  pararam‐se as águas que vinham de cima; levantaram‐se num montão, mui longe da cidade de  Adã, que fica ao lado de Sartã; e as que desciam ao mar da Arabá, que é o mar Salgado, foram  de todo cortadas; então, passou o povo defronte de Jericó. 17 Porém os sacerdotes que levavam  a  arca  da  Aliança  do  SENHOR  pararam  firmes  no  meio  do  Jordão,  e  todo  o  Israel  passou  a  pé  enxuto, atravessando o Jordão.  (Miquéias 3.5‐12)  5  Assim  diz  o  SENHOR  acerca  dos  profetas  que  fazem  errar  o  meu  povo  e  que  clamam:  Paz,  quando têm o que mastigar, mas apregoam guerra santa contra aqueles que nada lhes metem  na boca. 6 Portanto, se vos fará noite sem visão, e tereis treva sem adivinhação; pôr‐se‐á o sol  sobre  os  profetas,  e  sobre  eles  se  enegrecerá  o  dia.  7  Os  videntes  se  envergonharão,  e  os  adivinhadores se confundirão; sim, todos eles cobrirão o seu bigode, porque não há resposta de  Deus. 8 Eu, porém, estou cheio do poder do Espírito do SENHOR, cheio de juízo e de força, para  declarar a Jacó a sua transgressão e a Israel, o seu pecado. 9 Ouvi, agora, isto, vós, cabeças de  Jacó, e vós, chefes da casa de Israel, que abominais o juízo, e perverteis tudo o que é direito, 10  e  edificais  a  Sião  com  sangue  e  a  Jerusalém,  com  perversidade.  11  Os  seus  cabeças  dão  as  sentenças por suborno, os seus sacerdotes ensinam por interesse, e os seus profetas adivinham  por  dinheiro;  e ainda  se  encostam  ao  SENHOR,  dizendo:  Não  está  o  SENHOR  no  meio  de  nós?  Nenhum mal nos sobrevirá. 12 Portanto, por causa de vós, Sião será lavrada como um campo, e  Jerusalém  se  tornará  em  montões  de  ruínas,  e  o  monte  do  templo,  numa  colina  coberta  de  mato.  Salmo 107.1‐7, 33‐37   1 Rendei graças ao SENHOR, porque ele é bom, e a sua misericórdia dura para sempre. 2 Digam‐ no os remidos do SENHOR,  os que ele resgatou da mão do inimigo 3 e congregou de entre as  terras,  do  Oriente  e  do  Ocidente,  do  Norte  e  do  mar.  4  Andaram  errantes  pelo  deserto,  por  ermos caminhos, sem achar cidade em que habitassem. 5 Famintos e sedentos, desfalecia neles  a alma. 6 Então, na sua angústia, clamaram ao SENHOR, e ele os livrou das suas tribulações. 7  Conduziu‐os pelo caminho direito, para que fossem à cidade em que habitassem.  33  Ele  converteu  rios  em  desertos  e  mananciais,  em  terra  seca;  34  terra  frutífera,  em  deserto  salgado, por causa da maldade dos seus habitantes. 35 Converteu o deserto em lençóis de água  e a terra seca, em mananciais. 36 Estabeleceu aí os famintos, os quais edificaram uma cidade em  que habitassem. 37 Semearam campos, e plantaram vinhas, e tiveram fartas colheitas. 


(Salmo 43)  1  Faze‐me  justiça,  ó  Deus,  e  pleiteia  a  minha  causa  contra  a  nação  contenciosa;  livra‐me  do  homem fraudulento e injusto. 2 Pois tu és o Deus da minha fortaleza. Por que me rejeitas? Por  que  hei  de  andar  eu  lamentando  sob  a  opressão  dos  meus  inimigos?  3  Envia a  tua  luz e  a  tua  verdade, para que me guiem e me levem ao teu santo monte e aos teus tabernáculos. 4 Então,  irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da harpa eu te louvarei, ó  Deus, Deus meu. 5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim?  Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.  I Tessalonicenses 2.9‐13  9 Porque, vos recordais, irmãos, do nosso labor e fadiga; e de como, noite e dia labutando para  não vivermos à custa de nenhum de vós, vos proclamamos o evangelho de Deus. 10 Vós e Deus  sois  testemunhas  do  modo  por  que  piedosa,  justa  e  irrepreensivelmente  procedemos  em  relação a vós outros, que credes. 11 E sabeis, ainda, de que maneira, como pai a seus filhos, a  cada um de vós, 12 exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de  Deus,  que  vos  chama  para  o  seu  reino  e  glória.  13  Outra  razão  ainda  temos  nós  para,  incessantemente, dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes,  que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e sim como, em verdade é, a palavra de  Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes.   Mateus 23.1‐12  1 Então, falou Jesus às multidões e aos seus discípulos: 2 Na cadeira de Moisés, se assentaram os  escribas  e  os  fariseus.  3  Fazei  e  guardai,  pois,  tudo  quanto  eles  vos  disserem,  porém  não  os  imiteis nas suas obras; porque dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados [e difíceis de carregar]  e  os  põem  sobre  os  ombros  dos  homens;  entretanto,  eles  mesmos  nem  com  o  dedo  querem  movê‐los. 5 Praticam, porém, todas as suas obras com o fim de serem vistos dos homens; pois  alargam os seus filactérios e alongam as suas franjas. 6 Amam o primeiro lugar nos banquetes e  as  primeiras  cadeiras  nas  sinagogas,  7  as  saudações  nas  praças  e  o  serem  chamados  mestres  pelos homens. 8 Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós  todos  sois  irmãos.  9  A  ninguém  sobre  a  terra  chameis  vosso  pai;  porque  só  um  é  vosso  Pai,  aquele que está nos céus. 10 Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo.  11 Mas o maior dentre vós será vosso servo. 12 Quem a si mesmo se exaltar será humilhado; e  quem a si mesmo se humilhar será exaltado. 

21º Domingo após Pentecostes   Josué 24.1‐3a, 14‐25  1  Depois,  reuniu  Josué  todas  as  tribos  de  Israel  em  Siquém  e  chamou  os  anciãos  de  Israel,  os  seus cabeças, os seus juízes e os seus oficiais; e eles se apresentaram diante de Deus. 2 Então,  Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera,  pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses. 3 Eu, porém,  tomei Abraão, vosso pai, dalém do rio e o fiz percorrer toda a terra de Canaã; [...]  14  Agora,  pois,  temei  ao  SENHOR  e  servi‐o  com  integridade  e  com  fidelidade;  deitai  fora  os  deuses  aos  quais  serviram  vossos  pais  dalém  do  Eufrates  e  no  Egito  e  servi  ao  SENHOR.  15  Porém,  se  vos  parece  mal  servir  ao  SENHOR,  escolhei,  hoje,  a  quem  sirvais:  se  aos  deuses  a  quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja  terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR. 16 Então, respondeu o povo e disse:  Longe de nós o abandonarmos o SENHOR para servirmos a outros deuses; 17 porque o SENHOR  é o nosso Deus; ele é quem nos fez subir, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da  servidão, quem fez estes grandes sinais aos nossos olhos e nos guardou por todo o caminho em  que andamos e entre todos os povos pelo meio dos quais passamos. 18 O SENHOR expulsou de  diante  de  nós  todas  estas  gentes,  até  o  amorreu,  morador  da  terra;  portanto,  nós  também 


serviremos  ao  SENHOR,  pois  ele é  o nosso  Deus.  19  Então,  Josué  disse  ao  povo:  Não  podereis  servir ao SENHOR, porquanto é Deus santo, Deus zeloso, que não perdoará a vossa transgressão  nem  os  vossos  pecados.  20  Se  deixardes  o  SENHOR  e  servirdes  a  deuses  estranhos,  então,  se  voltará, e vos fará mal, e vos consumirá, depois de vos ter feito bem. 21 Então, disse o povo a  Josué: Não; antes, serviremos ao SENHOR. 22 Josué disse ao povo: Sois testemunhas contra vós  mesmos de que escolhestes o SENHOR para o servir. E disseram: Nós o somos. 23 Agora, pois,  deitai fora os deuses estranhos que há no meio de vós e inclinai o coração ao SENHOR, Deus de  Israel. 24 Disse o povo a Josué: Ao SENHOR, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz.  25 Assim, naquele dia, fez Josué aliança com o povo e lha pôs por estatuto e direito em Siquém.  Amós 5.18‐24  18 Ai de vós que desejais o Dia do SENHOR! Para que desejais vós o Dia do SENHOR? É dia de  trevas e não de luz. 19 Como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele  o  urso;  ou  como  se,  entrando  em  casa,  encostando  a  mão  à  parede,  fosse  mordido  de  uma  cobra. 20 Não será, pois, o Dia do SENHOR trevas e não luz? Não será completa escuridão, sem  nenhuma  claridade?  21  Aborreço,  desprezo  as  vossas  festas  e  com  as  vossas  assembléias  solenes não tenho nenhum prazer. 22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e vossas ofertas de  manjares,  não  me  agradarei  deles,  nem  atentarei  para  as  ofertas  pacíficas  de  vossos  animais  cevados.  23  Afasta  de  mim  o  estrépito  dos  teus  cânticos,  porque  não  ouvirei  as  melodias  das  tuas liras. 24 Antes, corra o juízo como as águas; e a justiça, como ribeiro perene.  Salmo 78.1‐7   1 [Salmo didático de Asafe] Escutai, povo meu, a minha lei; prestai ouvidos às palavras da minha  boca.  2  Abrirei  os  lábios  em  parábolas  e  publicarei  enigmas  dos  tempos  antigos.  3  O  que  ouvimos  e  aprendemos,  o  que  nos  contaram  nossos  pais,  4  não  o  encobriremos  a  seus  filhos;  contaremos à vindoura geração os louvores do SENHOR, e o seu poder, e as maravilhas que fez.  5 Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais  que  os  transmitissem  a  seus  filhos,  6  a  fim  de  que  a  nova  geração  os  conhecesse,  filhos  que  ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; 7 para  que  pusessem  em  Deus  a  sua  confiança  e  não  se  esquecessem  dos  feitos  de  Deus,  mas  lhe  observassem os mandamentos; [...]  (Salmo70)  1  [Ao  mestre  de  canto.  De  Davi.  Em  memória]  Praza‐te,  ó  Deus,  em  livrar‐me;  dá‐te  pressa,  ó  SENHOR, em socorrer‐me. 2 Sejam envergonhados e cobertos de vexame os que me demandam  a vida; tornem atrás e cubram‐se de ignomínia os que se comprazem no meu mal. 3 Retrocedam  por causa da sua ignomínia os que dizem: Bem‐feito! Bem‐feito! 4 Folguem e em ti se rejubilem  todos os que te buscam; e os que amam a tua salvação digam sempre: Deus seja magnificado! 5  Eu sou pobre e necessitado; ó Deus, apressa‐te em valer‐me, pois tu és o meu amparo e o meu  libertador. SENHOR, não te detenhas!  1 Tessalonicenses 4.13‐18  13  Não  queremos,  porém,  irmãos,  que  sejais  ignorantes  com  respeito  aos  que  dormem,  para  não vos entristecerdes como os demais, que não têm esperança. 14 Pois, se cremos que Jesus  morreu  e  ressuscitou,  assim  também  Deus,  mediante  Jesus,  trará,  em  sua  companhia,  os  que  dormem.  15  Ora,  ainda  vos  declaramos,  por  palavra  do  Senhor,  isto:  nós,  os  vivos,  os  que  ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. 16 Porquanto o  Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de  Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; 17 depois, nós, os vivos,  os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do  Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor. 18 Consolai‐vos, pois, uns aos  outros com estas palavras. 


Mateus 25.1‐13  1 Então, o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram  a encontrar‐se com o noivo. 2 Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. 3 As néscias,  ao tomarem as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4 no entanto, as prudentes, além das  lâmpadas,  levaram  azeite  nas  vasilhas.  5  E,  tardando  o  noivo,  foram  todas  tomadas  de  sono e  adormeceram. 6 Mas, à meia‐noite, ouviu‐se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! 7 Então,  se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. 8 E as néscias disseram às  prudentes:  Dai‐nos  do  vosso  azeite,  porque  as  nossas  lâmpadas  estão‐se  apagando.  9  Mas  as  prudentes responderam: Não, para que não nos falte a nós e a vós outras! Ide, antes, aos que o  vendem  e  comprai‐o.  10  E,  saindo  elas  para  comprar,  chegou  o  noivo,  e  as  que  estavam  apercebidas entraram com ele para as bodas; e fechou‐se a porta. 11 Mais tarde, chegaram as  virgens néscias, clamando: Senhor, senhor, abre‐nos a porta! 12 Mas ele respondeu: Em verdade  vos digo que não vos conheço. 13 Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora. 

22º Domingo após Pentecostes  Juízes 4.1‐7   1 Os filhos de Israel tornaram a fazer o que era mau perante o SENHOR, depois de falecer Eúde.  2 Entregou‐os o SENHOR nas mãos de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor. Sísera era o  comandante do seu exército, o qual, então, habitava em Harosete‐Hagoim. 3 Clamaram os filhos  de  Israel  ao  SENHOR,  porquanto  Jabim  tinha  novecentos  carros  de  ferro  e,  por  vinte  anos,  oprimia duramente os filhos de Israel. 4 Débora, profetisa, mulher de Lapidote, julgava a Israel  naquele  tempo.  5  Ela  atendia  debaixo  da  palmeira  de  Débora,  entre  Ramá  e  Betel,  na  região  montanhosa  de  Efraim;  e  os  filhos  de  Israel  subiam  a  ela  a  juízo.  6  Mandou  ela  chamar  a  Baraque,  filho  de  Abinoão,  de  Quedes  de  Naftali,  e  disse‐lhe:  Porventura,  o  SENHOR,  Deus  de  Israel,  não  deu  ordem,  dizendo:  Vai,  e  leva  gente  ao  monte  Tabor,  e  toma  contigo  dez  mil  homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom? 7 E farei ir a ti para o ribeiro Quisom a  Sísera, comandante do exército de Jabim, com os seus carros e as suas tropas; e o darei nas tuas  mãos.  (Sofonias 1.7, 12‐18)  (7  Cala‐te  diante  do  SENHOR  Deus,  porque  o  Dia  do  SENHOR  está  perto,  pois  o  SENHOR  preparou o sacrifício e santificou os seus convidados.  12 Naquele tempo, esquadrinharei a Jerusalém com lanternas e castigarei os homens que estão  apegados à borra do vinho e dizem no seu coração: O SENHOR não faz bem, nem faz mal. 13 Por  isso,  serão  saqueados  os  seus  bens  e  assoladas  as  suas  casas;  e  edificarão  casas,  mas  não  habitarão nelas, plantarão vinhas, porém não lhes beberão o vinho. 14 Está perto o grande Dia  do SENHOR; está perto e muito se apressa. Atenção! O Dia do SENHOR é amargo, e nele clama  até o homem poderoso. 15 Aquele dia é dia de indignação, dia de angústia e dia de alvoroço e  desolação, dia de escuridade e negrume, dia de nuvens e densas trevas, 16 dia de trombeta e de  rebate contra as cidades fortes e contra as torres altas. 17 Trarei angústia sobre os homens, e  eles  andarão  como  cegos,  porque  pecaram  contra  o  SENHOR;  e  o  sangue  deles  se  derramará  como  pó,  e  a  sua  carne  será  atirada  como  esterco.  18  Nem  a  sua  prata  nem  o  seu  ouro  os  poderão  livrar  no  dia  da  indignação  do  SENHOR,  mas,  pelo  fogo  do  seu  zelo,  a  terra  será  consumida,  porque,  certamente,  fará  destruição  total  e  repentina  de  todos  os  moradores  da  terra.)  Salmo 123  1 [Cântico de romagem] A ti, que habitas nos céus, elevo os olhos! 2 Como os olhos dos servos  estão fitos nas mãos dos seus senhores, e os olhos da serva, na mão de sua senhora, assim os  nossos  olhos  estão  fitos  no  SENHOR,  nosso  Deus,  até  que  se  compadeça  de  nós.  3  Tem  misericórdia de nós, SENHOR, tem misericórdia; pois estamos sobremodo fartos de desprezo. 4 


A  nossa  alma  está  saturada  do  escárnio  dos  que  estão  à  sua  vontade  e  do  desprezo  dos  soberbos.  (Salmo 90.1‐8, (9‐11), 12)  (1  [Oração  de  Moisés,  homem  de  Deus]  Senhor,  tu  tens  sido  o  nosso  refúgio,  de  geração  em  geração. 2 Antes que os montes nascessem e se formassem a terra e o mundo, de eternidade a  eternidade, tu és Deus. 3 Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens. 4 Pois  mil anos, aos teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite. 5 Tu os  arrastas  na  torrente,  são  como  um  sono,  como  a  relva  que  floresce  de  madrugada;  6  de  madrugada,  viceja  e  floresce;  à  tarde,  murcha  e  seca.  7  Pois  somos  consumidos  pela  tua  ira  e  pelo  teu  furor,  conturbados.  8  Diante  de  ti  puseste  as  nossas  iniqüidades  e,  sob  a  luz  do  teu  rosto, os nossos pecados ocultos.  (9  Pois  todos  os  nossos  dias  se  passam  na  tua  ira;  acabam‐se  os  nossos  anos  como  um  breve  pensamento. 10 Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta;  neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.  11 Quem conhece o poder da tua ira? E a tua cólera, segundo o temor que te é devido?)  12 Ensina‐nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio.)  1 Tessalonicenses 5.1‐11  1 Irmãos, relativamente aos tempos e às épocas, não há necessidade de que eu vos escreva; 2  pois  vós  mesmos  estais  inteirados  com  precisão  de  que  o  Dia  do  Senhor  vem  como  ladrão  de  noite. 3 Quando andarem dizendo: Paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição,  como vêm as dores de parto à que está para dar à luz; e de nenhum modo escaparão. 4 Mas vós,  irmãos,  não  estais  em  trevas,  para  que  esse  Dia  como  ladrão  vos  apanhe  de  surpresa;  5  porquanto vós todos sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite, nem das trevas. 6  Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios. 7 Ora,  os que dormem dormem de noite, e os que se embriagam é de noite que se embriagam. 8 Nós,  porém,  que  somos  do  dia,  sejamos  sóbrios,  revestindo‐nos  da  couraça  da  fé  e  do  amor  e  tomando como capacete a esperança da salvação; 9 porque Deus não nos destinou para a ira,  mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo, 10 que morreu por nós para  que, quer vigiemos, quer durmamos, vivamos em união com ele. 11 Consolai‐vos, pois, uns aos  outros e edificai‐vos reciprocamente, como também estais fazendo.  Mateus 25.14‐30  14 Pois será como um homem que, ausentando‐se do país, chamou os seus servos e lhes confiou  os seus bens. 15 A um deu cinco talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada um segundo a sua  própria  capacidade;  e,  então,  partiu.  16  O  que  recebera  cinco  talentos  saiu  imediatamente  a  negociar  com  eles  e  ganhou  outros  cinco.  17  Do  mesmo  modo,  o  que  recebera  dois  ganhou  outros dois. 18 Mas o que recebera um, saindo, abriu uma cova e escondeu o dinheiro do seu  senhor. 19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.  20  Então,  aproximando‐se  o  que  recebera  cinco  talentos,  entregou  outros  cinco,  dizendo:  Senhor,  confiaste‐me  cinco  talentos;  eis  aqui  outros  cinco  talentos  que  ganhei.  21  Disse‐lhe  o  senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no  gozo do teu senhor. 22 E, aproximando‐se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor,  dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. 23 Disse‐lhe o senhor: Muito bem,  servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor. 24  Chegando, por fim, o que recebera um talento, disse: Senhor, sabendo que és homem severo,  que ceifas onde não semeaste e ajuntas onde não espalhaste, 25 receoso, escondi na terra o teu  talento;  aqui  tens  o  que  é  teu.  26  Respondeu‐lhe,  porém,  o  senhor:  Servo  mau  e  negligente,  sabias  que  ceifo  onde  não  semeei  e  ajunto  onde  não  espalhei?  27  Cumpria,  portanto,  que  entregasses o meu dinheiro aos banqueiros, e eu, ao voltar, receberia com juros o que é meu. 28  Tirai‐lhe, pois, o talento e dai‐o ao que tem dez. 29 Porque a todo o que tem se lhe dará, e terá  em abundância; mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30 E o servo inútil, lançai‐o  para fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes. 


Cristo Rei  Ezequiel 34.11‐16, 20‐24  11  Porque  assim  diz  o  SENHOR  Deus:  Eis  que  eu  mesmo  procurarei  as  minhas  ovelhas  e  as  buscarei.  12  Como  o  pastor  busca  o  seu  rebanho,  no  dia  em  que  encontra  ovelhas  dispersas,  assim buscarei as minhas ovelhas; livrá‐las‐ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no  dia de nuvens e de escuridão. 13 Tirá‐las‐ei dos povos, e as congregarei dos diversos países, e as  introduzirei na sua terra; apascentá‐las‐ei nos montes de Israel, junto às correntes e em todos os  lugares habitados da terra. 14 Apascentá‐las‐ei de bons pastos, e nos altos montes de Israel será  a sua pastagem; deitar‐se‐ão ali em boa pastagem e terão pastos bons nos montes de Israel. 15  Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas e as farei repousar, diz o SENHOR Deus. 16 A perdida  buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrada ligarei e a enferma fortalecerei; mas a gorda  e a forte destruirei; apascentá‐las‐ei com justiça.   20  Por  isso,  assim  lhes  diz  o  SENHOR  Deus:  Eis  que  eu  mesmo  julgarei  entre  ovelhas  gordas e  ovelhas  magras.  21  Visto  que,  com  o  lado  e  com  o  ombro,  dais  empurrões  e,  com  os  chifres,  impelis as fracas até as espalhardes fora, 22 eu livrarei as minhas ovelhas, para que já não sirvam  de  rapina,  e  julgarei  entre  ovelhas  e  ovelhas.  23  Suscitarei  para  elas  um  só  pastor,  e  ele  as  apascentará;  o  meu  servo  Davi  é  que  as  apascentará;  ele  lhes  servirá  de  pastor.  24  Eu,  o  SENHOR, lhes serei por Deus, e o meu servo Davi será príncipe no meio delas; eu, o SENHOR, o  disse. Salmo 100  1 [Salmo de ações de graças] Celebrai com júbilo ao SENHOR, todas as terras. 2 Servi ao SENHOR  com alegria, apresentai‐vos diante dele com cântico. 3 Sabei que o SENHOR é Deus; foi ele quem  nos fez, e dele somos; somos o seu povo e rebanho do seu pastoreio. 4 Entrai por suas portas  com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei‐lhe graças e bendizei‐lhe o  nome.  5  Porque  o  SENHOR  é  bom,  a  sua  misericórdia  dura  para  sempre,  e,  de  geração  em  geração, a sua fidelidade.  (Salmo 95.1‐7a)  (1 Vinde, cantemos ao SENHOR, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. 2 Saiamos  ao seu encontro, com ações de graças, vitoriemo‐lo com salmos. 3 Porque o SENHOR é o Deus  supremo  e  o  grande  Rei  acima  de  todos  os  deuses.  4  Nas  suas  mãos  estão  as  profundezas  da  terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. 5 Dele é o mar, pois ele o fez; obra de suas mãos,  os  continentes.  6  Vinde,  adoremos  e  prostremo‐nos;  ajoelhemos  diante  do  SENHOR,  que  nos  criou. 7 Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. [...])  Efésios 1.15‐23  15 Por isso, também eu, tendo ouvido a fé que há entre vós no Senhor Jesus e o amor para com  todos  os  santos,  16  não  cesso  de  dar  graças  por  vós,  fazendo  menção  de  vós  nas  minhas  orações, 17 para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos conceda espírito  de  sabedoria  e  de  revelação  no  pleno  conhecimento  dele,  18  iluminados  os  olhos  do  vosso  coração, para saberdes qual é a esperança do seu chamamento, qual a riqueza da glória da sua  herança  nos  santos  19  e  qual  a  suprema  grandeza  do  seu  poder  para  com  os  que  cremos,  segundo  a  eficácia  da  força  do  seu  poder;  20  o  qual  exerceu  ele  em  Cristo,  ressuscitando‐o  dentre  os  mortos  e  fazendo‐o  sentar  à  sua  direita  nos  lugares  celestiais,  21  acima  de  todo  principado,  e  potestade,  e  poder,  e  domínio,  e  de  todo  nome  que  se  possa  referir  não  só  no  presente século, mas também no vindouro. 22 E pôs todas as coisas debaixo dos pés e, para ser  o cabeça sobre todas as coisas, o deu à igreja, 23 a qual é o seu corpo, a plenitude daquele que a  tudo enche em todas as coisas. 


Mateus 25.31‐46  31  Quando  vier  o  Filho  do  Homem  na  sua  majestade  e  todos  os  anjos  com  ele,  então,  se  assentará  no  trono  da  sua  glória;  32  e  todas  as  nações  serão  reunidas  em  sua  presença,  e  ele  separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;.33 e porá as ovelhas à  sua  direita,  mas  os  cabritos,  à  esquerda;  34  então,  dirá  o  Rei  aos  que  estiverem  à  sua  direita:  Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação  do  mundo.  35  Porque  tive  fome,  e  me  destes  de comer;  tive  sede,  e  me  destes  de  beber;  era  forasteiro,  e  me  hospedastes;  36  estava nu,  e me  vestistes;  enfermo,  e  me  visitastes;  preso,  e  fostes ver‐me. 37 Então, perguntarão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te  demos  de  comer?  Ou  com  sede  e  te  demos  de  beber?  38  E  quando  te  vimos  forasteiro  e  te  hospedamos? Ou nu e te vestimos? 39 E quando te vimos enfermo ou preso e te fomos visitar?  40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes  meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes. 41 Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua  esquerda:  Apartai‐vos  de  mim,  malditos,  para  o  fogo  eterno,  preparado  para  o  diabo  e  seus  anjos. 42 Porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; 43  sendo  forasteiro,  não  me  hospedastes;  estando  nu,  não  me  vestistes;  achando‐me  enfermo  e  preso, não fostes ver‐me. 44 E eles lhe perguntarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome,  com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te assistimos? 45 Então, lhes responderá: Em  verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o  deixastes de fazer. 46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna.

Dia de Ação de Graças  Deuteronômio 8.7‐18  7  porque  o  SENHOR,  teu  Deus,  te  faz  entrar  numa  boa  terra,  terra  de  ribeiros  de  águas,  de  fontes,  de  mananciais  profundos,  que  saem  dos  vales  e  das  montanhas;  8  terra  de  trigo  e  cevada,  de  vides,  figueiras  e  romeiras;  terra  de  oliveiras,  de  azeite  e  mel;  9  terra  em  que  comerás  o  pão  sem  escassez,  e  nada  te  faltará  nela;  terra  cujas  pedras  são  ferro  e  de  cujos  montes  cavarás  o  cobre.  10  Comerás,  e  te  fartarás,  e  louvarás  o  SENHOR,  teu  Deus,  pela  boa  terra que te deu. 11 Guarda‐te não te esqueças do SENHOR, teu Deus, não cumprindo os seus  mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; 12 para não suceder que,  depois  de  teres  comido  e  estiveres  farto,  depois  de  haveres  edificado  boas  casas  e  morado  nelas;  13  depois  de  se  multiplicarem  os  teus  gados  e  os  teus  rebanhos,  e  se  aumentar  a  tua  prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, 14 se eleve o teu coração, e te esqueças  do SENHOR, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão, 15 que te conduziu por  aquele grande e terrível deserto de serpentes abrasadoras, de escorpiões e de secura, em que  não havia água; e te fez sair água da pederneira; 16 que no deserto te sustentou com maná, que  teus  pais  não  conheciam;  para  te  humilhar,  e  para  te  provar,  e,  afinal,  te  fazer  bem.  17  Não  digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas.  18  Antes,  te  lembrarás  do  SENHOR,  teu  Deus,  porque  é  ele  o  que  te  dá  força  para  adquirires  riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se  vê.  Salmo 65  1 [Ao mestre de canto. De Davi. Cântico] A ti, ó Deus, confiança e louvor em Sião! E a ti se pagará  o voto. 2 Ó tu que escutas a oração, a ti virão todos os homens, 3 por causa de suas iniqüidades.  Se  prevalecem  as  nossas  transgressões,  tu  no‐las  perdoas.  4  Bem‐aventurado  aquele  a  quem  escolhes e aproximas de ti, para que assista nos teus átrios; ficaremos satisfeitos com a bondade  de  tua  casa  —  o  teu  santo  templo.  5  Com  tremendos  feitos  nos  respondes  em  tua  justiça,  ó  Deus, Salvador nosso, esperança de todos os confins da terra e dos mares longínquos; 6 que por  tua força consolidas os montes, cingido de poder; 7 que aplacas o rugir dos mares, o ruído das  suas ondas e o tumulto das gentes. 8 Os que habitam nos confins da terra temem os teus sinais;  os que vêm do Oriente e do Ocidente, tu os fazes exultar de júbilo. 9 Tu visitas a terra e a regas; 


tu a enriqueces copiosamente; os ribeiros de Deus são abundantes de água; preparas o cereal,  porque  para  isso  a  dispões,  10  regando‐lhe  os  sulcos,  aplanando‐lhe  as  leivas.  Tu  a  amoleces  com  chuviscos  e  lhe  abençoas  a  produção.  11  Coroas  o  ano  da  tua  bondade;  as  tuas  pegadas  destilam fartura, 12 destilam sobre as pastagens do deserto, e de júbilo se revestem os outeiros.  13  Os  campos  cobrem‐se  de  rebanhos,  e  os  vales  vestem‐se  de  espigas;  exultam  de  alegria  e  cantam.  2 Coríntios 9.6‐15  6  E  isto  afirmo:  aquele  que semeia  pouco  pouco  também  ceifará;  e  o  que semeia  com  fartura  com abundância também ceifará. 7 Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não  com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria. 8 Deus pode fazer‐ vos  abundar  em  toda  graça,  a  fim  de  que,  tendo  sempre,  em  tudo,  ampla  suficiência,  superabundeis em toda boa obra, 9 como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça  permanece  para  sempre.  10  Ora,  aquele  que  dá  semente  ao  que  semeia  e  pão  para  alimento  também  suprirá  e  aumentará  a  vossa  sementeira  e  multiplicará  os  frutos  da  vossa  justiça,  11  enriquecendo‐vos,  em  tudo,  para  toda  generosidade,  a  qual  faz  que,  por  nosso  intermédio,  sejam  tributadas  graças  a  Deus.  12  Porque  o  serviço  desta  assistência  não  só  supre  a  necessidade  dos  santos,  mas  também  redunda  em  muitas  graças  a  Deus,  13  visto  como,  na  prova  desta  ministração,  glorificam  a  Deus  pela  obediência  da  vossa  confissão  quanto  ao  evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos, 14 enquanto  oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há  em vós. 15 Graças a Deus pelo seu dom inefável! Lucas 17.11‐19  11 De caminho para Jerusalém, passava Jesus pelo meio de Samaria e da Galiléia. 12 Ao entrar  numa  aldeia,  saíram‐lhe  ao  encontro  dez  leprosos,  13  que  ficaram  de  longe  e  lhe  gritaram,  dizendo: Jesus, Mestre, compadece‐te de nós! 14 Ao vê‐los, disse‐lhes Jesus: Ide e mostrai‐vos  aos  sacerdotes.  Aconteceu  que,  indo  eles,  foram  purificados.  15  Um  dos  dez,  vendo  que  fora  curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz, 16 e prostrou‐se com o rosto em terra aos pés  de Jesus, agradecendo‐lhe; e este era samaritano. 17 Então, Jesus lhe perguntou: Não eram dez  os que foram curados? Onde estão os nove? 18 Não houve, porventura, quem voltasse para dar  glória a Deus, senão este estrangeiro? 19 E disse‐lhe: Levanta‐te e vai; a tua fé te salvou. 


Lecionário Comum Revisado (Ano A)  

Seleção de leituras bíblicas de acordo com o Calendário Litúrgico (Ano A)

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