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DAR A VIDA PELA VIDA Celebração da Palavra e da Mesa Jundiaí, 27 de outubro de 2013 Imagem: Juliana Mesquita, a partir de foto de Carlos Nagumo (*)

DAR A VIDA PELA VIDA ♫ Prelúdio Intróito: Apocalipse 7.9ss (Versão LCR)

(Silêncio e oração) Depois de tudo o que me havia passado olhei e vi uma multidão tão grande, que ninguém podia contar. Eram de todas as nações, tribos, raças e línguas. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, vestidos de roupas brancas, e tinham folhas de palmeira nas mãos. E clamavam com grande voz: Do nosso Deus, que está sentado no trono, e do Cordeiro vem a nossa salvação. [...] Um dos anciãos que ali estavam me perguntou: Você sabe quem são estes que estão vestidos de branco? De onde foi que vieram? Eu não sei. O senhor sabe! respondi. Então ele me disse: Estes são os que atravessaram sãos e salvos a grande perseguição. São as pessoas que lavaram as suas roupas no sangue do Cordeiro, e elas ficaram brancas. É por isso que essas pessoas estão de pé diante do trono de Deus e o servem de dia e de noite no seu templo. E aquele que está sentado no trono as protegerá com a sua presença. Elas jamais terão fome, nunca mais terão sede. Não sofrerão mais com o calor do sol, nem com qualquer outro tipo de tortura. Pois o Cordeiro, que está no meio do trono, será o pastor dessas pessoas e as guiará para as fontes das águas da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.

♫ Amor sem limites: [L: Charles Wesley; M: David Junker; Harm.: Liséte Espíndola]

Amor sem limites Amor sem idade Amor por toda humanidade


Saudação: [Inspirado nos textos de Dom Pedro Casaldáliga, no Ofício dos Mártires (Paulus 2004), adap. por Luiz Carlos Ramos]

♫ Se o grão não morrer: [A. Trevisan e Flávio Irala]

Acolhida:

Oração do dia: [Luciano José de Lima]

Reunimo-nos em nome de todas as mulheres e homens que, na nossa morena América, deram e dão a sua vida pela Vida: nas ruas e nas montanhas, nas oficinas e nos campos, nas escolas e nas igrejas, sob a noite ou à luz do sol. Por sua causa renovamos a esperança, pois sabemos que o grão de milho, morrendo, se multiplica. Se o grão não morrer debaixo da terra não virá a espiga alegrar a mesa. Se o grão resistir ao vento e à chuva não terá o vinho, o vigor da uva.

Se o grão não morrer na mó do moinho, o corpo estará cada vez mais sozinho. Se o grão se entregar à força do pão, convívio haverá na ressurreição.

(Boas-vindas aos presentes e referência à ênfase da liturgia, a propósito do Dia de Finados e Apresentação dos motivos de oração da comunidade...) De muitos lugares tu nos congregas, Senhor, em torno de sua Palavra e de sua Mesa; acolhe a oração que brota dos nossos corações que, mesmo na diversidade, batem como um apenas. Tu és a fonte de toda bondade e justiça. Envolva-nos em um grande abraço de fraternidade e amor. Bendito seja teu nome por nos acolheres. Adoramos-te por Cristo Jesus, nosso Senhor, amém!

♫ Olhar de quem sabe amar:

O olhar de quem sabe amar Tem o brilho das manhãs de sol, Ilumina as faces e distingue as cores Canta a vida como um rouxinol.

[Xico Esvael]

O olhar de quem sabe amar Não tem medo de mirar no olhar. Partilhar os sonhos sem fitar medonho No caminho a fé lhe faz andar.

O olhar de quem sabe amar Acredita e luta pela paz, Sabe que a justiça é dever, premissa Pra fazer a vida germinar. O olhar de quem sabe amar Tem poder pra terra semear, Pega no arado, sem olhar pra trás Não se cansa da vida esperançar.

O olhar de quem sabe amar Se umedece quando vê a dor. Fruto da ternura, de quem tem doçura: É Simão com a cruz do sofredor. EQUANTO HOUVER MÁRTIRES HAVERÁ ESPERANÇA Recordação da Vida: [Inspirado nos textos de Dom Pedro Casaldáliga, no Ofício dos Mártires (Paulus 2004), adap. por Luiz Carlos Ramos]

Jesus de Nazaré, Mártir Supremo, a Testemunha Fiel! Recordamos e celebramos todos os sangues mártires, de todas as Igrejas, de todas as Religiões, de todas as utopias... 

Senhor, tem piedade de nós. Cristo, tem piedade de nós. Senhor, tem piedade de nós.

Mártires do Reino, mártires da Igreja, mártires de todas as Religiões... Mártires da justiça e da libertação, da dignidade e da cidadania... Mártires da igualdade e da paz, da solidariedade e da esperança... 

Senhor, tem piedade de nós. Cristo, tem piedade de nós. Senhor, tem piedade de nós.

Mártires da causa indígena e da negritude, Mártires do povo migrante, mártires da terra, Mártires do trabalho, da ecologia e das lutas populares, Mártires dos direitos humanos, mártires das crianças, mártires da juventude Mártires da caminhada... 

Senhor, tem piedade de nós. Cristo, tem piedade de nós. Senhor, tem piedade de nós.

(Apresentação de nomes das testemunhas que queremos recordar...) Silêncio: “O ecumenismo dos mártires é o mais convincente” (João Paulo II) 2


♫ Kyrie: [Rodolfo Gaede Neto]

Pelas dores deste mundo, ó Senhor, imploramos piedade. A um só tempo geme a criação. Teus ouvidos se inclinem ao clamor desta gente oprimida. Apressa-te com tua salvação. A tua paz, bendita e irmanada co’a justiça Abrace o mundo inteiro. Tem compaixão! O teu poder sustente o testemunho do teu povo. Teu reino venha a nós! Kyrie eleison!

Leitura do Evangelho: [Lucas 18.1-8 (ERAB)]

Reflexão partilhada:

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Dirigida pelo Rev. Luciano José de Lima Tu és amor, amor eterno luz abençoada, luz imortal

Ofertório: ♫ Tu és amor: [L: Shirley Erena Murray; Trad. Jaci Marsaschin; M: Per Harling]

Dá-nos perdão, dom amoroso na comunhão, do vinho e do pão

Com teu poder, com tua graça o mundo pode se transformar

LEMBRANÇA PERMANENTE E CARINHOSA DOS QUE DÃO A VIDA PELA VIDA Grande Ação de Graças:

Sanctus et Benedictus: [Texto litúrgico tradicional, Música: Liséte Espíndola]

Consagração: (Epiclese)

Narrativa da Instituição: [cf. 1 Coríntios 11.23-26]

O Senhor seja com vocês. | E com você também. Elevem seus corações. | Ao Senhor os elevamos. Demos graças ao Senhor nosso Deus. É verdadeiramente digno e justo dar-te graças em todo tempo e lugar. Graças te damos, Senhor, por Jesus de Nazaré, a Fiel Testemunha, que inspira a tantos na defesa da Vida plena para toda gente. Pela memória permanente e carinhosa daqueles e daquelas que dão a vida pela Vida, cantamos com alegria eterna: 

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus onipotente, Terra e céus estão cheios da tua glória, Glória a ti Senhor!

Eterno Deus, nosso materno Pai, nós humildemente te suplicamos que derrames sobre nós e sobre estes elementos o teu Espírito Santo e cumpras a tua Palavra, a fim de que o pão que vamos comer seja para nós a comunhão no corpo de Cristo, e o vinho que vamos beber seja a comunhão na vida de Cristo; é o que te pedimos em ação de graças; por Cristo, com Cristo, e em Cristo.  Bendito sejas para sempre! Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.  Bendito sejas para sempre! Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes do cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.  Bendito sejas para sempre! 3


Partir do pão:

Porque há um só pão, assim nós, sendo muitos, somos um corpo em Cristo e todos membros uns dos outros, pois todos participamos desse mesmo pão.

Agnus Dei:

Cordeiro de Deus que tiras os pecados do mundo, tem piedade de nós. Cordeiro de Deus que tiras os pecados do mundo, tem piedade de nós. Cordeiro de Deus que tiras os pecados do mundo, dá-nos a paz.

[cf. João 1.29]

Distribuição: ♫ Em memória de mim:

(Partilha eucarística) 1.

Em memória de mim, comei. Em memória de mim, bebei. Em memória de mim, orai que seja feita a vontade de Deus.

4.

Em memória de mim, pelejai. Em memória de mim, sempre amai. Em memória de mim, buscai a Deus no coração, não no céu, no coração, buscai.

2.

Em memória de mim, sarai. Em memória de mim, reparti. Em memória de mim, abri a porta para o irmão entrar, ele entrar.

5.

Sempre em memória de mim. Sempre em memória de mim. Em memória de mim.

3.

Pão, nele vos consolai. Vinho, lembrai-vos também que este é meu corpo e meu sangue que dei por vós, dei por vós.

[Letra: Ragan Courtney; Trad.: Jon Sutton Música: Buryl Red]

O AMOR É COMO UM GRÃO: MORRE, NASCE TRIGO; VIVE, MORRE PÃO! Oração final: [Luiz Carlos Ramos, inspirado na canção “Drão”, de Gilberto Gil]

Obrigado, Deus ETERNO, por nos mostrar que o amor da gente é como um grão, uma semente que tem que morrer pra germinar, plantar nalgum lugar, ressuscitar no chão: nossa semeadura! Quem poderá fazer aquele amor morrer? Nossa caminhadura, dura caminhada, pela noite escura...? Quem poderá fazer aquele amor morrer se o amor é como um grão? Morre, nasce trigo; vive, morre pão?! Obrigado, Deus ETERNO, por nos mostrar que...

♫ Bênção do Lar: [Luciano José de Lima]

Se o grão se entregar à força do pão, convívio haverá na ressurreição.

Que nesta casa não triunfe a tristeza, antes, que se descortinem horizontes de alegria. Que nesta morada todo sofrimento seja superado e a solidariedade, despertada. Que estas portas não sejam travadas pelo temor, mas que, acolhedoras, se abram para o amor. Que este lar não seja domínio da discórdia, mas espaço de unidade no respeito à diversidade. Em nome da Divina Bondade, da Compaixão Infinita, e da Inspiração Benfazeja. Amém!

Envio: [Hebreus 12.1-2]

♫ Mão: [Roberto Baptista]

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas [...], corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé.

Minha mão, tua mão, gesto da mais pura paz. O meu Deus, o teu Deus, Deus da Vida.

“Celebração da Palavra e da Mesa, Capela da Serra, Jundiaí, 27 de outubro de 2013” de Luiz Carlos Ramos é licenciado sob uma Licença Creative Commons AtribuiçãoNãoComercial-CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada. Permissões além do escopo dessa licença podem estar disponíveis em http://www.luizcarlosramos.net.  Liturgia preparada pelo Rev. Luiz Carlos Ramos;  Pianista: Liséte Espíndola;  Regente: Neusa Cezar e Elenise Ramos;  Ambientação: Vastí Ferrari Marques;  Fotografia: Carlos Nagumo e Walfrido dos Santos;  Diagramação: Luiz Carlos Ramos;  Arte do convite: Juliana Mesquita; Ilustração: Juliana Mesquita a partir de foto de Carlos Nagumo (* “A foto que usei é do Caco, tirada em uma festinha na escola do João em que as crianças e os pais fazem lanternas de papel, com velas acesas dentro e saímos para um passeio à noite. É um passeio que faz referência à luz que devemos manter acesa dentro de nós durante nossos invernos.) _______________________________________________________________________________________________________________ Para ter acesso a outras liturgias da Capela da Serra e para ver fotos das celebrações anteriores, acesse: http://www.luizcarlosramos.net

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Dar a vida pela VIda