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Organização: Jeferson Batista do Prado Coordenação editorial: Isabela Cordeiro Léda Revisão de texto: Magda Regina Rosa Ilustrações: crianças participantes do projeto Capa: Zakuro Aoyama Projeto gráfico e diagramação: Lucivam Costa Imagens: Associação Ludocriarte Produção do DVD: Cristiano Silva

Prado, Jeferson Batista do (org.) Era outra vez...: Histórias mágicas criadas pelas crianças do Ponto de Cultura LUDOCRIARTE – Brasília: Associação Ludocriarte, 2014. 1ª Edição – Tiragem: 3 mil exemplares – 2014 – Brasil

ASSOCIAÇÃO LUDOCRIARTE Ponto de Cultura Quadra 103, Conj. 05, Casa 01 Residencial Oeste · CEP: 71.692-200 São Sebastião/DF · 61 3339 1976 ludocriarte@gmail.com · www.ludocriarte.org


Jeferson Batista do Prado (org.)

Histórias mágicas criadas pelas crianças do Ponto de Cultura Ludocriarte 1ª Edição

Brasília/DF Associação Ludocriarte 2014


Apresentação

Todos os textos deste livro foram produzidos durante as Oficinas de Criação de Histórias do 2º ano do projeto Ponto de Cultura - Ludocriarte Editora, convênio n°014/2010 com a Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal. As oficinas foram realizadas entre os meses de fevereiro e junho de 2014, com 80 crianças de 6 a 14 anos, de São Sebastião/ DF. As crianças foram divididas em 4 grupos de 20 participantes, assim denominados: Lobos, Oncinhas, Raposas e Tamanduás. No início das oficinas foram realizadas atividades com o objetivo de aproximar os participantes do universo fantástico das histórias, de forma lúdica e expressiva. Em seguida, as crianças foram estimuladas a criar narrativas sobre seres com poderes mágicos, grandes magos e feiticeiros, objetos e lugares encantados. Foram utilizadas diversas técnicas, tais como: dramatização, músicas, fantoches e construção de cenas com brinquedos. Os grupos Lobos, Raposas e Tamanduás foram divididos em três subgrupos que elaboraram textos coletivos diferentes que foram corrigidos e editados com a mediação da equipe da oficina. O grupo Oncinhas, das crianças menores, produziu histórias orais que foram registradas através de imagens e vídeos. Na última etapa, os grupos se concentraram na ilustração das histórias. No final do livro encontra-se um DVD contendo quatro filmes produzidos a partir de diferentes linguagens, inspirados nas histórias elaboradas pelas crianças. 2


Índice

A Ilha das Montanhas Flutuantes������������������������ 4 A Aventura dos Três Amigos������������������������������� 7 O Rei Mágico������������������������������������������������������� 11 Os Gigantes de Pedra������������������������������������������ 15 O Grande Mago��������������������������������������������������� 18 O Aniversário da Fada do Arco-íris ����������������� 20 A Casa Misteriosa das Bruxas���������������������������� 23 A Festa das Princesas ����������������������������������������� 27 Os Guerreiros Mágicos��������������������������������������� 28 Meu Amigo Imaginário é um Fantasma���������� 34 Seres Mágicos Contra a Poluição���������������������� 37

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História criada pelas crianças do grupo Tamanduás

A Ilha das Montanhas Flutuantes

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ra uma vez um príncipe que morava em uma ilha muito distante do Brasil que se chamava Ilha das Montanhas Flutuantes. No centro da ilha existia um enorme ímã. Milhares de anos atrás aconteceu um grande terremoto que partiu o imã ao meio, virando a parte de baixo para cima. Assim, as montanhas que estavam em cima do imã foram empurradas para o alto, criando um espaço de trinta e cinco metros entre elas e o chão. Por isso a ilha ganhou o nome de Ilha das Montanhas Flutuantes. Um dia o príncipe resolveu explorar os caminhos desconhecidos da ilha em busca de aventuras. Em uma de suas buscas ele encontrou uma passagem secreta que dava acesso ao alto das montanhas. A passagem parecia uma caverna, com uma descida profunda e depois uma subida muito longa, com 4


árvores, galhos e cogumelos. No caminho levou vários sustos com morcegos e corujas. Com medo, começou a correr e deu de cara com quatro pessoas. Na verdade eram deuses muito poderosos, deuses do bem. O príncipe perguntou como eles chegaram lá. Logo os deuses começaram a explicar. Eles disseram que estavam explorando a montanha quando começou o terremoto e eles subiram junto com as montanhas flutuantes.

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O príncipe e os deuses andavam pela floresta conversando quando, de repente, ouviram um barulho de animais morrendo. Curiosos, foram correndo ver o que estava acontecendo. Lá, encontraram quatro deuses do mal matando os animais. Os quatro deuses do mal declararam guerra aos deuses do bem e assim começaram a brigar. Os deuses do bem saíram vencedores, com a ajuda do príncipe. No final de tudo, os vencedores pediram para ser amigos dos deuses do mal. Eles responderam que por terem perdido a guerra nunca mais iriam fazer as pazes. Passado algum tempo, quando os deuses do mal estavam sentindo muita fome e muito frio, resolveram pedir desculpas por tudo que fizeram. Os deuses do bem aceitaram as desculpas e lhes deram comida e roupas quentes. Como o príncipe participou de toda essa aventura, e demonstrou coragem, ousadia e bom coração, ele acabou se tornando também um deus do bem. Juntos, os nove deuses voltaram pelo atalho que o príncipe havia descoberto. A partir daí viveram em paz, ao lado das pessoas da ilha.

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História criada pelas crianças do grupo Lobos

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A Aventura dos Três Amigos

ra uma vez três amigos que viviam em uma estranha cidade chamada Hortelândia. Eles se chamavam: Rei Gelado, Princesa Jujuba e Jake. Eles gostavam muito de ajudar as pessoas de sua cidade. O que poucos sabiam era que quando eles estavam juntos algo muito estranho acontecia: eles ficavam com poderes mágicos! Só que isso acontecia apenas quando estavam reunidos.

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O Rei Gelado era um pouco alto e gordo, tinha o cabelo branco e usava uma roupa completamente azul. O poder que ele tinha era de congelar o tempo. Princesa Jujuba era muito linda! Era alta, tinha os cabelos longos, sempre usava sua tiara de jujubas e adorava usar seu vestido de doces. Tinha o poder de transformar coisas ameaçadoras em doces. Jake era um gigante de cabelos longos e vermelhos, sempre usava um short azul e uma blusa vermelha. Ele adorava usar sua capa preta que podia deixar qualquer coisa invisível, quando envolvida por ela. Um dia os amigos resolveram fazer um piquenique na floresta que havia próxima à cidade Hortelândia. Eles só não imaginaram que lá estaria escondida a perversa bruxa Chapeuzinho Roxo, que nunca tirava um capuz roxo da cabeça. 8


Ela queria ser a pessoa mais importante e reconhecida da cidade e ficou com muita inveja do poder que os amigos tinham quando estavam reunidos. Então, Chapeuzinho Roxo fez um feitiço para que eles perdessem seus poderes. Eles começaram a brigar porque um culpava o outro por ter perdido seu poder. Depois de um tempo os três amigos entenderam o que havia acontecido. Resolveram procurar ajuda da Nicole, a Fada da Floresta, e de sua fiel companheira Vitória, a Boneca Mágica. Elas eram conhecidas por toda Hortelândia pela sua bondade e moravam no topo da árvore mais alta da floresta. Chegando lá, os amigos pediram para que Nicole e Vitória preparassem uma poção mágica que anulasse o feitiço da bruxa. A poção, porém, não funcionou e os amigos unidos decidiram procurar a Chapeuzinho Roxo, que se recusou a ajudá-los. Voltaram para a casa da fada Nicole e pediram que ela os guiasse até o castelo secreto da Princesa da Amizade. Esse castelo ficava no centro da Floresta e, para chegar lá, enfrentariam muitos perigos. Como estavam sem seus poderes, a Fada e a Boneca Mágica os ajudaram a chegar até o castelo. 9


A Princesa da Amizade era responsável pela harmonia daquela floresta. Como a caverna que Chapeuzinho Roxo morava era distante, os poderes da princesa não chegavam até lá. A forma que ela teria para ajudá-los seria os conduzindo até o castelo de sua irmã a Princesa Maracujá, responsável pela a paz e calma da floresta. Todos juntos foram até o castelo. A Princesa Maracujá, depois de ouvir a história, lhes deu uma garrafa de “maracujanífero”, um suco poderoso. Uma pequena dose dada a Chapeuzinho Roxo faria com que ela adormecesse. Eles foram até a caverna da Chapeuzinho Roxo e lhe ofereceram o suco. Chapeuzinho dispensou o suco e os expulsou de sua casa. Mas os três esperaram do lado de fora, olhando por uma fresta da janela e viram quando ela tomou o suco. Ela adormeceu profundamente, dormindo durante sete dias. Os amigos ficaram preocupados, se arrependeram do que fizeram e decidiram cuidar da Chapeuzinho Roxo. Quando ela despertou, ficou surpresa em ver que seus inimigos haviam cuidado dela. Ficou tão agradecida que resolveu devolver-lhes seus poderes. Com isso todos comemoraram! A Chapeuzinho já não tinha mais inveja dos três amigos e passou a fazer parte do grupo. Agora era o grupo dos quatro amigos! 10


História criada pelas crianças do grupo Lobos

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O Rei Mágico

ra uma vez um rei mágico que morava em uma caverna de prata. Naquela região havia perigosos e destruidores pássaros de fogo. Eles queriam incendiar a caverna e o jardim. Toda vez que apareciam começava um grande combate. O rei protegia o lugar com uma espada de choque. Ele tinha também a ajuda de um dragão guardião da caverna. O dragão soltava fogo pela boca e afastava 11


os pássaros com seu rabo de ferro. O rei, então, eliminava os pássaros com sua espada. Os pássaros de fogo eram derrotados, mas em pouco tempo estavam de volta. Certo dia, após uma das muitas batalhas entre eles, apareceu Diana, uma menina muito teimosa que provocava todas as pessoas do reino jogando pedras em cima dos telhados das casas. – Agora chegou a minha hora! Vou quebrar todas as coisas dessa caverna! - disse Diana com seu olhar furioso. Só que o rei tinha mandado construir RobonitoBenfão, um robô que guardava dentro de sua barriga todas as crianças teimosas e os adultos malvados do reino. O rei gritou para Diana: – Você irá para a prisão! RobonitoBenfão vai lhe educar e você não sairá tão cedo de dentro desse imenso barrigão! E assim o robô deu grandes passos em direção à menina e numa bocada só, aprisionou-a. O rei mágico era também um grande inventor! Ele havia construído muitos outros aparelhos mágicos. Uma de suas grandes invenções era uma máquina do tempo com o nome de Benfeitoscópio, que fazia os adultos virarem crianças. Depois que os adultos viravam crianças, passavam por um portal mágico redondo e muito colorido. Entravam em um mundo novo onde todos os bichos ferozes haviam sido transformados em bichos mansinhos. 12


Os leões eram voadores e muito simpáticos, levavam as crianças para passeios nas alturas. As cobras também eram voadoras e gostavam de apostar corrida. Os crocodilos gostavam de brincar de pique-pega. Toda vez que iam pegar alguém encostavam nele o rabo bem de mansinho. Os cavalos brincavam com os lobos como se fossem cachorrinhos. Quando uma criança jogava uma bola, eles balançavam o rabinho e corriam para buscar. Os tubarões eram os salva-vidas das crianças que brincavam no lago. As crianças viviam bem felizes com todos os animais. Certo dia o rei decidiu tirar Diana de dentro da barriga do robô, pois agora ela era uma menina diferente e muito legal. Ele tinha decidido transformá-la em uma fada. O rei mágico a transportou para o reino dos animais encantados e dos adultos/crianças, onde ela virou uma grande fada protetora.

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A fada trazia todos os seres malvados de outros mundos para serem transformados em seres bons, para viverem naquele mundo encantado: O lobo mau passou a ser bom. O urso que vivia quebrando todas as coisas do mundo dele, agora construía coisas. Até os pássaros de fogo que queriam incendiar tudo viraram pombas da paz. Tudo lá era mais divertido! Todas as lojas do shopping eram de brinquedos. Todas as coisas eram coloridas e as fumaças que saiam pelas chaminés eram verdes e tinham cheiro de goiaba. Certo dia a máquina do rei quebrou. Então o urso construiu outra máquina que não funcionava do mesmo jeito. Ela transformava novamente todas as crianças em adultos. Assim, todos voltaram para seus mundos. Aquele lugar mágico onde viveram muitas aventuras, ficou na lembrança de todos, até hoje! 14


História criada pelas crianças do grupo Raposas

Os Gigantes de Pedra

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ra uma vez um rei que tinha um amigo mago, muito poderoso. O rei ganhou do mago um cetro cheio de poderes. Na ponta deste cetro existia um olho mágico, e quem olhasse através dele seria capaz de enxergar a mais de cem quilômetros de distância. Assim, o rei, do alto da torre, conseguia vigiar todo o seu reino. Seu amigo mago vigiava o reino por baixo da terra, percorrendo rápido como um raio, todos os túneis criados pelos anões mineiros. Durante muitos e muitos anos os Gigantes de Pedra rondavam aquele reino. Eles eram criaturas monstruosas que lembravam montanhas rochosas. O rei e seu amigo mago sempre combatiam estes seres assustadores com todas as forças que tinham, mas a cada combate eles estavam ficando cada vez mais fracos e os gigantes aproximavam cada vez mais do reino.

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O mago lia pilhas e pilhas de livros antigos em busca de uma resposta para acabar com aquela batalha sem fim. Um dia, ele encontrou um manuscrito muito velho que contava uma história acontecida há milhares de anos, quando aquele reino ainda não existia. Dizia que um imenso cometa havia caído do céu trazendo com ele uma família de gigantes de pedra. Com o impacto os gigantes adormeceram por muitos e muitos dias. Os seres malvados da floresta vieram e roubaram o cometa que era a única forma para eles voltarem para o seu planeta. Quando os gigantes despertaram e perceberam que seu cometa havia sumido, ficaram furiosos e saíram à sua procura. Vagaram furiosos por toda a terra, destruindo cidades inteiras. Quando o mago leu a história daquele antigo manuscrito, tudo fazia sentido. Logo lembrou que na 16


cidade da floresta existia uma imensa pedra esférica que queimava eternamente. Ele teve certeza de que era o cometa que os gigantes tanto procuravam. O mago conversou com seu amigo rei e eles bolaram um plano: Quando os gigantes vieram rondar o reino, o rei apareceu sem suas tradicionais armas. Com uma bandeira branca, apenas apontou para a direção da floresta. Lá o mago tinha preparado uma fumaça azul muito cheirosa. Os gigantes foram enfeitiçados pela fumaça. Seguiram por todo o caminho até chegarem ao local onde estava o cometa. Assim que o viram, o feitiço acabou. Os gigantes ficaram muito felizes em encontrar o seu cometa. Eles o carregaram para fora do reino e nunca mais voltaram. Dias depois, o mago e o rei viram ao longe, uma bola de fogo subindo em direção ao céu. Os amigos comemoraram e o reino viveu em paz.

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História criada pelas crianças do grupo Tamanduás

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O Grande Mago

ra uma vez um Grande Mago que vivia em um mundo estranho, onde tudo era muito escuro. Ele morava em uma caverna onde havia muitos morcegos e ratos. Seu lugar favorito de descanso era uma árvore que ficava do lado da caverna. O jeito que o mago se vestia era muito esquisito. Ele usava uma calça rasgada e por cima uma capa preta. Ele tinha ganhado a calça de um mago antigo que já havia morrido há muito tempo. A calça era mágica, ao vesti-la ele ficava com um poder incrível de transformar umas coisas em outras coisas. O Mago era muito solitário, nunca saia de casa, quase nunca via gente. Seu único amigo era um cavalo com asas 18


que ele havia criado. Ele vivia uma vida tranquila, até que um dia apareceu na região o Monstro do Medo, que queria destruir o mundo inteiro e aprisionar todos na sua grande caverna. O Mago estava descansando na árvore quando um homem passou correndo, gritando por socorro e explicou tudo o que estava acontecendo. O Grande Mago juntou toda a sua coragem, colocou sua calça mágica e partiu para enfrentar o monstro. Foi uma batalha difícil, o Grande Mago ficou bem machucado. Mesmo assim, seu poder de transformação foi muito importante, ele transformou pequenos animais em criaturas horripilantes. Assim conseguiu derrotar o Monstro do Medo. O monstro tinha destruído tudo a sua volta, mas o Grande Mago, com seu poder, conseguiu arrumar as coisas destruídas. Tudo ficou novamente organizado e lindo. As pessoas se aproximaram do Grande Mago para agradecer e fizeram uma grande festa, onde ele encontrou uma bela mulher que também tinha poderes mágicos. Eles começaram a namorar. O Mago deixou de ser solitário. O casal teve dois filhos lindos e viveram felizes para sempre. 19


História criada pelas crianças do grupo Raposas

O Aniversário da Fada do Arco-íris

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m um lindo jardim de flores encantadas, os animais, que eram mágicos, prepararam uma grande festa para comemorar o aniversário da Fada do Arco-íris. O coelho falante era muito linguarudo e falava tudo muito depressa. Saiu pulando por todos os lados para convidar todo mundo para o aniversário da fada. A joaninha com asas gigantes ensaiou uma linda música para cantar para a aniversariante. Os passarinhos também haviam preparado um grande repertório de músicas, além de transformar os ovinhos que não iam ser chocados em deliciosos ovos de chocolate para a festa. Os macacos chegaram a preparar um bolo de banana, mas o bolo estava com uma cara tão boa que eles não resistiram e comeram o bolo todinho! 20


O senhor Tatu Bola ficou então responsável pela preparação do bolo que dessa vez não seria de banana, mas sim de chocolate e morango. Ele colocou ingredientes mágicos no bolo: pó mágico de chocolate, calda de estrelinhas, varinhas mágicas de morango, cubinhos de gelo de ouro e, o mais importante, bombinhas de chiclete. Só que ele avisou: quem comesse o bolo antes da hora viraria um sapo esfumaçante!

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Todos os convidados foram chegando para a festa. Quando todos já estavam lá, a aniversariante chegou e levou um susto. Todos gritaram: “Prispifor!”, que na língua dos seres mágicos quer dizer “feliz aniversário”. A fada ficou tão feliz que seu cabelo mudava rapidamente de cor e a cada vez que ela piscava surgia uma cor no céu, formando-se assim um lindo arco-íris em que todos os bichos poderiam escorregar. Depois de muitas danças e brincadeiras, organizadas pelas flores encantadas, e das apresentações das músicas, os convidados cantaram Parabéns para você, comeram o bolo e foram para casa. Chegando em casa, eles deitaram em suas camas, dormiram e sonharam como anjos no céu. Só que a festa tinha sido tão boa que todos queriam mais! No outro dia, as fadas e os animais acordaram, escovaram os dentes, pentearam o cabelo e foram novamente para a casa da Fada do Arco-íris. Chegando lá, fizeram um piquenique e brincaram de várias brincadeiras tipo pique alto, pique ferro, pique fruta e queimada. A partir daí se encontravam quase todos os dias. Lanchavam, assistiam filmes, estavam sempre reunidos. A fada estava sempre feliz e o arco íris brilhou no céu para todo sempre. 22


História criada pelas crianças do grupo Raposas

A Casa Misteriosa das Bruxas

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ra uma vez, uma fada muito maluca, atrapalhada e que gostava de causar desordem. Ela enfeitiçou uma casa e fez com que cada cômodo fosse um lugar de mistérios. Na sala tinha um quadro que era um portal para o mundo das bruxas. Quando um visitante ficava no centro da sala, um grande furacão saia do quadro e o levava para a prisão das bruxas que ficava no quarto ao lado. As pessoas que lá chegavam logo ficavam congeladas pelo feitiço da Bruxa Recongela. A prisão estava cheia de bruxas de todos os jeitos. 23


Tinha a Bruxa Ratazana, que possuía um rabo tão comprido que às vezes ela usava como chicote para espantar os morcegos. – Saiam seus morcegos, senão vão virar sopa! Tinha a bruxa Kalabunga que não parava de falar palavras esquisitas: – Cacaio, Cucui, Sabará, Sabarú, que venham todos os urubus! Ao amanhecer, a Bruxa Raionilda que era muito teimosa, já ia logo negando qualquer coisa e soltando raios pela boca. – Não! Não! Não! – Era tudo o que falava! A Bruxa Aranha era a que tinha o coração mais mole. Certo dia viu que a prisão já estava cheia de humanos indefesos, congelados e resolveu ajudá-los. Chamou todas as suas amigas aranhas de fogo e disse:

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– Vamos meninas! Usem suas bolinhas de fogo para descongelarem nossos amigos. Quando os humanos foram descongelados, voltaram para a sala. Chegando lá, a Bruxa Aranha ensinou o caminho para fazerem a viagem de volta para as suas casas. Todos partiram. Mas durante a viagem eles foram surpreendidos por um terrível dragão que disse: – Serão todos meus prisioneiros! Lançou uma rede sobre as pessoas e as levou para seu castelo. Todos gritavam por socorro para a sua amiga Bruxa Aranha. Mas ela estava longe e não ouviu os pedidos de ajuda. Chegando no seu castelo, onde morava com sua namorada, a Fada Atrapalhada, o Dragão ordenou que todos trabalhassem para ele. – Senhoras e senhores! Vocês agora irão limpar o castelo, preparar o nosso banquete e terão também que cantar a nossa canção de ninar! Com o passar do tempo as pessoas foram ficando cada vez mais cansadas e já não aguentavam mais ser prisioneiras. Mas também não conseguiam fugir, pois as portas estavam enfeitiçadas. – Quero sair dessa escravidão! – A minha voz está acabando, estourada de tanto cantar! 25


– Minhas mãos estão cheias de calo de tanto limpar, meus dedos estão machucados! Fulano, que era muito esperto, percebeu que em um canto do castelo havia uma segunda porta onde quase não entrava ninguém. Ele abriu a porta lentamente até descobrir que aquela passagem estava sem feitiço. – Enfim vou buscar ajuda! Quando saiu do castelo, foi correndo para a casa enfeitiçada, pedir ajuda para a Bruxa Aranha. A Bruxa Aranha disse: – Não se preocupe, aqui está uma poção que transformará o dragão em pedra. É só pingar duas gotinhas no suco e estará feito. Quando ele beber será transformado em pedra e todos ficarão livres. Fulano foi correndo para o Castelo e fez do jeitinho que a bruxa havia pedido. Aproveitou que a Fada Atrapalhada estava dormindo e colocou também um pouquinho da poção em seu suco. Quando amanheceu, encontraram o Dragão e a Fada Atrapalhada duros, transformados em estátuas de pedra! Resolveram então deixa-los no museu da cidade. Aliviados, comemoraram a liberdade com muita alegria! 26


História criadas pelas crianças do grupo Tamanduás

A Festa das Princesas

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ra uma vez sete princesas muito amigas: Sophia, Keke, Fernanda, Iara, Bianca, Alícia e Luana. Elas moravam em um reino grande e bonito. Um dia elas se uniram para fazer uma grande festa. Foram juntas fazer as compras e prepararam cada detalhe. Queriam que fosse uma festa inesquecível, uma das maiores que o reino já tinha visto. Quando a noite chegou estava tudo pronto, mas ainda faltava o principal: os convidados. As princesas ficaram ansiosas... E se ninguém aparecesse? O tempo passou... Passou... E nada! As amigas já estavam tristes, prontas para desarrumar as coisas, quando a campainha tocou. E, tcham tcham tcham tcham! Chegaram todos os convidados de uma vez! A festa durou toda a noite. Todos se divertiram muito. As princesas ficaram lá até o último convidado ir embora. No final de tudo estavam muito cansadas, se abraçaram e foram dormir. Dormir e sonhar com a linda festa que fizeram.

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Histรณria criada pelas crianรงas do grupo Lobos

Os Guerreiros Mรกgicos

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ra uma vez cinco jovens que se conheceram em uma escola para semideuses. Seus pais eram deuses que se apaixonaram por mulheres da terra e tiveram filhos com elas. Estes filhos se chamavam: Igor, Hiago, Gabriel, Tadeu e Teseu. Cada um deles se dedicava a estudar

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uma arte mágica. Igor estudava o poder do fogo, Iago o da água, Gabriel buscava seu poder na sabedoria, Tadeu buscava na força e finalmente Teseu estudava os poderes ocultos da terra. Todos eram treinados por Sensei, o treinador de semideuses. Sensei era um velhinho muito misterioso que treinava semideuses há muitas décadas e era muito rigoroso nos seus treinos. Sensei estava muito satisfeito com o desenvolvimento dos cinco jovens e achava que já era hora de contar a eles sobre a missão de suas vidas. Um dia, estavam descansando embaixo de uma árvore, após uma simulação de batalha entre os melhores guerreiros da escola. Estavam descontraídos, falando sobre o combate, quando Sensei se aproximou e disse: – Boa tarde, rapazes! – Sensei!- Disseram eles ao mesmo tempo. Sensei disse: – Tenho algo importante para lhes dizer. Uma mensagem que venho guardando por anos, desde quando vocês eram crianças. Preparem-se porque depois do que eu vou lhes dizer suas vidas irão mudar para sempre. É uma mensagem de Zeus. – Nossa, uma mensagem de Zeus! Por que guardou por tanto tempo? - Disse Gabriel, o sábio. Sensei respirou profundamente e começou a dizer:

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– Foi uma ordem dele. Ele disse que eu só poderia contar quando vocês estivessem prontos. – E já estamos prontos? - Perguntou Gabriel. – Sim, venho observando vocês nos seus últimos trabalhos, e vocês têm provado seu valor. Acho que estão prontos. Zeus disse que vocês devem partir em uma jornada cheia de aventuras em busca do livro da sabedoria. Levem este mapa, para guiá-los, e também este caderno com as anotações dos guerreiros que já fizeram esta jornada em outros tempos. – Mas nós iremos sozinhos? - Perguntou Gabriel. – Sim. – Disse Sensei, entregando-lhe o mapa e o caderno. Gabriel balançou os ombros, pegou os objetos e viu Sensei indo embora sem dizer mais nada. Quando Sensei saiu, eles abriram o mapa e começaram a olhá-lo cheios de curiosidade. Tadeu que era o mais forte, não parava de destacar os pontos da aventura onde teriam que enfrentar grandes feras. Quando ele dizia isto todos se olhavam muito animados, cheios de vontade de partirem logo para aquela aventura. Um mês depois, após muita preparação, eles partiram. Todos com grandes mochilas nas costas, cheias de coisas que seriam usadas naquela viagem. Começaram a jornada, descendo um grande morro que terminava na floresta das sombras, onde moravam os lobos gigantes. Eles tinham 30


que atravessar a floresta para chegar à aldeia dos anões. Enquanto desciam o morro, eles discutiam muito sobre como passariam pelos lobos gigantes, já que os lobos eram grandes e muitos, enquanto eles sem armas seriam uma presa fácil. Foi quando Gabriel, consultando o caderno de anotações, descobriu que existia uma passagem subterrânea construída pelos anões há muito tempo atrás. Todos concordaram em ir pela passagem secreta, menos Tadeu, que vinha desde o início da viagem dizendo que sozinho mataria cem lobos gigantes. O túnel era escuro e muito quente, pois ficava próximo a um vulcão adormecido conhecido como rio das larvas. Quando eles saíram do outro lado já estavam praticamente dentro da aldeia. A aldeia ficava na beira do mar e era habitada por anões construtores de barcos. Um menino brincava na porta do túnel e viu quando eles saíram. Quando viu começou a gritar: – Eles chegaram! Os guerreiros mágicos estão aqui! – Guerreiros mágicos? Onde? Perguntavam os outros que ouviam os gritos do menino. Em menos de alguns minutos, os jovens aventureiros estavam cercados por uma multidão de anões simpáticos que davam vivas com sua chegada. Naquela noite deram uma grande festa para comemorar a che31


gada dos guerreiros mágicos. O rei da aldeia os presenteou com um barco para a viagem até a ilha do sábio. Três dias depois eles já estavam em alto mar. A viagem estava bem calma e podiam ver a ilha bem pequenina muito, muito longe. De repente, surgiu um grande navio com piratas horríveis fazendo careta e tentando amedrontá-los. Todos se colocaram em posição de batalha, mas Gabriel disse: – Não temam, amigos, isto é um navio fantasma! Eles não podem nos fazer mal! – Mas eles são horríveis! Você não está com medo? Pegue logo uma arma! - Gritou Teseu, jogando uma flecha pra ele. 32


– Iremos passar por eles sem sofrer nenhum arranhão! Podem abaixar as armas, eles não podem nos tocar. Então abriu o mapa e mostrou onde estava desenhada uma imagem de um navio cheio de fantasmas. Todos abaixaram as armas e então o barco deslizou tranquilamente entre gritos e caretas horríveis. Logo se aproximaram da Ilha da Sabedoria. Quando chegaram à ilha, não sabiam o caminho para o castelo. Gabriel pesquisou no caderno e viu que ali existiam borboletas guias. Teseu tocou um apito e logo uma nuvem de borboletas apareceu e eles a seguiram até o castelo. Lá passaram alguns dias, vivendo e aprendendo com os monges contadores de histórias. No último dia receberam das mãos do grande sábio do castelo o Livro da Sabedoria. O sábio ofereceu para os cinco guerreiros o seu balão particular. Eles subiram no balão e voltaram para casa. Quando chegaram, contaram para Sensei e seus colegas a grande aventura que viveram. 33


História criada pelas crianças do grupo Raposas

Meu Amigo Imaginário é um Fantasma

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m um dia lindo eu estava brincando com minhas bonecas quando, de repente, apareceu um fantasma na minha frente. Eu levei um susto e comecei a gritar pedindo para ele desaparecer, e logo ele disse:

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– Não grite, por favor! Eu não vou lhe fazer nenhum mal. Ao contrário, eu sou seu amigo. Eu apareci para brincar com você. – Tá bom. Já que você apareceu para brincar comigo, então vamos lá. Quer brincar de quê? – De pique-esconde. E brincamos, brincamos até nos cansarmos. Depois desse dia cansativo, eu fui até meus amigos e falei: – Olha, gente! Esse é meu novo amigo! Sem entender nada, eles começaram a rir sem parar. Fui correndo chorando para minha casa. Subi para o meu quarto e me tranquei, porque ninguém acreditou em mim. Minha mãe bateu na porta do quarto, perguntando: – Filha, por que você está chorando? – Porque meus amigos não acreditam em mim. – Abra a porta, por favor! Eu abri, com os olhos vermelhos de tanto chorar. Minha mãe perguntou: – O que está acontecendo, meu amor? – Mãe, tenho um amigo fantasma! Minha mãe ficou assustada e disse: – Mas filha, fantasma não existe. Comecei a chorar novamente. – Tá vendo? Ninguém acredita em mim. 35


– Filha, você não precisa chorar por isso. – Mas eu estou triste, será que não vê? Minha mãe ficou com muita curiosidade e perguntou: – Filha, onde está seu amigo? Olhei para o lado direito e disse: – Está aqui, olha, não está vendo? Minha mãe olhou de um lado para o outro. – Não estou vendo nada e nem ninguém! – Tá bom, mãe, quero dormir. Então minha mãe foi para o quarto. Ela já estava se preparando para dormir, quando ouviu um barulho e começou a segui-lo, com muito medo. Quando abriu a porta, viu o fantasma e nesse momento ela acreditou em mim. O fantasma disse que não queria fazer mal nenhum, que queria ser meu amigo. Eu me aproximei da minha mãe e dele. O fantasma nos contou que havia um mundo dos fantasmas. Lá cada fantasma era de um jeito diferente: um de quatro braços, outro careca, outro cabeludo e etc. Mas eles eram do bem. Quando as pessoas perdiam alguma coisa, eles faziam de tudo para ajudá-las a encontrar. A partir de então ele virou meu amigo, e sempre que pode vem brincar comigo. 36


História criada pelas crianças do grupo Tamanduás

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Seres Mágicos Contra a Poluição

ra uma vez um feiticeiro que se importava muito com o meio ambiente. Ele morava perto de um lago. Um dia um grupo de jovens fez uma festa na beira do lago e o resultado foi: bagunça, muito lixo, mancha de óleo derramada no lago, muita poluição. O feiticeiro resolveu chamar seus amigos, os seres mágicos, para uma reunião para resolver esse problema. Chamou o coelho prateado, o hipopótamo avermelhado, o jacaré vidente 37


e a raposa de duas caudas. Cada um tinha um poder mágico. O coelho prateado podia chegar a uma velocidade de 200 km por hora. O hipopótamo avermelhado tinha o poder da invisibilidade. O jacaré vidente podia ver tudo o que ele quisesse. E a raposa podia voar. Porém, quando chegaram perto do lago, todos perderam seus poderes. Logo descobriram que era por causa da poluição. Eles descobriram também que o grupo de jovens que poluiu o lago tinha feito tudo a mando de um mago malvado que era um ajudante dos magos, há muito tempo, mas agora não queria ser mais ajudante. Ele sabia que se o lago estivesse poluído, os poderes de quem estivesse em volta ficariam enfraquecidos. Assim, ele se tornaria mais poderoso e não um simples ajudante! O feiticeiro decidiu então primeiro despoluir o lago. Junto com seus quatro amigos, chamou os seres mágicos da região. Todos, quando se aproximavam do lago, perdiam os poderes. Mas mesmo assim, com muita força de vontade e determinação, trabalharam juntos para limpar o lago. Quando o lago ficou totalmente limpo, todos se sentiram fortes e poderosos novamente. Eles então chamaram o mago poluidor para uma batalha. Só que o mago ficou com tanto medo, que nem apareceu. Ele nunca mais foi visto na região. O lago continuou limpo e todos viveram felizes. 38


Este livro é o resultado do trabalho conjunto de muitos seres mágicos... Oitenta jovens autores que aceitaram o desafio de dar asas às palavras mágicas:

Grupo Lobos

Ana Flávia Alcântara da Silva ª Brenda Alves de Morais ª Emanuelly Gomes Pereira ª Abraão A. Silva ª Adriele R. dos Santos ª Vinícius R. Souza ª Erick Gabriel Ribeiro de O ª Júlia Alves de Morais ª Julio César Barbosa ª Heliardo dos Santos Pinheiro ª Hiago Chaves Cirqueira ª Igor Chaves Cirqueira ª Lívia Helena dos Pinheiro ª Kelve Nunes Saraiva ª Lucas Gabriel de Araújo Queiroz ª Maycon Vinícius Farias Ferreira Brito ª Priscila da Silva Maciel ª Rafael Rodrigues de Oliveira ª Viviane Gabrielle Ferreira Rocha ª Wesley de Souza Coutinho ª Pedro Henrique Silva Silveira

Grupo Raposas

Ana Beatriz de Araújo Silva ª Ariel do Nascimento Roque ª Carolyne Portilho da Conceição ª Douglas Messias Lima de Oliveira ª Giselle da Silva Montain ª Guilherme Santos Bispo ª Gustavo Trindade de Souza ª Hartur Nunes de Souza ª Fernanda Borges dos Santos ª Emanuel Nascimento da Silva ª Isabela Ferreira Gomes ª João Victor Alves de Jesus ª Lohanne Sousa de Oliveira ª Lucas Alves de Melo ª Maria Eduarda de Oliveira Gomes ª Matheus de Sá Araújo Cardoso ª Micaely Gomes dos Santos ª Felipe Gonçalves Leão ª Willian Fernandes Oliveira Lino ª Fernanda Francisco Sobrinho

Grupo Tamanduás

Adrielly Santos da Costa ª Adonay José da Silva ª Amanda Oliveira Costa ª Bruno Demétrio dos Anjos ª Edson Herminio Teixeira ª Eduardo Ferreira de Souza ª Hugo de Jesus Souza ª Karina de Araújo Queiróz ª Marcelo Henrique de Souza Borges ª Micaelly Matos Cassimiro ª Milena Galdino Rodrigues ª Natanael Reis da Silva ª Ryan Felipe dos Santos ª Selma de Souza Silva ª Samuel de Souza Silva ª Vitória Emanuele Rodrigues Soares ª Bruna N. Silva ª Thiago dos Santos Lopes ª Maikon Daniel Silva Lopes ª Lanna K. Pinheiro

Grupo Oncinhas

Arthur Fellipe Ramos de Almeida ª Asafe Victor R. P. Nascimento ª Brenda Lorrane Gomes Maciel ª Camily Portilho da Conceição ª Danillo Gomes Machado ª Ester Valentine R. P. Nascimento ª Gustavo Santos Bisto ª Gustavo Araújo da Silva ª Bryant Pereira Maia Matos ª Eduardo de Souza Silva ª Isabela de Souza Coutinho ª Jamile de Souza Santos ª Jhonny Ferreira Castro C. Rocha ª Karla Millena Pereira Cantanholi ª Maria Adriana Santos da Costa ª Moisés Rodrigues Melo ª Rafael Almeida Silva ª Vitor Hugo Lima Pacheco ª Paulo Henrique da Silva ª Ygor Lorran Araújo Brito

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Um mágico e contador de histórias responsável pelas oficinas:

Jeferson Batista do Prado, Mágico Jeff Duprado, contador de histórias e educador social que desenvolve um trabalho com oficinas lúdicas e artísticas com crianças e adolescentes do DF.

Uma associação que defende e promove o universo mágico infantil:

A LUDOCRIARTE nasceu em 2004, com o objetivo de desenvolver ações sócio-educativas para crianças, adolescentes e seus familiares por meio da linguagem lúdica, artística e cultural, em específico, promovendo a criação e o fortalecimento de brinquedotecas em várias regiões do Brasil. A BRINQUEDOTECA COMUNITÁRIA de SÃO SEBASTIÃO/DF, fundada em 2005 pela Ludocriarte, atende 80 crianças e adolescentes de 06 a 14 anos, oferecendo um espaço gratuito, aberto a toda comunidade, de educação complementar e integração social, que visa resgatar o significado do BRINCAR no processo de desenvolvimento humano, estimulando e fortalecendo a integração físico-psico-social, a expressão, a descoberta de habilidades e potenciais, a criatividade, a afetividade, o respeito e a cidadania.

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Diretoria:

Paolo Chirola – Presidente ª Magda Regina Rosa – Vice-presidente ª Maria de Fátima Silva – Primeira Secretária ª Monica Aparecida Vieira Nogueira – Segunda Secretaria ª Maria Lucia de Moraes Ono – Primeira Tesoureira ª Elizabeth Maria da Graça Neves – Segunda Tesoureira

Conselho Fiscal:

Rita de Cássia Fernandes Shimabuko ª Zaira Bastos Pinheiro ª Noeme Cristina Álvares de Carvalho

Equipe colaboradora das oficinas:

Abner Nascimento Roque ª Aline Francisca Sobrinho ª Arthur de Oliveira Corrêa ª Daniele Saraiva Rocha ª Darliane da Silva dos Santos ª Flaviany Costa Xavier ª Isaac Mendes ª Lucimeire de Jesus Souza ª Magda Regina Rosa ª Roberta Santos Lima ª Roseli Nunes de Almeida

Produção do vídeo:

Cristiano Silva, cineasta.

Projeto gráfico e diagraação:

Lucivam Costa, designer gráfico e publicitário.


a leitura, assista aos quatro filmes Ap贸s inspirados nas hist贸rias m谩gicas do livro e

entre no mundo encantado da fantasia.


“E

ra uma vez um país feito de doces. As casas eram feitas de chocolates, os postes de pirulitos, os animais de maria mole, as nuvens de algodão doce, os prédios feitos de gelatina, etc. As pessoas que viviam nesse país eram apenas crianças, jovens e adolescentes. Não existiam adultos. As crianças tinham diferentes coloridos: as que eram de várias cores tinham poder de arco-íris. As crianças de uma cor só tinham poder da amizade profunda. Elas viviam sem violência, sem brigas, não eram ruins umas com as outras e viviam felizes como irmãos e irmãs”.

Este livro é um convite para entrar no mundo das histórias mágicas. É o resultado das Oficinas de Criação de Histórias realizadas em 2014 com 80 crianças, de 6 a 14 anos, no Ponto de Cultura LUDOCRIARTE de São Sebastião/DF.

Era outra vez final  

Histórias mágicas criadas pelas crianças do Ponto de Cultura Ludocriarte.

Era outra vez final  

Histórias mágicas criadas pelas crianças do Ponto de Cultura Ludocriarte.

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